História por Gabby | Revisão por Taaci



Capítulo 1

Eu não poderia dizer que não estava nervosa. Sair de Fall River, uma pequena cidade aos arredores de Boston, direto para Londres com certeza seria uma grande mudança. Deixar simplesmente tudo para trás era o que eu mais queria. Esquecer quem eu fui e me concentrar em quem eu seria a partir de agora.
Deixar minha instável e louca tia sozinha por muito tempo não me pareceu uma boa idéia. Desde que meus pais morreram eu me perguntava quem cuidava de quem. Eu precisava sair daquela cidade se eu quisesse ser alguém, mas no fundo eu sabia que sair de lá era uma fuga.
Minha profissão não me permitiria estar aqui na primeira classe de um avião, mas ao morrerem, meus pais que sempre foram muito preocupados com meu futuro, deixaram-me uma boa quantidade de dinheiro no banco. E que, por mais louca e instável que minha tia fosse, eu tinha que admitir, ela sabia muito bem administrar todos os meus bens e tinha um sexto sentido em prever bons negócios, fazendo minha herança render mais do que eu esperava.
Não tive problemas em ajeitar minha bagagem no avião e logo já estava sentada confortavelmente em meu banco, observando as luzes do lado de fora da janela. Não pude evitar a nostalgia tomar conta de mim, mas eu sabia que havia tomado a decisão certa. Peguei o livro que estava em minha bolsa, "Orgulho e Preconceito", e o abri no primeiro capitulo. Eu já havia lido um milhão de vezes, uma vez que qualquer escola que se prezasse obrigava os alunos do colegial a lê-lo, mas eu continuava sendo apaixonada por esse livro. Não importava quantas vezes eu já havia lido, eu sempre adorava lê-lo de novo. Mesmo após anos, esse livro ainda conseguia prender minha atenção. Já estava preparada para me desligar de todo o ambiente do avião e me concentrar completamente no livro, quando de repente um perfume diferente entrou em minhas narinas. Um cheiro marcante e ao mesmo tempo delicado, algo como canela e alguma outra coisa que eu não consegui identificar, fazendo com que meus olhos se fechassem involuntariamente para que eu pudesse sentir aquilo melhor. E quando os abri observei a figura de um homem se sentando ao meu lado.
Em fração de segundos, eu reparei nele dos pés a cabeça. Sua pele aparentava ser tão macia quanto veludo, seus cabelos caíam levemente em seu rosto perfeitamente desenhado, seus olhos tão expressivos e intensos e em sua boca se alargava num sorriso contagiante. Estava vestido casualmente, uma blusa de algodão social dobrada até os cotovelos e com dois botões soltos, o que fez meus olhos imediatamente saltarem para a parte descoberta.
"Boa noite!" sua voz rouca e sedutora falou próxima a mim e eu acordei do transe que me encontrava. Limitei-me a dar um sorriso amarelo, creio eu, meio corada por ele ter me visto assim tão vulnerável e voltei minha atenção para o meu livro, tentando ignorar o fato de ter um semideus sentado ao meu lado. Por algum tempo, minha tentativa de me prender a leitura foi em vão, devido àquele cheiro que estava me entorpecendo, mas com o tempo minhas narinas foram se acostumando com o cheiro do paraíso.

Minha vista dava os primeiros sinais de cansaço pela leitura, quando ouvi uma voz feminina no corredor.
"A senhorita deseja jantar agora?" Uma voz enjoada me perguntou de má vontade. Procurei não me aborrecer e apenas respirei fundo antes de responder.
"Não, obrigada. Mas eu gostaria de saber quais são as sobremesas." Perguntei igualmente indiferente tentando, em vão, não reparar no estranho que estava ao meu lado. Ele parecia estar lendo alguma coisa, porém eu pude perceber um sorriso discreto aparecer em seu rosto depois da minha pergunta.
"Temos crème brûlée ou cheese cake." Ela respondeu com a voz arrastada e eu desviei a minha atenção do estranho, para direcioná-la à aeromoça. Percebi que ela também estava olhando para o estranho ao meu lado, porém de um modo menos sutil que o meu. Na verdade, parecia que ela estava a um ponto de atacar ele e tirar todas as suas roupas. Balancei a minha cabeça, desviando isso de meus pensamentos e olhei para as duas sobremesas no carrinho. Ambas pareciam deliciosas, eu não saberia qual escolher.  
"Acho que vou ficar com as duas opções" falei, finalmente desistindo de escolher uma e optando logo pelas duas. Doces eram o meu ponto fraco.
"Me desculpe, senhorita. Isso não é possível. Apenas uma opção!" ela falou entediada e com uma certa raiva ainda, sem desviar sua atenção do estranho ao meu lado, e eu a encarei incrédula.
"Eu não quis jantar, pago a primeira classe e não posso nem ao menos pedir duas sobremesas?" falei um pouco irritada com a falta de educação dela, que apenas negou com a cabeça e fez cara feia. Bufei e abaixei a minha cabeça, voltando minha atenção ao livro que estava no meu colo. "Então não vou querer nada, obrigada."
Percebi o olhar daquele cara sobre mim, com um sorrisinho debochado, e eu me perguntei se ele devia estar me achando uma tolinha mimada. Mas a verdade é que eu pouco me importava. Aquela aeromoça havia conseguido me deixar mal humorada. Negar algum doce para mim era algo que rapidamente me deixava de mal humor. Ele fez sinal para a aeromoça se aproximar e cochichou algo que eu não pude entender, mas a vi sorrir prontamente, fazendo-me revirar os olhos.
"Claro, . O que eu já não fiz e não faço por você!" ela falou, ignorando totalmente minha presença enquanto ele lhe lançava uma piscadela. Antes que eu me desse conta, dois pratos de sobremesa já estavam na minha bandeja. Não pude evitar dar um sorriso para o estranho e comecei logo a degustar minha sobremesa.
"De nada, tá?" ouvi uma voz sussurrar em meu ouvido e o encarei sorrindo, vendo-o morder os lábios.
"Eu não pedi para fazer aquilo." falei sorrindo vitoriosa e ele soltou uma risada gostosa, a qual eu não pude evitar rir junto.
"Não mereço um 'obrigado'?" ele perguntou, cínico, e eu voltei a olhá-lo. Ele era realmente lindo. Tive que me forçar a desviar o olhar e focar a atenção na sobremesa novamente.
"Não vou agradecê-lo pelos seus joguinhos de sedução com uma aeromoça. É nojento!" falei rindo e o vi me acompanhar com os olhos, que pareciam procurar alguma coisa em mim.
"Tudo bem." ele falou parecendo derrotado e voltou a olhar para frente. Fiz o mesmo e comi bem devagar cada porção das minhas sobremesas, aproveitando cada garfada que eu dava. Estavam realmente deliciosas, e quando acabei apenas recostei minha cabeça no banco, sentindo-me realmente satisfeita. O clima começou a ficar mais frio e eu procurei um cobertor, cobrindo-me em seguida. Já estava começando a me acostumar com o silêncio e a me sentir um pouco sonolenta, quando ele foi quebrado pelo estranho ao meu lado.
"Indo fazer o que em Londres?" senti seu olhar intrigado sobre mim e me encolhi mais sobre o cobertor.
"Trabalho." respondi sem nem ao menos olhar para ele, tentando evitar uma conversa indesejada. Eu não queria pensar do por que eu estar indo. Nem da minha fuga. O silêncio voltou, mas logo foi interrompido novamente.
"Vai ficar muito tempo?" ele perguntou, agora sem me encarar. Parei um tempo para pensar no que dizer. Essa pergunta eu não saberia responder nem se eu quisesse. Ele voltou a me encarar, mostrando que estava esperando pela minha resposta. Dei os ombros e olhei para baixo.
"Talvez." falei, não sabendo o porquê do interesse daquele estranho sobre mim.
"Você tem namorado?" surpreendi-me com a pergunta, que me pegou de baixa guarda e o encarei incrédula. Um sorriso cinicamente inocente brincava em seu rosto e eu apenas revirei os olhos sorrindo e voltei a atenção para o meu livro, que estava aberto perto de mim.
"Você não costuma falar muito, não é?" ele perguntou e eu lancei um breve olhar para ele, logo desistindo de tentar novamente ler o livro e o guardei em minha bolsa. Encostei minha cabeça no banco e fechei meus olhos.
"Eu estou com sono." foi tudo o que eu disse e acho que ele entendeu. Sua presença era realmente perturbadora e eu me perguntava como estava conseguindo ser tão indiferente a ele e toda sua beleza. O cheiro dele ainda estava impregnado em mim e às vezes, quando nossos braços se tocavam casualmente, sentia uma onda de eletricidade percorrer meu corpo. Era difícil estar ao lado dele e manter minhas mãos paradas. A vontade que eu tinha era seguir os instintos que gritavam dentro de mim e agarrá-lo ali mesmo, mas felizmente meu bom senso funcionava às vezes. E foi com tantos pensamentos profanos que eu acabei pegando no sono.

Minhas pálpebras pesadas abriam lentamente, acostumando-se com o ambiente. O avião estava praticamente as escuras e tudo que se podia escutar eram a respiração pesada e os roncos das pessoas ao redor. Olhei meu relógio e faltavam apenas 1h30min de vôo. Mexi-me incomodada no banco e vi meu companheiro de poltrona resmungar alguma coisa enquanto dormia.
Eu já não aguentava mais ficar parada ali, então resolvi que já era a hora de fazer uma visitinha ao banheiro. Levantei-me e tentei ser o mais imperceptível ao passar por ele e aparentemente consegui. Caminhei até o final do escuro corredor, chegando até a porta do banheiro. Certifiquei-me de que o painel do banheiro estava escrito desocupado e empurrei a porta tentando abri-la, porém, ela parecia estar emperrada. Fiquei alguns minutos tentando forçar a porta, em vão, e quando eu já estava pronta para xingá-la pela última vez e voltar para meu assento, eu senti um braço musculoso forçá-la com força e abri-la facilmente.
Antes que eu pudesse virar o rosto para ver quem era a alma caridosa que havia resolvido me ajudar, eu senti novamente um cheiro delicioso de canela com mais alguma coisa e uma respiração quente no meu pescoço.
"Você não vai me agradecer agora não? Acha que não precisou da minha ajuda?" escutei sua voz suave e arrastada soprar em meu ouvido e senti leve calafrios por todo meu corpo. Respirei fundo, tentando organizar uma frase, mas a proximidade de nós dois e seu cheiro cada vez mais perto de mim estavam me deixando tonta e me impediam de conseguir formular algo que fizesse sentido. Aos poucos, senti seu corpo colar no meu.
"Obrigada." foi o que eu consegui falar e um pingo de sanidade que me restava me fez lembrar onde nós estávamos. Com muita dificuldade, eu respirei fundo, ignorando o cheiro delicioso que entrava pelas minhas narinas, conseguindo me afastar de seu corpo e entrar no banheiro. Quando eu estava fechando a porta, percebi que havia algo me impedindo e o vi escorado na porta, olhando-me intensamente.
Lentamente, ele foi entrando e fechando a porta atrás dele, sem desviar seu olhar de luxúria sobre mim. À medida que ele se aproximava, eu me afastava, até ficar encurralada na parede daquele pequeno espaço.
"O que você está fazendo?" perguntei, sem conseguir evitar que um sorriso malicioso brotasse em meu rosto. Mesmo que aquilo tudo estivesse me assustando, meu corpo gritava pelo dele mais do que qualquer outra coisa. Aos poucos, senti minha respiração ficar cada vez mais pesada e seu corpo se aproximar mais ainda do meu, prendendo-me contra a parede.
"Acho que você precisa da minha ajuda." ele respondeu, com sua boca contra meu ouvido, fazendo-me arrepiar. "Quero ver se você vai me agradecer por isso." ele falou, enquanto começava a distribuir beijos pelo meu pescoço. Minhas mãos pareciam ter tomado vida própria e foram para seus cabelos, puxando-s com tanta força que fez com que ele soltasse um gemido. Senti meu corpo se esquentar mais ainda e toda a razão e prudência pareciam ter desaparecido do meu corpo nessa hora.
"E o que você pode fazer para me ajudar agora?" eu perguntei, com minha boca perto de seu ouvido e o vi sorrir. Eu sentia a adrenalina percorrer pelo meu corpo e eu parecia não estar pensando sobre as minhas ações. Eu apenas estava seguindo as minhas vontades, e a maior delas era fazer coisas meio - ou totalmente - indecentes com aquele homem lindo que estava na minha frente.
"Posso te ajudar com os botões." ele falou sensualmente, fazendo-me esquecer o resto da minha sanidade mental enquanto via suas mãos irem até o botão de minha calça jeans e desabotoá-lo.
Logo após isso, suas mãos foram para minha cintura e eu senti seu cheiro cada vez mais perto de mim. Senti ele apertar forte minha cintura, ao mesmo tempo em que a puxava para mais perto dele. Sua boca, antes em meu pescoço, buscou a minha com urgência. Sua língua logo pediu passagem e senti os hormônios se manifestarem com toda intensidade dentro de mim.
Minhas mãos passeavam livremente por debaixo de sua blusa, sentindo aquele tórax perfeito pelas palmas das minhas mãos. Ouvi-o soltar um gemido baixo quando passei minhas unhas por seu abdômen e sorri satisfeita. Suas mãos procuravam a barra da minha blusa e me arrepiei ao sentir seus dedos quentes tocarem minha pele por baixo da roupa. Nossas respirações estavam ficando cada vez mais pesadas e, apesar do ar parecer vital, naquele momento a necessidade da boca dele na minha parecia muito mais.
As mãos dele dedilhavam ao redor dos meus seios de uma maneira enlouquecedora e logo ele os apertou com tudo, fazendo-me soltar um gemido abafado. Eu estava tendo uma explosão de prazer e era inacreditável como cada simples toque dele me fazia enlouquecer. As suas mãos desceram até minhas coxas e ele as segurou com força, levantando-me. Passei minhas pernas por sua cintura e ele me guiou as cegas até a pia.
Eu ainda estava agarrada aos seus cabelos enquanto suas mãos acariciavam minhas coxas e nossas línguas dançavam numa perfeita sincronia. De repente, ele libertou nossas bocas, fazendo-me gemer em reprovação e ele sorriu. Suas mãos subiram devagar até levantarem minha blusa e eu senti novamente sua língua em meu pescoço. Meu corpo estava completamente em êxtase e sem ter mais nenhum controle sobre ele, eu segurei seus cabelos com força, procurando mostrar a ele o quanto o meu corpo necessitava do seu.
Suas mãos logo trataram de arrancar minha calça e, antes que eu me desse conta, ela estava jogada no chão do banheiro. Imediatamente o puxei de volta, colando nossas bocas novamente. Eu passava minhas mãos por cada centímetro daquele corpo perfeitamente esculpido. De repente, eu separei nossas bocas e o empurrei, descendo da pia e o empresando contra a parede. Ele sorriu pervertidamente quando eu o fiz. Desci minhas mãos lentamente até o cós de sua calça, dando-lhe um breve beijo antes de continuar. Fui abrindo lentamente cada botão de sua camisa e trilhando um caminho de beijos até chegar próximo a barra da sua calça.
Abri devagar sua calça e a abaixei até a canela. Vi-o encostar a cabeça na parede ofegante já prevendo minhas intenções. Olhei maliciosamente para ele e por fim abaixei suas boxers, vendo o seu amiginho já bem alegre.
Massageei suavemente seu membro e escutei um gemido sair dos seus lábios, fazendo-me ficar mais excitada ainda. Intensifiquei o ritmo de minhas mãos em seu membro, escutando tentar abafar seus gemidos, que estavam cada vez mais urgentes.
Após algum tempo, subi meus beijos por seu corpo e ele me puxou para mais um beijo intenso que não durou muito tempo, pois estava nítido que ele não agüentaria muito mais. Então mais uma vez ele me colocou sobre a pia e colou nossas bocas, e nosso corpo, até com certa violência e habilidosamente arrancou minha calcinha.
Ele, já em desespero por aquilo tanto quanto eu, tirou uma camisinha do bolso da calça. Então, quando estava pronto, senti suas mãos correrem com força pelas minhas coxas enquanto eu apoiava meus braços em seu pescoço e num movimento rápido e preciso eu pude senti-lo dentro de mim. Colei minha boca em sua nuca para abafar o gemido que estava preso na minha garganta enquanto ele soltava a respiração pesada em meu pescoço.
Seus movimentos eram fortes e faziam meu corpo implorar pelo dele. Eu tive que me controlar para não ser pega aos gemidos. Suas mãos agarravam minhas coxas e eu estava quase lá. Senti nossos corpos transpirarem e seu cabelo já estava molhado de suor. Senti ele intensificar ainda mais os movimentos, sentindo uma explosão de prazer e meu corpo se relaxar. Senti que ele diminuiu os movimentos e seu corpo todo relaxou junto ao meu. Abracei seu pescoço e senti sua respiração descompassada bater em mim. Dei uma risadinha sem graça, ainda abraçada ao seu pescoço e sem olhar em seus olhos.
"O que foi?" escutei sua voz, agora calma, enquanto ele fazia singelos carinhos em meus cabelos.
"Eu não acredito que eu acabei de ter uma rapidinha com um estranho no banheiro de um avião." eu mordi os lábios, pensativa, sem saber de onde eu havia tirado coragem para fazer isso.
"E valeu a pena?" ele perguntou, dando-me um selinho. Um sorriso curioso brincava em seu rosto e tive que me segurar para não me derreter completamente por ele naquele instante.
"Ainda não sei dizer. Só posso dizer que agora não estou arrependida." Fiz uma cara pensativa tentando, em vão, fazer um charme. "Mas se amanhã eu descobrir que você é um serial killer eu provavelmente me arrependerei." Ele ficou me olhando intensamente e com uma expressão que eu não conseguia entender, enquanto passando a mão em meu rosto, fazendo-me fechar os olhos para sentir melhor o seu carinho. Estranhamente eu me sentia bem perto dele. Sem consegui me segurar, um sorriso brotou em meu rosto.
"Você fica linda quando sorri." Ele fez uma cara inocente e riu ao ver o meu embaraço. "E muito mais divertida quando não está com sono." E antes que eu pudesse responder, escutei uma batida na porta e imediatamente senti todos os músculos do meu corpo congelarem.
"Está tudo bem aí?" escutei a voz de alguém, que eu julguei ser uma aeromoça. Ele me olhou com uma cara de criança quando apronta e eu tapei sua boca para que ele não desse uma risada alta.
"Na... Não... Está tudo bem... Eu estava um pouco enjoada, mas estou melhor... Me dê só mais cinco minutos." falei meio gaguejando, enquanto tentava desesperadamente pegar minhas roupas e vesti-las um pouco espremida naquele lugar. O meu desespero foi tanto que eu havia conseguido rapidamente me vestir.
Assim que eu terminei, já estava dando as costas para abrir a porta, quando senti dois braços musculosos me puxarem e logo após isso uma boca se encontrar com a minha. Abri a boca em surpresa e o estranho aproveitou isso para aprofundar o beijo. Suas mãos passavam sensualmente em meu corpo e sua língua explorava toda minha boca. Minha mãos foram parar em sua nuca, onde eu brincava com os seus cabelos e sentia suspirar cada vez que eu os puxava com um pouco mais de força. Assim que nos separamos do beijo eu abri a porta e saí ainda meio atordoada.
Fui meio cambaleante voltar a minha poltrona. Deixei meu corpo relaxar e recostei a cabeça para trás. Aos poucos minha respiração foi voltando ao normal e eu me dava conta do que tinha acabado de acontecer. Por mais estranho que parecesse eu não conseguia me arrepender do que havia feito.
"Oi." ouvi novamente aquela voz, enquanto ele se sentava ao meu lado. Virei meu rosto e o encontrei com um sorriso de moleque travesso que me fez sorrir.
"Oi." respondi da mesma forma que ele falou, com um sorriso bobo no rosto. Mordi os lábios, em dúvida de como agir quando senti sua mão sobre a minha e seus dedos se entrelaçarem nos meus. Olhei pra ele, que ainda sorria.
"Meu nome é ." eu disse meio envergonhada, porém me estranhamente sentindo mais confortável nessa situação. Escutei uma risada gostosa e vi um sorriso lindo brotar em seu rosto.
", ." ele disse numa voz meio James Bond e levou minha mão, que estava entrelaçada na sua, para sua boca, depositando um leve beijo no local, enquanto me fazia rir com sua atitude.
"Então você não é um assassino em série, e sim um detetive da CIA?" eu perguntei ainda rindo para ele e o vi abrir um sorriso misterioso.
"Já trabalhei para a CIA, mas aposto que não é a que você está pensando." ele disse ainda meio misterioso e eu não pude evitar franzir minhas sobrancelhas ante a sua frase. No instante que eu ia pedir para que ele me explicasse melhor o que ele havia falado, escutei uma voz irritante e logo vi a mesma aeromoça do episódio da sobremesa aparecer perto de nós.
"zinho, sabe, eu acho que você mudou o seu número, e eu não tenho o novo. Por que você não me passa para que a gente possa acertar os detalhes do nosso encontro?" a voz falou baixa e sedutoramente, sendo direcionada apenas para , porém minha curiosidade falou mais alto e eu tive que prestar atenção no que ela estava falando. Eu não podia dizer que estava magoada, afinal eu nunca cogitei a hipótese de ter algo a mais com ele. Tudo que aconteceu foi uma rapidinha no banheiro do avião com um estranho. Uma rapidinha muito boa, mas que não passava de uma transa sem importância só para satisfazer as necessidades do corpo. Algo totalmente carnal. Certo? Porém, eu senti meu coração apertar e eu tive que desviar a minha atenção para a janela do avião e me desconectar da conversa e prestar atenção na paisagem.
Não sei quanto tempo eu fiquei observando as nuvens passando pela asa do avião, só sei que nesse tempo eu me permiti esquecer de tudo, todas as preocupações, todas as dúvidas e tristezas e finalmente me concentrar no que o meu futuro seria a partir daquele instante. Eu iria fazer uma grande mudança na minha vida e por mais surpreendente que isso soasse, eu me senti pronta para toda essa mudança. Parecia que essa mudança era realmente necessária na minha vida. Eu sentia que era.
Escutei dar um suspiro e olhei para ele rapidamente, percebendo que ele estava me observando. Será que ele achava que eu estava magoada por causa da aeromoça? Eu estava? Não podia criticar ele, afinal, o que aconteceu entre nós foi uma coisa tão espontânea, e também nós provavelmente nunca mais nos veríamos na vida, então ele não me devia nenhuma explicação ou satisfação sobre nada, certo? Eu o vi abrir a boca, como se fosse falar alguma coisa comigo, mas logo ele fechou a boca novamente, desistindo do que ele iria falar. Vi-o suspirar novamente e abrir a boca de novo para falar alguma coisa, mas outra vez desistir. Já estava pronta para falar para ele relaxar e dizer que eu não esperava nada dele, então não havia necessidade dele ficar desse jeito, quando eu escutei a voz do piloto do avião falar que já estávamos em Londres e que daqui a pouco o avião aterrissaria, então era para colocar o cinto de segurança e não sair mais do assento. E foi nessa hora que ao ir automaticamente colocar meu cinto, eu percebi que nossas mãos ainda estavam entrelaçadas. Senti meu rosto corar ao perceber que eu teria de desentrelaçar as suas mãos para poder colocá-lo e, mesmo meio sem jeito, separei nossas mãos sem olhar para ele, porém sentindo seu olhar sobre mim. Coloquei meu cinto de segurança e fixei meu olhar na janela novamente, preparando-me mentalmente para o que eu teria que enfrentar nessa cidade desconhecida.


Capítulo betado por Natália Smith

Capítulo 2

Assim que o avião pousou no solo de Londres, eu tive a sensação de que minha vida teria um novo começo e que eu estava pronta para aquela mudança. Mais do que isso, eu necessitava dela. Um pequeno sorriso apareceu em meu rosto e eu respirei fundo preparada para aquela nova fase de minha vida. Me levantei do meu assento para pegar minha bagagem de mão e senti o olhar de sobre mim. Fiquei meio sem jeito e sem saber o que fazer naquele momento. O que eu deveria fazer? Virar para ele e dizer “bem, foi boa a nossa rapidinha, até nunca mais”? Ou então eu deveria ignorá-lo e fingir que nada aconteceu e nós seguimos nossas vidas normalmente? Por mais que o que tenha acontecido entre nós dois tenha sido algo carnal, sem nenhum sentimento profundo ou a espera de algum relacionamento, algo aconteceu entre os dois. Muito bom por sinal, e mesmo que eu nunca mais fosse ver de novo, eu sentia que teria essa lembrança para toda a minha vida. Principalmente por ter sido uma coisa que eu raramente, ou seja, nunca fazia: a de uma loucura com um estranho em um avião. educadamente pegou a bagagem de mão que eu estava carregando e sinalizou com a cabeça para que eu o seguisse para passar pela segurança e tudo. Surpresa por esse ato de cavalheirismo, eu apenas o segui sem saber o que ele estava pretendendo. passava pela segurança e pelos check-outs do aeroporto com uma enorme facilidade, me fazendo me perguntar quanta experiência ele teria em passagens por aeroportos. Rapidamente nós fomos atendidos e liberados. , novamente, com uma enorme familiaridade me conduziu até a esteira onde as bagagens estavam sendo liberadas.
"Essa é a sua mala?" escutei a voz de falando comigo pela primeira vez desde que saímos do avião: quando eu fui tentar pegar a mala do Mickey que passava pela esteira. Eu apenas concordei com a cabeça, senti o corpo dele se grudar em minhas costas e sua mão pegar a minha mala colocando-a em um carrinho que ele tinha pegado. “Essas outras também são suas?" ele falou apontando para outras duas malas do Mickey que passavam pela esteira. Novamente só concordei com a cabeça vendo pegá-las e colocá-las no carrinho junto com a primeira. “Você tem uma coisa por Disney, não?" ele me perguntou em um sorriso apontando para as minhas malas e minha blusa que coincidentemente também era do Mickey. Eu sorri e estranhamente eu me senti incapaz de falar nada com ele. Qual era o meu problema? Eu nunca tinha esses acessos de timidez. Sim, quando eu era adolescente, eu era uma menina tímida, mas fazia tempo que eu já não era assim. Por que eu me sentia como uma adolescente novamente com ele? Eu, literalmente, não tinha porque ter vergonha na frente dele. Então por que eu estava?
“Ok,” escutei a voz de me tirando do meu momento patético de uma adolescente e olhei para ele que se encontrava na minha frente. Percebi nesse momento que ele não havia pegado somente as minhas malas, mas também umas que eu julguei ser dele, que se encontravam em um outro carrinho ao lado do meu. O vi abrir a boca para obviamente terminar o que ele iria falar para mim, quando escutamos um barulho. O vi pegar seu celular em seu bolso e após um olhar de desculpas lançado a mim, rapidamente o atendeu.
“Hey,” ele falou parecendo animado ao ver quem estava ligando para ele. “não, eu já cheguei. Estou pegando as minhas malas” ele falou ainda com um sorriso no rosto e depois disso seu olhar que até esse momento estava fixado em mim, se separou do meu olhar e parecia que estava procurando algo pelo aeroporto. “ Não estou te vendo” ele disse e eu percebi o que ele estava procurando. “não, nem o Frankie eu estou vendo” ele disse olhando para os lados e então nós ouvimos uns gritos e uma criança com uma espada de brinquedo do Star wars correndo em direção às mais diversas pessoas e batendo nelas com a espada. “eu acho que estou vendo o Frankie, sim” falou no telefone e saiu correndo em direção à criança que estava atentando as pessoas. O menino rapidamente reconheceu e pulou em seu colo até deixando sua espada cair ao chão. O menino parecia ter uns 5 anos e mesmo estando a uma certa distância de mim, eu pude perceber o quão feliz ele estava ao rever . Incerta sobre quem era o menino e a mulher que logo depois foi abraçar e sobre o que eu deveria fazer, apenas peguei um pedaço de papel e uma caneta na minha bolsa.

Obrigado pela ajuda com as malas. E por bem... você sabe. E boa sorte com aquela aeromoça. Acho que você vai precisar ;) hahaha

Xx


Escrevi rapidamente o bilhete sem pensar muito bem no que eu estava escrevendo. Deixei-o em cima de uma mala que estava no carrinho de e dei um último olhar para aquele homem que tinha mexido comigo em tão pouco tempo. Respirei fundo e me misturei com a multidão procurando a saída do aeroporto, rumo à minha nova vida.

2 meses depois

O despertador tocou indicando o início de mais um dia. Dei uma espreguiçada e levantei com um sorriso no rosto. Minha vida estava bem corrida e exaustiva, mas eu estava feliz, muito feliz porque eu estava finamente vivendo a minha vida. Tomei um banho rápido e me arrumei assistindo o noticiário da BBC. Eu me senti tão bem naquele país. Por mais que eu morasse lá há pouco tempo, eu já havia me acostumado com os costumes, eu já me sentia em casa. Terminei de arrumar meu cabelo em um coque meio desajeitado, sai de casa apressada quase esquecendo minha bolsa. Hoje era meu dia de levar café. Fui dirigindo em meu carro enquanto cantava animadamente junto com o rádio e tentava imitar a voz de John Lennon. Como eu me fascinava pelas coisas desse país. Olhei para a paisagem passando por mim, me lembrei de um ex-professor que havia me falado que a Inglaterra era considerado o país mais lindo da Europa e por mais que eu não tivesse visto muito de todo a Europa, eu não duvidava que esse país era, sim, o mais lindo. Entrei na Starbucks sentindo o cheiro de café que eu tanto amava. Para a minha sorte, a fila estava pequena, então não demorou muito para eu ser atendida.
“Um café puro sem açúcar, dois cappucinos com extra creme, um sem creme, três descafeinados e um latte” eu disse ao atendente enquanto pensava se eu não havia esquecido de alguém. Eu sempre fazia isso. Era tão típico meu.
“Coloca mais um frappucino no pedido dela, Jack” escutei a voz de Damon e tive que sorrir para ele. Meu vício em cafeína me fazia uma cliente frequente lá e rapidamente fiz amizade com Damon, que trabalhava lá. “Sempre esquecendo alguém, né, dona ” Damon falou esboçando seu melhor sorriso e eu tive que confessar que se ele fosse alguns anos mais velho, eu o agarrava. O problema é que ele tinha 18 anos, e bem, para mim isso é pedofilia. Pelo menos, se você levar em consideração meus 8 anos a mais do que ele. Mas ele continuava sendo muito lindo. Seu jeito meio travesso , seus músculos mais do que bem desenvolvidos e seu olhos azuis que me encantavam. Mas eu iria resistir a tentação e não me envolver com ele. Por mais lindo que ele fosse, eu continuaria tendo meus limites. Pegar garotos mais novos que você só leva em confusão. Garotos demoram tanto para amadurecer que acabam gerando problemas, muitos problemas.
“E de quem eu esqueci hoje?” perguntei rindo e agradecendo pela sorte de Damon ter me salvado de ter que voltar para pegar o café de alguém. Como eu sempre tinha que fazer. Escutei Damon gargalhar e arquear as sobrancelhas olhando para mim. Paguei o menino que estava no caixa e fui andando em direção para onde Damon estava enquanto esperava o pedido ficar pronto. Parei um pouco para pensar e não puder evitar a começar a rir junto com Damon quando percebi que havia esquecido de mim.
“ Minha sorte é ter alguém como você para me salvar” falei quando nosso riso parou, pegando os cafés que ele estendia para mim.
“Estou sempre ao seu dispor” ele disse fazendo uma reverência e eu ri junto com ele.
“Até amanhã” disse sabendo que meu vício por cafés e minha preguiça me fariam voltar no dia seguinte mesmo.
“ See ya” Damon me respondeu com uma piscadela e eu tive que repetir para mim internamente: limites!

Não demorei muito para chegar no escritório e logo os desesperados por cafeína vieram em minha direção para pegar os cafés.
“Você está lembrada de hoje à noite?” me perguntou assim que peguei seu latte, tive que evitar uma careta. Sim, eu havia esquecido que hoje íamos comemorar o final da edição. Pelo que me falaram, todo mês quando a edição da revista terminava e mandava-a para a gráfica, o grupo se reunia para comemorar em um dos melhores restaurantes da cidade. E esse mês iria ter uma novata no grupo: eu. Eu me adaptei muito bem a “Big Ben”, uma revista mensal que falava em praticante tudo sobre Londres. Fui muito bem recebida por todos e rapidamente me encaixei nesse grupo. era a crítica gastronômica que sempre nos levava para os melhores restaurantes, era a diva da moda que sempre me deixava por dentro de todas as novas tendências, Ben era o fiel escudeiro dela em tudo que era necessário, era o geek das tendências tecnológicas, era encarregado dos esportes, mas que sempre aparecia de ressaca e quase nada fazia, cuidava da área de vídeo games e Nick que era o único da equipe dos “sérios”, como nós os chamavam. Eles se encarregavam das matérias “importantes” e “úteis” enquanto nós éramos chamados de “complementares”, porque o que a gente fazia não tinha nenhuma utilidade: para eles, que não tinham uma vida. No começo, eu era a “faz tudo” que auxiliava todo mundo em seu departamento, mas duas semanas depois que eu tinha começado meu emprego, a encarregada da área de lançamentos no cinema e na televisão se demitiu e eu acabei pegando o cargo dela. O que eu estava adorando, por sinal.
“Claro” eu disse saindo dos meus pensamentos e vi olha para mim questionadoramente.
“Aham, olha a sua cara! Mas você vai, não vai?” perguntou de uma forma tão fofa que meu deu vontade de morder as suas bochechas.
“Claro que sim. Você acha que eu perderia uma ida a um dos melhores restaurantes de Londres?” disse rindo, me socando mentalmente por ter esquecido.
“E ainda por cima com o chef mais gato também” falou animada e logo depois vi várias caretas dos meninos. De acordo com eles , e Ben só gostavam do restaurante por causa do chef, o qual elas sempre obrigavam vir depois para dar os cumprimentos e que descobri que havia uma aposta para ver quem consegui ir para a cama com ele primeiro.
“Eu só vou acreditar que ele é tudo isso que vocês falam, depois de vê-lo com os meus olhos.” Eu disse e vi os meninos sorrirem em aprovação a minha fala.
“Eu tenho esperança que essa não entra para o fan clube do chefzinho.” disse saindo do seu estado, que parecia ter sido acabava de ser atropelado, provavelmente devido ao fato das famosas noitadas do e me abraçou pelos ombros.
“Ah, pois perca essa esperança. Um homem gato como aquele e que ainda cozinha como um deus. Ah, não tem mulher que resista a tanto charme.” Ben disse fazendo seus gestos exuberantes e eu tive que rir juntos com os meninos.
“ É, como se não bastasse ele ser um deus grego de beleza, ele tem que ser um na cozinha também.” disse se abanando, ficou olhando para o nada pensativa fazendo o seu showzinho típico enquanto todos riam.
“Mas deuses gregos cozinham bem? Onde vocês viram isso?” perguntou saindo de seu mundinho quando todos finalmente pararam de rir, tive que me segurar para não começar a rir novamente. Todos sabíamos como isso iria acabar.
“ Ah, foi só um exemplo, disse irritada, porém com um olhar que demonstrava que ela ainda estava pensando no chef.
“E ele ainda tem jeito de ser um deus grego na cama” falou totalmente alheada ao que havia dito. e Ben começaram a discutir com ela o quão bom ele deveria ser, enquanto os meninos ficaram discutindo o quanto um deus grego cozinharia. Eu apenas fiquei bebendo calmamente meu frappucino pensando em o que eu usaria hoje de noite.


Escutei uma buzina e me chequei no espelho pela milésima vez antes de sair. De tanto as meninas ficarem falando, eu resolvi me arrumar com mais cuidado. Eu estava com um vestido frente única vermelho, uma sandália com um saltinho básico dourada, o cabelo preso em um rabo de cavalo simples, mas elegante, e alguns acessórios básico. Peguei meu casaco e sai vendo o carro vermelho do parado em frente à minha casa. Entrei e me sentei ao lado de e que estavam no banco de trás do carro.
“Agora me diga de novo, de quem foi a idéia brilhante de deixar o dirigir?” eu perguntei dando um beijo nas bochechas das meninas e me esticando para dar um no Ben que estava no banco do passageiro e no que estava dirigindo.
“Eu sei dirigir muito bem." disse se fingindo de atingido fazendo todos rirem.
“Sim, e quantos carros você já bateu, ?” perguntou ainda rindo e todos riram mais ainda. Esse era o 3º carro do apenas nesse ano. Pelo jeito, ele tinha uma certa habilidade de bater com carros. Principalmente, quando ele estava bêbado, o que ocorria com uma certa frequência.
“Deixe-o em paz, gente!” interferiu abraçando-o pelo banco mesmo. “Hoje ele vai se comportar direitinho e nos deixar sãs e salvas em casa de novo.”
“Isso mesmo” falou feliz por ter uma aliada e virou para dar um beijo na bochecha dela o que quase tirou o carro da estrada.
“Ah, meu Deus! Acho que eu vou voltar com os meninos” disse com a mão no coração, choramingando que não queria morrer tão cedo.
“Onde eles estão, por falar nisso?” eu perguntei, sem perceber o carro que estava atrás da gente, que logo após buzinou e eu pude ver Nick no volante, e com a cabeça para o lado de fora do carro mandando beijos e fazendo sinais de coraçõezinhos para nós. “Ah sim” disse rindo com as meninas ao ver as bobeiras deles.
Não demorou muito para chegarmos no restaurante, um vallet rapidamente abriu a porta do carro para nós, saímos e nos encontramos o resto da turma já toda reunida.
“Como estamos elegantes hoje” disse ao ver usando uma calça social – que surpreendente era do tamanho certo dele –, uma blusa social que realçava seus lindos olhos e também seu cabelo que estava penteado. Nick estava com uma roupa parecida, mas como ele sempre usava roupas mais sociais, eu nem me surpreendi. também estava com uma roupa parecida com a dos outros, só que com uma blusa social rosa que o deixava irresistível.
“Eu quem o diga” Nick disse me rodando enquanto o e o seguiram rondando e . e Ben se entreolharam fazendo todo mundo rir da cara dos dois.
“Então vamos?” perguntou ainda meio envergonhado e indicou a entrada do restaurante sendo seguido por todos.
Entrando no restaurante, rapidamente me maravilhei com aquele ambiente. As paredes pintadas em um tom de vermelho bem claro, mas que não chegava a ser um rosa, as mesas formando uma sensação reconfortante, as luzes deixando o ambiente mais íntimo e as mesas estrategicamente posicionadas criando um ambiente que parecia ser perfeito. O garçom pareceu ter reconhecido e rapidamente nos colocou em uma mesa mais no canto, onde nos dava mais privacidade, deixou o menu na mesa e saiu para nos dar um tempo para escolher os pratos.
“Você tem que experimentar o filé com alcachofras e brócolis daqui. É simplesmente o melhor, !” disse sorrindo e e Ben balançaram suas cabeças concordando.
“Ok, então.” disse após dar uma olhada geral no menu. “Vou deixar vocês escolherem para mim” disse após não conseguir me decidir no que pedir. Realmente, tudo parecia delicioso.
O garçom voltou e todos fizeram seus pedidos, logo depois todos iniciando uma conversa agradável sobre os assuntos da revista.
Uma boa conversar + um bom vinho + ótimos amigos + uma comida simplesmente deliciosa. O que mais uma garota pode querer?
“Agora vem a melhor parte da noite” disse assim que o garçom terminou de tirar todos os pratos da sobremesa. E eu tive que rir ao lembrar a fascinação de todas pelo tão famoso chef . Tive que me perguntar internamente se eu iria ser a mais nova participante do “fan clube” dele como caracterizava as meninas. Eu olhei para ao perceber que não havia pedido para o garçom chamar o chef, mas essa apenas sorriu para mim.
“Ele já sabe que é para vir para a mesa para que as meninas possam babar em cima dele” disse fazendo uma careta e eu tive que rir da sua fala e principalmente do fato dele estar prestando atenção o suficiente para perceber a minha troca de olhar com a .
“Olha quem temos por aqui” escutei uma voz atrás de mim a quem, pelos olhares de todos na mesa, eu julguei ser o tão famoso chef. Uma luz se ascendeu no fundo da minha mente e eu percebi essa voz não era tão desconhecida assim para mim.
“Você sabe que você é nosso chef predileto e que adoramos vir aqui” falou de um jeito ousado e eu finalmente olhei para trás para ver o deus grego que ele era considerado ser.
“Você?!” eu falei em choque ao ver quem estava na minha frente. Senti minhas bochechas esquentarem ao sentir o olhar dele sobre mim e por um instante minha única vontade era cavar um buraco e colocar a minha cabeça dentro dela. O desconhecido do avião, que nesse momento eu me lembrei que se chamava – o tão famoso chef - ,estava na minha frente usando um avental de cozinheiro, desses que são tão sexys que dão vontade de arrancá-los com os dentes, os cabelos bagunçados de um jeito que parecia ser só para deixá-lo mais sexy ainda e algumas gotas de suor estavam em sua testa que apenas me lembraram do acontecido no banheiro daquele avião. O que me fez corar mais ainda por me lembrar daquilo. Será que ficaria muito indelicado se eu saísse correndo para não ter mais que olhar na cara dele?
“Você!” Ele respondeu com um sorriso no rosto me analisando de cima para baixo. Virei meu rosto para buscar algum tipo de apoio nas meninas, mas elas me olhavam com uma cara curiosa não muito diferente dos meninos. “Você desapareceu” ele disse enquanto seu olhar continuava focado em mim parecendo esquecer todo o resto.
“Eu te deixei um bilhete” eu falei envergonhada e evitando o olhar de todos na mesa, certa de que o olhar de muitos mudaria de curiosa para curiosa e maliciosa.
“E desapareceu” ele repetiu sem desgrudar por um momento os seus olhos de mim. Me mexi em minha cadeira me sentindo desconfortável com a situação, mas ele continuou com o olhar fixo no meu ainda esperando uma resposta.
“Vocês se conhecem?” Ben perguntou e eu não sabia se era para me ajudar ou não sair dessa situação embaraçosa. coçou sua nuca e desviou seu olhar de mim parecendo finalmente perceber o ambiente à sua volta.
“ Nós nos conhecemos no avião quando eu estava voltando para cá. “ disse de um jeito natural e sem acrescentar nenhum duplo sentido ou nenhum sentido para interpretação na sua fala fazendo todos ficarem ainda mais confusos.
“Ele me salvou de uma aeromoça mal humorada” eu disse fazendo uma careta ao me lembrar da tal aeromoça.
“Eu só não deixei que você ficasse com fome” disse de um jeito fofo me fazendo rir.
“Ficar com fome?” eu perguntei ainda rindo e vi que todos olhavam para nós com grandes pontos de interrogação sobre a cabeça.
“ Nós pegamos o mesmo vôo para cá, eu sentei do lado do , não queria jantar, só queria comer a sobremesa, mas como eu não consegui escolher qual eu queria comer resolvi comer as duas, mas a aeromoça não queria me dar as duas, então o foi e convenceu ela a me dar as duas sobremesas. Fim da historia.” Eu resumi tudo deixando uma parte - que eu julguei que ninguém necessitava saber- e vi que o sorriso malicioso de certas pessoas na mesa foi desaparecendo e uma cara de “só isso?” apareceu no lugar.
“É, basicamente isso” falou ainda meio surpreso pelo meio resumo e eu sorri agradecida para ele.
“ Mas e por que você falou que ela desapareceu?” perguntou para e eu tive que olhar para ela com uma cara brava. Não tinha como ela esquecer isso e cuidar da sua própria vida?
“É que ele me ajudou com as minhas malas, mas como ele tinha encontrado alguém conhecido no aeroporto eu fui embora e nem agradeci direito” eu disse sorrindo mentalmente por não estar mentindo. Aquilo havia acontecido mesmo. Vi uns olhares desconfiados de , mas para a minha salvação Nick resolveu vir em meu socorro.
“Bem que coincidência boa, não? Nós devemos muito a você, , por salvá-la da fome.” Nick disse ironizando um pouco a fala de , mas ele não desgrudou seus olhos em mim parecendo procurar alguma coisa. Tentei desviar meu olhar do seu, mas por algum motivo eu não consegui. Meus olhos pareciam estar forçados a ficar olhando para aquele par de olhos lindo que se encontravam na minha frente
“Você sabe que eu estou sempre ao seu dispor para ajudá-la quando você precisar, não?” falou olhando diretamente para meus olhos e eu senti minhas bochechas esquentarem até um ponto que parecia que elas estavam queimando e eu percebi que eu deveria estar corando. Muito. Você tinha mesmo que me lembrar disso ? “Principalmente depois que você aprendeu a agradecer” ele completou piorando minha situação e fazendo minhas bochechas parecerem estar pegando fogo. Não precisei olhar para todos na mesa para ter certeza que agora todos estavam com caras bem maliciosas.
“ E ela era uma menina malcriada que não sabia agradecer?” perguntou para maliciosamente e eu tive que me segurar para não pegar o objeto mais próximo de mim e jogar nele. Você me paga, ! Espere só!
“ Mas eu fui um bom professor, não?” perguntou olhando para mim e piscando, e eu tive que me segurar muito para não enfiar minha cabeça debaixo da mesa. O que acontecia comigo perto dele que me fazia sentir uma garota de 17 anos novamente? Eu tinha certeza que o meu acanhamento e minha falta de ação pelos comentários feitos por me denunciavam, deixava mais claro para todos que alguma coisa tinha acontecido entre nós dois. No entanto, meu cérebro e minha boca pareciam não querer funcionar e criar uma resposta coerente para os comentários dele.
“ Eu acho que já está na hora de nós irmos embora” eu disse me levantando, não aguentando mais aquela situação. Nick rapidamente se levantou depois de mim e logo os meninos o seguiram e mesmo contra vontade as meninas também. Assustadas pela minha atitude, as meninas apenas acenaram a cabeça para , agradeceram rapidamente e me seguiram rumo à saída do restaurante. Eu já estava quase na saída quando eu senti dois braços me segurando, me virei para encarar com uma cara confusa e arrependida ao mesmo tempo.
“Vai fugir de mim de novo?” ele sussurrou perto do meu ouvido, me fazendo arrepiar e apenas ficar encarando-o, parada sem saber que atitude tomar.
“Eu não estava fugindo” consegui falar, a voz um pouco falha e totalmente estranha. apenas arqueou suas sobrancelhas para mim e eu suspirei vencida. Sim, eu estava fugindo dele e daí?
“ Ok” eu falei pegando um papel e uma caneta dentro da minha bolsa e anotando meu telefone nele.
“Aqui está meu telefone. Se quiser, me ligue” disse e saí rapidamente aproveitando o momento. Encontrei todos já me esperando dentro do carro e me foquei em algum ponto específico na esperança de que todos entendessem que eu não queria falar sobre isso, mesmo sabendo que isso não daria certo.


Capítulo 3

O interrogatório havia sido justamente como eu temia. E, ainda com um bônus inesperado, os curiosos de plantão do outro carro ligaram para o celular da para poder escutar tudo, ou nas palavras do para não ficaram atrasados nas notícias. No começo eu ainda tentei manter a história de que nada demais havia acontecido, mas depois dos olhares ameaçadores de Ben, e , eu percebi que não havia uma escapatória e acabei contando tudo que havia acontecido. Menos os detalhes mais íntimos, claro, apesar dos protestos e olhares assustadores das meninas.
“Eu não acredito que depois de tudo que ele fez por você, você ainda teve coragem de deixar o pobre coitado no aeroporto sozinho!” exclamou inconformada depois que eu havia acabado de narrar a história. Vi balançar a cabeça concordando e rolei meus olhos. O que ela esperava que eu fizesse? Uma declaração de amor para ele? Ou melhor, uma declaração de o quão gostoso e bom em certos assuntos ele era?
“E o que vocês queriam que eu fizesse?” eu disse um olhando para elas com uma sobrancelha arqueada.
“Pelo menos dar seu telefone pro cara e um tchau decente você deveria ter dado.” Escutei a voz de pelo telefone e me surpreendi com isso. Até ele estava defendendo . Eu esperava isso das meninas, mas do nunca!
“Primeiramente, eu não tinha nenhum número de telefone para dar para ele, senhor , já que eu tinha acabado de chegar aqui, e meu celular não funcionava aqui também.” Eu falei pausadamente e todos ficaram quietos, me escutando. “Segundo, eu nem conhecia o cara direito. Ele podia ser casado e ter filhos, por mais que ele não tivesse usando nenhuma aliança. Eu não poda me ariscar assim.”
“Mas você se arriscou o suficiente para dar para ele no avião, não?” dessa vez foi quem falou, e eu tive que arquear as minhas sobrancelhas. Até os meninos havia conquistado? Isso já era demais!
“Sim, , muito obrigada por me lembrar disso. Mas, em minha defesa, não fui eu quem comecei nada. Ele que foi atrás de mim.” Eu disse com uma pontada de raiva na minha voz. Eles não podiam simplesmente deixar isso para lá não?
“Mas você não o impediu, não foi?” não pude evitar bufar. Até tu ? Não acredito que até você se juntou ao grupo de defensores do . Agora só faltava o Nick se juntar para a minha desgraça ser completa. Mas ele até agora não havia dito nada a respeito disso. Queria poder estar no mesmo carro que ele para poder ver a sua expressão e tentar descobrir o que ele estava pensando. Infelizmente, eu não estava e tinha que ficar com a minha curiosidade me assombrando.
“Ah, gente, vamos esquecer isso. O que já passou, passou e não tem nada que a gente possa fazer para mudar isso. Eu dei o meu telefone para ele. Se ele quiser me ligar ele que ligue. Agora se ele não quiser é só esquecer isso e seguir em frente.” Eu disse esperando por um ponto final na discussão e, surpreendentemente, eu consegui. Não demorou muito para que Jones tirasse o carro da estrada e que todos esquecessem o assunto e focarem em como chegar em casa vivos.


Domingo. Meu dia predileto da semana. Desde que me lembro eu tinha uma pequena rotina no domingo e que todos sabiam que ela não podia ser quebrada. Eu acordava sem nenhuma hora fixa, pedia alguma comida e ficava a tarde toda assistindo filmes. Todo mundo que me conhecia sabia que isso era sagrado para mim. Era quando eu finalmente podia relaxar e esquecer tudo que me aquietava durante a semana. E todos sabiam que se alguém pelo menos tentasse quebrar essa rotina eu ficava muito, mas muito brava. havia tentando me tirar de casa um domingo de tarde uma vez e nunca mais tentou. E, até hoje, ele tem um pouco de medo de mim (ele nunca confessaria isso, mas eu sei que ele tem). Tanto que ele nem me liga no domingo. Quando tem alguma coisa de noite e ele quer me convidar, ele sempre pede para alguém ligar para mim, mas ele mesmo nunca liga. Eu até cheguei a pensar que tacar ovos nele quando ele falou que ia ficar na porta da minha casa até eu decidir ir com ele até a casa do para assistir um jogo, foi uma atitude um pouco radical. Mas eu havia feito o que era necessário para preservar o meu domingo. E eu faria isso de novo se fosse necessário.
Eu estava sentada no sofá, comendo comida japonesa que eu havia pedido – meu novo vício – e assistindo “A fantástica fábrica de chocolate”. Eu já havia assistido a versão mais antiga e agora assisti a versão mais nova com o Johnny Deep. Eu era simplesmente apaixonada por ele e pelo filme também. Mas eu já estava me socando intimamente ao lembrar que eu não havia pedido nenhuma sobremesa e que não havia nenhum doce em casa. Isso é que é ser masoquista, assistir um filme onde chocolate era a atração principal e não ter nenhum doce para matar o desejo que estava se apoderando de mim. Desde criança eu imaginava como seria ter um rio de chocolate para satisfazer esses meus momentos de necessidade. Até cheguei a tentar convencer meus pais a deixarem eu ter um rio, mas, para a minha infelicidade, eu descobri que não era possível existir um rio assim. A não ser que você fosse um Willy Wonka da vida, tivesse uma fábrica com um monte de Humpa Lumpas para cuidar dela para você. Comecei a pensar em lugares com doces deliciosos e que faziam entregas no domingo quando minha campainha tocou. Franzi minha testa e olhei para a porta, esperando que a minha visão raio-x finalmente funcionasse para eu ver quem havia tido a coragem e a ousadia de atrapalhar meu domingo. Como minha visão raio-x não fez nenhum efeito e a única coisa que eu via era a porta de madeira, eu não tive outra escolha a não ser levantar, colocar um roupão, já que eu estava usando meu pijama do Bob esponja e ir para a porta ver quem estava lá. Abri porta e fiquei olhando confusa para o que estava em minha frente.
Eu não estava esperando por isso. Eu realmente não esperava vê-lo em minha porta.
?” eu o ouvi dizer para mim e eu olhei para ele, curiosa. Como ele havia descoberto onde eu morava?
“O que você está fazendo aqui?” Eu perguntei ao garoto. Por mais que ele estivesse gostoso com aquela blusa azul que fazia seus olhos parecerem mais lindos ainda, ele não passava de um garoto. Que estava parado em minha frente e olhando para mim como se eu fosse um ET. O que ele esperava encontrar na minha casa?
“O que você esta fazendo aqui?” Ele me perguntou passando o seu choque inicial e olhando para as minhas pernas. Ótimo, eu ainda tinha que suportar isso.
“Bem, eu estou na minha casa. Quem você esperava encontrar aqui? A Demi Lovato?” Eu disse um pouco impaciente. Ele estava atrapalhando meu domingo e, por mais que seu sorriso fosse viciante, eu não podia deixá-lo acabar com minha rotina.
“Você mora aqui?” Ele perguntou tentando espiar dentro da minha casa sem se importar no fato de que eu estava tentando tampar a sua vista, justamente para ele não ver nada. Qual era a dele? Ele podia ser lindo, mas tudo tinha limites.
“Moro sim. O que você quer aqui, Damon?” Eu disse dessa vez realmente impaciente e o vi sorrir. Se eu não estivesse sendo interrompida no meu domingo, eu com certeza me sentiria tentada a sorrir com ele, mas a minha impaciência me impediu de fazer qualquer outra coisa a não ser arquear a minha sobrancelha.
“ E você mora sozinha?” Ele perguntou tentando dar outra espiada dentro da minha casa.
“Sim, eu moro sozinha. Agora, por favor, me diga o que você veio fazer aqui ou me deixe em paz.” eu disse pegando na porta e olhando para ele, para decidir se eu a fechava na cara dele ou não. Um pouco radical? Sim, mas eu não poupava esforços para preservar meu domingo e, com certeza, agora eu teria que começar a assistir o filme desde começo, já que eu perdi todo o embalo do filme. Por isso que eu não gostava de companhias e interrupções no meu domingo. Ninguém entendia o porquê disso tudo, mas eu simplesmente odiava ter que ficar vendo um filme e ser interrompida. Acabava perdendo o raciocínio e grande parte da graça do filme também. Eu sempre considerei que isso tirava uma parte da magia do filme. Eu tinha que sair do mundo de fantasia que o filme me deixava para voltar à realidade.
“ Você fica bem ranzinza mesmo quando te atrapalham no seu ritual de domingo. Nunca acreditei que você havia tacado ovo em alguém por te perturbar, mas agora eu não estou duvidando tanto assim mais não.” Damon disse sorrindo eu não evitei de rolar meus olhos. Eu havia confessado isso para ele na segunda quando eu pedi um frappucino especial para levar para como um pedido de paz. Mas o que ele queria comigo mesmo?
“Eu tenho ovos na geladeira. Você vai falar o que veio fazer aqui ou vai querer ver se eu tenho coragem ou não de tacar ovos em alguém?” eu falei olhando para ele e o ouvi rir.
“Tudo bem, tudo bem, você venceu.” Ele disse indo em direção à moto, que estava estacionada em frente à minha casa, e eu olhei para ele com uma raiva crescendo em mim. Ele veio para a minha casa, atrapalhou completamente minha rotina, já que agora eu não ia conseguir mais voltar e assistir o filme como se nada houvesse acontecido, e depois de tudo isso ele ia embora sem me falar o que ele tinha ido fazer aqui ou como ele descobriu meu endereço? Eu estava pronta para gritar o nome dele e fazê-lo voltar e me explicar o que ele tinha vindo fazer aqui, quando eu percebi que ele estava pegando uma travessa e trazendo-a para mim.
“Eu não sabia que você morava aqui” ele começou a falar quando chegou em minha frente, e, pra falar a verdade, eu estou até um pouco decepcionado que seja você, mas eu vim aqui a pedido de alguém.” ele disse estendendo a travessa para mim. Senti meu cérebro dar um nó de confusão e olhei para Damon, tentando transmitir o meu estado.
“Me mandaram te dar isso e esse cartão.” ele pegou um cartão em seu bolso, com um grande “” escrito na frente com uma letra que parecia irreal de tão linda e me entregou. Abri o cartão e o li na frente de Damon, mesmo não conseguindo conter a minha curiosidade.


Fiz isso especialmente para você. Espero que você goste.
Se você gostar e quiser mais, nós podemos nos encontrar sexta.
Xx



Sorri ao ler o nome e olhei questionadoramente para Damon. Será que havia o que eu estava pensando dentro da travessa?
“Posso?” eu perguntei para Damon enquanto olhava para dentro da travessa e via que era exatamente o que eu havia pensando. Uma pequena torta e um cream brulé estavam dentro, formando um visual tão lindo que dava até dó de comer.
“Eu fui ameaçado de morte se eu estragasse esse prato” Damon disse rindo ao ver meu olhar admirado. “ ficou horas pensando em como fazer isso.”
“Você trabalha para o ?” eu perguntei curiosa a Damon, ainda bem confusa. Ele não trabalhava no Starbucks?
“Alguns domingos eu o ajudo.” Damon disse rindo, provavelmente ao ver confusão estampada em meu rosto. Concordei com a cabeça e olhei novamente para a travessa na minha mão. Aquilo parecia simplesmente delicioso. E doce. Será que havia lido a minha mente e deduzido que eu precisava de um doce naquele exato momento? Era bem pouco provável, mas, mesmo assim, era muito bem vindo. E pela primeira vez em... Bem, a primeira vez desde sempre eu não me senti brava por terem interrompido meu ritual de domingo. Eu estava estranhamente grata por aquela surpresa.
“Você está trabalhando hoje?” eu fiz uma pergunta devidamente estúpida e tive que rir logo após eu ter feito. O que estava acontecendo comigo? Eu, por um momento, estava pronta para tacar ovos na cabeça de Damon por estar atrapalhando meu domingo, e em outro eu estava sorrindo debilmente só por causa de um bilhete de e pelo fato de que ele não havia desistido de me ligar, fato que eu estava certa de ter acontecido só pelo fato de que ele não me ligou sábado. O fato de que ele estava com o meu telefone apenas há um dia não influenciou em nada o fato de que eu me senti rejeitada ao não receber nenhum telefonema. E por mais que eu falasse que eu não estava ligando muito para isso, no fundo eu sabia que eu estava sim. Mas agora ele havia não apenas se lembrado de mim como mandando uma delícia culinária.
“O me dispensou hoje. Ele apenas pediu para eu trazer isso para você e depois eu estou livre.” Damon disse sorrindo, e eu acabei sorrindo junto.
“Eu estou assistindo um filme e comendo comida japonesa. Quer me acompanhar?” Eu perguntei e senti um olhar surpreso de Damon em mim. Sim, eu sou bipolar, e daí?
“Nossa, agora eu realmente estou decepcionado.” Damon falou sorrindo, mas com um certo desapontamento em sua voz.
“Hã?” eu disse seguindo-o, já que ele estava entrando em minha casa e se sentando em meu sofá. Folgado? Nenhum pouco!
“O seu comportamento depois de ver o bilhete mudou totalmente. Como que você conheceu o , afinal?” Damon perguntou quando eu oferecia a ele um prato e um copo para ele se servir.
“Em um voo.’’ Eu disse simplesmente, sem querer explicar tudo para ele. Damon pareceu não estar muito mais curioso, já que ele apenas balançou a cabeça concordando e continuou se servindo sem parecer muito interessado.
E foi exatamente assim que eu passei a minha primeira tarde de domingo com a minha rotina sendo interrompida e sem ficar mal humorada por isso.


Capítulo 4

Eu já falei que eu simplesmente odeio quartas de manhã? Especialmente quando se pega um belo de um engarrafamento, esquece o café, tem que voltar para o engarrafamento para comprar o café e depois novamente ir pro engarrafamento para finalmente poder ir pro trabalho. É, o dia não estava sendo um dos meus prediletos. Tudo começou quando eu acordei 10 minutos depois do meu horário normal. Tudo bem, não havia nada de tão horrível nisso, mas eu havia me esquecido que eu tinha prometido para que pegaria os cafés na minha ida ao trabalho, já que ela chegaria um pouco atrasada. E por causa disso quem acabou se atrasando, e muito, fui eu. Primeiro havia um mega engarrafamento por causa de uma batida no começo da estrada. Eu até consegui sobreviver, mas quando eu me dei conta eu já tinha passado da entrada da minha Starbucks preferida, então eu tive que pegar o retorno, mais uns 20 minutos de trânsito para chegar lá. Depois, para a minha sorte, a batida havia resultado em outra batida de motoristas que, obviamente, consideravam chegar na hora ao trabalho mais importante do que suas vidas, então eu tive que aguentar mais 40 minutos dentro do carro. Sozinha. E com a minha mente não querendo me dar um minuto de sossego. A verdade? Eu estava já estava sem unhas e correndo o risco de ficar careca devido ao meu nervosismo. Eu havia provado algo que eu considerei como a coisa mais gostosa da minha vida e agora eu queria mais. E só uma pessoa podia me dar isso novamente. E eu estou falando da minha torta de creme e não da “fugidinha” com ele no banheiro. Não que eu não que eu não quisesse repeti-la também, mas eu conseguia me segurar esperando outro round. Mas no outro lado eu sabia que eu não podia esperar mais nenhum momento antes de pôr aquela delícia que estava no prato na minha boca novamente. Aquilo era como um pedaço do paraíso. Comível. Eu não sabia quando foi a última vez que eu me senti tão transtornada por algum tipo de comida, mas aquilo era a minha perdição. A perfeição em um prato. E eu sabia quem podia me oferecer ela novamente, mas ele havia desaparecido. Ok, ele não havia desaparecido de verdade. Ele nem havia aparecido direito. O bilhete de falava de um encontro sexta, um encontro em que eu esperava ansiosamente para acontecer e poder desfrutar mais daquela comida celestial, mas eu não sabia como contatá-lo.
Primeiramente, eu pensei que não devia ser tão difícil assim descobrir o telefone ou até mesmo o endereço dele, já que ele havia descoberto o meu, mas depois de um tempo pesquisando, eu descobri que não era tão fácil assim. Aparente o tão famoso chef das meninas era famoso de verdade. Seus restaurantes estavam entre os melhores da Inglaterra e conseguir um contato com ele era uma coisa bem difícil.
E por que você não tentou falar com o Damon? Você de estar se perguntando. O Damon com certeza teria meios de falar com o , mas ele desapareceu. Literalmente, dessa vez. Ele havia tirado um folga no trabalho, eu fui informada assim que a minha curiosidade venceu e eu perguntei por ele em seu trabalho. É, e ele nem foi capaz de me contar sobre isso no sábado quando ele passou a tarde toda comigo. Não que eu tenha sido uma boa companhia para ele depois de que eu havia provado aquele manjar dos deuses. Eu sei, parece que eu estou exagerando, mas eu não estou! Eu sou sim uma pessoa meio exagerada, mas aquilo estava mesmo delicioso. E agora eu estava estacionando no prédio do jornal e pensando desesperadamente em outra saída. O que mais me inquietava era que eu tinha como conseguir o telefone de . Mas de uma maneira que eu estava terrificada de conseguir.
Eu ia precisar pedir o numero dele para .
O que ia gerar ainda mais perguntas e falatório e iria resultar em uma necessidade minha de me jogar do último andar do prédio para poder me livrar deles.
Por mais triste que parecesse, eu estava considerando a morte uma boa opção em troca de outro prato daqueles. E foi com esse pensamento que, ao entrar no prédio, eu fui direto à sala de .
“Bom dia” ela falou animada enquanto pegava seu café comigo. Respirei fundo e me concentrei no que eu precisava fazer.
“Eu preciso de um favor” eu me arrependi das palavras ditas assim que elas saíram da minha boca. Senti o olhar curioso de sobre mim e comecei a mexer nervosamente com os outros copos na minha mão.
“E qual favor seria esse?” ela me perguntou arqueando a sobrancelha, e eu respirei fundo novamente antes de falar.
“Eu preciso de um número de telefone” falei tão rapidamente que eu não tinha certeza se havia ou não entendido o que eu disse. Pelo olhar dela pude concluir que sim e tive que me acalmar antes de continuar.
“Eu preciso do número do telefone do ” disse e desviei o meu olhar evitando ver a reação dela. Escutei uma ‘Ahhh’ mostrando que ela havia entendido a situação e olhei esperançosa para ela.
“Achei que você não estava interessada mais nele e que o que aconteceu com vocês estava no passado e não ia acontecer de novo” falou meio irônica e eu tive que me controlar. Eu sabia o que ela queria. Ela queria saber o que tinha acontecido e o que estava acontecendo entre o e eu, mas como falar para ela uma coisa que nem eu sabia? O encontro no avião havia sido ótimo, algo que eu tinha certeza que eu nunca iria esquecer e por mais que eu não quisesse admitir eu havia adorado a surpresa de domingo. Ele não só havia me mostrado que sabia ser romântico e fofo, como que ele era capaz de cozinhar pratos que derretem na boca e que fazem você implorar por mais.
“O meio que me mandou uma coisa no domingo” eu disse desistindo e sendo sincera, esperando que falando disso para alguém eu pudesse ter uma melhor noção do que estava acontecendo entre nós dois. Quem sabe desabafar me faria bem.
“Uma coisa?” me perguntou curiosa e eu sentei, deixando os outros cafés em cima da mesa.
“Ele me mandou uma sobremesa” eu disse me perguntando se aquilo poderia ser chamado de uma simples sobremesa. Parecia pouco chamar aquele prato de simplesmente uma sobremesa. “Na verdade, era um prato com um cheesecake e um cream brulé junto” eu completei e vi um brilho nos olhos de . Sim, ela havia entendido o porquê ele ter me mandado aquilo. Sorri ao me lembrar o quão fofo havia sido o gesto dele e outro sorriso apareceu no rosto de , e antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, ela começou a gritar e cantarolar ao mesmo tempo.
está apaixonada, está apaixonada!” ela continuava atraindo olhares curiosos de todos que passavam por perto e não demorou muito para que , , e Ben chegarem à sala de , que, por mais que eu implorasse para ela parar, ela parecia não notar e continuava com o seu pequeno showzinho.
“O que está acontecendo aqui?” Nick perguntou ao se juntar ao meninos, que olhavam curiosos para e para a minha cara de quem estava perto de cometer um assassinato. Ou um suicídio.
“Nada” eu falei tentando esquecer a minha raiva na esperança de que todos saíssem da sala e esquecessem o acontecido. O que infelizmente não aconteceu.
“A está apaixonada pelo !” gritou ignorando a minha cara ameaçadora e eu tive que me controlar para não pular em cima dela.
“O quê?!” , e perguntaram ao mesmo tempo, e eu apenas respirei fundo, tentando me acalmar e esclarecer a situação.
“Vocês ainda acreditam nas besteiras que a diz?” eu perguntei olhando para os meninos e ignorando o protesto de . “Eu apenas pedi o telefone do para ela, nada mais.” Eu disse vendo uns olhares curiosos e um meio desapontado de Nick. Quando eu estava a ponto de perguntar para ele o porquê daquele olhar, uma descabelada e apressada apareceu na sala fazendo todos desviarem a sua atenção para ela.
“O que está acontecendo, gente?” ela perguntou enquanto cumprimentava todos e os seus olhos foram diretamente para a mesa onde estavam os cafés. “Starbucks, como eu amo você!” ela falou ao pegar seu cappucino parecendo esquecer o porquê de toda a sua pressa.
“E a ama o !” falou levantando o assunto novamente e a minha vontade foi de pegar o café e jogar na cara dela. “Não adianta negar, eu vi a sua cara quando você estava falando dele... Você está apaixonada, sim. Pode não querer confessar, mas está apaixonada pelo ” ela falou ao ver que eu ia protestar, e eu respirei fundo, me controlando antes de responder.
“Eu não estou apaixonada por ele, . Posso estar apaixonada pela comida do , mas por ele não.” Eu disse pausadamente esperando que ela entendesse o que eu estava falando. Eu estava falando a verdade. Eu não conhecia o suficiente para estar apaixonada por ele. Eu tinha alguns sentimentos em relação a ele sim, mas estar apaixonada? Não.
“Alguém me explica o que está acontecendo que eu não estou entendendo nada.” disse enquanto se sentava na cadeira de e eu apenas suspirei por ter que contar a historia toda novamente.
“O me mandou um... Bem, um presente no domingo.” Eu disse sem saber muito bem como classificar o que ele havia me mandando. Vi arregalar seus olhos e tive que rir da reação dele.
“Sim, pelo jeito ele não sabia sobre a minha aversão de ser interrompida aos domingos, e como ele não tinha como saber disso eu acabei o perdoando. Mas só dessa vez.” Eu disse vendo todos rirem e olhar para mim com um olhar magoado. Tive que rir também, mas logo voltei à história para acabar com o mal entendido sobre a situação.
“Ele mandou alguém me entregar em casa um prato, que estava simplesmente delicioso, que era uma combinação de cheesecake e cream brulé” eu disse vendo olhares de entendimento, porém um de confusão vindo do . “Eram as sobremesas que estavam servindo no avião, mas que eu não fui capaz de escolher qual eu queria.” Eu disse sendo presenteada com um sorriso do e rindo ao ver a atenção que todos estavam dedicando à minha história. Que amigos curiosos eu havia arranjado!
“Bem, ele me mandou um bilhete também falando que se eu quisesse mais era para eu ir em um encontro com ele sexta, mas ele não deixou um telefone nem nada. E como eu não consegui o telefone dele eu resolvi vir pedir para a , que resolveu fazer todo esse escândalo e falar que eu estava apaixonada por ele.” eu terminei de falar e ouvi alguns suspiros na sala. agora estava abraçada ao , que tinha um sorriso enorme no rosto; e Ben estavam com seus olhos brilhando e e estavam com um sorriso satisfeito no rosto. Apenas Nick que parecia não estar gostando muito de toda aquela história. Pensei novamente que eu precisava conversar com Nick, mas resolvi deixar isso de lado por enquanto e me focar no meu objetivo principal que era pegar o telefone do .
“Encomenda para ” escutamos uma voz estranha no lado de fora da sala e todos desviaram o olhar para a pessoas estranha com um buquê de rosas na mão que se encontrava parado lá. Olhei curiosa e rapidamente me recuperei do choque e fui receber a encomenda que eu havia recebido. Quanto mais perto eu chegava mais eu percebia quão estranhas aquelas flores eram. Franzi minha testa, tentando entender as flores assim que eu peguei o buquê, e percebi que elas tinham um cheiro encantador. De chocolate. Será que era o que eu imaginava? Percebi um cartão com uma letra elegante que eu rapidamente reconheci e suspirei involuntariamente. Abri o cartão e sorri ao ler.

“Espero que você goste de chocolate, fiz esses especialmente para você. Que tal aparecer sexta às 20h no meu restaurante para mais uma dose? Não se preocupe, se você não for eu vou entender e parar de te perseguir, mas eu realmente espero que você decida ir. E que você tenha gostado dos doces.
Xx


Não aguentei segurar e outro sorriso bobo apareceu em meu rosto, fazendo com que a curiosidade explodisse e que um grito curioso estragasse o momento em que eu estava.
“Conta logo, ! Essas flores são do chef , não são?” perguntou sorridente e logo todos concordaram com ela, pedindo mais informações.
“Não.” Eu disse ainda meio perdida e sem entender direito o que eu estava falando. Senti novamente o cheiro de chocolate e percebi que havia um papel vermelho em volta das flores e tive que segurar a minha vontade de abrir as flores e experimentá-las lá mesmo. A única coisa que me segurou foi a necessidade de ter que compartilhar minhas rosas de chocolate que eu tinha certeza que estariam deliciosas. Senti vários olhares curiosos sobre mim e balancei minha cabeça, me concentrando no que estavam me perguntando.
“Não são rosas.” Eu falei receosa, mas não querendo mentir para eles. “O me mandou rosas feito de chocolate. E no cartão estava marcando os detalhes do nosso encontro” eu terminei olhando para as meninas que olhavam para mim com um olhar apaixonado.
“Como alguém pode recusar um ser tão perfeito como esse?” perguntou para Ben com os olhos brilhantes e senti novamente todos os olhares se voltarem para mim.
“Sim, eu vou nesse encontro.” Eu falei estranhando os olhares de todos em cima de mim.
“E vai se comportar e tratar o muito bem, né?” Ben perguntou ainda me olhando seriamente, me fazendo revirar os olhos.
“Queria saber o que fez para vocês ficarem se preocupando com ele assim. Que eu saiba vocês são meus amigos e deveriam se preocupar comigo e não com ele” eu disse enquanto pegava meu café e saía da sala com meu buquê. Eu queria apenas ficar sozinha e pensar no que havia acontecido. Escutei vários resmungos, mas continuei andando em direção à minha sala e sorri ao finalmente sentar em minha cadeira e poder pensar um pouquinho. Mas antes que eu pudesse pensar em alguma coisa, escutei uma voz me interrompendo dos meus pensamentos.
“Você e o , ein?” escutei a voz de Nick atrás de mim e resolvi aproveitar a situação para a conversa com ele, que eu vinha adiando.
“Você tem alguma coisa contra o , Nick?” eu perguntei sem entender as reações de Nick sempre que era citado. Vi Nick fazer uma careta e olhar para baixo parecendo procurar o que falar.
“Não é que eu tenha alguma coisa contra ele. Mas você conheceu o cara em um voo. E fora que ele é um chef, você não sabe mais nada dele. Você não acha isso perigoso, ?” Nick perguntou me fazendo estranhar esse ponto de vista. Desde quando Nick se preocupava assim comigo?
“Eu sei que foi tudo muito fora do normal, mas não é como se o fosse um total desconhecido. O maior risco foi eu ceder a ele no avião e mesmo assim, Nick, você não acha que eu já estou grande o suficiente para saber julgar o certo e o errado e o que eu posso ou não fazer?” eu disse já me sentindo mal por causa da interferência de Nick e do que ele estava insinuando. Escutei Nick respirar fundo e o encarei esperando a sua reação.
“Desculpa, , eu não quis dizer que você não sabe se cuidar. Mas você me perguntou o que eu achava do e eu te dei a minha opinião, que eu acho que ele não é confiável, mas eu não quis dizer que você não sabe julgar por você mesmo. Na verdade, uma das coisas que eu mais admiro em você é a sua independência e sua capacidade de cuidar de você mesma. Que tal eu te levar para almoçar para tentar te convencer a me perdoar?” Nick falou de uma maneira impossível de resistir. Sorri e antes mesmo que eu pudesse responder, escutei gritos e uma correria na redação.
“O que está acontecendo?” Nick perguntou a um colega que passava correndo por lá e foi logo informado que um grupo de rebeldes estavam quebrando os prédios no quarteirão abaixo e que eles estavam direcionando para o nosso. Nick me disse para juntar as minhas coisas e, antes que eu pensasse no que estava acontecendo, e Ben vieram na minha direção, juntando as minhas coisas e falando que eu deveria segui-los. Peguei meu celular e o buquê de rosas que havia me mandado e antes que eu percebesse já estava em meu carro com , Ben e .
“Para onde eu vou, gente?” eu perguntei ainda meio abalada com toda a correria. Eu ainda não sabia direito o que estava acontecendo, o porquê de todo aquela correria, mas eu sabia que não era algo bom.
“Eu acho melhor a gente ir para a sua casa, , essas revoltas nas ruas de Londres estão ficando perigosas. Nosso chefe nos liberou hoje e disse que nós só devemos voltar à redação quando tudo estiver mais calmo” disse me fazendo respirar fundo e aproveitar a entrada para ir em direção à minha casa. Não demorou muito para nos ligar e logo todos decidimos ir para minha. O trânsito pareceu colaborar e chegamos logo na minha casa. Ligamos a televisão para ver as notícias de Londres. Aparentemente um grupo de jovens estava protestando e quebrando grande parte de prédios da cidade como parte do protesto. Começamos a discutir sobre os problemas econômicos que estavam acontecendo e sobre as medidas que o governo estava tomando. Não demorou muito para cada um tomar partido em relação aos ataques e uma discussão começar a respeito do que deveria ser feito para acabar com isso e quem eram os verdadeiros culpados desses ataques. E com isso passamos o dia inteiro assistindo as notícias, discutindo e fazendo absolutamente nada.


Capítulo 5

Cheguei em casa e olhei no relógio constatando que eu estava uma hora atrasada. Isso é, eu estaria uma hora atrasada se eu já estivesse pronta e a caminho do meu encontro com o . Mas eu estava, simplesmente, exausta e eu tinha certeza que não seria capaz de me arrumar para ir. Eu havia passado o dia inteiro tentando organizar os arquivos que estavam uma zona depois do ataque. Só haviam nos deixado voltar para a redação hoje, sexta feira, e, além de todo o trabalho acumulando, nós ainda tivemos que organizar todos os documentos que haviam deixado jogados pela redação. Com muito custo, nós conseguimos organizar tudo e deixar tudo pronto, mas eu cheguei em casa simplesmente exausta e atrasada. Pensei em ligar para e avisar que eu não iria, mas me lembrei que ainda não tinha o telefone dele. Pensei em ligar para e pedir o telefone dele novamente, mas desisti pensando que meu celular estava longe de mim, na sala, e que minha cama estava muito confortável. Me deixei relaxar por um minuto e ligar para a depois para pedir o telefone de . É, eu fecharia meus olhos por 10 minutos e depois iria levantar e conseguir o número dele e ligar para ele. Apenas 10 minutos.


Forcei meus olhos a se abrirem e me livrar do resto do sono. Olhei para o relógio ao lado da minha cama e me surpreendi ao ver que marcava 6 horas da manhã. Eu havia simplesmente apagado ontem à noite. Senti uma pontada de culpa por ter deixado esperando por mim e por não ter ligado e avisado por que eu não havia ido, mas deixei a culpa de lado momentaneamente e fui em direção ao banheiro.
Enquanto eu deixava a água correr por meu corpo, me lembrei de e dos nossos encontros. havia conseguido mexer comigo. Seu jeito especial e doce, e sem dizer sexy, estavam aos poucos me conquistando e eu esperava que ele me perdoasse por tê-lo deixado me esperando.
Eu já havia tomado meu café da manhã, ligado para minha tia que tinha hábitos esquisitos em relação ao horário, terminado meu artigo para o jornal, arrumado a minha casa, feito uma ginástica e ainda eram 9 horas da manhã. Eu estava meio hesitante em ligar para para pegar o número do . Eu sabia o quão cansada ela também estava e eu estava com medo de acordá-la de seu sono merecido. Mas eu simplesmente não conseguia mais me segurar.
“Mil desculpas por te acordar, mas eu preciso mesmo, mesmo do telefone de ” eu disse assim que atendeu o telefone e escutei um riso do outro lado.
“Eu já estava acordada e eu fico feliz em colaborar para o romance de vocês dois, então não se preocupe.” respondeu, rindo, e logo depois me passou o número de .
Não aguentei e, logo depois de desligar com a , eu disquei o número de e escutei o telefone tocar, tocar, tocar para depois cair na caixa postal. Tentei ligar novamente, mas dessa vez a ligação foi diretamente na caixa postal. Me acalmei e pensei que ele poderia estar em uma reunião e que, por isso, ele não pôde atender o telefone. Resolvi esperar mais um pouco e depois tentar novamente. Liguei novamente às 11 horas, mas foi direto para a caixa postal, e dessa vez resolvi deixar um recado.
“Oi, , é a , a garota do avião” eu disse embaraçada, sem saber ao certo o que dizer. “Eu acabei tendo um imprevisto ontem e não consegui ir” eu disse respirando fundo e pensando no que dizer “Você poderia me ligar para eu te explicar o que aconteceu? Beijos” eu falei antes de escutar o bip e me sentei no sofá, bufando. Será que ele estava realmente bravo comigo? Eu sei que eu deveria ter desmarcado, mas, em meio a toda confusão e caos, eu nem havia pensando nisso. Para falar a verdade, eu só havia me lembrado quando eu estava à caminho de casa na sexta, mas já era tarde demais, de um jeito ou de outro. Bufei novamente, sentindo uma raiva de mim mesma, mas eu já não sabia mais o que fazer. Resolvi me distrair e esperar me responder. Liguei a TV e consegui me distrair um pouco, focando a minha atenção na maratona de Doctor Who que estava passando. Consegui esquecer de tudo, saindo da frente da TV apenas para pegar alguma coisa na cozinha para comer e para depois voltar toda a minha atenção de volta à TV. Não deixei meu celular sair de perto de mim um só segundo na esperança de que pudesse me ligar, mas a não ser por uma mensagem de perguntando sobre o que tinha acontecido. Me surpreendi ao checar o relógio e constatar que eu havia passado a tarde toda em frente a TV e nenhum sinal do chef . Bufei, revoltada, para depois pensar que era um sábado, e que, provavelmente, era um dos dias de maior movimento no restaurante de , e, por isso, eu daria mais um dia para ele retornar a minha ligação. Resolvi acompanhar alguma leitura atrasada e acabei passando o resto do dia entretida em minha leitura. Acordei domingo de manhã revoltada por não ter nenhuma mensagem de e resolvi ir atrás dele para ver se ele havia recebido a minha mensagem. Pela primeira vez eu não estava a fim de fazer minha rotina de todos domingos. Quase tentei me forçar a fazer minha rotina mesmo assim, eu não poderia abrir mão dela por causa de um cara, mas eu apenas bufei e me levantei, decidida. Tentei ligar novamente para , mas caiu na caixa postal, novamente. E depois de tomar meu café da manhã e me arrumar, fui em direção ao meu carro, decidida sobre o que eu precisava fazer.
Mesmo tendo ido uma vez ao restaurante, eu consegui achar o caminho, e, mesmo encontrando o lugar vazio, encontrei algumas pessoas entrando pelos fundos com o que pareciam ser algumas entregas. Aproveitei e tentei entrar quando fui barrada com o que parecia ser um segurança, que devia ter uns dois metros de altura.
“Só a entrada de pessoas autorizadas” escutei uma voz zangada e franzi a sobrancelha pensando no porquê de toda aquela segurança.
“Mas eu só preciso ter uma palavrinha com o ” eu falei esperando convencer aquele segurança e o vi sorrir ironicamente.
“Meu bem, se eu deixasse todo mundo entrar cada vez que alguma garota viesse pedindo para falar com o , eu tenho certeza de que ele passaria o dia inteiro com as garotas e não trabalhando.” Ele disse sarcasticamente, me fazendo ficar um pouco irritada. O que ele queria dizer com isso?
“Mas é porque eu tinha marcado um encontro com ele sexta e acabei não indo e agora eu preciso me desculpar com ele, mas ele não atende o celular” eu tentei novamente convencer aquele grandalhão, que apenas riu novamente.
“E você não acha que ele 'não atender as suas ligações' não significa nada?” ele disse arqueando as sobrancelhas, me fazendo bufar. Eu já estava desistindo e indo embora quando escutei uma voz conhecida por trás daquele grandalhão.
“Ei, Scot! O que está acontecendo aí?” eu sorri ao ver um sorriso animado e curioso olhando para mim e outro olhar curioso do grandalhão à minha frente.
“O que você está fazendo aqui, ?” escutei a voz de Damon, que parecia muito surpreso em me ver, e vi o grandalhão sair do meu caminho, me deixando falar com Damon.
“Eu vim aqui tentar falar com o , mas esse cara aí não quer me deixar entrar” eu disse apontando para o gigante ao meu lado e, secretamente, implorando por uma ajuda de Damon para eu conseguir entrar.
“O Scot só está querendo salvar o pescoço. O está na cozinha adiantando o jantar e ele está de péssimo humor, então ninguém está se atrevendo a chegar perto dele.” Damon falou rindo das caretas de Scot e eu me soquei por ter que falar com quando ele estivesse de mau humor. Seria mais difícil, mas eu o faria me escutar. Ele iria me entender, não é?
“Por favor, Damon, me deixa entrar e ir falar com o ? Eu preciso mesmo falar com ele.” eu implorei novamente e, dessa vez, Damon resolveu me ajudar. Com um aceno de cabeça, o grandalhão me deixou entrar, me fazendo sorrir vitoriosamente ao entrar no que parecia um salão.
está na cozinha dos fundos. É a primeira porta à esquerda, mas cuidado, ta? Ele está de mau humor desde sexta. Imagino por que..” ele falou me fazendo questionar o motivo do mau humor de , mas, antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, ele já havia ido embora. Apressei meu passo em direção à cozinha de .


“O que você está fazendo aqui?” me perguntou, zangado, assim que eu entrei na cozinha. Me assustei com a cena à minha frente. Meu Deus, tinha que ser um pecado um homem ser tão gostoso assim de avental. Principalmente um que estava com as mãos sujas do que parecia ser um creme de morango delicioso. Tive que refrear a minha vontade de pegar as suas mãos e lamber o creme delas. Mas isso parecia quase impossível ao ver o jeito com que me olhava. Um olhar selvagem que me causava calafrios em todo o corpo. Como é que ele conseguia ficar mais sexy ainda quando ele estava com raiva?
“Eu estava tentando te ligar, mas não consegui. Então vim aqui falar com você pessoalmente” eu disse enquanto eu tentava desviar meu olhar de . Mas ele escolheu justamente esse momento para lamber um de seus dedos e ir em direção a uma pia gigantesca que estava atrás de mim. Tive plena consciência do quão patética eu deveria estar parecendo. Não duvidaria se alguém me dissesse que eu estava babando. Aquilo era extremamente quente. Eu adoraria que ele lambesse meu corpo todo daquele jeito. Aquelas mãos me apertando para junto de seu corpo.... Estranhei meus pensamentos tão pervertidos, que minha mente parecia não querer conter. O que estava acontecendo comigo? Como a presença de era capaz e me deixar totalmente sem foco?
“E você não pensou que o fato de você não conseguir falar comigo foi porque, na verdade, eu não queria falar com você?” disse me acordando dos meus pensamentos. O olhei, questionadoramente. Ele havia ficado tão bravo assim comigo por causa do suposto bolo que eu havia dado nele? Mas eu estava tentando me justificar e pedir desculpas para ele. Será que isso não contava por nada?
“Eu sei que você deve estar bravo comigo, , mas eu posso explicar” eu disse e ele olhou para mim sem mudar a expressão.
“Houve uma emergência no jornal e eu acabei ficando presa lá” eu comecei a falar quando fui interrompida pelo , que agora já tinhas as mãos limpas e estava secando-as em uma toalha que havia em cima da pia.
“Eu não estou interessado em saber suas desculpas” ele falou enquanto terminava de secar suas mãos e jogava a tolha de volta para onde ela estava. “Eu disse no bilhete que se você quisesse se encontrar comigo de novo era só você ir lá. Como você não foi, eu posso entender que você simplesmente não quis. E eu sou grande o suficiente para aceitar isso.” ele disse pegando uma travessa, que estava com creme de morango que ele estava fazendo, e indo em direção ao que parecia ser a geladeira.
“Mas não foi isso que aconteceu” eu tentei dizer, mas novamente fui interrompida por ele
“Eu já disse que não me importo com o que tenha acontecido” ele falou de um modo grosseiro, me assustando. Aquele não era o mesmo que eu havia conhecido. “Agora, por favor, saia da minha cozinha” ele disse indo em direção à porta e eu fiquei parada, olhando para ele. Ele realmente achava que eu, simplesmente, iria embora sem me explicar? Ele realmente achava que eu iria deixá-lo me tratar mal e não me dar uma chance de me explicar? Bem, ele estava muito errado.
“Olha aqui, , eu vim aqui me explicar e eu vou me explicar. Então para de dar esse piti. Eu não fui para aquele bendito encontro porque a redação foi destruída por esses pivetes que resolveram protestar e, por isso, nós acabamos tendo que ficar mais tempo sexta para arrumar tudo que eles destruíram. E em meio a toda a confusão, eu não lembrei de te ligar e cancelar tudo, ok? Eu sei que você deve ter ficado bravo me esperando e no final eu não ter aparecido, mas eu vim aqui me desculpar. Será que você não consegue perceber isso?” eu disse liberando toda a raiva que eu estava sentindo naquele momento, enquanto eu ficava apontando o dedo na cara de , sem me importar com a expressão que ele estava fazendo. Ele havia conseguido me deixar com muita raiva. O olhar de não havia deixado o meu, porém ele estava me olhando de um modo irônico que estava me deixando mais irritada ainda.
“E para de me olhar esse jeito” eu disse ainda apontando o dedo na cara dele. “Eu ainda não entendi por que você está tão nervosinho...” eu continuei explodindo a minha raiva quando me interrompeu. Ele simplesmente me agarrou e colou a sua boca na minha, me deixando sem reação. Ainda sem que eu percebesse, senti sua língua na minha e soltei um gemido de prazer. Pude sentir o gosto de creme de morango, me fazendo querer agarrar ainda mais ao . Senti o seu corpo colar no meu e suas mãos apartarem a minha cintura, como se ele quisesse fundir nossos corpos. Não resistindo, passei minhas mãos por seus braços e ombros parando com elas em sua nuca, onde aproveitei para arranhar e ganhar em troca um gemido sofrido de . Senti que ele estava andando e me empurrando para trás até eu sentir que havia batido em alguma coisa que eu julguei ser a bancada. Dei um impulso para subir e rapidamente se encaixou entre as minhas pernas. Uma de suas mãos apertava a minha coxa enquanto a outra estava em minha nuca aprofundando cada vez mais o beijo. Passei minhas mãos pelo seu peitoral, mesmo por cima da sua blusa, e não consegui controlar a vontade de deixá-lo sem aquela peça de roupa. Já estava quase tirando a blusa de quando eu o senti rir e parar o beijo para me ajudar a livrá-lo daquela peça. “Apressadinha” ele disse enquanto distribuía beijos pelo meu pescoço e colocava a sua blusa no ombro. “Se segura” ele disse enrolando minhas pernas na sua cintura e me carregando para um local que eu julguei ser um escritório. Ele me deitou em um pequeno sofá que tinha ali e, rapidamente, juntou seu corpo no meu, se deitando em cima de mim. Aproveitei o fato de que agora estava sem camisa e passei as minhas mãos, explorando cada pedaço de seu corpo que estava descoberto. Senti dar uma mordida em meu pescoço, me fazendo gemer e arranhar as suas costas como resposta. Eu sentia um calor absurdo tomar conta de meu corpo e a necessidade de me livrar de minhas roupas crescia cada vez mais. Pude perceber que estava sentindo essa mesma necessidade, pois ele começou a tirar minha blusa e, com a minha ajuda, ela estava rapidamente no chão e nossos corpos grudados novamente.
“Quer ajuda com o botão?” ele disse olhando para a minha calça, me fazendo dar um sorriso malicioso para ele como resposta. Concordei com a minha cabeça e senti as mãos de abrindo o meu botão, levantei meu corpo para ajudar a tirar a minha calça e não demorou para que ela estivesse no chão junto com a minha blusa.
“Minha vez de te ajudar” eu disse para enquanto desabotoava a sua calça e o deixava livre dela. Pude perceber um volume em suas boxers me fazendo ter calafrios só de pensar no que iria acontecer. Juntei nossas bocas novamente, precisando sentir mais de , sem saber como consegui nos inverter e ficar em cima deke. Aproveitei o momento para tirar as suas boxers e dar atenção a uma parte de seu corpo que parecia implorar por mim. Sorri maliciosamente para e massageei seu membro com minha boca, escutando um gemido sofrido de . Aproveitei para provocá-lo com minha língua enquanto minhas mãos passavam por seu corpo, explorando cada parte. Eu aumentava a velocidade dos movimentos em minha boca conforme os gemidos de . Eu já estava me sentindo mais que excitada, também. Olhei para ele e vi sua cabeça encostada e seus olhos fechados, parecendo querer aproveitar o máximo a situação. Sorri e, ainda com seu membro em minha boca, o vi abrir os olhos e olhar para mim, como se soubesse que estava sendo vigiado. Continuei meus movimentos, com meus olhos fixos nos seus, quando , desesperado, me puxou para cima e me deitou no sofá novamente. Resmunguei ao sentir o calor dele se afastar de mim enquanto ele procurava por algo no bolso de sua calça, que pelo sorriso em seu rosto, eu julguei ser a camisinha. Não demorou muito para voltar e sua boca estar sobre a minha novamente. Suas mãos passavam pelo meu corpo livremente, e eu senti um murmúrio de reprovação ao comprovar que eu ainda estava de calcinha. separou sua boca de minha, me fazendo abrir os olhos e ver a sua expressão faminta em cima de mim. Não pude evitar um gemido quando senti suas mãos na barra de minha calcinha. Me agarreri em quando ele, finalmente, terminou de tirá-la e olhar para mim com seu olhar selvagem.
“Eu estou doido para experimentar o seu sabor... mas eu quer fazer isso com calma e tempo e em um lugar apropriado” falou sem desviar o seu olhar do meu corpo e do espaço entre minhas pernas. Senti um calafrio quando senti o seu hálito bater nessa área e minhas mãos, involuntariamente, procuraram alguma coisa para agarrar. O que acabou sendo ocabelo de , que agora me olhava com um olhar de um verdadeiro predador. “Eu quero ouvir você gritar meu nome e fazer você esquecer o seu próprio e você pode ter certeza, , que eu vou fazer isso e muito mais” ele continuou, me fazendo agarrar seu cabelo com mais força e olhar para ele com um olhar desesperado. Eu não me importava como, mas eu precisava de e do prazer que ele sabia me dar. E eu precisava disso urgentemente. parecendo entender o meu olhar e colocou rapidamente a camisinha, se posicionando em cima de mim. “Você é sempre tão apressadinha. Não aguenta esperar nem um pouco, não é?”
...” eu falei em um tom de urgência e o vi abrir um sorriso antes de finalmente me penetrar, fazendo com que nós dois gemêssemos ao mesmo tempo. Eu não sabia o quanto eu havia sentido falta disso, mas, ao sentir se movendo dentro de mim, eu me lembrei o quão bom isso era e comecei a me questionar como eu havia conseguido ficar tanto tempo longe desse homem. Aquilo era absolutamente delicioso. E viciante. Eu não conseguia ficar satisfeita. Eu precisava de mais de . De mais de seu cheiro, de mais de seu toque, de seu sabor, de mais dele todo. Sem ter controle sobre meu corpo ou minhas ações, minha boca atacou a de enquanto minhas mãos passeavam por seu corpo livremente. Cada investida mais forte resultava em gemidos cada vez mais altos e eu já não sabia mais de quem era. Parecia ter ficado muito difícil beijá-lo, então eu me contentei em ficar dando pequenos beijos e explorar com a minha língua todo o pescoço de , o que ele parecia não se importar, já que ele apenas deixava a cabeça para trás me dando mais acesso. Eu não sabia quanto tempo eu estava lá, o mundo poderia estar acabando naquele momento e tudo que importaria para mim seria como o corpo de se encaixava no meu, formando o encaixe perfeito.
” ele falou com a voz falha e rouca, me fazendo estremecer “Eu não vou aguentar por muito mais tempo não” ele completou e logo depois deu uma mordida no lóbulo da minha orelha, me fazendo agarrar mais forte nele e soltar outro gemido. “Mas eu quero que você goze junto comigo” ele falou intensificando os seus movimentos e levantando sua cabeça para que seu olhar se focasse no meu. Naquele instante, tudo que eu conseguia pensar é que eu nunca esqueceria aquele momento com aqueles olhos azuis que pareciam transmitir tanto desejo para mim. E eu apenas me deixei mergulhar em seus olhos e deixei toda aquela sensação se apoderar de mim.
” eu disse ao sentir todo o prazer em meu corpo e vi que ele também estava em seu limite. Nós nos deixamos levar por aquela sensação de prazer e, depois de um longo gemido, senti cair em cima de mim.
Eu ainda estava tentando regularizar minha respiração, e a presença de não parecia querer ajudar em nada. Quando eu senti olhos fixos em mim, levantei meu olhar pra ver me estudando, cuidadosamente. Minha cabeça parecia não consegui pensar e registrar mais nada, fora aqueles olhos azuis e a intensidade neles. Fechei meus olhos novamente, aproveitando mais um pouco a presença de perto de mim.
“Você consegue me deixar no meu limite, garota.” a voz rouca de interrompeu meus pensamentos, me fazendo abrir os olhos novamente e perceber que ainda estava me encarando intensamente.
“Eu realmente vim aqui me desculpar, . Eu acabei me atolando com serviço e por isso que eu não fui sexta” eu disse olhando em seus olhos e pude perceber uma certa hesitação neles. Essa, porém, durou pouco tempo e logo depois foi substituído por um olhar carregado de malícia.
“Eu tenho várias ideias de como você pode me convencer a te perdoar” ele disse distribuindo beijos por meu rosto e pescoço, me fazendo suspirar.
“E que ideias seriam essas?” eu perguntei aproveitando para passar minhas mãos pelo seu corpo, e parei quando ele deu uma mordida de leve em meu pescoço, me fazendo gemer.
, desse jeito nós não vamos sair daqui tão cedo. E por mais que eu queira ficar aqui e continuar isso, eu acho melhor nós nos arrumarmos antes que alguém venha aqui ver se ainda estamos vivos.” Ele disse enquanto depositava carinhosamente novos beijos em meu rosto e eu senti meu rosto esquentar ao pensar que todos, provavelmente, tinham escutado os barulhos que eu estava fazendo. Escondi meu rosto na curva da nuca de e o escutei rir abafadamente perto do meu ouvido.
“Essas paredes têm proteção acústica, então não precisa ficar com medo de alguém ter te escutando, não” falou ainda rindo e eu corei com o seu comentário. O que havia nesse homem que me fazia perder totalmente o controle? Senti se afastar lentamente de mim e tive que conter um resmungo e descontentamento. Deixei se afastar de mim e permaneci deitada no sofá com meus olhos fechados e pensando no que havia acontecido. Meu plano inicial era explicar para por que eu não havia ido em nosso encontro e tentar marcar um novo, do qual eu faria de tudo para não faltar. Eu ainda me sentia culpada por ter deixado esperando por mim, principalmente depois de todos os gestos românticos que ele havia feito por mim. Tive que conter um gemido ao lembrar dos doces que havia me mandado, e me lembrei que ainda teria que agradecê-lo por isso. Abri meus olhos e virei para falar com , quando percebi que ele já estava todo vestido, com as minhas roupas em sua mão e com um olhar curioso em seu rosto, enquanto me observava.
“Uma libra por seus pensamentos” ele falou enquanto estendia minhas roupas para eu pegar e eu corei ao me lembrar que estava deitada, nua, com seu olhar sobre mim.
“Na verdade, eu estava pensando que eu deveria te agradecer por aquelas delícias que você me mandou” eu disse levantando do sofá e me virando de costas para , tentando me vestir o mais rápido possível. Escutei outra risada de e tive que virar o rosto para ver o que tinha tanta graça. Arqueei uma sobrancelha para ele que apenas me lançou um de seus sorrisos perfeitos, que me fez perder o ar momentaneamente.
“Se você estiver falando sobre os doces, eu fico feliz que você tenha gostado.’’ Ele disse me fazendo rever as minhas palavras e, involuntariamente, corar ao perceber o duplo sentido nelas. O que havia com e com a habilidade dele de me deixar igual a uma adolescente de 16 anos?
“Eu havia feito outro prato de sobremesa igual ao que eu te mandei para o nosso encontro sexta, mas, como você não foi, eu acabei jogando tudo fora” disse, dando os ombros, me fazendo arregalar os olhos e me socar mentalmente mais uma vez por não ter ido ao encontro. Ele não estava falando sério, estava? Seria um pecado, e dos grandes, ele ter deixado um prato tão delicioso como aquele no lixo. Escutei rir novamente, dessa vez, provavelmente, por causa da minha cara de horror pela possibilidade de ter jogado aquele prato fora.
“Pela sua cara, eu posso julgar que você gostou mesmo dos doces. E posso dizer que um ego gostou de sua reação. Mas não se preocupe, eu não joguei fora, eu apenas deixei para os cozinheiros comerem” ele falou enquanto eu terminava de vestir a minha calça. Tive que me segurar ao ver olhos famintos me observando novamente e, sem que eu pudesse pensar em mais nada, senti dois braços me puxarem e a boca de buscar a minha de forma desesperada. Suspirei e deixei tomar o comando da situação enquanto minhas mãos foram, automaticamente, para sua nuca e seus cabelos. Senti me puxar mais contra seu corpo, dando uma urgência maior para o beijo; eu já estava começando a perder todos meus sentidos quando diminuiu a urgência do beijo e foi o finalizando com selinhos. Eu duvidada que eu seria capaz de ter um pensamento lógico. Eu só conseguia pensar em e em tudo relacionado a ele e em como ele era capaz de me fazer sentir coisas que eu não sabia que existiam. Senti depositar um beijo em meu nariz, mas eu não fui capaz de abrir os olhos, com medo de despertar de todas as sensações deliciosas que ele estava me causando.
“Eu queria muito poder ficar aqui com você, mas eu preciso ir terminar de preparar o serviço para hoje à noite” disse, fazendo leves carinhos em meu rosto. Eu apenas concordei com a cabeça, triste porque eu tinha que ir embora para não atrapalhá-lo. “Mas se você não tivesse mais nada para fazer hoje, eu adoraria ter você aqui” ele falou com certo receio e eu abri meus olhos apenas para ver os dele me encarando tão intensamente que pareciam estar lendo meus pensamentos.
“Eu não tenho mais nada para fazer hoje” eu disse sem pensar e vi um sorriso aparecer no rosto de , me fazendo rir junto. “Mas eu acho que eu seria um desastre aqui na cozinha com você” eu disse sabendo que eu não conseguiria me controlar tendo que ver com um avental, cozinhando com seu jeito todo sexy e não poder agarrá-lo.
“Por um lado você tem razão.” Ele disse com um sorriso meio desanimado. “Eu não sou capaz de ficar perto de você sem querer te atacar” ele terminou de falar e logo me puxou para outro beijo, que parecia querer provar o que ele havia acabado de falar. Eu apenas me entreguei, aproveitando esse últimos momentos com .


Capítulo 6

Escutei o despertador tocar e tive que segurar a minha vontade de tacá-lo no parede e voltar a dormir. Meus olhos pareciam se recusar a abrir, mas o sorriso no meu rosto parecia não querer sair. Eu havia passado grande parte da madrugada conversando com , ou , como ele havia falado que todos os seus amigos o chamavam. Depois de sair relutante do restaurante de , eu havia ido à casa de , onde sem conseguir me conter, contei tudo que havia acontecido no restaurante. Eu estava me sentindo muito confusa com tudo que estava acontecendo, e acontecendo tão rapidamente. Depois de pensar um pouco, resolvi que desabafar me faria bem. Não demorou muito para dois intrometidos aparecerem na porta de exigindo as fofocas e eu só vi dar os ombros quando eu perguntei como eles sabiam que alguma coisa havia acontecido. Acabei contando tudo para e Ben e vi sorrisos bobos no rosto deles, que, involuntariamente, acabou fazendo que um sorriso bobo aparecesse em meu rosto também. Nós havíamos passado um bom tempo apenas conversando e quando eu saí da casa de , eu me sentia feliz como há muito tempo eu não me sentia. Desde que todos aqueles problemas haviam acontecido. Balancei a cabeça, me livrando dos meus pensamentos indesejados e um sorriso apareceu em meu rosto ao lembrar o resto do meu dia. Instintivamente, peguei meu celular e chequei minhas mensagens.

“Cozinhar aqui nunca mais será a mesma coisa. Meus funcionários estão um pouco bravos com a minha falta de atenção. Acho que posso falar para eles que a culpa é sua, né?”

Reli a primeira mensagem que havia me mandado ontem e meu sorriso cresceu, confirmando que aquilo não havia sido apenas um sonho. Ou um sonho muito bom.

“Arrependido?” foi a minha breve resposta que foi, rapidamente, respondida.
“Nunca” eu ainda não conseguia parar de sorrir ao reler a mensagem.

Me senti forçada a sair da cama e ir em direção ao chuveiro ao ver as horas. Mesmo sentindo que eu ficaria como um zumbi o dia inteiro, eu não conseguia me arrepender de ficar a noite toda, na verdade, o fim da noite e grande parte da madrugada, no telefone com .
Eu sentia a água quente caindo por meu corpo, me acordando em partes, enquanto a minha mente se focava em lembrar da noite passada. Durante a noite toda, nós ficamos trocando pequenas mensagens nos pequenos intervalos de . Um pouco antes de meia noite, ele havia ido para casa e então, após um tempo, ainda trocando mensagens, havia resolvido ligar para mim. E nós havíamos ficado conversando até que eu não conseguisse mais pensar corretamente de tanto sono. E eu podia apostar que não estava muito acordado no final da ligação, também. Saí do chuveiro com meu corpo protestando e coloquei a primeira roupa na minha frente, não tendo humor para ficar me arrumando. Terminei de me arrumar e fui em direção ao meu carro, ainda perdida em meus pensamentos, e, antes que eu me desse conta, eu já estava parada em frente à Starbucks e um Damon sorridente estava me olhando, curiosamente.
“Pode deixar que eu tomo conta desse cliente” Damon falou para um menino loiro. Eu parecia não passar de uns 18 anos. Provavelmente da mesma idade de Damon, eu tive que me lembrar mesmo que não parecesse.
“Bom dia” ele falou ainda sorridente e animado. Até demais.
“Bom dia” até eu mesma percebi a falta de ânimo em minha voz e eu relacionei isso a falta de sono e de cafeína em meu sistema. Vi Damon arquear a sobrancelha para mim e um sorriso fraco apareceu em meu rosto. O meu humor que, ao acordar, parecia estar ótimo, estava caindo a cada minuto que eu ficava com meu sono crescendo. Eu precisava desesperadamente de café.
“Um café grande. Puro.” Eu disse com um certo desespero para Damon, que apenas continuou com a sobrancelha arqueada, mas que resolveu pedir meu café rapidamente. Sorri agradecida, sabendo que o que eu necessitava no momento era exatamente aquilo. Dei um gole, sentido o líquido quente descer por minha garganta e senti meu ânimo aumentar um pouco mais.
“Agora eu estou realmente curioso para saber o que aconteceu domingo.” Damon disse, sorrindo, me observando enquanto eu bebia meu café, e um sorriso, que eu realmente esperava que não fosse um indecente, apareceu, instantaneamente, em meu rosto. A adolescente dentro de mim estava acordando. Para o meu grande azar.
“Por que a curiosidade?” eu perguntei, não querendo revelar nada para Damon, mas sabendo que eu devia uma para ele. Já que foi graças a ele que eu havia conseguido falar com em primeiro lugar.
“Bem, antes de você ir ao restaurante sábado, estava de péssimo humor. E depois, bem, eu não me lembro de ter visto ele tão feliz em um bom tempo. E distraído também. Mas um distraído bom.” Ele disse, fazendo a adolescente dentro de mim dar pulinhos de felicidade, pensando que eu havia conseguido mudar tão drasticamente o humor de . Mas eu rapidamente a mandei se sentar e parar de ser tão infantil. Damon pareceu dar uma pausa e eu senti um ‘mas’ vindo na sua história. “Mas hoje você aparece aqui igual a um zumbi de mau humor. Então eu estou pensando que eu posso estar errado e que você acabou não fazendo as pazes com o ” ele falou o ‘mas’ que eu previa, porém não no contexto que eu esperava. Não, tudo estava perfeitamente bem. Mais do que eu podia esperar.
“Está tudo bem. Sim, eu conversei com ontem e nós resolvemos tudo.” Eu disse, me recusando a falar que nós havíamos feito as pazes. Isso soava tão infantil.
“Então...” Damon deixou sua pergunta aberta no ar e eu tive que respirar fundo e tomar mais um gole de meu café antes de responder.
“Eu acabei passando quase a noite toda no telefone com e não dormi quase nada.” Eu disse, me sentindo envergonhada de estar conversando isso com Damon, mas sentindo que ele merecia respostas para as suas perguntas. Damon pareceu um pouco envergonhado por não ter pensado nisso antes e eu tive que rir da expressão em seu rosto.
“Eu tenho que ir, Damon. Antes que eu me atrase mais ainda” eu disse, dando um sorriso fraco e recebendo outro de Damon antes de sair.


Meus olhos estavam se fechando involuntariamente e eu sentia que não conseguiria me manter acordada por muito mais tempo. Resmunguei ao escutar meu celular tocar, mas, mesmo contra a minha vontade, peguei e fui verificar. Um sorriso involuntário apareceu em meu rosto ao ver de quem era a mensagem e ele apenas aumentou depois de ler o conteúdo.

“Bom dia. Só consegui acordar agora. Dormiu bem à noite?”

Eu estava morrendo de sono e, no momento, morrendo de inveja ao saber que havia dormido muito bem e durante um bom tempo. No momento, tive vontade de gritar com a vida por ser tão injusta, mas acabei me contentando em responder a mensagem de .

“O pouco que eu consegui dormir, eu dormi muito bem. Mas isso só deve ter sido umas 3 horas, acho que meu dia começa muito antes do seu :(“
“Me desculpe por ter te deixado acordada por tanto tempo. Mas não se preocupe, eu vou compensar você ;) ”

A reposta de não havia demorado muito, na verdade, quase nada para aparecer em meu celular. Sorri e, sem perceber, respondendo.

“Como?”

Eu digitei e enviei antes que eu pudesse perceber, e a adolescente, que parecia ser a única pessoa acordada dentro de mim, insistiu que eu ficasse segurando meu celular esperando a resposta. Que, para o meu alívio, não demorou.

“Surpresa. Quando eu posso te levar para sair?”

Ele perguntou e eu já estava pronta para responder ‘quando você quiser’ quando eu me lembrei que, durante toda semana, eu teria que ir para palestras à noite que meu chefe havia insistido que eu fosse. Tive que segurar um gemido de tristeza ao lembrar que eu teria que ficar na palestra de noite e que eu não poderia chegar em casa e ir direto para a cama como eu estava torcendo durante todo o dia.

“Vou estar ocupada essa semana toda à noite. Mas sábado eu acho que vou estar livre. Pode ser?”

Eu respondi esperando estar tudo bem e, secretamente, torcendo para que estivesse.

‘Hum.. tudo bem”

Foi a sua única resposta e a adolescente entrou em pânico, achando que algo estava errado e querendo saber exatamente qual era o problema. Mas, antes que ela tivesse uma chance de responder, eu escutei meu celular tocar novamente, indicando uma nova mensagem.

“Você vai estar livre o dia inteiro?”

Ele perguntou e eu e a adolescente sorrimos ao mesmo tempo.

“Sim”

Foi a minha breve resposta e eu fiquei imaginando o que ele poderia estar pensando. Uma vontade de ligar para e conversar com ele cresceu dentro de mim e eu franzi a sobrancelha, estranhando.

“Ótimo. Esteja preparada, então :)”

Ele me respondeu e meu sorriso foi rapidamente substituído por uma expressão temerosa ao ouvir meu chefe me chamar, pedindo um artigo que eu ainda nem havia começado a escrever.
Eu estava parada em frente ao espelho com o que parecia ser todas as minhas roupas espalhadas pela minha cama. E parecia que não havia nenhuma roupa boa o suficiente para o meu encontro com . Eu ainda não sabia para onde ele iria me levar e isso só me deixava mais nervosa. Após algumas mensagens implorando para que ele me falasse para onde ele iria me levar, ele só havia me respondido um breve “surpresa. E não adianta tentar descobrir porque você não vai conseguir ;)” , que havia me deixado mais curiosa ainda. Tentei ainda pedir para ele falasse porque eu precisava saber que roupa eu iria usar, mas, para a minha frustração, ele apenas respondeu “use uma coisa bonita :)”.
Homens.
E por isso que eu estava estressando sem saber o que usar.
O dia estava, incrivelmente, agradável. O sol havia decidido aparecer e todas as nuvens pareciam ter desaparecido do céu, deixando o tempo com o clima bem ameno. Não um calor de verão nem um frio típico de Londres. O clima estava de um perfeito dia de primavera com as folhas das árvores incrivelmente verdes e as flores brotando e deixando o ambiente mais colorido e bonito. Me deixei inspirar pelo clima e acabei me decidindo por um vestido tomara-que-caia com umas estampas de flores que era preso na cintura e que depois abria, deixando a saia um pouco rodada. Resolvi prender meu cabelo em um rabo-de-cavalo e coloquei um brinco de pérola com uma pulseira combinando. Por fim, coloquei uma sapatilha e, surpreendendo a mim mesma, fiquei satisfeita com meu reflexo no espelho. Vi que ainda faltava um bom tempo para que viesse me buscar e decidi que seria melhor arrumar toda a bagunça em cima da minha cama que eu havia feito. Eu sabia que eu iria precisar de algo para me ocupar enquanto ele não chegava.
Eu havia acabado de guardar a última peça de roupa e estava arrumando algumas mechas do meu cabelo, que insistiam em se rebelar e não ficar no lugar, quando a campainha tocou e, inexplicavelmente, meu coração acelerou, me obrigando a parar e respirar fundo, antes de abrir a porta.
E eu havia me arrependido de não ter tirado mais um tempo antes de ter aberto a porta. Porque eu não estava preparada para a visão na minha frente.
com uma blusa azul com as mangas dobradas até o cotovelo, uma calça jeans, um all star e um sorriso torto irresistível no rosto. E um buquê nas mãos que me lembrava do que ele havia mandado para mim um tempo atrás. A adolescente dentro de mim, que sempre aparecia quando estava por perto ou quando a situação tinha alguma relação com ele, resolveu se apoderar do meu corpo, me impedindo de agir como uma pessoa normal.
“Oi” minha voz soou baixa e tímida e eu me socava mentalmente ao mesmo tempo que me lembrava de respirar. Vi abrir mais o sorriso e eu não conseguia me lembrar a última vez que eu havia ficado assim diante de alguém. Eu nunca havia ficado desse jeito bobo. Nunca. Nem mesmo com...
“Oi” a voz de interrompeu meus pensamentos, me fazendo ficar grata por desviar de um caminho que eu não queria que eles seguissem. E que havia um tempo que eles não haviam tomado esse caminho. Sacudi minha cabeça, afastando os pensamentos novamente e vi que estava olhando para mim, com um ar de questionamento.
“Hum.. você quer entrar? Eu já estou pronta, só falta eu pegar minha bolsa” eu disse, abrindo mais a porta e dando um espaço para ele entrar. entrou parecendo curioso. Como alguém que estivesse a ponto de descobrir um segredo. Mas, antes que ele pudesse desvendá-lo, ele parou e estendeu o buquê para mim.
“Para você” ele disse com um sorriso torto pelo qual eu estava me apaixonando. Sorri para ele, ao pegar, e a pergunta em meus olhos foram rapidamente respondida por ele. “Sim” ele falou sorrindo. “Eu mesmo os fiz” ele completou. A animação em meu rosto devia estar bem evidente, pois escutei dar uma risada e um sorriso vitorioso aparecer em seu rosto logo depois.
“Obrigada” eu disse, sentindo minha boca aguar ao lembrar o quão deliciosas as outras flores que ele havia me dado estavam. E eu não duvidada que essas também estivessem. Hesitei um pouco, mas então resolvi deixá-las em cima do balcão da cozinha, torcendo para que o clima não esquentasse demais e que o chocolate derretesse.
Senti atrás de mim e me virei, lembrando de algo que estava me incomodando. Mas, antes que eu pudesse perguntar algo para ele, senti suas mãos me puxando para perto e sua boca encontrou a minha.
Logo sua língua exigente já estava brincando com a minha e todos os pensamentos pareciam ter desaparecidos de minha mente.
Menos os relacionados a , é claro.
Meu corpo parecia mais do que nunca estar ciente do corpo de tão próximo ao meu. Tudo que eu conseguia pensar era no cheiro de , de canela e mais alguma coisa que eu havia caracterizado como o seu cheiro especial; de suas mãos em minha nuca e na minha cintura, me deixando cada vez mais próxima dele, e de sua boca na minha com seu gosto delicioso.
Completamente delicioso.
Senti separar o beijo contra a minha vontade e me surpreendi com o meu descontrole.
“Esta roupa está boa?” eu perguntei, ainda meio ofegante, e extremamente envergonhada por meus hormônios descontrolados. Observei me encarar dos pés à cabeça sem esconder seu olhar de aprovação.
Sorri feliz e a adolescente dentro de mim resolveu agir e eu senti todo o sangue subir ao meu rosto e minhas bochechas esquentarem quando parou seu olhar em meus seios. Mas não demorou muito para que seu olhar voltasse para meu rosto e um sorriso radiante brotar no seu.
“Perfeita” ele disse antes de me puxar para outro beijo, que, novamente, foi interrompido contra a minha vontade.
“Se eu não parar de te beijar agora, eu acho que nós não vamos conseguir sair daqui” sua testa estava encostada na minha, e na sua voz havia uma certa decepção. Provavelmente, a mesma que eu estava sentindo por não poder terminar o que nós havíamos começado. “E nós, realmente, precisamos ir” ele falou enquanto seu nariz carinhosamente passava pelo meu. Suspirei derrotada e, mesmo contra os protestos de meu corpo, consegui me separar de .
“Eu só vou pegar a minha bolsa, então” eu disse, retomando meu autocontrole e indo em direção onde minha bolsa estava.
“E você já pode me dizer para onde nós vamos?” eu perguntei, voltando para perto de e, por um segundo, podia ter jurado que um olhar envergonhado havia passado por seu rosto. Mas ele logo foi substituído por um sorriso e então estendeu seu braço para mim. Sorri para ele e então nós saímos de minha casa ainda de braços dados. só se separou de mim ao abrir a porta de seu carro para que eu pudesse entrar.
Ele havia ligado o som do carro em uma estação qualquer e parecia estar concentrado na estrada enquanto toda a minha concentração estava nele.
A música no fundo havia tornado o silêncio no carro confortável e, por mais que eu quisesse conversar com , eu não havia tido coragem de quebrar o clima gostoso dentro do carro. estava deslumbrante, batendo os dedos no volante conforme a melodia da música, e cantarolava baixinho a letra. E eu estava hipnotizada por aquela visão. Tanto que eu não havia conseguido disfarçar meu fascínio por ele.
“O que foi?” ele perguntou após olhar para mim e me ver babando em cima dele como se fosse uma adolescente perto de seu ídolo. Senti minhas bochechas esquentarem e, mais uma vez, soquei a adolescente dentro de mim, que me fazia virar uma babaca.
“Só estava percebendo que você canta bem” eu disse tentando soar totalmente natural e normal. O que provavelmente não tinha. “ Talvez você devesse ter virado cantor ao invés de um chefe de cozinha” eu completei para logo depois receber um sorriso envergonhado como resposta.
Incrivelmente perfeito, eu pensei comigo mesma.
E, antes que eu pudesse virar a adolescente boba novamente, eu me forcei a pensar em outras coisas.
“Por que você não quer me contar para onde você está me levando?” eu fiz a pergunta que não saía da minha mente e vi, novamente, um olhar envergonhado no rosto de . Mas, antes de poder questioná-lo, ele me respondeu.
“Eu estava com medo de você não vir se eu te dissesse” ele falou com a voz baixa, me fazendo prestar atenção para entender o que ele queria dizer.
Mas suas palavras não conseguiam inquietar as minhas dúvidas. Na verdade, elas haviam conseguido aumentá-las. O que ele iria fazer comigo? Onde ele estava planejando me levar? Senti um medo, mas, antes que eu pudesse esboçar alguma reação, parou o carro.
“Aqui estamos” ele disse, apontando com a cabeça para um lugar que eu conhecia, mas que nunca havia entrado. Olhei confusa para ele, sem entender mais nada. O quê?!


Capítulo 7


Continuei olhando para o lugar sem entender o que estávamos fazendo lá. Para mim, não havia sentido nenhum naquilo. Olhei novamente, procurando um outro lugar perto que pudesse justificar a nossa presença, mas não encontrei nada. Lancei um olhar questionador para , que apenas saiu do carro e abriu a porta para mim, para que eu pudesse sair também. Outra qualidade que eu tinha que pôr na minha lista, era incrivelmente cavalheiro. Sorri ao me lembrar de quando ele havia me ajudado com as minhas malas e como ele havia achado graça no meu amor pelo Mickey e pela Disney. E eu não podia evitar traçar uma relação disso com o local em que nós estávamos.
"?" eu não sabia o que perguntar, eu tinha muitas perguntar em minha cabeça e esperei que ele entendesse o que eu precisava saber.
"Tudo bem" ele disse, respirando fundo e se virando para mim. Nós estávamos parados no estacionamento vazio e, no momento em que eu olhei em seus olhos procurando uma resposta, eu, momentaneamente, me esqueci de tudo que estava me perturbando. Porque naquele instante a única coisa que eu conseguia me concentrar era em como os olhos de pareciam brilhar, me hipnotizando cada vez mais.
Não poderia falar quanto tempo nós passamos ali, apenas olhando um para o outro, mas, no momento em que baixou seus olhos, eu imediatamente senti falta deles.
"Eu só queria te pedir para você não ir embora assim que eu te falar para onde eu te trouxe" ele falou, ainda olhando para baixo, e eu não consegui me segurar e acabei rindo.
"Eu já sei onde nós estamos, " eu falei, tentando evitar a necessidade de rolar meus olhos. Era bem óbvio onde nós estávamos. O que eu queria saber era o porquê de estarmos lá. Escutei uma risada baixa de e, lentamente, ele foi olhando novamente em meus olhos.
"Eu te trouxe para uma festa de aniversário" ele falou e, dessa vez, eu não havia conseguido evitar e rolei meus olhos diante da sua fala. É claro que ele havia me trazido para uma festa de aniversário. O que mais nós estaríamos fazendo parados em frente a um dos salões de festas infantis mais chamativos de Londres?
Do lado de fora, podíamos ver vários personagens de desenhos infantis em alto relevo na parede, que parecia ser de um castelo. Uma Minnie gigante estava do lado de um backyardigan que estava segurando um Pluto, que estava correndo atrás do Scooby Doo. As princesas Disney estavam paradas juntas, sorrindo, do lado de um boneco de Ben 10 e do Bob Esponja. Por toda a parede havia personagens infantis e, para cada lado que eu olhava, eu reconhecia os desenhos que tanto marcaram minha vida. Dessa vez, a criança dentro de mim que pulava excitada.
Eu forcei a minha atenção de volta para e arqueei minha sobrancelha, esperando que ele reformulasse ou completasse a sua resposta.
"É o aniversário do meu sobrinho" ele disse, coçando a nuca e parecendo mais envergonhado do que nunca.
"E...?" eu perguntei querendo saber qual era o problema.
"E eu queria muito te encontrar, mas você só podia sábado e, desde que eu me lembro, o Frankie está falando sobre essa festa e eu tinha que vir. Então resolvi te trazer para a festa" ele terminou com um sorriso esperançoso no final e eu tive que segurar um sorriso bobo. Se eu tivesse que descrever nesse exato momento, eu descreveria ele com apenas uma palavra.
Adorável.
"E você acha que não tem nenhum problema eu estar aqui junto com você?" eu perguntei, meio envergonhada ao pensar que a família dele, provavelmente, estaria na festa também. A adolescente dentro de mim resolveu voltar em força total e me dizer que eu deveria me apavorar. Não sei como, mas eu consegui acalmá-la e deixei a criança dentro de mim ficar feliz, pensando em todas as ótimas coisas em festas de crianças.
Doces.
Muitos doces para ser mais exata.
"Não, na verdade, eu estou muito feliz que você esteja aqui" disse, se aproximando de mim e colando nossos corpos.
Todo o meu bom senso me dizia para me afastar dele, mas, infelizmente, ou felizmente, eu raramente obedecia a ele. Então eu me deixei levar e aproveitar a sensação dos carinhos que estava fazendo em mim.
"Então, você vai entrar comigo?" ele perguntou com a boca grudada em meu ouvido e eu tive que suprimir um gemido. Como que ele conseguia fazer essas coisas comigo? Me sentindo derreter por dentro por causa da proximidade de , eu só concordei com a cabeça. E fui presenteada com um sorriso e logo sua boca na minha.
Eu me sentia pressionada entre o corpo de e seu carro, e eu estava ciente que nós estávamos no estacionamento de um salão de festas infantil, porém eu não conseguia encontrar forças em mim para protestar e deixei continuar com nosso beijo. Não que o beijo estivesse se tornando algo mais, pelo contrário, o beijo de estava calmo e carinhoso e, até mesmo, um pouco casto, porém, do mesmo modo de que todas as vezes que estivesse perto de mim e me tocando, eu sentia todo o meu corpo esquentar e uma sensação de uma necessidade de dentro de mim ficava me martelando na cabeça.
Desta vez, com um controle que eu não sabia ter, fui eu que interrompi o beijo, recebendo em troca um beiço de irresistível. Não pude evitar uma risada que apenas cresceu após um olhar ofendido dele.
"Eu quero doces" eu falei, me afastando de e procurando ver no meu reflexo do carro se eu estava apresentável.
Apenas alguns fios de cabelo estava fora do meu rabo de cavalo, porém eles estavam dando um ar mais divertido ao meu visual e eu decidi que estava bem assim.
me estendeu sua mão e eu rapidamente aceitei, indo em direção a entrada com ele.
"Eu tenho certeza que você vai adorar. Eu que fiz" disse, enquanto nós andávamos, e eu arqueei minha sobrancelha para ele. Um sorriso travesso apareceu em seu rosto antes de bufar e responder.
"Tudo bem, eu tive ajuda de quase todo mundo do restaurante, mas eu fiz muitas coisas gostosas daqui" ele completou, me fazendo rir e ficar com mais vontade ainda de comer os doces dessa festa. Eu tinha um pressentimento de que eles estariam fantásticos.

Nós entramos no salão que parecia estar deserto. A não ser por um garoto com uma roupa de Luke Skywalker correndo animado, uma mulher correndo atrás dele e algumas pessoas que pareciam estar arrumando o salão.
"!" escutei a voz da mulher parecendo estar aliviada ao ver e logo depois o menino correu em direção a ele.
"Tio !" ele gritou, pulando no colo de , que rapidamente se abaixou e o pegou no colo, o jogando no ar. Sorri ao ver o momento fofo, mas parei ao perceber a mulher parada à minha frente, parecendo estar me avaliando. Sorri sem graça para ela, incerta sobre o que falar e, nesse momento, me lembrei que ela e o garotinho tinham sido os que eu vi no aeroporto logo antes de sair e deixar .
Me senti mais envergonhada ainda pensando no que ele poderia ter falado para ela sobre mim, e eu tive que me forçar a não deixar a adolescente tomar conta do meu corpo e de meus pensamentos. Não naquele momento.
, parecendo ter sentido meu desconforto, virou-se para mim, ainda com o garoto em seu colo e com um sorriso radiante em seu rosto.
"Frankie, essa é a . esse é o Frankie" ele apresentou o garoto para mim, que deu um sorriso e cochichou alguma coisa no ouvido de . Tive que segurar a minha curiosidade e não perguntar nada quando vi rir e negar a cabeça.
"Não, Frankie. Com ela não" ele disse e o menino abaixou a cabeça, fazendo um bico incrivelmente parecido com o do de alguns momentos atrás. Sorri ao me lembrar e me espantei um pouco com as semelhanças entre os dois. Ele parecia ser uma versão mais nova do .
"Bem, já que o parece ter esquecido sua educação, eu mesma vou ter que me apresentar. Sou Kate, irmã do e não se preocupe, não, a falta de educação não corre nos sangues da família." Ela disse enquanto me puxava para um abraço, me fazendo estranhar sua reação.
"Oi, meu nome é , mas pode me chamar de " eu disse após Kate me soltar do abraço e reparei um pouco na sua aparência. Seus cabelos eram castanhos e seus olhos exatamente iguais aos do irmão, mas ela possuía um rosto delicado, um tanto quanto clássico, parecendo perfeitamente esculpido. Sorri para ela e fiquei feliz ao vê-la devolvendo sorriso.
"Eu também senti muito sua falta, irmãzinha" falou, ironicamente, me fazendo olhar para ele, que estava parecendo bastante satisfeito consigo mesmo.
"Eu não sou sua irmãzinha, , eu sou mais velha que você e nós nos vimos ontem. Então, se você quer ser útil, por favor, vá lá ver o pessoal do bufê porque eles estão todos enrolados." Ela disse, apontando para um local onde algumas pessoas estavam trabalhando e eu tive que evitar uma risada. "Pode deixar que eu faço companhia para enquanto isso" ela disse, me oferecendo um sorriso que eu devolvi e olhei para , concordando para ele ir. Meu medo havia passado e eu havia gostado de Kate à primeira vista. Ela parecia ser uma pessoal agradável e eu não estava tão ansiosa mais assim por estar perto dela.
"Mas.." ele falou, parecendo querer protestar, mas eu o impedi.
"Pode ir. Eu vou ficar bem" eu disse, oferecendo um sorriso, tentando assegurar o que eu tinha acabado de dizer e que, pelo jeito, havia funcionado. deu mais um olhar hesitante em minha direção e em Kate antes de deixar Frankie no chão e ir à direção apontada.
"Desculpe te fazer vir para cá mais cedo, mas praticamente insistiu que queria cuidar de toda a comida do aniversário do Frankie e eu não tive coragem de negar. E eu precisei dele aqui me ajudando e acabei forçando ele vir mais cedo" Kate disse assim que saiu, me fazendo franzir as sobrancelhas sem saber como julgar esse lado de .
"Sem problemas" eu disse, ainda meio confusa. "Na verdade, nem me disse para onde ele estava me levando" eu acabei falando antes que eu percebesse. Ouvi Kate rir e olhei para ela, curiosa.
" é realmente imprevisível. Eu acho que você pode fazer bem para o meu irmão, mas, se você machucá-lo, você terá que responder a mim, entendido?" Kate disse em um tom de brincadeira, mas que tinha uma ponta de verdade nisso, e eu agradeci mentalmente ao ver alguém se aproximar dela, perguntando alguma informação.
"Você quer ver meu castelo de dinossauro?" eu senti alguém puxar minha saia e olhei para Frankie, que estava buscando alguma atenção, já que sua mãe e seu tio estavam ocupados. Pensei em perguntar sobre o seu pai, mas fiquei com medo de ser um assunto indelicado e resolvi deixar a pergunta para lá. Olhei para Kate, pronta para perguntar se estava tudo bem, quando vi o olhar de súplica dela para que eu fosse com Frankie para longe, provavelmente para que ela pudesse terminar de resolver tudo em paz. Sorri e estendi minha mão para Frankie, que, alegremente, a aceitou e me arrastou pelo salão.
Eu parecia estar em um outro ambiente. O primeiro que eu estava até agora tinha um tema espacial, provavelmente por causa de guerra nas estrelas, julgando pela roupa de Frankie, porém, esse outro, parecia ter me levado ao passado, mais especificamente onde os dinossauros ainda viviam. Todos os brinquedos tinham esse tema e eu achava que nós estávamos em um lugar errado, se não fosse pela faixa "Feliz Aniversário, Frankie" escrito em letras grandes em uma área com uma mesa grande perto.

"Se eu te perguntar uma coisa, você promete não contar para o meu tio ?" Frankie me perguntou depois de um tempo que nós estávamos brincando. Eu estava sentada no chão, tentando construir um castelo com algumas peças de lego que nós havíamos achado em uma área de brincadeiras, e Frankie estava fingindo ser um pirata que sempre destruía meu castelo quando eu terminava de construir.
"Pode perguntar" eu disse, curiosa, enquanto tentava achar a peça certa que estava faltando.
"Você aceitaria ser a minha namorada?" ele perguntou, me olhando nos olhos e fazendo um charme, que eu poderia apostar que foi aprendido com o seu tio, e eu imaginei quanto estrago esse menino não faria. Isto é, se ele já não estivesse fazendo.
Sorri ao ver o rosto esperançoso dele e já estava a ponto de responder, mas ambos nos assustamos ao ouvir uma voz atrás de nós.
"Querendo roubar minha garota, ein, Frankie" disse enquanto ia andando em direção a Frankie. O menino, na mesma hora, parecendo se sentir em perigo, se levantou e correu para longe de . Eu me levantei também enquanto via continuar a ir em direção a ele e logo senti dois braços agarrarem minha perna com força.
"..." eu disse com medo de cair e de machucar o menino quando ele estava já apertando demais a minha perna. apenas continuou andando em nossa direção com um sorriso ameaçador no seu rosto, mas que apenas me fez rir ao ver.
"Não!" Frankie gritou quando ele correu novamente, mas, dessa vez, havia o pegado e estava fazendo cosquinhas no garoto, que ria histericamente. Tive vontade de tirar uma foto daquele momento em que não parecia passar de ser uma criançinha que estava brincando com outro. A alegria e o riso dos dois pareciam me contagiar e eu comecei a rir da cena na minha frente.
Após um tempo, parou e eu vi que havia algumas lágrimas nos olhos de Frankie. De tanto rir, eu tinha certeza, e então ele soltou o menino, que saiu correndo na mesma hora em direção para onde nós havíamos entrado e onde, provavelmente, a sua mãe estava. Sorri mais uma vez ao ver andando em minha direção com um sorriso sapeca no rosto e logo suas mãos me puxaram e me envolveram em um abraço gostoso.
"Kate falou que daqui a pouco as pessoas estão chegando, por isso que ela pediu para eu chamar o Frankie para ficar lá na frente com ela,mas nós ainda temos um tempo a sós" ele disse enquanto distribuía beijos por meu pescoço, me dando calafrios e uma vontade irresistível de atacá-lo. Antes que eu pensasse sobre o que eu estava fazendo, colei minha boca na sua apenas para escutar um gemido antes de aprofundar o beijo e me fazer perder completamente a noção sobre tudo.
No momento, a única coisa que eu conseguia pensar era que queria uns momentos a sós comigo e que nós iríamos ter. E que a língua dele estava pedindo muito mais a minha. Não consegui evitar um gemido ao pensar nas implicações das palavras de , e eu estava quase pronta para aceitar e começar a rasgar as roupas de para tirá-las logo do caminho, quando o bom censo me bateu e me impediu de continuar.
Lancei um olhar um pouco desesperado para , que o devolveu provavelmente passando pela mesma situação do que eu. A sua, porém, eu podia sentir por causa da nossa proximidade.
Balancei a cabeça em desaprovação e apenas deu de ombros.
"Sua culpa, ué" ele disse enquanto me puxava para outro abraço, me fazendo questionar se essa seria a melhor maneira de ajudar no ‘probleminha’ de .
Não me lembro de quanto tempo nós ficamos ali, abraçados, apenas sentindo a presença um do outro, mas eu me senti tão bem que não encontrava forças para nos separar. Isso é, até escutarmos passos e uma voz animada gritar o nome de . desfez o abraço e abriu um sorriso direcionado para a mulher, andando em nossa direção. E, antes que uma dúvida se desenvolvesse em minha mente, ela foi logo respondida.
"Mamãe!"


Capítulo 8
apertar play quando avisar.  http://www.youtube.com/watch?v=WSdYn97jaGw

  Eu ainda estava parada sem saber o que fazer enquanto via ir em direção à sua mãe e lhe dar um abraço. Não pude evitar de perceber semelhanças entre os dois, porém a mãe de era incrivelmente mais parecida com a sua irmã. Na verdade, Kate parecia apenas uma versão mais nova de sua mãe. Não que a mãe de tivesse uma aparência velha, ao contrário. Sua expressão era incrivelmente jovial e seu sorriso era contagiante.
Sorri ao ver o momento carinhoso entre e sua mãe, e me surpreendi ao ver o quanto ele estava me atingindo. Percebi que a adolescente dentro de mim, estava controlando tanto meus pensamentos que eu já até tinha parado para questionar minhas ações, atitudes e meus pensamentos. Eu não podia, ou não sabia, se eu estava preparada para me envolver tão profundamente com alguém novamente. Eu já sabia que se apaixonar era um grande risco e que me deixava desprotegida e sem a capacidade de enxergar as coisas objetivamente e corretamente. E eu sabia que me apaixonar por seria um erro muito grande. E tive que bloquear todos os meus pensamentos que diziam que eu já estava me apaixonando. Eu sabia que isso seria errado. E que isso só acabaria me machucando mais ainda.  Mesmo sabendo que era diferente, eu me lembrei  de tudo o que havia acontecido e um medo de que eu me machucasse novamente me causou uma crise de pânico e uma vontade desesperada de ir para bem longe de .  Mas, antes que eu conseguisse sair do lugar, uma voz me despertou dos meus pensamentos.
"Olá" vi a mãe de se direcionar a mim com um sorriso – que eu suspeitei ser alegre demais – em seu rosto e sua atenção ser totalmente concentrada em mim. Esqueci momentaneamente meu pânico e tentei lhe lançar um sorriso sincero.
"Mamãe, essa é a . , essa é minha mãe." nos apresentou com um sorriso meio receoso em seu rosto e eu sorri envergonhada sem saber muito bem o que fazer.
"É um prazer finalmente te conhecer, " a mãe de disse com outro sorriso alegre no rosto enquanto me puxava para um abraço. Olhei sem graça para , que apenas balançou os ombros, parecendo estar se divertindo.
"E por mais que cisme em não conseguir me apresentar pelo meu nome, meu nome é Emma." Ela disse enquanto olhava para com um olhar brincalhão, que foi logo devolvido por ele, me fazendo perceber o quanto que, apesar de sua aparência tão madura, ele, por dentro, ainda era uma criança. Sorri ao perceber o quão vulnerável podia ser também, e senti um pouco do pânico, que estava guardado dentro de mim, desaparecer. Talvez isso não fosse tão perigoso quanto eu julguei anteriormente.
"É um prazer te conhecer, Emma." Eu disse ainda, um pouco envergonhada, porém me sentindo bem melhor com a situação. , parecendo perceber meu desconforto, resolveu interceder.
"Você viu o bolo do Frankie?" ele perguntou, parecendo estar orgulhoso e eu me senti intrigada e ao mesmo tempo maravilhada pensando que o bolo havia sido feito por ele.
"Vi, e vi o resto dos doces e da comida, também. Você se superou, meu bem" Emma respondeu também com um sorriso orgulhoso no rosto, apenas aumentando a minha curiosidade. Olhei para , curiosamente, que logo direcionou seu olhar para  mim, parecendo estar animado.
"Você não viu nada, né?" ele perguntou com a sua animação cada vez mais transparente e eu apenas neguei com minha cabeça curiosa.
"Eu vou lá checar tudo com sua irmã. Ela parecia estar quase enlouquecendo" Emma disse e lançou uma piscadela em nossa direção, antes de nos deixar a sós novamente.
"Frankie não conseguia decidir qual tema de aniversário que ele queria" começou a falar assim que sua mãe saiu de um jeito alegre e ansioso, ao mesmo tempo, "Então por fim, depois de uma ajuda da minha parte para convencer a Kate, ele acabou escolhendo os dois temas que ele queria." Ele continuou fazendo com que as coisas começassem a fazer sentido. Concordei entendendo e o esperei continuar. "Ele escolheu o tema de guerra nas Estrelas e de Dinossauros" ele disse, me fazendo rir ao não conseguir encontrar nenhuma ligação entre os dois temas. "Então, eu me ofereci para cuidar do bufê da festa, sabe, sendo um chef com uma equipe de cozinheiros, e todos os equipamentos necessários acabaria me sendo útil para essa tarefa." continuou e eu percebi que nós havíamos começado a andar. Ele me conduzia para uma porta grande e que logo eu percebi ser a cozinha.
"E eu me senti um pouco inspirado e criativo na elaboração das coisas para a festa" ele falou assim que nós entramos na cozinha e eu tive que me segurar para não me envergonhar quando vi tudo que estava na minha frente. Por tudo quanto é lado que eu olhava, tipos diferentes de comida chamavam a minha atenção. Vi uns salgadinhos que pareciam ser meteoros em miniaturas, algo que parecia ser mini pizzas em formato de dinossauros, as espadas de luz que eu não conseguia identificar de que elas poderiam ter sido feitas, e biscoitos moldados no formato dos personagens do filme e de dinossauros. Eu estava achando tudo incrível até eu achar algo que julguei ser o bolo.
"..." eu falei espantada e tive que chegar mais perto para ver se aquilo era real ou não. O bolo tinha dois andares, o segundo, porém, estava separado do primeiro com colunas parecidas com algumas de bolos de casamentos. Mas elas eram marrons dando a impressão de que fossem colunas de prédios antigos. Girei em torno da mesa do bolo para ver melhor o bolo e me surpreendi mais ainda. Eu não tinha palavras para descrever o bolo. Havia dinossauros e os personagens do filme de Guerra nas Estrelas lutando entre si, com as espadas típica do filme e eu tive que rir ao ver os dinossauros com os braços tão pequenos segurando espadas como aquelas. Todo o bolo retratava o local da guerra, com alguns dinossauros caídos no chão, feridos, enquanto outros atacavam os personagens do filme. Vi uma miniatura idêntica do Darth Vader apontando a espada para um dinossauro enquanto o mesmo apontava uma espada para ele. Olhei para , perplexa, e vi que ele estava me observando com um sorriso curioso no rosto.
"Gostou?" ele perguntou apontando para  o bolo e eu tive que rir do absurdo de sua pergunta.
"Wow" foi tudo que eu consegui falar ainda sem acreditar no bolo que estava à minha frente. "Mas..." eu comecei a perguntar, mas logo fui impedida.
"Sim," disse, me cortando com um sorriso vitorioso no rosto. "tudo nesse bolo é comestível" ele continuou, me fazendo olhar mais cuidadosamente para as miniaturas no bolo para longo olhar de volta para ele com uma expressão admirada no meu rosto.
"Wow" eu falei novamente, ganhando em troca uma risada alegre de . Eu não sabia mais o que falar para definir o bolo.
"Você deve estar me achado um nerd agora, né?" ele me perguntou apontando para o bolo com os detalhes tão evidentes e eu me vi negando com a cabeça e respondendo antes de pensar muito bem sobre as palavras que saiam da minha boca.
"Eu estou achando você um gênio" eu olhei para , que pareceu meio embaraçado no momento. Eu havia falado justamente o que estava na minha mente. Ninguém menos que um gênio seria capaz de fazer o que ele havia feito. Não somente no bolo, mas em tudo aquilo que estava na cozinha. Eu sabia que não havia feito aquilo sozinho – ninguém seria capaz de fazer aquilo tudo sozinho – e mesmo recebendo ajuda – provavelmente muita ajuda -  eu sabia que ele havia feito uma boa parte do trabalho. E dedicado muito tempo e esforço na preparação de tudo.
"Eu sou muito fã de Guerra nas Estrelas" falou, coçando a nuca, parecendo meio envergonhado e eu desviei toda a minha atenção para ele. "E parece que o Frankie acabou adquirindo isso de mim" ele falou e eu concordei, pensando que o menino parecia ter adquirido várias outras coisas de . Estava óbvio o quanto o menino admirava .
"Bem, eu posso afirmar que esse é o bolo mais criativo e inspirador que eu já vi. É até triste saber que vão destruí-lo para comer." Eu disse, sinceramente, lançando mais um olhar para o bolo e o contemplando.
"Eu quero ver você falar que é triste cortar o bolo depois que você experimentá-lo" disse e logo depois lançou uma piscadela e um sorriso torto para mim, que me fizeram sentir calafrios e um certo calor em certas partes do meu corpo.


      Eu estava encostada na parede, observando uns casais que estavam na pista de dança se divertindo. Kate havia me dito que ela queria que a festa fosse divertida tanto para as crianças quanto para os seus pais, por isso ela havia contratado uma banda e separado um espaço para que os adultos pudessem ter um tempo para se divertirem também. Observei a mãe de dançando animadamente com o seu pai. havia nos apresentado e eu percebi quem havia puxado. Se Kate era uma versão mais nova da mãe, era de seu pai. Ele havia sido muito gentil, me fazendo sentir incrivelmente confortável e a vontade. Vi um garçom passar, oferecendo mais um pedaço de bolo e, por mais que fosse difícil resistir a tentação, eu me vi negando com a cabeça.
estava certo. O bolo estava tão delicioso que eu havia concordado que seria um desperdício não cortá-lo e comê-lo. Na verdade, tudo naquela festa estava simplesmente delicioso. Eu estava percebendo que tudo o que fazia era delicioso. Inclusive ele. Eu pensei, ao vê-lo andando em minha direção com o sorriso torto que me fazia suspirar em seu rosto.
"Você quer dançar?" ele me perguntou e eu hesitei um momento antes de negar com a cabeça.
Durante toda a tarde, demonstrava sinais de carinho e parecia não conseguir conter as suas mãos longe de mim. Ele me dava pequenos beijos na bochecha, ou levava nossas mãos entrelaçadas para a sua boca onde ele depositava beijos carinhosos, ou até mesmo me abraçava sempre que podia. Mas esses contatos me deixavam desesperada por mais, ao mesmo tempo em que me deixavam envergonhada por demonstrar tudo isso em frente aos seus pais e amigos. , porém, parecia não se preocupar com isso. Ele continuava me puxando para cada vez mais perto, sempre que eu me afastava um pouco e me apresentava para todos com a ‘sua ’. Eu não sabia muito o que pensar, mas a presença de parecia funcionar como um imã e eu não queria ficar longe dele, mas eu não me sentia confortável em dançar com ele sabendo que seus pais estariam logo do lado. E que começariam a criar falsas expectativas e imaginar coisas sobre nós dois que poderiam não ser verdade. (apertar play agora)
  Vi me olhar, parecendo meio magoado, porém ele não disse nada. Apenas se aproximou mais de mim e juntou nossas testas enquanto seu olhar se focava no meu, parecendo querer me hipnotizar. Eu apenas fiquei ali, parada, deixando me hipnotizar pelo olhar de , quando percebi atenção de se desviar de mim. Ele olhou em direção à banda e um sorriso, que eu não pude identificar, apareceu em seu rosto. Parei para prestar atenção na música que a banda estava tocando, a reconheci sendo a mesma que estava tocando no carro e que estava cantarolando baixinho.


  So here we are
(Aqui estamos nós)
It's the end of the night
(É o final da noite)
Yeah i had a good time too
(Sim, eu tive um bom tempo também)
You know it doesn't have to end here
(Você sabe que não precisa acabar por aqui)


  começou a cantar em voz alta e sedutora, chamando a atenção de algumas das pessoas que estavam por perto. Eu senti meu rosto esquentar, envergonhada por estar atraindo tanta atenção, mas não consegui evitar de me maravilhar ao ver cantando para mim.

  I know we only recently met
(Eu sei que nós nos conhecemos recentemente)
We don't know each other very well yet
(Nós não nos conhecemos tão bem ainda)
But i can't help but feel like we've something special between us
(Mas eu não consigo evitar de sentir que nós temos algo especial)
And i Just
(E eu apenas)


  continuava cantando sem se preocupar e eu parei de me preocupar com as pessoas ao redor, encantada demais com a cena à minha frente. fazia caras e bocas enquanto cantava e eu me derretia por dentro por causa do seu charme. Esse homem era capaz de fazer grandes estragos a uma mulher quando ele se empenhava para isso.

  I really wanna get to know you
(Eu  quero te conhecer)
I wanna read you inside out
(Eu quero poder ler todo o seu interior (?))
I really wanna get to know you
(Eu quero te conhecer)
We can have some fun right now
(Nós podemos nos divertir agora)
I really wanna get to know you
(Eu quero te conhecer)
I wanna make you feel alright
(Eu quero fazer você se sentir bem)
I really wanna get to know you
(Eu quero te conhecer)
And we can get it on tonight
(e nós poderemos botar a ver essa noite)
On tonight
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    Eu prestava atenção na letra da música, ao mesmo tempo em que prestava atenção em na minha frente, me hipnotizando com as suas ações. Eu sentia que ele estava tentando falar comigo através da letra da música e eu sorri, me deixando envolver pela cena e me esquecendo de tudo que poderia me preocupar e me libertando totalmente de minhas preocupações. A única coisa que me importava no momento era , que estava parado na minha frente, e a pequena serenata que ele estava fazendo para mim. estendeu sua mão para mim e, sem conseguir evitar, eu aceitei e deixei que ele me conduzisse para a pista de dança.


So here we are
(Então aqui estamos)
At the end of the evening
(No final da tarde)
I can tell that you're feelin'
(Eu dizer que vc está sentindo)
Like you don't want it to be
(Como se você não quisesse que isso acontecesse)
It's getting late
(Está ficando tarde)
And we're here at your doorstep
(E nós estamos no sua porta)
But you feel you don't know yet
(Mas você não sabe ainda)
If you can go there with me
(Se você pode entrar comigo)


  Ele continuava cantando, só que agora sua boca estava colada em meu ouvido, me dando arrepidos por causa da nossa proximidade. Eu estava tentando focar a minha atenção completamente na letra para poder entender o que ele estava falando e o que tudo aquilo significava, mas eu estava tendo dificuldades por causa do corpo de tão perto do meu. Minhas mãos estavam em sua nuca, brincando com os seus cabelos enquanto me segurava pela cintura. E continuava cantando a música com a sua voz sedutora.

    Something's going on inside of you
(Algo está acontecendo dentro de você)
(you don't know what to do)
Você não sabe o que fazer
This much i can tell
(Isso eu posso perceber)
But you don't know me that well
(Mas você não me conhece tão bem assim)


  Eu  podia perceber a sinceridade de em cada palavra da música que ele cantava. Eu entendia que essa música mostrava justamente o que ele sentia e me senti estranhamente bem por ele se sentir bem a ponto de se declarar da forma que ele estava se declarando. Nossos corpos se moviam no ritmo da música e eu me decidi apenas me entregar naquele momento e aproveitar.

I really wanna get to know you
(Eu quero te conhecer)
I wanna read you inside out
(Eu quero poder ler todo o seu interior)
I really wanna get to know you
(Eu quero te conhecer)
We can have some fun right now
(Nós podemos nos divertir agora)
I really wanna get to know you
(Eu quero te conhecer)
I wanna make you feel alright
(eu quero  fazer você se sentir bem)
I really wanna get to know you
(eu quero te conhecer)
And we can get it on tonight
(e nós podemos botar a ver essa noite)
On tonight


   Escutei cantar o coro da música novamente e me perdi na sua voz e em seu corpo colado ao meu. Para mim, as únicas pessoas que existiam no momento éramos nós dois, e a única coisa importante era o contanto de nossos corpos.

     So here we are
(Aqui estamos)
And the tension is building
(e a tensão está subindo)
Your defenses are wilting
(suas defesas caindo)
As every moment goes by
(a cada momento que se passa)
I don't wanna wait
(Eu não quero esperar)
No, and it's not how we planned it
(não, e isso não é como nós planejamos)
But you can't finally stand it
(mas nós não podemos por um fim a isso)
We oughta give it a try
(nós deveríamos dar uma chance)


  Eu não sabia descrever os meus sentimentos naquele  momento. Como havia sido capaz de me ler tão bem? Como ele havia entendido justamente o que eu estava sentindo naquele momento? Franzi a sobrancelha, pensando em como eu havia sido tão transparente perto de , porém resolvi não me preocupar com isso e dar um chance para ele como ele estava me pedindo na música.

  Something's going on inside of you
(Algo está acontecendo dentro de você)
(this moment's meant to be)
(Esse momento foi feito para acontecer)
This much i can tell
(Isso eu posso dizer)
But you don't know me that well
(Mas você não me conhece tão bem)


    Eu já havia decidido esquecer tudo e me entregar para , para nós dois e ver no que isso daria, e eu estava realmente disposta a conhecer mais profundamente. E mesmo contra todo o meu bom senso, eu resolvi deixar me conhecer também. A verdadeira eu. Senti uma sensação ruim pensando que teria que contar toda a verdade para ele, mas decidi que prolongaria isso o máximo possível. Essa era justamente a minha forma de lidar com as coisas. Se eu conseguisse evitar confrontos, eu o faria.
Voltei a minha atenção a e escutei ele voltar a cantar, me dando novos arrepios pelo corpo. Sua voz continuava rouca e sedutora como se ele estivesse tentando me seduzir. Como se ele precisasse fazer algum esforço para conseguir isso.

    I really wanna get to know you
(eu quero te conhecer)
I wanna make you feel brand new
(eu quero fazer você se sentir renovada)
I really wanna get to know you
(eu quero te conhecer)
I wanna get it on with you
(e nós podemos botar a ver essa noite)


  Levantei meu olhar e vi Emma direcionar um sorriso feliz em minha direção e vi que havia vários outros casais prestando atenção em nós dois também. Resolvi não me importar com toda aquela atenção e deixá-la para lá. Apenas devolvi o sorriso de Emma e então voltei minha cabeça ao ombro de , sentindo o seu cheiro e me sentindo bem novamente. Eu gostaria muito de ser uma nova pessoa ao lado de e de deixá-lo me conhecer completamente. 


Capítulo 9


Eu não me lembrava quantas músicas haviam tocado. Só me lembrava do corpo do junto ao meu e do seu cheiro viciante no ar. Nós havíamos continuado daquele jeito. Apenas dançando, abraçados, sem nenhuma conversa. Mas nós já havíamos falado tudo o que deveria ser dito. Na verdade, havia me dito tudo o que ele estava sentindo, eu havia entendido isso, e havia concordado em dar uma chance a ele, a nós. Não precisávamos de palavras para demonstrar isso. Nós dois sabíamos disso.
Durante todo aquele tempo, nossos corpos pareciam conversar entre si e nós já sabíamos qual seria o resultado. Eu já não conseguia ter noção do mundo ao nosso redor. Eu só conseguia me focar nas sensações que eu tinha toda vez que passava a mão sedutoramente por meu corpo, me fazendo implorar por mais contanto. E no fato da boca de plantar pequenos beijos em meu pescoço, que deveriam parecer singelos e carinhosos, porém, cada vez que eu sentia a boca de em mim, a única coisa que eu conseguia pensar era em como eu queria sua boca tocando outros lugares do meu corpo. Sem consegui evitar, soltei um gemido e puxei um pouco mais forte o cabelo de . Eu precisava dele. Meu corpo já estava me implorando isso. E eu não conseguia mais encontrar dentro de mim uma vontade de recusar isso.
meu puxou mais contra si mesmo e eu não aguentei um resmungo revoltado. Eu estava fazendo meu máximo para não agarrar ali, naquela pista de dança. Não tinha como ele não ter percebido isso, certo? Tentei me afastar de , decidida a ir jogar uma água gelada em meu rosto para tentar me acalmar, mas senti apertar mais o abraço, não querendo me deixar sair.
"Eu preciso ir ao banheiro" eu disse tentando me afastar novamente porém, outra vez sem sucesso.
"" eu resmunguei ao sentir as mãos de abaixarem para os meus quadris e pressionarem contra o seu. Que ótimo. estava alegre. Digo, bem, bem alegre e acordado. E eu estava simplesmente doida para brincar com o pequeno . Mas eu sabia que não era a hora certa. Nem o local, muito menos. Tentei respirar fundo e esquecer momentaneamente do volume apertado contra mim. E a ardência que eu sentia com meu corpo inteiro implorando por algo que está a milímetros de mim, porém que eu não podia ter no momento. Que eu não podia ter no momento, eu repeti tentando ver se assim as palavras entravam na minha mente. Não!
Balancei minha cabeça, me forçando a esquecer aquilo que meu corpo inteiro estava me lembrando, e, pela última vez, tentei me separar de . Parecendo entender o meu desespero, - o que não deveria ser muito diferente do seu, eu podia sentir – deixou que eu separasse um pouco nossos corpos, mas não totalmente.
"Posso ir ao banheiro com você?" ele perguntou, fazendo com que eu arqueasse a sobrancelha em resposta. Não! Eu tive que me forçar a lembrar novamente. Nós estávamos em uma festa infantil. Do sobrinho de . Com toda a sua família presente. Não!
"Eu acho melhor não" eu sabia que a tentação estava em minha voz, mas eu não conseguiria aceitar. Olhei para a mãe de , que estava sentada conversando com uma mulher com o bebê no colo. Não, isso seria errado demais, eu me lembrei.
Observei o olhar de seguir o meu e logo depois um olhar de entendimento surgir em seu rosto. Ele entendia. Escutei ele suspirar e me trazer novamente para mais perto dele. Contra a minha vontade.
"Você me deixa maluco. Eu perco todos os meus pensamentos racionais" ele sussurrou em meu ouvido e eu quase ri diante da ironia da situação. Eu poderia, simplesmente, repetir as palavras para e eu sabia que seriam tão sinceras quanto as dele. Ele parecia ter o poder de me fazer esquecer tudo. A não ser a necessidade de senti-lo dentro de mim, claro.
Eu já estava pronta para me separar de , e, desta vez, definitivamente, quando vi um sorriso de esperança em seu rosto e logo ele nos separou e me puxou pelas mãos.
"" eu disse meio sem fôlego por causa da corrida através de todo o salão de festa – ignorando todos os olhares curiosos - e ao mesmo tempo sem estar entendendo nada.
"Só um minuto" ele falou enquanto começava avançando em direção a uma porta, que eu lembrei ser a cozinha. Por mais que a minha curiosidade estivesse implorando para ser saciada, eu apenas continuei seguindo , esperando que ele tivesse uma boa explicação para o seu comportamento. Ele parou perto de um grupo que parecia estar arrumando alguma coisa.
"Jack, as chaves da van estão com você?" ele perguntou, se direcionando a um homem com um avental branco.
"Aqui!" o homem respondeu, lançando as chaves para , com um olhar malicioso e alegre ao mesmo tempo. Senti minhas bochechas esquentarem, porém, antes que eu conseguisse sentir a vergonha se apoderar de mim, senti as mãos de me puxarem novamente.
"Obrigado!" ele gritou ainda andando – ou quase correndo de acordo com a minha opinião - e o sorriso vitorioso no seu rosto, demonstrava que ele estava tramando algo. Minha cabeça estava alegremente procurando alguma solução para o nosso problema, mas eu não encontrava nenhuma coerente o suficiente. Me perdi em meus pensamentos procurando soluções e apenas soltei deles quando senti a mão de soltar a minha. Olhei para ele, questionadoramente, e vi que ele estava abrindo a porta traseira de uma van. E que nós estávamos no que parecia um estacionamento mais privado. Havia uma única luz acesa, deixando o lugar iluminado apenas o suficiente e o lugar parecia estar completamente deserto. A não ser por nós dois, é claro.
, finalmente, conseguiu abrir a porta traseira e direcionou com a sua mão para dentro da van. Olhei para dentro e vi que a traseira estava toda vazia e me senti mais perdida ainda. O que estávamos fazendo ali?
"O que..." eu comecei a perguntar, mas logo fui interrompida por . Colando sua boca na minha. Eu detestava a mania de sempre me interromper, mas, no momento em que a sua língua encontrava com a minha, todo o sentimento desaparecia de meu corpo. A não ser do desespero de sentir .
Passei minha mão por seu tórax, sentindo os músculos de e me distraindo com a perfeição deles. continuava o beijo com o mesmo desespero de antes e eu já estava pronta para me entregar completamente para , quando me lembrei onde estávamos. Com muito esforço e muita força de vontade, separei nossas bocas, mas minha voz parecia ter ficado presa na minha garganta ao ver os lábios de inchados e o olhar de luxúria em seu rosto. Senti meu corpo se arrepiar e um certo medo – um bom medo, mais voltado para expectativa – se apoderar de mim.
entrou na van e me puxou pela mão para que eu entrasse também e me espantei a ver como a traseira era espaçosa. Olhei para , curiosamente, quando senti algo se ligar dentro de mim. Ele não esperava que nós.... Não dentro daquela van, não é? Eu me dizia que não, mas o olhar que dirigia a mim me dizia que sim. Ele estava a ponto de me devorar. E ele parecia simplesmente faminto demais.
"..." eu tentei protestar, mas eu sabia muito bem que eu iria me render à tentação. Na verdade, eu já havia me rendido. Não adiantava eu fazer tentativas patéticas e mostrar que eu conseguiria recusar isso. Nenhuma célula do meu corpo seria capaz de recusar.
"Esse é o estacionamento privado de quem cuida do bufê" disse enquanto me deitava no chão da van – sem nenhum protesto da minha parte, eu teria que acrescentar com uma certa vergonha – e com seus olhos presos no meu. "Ninguém vai vir aqui, pode confiar em mim" ele continuou ainda me observando e parecendo procurar algum sinal de protesto em meus olhos. O que, com certeza, ele não encontrou. O vi fechar a porta traseira e direcionar seu olhar novamente para mim. Mordi minha boca e olhei com um olhar de luxúria, que acabou com todos nossos medos e dúvidas. E que o encorajou a me atacar como se eu fosse seu prato predileto.
Sua boca foi rapidamente em encontro ao meu pescoço, dando beijos bem menos prudentes do que de quando dançávamos. Seus dentes davam pequenas mordidas na minha pele, me jogando em meu limite e fazendo com que eu soltasse gemidos cada vez que ele aplicava um pouco mais de força em minha pele. A sua língua, parecendo não querer ficar por trás, aproveitava a minha pele como se ele estivesse chupando o seu sorvete favorito. Eu sabia que ele deixaria marcas em mim, mas, no momento, eu só conseguia pensar em como o meu corpo reagia a cada toque de . Quase magicamente. Bastava ele encostar em mim para que meu corpo se lotasse de chamas parecendo querer explodir. E era justamente isso que eu queria. Explodir. Mas com dentro de mim.
Não querendo ficar em desvantagem, eu comecei a passar a mão por todo o corpo de e rapidamente achei a barra da camisa de para que meus dedos atrevidos pudessem se divertir, sentindo, brincando com todos os músculos de . Ganhei um gemido quando deixei minhas unhas arranharem o tórax de , e sorri satisfeita comigo mesma. Senti as mãos de descer pelo meu corpo e levantarem meu vestido até a minha cintura, deixando toda a parte inferior do meu corpo exposta. Levantei meu olhar ao de e vi puro desespero em seus olhos, mas me espantei ao ver o mesmo refletido nos meus.
Soltei um gemido ao sentir mãos de – nada delicadamente- retirarem minha calcinha e seus dedos começarem a me provocar. Mas eu, simplesmente, não queria ser provocada no momento. Eu precisava de .
"" minha voz soou fraca e sofrida e vi entender o que eu precisava no momento. Rapidamente, ele tirou sua calça e suas boxers e, sem eu perceber de onde ele havia tirado, colocou uma camisinha e logo senti seu membro me provocando em minha entrada. Joguei um olhar desesperado para , que apenas me respondeu com um de seus sorrisos tortos deliciosos antes de me penetrar.
Eu realmente esperava que não tivesse ninguém por perto. Eu não conseguia controlar minha voz, meus gritos ou meus gemidos. Cada vez que eu sentia se movendo dentro de mim e a onda de prazer resultante, eu me sentia fora de controle. Eu já não conseguia controlar mais meu corpo. Minha boca, minha língua, minhas mãos pareciam não ser capazes de escolher o que fazer, o que experimentar, e, como consequência disso, elas não paravam quietas. E não estava muito diferente disso. Conforme ele se movimentava, suas mãos pareciam tentar se decidir entre puxar meu vestido para baixo para deixar meus seios livres ou então se fixarem em minha bunda, nos aproximando cada vez mais em cada investida. Isso enquanto a sua boca depositava beijos desesperados em qualquer parte do meu corpo que ela fosse capaz de encontrar.
Eu já sentia que não iria aguentar muito mais. E pela expressão no rosto de , eu sabia que ele também não iria aguentar muito. Grudei a minha boca no pescoço de , dando leves mordidas quando senti levantar uma das minhas pernas, mudando um pouco o ângulo e fazendo com que ele conseguisse ir mais fundo. Soltei um gemido alto, sem nenhum pudor mais em meu corpo, e senti que iria explodir.
"!" eu gritei, sentindo um prazer, quase grande demais, se apoderar de meu corpo quando , prevendo o que estava acontecendo comigo, trouxe sua mão a meu clitóris. Senti espasmos por meu corpo todo, vi me observando, parecendo estar em seu limite também.
Senti lançar uma bufada de ar em minha nuca e depois de mais algumas estocadas deixar seu corpo cair em cima do meu.
Eu sentia o peso de em cima de mim, mas não encontrava forças para pedir que ele saísse. E, também, eu estava gostando de sentir seu corpo tão perto do meu enquanto eu tentava acalmar a minha respiração. Uma sensação de satisfação se apoderou do meu corpo e eu não pude evitar um sorriso.
"Uau" falou, ainda em cima de mim, enquanto depositava pequenos beijos em meu rosto. Eu apenas emiti algum som – que eu esperava ter sido parecido com uma aprovação – sem me sentir capaz de falar alguma coisa. Eu estava me sentindo muito bem para reclamar.
Soltei um resmungo quando saiu de cima de mim e deitou ao meu lado, mas ele logo me puxou para deitar em seu peito. Nossas roupas, tiradas apenas metade, nos atrapalhavam um pouco, mas eu não me importava.
"Mmmmm" distribuía novamente beijos carinhosos em mim, dessa vez na minha nuca, e eu não consegui esconder minha aprovação. Aquilo parecia deliciosamente certo.
"Assim nós nunca vamos sair daqui" sussurrou em meu ouvido com a sua voz rouca e eu apenas concordei.
"Acho que nós batemos nosso recorde, né?" ele disse, me fazendo olhar para seu rosto e encontrando um sorriso adorável e um olhar satisfeito. Retornei seu sorriso e recebi em troca um beijo de . Apenas as nossa bocas se encontraram e ficaram juntas por um tempo, parecendo muito satisfeitas com isso. "Você me deixa maluco, garota" ele disse assim que nossas bocas se separaram, mas continuou dando rápidos selinhos em mim. Era difícil reconhecer nesse homem o mesmo que estava comigo minutos atrás. Eles eram o mesmo? Como é que esse lado fofo de conseguia ser tão delicioso quanto o lado ardente dele?
"Você está bem?" ele me perguntou, provavelmente preocupado com a minha falta de fala momentânea, e eu apenas passava a mão por seu peito, não querendo que o momento acabasse.
"Hun hun" eu respondi e logo eu escutei a risada de ressoar pela van. Olhei para ele e vi um sorriso extremamente satisfeito em seu rosto. Apoiei minha cabeça novamente em seu peito e fechei os olhos, aproveitando o cheiro de e suas mãos, que, agora, faziam carinhos delicados em mim. Eu não me importava com o chão gelado da van, o calor de nossos corpos parecia neutralizá-lo. De qualquer jeito, eu não me importava com o fato de nossas roupas estarem todas amassadas e eu nem conseguia me preocupar com o fato de que nós ainda tínhamos que voltar para a festa. No momento, eu só conseguia me preocupar com o corpo de perto do meu, fazendo-me sentir completa.



Continua...

N/a: Então gente desculpa a demora. Pelo menos eu mandei att tripla dessa vez né? A minha inspiração continua brincando de pique esconde comigo e eu já procurei, procurei e não consigo de jeito nenhum encontrar ela : ( Desculpem a tradução horrível da música mas eu que tive que traduzir e eu descobri que era mais difícil que eu imaginava mas eu sou mais que apaixonada por essa música e achei que ela se encaixava perfeitamente então eu tinha que colocar. De qualquer forma, comentem para ver se me ajuda a achar minha inspiração ok? bJUDDs


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