CapaFic: Incesto




Prólogo.

Eu tenho alguns problemas. Problemas esses que me fazem ter certeza que quando ainda estava no ventre da minha mãe, ela teve um tombo e atingiu em cheio minha cabeça.
Às vezes, isso é até bom, já que eu corro para resolver esses problemas habituais que me aparecem. Mas às vezes o problema é tão grande que é impossível de resolver.
Meu nome é , tenho dezessete anos, faço o terceiro ano do colegial, adoro ursos de pelúcia e sou uma ninfomaníaca.
Eu tenho aquele velho problema de me interessar por pessoas da família. Um primo, um tio, um velho tio do meu primo. Mas não me julgue, não é você que tem uma família de homens robustos, bonitos e pra lá de interessantes.
Mas confesso que sou anormal, por isso tenho a absoluta certeza que:
   Tenho problemas psicológicos do tipo “Maníaco do parque”
   Tenho problemas mais profundos que podem ser comparados a distúrbios de perverticidade. Perveticidade? Essa palavra existe?

Mas eu tenho certeza que o que eu sinto vai além da anormalidade. E que de todas as pessoas eu fui gostar logo dele. O mais impossível. Sim, eu estou apaixonada por , meu irmão.
Tudo bem, você deve estar me julgando uma coisa terrível. É sério, eu entendo. E sei que muitos de vocês fecharam este livro antes mesmo de ir para o primeiro capítulo. Mas se tem uma coisa que posso dizer, é que SIM, eu tenho culpa.
Na antiguidade, os irmãos casavam entre si para manterem os laços familiares. Mas não darei uma aula de história.
Lhe darei mais uma chance para fechar este livro AGORA, porque, sinceramente, eu não me responsabilizo se você se escandalizar ou começar a olhar diferente para o seu irmão que está jogando vídeo game lá na sala, que eu tenho certeza que é tão bonito quanto o meu.


Capítulo 1.

Luan me empurrou na parede e me beijou descompassadamente. Puxei seus cabelos, aprofundando o beijo. Suas mãos caminharam até o zíper do meu vestido longo e vermelho, que comprara para a festa da família.
- Estamos ficando loucos. Todos estão lá fora! – ele falou, rindo, ao meu ouvido. - Tenho certeza que estão se divertindo nas bodas de prata dos nossos tios – falei, rindo e tirando o seu paletó.
- Não mais que nós! – Ele me virou e desceu o zíper, descendo meu vestido. Então virei, olhando para ele, e desabotoei sua blusa.
- Você não tem medo mesmo, não é, ?
- Medo de quê? – Tirei sua blusa e ele me prensou na parede.
- De que eu tire sua pureza.
Soltei uma sonora gargalhada.
- Ela já foi tirada. - Desci minhas mãos para o botão de sua calça.
- Mesmo? – Ele riu ao meu ouvido e depois o lambeu. – E por que fez isso?
- Eu não precisava dela. – Me livrei de sua calça e olhei para baixo e depois para ele com uma cara de pervertida. – Ora, ora, o que temos aqui?
Passei minha mão por sua barriga e desci minhas mãos até a barra da sua boxer. Coloquei a mão dentro da mesma e peguei o seu conteúdo.
- Opa! Achei! – Sorri, mordendo o lábio inferior. Ele riu, mas agora estava mais tenso. – Vejamos como cuidar disto...
Cobri seu membro com minha mão e fiz um movimento bem leve.
- Pelo que vejo, você não é nem um pouco virgem, como eu pensava.
- Como você, meus pais e quase todo mundo lá fora. – Ri, aumentando a velocidade enquanto ele arfava.
- Quase todo mundo?
- Victor, Júnior e Pedro sabem bem o quanto eu NÃO sou virgem!
Continuava os movimentos, ele estava cada vez mais louco.
- Já deu! – Luan puxou minha mão e me prensou mais ainda na parede, desabotoando meu sutiã frontal. Ele enterrou o rosto entre meus seios. Levantei a mão, sentindo todo o prazer que me era devido. Levantei uma de minhas pernas e ele a segurou, pegando em minha coxa e chegando mais perto de mim, fazendo com que seu membro já rígido encostasse em minha pele. Soltei um gemido. Se nos pegassem ali, estaríamos ferrados, porém, eu gostava daquele perigo.
Desci sua boxer e ele me suspendeu do chão, me levando até um móvel perto de um sofazinho. Ao me sentar nele, ele tirou minha calcinha e eu abri minhas pernas, já pegando em meu clitóris. Foi aí que ele penetrou em mim com força incrível. Segurei o grito e ele começou a se movimentar, entrando e saindo em mim. Com uma mão, eu segurava seu ombro e, com a outra, eu estimulava meu prazer.
Cheguei ao orgasmo logo depois dele.
- Será que sentiram nossa falta? – Luan perguntou ao meu ouvido.
- Vamos sair... – Desci da mesinha e vacilei a perna. Ele me segurou, impedindo que eu caísse. – Obrigada...

Abri os olhos sentindo a claridade do sol em meu rosto. Bocejei e olhei o relógio que estava na mesinha e marcava meio dia e meia. Levantei da cama passando a mão pelo cabelo e fui ao espelho. A imagem que eu vi me deu medo. O cabelo todo bagunçado, olheiras e o lápis de olho ainda era visível. Fora que estava com um blusão um pouco acima do normal para dormir.
Escovei os dentes e desci correndo as escadas. De longe senti o cheiro bom que vinha da cozinha e minha barriga começou a reclamar.
- Hum... Que cheiro bom!– falei, entrando na cozinha e vendo meus pais e um rapaz.
- Ah, oi, querida... – Minha mãe levantou e veio ao me encontro, me abraçando. – Querida, seu irmão chegou hoje cedo de viagem. Ele veio de surpresa. Não é maravilhoso?
Irmão? Mas eu não via meu irmão desde... Os quatro anos... Ele tinha dez anos quando havia decidido morar com nossa tia.
Ele levantou sorrindo e veio me abraçar.
- Oi, ... Nossa... Como você está grande!
- Ah, é... Eu... Cresci. E vejo que você também – falei, recebendo o abraço.
- E está bonita...
- Nem fale – meu pai falou sorrindo. – Sorte que ela é uma boa garota e não se mete em confusões.
Sorri, imaginando quanto filha boa eu era. Eu não gostava de mentir para meus pais, mas vida sexual não é algo que se converse abertamente. Principalmente com pessoas como meus pais.
Meu irmão estava grande, e bonito, confesso. A sensação era que eu não o conhecia o bastante para chamá-lo de irmão.
- E o que te trouxe de volta depois de tanto tempo?
- Estou tentando fazer minha especialização em medicina – ele respondeu e levantou o cenho. – O que foi? Parece que não está feliz em me ver!
- Ah, eu estou. Me desculpa parecer que não. Mas é que... Tudo é muito novo para mim.
- Bom, o filho pródigo sempre retorna ao seu lar.
Sentei à mesa enquanto ele falava empolgado as novidades. Ele era alto, másculo, sarado, tinha um cabelo pouco grande e muito bonito. Se eu o visse em qualquer outra circunstância, eu não acharia que ele era meu irmão. E com certeza o acharia atraente.
- E minha namorada chega em alguns dias. Eu pretendo pedi-la em casamento – ele falou sorrindo.
- Ah, que bom, meu filho! – papai falou sorrindo.
- Oh, é mesmo? – mamãe falou entusiasmada. – Fico feliz por você!
- Eu também – falei sorrindo.
Foi só aí que percebi que estava com o blusão nada convencional. E o pior é que notei isso apenas pelo olhar de sobre mim.
- Er... Eu vou me trocar. Tomar um banho... – Levantei e subi as escadas. Fechei a porta do quarto e fiquei um tempo encostada nela.
Realmente havia belíssimos homens na família, e meu irmão não ficava para trás. Foi aí que lembrei da noite anterior. Na sala escura, com Luan, meu primo. De primeiro grau. Eu sempre fiquei com primos. E nunca tive peso na consciência. Pelo contrário, não via nada de errado naquilo.
Fui ao banheiro e tomei um banho rápido, lavando o cabelo. Coloquei um short curto e uma camisetinha branca e básica. Desci as escadas e vi todos à mesa.
O almoço foi agradável e meus pais estavam realmente felizes com o retorno de . Mas eu estava apreensiva com aquela volta. Será que ele pegaria no meu pé?


Capítulo 2.

- Você ainda usa esse vestido, querida? – Minha mãe me mostrou um vestido que eu não usava há tempos. Neguei com a cabeça e ela o dobrou, colocando-o em uma pilha em cima da cama de roupas que iríamos doar. Todo ano fazíamos a mesma coisa. Era bom porque renovávamos o guarda-roupa e doávamos ao mesmo tempo. – Eu vou ver se o jantar já está pronto. – Ela saiu e deixou a porta entreaberta. Continuei separando as roupas que não usava ou não me serviam mais.
- Oi, oi... – Olhei para a porta e vi sorrindo. – Posso entrar?
- Claro... – Sorri e coloquei uma mecha de cabelo para trás da orelha. – Entra.
- Ah... – Ele olhou para as roupas. – Mamãe ainda faz isso?
- Todo ano. Doamos as roupas para algumas instituições.
- E então? Como você vai? Olha só, está tão bonita e crescida.
- Eu nem me lembro da última vez que eu te vi.
- Eu me lembro bem... Você chorou muito quando tive que ir embora.
- Então eu devia gostar muito de você.
- É estranho, né? Depois de tanto tempo...
- É como se eu descobrisse que tenho um irmão só agora.
- Ah... Mas eu sempre lembrei de você. Irmã mais nova, né? Aí já viu... Mas e você? Namorando?
- Não! – falei rindo. – Deus me livre, não!
- O que foi? Não gosta de namorar?
- Tenho pavor a compromissos. Prefiro assim.
- Você vai conhecer Monick, minha namorada, daqui a alguns dias.
- Boa sorte no casório. – Sorri e ele me abraçou. Travei imediatamente quando sua mão abraçou minha cintura. Era completamente estranho ter um irmão. Na verdade, eu não o via como um irmão de fato. Meus primos eram mais meus irmãos do que ele.
- Eu sei que não posso recuperar o tempo perdido, , mas eu quero ser seu amigo.
Não falei nada, apenas continuei abraçada a ele. Que sensação estranha era aquela?

- Então quer dizer que seu irmão chegou de viagem?
- É, chegou ontem – falei, jogando meus livros em cima da cama de , meu melhor amigo. Ele era um tipo de bissexual estranho. Tinha época que só pegava mulheres e outras que só pegava homens. Ultimamente ele havia dado um tempo com , minha prima, e só estava indo para as boates gays.
- Ele é bonito?
- Ele é meu irmão.
- Sim, mas você pode admirar um homem bonito, não pode? E já ouviu falar em incesto?
- Ah, você não pode estar falando isso...
- Meu bem, você vai pra cama com seus primos. O que é isso senão um incesto?
- É diferente. Todo mundo já pegou um primo.
- Primeiro: uma pessoa fica com UM primo. E não com todos!
- Que exagero. Eu não fiquei com todos os primos.
- Ah, é verdade. O Pedro escapou porque tem sete anos. Segundo: você mesma disse que tem seus primos mais como irmãos do que o seu próprio irmão. Então, tecnicamente, você está indo pra cama com seus irmãos.
- Ai, vai começar...
- Terceiro: tá vendo? Eu sempre consigo te pegar. Se você não estivesse perturbada, você não daria corda pra mim. Pra mim e pra você não pode mentir.
- Correção: você induz a minha resposta.
- Nada disso, eu sou a sua segunda consciência.
- Está insinuando que eu quero pegar meu irmão?
- Não, eu estou dizendo que você está com um puta de um tesão por ele só porque ele é gostoso.
- Eu não disse que ele é gostoso.
- Você não respondeu, então ele é. E sua família tem coleção de homens atraentes. E não há nenhum mal em pegar um irmão. Eu mesma já peguei minha irmã.
- Ah, meu filho, se duvidar, você pegou até a minha mãe.
- A Sra. não. Eu acho que ela não concordaria.
- Eu também acho. – Ri e joguei o travesseiro nele.
A conversa com me deixou pensando durante todo o percurso até em casa. Após chegar, falei rapidamente com meu pai, que estava na sala, e subi correndo as escadas. Entrei em meu quarto e fechei a porta. Joguei meus livros na poltrona e deitei de costas na cama. Fechei os olhos tentando não pensar em como me irritava às vezes.
Meu celular começou a tocar. Estiquei minhas mãos até a bolsa e o tirei de lá, lendo o nome no visor:
- O que é?
- Oi, , como vai?
- Vai pelo atalho, Luan, o que você quer?
- Você sabe bem.
- Olha, aconteceu naquele dia, tá? Talvez eu tenha te passado uma imagem ruim, mas eu sou mais que aquilo, tá? Agora não ligue mais pra mim.
Desliguei o telefone e o joguei longe. Fechei os olhos, imaginando que a qualquer momento iria enlouquecer.
- Filha? – Minha mãe bateu na porta. – Você tem visita.
- Quem é?
- A . Ela está lá embaixo.
- Pede pra ela subir, por favor?
- Tudo bem...
Segundos depois, bateu a porta na parede:
- Sua vadia! Por que não disse que seu irmão tinha chegado?
- Não quebre a porta, por favor! – falei rindo e ela riu, fechando a porta atrás de si.
- Que tipo de prima você é? Não me avisa que seu irmão gostosão chegou do exterior.
- Ele chegou ontem, tá? Não ia gastar meu tempo te ligando pra te avisar que tinha carne nova.
- Que bela prima você é! – Ela bufou.
- Então, você o viu?
- Claro, eu acabei entrando aqui com ele.
- , você tem namorado.
- Ah, o agora não quer mais mulher. Me pediu um tempo. Ele também está se escondendo de mim.
- Eu me esconderia!
- Vadia! – Ela me jogou o travesseiro e eu ri.
- Sim, eu fui hoje lá... Mas enfim, você não pode pegar .
- Por quê?
- Porque ele é seu primo.
- É. E Victor, Junior, Pedro, Luan também é seu primo.
- É “são seus primos”, sua burra. Nem parece que faz aula de jornalismo.
- Você entendeu. – Ela deu um riso amarelo. – Então, me tira um dúvida. O que você e Luan foram fazer nas bodas quando sumiram?
- Digamos que fomos nos divertir.
- Você tá tomando o anticoncepcional direitinho, né?
- Não se preocupe, não vou engravidar.
- É bom mesmo... Eu não quero ver você gorda, cheia de estrias, carregando um menino no colo e limpando cocô de neném.
- Cruzes... – falei rindo.
- Então, sábado vai ter uma festa da faculdade. Vamos?
- Pode ser.
- Pois meu carro vai sair do concerto amanhã e sábado eu venho te buscar.
- E veio a pé?
- Não. Vim de condução. Tenho um curso aqui perto. Mas me responde: seu irmão tá solteiro?
- Parece que vai casar. Eu não sei. A namorada dele chega daqui a alguns dias, eu acho. Espero que ela não seja um saco.
- Ora, estou sentindo uma presença de ciúmes?
- Claro que não! Ai, que droga! – Ouvi meu celular tocando. – Deve ser o Luan.
- Já sei, está correndo atrás de você? Coitado do garoto, , dá uma chance pra ele.
- Não, ... Deus me livre.
- Está fugindo dele?
- Sim.
- E por quê?
- Porque ele é um saco, só por isso.
- Nossa, ou foi muito ruim ou você não tá gostando de homem.
- Não é isso... Eu só não quero vê-lo. Você sabe que enjôo rápido.
- Que seja. Será que o tio pode me dar uma carona? Daí eu janto aqui.
- Claro que pode.

fechou a porta da sala. Ele havia ido deixar em casa e eu não conseguia dormir. Estava tomando um copo d'água quando ele entrou na cozinha.
- Ela também cresceu. – Ele riu.
- Ela é louca, isso sim – falei rindo.
- Como foi o dia?
- Foi bem normal, e o seu?
- Fui na faculdade confirmar. Depois dei uma volta pela cidade. Fazia tempo que não vinha por aqui.
- É, as coisas mudaram muito por aqui. – Coloquei o copo na pia. – Bem, eu vou dormir.
- Espera. Eu tenho uma coisa pra você. – Ele pegou na minha mão e me puxou escada acima. A medida que subíamos, meu coração acelerava.
- O que é? – perguntei quando chegamos em frente ao seu quarto.
- Espera. – Ele soltou minha mão e entrou. Permaneci parada e ele virou, olhando para mim. – Não vai entrar?
- Ah... – Entrei em seu quarto e ele pegou um pacote em cima da cama. – O que é?
- Abre.
Desembrulhei o presente e vi uma caixa. Abri-a e vi um urso de pelúcia.
- Ah, que lindo! – falei tirando o urso da caixa. – Eu amo ursos de pelúcia.
- Eu sei. Mamãe me disse. E eu achei esse hoje...
- Obrigada, – agradeci e ele sorriu, me abraçando. Travei novamente, mas relaxei e deixei minhas mãos passarem por sua cintura e costas. Foi quando eu senti o cheiro de sua colônia masculina. Era bom, era cheiroso. Ele beijou o topo da minha cabeça e eu fechei os olhos. Então eu quis que ele tivesse me beijado de verdade. Mas não na testa, e sim um beijo de verdade.
- Er... – Me afastei e olhei para ele. – Eu vou... dormir. Boa noite. – Saí do seu quarto sem esperar uma resposta. Fui para o meu quarto com o coração acelerado e fechei a porta, abraçando o ursinho de pelúcia. Fiquei encostada na porta tentando me acalmar. O que era aquilo? Por que sentia aquilo? Aquele rapaz era meu irmão. Meu irmão. Não podia senti nada por ele!


Capítulo 3.

Ele me jogou na cama e tirou a camisa. Sentei na cama e levantei o cenho. Ele riu, voltando para mim e me beijando.
- Você não é virgem, é?
- Por que todo mundo me pergunta isso? – perguntei irritada.
Ele riu e tirou minha camiseta. Senti seus beijos em meu pescoço e colo. Ele tentou tirar minha saia, mas não deixei.
- A saia não. – Sorri maliciosa.
Ele usava uma bermuda e, com meus pés, eu a desci. Para minha surpresa, não havia nada por baixo.
- Surpresa? – ele perguntou, rindo de lado.
- Com o tamanho? – Levantei o cenho. – Sim, pensei que fosse maior.
- Você é inconveniente às vezes, sabia? – ele falou, baixando a minha meia calça.
- Já disse que sou sincera.
- E muito gostosa, eu confesso. – Ele tirou meu sutiã e por fim a meia calça.
- Eu só tenho uma pergunta – falei enquanto ele tirava a camisinha da carteira e colocava em seu membro já ereto.
- E o que é? – Ele abriu as minhas pernas.
- Por que veio sem cueca? Já planejava alguma coisa?
- Já! – Ele penetrou em mim com força. Eu tive que me conter para não gritar. - É pequeno?
- É... – falei olhando para ele, que fez um movimento rápido e me penetrou com mais força ainda.
- E agora?
- É pequeno e você vai me machucar!
Ele começou a se movimentar dentro de mim, porém eu me sentia desconfortável. Era estranho, era devagar, eu não sei...
- Mais rápido – falei e, ao invés de ir mais rápido, ele aumentou a pressão em cima de mim.
- Tá bom assim.
- Depois eu que sou virgem?
Empurrei ele e inverti os lugares.
- É assim que se faz...
Sentei vagarosamente nele, que gemeu. Sorri de lado. Comecei a descer e subir nele e um pouco depois eu já cavalgava. Ele chegou ao ápice em poucos minutos, mas eu não consegui. E nem queria. Eu tinha feito tudo e ele nada. Normalmente eu nunca parava antes de chegar ao prazer, mas, sinceramente, aquele cara era broxante.
Levantei da cama e catei pelo chão as minhas coisas.
- Ei, já vai? – ele perguntou, sentando na cama.
- Claro.
- Mas por quê? Foi bom!
- Bom pra quem? Pra você, logicamente. – Meu celular começou a tocar e vi o nome no visor. - O que é? - atendi.
- Eu quero te ver. – A voz de Luan estava séria.
- Quer mesmo?
- Quero.
- Mesmo que tivesse um preço? – Uma idéia maravilhosa veio à minha cabeça.
- Sim.
- Esteja em minha casa segunda, três da tarde.

- O QUÊ? NÃO, não, não, não, . Não mesmo. Me tire dessa, . Você está louca – falou quando voltávamos para casa.
- O que é que custa, ? Poxa, não tem nada de errado.
- Você está ouvindo o que está me pedindo?
- Claro, não sou surda!
- , você já participou de uma orgia?
- Não, mas tenho vontade.
- Você é completamente demente.
- E qual é o problema?
- O problema é que você não tem idéia de como é.
- Eu aprendo. Por favor!
- Numa orgia você é completamente violentada. Por mais de um. Nesse caso seriam dois. E quem você chamaria para ser o segundo?
- . Ele nunca me nega nada.
- Você é louca. E qual é o plano? Serem descobertos por seus pais?
- Eles trabalham?!
- E por seu irmão?
- Ele vai estar na faculdade. Anda. Aceita!
- Você é uma ninfomaníaca.
- Eu nunca disse que não era.
- E Luan? Vai topar isso?
- Claro que vai!
- Pare com isso. Arrume um namorado e transe muito com ele para acabar com esse seu fogo. Mas pare de ir pra cama com qualquer um.
- Eu não quero namorar. Você sabe bem disso. E você não é nenhuma santa.
- Não. Não sou nenhuma santa. Mas já tento vinte e dois anos na cara. Moro sozinha, trabalho, estudo e me sustento. E você tem dezessete anos e mora com seus pais. Tudo bem, transe com qualquer um, se é o que quer. Mas orgias não. E aprenda uma coisa: NUNCA faça em casa. As chances de serem pegos é quase certeza.
- Então me deixa morar contigo!
- Quando você tiver dezoito, a gente conversa. Mas orgias não.
- , eu acho legal você se preocupar comigo. Tudo bem, eu fico só olhando. Eu não participo.
- , eu já disse que não. E se fizer isso, eu não falo mais com você!
- Por favor, , é melhor que esteja lá. Você é como minha irmã ou mãe. Cuida de mim. Eu juro que se algo der errado, eu acabo com tudo.
- Eu já disse que não e fim de papo.

- O quê? Não.
- Você quer deitar comigo de novo?
Luan pensou um pouco, mas seu rosto continuava horrorizado.
- Você sabe que eu quero.
- Então precisa fazer o que eu quero. Nada mais justo, não?
- Mas isso já é demais.
- Então pode voltar pra casa. – Levantei e fui em direção à porta.
- Espera. – Luan fitou a parede. – Porra, por que está fazendo isso comigo?
- Não é justo?
- Não. Não é justo.
se movimentou na poltrona, assustando Luan, que inconscientemente se afastou um pouco mais dele.
- Eu faço se você namorar comigo.
- Namoro? – Bufei. – Ah não, por favor...
- Então eu não topo.
- Tudo bem. Eu e vamos nos divertir sem você. – Peguei na maçaneta da porta.
- Você vai... Vai mesmo... Com ele? – Luan apontou para , que virou os olhos.
- , esquece. Ele não vai topar fazer uma orgia.
- E nem eu vou deixar.
Assustada, olhei para o pé da escada e me apavorei. me olhava incrédulo.
Impossível! Eu havia revistado a casa toda e não tinha ninguém. De onde ele havia saído? Foi aí que me dei conta que não olhara o quarto dele. Mas ele havia confirmado que iria para a faculdade no dia anterior. Como se ele lesse minha mente, falou:
- Hoje eu fiquei em casa. Agora me responda: eu ouvi realmente o que acho ter ouvido?
- Não – Luan falou prontamente e olhei para ele, incrédula, colocando as mãos na cintura. Depois voltei meus olhos para :
- E o que você tem a ver com isso?
- Não, eu não devo ter ouvido direito.
- Ouviu, ouviu sim. Nós iríamos fazer uma orgia.
- O quê? , você está se ouvindo?
- Eu estou ouvindo perfeitamente.
- Pare com isso imediatamente.
- E quem é você para me dar ordens?
- Sou seu irmão!
- Eu que dei a idéia, ! – Luan falou e eu estreitei os olhos.
- Não preciso de ninguém para me acobertar. Eu dei a idéia. Não preciso mentir. Pelo menos meu querido irmão fica sabendo que irmã ele tem.
- Luan, caia fora daqui. E você também! – Ele olhou para , que levantou um pouco os braços em sinal de rendição.
- Está casa é minha e eu chamo quem eu quiser.
- E também é minha. Caiam fora!
Os dois saíram, deixando apenas eu e , sozinhos.
- Você não tem nenhum direito de mandá-los embora!
- E muito menos você de fazer esse tipo de coisa na nossa casa.
- Nossa? Espera aí! Você não direito sobre esse lugar! E muito menos sobre mim. Só porque chegou agora não quer dizer que essa casa é sua e que você tem autoridade de mandar aqui, e muito menos sobre mim!
- Essa casa é de meus pais. E, portanto, é minha.
- Ah, tá certo! – Soltei um riso sarcástico. – “Meus pais”. Que consideração a sua agora! Nunca apareceu aqui antes e a casa é sua. Não quero imaginar quando eles morrerem.
- Estou falando de respeito. De dignidade.
- Você fala como um santo. Fico até comovida. Será que sou digna de trocar palavras com você? – Levei uma de minhas mãos ao peito. – Não me diga que você é virgem! Ah, vai tomar no cu!
- Eu sou seu irmão!
- Ah, é mesmo? Então me diz: quando chorei por estar apaixonada por um cara que não me amava, você foi atrás de quebrar a cara dele? Você sabe que comida eu gosto ou detesto? Quem é minha melhor amiga ou minha música preferida? O que me faz feliz ou triste? Minhas manias? Não! Você não sabe. E sabe por quê? Porque você nunca foi meu irmão!
- Não me culpe por querer melhorar de vida.
- Uma carta! Um telefonema! Um email... Qualquer coisa, ! Não venha me falar sobre considerações com os meus pais. Eu os amo. Amo tanto que não quero que saibam o que eu faço. Eles não se queixam de mim. E eu tenho meus motivos para agir como ajo.
- Ah, ama mesmo! Fazendo coisas das quais eles nunca se orgulhariam.
- Eles não me entenderiam. E você muito menos.
- Você não é nada do que pensei.
- É porque você não me conhece.
- Não ache que eles não ficarão sabendo disso!
- Faça isso. Na verdade, faça o que você quiser! É só pra isso que você veio mesmo. Me tirar a paz!
- Que paz é essa? Isso não é paz, isso é falso.
- Não, não é! Você sabia que papai teve um infarto ano passado? Que ele esperou você telefonar e você NÃO ligou? Ah, ops... Esqueci. Você estava... Como é mesmo? “Tentando melhorar sua vida”. Desculpa.
- Eu não sabia.
- Sabia, sabia sim. Minha mãe falou com uma moça que disse que ia te avisar...
- Monick não me avisou.
- Ou ela disse e você não ouviu.
Eu o encarei um pouco e vi que ele não falaria nada, então continuei:
- Não me dê ordens, porque eu não vou cumpri-las.
- Veremos.

Ouvi o carro de meus pais estacionar na garagem. Senti que meu coração ia sair pela boca. contaria tudo e eu estaria morta. Apesar de parecer durona, a idéia de que meus pais ficassem sabendo de tudo me atingia como um soco no estômago. Eu me importava com eles. Não queria que eles soubessem a filha que tinham sem saber meus motivos reais para agir daquela forma. E uma crescente raiva de surgiu em meu peito. Ele era a realização de todos os pesadelos que eu tinha.
Levantei da cama e fiquei andando para lá e para cá. O que faria depois que falasse prontamente: “Pai, mãe, a sua filha é uma vadia!”? Estava com medo. Definitivamente com medo.
Sentei na cama e bufei de raiva. A vontade de enforcar aquele bastardo só aumentava, mas tentei me acalmar. Precisava pensar em algo que me tirasse daquela furada e um jeito de me vingar dele.
Porém, quanto mais eu pensava, mais eu tinha certeza de que ele contaria tudo para meus pais. Precisava agir rápido, antes que tudo estivesse arruinado.
Ouvi batidas na porta e meu coração acelerou:
- Filha, vamos jantar. Eu trouxe a comida – ouvi a voz calma e doce da minha mãe.
Um alívio percorreu meu corpo. Pelo menos até aquele momento não havia dito nada.
Ao sair do quarto, dei de cara com , que saia do seu. Lancei um olhar furtivo para ele, que riu divertido.
Desci as escadas e ele veio logo atrás de mim. Fomos para a cozinha e nos sentamos à mesa.
- Boa noite, papai – falei, beijando sua bochecha.
- Oi, querida. Oi, filho. Como foram de dia?
- Pergunte a . Ela teve um dia maravilhoso. – Apenas eu sentia o sarcasmo na voz.
- O dia foi ótimo, papai. Eu e nos conhecemos melhor – falei, sorrindo para ele.
- Isso é ótimo – mamãe falou por fim, sentando-se à mesa. – Família tem que permanecer unida.
- É, mamãe. – Sorri e olhei para . – Unida e em paz!
- Mamãe, eu estive pensando... – falou, servindo a comida em seu prato. – Por que não contrata uma empregada? fica tão sozinha aqui.
Olhei incrédula para ele. Então era esse o seu joguinho?
- Eu estou bem. Obrigada por se preocupar!
- Ah, maninha, mas eu me sinto mal vendo você passar o dia sozinha aqui. Quem sabe uma empregada não seja bom? Além de companhia, ela faz tudo para você.
- É uma boa idéia – meu pai soltou e olhei para ele. – Eu ficaria menos preocupado com você nessa casa na companhia de alguém.
- Eu não acho necessário. Seria gastar dinheiro à toa.
- Eu posso pagar – falou sorrindo. – Tudo para a segurança da minha querida irmã mais nova.

Bufei de ódio ao fechar a porta de meu quarto. Ele faria os joginhos dele? Se fosse assim, eu também faria os meus. Minha mãe me encarregara de procurar uma empregada. Foi aí que tive uma brilhante idéia. Peguei a lista telefônica e procurei o que queria. Peguei o celular e disquei alguns números.
- Agência de diaristas, boa noite.
- Boa noite, eu gostaria de contratar um de seus profissionais.
- Preferências?
- Sim, que seja homem, alto e bonito. Por favor.


Capítulo 4.

Nada pagaria a cara que fez ao ver Bruce, o nosso novo empregado. Sentei no sofá, vendo o Bruce conversar com meus pais. fechou a cara a partir do momento em que olhei para ele e ri. Rapidamente Bruce foi contratado e meus pais saíram para o trabalho.
- Eu te deixo na escola – falou com sua voz grave.
Entrei no carro de , coloquei o cinto de segurança e cruzei os braços.
- O que você pensa que eu sou? Idiota?
- Sinceramente? – Levantei o cenho.
- Você está brincando com minha cara.
- Ora, por que faria isso? – ironizei e ri.
- Pára de enlouquecer!
- Ele é um empregado. Profissional no que faz – falei e minha voz saiu um pouco mais maliciosa. – Ah, e vá para sua aula, viu? Pode reprovar por atraso.
- Não insulte minha inteligência, . Eu sei por que contratou aquele homem.
- Sua mente é tão fértil, irmão.
- Não sou eu quem tem idéias loucas, irmã. – Ele enfatizou o “irmã”.
- Vire à esquerda – falei e virei os olhos.
- Tô de olho em você, . Abre o olho.
Tirei o cinto de segurança, bufando, e abri a porta.
- Tenha um bom dia! – ele falou rindo.
- MORRA!

Abri a porta da sala de casa e ouvi um barulho na cozinha. Andei vagarosamente até lá; cena bizarra. Bruce com um avental todo florido e lavando a louça.
- Boa tarde – falei e ele olhou para mim.
- Ah, boa tarde, senhora. Eu não a vi aí.
- Não me chame de senhora. Tenho dezessete anos.
- Desculpe. – Ele voltou a lavar a louça.
- E não peça desculpas direto. – Me encostei no umbral da porta e fiquei olhando ele lavar a louça. Era alto, não muito forte, mas tinha aquele porte de homem, sabe? E era bonito. Tinha cabelos pretos e olhos negros. Ele parecia não se incomodar comigo ali.
- Eu vou subir e tomar banho.
- Tudo bem. O almoço já está pronto.
- Ah, aproveita e pega as roupas sujas dos quartos.
- Tudo bem...
Subi as escadas correndo e entrei no quarto. Deixei a porta aberta, assim como a do banheiro. Tirei a roupa e entrei no box, ligando o chuveiro. Deixei a água escorrendo em minha cabeça. Ouvi um barulho no quarto e desliguei o chuveiro.
- Bruce?
- Desculpe, eu não sabia que...
- Não, tudo bem. Faça o que tem que fazer. Só me faz um favor?
- Diga.
- Pega minha toalha? Por favor, está em cima da cadeira do computador.
Esperei alguns segundo e ele respondeu:
- Onde eu coloco?
- Venha aqui...
- Mas, senhora, eu...
- Não me chame de senhora. Venha logo aqui.
Ele entrou no banheiro de olhos fechados. Comecei a rir.
- Abra os olhos, Bruce. – Abri a porta do box e ele abriu os olhos. – Nunca viu uma mulher nua?
- Se-senhora... – Seus olhos pousaram em meus seios.
- – falei bem perto de seu rosto. – Meu nome é .
Ele balançou a cabeça e saiu do banheiro. Me enxuguei e ri da cena.

Durante O resto da tarde, Bruce me evitou ao máximo. Falava o necessário e não olhava para mim.
Quando ia dar cinco da tarde, chegou em casa. Estava sentada no sofá, assistindo TV e comendo brigadeiro. Ele colocou as chaves em cima da TV e me olhou, levantando o cenho.
- Sai do meio – falei olhando pra ele.
- Oi pra você também.
- Boa tarde... – Bruce apareceu, colocando a mochila nas costas. – Eu já estou indo.
Ele não olhou para mim e, quando ia saindo, falei:
- Tchau, tchau, Bruce.
Ri de lado e olhou para mim.
- Como foi o dia? – perguntei.
- Não fale comigo.
- Opa, desculpa por me dirigir a você pessoalmente. Vou marcar horário.
- O que fez com o pobre rapaz?
- Nada – respondi fazendo aquela sugestão de que não era exatamente “nada”, mas continuei, enquanto levava a colher a boca. – Por que sempre pensa essas coisas de mim?
- Não tenho motivos?
- Não sei... – Coloquei a colher na panela e deixei-a de lado. – Vamos conversar sobre isso.
- Eu não vou conversar sobre isso com você.
- Okay, então conversaremos sobre você, o que acha?
- Ah, eu vou subir. – Ele ia andar quando soltei:
- O que é? Tem medo de conversar com a sua irmã mais nova?
- Você não fala muita coisa que se aproveite.
- É mesmo? Então tudo bem. – Levantei do sofá e fui em direção à cozinha.
- O que você quer saber sobre mim?
- Nada. Você tem cara de certinho...
- Você que é ridícula.
- Ora, por quê? Não é certinho então?
- Eu vou tomar banho.
- Você é... homem? Quero dizer... No verdadeiro sentido da palavra?
- O QUÊ?
- Sei lá... Pode ser que... Ai, ia ser tão legal ter um irmão gay!
- Eu não vou responder um absurdo desses!
Ele saiu com ódio e gargalhei. Consegui irritá-lo. Sentei no balcão da cozinha e bebi um gole de água. Lembrei de Bruce lavando a louça. Nossa... Que empregado!

Ouvi a batida na porta. Baixei o livro e falei:
- Pode entrar.
Bruce entrou no quarto todo errado.
- Eu vim pegar a... a roupa suja.
- Ah, sim... Pode pegar um balde lá no banheiro.
Bruce foi rapidamente ao banheiro e, quando ia saindo do quarto, falei:
- Espere... – Me movimente e saí da cama. Fui à mesa do computador e peguei uma calcinha que havia lá. Caminhei até ele e olhei em seus olhos.
- Você... esqueceu – falei sorrindo e colocando-a no cesto.
- Por que está fazendo isso comigo?
- Por que será?
- Eu vou...
- Vai o quê? – sussurrei em seu ouvido.
Ele olhou para a minha boca.
- Vá em frente – falei sorrindo.
Ele soltou o cesto e me puxou, beijando meus lábios. Sua língua invadiu minha boca, me causando calafrios.
- Eu não quero tirar a sua...
- Eu não sou virgem! – falei, mordendo seu lábio inferior. – Então me trate com respeito.
- Com certeza.
Ele me suspendeu do chão e eu enlacei minhas pernas em sua cintura. Me levando para cama, ele não parava de beijar meus lábios e pescoço. Então me deitou na cama:
- Desde ontem... Você não sai da minha cabeça.
- Eu sei. – Segurei seus lábios.
- E seu irmão? Ele pode...
- Ele pode morrer.
Bruce riu e tirou sua camiseta. Mordi o lábio inferior e sentei, beijando todo seu peitoral, depois desci minhas mãos e desabotoei sua jeans.
- Como uma moça como você faz isso?
- Você já se olhou no espelho? – perguntei rindo. Ele tirou minha camiseta e me deitou, sugando meu seio e massageando o outro. Gemia feito uma louca.
- E VOCÊ? Já se olhou? – ele perguntou e sugou meu outro seio com mais força. Tive de me segurar pra não gritar. – Eu não tenho camisinha aqui comigo.
- Eu tenho – falei olhando para o móvel do lado da cama. Ele desceu os beijos, contornando meu ventre e chegando à barra do meu shortinho. Ele desabotoou e baixou o zíper, olhando para mim. Então ele tirou aquilo, me deixando apenas de calcinha. Puxei-o para cima e beijei sua boca novamente.
- Você tem certeza que quer continuar?
- Se você parar, eu te mato! – falei com dificuldade enquanto ele beijava meu pescoço. Com o comentário, ele riu e desceu os beijos.
A essa altura, sua jeans estava longe e pude ver o que ele escondia tão bem. Em um movimento, ele tirou minha calcinha e começou a beijar por entre minhas coxas, indo cada vez para o meu ponto, que já doía de tanta espera. Minha respiração se esvaiu quando senti o toque de sua língua dentro de mim. Era como se ele sugasse minha alma. Quando ele sugou com mais intensidade, soltei um grito. Sua língua encontrou a minha e, num movimento só, ele tirou sua cueca. Lhe dei a camisinha e, depois de colocá-la, ele me beijou, penetrando com força dentro de mim. Seu beijo abafou o grito.
Os movimentos iniciais eram lentos, porém começaram a ficar mais rápidos a medida que o tempo passava.
Me esquivei completamente e o ápice me atingiu violentamente. E logo depois veio o dele.
Então, olhando em meus olhos, ele sorriu. Ele ainda estava dentro de mim e estávamos ofegantes. Sorri um pouco e então ele saiu. Puxei minha cobertas e ele ficou procurando suas roupas pelo chão. Então ele parou e me olhou:
- Você tem mesmo dezessete anos?

- O que o vovô tem, papai?
- Ele só teve um mal estar hoje. Amanhã passarei lá e vou vê-lo.
sentou na mesa e me o olhou fixamente. Sorri involuntariamente.
- E como anda o novo empregado? Está se dando bem com ele?
- Ah sim, papai! Ele é ótimo. E faz tudo.
- É mesmo? – ironizou. – Eu vi que ele não recolheu a roupa suja do meu quarto.
- Ele fará isso amanhã.
quase me fuzilou com os olhos.
- Bem, eu acho que já podemos contar, não é, amor? – mamãe falou, olhando para meu pai.
- Contar o quê? – perguntei curiosa.
- Nós estávamos esperando um melhor tempo nas nossas finanças, nós já comentamos com você, querida. – Mamãe sorriu. – E bem... Acho que não tem tempo melhor.
- Nós vamos ter uma segunda lua de mel em Paris, minha filha. – Papai sorriu.
- Vocês vão viajar? – perguntei surpresa.
- Não, . Paris é aqui em casa. – virou os olhos.
- Sim, minha filha, vamos viajar. E achamos que, já que está aqui, seria o melhor momento. Você não ficaria sozinha.
- E quando vão? – o bastardo falou, ele estava animado.
- Domingo agora...
me olhou com aquela cara de psicopata e, juro, dessa vez eu estava com medo.

- E como vai ser?
- Eles vão viajar e eu vou ter que agüentar por uns dias.
- Será que ele mudou de idéia com relação à orgia?
- Ai, ... Claro que não! E ele é caretão. Acho que é virgem. Parece um santo.
- E o Luan?
- Sumiu. Menos mal...
- Já está subindo pelas paredes?
- Que nada!
- Ora, já tem alguém?
- Meu empregado. – Sorri maliciosa, imaginando quão BOM ele era.
- Empregado?
- É, o Bruce. Ai, ... Ele é a realização de todos os sonhos de uma mulher! Ele é tão... Gostoso... E... Homem... E... Duro.
- Meu amor, isso é um homem ou um pênis?
Comecei a rir, até que ouvi uma batida na porta.
- , tenho que desligar. Beijo.
- Tchau, meu amor...
Desliguei o celular e fui até a porta. Ao abrir, dei de cara com . Ele me empurrou e fechou a porta.
- O que é?
- Quero que deixe de ser ridícula. Temos que estabelecer regras aqui.
- Perca de tempo. – Sentei na cama e cruzei as pernas. – Eu não vou obedecê-lo.
- Isso é um aviso.
Ele saiu do quarto e eu fiquei sozinha de novo.


Capítulo 5.

A aula de química demorava a passar. Aquela matéria era impossível de compreender. Buteno, metano...
Após o término da aula, falei com algumas colegas da sala sobre o PST e, enquanto conversava, tinha cada vez mais a certeza de que eu passaria em Direito.
Quando cheguei em frente à escola, vi o carro de , o que eu achei muito estranho.
- ? – perguntei, chegando perto, e ela abaixou o vidro.
- Ai, ainda bem que saiu.
- O que foi?
- Eu quero conversar contigo. Entra aí.
- Tudo bem. – Entrei no carro e coloquei o cinto de segurança. – O que aconteceu?
olhou pelo retrovisor, parecia assustada.
- Olha... – Ela ligou o carro e deu a partida. – Eu vou sumir por uns tempos.
- O quê? Por quê?
- Não posso te explicar agora, mas... Mas tenho que fazer isso. Queria que você desse uma olhada lá em casa, pode ser? É só por uns dias, até eu voltar.
- , eu...
- Por favor!
Respirei fundo e olhei para as mãos dela, então vi uma mancha estranha.
- O que foi...
- Eu não posso explicar, , por favor. Você não me respondeu se vai me ajudar ou não.
- Tá, , claro que vou te ajudar. Eu só quero entender... Mas pra onde você vai?
- Eu não posso dizer agora, eu prometo ligar.
- Mas como eu vou saber se está bem?
- Eu disse que ligo. Eu juro. Eu já menti pra você?
- Não...
- Por favor, , eu só tenho você pra contar. Você não pode dizer isso pra ninguém.
- Tudo bem. Sabe que pode contar comigo.
- Eu só tenho você pra contar.
Após ela me dar a chave de seu apartamento e me deixar em frente à minha casa, ela sumiu no final da rua. Fiquei parada olhando para o lugar vazio.
Entrei em casa e ouvi um barulho que vinha de dentro da cozinha. Joguei minha mochila no sofá, caminhei até a entrada da cozinha e parei no umbral da porta, vendo Bruce lavar a louça.
- Oi – ele disse animado, virando-se para mim.
- Oi. – Sorri desanimada, caminhando até a cadeira e sentando.
- Pelo seu “oi”, tem alguma coisa de errada. Tudo bem?
- Tudo –menti. – Não precisa se preocupar comigo.
Ele enxugou as mãos em um pano de prato e caminhou até mim.
- Nada que eu possa fazer por você?
- Tem. – Ele levantou o cenho. – Me fazer esquecer esse dia, consegue?
Ele sorriu e me beijou. Sua língua quente adentrou a minha boca, me causando calafrios. Quando suas mãos encostaram em minha cintura, a preocupação com se esvaiu na hora. Ele começou a sugar meu pescoço, deixei que o fizesse e levantei minha cabeça. Minhas unhas cravaram em suas costas, por debaixo de sua blusa. Ele tinha cheiro de homem. Homem másculo. Homem DE VERDADE!
Sua boca voltou para a minha e suas mãos desceram para minha coxa, gemi um pouco.
- Vamos para o...
- Não. Faremos aqui – ele disse ao meu ouvido e depois o lambeu. Senti um calafrio fora de série. Eu não sabia nada daquele homem. O que eu sabia era que ele era um dos caras mais... Ah cara, ele era gostoso.
Bruce tirou minha blusa e me levantou da cadeira em seguida, me apertando em seu corpo. Eu continuava beijando sua boca. Ele então me levantou e me colocou em cima da mesa, eu, por minha vez, comecei a afastar tudo de cima da mesa. Mas logo vi que ali não poderia, já que a mesa era de vidro.
As carícias continuavam a medida que o tempo passava. Bruce tirou meu sutiã e só então me tirou da mesa e eu pude fazer algo por ele. Desci sua jeans e cueca. Fiz ele sentar na cadeira e passei minha língua por todo seu membro ereto e duro. Então comecei a sugá-lo. Ele colocou a cabeça para trás, soltando gemidos. Fiquei ali por algum tempo.
-Já chega! – Ele me puxou para cima dele e me prensou contra o seu corpo. Senti seu membro entre minhas penas. O pano da minha jeans era insuportável. Ainda sentada nele, desabotoei minha calça e tirei-a com o tênis. Bruce afastou um pouco minha calcinha e apertou meu clitóris. Soltei um grito, que foi abafado pelo seu beijo. Então, por fim, na impaciência, ele rasgou minha calcinha e me sentou, me encaixando perfeitamente onde ele queria. Gemi alto. Ele estimulou meu clitóris novamente, mexendo em formas circulares. Comecei a subir e descer em cima dele, colocando a cabeça para trás e segurando seus ombros.
Não estávamos prevenidos, mas como eu tomava pílula anticoncepcional, eu não estava muito preocupada.
Ficamos ali por um bom tempo. Coloquei minha testa na dele e ficamos nos olhando. Já ofegava, meus cabelos estavam grudados em minhas costas.
Senti o líquido entrar em mim e na mesma hora estremeci. Chegamos ao ápice juntos. Fechei meus olhos com a respiração descompassada.
- ? – Sua voz estava rouca.
- Hum? – respondi sem olha para ele.
- Esquecemos o preservativo e...
- Eu tomo pílula, fique tranqüilo.
- Eu acho melhor você se lavar... – ele falou, passando a mão em meus cabelos. – Seu irmão pode chegar e... Não quero que ele nos pegue assim.
Senti uma raiva crescendo dentro de mim. Por que sempre a porra do meu irmão? Levantei, catei minhas roupas do chão e subi as escadas, sem ao menos olhar para Bruce. Entrei em meu quarto e tranquei a porta na chave. Corri para o banheiro e fui tomar banho. E enquanto estava debaixo da ducha, fiquei pensando em cada cena que havia vivido minutos antes. Era tão bom e ao mesmo tempo tão... sujo.
Então fechei os olhos e me veio à cabeça. Na briga que tivemos no dia que ele descobriu tudo, no quanto ele iria me prejudicar. Mas algo veio à minha mente. No dia em que ele chegou e eu o vi na cozinha... Ele me olhou e... Olhou meu corpo. Eu estava com uma camisolinha seminua e ele... Ele me olhou daquele jeito que... Um homem olha uma mulher e...

- Vamos, meu bem... Assim... Assim... – Estava por cima dele, e ele segurava meus cabelos. Desci minhas mãos até sua barriga e ele até minhas nádegas.
- , alguém pode nos ver...
- E daí? Eu não me importo. Eu...

Sentei na cama assustada. Respirei fundo e deitei novamente. Aquilo fora apenas um pesadelo ridículo. era insuportável e meu irmão. Ficar com primo, tudo bem. Mas com irmão... Com irmão, nem pensar. E com então... Nunca!
Tentei dormir, até que ouvi minha barriga roncar. Então me lembrei que não havia jantado naquela noite.
Levantei da cama e abri a porta do meu quarto em silêncio, para não acordar ninguém. Desci as escadas, a casa estava totalmente calma. Liguei a luz da cozinha e abri a geladeira. Achei um pedaço de torta e coloquei-a num prato. Depois coloquei-a no microondas, me escorei na mesa e fiquei olhando para o nada.
- Pensei que não ia comer nada.
Ouvi a voz de e senti um calafrio. Olhei para trás e o vi escorado no umbral da porta.
- E eu pensei que estava dormindo, não se preocupando com minha alimentação.
- Ora, pare de me atacar. Eu tenho insônias às vezes. E hoje eu tive. Tava lendo um livro e ouvi você saindo do quarto.
- Eu acordei com um pesadelo e senti fome – falei, voltando a me virar para o microondas.
- Você tá sabendo que a sumiu?
- Como assim sumiu? – Caminhei até o microondas e o abri, pegando a torta.
- Ela sumiu. Não sabe de nada?
- Não.
Me escorei no balcão e comecei a comer a torta.
- Ela tem disso, daqui a pouco tá aí.
- Bom, eu não sei...
Olhei para ele e quando nosso olhar se encontrou, lembrei do sonho. Desviei o olhar para baixo.
- Por que não quis jantar com a gente hoje?
- Estava cansada e sem fome.
- Espera mesmo que eu acredite nisso?
- Eu não espero nada de você. E desde quando se importa comigo?
- Eu estou querendo manter um diálogo entre nós dois, não tá vendo?
- Perca de tempo.
- O que aconteceu? Está grávida?
- Estou.
- Sério? – Ele levantou o cenho.
- Não. – Virei os olhos. – Qual o seu problema? Vai dormir.
- Estou com insônia.
- Então vai ler.
- Eu não vou a lugar nenhum...
- Mas eu vou... – falei caminhando e, quando passei do seu lado, ele segurou meu braço. – Me solta, .
- Me diz logo onde está.
- Olha, eu não sei, está bem?
- Eu sei que está mentindo.
- Que droga! Eu não sei!
- Porra, olha pra mim!
Então percebi que não olhava pra ele. Levantei a cabeça e olhei em seus olhos.
- O que é?
- Eu quero saber até quando vai continuar com isso.
- Com isso o que?
- Com essa sua birra infantil comigo.
Senti novamente aquele frio na espinha quando seu olhar se acalmou.
- Nunca! – falei num fio de voz. – Você é desprezível e eu te odeio MUITO!
Consegui me desvencilhar dele e corri escada a cima. Por que ele tinha de ser tão idiota?

- AI, ME LARGA, SEU IDIOTA! VOCÊ TÁ ME MACHUCANDO!
me puxava pelos cabelos. Abriu a porta de seu quarto e me jogou lá. Eu usava apenas calcinha e sutiã. Naquele dia havia ele havia chegado mais cedo em casa e me pego com Bruce.
- É bom que machuque mesmo! Onde você quer chegar, hein? Feito uma vagabundinha de quinta categoria?
- Quem é você pra querer me dar lição de moral? Não seja ridículo!
- Eu sou seu irmão! E não quero ver você fazendo isso aqui na minha casa.
- Então feche os olhos, e essa casa é dos meus pais. Não desconte em mim a sua falta de sexo, seu imbecil!
- Você tem resposta pra tudo, não é? Você acha isso bonito, se diverte fazendo nossos pais de idiota, não é?
- Cala a boca, – falei entre os dentes.
- O que é? Não é verdade? Isso pra você é um joguinho perigoso. Você adora isso.
- Você não me conhece, não sabe os meus motivos.
- E qual seria o motivo pra você virar uma puta? Desilusão amorosa? “Oh, ele me deixou, vou dar até pro EMPREGADO!”?
- Cala a boca, ! – falei já com a voz embargada.
- Ande, ! Qual o motivo?
- Me deixa em paz! – falei num fio de voz e baixei minha cabeça. Ele não respondeu dessa vez. – Eu não preciso de você.
Minha voz vacilou e ele percebeu que queria chorar. Então tirou a camiseta e me deu.
- Tome. Vista isso...
- Eu não quero nada seu! – Joguei a camiseta para longe. – Eu quero que você morra!
Ele saiu do quarto sem dizer nada. Então tudo veio a tona e chorei. Ouvi alguns gritos lá debaixo e a porta sendo fechada com força.
Depois de um tempo a casa se acalmou e quando estava mais calma, limpei as lágrimas e vesti a camiseta de . Saí do quarto e desci as escadas vagarosamente. Ouvi um barulho de água na cozinha e, quando cheguei à porta, vi debruçado sobre a pia, molhando o rosto.
- ?
Ele virou para mim e vi uma parte do seu rosto vermelho. Quando fiz menção de ir até ele, ele falou:
- Não chega perto de mim!
Recuei. Confesso que fiquei com um pouco de medo que ele pudesse me machucar. E, naquele momento, fiquei com a consciência pesada.
- , eu...
- As coisas vão mudar a partir de hoje. Se você gosta de agir como uma piranha e vagabunda, tudo bem. Aja! Eu não me importo. Mas não espere de mim nenhum respeito!
- Tenho certeza de que posso sobreviver sem o teu respeito – falei seca. A culpa já tinha sumido e a raiva reaparecido.
- Mas tem uma coisa: aqui, nesta casa, você vai andar na linha. Porque, desta vez, eu juro que se pegar você com um homem aqui nossos pais ficarão sabendo de tudo. E eu terei como provar. E... – ele continuou quando ia protestar – não adianta dizer que não se importa, eu SEI que se importa. Não brinque comigo, . Porque eu acabo com essas sua imagem de santinha.
Ele passou por mim e subiu as escadas. Permaneci parada, imóvel na cozinha. Então resolvi subir para meu quarto. Nossos pais estavam chegando e não queria que eles me vissem nessa situação.

Os dois dias que se passaram até a viagem de meus pais foram de certa forma tranquilos. Eu e não nos falamos. Evitávamos até nos olhar.
Naquele domingo, também havia ligado para dizer que estava bem e que não me preocupasse com ela. Pediu também para que eu fosse à sua casa e ver se estava tudo certo por lá. Também lhe contei tudo que havia acontecido.
- Como assim? Agora?
- Agora ele que se dane. Não ligo pro que ele pensa.
Mas a notícia que me pegou de surpresa naquele dia só chegara quase à meia noite. Eu assistia a um filme em meu quarto quando ouvi o telefone tocando lá embaixo. Corri e atendi o telefone prontamente:
- Alô?
- ? – ouvi a voz de tia Vera. Mas tinha algo errado. A voz estava chorosa.
- Tia Vera? Oi, o que foi?
Vi descendo as escadas.
- Querida, seus pais já viajaram?
- Sim, tia, o que foi? – falei olhando para .
- Querida, eu estou aqui no hospital. Papai teve um infarto e acabou de falecer. Seu avô acabou de falecer, meu bem.
Fiquei paralisada com o fone no ouvido. Ela fala qualquer coisa do outro lado, mas eu não ouvia. Então senti as lágrimas descendo pelo meu rosto.
- ? , o que foi? – pegou o telefone e falou qualquer coisa.
Sentei no sofá e comecei a chorar desesperadamente. Abracei minhas pernas e encostei minha cabeça no joelho.
- ... – falou desligando telefone e sentando ao meu lado, me abraçando. – Calma...
Eu soluçava de tanto chorar, então cedi ao abraço e o abracei.
- Shiii... Calma. Vai dar tudo certo, você vai ver.
- Eu... eu quero ir ao... ao hos-hospital... – falei soluçando.
- Não adianta. Não é preciso. Eu falei com a tia Vera, ela disse que não há nada pra fazer no hospital. Vamos amanhã ao velório, está bem?
Não consegui protestar. Estava muito triste e desesperada. Eu tremia dos pés à cabeça. me levou até a cozinha e me sentou em uma cadeira. Ele preparou água com açúcar e me entregou. Peguei o copo tremendo. Minhas mãos não suportavam o peso do copo.
- Você tem que dormir...
- N-ão, eu na-não quero... quero dor-dormir... Eu quero meu... meu a-avô... – E desabei em choro, enquanto me abraçava.


Capítulo 6.

Estava calma. Completamente sedada. Não chorava, gritava ou ao menos demonstrava toda aquela dor que sentia em meu peito. Não conseguia ao menos chorar.
Aquela manhã amanhecera com um sol lindo no céu, como de propósito. permaneceu ao meu lado durante todo o velório e sepultamento. Luan e alguns outros primos vieram me abraçar, assim como meus tios e minha vó, que também estava sedada como eu.
Meu avô era meu segundo pai, eu o amava muito e ele já havia cansado de dizer que eu era sua neta favorita por ser a mais nova.
Quando eu vi que o caixão estava sendo abaixado, escondi meu rosto no peito de e comecei a chorar. E ali foi o único momento que consegui chorar durante aquele dia.
- Eu gostaria de tê-lo conhecido melhor... – falou enquanto dirigia. Eu havia me enterrado na poltrona do carro e olhava para minhas mãos. – Você o amava muito, não era?
Não respondi. Não precisava de respostas. E eu também sabia que ele não esperava nenhuma resposta minha.
Chegamos em casa e fui para meu quarto. Dormi durante todo o dia e noite. Queria esquecer tudo aquilo. Queria acordar e sentir que tudo aquilo não passava de um pesadelo. Que quando acordasse teria minha vida. Teria minha vida de volta.

- Como se sente?
- Bem... – falei após tirar o termômetro da boca.
- É... – olhou para o aparelhinho e sorriu. – A febre passou. Agora você precisa se alimentar.
- Eu estou sem fome.
- Eu sei, mas você vai ter que comer alguma coisa. Não pode ficar doente. Não temos dinheiro para enterrá-la agora.
Ri um pouco.
- Vem, vamos descer e comer alguma coisa... – Ele estendeu a mão e sorriu maroto. Hesitei um pouco, mas acabei aceitando.
havia feito uma canja que cheirava da escada. Então finalmente senti minha barriga reclamar da fome. Fomos à cozinha e sentei. Coloquei um pouco de canja em meu prato e comecei a comer. Ele se sentou de frente para mim e ficou me observando comer.
- Eu falei com nossos pais. Eles estão tristes. Queriam até cancelar a viagem. Mas eu os convenci a não fazerem isso.
- É, eles tão certos de não cancelarem. Eles têm que se divertir. Fazia tempo que eles não tinham tempo para eles mesmos. Eles precisam descansar independente do que aconteceu aqui. Não podem ser fracos como eu.
- Ah, , não é fraqueza você amar quem é importante para você. Isso só mostra o quanto você é humana e o amava. E eles não voltam porque sabem que não podem fazer mais nada.
- Eu acho que tenho que te agradecer por esses últimos três dias... E te pedir desculpas...
- Não é o momento de agradecer ou pedir desculpas. Você sempre será minha irmã. Minha irmã mais nova.
Não disse nada. Não tinha nada pra dizer, na verdade. A trégua fora estabelecida naqueles dias. E por mais que quisesse odiá-lo, eu não conseguia.
Porém, cada vez que eu o olhava, ou ele simplesmente me tocava, eu sentia algo dentro de mim que não sabia explicar. E a única certeza que eu tinha era que não era um sentimento fraternal.
E ao final daquela noite eu me deitei, me virei sobre meu travesseiro e tive a plena certeza de que ele me olhava da mesma forma

A escola chegava a ser insuportável e as tardes sem o Bruce também. Porém, quando chegava em casa à noite, eu sentia aquela alegria estranha. Passamos a conversar mais e descobri muitas coisas sobre ele. Ele adorava a Europa - tinha costumes europeus, como ser pontual, seco feito uma madeira e super ligado à política.
- Qual o lugar mais lindo que conheceu?
- É difícil escolher um... – Ele pensou um pouco, passando o guardanapo pelos lábios. – Mas a Nova Zelândia é de tirar o fôlego. Quero que minha lua-de-mel seja lá.
- E sua namorada? Como é?
- A Monick é encantadora. Às vezes ela é meio empolgada demais com as coisas. Mas ela é ótima. Eu a conheci no curso de medicina.
- Ah, ela também é médica?
- Sim, sim... Ela também é recém-formada, como eu.
- Eu fico feliz por você. – Sorri e ele retribuiu o sorriso.
- Quer ver filme?
- Qual?
- Eu aluguei alguns, vou pegar lá em cima...

Estava deitada no sofá com a cabeça nas pernas de . O filme acabou e começou a passar os créditos finais. Fechei os olhos, estava com um pouco de sono. Mas não dormi. passou a mão pelo meu cabelo e depois pelo meu rosto. Abri os olhos e nos fitamos. Ficamos um bom tempo assim, ele olhando para dentro de meus olhos. Foi quando sua outra mão pegou em meu rosto.
Ele levantou bruscamente e acabei caindo e batendo forte meu braço na mesinha de centro.
- Ah, , me desculpa... – Ele se abaixou para me ajudar e nosso olhar se encontrou. E fiz algo que nunca pensei que faria: eu o beijei. A princípio, tinha certeza que ele ia corresponder, mas ele me afastou bruscamente. – O QUE ESTÁ FAZENDO?
Eu não sabia o que dizer. Eu o havia beijado. Meu irmão.
- Nunca mais faça isso! – wle falou levantando e saindo. Fiquei alguns segundos parada no chão. Então vi que meu cotovelo sangrava. Levantei e fui à cozinha. Liguei a torneira da pia e deixei a água escorrer em cima do machucado. Fiquei olhando a água abundante descer e pensando em como eu podia ser tão ridícula a ponto de beijá-lo.
Foi quando senti seu toque em meu braço. Ele fechou a torneira e colocou um kit de primeiros socorros em cima da mesa. Ele me sentou na cadeira e começou a fazer o curativo. Eu não o olhava e nem ele a mim.
- Isso logo vai ficar bom se você souber cuidar.
- Eu vou saber.
- É bom, porque não vou poder cuidar de você pra sempre.
Senti uma raiva fora do normal invadir meu corpo. Eu não havia pedido sua ajuda e ele estava jogando na minha cara tudo que tinha feito por mim. Puxei meu braço bruscamente.
- O que foi? Eu não terminei!
- Não precisa, eu sei me cuidar.
- Pára de ser infantil!
- Pare você de me aturar! – Levantei da cadeira e ia andar para meu quarto, só que ele foi mais rápido e pegou em meu braço forte. – Me solta!
- Deixa eu terminar de fazer esse curativo – ele falou entre os dentes
- Pra você me jogar na cara? Não, obrigada. Prefiro morrer!
- Parece que vai voltar tudo de novo!
- Não, , vai voltar tudo normal! Se está assim por causa do beijo, eu...
- , aquilo foi você! Você induziu.
- Ah, tá certo! E você ficar me olhando fixamente como se fosse me beijar não é nada, não é?
- Espera aí, você não está dizendo que a culpa é minha?
- É sim! Agora me solta!
- Eu sou seu irmão!
- Então, irmão, eu vou subir! – Me desvencilhei dele e saí da cozinha correndo escada acima. Fechei a porta do meu quarto e fui ao banheiro fazer o curativo. Voltei para o quarto e deitei na cama, abraçando meu macaco de pelúcia.

- Pra você – uma menina da minha sala sussurrou e me passou um papelzinho no meio da aula.
- Obrigada – agradeci sorrindo e virei, abrindo o papel com cuidado para o professor não ver.


Sábado vai ser meu aniversário e vai ter uma festinha.
Vamos?
Joss.

Olhei para ela e sorri fazendo um “joinha” com a mão.
Após a aula fui à casa de dar uma olhada no lugar e depois fui para casa de .
-Você está bem? Está com o rosto triste – ele falou me dando um copo com água. – Fiquei sabendo do seu avô. Eu sinto muito.
- Eu estou bem.
- E o irmão?
- Eu sei lá daquela peste. Quero distância.
- Opa! O que ele deve ter feito você deve ter gostado muito ou odiado muito.
- Ele voltou para NJ, só isso. Ele é insuportável, completamente impossível e totalmente retardado. É impossível ter paz com ele por perto.
- O que foi que aconteceu?
- Estávamos até nos suportando. Mas ele conseguiu estragar tudo, aquele filho de uma mãe!
- Deixa eu adivinhar: você o beijou e ele ficou com raiva.
- E ele ainda jogou na minha cara tudo que fez por mim.
- Típico.
- Mas tanto faz! Eu pensei que ele fosse diferente.
- Ele está morrendo de tesão por você, eu sei.
- Ele não tá nada por mim. E não inventa nada. Como ele pode estar envolvido?
- Ele não quer aceitar o que realmente quer.
- Então ele vai morrer seco, porque eu não quero mais.
- Ah, você queria?
- Pára! – Ri. – Idiota.
- Tem certeza que não quer?
- Tenho. Ele é um idiota.
- Isso não quer dizer nada.
- O que eu quero... – pensei um pouco – é me vingar dele.
- Se vingar?
- É, pra ele aprender a não brincar comigo.
- Eu tenho uma idéia infalível, mas requer de você um pequeno esforço.

Ouvi o barulho do carro de e olhei pela janela. Ele saiu do carro e olhou para a janela do meu quarto. Me afastei um pouco para ele não ver que eu estava olhando ele. Fechei a cortina e me olhei no espelho. A roupa era um short e uma blusinha super curta que tinha ganhado de . Eu nunca tinha usado aquilo por que não gostava de andar nua pela casa. Não sem um motivo de verdade.
Abri a porta do quarto e o ouvi subindo as escadas. Fechei novamente a porta e me escorei nela.
- Vamos lá, , calma.
Repassei mentalmente tudo que tinha que fazer. Então o ouvi fechando a porta de seu quarto.
Saí do meu e desci as escadas. Fui em direção à cozinha. Abri a geladeira e peguei a poupa de fruta e depois peguei o liquidificador no armário.
Comecei a fazer o suco e o senti entrando na cozinha. Sentia seu olhar em minhas costas. Olhei para trás e o vi parado. Voltei a olhar para frente e sorri de lado.
Abri o armário e tentei pegar o açúcar que havia colocado propositalmente em um lugar impossível para que eu pegasse sem uma cadeira.
- Vai ficar parado aí? Me ajuda aqui – falei e ele em silêncio e vagarosamente começou a caminhar até mim. E por trás de mim pegou o açúcar roçando em meu corpo. Agradeci sorrindo de lado.
Foi quando ouvimos a campainha.
- Eu atendo – falei e fui até a porta da sala e a abri. Era o entregador da pizza. Ele me olhou dos pés a cabeça e eu sorri. observava tudo.
- Boa noite. – O entregador sorriu ao me ouvir. – Quanto é a pizza?
- Não precisa pagar. Pra você é de graça. – Ele piscou.
- Ah, que meigo de sua parte. – Sorri.
- Não, mas eu faço questão de pagar! – falou com uma voz grave e passando a mão em sua calça, tirando sua carteira.
O entregador ficou todo errado e recebeu o pagamento, saindo logo em seguida.
- Ele havia me dado. Você pagou de idiota que é.
- É, né, ? A custa de quê? Aposto que ele teria ficado se eu não estivesse aqui. E teria ido pra cama com você.
- E qual o problema, hein? Eu que iria,não VOCÊ!
- Você não existe.
- Existo! – Soltei uma gargalhada de desdém e voltei para a cozinha.
Começamos a comer, mas existia algo estranho. Era como se algo me mandasse partir para cima dele e beijá-lo. Mas o que fiz apenas foi provocá-lo. E ele estava irritado com aquilo, mas não deu o braço a torcer. E foi dormir com ódio.
A primeira parte estava tendo êxito. Agora faltava a segunda parte. Que era muito, muito mais interessante que a primeira.


Continua.




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