Fic by: Meggan | Beta:


Capítulo 1

O caso, ainda inacabado após quase oito anos, voltava a ser investigado com maior dedicação no momento. Durante todo aquele tempo nada de útil havia sido descoberto, apenas pistas e evidências fracas, senão falhas e inexistentes foram colocadas em questão, levando a investigação a lugar nenhum. Mas agora estavam decididos a descobrir o que havia acontecido, e intensidade era uma boa palavra pra descrever como andavam as buscas para a solução do caso.
Após o lançamento do álbum “Above the Noise” e principalmente da música “End Of The World”, da banda McFly, tudo se tornou ainda mais suspeito, porém instável. O fato é que o trecho da música em que é dito “I'd sell my soul to the Devil If I had one to give” causou muita polêmica, então a discussão do assunto voltou com toda a força.
Antes de a banda fazer sucesso, ela não era exatamente igual aos dias de hoje, e isso não é só por causa da mudança de estilo musical, ou pelo amadurecimento dos garotos, que agora são realmente homens. O que aconteceu é que existia um quinto integrante, era o vocalista principal do McFly; porém, certa noite, ele desapareceu e seu corpo nunca foi encontrado. Apenas algum tempo após o acontecido a banda começava a fazer sucesso, o que piorou o caso, pois rumores sobre o corpo ter sido utilizado para um ritual satânico estavam sendo espalhados rapidamente.
Havia quatro garotos sentados em cadeiras de uma desconfortável e desagradável sala de espera. Era pequena, e de lá era possível ver o interior de outras duas salas com enormes janelas de vidro e persianas abertas. Entre as salas havia um corredor mal iluminado, diferente da sala em que os garotos se encontravam. O cheiro de café era forte ali, pois havia uma cafeteira ao lado direito das cadeiras, de onde um homem uniformizado acabara de sair ao pegar seu copo cheio de café e olhar curiosamente para os quatro homens, que possuíam um ar de tédio, apesar de toda a jovialidade. Dentro de uma das salas, dois homens também uniformizados conversavam, porém não era possível ouvir sobre o que se tratava, até que um deles, o mais alto e de cabelos claros saiu e parou na frente dos quatro, olhou uma ficha e falou:
- , , e – olhou rapidamente os homens ali sentados. – São vocês, certo?
- Sim – disse olhando calmamente enquanto os outros três apenas observavam.
- Podem me acompanhar? – disse o policial fazendo um gesto para que entrassem na sala da qual acabara de sair.
Todos eles se levantaram sem falar nada, estavam cabisbaixos e acompanharam o homem, andando desleixadamente. Ele levou-os até a porta e deixou-os entrar. Na sala, o delegado os aguardava sentado.
- Sentem-se – falou o delegado indicando quatro cadeiras e esperando todos se sentarem. – parece que já estiveram aqui há um tempo, hm? – olhava uma pasta com alguns papeis esperando que alguém falasse algo, porém isso não aconteceu. – Então, prontos para contar tudo o que sabem da noite em que seu amigo, James Samuel Adams, desapareceu?
- Já contamos tudo o que sabíamos – disse após um visível arrepio ao ouvir o nome do falecido garoto ser pronunciado.
- Não ficaremos incomodados em ouvir novamente. – disse o homem com um breve sorriso no rosto.
- Tem como ser rápido? Temos compromissos – parecia, pela primeira vez, um pouco alterado.
- É claro, tomaremos o menor tempo possível. Digam-me, onde estavam na noite do desaparecimento?
- Estávamos juntos, naquela época morávamos na mesma casa. – falou pela primeira vez; estava calmo, porém meio distante.
- E James? Estava com os quatro?
- Sim, estávamos todos vendo um filme na sala, até que ele saiu para fazer uma ligação, depois o ouvimos saindo com o carro, mas não tivemos tempo de perguntar para onde ia. – falava ao agitar levemente as mãos no colo.
- E nenhum de vocês tentou ligar para ele?
- Tentamos, mas o celular estava desligado, ou então fora de área – ouvia-se a voz de , vinda de um canto.
- Ah, entendo. Nos dias anteriores, ele agia normalmente? Perceberam algo diferente?
- Não, ele estava bem. – disse bruscamente.
- Hm, na verdade... Ele parecia meio distante – revelara, recebendo um olhar de desaprovação de .
- Vocês sabem por quê? – o delegado percebera que havia algo estranho.
- Ele era assim às vezes, meio instável – insistia.
- É verdade, era comum ele se distanciar ou se desligar – concordava.
- Certo, garotos, é só disso que preciso por enquanto. – falou o delegado com um sorrisinho falso no rosto. – Já sabem o caminho – agora ele indicava a porta.
Todos os quatro se levantaram sem dizer nada e tomaram seu caminho, saindo da delegacia.

Capítulo 2

Revistas tolas de fofocas viviam publicando sobre as investigações do assassinato de James, assim como tablóides espalhavam rumores obviamente falsos sobre a banda, porém nem todos percebiam o número de erros presentes naquelas histórias. Os garotos do McFly já haviam se acostumado com os olhares maliciosos e desaprovadores; ainda assim, existia um bom número de fãs que estavam apoiando a banda, e era isso que os confortava. As perdas deles não se resumiam apenas em fama e algumas fãs – essas falsas, se fosse permitido dizer –, mas acabaram perdendo também amigos, e as namoradas foram se distanciando, vai saber se era por medo dos caras ou por medo de sujarem a própria imagem. Talvez tivesse sido algo bom para eles, na verdade, se livrar de pessoas que por qualquer coisa os abandonariam.
Como sair de casa havia se tornado um pesadelo, os garotos do McFly acabavam ficando mais em casa do que em qualquer outro lugar, a menos que fosse necessário sair, ou se fossem chamados pra algum evento realmente importante, ou divertido, talvez. Acontece que eles não poderiam ficar se escondendo o tempo todo, então, certo dia, foram convidados para uma festa, e decidiram ir, não por que tinham vontade, mas sim porque queriam mostrar às pessoas que não estavam com medo. Porém, no fundo, por mais que eles negassem, havia sim um pequeno receio de que as coisas corressem erradas; fora isso, eles agiam normalmente.
O dia da tal festa havia chegado, e lá estavam os quatro homens – se é que dá pra chamá-los assim. Estavam agora correndo sob a chuva fina que caía para chegar ao carro. O caminho até o local onde a festa aconteceria foi exatamente o que você pode imaginar de um automóvel ocupado por nada mais, nada menos que , , e , ou seja, risos e palavrões a toda hora - algumas vezes até mesmo comentários sobre garotas, apesar de o tema não ser muito discutido após a perda das namoradas.
Então eles chegaram à frente da boate, que, aliás, era de um amigo dos McGuys, por isso haviam sido convidados para a festa. E lá estavam eles, era ideal, pois, segundo esse amigo, não seria nada muito grande, o que parecia ser verdade. Não havia muita gente do lado de fora, mas quando entraram viram que estavam enganados: o lugar estava lotado. É claro que ainda era possível andar e dançar sem esbarrar em ninguém, a menos que você esteja bêbado, mas a boate era grande.
- Ah, não, dudes, tá muito cheio – disse parando na porta após passar por um segurança.
- É melhor a gente ir embora – começava a ficar nervoso.
- E o que aconteceu com o papo de “vamos mostrar que não temos medo”? – encorajava os amigos animadamente.
- Hm, guys, tarde demais pra sair, todo mundo já viu a gente – falava após perceber uma multidão olhando para eles, fazendo comentários abafados pelo som da música.
Os garotos andaram devagar e apreensivos até encontrarem uma mesa vazia, e lá ficaram. Pediram bebidas e agradeceram pela mesa ser um pouco mais afastada do resto da boate, assim podiam conversar e era mais difícil encontrar vários olhares desaprovadores ou ver pessoas rindo após comentarem algo que certamente era sobre eles. Após beberem um pouco, eles começaram a descontrair e falar mais besteiras que o normal.
- Hey, tá vendo aquela garota ali? Aquela com um vestido preto, que tá dançando – apontava para um grupo de garotas.
- Abaixa essa mão, porra – puxava o braço de . – Como vamos saber qual é se você apontou pra várias de vestido preto? E todas elas estão dançando.
- Cara, é aquela de sapato de salto alto? – perguntou meio risonho demais.
- Ah, é porque nenhuma delas tá de salto, né? – dava um peteleco na cabeça do amigo.
- Dudes, é a mais bonita do grupo, ela tá com um cinto azul escuro e a parte de baixo do vestido é meio armada, sei lá.
- Ah, tá! – comentaram todos em coro ao perceberem qual era a garota, era realmente bonita e dançava como se fosse a última festa em que iria. Todos eles sentiram uma leve atração por ela, pois sua beleza era incomum, não era como aquelas garotas patricinhas e iguais.
- Duvido que ela vá te querer, ria do amigo, que o fuzilava com o olhar quando os outros começaram a rir também.
- Espera só, eu vou consegui-la.
Após ter dito isso, levantou da mesa e começou a andar de um jeito engraçado em direção à garota, mas, na velocidade que ele estava indo, ia demorar uma meia hora pra chegar até ela, se conseguisse a alcançar antes dela resolver sair dali. Foi então que algo inesperado aconteceu: faltavam uns dez passos para ele chegar à garota e simplesmente tropeçou na própria perna e pendeu para frente, mas, para a sorte dele, havia uma mesa ao seu lado, que estava desocupada, e ele conseguiu alcançá-la antes que o chão fizesse isso e deixasse a sua cara roxa e amassada, o que não teria sido uma cena muito bonita. , e começaram a rir desesperadamente; é claro que quem estava por perto havia percebido e começava a encarar, eles não ligaram, estavam olhando para a cara enfurecida de , que agora decidira voltar pra mesa.
- Eu... disse que... não ia... conseguir – ria e tentava falar ao mesmo tempo, fazendo uma voz esganiçada.
- Você colocou praga, isso sim.
- Não, é que o ta com ciúme mesmo, nem esquenta, zoava os amigos.
- É, você não pode fazer isso com seu namorado, entrava na brincadeira.
Antes que ou pudessem falar qualquer coisa, um homem de boa aparência havia chegado à mesa em que eles estavam e simplesmente se intrometia, interrompendo a conversa anterior:
- Parece que estão se divertindo... Nem um pouco preocupados, hm?
O tal homem era o melhor amigo de James, Matthew, isso antes dele ter se juntado ao McFly; porém, havia deixado de ser, pois os quatro garotos acabaram criando uma amizade forte com ele, o que deixou o cara com uma raiva razoavelmente grande dos McGuys.
- Não entendo, nós não temos nada pra nos preocupar. – dizia indiferente.
- É claro que não. Isso até que provem o contrário...
- Na verdade nossa diversão acabou agora mesmo. É isso que más companhias fazem, sabe? – disse em seu melhor tom arrogante.
- Ah, é mesmo? – o cara insistia em irritá-los.
- Sério, você não se toca? Deixa a gente em paz – começava a perder a cabeça.
- Esquece, vamos embora – se levantava e puxava os amigos para saírem da boate.
Todos os quatro se levantaram, deixando Matthew ali, parado na mesa antes ocupada por eles. Caminharam em direção à saída e continuavam sem ver o amigo que havia os convidado. Chegaram à porta e, quando estavam na rua, perceberam que a chuva estava mais forte e o carro deles não estava ali, assim como o motorista; por isso decidiu ligar para ele. e começaram a conversar indignados quando viu que a garota que havia tentado conversar estava lá fora com mais três amigas. De perto ela era ainda mais bonita, conversava animada com as amigas, quando ela simplesmente saiu da cobertura que havia na porta da boate e começou a se molhar na chuva. O vestido colava em seu corpo, assim como o cabelo colava em seu rosto; ela cantava algo que ele conhecia, uma música do Aerosmith, talvez. Sem perceber, sorria para ela, quando a ouviu falar:
- Vamos, suas idiotas, vão ficar paradas aí? Qual é? Vocês precisam se divertir. Além do mais, nunca vamos encontrar um táxi aqui.
Ela começou a andar meio dançando na rua, e quando foi atravessá-la não percebeu que um carro vinha em uma velocidade razoavelmente alta e, sem perceber, automaticamente correu até a garota e puxou-a para a calçada bruscamente antes que o carro a atingisse, fazendo-a cair em cima dele. A chuva caía sobre os dois, seus corpos estavam colados, deitados no meio da rua; a respiração de ambos era ofegante, a garota continuava olhando com pavor e alívio simultaneamente. Suas mãos estavam no peito dele quando ela percebera o que havia acontecido, então ela saiu de cima do garoto e se sentou no meio fio. , e , assim como as três amigas da garota, olhavam para os dois, sentados na rua, quietos e meio paralisados, molhados pela chuva.

Capítulo 3

Ninguém sabia exatamente o que fazer, havia sido um choque o que acabara de acontecer. Os três caras e as três garotas olhavam, paralisados; já se atrevia a olhar para a garota sem nem ao menos piscar. Foi quando ela virou o rosto para ele, sem olhá-lo, e começou a ficar um pouco rosada, parecia que chorava baixinho, mas não chegava a ser um choro.
- Er, o-obrigada. – ela abraçava as pernas e se encolhia.
- Sem problemas – respondeu, olhou para a garota e percebeu que ela tremia, porém não sabia se era de frio ou do choque. Ele se levantou e continuou – Vamos, é melhor a gente sair da chuva. Se você quiser, levamos você e suas amigas pra casa.
- Não, você já fez demais por mim – foi a primeira vez que a garota olhou diretamente para ; então ela observou , e , voltou-se para e disse – Não estou acreditando, isso só pode ser um sonho, puta que pariu.
- Que foi? – puxava a garota pelas mãos para que ela levantasse e voltava para a cobertura.
- Vocês são mesmo o McFly? Sério? – ela começou a rir histericamente enquanto apontava para os garotos, que a encararam estranhamente – E eu fui salva por ? – parecia que estava surtando e suas amigas começavam a olhar preocupadamente – Alguém me acode, ou eu desmaio.
E foi o que aconteceu, a garota simplesmente desmaiou na frente dos quatro caras e de suas amigas, as quais estavam ficando cada vez mais preocupadas. Duas delas olhavam pra garota e falavam mil coisas, sem saber o que fazer; a outra olhava pra garota e pra banda e não sabia se ficava apavorada com o fato da amiga ter desmaiado ou se agarrava os garotos, pois andava de um lado para o outro.
- Eu acho melhor a gente levá-la pro hospital – falava espantado.
- Não sei se vai precisar; talvez se a levarmos pra casa seja o suficiente – disse , que parecia ter esquecido quem era a garota.
- É claro que a gente vai levá-la pro hospital, seus babacas – uma das garotas falava e a outra concordava, completando a frase com comentários baixos.
- Acho melhor também – disse e balançou a cabeça afirmativamente ao seu lado.
O motorista havia chegado e estavam dando um jeito de colocar a garota desmaiada na van. As amigas, mais preocupadas, começavam a se acalmar e falaram que não poderiam acompanhá-los, mas que esperavam por uma ligação pra saber da amiga. Já a outra ficava tão histérica quanto a desmaiada estava antes do acontecido, e seguia os garotos toda hora. Eles se dirigiam ao hospital em silêncio, até que disse:
- Então, qual o seu nome e da sua amiga?
- ! Meu nome é ! – a histérica falava; seus olhos brilhavam e ela encarava os garotos – Gosto muito das músicas de vocês.
- Ah, é um prazer conhecer alguém que goste – sorria para ela, que quase tinha um treco.
- E sua amiga, como se chama? – perguntava.
- Ah, sim, ela é a , também gosta das suas músicas. Não é exatamente uma fã, mas um dia foi, assim como eu.
- Parece que somos mesmo irresistíveis, hein – brincava e dava risadinhas.
- Nem tanto, viu – ria junto com ele, parecia estar ficando mais calma.
- E por que não são mais fãs? Precisamos de vocês – disse meio indignado.
- Ah, acabamos ficando ocupadas com o trabalho, sem tempo pra ser como aquelas adolescentes que vivem procurando por notícias dos ídolos.
Chegaram ao hospital, quando a tal simplesmente acordou e olhou confusa, parecia não compreender que estava numa van com a amiga e os caras do McFly. Depois disso, eles desistiram de entrar no hospital, pois ela insistia que estava bem, mas decidiram que as levariam para casa.
- Sinceramente, muito, muito obrigada mesmo – dizia meio envergonhada ao sair da van e parar na frente de uma casa grande e bonita, olhando para os garotos dentro do automóvel.
- Sem problemas; quando precisar ser salva de novo, você já tem meu telefone – sorria para ela.
- Nós com certeza ligaremos, só espero que atendam, viu? – fazia bico.
- Claro que sim – disse.
- Por que não atenderíamos? – perguntou .
- Porque vocês são famosos.
- E nós não.
- Isso não será um problema – sorria e acenava.
Após se despedirem de e , os garotos resolveram ficar todos na casa de , pois tinham muito o que discutir, e não apenas sobre as quatro garotas, mas também sobre Matthew, que praticamente estragara a noite deles.

Capítulo 4

No dia seguinte, os garotos se encontravam deitados na sala, com a televisão ligada num canal que geralmente passa ótimos filmes. Estavam jogados lá como se simplesmente tivessem caído no sono durante a conversa que tiveram. Já era passado do meio dia e eles estavam se preparando para sair e comer em algum lugar.
- Incrível, o não tem nada pra comer – observava a geladeira.
- Como você sobrevive? – perguntou berrando do banheiro.
- Sei lá, cara, às vezes eu compro comida – se explicava sem se importar.
- Às vezes, tipo, a cada seis meses, né? – falava sentado no sofá da sala, esperando os amigos – Deve estar tudo estragado.
- E está – se juntava a .
Quando todos eles ficaram prontos, decidiram sair para comer em um brunch não muito frequentado, onde teriam mais calma. Encaminharam-se até a porta e perceberam que alguém havia deixado uma carta. a pegou, abriu e, após uns instantes, sua expressão se tornou sombria, surpresa e até mesmo um pouco indignada.
- Que merda é essa, cara? – parecia preocupado.
- Deixa eu ver – tirava a carta das mãos do amigo e começara a ler. – “Então acharam que salvando uma vida toda a culpa sairia das suas costas? Pois eu não acho. Sem nenhum carinho, Anônimo.”
- O quê? Mas que porra...? – pegou a carta e analisou-a novamente; as palavras eram formadas com letras de revistas e jornais.
- Acho que estão falando de James... – supôs.
- E de completou.
- Mas quem faria isso? – começou a refletir.
- Alguém que nos viu ontem, de certa. – falou.
- Eu não vi mais ninguém além de nós e das garotas – comentou.
- E a pessoa do carro – disse vagamente.
- Esqueçam, não vamos pensar nisso, é só uma brincadeira idiota – amassou a carta e a jogou num canto qualquer.
- É melhor mesmo.
- Eu to ficando com fome, dudes.
Os quatro saíram de casa e foram comer no brunch, como já haviam combinado antes. O dia estava nublado e uma chuva fina continuava caindo do céu Londrino, o que pra muitos seria um clima depressivo, mas para eles era comum, já estavam acostumados e não se importavam muito com isso realmente. Estavam eles sentados em uma mesa reservada e mais afastada, comendo e conversando.
- Aquelas garotas que conhecemos ontem são legais – comentou .
- Quais? – parecia confuso.
- Como é que você não se lembra? – olhava surpreso.
- , a e a explicou.
- Ah, tá, to ligado.
- A melhor parte é que elas parecem não saber sobre, bom, o desaparecimento e... – falou meio desconfortável.
- Se sabem, não se importam. – comentou .
- Acho que se soubessem teriam perguntado algo – disse.
- Concordo. Enfim, eu estava pensando em ligar pra elas, sei lá – parecia meio embaraçado.
- Ligar pra quê? – Perguntou .
- Não sei... Melhor deixar quieto.
Após terminarem de comer, os quatro voltaram pra casa de e passaram o resto do domingo deitados, assistindo televisão, o que teria sido uma cena deprimente de ser vista se não fossem as risadas que eles davam constantemente ao comentarem algo. Mas então eles se lembravam de todo o caso que estava sendo investigado, da carta, e voltavam a ficar apreensivos. Era realmente difícil lidar com aquilo tudo, não adiantaria lançar novas músicas, não adiantaria fazer turnês, o que restava era esperar e deixar que o tempo resolvesse as coisas, e torcer para que tudo corresse corretamente, pois já não sabiam mais quem estava ao lado deles e quem não estava. Também não sabiam o que aconteceria com a investigação do caso do desaparecimento, mas mesmo sem saber o que havia acontecido com James, eles tinham a certeza de que a culpa não era deles; porém, era tudo tão impreciso, instável, e por isso o medo e o receio eram inevitáveis.

Capítulo 5

As coisas haviam melhorado muito nos últimos meses. Para começar, a polícia não tinha feito nenhuma evolução nas investigações, e por isso o caso voltava a ser abafado, ou seja, as pessoas pararam de olhar para o McFly com repulsa, mais pessoas começavam a ser fãs, e assim já era possível começar a escrever um novo álbum e então planejar uma turnê. Além disso, todos os quatro garotos haviam superado a perda de algumas pessoas próximas, como as namoradas, e agora já se sentiam seguros para iniciar novos relacionamentos. Já as duas garotas, e , bom, eles não haviam ligado para elas, não acharam um motivo bom o suficiente para fazê-lo, e depois acabaram esquecendo-se disso.
Com todo esse progresso que estavam tendo, uma revista havia chamado os garotos para uma entrevista sobre o que pretendiam fazer no próximo álbum e fazer uma sessão de fotos com a banda, o que foi uma oportunidade irrecusável, já que McFly estava precisando de uma boa divulgação e publicidade. Chegaram ao local, e o que muitos chamariam de destino e outros de acaso, os surpreendeu. O fato é que as pessoas que tirariam fotos e fariam a entrevista com eles eram nada mais, nada menos que e .
Ao entrarem no estúdio fotográfico, os garotos queriam simplesmente achar um buraco para enfiarem a cara, tamanho era o constrangimento por nunca terem ligado para as garotas após prometerem que o fariam. Mas como não era possível evitar a situação, cada um formou a melhor desculpa que podia na própria cabeça, e torceram para que o rosto bonito deles ajudasse um pouco.
- Olá, guys! – as garotas cumprimentaram gentilmente.
- Oi – eles responderam em coro, sorrindo.
- Então, ainda estão vivos... – disse tentando parecer indiferente.
- Er, estamos... – disse coçando a nuca.
- Não era o tipo de resposta que eu esperava – disse dando uma breve risada.
- Isso tudo não era o que eu esperava – falou meio envergonhado.
- Desculpem por não termos ligado – sorria do jeito mais fofo possível.
- Sabe como é, estivemos meio... Hm, preocupados com algumas coisas – tentava explicar.
- Sem problemas. Então, vocês podem ir se preparando para a sessão de fotos, a entrevista será feita mais tarde.
Os quatro garotos se prepararam enquanto eram feitos os últimos preparos no estúdio, e então foram tirar as fotos que seriam feitas por , e durante a sessão fotográfica ela percebeu o quanto aqueles quatro homens eram lindos. Mas não era apenas isso, eles eram também adoráveis, ficavam simplesmente perfeitos juntos, eram divertidos, descontraídos e engraçados. Não era a toa que as garotas enlouqueciam por eles; além de que, pelo que ela se lembrava dos tempos em que era fã, tinham muito talento. Pensando nisso, começou a se arrepender de ter deixado de ser uma pessoa dedicada aos ídolos; porém, isso não a afetou muito, e ela agora sorria bobamente ao ver os quatro se divertindo durante a sessão de fotos. Frequentemente, a risada dela e a de , que estava num canto próximo, se juntava a deles, e, sem dúvidas, todos eles haviam percebido o quanto o sorriso delas era lindo.
As fotos haviam sido tiradas e a entrevista havia sido feita, aliás, tinha sido realmente divertido fazê-la. Comentaram sobre os planos que tinham para o novo álbum e como andava a produção do mesmo, além de algumas coisas bestas que os fizeram rir bastante. Com tudo pronto, a banda estava saindo.
- Obrigada, garotos, até a próxima. – se despedia sorrindo.
- E lembrem-se de que devem uma ligação pra gente, ok?
- Ok, dessa vez a gente liga. – acenava.
- Tchau. – os garotos se despediram em coro e saíram de lá.
Os quatro saíram da sala e entraram no elevador comentando sobre como tinha sido divertido fazer as fotos e a entrevista com as garotas, e quando já estavam saindo de lá, o celular de começou a tocar. Ele o pegou e viu que a ligação era de Fletch e então atendeu.
- Oi, Fletch... Sim, sim... Hoje? Que horas? Desculpa, a gente tinha esquecido... Não, não se preocupa, ainda dá tempo... Ok. Vai dar tudo certo... Até, tchau.
- O que aconteceu? – perguntou.
- Temos um show pra fazer numa festa, um pequeno, começa às 2h e termina às 2h30min, aquele que ele tinha falado faz algumas semanas.
- Dude, como nos esquecemos disso? – perguntava.
- Não sei, mas é bom aproveitarmos o resto da tarde pra escolher as músicas e ensaiar. – se preocupava.

A tarde e uma parte da noite havia sido totalmente dedicada aos ensaios do McFly, e apesar da correria acabou indo muito bem. Eles já se sentiam seguros e preparados o suficiente para apresentarem as sete músicas escolhidas para o pequeno show. Agora eles voltavam para suas casas e iam se preparar, os garotos e Fletch haviam combinado de se encontrar na casa de antes de irem para o local da festa.
A campainha tocava, ele andava até a porta, já estava pronto – e maravilhoso, se me permitem dizer –, eram os guys que haviam chegado. abrira a porta e cumprimentava os caras, eles se dirigiam sorridentes para a sala; porém, ainda estava no hall da própria casa. Havia uma carta no chão, próximo à porta, ele a recolheu e a abriu. Havia sido escrita com letras recortadas de revistas, então ele leu e ficou muito surpreso, talvez até mesmo um pouco assustado.
- Dudes, eu recebi uma carta, digo, nós recebemos. Acho que foi mandada pela mesma pessoa que enviou a primeira – ele andava até a sala ainda analisando o recado.
- Como assim? – Fletch estava confuso.
- Há um tempo, recebemos uma carta dizendo que mesmo que tivesse salvado uma vida, a culpa do desaparecimento de James ainda era nossa – explicou.
- Ele salvou alguém?
- É, uma garota quase foi atropelada, mas conseguiu salvá-la – disse.
- E quem mandou a carta?
- Foi mandada anonimamente – falou.
- E o que diz essa?
- Preparados para o show? Espero que sim, pois vão precisar. Não fiquem tão confiantes de si, a noite promete. Anônimo. – leu a carta. – É só uma brincadeira idiota.
- Pode ser, mas vocês deveriam tomar cuidado. – disse Fletch.
- Achei que a primeira fosse uma brincadeira idiota, mas se continuarmos recebendo essas cartas, não sei se vou continuar pensando isso. – parecia preocupado.
- Não esquenta, cara. – tentava confortar o amigo.
- Olha, é melhor a gente deixar isso de lado – soava indiferente.
- E ir para a festa, ainda precisamos terminar algumas coisas lá – Fletch ia em direção ao hall e os garotos se levantavam para segui-lo.

Capítulo 6

O carro estacionava nos fundos da boate. Os garotos do McFly e Fletch saíam e se dirigiam a uma porta que dava acesso ao camarim e backstage. Alguns de seus ajudantes pegavam os últimos cabos e instrumentos necessários enquanto os garotos concluíam os últimos preparos. Alguém havia ido até o palco para arrumar as fiações de última hora, e quando conectava um cabo a um amplificador de som, levou um choque. Todos que estavam por perto se assustaram e correram para socorrer o homem desmaiado.
- Não toquem nele – um dos ajudantes avisava.
Fletch pegava o telefone e ligava para a ambulância e os garotos continuavam boquiabertos, afinal, esse tipo de coisa raramente acontecia; porém, rapidamente o homem foi encaminhado a um hospital e notícias de que ele ficaria bem foram recebidas, então os últimos ajustes foram feitos e o McFly já entrava no palco. Instantaneamente a plateia começava a gritar, pular e algumas garotas até mesmo choravam.
O show acabou sendo rápido, porém muito divertido, e como os garotos haviam entrado no clima de festa resolveram ficar por lá após o show para se animarem, afinal, estavam precisando disso há muito tempo. Como o lugar não estava muito cheio, seria tranquilo, apesar de que era óbvio que algumas fãs iriam pedir autógrafos, mas isso não seria um problema. Então resolveram organizar uma fila para pegarem autógrafos e tirarem fotos no camarim, e depois iriam para a festa. O número de pessoas que foi até os garotos não passou de trinta fãs, por isso foi razoavelmente rápido, mas o que realmente os surpreendeu foi que as duas últimas pessoas que apareceram lá foram e .
- Então vocês estão seguindo a gente ou o quê? – perguntou brincando.
- Na verdade, íamos perguntar o mesmo – falava soando indiferente.
- De qualquer forma, eu sei que estão loucas pra tirar fotos com a gente - sorria de um jeito que deixaria qualquer garota com as pernas bambas.
- E pra pedirem autógrafos – completou.
- Devem ter se esquecido de fazer isso mais cedo – disse.
- Não, não queremos nada disso – continuava indiferente.
- Só viemos pra encher o saco de vocês mesmo – ria brevemente.
- Ah, então vocês iriam adorar fazer isso durante a festa, certo? – perguntou enquanto sorria de uma forma estranha para e .
Tendo dito isso, todos os seis se dirigiram à festa e procuraram uma mesa, onde ficaram por um tempo, bebendo. Depois as garotas decidiram ir dançar e eles acabaram indo junto. Sinceramente, eles não sabiam de onde vinha todo o gingado que elas possuíam, dançavam mais uma vez como se o mundo fosse acabar. O que estava os enlouquecendo, até que e sumiram após falarem que iriam pegar bebidas, deixando , , e no meio daquelas pessoas desconhecidas, que agora já não eram muitas.
A música era alta e estava quase tudo escuro, exceto pelas luzes que piscavam freneticamente. e começavam a dançar juntas, na verdade, coladas, o que não estava fazendo muito bem para e . Algumas vezes elas começavam a rir e eles ficavam sem saber se era por causa da própria dança, se era pela cara que eles faziam para elas ou se era pelo jeito que eles dançavam. Então decidiu se meter na dança delas por brincadeira e ficou sem saber o que fazer, e vendo os três rirem, até que o puxou e eles começaram a dançar juntos, enquanto dançava com . Era mais uma brincadeira, mas acabou que os garotos acharam tal brincadeira muito sensual.
Passados alguns minutos, e foram juntas ao banheiro enquanto e se sentaram numa mesa. Quando as duas chegaram ao banheiro, começaram a lavar o rosto e retocar a maquiagem enquanto conversavam.
- A gente não deveria ter feito isso – não soava nada arrependida.
- Por quê? Foi divertido – sorria maliciosamente.
- Porque eu não posso voltar a ser a fã que eu era antes e sofrer todos esses ataques que as garotas têm por causa deles, e sei que se a gente começar a se aproximar isso vai acontecer.
- Não, se a gente se aproximar vamos ser amigas deles, o que é muito legal.
- Então é isso, seremos as amigas deles?
- A menos que você queira algo a mais com um deles – ria maliciosa novamente.
- Prefiro ficar com um garoto comum, dá menos trabalho.
- Cara, relaxa, isso não tem nada a ver. Agora vamos voltar pra lá e falar com eles.
As garotas foram até onde estavam dançando há um tempo, porém os garotos não estavam lá, então decidiram olhar no meio das pessoas que dançavam: também não estavam lá. Procuraram numa área onde havia mesas, e depois de alguns minutos os encontraram sentados numa delas.
- Achamos que vocês não iam mais voltar – disse entediado.
- E nós achamos que vocês tinham ido embora – respondeu no mesmo tom.
- O que seria triste pra vocês, porque nossa companhia é muito boa – falou brincando.
- Hm, nem tanto... – soava indiferente.
- Ok, então nós estamos saindo – se levantava da cadeira para provocar.
- Encontrar outras garotas por aí, sabe como é...
- Vocês não vão sair, eu sei que não – desafiava.
- Está escrito na cara de vocês que estão super gamados em nós – ria.
- Ainda veremos isso. Tchau – andava ao mesmo tempo em que acenava.
- Boa noite, garotas – sorria e ia atrás do amigo; quando já estavam mais afastados delas, que acabaram ficando surpreendidas, ele falou para :
- Que merda foi essa?
- Elas ainda vão vir atrás da gente, um dia elas vão.
- Dude, elas eram tão legais, depois dessa até desisto de ligar pra .
- Hm, então você ficou interessado nela, é?
- Como eu não ia ficar? Ela é hot, e depois daquela dança isso ficou ainda mais claro.
- Concordo. Aliás, confesso que a era muito gata também, mas vai dar tudo certo, confia em mim. Vou ligar pro para ver onde ele está.
Após a ligação, e foram até a casa de , pois era lá que estava, e os dois garantiam ter algo muito importante pra contar, mas não iam antecipar nada pelo celular. Isso deixou os garotos muito curiosos, porém continuaram falando de e durante o caminho da boate até a casa de .

Capítulo 7

- Dude, eles chegaram, vou lá abrir a porta – avisava , que ficara na sala. Abriu a porta e se deparou com e sorridentes. – Oi, entrem.
- Hey, mate – cumprimentou .
- E aí, o que vocês tinham pra contar? – perguntou , que já se dirigia à sala com os outros caras.
- Não é algo muito bom, na realidade – parecia desanimado.
- Depois que fomos pegar bebidas, acabamos encontrando umas garotas e fomos embora com elas, e então as deixamos na casa de alguém e viemos para cá. Mas quando chegamos, encontramos isso – pegava uma folha e começava a ler – “Dessa vez escaparam, mas da próxima não será assim”.
- Achamos que a pessoa que escreveu isso estava tentando eletrocutar um de nós – falou , lembrando-se do ajudante que levou um choque mais cedo.
- Isso tá ficando sério mesmo, não está? – perguntava preocupado.
- A gente tem que ignorar essas cartas, sério, a próxima que recebermos...
- Espera, você acha que vão continuar a mandar? – interrompeu .
- Não sei, mas, se mandarem, nem abram.

Uma semana depois, os garotos viajavam para uma cidade pequena e isolada, para começarem a escrever o novo álbum, e agora eles estavam sentados dentro de um ônibus para suas viagens curtas, com seus instrumentos e outros aparelhos acompanhando-os. chamava para se sentar ao lado dele, pegava seu celular e ligava para . Após esperar um pouco, ele falou:
- Alô? Quem fala? Ah, é o , desculpa, liguei pro número errado... Não, estamos viajando... Pra escrever o novo álbum... Ok, até, tchau.
- Dude, o que foi isso? – Perguntava .
- Fui eu fingindo ter ligado para o número errado para a ter meu número do celular e me ligar mais tarde.
- Como se ela fosse fazer isso – falava e ria.
- Ela vai, pode anotar.
As próximas horas acabaram se resumindo em quatro garotos dormindo dentro do automóvel, e quando chegaram à pequena cidade, estavam cansados da viagem. Mesmo assim, pegaram todas as suas coisas e as levaram para a casa em que se hospedariam. Quando terminaram de fazer tudo isso, ainda teriam de ir até o mercado, pois não tinham comida. A ida até o mercado não havia sido ruim, até se divertiram um pouco e encontraram um número pequeno de fãs, com o qual tiraram fotos e deram autógrafos.
Ao chegarem à casa, a banda guardou as compras – na verdade jogaram nos armários e na geladeira – e foram assistir TV, comer, conversar, jogar vídeo game e, quando foram dormir, já passavam das 3h da manhã. Já era de tarde e os garotos dormiam, exceto por , que acabara de acordar com o celular tocando.
- Alô? Ah, oi, ... Hm, você falou com a também? Ok... Quando puder eu dou uma resposta... Aham, a gente se vê, beijo. – caminhou até o quarto de , se certificou de que ele estava acordado e falou – Eu disse que ela ia ligar.
- O que ela queria?
- Deu a desculpa de que a revista em que ela trabalha quer fazer uma entrevista sobre o álbum que estamos fazendo.
Apesar de toda a diversão, as semanas em que eles ficaram naquela cidade acabaram sendo dedicadas ao trabalho, que valeu a pena, pois eles já tinham uma boa quantidade de músicas esperando os últimos ajustes para serem gravadas, o que seria feito em Londres. Por isso, , , e voltavam para as suas casas.

O dia em Londres estava lindo, havia uma brisa gelada, o céu estava azul e o sol iluminava a cidade com intensidade. Todos os garotos do McFly, acompanhados de Fletch e uma pequena equipe de produção, estavam agora dentro de um estúdio ensaiando as músicas novas e fazendo alguns ajustes. Eles já haviam ficado por ali no mínimo três horas e faltava muito pouco para que se completassem quatro, por isso estavam todos um pouco cansados e entediados, fora que era quase meio dia e estavam com fome. Foi quando Fletch, que percebera a expressão de todos eles, disse:
- Ok, guys, vocês estão liberados, mas voltem para cá às duas e meia da tarde. Ah, antes que eu esqueça, estamos pensando em contratar um fotógrafo apenas para a Super City, assim como um redator, então, se souberem de alguém, me avisem.
Todos foram saindo do estúdio aos poucos. Já , , e pegaram suas coisas e caminharam juntos até um restaurante reservado que ficava ali perto para almoçarem. Enquanto andavam, eles conversavam sobre o que Fletch dissera sobre contratar um fotógrafo e um redator para a Super City, até que disse:
- Dudes, agora eu me lembrei, a é fotógrafa, talvez ela se interesse em trabalhar para nós.
- É verdade, liga pra ela – sugeriu , e logo depois pegava seu celular e discava o número.
- Hey, , é o . Então, vamos contratar um fotógrafo para a Super City, que é o nosso site oficial, e eu estava pensando se você não gostaria de trabalhar para o McFly... Ok, estamos indo para o estúdio às 2:30pm, o Fletch vai estar lá e você pode falar com ele... – então explicou para ela onde ficava o estúdio, e após um pequeno tempo quieto, falou - Aham. Outra coisa, você conhece alguém que gostaria de ser redator do site? Ah, sim, a , ok, fala pra ela ir junto com você, então... Beijo – após desligar e guardar seu celular, disse – Tudo certo, a e a vão nos encontrar hoje para saberem dos detalhes.
Após almoçarem, os caras da banda aproveitaram seu tempo livre para dar um volta pela cidade, pois não valia a pena voltar pra casa, então, acabaram indo à lojas para comprar algumas coisas que precisavam e até mesmo para zoar algumas outras, o que os fez se divertirem bastante após todo o trabalho que tiveram durante a manhã. Mais tarde, todos os quatro se dirigiam novamente ao estúdio para voltarem a trabalhar, e mesmo que chegaram mais cedo, eles começaram a ensaiar novamente. Alguns minutos depois, eles viram e chegarem e conversarem com Fletch, mas a banda continuou onde estava, e apenas quando as garotas estavam de saída foram conversar com elas.
- Hey – eles cumprimentaram em coro e acenaram de uma forma engraçada.
- Olá – as duas diziam a eles.
- E aí, como ficou sobre o trabalho para a Super City?
- Infelizmente vamos mesmo trabalhar com esses chatos do McFly – falou no mesmo tom de indiferença e brincadeira que quase sempre usava, e os garotos riram.
- É, só vamos acertar mais algumas coisas – explicava. – Mas não vamos deixar a revista só por vocês, vamos continuar por lá também.
Os seis continuaram conversando, quando se deram conta de que precisavam voltar ao trabalho, assim como elas tinham seus deveres a cumprir; então, cada um voltou ao seu lugar e continuaram a ajustar as músicas que haviam composto durante a viagem.



Capítulo 8

- Dudes, elas vão amar isso! Só espera o Fletch ligar pra avisar – disse animado para os outros guys numa mesa de restaurante enquanto almoçavam.
- Por que elas ficariam? – perguntou .
- Cara, isso é óbvio: elas vão nos ver! Quem não ia gostar disso? Somos demais – dava um cutucão no braço de .
- Não é tão bom assim, elas nem parecem se importar muito. Já vimos muitas outras garotas bem mais animadas quando nos encontravam – falou um desanimado.
- Cala a boca, elas nos amam. Só fingem que não porque não querem ser iguais às outras – dizia.
- Mas, então, vamos rever o que temos pra fazer hoje: uma sessão de fotos, uma entrevista e um vídeo para a divulgação da próxima turnê no Reino Unido; quando isso ficar pronto, vamos comemorar os shows que estão por vir e a nossa nova e melhor fase em algum restaurante, depois vamos pra casa do pra uma festa com a gravadora e com alguns amigos. Me esqueci de alguma coisa? – perguntou.
- Não podemos nos esquecer de convidar a e a para o jantar e pra festa. Foram as únicas da Super City que ainda não foram avisadas – comentou .
- Hm, isso significa que alguém está afim de festejar com elas, é? – disse brincando e, no mesmo instante, todos eles, menos , o olharam com malícia.
- Não é por isso... Mas elas são legais e trabalham com a gente.
- Então nós convidamos elas depois da sessão de fotos, da entrevista e de fazer o vídeo... Até porque, quem vai fazer isso são elas – sugeriu .
O almoço estava sendo animado. Os quatro conversavam calorosamente e riam toda hora, o que fez algumas pessoas no restaurante olhar com uma cara feia para eles. Mas isso não importava, eles estavam muito felizes, afinal, as coisas tinham realmente melhorado, sem mais tabloides contando mentiras, sem mais pessoas desconfiadas deles; o número de fãs havia voltado ao normal, logo fariam uma turnê e, depois disso, lançariam um álbum. Além disso, e haviam voltado a conversar com as ex-namoradas.
Ao saírem do restaurante, os quatro garotos foram levados à um prédio em que fariam tudo que precisavam fazer naquela tarde e, logo que chegaram lá, encontraram e , esperando eles para começarem o trabalho.
Conversaram brevemente com elas e foram escolher suas roupas e fazer a maquiagem (isso soou muito gay).
Aassim que ficaram prontos, fizeram um vídeo em que revelavam tudo sobre a turnê, como datas, cidades, alguns detalhes e como comprar os ingressos - o que levou um tempo um pouco prolongado para ser feito, pois eles começavam a rir no meio de suas falas, isso quando não erravam algumas palavras, mas acabou sendo divertido. Assim que o vídeo foi terminado, foi entrevistar a banda, enquanto já começava a arrumar o cenário para a sessão de fotos. O resto acabou sendo rápido; a entrevista ficou bem descontraída, porém tinham tudo o que precisavam; já a sessão de fotos, foi a parte mais fácil, e também a mais divertida.
Quando tudo havia ficado pronto, os quatro continuavam animados e não pareciam ter se cansado nem um pouco, já e , aparentavam estar um pouco cansadas, mas nada demais.
Depois, , , e foram conversar com as duas:
- Então, vamos sair para jantar com o Fletch e mais alguns caras e depois vamos dar uma festa na casa do . Vocês querem ir com a gente? – as convidou animadamente.
- Na festa? Mas nem sabemos onde é a casa do ! – comentou.
- Não, queremos que vocês venham para o jantar também, para comemorarmos uma nova e feliz fase do McFLY – explicou .
- Hm, não sei se vai ser uma boa ideia – havia ficado um pouco corada.
- Claro que vai! Vocês deveriam ir e se divertir – tentava convencê-las.
- Além do mais, quase todos da gravadora e da Super City estão indo – ajudava.
- Ok, nós vamos. Mas precisamos ir para a nossa casa para nos arrumarmos primeiro – decidia pelas duas.
- Certo. Então nós levamos vocês pra lá, e depois buscamos vocês pra jantar e vamos direto pra casa do – falou .
- Parece bom! Só nos prometam que vão nos chamar de e daqui pra frente – pediu.

As garotas foram levadas para o apartamento, e os quatro caras foram pras suas casas para se arrumarem - o que não demorou muito. Depois foram todos para casa de para verem se estava tudo certo para a festa, e saíram para buscar e . Quando chegaram ao restaurante, encontraram todos que haviam sido convidados para o jantar, cumprimentaram eles e se sentaram. Foi tudo muito tranquilo no restaurante, as garotas se sentiam finalmente “enturmadas”, estavam realmente se aproximando dos guys. Se sentiam muito mais amigos, agora.
e haviam se levantado para ir ao banheiro. Arrumaram seus cabelos, retocaram a maquiagem e conversaram sobre bobagens, até que adquiriu uma expressão diferente, parecia preocupada.
- O que foi? Tem algo de errado? – perguntou , parando de passar batom.
- Sim. Quer dizer, não. Não tem nada errado, ainda. – falou .
- Cala a boca, . Agora explica isso direito.
- Não. Você pediu pra eu calar a boca. Além disso, é besteira.
- , EXPLICA ISSO A-G-O-R-A.
- Ok, é o seguinte: eu achava que não era mais uma fã de McFLY, mas acontece que eu to começando a achar que nunca deveria ter deixado de ser. Caramba, eles são demais!
- E por que isso seria um problema?
- Eu vou começar a ficar idiota com eles.
- Você já é idiota – olhou feio para . – Brincadeira, você não vai ficar idiota.
- Mas se eu voltar a ser fã, vou ficar nervosa do lado deles e também vou acabar tendo um favorito, e vou amá-lo, mas nunca vou tê-lo, porque ele poderia ter qualquer garota que quisesse.
- Isso não faz sentido , e mesmo que você se apaixonar por um deles, vai que dá certo? Tá tudo indo muito bem, não se preocupa.
- Não... É melhor eu me afastar deles. Sério, não vou à festa.
- É claro que você vai! Nós vamos! Agora, é melhor irmos para aquela mesa pra continuar a conversar com as pessoas mais maravilhosas que conhecemos, certo?
- Ta, ta. Mas só por você.
As duas voltaram à mesa onde estavam os garotos e continuaram a conversar com eles enquanto comiam a sobremesa. Até que Fletch disse:
- Sobre a turnê... Vocês vão junto, não é, garotas?
- É claro que sim – disse. olhou para ela, censurando-a.
- Ótimo, mais tarde acertamos tudo. Mas, basicamente, vocês irão postar novidades na Super City.
- Parece muito bom – sorriu.
Os integrantes da McFLY ficaram realmente animados com a notícia de que elas iriam com eles para a turnê que aconteceria apenas algumas semanas mais tarde. Depois de alguns minutos, todos se levantaram, saíram do restaurante e se dirigiram até a casa de . A festa estava parada no começo, mas assim que chegaram mais pessoas, ela se tornou bem divertida.
e continuavam conversando com os caras, até porque, eram os únicos que conheciam melhor. tinha se identificado muito com , já tinha se tornado muito próximo a . Quanto a e , eles haviam chamado suas ex’s e estavam se entendendo com elas.
Tudo estava indo muito bem, até que se afastou e foi conversar em outro sofá com uma garota que e não conheciam, mas alguns minutos depois ele já estava bem próximo dela, e quando viram, os dois já estavam se beijando, subindo as escadas de mãos dadas e sumindo no corredor escuro.
- , posso falar com você um minuto? – perguntou .
- Claro, vamos lá fora – levantou do sofá, se encaminhou até o hall e abriu a porta da casa.
Havia algumas pessoas no jardim, mas isso não era um problema.
- Eu te avisei... Por que você me deixou vir pra cá?
- O que?
- , É SUA CULPA.
- O que é minha culpa?
- Eu disse que ia me apaixonar por um deles...Na verdade, eu já estava apaixonada, só não tinha percebido ainda.
- Ai, meu Deus, você tá afim do ?
- Não sua idiota! Do . Você não o viu subindo as escadas com aquela vadia depois de se agarrar com ela no sofá?
- Hm, acho que vi algo assim.
- E é só isso que você me diz? Qual é o seu problema?!
- O que eu posso fazer? Você tá apaixonada por ele, agora tente fazer ele se apaixonar por você também.
- Como se fosse simples né, ?! Ele pode ter qualquer garota que quiser.
- Olha, vai dar tudo certo! Você só precisa ter paciência e esperar. Agora, vamos embora antes que as coisas piorem.
- Você tem razão, mas vamos nos despedir deles antes.

Capítulo 9

Na segunda-feira seguinte, e foram até a gravadora para falar com Fletch a respeito da turnê do McFLY que acompanhariam e para entenderem tudo que fosse necessário - como o que fariam exatamente, para onde iriam, quanto tempo duraria e outros detalhes importantes. Assim que tudo ficou esclarecido e combinado, elas já estavam de saída, porém encontraram , , e , que também estavam saindo de lá.
- Oi, garotas – eles falaram juntos.
- O que estavam fazendo? – perguntou.
- Acertando algumas coisas com o Fletch sobre a turnê – respondeu .
- Então, vocês estão mesmo indo com a gente? – quis saber.
- Poxa, é tão ruim assim? – disse debochando.
- Não! É ótimo, na verdade – olhou fixamente para ela e todos perceberam o clima surgindo.
- Er... Eu já to indo, ok? Vou ver a , acho que em breve estaremos juntos de novo – saia apressado.
- Falando nisso, combinei com a de passar na casa dela, acho que ela queria me dizer algo – se lembrou de repente.
- Hey, dude, você pode me dar uma carona? Preciso ir pra casa fazer algumas coisas – pediu.
- Sim, sem problemas. Tchau, gente.
- Parece que somos só nós três então – sorria.
- Na verdade, só vocês dois... Preciso ir para a editora. Tchau – também ia embora.
- Então... Quer tomar um café? – convidou .
- Seria ótimo, Sr. .

’s POV

Andei com até uma Starbucks próxima. Conversamos durante o caminho e foi bem divertido, na verdade, apesar de que eu estava meio distante pensando nele me encarando há alguns instantes. Assim que chegamos, sentamos numa mesa reservada, como sempre, e fizemos nossos pedidos. Algumas garotas o reconheceram e foram pedir autógrafos, mas elas não ficaram muito tempo por ali.
- Hey, , você já colocou a entrevista no site? – Ele ficava incrivelmente fofo me chamando assim.
- Não. Eu tive que arrumar muitas coisas, porque vocês só falavam besteiras inúteis e não tive tempo de colocar na Super City, ainda.
- Ah, mas dá um desconto! Olha quem estava fazendo a entrevista! Era óbvio que a gente ia fazer algum tipo de merda.
- Eu não sei se levo isso como algo bom ou ruim...
- Bom, por favor – fez uma carinha de cachorro sem dono, mas com um ar de brincadeira que me fez corar.
Depois que terminamos de tomar café, saímos de lá e estava bem mais frio do que quando havíamos chegado, ou seja, eu não estava preparada pra sair na rua com um frio daquele e sem casacos o suficiente, por isso fiquei arrepiada e logo comecei a tremer.
- Você está bem? – me perguntou com cara de preocupado e eu senti vontade de esmagá-lo.
- Sim, só está um pouco frio.
- Se eu tivesse um casaco, eu dava pra você.
- Cala a boca, . Eu suporto – dei um soco de leve no braço dele e sorri - o que deve ter o feito pensar que eu sou uma criança idiota. se controle. É, não foi exatamente isso que eu fiz. Depois de andarmos mais um pouco eu falei: - Caramba, que frio! Não podia ficar pior, né?
- Quem ia suportar, mesmo? – riu e eu olhei pra ele com uma cara de brava que não funcionou muito bem. – Mas eu posso fazer melhorar.
- Duvido – falei só pra contrariar e adivinhe? O idiota veio e me abraçou de lado. Ok, eu não vou negar, achei muito lindo ele fazer isso e melhorou mesmo.
Andamos mais um pouco sem saber para onde estávamos indo, então o céu começou a ficar nublado e logo adquiriu uma cor muito escura para aquela hora da tarde.
- Acho melhor eu chamar um táxi e ir pra casa, parece que vai chover – eu falei olhando para cima e bem nessa hora um pingo de chuva caiu sobre meu nariz. Logo depois começou a chover tanto que parecia que o céu ia desabar.
Então agarrou a minha mão com força e começou a correr, eu segui ele até que paramos sob um telhado de uma loja. Já estávamos muito molhados. Eu olhei para ele, mal conseguindo respirar, e ele estava ofegante, mas me deu um sorriso lindo, então começamos a rir feito idiotas, e esperamos ali, até que conseguimos arranjar um táxi.
- Você quer ir pra minha casa? Você toma um banho, eu te empresto uma roupa seca e depois fazemos alguma coisa – ofereceu quando entrávamos no carro.
- E... Eu... Eu prefiro ir pra casa.
E foi isso o que eu fiz. O táxi parou na frente da minha casa, eu agradeci ao pela tarde divertida que tivemos, então me despedi com um beijo na bochecha e entrei no apartamento, onde vi sentada no sofá, assistindo televisão. É claro que ela me perguntou o que havia acontecido, mas eu fui tomar um banho e depois contei pra ela. Só depois percebi o quanto eu estava apaixonada por aquele idiota e como eu fui tola de não aceitar ter ido para a casa dele.
End of ’s POV

Capítulos 8 e 9 betados por Danie



Capítulo 10

’s POV

Alguém me explique o que aconteceu com a , por favor? Ela passa a tarde com , volta pra casa e não me conta nada; em vez disso, vai tomar um banho. Tudo bem que ela estava molhada porque tinha chovido; bom, espero que tenha sido isso, mas enfim, agora ela está lá tomando o seu precioso banho e eu aqui, assistindo televisão, ótimo.
Alguns minutos depois, a saiu do banho, foi pro quarto se vestir e sentou no sofá ao meu lado pra contar o que havia acontecido. Primeiro, ela contou a história da pior maneira possível, mas depois de eu insistir para ela contar com todos os detalhes eu pude entender melhor, e meu Deus, como ela estava louca por aquele cara.
- Eu falei que eu ia me apaixonar por um deles, e veja só, aconteceu o mesmo com você, que dizia que ia ficar tudo bem.
- Olha, eu não tenho culpa que eles são maravilhosos, ok? Eu não poderia prever meus sentimentos.
- É claro que podia, , aquela época em que éramos adolescentes loucas pelo McFly você já era .
- Mas isso não tem nada a ver, , vai dormir, vai.
Depois disso, fomos dormir mesmo, até porque já estava tarde e, na manhã seguinte, eu teria de ir até a gravadora, porque muitos fãs do McFly estavam pedindo em redes sociais por um vídeo novo deles, e eu sabia que os guys estariam fazendo ensaios das músicas que tinham escolhido para a turnê.
Acordei na manhã seguinte, tomei café e me arrumei, sem me preocupar muito. Coloquei uma blusa básica, uma jaqueta de couro, uma calça jeans colada e meu all star, e como meu cabelo estava maravilhoso e não tinha tempo para arrumar, só o prendi num coque mal feito. Quando saí de casa, a estava levantando apressada pra ir para a editora. Eu me despedi dela, peguei um táxi e fui para a gravadora.
Quando cheguei lá, todos eles já estavam se preparando para começar o ensaio e fiquei me perguntando se eu estava muito atrasada. Cumprimentei os guys e parei para dar uma olhada básica no , e, dude, como ele tava lindo. Ok, isso já não está fazendo sentido, ele É lindo. , deu, já pode parar.
- Poxa, nem me falaram que você viria – fez uma cara de desapontado e eu achei que ele não queria que eu estivesse ali – se tivessem avisado, eu teria me arrumado melhor só pra você, gatinha.
- Só pra mim, é? – falei rindo e sentindo que estava corando. Por que todos eles têm que ser tão lindos?
- Claro que sim – ele piscou pra mim.
- Cala a boca, deu um soco no braço dele e depois fez uma cara de arrependido. Tem algo aí ou sou só eu?
- Fala a verdade, , é só porque você quer ficar bonito no vídeo.
- Que isso, , eu já sou bonito naturalmente – todos começaram a rir depois de falar isso; vendo a reação, ele disse: - É sério, mas não fiquem com inveja.
- Mudando de assunto, onde anda a ? – me perguntou. Santo Cristo, como ele é fofo, se preocupando com a minha amiga.
- Ah, ela tinha trabalho pra fazer na editora.
- , , já está querendo pegar a menina, é? – disse debochando e todos olharam pra ele com malícia.
- Não é por isso, é que as duas estão sempre juntas.
- Aham, nós sabemos – , e disseram em coro.
Peguei minha filmadora e comecei a gravar os guys antes mesmo de eles iniciarem os ensaios, e acabou sendo bem divertido, eu só não pude gravar as músicas novas porque eles obviamente iam deixá-las para os shows. Mas, Galaxy Defenders, me invejem, eu ouvi as músicas novas, haha.
Quando era meio dia, Fletch liberou os garotos pelo resto do dia, então eles foram almoçar em um restaurante e me chamaram para ir junto. Por isso, eu continuei filmando até começarmos a comer. Eu nunca me imaginei onde estou agora, sério, tenho o melhor trabalho do mundo. Foi muito divertido, eu poderia continuar com isso para sempre. Depois que terminamos de almoçar, fomos dar uma volta ali perto, o que não funcionou muito bem porque começaram a surgir fãs até de bueiros, porque só podia ser isso pra ter tanta gente assim. Então os guys começaram a ir embora aos poucos, cada um com sua desculpa. No fim estávamos eu e o .
Eu não sabia se me desesperava ou se ficava feliz. e . Eu e o cara que eu amo, a sós. Poderia ser melhor? Então, o que eu faço agora? Onde tem ar mesmo? Continuamos andando até que passamos na frente de um museu, e o idiota do me puxou pra entrar lá. Sério mesmo? Um museu? Entramos e começamos a andar pelos corredores sozinhos, porque além de tudo ele tinha dispensado o guia, então começou a zoar as coisas que estavam lá dentro. Mas, como ele é muito esperto, conseguiu quebrar uma lança com uma pedra lascada presa a uma estaca de madeira.
- Qual é o seu problema? O que vamos fazer agora?
- Cala a boca, .
Ele pegou a minha mão, me puxou até uma porta que estava aberta e entramos lá. Só depois nos demos conta de que era um armário para vassouras e produtos de limpeza, e um bem apertado. Ele começou a rir baixinho e eu não pude deixar de rir junto. Então eu o empurrei, o que não deu muito certo, porque o espaço era pequeno, e disse:
- Você só pode ter algum problema.
Então ele me olhou sério e colocou o dedo nos meus lábios como sinal de que eu deveria ficar quieta. Eu fiquei com uma vontade enorme de agarrá-lo na hora. Ele ainda me olhava sério, me segurava na cintura e eu estava com uma mão no peito dele, e com a outra eu segurava a câmera. Alguém me salve, por favor. Comecei a prestar atenção no que as pessoas que estavam no corredor falavam:
- O que aconteceu aqui?
- Alguém quebrou essa lança.
- Ah, tudo bem.
- Não deveríamos procurar pela pessoa que fez isso?
- Não, não é algo tão importante, é só uma réplica.
Depois de esperarmos alguns minutos dentro do armário, nos certificamos de que não havia ninguém no corredor e saímos de lá. Me expliquem, como eu sobrevivi a isso? De qualquer forma, saímos do museu como se nada tivesse acontecido. Depois eu percebi que, de alguma forma, eu tinha filmado tudo e não havia perdido a filmadora dentro daquele armário, então começamos a rir com algumas gravações. O tempo foi passando e quando começava a escurecer, pegamos um táxi, e foi comigo até a minha casa.

End of ’s POV

Capítulo 11

Era uma noite de sábado. Estranhamente, não tão fria como normalmente era naquela época do ano em Londres, e o McFLY estava em um programa de televisão ao vivo. Tudo estava indo muito bem e, no momento, eles estavam respondendo às perguntas de algumas pessoas que haviam as enviado. A maior parte era besta ou sobre a turnê e o novo CD, que logo seria lançado. Até que uma delas preocupou os integrantes da banda por um minuto:
- Escolhemos essa questão porque achamos que ela fosse curiosa, mas aí vai: “Como anda o James? Espero que tenham notícias dele!”.
- Ele vai muito bem, com certeza – respondeu após uma troca de olhares apreensivos entre os garotos.
- Mas quem é esse James?
- Ele é um velho amigo da banda – respondeu com um tom de nervosismo na voz.
O resto do programa acabou indo bem, apesar de que os minutos que se seguiram depois daquela questão foram tensos - de certa forma -, mas, aos poucos, tudo voltou ao normal. O programa de televisão havia acabado e os quatro garotos saíram dali.
- Vocês acham que a e a viram isso? – parecia preocupado.
- Não sei, mas espero que, se elas viram, não perguntem nada – dizia.
- Liga para uma delas e pergunta – sugeriu.
- Alô? – falava após digitar o número no seu celular. – Oi, . É o , tudo bem aí? Liguei pra saber se você e a viram o programa... Ah, não, tudo bem... Nem vejam na internet, não foi muito bom... Ok... Estamos indo aí, então. Beijo.
- Elas não viram? – perguntou.
- Não, ainda bem. Elas estão numa boate aqui perto, disseram que não está muito cheia. Vamos até lá?
- Ah, dude, não posso ir. Convidei a pra jantar.
- E eu vou pra casa – dizia, e logo ele e Tom saiam juntos.
- ?
- Yeah, eu vou com você.
Então, e foram até a boate e andaram um pouco por lá até encontrarem e a . Ficou bem claro que eles estavam babando em cima delas porque estavam realmente bonitas e pareciam não ter feito nada para isso. Alguns minutos depois, já havia ido para um canto e foi atrás, deixando e sozinhos na mesa. Isso até duas garotas chegarem na festa: e . Elas foram até a mesa e cumprimentaram os dois, mas não parecia nada feliz com a presença de ali.
- Nossa, que coincidência!... Você por aqui – já havia sentado ao lado de e começara a se engraçar pro lado dele.
- Como vai a banda? Ah, que pergunta idiota, vocês estão ótimos, não é? Nós sentimos tanta saudade, mas fomos obrigadas a nos afastar – disse – Mas enfim... O está aí?
- Aham – respondeu sem vontade.
- Ok, vou procurar ele.
- Não, , não – disse, mas era tarde demais.
Poucos minutos depois, fazia um escândalo ao encontrar e se beijando num canto - o que era ridículo, porque ela que havia largado ele, mesmo assim estava argumentando coisas estúpidas. Então ela se dirigiu à mesa onde , e estavam, e chamou a sua amiga para sair dali - o que foi ótimo para , porque ela havia começado a se reaproximar de um pouco demais.
Depois de toda a confusão, eles decidiram ir embora. Já estavam dentro do carro quando disse:
- Como é que a acha que pode ficar brava?
- Sei lá, dude! Foda-se ela! O que me irrita é que ela quase estragou tudo, se tivesse chegado antes, nem um beijo na eu não tinha dado – riu do comentário do amigo.
- Agora é sério, por que a tem que fazer isso comigo?
- Isso o que?
- Sei lá, parece que só durante aqueles minutos que fiquei perto dela, já comecei a gostar dela de novo.
- Você ta me zoando, né?
- Não, pior que não – o celular de começou a tocar assim que ele terminou a frase, então ele atendeu: – Fala, ... Sim... Sério? E o que dizia?... Caralho... Ok, ok, tchau.
- O que aconteceu?
- O falou que chegou em casa só agora e achou mais uma daquelas cartas.
- O que tinha nela, dessa vez?
- Dizia algo como “gostaram da minha brincadeira? Mas tomem cuidado, eu estou observando vocês”.

Capítulo betado por Danie


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