e corriam no meio da floresta escura.

- Mas que merda, !
- O que vamos fazer? – dava um tiro no monstro que corria ferozmente atrás delas.
- Bem, tem balas de prata no carro, será que conseguimos chegar lá a tempo?
- Vai você, vou tentar destruí-lo.

saiu correndo para um lado enquanto foi para o outro, mas foi em vão. A fera corria enlouquecida atrás de , ela deu mais um tiro que não adiantou de nada, pois estava com sua arma de sal e isso não funcionava contra lobisomens. Quando avistou o carro, pegou as chaves e desligou o alarme, abriu a porta do seu Camaro preto com linhas azuis escuras, pegando um revolver com balas de prata. Assim que se virou, o lobisomem saltou em sua direção e então ela mergulhou por baixo dele, rolando no chão e dando três tiros no peito do animal que caiu.

- Mas que filho da mãe! – xingou quando viu que o animal tinha amassado a lateral de seu carro. – ! – chamou procurando a amiga que apareceu.
- Você esta bem?
- Não.
- O que aconteceu?
- Olha, ele amassou o precioso. – choramingou.
deu uma gargalhada com a reação da amiga.
- Tome. – jogou um revolver para a menina. – Vamos ver se tem mais.

As duas entraram novamente na floresta intensa em busca de mais algum lobisomem, mas não acharam nada. Assim que voltaram para o carro, elas viram um Chevy Impala 67 estacionado ao lado do Camaro.

- Vocês estão bem? – Sam perguntou, se aproximando das meninas.
- Agora acho que sim. – escondeu o revolver que estava em sua mão.
- Sam. – Dean o chamou em um canto.
- Olhe marcas de garras, acho que tem lobisomem na área. – Dean apontava para uma marca na arvore.
- Dean, acho melhor falarmos com aquelas meninas para elas irem embora e podermos dar uma olhada.
- Que meninas? – Dean perguntou, olhando ao redor e vendo duas meninas.

Ambas estavam meio sujas, estavam vestidas bem parecidas, com o cabelo preso em um coque, calça jeans, botas de couro mal amarradas por cima da boca da calça e casacos de moletom.

- Vou lá falar com elas. – Dean foi em direção delas. – Com licença, é que queria pedir para vocês irem embora, aqui é meio perigoso, sabe com é!
deu uma risada. – Acho melhor VOCÊS irem. – ela deu ênfase na palavra “vocês”.
- , eu acho que eles só querem ajudar. – falou se aproximando.
- Uhum, sei, resolve ai que não estou com paciência para turistas curiosos. – entrou no carro.
olhava atenta para aqueles meninos um tanto "estranhos''.
- Ok... Estávamos em uma aventura. - riu ela sem graça ao lembrar-se da atitude da amiga. - Mas o que é tão perigoso por aqui? - perguntou curiosa. Aliás, o que poderia ser de tão perigoso que ela não soubesse?
- É que estamos procurando... por... por... - Dean pareceu procurar a reposta nos olhos do irmão que nada disse - Por...
Foi à vez de Sam falar - Estamos procurando umas amostras...
Como não era idiota, viu que tudo o que eles queriam era uma desculpa, tratou de poupá-los do trabalho!
- Ok, rapazes, o que esta acontecendo que vocês dois estão tão confusos? - ela deu uma pequena risada, mas escutou sua amiga gritar desesperada: ", CUIDADO, ATRÁS DOS MENINOS!"- direcionou seu olhar ao lugar indicado e viu que Sam já tinha matado aquele lobisomem. correu na direção de , ambas olharam para Sam e Dean.
Dean tratou de dizer - Podemos explicar. - disse sorrindo amarelo, porem Sam tocou um de seus ombros e disse. - Somos caçadores. Estamos procurando por alguma pista de demônios, vampiros ou lobisomens.
gargalhou. – Vocês são loucos ou o que? – tentou desconversar.
- . – deu uma cotovelada na amiga.
- O que foi? Eu só estou perguntando o que é obvio.
Dean já se estressou - Ta vend,o eu disse que não era pra gente ir atrás das guardiãs.
e se olharam sem entendar o que o loiro havia acabado de falar.
- O que você disse? - perguntou.
Sam se manteve controlado, parecia que pensando em algo, em uma desculpa, mas nada vinha em sua mente! Disse vencido pela falha - Precisamos conversar e essa conversa não pode atrasar. Dean. - seu virou pro irmão. - Ligue para o John.
saiu andando e de repente se encostou bruscamente no carro, foi até a amiga.
- , . – Balançou a amiga que estava com o nariz sangrando.
- Vamos embora.
- Mas por quê? O que aconteceu?
- AGORA!
ajudou a amiga a entrar no lado do carona e foi indo para o lado do motorista.
- Aconteceu alguma coisa? – Dean veio em direção da menina.
abriu o vidro do carro.
- Se um dia você nos encontrar, finja que nunca nos viu… Ai. – disse colocando a mão na cabeça. – Não quero te ver na minha frente nem pintado de ouro… Merda! Vamos embora, .

Elas estavam procurando um lugar para se hospedarem. tentava a qualquer custo fazer a amiga dizer o que ela tinha visto.

- me conta! Tem haver com os meninos? Com o John? - sentiu a amiga se reprimir ao dizer o nome de “John”. - Temos que ligar para o Bobby!
- Não, para o Bobby não! O mais alto, ele sei lá, ele me mata.
- Quem? O Dean? - ohava a amiga confusa.
- Não. O outro com cara de bobo, como ele se chama… o Sam!
- Ele te mata? - estava mais do que confusa. - Temos que ligar para o Bobby... – ela pegou o celular no banco de trás.
- Não! – pegou o celular da mão da amiga e colocou em cima do painel. – É só mantermos distância deles.
olhou séria para amiga, parou o carro e disse: - , essas visões que você ta tendo, o Bobby sabe o significado delas, tem que me dizer o que viu!
- Não, ele não precisa saber de nada. Isso não vai acontecer. Você sabe que às vezes elas são falhas e turvas.
- Mas sei também que elas nos livraram de muita coisa! - olhou pra amiga meigamente.
- Não, se você ligar para o Bobby, eu não te conto mais nada. – disse, olhando pela janela.
- Tudo bem! - disse discando uns números. – Alô, John? - por mais que odiasse o John, tinha que pedir a ajuda dele.
- Mas que merda! Me de esse celular aqui. – voou em cima da amiga tentando pegar o aparelho.
- ! PARA DE GRAÇA E SENTA AI! - disse nervosa. - ME FALE O QUE VIU E EU DESLIGO.
- , eu juro que vou te matar! Eu não vi nada de mais! Eu já disse que a única coisa que vi foi ele me matando. – falou com raiva.
- Se eu descobrir que é mentira, eu acabo com você! – disse, ligando o carro e partindo novamente. Um clima tenso se formou e depois de uns minutos em silêncio. - O que você acha que aqueles dois têm haver com o "querido" John?
- Não sei. Para mim eles podem ir para o inferno e que não voltem mais. – resmungou com ódio.
da uma gargalhada – Ai ai ai... , só você mesmo! - disse ela, estacionando o veiculo em um motel qualquer, resmungando. - Não tinha um lugarzinho melhor não?
- Ué, você que escolheu esse e também só tem ele na cidade. – disse olhando no GPS do carro. – Vou pegar um quarto para nós.
pegou suas malas e foi para a recepção atrás da amiga, que já saia de lá com uma chave na mão. Assim que chegou ao quarto, colocou as malas em cima da cama e foi em direção ao banheiro.
- ! To com fome! Depois daqui vou comprar comida, quer ir? - se lamentava por não ter ido antes de chegarem, já que era muito preguiçosa.
- Só se formos a pé. Não quero andar com o precioso amassado daquele jeito por ai. – estava deitada na cama fitando o teto.
- Mas o precioso não vai amassar mais. – disse, saindo do banheiro envolvida em uma toalha.
- Ah, larga de ser preguiçosa. Vou tomar um banho e vamos.
- Tá, né. - ficou esperando a amiga.
10 minutos depois, já estava pronta, e elas foram caminhando até uma lanchonete.
- Dean, olha, são aquelas meninas. – Sam cutucava o irmão, que estava pegando o telefone da garçonete.
notou a presença nos irmãos Winchester. - , não quer ir a outro lugar? – disse à amiga, que não notou os rapazes.
- Não, gostei daqui. – foi se sentando no balcão. – Moço. – chamou o atendente, que veio em sua direção.
- O que vão querer?
- Bem, eu quero dois hambúrgueres com fritas e uma garrafa de Mate Leão. – pediu.
- Vou querer o mesmo, mas quero uma cerveja no lugar do mate. – pediu, sentando-se ao lado da amiga.
parecia receosa e tensa. - , tem certeza? - falou olhando os meninos que vinham na direção das garotas.
- Você é chata, hein. – reclamou , que ainda não tinha visto os rapazes
- Podemos nos sentar? – Dean perguntou com um sorriso malicioso no rosto.
- Claro que podem. - não iria ser deselegante e nem mal educada! Porém a fuzilou com o olhar.
- , me lembra quando voltarmos para o motel de te matar? – cochichou no ouvido de .
sussurrou ao pé do ouvido de - Queria que eu fosse mal-educada com eles?
deu um risinho irônico e respondeu no mesmo tom de voz para que os Winchesters não ouvissem. – Se você não sabe ser mal-educada, eu sei.
- O que vocês querem? – perguntou .
- ! - repreendeu .
- Não se preocupe, apenas queremos falar sobre aquela historia de Guardiã. - disse Sam.
deu mais uma risada. – Olha aqui, seu doido, você só pode estar pirando ou algo do tipo. Não quero saber dessa sua história de guardiã ou o que quer que seja. Bem, se é só isso que querem, podem ir embora.

Dean já estava ficando irritado com a menina, que praticamente zombava da cara deles.

- Olha aqui, garotinha, você vai nos escutar querendo ou não. – disse Dean pegando o braço de , que o fuzilou com os olhos.
- Dean, pega leve com ela. – Sam tentou fazer com que seu irmão se acalmasse.
- É, Dean, pega leve comigo. – deu um sorrisinho para o homem que segurava seu braço forte. – Agora faz o favor de tirar essas mãos sujas de cima de mim!
se enfiou no meio dos dois - Mas como vocês dois são infantis... Dean, é melhor não encostar nela de novo, é só um aviso!
- Ouviu né, Dam! Não encosta em mim de novo.
- É Dean! – corrigiu o próprio.
Sam observava tudo com uma cara de insatisfação enorme.
- Sam, fale logo o que você quer! - disse
- Queria falar com vocês sobre as guardiãs, mas não pode ser aqui.
- Então pronto, se quiser falar, vai ter que esperar nós comermos. – disse sorrindo.

Dean saiu andando para não falar besteiras para a menina que debochava deles.
Depois de meia hora, e saíram da lanchonete e viram Dean e Sam encostados no Impala.

- , me segura para não socar a cara do Dean.
- Por que você faria isso?
- Porque ele me irrita com aquela cara de quem se acha.
riu, e elas foram ao encontro dos meninos.
- Falem logo o que querem, porque estou cansada e com sono. – disse cruzando os braços e olhando para Sam.
- , eu juro que vou enfiar minha mão nada pequena na sua cara. - disse . - Vamos ver o que eles querem.
- Estou esperando. Fala logo, bestão. – se referiu a Sam.
deu um cutucão em .
Foi a vez de Sam falar. – Ok, é o seguinte. Precisamos que vocês venham com a gente.
deu uma gargalhada. – Está bem. No dia que eu for a algum lugar com vocês, pode me internar porque estou pirada.
- JÁ CHEGA! - gritaram e Dean ao mesmo tempo.– , VOCÊ VAI E NÃO SE FALA MAIS NISSO! - disse , autoritária, e virou-se para o Sam. - Aonde vamos?
- Olha aqui, , eu não estou afim de ficar escutando esses dois ai falando coisas que eu já sei… - tampou a própria boca e arregalou os olhos quando tinha visto que havia falado demais.
olhou para com um olhar fulminante e balbuciou. - , eu não acredito, eu não acredito!
- O que vocês sabem? – perguntou Sam.
- Sam, elas já sabem vamos deixar essas chatas aqui. – Dean falou se virando.
- Merda, merda, merda, merda, mil vezes merda! – xingou baixinho. - Espera ai ,Dean e Sammy, vamos conversar. Não é bem isso, sabe, o que eu sei é que tem algumas guardiãs por ai, é só. E pensei que iam falar isso. – falou, segurando o casaco de Dean, e fazendo uma cara de menina inocente e desentendida.
- Ah, eu acredito em você! - disse Dean caindo aos "encantos" da jovem.
- Dean! Olha pra cara dela! - Dean olhou. - Não está óbvio que é mentira? – Sam falou.
- Mas…
- Elas sabem de alguma coisa. Vou ligar pro John. – Sam pegou o celular no bolso.

olhou para , que foi em direção a Sam.

- Olha você não precisa ligar para ninguém, vamos com vocês em qualquer lugar que queiram e conversamos, o que acha? – perguntou, dando um sorriso encantador.
- Concordo. O que acha, Dean? – se virou para o loiro e deu um sorriso lindo também.

deu uma risada alta.

- Ok, venham conosco! - disse Dean, se dirigindo ao carro dele.
- Vamos no seu carro? - apontou .
- Vamos. O que, algum problema? - disse Dean, inferior.
- Nada que você pudesse resolver. - foram andando por uns 15 minutos, chegaram a uma casa meio abandonada e se depararam com John Winchester.

olhou para o homem e ficou meio apavorada pensando em um jeito de fugir dali.

- , olha, eu vou distraí-los e você foge. – disse no ouvido da amiga.
- E você?
- Eu me viro. Agora da uma porrada no meu nariz sem que eles percebam.
- O que, ficou louca?
- Anda! – deu uma cotovelada no nariz da amiga.- Porra essa doeu. – colocou a mão no nariz e viu que tinha dado certo, ele estava sangrando. Ela se ajoelhou no chão com a mão na cabeça e gritou simulando dor. Dean e Sam foram até a menina, enquanto disfarçadamente saiu andando e depois começou a correr.
- É um truque! – gritou John, vendo que tinha sumido.
se levantou, deu um chute no meio das pernas de Dean, deu um soco na cara de Sam e saiu correndo.
- Aquela vadia ela me paga! – grunhiu Dean no chão. – Sam, vá atrás dela!
olhou para trás e não viu ninguém, então parou de correr.
- Muito esperta você. – ela escutou uma voz e se virou.
- John. – foi a única coisa que ela conseguiu falar antes de desmaiar.

correu sem parar e depois de uma hora, chegou ao motel que estava hospedada. Ela se sentiu aliviada ao chegar ao quarto, mas sentiu uma imagem lhe tomar os olhos, e viu sua amiga ser levada por John. Não pensou em mais nada e saiu à procura dela, que só podia estar com os Winchesters nojentos. Saiu correndo e, a essa altura, já era de 1 da manhã. Ela chegou à casa e viu o carro do Dean; sua cabeça estava explodindo. Ficou a espreita da porta e ouviu as vozes de John, Sam e Dean; bateu na porta e quem atendeu foi o Sam. Sem pensar em nada, deu um poderoso soco em seu rosto, que o fez dar uns passos para trás, e entrou no quarto a procura de sua amiga. Encontrou ela amarrada e amordaçada em uma cadeira com sal em volta.

- ! - gritou antes de ser surpreendida com uma forte pancada na cabeça.
- Se vocês machucarem ela, eu mato um por um! – se debatia na cadeira.
- Cale a boca! – Dean gritou.
- Então vem calar!

Dean se aproximou.

- Não Dean. – John segurou seu braço.
deu uma risada. – O que vocês são? Por que obedecem a esse velho?
- Por que sou o pai dele, Dean e Sam são meus filhos.
- Espera ai, agora esta tudo se encaixando. O Bobby me falou de vocês. John eu não sabia que você tinha filhos. – disse, parando de mexer na cadeira.
- Da onde essa garota te conhece? – Sam perguntou ao pai.
- Esse miserável! – voltou a se debater na cadeira ao se lembrar de onde eles se conheciam. – John, eu vou arrancar a sua cabeça, fazer ela girar, seus olhos vão sair e depois disso vou te queimar! – gritou a menina com ódio.

Dean deu um soco na cara dela.

- Já disse para calar essa maldita boca, vadia!
cuspiu sangue em Dean. – Depois que eu fizer isso com o John, vai ser a sua vez, loiro. – Dean ia dar outro soco nela, mas Sam o impediu.
- Ela está possuída. – Sam disse, segurando o irmão.
- Que merda, eu já disse que não tem nada em mim!
- Então está bem, se não esta possuída, por que você não sai daí? – Dean perguntou.
- Se eu não estivesse amarrada, com certeza sairia daqui e daria uns bons socos nessa sua cara.

começou a se debater na cadeira e ficou com os olhos negros como a noite.

- Eu disse que ela estava possuída. – Sam falou pegando o diário de seu pai.
- Queridinho, o que você pensa que vai fazer? – o demônio perguntou ao Sam.
- Te mandar de onde veio.
Ele riu. – Que pena, se eu voltar de onde eu vim, voltarei para te buscar.
- Como ele entrou nela? – Dean perguntou ao pai.
- Não faço idéia, isso não era para acontecer. Tem alguma coisa errada.
- Claro que tem. – eles escutaram alguém entrando pela porta e atirando no peito de . – Ela não sou eu.

estava toda suja de terra e sangue e com a roupa de mais cedo.

- Esse troço me atacou quando eu estava no quarto do motel e me carregou para a floresta. – explicou , indo em direção à . – O que vocês fizeram com ela? – colocou a mão no rosto da amiga desmaiada.
- Olha quem está aqui conosco. – o demônio disse quando viu .
- Vai se danar!

começou a exorcizar o demônio e quando terminou, uma enorme nuvem preta saiu de dentro dele. Dean e Sam ficaram olhando a menina que havia acabado de fazer aquilo sem ao menos estar com qualquer livro de exorcismo em mãos.

- Você sabe exorcizar um demônio sem ler um exorcismo? – Sam estava incrédulo.
- O que é que tem? – a menina desamarrava a amiga. – , ei, acorda. – dava tapinhas de leve no rosto da menina.
- Hum, o que? ! – estava tonta da pancada na cabeça.
- Venha. – ajudou a amiga a se deitar em uma cama.

Dean estava quieto, só observando.
olhou para John.

- Oi. – disse ele.
- Oi. Quem são? – perguntou ela, olhando para Dean e Sam.
- Esse é Dean, meu filho mais velho e esse é o Sam, o mais novo. Meninos, essa é a .
- Já nos esbarramos, só não sabia os nomes. – explicou a garota, sentando na cadeira onde estava sua amiga. – ele estava atrás de Sam.
- Quem? – Dean se aproximou.
- O demônio, e ao que parece, acho que o metamorfo tinha feio um pacto com o tal. – respondeu .
- Mas por que usou você? – Sam estava encostado na parede a olhando.
- Não faço idéia. Tem alguma coisa para comer? – perguntou passando a mão na barriga. – Estou desde cedo sem comer nada.
- Sam, leve ela até uma lanchonete. – Ordenou John.
- Mas…
- Anda.

e Sam saíram.

- Pai, quem é essa menina? De onde você a conhece? – Dean sentou ao lado do pai.
- É uma longa história, pergunte a ela se quiser saber.
- Ela é uma das guardiãs. – Dean se levantou e foi para a janela.
- Eu sei, e essa ai também é. – John apontou para que estava dormindo agora.
- Pai, eu não entendo, o que elas têm de proteger? São apenas meninas.
- Não as subestime.
- Se fosse assim, aquele metamorfo não tinha pego a lá e nem tínhamos pego essa ai.
- Também não é assim, Dean.
- Então é como? É mais fácil eu e o Sam protegê-las do que elas a nós.
- Como que vocês descobriram delas? – John tentou mudar de assunto.
- Um amigo.
- O que ele disse?
- Falou que tínhamos que encontrar duas meninas, nos descreveu como elas eram e disse que eram guardiãs e que éramos para ajudá-las. – Dean ainda falava olhando pela janela. – O Sammy foi com o meu carro! – disse com raiva. – Se ele voltar com um arranhadinho que for, vou fazer o Sammy arrumar com a língua.

***

Sam e estavam em uma lanchonete não muito longe dali.

- Por que você não fala comigo? – Sam perguntou a garota, que estava sentada em sua frente.
o olhou e virou a cara.
- O que eu te fiz? Se foi algo de ruim, me desculpe. – tentou pegar a mão dela que estava em cima da mesa.
- Não encosta em mim.
- Tudo bem, só queria sabe por que tem raiva de mim.
- Por que acha que tenho raiva de você?
- Pelo jeito que fala comigo, como me olha e me ignora.
- Não é raiva.
- É o que?
- Medo. – ela olhou pelo vidro da lanchonete.
- Medo de mim? Eu não me surpreenderia de você dissesse que tinha medo do Dean, mas de mim?
- É. Você não teria medo de alguém que vai te matar? – ainda olhava pela janela.

Sam ficou confuso, se levantou e sentou ao lado da menina.

- , eu não tenho motivos para te matar. – Sam disse puxando delicadamente o queixo dela para que o olhasse.
- Eu já disse para não me tocar. – ela tirou a mão dele de seu queixo.
- Tudo bem, então olha para mim. – pediu ele.

se virou para ele.

- Eu não vou te machucar e muito menos te matar.
- Não foi isso que eu vi. – ela disse baixo, agora olhando para a mesa.
- Como assim você viu?
- Nada, Sam, esquece.
- Confia em mim. Por favor. – ele fez uma cara doce.
-Olha, Sam, não é nada. Sabe, eu nem te conheço para te contar essas coisas, e talvez não fosse você mesmo que eu vi. Estou meio confusa.
- Conta pra mim mesmo assim! Posso te ajudar. - ele sorriu.


Capítulo 2

- Está bem. Eu e você nos estávamos. Er… - disse , corando um pouco.
- Estávamos…? - disse ele a fim de uma resposta.
respirou fundo. – Estávamos em um banheiro, nos pegando, ai você bateu com minha cabeça no espelho, e minha visão ficou turva. Depois eu já estava do lado de fora, encostada na parede, e cacos enormes de vidro vieram em minha direção e me perfuraram toda. – ela torceu o nariz quando tinha acabado de falar.
Sam ficou constrangido. - Nossa… que interessante.
- Eu morro e você diz que é interessante? – falou irritada.
- Ah. Não foi isso que eu quis dizer. – Sam ficou sem graça.
- Ah, eu sou uma idiota mesmo. Sammy, sai daí que eu quero passar. – pediu se levantando e esperando o garoto se levantar também para lhe dar passagem.
- Não me chama de Sammy e não vou sair. Por que esse nervosismo todo? Foi apenas uma visão e isso não vai acontece. Fica ai.
- De duas uma, você sai daí por bem ou por mal. Anda, Sam.
- Me tira daqui então. – afrontou a menina.
deu um sorriso torto, olhou para o lado e deu um soco na cara do menino. – Eu já mandei você sair da minha frente, merda!
Sam se levantou lentamente, pegou os braços da garota e apertando-os, falou. – O que ha de errado com você?
- Errado comigo nada. Eu pedi para você sair da minha frente e nada, apenas dei meu jeito. – deu um sorriso amarelo.
- Você é estranha. - sorriu amarelo também.
- Se preferir pode chamar de “, a estranha”. Agora você pode me levar para motel para que eu possa tomar um banho e trocar de roupa?
- Se você preferir, não posso fazer nada.
- Vai me levar ou não no motel? Qualquer coisa eu peço carona para algum caminhoneiro bêbado.
-Tá, tá, vamos logo - falou abrindo caminho pra ela passar
- Ah, muito obrigada. – ela passou pelo garoto.
Sam levou até o motel e ficou no carro a esperando. Depois de uma hora, eles chegaram à velha casa onde estavam Dean, John e .
- Demoramos? – perguntou assim que entrou.
- Nossa, onde você estava? – viu que a amiga estava de banho tomado. – Acho melhor não saber.
Sam ficou sem graça e deu uma risada.
- , você acha mesmo que eu iria te trair com ele? – fez uma cara de desdém para Sam.
- Ah, bem, eu não sei. – nrincou .
Dean olhou para as duas como uma cara de tipo: “Como é que é?” e , que perceberam a expressão do tal, começaram a rir.
- O que foi? – Dean olhou para as duas.
- Nada, só que a sua cara foi engraçada quando falamos que éramos namoradas. Mas é brincadeira. – ria.
- É isso ai, eu gosto de homem e daqueles bem bons. – disse fazendo um movimento com as mãos.
- Não viemos aqui para vocês duas ficarem falando de homem. – John cortou logo o assunto.
- É. – concordou Sam, sentando em uma cadeira.
- Podem falar, estamos toda ouvidos. – se sentou ao lado de , que estava sentada na cama.
- Bem, nós temos que ficar juntos. – Dean se pronunciou.
- Como assim juntos? – estava meio confusa.
- Vocês duas são guardiãs, Sam e Dean têm que ajudá-las a não deixar que nada as aconteça. – John falou olhando para as meninas e depois para seus filhos.
- Ta legal que eu vou tem dois abestados atrás de mim e da . – deu uma risadinha irônica.
deu uma cotovelada na amiga.
- Você pára, não quero ninguém cheirando a minha bunda, nós também caçamos e não estou nem um pouco afim de gente na minha cola. – dizia meio irritada.
- É, mas não temos muita escolha. – Sam falou.
- É claro que temos. Não quero ficar perto de vocês. – se levantou e saiu da casa.
- Liga não, ela é meio anti-social. – tentava se desculpar pelo chilique da amiga.
- Querendo ou não, nós vamos ficar com vocês. – Dean falava irritado.
- Ele tem razão, não podem ficar sozinhas. – John dizia.
- Tá, vou tentar convencê-la. Só um minuto.
foi atrás da amiga, que estava na varanda conversando com alguém e se escondeu para escutar a conversa.
- Cass, sabe que não quero gente atrás de mim. – estava encostada na parede.
- Mas você não tem escolha, você tem que proteger Sam, eles estão atrás dele, sabe disso e não é à toa que vocês são guardiãs.
- Mas que droga, Cass! Sabe que o Sam vai me matar de qualquer forma e não quero ficar perto dele.
- Já disse que ele não vai te matar, pare com essa paranóia e também tem a para te ajudar.
- Olha, se eu morrer, irei voltar para puxar o seu pé. – disse a menina brincando.
tentava ver com quem ela falava, mas estava escuro de mais.
- Tudo bem, se você morrer dou um jeito de te trazer de volta. OK? – perguntou o homem.
- Não quero que ninguém me traga de volta. – falava agora com uma voz muito triste.
- Depois nós resolvermos isso. O que interessa agora é que você e a vão ficar na cola dos Winchesters.
- Você vai me pagar caro por engolir aqueles dois! – brincava de novo.
se escondeu quando viu sua amiga voltando. entrou no quarto que os homens estavam.
- Está bem, eu vou ficar de olho nas donzelas. – falou olhando para os homens e vendo que sua amiga não estava. – Cadê…
- Eu disse que a convencia. – falou atrás da amiga que se virou para olhá-la e estava com uma expressão estranha.
- Sabia que você ia conseguir. – Dean sorriu maliciosamente para .
- Se as meninas não se incomodam, estou a fim de ir para o motel e dormir, tipo assim, umas 12 horas sem que ninguém me incomode, tudo bem para vocês? – perguntou com um sorrisinho cínico no rosto.
- Você costuma ser irritante assim o tempo todo? – Dean a encarava.
- Não, só quando quero te irritar.
- Estou vendo que isso não vai dar certo. – disse olhando para os dois que se fuzilavam com os olhos.
- É só esse molequei ai… - foi interrompida por Sam.
- Er… Acho melhor nós irmos então. – tentava parar a discutição que iria começar.
Eles voltaram para o motel sem falar nada, e foram para seus respectivos quartos, Sam e Dean arrumaram um para eles.
Às 9 da manhã, escutou alguém abrindo a porta do quarto e tacar uma faca que acertou o batente da porta.
- Own. Está tentando me matar? – Dean entrou no quarto junto com Sam.
acordou com o barulho.
- Eu disse que queria dormir 12 horas sem que ninguém me perturbasse, o que querem? – grunhiu a menina que agora estava sentada na cama.
- Queremos apenas conversar. - Sam olhava a faca fincada no portal.
- Rapaz, você vem com esse papo de que quer conversar 9 da matina, está doido? – o encarava com cara de poucos amigos.
- Queremos apenas te apresentar um amigo nosso. - dizia Dean com cara de emburrado. - Entra Cass. – o homem entrou. - Esse é o Castiel. Castiel essas são . - disse apontando para a mesma. - e .
- Olá. – disseram as duas meninas ao homem.
- Vou tomar um banho e sair para comer algo. – se levantou e foi para o banheiro.
- Que anti-social. - Dean usou as palavras de da noite anterior.
- Ela sempre foge. - Sam já estava começando a estranhar isso.
- Vou lá falar com ela. – Castiel disse caminhando para o banheiro.

Quando Castiel abriu a porta do banheiro recebeu um balde de água na cara.
- Esse amigo de vocês é tarado ou o que?! – gritava de dentro do banheiro.
- , quer manter nosso contato em segredo? - dizia ele ignorando o que a ela tinha acabado de dizer.
o fuzilou com os olhos e o puxou para dentro do banheiro.
- Olha Cass, ninguém sabe nada sobre mim e quero que continue assim! Então por favor, não fale nada que me comprometa! – disse baixo para que ninguém a escutasse.
- Se você está pedindo, por mim tudo bem. – Cass saiu do banheiro e todos estavam o encarando.
apareceu por trás do box, aplaudindo a amiga. - Muito bonito! Parabéns. E eu que pensei saber tudo sobre você, .
- Mas que merda, ! O que você estava fazendo ai dentro?! Coisa feia escutar a conversa alheia.
- Não venha com graça, . - seu rosto estava totalmente inexpressível. – Por que não me contou que o conhecia?
- Porque não tem importância, que diferença faz? Sabe como sou, só não quero ninguém me fazendo um monte de perguntas que não vou responder.
- Ta bom, você quem sabe! - ela saiu do banheiro e se sentou na cama. - E então, Cass? - disse ela com ironia. - O que você é, um demônio também?
- Que isso, está louca?! – Dean a encarava. – Ele é um anjo!
- Um anjo, hein? - ela o encarava. - Ta então. O que você quer?
- Nada demais, só vim me certificar de que todos vocês estavam juntos e bem. – Castiel permanecia em pé olhando para cada um que estava no quarto.
- Engana que eu gosto, gato. – piscou para ele.
- Eu não minto, ao contrário de certas pessoas. Agora tenho que ir. – Castiel saiu do quarto.
- Não gostei dele. - dizia , olhando-o sair pela janela.
- Ele é gente boa. – Sam disse.
- E já me salvou. – Dean concordou.
- Ahan. - saiu para tomar um ar enquanto um clima tenso se formou lá dentro.
- Não entendo essas meninas. - disse Dean jogando-se na cama.
saiu do banheiro só enrolada na toalha ainda toda molhada.
- O bruta montes pode sair da minha cama? – o encarava.
- Não posso não, me tira daqui! - disse ele olhando maliciosamente pra garota e Sam estava constrangido.
- Então está bem. – foi até a mala dela, pegou a arma e deu um tiro que passou rente ao ombro do Dean. – Agora você pode sair?
- Não. - dizia ele insistentemente.
- Dean é melhor nos irmos. – Sam falou puxando o irmão.
- É Dean, é melhor você ir se não quiser levar chumbo.
Dean a olhava com cara de raiva, saiu do quarto e bateu a porta junto com Sam.
- Inconveniente. – reclamou assim que eles saíram.

***

Sam e Dean encontraram na lanchonete ali perto.
- Sua amiga é retardada. – Dean se sentou ao lado da menina.
- É que ela tem um péssimo humor quando acorda, depois você se acostuma. – deu um sorriso. – O que ela fez?
- Levantou fogo contra o Dean.
- Nossa. Isso ela nunca fez comigo. – ria.
- Você acha isso normal? – Dean olhava a menina com cara de espanto.
- Vindo dela tudo é normal.
Eles escutaram um barulho da porta da lanchonete se abrindo e viram com óculos escuros da Ray Ban com armação dourada, casaco, calça jeans, tênis e com fones no ouvido se aproximando.
- Quem ela vai matar? – Sam brincou.
- A principio, o primeiro idiota que perguntar. – respondeu.
Ninguém falou mais nada, assim que acabaram de comer algo, sumiu com o carro sem dar notícias.
- Já são 3 da tarde e a sumiu! – falava preocupada com o celular na mão. – E o telefone dela esta fora de área.
- Fica assim não, daqui a pouco a louca volta. – Dean tentou consolar .
- Só eu que posso chamá-la assim. – estava nervosa.
- Dean se esqueceu que temos que caçar lobisomens? – Sam perguntou assim que se lembrou.
- Eu e não achamos nada na floresta ontem, a não ser aqueles dois.
- Mas tem algo atacando a cidade e temos que ver se achamos.
- Esta bem. Então vamos. – disse concordando. – Não dá.
- Por quê? – Dean perguntou.
- Minhas armas estão no carro, o carro esta com a e a sumiu.
- Te empresto uma. – Sam falou saindo do quarto.
, Dean e Sam foram para a cidade procurar rastros, não acharam nada e voltaram para o motel às 10 da noite.
- Olha o carro! – viu o Camaro estacionado e impecável. – Eu acho que ela foi arrumar o carro.
foi correndo para o quarto e viu que a amiga estava no banho.
- Por que você não disse que ia arrumar o carro? Fiquei preocupada! – gritou entrando no banheiro.
- Relaxa, está tudo bem! – falou tranquilamente.
- Relaxar, não sabemos se tem mais lobisomens na cidade e você diz que esta tudo bem? Você podia ter sido atacada!
- Deixa de estresse, eu estava com as armas.
- É, eu sei, podia ter deixado pelo menos a minha! Saímos para caçar e tive que pegar a arma emprestada do Sam! – estava em estado de nervos.
- , calma, por que você não sai com os meninos e toma uma cerveja?
- , vai se fuder. – saiu e bateu a porta.
- Menina estressada.

***

Dean e Sam tinham escutado gritando do outro quarto.
- Daqui a pouco elas saem no tapa. – Dean comentou.
- Acho que não.
- É engraçado briga de mulher. – Dean ria.
- Pare de rir Dean, a coisa parece séria e você fica rindo.
- Você queria o que? A doida sai sem avisar e só aparece agora, merecia um esporo bem dado e uns tapas.
bateu na porta do quarto dos meninos.
- Está aberta. – Sam disse.
Ela entrou e se sentou ao lado de Dean.
- Vamos sair! – estava com uma cara péssima.
- Para onde você quer ir? – Dean perguntou.
- Qualquer lugar.
- Está bem, vá se arrumar que eu e o Dean também vamos.
Depois de 1 hora, Dean e Sam estava esperando do lado de fora. Eles viram saindo toda arrumada de salto alto, cabelo solto, com uma blusa branca de manga comprida decotada, uma calça jeans skinny e estava bem maquiada. Dean olhou e foi em direção a menina.
- Aonde você vai? – Dean perguntou se aproximando.
- Aonde eu vou não te interessa. – respondeu entrando no Camaro.
- Claro que interessa se acontecer algo, não iremos saber onde te encontrar!
o encarou. – Vocês já são bem grandes e sabem se virar sozinhos! – ela fechou a porta do carro e arrancou.
- Filha da mãe! – Dean xingou.
- Para onde ela foi, Dean? – perguntou.
- Ela não disse.
- Está esperando o que? Vamos segui-la! – Sam falou olhando para os dois.
Eles conseguiram alcançar .

***

- Merda! Se você a sua intenção era me assustar você conseguiu! – disse olhando para o banco do carona onde tinha um homem loiro de olhos verdes com um sorriso lindo.
- Me perdoe amor, não foi a minha intenção. Estava com saudades de você.
- Pensei que nunca mais te veria. – a menina estava com lágrimas nos olhos.
- É, consegui dar uma fugida.
encostou o carro no acostamento, olhou para o homem ao seu lado e o agarrou.

***

- Que estranho, por que será que ela parou? – perguntou vendo o carro no acostamento.
- Não sei, vamos ficar aqui olhando. – Dean disse.
Depois de 1 hora e meia de espera.

***

- Minha rainha. – o homem falou passando a mão no rosto suado de .
- Meu rei. – também passava a mão no rosto suado do homem.
- Eu te amo.
- Eu amo mais. Quando vamos nos ver de novo?
- Não faço idéia, nem era para eu estar aqui. Sabe como são as coisas.
- Não, eu não sei como são as coisas. Nunca sei de nada, ninguém me conta, por que você sumiu?
- Não posso dizer. – o homem disse com um olhar triste.
- Está vendo? Como você quer que eu entenda se você não me diz nada. – estava chorando agora.
- Minha rainha, não chore. Não posso dizer que um dia vamos voltar a nos ver, mas também não quero que você fique assim, por favor, não faça isso comigo.
- Como que você quer que eu não chore? Olha para mim, não tenho nada, não tenho mais ninguém e todos que eu amo se foram. Não sei por ainda estou vida, preferia estar morta.
- Não diga isso. Agora tenho que ir. Saiba que sempre vou te amar.
- Eu também sempre vou te amar.

***

já estava impaciente, nada acontecia.
- O que ela esta fazendo dentro do carro há uma hora e meia? – estava irritada.
- Eu que vou saber. Olha lá ela acendeu a luz interna. – Dean apontou.
- Vamos lá ver. – Sam já ia saindo do carro quando viu saindo do dela como se nada tivesse acontecido.
- O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou .
- Eu que perguntou, o que você esta fazendo aqui? – a encarava.
- Não interessa.
- Olha, , já estou cansada da forma que você esta nos tratando, não fizemos nada para você.
a encarou, depois olho para Dean que estava dentro do carro e Sam que estava ao lado de .
- Não pedi para vocês terem paciência comigo, não pedi para ficarem atrás de mim, se não esta satisfeita, sinto muito, se quiser para de falar comigo, pare, se quiser ir embora, vá. Não vou ficar sendo educada com quem eu não quero, não estou muito bem, acho que já deu para perceber; então, por favor, não fique gritando assim, quem passar pensará que você é doida.
não respondeu entrou no carro de Dean e bateu a porta.
- Você podia ter pegado mais leve com ela, a só estava preocupada.
- Sammy, não preciso que ninguém fique preocupado comigo, não quero ter laços de afinidade com ninguém, eu machuco as pessoas em minha volta e quando elas vão embora, eu fico sozinha de novo. Acho que já deu para entender o recado, né? – deu uma piscadinha para o homem que a olhava indignado.
- Faça o que quiser.
- Eu já faço. – voltou para o seu carro e foi embora.
Sam voltou para o carro e estava chorando.
- Quero ir embora, me leva de volta para o motel, Dean. – falou se deitando no banco de trás.
Eles voltaram e foi para o quarto.
- Vou lá falar com ela. – Dean falou indo em direção ao quarto.
- Você não acha que ela quer ficar sozinha? – Sam perguntou ao irmão.
- Eu não acho nada, vou lá falar com ela.
Dean bateu na porta do quarto, mas não respondeu, então decidiu entrar, viu que a menina estava no banho, ele se deitou na cama e esperou.
- O que você quer, Dean? – estava enrolada na toalha e parada na porta do banheiro.
- Ficar aqui com você. – Disse com um sorriso malicioso no rosto.
Dean se levantou, foi até e a beijou, passou a mão pela fina e delicada cintura da menina e a puxou para si.

***

- Fala ai, bonequinha. – um rapaz veio falar com .
- Fala ai, Jack, o que temos hoje? – olhava para o rapaz a sua frente: moreno, não muito alto, bem vestido, e com os cabelos arrepiados.
- Aquele cara ali oferece 5 mil. – Jack apontou para o cara.
- Esse é meu. – ela deu um sorriso.

***

Sam estava no quarto vendo TV pensando nas coisas que estavam acontecendo.

***

ainda estava de toalha, na cama com Dean. Eles se beijavam com tanta vontade que era incrível como não os faltavam ar; ela tirou a camisa do loiro e observou seu corpo perfeito, viu uma marca em seu braço, mas não quis perguntar nada para não estragar o momento. Dean arrancou a toalha da menina e aprecio seu belo corpo, ela beijava seu pescoço e ia descendo, deixando-a cada vez mais louca, e ela por sua vez arranhava as costas do garoto. não estava mais agüentando aquela tortura, deu a volta por cima dele, o prensou na cama, arrancou suas calças tudo mais que tinha direito e foi a vez dela de torturá-lo.

***

- Esse foi muito fácil, Jack. – falava com o dinheiro na mão. – Iludido que ia conseguir.
- Com você tudo é muito fácil, deve ter nascido com a bunda virada para a lua. – Jack ria. – Ah, tem mais 5 mil aqui seu. – ele entregou uma soca de notas para a menina.
- Ah, valeu mesmo cara.
- Eu não fiz nada, você mesma que conseguiu, só estou dando o que é seu por direito.
riu.

***

Dean também não agüentava mais e puxou para si, em movimentos brutos mais excitantes para ambos e que soltavam pequenos gemidos de prazer. Seus corpos suados deslizavam um no outro.

***

- Vamos para um bar? – Jack perguntou a menina.
- Só se for para beber, cair e levantar. – brincou a menina.
- Bem, se você cair encima de mim não vou reclamar. – Jack deu um sorriso safado.
- Não, deixa para a próxima então.
- Sabia que você só me enrola?
- Ah, não me diga?! – fez uma cara engraçada.
- É verdade. – Jack puxou a menina pela cintura e deu um selinho nela.
- Jack! Não faça mais isso!
- E por que não? Vai me dar uma chance?
- Outro dia, hoje não.
- Está bem. – Jack soltou .
- Sabe aquele convite para irmos a um bar?
- Sim.
- Eu aceito.

***

e Dean estavam ofegantes e se olhavam com um sorriso malicioso.
- Quero mais. – falou se deitando em cima dele.
- Você não cansa, menina? – Dean brincou.
- Seu fraco.
Dean agarrou garota, que não disse mais nada.

***

Sam havia pegado no sono com a TV ligada, quando acordou já era 8 da manhã e viu que Dean não estava no quarto.
- Esse meu irmão.
Ele olhou pela janela e viu o carro de chegando.

***

- Ai! – reclamava da intensa dor de cabeça.
Ela sentiu algo quente pingando em seu peito olhou no retrovisor e viu se nariz pingando sangue.
- Merda! Ai! – ela estava com a mão na cabeça e a outra segurava o volante com força.
Limpo um pouco o sangue do nariz com a manga cumprida de sua blusa branca. Assim que a dor parou, ela tentou limpar mais ou menos o sangue tinha caído em seu peito e saiu do carro.

***

Dean já estava indo para seu quarto.
- . – chamou ele antes de sair.
- Oi.
- Não fala para ninguém o que aconteceu ontem, tá?
- Uhum. – respondeu com um sorriso no rosto.

***

Sam viu a blusa de suja de sangue perto do peito e quando reparou mais um pouco viu que as mangas também estavam sujas. Dean entrou no quarto.
- Nossa, já esta de pé Sam?
- É. – ele falou saindo do quarto.
- O que aconteceu cara? – perguntou indo em atrás do irmão.
- , esta tudo bem? – Sam perguntou segurando o braço da menina.
- Acho que agora… Ai!
- O que está acontecendo? – saiu do quarto e viu a amiga suja de sangue. – Ai meu Deus, . – Foi em direção a ela.
- Vamos levá-la para o quarto. – Dean falou.
- Não precisa já está passando… Ai! Merda! – agora ela se segurou em Sam, pois estava meio tonta.
Sam a ajudou ir para o quarto.
- Senta aqui. – falou ajudando-a a se sentar na cama. – O que você viu?
- Como assim o que ela viu? – Dean perguntou confuso. – Ela está sangrando e você pergunta o que ela viu? Tinha que perguntar quem fez isso.
- Cala a boca. – falou colocando a cabeça entre os joelhos.
Depois de um tempo a menina já estava um pouco melhor.
- Era uma casa, tinha uma menina de 14 anos mais ou menos, a família dela estava em estados de nervos, eles não conseguiam ir para o segundo andar onde a garota estava. Ela gritava de medo, algo batia na porta do quarto, parecendo que ia derrubá-la a qualquer momento, e tinha uma parada na frente da porta que o impedia de entrar, não sei o que era.
- Mas o que? – perguntou.
- Nós conseguimos subir, assim quando entramos no quarto, a menina foi arremessada longe e nós também fomos.
- Alguma morte? – Sam perguntou.
- Dean. Tem uma hora que ele é arremessado e bate com as costas no estrado quebrado da cama que o atravessa.
- Você só pode estar brincando. – Dean andava de um lado para o outro.
- Onde fica essa casa? – observava à amiga.
- Maple Springs, NY.
- Vamos para lá. Vou fechar as contas. – Sam disse saindo do quarto.
- Vou arrumar as coisas. – se levantou e foi arrumando as malas.
- Também vou. – Dean saiu do quarto.
ainda estava sentada na cama.

***

Depois de duas horas na estrada, faltava metade do caminho. dirigia enquanto dormia no banco do carona. Seu celular tocou e ela acordou o atendendo.
- Alô?
- , sou eu Bobby, esta tudo bem com vocês? – perguntou o velho apreensivo.
- Até agora está, mas por que a pergunta? – olhava a amiga com cara de quem estava a fim de saber quem era.
- Por nada, onde vocês estão?
- Indo para Maple Springs. Tem algo lá?
- Se você está indo para lá já deve saber o que tem.
- Queria que você me respondesse. – falou com um tom irônico.
- Pelos presságios parece um demônio, ele quer deve estar atrás de Sam.
- Será? – a menina estava ficando preocupada.
- Só tomem cuidado. Vou tentar falar com os meninos.
- Eles estão conosco. Pode deixar que não vou deixar acontecer nada.
- Vocês estão com Sam e Dean? – perguntou surpreso.
- Bobby, o que esta acontecendo? – não teve a resposta à ligação foi cortada. – Merda! - ela tentou ligar de volta, mas nem chamava.
- O que esta acontecendo? – olhava a amiga apavorada.
- Para o carro! Temos que falar com Dean e Sam.
parou o carro no acostamento. saiu com o revolver na mão. Dean saiu do carro encarando a menina.
- O que esta acontecendo? – Dean encarava .
- Eu que pergunto! Se vocês estão aqui quem esta com o Bobby? Ou quem são vocês?
- , somos nós. – Sam tentava acalmar a menina.
- Como vou saber que estão falando a verdade?
- , abaixa essa arma. – pediu a amiga.
- O Bobby precisa de nós! – disse abaixando a arma.
- Vai demorar quase um dia para chegarmos lá. – falou.
- Vamos fazer uma coisa. Vocês vão atrás de Bobby e vou para Maple Springs salvar a menina. – falou indo para o carro e abrindo o porta-malas.
- Você não vai sozinha. – Sam foi atrás da menina.
- Você que eu não vou levar atrás de mim, esquece do que eu vi?
- Então o Dean vai. – Sam falou.
- Eu? Ficar perto dessa louca, ai? Nem pensar.
- Não temos muita escolha. – disse.
- Vamos em que carro? – perguntou .
- No meu, é claro. – Dean entrou no Impala.
- Vou acabar pegando tétano se eu andar nele. – brincou.
- Olha como você fala do meu menino. – Dean ficou nervoso.
pegou suas armas, algumas roupas, seu iPod, dinheiro e foi para o carro de Dean.
- toma cuidado com precioso, ta? Acabei de arrumá-lo.
- Pode deixar.
e Sam foram o mais rápido que podiam. estava com os fones no ouvido e Dean escutava AC/DC e cantarolava junto com a música. pegou no sono.

***

- O que a sua amiga tem? – Sam perguntou.
- Em relação a que?
- Essas visões que ela tem, o nariz dela sempre sangra quando ela vê algo?
- Desde quando a conheço, sim.
- E sempre acontece o que ela vê?
- Sempre. Algumas vezes conseguimos salvar as pessoas e até nós mesmas.
- Então ela já viu a morte de vocês antes?
- Não do jeito que ela viu agora. sempre vê alguma catástrofe e nós no meio, mas nunca sendo morta eu ou ela.
Sam ficou quieto.

***

- Gabriel! – gritou três vezes desesperada.
- Ei, acorda. – Dean a sacudia.
A menina gritava muito alto, acordou assustada e ofegante.
- Tudo bem? – Dean perguntou preocupado.
- Sim, só um sonho.
- Não parecia só um sonho do jeito que você gritava. Quem é Gabriel?
ficou pálida ao ouvir o nome.
- Ninguém.
- Como ninguém? Você gritou o nome do cara umas três vezes ai desesperada.
- Já disse que não é ninguém, Dean. – parecia nervosa.
- Tá tudo bem, depois você me conta.
não respondeu, olhou pela janela e viu que já tinham chegado à cidade.
- Entra naquela rua ali. – apontou a menina.
foi guiando o caminho até chegarem a uma mansão.
- Você disse que era uma casa. – Dean falou olhando a imensidão do lugar.
- Mas não deixa de ser, anda, vamos. – saiu do carro.
- Vamos chegar assim, batendo na porta e falando que vamos matar um demônio lá dentro?
- Não sei. Tem idéia melhor?
- Que tal esperarmos eles começarem a gritar?
- Dean!
- Ué, é só uma opção.
pegou sua mochila e colocou suas armas dentro e foi caminhando para frente da casa.
- O que você vai fazer? – Dean veio atrás da menina.
não respondeu só tocou a campainha. Uma mulher abriu a porta.
- Sim?
- Olá sou Meg, irmã mais velha de Frankie, amiga de sua filha. Ela pediu para trazer umas coisas da escola para ela.
- Ah sim! A pequena Frankie é um doce, e por que ela não veio com você? – a mulher perguntou com um sorriso no rosto.
Dean olhava com cara de idiota.
- Ela estava ocupada. Esse aqui é meu namorado, amor venha cá. – fez sinal com a mão e Dean veio.
- Prazer, Christian. – falou estendendo a mão para a mulher.
- Por favor, entrem, a Charlotte está na biblioteca. – disse a mulher dando passagem para que eles entrassem.
e Dean entraram.
- Vou chamá-la.
- Não precisa se incomodar, vamos lá falar com ela. – disse com um sorriso lindo no rosto.
- Tudo bem. Vou chamar a empregada para que os acompanhe. Rose.
- Sim, senhora. – viram uma mulher indo em direção a eles no hall.
- Acompanhem eles até a biblioteca, por favor?
- Claro, senhora.
- Muito obrigado. – Dean agradeceu a mulher.
Rose os guiou pela casa enorme até chegarem a uma porta dupla de madeira e a abriu.
- Com licença, Charlotte, você tem visitas.
A menina que aparentava ter uns 14/15 anos mais ou menos estava com um vestido branco que ia até as coxas, tinha o cabelo todo cacheado e ruivo, seus olhos eram azuis como o mar, seu rosto era cheio de sardinhas e não era muito alta.
- Olá. – disse, ela não tinha o menor jeito com patricinhas.
- Quem são vocês? – Charlotte perguntou.
- Rose, pode nos dar licença? – Dean pediu.
A empregada saiu e fechou a porta. olhou para a mesa e viu um livro aberto.
- Acho que já sei por que “ele” queria matá-la. – disse a Dean. – Olhe, a menina está mexendo com magia negra. – apontou para o livro.
- Devíamos deixá-la morrer.
- Quem são vocês?
- Aparentemente as pessoas que podem te ajudar. – falou se aproximando da menina.
- Fica longe de mim.
- Não vamos machucá-la. – Dean vinha atrás de .
- Já disse para ficarem longe. – foi arremessada na parede.
- Filha da mãe. – xingou. – Dean cuidado!
Dean foi acertado na cabeça e desmaiou.
- Está faltando gente, cadê o resto do esquadrão maravilha? – Charlotte ia em direção a , que deu um sorriso torto.
- Estão em algum lugar bem longe.
- Eu sabia que você viria até mim, minha querida. – a garota alisava o rosto pálido de .
- É muito feio ficar possuindo crianças inocentes, Lilith. O que você quer?
- Quero você, e Sam mortos.
se contorcia de dor.
- Está esperando o que para me matar?
- Seria muito fácil assim, quero me divertir um pouco. – Dean foi arremessado inconsciente para cima e caiu no chão com tudo.
- Pare com isso, ele não tem nada haver com essa história.
começou a tentar exorcizar Lilith, mas ondas de dor a impediam de continuar.
- Se você fizer alguma coisa com o Dean, eu te mato, sua vadia!
- Oh, que boca suja. Por que você não a limpa?
A boca da menina começou a sangrar.

***

teve uma visão de sua amiga presa na parede, sangrando pela boca.
- Sam, tem algo errado com e Dean.
- Como assim?
- Temos que voltar agora! – manobrou na estrada e dirigiu o mais rápido que pode.

***

Dean e estavam amarrados juntos pelos braços no lustre da biblioteca, ambos inconscientes.
- Vocês dois são tão patéticos. – Lilith estava sentada em uma almofada no chão olhando os dois corpos.
Dean acordou meio tonto e viu Lilith sorrindo para ele.
- Sua filha da mãe! – xingou ele se balançando na tentativa de se soltar.
- Coisa feia falando palavrões, Winchester. – a menina se levantou. – Vou pegar um pedaço de bolo. – Lilith saiu do cômodo.
- Ei, , acorda.
- Hum… O que? – estava tonta. – Que merda! Dean você esta bem?
- Acho que sim e você?
- Tirando o gosto horrível de sangue na boca, estou ótima. Vou tentar me soltar. – conseguiu se virar e deu de cara com as costas de Dean. – Vou ter que usar o seu corpo para subir.
- Tá.
A menina enlaçou suas pernas na cintura de Dean e se impulsionou para cima.
- Ei, toma cuidado ai onde você coloca esses pés.
- Foi mal.

***

O celular de Sam tocou.
- Alô. Bobby esta tudo bem?
- Agora está, onde você está?
- Voltando para Maple Springs, a disse que e Dean estão em perigo.
- Não, vocês não podem. Lilith está lá. Isso é uma cilada.
- O que? Bobby agora mesmo que temos que ir para lá, ela pode matar o Dean e a .
- Já falei com John, ele já está lá e você não pode ir. Ela quer te matar, Sam.
- Me deixa falar com ele. – pediu o telefone.
- A vai falar com você.
- Bobby, o que esta acontecendo?
- Lilith está em Maple Springs, mas você e Sam não podem ir para lá, John vai ajudá-los.
- Você esta ficando caduco, Bobby? Minha amiga vai morrer e você não quer que eu vá ajudá-la? – freou rapidamente quando viu uma mulher morena parada no meio da estrada.
- Ruby. – Sam disse saindo do carro. – O que você esta fazendo aqui?
- Impedindo que você se mate. Lilith quer você, Sam, e sabe disso.
saiu do carro e foi ate eles.
- Quem é ela, Sam?
- Essa é a Ruby. Ruby, essa é a .
- Oi. – falou dando um sorriso torto.
- Vocês não podem ir atrás de Dean, ele vai ficar bem.
- Como você sabe disso? – perguntou curiosa.
- Porque ela é um demônio.
- O que?! Por que você ainda não a matou Sam?
- Porque ela nos ajuda.
- E a chapeuzinho vermelho é minha amiga, conta outra Sammy.
- Não me chama de Sammy. A Ruby é gente boa.
não acreditava no que estava ouvindo.

***

conseguiu se soltar e a Dean também.
- O que vamos fazer? – perguntou.
Dean foi até a mochila da menina e pegou uma lata de spray, tirou o tapete do lugar e começou a desenhar o pentagrama. Eles escutaram barulhos de tiros vindo do lado de fora da biblioteca. foi ver o que era.
- Não! – Dean segurou o braço da menina.
- Continua a fazer o que estava fazendo ai, que vou ver o que é!
pegou água benta e arma de sal. Ela saiu da biblioteca e foi andando cautelosamente pela casa e escutou mais alguns disparos. Olhou e viu um homem de preto correndo com uma arma na mão, ela o seguiu.

***

- Não tenho tempo para ficar aqui batendo papo com demônios. – voltou para o carro. – Vai vir comigo ou não Sam?
- Não, vamos continuar indo para a casa do Bobby, ele também disse que éramos para ficar longe.
- Mas Sam, eles estão em perigo!
Ruby não tinha uma cara muito boa.
- Se servir de consolo para vocês, eu vou lá ajudar.
- Faria isso? – Sam perguntou.
- Tá Sam, agora vai para a casa do seu amigo.
Sam voltou para o carro e deu um sorriso para a morena que sumiu.

***

dava tiros em um demônio que tentou atacar o John.
- Como você sabia que estávamos aqui?
- Bobby me disse. Cadê o Dean?
- Está na biblioteca… - foi interrompida quando viu o loiro correndo pela sala. – Ele não sabe ficar quieto nem por um momento?!
e John foram atrás do loiro.
- Dean! – John o chamou.
- Pai. O que o senhor esta fazendo aqui?
- Pelo visto, salvando a pele de vocês dois. Vieram para o ninho de demônios sozinhos e sem armas que os matam.
- Eu trouxe o colt. – Dean mostra a arma.
- Temos que achar aquela vaca da Lilith. – falou.
- É, mais ela esta no corpo de uma criança.
- Não é bem criança, a menina já tem 15 anos. – John olhava para ver se via algo.
- Vocês vão ficar ia parados? – Ruby apareceu ao lado de Dean.
- Mas que merda, tinha que me dar um susto desses? – Dean reclamou. – Eu podia ter te matado.
- Quem é ela? – olha para a mulher.
- Amiguinha do Sammy. – Dean fez uma careta.
- Vão quer era minha ajuda ou não? – Ruby tinha uma cara de tédio.
- Onde Lilith esta? – John perguntou.
- No quarto da menina, segundo andar e está esperando vocês.
olhou para Ruby.
- Eu não acredito que o Sam é amigo de um demônio. – torce o nariz.
- É mais do que amigo. – Dean olhou para .
- Eca, eu não acredito que ele…
- Vamos ficar aqui falando sobre o que eu faço ou deixo de fazer ou vamos matar Lilith?
- Está bom, vamos. – saiu andando na frente.

***

dirigia inconformada.
- Não acredito que você fala com aquele troço.
- Ela me ajuda quando eu peço, o que você quer que eu faça? – Sam parecia meio nervoso.
- Mas Sam, ela é um deles e nos tínhamos que matá-la.
- Não temos. Tente ligar para de novo, para ver se ela atende.
- Já tentei, só chama e nada.
Sam ficou calado.
- Há quanto tempo você conhece a ?
- Ah, deve fazer uns 2 anos. – deu de ombros.
- Pensei que se conheciam há mais tempo. Como que se conheceram?
- Não. Ela estava caçando vampiros e eu a ajudei a matar os miseráveis. Depois disso viramos amigas e caçamos juntas.

***

Eles chegaram ao quarto e a menina estava deitada no chão.
- Onde ela está? – perguntou.
- Não sei, não esta mais no corpo da menina. – Ruby falou se aproximando.
- E para onde ela foi? – Dean pergunta nervoso.
- Não faço idéia.
Cada um foi arremessado para cada canto do quarto.
- Ruby. Ajuda o Dean, ela vai tentar matá-lo. – gritou para a demônia.
Ruby olhou para Dean e viu ele ser levantado pela parede.
- Ela vai jogar ele na cama. Não deixa!
Assim que falou, ele é arremessado nela, mas Ruby conseguiu mover a cama e o rapaz cai de costas no chão.
- Onde ela está?! – John gritou.
- Não sei. – e Ruby falaram juntas.
John tentou fazer um exorcismo, mas foi em vão, ele não conseguiu terminar. Dean pegou o colt para tentar matar Lilith.
- Onde ela está?
- Ela voltou para a menina. – Ruby falou presa na parede.
Quando Dean ia atirar, ele foi jogado na parede e o colt cai no chão. conseguiu se soltar e pegou o colt.
- Ei vadia, pega alguém do seu tamanho. – assim que foi atirar, Lilith saiu de dentro do corpo da menina.

***

Sam e pararam para comprar algo para comer.
- Para que estamos indo para a casa do Bobby mesmo? – perguntou.
- Ele precisa de nós.
- Mas ele ligou para você e parecia que estava tudo bem.
- Mesmo assim é melhor irmos checar.

***

Os quarto saíram da casa, Ruby e John foram embora.
- Dean, você está bem? – abraçou o homem.
- Estou, mas não aperta porque minhas costas estão doendo. – Dean retribuiu a abraço.
- Vamos almoçar e arranjar um lugar para descabeçarmos antes de pegar a estrada.
- Vamos.
Eles almoçaram e foram para um motel na saída da cidade.
- Um quarto com cama de casal? – a recepcionista perguntou.
- Não, pode ser um com duas camas de solteiro. – falou colocando o dinheiro no balcão.
A mulher pegou e deu uma chave ao Dean.
- Obrigado.
Eles foram para o quarto.
- Sabe, por que você não pode ficar quieto? Aquela hora que eu falei para você ficar na biblioteca, era para ter ficado, podíamos ter pegado ela.
- Olha bem para a minha cara e vê se tenho jeito de que obedeço à mulher.
- É se não fosse eu, você estaria morto, Dean Winchester. – disse irritada.
- Não foi você, foi a Ruby.
- Mas se eu não falo para ela, você estaria com um furo no meio dos peitos e morto! – começou a gritar.
- Não grita. – Dean estava com raiva já.
- Eu grito para ver se entra alguma coisa nessa sua cabeça oca.
- Olha bem como você fala comigo, garota.
- Não me chame de garota. E eu falo com você do jeito que eu quiser! – ela ainda gritava.
- Já falei para parar de gritar, se não… - o interrompeu.
- Se não o que Dean, vai me bater?! – ela falava irônica.
Dean empurrou a menina na parede e a beijou.
- Perdeu o juízo, Dean?! – ela o empurrou.
Ele não fala nada e a puxa pela cintura.
- Dean, me solte!
- Não. – ele a beijou novamente.
o empurrou mais uma vez.
- Nunca mais faça isso! – deu um sorriso.
Dean não falou nada, quando ele ia sair do quarto, ela o puxou pelo casaco, o prensou na parede e o beijou.

***

estava quase dormindo no banco do carona.
- Está dormindo?
- Não, só estou ensaiando para quando morrer.
- O que te fez virar uma caçadora? – Sam ignorou o que a garota havia acabado de falar.
- Bom, meus pais eram muito bons comigo, mas depois descobri que eles eram demônios, e eles começaram a agir diferentes em relação a mim! E então, depois que eles foram assassinados, eu decidi exterminar todos os demônios da face da terra. -disse ela com desdém.
- Nossa. Bela motivação. Você aprendeu tudo que você sabe sozinha?
- É claro, depois com a ajuda da eu fui me aperfeiçoando, mas eu nunca quis ser estorvo de ninguém e então praticamente tudo o que eu sei fui eu mesma que aprendi.
- Estou impressionado com você! Quantos anos você tinha quando aconteceu isso tudo?
- Nossa, que exagero. - olhava pra ele com uma careta. - Isso tudo o que? O descobrimento dos meus pais demônios ou o que eu sei hoje?
- Tudo. Quando foi que você descobriu e quando eles morreram?
- Descobri que eles eram demônios nos meus 13/14 anos e eles morreram com meus 15 anos.
- Bem nova. E a , sabe algo sobre o passado dela?
- A sempre foi muito restrita ao passado dela, não me lembro de muita coisa não. – a menina olhava pela janela.
- Mas ela te contou algo? Sabe, não achei nada sobre ela, é como se ela não existisse.
- Hum. - grunhiu, ainda olhando pela janela, não iria expor sua amiga assim.
- Tudo bem, se não quer falar não vou insistir.

***

Dean puxou seu cabelo vagarosamente, beijou seu pescoço e disse no seu ouvido: - Você é minha.
deu uma risada baixo: - Só por hoje, garoto. – ela o empurrou na cama e foi engatinhando por cima do rapaz, dando mordidas por cima do seu jeans até chegar a seu ouvido. – Vou fazer você implorar que eu pare. – a garota tirou seu próprio casaco e sua blusa em seguida ficando apenas com o sutiã preto.
Dean olha para menina e deu um sorriso de menino safado. – Quero só ver.


Capítulo 3

estava dormindo e Sam dirigia quando seu celular tocou; antes de atender, ele checou se a menina estava mesmo dormindo.

- Fala rápido. – Sam disse ao atender.
- Temos que nos encontrar, querido Sam. – Ruby disse do outro lado da linha.
- Estou indo para a casa de Bobby. – ele olhou no relógio. – Daqui há 10 horas devo chegar lá, ai te retorno.
- Ok. – desligou o telefone.
Sam olhou se mexendo no banco e guardou o celular no bolso.

***

Dean e já estavam nus e o garoto gemia alto quanto à menina se divertia o excitando cada vez mais. Ele, por sua vez, não agüentava mais e a puxou, colocando-a por baixo de si e investiu com tudo, o que fez ela gemer alto de prazer, e laçar suas pernas envolta delem o pressionado com mais força.

- Diga o meu nome. – Dean sussurrou no ouvido dela.
- Nunca. Ah! – arfou.
apertava o braço direito dele com força, chegando a cravar suas unhas nele.

***

acordou e viu que estava à noite.

- Faltam quantas horas para chegarmos? – perguntou.
- Deve faltar umas 9 horas mais ou menos.
- Quero dirigir.
Sam estacionou o carro e trocou de lugar com ela.

- Agora não vai mais faltar 9 horas. – disse rindo.
- Por quê? – Sam indagou meio confuso.
- Porque sou eu que estou dirigindo agora.

dirigia a mais de 200Km/h

- Nossa, uma mulher dirigindo a mais de 200km/h. – Sam falou quando viu a quantos quilômetros estavam.
- O que tem de mais? A dirige mais rápido que eu. Não sei o que ela arrumou com esse carro, mas ele anda muito, não entendo de motor, então não sei.
- Hum, interessante. Eu também não entendo muito.

***

deitou quase sem ar no peito de Dean, que por sua vez não estava muito diferente.

- Vou tomar um banho e vamos cair na estrada. – a garota disse se levantando da cama.
- Tá de brincadeira comigo, né?
- Não. Depois que eu tomar um banho, vou comprar algo para comer enquanto você toma o seu. – entrou no banheiro e fechou a porta.
- Ela só pode estar de brincadeira.

Depois de 10 minutos, já estava vestida e indo comprar alguma coisa para comer.

- Não demoro, quando voltar quero ver as coisas no carro e você dentro dele. – disse a Dean antes de sair.

Dean levantou e foi tomar seu banho. andava tranquilamente até chegar a uma lanchonete. Sentou-se no banco preto do balcão.

- O que vai querer, mocinha? – uma garçonete velha veio perguntar.
- Me vê 6 EggXBurgueres, 6 cervejas e uma garrafa de mate com limão, por favor. – pediu. – Ah, e 2 porções de batatas fritas.
- Sim, não demoro. – a velha saiu com o pedido nas mãos.

avistou um menino de longe e o reconheceu, se levantou e foi falar com o tal.

- Adam, Adam Milligan? – perguntou, se sentando na frente do menino.
- ! – disse ele ao reconhecê-la. – Há quanto tempo, por ande andava?
- Ah, por ai, você sabe. – deu uma risada. – O que faz perdido por aqui?
- Só tentando achar o meu pai, sabe como é. O John sumiu e não atende minhas ligações e fiquei sabendo que ele estava por perto, você não o viu por ai?
- Não, não, faz bastante tempo que não o vejo. Sabe que eu também não sou fã dele então.
- Com licença moça, aqui está o seu pedido. – a velha entregou a dois sacos, um com as bebidas e outro com a comida.
- Ah sim, obrigada. Adam, tenho que ir. Qualquer hora nos falamos. – ela se levantou da mesa.
- Nossa, isso tudo é comida para você? – Adam perguntou ao ver a quantidade que tinha.
- É, ando com muita fome. Tchau.

pagou e foi embora. Dean já estava dentro do carro, esperando a menina voltar.

- Encontrei seu irmão na lanchonete. – disse assim que entrou no carro.
- Meu irmão? – Dean estava confuso.
- É, o Adam.
- Do que você esta falando?
- É, eu? Nada não. Olha, trouxe cerveja e hambúrguer.
- Você não vai me enrolar, anda, fala logo, quem é esse Adam? – Dean começou a ficar nervoso.

então o beijou. – Não é nada, Dean, me confundi, só isso. Trouxe batata frita também.
Ele a olhou e deu um sorriso. – Mate com limão? Você toma isso?
- Tomo, por quê? Algum problema em eu não gostar de tomar cerveja e preferir um bom mate?
- Não, nenhum.
- Então vamos. – deu um sorriso.

***

cantava junto com a música que tocava no som. Don Omar – Los Bandoleiros.

- Você gosta disso? – Sam fazia uma cara estranha.
- E por que não gostaria?
- Por nada, acho que estou acostumado a só escutar as músicas de rock do Dean.
- Aquelas velharias? Ah, fala serio, Sam. Tá, não vou falar do gosto musical seu e do Dean.

Sam deu uma risada.

***

comia desesperadamente seu hambúrguer.

- Nossa, isso tudo é fome?
- É, nem me lembro a ultima vez que comi. Foi hoje de manhã ou ontem à noite? Ah, sei lá. – deu um sorriso.
- Para com isso, esta começando a me assustar.
- Parar com o que? – a menina ria.
- Você, olha como está rindo e falando comigo sem me xingar.
- Bem… Não estou a fim de fazer isso agora. – ela ria da cara de Dean.
- Me passa uma cerveja ai. – pediu.
- Não, você esta dirigindo e não vai ficar bebendo.
- Ah fala sério, me dá uma logo.
- Já disse que não, Dean! Se for beber vai ter que me deixar dirigir.
- Nem pensar, não gosto nem que Sam dirija, imagina uma mulher.
- Está falando que não sei dirigir? – estava começando a ficar nervosa.
- Estou. Mulheres são todas iguais, barbeiras.
- Dean Winchester, vai se ferrar. Eu também não queria dirigir essa lata velha.
- Olha lá como você fala do meu carro. – Dean falava com raiva.
- Falo do jeito que eu quiser. Não sei como ainda não peguei tétano andando nisso. – ela falava com ironia.
- Chega!

***

e Sam chegaram à casa de Bobby ao amanhecer.

- Nossa, chegaram rápido. – Bobby disse assim que abriu a porta.
- Claro né, era eu quem dirigia. – sorriu e deu um abraço no velho.
- E ai Bobby, tudo bem por aqui? – Sam perguntou o abraçando também.
- Tirando alguns demônios que se passaram por vocês, está tudo ótimo.
- Como assim, Bobby? – perguntou se sentando no sofá.
- Recebi uma ligação que me parecia ser de Dean falando que estava vindo para cá, ai liguei para a e ela disse que eles estavam com vocês.
- E o que os demônios queriam? – Sam estava encostado no batente da porta.
- Pelo jeito, eles estavam atrás de você, Sam. Sua cabeça está a prêmio, quem a levar primeiro para Lilith ganha a grande bolada. – Bobby falou.
- Nossa. – disse chocada.

***

cantarolava e batucava seus dedos na porta do carro, irritando Dean.

- Dá para parar com isso?! – Dean estava nervoso.

o ignorou e continuou cantando.

- Ei! Estou falando com você!
- Seria estranho se você estivesse é falando sozinho, eu sei que está falando comigo, não sou surda.
- Então por que não me responde?!
- Não estou afim. – ela deu um sorriso amarelo para ele.

***

- me empresta a chave do carro, preciso ir resolver umas coisas aqui perto. – Sam pediu.
- Resolver o que, Sam?
- Ruby disse que tem pistas de Lilith.
- Então mande ela vir aqui, simples. – deu de ombros.
- Ela não pode, vai me emprestar à chave do carro ou não?
- Tá, pega, está na mesa da cozinha.

Sam saiu ao encontro de Ruby, que o esperava em uma casa abandonada no meio da estrada.

- Pensei que não viria. – Ruby falou quando viu Sam entrar.
- Eu preciso de mais.
- Tudo bem, Sam. – ela foi até ele e o beijou.

***

- Dean, para o carro em algum lugar para eu ir ao banheiro.
- Não da pra segurar? – disse ele impaciente.
- Dá, vou pegar um copinho aqui e vou fazer dentro do carro, amor. – ela ironizou.
- Ow ow owww! Nada disso. – Dean disse, parando na estrada.
- Eu quero um banheiro, Dean, e não no mato!
- Mas está muito longe, se vira ai.
- Winchester, eu te odeio. – xingou, entrando dentro do mato.
- Também te amo. – disse ele baixo, com ironia.
- Eu escutei, Dean, eu escutei. – ela gritava no meio do mato.
- Mas eu não disse nada! – disse ele gritando.

voltou do mato com algumas folhas agarradas no cabelo.

Dean deu uma gargalhada alta. – Tava fazendo xixi ou dando pra alguém lá? – Continou rindo histérico.
- Meu querido, não precisa ficar com ciúmes, ele te mandou um beijo.

Dean fez uma cara sem graça, já que ela não reagiu como ele esperava. - Então vamos?

- Está esperando o que? Ainda quero chegar hoje ao Bobby.
- Ta ok, vamos. – ele deu partida no carro.

***

havia seguido Sam e tinha visto ele entrando em uma cabana velha.

- Mas que merda ele esta fazendo?! – disse baixo e continuou o seguindo.

Ela olha por uma fresta e viu Sam se pegando com Ruby.

- Aah, então era isso. – ainda em tom baixo, chegou mais perto para ver se escutava algo de diferente.

Sam deitou Ruby em um colchão que tinha no chão, pegou uma faca na bota dela, cortou o braço da menina e começou a chupar o sangue.

- Mas que merda é essa? – observava tudo.

***

- Vou ligar para . – pegou o celular e ligou para a amiga.

O celular de começa a tocar e Sam rapidamente saiu procurando a fonte do barulho.

- Mas que merda! Que demora pra atender. – reclamava.
- , não, tu não sabe da última.- foi interrompida.

***

- Ora Ora Ora…- dizia Ruby e Sam em sua frente.

***

- ! ?! – quase gritava do outro lado da linha e a ligação caiu. – Merda!

***

- S-Sammy? O-Oque é você? – ela disse trêmula.
- Não me chama de Sammy! O que você está fazendo aqui? – perguntou calmo.
- Estava passando?
- Ah, me poupe garota! Você estava espionando! – Ruby falou logo.
- Cala boca que ninguém falou com você, sua vaca – disse apontando o dedo pra ela.
- Olha o seu tom de voz comigo, não estou de brincadeira!
- Gente, vamos parar de briga, por favor. – Sam pediu.
- Minha cara esta de brincadeira? Calado Sam! – disse irritada.
- Vamos embora, . – Sam pegou pelo braço e saiu a puxando.
- Me solta! Não preciso da sua ajuda. – disse ela indo na frente.

Sam respirou fundo e foi atrás da menina, ela entrou no carro no lado do carona e bateu a porta com força.

***

- Vou tentar ligar para ela mais uma vez. – estava com o celular na mão.

***

- Droga! – o celular começou a tocar. – ? – ela estava nervosa. – Fala.
- Minha linda, o que aconteceu? Escutei uma voz e depois a ligação caiu. – estava preocupada.
- Não fala nada a ela. – Sam disse baixo para .
- Falo com você depois, . – disse ela olhando Sam e desligando na cara dela.
- Por que não?
- Não quero que o Dean saiba, só assim posso ficar forte para matar Lilith.
- Como se você pudesse sozinho.
- Mas eu posso, você não me entende. Só peço que não conte nada a Dean e nem a ninguém.
- Tenta. Me explica pra eu entender.
- Olha eu tomando… Er você sabe, fico mais forte, posso matar os demônios sem matar a pessoa e só assim vou conseguir matar Lilith.
- Ahaan. E o que te faz pensar que SÓ você é capaz disso? Você tem que ser estrategista, Sam. – olhava nos olhos dele.
- Não você não entende. O Dean não é capaz disso e não quero que você e a se metam nisso, a coisa é comigo, não com vocês.
- Ta ok. Faça o que achar melhor. Vamos voltar ao Bobby?
- Mas antes me prometa que não vai contar nada a ninguém?
- Tá, tanto faz.
- Por favor, me prometa. – ele pediu quase em súplica.
- Pronto. Prometo. Tá bom pra você?
- Obrigado. – Sam arrancou com o carro.

***

- Tinha algo estranho, Dean. – olhava para o celular em sua mão.
- Como assim? – ele intercalava o olhar entre a estrada e .
- A estava nervosa, não sei, a ligação estava dando interferência.
- Ela sempre ta nervosa. – disse Dean como se fosse normal.
- Não, seu pateta. Ela não é sempre nervosa, eu que sou, mas a boneca estava estranha. – estava muito preocupada.
- Boneca? Aonde?
- Dean, não me irrita, ela é uma boneca de porcelana para mim.
- Tá, que seja, no Bobby vemos isso.
- Tanto faz, vou tentar ligar mais uma vez.

O dia passou lento para e Dean, pararam algumas vezes para comprar algo para comer e ir ao banheiro. Quando chegaram à casa de Bobby já era noite.

- Ow meu povo, não vão vim receber a gente? – gritou assim que saiu do carro.
- Oi! Chegaram atrasados. – Sam falou ao vê-los.
- Atrasados?! – deu um abraço apertado em Sam. – O que aconteceu na minha ausência, chuchu?
- Chuchu? – ele riu. – Nada de importante, vamos entrando.
- É! Chuchu. – riu. – Cadê a minha boneca? – deu um sorriso para Sam.
- Boneca? – disse com uma cara estranha.
- Minha boneca linda! – correu até a amiga e a abraçou.
abraçou a amiga de volta – Por que a demora, gente?
- o que você quer? Viemos em uma caranga velha. – deu um sorriso para Dean que entrava com as malas de roupa nas mãos.
- É, to vendo. – ela ria sonoramente – Bobby? – chamou.
- Cadê o Tio Bobby?! – procurava o velho sorrindo.
- Demoraram. – disse ele, saindo da cozinha com um avental.
- Se você falar que foi por causa do meu carro, faço você engolir cada palavra sua. – Dean falou indo em direção ao Bobby. – Quanto tempo! – o loiro abraçou o homem.
- Tá ok. Vamos ao que interessa. Bobby? – disse apressada.
- O que aconteceu, Bobby? Você no telefone parecia com problemas. – sentou-se no sofá.
- Só alguns demônios querendo a cabeça do Sam, nada mais. – Bobby deu de ombros.
- Novidade. – dsse Sam com desdém.
- Povo doido. – comentou .
- Meus amores lindos, estou com fome e morrendo de sono, alguém me oferece algo para comer e uma cama boa para dormir? – se levantou do sofá.
- Infelizmente ,, temos que resolver algumas coisas primeiro. – falou Sam. – Bobby, fala logo quem é?
- Resolver o que, chuchu? – foi até Sam e o abraçou.
- Olha a intimidade – Dean emburrou.
– Ah, que bonitinho, ta com ciúmes. – riu .
- O que foi, Dean? Não vou arrancar o seu irmão de você. – ria.
- Quando vocês decidirem falar do que REALMENTE interessa, me chamem, por favor. – Sam foi caminhando para fora.
- Falar do que, gente? Tem alguma coisa para falar? O chuchu, fica aqui. – segurou o casaco do menino.
- QUEREM ARRANCAR MINHA CABEÇA E VOCÊ AINDA PERGUNTA? – disse ele nervoso.
- Normal. Ah, fala sério, Sam, quantas vezes já quiseram arrancar a sua cabeça? Também ninguém vai fazer nada com você quando eu e a estivermos por perto. – se encostou ao batente.
- Como se ELE fosse deixar. – disse baixinho.
- Bem, é só isso que temos que falar? Posso arrumar algo para comer e ir dormir? – estava impaciente.
- À vontade. – Bobby falou.
- Eba! Boa noite, tio Bobby, boneca, chato e chuchu. – deu um beijo em cada um e foi para a cozinha pulando que nem criança.
- , tem certeza que a sua amiga é normal? – Dean perguntou.
- Mais normal do que pensa. – ela estava pensativa.

fez algo para comer e foi dormir. Sam também foi descansar. Dean, Bobby e estavam na sala.

ainda continuava pensando no que havia descoberto mais cedo. – Aaaah… Bobby?

- Sim.
- O John está por aqui?
- Não, o meu pai estava conosco em Maple Springs. – Dean falou.
- Entendi. – saiu e foi descansar.
- Ai Bobby, o que tem de errado com essas meninas? – Dean perguntou ao velho que lia alguma coisa.
- Nada, Dean, elas apenas sabem mais que a gente.
- Queria saber o que elas sabem. Vou dormir, boa noite. – Dean foi para o quarto.

De manhã cedo, e estavam na cozinha comendo algo.

- Boneca, vamos treinar? – deu um sorriso para a amiga.
- Vamos sim. Vou tomar um banho e já vamos. –eEla olhava para a garota a sua frente.
- Ah, que banho o que! Vamos logo, vamos nos sujar mesmo. – saiu puxando a menina e elas foram para o ferro velho de Bobby.
- Ta bom. Como vai ser? Armas? Espadas? Adagas? O que?
- Mano a mano. – deu um sorriso e empurrou à amiga.
- Ah, então tá. – se pôs em posição de ataque.

As duas começaram a brigar, mas nenhuma conseguia acerta a outra quando, não se defendiam, se esquivavam. Dean e Sam escutaram um barulho e olharam pela a janela do quarto no segundo andar.

- Mas o que? – Sam olhava pela janela vendo lutando ferozmente com a . – Meu Deus. – ele estava espantado.

pegou um pedaço de madeira e acertou , que se defendeu com o braço, fazendo o pedaço de pau se quebrar ao meio. deu uma rasteira na menina e as duas começaram a rolar no chão de terra. Entre tentativas de socos e chutes, acertou um soco em , ela, por sua vez, revidou ficando por cima da garota.

- Isso não é excitante? – Dean falou todo feliz.
- Dean, para com isso, parece que é sério. – Sam estava preocupado, mas os dois continuaram de pé na janela sem fazer nada.

impulsionou o corpo para cima, fazendo sair de cima de si, as duas se levantaram e cada uma pegou uma barra de ferro.

- Vai logo, vem pra cima. – disse autoritária.

vai para cima da amiga, que se defendeu com a sua barra de ferro.

- Anda, Dean, elas vão se matar. – Sam sai do quarto.
- Mas é legal. – o loiro se divertia.

se defendeu e jogou pra frente, que por sua vez colocou a barra de ferro no chão e voltou para cima da menina, dando um soco na cara dela, cortando o supercílio. se curvou mediante a dor, olhou pra e avançou deixando a barra de ferro de lado, desferindo um soco forte em seu rosto. A boca de começou a sangrar. Elas começaram novamente a se bater, prensou contra um carro velho.

- MENINAS?! – gritou Sam.

As duas olharam e empurrou , elas voltaram a brigar.

- Droga, Sam! – disse , ela olhou para sua amiga e parou um soco que ela iria dar e disse no ouvido dela. – Vai ver o que eles querem!
- Tá bom. – olhou para Sam e foi até ele. – O que foi?
- Por que vocês duas estavam brigando? – ele disse preocupado.
- Não estamos brigando. – viu Dean se aproximando só de calça jeans. – Tem roupa não?! – ela perguntou e viu um arranhão no braço de Dean. – Só um momento, Sam. – a menina foi até ele. – Tá doido, cara! Olha esse arranhado no seu braço, daqui a pouco vão pensar que fizemos algo.
- Motivos pra desconfiança? – ele falou malicioso.
- Vai se ferrar, Dean! Não quero que ninguém fique sabendo do que aconteceu e que, por sinal, não vai mais ocorrer.
- Ninguém vai saber, mas é uma pena. – disse ele olhando maliciosamente para .
- Pode tirar os olhos dela! – falou nervosa.
- Ok, você quem manda. – ele saiu, rindo irônico.
- Miserável. – ela rosnou. – Sam, o que quer?
- Nada, vocês pareciam estar se matando.
- Nada. Só estamos brincando. Né, boneca? – gritou para a amiga.

fez sinal afirmativo de longe pra amiga.

- Viu, sempre problemas.
- Mas você está sangrando. – Sam passou o polegar perto da boca de , limpando um pouco de sangue.

passou a mão em sua boca, acabando de limpar o sangue.

- Nada de mais. Com licença, chuchu. – ela voltou a treinar com .

***

Bobby olhava o computador.

- Sam e Dean, têm umas coisas estranhas acontecendo Montrose, Colorado.
- Que tipo? – Dean perguntou com uma caneca de café na mão.
- Pessoas petrificadas servem?
- Que estranho. – Sam disse.
- Mas não há sinais de demônios ou nada que eu conheça. – Bobby falou por fim.
- Então vamos checar, talvez seja algo de interessante. – Dean falou.

e entraram na sala todas sujas de sangue e terra.

- E ai rapaz, qual é a boa de hoje? – deu um sorriso.
- Ow , vá tomar um banho, vai sujar a casa, e isso serve para você também, . – Bobby falou.
- Ah, qual é, Bobby, é só um pouco de terra. – se sentou no sofá.
- Depois você quem vai limpar. – disse o velho.
- Mas e ai, escutamos vocês falando de algo que parecia um trabalho. – ainda estava de pé.
- Pessoas foram encontradas completamente petrificadas. – Sam falou.
- Tem certeza que eram pessoas de verdade e não estátuas? – desdenhou.
- Não estou a fim de ficar aqui sem fazer nada, então acho que vou. – deu um sorriso.
- Ah, fala sério! – fez uma careta.
- Vou tomar um banho e arrumar minhas coisas. – saiu da sala.
- Eu também. – Sam foi para o quarto.

Depois de 1 hora todos já estavam arrumados.

- Meu precioso, você estava com saudades da mamãe? – abraçava o capô do carro. – Oh meu lindo, a mamãe também te ama. – agora ela o beijava.
- Você beija sua mãe com essa boca? – Dean perguntou, vendo a cena.
- Pelo menos eu não vou pegar tétano beijando o meu precioso. – deu um sorriso para o menino. – Te encontro no Colorado, gato. – ela deu uma piscadinha para o loiro, que riu.
- Nossa, isso tudo é amor?! – brincou com a amiga.
- É, menina. – ri. – Um amor agudo que nem te falo.
- Estou vendo, qualquer dia vocês vão se matar. – entrou no carro no lado do carona.

Dean seguia .

- Você e a ficaram? – Sam perguntou ao irmão.
- Er… Não. Por quê?
- Não, por nada.

e cantavam loucamente a música que tocava no som. Mika – Kick Ass (We Are Young).

What do they know about us?
Are they thinking of somebody else?
Are they wondering what we might be?
Are they thinking of you or of me?

We are young
We are strong
We're not looking for where we belong

We're not cool
We are free
And we're running with blood on our knees


Depois de um dia longo de viagem, eles finalmente chegaram a seu destino.

- Nossa, dava para escutar vocês cantando lá do meu carro. – Dean reclamou assim que chegou perto das meninas.
- Fizemos um show exclusivo para vocês e ainda estão reclamando? – brincou.
- Onde vamos ficar? – Sam tentou mudar de assunto.
- Em qualquer lugar onde tenha uma cama e uma ducha. – disse.
- Tem um motel aqui perto. – Dean deu de ombros.
- Então vamos para lá. – falou, indo para o carro.

Assim que chegaram ao motel, e foram para o quarto correndo; elas tomaram um banho e ficaram brincando no quarto, pulando de uma cama para a outra só de calcinha e camiseta. Dean e Sam abriram a porta do aposento e se deparam com as meninas todas descabeladas, cantando, estava com o desodorante na mão e com a escova de cabelo usando como microfone. Estavam cantando My Chemical Romance – Na Na Na.

- Acho que estamos atrapalhando. – Sam falou.

As meninas, quando viram os dois rapazes na porta, começaram a gritar e tacar travesseiros neles.

- Seus tarados! – gritou.
- Saiam daqui. – disse tacando outro travesseiro.

Os meninos mais que rápido fecharam a porta do quarto. e olharam uma para a cara da outra e começaram a rir.

- Essas meninas são loucas. – Dean comentou.
- Estou começando a achar que você tem razão. – concordou o moreno.

As meninas trocaram de roupa e foram até no quarto onde Dean e Sam estavam.

- Vocês queriam falar conosco? – perguntou assim que entrou no quarto deles.
- Só íamos chamá-las para nos acompanhar até um bar aqui perto. – Dean falou, olhando para a TV.
- O que você esta pesquisando, chuchu? – abraçou Sam.
- Estou vendo que tiveram mais mortes do mesmo tipo aqui na cidade.
- Hum. Depois você vê isso, agora vamos para esse tal bar que o Dean falou. – deu um sorriso.
- É isso ai, estou doida para tomar uma cerveja bem gelada. – disse contente.
- Larga de ser pinguça, garota. – brincou .
- Hoje você vai ter que me trazer para casa, gostosa. – a menina brincou com a amiga.
- E eu tenho cara de quem carrega gente bêbada?
- Pior que tem. – riu.
- Está bem, vamos.

e Dean bebiam no bar enquanto ganhava dinheiro jogando sinuca com uns bêbados e Sam havia sumido.

- ! Eu já vou para o motel, estou cansada. – disse para a amiga.
- Tudo bem, mas não vá sozinha. Dean, acompanhe a . – pediu.
- Tudo bem.

Dean e foram para o motel.

Sam voltou para o bar.

- Ué, cadê o meu irmão e a ? – perguntou à .
- Já foram. – deu de ombros. – Onde o senhor estava?
- Fui ao banheiro.
- Quer jogar? – estendeu um taco para o menino.
- Quero. – pegou o taco, dando um sorriso.

***

e Dean se atracavam entre beijos na cama do motel; ela arrancou a camisa dele e ele a dela.

- Vamos tomar um banho? – perguntou.

Dean nem respondeu, pegou a menina pela cintura e a levou para o banheiro.

***

e Sam se divertiam no bar.
- Por que você mudou seu comportamento em relação a mim? – Sam perguntou.
- Perdi o medo de você e também te acho uma pessoa adorável. – deu um sorriso para o menino.

Sam ficou sem jeito. – Obrigado.

- Você e seu irmão são tão diferentes.
- Nem tanto assim. – discordou.
- Sabe que são, Sam. Mas deixa isso para lá. Teve uma coisa que me incomodou.
- O que foi?
- Você conhece algum Adam Milligan?
- Não que eu saiba, por quê?
- Por nada.
- O que tem esse cara?
- Conhecido meu, achei que você o conhecia também. Esquece.

e Sam voltaram para o motel era 4 da manhã.

- Shiu. – riu quando viu Sam tropeçar no degrau que ficava na frete do quarto.
- Eu não vi. – Sam riu também. – Boa noite.
- Boa noite. – entrou no quarto sem fazer barulho para não acordar a amiga.

dormia feito um anjo. trocou de roupa e foi dormir também.

No dia seguinte, eles foram até o necrotério onde estavam os corpos petrificados, e Sam se passaram por legistas e examinaram os corpos. Dean e esperavam dentro do Camaro.

- Me fala, por que tive que vim no seu carro? – Dean reclamava.
- Não sei, pergunte ao Sam. Chato.
- Vai começar com a implicância?
- Vou sim por… – Dean a interrompeu com um beijo, que foi retribuído.

Eles se assustaram com o barulho na porta e viram Sam e , a sorte que o vidro era preto e não dava para enxergar o lado de dentro.
saiu do carro.

- E ai?
- Bem, são corpos petrificados mesmo, por dentro havia carne, tudo intacto. – Sam falou.
- A causa das mortes foi falta de ar. – completou . – Não tinha por onde respirar, era como se eles tivesse sidos colocados dentro de um molde.
- Que coisa estranha. – Dean falou.
- Concordo, alguém deve estar pegando essas pessoas e as engessando vivas. – disse Sam.
- Mas que beleza. – ironizou. – Não estou a fim de caçar um maníaco que petrifica pessoas! Tudo bem, criaturas sempre têm padrões, mas pessoas não.

Eles todos se encararam.

- Nem conte comigo. – já se retirava.
- E nem comigo. – também.
- Nós temos que ver o que está realmente acontecendo. , você vem comigo até a casa das vítimas? – Sam perguntou.
- Está bem! Mas olha, se acontecer alguma coisa, você vai ser o culpado. Vamos no meu carro.

e Sam foram ao apartamento de uma das vítimas e se apresentaram como agentes do FBI à uma mulher que morava na residência.

- Sou agente Georgia Turner, e esse aqui é meu parceiro, James Smith, FBI. – mostrou o crachá juntamente com Sam.
- Prazer, em que posso ajudá-los? – a mulher perguntou.
- Temos perguntas sobre alguns casos. Dylan Baker. – Sam falou.
- Ah sim, meu marido. Entrem. – Sam e entraram e se sentaram no sofá.
- Você achou alguma coisa de estranho nele nos últimos dias? – se pronunciou.
- Não, estava completamente normal. – respondeu a esposa.
- Ele saia à noite, chegava tarde do trabalho ou algo do tipo? – Sam questionou.
- Sempre chegava tarde do trabalho, mas era normal. – olhou para Sam ao escutar a resposta da mulher.
- Onde ele trabalhava? – perguntou Sam.
- Em um mercado, no centro. Ao lado da loja de ferragens.
- Sei onde é. Bem, acho que e só, muito obrigada, Sra. Baker. – foi se levantando e Sam foi junto.
- Por nada.

e Sam encontraram Dean e na frente do prédio.

- E ai, o que descobriram? – perguntou.
- Nada, o cara sempre chegava tarde do trabalho; vamos ver se encontramos alguma coisa no mercado onde ele trabalhava. E vocês? – perguntou.
- Bem, o Ethan Hill havia desaparecido uma semana antes de encontrarem o corpo. – disse Dean. – Sumiu depois que saiu do trabalho.
- Onde ele trabalhava? – Sam perguntou.
- De DJ em uma boate. – respondeu .
- Trabalhos à noite. Temos um padrão até ai, certo? – Sam se encostou no Camaro.
- Sim e não, pode ser um vampiro psicótico e excêntrico. – sugeriu .
- E se não for uma pessoa e sim uma criatura que ainda não conhecemos? – concluiu.
- Adoraria descobrir. – deu um sorriso.
- Eu também. – Dean concordou.
- Muito bom! Por enquanto só homens, petrificados, a noite, referencia de local de desaparecimento? – se encostou no carro ao lado de Sam.
- Eu e Sammy vamos à boate onde o Ethan trabalhava. – Dean sorriu.
- E eu e a ?
- Tirem a noite para vocês. – Sam sorriu. – E enquanto isso, vão ao trabalho do Dylan.
- Tá, anda, , vamos. – desarmou o alarme do carro.

***

À noite.

e se arrumavam para sair, quando Sam e Dean entraram no quarto.

- Para onde vocês vão? – Dean perguntou.
- Não sabemos ainda, vamos dar uma volta e veremos se achamos algum lugar legal. – deu um sorriso.
- Então está bem, qualquer coisa nos liguem, estamos com o celular. – Sam disse e eles saíram do quarto.
- , que tédio, o que vamos fazer?
- Não sei. Olha, que tal arranjarmos uma grana hoje?
- Algo em mente? – perguntou maliciosamente.
- Acho que sim, espera ai que vou ao carro pegar umas coisas. – foi no carro e pegou duas malas de carrinhos enormes e voltou para o quarto.
- E então? – ela abriu as malas e surgiu um sorriso em seu rosto – Ainda tem isso?
- Claro, nunca se sabe quando vamos precisar.
- Ta ok, então onde vamos e o que vamos usar?
- Tem uma boate de dança no centro. – pegou uma peruca loira com cabelos que iam até o queixo. – O que acha dessa?
- Não, essa aqui. – pegou uma peruca ruiva com o comprimento pequeno. – Acho que combina mais com você.
- Eu não gosto das ruivas. – a menina torceu o nariz. – Que tal essa? – ela pegou outra peruca loira, mas essa ia até a cintura, com franja e tinha uns cachos nas pontas.
- É, pode ser...
- Qual que você vai pegar?
- Hum... - ela analisava as perucas. – Essa aqui. – pegou uma peruca curta, ia até embaixo dos ombros, de cor preta. – O que acha?
- Ui, ficou glamorosa.

pegou um espartilho branco. – Vou colocar um espartilho para que não apareça meu pentagrama. Como que fica? – disse, colocando em frente ao corpo.
tinha um pentagrama no meio das costa tatuada do tamanho de uma mão aberta e tinha um no cóccix, que era duas vezes maior do que o de sua amiga.

- Realmente. Temos espartilhos de que cor? – disse ela, analisando.
- Vermelho, preto, rosa neon, rosa bebê, branco, azul, verde neon e roxo. – falou jogando tudo para fora da mala.
- Ok… Estou me sentindo uma vendedora de lojas sex shop. – riu.- Cores claras não, ou o preto ou o vermelho.
- Eu vou de branco. Vai de vermelho, combina mais com você. Que máscaras vamos usar? Mulher gato?
- Menina prendada você. – riu. – Vermelho? Mas combina com o cabelo? Que máscaras você tem ai?
- Tive uma idéia. Você vai de diabinha e eu de anjinha. O que acha?
- Por que eu tenho que ser a diabinha? – falou ela, emburrada.
- Porque se eu for de diabinha vai ficar muito na cara. – riu.
- Mas eu sou uma menina santa.
- Você esta falando que eu passo o rodo em geral?
- E é mentira?
- Passo mesmo, é gostoso e tá dando mole, é meu. – riu e pegou uma máscara branca de brilhantes que só tapava os olhos. – O que você acha?
- Eu curti. – ela falou, olhando a garota. – E eu? Uma ajuda aqui, por favor!
- Coloca o arco de chefinho. – a amiga brincou. – Olha essa. – jogou uma mascara dourada, com uma flor vermelha do lado e uma pena preta para a amiga.
colocou a mascara. – Ficou bom?
- Está linda. Vamos colocar lentes de contato?
- Não vai ficar muito exagerado? – fez uma careta.
- Não, que cor você quer, azul ou verde? – a garota segurava dois potinhos nas mãos.
- Verde! – pegou um potinho.

e colocaram as lentes.

- Que cor de batom eu uso, rosa ou vermelho? – perguntou.
- Rosa!

e acabaram de se maquiar.

- Vou com um vestido preto, o que acha? – olhava as roupas na mala.
- É bonito! Mas é de que tamanho?
- Esse aqui. – tirou um vestido tomara que caia que ia até as coxas de dentro da mala.
- TÁ ÓTIMO ! – pulava.
- E você, com qual vai? – a menina vestia o vestido e colocava um sapato preto de salto agulha.
- Eu tava pensando nesse vermelho ou o rosa. – disse, mostrando os vestidos.
- Vermelho.
- Ok então. – vestida, maquiada e com peruca e máscaras prontas. – Vamos a qual boate?
- Fica no centro, vamos de táxi. – pegou um casaco bege que ia até as canelas.
- Certo. – pegou um sobretudo preto que ia até os pés. – Vamos?
- Vamos.


Capítulo 4

e pegaram um táxi e foram para a boate. Chegando lá, se direcionaram para o escritório, para falar com o dono do estabelecimento.

– Oh! Já chegaram. Trabalham juntas? – perguntou um senhor de baixa estatura, aparentemente velho.
– Sim, nós somos as melhores dançarinas que o senhor já presenciou. – deu um sorriso encantador.
– Sim. Mas antes, façamos uma demonstração, certo?
– Onde? – perguntou .
– Aqui mesmo. – ele afirmou gesticulando para o espaço vazio à frente de sua mesa.

As meninas tiraram os casacos e dançaram sensualmente, sincronizando uma com a outra perfeitamente, deixando o velho doido. O homem arfava e nem tinha forças para falar algo.

– Ótimo, coloquem as roupas e vão para o salão. – disse recuperando o fôlego, e afrouxando sua gravata.

e colocaram os casacos, foram para o salão, e subiram no palco, que foi liberado somente para elas. Começou a tocar The Soho Dolls – Stripper.

– Olha, Dean. – Sam cutucou o irmão quando viu duas meninas dançando maravilhosamente no palco.

Dean chegou perto do palco e ficou admirado.

– Sam, vai procurar alguém que conhecia o Ethan Hill.
– Tá, você acha que vou te deixar aqui sozinho? – Sam também babava nas meninas, que iam se despindo lentamente.
? – sussurrava para a menina, enquanto realizava os passos. – O que eles estão fazendo aqui? – direcionou o olhar para os garotos.

A menina se desconcentraou um pouco quando os viu.

– Eu que vou saber?! Eles não disseram qual boate que iriam.
– Droga! Isso não é bom. – disse .

As meninas continuavam com a dança sensual.

– Qual é o problema? Não vamos tirar a roupa toda, e, também, estamos de máscara, peruca e maquiadas. – falou.
– Não vamos, se não pedirem, né, gata? Porque se pedirem, teremos que tirar.
– Tá doida! Eu não tiro. Olha. – chegou perto de Sam, e deu um selinho no rapaz.
– HEEEY! EU TAMBEM QUERO! – gritou Dean.

riu, deu de costas para Dean, e voltou a dançar com a amiga. Homens jogavam dinheiro no palco feito loucos.

– Ficaremos até fechar? – perguntou , jogando seu vestido longe.
– Não sei, vamos ver quanto que ganharemos. – também jogava o seu vestido para algum canto.
– Gostosas! – os homens estavam aos delírios com aquelas meninas que dançavam no palco.

Nem Dean nem Sam estavam ligando para horários e muito menos para missões a essa altura.

– Quero ficar aqui para sempre. – Sam babava no corpo das mulheres.
– Eu também. – Dean concordou.
, o que acha de nós brincarmos um pouco? – tinha um sorriso malvado nos lábios, e ria com sua idéia pervertida.
– Depende de quanto essa brincadeira pode render. – sorriu a amiga, maliciosa.
– Olha a cara deles. – falou, insinuando-se para Sam e Dean, que pareciam dois cachorros olhando o frango na padaria. – Vamos lá.
– Tá, então vamos.

Elas desceram do palco, sensualmente, e foram em direção aos rapazes. foi para cima de Dean, e para de Sam. Num estalo de sanidade, Sam se lembrou do porque dele ter ido ali.

– Dean, vamos logo! – ele já estava puxando o irmão, que custava a sair dos braços de .

deu uma gargalhada quando viu a reação de Sam. Eles foram embora, e as meninas ficaram lá até o amanhecer. No motel, elas guardaram tudo rapidamente e dormiram até o final da tarde. Dean e Sam já estavam ficando preocupados, e foram ver. Sam bateu na porta e entrou, o quarto estava escuro e as meninas dormindo.

– Estranho as meninas dormirem até essa hora. – disse Sam, fazendo uma careta.
– Elas falaram que iam sair, vai ver chegaram de manhã. – Dean deu de ombros.

e acordaram com os meninos conversando.

– Vocês não têm vergonha de nos acordar essa hora da manhã? – falou, ainda grogue de sono.
… O que tu... – viu os meninos na porta. – Vocês não têm mais o que fazer?
– Ei, calma ai, belas adormecidas, já são seis da tarde. – Dean falou.
– O QUÊ? Seis da tarde? – disse espantada. – Ta cedo ainda. – se enrolou nos cobertores e se lembrou da noite anterior. – E ai? Descobriram alguma coisa? – ela ria para .

, do nada, deu uma gargalhada muita alta.

– Foi mal ai, gente, acho que a tequila de ontem ainda está fazendo efeito. – se levantou e foi ao banheiro.
– Er… – Sam olhoua . – Tudo bem, mas o Bobby ligou e disse que estamos caçando uma Górgona.
– ESTAMOS CAÇANDO O QUÊ?! – gritou de dentro do banheiro.
– Górgona? – estava incrédula. – Pelo amor de Deus, que diabo é isso?
– Amiga… – se encostou à porta, com a escova de dente na mão. – Bem, pelo que me lembro, já li sobre elas em um livro…
– Elas? São mais de uma? – interrompeu, e arregalou os olhos.
– Sim. As Górgonas, ou uma Górgona, o quer que seja, são três mulheres lindas e perfeitas que petrificam uma pessoa apenas com uma troca de olhar.
– Você está falando da medusa? – a menina não acreditava no que estava escutando.
– Também, ela tem mais duas irmãs, Esteno e Euriále. – continuou .
– Exatamente. – Sam concordou. – Agora, não sabemos quantas são. Podem ser as três ou só uma delas.
– Medusa foi morta por Perseu, pelo menos é esse o mito. Suas outras irmãs nunca foram encontradas. – disse voltando ao banheiro escovando os dentes.
– Bem, Sam e eu andamos procurando mais sobre mortes semelhantes, descobrimos que já houve mais de 100 só nessa cidade nos últimos dois meses.
– Nossa! – saiu do banheiro com a escova de dente na boca.
– Sou a única que não acredita nisso? – entrava no banheiro.
– Como que não foi divulgado isso antes? É um absurdo, as pessoas morrem de algo que ninguém conhece ou sabe o motivo, e escondem! – falou vestindo uma calça jeans. – Como que vamos achar e matar esse troço?

Sam parecia confuso.

– Ainda não sabemos. Vou ligar para o Bobby para ver se ele descobriu algo.
– Ele me ligou e disse que ainda não sabe de nada. – Dean completou. – Onde vocês foram ontem? – ele viu duas malas enormes, meio que escondidas, atrás do frigobar que tinha no quarto.
– Interessa? – perguntou grosseiramente.
– Não não, só queria saber, porque pelo visto foi bom para estarem dormindo até essa hora. – Dean deu um sorriso amarelo.
– Aham. – mal–humorada se deitou na cama novamente.
– Vai voltar a dormir? – voltou para o banheiro.
– Não vou perder meu tempo com essas lendas toscas.
– Você quem sabe, vou sair com eles para ver se encontramos algo. – falou saindo do banheiro arrumada.

Sam foi ao necrotério, enquanto e Dean esperavam do lado de fora.

– Como foi à noite ontem, Dean? – puxou assunto.
– Nada de mais.
– Descobriram algo?
– Não.

Sam voltou até o carro.

– E ai?
– Bem, consegui pegar o laudo de umas dez vítimas. – Sam disse.
– Beleza, neles deve haver alguma coisa que nos leve às malucas. – disse ligando o carro.
– Acho que sim. – Sam concordou.
– Como que não soubemos disso antes? – Dean ficou meio confuso.
– Bem, acho que algo assim não é muito normal. – Sam concluiu.

O celular de tocou.

– Alô.
– Já encontraram? – Bobby pergunta do outro lado da linha.
– Oi, Bobby, tudo bem com você?
– Já vi que não.
– É, não encontramos. Descobrimos apenas que já tiveram mais de cem mortes nos últimos dois meses, exatamente iguais. Conseguiu alguma coisa?
– Mitos e lendas gregas, apenas que Medusa foi morta por Perseu, que elas têm os cabelos de cobras, pele escamada, braços de bronze. Essas coisas que VOCÊ já sabe.
– Como que mata esse troço? É só cortar a cabeça e não olhar para a cara da maldita?
– Acho que é. – Bobby falou. – Tomem cuidado. Ela pode ser qualquer mulher, essas lendas antigas não valem quase nada. Se ela está fazendo isso, quer dizer que esta em forma humana.
– É, pensei nisso também. – a menina torceu o nariz.
– Preste atenção em toda mulher muito bonita que você encontrar, afinal, ela foi amaldiçoada por ser linda demais.
– Vixe, Bobby, então já encontrei. – se olhou no espelho. – Ela é muito gostosa.
– Onde?
– Estou olhando para ela agora. – ela riu. – Bobby, não tem como eu mesma me matar.
– E eu aqui pensando que você estava falando sério. Quando tiver notícias, me liga.
– Tá. Vou falar com os meninos. Tchau, Bobby. – desligou o telefone e explicou tudo para Sam e Dean.

Eles voltaram para o motel e olharam todas as fichas.

– Bem, entre homens e mulheres. Não tem nada de semelhante! – disse irritada, jogando a última ficha em cima da mesa. – Voltamos à estaca zero.
– Mas tem que haver alguma coisa. – estava deitada na cama, olhando uma ficha. – Talvez as personalidades dessas pessoas.
tem razão. Bem, são oito da noite ainda. vai comigo à casa de Louise Walker? – Sam perguntou, levantando-se da cadeira e fechando a tela do notebook.
– Tá. Dean, vá com a na casa de Ethan Hill, e vê se acha alguma coisa, ok?
– Ok.

Eles se dividiram.

– Sam, estava pensando aqui. Se essa notícia não se espalhou, foi porque a polícia não deixou passar. Certo?
– Certo. – ele seguia a linha de raciocínio da menina.
– Então elas devem estar dentro da polícia. – gesticulava com os braços e cabeça.
– Não é uma hipótese de se jogar fora. – ele deu um meio sorriso para a garota ao seu lado.
– Vamos até a delegacia. – mudou o trajeto.

Assim que chegaram, eles foram até o balcão de atendimento.

– Sou o agente especial Smith e essa é minha parceira, Moore. – Sam se apresentou e mostrou seu crachá junto com .
– Sim. Em que posso ajudá–los? – uma mocinha se levantou de sua mesa e foi até eles.
– Queria falar com o delegado, assunto particular. – respondeu.
– Licença, você quer falar comigo? – uma mulher veio ao encontro deles.
– Com licença, estamos meio ocupados, colega. – e Sam mostraram os crachás.
– Eu sou a delegada. – a mulher deu um sorriso delicado para eles.
– Ah, sim, desculpe. – pediu Sam.
– Tudo bem, é meio difícil de encontrar mulheres nesse cargo. Mas em que posso ajudá–los? – ela foi gentil.
– Podemos conversar em um lugar mais reservado, por favor? – pediu.
– Claro, me acompanhem.

Eles a acompanharam até sua sala.

– Qual o seu nome? – perguntou de cara.
– Juliette Stence. E o seu?
– Sou o agente especial James Smith, e essa é minha parceira, Louise Moore. – Sam mostrou mais uma vez seu crachá.
– Da Omaha, crimes violentos. – disse olhando os crachás. – Quem os mandou?
– Capital. Diretor Adjunto nos passou a missão. – Sam respondeu guardando o documento assim como .
– Quem é o D.A.?
– Mike Kaiser. – respondeu Sam.
– Distintivos. – Juliette pediu.
– Está de brincadeira? – começou a se irritar.
– Só estou seguindo o protocolo. – Juliette deu um sorrisinho.
– Não importa. É só ligar para o nosso D.A. e ele resolve. – Sam passou um cartão para Juliette.

Ela fez a ligação e voltou.

– Foi mal, amigos. – ela se desculpou.
– Tudo bem. – sorriu Sam.

Eles conversaram sobre o caso.

– Entendo. Mas vocês têm que entender que não posso deixar essa história sair daqui. O que vão pensar da minha cidade? – Juliette perguntou.
– Não… – foi interrompida.
– Nos da licença? – Sam pediu e eles saíram da sala. – Olha, não discute com ela, não sabemos quem é ainda.
– Arg, Sammy, essa mulher está me irritando.
– Não me chama de Sammy. Vamos deixar quieto isso e iremos investigá-la, ok?

A menina deu uma bufada, contrariada. – Ok, Sam, ok. – voltaram para a sala.
– Juliette, me desculpe, mas sabe, acho que te entendo, quem acreditaria em tamanho absurdo se não visse com os próprios olhos?! – recebe um beliscão de Sam. – A cidade viraria motivo de chacota. – ela recebeu mais um beliscão dele.
– Então acho que é só isso. – Sam sorriu. – Nos perdoe o incômodo.
– Por nada, venham quando precisarem. Será uma honra recebê–los.

Sam e saíram da sala, e quando a menina olhou para trás, viu os olhos de Juliette em um tom amarelado estranho. Já do lado de fora da delegacia…

– Sabia que vão ficar roxos os beliscões que você me deu?! – estava irritada, passando a mão onde tinha recebido a agressão.
– Era para você ficar quieta, mas acho que é difícil disso acontecer.
– Existem outros jeitos de me fazer calar a boca! E esse não é um deles. – disse beliscando o braço de Sam.
– Hey! – ele passa a mão no braço. – Isso doeu.
– Te garanto que o que você me deu doeu muito mais. – a garota estava com raiva. – Eu bem vi você olhando para as pernas da delegada.
– Está com ciúmes?
– To! Está vendo não?! – brincou. – E ai, o que vamos fazer?
– Iremos vigiá-la.
– Vou adorar ficar atrás de uma mulher. – a garota cruzou os braços, e encostou–se ao carro.
– Você é muito engraçada quando está nervosa. – ele deu aquele sorriso encantador, o que fez ficar encarando-o.
– Dean disse que não descobriram nada na boate ontem. – desviou o assunto.
– Er… Vamos voltar hoje, ontem houve uns imprevistos e tivemos que voltar.
– Hum, então vamos fazer assim, eu fico aqui vigiando a Juliette, e você vai para a boate com Dean.
– Está bem, depois nos vemos.

ficou estacionada próxima a delegacia, enquanto Sam voltava para o motel.

estava vendo TV quando chegou.

– Vamos à boate de novo? – sugeriu.
– Vamos.

Depois de meia hora as meninas já estavam prontas, do mesmo jeito que a noite passada, só que a estava de espartilho preto, vestido vermelho, que ia até os pés, mas tinha uma fenda a partir das coxas, e usava uma peruca loira. estava com um espartilho roxo, que tinha um decote até o umbigo, com um vestido curto preto, que tinha o mesmo decote que o espartilho, de alça bem grossa e uma peruca preta. A loira, de cabelos compridos, e a morena, de cabelos curtos, foram à mesma boate, e viram os dois meninos conversando.

– Olha, . – apontou para os meninos.
– Vamos lá?
– Por enquanto não, vamos dançar. – puxou a amiga para o palco.

Até que viu Juliette entrando na boate, e a observou ir até Dean.

, ela é a delegada, mas acho que vi algo estranho nos olhos dela. – disse apontando, discretamente, para a mulher.
– Não sei, . – a olhava de longe. – Mas ela tem uma coisa... hãaa… estranha.
– Também acho, vamos tentar tirar os meninos de perto dela. Vou falar com Sam, vê se você encontra o Dean, ok?
– Ok! – ia sair andando, mas puxou para perto. – Você é louca, eles vão saber que somos nós.
– Não vão nada, somos mulheres lindas e gostosas, vamos usar nossas artimanhas para tirá–los daqui sem que percebam. – deu um sorriso malicioso para a amiga.
– Sua safadinha. – ela riu. – Então, vamos lá.

encontra Sam no bar e sentou-se em um banco ao seu lado.

– Sabia que você é um rapaz muito atraente? – deu um sorriso majestoso para Sam.



Capítulo betado por Estela



Capitulo 5

– Não. – ele riu tímido entregue aos encantos da menina.
– Bem, o que acha de dar uma volta comigo? – ela falou bem perto do ouvido dele.
– Bom, eu não sei se posso… – Sam deu uma pausa. – Contanto que não demore muito.
– Isso só depende de nós! Estou louca para provar o gosto da sua boca. – disse bem próximo ao rosto dele, quase o beijando.
– Ah é? – Sam a provocou e desceu suas mãos pela cintura da garota puxando para si, dando–lhe um beijo.

A menina retribuiu e com delicadeza e passou a mão pelos cabelos de Sam.

***

– Ai ai Dean, cadê você? – disse baixinho, até que o avistou conversando com a Juliette, se aproximou abraçando–o por trás e falou. – Posso te roubar um pouquinho?
– Não, querida, ele está ocupado. Não esta vendo?– Juliette falou com grosseria.
– Desculpe, mas não perguntei para você, amiga. – olhou para Dean.

Dean olhou para Juliette e depois para a morena que o abraçava. – Hoje eu não vou poder, anjo. – ele disse com um sorriso no rosto.
– Ah, que pena. Eu tava doida para ver se você realmente é o que parece ser. Mas tudo bem. – se afastou.

Dean olhou para Juliette e depois para que já estava meio longe.

– Qual o seu nome? – Juliette tentava saber algo sobre o loiro.
– Todd. E o seu?
– Juliette. – ela olhou para que os observava de longe, deu um sorriso perverso e seus olhos brilharam de uma forma estranha.

– Sabia. – falava de trás do balcão. – Tenho que achar a . – ela saiu a procura da amiga.

***

Sam tirava o vestido da menina enquanto se beijavam.

– Cahraan… – coçou a garganta tentando chamar a atenção da amiga.
levou um susto com a amiga.

– Isabelle, o que quer? – tentou disfarçar.
– Luana, o patrão ta chamando!
– Mas agora?! Não da para ser depois?
– NÃO! – disse ela.
– ESTA BEM! – pegou o vestido no chão e sai andando.

Sam observou o decote da parte de trás do espartilho da loira e viu a ponta do pentagrama tatuado nela.

, a Juliette é uma gorgóna. – estava nervosa. – Ela me viu tentando tirar Dean de perto dela, me deu um sorriso do mal e depois vi seus olhos dando um brilho estranho.
– Eu te disse que tinha visto isso também, mas achei que estava ficando doida! Onde eles estão?
– Não sei, eles estavam perto do balcão.

e procuraram Dean pela boate inteira e não o encontraram.

– Liga para o celular dele! – falou para .
– Como se ele fosse escutar, né dona moça.
– Então eu ligo. – pega o celular e liga para Dean. – Alô, Dean?!
– Oi.
– Olha, me escuta! A Juliette… – a ligação caiu. – Vaca, filha da mãe! – xingou.
– O que foi?
– A ligação caiu, deve ter sido ela. Vamos procurar o Sam. – elas também não o acharam. – Mas que merda! Para onde será que ela os levou?
– Não faço ideia. Vamos voltar para o motel, trocamos de roupa, pegamos e carro e procuramos eles. – sugeriu.
– Vamos.

Elas voltaram para o motel, trocaram de roupa e tentou novamente ligar para Dean.

– Que droga. Chama, chama e ninguém atende.
– Já sei. Sam sempre deixa o GPS do celular ligado. – disse pegando as chaves do carro e saindo do quarto junto com .

A menina mexe no GPS de seu carro e localiza os meninos.

– Eu segui Juliette até esse lugar, é a casa dela.
– Então vamos para lá. – fechou a porta do quarto.

Não demoraram muito para chegar ao local, as duas pegaram um facão cada uma e entraram na casa sorrateiramente.

– Nossa! Como vocês demoraram. – Juliette disse de alguma parte da casa.

Dean e Sam estavam deitados no chão da sala feito dois presuntos. Estava tudo muito escuro, quase não se dava para enxergar nada.

– Vaca. – xingou baixinho. – Quem é você?
– Se vocês estão aqui é porque sabem que eu sou. – a mulher se levantou do sofá.
– Huguinho, Zezinho ou Luisinho? – ironizou.
As meninas andavam pela casa.

– Esteno. Infelizmente minha irmã Medusa não está mais entre nós.
– O que pretende? – tinha que saber.
– Bem, acabar com vocês caçadores insuportáveis.
– Que bom que você sabe quem somos, assim nos poupa apresentações. – deu um sorriso e segurou seu facão com força. – , tenta acorda os meninos.
– Dean e Sam. – foi até eles.
– Não adianta. Estão dormindo. – Esteno sorriu. – São tão burras. Vieram direto a mim, eu não precisei fazer nada. Vocês são tão irritantes, sempre metendo o dedo onde não são chamados.

começou a falar algumas palavras em latim perto do ouvido dos meninos. Dean e Sam acordam.

– Onde estou? – Dean perguntou.
– Na casa da gorgóna. – deu um sorriso e estendeeu a mão para ajudar Sam a levantar enquanto fazia o mesmo com Dean. – Estão bem?
– Sim. – respondeu Sam com um sorriso no rosto.
– Vamos dar o fora daqui. – disse .

Assim quando eles abriram a porta deram de cara com outra mulher.

– Fodeu. – fechou a porta. – A outra tá na porta.
– Quem? – não tinha entendido.
– Euríale. Vamos matar essas vadias de uma vez. – Dean falou.

Eles se separam em duplas, e Sam, e Dean. Sam viu algo gosmento no chão, se abaixa e passou o dedo.

– Pele.
– Estão trocando de corpo. – concluiu .
– Uhum.
– Essa porra tá pior que metamorfo. – a menina estava encostada na parede. – Sam. – chamou.

O garoto foi para o lado dela.

– Olhe. – apontou para a lâmina do seu facão e pode ver uma criatura estranha no outro cômodo.

Sam contou de um até três nos dedos e tacou um vaso de plantas longe para chamar atenção, enquanto isso e ele se esconderam atrás de uma porta. Eles viram a criatura sair do quarto e foi atrás dela. A menina não pensou duas vezes e decapitou o bicho.

– Da próxima vez olhe para trás. – riu.
– Não. – eles escutaram a voz de Juliette que apareceu na frente deles. – Vocês mataram a minha única irmã. Euríale. – a mulher tocava no corpo sem a cabeça. – Miseráveis.

A mulher começou a soltar sua pele e a se transformar em algo muito estranho.

– Não a olhem! – Dean gritou.

e Sam fecharam os olhos na mesma hora e Esteno olhou para os lados, mas não viu ninguém.

– Hey, não vão querer me olhar agora que tirei minha máscara? – Esteno tinha uma voz de serpente.
– Sai para lá, bicho feio. – resmungou.
– Você é tão bonita. – disse passando a mão no rosto da garota.

Dean e estavam bem perto da criatura, assim quando ia corta–lhe a cabeça, Esteno se virou. abriu os olhos e deu uma facada no peito do bicho, logo depois saio correndo puxando Sam junto.

– O que você fez? – ele perguntou a menina.
– Nada, só dei uma facada nela. – respondeu e se esconderam dentro de um armário.

Dean e correram pela casa e se esconderam debaixo da uma mesa de jantar. Eles viram a gorgóna passando por ali, mas ela não os enxergou. saiu debaixo da mesa com Dean logo atrás. A menina correu ferozmente até Esteno e a decapitou sem dó. A cabeça rolou pelo cômodo até bater na parede.

– Sam. ! – Dean chamou. – Podem sair, acabou.

e Sam saem de dentro do armário e vão ao encontro de Dean e .

– O que vamos fazer agora? – perguntou. – Queimar tudo. – respondeu Dean ligando os cliques do fogão. – Vamos.

Assim quando eles saíram Sam tacou uma caixa de fósforo acesa dentro da casa, a única coisa que deu tempo foi dele correrem e caírem no gramado quando a casa explodiu, depois se levantaram e foram para o carro se mandando para o motel.

– Vocês dois são dois patos mesmo! – estava com raiva.
– Não foi culpa deles, .

Dean e Sam olham as duas meninas que ainda estavam maquiadas.

– Onde vocês estavam? – Dean pergunta.
– Em lugar nenhum. – respondee .

Sam ficou meio desconfiado, mas não falou nada. Assim que chegaram ao motel cada um foi para seu quarto.

– Essa foi por pouco. – se jogou na cama.
– Nem me fale, menina.
– Agora você vê por que não podemos deixá–los sozinhos?

fez uma careta.

– E você e o Sam hein? – faz uma cara de pervertida.
– Ué, eu só estava dando um jeito de tirá–lo da mira daquela louca.
– Uhum, sei, se eu não chego lá você ia dar para ele.
, isso faz parte, linda. – deu uma risada.

***

– Dean.
– Hum. – seu irmão estava quase dormindo.
– Você se lembra de uma menina loira que dançava junto com uma morena ontem?
– O que tem?
– A loira tinha uma tatuagem nas costas e era um pentagrama que nem o nosso.
– Quer dizer que a loira era uma caçadora? – Dean fica meio surpreso.
– Acho que sim. Será que é uma das meninas?
– Não.
– Como você sabe? – Sam perguntou desconfiado do irmão.
– Er… Porque se fossem elas, nós saberíamos. Vai à boate amanhã e vê se encontra a mulher de novo. – Dean virou para o lado e dormiu.

Sam foi à boate no dia seguinte e não achou a menina.

***

e Dean estavam tomando café no quarto dele.

– O que o Sam foi fazer na boate? – perguntou ao Dean.
– Ele acha que uma dançaria loira é caçadora.
se engasgou com o café. – Como é?
– Ele disse que viu um pentagrama tatuado nas costas de uma dançarina loira.

não falou nada a respeito.

– Vou ver o que a esta fazendo. – ela se levanta e sai do quarto.

estava mexendo no notebook sentada a mesa com um copo de mate na mão quando recebeu um tapa na cabeça.

– Ow merda! Qual foi o motivo do tapa?!
– O Sam está desconfiado que a dançarina loira seja uma caçadora.
– Como?!
– Ele viu a sua tatuagem. – estava revoltada.
– Como que ele viu?! – foi até a mala, pegou o espartilho e o olhou. – Esse aqui é de amarrar atrás ele só pode ter visto por aqui. – ela mostrou o decote que tinha atrás.
– Você podia ter escolhido outro que não era de amarrar atrás, não!?
– Foi mal, eu nem percebi. – se desculpava.
– É e se ele desconfiar de nós?
– Para de me deixar apavorada, sabe que eu não penso direito quando fico nervosa. – ela andava de um lado para o outro.
– Você não pensa direito quando o problema é seu, porque quando é dos outros, você dá um jeito num instante. – estava furiosa com o vacilo da amiga.
– Calma, vamos dar um jeito, me deixe pensar. Ele não vai saber que sou eu, só se me ver sem camisa.
– Então tome cuidado!

***

No dia seguinte e foram tomar café e encontraram com Dean e Sam.

– E ai, meninos? – deu um sorriso para os dois. – Como estão?
– Bem e você? – Sam deu um sorriso em resposta.
– Bem. – Dean respondeu.
– O que está olhando? – pergunta quando viu Sam com o notebook em cima da mesa.
– 7 meninas desaparecidas em 1 semana, diz alguma coisa?
– Serial Killer? Isso não é a nossa área. – se sentou ao lado de Dean e do de Sam.
– Talvez sim, talvez não. – Sam retrucou.
– Onde é? – perguntou.
– Dansville, Michigan. – Dean tomou um gole de seu café.
– Então é melhor irmos o quanto antes. Mas se for um assassino psicopata eu to fora. – falou rindo.

***

Eles arrumaram tudo e foram para Dansville. Pararam algumas vezes no caminho para comer e abastecer os carros.

– To com uma preguiça... – se espreguiçou quando saiu do carro enquanto abastecia. – está dormindo só porque ia pedir para ela dirigir.
– Se quiser eu posso dirigir. – Sam se ofereceu.
– Sério? – a menina da um sorriso.
– Uhum.
– Me ajuda a colocar a no carro do Dean?

Sam pega e a colocou no banco de trás do Impala.

– Ela vai comigo? – Dean perguntou quando viu a menina dormindo no banco de trás.
– O Sam vai dirigindo meu carro.
– Esta bem. Acho que a nossa próxima parada já vai ser em Dansville. – Dean comentou.
– Também acho, nos vemos lá então. – entrou no carro. – Ah se a acordar você explica a ela?
– Sim.

***

escutava “Coldplay – Lost”! E cantarolava baixo junto com a música.

Just because I'm hurting
Doesn't mean I'm hurt
Doesn't mean I didn't get what I deserved
No better and no worse
I just got lost!
Every river that I tried to cross
Every door I ever tried was locked
Ohhh and I'm just waiting 'til the shine wears off

Sam escutava a menina cantar e percebeu que escorreu uma lágrima do canto de seu olho, ele passou o dedo em seu rosto para que a secasse e levou um susto.

– Sam… – ela limpava mais uma lágrima que insistia em cair com a manga do casaco. – Está tudo bem?
– É, está. – se virou para .
– Por que esta chorando? Aconteceu algo? – perguntou olhando para ela.
– Não. Só me lembrei de algumas coisas que são para serem esquecidas.
– E eu posso saber que coisas são essas?
– Não tenho motivos para te contar, não gosto nem de me lembrar ainda mais contar para alguém.
– Tudo bem então, respeito isso! – ele desconversou. – Aaahn.. Conheçe essas estradas por aqui?
– Todas que você quiser saber. Qualquer coisa tem o GPS ai. – apontou para o painel.
– Não sou muito ligado nessas coisas... – ele riu sem graça
– Aham. Sammy, conta outra, você sabe tudo de tecnologia e vem com essa para cima de mim que não entende dessas coisas. Se quiser a minha ajuda é só pedir. – ela deu um sorriso para o menino.
– Tá bom então.

Algum tempo depois eles chegam a cidade.

– Gente, eu tinha me esquecido por completo. – diz saindo do carro. – Eu tenho um apartamento na cidade.
– Ah parabéns, dona moça, nem falou pra gente! – ficou emburrada.
– Foi mal mesmo, eu me esqueci. Já faz mais de 5 anos que não venho aqui. Onde coloquei a chave? – foi para o carro e começou a vasculhar tudo. – Achei! – gritou com um chaveiro nas mãos.
– Vamos logo então! Vai na frente que te seguimos – disse Dean.
– Ta. – entrou no lado do motorista.

Ela estacionou o carro em frente de um prédio de tijolos vermelhos que tinha uma aparência antiga e mal cuidada.

– É aqui.
– Tinha um lugarzinho melhor não, querida? – fez uma careta olhando para o prédio antigo.
– Primeiro entra e depois fala. OK? – manda um beijo para a amiga.

Eles entraram no prédio que por dentro também não era nada diferente do lado de fora, chegaram ao terceiro andar, entraram no apartamento, ele era lindo, a sala toda branca com móveis brancos com TV de LCD e uma mesa de jantar com 8 lugares.

– Wow, super show seu apê! – Dean ficou maravilhado.
– Quartos? – perguntaram e Sam.
– 3 quartos com suítes naquele corredor ali. – disse a menina apontando para uma porta de vidro.

sai correndo e entra em um dos quartos com suíte. – MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU.
– O outro é meu. Dean e Sam vão ter que dividir o quarto, a não ser que alguém queira dormir comigo. – ria.
– Não me incomodo. – Dean se impôs.
– Não se incomoda de dormir no mesmo quarto que eu, Dean? Ótimo! Vamos indo. – Falou Sam puxando o irmão.

caiu na gargalhada, foi para seu quarto e deixou suas coisas lá.

– Temos que comprar algo para comer e beber, não tem nada aqui. – disse da cozinha.
– Sam, você leva elas? – Dean pergunta jogado no sofá.
– Eu não preciso que ninguém me acompanhando, eu conheço essa cidade muito bem. – falou abrindo a porta. – Quer ir comigo, ?
– Claro! Minhas bebidas você não compra, né? – brincou com a amiga.

As meninas foram andando pela rua até chegar a um mini–mercado.

, vai pegando as outras coisas de comer que eu vou pegar as bebidas. – falou a menina com brilho nos olhos.
– Não se esquece do meu mate, tá?

foi para um lado e para o outro, as meninas se encontraram no caixa.

– Par! – disse levantando a mão.
– Impar! – disse ela levantando a mão enquanto o moço do caixa as olhava com insignificância.
– 1, 2, 3 e já!

colocou um 4 e um 3.

– Merda! – xingou a menina quando tinha visto que perdeu.
– Há. Bem feito – ria.
– Chata. – deu língua para a amiga enquanto pagava tudo.

Elas foram andando de volta para o apartamento, já estava escuro e a luz do poste da rua tinha apagado.

– Nossa, nem parece que é tudo isso. – olhava a noite.
– Isso o que, menina? – a amiga pergunta confusa.
– A noite, dã. – ela disse fazendo uma careta.

Elas entram em um beco ali perto e começou a ficar diferente.

– O que foi, ? – perguntou e escutou um barulho alto.
– Droga! – se virou na direção que o barulho veio.


Capitulo 6
jogou as compra no chão e sacou seu revólver rapidamente, assim como também fez. As duas deram passos lentos olhando ao redor.

– O que é… – não deu tempo de terminar a frase, pois algo pulou em cima de .

A garota deu alguns disparos, mas não acertou o indivíduo que agora deu um safanão em sua mão e jogou sua arma para longe, o homem agarrou os braços de , que não conseguia se mover de forma alguma, ela apenas se debatia na tentativa de se soltar da criatura que a segurava. Por fim, percebeu que era um vampiro e começou a gritar. disparou contra o homem que atacava sua amiga, mas foi em vão, pois ele deu uma bela dentada no pescoço da menina, tudo começou a ficar escuro para ela. As balas de prata de eram completamente inúteis contra ele. O vampiro cortou seu próprio pulso e fez a mulher beber um pouco de seu sangue.

– Não! Seu… – tentou tirá-lo de cima da amiga, mas foi tacada para longe com um simples empurrão.
– Sai daqui, ! – gritou recobrando o sentido, empurrou o vampiro e saiu correndo pela noite a fora.

O homem fugiu e tentou seguir a amiga, mas não conseguiu, pois a outra era rápida demais. estava desesperada, passou a mão em seus cabelos soltos os jogando para trás, não sabia o que fazer, havia sido transformada em vampira e agora sumiu pela cidade, a menina pegou o celular e ligou para Dean e Sam.

– Alô? – Sam falou do outro lado da linha. – Onde estão? Estão demorando demais. – advertiu.
– Sam. – estava ofegante e desesperada, olhava para os lados em busca de resposta, ou pelo menos ajuda. – A foi atacada quando estávamos voltando.
– O QUE? – gritou. – Por quem?
– Um vampiro, ele a transformou, tentei segui-la, mas não consegui. – a menina falou depressa, estava apavorada.
– Vem pra cá. – ordenou Sam. – Vamos ver o que podemos fazer.
– Ok. – desligou o celular, voltou no beco, pegou as compras e voltou para o apartamento o mais rápido que pode.
Assim que chegou, contou o ocorrido aos meninos que escutavam atentos.

– Um vampiro? Então deve ser ele que está cometendo os assassinatos. – Sam estava irritado.

estava agoniada, seus cabelos já estavam mais que bagunçados de tanto que ela passava a mão neles, mas um pouco a menina fazia um buraco no chão de tanto que andava em círculos.

– Pode ser, mas uma coisa eu sei, ela não pode se alimentar! Caso o contrário não irei poder reverter o processo! Temos que achá-la. – falava rápido.
– Como você pôde deixar isso acontecer? – Dean estava inconformado. – Há essas horas ela já deve ter se alimentado. Temos que achar o ninho também.
– Olha aqui, Dean Winchester, tentei fazer de tudo, disparei no desgraçado até minhas balas de prata acabarem, tentei me aproximar e ele me tacou longe. Não sou a mulher maravilha, querido. – falou e apontou o dedo na cara dele, estava frustrada. – Estou mais preocupada do que você pode imaginar, não tenho idéia do que fazer. Ai vem você querendo jogar a culpa para cima de mim?! Já estou me sentindo bastante culpada, não preciso que ninguém fale isso para ME SENTIR PIOR! ALÉM DO MAIS VOCÊ ESTÁ SE PREOCUPANDO COM O NINHO? QUE SE DANE O NINHO, QUERO É ACHAR A MINHA AMIGA BEM!
– Desculpa, senhora drama! – Dean também estava irritado. – Mas saiba que a essa altura ela já se alimentou com certeza e... – deu um soco na cara dele.
– Hey! Vamos parar com isso, não vai adiantar nada vocês dois ficarem se socando! – Sam entrou no meio dos dois. – , você conhece a cidade melhor do que nós, deve saber de algo que possa ajudar. Dean, vá tomar um banho e esfriar a cabeça um pouco… – nessa mesma hora a porta da sala se abriu e passou por ela.
– Minha boneca. – foi em direção da amiga para abraçá-la.
– Oi. – desviou dela – Vou tomar um banho, estou fedendo. – disse e saiu.

Ela estava estranha, claro, quem não estaria depois de ter levado uma dentada no pescoço? foi atrás dela. Sam não deixou que Dean também fosse, poderia ser pior.

– O que aconteceu? Você sumiu! Como você esta? – entupia a menina de perguntas.
– Ótima – falou de dentro do banheiro.
– Ótima? Você me fala ótima? – perguntou exaltada.
As duas começaram a discutir, já estavam aos berros. Da sala Dean e Sam escutavam tudo.

– Vou lá. – disse Dean se levantando da cadeira. – Você não vai a lugar nenhum. – Sam o segura. – Deixe que elas resolvam.
Dean ficou de cara amarrada, mas sentou-se na cadeira novamente.
– Você se alimentou? – estava preocupada com ..
– Não faz diferença. – saiu do banheiro e se trocou.

saiu do quarto enquanto berrava atrás da menina feito louca.

- Hey . – Dean segurou seu braço, mas ela o empurrou com força contra a parede.
- Não encoste em mim. – rosnou e foi embora.

viu a cena com indignação, não podia fazer muita coisa, então foi para seu quarto bufando e bateu a porta feito uma criança mimada.

– Droga! – disse Sam olhando a situação. – Vou atrás da e você vai falar com a .

Dean concordou e foi até o quarto, bateu na porta mais não teve resposta, então decidiu entrar. Estava tudo escuro, a janela estava aberta e a cortina branca de renda se debatia com a brisa leve. O loiro caminhou lentamente até o banheiro e não tinha ninguém. Voltou e olhou pela janela onde tinha uma escada de emergência.

– Mas que merda! SAM! SAAAAM! – saiu ele gritando o irmão.
– Fala, Dean! – disse Sam que ainda estava no apartamento.
fugiu.
– Para onde ela pode ter indo?
– Aonde? Atrás da oras! – Dean falou pensativo.

Dean e Sam saíram em busca das meninas.

***

vagava pelos becos da cidade em busca de alguma pista ou de até mesmo de sua amiga então se deparou com ele…

– Gabriel? O que está fazendo aqui? – correu até ele e abraçou o jovem.

Ele era realmente lindo, tinha um sorriso perfeito, dentes brancos e certos, a boca rosada, assim como suas bochechas. A pele clara dele realçava seus olhos verdes esmeraldas, ele era alto, seus cabelos loiros eram lisos e estavam penteados para trás e seus braços fortes apertavam de leve a manga de sua camisa preta.

– Minha rainha. Vim te ver. – o rapaz lhe deu um selinho. – O que faz andando por esses becos?
– Estou tentando encontrar a , um vampiro a transformou e agora ela sumiu. – respondeu começando a chorar.
– Calma, tudo vai se encaixar! – afagou a cabeça da jovem
– Eu preciso de você aqui comigo. Me ajuda a encontrá-la?

Sam que estava procurando por qualquer uma das meninas passou pela frente do beco e escutou a voz de . Chamou o irmão e eles seguiram a voz.

– Não posso. Tenho que ir, minha rainha. – Gabriel falou quando viu Dean e Sam se aproximarem.

O homem sumiu do nada apenas deixando uma brisa pra trás.

– Quem era aquele cara? – Dean quis saber.

se virou de costas pros meninos, enxugou as lagrimas e saiu andando. Não queria falar com eles e nem que a vissem daquele jeito, tão vulnerável e indefesa. Geralmente costumava ser uma mulher forte que não se abalava com nada.

– Quem era aquele cara? – perguntou Dean novamente segurando seu braço dela.
– Ninguém. – falou segurando a voz embargada.
– Se não era ninguém, por que esta chorando? – Sam perguntou se aproximando.

fez sua melhor cara de desentendida, pois ela era uma boa atriz.

– Do que esta falando, Sam, não estou chorando. – disse com uma voz calma e serena.
– Falsa! – advertiu o moreno, ele odiava mentiras e não iria admitir isso de . – Pare de mentir! Diga logo quem era ele. – Sam olhou friamente pra ela.
- Não era ninguém do seu interesse. – respondeu olhando para baixo, não se agüentaria por muito tempo.

Os três escutaram barulho de passos e olharam na direção que vinha o som a fim de saber quem era.

– Ora ora ora. Conseguiram irritar a princesinha? – falou um homem sorrindo.
– Quem é você? – Dean perguntou olhando para o sujeito.

, Sam e Dean ficaram em posição de ataque, não sabia quem era o cara.

– Estou com a sua amiguinha! – disse ele e andando atrás de si. – Que feio, o trio brigando por banalidades, pensei que eram unidos.
– Vai se danar! – falou e sacou um facão que tinha dentro de sua bolsa.
- Que boca suja para uma mulher bonita feito você. – logo depois reconheceu que era o vampiro que havia transformado sua amiga.

jogou a bolsa para Dean e Sam, dentro dela tinha mais dois facões e mais algumas coisas. Dean foi o primeiro a ir para cima do vampiro, mas a criatura se defendeu do golpe que o loiro deu, foi para cima de Sam afim de arrancar seu pedaço, os dois caíram no chão, o facão de Sam voou longe, o moreno segurava pelos ombros enquanto ela tentava mordê-lo. não sabia se ajudava Dean ou Sam. O loiro caído em meio dos sacos de lixo e o moreno no chão com uma vampira louca em cima dele. então se decidiu, tacou seu facão longe e correu até Sam.

- Sai de cima dele, sua maluca. – puxou por trás, tirando ela de cima do moreno e a empurrando pra longe.

Enquanto isso, Dean já havia se levantado e agora saia no braço com o vampiro Mor, o loiro deu um soco na cara da criatura que apenas deu um sorriso debochado e revidou o soco com o triplo de força, fazendo com que Dean batesse com as costas na parede e caísse no chão. Já desviou seu alvo para , que ajudava Sam a se levantar, a menina pulou nas costas de e lhe deu uma mordida no ombro.

- Tá virando cachorro?! – perguntou e jogou seu corpo para trás na intuição de que as duas caíssem no chão, mas foi mais rápida e saiu de cima da menina antes que caíssem no cimento.

bateu com tudo contra o chão, a pegou pelo braço e saiu a arrastando pelo beco a fora. Sam foi correndo atrás das duas na tentativa de ajudar à amiga.

- Sam ajuda o Dean que me viro com ela! – gritou tentando puxar seus braços.

O moreno obedeceu e correu na direção do irmão que agora estava sendo praticamente espancado pelo monstro. A criatura estava bem distraída socando Dean, então foi a deixa para Sam, ele pegou um dos facões que estava caído no chão e avançou para cima do vampiro, mas quando se aproximou, o monstro se virou e atacou Sam, Dean pegou um facão e decapitou o maldito o matando de uma só vez.

– MESTRE? – gritou de longe, ela ainda arrastava para fora do beco, sabe-se lá o que faria com a amiga depois.

soltou os braços de e foi correndo até o vampiro decapitado. se levantou, sua costa estava toda arranhada, sua roupa imunda e seu humor péssimo. Dean e Sam apenas observavam chorando em cima do corpo, era patético. Dean foi até a bolsa, pegou uma seringa e encheu de sangue de morto. caminhou até eles, ela tentava se arrumar pelo meio do caminho batendo em suas calças, passando a mão no cabelo e arrumando sua jaqueta.

- Que ridículo você chorando por um troço que nem conhecia direito. – disse com nojo.
- Cala a boca! Ele me criou.
- Ah ele me criou. – ironizou. – Balela. Você vem conosco. – pegou a menina pelo braço.
- Não vou a lugar nenhum! – estava irritada, mas ainda chorava em cima do moribundo e empurrou .
– Você não nos deixa escolha. – Dean injetou a injeção no pescoço de , mas ela a jogou longe.
– Acho que você não entendeu, não quero mais! Estou bem desse jeito! – ainda se recusava a ir.
– 3, 2… – antes de acabar de contar, a menina caiu no chão inconsciente.

Sam e Dean ajudaram a recolher as coisas e depois sumiram com o defunto.

– Vamos levá-la para o apartamento. – pegou a amiga pelos braços, a colocou no ombro feito um saco de farinha e saiu andando.
- Quer que eu leve? – Dean ofereceu.
- Não, é bom que no caminho de volta posso ir socando ela pela mordida que me deu.

Dean e Sam a seguiram, quando eles chegaram ao apartamento amarrou em uma cadeira, os meninos ensoparam a cadeira com de sangue de morto.

– Isso deve segurá-la por algum tempo. – disse.
– Vou ficar aqui vigiando. – prontificou Dean.
– Ok.

foi para seu quarto tomar um banho, enquanto a água quente escorria por seu corpo, ela pensava em tudo que estava acontecendo, a amiga tinha sido transformada em um dos monstro que caçavam, suas visões ficavam cada vez mais violentas, a morte de seus pais, seu irmão desaparecido, o que sentia por Gabriel, o beijo que deu em Sam na boate, na vez que transou com Dean, estava tudo meio confuso dentro dela. O que realmente sentia pelos irmãos Winchesters? O que sentia por Gabriel? Aquele hoje tão misterioso. Eram tantas perguntas e não tinha respostas para quase nada daquilo. Assim que terminou seu banho foi até a sala para ver se a amiga estava bem.

não acordou? – perguntou olhando a menina que continuava na mesma posição.
– Ainda não. – respondeu Dean.
– Cadê seu irmão?
– Sei lá, deve estar dormindo.
– Hum. Qualquer coisa me chama.

Ela foi comer algo e depois voltou para o quarto, mas se deparou novamente com o homem loiro. Ele era lindo, perfeito, parecia um deus grego.

– Gabriel, você esta louco? Eles podem te ver aqui, meu amor. – falou fechando a porta e depois indo até ele.
– Não, está tudo bem. – ele passou a mão no rosto da menina.

***

Dean estava entediado zapeando pelos canais quando Sam entrou na sala e se sentou ao seu lado.

– Dean. – Sam falou como se não quisesse nada. – Se lembra que estava no beco com alguém?
– Sim.
– Esse alguém está no quarto dela agora.
– Então vamos lá ver. – Dean se levantou do sofá todo empolgado, estava curioso para saber quem era a tal pessoa.
– Não. – Sam puxou o braço do irmão fazendo com que se sentasse novamente. – Espera um pouco. Debaixo da cama da tem um pentagrama, se for um demônio, ele ficará preso. Quando ela estava na cozinha comendo, fiz um circulo com óleo santo, se for um anjo, nós o pregamos.
– Até que você não é burro, irmãozinho. E se não for nenhum dos dois?
– É, não pensei nisso. – disse sério.

***
Gabriel e estavam dando uns amassos violentos na cama, a mulher retirou a camisa dele deliciando cada parte de seu peitoral musculoso e delineado, Gabriel por sua vez arrancou a camisa dela e apertou seus peitos dentro do sutiã, soltou um pequeno gemido gostando do que Gab fazia. A mão de foi deslizando por sua barriga e chegou até sua entrada que era bem cavada! “OH DEUS QUE ENTRADA ERA AQUELA?” Pensou a mulher adorando aquilo. Seus dedos foram se encaminhando para o botão do jeans, quando Sam e Dean entram no quarto, ambos se assustaram; os meninos com a cena; e Gab com eles. Sam mais do que rápido acendeu o óleo santo.

– Mas que merda é essa!? – se assustou quando viu o fogo levantando, ela se cobriu com o travesseiro. – Querem tacar fogo no meu apartamento?
– Então era esse cara ai que você estava se agarrando no beco? – Dean pergunta olhando para o tal.
– Dean e Sam Winchester, que bom vê-los novamente. Acho que me pegaram dessa vez. – Gabriel falou se levantando da cama vestindo sua camisa.
– Amor, você os conhece? – perguntou vestindo uma camiseta.

Dean e Sam não estavam entendendo nada. Gabriel então mudou de forma e ficou o olhando espantada.

– Brincalhão. – Sam falou indignado.
– O que está acontecendo aqui? – não entendia nada. – Gente, ele é o arcanjo Gabriel e não o brincalhão que vocês falaram. Amor, por que você esta dessa forma? – nem ela acreditava no que via; um o homem baixinho com cara de bobo.
– Porque essa é a minha forma verdadeira. – disse rindo.
– Ele estava te usando para algo, , não esta vendo? – Dean acusou.
– Não, gente, não pode ser, tem alguma coisa errada aqui. Gabriel. – ela pedia explicações com o olhar.
– Me desculpe, mas é verdade. – respondeu olhando para ela e se aproximando para tocá-la.
– Não encoste em mim! – engatinhava para trás ainda em cima da cama. – O que você quer?
– Só estava tentando te proteger contra esses dois. Eles vão começar o apocalipse e não quero que esteja junta deles.
– Sabia é feio mentir para as mulheres? – Castiel apareceu do nada. – Ele não quer que você atrapalhe o apocalipse, essa é a verdade.
– Como assim? – Sam perguntou unindo as sobrancelhas.
– Ele acha que pode impedir o apocalipse junto com vocês. Assim como os outros querem que isso aconteça, Gabriel também quer. – explicou Cass.
– É verdade, ela só está atrapalhando o processo todo. – Gabriel concordou.
– Como eu pude?! Como você pode me enganar esse tempo todo? – a menina estava confusa. – Seu miserável! – se levantou da cama, foi até sua mala e pegou uma espada que matava anjos.
– Não, . – Sam tentava impedir a menina de fazer uma besteira maior. – Não vale à pena.
– Eu vou matar esse desgraçado. – tentava ir direção ao homem, mas Sam a segurava pela cintura, então ele saiu a puxando para fora do quarto. – Me solte, Sam! Vou acabar com a raça daquele miserável! Maldito! Vou arrancar o coração dele com as unhas! – se debatia de todas as formas.

Sammy não respondeu, saiu arrastando a menina que se segurava em tudo que via pela frente, depois de muito custo eles conseguiram chegar à sala, os braços de Sam estava arranhados por causa das unhas de , que tentavam se libertar do braço largo e forte do rapaz. Sam a jogou em cima do sofá com brutalidade, estava histérica e revoltada. Quando olhou para a cadeira onde estava , seu faniquito cessou. havia sumido.

– Para onde ela foi?! – perguntou se levantando do sofá.
– Ela estava ali agora mesmo. – disse Sam olhando para os lados em busca da menina.
Eles vasculharam o apartamento, enquanto Dean e Cass resolviam o assunto com Gabriel em seu quarto. viu a janela da cozinha aberta e suja de sangue.

– Aquela vaca vai me pagar. Ela fugiu pela janela da cozinha. – falou indo para a sala em busca de Sam.
– Pra onde será que ela foi?
– Deve ter voltado para o ninho. – disse Dean que entrou na sala e pegando o assunto pelo meio.
– Cadê aquele filho sem mãe? – perguntou enfurecida.
– Castiel o levou com mais dois anjos. – respondeu o loiro. – Acho que esse não vai mais voltar a incomodar tão cedo.
– Vocês deveriam ter me deixado matá-lo! Isso sim. Bem… sumiu, temos que achá-la, vou trocar de roupa e partimos novamente para busca.
- Ok. – disse Sam. – Vamos te esperar lá embaixo.
- Tá.

foi para o quarto, trocou de roupa e desceu.

– Vamos atrás dela.
– Vamos. – Dean concordo. – Sam, você vai ficar pra ver se ela vai voltar?
– Por que diabos ela voltaria? – Sam perguntou.
– Ele tem razão, Dean. Anda vamos.

Os três viraram a cidade de cabeça pra baixo, mas não acharam nada. Já estava amanhecendo quando voltaram para o apartamento, estavam exaustos.

– Novamente a culpa foi minha, deveria ter ficado vigiando ela em vez te ter ficado… – ela torceu o nariz quando falou. – Vocês sabem.
– Tanto faz, estou cansado, vou tirar um ronco e mais tarde continuamos a busca. – Dean falou indo para o quarto.
–Irei ficar aqui de vigia. – se sentou no sofá.
– Vou tomar um banho e dormir um pouco também. – disse Sam. – Tudo bem?
– Tudo, se quiser pode deitar no meu quarto, não vou usá-lo mesmo. – prontificou a mulher.
– Uhum.

O moreno se retirou. ficou deitada no sofá apenas fitando o teto, não acreditava que Gabriel estava com ela por apenas interesse. “Será que todos serão assim? Será que algum dia algum cara vai querer ficar comigo sem ser por causa de algo que o interesse a mais do que meu corpo ou algo que eu possa fazer? Ok, sei que isso é patético, mas sinto falta de ter alguém do meu lado” pensou.

***

estava perto do ninho, procurando por seu novo mestre. Era um prédio velho de cinco andares, os tijolos velhos declaravam que aquela construção poderia desmoronar a qualquer momento, ela analisava o local com cautela, quando um belo vampiro moreno de olhos azuis saiu pela porta da frente. Ele era realmente muito bonito, qualquer menina se encantaria por aqueles lindos pares de olhos azuis, sem falar no majestoso sorriso que o rapaz deu. teve que se segurar para que suas pernas não batessem umas nas outras, ela analisava cada parte do ser, pelos seus cálculos o cara deveria ter a cerca de 1,83m de altura e aparentava uns 21 anos. Uma barba mal feita tomava conta de seu rosto, seus cabelos castanhos e lisos estavam completamente desgrenhados, o cheiro de seu perfume cítrico veio no ar entorpecendo os pulmões da menina. Ele vestia um jeans esfarrapado e rasgado, uma blusa preta em gola V deixava seu peito pálido um pouco à mostra e a meia manga sua blusa era um pouco apertada em seus braços musculosos, em seu pé um par de botas de couro surrado mal amarrado estava por cima da boca da calça lhe dando um ar despojado e completamente largado. A sua voz era grossa e sedutora, ele tirou do transe. [ n/a: Tá legal, agora descrevi o Damon Salvatore, mas não foi nele que pensei quando estava escrevendo. KKKKK]

– Posso ajudá-la?
– Claro! Estou procurando pelo mestre para… – ela fez uma pausa. – Alimentação?
– Vejo que é novata por aqui. Venha comigo, posso lhe dar o que desejar. – o homem estendeu a mão de uma forma elegante. – Desculpe ser mal educado, mas nem me apresentei. Prazer, meu nome é Patrick. E o seu?

pegou a mão dele de uma forma cordial, estava encantada com aquele ser maravilhoso.

– Obrigada, meu nome é . – deu um sorriso doce.
– Belo nome, combina com a sua perfeição e beleza.
– Que é isso. – ficou constrangida.

Patrick a guiou até a porta do prédio antigo, ele a abriu deixando que a menina passasse primeiro. No hall tinha um tapete que um dia foi branco, mas agora estava encardido, o jovem vampiro estava bem atrás dela então passou a sua frente para lhe mostrar o caminho. Eles passaram por um longo corredor, nas paredes havia rastros de papeis de paredes rasgados, sujos e gastos, neles tinham algumas marcas que pareciam de sangue misturado com todo o tipo de imundície que possa imaginar, também havia quadros pendurados meio tortos, alguns de paisagens, outros de rostos e algumas escrituras que não se era possível ler ou entender, as letras eram feias demais, pareciam apenas rabiscos, que diria um texto! No caminho algumas cantoneiras enfeitavam o lugar com um vaso de flores murchas, o cheiro de sangue misturado com outro cheiro indescritível dominava o lugar. Patrick abriu uma porta no final do corredor, era branca de madeira maciça, a tintura estava descascando, além de suja, é claro, como tudo ali era. Passaram por ela, a iluminação péssima não impediu que pudesse ver por onde andava, era uma escada íngreme feita de pedras. Desceu, desceu e desceu, o cheiro horrível ia ficando cada vez mais forte ao olfato aguçado da menina, quando chegaram no final tinha outra porta, era grande, grossa e pesada. Patrick a empurrou com facilidade e eles entram. Tinha varias selas e havia pessoas ali dentro, estavam compartilhando o mesmo local com pedaços de pernas e braços ou qualquer outra parte de corpo humano que um dia fora de alguém. Também tinha portas que dava para dentro de saletas onde os vampiros podiam escolher sua próxima presa e saboreá-la, dava para ver alguns aparelhos de tortura como: berço de Judas, garfo dos hereges, garras de gato, cavalete, quebrador de joelhos, entre outras muito piores, corpos ainda estavam nos aparelhos, outros alguns vampiros usavam se divertindo com o sofrimento da vítima, era muito sangue, muita matança e muito sofrimento. Lá embaixo era enorme. Patrick andava por ali normalmente enquanto olhava assustada tudo aquilo. Era tensão demais correndo ali. O homem caminhou até uma sala onde ficava seu mestre.

***

acabou pegando no sono, estava tudo bem, quando de repente acordou apavorada com a boca e o pescoço sujos de sangue. Estava com uma dor de cabeça insuportável. Ela se sentou no sofá com a mão na cabeça, digerindo todas as imagens que percorriam em sua mente, estava tudo correndo como se fosse um filme acelerado, a dor ficava cada vez mais aguda, a agonia de um grito preso em sua garganta querendo se libertar estava lhe sufocando, então foi como se apagassem a luz. Tudo parou do nada. estava ofegante, levantou e correu até o quarto de Dean. Tinha tido uma visão do local onde estava, viu tudo o que a amiga viu.

– Dean! Dean, acorda. – a menina o sacudia, ela estava apavorada demais.
– Ah meu Deus! – Dean ficou apavorado quando viu a menina suja de sangue. – Que foi? Quem te atacou?!
– Eu vi a … o ninho… um homem lindo… ela bebendo sangue… selas cheias de gente… uns vampiros torturando pessoas inocentes… um lugar horrível! – disparou a falar, estava nervosa com as cenas que haviam passado por sua cabeça. Ela segurava a camisa do loiro com força, estava com medo, mas tinha que fazer algo.
– Calma, . – Dean pega os ombros da garota. – Respira fundo e me conta o que você viu.
– NÃO DÁ TEMPO! – ela gritou.

Saiu correndo do quarto que nem louca, pegou sua arma, um facão, e saiu porta a fora sem ao menos olhar para trás. Não deu tempo de Dean pensar em nada, tinha que acordar o irmão e ir atrás da doida.

– DROGA! SAM! – chamou o loiro colocando suas botas e pegando sua jaqueta.
– Que foi? – perguntou meio sonolento se levantando da cama.
– A ta doida! Ela viu a e um cara bonito, que não era eu, em uma ninho. Tinha alguma coisa com sangue, não entendi muito bem. Ela saiu correndo feito louca porta a fora com um facão na mão.
– Para onde ela foi? – perguntou Sam se vestindo também.
– Não sei, acho que para o ninho. – disse confuso. – Parecia que ela sabia onde era.
– E POR QUE VOCÊ NÃO FOI ATRÁS? – Sam ficou revoltado com a displicência do irmão. – Sabe que ela é meio desgovernada! E você não fez nada?
– Estava dormindo, não entendi direito o que ela queria.
– Que merda, Dean! Você não podia tê-la deixado sair desse jeito! – Sam foi pegar sua arma.

***

entrou no carro e foi o mais rápido que podia até o lugar onde tinha visto o ninho. Chegando lá, estacionou do outro lado da rua e ficou analisando o prédio velho de longe onde tinha várias janelas quebradas além da aparência horrível. Parecia estar abandonado. Por fim ela tomou coragem, colocou o medo no saco e saiu do veículo. Caminhou lentamente, sabia que era arriscado e que poderia morrer indo até lá sozinha de peito aberto enfrentar um bando de vampiros sanguinários, mas não estava nem ai. Estava disposta a tentar salvar sua única família que restava, estava disposta a dar sua própria vida para salvar a amiga. parou a frente do prédio, já estava cedo, o sol iluminava a rua e o local onde ela se encontrava. Se tivesse alguma vantagem era essa. Os vampiros ficavam lentos no sol. A menina colocou dois dedos na boca e deu um assovio bem alto.

– Ei seus babacas, venham me pegar! Estou cheirosinha e sou bem gostosa! Tenho bastante sangue doce aqui para vocês. – gritou tentando chamar atenção, mas nada ocorreu, estava tudo muito silencioso. – Será que é esse o lugar? – perguntou para si mesma olhando para os lados tentando se localizar.
– Droga, . – falou de dentro do ninho e correu até a sala do mestre. – Senhor, posso ir dar um jeito nessa gritaria?
– Claro, por que você não aproveita e se alimenta? – o homem barbudo falou. – Mas vá rápido, pois acho que já estão de olho em sua presa.
– Ok, obrigada! – saiu correndo até a entrada do prédio e andando lentamente até a amiga, olhando-a fixamente nos olhos, mas ficou na sombra.
– Olha quem deu o ar da graça. – falou sarcasticamente quando viu a menina. – Pensei que ia se esconder pelo resto da vida. – implicou. – Está com medo de se bronzear um pouco? Venha sentir o calor do sol.
– O QUE PENSA QUE ESTA FAZENDO AQUI?? – foi até e a arrastou para um canto com sombra, a luz do sol queimava seus olhos.
– Vi você aqui. Tem homem gostoso e nem me chamou para a festa? – falou rindo. – Qual é? Vai ficar de sacanagem com a minha cara? Vamos embora! Vou dar um jeito de te curar.
– Não posso. – disse baixinho.

estava indignada, queria dar um soco na cara de !

– Não vou te levar a força. Então vamos fazer o seguinte, invadimos essa bagaça, matamos esses sangue-sugas malditos e damos o fora.
– Ah sim. – também riu de uma forma debochada. – Você acha que vai conseguir exterminar todos sozinha com isso? – perguntou apontando para as armas da garota.
– Se você ajudasse! – passou a mão nos cabelos os jogando para trás. – Que droga, ! Eu te vi bebendo sangue, pensei que já tinha… – olhou para o lado. – Vamos embora, ainda dá tempo.
– O que foi? – olhou para o mesmo lado que .
– É isso mesmo que escutou, pensei que tinha se alimentado. Eu e os meninos estamos feito loucos atrás de você.
– E quem disse que não? – abaixou o olhar com pesar.
– Então quer dizer que você se alimentou mesmo? – perguntou olhando para a amiga, mas algo lhe dizia que era mentira, ela sabia que estava mentindo, só não sabia o motivo. – Você vai voltar para o apartamento comigo agora! Tenho a cura, mas você não pode se alimentar se não vai dar certo!
, não dá. Eu já me alimentei. Desculpa. – a garota se afastou.
– Sabia que você é péssima em mentir, ainda mais para mim? – se encostou à parede irritada. – Sei que ainda não fez isso. EU SEI! – gritou desesperada, ela não queria acreditar, não podia. – Não posso te perder também. – sussurrou para si mesma.
– Acredite se quiser! – entrou novamente no prédio.

escorregou desolada pela parede, não acreditava que havia desistido tão fácil assim, estava triste e ao mesmo tempo com raiva. O que ela poderia fazer? Agarrar pelos cabelos, arrastar ela de volta para o apartamento e fazê-la tomar a cura a força? Para principio de conversa se tentasse usar a força contra acabaria morta, a menina estava muito forte, um plano surpresa seria mais difícil agora, já que estaria mais atenta por causa da ultima vez que a pegaram no beco. A menina segurava as lágrimas que queriam sair de seus olhos, por fim engoliu o choro, se levantou do chão sujo e foi andando com raiva pela rua, estava com raiva por ser inútil a esse ponto de não conseguir fazer mais nada, de não conseguir salvar a amiga. Castiel então apareceu na sua frente a assustando.

– Vou colocar um sininho no seu pescoço, assim vou saber que está chegando. – disse com raiva.
– O que houve? – pergunta o anjo ignorando o comentário dela.
– Nada, problema meu.
– Bem. Vim lhe trazer isso. – Cass entregou dois colares a ela.

Ambos eram de correntes de prata, os dois tinham uma pedra como pingente; uma era azul e a outra um vermelho meio alaranjado. Por trás deles existia um encaixe. Parecia que um líquido corria por dentro delas, era muito bonito e um pouco pesado. Dava para sentir uma energia fluindo deles.

– Para que é isso, Cass?
– Esses colares são muito preciosos e valiosos, estavam sob meus cuidados. Muitos o cobiçam, mas apenas os verdadeiros guerreiros podem usá-los. Eles escolhem de quem serão os donos; caso o contrário, o colar autodestrói o ser que estiver com ele. Essas pedras são de dois planetas, uma é de mercúrio e a outra de plutão, contém um tipo de energia mística. Na hora certa você e a vão saber o que fazer com eles. Tenho que ir. Tome cuidado. Agora vocês são as donas deles. – Cass sumiu.
- Ok. – disse sozinha, já que o anjo havia sumido.

ficou analisando os dois, passava o polegar na pedra que tinha um brilho fraco. O colar vermelho a atraiu de tal maneira que ela o pegou para si e o colocou no pescoço escondendo ele por dentro da camisa. Quando a pedra encostou-se a sua pele quente ela sentiu um leve arrepio, era uma sensação estranha, mas não se preocupou com isso. A mulher colocou o outro colocar dentro do bolso de seu casaco e saiu andando. Ela caminhou para um bar mais perto que encontrou e pediu uma tequila dupla para o barman. Sam entrou no bar e viu a menina bebendo, então se aproximou, sentando-se ao seu lado.

– Não deveria estar bebendo a essa hora! – advertiu. – Conseguiu encontrar ?
– Ela não se importa mais, Sam. Ela nos deixou. – disse com tristeza. – Não pude fazer nada para evitar isso.
– Não se culpe, foi escolha dela permanecer na escuridão. – Sam também estava triste pela escolha da amiga.

O barman serviu a tequila de , ela olhou para o rapaz ao seu lado, apenas pegou o copo e virou tudo de uma vez só.

– Mais uma, por favor. – pediu colocando o copo encima do balcão.
– Vai com calma. – disse Sam. – Não adianta em nada ficar bebendo. – ele não gostava do que estava vendo, nunca havia visto colocar sequer uma gota de álcool na boca e agora ela estava enchendo a cara.
– Adianta, pelo menos assim posso me esquecer de tudo pelo menos por um momento. – o barman a serviu novamente, ela virou o outro copo e fez uma careta. – Mais uma!
– Se ficar bebendo acha que vai resolver o problema com a ? Não vai se esquecer de nada, apenas vai piorar as coisas. – ele tentava apaziguar as coisas, mas era cabeça dura demais.
– Não perguntei a sua opinião. – agora virava o terceiro copo. Estava deprimida demais para escutar qualquer um.
– Ok, se não que me escutar, tudo bem! – Sam disse se levantando, estava começando a ficar irritado com a imaturidade da garota. – Não vou ficar aqui vendo você beber até cair. – saiu andando.
– Sam. – chamou e ele se virou para ver o que queria, então ela deu o dedo do meio para o rapaz. – Também te amo.

Ele riu e foi embora. De um certo modo, a menina deixava ele fascinado com aquele jeito idiota de ser, mas quando era cabeça dura, isso sim o irritava. O moreno caminhou de volta para o apartamento e ligou para Dean avisando que já havia encontrado e , e que ambas não voltariam tão cedo. No bar continuava bebendo, já era noite quando decidiu fazer algo diferente, algo que lhe dava prazer e se divertia. Pegou seu celular e fez uma ligação. Seu teor de álcool era um pouco elevado, mas nada que pudesse melhorar depois de um doce e uma jorrada de água bem gelado no rosto.

– Jack? – disse ao atender.
– Fala, princesa. Todo bem com você? – perguntou ao escutar a voz dela embriagada.
– Mais ou menos. Só um pouco de álcool na cabeça, nada de grave. – deu uma pausa e pediu uma garrafa de água para o barman. – Então… tem alguma coisa para mim hoje? – perguntou encostando-se ao balcão e olhando pros os lados para ver se tinha alguém a observando ou estava escutando sua conversa.

O barman lhe serviu a água. Ela encheu um copo e deu uma longa golada, o líquido gelado desceu por sua garganta como se estivesse lavando todo o álcool.

– Não acredito que está bebendo sem mim! – disse brincando. – Ainda está me devendo uma saideira.
– Isso podemos resolver depois. E ai, temos algo para hoje?
– Tem sim, onde você está?
– Estou em Dansville, Michigan. Por favor, me diz que está perto.
– Não muito, estamos indo para a entrada de Illinois, Chicago.

olhou no relógio de parede do bar, marcava 19h23min.

– Pode me esperar então, vou encontrar vocês lá.
– Ok, até mais tarde.
– Até. – ela encerrou a ligação.

Ela pegou a garrafa d’água, pagou a conta e caminhou rápido até seu carro que ainda estava na frente do ninho, deu uma última olhada no lugar, viu uma sombra na janela do quarto andar, tinha alguém de pé ali a observando. A mulher ficou olhando para lá então a sombra sumiu, por fim ela entrou no carro e deu a partida, se mandando dali. Seriam quatro horas de viagem. Assim quando chegou no local marcado viu uma galera e além de muitos carros. Ela estacionou e saiu do veiculo.

– Fala ai, Jack. – deu um sorriso e foi de encontro com o rapaz. – Quem é que vai perder para mim hoje? – perguntou animada.
– Fala ai, princesa! Tem aquela menina ali, ela é nova por aqui, mas até agora não perdeu nenhuma corrida. – o menino apontou para uma menina de pele bem morena e cabelos cacheados. – Ela é realmente boa.
– É o que vamos ver. – deu um tapinha no ombro de Jack foi em direção da garota. – Olá. Prazer, sou Lucy. – estendeu a mão e deu um sorriso amarelo.
– Prazer, sou Olivia.
– Fiquei sabendo que você é boa no asfalto.
– A melhor corredora que você já viu. – disse com um sorriso triunfante no rosto.

cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha. Queria rir, mas estava se segurando. Ela sabia que aquela menina nunca ganharia dela.

– 20.
– 20 o que? – perguntou Olivia.
– Aposto 20 mil que ganho de você.
– Então se prepare para perder 20 mil. – disse a morena, então entrou em seu carro que era um Dojão Americano preto, o motor do carro era exposto no capo, a lataria estava polida e o carro era meio rebaixado.

saiu andando dali e foi em direção de Jack.

– Ai Jack, corrida armada. A morena vai bater um racha comigo. Agora é sua parte. – ela deu um beijo na bochecha do rapaz e entrou no Camaro preto com listras marinho.

O Dojão Americano se moveu até a marca, assim como o Camaro, ambos parados lado a lado. Um rapaz ficou parado entre os dois carros de frente para eles, ele estava se preparando para avisar a hora da largada. Ele apontou para a esquerda.

– PREPARAR OS MOTORES! – gritou uma loira peituda, sua roupa era curta demais.

O menino apontou para a direita.

– ACELERAR! – gritou uma ruiva magrela que estava com um vestidinho apertado.

segurava o volante com força e acelerava tanto que chegava até a tremer o veiculo inteiro devido a pressão, ela olhou para o lado e viu Olivia a olhava também com um sorriso. fechou o vidro que era completamente preto. As luzes azuis do painel iluminavam sua camisa branca a deixando azul também, o som estava ligado tocando uma música qualquer.

– LARGAR! – gritou o rapaz e apontou para frente.

Quando o Dojão Americano deu a largada, chegou empinar, levantando um metro do chão. O cano de descarga do Camaro SS saiu fogo e cantou pneu. Elas começaram o racha, o Dojão na frente seguido logo na cola pelo Camaro. aumentou o som no ultimo volume quando escutou “Do The Evolution - Pearl Jam”. Seus dedos batucavam o volante conforme a música, além de cantar junto. O ritmo da guitarra era uma melodia agradável em seus ouvidos, a adrenalina corria por cada parte de seu corpo, ela não se preocupava com o carro a sua frente, apenas dirigia.

– Vai sonhando que um dia você vai ganhar de mim garota. – falou pisando mais fundo no acelerador.

conseguiu passar por Olivia, pois quando ela foi entrar na curva deu uma freada e com isso o Camaro a passou, entrou com tudo na curva acelerando cada vez mais, o carro lhe dava estabilidade e fez a curva com um drift suave. A menina olhou pelo retrovisor e viu a bunda do Dojão dar uma pequena sambada, perdendo um pouco o controle da direção.

– Aprende como se faz. – disse entrando em outra curva e a fazendo com perfeição.

Olivia bateu na traseira do Camaro o fazendo derrapar, segurou com força o volante para que não rodasse e enfiou o pé no acelerador.

– BITCH! – xingou. Olivia ainda estava atrás dela. – Engole essa! – pisou no freio bruscamente, o carro derrapou pelo asfalto a fora, a fumaça dos pneus bloqueou a visão de Olivia e o Dojão porrou em sua traseira.

A frente do Dojão estava debaixo da traseira do Camaro, o capo do Dojão empenou. arrancou com o carro conseguindo sair dali, Olivia veio logo atrás e conseguiu chegar ao lado do Camaro. A morena deu uma fechada em que não desviou e acabou com sua lataria lateral amassada e toda arranhada. A guardiã não deixou por menos e fechou a menina, porrando na lateral de seu carro. Elas já estavam a mais de 200 km/h. Os dois carros colados um no outro chegando a sair faísca pelo atrito. O barril de fogo iluminava o final da estrada anunciando a linha de chegada.

– Tchau, Olivia. – jogou o Camaro com tudo para o lado fazendo que o Dojão começasse a se arrastado na parede de pedras que tinha no canto da estrada.
– O que pensa que está fazendo? – Castiel apareceu no banco do carona desconcentrando .
– Caramba, Castiel quer me matar do coração?! Você vai me fazer perder!
– Você vai matar essa mulher. – ele estava tranqüilo.
– Ela que começou. – falou a menina abrindo um compartimento no volante e apertando um botão vermelho, o carro deu um solavanco bruto e ganhou mais velocidade.

passou pelo barril de fogo, deu um cavalinho de pau em volta dele parando de frente para a o Dojão Americano que vinha com tudo.

– Não vai ser dessa forma que irá morrer. – Cass encostou no ombro de e eles apareceram lado de fora, a uma distância segura.

A batida foi monstruosa. O Dojão bateu de frente com o Camaro, os dois carros capotaram e depois explodiram. observava tudo tranquilamente. Não se importava com nada. Queria ter morrido.

– Minhas armas estavam no porta malas. – disse olhando para a explosão.

Castiel não disse nada. O pessoal começou a se aglomerar em volta dos destroços. Cass sumiu, então se aproximou.

– Princesa?! – Jack olhou assustado para ela. – Como?
– Eu pulei antes da colisão. Olívia também. – falou se virando e apontando para a menina que andava na direção deles. – Você é maluca? Onde estava com a cabeça em porrar na minha traseira? – foi na direção dela e a empurrou. – Se não sabe correr não vem pro asfalto!
– Não tem o direito de falar merda nenhuma, você revidou! – disse empurrando de volta.

As duas estavam nervosas, Jack entrou no meio antes que começassem a se bater.

– Claro! Você que começou a baixaria! Queria que eu parasse e visse o estrago que fez? Já estava tudo destruído mesmo, não iria fazer diferença nenhuma. – apontou o dedo na cara de Olivia. – Se sinta com sorte de estar viva, agora quero meu dinheiro!

Olivia jogou uma sacola de pano em cima de e saiu andando, a morena estava com ódio mortal. abriu a saca e viu várias socas de notas e mostrou para Jack que abriu um sorriso.

– É, mas isso não vai te comprar um carro novo como aquele.
– Tudo bem, dou meu jeito. – ela sorriu. – Agora tenho que ir, acho que foi a última vez que corri com você.
– Ah princesa, não vai, ainda está me devendo a saideira. Além do mais você não pode nos abandonar, é um dos melhores corredores que tenho. – choramingou.
– Não posso mais ficar fazendo essas coisas. Tenho que cuidar de umas paradas mais importantes. Quem sabe um dia nos veremos por ai. – deu um tapinha no braço dele, ela tinha que parar com aquilo, não era mais nenhuma adolescente.
– Tome, isso é das apostas. – o cara entregou mais uma saca preta de pano para a menina. – Boa sorte.
– Obrigada, vou precisar de muita mesmo. – deu um abraço no rapaz e foi embora.

entrou no mato.

– Cass. – chamou.
– O que quer? – apareceu atrás dela.
– Queria meu carro de volta. – fez um biquinho de menina manhosa. – Arruma ele para mim. – disse puxando a manga do casaco do anjo.

Castiel respirou fundo.

– Vá para casa. – ele encostou dois dedos na testa da menina e ela estava na frente do prédio.
– Valeu pela carona, mas queria mesmo era meu carro.

Mas não entrou, ela foi para um bar mais próximo. Quando foi quatro da manhã a menina chegou ao apartamento até torta de tão bêbada que estava. Dean e Sam estavam na sala vendo TV e se assustaram com a barulhada que ela fez ao abrir a porta.


Capitulo 7

– Fala ai, minha gente. – a mulher se escorou a parede para não cair, sua fala era enrolada.
, você ta bebada? – perguntou Dean levantando do sofá, ele ficou preocupado.
– Não. loiro. Só estou andando torto e falando enrolado para fazer graça. Ta vendo não ou quer que eu desenhe?
– Nossa. santa ignorância. – disse ele indo para a cozinha e se servindo de um copo de café.
– Chato! – foi se escorando em tudo que via, indo para seu quarto.
– O que aconteceu com ela? – Dean perguntou se acomodando no sofá quando a bêbada já não podia mais escutar a conversa.
– Ficou o dia todo bêbedo num bar ai. – Sam deu de ombros, estava chateado pela atitude da menina.
– Tudo isso por que…? – Dean fez sinais com as mãos, não entendia. – Explica, por favor.
– Sei lá. Deve ser por causa da . Vou lá ver se está tudo bem com ela.

Por mais que o moreno não quisesse, ele se preocupava com , ele foi até o quarto dela, a porta estava aberta. estava olhando pela janela, estava sem camiseta, apenas de sutiã e calça jeans, o menino bateu na porta até ter a atenção da garota.

?
– Hum. – ela resmungou, estava olhando algo do lado de fora, ou apenas se distraindo com o movimento.

Sam se aproximou, a luz do quarto estava apagada, apenas um poste na rua iluminava onde estava. Assim que estava perto o suficiente para enxergá-la, ele viu a tatuagem que ela tinha no meio das costas. Uniu as sobrancelhas, ficou intrigado com aquilo.

– Desde quando tem essa tatuagem? – perguntou se lembrando que a loira da boate tinha uma idêntica.
– Desde sempre, Sammy. Desde sempre. – ela se virou e o olhou nos olhos. – Por quê é tudo em cima de mim?
– Como assim em cima de você? – Sam ficou confuso, estava pensando em coisas totalmente diferentes. – , então era você!
– Era o que, menino. Do que você está falando? Só um momento. – foi correndo para o banheiro, se ajoelhou na frente do vaso e vomitou. Assim que terminou, se levantou, lavou a boca e escovou os dentes. Ela estava bêbada demais, então se sentou no banheiro e se encostou a parede gelada. – É tudo é em cima de mim, Sam! – começou a chorar. – Gabriel me enganou, a foi embora e eu não pude fazer nada para impedir, meu irmão desapareceu e meus dois melhores amigos estavam mortos junto com os meus pais. – abraçou suas próprias pernas. – Isso é crueldade comigo!

Bêbado é tenso! Quando começa a chorar e se lamentar pelas coisas não para tão cedo.

– Calma, . – disse ele se abaixando e tocando seus ombros, tentando reconfortá-la. – Às vezes coisas acontecem e nos servem como uma lição de vida.
– Acontece que quando cheguei em casa e encontrei seu pai lá, sendo que os meus estavam estirados no chão. – falou com raiva. – Ele os mato, tirou tudo o que eu tinha de valioso.
– Seus pais eram demonios?
– Não, eles eram caçadores. Mas não caçavam mais por minha causa e de meu irmão.
– Quantos irmãos você tinha? – perguntou vendo que estava começando a se abrir, ela nunca falava sobre sua vida.
– Só um! Rafael. Depois que meus pais morreram, Rafa cuidou de mim por dois anos antes de desaparecer do nada, ele que me ensino tudo que sei hoje. – a menina chorava feito uma criança, ela agarrou a camisa de Sam, ele ficou meio sem reação, mas depois abraçou a menina.
– Quantos anos você tinha quando seus pais morreram? – depositou um beijo na cabeça dela e afagou seus braços.

A garota contou nos dedos.

– Tinha 12 anos.
– Imagino como que você se sentiu. Sinto muito. – Sam a apertou um pouco mais em seus braços.
– Não sinta, não quero ser digna de pena. – ela o empurrou delicadamente e tentou se levantar, mas não conseguiu, então Sam a ajudou.
– Desculpe, só queria ajudar.
– Tudo bem, estou bêbada. Estou começando a falar coisas que não deveria. – deu uma pausa. – Vou tomar um banho. Da licença. – empurrou Sam para fora do banheiro.

Moreno voltou à sala meio encucado.

– O que foi, Sam? – Dean perguntou vendo a cara do irmão.
, ela disse que o pai estava na casa dela quando seus pais morreram, acha mesmo que ele tem algo haver com a morte deles?
– Não sei, pode ser que eles estavam possuídos ou então quando ele chegou já estavam mortos.
– É, pode ser. Mudando de assunto, eram as meninas que estava na boate naquela noite.
– Do que você esta falando, Sammy?
– Lembra que tinha uma loira e uma morena que dançavam juntas? – Sam olhava pra porta e depois para o Dean, não queria que escutasse.
– E o que tem a ver?
– Lembra quando falei que a loira tinha uma tatuagem de pentagrama?
– Ih? Não são as meninas, já disse. – Dean deu certeza, ele já tinha transado com as duas e não se lembrava de ter visto nenhum pentagrama.
– Posso terminar? – perguntou impaciente. – tem uma tatuagem igual... Não é conhecidência demais, Dean?
– Como é que é? Ela não pode… – Dean se calou, lembrou que o irmão não sabia do ocorrido.
– Eu te disse.. É ela! – Sam sorriu.
– Hum. Sei não. Ainda tenho minhas dúvidas.

***

estava no ninho conversando com Patrick.
– Me conta, você morava aonde? – o jovem dava um sorriso lindo para , queria saber mais sobre a novata.
– Em nenhum lugar em especial. – riu de volta, ela nunca revelaria que era uma caçadora. – Por quê?
– Por nada, queria só saber mais sobre você. Que tal darmos uma volta pela cidade, agora a noite é ótimo para se alimentar.
– Tudo bem. Vamos lá. – disse saindo com ele.

e Patrick andavam pela cidade, quando escutaram as vozes de umas meninas, eles ficaram na espreita. Era umas jovens, uma era ruiva e baixinha e a outra era loira, magra e alta. Eram parecida, aparentavam ser irmãs.

– Perfeitas, novas e saborosas. – Patrick falou dando um sorriso, esses mesmos seriam suas pressas. – Anda, vamos. – disse lançando um olhar para .
– Vamos? – perguntou meio receosa, mas foi andando ao lado de Patrick, realmente ainda não havia se alimentado, estava com fome e sua garganta queimava. Ela sentia o cheiro das meninas de longe e isso lhe dava água na boca.
– Olá, minhas queridas, sabiam que é perigoso andar a essa hora pela rua? – Patrick falou parando na frente delas.
– Nós já estávamos indo para casa. – falou a menor dando um passo para trás.
– Que pena, pois não vão. – Patrick avançou na jugular da maior a dilacerando.
– DALILA, FOGE. – foi a única coisa que a menina conseguiu falar antes de morrer nos braços do jovem vampiro.
, atrás dela. – disse ele saboreando a jovem.

foi atrás da menina que corria desesperada, passos longo e rápidos, mas a vampira era mais rápida e parou da frente da garota sem que a mesma percebesse.
– U–huu! Não vai fugir! – disse com um sorriso nos lábios já mostrando suas presas.
– Não, por favor. – a menina estava amedrontada e tentou correr, mas foi inevitável, pois a agarrou pelos braços.

***

– Não. – gritou de dentro do banheiro e saiu correndo enrolada na toalha.

Ela tinha acabado de ter uma visão de saboreando o pescoço de uma jovem. Pegou o celular e tentou ligar para a tal.

– Alô? – atendeu ofegante.
– Sua filha da mãe desgraçada! Não acredito no que você fez! – gritava pelo telefone.
– Sinto muito! Precisava me alimentar e você mais do que ninguem sabe disso, ! E não grita comigo, não sou mais seu capaxo! – respondeu irritada.
– Vai se danar. Sabia muito bem que eu podia reverter, mas preferiu viver se escondendo de dia e caçar pessoas inocentes a noite, não acredito que foi capaz disso! – ainda gritava, estava furiosa com a amiga por ter feito.
– Olha quem fala, não é... Você não sabe nada sobre mim! Então não ache que tem o direito de falar o que vem nessa sua cabeça.
– Não estou falando o que esta na minha cabeça, estou falando que estou vendo! Sabe que depois que se alimenta não tem retorno. Por que você fez isso comigo? Sou tão ruim assim?
– Apenas a mordi, mas não tomei seu sangue! Se me conheçesse mesmo saberia disso, só fiz para me livrar do Patrick. – disse olhando para os lados, queria ter certeza que tinhas despistado o vampiro gato.
– Acabei de ver você mordendo a garota. Tá! Vamos relevar que estou bêbada, mas vi você suja de sangue e o pescoço da menina estraçalhado. – falou mais calma agora.
você bebeu? QUER SE MATAR, GAROTA? – ficou brava do outro lado da linha.
– Bebi não! Só enchi a cara. Minha cabeça ta doendo e não sei mais o que é visão e o que realidade! – se deitou de barriga para cima na cama, quando bebia ficava tudo confusa, mais do que o normal.
– Pois estou olhando para a garota agora… quer falar com ela? – perguntou entediada, odiava quando bebia, apesar de terem sido poucas vezes.
– Não. Vou tentar dormir. Sinto que minha cabeça vai explodir a qualquer momento. O que coloco no nariz para ele parar de sangrar?
– Coloca algodão… não! – deu uma pausa. – Espera, já estou indo ai. Abre a janela do seu quarto!
– Tá, vem cuidar de mim. – desligou o telefone, foi até a janela e a abriu.

se despediu da garota e foi para o apartamento, ela subiu pela escada de emergência e passou pela janela do quarto de .

? – sussurrou a menina vendo que estava tudo escuro.
– A pudim de cachaça está deitada na cama. – falou com uma toalha no nariz.
– Ah meu Deus, me deixe ver?! – saltou para dentro e caminhou até a cama, tirou a toalha do nariz da amiga e examinou. – Dessa vez foi forte hein.
– O que você quer? Sabe que quando bebo tudo fica confuso, as visões aumentam e fico sobrecarregada! – a menina respirou pela boca. – Será que o Bobby pode descobrir o que é isso? Eu podia já ter morrido afogada com o meu próprio sangue, que estaria de bom tamanho, claro. Daqui a pouco você me morde.
– Cala boca! Pode até ser, se você não se recusasse a perguntar a ele, quando formos lá novamente você vai contar tudo a Bobby. Algum livro dele deve ter algo. – se levantou. – Cade o sal? Na cozinha? Tem gelo na cozinha?
– Não, tem no banheiro, coloquei lá para ficar diferente. É claro que tem gelo na cozinha.
– Boba. – riu. – Vá buscar! Ah sim, traga sal e limão também. Vou fazer uma receita que minha avó me ensino.
– Eu? Vai você!
– Larga de ser chata, vai lá.
– Tá.

colocou um casaco com capuz para que os meninos não vissem seu rosto e foi até a cozinha.

? Esta melhor? – perguntou Sam, Dean apenas observava.
– Tirando a dor de cabeça, estou ótima. – pegou a forma de gelo, sal e um limão.
– Sal? Algum demônio? – Dean ainda olhava de longe. – Ou vai fazer uma caipirinha?
– Caraca meu, vocês são chatos hein! – colocou a mão com a manga do casaco na frente da boca e nariz. – Da licença, vou dormir.
– Ela parece estranha. – viu uma gota de sangue no chão. – Acho que ela está mal.– disse Sam.
– Ela sempre é estranha. Ah cara, deixa ela e vai dormir que está precisando de um descanso. – Dean falou despreocupado.
– Ta, vai indo. – ao ver o irmão entrar no quarto, Sam se dirige ao quarto de . – ? – bateu três vezes na porta.

que estava fazendo sua pequena receita levou o susto com o barulho.

você falou alguma coisa para os meninos?
– Não! Se esconde. – cobriu a cabeça com a coberta. – O que é?
– Abre a porta. – pediu Sam tentando virar a maçaneta.
– Aonde me escondo, mulher? – perguntou andando de um lado para o outro.
– Janela! Estou indo, Sam. – se enrolou na coberta que nem uma mulçumana só deixando os olhos aparecerem e foi abrir a porta enquanto saia pela janela e ia para o andar de cima.
– Janela? – perguntou Sam entrando no quarto.
– É, eu tenho que fechar a janela porquê está frio. – falou com a voz abafada pela coberta, foi ate a janela e a fechou. – Pronto. O que quer, Sam?
– Quero saber pra que o sal? – ele fez uma pausa. – E se você está realmente bem?
– Sal? É para por na janela. Estou bem? Apenas bêbada, mas bem.
– Na janela? Se tivesse pistas de demonios Bobby ja teria falado.
– Sam, meu chuchu, você esta começando a me irritar. Para de fazer tantas perguntas, meu amor, minha cabeça está doendo e não estou sóbria o suficiente para responder todas elas. – voltou a se deitar. – Quando sair feche a porta.
– Tudo bem então, você quem sabe! – Sam saiu e fechou a porta.

se levantou mais que depressa trancou a porta e foi abrir a janela.

? – chamou à amiga.
– AI PENSEI QUE FOSSE DEMORAR MAIS. – falou histérica descendo as escadas e passando pela janela.
– Para de gritar se não o Sam vai saber que você esta aqui e também a minha cabeça esta doendo. – fez bico.
– Minha culpa, não é? Você sabe que não pode exagerar na bebida e ainda fica ai descendo o caneco. Irresponsavel! – falou brava voltando a fazer a receita. – Ué, cadê o sal?
– Estava no criado mudo… Filho da mãe! Sam pegou o sal.
– Vou pegar e ter uma conversa com ele… Fica ai. – ia se dirigindo a porta.
– Não. Deixa que eu vou. Só vou limpar de novo a cara e irei dar um chute na bunda dele.
– Não, mandei ficar, quero falar com ele!
! – disse revoltada. – Então por que estava se escondendo?! Argh. Maluca!

saiu do quarto sem dar atenção para a amiga e foi até o quarto de Sam e Dean.

– Sam! – falou já abrindo a porta.
? – Dean e Sam falaram juntos.
– Não entendi o porque da surpresa! AH! – se referindo a Sam. – O sal!

Dean se levantou e foi até a menina.

– Onde você andou, menina, estávamos te procurando por toda parte. – Dean a abraçou.
– Pra que você quer o sal? – Sam perguntou se levantando da cama também.
– Ah, que lindo, ele se preocupa. – riu e o abraçou o loiro de volta. – Pra ajudar a , anda logo, Sam! – estendeu a mão para o garoto.
– Ajudar em que? Quero saber o que ela tem.
– Não vai dar? – ela perguntou impaciente.

Sam torceu o nariz e deu o sal a .

– Obrigada. – saiu do quarto a procura de .

Sam e Dean foram atrás de . estava deitada na cama com o travesseiro todo sujo de sangue e estava inconsciente.

– DROGA!! – correu até a amiga – DEAN, PEGA UM BALDE COM AGUA! – ela sentou a amiga na cama. – Droga, , por favor. – dava leves batidas em seu rosto pálido.

não reagia.

– O que está acontecendo? – Sam foi até as meninas.
– Acho que ela está tendo uma hemorragia, tem que estancar esse sangue.

Dean foi até a cozinha e trouxe um balde com água. pegou o balde colocou álcool na água, pegou mais algumas parafernálias na bolsa da amiga, misturou na água, encharcou uma toalha e colocou no nariz de a fazendo inalar aquilo, esperava alguma reação da amiga, nem que fosse a mínima possível.

– Ah, que isso?! – abriu os olhos e gritou desesperadamente, começou a tossir sangue, se levantou e foi para o banheiro meio cambaleante.

Ela se escorava pelas paredes, mal conseguia ficar de pé, Sam foi até e a segurou antes que caísse no chão, o moreno a ajudou ir até o banheiro.

! Calma. – disse indo atrás dos dois.

se encostou na pia, estava pálida e ofegante.

– Não consigo respirar. – disse ligando a torneira e molhando o rosto enquanto Sam segurava sua cintura. – Preciso de algo que tire o álcool do meu sangue, isso não vai parar até que eu esteja limpa.
– Bem, vou acabar de fazer a receita da minha avó, você pode colocar no nariz para parar de sangrar. – disse ao seu lado. – Ou… – pegou uma escova de dentes e entregou a amiga. – Coloca para fora.

Sam não fez uma cara muito boa com a sugestão de . tinha uma expressão de pavor, confusão e dor, estava fraca, se não fosse pelas mãos do moreno já estaria estirada no chão feito um presunto.

– EU TE FALEI! – se revoltou. – Vomita logo isso que passa!
– Tá de sacanagem comigo, né? – perguntou indignada.
– Pareço estar de sacanagem?
– Tem certeza? – perguntou Sam.
– É o único jeito. – respondeu .

pega a escova de dente com má vontade.

– Querem me deixar sozinha com a minha pingucite? – pediu.
– Ok. Vou falar com os meninos, quando voltar quero te ver de banho tomado e sem álcool, entendeu?

Sam ajudou ela se sentar no chão e saiu do banheiro junto com . Eles foram para a sala.

– O que ela tem? – Dean pergunta se sentando no sofá.
– Acontece que ela não pode beber, se fizer isso afeta suas visões e seu sistema nervoso, quando está bêbada acontece isso ai que vocês estão ouvindo. – ficou em silencio para eles ouvirem vomitando. – Pois é...
– O loco. – Dean falou. – Agora tá deixando a pé de cana de lado, por onde você andou?
– No ninho. – disse com desdém.
– Então nos fala onde é que iremos lá e matamos aqueles malditos. – Dean falou.
– Não precisa! Daqui a pouco devem estar mortos! – foi andando pela sala. – Coloquei uma bomba de luz lá, assim quando amanhecer aquilo explode. Bem, acho que assim vão ficar vulneráveis e ai dá para cortar as cabeças facilmente.
– Então vamos lá resolver isso. – disse Sam.
– Vamos. – concordou , eles pegaram tudo o que precisariam, antes de sair ela foi ver como a amiga estava. – Vamos, dona ! Vai beber de novo? – perguntou vendo que a menina continuava lá.
, não te perturbo quando você esta de ressaca e vomitando!
– Pelo menos não vejo coisas e não abuso!
– Pode deixar, da próxima vez me certifico que bebi o suficiente para me matar, falou? – disse a menina e vomitou de novo.
– Tá chamando o Raul legal ai em. – comentou . – Eu e os meninos vamos resolver umas coisas, quando voltar quero ver você bem!
– Tá. – respondeu agarrando o boca larga e colocando mais álcool para fora.

, Dean e Sam foram para o ninho. Eles estacionaram próximo ao prédio.

– Então. – disse entro os bancos da frente. – Não vou poder entrar quando a bomba explodir, você vão na frente e depois eu entro.
– Ok. – concordou Sam. – Vamos.

olhou no relógio esperando o tempo certo.

– Daqui a dois minutos vocês entram.

Dean e Sam pegaram seus facões e armas, ficaram a porta esperando até o momento certo. Assim que entraram uma bomba de ultravioleta explodiu. Era vampiro por tudo conto é canto, cegos e desesperados. Os meninos não deram chances, foram decapitando cada desgraçado que encontravam. logo apareceu para ajudar os meninos, depois de alguns vampiros mortos, a menina deu de cara com Patrick, pelo que parecia ele não estava no ninho na hora da explosão.

– Sua vadia! Você é uma caçadora. – gruiu o menino mostrando as presas.
– É isso ai, querido. – tinha um sorriso nos lábios.

Patrick avançou em a jogando longe, a menina caiu em cima de uma mesa de madeira que desmontou com ela, seu facão voou longe. O vampiro pegou a arma dela e a quebrou.

– Ops, quebrou. – disse ele jogando o que restou do facão longe. – Você é muito fraca, deveria ter tomado sangue. – Patrick caminhava lentamente até que ainda estava caída no chão.
– Vai se danar. – falou que tentava se levantar, mas levou um chute na boca do estômago e novamente foi jogada longe. – Isso é o melhor que pode fazer? – perguntou conseguindo se levantar dessa vez.
– Isso não é nem o começo. – respondeu ele aparecendo na frente dela a pegando pela garganta. – Você é muito bonita e inteligente, pena que não vai durar muito.

As mãos de seguravam os braços de Patrick tentando afastá-lo. O menino a sufocava lentamente.

– Me larga. – pediu e ele o fez, tacando pela no outro lado do cômodo, não deu tempo nem dela se mexer, pois o vampiro já a levantava a puxando pelos cabelos.
– Você está muito mole, anda, vamos, quero lutar. – Patrick a jogou com força no chão. – Acho melhor tomar um pouco de sangue. – debochou.
– Hey cara! – gritou Dean. – Por que não vem brigar com alguém do seu tamanho? – perguntou o loiro que tinha um facão em mãos no qual a lâmina pingava sangue.
– Dean, não. – disse , sabendo que Patrick acabaria com o amigo em dois tempos, talvez até em um.

O vampiro deu um chute no rosto da menina a fazendo desmaiar, depois foi até Dean e lhe deu um soco na cara, o loiro caiu em cima de uma cadeira.

– Você é muito fraco para um vampiro. – Dean levantou e revidou o soco.

Patrick abaixou, se desviando, e o empurrou contra a parede, o loiro que ainda estava com o facão na mão nem se mexeu, ficou apenas esperando que o vampiro viesse, assim quando se aproximou o suficiente, Dean passou a lâmina no pescoço da criatura fazendo com que sua cabeça soltasse do corpo e rolasse pelo cômodo. levou um susto quando abriu os olhos e viu os olhos de Patrick abertos bem a sua frente, se levantou e olhou apenas a cabeça do jovem que estava longe do corpo. Dean foi até ela e a levantou pelos braços.

– Você está bem? – perguntou ele.
– Uhum. – respondeu se segurando no casaco do loiro.
– Sam já deve estar lá fora, vamos dar o fora daqui.

***

Eles já estavam em casa, era por volta de umas 10 da manhã agora, Dean havia saído para comprar algo para o café da manhã.

– Sam. – chamou que saia do quarto já de banho tomado.
– Oi. – respondeu ele indo ver o que a menina queria.
– Desculpe por ter sido meio arrogante ou grossa contigo ontem. – ela estava arrependida.
– Ah, tudo bem. E a , está melhor? – perguntou preocupado.
– Tem que descansar um pouco, mas vai ficar bem. – deu uma pausa e mudou de assunto. – Não quero mais saber de vampiros na minha frente. – torceu o nariz.
– Imagino, disse que tinha como reverter o processo. Quando vai fazer isso?
– Vou esperar ela ficar totalmente curada e depois resolvo isso.

Eles foram para a sala, se sentou no sofá enquanto Sam sentou-se no outro.

– Er… Ontem eu vi a tatuagem da . Eram vocês na boate, né? – Sam olha para .
– Que bo-boate? – gaguejou e desviou o olhar para a TV. – O que será que tem de bom passando na TV? – tentou mudar de assunto.
– Não se faça de boba. – disse Sam irritado. – Sabe muito bem de que boate estou falando. A tatuagem da era igual a da loira e nada me tira da cabeça que você era aquela morena que dançava junto com ela.
– Sam, use sua lógica… Por que nós iríamos numa boate como dançarinas... A troco de que? – tentava fazer o jogo de Sam se virar contra ele.
– Esperava que você me respondesse. – cruzou os braços olhando sério para a menina. – Não adianta mentir, ainda mais aquela noite você e a chegaram toda maquiadas. Vocês acham que somos bobos?
– Tá. Por que isso agora? – foi a vez dela cruzar os braços, ela não iria desistir, não entregaria os pontos tão fácil.
– Queria saber por quê? Por que de vocês irem lá se expor daquele jeito? Da ter me beijando... A troco de que?

fez uma cara maliciosa e deu uma risadinha sapeca.

– Não foi só isso que eu vi não. – ela riu e depois tampou a boca percebendo que havia falado demais.

Sam ficou meio envergonhado e se lembrou da saliência que estava com .

– Então eram vocês mesmo? – perguntou ele por fim.
– Eram quem? – perguntou Dean chegando com as compras.

Sam olhou para a cara de que se fazia de sonsa.

– Estava perguntando a por que delas irem lá naquela boate se expor daquele jeito. Mas até agora ela não me respondeu e só me enrolou.
– Então eram elas? – Dean pergunta surpreso.
– Responde ele, . – Sam encarou a menina.

chegou à sala.

– Oi, meus amores. – disse sorridente. – Onde foram mais cedo?
– Oi, linda! – respondeu com um sorriso no rosto.
– No ninho. – respondeu Dean.
– E os vampiros?
– Estão mortos… Matados… Morridos. – respondeu . [n/a: a conjugação comeu solta aqui!KKKKKKKKKK]
– Então nosso trabalho está terminado por aqui?
– Sim. Vamos ali rapidinho? – se levantou e saiu puxando a amiga.
– Hum… Tá. – apenas concordou.

Elas foram para o quarto.

– O que foi? – perguntou olhando .
– Eu juro que estou me segurando pra não te bater! O Sam viu sua tatuagem e agora sabe que somos as garotas da boate.
– Ta me zuando? Só pode. – começou a andar de um lado para o outro. – O que eles vão achar de nós agora? Afinal como que ele viu? Para começar por que o quarto esta todo sujo de sangue?
– Ah, você não lembra de nada? – disse tediosa. –Você desceu o caneco e já sabe o que aconteceu! Sam deve ter visto ontem, mas não sei como.
– Hum. O que você disse? – perguntou por fim sentando na cama.
– Enrolei ele né. Agora dá seus pulos, filha. – também não tinha uma solução.
–Tá bom. Vamos comer algo, porquê estou meio enjoada. – foi para a cozinha puxando . – O que aconteceu ontem gente? – perguntou se sentando a mesa e se fez de boba.
– Você bebeu, vomitou, e vomitou, e vomitou. – disse Dean sentado ao lado de Sam.
– Que legal, Dean! Estou comendo! – reclamou Sam com um pão na mão.
– Agora me contem às mentiras que falei para enrolar vocês? – deu um sorriso e foi pegar uma caneca.
– Mentiras? – Sam ergueu uma das sobrancelhas.

Ela tinha que arrumar alguma desculpa para as coisas que sabia que sempre dizia quando estava bêbada.

– É. Quando fico bêbada costumo confundir a realidade com outras coisas. Falo o que vi em visões sem nunca ter visto mesmo, conto histórias parecendo minhas e por ai vai. – mentiu na cara dura.
– É! E falou que eu tinha dilascerado uma menina. – fuzillava a amiga com os olhos.
– Falei? – perguntou se sentando à mesa junto dos meninos. – Viu. Fico doidona. – fez um sinal com a mão sinalizando ser doida. – Não liguem para o que eu disse, tá gente? – deu um sorriso e encheu sua caneca de café. – , você não vai comer nada? – perguntou dando uma golada em seu café forte.
– Não estou com fome desse tipo especifico de comida. – disse e saiu do apartamento. Ruun. Toma jeito garotinha.
–Alguém sabe para onde ela foi? – perguntou preocupada.
– Sei lá. – Dean respondeu dando de ombros e deliciando sua panqueca com manteiga.

***

No relógio marcava duas da tarde. estava deitada no sofá da sala vendo TV.

– Sam! – falou quando viu o menino passar pela sala e indo para a cozinha.

Ele sorriu para a menina, foi ate ela, levantou suas pernas, sentou-se no sofá e puxou novamente suas pernas para colocar encima das dele.

– Cadê seu irmão?
– Saiu.
– Hum… – ela olhava para Sam que estava com as mãos em suas pernas.
, por que você e a foram dançar naquela boate?

A menina olhou para a TV.

– Sam, se eu mentir você vai continuar insistindo, então vou logo falar. Eu e a fomos lá para arranjar uma grana.
– Só isso? – desconfiou. – Então por que você me beijou?

se sentou no sofá para ficar mais próximo de Sam.

– Dois motivos. Primeiro: estávamos desconfiadas de Juliette, tínhamos que tirar você e o Dean de perto dela, e te seduzir foi uma das únicas formas que arranjei.
– E a segunda? – perguntou com um sorriso no rosto.

Ela se aproximou ainda mais de Sam, ficando bem perto de seu rosto.

– Por que deu vontade. – respondeu lentamente se aproximando cada vez mais dele, seus lábios estavam quase se tocando.

Sam a olhou diretamente nos olhos e depois desviou o olhar para a boca da menina que o atentava.

– Sabia que você não presta? – perguntou ele passando a mão por trás do pescoço dela e a puxando, terminando com os poucos centímetros que faltavam entre eles.

Diferente do beijo da boate esse era muito mais calmo. As línguas se entrelaçaram com delicadeza, praticamente acariciando uma a outra. foi se ajeitando no sofá enquanto Sam ia se deitando sobre seu corpo. As pequenas mãos de desgrenhavam os cabelos da nuca do moreno. Eles se separam bruscamente quando escutaram um barulho, Sam acabou por cair no chão enquanto se ajeitava no sofá, se sentando nele. passou pela porta da sala e riu ao ver que ambos estavam com as bochechas coradas.

– Onde estava, ? – perguntou à amiga, tentando disfarçar.
– Atrapalhei algo? – perguntou só para ter o prazer de ver a amiga mais envergonhada ainda. – Bem, estava dando uma volta.

Sam deu um sorriso tímido, se levantou do chão e sentou-se no sofá.

– Não. Er… Vou fazer a cura para você. Já volto. – foi ao quarto praticamente correndo e voltou com um monte de tralha em mãos.
– Isso ai não é sangue de morto, é? – fez uma careta quando viu o vidro.
– Fresquinho. – deu uma gargalhada. – Minha vingança.
– Precisa de ajuda? – perguntou o menino.
– Não. – respondeu dando um sorriso.

misturou um monte de parafernália como dizia no diário de seu bisavô e entregou um copo para a beber, a menina deu uma fungada e torceu o nariz.

– Tenho mesmo que beber esse treco?
– Anda, bebe e para de chorar. – disse.

virou o copo todo, fez uma careta engraçada e começou a tossir.

– Ela está bem? – Sam perguntou se levantando do sofá.
– Sim. – respondeu . – Bem eu acho, se isso não der certo ela morre.
– E só agora que você me falou isso? – perguntou correndo para a cozinha.

e Sam foram atrás. se agarrou na pia da cozinha e vomitou um troço preto muito nojento, depois caiu no chão se contorcendo que nem uma lombriga, mas parou do nada.

– Boneca! Você está bem? – se ajoelhou ao lado dela.
– Já estive melhor. – se levantou com a ajuda da amiga.
– Deu certo? – Sam perguntou preocupado.
– Sim. Não estou mais com fome e nem escutando o batimento cardíaco de vocês. Vou tomar um banho para ver se esse mal estar melhora. – saiu da cozinha deixando os dois sozinhos.

olhou para Sam, que deu um sorriso.

– O que foi? – pergunta a menina.
– Nada. – ele foi em sua direção e passou a mão no rosto dela.
– Er… Sam, melhor não. – olhou para o lado.
– Vai falar que você me beijou lá na sala também porque te deu vontade?

Ela olhou para aqueles olhos esverdeados.

– Foi, Sammy. Quando beijo alguém é porque tenho vontade. – disse se afastando.
– Não em chama de Sammy. – falou irritado.

saiu da cozinha e foi para o quarto.

***

Mais tarde Dean chegou com alguns papeis em mãos.

– O que é isso, Dean? – perguntou assim quando o viu.
– Um jornal. Em Ohio, Perry, duas amigas que estudavam juntas foram encontradas mortas no ginásio da escola. O que indica é que uma matou a outra. – disse se sentando à mesa da cozinha.
– Mas qual seria o motivo de uma matar a outra? – perguntou chegando à cozinha e se encostou no batente.
– Briga por namorado? – sugeriu.
– Pode ter sido obra de algum demônio. – Sam sentou-se a mesa.
– Não acho que tenha sido um demônio. – disse indo até a geladeira e pegando uma cerveja. – Se tivesse sido um, sei lá. Acho que a situação da menina ficaria mais hãa… digamos feia.
– Então se não foi um demônio, foi o que? – Sam perguntou pegando o jornal da mão de Dean. – Que tal irmos ver?
– Ah gente, isso ai só foi uma briga de meninas. – deu de ombros. – Não é nada de mais.
– Concordo com o Sam, acho boa idéia irmos checar. – disse. – pelo menos saímos dessa cidade o quanto antes.
– Tanto faz. – saiu andando. – Quem vai no carro comigo?
– Eu vou. – Dean se prontificou.
– Ótimo! – falou . – Preciso falar com o Sam mesmo.
– Nossa, Dean, vai deixar o Sam dirigir o carro sozinho? – gritou indo para seu quarto.
– Ai dele se ele não deixar. – disse .
– Heeeey!! – gritou Dean. – Vocês duas larguem de ser chatas.
–Estou ficando com ciúmes. Dean e Sam estão roubando a de mim. – voltou com um biquinho dengoso.
– Que linda. – riu. – Depois te compenso.
– Vou cobrar caro hein, com juros e tudo mais.
– Tudo bem… Chega de graça e vamos arrumar as coisas? – perguntou Dean.
– Vamos!
. – chamou quando estava arrumando suas malas.
– Oi.
– O Cass pediu para te entregar isso. – joga o cordão de prata de pedra azul para a amiga.
– O que isso faz? – perguntou examinando o colar.
– Ele não me disse muito bem. Só falou que na hora certa vamos saber o que fazer, também que eram muito preciosos e poderosos, e tals. Essas pedras são pedaços de dois planetas, mercúrio e plutão se não me engano. Então acho melhor você não deixar ninguém vê-lo.
– Tá. – colocou o colar e o jogou para dentro da blusa.

***

Eles pegaram tudo, fecharam o apartamento e desceram, o Camaro de estava estacionado no mesmo lugar que antes, impecável. Ela abriu o porta malas e tudo estava lá, assim como havia deixado.

– Valeu, Cass. – falou e sorriu.


Continua…


N/A [Raphaella]: Aiaia, então. Uma att dupla para vocês. Motivo; Minha facul vai começar essa semana e não sei quando vou ter tempo de mandar outro cap. Estava enrolando umas duas semanas pra mandar essa att pra Benny, estava reescrevendo algumas partes ai começou a me bater uma preguiça... >.< Enfim ela teve que vim puxar minha orelha. LOL Fechei o tumblr, prendi meus cabelos e vim revisar! KKKKKKKKKKKKK Tem um problema; a música do NSync não queria me deixar fazer isso, ficava me hipnotizando pra dançar ela o tempo todo! Nossa, falando assim estou até me sentindo velha. Está bem! Vamos falar das Guardiãs agora. O povo me chamando no MSN também deixou esse processo meio difícil. Ok Ok. Calei a boca já. Olha só meninas! Pegamos o precioso Sam, finalmente ele não vai mais ficar chupando dedo. \?. E quem sabe o que vai acontecer mais pra frente? HOHO, eu sei! Ainda tem muito que se ver ainda, estamos só no começo. Sam, Dean e Gabriel! TUDO NOSSO! Só faltou o Castiel no meio da sacanagem, também não posso me esquecer do Andam irmão bastardo dos Winchesters. Vixe deixa ficar quieta se não daqui a pouco falo besteira aqui. Estou com corda toda, acho que deu pra perceber, né? Quero saber quem pensou que a mina estava fazendo besteira com o Jack? Honestamente eu pensei! Cara acho que é isso, não tenho muito que falar da fic. As n/a retardadas no meio dos capítulos foram de minha autoria! Coments e nos façam feliz. É sempre bom abrir a caixa de comentários e ver uma leitora dizendo o que está achando da história. Opiniões sobre estar bom ou ruim, fiquem a vontade estamos abertas pra tudo(não pense besteira!). Vamos lá girls! Quero ver todo mundo animado pela próxima att. HAHAHA. Fui!

PS: Quem ai já ouviu a nova música do Cobra Starship? É tudo! Estou viciada nela.


N/A [Lais]: OOOOPA MULHERADA! VAMO BATE NA RAPHAAAAA \õ/ A demora é culpa dela, ok? u_u
Mas enfim quem lembra de mim? Ninguém eu sei... G_G MAS galerinha, e ai o que estão achando? Só tirando casquinha dos Winchester, néee? Suas danadinhas *-* Estão gostando? Sim? Não? Tô com preguiça de escrever aqui, adoramos ver os coments de vocês, gatonas! Continuem comentando. HAHA' BeijoKissus Lali'

N/B: Qualquer erro nessa fanfic, seja de gramática/script/HTML, mande um e-mail diretamente para mim. Não use a caixinha de comentários.