Ligeiramente Grávidos

escrita por: Kiko Pierce - betada por: Lê Assis.


Prólogo.

Muitas pessoas dizem que existe louco para tudo, mas pelo que eu saiba, nenhum deles fez um filho inconscientemente. Não, eu não quis dizer no sentido de prostituição ou algo assim, mas sim, me referi à parte em que isso acontece por mísera culpa do álcool e que, bom, ambos tinham acabado de se conhecer.

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Introdução.

, uma jovem ambiciosa de 20 anos, violinista em progresso, esperando por uma chamada que pode mudar sua vida: ela só quer ser profissional, viajar países afora acompanhada de sua orquestra. Era o que ela queria, o que sempre quis. Vivia com a melhor amiga, , numa casa de classe média alta, num bairro nobre de Londres. As duas praticamente não se desgrudavam, estavam juntas desde a quarta série, e não seria agora que isso acabaria.

Do outro lado da cidade, , buscando fama e sucesso com sua banda, só precisava mesmo de um empresário. Ao lado do melhor amigo, , sempre deu duro , ensaiando com o amigo e os outros caras da banda. e viviam juntos, são amigos desde que se conhecem por gente.
Ah, antes que me esqueça, tem a mesma idade de , ele só não sabe disso. Já , vive seus 21 anos tocando .

Capítulo um, I am.

saiu às pressas de casa, estava atrasada para mais um ensaio da orquestra. Pegou carona com e logo estavam lá.
- Gata, tenho reunião com o pessoal da revista até às três, você fica bem? - a amiga perguntou, segurando seus óculos Dolce & Gabbana por cima dos longos cabelos. conseguiu o que sempre quis: trabalhar com moda. E por fim, montou sua própria revista, publicando seus modelos e dicas para tal.
- Tudo bem. - sorriu alegremente, com as bochechas levemente rosadas devido ao frio. Com razão, aliás. Usava uma meia calça, saia preta, casaco jogado por cima de uma blusa simples. A orquestra é sempre rígida, qualquer descuido é uma má impressão para os maestros. A menina entrou pela porta do grande salão, pegando uma estante e sentando-se ao lado de Carlla.

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Quanto a , estava na hora de acordar, já era meio dia.
- Bom dia, flor do dia. - entrou em seu quarto, usando uma calça surrada, all stars, blusão e um avental de cozinheira, segurando um prato que cheirava a torradas. coçou os olhos e riu, ao ver o estado do amigo.
- Bom dia, Passione. Que roupa é essa?
- Pietra me obrigou a pôr. - riu de bom humor. Mencionei que Pietra é a filha de cinco anos de ? Se não, agora está sabendo.
- Ela tem bom gosto. - riu, saboreando as torradas do amigo.
- Falando nela... - o garoto sorriu ao ver a garotinha loira, que lembrava muito o pai, entrar pela porta, segurando uma boneca.
- Papai, quero mais. - sorriu, exibindo os dentinhos de leite. não resistiria. Pietra era uma garotinha fofa, cabelos loiros e olhos clarinhos. Algumas vezes se enrolava nas palavras, pelo fato de ter somente cinco anos.
pegou a filha no colo e saiu, indo até a cozinha para fazer mais torradas. coçou os olhos novamente e bocejou, levantado para se trocar em seguida. Colocou uma calça jeans de lavagem escura, adidas, blusa da atticus cinza e bagunçou o cabelo.
Olhou para o espelho, gostando do que via, claro. Sorriu, beliscou mais uma torrada e desceu as escadas.
- , encontro com o Fletch hoje. - sorriu. A propósito, Fletch era o empresário que estava de olho nos meninos, porém, o processo é lento. Paciência.
- De novo? - torceu o nariz e riu.
- É, ué. - deu de ombros e logo os dois, e Pietra, estavam a caminho do "estúdio" do tal empresário.

Capítulos betados por: Dani R.



Capítulo dois, Work, work!

Cannon era tocado naquele auditório, todos os graves e agudos soavam bem, num tom suave, quase que perfeito. O maestro deu três batidas e, no mesmo instante, todos pararam de tocar.
- , antes que eu me esqueça, o Diretor quer falar com você. - Sorriu de forma diferente e a menina se retirou em seguida. Pediu licença ao grupo e andou até a "diretoria". Fechou a porta atrás de si, sentando-se e ficando de frente para o diretor.
- Bom dia. - O velho de cabelos brancos com um bigode muito charmoso, ou não, sorriu.
- Bom dia. - Ela devolveu a gentileza.
- Não enrolarei. Então, Paul Hochmüller te quer na orquestra. - Sorriu por fim, pousando as mãos sobre a mesa.
- SÉRIO? - Alterou-se e riu, feliz. Mas cessou assim que recebeu um pigarreio de reprovação.
- Sim, é sério. Aqui está o telefone e endereço. - Entregou-lhe um cartão. - Ele quer que você o veja daqui... - Olhou no relógio - Uma hora. - Sorriu, deixando a menina decidir seus passos em seguida. Não deu outra, ela voou até a porta, guardando o instrumento e derrubando partituras pelo caminho (n/a: essa sou eu mesma, bjsmil), pegou o primeiro ônibus que viu, que por incrível que pareça, parou no lugar certo. Desceu apressada e entrou no local bem bonito e organizado, por sinal. Falou com a "secretária", ou quase isso, e ela mandou-a seguir. Andou até chegar a uma porta, batendo e sendo mandada entrar. Entrou, encostou a porta e sentou-se.
- ? - Uma voz masculina surgiu e imediatamente a menina virou para trás.
- Sim, senhor. - Sorriu.
- Toque. - Comandou e ela, no mesmo momento, tirou o instrumento e tocou uma peça, chamada Sarabande in D minor (Sarabanda em Ré menor). Assim que acabou, o rapaz, não tão velho, sorriu e lhe entregou outra partitura. - Primeira vista. - não perdeu tempo, tocando as notas que via. Mal conseguia falar, a concentração era muita, mas o nervosismo tomava conta também - tanto que seu arco e toda a crina "sambavam" nas cordas, mas isso não a impediu de se sair bem. Assim que acabou, Paul sorriu orgulhoso, esticando-lhe a mão.
- Bem vinda à orquestra de Londres. - Nem preciso dizer que ela surtou e quase agarrou o homem, certo? I don't think so. Era sempre assim que funcionava: Uma vez a cada três meses, o maestro da orquestra oficial visitava conservatórios pequenos e alheios em busca de novos talentos para se encaixar no grande grupo e em quem ele tinha interesse, pedia dados ao "diretor".

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- Cara, pare de mexer essa perna. - repreendeu o amigo que não parava quieto um minuto sequer.
- Desculpe. - Riu nervoso.
- Vamos nos sair bem, tá legal? - riu, dando um soquinho leve no ombro de .
- É cara, relaxa. - Outro membro da banda, sorriu do outro lado. Eles tinham se saído bem, tocaram bem e estavam ansiosos pela resposta. Charlie, um gordinho careca, saiu de uma sala e sorriu. Talvez pelo sorriso, algo bom tenha acontecido, não? - Bem vindos à gravadora, rapazes. - Assim que o ouviu, correu até o senhor e o levantou no ar, arrancando risos de todos.

Capítulo três: Party!

Quem não gosta de uma comemoração, não é? toda empolgada por ter conseguido, chamou sua melhor amiga, , para festejar num pub de Londres. , por mera coincidência, foi festejar com - seu melhor amigo -, no mesmo lugar.
Ela usava um vestido preto curto, tomara-que-caia, com um salto alto e maquiagem leve. vestia uma saia de cintura alta preta, que cobria parte de uma blusinha branca. Seu braço estava cheio de pulseiras, usava um scarpin e os cabelos estavam presos. e quase que pareciam o mesmo, calça jeans, nike e camisetas. Não, de forma alguma eles pareciam mal-arrumados, estavam lindos. Qualquer garota que os visse agora, pediria telefone ou se entregaria direto.

Uns drinks cá e lá, com muita dança e agito das pessoas já alteradas, fez com que os dois se encontrassem, logo no bar, pedindo a mesma bebida. Bom, tudo indica que ambos sorriram um pro outro no mesmo instante em que seus olhos se encontraram. Ficaram meio sem jeito, mas essa timidez toda acabou em um hotel, no quarto 207, para ser mais direta. Aquilo era cedo demais? I think so. Mas o que uma boa quantidade de álcool e animação não fazem? Então.
Nenhum dos dois lembrou de muita coisa. Qual é? Beijar e ver a quantidade de roupas espalhadas pelo chão estava muito mais interessante. É, realmente estava. Os dois riam enquanto se atrapalhavam nas peças que faltavam, mas, por sorte, estavam alcançando a cama. sentiu seus joelhos dobrarem, assim que bateu no colchão e caiu sobre o mesmo, levando junto. Ambos sempre rindo. Definitivamente, era muito álcool.

- Por que estamos mesmo rindo? - , ainda rindo - obviamente -, perguntou. É o álcool, nunca beba. Tá, não.
- Who cares? - respondeu, puxando-a de volta. Ah, sim, o que se passava nessas mentes? 'Pra que perguntar se a diversão está reinando?'. deu de ombros e logo as últimas peças estavam no chão, de ambas as partes, claro.

sorria sem motivo algum, deveria estar no mesmo estado, sorrindo com os beijos. Beijos? Não só nos lábios como de costume, desciam pela região do pescoço da menina e logo se encontravam na barriga, quase que trilhando um caminho. Mãos passeavam pelos dois corpos e, de repente, os 13 graus de Londres estavam mais para 31 de um país tropical, pelo menos entre os dois. que já não ria mais, agora passava as unhas vermelhas e grandes nas costas do garoto de leve, fazendo-o soltar um leve suspiro. Sorriram.
Os corpos estavam cada vez mais pressionados, o sangue corria nas veias, fervendo. segurou a cintura da menina e a mesma entrelaçou as pernas na cintura dele, descendo delicadamente. Logo os dois 'eram um', para não dizer um termo mais chulo, como por exemplo, 'logo estava comendo-a' - risos. O suor ali se misturava, mas eles realmente não se importavam, estavam gostando, os gemidos mostravam isso. Era puro desejo, pura luxúria.
Tempo depois, os dois atingiram o orgamos juntos e dormiram, abraçados.

Capítulo quatro: After Party.

acordou com um maldito filete de luz que atrapalhava seu sono. Coçou os olhos e os abriu lentamente, esticando o braço e sentindo... Seios? É, acho que sim. Imediatamente virou-se para a sua esquerda e se deparou com uma mulher. Arregalou os olhos, mas alguns pensamentos poluídos vagaram quando viu que ela cobria certas partes do corpo com o lençol, já que estava nua.
- Foco, foco. - Balançou a cabeça e a observou por mais alguns instantes. Sorriu. Olhou mais para, hm, baixo e viu que seu estado não era tão diferente do dela. Surpresas, surpresas! Procurou sua boxer e a colocou, no mesmo instante. - Será que está morta? - Perguntou a si mesmo, checando a respiração da garota logo em seguida. Não, ela não estava morta. Cutucou-a com um dedo, até ela abrir os olhos e sorrir. Seus olhos apertaram e seu sorriso foi desmanchando aos poucos, assim, gritou em seguida. - QUEM É VOCÊ? - Cobriu-se e ele se assustou. Quando os escândalos - finalmente - acabaram e os dois chegaram a conclusão de que, é, houve sexo.

- Se acalma, ok? - acalmava uma descabelada.
- Me acalmar? Eu transei com um cara que nunca vi na vida! - Ela colocou as mãos sobre o rosto, obviamente envergonhada.
- Tá, mas de que adianta isso agora? Tá feito. - disse, coçando a nuca. É, não tinha jeito, não tinha como voltar atrás. Estava tudo feito.
Conversaram mais um pouco, para ver se lembrariam de algo, mas a única coisa que pregou em ambas as mentes foi: Eu transei com o primeiro estranho que vi. checou seu celular e viu que um novo contato foi adicionado: . 'Great', pensou, 'pelo menos eu peguei o número dele', ironizou.
- Você se lembra como viemos parar aqui? - perguntou ao garoto. Olhou-o por um instante e se acalmou, ao notar o quão sexy ele era. Sorriu, mas balançou a cabeça negativamente.
- Só me lembro de ter bebido demais. - Ele riu. Parecia despreocupado, ou queria que a garota pensasse isso.
- Nós podemos fingir que, sei lá, isso não aconteceu... - arriscou e ele pareceu concordar.
- É, nunca fizemos isso. - Ele sorriu, tranqüilo. - A propósito, sou . - Ele riu, esticando a mão. olhou para ele e riu.
- Oi? Você conheceu cada centímetro do meu corpo ontem, acho que não preciso da sua mão, né? - Ele riu e ajudou-a a se levantar da cama, já que a ressaca era muita.
- Bom, acho que podemos ir, certo? - Ele disse sem jeito, em tom convidativo. Ela concordou. Logo estavam vestidos e ainda cheirando álcool, mas mesmo assim, saíram do hotel e cada um seguiu seu rumo. Não preciso dizer que, quando cada um chegou ao seu destino, contaram aos melhores amigos.
- Foi bom, safadinho? - ria, tomando seu whisky num canto.
- É, eu acho que foi. - fez uma cara confusa e fez outra maior ainda.
- Como assim, "acho"? - Deixou a garrafa num canto e passou a prestar mais atenção no que o amigo falava.
- Eu estava inconsciente, . - Respondeu , olhando pra cima. - A única coisa que me lembro, é que a garota é gostosa. - Ele riu, se lembrando de quando acordou.
- Então deve ter sido bom. - concluiu, dando mais goles no whisky.
- É, sim. - Riu sozinho.

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- Ok, me explica direitinho. - sacaneava a amiga envergonhada no sofá de casa. - Ele é gostoso? Foi bom?
- Menos, tá? - se encolhia no sofá toda corada.
- Não adianta você ficar assim, meu anjo, o trenzinho dele passou pelo seu túnelzinho ontem e não tem como voltar atrás. - Dito isso, recebeu uma almofada no meio da cara, mas apenas riu.
- Você tem razão. - deu-se por vencida. - E foi muito bom. - Riu.
- Conte mais. - esboçou um sorriso malicioso.
- Quer dizer, não me lembro de muita coisa, mas... - pausou - lembro-me da pegada e nossa, que pegada! - Riu ainda mais envergonhada.
- Ainda não respondeu minha pergunta: Ele é gostoso? - desafiou e mordeu o lábio.
- Demais. - Sorriu e foi apenas isso que disse. Depois entraram num papo sobre lingeries e a nova coleção.

Capítulo cinco: Surprise!

O tempo passou - eu diria umas oito semanas -, mas os dois não se falaram nesse tempo, mesmo que tivessem trocado telefones. andava estranha.

- Que houve? – , que até então lia um livro sentada no sofá, perguntou.
- Menstruação. - Respondeu.
- Quer um absorvente?
- Se eu estivesse menstruada, adoraria. - Ela riu nervosa. arqueou uma sobrancelha.
- , naquela noite vocês ao menos... Se protegeram, né?
- Eu não sei. - Ela abaixou a cabeça.
- Como não sabe? - Indignou-se a amiga.
- Eu não sei, . Eu estava bêbada. - Defendeu-se. levantou sem dizer uma palavra, foi até a mesa de centro da sala e pegou o celular da amiga.
- Você disse que tinha gravado o número. - Entregou a ela. - Ligue pra ele quando eu voltar. - Foi em direção à porta.
- Onde vai? - perguntou.
- Farmácia. - Fechou a porta. deitou-se no sofá, encolhendo-se. Estava com medo. voltou um tempo depois com o teste e o entregou à amiga. - Sabe o que fazer. - Sorriu. foi até o quarto e fez o que a 'bula' indicava. Esperaram um tempo, andando de um lado para o outro, e logo...
- Azul. - mordeu o lábio.
- Tem certeza? - abaixou a cabeça.
- Tenho. - riu fraco.
- Por que está rindo? - Olhou indignada para , quer dizer, era para se desesperar, certo?
- Porque eu vou ser tia - Riu mais ainda - e cuidarei de um pentelho ou pentelha. - As duas riram. pegou o celular da amiga. - Marquem de sair, vai ser melhor. - Sorriu. - E ah, já marque uma consulta no médico para amanhã, sério. - Por fim, subiu as escadas.

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- Mas cara... Vocês pretendem sair algum dia? - ria, comentando sobre a 'transa dos desconhecidos'.
- Não sei, cara. - soltou uma risada baixa. - Se ela ligar, quem sabe.
- Já faz um bom tempo que saíram, é. - Retrucou, sorrindo com a razão.


-


seguiu a amiga com os olhos e depois olhou pro aparelho por alguns minutos, respirou fundo, indo na lista e buscando pelo nome.

- Alô? - Uma voz surgiu pelo outro lado da linha.
- ? - Arriscou, mordendo o lábio em seguida.
- Eu? - Ele riu.
- É a ... Lembra?
- Lembro, lembro sim. - Mais um sorriso, mas dessa vez carregado de malícia.
- Hm, quer sair hoje à noite? - Ele poderia não saber, mas ela estava torcendo pra que aceitasse o convite.
- Claro... Onde? - Definitivamente ele não esperava por isso. Sorriu de novo e marcaram de se encontrar num restaurante, às nove horas da noite.
pensou centenas de vezes em cada palavra para dizer "Eu estou grávida". Do jeito mano: "Tô carregando cria, malucs". Do jeito que enrola: "Adorei sua camisa, olha esse tecido! Meu Deus do céu, é algodão? Eu estou grávida. Mas enfim, onde você comprou?" Balançou a cabeça... Depois ela pensaria nisso. As horas passaram rápido e isso fez com que ficasse com mais medo, afinal, ela nunca disse "estou grávida" antes. Pensou no assunto durante e após um longo banho bem calmo e quente. Vestiu uma saia de cintura alta - Ainda dava, né, nem ao menos sabia de quanto tempo estava grávida. -, uma blusa bege qualquer, scarpins pretos de plataforma, meia calça um pouco mais escura que seu tom de pele e por fim, um sobretudo preto jogado nas costas, devido ao clima típico de Londres. Olhou-se no espelho pela última vez e desceu as escadas, indo de encontro com no carro.

- Tem certeza que está pronta? Ainda dá tempo de adiar. - disse a amiga, mas sem tirar a visão do volante e das ruas, né?
- Se eu adiar não vou conseguir contar depois, . - Abaixou a cabeça.
- Olha, existe aborto... - sugeriu com uma dor enorme no coração, mas antes que ela concluísse a frase, cortou.
- Sabe, eu dizia que aborto era idiotice e vou continuar com a mesma opinião agora. - sorriu orgulhosa de si mesma e fez o mesmo. - Eu fiz, serei responsável agora. - Passou a mão na barriga sorrindo. Logo, avistaram o tal restaurante e desceu, despedindo-se de .

Capítulo seis: you'll be father.

chegou no restaurante marcado e caminhou em direção a , quando o viu. Sorriu meio nervosa e o cutucou.

- Olá. - Sorriu tentando parecer normal.
- Olá. - Ele retribuiu um belo sorriso. Estava lindo. Usava uma calça jeans skinny com uma lavagem escura, camiseta e all star. O cabelo estava um pouco bagunçado, mas ele não deixava de ser lindo. Puxou a cadeira para a garota se sentar e ela se acomodou.

- Hm, o que vamos pedir? - Ele perguntou com o cardápio em mãos.
- Que tal um capeletti ao molho branco? - sugeriu e ele aceitou. Jogaram uns papos cá e lá e após umas taças de bebibas aleatórias, respirou fundo...

- Eu te chamei aqui porque, bom... Eu tenho uma coisa pra contar. - Mordeu o lábio.
- Então conte. - Ele sorriu como se fosse a coisa mais simples do mundo.
- Não me odeie. - Ela riu nervosa.
- Mas por que eu odiaria? Não tem motivos, você não me fez nada, além de que...
- Eu estou grávida. - Soltou e ele calou a boca na hora.
- ... De quem? - soltou um sorriso amarelo. Coitado, nem imaginava o que viria a seguir. "Essa garota tem problemas, me chama pra contar que está grávida, lindo!" ironizou seu próprio pensamento.
- De você, oras. De quem mais eu estaria? - Ela ironizou. - Você vai ser pai.
- Mas como? - Isso indica que não queria acreditar.
- Não usamos preservativos. - Ela disse meio culpada.
- Como não? Eu sempre carrego. - Ele disse tentando raciocinar.
- Se eu estou grávida... - Ela tentou ajudar.
- Como sabe que é meu? - olhou-a duvidando.
- Acha que eu saio transando com o primeiro que me aparece? - colocou a mão no peito, ofendida.
- Pensando bem, foi o que você fez naquela noite. - Ele desafiou.
- Me chamou de vadia? - Olhou-o séria, com os punhos cerrados.
- Não, eu não... Argh. - Ele abaixou a cabeça, se "rendendo".
- Eu fiz no teste de farmácia... - Ela respirou fundo e disse.
- Então pode estar errado, né?
- Pode, eu já marquei consulta no médico amanhã, por milagre. - Pausou - Entenda que eu não quero te constranger ou seja lá o que for, mas se eu estiver grávida... Não vou criar essa criança sozinha. - olhou-o com os olhos cheios d'água.
- Eu entendo. - arrumou a postura na cadeira e pousou os cotovelos sobre a mesa. Ela sorriu.
- Obrigada. - Sorriu mais uma vez, em forma de agradecimento. Passaram alguns minutos em silêncio, pediram a conta e ele levou-a para casa.


Continua...



Nota da Autora: OOOOLÁ, meninas do FFOBS! Estou aqui, na véspera do meu aniversário (22/10) aguardando minha avó chegar com os ingredientes do bolo. Abri meu e-mail e a Letícia linda disse que já podia enviar mais capítulos. Bom, estou mandando de dois por enquanto porque né, são pequenos. Me desculpem por isso, é que não consigo escrever nada imenso e etc, D: Enfim, dirvirtam-se! *-*

Erros? Briguem comigo e não com a autora, ok? Xx Lê Assis