Algo a Mais
Autor: Matheus Noronha | Beta: Sarah C.

Cap. 1 - Novas Descobertas

Christine, Kristen e Maryanne são três amigas e protagonistas dessa historia. E quem sou eu? No final saberás! Deixe-me aqui contar uma história, uma história sobre três meninas normais que viram suas vidas virarem de cabeça para baixo.
Christine, com toda sua habilidade de percepção, vê logo quem são os garotos que são bons partidos em High School Fanny Stregher. Kristen parece sempre ser a cabeça do grupo, com sua habilidade de saber o que acontecerá se Christine namorar Thomas novamente. Maryanne é a mais introvertida, racional e observadora, é a que sabe de tudo que acontece no colégio apenas olhando a ação de cada aluno. Kristen desenha maravilhosamente, tão bem quanto Christine luta e Maryanne escreve. As três tem uma banda chamada: MPG (melhores “pop girls”), um nome com pouca criatividade, mas uma banda cheia de talento.

As três amigas estavam na aula do professor Hylie, ele ensinava muito bem biologia, apesar de Kristen não concordar muito com esse fato.
Elas eram as garotas mais populares do colégio, não havia ninguém naquela escola que não gostaria de ser como aquelas meninas. Não que Hylie se importasse, no momento tudo o que ela queria era que elas calassem a boca e prestassem atenção à aula ("elas" incluem Kristen e Christine). Maryanne era diferente, apesar da fama de quem é popular, se dava mal nos estudos, não seguia as regras impostas.
Elas, apesar de serem muito diferentes, davam-se muito bem. Christine era loira, alta, tinha um corpo escultural e chamava atenção por esses fatores. Kristen era ruiva, altura mediana (em torno de 1,65), estudava pouco, mas estudava justamente o que caia em testes e provas do colégio, e sempre se dava bem por isso. Maryanne era a estudiosa; morena, com sua mecha laranja (que amava como a um filho), não precisava de garotos, sempre achara melhor ficar sozinha.
Todas elas estavam de viagem marcada com outros alunos e seus professores para uma floresta de pinheiros, o objetivo era fazer um trabalho que valia a nota de biologia e química do semestre. Poucos iriam, pois a viagem era muito cara. Seriam três dias muito entediantes, mas como Christine precisava de nota para não reprovar de ano mais uma vez em biologia, as três inseparáveis iriam juntas.
Mas não pense que elas estariam sozinhas nessa viagem, pelo contrário.
Thomas, o ex-namorado de Chris, que ainda não havia desistido de tentar reconquistá-la (apesar de Chirstine ter deixado bem claro que não perdoaria sua traição), estaria lá. O que deixava Chirs nervosa. Brad, amigo de Thomas, iria mais pela nota que pela companhia do amigo. E ainda não acabou, nessa viagem também estariam Zack, Sarah, Zoey, Evan e mais quatro alunos de Fanny Stregher. O motorista do ônibus já estava cansado dessas viagens com esses alunos; a gritaria, a cantoria e a perturbação, tudo isso era muita dor de cabeça para ele.
Kristen tinha a ligeira impressão que esta não iria ser uma boa viagem, e ela sempre esta certa, pois seu sexto sentido nunca falha...

Cap. 2 - Fuga inesperada

Christine foi a primeira a entrar no ônibus, com seu entusiasmo e sua energia, frutos do taekwon-do que ela faz a quatro anos, seguida de Kristen e Maryanne. O professor Hylie sentou junto a Maryanne, que não queria ficar sentada com outros do ônibus por achá-los hipócritas, e suas amigas sentaram juntas. As três queriam sentar juntas, mas o espaço do assento não deixou, o jeito foi usar os palitinhos. Kristen queria muito a nota do trabalho, não precisava tanto quanto Christine, mas queria tanto quanto ela, apesar de não querer ir nessa viagem, pois pressentira algo na noite anterior à viagem.
Depois de muita conversa, brincadeira, música e aula no ônibus, todos dormiram exaustos. Apenas o motorista tinha agora um momento de paz, pois ate o professor Hylie estava relaxado. Repentinamente, todos acordam com um estrondo que ecoou para dentro do ônibus. Christine gritou com o susto e Kristen olhou para Maryanne com uma cara de “bem que eu avisei”. Os pneus do ônibus, ao menos os dianteiros, furaram, e para completar a situação, todos entram em pânico. O motorista, Sr. Hunnie, chamou dois garotos do ônibus para ajudá-lo a trocar os pneus. Brad e Jordan desceram com o motorista e todos olharam curiosos para saber o resultado dessa operação no ônibus. Desta vez todos se assustam, mas não com barulho de pneu estourando, e sim com barulho de tiros! Atiravam em Jordan e no motorista enquanto Brad entrava desesperado no ônibus, na tentativa de se salvar. Os professores Hylie e Ryan ordenam que todos se abaixem ou deitem-se no piso do ônibus, a fim de se proteger. Todos estavam sem conseguir entender nada, completamente apavorados. Algumas meninas choravam enquanto eram abraçadas por meninos trêmulos. Não era todo dia que se via sangue na janela de um ônibus.
Depois de um minuto de silencio total no ônibus e todos abaixados ou deitados, é lançado para dentro do ônibus uma espécie de granada com um gás. Ryan conhecia esse gás, nas suas aulas de química falou sobre ele... Era um gás que fazia as pessoas adormeceram ao inalar. Ele olhou para os lados, constatando assustado que o produto químico já começava a fazer efeito, tentou ajudar os outros a saírem, mas não deu para tirar ninguém do ônibus, pois o gás já fizera o seu efeito. Todos dormem e algo acontece...

Cap. 3 - Doces recordações

Christine, Kristen, Maryanne, Thomas, Hylie, Brad, Ryan, Zack, Sarah, Zoey, Evan, Miley, Cory e Jessye acordam onde eles menos esperaram: em suas camas! Todos estavam preocupados em saber: foi um sonho ou não? Maryanne sabe que não foi um sonho, pois, assim que acordou viu no jornal matinal: “morre em excursão colegial um aluno e o motorista” e também leu o resto da noticia que os jovens e os dois professores foram encontrados na floresta e escoltados de volta para casa. Todos, dizia a noticia, estavam com cara de sonolentos, no mínimo. Assim que ela fechou a folha de jornal, boquiaberta, o telefone tocou e ela o atendeu.
- Você já leu o jornal ou ao menos lembra o que aconteceu nesse final de semana? – disse Kristen, abismada com o ocorrido.
- Não faço a mínima idéia do que ouve... Espere, tenho que desligar, chegou alguém aqui em casa, falo contigo no colégio, beijos. - e assim, desligou o telefone enquanto Kristen ainda falava algo.
Quem batia na porta era a mãe de Christine, voltando do mercado. Quem atendeu à porta foi o pai dela. Mal chegou, Eliza (mãe de Christine) pôs as compras em cima da mesa e foi falar com Chris (como todos a chamavam). Ela subiu com uma cara de espanto e deu a notícia para Chris: todos os que participaram do mistério da excursão deviam comparecer ao consultório do psicólogo Matthew. Chris se assustou, primeiramente, mas depois que sua mãe explicou, ela se acalmou.
Mary (apelido que foi dado a Maryanne quando ainda era pequena) estava se preparando para ir ao colégio quando recebeu a mesma noticia que Chris. Ela se assustou, mas já achava que era necessário, pois ela queria respostas. Kristen já estava indo se encontrar com Mary para irem juntas ao consultório, que era a três quarteirões de distância da casa de Mary.
Quando chegou à casa de Mary, Kristen a viu, e com ela já foi andando para o encontro com Matthew e os outros jovens. Assim que chegaram lá, viram Chris, Brad e o professor Hylie, e cumprimentaram-se.
Após a chegada de todos os jovens, a secretária de Matthew mandou entrar na sala dele Brad, Thomas e Sarah. Todos escutaram um estrondo após os vinte minutos que já estavam os três na sala do psicólogo. Os três saíram com uma cara de cansaço, pareciam acabados...
E chegara a vez de Chris, Mary e Kristen. Assim que elas abriram a porta da sala...

Cap. 4 - Habilidades?
Assim que entraram na sala, viram um jovem doutor com boa aparência, porém muito misterioso. Ele, Matthew, pediu para que as três sentassem e prestassem atenção.
-Boa tarde, sou o doutor Matthew, podem me chamar de Matt, parece que ninguém, entre as pessoas que estavam no ônibus da excursão, lembra o que houve naquele fim de semana. Meu trabalho será esse: saber o que ocorreu com vocês e seus amigos. Para isso, irei usar uma técnica que consiste na hipnose de vocês e me dirão o que houve. Vocês três não vão se lembrar do que houve aqui, mas daqui a uma semana, quando eu fizer a hipnose com todos vocês, direi tudo o que houve, juntando os pedaços desse enigma. Então, vamos começar...
Depois de meia hora de consulta, elas saíram da sala e não se lembraram de nada do que houve como dito por Matt. Elas foram pra casa de Sarah, para conversar sobre o ocorrido com elas e dormir juntas, mas a idéia mesmo era fazer uma festa do pijama.
No outro dia, foram juntas para a escola. No caminho entre a entrada principal e a entrada do colégio, havia uma parte gramada, por onde foram caminhando juntas. De repente, Kristen vê uma bola batendo na cabeça de Mary, que a deixou muito preocupada. Porém, após piscar os olhos algumas vezes viu que foi uma ilusão, mas cochichou baixinho para ela, que estava do seu lado, “cuidado vai bater uma bola na sua cabeça”. Mary ficou sem entender, mas dez segundos após o aviso veio uma bola que quase bateu na cabeça de Mary, se não fosse Chris, que pegou a bola tão rapidamente que pareceu impossível. Elas ficaram sem entender como Kristen previu a bolada. Chris, que devolveu a bola para Cory, que se desculpou posteriormente, também ficou sem entender nada, pois como ela teve esse reflexo tão rápido?
Já tinha começado a aula quando as quatro entraram na sala. Então sentaram juntas Mary e Chris. Repentinamente, Mary ouviu sua amiga dizendo que achava suas roupas ridículas e sem estilo. Ela ficou assustada e perguntou retoricamente pra amiga o que ela tinha dito. Chris respondeu que não falou nada. E então ela rebateu:
- Eu ouvi nitidamente que você achava minhas roupas ridículas e sem estilo!
- Eu acho suas roupas sem estilo sim, e feias também, mas não disse nada, eu pensei nisso, na verdade. Amiga, ou você esta virando vidente, ou esta ficando maluca!
- O quê? Não pode ser, maluca nunca!
Então, o professor pediu para que elas fizessem silêncio e disse que gostava muito delas, mas que conversando desse jeito não dava mais. Então Chris disse:
- Gosta de mim? Desde quando? Sabe nem mentir.
- Chris! Que rebeldia! Eu sempre gostei de você, desde o ano passado! Por que está dizendo isso agora? Saia de sala pela revolta e pelo seu tom de voz, mocinha.
- Eu apenas consegui perceber sua mentira... Saio com o maior prazer! Até logo, professor!

Cap. 5 - Onde ela estará?
Quando Chris saiu da sala, encontrou pelos corredores Thomas que ofereceu uma fuga, inesperada para ela do colégio. Ela aceitou e os dois saíram correndo. Felizmente, ninguém percebeu isso. Enquanto isso, Kristen que se sentou com Mary, após a saída da amiga, viu um carro explodindo com Chris dentro. Nesse momento de previsão, ela se assustou e até derramou duas lágrimas. Mary percebeu e perguntou o que houve, e sua amiga apenas respondeu:
- Precisamos encontrar Christine, não sei onde ela esta, mas sei que ela corre risco de perder sua vida a qualquer instante.
Então, as duas saem correndo da sala e entram no carro de Sarah, que foi com elas duas com o objetivo de ajudá-las. Thomas estava levando-a para sua casa, tentando se aproveitar da situação de alegria e medo, por sua ex-namorada estar fugindo da escola. Ele começou a por uma musica romântica que, assim que Chris a ouviu, teve seu botão do som do carro desligado.
Mary ouviu a voz de Thomas dizendo que iria levar Chris para a casa dele. Ninguém ouviu isso a não ser ela. Sarah dirigiu, percorrendo o caminho para a casa do amigo, onde já fora a uma festa e sabia onde era. Ele resolveu parar o seu carro para fazer “xixi” no matagal. Chris, achando-o nojento, permaneceu dentro do carro. Thomas adentrou tanto no matagal que sua pretendente não o viu mais.
Quando as três avistaram de longe o carro de Thomas, ficaram felizes por encontrar supostamente a amiga, mas fora por pouco tempo. Repentinamente, o carro que de longe elas avistaram explodiu em uma só labareda! Kristen disse:
- Chegamos tarde demais... -E depois disso pôs-se a chorar.
Sarah chegou bem perto do carro de Thomas, pegou um extintor e deu o outro pra Mary, para ajudá-la a apagar o fogo do carro (ela sempre levava dois extintores de incêndio no carro por precaução). Assim que apagaram o fogo, Thomas chegou sem entender nada. Quando não havia mais uma faísca sequer, elas viram que não havia ninguém no carro! Todos, incluindo Kristen, que saiu do carro ainda chorando, ficaram se perguntando “onde está Chris?”

Cap. 6 - Perigo constante
Após o acidente, os policiais chegaram quarenta minutos depois e encontraram os quatro jovens confusos. Depois que tudo foi “resolvido”, pois Chris estava desaparecida, todos foram para suas casas. Sarah deixou em casa Thomas e Mary, depois ,quase chegando na frente da casa de Kristen, sua amiga disse algo:
- Sarah, minha casa vai explodir, como o carro da Chris, me ajuda! – As duas desesperaram-se, pois as previsões de Kristen não haviam falhado ainda.
As duas entraram correndo na casa e puxaram a mãe de Kristen para o jardim. Assim que saíram da casa, ela explodiu como previsto por Kristen. Desesperada, Eliza pôs-se a chorar e disse:
- Seu pai voltou de viagem hoje e está dentro da casa!
Kristen se desesperou e tentou entrar na casa, mas sua mãe e Sarah impediram-na, dizendo que já era tarde demais e ao menos ela salvou a vida de Eliza. Os bombeiros chegaram, prestando primeiros socorros às meninas. Sarah perguntou se elas tinham outros parentes na cidade, elas responderam que não, então a amiga de Kristen ofereceu abrigo temporário para as duas. Elas aceitaram com muita gratidão.
No outro dia, Kristen, juntamente com Sarah e Mary, procuraram Matt e foram conversar com ele:
- Por favor, avise-nos o que esta acontecendo, se você descobriu algo, pois não agüento mais, ontem meu pai morreu e eu to acabada de não poder enterrar o corpo dele, pois se restaram apenas cinzas! – Disse Kristen.
- Eu já descobri o que houve com vocês, juntando os pedaços de memória de todos, mas eu ia dizer a todos de uma vez amanhã. Mas, por causa do seu desespero, eu digo a vocês três logo. Depois que vocês dormiram no ônibus...

Cap. 7 - Voltando no tempo
- Todos estavam dormindo no ônibus quando entraram nele seis homens e levaram todos para uma base de pesquisas que parecia mais um laboratório de química. Realmente, havia nessa floresta centros de pesquisas, postos durante a guerra fria para estudo da cabeça humana de invasores comunistas, mas todos estavam desativados. Bem, nem todos estavam desativados. Havia um ainda em uso para onde os jovens e professores foram. Lá todos tomaram uma espécie de vacina em que ativa áreas do cérebro humano aleatoriamente e dependente de cada pessoa. – disse Matt.
- Então por isso que eu estou prevendo o futuro e Mary está lendo o pensamento dos outros! – Disse Kristen, surpresa.
- Espera, eu também estou diferente, eu não estou tendo nenhum sono, na verdade, eu não durmo desde a excursão e estou pensando muito mais rápido, quer dizer, processo as informações bem mais rápido que antes! – Disse Sarah.
- Então a parte do seu cérebro que foi ativada, ou melhorada, se assim posso dizer, foi seu mesencéfalo, que tem funções que batem com as ditas por você. – disse Matt - continuando a explicação, vocês, após a experiência feita, foram largados, exaustos, no meio da floresta de pinheiros e então a policia os encontrou.
- E por que nós estamos sendo atacadas constantemente? Primeiro Chris, depois a família da Kristen. São eles que estão querendo nos atacar? E por qual causa? - perguntou Mary.
- Isso eu não posso responder, pois a hipnose serve apenas para saber coisas que foram armazenadas nos seus cérebros, mas apenas coisas vistas ou ouvidas por vocês. Não sei, mas posso dar o palpite de que, como vocês estão descobrindo essas novas habilidades rapidamente, e vão acabar se vingando deles, eles querem matar vocês primeiro. Tenho muitos anos como doutor, mas nunca vi nenhum caso parecido ao de vocês, tomem muito cuidado e não contem essas coisas para pessoas que não estão envolvidas com a excursão, pois eles não vão entender que vocês passaram por tudo isso.
- E o que fazemos agora? Fugimos? Tentamos lutar contra eles?- Disse Sarah.
- Não, não vamos fugir. Já sei o que fazer! - Disse Mary.

Cap. 8 - Ideia revolucionária
A idéia de Mary era simples, porém, difícil de ser exercida: Juntar todos da excursão, ver se todos têm novas habilidades e ficar preparados, pois unidos seriam invencíveis. Falando assim, em uma frase, parecia ser simples, mas não foi nada fácil. A primeira pessoa em que Sarah, Kristen e Mary foram procurar foi o ex namorado de Chris, Thomas. Ele estava conversando com Brad e Ryan. Elas chegaram neles como se não quisessem nada:
- Oi, meninos, o que estão fazendo? – Disse Kristen.
- Nada, mas podíamos fazer algo agora, não acha? – retrucou Ryan, com um tom sedutor e uma cara safada.
- Olha, se enxerga que eu não quero nada com você, mas é o seguinte: Nós já sabemos tudo o que houve naquela excursão e queríamos lhe fazer uma proposta.
Depois que as três relembraram tudo e mostraram novas coisas sobre aquele ocorrido aos meninos, eles se surpreenderam:
- ... E a proposta é: todos nós nos uniremos para ficarmos cada vez mais fortes! – Disse Sarah.
- E quem disse que nós temos novas habilidades? – Disse Thomas.
- Eu digo, pois acabei de ler na sua mente que você está muito mais forte, veloz, equilibrado, e com uma mira que poucos no mundo teriam! Pelo que eu sei, é um desenvolvimento do seu cerebelo! – exclamou Mary.
- Como assim? Leu minha mente? Você só falou verdades, mas lendo mentes, essa eu não acredito!
- Então escolha qualquer número que exista!
- Pronto!
- O número escolhido foi 14564?
- Nossa! Acertou, mas ainda não acredito! - Então pense uma coisa que ninguém saiba que nunca você contou para ninguém...
- Ai, não dará certo, mas enfim, já pensei.
- O quê? Você gosta de tomar leite na mamadeira até hoje em dia? – Então Mary gargalhou como nunca tinha gargalhado na vida!
- Olhe, eu já acredito em você, mas vocês cinco, não contem para ninguém essa informação certo?
- Ok! Mas não tem como parar de rir! – depois que disse isso, Mary ficou seria e disse – Nossa, Brad, eu nunca pensei que alguém poderia ter uma habilidade tão legal quanto a sua!

Cap. 9 - Ryan problemático
- O que? Qual a habilidade de Brad? – Disse curiosamente Sarah.
- Ele apenas tem super-memória, tudo que ele vê, ouve, sente, ele lembra, não esquece nada, como se fosse um supercomputador! Além de que ele é adaptável, ou seja, se ele estiver em água, ele cria brânquias, se estiver em fogo, cria uma placa de rocha que não inflama, e assim por diante... – Mary contou empolgada.
- Esse povo sortudo. – Disse Ryan invejosamente – Vocês felizes com a nova habilidade, mas e se uma pessoa, entre todos nós, tiver uma má habilidade, que use contra os outros?
- Conta logo, o que você faz de extraordinário? – Rebateu Mary.
- Síndrome da múltipla personalidade, já ouviu falar?
- Eu sei qual é! É a que você se divide entra duas pessoas com personalidades opostas! – Falou Sarah.
- Isso é a síndrome da dupla personalidade, a diferença é que a da múltipla personalidade tem três ou mais personalidades, no caso quatro que é a minha.
- Mas como você descobriu isso? Pois quem descobre é por meio de outras pessoas! – Retrucou Mary.
- Eu descobri. Desde o acidente eu estou passando um tempo na casa do Ryan e percebi que ele tem quatro, como ele disse, a personalidade calma, paciente, educada. A segunda é explosiva, chata, bruta. A terceira, é uma personalidade feminina ( e começou a rir quando dito, pois era a personalidade de mulher dele) e a quarta eu descobri quando ele tentou me matar; assassina, cruel... Foi com ela que descobri meu poder de força bruta, principalmente, pois ele veio com uma faca, mas esmurrei-o e o joguei à quatro metros de mim, quando ele desmaiou, mudou de personalidade. – Disse Thomas.
- Ok, o papo está muito bom, mas se não sairmos daqui agora, morremos! – Disse Kristen.

Cap. 10 - Segredos de Matt
Kristen correu com os amigos dali, pois sabia que se ficassem iriam ser mortos a tiros. A questão: Era quem queria matá-los? Assim que correram uns quatrocentos metros, viram uma “van” parada com um casal dentro dele, chamando-os para dentro. Mary logo percebeu que era Matt e Jessye, então avisou os amigos que era seguro continuar e ir com eles. Assim que todos entraram na “van”, Matt pisou no acelerador e saiu logo daquele local. Não havia ninguém na escola quando eles saíram dela, deviam ter demorado muito tempo lá. Jessye nunca foi amiga próxima dos outros que estavam no carro, mas parecia ser uma pessoa muito confiável.
Então, Jessye olhou nos olhos de Matt e ordenou-o fazer três coisas: “pare o carro”, “não deixe de olhar nos meus olhos” e “conte-nos toda a verdade sobre essa excursão e a causa de Ryan não ter poder mental e sim uma síndrome. Ela parecia ser muito convincente e tudo que ela ordenava ele fazia. Antes que ele começasse a falar, ela o mandou calar a boca e contou aos outros:
- Gente, pode parecer estranho, mas o poder que ganhei foi o de persuasão, ou seja, tudo que eu mando as pessoas fazem. E acho que ele tem algumas coisinhas para falar a vocês. – então ela olhos para Matt e disse – Agora prossiga, dizendo-nos toda a verdade.
Todos ficaram mudos, em total parada, a fim de ouvir Matt, que contou:
- Eu sou um ex cientista da base 61-beta, a qual vocês foram submetidos a experiências, mas nem todos vocês levaram a injeção disparadora, a qual exalta alguma parte do cérebro, alguns foram postos chips, em que esses chips dão alguma habilidade não muito ligada a mente, mas sim a personalidade física e mental, como no caso a de Chris, que criou reflexos muito mais rápidos, a de Thomas, que ganhou força física inigualável, e a de Ryan, que ganhou quatro chips com informações de personalidades, que acabaram apagando a dele mesmo. O problema desses chips é que não funcionam para sempre, uma hora eles irão estourar no local que está dentro do seu corpo. Ou seja, se esses chips não forem localizados no seu corpo e retirados cirurgicamente, vocês podem morrer. No projeto de numero oito, chamado Ryan, o último chip está dentro da veia cava, presa lá dentro, se tentarem retirar ele morre, esse último chip tem validade até de duas semanas desde que foi implantado há nove dias. E eles tentam matar vocês, pois se vocês descobrirem todas essas informações poderão usar as habilidades contra eles...
- E onde está Chris? – Perguntou, aflita, Kristen.
- Eu a seqüestrei para salvá-la. Eu consegui tirar o chip dela, mas tive que deixá-la na base. E os experimentos com o corpo dela, como dissecar corpo humano e testes com órgãos, começarão daqui a três dias. – Respondeu Matt, controlado por Jessye.
- Então temos só três dias para nos prepararmos, entrarmos na base, resgatar Chris e sair de lá vivos? – Rebateu Mary sem esperança.
- É, parece que se eu não morrer por esses chips, vou morrer na base. – Disse Ryan.

Cap. 11 - Perseguição e mais problemas
Enquanto Matt terminava de contar que ele se disfarçou de psicólogo para ajudar os jovens a escapar e como ele conseguiu tirar Chris do carro antes que ele explodisse, Kristen teve uma visão da “van” explodindo, então ela gritou:
- ACELERA, SENÃO NÓS TODOS MORREREMOS!
Ela já estava se acostumando a dizer esta frase, já que as previsões que ela tivera, todas foram mostrando cenas de mortes. Jessye ordenou que Matt acelerasse e fosse ao celeiro abandonado, quase na fronteira da cidade. Ryan ainda não acreditava que estava com a vida marcada pelo tempo e até derramou uma ou duas lágrimas perto de Sarah, que o consolava.
De repente, ouvem-se dois estrondos, um que veio por fora, que rapidamente foi identificado pelos passageiros como um tiro, lançado por uma arma do carro que os perseguia e o outro, um chip estourando da panturrilha de Ryan. Ele sentiu-se aliviado, pois percebeu que já não tinha a personalidade feminina, e também agoniado, pois sua perna estava sagrando muito como nunca havia sangrado antes.
Eles tiveram de mudar o curso para o hospital mais próximo e ainda despistar o carro que os seguia. De repente, adrenalina em altos níveis, a “van” capota e todos vão para o ar. Todos desmaiam com o impacto.
Mary acorda, com uma dor de cabeça latejante, e olha para os lados. Ela esta dentro do carro, que está virado, e encontra apenas Kristen, Jessye, Thomas e Ryan. Ela, depois de ajudar os amigos, sai do carro e vê o corpo de Brad, cheio de tiros, e ainda procura Sarah e Matt, mas não os acha. Será que estão bem? Será que Brad está morto? Mary se pergunta tudo isso e se encontra sem respostas.

Cap. 12 - Outras pessoas
Quando Mary estava prestando socorros a Brad, percebe que ele não precisa, pois as balas não o atravessaram, já que seu corpo é adaptável, criou uma placa férrea contra as balas. Ela se impressionou com essa habilidade. Depois que todos já estavam bem e conscientes, Mary disse:
- Provavelmente Sarah e Matt foram levados para a base cientifica. O problema é que perdemos uma amiga e um centro de informações. Agora devíamos encontrar os outros da excursão e pedir ajuda para resgatar Chris, e quem sabe, Sarah e Matt.
- Matt? Depois de tudo que ele disse, vamos resgatá-lo? – Disse Thomas.
- Ele foi quem salvou a vida de Chris e ainda só queria nos ajudar, secretamente. – Disse Kristen, defendendo-o.
- E se do jeito que ele foi traidor da base, for conosco? - Rebateu Jessye.
- Gente, não importa. Ainda tem muita gente com quem podemos contar e o importante é encontrar Sarah e Chris! Já Matt, depois nós pensamos em salvá-lo ou não. Agora temos de encontrar o professor Hylie, pois já achamos o outro professor Ryan, que parece mais um aluno pelo jeito de falar e... - Mary foi interrompida por Ryan que disse:
- Eu sou professor, mas me identifico mais como aluno, até prefiro passar o intervalo com eles, e não na sala dos professores!
- Isso não tem importância alguma, agora temos de acha Hylie, Zack, Zoey, Evan, Miley e Cory. – Falou Mary.
- Hylie, Zoey e Cory estão num concurso de leitura na biblioteca da cidade. – Disse Jessye.
- E eu sei que hoje ia ter um jogo onde muitos amigos de Zack iam assistir na casa dele, até o Evan. – Falou Brad.
- Então vamos nos dividir e ir nesses dois lugares! Eu, Kristen e Ryan vamos ao concurso, enquanto Jessye vai com Thomas e Brad pra casa do Zack. – Disse Mary. - OK, mas como vamos chegar lá? – Respondeu Jessye.
- Deixa comigo. – disse Thomas que virou o carro e ligou-o, impressionando os amigos.
- Eu dirijo! – Disse Jessye.
- Tudo bem, agora vamos conhecer os poderes dessas outras pessoas. – Disse Mary com um sorriso bobo no rosto.

Cap. 13 - A festa
Mary, Kristen e Ryan foram deixados no concurso por Jessye. Havia muitas pessoas na biblioteca da cidade. Os três se separaram para procurar o professor Hylie, Zoey e Cory. Mary encontrou o professor Hylie e correu para falar com ele. Assim que ele a viu, disse:
- Mary? Que bom te ver aqui! Minha aluna predileta! Mas que cara é essa de aflição?
- Hylie! Escute-me, precisa ir comigo agora! O senhor tem notado algo de diferente com o senhor, mentalmente ou fisicamente falando?
- Mary, o que você sabe sobre essas coisas?
- Depois terei muito tempo para te contar tudo, mas todos nós que formos para aquela maldita excursão corremos perigo. Falando nisso, onde estão Cory e Zoey?
- Cory eu o vi tomando ponche, já Zoey não chegou ainda.
- Ok! Vamos agora?
- Mas receberei um mérito daqui a dez minutos. Espere um pouco, certo? Vamos fazer o seguinte, depois que eu receber a medalha de professor do ano que terá nesse concurso, nós nos encontramos bem aqui, certo?
- Certo, mas lembre-se: se correr perigo é só pensar onde o senhor está que eu vou correndo.
- Hã? Você está ficando louca?
- É professor, posso estar sim.
Assim que ela saiu de perto de Hylie, viu Zoey correndo, assustada, em sua direção e começou a dizer:
- Corra! Há uma mulher que – Ela falou, tossindo por causa da fadiga – perguntou por você, eu disse que não sabia onde estava, então ela sacou uma arma e me ameaçou dizendo que se eu não levasse você até ela, ela me mataria! Eu não vou levá-la a ela, mas temos que fugir se não ela pode nos matar!
- Tente achar Kristen, Ryan e Cory e avise-os para fugir contigo. Eu vou procurar o professor Hylie.
Depois de muitos segundos, Mary, junto de Zoey, Cory, Ryan, Hylie e Kristen, entrou em um ônibus qualquer a fim de fugir dessa mulher que a procurava. Só havia umas quatro pessoas no ônibus (o motorista, o cobrador e uma mulher com um bebê). Essa mulher se levantou, pareceu que ia sair do ônibus, mas ela jogou o bebê no chão (todos viram que era um boneco), então apertou o pescoço de Hylie e apontou a arma em sua cara. Assim, ela também mandou o motorista parar e matou-o junto com o cobrador.



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