História por Lari Gomes | Beta: Sarah C.

Prólogo.

Dean e Sam dormiam em um quarto de motel qualquer, cada um em uma cama de solteiro. O celular começou a tocar insistente em cima do criado mudo. Sam resmungou chamando Dean, mas esse nem se moveu, então ele pegou o celular e com uma voz sonolenta o atendeu.
- Alô.
- Sammy, é você? - a voz rouca inconfundível perguntou.
- Pai? Pai. Tudo bem? - Sam perguntou, sentando-se na cama ansioso, chocado, feliz.
- Tudo bem, filho.
- Procuramos você por toda parte. Não sabemos onde está, se está bem. - disse Sam, olhando pro Dean acordando.
- Sammy, eu estou bem. E você e o Dean, estão bem?
- Pai, estamos bem. Onde você está? - Sam perguntou aflito e Dean se sentou rapidamente na cama ao ouvir a palavra "Pai".
- Eu não posso dizer.
- O quê? Por que não? - perguntou indignado.
- É nosso pai? - perguntou Dean curioso.
- Eu sei que é difícil de entender, você vai ter que confiar em mim.
- Tá caçando não é? A coisa que matou a mamãe.
- É, Sam.
- Sabe onde ele está?
- Sei, já estou quase chegando nele.
- Então podemos ajudar...
- Não podem, não podem se envolver. - John interrompeu o filho mais novo.
- Por que não? - Sam perguntou meio nervoso.
- Me passa o telefone. - disse Dean.
- Sam, por isso liguei, você e seu irmão tem que parar de me procurar. Eu quero que você anote uns nomes.
- Nomes? Que nomes? Pai, conversa comigo, fala o que tá acontecendo.
- Não temos tempo pra isso. Estou dando uma ordem, vocês param de me procurar e fazem o trabalho. Estão me entendendo?
Assim que Sam abriu a boca para responder ao seu pai, Dean tomou o celular de sua mão. - Pai, onde está? - Dean ouviu o que seu pai tinha a dizer e olhou para Sam - Sim, senhor. - pegou uma caneta e um papel - Já peguei a caneta, quais são os nomes?


I - Espantalho


- Os nomes que o papai disse não de casais? - Sam perguntou enquanto dirigia, prestando atenção na estrada.
- Três casais diferentes, os três sumiram. - disse Dean enquanto analisava um mapa.
- Todos são de cidades e estados diferentes?
- Isso aí. Washington, Nova York, Colorado, cada casal viajava pelo país e nunca chegava ao destino.
- O país é grande, eles podem ter sumido em qualquer lugar, Dean.
- É, mas todos eles passaram pelo mesmo lugar de Indiana. Sempre na segunda semana de abril, um ano após o outro. - Dean disse, levantando a sobrancelha.
- Essa é a segunda semana de abril?
- É.
- Então papai nos mandou pra Indiana para caçar aquela coisa antes que outro casal suma?
- Isso aí. - Dean disse, concentrado no mapa e nos nomes. - Já pensou conseguir sacar um padrão desses? Todos os óbitos que o papai pesquisou. O cara é um mestre.
Sam começou a parar o carro no encostamento, fazendo Dean tirar a atenção dos mapas.
- O que foi?
- Não vamos pra Indiana. - disse ele, tirando as mãos do volante.
- Não? - O irmão mais velho perguntou confuso.
- Não. Vamos pra Califórnia. O papai ligou de lá. Código de área de sangramento.
- Oh, Sam.
- Dean, um demônio matou a mamãe e a Jess e o papai tá chegando perto. A gente tem que estar lá pra ajudar.
- Nosso pai não quer nossa ajuda.
- Eu não tô nem aí.
- Ele nos deu uma ordem. - Dean disse, já se irritando com a teimosia do irmão.
- Eu não estou nem aí, não temos que fazer tudo que ele manda.
- Sam, nosso pai quer que a gente trabalhe pra salvar vidas, é importante.
- Tá legal, eu entendo, eu entendo, mas to falando de uma semana, pra ter respostas. E ter vingança.
- Tá legal, eu sei o que você sente... - Dean começou a falar com calma, mas foi interrompido.
- Sabe? Quantos anos tinha quando a mamãe morreu? Quatro? A Jess morreu a seis meses. Como pode querer saber o que eu sinto? - Sam disse, levantando um pouco o tom de voz.
- Papai disse que é perigoso, se ele disse pra ficar longe, ficamos longe.
- Eu não consigo entender essa fé cega que você tem no papai. Você nem questiona o que ele diz.
- É porque eu sou um bom filho. - disse Dean, levantando o tom de voz.
Sam simplesmente saiu do carro, fechando a porta com força, Dean saiu logo em seguida e viu Sam pegando suas coisas no porta malas.
- Você é muito egoísta, sabia? Só faz o que quer. Não ta nem aí para os outros. - Dean disse, aproximando-se do irmão.
- É o que acha mesmo? - Sam perguntou, ajeitando a mochila nas costas e encarando o irmão mais velho.
- É isso.
- Então o egoísta aqui está indo pra Califórnia. - disse Sam, pegando as suas malas, e saiu andando na direção oposta a que dirigia anteriormente.
- Tá falando sério?
- Tô.
- Vai ficar sozinho no meio da noite, eu vou me mandar e largar você aí. - Dean ia aumentando o tom de voz conforme Sam se afastava.
- É isso mesmo que eu quero. - Sam disse, parando e se virando para o irmão.
Dean ficou um tempo a olhar para o irmão mais novo, mas fechou o porta malas e entrou no carro seguindo seu destino. Sam respirou fundo e voltou a andar pela escura estrada.

~~

Dean chegou na cidade, parando o carro perto de uma calçada qualquer, pegou o celular e procurou na agenda o número de Sam. Ficou olhando para celular, pensando se ligava ou não para Sam, mas desistiu e acabou fechando-o e saindo do carro. Seu orgulho estava sendo mais forte que a preocupação. Ele andou até um homem que estava sentado em um banco na frente do "Scotty's Cafe".
- Você deve ser o Scotty. - Dean disse sorridente.
- Sou. - O homem respondeu mal humorado.
- Oi, eu sou o John Bonham.
- Não é o baterista do Led Zeppelin?
- Bom, um fã do rock clássico.
- No que posso ajudar? - Quero saber se você viu essas pessoas. - Dean perguntou, entregando dois folhetos de desaparecidos no nome do Holly e Vince Parker.
Scotty analisou as fotos.
- Não. Quem são?
- São meus amigos, eles sumiram a quase um ano. Eles passaram por aqui...
- Desculpe. Não passam muitos estranhos por aqui.
Uma mulher apareceu na porta.
- Uma garota apareceu perguntando sobre eles ontem.
- Sabe onde posso encontrá-la? É que as vezes é minha amiga também.
- Não, ela saiu dizendo que iria ver se alguém os tinham visto, desculpe.
- Tudo bem. - Disse Dean, pegando os folhetos dos desaparecidos.
Ele andou pela cidade até avistar posto de gasolina. Um homem e uma mulher estavam atrás do balcão e Dean se aproximou com os folhetos em mãos.
- Oi, é eu queria saber se já viram esses jovens. Eles sumiram a um ano, vocês conseguem lembrar se eles não pararam para abastecer aqui?
O Homem e a Mulher sorriram simpáticos e analisaram as fotos.
- Não, Não me lembro. Disse que eram seus amigos? - O homem perguntou.
- Isso.
- O cara tem um tatuagem? - perguntou uma garota loira que estava entrando no local.
- Tem sim. - Dean respondeu, mostrando as fotos pra ela.
- Lembra deles? recém casados? - ela perguntou para o homem.
- É você tem razão. - disse o homem pensando melhor - Pararam para abastecer, ficaram uns 10 minutos.
- Lembra de mais alguma coisa?
- Eu ensinei como pegar a inter estadual e depois eles foram embora.
- Pode me indicar a mesmo direção? - Dean perguntou.
- Claro.

Dean estava dirigindo na mesma estrada que Vince Parker dirigia a um ano atrás quando o medidor de ondas eletromagnéticas começou a fazer o tão conhecido barulho. Havia algo que errado naquele lugar. Dean parou o carro e olhou o medidor, ele estava no máximo. Dean desceu do carro e começou a andar pelo velho Pomar. Não demorou muito e avistou um espantalho, ele andou até ficar de frente com este.
- Coisinha feia, hein.
Dean continuou olhando o espantalho, pegou uma escada ali perto e subiu para ver a coisa mais de perto, algo em seus braço direito o intrigava. Ele pegou o folheto de desaparecido de Vince Parker, olhou para a foto e viu a tatuagem do cara, o espantalho estava com a mesma tatuagem.
- Interessante, não?
Dean se segurou na escada para não sair e olhou para trás. Uma garota de cabelos negros e pele clara o olhava, ela era linda, estava vestida em uma calça Jeans, tênis e uma regata branca.
- Eu diria feio. - ele disse, descendo as escadas.
- Não estou falando do espantalho em si. Falo da tatuagem. - ela respirou fundo, olhando pro espantalho. - você não mora aqui, né?
- Nem você. - Dean disse, colocando as mãos nos bolsos das calças.
- Como sabe? - ela perguntou, erguendo a sobrancelha.
- Se morasse saberia que não moro aqui.

- É. - Ela sorriu e deu de ombros - Sou . - disse, estendendo a mão em comprimento.
- Sou Brian Jones.
- Guitarrista do Rolling Stones. - ela disse sorrindo - Acho que não.
- Ok. - ele sorriu - Sou Dean.
- Martin?
- Não, só Dean.
- Ah! Ok, só Dean.
- Então, se não mora aqui, o que faz aqui? - Pelo o visto o mesmo que você. - ela apontou para os folhetos dos Parker's.
- Ah! Você é a garota que estava procurando por eles também.
- Sim. - ela disse, olhando para o espantalho. - Era amigo do Vince?
- Sim, estudamos juntos no colegial.
- Legal, eu era amiga da Holly, mas já tinha conhecido o Vince.
- Holly era um garota legal.
- Era. - ela respirou fundo - Bom, acho que já vou, não encontrei nada por aqui.
- É, eu também não. Só vou dar uma passada na cidade.
- Eu também, tenho que abastecer o carro e talvez comer algo.
- Então vamos juntos. - Dean disse, saindo andando na frente.
- Vamos. - a garota o seguiu, ainda olhando para o espantalho.
- Pomar bonito, não?
- Bem cuidado. - ela sorriu, olhando para frente. - Aquele é o seu carro?
Ele sorriu dando de ombros, todo convencido.
- É um Chevy...
- Impala 67, que lindo.
- Gosta de carros Clássicos?
Ela sorriu, apontando para um carro preto com duas listras brancas em cima, que estava estacionado um pouco mais a frente no encostamento da estrada.
- Claro, acho que meu carro diz isso por mim.
- NOSSA, um camaro ss 69. Que maneiro.
- É. - ela sorriu dando de ombros.

Dean parou seu impala e parou seu camaro preto. Ele desceu do carro e olhou para o camaro enquanto a garota descia.
- Ainda não acredito que você curte carros clássicos.
- Claro que curto, eu simplesmente amo o meu camaro. E me apaixonei pelo seu impala.
Ele sorriu para ela e olhou para o lado.
- Oi, Emily. - Dean disse assim que viu a garota loira se aproximar.
- Ainda procurando pelo seus amigos? - ela perguntou.
- É. - ele sorriu - Emily essa é a , amiga da Holly.
- Prazer. - as duas apertaram a mão em comprimento.
- Prazer. - sorriu - você é daqui mesmo? - ela perguntou, encostando-se no impala.
- Vim pra cá com treze anos, meus pais morreram em um acidente e passei a morar com meus tios.
- Eles são gente boa. - Dean comentou.
- Só tem gente boa por aqui.
- Então é o vilarejo perfeito? - Dean perguntou.
- É, é isolado, mas eu gosto.
- Percebi. - disse baixinho, mas os dois a ouviram. - Digo, aqui é realmente perfeito, calmo, um bom lugar pra se morar.
- É, aqui. Todo mundo é abençoado.
Dean e respiraram fundo, ficando em silêncio por uma fração de segundo.
- Você já foi ao pomar? Viu aquele espantalho? - Dean voltou com as perguntas.
- Aham, ele me dá medo. - Emily respondeu.
- Não só em você. - disse, passando as mãos pelos braços.
- E de quem é? - olhou para Dean ao ver o interesse dele no espantalho.
- Não sei, sempre esteve lá.
- Sinistro. - comentou - O carro é do seus tios? - foi a vez dela de perguntar apontando pra camionete vermelha.
- É, de um cliente. Deu problema.
- Por acaso não é de um casal? - Dean perguntou em seguida.
- É sim.
Dean e se entre olharam com a mesma expressão. As próximas vítimas estavam na cidade.
- Obrigada, Emily. , precisamos conversar. - ele disse, puxando a garota morena pelo braço pra longe da garota loira.
- Você não é amiga da Holly. - ele sussurrou para que ninguém ouvisse.
- E nem você do Vince. - ela também sussurrou - Qual seu sobrenome?
- Winchester e o seu?
o olhou surpresa.
- . Como chegou aqui?
- Meu pai me mandou até aqui. E você?
- Contei pro seu pai que vinha até aqui. - ela respirou fundo - Não acredito que o John ainda acha que não sou capaz de caçar sozinha.
- Como assim? - Dean perguntou sem entender. - Conhece meu pai?
- Conheço, mas é uma longa história, vamos dizer que seu pai era amigo dos meus pais que também eram caçadores, só que eles morreram e agora seu pai se acha responsável por mim e por isso está mandando você de babá. - ela disse, cruzando os braços - em falar nisso, cadê o mais novo?
- Ele decidiu ir atrás do papai. - Dean respirou fundo.
- Entendi. - disse, olhando pela janela do Scotty's Cafe - casal a vista, Dean.
Dean olhou para o mesmo lugar que ela.
- Acho que são eles.
- Também acho. - disse, andando em direção ao Scotty's Cafe. Os dois entraram no Scotty's Cafe de mãos dadas.
- Oi, Scotty. - Disse Dean ao velho senhor. - eu quero um café preto. E você, ?
- Um pedaço dessa torta de maçã. - ela disse, apontando para a torta em cima da mesa do casal.
Dean se sentou e olhou para , eles não tinham um plano, tinham que improvisar.
- Tudo bem? - Dean perguntou ao casal.
- Tudo. - os dois responderam em uníssono.
- Estão de passagem?
- Estamos viajando. - a mulher respondeu sorrindo.
- É, nós também. - sorriu para a mulher.
- Acho que eles querem comer em paz. - Disse Scotty ao se aproximar da mesa, colocando a fatia de torta de e cima da mesma.
- Só estamos batendo um papinho. - Dean disse, reencostando-se na cadeira - E cadê o cafezinho que pedi? - ele se virou para o casal. - O que estão fazendo na cidade?
- Paramos para abastecer e o cara do posto salvou nossas vidas. - disse a mulher.
- É, o óleo de freio estava vazando e a gente nem percebeu. Ele vai dar um jeitinho. - disse o homem sorrindo.
- Gente boa. - disse .
- É. - o homem concordou.
- E quando é que fica pronto? - olhou para Dean o repreendendo, estava fazendo perguntas demais, ele a ignorou.
- Fim da tarde.
- Tanto tempo? Pra arrumar um freio?
- É.
- Eu entendo de mecânica posso arrumar pra vocês rapidinho e não vou cobrar nada.
- Muito obrigada, mas eu prefiro um mecânico. - disse a mulher desconfiada.
- É que essas estradas são muito perigosas a noite, vocês podem estar correndo perigo.
- Sabe, nós queremos comer. - o homem disse já irritado.
chutou Dean por debaixo da mesa, ele estava estragando tudo. A porta do Scotty's Cafe se abriu e o xerife da cidade entrou.
- Obrigado por vir, xerife. - disse Scotty, andando até o policial.
O xerife andou até a mesa de Dean e logo depois de Scotty sussurrar algo em seu ouvido.
- Quero falar com vocês.
- Qual é! Estamos tendo um dia difícil. - disse Dean.
- E não quer que piore.
- Não. - disse antes que Dean estragasse tudo de vez.
Os dois se levantaram e seguiram o Xerife até a saída do Scotty's Cafe.
- Vão sair da cidade agora.
- Mas...
- Mas nada, mocinha. Vão sair da cidade ou serão pressos.
respirou fundo e olhou furiosa para Dean.
- Claro. - disse por fim indo em direção ao seu carro.
Dean e entraram cada um em seu carro e foram seguidos pelo xerife até a saída da cidade. Os dois pararam seus carros em um encostamento de uma estrada perto de Burkitsville, saiu de dentro do carro impaciente.
- O que foi? - Dean perguntou, saindo de seu carro também.
- Você foi burro demais em fazer todas aquelas perguntas. Assustou eles e conseguiu que nos expulsassem da cidade.
- E você ajudou muito ficando calada.
- Eu estava pensando em um plano. - ela aumentou o tom de voz irritada.
- Eu estava colocando o plano em pratica. - Dean disse, cruzando os braços, também irritado.
- Grande plano. - ela disse bufando.
- Grande rapidez em raciocinar. - Dean disse baixinho.
- Quer saber, vou dar um jeito nisso sozinha. - Dizendo isso, a garota entrou no seu camaro e foi embora.
- Ótimo, Dean, sozinho mais uma vez. - ele falava sozinho ao ver o carro dela sumir do seu campo de vista.

xx

Já era noite e o casal que Dean e haviam conversado no Cafe estavam andando pelo pomar.
- Não acredito que o carro quebrou, acabamos de concertar. - disse a mulher, segurando-se no braço do marido.
- Eu sei. - ela disse meio irritado.
Os dois continuaram andando até ouvirem um barulho no meio das folhagens. Logo o espantalho apareceu na frente deles e ambos sairam correndo desesperados quando deram de cara com um Dean com uma arma em mãos.
- Voltem pro carro.
Dean começou a atirar no espantalho e a correr junto com o casal para fora do pomar, quando passaram pela entrada do local, a coisa sumiu.
- O que era aquilo? - o homem perguntou aflito.
- Nem queira saber. - disse atrás deles, cruzando os braços.
Dean sorriu olhando pra garota.
- Achei que ia resolver isso sozinha.
- Deixei você entrar em ação um pouco. - ela sorriu de volta – Ok, confesso que exagerei.
- Confesso que meu plano foi ruim. - Dean deu de ombros.
- Tá desculpado.
- Tá desculpada. - ela disse, bagunçando o cabelo dela. - Vamos dar um fora daqui?
- Todos concordaram. Claro.

~~

- Um espantalho?
- É, aqui é uma cidadezinha legal, Burkitsville, Indiana.
- E o casal não morreu? - Sam perguntou do outro lado da linha.
- Não. Eu sei me virar sem você, sabia?
- Alguma coisa está dando vida a ele. Um espirito...
- Não é mais que um espirito, Sam. É um Deus, um Deus pagão.
- Por que acha isso?
- O ciclo anual da matansa. O fato das vitimas serem sempre um homem e uma mulher rito de fertilidade. Você deveria ver o pessoal daqui, o jeito que trataram o casal, dando comida como se fossem Perus de natal.
- A última refeição para as vitimas do sacrificio.
- É, parece um ritual para agradar um Deus pagão.
- Primeiro um Deus possui um espantalho...
- O espantalho recebe o sacrifício e garante mais um ano de colheita boa e sem doenças.
- Você sabe que Deus é esse?
- Não, ainda não.
- Quando descobrir o que é vai saber como matar.
- Eu sei, alguém já está fazendo isso pra mim. Sabe como é que é, né? Já que não tenho mais o meu fiel escudeiro pra fazer pesquisa, então...
- Meu irmão, se acha que precisa de ajuda é só pedir.
- Eu não acho nada... Na verdade, eu quero que você saiba... não pense que...
- Tá, me desculpe também.
- Sam, você tá certo. Tem que correr atrás e viver sua própria vida.
- Isso é sério?
- Você sempre sabe o que quer e corre atrás, você sempre infrentou o papai. Eu queria... eu... Admiro isso em você. Me orgulho de você.
- Eu nem sei o que dizer.
- Só diz que vai se cuidar.
- Eu vou.
- Me liga quando achar o papai.
- Tudo bem. Tchau, Dean.
Dean desligou o celular e olhou para a mesa onde estava sentada com o notebook aperto, mas olhando para ele e não pro aparelho.
- Que foi? - ele perguntou, sentando-se na cama.
- Você se preocupa bastante com o seu irmão. Isso é legal.
- Valeu. - ele disse sorrindo. - O que achou.
- Os imigrantes de Burkitsville são do norte da europa, eles tem vários Deuses pagãos, mas... Aqui, olhe isso.
Dean se levantou da cama, foi para trás da cadeira da garota para ler melhor e se inclinou. - Os Vanir's eram deuses nordicos de proteção e prosperidade. Eles protegiam os assentamentos. Algumas villas erguiam ervinges do Vanir nos campos, outras praticavam sacrificios humanos, um homem e uma mulher.
- Esse Vanir é energia que brota da árvore sagrada.
- E se queimarmos a árvore?
- Aqui não diz nada sobre isso, Dean. - ela disse, levantando a cabeça pra olhá-lo. - Podemos tentar. - ele disse, olhando para ela.
Eles estavam perto, perto demais.
- Não sei.
Dean ficou parado olhando pra ela, o "podemos tentar" dele e o "não sei" dela não eram mais sobre o deus pagão. Ela tinha um cheiro bom que transmitia paz pra ele mesmo naquele caos. Ele se aproximou dela devagar, inclinando mais o corpo, e quando já podia sentir sua respiração bem perto, alguém bateu a porta. deu um pulo da cadeira e Dean se afastou rapidamente indo em direção à porta.
Ele abriu a porta, mas antes que pudesse dizer algo, levou uma pancada na cabeça, caindo desacordado no chão. O Xerife olhou então para , apontando-lhe uma arma. - Você decide se vai por bem ou por mal.

~~

- Droga Dean, vão matar a gente. - disse, tentando se soltar da corda que a prendia em uma das árvores onde os dois estavam presos.
Ambos tentavam se soltar em vão.
- Vão nos sacrificar. - ele deu de ombros - Tem mais classe, eu acho.
- Mas que droga.
- Só espero que a torta de maçã valha a pena.
- Só espero que pare de brincar. - ela disse, começando a se irritar - Qual o plano?
- Tô pensando.
Os dois ficaram em silêncio por um longo período.
- Não tem um plano, não é?
- Eu estou pensando. - ele olhou para ela - Você deveria pensar também.
- Não sou tão rápida como você, lembra?
- Engraçadinha. - ela disse com sarcasmo - Pode ver ele?
- Não dá pra ver daqui.
- Droga, o que vam...
- Ai meu Deus. Ai meu Deus. - sussurrou assustada vendo algo se mover em direção a eles, talvez fosse o fim.
- O que foi? - Dean perguntou aflito, tentando se soltar.
- Dean!
Sam apareceu vindo da direção que olhava. Fazendo o Irmão respirar fundo ao vê-lo.
- Eu retiro tudo o que eu disse. Que bom ver você. - Dean disse enquanto Sam tentava desamarrá-lo - Como chegou até aqui?
- Ham, eu... Eu roubei um carro.
- Ah, garoto. - Dean soltou uma gargalhada - Fica de olho no espantalho, ele revive de repente. - Que espantalho? - perguntou Sam olhando ao redor.
Dean terminou de se soltar e os dois olharam para onde o espantalho deveria estar. Ficaram surpresos ao verem que não havia nada, ele já havia acordado.
- Eu preciso de uma ajuda aqui, sabia? - disse, tentando se soltar.
- Desculpa. - Dean se aproximou da garota, soltando-a. Ela se levantou com a ajuda dele.
- VAMOS, GENTE! - Sam gritou ao ver o espantalho de aproximar ao longe.
Os três saíram correndo o mais rápido que podiam.
- QUAL O PLANO? - gritou, ainda correndo.
- Tem um galão de gasolina perto da saída do pomar junto com uma arma, eu e o Dean vamos até lá e você distrai ele.
- O QUÊ? - Dean e perguntaram em uníssono.
- Único jeito. - Sam disse olhando para trás e viu que o espantalho não estava mais lá, então os três pararam de correr - Consegue correr muito rápido?
- Ok. - Disse , respirando fundo. - Eu consigo sim.
- Ta louco, Sam, se algo acontecer com essa garota estamos ferrados.
- Confiem em mim. - Sam se virou, correndo para a entrada do pomar.
Dean olhou para por um tempo e foi atrás do irmão. Ela estava sozinha agora. respirou fundo mais uma fez e ficou parada esperando algum barulho, uma coisa daquele tamanho não conseguiria chegar tão perto dela sem fazer barulho.
Dean e Sam corriam em direção a entrada do pomar. Dean pegou o galão de gasolina e Sam entregou a caixinha de fósforo pra ele, pegando a arma logo em seguida.
- Cuidado, Dean.
- Você também, agora vai logo.
Cada um foi para um lado, Sam corria o mais rápido que podia para encontrar , Sam ouviu um grito da garota e tentou correr mais rápido ainda. Quando a encontrou, a garota corria em sua direção, mas tropeçou em algo. O espantalho era mais rápido do que Sam imaginava. Ele atirou na coisa, tentando retardar os passos dele enquanto se levantava. Quando ela se levantou, os dois começaram a correr para fora dali, Sam atirava as vezes no espantalho para atrasá-lo, então os dois respiraram mais aliviados quando pisaram fora do pomar.
- Cadê o Dean? - perguntou, olhando em volta.
- Droga, ele ainda está lá. - disse Sam aflito olhando para o pomar. - Eu vou lá.
- NÃO, tá maluco? Dean vai consegui se virar. - ela disse, mas para se convencer do que convencer a Sam.
Dean apareceu correndo pelo pomar até se aproximar dos dois, Sam e abriram um sorriso ao vê-lo bem.
- Cara, foi moleza.
- Ah! foi. - disse cansada. - na próxima você vai ser a isca. Aí vamos ver se é "moleza".
Sam sorriu da cara de cansada de .
- Desculpa, próxima vez você não será a isca.
- Bom mesmo. - ela disse, dando um leve soco no ombro dele.

II - Rota 666


olhou para a fachada do motel, era noite e ela não acreditava que estava ali, andou em direção ao quarto número quinze. Respirou fundo, pensando se era a coisa certa a se fazer, ela estava preocupada, não estava? Então tinha que fazer, mas não queria, sabia muito bem que isso só a ligaria mais a eles. Mas talvez fosse tarde, afinal, se você se preocupa com alguém é porque você já está ligado a essa pessoa, já se apegou a ela. Ela colocou a mala no chão e levantou a mão pronta para bater na porta, mas antes que pudesse fazê-la, esta foi aberta. Uma mulher de cabelos loiros, pele clara e olhos castanhos apareceu, deixando a porta aberta, dentro do quarto Dean estava de pé olhando para as duas, parecia surpreso com a presença de .
- Oi. - ela disse, dando um meio sorriso para a garota loira e ajeitando sua mochila nas costas.
- Oi. - a loira sorriu de volta pra ela e se virou para Dean - a gente se vê.
- Claro. - Dean disse em um tom baixo, quase inaudível.
A mulher loira saiu logo em seguida, deixando a porta aberta e e Dean a se olharem.
- Oi. - ela foi a primeira a quebrar o silêncio - É... Acho que está tudo bem com você, então já vou.
Ela se virou para ir embora, mas antes que percebesse Dean já estava a segurando pelo braço.
- Não vai.
- Preciso ir, só vim ver se estava tudo bem com você, Dean - ela se soltou das mãos dele - e vejo que está muito bem.
- Não é nada do que está pensando, vamos entrar?
respirou fundo.
- Não, tenho que ir.
Ela se virou para ir embora, mas mais uma vez Dean a pegou pelo braço e desta vez a puxou pra dentro do quarto, pegando sua mala no chão e fechando a porta em seguida.
- Posso falar? - ele perguntou, jogando a mala dela em cima da cama.
- Fala - ela cruzou os braços e começou a bater o pé - mas fala rápido.
- Tá nervosinha? - Dean perguntou abrindo um sorriso - ciúmes da Laila?
- HAM? Claro que não, Winchester. - respondeu, sentando-se na cama e tirando a mochila das costas. - só achei que estava mal e quando chego aqui... Vejo que está bem, então não tenho mais o que fazer aqui.
Ela deu de ombros, Dean andou até a cama e se sentou ao lado dela.
- Tava preocupada comigo? - Claro, recebi um recado do Sam dizendo que você teria no máximo um mês de vida.
- É, mais ou menos isso, mas fui curado.
- Curado?
- Longa história, depois te conto. - ele disse, coçando a cabeça.
- Ok.
A porta se abriu e Sam entrou rapidamente.
- Dean, acho que podemos chegar à Pensilvânia antes que pensávamos... - Sam parou de falar assim que percebeu a presença da garota. – !
- Oi, Sam. - ela disse, levantando-se e dando um abraço apertado em Sam - quase me matou de preocupação.
- É, desculpe pelo recado desesperado.
O celular de Dean começou a tocar e ele se distanciou para atender.
- Ta tudo bem com ele? - sussurrou para Sam.
- Está, não tem noção das coisas que aconteceram aqui.
- Imagino. - ela disse, olhando para Dean.
- Sabia que viria - Sam disse, dando um sorriso maroto.
- Não. Pare de pensar essas coisas, eu só me preocupo porque são meus amigos. - Sei...
Dean se aproximou, colocando as mãos no bolso.
- Não vamos pra Pensilvânia.
- Como é? - Sam perguntou sem entender.
- Acabei de falar com uma velha amiga, o pai dela foi morto ontem à noite e ela acha que pode ser um dos nossos.
- Como pode ter certeza disso? - perguntou, encostando-se a cabeça no braço de Sam.
- Acredite, ela não ligaria, nunca, se não precisasse mesmo da nossa ajuda. - Dean disse, pegando as malas enquanto e Sam se entreolhavam - e aí, vão ou não? - dizendo isso, o irmão mais velho saiu do quarto.
- Vai com a gente? - Sam perguntou, pegando suas malas.
respirou fundo.
- Não sei, Sam...
- Vamos, vai ser legal - ele fez uma cara irresistível de pena.
- OK, OK. Gato de bota. - ela disse rindo e pegando sua mochila e sua mala - Vamos!

~~

- Onde deixou seu carro? - Sam perguntou, virando-se um pouco para o banco de trás.
- Na casa de um velho amigo - ela respondeu, ainda olhando para o celular - ele está arrumando algumas coisas pra mim.
- Hum.
Sam se virou para frente e ficou pensativo por alguns segundos.
- Dean... O que velha amiga quer dizer? - Sam perguntou com um meio sorriso no rosto.
- Amiga que não é nova. - Dean respondeu, sem tirar os olhos da estrada, com uma expressão séria.
parou de jogar no seu celular e começou a prestar atenção na conversa.
- Tá, legal - Sam deu uma pausa, cruzando os braços - o nome dela é Cassie, né? Você nunca falou dela.
- Nunca?
- Não.
- A gente saía.
- Então quer dizer que já namorou alguém por mais de uma noite? - perguntou, colocando a cabeça entre os bancos da frente com cara de surpresa.
- Será que eu 'to falando grego? Nosso pai e eu fizemos um trabalho em Atalhense, Ohio, ela tava na faculdade e a gente namorou um tempo.
- É - ela disse, encostando-se novamente do banco de trás – Olha, é triste a morte do pai dela, mas parece um acidente de carro comum, eu não vejo nenhuma relação com o que fazemos. - Aliás - Sam disse, descruzando os braços e de virando para o irmão - como ela sabe o que fazemos?
Dean ficou em silêncio olhando para estrada, sentindo-se constrangido.
- Você contou? - Sam perguntou indignado - contou pra ela o segredo. A primeira regra da família: Fazemos o que fazemos e não falamos sobre isso. Eu passei um ano e meio mentindo pra Jéssica e você sai com uma garota lá de Ohio e conta todos os nossos segredos pra ela.
- Eita - sussurrou no banco de trás.
- DEAN - Sam gritou quando seu irmão não o respondeu.
- É o que parece. - Dean respondeu frio.
Sam respirou fundo para falar algo.
- AI MEU DEUS, MORRI. - gritou do banco de trás e em seguida colocou a cabeça novamente entre os bancos da frente - Sam, sua vez.
Sam pegou o celular das mãos de e todos ficaram em silêncio, só uma música no fundo e o barulho do jogo eram ouvidos.

~~

Dean desceu do carro e andou até a porta de uma casa. Sam e desceram logo em seguida e o seguiram até a varanda. Não de morou muito para que uma garota de pele morena e cabelos cacheados aparecesse pela frecha da porta.
- Dean - ela disse, parecendo aliviada.
- Oi Cassie. - ele disse, encarando-a, e o silêncio tomou conta por alguns segundos, ele pigarreou a garanta e apontou para Sam - Esse aqui é meu irmão, Sam.
- Oi - Cassie disse baixinho.
- E essa é a perguntou curiosa.
- Ele jurou que viu um caminhão preto que o seguia.
- Um caminhão? E quem é o motorista? - foi a vez de Sam perguntar.
- Ele não falou do motorista, só do caminhão. Ele disse que ia e vinha. E no acidente, o carro ficou amassado como se tivesse batido em uma coisa bem grande.
- Tem certeza que o carro não estava amassado antes? - perguntou com dúvida.
- Ele era vendedor de carros, sempre dirigia um novo, não tinha nenhum arranhão. Choveu muito naquela noite, tinha lama por todo lado. Tinha uma trilha clara de pneus enlameados do pai indo direto à beira, até ele cair. - ela diss,e abaixando a cabeça e segurando o choro. - Só uma trilha, a dele.
- E o primeiro que morreu - Dean disse, arrumando-se no sofá - era amigo do seu pai?
- O melhor amigo dele, eles trabalhavam juntos. A mesma coisa, amassado sem trilha. A polícia disse a mesma coisa sobre o pai, que ele tinha perdido o controle do carro.
- Sabe de algum motivo pro seu pai e o amigo dele serem alvos? - perguntou, encostando-se no braço de Sam.
- Não.
- E foi esse caminhão fantasma que tirou eles da estrada? - Sam perguntou em seguida.
- Quando você fala desse jeito eu... - ela respirou fundo – olha, eu sou meio cética com essa coisa de fantasma ou seja lá o que isso for.
Dean deu uma risada sarcástica.
- Cética? Se eu me lembro, você me chamou de maluco.
- Naquela época.
- Hum.
- Agora eu não consigo explicar o que aconteceu. Então eu te chamei. - ela deu um meio sorriso. A porta foi aberta e todos se calaram, olhando na direção da mesma.
- Mãe? Onde você foi? - Cassie perguntou, levantando-se e indo em direção à senhora que entrava na casa aflita.
- Eu, eu. Não sabia que estava com visitas.
Os três se levantaram do sofá rapidamente.
- Mãe, esse é o Dean, um... Um amigo da faculdade, esse é o irmão dele, Sam, e aquela é a , amiga deles.
- Oi... É, desculpem... Eu não quero atrapalhar.
A senhora se virou para subir as escadas e se retirar da sala.
- Senhora Robson. - Dean chamou educadamente e ela se virou para olha-lo. - nossos pêsames... Será que... Poderíamos falar com a senhora um minuto?
- Eu não estou muito bem agora - ela disse, retirando-se do local rapidamente.
- É – disse depois de um segundos de silêncio - acho que está na hora de irmos.
- É - Cassie confirmou sem jeito.


~~

Dean e Sam estavam se arrumando na frente do espelho quando saiu do banheiro arrumando o vestido, os dois estavam conversando sobre Cassie. Não que não gostasse da garota, mas aquele papo sobre Cassie e Dean estava ficando chato.
- O que eu achei interessante é que vocês dois não se encaram ao mesmo tempo. Você olha quando ela não está olhando e ela faz o mesmo - Sam disse, olhando para o irmão. Dean não respondeu nada, só o encarou - foi só uma observação interessante. Eu digo, observadoramente falando.
- Acho que nós temos assuntos mais urgentes. - disse Dean sério.
- É. - entrou no meio dos dois - como arrumar essa gravata.
Dean ficou parado enquanto apertava a gravata.
- Ai se eu atingia ferida...
Dean tirou rapidamente as mãos de de perto dele fazendo ela se assustar.
- Vamos logo.
Ele saiu do quarto nervoso e olhou para Sam, repreendendo-o.
- Sam.
- Desculpa. - ele disse sorrindo.
- Vai logo.
Sam deu um beijo no rosto dela e saiu do quarto, aproveitou para pesquisar um pouco enquanto os meninos iam atrás de algo mais.
Umas duas horas depois, Dean e Sam entraram no quarto. Dean se jogou em uma das camas e Sam simplesmente se sentou na beirada dessa.
- O que descobriram? - perguntou, levantando-se da cadeira e tirando os óculos.
- Nada demais. - disse Sam, tirando a gravata - e você?
- Estive pensando... Sabe o holandês voador?
- Sei, um navio fantasma com o espirito maligno do capitão como parte dele - disse Dean, arrumando-se na cama - acho que pensou o mesmo que eu.
- É - ela disse dando de ombros - acho que sim.
- Do que estão falando? - Sam perguntou sem entender.
- E se estamos lidando com a mesma coisa? - Dean disse, sentando-se na cama - Um caminhão fantasma, a extensão de algum fantasma maldito.
- Todas as vítimas eram homens negros - disse Sam.
- Acho que é mais do que isso. - disse pensativa, andando de um lado para o outro do quarto - todas as vítimas estavam ligadas a família da Cassie.
- Ok, que tal você Dean verificar isso. Vai falar com ela.
- É, eu vou.
- Aproveita e fala daquela outra coisa. - Sam disse, virando-se para Dean.
- Que outra coisa? - Dean perguntou sem entender.
- Aquela história mal resolvida. Dean, o que tem entre vocês?
respirou fundo e se sentou na cadeira em frente ao notebook.
- A gente tava mais envolvido do que eu contei.
- Ah! Sei - o irmão mais novo disse sorrindo.
- Ok, bem mais. Eu contei o segredo do nosso trabalho. Eu não devia.
- Olha, irmão, todo mundo precisa se abrir com alguém algum dia.
- Mas eu não. Eu fui idiota de me expor e agora deu nisso.
Sam apenas sorriu.
- Quer parar com isso - disse Dean aflito - fica me olhando assim.
- Amava ela.
- Qual é. - Dean se levantou e começou a andar em direção ao banheiro.
- Você estava apaixonado e dispensou a garota?
Dean parou de frente com a porta do banheiro, mas não disse nada.
- Acho que foi o contrário, Sam.
comentou, olhando para Dean. Ele não disse nada, só entrou no banheiro. e Sam ficaram a olhar a porta.

~~

O celular tocava insistente e enrolou uma toalha do corpo e saiu o mais rapidamente do banheiro para atender, deixando pegadas molhadas pelo caminho.
- Alô? - ? É o John.
- John! - a garota disse, feliz e aliviada - tudo bem?
- tudo sim, e por ai?
- Tudo bem. Recebeu meu recado?
- Sim. Ele está mesmo bem? Não preciso ir pra ai?
- Não, ele está bem. - ela disse, deitando-se na cama - Bem até demais.
- Por que “até demais”?
- Nada. Esquece, só não se preocupe, estamos todos bem.
- Que bom. Fico mais tranqüilo.
- O que descobriu do demônio?
- Estou perto, , mas não vamos falar sobre isso.
- ? - Dean perguntou, entrando no quarto.
- Tenho que desligar. - ela disse, levantando-se da cama e arrumando a toalha no corpo.
- Ok, se cuida.
- Você também. - ela desligou o celular e respirou fundo, olhando pra Dean. - Achei que iria demorar, tipo... A noite toda.
- Por quê? - Dean perguntou, fechando a porta e se encostando na mesma.
- Sabe, resolvendo aquele assunto pendente entre você e a Cassie.
- Achou que eu ia passar a noite com ela?
- Uhum - ela confirmou, pegando sua mala e procurando algo para vestir.
- Achou que iria deixar você aqui sozinha com Sam?
- Ham? - se virou sem entender - está achando que eu queria ficar a sós com Sam?
- Por que não? - ele deu de ombros - parece nervosa porque eu voltei.
- Não é nada disso, ok?
- Então o que é? - ele perguntou, cruzando os braços - me fala.
- É só que... Desde que chegamos aqui, o único assunto de vocês dois é a Cassie. Eu só tô cansada disso.
- Por quê?
- Só estou cansada - ela respirou fundo, virando-se para continuar a procurar sua roupa na mala. - de tudo.
Dean a olhou dos pés a cabeça, ela tinha algo que o atraia tanto e ele nem sabia explicar o porquê daquilo, ele tentava evitar tanto, mas começava a ficar difícil, ele se aproximou dela.
- Eu e a Cassie conversamos, resolvemos que não tem futuro pra nós... Teve um beijo, mais nada. - DEAN! - ela gritou se virando pra ele - Você não me deve explicações e eu não tô com ciúmes de você com ela, ok? Eu só acho que eu não deveria ter vindo.
- Por quê?
- Porque eu deveria estar atrás da coisa que matou meus pais, mas seu pai não me deixa fazer isso, ele acha que sou indefesa demais pra matar um demônio sozinha.
Dean deu uma risada sarcástica.
- Então você está aqui por que meu pai mandou?
- Mais ou menos isso - ela disse, cruzando os braços.
- Hum, e eu pensando que era porque tinha ficado preocupada comigo.
- Por isso também - ela sussurrou, abaixando a cabeça - preocupada mais do que deveria.
Dean se aproximou um pouco mais da garota, colocando uma das mãos em seu rosto, ela tinha um rosto macio, um cheiro bom.
Sam simplesmente abriu a porta com algumas sacolas em mãos.
- Cheguei, .
Dean e se afastaram rapidamente.
- Eu vou me vestir - ela disse, entrando no banheiro.
- Chegou cedo - Sam disse com um sorriso maroto no rosto.
- Cala a boca, Sammy.
- Falando sério agora, vi várias viaturas passando aqui perto, acho que teve outra morte.
- Droga!

~~

estava andando de um lado para o outro do quarto sem entender o que se passava.
- Essa coisa saiu dos padrões matando o prefeito, ele é branco, diferente das outras vítimas, todas negras.
- Eu sei, tô procurando algo. - Dean disse, fazendo pesquisas no notebook.
- O que achou? - perguntou, sentando-se em uma cadeira ao lado de Dean.
- Estou querendo achar ligação entre os crimes dos anos sessenta e os de agora, mas no jornal não tem muita coisa.
- Parece que eles não deram muito importância as mortes.
Sam entrou no quarto e se sentou na cama com alguns papéis em mãos.
- Escutem, os registros do tribunal dizem que o prefeito e a senhora compraram um terreno abandonado e que anteriormente pertencia à família Dorian por 150 anos.
- Dorian? - Dean repetiu.
- É.
- Dean - disse pensativa
- Dorian é aquela família que a Cassie disse que era dona do jornal e de quase tudo por aqui.
- Saquei.
Dean fez uma pesquisa no notebook por Dorian nos arquivos do jornal local.
- Interessante.
- O quê? - Sam perguntou, aproximando-se dos dois.
- Sairus Dorian sumiu em abril de sessenta e três... Caso investigado, mas sem solução. Bem na época que ocorreu aquela série de crimes aqui.
- Eu achei uma papelada sobre a casa dos Dorian, deveria estar péssima quando o prefeito a comprou.
- Como assim?
- A primeira coisa que ele fez foi derrubar.
- Tem a data?
Sam passou os olhos pelo documento, procurando - Dia três, mês passado.
Dean fez uma nova pesquisa - O prefeito Toddy derrubou a casa dos Dorian no dia três, a primeira morte foi no dia seguinte.
se levantou da cadeira e voltou a andar de um lado pro outro do quarto.
- Ótimo, descobrimos quem é o maldito fantasma, mas não sabemos o que aconteceu, onde está o corpo, porque matou essas pessoas...
O celular de Dean começou a tocar e ele correu para atender.
- Alô... Oi Cassie... Cassie, calma! Cassie, se acalma já estamos indo.

~~

- Vocês deveriam dar uns tiros naquilo - Cassie disse, tomando um copo de água.
- Viu quem dirigia o caminhão? - Dean perguntou, colocando um dos braços ao redor dela.
- Parecia não ter ninguém, foi tudo tão rápido. Ai ele sumiu... Por que não nos matou?
- A coisa que controla o caminhão quer te assustar antes - Sam disse e depois se virou na direção da mãe de Cassie que estava sentada em uma poltrona ao seu lado. - Senhora Robson... A Cassie disse que o seu marido viu o caminhão antes de morrer.
Todos esperaram que ela respondesse, mas seu olhar estava perdido.
- Mãe?
- Martin estava muito estressado, não dá pra levar a sério o que ele via.
- Depois dessa noite podemos acreditar que ele viu um caminhão... Depois do que houve hoje, a senhora e a Cassie estão marcadas. Entendeu? - Dean perguntou, alterando a voz - Sua filha pode morrer. Então, se sabe de alguma coisa é uma ótima hora pra nos contar.
- Dean - e Cassie disseram quase ao mesmo tempo.
- Sim - disse a senhora Robson, passando a mão no rosto de nervosismo - sim, ele disse que viu um caminhão.
- E... - disse em um tom calmo - ele sabia de quem era?
- Ele achava que sim.
- E de quem era? - Sam perguntou no mesmo tom calmo que .
- Sairus... Um homem chamado Sairus.
- Esse Sairus?
Dean perguntou, mostrando uma cópia da matéria de jornal, mas a senhora nem olhou para o papel.
- Sairus Dorian, morreu a mais de quarenta anos.
Dean, e Sam se entre olharam.
- Como sabe que ele morreu? - Sam perguntou, olhando-a.
- No jornal diz que ele sumiu. - completou , mas a senhora permaneceu em silêncio. - Como sabe que ele morreu? - Dean perguntou alterado novamente.
- Éramos jovens.. Eu saía com Sairus e também saía com Martin em segredo... Casais inter-raciais não eram bem vistos... Quando eu terminei com Sairus e ele descobriu do Martin, ele mudou. O ódio dele era assustador.
- A série de crimes - comentou Christie.
- Corriam boatos, pessoas de cor sumindo em um tipo de caminhão... Ninguém fazia nada. Martin e eu íamos nos casar na igreja perto daqui, mas na última hora decidimos fugir juntos pra não chamar a atenção.
- E Sairus? - Dean perguntou mais calmo.
- No dia marcado para o casamento, foi o dia... Em que botaram fogo na igreja - as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto da senhora - tinha um coral de crianças ensaiando lá dentro... Todas morreram.
- Os ataques... - Sam pegou um copo d'água e entregou a ela - pararam depois que isso aconteceu?
- Não - ela disse depois de tomar um gole - houve um, mais um... Uma noite aquele caminhão veio buscar o Martin... O Sairus bateu nele, foi uma coisa horrível... Mas o Martin conseguiu se levantar e ele começou a bater no Sairus e continuou batendo, batendo, batendo até ele... - a mulher parou de falar sem conter o choro.
- Por que não chamou a polícia? - Dean perguntou sério.
- Isso foi a quarenta anos... - ela disse meio irritada - ele chamou os amigos Cleiton e Jimmy e eles colocaram o corpo do Sairus no caminhão e o afundaram no pântano no fim das terras dele e os três guardaram esse segredo por todos esses anos.
- E agora os três se foram. - comentou Sam.
- Senhora Robson... - a chamou, arrumando-se no sofá - E o prefeito Toddy? Ele disse que entre todo mundo, a senhora sabia que ele não era racista. Por quê?
- Ele era um bom homem... Ele era um jovem oficial na época, ele investigou o desaparecimento do Sairus e quando descobriu o que aconteceu ele... Ele não fez nada. Porque ele sabia o que o Sairus tinha feito.
- Por que não me contou? - Cassie perguntou entre lágrimas.
- Eu só queria protege-los e agora... Não tem mais ninguém pra eu proteger.
- Tem sim senhora. - disse Dean, olhando para Cassie.

~~

se sentou no capô do Impala enquanto olhava Dean dirigir um trator puxando o caminhão do fundo do pântano e Sam servindo de guia.
- Mais... mais... mais pra frete um pouco... Tá legal, para.
Dean desligou o trator e desceu do mesmo andando em direção ao caminhão.
- Ainda gosta dela.
- Vamos nos concentrar? - Dean disse, abrindo a porta do caminhão.
bufou e desceu do capô do carro, indo em direção ao porta malas.
- Vamos acabar com essa coisa. - ela disse, pegando sal, gasolina e a lanterna.
Dean e Sam pegaram o corpo e colocaram em cima de um monte de madeiras. jogou a Gasolina e o Sal no corpo e Dean tacou fogo. Os três se afastaram um pouco e ficaram olhando. - Isso vai resolver? - Sam perguntou baixinho.
Os três ouviram um barulho de motor e olharam para frente, o caminhão estava lá parado, acelerando.
- Eu acho que não. - Dean disse, olhando pro mesmo.
- Como queimar o corpo não fez efeito na coisa? - perguntou indignada.
- Claro que fez, a coisa ta furiosa agora. - Dean disse ainda parado.
- Mas o fantasma do Sairus morreu, né? - foi a vez de Sam perguntar.
- Não a parte que ficou no caminhão. - Dean disse, afastando-se e indo em direção ao Impala. - Aonde você vai? - perguntou, aproximando-se dele.
- Dar uma volta.
- Tá maluco.
- Alguém tem que tirar essa coisa dai, queimem a lata velha. - Dean disse entrando no carro.
- Como vamos fazer isso? - Sam perguntou, olhando o irmão dar partida no carro.
- Boa pergunta. - disse ao ver o caminhão ir atrás de Dean.

- Eu tenho um plano, pegue o mapa.
pegou o celular e ligou para Cassie enquanto Sam começava a procurar pelo mapa.
- Achei. - Sam disse com o mapa em mãos.
pegou o mapa e começou a procurar pelo endereço que Cassie lhe passava.
- Ok, obrigada.
desligou o telefonema de Cassie e começou a ligar para Dean.
- Dean? Tudo bem?
- Tem um caminhão assassino atrás de mim e você vem me perguntar se está tudo bem?
- Ok, desculpa.
- , pergunta onde exatamente ele está.
- Ok... Dean, onde você está exatamente? - perguntou, colocando a ligação no viva voz e entregando o celular a Sam.
- Decatur, à 5 quilômetros da estrada.
- Está indo pro leste? - Sam perguntou, olhando no mapa.
- É - Dean disse aflito.
- Vire à direita. - Sam gritou ainda olhando o mapa.
- Pronto.
- Já virou?
- Você precisa ser mais rápido, ele está quase do meu lado.
- Ok, está vendo uma estrada à esquerda?
- TÔ.
- Vire nela.
Dean olhou indignado para a estrada um pouco à frente e para o caminhão do seu lado esquerdo que com certeza iria atrapalhar sua manobra. - Ok - Dean freou o carro, fazendo o caminhão seguir em frente dando tempo para ele virar na curva da estrada. - E agora?
- Você deve andar sete décimos e parar - falou, pegando o celular das mãos de Sam.
- PARAR?
- É Dean, sete décimos exatos. - ela disse olhando o mapa.
Dean olhou para o painel do carro, olhando a quilometragem, foi contando até chegar aos 7 décimos. Quando chegou, Dean deu a volta no carro e parou. Logo o caminhão reapareceu na outra ponta da estrada.
- Você ainda ta ai? - perguntou baixinho.
- Tô.
- O que está acontecendo? - Sam perguntou ao lado de .
- Ele tá me encarando, o que faço?
- Continua ai. - disse olhando para Sam.
- Atrai ele. - disse Sam.
Dean acelerou um pouco o carro, sem sair do lugar. Logo o caminhão reagiu, aproximando-se ferozmente do Impala. Dean colocou o celular no banco do passageiro e fechou os olhos, agarrando-se ao volante. O caminhão chegou perto do carro, mas virou algum tipo de fumaça branca e sumiu no ar. Dean abriu os olhos e procurou pela coisa, mas não viu nada.
- Dean? - perguntou preocupada – Dean, tá ai?
Dean pegou o celular do banco.
- Pra onde ele foi?
- Você está onde era a igreja.
- Que igreja? - Dean perguntou sem entender.
- Aquela que o Sairus queimou e matou as crianças. - Sam falou aliviado.
- Não sobrou muita coisa.
- Chão de Igreja é solo sagrado esteja, a igreja lá ou não. - disse sorridente. - Quando espíritos cruzam solos sagrados, eles às vezes são destruídos. Aí eu pensamos que talvez fosse o fim dele.
- Talvez? TALVEZ? - Dean gritou indignado - e se estivessem errados?
e Sam se entre olharam.
- Eu não pensei nisso - Sam disse, coçando a cabeça.
- Nem eu. - disse , franzindo a testa.

~~

deitou no banco de trás do carro e Sam ligou o som baixinho enquanto ambos esperavam Dean que estava do lado de fora do carro conversando com Cassie.
- Em três, dois, um... - Sam disse, sorrindo dentro do carro.
- O que foi? Os pombinhos se beijaram? - perguntou olhando pra o teto do carro.
- Ela deu um selinho nele, só.
- Hum.
- Ciúmes? - Sam falou sorrindo com malícia.
- Claro que não - disse, sentando-se no banco - e você... Para de bancar o cupido dele... Ou escolha outra vítima para flechar que não tenha o nome de .
Sam começou a dar risada.
- Acho que gosta dele.
- Acho que se enganou.
- Acho que não.
- Acho que vou te mandar ir se foder.
- Acho que me ama.
- Acho que é o contrário. - disse sorrindo.
Dean entrou no carro e olhou para os dois. - Para onde vamos?
Acho que não temos destino - Sam falou, olhando para .
- Acho que deveríamos ir para Las Vegas. - ela disse, levantando as mãos.
- Acho melhor a Disney.
- Acho que você é muito criança.
- E eu tenho certeza de que vocês não tiveram infância. - disse Dean sorridente, dando partida no carro enquanto Sam e davam risada.

III - Familia Bender



ligou o rádio do carro e sintonizou em uma estação enquanto esperava os irmãos Winchester. Estava tocando o final da música Even Flow do Pearl Jam, ela começou a bater no painel do carro como se estivesse tocando bateria. sorriu quando a musica acabou e logo em seguida começou a tocar Boys Don't Cry do The Cure. Ela continuou a batucar no painel e desta vez cantava junto uma das suas musicas preferidas.
- 'Cause boys don't cry. - Dean cantarolou, abrindo a porta do carro.
- Boys don't cry. - Sam cantou, já sentado no banco de trás do carro.
sorriu, abaixando o volume do som.
- Como foi?
- O garoto disse que ouviu um barulho estranho, que algo puxou o senhor Jenkis pra baixo do carro e que depois foi embora.
- Que a coisa fazia um grunhido estridente. - Sam completou.
- O menino era legal. - comentou Dean.
- Legal, vamos pesquisar algo sobre isso. - disse, arrumando-se no banco do carro.
- Eu vi um barzinho aqui perto. - disse Dean com um sorriso no rosto.

~~


Sam e estavam sentados em uma das mesas do Kugel's Kec, enquanto Dean bebia uma cerveja e jogava dardos.
- A policia não descarta a possibilidade de um crime. Pelos relatos, havia sinais de luta. - Sam disse com um pequeno papel em mão e tomou um gole da sua cerveja.
- De repente eles têm razão. Pode ser um sequestro, vai ver não é um dos nossos.
- É pode ser, mas... - Sam parou de falar, dando a palavra a .
- Exceto por isso. - abriu o Diário de John, colocando-o em cima da mesa, e apontou para uma das páginas. - John marcou a área, local de caçada de um espectro agressor.
- O que faria isso? - Dean perguntou, tomando um gole de sua cerveja.
- Papai ouviu um folclore local sobre uma figura sombria que sai a noite, pega pessoas e depois some. E não é só isso. - completou . - Este condado parece ser o que tem mais gente sumida por sequestro do estado.
- Estranho. - Dean disse, colocando a cerveja em cima da mesa e jogando um dardo. - Espectros agressores não pegam pessoas na cama? O Jenkis estava no estacionamento.
- Na verdade, tem de todos os tipos. - Sam disse olhando para o diário.
- Existem espectros brincalhões que pegam a pessoa em qualquer lugar e a qualquer hora.
- Eu também não sei se esse é um dos nossos. - Sam disse pensativo.
- Nem eu. - deu de ombros.
- É, então continuamos a investigar amanhã. - Dean disse, continuando a jogar.
- Eu vi um hotel quando estávamos vindo pra cá. - comentou, levantando-se.
- Ei, ei, calma aí. E a saideira?
- É melhor acordarmos cedo, Dean - disse Sam, também se levantando.
- Vocês sabem mesmo se divertir, nerds de meia idade.
Sam deu de ombros e sorriu.
- Ok, eu vou ao banheiro, encontro vocês lá fora. - disse Dean, saindo do campo de vista dos dois.
- Eu vou pagar a conta. - Sam disse, indo em direção ao balcão.
- Ok.
pegou sua jaqueta, o diário e alguns papéis e saiu de dentro do bar. Ela passou por dois homens que iam em direção ao bar, depois que eles entraram o estacionamento ficou vazio. ouviu um barulho estranho e parou de andar, franzindo a testa e olhando para os lados. Colocou a jaqueta no corpo e pegou uma mini lanterna no bolso da mesma, olhando ao redor. Ela olhou para o carro ao seu lado, colocou o diário e os outros papéis em cima do capô do carro e foi se abaixando devagar, tentando manter sua respiração calma. Quando conseguiu olhar de baixo do carro levou um susto ao ver um gato também tomar um susto e sair correndo. se levantou dando risada do ocorrido, pegou as coisas e foi em direção ao Impala, com certeza não contaria aquilo a Sam, muito menos a Dean.

Sam saiu do bar andando pelo estacionamento deserto de pessoas, franziu a testa achando tudo muito calmo, mas continuou a andar até o Impala. Quando se aproximou do mesmo, viu as anotações dele e de e o diário de seu pai em cima do carro. Sam pegou as coisas e olhou dentro do carro pela janela. não estava lá. Ele começou a olhar em volta, mas não havia nada, nem ninguém. Dean saiu do bar sorridente e Sam correu na direção dele.
- Dean, a sumiu.
- Como assim sumiu?
Sam mostrou as coisas que ele e ela usaram para pesquisa.
- Isso estava em cima do carro.
- Você não estava com ela aqui fora?
- Não, estava pagando a conta, a balconista puxou assunto e eu demorei pra sair um pouco.
- Droga, Sam. - Dean disse, andando pelo estacionamento.
Sam olhou para os lados e viu uma câmera no alto de um dos postes, aquilo poderia ajudar.

~~


- O que posso fazer por vocês Oficiais Jones e Benson?
- Trabalhamos com desaparecidos. - Dean disse, pegando o "seu distintivo" de volta.
- Não sabia que a policia estadual estava no caso Jenkis. - a mulher ruiva disse, franzindo a testa.
> - Não, é que minha namorada... - Sam abriu um pequeno sorriso ao ver a cara de ciúmes de Dean. - Estamos em um bar na beira da estrada e ela sumiu.
- Ela tem problemas com bebida?
- ? Não.
- Minha prima não bebeu. - disse Dean com ar de preocupação. - Ela foi levada.
- Qual o nome?
- .
A policial se sentou em frente ao computador e pesquisou pelo nome.
- Ela não aparece em nenhum relatório recente.
- Eu tenho uma pista. - Sam falou olhando para o computador. - Tinha uma câmera de vigilância na rodovia.
- Sei... A de controle de tráfego?
- Isso. - Dean disse rapidamente. - Será que a câmera não filmou o que a levou?
- Ou quem? - Sam corrigiu, dando uma cotovelada em Dean sem que a policial visse.
- Eu tenho acesso à câmera do trafego no departamento de obras, mas, enquanto isso, vamos seguir as normas. Por que não preenchem esse formulário de pessoas desaparecidas? - a policial disse, entregando a Sam uma prancheta com o formulário. - E me esperem ali.
- Olha, oficial... - Dean disse meio sem jeito. - Ela é da família. Poderia nos deixar resolver esse caso?
- Desculpe, não posso.
- Então me diz uma coisa. Seu município tem alta taxa de pessoas sumidas. Alguma apareceu? - a policial ficou calada. - A é minha... Nossa responsabilidade... E ela vai aparecer, isso é uma promessa.

- Jones. Benson. Olhem isso. - a policial disse, aproximando-se dos irmãos, que estavam sentados em um banco numa pracinha em frente ao departamento de obras. - Essas fotos foram tiradas na hora em que sumiu. As câmeras do tráfego tiram fotos a cada três segundos, faz parte do programa de alerta.
Dean foi passando as imagens.
- Não é bem isso que procurávamos.
- Espere, veja a próxima. - Dean passou a folha e a policial apontou para imagem. - Foi tirada logo que a saiu do bar. Olhem a traseira daquela coisa grande, caberia alguém sem problemas ali dentro. E agora olhem a placa. - ela disse, passando para a última imagem.
- A placa parece nova. - Sam comentou.
- Mas deve ser roubada. - completou Dean.
- O motorista daquele balde de ferrugem deve está envolvido. A próxima câmera de trafego fica a 80 quilômetros e a caminhonete não passou por ela. - a policial disse, olhando para os dois.
- Podemos ficar com isso? - Dean perguntou, olhando para as imagens.
- Podem. - a policial respirou fundo. - Vou deixar o caso nas mãos de vocês, mas qualquer coisa me chamem e me mantenham informada.
Dean e Sam confirmaram com a cabeça e a policial entrou na delegacia.
Dean continuou a olhar as imagens enquanto Sam olhava para uma perua passando na rua.
- Dean, não parece algum tipo de grunhido estridente?
- É. - Dean disse olhando para a perua. - Muito estranho.
- A policial disse que a próxima câmera de tráfego fica a 80 quilômetros e a caminhonete não passou por ela. - disse Sam enquanto pegava um mapa.
- Então ela parou em algum lugar por perto... Mas não tem estrada. - Dean disse olhando o mapa.
- Muitas das propriedades têm estradas particulares. - Sam comentou.

~~ estava sentada pensativa em um lugar que parecia mais um grande celeiro com jaulas. Ela estava em uma das jaulas, já fazia algumas horas que estava acordada e conversando com Jenkis. A coisa, ou melhor, as pessoas que o pegaram, também a pegaram. Ela olhou para o prato de comida à sua frente e ficou pensando como sairia dali e rezando para que Dean e Sam a encontrassem.
De repente as portas das jaulas e do porão se abriram, Jenkis se levantou, empurrou a porta da sua jaula e começou a sorrir.
- Deve ter sido um curto ou algo do tipo. - ele disse, andando em direção à porta de saída.
- Acho que não. - disse, levantando-se e olhando para o homem. - Isso está muito fácil.
- O quê? Não quer sair daqui? - ele disse aflito.
- Quero, mas está fácil demais.
- Dane-se, eu vou embora daqui.
Dizendo isso, o homem saiu correndo desesperado pela porta.
- JENKIS!
se sentou novamente na jaula e ficou olhando para a porta, depois de alguns minutos o grito do homem pôde ser ouvido por ela. Estava fácil demais para ser verdade.

~~


Dean parou o carro então ele e Sam desceram.
- Esse é o primeiro retorno que eu vejo. - Dean disse olhando a estrada.
- Eu vou até a casa buscar informações e você anda pelo terreno procurando algo suspeito. - Sam disse a Dean e o irmão mais velho concordou.
Sam foi andando em direção à casa, aquele lugar era estranho e sinistro. Sam respirou fundo, aproximando-se do porta e batendo. Não demorou muito uma garotinha loira apareceu à porta.
- Oi, tudo bem? - Sam perguntou enquanto a garota se aproximava.
- E você? Quem é? - ela perguntou, passando a mão na jaqueta de Sam.
- Eu sou Sam, sou policial. - Sam disse, dando um passo para trás e segurando a mão da garota.
- Qual seu nome?
- Missy.
- Missy, um nome bonito. - ele disse olhando a casa. - Sua mãe está?
- Ela morreu.
- Sinto muito... E seu pai está?
- Não.
- Ok. - ele disse, pegando uma foto no bolso. – Viu essa garota?
A garota ficou olhando a foto por alguns segundos e quando olhou para Sam sua expressão era assustadora.
- Isso vai doer.
Antes que Sam pudesse dizer algo, foi atingido na cabeça por um velho com uma pá. Sam caiu desmaiado no chão.
- Chame seus irmãos. - o velho disse olhando para a garota.
- Sim, papai. - ela disse e saiu atrás dos seus irmãos.

- Sam? Sam? - sussurrava de dentro da sua jaula.
- Hum. - Sam fez um barulho, acordando e colocando a mão na cabeça. - Minha cabeça tá doendo.
- A pancada deve ter sido forte. - ela disse, dando um meio sorriso. - Cadê o Dean?
- Está em algum lugar lá fora.
- Graças a Deus. - ela disse o olhando.
A porta então se abriu os dois ficaram em silêncio, não dava para ver quem havia chegado. Os dois prenderam um pouco a respiração, por costume. Os passos foram se aproximando, até ver o rosto de Dean.
- ! - ele disse, aproximando-se das grades e a olhando preocupado. - Está ferida?
- Não. - ela respondeu, sorrindo ao ver a preocupação do rapaz.
- Que bom te ver. - ele disse, segurando as mãos dela por entre a grade.
- Eu digo o mesmo...
- Ei, eu também estou aqui. - Sam disse sorrindo.
Dean olhou para o irmão.
- Caramba, Sam. - Dean começou a procurar uma maneira de abrir as jaulas. - Isso vai dar trabalho.
- Tem algum tipo de controle, ali perto da porta. - disse, levantando-se do chão.
- Viram eles?
- Vimos. Dean, são só humanos. - Sam disse, levantando-se também.
- E pegaram vocês? Estão ficando enferrujados. - Dean se aproximou de um painel de controle. - O que eles querem?
- Não sei. - disse pensativa. - Eles soltaram os Jenkis, mas parecia uma armadilha. Isso não faz nenhum sentido para mim.
- Esse é o ponto. - Dean disse olhando o painel. - Os nossos colegas de sempre têm regras, têm padrões, mas as pessoas... são doidas.
- Viu mais alguma coisa lá fora? - Sam perguntou.
- Tem uma dúzia de carros velhos lá fora. Placas de toda a parte, quando pegam alguém, levam o carro... - Dean olhou em volta. - Essa coisa tem chave, não tem?
- Não sei.
- Tudo bem, vou procurar, aí tiro vocês daqui e vamos embora.
- Dean! - Sam o chamou e ele se virou para olhar o irmão. - Toma cuidado, tá?

Dean começou a procurar algo no porão da casa. Procurou por toda parte, mas não encontrou nenhuma chave, só fotos de homens com algumas vítimas. Pareciam caçadores tirando fotos com sua caça.
- Demônios até entendo, mas pessoas é maluquice.
Dean entrou na casa, era um lugar sujo e parecia abandonado a não ser por uma música que tocava em alguma vitrola. Dean foi andando lentamente sem fazer barulho, parou ao ver uma estante cheia de coisas, começou a procurar pelas chaves, mas ouviu um barulho atrás de si. Ele se virou rapidamente, pronto para atacar, mas quando viu a garota com cara de assustada simplesmente fez sinal para que ela fizesse silêncio e se aproximou devagar.
- Tudo bem, eu não vou machucar você. - ele sussurrou.
- Eu sei. - ela disse, jogando uma adaga e prendendo Dean pela roupa na parede. - PAPAI, PAPAI!
Dean tentou se soltar, mas logo dois homens apareceram, um deles o segurou por trás e o outro se aproximou correndo para bater nele, mas Dean deu um chute para afastá-lo. Logo o outro irmão empurrou Dean conta a parede e depois o jogou no outro canto da sala. Dean se levantou enquanto o homem se reaproximava, deu dois socos nele e então quando o outro irmão veio para cima dele, Dean o jogou contra a parede.
- Vou acabar com você primeiro. - Dean disse apontando para o maior. - E depois com você. - ele disse apontando para o outro.
Assim que Dean ia dar um primeiro passo, foi atingido por uma frigideira pelo velho pai da família, caindo desmaiado no chão.

Dean acordou e estava amarrado a uma cadeira. O velho, a menina e os dois homens estavam à sua frente, olhando-o.
- Vamos caçar. - um dos homens disse.
- Ele é um lutador, deve ser muito bom de caça. - o outro completou.
Todos os quatro sorriram.
- Tão de brincadeira? Vocês são malucos e caçam pessoas. - Dean disse indignado.
- Você já matou alguém? - o velho perguntou olhando Dean.
- O quê? Depende do que está falando.
- Eu cacei a minha vida inteira, igual ao meu pai, ao meu avô e ao pai dele. - disse o velho com um sorriso no rosto. - Eu cacei veado e urso, eu até peguei um puma uma vez. Mas a melhor caçada é humana. - o velho falava com prazer. - Ah! Não tem nada igual. A vida deles em suas mãos, o medo nos olhos deles um pouco antes de apagarem faz você se sentir muito vivo.
- Você é doente, coroa. - disse Dean com desprezo.
- Você dá uma arma pra eles, deixa eles fugirem, dá uma chance de lutar. É nossa tradição passada de pai pra filho. - o velho disse olhando para a menina. - Claro! Que um ou dois por ano, nada que faça a lei cair em cima de nós. Não somos relaxados.
- Não se subestimem, são bem relaxados.
- Aí aparece uma policial. - ele disse, aproximando-se de Dean. - Você é um tira?
- Se eu disser, você promete não me transformar em um cinzeiro?
Assim que Dean terminou a frase um dos homens deu um soco nele.
- Eu só não deixo meus rapazes pegarem você aqui e agora porque eu quero saber uma coisa e você vai me contar... Tem outros tiras vindo atrás de você?
- Por que não me morde... Não, não, melhor, não morde, Você pode gostar.
- Quer brincar? Então vamos brincar. - o velho olhou para os filhos. - Parece que vamos ter uma caçada e você escolhe o animal. - ele disse olhando para Dean. - A moça ou o rapaz?
- Calma. - Dean disse com um olhar aflito. - Não tem ninguém atrás de mim, somos só nós.
- Se você não escolher, eu escolho - ele disse, dando um soco em Dean.
- O CARA, PEGA O CARA. - Dean gritou.
O velho tirou a chave que estava pendurada no pescoço e entregou ao filho mais baixo.
- Aqui, mas não tire o cara da jaula, atire nele.
- O QUÊ? - Dean o olhava aflito. - Você disse que era uma caçada. Que iria dar uma chance a ele.
- E... Depois que acabar com o rapaz, mate a vadia também. Temos que limpar essa bagunça antes que mais policiais cheguem.
O homem sorriu, pegou uma arma e saiu da casa.

Dean ouviu um tiro e entrou em pânico.
- Se ferir meu irmão e a eu juro que mato você, eu mato todo mundo. TODO MUNDO.
- LYN... LYN! - o velho gritou, mas não obteve resposta. – Jerry, você vem comigo. Missy, fique de olho nele.
O velho e o outro homem pegaram uma arma e saíram da casa. A menina pegou uma adaga e se aproximou de Dean com um olhar perverso.

~~


O velho e seu filho entraram no celeiro e não encontraram ninguém a não ser Lyn, preso desacordado em uma das jaulas. Os dois saíram andando pelo resto do local. O velho subiu as escadas, olhando na parte de cima, e Jerry permaneceu em baixo. Ele ouviu um barulho de porta se abrindo e andou em direção ao barulho, parando em frente a uma porta de armário. Jerry deu três tiros e abriu a porta, mas não havia nada lá dentro. Assim que se virou, , que estava pendurada em algumas madeiras em cima de sua cabeça, se soltou, caindo sobre as costas do homem. O homem conseguiu segurar pelo pescoço e jogá-la ao chão, ele apontou a arma para ela, mas Sam apareceu na porta, o homem mirou nele e Sam abaixou, fazendo a bala pegar no velho, que estava bem atrás dele. Sam aproveitou para tomar a arma das mãos de Jerry, e começou a bater nele com a arma.
se levantou e abraçou Sam.
- Vamos enjaular esses caras.
Sam deu risada, abraçando a amiga.
- Vamos.
pegou a arma e apontou para o velho enquanto Sam arrastava Jerry desacordado para dentro da jaula.
- Por que faz isso? - perguntou ao velho.
- Por diversão. - ele disse sorrindo. - Por pura diversão e prazer.
não acreditava no que estava ouvindo, como humanos poderiam fazer isso com humanos? Era cruel e doentio. Ela respirou fundo e deu uma pancada na cabeça do velho com a arma, fazendo-o desmaiar. Sam se aproximou e ela o ajudou a colocá-lo em uma das jaulas com um dos filhos.
Sam fechou a porta, foi até o painel e as trancou.
- Vamos. - Sam disse, puxando-a para fora dali.
Os dois se aproximaram da casa e ao entrar viram a menina passando a faca pelo rosto de Dean sem cortar.
- Menina maldita. - sussurrou, pegando uma frigideira. - Vai ver, só.
se aproximou da menina e bateu com a frigideira na cabeça dela. Dean sorriu ao ver a garota desacordada no chão. Sam pegou a adaga e cortou as cordas que amarravam Dean e os três se abraçaram.
- Agora vamos, que isso está ficando muito gay. - Dean disse, soltando-se do abraço, pegando o corpo da menina no chão e andando até um armário. - Você vai ficar aí, coisinha do demônio.
e Sam sorriram. Depois que Dean arrumou um jeito de trancar os armários, Sam fez uma ligação anônima para a polícia, dizendo sobre os carros e falando sobre os corpos. e Dean entraram no carro enquanto esperavam Sam.
- Nunca mais faça isso. - Dean disse olhando para ela.
- Isso o quê? - perguntou sem entender.
- Sumir assim.
Ela sorriu.
- Ficou preocupado?
- Só estou dizendo que se sumir de novo não vou atrás de você.
- Aham. - ela disse se aproximando dele. - Eu sei que não.
- Não vou, não.
- Ok, Dean. - ela disse, dando um beijo no rosto nele. - De qualquer jeito, obrigada.
- De nada. - Dean disse, segurando a mão dela.
- Pronto, gente, é melhor irmos embora rápido, daqui a pouco a policia está aqui. - disse Sam, aparecendo na janela do carro.
Dean soltou rapidamente a mão de e ela ligou o rádio e passou para o banco de trás.
- Acho que preciso de um banho. - disse olhando duas roupas.
- Só acha? - Sam perguntou sorrindo.
- Eu tenho certeza. - completou Dean.
- Ah! Nem vem, vocês também estão sujos, ok? - ela disse, cruzando os braços.
- Não tanto quanto você. - Sam disse se virando para ela.
- É. - disse Dean sorrindo. - Mais de 24 horas sem tomar banho.
- Vão se foder vocês dois.
Os dois irmãos começaram a rir. Dean deu partida no carro. Os três caíram na estrada novamente ao som de Before I Forget, do Slipknot.


IV - Sombra

Sam estava lendo o jornal local. Na primeira página havia a foto de uma garota assassinada com o título "Continua a caçada ao assassino" e sub título "Duas mortes e menos de dois meses."
- Chegamos. - disse, olhando para o endereço.
Dean parou o carro resmungando.
- Que saber? Papai e eu mandávamos muito bem sem essas roupas idiotas. Me sinto um bobão me vestindo para o teatro da escola. - Dean abriu um sorriso de canto - Qual foi mesmo aquela peça de teatro que você fez, Sammy?
- Nossa cidade.
- É, tava lindo, uma gracinha. - Dean disse, zombando do irmão e descendo do carro. Sam revirou os olhos e saiu do carro também, deu risada dos dois e pegou o jornal para ler pela décima vez.
Dean pegou as coisas no porta-malas do carro e saiu andando em direção ao apartamento junto com Sam.
- Palhaçada.
- Vai continuar com isso?
- Só acho que essas roupas custaram um dinheiro suado...
- De quem? - Sam perguntou, dando risada.
- Nosso. - disse Dean como se fosse obvio - acha que fraudar cartão de crédito é fácil?
Sam sorriu, aproximando-se de uma senhora que estava parada na porta do prédio.
- Senhora Morgan?
- Sim. - a senhora de idade olhou Sam e Dean dos pés a cabeça.
- Somos os técnicos do alarme de segurança. Ligamos de manhã para a senhora. - Dean disse, estendendo a mão em comprimento.
- Ah! Sim, sim. - ela disse, cumprimentando os dois - Vou acompanha-los até o apartamento. - A senhora entrou no prédio e começou a subir as escadas.
- Obrigado por nos deixar dar uma olhada. - Sam disse gentil.
- Tudo bem. Os policiai. s já liberaram aqui - ela disse, abrindo a porta. Os três entraram no apartamento e Dean fechou a porta, olhando a fechadura.
- Foi aqui - ela disse, mostrando a sala – olha, me desculpa, mas seus alarmes são tão uteis quanto seios em homens.
- É por isso que estamos aqui - Dean disse, olhando para o sangue no chão - para ver o que deu errado e evitar que aconteça de novo.
- Foi a senhora que achou o corpo? - Sam perguntou.
- Sim.
- Logo depois que aconteceu?
- Não. Alguns dias depois... Me ligaram do trabalho dela porque ela não aparecia por lá, eu bati na porta dela... Foi quando senti o cheiro.
- Janelas abertas, algum sinal de arrombamento? - Dean disse, abrindo a janela e dando uma olhada lá fora.
- Não. Janelas fechadas, tudo fechado, tivemos que cortar a corrente pra entrar aqui.
- O alarme tava ligado?
- Como eu disse. Uma porcaria o serviço de vocês.
- Viu alguma coisa derrubada? Quebrada? Algum sinal de luta?
- Tudo em perfeitas condições... - a senhora olhou para o sangue no chão - menos a Meredith.
- Em que condições estava a Meredith?
- Ela estava em toda a parte, em pedaços. O cara que matou ela deve ser algum maluco. Sabe... Se eu não soubesse que se tratava de alguém, eu diria que foi um animal selvagem.
Dean olhou para Sam com aquele ar de "é um dos nossos".
Senhora - disse Sam, olhando ao redor - se importa de olharmos melhor o local? - Vão em frente. Divirtam-se. - Ela disse, retirando-se do apartamento. Dean pegou o seu medidor de ondas eletromagnéticas.
- Então o assassino entra e sai do apartamento, sem armas, sem digitais, nem nada.
- Foi o que a disse, na hora que ela me mostrou o artigo tive tanta certeza quanto ela que era um dos nossos.
- Concordo com você - Dean disse, olhando o medidor e vendo que as luzes estavam no máximo. - Falou com a polícia?
- Er.. É eu falei com a Amy, uma... Charmosa agente da lei. – Dean, disse dando um sorriso maroto.
- É? E o que descobriu? - Sam perguntou, pegando o celular e ligando pra .
- Que é de sagitário, que ela adora tequila e... Ela tem uma tatuagenzinha bem na...
- DEAN!
- Não é a - disse, atendendo o celular do outro lado da linha.
- Desculpa, . Espera um minutinho - Sam colocou o celular no viva-voz em cima da mesa.
- Estava falando sobre o caso, Dean. - Sam disse indignado.
- Ah! Nada que a gente não saiba, menos uma coisa que eles não disseram aos jornais.
- O quê? - perguntou curiosa do outro lado da linha.
- O coração da Meredith sumiu.
- O coração? - Sam perguntou intrigado.
- O coração? - perguntou também.
- É, o coração. - Dean confirmou, andando com o medidor em mãos.
- O que acha que fez isso com ela? - Sam perguntou, aproximando-se do irmão.
- Bem... A senhora Morgan disse que parecia que tinha sido atacada por um animal selvagem. Talvez fosse um lobisomem.
- Não, nada de lobisomem - disse - fase errada da lua.
- E depois, se fosse uma criatura, teria deixado um rastro - completou Sam - provavelmente é um espírito.
- Sam, tenta conseguir uma fita isolante - Dean disse, olhando atentamente o sangue no chão.
Sam foi até a caixa de ferramentas procurar.
- O que foi, Dean? - perguntou sem entender do outro lado da linha.
- Acho que achei algo.
- Tá aqui. - Sam disse, entregando a fita a Dean.
Dean pegou a fita e foi ligando os pontos de sangue que foi se formando em um símbolo.
- Já viu esse símbolo antes? - ele perguntou se levantando.
- Nunca.
- É, nem eu.

~~

entrou no bar, olhando em volta, e avistou Sam sentado em uma mesa bebendo cerveja.
- Sam! - ela disse, andando em direção a ele. - Oi, achei vocês.
Sam olhou da cabeça aos pés e para as outras pessoas que estavam no bar, que também a olhavam como se fossem come-la com os olhos. estava vestindo um short Jeans e uma camiseta branca um pouco decotada.
- Não se usa esse tipo de roupa para vim a um bar - ele disse dando risada.
- Eu nem ia vim aqui, ok? - ela disse, ficando vermelha - só vim porque não consegui falar com nenhum dos dois pelo celular.
- Não se preocupa, tá linda. - ele disse, tomando um gole de cerveja em seguida.
- Obrigada... Eu acho. - ela disse, sorrindo pra ele.
- OH, OH, OH. Podem parar de olhar pra ela desse jeito - Dean disse, aproximando-se e colocando o braço ao redor do pescoço de - que roupa é essa?
- Toda vez que eu colocar um short vocês vão ficar olhando assim pra mim? - disse indignada.
- Vocês? - Dean perguntou, olhando pra Sam. - Você também?
- Não, Dean. Só disse que isso não é roupa pra se usar em um bar desse porque chama atenção.
- Nisso eu concordo - Dean disse, puxando uma cadeira e se sentando - falei com a garçonete.
- E ai, descobriu algo? - perguntou, também se sentando.
- Além do telefone dela? - completou Sam.
- Ei, eu sou profissional e fico ofendido por você pensar assim. - Dean disse, fazendo cara de ofendido.
- Se fosse só ele que pensasse assim - disse baixinho.
- Eu ouvi - Dean disse, virando-se para a garota - mas tá aqui - ele levantou um papel com o número da garota.
- Se incomoda de pensar um pouco com a cabeça de cima? - Sam perguntou, abrindo o diário do seu pai.
- Não tem nada pra descobrir, Meredith trabalhava aqui, servia mesas, todos gostavam dela, todos disseram que era normal, nunca disse ou fez nada estranho até morrer, então... E os símbolos?
- Não achei nada no diário do papai, nem nos livros habituais, nada igual.
- Eu procurei por toda a internet e nada também. - disse, dando de ombros.
- Acho que vamos ter que ir mais fundo, mais livros. - Sam disse, olhando as pessoas em volta. - Não teve uma vítima antes da Meredith? - Dean perguntou.
- Teve, o nome era Ben Swatson - Sam disse, mostrando um recorte de jornal a Dean.
- Foi mutilado no mês passado dentro da própria casa. - comentou .
- Do mesmo jeito que Meredith, portas trancadas e alarme ligado.
- Alguma ligação entre os dois? - Dean perguntou, olhando a reportagem.
- Nada, estilos de vida diferentes, nenhum amigo em comum, nada. - Sam disse bufando.
- Recapitulando... A única coisa que conseguimos até agora foi o número da moça do bar. - Dean disse, abrindo um sorriso.
Sam ficou olhando para algo do outro lado do bar. Sem dizer nada se levantou e começou a ir em direção à uma mulher loira, sentada perto do balcão. e Dean se olharam sem entender e se levantaram, indo atrás de Sam.
Sam se aproximou da garota loira e colocou a mão no ombro dela. Q Quando ela se virou, Sam ficou surpreso.
- Meg?
- Sam, é você! - ela disse, levantando-se da cadeira e dando um abraço nele. - Ai, meu Deus, o que faz aqui?
- Só estou passeando, visitando amigos...
- E... Cadê eles?
- Eles não estão comigo agora, mas... E você, Meg? Eu achei que ia pra Califórnia.
- Ah! Eu fui... Mas a coisa não deu certo então eu vim morar um tempo aqui.
- Você é de Chicago?
- Não. Handouver, Massachucets - ela disse, abrindo um sorriso - Nossa Sam, quais eram as chances da gente se esbarrar?
- É, eu sei. Achei que não fosse mais ver você.
- Eu tô feliz porque achou errado.
Dean se aproximou e pigarreou a garganta.
- Tá ruim da garganta? - ela perguntou, olhando para Dean.
- Meg, desculpa... Esse é meu irmão, Dean.
- Então esse é o Dean?
- É, e aquela... - Sam apontou para um pouco mais trás - é a nossa amiga.
acenou para a garota, mas não se aproximou, a loira acenou de volta.
- Então... - Dean disse, abrindo um sorriso maroto - já ouviu falar de mim?
- Ah! É. Muito. - ela disse, ficando com uma expressão séria - você trata seu irmão como bagagem. Por que não deixa ele fazer o que ele quer? Para de arrastá-lo de um canto pro outro.
- Meg - Sam disse dando risada - já está tudo bem.
Os três ficaram em um silêncio desagradável.
- Er... Vou ali com a - Dean saiu de perto dos dois e foi se aproximando de - Eu, hein.
- O que foi? - perguntou, tomando um gole de tequila.
- Garota marrenta - ele disse dando de ombros - Tequila?
- É. - sorriu - eu gosto.
- Sei - Dean disse, olhando feio para um cara que estava olhando para - porque veio vestida assim?
- Olha, eu estava em casa e precisava falar com você e com o Sam, mas nenhum dos dois me atendia, o jeito foi eu vir atrás. E para de implicar com a minha roupa. - ela disse, tomando outro gole da bebida e olhando as pessoas ao redor.
- Não gosto que te olhem assim. - Dean disse, respirando fundo.
- Assim como?
- Como se fosse um pedaço de carne. - Dean disse impaciente.
- Assim como você estava olhando pra aquela garçonete? - ela disse, dando um sorriso sarcástico.
- Não compara...
- Não estou comparando nada - ela disse, levantando-se do banco - vou esperar vocês no carro.
saiu do bar enquanto todos os homens olhavam pra ela.

~~

- Quem é ela? - Dean perguntou, encostado no carro.
- Não sei, só a vi uma vez... E encontrar com ela assim... Sei lá, é estranho. - disse Sam intrigado.
- Destino - disse sorrindo.
- Não - Sam disse sorrindo junto.
- Aquele lance que ela disse... Que eu trato você como bagagem. Andou falando de mim com a garota? - Dean perguntou sério.
- Olha, não foi por mal, Dean. Foi quando tivemos aquela briga feia e eu estava no ponto de ônibus em Indiana. Não foi nada demais.
- Se for verdade o que ela falou... Eu prendo você sem a sua vontade? - Dean perguntou um pouco alterado.
- Não, claro que não - Sam disse, olhando para o irmão - acho que tem alguma coisa estranha aqui, Dean.
- Ah! Não me diga... Ela não tava afim de mim. - Dean disse indignado.
- EI, EI, EI. Nem todas as mulheres são afim de você, ok? - disse, finalmente saindo do silêncio.
- Não, gente é sério - Sam disse, andando de um lado pro outro - estou falando do nosso tipo de estranho.
- Por que acha isso? - perguntou, cruzando os braços e encostando no carro ao lado de Dean.
- Eu encontrei a Meg a semanas, literalmente no meio do nada, agora eu esbarro com ela em um bar em Chicago, no mesmo bar onde tinha uma garçonete morta por algo sobrenatural. Não acham estranho?
- Sei lá, acontece. Pode ser só coincidência. - Dean disse, olhando pra estrada.
- Eu sei que acontece, mas não com a gente. Eu posso estar errado, mas tem algo nessa garota que eu não consigo pegar. - Aposto que você queria. - disse Dean sorrindo - talvez ela não seja suspeita, talvez você esteja a fim dela, talvez você pense demais com a cabeça de cima.
deu risada junto com Dean, Sam simplesmente ignorou.
- , faz um favor? Vê se tem alguma Meg Master em Handouver, Massachucets. E vê se acha alguma coisa sobre o símbolo da casa de Meredith.
- Cismou mesmo com a garota. E você, vai fazer o que? - perguntou .
- Vou vigiar a Meg.
Dean soltou uma gargalhada - Tá bom.
- Eu só quero saber, Dean. Melhor prevenir do que remediar.
- Nisso eu concordo - disse, desencostando-se do carro.
- Qual é , ele só que ficar a sós com a loirinha.
- Dean, cala a boca - Sam disse, já não aguentando mais as brincadeiras do irmão.
- É, vamos Dean - disse, empurrando Dean para ele entrar no carro, e depois se virou para Sam - eu vou ver o que eu consigo achar. Toma cuidado.
- Pode deixar - Sam disse, dando um beijo na testa dela e entrando de volta no bar. entrou no carro e Dean estava olhando pra ela.
- O que acha? - ele perguntou.
- Acho que confio na intuição do Sam, essa garota é suspeita.

~~

estava na frente do computador fazendo o que Sam havia pedido, enquanto Dean estava no banheiro terminando de se vestir depois do banho. Ela se levantou e procurou o seu celular nas suas coisas. Dean saiu do banheiro só de cueca box e ela começou a ficar nervosa, estava sozinha com ele e o jeito que ele a olhava no momento não era um olhar comum, ela sentia o olhar dele sobre sua pele, aquilo estava lhe dando um calor incomum. Vários homens já haviam olhado ela desse jeito, mas com ele era diferente, tudo era mais intenso.
- Está procurando o que? - Dean disse, aproximando-se.
- Já achei, meu celular - ela disse, já com o aparelho em mãos, e deu um passo pra trás - Dean, por que não vest... Veste uma blusa, hein?
- Tá calor - ele disse com um sorriso maroto no rosto ao notar o nervosismo da garota.
- Mas nem por isso eu estou andando de calcinha e sutiã...
- Se quiser, sinta-se à vontade, não vou me incomodar nem um pouco - ele disse, dando de ombros e se sentando na cama.
respirou fundo, pensando em gritar com ele, mas pensou pela segunda vez e percebeu que era isso que ele queria, que ela perdesse o controle.
- Só veste uma blusa, tá? - ela disse, sentando-se na frente do computador e começando a discar o número de Sam.
Dean pegou uma blusa, vestiu e voltou a se sentar em uma das camas.
- Alô - Sam disse do outro lado da linha.
- Oi, Sam. - disse, colocando o celular no viva voz. - Oi, .
- E ai, Sam - Dean disse, aproximando de - está de tocaia na frente da casa dela?
- Não. - Sam disse do outro lado da linha e Dean e se entre olharam em silêncio sem acreditar na palavra dele. - É sim.
- Que jeito estranho de mostrar seu afeto - Dean disse, abrindo um sorriso. segurou o riso.
- Descobriram alguma coisa ou não? - Sam perguntou já um pouco irritado.
- Sinto muito, Sam. - falou, olhando para o notebook – mas não tem uma Meg master na lista de handouver, até achei a foto dela no quadrante.
- Por que você não vai a casa dela e convida ela para ouvir poesia ou seja lá qual for a cantada - disse Dean.
- E quanto ao símbolo? Teve sorte? - Sam perguntou, ignorando o irmão.
- Tive - disse, pegando o diário de John - ao que parece é soroartico, é um símbolo muito antigo, do tipo dois mil anos antes de cristo. É um código pra dáeva.
- O que é dáeva? - Sam perguntou sem entender.
b - Tradução: é demônio das sombras. Demônios soroartigos, que são selvagens, animalescos.
- Ótimo trabalho, .
- Obrigada - ela disse sorrindo.
- Ei, eu ajudei também. - Dean disse indignado.
- Ah! Claro. - disse Christie sarcástica - ajudou tomando banho e andando pelo quarto só de cueca box.
- Como é que é? - perguntou Sam do outro lado da linha - ele fez o que?
- É isso mesmo que você ouviu. - disse, cruzando os braços e olhando pra Dean.
- Dean, combinamos que íamos fazer o possível para não desrespeitar a .
- Eu não desrespeitei ninguém, eu só estava com calor.
- Ok, ok. Não faça mais isso.
- É. - disse sorrindo - não faça mais isso.
- Tá bom - Dean disse, revirando os olhos - Conta o resto pra ele.
- Então, esses demônios tem que ser invocados, Sam.
- O que? Então tem alguém controlando eles?
- É isso ai. - Chris confirmou.
- E é bem arriscado também - Dean comentou - Os danadinhos costumam morder em busca de alimento, mordem os braços e os torços.
- E qual a aparência que eles tem?
- Ninguém sabe, ninguém vê um deles há milênios. - disse, fechando o diário do John.
- Sabe como é Sam, invocar um demônio antigo assim só alguém que conhece o assunto. - completou Dean.
- Acho que temos um especialista na cidade. - comentou .<>br - Sam, por que você não faz um strip particular pra garota, hein?
- Morde aqui. - Sam disse bufando.
- Morde ela, mas vê se não deixa mascar não, hein...
olhou para o celular e Sam havia desligado.
- Desligou - ela disse, levantando-se da cadeira.
- Sammy, está ficando muito rebelde. - Dean disse, deitando-se na cama.
- Deixa ele em paz. - disse, procurando algo pra vestir na sua mala.
- Só quero que ele se divirta um pouco, .
- Acho que o seu tipo de diversão não é a mesma que o dele - sorriu, pegando suas roupas e indo pro banho.

Dean estava em pé dando uma olhada em alguns papéis quando saiu do banheiro já vestida em um short e uma camiseta do Led Zeppelin com as mangas dobradas até o ombro. A camiseta era grande e cobria quase totalmente o short, o cabelo preto que ia até mais ou menos a cintura estava totalmente molhado. Ele a olhava e se perguntava porquê se sentia tão diferente quanto a ela. Por que se preocupava tanto com ela? Por que queria tanto ela por perto?
- Estou faminta - disse, aproximando-se dele para ver o que ele tanto olhava. - Eu também - Dean disse, colocando as folhas em cima da cômoda e a puxando pela cintura de repente.<>br prendeu a respiração, estava tão perto dele. O que ele estava fazendo?
Dean sorriu, olhando-a ali tão perto dele, e em seguida lhe deu um beijo calmo e demorado, enquanto acariciava o rosto dela. Ela envolveu os braços ao redor do pescoço dele, fazendo carinho em sua nuca. Os dois permaneceram assim se beijando, se acariciando por alguns minutos, até sessar o beijo.
- O que foi isso? - ela perguntou com a voz rouca, ainda próxima a boca dele.
- Desejo. - Dean respondeu também com a voz rouca.
Ela respirou fundo e sorriu, então os dois ouviram algo na porta. se afastou e foi correndo até o banheiro. Dean apenas pegou o diário de volta e fingiu que estava lendo. Sam abriu a porta e olhou para Dean.
- Cara, eu preciso falar com você - os dois disseram em uníssono.
saiu do banheiro depois de ter levado o rosto que antes estava super vermelho.
- O que aconteceu?

- Então a pequena Meg está evocando as dáevas? - perguntou, sentando-se na cama.
- Parece que ela estava usando um altar negro pra controlar aquilo.
- Hum - Dean disse, olhando para Sam - então você está afim da garota do mal?
Sam bufou e deu um tapa no ombro de Dean.
- Deixa seu irmão em paz.
- Ok, qual era o lance das taças mesmo? - Dean perguntou intrigado.
- Meg estava falando com ela do jeito que as bruxas fazem com bolas de cristal e tripas de animais. Ela estava se comunicando com alguém.
- Com os daevas?
- Não, como a disse, eles são selvagens. Esse que ela estava falando é diferente. Alguém que dá ordens a ela, alguém que vai aparecer no armazém.
Os três ficaram em silêncio por alguns segundos. Então Dean pegou os papéis de novo e se sentou na cama ao lado de .
- Que droga. - Dean disse, olhando os papéis.
- O que foi? - perguntou, tentando ver o que tinha nos papéis.
- Era o que eu ia contar pra vocês, só estava esperando o Sam chegar. - ele respirou fundo - Quando chegamos no hotel, pedi um favor a Amy, aquela minha.. - ele pigarreou a garganta - AMIGA da polícia.
- E? - Sam perguntou, sentando-se na outra cama.
- O registro das duas vítimas, a gente deixou passar uma coisa - Dean disse, entregando os papéis à . - A primeira vítima era um homem idoso, ele passou a vida em Chicago mas não nasceu aqui, ele era de outro lugar.
- Lawrence, Kansas. - disse, olhando para o primeiro papel e entregando a Sam.
- E Meredith, a segunda vítima, ela era adotada. Adivinha de onde ela era?
- Lawrence, Kansas - repetiu, entregando outro papel a Sam, q ue olhou os papéis.
- Que droga.
- É. - confirmou.
- Lawrence foi onde o demônio matou a mamãe. Foi onde tudo começou. Será que a Meg tem algo a ver com o Demônio?
- Há uma clara possibilidade - comentou.
- Mas o que eu não entendo é, qual é a importância de Lawrence? E onde é que entra os Daevas?
- Não faço idéia - Dean disse pensativo - que tal a gente destruir o altar, pegar a Meg e ter uma bela conversinha com ela?
- Não, não podemos - disse, virando-se para Dean - ela iria desconfiar.
- Temos que vigiar o armazém e então vemos quem ou o que vai encontrar com ela. - acrescentou Sam.
- Vou te dizer uma coisa, não devemos agir sozinhos - Dean disse em um tom sério. Sam e Dean se entreolharam e depois olharam para .
- O que? - ela perguntou, percebendo o olhar dos garotos sobre ela.
- Sabe... Como encontrar o papai? - Sam perguntou primeiro.
- Não.
- Não mente pra gente, - disse Dean com um olhar severo.
- Não estou mentido. Eu não sei.
- ...
- Ok, ele me liga sempre que deixo um recado pra ele – ela disse, respirando fundo - mas também não faço ideia de onde ele está.
- Ótimo - Dean disse, pegando o celular dela - liga pra ele.
- Mas...
- , por favor. - Sam pediu, fazendo aquela cara de dar pena que não resistia.
- Ok, gato de botas. Eu ligo - ela disse, pegando o celular das mãos de Dean. Discou o número e esperou chamar até cair na caixa postal. - John, é a . Eu e os meninos descobrimos algo sobre o demônio que matou a Marrie, o armazém fica no 1435 da rua Hiwir, se puder vim pra Chicago o mais rápido possível, seria bom ter você para ajudar.
desligou a ligação e olhou para os meninos.
- É... Grande noite.
Dean e Sam se entre olharam.
- Já pensou se tudo isso acabar hoje? - perguntou Sam, com um certo brilho nos olhos de alegria.
- Não se precipite, Sammy - Dean disse, levantando-se da cama.
- Mas pensa só, se for o demônio que matou a mamãe, se matarmos, ele tudo isso acaba. A caçada acaba. - Sam disse sorrindo - Eu voltaria pra faculdade, teria uma vida normal de novo - Sam olhou para - e você?
- Eu quero ir atrás do demônio que matou meus pais e quando acabar com ele eu vou viajar pelo mundo - disse, abrindo um sorriso enorme - Inglaterra, Itália, Paris, México... E principalmente o Brasil.
- Hum, legal. - Dean disse, pegando uma mala cheia de armas.
- E você Dean, o que vai fazer quando isso acabar? - Sam perguntou, pegando alguns livros.
- Isso nunca vai acabar, Sam. Nunca. Sempre vai ter coisas para caçar. - Dean disse, olhando as armas.
- Mas não tem nada que você queira muito?
- TEM - Dean gritou - eu não quero que vocês se mandem quando acaba.
Dean parou e olhou para e depois para Sam por alguns segundos.
- Dean, qual é o seu problema? - Sam perguntou, aproximando-se do irmão.
- Por que acha que eu arrasto você? - ele disse, olhando para Sam – por que acha que fui pegar você em Stanford?
- Porque o papai desapareceu. Porque você quer achar o que matou a mamãe. - Sam respondeu mesmo sem entender o porquê das perguntas.
- E você? Quando você sumiu depois da caçada em Indiana ficamos tentando te encontrar e quando voltou, eu comecei a fazer de tudo para que não fosse embora de novo. Por que acha que eu fiz isso?
- Porque quer que eu ajude a acabar com a coisa que matou a mãe de vocês - disse, olhando-o também sem entender.
- É, também. Mas tem muito mais. - Dean respirou fundo - Eu, vocês e o papai. Quero nós, quero todos juntos, quero uma família de novo.
- Dean - Sam disse, colocando a mão no ombro do irmão - nós somos uma família. Eu faço tudo por você, só que as coisas nunca vão voltar a ser como eram antes.
- Poderiam - Dean disse tristonho.
- Eu não quero que sejam - Sam disse, respirando fundo e olhando para o irmão - eu não quero essa vida pra sempre. E quando isso acabar... Você vai ter que me deixar seguir meu caminho.
Dean não disse nada, só tirou a mão de Sam do seu ombro e se sentou ao lado de . Sam suspirou e saiu do quarto dizendo que ia pegar algumas coisas no carro e os dois permaneceram em silêncio.
- Você também quer que eu deixe você seguir seu caminho? - Dean perguntou, quebrando o silêncio.
- Á duas semanas atrás, antes da família Bender, eu diria que sim... Mas depois que eu vi o quanto se preocupa comigo... E depois do que aconteceu hoje, antes do Sam chegar, eu acho que não quero.
Dean olhou para a garota e deu um sorriso de canto e segurou a mão dela.
- Gosto muito de você, pequena.
- Eu também, Dean.

~~

Sam, Dean e Christie foram entrando no armazém com cuidado para não fazer barulho, cada um com uma mochila cheia de armas e outras coisas nas costas. Meg estava dizendo algumas coisas em outra língua que não conseguiram identificar. Cada um se escondeu em um canto do armazém. - Ora, ora, ora. Brincar de se esconder é muito feio - Meg disse, ainda de costas para onde os três haviam se escondido.
- As coisas não saíram como planejamos - Dean sussurrou.
- Por que não saem dai? - ela disse se virando.
Os três se entreolharam e foram se levantando de vagar, cada um com uma arma apontada para Meg.
- Sam, eu vou ter que te dizer, isso não vai ser legal pro nosso relacionamento. - Meg disse sorrindo.
- É, eu to sabendo - Sam disse, ainda apontando a arma pra ela.
- E ai. - Dean disse - Cadê seu amiguinho daeva?
- Está por ai... E essa arma não vai servi pra nada. - ela disse sorrindo.
- Não se preocupa - disse - as armas não são pro demônio.
- Quem é? Quem vem aqui? Quem você está esperando, Meg? - perguntou Sam, olhando em volta.
- Vocês - ela disse, tirando o sorriso do rosto.
De repente uma sombra apareceu na parede e bateu em Sam que caiu no chão, a sombra estranha então atacou Dean, jogando-o contra a parede e também fez que caiu desacordada no chão.
foi acordando aos poucos e olhou ao redor, ela estava amarrada em uma das colunas do armazém. Sam e Dean estavam amarrados em outras duas colunas. Dean olhou para acordada e pareceu mais aliviado.
- Tudo bem?
sentiu o gosto de sangue na boca que com certeza cortou quando a coisa bateu com força em seu rosto. A sua cabeça também doía pela bancada que levou ao cair no chão.
- Eu pareço bem? - disse, cuspindo sangue - Acho que não.
- Desculpa. - Dean disse e se virou para Sam que acabava de acordar. - Hei, Sam. Não leva pro lado pessoal, mas essa nova namorada sua, é uma vadia.
- É - Sam disse, sentindo o sangue escorrer pelo o seu rosto que o Daeva arranhou - foi tudo uma armadilha. Encontrar com você no bar, seguir você até aqui. Ouvir o que tem a dizer. Foi tudo uma armadilha.
- E quanto as vítimas de Lawrence? - perguntou tentando se soltar.
- Não tinha nada, era só pra atrair vocês.
- Você matou duas pessoas por nada? - Sam disse nervoso.
- Gato, eu já matei muitas mais por muito menos.
- Você armou pra gente, mas por que não matou a gente ainda? - Dean perguntou intrigado.
franziu a teste pensativa enquanto Meg abria um sorriso. - Diz você , o porquê... Por que o Sammy e o Dean são bem burrinhos. Você que é a mais esperta do trio. Por que não matei vocês?
- A armadilha não é pra gente - disse, olhando para Meg - É pro John.
- Exato - Meg disse, aproximando-se de e passando a mão na cabeça dela - essa garota é esperta, gosto dela.
- Oh, loirinha. O papai não está aqui. Ele não cairia em algo assim, ele é muito bom.
- É eu sei, ele é muito bom, tenho que admitir – ela disse, afastando-se de e se aproximando de Dean. - Só que... - ela disse, agachando-se na frente dele - ele tem um ponto fraco, ou melhor... Três, contando com a pequena Einstein. Ele simplesmente baixa a bola quando o assunto é vocês. Eu sei que ele está na cidade e que vai tentar salvar vocês, então os Daevas vão matar vocês devagar e com muita sujeira.
- É preciso muito mais que uma sombra pra acabar com ele.
- Os daevas então aqui, são invisíveis, as sombras são as únicas partes que vocês veem.
- Por que está fazendo isso, Meg - Sam perguntou sem entender - que tipo de trato foi esse que você fez? E com quem?
- Eu faço isso pelas mesmas razões que vocês fazem, lealdade, amor... - ela disse, olhando para Dean - como o amor que tem por mamãe - olhou para - papai - e para Sam - e Jess.
- Vai pro inferno - Sam disse, olhando-a com ódio.
- Gatinho, eu já estou lá - ela disse, aproximando-se da orelha dele, e começou a sussurrar - Sam, você não tem que ser mal, nós dois sabemos muito bem o que você sente por mim. - Ela ficou de frente com ele. - Eu sei, eu vi você olhando pra mim quando eu troquei de roupa. Você ficou excitado?
e Dean se entre olharam e voltaram a olhar Meg se aproximando cada vez mais de Sam.
- Assim vocês dois vão acabar na cama - comentou Dean.
- Eu não liguei, eu gostei de você me espiando... Sam, a gente ainda pode se divertir - ela começou a beijar o pescoço dele.
- Quer se diverti? Fica à vontade. Eu estou meio amarrado agora.
Meg sorriu e começou a beijar o pescoço de Sam, subindo aos poucos até ouvir um barulho. Ela parou e se virou para Dean, aproximando-se e pegando uma faquinha das mãos dele e jogando longe, depois voltou sua atenção a Sam.
- Então só queria me distrair enquanto seu irmão se soltava? - ela perguntou, sentando-se no colo de Sam.
- Não, não. É que eu também tenho uma faca escondida.
Sam segurou a garota pelos ombros e deu uma cabeçada nela. conseguiu se soltar ao mesmo tempo e correu para perto do altar, derrubando tudo no chão. Logo as sombras das daevas apareceram e puxaram Meg até a janela, jogando-a de lá. foi até a janela pra olhar enquanto Sam soltava Dean.
- É, acho que os Daevas não gostam de ordens - disse, olhando o corpo de Meg.
- É, acho que não - Sam disse, aproximando-se da janela junto com Dean.
- Ai, Sam - Dean disse, colocando as mãos no ombro do irmão - quando quiser transar, arruma uma garota menos doidinha.
e Dean deram risada e saíram andando em direção à saída. Sam continuou olhando pela janela o corpo de Meg.

~~

- Droga! - disse, passando a mão na boca e andando pelo corredor do hotel - aquela coisa cortou minha boca.
- Já viu meu rosto como tá? - disse Sam logo atrás da garota.
- Tá horrível - ela riu.
Dean se aproximou da porta e pegou a chave para abri-la.
- Parem de reclamar. - ela disse, abrindo a porta.
- Não estou reclamando, só...
- Ei - foi interrompida por Dean, que viu alguém próximo a janela.
Sam foi o último a entrar no quarto e acendeu a luz, revelando o homem na janela. John se virou devagar e sorriu para os três.
- Pai? - Dean disse, olhando sem reação os olhos de cabelos grisalhos que os olhavam com um sorriso no rosto.
- Oi filhos - ela olhou para - e filha.
abriu um sorriso enorme, adorava quando ele a chamava assim, gostava de ter a sensação de ter uma figura paterna novamente. Ela foi a primeira a ter uma reação, aproximando-se de John e dando um forte abraço nele. O segundo a se aproximar foi Dean, também abraçando fortemente o pai, e por último Sam se aproximou, mas não o abraçou. - Oi, Sam.
- Oi, pai - Sam disse, colocando sua mochila no chão.
- Pai, era uma cilada, eu não sabia - disse Dean envergonhado - Desculpa.
- Tudo bem - ele disse, olhando para - eu achei que poderia ser.
- Desculpa, eu não ia ligar, mas os rapazes pediram.
- Tudo bem, .
- Você estava lá? - Dean perguntou.
- Sim, cheguei a tempo de ver a garota mergulhar. Ela era do mal, não é mesmo?
- Sim, senhor - os três disseram juntos.
- É, eu não estou surpreso. Ele já tentou acabar comigo antes. - ele olhou novamente para .
- Foi ele, não foi? - perguntou com um olhar triste.
- Foi. Seus pais estavam me ajudando. Sua mãe morreu na hora, seu pai ainda foi pro hospital com vida, mas...
- Eu sei o resto da história - ela disse com os olhos cheios de lágrimas - Por isso não quer que eu vá atrás dele?
- É, ele é mais perigoso que qualquer outro demônio que eu já tenha conhecido. Ele sabe que vou matá-lo. Não apenas exorciza-lo e mandar de volta pro inferno. Matar mesmo.
- Como? - Dean perguntou intrigado.
- Pode deixar comigo - John disse sorrindo.
- Deixa a gente ir com você. Podemos ajudar. - Sam disse quase implorando.
- Não, Sam. Ainda não. Tentem entender. Esse demônio é um maldito de dar medo, não quero vocês no meio do tiroteio.
- Pai, não precisa se preocupar.
- Claro que preciso. Eu sou seu pai. - ele disse tristonho - Sammy, da última vez que nos vimos tivemos uma briga feia, não é?
- Eu lembro - Sam disse, respirando fundo.
- É bom te ver de novo - John disse com os olhos cheios de lágrimas - faz muito tempo, né?
- Tempo demais - disse Sam com os olhos cheios de lágrimas também.
John e Sam ficaram se olhando por alguns segundos e depois deram um abraço caloroso. Quando se afastou, John tinha lágrimas escorrendo pelo rosto. também chorou vendo aquela cena, apesar de não ser da família de verdade. Naquele momento se sentia como parte dela, parte da família Winchester.
De repente, John foi jogado conta o armário, Sam, e Dean foram jogados contra a parede logo em seguida. As sombras voltaram para perto do John e logo ferimentos e sangue começaram a aparecer no corpo do caçador enquanto ele gritava de dor. Dean e Sam também apanhavam de uma sombra. olhou em volta aflita, pensando em como ajudar todos, até que teve um ideia.
- Fechem os olhos. Todos.
Christie acendeu algo parecido com fogos de artifício, que iluminou completamente o quarto com uma luz branca e forte.
- Pai - Dean gritou de um lado da sala.
- Aqui - John gritou do outro lado.
Sam pegou uma das mochilas e foi ajudar Dean a carregar John. pegou as outras duas e abriu a porta para sair do quarto.
- Por aqui - ela gritou.
Sam e Dean foram em direção à saída, carregando John. Os quatro saíram correndo em direção ao carro.
- Precisamos sair logo daqui, quando aquela coisa apagar, eles vão voltar. - Sam disse, jogando as coisas no carro.
- Calma - disse, parando ao lado de John - John, não pode vim com a gente.
- O que? Como assim? - Sam e Dean gritaram.
- , tem certeza? - John perguntou a garota.
- Tenho - ela disse, olhando para os irmão que não conseguiam entender. - Temos que ficar juntos, pegar a estrada e sair daqui. - Sam disse impaciente.
- Sam, calma. - gritou.
- É - Dean disse, olhando e John - a gente quase morreu agora, eles não vão parar.
- Vão usar vocês pra chegar nele. A Meg tinha razão, ele é vulnerável perto de vocês. - disse, olhando para John. - de nós três - Dean corrigiu a garota - ele é mais forte sem a gente por perto.
- Pai? Não. Depois de tudo, depois de todo o tempo que procuramos pelo senhor. - Sam disse, colocando a mão no ombro do pai. - Por favor, eu quero fazer parte dessa luta.
- Sam, a luta mal começou e nós todos somos parte dela. Você tem que confiar em mim, filho... Você precisa me deixar ir.
Sam ficou olhando para John com os olhos cheios de lágrimas, ele não queria isso, não queria deixar o pai ir embora, ele queria participar daquilo, da morte da coisa que matou sua mãe e Jess, mas ele deu um tapa no ombro do pai e tirou a mão do mesmo. John olhou para os três em despedida e foi em direção ao seu carro. Olhou novamente para os três.
- Cuidem-se filhos. - dizendo isso, entrou no carro e deu partida.
- Vamos! - disse para os dois irmãos.
Os três entraram no carro e ficaram olhando o carro de John desaparecer na estrada. Dean ligou o rádio e deu partida no carro. Lá estavam eles pegando a estrada mais uma vez sem rumo ao som de Sweet Dreams na versão de Marilyn Manson.

V - Casa do Inferno



Dean dirigia o Impala pela rodovia 35 enquanto ouvia AC/DC, Sam estava dormindo calmamente no bando do passageiro e fazia o mesmo no banco de trás do carro. Dean olhou para ambos dormindo e decidiu aprontar um pouco, ele pegou uma colher de plástico e colocou na boca de Sam, tomando cuidado para não acordar o irmão. Em seguida Dean pegou o celular e tirou um foto da sua fançanha, ele deu um sorriso maroto e aumentou o som do rádio no máximo. acordou assustada assim como Sam que acordou tirando a colher da boca desesperado, enquanto Dean cantava e batucava o volante do carro com um sorriso idiota estampado no rosto.
- DEAN, SEU CRETINO. - disse, esfregando os olhos.
- HAHA, muito engraçado - Sam disse em um tom irônico, abaixando o volume do rádio.
- Desculpa - Dean disse sorridente - O leste do Texas não é muito interessante, preciso me divertir.
- Cara, não somos mais crianças, Dean. - disse Sam revoltado - não comece aquilo de novo.
- Aquilo o que? - perguntou curiosa.
- Trotes, . - Sam respondeu.
- Vocês ficavam dando trote um no outro quando eram pequenos? - Dean e Sam confirmaram com a cabeça. - por isso eu nunca quis ter irmãos.
- E nem queira, ter um irmão igual o Dean, ninguém merece. Nós sempre acabávamos exagerando.
- Qual é, Sammy? Tem medo de que eu coloque creme depilatório no seu shampoo de novo? - Dean perguntou desafiador.
- Nossa - comentou sorrindo.
- Ok, foi você quem começou. - Sam disse, encarando o irmão.
- Pode vim com tudo, carequinha. - Dean disse, sorrindo maroto.
- Era só o que me faltava - disse, revirando os olhos - vão crescer.
- Quer entrar na brincadeira também, ? - Dean perguntou olhando para a garota pelo retrovisor.
- Não, essa eu dispenso. Eu prefiro só rir da cara de vocês dois - ela disse, cruzando os braços e olhando a estrada em volta. - afinal, onde estamos?
- À poucas horas de Richardson. - disse Dean, prestando mais atenção na estrada agora - Podem me explicar de novo?
- Ok - disse, pegando alguns papéis, enquanto, Sam pegava mais alguns - A cerca de dois meses, alguns garotos foram explorar uma casa mal assombrada...
- Assombrada pelo quê? - Dean perguntou, interrompendo-a.
- Como eu ia dizendo - ela disse, olhando séria para Dean pelo retrovisor - mal assombrada por um fantasma preconceituoso. A lenda diz que ele ataca garotas e as enforca em colunas. Os garotos encontraram uma garota enforcada lá.
- Alguém identificou o corpo? - continuou, perguntando o mais velho.
- Isso que é o melhor. - Sam disse, tirando sua atenção dos papéis e olhando pra Dean - Quando a policia chegou lá, o corpo tinha sumido e acham que os garotos estavam só brincando.
- Talvez tenham razão. - Dean disse, dando de ombros sem tirar a atenção da estrada.
- Talvez. - concordou .
- Talvez, mas li os depoimentos de alguns dos garotos. Pareciam sinceros. - Sam disse pensativo.
- Onde achou os depoimentos dos garotos? - Dean perguntou curioso.
- Sabia que passaríamos pelo Texas, então procurei websites sobre fenômenos locais e encontrei um.
- Como se chama? - Dean perguntou, sorrindo ao ouvir a palavra "website".
Sam e Christie se entre olharam e ambos começaram a rir, falando juntos:
- Hellhoundslair.com
Dean bufou.
- Deve ser baseado no porão da casa da mãe dele.
- Provavelmente. - Chris disse sorrindo
- É. - Sam concordou também sorrindo.
- A maioria desses websites não sabem o que é um fantasma.
- Eu sei, mas deixamos o papai ir embora...- Sam disse dando de ombros e olhando para - Aliás, isso foi um erro. Agora não sabemos onde ele está - fez uma careta e Sam se virou para frente - enquanto isso, precisamos caçar algo. Vale a pena checar.
- É. - disse , colocando a mão no ombro de Sam - vamos entreter o garoto, Dean.
- Está bem. Onde estão os garotos? - Dean perguntou derrotado.
- No único lugar para onde garotos nesse tipo de cidade vão. - Sam disse sorrindo.

Garoto 1: Foi a coisa mais assustadora que eu já vi. Eu juro.
Garoto 2: Logo que entramos eu olhei para as paredes e eram negras.
Garoto 1: Vermelhas.
Garota: Acho que era sangue.
Garoto 1: Com símbolos estranhos.
Garoto 2: Cruzes estrelas.
Garoto 1: Pentágonos
Garoto 2: Pentecostais.
Garota: Não sei, fechei os olhos.
Garoto 1: Só sei que não importa o que digam.
Garota: A coitada.
Garoto 2: Tinha o cabelo preto.
Garoto 1: Loira.
Garota: Ruiva, pendurada ali.
Garoto 2: Chutando.
Garoto 1: Sem se mover.
Garota: Ela era real.
Garoto 1: Cem por cento.
Garoto 2: E era gostosa, para um cadáver.

- Certo - Dean disse, respirando fundo.
Sam ergueu a sobrancelha e olhou para como quem pergunta "e agora?", ela deu um sorriso e se virou para os garotos.
- Como descobriram sobre esse lugar?
- Craig. - todos os três responderam juntos.

~~

Dean parou o Impala na frente da loja de discos. desceu rapidamente do carro antes que os meninos.
- Deixem isso comigo.
- Por quê? - Dean e Sam perguntaram ao mesmo tempo.
- Porque se eu não fazer nada agora, depois o papel de "isca" sobra pra mim.
Dean e Sam se entreolharam e deram risada.
- Ok. - falaram juntos novamente.
abriu um sorriso e saiu em direção à loja. Não demorou muito e a garota já estava de volta, ela abriu a porta e se sentou no banco do passageiro, já que Sam havia passado para o banco de trás.
- E ai? - Dean perguntou assim que ela fechou a porta.
- Ele disse a mesma coisa que os garotos, só que com mais convicção, acho que ele é o menos chocado, sei lá, pareceu estar falando a verdade.
- Ele disse como soube da casa? - Sam perguntou, colocando a cabeça entre os bancos da frente do carro.
- Disse que a prima dele contou, mas não sabe onde ela ouviu. E disse que não quer nem chegar perto da casa.
- Entendo. - Sam disse pensativo.
- Não o culpo, não estou com a mínima vontade de entrar lá. - disse baixinho.
- Por quê? - perguntou Dean sorrindo.
- Por que ele só mata garotas e eu sou uma garota. - disse, revirando os olhos - não quero ser isca de novo, quero ser a caçadora. - ela disse cruzando os braços.
- Ok, Você espera no carro. - Sam disse sorrindo.

- Não culpo o garoto e nem a - Sam disse andando em direção a casa.
- É - Dean concordou andando do lado do irmão - Não é uma casa muito atraente. - Dean disse, olhando a velha casa.
Dean pegou o detector de ondas eletromagnéticas do bolso da jaqueta e apontou para a casa enquanto Sam tentava ver algo dentro da casa pelas janelas, e depois se aproximou de Dean.
- Detectou algo?
- Sim - Dean respondeu respirando fundo - mas o detector não funciona.
- Por quê?
- O poste ainda tem eletricidade - disse Dean, apontando para o poste do lado da casa - está atrapalhando a leitura.
- Faz sentido. - Sam deu de ombros.
- É, vamos. Dean disse, entrando na casa.

A casa era velha, as paredes caindo ao pedaço. Tinha alguns símbolos desenhados nelas em tinta preta e outros em tinta vermelha.
- Parece que o velho Murdock gosta de pintar sinais. - Dean disse, olhando as paredes.
- E muito depois do seu tempo. - observou Sam - A cruz invertida é usada por satanistas há séculos, mas o Selo de Enxofre surgiu em São Francisco nos anos 60 - Sam completou, tirando fotos dos sinais com o celular.
- É por isso que você nunca transa - Dean disse, olhando outro símbolo na parede.
Sam o olhou, mas decidiu ignorar o comentário do irmão.
- E esse aqui? - Dean apontou para o sinal a sua frente. - Já o viu antes?
- Não. - Sam disse, aproximando-se e tirando foto da figura.
- Eu já vi - Dean disse ainda olhando intrigado - em algum lugar.
Sam se aproximou da parede e passou a mão no simbolo.
- É tinta e parece fresca.
- Não sei não, Sam. Detesto concordar com qualquer tipo de autoridade - Dean disse, olhando em volta - mas os policiais talvez estejam certos dessa vez.
- É, talvez. - Sam disse pensativo e ambos ouviram um barulho vindo de outro comodo da casa.
Dean e Sam andaram por um pequeno corredor até a uma porta, cada um de um lado dela. Os dois se olharam e abriram a porta juntos, deparando-se com dois rapazes com lanterna e câmera em mãos.
- Ah! Corta. São só humanos. - O mais baixo deles disse.
- O que estão fazendo aqui? - o mais alto que usava óculos perguntou.
- O que vocês estão fazendo aqui? - Dean perguntou indignado.
- Esse é o nosso lugar, somos profissionais. - o de óculos disse.
- Que tipo de profissionais? - Dean perguntou sem entender.
- Investigadores paranormais. - ele respondeu como se fosse óbvio, pegando dois cartões e entregando aos irmãos Winchester.
- Devem estar de brincadeira. - Dean disse debochado.
- Ed Zeddmore e Harry Spangler. - Sam disse lendo o cartão.
- É. - Harry o mais baixou confirmou.
- Hellhoundslair.com? O website é seu? - Sam perguntou surpreso.
- É. - Ed confirmou convencido.
- Sim - Dean disse andando pelo comodo - somos seus fãs.
entrou no comodo correndo e parou quando viu Sam e Dean e dois rapazes desconhecidos.
- Ela também é nossa fã? - Harry perguntou.
- Ham? - fez careta sem entender nada.
- É gostosa. - Ed comentou.
- Hei, hei, hei - Dean disse se aproximando dos dois - mais respeito.
- Quem são? - perguntou em um sussurro para Sam e ele lhe entregou o cartão que Harry e Ed haviam entregado a ele antes - Ah! - ela disse, olhando eles dos pés a cabeça depois de ler.
- Enfim, nós sabemos quem vocês são. - Ed disse todo convencido de si.
Dean parou de avaliar a casa para olhar os dois.
- É mesmo? - perguntou Sam
- É. - Ed falou - São amadores.
- E uma gostosa. - Harry comentou baixinho, Dean e Christie o olharam de forma ameaçadora.
- Procurando fantasmas e emoção. - continuou Ed.
- Então se não se importam... Estamos conduzindo uma investigação cientifica.
- É? - Dean perguntou, abrindo os armários - E o que descobriram?
- Harry, quer explicar o que é EMF?
- EMF? - Sam perguntou curioso, olhando para Harry.
- É o campo eletromagnético - Ele disse, erguendo a cabeça convencido e pegando um aparelho detector um pouco diferente do de Dean e Sam - Entidades podem causar flutuações de energia que podem se analisadas por um medidor, como esse aparelho aqui.
olhou para Dean e se segurou para não rir enquanto ele revirava os olhos.
- Oh! Está dois ponto oito MG.
- Dois pontos? - perguntou, levantando a sobrancelha.
- É. - confirmou Ed e Dean deu um assobio.
- Está bem quente. - Sam disse fazendo careta.
- Vocês... Já viram algum fantasma? - perguntou, franzindo a testa em dúvida.
- Uma vez. - Ed disse, olhando para e colocando emoção em suas palavras - estávamos investigando uma casa velha e vimos um vaso cair da mesa.
- Sozinho. - completou Harry.
- Não chegamos a ver na verdade, mas ouvimos. Algo assim... - ele disse, dando uma pausa - Muda a vida de uma pessoa. - Ed sussurrou a ultima parte.
- É. - disse, olhando pra o lado sem saber o que falar.
- Entendi - Dean disse colocando a mão no ombro dela e de Sam. - Vamos embora. Eles precisam trabalhar.
- É. - disse Sam saindo do comodo. Dean e saíram logo atrás deles.

~~

Sam esperava por Dean e encostado no Impala. Os dois se aproximaram.
- E ai? - Dean perguntou, encostando no carro ao lado de Sam e ficava de frente pra eles.
- Bem... - Sam disse, abrindo um livro que estava em suas mãos - Não achei nenhum Mordechai, mas achei um Martin Murdock que morou na casa nos anos 30. Ele tinha filhos, mas eram dois meninos e não há registros de que ele tenha matado alguém.
- Os garotos não deram uma descrição exata da garota, mas fomos na delegacia e não desapareceu nenhuma garota. - Dean deu de ombros.
- Parece que ela não existe. - disse, finalizando com um suspiro.
- Olha. - Dean disse, desencostando-se do carro. Nós investigamos, não deu em nada.
Aqueles garotos podem ter inventado tudo.
- Tudo bem. - Sam disse respirando fundo.
- Vamos procurar um bar. - Dean disse dando a volta no carro - Beber algumas cervejas e deixar a lenda em paz.
Dean entrou no carro e se aproximou do Impala para fazer o mesmo, mas Sam a deteve segurando-a pelo braço, fazendo sinal para ela não entrar. A garota ficou sem entender, mas não entrou. Dean ligou o carro e levou um susto quando o rádio ligou junto no volume máximo em uma música no ritmo de lambada. Sam e começaram a rir fora do carro, entrando quando Dean desligou o rádio. Sam molhou a ponta do dedo com a língua, fez o sinal de um e apontou para si próprio.
- É só o que sabe fazer? - Dean franziu a testa nervoso. Sam apenas confirmou com a cabeça - É fraco e infantil.

~~

Dean e Sam estavam tomando café em uma lanchonete da cidade. entrou no local às pressas e se sentou ao lado de Dean.
- Houve uma morte na casa. - ela disse sussurrando - Uma garota foi enforcada lá ontem à noite. A polícia disse que foi suicídio, mas eu duvido. Pelo jeito a garota tinha tudo para se dar bem na vida. Não tem sentido ela se suicidar na casa onde aparentemente tem um fantasma que mata garotas enforcadas. O que acham?
- Eu acho que deixamos algum detalhe escapar. - Dean disse pensativo.
- Os símbolos na casa - disse pensativa - Quando entrei na casa para ir atrás de vocês, não reparei em nenhum. Vocês conheciam todos?
- Não. - Sam disse, pegando o celular e mostrando as imagens a garota.
- A cruz invertida e o Selo de Enxofre, os outros dois eu nunca vi, mas o Selo é de um época depois do Mordechai, ele é dos anos 60. - ela disse, olhando as imagens.
- Você deve ser outra que não transa. - Dean comentou sorrindo.
- COMO É QUE É? - perguntou, olhando-o indignada. - Fique sabendo que minha vida sexual sempre foi ativa.
- Ah! É? Qual foi a última vez? - Dean perguntou, olhando para a garota do seu lado desafiador.

- Fo-... Foi à um mês. - disse, condenando-se por ter gaguejado.
- Vamos mesmo falar sobre isso? - Sam perguntou incomodado.
- Shiu, Sam. - Dean mantia um contato visual com - Sabe, . Engraçado que à um mês você já estava viajando com a gente e eu não me lembro de ver você saindo com ninguém. A não ser que você tenha um caso com o Sam, o que eu acho bem difícil. Você está mentindo.
- Eu não... Não é da sua conta, Winchester. - ela disse, levantando um pouco a voz e as pessoas ao redor olharam para eles.
- Calma, calma. Eu estava brincando. - ele disse com as mãos na frente do corpo. - Péssima brincadeira - e Sam disseram juntos.
- Não falo mais nada, vocês são dois nerds idosos, sem humor e sem vida sexual.
respirou fundo, pensando em como Dean conseguia ser tão irritante.
- Enfim... - Sam disse, olhando para o irmão - Precisamos entrar na casa.
- Ótimo - disse, cruzando os braços - estou a fim de matar algo hoje - ela disse, olhando para Dean provocativa.
- Me mate - Dean disse olhando e sorrindo com malicia pra ela sussurrando em seguida no seu ouvido - mas que seja de prazer.
- Idiota. - ela revirando os olhos.
- Vai dizer que não quer? - Dean a olhava desafiador.
- Matar você? Claro que quero, mas é com um tiro bem no meio da sua cabeça. - ela disse raivosa.
Dean deu risada.
- Parem com isso. - Sam disse tomando um gole de refrigerante - Precisamos pensar em Mordechai.
- Ótimo, vamos voltar na casa e ver o que tem lá. - Christie disse.
- Mas você não vai. - Dean disse franzindo a testa.
- O quê? Como assim? - perguntou sem entender.
- Ele tem razão. Melhor não ir, . As vítimas são mulheres e nós nem sabemos o que tem lá. - Sam disse, concordando com o irmão.
- Mas...
- Mas nada, você não vai e pronto final. - Dean disse, cruzando os braços.
- Mas que merda. - ela disse baixinho.

~~

estava deitada na cama pensando em tudo que aconteceu desde que conheceu Dean e Sam. A sintonia boa com Sam, a atração por Dean, as semelhanças com Sam, o beijo no Dean. O quanto se apegou aos dois, o quanto gostava deles, da amizade com Sam e até mesmo das brigas idiotas com o Dean. Isso a lembrou do que Dean havia dito mais cedo sobre sua vida sexual, se ele soubesse que ela só teve um homem na sua vida toda e que a última vez que esteve com ele faz mais de dois anos...
A porta se abriu e um Dean frustrado e um Sam preocupado entraram no quarto.
- O que aconteceu? - perguntou, sentando-se na cama.
- Aconteceu que o filho da puta é imune a balas de sal. - Dean disse, jogando-se na cama e colocando a cabeça no colo de .
- E ainda por cima tentou nos matar. - Sam disse, sentando-se na outra cama.
- Saiu dos padrões dele? E dos outros fantasmas? Como isso é possível? - ela perguntou enquanto passava as mãos no cabelo de Dean.
- Não sei. - Dean disse, pegando um papel e uma caneta e desenhando um dos símbolos que havia visto na casa - Eu já vi esse simbolo antes. Isso está me irritando, esse caso está me irritando.
- Calma, Dean. - Christie disse, olhando o desenho.
- É que a lenda diz que Mordechai ataca só garotas... Isso explica o Sam, mas e eu?
- Muito engraçado. - Sam disse sem sorrir pensativo - A lenda diz que ele se matou enforcado, mas viu os pulsos? Estavam cortados. - Sam fez silêncio por um segundo - E o machado? Fantasmas são sempre disciplinados, seguem sempre um padrão - Sam pegou o notebook e começou a procurar por algo.
- Mas esse gosta de mudar. - comentou Christie.
- Exatamente. - Sam disse - Eu sei que a história diz que... - Sam parou de falar, olhando para a tela do notebook.
- O que foi? - perguntou, tirando a cabeça de Dean do seu colo e se sentando ao lado de Sam.
- Alguém acrescentou algo ao Hellhoundslair.com. Olha só - ele disse, entregando o notebook para .
- "Dizem que Mordechai Murdock era satanista e que cortou as vítimas com um machado antes de cortar os pulsos. Agora está preso na casa pra sempre.
- Eu não sei, mas acho que sei onde tudo começou. - Dean disse, levantando-se rapidamente da cama - eu já volto.

Dean abriu a porta sorridente e olhou em volta e não viu ninguém, só o barulho do chuveiro ligado.
- CHEGUEI.
- Dean. - Sam gritou do banheiro - Onde foi?
- Sabe, eu não lembrava o que o símbolo significava - Dean disse, pegando um saquinho e abrindo, em seguida jogando na cueca de Sam que estava em cima da cama. - Até me lembrar que não significa nada. É só o emblema do Blue Öyster Cult. Fui até Craig e descobri que ele inventou toda a lenda junto com a prima dele, desenhando símbolos e colocando coisas estranhas na casa. - ele finalizou guardando o saquinho no bolso.
- Mas se é tudo mentira, como Mordechai apareceu? - Sam perguntou, saindo do banheiro só de toalha.
- Não sei. Essa é a parte que você e descobrem. - Ele disse dando de ombros - Em falar na pequena, cadê ela?
- Foi na biblioteca, vê se encontra algo... Olha ela aí. - Sam disse assim que abriu a porta entrando no quarto.
- O que tem eu... - ela sorriu e olhou para Sam só de toalha - Uau.
Sam deu um meio sorriso e Dean a olhou com ódio.
- Er... Acho melhor eu sair. - ela disse, ainda olhando os músculos de Sam.
- É, vamos lá pra fora pro Sam se vestir. - Dean disse, empurrando pra fora do quarto e fechando a porta atrás de si. - O que foi isso?
- Desculpa, mas não sabia que o Sam escondia tudo aquilo. - disse, dando risada divertida.
- Tá falando sério? - Dean perguntou nervoso.
- Hei, calma. - ela disse, colocando as mãos nos ombros dele - Fiz isso só pra ver sua reação. E me parece que ficou com ciúmes.
- Não estou com ciúmes.
- Então o quê? - ela perguntou, colocando as mãos na cintura.
- Você não deve ficar olhando meu irmão desse jeito. - Dean disse ainda alterado.
- Por que não? - disse com um tom calmo.
- Porque estamos juntos. - ele disse como se fosse óbvio.
- Estamos? - ela perguntou erguendo a sobrancelha.
- Estamos. - Ele disse, cruzando os braços e franzindo a sobrancelha.
sorriu e desfez a cruzada de braços dele, abraçando-o.
- Se você diz.
- Admita que era isso que você queria ouvir. - ele disse, abrindo um sorrindo ao senti-la ali, nos braços dele.
- É, talvez. - ela disse, dando um selinho nele.
- Mas gostou de ouvir? - ele perguntou, olhando-a com uma intensidade que nunca tinha visto igual.
- Gostei. - ela respondeu em um sussurro e Dean a abraçou mais forte desta vez.
- Estou pronto. - Sam disse, saindo do quarto e vendo os dois abraçados - Tô interrompendo algo? - ele perguntou erguendo a sobrancelha com malícia nos olhos e no sorriso.
- Sempre. - Dean disse soltando .
- Claro que não, Sam. - disse dando um tapa no braço de Dean - Não ligue para o seu irmão.
- Já acostumei, . - Sam disse dando de ombros e os três riram juntos.

Dean e conversavam animadamente sobre algo enquanto Sam estava calado, mas inquieto em sua cadeira.
- Então... - disse, abrindo o notebook - Eu descobri algo. Acho que o Moderchai é uma tulpa.
- Tulpa? - Dean perguntou sem entender.
- É. - ela confirmou - É um ser libertino. Houve um incidente no Tibete em 1915. Um grupo de monges visualizou um golem, meditaram com tanta força que eles o trouxeram à vida. - Do nada? - Dean perguntou duvidoso.
- E dai? Eram vinte monges.
- Imagine então o que dez mil internautas podem fazer. - Sam disse, concluindo os pensamentos de .
- Esperem, estão querendo dizer que ao acreditarmos no Moderchai ele se torna real? - Dean perguntou incrédulo.
- Não sei, talvez. - Sam disse, mexendo-se na cadeira.
- Muita gente acredita em papei Noel. Por que não arrumo mulher no natal? - Dean disse sorrindo sem acreditar que Moderchai existisse só porque pessoas acreditavam que ele existia.
- Porque você é ruim. - Sam respondeu.
- E por causa disso. - disse, mostrando um dos símbolos na parede da casa - É um selo libetano na parede da casa. Craig disse que copiaram de um livro, aposto que nem deviam saber o que significava. O selo é usado a séculos, concentra pensamentos como uma lupa. As pessoas do Hellhoundslair olharam o simbolo e pensaram em Mordechai. Não sei ao certo, mas acho que pode ser o bastante pra criar uma tulpa. - disse, dando de ombros.
- Isso explicaria porque ele muda. - Observou Dean.
- Certo. A lenda muda, as pessoas mudam os pensamentos e o próprio Mordechai muda. - Sam disse, ainda se remexendo na cadeira.
- Então, tiramos o selo da parede e do Website. - Dean disse dando de ombros.
- Não é tão simples assim. -Sam comentou.
- Depois que o tulpa é criado, ele tem vida própria. - olhou para Sam, que não parava quieto na cadeira - Sam, tá tudo bem?
- Tá, . - ele disse, fazendo careta.
- Tive uma idéia. - Dean disse, levantando-se.
- Aonde vamos? - perguntou, fazendo o mesmo e guardando as coisas.
- Quero achar uma loja de fotocópias.
- Acho que sou alérgico ao sabonete. - Sam disse, levantando-se e se mexendo inquieto. Dean deu uma gargalhada e revirou os olhos.
- Ele usou pó de mico, Sam.
- Ele não fez isso, fez? - Sam perguntou incrédulo.
Dean deu outra gargalhada e saiu em direção à saída enquanto continuava a olhar para Sam tentando segurar o riso.
- Você é um completo imbecil. - Sam gritou.

~~

desceu do impala e saiu andando em direção ao trailer. Ela bateu na porta e esperou Harry e Ed aparecer, os dois olharam para ela surpresos.
- Oi. - ela sorriu gentilmente - Precisamos conversar.
- Claro. - Ed disse, arrumando a roupa e olhando para - No que podemos ajudar? - Sabe... - ela fez uma carinha de triste e um biquinho - Aqueles dois me tratam muito mal e eu estou cansada deles. - ela respirou fundo - Eu sou casada com o Dean, o loiro, e ele só sabe me maltratar e me trair. Quero me vingar dele e daquele irmão estúpido dele.
- E você quer nossa ajuda? - Harry perguntou sem entender.
- Er... Na verdade, não. - ela disse abrindo um sorriso - A verdade é que eles descobriram algo muito interessante sobre o Mordechai.
- O quê? - Harry perguntou curioso.
- Só vou falar se prometerem que vão colocar no site, quero ver a cara daqueles dois ao ver que vocês sabem também.
- Claro. - Ed disse sorridente - Mas só se for muito interessante mesmo.
- É.
- O que é? - ele perguntou.
- Mordechai não cortou os pulsos, ele se matou com um tiro. - ela entregou um papel nas mãos de Ed. - Esse é o atestado de óbito dele.
- UHUL! - os dois dizeram em unisono.
- É, eu sei. Sou demais.
- Além de gostosa. - Ed disse sorrindo.
o olhou raivosa, mas respirou fundo e abriu um sorriso.
- Agora tenho que ir antes que Dean sinta minha falta, mas vão fazer o que eu pedi?
- Claro. - Harry disse olhando o papel.
- Obrigada. - ela disse, afastando-se, e os dois rapazes entraram correndo no trailer.
entrou no impala indo ao encontro de Sam e Dean.

Dean e Sam estavam sentados em uma das mesas do bar bebendo cerveja.
- E ai? - Sam perguntou com um sorriso maroto.
- E ai o que? - Dean perguntou, tirando sua atenção de algo que lia no jornal.
- Você e a ...
- O que tem eu e ela? - Dean se fez de desentendido.
- O que tá rolando? - Sam ergueu a sobrancelha sorridente.
- Nada. - Dean deu de ombros e voltou a olhar o jornal.
- Sei... Acho que sente algo por ela.
- Você não tem que achar nada. - Dean disse, olhando para entrando no bar. - Falando no Diabo.
- Eu ouvi. - disse, sentando-se ao lado de Dean e dando um tapa na cabeça dele - Fiz o que pediram, passei as informações, agora é só esperar.
- E o meu carro? - Dean perguntou olhando para a garota.
- Calma, tá bem e inteiro, do mesmo jeito que saiu daqui. - ela disse, entregando a chave a Dean.
Dean pegou a chave e se virou para o outro lado, puxando a corda de um bonequinho que estava na parede, e começou a dar risada. Sam puxou a corda de novo, fazendo o boneco parar de rir.
- Se puxar mais uma vez eu te mato.
Dean abriu um sorriso e puxou a corda de novo, Sam puxou logo em seguida. - Qual é, Sammy? Você precisa rir um pouco mais. Você é tenso demais. - Dean disse ainda sorrindo.
Sam não falou nada, só tomou um gole da sua cerveja, ignorando o irmão.
- Já colocaram no site, agora é esperar a noite e acabar com o infeliz.
- E aí vamos embora. - disse sorridente.
Sam, Dean e pegaram cada um sua garrafa de cerveja, brindando e tomando um gole em seguida. Depois colocaram suas garrafas de volta na mesa, menos Dean, que sentiu sua mão totalmente grudada na garrafa. Sam começou a rir e apenas revirou os olhos.
- Você fez isso? - Dean perguntou indignado.
- Eu fiz. - Sam disse sorrindo e mostrando o frasquinho de cola, em seguida ele puxou a corda do bonequinho que dava risada.
não se agüentou e começou a rir junto com Sam, enquanto Dean tentava se livrar da garrafa.

~~

Os três caçadores entraram na casa com arma e lanterna em mãos. Os três foram andando em alerta até a cozinha, pararam de frente à porta que levava ao porão da casa.
- Acham que o Mordechai está em casa? - Dean perguntou encarando a porta.
- Não sei. - Sam respondeu baixinho.
- Nem eu. - uma voz conhecida falou baixinho logo atrás deles.
virou rapidamente, apontando a arma para Ed e Harry.
- O que fazem aqui? - ela perguntou nervosa.
- Queremos um contrato com o cinema. - Ed disse, dando de ombros.
Um barulho de machado sendo afiado começou a sair do porão e todos se viraram para a porta.
- Droga. - disse Ed enquanto o barulho continuava - Vocês querem abrir a porta pra nós?
- Não. - respondeu, olhando para a porta - E cala a boca.
- Uma gostosa com uma arma, melhor obedecer. - Harry disse baixinho.
- Se não pararem de me chamar de gostosa, gasto as armas que guardei pro Mordechai em vocês. - Ela disse, virando um pouco a cabeça pra trás.
- E eu ajudo. - Dean disse nervoso.
Sam riu e a porta do porão se abriu de repente e os três começaram a atirar em Mordechai, que continuava a se aproximar, mas quando chegou a alguns centímetros deles o fantasma sumiu. Dean fez sinal para que se separassem. Sam foi em direção ao porão, seguiu Dean até a sala, deixando Harry e Ed sozinhos. Não demorou muito e o grito de Harry ecoou pela casa e todos correram de volta para a cozinha.
- Não colocaram o que eu contei pra vocês sobre o Mordechai ter medo de armas de fogo no site? - perguntou olhando para Harry e Ed.
- É, claro. - Ed disse ajudando Harry a se levantar.
- Mas o servidor caiu. - Harry completou - Não ficou muito tempo na internet.
- Então as armas não funcionam? - Dean perguntou com raiva
- Não. - Sam respondeu, encostando-se em uma das paredes.
- Ótimo. - Dean disse sarcástico - Nerds, alguma idéia?
- Não. - Sam disse abaixando a arma.
- Vamos embora. - Harry disse, puxando Ed pela camisa e indo pra sala.
, Dean e Sam se entre olharam e ouviram o grito dos dois novamente.
- Sam, vai ajudar os dois. - disse, pegando um galão de gasolina - Dean, me ajuda aqui.
Sam saiu correndo em direção à sala e Dean a ajudou a jogar gasolina no chão da cozinha.
- O que vamos fazer? - Dean perguntou, olhando o chão cheio de gasolina.
- Queimar tudo. - disse, pegando uma caixa de fósforo.
Dean ouviu a voz de Sam pedindo por ajuda e foi ajudar o irmão, deixando o trabalho sujo para . Ela acendeu o fósforo e jogou no chão, que pegou fogo imediatamente. correu para a sala onde encontrou Dean e Sam. Os três saíram correndo da casa e viram Mordechai parado na porta, enquanto a casa pegava fogo. suspirou ao ver Mordechai sumir.
- Parece que acabou.
- Vocês queimaram a casa. Isso não mata ele. - Sam disse, olhando pro fogo.
- Mas se não há casa pra ele assombrar, ele não pode mais existir, a não ser que a história mude de novo. - respondeu, andando para longe daquela maldita casa.
- E se ele mudar novamente e ele sair da casa? - Sam perguntou, seguindo-a.
- Aí, voltamos aqui e acabamos com o infeliz. - Dean disse, andando logo atrás de Sam.
- Relaxa Sam. Acabou. - disse sorrindo e continuando a andar até o Impala.
- Tomara. - Sam disse por fim.
Os três entraram no impala, iam cair na estrada novamente.

VI - Sangue do Morto


Dean, Sam e estavam em uma restaurante de comida caseira. e Sam pesquisavam por algo no notebook e Dean estava lendo o jornal, mas o deixou de lado e olhou para e Sam.
- Eu não achei nenhuma pista em Nebraska. E vocês?
não tirou sua atenção do notebook e deu uma cotovelada em Sam, que olhou para Dean.
- Estávamos procurando em Wyoming, Colorado e Dakota do Sul.
- Uma mulher caiu três mil metros de um avião e sobreviveu - completou.
- É sensacionalismo, não algo sobrenatural. - Dean disse, dando de ombros, e os outros dois riram.
- É. - Sam disse, olhando para o notebook.
- Ei, podemos viajar para o leste. Que tal Nova York? No norte do estado? - Dean disse sorridente.
- Eu não sei, talvez algum dia, mas antes temos muito trabalho a fazer. - disse Sam sorrindo. - Você tem razão. O que mais acharam?
- Em Manning, no Colorado, alguém chamado Daniel Elkins foi morto e despedaçado em casa.
- Elkins? Conheço esse nome. - Dean disse pensativo.
- Eu não lembro. - Sam disse olhando o irmão.
- Eu sim, já vi em algum lugar. - disse também pensativa.
- Enfim - Sam disse, voltando ao assunto - a polícia não sabe o que pensar. Acharam que tinha sido um urso, mas agora descobriram sinais de roubo...
- DEAN! - gritou ao se lembrar de onde conhecia o nome - O diário do seu pai.
Dean sorriu pegando o diário dentro da mochila, procurando por algo, e Sam fez uma cara de confuso, não estava entendendo nada.
- Aqui. - Dean disse depois de olhar algumas paginas - Dê uma olhada nisso aqui - ele disse, entregando o diário a Sam.
Sam deu uma olhada no diário. Em uma das páginas o nome D. Elkins estava escrito e um número de celular também.
- Acham que é o mesmo Elkins?
- O código de área é do Colorado. - comentou, olhando para o diário.
- Vamos investigar. - Dean guardando as coisas.

~~

Os três entraram na casa de Daniel cada uma com uma lanterna e uma arma em mãos.
- Parece que a empregada não apareceu. - comentou , olhando em volta ao entrar na casa.
- Estou vendo sal perto da porta. - Sam disse alto do lado de fora da casa.
- Sal para se proteger contra demônios ou sal que caiu da pipoca? - Dean perguntou enquanto mexia em alguns livros.
- Forma uma círculo. - Sam disse entrando na casa.
- Acha que Elkins era do nosso time? - Dean perguntou ainda mexendo em livros e outras coisas que se encontravam em cima da mesa.
- Com certeza. - disse logo atrás deles - Olha o que eu achei. - ela disse, colocando algo parecido com o diário de John em cima da mesa.
- Parece bastante com o diário do papai. - Sam disse se aproximando.
- É... só que esse começa nos anos sessenta. - Dean comentou depois de ler a data na primeira página.
- Depois lemos isso. - disse, pegando o diário e colocando em baixo do braço - está tão escuro aqui.
- Se quiser seguro a sua mão. - Dean disse, tirando sarro.
- Não estou com medo, idiota. - disse, dando um soco de leve no ombro dele - Só estou comentando que está escuro demais.
- Não comecem. - Sam disse, apontando a lanterna no rosto dos dois - Vamos ao que interessa, parece que Daniel não teve um só atacante, seja o que for, não estava sozinho - ele disse, apontando a lanterna para o teto de vidro quebrado em cima de suas cabeças. - E ele resistiu bastante. - disse, olhando a bagunça.
- É. - Dean concordou.
Os três continuaram a anda e olhar o comodo. Dean viu algo no chão e se agachou.
- Achou algo? - Sam perguntou se aproximando.
- Não sei, tem alguns arranhões no chão. - Dean disse ainda olhando o chão.
- Acha que ele entrou em convulsão?
- Sim, talvez. - Dean deu de ombros.
- Ou... - disse, aproximando-se com um papel e uma lápis em mãos.
A garota se agachou, colocou o papel em cima dos arranhões no chão e começou a passar o lápis por cima delicadamente. - Talvez seja uma mensagem.
- Exatamente como papai faz. - Dean disse, pegando o papel do chão, dando uma olhada rápida e entregando a Sam. - Reconhece?
- Três letras e seis números. É a combinação e a locação de uma caixa de correio. - comentou Sam.
- Ele enviou uma mensagem - disse, levantando-se.
- Exatamente como papai faz. - Comentou Dean se levantando.

~~

Dean, e Sam foram até o correio e abriram a caixa com a combinação, achando apenas uma carta, depois que entraram no carro Sam começou a falar.
- "J.W." O que acham? Pode ser para John Winchester?
- Não sei... - Dean disse pensativo.
- Elkins era amigo do pai de vocês. É claro que é pra ele. - disse, cruzando os braços no banco de trás.
- Como sabe? - Dean perguntou, olhando-a pelo retrovisor.
- Está mais que na cara, amorzinho.
- Será que devemos abrir? - Sam perguntou olhando pra carta.
Os três caçadores levaram um susto ao ouvir batidas repentinas da porta do carro, mas o alívio se foi tão rápido quando chegou dado lugar a surpresa. John Winchester abriu um sorriso enorme e em seguida abriu a porta do carro, sentando-se ao lado de .
- Pai? - Dean perguntou surpreso.
- John, o que faz aqui? - perguntou preocupada.
- Está bem? - Sam perguntou, virando-se para o banco de trás.
- Sim, estou. - ele disse sorrindo e se virando para olhar Christie - Eu li a notícia sobre Daniel, vim o mais rápido que pude. Vi vocês na casa dele.
- Por que não entrou, pai? - Sam perguntou sem entender.
- Você sabe o porque. Queria ter certeza que não foram seguidos por alguém ou alguma coisa. Fizeram um bom trabalho cobrindo os rastros.
- Bem, nós aprendemos com um mestre. - Dean disse sorrindo.
- Espere. Você veio até aqui para ver esse Elkins? - Sam perguntou confuso.
- Sim, ele era uma grande homem. Ele me ensinou muito sobre caça.
- Mas você nunca o mencionou para nós - Dean comentou.
- É, tivemos... Nós tivemos uma briga. Eu não o via à anos. - John olhou para a carta nas mãos de Dean - Quero dar uma olhada nisso.
Dean entregou a carta ao pai. John não perdeu tempo e a abriu rapidamente e começo a ler. - "Se estiver lendo essa carta, é porque estou morto." Filho da puta.
- O que foi? - Dean perguntou curioso.
- Estava com ele o tempo todo.
- O quê? - foi a vez de Sam perguntar.
- Quando revistavam a casa viram alguma arma? Uma antiguidade. Um revolver Colt. Viu, ? - ele perguntou, virando-se para a garota.
- Não. - ela disse pensativa.
- Eu achei um estojo vazio. - disse Dean.
- Então, eles estão com ele.
- Os assassinos do Elkins? - perguntou Dean.
- É, precisamos rastreá-los. - John disse saindo do carro.
- Espere, você vai vir com a gente? - Sam perguntou antes do pai se afastar do carro.
- Se o Elkins falou a verdade, precisamos achar o revolver. - John disse, encostando-se na janela do carro.
- O revolver? Por quê? - Sam perguntou sem entender.
- Porque é importante.
- Pai, não sabemos quem foram os assassinos. - disse Dean.
- Foram as criaturas que o Daniel caçava. Vampiros.
- Vampiros? Achei que eles não existiam. - Dean disse, franzindo a testa.
- Achei que estivessem extintos. - disse, colocando a cabeça entre os bancos da frente.
Sam e Dean a olharam surpresos. Como assim ela sabia sobre vampiros e eles não? - Você nunca os mencionou, pai. - Sam disse como se perguntasse o porquê.
- Como disse a , achei que estivessem extintos. Achei que Elkins e os outros tivessem acabado com eles.
sorriu e começou a falar convencida.
- A maior parte das lendas é bobagem. O crucifixo não os repele, o sol não os mata, nem uma estaca no coração.
- Mas a sede de sangue é verdade. - disse John de forma séria - precisam de sangue humano para viver. Eles já foram pessoas, então só os reconhecemos tarde demais.

~~

"Unidade 22, vou confirmar. Quilômetro 41, carro abandonado. Quer investigar?" "Entendido. Possível sequestro. É melhor chamar a perícia."
John se levantou rapidamente ao terminar de ouvir a conversa no rádio da polícia, ele pegou sua jaqueta e se aproximou das duas camas que haviam no quarto.
- Dean, Sam, . Vamos. - ele disse, batendo no pé de cada um dele conforme ia dizendo os nomes. - Ouvi uma chamada da polícia. - ele disse assim que Sam abriu os olhos.
Sam estava deitado em uma das camas de solteiro sozinho, enquanto Dean e dormiam abraçados na outra cama de solteiro.
- O que houve? - Sam perguntou se levantando.
- Um casal achou um corpo na rua e pediu ajuda. Quando a polícia chegou, tinham sumido. Foram os vampiros. - John disse andando até a porta.
- Como sabe? - Sam perguntou seguindo o pai.
- Só me sigam. Ele disse, saindo do quarto com Sam logo atrás dele
. Dean se levantou da cama e se sentou na mesmo enquanto calçava seu tênis.
- Belo jeito de acordar. - disse, levantando-se e coçando os olhos.
- Para de reclamar, pequena. Quando voltarmos... - Dean disse, aproximando-se e a abraçando pela cintura - dormimos de novo, bem abraçados - ele disse sorrindo com malicia - ou pegamos um quarto separado e...
- Depois pensamos nisso. Temos que ir atrás dos vampiros. - disse, dando um selinho em Dean, que se soltou do abraço e saiu do quarto.
- Vampiros. Acho engraçado cada vez que ouço isso. - Dean disse, pegando sua jaqueta e indo atrás dos demais.

~~

- Não sei porque não podemos ir com ele. - Sam disse baixinho.
- Não diga que já vai começar. - disse Dean revirando os olhos.
- Começar o quê? - Sam perguntou erguendo a sobrancelha.
deu uma risadinha e Dean ignorou o irmão e se virou para o pai que se aproximava.
- O que descobriu? - Dean perguntou assim que seu pai chegou perto.
- Foram eles. Estão indo para o Oeste. Vamos contornar a barreira. - John disse, colocando as mãos no bolso da jaqueta.
- Como posso ter certeza? - Sam perguntou desafiador.
- Sam! - Dean o repreendeu.
- Que foi? Quero saber se estamos indo na direção certa. - Sam disse dando de ombros.
- Estamos! - disse John apenas.
- Como sabe? - Sam perguntou ainda desafiador.
- Encontrei isso. - John tirou algo do bolso e entregou a , que até então estava calada e sentada no capô do impala.
- Dente de vampiro. - disse, olhando o que John a entregara e mostrando para Sam e Dean em seguida.
- Presas? - Dean perguntou.
- Não são presas, são dentes que surgem no ataque. - ela disse sorrindo.
- Mais alguma pergunta? - John perguntou, olhando sério para Sam. Esse permaneceu calado assim como os outros dois - Está bem. Vamos sair daqui. O sol está se pondo. - John disse, indo em direção ao seu carro - Dean, por que não repara os arranhões antes que enferrujem? Não teria te dado o carro se soubesse que ia arruiná-lo. - finalizou John, entrando em seu carro.
Dean fez uma cara de chateado por ter levado uma pequena "bronca". o olhou e sentiu vontade de abraça-lo e dizer "hei, não ligue, você sabe que seu pai é assim mesmo", mas simplesmente pousou a mão no ombro dele por uns segundos e se dirigiu ao carro de John. Sam deu um sorriso amarelo, olhando para o irmão, e ambos entraram no carro.
- John... - disse, tirando sua atenção da estrada e a colocando no caçador ao seu lado - O Colt que estamos indo atrás é o mesmo que estou pensando?
- Qual você está pensando? - Ele perguntou sem tirar a atenção da estrada.
- Mata qualquer coisa. - ela disse, olhando as árvores passando rapidamente do lado de fora.
- Você é esperta igual sua mãe. - ele deu um sorriso - Consegue entender tudo, saber de tudo.
- É, papai sempre disse isso. - ela sorriu e deu de ombros.
- Ele não mentiu - John sorriu.
O silêncio tomou conta por alguns segundos.
- Por que não conta as coisas à Sam e Dean? Me sinto mal toda vez que percebo que sei mais que eles sobre você e esse demônio.
- Porque é melhor assim, . - ele falou em um tom autoritário e permaneceu calada. - Desculpa.
- Ok. - ela disse, dando um sorriso amarelo.
- Ligue para o Dean e fala para virar na próxima saída.
- Ok - pegou o celular e discou o número de Dean - Oi, Dean. - ela disse sorrindo - Seu pai disse para virar na próxima saída... Ok, tchau.
John ficou olhando para a garota e sorrindo.
- O que foi? - ela perguntou sem graça.
- Você... e Dean. - ele disse, voltando a olhar a estrada e vendo Sam aumentando a velocidade do impala, passando na frente dele e parando o carro - O que diabos Sam está fazendo?
Sam desceu do carro irritado e John também desceu de seu carro.
- Sam! O que diabos foi aquilo? - John gritou se aproximando do filho.
- Precisamos conversar. - Sam disse encarando o pai.
- Sobre o quê? - John perguntou, erguendo a sobrancelha.
Sobre tudo. Aonde vamos? Por que é importante? - Sam disse de um jeito exigente.
- Conversamos depois de matar os vampiros. - Dean disse, aproximando-se dos dois.
- Agora não temos tempo. - John disse, olhando para Sam.
- Da última vez que o vimos era perigoso ficarmos juntos. Agora quer nossa ajuda. - Sam disse quase gritando - Algo está acontecendo. Queremos saber o quê.
- Volte para o carro. - John disse autoritário.
- Não. - Sam disse no mesmo tom.
- Falei para voltar para o carro. - John disse, dando um passo à frente.
- Foi. E eu disse que não. - Sam disse sem sair do lugar.
- Pronto. Sam, você disse o que queria. - Dean disse, olhando para o irmão e o pai se encarando.
- É. - disse finalmente se manifestando - Conversamos depois.
- Sam, vamos. - Dean disse, puxando o irmão de volta para o carro.
- Por isso eu saí de casa. - Sam disse baixinho enquanto voltava para o carro.
- O que você disse? - John perguntou, aproximando-se novamente. - Você ouviu. - ele disse, virando-se para o pai e aumentando o tom de voz.
- Sim, você saiu de casa. Eu e seu irmão precisávamos de você e você foi embora. - John disse quase gritando e cutucando o peito de Sam.
- Parem com isso. - gritou.
- Foi você quem disse "nunca mais volte" e foi você quem bateu a porta. - Sam esbravejou - Ficou com raiva porque não podia mais me controlar.
John segurou Sam pela camisa. Dean e entraram no meio, tentando fazer John soltar Sam.
- Pare com isso, já chega. - Dean disse olhando para Sam.
- Você também. - disse olhando para John.
Sam e John entraram cada um em seu carro. Dean e se olharam.
- Que ótimo. - Dean disse, revirando os olhos.
- Relaxa. - ela disse, colocando a mão em seu ombro - Vamos.
entrou no carro de John novamente e Dean voltou para o impala.

~~

Os quatro observavam um celeiro, um homem abriu a porta enquanto o outro chegava de caro e entrava no celeiro.
- Filhos da puta. Eles não tem medo do sol? - Dean perguntou ao ver os dois vampiros normalmente no sol.
- A luz do sol só machuca a pele deles, não mata. - disse sorrindo.
- A única forma de matá-los é cortando a cabeça deles. - completou John.
- Eles dormem o dia todo. - comentou .
- O que não quer dizer que não acordam. - John finalizou sorrindo para a garota.
- Então, entrar lá não é a melhor opção. - comentou Sam.
- Na verdade - John disse se levantando - esse é o plano.
Os três seguiram John até o carro e começaram a pegar suas armas.
- Pai, trouxe um facão, se precisar. - Dean disse com o facão em mãos.
John tirou um facão enorme do seu porta malas e olhou para Dean.
- Tenho o que preciso. Obrigado.
Dean deu de ombros e pegou o facão das mãos dele.
- Gostei. - ela disse sorridente.
- Mas você não vai. - Dean disse autoritário.
- Vai me deixar fora de tudo agora? - ela disse, olhando-o irritada.
- Só acho que não é seguro. - Dean disse franzindo a testa.
- Eu sou caçadora, Dean. Nada o que faço na minha vida é seguro.
- Mas...
- Dean, a sabe o que está fazendo. Não é a primeira vez que ela caça vampiros. - John disse, aproximando-se dos dois.
- É. - Christie disse colocando as mãos na cintura.
- Então... Vocês querem saber sobre a Colt. - John disse, olhando para os filhos.
- Sim, senhor. - os dois falaram em uníssono.
- É só uma história. É uma lenda. Pelo menos é o que eu pensava, nunca acreditei nela até ler a carta de Daniel.
- E eu acho que ainda não acredito. - comentou.
- Você sabe? - Dean perguntou surpreso.
- Sei. - ela disse se encostando no carro. - Em 1835, quando o cometa Halley passou na mesma noite em que aqueles homens morreram no Álamo, dizem que Samuel Colt criou uma arma. Uma arma especial. - disse, olhando para John - Ele a criou para um caçador, assim como nós, só que ele andava a cavalo ao invés de Impala. - ela disse sorrindo e respirando fundo - A história conta que ele fez 13 balas. O caçador usou a arma meia dúzia de vezes antes de desaparecer levando o revolver.
- Até que Daniel pôs as mãos nele. - John comentou.
- Dizem que o revolver mata qualquer coisa. - disse por fim.
- Qualquer coisa. Como algo sobrenatural? - Dean perguntou pensativo.
- Como o demônio? - perguntou Sam.
- Sim, o demônio. - John confirmou - Desde que encontrei o rastro dele estou procurando alguma forma de destruir aquele demônio.
- Encontrar o revolver talvez seja a solução. - comentou .

~~

John, Sam, e Dean entraram no celeiro pela janela. John foi atrás do revolver, enquanto os outros três soltavam as pessoas presas no local. Dean e se aproximaram de um tipo de cela cheia de pessoas. Dean olhou o cadeado e decidiu que era melhor quebrar as dobradiças da porta da cela. Ele pegou um pé de cabra e quebrou uma das dobradiças. olhou em volta para ver se algum vampiro tinha acordado, mas não, ela viu Sam tentando soltar uma garota que estava amarrada em uma das colunas.
- Sam, não. - sussurrou.
Sam olhou para a amiga, mas voltou a olhar para a garota amarrada que agora acordava.
- Shiu! Eu vim te ajudar. - ele sussurrou para a garota.
- NÃO - ela gritou com uma voz monstruosa.
Sam se levantou rapidamente com o facão em mãos, olhando os vampiros acordar a sua frente.
- Eu disse que não era para soltá-la. - disse , puxando Sam.
- Corram. - a voz de John veio do fundo do celeiro.
Os três saíram correndo o mais rápido possível do celeiro sem olhar para trás. foi a primeira a parar de correr quando viram que estavam em uma distância grade do local.
- Pai? - Dean gritou quando não viu sinal de John - Pai?
John apareceu correndo um pouco distante e Sam e Dean se prepararam para correr novamente.
- Eles não vão nos seguir agora. Vão esperar até a noite. - John disse ofegante chamando a tenção dos filhos.
- Um vampiro nunca esquece do seu cheiro. - comentou por fim.
- O que vamos fazer? - perguntou Dean.
- Procurar uma funerária. - John disse sorrindo.
Sam e Dean se entreolharam sem entender e Christie deu risada junto com John.

- Prontinho. - disse, entrando no Impala com um pote cheio de sangue.
- Uau! - Dean disse olhando para o pote - Pra que é isso mesmo?
- Sangue de morto é como veneno para os vampiros - disse sorridente - Adoro caçar vampiros.
- E eu nem sabia que eles existiam, assim como não sabia do Colt, assim como não sabia que você sabia de tudo e não me contou nada.
- Desculpa, Dean. - ela disse suspirando - Mas não sabia se podia, se deveria. Achei melhor seu pai decidir quando iria contar.
- Entendo. - Dean disse a olhando - Eu faria o mesmo.
- Eu sei. - sussurrou, aproximando-se do rosto dele - Sabe, Dean... Eu admiro você, por tudo que você é, por tudo que você faz, por ser tão idiota. - os dois abriram um sorriso - Quero dizer que... Não sei o que seria do John e do Sam se não fosse você. Posso arriscar dizer que os dois se matariam. Você é o elo forte dessa família. E eu admiro muito isso.
Dean sorriu acariciando o rosto dela.
- Obrigado por me dizer isso. - Dean disse selando seus lábios.
- De nada. - disse sorrindo ao sessar o beijo. - Vamos?
- Vamos. - Dean ligou o carro e deu partida.

~~

Dean estava fingindo arrumar o carro quando uma mulher se aproximou, junto com um homem.
- O carro está com prolemas? - ela perguntou sorridente - Posso te dar uma carona até a minha casa.
- Não. - Dean disse fazendo careta - Não sou chegado a necrofilia.
- Uh! - ela disse, dando um tapa em Dean que caiu ao chão. A vampira se abaixou e, apertando as bochechas de Dean com uma mão, foi levantando ele do chão.
- Não costumo ser desinibido até o segundo encontro, mas..
- Nós podemos nos divertir. - ela disse, o interrompendo - Gosto de fazer novos amigos.
A vampira puxou Dean pra perto de si e o beijou, o beijo demorou alguns segundos até que ela o afastá-lo.
- Desculpa, mas já tenho alguém e ela não vai gostar nada disso. - Dean disse em um sussurro.
Uma flecha atingiu o vampiro que estava um pouco atrás da mulher e logo em seguida atingiu ela, que soltou Dean.
- Droga. - ela sorriu enquanto via , John e Sam se aproximar - Quase não doeu.
- Espere um minuto, vadia. - disse sorrindo e ficando ao lado de Dean, que passou o braço ao redor do ombro dela - A flecha estava molhada de sangue de morto.
- É como veneno pra você, não é? - Dean perguntou também sorrindo.
Em fração de segundos a vampira caiu desmaiada no chão.
- Pode levá-la, eu cuido desse aqui. - John disse, aproximando-se do vampiro.
Sam e Dean pegaram a vampira e os acompanhou. John pegou o facão e respirou fundo, em um golpe só cortou a cabeça do vampiro a sua frente.

~~

- Joga isso no fogo. Açafrão, repolho e trílio. - John disse, entregando um saquinho com os ingredientes a Dean - Vai ajudar a disfarçar o nosso cheiro e o dela até chegar a hora.
- Coisinha fedorenta, hein! - Dean comentou, pegando o saquinho.
- Essa é a idéia. - John disse sorrindo - Se colocarem o pó nas roupas talvez não sejam detectados.
- Tem certeza que virão atrás dela? - Sam perguntou duvidoso.
- Vampiros tem uma coisa fofa. - disse sorrindo. - Eles se casam pra sempre, ela vale mais que qualquer coisa pra ele.
- Mas o efeito do veneno no sangue vai passar logo. - John comentou - Vocês precisam ser rápidos.
- Meia hora vai bastar. - Dean disse, aproximando-se dos outros três.
- Depois saiam daqui rápido.
- Mas... - Sam começou a dizer mas foi interrompido.
- John, não pode matar todos eles. - disse pensativa.
- Concordo. - Dean disse cruzando os braços.
- Estarei com ela e com o Colt. - John disse em um tom calmo.
- Depois vamos nos encontrar, certo?
John não respondeu nada, apenas olhou para o chão. Sam ficou irritado novamente com o pai.
- Você vai sumir de novo, não é? Ainda quer caçar aquele demônio sozinho? Eu não consigo entender você. Não pode nos tratar assim. - Sam disse revoltado.
- Assim como? - John perguntou olhando pra o filho.
- Como crianças.
- Vocês são meus filhos, quero que fiquem a salvo. - John disse, olhando para seus dois filhos. Quando olhou para , ela estava prestes a dizer algo. - Você principalmente.
- Pai. - Dean disse em um tom calmo - Com todo o respeito, mas isso é bobagem.
- Como é? - John perguntou surpreso. - Sabe o que nós três caçamos. Você nos enviou em expedições de caça. Não pode estar tão preocupado. - o loiro disse em um tom firme.
- Não é a mesma coisa.
- Então o que é? Por que vamos ficar de fora da grande luta? - Dean despejou as palavras.
- Esse demônio é um filho da puta cruel. Não posso caçar e me preocupar com vocês.
- Não pode ser descuidado?
- Olha... Acho que não vou sair vivo deste encontro. - John respirou fundo - A morte da mãe de vocês... Quase me matou. Não posso ver meus filhos morrerem. Não farei isso.
- E se você morrer? - perguntou quase num sussurro e John não respondeu nada.
- Sabe, estive pensando. Eu... Sammy tem razão. Deveríamos agir juntos. - disse Dean e Sam confirmou com a cabeça. - Somos mais fortes em família e você sabe disso.
John ficou olhando os três por alguns segundos.
- Estamos perdendo tempo. Façam o trabalho de vocês e saiam daqui. - ele apontou ara - Especialmente você. Isso é uma ordem.
John se afastou e os três ficaram ali parados olhando ele se afastar sem saber o que dizer uns aos outros.

observava de longe o que acontecia na estrada à sua frente enquanto se escondia entre as folhagens. John estava conversando com os vampiros. Dean e Sam se aproximaram dela também, escondendo-se entre as folhagens.
- Tudo bem? - Dean perguntou um pouco ofegante.
- Tudo. - ela disse sorrindo pra ele - E lá? Deu tudo certo?
- Deu, soltamos todas as vítimas. - Sam respondeu.
Os três voltaram a atenção para a cena a sua frente. Kate estava amarrada e sendo segurada por John. O vampiro, Luther, o líder, colocou a arma no chão e se afastou enquanto John se aproximava da mesma ainda com Kate pressa próxima ao corpo. John pegou a Colt, mas Kate se soltou e deu um soco forte nele, jogando-o contra o carro e o fazendo cair ao chão.
- Droga! - disse, pegando o arco e flecha e desparando contra dois vampiros.
Dean e Sam correram para ajudar o pai. Dean cortou ferozmente a cabeça de um deles. Kate se aproximou de Sam e começou a bater nele, entregando-a a Luther em seguida. Dean se aproximou com o facão em mãos.
- Não. - Luther disse, dando uma chave de braço no pescoço de Sam - Vou quebrar o pescoço dele. Abaixa o facão.
Dean hesitou por alguns segundos, mas levantou as mãos e soltou o facão no chão.
- Gente como vocês... Por que não nos deixam em paz? - Luther perguntou com ódio no olhar. - Também temos o direito de viver.
- Eu não concordo. - John disse atrás do vampiro.
Luther se virou e John apontou a Colt em sua direção, disparando logo em seguida. A bala penetrou a cabeça de Luther, fazendo a pele em volta do local perfurado ficar preta. Luther soltou Sam enquanto caia morto no chão.
- LUTHER! - Kate gritou ao ver seu par caído ao chão, em seguida olhou com ódio para John e deu um passo à frente, sendo impedida a continuar por outra vampira.
- Kate. Não.
Andaram até o seu carro e saíram do local. saiu de trás das folhagens.
- Desculpem. Eu não tinha mais flechas e estava sem o meu facão.
John simplesmente sorriu para a garota. Estava tudo bem.

~~

Sam, Dean e arrumavam suas coisas para saírem dali.
- Crianças. - John chamou ao entrar no quarto.
- Sim, senhor. os três disseram em uníssono.
- Vocês ignoraram a minha ordem.
- Sim, senhor. - Sam disse, abaixando a cabeça.
- E salvamos sua vida. - Dean comentou.
- Mais um pouco e adeus John Winchester. - disse fazendo careta.
Sam estava surpreso olhando os dois ao seu lado que estavam encarando John.
- Vocês tem razão. - John disse baixinho.
- Temos? - Dean perguntou surpreso com a reação de seu pai.
- Isso me dá muito medo, vocês três são tudo o que tenho... Mas somos mais fortes agindo em família. Então... Vamos caçar aquele desgraçado. Juntos.
- Sim, senhor. - Os três disseram novamente em unissono, abrindo um sorriso enorme. Agora seriam os quatro, lutando contra tudo, contra o mundo, contra o maldito demônio.

Continua...

N/a:Oi, tem alguém ai ainda? Ok sei que vão me matar porque sumi (se ainda tiver alguém que lê isso) D: .. mas tenho um bom motivo, ok? Ok. É que fazer curso de enfermagem não é fácil, me enganei quando pensei que seria, é tanta prova teórica e pratica, trabalho, seminário, tanta coisa nova para aprender, terminologias, remédios, doenças, que acho que estou ficando louca.. SOCORRO HSUAHUSHAUSHUAHU Enfim, outro motivo foi que eu tinha perdido o meu caderno com os capítulos de BDC que eu já havia escrito, mas ai estava eu aqui mexendo na bagunça do meu quarto e adivinha.. achei \o/ debaixo de uma tonelada de livros. D: HUSAHSUHU Enfim o que acharam desses dois capítulos? Eu amei. Ok, próximo capitulo vai ter os dois últimos capitulo da primeira temporada, ou seja, o capitulo vai ser enorme e vai ser contato por vocês, é *-* HSUAH.. eu só tenho que passar ele a limpo do caderno, então, talvez, demore, ou não. AAAh e ai vem algumas falas do próximo capitulo.

: Bobby!

Dean: Melhor você ficar é mais seguro.
: Mas eu quero participar disso.

John: Eu quero que Sam volte para a faculdade. Quero que Dean tenha um lar. Quero que tenha uma família... Eu quero Marry viva... Só quero que tudo isso acabe.

Sam: Não me sinto bem fazendo isso.
Dean: É pro bem dela.
: Dean? Sam? Bobby? Me tirem daqui...



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