Autora: Ree Magnoni | Beta-reader: Andy
Prólogo
atrás...
Tremula, a mulher colocou o pequeno embrulho no estreito degrau. Dentro do cesto, ela colocou um envelope um tanto amassado e amarelado, onde encontrava-se uma carta para as pessoas que ali moravam. Ainda tremula, a mulher abaixou-se, e com certa dificuldade começou a limpar as grandes e pesadas lágrimas que insistiam em cair de seus olhos castanhos chocolates.
Há exatamente uma mulher de trajes brancos e compridos, pele pálida e longos cabelos e um tanto enrolados deixava um pequeno embrulho nos pequenos degraus de uma casa qualquer; de uma casa trouxa. Ela não sabia o nome da rua, ela não sabia a cor da casa que estava deixando o pequeno embrulho - por estar extremamente escuro o céu, e poucas luzes estavam acesas - ela apenas deixaria aquela pequena criança que estava embrulhada, dormindo em um manto rosa. Era uma menina.
Ela olhou para os dois lados, verificando que ninguém estava a caminho naquela rua escura e gelada. A luz do poste ao lado piscou duas vezes e depois apagou, deixando a rua inteira na escuridão. Apenas um poste muito distante daquela casa.
A mulher suspirou, tirando rapidamente a varinha de seu grande bolso, bateu a mesma levemente na beirada do cesto, fazendo com quem uma pequena luz acendesse na ponta. Com ajuda da varinha, a mulher conseguiu olhar para a filha mais uma vez, antes que o dia começasse a amanhecer.
Ela rodou a varinha no ar, fazendo com que a ponta da mesma tomasse agora um tom violeta, que depois mudou lentamente para o dourado. Recuperando o fôlego, ela começou a falar baixinho, sentando em frente ao cesto.
- Com o poder de minha varinha, eu quero que seja uma garota seja leal como o pai, que tenha o seu dom, e junto com o meu dom faça apenas coisas boas. Para salvar não apenas o mundo trouxa, mas o mundo da bruxaria. Que ao contrário de seu pai, tenha a bondade em seu coração, ame as pessoas intensamente e cultive o amor e o bem. Que essa pequena menina um dia saiba quem ela é, uma bruxa da família Maxillus, e que isso torne sua vida ainda melhor. Cultive o amor e o bem, minha garotinha. - Ela enxugou as lagrimas para depois continuar. - E com o poder de minha varinha, eu ordeno esse feitiço e promessa encerrados.
Depois de beijar o rosto da pequena garotinha que ainda dormia, ela se retirou lentamente, se segurando para não chorar e não ser vista por nenhum vizinho. Foi a um lugar onde iria desaparatar, e assim ir novamente para casa, onde seu marido bruxo ainda estaria dormindo na grande cama do casal.
Mas logo que chegou ao lugar aonde deveria desaparecer, ela mexeu sua varinha novamente e a mesma apagou. No mais completo silêncio ela pôde ver quando um novo bruxo aparecia, algumas casas adiante.
Ela conhecia aquele bruxo, e também conhecia a pequena gata preta que estava se aproximando do velho bruxo, enquanto o mesmo interagia com ela.
Era Alvo Dumbledore a Professora Minerva McGonagall.
Mas o que será que eles estavam fazendo aquela hora no meio de uma cidade trouxa? Eles não viriam a esse horário esperar que algum trouxa acordasse para os mesmos afirmarem que seu filho, ou filha, estava matriculado na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Era estranho. Aquilo tudo era muito estranho.
E mesmo que a mulher dos longos cabelos loiros quisesse ficar ali para assistir o que iria acontecer deveria ir embora.
Notando que os dois bruxos desapareceram de seu ponto de vista, a mulher pegou a varinha novamente, falando um feitiço e desaparecendo, apenas ficando uma pequena fumaça, que logo estava desaparecendo por completo. Uma pequena garotinha que dormia e seria entregue a um casal de trouxas.
O crepúsculo começava lentamente a aparecer, fazendo com que a noite e as estrelas fossem embora lentamente, e logo os passarinhos começariam a cantar, os vizinhos sairiam de suas casas e o sol finalmente entrou em ação.
Os dois bruxos desapareceram alguns minutos depois de tudo isso acontecer. Logo estariam apenas duas crianças recém nascidas, na porta de trouxas.
Sim. Duas crianças, ambas vizinhas. Que iriam se encontrar. E um destino será descoberto; uma marca desvendada e uma história de amor, terror e aventura a serem contadas em um mundo onde estiver: Inimigos e Magia.
Capítulo 1
depois...
Na velha e grande sala de Dumbledore encontrava-se vários bruxos reunidos para falar sobre um único assunto. Um assunto difícil e complicado de se falar. Alvo estava apoiado em frente a um grande bebedouro em tons de prata e dourado, e olhava atento algo que se passava ali dentro. Perto da janela encontrava-se Hagrid olhando o grande lago que ficava praticamente ao lado da escola. Andando de um lado para o outro estava Tonks e seus cabelos roxos, e Lupin, seu fiel amigo e namorado (apesar dos mesmos sempre negarem veemente isso) pedindo para que a mesma parasse de andar de um lado para o outro.
Alvo respirou fundo, para depois se virar em direção a sua mesa e começar a rir, vendo a situação de Tonks. Ele ficou ao lado de uma grande Fênix vermelha, admirando aquela cena, enquanto Hagrid virava para mirá-lo. Ninguém sabia o motivo de Alvo chamá-los para a sua sala em plenas férias escolares.
- Por que diabos estamos aqui, Alvo? - Retrucou Hagrid, quebrando o silêncio e jogando as mãos para cima. - Qual é, garoto, estamos em plenas férias! - Ele bufou, voltando a mirar a janela.
Dumbledore fechou os olhos e fez um gesto para que os três se sentassem, fazendo o mesmo depois do gesto. Juntando as mãos em cima da mesa, para mirá-los nos olhos e começar a longa conversa.
- Primeiro de tudo, quero que essa conversa fique entre nós. Depois vamos contar aos membros da Ordem, caso seja necessário. - Os três fizeram um gesto com a cabeça. - Virá uma nova aluna para Hogwarts daqui a algumas semanas. - Ele pausou. - Essa garota é especial, ela é praticamente igual a Harry Potter.
A sala ficou em completo silêncio. Nenhum movimento, nenhum piscar de olhos.
- A Harry Potter? Em que sentido, Alvo? - Perguntou Hagrid, quebrando o silêncio mais uma vez.
- No mesmo dia em que eu e a Professora McGonagall, juntamente com Hagrid, deixamos o pequeno Harry na frente da casa de seus tios, na rua dos Alfeneiros. Outra bruxa deixava uma pequena menininha na mesma rua. Os pais são bruxos, e a mãe matriculou a garota em Hogwarts e agora está na hora da mesma receber a carta da escola. - Ele olhou para baixo.
- Ok. Ela foi abandonada no mesmo dia que Harry, só isso, certo? - Tonks perguntou, e depois franziu o cenho. - Por que uma mãe bruxa deixaria uma criança na mão de trouxas desconhecidos?
- Essa é a questão de tudo, minha querida. O pai dessa garota, agora com . Chamada , ela é filha do maior bruxo que o mundo inteiro já viu. - Ele parou, e pode ver os olhinhos castanhos de Tonks cheio de lágrimas. - Ela não sabe disso, muito menos ele. Muito menos os pais trouxas dela. - Ele engoliu em seco. - Nosso dever é ajudá-la e ensiná-la tudo sobre magia, e guiá-la para um mundo melhor. Eu descobri há pouco tempo sua matricula em nossa escola, e passei a observá-la atentamente para ver se era necessário que a mesma viesse para junto de nós.
- Ela é igual ao pai, Alvo? Os mesmos talentos? - Lupin falou baixo, toda essa informação lhe fez perder a coragem de falar. - E a verdadeira mãe dessa garota, onde se encontra?
- Ela tem quase todos os talentos do pai, e alguns da mãe. Sua alma e seu coração são bondosos. Ela é uma boa garota, não existe maldade dentro dela. Não se preocupe, Lupin. - Um sorriso amarelo surgiu na face de Alvo. - Quanto a mãe, a única informação que tenho é que nasceu de um envolvimento em segredo. - Ele pausou. - O bruxo com quem ela é verdadeiramente casada nunca soube de nada.
- Onde está esta desgraçada, Alvo. - Hagrid levantou a cabeça que todo tempo estava baixa. - Por que você quer trazer essa garota para dentro de Hogwarts? PARA PERTO DE HARRY POTTER? - Ele gritava, e já havia levantado de sua cadeira. - POR QUÊ? PARA ELA MATAR A TODOS? PARA DESTRUIR TUDO QUE FOI CONSTRUÍDO ATÉ AGORA? PARA ELA
SE ALIAR AO PAI DEPOIS? - As grandes mãos de Hagrid movimentavam-se rapidamente de um lado para o outro.
- HADRIG! - Dumbledore gritou do outro lado, se levantando. Fazendo com que o grandão em sua frente se comportasse novamente, e Dumbledore pode recuperar o fôlego. - Ela não vai fazer nenhum mal a Harry Potter, porque nós não vamos deixar que isso aconteça, está certo?
- Hadrig, eu entendo Dumbledore. Ele quer que a Ordem conheça a garota, que ela fique no nosso lado, no lado do bem. E aos poucos vá conhecendo quem ela é, e tudo sobre o pai. Assim, no final, ela saberá em que lado quer estar e o que é o bem e o mal. - Terminou Lupin, um pouco tremulo ainda, devido à grande informação que tivera. Hadrig baixou a cabeça novamente. Sinal que estava de acordo, os demais esperavam.
Dumbledore sentou novamente, e agora olhava para os três. Tonks também estava de cabeça baixa, e não havia movimentado nenhum músculo a um bom tempo.
- Eu preciso da ajuda de vocês. Quero que quando a carta chegue, no dia seguinte vocês vão até a casa dela, e a tragam para a Casa da Ordem. - Uma pausa novamente. - Vocês são os únicos que sabem, eu falarei com os Weasley e caberá a vocês todos resolverem se contarão aos garotos mais novos da Ordem.
- Qual é a endereço da garota? - Perguntou Lupin, e Alvo entregou-lhe um papel com várias informações. Ele deu uma lida rápida e continuou. - Eu irei buscá-la com meu próprio carro e a levarei para a Ordem. Tonks, você me acompanha?
Ela levantou a cabeça, concordando. E pela primeira vez todos puderam ver as grandes e pesadas lágrimas que caiam no rosto pálido da garota. A mesma queria que todas parassem, mas era difícil que isso acontecesse.
- Não chore, minha pequena. Não chore. - murmurou Lupin, enquanto a abraçava, e o cabelo de Tonks mudava ligeiramente de roxo para o azul. Um choro alto e abafado era possível de ser escutado.
- Por que chora, minha querida? - Perguntou Alvo, enquanto ia ao encontro dos dois. Hadrig afagava as costas da amiga e segurava o choro também.
- É só que... Eu tenho medo, Alvo, eu tenho medo de perder Harry, Lupin, todos. – Disse ela em meio aos soluços, enquanto virava para Dumbledore. – O Lord das Trevas pode voltar... Eu não quero uma briga, lutas... – Ela continuava, mas as palavras já se mostravam todas embaralhadas devido ao choro.
Enquanto todos estavam rodeados a pequena Tonks, lhe mostrando carinho e atenção, uma coisa era certa. Em suas cabeças estava a grande pergunta que não poderia faltar.
Será que aconteceriam brigas e lutas?
No mundo Trouxa...
Era quase meio dia. Enquanto passavam pelo caminho até o pequeno portão branco, a garota alta do corpo magro e extremamente bem esculpido podia notar que as flores brancas e bonitas da mãe iam morrendo. Era sempre assim. Pelo fato, talvez, da garota nunca gostar muito de coisas em relação a jardim ou sol, quando a mesma passava por flores, elas simplesmente morriam. Depois que ela saía do local ou dava um passo a frente, elas voltam a vida novamente. Rápido e fácil, como num passe de mágica.
O pai pela janela da cozinha via cada movimento da filha. Quando ela abriu a caixa do correio e pegou várias cartas - era começo de mês, e provavelmente ali estariam várias contas a serem pagas. Viu também quando a filha olhou para o lado e viu que a violeta que a mãe plantara havia morrido. Ela virou novamente para a entrada da casa, apoiando-se no portão alguns segundos e olhando para baixo. Depois olhou para a janela e viu o pai ali, a observando. Fez um movimento com os ombros como se fosse um sinal de "eu não tenho culpa" e caminhou de volta a casa novamente.
O pai sabia que a garota não gostava do estrago que fazia com as plantas, mas na verdade ela não gostava, ela detestava.
- Muitas cartas para você. - entrou na cozinha e entregou ao pai, depois se se encostando à porta da cozinha. - E uma para... Mim? - Ela franziu o cenho.
- Admiradores secretos, ? - Perguntou o pai, que terminava o almoço. Hoje a sua mulher, que era enfermeira, teve que cuidar de um caso às pressas e ficou no Hospital.
- Eu não tenho admiradores secretos, man! - Ela ergueu as mãos para cima e bufou. - Vou ler a carta para você, em voz alta, certo? - Ela perguntou.
- Tudo bem. E devo acrescentar que o envelope é maravilhoso, garota. - Comentou o pai, olhando melhor o cartão verde um tanto aveludado que se encontrava na mão da garota.
O brasão de Hogwarts o fechava, e na parte da frente se encontrava escrito de prata em uma letra adorável e maravilhosamente bonita " ". A garota abriu a carta normalmente, sem deixar de lado a grande surpresa que sentia. Era raro receber uma carta, MUITO raro. De dentro do envelope, ela tirou várias folhas que não pareciam normais. Eram algumas folhas que apareciam velhas, e eram um tanto amareladas. Pergaminhos.
- A escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts tem o imenso prazer de informar que Marie tem uma vaga, feita depois de seu nascimento, na escola. Sua matricula está confirmada, e o endereço e a lista de matérias estão anexas. - A garota parou, olhando o pai, que estava com um prato de macarronada na mão. Ele estava parado como uma estátua. Vendo o pai ali, a garota foi correndo em sua direção e pegou o prato quente, colocando em cima da mesa. Depois voltou ao seu lugar para terminar de ler a carta, com as mãos tremulas.
Prezados Senhor e Senhora .
Informamos que tudo isso que foi lido é extremamente real. E amanhã, às cinco horas da tarde, Tonks e Lupin virão respeitosamente a sua casa buscar . Para que assim ela passe o resto das férias de verão na casa onde recebemos todos os alunos, ter acesso a outros bruxos e bruxas de sua idade, para depois regressar com segurança à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Atenciosamente,
Diretor Alvo Dumbledore e Vice-Diretora Professora McGonagall.
- Eu não ouvi nada com Bruxaria e Magia, certo, Marie? Você não vai a parte alguma até sabermos se isso é real. Ou não. - e seu pai ouviram a voz de ordem de sua mãe.
Ela se virou e viu a mãe em sua frente, o rosto ficando vermelho em sinal de raiva.
O pai havia desabado na cadeira, e agora pensava em que decisão tomar.
Eu acho que a casa dos irá pegar fogo, e não com mágica!
Capítulo 2
O único barulho alto que se ouvia na casa era o grande malão que descia as escadas que a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts havia mandado. Dentro do mesmo estavam o uniforme da escola, - que ainda não havia se atrevido a ver, prevendo no horror que poderia ser - e os livros, pergaminhos e penas que a escola também havia mandado. Na sala, sua mãe esperava aflita enquanto o pai abria a porta para receber o casal que havia vindo buscar para levá-la à casa chamada ‘Ordem’, onde haveria outros alunos da escola.
Quando a mesma chegou ao final da escada, logo viu todos em pé a esperando. Uma garota de altura média, cabelos curtos com várias mexas roxas e um homem com cabelos curtos e um sorriso amarelo e sincero no rosto. Quando a viu, ela sentiu um breve arrepio por todo o seu corpo. Desconfiava que sabia muito dele em apenas olhá-lo.
- , certo? - ele arriscou. - Eu sou o Professor Lupin, e essa é Tonks. Somos professores e instrutores da Escola. – Ele estendeu a mão para um aperto tímido da garota.
- Então, quando quiser ir. Estamos prontos - falou Tonks com um sorriso.
A menina de longos cabelos se dirigiu até a mesinha perto da janela, pegando sua maleta e colocando nas costas. Depois se virou para a mãe, que veio a abraçar com lágrimas nos olhos. Os dois acompanharam-na até a porta, e antes de entrar no carro - o malão sendo levado por Lupin - ela se virou para os dois e falou com um sorriso nos lábios.
- Pai, se instrumentos forem permitidos, depois você manda meu violão, certo? E não se preocupe, mãe, eu mandarei noticias sempre. Até as férias de Inverno! - Ela acenou, se virando para o carro novamente.
Entrou no mesmo em silêncio. nunca fora de demonstrar muitas emoções às outras pessoas, apenas a sua família. E agora seria ruim sem eles, como era ruim no Ensino Médio; e seria quando ela fosse morar sozinha na faculdade. (Que podia ser Hogwarts, como a mãe pensava). Na escola era conhecida como a estranha, pelo seu estilo totalmente diferente dos outros, e pelos conhecimentos culturais ou não. Ela tinha medo de se mudar de Escola por causa dos mesmo motivos de antigamente, e agora ela se mudaria para uma escola de Bruxaria e Magia. O que era totalmente novo.
- Então , ansiosa para conhecer a escola e os novos amigos? - falou Tonks, sorrindo como sempre.
estremeceu de novo e sorriu, abaixando a cabeça. Ela gostou de como Tonks parecia ser, e do modo como ela sorria. Ela era uma pessoa boa, isso sentia.
- É um terreno totalmente novo para mim, Tonks. Mas eu to ansiosa, um pouco - ela respondeu, se arrumando no banco de trás e olhando para a janela.
Lá fora era uma imensa escuridão, e a única coisa que ela via era a estrada asfaltada em sua frente, a Lua e as estrelas que se formavam no céu. Mas ela sabia que aos redores existiam verde, verde e mais verde ainda. Ela não tinha a mínima idéia da onde iriam.
- Devo me desculpar por ter chegado tão tarde em sua casa, . Bom, eu acho que hoje veremos um lindo por do sol. - Lupin sorriu, ao volante.
- Ainda vamos demorar para chegar, Lupin? - Ela perguntou, um tanto indiferente.
- A poucos minutos chegaremos a uma entrada de terra. E logo paramos - Lupin falou mais uma vez, e levantou uma sobrancelha. Para onde eles iriam?
Há poucos minutos eles entraram em uma estrada de chão, e olhando mais uma vez para fora, logo pode ver que havia um grande espaço de grama verde e fofa. Todos desceram em silêncio e Lupin olhou para os dois lados e tirou a varinha do bolso para depois der duas batidinhas em cima do carro, murmurando algo. sacou rápido e abafou um riso quando o carro em que estávamos desapareceu.
- Mesmo com o breve susto, agora eu sei que tudo isso vai para um lugar seguro. A Ordem - ela falou em tom de mistério para a última palavra. Ela não era tão burra assim para quem havia acabado de ver um carro desaparecer.
Eles caminhavam em silêncio lado a lado, enquanto Tonks corria alegremente em direção ao mar que ficava logo que acabava a grama. A única idéia que pode imaginar foi que eles iriam entrar no mar ou algo assim. Até ela avistar um homem de estrutura alta e uma grande sombra não identificada um pouco distante do mesmo.
Ela parou e franziu o cenho. De repente se viu puxando a manga de Lupin e cochichando perto de seu ouvido.
- Professor Lupin, aquele cavalheiro não deveria estar em Azkaban?
Lupin parou, arregalando os grandes olhos. Depois a pegou pelos dois braços, com uma força que a garota nunca imaginou que ele teria. Ela se assustou um pouco.
- Como você sabe disso? Alguém do mundo Bruxo ou Magico falou isso para você? - ele perguntou, às pressas. Ele não havia acreditado nas palavras de Dumbledore. Até aquele momento.
A garota respondeu rápido, a fim de não assustá-lo ainda mais.
- Professor Lupin, eu não conversei com ninguém. Vocês são os primeiros bruxos com quem eu falo, em toda a minha vida. - Ela pausou. - Mas tem algo que, bom... Eu senti quando vocês entraram em minha casa. Algo meio estranho. Mas enfim, eu sei que aquele cara deveria estar em Azkaban, como eu sei que você é um Lobisomem. - Ela tremeu, falando o final da frase. E continuou mais rápido ainda. - Eu não vou contar para ninguém, eu juro.
Lupin afrouxou os braços em torno ela, mas ainda não estava soltando a mesma. Ele murmurou alguma coisa muito rápido, que a mesma não teve tempo de decifrar. Ele apenas olhou para os seus olhos castanhos mel e piscou várias vezes.
- Tudo bem. Algumas bruxas têm mesmo o poder de fazer algumas coisas assim... Mas você não pode contar para ninguém, ok? Não por hora. Não deixe escapar algumas coisas que sabe. - Ela assentiu com a cabeça, piscando os olhos. - Eu posso servir de amigo, ou um como um Confessionário se você quiser, para contar-me todas essas coisas e outras.
- Tudo bem. Você é uma pessoa muito boa e legal. Até para um lobisomem, que foi professor da minha nova escola. - Ela riu, enquanto ele corou. - Mas será legal tê-lo como amigo, e Confissionário. Obrigada, Lupin. - Ela terminou, mostrando-se desconfortável porque Lupin ainda segurava seus braços.
Ele soltou os braços da mesma, para abraçar-lhe com ternura e amor. Era um abraço completamente desajeitado, e se sentia completamente estranha abraçando uma pessoa, principalmente uma pessoa do sexo oposto.
- Você não é muito de contato físico, não é? - Ela mexeu com a cabeça. As únicas pessoas que ela abraçava era seus pais. Lupin riu. - Mas vamos fazer um acordo, eu vou assentir com a cabeça, ou falar quando você puder falar as coisas que sabe. Com o cara de Azkaban, tudo bem. - Ele terminou rindo, enquanto eles continuavam a andar e se aproximavam no lugar aonde se encontraram as três sombras.
Se aproximando, viu que o cara que tanto falavam estava ao lado de Tonks e recebeu Lupin com um caloroso aperto de mão e um abraço. Eram amigos de longa data, isso ela pode sentir, como também sentiu que era padrinho de alguém muito importante. O cara que estávamos falando usava longas vestes pretas, tinha um cabelo um tanto comprido e enrolado, e virou para , sorrindo e pronto para apertar sua mão. Ele era diferente, assim como ela.
- Muito prazer, Senhor Sirius Black. Sou . - Ela apertou a mão do mesmo. Lupin estava se acostumando com a idéia da garota saber muitas coisas.
- Preparada para viajar mais um tanto, Senhorita ? - Sirius se posicionou ao lado dela, sem deixar de sorrir, enquanto a mesma olhava para onde o mesmo apontava.
Ela riu internamente, mas não deixou de demonstrar isso por fora. O que ela queria mesmo era ir correndo abraçar aquela linda criatura que ali se encontrava, mas algo dentro dela sabia que ela não deveria fazer o mesmo - pois sairia machucada - e ela estava começando a entender essa voz, e sabia que naquela hora deveria obedecê-la.
Ela deixou alguns passos, o rosto levemente corado - isso Sirius pode perceber, mesmo a noite só com a luz do luar. Atrás da mesma, sem que ela ouvisse, Sirius murmurava as seguintes palavras para os dois amigos. "Ela com certeza possui os mesmos talentos do pai, começando por esse que podemos ver. Não é incrivel, que somente com um olhar, ela soube o meu nome?" Então Lupin murmurou novamente. "Ela não sabe só o seu nome, Sirius, ela sabe muito mais sobre você. E não fui eu, nem Tonks que contamos a ela."
Voltamos a , agora ela encarava a poucos metros dela um grande hipogrifo de uma tonalidade de azul com cinza, - isso ela pouco via, por causa da escuridão - suas patas eram extremamente grandes, juntamente com a cabeça. As mãos brancas e pálidas da garota estavam em suas mãos, o grande sorriso sendo escondido por estas. Era incrivelmente maravilhoso saber da existência de um hipogrifo.
- O nome dele é Bicuço, caso queria saber - Sirius falou, chegando com os outros dois. - É com ele que faremos a nossa viagem. – o olhou, franzindo o cenho. – Deixe-me corrigir. Nós dois. Porque Lupin e Tonks irão em vassouras. E eu acho que você não vai querer ir em uma vassoura, certo? - negou com a cabeça, seria muito estranho viajar em uma vassoura logo no seu primeiro dia no mundo novo.
deu mais alguns passos e se posicionou em frente do grande hipogrifo com certa distancia. Com os olhos atentos de Sirius ela se curvou em frente ao animal, com delicadeza e simplicidade, abaixando a cabeça completamente - diferente dos outros, que ficavam com medo de fazer o mesmo. Recebendo o gesto identico do animal, ela sorriu e com cautela ergueu a mão para o mesmo, caminhando lentamente para passar-lhe a mão na cabeça. O animal aceitou e mostrou que havia realmente gostado da garota.
- Ele realmente gostou de você! – exclamou Sirius, chegando ao lado da mesma. - São apenas três pessoas que ele demonstra tanto carinho assim. - Ao final da frase ele riu, vendo que Bicuço estava praticamente esfregando a cabeça no braço da garota, que se segurava para não rir. Depois continuou - Está preparada para voar nele? Temos de ser um tanto rápidos.
Ela mexeu com a cabeça e depois viu duas vassouras indo rapidamente em direção a Tonks e Lupin, que observavam a cena. Bicuço foi muito gentil, percebendo que eles iriam fazer uma viajem, e mexeu com a asa lentamente, deixando que a garota subisse na mesma com a ajuda de Sirius e se arrumasse em seu lombo junto com seu dono, para que começassem a voar. respirou fundo e fechou os olhos por alguns minutos. Estava se perguntando por que Sirius pediu para que a mesma fosse na sua frente. Ela não gostava nem um pouco de altura, e ficar na frente não seria nada legal.
- Desconfiei que você tivesse medo de altura - disse Sirius, e virou para encará-lo. - Não adianta mentir, eu sei que você tem. Mas eu lhe garanto que nesse lugar será muito melhor, até para ver o Sol que logo estará em nosso caminho. - Ele sorriu. - Agora, se a senhorita me dá licença... - Ele pegou a corrente que ficava confortavelmente no pescoço de Bicuço.
Música de fundo: Bella’s Truck – Howard Shore (Twilight The Saga)
resolveu ajudá-lo - com certo receio - a guiar Bicuço, já que a outra mão do homem provavelmente ficaria na cintura de , assim ele não cairia. E assim foi feito. tremeu um pouco, quando Sirius educadamente pediu licença para colocar a mão na cintura da garota e assim Bicuço começou a correr em direção ao mar. Fazendo com que a garota de cabelos e compridos fechasse os olhos e sentisse uma sensação inexplicável para ser falada com meras palavras.
Quando pararam de subir, ela pode abrir os olhos e ouvir os gritos enlouquecedores e alegres de Sirius praticamente dentro de seu ouvido, o que fizeram a mesma gargalhar - coisa que Sirius não esperava muito, porque ela pareceu ser um tanto fria. Depois ela avistou Lupin e Tonks. E a garota de cabelos roxos sorriu para ela, apontando para frente. O Sol começava a aparecer.
- Eu falei que era uma sensação maravilhosa, não falei? - Em resposta a Sirius a garota sorriu, e viu o mesmo abrir os braços gritando novamente, enquanto ela segurava a corrente e acompanhava em um grito alegre. Podia sentir os raios solares atingindo lentamente sua pele, enquanto o Sol preguiçosamente aparecia.
Deixando a Lua e as estrelas de lado, para aparecer formando um lindo crepúsculo, que agora passava de escuro para o roxo. E em breve sabia que iria passar para o amarelo, e ficaria o Sol inteiro aparecendo no céu. Agora era sua vez de abrir os braços, fechar os olhos e sorrir. Enquanto Bicuço voava para o outro lado, fazendo a mesma gargalhar e eles irem em direção à casa da Ordem.
Capítulo 3
- Para onde vamos? – perguntou a garota de cabelos e compridos assim que seus pés tocaram o chão. Eles estavam bem próximos da cidade, onde é localizada a Casa da Ordem. Ou a casa de Sirius Black, se assim você preferir chamar.
- Estamos próximos da casa da Ordem. Só que Bicuço não poderia ir conosco, vamos entrar em um lugar movimentado. Em uma cidade, para ser sincero - respondeu Sirius a ela, enquanto ria e voltava a caminhar, encontrando Lupin e Tonks logo em frente.
- Pensando bem, seria bem estranho um animal daquele tamanho no meio de todas essas pessoas. - riu, enquanto caminhava e logo eles entraram em meio a uma multidão.
Eles estavam entrando na cidade. No centro dela, devo admitir. Em meio naquela multidão de pessoas desconhecidas, em meio a vários barulhos desconhecidos. sentiu uma mão segurar seu braço e deslizar rapidamente até sua própria mão e virou o rosto para mirar a pessoa que a guiava para que eles pudessem entrar em um ônibus vermelho e diferente do que possuía na cidade em que morava. Enquanto pulavam para dentro do ônibus, sorriu vendo que quem a segurava era Tonks, que sorria olhando para ela e também para Lupin.
- Estamos em Londres, ou isso foi apenas uma bola fora? - sussurrou para Tonks que estava ao seu lado.
Tonks riu como resposta, e abaixou a cabeça, fazendo com uma grande parte que seu cabelo fosse para frente, escondendo o sorriso que formara em seu rosto. Não demorou muito tempo para que eles pulassem para fora do ônibus, atravessando a rua movimentada e depois viraram em uma esquina. Tonks largou sua mão gentilmente enquanto mirava-lhe o rosto novamente.
- Professor Lupin. - sussurrou enquanto olhava para sua mão e depois olhava para o novo amigo. - Lupin! - ela falou um pouco mais alto, fazendo o ruivo virar para mira-la e acompanhar seus passos.
- O que houve, minha querida? Dúvidas? - ele perguntou, gentilmente.
- Bom... Aconteceu uma coisa estranha. - Ela franziu o cenho, enquanto falava. - Quando eu peguei em sua mão, e na de Sirius foi como se eu visse toda a vida deles. Agora, com Tonks foi diferente. Foi como se eu não visse nada, sentisse nada. - Houve uma pausa. - Será que vai acontecer o mesmo, quando eu cumprimentar outras pessoas?
Lupin suspirou e colocou as duas mãos dentro do casaco marrom que vestia.
- Você realmente me pegou desprevenido, garota. A primeira coisa que pensei quando aconteceu isso contigo, foi que como você está em um mundo novo, e bruxo, isso iria acontecer com todos os bruxos que você cumprimentasse. Tonks também é uma bruxa, e isso não aconteceu. - Lupin mirou para Tonks. - Tonks, no que pensou quando segurou a mão de ?
- Em nada, eu acho. - Ela deu de ombros. - Talvez eu estivesse pensando em coisas que estão no presente, tipo, aonde vamos. O que vamos fazer lá. - Ela sorriu, olhando para frente novamente. - Chegamos, novata!
A garota olhou onde Tonks estava olhando e se deparou com uma rua extremamente deserta, com poucos barulhos -grilos, talvez- e percebeu que estavam em frente a um prédio de tijolos antigos, de aparência antiga. Percebeu que Sirius deu um passo para frente e sussurrou algo que ela não conseguiu entender. Ao fazer isso, lentamente os blocos de tijolos foram deslizando para os lados, formando uma nova entrada.
abriu levemente a boca. O que estava acontecendo mesmo? Blocos de tijolos a vista, formando uma nova entrada? Ela olhou para os dois lados da rua, e para trás. Era verdade, ou não havia ninguém na rua que pudesse ser testemunha do que estava acontecendo?
- Eu acho que... Você só consegue ver o passado das pessoas, quando toca na mão das mesmas. Se a pessoa a ser tocada quiser isso. - Lupin sorriu, percebendo a fascinação de ao ver o que acontecia em sua frente. - Hey! - ele continuou a falar, sussurrando. - Bem vinda a casa da Ordem, novata!
Pela primeira vez, sorriu para Lupin e para os outros.
Eles entraram silenciosamente e rapidamente a entrada em suas costas foram se fechando. pode ver um corredor em tamanho médio.
- , seja bem vinda a minha casa. Ou a casa da Ordem, se assim preferir chamar. - Ele sorriu, pegando no braço da garota e guiando-a pelo corredor. Os outros estavam um pouco na frente. - Não se esqueça, tudo que acontece no mundo mágico...
- Fica no mundo mágico. - o cortou, sorrindo um pouco. - Eu já saquei isso de cara, Sirius. Mas obrigada por lembrar. - Ela assentiu com a cabeça. - Você se importa se eu ficar por último para entrar na sala?
Sirius nada disse, apenas sorriu amarelo e continuou pelo corredor. Lupin e Tonks já haviam adentrado na sala, e podia ouvir todas as vozes falando sobre assuntos que nem ela própria entendia. Respirou fundo, fechando os olhos. Ela sabia que a hora em que seus pés pisassem na sala, ela seria o centro das atenções -e por incrível que pareça, ela não gostava de se sentir assim- ela sabia também que quando pisasse os pés na sala tudo mudaria em sua vida. Ali era só o começo de sua saída do mundo trouxa para o mundo dos bruxos.
Música de Fundo: Your Promise - Paramore (Erica Williams on vocals).
Todos os seus movimentos foram notados quando a garota de cabelos compridos, a maquiagem preta e marcante, os lábios rosados e a pele branca com o a neve entrou na sala. , um dos gêmeos Wesley deixou acidentalmente sua varinha cair no chão, quando a mesma entrou no recinto. Gina Wesley, a única menina e a caçula da família de ruivos observara a novata dos pés a cabeça. A mesma calçava uma bota de cano alto na cor preta, uma lequin de couro cobria suas pernas torneadas, uma regata comprida branca com estampas coloridas cobria-lhe o tronco escondendo a fina cintura. E para cobrir seus ombros, vestia uma jaqueta preta, de couro com vários detalhes de metal.
Ela não sorriu quando chegou a casa, não mostrou nenhum sentimento alegre. Talvez ela estivesse surpresa com tantas pessoas na sala olhando para ela. Mas não mostraria isso, não agora pelo menos. Iria manter sua personalidade fria, mas ainda assim gentil e educada. Ela se perguntava: "Como estava conseguindo ser ela mesma, pelo menos particularmente com Sirius, Lupin e Tonks?’’. Por incrível que pareça os três conseguiram tirar a máscara de Marie por algumas horas. Querendo ser simpática e gentil, a única coisa que a garota fez foi um aceno com a cabeça, e colocar os braços para trás do corpo.
- , quero lhe apresentar algumas pessoas. - Lupin chegou perto da garota, guiando-a para frente. - Os ruivos são da família Wesley. Os gêmeos e , Ronald e Gina. Os seus pais são Molly. - Ele falava os nomes enquanto os mesmos faziam um leve aceno para a novata. - E aqueles são Hermione Granger e Harry Potter. - Ele terminou, sorrindo.
- É um prazer conhecê-los, sou - a garota respondeu, sorrindo um pouco para depois virar para Lupin e sussurrar-lhe: - Harry Potter. Afilhado de Sirius, certo? - E como resposta, recebeu um leve aceno do mesmo.
- Querida, suas malas estão no andar de cima - falou Molly carinhosamente. - Se quiser ir até lá, eu posso levá-la. Você deve estar com fome e cansada, não? Logo o jantar será servido, venha, vou levá-la até seu quarto para que possa descansar um pouco. - A garota sorriu amarelo enquanto era guiada pela mãe dos ruivos -e talvez seus novos amigos- e subia as escadas.
O quarto que ela ficou era um dos primeiros do corredor, logo que entrou descobriu que dividiria o quarto com outra garota. Agradeceu a Molly e fechou a porta do quarto novamente, depois indo em direção à cama com cobertas roxas e sentando na mesma. Suas malas estavam encima da mesma, e ela deitou para trás olhando para o teto para pensar. Quem estava no segundo andar era um bando de bruxos desconhecidos para ela, junto com eles viria um mundo desconhecido para ela também e junto com eles se encontrava Harry Potter.
Ela o conhecia, sabia que sim. Não só pelo fato de que quando tocou a mão de Sirius Black pode vê-lo, mas sabia que havia outra coisa ali. E o que seria de nos próximos dias? Ela não se importou em saber a resposta agora, apenas se arrumou na cama, jogando a maleta de cima da cama e se enroscou como uma bola. Seus olhos se fecharam lentamente, e a escuridão tomou conta de sua visão, quando o sono a consumiu.
Capítulo 4
Já fazia um bom tempo que seus olhos castanhos estavam olhando para o teto branco; ela não tinha vontade -e muito menos coragem- de se mover um centímetro, pois estava muito confortável embaixo da coberta roxa que haviam colocado sobre ela noite passada. Ela sabia que era uma hora ou outra seu estomago iria roncar pedindo por comida e ela teria que descer ao primeiro andar, encarar olhos curiosos a observando. Seu estômago logo roncou, e ela se pos a sentar lentamente na cama enquanto a porta fora aberta.
- , você dormiu bem? - perguntou a garota com um doce sorriso nos lábios, os cabelos presos delicadamente para trás. - Eu sou Hermione Granger, sua companheira de quarto. - Ela terminou de falar, estendendo a mão para que não apertou a mesma, apenas fez um aceno de cabeça e outro para que Hermione sentasse na cama.
- É um prazer conhecê-la Hermione, e muito obrigada pela coberta. - A outra apontou para coberta, sorrindo torto. - Onde fica o banheiro? Provavelmente eu tenho que passar por lá, depois me trocar e ir para o primeiro andar.
- Ah claro! É no final do corredor à direita. - pensou "Os banheiros sempre ficam no final do corredor, à direita", enquanto levantava e se dirigia para a sua mala. - Ontem eu vim chamá-la, mas você já estava dormindo... Então apenas coloquei a coberta.
- Ah claro! E eu agradeço muito. Acho que toda essa movimentação me deixou com sono, são muitas mudanças - respondeu, parando em frente a Hermione com o que precisava para ir ao banheiro. - Eu vou ao banheiro então, logo depois desço para ver os outros.
Hermione acenou com a cabeça, ainda sorrindo enquanto se dirigiu ao corredor e depois virou à direita, abrindo a porta do banheiro.
Ao se olhar no espelho ela riu com a sua própria imagem; sua maquiagem estava toda borrada e se perguntou como Hermione não falara nada ou não se assustou com a mesma. Ela fez a sua higiene pessoal e trocou de roupa, passando no quarto e descendo para o primeiro andar.
Enquanto descia as escadas ela ficou a pensar como Hermione havia interpretado já que a mesma não a cumprimentou direito. Ela não podia contar para todo mundo, o "poder" que ela tinha quando apertava a mão das pessoas e seria muita informação se ela cumprimentasse todas as pessoas e obtivesse suas informações, não?
só parou de andar quando esbarrou em algo, que a pegou extremamente rápido impedindo que a mesma caísse no chão. Quando olhou para cima, ela se deparou com olhos castanhos quase mel, um sorriso bobo nos lábios e seus cabelos eram ruivos.
- Você está belíssima hoje - ele falou, olhando-a dentro dos olhos e depois passou os olhos rapidamente para a roupa que estava vestindo. A garota de cabelos castanhos piscou inúmeras vezes e quando voltou a posição normal, pode ver outro garoto idêntico ao que havia falado com ela.
Um misto de confusão passou por seu rosto e ela apontou de um para o outro enquanto falava:
- Eu não sei a quem agradecer. Mas obrigada pelo elogiou mesmo assim. - Ela deu de ombros.
- Eu sou , e não precisa agradecer pelo elogio. - Ela ergueu a mão, sorrindo.
- E eu sou , e acho a mesma coisa que ele! - O outro levantou a mão, enquanto recebia um tapa na cabeça, pelo irmão gêmeo. fez um aceno de cabeça, e abaixou mesma, envergonhada. - Venha, vamos te mostrar a cozinha. Todos estão esperando você lá - falou, recebendo um olhar com raiva de seu irmão.
Seguindo os gêmeos, eles chegaram a cozinha rapidamente, encontrando os outros.
Os meninos entraram na frente e logo apareceu na porta, encostando-se na mesma, cruzando os braços e cumprimentando todos no cômodo com um aceno de cabeça e um sorriso amarelo nos lábios.
Harry e Rony levantaram-se rapidamente da mesa onde estavam sentados – recebendo olhares raivosos de Hermione e Gina – e os meninos fizeram um aceno com a mão, sorrindo para a mesma.
contribuiu o aceno com a mão, e logo Molly veio apressada até a mesma e a puxou gentilmente com um sorriso no rosto, colocando-a sentada junto com os demais na mesa.
- Venha, minha querida, sente junto com os outros. - Ela puxou uma cadeira e logo estava colocando o café da manhã na frente de . - Espero que goste! Você dormiu bem, pequena? Ontem não a vímos no jantar - Molly perguntava enquanto se dirigia à pia, lavando a louça. se perguntou por alguns minutos se ela seria como sua mãe, que conseguia fazer inúmeras coisas ao mesmo tempo e dava atenção aos filhos.
- Eu dormi muito bem, sim senhora. - A respondeu, começando a tomar seu café-da-manhã. - Peço desculpas por ontem, o sono acabou me dominando! São muitas novidades para mim, e a viagem foi longa. - Ela terminou.
- Não se preocupe , nós entendemos você. Pode ter certeza que existe mais duas pessoinhas que já passaram pelo mesmo que você. - Lupin sentou ao seu lado, com uma xícara de café em mãos fazendo com que a sobrancelha de se erguesse. - E quanto a Molly. - Lupin continuou, rindo. - Pode ter certeza que ela é igual a sua mãe!
XXX
Na grande sala da Casa da Ordem os adolescentes conversavam antes que o almoço fosse servido. soube tudo sobre a vida de Hermione e como ela viera parar no mundo bruxo; ela soube também sobre algumas aventuras do trio e sobre Hogwarts.
Era muita informação para pouco tempo e a mesma ainda processava as informações; quando algo lhe informava que estava esquecendo-se de alguma coisa - além do fato de contar sobre a sua vida para os demais -, ela só não conseguia lembrar o que era. E isso estava começando a incomodar.
- Crianças, o almoço está pronto! - Tonks entrou na sala. - Mas antes... Tenho uma novidade. Hoje a noite, após o jantar, terá uma reunião com a Ordem da Fênix. - Ela virou para , fazendo uma piscadela e virando para a cozinha novamente.
- Eu acho que devemos explicar a todo esse lance da Ordem da Fênix. Só contamos sobre a Hermione até agora, e sobre ALGUMAS das nossas aventuras - Rony comentou, levantando do sofá junto com os outros. O mesmo olhou para os lados a procura de para irem todos juntos a cozinha, mas não a encontrou.
A mesma estava subindo as escadas com velocidade e entrara em seu quarto com a mesma velocidade e fora até sua mala, aberta perto da cama em que dormia. Revirou a mesma, tirando roupas para os ares, e todos os pertences ali dentro. O almoço poderia esperar um pouco, ela só precisava encontrar algo que era importante, e que tornaria toda a sua vinda para a casa da Ordem, e o mundo bruxo. Assim, ela achava.
A menina de fora correndo até um canto do quarto onde estavam as outras malas, e as malas de Hermione.
Começou procurando em suas malas, ela não lembrava se tinha trazido ou não. Mas como estava em um mundo bruxo, com certeza seria possível trazer o que ela precisava se não achasse no dentro de suas malas. E talvez, a solução para seus problemas estaria entrando no quarto a sua procura: Hermione Granger.
- , o almoço está pronto. Por que está virando todas as suas malas? - A mesma adentrou no quarto, desviando as roupas e os objetos jogados no chão, indo em direção de , que estava sentada no meio de muitas roupas e olhava para uma de suas malas abertas.
- Hermione, eu prometo arrumar todo o quarto! Eu só preciso de sua ajuda... E o almoço pode esperar alguns minutos. - explicava à colega, enquanto se ajeitava no chão. - Por um acaso, não existe um feitiço para que algo meu venha até a mim?
- Você esqueceu algo em casa, certo? - acenou com a cabeça. - Eu posso ajudá-la sim! E só leva alguns minutos. O que você precisa buscar?
- Eu preciso de cinco livros, que eu mesma fiz. Eles estão guardados dentro de meu guarda-roupa. Eu esqueci de trazê-los. - Hermione acenou com a cabeça, e se movimentou até o guarda-roupa existente no quarto e tirou a varinha de seu bolso, fazendo alguns movimentos e murmurando.
atravessou o quarto aos tropeços, quando Hermione saiu de perto do guarda-roupa sorrindo. A mesma pegou automaticamente os livros grossos e pesados de dentro do mesmo e colocou em cima da cama. Eles eram velhos e grandes. Talvez todos os mistérios - ou boa parte - sobre a vida de no mundo de Harry Potter estaria ali.
Qualquer erro encontrado nessa fanfic é meu, então me avise por email. Obrigada.