
Autora: Nádi Evans | Beta-reader: Giovana
Prólogo
Por mais que eu quisesse impedi-lo, não podia fazer nada. Talvez eu estivesse enganada. Talvez não se possa mudar uma pessoa. Ele iria ser sempre assim. Os nossos caminhos estavam a mudar de trajetória e nós não podíamos fazer nada. Era esse o nosso destino! Estava traçado nas estrelas e nada o mudaria. Não agora.
Então ele virou de costas e foi-se embora sob o meu olhar triste. Não podia ter levado maior facada nas costas. Senti o meu rosto ser molhado por finas linhas de água que vinham desde os meus olhos até o fim do meu rosto. Senti uma cabeça sobre os meus ombros e uns braços rodearam o meu corpo. Harry levantou a cabeça pousada sobre mim, olhando-me nos olhos. Vi pena e carinho em seu olhar e não pode evitar. Agarrei-me a ele, começando um choro compulsivo, com direito a soluços.
- Está tudo bem. Vai ficar tudo bem. – sussurrou o Harry ao meu ouvido, agarrando-me com mais força.
Capítulo 1
“His mind is somewhere far away”
[Camp Rock 2 – Wouldn’t Change a Thing]
Mais um ano em Hogwarts. O sexto, na verdade. Olhei em volta, vendo os pais deixar os filhos embarcaram no Expresso de Hogwarts com um aperto no coração. Talvez pelo fato da volta do Lord das Trevas estar oficialmente confirmada. O Harry havia se passado por mentiroso porque disse, no final do Torneio do 4º ano, dia em que o Cedric morreu, que Aquele-Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado tinha voltado. No ano passado, o Ministério desmentiu tudo o que ele disse e ainda chamou a ele e ao Dumbledore de mentirosos. Foi preciso o Ministro da Magia ver o inimigo da nação para crer. Agora todos acreditavam. Todos estavam assustados. Olhei para a minha mãe e para o meu pai e sorri.
- Tome cuidado! – disse o meu pai dando-me um abraço.
- Sim, não se meta em confusões, como faz todos os anos. – pronunciou a minha mãe, fazendo o mesmo que o meu pai. Eu sabia que aquelas palavras tinham segundas intenções.
- Ok, ok! – disse eu não muito convencida.
Despedi-me mais uma vez e entrei no Expresso, procurando uma cabine vazia.
- ! – ouvi uma voz muito familiar chamar-me e virei-me, abrindo um sorriso de orelha a orelha. Hermione abraçou-me com força, mas tanta força que pensei que ia acabar por ser espremida. Mais atrás, estavam Harry e Ron que também sorriam satisfeitos por me ver. Abracei cada um e sorri, feliz por revê-los. Nós éramos grandes amigos.
- Então? Como vai a nossa leoa? – perguntou o Harry e todos começaram a rir, menos eu que fechei a cara.
- Vocês têm de parar de me chamar assim! – disse eu. Tudo por causa do meu Patrono, que era uma leoa. Desde que eles o viram na aula da Armada de Dumbledore, no ano passado, chamam-me de leoa ou selvagem.
- Ok! Mas como é que correram as suas férias? – perguntou o Ron parando de rir.
- Foram normais e as vossas? – perguntei sorrindo e sentando-me no banco da cabine.
- O mesmo de sempre. Família, amigos, viagens... – disse a Hermione.
- Foi uma pena você não ter conseguido ir para minha casa. – disse o Ron e depois pareceu mais empolgado. – Não teria perdido o que nós vimos! – a minha curiosidade apareceu.
- O que é que aconteceu? – perguntei.
Eles contaram-me que tinham visto o Draco Malfoy com a mãe e com outras pessoas muito estranhas mexendo em um armário em Borgin & Burkes. Então o Harry começou com um teoria que aquilo era uma iniciação e que o Draco era um Comensal da Morte. Sinceramente, eu não achei que ele estava fazendo uma tempestade num copo de água. Não era uma teoria absurda! Afinal, o pai dele era um Comensal da Morte e todos sabem que o Draco segue todos os passos que o pai dá.
- Preciso de ar! – disse o Harry e saiu, deixando eu, Hermione e Ron sozinhos. Olhei para eles que deram de ombros e depois começamos uma conversa sobre assuntos banais e sem importância.
Finalmente, o comboio parou e nós saímos da nossa cabine. O Harry ainda não tinha voltado e nós calculamos que ele tivesse na plataforma.
Estávamos sentados na mesa dos Grifinórios no Salão Principal. Eu comia normalmente, comparada ao Ron que devorava toda a comida em uma velocidade impressionante. A Hermione quase não tocava na comida e olhava de um lado para o outro, o que era realmente irritante. De vez em quando soltava perguntas como: “Onde é que ele se meteu?”. Quando chegamos à sobremesa, eu também comecei a ficar preocupada e fazia o mesmo que a Hermione, olhava de um lado para o outro com o olhos passando por cada cabeça a procura da dele. Quando dei por mim, a Hermione estava batendo com o livro que tinha em mãos no Ron e dizendo que ele não conseguia parar de comer e que o seu melhor amigo estava desaparecido. Apoiei a Hermione; a atitude descontraída do Ron também já me estava me irritando. O Ron disse para olharmos para o lado e eu vi o Harry coberto de sangue, acompanhado pela Luna. Quando se sentou entre eu e a Ginna, eu e a Hermione começamos a bombardeá-lo com perguntas e ele respondeu que nos contaria mais tarde.
- Boa noite a todos vocês! – ouvi Dumbledore dizer e o Salão parou de conversar para prestar atenção ao que o diretor dizia.
Começou apresentando os novos professores. Um chamava-se Slughorn e iria ser o nosso novo professor de poções; e o outro, já bastante conhecido pelos alunos mais velhos, era o professor que nos iria dar Defesa Contra as Artes das Trevas, Prof. Snape. As palmas foram murchas e eu e os meus amigos nos entreolhamos. Afinal, o Snape ia conseguir o que sempre desejou: a cadeira da Defesa Contra as Artes das Trevas. Então, ele começou a falar sobre um rapaz que andou nesta escola e tal…
- O seu nome, Tom Riddle. – assim que pronunciou este nome a sala tomou um ar confuso e tenso. Alguns não sabiam quem era o Tom Riddle e o porquê de Dumbledore estar falando dele. Outros ficaram visivelmente tensos por o diretor estar falando do antigo nome do, agora, conhecido por Lord Voldemort.
- Hoje, é claro, é conhecido por outro nome. – ele continuou a falar.
Olhei para a mesa dos Sonserinos, encontrando dois olhos acinzentados sobre mim, mas era como eles não me vissem, era como se houvesse um profundo vazio dentro dele. Lá estava o Draco. Ele parecia tão distante, tão ausente e um pouco preocupado. Não parecia estar prestando a mínima das atenções ao que Dumbledore dizia. Em vez disso, parecia estar no seu mundo, muito pensativo, com a cabeça apoiada na mão. Por momentos, estremeci. Credo! Ele era mesmo lindo! Apesar de ser aquele sujeitinho horrível e desprezível pelo qual eu tenho um ódio de estimação, não podia negar que ele ficava cada vez mais atraente a cada ano que passava. Então, eu comecei a olhá-lo com mais atenção. Ele estava pálido, mais pálido do que normal. Olheiras faziam-se visíveis por debaixo dos seus olhos cansados.
De repente, dei conta que o mundo em volta se levantava e fiz o mesmo. Olhei mais uma vez para o Malfoy e vi que ele agora parecia dar pela minha presença. Desviei o olhar e caminhei juntamente com os meus amigos.
Capítulo 2
“Just one hand can heal another”
[Jonas Brothers, Miley Cyrus, Demi Lovato e Selena Gomez – Send It On]
Eu estava muito feliz, mais radiante que o sol por não haver aula naquela manhã, até que a Profª McGonagall me avisou que o buraco iria ser preenchido com uma aula de Poções. Ainda tentei reclamar, mas segundo a cara da Profª, isso não iria mudar nada. Então, protestei mentalmente, com uma cara de poucos amigos. Caminhei com a Mione para a sala do Profº Slughorn, que nos deu as boas vindas alegremente. A aula começou e mais alunos foram chegando. Mais tarde, o Harry e o Ron apareceram. Harry estava normal, mas Ron matinha a mesma cara de irritação e aborrecimento que eu tinha. O Profº alegrou-se muito e os mandou ir buscar uns livros no armário, continuando a sua explicação. Enquanto a Hermione respondia a pergunta do Profº, abafei o meu riso ao ver o Ron e o Harry numa pequena luta com os braços metidos no armário. Dei, novamente, atenção à aula, quando a Hermione estava dizendo que uma das poções que estavam nos caldeirões era uma poção do amor.
- O cheiro é diferente para cada um, de acordo com o que o atrai. – disse ela e fez uma pequena pausa. – Sinto o cheiro de erva cortada, pergaminho novo e pasta de dente. – não sei o porquê, mas isso me fez lembrar do Ron.
- Menina , quer dizer-me ao que cheira a sua? – perguntou o Profº e eu avancei para a poção.
- Cheira-me a… Canela, chocolate amargo e… - fiz uma pequena pausa para descodificar o último cheiro. – Maçã. – acabei e voltei para o meu lugar. Olhei para o rapaz loiro que estava no outro lado da sala e reparei que ele também me olhava. Estremeci e voltei a olhar em frente.
O Profº continuou e algumas garotas iam avançando para poção, na tentativa de cheirá-la, mas o Profº a tapou, dando-lhes um pequeno desgosto. Eu quase ri… Quase!
Uma delas perguntou qual era a outra poção e o Profº respondeu que era a poção Felix Felicis que também é mais conhecida como Sorte Líquida. Vi o Draco levantar o seu olhar quando o Profº disse quem tomasse um pouco, teria sorte em todo o que fizesse. Achei aquilo um pouco estranho, o Draco não parecia estar prestando atenção nenhuma à aula, mas quando ouviu aquilo ganhou um súbito interesse. E essa poção seria o prémio para o aluno que conseguisse produzir uma poção de morto-vivo aceitável. Todos abrimos os livros na página 10 e colocamos as mãos à obra.
- Como fez isso? – perguntou Mione ao Harry.
- Não corte, amasse. – respondeu ele.
- Não, as instruções dizem estritamente para cortar. – disse Hermione. Por vezes perguntou-me porquê ela tem de ser tão rigorosa.
A minha poção não parecia estar mal, mas também não me parecia a melhor.
- BUM! – voltei-me para o lugar do som da explosão e vi o Simas com a cara cheia de cinzas. Sem dúvida aquele menino tem queda para explosões.
O Harry ia fazendo coisas que não estavam escritas no livro, a Mione seguia as instruções rigorosamente e o Ron parecia um pouco perdido e confuso. Todos pareciam desesperados para conseguir que a poção ficasse perfeita para ganhar a Felix Felicis. Confesso que também queria ganhar a Sorte Líquida, mas, credo!, eles pareciam doidos! Quando olhei novamente para a Mione, até me assustei com o seu estado. Ela estava despenteada e com as roupas num estado um pouco esquisito para o que normalmente estavam.
Ao fim, o Profº foi ver as poções uma a uma e quando chegou à do Harry maravilhou-se por completo.
- Pelas barbas de Merlin! Está perfeita! – disse encantado e o Harry esboçou um sorriso. A Mione fez o mesmo, mas não estava muito feliz.
O frasco foi dado ao Harry sob alguns olhares invejosos dos nossos colegas e de algumas palmas.
Quando estávamos dirigindo-nos para o Salão Principal depois das aulas, uma coruja pousou ao meu lado bicando-me levemente para me chamar a atenção. Estranhei aquilo, normalmente recebia-se o correio no Salão Principal. Peguei no bilhete que estava preso à perna da coruja e comecei a lê-lo.
“Senhorita ,
Agradeceria se fizesse o favor de ir agora ao meu escritório. Preciso falar com a senhorita sobre um assunto de extrema importância que não pode esperar.
Atenciosamente,
Alvo Dumbledore
P.S.: A senha é Rebuçados de Laranja.”
Fiz uma festinha à coruja que partiu satisfeita por ter cumprido a sua pequena missão.
- Pessoal, vão andando. Eu vou só fazer uma coisa e já volto. – eles concordaram e eu corri para o sétimo andar. Quando cheguei à gárgula, pronunciei a palavra-chave e degraus começaram a formar-se por debaixo de mim enquanto eu subia às escadas. Parou em frente a uma porta de madeira que eu abri cuidadosamente.
- Posso? – perguntei só com a cabeça dentro na sala.
- Claro! – disse Dumbledore. Entrei e fechei a porta atrás de mim.
Olhei para o escritório que era grande, mas parecia um pouco mais pequeno devido aos móveis que lá se encontravam. Olhei para as paredes que estavam repletas de quadros dos antigos diretores de Hogwarts que dormiam. Havia prateleiras cheias de livros, alguns antigos e outros mais modernos. Pelo meio havia mesas com objetos fascinantes e no segundo piso, por cima da secretária de Dumbledore, estava um enorme aparelho virado para a janela.
- Por favor, sente-se, . – disse ele cordialmente e eu sentei-me na cadeira em frente de si.
Era impressionante como eu ficava sempre com uma ponta de nervosismo ao entrar naquele escritório. Dumbledore era um bom homem, na verdade, um dos melhores que eu já tive o prazer de conhecer, eu o idolatrava e tinha uma grande admiração por ele. Mas não podia deixar de me sentir um pouco nervosa e curiosa com a situação de estar ali sozinha.
- Como tem passado? – perguntou.
- Muito bem, obrigada! – disse eu. Permanecemos em silêncio. – Hum… Por que que me chamou aqui? – perguntei sem mais rodeios. Senti que ele me fazia um raio-x completo; agora percebia o Harry. Levantou-se e começou a andar pela sua sala. Eu não me mexi; aguardava a sua resposta ansiosamente.
- Eu queria-lhe pedir um favor, . – disse ele de costas para mim.
- E que favor seria esse? – perguntei interessada no porquê de tanto mistério. Ele novamente fez com que o silêncio invadisse a sala. Aquilo era um pouco constrangedor. Dumbledore deu mais uma volta pela sua secretária e parou à minha frente penetrando-me com os seus olhos azuis por detrás dos óculos meio círculo.
- Sabe, há um rapaz que este ano veio para Hogwarts com um enorme problema sobre os seus ombros. Acho que o problema está relacionado com o futuro dele e da sua família, mas não tenho nada afirmado. Penso que é por isso que ele está tão preocupado esse ano. – disse Dumbledore que já não me olhava e estava novamente voltado de costas para mim.
- Onde é que eu entro nessa história toda? – quis saber.
- Eu gostaria muito que o ajudasse a encontrar novamente o caminho certo.
- Está bem! Eu posso tentar. – concordei e só aí notei que não tinha uma das informações mais importante. – E de qual rapaz se trata?
Dumbledore virou-se novamente para mim e eu senti que dali não vinha coisa boa. E de fato tinha razão! Assim que ele prenunciou o nome desse rapaz, fiz cara de enojada.
- Desculpe! Mas eu não acho que o Draco Malfoy precise de alguma ajuda. – era mentira. Eu achava exatamente o contrário. E achei que alguém o podia ajudar, mas nunca imaginei que esse cargo pudesse vir a ser da minha responsabilidade.
- Por favor, não minta. – disse Dumbledore. Eu já devia saber que ele era demasiado inteligente para o conseguir enganar. – Eu vi a sua preocupação no banquete de boas-vindas ao olhar para ele. Corei; se Dumbledore tinha notado e estava tão longe, será possível que um dos meus amigos não tivesse reparado que estava a olhar fixamente para o Malfoy?
Fiquei em silêncio. Ele tinha razão, eu estava realmente preocupada com o Malfoy apesar de não o querer. Se os lugares estivessem invertidos, com certeza, ele não sentiria o mínimo dó de mim e, se conseguisse, ainda tentaria me rebaixar. Mas eu não conseguia evitar que a preocupação subisse até à minha cabeça, talvez por eu ser uma Grifinória. Segundo toda a gente, os Grifinórios preocupam-se sempre com o próximo, seja ele quem for; ao contrário dos Sonserinos que só se vêem a si próprios. Então uma recordação invadiu-me.
Flashback On
- ! – disse a Profª McGonagall.
Eu avancei até ao banco e nele me sentei. Olhei para as 4 mesas que estavam à minha frente. Lufa-Lufa, Corvinal, Grifinória e Sonserina. Eu queria ir para junto dos Grifinórios. A minha mãe e o meu pai tinham sido Grifinórios e duas das pessoas que podiam ser meus amigos daqui para a frente, Hermione Granger e Ron Weasley, tinham sido selecionados para lá. Analisei as contradições que me poderiam levar a não ir para outras casas.
Corvinal: Eu não sou uma pessoa assim tão inteligente para ir para uma casa de pessoas com um QI bastante elevado.
Lufa-Lufa: Eu não sou muito paciente e trabalhadora para ir para essa casa.
Sonserina: Segundo o que os meus pais me disseram, todos os feiticeiros que vão para essa casa são feiticeiros negros. Eu não queria! E também me contaram que são pessoas arrogantes e sonsas. O meu pai disse que se eu fosse para aquela casa não teria mal, que eu poderia não me tornar uma pessoa como eles, mas eu tinha a plena noção que não seria assim. Eu acabaria por me tornar como eles após ter de conviver dia após dia com eles.
E, além disso, eu sabia que se fosse para algumas das outras equipes, deixaria os meus pais desapontados, apesar de eles disserem que não e que o importante era eu ser uma boa feiticeira. Que seja capaz de me proteger do mundo exterior. Mas eu sabia que aquilo não era completamente verdade.
- Hum… Que interessante. – os meus pensamentos foram corrompidos pela vozinha do Chapéu que estava sobre a minha cabeça. – Corajosa, nobre, sangue-puro… Te indico para Grifinória. – eu já ia suspirar quando ele voltou a pronunciar-se. – Mas há alguma coisa. Alguma coisa mais profunda. Portanto… - vez uma pausa. – Sonserina!
E o meu mundo caiu. A mesa verde e prata levantou-se e já ia aplaudir a chegada de mais um dos seus membros (que para mal dos meus pecados, seria eu) quando eu os interrompi.
- NÃO! Eu não quero ir para os Sonserina! Todos menos os Sonserina! – disse eu e a mesa rejeitada começou a cochichar e a olhar-me com desprezo. Reparei que um rapaz loiro de olhos azuis acinzentados, que antes da nossa entrada no Salão Principal tinha chateado o Harry Potter, olhava-me com as sobrancelhas franzidas. Draco Malfoy. Acho que era assim o nome dele.
- Então irá para… - para meu completo desespero interior ele fez uma pausa dramática. Será que era desta que eu ia para os… - Grifinória! – suspirei aliviada e abri um enorme sorriso para a minha nova equipa. Eles bateram palmas e assobiaram à minha chegada. Sentei-me ao pé da Hermione, na diagonal do Ron.
- Já te adoro! Rejeitou os Sonserinos, então, para mim, já é a dona do meu coração! – disse um dos gêmeos ruivos que estava sentado e eu corei levemente. – Fred Weasley e você? – perguntou sorrindo.
- ! – respondi fazendo o mesmo que ele.
A seguir veio o Harry que também passou pela mesma situação que eu.
Olhei para os Sonserinos e dei de caras com aquele rapaz outra vez. Demos um sorriso cínico um para o outro e continuamos a nossa conversa com os nossos novos amigos.
Flashback Off
Afastei esses pensamentos de mim. Eu era uma Grifinória e nada mudaria isso. Tinha sido escolhida e a tal “coisa profunda” nunca tinha dado sinais de vida. Eu não era em nada parecida com uma Sonserina.
- Está bem! Eu ajudo o Malfoy. – estas palavras saíram da minha boca sem o que eu as conseguisse evitar. Parecia que estavam programadas.
- Muito bem! Agradeceria se não contasse sobre esse assunto a mais ninguém. – concordei.
Capítulo 3
“Someday, I’ll be big enough so you can’t hit me”
[Taylor Swift – Mean]
Desde daquele dia em que eu prometi ajudar o Dumbledore, passou-se um mês. Ainda não tinha feito nada para me aproximar de Draco. Era quase que… Impossível! E arrepiante também; só de imaginar-me tendo uma conversa civilizada com o Malfoy dava-me arrepios. Ainda por cima, cada vez que eu ganhava coragem para ir falar com ele, simplesmente ninguém sabia dele. Parecia que se evaporava no ar como se fosse vapor. E o Harry estava ganhando uma obsessão por ele, o que também não me facilitava o trabalho. E também pelo seu livro de poções. Era impressionante como não o largava por nada desse mundo. Eu, o Ron e a Mione ainda tentamos fazê-lo perceber que aquele livro não era assim tão importante, mas eu, pelo menos, acho que nunca fui tão ignorada na minha vida. E para piorar o meu estado de espírito, o meu namorado não conseguia vir visitar. Sentia muita falta do Fred, dos seus beijos, dos seus abraços, do seu bom humor e da sua forma de ver o mundo. Suspirei e continuei a ler o meu livro de Transfiguração. Mas por mais que me tentasse concentrar, não conseguia evitar que a minha mente divagasse para outros lugares longínquos. O que será que o Fred estava fazendo a está hora? Será que estava jogando uma partida com o George a alguém? Ou simplesmente cuidando da loja? Peguei a minha pena e num pouco de pergaminho e comecei a escrever.
“Olá, amor.
Espero que esteja bem. Tenho muitas saudades tuas e gostaria de te ver o mais depressa possível. Sei que deve estar muito ocupado, mas só quero saiba que a minha mente e o meu coração estão aí contigo.
Beijinhos,
”
Esta foi a carta que escolhi depois de muitas tentativas frustradas. Era estranho nem saber o que escrever ao meu próprio namorado. Bem, as outras era quase páginas inteiras, cheias de sentimento, mas não queria que ele pensasse que estava desesperada.
Levantei-me e sai da sala comum dos Grifinórios para ir em direção ao corujal. Já era de noite e alguns alunos que passavam por mim deviam estar se dirigindo para o Salão Principal, para jantar.
- Olá, Cameron! – disse eu para a minha coruja marron com grandes olhos verdes que me encaravam. Fiz-lhe umas festinhas e ela pareceu gostar. – Tenho uma pequena missão para ti. – disse prendendo o papel à sua pata. – Leve essa carta ao Fred? – como se fosse um sim, ela piou e saiu voando, desaparecendo na escuridão da noite.
Foi para o Salão Principal, que já estava um pouco vazio, talvez devido ao horário. O Harry, a Hermione e o Ron ainda estavam lá e me chamaram para sentar perto deles.
- Onde esteve, ? – perguntou a Mione olhando para mim, curiosa.
- Foi mandar uma carta para o Fred. – respondi começando a comer.
- Para o meu irmão? – perguntou o Ron de boca cheia.
- Não, Ron. Para o Fred ali da esquina. – respondi irônica e ele revirou os olhos.
Ficamos em silêncio, apenas ouvindo os burburinhos dos outros alunos que conversavam.
- Acho que ele me disse para te dizer alguma coisa no começo das férias… - disse o Ron captando toda a minha atenção.
- No começo das férias? E agora é que você se lembra, esperteza rara? – perguntei e ele fez uma careta. Era sempre assim. Eu adorava o Ron e ele a mim, mas nunca resistíamos sempre a chatear um ao outro.
- Qualquer coisa sobre não poder te visitar tão depressa e que te ama muito… E tal. Essas coisas de namorado chato, que é o que ele é. – disse o Ron e eu balancei o meu pé para trás e para frente dando-lhe um grande pontapé na perna. – AI! – exclamou ele massageando a parte dorida da perna e fuzilando-me com os olhos.
- O Fred não é chato, é querido e um ótimo namorado! E você devia seguir o exemplo quando arranjare uma garota que te ature. – disse sorrindo para ele que me deu a língua.
Acabamos de jantar e saímos do Salão conversando. Mione dizendo-me alguma coisa sobre o trabalho de Defesa Contra as Artes das Trevas quando eu reparei que um vulto passou pelo outro corredor. Reparei que era um rapaz loiro que tinha passado cheio de pressa e parei naquele momento. Podia ser…
- Já volto! – disse e deixei os outros para trás, perguntando-me aonde ia.
Caminhei cuidadosamente atrás dele. Como tinha pensado, era o Draco que ia à minha frente. E parecia que não queria ser seguido, porque se virava para trás, me fazendo me esconder nos lugares mais esquisitos. Por fim, parou em frente a uma parede, que se começou a mexer e, por fim, se transformou em uma porta. Então era aí que ele se escondia do mundo. Deixei que ele entrasse, depois caminhei até onde ele esteve e fiquei olhando para a parede, pois logo que ele entrou e fechou a porta, ela desapareceu e voltou ao seu estado natural. Repeti mentalmente a frase: “Preciso ver o Draco!” e a porta apareceu novamente. Entrei e caminhei pela Sala Precisa que estava muito diferente desde da última vez que eu tinha lá estado. Avistei-o, virado de costas para mim e mexendo em alguma coisa que eu não conseguia ver. Caminhei silenciosamente para mais perto dele, que parecia não dar pela minha presença.
- Draco… - disse por fim e ele virou-se para mim assustado.
- Você? Que faz aqui? – perguntou.
- Nada e você?
- Você não tem nada a ver com isso! – respondeu ele, arrogante como sempre.
- Sempre tão simpático… - respondi eu. Sentei-me em um cadeirão que lá havia e fiquei olhando para ele que soltou um grunhido de ódio e encostou-se à mesa.
Ele estava cada vez pior. A sua pele estava tão pálida que parecia da cor do leite, a parte mais escura que ele possuía eram as olheiras debaixo dos seus olhos, que estavam um pouco vermelhos na parte branca. Ele tremia enquanto estava de pé.
- Draco… - disse eu.
- Que foi? – respondeu ele com maus modos sem olhar para mim.
- Faz quantas noites que você não dorme? – dessa vez os seus olhos vieram à minha procura.
- Como é que você… - começou dizendo admirado.
- Está tremendo, o que mostra que estás cansado. E os seus olhos estão um pouco vermelhos, o que também mostra que não dorme a algum tempo. – respondi eu e ele continuou me olhando estupefato.
- Não me lembro de ti tão observadora.
- Provavelmente não se lembra de mim como nada a não ser aquele pessoa que odeia. – respondi eu e ele tomou uma expressão séria. Tão séria que me assustou. De repente, semicerrou os olhos e virou o seu corpo totalmente para mim.
- Afinal, o que é que você quer de mim? – assustei-me quando ele começou a atacar-me com palavras.
- Eu só queria falar contigo…
- Já falou! Agora vai embora!
- Draco, você não está bem! Você precisa de ajuda!
- Eu não preciso da ajuda de ninguém! E muito menos da sua pena! Não passa de uma miúda bisbilhoteira que passa a vida a ajudar o Potter! Vá! Desaparece! – quando ele proferia aquelas palavras senti os meus olhos começarem a doer e encherem-se de lágrimas. Como é que ele podia me dizer uma coisa daquelas?
- Eu sou muito idiota… De fato, eu só posso ser muito retardada para me preocupar com um ser como você! Você que não quer saber de ninguém! – meti um sorrisinho superior. Eu estava magoada e queria magoá-lo também. - Tem razão, você não precisa de mim. Talvez seja melhor ir conversar com os seus amigos. Oh, espera… - dei uma gargalhada tão cínica que me assustei comigo mesma. – Você não tem. Sim, porque aqueles a quem você chamas “amigos” só estão contigo por causa do seu sobrenome. Quer dizer, o Crabbe e o Goyle são uns sem cérebro, acho que só precisam mesmo de alguém que os mande fazer alguma coisa, mas acha mesmo que a Parkinson não anda atrás de você por ser um Malfoy? Ai, tenho tanta pena de você. Não passa de um miúdo que tem tanto dinheiro nos bolsos que só atrai amizades falsas. Pelo menos eu tenho amigos em quem posso confiar e tenho um namorado que daria tudo por mim. – ele parecia petrificado. E os seus olhos mostravam tristeza.
Virei costas e sai dali correndo para que ele não visse as minhas lágrimas. E o pior de tudo era que eu sentia-me culpada por ter dito a um crápula tudo o que ele merecia ouvir. Comecei a sacudir-me. Sim, eu sei que é estranho, mas eu sentia a arrogância na minha pele querendo se misturar com o meu sangue e me tornar algo que eu não sou. As lágrimas caiam furtivamente e eu comecei a correr pelos corredores. A minha discussão com o Malfoy parecia me seguir, as palavras se rabatiam com toda a força no meu cérebro, causando-me pontadas de dor. O meu jantar estava me causando náuseas. Todo em mim doía. Eu odiava magoar quem quer que fosse; e ainda por cima, eu acho que magoei o Draco mais do qualquer outra pessoa. Tive um problema sério para dizer a palavra-chave à Dama Gorda, porque os únicos ruídos que saiam da minha boca eram soluços. Quando finalmente consegui dizer “Pelo de Unicórnio”, ela me deu passagem. Entrei na sala comunal da Grifinória devagar.
- , finalme… O QUE ACONTECEU? – ouvi o Harry gritar e senti os seus braços à minha volta. – , fala comigo. – pediu ele, abraçando-me com mais força.
- O que te aconteceu? – ouvi a voz do Ron perguntar.
- Oh, . O que aconteceu? – perguntou Hermione. Eu queria responder a todas aquelas perguntas, mas não conseguia nem podia. Apenas deixei-me ficar ali nos braços do Harry, chorando e soluçando como se fosse a minha única oportunidade de deixar toda aquela tristeza fora.
Capítulo 4
“Now I feel the weight of the world”
[Glee – Get It Right]
Uma semana se passou. O Harry, a Hermione e o Ron ainda me olhavam preocupados, com medo que eu começasse a chorar do nada. Por várias vezes apanhei-os olhando fixamente para mim quando eu não estava tão bem-disposta. Eu lhes disse que estava tudo bem, mas apesar dos “sim, nós sabemos” deles, não acreditei no que diziam. A Mione contou-me que o Ron mandou três cartas ao Fred, pedindo-lhe que viesse cá o mais depressa possível. Perguntei-lhe se tinham contado ao Fred sobre o meu choro, mas eles disseram que não e eu espero bem que seja verdade. O que eu menos quero é preocupá-lo. Sim, eu sei no que estão pensando. E não, eu nem dirigi a palavra novamente ao Malfoy. Na verdade, quase nem o olhei durante esse tempo. E o evitava ao máximo. Na quarta-feira tive a impressão que ele vinha a minha direção, mas antes de ele ter a oportunidade de ficar a 4 metros de mim, dei meia volta e fui embora. Não queria encará-lo, não queria vê-lo, nem queria ouvir a sua voz e as suas palavras que me deixavam para baixo. A única coisa que eu queria dele era distância. E quanto maior ela fosse, melhor seria para mim.
- Sim, Ron! Eu estou ótima! – disse eu, quando o vi de olhos cravados em mim, enquanto andávamos pelos corredores de Hogwarts.
- Hum… Tem certeza? – perguntou ele.
- Não é porque não estou sorrindo que vou começar a chorar! – respondi eu.
- Eu sei, mas… , eu só quero o teu melhor! Sabe que eu te adoro e não quero te ver sofrer. – disse ele parando e ficando frente a frente comigo. Sorri.
- Eu fico feliz que esteja preocupado com o meu bem-estar, mas não é preciso tanto. Eu estou bem. O que passou, passou. – disse eu, colocando a mão no seu ombro.
- O que nós não sabemos porque você não nos contas… - resmungou ele e eu revirei os olhos.
- Já te disse que não posso! – reclamei e ele suspirou.
- Pronto! Está bem, desculpa! – disse ele voltando a andar e colocando o braço sobre os meus ombros, puxando-me para perto dele. – Gosto muito de você, cunhadinha! – disse ele, beijando-me a parte de cima da minha cabeça.
- Oh, também gosto muito de você, cenoura! – respondi e nós começamos a rir.
- Trocando o Weasley pelo irmão, é, ? – aquela vozinha extremamente irritante falou e nesse momento eu soube que o meu auto-controle ia ser posto a prova… Mais uma vez. Sabem aquela pessoa que vocês odeiam? Sim, todos temos uma pessoa que odiamos na nossa vida. Mas quem não odeia ninguém, das duas, uma:
1. ou tem mesmo uma paz de espírito;
2. ou então nunca teve uma Pansy Parkinson na sua vida.
- O que quer, Parkinson? – perguntei calmamente.
- Ora, , ninguém te ensinou que não se deve trair os namorados? – disse ela aproximando-se com mais três pessoas. Os brutos do Crabbe e do Goyle e o Draco… Nem me dignei a olhá-lo, simplesmente o identifiquei pelo rabo do olho enquanto olhava para a Pansy.
- Sim, por isso é que eu não estou traindo o meu! – disse como se estivesse explicando alguma coisa a uma criança de 3 anos. O que não é muito diferente de explicar uma coisa à Pansy, afinal aquela garota funciona a carvão.
- Bem, estar agarradinha ao irmão dele não é muito fiel, não é? – perguntou aquela cabra e eu quis xingá-la de todos os nomes que conseguisse lembrar-me.
- Agora anda controlando quem eu abraço? Eu abraço quem quiser e bem me apetecer e você não tem nada com isso! – que se lixe o auto-controle!
- Calminha, ! Só acho que o traidor de sangue do seu namorado não ia gostar dessa cena. – e pronto.
Sabe aquela vontade enorme de matar uma pessoa aos murros e vê-la sangrar e morrer aos poucos? Ok, eu posso estar sendo muito má agora, mas olhem que vontade de fazer aquilo à Pansy não me faltava! O ódio começou a borbulhar no meu sangue, fazendo-o começar a ferver. Acho que a chama da fúria passou a arder nos meus olhos, porque a Pansy começou a me olhar assustada. Quase que senti a raiva do Ron ao meu lado, que abriu a boca para dizer alguma coisa, mas antes que tivesse tempo, eu dirigi-me à Pansy tão repentinamente e ela não teve tempo de se mexer. Agarrei-a com a mão direita pelo colarinho e meti a outra mão no meu uniforme, retirando a minha varinha e pressionando-a levemente contra o pescoço dela.
- Vamos ver se nos entendemos aqui, cara de bulldog. – a fiz somente olhar nos meus olhos, para ela ver a verdade que continham aquelas palavras. – Há muito tempo que eu ando para te dizer isso e acho que agora chegou o momento certo. – reuni todo o meu controlo espiritual para continuar. – Eu não sou como você. Eu sei muito bem o que você quer com esses comentários. Eu sei que quer que eu te lance uma das Maldições Imperdoáveis e que seja expulsa, porque é esse o seu maior desejo. Se ver livre de mim. Sempre me odeiaste, desde do primeiro dia nessa escola. Mas deixa-me te dizer uma coisa, eu também te odeio e só te quero ver pelas costas. Agora, se falar mal dos meus amigos ou do meu namorado vai se dar muito mal, porque aí eu acabo com a tua raça, que já devia estar extinta há muito tempo. E sabe uma coisa? Eu tenho muito orgulho do Fred! Ao menos, não preciso engraxar-lhe as botas para conseguir que ele me olhe, como você fazes com… - acho que pela primeira vez naquela semana olhei para o Malfoy de boa vontade. O seu olhar era assustado, mas eu não me preocupava nada com isso. Fiz uma careta e voltei e dirigir o meu olhar para ela. - Essa criatura. Sabe por quê? Porque ele me ama e só quer o meu bem-estar. Aposto que nunca ninguém sentiu isso por você! Sabe por quê? Porque ninguém vai amar uma garota que só pensa em magoar os outros. Eles sabem disso e é por isso que não sentem nada por você. O Fred é o melhor namorado do mundo, é a pessoa mais perfeita que você pode encontrar e você tem que lavar a boca e mudar de atitude antes de sequer pensar nele. Portanto, só quando for melhor que ele, é que pode dirigir-me a palavra. – dito isso s larguei, mas fiquei olhando-a. Ela estava aterrorizada e… Triste também. Por momentos, senti-me culpada por ter dito tanta coisa horrível (é, eu sou assim mesmo, nada vai me mudar), mas depois pensei: “Ela mereceu!”. Então dei-lhe um sorriso superior.
- Fico feliz que me defenda. – sussurrou uma voz ao meu ouvido e uma onda de felicidade invadiu-me.
Virei-me para essa pessoa, vendo um lindo rapaz ruivo olhando-me ternamente. Lá estava ele, a pessoa que eu ansiava ver cada minuto que passava, o Fred. O meu Fred. O meu namorado Fred Weasley, perfeito e encantador como sempre. Literalmente, atire-me para cima dele, abraçando-o com alguma dificuldade, visto que ele é bem maior que eu. Senti as lágrimas de felicidade começarem a embaçar-me a visão, enquanto sentia o seu perfume instalar-se em mim. Ele abraçou-me também com muita força como se quisesse fundir-nos num só corpo. O meu coração batia loucamente enquanto sentia as suas mãos passearem pelas minhas costas. Desviei-me, encarando o seu olhar. Depois, sem quase lhe dar tempo de respirar, coloquei as minhas mãos em seu rosto e beijei-o apaixonadamente. Ele respondeu rapidamente, deixando-me ainda mais feliz. Os nossos lábios moviam-se em um ritmo perfeito. Eu me senti tão feliz naquele momento, que cheguei a pensar em ficar ali, mas nós precisamos respirar. Então, nos separei e fiquei de olhos fechados, ainda sentindo o sabor dele nos meus lábios.
- Olá, amor! – disse ele e eu abri os olhos, sorrindo.
- Tive tantas saudades de você. – disse e ele olhou-me com carinho.
- Desculpa, não consegui mesmo vir mais cedo. – declarou ele.
- Aff, tão doce que até enjoa. – disse a Pansy atrás de mim. – Vamos embora. – ouvi ela dizer e passou por nós, acompanhada dos outros três. Olhei para o rapaz loiro que caminhava atrás dela e ele fez o mesmo. Olhou para trás e focou o seu olhar em mim. Os seus olhos acinzentados pareciam queimar a minha pele. E, então eu vi… Eu vi a tristeza que ele sentia. E senti o meu estômago enrolar-se num nó gigante e só me apeteceu vomitar. É sempre assim, sempre que eu sinto-me muito mal por alguma coisa, fico doente. Depois de me deixar naquele maldito estado, ele virou a cabeça para a frente e continuou andando atrás dos outros. A minha respiração estava pesada e o meu coração ainda mais. Eu não sabia porque estava assim por causa dele, mas não conseguia aguentar.
- Amor, está bem? Está muito pálida e tremendo! – voltei a olhar para o Fred, encarando o seu olhar preocupado.
- Estou bem! Não se preocupe! – disse eu e ele fez um ar de desconfiado, mas voltou ao seu sorriso encantador.
- Quer ir dar um passeio? - perguntou ele e eu assenti.
- Mas e o... Para onde é que ele foi? – perguntei referindo-me ao Ron que já não estava lá.
- Ele disse que nos ia deixar mais à vontade e foi embora. – disse ele, puxando-me para ele.
Caminhamos pelo campo de Quadribol. Ele agarrou-me pela cintura e eu abracei-me de lado a ele. Era tão bom estar ali com ele, parecia que nada podia estragar aquele momento, mas como a minha mente gosta muito de gozar comigo, então eu me lembrei dele. O olhar do Malfoy, a mágoa nos seus olhos, a dor e todos os sintomas se repetiram. Agarrei-me com mais força ao Fred, porque senti que a qualquer momento podia cair. As minhas pernas tremiam e minhas forças começavam a sumir.
- , você não está bem. – disse o meu namorado segurando-me com mais força ao notar que eu começava a caminhar mais devagar.
- Eu… eu estou bem. – balbuciei. A minha voz falhava. PORRA, MAS POR QUÊ QUE EU TENHO DE SER ASSIM?!
- Não. Olha para mim. – ele puxou-me para a sua frente e me fez olhá-lo nos olhos. – Você magou alguém não foi?
- Como é que você…
- Eu te conheço muito bem. Para mim é um livro aberto e não pode me esconder nada. – disse ele e eu curvei os lábios ligeiramente para baixo, fazendo uma cara triste e ainda foi pior quando eles começaram a tremer, mostrando que eu podia começar a chorar a qualquer momento. – Você fica sempre assim quando se sente muito mal.
- Eu não queria, Fred. Eu me sinto uma pessoa horrível. – balbuciei e ele puxou-me contra o seu peito.
- Quem foi, hein? Quem foi que você magou? – perguntou ele calmamente e eu hesitei.
- Hum… Foi o… D-Draco. – disse por fim.
- O Malfoy?
- Foi… eu disse-lhe coisas horríveis e… Eu vi que ele ficou magoado. – o meu coração apertou ainda mais. Eu nunca me tinha sentido daquela maneira. Eu queria me matar, me atirar de um penhasco.
- Se você lhe disse coisas tão horríveis, é porque ele te disse pior.
- É… Mas, eu não tinha o direito de o mandar pra baixo daquela maneira. Sinto-me um monstro! – confessei e ele abraçou-me com mais força.
- Não tem que se sentir assim.
- Você não percebe…
- Esquece esse assunto. Vamos aproveitar essa tarde para pensar em nós. – disse ele, depois de um longo silêncio e eu assenti.
Continuamos andando e conversando. Por momentos eu esqueci aquilo tudo. Estar ali com o Fred era a cura para todos os meus males. Mas o pior era que eu não podia ficar ali para sempre, algum dia teria de voltar e encará-lo. Encarar o Draco Malfoy mais uma vez.
Capítulo 5
“So can I have this dance?”
[High School Musical 3 – Can I Have This Dance]
(N/A: Coloque essa para carregar e dê play quando eu pedir, por favor.)
Flashback On
Prendi a parte da frente do meu cabelo, colocando-a para trás, rodando-a e prendendo-a com um grampinho preto. Levantei-me, foi até ao espelho e comecei a observar-me nele. O meu cabelo, o meu vestido azul, tudo me fazia me sentir uma boneca que havia acabado de sair da loja. Eu estava tão arrumada; não era nada meu andar assim. Não é que eu ande sempre mal arrumada, simplesmente estar toda bem arranjada não é uma coisa que me preocupa muito. Mas agora, nem parecia eu ali. Bem, era uma ocasião especial, afinal era um baile. Eu pelo menos tinha que estar apresentável.
- , já está pronta? – perguntou a Mione, saindo do banheiro com o seu vestido rosa e o seu cabelo preso. Depois olhou para mim e sorriu. – Está linda!
- Obrigada! Mas você está mais! – respondi e ela sorriu para mim como forma de agradecimento pelo elogio. – Vamos? – ela assentiu e saiumos do nosso dormitório.
Era o baile do Torneio Tribruxo e todos estavam ansiosos. A Mione tinha sido convidada pelo Viktor Krum, atraindo várias inimizades de garotas que queriam estar no seu lugar. E eu tinha sido convidada pelo Fred Weasley, o irmão do Ron, um dos gêmeos e um dos meus melhores amigos. Já podia ouvir o barulho das vozes de todos os alunos. Lá estavam as escadas que nos dariam a vista para os outros alunos. Eu e a Mione espreitamos, vendo vários pares conversando. Entreolhamo-nos e como se houvesse telepatia, avançamos e começamos a descer as escadas. Senti vários olhares sobre nós e senti que nos olhavam boquiabertos. Quase fiz uma festa quando cheguei ao fim das escadas, eu odeio ser o centro das atenções. O Viktor aproximou-se e beijou a mão da Hermione que lhe sorriu envergonhada, depois levou-a deixando-me ali sozinha. Mas não foi por muito tempo, pois um rapaz ruivo e alto chegou perto de mim de boca aberta.
- , você… Você está… Incrivelmente bonita! – assim que o Fred proferiu essas palavras senti que toda a minha cara começou a arder.
- Obrigada. – disse envergonhada e ele entrelaçou os nossos braços.
Assim que levantei o meu olhar deparei-me com dois olhos acinzentados que me olhavam fixamente. Draco não tirava os olhos de mim, mesmo com a Pansy fazendo de tudo para chamar-lhe a atenção. Ele sorriu e eu não pode evitar não fazer o mesmo. Continuei andando juntamente com o Fred, para irmos ver a dança dos participantes do torneio com os seus acompanhantes.
Fiquei observando os pares que ainda dançavam com um sorriso bobo no rosto. Aquela noite tinha sido tão espantosa, eu mal podia cair em mim. O Fred era tão querido, simpático, engraçado, bonito… Como é que um rapaz como ele podia estar solteiro? Onde é que as garotas andam com os olhos? Tinha-me rido tanto esta noite que até me doía a barriga. Estava no meu pequeno mundo de fantasia até ele ser irrompido por uma voz masculina.
- Está aqui sozinha? – perguntou o Draco ao meu lado.
- O que é que te parece? – perguntei sem olhar para ele.
- Depois eu é que sou o arrogante… - resmungou ele e eu quase lhe respondi, mas depois calei-me.
- E você? Que aconteceu à Parkinson? – perguntei
.
- Não sei! Acho que alguém lhe contou que estava havendo um pequeno escândalo no outro lado da escola e ela foi a correr para ir ver. – a sua voz parecia não dar a menor das importâncias ao caso.
- Uau! Foi deixado! Isso deve ter afetado o seu ego! – ok, eu sei! Eu adoro mesmo provocá-lo!
- Nem por isso! Eu nem queria vir com ela mesmo!
Fitei-o, para avaliar a sua expressão. Ele também olhava os pares que ainda dançavam, com uma expressão vazia. Não mostrava qualquer sentimento. E só depois reparei como ele estava lindo. Vestia um terno preto e uma camisa branca que lhe assentavam perfeitamente bem. O seu cabelo estava perfeitamente arrumado, mas isso já não era novidade, afinal ele anda sempre bem arrumado.
- Perdeu alguma coisa? – perguntou ele com um sorrisinho de gozação.
- Hã…? – eu estava meio destraída naquele momento.
- Está olhando para mim faz uns minutos. – disse ele rindo da cor avermelhada que eu ganhei quando percebi que ele tinha razão.
- Idiota… - murmurei eu, virando costas e começando a olhar na direção oposta a dele. Até que senti cinco dedos se enrolarem em volta do meu pulso, impedindo-me de andar.
- Tenha calma! Não vá! - virei-me para ele não sabendo bem o porquê. O seu olhar era sincero, ele parecia mesmo não quer que eu me fosse embora. Claro que eu podia ter virado costas e ignorá-lo, mas alguma coisa me disse para eu ficar e foi o que fiz. Ele sorriu e estendeu-me a sua mão. – Quer dançar comigo? – assim que ele perguntou isso, eu arregalei os meus olhos. Ele estava mesmo perguntando se eu queria dançar com ele? Quem era ele e o que fez com o Draco? Uau! Isto era muito estranho! Mas, quando dei por mim, já tinha colocado delicadamente a minha mão sobre a dele. Ele puxou-me para a pista de dança enquanto uma nova música começava a tocar. (dê play agora)
Take my hand
Pegue a minha mão
Take a breath
Respire
Pull me close
Me puxe para perto
And take one step
E dê um passo
Keep your eyes
Mantenha seus olhos
Locked on mine
Presos aos meus
And let the music be your guide
E deixe a música te guiar
Ele entrelaçou as nossas mãos e colocou a outra em minha cintura, puxando-me para si. Os seus olhos prenderem-se em mim e os meus a mesma coisa. Coloquei a minha mão vazia sobre o seu ombro e ele sorriu. Aquele sorriso era o mais bonito que eu já tinha visto. Então ele começou a dançar e eu segui todos os seus passos.
Won't you promise (Now I won't you promise me)
Agora quero que me prometa (agora quero que me prometa)
That you'll never forget (We'll keep dancing)
Que nunca vai esquecer (de continuar dançando)
To keep dancing
De continuar dançando
Wherever we go next
Em qualquer lugar que a gente vá
It's like catching lightning
É como ser atingido por um relâmpago
The chances of finding someone like you
As chances de encontrar alguém como você
It's one in a million
É uma em um milhão
The chances of feeling the way we do
As chances de nos sentirmos do jeito que nos sentimos
And with every step together
E a cada passo juntos
We just keep on getting better
Nós só ficamos melhores
So can I have this dance? (Can I have this dance?)
Então, me concede essa dança? (Me concede essa dança?)
Can I have this dance?
Me concede essa dança?
Parecia que estávamos programados, cada passo, cada olhar, cada volta… Parecia que estávamos destinados a estar ali. O resto do mundo para mim já não existia. Na minha mente, só estávamos lá nós os dois a dançar. Então, ele começou a cantar a música, baixo, só para que eu pudesse ouvir, sem nunca tirar os olhos de mim.
Take my hand
Pegue a minha mão
I'll take the lead
Eu vou te conduzir
And every turn
E toda volta
You'll be safe with me
Estará segura comigo
Don't be afraid
Não tenha medo
Afraid to fall
Medo de cair
You know I'll catch you through it all
Você sabe que eu pegarei você todas as vezes
And you can't keep us apart
E você não pode nos separar
(Even a thousand miles can't keep us apart)
(Mesmo mil milhas não podem nos separar)
Cause my heart is where ever you are
Porque meu coração está em onde quer que você esteja
(Cause my heart is where ever you are)
(Porque meu coração está em onde quer que você esteja)
Eu admito! Estava totalmente hipnotizada por ele. Não conseguia desviar o meu olhar, não conseguia perceber o que se passava à minha volta. Estava tonta, mas ao mesmo tempo feliz. Parecia que estar ali com ele era tão certo, tão correto… Ele era a única pessoa que eu queria sentir perto de mim naquele momento.
It's like catching lightning
É como ser atingido por um relâmpago
The chances of finding someone like you
As chances de encontrar alguém como você
It's one in a million
É uma em um milhão
The chances of feeling the way we do
As chances de nos sentirmos do jeito que nos sentimos
And with every step together
E a cada passo juntos
We just keep on getting better
Nós só ficamos melhores
So can I have this dance? (Can I have this dance?)
Então, me concede essa dança? (Me concede essa dança?)
Can I have this dance?
Me concede essa dança?
Entretanto, eu já cantava com ele. Sorri ao dizer as palavras da música que pareciam ter sido feitas para aquele preciso momento. O meu coração batia que nem um louco dentro do meu peito, mas não percebia o porquê.
No mountain's too high
Nenhuma montanha é tão alta
And no ocean's too wide
Nem os oceanos tão amplos
Cause together or not
Porque juntos ou não
Our dance won't stop
A nossa dança não vai parar
Let it rain, let it pour
Deixe chover, deixe jorrar
What we have is worth fighting for
Vale a pena lutar pelo que nós temos
I know I believe
Você sabe que eu acredito
That we were meant to be,
Que fomos feitos um para o outro
It's like catching lightning
É como ser atingido por um relâmpago
The chances of finding someone like you
As chances de encontrar alguém como você
It's one in a million
É uma em um milhão
The chances of feeling the way we do
As chances de nos sentirmos do jeito que nos sentimos
And with every step together
E a cada passo juntos
We just keep on getting better
Nós só ficamos melhores
So can I have this dance? (Can I have this dance?)
Então, me concede essa dança? (Me concede essa dança?)
Can I have this dance?
Me concede essa dança?
Can I have this dance?
Me concede essa dança?
Can I have this dance?
Me concede essa dança?
A música terminou juntamente com a nossa dança. Mas nós ficamos ali, olhando um para o outro, como se ainda fossemos dançar a seguinte. Eu estava inexplicavelmente estranha. Agora que eu voltava a mim e percebia o que tinha acontecido, estava estupefata. De certo, parecia uma estátua olhando para o Draco. Ele sorriu, não sabia que tipo de sorriso era aquele, naquele momento o meu cérebro ainda estava reiniciando todas as operações. Ele separou delicadamente as nossas mãos, mas a que estava na minha cintura ele deixou lá ficar, assim como eu deixei ficar a minha no seu ombro. Então, eu senti a sua mão subir pelo meu corpo, fazendo-me vibrar por dentro e talvez por fora. A sua mão deslizou pela pele descoberta do meu braço e só parou quando chegou à minha mão. Ele pegou nela lentamente, tirando-a do seu ombro e levou-a à boca. Assim que os seus lábios quentes tocaram delicadamente na minha pele fria, eu quase fiquei sem respirar. Eu estava tão estranha; ele estava provocando em mim emoções que eu nunca tinha experimentado. Ele sorriu como antes e fixou o seu olhar no meu. Depois deu um passo em frente aproximando-se do meu rosto. Eu não me desviei, na verdade, eu nem conseguia mexer um músculo. Ele colocou a boca ao pé da minha orelha, fazendo-me sentir o seu perfume forte que só me deixou mais tonta.
- Sabe? Apesar de ser o desastre ambulante que é, até que não dança mal. – ok, eu devia estar vermelha que nem um tomate. Quando viu o meu estado, riu, virou as costas e foi embora.
Eu fiquei ali, o vendo desaparecer sem olhar para trás.
Flashback Off
- ? ! – vi um estalar de dedos à minha frente, fazendo-me sair da hipnose.
- Hã… Sim, Mione? – murmurei ainda a tentar regressar à Terra.
- Estou tem perguntando, a meia hora, por que está a olhar tão fixamente para o Malfoy e está ignorando-me. – respondeu, chateada.
- Eu olhando para ele? Está maluca? – fiz a minha melhor cara de desentendida e ela revirou os olhos voltando a comer.
Automaticamente, olhei mais uma vez para a mesa dos Sonserinos. Ele estava diretamente a minha frente, olhando-me com intensidade. O meu coração começou a acelerar e eu voltei a olhar para o meu prato quase tão cheio como tinha no começo do jantar, levando mais um pouco de carne à boca. Aquela recordação fez-me pensar. Naquela noite, eu tinha conhecido a outra faceta do Draco. A outra parte, que ele não queria revelar ao mundo. Talvez eu pudesse fazê-la parecer novamente.
Capítulo 6
“Time to go down in flame and I'm taking you”
[30 Seconds To Mars – Closer To The Edge]
Draco’s P.O.V
Suspirei. Será que eu mereço isso? O que é que eu fiz de mal na minha vida para merecer um grupo de paspalhos seguindo-me para qualquer lado que eu vá? Ok, isto foi uma pergunta retórica, mas, sinceramente, isto é demais para qualquer pessoa que não está totalmente louco. Apesar de eu começar a duvidar que eu não esteja enlouquecendo. Além de ter a parva da Pansy agarrada ao meu braço como um cão – um bulldog, mais exatamente – agarrado ao seu osso, ainda tenho que ouvir o Crabbe e o Goyle dizerendo as coisas mais estúpidas que uma pessoa pode ouvir. E não, eu não vou nem sequer mencionar o que aquelas lesmas de cérebro estão dizendo, isso poderia prejudicar a boa mentalidade de muitas pessoas, principalmente a minha.
- Já vistes o cabelo da Elizabeth? – comentou a Pansy rindo. – Parece que anda fazendo uma competição com uma vassoura para ver quem tem o cabelo mais horrível! – depois disso deu uma gargalhada tão histérica e alta que me fez ficar surdo nos segundos que se seguiram.
Draco, controle-se! Não tente mandá-la pela janela! Não é necessário tanto!
- Não acha, Draquinho? Draquinho? – perguntou ela repetidamente quando eu a ignorei.
- O que foi? – perguntei entre dentes para não me descontrolar e começar a gritar com ela.
- O que se passa contigo, hein? – perguntou ela com aquela vozinha irritante e estridente que eu já não podia ouvir. Já eram muitos anos aturando a mesma coisa!
- Nada! – respondi olhando para a frente para não ter que ver a sua cara que já me enjoava.
- Oh, eu sei que se passa alguma coisa! Devia me contar! – disse ela e eu respirei bem fundo, reunindo toda a boa vontade e calma que eu ainda possuía.
- E por que que eu haveria de fazer isso? Logo contigo? – perguntei dando um sorriso totalmente falso.
- Porque… ora… nós somos… - ela parecia hesitante. E eu adivinhei o que ela queria dizer (também não era preciso muito. Nem é preciso conhecer a Pansy para saber muito bem o que ela quer dizer). Mas vou explicar para vocês, suas cabeças ocas. Ela está pensando em dizer que somos namorados! Mas se ela dizer isso, eu juro que a dou de comida aos bichos da anta do Hagrid!
- Pansy, não deixe a sua mente vagar, ela é muito pequena para ficar por sua conta. Em vez disso, por que não dá uma volta com ela e me deixa em paz? – perguntei eu e a expressão dela passou a ser de indignação.
- Draco… - disse ela numa voz de profunda surpresa. Mas eu já me estava pouco importando se ela ficava chateada ou não. Já não a aguentava, minha cabeça estava pronta a explodir e se ela não saísse dali rápido, eu podia me descontrolar. Já estava cheio de ouvir as mesmas coisas, fazer as mesmas coisas, sentir as mesmas coisas. Naquele momento, principalmente, só me sentiria bem, se ela e aqueles dois iniciantes a trolls ficassem bem longe de mim. “Ai, tenho tanta pena de você. Não passa de um miúdo que tem tanto dinheiro nos bolsos que só atrai amizades falsas.” As palavras da ecoarem na minha cabeça, deixando-me ainda mais furioso, principalmente, por serem verdade.
- Não ouviu? – perguntei puxando o meu braço para mim, a fazendo largá-lo. – E leva esses dois contigo!
- Mas… - disse ela e eu lancei-lhe um olhar tão mortal que ela ficou branca no momento. Depois virou-se para o Crabbe e o Goyle e os chamou, saindo dali andando bem rápido, saindo totalmente do meu campo de visão.
E finalmente, eu pode sentir, pela primeira vez, o doce sabor da paz a invadir o meu corpo, desde Hogwarts. Comecei a caminhar, completamente ao acaso, desta vez mais feliz. Assim, sozinho, Hogwarts até me parecia melhor, tudo mais bonito. Era tão bom caminhar livre, sem ter ninguém dizendo-me o que fazer ou o que não fazer. Eu precisava de ter o meu próprio espaço, um momento só comigo próprio e mais ninguém. Um momento para pensar em mim e no que eu queria e não nos outros nem no que eles me queriam tornar. Mas eu sabia que este momento não ia durar muito. Eu tinha de avançar nas duas missões que o Você-Sabe-Quem me tinha encarregado, apesar de ambas me parecerem mais impossíveis a cada dia que passava. Como é que era suposto eu matar o Dumbledore? E como é que era suposto eu fazer…
- RONALD WEASLEY! VEM AQUI IMEDIATAMENTE! – ouvi uma voz gritar, vinda do piso abaixo. Dirigi-me para a janela, que estava aberta e espretei, apesar de já saber muito bem quem era. Aquela voz, eu iria reconhecer até se estivesse debaixo da terra! E sinceramente não sei como é que ela consegue atingir agudos tão altos.
Lá em baixo, a alguns metros de distância de mim, estavam um grupo de 4 pessoas. Se você pensou na Granger, no Potter, no Weasley e na , parabéns, seu lado racional ainda está vivo.
- ESTÁ BEM! NÃO É PRECISO GRITAR DESSA MANEIRA! EU NÃO SOU SURDO, SUA CHATA! – gritou o Weasley e os outros rirem, continuando a andar.
Fiquei os observando, enquanto se afastavam, na direcção do campo de Quadribol. Eles deviam ir fazer os testes para a equipe de Quadribol visto que estavam todos vestidos com os tradicionais trajes vermelhos dos Grifinórios, menos a Granger, que vestia apenas roupas casuais. Ah, então sempre era verdade que o Weasley ia fazer o teste para goleiro? Ele gosta muito de fazer figura de parva, né?
Eu olhei para um dos meus problemas, que estava neste momento pendurada nas costas do Weasley, rindo muito alto.
Flashback On
Com alguma dificuldade, sentei-me na cadeira, bem direito, como um tronco de um árvore. Calafrios passavam por todo o meu corpo, arrepiando-me absurdamente e o meu estômago dava nós de nervosismo que só me deixavam mais indisposto. A razão disso tudo? Eu nem sei bem! Simplesmente, estou com um péssimo pressentimento sobre isso tudo. Esta reunião de Comensais da Morte parecia que ia abalar-me. Talvez, porque o próprio Você-Sabe-Quem vinha falar conosco. E eu ali estava sobre os olhares de vários desconhecidos. Ao sentir uma mão pousar no meu ombro, dei um salto na cadeira e por pouco não fiz com que ela fosse para trás, fazendo-me cair com ela.
- Calma, Draco! – disse a minha mãe e eu suspirei aliviado por ser apenas ela. O seu olhar era terno e carinhoso. – Vai tudo correr bem! – percebi que ela também não estava muito convencida disso. Na verdade, ela devia estar quase tão nervosa quanto eu.
Assenti e voltei aos meus pensamentos, tentando ignorar tudo à minha volta. Como é que eu vim parar aqui? Nem eu próprio sei! Desde de que o meu pai foi levado para Azkaban, eu tinha me envolvido muito nesse lado da guerra. Cada vez mais, sabia o que se passava no lado que apoiava o Você-Sabe-Quem, muitos dos seus planos e próximos ataques, apesar da maior parte deles não ser colocada em prática. Mas essa era a primeira vez que eu vinha a uma reunião séria. E eu não estava certo se queria mesmo estar aqui. Passei os meus olhos em volta, vendo quem lá se encontrava. Na realidade, nem conhecia muito gente, tirando a minha tia, os pais do Crabbe e do Goyle e mais alguns colegas de trabalho do meu pai, eram praticamente todos desconhecidos. Alguns olhavam para mim de relance e eu ouvia-os cochichar. Consegui entender a conversa de dois deles que estavam mais próximos.
- Aquele não é o filho do Lúcio Malfoy? – perguntou um homem baixo e meio gordo, careca e com um dente da frente podre, o outro, mais alto e elegante que tinha os cabelos atados num rabo de cavalo. Ele olhou para mim e fez cara de desprezo.
- Sim! Coitado! – para sublinhar, essa última foi dita com muita falsidade na voz. Ele nem tentou esconde-la. Em vez disso ainda riu.
- O que ele está fazendo aqui? – perguntou o careca e eu senti o seu olhar sobre mim.
- Não faço a mínima ideia! – respondeu o outro também, com certeza, com o olhar posto em mim. – Talvez o Lorde das Trevas queira alguma coisa dele. – assim que ouvi estas palavras gelei. E se elas fossem verdade? Se ele me quisesse me castigar pelos erros da minha família? – Mas também o que ele iria quer do membro mais novo de uma família como os Malfoy? Desde que o Lúcio foi para Azkaban, eles estão na miséria. – riu, se juntamente ao outro e eu fechei os meus punhos com força, me segurando para não me atirar a ele. Não seria uma boa reação da minha parte!
- Pois é! Tem razão! Deve estar aqui só enfeite! – disse o outro e continuaram a rir. Eu tirei a minha atenção da conversa deles, deixando que passasse a ser apenas mais um barulho, assim como todas as outras.
Mas, de repente, todas elas pararem abruptamente quando a porta se abriu lentamente, com um rangido prologado e assustador. Nesse momento um vento gelado entrou pela sala e eu arrepiei-me todo. Todos se sentaram rapidamente, enquanto se começava a ver a sua forma. Abaixei a cabeça para não o encarar, apesar de sentir a sua presença gélida e morta instalar-se na sala. Agora eu mal conseguia respirar. Levantei-me juntamente com os outros e fiz uma reverência, voltando-me a sentar em seguida. Senti a mão da minha mãe agarrar a minha fortemente, por debaixo da mesa e finalmente tive coragem de levantar a cabeça. Senti-me congelar por dentro quando o vi sentar-se na cabeceira da mesa e olhar para todos nós.
- Boa noite, meus caros. – a sua voz era aterrorizante. Nós apenas fizemos um gesto com a cabeça e ele sorriu, um sorriso assustador, mas, o que também não era medonho no Você-Sabe-Quem? – Muito bem! Visto que todos estão presentes, vamos começar. Como você sabem, o nosso maior objetivo é capturar o Harry Potter e destrui-lo. – “nosso”? – Só assim estaremos livres de governar o mundo bruxo. Mas, segundo o que me vem parecendo, todas as nossas tentativas acabam horrivelmente mal. – disse ele com a sua voz arrastada. – Então, como poderemos chegar ao Harry Potter agora? Sugiro, em acabar com todos os obstáculos, um principalmente… Alguém sabe a quem eu me estou referindo? – todos ficaram em silêncio por um pouco, olhando uns para os outros, à espera que um resolvesse arriscar.
- Hum… - disse o homem à minha frente, nervoso. – Alvo Dumbledore, talvez?
- Exato! – confirmou ele e o homem fez a maior cara de aliviado do mundo. – Mas como? Como entrar em Hogwarts e matar o Dumbledore? – por alguma razão eu não estava gostando nada do rumo que a conversa estava tomando. – Nós simplesmente não podemos atacar Hogwarts sem mais nem menos! Temos de ser discretos, mas fatais. Então… Vamos precisar de uma pessoa que possa andar pelos corredores de Hogwarts livremente. Sem levantar qualquer tipo de suspeita. E acho que hoje, está aqui presente e pessoa ideal. – assim que ele acabou de concluir a frase, senti todos os olhares sobre mim. Com esforço, voltei a erguer a cabeça, encarando todos os olhos que me olhavam estranhamente e virei-me para ele que também olhava para mim. – Não é, Draco? – prendi o ar nos meus pulmões.
- S-Sim… - disse eu com a minha voz a falhar.
- Então, muito bem visto que ele já sabe o que tem que fazer na primeira parte do plano, posso explicar a segunda. – pera aí… segunda parte? – Na nossa última batalha contra o Harry Potter e os amigos, eu pude ver uma coisa… digamos… que me captou a atenção. Uma pessoa, para ser mais exato. – disse ele e eu franzi as sobrancelhas. De quem é que ele estava falando? – Uma garota que me surpreendeu. Uma tal de… . – assim que ouvi o nome arregalei os meus olhos. A ? – Aquela jovem é mais forte do que aparenta e pode a nos vir a ser muito útil. – disse ele e todos entreolharam-se.
- Mas, Milorde… - disse o homem alto que antes falou da minha família, que ficou com medo quando ele olhar para si. – Segundo ouvi dizer, a família é totalmente a favor do Potter e contra a nossa causa. Será que essa jovem iria trair a sua família e amigos para se juntar nós? – perguntou ele e encolheu-se na cadeira, como se arrepende-se do que tinha dito.
- Eu também pensei nisso e foi aí que arranjei uma solução. – ele novamente olhou para mim e eu senti que dali não vinha coisa boa. – Segundo o que eu sei, muitas pessoas são movidas estupidamente pelos sentimentos. – ele fez uma cara de quem estava dizendo a coisa mais parva de sempre. – Principalmente, vocês, adolescentes. E qual é o que as pessoas acham o mais poderoso de todos? O amor. E é aí que você entra. – ele apontou para mim. – Você vai se aproximar dessa garota e fazê-la apaixonar-se por ti. Depois, vai convencê-la do que o nosso lado é o melhor para ela. – engoli em seco.
Com certeza, que me querem ver morto! Vejo logo que não conhecem a ! Ela é totalmente apaixonada pelo namoradinho, lá, o Fred, o irmão do Weasley. Como esperam que eu faça ela esquecê-lo e apaixonar-se por mim? E pior, como esperam que eu a traga para este lado? E para quê? Por utilidade? Querem mandá-la numa missão para a matarem? Não é que eu esteja preocupado se ela fica bem ou não, mas enfim… Como esperam que ela se apaixone por mim? Ela praticamente me odeia!
- Penso que isso não será um problema muito grande para você. Afinal, segundo o que me contaram, tem várias garotas aos seus pés. Essa não será um problema, pois não, Draco?
- Não, Milorde. – menti eu. Claro que iria ser um grande problema!
- Milorde, desculpe. – minha mãe acabava de falar. Olhei para ela, com medo do que ela podia dizer. – E se o Draco não conseguir?
- Se ele não conseguir nenhuma das duas… bem… Então, toda a sua família terá de pagar as consequências.
Flaskback Off
Ao recordar isso, me deu um aperto no coração. Mas como eu iria matar o Dumbledore e como eu iria aproximar-me da depois da burrada que eu fiz no outro dia? Bolas! Eu cada vez estava mais afogado num mar de problemas que não pareciam ter solução. Olhei mais uma vez para ela que cada vez estava mais distante. Eu tinha de arranjar uma forma de me aproximar dela, custe o que custar.
Capítulo 7
”Till I've finished stealing every piece of your heart”
[One Direction – Stand Up]
Draco’s P.O.V
Sentei-me na bancada, observando o aglomerado de pessoas trajadas de vermelho, que estavam no meio do campo de Quadribol. Só quatro deles é que estavam quietos, os outros pareciam um monte de babuínos saltitantes que lutam pelo alimento. Olhei diretamente para a , que estavam com aquela cara, de tipo, ‘Se eles não pararem, eu vou deixá-los surdos para o resto da vida só com um grito’. Ela devia realmente fazer isso, visto que o inútil do Potter nem jeito para conseguir colocar ordem num monte de adolescentes loucos tem. No final, acabou sendo a Weasley fêmea que colocou ordem no galinheiro e o Potter começou a explicar várias coisas, que como é claro, eu não conseguia ouvir devido à minha distância. Depressa, os testes começaram e eu ainda nem acreditava que o imbecil do Weasley ia participar. Para quê? Com o jeitinho que ele tem ainda vai cair de cara no chão. Sinceramente, que idiota! Ainda por cima, contra o Córmaco! Ele é mesmo muito burro! Desviei o meu olhar para a , que voava agilmente na sua vassoura. Depois, olhei para a concorrência e acabei concluindo que a , mais uma vez, tem o seu lugar de artilheira garantido. Desde do 3º ano ela entrava na equipe, pelo que ouvi dizer, sem a menor das dificuldades. Tenho de admitir que ela é uma das melhores jogadoras de Quadribol que eu já vi. Só é uma pena ela ser dos Grifinórios e não dos Sonserinos!
Sabe aquilo que as pessoas dizem, que quando você está sendo olhado muito tempo, você começa a notar? Pois acho que foi isso que aconteceu, visto que a olhou exatamente na minha direção, com uma sobrancelha franzida. Eu sorri e fiz uma joinha para ela, que desta vez arregalou bem os olhos, como se tivesse visto a coisa mais estranha da vida dela. Ela tirou os olhos de mim, quando eu comecei a rir da cara que ela tinha feito, que tinha sido muito engraçada. Os testes continuaram e eu ainda ali, com os Grifinórios mais perto olhando para mim e sussurrando depois. Provavelmente, achavam que eu era um espião dos Sonserinos, mas mesmo assim, não mexerem um músculo para me tirar dali. Claro! Ninguém vai se meter comigo, eu sou um Malfoy! Ninguém se atreveria a dizer uma palavra contra mim, eles tem amor à vida! Depois de me cansar de ver os paspalhões dos Grifinórios voando de um lado para o outro, olhei em volta, encarando o olhar de um rapaz que fez toda a felicidade que me restava evaporar-se rapidamente. Olhando para mim estava o ridículo do Fred Weasley. Ele estava fazendo uma careta enquanto me fitava, uma cara de enjoado e eu tive a certeza que ele queria me dizer alguma coisa. Mas não liguei para isso, virei meu olhar para a que, com os seus cabelos ao vento, avançava pelo campo de Quadribol contornando tudo e todos facilmente.
Eu estava aborrecido, muito mesmo! Mas, finalmente, vi os jogadores pousarem no chão, rodeando o Potter. Ele começou a dizer algumas coisas e eu esperei ver as reações. Quando ele acabou, alguns dos Grifinórios saíram de cabeça baixo ou fingindo que não se importavam apesar da decepção estar espantada nos seus rostos. Vi a abraçar o Weasley, animada e pude perceber que eles tinham ficado com os lugares, o que só fez o meu queixo cair. Não por causa da , claro, mas sim, pela lesma do Weasley ter conseguido entrar. Mas também, depois daquela falha do grandalhão Córmaco, não me pareceu tão impossível. Eles começaram a sair do campo, conversando animados e eu me levantei, assim como muitos dos Grifinórios que começaram a sair. Saí andando calmamente, enquanto os sem-nada-para-fazer dos Grifinórios ainda me olhavam. Suspirei e lancei um olhar mortal a dois do 3º ano que não tiravam os olhos de mim e não paravam de cochichar. Eles ficaram brancos e apressaram o passo, afastando-se de mim rapidamente.
- Malfoy! – ouvi uma voz chamar por detrás de mim e virei-me. Bufei irritado quando vi quem era. Sério? O que é que este tipo quer?
- É meu nome, não o gaste. – disse eu e o Fred revirou os olhos e parou a poucos metros de distância de mim. Ele encarou-me, e eu fiz o mesmo. Ficamos em silêncio apenas observando-nos. – Afinal, o que é que quer, Weasley?
- Quero saber o que fazia ali. – disse ele cruzando os braços em frente ao peito.
- Oh, pois é! Desculpe, esqueci-me de avisar de cada passo que eu dou. Minha falha. – comentei irônico e depois olhei sério para ele. – Agora sou eu que pergunto, o que é que você tem mesmo a ver com isso?
- Eu tenho tudo a ver com isso. Principalmente, quando você olhou a maior parte do tempo para a minha namorada. – ele fez questão de falar “minha” com mais força que às outras palavras, fazendo-me cerrar os dentes com força. Eu sei que ela é namorada dele! Ele não me tem que lembrar!
- Agora para além de traidores de sangue, os Weasley também são doidos? Boa, vocês estão cada vez melhores. – a ironia persistia na minha voz. – Eu estava lá olhando para a !
- Malfoy, não me tente enganar. Acha que eu não vi? – perguntou ele fazendo cara de nojo para mim e depois apontou o seu dedo na minha direção. – Eu não quero mais queixas dela sobre si, está me ouvindo?
- Do que raio você está falando? – perguntei eu. Mas era claro que eu sabia do que estava falando! Só queria saber o que a lhe tinha contado sobre o nosso grande desentendimento.
- Não se faça de sonso, sua doninha! Eu sei que você andou discutindo com ela, que a tratou mal e que a deixou magoada. Ela chorou na minha frente. Ela chorou! Eu só vou te avisar uma vez, Malfoy, você toca na minha garota mais uma vez e eu acabo com essa sua cara de boneca de porcelana. Se eu vir ou souber que alguma das lágrimas delas se deve a si, eu acabo consigo tão depressa que você nem vai ter tempo de perceber o que está acontecendo. – disse ele e eu senti a verdade ecoar nas suas palavras duras. Olhei-o. Este não era o idiota do Weasley que todos conhecem. Ele estava realmente falando sério.
- Oh, que medo eu estou sentindo de você! – disse fingindo tremer e depois dando um sorrisinho cínico.
- É bom que tenha! Porque se eu saber que você machucou a , pode ter a certeza que nem a sua familiazinha repugnante te vai conseguir salvar. – avisou ele e eu fiquei ali calado, apenas o olhando fixamente.
Acho que nunca vi este tipo tão zangado como agora. Era mais que certo que ele amava a , o que só me dificultava cada vez mais a minha vida. Agora ele já devia ter enchido a cabeça da , para ela não se aproximar de mim novamente e me manter bem longe de si e dos seus amigos, que eu era uma má influencia, um tipo com quem não valia a pena tentar comunicar. Basicamente, lhe deve ter mandado ficar no seu cantinho e sempre que eu me tentar aproximar, fugir correndo, como se eu fosse um Dementor. Cada vez mais me convenço que ele é um idiota nojento!
- Seu idiota! Eu quero lá saber da sua namorada para alguma coisa! Dela eu só quero distância! – afirmei cruzando os braços.
- É bom que assim seja! Se quer distância, se mantém afastado, que é o melhor para todos. – disse ele e ambos demos um sorriso falso para o outro.
Ouvi passos apresados por detrás de mim e de repente, a passava apresada por mim. Ela agarrou o namorado e beijou-o apaixonadamente. Então, uma coisa estranha aconteceu. Senti uma forte dor no peito e na barriga. Foi como se alguém me estivesse lançado um crúcio fraco, mas mesmo assim tão doloroso que me fez soltar um baixo gemido, entre dentes, que só eu pode ouvir. A minha respiração começava a ficar difícil de se realizar, então observava os lábios deles tocarem-se delicadamente um no outro. Eu não estava entendendo o que se estava acontecendo. Era tudo tão absurdamente estranho para mim. Finalmente, eles pararam a troca de salivas e a olhou para mim, franzindo a sobrancelha.
- Interrompi alguma coisa? – perguntou ela, olhando de mim para o Fred que sorriu para ela.
- Não, amor. Eu e o Malfoy já nos entendemos, não é? – perguntou olhando para mim, e fiz cara de cínico.
- Sim, claro! – respondi dando um sorriso, que todos que o visse saberia que era totalmente forçado.
olhou para mim, desconfiada, durante algum tempo e depois virou a cabeça para o Fred que continuava a abraçando de lado. Abriu a boca, parecendo que estava pensando se devia ou não dizer alguma coisa.
- Hum… Sobre o que é que vocês estavam a fa… - perguntou ela ao namorado que olhava para o seu relógio e arregalava os olhos, que a interrompeu.
- Por Merlin! Eu disse ao George que não demorava! – exclamou ele e virou-se para a , beijando-a. – Tenho que ir, amor! Irei voltar o mais depressa que conseguir. Dê os parabéns ao chato do Ron por mim. – e saiu a correr, deixando-nos aos dois sozinhos.
Olhei para ela, que sorria feita boba. Por momentos que se prolongaram, uma raiva enorme despertou, ao vê-la ainda a olhar para o lugar por onde Fred tinha desaparecido.
- Dispense ficar com esse sorrisinho idiota por causa dele. – comentei eu e ela pareceu acordar de repente, de um momento de hipnotismo.
- Hã? – perguntou ela sem entender. Provavelmente só agora é que voltara a dar pela minha existência.
- Estou me perguntando como você consegue namorar um tipo como ele. – disse eu e ela centrou todas as suas atenções em mim.
- Eu o namoro, porque o amo. – respondeu ela e a minha raiva ainda se alastrou mais. Mas tentei manter a calma. Não podia fazer mais cagada, não podia a afastar de mim.
- Pois o que é ainda mais difícil de se acreditar. – comentei eu e ela já estava a começar a ficar com um ar de irritação. Eu devia parar, ia estragar tudo mais ainda. Mas eu não conseguia parar de falar. Não conseguia conter tudo aquilo que me apetecia dizer. – Uma garota como você merece mais que um repugnante traidor de sangue como ele.
A ficou vermelha e avançou até mim, irritada, batendo o pé no chão fortemente. Os seus olhos pareciam querer me matar.
- Não fale assim dele, seu idiota de um raio! – mandou ela metendo o dedo no meu peito e eu ri sarcástico.
- Querida, eu falo assim de quem quiser, quando eu quiser. E, na verdade, eu só estou te ajudando a entender que você pode e merece alguém bem melhor que ele. Afinal, ele é só mais um Weasley nojento. Por que não arranjar melhor? – perguntei eu e julguei que ela ia rebentar de tão irritada que estava.
- Ora, seu… - murmurou ela e vi que a sua mão se levantava em forma de punho, direita para a minha cara. Mas antes que ela me atingisse, eu agarrei o seu pulso, coloquei a minha outra mão na sua cintura e puxei-a para mim, até que os nossos rostos ficassem a poucos centímetros de distância.
Olhei bem dentro dos seus olhos que estavam arregalados com a tamanha surpresa. Podia ouvir o seu coração bater mais depressa o que fez um sorrisinho vitorioso brotar nos meus lábios. Puxei-a ainda mais, juntando totalmente os nossos corpos, diminuindo a nossa distância, deixando-a ainda mais curta.
- Não precisa me atacar. Eu só estou dizendo o que penso. Não há mal nenhum nisso, pois não? – perguntei eu e ela não respondeu, mas eu também não estava à espera disso.
Ela entreabriu a boca para me dizer alguma coisa, mas de lá nada saiu, apenas uns sons não identificados pela humanidade. Desviei os meus olhos dos seus e comecei a olhar para a boca dela que me pareceu tão apetecível naquele momento. Talvez se eu a beijasse, o meu plano poderia começar a dar resultado. Afinal um beijo, mesmo que indesejado, deixa sempre um sentimento em aberto. Podia ser ódio, mas também podia não ser. O que me restava era experimentar para saber.
Aproximei mais os nossos rostos e vi os olhos dela se fecharam, alargando mais o meu sorriso de triunfo. Rocei os nossos narizes um no outro e fui, lentamente, aproximando os nossos lábios. Larguei o braço que tinha tentado me deixar com um olho negro, e logo senti a sua mão gelado no meu pescoço, causando-me um arrepio. Meti também a minha mão vazia no seu pescoço e vi toda a pele dela arrepiar. Isto estava correndo tão bem que até me surpreendi. Mas só um pouco. Afinal, quem é que me podia resistir? Pois, exatamente, ninguém. Quando senti o meu lábio superior roçar ao de leve no dela, parei um pouco.
- Para a próxima vez que tentar me dar um murro, pense melhor. – disse eu e afastei-nos.
Ela abriu os olhos e olhou para mim, em choque. Eu ri e com aceno de cabeça, virei costas e fui embora, deixando-a para trás, com a mesma cara de confusão.
Capítulo 8
“I got you stuck in my head”
[The Saturdays – Chasing Lights]
O que estava acontecendo comigo, com o meu cérebro (se é que ele ainda existe)? Isso era um pergunta para o qual eu agradeceria que alguém me desse uma resposta. Talvez essa resposta também explicasse porquê que não consigo tirar os olhos do Malfoy, em plena aula de História da Magia. Queria ter uma explicação para o meu coração estar batendo tão depressa. Uma explicação para as imagens de ontem não quererem sair da cabeça por mais que eu tentasse afastá-las. Uma explicação para um desejo de acabar o que tinha sido deixado ao meio. Uma explicação para eu querer que o Malfoy terminasse o que não tinha acabado. E mais uma vez, o sentimento de culpa me invadiu, por eu estar, psicologicamente, traindo o Fred. Nenhuma boa namorada, deseja que outro rapaz a venha beijar, né? Eu só posso estar ficando doida!
Por fim, obriguei meus olhos desviarem-se das costas do Draco e se fixarem na folha de pergaminho que se encontrava em minha mesa. Mas por mais que eu tentasse, não consegui evitar deixar os meus pensamentos serem dominados pelas recordações ainda tão frescas de ontem.
Flashback On
- Não fale assim dele, seu idiota de um raio! – mandei, metendo o meu dedo indicador no peito dele. Eu estava ardendo em raiva. Mas de quem é que ele pensava que estava falando? Ninguém fala assim do Fred na minha frente. Eu não deixo! Minha raiva só se tornou maior quando ouvi a sua gargalhada sarcástica.
- Querida, eu falo assim de quem quiser, quando eu quiser. E na verdade, eu só estou te ajudando a entender que você pode e merece alguém bem melhor que ele. Afinal, ele é só mais um Weasley nojento. Por que não arranjar melhor? – perguntou ele e, para mim, foi a gota de água. Com força, fechei minha mão pronta para o fazer sangrar do nariz.
- Ora, seu… - murmurei eu e com determinação, fiz meu punho ir direito na cara dele. Mas ele foi mais rápido e conseguiu segurar o meu pulso antes que eu conseguisse alcançar a sua cara. Depois, só senti uma mão me segurar firmemente na cintura e me puxar para perto dele, até que nossos rostos ficassem a poucos centímetro de distância. Arregalei os meus olhos com o choque. O que diabos ele estava fazendo? O meu coração começou a bater mais rápido; tão rápido que eu até podia ouvir as suas batidas aceleradas. E parece que não tinha sido a única, porque o Malfoy sorriu. Um sorriso que naquele momento de confusão, eu não consegui adivinhar o que significava. Ele ainda conseguiu juntar-nos ainda mais (não sei bem como, pois já estávamos quase totalmente colados). A minha respiração estava descompensada. Eu não conseguia respirar direito, eu tentava puxar o ar, mas ele parecia que, simplesmente, não queria vir ao meu encontro.
- Não precisa me atacar. Eu só estou dizendo o que penso. Não há mal nenhum nisso, pois não? – perguntou ele, o seu hálito a canela embatendo no meu rosto e eu não consegui responder ao sentir aquele cheiro bom.
Claro que eu queria dizer que tinha problema! Que ele estava falando do meu namorado! Que queria que ele me largasse e me deixasse em paz! Mas a única coisa que eu consegui fazer foi entreabrir a minha boca e fazer sair sons, já que as palavras, não passavam da minha garganta. Ele olhou para a minha boca e eu já não sabia o que fazer. Meu cérebro não queria colaborar comigo. O meu coração já batia a 1000km/h. E eu estava ali, ignorando tudo o que sempre achei certo. Esperando que ninguém nos visse, esperando, principalmente, que o Fred não tivesse a brilhante ideia de voltar por alguma razão. O que aconteceria se ele me visse assim, praticamente colada ao Malfoy? Eu não queria nem pensar nisso!
Mas também, não consegui pensar mais, pois o meu lado racional resolveu tirar férias naquele momento. Naquele momento em que ele avançava mais para o meu rosto, fazendo-me fechar os meus olhos. Ele roçou nossos narizes, fazendo-me relaxar um pouco. Senti o meu pulso ficar livre mas logo me apressei em colocá-lo em seu pescoço, e gostei quando senti que ele tinha se arrepiado. Mas o mesmo me aconteceu quando senti a sua mão se colocar delicadamente no meu pescoço. Aquela vozinha lúcida, pelo menos a única coisa dentro de mim que via a luz da razão, gritava: “O QUE RAIO VOCÊ ESTÁ FAZENDO?! VOCÊ TEM NAMORADO E ESTÁ PRATICAMENTE DANDO AUTORIZAÇÃO PARA UM IDIOTA QUE VOCÊ ODEIA TE BEIJAR?! VOCÊ ESTÁ LOUCA?! VOCÊ ESTÁ QUASE DE LÁBIOS COLADOS AO MALFOY! AFASTE-O! PENSE NO FRED! PENSE NO FRED!” Mas eu não conseguia. Meus músculos não se mexiam, estavam paralisados. E eu não conseguia pensar no Fred, nem conseguia ver o seu rosto na minha mente. Nem o seu sorriso, o seu olhar terno, o seu cabelo ruivo… Tudo o que eu amava, nada parecia me querer salvar de fazer uma besteira enorme. Eu estava me deixando levar, estava sendo idiota, uma traidora, mas naquele momento eu não conseguia fazer nada para o evitar. E então senti o lábio superior dele tocar levemente no meu e um desejo de ele juntar os nossos lábios de uma vez se apoderou de mim. Eu o queria tanto naquele momento.
- Para a próxima vez que tentar me dar um murro, pense melhor. – disse ele e o senti distanciar-se.
Não, não, não! O que ele estava fazendo? Não era para me beijar? Então por que parou? PORRA, O QUE ESTÁ ACONTECENDO CONSIGO CÉREBRO?!
E então, lentamente, a culpa me começou a atacar, enquanto eu abria os meus olhos num choque tremendo. Um choque, ao perceber o que se tinha acabado de se passar. O que eu tinha feito? E finalmente, o rosto que eu queria ter visto mais tarde, apareceu repetidamente. O rosto do Fred, com um ar de desilusão, que eu queria ver para conseguir afastar o Malfoy. Boa, agora já vem atrasado, né?
Então, ele virou costas rindo, e foi embora, deixando-me ali, ainda totalmente confusa, sem saber o que tinha acontecido.
Flashback Off
Só depois de afastar estas recordações novamente é que percebi que alguém estava me dando toques com o cotovelo repetidamente, me abanando. Olhei para o lado, vendo o Ron aproximar-se do meu ouvido.
- Finalmente! Ando tentando chamar a tua atenção há minutos! – sussurrou ele para que o Profº não nos ouvisse.
- Desculpa, não dei por isso. – murmurei eu tentando parecer normal para que o Profº não notasse que estávamos a segredar.
- Hum, está tudo bem? – perguntou ele e eu senti meu coração apertar, com o sentimento de culpa.
- Sim, sim! Claro! – respondi eu, nem me atrevendo a olhá-lo. Com certeza, que olhar para o rosto de Ron ia lembrar me do Fred (claro, afinal, eles são irmãos), e na pior das possibilidades, ia fazer alguma coisa errada.
- Sabe, isso não foi confi… - ele foi interrompido quando ouvimos alguém limpar a sua garganta, mesmo à nossa frente, para nos chamar a atenção. Olhamos e só aí percebemos que o Profº estava mesmo à nossa frente.
- Menina , menino Weasley, há algum problema? – perguntou ele e senti todos os olhares sobre nós. – Ou simplesmente a minha aula está atrapalhando a conversa de vocês? – perguntou ele e eu corei.
- Não, Profº., Desculpe. – respondemos nós em coro e o Profº olhou mais uma vez para nós e voltou a dar a sua aula entediante, na qual eu já me tinha perdido na matéria.
Não tentei mais falar com o Ron, talvez por saber que ele ia me fazer perguntas. Mas também não me conseguia concentrar na aula. Fitei o Malfoy e o vi olhar na minha direção, por cima do ombro. Assim que encontrei aqueles olhos acinzentados meu coração voltou a querer sair pela boca e eu senti minhas bochechas arderem. Desviei o meu olhar, tentando esconder o meu rosto, olhando para o lado oposto ao dele. Não queria que ele me visse virar um tomate só de olhar para ele.
Finalmente, o sinal tocou, anunciando o fim da aula, deixando-me muito mais feliz. Se ficasse ali mais um pouco, ainda entrava em colapso nervoso. Já não aguentava ficar fechada naquela sala, tendo que ouvir a matéria chata e tendo que respirar o meu ar com uma pessoa que estava me deixando desconfortável. Suspirei e comecei a arrumar as minhas coisas, enquanto o amontoado de alunos desesperados para sair da sala passava pelo pequeno corredor que havia entre as mesas. Tentei não olhar para os alunos, pois sabia que o Malfoy ia passar por lá e, sinceramente, não estava disposta a olhar naqueles olhos acinzentados novamente. Pude ver, pelo rabo do meu olho, a sua figura vir pelo corredor ao meu lado e tentei parecer muito concentrada em arrumar todos os meus livros. Quando ele passou, pegou na minha mão e depois fechou-a, deixando-me lá alguma coisa. Olhei para os dois lados, para ter a certeza que ninguém nos tinha visto e abri a mão, encontrando um pedaço de pergaminhos dobrado. Abri e comecei a ler a caligrafia que eu reconheci como sendo a do Malfoy.
“Encontre-se comigo à meia-noite, no piso seis, em frente ao armário das vassouras. Preciso falar contigo.
D. Malfoy
P.S.: Tire uma foto, dura mais tempo.”
Corei assim que li a última linha. Porra, ele tinha notado! E por que ele queria falar comigo? O que tinha para falar? Bem, talvez houvesse alguma coisa para falar, mas o caso era que eu não queria. Não o queria olhar, ia recordar tudo o que tinha feito. Possivelmente, ele também ia fazer o favor de me lembrar da minha permissão para ele me beijar. Eu não me queria lembrar disso! Queria apagar isso da minha memória, para não sentir pior do que já me sentia.
- , vem ou quer ficar para a próxima aula? – perguntou-me o Harry e eu guardei o pergaminho amarrotado no bolso e peguei toda a minha tralha, corri até eles. Tentei esboçar um sorriso e parecer interessada em alguma coisa que a Mione diz, mas a minha mente estava muito longe. Estava pensando no que devia fazer essa noite.
Capítulo 9
I just died in your eyes-eyes
[The Saturdays – Died In Your Eyes]
O que eu estava fazendo? Ora, essa sim é uma boa pergunta! Porque eu realmente não sei. Só sei que estou caminhando pelos corredores de Hogwarts, enquanto todos dormem tranquilos nos dormitórios de cada uma das casas. Eu não devia estar aqui, por as mais variadas razões existentes. Mas eu não conseguia voltar para trás. Parecia que uma força maior me estava puxando, empurrando para o que podia ser um dos maiores erros da minha vida, visto que a última vez que eu e o Malfoy ficamos os dois sozinhos a coisa correu desastrosamente mal para o meu lado.
Tentava fazer o menos barulho possível cada vez que um dos meus pés pousava no chão. Eu estava cometendo uma infração e se o Filch me apanhar eu vou estar mais ferrada que porco em matadouro. Na realidade, a hipótese de Filch me apanhar nem pode ser considerada. Ele me odeia! Acho que por ele, eu já estava expulsa de Hogwarts desde do 1º ano. Acho que todo o ódio que ele sente começou quando eu, por total acidente, deixei cair um balão de tintas especial que o Fred e o George me tinham dado, no corredor que ele tinha acabado de limpar – que na verdade, estava brilhando de tão limpo. E para mais, quando o balão caiu no chão apareceram outros que explodem e enchem tudo de tinta. E para piorar, um acertou nele. E, a partir daí, o meu histórico acadêmico de detenções e castigos começou a encher uma gaveta, que penso, agora já deve estar quase cheia. Na verdade, eu devo ser a aluna de Hogwarts com o maior histórico, visto que o Fred e o George já não estudam aqui.
Tentei controlar a minha respiração e me recompor, pois já estava quase chegando ao local onde ele me esperava. Eu sentia-me agoniada, não sabia bem se era pelo nervosismo ou pela ansiedade. O nó no meu estômago faziam-me sentir pior do que eu já estava. O meu coração estava contra mim, pois insistia em bater rápido e sonoramente, impedindo-me de prestar atenção aos pensamentos realmente bons do meu cérebro, que parecia a única parte de mim que não queria que eu estivesse dirigindo-me para aquele lugar. Mas não era ele que devia estar controlando as minhas ações? Então, por que eu não conseguia dar meia volta e voltar para a minha cama?
Finalmente o vi. Estava encostado na parede, olhando pela janela, enquanto a luz do luar que entrava pela mesma o iluminava, deixando-o com uma espécie de… Brilho especial. Tenho que admitir que ele estava lindo! Com aquela expressão tão séria e pensativa.
Avancei até ele, ainda não muito certa do que estava fazendo. Mas agora não havia mais como dar a volta, pois ele já tinha dado pela minha presença e se eu fugisse, nunca me iria perdoar por ter sido covarde.
- Olá! – sussurrou ele simplesmente, quando parei na frente dele. Cruzei os braços na frente do peito e não disse nada. Nem sei se queria falar.
- Por que queria se encontrar comigo? Tem alguma coisa para me dizer? – murmurei eu tentando fazer o meu tom parecer de indiferença e olhando pela janela. Não o queria encarar, ver o seu rosto, olhar nos seus olhos.
- Não. Eu só queria mesmo te ver sem ter de me preocupar se alguém me via olhando para uma Grifinória. – afirmou ele e eu senti uma enorme raiva. Uma Grifinória. Eu sou uma Grifinória para ele? Oh, que bem é saber que ele me compara com uma qualquer, depois de me ter quase beijado! Não sei porque eu estava tão furiosa, apenas sabia que não estava gostando de ser comparada a uma qualquer.
- Você é um grande estúpido! – resmunguei eu, entre dentes, preparando a mais típica das saídas de revolta, quando sinto a sua mão puxar-me o braço, impedindo-me.
- Espera! Não vá! Eu não quero que vá! – disse ele com um tom suplicante.
- Mas eu quero ir! – menti eu. Sim, menti. Eu não queria, nada em mim queria – tirando o meu cérebro suplicava para eu ir dali para fora.
- Não, você não quer! – disse ele e largou o meu braço. Não me virei para ele. Encará-lo neste momento seria um erro que eu não posso, de jeito nenhum cometer. Senti ficar mais próximo e mordi o meu lábio. – Você quer estar comigo tanto como eu quero estar contigo. Você me quer tanto como eu te quero. E você sabe disso. E é isso que te assusta. Porque você tem medo, medo de descobrir que sente mais por mim do que você pensa. Mas não precisa ter medo. Aqui ninguém te faz mal. Eu nunca deixaria. – ele deslizou a mão pelo meu braço, causando-me arrepios por todo o corpo, até chegar à minha mão que ele começou a entrelaçar com a sua.
Fechei os olhos, reuni todo o bom senso e força de vontade que tinha. Virei-me para ele e afastei-o de mim com uma expressão séria e determinada. Ele pareceu surpreendido com a minha relutância aos seus encantos.
E então eu ouvi. Aquele som que não era nada bom, que avisava que os problemas estavam chegando. Assim que reconheci o miar da Madame Norra, a única coisa que eu tive tempo de fazer foi puxar o Malfoy, para nos esconder no armário das vassouras. O que eu acabei descobrindo que não foi uma das minhas melhores ideias. É que o armário era mesmo para vassouras. Muito pequeno e pouco alto, cheio de coisas, cheiro bom… Mas ainda assim, muito pequeno para duas pessoas, que até são grandes. Foi uma sorte eu conseguir fechar a porta, antes de ouvir os passos do Filch aproximarem-se. Olhei para frente e me deparei com o olhar do Malfoy em mim, deixando-me desconfortável. Lá estávamos nós, outra vez, praticamente colados, um ao outro. Ele parecia não se importar e até estar gostando da nossa proximidade. Eu, por outro lado, estava odiando! Desviei o meu olhar, já não conseguia suportar os seus olhos que se fixavam em mim, brilhantes.
O miar aproximava-se, assim como os passos apressados do Filch, fazendo-me começar a congelar e pensar o que seria de mim se ele nos descobrisse. Congelei por completo quando ouvi o miar mesmo à porta e os passos pararem também.
- Está aí? – perguntou o Filch com aquela voz medonha e a gata miou o que devia ser um “Sim” como resposta. – Mas isso é impossível! Este armário é tão pequeno! Este ou o do piso 5… Não, é este! Só um rato cabia lá… Um rato? É disso que você anda atrás? Oh, deixa isso! Anda, vamos continuar a vigia! – disse ele e com um miar chateado (ou eu pensei que fosse) seguiu o seu dono.
Quando tinha a certeza que eles estavam bem longe, suspirei de alívio e relaxei o meu corpo, que até ali estava duro como uma pedra. Depois de um momento de agradecimento, reparei que o Malfoy existia e ainda me olhava. Olhei para a porta, tentando evitar cruzar os nossos olhares.
- Já podemos ir! – murmurei eu e estendi a mão à maçaneta da porta, com a intenção de sair dali, mas antes que eu pudesse alcançá-la, o Malfoy agarrou-me o braço, impedindo-me. Fiz questão de me virar para ele, com um olhar rígido. – O que você está fazendo?
- Te impedindo de ir. – disse ele e eu bufei.
- Mas eu quero ir. Então me larga! – mandei eu, mas ele não se mexeu. Olhei friamente para ele. O seu rosto estava próximo, os seus olhos examinavam cada traço do meu, os seus lábios continham um sorriso matreiro. Fixei o meu olhar no seu sorriso, tentando examinar a sua causa. E então, uma luzinha se fez na minha cabeça. Ele tinha planeado tudo isto! Ele sabia que eu viria! Ele sabia que o Filch iria aparecer! Ele sabia que eu iria puxá-lo para nos escondermos no armário das vassouras! Ele sabia que íamos ficar com um espaço mínimo! Ele sabia que isto tudo ia acontecer! Foi por isso que ele quis que encontrasse-nos ao lado deste maldito armário. O sorriso dele mudou e eu li como se ele disse-se “Brilhante, né?”, o que me deixou a arder na minha própria raiva.
- Seu filho da... – não pode acabar, pois quando reparei o que estava acontecendo, já tinha os lábios do Malfoy contra os meus.
Arregalei meus olhos, completamente chocada! Era impressão minha ou ele me estava beijando? Não, não, ele estava mesmo me beijando! E eu estava paralisada, sem sabendo o que fazer.
Senti as suas mãos pousarem delicadamente na minha cintura e me puxarem para si. Quando a distância lhe pareceu a ideal, ele largou a minha cintura e abraçou-me, segurando-me com firmeza, como para evitar que eu fugisse do beijo repentino.
Mas eu não ia fugir, na verdade, eu devia, mas não queria. Não conseguia sair dali. Não queria me separar dele, não agora. Devagar, fechei os meus olhos lentamente, só o sentindo. A sua língua contornava os meus lábios, delicadamente, pedindo permissão para seguir em frente. Permissão que eu dei, entreabrindo os meus lábios e deixando ele explorar a minha boca. Fiz com que minhas mãos, que até agora estavam pousadas nos seus braços, subissem até ao seu pescoço, onde o puxei mais para mim, quebrando o pouco espaço que existia entre nós. Vou-me internar no St. Mungus! Preciso de tratamento para essa loucura que se está me possuindo. Mas agora, eu não queria pensar nisso, só o queria sentir aqui ao pé de mim. Mas isso não aconteceu…
Flashback On
- Aff, estúpidos trabalhos que me enchem a tarde quase toda! – resmunguei comigo mesma enquanto procurava o Fred. Tinha perdido quase metade da minha tarde, na sala comunal dos Grifinórios, fazendo os trabalhos enormes que os nossos queridos professores mandam, para nos torturar, na minha opinião.
Continuei andando, olhando para todo o lado para ver se conseguia encontrar o meu namorado, que parecia ter fugido para outro país. Já estava me sentido frustrada e pronta para desistir e voltar para à sala comunal quando me deparei com uma cena que vez meu coração travar por completo.
Sim, eu tinha encontrado Fred, mas não como queria. Lágrimas vieram até os meus olhos. Lá estava ele, com os lábios que deviam ser só meus, colados com uma das amiguinhas da Parkinson, lá dos Sonserinos, que me odiava tanto como eu a desprezava. Ela agarrava o seu rosto entre as mãos, como eu costumava fazer quando lhe beijava de surpresa. Esperei que ele a afastasse, mas nada aconteceu. Ele ficou ali parado que nem uma estátua, enquanto ela já metia os braços em volta do seu pescoço e colava os seus corpos. Os meus pulmões esvaziaram e não permitiram mais a entrada de ar. As paredes daquele corredor pareciam começar a aproximar-se de mim, deixando-me, de certo modo, claustrofóbica. Meu Fred. Meu namorado que eu achava perfeito, me estava traindo com uma das garotas mais idiota de Hogwarts.
Pensei em ir lá, separá-los e pregar um murro bem no meio da cara daquela vadia, mas não fui preciso isso para eles darem pela minha presença. Ela separou-os e olhou-me, exibindo um sorrisinho de triunfo. Só passado alguns instantes é que Fred olhou para mim. Primeiro ele me olhou normalmente, como se nada se tivesse acontecido, depois arregalou os olhos, olhou para a piranha à sua frente e passou a língua pelos lábios um pouco inchados, voltando a olhar para mim em seguida.
- … - foi a única coisa que ele conseguiu me dizer antes de eu começar a correr para longe dali.
Eu não devia estar fugindo, afinal, eu não tinha feito nada de mal, pelo contrário, eu que fui a traída no meio dessa história toda. Eu é que estava passando mesmo muito mal, não ele.
Eu corria o mais rápido que conseguia, não sem bem como. Meu coração parecia estar abrindo rachaduras, se partido a pouco e pouco, enquanto cena anterior de repetia sistematicamente na minha cabeça, sendo mais torturante. Se ele queria se quebrar, que quebrasse logo, porque eu já não conseguia aguentar a dor que vinha dele por muito mais tempo. Fred me seguia, gritava meu nome, pedia para eu parar, mas devia estar louco só por pensar que eu ia fazer isso.
Corri tanto que já não sabia onde estava. Podia erguer minha cabeça, saber onde me localizava, tentar me encontrar no espaço e no tempo. Mas as lágrimas não me deixavam ver nada, os meus olhos estavam demasiado inundados para me deixar ver alguma coisa para além de borrões de cores desfocados.
De repente, senti toda a força que me restava nas pernas desaparecer e eu cair no chão, sem mais forças para me aguentar em pé. Sentei-me e meti as mãos no rosto, começando a chorar alto, já que até ali, meu choro tinha sido silencioso. Queria gritar, esmurrar, partir o focinho daqueles dois, ou a outra pessoa qualquer. Queria libertar toda a fúria que envenenava meu sangue.
- … - ouvi a voz do Fred dizer por detrás de mim e com uma força vinda do além, me levantei num pulo, virando-me para ele em seguida.
- O que você quer? – perguntei o óbvio, já sabendo a resposta.
- Te explicar o que aconteceu! – pois, o típico dos homens. Já sabia o que vinha a seguir. Sabia aquela lengalenga de cor e salteado. “Não é o que você está pensando!” ou “Não foi como você imagina!”. Só por ele dizer isso, a minha tristeza desapareceu, me enchendo até ao último vazio de mais raiva.
- Oh, que típico. “Amor, me deixa explicar! Sei que parece mau, mas me deixa explicar que você vai entender!” e depois as gurias ouvem e acreditam nas estúpidas mentiras que pessoas como você contam. – disse eu, olhando bem para ele. Eu queria que ele visse quanta raiva e nojo, eu estava sentindo por ele. – Você me toma por quem? Por uma garotinha desesperada acreditando em tudo que o seu amor diz? Oh, Fred! Você, especialmente, devia saber que eu não sou assim, queridinho. – disse eu dando um sorrisinho.
- Não, ! Eu… - Fred começou a dizer, mas eu o travei.
- Você não entende? Eu não quero ouvir nada do que você tem para dizer! Ia dizer que me ama? Mesmo depois de eu ter visto você beijando outra garota? Fred, não seja burro ao ponto de testar a minha paciência.
- …
- Fred, eu não vou acreditar numa palavra do que você dizer. – disse eu calmamente.
- DEIXA DE SER TEIMOSA E ME ESCUTA, PORRA! – gritou ele e eu recuei um passo. Era a primeira vez, desde do momento em que o conheci, que ele me grita com raiva. Na verdade, acho que ele nunca gritou comigo. O que só me deixou com mais raiva ainda! Ele pensava que estava a gritar com quem? – Eu não sei como eu fui parar ali, eu não sei porque estava com a Brittany, eu não sei porque eu a beijei e não afastei. Eu juro, eu estou falando sério. – disse ele e eu gargalhei. Uma gargalhada sarcástica e sem emoção nenhuma que nem eu sabia que conseguia dar.
- Oh, espera! Era para eu acreditar? Sinceramente, você até me desilude, Fred! Pensei que me conhecia melhor que isso. – disse eu. – Eu não vou acreditar. Eu não acredito em nada do que você me dizer. E começando a duvidar de tudo do que você já me disse. Provavelmente os “Te amo” nem foram verdadeiros, né? – perguntou e me arrependi no mesmo momento. Ele avançou até mim e me segurou fortemente no braço, me encarando com uma cara que continha um misto de tristeza e fúria.
- NUNCA, JAMAIS, VOLTE A DIZER ISSO, ESTÁ ME OUVINDO? EU SEMPRE TE AMEI, AINDA AMO E AMAREI PARA TODO O SEMPRE! – gritou ele, olhando dentro dos meus olhos.
- Me larga! Não me toque! – disse eu, tentando retirar sua mão do meu braço, mas ele sempre foi mais forte do que eu e me apertava cada vez com mais força. – Você está me machucando! – assim que eu disse isso, ele me largou por completo e suspirou fundo, se acalmando.
- , por favor! Eu estou dizendo a verdade! – disse ele sem me olhar.
- Não, não, não! Agora você vai me ouvir! Você me traiu e agora vem aqui me dizendo que aquilo que eu vi não foi o que eu penso? Para quê? Para eu voltar para os seus braços e me magoar mais? Não, vai esquecendo isso.
- PORRA! LARGA DE SER TEIMOSA!
- EU NÃO ESTOU SENDO TEIMOSA, EU ESTOU SENDO REALISTA!
- ESTÁ SENDO IDIOTA!
- QUEM PENSA QUE ESTÁ CHAMANDO IDIOTA?
- A VOCÊ, QUE NÃO PERCEBE QUE EU TE AMO!
- VOCÊ NÃO ME AMA!
- EU AMO SIM! SEMPRE AMEI!
- MAS EU TE ODEIO AGORA! – gritei já doida e vi a pior imagem da minha vida. A imagem que eu nunca pensei ver, vindo da pessoa que vinha. O Fred, sempre cheio de alegria, sempre a sorrir, agora começava a chorar. Por minha causa! Foi como se o meu chão desaparecesse por debaixo dos meus pés e eu caísse no buraco negro da culpa que começou a me consumir.
- Não, ! Não diz isso! Você não me pode dizer isso! Eu te amo! E eu sei que você me ama também! Não diz que me odeia! Eu não consigo suportar isso… - pediu ele e eu comecei a chorar com mais força.
- Não, Fred. As verdades são para ser ditas! – disse eu, tentando parecer o mais segura possível, mas na verdade eu estava me sufocando por dentro. Como eu era capaz? Não, não! Foco, não se deixe convencer por aquelas lágrimas de crocodilo.
- Não, ! Eu te peço! Eu te amo demais! Meu coração não aguenta tanto sofrimento! Eu não te quero perder por uma coisa que eu não fiz! Por favor, ! Você é tudo para mim! Você tornou-se minha razão de viver… Ou melhor, você se tornou minha vida. Como é suposto viver sem minha vida? Eu não consigo, eu não posso… Não te posso perder, . – murmurou ele e eu me sentia tão mal que me queria matar naquele preciso momento.
- Você não vai perder… - disse eu e ele abriu um sorriso. – Você já perdeu! – disse e virei costas e fui embora, deixando, minha vida também para trás.
Flashback Off
Como acabou? Dois dias depois, ouvi a Brittany contar à Pansy que tinha lançado um feitiço hipnotizante ao Fred, para ele a beijar. O que fiz? Foi a correr falar com ele, pedindo mil perdões, dizendo como era uma idiota e pedindo para ele me aceitar de novo mesmo sendo a idiota que era. O que ele fez? Hesitou, mas acabou por deixar a sua vida entrar de novo nos seus braços.
E agora? O que eu estava fazendo? Traindo, o homem que eu acusei de infiel. A ironia, né? Só que eu, ao contrário do Fred, sabia muito bem o que estava fazendo, quem estava beijando e deixando beijar. Afinal, que tipo de pessoa sou eu?
Com estes pensamentos, tomei toda a força que tinha e com as mãos no peito do Malfoy o afastei de mim o mais possível.
- Não, não, não… - murmurei eu, repetidamente.
- O que aconteceu? – perguntou ele depois me olhou preocupado. – , você está chorando? Você está bem? Pelas barbas de Merlin! Para de falar não e me diz o que está acontecendo! – pediu ele e eu apenas o encarei.
Abri a porta e sai dali andando depressa e depois, correndo para o dormitório de onde eu nunca devia ter saído.
Continua...
N/A: Oii, gente! Desculpem a demora, mas chegou!
Ok, primeiro, por favor, um minuto de silêncio pela morte da minha criatividade (se é que ela existiu alguma vez) ::::::::::::::::::::::: obrigada! Sério, não gostei nada deste cap. Não ficou nada como eu queria, nada. Na minha cabeça estava muito melhor, mas aqui... Vish, que horror! Eu escrevi, apaguei, voltei a escrever, pensei no Flashback, escrevi, voltei a apagar, apaguei tudo... Ok, vocês já entenderam. Mas como eu já estava ficando com raiva e já não podia ver à frente este cap., olha mandei. Desculpem! Mas beijar o Draco foi bom? Hum... Mas coitadinho do Fred, eu própria fiquei com pena. Bem, e o Flashback? Só gostei dos gritos sinceramente kkkk'
Bem, eu vou começar a responder aos comentários. Eu já era para ter respondido na N/A anterior, mas esqueci kk' Ok, aqui vai.
Minha linda (lê-se: Adriele Leal): Eu sei que já falei consigo sobre os caps anteriores, mas enfim... AINDA BEM QUE GOSTOU, AMOR! E deste, será que vai gostar? Sei que tá mau, mas sério, eu me esforcei muito para fazer o melhor possível. E sente-se lisonjeada? Eu que me sinto lisonjeada por ter você como leitura! Te amo <3
Cryslaine e Karine: Aqui está att (eu as desiludindo em 3... 2... 1...) Para a próxima, prometo que vou tentar fazer melhor. Desculpa às duas!
E um comentário mais antigo: Marcela: Se alguém estivesse copiando alguém, seria eu, pois ela já tem a fic há muito tempo. Mas eu não estou copiando. Eu admito que o princípio tem algumas parecenças como a missão da "você", mas o rumo que a história está a tomar é completamente diferente do BLLL. Eu já li essa fic e há várias diferenças entre ela e a minha fic. O rumo da minha fic é diferente e não vai ser o mesmo que a fic BLLL. Na minha a personagem principal, está em Hogwarts desde do 1º ano, e na BLLL só entrou em Hogwarts naquele ano. Segundo, na minha, o Fred é namorado da personagem principal há anos. Na BLLL, eles só começam a namorar depois. Na minha, ela não sabe nada do que vai acontecer. Na BLLL, mesmo com o feitiço, ela começa a sua lembrar de tudo, do que vai acontecer, do que aconteceu, quem é quem... E para além do mais, na BLLL, ela faz magia só com as mãos, mas a minha mãe. É preciso a varinha. Enfim, a única coisa que eu acho bastante parecida é mesmo a missão que o Dumbledore dá, mas na minha, como pode ver, a missão já quase não existe. Ela está se aproximando do Malfoy instintivamente. Pronto, eu espero que perceba. Eu não estou plagiando, há várias diferenças.
Pronto, era só isto, se eu não me esqueci de nada. Ah, e a capa (eu não sei se já vai estar cá nesta att) é a 1º. É, olhando melhor, é a que me parece melhor.
E só para terminar, aqui está outras coisas.
Minhas outras fics:
Back To The Past (McFly/Andamento)
Eyes Open (McFly/andamento)
Pode me encontrar:
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Beijos a vocês e participem na iniciativa de deixar uma autora feliz com comentários :D
Nota da beta: Qualquer erro nessa fanfic é meu, não use a caixinha de comentários, avise-me por email. Obrigada. Xx.