College Times
História por Kah Chaves e Rê Oliveira
Capítulo 1 "And here we go again..."
Mais uma manhã em que acordava com o despertador tocando. Levantou-se rapidamente e o desligou. Espreguiçando-se, foi até a cama de e puxou levemente o pé da amiga. Ela apenas mudou de posição e continuou a dormir.
- , amiga, acorda. Tá na hora da aula.
- Mentira sua. Mais cinco minutos, ... E aí vai ser a hora da aula.
- Mentira nada... - A amiga riu enquanto puxava toda a coberta da outra e ia em direção às janelas.
- Nem ouse abrir... - já era tarde, havia aberto as janelas do quarto e a claridade fazia apertar os olhos.
Desceram para tomar o café da manhã no refeitório. teimava em sair para tomar um tradicional café brasileiro, enquanto a queria ficar lá e comer "algo à moda inglesa". Quando estavam prestes a começar uma pequena discussão a respeito disso, o celular de tocou.
- Oi, ! – atendeu, sorrindo.
- Bom dia, . Então, estão no refeitório ou saíram para tomar café-da-manhã?
- Eu quero café brasileiro, mas a idiota da não quer sair daqui.
- A tá com preguiça de sair... Quer ir comigo até a cidade, atrás de um bom café?
- Ótimo! Manda ela descer e fazer companhia para a chata da . Te encontro na saída.
- OK! – desligou o telefone e se virou para a amiga esparramada na cama. - , acabei de falar com a . A vai ficar lá no refeitório comendo. Não quer fazer companhia para ela?
- Aí eu vou ter que andar até lá...
- Pelo amor de Deus, ! Você vai ter que se levantar daqui a pouco e ir para a aula! Tenho que te lembrar de que o nosso campus é o mais distante dos dormitórios?
- Tá, tá, tá...
A já estava impaciente na saída, quando chegou. Estavam prestes a sair, quando apareceu do nada.
- Esperem... Para onde eu tenho que ir mesmo? - chegou ofegante até as amigas.
- Encontrar a no refeitório, . - falou enquanto revirava os olhos. Depois de um rápido bom dia à outra amiga, tornou a entrar no prédio-dormitório.
- Refeitório, refeitório. - ia repetindo enquanto percorria os corredores em direção ao refeitório. Assim que entrou no amplo espaço que servia para os estudantes se alimentarem, tentou achar a amiga. Olhou atentamente cada canto do refeitório. Nem na fila para pegar comida ou na fila para pagar. Já estava com medo de ter se desencontrado dela, quando levantou a cabeça da mesa em frente à ela. A amiga estava com uma incrível cara de sono. O que não era estranho, tratando-se de . Ela sempre estava com cara de sono.
- Bom dia, ! - disse sorridente, sentando-se à frente dela.
- Bom dia. Posso dormir agora?
deu um pequeno sorriso. Levantou-se novamente e estendeu a mão.
- Me passa o dinheiro que eu compro sua comida para você. Enquanto isso, você pode dar um cochilo.
- Você é um anjo na minha vida, . - disse, pegando a carteira na bolsa e passando-a para a amiga.
"O que mesmo que a come? Eu me esqueci de perguntar... Bom, ela está dormindo mesmo..." pensava enquanto caminhava até a fila para pegar comida.
Enquanto isso, nas ruas outonais de Londres.
- , você fez a gente se perder... De novo. – começou a refazer mentalmente o caminho de volta para a faculdade.
- A gente não se perdeu... Sei que tem um restaurante brasileiro aqui nessa rua. – resmungava enquanto procurava pelo restaurante/pub que tinha ido na semana anterior.
- , daqui a pouco eu vou estar super atrasada para a minha aula. E a primeira aula é com aquele professor chato, então pára no primeiro restaurante aberto que você encontrar e vamos comer.
- Calma, ! Não precisa se estressar só por causa de uma aulinha à toa.
- . É a aula com o meu professor mais chato... E como eu disse para a agora à pouco... O campus de Jornalismo é o mais distante! Você não se preocupa porque o campus de Fisioterapia é logo ao lado do dormitório...
- Olha ali o restaurante brasileiro que eu disse!
- Ótimo! Peça dois cafés para viagem. Te espero aqui no carro.
- Você tem que aprender a curtir mais a vida, . – disse, saindo do carro e indo até o interior do restaurante.
Voltou alguns minutos depois, em suas mãos o tão desejado café brasileiro. mal deixou se ajeitar no banco, já foi mandando a amiga correr de volta para a universidade.
Tom se levantou cedo. Arrumou-se para poder assistir às aulas, pegou os materiais e, o único sinal de vida que seu amigo Harry, com quem dividia o quarto, deu, foi olhar para ele, bocejar e voltar a dormir. Thomas sorriu. O amigo tinha essa folga. O campus dele era logo ao lado.
No caminho até o refeitório, encontrou com o amigo Dougie.
- Dia, Poynter. O que foi que aconteceu com você para madrugar desse jeito?
- Nada. Só não tava com vontade de ficar na cama.
- Quem é você e o que fez com Dougie Poynter?
- Haha. Não teve graça.
- Mas fala aí, cara. O que foi que você fez ontem? Sumiu.
- Passei na seleção de monitoria. Ontem foi o primeiro dia.
- Quantos pontos extras você tá ganhando com isso?
- Uns bons, viu, cara? Porque os calouros de engenharia desse ano parecem que não sabem nada de cálculo.
Conversando, os dois alcançaram o refeitório daquele prédio. Apressaram-se até a fila que começava a encher e se serviram. Já tinham pagado e estavam em uma mesa comendo, quando Harry e Danny apareceram juntos. Danny chateado e Harry bravo.
- O que você fez com o Judd para ele chegar até aqui com essa cara de cu, Danny? - Dougie perguntou, mordendo um pedaço de seu pão.
- Eu acordei e vi que você não tava na sua cama, Dougiezinho...
- Pára com essa coisa de veado...
- Então, eu desesperei. Você sempre demora um século para acordar... Aí eu fui atrás do Harry.
- Ele me acordou falando que marcianos haviam te raptado durante a noite. – disse Harry, ainda nervoso, pegando alguns bacons do prato de Tom e comendo. – Marcianos!
- Danny, eu já te disse que os aliens só abduzem alguém que está em um milharal. – Dougie dizia, sacudindo o garfo na frente do amigo.
- , por que parece que você está com mais sono que o normal?
- Ai, , é aquele professor chato de Sistemas Estruturais. Ele passou um conteúdo no começo da semana, que a gente teve que estudar para uma prova que vamos fazer HOJE! Na primeira aula!
- Ixi, amiga! Então, trate de ficar acordada. Porque parece que você vai dormir em cima do seu prato.
- Eu posso lidar com o sono. Você vai ver. – Terminou de mastigar e foi se levantando. – Vamos? Vou te acompanhar até a maior parte do seu caminho para você não se perder.
- Eu não me perdi ontem! O prédio que mudou de lugar!
- Claro... O prédio de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Direito INTEIRO deu um salto e ficou do outro lado do campus.
- Foi sim! Você acredita em mim, né?
- Vamos deixar isso quieto, . Tenho uma prova agora e estou morrendo de medo.
As duas foram caminhando até a parte mais distante do campus, onde se encontravam os prédios que elas pegavam aulas.
- Então, vou indo nessa, que eu não tenho mais horário vago na sexta. – Dougie disse, levantando-se. - O professor de cálculo é professor, também, no curso de Arquitetura e me falou para ir à sala dele agora. Só espero que não seja nada que envolva aqueles metidinhos.
- Cara, não sei do que você reclama. – começou Danny. - As alunas de Arquitetura são as mais...
- Irritantes.
- Eu ia dizer gostosas. Já deu uma olhada nas minhas colegas de Administração?
- Vamos concordar, Dougie. – completou Tom. – No nosso prédio não tem quase nenhuma menina que faz Engenharia ou Ciências Aeronáuticas ou as outras Engenharias, ou Química, Física ou Matemática... Só sobra para a gente apreciar as de Arquitetura.
Dougie deu um sorriso safado.
- Elas podem ser metidas, mas vocês têm razão. Elas são gostosas.
- Vamos, Dougie. Não quero atrasar para a minha aula. – Tom levantou, pegando os materiais. – Vejo vocês no almoço, gays.
- Então, viadinho, vou indo também, porque tenho treino de rúgbi no primeiro horário. – Judd falou enquanto se levantava e terminava de beber seu suco.
- Ah não, cara, como eu vou chegar à minhas aulas? Hein, dude? Você foi o último da mesa, tem que me levar até lá... – Danny começou a dar seu costumeiro “piti” do café-da-manhã.
- Danny... – Harry falou enquanto revirava os olhos. – Isso era no seu primeiro semestre, agora você já sabe se virar sozinho. – Harry falou e saiu, deixando Danny sozinho a mesa.
Minutos depois...
-Prédio de Administração... Onde fica mesmo? Ah! Por aqui... – Danny entrou na primeira saída que encontrou e seguiu em frente. – Sempre em frente, esse é o meu lema, porque eu sou o super Danny Jones... Não preciso desses caras, sei me guiar sozinho.
Então, ele passou por uma plaquinha que informava: Saúde.
“Prédio de Saúde? Como eu vim parar aqui? Ah... Eu me perdi novamente. OK. Para isso existem os celulares, Jones... Vamos ligar pra alguém vir nos buscar! Não... Eles vão me zoar novamente. Vou provar que consigo me virar sozinho. Ok... Só retornar de onde viemos, que foi... Opa... De qual lado eu vim?”
Danny olhou em volta e percebeu um grupo de garotas, que andavam apressadas, e decidiu pedir informação.
“Certo, Jones, use o seu sorriso sedutor, elas se amarram nisso.”
- Com licença, eu acho... – sorriso bobo. – Que me perdi, onde é a saída daqui mesmo?
- Para qual prédio você quer ir, lindinho? – Uma das meninas falou como se estivesse se dirigindo a uma criança perdida. “Eu não sou uma criança!” Danny pensou, inconformado.
- Prédio de Administração.
A outra garota respondeu com o mesmo tom de voz.
- É só você voltar direto por aquela porta, daí você volta para a praça, a terceira entrada saindo daqui, é a sua. – As meninas sorriram e deram as costas ao Jones, ele esboçou um obrigado e voltou correndo pelo corredor que elas indicaram.
- Tchau, , boa aula. – Despediu-se , quando elas alcançaram a praça que ficava no meio do campus. – E lembre-se de que se o meu professor falar merda, a culpa é toda sua.
- Tá, tá... – deu as costas para a amiga e foi correndo em direção à entrada de seu prédio.
Esbarrou em um garoto que ia saindo correndo.
- Hey! – ele reclamou do chão, onde ele caíra. – Pronto! Agora me perdi. Você vai ter que me levar até o prédio de Administração agora!
se levantou e pegou suas coisas. Olhou para o cara em quem esbarrara e quase riu, lembrando-se de .
- O prédio de Administração é aquele. – ela apontou. – É só contar... Um, dois, três. O um é o de Arquitetura, o dois é Jornalismo e o três é Administração.
- Ah tá! E o quatro é Relações Internacionais?
- Isso!
- Valeu! – ele disse, dando as costas e saindo correndo.
- Hey! Garoto!
Ele virou-se para ela.
- Seus materiais. Ainda estão no chão.
- Ah é... – catou os materiais e foi correndo até o prédio onde, entre diversos cursos, ficava o dele.
deu a volta e entrou no bloco de Fisioterapia.
No almoço...
- Meninas, eu esbarrei em um cara hoje que é a versão masculina da ... Hahaha. – se jogou em uma das cadeiras da mesa, onde as amigas já estavam sentadas. – Acredita que o menino estava perdido no prédio da Saúde e tinha que ir para o de Administração?
- Haha. Pior foi eu, que tive que levar a até o prédio dela, senão ela estaria perdida. – falou com a boca cheia.
- Esse cara não deve ter amigos... Sorte sua que nós existimos, . – falou, dando um leve tapa na testa da amiga, que já olhava com uma cara brava para as amigas.
- Vocês podiam parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui. E, além do mais, eu não me perco à toa e nem sou desastrada a esse ponto... E... E... E... – ela começou a gaguejar enquanto as amigas estavam tendo crises de riso. – Suas bobas! – começou a rir com as amigas.
- Então, , como foi a prova? – lembrou-se .
- Um saco. Muito difícil. Se tirar 4, estou no lucro.
- E quanto valia? – perguntou .
- 10. – deu de ombros, como se não se importasse muito.
- Aiaiaiaiai, ! Já não vai começar com essa de não se importar com as notas! – começou com o sermão. Das quatro amigas, era a mais preocupada com as notas. – Você sabe que pode acabar se ferrando. Quer ter que fazer um monte de trabalho no final do ano para que não reprove?
- ! Tá tudo no esquema! – disse , com um sorriso no rosto.
- Que esquema?
- Ah! – lembrou-se . – O professor dela vive passando trabalhos não obrigatórios para a turma e, quem os faz completos, ganha uma nota adicional.
- Isso mesmo! – confirmou a garota, dando um aceno com a cabeça como se dissesse “Eu estou certa!”
- Isso vai dar merda, . Escuta o que eu estou falando...
- Você é muito negativa, . – retrucou .
- Realista. É diferente.
se limitou a estender a língua para a amiga.
- ALIIII! – Exclamou , de repente.
- Ai. O que foi? – reclamou , que tinha recebido um tapa na cabeça quando a amiga gritou.
- A sua versão masculina. Bem ali. – ela apontou discretamente.
Todas viraram o rosto ao mesmo tempo.
- Tadinho. Ele não deve mesmo ter amigos. Ele está tão sozinho! – comentou .
- Eu nunca o vi por aqui. Mas também, nesse dormitório deve ter um trilhão de alunos. – disse exageradamente.
Então, viram quando um cara loiro apareceu e saiu puxando o amigo em direção à saída.
- Tá explicado porque nunca o vimos por aqui. – Disse . e concordaram.
- Por quê? – perguntou .
- Porque esse não é o refeitório do dormitório dele, . Ele deve ser de outro prédio e entrou no errado. – explicou muito calmamente.
O rosto de se abriu numa expressão de compreensão.
Enquanto isso, arrastando o Danny...
- Hey, Danny, incrível a sua capacidade para se perder, hein? – Dougie começou a rir do amigo enquanto saía do refeitório em que estavam e se dirigia ao deles.
- Eu não estava perdido. – Danny tentou, em vão, defender-se.
- Ah é! Esqueci que você faz essas coisas de propósito. – Dougie revirava os olhos e ria do amigo, que fazia uma cara enfezada.
- Opa! – Harry chegou dando um pulo nas costas de Danny, que se esborrachou no chão. – Se perdeu de novo, Danny boy?
- Eu já disse que não me perdi! – Danny aparentava estar ficando irritado com os amigos, mas no fundo queria rir, eles tinham razão.
- Ele foi parar no refeitório ao lado. Pelo menos, não tive que andar muito pra encontrá-lo.
- Uai, o Tom perdeu a paciência de vez com o Danny, então. Geralmente, é ele quem sempre vai buscar o Jones. – Harry falou, ajudando Danny a recuperar o material caído no chão... O amigo ainda estava atrapalhado.
- O Tom está estressado com um trabalho que precisa entregar. Sem paciência para o Danny hoje.
Logo que chegaram ao refeitório, foram até a mesa deles.
- Hey, Tom, adivinha? – Harry se sentou à mesa, rindo.
- O Danny foi parar fora da faculdade? – Tom levantou a cabeça dos papéis espalhados na mesa do almoço e esboçou um sorriso.
- Não. No refeitório ao lado, estava lá com cara de tonto, procurando nossa mesa. – Dougie falou rindo.
- Essa é a melhor parte do almoço, quando vocês agem como se eu não estivesse por perto... – Danny se jogou em uma cadeira, deixando cair todo o material no chão novamente. – Eu conheci uma garota hoje... – ele começou a falar, mas foi interrompido pelos amigos.
- Uau... Ele conheceu uma garota. – Tom começou, sendo irônico.
- Você se certificou que era mesmo uma garota? – Harry falou rindo.
- É, Danny, podia ser um cara... Se você só olhou para o cabelo, então... – Danny o interrompeu.
- Era uma menina! Ela me mostrou onde era o meu prédio.
- Ah! Então, você se perdeu no café da manhã também? – Tom falou rindo e foi acompanhado pelos outros amigos.
- Eu não me perdi, eu só entrei no lugar errado.
- Clássico. – Harry falou, mastigando um pedaço de carne sem a menor cerimônia.
- Eu estou com um tempo livre no primeiro horário, quem vai me fazer companhia? – olhou para as amigas com um olhar digno de Gato de Botas do Shrek.
- Sem chance! Tenho uma aula que não dá para faltar. – disse e olhou para . Antes que a amiga abrisse a boca, concluiu. – Nem pense nisso, , você não vai matar aula.
- , por favor? – apelou para .
- Xiii, , eu preciso terminar uma maquete, amiga. Se você quiser, pode me ajudar. – a amiga sugeriu. Pensou melhor, lembrando-se do quanto era desastrada com trabalhos manuais, e disse rapidamente. – Melhor não, eu preciso de nota boa nesse trabalho...
- Hey! O que você quer dizer com isso? – reclamou, com falsa indignação.
- Eu não quis dizer nada, amiga. Apenas me lembrei daquela maquete que você quis me ajudar a fazer e... - fez uma pausa. Respirou fundo como se estivesse segurando lágrimas. - Eu tirei 7.
- O que é uma nota muito boa, tá?
- EU SÓ TIRO 10 NAS MINHAS MAQUETES!
- Amiga, olha o drama! Por favor! Eu estou sem nada para fazer!
- Vá estudar.
- Não quero! É chato! - falou com voz manhosa.
fitou a amiga. Respirou fundo, sabendo que ia se arrepender mais tarde.
- Tá bom! Você pode me ajudar a terminar a maquete. - começou a fazer uma dancinha da vitória, estranha, em sua cadeira. - DESDE QUE... - continuou a falar. - Você me ajude a medir o campo de rúgbi.
- Ah, não. Para quê?
- O trabalho é fazer uma maquete nova da universidade, para ficar no prédio da reitoria. Quem fizer a melhor maquete, ganhará uma big nota, pontos extras, um pequeno bônus e a maquete vai substituir a que tá lá. Que é bem velha.
- Então, não é obrigatório?
- Hey! Eu preciso de nota, tá? Quanto mais nota eu ganhar no começo do ano, mais tranquila eu vou estar no final.
- , se você se aplicasse do começo ao fim, não apenas no começo ou apenas no fim, você formaria com uma das melhores notas da sua turma e com honras.
- Não, ... Esse papo chato de novo não! - fez uma careta de descrença.
- Tá bom, . Você quem sabe. Vamos, ...
- E a sobremesa? Temos meia hora antes de ir.
- Eu quero chegar cedo. Quero ver se falo com o professor antes da aula.
- Tá bom. - levantou e pegou o material.
- Tchau, meninas, boa aula!
- Tchau. - despediram-se as duas ao mesmo tempo.
- Vamos também, então, ?
- Vamos.
- E aí, Dougie, o que aquele professor queria? - perguntou Tom, sem levantar o rosto de seus papéis.
Dougie fechou a cara na hora.
- Eu disse que era algo relacionado àqueles chatos da Arquitetura.
- E era...?
- Puff... Parece que tem uma garota que tá indo realmente mal em cálculo estrutural, aí eu vou ter que dar monitoria para ela.
- E quem é ela? - perguntou Harry.
- Nem sei. A turma dela tava entrando para fazer uma prova na hora que eu saí de lá. Pode ser que eu tenha cruzado com ela. Além do mais, ele nem tinha falado para ela ainda. Ele disse que ia esperar o resultado da prova dela.
- Pensamento positivo... Ela pode ser gostosa.
- Danny... Você só pensa se a garota é gostosa ou não. - Harry comentou, segurando o riso.
- Não é verdade! Se bem que a garota que me ajudou hoje mais cedo era bem gostosa.
- Tá vendo? - Harry começou a se levantar. - Vou indo, galera. Tenho aula chata agora.
- Falou, cara. - Os três falaram ao mesmo tempo.
- Hey. Mais tarde rola um ensaio?
- Claro! - Danny confirmou. - Lá no prédio de música?
- Danny... - lembrou Dougie. - O prédio de música é o seu prédio.
- Ah é!
- Hey, , olha que legal... – disse, correndo pelo campo.
- Ow, doidinha! Volte aqui. Você me mata de vergonha. – a amiga disse, rindo da outra, que voltava correndo em sua direção.
- Temos que medir isso aqui tudo? – disse, abrindo os braços e girando.
- É... Pare de fazer isso. – a amiga ria.
- Olhe, eu sou a . – ela disse, fingindo um falso tropeço no ar e se jogando no chão.
- Vou contar isso para ela, pode deixar.
- Não... Ela vai me bater.
- , você pratica Artes Marciais e a é lerda, do que você tem medo?
- Ela é forte... E eu sou só um bebê. Hunf! – fez uma expressão de medo, totalmente falsa.
- Ok, vamos começar a medir logo.
- O que eu faço? – cogitou a hipótese de deixar a amiga ajudá-la a medir, depois pensou no quanto as medidas eram importantes e achou melhor dar uma tarefa mais fácil para a amiga.
- Você só anota o que disser, ok? Se não ouvir direito, pergunte. Anote EXATAMENTE o que eu disser.
- Certo. Eu sou um gênio. – a pegou o bloco de notas e seguiu atrás da amiga, que já começava as medições.
"Ok. Cálculo Estrutural, eu adoro matemática, vamos lá, o que temos para o papai aqui hoje?" Dougie pensava enquanto conferia a lista que o professor estava distribuindo para os alunos.
- Então, pessoal, confiram a lista que dei pra vocês. Ela é basicamente sobre o que eu passei na aula passada. Preciso que vocês calculem o peso da estrutura e a considerem na hora de escolher qual, dentre os materiais sugeridos, é o ideal. Quero ela pronta até o final da aula. Valendo nota. – O Senhor Carter disse, sentando-se e ignorando algumas caras desesperadas.
Algum tempo depois, Dougie entregava seu exercício pronto ao professor e foi dispensado da aula.
Danny, para variar, estava viajando lindamente na aula, até que ouviu a palavra “Trabalho” dita pelo professor.
- Hey, Sam. O que tá acontecendo?
O colega riu, sabendo o quão desatento Danny era.
- Vamos nos separar em grupos de 5. Seremos uma empresa. E teremos que criar uma estratégia funcional para que a empresa sobreviva ao mercado.
- Ah tá. Vamos eu, você, o John...
- A Camille e o Nick.
A garota, Camille, escreveu o nome de todos numa folha e entregou ao professor, que logo voltou a explicar como seria o trabalho e em quais direções eles teriam mais sucesso, caso seguissem aquele caminho.
- Veremos o quanto vocês se lembram das primeiras aulas de Teoria do Vôo. Hoje o tema é helicóptero. Autogiro?
Tom levantou a mão rapidamente.
- Senhor Fletcher.
- O rotor gira livre sobre um eixo. E um grupo moto-propulsor gera a tração necessária para provocar a translação do aparelho. Esta translação provoca a rotação do rotor, que por sua vez, assegura a sustentação. Não realiza vôo verticalmente nem parado.
- Ótimo! E o Girodino?
Katherine levantou a mão.
- Senhorita Summers.
- O rotor é acionado por um motor e só assegura a sustentação. A tração para criar o deslocamento à frente é obtido por um grupo de moto-propulsor. Ao contrário do autogiro, é possível realizar vôo vertical.
- Correto!
Ela deu um sorriso de convencimento e se virou para Tom.
- Então, Tom. O que acha de irmos a um pub hoje?
- Tenho ensaio hoje, Katherine. E você sabe que não vai acontecer mais nada entre a gente.
A garota rolou os olhos em desdém.
- Tommy, esqueça aquilo. Já faz tempo!
- Foi ano passado e nós namorávamos. Agora, se não se importa, quero ouvir o que o professor está falando.
Ela cruzou os braços, bufando, e tornou a prestar atenção à aula.
- Professor, eu tive uma pequena dúvida. A Liga das Nações, o décimo quarto ponto de Wilson, foi então uma precursora da ONU?
- Exatamente, senhor Judd. Mas fracassou, uma vez que o congresso estava cético enquanto Wilson discursava sobre uma paz perpétua. O que faz um país se desenvolver, meus queridos, é a guerra. Após a Primeira Guerra Mundial, nosso país estava quebrado, França também estava, Alemanha... Estados Unidos aprendeu com isso que eles se desenvolvem quando há guerra. Com isso, como o Congresso podia aceitar uma Liga das Nações e a paz perpétua de Wilson, quando eles desejavam que o país fosse a maior potência do mundo?
- Por isso que o Congresso se recusou a ratificar o Tratado de Versalhes, que criou a Liga das Nações baseado nesses quatorze pontos? - tornou a perguntar Harry.
- Não se sabe por que o Congresso se recusou, mas foi justamente por causa da recusa que os Estados Unidos não fizeram parte da Liga das Nações, que, com a 2ª Guerra Mundial, foi dissolvida em 46, por não conseguir manter a paz mundial, que era a sua função.
Harry anotava atentamente cada palavra dita pelo professor. Tinha que manter boas notas para continuar fazendo parte do time de rúgbi e tinha que continuar no time de rúgbi para ter a bolsa integral. Simples, fácil.
Mais uma aluna se levantou e entregou a folha para o professor. começava a desesperar. O professor queria que eles fizessem uma dissertação sobre “A Produção Jornalística e os Sistemas Econômicos e Políticos”. Ela estava realmente se desesperando. A cada minuto, a sala ficava mais vazia.
escrevia despreocupadamente, a folha quase inteiramente preenchida. Viu a amiga desesperada ao seu lado. Assinou a folha e, antes de se levantar, cochichou para ela:
- Não fica tão tensa! Se acalma que vai fluir que é uma beleza.
fez uma careta para , mas resolveu seguir o conselho da amiga. Respirou fundo e começou a relaxar. A mão passou a deslizar mais rapidamente pela folha. Enquanto isso, se sentava no chão do corredor, do lado de fora da porta, esperando a amiga.
- ... Posso colar esses palitinhos aqui? – estava com a mão cheia de palitos e um tubo de cola, olhando sorridente para a amiga.
- , quantas vezes eu preciso te dizer que não vou precisar desses palitos? – já começava a demonstrar impaciência, não sabia de onde a amiga tirava tanta bobagem nessas horas.
- Mas vai ficar mais bonito. Olha! Assim vai parecer Hogwarts. – a amiga fez uma torre de palitinhos, não resistiu e riu.
- Certinho, depois eu deixo você brincar com isso. – sorriu enquanto tomava os palitos e cola das mãos da .
- Hey, não fala como a mamãe. – estava tentando pegar de volta as coisas, mas como era maior, segurou tudo bem no alto e, por mais que tentasse , não a alcançava.
- , o que você está fazendo com a tampinha? – entrou, seguida por , no quarto das amigas.
- , ela não quer me dar meus brinquedos! – fez um biquinho e todas começaram a rir.
- Seus brinquedos? Isso é o meu trabalho. – falou, sorrindo.
- Tá, tá, você nem me deixa ser feliz. – olhou com olhinhos pidões para a .
- , pergunte para a quem ela estava imitando hoje.
- Ah, , você prometeu que não ia contar.
- Hahaha... Do jeito que eu a conheço, posso apostar que ela estava imitando a . – se manifestou.
- Me imitando? – perguntou, indignada.
- É mentira, ! Intriga da oposição! Tudo para você não me ajudar a pegar meus “brinquedos”. – falou, cruzando os braços e fazendo bico. As amigas não aguentaram, todas começaram a rir.
- O que você tem, , para estar com essa cara? – perguntou.
- Nada, só um texto que eu fiz que ainda acho que poderia ter feito melhor.
- Relaxe um pouco. – falou, jogando-se na cama de . – Você se preocupa demais.
- É, e ainda se preocupa à toa. Você é mais estudiosa do que todas nós juntas. Bom, eu vou indo, tenho reumatologia agora. – levantou, guardando as coisas de , que ela tinha começado a espalhar.
- Obrigada, Senhor, obrigada! – sussurrava baixinho.
- , mande-a parar. – sorriu e pegou sua mochila. – Fui, meninas. Hoje à noite, jantar brasileiro? Por favor?
- Vou pensar no seu caso, hoje pela manhã você perdeu a gente. – comentou, sorrindo.
- Hey, eu não sou a ! Ela que se perde. Eu sempre sei para onde estou indo. – retrucou já do corredor, dando tchau às amigas.
- Me tire dessa... Eu nunca me perco, só vou pelo caminho errado. – revidou, mas a amiga já estava longe.
- E aí, caras, como foi a aula? – perguntou Tom, chegando até onde os amigos estavam, no corredor.
- Tranquilo. – respondeu Dougie, sentado no chão, com a cabeça encostada na parede e olhos fechados.
Danny e Harry, que jogavam um jogo de baralho qualquer no chão, apenas confirmaram com a cabeça, concentrados no jogo.
- E só estavam me esperando?
- Não. Parece que tá tendo uma aula no estúdio que ficam nossos instrumentos. – Harry respondeu.
- Ah tá. – Tom se encostou à parede e lentamente deslizou até o chão.
Dougie abriu os olhos e olhou para o amigo.
- Você parece cansado.
- Katherine.
- Foi atrás de você de novo? – perguntou Danny, jogando uma carta no monte e fazendo uma cara de vitória.
- De novo. – suspirou cansado. – Será que ela não cansa?
- Você ainda gosta dela.
- Não, Dougie, eu não gosto.
- Tá, tá, tá... Mas eu acho que sim.
- Cala a boca. – Tom retrucou, cansado, olhando para a porta que se abria e um grupo de alunos saía.
- Ganhei! – Harry descartou a última carta e fez uma dança da vitória, enquanto Danny tentava entender como uma carta, que minutos antes estava em sua mão, ajudara Harry a ganhar.
À noite...
- Vamos comer fora hoje, guys? – Harry saiu animado do ensaio, ensaiaram por muito tempo e estavam mortos de fome.
- Comida mexicana, eu quero comida mexicana. – Danny disse, sendo empurrado pelo Tom.
- Comida de verdade, à moda inglesa. – Harry resmungou.
- Comida, gente! De qualquer tipo. Estou morto de fome. – Dougie reclamou. Ficava mal-humorado quando estava com fome.
- Então, vamos para um restaurante qualquer. A gente entra no carro e o primeiro restaurante que a gente encontrar, a gente desce. – sugeriu Tom.
- Fechou, então. Daqui a meia hora no estacionamento? – Harry perguntou, flexionando os músculos do braço.
- Tá! – disseram Dougie e Danny ao mesmo tempo.
- Danny, quer apostar que eu chego no quarto primeiro que você? – disse Dougie, já correndo na frente do amigo.
- Hey! Você saiu primeiro... Não vale! – reclamou Danny, correndo para a direita.
Tom e Harry, que estavam logo atrás dele, chamaram-no, confusos.
- Que foi? – Danny se virou, nervoso.
- O dormitório é para lá! – eles apontaram para frente deles mesmos que, no caso de Danny, era à esquerda dele.
- Eu tava pegando um atalho.
- Sei...
- Espera aí, Dougie! – gritou Danny, agora correndo na direção certa.
- Ah! Lá vão nossos meninos. – disse Tom, jogando um braço ao redor dos ombros de Harry.
- Eles crescem tão rápido! – concordou o moreno, antes de se afastar de Tom e dar um tapa na nuca dele. – Tá doido, mané? Me tira dessas gayzices de vocês.
- Harry, meu amor, me espera! – Tom gritou, correndo atrás do amigo, que fugia dele.
Meia hora depois, eles se encontraram no estacionamento, em frente ao carro de Tom.
- Vambora, cambada. – Disse Tom, sentando no banco do motorista.
E eles entraram no carro, fazendo o máximo de bagunça possível.
- Então, coma um prato com arroz com piqui, feijão e um bife. – sugeriu .
- , se eu quiser comer isso, volto para o Brasil e como lá. – disse , sem levantar os olhos do cardápio. – E devo lembrar que eu sou alérgica à piqui?
- E feijoada? – foi a vez de falar.
- Porco. – retrucou , ainda procurando algo que ela comesse no cardápio.
- Ai, , deixa de ser fresca. Escolhe qualquer coisa e pede logo! Falta só o seu pedido. – reclamou, impaciente.
- Chata. – falou, mostrando a língua. Virou-se para o garçom que aguardava, com um sorriso, achando graça da conversa das meninas. – Um prato de macarronada com molho e almôndegas.
- Isso é um prato italiano... – tentou .
- E daí? Tem macarrão no cardápio... E também tem almôndegas... É só unir os dois.
- Tudo bem, senhoritas. E para beber? – o garçom perguntou, recolhendo os cardápios.
- Refrigerante. – Disse . – Para as quatro! – olhou severamente para e , que já combinavam pedir alguma bebida alcoólica muito louca que as duas adoravam.
- Mas, ! – disseram juntas. – É sexta, sexta! Party, party. Fun fun fun fun. – completou , fazendo as amigas rirem.
- Não quero saber. – respodeu , recuperando-se das risadas. – Você tem uma maquete para terminar esse final de semana... Não quero ficar ajudando ninguém a se curar de uma ressaca. E você tem que estudar, . Tem prova segunda.
- Boba! – retrucaram as amigas ao mesmo tempo.
- AH! – gritou , de repente. – Vocês não sabem o que essa poia da me fez passar hoje.
- O que foi? – perguntaram e ao mesmo tempo.
- ... Deixa quieto!
- Você tinha prometido que não ia contar para a que eu a imitei ... Agora eu conto isso.
bufou, cruzando os braços e tomando um gole de seu refrigerante, que o garçom acabara de trazer.
- Então, estávamos nós, felizes, alegres e saltitantes...
- Você estava “feliz, alegre e saltitante”, eu estava normal. – cortou .
- Fazendo as medições do estádio de rúgbi...
- Eu fazia as medidas, você apenas anotava.
- Quando já tínhamos medido metade...
- Eu tinha medido metade do primeiro lance da arquibancada do setor A. O que é uma pequena parte.
- Vai ficar me cortando o tempo todo?
- Só quando você passar informações erradas.
- , fica quieta, deixa a contar. – disse , querendo saber o que tinha acontecido.
- Então, como eu dizia... Estávamos medindo, quando o treinador do time de rúgbi chegou, perguntando o que estávamos fazendo. A respondeu que ela tava medindo para a maquete lá que ela tem que fazer. E sabem o que o treinador disse?
- O quê? – perguntou , recebendo alegre o seu prato que acabava de chegar.
- Que no prédio da reitoria tinha uma planta com todas as medidas, de todo o campus. Que era só ela ir lá e fazer uma requisição, que eles davam uma cópia para ela. Então, a gente correu lá, pegou cópias da planta e a me fez ir com ela até uma papelaria cara da cidade, para comprar um monte de papel estranho que custou uma fortuna!
- Não sei do que você tá reclamando, não foi você quem pagou.
- Você é uma besta. – falou .
- E você é uma... Chata!
- Idiota.
- Baixinha!
- Não vale apelar para a minha altura!
- Mas você é baixinha! Não posso fazer nada.
- Boba, boba, boba!
- Crianças, não briguem. Vocês estão constrangendo a mamãe. – Disse , passando a mão na cabeça das duas amigas.
As duas sorriram para ela, angelicais. Receberam de , em seguida, um cascudo na cabeça, cada uma.
- Hey! – reclamaram, massageando a cabeça.
- Isso é para aprenderem a não me fazer passar vergonha no restaurante.
- Lei Maria da Penha nela, . – clamou .
- . Essa lei só vale no Brasil. – lembrou a morena.
- Ah, droga! Injusto.
- Pronto! O primeiro restaurante que a gente achou! – disse Tom, desligando o carro e descendo dele.
- E por que você deu uma volta gigante ao invés de vir pelo caminho normal, Tom? – questionou Harry, fechando a porta depois de sair.
- Porque eu já to cansado dos restaurantes daquela avenida lá.
- E... – disse Dougie, saindo e pulando nas costas de Danny.
- Provavelmente, a Katherine não virá me procurar por aqui. – disse vencido.
- SABIA! – gritou Danny. Então, recebeu olhares incrédulos dos amigos. – Não... Na verdade, eu não sabia.
- Deixa de ser tapado, cavalinho, e vamos logo para o restaurante.
Danny foi andando com Dougie nas costas até a entrada do estabelecimento.
- Hey, Tom! Que tipo de comida servem aqui? – perguntou Danny, antes de abrir a porta.
- Comida brasileira! Muito bom! – ele respondeu com um sorriso, fazendo um carinho no estômago, ansioso para se alimentar.
Capítulo betado por Isabela H.
Capítulo 2 "Life is a bitch and so are you."
- , não sei por que você insiste em nos fazer estudar, sabe? É CHATO DEMAIS! – reclamava , vendo a amiga comer seu feijão verde com creme de leite, queijo coalho, creme de nata e maionese acompanhado de camarão.
mastigava calmamente sua comida, que consistia em arroz e ovo, escutando a conversa das amigas. Quando então, engasgou com um grão de arroz.
- ? – perguntou dando pequenos tapas nas costas das amigas. – , MEU BEM! NÃO VÁ PARA A LUZ!
Terminando de tossir, olhou para a amiga.
- Não precisava deixar um roxo nas minhas costas.
- Você tava morrendo!
- Tava não.
Os meninos se encaminhavam para a mesa deles quando passaram para uma mesa com algumas meninas. Uma delas começou a se engasgar do nada.
- Olha, Danny! – Tom deu uma cutucada no amigo. – Aquela morena ali parece a sua versão feminina!
Danny olhou para ela atentamente.
- Mas ela não parece comigo. O cabelo dela é castanho claro e é lisinho. E ela tem... você sabe... – fez gestos na frente do peito, sinalizando seios.
- Eu não estou falando disso, anta ambulante. – Tom falou dando um tapa na nuca do amigo, enquanto puxava a cadeira e se sentava. – Quero dizer que ela parece ser tão lerda quanto você.
- Hey! O tapa doeu. – reclamou, massageando a nuca. – E eu não sou lerdo!
- É sim! – os amigos concordaram, dando risadas.
- Ok. Já estamos aqui. – Harry falou, recebendo um dos cardápios que o garçom lhes trouxe. – O que eu vou comer, hein Tom? Como vamos saber o que pedir, dude?
- Comida. – Danny respondeu genialmente – Lógico, né Harry? Dart. Depois eu que sou o lerdo.
- Hey tapado, o Harry quer saber que tipo de comida nós vamos pedir. Lerdo – Tom revirou os olhos enquanto ria.
- Vou querer isso aqui ó. Fei-jo-a-da! – Dougie leu pausadamente para o garçom, que riu.
- Se me permite uma opinião, senhor, não é o melhor prato para o jantar.
- Por quê? – Dougie o olhou, intrigado.
- Porque é muito pesado, melhor para a hora do almoço.
- Tom, o que você pedir eu quero. Desisto desse cardápio. – Harry falou jogando o cardápio na mesa.
- Deixa de besteira, Harry. - Dougie falou, se divertindo. - Vamos na sorte. Moço, o número que a gente falar corresponde ao pedido.
- Vocês têm certeza?
- Claro! Vamos viver perigosamente.
- Tudo bem...
- 20 para mim, 16 para o Tom, 51 para o Danny e 34 para o Harry.
Minutos depois e pedidos feitos, os garotos receberam suas bebidas, caipirinha à moda da casa.
Danny estava bebendo sua caipirinha feliz, ouvindo uma piada que Dougie contava, quando viu uma morena se levantando da mesa acompanhada por uma garota de cabelos castanhos e com um lindo dourado nas pontas. Elas estavam rindo enquanto conversavam com as amigas, ainda de pé. Ele ficou encarado a morena por alguns segundos, até que a mesma olhou pra ele, sorriu e acenou. Ela ainda cochichou algo com a amiga e âmbas soriram enquanto olhavam dele, para a mesa em que estavam.
- Hey dudes! Olhem! Foi essa menina que esbarrou em mim hoje de manhã. – Danny falou apontando para a mais baixinha das duas.
- Uau! Gostosas! – Harry disse olhando na direção das meninas.
- Mentira que o lerdinho aí, esbarrou nessa garota? – Tom falou dando uma checada geral nas meninas.
- E querem apostar que o idiota nem se apresentou? – Dougie disse, olhando fixamente para a garota com mechas californianas no cabelo.
- Não. Mas eu posso fazer isso agora. - ele começou a falar enquanto se levantava.
- Deixa de ser tapado, Jones... – começou Dougie.
- Você nunca vai atrás de alguém num restaurante. – completou Harry.
- Por quê?
- Porque as pessoas estão aqui para comer, não para serem... - começou Harry.
- ...comidas. - completou Dougie, com um sorriso safado.
Harry rolou os olhos antes de dar um tapa na cabeça do amigo.
- Não. Não para serem perturbadas por um tapado sem senso nenhum de direção.
Tom começou a rir do nada.
- O que foi? - perguntou Dougie, ainda emburrado com Harry.
- É que eu estou imaginando o Danny com a versão feminina dele... Pobres criancinhas lerdinhas...
Os outros dois amigos riram.
- Que criancinhas lerdinhas?
- Os filhos de vocês dois!
- Mas eu não tenho filho.
- Dart Daniel, usa a imaginação.
- Aaaaah tááá!!! - Danny disse, em compreensão, um minuto depois.
- Aqui está senhores, - disse o garçom chegando. - Empadão Goiano, Virado à Paulista, Moqueca Capixaba e Bobó de Camarão. - Colocou os pratos de Dougie, Tom, Danny e Harry.
Os quatro olharam interrogativamente para seus pratos.
- A gente pediu isso mesmo? - perguntou Tom.
- Exato, senhor.
- E isso aqui é uma banana?
- Uma banana. - tornou a confirmar o garçom.
- Banana. Eu não posso comer isso.
- Desculpe, senhor, algum problema com a banana?
- Ele odeia bananas. - disse Dougie, dando uma garfada no seu empadão. - Hey! Isso aqui é bom!
Harry deu uma garfada no próprio prato.
- Hey! Você tem razão! - falou, surpreso.
Tom olhava os pratos dos outros clientes do restaurante, quando viu um que reconheceu de longe.
- Por que o dela tem macarronada e almôndegas e no meu não. – reclamou, apontando.
- Bom, senhor, porque elas são brasileiras, e conhecem os pratos e seus ingredientes. - tentou responder, educadamente, o garçom. - Então ela pediu algo que ela sabia que gostava. Mas é só uma banana frita. Se o senhor desejar, eu posso levar o seu prato e retornar com outro sem banana.
- É Tom! É só uma banana frita. - Danny falou, comendo um pouco de sua comida. - Se você ignorar a banana, vai ver como a comida aqui é boa.
- E onde eu vou deixar essa... coisa? - ele replicou, fazendo uma careta de nojo para a banana.
- Se me permite... - o garçom retirou o prato e saiu em direção à cozinha.
- Da próxima vez que formos a um restaurante que tenha pratos que nós não conhecemos, vamos perguntar antes do que é feito. - Tom avisou, ainda emburrado.
- Aqui o seu prato, senhor. - o garçom retornou com o prato sem a banana.
- Obrigado.
- Desejam mais alguma coisa?
- Mais um pouco de caipirinha, por favor. - disseram Danny e Dougie ao mesmo tempo.
- Em um segundo. Bom apetite.
- Nossa! Essa comida é boa! - Tom comentou maravilhado.
- Eu disse! - afirmaram os outros três.
- WOW, AMIGA! Então aqueles são os amigos gatos, gostosos e tesudos do -Homem? - perguntou, encarando pelo espelho do banheiro.
- -Homem? A versão masculina da ? - começou a rir. - Você inventa cada coisa, amiga! E pelo que parecem, são sim.
- Gatos, gostosos e tesudos.
- Gatos, gostosos e tesudos... - concordou sonhadoramente.
- Ele te reconheceu. - comentou . - Mas você não se apresentou para ele mais cedo por quê mesmo?
rolou os olhos.
- Eu estava correndo para a aula... e ele estava perdido para a dele...
- Hum... nenhuma possibilidade de, sei lá, encontrar com ele de novo? Ou, sei lá, ir lá conversar com ele...
- ... ir conhecer um cara num restaurante?
- Tááá... Mas sei lá...gostei daquele loirinho.
- Haviam dois na mesa.
- Ah é?
- É... Um que só deu uma olhada na nossa mesa e outro que te secou.
- Sério? Ele tava me secando? Eu pensei que ele tava olhando, sei lá, para você ou para as ou ...
- Acredite em mim... Ele tava te secando.
- OMG. , vá até lá AGORA e conversa com o -Homem.
- Não. Lero, lero, lero. - saiu do banheiro assobiando.
- , VOLTA AQUI! - gritou antes de sair correndo atrás da amiga.
- Opa! – esbarrou no garçom que estava passando trazendo uma bandeja com algumas comidas. – Owww... Me desculpe, me desculpe. – ela começou a falar enquanto ajudava o rapaz a se levantar.
- Não se preocupe senhorita, está tudo bem. – O garçom disse, terminando de levantar e com um gesto chamando alguém que elas não viram quem. – Mais atenção da próxima vez mocinha. – ele sorriu para ela e ela se virou para a amiga que estava tendo uma crise de riso.
- Se isso vier na conta, você vai pagar tudo. A culpa é toda sua! – ela disse com uma voz emburrada se encaminhando para mesa delas, passando pela mesa do -Homem que tentou chamar sua atenção, mas ela estava brava demais para notar. Sua amiga vinha logo atrás, ainda rindo muito.
- Ow, tem certeza que a versão do Danny é que está na mesa? Vocês viram o que a baixinha ali fez? – Dougie perguntou rindo.
- Claro que é a que está na mesa, acho que a baixinha estava correndo da amiga. Viu como a ela apareceu rindo? – Tom comentou.
- Ela nem me viu chamando. – Danny falou com uma voz decepcionada.
- Claro, né? Ela tinha acabado de esbarrar no cara, e a amiga ainda estava zoando com a cara dela, o que você achou? Que ela fosse passar aqui feliz e saltitante e olhando pra nossa mesa? E além do mais, ela nem deve se lembrar de você direito. Por que uma garota como ela lembraria de um lerdinho que nem você? – Harry falou olhando para as costas da menina, que estava sentada à sua mesa já sorrindo com as amigas.
- Ow, não fale assim com nosso Danny. – Tom falou com uma voz totalmente gay enquanto apertava a coxa do Harry como se fossem um casal, os outros amigos riram, o Harry fez “o olhar” para ele, o olhar que diz: “corre” e o Tom se afastou imediatamente rindo.
- Gente, eu to magoada com a ... não falem dela para mim até eu estar melhor! – anunciou , terminando de comer seu jantar.
- Por quê? – perguntou , olhando para a amiga.
Ela apenas balançou a cabeça.
- Por quê? - repetiu a pergunta.
- Porque ela não quer ir lá conversar com o -Homem e apresentar a gente para os amigos gatinhos dele.
- . Você quer quietar o facho? Que eu me lembre, você acabou de terminar com o seu namorado.
- Humpf. Por isso mesmo. Tá na hora de experimentar novos ares... Principalmente se esses ares possuem olhos azuis e cabelos loiros e...
- Fica quieta, ! – riu , dando um tapa na cabeça da amiga.
- Eu já disse hoje como vocês estão me constrangendo? Vocês vivem fazendo bagunça em público.
- Fica quieta, ! – e deram um tapa na cabeça de .
- Aaaah! Eu quero também... vamos lá... – empolgou-se . – 1, 2, 3... Fica quieta, !
Só que as outras 3 amigas se entreolharam e assim que ela terminou a contagem regressiva, disseram juntas:
- Fica quieta, !
- Hey! Chuva de tapa não vale! Querem matar meus neurônios?
- Que neurônios, ?
- Os que vivem aqui na minha cabecinha.
- Você não tem nenhum! – disse , rindo.
- Vocês são malvadas comigo! – ela reclamou, terminando de comer.
- Cuidado para não engasgar, . – riu , fazendo as amigas rirem.
- Vocês que vão engasgar, rindo enquanto comem.
- Eu já terminei! – dise , repousando os talheres em cima da mesa.
- Eu também. – sorriu, depois de engolir a última almôndega.
Todas ficaram encarando , enquanto ela comia mais um pouco de arroz.
- Que foi? Eu não terminei e não adianta ficarem me encarando com essa cara de palerma.
- Anda logo, . – reclamou .
- Uai! Você não estava de mal dela?
- Estava. Passado. Mas vou ficar de novo se ela continuar demorando para acabar de comer.
- , não se deve apressar alguém na hora da refeição e...
- Moço! Ei, moço! – ignorava a amiga e acenava para o garçom.
- Não me diga que ela está chamando o garçom. – perguntou .
- Ai meu Deus. Racha a minha cara de vergonha. – respondeu , apoiando o rosto no braço, que estava dobrado em cima da mesa.
- Quer ajuda, ? Tá chamando o garçom é? Heeey! – começou a balançar o braço junto com .
O garçom chegou até a mesa delas.
- Pois não?
- A conta, por favor? – pediu com um enorme sorriso.
- Em um segundo.
- ! – gritaram e ao mesmo tempo.
- Amigas, olha o barraco! Tá todo mundo olhando para cá.
- Por que será, né? – perguntou sarcasticamente.
- Porque vocês ficam gritando meu nome.
- Claro! Não é por causa da louca que ficou gritando pelo garçom. – continuou .
- Que louca? – Perguntou .
- VOCÊS DUAS! – e tornaram a gritar.
Logo o garçom voltou com a conta, onde estavam sendo cobrados os pratos e copos que quebrou ao esbarrar no garçom. As meninas, logicamente, obrigaram a pagar, o que teria feito a menina reclamar por horas, se não fosse a colocação bem feita de de que ela iria desmontar o que já tinha montado de sua maquete caso ela não pagasse.
Dougie já havia terminado de comer e esperava pacientemente que os amigos também terminassem seus pratos.
- Gostei da comida daqui. É gostosa. – comentou, porque odiava quando eles comiam em silêncio. Eles em silêncio significava problemas...
- É. Até que seria ótima... se não tivesse bananas.
- Tom! Até quando vai continuar com isso? – perguntou Harry, finalmente terminando de comer.
- Até, Judd, que entre com uma cláusula no Contrato de Amizade dizendo explicitamente que, em um restaurante, não iremos fazer o pedido até que saibamos que ingredientes contêm no prato.
- Tudo bem, Tom. – disse Danny, rolando os olhos. – Quando o assunto é banana você fica tão...
Mas como Tom ficava, eles nunca vieram a saber, pois a voz de Danny foi abafada por pequenos gritos vindos de uma mesa próxima.
Era a garota que Dougie reparara mais cedo, chamando o garçom de uma forma nada discreta.
“Que menina doida!” pensou, rindo internamente ao ver que duas de suas amigas abaixavam a cabeça envergonhadas enquanto a outra a ajudava a chamar pelo garçom. Mas seus pensamentos foram interrompidos por Danny, fazendo uma estranha dança em sua frente.
- Que isso, Danny?
- Minha dança da vitória. Terminei de comer... isso significa que hoje o Tom paga a conta.
- Ah não! – reclamou o loiro, abaixando a cabeça e fitando o que restava de comida em seu prato. – Isso não é justo!
- De acordo com o Contrato de Amizade, o que não é justo é você reclamar. Está escrito lá: quando sairmos para jantar fora, o último a terminar de comer, paga a conta.
- Regra estúpida!
- Que você quem criou. - comentou Harry, fazendo um discreto sinal com a mão, chamando o garçom. – Fez isso quando percebeu que a gente ficava horas na pizzaria só esperando o Dougie terminar de comer.
O garçom parou ao lado de Harry.
- Sim?
- Ele – apontou para Tom. – quer a conta, porque ele vai pagar hoje.
- Em um minuto.
- Sabe o que vocês deveriam fazer? – comentou Tom, minutos mais tarde, já entrando no carro e dando partida. – Deveriam aprender a consumir menos comida. A conta foi altíssima.
- O que posso fazer? A caipirinha é uma delícia, né Danny?
- Isso mesmo, Doug. – confirmou Danny, batendo a mão na mão do amigo.
- E a comida não fica atrás. – completou Harry, se recostando no banco e fechando os olhos brevemente.
- É mesmo. Muito boa. Só um pouco diferente.
- Tem bananas. – disse Tom, como se isso encerrasse o assunto.
- Continua sendo boa. – replicou Danny, também fechando os olhos.
A semana que se seguiu correu tranquilamente, fez sua prova na segunda e como sempre, virou a noite de domingo estudando.
- Sabe, , você com essa coisa de ficar estudando madrugada adentro na véspera da prova... Isso faz mal. Você tem que descansar se não vai se ferrar mais para frente.
- Ah não, ! Não começa com isso logo cedo. Tenho prova daqui a pouco. Não preciso de sermão.
- Você tá quase dormindo em cima da sua comida, . Presta mais atenção! Você, que estuda na área da saúde, deveria ficar mais preocupada com a sua própria.
apenas rolou os olhos e ignorou a amiga.
Mais tarde, naquela semana, fez questão de mostrar a nota para . Não foi a melhor nota da sala, devemos concordar, mas foi uma das maiores.
Mesmo assim, fez todas estudarem em grupo. Tentaram argumentar que elas não pegavam nenhuma matéria juntas, mesmo assim ela criou um horário de estudo para elas. e , porém, sempre davam um jeito de faltar. (O que, devemos concordar, deixava completamente magoada).
seguiu o cronograma de estudos direito, pois a maratona de provas delas ia começar na semana seguinte. Ela estudava cada dia para uma matéria, deixando sem saber como se sentir, se orgulhosa da amiga estar estudando, ou brava por ela só estar fazendo isso na véspera das provas.
tirou uma nota baixíssima na sua prova e o professor sugeriu - leia-se: intimidou - que ela comparecesse à aula de monitoria, o que ela, particularmente, achou um saco. Já não bastava para encher a paciência dela, agora ia ter um nerd de engenharia no pé dela também. A única coisa que salvava o seu humor era o fato de que a sua maquete estava ficando excelente, se não fosse em miniatura, seria a própria faculdade.
, como recompensa por seus estudos, recebeu um trabalho extra: uma matéria para o jornal mensal da faculdade. Só os melhores conseguiam uma coluna lá, e não ia deixar essa oportunidade passar. O tema escolhido pelo professor foi uma matéria sobre o curso de Ciências Aeronáuticas.
Harry estava treinando cada vez com mais afinco. A temporada de jogos iria começar em duas semanas e ele teria uma semana de provas na semana seguinte. Estava ficando cada vez mais difícil conciliar o horário dos estudos com o dos treinos e a cada dia que passava, ele era visto estudando até tarde na sala de estudos e por vezes era encontrado dormindo em cima dos livros, na manhã seguinte.
Já Tom não tinha nenhuma prova à vista, mas nem por isso ficava sem fazer nada. Estava sempre junto de Harry na sala de estudos, ou então estudando na biblioteca de seu bloco. Raros eram os momentos de descontração, onde era visto sentado em baixo de alguma árvore, escrevendo coisas aleatórias em seu caderno.
Danny perdeu-se algumas vezes durante a semana. Uma - ou duas vezes - Dougie - ou Harry - tiveram uma surpresa ao encontrar o amigo em sua sala de aula. Claro que o fato de não possuir absolutamente NENHUM senso de direção não significava que ele fosse burro. Ele passou um longo tempo estudando e fazendo o trabalho que o grupo dele iria ter que apresentar ao fim da semana. Claro que os colegas dele preferiram ir até onde ele estava, ao invés de marcarem de encontrá-lo em algum lugar.
Com Dougie, a semana passou mais calma que a dos amigos. Como ele dava aula de monitoria, então ele recebia merecidos pontos extras. Apesar do jeito moleque e brincalhão, Dougie era inteligente. Afinal, quem mais responderia uma lista de cálculo estrutural corretamente em menos de 40 minutos, enquanto o resto da classe se descabela tentando resolver? Claro que, ao final da semana, Dougie tornou a ser chamado até a sala do professor de cálculo, e se encaminhou até lá já imaginando o que seria.
- Sim, professor Carter?
- Dougie. Lembra-se que eu te chamei semana passada?
- Sim, senhor.
- Então. A aluna em questão tirou a menor nota da turma. De novo. Então eu gostaria de te falar que a partir de segunda, ela irá pegar monitoria com você. Eu irei falar para ela te procurar e assim combinar o horário que ambos podem...
- Por que não pode ser junto com os alunos de Engenharia? - Dougie deixou escapar a pergunta.
- Porque a matéria é diferente da que você os ajuda a resolver.
- E por que um aluno de arquitetura que seja bom em cálculo estrutural não pode dar monitoria para ela?
- Porque, Dougie, e se você repetir isso para alguém terá problemas, você é um dos melhores alunos que eu já tive. É melhor para ela que seja você do que um aluno que nem tentou conseguir monitoria. E lembre-se que você irá ganhar mais pontos extras.
Dougie rolou os olhos, mas aceitou que era inevitável. E ainda fora elogiado por um dos professores mais fodas da faculdade.
- Agora, senhor Poynter, se puder dar licença, tenho uma aula que irá começar agora.
Dougie saiu da sala, e do lado de fora cruzou com os mesmos alunos - ou deveria dizer alunas e dois alunos - com quem cruzara na semana anterior. Uma das garotas lhe era levemente familiar. Franziu o cenho tentando se lembrar onde a vira, mas nada veio à memória. Deu de ombros e se encaminhou para a biblioteca, pensando em dar uma revisada na matéria até a aula seguinte.
O fim de semana correu tranquilo, não houve ensaios da banda e as meninas não saíram. Ainda estavam todos concentrados em suas próprias coisas.
Na segunda feira acordou a amiga de um modo um tanto quanto peculiar. só teria aula a tarde e virou a noite arrumando sua maquete, o que normalmente mantinha longe dela quando elas não tinham aula no mesmo período.
- , acorda, acorda, acorda. ... ACORDE! – disse pulando na cama da amiga.
- O quê? Quem morreu? Você esta bem? As meninas estão bem? OMG... Tá pegando fogo em algum lugar? – começou a se levantar totalmente desesperada e muito grogue da cama.
- Ah não, eu só quero te contar uma coisa antes de sair. – disse sentando ao pé da cama de .
- Ok, você quer morrer? Ou você bebeu? – Parou um instante pensativa.
- O que foi? – não estava gostando da cara da amiga.
- Estou pensando em uma forma bem dolorosa para matar você. – disse séria.
- Nããããão, amiga! É sério! Eu só te acordei para você ficar preparada para sua monitoria.
- Como assim para minha monitoria? Eu não vou em porra de monitoria nenhuma, você me deixou com uma puta dor de cabeça me acordando desse jeito. – brigou com a amiga.
- Maaas ... – tentou esboçar um pedido de desculpa, mas sabia que estava errada. Por alguns instantes havia se esquecido do problema da com o sono.
- Diga logo o que você quer e depois vá para sua aula.
- Ok, ok... Só que o amigo da -Homem é quem vai ser seu monitor. Ele veio aqui logo cedo e deixou isso. – entregou um papel para a amiga e saiu em seguida, um pedido de desculpas baixo veio de trás da porta depois que ela a fechou. nem sequer olhou para o papel, virou para o lado e tentou voltar a dormir.
revirou várias vezes na cama, tentando dormir novamente, mas o sono não vinha.
- Espera aí! - ela disse meia hora depois. - QUAL amigo da -Homem? - levantou-se de uma vez. - Droga. Agora que eu não consigo dormir mesmo.
Levantou-se e foi tomar um banho quente. Se tivesse o devido cuidado, não teria uma dor de cabeça mais tarde. Alguns - muitos - minutos depois, ela saiu enrolada na toalha e viu um papel no chão, perto de sua cama. Lembrava-se vagamente de lhe entregando um papel, falando algo sobre monitoria. Teria que pedir desculpas decentemente para a amiga mais tarde, apesar de ser fato consumado que não se deve acordá-la quando ela faz virada. Algo relacionado com dor de cabeça intensa, humor instável e coisas assim...
Pegou aquele papel e o abriu.
"Monitoria. Sala de estudo E no 3º andar, prédio de Engenharia. 9:30. Não se atrase. D. Poynter."
Então ele lhe deixou um bilhete com o horário de monitoria e... Enquanto colocava o papel no criado mudo, viu o relógio. Era 9:30. Estava atrasada. E seu professor iria arrancar o couro dela caso ela não fosse.
Correu até o guarda-roupa e colocou uma roupa qualquer. Pegou a mochila e foi correndo para o prédio de Tecnologia e Construção, fazendo um coque no cabelo, durante o percurso.
e estavam em sua sala de aula quando viram com uma cara de cachorro sem dono na porta, fazendo sinal para as amigas. segurou o braço de , indicando para que a amiga ficasse na sala. Pediu licença ao professor e foi ver o que a amiga queria.
- O que aconteceu, dude?
- Acho que eu deixei a com enxaqueca. – disse, parecendo infeliz.
- Relaxe, você sabe como ela é quando alguém a acorda.
- Mas ela ficou brava, e gritou comigo. E eu só queria dar o recado que o amigo do seu gêmeo deixou.
- Meu gêmeo? – a olhou interrogativa.
- É, o lerdo que eu ajudei na semana retrasada. – disse, sorrindo ao ver a cara de indignação da amiga, quando ela disse “lerdo”.
- Hey... eu não sou lerda.
- Ahaaam.. vamos enumerar as suas trapalhadas e... – foi interrompida pela amiga.
- E nada. Enfim, não se preocupe com a . Se bem conheço, ela vai te pedir desculpas, mesmo você estando errada. E você esta atrasada para a sua aula. Se a souber que você veio aqui pra falar isso, mata nós duas...
- Maass... maaas...
- E depois eu que sou a lerda... – rolou os olhos.
- Ok. Vou correr, porque se eu me atrasar mais, eu vou acabar tendo que ficar na clinica-escola o dia inteiro.
saiu em disparada pelo corredor rezando pra que nenhum professor a pegasse correndo. Uma das regras da universidade era não correr nos corredores. Mas ela estava atrasada... Entrou no seu pavilhão e chegou faltando dois minutos para um dia inteiro na clinica, digamos assim.
- Esta atrasada, senhorita . – o professor Victor a olhou, sorrindo.
- Mais dois minutos e você me teria aqui o dia inteirinho, que sorte a minha, não? – Ela riu para o professor enquanto vestia seu jaleco.
- Então turma, já que todos finalmente chegaram, eu tenho uma missão para alguns de vocês. Preciso que façam uma avaliação músculo-esquelética dos atletas da faculdade. Se dividam em grupos. As modalidades serão sorteadas, caso não entrem em um acordo.
foi a escolhida do seu grupo para sortear a modalidade. Eles queriam vôlei, então ela estava repetindo o seu mantra de vôlei. "Vôlei...Vôlei...Vôlei...Vôlei..." Quando puxou um papel onde estava escrito “rúgbi”.
"Droga!" ela pensou.
- Ok, quem quer trocar? – Marialla começou a fazer o “mercado negro”, como eles chamavam quando o professor fazia esse tipo de coisa.
- Aqui! – levantou a mão.
- , não troca, e nem adianta você vir me dizer que em vôlei tem mais lesões. – uma de suas colegas de trabalho tentou argumentar.
- Atletas de vôlei são mais flexíveis para estudos clínicos, os de Rúgbi se acham demais. - respondeu colega.
- , isso não tem a ver com ser flexível, tem a ver com os de Rúgbi se machucarem muito mais e termos mais campo para pesquisa.
- Ok, eu tenho vôlei, você tem o quê? – ela ouviu um colega da turma falando com a garota ao lado de sua mesa.
- Eu tenho rúgbi. – disse passando a frente da colega e pegando o papel que o amigo segurava.
- Desculpa, Ana, chegou primeiro.
- Desculpa, Ana, eu sou tarada por vôlei. – disse com um sorriso sarcástico para Ana.
finalizou seu ensaio e se virou, falando baixinho com a amiga.
- ? ? – sussurrou.
estava feliz escrevendo seu ensaio e sorrindo. rolou os olhos e chamou novamente.
- ?
- O QUE É? – deu um grito inesperado e assustado, como se alguém estivesse atrás dela.
- Xiiii.. – se apressou em dizer entre as risadas. O professor pigarreou levantando os olhos da sua leitura para procurar de onde vinha o burburinho na sala. As meninas se endireitaram rapidamente tentando disfarçar com sucesso.
- O que foi? – disse em um sussurro quase inaudível.
- O que a queria? – pensou um momento sobre dizer ou não, e decidiu deixar pra lá.
- Nada, bobagem. Ela e ... enfim... – disse mudando de assunto. – Vamos ao cinema hoje? Vamos hein? – começou a falar super empolgada, encontrando o olhar do professor e abaixando a cabeça imediatamente.
- Senhorita ? – se endireitou na cadeira, pensou um momento e antes que falasse alguma besteira, interrompeu.
- Já terminamos o ensaio que o senhor pediu, estamos liberadas? – pôde ouvir o respiro aliviado da amiga atrás dela.
- Ah, já? Então me entreguem e podem sair.
e se encaminharam para a biblioteca da faculdade, precisava pesquisar sobre o tema do seu artigo no jornal antes de entrevistar um veterano de C. A.
corria pelo corredor do bloco de Ciências Exatas, já eram 9:40 e ela estava ficando cada vez mais nervosa. Aonde era mesmo a sala? Olhou novamente no bilhete e parou em frente a uma placa onde dizia 3º andar – Engenharia.
- Pelo menos eu estou no lugar certo, obrigada Senhor por eu não ser a , obrigada, obrigada. – Olhou para o fundo do corredor e viu a sala de estudos. Correu em direção à sala. Abriu a porta e viu um garoto com a cabeça deitada sobre uma mesa.
- Er... oi.
- Está atrasada. – ele falou, levantando a cabeça e olhando para ela.
“Puta.Que.Pariu! Que olhos são esses?”
- Foi mal... eu dormi um pouquinho demais.
- Imaginei. Pelo menos recebeu o recado. Mas saiba que da próxima vez eu não vou aceitar atrasos.
- Hum... ok. – ela se aproximou cautelosamente e deixou seu material em cima da mesa. – Eu sou a , a propósito. .
- Dougie Poynter, seu monitor.
- Certo. Prazer.
Ele apenas concordou com a cabeça. se batia mentalmente. Ela, obviamente, tinha o deixado nervoso. E ele era o amigo gato do -Homem. O loiro amigo gato do -Homem que, segundo fontes seguras que atendem pelo nome de , a tinha secado.
- Eu acho que eu... devo... hum... – mordeu a parte de dentro da boca. – desculpas... pelo o meu atraso.
Dougie olhou para ela com uma sobrancelha levantada.
- Você achou isso difícil? – ele perguntou, e podia jurar que ele tava escondendo um sorriso.
- O quê?
- Pedir desculpas.
- Por quê?
- Você falou como se estivesse sendo torturada.
- Eu não peço desculpas. Nunca.
- Hum. Então, vamos começar? Com essa conversa fiada agora estamos atrasados 20 minutos.
sentou-se, calada, ao lado dele enquanto Dougie abria o livro dela e ia até a página indicada pelo professor para que ele começasse o monitoramento.
Danny saiu do carro de Sam animado. Adorava fazer pesquisa de campo. E aquele supermercado era uma boa influencia. Era o maior da região e começou como um pequeno mercado de esquina. Se eles queriam uma influência de uma empresa que não só sobreviveu ao mercado como também cresceu e expandiu, ali estava um ótimo exemplar.
- Danny, - repetia Camille pela milésima vez. – não se afaste da gente, olhe por onde anda, e por favor, mantenha o celular ligado.
- Tá booooom. – ele retrucou entediado.
Assim que entraram na loja, foram atrás do gerente, com quem tinham marcado um horário. O grupo andava olhando para trás, para ter certeza que Daniel ainda estava ali.
- Onde está o Danny? - Nick perguntou ao notar que Jones não estava mais atrás deles.
- Ah não!
Danny Jones era um grande fã de Bruce Springsteen. Todos sabiam disso. E enquanto seguia os amigos, viu, entre um corredor e outro, uma prateleira cheia com o DVD London Calling: Live in Hyde Park. E ele ainda não tinha esse DVD. Correu até a prateleira e pegou um. Ele iria comprar agora mesmo!
- Onde fica o caixa mesmo? – olhou para os dois lados e resolveu seguir pela direita. Comemorou quando viu algumas filas e moças atrás de caixas registradoras. Ele acertara o caminho! Uma placa informava que ao lado direito ficava a fila rápida para pessoas com menos de 10 itens. Foi até lá. Rapidamente pagou e já ia saindo do supermercado com o seu novo DVD em uma sacola, quando se lembrou que viera ali para fazer um trabalho.
- Ué! Onde está todo mundo? É só eu virar as costas um segundo que todo mundo some.
Danny tornou a entrar na loja, colocando a mão no bolso atrás do celular.
“AAAAAAAAAH! Ele tava descarregado! Deixei no quarto!!” Ok. Não tinha como ligar para nenhum dos seus amigos...
- Vai na raça, Danny. – ele foi andando no supermercado, olhando em cada corredor, gritando pelos nomes dos amigos.
Mas não houve resposta.
- Daniel Jones, seu amigo John o aguarda na gerência. Atenção, Daniel Jones. John o aguarda na gerência.
- Olha! Uma voz misteriosa! Uma voz misteriosa que tá chamando por uma pessoa que tem o meu nome e um amigo com o mesmo nome que o meu. Epa! Como essa voz misteriosa me conhece e sabe que eu tenho um amigo chamado John? E se for uma armadilha para me seqüestrar e me levar para... para... MADAGASCAR! Espera aí... Se eu for seqüestrado e abandonado em Madagascar, então eu irei aparecer no filme e o Tom vai me ver e vai me resgatar!
Então, cantando “I Like to Move it”, Danny foi andando em busca do local onde ficava a gerência. Foi preciso perguntar 7 vezes, se perder 9 e, incrivelmente, perceber 3 vezes que estava fora do supermercado, para que uma atendente se apiedasse dele e o levasse, pela mão, até a gerência.
- Achei vocês! – ele disse depois de agradecer pela ajuda da garota.
- Você achou ou te trouxeram até aqui? – perguntou Sam.
- Dá na mesma. Então... vamos começar?
Os amigos riram um pouco antes de sentarem em frente à mesa onde estava o gerente.
Tom estava ficando realmente irritado com a matéria. Não que ele não soubesse o conteúdo, mas ele não conseguia se concentrar, não conseguia prestar atenção nas palavras. O seu estudo definitivamente não estava progredindo, tudo por culpa de Katherine. Respirando fundo, Tom colocou a cabeça em cima dos livros e ficou pensando.
Tivera uma relação longa com Katherine, até descobrir a traição. Foi quando terminou tudo. Mas ela não queria o fim, vivia correndo atrás dele, tentando seduzi-lo. E ele ainda gostava dela, não podia negar. Ainda com a cabeça abaixada, ouviu passos atrás de si, e um perfume que ele reconheceria em qualquer lugar.
- O que foi Katherine? – ele perguntou antes mesmo que ela pudesse falar algo.
- T-T-Tom... – ela chamou gaguejando, com uma voz chorosa.
Ele se virou abruptamente, preocupado. Katherine não costumava chorar. Não em público.
- O que foi?
- Eu-u pre-preciso d-da su-sua aju-da-da.
- O que foi Katherine? – tornou a perguntar. – Respire fundo. Se acalme e conte o que aconteceu.
Ela estava tremendo. Tom se levantou rapidamente e jogou os materiais de qualquer jeito dentro da mochila. Jogou-a nas costas e abraçou a garota.
- Vem, eu te acompanho até o seu dormitório.
Katherine concordou e repousou a cabeça no ombro dele.
Ao chegarem ao quarto dela, Tom a colocou sentada na cama e sentou-se ao seu lado.
- Está mais calma?
Ela apenas concordou.
- Quer me contar o que aconteceu?
Uma negação com a cabeça foi a resposta.
- Ok. Eu estou aqui. Não precisa mais chorar.
De acordo com as informações do professor, ela poderia encontrar aquele tal aluno tão bom naquele prédio. subiu até o andar onde era a biblioteca, foi até a bibliotecária e chamou a atenção dela.
- Por favor, você sabe se Thomas Fletcher está aqui? Fui informada que talvez ele estivesse.
- Ah querida. Eu não sei. O vi aqui mais cedo, mas parece que ele não está na cadeira habitual dele. – ela apontou para uma mesa. – Mas aqueles são colegas dele. Você poderia perguntar para algum deles.
- Obrigada.
- Por nada, querida.
foi até a mesa onde um grupo de garotos estudava, concentrados.
- Er... desculpe interromper.
Seis cabeças levantaram-se confusas de seus livros e fitaram a pequena loira parada ali ao lado deles.
- Pois não? – um deles perguntou a encarando confuso.
- Vocês conhecem Thomas Fletcher?
- O Tom? Sim.
- Sabem onde eu posso encontrá-lo?
- Olha, eu o vi saindo naquela direção... – o que estava ao lado dela apontou, esbarrando a mão sem querer na dela, e fazendo-a derrubar o celular. – Opa! Foi mal.
se abaixou e pegou o celular. Viu embaixo da mesa um livro. O pegou e levantou-se rapidamente, ainda ouvindo o que aqueles meninos falavam.
- É, mas ele estava com Katherine, não é?
- Quer dizer que eles voltaram?
- Não sei. Acho que não. Ela não parecia legal. Ele deve ter ido levá-la até o dormitório dela.
O mesmo que havia mostrado a direção para se virou para ela e disse:
- No prédio 5 dos dormitórios, segundo andar. O Tom deve estar lá, provavelmente na sala comum, conversando com a ex dele. Katherine Summers.
- Obrigada! – ela deu meia volta e assim que saiu da biblioteca percebeu que ainda estava segurando o livro que tinha encontrado. Abriu o livro e olhou o nome na capa. Iria devolver o livro para a bibliotecária, mas o nome que estava lá era justamente do menino que procurava: Tom Fletcher.
Então ela ia ter que encontrar ele de qualquer jeito, tinha que devolver o livro dele.
Foi andando rapidamente até o dormitório da menina, esperando ansiosamente que encontrasse logo esse Tom Fletcher e pudesse fazer logo a matéria que tinha que entregar para o professor.
Subiu as escadas rapidamente e foi até a sala comum. Não viu nenhum casal ali, só algumas meninas sentadas nos sofás assistindo televisão ou conversando. Foi até uma delas que lia um livro e, odiando-se por ter que fazer isso, lhe chamou a atenção.
- Desculpa. Você conhece Katherine Summers?
- Ah sim. Quarto 207. Acho que a vi indo para lá mais cedo.
- Obrigada!
Foi andando feliz até lá. Poderia perguntar para ela se ela sabia onde encontrar o Thomas. E até mesmo pedir para que ela devolvesse o livro para ele.
Ao chegar ao quarto 207 viu a porta quase inteiramente aberta, e dentro do quarto, em cima da cama, um casal estava se agarrando. Ficou em choque. Não por um casal de namorados estarem...namorando, mas por estarem fazendo isso com a porta do quarto aberta.
Sabia quem era aquele garoto. Era um dos amigos gatos do -Homem. O que ela achara o mais incrivelmente bonito de todos, apesar de não comentar isso para nenhuma das amigas.
Deu meia-volta e tratou de sair rapidamente daquele lugar. Estava muito corada. Não queria ser pega olhando um casal quase se agarrando. Poderia falar com Tom depois. Agora ele estava muito ocupado.
Tom afastou-se abruptamente.
- Katherine. Não! Eu já falei. Não existe mais “nós”.
- Mas Tommy.
- Esquece essa coisa de Tommy. Acabou! Não adianta ficar me perseguindo.
Katherine começou a chorar novamente.
- Não, Katherine. Não vou cair nessa de novo. Por favor. Só não faça isso de novo.
- Mas Tom...
Ele se levantou e deixou o quarto sem nem mesmo ouvir o que ela tinha a falar.
Desceu as escadas calmamente e saiu do prédio. Mal prestava atenção nas pessoas com quem esbarrava. Passou por um grupo de pessoas. Estava cansado de Katherine e da atitude dela.
Olhou para o relógio de pulso e percebeu que Harry deveria estar no treino de rúgbi.
Foi apressadamente até o estádio e sentou na arquibancada enquanto via Harry treinando.
Harry olhou de relance para a arquibancada assim que fez mais um ponto. Tom estava ali com uma cara de poucos amigos. Revirou os olhos. Ali tinha coisa, e atendia pelo nome de Katherine.
Foi pensando assim que voltou a jogar, e não estava com a cabeça completamente no treino. Correu até o jogador que estava com a posse da bola e acabou sendo interceptado por Anthony. Rapidamente tentou reverter a posição em que se encontrava. Levantou-se rapidamente e tentou bloquear o avanço do outro jogador, mas uma dor lancinante em seu ombro o fez hesitar na hora que conseguiu a posse da bola. Fez um passe rápido para o colega mais próximo e evitou contatos diretos com os outros jogadores, ficando mais como base. Não que tivesse algum problema com dor, mas não queria estar machucado antes da primeira partida.
Assim que o treinador apitou o fim do treino, Judd começou a se encaminhar até onde Tom o aguardava.
- Judd?
- Sim, treinador?
- Venha até aqui.
Harry deu de ombros e foi até ele.
- O que foi aquilo?
- Aquilo, senhor?
- Você hesitou. Por quê?
- Não, senhor...
- Espero que esteja tudo ok com seus músculos. Se eu desconfiar que haja algo errado, você vai ficar sem jogar o próximo jogo. E colocarei o senhor McLaggen no seu lugar.
Harry olhou para Anthony, que parecia realmente satisfeito consigo mesmo.
- Sim, senhor.
- Agora, chuveiro, Suma da minha frente antes que eu chegue à conclusão que é melhor colocar o McLaggen agora.
Apressadamente Judd pegou suas coisas e foi para o vestiário. Minutos mais tarde voltou limpo e com a mochila nas costas. Sentou-se ao lado de Tom e perguntou.
- O que aconteceu?
O loiro rapidamente resumiu a história, com uma expressão emburrada enquanto Harry apenas o encarava.
- Você sabe, né Tom, que por enquanto não há nada a ser feito. Ela vai continuar seu pé até que ela encontre outra pessoa para ficar no pé...
- Mas por que eu? Por que não outra pessoa qualquer?
- Porque você é o Tom. Você é legal e todo mundo quer ser seu amigo. Agora, pare com esse ataque emo, pegue seus materiais e vá para o quarto descansar um pouco.
Tom se levantou e começou a andar até perceber que o amigo não o acompanhava.
- Você não vem?
- Não. Tenho que ir à minha biblioteca estudar um pouco.
- Você quem sabe, dude.
Ele apenas acenou para o amigo que ia saindo, até que se viu sozinho na arquibancada. Levou a mão que estava erguida até o ombro e fez uma pequena massagem. Estava doendo um pouco alem do normal, mas não o suficiente para fazê-lo reclamar com alguém. Aquelas partidas eram importantes demais para ter que se afastar por causa de um ombro doendo!
Chegou a rir da hipótese. Sabia, como desportista, que qualquer dor muscular, o melhor a ser feito era buscar um médico. Levantou-se e voltou a andar pelo campus. Mas sabia também que se apenas se deitasse e descansasse, no dia seguinte estaria melhor.
Parou no meio da praça, olhando para o edifício de saúde, que ficava a frente do hospital-escola. Será que deveria ir lá, só para uma rápida consulta? Será que o treinador ia ficar sabendo? Antes que mudasse de ideia, retomou seu caminho até o prédio de sua área para pegar o livro que precisava.
- Besteira... – disse para si mesmo, enquanto fazia o registro do livro com a bibliotecária. – Não preciso de ninguém para me dizer que amanhã o meu ombro está melhor. Isso. Vamos lá. Tenho coisas mais importantes para fazer.
E voltou para o seu dormitório onde encontrou Tom capotado na cama, como se da forma como ele chegou, ele tivesse se jogado ali, a não ser pelo incrível número de livros espalhados pelo chão, folhas de conteúdos antigos soltos por todo o quarto. Harry deu de ombros, e, seguindo a ideia do amigo, se jogou na cama e dormiu quase instantaneamente.
Continua...
Nota da Autora Kah:olááá amoras! Primeiro, obrigada pelos comentários. foi lindo ver que tivemos um número grande de comentários logo no primeiro capítulo.
Primeiro, eu queria me desculpar pela demora.
Esse capítulo foi quase inteiramente feito por mim porque a Rê teve uma série de testes na faculdade... e quando ela ficava livre para que escrevêssemos, aí EU tinha trabalhos para fazer.
De qualquer forma, conseguimos terminar o segundo capítulo.
Queremos a opinião de todas. Estão gostando da forma como está sendo escrita? Querem capítulos maiores? Menores? Mais ação... mais... romance? Podem falar... a caixinha de comentários está aí e nós estamos sempre checando. A propósito, nós respondemos os comentários lá mesmo, então se você comentou no capítulo passado, nós teremos respondido o seu comentário lá. E qualquer dúvida vocês podem SIM nos perguntar lá....Qualquer tipo de pergunta. :D
Agora, passo a bola para a Rê, porque acho que fiz uma NA gigante demais para quem está morrendo de sono, mas ainda assim acordada as 4:30am.
ps.: Galereeee... cês tão vendo o Little Poynter no I'm a Celebrity???? Tô adoraaaando. hauhauahuah
ps².: Acompanhe a gente no Twitter. Lá a gente está sempre falando de como está indo a fic e de quem é a vez de escrever e se já enviamos ou não para a Gabee
Kah Chaves
@misty__ynyn|Kah Tumblr
Nota da Autora Rê: Olá pessoal, como a Kah já disse, esse fim de semestre foi meio complicado pra mim, mas como prometemos, está ai mais um cap. Não tenho muito o que dizer, o capitulo esta divertido, espero que vocês continuem mostrando a mesma empolgação do primeiro cap. Boa leitura pra todo mundo, e agora ninguém mais precisa se preocupar, já estamos quase de férias e os capitulos sairão mais rápido. A Kah ficou até as 4:30am escrevendo, eu deveria estar com ela, mas minha energia acabou então eu fiquei basicamente o mesmo tempo que ela, só que no meu quarto no escuro, sem poder fazer nada.. haha.. E quem ai esta vendo o nosso lindo Judd dançando? eim? eim? 'risos'. Boa leitura a todos, divirtam-se!!
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