Back to room on the 3rd floor
por Natália Lima





CAPÍTULO UM
#FLASHBACK ON (Outubro de 2006)#

Eu olhava para o calendário roxo com bolinhas laranja pendurado na porta do meu guarda-roupa. Risquei o dia 18 e sorri.
Apenas dois meses. Mais dois meses de sofrimento e hello liberdade!
- Ainda olhando pra esse lixo, ? – o meu pesadelo disse chutando a porta verde limão do meu guarda-roupa – O que você está esperando pra ir lavar o banheiro? Precisa apanhar pra funcionar?
Joseph Himmel. Esse é o nome do meu pesadelo e tio de segundo grau da minha mãe já falecida.
- Não, senhor Himmel. – respondi grossamente e correndo para o banheiro fazer o serviço.
Enquanto esfregava o vaso sanitário, senti um empurrão forte na minha cabeça quase me fazendo bater a cabeça no vaso.
- Quero esse banheiro limpo até as três horas, teremos visita. – Joseph me disse com um tom de voz rude – Faça logo ou esqueça do seu quarto aqui.
Balancei a cabeça segurando um xingamento e aumentando o ritmo dos esfregões. Só estava fazendo esse serviço para garantir uma boa dormida no meu quarto no pior terceiro andar do mundo.
#FLASHBACK OFF#

- Senhorita ? – Cassie, minha secretária me chamou
- Sim? Ah, oi Cassie! – a respondi acordando de meu transe.
- Chegou essa carta de Nottingham para a senhorita há uns dias, enquanto viajava.
- Cassie, quantas vezes vou ter que te pedir pra me chamar de ?
- Desculpa, .
- Bem melhor, obrigada. Mais alguma coisa pra mim?
- Seu latte desnatado e um contrato da Dolce & Gabbana e um da Gucci.
- Uau! O que eles querem?
- Acho que querem fazer uma parceria com você.
- Hm... Obrigado, Cassie.
- Magina, senho... ! – Cassie disse e saiu da minha sala rindo nervosa.
Sorri sozinha enquanto abria os contratos, li e depois assinei. Caramba, esqueci de me apresentar! Er, meu nome é , mas podem me chamar de ; fiz 21 anos a quatro dias; sou uma estilista bem sucedida e famosa; já fiz parcerias com milhares de grifes e estou pensando em fazer ma grife para adolescentes, além da que eu já tenho para adultos.
A minha vida inteira eu morei com o tio de segundo grau da minha mãe, fiquei órfã aos 02 anos e meio. Enquanto morei com ele, apanhei muito, sofri muito, fui uma escrava nas mãos dele. Bom, o que vocês precisam saber é isso. Ah, para os gatinhos sou solteira e para os feio sou noiva, HAHA.
Depois de assinar os contratos, olhei para o relógio: 14h30min. Hora de ir para casa, yey! Abri uma das minhas gavetas, guardei todos os papéis da mesa lá e tranquei. Dolce & Gabbana aguarda até amanhã, tenho certeza.
- Cassie, estou indo pra casa, ok? – falei indo chamar o elevador – Se alguém me ligar, pede para me retornarem amanhã.
- Pode deixar, . Boa tarde!
- Pra você também, flor. Beijinhos!
Mandei um beijo para ela e entrei no elevador. Demorei exatamente quarenta minutos para chegar em casa.
- Ooooi? Algum ser que respira está presente aqui? – perguntei fechando a porta de casa
Bom, eu moro com mais três amigas em uma mansão no Central London, num dos bairros mais ricos de toda Londres.
- Naaathy! – uma de minhas amigas gritou enquanto corria na minha direção e me dando um de seus abraços gostosos – Chegou rápido hoje!
E é uma delas. , para os íntimos tem 19 anos e é a mais animada de nós quatro. É do meu tamanho, tem cabelo liso castanho claro na altura dos ombros, olhos cor de mel, com uma risada hipermega gostosa e uma personalidade invejável. É, invejável mesmo, porque eu queria ser ela, erm.
- Pois é, não tinha nada pra fazer na empresa, então fui embora. – respondi sorrindo e estranhando o silêncio na casa – Cadê a e a ?
- A está em alguma fábrica vendo os tecidos para a nova coleção de móveis que ela tá criando, que creio eu, vai ser mais um sucesso! E a ainda tá na casa de algum cliente fazendo o trabalho dela, trazer eles de volta a luz brilhante da moda.
Ri alto com a dramatização da e fui para a cozinha procurar algo para comer. ou , é alguns meses mais velha que eu e é um pouco menor que eu, tem cabelo ondulado castanho claro na altura dos ombros, olhos azuis e é linda! Ela é a mais namoradeira de nós quatro. , apenas para os melhores amigos é a mais velha, tem 23 anos e é a menos entre nós, têm cabelos ondulados castanhos e muito compridos, olhos castanhos e tem a personalidade mais forte, logo, é a irritadinha da casa.
- E você, dona ? Você não devia estar trabalhando?
- Por mais estranho que pareça, todas as grifes decidiram dar uma folga para as modelos antes de começar a loucura para a Fashion Week.
- Yeeeey! Ótimo, ótimo! Ah, te contei que assinei um contrato com a Dolce e com a Gucci?
- Mentira? Duuude, que perfeito!
- Ahan, ahan!
Já deu pra perceber de algum jeito que nós quatro trabalhamos com moda, né? A é personal stylist, a é Top Model, a é decoradora e eu, como já disse antes, sou estilista.
- E aí, alguma novidade? – perguntei pra sentada na sala dividindo um Häagen-Dazs de torta de morango com ela
- Amanhã eu vou viajar para Nova York pra fazer um desfile lá, depois vou pra Itália, Japão e depois volto pra cá. – ela me respondeu depois de uma grande colherada de sorvete.
- Poxa, , de novo vai viajar? No dia do meu aniversário você tinha voltado de uma e agora de novo?
- , eu estava na cidade vizinha.
- Whatever! O que conta é que eu quase perdi a minha amiga no dia do meu b-day para um desfile!
- Não dramatiza, amor. Eu cheguei bem a tempo de sair com você.
- Bem a tempo mesmo, você chegou quando eu estava indo chamar um táxi.
- Olá, pessoas sedutoras! – ouvi a voz de vir do hall.
- Salva pelo gongo, hein ? – eu ri e gritei – Aqui, !
- Hey peoples! Estam na fossa, é?
Eu e nos olhamos e rimos.
- É, é mais ou menos isso. – respondeu rindo e comendo sorvete, nojento.
- Opa, quero participar também! – roubou minha colher e pegou um pouco do sorvete.
- Não importa o que é, mas eu também quero participar. – ouvimos a voz cansada da .
- Bom, a gente tá indo se jogar do prédio pra morrermos. Quer mesmo participar? – eu a respondi rindo.
- Melhor ainda! – ela nos respondeu se jogando no chão enquanto roubava a minha colher de e pegava uma boa quantidade de sorvete e colocava na boca. – O que estam olhando?
- Conte-nos o que te aflige, pequena. – disse imitando uma psicóloga.
Ótimo, agora nós vamos passar as próximas horas escutando reclamar do trabalho dela. Até a parte que eu ouvi – er, eu dormi enquanto ela falava e eu sei que foi feia – reclamava da nova cliente dela que não sabia nem combina uma calça jeans básica com uma blusa básica e ainda insistia em dizer que alguma coisa lá era a última moda em Paris e detalhe: já tinha saído de moda há quinhentos mil anos.

CAPÍTULO DOIS
Já havia feito um dia que a estava viajando e preciso comentar que a casa ficou vazia sem ela. Aliás, ela só fica cheia e do jeito que eu gosto quando nós quatro estamos presentes aprontando alguma. Qual é, somos adultas, mas ainda temos mentes adolescentes, tá legal? Nós sabemos o real significado da palavra D-I-V-E-R-S-Ã-O, mals ae.
E também já havia feito um dia que eu tinha fechado contrato com a DG, olha só, a intimidade é tanta que já a chamo de DG! É só pra quem pode, sorry.
- Bom dia, ! – Cassie disse animada entrando na minha sala
- Bom dia, Cassie! O que houve pra você estar assim tão animada?
- Menina, que sortuda você é! – ela se sentou na cadeira e começou a contar afobada – Assim que você chegou, apareceu um cara hipermega lindo perguntando se era aqui que você trabalhava, daí eu respondi que sim, aí ele olhou surpreso aqui e depois perguntou se você já tinha lido a carta que tinha chegado no seu b-day, daí eu respondi que não sabia.
- Puts, verdade! Tenho que ler ainda! Mas ele ainda tá aí? – perguntei contagiada pela animação dela
- Não, ele foi embora rapidinho.
- Ah... Tudo bem.
- Você já leu a carta?
- Não, estou sem tempo nenhum por causa dos novos contratos.
- Ah, entendi. Bom, deixa eu voltar ao meu trabalho.
- É, né, dona Cassie! – eu ri e depois ela riu e saiu.
Quando Cassie saiu da sala, olhei para a gaveta onde estava a carta e depois de um tempo pensando, abri a gaveta, peguei a carta e fiquei a analisando. Quem era o tal cara que Cassie tinha falado? O que ele queria exatamente? E de quem é essa carta e o que tem nela?
Entre tantas perguntas, o telefone tocou e dei um gritinho de susto.
- Fala, Cassie. – falei atendendo o aparelho.
- Marc Jacobs está na linha 02.
- Ok, obrigada.
Apertei o botão que dava para a linha 02 e Marc e eu começamos a conversar como se fossemos melhores amigos. Estranho, né?
- Então é só marcar que eu apareço aí, Marc. Beijos!
Desliguei o telefone rindo ainda não acreditando que tinha acabado de ter uma conversa de best friends forever and ever com Marc Jacobs! Ah, como é bom o mundo da fama!
Olhei de novo para a carta e tive que guardá-la e me concentrar no trabalho com a DG. Fui para casa tarde e com nem um pingo de sono. Odeio isso.
- ? ? – as chamei jogando as chaves a bolsa na mesa do hall.
- Aqui em cima! – ouvi a voz de do segundo andar da casa.
Subi as escadas calmamente e entrei no quarto de escutando mais uma das reclamações de .
- Quando você vai parar de reclamar do seu trabalho, ? – eu a perguntei me jogando na cama de – Afinal, por que você não muda de carreira, então?
- Nunca e porque acima de tudo, eu sei que eu amo o que faço. – respondeu fazendo careta.
- , topa ir com a gente numa pub?
- Opa, demoro! Só me espera tomar um banho, né!
Corri para o meu quarto e tomei um banho rápido, coloquei uma lingerie e comecei a caçar alguma roupa. Por fim, acabei optando pelo básico mesmo: uma regata branca daquelas compridinhas, uma calça jeans skinny preta, coloquei uma sandália guerreiro preta e peguei uma bolsa grande vermelha da Dolce. Peguei minhas maquiagens e perfumes e voltei para o quarto da .
- Que tal? – perguntei entrando no quarto.
- Até de roupa mais normal você fica bonita, ! – me respondeu rindo.
Olhei para as duas, estavam deslumbrantes! estava com uma calça jeans skinny preta também, um espartilho vermelho com algumas pedrinhas de swarovski e um peep toe vermelho. E estava de calça jeans skinny normal, um corpete roxo, uma sandália preta de salto e um sobretudo curto preto.
- Vocês estam gatas demais! – eu falei animada.
Nos maquiamos bem bonito. Eu passei um perfume da Dior, a um Chanel e a um Ralph Lauren, passamos o meu gloss M.A.C. Plushglass, pegamos as bolsas e saímos.
Chegamos a uma pub que tinha acabado de inaugurar e graças aos meus contatos, entramos na área VIP rapidinho. O lugar era magnífico! A área VIP era muito grande, cheia de mesas redondas com toalhas vermelho sangue, o bar ficava no meio da área com quatro bartenders que estavam fazendo diversas manobras com os drinks, a pista de dança era o triplo da área, várias luzes brilhantes e coloridas piscavam dando certa alegria ao lugar. Olhei de relance para as pessoas e notei o quão belo eram os homens, se é que vocês que entendem. Uma música eletrônica tinha começado no momento e em menos de cinco segundos, nos puxou para dançar. Segundo ela, estávamos lá apenas para relaxar e dançar, mas como eu a conheço bem sabia que ela seria a primeira a achar um cara para ela. Dito e feito, pouco tempo depois, ela já estava agarrada a algum cara hipermega gato.
Ficamos na pub até umas 23h:15min, chegamos em casa bêbadas de sono, e de álcool também.



CAPÍTULO TRÊS

Acordei morrendo de dor de cabeça, olhei para o relógio agradecendo mentalmente por ser sexta-feira. Cheguei na empresa usando um dos meus gigantes óculos de sol da Vogue torcendo para o remédio de dor de cabeça fazer efeito logo.
- Bom di... ? – Cassie me chamou.
- Sim, Cassie? – olhei para ela por trás dos óculos e sorri forçado.
- A senhorita está bem?
- Ressaca. Erm, cadê meu latte?
- Já está na sua mesa.
- Obrigado.
Entrei na minha sala e no momento que me sentei, a primeira coisa que fiz foi pegar a carta. Abri a carta com uma mão e com a outra tomava o latte.

“18 de dezembro de 2008.

Há três anos você saiu daqui, parabéns.”

Li aquelas primeiras palavras e tomei um susto dos grandes.
- Outch! – segurei um grito quando derrubei um pouco do latte quente no meu braço. Coloquei a carta com cuidado na mesa e peguei um lencinho para limpar a bagunça que fiz. E por mais irônico que pareça, eu derrubei a bebida exatamente em cima de uma cicatriz que eu tenho causado por ele. Joseph Himmel.
Me arrepiei ao me lembrar do homem que eu mais odiei na minha vida.

“Hoje, é seu aniversário de 21 anos,
E 3 anos de liberdade, não é?
Como está se sentindo longe do pior terceiro andar do mundo?”

Como ele pode ser tão rude e irônico depois de tudo que fez em mim? Totalmente ridículo, otário.

“Bom, queria apenas desejar um feliz aniversário.
E também te pedir uma coisa:
Se não for muito, gostaria que você voltasse para cá, tenho algumas coisas para te contar.”

Não, não mesmo que eu volto para aquele lixo! Aquele apartamento é o lugar que eu nunca mais me atreveria a cogitar a idéia de ir para lá, e muito menos IR para lá.

“Se for ajudar na sua decisão: é sobre os seus pais.
Joseph Himmel.”

WHAT THE HELL IS THIS? Como assim ele quer me contar coisas sobre os meus pais? Isso não tem nexo!
Respirei fundo e olhei da carta para a minha cicatriz, da cicatriz para a carta. É, talvez todo esse mistério e curiosidade valha a pena. Peguei minha bolsa e guardei a carta dentro dela. Peguei o telefone e apertei o botão que dava no telefone da Cassie.
- Fala, ! – Cassie disse alegre.
- Cassie, que dia é hoje?
- Dia 22, por quê?
- Ótimo! Vou fazer uma viagem e, por favor, dispensa todo mundo aqui da empresa para o recesso de festas de final de ano, incluindo você.
- Nossa, isso tem a ver com a tal carta?
- Sim. Bom, é só isso, Cassie. Obrigado.
Coloquei o telefone no gancho e comecei a guardar todas as minhas coisas nos armários e gavetas. Ok, eu preciso urgentemente fazer uma limpeza nessa sala! Tem papel pra tudo quanto é lado, caramba! Nem vou comentar que passei uma hora arrumando tudo isso aqui, erm.
Quando finalmente consegui guardar tudo, peguei minha bolsa e fui em direção do elevador.
- Bom, é isso. Dia 19 de Janeiro nos encontramos, Cassie.
- É... Bom, boas festas pra você e boa viagem também!
- Obrigado, amorzinho. Boas festas pra você também, beijinhos!
Entrei no elevador, e fui correndo pegar meu carro e ir para casa. Cheguei em casa e subi correndo para o meu quarto fazer minhas malas.
- Boa tarde pra você também, ! – disse entrando no meu quarto – O que você tá fazendo?
- Ah, oi, . – falei rápido e joguei a carta para ela ler – Leia.
Me sentei na cama esperando a reação dela, segundos depois, levantou seu olhar da carta para mim e ficou espantada.
- Você tá mesmo acreditando no que diz essa carta? – ela perguntou incrédula.
- Sim. , ele sabe coisas dos meus pais que eu não sei, e eu preciso saber!
- Ok, ok. Mas vai com calma, tá legal? Respira fundo e vai com calma.
- Tá.
- Qualquer coisa me liga, beleza?
- Beleza. Agora me ajuda aqui a arrumar as malas.
- Ok.
Me levantei e com a ajuda de , terminei de arrumar as malas rapidamente. Peguei meu passaporte e olhei se estava tudo certo, e felizmente, estava tudo certo. Desci com as malas e com , entramos no carro e fomos para o aeroporto. Duas horas depois, chegamos ao aeroporto, entramos e fomos comprar a passagem. Droga, odeio vésperas de feriados, os aeroportos sempre ficam cheios. Mais uma hora depois, consegui comprar a passagem e em quinze minutos o avião partiria.
Atenção senhores passageiros, primeira chamada vôo 155 com destino para Nottingham, Reino Unido, embarque no portão 02.
Ouvi a voz calma da mulher fazendo a primeira chamada do vôo. Olhei para que sorriu me acalmando.
- Calma, . Vai dar tudo certo. – disse me abraçando de lado – O que tiver de ser, será.
- É, vai dar tudo certo mesmo. Aliás, por que eu estou com medo? Já consegui fugir dele uma vez, consigo fácil fugir de novo. – falei tentando admitir isso para eu mesma.
- É isso ae, gata!
Atenção senhores passageiros, segunda chamada vôo 155 com destino para Nottingham, Reino Unido, embarque no portão 02.
- Não sei por que, mas essa voz me irrita. – reclamou fazendo careta.
- Talvez porque é calma naturalmente, coisa que você não é.
- Besta.
Rimos um pouco e começamos uma conversa idiota sobre qualquer assunto idiota.
Atenção senhores passageiros, última chamada vôo 155 com destino para Nottingham, Reino Unido, embarque no portão 02.
- Erm, acho que agora eu vou. – me levantei e peguei minha bolsa – Até daqui uns dias, .
- Até, . E não esquece: qualquer coisa me liga.
- Pode deixar!
Sorrimos uma para a outra e nos abraçamos. Dei um aceno para ela e fui para o portão de embarque. Era agora ou nunca.


CAPÍTULO QUATRO

Olhei para aquele prédio que nunca saiu da minha mente e que nada tinha mudado. Cada tijolo, cada janela, cada porta, cada andar, cada degrau, cada morador, nada havia mudado. Entrei no prédio e reparei que o porteiro ainda era o mesmo.
- Phillipe? – perguntei já sorrindo chegando perto do senhor que estava atrás do balcão.
- Sim... – o senhor respondeu me olhando estranho, acho que não me reconheceu.
- Sou eu, Lipe! A que morava no 36!
- Aaaah, sim! A garotinha do terceiro andar!
É, ele sempre me achou uma garotinha, fazer o que, né.
- Sim, sim! Quanto tempo, Lipe!
- Pois é, você sumiu daqui.
- É, me mudei para Londres.
- Ah entendi. Veio ver o Joseph?
- Ahan, posso subir?
- Claro, claro.
Dei um beijo na bochecha dele e entrei no elevador. Ah, como eu sentia falta dele! O Lipe era o único que se salvava nesse prédio. Olhei no espelho checando minha aparência: estava com uma calça jeans skinny, uma blusa braça básica com um colete preto por cima, uma sandália preta de salto e um outro óculos gigante da Dior. O elevador abriu e saí olhando o corredor daquele andar. Nada também tinha mudado.
Fui até o final do corredor e toquei a campainha do apartamento 36, o pior do mundo. Alguns minutos depois e ninguém havia atendido a porta, toquei de novo a campainha. Ouvi um barulho de chave balançando e a porta foi aberta.
- Olá? – um cara atendeu a porta.
- Oi! Er, o Joseph está? – perguntei olhando para o tal cara através dos óculos.
- Sim, pode entrar.
Ele deu espaço e eu entrei. Ah, deixa eu contar como é o cara! Ele é um pouco mais alto que eu, tem olhos perfeitamente azuis, cabelo loiro com uma franja que toda hora caia no rosto, um nariz perfeito, usava roupas estilosas, e dude, ele é gato demais! Vi ele sumir por um corredorzinho que eu sabia de cor aonde dava, me sentei no sofá, tirei os óculos e esperei. Nesse meio tempo, fiquei olhando a sala. A estante com a TV ainda era a mesma, o sofá onde estava sentada tinha sido trocado por um mais atual, agora tinha um tapete marrom. Me levantei e olhei em direção da cozinha, nada tinha mudado. Incrível.
- O Joseph pediu pra você ir ao quarto dele. – o cara voltou e disse apontando para o quarto de Joseph – Sabe onde fica?
- Sei, sim. Obrigado. – sorri para ele e entrei no quarto.

#’s POV ON#
Eu estava falando com no celular quando alguém tocou a campainha, esperei alguma reação de Joseph e continuei a conversa. Minutos depois, de novo a campainha foi tocada. Terminei a conversa com o e fui atender a porta, abri e dei de cara com uma mulher. Dude, e que mulher!
Ela era um pouco menor que eu, tinha os cabelos pretos compridos e levemente cacheados no comprimento da cintura, tinha um óculos enorme no rosto escondendo seus olhos, tinha a pele levemente bronzeada e uma boca bastante beijável cheia de gloss. A medi discretamente e me espantei com as curvas dela. Duuuuuude, que curvas eram aquelas!
- Olá? – disse voltando meu olhar para o rosto dela.
- Oi! Er, o Joseph está? – ela me perguntou também me olhando.
- Sim, pode entrar!
Dei espaço para ela, e ela entrou. Fui em direção do quarto de Joseph e o avisei que tinha uma mulher que queria falar com ele. Ele sorriu fraco para mim e me pediu para ela ir ao quarto dele. Voltei para a sala e vi que ela olhava para a cozinha, sem os óculos, com um ódio no olhar. Apesar do olhar, vi que os olhos dela eram lindos. Grandes e azuis, com cílios compridos.
- O Joseph pediu pra você ir ao quarto dele. – falei para ela apontando para o quarto de Joseph – Sabe onde fica?
- Sei, sim. Obrigado. – ela sorriu para mim e entrou no quarto com passos firmes.
#’s POV OFF#

Entrei no quarto e fechei a porta. E lá estava ele, Joseph Himmel, deitado na cama.
- ? – ouvi a voz de Joseph vindo da cama dele – É você?
- Sim, Joseph. Sou eu mesma.
- Você está diferente...
- Eu cresci e mudei em três anos, né.
- O que aconteceu com você depois que você... Erm, saiu daqui?
- Bom, quando eu finalmente conseguir sair daqui, eu me mudei para Londres, fiz uma faculdade de Moda, e comprei uma casa em Central London.
- Então você se tornou uma estilista?
- Sim, uma das mais famosas e bem sucedidas da Inglaterra.
- Então era você mesmo que eu vi na televisão no mês passado!
- É, era eu mesma. Gostou do que viu?
- É... Nunca pensei que um dia você chegaria nisso.
- Pois é, eu sempre achei que chegaria nisso, aliás, eu nunca duvidei da minha capacidade.
Joseph ficou quieto e eu sorri cínica para ele.
- Então, como você está? – ele voltou a falar se sentando na cama.
- Maravilhosamente bem, melhor impossível, Joseph. E você?
- Estou bem. Já conheceu o ?
- O cara que abriu a porta para mim?
- Sim.
- Ah, já sim. Então, não conseguiu mais me segurar aqui e aí você conseguiu um homem para fazer mais fácil e mais rápido o serviço daqui?
- Não, . Ele está apenas morando por uns tempos aqui, daqui há uns meses ele vai se mudar para alguma cidade.
- Hm, ótimo para ele. E aí Joseph, vai me falar o que quer ou vai ser difícil? Eu não tenho muito tempo com você, sabe? Afinal, todo o tempo que eu tive, já gastei aqui com você.
- Quer se sentar?
- Não. Quero apenas que você fale logo.
Cruzei os braços e olhei séria para ele. Ele pigarreou e olhou para mim.
- Bom... O que te falaram dos seus pais?
- Minha mãe morreu de parada cardíaca e meu pai morreu de câncer.
- Hm, bom... Na verdade, seus pais foram assassinados.
Eu olhei espantada para ele sentindo meus olhos se encherem de água. Abria e fechava a boca, não tinha o que falar, não sabia o que pensar. Balancei minha cabeça negativamente, coloquei meus óculos e abri a porta do quarto.
- E-eu tenho que ir, Joseph. Amanhã eu volto.
Respirava fundo enquanto passava pelo corredor e ia para a sala. Olhei para o sofá, e lá estava o cara gatinho. . Esse era o nome dele. Vi ele olhar estranho para mim e antes de ele falar alguma coisa, abri a porta do apartamento e fui embora o mais rápido dali.
Peguei um taxi qualquer e fui para o hotel onde estava hospedada. Subi para o meu quarto e a primeira coisa que fiz ao fechar a porta foi chorar. Chorei por todos os 21 anos que passei sem meus pais. Ainda chorando, peguei meu celular e liguei para o meu socorro.
- ? Menina, o que aconteceu? atendeu o celular já afobada.
- Meus pais não morreram do jeito que eu sempre achei. – a respondi com a voz chorosa.
- Hãn? Calma amor, explica de novo.
- Eu fui hoje na casa do Joseph, e ele me disse que meus pais não morreram do jeito que eu sempre achei. E-eles foram assassinados.
Silêncio.
- Como assim, ?
- E-eu não sei, eu fui embora.
- E agora? O que você vai fazer?
- Amanhã eu vou voltar lá, quero saber disso tudo.
- Mas vai com calma, tá amor? Qualquer coisa já sabe. Mas e aí, como que foi voltar ao seu... Erm, pesadelo?
- Nada mudou, dude. Lembra do porteiro Lipe que eu te contei que ele era o único que se salvava naquele prédio?
- Leembro! Ele ainda tá vivo?
- Ahan! Vivinho da Silva! Quase que ele não lembrou de mim.
- Ele te chamou de “a garotinha do terceiro andar”?
- Siiiiim! Ai dude, ele é tão fofo! Me apaixonei.
- Cala a boca, ! Mas e aí, já viu algum carinha gatinho por aí?
- Você acredita que tem um carinha gatinho morando no apartamento do Joseph?
Silêncio.
- ?
- MENTIRA QUE AQUELE DESGRAÇADO ARRANJOU UM HOMEM PRA FAZER O SEU SERVIÇO? É POR ELE É MAIS FORTE E AÍ O SERVIÇO SERIA MAIS RÁPIDO? QUE OTÁRIO, MALDITO, DESGRAÇADO!
- Ele só mora lá por um tempo, .
- Ah, que previsível.
- Claro, claro. – a respondi irônica causando risada em nós duas – A Tah tá ai?
- Tá sim, ela ainda não acredita que você foi viajar sem se despedir dela.
- Manda um beijo pra ela? – fiz bico mesmo sem ela poder ver.
- EU ME RECUSO A ACEITAR UM BEIJO SEU, ! TÔ DE RELAÇÕES CORTADAS CONTIGO! – ouvi a voz da gritar no outro lado da linha.
- Me desculpa, ! É que foi tudo muito corrido e você nem tava em casa!
- Celular serve para quê, dona ?
- Pra jogar?
- Não, otária. Poxa, , tô com saudades.
- Oun nenenem, logo, logo eu volto, tá?
- Tá bom, fica bem, viu?
- Tá bom, agora devolve o telefone pra .
- Ooolá!
- Er, besta. Bom , vou ter que desligar, tô mortinha da Silva.
- Ok, gata. Bom descanso!
- Obrigado, amanhã eu te ligo, amo vocês!
- Também te amamos!
Desliguei o celular e deitei na cama dormindo logo em seguida.

CAPÍTULO CINCO

Acordei umas 10h15min no dia seguinte. Qual é, preciso de descanso, né? Me levantei e fui fazer minha higiene matinal, depois coloquei uma calça jeans e um blusão e fui até a uma Starbucks que tem ao lado do hotel. Comprei um Caramel Macchiato e voltei para o hotel já o tomando. Abri a porta do quarto com o cartão magnético, joguei a bebida no lixo e fui me trocar para ter mais uma conversa com Joseph.
O sol já estava mais forte, estão eu troquei o blusão por um corpete rosa bebê, coloquei uma sandália qualquer e saí. Quando cheguei no prédio, Phillipe sorriu para mim autorizando a minha subida, acenei para ele e entrei no elevador. Toquei a campainha e quem atendeu dessa vez foi o próprio Joseph.
- Olá ! Entra, entra. – ele falou todo animadinho, que desgosto.
- Oi, Himmel.
Entrei no apartamento e o segui para o escritório dele. Aquele escritório que ele nunca me deixou entrar. Ele se sentou em uma cadeira grande de couro preto atrás da mesa marrom e eu me sentei em uma cadeira comum na frente dele.
- Hoje eu vou poder contar toda a história sem você fugir, ? – ele me perguntou com um sorriso cínico na cara.
- Para a sua informação, ontem eu só fui embora porque estava farta já da sua presença e da sua voz. – respondi no mesmo tom que ele – Agora me conte toda a história. Sem esconder nada.
- Ok, terminamos nossa conversa ontem quando te disse que seus pais não morreram do jeito que você sempre achou, né? Pois bem, como já te disse também, eles foram assassinados. Isso foi dois anos após seu nascimento, seis meses depois do seu segundo aniversário. Eu estava com eles no momento que eles foram mortos.
- C-como que foi tudo isso?
- Antes de você nascer, seus pais começaram a receber cartas um tanto suspeitas. Cada dia uma carta nova chegava, com uma nova ameaça.
- Que tipo de ameaça? – tremi ao ouvir a palavra “ameaça”.
- Você sabe... Ameaças de morte.
- Mas por quê? Quem que mandava?
- Ninguém nunca soube o motivo das ameaças, elas simplesmente começaram a surgir alguns anos depois do casamento de seus pais. Erm, você quer saber o que era escrito nas cartas?
- S-sim. Eu quero.
- O que eu me lembro, sua mãe era a mais ameaçada, seu pai era ameaçado como conseqüência de estar com ela. Nas cartas, eles eram ameaçados de morte por estarem juntos. Seus pais estranhavam as ameaças, porque segundo eles, nenhum havia tido outro namorado antes do outro. Um dia, antes de sua mãe ficar grávida de você, um homem entrou na casa deles e quase os matou. Ele só não os matou porque aquilo era apenas um aviso.
Senti meus olhos se encherem de água, mordi meu lábio inferior fazendo o máximo para segurá-las onde estavam.
- E de-depois disso?
- Depois disso, as ameaças pararam por um tempo. Elas voltaram quando você nasceu.
- As mesmas ameaças?
- Depois que você nasceu, eram ameaças direcionadas a você, não diretamente, mas eram para você.
- M-mas c-como a-assim?
- Isso também ninguém nunca soube.
- Q-quando foi o... Assassinato deles? – perguntei sentindo uma lágrima grossa e quente escorrer pela minha bochecha direita.
- Era uma terça-feira, seis meses depois do seu segundo aniversário. Estava seu pai, sua mãe, eu e mais um amigo nosso da família. Estava tudo muito bom, muito calmo pra ser verdade. Não havia ninguém no parque onde estávamos, alguns minutos depois, vi um vulto acertar um tiro no coração de sua mãe e um também no seu pai. – Joseph parou e respirou fundo – Foi a pior cena do mundo.
Ao ouvir a história do assassinato dos meus pais saindo da boca de uma das testemunhas e da única pessoa que me fez sofrer como ninguém, me fez parar a respiração e quase perder os sentidos. Tentei respirar, mas o ar não surgia. Vi Joseph correr para fora do escritório e voltar com um copo de água pra mim. Tomei a água tentando manter a calma, coloquei o copo de volta na mesa depois que terminei de tomar o líquido, respirei fundo mais uma vez. O ar tinha voltado. As lágrimas saíam de meus olhos sem nenhuma permissão, escorriam fortes e quentes, nada as pararia por um tempo.
Joseph olhava para mim como se eu estivesse prestes a ter ataque e morrer, ele respirava fundo a cada três segundos, como se estivesse prestes a chorar. Olhei para ele, um pouco (lê-se quase nada) mais calma.
- C-conseguiram p-pegar o-o a-assassi-ssino? – perguntei soluçando e tentando parar de chorar
- Infelizmente não, sinto muito.
- Você ao menos conseguiu ver o rosto dele?
Ele balançou a cabeça negando, o que só fez sentir mais raiva dele. Sim, eu não tinha um real motivo, mas sentia raiva. Me levantei da cadeira pegando minha bolsa e indo abrir a porta.
- Eu sinto muito, . – ele disse com a voz embargada
- Não se preocupe com isso, Himmel.
Saí do cômodo ainda com algumas lágrimas escorrendo. Quando cheguei na sala, dei de cara com sentado no sofá assistindo algum programa na televisão. Ele olhou para mim preocupado e quando ia falar algo, abri a porta do apartamento e fui logo saindo de lá.

#’s POV ON# Que raios de programa de TV é esse? Que coisa mais sem sentido bater na cabeça da pessoa com uma garrafa enquanto ela pensa. Vai pescar, dude! Mudei de canal e coloquei em algum qualquer que passava clipes.
- Não se preocupe com isso, Himmel. – ouvi a voz da garota fraca vindo do escritório do Joseph.
Como a minha curiosidade é grande, estiquei meu pescoço para tentar ver algo no corredor, mas em menos de cinco segundos, a vi aparecer na sala chorando. O que aquele velho fez com ela? Olhei para ela, ela notou meu olhar sob ela e quando eu ia perguntá-la se estava tudo bem, ela saiu praticamente correndo daqui ainda chorando.
Aliás, o que ela faz tanto lá dentro com o Joseph? Fiquei curioso agora.
#’s POV OFF#

Cheguei ao meu quarto do hotel e deixei as lágrimas escorrerem de novo livremente pelo meu rosto. Era a coisa mais bizarra pensar que meus pais não morreram do jeito que eu sempre soube a minha vida inteira. O jeito que eu me conformei e aprendi a conviver era totalmente errado, totalmente ao contrário. Era mais amedrontador ainda tentar imaginar a cena da morte deles.
Fui até a minha mala e peguei um DVD que eu sempre carregava aonde quer que eu fosse. A única lembrança, além das fotos, de meus pais. A lembrança quase viva deles. Fui até o aparelho de DVD, coloquei o disco lá e sentei no chão para assistir.
“David, você viu a ?”, ouvi a voz doce e calma da minha mãe sair da televisão
“Não a vi. Aonde será que a nossa pequena está?”, logo em seguida veio a voz grossa e fraternal do meu pai que fingia me procurar enquanto eu estava sentada no sofá ao lado deles.
“Ah! Aí está ela!”, eles falaram juntos causando gigantescas gargalhadas em mim
Olhei para eu bebê no vídeo. Pequena, indefesa e feliz. Sem a mínima idéia do sofrimento que meus pais passavam. Sem imaginar que meses depois eu nunca mais os veria. Depois o vídeo cortou para a hora do Parabéns. Todos cantavam animadamente, causando de novo as gigantescas risadas em mim. Ri sozinha e senti algumas lágrimas escorrerem dos meus olhos.
“Apaga a velinha, , apaga!”, minha mãe falou me segurando perto do bolo.
Eu, ao invés de apagar as velas, passei meus dedos no bolo e depois os lambi. Todos os presentes começaram a rir e falarem coisas como “Awn!”, “Tão pequena e tão sapeca!”.
Depois o vídeo cortou para o momento que eu mais gostava. O momento que meus pais estavam no meu quarto enquanto eu dormia, eles faziam uma declaração que sempre me fazia chorar.
“Oi ! Bom, talvez você ainda não entenda praticamente nada do que estamos te dizendo agora, mas bom, um dia nós esperamos que você entenda.”, minha mãe começou a falar com os olhos cheio de água, “Parabéns, meu amorzinho! Eu te amo muito, muito, muito, muito! Saiba que eu, sua mãe, está muito feliz por esse seu segundo aniversário de muitos, que eu espero estar em todos, até a eternidade. Nunca se esqueça que eu estou aqui para tudo o que você precisar! Não importa a circunstância, eu sempre estarei com você. Eu te amo, minha pequena.”, ela encerrou mandando um beijo para a câmera com algumas lágrimas escorrendo.
Funguei e respirei fundo já chorando ao lembrar das palavras do meu pai que eu já sabia de cor.
“Little , parabéns, meu anjinho. É tão bom e gratificante ver a minha filha completando o seu segundo ano de vida! Eu me lembro de dois anos e nove meses atrás, quando eu e sua mãe descobrimos a sua gravidez. Vivemos os melhores nove meses da nossa vida! E agora, é o melhor segundo ano de nossas vidas! Me lembro também do dia em que você nasceu, bom, eu não vi muito pois, você sabe, sou daqueles pais que desmaia ao ver sangue, sabe? É, um dia você vai rir muito disso.”, ele riu nervoso e pigarreou, “Eu te amo, minha filhinha! Eu e sua mãe te amamos como ninguém, sempre e sempre. E como ela disse, não importa as circunstâncias, nós sempre estaremos com você. Para sempre. Um grande beijo para a nossa aniversariante mais linda do mundo, eu te amo.”
O vídeo acabou com algumas imagens dos meus pais comigo, durante gravidez da minha mãe, algumas horas antes do parto e alguns minutos depois, fotos minhas quando bebê, o meu primeiro aniversário até o segundo. Ah, como eu sentia falta deles! Passei a mão pelo meu rosto secando as lágrimas, desliguei a televisão e dormi com as palavras de meu pai na cabeça.
“Não importa as circunstâncias, nós sempre estaremos com você. Para sempre.”

CAPÍTULO SEIS
Acordei no dia seguinte morrendo de dor de cabeça e com a cara inchada, ótimo. Levantei, fiz a higiene matinal, me troquei e desci para tomar um café na Starbucks. Tomei um café puro, paguei e saí para fazer uma caminhada pelo parque. Coloquei um dos meus óculos gigantes, liguei meu IPod e coloquei ele na braceleira própria para guardá-lo, Far Away do Nickelback começou a tocar quando comecei a andar. Andava calmamente, sem pressa nenhuma já que eu não tinha nada mesmo para fazer.
Para vocês notarem o meu alto nível de desligamento, eu trombei com quatro homens, duas mulheres e um cachorro. Até com um cachorro eu trombei!

- Ai! Desculpa. – falei arrumando meu óculos que tinha meio que caído.
E mais uma vítima de trombamento faz, óóótimo!
- Imagina! – um homem falou desajeitado.
Levantei meu olhar e vi quem era. OMG, fica tão lindo com o sol batendo naquele rosto todo perfeitinho!
- Ahn, ? – perguntei só para confirmar.
- Sim... – ele olhou para mim meio que me analisando – Ahn, garota que queria conversar com Joseph antes de ontem e ontem?
- . – respondi rindo – Prazer.
- Aaah, então esse é o seu nome! Prazer! Sem querer ser mal educado e nem nada, mas como você sabe meu nome?
- O Himmel me contou.
Ele assentiu e eu sorri. Vi mexer no cabelo desconfortável e eu senti que era um sinal para eu ir embora.
- Erm, bom, a gente se vê por aí. – falei sem jeito.
- Você já tem que ir? – ele me perguntou ainda mexendo no cabelo.
- Bom, na verdade não.
- Hm, quer dar uma volta pelo parque comigo?
- Claro.
Sorrimos um para o outro e começamos a andar lado a lado, tirei os fones do meu ouvido e os deixei pendurado em volta do pescoço. Já tínhamos andado um meio metro e ninguém ainda tinha falado nada. Odeio falta de assunto.
- Ahn, então, o que você faz da vida, ? – perguntei tentando puxar algum assunto
- Eu tenho uma banda, mas ela ainda tá na fase da garagem, sabe? – ele respondeu sorrindo de canto – E você?
- Ah, sei. Eu tenho uma empresa em Londres que mexe com moda, sabe? Sou estilista.
- Aaah, maneiro.
Eu sorri e segundos depois senti o olhar de me analisando, olhei de canto de olho para ele e ri.
- Algum problema comigo? – perguntei ainda rindo.
- Não, não! – ele riu. Menina, que risada gostosa! – É que eu estou te reconhecendo de algum outro lugar...
- Da TV? Eu apareci num canal lá mês passado.
- Isso! É de lá então que eu te vi, o Joseph tava junto comigo.
- Ele falou. – fiz careta.
- Erm... ?
- Sim?
- Posso te perguntar uma coisa? Mas promete que não vai ficar brava?
- Pode, , prometo.
- Tem certeza?
- Fala logo, , antes que eu desista! – ri e ele riu também.
- Tá, tá. Ahn, o que você e o Joseph têm? Vocês são namorados ou algo do tipo?
MAS HEEEEIN? Essa é pra rir, dude. Como que eu teria algo com aquele ser desprezível? Comecei a gargalhar, atraindo a atenção de todo mundo que passava pela gente. Quando finalmente percebi o mico, parei de rir e olhei para o .
- Nunca que eu namoraria ou teria algo com aquele ser desprezível. – o respondi calmamente, ou não
- Então...
- Então?
- O que que rola?
- Ah, bom... Coisas do passado. – olhei para o chão mordendo meu lábio inferior.
- Você, erm... Quer contar?
Sorri achando fofinho o desconforto de e a curiosidade dele também. Assenti e fomos sentar em um banco mais afastado. Respirei fundo me acomodando no banco ao lado dele e comecei a contar tudo, desde quando nasci, só não contei sobre o assassinato dos meus pais. Contei que a morte deles foi do jeito que eu sei achei, argh.
- E quando finalmente fiz 18 anos, fugi dele e agora estou morando em Londres. – terminei minha história com um sorriso fraco.
- Uau. – disse olhando espantado para mim – Mas por que o Joseph te batia tanto enquanto você morou com ele?
- Sabe que eu nunca soube e ainda não sei o motivo de tanto ódio?
- Você quer ir lá pra casa pra falar com ele?
- Hm, pode ser.
sorriu para mim e nos levantamos indo em direção a casa dele e de Joseph. Andamos em silêncio e quando chegamos lá, me arrepiei ao cair a ficha que até agora eu ainda não tinha perguntado a Joseph porque que ele me fez sofrer tanto.
- Vai ficar tudo bem, . – ouvi a voz firme de ao meu lado – Eu prometo.
Não sei porque, mas, eu acreditei nas palavras dele. Nos poucos momentos que já passei com ele, eu senti que podia confiar em .
- Obrigado, . – respondi o abraçando – Obrigado mesmo.
Me soltei do abraço sentindo minhas bochechas esquentarem e entrei junto com , talvez pela última vez, naquele apartamento no terceiro andar do prédio que eu quero esquecer para sempre.
- Joseph? – o chamou depois de fechar a porta.
- Aqui. – ouvimos a voz dele vindo do quarto.
sorriu para mim e me empurrou para ir à frente dele.
- A quer falar com você. – ele me empurrou para dentro do quarto e depois saiu.
- Olá . – Joseph disse sorrindo maliciosamente – Vi que você e já se conheceram, estão já até se chamando por apelidos.
- Cala a boca e me escuta, Himmel. – interrompi seu discursozinho barato cruzando os braços – Eu estou aqui apenas pra saber uma coisa: por que você fez tudo o que fez comigo enquanto eu morei aqui?
- Hm, sabia que um dia você acabaria querendo saber isso.
- Responde logo, não tenho mais tempo para você.
- Nossa, cadê aquela que estava aqui ontem chorando igual um bebê?
- Himmel, dá pra responder logo ou tá difícil? – eu não estava mais agüentando ouvir aquela voz irritante me humilhando.
- Depois que chora fica corajosa, é? Não sabia disso. Se você fica assim, por que não foi corajosa enquanto esteve aqui? Era só por causa do quarto? Tenho certeza que isso não seria problema para você. Uma vagabunzadinha como você arranjaria um quarto rapidinho e bem melhor que esse.
- HIMMEL, CALA ESSA MALDITA BOCA, DROGA! EU NÃO AGUENTO MAIS OUVIR VOCÊ FALANDO ESSAS COISAS PARA MIM! EU TIVE QUE AGUENTAR 18 ANOS, PRA MIM JÁ CHEGA! – gritei sentindo meus olhos encherem de água. – AGORA CALA ESSA BOCA UMA ÚNICA VEZ NA VIDA E ME ESCUTA!
#’s POV ON#

- A quer falar com você. – empurrei a pra dentro do quarto e saí deixando-os a sós.
Após sair do quarto e fechar a porta, fui para a sala esperar a terminar a conversa com o Joseph. , o que você está fazendo? Você mal conheceu a garota e já está cheio de preocupação pra cima dela? Se liga, dude!
- HIMMEL, CALA ESSA MALDITA BOCA, DROGA! EU NÃO AGUENTO MAIS OUVIR VOCÊ FALANDO ESSAS COISAS PARA MIM! EU TIVE QUE AGUENTAR 18 ANOS, PRA MIM JÁ CHEGA!
Ouvi a voz extremamente alta de vir lá do quarto. Droga, o que aquele velho tá fazendo com ela? Calma, . Não deve tá acontecendo nada de mais lá dentro. A é forte e vai conseguir saber o que quer.
Respirei fundo tentando me segurar para não sair correndo e entrar naquele quarto, encostei a minha cabeça na parede e fechei os olhos me acalmando.
- AGORA CALA ESSA BOCA UMA ÚNICA VEZ NA VIDA E ME ESCUTA!
É, ela é forte e vai conseguir isso sem mim.

#’s POV OFF#

- Custa algo fazer isso, Himmel? – perguntei de novo agora mais calma
- Ok, eu posso te explicar. – Joseph me respondeu passando a mão pelo rosto – Tudo o que eu causei em você, tem uma explicação.
- Acho bom mesmo.
- Lembra quando eu te disse que você também era ameaçada nas cartas que seus pais recebiam? Pois bem, seus pais não sabiam disso, eles nunca perceberam. Eu era o único que sabia e não falei isso para eles. Então, no dia da morte deles, eu cheguei a conclusão que tudo o que eles passaram foi por sua causa. Se você não tivesse nascido, nada disso teria acontecido. Então eu jurei para eu mesmo que eu faria você sofrer até o último suspiro de vida, por ter causado a morte de seus pais. Aí eu aproveitei que ninguém queria ter a sua guarda, fui na Justiça pedir a sua guarda e rapidamente a consegui. Então a partir do dia que você pôs seus pés aqui nessa casa, eu fiz da sua vida um inferno. Batia em você, fazia você fazer os serviços domésticos daqui, fiz de tudo para você ter a pior vida aqui, fiz de tudo pra você sofrer de jeito que eu queria. Até que você foi mais esperta e quando fez 18 anos, fugiu daqui.
- E você ainda se orgulha disso, Himmel? Você me dá nojo, eu te odeio. Agora quem vai ter a vida ser transformada em um inferno vai ser você.
- Você não seria capaz de fazer nada contra mim.
- E não vou, eu não me rebaixaria ao seu nível, eu não seria uma sem pudor como você. Eu não vou fazer nada, vou deixar a vida dar o castigo que você merece.
Olhei para ele com todo o nojo do mundo e saí daquele quarto pela última vez. Segurei as lágrimas por puro orgulho enquanto ia até a porta do apartamento, saí e a bati a porta bem forte a fechando. Apertei o botão do maldito elevador e fiquei esperando.
- ? – ouvi a voz de vir da porta agora aberta do apartamento – Espera aí.
Nisso a porta do elevador abriu, entrei e apertei o botão para segurá-lo. Rapidamente entrou e soltei o botão apertando o do térreo logo em seguida.
- , você já vai embora? – perguntou me olhando
- Sim, meu avião sai às 22h00min. – respondi simplesmente ainda lutando contra as minhas lágrimas.
- Mas já? – ele arregalou os olhos surpreso – Você, ahn, quer ajuda com as malas?
- Pode ser.
Sorri de leve para ele e fomos para o hotel. Depois que entramos e fechamos a porta, deixei uma lágrima escapar do meu olho e percebeu. Ele não disse nada, foi apenas se aproximando de mim e quando dei por mim, estava acolhida nos braços dele num abraço confortante e mega gostoso. Isso foi um basta para o meu orgulho, deixei as lágrimas caírem livremente pelo meu rosto, e rapidamente as lágrimas ficaram mais fortes e os soluços altos apareceram. Senti os braços de me apertarem mais talvez como uma tentativa de fazer as lágrimas pararem, o que foi totalmente fofo. Ficamos abraçados até os meus soluços cessarem e só algumas lágrimas ainda escorriam.
- Obrigada, . – eu o agradeci desencostando do ombro dele e olhando em seus olhos – E desculpa por ter encharcado a sua blusa.
- Que isso, , imagina! – disse abafando uma risada e passando levemente suas mãos pelo meu cabelo e oi, que arrepio deu agora.
Funguei para disfarçar o arrepio me desencostando geral dele e sorrindo de leve. Passei as mãos pelas mechas do meu cabelo que tinham caído e as coloquei atrás da orelha. sorriu para mim e pigarreou.
- E então, vamos arrumar as malas? – ele disse tentando soar animado.
- Vamos...
Tirei as malas debaixo da cama, abri o guarda-roupa e junto com , terminamos tudo rapidinho. Durante a arrumação, fez de tudo para me animar, ele contava piada que geralmente era sem graça, contava umas histórias malucas que passou com os amigos da banda, fazia literalmente de tudo para arrancar um sorriso ou uma risadinha de mim e quando conseguia, ele quase pulava em cima de mim de tanta alegria que ele sentia, coitado, parecia uma criança. Meia hora depois, havíamos terminado tudo, o quarto estava completamente vazio.
- Tudo pronto? – me perguntou levando minhas malas para a porta do quarto
- Si, si. – falei um pouco mais animada enquanto o seguia – Valeu de novo, .
- Imagina, , quando precisar é só berrar. – ele piscou para mim e oi, de novo aqueles arrepios.
- Ahn, bom, que horas são? – mudei de assunto sentindo minhas bochechas esquentar.
- São 08h40min, já quer ir para o aeroporto?
- Demorô!
- Quer que eu te leve?
- Vai te incomodar?
- , claro que não né! Anda, vai lá chamar o elevador. Ri um pouco e fui chamar o elevador enquanto trazia as malas. Descemos o elevador, fiz o chek-out e fomos para o carro do indo rapidamente em direção do aeroporto. Quando chegamos lá, colocamos as malas na esteira e fomos para a sala de embarque o avião que sairia uma hora adiantado. Nos sentamos e ficamos em silêncio.
- Você vai ficar bem, ? – ouvi a voz preocupada de me perguntar enquanto olhava para mim. Deeeus, que homem fofo!
- Vou sim, , obrigado pela preocupação. – sorri para ele e encostei a minha cabeça no ombro dele.
Depois vi a mão de na minha frente segurando seu celular, olhei para ele e ele fez um gesto para eu pegar.
- Você pode anotar seu número aí? – ele perguntou com vergonha, ounti.
- Claro! – sorri anotando meu celular, depois devolvi e entreguei o meu – Então você anota o seu aí também.
- Com muito prazer. – ele anotou sorrindo e me devolveu o celular

Atenção senhores passageiros, primeira chamada vôo 359 com destino para Londres, Inglaterra, embarque no portão 07.

- Mais já? – bufei ao ouvir a voz calma da mulher
riu e colocou uma mecha do meu cabelo que tinha caído atrás da minha orelha. Olhei para ele e juro que quase, repito quase, senti alguma coisa diferente ao olhar para ele. Não sei, ao olhar para ele tudo a minha volta se acalmava, sabe? Sei lá, pode parecer piegas, mas eu me sentia segura olhando para os olhos fortemente azuis de . Sustentamos o olhar não sei por quanto tempo, até que percebi que estava se aproximando.

Atenção senhores passageiros, segunda chamada vôo 359 com destino para Londres, Inglaterra, embarque no portão 07.

Dei um pulinho na cadeira levando um susto com a voz da mulher, respirou fundo passando a mão pelo rosto.
- Odeio essas vozes do além. – reclamei bufando extremamente irritada.

#’s POV ON#

- Odeio vozes do além. – ouvi reclamar bufando se mostrando extremamente irritada, o que eu achei um pouco lindo, mesmo concordando com ela.
É, pra falar a verdade eu também odiei essa maldita voz falando tão calma, vaca. Depois de respirar fundo três vezes, vi se levantar e pegar sua bolsa.
- Erm, acho bom indo antes que essa maldita voz atrapalhe de novo.
Sorri ao ver que ela estava gostando do que estava prestes a acontecer e me levantei também. Ela sorriu para mim e veio pra mais perto de mim.
- Valeu por tudo, , você é demais! – ela disse sorrindo ternamente e vindo me abraçar.
- De nada, , quando precisar é só ligar. – a respondi retribuindo o abraço fortemente.
Ainda abraçados, olhou para mim e sustentamos o olhar por alguns segundos, aproveitando essa brecha que ela deu, fui me aproximando com um leve sorriso no canto dos lábios. Levei uma das minhas mãos até a bochecha esquerda dela e fiz um carinho nela, sorriu tímida e passou a mão pelo cabelo arrumando uma mecha atrás da orelha. Me aproximei mais um pouco deixando nossos lábios a alguns milímetros de distância, a mão que estava na bochecha dela mudei ela para a nuca de , e a outra desci até a cintura dela. Pisquei para ela e juntei nossos lábios calmamente. Senti as mãos quentes de passarem em volta do meu pescoço e fazerem um carinho um tanto gostoso e arrepiante no meu cabelo.
Ela abriu um pouco os lábios dando passagem para o início de um beijo de despedida bem caloroso se é que você me entendem. E duuude, o que essa garota faz pra me deixar tão hipnotizado nela e no seu beijo? Dude, é inexplicável o que passou entre mim no tempo que nos beijamos. Tá, deixa eu calar e voltar a minha atenção para algo bem mais interessante.

Atenção senhores passageiros, última chamada vôo 359 com destino para Londres, Inglaterra, embarque no portão 07.

Droga, agora literalmente odeio essa mulher do além. começou a encerrar o beijo com alguns selinhos e mordidinhas, que duuude, sem comentários.
- Um dia eu ainda descubro quem é essa mulher e dou um soco bem lindo no meio da cara dela. – falou procurando de onde a voz vinha bufando, desistindo de procurar, voltou seu olhar para mim agora com um sorriso angelical – Erm, agora eu tenho que ir.
- Prometo que descubro quem ela é pra fazer bater nela. – respondi rindo – Boa viagem, .
- Obrigado, . Ahn, bom, tchau. – ela deu um selinho rápido em mim e saiu andando em direção do portão de embarque.
Dude, dude, o que ela tá fazendo contigo? Sorri sozinho ao a ver olhar para trás e me mandar um aceno e entrar no portão. Olhei para os lados e fui embora com um sorriso meio retardado na cara.

#’s POV OFF#

CAPÍTULO SETE
Já havia feito dois dias que eu tinha voltado de viagem, quando cheguei, contei tudo para as meninas incluindo o beijo entre eu e . Aliás, não sei porque, não saía da minha cabeça, cada gesto, cada palavra, cada pedacinho dele não saía da minha cabeça.
- ? – ouvi me chamar – Você ouviu o que a gente disse?
- Oi? Ai desculpa, amores! – acordei do meu transe corando um pouco – Eu tava pensando...
- ...no . – me completou rindo – Nós já sabemos, .
- Não, eu não estava pensando no . Eu estava pensando que a gente podia ir para Barbados. – lies, lies, lies.
- Foi isso que a falou, .
- Telepatia de Casal é isso, né meu bem! – falou piscando para mim, é, ela tinha sacado tudo.
- Tá, então as opções são: Barbados e Canadá. – disse sorrindo – Sol ou neve?
- Nós fomos pra neve no ano passado, eu quero sol. – eu respondi sorrindo e fazendo gestos com as mãos imitando o sol.
- A criança ali quer sol, alguém mais? – perguntou rindo.
- Concordo com a , faz dois anos seguidos que a gente vai pra neve. – retrucou ficando do meu lado.
- Então tá decidido. Nós vamos pra Barbados.
- Si, si, madre . – zoei.
- E quando a gente vai? – voltou a perguntar mexendo no celular.
- Depois de amanhã, que tal?
- Ótimo!
Sorrimos umas para as outras nos levantando e indo para o quarto arrumar as malas, enquanto a reservava as passagens e o hotel. Passamos a tarde arrumando as malas e de noite fomos ao shopping comprar o que estava faltando. Voltamos com várias sacolas de roupa, maquiagem, biquíni, acessórios, sapatos, enfim, trouxemos praticamente o shopping inteiro para casa.
Entramos em casa acabadas, só entramos, jogamos nossas sacolas no chão e fomos dormir. Acordamos no dia seguinte umas 10h00min, ah como é bom estar de férias! O nosso plano de viagem seria o seguinte: ficaríamos em Barbados uma semana no hotel, depois iríamos passar três dias em Bahamas e depois voltaríamos sobrando mais uma semana de férias e em uma segunda-feira voltaríamos a trabalhar.
Depois do café, cada uma saiu para fazer as coisas que devia fazer antes da viagem. Eu fiquei em casa arrumando a casa e contratando uma diarista pra passar aqui em casa enquanto estivermos fora, depois de ter feito isso, subi para o meu quarto.

#’s POV ON#

Ah, férias! Como eu amo as férias! Ir para Barbados com as melhores amigas, renovar o bronzeado que não existe, e huuuuuum... Encontrar muuuuuitos gatos na praia! Ah meu pai, fala se não tem como tudo isso ficar melhor?
Ri com a minha sorte e voltei a fazer o que estava fazendo. Tomei um gole do meu Frappuccino de Mocha e olhei para fora da Starbucks reparando em um cara um pouco familiar... PARA TUDO! É quem eu estou pensando? Comecei a analisá-lo.
Um pouco maior que a ? Ok.
Olhos azuis? Ok.
Roupas largas? Ok.
Cabelo loiro com franja caindo no olho? Ok.
Nariz perfeito? Ok.
Carregando um... BAIXO? Ahn, acho que ok, erm.
OMG, OMG, OMG! É O DOUGIE QUE A FALOU! OMG!
Me levantei num pulo, paguei a bebida e saí correndo de volta pra casa. A tem que saber disso!

#’s POV OFF#

Virei a página do álbum de fotos laranja que eu estava vendo e assim que vi a única foto que tinha dos meus pais comigo, comecei a chorar. Passei lentamente meus dedos pela foto como uma tentativa de senti-los ao meu lado.
- OMG, ! – ouvi a voz afobada da vindo do andar de baixo.
Passei as mãos pelo rosto secando as lágrimas, funguei e fechei rapidamente o álbum.
- , VOCÊ NÃO SABE QUEM EU ACABEI DE VER! – entrou correndo no meu quarto mexendo as mãos freneticamente – O SEU !
O QUÊ? ELA VIU O ?! OMG!
Arregalei os olhos e disse:
- COMO ASSIM? ONDE VOCÊ O VIU?
- Tipo, eu tava na Starbucks aqui do lado né, daí eu olhei pra fora e o vi passando do outro lado da rua carregando um baixo. – ela respirou fundo e me olhou maliciosa – Menina, ele é gato demaaaais!
OMG, então é pra Londres que ia se mudar! Por que ninguém me disse isso?
- OMG, OMG, OMG! E agora o que eu faço?
- Você vai abaixar o fogo e vai ligar pra ele. Esqueceu que você tem o número do celular dele?
- Ligar pro ? Nããão! Tá louca?
- Quem tá louca aqui é você, . Para com essa frescura de adolescente! Você já é uma mulher, agora liga pra ele.
- Não, , eu ligo quando a gente voltar de viagem, prometo.
- Tá bom, só quero ver hein, dona ?
Rimos um pouco até que vi que havia parado de rir e olhava do álbum para mim.
- , você olhou a foto dos seus pais?
- Não, esse é outro álbum. – menti desviando o olhar.
- Você só tem UM álbum. – ela cruzou os braços e olhou séria para mim.
- Tá bom, tá bom, eu olhei.
- Por que, ? Você sabe como que vai ser agora olhar para eles.
- Eu sei, . Mas eu não vou deixar de fazer isso! Mortos ou não, eles ainda são meus pais.
- Ok, ok, mas você sabe que a partir de agora vai ser doloroso olhar pra eles, né?
- Uhun.
- Vem cá. – ela abriu os braços e eu a abracei fortemente – Você também sabe que eu tô aqui pra tudo, né?
- Uhun. – funguei quando uma lágrima escorreu – Obrigado, .
- De nada, . – ela beijou minha bochecha e sorriu – Que horas são?
- Hm, acho que 04h15min...
- Caramba! Mais já?
- Acho que sim, aliás, cadê a e a ?
- I don’t know, baby. Devem ter achado uns bofes hot pra elas e nem nos chamaram.
- Ah, claro! Como se elas fossem mais atiradas que você, né. – a provoquei rindo.
- Nooooossa, valeu ! Te amo também. – ela respondeu fazendo joinha com a mão direita.
- Oun nenenem, também te amo! – a abracei de novo e rimos.
Passamos o resto do dia assim, rindo e conversando sobre qualquer besteira, até e chegarem e se juntarem a nós.


CAPÍTULO OITO
- Oooooolá Barbados! – gritou assim que abriu a porta da sacada e foi até a grade de braços abertos.
Eu, e entramos no apartamento do hotel gargalhando da animação da nossa amiga. Após fechar a porta, observei como era o apartamento, ficava no 14º andar, a minha frente estava a sala. Dude, como ela é grande! Tinha um pequeno degrau para descer, o piso era de madeira clara, um sofá grande e vermelho estava encostado na parede a minha direita pintada de branco, dois pofs grandes e brancos estavam de costas para a sacada, uma grande estante preta estava a frente do sofá com uma televisão presta de plasma de 32’ abaixo estava o aparelho de DVD, dos lados esquerdo e direito da estante haviam pequenas portas. Sorri para as meninas e fui ver a cozinha, atravessei um batente sem porta e entrei no cômodo, era lindo demais!
A cozinha era composta por vários armários verde-limão, um fogão de seis bocas preto ficava entre os balcões da mesma cor dos armários; no canto esquerdo do cômodo ficava a geladeira preta de duas portas e encostado a parede de frente dos armários havia um outro balcão de tampo verde-limão e o resto branco com quatro banquinhos coloridos. Caraca, quanta cor num lugar só!

#’s POV ON#

Ainda rindo da idiotice da , fui ver meu quarto. Andei por um grande corredor e abri a última porta a minha direita que era roxa, assim que abri a porta fiquei literalmente de boca aberta.
O quarto era enorme, na mesma parede da porta havia uma mesa branca com um computador preto e uma luminária cósmica roxa, amei! Um guarda-roupa roxo ficava na outra parede ao lado de outra porta roxa que eu acho que dava para o banheiro. Na outra parede tinha uma penteadeira arredondada branca e roxa com um espelho E-N-O-R-M-E! Ao lado ficava a janela com vista para o mar, apaixonante para a informação de todos. E na outra parede ficava uma cama de casal king size com um edredom e fronhas dos travesseiros com estampa de zebra roxa e branca, olhei a cor das paredes e vi que eram brancas. Tudo roxo e branco, extremamente lindo!
Saí do meu quarto e entrei no quarto que ficava em frente ao meu, olhei a porta e vi que era vermelha, dentro era igual ao meu, mas vermelho e branco. Sorri para que estava olhando o seu quarto e saí. A porta ao lado direito do quarto de era laranja, dei uma batida e entrei percebendo que também era igual ao meu e de , mas laranja e branco, estava lá dentro vidrada na luminária cósmica laranja dela, ri da cara dela e fechei a porta e indo para a porta ao lado esquerdo do meu quarto. A porta era verde neon, abri a porta e adivinha? Tudo branco e verde neon! Quase fiquei cega com tanta coisa verde neon junta.
- Uau, fiquei cega agora! – falei rindo e indo me sentar na cama.
- Hey, ! – respondeu sorrindo e saindo do banheiro – Que cor são os outros quartos?
- O meu é roxo, da é vermelho e da é laranja. Dude, esse lugar é muito grande!
- Que lindo! Ah, eu avisei que esse hotel era composto por apês ao invés de quartos.
- Pensei que você tava zoando.
- Eeer, besta! – ela me deu um pedala e riu – A gente vai fazer algo hoje?
- Acho que sim, não sei. – bocejei me levantando – Ai, acho que vou dormir um pouco.
- Beleza, boa dormida.
Mandei um beijo para ela e voltei para o meu quarto bocejando, me joguei na cama e dormi.

#’s POV OFF#

Duuuuuuude, que quarto liiindo! Vou me mudar pra cá, é. Não. Fui até a janela do meu quarto que ficava ao lado da mesa do computador para olhar a praia. Uuuh, cheia de gatinhos! A vai gostar disso! Saí correndo do meu quarto e entrei no da sem bater.
- , ! Vamos agora pra praia! – falei abrindo a porta e a encontrando vidrada na luminária cósmica, eu ri.
- Luminária legaaaal... – disse abestada olhando para o objeto.
- Ok, então. Os gatinhos lá na praia vão ficar tristes por não ver a minha amiga mais gata do mundo. – falei já sabendo a reação dela.
- Luminária leg... – 3,2,1 – O QUÊ? O QUE TÁ FAZENDO PARADA AI, ? DEMORÔ PRA GENTE DESCER!
Ri alto confirmando minhas suspeitas.
- , primeiro o biquíni, né?
- Bom, nunca ouviu falar em praia de nudismo? – ela sorriu maliciosa.
- Safada! Vou por meu biquíni e chamar as meninas e aí a gente vai, beleza?
- Si, si, madre .
Ri alto de novo e fui chamar as meninas. A quis ficar dormindo e já estava pronta. Voltei para o meu quarto para me trocar. Coloquei um biquíni branco frente única meio e a calcinha tinha uma faixa que amarrava no lado esquerdo, por cima coloquei um macaquinho tomara-que-caia amarelo e coloquei um dos meus óculos gigantes da Dior. Saí do quarto e dei de cara com e que estavam saindo de seus quartos. estava com um biquíni tomara-que-caia com estampa de oncinha e um shorts jeans um pouco curto, típico dela. estava com um biquíni frente única azul bebê que a deixou com peitos enormes, lembrar de roubar depois dela, e um short meio balonê preto.
- A não vai? – perguntou fechando a porta de seu quarto.
- Não, ela preferiu ficar dormindo. – respondi também fechando a porta do meu quarto.
- Ótimo, sobra mais gatinhos pra mim! – comentou arrumando a parte de cima do seu biquíni.
Dude, que amiga safada eu tenho! Rimos baixo para não atrapalhar e saímos do apartamento rapidamente. Pegamos o elevador e quando chegamos na praia nossos olhos brilharam.

CAPÍTULO NOVE
Céu limpo. Sol. Areia. Rochas. Paisagem linda.
Crianças. Adultos. Mulheres. Homens. E que homens, dude!
- Ai. Meu. Deus. Estou no Paraíso! – ouvi exclamar baixinho – Gente, olha isso, dude!
- Concordo com você, . – falei e a vi arregalar os olhos corando, um milagre – É, eu ouvi.
- Vamos sentar ali? – perguntou apontando para uma mesa ao lado de outra cheia de gatinhos.
- Te amo, ! – exclamou de novo desfilando junto com nós até a mesa.
Colocamos nossas bolsas na mesa e sob os olhares dos caras ao nosso lado tiramos a roupa ficando somente de biquíni, claro.

#’s POV ON#

PAAAAARA TUDO! Que que isso, meu Deus? Que homens são esses ao nosso lado? Ai papai, é o Paraíso aqui, só pode!
- Gatas, vou comprar uma água de coco, alguém quer? – perguntei para as meninas.
- Não, , valeu. – e responderam juntas e logo engatando uma conversa animada.
Peguei o dinheiro na minha bolsa e fui procurar uma barraca. Fui andando pela beira da água molhando meus pés na água. Um tempo depois, achei uma barraca colorida que chamou a minha atenção.
- Oi, uma água de coco, por favor. – pedi para a mulher que estava atrás do balcão.
- Uma pra mim também. – ouvi uma voz masculina vir do um lado, olhei para ele e ele sorriu – Olá!
- Oi! – olhei discretamente para o corpo dele e percebi que ele estava de terno – Nova moda: terno na praia?
Ele riu enquanto pegava as águas de coco e entregava a minha.
- Quem me dera! – ele afrouxou mais a gravata e abriu um botão da camisa branca, uiui – Tô fugindo da festa de bodas de ouro da minha vó.
- Bodas de ouro na praia? – perguntei segurando o riso e tomando um gole da minha água
- É num hotel aqui perto, idéia da minha vó. – ele revirou os olhos tomando um pouco da água dele – Ah, prazer, .
- . – sorri e ele também sorriu, Deeus, que sorriso lindo! – E pelo jeito a festa não tava boa?
- Bem longe de estar boa! Preferia ficar ensaiando com a minha banda.
- Você tem uma banda? Que maneiro! Toca o quê?
- Toco . E você, faz o que?
- Sou decoradora.
- Curti! Você não mora aqui não, né? – ele perguntou olhando para a minha pele
- Eu nunca consigo enganar as pessoas com a minha branquice! – respondi rindo – Você também não tem cara de gente que mora aqui.
- Moro em Londres.
- Ah, eu e minhas amigas também!
- Você mora com amigas? Legal, eu também! Moro com meus parceiros da banda, antes a gente morava em Nottingham, mas nos mudamos pro centro de Londres tentar algo com a banda.
- Que legal! E a banda tem nome?
- Sim, é McFly.
- McFly... Aaah! Vocês tiraram do Marty McFly, certo?
- Yep! O , um dos meus amigos da banda, é viciado nele! – ele riu.
- Curti, curti! – tomei o resto da água me virando para o balcão e pagando a bebida – Bom, tenho que ir. A gente se vê por aí.
- Sim, sim. – pagou a água dele e deu um beijo na minha bochecha – A gente se vê!
- Tchau! – sorri para ele e fiz meu caminho de volta com a mão na bochecha sorrindo abobalhada.

#’s POV OFF#

- Nossa, demorou tanto e nem trouxe nada pra gente? – brinquei com ao vê-la chegar sorridente.
- Por acaso vocês pediram algo? – ela retrucou arqueando a sobrancelha esquerda.
- A educação agradece e manda um beijo.
- Manda outro na bunda dela.
- Otária! Por que demorou? – perguntou rindo.
- É que eu conheci um cara lá e aí a gente conversou um pouco e tomamos água de coco – ela respondeu se sentando na cadeira, olhamos para ela pedindo mais informações, mas acho que ela não entendeu – Que foi?
Revirei os olhos e bufou rindo.
- Conta mais sobre o tal cara da água de coco!
- Aaaah! Er, então, tipo eu tava lá comprando a água, daí ele apareceu de terno!
- Terno?!
- É! Daí fiz uma brincadeira com ele e ele falou que estava numa festa de bodas de ouro da avó. Ah, o nome dele é , tem uma banda chamada McFly, toca e morava em Nottingham com os parceiros da banda e agora mora em...
- PARA! – gritei a interrompendo – Você falou que ele morava em Nottingham com os parceiros da banda?
- Sim, mas não os parceiros da banda, agora que ele mora em... – parou e arregalou os olhos – OMG, NOTTINGHAM!
- É, é! Hey , o não é de lá? – me perguntou
- Sim...
- E ele também tem uma banda, não é?
- Sim. , você ia falar onde esse tá morando, né?
- Yep, ele falou que se mudou com a banda pra Londres... Ow, será que o é da banda do ? Lembra que eu o vi antes da gente viajar lá perto de casa?
- Nããão, seria muita coincidência!
- Ok, vamos supor que eles são da mesma banda, em quantos será que ele são? Será que eles tem amigos? – voltou a perguntar sorrindo maliciosa – Eu acho que são em quatro.
- Acho que cinco.
- Acho que eles são em quatro mais um coralzinho de crianças lindas, tipo aqueles coraizinhos de crianças da Uganda! – falou com os olhos brilhando. (n/a: eu já vi um coral desses e é apaixonante! *-*)
Revirei os olhos mais uma vez espantada com a mentalidade da e riu.
- Meninas, vou deitar aqui um pouco, se eu dormir, me acorde só quando a gente for embora, tá? – falou deitando na toalha estendida na areia fofa e fechou os olhos colocando os óculos.
- Ok. – respondi e me virei pra que ainda sorria – Gamou nele, né safada?
- Hm? Quem? – ela balançou a cabeça corando – Do que você tá falando, ?
- Do , besta. Gamou nele, né?
- Eu não! Eu o conheci hoje, dã!
- Vai saber né, vindo de você...
- Valeuzão, . – ela faz joinha com a mão e eu ri – Aliás, olha só quem fala, você também tá toda gamadona no .
- Não estou, . – respondi desviando meu olhar para que dormia tranquilamente.
- Ahan, e eu sou a mão do Bozo.
- Cala a boca, vai! Você não pode fala nada de mim e nem eu de você, chega.
- Ok, mamãe. – ela sorriu provocante – Calei.
riu e abaixou a cadeira de praia deitando e fechando os olhos. Peguei meu celular e entrei na lista telefônica. era o 10º nome da lista.
- ? – a chamei baixinho.
- Hm? – ela abriu um olho e me olhou ainda deitada.
- Erm... Você acha que eu devo ligar pro ?
abriu o outro olho e se sentou ereta na cadeira. Respirei fundo e olhei para minha amiga.
- Isso vai de você, . Você quer ligar pra ele?
- Q-quero.
- Então liga, ! Meu Deus, cadê aquela amiga forte e corajosa que eu conheci?
- Tá aqui.
- Ahan, tô vendo. Vai, , liga pra ele.
Olhei para o nome do entre tantos outros na pequena tela do celular. Se eu ligasse pra ele, do que adiantaria? Eu estou em Barbados, a tantos mil kilômetros de distância de Londres, uma ligação não vai poder fazer nada.
- Nah, deixa quieto. De que vai adiantar ligar pra ele daqui de Barbados? Ele tá lá em Londres!
- Só você mesmo, hein ! – balançou a cabeça negativamente e riu – Deixa eu voltar a dormir, vai!
Sorri sozinha e deixei deitar em paz.


CAPÍTULO DEZ
- Gente, o que vamos fazer hoje? É véspera de ano novo e tals... – perguntei para as meninas sentada em um dos pofs.
- É né! Não tô a fim de ficar aqui. – comentou sentada no pof ao lado do meu.
- Hoje eu ganhei um panfleto falando de uma balada que vai ter aqui perto, a podia conseguir fazer a gente entrar pela área VIP, né? – falou sorrindo inocente.
- Boa, boa! Que horas vai ser? – perguntou com os olhos brilhando.
- Começa as 23h00min.
- Ok, e que horas são?
- São 06h30min.
- Tá. Eu vou começar a me arrumar.
- Dois.
- Três.
- Quatro.
Nos levantamos e fomos nos arrumar. Coloquei Forever das The Verônicas para tocar e entrei o banho. Tomei um banho longo, quente e relaxante, ah, preciso comentar que até a água do chuveiro é divina! Sai do banheiro, coloquei uma lingerie branca da Victoria’s Secrets ao som de Great DJ de The Ting Tings e abri o guarda-roupa analisando o conteúdo de dentro. Peguei um shorts preto meio balonê, uma blusa branca de ombros caídos, troquei o sutiã por um biquíni vermelho fazendo uma das alças aparecerem e peguei um Manolo vermelho. Coloquei a roupa na cama e fui me maquiar. Me sentei na cadeira arredondada em frente a penteadeira começando a me maquiar com os produtos da M.A.C., finalizei com um Viva Glam Lipstick vermelho e um perfume Chanel, o cabelo permaneceu solto. Dei uma última checada no espelho e saí do quarto guardando na bolsa meu celular e algumas maquiagens caso seja necessário o retoque.
- Falta muito? Já são 10h15min! – gritei batendo na porta de cada uma e indo me sentar no sofá.
- I’m here! – falou se sentando ao meu lado.
estava linda com uma saia pregueada preta, uma regata branca um pouco justa com gola em V e uma sapatilha roxa. Seu cabelo estava solto com a franja presa para trás.
- Alô, criançada, o Bozo chegou! – cantou rindo e sentando no último lugar vago do sofá.
Rimos e agora só faltava a . estava absurdamente linda com um vestido tomara-que-caia branco bem justo, uma sandália preta de salto, algumas pulseiras verde-neon e seu cabelo também estava solto.
- Ué, combinaram de usar preto, branco e a cor do quarto? – disse aparecendo na sala sorridente.
estava com um shorts preto de cetim, um de seus lindos espartilhos branco, uma sandália de salto laranja e seu cabelo estava com alguns cachos feito com a babyliss. Linda!
- Você também, besta! – falei apontando a roupa dela – Aliás, estam lindas!
- Você também está linda, . – falou – Se eu fosse homem te pegava de jeito.
- Se eu fosse homem te chamava de gostosa sem medo nenhum. – disse rindo.
- Eu não sou homem, mas chamaria a de gostosa, aliás, você ESTÁ gostosa, . – encerrou a “discussão” abrindo a porta enquanto ria – Agora vamos pra festa.
Rimos alto entrando no elevador e minutos depois estávamos na tal balada na área VIP graças a mim, cof cof.
- Da próxima vez faço vocês me pagarem a entrada. – falei pegando uma bebida rosa neon que estava sendo servida – Ou pelo menos um brinde.
- Fica quietinha aí, . Você não fez mais do que a sua obrigação. – mandou bebendo a mesma coisa que eu – Ninguém mandou ser a mais famosa de nós quatro.
- Nossa, te amo também.
e já estavam na pista dançando, minutos depois, e eu nos juntamos a elas. Estávamos dançando apenas nós quatro, por mais incrível que pareça, quando a música abaixou e a contagem começou. Olhamos uma para as outras e demos as mãos.
- 5! – o DJ gritou no microfone.
- 4! – gritou sorrindo para nós.
- 3! – também gritou sorrindo.
- 2! – eu berrei rindo.
- 1! – nos imitou levantando nossos braços – HAPPY NEW YEAR!
- Feliz Ano Novo, galera! Aproveitem muito, mas cuidado, porque é o que dizem: o que acontece na virada dura o ano inteiro! – o DJ voltou a falar no microfone aumentando o volume da música.
Desejei feliz ano novo para as meninas e para mais mil desconhecidos e fui me sentar um pouco. Assim que voltei para a mesa onde estávamos antes, peguei meu celular e vi que tinha uma nova mensagem.

“Feliz Ano Novo, ! xx, .”

Sorri ao ler a mensagem, me levantei, passei por uma porta que deu numa sacada grande e mais fresca. Letters To You do Finch começara a tocar. Fui até a grade da sacada e me apoiei.

“Happy New Year, ! Uau, pensei que tinha esquecido de mim, HAHA –q
xx, .”

Guardei o celular no bolso do shorts e comecei a olhar o céu. Limpo, extremamente estrelado e cheio de fogos de artifícios coloridos. Perfeitamente lindo. Logo senti algo vibrar.

“Impossível te esquecer ;)”
– a resposta de dizia.
“Eu sei, ninguém consegue me esquecer (h) brincs” – respondi rindo.
“A humildade vai bem pelo jeito, né! RS”
“Muuuito bem! HAHA”
“E aí, tá em Londres? :)”
– hm, tô começando a gostar disso...
“Não, tô em Barbados *-* e você?”
“Poxa. HAHA, adivinha? Londres!”
“Então é verdade? *-* yey!”
“Hãn? G__G”

“É que a minha amiga te viu lá perto de casa uns dias atrás”

Ri um pouco e ao perceber a demora da resposta, guardei de novo o celular. Foi só eu guardar, que ele voltou a vibrar.
:) chamando
- Hey, ! – atendi o celular sorrindo besta.
- Hey, ! respondeu rindo, argh, que saudade dessa risada! – Como assim a sua amiga me viu perto da sua casa?
- Ela te viu passando na rua com um .
- Aé, eu tava levando os instrumentos para a casa nova.
- Tá morando sozinho?
- Não, tô morando com os dudes da banda, mas um deles tá viajando, aliás, ele tá aí em Barbados!
- Por acaso o nome dele seria ?
- Sim... Você o conhece?
- Minha amiga o conheceu aqui na praia.
- Aaah sim. E quando vocês voltam?
- Hm, daqui uns 15 dias, mais ou menos.
- Legal! Erm, eu posso te ligar quando você voltar?
- Pode sim!
- Beleza. Hm, vou ter que desligar, a festa me chama.
- HAHA, vai lá!
- Beijo, .
- Outro.
Desliguei o celular ainda sorrindo besta, o guardei no bolso e voltei pra dentro da balada.
- ! – ouvi as vozes agitadas das meninas quando cheguei na mesa – Onde você tava, sua louca?
- Tava lá fora. – respondi olhando estranho pra elas – Qual é, meninas, se vocês ficaram tão preocupadas, por que não ligaram no meu celular?
olhou pra que olhou pra que olhou pra mim.
- A gente tem celular? – soltou sorrindo igual uma criança quando apronta.
Revirei os olhos rindo e me sentei na cadeira, as meninas olharam pra mim e sorriram.
- Anda, o que aconteceu pra você sumir assim do nada? – perguntou encostando os cotovelos na mesa.
- me ligou. – respondi simplesmente tomando um gole de champanhe que estavam servindo.
- MAS HEEEEIN? COOOMO ASSIM? – gritou se engasgando com o champanhe que também bebia.
- Ele me ligou pra desejar feliz ano novo, ué.
- Só isso, dona ? – perguntou me desafiando.
- E perguntou se poderia me ligar quando voltarmos, satisfeitas?
- OMG, ELE VAI TE CHAMAR PRA SAIR!
- Ou não, né! Vai que ele só quer conversar comigo? – sorri boba.
- Ah, cala a boca, ! Tá na cara o que ele quer contigo!
- Ah e ele falou que o é da banda dele. – falei olhando de canto de olho pra que corou.
- Como você sabe?
- Perguntei pra ele, né besta.
e assentiram e sorriram maliciosas para que acabou gostando da notícia e piscou pra gente. Conversamos mais um pouco, brindamos, rimos e voltamos para a pista de dança. Chegamos em casa umas 4h:00min da manhã, as meninas foram direto para seus quartos quase dormindo em pé, eu fui para o meu quarto sem um pingo de sono. Assim que fechei a porta, tomei um banho rápido e enquanto eu me trocava meu celular tocou.
“Oi, ainda tá acordada? xx, .”
Sorri besta me jogando na cama já trocada e o respondi.
“Si, si. Tô sem um pingo de sono ._. xx, .”
“Somos dois. Como foi a festa?”
"Maravilhosa e a sua? :D"
"Hm, nada a mal até, rs."


Eu e ficamos conversando um pouco sobre qualquer besteira que um ser humano é capaz de falar de madrugada morrendo de sono. Fui dormir quando o sol estava começando a surgir.

#'s POV ON#
Acordei com os raios de sol já um pouco forte batendo no meu rosto, me levantei indo ao banheiro fazer minha higiene pessoal, vesti uma bermuda e uma camiseta e desci para a praia. Assim que saí do hotel, o sol bateu mais forte ainda no meu rosto quase me cegando, tirei os óculos escuros que tinha pendurado na gola da camiseta e o coloquei.
- Aaah, o verão! - falei sozinho e ri indo atravessar a rua quando trombei com alguém - Opa, mals ae!
- Ai, descul... - a menina tirou os óculos gigante que usava e olhou pra mim - ?
- ? Hey! - sorri para ela - E não é verdade que a gente se viu por aí?
- Pois é, né! - ela riu - Mas e ai, tudo em cima?
- Yep e ai?
- Ah, de boa... - ela riu de novo e eu acabei rindo também - E ai, como foi o resto da festa da sua vó?
- Urgh, um saco! Quando voltei só ouvi minha mãe brigar comigo como se eu tivesse acabado com a festa toda! - revirei os olhos fazendo careta.
- Mães: sempre exageradas, dicão.
- Fato. Hm, e aí, vai fazer algo hoje?
- Não sei, provavelmente não... - me respondeu pensando.
- Bom, eu posso te ligar mais tarde pra saber se você vai fazer algo?
- Ah, pode sim! - estendi meu celular pra ela e ela anotou o número dela lá, em seguida ela entregou o dela e eu anotei o meu número nele - Estarei esperando sua ligação.
- Pode deixar, madame. - pisquei e sorri de canto para ela.
- Erm, tenho que ir, minhas amigas estam me esperando lá na praia.v - Ah sim, vai lá!
- Bye-bye. - ela deu um beijo na minha bochecha e atravessou a rua provavelmente procurando as amigas.
Guardei meu celular no bolso na bermuda e atravessei a rua indo para o mesmo lado que foi.
#'s POV OFF#

Acordei com o toque escandaloso do meu celular. Argh, quem é a desgraça que tá me ligando a essa hora? Joguei o cobertor para o lado e peguei o celular que estava na cômoda.
<3 chamando
- Tinha que ser, né dona ? Não sabia que você me amava tanto assim! - atendi o celular com a voz enrolada.
- Boa tarde pra você também, ! - respondeu irônica.
- O que você quer?
- Desce agora.
- Por quê?
- Porque eu tô mandando.
- Ah, nem vem, . Deixa eu voltar a dormir, tá?
- Aaaah , vem pra cá! - pelo tom de voz manhoso da , imaginei a cara de bebê quando vai chorar que ela estava fazendo.
- Tá bom, tá bom! Daqui a pouco eu tô aí.
- Beijinhos!
Desliguei o celular e o joguei em algum canto da gigante cama. Cocei os olhos ainda morrendo de sono, me levantei com muito custo, fiz minha higiene pessoal e quando estava terminando de por o biquíni, meu celular voltou a tocar.
- Mas que pressa é essa, ? - falei sozinha pegando o celular.
Marc J. chamando
Arqueei a sobrancelha estranhando o Marc Jacobs me ligar no celular e detalhe: nas férias.
- Hey Marc! - atendi o celular sorrindo - Tudo bem?
- Olá, ! Tudo sim e com você? - Marc respondeu também animado.
- Que bom, eu estou bem! E ai, que honra receber uma ligação sua!
- Ah, que isso! Só queria bater um papo, sabe?
- Ah sim, entendo. Como que estão as férias?
- Maravilhosas e as suas?
- Idem! Tá em algum outro país?
- Sim, estou em Nova Iorque e você?
- Yey, New York! Estou em Barbados com as minhas amigas.
- Aaaah, deve estar um sol maravilhoso aí, né?
- Si, si! Tá tudo perfeito aqui!
Ficamos conversando sobre diversas coisas e quando desliguei percebi que estávamos conversando a mais ou menos duas horas, uau! Desliguei o celular e peguei o elevador correndo, cheguei na praia onde as meninas estavam e sorri inocente para elas.
- NATALIA , QUE PARTE DO 'DESCE AGORA' VOCÊ NÃO ENTENDEU? - gritou assim que me viu.
- É que o Marc me ligou e conversa vai, conversa vem, a gente acabou conversando durante essas duas horas. - respondi corando.
- Marc Jacobs?! Aaah, tá perdoada! - falou afobada.
- Não tá nada! - falou mais afobada ainda - O que ele queria com você?
- Só conversar, ué.
- Uhun, sei sei. - cruzou os braços com a sobrancelha esquerda arqueada.
- É verdade! Querem perguntar isso pra ele?
- Eu quero! Eu quero! - respondeu balançando as mãos freneticamente.
cerrou os olhos pra ela que na horinha calou e cruzou os braços.
- Qual é, , pára de frescura vai! - voltei a falar revirando os olhos.
- Com uma amiga dessas, pra quê uma mãe, né? - zoou rindo.
desistiu de bancar a mamãe de todas e começamos a conversar sobre o que faríamos mais tarde.
- Erm, gente, não vai rola. - falou desviando o olhar.
- Por que, ? - perguntou fazendo bico.
- Lembra do ? Hm, a gente vai sair mais tarde. - ela corou.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAWN, QUE LINDO! - nós três gritamos deixando mais vermelha ainda - Aonde vocês vão?
- Não sei, ele ficou de me ligar.
- Oooun!
Passamos o resto do tempo na praia imaginando e juntos o que a deixou superultramega corada, ounti. Voltamos para o apartamento umas horas depois porque a ainda tinha que falar com sobre o 'mais tarde' deles. Assim que entramos no apartamento, o celular dela tocou, correu com o aparelho nas mãos até o quarto e se trancou lá.
- Tudo bem, a gente nem queria mesmo ouvir a conversa. - falou dando de ombros.
- Ai, que fome. - disse depois de um tempo em silêncio.
- Idem, o que tem pra comer?
- Sei lá, vou ver.
entrou na cozinha e voltou com um pacote de cookies de chocolate que parecia delicioso, sentamos no sofá e comemos assistindo algum programa de moda que passava na TV. Muitas horas depois, saiu do quarto toda arrumada, ela usava um shorts preto com uma regata rosa escuro de cetim e uma sandália preta de salto baixo, o cabelo estava solto e pelo banho de perfume que ela passou percebi que era o meu CK ONE.
- Hm, curti o perfume. - falei irônica.
- Sério? Ele é seu, sabia? - respondeu cheirando o pulso.
- Por isso que falei, besta. - eu ri - E ai, já vai sair?
- Yep!
- E nós podemos saber para onde? - perguntou sorrindo.
- Si, si. Vamos numa pub lá perto do hotel dele.
- Hm, já até sei por que é perto. - falei sorrindo maliciosa.
- Quem sabe, né? - respondeu imitando meu sorriso e piscando.
, eu e abrimos a boca espantada com a resposta dela, mas se bem que, já conhecemos a amiga que temos.
- Otárias, eu tô brincando! - ela riu da nossa cara, maldita.
Suspiramos aliviadas e rimos da nossa cara também.
- Ok, ok, agora vai embora antes que o desista de sair com você. - disse rindo.
- Nossa, valeu. - ela mandou beijo irônico e foi embora rindo.

CAPÍTULO ONZE
Estávamos em Barbados há uns seis dias e em um iríamos para Bahamas. de novo tinha saído com , e eu e as meninas estávamos no apartamento morgando.
- Argh, que tédio maldito, dude! – bufou desligando a televisão.
- Fato. – falou balançando a cabeça.
Quando eu ia falar alguma coisa, meu celular começa a tocar.
- Aposto dez libras que é o Marc. – voltou a falar antes de eu pegar o celular.
- Aposto que é o . – ouvi a voz de vindo de trás de mim quando peguei o celular.
Marc J. chamando
- Hey Marc! – falei atendendo o celular e me virando para as meninas.
- Oi, querida! Tudo bem? – Marc perguntou animado.
- Tudo sim e você?
Beatriz olhou para sorrindo vitoriosa e a pagou com cara de tédio. Abafei um riso.
- Tudo ótimo! E aí, ainda tá em Barbados?
- Si, si. Amanhã eu e as meninas vamos passar três dias em Bahamas e depois voltamos pra casa. E você, ainda tá em Nova Iorque?
- Ah sim. Estou sim. Ah, bom, então eu te ligo de novo quando você chegar em Londres.
- Hm, tá. É alguma coisa urgente?
- Não, não. Queria te chamar pra sair, que tal?
- Hm, ótimo! Bom, então daqui uns dias eu tô em Londres, ok?
- Ok! Até daqui alguns dias, . Beijos.
- Até! Outro. – o respondi e desliguei o celular.
- E ai, , o que o Marc queria? – perguntou com os olhos brilhando.
- Me chamar pra sair. – respondi me jogando no pof vazio.
- Hm... – murmurou sorrindo maliciosa.
Revirei os olhos rindo e olhei para o celular.
- Calma, , uma hora o também vai te chamar pra sair.
- Cala a boca, ! – taquei uma almofada nela e ri – Não é isso, tá?
- Uhun, sei sei.
Me arrumei no pof e liguei a televisão ignorando as meninas.
- E aí, amanhã a gente parte pra Bahamas né? – perguntei mudando de assunto e voltando a minha atenção para as meninas.
- Si, si. Amanhã bem cedinho. – respondeu sorrindo.
- Por acaso a sabe que vamos partir amanhã de manhã?
- Acho que não, né, porque ela saiu com o a essa hora. – respondeu olhando o relógio – OMG! Já são 11h45min! A gente tem que arrumar as malas ainda!
Arregalamos os olhos, impressionadas com o horário e corremos para os nossos quartos para arrumarmos nossas malas. Arrumei as minhas bem rápido, pois por incrível que pareça, estava tudo arrumado. E como eu sou uma amiga muito boazinha, fui arrumar as malas da dona Pegadora . Enquanto terminava de arrumas as malas da , meu celular tocou. Ê popularidade, hein!

“Amanhã você parte pra Bahamas, né? xx,
.”

Li a mensagem de sorrindo abobalhada e o respondi que sim.

“Ótimo, então daqui três dias nos vemos e trate de cancelar todos os seus compromissos para os três primeiros dias em Londres porque você estará comigo.”

Nossa, senti o poder dele agora, hein.

“Ok, ok. Todos os meus mil compromissos para os três primeiros dias em Londres já estam desmarcados só pra estar com você. Sinta-se honrado por isso, run. –t”
“Ótimo! Boa viagem, !”
O respondi agradecendo e fechei a última mala de ainda sorrindo abobalhada. Qual é, passar três dias inteiros com não é pouca coisa não! Terminei de arrumar as coisas da minha amiga pegadora, saí do quarto e dei de cara com ela sorrindo.
- Aaah, olha só quem resolveu aparecer! – falei irônica.
- Ai, miiil desculpas, ! É que tava tão bom lá com o que acabei esquecendo que amanhã a gente vai pra Bahamas. – respondeu mexendo as mãos – Só fui lembrar quando o perguntou sobre amanhã.
- E o que você falou pra ele?
- Que ia pra Bahamas, né!
- Ah tá. Ow, arrumei suas malas, tá? De nada.
- Séério? Aaaaaaaawn, obrigada, , você é um amor!
- Ah, eu sei obrigado. – ri e dei um beijo na bochecha dela – Bom, agora deixar eu ir dormir, amanhã você conta tudo pra gente.
- Ok, boa noite!
Sorri para entrando no quarto e logo dormindo.

Já estávamos dentro do avião que já tinha decolado há alguns minutos e logo, logo nós chegaríamos ao aeroporto de Bahamas.
- Vai, , vai contando tudo sobre ontem. – disse olhando para que estava ao meu lado.
- Bom, foi super divertido! O me levou a um restaurante chique que ficava na orla na praia, num lugar onde a vista para o mar era perfeita! Conversamos sobre tudo, rimos bastante! Ele contou alguns episódios que passou com os companheiros da banda dele... Ah, , o me falou que depois que você foi embora, o não parava de falar sobre você. – respondeu animada me fazendo corar – Enfim, depois do jantar a gente foi até uma danceteria que tinha lá perto, trocamos alguns beijos...
- Alguns mil beijos, né ? – comentou rindo.
- Depois do alguns beijos, viemos andando até aqui o hotel, não queríamos pegar táxi porque o tempo estava ótimo. Daí quando a gente chegou aqui no hotel, o disse que queria me ver assim que chegássemos a Londres e nos despedimos com um beijo, fim!
- Aaawn, que lindo! – eu e soltamos sorrindo abobalhadas
- E você, , como que tá com o ?
- Hm, ontem ele me mandou uma mensagem falando que os três primeiros dias que a gente passar em Londres assim que voltarmos eu vou passar com ele. – respondi corando.
- Deeeeeeeeeeeus, que lindo! Só eu e a que sobrou agora, poxa.
- Tô ótima assim! – responde dando de ombros e rindo.
Uma hora depois, o avião pousou e saímos indo pegar nossas malas da esteira. Depois de pegar as malas, pegamos um táxi e fomos direto para o hotel que ficaríamos. Chegamos ao hotel, fizemos o check-in e subimos para os nossos quartos, e ficariam em um e e eu ficaríamos no quarto ao lado das meninas. Subimos e entramos no quarto que era totalmente do hotel de Barbados.
Entrando no quarto nos deparamos com a sala de estar que tinha um imenso sofá preto de couro, uma televisão enorme com home-teather e alguns pofs coloridos e pequenos espalhados pela sala, junto com a sala tinha a cozinha que era separada por um balcão divino! A cozinha era bem parecida com a do hotel de Barbados, mas era branca e preta. Vimos o carinha uniformizado do hotel entrar com nossas malas e demos uma gorjeta para ele.
- Ai, tô morta! – falou se jogando no sofá.
- Mais já? A viagem nem foi longa! – eu falei me jogando em cima dela e rindo.
- Aaaaaaah, sai de cima de mim, sua gorda!
- Nossa, desculpa ae, anoréxica! – sai de cima dela ainda rindo.
- Melhor anoréxica do que gorda.
Abri a boca espantada e mostrei a língua pra ela. deu de ombros rindo e foi comigo ver os quartos. Os quartos eram iguais, giganteenormes com uma cama de casal king-size, um guarda-roupa embutido, uma porta que dava para o banheiro, e uma televisão grudada na parede. Tudo era preto, branco e vermelho.
- Eles gostam de branco e preto, né. – falei me referindo ao quarto e o resto do nosso aposento.
- Fato. – respondeu arrastando suas malas para o quarto dela.
Esperei passar com as malas dela e logo depois também arrastei as minhas até o meu quarto. Coloquei as malas num canto do quarto, abri, peguei um shorts branco, uma regata amarela e uma rasteirinha preta e fui tomar um banho rápido. Saí do banheiro já vestida e encontrei na sala usando um vestido branco com detalhes verdes e uma rasteirinha branca.
- Vou lá chamar as meninas pra sair. – falei abrindo a porta.
- Vou com você! – falou saindo depois de mim e trancando a porta.
Fomos até a porta ao lado do nosso e batemos.
- Quem é? – ouvi a voz da perguntar por trás da porta.
- Serviço de quarto. – respondeu fazendo uma voz enjoada.
Segundos depois, a porta foi aberta por uma mega sorridente.
- Trouxeram o meu... Vocês não são o serviço de quarto. – ela fez uma cara estranha e nós rimos.
- Somos bem melhores. – respondi pervertidamente.
- Entrem, suas safadas.
Entramos no quarto que era igual ao nosso.
- Vamos sair? – perguntou por mim sorrindo.
- Vamos, mas pra onde? – gritou provavelmente do quarto dela.
- Não sei, alguma sugestão?
- Hm, tô a fim de sair por aí pra conhecer as coisas daqui.
- Booooa, ! Vocês trouxeram as câmeras?
e gritaram “sim” enquanto pegavam a câmera.
- Ok, eu vou lá pegar a minha câmera e a da e já volto.
Saí do quarto, entrei no meu pegando as câmeras e voltei para o quarto das meninas.
- Tudo pronto?
- Si, si madre .
Trancamos o quarto e descemos para conhecer Bahamas. Fomos andando conversando e rindo de tudo, simplesmente hilário! Tiramos fotos de tudo e todos, principalmente de nós, claro.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah! – do nada, grita apontando algo.
- Que foi, ? – perguntou irritada com o susto.
- Olha que liiiindo!
Olhamos para onde apontava e vi que estava prestes a pular no pescoço dela por causa do susto.
- MARIA BEATRIZ SUA DESGRAÇADA! VOCÊ FAZ TODO ESSE ESCÂNDALO POR CAUSA DE UM MALDITO ORELHÃO EM FORMA DE SAPATO? – gritou apertando as mãos.
- , calma! Também não precisa fazer todo esse escândalo! – falou séria, mas como a conheço muito bem sabia que ela estava se segurando para não rir.
- É, , segura a barra aí, nega. – falou abraçando nossa amiga tentando acalmá-la – É férias! Paz e amor, broto.
- Só vou me acalmar porque esse seu “broto” me seduziu. – ela respirou fundo e riu.
- Aeae broto! – nós três gritamos e piscamos para que ficou vermelha de vergonha.
- Tá, agora calem as bocas. Que vergonha!
Rimos e rimos mais alto ainda ao ver indo pedir para uma mulher tirar uma foto dela ao lado do tal orelhão.
- Feliz agora, madame? – perguntei a vendo voltar.
- Yep!
Depois do quase espancamento da , fomos almoçar num restaurante de comida típica que tinha do outro lado da rua.

CAPÍTULO DOZE
- O que a gente vai fazer hoje? – perguntou entrando com no meu quarto – Amanhã a gente já vai embora e tals...
- Nossa, passou tão rápido! – exclamou se jogando na cama – Bom, eu não tenho idéia nenhuma do que fazer.
- O que você acha, ? – perguntei para ela, mas acho que ela não me ouviu – ?
- Hm? – ela piscou algumas vezes os olhos como se estivesse acordando de um transe – Desculpa , o que disse?
Olhei para que sorria.
- disse que tá com saudades dela. – disse baixinho como se lia a minha mente.
- Aaaaaawn, que lindo, ! E o que você disse?
- Hãn? – ela piscou de novo os olhos.
- Deeeus, acorda, ! – todas nós estalamos os dedos rindo – Você por acaso o respondeu?
- Ainda não...
- Então responde, mulher!
- Ah, sim, claro!
Com movimentos lentos, pegou o celular e respondeu a mensagem sorrindo abobalhada.
- Pronto, já o respondi. – ela voltou a falar depois de guardar o celular mantendo o sorriso.
- O que você respondeu? – perguntou se sentando na cama curiosa.
- Nada que te interessa.
- Ah, vai, , o que você falou pra ele?
- Hm... Falei que estava com muitas saudades. – pela milionésima vez ela corou por causa de um homem, meu Deus!
- Você tá apaixonada. – falei zoando.
- Não! Não tô apaixonada pelo !
- Tá sim, ! Você não é de sorrir abobalhada, de corar horrores e de muito menos de falar que está com muitas saudades de um homem! E é isso que você tá fazendo.
- E se eu estiver apaixonada por ele, algum problema?
- Nenhum, . Vai ser até melhor, assim talvez quando você e o saírem juntos em Londres, vai que o se anima e começa a ser assim com a ... – falou sorrindo inocente.
- Hey, que isso, ? Pra sua informação, o já é assim comigo. – a respondi corando mil.
- Aeae, conseguindo amolecer o coração da !
Revirei os olhos rindo e taquei uma almofada em cada uma, e claro, o quarto virou uma guerra de almofadas, típico nosso. Algumas horas depois, estávamos acabadas.
- Gente, tô a fim de fazer compras. – eu falei jogada na cama com as meninas.
- Ai, eu também! Vamos? – se animou e se levantou da cama num pulo.
e pegaram roupas minhas e da e todas nós nos trocamos com muitas risadas escandalosas. Depois de trocadas, lindas e cheirosas, descemos para fazer compras.
- Tá, e agora, pra onde vamos? – perguntou assim que colocamos nossos lindos pés fora do hotel.
- Hm, é. Pra onde vamos? – disse olhando para os lados.
- A gente podia primeiro pegar um táxi e aí a gente pedia uma sugestão de lugar pra compras pro taxista, que tal? – disse sorrindo.
- Aeae, viva os surtos de inteligência da ! – eu falei causando risos em todas nós.
Ainda rindo, chamamos um táxi e pedimos uma sugestão para o taxista para ir a algum lugar para fazer compras. Quinze minutos depois o táxi parou em frente a uma galeria muito bonita e cheia de lojas. Pagamos o taxista e saímos do carro olhando o lugar.
- Uau, até que pra um taxista ele entende bem de lojas para compras. – comentou rindo.
- E ai, qual loja primeiro? – perguntou entrando conosco na galeria.
- Ah, vamos naquela ali. – apontei pra uma loja com o letreiro colorido e entramos.

Atenção senhores passageiros, última chamada vôo 105 com destino para Londres, Inglaterra, embarque no portão 01.
- Vamos, meninas? – perguntei para as meninas enquanto pegava minha passagem.
- Erm, gente... – chamou baixinho – Temos um problema.
- Ai, meu pai, o que foi, ? – perguntou nervosa.
- Erm, vocês por acaso viram minha passagem?
- , O QUE VOCÊ FEZ COM A SUA PASSAGEM? – gritou.
- E-eu não sei! Eu tinha colocado na minha bolsa e agora não tá mais!
- Calma. Qual bolsa era, ?
- É aquela ali grande e azul petróleo. – ela apontou para a tal bolsa que estava no banco ao meu lado.
Pelo que eu lembrava era a bolsa que a vivia confundindo com a bolsa da...
- Achei! – gritou com a passagem na mão – Tava na minha bolsa. De novo você confundiu as bolsas, ?
- Erm... – sorriu pedindo desculpas.
- Tá, agora corre todo mundo antes que o avião vá embora.
Pegamos nossas bolsas e literalmente corremos até o avião. Logo entramos, nos acomodamos e o avião partiu de volta para a bela e eterna Londres.

- Aaaaah, my home de volta! – exclamou se jogando no enorme tapete fofo que tinha no meio da nossa sala.
Entramos em casa e fizemos montinho na que milagrosamente não gritou e nem xingou.
- ? – a cutucou – Que vaca! A dormiu!
Rimos alto saindo de cima dela, nos jogamos do lado da e dormimos.

Don't stop me now
I'm having such a good time
I'm having a ball
Don't stop me now
If you wanna have a good time
Just give me a call
Don't stop me now ('cause I'm havin' a good time)
Don't stop me now (yes I'm havin' a good time)
I don't want to stop at all

- , atende logo essa porcaria que você chama de celular! – gritou de olhos fechados e com a voz embargada. Uma palavra: abalada.
- Alô? – atendi a porcaria que eu chamo de celular meio dormindo meio acordada.
- ? – uma voz masculina que eu não reconheci graças ao sono disse – É o , te acordei?
- Oi ! Não, relaxa, eu só tava cochilando, mas e aí, tudo bem?
- Tudo sim e aí?
- Tudo na boa.
- Que bom! Hm, já chegou de viagem?
- Uhun, cheguei hoje cedo.
- Aeae! Erm, bom, você deve tá cansada da viagem, né?
- Hm, beeem pouquinho.
- Ahan, tô percebendo pela sua voz. – ele disse rindo – Volta a dormir e amanhã eu te ligo.
- Ok, mas eu não tava dormindo! – eu retruquei rindo.
- Ahan, bons sonhos, . Beijo!
- Hunf, obrigado. Beijo!
Desliguei o celular e quando olhei direito pra sala, , e me encaravam sorridentes, dei um pulinho de susto e ri.
- Que foi? – perguntei fingindo que não sabia de nada.
- Era o ? – perguntou sorrindo.
- Sim.
- E o que ele queria? – perguntou se sentando direito.
- Falar comigo, ué.
- Mas que mania de sempre responder isso quando a gente pergunta do ! – disse tentando fingir irritação, o que foi péssimo – Queremos detalhes, nega!
- Ele perguntou se já tínhamos chegado de viagem e aí ele percebeu que eu tava dormindo, aí ele falou que amanhã me ligava e mandou eu voltar a dormir.
- Awn! Ele ligou pra marcar os três dias juntos, né?
- Provavelmente sim, . Mas a porcaria da minha voz de sono me denunciou e ele me mandou dormir. – bufei rindo.
- Ê azar, hein! – riu.
- , o falou algo do ?
- Não, ...
- Ah...

#’s POV ON#
- Falou? Falou, ? – perguntava a cada 5 segundos enquanto eu falava com no celular.
- Ahan, bons sonhos, . Beijo! – me despedi e desliguei o celular – Cala a boca, !
- Falou?
- Falou o quê?
- Perguntou da ? – bufou e eu ri.
- Eu não! A é sua e não minha, e aliás, por que VOCÊ não liga e fala com ela?
- Eu? Eu não, dude. Mas e se...
Eu ri alto da cara de apaixonado do , isso porque conheceu a menina há menos de uma semana!
- Que foi? – perguntou me encarando
- A sua cara de apaixonado é hilário, ! Calma, dude, você a conheceu faz uma semana!
- Olha só quem fala! Você conheceu a em três, quatro dias e voltou todo apaixonadinho, não para de falar nela e com ela. – arqueou uma sobrancelha e sorriu vitorioso.
- Ah, erm... Com a é diferente.
- Diferente o caramba, !
- Cala a boca, vai, , assim você ganha mais.
gargalhou e tacou uma baqueta em mim. maldito.
#’s POV OFF#

CAPÍTULO TREZE (coloquem para carregar You and Me – Lifehouse: http://www.youtube.com/watch?v=dUi2gbhP_mU)
- Ê , que popularidade hein! – falou assim que me viu no celular.
- Ah não enche, otária! – a respondi rindo até me lembrar que falava com no celular – Ai, desculpa, ! O “otária” não foi pra você, tá?
- Ok, ok. – respondeu rindo – Mas e aí, tá livre hoje?
- Tô livre hoje, amanhã e depois de amanhã. Esqueceu que pediu, quer dizer, ME MANDOU fazer isso?
- Aé, é vero. Bom, já que meu PEDIDO foi atendido, se arruma que daqui uma hora eu passo aí.
- Ok, sabe o endereço?
- Erm, não.
- HAHA, imaginei. Sabe onde fica a Starbucks da Avenida Brown?
- Ah, sei.
- Então, depois dela tem um pet shop na esquina, é nessa rua que você tem que entrar. O número é 403, erm, digamos que, bom, é a maior casa da rua, você vai achar rapidinho.
- Ok! Então daqui uma hora a gente se vê, beijo!
- Belezinha, outro!
Desliguei o celular animada com os talvez três melhores dias com e corri para o banho. Meia hora depois sai do banho cantarolando uma música qualquer que estava na minha cabeça, abri o guarda-roupa procurando uma roupa.
Vesti um shorts balonê preto, uma sapatilha preta e fui até o quarto da com o shorts e sutiã pedir um dos espartilhos dela. Abri a porta do quarto dela e não havia ninguém, dei de ombros abrindo o guarda-roupa colorido e peguei um espartilho sem estampa e sem detalhes na cor roxa o vestindo com dificuldade. Depois, voltei para o meu quarto soltando meus cabelos e os deixando soltos, fiz uma maquiagem clean, passei meu Chanel nº5 e saí do quarto.
- , eu vou sair com o... – falei descendo as escadas, quando olhei a procura de dei de cara com no sofá com ela – !
- Oi ! – disse se levantando e abrindo um sorriso extremamente cativante.
Andei até ele e o abracei. Senti retribuir o abraço e logo depois senti um arrepio pelo corpo quando senti a respiração dele puxar o ar e sentindo meu perfume. Santa Chanel!
- Você está linda! – cochichou no meu ouvido. Olá, arrepios!
- Obrigada! – cochichei de volta e sorri ao perceber que eu não era a única arrepiada, me soltei devagar do abraço e lembrei que ainda estava na sala – Hm, e aí, aonde vamos?
- É surpresa! – vi piscar discretamente para que sorriu e piscou para mim, oi, boiei total – Podemos ir?
- Ah, sim! Claro!
- Tchau, ! – se despediu de com um aceno da cabeça.
- Tchau, . – dei um beijo rápido na bochecha dela e sorri.
- Tchau, tchau!
fechou a porta e e eu fomos até o Tucson preto dele. Ele abriu a porta para mim, entrei e depois ele fechou e entrou também no carro.
- Ok, agora dá pra você me falar aonde vamos? – perguntei assim que ligou o carro e começou a dirigir.
- Hm, gosta de ir ao St. Paul Park? – ele perguntou sorrindo como se já soubesse a resposta.
- Tá brincando? Eu ADORO ir lá! – exclamei me segurando pra não pular igual uma criança quando ganha um pirulito do médico – Faz uns dois meses que não vou lá!
- É, a te conhece bem...
- Você perguntou pra ela?
- Mais ou menos. Eu só fui confirmar com ela.
Ri alto com a cara de convencido que fez. Conversamos e rimos durante o caminho inteiro.
- Mentira que o tá apaixonado pela ? – perguntei espantada.
- É a mais pura verdade.
- Awn! Bom, com a não tá diferente. Ela fica toda boba quando o liga pra ela. – eu ri
- Imagino! – ele riu parando o carro – Chegamos!
Saímos do carro olhando o lugar. O sol estava radiante, poucas nuvens fofas e brancas estavam pelo céu, a grama estava verdinha. O parque estava cheio, várias crianças corriam, casais de jovens, de adultos, de idosos; babás conversando e olhando as crianças; atletas correndo com seus cachorros. Uma cena digna de cinema. Andamos até um lugar mais vazio e assim que eu ia sentar, percebi que carregava uma grande mochila azul marinho, de dentro ele tirou uma toalha no mesmo tom da mochila e estendeu na grama, depois deitou por cima da toalha e bateu a mão ao seu lado num sinal para eu me deitar ali.
- Ai, faz tempo que eu não respirava o ar daqui. – falei me deitando ao lado de e respirando fundo – Quando eu me mudei pra cá, todos os dias eu vinha aqui fazer caminhada.
- É um bom parque. – respondeu me puxando para mais perto dele e com isso, deitei minha cabeça no peito dele olhando para o céu – Olha aquela nuvem ali, parece aqueles microfones antigos com... Uma língua pra fora?
- Verdade! – olhei direito e ri – É igualzinho!
Ficamos ali deitados e conversando sobre as formas das nuvens, que do nosso ponto de vista, era uma mais estranha que a outra.
- Como é a sua família, ? – eu perguntei quando o assunto das nuvens perdeu a graça – Quer dizer, como é sua mãe, seu pai? Você tem irmãos?
- Hm, minha mãe é linda, eu a amo demais! Meus amigos falam que se eu fosse mulher e da idade dela, eu seria a cópia da minha mãe. O nome dela é . – ele respondeu rindo o que me fez rir junto ao imaginar na versão feminina – E minha irmã, a Jazzie, é linda também, somos muito grudados. E de acordo com o , ela é meio afim dele.
- A Jazzie é sua irmã mais nova?
- Yep! Mas não é tanta diferença assim.
- E seu pai? Aposto que ele é igualzinho você, mas com alguns anos a mais!
- Eu não falo com ele desde pequeno. Ele é o homem que eu mais odeio na minha vida. – senti um grande nível de raiva na voz de .
- Nossa, ele fez alguma coisa com você ou com sua família?
- Sim. Do nada, ele fugiu de casa sem nenhuma explicação e nunca mais apareceu. Desde esse dia minha mãe foi muito, mais muito triste. Eu não aguentava ver aquela cara dela, sempre que a via, eu tinha vontade de ir atrás daquele filho-da-mãe e socá-lo. Até que ela encontrou o homem que hoje é meu padrasto, ele sim é o homem certo pra ela.
- Nossa, e-eu sinto muito.
- Ah, tudo bem, . Meus problemas familiares não chegam nem perto dos seus... – disse mais calmo e fazendo um carinho gostoso no meu braço – Ahn, desculpa.
- Tudo bem, já tô acostumada com isso.
- , você lembra como eram seus pais?
- Eu só lembro como eles são graças a um DVD do meu segundo aniversário e uma foto que eu tenho deles. O DVD é a lembrança mais viva que eu tenho deles. – eu respondi já sentindo meus olhos lacrimejarem – Se não fosse essas coisas, eu nunca saberia como eles eram.
não falou mais nada, apenas continuou com o carinho e me apertou em seus braços. Eu funguei e pisquei algumas vezes tentando acabar com as lágrimas que teimavam cair.
- Minha mãe era linda! Ela tinha o cabelo igual ao meu e os olhos pretos mais lindos que eu já vi na minha vida! O nome dela era Audrey. Ela... Ela era bem jovem quando, erm, morreu. – funguei de novo – E meu pai, ah, ele também era lindo! Incrível como a genética colaborou bastante com eles! Meu pai tinha o cabelo preto e olhos azuis, iguais aos meus, o nome dele era David. Eles formavam um casal lindo! David e Audrey.
Funguei de novo e senti uma lágrima cair do meu olho. Logo em seguida, senti a mão de passar levemente pelo meu rosto secando a lágrima solitária e me fazendo olhar naqueles olhos lindos. Confesso que quando olhei, não consegui mais tirar meus olhos dali, eles simplesmente eram hipnotizantes e misteriosos, do tipo que dava vontade de olhar para tentar descobrir algo da pessoa. sorriu de canto e também olhava profundamente nos meus olhos.
- Você é a mistura perfeita dos seus pais. Cabelo igual da mãe, lindos olhos iguais do pai e beleza dos dois. Isso não há como negar. – ele sussurrou ainda olhando nos meus olhos – Incrível como a genética colaborou bastante com você!
- Obrigada. – sussurrei e sorri extremamente envergonhada – Hm, se é verdade o que dizem sobre você ser a versão masculina e mais jovem da sua mãe, não há como negar que ela deve ser linda mesmo.
OMG, da onde eu tirei coragem pra falar isso? Hein? Meu Deeeus.
riu de leve e se arrumou na toalha olhando melhor para mim. Olá, borboletas no estômago!
- Bom, acho que a genética também colaborou para o meu lado.
- Tenho certeza que sim! – cala a booooca, ! Olha o que você tá falando!
Ainda olhando em meus olhos, voltou a sua mão para o meu rosto e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha que insistia em cair e foi se aproximando do meu rosto. Fechei os olhos ao respirar fundo e sentir o perfume viciante dele. Segundos depois, senti os lábios quentes e macios de encostar-se aos meus e logo pedindo passagem para iniciar o beijo. Lentamente abri um pouco meus lábios e estremeci ao sentir a língua de explorar toda a minha boca. Levei uma de minhas mãos até a nuca dele e era impressão minha ou foi só eu tocar na pele que que ele se arrepiou todo? Uooooou, sente o poder da garota! mantinha sua mão no meu rosto fazendo um carinho meeeega gostoso!
A cada toque de mais eu me arrepiava. A cada toque meu mais ele se arrepiava. E a cada segundo, o beijo ia melhorando e digamos que, esquentando. Senti a mão de descer pelas minhas costas e parar na minha cintura me forçando para mais perto dele. Distância praticamente não existia entre nós. Com isso, dei um leve puxão nas poucas mechas de cabelo dele que estavam entre a minha mão. Acho que isso acabou sendo um estimulo para esquentar as coisas, porque ainda com a mão na minha cintura, ele me puxou levemente para cima dele e ainda bem que estávamos em um lugar praticamente vazio e longe de mentes puras e inocentes das criancinhas que corriam pra lá e pra cá.
Eu estava com praticamente todo o meu corpo em cima de enquanto nos beijávamos calorosamente. Desci minha mão que estava na nuca de até o abdômen dele e comecei a encerrar o beijo com vários selinhos intercalados com leves mordidas no lábio inferior dele.
- Então foi pra isso que você me levou pra um lugar mais vazio daqui do parque, né? – perguntei rindo ainda com meu rosto bem próximo ao dele e em cima dele.
- Garota esperta você, não? – respondeu rindo e dando uma leve mordida no meu lábio inferior.
- É, eu sei. – pisquei para ele nem um pouco modesta.
Me mexi lentamente e levemente para sair de cima de e voltei para a posição que estava antes de começar o beijo. Senti respirar fundo e quando dei uma olhada em volta de nós, percebi que com a volta pra posição, meu shorts subiu uns três dedos dando uma melhor visão das minhas pernas para ele. Ótimo. Ri de leve e arrumei meu shorts ainda sentindo o olhar de nas minhas pernas.
- Dá pra parar de olhar, ? – falei rindo logo em seguida.
- Ahn... Erm... Desculpa. – ele respondeu extremamente desconfortável com o flagra.
- Tudo bem. – ri mais ainda ao ver as bochechas dele corarem – Ai, que horas são? Deu fome.
- São... – levantou o braço para ver as horas no relógio dele – 19h45min. Quer ir jantar?
- Mas já? Tá tão claro!
- Horário de verão, .
- Aaaé, é vero! Então, vamos jantar sim.
- Sabe de algum lugar bom pra comer aqui em Londres? Ainda não conheço praticamente nada daqui.
- Hm, sei de um lugar ótimo! – sorri abertamente e sorriu também – Vamos?
- Calma. – falou e antes de eu perguntar algo, ele me beijou e tá, eu confesso, ficamos mais um tempão nos beijando. – Agora vamos.
se levantou me puxando junto e caímos graças ao jeito que levantamos juntos. É, foi engraçado, pode rir. Depois de um leve ataque de riso, nos levantamos separados e logo que eu terminei de limpar as poucas folhas da grama que grudaram no meu shorts, passou seu braço pela minha cintura me puxando para mais perto dele. Ah, estou começando a achar que sabe muito bem o efeito que ele está fazendo em mim, porque oi, que arrepios são esses com um simples toque? Eu hein, sai de mim. Não, não sai não.
Com tudo guardado, fomos andando abraçados de volta para o carro de . Entramos no carro e expliquei o caminho para até um restaurante italiano que ficava em frente ao London Eye, entramos e pegamos uma mesa do lado de fora que dava a melhor visão da roda gigante.
- O que o casal vai querer? – um garçom perfeitamente uniformizado perguntou assim que chegou a nossa mesa.
- Hm, eu vou querer um canelone de quatro queijos ao molho branco, por favor. – o respondi ainda olhando para o cardápio – E você, ?
- Vou querer o mesmo, por favor. – respondeu fechando o cardápio – E traga o melhor vinho que tiverem na casa.
- Sim, senhor. Mais alguma coisa?
- Não, obrigado.
O garçom sorriu educadamente para nós e voltou para dentro do restaurante.
- Boa escolha, . – disse a minha frente.
- Eu amo vir pra cá, principalmente à noite quando o London Eye já está aceso. – respondi sorrindo e olhando para a linda roda gigante acesa que estava a nossa frente, depois voltei meu olhar para que sorria para mim – Mas e então, como que tá a banda?
- Tá cada vez melhor! Vamos começar os ensaios depois de amanhã e você está convocada a estar lá.
- Sim, senhor. – bati continência e ri – Vocês estam morando juntos?
- Yep, os ensaios também são em casa mesmo, no porão da casa.
Enquanto conversávamos sobre a banda de , o mesmo garçom voltou com a garrafa de vinho e duas taças para a bebida, ele nos serviu e saiu em silêncio.
- Vocês já foram a alguma gravadora? – perguntei depois de tomar um gole do maravilhoso vinho.
- Ainda não. – tomou um gole – Vamos esperar um pouco, ensaiar mais e se der escrever mais uma música pra então procurarmos alguma gravadora boa.
Nisso, um outro garçom chegou com os pratos. Ele colocou os devidos pratos na mesa, sorriu educadamente para nós e saiu. Enquanto nos deliciava com a comida, conversamos sobre música, viagens, sonhos, conversamos de tudo um pouco. Depois da comida, pedimos a sobremesa e saímos do restaurante.
- Vamos ao London Eye? – eu perguntei com os olhos brilhando assim que saímos do restaurante
assentiu com a cabeça sorrindo enquanto me abraçava pelos ombros, sorri mais ainda e envolvi sua cintura com meu braço esquerdo. Andamos por pouco tempo até chegar à roda gigante, fazendo muita questão, pagou os ingressos e o cara que trabalhava lá, abriu a porta de uma das cabines e entramos.
- Hm, acho bom avisar que eu tenho medo de altura. – falei baixinho assim que o moço fechou a porta e a cabine começou a subir.
- Se você tem medo, então pra quê veio? – me perguntou rindo.
- Porque eu gosto, tá?
- Ok, ok. Não tá mais aqui quem falou. – ele ainda ria.
- Palhaço. – retruquei contagiada pela risada dele.
Enquanto a cabine subia, eu me negava a olhar para fora. Meu medo de altura é sério, ok? De canto de olho, percebi que segurava a risada ao ver meu desespero.
- Pode rir, , eu deixo. – ironizei olhando para ele.
- Desculpa. – ele deixou escapar uma risada leve, mas logo parou e ficou sério – Vem cá.
- Hãn?
abriu os braços e logo eu entendi. Sorri de canto e me aconcheguei em seus braços me sentindo segura rapidamente. Respirei fundo sentindo pela milionésima vez o perfume de , que na minha humilde opinião, era extremamente gostoso e viciante.
- , você pode virar, não precisa ter medo. – cochichou no meu ouvido.
Me mexi lentamente até ficar de costas para ele ainda sendo abraçada por ele. Ok, eu confesso, eu sou uma idiota, otária, retardada mental por ter medo de altura numa cidade tão linda quanto Londres. Dude, que paisagem é essa? Pisquei meus olhos várias vezes para confirmar se o que eu estava vendo era real. Ok, é tudo real. No momento que virei, a cabine estava quase no topo e dava para ver toda a cidade que estava acesa e maravilhosa. É, não é a toa que as pessoas gostam de vir aqui a noite.
- ? – ouvi me chamar.
- Eu sou uma idiota por ter medo de altura. – confessei alto ainda boquiaberta com a visão.
- Por quê? Vai me dizer que você nunca veio aqui no London Eye. – respondeu rindo.
- Erm, sabe como é né... – acabei rindo também – Mas enfim, hoje me arrependo de ter medo de altura, é.
riu mais alto e me apertou em seus braços, e claro, me fazendo sentir mais segura do que nunca. Ainda estávamos olhando para a cidade, quando a cabine deu um tranco e parou. Ok, fiquei com medo agora. Apertei os braços de com medo e ele riu.
- Calma, . Eu tô aqui. (n/a: coloque a música para tocar!)
Balancei a cabeça sorrindo abobalhada e afrouxei minhas mãos nos braços dele, mas ainda as deixando lá. Enquanto olhávamos a cidade, pude ouvir uma música alta vindo lá de baixo.
- 'Cause it's you and me and all of the people with nothing to do, nothing to lose. And it's you and me and all of the people, and I don't know why... cantou a música baixinho no meu ouvido e nos mexendo lentamente como uma dança - I can't keep my eyes of you. Enquanto a música tocava, nos mexia lentamente enquanto cantava a música no meu ouvido. Olá, arrepios, bem-vindos de volta! Ainda dançando, me virou lentamente e assim que virei totalmente, dei de cara com aqueles olhos azuis tão perfeitamente lindos. Cruzei meus braços em volta do pescoço dele e apoiei minha cabeça no peito dele, assim que encostei minha cabeça no peito dele, senti respirar fundo e acho que com tanto ar que ele puxou, deu para sentir meu perfume. desceu um pouco suas mãos até a minha cintura e a segurou firmemente nos movimentando um tantinho mais rápido, quer dizer, quase nada.
Durante a música, eu nunca tinha me sentido como eu estava me sentindo. Nunca tinha me sentindo tão segura em um abraço, nunca tinha me sentido tão leve com uma dança, nunca tinha me sentido tão tonta ao olhar em um par de olhos, nunca tinha me sentido tão extasiada com dois braços me segurando firme, nunca tinha me sentido tão diferente ao lado de um homem.

There's something about you now
(Existe algo sobre você)
I can't quite figure out
(Que eu não consigo compreender completamente)
Everything she does is beautiful
(Tudo o que ela faz é belo)
Everything she does is right
(Tudo o que ela faz é certo)

Levantei um pouco a minha cabeça e voltei a olhar nos olhos de . Olhando para eles, notei que o que eu estava fazendo era certo, era mais que certo estar com ele. Nos olhos dele encontrei paz, segurança, aconchego, amor, desejo, paixão, saudade, carinho e acima de tudo, amizade. Ainda olhando nos olhos de , percebi que ele vinha se aproximando mais de meu rosto com um leve sorriso nos lábios, aquele sorriso que me fazia ter a certeza que tudo estava certo. Minha respiração ficou pesada assim que senti os lábios macios de pressionar os meus e quase fiquei sem ar ao sentir a língua dele encostando na minha. Durante o beijo, eu senti leves choques a cada toque de , sentia grandes arrepios quando ele mordia levemente meu lábio inferior, senti minhas pernas moles e se não fosse os braços de me segurando e meus braços em volta do pescoço dele, com certeza eu cairia igual um pudim no chão.

You and me and all of the people
(Você e eu e todas as pessoas)
With nothing to do
(Com nada para fazer)
Nothing to prove
(Nada para provar)
And it's you and me and all of the people
(E é você e eu e todas as pessoas)
And I don't know why
(E eu não sei por quê)
I can't keep my eyes of you
(Eu não consigo tirar meus olhos de você)
What day is it
(Que dia é)
And in what month
(De que mês?)
This clock never seemed so alive
(Esse relógio nunca pareceu tão vivo)

Assim que a música acabou, a cabine deu outro tranco e começou a descer como se ela estivesse parada lá em cima só para a música tocar. Encerrei o beijo com vários selinhos e quando abri os olhos encontrei novamente os olhos de me encarando, sorri carinhosa e dei o último selinho.
- Voto para voltarmos mais vezes aqui. – disse sorrindo enquanto fazia um leve carinho na minha bochecha.
- Concordo plenamente! – respondi rindo de leve.
- Vamos?
- Yep.
Nos soltamos e assim que a porta da cabine abriu, pegou na minha mão entrelaçando nossos dedos e saímos da cabine sorrindo para o moço que retribuiu o sorriso.
- E agora, o que a gente faz? – me perguntou enquanto íamos até o carro dele – Quer fazer mais alguma coisa?
- Ah, sei lá. – eu respondi rindo – Quer ir lá pra casa assistir um filme? Ou sei lá, qualquer coisa.
- Hm, qualquer coisa? – ele sorriu malicioso e eu dei um tapa no braço dele.
- Não qualquer coisa literalmente, seu safado. As meninas estam lá, você podia chamar seus amigos e aí juntava todo mundo lá.
- Hm, não sei não... Você com essa roupa aí junto com meus amigos... Hm, não gostei.
- Iiii, qual é, ? Tá com ciúmes é? – gargalhei ao ver a cara de bravo dele.
- E se estiver? Algum problema? – perguntou olhando profundamente nos meus olhos e me imprensando na porta do carro.
- Não, nenhum problema... – respondi já sentindo minha respiração falhar – Só acho fofo você com tanto ciúmes assim sem eles me conhecerem.
- Engraçadinha.
Antes de eu falar algo, rapidamente grudou seus lábios aos meus logo pedindo passagem e logo sendo correspondido na mesma velocidade. Enquanto nos beijávamos, me imprensava mais na porta do carro eliminando qualquer espaço entre nós ao mesmo tempo que fazia um carinho leve e gostoso na minha cintura. Eu mantinha uma de minhas mãos na nuca dele puxando levemente algumas mechas de cabelo dele enquanto a outra estava nas costas dele.
O beijo foi começando a esquentar, no mesmo ritmo que as carícias e passadas de mão. Quando senti a mão quente de dentro da minha blusa, voltei a realidade e lembrei que ainda estávamos em público.
- ... – falei separando nossas bocas e tentando voltar a respirar normalmente – A gente tá em público, calma ai.
- Aé, droga. – ele respondeu também com dificuldade para respirar e passava a mão pela nuca – Então... Vamos pra sua casa?
- Seu safado! – dei outro tapa no braço dele rindo.
- Hey, quem é a safada aqui é você! Eu falei pra ir pra sua casa pra gente fazer o que você sugeriu! – levantou os braços inocente e rindo demais.
- Ah, erm... Tá, então vamos logo, vai.
riu da minha cara enquanto apertava o botão para abrir o carro e logo entramos. Durante o percurso fomos conversando e rindo sobre tudo, parecíamos dois bêbados, ê! Quando paramos em frente de casa, reclamou de novo que não queria seus amigos olhando minhas pernas, então para deixá-lo quieto, nós não chamamos os amigos deles. Ciúmes, tsc tsc.

CAPÍTULO QUATORZE
#’s POV ON# - Oi, ! – quase gritou assim que abriu a porta e veio me abraçar.
- Hey, ! – respondi no mesmo tom da voz dela enquanto retribuía o abraço e dava um selinho nela.
- Vem, entra!
Peguei na mão de em seguida entrelaçando nossos dedos e logo fui puxado para dentro da imensa casa dela. Quando chegamos à sala, e mais duas lindas garotas levantaram do sofá num pulo e sorriram para mim.
- , essas são: e , minhas outras amigas que moram aqui comigo. E meninas, esse é o . – disse apontando cada uma e depois de virou para mim corada – Elas insistiram pra te conhecer.
- Prazer, meninas. – segurei a risada ao ver o quão envergonhada estava e sorri para as meninas

- E aí, aonde você vai levar a , ? – perguntou olhando de canto de olho para .
- Hoje tá calor... Tava pensando em levá-la pra praia.
Olhei para que sorria envergonhada por causa das olhadas das amigas.
- Então, vamos, ?
- Vamos, mas... Eu tenho que pegar minhas coisas, né. – ela riu e começou a subir as escadas – Sinta-se em casa, eu já volto.
Balancei a cabeça positivamente e olhei para as meninas que ainda estavam em pé. Acho que elas se tocaram disso porque pediram pra eu me sentar e assim nos sentamos ficamos em completo silêncio.
- Então, ... – ouvi a voz da tentando puxar um assunto.
- Como foi ontem o passeio com a , ? – , a outra garota, que parecia ser a mais nova me perguntou sorrindo – Porque assim, a não contou quase nada pra gente, sabe?
- Foi muito interessante... – respondi deixando escapar um sorriso malicioso.
- Huuum, interessante como? - ela perguntou de novo imitando meu sorriso – Queremos os detalhes!
- , fica quieta aí, vai. O não é obrigado a responder isso. – falou antes de eu responder e eu ri – Não é, ?
- Hm, é, claro, claro. – ri mais ainda e elas também riram.
- Ok, ok, desculpa. É que a não contou quase nada mesmo, sabe?
- Acho que ela contou isso porque ou foi muito ruim, ou foi muuuito bom! – disse sorrindo maliciosa e causando risadas em todos nós.
- Tenho certeza que foi muuuito bom. – pisquei e ri mais.
- Finalmente alguém conseguiu algo de bom com a ! AEAEAE! – as três gritaram e batiam os pés.
Ok, não entendi a parte do “conseguiu algo de bom com a ”, boiei legal, sério. Quando eu ia perguntar sobre isso, ouvi passos vindos da escada e segundos depois já estava ao meu lado usando um vestido curto na cor amarela, uma peça de roupa preta que eu deduzi sendo o biquíni e uma Havainas preta. Fui subindo meu olhar dos pés dela até que parei nas belas e muito bem torneadas coxas de .
- ? – me chamou e eu balancei a cabeça saindo do transe – Podemos ir.
- Ah sim, claro! – levantei do sofá tentando não secar as coxas de novamente.
- Tchau, meninas, até mais tarde!
- Tchau! Prazer em conhecer vocês!
- Tchau, amores. Bom passeio e dizemos o mesmo, . – falou sorrindo.
- Aproveita bastante, ok? – disse novamente sorrindo maliciosamente.
Eu ri e me encaminhei até a porta com ao meu lado, saímos e entramos no carro. Quando liguei o carro, olhei discretamente para e não tinha como não notar que o vestido dela tinha subido uma medida muito boa. Pigarreei e comecei a dirigir em direção a praia.
- Posso ligar o som, ? – me perguntou enquanto abria o vidro do carro.
- Claro, escolhe aí!
se inclinou um pouco para frente para enxergar os botões do rádio e depois voltou a encostar-se ao banco assim que escolheu uma estação que começava a tocar um cover dos Beatles. Quando a música já estava um tanto avançada, reconheci a música. It Won’t Be Long era música que tocava, comecei a cantar baixinho junto com a letra, quando a música chegou no refrão, começou a cantar baixinho a música. Aumentei um pouco o volume da minha voz e ela tomou isso como um sinal para cantar junto comigo, dito e feito, quando estava quase no final da música nós dois praticamente gritávamos a música e rindo junto.
- Chegamos. – disse parando o carro em uma vaga fácil e desligando o carro.
Descemos do carro, eu peguei minha prancha de surf enquanto pegava sua bolsa e andamos até achar uma mesa vazia. estendeu uma toalha no chão e assim que levantou pegou na barra no vestido e eu já sabia o que viria a seguir. Tudo ocorreu lentamente como num filme. Delicadamente e extremamente lento, foi subindo o vestido e se mexia devagar quando o vestido emperrava em alguma parte de seu corpo perfeitamente esculpido. Eu estava parecendo um adolescente quando vê uma garota de biquíni pela primeira vez, e sim, pode rir, eu sei que isso é hilário.
Quando terminou de tirar o vestido, eu tive que analisar seu belo corpo. E dude, bota belo nisso! Cada curva estava perfeitamente no lugar certo, sua pele estava levemente bronzeada por causa dos dias que passou na praia e seu biquíni preto frente única destacava mais seu corpo. É, eu era um baita de um sortudo.
- ? – me chamou e novamente balancei minha cabeça saindo do transe.
- Sim? – respondi um pouco vago.
- Me ajuda a passar o protetor nas costas?
- Ahn, claro!
Assim que peguei o tubo do protetor e comecei a passar pelas costas dela, caiu a ficha que eu realmente era um sortudo. Um maldito sortudo, obrigado Deus. Enquanto eu espalhava o produto pelas costas de , senti ela se arrepiar. Ótimo, ponto para mim. Sorri e subi um pouco minhas mãos até os ombros dela. Depois de passar e espalhar bem o protetor, a abracei por trás entregando o tubo e depositando um leve beijo no pescoço dela.
- Obrigado, . – disse suspirando.
- Magina! – a soltei e fui pegar a minha prancha.
- Hey, aonde você pensa que vai?
- Surfar?
- Não sem antes passar protetor também, .
Sorri com a preocupação dela e parei de frente pra fazendo bico pedindo para ela passar em mim. Ela suspirou e espalhou o produto nas mãos e em seguida nos meus ombros. ia passando lentamente o protetor pelos meus ombros e seu olhar era bem concentrado no que estava fazendo. E mesmo assim estava linda.
Suas mãos desgrudaram um instante no meu corpo, depois grudou de novo com mais produto, suas mãos foram um pouco mais para baixo, mais especificadamente em cima da minha tatuagem. passava o protetor mais lentamente com a intenção de deixar o mais protegido possível, e tenho que comentar que senti terríveis arrepios com isso. Depois suas mãos desceram mais um pouco passando o produto pelo meu abdômen inteiro.
- , vira de costas. – pediu baixinho enquanto pegava mais protetor.
Virei de costas e logo senti o produto gelado em contraste com a mão quente de nas minhas costas. Argh, tô parecendo um gay com tanto arrepio. Nunca pensei que passar protetor solar fosse ser tão torturante assim, espero que a água esteja muito gelada.
- Vira de frente de novo, . – voltou a falar e com a nossa grande aproximação pude sentir a respiração dela batendo nos meus ombros – E fecha os olhos.
Virei de frente pra e fechei os olhos. Com os olhos fechados, senti os dedos leves de ir tocando meu rosto e espalhando o protetor solar. Ok, se for pra ser sempre assim, prometo sempre passar protetor solar.
- Terminei, . – disse ainda bem próxima de mim – Pode abrir os olhos.
Abri os olhos lentamente dando de cara com os lindos olhos azuis de que me fitavam meigamente. É, eu definitivamente estou virando um gay. Ainda olhando nos olhos de , levei uma de minhas mãos até a cintura dela e a outra foi para a nuca trazendo seu corpo o mais perto possível de mim. Grudei nossos lábios e logo em seguida passei minha língua pelo lábio inferior que se abriu um pouco dando espaço para o beijo começar. mantinha suas mãos quentes apoiadas no meu abdômen, mas mexia as pontas de seus dedos lentamente fazendo um carinho gostoso.
- Obrigado. – sussurrei ainda próximo do rosto de assim que encerramos o beijo.
- De nada. – ela respondeu no mesmo volume de voz que o meu.
- Hm, eu vou dar uma surfada, quer ir comigo? – perguntei indo pegar minha prancha que estava presa na areia ao lado da toalha verde de que estava estendida na areia.
- Nha, agora não, depois eu vou. – ela sorriu e eu sorri junto.
- Ok!
Dei um selinho longo nela e fui correndo com a prancha em baixo do meu braço até o mar. Quando dei o primeiro mergulho no mar com a prancha, senti todo o meu corpo relaxar. Deus abençoe a água gelada! Fiquei surfando até me sentir totalmente relaxado e mais calmo, de fato uma hora vai me matar, é. Depois de um tempo surfando, o sol já estava mais forte e mais ardido, então eu decidi sair do mar.
- Aaaaah, a água tá uma delícia, ! – exclamei enquanto prendia a prancha na areia e me jogava quase em cima de .
- Sai de cima de mim, ! – respondeu me jogando para o lado e rindo – Você me molhou!
Eu gargalhei da cara que a fez e dei um selinho nela que na hora parou de reclamar. Gostei disso.
- A água tá boa? – voltou a falar e ou é impressão minha ou ela estava mesmo corada.
- Maravilhosa! Quer entrar comigo? – respondi deitando direito na toalha e a puxando para mais perto de mim.
- Nha, depois, depois.
- Ahan, sei esse seu depois, .
- Conhece nada.
- Tá duvidando? – arqueei uma sobrancelha arrancando uma risada dela.
- Sim, e aí?
Essa era a minha deixa para levar ela para o mar comigo. Levantei num pulo e sorri desafiando ela, já ela se sentou e cruzou os braços também me desafiando. Dei alguns passos e parei de frente para , sorri divertido e num movimento rápido a peguei no colo e sai correndo em direção ao mar.
- , me coloca no chããããão! – gritava agarrada ao meu pescoço.
- Nooopz. Você duvidou, não é? Pois então, agora tá aí a prova que eu conheço. – respondi parando na beira do mar – Se eu não conhecesse, eu não saberia que você iria gritar pra eu te colocar no chão, certo?
- Argh, seu imbecil.
Eu gargalhei e dei alguns passos para dentro do mar deixando a água chegar aos meus joelhos.
- Não se atreva a ir mais pro fundo, . – disse entre os dentes
- E se eu me atrever? – retruquei rindo e ameaçando dar mais outro passo sentindo os braços de apertar meu pescoço – , você tá me sufocando!
- Só solto se você voltar pra areia.
Balancei a cabeça negativamente e dei mais alguns passos, agora a água estava batendo nos pés de .
- , VOLTE AGORA PRA AREIA! – ela gritou apertando mais ainda meu pescoço.
Comecei a gargalhar e ir mais para o fundo com gritando no meu ouvido e apertando meu pescoço.
- Se segura.
- O que...
Antes de completar a frase, dei um mergulho segurando mais firme em meus braços. Quando voltei, ela começou a tossir.
- Seu idiota, eu engasguei. – ela reclamou entre tossidas.
- Quer mais um mergulho? – provoquei me abaixando para mergulhar de novo.
- NÃO! – ela gritou e encravou suas unhas no meu pescoço e eu confesso que doeu.
- Ok, ok! – eu ri me virando para voltar para a areia – Estamos voltando.
- Finalmente.
afrouxou seus braços suspirando e eu ri.
- Do que você tá rindo, ? – ela perguntou me encarando.
- Do seu desespero. – respondi sem conseguir segurar uma gargalhada.
- Otário. – ela deu um tapa ardido no meu braço esquerdo.
- Outch! Doeu, !
- Ótimo, era pra doer mesmo.
fechou a cara e cruzou seus braços no peito. É, isso mesmo, ela não tem coragem para mergulhar na água gelada, mas tem coragem pra soltar seus braços e confiar na minha força. Gostei disso também.
- Cuidado! – gritei e me balancei fingindo que ia a deixar cair fazendo apertar seus braços novamente em meu pescoço, eu gargalhei de novo.
- Você tá muito engraçadinho hoje, . – reclamou soltando seus braços do meu pescoço e revirando os olhos.
- Eu sei, obrigado.
Ainda rindo, sentei na toalha deixando entre as minhas pernas. Passei meus braços em volta da cintura dela, a abraçando carinhosamente e depositando um beijo no pescoço dela. Vi se arrepiar e colocar suas mãos em cima das minhas.
- Mesmo você sendo um imbecil, até que você é divertido. – disse rindo.
- Obrigado pela parte que me toca. – respondi rindo.
Ficamos num silêncio gostoso um bom tempo, eu fazia carinho na barriga de e ela fazia carinho no meu cabelo me fazendo sentir sono. Enquanto trocávamos carícias, vi uma manchinha preta por baixo da parte de baixo do biquíni de .
- Uh, tatuagem? – perguntei passando levemente meu dedo por cima da pequena mancha preta
- Ahan. – respondeu tirando sua mão de meu cabelo e em seguida tirando a minha mão da calcinha dela.
- Deixa eu ver?
Ela balançou a cabeça negativamente e desci minha mão até perto da barra da calcinha.
- Eu disse que não, ! – disse tirando de novo minha mão de lá.
- Por favor, ! – sussurrei no ouvido dela e depois dando um beijo ali.
Senti respirar fundo e eu sorri com isso.
- Tá bom, eu te mostro! – ela se deu por vencida e eu sorri mais ainda – Mas nada de taradisse, ok?
- Ok.
E novamente tudo ocorreu lentamente. Com vergonha, virou um pouco seu corpo ficando quase de frente pra mim e abaixou um pouco a parte da calcinha que cobria a tatuagem e eu vi que era o contorno de uma pomba. Fiquei analisando aquela pequena tatuagem e me perdi num mundo paralelo. (n/a: galera, se quiserem ter uma noção de como é a tatuagem: http://i29.tinypic.com/2n6df6r.jpg, tá aí.)
- ? – ouvi ao longe me chamar enquanto arrumava de volta a calcinha – ?
- Oi? – acordei do meu transe e sorri – Linda tatuagem.
- Obrigado. – ela sorriu envergonhada enquando corava.
- Mas não entendi o porquê da pomba.
- Essa pomba pra mim significa liberdade e paz. – ela respondeu calmamente – Eu a fiz assim que fiz 18 anos e consegui sair da casa do Himmel.
- Entendi.
Olhei nos olhos de , neles eu vi o quanto essa tatuagem significava para ela. Vi que essa tatuagem foi a libertação dela do Himmel, imaginei ela olhando para aquela tatuagem e sentindo toda a paz do mundo sobre ela. Ela sorriu para mim e eu retribuí o sorriso.
- Significa muito pra você, né? – perguntei sussurrando.
- Uhun. Muito. – ela respondeu também sussurrando.
Mudei meu olhar para o lugar onde ficava a tatuagem e passei lentamente minha mão por cima enquanto voltava meu olhar para o de . Ela sorriu, o que foi para mim, um sorriso de um anjo. Subi minha mão até a cintura dela e aproximei meu rosto ao dela. ainda sorrindo, fechou os olhos assim que encostei minha boca na dela. Passei minha língua pela boca dela pedindo passagem que logo foi concebida. Quando o beijo começou, tudo ao nosso redor pareceu sumir. Éramos somente eu e ela, ela e eu. tinha uma de suas mãos na minha nuca e a outra estava na toalha como apoio. Subi mais um pouco minha mão chegando às costas de e a puxei levemente tentando acabar com qualquer espaço que tinha entre nós. Arrepios e choques corriam por todo o meu corpo. Eram coisas que me levavam a um mundo onde existia somente e eu. Só nós dois e mais ninguém.
Depois de muito tempo nos beijando, começou a diminuir a velocidade do beijo e a dar vários selinhos o encerrando.
- Hm, tô com sede, vou lá comprar alguma coisa. – disse indo pegar sua carteira na bolsa – Vai querer alguma coisa?
- Vou sim, mas perae que eu vou com você. – respondi me levantando e indo pegar a minha carteira – E pode guardar a sua carteira porque eu vou pagar.
- HA, se liga, ! Eu vou pagar o que eu consumir, dá licença?
- , eu vou pagar e para de discutir. Vamos logo!
bufou enquanto guardava a carteira e começou a andar em passos firmes e de braços cruzados. Ela era linda até brava! Na moral, a merecia ser modelo e não estilista. Enquanto ela andava em passos firmes, seus delicados pés batiam leve e forte ao mesmo tempo, levantando um pouco da areia, seus cabelos soltos esvoaçavam e batiam com força nas costas, seu corpo se mexia no mesmo ritmo dos pés, exatamente como uma modelo. Eu ainda a olhava, até que parou de andar e se virou para mim ainda de braços cruzados.
- E aí, é pra hoje ou não? – falou irritada e tirando uma mecha do cabelo que voara no rosto.
Ri baixo e a alcancei passando meu braço direito pela cintura dela. E sim, ainda estava emburrada. Ô menina difícil, viu!
- ... – a chamei sussurrando em seu ouvido, mas ela parecia me ignorar – ...
- Que é, ? – ótimo, me chamar pelo apelido já é coisa boa.
- Você ainda tá brava?
- Não, . Magina! – ela me olhou e sorriu irônica.
- Eu só estava tentando ser cavalheiro... – eu falava ainda sussurrando.
Vi fechar os olhos e respirar fundo, e eu sorri de canto.
- Me desculpa? – pedi e mordi de leve o lóbulo da orelha dela.
- T-tudo bem, .
descruzou os braços lentamente e com isso percebi que ainda estávamos parados. Apertei meu braço que estava na cintura dela aproximando nossos corpos, depois dei um leve beijo no pescoço de e a vi arrepiar-se.
- Dá pra parar de me provocar e começar a andar? – mandou com a respiração falhando.
Dei mais um beijo e voltamos a andar. Logo chegamos num quiosque um tanto chique e assim que viu um banquinho vazio, se sentou.
- Vou ali ao banheiro e já volto. – falei dando um beijo em sua bochecha em seguida e indo ao banheiro.
O banheiro era muito chique para estar numa praia. Era enorme, com algumas divisórias e mictórios. Quatro pias brancas estavam de frente para as divisórias e um enorme espelho estava acima das pias. Eu odeio espelhos em banheiros masculinos. Sei lá, dude, acho muito gay encontrar um espelho tão grande assim num banheiro, espelhos são para banheiros femininos e não masculinos. Depois de fazer minhas necessidades e lavar as mãos, saí do banheiro e logo dei de cara com conversando com um homem mais alto que eu, loiro, estilo surfistinha australiano. 1x0 para o surfista. O tal cara estava apoiado no balcão com o rosto extremamente perto do rosto de que mantinha um sorrisinho nos lábios. Fiquei lá parado só vendo no que a cena iria dar. Segundos depois, vi fazer uma cara de nojo e se afastar do tal surfista. 1x1, HA. Nisso o tal cara balançou os cabelos loiros do sol e foi embora, e eu voltei a andar chegando rapidamente no banco onde antes estava meu quase-inimigo.
- Já pediu alguma coisa? – perguntei me sentando no banco vazio ao lado de .
- Nopz, estava te esperando pra pedir. – ela respondeu olhando fixamente para o cardápio.
- Hm, então, o que vai querer?
- Eu vou querer um suco de laranja.
- Dois.
Fiz os pedidos e me arrumei no banquinho olhando em volta do quiosque. E lá estava ele, o surfista nojento. De canto de olho vi que ele olhava fixamente para e tentava de tudo para chamar sua atenção. Ri baixo e olhou para mim.
- Tá tudo bem? – ela perguntou rindo comigo.
- Claro, claro!
Olhei de novo para o cara e agora ele me olhava com raiva. Sorri de canto me levantando e ficando entre as pernas de . Ela olhava para mim e mantinha um sorriso doce nos lábios. Juntei nossas bocas logo pedindo passagem que foi concebida rapidamente. tinha gosto de morango do protetor labial misturado com chocolate de não sei da onde. Extremamente delicioso e viciante. A cada beijo que trocava com , era um gosto diferente, um melhor que o outro, um mais viciante e provocante que o outro, impossível escolher o melhor dentre eles até agora.
Não sei quando tempo ficamos nos beijando, mas sei que só paramos quando ouvimos um pigarro de alguém a nossa frente. Era o garçom com nossos sucos.
- Obrigado. – agradeci ao garçom pegando meu suco e entregando o de e tomando um pouco.
Enquanto tomávamos o suco, conversamos um pouco sobre o que fazer depois da praia. E até agora não chegamos a conclusão nenhuma. Eu estava rindo de alguma coisa que tinha falado, quando eu olhei em volta e vi de canto de olho que aquele surfistinha ainda estava lá e olhava para com olhar extremamente pervertido. Eu tinha que fazer algo. ainda ria quando eu me levantei e fui até a mesa do cara.
- E aí, me curtiu? Se quiser, pode levar pra casa. - falei sério cruzando os braços.
- E-eu... N-não era isso... E-eu t-tava... - o cara começou a gaguejar e mexer as mãos tentando se explicar.
- Calma, respira fundo. Eu já sei que causo isso nas pessoas, não precisa evidenciar mais isso, se não, meu ego infla muito, sabe? - dei uma risada convencida e irritada ao mesmo tempo.
Enquanto o cara tentava se explicar, eu arqueei a sobrancelha e arrumei meus braços cruzados. Nisso, o cara bufou e se levantou e saiu.
- Não acredito que você fez isso! - disse assim que eu voltei para o meu banco e riu alto.
- Ah, claro! Ele tava te comendo com os olhos, ! - respondi me sentando e dando de ombros tentando acabar com a irritação.
- Palhaço!
Eu ri e dei um selinho nela.
- Hm, e aí, vai querer comer alguma coisa? - perguntei fazendo carinho na mão dela que estava na mesa.
- Não, não. Você vai querer algo? - ela perguntou sorrindo docemente para mim.
- Também não. Vamos voltar?
balançou a cabeça positivamente se levantando, logo eu me levantei colocando uma nota de dez libras no balcão e saindo do quiosque com . Fomos voltando pela beira do mar e de tempos em tempos, eu abraçava por trás e a levantava. Claro, ela gritava horrores, mas era interessante fazer isso.
- Para de gritar, ! - exclamei depois de colocá-la de novo na areia.
- Você sabe que eu tenho medo de altura, . - ela respondeu fazendo bico.
- Aaaaah , eu nem te levantei tão alto assim!
- Ah, tanto faz.
Ela deu de ombros e jogou o cabelo na minha cara. Fiquei a olhando andar desatenta, era mais uma chance para levantá-la. Apressei meus passos, a abraçando e a levantando. Abri um sorriso quando começou a gritar novamente e dei um beijo no ombro dela.
- Pronto, pronto. Já tá no chão, senhorita Escandalosa. - disse rindo e a colocando na areia.
- Otário.
Sorri de canto e a abracei pela cintura juntando nossos corpos. riu baixinho e passou seu braço envolto do meu pescoço. Quando voltamos para as nossas coisas, paralisou e olhava fixamente para um pacote laranja neon que estava em cima da sua toalha.
- ? O que houve? – perguntei preocupado com a sua expressão.
- O-o que i-isso tá fa-fazendo a-ali? – ela perguntou apontando para o tal pacote.
- Eu não sei, devem ter jogado aí sem querer.
- N-não, , eu conheço esse pacote...
tirou seu braço que ainda estava envolto em meu pescoço e foi até o pacote. Andei lentamente até ao seu lado e sentei na areia pegando o pacote.
- Conhece? De onde? – perguntei virando o pacote tentando achar o remetente.
- Joseph tinha vários desses pacotes escondidos em um armário que eu descobri sem querer quando eu estava perto de sair de lá.
Vi tremer só de falar o nome daquele maldito desgraçado. Joguei o pacote para o lado e puxei fazendo-a sentar entre minhas pernas.
- Você tá achando que ele que mandou isso pra você? – perguntei fazendo carinho nos cabelos dela numa tentativa de acalmá-la.
- A-acho que sim... – tinha sua respiração totalmente descompassada e dessa vez não gostei de ver isso.
- Mas como que ele sabe que você tá aqui na praia?
Olhei em volta tentando encontrar alguém parecido com ele. Não encontrei nada. Bizarro.
- Calma, você quer ir embora? Ir pra casa?
- Uhun.
Nos levantamos e começamos a juntar nossas coisas. Quando juntamos tudo, olhamos para o pacote que ainda estava na areia. Olhei para que tremia.
- O que vamos fazer com o pacote? – perguntei baixinho a abraçando pelos ombros.
- Pode ser apenas um pacote, certo? – ela falava aquilo como se isso fosse convencer a si mesma.
- Certo...
Ela andou até o pacote, pegou e voltou para os meus braços. Andamos até o carro e entramos em silêncio. Tenso. Liguei o carro e dirigi tentando manter a minha atenção no trânsito. segurava o pacote no colo e olhava de fora para o pacote, do pacote para fora. Tenso demais.
- Chegamos... – voltei a falar baixo parando o carro em frente a casa dela – Você quer que eu entre com você?
- Pode ser.
Saímos do carro e entramos em silêncio na casa dela. Ao abrir a porta, demos de cara com que descia as escadas, mas voltou para cima ao ver meu olhar pedindo para ela sair. Sentamos no sofá e olhamos para o pacote.
- Você vai abrir?
- Sim. – olhou para mim com os olhos extremamente marejados – , eu estou com medo.
- Eu estou aqui, . Pra tudo.
Sorri para ela tentando passar toda a segurança possível e ela sorriu fraco voltando seu olhar para o pacote ainda intacto. Ela respirou fundo e começou a abri-lo.
- Não, não pode ser! – disse com uma mão tampando a boca assim que viu o conteúdo do pacote.
Olhei para ela e para o pacote. Não, não podia ser possível que uma coisa dessas podia estar lá.
#’s POV OFF#

Continua...
N/A:
oi gente!, eai oqe acharam dessa att? Desculpa a demora, estava em provas e tive que me matar nos estudos, não posso ficar de recuperação porqe aí ferra tudo D: bom, espero realmente que estejam gostando! Indiquem a fic pras suas amigas, please!
xx, natália lima.