
Escrita por: Luúh Sassá | Beta-Reader: Babi Lorentz(Até capítulo 7) e Lilá(À partir do capítulo 8)
CAP 01.
Acordei com o barulhinho irritante do meu celular indicando que tinha algum evento importante hoje, me virei de lado, apalpei a mesinha e achei meu celular, olhei no visor, estava marcado 'Londres'...
- Londres? - repeti baixinho, não me lembrando de nada pare... – AAAAAAHHHHHH! É HOJE, É HOJE, É HOJE! - pulei na cama e comecei a gritar – , acorda, é hoje prima! - sacudi minha linda priminha que estava babando no travesseiro dela, ao lado da minha cama.
- Ai , PORRA, precisa me acordar assim? E é hoje o quê, criatura? - falou, meio irritada pelo jeito que a acordei. Mostrei o celular para ela, que arregalou os olhos imediatamente, e aí pronto, foi uma festa de pula-pula em cima das camas.
- A GENTE VAI PARA LONDRES HOJE, LERO LERO, UHUL - nós cantávamos juntas, e pulando cada uma em sua respectiva cama.
- Dude, já pensou se a gente tromba com algum dos guys na rua? - falou, e imediatamente eu olhei para o pôster enorme que estava na parede. E quem é a banda que a gente ama? MCFLY! Na hora em que ela falou isso, eu olhei fixamente nos olhos do do meu pôster.
- Ai, e se eu trombo com o ? Já pensou ? - falei sonhando com isso.
- Ei, ei, ei, o que vocês estão fazendo? - tia Betty, mãe da e minha amável tia chegou, estragando a troca de olhares entre mim e .
- Ai tia, você estragou minha troca de olhares - falei fazendo biquinho, e deu uma risadinha abafada - E é hoje a nossa viagem, se esqueceu? – falei, sentada na minha cama.
- , minha sobrinha preferida, eu sei que é hoje! E vocês não iam fazer compras? - tia Betty nos lembrou.
- Ah, é verdade , vamos nos trocar para irmos ao shopping! - falou, e eu acho que ela se arrependeu na hora.
- O BANHEIRO É MEU! – falei e saí correndo, como só tinha um banheiro no nosso quarto, a disputa era grande.
- Ai, sua idiota! - ouvi minha doce priminha que me ama, me xingar do outro lado da porta.
Depois de alguns minutos, no carro...
-Vai ! – gritou para eu continuar a música que mais amo em toda a minha ‘life’.
- People marching to the drums, everybody's having fun, to the sound of love, ugly is the world we're on, if I'm right then prove me wrong, I'm stunned to find a place we belong … Vai ! – gritei de volta para ela cantar a parte do sardentinho.
- Who is your lover? I couldn't tell, then hell freezes over? that's when I'll tell, who is your lover? I couldn't tell, when will this stop? – e de repente, a linda tia Betty aperta o ‘stop’ do player, será que ela se empolgou com o no ‘stop’? – MÃÃÃÃE!
- Tiiiia! (N/A: O ‘mãããe’ e ‘tiiiiia’ acontece ao mesmo tempo)
- Meninas, já chegamos! – a tia falou dando risada, e nós coramos e olhamos pela janela do carro que estávamos paradas em frente à entrada principal do shopping. Ah, qual é? Quem não fica empolgada com McFLY que atire a primeira pedra. No shopping, era só alegria, gastamos tipo muito, e a tia Betty vai pirar o cabeção quando vier a fatura do cartão... Ih, rimou!
CAP 02.
Chegamos em casa, fizemos nossas malas e quando olhamos no relógio já era quase 6 da tarde, então fomos cada uma tomar banho e estávamos arrumando nossos cabelos quando a tia Betty entrou no quarto.
- Meninas, já são 7:30 da noite e o avião de vocês sai às 9 da noite, vocês querem se atrasar e perder o vôo? – tia Betty falou arqueando a sobrancelha.
- Mãe, nós já estamos quase prontas, só falta a roupa, porque o cabelo e maquiagem já estão quase no ponto! – falou, mostrando o rosto e cabelo que já estavam quase prontos.
- É, tia, nós já já vamos descer prontinhas e gatinhas! – falei arrancando risadas das duas.
- OK então, mas não demorem muito. OK? – falou e nós concordamos.
- Ai cara, eu ainda não decidi com que roupa eu vou! – falei fazendo careta, e olhando para os dois pares de roupa em cima da minha cama.
-Ih , escolhe qualquer um, os dois são bonitos. Eu vou no banheiro me trocar, e quando eu sair, quero te ver pronta. – falou, e eu bati continência.
- Sim, senhora. – rimos.
Ela entrou no banheiro e eu fui fazer ‘minha-mãe-mandou’ nas roupas, porque estava certa, os dois pares eram bonitos, o primeiro era um shortinho jeans, um all star de cano alto preto com cadarço rosa, uma camisa feminina e minha gravata rosa da sorte; o outro era uma calça skinny preta, um all star branco simples e uma camiseta da Hurley preta e branca, fiz o ‘minha-mãe-mandou’ e caiu no primeiro, o que eu ia escolher, se não fosse por essa brincadeira! O vesti e guardei o outro par de roupas na minha mala roxa gigante de carrinho. saiu do banheiro, já vestida com a sua calça skinny jeans escuro, sua camiseta da Volcom branca e roxa, e com um bolerinho de mangas três quartos por cima da camiseta.
- Shortinho curto, né? Por via das dúvidas, vai que você encontra um tal na rua, e ele se apaixona pelas suas pernocas! – falou com uma carinha de pervertida, e eu só não acertei o travesseiro nela porque ela desviou.
- Ai , eu nem estava pensando nisso! Se bem que as minhas pernocas são muito sexys – falei olhando-me no espelho, e tentando fazer caretas sexys.
- , para de fazer essas caretas, me dão náuseas! – falou, seguida de sua risada maléfica ‘estilo Jones’.
- Essa sua risada combina muito com a do Jones, vocês foram feitos um para o outro! – falei piscando os olhos.
- Deus te ouça, prima! – falou olhando para a parede, onde até alguns minutos atrás estava nosso pôster deles – Vamos?
- Sim, LONDON, HERE WE GO! – falei levantando as mãos para o céu.
CAP 03.
Descemos com um pouquinho de trabalho, devido às malas gigantes, e quando chegamos na sala, tia Betty estava com os olhos lacrimejando.
- Mãe, o que foi? – correu até ela – Tava chorando? – não, imagina, ela vai falar que caiu um cisco no olho dela.
- Não filha, caiu um cisco no meu olho, só isso! – meus Deus, tia Betty lê pensamentos? CHOQUEI.
- Sei. Por que estava chorando, tia? – falei, me aproximando das duas.
- Ai meninas, o que vai ser de mim, sem minhas duas mosqueteiras aqui? – ela falou e eu vi limpar disfarçadamente uma lágrima teimosa.
- Mãe, são só quatro meses! – falou pra confortá-la.
- É verdade, tia, só quatro meses, passa assim – estalei os dedos mostrando que esses quatro meses passariam rapidinho. Ah é, deixe-me explicar, a tia Betty vai ficar aqui por causa da venda da casa, a transferência do trabalho dela e tal, e isso, segundo ela, vai demorar uns quatro meses, depois ela se muda para Londres para ir viver com a gente.
- Tá bom, então vamos que daqui a pouco vocês embarcam! – titia falou, e nós fomos até o porta-malas do carro guardar as malas, para irmos em direção à nossa nova vida.
Chegamos no aeroporto às 8:45 da noite, e o nosso vôo sairia às 9, fizemos tudo certinho para embarcar, e chegou a hora que eu odeio, a despedida... Aquela história de que quatro meses passaria rápido, foi embora e nós três estávamos chorando como se nunca mais fôssemos nos ver.
- Meninas, chega de choro, OK? Embarquem logo, e se divirtam sem mim lá, porque depois, não vai ter mais diversão! – tia Betty sempre dizia que enquanto ela não tivesse lá em Londres com a gente, a gente ia poder sair, mas quando ela chegasse, a gente ia ter que trabalhar para ajudar no nosso sustento.
- Tá bom, tia! Venha aqui me dar um abraço! – dei alguns dos meus famosos abraços de urso nela, que quase a sufocou tadinha.
- , promete uma coisa para a titia? – concordei – Não abrace o desse jeito, senão o McFLY irá ter somente três integrantes! – na hora eu olhei para ela com uma carinha nada boa, e começou a rir.
- Eu já falei que ela precisa maneirar nesses abraços, ai mãe, eu vou sentir muitas saudades, até você chegar lá e não deixar mais a gente sair para ir nos pubs! – eu ri com o comentário – Te amo...
Soltei um ‘own’ arrancando risadinhas das duas.
- Também te amo, filha. E você também – fiz um coração com as mãos para ela saber que eu a amava também – Vão com Deus... Bye.
Ela disse isso, e nós fomos para o corredor que dava no avião.
- Cara, esse corredorzinho me lembra o filme ‘Premonição 1’ – disse com o medo estampado na minha voz, o que fez rir – É sério, poxa, não ria – entramos no avião – Eu tenho medo! – nos sentamos em nossas poltronas.
- , é só pensar em Londres e no , que você fica calminha! – falou, pegando o iPod dela na bolsa, e eu fiz o mesmo. Coloquei na minha música preferida, para ouvir o ‘sexy little boy’ cantando e adormeci minutos depois que o avião decolou.
CAP 04.
- , , – Acordei com uma indivídua me chacoalhando.
- Aii, , cacete, precisa chacoalhar?? – Falei mal-humorada.
- Aii, Deus, olha pela janela. – Falou e eu olhei e meus olhos brilharam ao ver aquelas pessoas andando de lá pra cá com aquelas roupas chiques.
- A gente CHEGOOOOOU – Gritei esquecendo que estava no avião ainda arrancando olhares de pessoas confusas com o meu comportamento. – Sorry! – Falei fazendo uma carinha de criança quando apronta uma.
- Caraaa, eu não te conheço! – falou e riu da minha cara de desolada no campo de margaridas – Vamos logo. – Assim que ela falou, eu olhei pra ela e disse:
- Não tá esquecendo de nada, não?? – Ela negou com a cabeça, foi aí que eu tirei uma bandeira do Brasil da minha mochila e abriu um sorriso. – Pra gente chegar chegando! – Falei e ela riu com o meu ‘chegar chegando’. Ela tirou a bandeira dela também da mochila e colocou nas costas e eu fiz o mesmo. Saímos do avião e entramos no saguão do aeroporto arrancando olhares dos ingleses, tanto homens como mulheres.
- Olha, já somos sucesso por aqui! – falou dando uma risadinha em seguida.
- Também, quem é que desce de uma avião com bandeiras dessa do Brasil nas costas – Assim que eu falei isso, passou um ingleszinho gatinho do nosso lado – Uhhh, na minha casa nova, heim – Falei pra ele, que me olhou com uma cara de ‘você é louca?’ e me cutucou forte – Aiii...
- Sua burra, ele não entende português! – Aaaah é, tinha me esquecido que estava em Londres... hahaha. Fizemos todos os detalhes, pegamos nossas bagagens e fomos pra entrada do aeroporto pra pegar um táxi e ir pro nosso flat. Chegando à porta automática, a Luana me parou.
- Nosso pacto! – Ela me falou batendo na perna direita me fazendo lembrar do nosso pacto...
FLASHBACK ON
- , assim que a gente chegar em Londres e sair do aeroporto, sairemos com o pé direito, pra dar sorte, ook!? – me perguntou e eu afirmei com a cabeça – É um pacto – Batemos as mãos pra oficializar.
FLASHBACK OFF
- Ook! – Disse e pisamos com o pé direito assim que a porta se abriu. E como um passe de mágica, memórias passaram pela minha cabeça, assim que eu vi aquela paisagem das ruas de Londres na minha frente.
FLASHBACK ON / 5 anos atrás
- , faz um pedido, prima! – que estava do meu lado me avisou pra fazer o pedido antes de apagar a velinha de 12 anos do meu bolo...
- Que eu e a vamos pra Londres quando fizermos 17 anos – Pensei positivo, cruzei os dedos e apaguei a velinha – Pronto...
FLASHBACK OFF
- Meu pedido, ! – Ela me olhou com uma cara confusa – Lembra quando, no meu aniversário de 12 anos, você falou pra eu fazer um pedido? – Ela concordou com a cabeça – Então, era isso!
- Isso o que? – Óh Deus, olhai por essa mente estilo Jones por mim, Amém
- ‘Que eu e a vamos pra Londres quando fizermos 17 anos’ – repeti a mesma frase do pedido daquele momento.
Luana soltou um ‘own’ e me abraçou.
- Tá bom, vamos logo antes que nós desmoronemos em lágrimas! TÁXI! – Parou um táxi na nossa frente assim que eu gritei, e eu me senti a Lindsay Lohan na parte do filme Just My Luck que ela recupera a sorte. Entramos no táxi e mostramos o papel pro homem levar-nos ao nosso destino final ‘a nossa nova casa’... ‘e vida’!
CAP 05.
Chegamos ao nosso flat e ao abrirmos a porta do apartamento, nossos queixos foram parar no chão, eu só digo que não foi parar no andar de baixo, porque vocês iam me chamar de idiota.
- Caraaaaca - falou, já que eu não consegui falar nada.
- Caracaaaa parte dois! – Soltei depois de um silêncio. A sala era enoooorme com uma TV de plasma de um milhão de polegadas (N/A: Isso foi um exagerinho, colegas! OSAOPSOPAOPK), dois sofás brancos, um na frente e outro do lado da estante da TV, tinha home theater, DVD, um micro system, aaaaah, pena que estávamos num apartamento, senão ia rolar McFLY no último volume a madrugada toda.
- Aii, vamos ver meu quarto! – disse isso e saiu correndo no corredor – AAAAAAHHHHHH – Eu gritei e arregalou os olhos.
- OH MY GOD! O MCFLY TÁ NA MINHA PAREDE! – A parede tava pintada com as carinhas lindas deles e ia do teto até a cabeceira da cama, tipo do tamanho da parede mesmo, e no resto das paredes tinhas os outros pôsteres das demais banda que nós idolatrávamos, CD’s, DVD’s, uma cama king size com um edredom de zebrinha, um guarda roupas enorme, com as portas abertas prontinho pra despejar as roupas lá, uma mesinha com um laptop, um puf rosa do lado dessa mesinha e uma porta que eu julguei ser o banheiro.
- A tia pensou em tudo, caraaa! – Falei com os olhinhos brilhando.
- Pode falar, minha mãe é foda, vamos ver o seu quarto agora! – falou e eu ri com o comentário.
- Foda é apelido, meu bem! – Falei arqueando a sobrancelha e a seguindo.
Bom o meu quarto era quase igual ao dela, o que mudava era que o quarto era roxinho e o dela rosa, o edredom, que era da pucca, porque a tia sempre soube da minha paixão por essa bonequinha (N/A: desculpa se alguém não gosta dela, eu amooo aquela bonequinha *---*), um computador na mesinha, no caso dela era um laptop, o meu puf era roxo e a parede tava do mesmo jeito, tinha a carinha do McFLY na parede, igual ao dela, acho que pra não ter briga. – É bom ser bem de vida, não? – Falei arrancando uma risadinha dela.
- É sim, e muito! – falou saindo do quarto e indo pra sala e eu no seu encalço.
– Aii, caraa, tô morta de cansaço! – Falei me jogando no sofá – Uii, é molinho esse sofá! – riu e se jogou no outro.
- É mole mesmo! – Olhei com uma cara pervertida pensando besteirinhas – O SOFÁ! – Ela consertou vermelhinha e eu gargalhei.
- Pervertida! – Ela falou baixinho, mas eu ouvi.
- Vamos ver o que se passa na TV de London? – Falei arqueando a sobrancelha. acenou com a cabeça freneticamente. Liguei a TV e estava passando...
- AAAAAAHHHHH!!! FIVE COLOURS IN HER HAIR, QUE LIIIIINDO! – Falei vendo os quatro garotinhos mais lindos do planeta aparecendo na TV, e cantando...
- … And now she's just a weirdo with no name. Everybody wants to know her name. How does she cope with her new found fame? Everyone asks me, Who the hell is she, That weirdo with five colours in her hair. - Eu e cantamos alto e subimos no sofá, a pena era que a gente pegou o clipe no final.
- AAAAAAH, ACABOU! – falou fazendo bico.
– , sabe se tem comida na dispensa?
- Iiiih, sei não, vamos ver! – falou puxando-me pela mão.
- Ai, Deus, eu tô cansada e a tia nem pra mandar comida pra gente, eu não acredito que ela vai fazer a gente ir no mercado agora! – Olhei a dispensa VAZIA.
- É, prima, a gente vai ter que ir no mercado mesmo, ainda bem que é perto daqui!
- A gente podia dar uma passadinha na Starbucks também, né? – Falei com os meus olhinhos brilhando – Tomar aqueles cafés que no Brasil não têm igual! HUUMM! – Falei me deliciando em pensamento com aqueles cafés deliciosos.
- É, a gente pode passar lá, sim! Então, vamos!? – falou pegando as chaves da nossa nova casa.
- Vamos! – Falei me levantando da bancada da pia, é, eu estava sentada lá, a cadeira tava muito longe hahaha. Andamos um pouco admirando a paisagem de Londres, e chegamos ao mercado que havia perto da nossa casa.
- , faz assim, você vai pegar as pizzas congeladas e eu pego os miojos! – Falei arqueando a sobrancelha.
- Ook! – falou. Dei as costas pra ela e fui em direção às massas, peguei uma montanha de miojos, claro, porque a gente queria sobreviver até a nossa querida tia chegar, e sabemos que eu e a somos uns desastres na cozinha, por isso as pizzas congeladas e os miojos, são mais práticos para os furacões chamado e na cozinha. (N/A: Minha mãe sempre disse que eu vou sobreviver disso quando eu for morar sozinha OPKSAOPKSOPKA). Compramos algumas bebidas, como alcoólicas, refrigerantes, sucos e etc... Passamos no caixa, pagamos tudo com o cartão que a tia deu pra gente antes de embarcarmos. Passamos na sorveteria que tinha ali perto, compramos um pote de sorvete napolitano de dois litros e fomos embora. Chegamos em casa e estocamos a comida, pegamos o sorvete, duas colherinhas de sobremesa, sentamos no sofá e ligamos a TV, que pra nossa sorte (ou destino), tava passando Just My Luck, e dessa vez não pegamos no final, tava na parte que a Ashley tava conversando com o Antonio, mostrando a Peggy na festa.
- Ai, ai, quem vê a Lindsay Lohan nesse filme, fala que ela tá glamorosa assim até hoje, você viu como ela tá acabada? – perguntou, virando pra mim.
- Vi sim, ela tá, tipo, muuuuuuito magra, acho que efeito das drogas e bebidas! Whatever, eu nunca gostei dela mesmo! – Falei me virando pra TV novamente.
Assistimos o filme, olhamos no relógio e já eram sete e meia da noite.
CAP 06.
- Ai, to morrendo de sono! – Falei e arregalou os olhos.
- Meu Deus, você dormiu a viajem inteira e ainda ta com sono? – Concordei com a cabeça.
- Culpa da noite anterior à nossa viajem, eu fui dormir tarde, pensando em tudo isso aqui! – Falei, me dirigindo à varanda que tinha na sala. Como o nosso andar era uns dos últimos, dava pra ver um pedacinho de Londres. Olhei para a paisagem e meus olhos lacrimejaram – Quem iria imaginar que pedidos de aniversário se realizariam? – Falei e deu risada – Eu podia ter pedido pro ir pro Brasil, me encontrar na esquina e se apaixonar a primeira vista!
- Ai, , sua imaginação é tão fértil! Por isso você só tirava dez na matéria de Educação Artística... – falou, gargalhando da careta que eu fiz – Por que ta fazendo careta, criatura?
- Hum? – Falei, saindo do meu transe
- Cara, você me dá medo! – falou, voltando pra dentro do flat. É... Às vezes eu começo a fazer careta do nada, isso é um problema de genética, minha mãe também era assim, ai, minha mãe! Que saudades dela, e do papai também, só de me lembrar disso eu fico triste e começo a chorar.
- ? Que foi? Por que você ta chorando? – voltou pra varanda. Provavelmente ouvira meu soluço. Eu disse que chorava quando eu lembrava dos meus pais.
- Lembrando dos meus pais, pensando em como eles devem estar agora... Será que eles estão felizes em saber que meu sonho se realizou? – Perguntei, olhando pro céu, e vi que duas estrelinhas brilhavam mais do que o normal.
Pra quem já sacou, ou pra quem não sacou ainda, meus pais morreram num acidente de carro, quando eu tinha uns 6 anos, quase fazendo 7.
FLASHBACK ON
- ! Você não sabe o que aconteceu? – chegou com os olhos vermelhos e inchados e vi que tia Betty corria atrás dela.
- , para, deixa que eu falo. , meu amor, você ta bem? Melhorou? – Eu tinha desmaiado no hospital quando vi meu papai e minha mamãe na maca. Então o médico pediu pra tia Betty me levar embora, era uma cena muito forte pra uma menina de seis anos: ver seus pais, cheio de fios e com aquelas máscaras de oxigênio. Concordei com a cabeça pra afirmar a pergunta da tia se eu tava melhor. – Então, , você vai ter que ser forte, seu papai e sua mamãe não agüentaram os machucadinhos que eles levaram com o acidente e...
- Então eles vão voltar pra casa e a gente vai cuidar deles? – Perguntei, com esperanças. Apesar de ser uma criança, eu sabia o que significava aquela frase ‘Você vai ter que ser forte’.
- Não, meu amor, mamãe e papai não vão voltar pra casa, agora eles estão em outro lugar, acho que muito melhor do que aqui. – Tia Betty me pegou pela mão e me levou pra janela – Sabe aquelas duas estrelinhas que você ta vendo ali? – Ela apontou e eu vi que elas brilhavam muito mais do que as outras. – São eles, meu amor, eles não estão mais aqui fisicamente, mas no seu pensamento, no seu coraçãozinho, e quando olhar pro céu e vir duas estrelas que brilham sem parar, pode ter certeza que são eles olhando por você. Eu e a não vamos deixar que nada aconteça pra você, entendeu? A gente te ama muito! – Tia Betty finalizou me abraçando. Nessa altura eu já chorava alto no ombro da minha tia. Papai e mamãe me deixaram, como diz a tia Betty, fisicamente e eu não sabia que perder duas pessoas que você amava mais do que sua própria vida doía tanto. chegou perto de mim e me abraçou também.
- Priminha, não fica assim, eu te empresto minha mamãe pra você! Só não empresto um papai, porque aquele besta abandonou a gente. – Eu ri com o comentário dela. Apesar de estar abalada pela perda, eu sabia que eu tinha duas pessoas do meu lado que saberiam me fazer sentir bem.
FLASHBACK OFF
- Own, , é claro que eles estão felizes, eles teriam e tem orgulho de você. Aonde quer que eles estejam, eu tenho certeza de que o tio ta falando ‘ESSA É A MINHA GAROTA!’ – Luana me abraçou de lado e fez uma voz de homem me fazendo rir.
- É, você tem razão – Enxuguei as lágrimas - Mas papai não tinha uma voz assim. – ri – Bom, vamos dormir, amanhã quero acordar cedo pra gente fazer um tour por essa cidade maravilhosa! – Falei, já me recuperando das memórias.
Ok, vamos! – falou, me puxando pra dentro de casa e fechando a porta da varanda.
Fomos cada uma pro seu quarto, colocamos os nossos pijamas e pegamos no sono rápido, afinal, no dia seguinte teríamos nossa tour por Londres...
CAP 07.
- Cara, por que a gente não veio pra cá antes? – Falei, olhando pela janela do táxi as ruas iluminadas de Londres. Já tínhamos feito nossos passeios: passamos pelo London Eye, Big Ben, Museu de Cera Madame Tussaud, Museu Britânico, Palácio de Buckingham, Museu de Londres, Hyde Park e Tower Bridge. Estávamos cansadérrimas, tava até tirando um cochilo ao meu lado – Hey, , acorda, chegamos.
- Já?
- Ai, Deus! Você dormiu praticamente do centro até em casa, quer que o taxista te leve até o nosso AP? – Falei, olhando pro taxista que olhava com um sorrisinho no rosto pra .
- Credo! Não, muito obrigada, eu sei andar sozinha! – falou, emburrada e saiu batendo o pé do taxi. Juro que vi um desapontamento no coitado do taxista. Tadinho! Chegamos no flat e eu me joguei no sofá e comecei a rir.
- Que foi, louca? – saiu da cozinha perguntando o por que de eu estar rindo daquele jeito.
- Cara, você nem deu uma chance pro coitado do taxista!
- Ah, vai pra bosta quadrada na privada, ele tem a idade pra ser meu avô! Se fosse o dono de uma empresa multimilionária, ai sim, mas é só um velho tarado que deve estar anos sem sexo.
- , sua louca, olha o que você fala! – Ri mais ainda.
- Cara, to morta de cansaço, andamos a cidade inteira, né? – falou se jogando no outro sofá.
- É, temos que aproveitar antes que a tia chegue e mande a gente ir trabalhar pra comprar nossos miojos..
- É, amanhã vamos fazer o quê?
Hum, poderíamos ir pra algum pub da cidade? – Falei, arqueando a sobrancelha estilo Judd.
- Hum, podemos sim, mais antes temos que fazer uma comprinhas, não temos roupas pra esse tipo de ‘passeio’.
- Ih, é mesmo! Amanhã a gente vai ao shopping e compramos algumas roupitxas...
- Ta, mas agora vamos dormir? – falou e, em seguida, bocejou.
- Pode ir, vou assistir um pouco de TV, antes de ir pra cama.
- Ok então, boa noite, prima.
- Pra você também. – Mandei beijinhos no ar pra ela que retribuiu – Bom, vamos ver o que se passa na TV agora.
’O baixista Dougie Poynter soube essa tarde que estava sendo traído pela sua namorada Frankie Stanford, bom... Agora é ex-namorada, right? E vamos às noticias das novelas... [N/A: ‘NOTICIAS DAS NOVELAS’, minha irmã quase me bateu quando leu isso ospaopkspokaopsaopk]
- Caralho, que vadia, quem ela pensa que é pra trair o ‘sexy little boy’? Ai, mas se eu encontro ela na rua, pode se considerar morta ‘Frankie Vaca Stanford’. Depois dessa noticia vou até dormir, passar raiva dá rugas. – Fiz minha higiene bucal antes de cair na cama e dormir. No dia seguinte, acordei nove e meia da manhã, levantei, passei pelo quarto da , vi que ela babava no travesseiro e resolvi me trocar pra ir à Starbucks pra comprar alguns muffins e capuccinos, coloquei uma calça skinny e uma blusinha branca e um all star. Simples, só ia ali e voltava logo. Saí e deixei um bilhete na geladeira caso acordasse.
Estava andando pela rua e parei numa banca de jornal. Acho que era a notícia do ano ‘Dougie Poynter e Frankie Stanford separados por uma traição’, vagabunda, ela só queria o Dougiezinho pra fazer fama pra bandinha dela. Uff, que raiva.
Cheguei na Starbucks e pedi os muffins e os capuccinos, voltando pelo mesmo caminho, passei longe da banca pra não ver aquela revista de novo. Quando cheguei em casa, tava assistindo TV no sofá.
- do céu, você viu o que aconteceu com o Dougie? – falou, arregalando os olhos.
- É, eu vi ontem à noite no noticiário, eu sabia que isso ia acontecer mais tarde ou mais cedo, ela não demonstrava o amor por ele, só queria a fama e o dim dim.
- Cara, e eu a admirava tanto, achava bonita, uma boa cantora.
- As aparências enganam, . Vem comer, touxe muffins e capuccinos pra nós. – Falei, indo pra cozinha, com atrás de mim – Arruma ai os pratos e as xícaras que eu tiro do pacote aqui o nosso café.
- Ok!
arrumou a mesa e eu servi o café da manhã. Comemos, lavamos o que sujamos e fomos assistir um pouco de TV antes de irmos pro shopping comprar as roupas pra sairmos à noite.
- , vamos em qual shopping? – desviou a atenção da TV e me perguntou.
- Ah, no Westfield London, o shopping mais luxuoso de London [N/A: Este shopping existe, e é liiiindo: http://tinyurl.com/yalcs3v] ! – bateu palminhas igual uma foquinha, acenando a cabeça freneticamente – Então vamos nos arrumar?
- Vamos! – Fomos para nossos quartos e nos arrumamos, estava com uma saia jeans e uma batinha branca com uma bota de salto não muito alto e um sobretudo por cima preto, e eu com um shorts jeans e uma blusinha da Hurley preta e rosa e meu inseparável all star no pé. Fomos pro shopping naqueles ônibus de dois andares. Posso falar que é o sonho de qualquer pessoa andar naquele ônibus. Chegamos ao shopping. E que shopping! Quase não passamos da porta admirando a entrada daquele ‘estabelecimentão’, e quando entramos, os nossos queixos caíram, como vocês podem imaginar, compramos dois vestidos, um pra cada, duas sandálias maravilhosas e lanchamos na praça de alimentação que era maravilhosa, aliás tudo nesse shopping é lindo, vale a pena vocês conhecerem.
Pagamos nosso lanche e fomos embora, e isso já era umas 4:30 da tarde.
Chegamos em casa, comemos pipoca assistindo um filme qualquer que passava na TV e decidimos que era a hora de tomarmos nossos banhos e nos arrumar. Quem sabe nos encontramos os amores das nossas vidas, uh?
CAP 08.
Tomamos banho, arrumamos nossos cabelos, eu fiz chapinha e fiz uns cachinhos nas pontas, e fez um rabo de cavalo alto e com uns fiozinho soltos na frente, vestimos os nossos look’s que compramos no shopping (N/A: Look : http://i49.tinypic.com/34picmw.jpg e Look : http://i50.tinypic.com/103uz5u.jpg), pegamos um táxi e fomos para o pub que não ficava longe do nosso apartamento e, chegando lá, notamos que estava lotado...
- Caraa, olha isso, tá lotadasso! – falou arregalando o olho.
- Melhor ainda, mais gatinhos haha’! – Falei lançando um olhar pervertido pra minha priminha que deu uma risadinha.
Ficamos na fila por uns cinco minutos e entramos, dentro do pub, muita gente dançando, se beijando, escolhemos uma mesa mais no fundo do estabelecimento, sentamos e um garçom veio até nós...
- Olá, o que desejam? – Perguntou.
- Hum, eu quero um Sex on the beach e você, ? – Tirei a de um transe, e o que ela tava fazendo? Não tirava os olhos dos olhos do garçom.
- Seus olhos são lindos, sabia!? – falou de repente e eu abaixei a cabeça. – Hum, quer dizer eu vou querer o mesmo que ela! – Deu uma risadinha sem graça e começou a olhar pros lados disfarçando, o garçom deu uma risadinha e falou que já voltava com as nossas bebidas.
- Você bebeu antes de vir pra cá? – Perguntei incrédula – Cara, espera um pouco, parece que tá matando cachorro a grito. – Falei dando risada em seguida e recebendo um pedala.
- Sua besta, os olhos dele eram lindos, sabia? – mostrou língua pra mim...
- Sabia que quem mostra língua pede um beijo? – O garçom gatinho interrompeu nossa conversa. E repara na cena. que antes estava mostrando a língua pra mim, na hora que o garçom interrompeu ela olhou pra ele mostrando a língua, eu soltei uma risada escandalosa que fez os dois ficarem vermelhos.
- Obrigada! – Agradeci quando ele deixou as bebidas na mesa. – Cara, que comédia, isso vai pro meu twitter, eu devia ter tirado uma foto com você mostrando a língua pro garçom te dar um beijo. HAHAHA’ – fez um olhar sinistro na hora em que acabei de falar – Ah, qual é, priminha, vamos aproveitar nem que seja os garçons mesmo. – riu.
- Yeah, let’s go! – Falou erguendo os braços pra cima.
Depois de risadas, começou a tocar Telephone da Lady Gaga...
- Aii, caraa, a gente tem que dançar essa música! – Falei arrastando a da mesa.
- Vamos, vamos! – Ela concordou freneticamente, como se eu não soubesse que ela ama a Lady Gaga, uff...
Enquanto eu e a estávamos dançando na pista atraindo olhares, eu percebi que na área VIP estavam dois garotos olhando a gente.
- Disfarça, mais tem dois garotos olhando a gente da área VIP...
- CADÊ?? – gritou, onde mesmo eu coloquei a parte do disfarça pra ela?
- Aiiiiiiii, disfarça, sua jegue de carroça... Na área VIP lá em cima. – Aí não sei onde ela conseguiu disfarçar e olhou pra cima e viu os gati... garotos olhando a gente.
- Nossa, cara, se não fosse essas luzes piscando, eu juraria que conhecia aqueles dois!
- Ah, claro, como toda a cidadania inglesa que a gente conhece. – Fui irônica, a gente tinha se mudado não fazia nem uma semana e não conhecia ninguém. – Para de olhar agora e dança, minha filha! – Tirei o olhar da pra área VIP e continuamos a dançar.
Uns minutinhos depois e eu percebi que os dois garotos estavam vindo na nossa direção.
- Aiin, Jesus, me amarrota que eu tô passada, aqueles garotos estão vindo aqui. – Falei pra que arregalou o olho.
- Ai, Gosh! Como eu tô? Bonita? – me lançou um olhar 42 e eu fiz uma cara tipo assim -> ¬¬ <- pra ela.
- Tá, você tá bonita sim... – Na mesma hora que eu falei isso, um menino de preto abraçou pela cintura e carregou ela pro fundo do pub, apressadinho ele, não? Quero ver o que ela vai fazer se ele for feio e zaroio... Ri sozinha com esse meu pensamento, quando senti duas mãos na minha cintura... E um sussurro no meu ouvido.
- Sozinha, gata? – Confesso que me arrepiei um pouquinho sem querer.
- É, eu tava com a minha prima aqui, mas uma pessoa levou ela daqui, então podemos considerar que no presente momento eu me encontro sozinha.
- Bom, se depender de mim não tá mais sozinha, como é seu nome? – Ele falou ainda sussurrando no meu ouvido, e ok, eu confesso que conhecia aquela voz de algum lugar, só não lembrava da onde.
- , mais todo os meus amigos do Brasil me chamam de , ér, o que você acha de irmos pra mesa que eu e minha prima tava sentada, porque, tipo, já acabou a música e a gente tá aqui parado, sem fazer nada! – Falei e em seguida começou a tocar Wherever You Will Go do The Calling – Aiin, eu amo essa música! – Comecei a me mexer conforme o ritmo e senti que ele também começou a se mexer, na hora estava de olho fechado e nem vi o rosto da certa pessoa que estava comigo. Começamos a dançar e senti que ele me aproximou mais ainda dele e cantou no meu ouvido:
- If I could make you mine, I'll go wherever you will go! (N/A: Tradução: Se eu pudesse fazer você minha, Eu iria para onde você for!) – Congelei com a voz dele, parei de dançar na hora, só senti ele se aproximando de mim e tocando os meus lábios com aqueles lábios macios dele, começamos num beijo lento, que foi se aprofundando com os segundos que passava, o senti apertando a mão que estava na minha cintura, e comecei empurrá-lo de leve para uma parede que tinha ali perto da pista e estava sem aqueles pisca pisca, porque no centro da pista estava impossível enxergar com aquelas luzes piscando e eu queria ver o rosto do meu mocinho cantante, foi aí que eu tive a maior surpresa do mundo, eu estava beijando...
CAP 09.
- JAMES?? – Gritei, claro que com a música alta, ninguém ouviu meu berro.
- Eu mesmo, por que o espanto, gata? – Ah, vai tomate cru, por que o espanto, POR QUE O ESPANTO? Ele não quer que eu responda isso.
- OMG! Não acredito que eu tava beijando você! Cara, você é James Bourne!
Você é o carinha que tava olhando eu e a Luana da área vip! – Ele concordou com a cabeça.
- É! Eu e o Matt, que estar fazendo sei lá o que com a sua amiga.
- Não acredito! – Abri a boca – A tá com o Matt Willis?? – Ele concordou – Ai, que garota de sorte! – Sussurrei.
- O quê? – Ele perguntou.
- Nada, então vamos lá fora pra conversar, aqui tá muito barulho! – Ele concordou mais uma vez, e saímos de lá de dentro, por Jesus, ali não dava pra conversar mesmo, só se fosse por linguagem de sinais. Chegamos à entrada da boate e não tinha ninguém lá, só uns casaizinhos se beijando, mas nada que seja pornográfico!
- Então, como se sentiu beijando um dos caras mais cobiçados de Londres? – Er! Oi, cadê a humildade do garoto?
- Normal ué, não é só por que você é famoso que não deixa de ser um homem normal?
- Ah, qual é, milhares de garotas queriam estar no seu lugar, mas você foi a minha escolhida dentre várias garotinhas que estavam lá dentro da boate! – Ele foi chegando mais perto, deu uma mordidinha na minha orelha e sussurrou – Espero que você se contente com isso! – Arrepiei.
- É, dá pra me contentar! – Falei em tom de graça, tudo bem que era o James, mas ele já estava se achando demais, e eu odeio isso.
- Então, topa ir lá pro meu carro, pra, sabe, termos mais privacidade!? – Ele falou dando um sorrisinho de lado.
- Ah, vamos! – Ele se afastou de mim, não pegou na minha mão, e eu achei estranho isso, e fomos em direção ao carro dele, tinha uns fotógrafos ali por perto, mas nada que fizesse a gente sair correndo.
- Entre, madame! – Ele abriu a porta pra mim. Deu uma risadinha sem graça e entrei, vi ele contornar o carro pra entrar na porta do motorista.
- Então vamos aonde? – Perguntei curiosa.
- Pra qualquer lugar mais reservado. – Ele piscou de uma forma um tanto que maliciosa, bom, eu entendi assim.
Ele arrancou com o carro dali, e percorreu algumas ruas, passamos pela Starbucks que estava aberta e entramos numa rua sem saída, foi aí que ele desligou o carro e olhou pra mim.
- Vamos pro banco de trás, é maior, e nada atrapalha. – Ele começou a alisar minha coxa que estava descoberta em razão do vestido curto, e começou a me beijar de um jeito meio que agressivo, tipo, ele não tava assim na boate, ele passou pro banco de trás me levando junto, não sei como ele fez isso, só sei que num piscar de olhos estávamos no banco de trás do carro dele e ele, sinceramente, estava começando a me assustar, ele estava agindo de um jeito diferente, ele colocou a mão dele na barra do meu vestido e começou a levantar, e foi aí que eu percebi o que ele queria, tentei desviar a mão dele e como ele era mais forte, empurrou minha mão e então conseguiu chegar na barra da minha calcinha.
- James, o que você tá fazendo? – Disse ofegante.
- Ah, fala que você não quer o mesmo que eu, heim? – Ele disse olhando pra mim com um olhar maldoso, não sei explicar direito.
- James, para, você tá me machucando. – De fato ele estava apertando meu pulso e estava doendo.
- Ah, garota, se abre, não precisa ficar tímida só porque sou eu que estou aqui. – Ele estava abaixando as alças do meu vestido.
- James, para, eu quero ir embora! – Falei me desviando das mãos dele, por uns segundos, porque depois ele me agarrou de novo.
- Você não vai embora, eu sei que você quer isso tanto quanto eu! – Ele começou a beijar fortemente meu pescoço. – Como eu já disse, milhões de garotas queriam estar aqui...
- CHEGA! Eu não quero isso! – Bati o meu salto no joelho dele que contorceu de dor, aproveitei que ele me soltou e abri a porta do carro e saí correndo. Virei à esquina da rua que a gente estava, e me escondi atrás de um arbusto. Vi James virando a esquina, me procurando, ele ficou olhando pra lá e pra cá, e viu que não ia me achar, voltou pra rua sem saída, provavelmente pra buscar seu carro, minutos depois, vi ele virando a esquina e indo embora. Saí do arbusto correndo, com medo que ele me visse, e entrei na Starbucks que ficava ali pertinho. Mas com a minha pressa toda, nem percebi que tinha um homem saindo de lá, e esbarrei com tudo nele.
- Ai, moço, me desculpa... – Nem olhei quem era.
- Hey, você tá legal? – Eu conhecia aquela voz. Quando olhei pra cima, vi aqueles olhos azuis me fitando. Dois famosos na mesma noite era demais pra mim.
CAP 10.
- Ai, Deus, outro famoso na mesma noite pra mim não dá! – Eu disse olhando pro teto da Starbucks, como se tivesse falando com Deus, definitivamente, ele constatou que eu não tava bem. – Desculpa, , por ter esbarrado em você, e não, eu não estou bem, porque se eu estivesse bem eu ia te agarrar agora, ao invés de estar falando que nem uma gralha e pode me mandar calar a boca.
- Não, não vou mandar você calar a boca, mas o que foi isso no seu pulso, você foi assaltada ou coisa assim? – Ele perguntou pegando no meu pulso, e eu me arrepiei com o toque dele.
- É, quase isso, bom, foi ótimo conversar com você, mas eu preciso me sentar e beber um bom cafezinho pra esquecer o que me acabou de acontecer. – Desviei meu pulso da mão dele e entrei na Starbucks, sentei-me à mesa mais próxima que eu vi que estava vazia e senti que tinha alguém sentado na minha frente, era ele.
- Bom, você não vai me falar nem seu nome? – Ele perguntou olhando nos meus olhos, e eu, bom, quase desmaiei né, vamos combinar.
- Meu nome é e, bom, Deus e o mundo me chamam de , você também pode me chamar assim, garçom! – Levantei dedinho chamando o garçom.
- Hum, o meu você já deve saber, né, e acho que você é minha fã, não, por ter falado que iria me agarrar?
- É, um café bem forte, bem forte, ok! – Disse pro garçom e me virei pra ele – É, sou sim, por isso que eu disse que não tava bem, senão com certeza eu tinha te agarrado. Agora você pode agradecer por eu estar mal. – Dei uma risada sem graça.
- Que isso, só porque você está mal, eu não vou agradecer! – O garçom trouxe meu café – Então, não que eu seja curioso, mas o que aconteceu pra você estar assim? – Na hora que ele falou isso, eu me olhei num espelho que tinha perto da gente, e posso falar, gente, meu estado não estava bom, minha maquiagem estava borrada, eu estava com uma marca enorme no pescoço, pelo James-Idiota-Bourne ter me beijado tão forte, e meu pulso estava roxo.
- Não, imagina, você não é curioso! – Dei uma risada meio alta e ele ficou sem graça - Eu estava com um carinha numa boate aqui perto, e a gente se beijou e tal, aí ele pediu pra eu entrar no carro dele e eu fui, aí ele parou numa rua sem saída, me convidou pra ir pro banco de trás do carro dele e...
FLASHBACK ON
- Vamos pro banco de trás, é maior, e nada atrapalha. – Ele começou a alisar minha coxa que estava descoberta em razão do vestido curto, e começou a me beijar de um jeito meio que agressivo, tipo, ele não tava assim na boate, ele passou pro banco de trás me levando junto, não sei como ele fez isso, só sei que num piscar de olhos estávamos no banco de trás do carro dele e ele sinceramente estava começando a me assustar, ele estava agindo de um jeito diferente, ele colocou a mão dele na barra do meu vestido e começou a levantar, e foi aí que eu percebi o que ele queria, tentei desviar a mão dele e como ele era mais forte, empurrou minha mão e então conseguiu chegar à barra da minha calcinha.
- James, o que você tá fazendo? – Disse ofegante.
- Ah, fala que você não quer o mesmo que eu, heim? – Ele disse olhando pra mim com um olhar maldoso, não sei explicar direito.
- James, pára, você tá me machucando. – De fato ele estava apertando meu pulso e estava doendo.
- Ah, garota, se abre, não preciso ficar tímida só porque sou eu que estou aqui. – Ele estava abaixando as alças do meu vestido.
- James, pára, eu quero ir embora! – Falei me desviando das mãos dele, por uns segundos porque depois ele me agarrou de novo.
- Você não vai embora, eu sei que você quer isso tanto quanto eu! – Ele começou a beijar fortemente meu pescoço. – Como eu já disse, milhões de garotas queriam estar aqui...
- CHEGA! Eu não quero isso! – Bati o meu salto no joelho dele que contorceu de dor, aproveitei que ele me soltou e abri a porta do carro e saí correndo.
FLASHBACK OFF
- E foi isso!! – Disse com uma carinha que, com certeza, era de cachorro abandonado.
- Cara, não acredito que ele fez isso com você? Como era o nome dele? – Ih, agora ferrou, eu não ia falar que era o James, o conhece ele.
- O no... no... nome? – Ele concordou com a cabeça – É, é, James Conelly! – Inventei legal o nome dele, mas vamos combinar que eu não menti tanto assim, o primeiro nome era verdadeiro.
- James Conelly? Não conheço!
- Sua sorte! – O ruim é que ele conhecia e era, ou melhor (ou pior!), é amigo dele. Terminei meu café, e lembrei que eu esquecera minhas coisas na bolsa da , e só Deus sabia aonde essa menina estava agora. – Droga! – bati a testa na mesa, fraquinho, claro.
- O que foi? – perguntou.
- Esqueci o meu celular e minha chave na bolsa da minha prima, e sei lá onde ela tá agora.
- Vocês não saíram juntas?
- É, mas na hora que esse menino me chamou pra sair com ele, um amigo dele puxou a , sei lá pra onde. Como eu vou entrar no meu ap. agora? – Bati minha testa na mesa de novo.
- Ué, vamos lá pra minha casa, eu prometo eu não vou fazer nada com você! – Ele riu - Aí você aproveita e liga pra sua prima. – Fiz cara de pensativa.
- Ok, vamos, mas é só pra eu ligar pra ela e falar pra ela se ela deixou a chave reserva com o porteiro.
- Ok! – Ele beijou os dedinhos em sinal de cruz, aliás, ele pagou também o que eu consumi, óbvio, porque eu estava sem nada na mão, mas claro que eu prometi pagar a ele depois, éer, um pretexto pra ver ele de novo.
Saímos da Starbucks, entramos no carro dele e seguimos rumo à casa de um dos meus McGuys favoritos, e isso soa tão bem, haha’.
CONTINUA...
N/A: JESUISMARIAJOSÉAMÉM, desculpem pela demora de meio século pra att minha fic.
Eu tava trabalhando e fazendo um curso.
Quem tem a vida corrida sabe como é!
Espero que as festas de fim de ano foram ótimas, porq a minha fooi haha (666’
Então, em relação a fic, não vou deixar mais passar tanto tempo assim sem att...
I Promess!!
E hmmm, conhecer Harry Judd, depois de quase ser estuprada por James Bourne não é nada mal OSAOPSOPAOPSOKPAOKOAKP’
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Beejoo
Xx