Ao Lado do Inimigo
Autora: Kah | Beta-reader: Andy


Capítulo 1 – Conhecendo o Inimigo.

Eu estava andando em um beco na noite fria e deserta, onde ficavam homens trouxas perigosos, sim sou uma bruxa, agora voltando a minha situação no beco. Eu estava sozinha e com um pouco de medo, confesso, passei perto de um grupinho que me olhou maliciosamente, fazendo eu colocar a mão no bolso onde estava minha varinha. Eu estava pronta pra atacar com a varinha ou o spray de pimenta, que já estava em minha mão, mas eles nada fizeram.
Apressei meu passo, olhando para trás pra ver se eles me seguiam ou estavam olhando pra mim, quando trombei em alguma coisa, ou melhor, em alguém.

- Olha pra onde anda. – Um menino alto -bom, todos são mais altos que eu, sou muito baixinha- falou. Ele era magro, seus cabelos de um loiro bem claro, e quando olhei em seus olhos azuis acinzentados senti um arrepio.
- Me desculpe – falei envergonhada. - Mas você também não estava olhando por onde andava.
- O que você está fazendo aqui sozinha? – ele perguntou curioso.
- É só meu caminho pra casa – eu disse e voltei a andar, deixando ele pra trás.
- Ei, espera, eu te acompanho – ele disse e se pôs ao meu lado.
- Eu sei me cuidar – eu disse e puxei só até a metade da varinha pra fora do meu bolso.
- Você também é uma bruxa? – ele perguntou surpreso. – Quantos anos você tem?
- Tenho dezesseis. – Eu o olhei pra ver sua reação.
- Não era pra você estudar em Hogwarts? Eu nunca te vi por lá. – Ele ergueu uma sombrancelha.
- Não estudo em Hogwarts e nem outra escola de magia e bruxaria. Nunca mandaram nenhuma carta pra mim, aí minha mãe que já estudou em Hogwarts ensina pra mim em casa – eu expliquei.
- Estranho – ele disse.
- Agora preciso ir, obrigada pela companhia – eu disse e entrei na rua de minha casa.
- Ei, qual é o seu nome? – ele perguntou, me olhando de cima a baixo.
- Não falo meu nome pra estranhos – eu disse, me virei, dei uma risadinha e voltei a caminhar.

Cheguei em frente de casa e percebi uma movimentação estranha. Adentrei a casa branca de dois andares, mas simples e não ouvi nada, estava um silêncio mortal. Resolvi ir a sala de jantar e antes de chegar na porta vi meu irmão Frankie vindo correndo em minha direção e me abraçou.
- – Frankie disse manhoso.
- O que aconteceu, Frankie? – perguntei assustada, passando a mão em seus cabelos castanhos enrolados que nem de anjo. Frankie tinha 10 anos, seus olhos eram verdes escuro, ele é um pouquinho fofinho e suas bochechas são num tom de rosa claro, dá vontade de apertar.
- Voldemort está aqui! – Frankie disse assustado. Assim como eu, Frankie não tinha receio de falar esse nome.
Abracei Frankie de lado e caminhamos até a sala de jantar.
- Senhorita , que bom que chegou – Voldemort, que estava sentado na ponta da mesa, disse.
- O que você faz aqui? – perguntei receosa.
- Vim fazer uma proposta pra você e sua família – ele disse e olhou pros meus pais, que estavam perto da mesa abraçados de lado, assim como eu e Frankie.
- Que proposta? – Estremeci ao perguntar, olhando Voldemort nos olhos.
- A proposta é você e sua família serem a meu favor, se juntar a mim. – Ele gesticulou, apontando pros outros comensais da morte que lá estavam, que não eram poucos.
- Eu e minha família nunca faríamos isso! – eu disse, estremecendo.
- Seus pais estão a favor – Voldemort disse num sorriso maldito.
- O QUÊ? COMO VOCÊS PUDERAM... – Fui interrompida por alguém que entrou na sala. Era o menino loiro de minutos atrás. Ele me olhou surpreso e se voltou para Voldemort.
- Desculpe o atraso, Milorde – ele disse e se pôs ao lado de um homem alto, cabelos compridos um pouco abaixo do ombro loiros que chegavam a ser quase brancos e uma mulher da mesma altura que o menino e seus cabelos eram longos, lisos e pretos com algumas mechas brancas, eram seus pais.
- Draco, não se atrase mais! – Voldemort disse.
- Filha, desculpe por fazermos isso, mas se a gente não se juntasse a ele, ele mataria você e Frankie – Papai disse.
- Então , está em suas mãos – Voldemort disse com um pouco de desejo no olhar.
- Eu nunca faria isso! – eu disse, colocando minha mão em meu bolso, onde estava a varinha. Eu esperava alguma reação, mas isso não aconteceu, Voldemort apenas suspirou alto.
- Então deixa eu resumir pra você. Se você não se juntar a mim sua família morrerá! – Voldemort disse impaciente.
- Então está bem, eu me junto ao seu lado. – eu disse e soltei Frankie. Meu inconsciente tinha plena noção do que estava acontecendo. Eu não queria aquilo, mas era o preço que eu tinha que pagar. Estendi o braço, receosa, para Voldemort. Ele roçou seus dedos compridos e nodosos no meu antebraço e com um toque de varinha fez surgir uma tatuagem negra, que foi tomando os contornos de uma caveira. Analisei delicadamente o estrago com o dedo indicador, enquanto sentia minha pele arder como fogo.
Depois de fazer isso em mim foi até meus pais e meu irmão e fez o mesmo. Tive vontade de chorar, de me matar, entreguei minha família de bandeja pra aquele homem asqueroso e escroto.
- Lúcio, quero que matricule em Hogwarts hoje mesmo. Amanhã começará as aulas e a missão começará. – Voldemort odernou ao homem loiro.
- Sim, Milorde – Lúcio disse.
- Como você sabe que eu não estudo? – perguntei.
- Lorde Voldemort sabe de tudo – Bellatrix Lestrange se pronunciou pela primeira vez.
- Cale a boca, estou perguntando pra Lorde Voldemort, não pra uma... uma – Fui interrompida.
- Olha aqui mocinha ... – Lestrange começou.
- Olha aqui você Lestrange, nunca me interrompa ou se pronuncie numa conversa minha e de Voldemort – eu disse, brava.
Bellatrix se calou e Voldemort sorriu pra mim.
- Você é uma bruxa muito poderosa, , só precisa de um pouco de treino – Voldemort elogiou.
O QUÊ? Voldemort me elogiou? Só pode estar de brincadeira com minha cara, é só eu virar pra trás que ele me lançará um A-V-A-K-A-D-A-B-R-A.

- Vamos então – disse Voldemort, e todos sumiram. Bom, nem todos, só ficaram a família Malfoy.
Draco me encarava como se ninguém tivesse coragem de fazer isso, e sua mãe me olhava com um olhar tipo, cuidado garota.
- Agora acho que dá pra gente parar com nosso desentendimento, não é ? – Lúcio disse e depois apertou a mão de meu pai.
- Tenho que arrumar nossas coisas – mamãe disse.
- Eu te ajudo – a mulher do Lúcio disse e as duas subiram as escadas.
- Antes que você pergunte ao seu pai o porquê de ir arrumar suas coisas eu respondo – Draco disse ao meu lado. – Eles vão lá pra minha casa até o dia da guerra.
- Guerra? – perguntei. Eu tava tão perdida.
- Você receberá um pergaminho explicando tudo – Draco disse e rolou os olhos.
- Vamos Draco, preciso passar em Hogwarts ainda – Lúcio disse e veio até ao lado do filho, colocou a mão no ombro dele e simplesmente sumiram.

Capítulo 2 – Go to Hogwarts

Acordei cedo e fiz minha higiene pessoal, coloquei uma calça jeans skinny e uma blusinha branca sem detalhes e por cima uma camisa xadrez e meu all star preto com detalhes de cano médio, passei maquiagem e deixei meu cabelo solto. Desci as escadas com o meu malão flutuando ao meu lado, deixei o malão na sala e fui pra cozinha.

- Bom dia. – Eu disse.
- Bom dia. - Mãe, pai e Frankie disseram.
Sentei a mesa e me deliciei com um bolo de chocolate e suco de morango. Subi pro meu quarto peguei as últimas coisas e desci.
- Vamos. – Eu disse a minha mãe.
- Vamos. – Ela disse.

O caminho até a estação King’s Cross foi silencioso, ninguém falou nada. Chegamos entre a plataforma 9 e 10, minha mãe fez questão de eu atravessar a parede para chegar a plataforma 9 ¾ , no começo eu achei um pouco estranho, depois eu respirei fundo e atravessei correndo. Cheguei ao outro lado e estava cheio de crianças, adolescentes e jovens.

- É, já está na hora de eu ir. – Eu disse quando um assobio tocou.
- Boa viagem, nós te amamos e boa sorte. – Papai disse e me abraçou. Eu e mamãe não falamos nada só nos abraçamos, Frankie meu irmãozinho, eu ia sentir tanta saudade dele, abracei Frankie e entrei no trem a procura de uma cabine vazia, por sorte achei uma entrei, guardei meu malão e me acomodei.

- Oi, hum... as cabines estão cheias, posso ficar aqui? – Um menino lindo de morrer disse ao abrir a porta da cabine.
- Claro! – Sorri, opa um gatinho, isso ta ficando bom.
- Prazer, meu nome é Córmaco Mclaggen. – Ele disse, estendendo a mão.
- O prazer é todo meu, meu nome é . – Eu disse e apertei a mão dele.
- Então você é a garota que não estuda em nenhuma escola de magia e bruxaria? – Ele perguntou ao se sentar ao meu lado.
- É sim. – Eu disse sem graça.
- E como você conseguiu ir pra Hogwarts agora? – Ele perguntou confuso.
- É complicado. – Eu não podia contar a verdade.
- Hum. – Ele disse.

***

- De que casa você é? – Perguntei curiosa.
- Grifinória. – Córmaco disse, estufando o peito de orgulho. – E você, que casa você acha que será selecionada?
- Tenho quase certeza que vou pra Sonserina, meus pais eram sonserinos. – Eu disse, o olhando.
- Que pena. – Ele fez cara de triste.
A viagem era longa, eu e Córmaco ficamos a viagem inteira conversando coisas inúteis.
- Hum... estamos chegando, acho melhor a gente ir se trocar.
Só fiz questão de me levantar com as vestes na mão, peguei minha varinha e pronto já estava trocada.
- Wow, eu o preciso de um truque assim. – Cór disse e riu.
- Um dia desses eu te ensino. – Sorri. Córmaco ficou me olhando.
- Vou me trocar então. – Ele sorriu e saiu.

Voltei a me sentar e fiquei moscando, quando alguém abre a porta da cabine.
- Já estamos chegando. – Uma menina de cabelos pretos não tão abaixo dos ombros disse.
- Ok. – Eu disse com indiferença.
- Quem é você? – Ela perguntou, olhando minhas vestes sem nenhuma cor ou brasão de nenhuma casa.
- , algum problema? – Perguntei seca, de cara percebi que eu não ia gostar dela.
- Não, nenhum. Draco me falou de você, sou Pansy Parkinson. – Ela disse, me olhando com cara de quem estava com ciúmes.
- Draco Malfoy falou de mim? Como ele ousa... – Perguntei increndula, quem sabe o que ele sabia de mim e o que ele havia contado para aquela vadia.
- Já vou te avisando, não chega pertodo MEU Draco. – Ela disse arrogante.
- Não se preocupe querida, todo seu, aproveita e enfia ele no seu rabo. – Disse estressada. Peguei meu malão e saí da cabine, deixando ela falando sozinha.

Fiquei na porta do trem impaciente esperando o trem parar.
- . – Córmaco me chamou.
- Sim? – Virei pra trás para vê–lo.
- Por que você não estava na cabine? Fiquei preocupado. – Ele disse do jeito mais fofo que já vi.
- Desculpa, é que recebi uma visita indesejável. – Eu disse, fechando a cara ao lembrar.
- E quem seria essa pessoa? – Cór me perguntou, curioso.
- A vadia da Pansy Parkinson. – Eu disse, zangada.
Córmaco soltou uma gargalhada.
- É, parece que você já conheceu a figura. – Cór disse como se ela fosse assim com todos.

O trem parou, havíamos chegado na estação de Hogsmeade, os alunos começaram a sair das cabines e a porta foi aberta. Eu e Córmaco fomos os primeiros a descer, um homem mega alto chamava os alunos do primeiro ano que iriam de barco até o castelo. Comecei a procurar um par de olhos azuis meio acinzentados no meio da multidão, achei-os me encarando e senti um arrepio. Pansy chamou sua atenção e agarrou o braço de Draco, me lançando um olhar maligno.

- Procurando alguém? – Cór me chamou atenção.
- Ah... não, ninguém. Vamos? – Eu disse.
- Vamos, claro! – Cór disse e passou um braço em volta do meu ombro, me conduzindo até uma carruagem puxada por testrálios, e me ajudou a subir.
- E aí Córmaco, podemos ir com você? – Disse duas vozes ao mesmo tempo.
- Claro. – Cór disse.
Eu me virei e vi dois garotos idênticos me fitando.
- Oi. - Os dois disseram num uníssono.
- Oi. – Eu sorri do fato deles serem muito parecidos até na hora de falar.
- Eu sou Fred. – O da direita disse e pegou minha mão, a beijando.
- Eu sou o George. – O da esquerda disse e beijou minha outra mão.
- Eu sou . – Sorri.
A carruagem começou a andar, fazendo eu me assustar e perder o equilíbrio. Nisso agarrei no braço de Córmaco gostosão.
- Opa, calma. – Ele olhou em meus olhos e sorriu da forma mais doce que eu já vi na minha vida.
- To bem. – Eu disse, o largando e corando de leve.
- Não acredito que perdi a novata pra você. – Fred disse.
- O QUÊ? – Eu e Cór perguntamos sem graça.
- É ué... Você só pega as mais bonitas, cara. – Fred disse e corou.
Desviei meu olhar envergonhada e fiquei admirando o castelo que eu ia se aproximando.
- Eu... Não tenho nada com ela. – Córmaco disse envergonhado e socou o braço do amigo.
- Dá pra parar? Isso ta ficando constrangedor. – Eu disse aos dois.
- Desculpa. – Os dois disseram e Fred começou a rir.
- Até que fim chegamos, não agüentava mais esse papo constrangedor. – George falou quando a carruagem parou.
- Concordo com você, George. – Eu falei, ainda sem graça.

As Portas duplas de carvalho se abrem para o oeste. É um lugar grande de teto tão alto que não se pode vê-lo. Há uma escadaria de mármore no extremo oposto à entrada, que leva ao primeiro andar. Portas duplas à esquerda levam ao Salão Principal. Do lado direito da Escadaria de Mármore, há uma porta que leva ao corredor subterrâneo onde fica a porta das cozinhas, e que também conduz ao Salão Comunal da Lufa-Lufa. Do lado esquerdo da Escadaria há uma porta que leva às masmorras e ao Salão Comunal da Sonserina. No extremo esquerdo do Saguão há um corredor que leva a algumas salas de aula. Ao lado da entrada desse corredor, há uma outra porta que se abre para uma antecâmara onde os estudantes do primeiro ano aguardam para serem selecionados. Do lado das portas do Salão Principal há um pequeno armário de vassouras. Quatro ampulhetas na parede – uma para cada Casa. Fiquei encantada com cada detalhe.

Uma mulher alta, com uma aparência bastante severa e com o cabelo ruivo acinzentado preso num coque apertado, usando roupas verdes esmeralda, um chapéu pontiagudo, e com uma expressão muito formal, de óculos redondos que correspondem às marcas ao redor dos olhos de sua forma Animaga, se aproximou de mim.
- Senhorita , até que fim te achei, Dumbledore está lhe aguardando. – Ela disse, eu a reconhecia, era a professora Minerva McGonagall.
- Ok. – Eu disse. - Tchau, meninos. – Eu dei um beijo no rosto dos três, que coraram levemente. - Obrigada Cór.
Saí e comecei a seguir a professora Minerva pelos corredores do castelo.


Capítulo 3 – Welcome to Slytherin.

A entrada da sala do Diretor ficava escondida no sétimo andar, atrás de uma estátua de gárgula muito grande. Minerva McGonagall disse a senha correta e a tal estátua abriu uma passagem atrás de si, onde havia uma escadaria em espiral que se elevou, me levando para uma antecâmara um andar acima na torre, ao mesmo tempo que a passagem da gárgula se fechava atrás. A escada leva a uma antecâmara, que possui uma enorme porta de orvalho, que exibe uma aldrava de latão polido de um grifo.
Minerva McGonagall bateu na porta e adentrou para um escritório muito amplo e bem iluminado por diversas janelas, muito bem decorado. As paredes da sala eram recobertas por muitas estantes com livros e inúmeros quadros dos antigos diretores de Hogwarts. Nas janelas, espessas cortinas que pareciam quase nunca serem fechadas, um grande lustre central e diversos candelabros nas paredes faziam a iluminação do lugar pela noite. Logo ao centro havia uma grande escrivaninha, que dava de frente para a porta, que possui pés de garras, feita em cedro polido, e por detrás da mesma, uma grande poltrona em madeira escura muito bem estofada em um verde aveludado ocupado por um homem, ele era alto e magro, com cabelos e barba grisalhos bastante longos que até poderiam ser presos no seu cinto, tinha um nariz muito longo e tortuoso que parecia ter sido partido pelo menos duas vezes. Ele também tinha dedos longos e hábeis, os seus olhos eram descritos como azuis e brilhantes, e, geralmente, brilhavam com bondade e maldade. Dumbledore usava óculos em forma de meia-lua e uma série colorida de roupas. Atrás da escrivaninha, uma grande estante, aonde fica guardado o chapéu seletor, outra parede guarda uma lareira, conectada a rede flú quando necessário. Havia ali ainda muitos armários e estantes, cujo uso e conteúdos são desconhecidos e os mais variados possíveis.

- Senhorita Alexandrini, seja bem vinda – Dumbledore anunciou, arrumando seu óculos.
- Obrigada – eu disse.
- Senhorita Alexandrini, sente-se aqui, por favor. – Minerva apontou para um banquinho.
Me sentei no banquinho e Minerva pegou um chapéu pontudo, era um chapéu sujíssimo, remendado, esfiapado e colocou em minha cabeça, um rasgo junto a aba abriu-se como a boca do chapéu.
- Hum... uma mente magnífica, inteligente, tem muita coragem e tem um grande potencial, se tem... SONSERINA – o chapéu pronunciou.
Virei para olhar para Dumbledore, que apenas sorriu. Olhei em um canto da sala e percebi a presença de Severus Snape, que me olhava. Conheci Snape no dia em que Voldemort foi em minha casa, ele também era um comersal da morte. Snape apontou sua varinha para minhas vestes, surgiu o brasão da Sonserina e as listras prata e verde.
- Agora pode se juntar ao seus novos amigos – Minerva disse.

Agradeci e fui para o salão principal. Quando cheguei à porta do salão, atraí olhares de todas as casas, de todos os professores e funcionários que estavam presentes. Barão Sangrento apareceu ao meu lado, arrastando correntes e me desejou boas vindas. Olhei pra mesa da Grifinória e avistei Córmaco, Fred e George me olhando, apontei para o brasão da Sonserina em minhas vestes e fiz cara de desapontada e triste, acenei um tchau pros garotos e fui me juntar aos meus novos ‘amigos’. Me sentei entre uma menina de cabelos castanhos e longos de olhos pretos e um menino moreno cujo nome era Blásio Zabini. Quando fui olhar a minha frente, me deparei com uma Pansy puta da vida me fuzilando e Draco Malfoy me olhando nos olhos.
- O que foi, Pansy, nunca viu ou quer experimentar? – perguntei irônica.
Pansy não respondeu, só desviou o olhar um pouco envergonhada, e Draco reprimiu uma risada, ao meu lado Blásio Zabini e a menina riram baixo.
Dumbledore começou o discurso de boas vindas depois da seleção dos primeiranistas, aquele discurso estava me intediando. Eu estava morrendo de fome e Dumbledore não terminava logo, após cinco minutos de muita chatice falada o banquete foi servido, peguei uma quantidade razoável pra minha fome e saboreei cada coisa que havia ali.
Eu estava satisfeita, olhei pra trás para a mesa da Grifinória e encontrei três pares de olhos me analisando, eram o famoso Harry Potter e seus amigos Hermione Granger e Ronald Weasley, eu apenas sorri e eles voltaram a conversar.
Fomos liberados para ir pra nossa salão comunal, segui os sonserinos até a salão comunal, o salão comunal da Sonserina está localizado nas masmorras do castelo. Passando por um corredor sem saída, ao chegar na parede, a porta se materializa para o verdadeiro sonserino e este pode entrar. O salão comunal sonserino é uma longa sala com paredes de pedra e lâmpadas verdes circulares pendendo do teto. Há também confortáveis sofás de couro e uma enorme lareira, que aquece durante todo ano, até no verão, pois a umidade e os largos corredores dão uma sensação de frio. Uma menina ruiva foi a primeira a entrar, segui todos os alunos, fiquei um pouco perdida pois não conhecia nada ali.

- Oi – disse a menina que estava ao meu lado no jantar.
- Oi – eu disse.
- Seja bem vinda, meu nome é – ela disse e sorriu.
- Obrigada, meu nome é . – Sorri.
- Ah sim, você é do meu quarto – disse e pegou na minha mão, me puxando em direção aos quartos femininos.
Chegando à porta do quarto.
- Esse é nosso quarto – disse ao abrir a porta. – Suas coisas estão ao lado de sua cama e seu material em cima da mesma.
O quarto era bem grande, camas brancas com cobertores verdes, a porta do quarto tinha um imenso simbolo da casa Sonserina, o quarto era todo decorado com as cores da casa, e tinha cinco camas com uma cortina em volta.
- Obrigada – eu disse feliz.
Guardei meu material na minha mochila, ô livrinhos pesados hein, peguei meu pijama no malão e fui no banheiro me trocar, depois conheci as outras garotas do quarto, Dafne Greengrass, Emília Bulstrode, e a Pansy Parkinson, que nem me olhou, só prestava atenção no livro que ela estava lendo.
Já era tarde e amanhã iria começar as aulas bem cedo, então resolvemos ir dormir.


Capítulo 4 – Começo das aulas.

Acordei muito feliz, fui pro banheiro, fiz minha higiene matinal e fui pro Salão Principal tomar o café da manhã. Encontrei , Emília e a Dafne tomando café na mesa da Sonserina.
- Bom dia – disse, animada.
- Bom dia – elas responderam ao mesmo tempo.
- Animada, ? – perguntou , sorridente.
- Claro que sim, tenho que aproveitar meu primeiro e último ano aqui em Hogwarts – eu disse, me servindo de sucrilhos, ovos, bacon, suco de laranj e torradas.
- Caramba , você vai comer tudo isso? – indagou Dafne.
- Vocês sabiam que o café da manhã é a refeição mais importante do dia? Então eu me alimento bastante pra não sentir fome, porque eu odeio passar fome, e fome me deixa nervosa e... – fui interrompida por Emília.
- Ok , nós entendemos – Emília disse e começou a rir.
Me alimentei e bateu aquela preguiça de ir pras masmorras na aula de Poções.
- Vamos, . – me puxava pelo braço.
- Aí merda, to indo – disse, caminhando na maior moleza.

Chegamos na sala e já havia alguns alunos lá, nós íamos dividir a sala com a Grifinória. Harry Potter e seus amigos já estavam lá, sentei junto com . Comecei a examinar a sala e encontrei Fred e Córmaco me olhando, acenei pra eles e sorri. O professor Snape chegou e todos se sentaram e se calaram.
- Hoje iremos fazer a Poção Veritasserum – disse Snape, sério como sempre. – Alguém sabe me dizer sobre essa poção? – Snape perguntou e Hermione já ergueu a mão. – Ninguém?
- Essa poção faz quem a toma entrar em uma espécie de transe, e faz com que ela responda a todas as perguntas que façam a ela, por isso que se chama poção da verdade, porque ela conta toda a verdade que ela pode estar escondendo, não há jeito de mentir ao tomar essa poção. Leva um ciclo plenilúnio para maturar, e demora mais ou menos um mês para estar pronta. Atualmente é proibida pelo Ministério da Magia – eu disse. Foi a primeira poção que aprendi a fazer, minha mãe me ensinava de tudo!
- Isso mesmo, senhorita . Agora abram o livro na página 207 e comecem a prepara-la. – Snape olhou pra mim como se ele já esperasse que eu ia responder.

Um farfalhar de papéis começou e eu me concentrei, era uma poção em que inspira cuidados. Snape passava nas mesas para verificar a porção, colocava os ingredientes desesperadamente, quando eu ia falar pra ela ter mais calma e concentração um barulho surdo soou pela sala, BUM, a poção de Neville Longbottom e da explodiram ao mesmo tempo, e Neville ficaram com cinzas por todo o corpo, arrancando risadinhas de alguns.
Ao terminar a aula eu ia saindo ao lado da quando um braço me puxou pra trás.
- Mas que porra é essa? – eu disse ao ser puxada. – Ah, é você. – disse com uma voz sem ânimo.
- Vá à sala precisa hoje a noite quando todos dormirem. – Foi a única coisa que ele disse e saiu.

Saí correndo pelo corredor pegando meu horário para ver que aula eu teria... Transfiguração, cheguei a sala e todos já estavam em sala. Entrei e me sentei com Emília.
- Bom dia, alunos – disse a professora Minerva McGonagall ao chegar na frente da sala.
- Bom dia – todos disseram em um uníssono.
- Hoje quero que treinem seus animagos em dupla. – Foi só o que ela disse para todos começarem a treinar, estávamos dividindo a sala com a Corvinal que já estavam em pares.
- Emília, faz par comigo? – pedi com cara de cachorro pidão.
- Claro que sim – ela disse.
Emília se pôs a minha frente.
- Quer começar, ? – Emília perguntou.
- Sabe, é que eu nunca treinei meu animago – eu disse, sem graça.
- Ah sem problemas, é só você falar com seu animago, mas o animal que você escolher vai ser o único que poderá se transformar em toda sua vida – ela explicou com paciência.
- Ah, ok – eu disse, me concentrei e falei meu animago. – Tigre. – Minha pele começou a borbulhar e senti uns fiapos de barba crescerem no meu rosto, também senti pelos. – Deu certo? – perguntei.
- É, deu um pouco, tem que treinar, ninguém consegue da primeira vez. – Emília sorriu.

A aula acabou e já caminhamos para a próxima aula, as aulas antes do almoço se passaram arrastando, eu estava azul de fome, eu sou gulosa eu sei, mas pra manter esse corpinho gostoso aqui tem que comer poxa.
Finalmente o sinal tocou anunciando o almoço, saí desesperada em direção ao Salão Principal e quando fui entrar no salão, Harry Potter estava saindo, fazendo eu e ele se trombarem de frente. Eu quase caí, mas Harry passou seu braço forte envolta da minha costas.
- Opa – ele disse ao me segurar.
- Me desculpe – disse, tentando me equilibrar.
- Tudo bem, eu que te devo desculpas. – Ele sorriu, fazendo meu corpo estremecer. – Sou Harry, Harry Potter.
- Prazer, meu nome é , . – Sorri.
Por um momento vi Harry olhando meus lábios, deve ser engano, mas depois seus olhos azuis acharam os meus.
- Ah... então tchau. – Eu sorri.
- Tchau – ele disse e me soltou.

Caminhei até a mesa da Sonserina e me sentei entre a e o Draco.
- Ah, a esfomeada chegou. – caçoou.
- Sou mesmo, tem que manter esse corpinho aqui – eu disse ao me levantar, mostrando meu corpo.
Percebi Draco me olhando de cima a baixo e me sentei envergonhada. Me servi de carnes e vegetais, peguei de tudo, como sempre. Já a sobremesa é rica em coisas deliciosas como pudim, torta de maçã, sorvete, marshmallow, morangos, trufas, bolo de chocolate e torta de caramelo. Eu quase endoidei com tanta coisa gostosa ali, peguei um pouco de cada, não sou besta.
Depois me bateu aquela preguiça e fiquei com vontade de dormir, mas eu tinha que agüentar firme, só tinha mais duas aulas.

Depois das aulas todos foram fazer o que queriam, mas eu não tive que ir ter aulas vôo, já que eu morava no mundo dos trouxas eu não podia sair por aí treinando meus vôos.
Uma mulher de cabelos curtos e grisalhos de olhos amarelos como os de um falcão se aproximou de mim no lugar do treino.
- Boa tarde, Srta - Madame Hooch disse.
- Boa tarde, Madame Hooch – eu disse, segurando minha vassoura com um pouco de medo.
Madame Hooch me explicou o que fazer e lá fui eu voar, deu certo, tirando meu medo de altura.
- Muito bem , por hoje está bom – ela disse, orgulhosa.
- Muito obrigada, Madame Hooch. – Sorri.

No meio do caminho encontrei Fred sentado no murinho onde vários alunos costumam sentar-se.
- Hey , ta suminda, hein. – Fred se levantou e se pôs na minha frente.
- Fred, a gente se viu ontem, ok. – Segurei uma risada.
- Ah eu sei, mas é que você está na Sonserina, aí não dá pra te ver – ele disse, encarando o chão.
- Awn, não fica assim, a gente combina de se ver nos tempos livres. – Coloquei uma mão em seu ombro. – Agora tenho que ir, tenho tarefa pra fazer. – Fiz cara de tédio e voltei a caminhar.
Cheguei no salão da Sonserina que estava com poucos alunos, resolvi subir pro dormitório e tomar um banho antes de fazer as tarefas.
Depois de um banho quente e relaxante fiz minhas tarefas e desci pra sentar numa poltrona até a hora da janta. Fiquei conversando coisas inúteis com as meninas. A janta foi normal, Draco ficava olhando pra mim sem parar, agora era só esperar para que todos fossem dormir pra eu ir me encontrar com o Draco e aí a missão começará.


Capítulo 5 – A missão começou.

Horas se passaram eu estava em minha cama, me levantei devagar sem fazer nenhum ruído e verifiquei se as meninas estavam dormindo, eu olhei meu reflexo no espelho e decidi ir encontrar o Draco assim mesmo com uma camisa de manga comprida e meu shorts pijama, calcei meu crocs.
Saí do salão da Sonserina e caminhei até o sétimo andar. Cheguei em frente a uma parede e pensei por três vezes – por favor eu preciso ver o Draco Malfoy, por favor eu preciso – pedi com uma vontade que eu até estranhei. Uma porta se formou ali na minha frente peguei no trinco e a abri, encontrei Draco de costas pra mim segurando alguma coisa em suas mãos, havia uma luz fraca ali eu podia ver tudo perfeitamente, mas aquela sala era apenas um salão com iluminação precária.

- Finalmente, demorou hein – Draco disse impaciente ao se virar pra mim.
- Me desculpe, as meninas demoraram pra dormir, principalmente sua namoradinha! – eu disse revoltada, cruzando os braços.
- A PENSY NÃO É MINHA NAMORADA, MAS QUE PORRA, PORQUE TODOS DIZEM ISSO? – Draco gritou irritado.
- Porque é o que parece, ela só fica grudada com você e fica com ciúmes – eu disse e me sentei ao chão, cruzando minhas pernas.
- Como você sabe que ela tem ciúmes de mim? – ele perguntou curioso.
- Porque ela mandou eu ficar longe de você, mas como eu não gosto de ser mandada por vadias... – eu disse irônica e não terminei a frase.
- Ela não é vadia! – Draco disse estressado.
- Ah Draco, para de defender aquela sonsa! – Eu quase ri.
Draco bufou e olhou diretamente pros meus olhos.
- Vamos logo ao assunto, por favor? – eu disse sem graça, desviando o olhar daqueles olhos hipnotizantes.
- Toma. – Draco me entregou um pedaço de pergaminho.
Abri o pergaminho com receio.
Oi filha, aqui é o seu pai, eu sua mãe e o Frankie estamos sentindo sua falta, mas lhe enviei este pergaminho para falar sobre sua missão. Você terá que ganhar a confiança do Harry Potter e os amigos dele e no dia da guerra você terá que levar Harry Potter até Voldemort. Por enquanto é só isso, te amamos, beijos.
Meus olhos arderam ao ver a letra do meu pai, eu já estava com saudades de todos também. Engoli em seco e levantei a cabeça pra encarar Draco que estava prestando atenção em mim.
- Mais alguma coisa? – perguntei ao me levantar.
- Dê o seu melhor, e boa sorte! – Draco disse surpreso com aquilo que ele próprio disse.
- Já sei o que vou fazer – eu disse ao brotar uma ideia em minha mente. – Amanhã eu já começo a coloca-lo em prática. Agora vou dormir. Boa noite.
- Hey, amanhã aqui na mesma hora? – Draco perguntou inseguro.
- Hum... Tudo bem – respondi por fim.

Saí da sala precisa e voltei ao dormitório, as meninas dormiam profundamente quando eu entrei no quarto. Pansy estava toda esparramada na cama, - ah vou ter que zuar – pensei e ri baixinho pra não acordar as meninas, fui até o banheiro e peguei a pasta de dente dela, voltei ao quarto e passei a pasta nas sobrancelhas, entre o nariz e a boca. Voltei ao banheiro, guardei a pasta depois resolvi descer até o salão e pegar um pouco de cinzas da lareira. A sala estava vazia, um silêncio habitava aquele ambiente, peguei um pouco das cinzas da lareira que acabava de queimar e subi de volta ao dormitório. Passei as cinzas no rosto da Pansy, ela nem sentira, ela nem se mexeu, comecei a rir e fui me deitar. Meus olhos pesaram e eu não consegui mais lutar contra o sono e dormi.

***

- acorda, ta na hora! – me cutucou.
- , sabia, se não fosse você eu sempre iria perder a hora não é. – Sorri ao ficar de pé.
- Ah, eu sei que sou sua salvação. – sorriu.
- Convencida! – Fiz drama.
- Convencida? Então trate de se virar pra acordar sozinha amanhã – disse num tom sério.
- Ah, desculpa amiga, sabe que eu te amo né? – Dei um abraço de urso nela.
- Ah ta bom, ta bom, agora vai se arrumar! – me empurrou pra dentro do banheiro.
Tomei banho e fiz minha higiene pessoal como sempre. Quando saí do banheiro encontrei uma Pensy puta da vida brigando com Emília, Dafne e a .
- O que aconteceu? – perguntei, segurando o riso ao olhar a situação que Pansy estava.
- Você fez isso, não é ? Você que me lambuzou de pasta de dente e cinzas, não é mesmo? – ela perguntou super irritada.
- Eu? Ah Pansy, eu vim dormir antes de você, não lembra? – Eu disse irônica com um sorriso no rosto.
- Ah, isso é verdade Pansy, quando a gente veio dormir a já estava dormindo – Dafne disse e as outras concordaram com a cabeça.
- Acho que você é sonâmbula, Pansy – disse, entendendo o plano e me apoiando.
- É mesmo Pansy, você é sonâmbula, cuidado hein – eu disse, fingindo estar preocupada.
Pansy mais puta da vida ainda saiu pisando firme até o banheiro e trancando a porta.
Eu e começamos a rir loucamente.
- Viu a expressão dela? – Dafne comentou também rindo.
- E a situação em que ela está? – comentei rindo.
- Quem será que fez isso? – Emília sussurrou pra Pansy não ouvir.
Parei der rir no mesmo instante.
- Ah, não me diga que foi você? – Dafne perguntou com os olhos brilhando com as lágrimas acumuladas nos olhos de tanto rir.
pigarreou.
- E você sabia? – Emília perguntou, enxugando as lágrimas que caiam de seus olhos.
- Eu fiquei sabendo que foi ela quando eu vi a segurando o riso e entendi tudo. – voltou a rir.
- , você não presta! – Dafne disse e caiu na gargalhada junto com Emília.
- Eu nunca prestei – eu disse entre as gargalhadas.

Depois desse episódio fomos tomar café da manhã. Ao chegar na porta do salão principal eu trombei com Harry de novo.
- Caramba, a gente parece imã – eu disse e ri.
- É o destino. – Ele retribuiu o sorriso. – Sabe, você não parece ser que nem os outros sonserinos, você é diferente.
- Sério? Que bom saber sua opinião. – Sorri. – Sabe... eu queria te pedir um favor... – eu disse sem graça.
- Pode pedir. – Ele me influenciou a continuar.
- Sabe... é que eu entrei aqui, mas pulei direto pro último ano e não sei muita coisa, você... poderia me dar umas aulinhas? – perguntei envergonhada.
- É só marcar o dia. – Era impressão minha ou os olhos dele brilharam? Pensei.
- Pode ser amanhã à tarde depois das aulas na biblioteca? – sugeri.
- Ah, pode ser. – Ele deu um sorriso encantador.
- Tchau, imã. – Ri e entrei no salão principal, acenando para Córmaco, Fred e Jorge na mesa da Grifinória e indo até a mesa da Sonserina.
- Imã, é? – perguntou, arqueando uma sobrancelha.
- É sério, é a segunda vez que a gente se tromba – eu disse, arregalando os olhos.
- Não sei não, hein – caçoou.
Tomamos o café e já fomos pra aula e assim foi o dia inteiro, aula por aula. Eu ia me acostumando com as matérias, ia me acostumando com Hogwarts.

À noite, quando todos foram dormir, fui até a sala precisa e lá estava ele com aqueles olhos azuis hipnotizantes, aquele cabelo louro tão claro, ele me aguardava sentado num sofá, - ele deve ter pensado nesse detalhe antes de entrar na sala. Me sentei ao seu lado e ele me ofereceu doces.
- Obrigada. – Agradeci gentilmente.
- Já sabe o que vai fazer? – Draco foi direto.
- Já, e já coloquei o plano em ação – respondi.
- Que bom – ele disse e eu apenas sorri.
Ficamos em silêncio por longos e intermináveis minutos.
- Mais alguma coisa? – perguntei, quebrando aquele silêncio.
Ele não disse nada, só colocou suas mãos em meu rosto, me puxando para mais perto, seus dedos indicadores acariciavam suavemente minhas bochechas, sua outra mão colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha e ele olhava profundamente em meus olhos, nossas respirações se fundiram, nossos rostos se aproximavam cada vez mais. De imediato minhas mãos pegaram as dele, as tirando do meu rosto.
- Draco, eu não posso – eu disse, me sentindo péssima.
Sem dizer mais nada eu me levantei e parti, deixando um Draco confuso pra trás. Cheguei no dormitório e me deitei, fiquei pensando no beijo que Draco me daria e eu o impedi, fiquei imaginando como seria o gosto daqueles lábios aparentemente macios, fiquei imaginando cada detalhe. Demorei muito pra pegar no sono, eu não tirava Draco dos meus pensamentos, mas que porra, eu não podia me apaixonar por ele, não mesmo.

***

- Bom dia, atrasada! – já começou a me irritar quando eu cheguei atrasada no salão principal.
- Fica na sua, , to de mau humor – respondi seca.
- Ta bom – ela disse e se calou.
Draco estava sentado um pouco longe, ele estava abraçado com a vadia da Pansy, aquilo ajudou a acabar com meu dia.
O dia passou voando, ainda bem, eu já estava a caminho da biblioteca pra ter aulas com o Harry.
- Oi Harry – eu sussurrei ao sentar ao lado dele.
- Oi – ele também sussurrou.
- Então, eu gostaria de começar com as coisas mais importantes do primeiro ano – disse.
- Tudo bem. – Ele sorriu.
Ele explicava bem, sempre com calma e paciência, eu estava me saindo bem.
- Harry... – Alguém o chamou, fazendo eu erguer a cabeça. Era Gina, ela me olhou com cara feia e depois saiu.
- Ah Harry, me desculpe... – Comecei a lamentar, mas fui interrompida.
- Não, tudo bem, depois eu falo com ela. – Ele me acalmou.
Ficamos mais meia hora na biblioteca e depois já estava bom paramos por hoje.
- Obrigada Harry, até amanhã. – Sorri.
- Até. – Ele retribuiu o sorriso.
Eu estava a caminho do salão da Sonserina até que alguém me puxou pra um canto, tipo de um esconderijo.
- Córmaco? – falei confusa.
- Me desculpa, é que eu preciso dizer uma coisa – ele disse, aparentemente ansioso.
- Pode falar. – O incentivei.


Capítulo 6 - Your lips on my lips.

Córmaco respirou fundo e me prendeu contra a parede. Sua respiração se juntou a minha na medida que seu rosto ia se aproximando do meu, seu hálito era doce e caía como uma droga, me fazendo viciar. Por fim nossos lábios se tocaram, era um beijo calmo, mas ao mesmo tempo urgente, tanto ele quanto eu queria e necessitava daquele beijo, uma das mãos de Córmaco estava em minha cintura e a outra segurava meu rosto com delicadeza. Ah, como eram macios os lábios dele, nossas línguas estavam em sintonia e tudo estava ótimo, até que alguém pigarreou, fazendo eu e Córmaco rompermos o beijo.
- Fred? – Eu e Córmaco dissemos juntos.
- Ah, me desculpa se atrapalhei vocês – Fred disse, visivelmente triste.
- Fred, eu... – comecei a lamentar, mas fui interrompida.
- Não , está tudo bem... hum... tchau – ele disse com uma voz sufocada e saiu deixando eu e Córmaco sozinhos novamente.
- O que deu nele? Acho que vou falar com ele – eu disse preocupada, saindo do esconderijo.
- Não, fica, por favor – Cór me pediu com cara de cachorro abandonado. – Eu te conto o que deu nele. – Cór me puxou pelo pulso, me fazendo voltar pro esconderijo.
Eu e Córmaco sentamos no chão e ele começou a contar.
- O Fred me disse que ta afim de você, por isso ele ficou daquele jeito, mas eu não consigo te esquecer desde o dia em que a gente se conheceu e até hoje eu percebi que estou gostando de você. – Ele me olhou nos olhos e pegou minhas mãos.
Meu Deus, aquilo era lindo, ele era lindo, coitado do Fred, eu o considero como amigo, ele deve estar puto comigo porque eu disse que eu e o Cór não tínhamos nada e agora ele encontra eu e Cór nos beijando.
Não consegui dizer nada, só me lancei em cima de Córmaco e o beijei, seu beijo me viciou, ele me deixava doida.

***

Depois de tudo isso fui pro salão da Sonserina, tomei banho e fui jantar no salão principal.
- , ainda bem, onde você estava? Eu fiquei preocupada – disse desesperada quando me aproximei da mesa da Sonserina.
- Foi mal, eu tive aula a tarde toda e depois tive um compromisso. – Sorri ao lembrar.
- Hum, sei... – sacaneou.
- Ah ta, chega, deixa eu jantar. – Eu me sentei e enchi meu prato.
Quando saí sozinha do salão principal, eu avistei Draco encostado em um pilar distante olhando pra mim, eu não queria ir pra lá, mas minhas pernas me conduziram até ele, quando eu consegui parar eu já estava perto o bastante, então seria um falta de educação voltar.
- Você queria falar comigo? – perguntei a uma certa distância.
- Me desculpe – ele disse, desencostando do pilar e se aproximando de mim.
- Desculpas pelo quê? – perguntei desentendida, eu queria vê-lo se desculpar, era muito difícil para ele se desculpar.
- Ah , você sabe muito bem sobre o que. – Ele se irritou.
- Não sei não, desembucha logo porque tenho um compromisso. – Eu o pressionei.
- Af, está bem, me desculpa por quase ter te beijado ontem, não sei o que eu estava pensando ou fazendo – ele disse nervoso.
- Ah isso? Ah, está desculpado. – Fingi não me importar, mas lá no fundo senti uma coisa estranha, como se eu tivesse ficado triste. – Se é só isso, já vou indo, tchau. – E saí, eu estava com uma sensação estranha, meu coração doía. Não eu não estou apaixonada por ele, não posso estar. Pensei. Córmaco estava saindo do salão principal, chamei por ele e ele veio em minha direção com um sorriso encantador. Córmaco fez o que eu estava pensando e o que eu estava em mente pra fazer, ele me pegou pela cintura e uma mão foi em meu rosto, ele aproximou nossos rostos até que nossos lábios se tocaram, o beijo se iniciou calma e tranquilo, depois ficou mais intenso, deixando os dois ofegando.
Depois do beijo não vi mais Draco ali, Fred estava saindo do salão principal com George, corri na direção dele pra me desculpar, uma coisa que eu nunca fazia.
- Fred, fala comigo, porra. – Quase gritei quando ele desviou de mim.
- O que você quer que eu fale, ? – ele perguntou revoltado.
- Olha Fred, eu vim me desculpar e é raro eu fazer isso, então me escuta. – Quando falei ele se virou para mim. – Fred, me desculpa ta? Eu não sabia que você era afim de mim, por que você não me contou?
- Eu não te contei porque eu estava preparando uma surpresa pra você e não pensava que você iria ficar com meu amigo – ele disse com um olhar longe, como se estivesse imaginando a surpresa dando certo.
- Eu sinto muito. – Abaixei o olhar, o Fred dizendo aquilo acabou comigo, meu mundo desmoronou naquele minuto eu me sentia mal por ter feito Fred se sentir assim eu não gosto de vê-lo triste, isso me parte o coração.
- Tudo bem , eu... eu vou superar, eu ... eu... te perdoo. – Ele deu um sorriso desanimado. Sorri de volta pra ele, um pouco satisfeita.
Eu e Fred nos abraçamos e ele me disse que mesmo que eu esteja ficando com Córmaco ele não vai me esquecer completamente, que ele vai me apoiar sempre em qualquer situação e momento, porque mesmo que eu e Fred não estivermos juntos a amizade nos juntará, a amizade é a força e a união, nós vamos continuar amigos.
Fred deu um sorriso mais verdadeiro e se juntou a seu irmão George, eu voltei ao lado de Córmaco e ele pegou em minha mão, sua mão era como um apoio, um ponto seguro. Córmaco me levou até a entrada do salão da Sonserina e lá nós nos beijamos novamente, era um beijo calmo e tranquilo, nos despedimos e entrei no salão que estava cheio. Draco, que estava sentado numa poltrona, se levantou e se dirigiu a escada que levava ao dormitório masculino. Fiz o mesmo e fui pro “meu” quarto. Tomei banho, fiz as tarefas e me deitei, eu estava cansada demais para pensar em Fred, Córmaco, Harry e Draco. Fechei meus olhos e caí em sono profundo.

***

Duas semanas depois eu ainda estava ficando com Córmaco, estava muito amiga de Fred e estava perdida em pensamentos por causa de Draco. Harry parou de dar aulas pra mim porque Gina deu ataque de ciúmes, ele pediu desculpas da forma mais doce por isso, eu aprendi várias coisas importantes nessas duas semanas em que Harry me ensinou tudo de mais importante e isso esclareceu um pouco minha mente.
- , você está voando muito hoje, hein – reclamou.
- Ah, desculpa. – Balancei a cabeça pra espantar os pensamentos.
Estávamos na aula de feitiços e resolvi abrir meu livro, e lá estava um pedaço de pergaminho dobrado, peguei e abri...

Hoje na sala precisa depois que todos dormirem.
D.M

Ah, aquela letra eu reconhecia, era de Draco, e percebi pelo nome. Virei pra trás e encontrei Draco me olhando.
- O que você quer? – falei sem emitir som para não interromper o silêncio que habitava a sala.
- Cala a boca, ninguém pode saber que a gente está se falando, só vou te falar na sala precisa – Draco disse, educado e sensível como sempre, que maravilha ele me mandou calar a boca, que arrogante. Bufei e apoiei meus cotovelos na mesa.
As aulas daquele dia passaram rápido, o que foi perfeito pra aquela tarde chuvosa e fria. Eu e Córmaco passamos o resto da tarde juntos.
A gente tinha que se ver longe dos sonserinos e dos grifinórios por causa de ninguém aceitar o fato da gente estar ficando, era um briga das meninas do meu quarto falando pra eu tomar vergonha na cara e honrar a sonserina e ficar com sonserinos, não com grifinórios, e era a mesma coisa com Córmaco, mas a gente estava aguentando firme as críticas.
Já era noite eu estava deitada em minha cama esperando as meninas dormirem, eu estava de pijama curto, que se ferre, vou assim mesmo – pensei. Me levantei e verifiquei se as meninas estavam dormindo, saí do salão da sonserina e fui até o 7º andar, lá encontrei a sala precisa e adentrei-a.
- O que você quer? – perguntei sem delongas.
- Você sabe a burrada que está fazendo? – ele perguntou, estranho.
- Ah, até você? Parece até que está com ciúmes, eu não quero que se intrometa em minha vida, mas que merda! – eu disse enfurecida.
- , não pode envergonhar sua família! – Draco suplicou.
- Draco, me deixa em paz vai! – resmunguei.
- NUNCA! – ele gritou.
- Me diz uma coisa, você está com ciúmes né? – perguntei estressada.
- ESTOU, MAS QUE PORRA, EU ESTOU DOIDO POR VOCÊ, NÃO GOSTO NADA DE TE VER COM ELE! – Draco gritou, cuspindo aquelas palavras sem perceber.
Fiquei sem reação, ele era louco por mim? Agora to confusa.
- Não diga nada, – Draco disse, me agarrando e me dando aquele beijo de cinema, o beijo foi aprofundando, eu estava enganada, nada melhor do que o beijo de Draco, era isso que eu procurava, um menino que gostasse de verdade de mim, só que nunca eu imaginaria que Draco Malfoy fosse essa pessoa. As terríveis borboletas atacaram meu estômago, eu sentia arrepios aos toques de Draco por meu corpo, ele passeava sua mão esquerda por minhas costas e sua mão direita segurava meu rosto com delicadeza, minha mão direita foi direto à nuca pra dar segurança ao beijo e a outra mão ficou agarrada a seu pescoço. Era ali que eu devia estar, ao seu lado e em seus braços, era ali que eu estava segura e feliz.


Capítulo 7 – Você é o que eu quero!

Draco me abraçava forte e cheirava meu cabelo, eu afundei meu rosto em seu pescoço, sentindo seu perfume inebriante eu forcei minha mente a decorar e guardar aquele cheiro único, Draco acariciava meu cabelo. Horas se passaram e não dizemos nada um pro outro, só o carinho que fazíamos um no outro falava mais que tudo.

***

- , acorda. – me cutucou.
- Deixa eu, to com sono – murmurei.
- , anda logo. – insistiu.
Me levantei e fui me arrastando pro banheiro.

***

- É impressão minha ou você foi dormir tarde? – indagou.
- Só durmi super mal – disse com uma voz cansada; mentira, eu fui tarde sim, lá pelas quatro e meia da manhã.
- É impressão minha ou o Draco está com a mesma cara de sono que a sua e quase dormindo durante a explicação do professor? – indagou novamente.
- É impressão minha ou você está reparando demais no Draco? – disse irônica.
- Ah mau humor do caralho. – se irritou.
- Deixa eu quietinha vai – eu disse e deitei minha cabeça sobre a mesa em uma aula cuja aula eu não me lembrava devido ao sono.
- , você e o Draco andam conversando durante a madrugada ou coisa do tipo? – perguntou após uns minutos curiosa.
- AH QUE ABSURDO GAROTA, TA DOIDA? – falei alto, me assustando. Putz, a já está desconfiando, fudeu.
- Algum problema, senhorita ? – O professor Snape perguntou.
- Não, nenhum, desculpa. – Sorri sem graça.
- Muito bem... – Snape disse e se afastou.
Aulas se passaram e eu estava indo encontrar Córmaco, que estava me esperando nas arquibancadas da quadra de quadribol.
- Oi – disse em seu ouvido.
- Oi – ele me disse e me puxou para um beijo.
- Córmaco, a gente precisa conversar... – eu disse séria, sentindo meu coração se apertar.
- Pode falar. – Ele também ficou sério.
- Córmaco... – Eu não sabia o que falar e por onde começar. – É que... eu... me apaixonei por um menino e... eu acho que devemos terminar. – Meus olhos encheram de lágrimas, mas passei as mãos para limpa-las.
- Eu... Eu não estou acreditando no que estou ouvindo – Córmaco disse indignado. – Eu pensei que você também gostasse de mim. – Ele passou a mão no rosto pra limpar as lágrimas que já caiam.
- Eu gosto, mas... eu não mando no coração – disse, me sentindo péssima.
- Eu não te entendo , sabe, então acabou mesmo – ele disse, se levantando, e foi embora chorando, deixando meu coração machucado.

***

Tomei banho e deitei em minha cama, hoje não iria ver Draco, eu estava péssima e só queria dormir, nem fui jantar com as meninas, fiquei no quarto pra dormir mais cedo e foi isso que fiz, deitei em minha cama e dormi.
Acordei junto com as garotas no dia seguinte me sentindo nova, revigorada e um pouco mais animada. Me arrumei e fui com pro salão principal, comi mais que o de costume por eu estar com muita fome porque não havia jantado noite passada.
Passei o dia estudando muito e estudei até na hora em que não tinha aula pra tirar Córmaco dos meus pensamentos.
- Oi – Draco disse ao se sentar do meu lado no sofá do salão da sonserina.
- Oi. – Desviei meu olhar do livro e olhei rapidamente pra ele.
- Então, fiquei sabendo que você terminou com o Córmaco, é verdade? – ele perguntou, meio curioso.
- Sim – respondi e vi um sorriso escapar dos seus lábios.
- Você pode ir na sala precisa amanhã? – ele perguntou sem graça.
- Claro que sim. – Sorri e pisquei pra ele.
Ficamos em silêncio por um longo tempo. Pansy adentrou o salão principal e Draco suspirou pesado.
- Dracooo, Draquinhoooo. – Pansy chamava Draco com aquela voz dela de taquara rachada.
- Pansy, já falei pra você não me chamar assim – Draco disse, ficando vermelho.
- Ah Draco, você está aí – ela disse, olhando pra mim com cara de nojo.
- Claro que estou aqui, aonde mais eu estaria – ele disse irônico. Segurei a risada, sério que eu vi e ouvi aquilo? Draco deu um corte nela?
- Ai Draco. – Ela fez cara feia. – Vamos embora daqui – ela disse, puxando ele pela mão.
- Algum problema com minha presença, Pansy querida? – perguntei irônica.
- Tem sim, querida – ela disse.
- Ok, então deixa eu subir, tchau Draquinho – eu disse, imitando a voz dela e mandando um beijo no ar pra Draco.
- O que ela pensa que é pra falar assim comigo? – Pansy perguntou pra Draco quando eu me afastei.
- Não sou que nem você: vadia. – Ri.
- O quê? – ela perguntou indignada.
- Isso mesmo que você ouviu – falei, sorrindo vitoriosa. Todos que estavam ali no salão assistiam perplexos, segurando o riso.
- Ah Draco, vamos jantar – ela disse, puxando Draco pela mão.
- Ah Pansy, você sabe o que a perna direita da vadia perguntou pra esquerda? – perguntei irônica.
Pansy permaneceu calada.
- Nossa Pansy pensei que você sabia, a direita não disse nada porque elas nunca se encontraram. – Sorri vitoriosa.
Pansy saiu bufando pela porta com todos rindo dela e eu subi a escada rindo e achei as meninas no último degrau rindo.
- , você não tem jeito – Dafne disse, vermelha de tanto rir.
- Não mesmo – e Emília disseram juntas.
- Vamos jantar, estou com fome – eu disse.
- Vamos – todas disseram num uníssono.
Deixei minhas coisas no quarto e fomos até o salão principal. Chegando na porta todos me olhavam e cochichavam.
- Qual é a desse povo? – perguntei.
- Todos estão comentando que você terminou com o Córmaco e que ele está mal – disse.
- Ah todos comentaram e falavam mal quando a gente ta junto e agora estão falando porque terminei, dá pra entender? – disse indignada, me servindo.
- É porque você deixou ele mal – disse.
- Ah ta bom, não me lembra – eu disse. Saber que ele estava sofrendo me machucava e muito.

***

Acordei no meio da madrugada, não conseguia mais dormir, resolvi ficar no sofá do salão da sonserina onde era bem confortável.
- O que a mocinha está fazendo acordada a essa hora? – Draco apareceu do nada, me dando um susto.
- Ah Draco, seu puto, que susto. Eu perdi o sono. – Arfei, colocando a mão no coração.
- Desculpa – ele disse e depositou um beijo na minha bochecha.
Senti um arrepio percorrer meu corpo com aquele simples beijo na bochecha.
Draco e eu nos olhamos por alguns minutos, sua respiração se juntou a minha na medida que seu rosto ia se aproximando do meu. Por fim nossos lábios se tocaram, era um beijo urgente, tanto ele quanto eu queria e necessitava daquele beijo. Uma das mãos de Draco passeava nas minhas costas e a outra segurava meu rosto com delicadeza.
Draco foi me deitando no sofá com jeito e começou a fazer uma trilha de beijos em meu rosto e pescoço, eu estava perdendo meu controle eu já estava tirando a parte de cima do pijama dele enquando ele tirava meu sutiã, ele beijou meus seios e começou a massagea-los, nós nos despimos na maior pressa e nos beijávamos com urgência, Draco me penetrou com seu membro ereto e eu gemi, Draco me beijou evitando outro gemido, ele fazia movimentos vai e vem e eu arranhava suas costas fazendo ele gemer também, subi em cima dele e comecei a rebolar, Draco me puxou para mais um beijo e enroscou seus dedos em meu cabelo. Ele me penetrava com urgência até chegarmos ao nosso ápice. Nós nos vestimos e ficamos deitados juntos debaixo do lençol que eu havia levado quando desci, nossa respiração ainda estava acelerada e estávamos nos tocando debaixo do lençol.
- Acho melhor subirmos, já está amanhecendo – Draco disse, tirando a mão de dentro da minha calcinha.
- Ah. – Fiz bico.
- A gente se vê denovo na sala precisa quando todos irem dormir? – ele perguntou entre selinhos.
- Sim, a gente se vê. – Sorri e dei um beijo nele, peguei o lençol e subi pro quarto.
Passou alguns minutos e consegui dormir.


Capítulo 8 – Perdões.

Será que tudo será perfeito? Eu me perguntava quando a água caía sobre meu corpo, eu estava morta de sono e esse banho estava me ajudando.
Eu estava muito pensativa desde quando acordei esta manhã, era hora do almoço e eu não conseguia deixar meus olhos abertos.
- , por que você está com tanto sono? – Dafne perguntou.
- Perdi o sono a noite e só consegui dormir quando estava amanhecendo – respondi desanimada, com preguiça até de falar.
Voltei às aulas depois do banho e do almoço.
Todos me olhavam de forma estranha ou era impressão minha? Era como se eu tivesse feito algum mal pra todos, e agora estavam me fuzilando com os olhos.
- Por que o povo está me olhando desse jeito pra mim? – perguntei para Dafne.
- É que o Córmaco está faltando às aulas, quase ninguém sabe onde ele fica – Dafne disse um pouco preocupada.
- Af, eu não estou acreditando nisso, ele ta fazendo cena, vou ter que falar com ele – eu disse estressada e saí pisando firme.
Fui em direção ao salão comunal da Grifinória à procura de Córmaco.
- Hey você. – Apontei para um menininho com certeza era do primeiro ano, que saía do salão. – Me diz a senha pra entrar aí agora – ameacei com a voz firme.
- Você ta louca? É claro que não – O baixinho loiro disse, estufando o peito.
- Ah por favor, é urgente. – Fiz uma voz e cara de choro.
- Hum... não sei não – o menino disse pensativo.
- Ah por favor, meu amigo ta doente e ... – Fingi que minha voz falhou e fingi um choramingo.
- Ah tudo bem – ele disse por fim com pena. Ele se pôs de frente ao retrato da mulher gorda e falou a senha.
- Pronto – ele disse, saindo da minha frente.
- Ah, obrigada – eu disse e depositei um beijo em sua bochecha.
O garoto ficou envergonhado e saiu. Adentrei o salão comunal da grifinória aonde havia várias poltronas redondas espalhadas pelo cômodo, e também uma mesa na parede direita, assim como algumas tapeçarias em tons de vermelho, cobrindo grande parte do local. No fundo da sala existe uma escada, onde leva os alunos para os dormitórios. O salão estava vazio, todos estavam em horário de aula e eu aqui matando aula e foi para o dormitório masculino que me dirigi. Subi as escadas com o maior cuidado para não fazer barulho, abri porta por porta até achar o quarto em que Córmaco estava, ele estava sentado próximo à janela olhando lá fora. Adentrei o quarto e Córmaco fez cara de surpresa e voltou sua atenção a paisagem seca de lá de fora.
- Córmaco, a gente precisa conversar – comecei, andando até seu lado.
- A gente não tem nada pra conversar – ele disse seco.
- Ah não? Então por que você está se comportando assim? Não está indo assistir às aulas? Hum? – disse irônica.
- Só não estou afim. – Ele foi breve.
- Córmaco, a gente não manda em quem gostar, eu fiquei chocada quando percebi de quem eu gostava. Eu não queria que fosse assim, eu não queria que você ficasse assim – eu disse e baixei o olhar. – Eu vim te pedir desculpas, então vê se aceita, porque eu raramente faço isso.
Córmaco pegou meu rosto entre suas mão e se aproximou.
- Não Cór, você entendeu errado – eu disse, pegando suas mãos e colocando sobre seu colo. – Eu só quero que nós ficássemos amigos demovo.
- Então... a gente não tem volta? – ele perguntou tristonho.
- Desculpe-me, mas não – eu disse casbibaixa e me levantei.
Córmaco suspirou pesado, se levantou e me abraçou. Ele havia entendido, eu sei que nossa amizade estava um pouco abalada, mas eu estava feliz por ele ter entendido e me desculpado.
- E agora? – ele perguntou ao me soltar.
- E agora que você vai se trocar e assistir ao resto das aulas. – Sorri.
- Não, é que... e se eu não achar ninguém como você? – ele disse cabisbaixo.
- Awn Cór, o que é seu está guardado, só o tempo vai saber o tempo certo de colocar essa sortuda de ter você em seu caminho. – Sorri.
- Obrigado. – Ele sorriu verdadeiramente.
- De nada, conte sempre comigo – disse verdadeiramente. – To indo, tenho aula, beijos – falei, andando e acenando.
- Tchau. – Ele me mandou um beijo e sorriu.
Saí do dormitório e fui até o pátio do castelo, sentei debaixo de uma árvore e fiquei ali até o sinal para a próxima aula, e assim foi, deu o sinal e eu fui para a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. Assisti tranquilamente as outras aulas do dia, no final da tarde eu e as meninas resolvemos ir no Lago Negro alimentar a lula gigante, ficamos lá até o sol se por conversando coisas inúteis.
- Então , conversou com o Córmaco? – perguntou e fez cara de nojo ao falar o nome.
- Falei, agora ele está melhor. – Sorri.
- Ah, hoje quando passei ao lado de Draco ele falou seu nome para os amiguinhos dele – disse mais baixo para que Dafne e Emília que conversavam animadamente não escutassem.
- O quê? Af, por que ele falaria meu nome? – eu disse nervosa.
- , você está escondendo alguma coisa, não está? – perguntou desconfiada. Merlin, ela estava desconfiada demais, o que eu faço? Será que eu conto? Ah merdaaaaa! – Pensei, desesperada.
- Não é nada, ! – eu disse, ansiosa pra sair dali pra parar com aquele interrogatório.
- Ah , eu não sou besta, me conta logo! – insistira.
- , me desculpa, mas quando chegar a hora certa eu te conto! – disse.
- Ah , eu te mato – disse e deu um tapa no braço.
- Ai. – Gemi de dor. A é forte e seus tapas doem.

***

À noite eu e Draco ficamos conversando no salão comunal depois que todos foram dormir, a gente estava falando sobre aquela guerra que Voldermort planejava. Queríamos que terminasse logo para podermos viver em paz. A gente queria que tudo fosse perfeito, o bem ou o mal vencendo, tanto faz, o que importa é que queremos viver juntos.
O clima esquentou e Draco começou a passear suas mãos em meu corpo, acabamos transando de novo. Só que desta vez fomos interrompidos por um barulho da escada que fez com que Draco tirasse seu membro de dentro de mim, ficamos assustados e procurando o que fez aquele barulho, percorremos o olhar em cada centímetro daquele salão e não achamos nada.
- O que será que aconteceu? – perguntei, ainda um pouco assustada.
- Não sei, mais é melhor irmos dormir – Draco disse e me deu um selinho, indo para seu dormitório. Fiz o mesmo e também fui dormir, entrei na ponta dos pés, me deitei na minha cama e fechei os olhos.




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