Love You Until The End
Autora: Pooring
Beta-Reader: Amy Moore
Gardena, Los Angeles.
June 14, 2011 - 02:34 am
– ?! ?! Acorda! - Alguém me chamava. No começo sua voz estava distante, mas depois ficou muito próxima e eu acordei no minuto seguinte, sendo chacoalhada.
– Quem é que está me acor... Castiel? O que aconteceu? – perguntei, coçando os olhos. Olhei para ele e mil perguntas ecoavam em minha cabeça. Por que Cass estaria no meu quarto à essa hora?
– Em breve eles voltarão – falava, olhando para a janela.
– Quem vai voltar?
– Os Gigantes.
– Os Anjos Caídos*, mas para quê? E quais? - Me levantei, peguei meu livro que estava na cômoda e comecei a folheá-lo. - Eles já tentaram cumprir seus objetivos, não? Olha. - Apontei para a folha que falavra sobre eles. - Apocalipse 12:7-8. "Houve uma batalha no céu. Miguel e seus Anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus Anjos travaram combate mas não prevaleceram. E já não houve lugar lá para eles."
– Sim, mas agora não tem ninguém para impedi-los de fazer o caos. - Se virou para mim com aquela cara de cansado que só ele tinha.
– Quanto tempo vocês têm?
– Muito ou pouco; não sabemos ao certo.
– E precisam achar o primeiro filho do prim...
– Primeiro anjo que caiu, sim. - Minha paciência; status: controlada.
– Tudo bem, eu ajudo só preciso de inf...
– Ele está em West Siloam Springs, Oklahoma, e não vai ser tão difícil achá-lo. - Minha paciência; status: quase explodindo. - Mas antes você precisa falar com duas pessoas, elas estão em San José, no Motel 6 San Jose Airport Central. Procure pelo dono de um carro velho bem cuidado.
– Ta, amanhã eu vou pois agora, adivinha? Estou indo dormir! Ou vou tentar, pelo menos. - Dei um sorriso fraco. – Boa... noite, Castiel. - Bufei e me enfiei debaixo das cobertas.
* Anjo Caído: É um demônio, um ser intermediário entre o homem e Deus, um anjo que, afastando-se do plano divino, tornou-se voluntariamente um espírito do Mal.
San José, Califórnia.
June 14, 2011 - 07:09 am
Sam's POV: ON
Tem um cachorro baforando em mim? - Pensei enquanto me levantava, abanando o ar. - Ah, ele se chama Dean Winchester – murmurei.
– Finalmente, eu tentei te acordar, mas você parecia um morto...
– É só cansaço, e como você pode comer uma coisa dessa às seis da manhã? - Ta explicado o bafo de cachorro, o animal está comendo cheeseburguer.
– Fácil: eu mordo, mastigo e depois a comida passa por um pro... - Ele parou de falar quando me viu balançar as mãos.
– Foi uma pergunta retórica
– Erótica?!
– Esquece! Eu vou na padaria ali na esquina comprar algo que não seja cheeseburguer para comer, tá?
– Ok.. UH, UH, olha só isso. - Ele pegou seu celular e colocou na caixa postal. - Mudei a mensagem.
“Oi, meu nome é Dean e eu aprovo essa mensagem.”
– Legal, né? - Jogou-o na cama e foi para o banheiro. - Vou tomar banho!
Será que ele sabe que faz mal tomar um banho depois de comer? - Pensei, pegando alguns trocados, meu celular e saí do quarto, rindo.
– Sam Winchester, você é muito idiota - falei pra mim mesmo, enquanto discava o número do Dean e entrava no estabelecimento.
Sam's POV: OFF
Dean's POV: ON
– I've got the magic in me, I'VE GOT THE MAGIC BABY – cantarolava, enquanto me secava e colocava uma roupa. Saí do banheiro e Sammy estava lá. deitado na cama. Fiz o mesmo.
– Hey, Flash.
– Flash?
– É, eu mal entrei no chuveiro e você já voltou. - Ele era rápido.
– Dean? Acho que você não tem noção de tempo. São quase sete horas; faz uns quarenta minutos que voltei.
– Sério? Nem percebi. - Ri e percebi meu celular vibrar. Tinha 2 chamadas perdidas e recado na caixa postal. - Ha, já me ligaram, vamos ver quem foi... Bobby e... desconhecido.
Sam sorriu
– Eu já falei com o Bobby e ele disse que tem um ví..
– Shhh, escuta.
“Oi, meu nome é Dean e eu aprovo essa mensagem: Dean Winchester é gay, com amor, Sam.”
Sam rolava na cama de tanto rir. Como pôde fazer isso?
– Não fala mais nada, não sou eu que tenho medo de palhaço.
– Isso não vem ao caso, mas posso falar sobre o caso aqui? - Concordei com a cabeça. - Esse vídeo está circulando por todo mundo e Bobby tem certeza de que é um anjo.
– Anjo? Mas o governo vai capturá-lo e fazer alguma coisa.
– Pior que não. Esse anjo agora é um humano... morto.
– Por quê? - Não estava entendendo nada.
– Pois alguém o matou.
– E como se mata um anjo? Tem algum tipo de faca, igual à da Ruby?
– Não. - Cass apareceu do nada, o que me fez gritar. - Um anjo só pode ser morto por outro.
– Olá, tudo bom? Sim, Dean, está tudo bem. - Estava ofegando. - Nem pra cumprimentar.
Ele olhou pra mim e foi até a porta, abrindo-a em seguida. Do nada entrou uma menina. Mas que porra...?
– Cass, Winchesters.
– Hm, que porra é essa? – gritei, pegando minha arma.
– Dean, calma. – Sam e Castiel falaram ao mesmo tempo.
A menina pegou a sua arma e mirou na minha testa.
– Vai atirar, bonitão? Atire, mas eu volto e pego você à noite. - Ela me encarava e fiquei com medo daquele olhar. Abaixei a arma.
– Não, mas quero explicações!
– Todos queremos, Dean. Tá, eu sou Sam e ele é o meu irmão...
– Dean, eles são os Winchester, agora, o que você descobriu? - Ele ama interromper os outros, não?
– Oi, meu nome é , mas podem me chamar de - respondeu e depois colocou sua bolsa em cima da cama. Olhei com uma cara de ponto de interrogação. - Ah, tá bom. Sou caçadora há dez anos, meu ''protetor'' é o Zachariah e eu já fui poss....
– Zachariah? - Sam perguntou.
– Sim, eu sei que vocês não vão com a cara dele mas fazer o quê? Ele só gosta de mim. - Deu um sorriso fraco e começou a rir depois. - Mentira, ele não gosta de ninguém. Agora vamos parar de enrolação que a história é longa.
– História? – perguntei, olhando para Castiel.
– Sim, eu fui falar com ela sobre o que está acontecendo.
– E o que exatamente está acontecendo? - Sam se pronunciou. - Só sabemos que um anjo foi morto.
– Sim, e em breve muitos outros serão. - Ela tirou um livro de dentro da bolsa e deu para Sam - Cass me avisou que os Gigantes estão voltando à terra para tentar cumprir seus objetivos novamente, mas não vai ser igual à primeira vez. Yekun – O Primeiro Anjo – foi o primeiro anjo a seduzir a desencaminhar os outros; em outras palavras, fez a cabeça de Lúcifer, que se ''entregou'' ao segundo anjo, Kesabel. Ele foi o primeiro a incentivar os anjos a terem relações sexuais com os seres humanos. Depois que o filho do Lulu nasceu, ele começou uma guerra entre os seus anjos contra Miguel e os outros, mas falhou. Agora eles pretendem criar um exercito de anjos que nasceram a partir da relação anjo caído com mulher. O principal objetivo é matar os anjos fiéis, se assim posso dizer... e quem vai ensiná-los? – perguntou, sentando-se na poltrona.
– Gadrel, o terceiro anjo - respondeu Sam.
– Sim! Aquele que ensinou aos anjos sobre a morte e como usar uma espada para ferir outro anjo. E vejo que alguém já aprendeu. Um de vocês foi morto, certo? - perguntou para Castiel, que assentiu. – Então o jogo começou e temos que achar o abençoado. O filho do Lulu. - Terminou de responder, assim que viu minha cara de “hein?”
– Como eu odeio esses demônios, nasceram já com a essência do mal – Falei.
– Não exatamente - Sam falou. - É como diz no Concílio IV de Latrão: “O Diabo e demais demônios, por Deus certamente foram criados bons por natureza; mas eles, por si mesmos, se fizeram maus.”
– Tá, mesmo assim, isso não muda minha opinião. - Me levantei, pegando a jaqueta e minha mala que estava arrumada. -Bom, foi um prazer te conhecer, mas agora eu e o garoto aqui - apontei pra Sam - temos que ir até o Bobby.
– Hm, não, vocês vão me dar uma carona até WSS e vamos buscar o abençoado. Depois vamos até o Singer. - Menininha teimosa.
– Você só pode estar brincando; e conhece Bobby? - Ela balançou a cabeça negando e afirmando, respectivamente. - Não, me recuso à dar carona para uma garotinha.
– Dean, pega leve - Sam avisou.
– GAROTINHA?! GAROTINHA?! - E a bomba explodiu.
– Sim, ta na cara que você é mais nova que o Sam.
– E ele tem quantos anos?
– Vinte!
– Dean! Eu tenho vinte e três.
– Ah, vinte e três!
– Eu sou dois anos mais velha que ele.
– Humanos, discutindo sobre idade - quando fui respondê-lo, ele já tinha ido embora.
– Ele tem razão, e essa é a nossa deixa.
– Nossa? Tem cer...
– Escuta aqui, DEAN - apontou o dedo pro meu peito. - Você querendo ou não, eu vou. Tenho coisas que vão precisar usar e, ah, se você tentar me abandonar em um restaurante qualquer, pode apostar que peço pro Zach fazer uma visitinha à noite. - Depois que “desabafou” foi em direção ao Impala.
– Menininha teimosa! - bufei e me virei pro Sam. - Sherlock, devolve a chave e vamos porque essa viagem vai ser longa.
Dean's POV: OFF
Obs: Yekun, Kesabel e Gadrel são 3 dos 5 Anjos Líderes de falanges de mais de 100 sentinelas. Os outros são:Penemue, ensinou aos homens como mentir, e Kasyade, ensinou aos homens sobre os espíritos.
Capítulo 2
Apenas 20 minutos (mais pareciam mil) de viagem se passaram e estou pensando em me jogar do carro. Se isso for considerado como um carro, né! Ele não limpa aqui não?
– Hm, Sam, né? – perguntei, apontando para ele.
– Sim.
– Você tem um mp3 aí?
– Tenho um iPod, serve?
URGH, iPod, só eu que não tenho! Ô, injustiça.
– Serve sim, posso? – Assentiu. – Muito obrigada. – Sorri, enquanto colocava os fones, mas não pude deixar de escutar Dean reclamar.
– Quem vê pensa que é simpática desse jeito. – Bufou.
Não me aguentei e retruquei:
– Quem vê pensa que é o Mr. Perfect, mas na verdade só passa de um BBB. – Coloquei os fones e apertei o play.
– BBB? Que merda é essa? – perguntava para Sam, que ria.
– Bom, bonito e burro-pra-cacete. – E riu.
– Estou me controlando pra não dar um tiro na cabeça dessa garota... Espera; pelo menos, sou bonito e bom.
– Mas também é burro. – Recebeu um olhar mortal de Dean. – Como ela disse. Isso só “complementa” o conceito do estereótipo dos bobões sem conteúdo.
– Eu não sou bobão e tenho conteúdo; olha só. – Apontou para suas calças.
– Então, tá.... Bobão – falou, disfarçando a última palavra em uma tosse.
Dean sorriu ironicamente e continuou dirigindo rumo à Santa Fé, enquanto escutava a batida da música que vinha do iPod do Sam.
Dean's POV – ON.
“BEM VINDO Á WEST SILOAM SPRINGS - POPULAÇÃO: 923 HABITANTES.”
– Cidade pequena; será fácil achá-lo.
– Sério? Não temos nem o sobrenome do menino.
– Então acho melhor ligarmos para o Bobby, Dean.
– Vamos aproveitar que ela está dormindo; não confio nessa garota. – Sam ri e pega o celular.
– Bobby?
– Sim. Algum problema, filho?
– Bom, estamos em Oklahoma tentando achar o menino, mas não temos nenhuma informação.
– Já esperava isso, então pesquisei sobre alguns acontecimentos estranhos que ocorreram na cidade. No início do mês, um garoto chamado Dave Bansky foi encontrado morto em um beco. A causa da morte ninguém sabe, mas ele estava com uma expressão de pânico no rosto. O que acha que o assustou, garoto?
– Então ele tem poderes?
– Os indícios indicam que sim, mas o mesmo não sabe. Ele foi encontrado num parque próximo ao beco pela polícia e disse que um homem chegou perto dos dois que estavam prestes a começar uma briga e olhou para o garoto Dave que caiu morto após dez minutos. Nesse tempo ele fugiu, mas nós não acreditamos nessa, não é?
– Ele ficou assustado e inventou algo.
– MENINO ESPERTO, MAS ASSASSINO – gritei. – OUVIU, BOBBY?
– Aposto que sim, e ele não foi o único. – Ferrou, o dragão acordou. – Sam, pode me passar o celular, por favor? – Sam assentiu e entregou o celular.
– Singer? É a .
– ? Deus, com você está? Nunca mais me ligou; cheguei até pensar no pior.
– Não se preocupe; eu estou bem e você?
– Como sempre, né? – ri. – Aposto que quer saber o que contei aos meninos, certo?
– Não, só o nome do infeliz me deixaria muito satisfeita.
– Se assim diz, o nome dele é Jack, Jack Daniel.
– Obrigada, Bobby, até um dia.
– Meninos, eu vou atrás do guri e nos encontramos no Cherokee Casino & Hotel – falou, devolvendo o celular e saindo do carro em seguida.
– Hm, Bobby? Temos que ir atrás dela? – perguntei.
– Dean, escuta aqui, você não sai daí até me explicar o que ela está fazendo com vocês.
Expliquei tudo, omitindo partes que não eram importantes como o “BBB”.
– Entendo. – Suspirou. – Mas só me prometa uma coisa.
– Sim, qualquer coisa.
– Prometa que não irá deixá-la se machucar de novo, por favor.
– Tá brincando comigo, né?
– Não, isso é sério.
– Tudo bem, mas por quê?
– Não interessa; só prometa.
– Tá, eu prometo.
– Ótimo, então vá atrás daquela louca antes que algo aconteça.
– É pra já. Tchau, Bobby. – Desliguei o celular.
Por que não posso deixá-la se machucar? O que será que ele queria dizer com aquilo? Eram perguntas que passavam pela minha cabeça naquele momento e de um jeito ou outro teria respostas, por bem ou por mal.
Dean's POV – OFF.
Continua...
Nota da Beta: Comentem. Não demora, faz a autora feliz e evita possíveis sequestros - só um toque. Qualquer erro encontrado nesta fanfiction é meu. Por favor, me avise por email ou Twitter. Obrigada. Amy Moore xx