
3ª Guerra Mundial
Capítulo 1 - O que falta na vida de vocês?
- Não foi tão ruim assim, foi? – perguntou , com um sorriso no rosto de satisfação quando iam saindo de uma sala cheia de quadros com pinturas abstratas. Ela tinha convidado – lê-se obrigado – suas amigas, , e a participar de uma convenção de artes, em que o quadro que ela havia pintado estava sendo exposto.
O lugar era um grande edifício bem decorado. Uma energia de arte. Tinha ocorrido tudo bem, a não ser pelas chatices de artistas, que falavam o tempo todo.
- Foi simplesmente horrível! – a garota ao lado disse em um tom bem real.
- Está brincando, não é ? – sorria fraco.
- Sim, sim – sorriu – Não fique tão insegura, querida. Foi bem legal...
- Obrigada – agora parecia ter passado de um susto.
Um homem de pele avermelhada, olhos castanhos escuros e com roupas extremamente largas chegou perto e murmurava algo incompreensível para uma multidão atrás delas e depois pareceu encará-las.
- Venham vocês também... Vamos, vamos... – ele repetia aquilo constantemente, puxando o braço de delicadamente, fazendo a garota dar gritinhos e olhar assustada para as amigas, que a seguiram junto com a multidão.
- M-mas já estamos indo embora, moço. – tentava explicar ao homem, que parecia não lhe dar ouvidos, apenas a conduzia até a outra sala no mesmo andar.
Entraram numa sala que tinha um tom místico. Um cheiro de incenso invadia o cômodo inteiro. Velas, luzes, e algumas pessoas falando. Na opinião de , a música que tocava na sala era indígena, mas achava que era indiana e só se discutia sobre isso. Parecia que ali haveria algum tipo de ritual, não identificado pelas garotas.
O homem soltou que correu rapidamente até as amigas.
- Que diabos esta havendo aqui? – perguntou assustada, mas não obteve resposta.
- Pelo amor de Deus Tom, controle a Giovanna – Dougie sussurrou com o garoto, que via a namorada fazendo algum tipo de reza há alguns metros deles.
- Não tenho culpa se ela trouxe a gente num tipo de centro espírita, Dougie – Tom respondeu no mesmo tom que Dougie, fazendo Harry e Danny soltarem risadinhas.
Giovanna parecia ter parado com o tipo de reza e chegou perto dos meninos.
- Vem Tom, aqui do meu lado – ela puxou a mão do garoto – A meditação vai começar – disse fazendo Tom olhar assustado para os garotos que o seguiram com pontos de interrogação estampados em seus rostos.
- Façam um círculo e sentem-se no chão – disse o mesmo homem que havia puxado e suas amigas - A meditação do Ser irá começar! Homens de um lado, e mulheres do outro – exclamou.
- Eu não vou fazer isso – dizia como uma criança teimosa.
- Que diabos estou fazendo aqui meu Deus... – murmurava .
Mesmo hesitando por um tempo, as garotas fizeram o que o tal homem mandara.
- Fechem os olhos, por favor – o homem murmurou. Ele tinha cabelos compridos e pretos, era muito parecido com um índio americano. Bom, talvez ele fosse mesmo.
- Agora mais essa – sussurrou – Não vou fechar meus olhos coisa nenhuma.
- Estou com medo - sussurrava.
- Que coisa mais ridícula – murmurou .
- Meninas, pelo menos respeitem – disse olhando atentamente para o homem. Ela estremeceu, porque uma grande janela de vidro revelava uma forte tempestade lá fora, e a sala parecia um pouco mais escura.
- Giovanna, venha para esse lado – o homem disse abrindo os olhos indicando o lado das mulheres para a garota e logo depois os fechando de novo. Quando a viu se posicionar para algum lugar perto de uma moça que ela não fazia idéia de quem era.
- Isso é uma piada – Dougie sussurrou quase rindo – Ele conhece a Gio.
- Namorada mais maluca, Thomas – Danny sussurrou dando risadinhas baixas.
- Dudes, respeitem, por favor – Tom disse num tom quase irritado.
- Por favor, peço silêncio... – o homem murmurava.
- Meu Deus... É a Giovanna Falcone – observou a garota se posicionando perto de uma mulher que estava ao seu lado.
- Me belisca, que ali na frente está o Harry Judd – sussurrou para não dar um grito.
- Parem de brincadeira – disse num tom irritado, porém posicionando seu olhar na direção de onde sua amiga olhava e abriu a boca de espanto. O que o McFLY estava fazendo ali?
- Peço que não abram, de maneira nenhuma, os olhos – o homem disse mantendo seus olhos fechados. Um tempo depois começou a tocar um tipo de mantra. A música era suave. Todos fecharam os olhos e relaxaram.
As luzes do lugar começaram a piscar. As pessoas pareciam muito concentradas.
- Vamos nos imaginar em algum lugar que vocês gostariam de estar, um lugar de sonhos. Peçam agora, algo que vocês queiram muito para a vida de vocês. Algo que pareça impossível. Algo que vocês queiram a muito tempo. - continuou o homem.
sorria. Sua vida era praticamente perfeita. Era uma pintora quase famosa. Muitas pessoas apreciavam seu trabalho. O que mais ela iria querer? Sorte no trabalho já tinha. Sorte no amor? Ela não tinha muitos namorados.
- Dougie Poynter - sussurrou. Parecia meio sonho de fã, mas não sabia o que queria naquele exato momento.
Ao lado dela parecia confusa. O que realmente queria? Era uma pergunta que ela não fazia há alguns anos. Era uma modelo bem paga. Aparecia em várias revistas. Desfilava para muitas grifes de Londres. Tinha uma família unida. Amigas perfeitas. Casa, carro... Só não tinha...
- Harry Judd - sussurrou sorrindo. Depois abriu os olhos para encarar seu pedido em sua frente. Talvez ele pudesse mesmo se realizar.
Ao seu lado coçou a cabeça. Já tinha tudo! Não todas as coisas do mundo. Mas tinha tudo que precisava. Ela era atriz. Fazia um papel numa série conhecida por poucas pessoas. Mas ainda assim fazia o que gostava e era isso que importava. Tinha uma queda por John Knight. Ele fazia a série junto com ela. Pensou em como estava perto dos dois fazerem uma cena de beijo e sorriu. Depois lembrou que Danny Jones estava exatamente na frente dela e abriu um largo sorriso. Danny Jones? Ah, por que não?
- Danny Jones - sussurrou. Já pensou se alguém ouvisse? Mas, ainda bem que estava ao lado de , que era a única nem tão concentrada. Pensou um pouco em seu trabalho, tinha um restaurante em Londres que às vezes dava dor de cabeça. Ficou desconcertada pelo fato do McFLY estar ali, e ainda por cima a namorada de Tom Fletcher. Pensou por um momento em pedir ele. Soou um tanto piegas. Mas que mal faria tê-lo em sua vida?
- Tom Fletcher - sussurrou.
O índio abriu seus olhos e viu um tipo de manchas brancas flutuando entre os corpos de oito pessoas presentes.
- Mas isso não pode estar acontecendo – disse.
- É inverno. Chuva é normal nessa estação – sussurrou ao ouvir o comentário do homem. Ela não via nada de manchas. Pensou que ele comentara sobre a chuva que estava lá fora.
Logo após terminaram a meditação, todos abriram os olhos. Alguns pareciam aliviados, outros sorriam e conversavam sobre sua experiência. As meninas estavam estáticas encarando os quatro ingleses a sua frente. O tal índio passou por eles com uma sobrancelha erguida murmurando algo como “Boa sorte, vocês precisarão...”.
Ficaram com pontos de interrogação estampados nos rostos.
- Nunca mais Tom, nunca mais... – Danny dizia esfregando o rosto e indo em direção à porta de saída.
Giovanna agradecia ao mestre e logo depois foi em direção de Tom.
- Amor, o que achou? – sorriu.
- M-muito... Incrível – ele gaguejou não sabendo o que falar – Quer dormir lá em casa está noite?
- Claro, claro, vamos lá – ela sorriu radiante entrelaçando o braço na cintura dele e saindo do local. Dougie e Harry fizeram o mesmo conversando sobre a experiência maluca. Agora eles não se sentiam muito bem.
- Meu Deus... – essa deveria ser a quinta vez que dizia isso. Ainda estava estática por ver o McFLY.
- Eu sei... Eles estavam aqui e... – não conseguia nem terminar a frase, começou a se sentir meio enjoada.
- Meninas, vocês podem dormir lá em casa? – perguntou levando a mão ao coração – Não estou me sentindo muito bem para dirigir até a casa de cada uma.
- Ah, tudo bem , podemos sim – respondeu – Também não me sinto bem.
- Bom, então vamos... – disse, pois não conseguia dizer mais nada depois da estranha noite que tivera.
Saíram da sala apoiadas umas as outras. O índio as seguiu com um olhar. Ele sabia muito bem o que haveria depois.
- Acho que vou ter pesadelos à noite – disse, logo depois bocejando.
- Vamos dormir juntas! – exclamou deitando na grande cama de casal de .
Tinham visto um filme qualquer e comido algo. A dor não tinha passado. Parecia que uma parte do coração estava sendo retirada. Elas riram com esse exemplo de . Conversaram um pouco e minutos depois só se via as quatro estiradas na cama.
Capítulo 2 - E a guerra começa...
DANNY'S POV
Nossa, que peso é esse em cima de mim? Não me lembro de ter dormido com ninguém ontem. Whathever... Hm...Tomara que seja bonita, mas não importa, contanto que ela seja gostosa. Wooooou, três? Nossa, essa eu preciso esfregar na cara dos dudes. Calma, deixa eu alisar a cabeça dessa beleza. Nossa, ela deu um grito como se estivesse vendo o Michael Jackson como zumbi em Thriller.
FIM DANNY'S POV
Danny viu a garota gritar e se levantar imediatamente da cama. Agora ele estava se sentindo estranho.
- Que diabos está acontecendo aqui? QUEM SÃO VOCÊS? - Tom gritou e rapidamente levou a mão a boca ao ver como sua voz saiu diferente.
- Eu sou o Dougie - o outro gritara - Quem é você e o que fez comigo? - ele agora observava o corpo onde estara.
- O QUÊ? DOUGIE? M-M-MAS COMO ASSIM? - Danny gaguejava.
- O QUE ACONTECEU? ALGUÉM ME EXPLICA PORQUE DIABOS EU ESTOU NO CORPO DE UMA MENINA? - Harry, por sua vez, berrou.
- O QUÊ? - Tom berrou mais alto ainda, achou aquilo um absurdo.
- E-então quer dizer que... Você é o Harry? - Dougie disse olhando para a garota a sua frente.
- Sim, e quem são vocês? - ele perguntou tentando saberem que corpo seus amigos se situavam. Os caras se apresentaram meio trêmulos, afinal, estavam em corpos de mulheres.
- Como isso ocorreu? Digo, pode ser um sonho! - Tom palpitou fazendo Danny beliscá-lo - Outch! Está bem. Não é um sonho - ele respondeu alisando o braço.
- Lembrei do filme 'Sexta-feira Muito Louca' com a Lindsay Lohan. É exatamente isso que está ocorrendo - Harry disse pensativo.
- Dude, isso NÃO pode estar ocorrendo - Dougie berrou.
- Alguém sabe quem são essas meninas que estamos no corpo? - Tom perguntou ignorando o desespero de Dougie.
- Elas estavam ontem na meditação, ficaram encarando a gente por um bom tempo - Harry respondeu e passou a olhar o quarto. Pegou em um album rosa de fotos e o abriu, tinha peguenas fotos coladas. - 'As melhores amigas do mundo todo...' - ele leu alto e os demais prestaram atenção.
- O que é isso? - Danny perguntou pegando da mão de Harry - '10 de julho de 2008. , , e ' - ele leu.
- Estou no corpo dessa - Dougie apontou para a mais sorridente da foto.
- Se estamos no corpo delas... - Harry começou.
- Obviamente elas estão no nosso corpo! - concluiu Tom.
xX
- Tom... Querido... – Giovanna sussurrava ao pé do ouvido do garoto.
abriu os olhos, deixando-os semicerrados e quando viu a imagem de uma mulher deu um pulo da cama.
- Mas que diabos está acontecendo? – ela gritou – Ah, meu Deus, o que eu estou fazendo aqui? – ela observou Giovanna sentada na cama só coberta por um lençol, parecia estar nua e sentiu que ia desmaiar ali mesmo. Como assim? Ela não podia ter dormido com uma garota. O que é isso? Ela gostava de garotos... Não gostava?
- Calma Tom...
cambaleou para o lado. Tom? Ela o chamara de Tom? Era ! Seu nome era . Aquela era Giovanna Falcone?
- Calma? MEU NOME NÃO É TOM, VOCÊ É LOUCA? GIOVANNA? GIOVANNA? – ela percebeu que era mesmo a garota. Namorada de Tom Fletcher, o cara que ela mais venerava na vida, o que diabos estava se passando na terra nesse momento?
- Sim, sou eu Tom – ela disse simplesmente, estranhando tamanho alvoroço da parte dela.
- Já disse que meu nome não é Tom. Sai da minha casa agora, pelo amor de Deus. – ela gritava descontrolada quando percebeu que estava nua e que aquele corpo nem de longe era o dela. – O QUE É ISSO? EU ESTOU SONHANDO? MEU DEUS! CADÊ AS MINHAS ROUPAS? QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO?
- Sua boxer está aqui, amor – Giovanna sorriu maliciosa rodando uma boxer do Super-Homem. pulou em cima dela e arrancou-lhe a boxer com agressividade indo a direção de um banheiro que havia no quarto.
- Quando eu sair desse banheiro eu não quero te ver aqui entendeu? – ela gritou antes de fechar a porta. Correu imediatamente para um espelho e viu a imagem de Tom Fletcher refletida nele. Um cabelo louro bagunçado que não era dela. Uma tatuagem de estrela que não era dela. Uma covinha que não era dela. Olhou para baixo... AQUILO definitivamente não era dela. Vestiu rapidamente a boxer. Bateu na cara várias vezes para ver se era um sonho, mas nada parecia mudar. Lavou o rosto desesperadamente fazendo com que ele ficasse vermelho de tanto que ela esfregasse. Não podia aceitar aquela idéia. Começou a chorar desesperadamente, e saiu do banheiro, vendo uma Giovanna assustada e já vestida.
- Por que ainda não foi embora? – ela gritou.
- Thomas, o que está acontecendo? Você está chorando? O que foi? – a garota perguntava chegando perto de .
- N-nada – ela gaguejava. Era ali, mas Giovanna via Tom e ela estava desesperada com aquela situação – Gio, vai embora por favor...
- Mas depois você vai me procurar pra explicar essa explosão? Por favor! – Giovanna implorava. Não estava entendendo nada.
- T-tudo bem... Tudo bem – murmurou – Por favor, me deixa sozinha. – ela soluçou. Giovanna nem percebera o jeito feminino com que seu namorado falou, apenas se retirou do quarto bastante abalada.
se jogou no chão, chorando. O que ela faria agora? Acabara de acordar no corpo de Tom Fletcher. COMO ASSIM ELA ERA TOM FLETCHER? Deu um grito desesperado.
xX
"Whooooau! I feel good, I knew that I would now...I feel good..."
acordou assustada, caindo da cama.
- Outch – murmurou – está tendo um ataque James Brown tão cedo... – ela pensou se levantando e indo em direção ao banheiro.
- Nossa, estou tão alta... – ela pensava – Sinto que o dia vai ser lindo... – ela foi até um espelho e ergueu uma sobrancelha ao se deparar com uma imagem familiar – Estou até vendo Harry Judd na minha frente... – ela foi esfregar o rosto e viu que a imagem fazia o mesmo. Não era Harry Judd. Era ela.
- Sou eu... EU? EU? QUE ISSO? MAIS QUE DIABOS É ISSO? – ela começou a gritar e pulava desesperadamente. Olhou seu corpo e viu que nada daquilo era dela.
- M-M-MAS CADÊ MEU CORPO? – gritava correndo pela casa. Tudo bem. Nem o corpo e nem a casa eram dela. Tinha certeza que teria um ataque cardíaco a qualquer momento. O que estava acontecendo? Mas a pergunta era: POR QUE estava acontecendo? Seu coração batia forte. Por um momento parou e observou a casa em que estava. Podia sentir o cheiro de Harry sem nem ao menos saber como era.
Não sabia o que fazer. COMO ASSIM ELA ERA HARRY JUDD?
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bocejou, abrindo finalmente seus olhos. Teve uma ótima noite de sono. Não sonhou, porém dormiu muito bem. Fitou o teto de seu quarto, sorrindo. “Desde quando meu teto é azul?” Ela pensou e olhou para a parede “Quem colocou esse pôster do Blink 182 na minha linda parede?” olhou para o lado “Zukie?” Sorriu feliz “Ah, entendi. Mais um sonho em que eu sou casada com Dougie Poynter... Ok , você já sonhou demais, acorde que um dia maravilhoso de sábado a espera. Talvez você tenha inspiração para pintar um lindo desenho”. Ela esperou e nada aconteceu. Debruçou seus olhos sobre seu corpo. EPA. Desde quando ela tinha uma tatuagem no peito? Peito? Seios! Onde estavam seus seios?
- Mas o que é isso? – ela deu um pulo da cama e por um momento pensou que ia cair ali mesmo. Ficou tonta e fitou mais uma vez o quarto. Olhou para seu corpo. Deu um grito fino e correu para o espelho mais próximo. Voz fina e rouca? Tatuagem? Olhos extremamente azuis? Cabelos louros? UM CORPO DE HOMEM! O CORPO DE DOUGIE POYNTER! Ficou paralisada e começou a rir. Ora, ela não era tão fanática por Dougie a ponto de imaginar-se no corpo dele. Ou era? Não sabia o que fazer. O fato era que ela se via como Dougie Poynter e estava dando risadas nervosas. Como podia? Aquela era um situação extremamente... Estranha. Mas ela ria. Ria porque... COMO ASSIM ELA ERA DOUGIE POYNTER?
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acordou com um celular tocando. “Pensei ter desligado essa droga. E desde de quando meu toque é New Found Glory?” Ela pensou debruçando sua mão em uma mesinha ao lado aonde vinha o som. Percebeu que as meninas não estavam na cama. Achou estranho, afinal elas nunca acordavam cedo nos sábados. Achou o celular e apertando qualquer botão, atendeu, sem nem abrir os olhos.
- Alô? – saiu uma voz extremamente rouca e grossa fazendo ela abrir os olhos assustada.
- Danny? Oi docinho... Liguei muito cedo? Só queria saber se nosso encontro amanhã ainda está de pé... Sei como está ocupado e... – uma garota com a voz extremamente irritante através do telefone falava rápido demais.
- O quê? - a voz saira novamente rouca e grossa - Do que está falando, maluca? Que Danny o quê! Meu nome é ! Não sei porque diabos minha voz está assim. Não sei quem diabos é você então, por favor, não me ligue mais! - ela berrou desligando o telefone, que tocou logo depois, fazendo-a jogar no chão com tanta força que o partiu em dois.
- O que aconteceu comigo? - ela saltou da cama, caindo no chão. Olhou para sua perna e viu uma grande tatuagem cobrindo-a.
- Que diabos a tatuagem do Danny está fazendo na minha perna... NÃO. ESSA PERNA NÃO É MINHA. EU QUERO MINHA PERNA DE VOLTA. CADÊ A MINHA PERNA? - ela berrava desesperada. Levantou-se a procura de um espelho. Não achou nada. POR QUE NÃO TINHA ESPELHOS NAQUELA CASA?
- Ótimo - gritou mais uma vez saindo do quarto. Deparou-se com um homem moreno só de boxer a olhando confusa.
- Danny? Por que diabos está gritando? - o cara perguntou esfregando o rosto.
- EU NÃO SOU O DANNY! - ela gritou, reconhecendo aquele rosto. Era Antony Thomas Brant, ele dividia o apartamento com Danny Jones fazia alguns meses. Então estava mesmo na casa de Danny Jones? Não conseguia processar muito essa idéia. Ela sabia que não era Danny. - NÃO SOU O DANNY, ANTONY.
- Hmmm. Certo. - ele murmurou olhando assustado para - Dan, pare já com esses ataques de maluco ou me mudo daqui, é sério - continuou calmamente.
- MAS EU JÁ DISSE QUE NÃO SOU O DANNY! - ela gritou. Aquilo seria difícil. - Você tem um espelho? - foi a única coisa que conseguiu dizer.
- No meu quarto... - ele murmurou apontando para um cômodo com a porta aberta e ela correu rapidamente sem pensar duas vezes. Chegou e viu um grande espelho na parede. Talvez Antony gostasse mesmo de se olhar. Mas tinha coisas mais importantes para pensar agora, como por exemplo: COMO ASSIM ELA ERA DANNY JONES?
xX
TOM'S POV
Esse desespero todo está me irritando. Por que eles não aceitam logo o fato de que nós estamos presos em corpos de meninas desconhecidas e só? É mais simples do que gritar assim, meu ouvido não é pinico. Tudo bem, não é fácil aceitar o fato de que estamos presos nos corpos de... garotas desconhecidas, mas é só conversar civilizadamente. Está parecendo uma feira aqui 'Banana dois reais o quilo, quem quer, quem quer? 'Tá baratinho minha gente...' Tudo bem, parei. O-M-F-G. Era só o que me faltava, o celular de alguém começou a tocar...
FIM TOM'S POV
- Quem vai atender? - Tom perguntou analisando o celular depois de o ter pego.
- Coloca no viva-voz - Harry pediu.
- Mas quem vai atender? - insistiu Tom.
- O Dougie - Harry respondeu.
- M-mas porque? - o garoto perguntou com os olhos arregalados.
- Olhe para o visor do celular - Harry começou e todos olharam - Tem a foto e nome '' que no caso, é você - concluiu aliviado por não ser ele.
Dougie bufou e atendeu finalmente.
- Alô? ? - uma voz masculina ecoou do outro lado da linha.
- S-im? Quem é? -
- É o Ronald, querida. Então, eu andei prestando atenção em você, e resolvi seguir o conselho da ! Quer jantar comigo, hoje? Não aceito um não como resposta! - a voz parecia decidida.
- Er... - Dougie olhou desesperado para os amigos que abafavam risadas - É que.. erm.. - ele hesitava.
- Você não está aceitando?
- Sabe o que é? É que... - Dougie olhava com uma cara desesperada do tipo "Me ajude" para os guys.
DOUGIE'S POV
Legal. Eu estava no corpo da tal . E ótimo, ele me chamou para jantar. Dude, porque logo eu? Olha lá a cara do Harry. Me zuando. Tom vermelho de tanto rir. Ah, eles me pagam... Espero que aconteça coisa pior com eles!
FIM DOUGIE'S POV
HARRY'S POV
Ai, dude. A cara do Dougie está hilária, só quero ver ele no encontro com outro homem, mas no corpo de uma mulher, nossa que estranho.
Fiz um "mini-teatro" com o Tom, encenando o Dougie saindo com esse tal cara. Er, porque ele está me olhando assim?
FIM HARRY'S POV
- ? Olha, se você quiser, pode levar aquela sua amiga, a . O Peter vai conosco e ele bem que curtiu sua amiga.
- Peter? - ele hesitou e olhou para Harry e fez a cara mais radiante do mundo - Claro que eu vou levar minha amiga, né? - ele sorriu vitorioso.
DOUGIE'S POV
Doce vingança. Harry é a tal e vai sair com um homem também. Pelo menos não vou nessa sozinho.
FIM DOUGIE'S POV
- Isso mesmo, . Não vai ser um jantar a sós, mas a gente enrola os dois e ficamos a sós - Ronald falou com um tom de malícia na voz - Passamos aí as 19h! Até. - e desligou.
- Dudes, nunca pensei que fosse dizer isso, mas eu e o Harry temos um encontro hoje. Com o Peter e o Ronald. - Dougie disse cabisbaixo após jogar o celular na cama
Danny e Tom se olharam e em segundos começaram a gargalhar.
- Eu te mato nanico, me meteu nessa - Harry fez cara feia.
Capítulo 3 - Help me if you can.
'S POV
Ainda não aceitei o fato de que estou no corpo de Tom Fletcher. Tenho que buscar agora o meu corpo. Será que isso está acontecendo com as minhas amigas também? Acho bem difícil. Onde esse homem coloca os pares de tênis? Ah, tanto faz. Vai esse chinelo preto, e essa blusa de muito charme do Super-homem. Droga. Eu ia quase saindo sem calças.
FIM 'S POV
'S POV
Convencer Antony de que eu estava bem foi difícil. Agora eu tenho que ir correndo pra casa da
, sabe lá Deus o que se passa na Terra num momento desses. HELLO! Tem coisa pior
do que estar no corpo de um... HOMEM! Estou me sentindo em "Se eu fosse você...",
o que muda é que não sou casada com o Danny Jones e ele nem sabe quem eu sou.
OMG, PRECISO CHEGAR LÁ IMEDIATAMENTE.
FIM
S' POV
'S POV
Eu ainda não entendo como vim parar aqui, no corpo do Harry Judd! Em meus sonhos eu casava com ele, e não estava no corpo dele... Ah isso é estranho demais, até pra mim. Isso pra mim é macumba, aposto que foi aquela tal de Giovanna Falcone, nunca gostei dela e sempre achei que o Tom tinha um péssimo gosto, aliás, tem a que é melhor que ela, mas como ela iria fazer macumba pro próprio namorado mudar de corpo com uma mulher? Bem, vai que ela errou o feitiço. Anyway, só quero que tudo isso acabe logo... Eca, que nojo, uma meia suja, tanto faz, tenho que chegar logo na casa da .
FIM ' POV
'S POV
Olha que absurdo, gente. Isso, definitivamente, não está acontecendo comigo, tudo bem, preciso encarar os fatos! Isso realmente está acontecendo comigo... AI MEU DEUS, NO WAY! Olha o Zukie, ele consegue ser mais fofo pessoalmente, coitadinho, acho que está com fome. Quer papar, Zukie? Eu estou mesmo delirando, aonde já se viu? Estou conversando com um réptil que come minhocas, eca que nojo... Depois que esse pesadelo acabar eu vou procurar um psicólogo, e obviamente vou levar as meninas comigo. Ué, falando nisso tenho que encontrá-las em casa, afinal, acho que elas foram para lá. Ué, é o lugar mais óbvio para nossos corpos estarem... Tomara que eles não tenham me tornado uma metaleira mucho louca ou abusado de mim... Er, melhor parar por aqui.
FIM 'S POV
xX
- Ahn... - murmurou quando viu o corpo dos meninos se encarando. Era estranho vê-los - Então aconteceu com vocês também?
- ? É você? - perguntou aflita e chegou perto da garota. Via Tom Fletcher.
- Sério, essa tranquilidade de vocês, ao fato do que estamos passando, me assusta - disse eufórica.
- Sou eu - riu - Tom Fletcher, quem diria...
- Vamos entrar logo em casa, há muito o que conversar - sugeriu.
- Você acha que eles estão aí? - perguntou.
- Vai saber... - murmurou.
Bateram na porta.
Os meninos ficaram em estado de choque e novamente...
- Quem vai atender? - Dougie disse desesperado - Eu já fui chamado pra sair com um tal de Ronaldo, olha só. Imagina as pessoas que essa tal de deve andar?! E se for uns travecos bêbados a caminho da parada ga... - Dougie foi interrompido por um pedala de Harry - Outch, doeu!
- Dude, cala a boca! - Harry disse, ficando nervoso das besteiras que o amigo dizia. - Agora você - apontou para Tom - E você - apontou para Danny - Atendam a porta.
Tom hesitou mais ficou com medo do que Harry faria se ele não abrisse a porta, então o fez com Danny do lado. Abriram e viram exatamente o corpo deles os encarando.
- Isso é MUITO estranho - foi o que Danny conseguiu dizer antes de meter o dedo na cara de .
- OUTCH, isso doeu Jones. - ela gritou
- Sabe meu sobrenome? - ele arqueoou a sobrancelha.
- Er, podemos entrar? - perguntou, mas lembrou que a casa era dela e foi entrando - CADÊ MEU CORPO? - foi berrando ao entrar na sala.
- Por acaso é esse? - Dougie apareceu na sala com Harry onde estavam todos.
- S-sim! - ela murmurou.
- Tá, vão falando, o que diabos vocês fizeram? - perguntou Danny.
- Vai por a culpa em nós agora? Grosso! - estava indignada.
- Danny, por favor, respeite as meninas - Harry o olhou abismado com tamanha ignorância da parte do amigo. Afinal, todos estavam juntos nessa.
- É Danny, relaxa. - Disse Tom fazendo pouco caso, já estava de saco cheio desse assunto.
- Vamos sentar e conversar - sugeriu .
- RELAXAR? Vocês me assustam. Olha essa situação, estamos presos em outros corpos, quer coisa pior? - Danny berrou.
- Danny, dá para você ajudar, começando a parar de gritar? - Harry disse calmo.
- Er, licença - murmurou - A gente podia lidar com isso como adultos não é mesmo? Enquanto não sabemos o que aconteceu poderíamos nos ajustar por aqui... Afinal não sabemos por quanto tempo isso vai durar. - concluiu.
- É mesmo, até voltarmos, como que vai ser? - perguntou temendo as respostas.
- Tudo bem... Vamos começar pelo nome de vocês - Danny sugeriu, aflito. Era estranho olhar para ele mesmo.
- , mas pode me chamar de . - ela sorriu. Um sorriso Danny Jones.
- . - ela respondeu, diferente de , estava meio assustada em se apresentar para ela mesma, mas no corpo de Harry Judd.
- , mas prefiro . - a garota riu.
- ou . Vocês que sabem, atendo de qualquer jeito... Vamos direto ao assunto! - ela disse sem rodeios.
- Garota de atitude... Gostei! - Tom disse sorridente, encarando seu corpo.
- Tenho certeza que foi naquele negócio meio indígeno ontem - palpitou.
- É... Teve tipo de um ritual do mal - Dougie riu do que acabou de dizer - Olha gente, rimou! Que tal eu virar rapper? - disse com os olhos brilhando.
- Snoop Doug - disse Danny, gargalhando e fazendo o resto dos presentes rirem também.
- GENTE! CHEGA! - gritou .
- Estou vendo que essa é irritada... - Danny e Dougie cochicharam.
- Eu ouvi isso! - olhou indignada - O que eu quero dizer é que...- se virou para Tom - Er... Desculpa, mas hoje de manhã eu expulsei a sua namorada aos berros - disse, querendo rir - Er, é que tudo isso me confundiu e...
- A Gio! Como eu me esqueci dela? - Tom berrou.
- E... me desculpa mesmo. Você devia ligar pra ela... - sugeriu - Digo, eu devo ligar - ela fechou os olhos e os abriu. Estava muito confusa.
- É, parece que é você. Tem que fazer um favor pra mim .
- O quê? - ela perguntou.
- Marca um encontro com ela e peça um tempo no nosso namoro.
- O QUÊ?
- É o que tem que ser feito até que isso se resolva. - ele bufou.
- Bom, se é o que você quer.
- Ela deve ter adorado isso. - sussurrou para , que riu.
- Bom gente, como aqui tem vários quartos e tudo mais, acho melhor ficarmos todos juntos aqui. Mas tem um porém - apontou para os meninos - Você tem que dar um jeito de não ter shows, até que tudo isso acabe, certo?
- Certo! - responderam os quatro em coro.
Capítulo 4 - I hate this part...
- Como você foi aceitar o convite do Ronald? - perguntou, incrédula. - Era só recusar Dougie!
- Isso é sério - argumentou - Vocês não sabem agir como a e a , eles vão desconfiar...
- Vão desconfiar nada! - Dougie disse - Você acha que um absurdo desses passa na cabeça de dois mauricinhos? Mas se quiser, eu cancelo, vai ser mais que um favor pra mim.
- E PRA MIM TAMBÉM! - Harry gritou do outro lado do cômodo - Não sei porque esse loser me meteu nessa também.
- Cala a boca, você ficou rindo de mim - Dougie berrou.
- E o Tom e o Danny? - Harry perguntou com raiva.
- Por favor... - olhou Harry se virar - Nossa, meu Deus...
- Que... - Tom ia argumentar algo mas parou ao ver com os olhos arregalados para Harry - O que foi?
- Er, acho que alguém menstruou... - ela continuou.
- Menstruar? - Danny disse confuso.
- É, Danny. Menstruação é o fenômeno fisiológico do período fértil da mulher, que ocorre caso não se dê a fecundação do ovócito II, permitindo a eliminação periódica através da vagina, do endométrio uterino, e nesse processo dá-se o rompimento de alguns vasos sanguíneos e... [n/a: Dá-lhe Wikipédia rs] - ia dizendo se sentindo "a intelectual".
- MAS O QUÊ? - Danny a interrompeu indignado.
- Bom, pra ser mais clara é sangue saindo das partes baixas. - Concluíu rindo.
- Vai me dizer que nunca ouviu falar disso, Jones? - bufou.
- E pra que ouviria? - Retrucou Danny fazendo pouco caso do assunto.
- É, a Giovanna tem isso todo mês, ela muda de humor - Tom comentou erguendo as duas sobrancelhas.
- A Giovanna não precisa disso pra mudar de humor dude, nunca vi menina mais bipolar que ela - Comentou Harry zoando a namorada do amigo.
Todos riram, inclusive Tom.
- Tudo bem, mas não exagera Harry - Tom respondeu logo após de parar com as risadinhas.
- Sem mais papo furado, vocês têm um encontro, vão se arrumar - disse fazendo Harry e Dougie bufarem e revirarem seus olhos.
- Se arrumar? Dougie não pode me ver nua - retrucou indignada.
- Nem eu, o Harry nem me conhece direito e vai me ver nua? - Bufou .
- Então se conhecesse, ele poderia te ver nua... sempre? - brincou fazendo todos rirem, menos e - Safadinha. - continuou.
- Parem de brincadeira! - resmungou - Ninguém vê ninguém até estabelecermos regras.
- Agora escolham roupas pra eles e garantam que eles estarão com os olhos fechados.
- Mas eu estou cheio de sangue. - Harry lembrou a todos.
- Isso é um problema. - Danny comentou.
- Já sei, as meninas pegam a mangueira e dêem um banho de roupa no Harry, dai como o corpo é da , ela que ajeite tudo. - sugeriu .
- Se esse é o jeito...- resmungou Harry
- Então vamos logo - apressou - Meninas, me ajudem com uma venda...
- Ah, tudo isso por causa da vingaça do Dougie - Harry resmungou - Agora sim minha vida acabou. Ir num encontro com homens e ainda por cima menstruado...
- Calma Harry, a hora do Dougie vai chegar - riu.
Todos riram menos Dougie que balbuciou palavras incompreensíveis.
As meninas pegaram um lenço e enrolaram nos olhos de Harry. Levaram-no, imediatamente, até a piscina.
- Isso vai ser difícil! E bem estranho. - disse rindo. - Alguém tire o short dela... Digo, dele!
- Eu não acredito que isso está acontecendo comigo - resmungou Harry.
- Vai a , já que o corpo é dela... - sugeriu .
- Ai meu deus. - riu e foi tirar o shorts de Harry.
As meninas olhavam rindo.
- Vai, pega a mangueira - mandou impaciente.
imediatamente pegou uma mangueira azul e a ligou espirrando sem querer na cara de Harry.
- Dá pra tomar cuidado? - ele gritou.
- Coitado do Harry, hoje não é o dia dele... - disse.
- Nem de ninguém daqui - resmungou. - Tudo bem, vamos fazer isso direito.
Depois de muitas risadas, as meninas enfim conseguiram limpar Harry, até porque não chamaríamos aquilo de um banho.
- Alguém pega uma toalha? Não quero meu corpo desfilando semi-nu por aí. - bufou.
- Calma ... - disse na tentativa frustante de que sua amiga compreendesse a situação e se acalmasse.
- Calma? Como você quer que eu tenha calma? - gritou - Essa anta vai em um encontro com o Peter e só vai saber estragar minha reputação com ele.
- Anta? Abaixou o nível - disse um Harry nervoso - Você fala assim como se a culpa fosse minha, não é? Você acha que eu estou gostando disso?
- Dá para parar vocês dois? - gritou - A culpa aqui não é de ninguém. Que diabos combinamos? Vamos descobrir o que provocou isso, não vai adiantar em nada discutir, e Harry nada mais de aceitar encontros por brincadeiras, diga isso para o nanico! - ela bufou por fim.
Todos calaram a boca e fitaram . Menos Harry, que ainda parmanecia vendado.
- Então... - quebrou o silêncio - Eu vou pegar uma roupa pro Harry - ela pegou no braço dele para guiá-lo até o quarto - , venha também já que o corpo é seu, depois quero todo mundo na sala para discutir as regras daqui a diante!
HARRY'S POV
Isso está cada vez pior, de boa. Primeiro a troca de corpos, segundo ficar menstruado, terceiro ir a um encontro com um HOMEM. Dude, pra que viver? Convenhamos, que isso foi bem dramático... Mas é a realidade. Enfim, tomara que alguma delas tenha bom-senso e escolham uma roupa adequada para mim, porque dude, se eu tiver que usar saia, salto e essas coisas eu juro que me vingarei depois (risada maléfica).
FIM HARRY'S POV
- Harry, já escolhi sua roupa, venha ver. - gritou do quarto de .
Harry ficou boquiaberto, a roupa que escolheu foi: Uma calça skinny, um scarpin preto, uma blusa vermelha com um sobretudo preto.
- Você por um acaso está doida?! - perguntou Harry gritando - Desde quando eu vou usar um salto? Você acha que eu tenho anos de experiência? Não... Não mesmo! Eu só vou nesse encontro se eu usar um tênis - ele bufou. Já perdera a cabeça.
- Mas Harry, é um jantar, em um restaurante, e como eu conheço Ronald e Peter será em um restaurante muito caro, não é um lugar comum para ir de tênis. - explicou, também perdendo a cabeça.
Ao escutar a gritaria, correu para o quarto onde se localizavam os dois.
- Mas o está acontecendo aqui? - perguntou - Vocês dois só sabem brigar!
- A culpa não é minha, é dela - Harry apontou para - Ela quer que eu use salto, como pode?
- , o Peter provavelmente vai levá-lo em um restaurante chique e ele quer ir de tênis! - gritou.
- Mas que diabos - murmurou sem paciência - É só ir com uma rasteirinha, , você deixou uma aqui na uma vez, lembra? Vai combinar com essa roupa! - sugeriu .
Ao ouvir a gritaria no andar de cima, subiu lá com Dougie.
- O que houve gente? - perguntou
- Já foi resolvido, agora troque o Dougie - sugeriu .
DOUGIE'S POV
Droga. O que eu fiz? Não, eu vou ter que apelar pra outras vidas. Será que eu joguei pedra na cruz? Não é possível. Tudo bem, que eu não estou menstruado que nem o Harry, mas eu vou ter que me encontrar com um homem, e usar roupa de mulher e... E se o cara me beijar? Ah, até parece que eu vou deixar. Eu estou com medo e quero a minha mãe... Isso é pior que a escuridão!
FIM DOUGIE'S POV
Enfim, os meninos colocaram calças, blusinhas e umas rasteirinhas das meninas fazendo todo mundo, por fim, se reunir na sala.
- - Tom chamou a garota - A Gio...
- Ah, é mesmo - bateu na cabeça - Me dê seu celular, por favor - ela pediu e ele o entregou na mesma hora.
- Alô? - começou.
- Oi, amor! Já melhorou? Aonde você está? - Giovanna do outro lado parecia aflita, fazia muitas perguntas.
- Tem como você me encontrar no Hyde Park... Gio?
- O que houve com você, amor? Claro que eu posso! Quando? - quis saber.
- Agora!
- Mas já? Bom, ok, estou indo - disse por fim, desligando.
- Tom, o que eu vou falar pra ela? - perguntou desesperada - Digo, vou chegar... Gio, está tudo acabado porque eu estou no corpo de outra pessoa. Sim, não sou o Tom, sou a ... Não, né? - respirou fundo.
- Fala que você não quer mais porque... Está apaixonado por outra pessoa - Tom disse olhando nos olhos de , que na verdade eram seus - Mas... Er... Não que isso seje verdade, mas é a única desculpa que ela vai cair - concluiu coçando a cabeça.
- M-mas, você deu indícios disso? - o encarou - Digo... Ah, tomara que ela acredite! - disse enfim indo até a porta.
'S POV
Nossa, o que foi aquilo? Ele olhou tão profundamente nos meus olhos, digo, nos olhos dele, mas que seja, eu sou ele, então ele olhou pra mim. Foi tão lindo. Mas foi estranho, porque eu me via olhando pra mim. Que seja de novo, por dentro é Thomas Michael Fletcher, pode uma coisa dessas? Que jeito mais estranho de conhecer ele, mas sabe? Pode parecer absurdo, mas eu estou gostando disso tudo...
FIM 'S POV
e Tom foram despertados do transe quando a campainha tocou.
- Eu atendo - Gritou correndo para a porta. Quando abriu viu a figura de Ronald e Peter, estavam bem perfumados.
- Er... Aqui é a casa da ? - perguntou Ronald, confuso.
- Claro - Disse como se fosse óbvio, ele não estava reconhecendo ela?
- Ela está? - perguntou Peter.
's POV
MEU DEUS. NÃO ACREDITO NISSO. COMO EU PUDE SER TÃO ANTA? Desculpas, preciso achar desculpas. VOU DAR UMA DESCULPA QUALQUER, ESPERO QUE ELES CAIAM.
FIM 'S POV
- Sim... Ela está na... Cozinha... - respondeu , agora tentando imitar o jeito de Dougie falar. Então esse fora seu primeiro desafio.
- Pode chama-lá, por favor? - disse Peter - Mas... Já que você está aqui, pode nos dar um autógrafo? - perguntou o cara com os olhos brilhando.
'S POV
Ferrou. Eu lá sei imitar o autógrafo de Dougie Poynter? Ei, desde quando o Ronald gosta de McFly?
FIM 'S POV
- Já volto, dudes... - Disse , por fim, correndo para chamar Dougie e Harry para o encontro.
- Peter!!! Você viu? O Dougie nos chamou de "dudes". - disse Ronald todo bobo.
- É, ele é mais bonito pessoalmente... - Peter palpitou ficando rosado.
- Gente, é o Ronald e o Peter, eu fui abrir sem querer, esqueci que sou o Dougie e ele me pediu um autógrafo - riu - Eu mando eles entrarem?
- Mas é lógico que não - Bufou - Vamos dizer o que? Que estamos tendo um caso com os garotos do McFly?
- Não é uma má idéia - Tom disse e depois foi para cozinha, deixando a garota totalmente vermelha.
- Er... Vão logo com isso - disse para Harry e Dougie e saiu da sala.
O resto foi para a cozinha deixando e dando uns toques finais nos meninos.
- Não preciso de maquiagem - Harry bufou.
- Você fica ainda mais linda... - alguém se pronunciou fazendo os quatro olharem e verem Peter e Ronald.
- Desculpa a invasão, pensei que tinha acontecido algo - Ronald se desculpu - Ora, Harry Judd também está aqui - completou feliz.
- Nossa, somos muito fãs do McFLY. - Peter sorriu abobado.
e queriam rir na hora, mas ficaram quietas. Harry e Dougie olharam para a cara delas para que elas respondessem algo. Por um minuto esqueceram que elas eram eles.
- Oh, sim. Que bom... - sorriu.
- Então, esqueci, vocês querem o autógrafo, não é? - se pronunciou.
- Isso mesmo Dougie - Peter estava radiante - E se não for muito incômodo, poderia tirar uma foto também?
Capítulo 5 - Guys or Gays?
Depois de e realizarem os pedidos de Peter e Ronald, como Dougie e Harry, eles já pareciam prontos para ir ao encontro, quando:
- Sabe de uma coisa? - começou Ronald - Que tal Dougie e Harry irem ao encontro também? - propôs.
- O quê? - gritaram as duas.
- Nós não temos... Roupas adequadas - começou .
- Isso mesmo - concordou .
- Deixem de besteira meninos! - riu Peter - Escolheremos um lugar bem privado e também adequado para como estamos vestidos, afinal, não tem ninguém chique aqui!
- Verdade. O que acham? - Ronald sorriu.
- Se eles... Digo, elas não se importarem... - sorriu fraco.
- Vocês se importam garotas? - Ronald quis saber.
- Claro que não! - gritaram Harry e Dougie, afinal, eles estavam aliviados de não ir sozinhos, nem conheciam os tais caras.
- Então, vamos nos divertir!
- Legal essa boate - Dougie riu fraco olhando o movimento. Era cheio e ninguém parecia conhecê-los. Eram outros tipos de pessoas.
- Sabia que ia gostar - Ronald sorriu - Trouxe vocês aqui porque é um lugar cheio, porém calmo, e não tem perigo daquelas fãs malucas pularem em Harry e Dougie - disse por fim, antes de tomar algum líquido laranja que estava em seu copo.
- Ah... - murmurou - Se me dão licença, eu vou ao banheiro e já volto - ela levantou e olhou para para que a acompanhasse.
- Licença, er, dudes? - se pronunciou - Já volto.
- Voltem logo meninos! - Peter gritou quando elas iam se afastando dali - E então meninas - voltou-se para Harry e Dougie - Me conta. O quê Harry Judd e Dougie Poynter fazem na casa da ?
- Primeiro me conta. Você é gay? - Dougie quis saber. Estava meio óbvio para ele e para Harry. Será que para e também?
- Sério. Que lugar é esse ? - perguntou assim que chegaram em um lugar reservado.
- - murmurou .
- Tem alguma coisa de errado acontecendo - continuou.
- ...
- Ainda bem que a gente saiu de lá, eu já tava de saco cheio deles me chamarem de Dougie - continuou.
- ! - gritou - Estou mesmo com vontade de fazer xixi.
- Eu também estou apertada.
Entraram no primeiro banheiro que viram. Quando fecharam a porta as duas garotas que estavam no banheiro voltaram sua atenção à elas.
- Harry Judd aqui? - a ruiva extravasou.
e não pensaram duas vezes e saíram daquele banheiro.
- Caramba, entramos no banheiro feminino - disse rindo - Esqueci que agora faço xixi em pé - completou.
- Vem, vamos à luta - riu e prosseguiram para o banheiro masculino.
'S POV
Meu deus do céu, que inferno. Olha esse cheiro, esses caras não tem pontaria não? Ah meu Deus eu não estou ouvindo isso... Tem um cara soltando gases!!!
FIM 'S POV
Olharam em volta e só viram mictórios [n/a: Valeu Rafa, e não era bidê eim].
- , nem ferrando que eu vou fazer em pé - resmungou .
- Nem eu - bufou - Vamos no vaso mesmo!
- É só fechar os olhos e deixar o xixi sair - riu e entrou na cabine.
- Meu Deus. Por quanto tempo eu ainda vou ter que aturar isso? - choramingou assim que saiu da cabine.
- Ah , eu não sei - resmungou passando a mão no cabelo - Mas tomara que não seja muito tempo, não aguento mais isso! - apontou para o banheiro masculino.
- Eca - as duas disseram juntas e foram rindo até a mesa aonde os guys estavam.
xX
- Porque está perguntando isso ? - Peter estava assustado.
- Ora Peter... Estava dando em cima do Dougie - Dougie quis rir, mas se segurou.
Peter olhou para Ronald pedindo ajuda
- Er... - A voz de Ronald falhava.
- Vai, desembucha. - ordenou Dougie
- Digamos que... Tudo bem... SOMOS GAYS! - Peter confessou.
- Eu sabia - Dougie deu um berro - Er, desculpe.
- É que... - Peter suspirou - Somos gays e somos apaixonados por eles! - apontou para aonde os meninos foram.
- OH MY FUCKING GOD! - Foi a única coisa que a Harry conseguiu dizer.
O guys ficaram paralisados.
Assim que as garotas chegaram à mesa, perceberam a tensão que pairava por ali.
- O que está acontecendo aqui? - perguntou .
Os quatro se entreolharam.
- Vai, desembucha! - ordenou .
- Tudo de novo? - protestou Peter fazendo uma cara de tédio - Ah, tudo bem. Meninos... - Peter deu uma pausa para Ronald continuar.
- Somos gays! - disse rápido.
- A gente estava no show que vocês fizeram para a G.A.Y. - Peter confessou - Foi divino... Ainda mais quando tiraram as roupas.
- Eu também - Ronald declarou.
e ficaram estáticas. Harry e Dougie olhavam com as sobrancelhas erguidas. Aquilo tudo estava bem estranho.
- Não fiquem com vergonha - Peter os confortou encarando Harry.
- É, não vamos fazer nada com vocês... A não ser que queiram - Ronald disse isso e piscou para Dougie.
- Gente! Precisamos ir embora, eu estou com... - Harry fez uma pausa tentando lembrar a palavra - CÓLICA, É!
e gelaram.
- É que... - tentava dizer.
- Já esta tarde e está na hora de ir embora! Tchau gays, digo, guys - Dougie disse rápido e arrastou , e Harry para fora da boate antes que Peter e Ronald disessem mais alguma coisa.
- UFA! - foi só o que disseram os quatro.
Capítulo 6 - Um por todos e todos por um!
'S POV
Okay, me encontrei normal com Giovanna, ela estava super aflita como se soubesse o que eu iria fazer. Fiz o que tinha de ser feito, afinal não queria rodeios. Não que eu quisesse terminar com ela só porque eu era o Tom e ele é meu preferido do Mcfly. Definitivamente não era isso. Era tudo estranho, por isso, acabando logo com aquilo eu estaria livre. Então eu fiz... E ela chorou e perguntou aquilo que eu já sabia que ela perguntaria. O porquê. Disse por fim o motivo qual Tom indicara e ela pareceu acreditar, mas faíscas pairavam em seu olhar. Qual é, ainda sou mulher por dentro, percebo essas coisas. Ela estava realmente magoada. Me deu um beijo na bochecha e disse que sentiria saudade. Eu senti pena. Okay, a pena acabou... Foi tão fácil assim? Ela não disse mais nada! Okay, menos mal, agora eu tenho que voltar antes que alguma fã me ataque... Afinal sou Tom Fletcher. Que engraçado dizer isso!
FIM 'S POV
chegou na casa de ofegante. Tinha corrido para não ser reconhecida e também estava temendo que algum paparazzi a seguisse até a casa da amiga e fizesse perguntas que ela não saberia responder. Ao meio desses pensamentos veio ao acontecido de ontem. Sabia que o ritual tinha algo a ver. Viu Danny, e Tom sentados no sofá vendo televisão. Quando a viram se encararam.
- E então? - perguntou Tom aflito sobre Giovanna.
- Fiz o que eu tinha que fazer... Ocorreu tudo bem - ia dizendo - Digo... Não foi uma coisa boa... Quis dizer, não ouve problemas - falava rapidamente.
- Ahn... - Tom balbuciou - Obrigado . De verdade!
- Não foi nada... - murmurou a garota, um tom de voz quase inaudível.
quebrou o silêncio fazendo os presentes na sala se assustarem.
- Precisamos ir atrás do tal índio! - se levantou do sofá e subiu as escadas com a seguindo.
- Era exatamente isso que eu estava pensando... - comentou.
- Eu preciso de um banho! - murmurou - Não aguento esse cheiro, não sabia que homens transpiravam tanto!
- Pois é, mas ainda temos que estabelecer as regras, vamos esperar os outros chegarem para poder conversar - sugeriu enquanto colocava um casaco preto com capus e um óculos escuro - Então, parece que eu sou o Tom Fletcher? - perguntou olhando para a amiga, que riu.
- Com essa monocova você não engana ninguém - disse carinhosamente - Bom, vamos?
Desceram as escadas e encontraram com Tom e Danny ainda no sofá.
- Er... Por acaso vocês sabem aonde o índio mora? - perguntou Tom.
- Em alguma tribo, oras! - Disse Danny rindo da sua "quase piada".
- Na convenção, oras. Agora vamos - Ordenou .
- Vamos lá e seja o que Deus quiser... - pegou a chave do carro de e fez sinal para que o restante a seguissem.
Chegando na garagem pegaram o carro e foram ao mesmo local onde ocorreu a exposição de e o ritual.
- Tudo vai dar certo gente, não fiquem nervosos, se foi mesmo esse índio que transformou a gente... Ele terá como reverter isso - dizia Danny.
- Espero que você esteja certo, dude... Estou começando a ter saudade da minha vida, nunca pensei que fosse sentir falta de dar milhares de autógrafos todos os dias e tirar fotos e dar aquelas entrevistas que me assustam... Acho que se isso não der certo... Não sei o que farei - Tom fez uma cara triste e se acomodou no banco de trás do carro.
- Nossa, que drama de vocês. Vamos encontrar esse índio, ok? - disse objetiva. Após rodarem por uns quinze minutos ela estacionou em uma rua, perto do prédio onde ocorrera tudo.
Todos desceram do carro e entraram no prédio. Viram um pouco de movimentação, algum tipo de palestra.
- Tom, vai perguntar para o segurança onde o índio está - sugeriu.
Enquanto Danny rodava o andar a procura do homem.
- Eu não acredito! A convenção foi até ontem. O segurança disse que foram para outra cidade, mas não sabe onde... - bufou Tom por fim quando chegou perto deles.
- Então quer dizer... Que.. Vamos ficar assim? - se manifestou desesperada.
- Claro que NÃO, eu não fico! Vamos achar uma solução! - respondeu Tom alterado.
- Bom... Vamos voltar pra casa da , e comunicar aos outros - foi em direção à saída do prédio.
- MEU DEUS!!! O que EU fiz para merecer isso? - Danny gritou quando chegaram perto do carro.
- O que NÓS fizemos? - retrucou e ficou pensando na noite passada - Não... - sussurrou balançando a cabeça em pensar tal absurdo - Eu sugiro então que voltemos para casa e descancemos. Amanhã a gente tenta descobrir pra onde o índio foi e resolve tudo de uma vez por todas!
- Tudo bem - concordou Danny mais calmo - Estou com fome... - dizia enquando o carro entrava em movimento.
- Eu também. Vamos pedir pizza quando chegarmos, esperar os outros e ver o que faremos daqui pra frente - Sugeriu .
Voltaram para casa na mesma hora que , , Harry e Dougie estavam entrando em casa.
- Meu carro... - murmurou olhando para o carro e vendo as amigas, Tom e Danny sairem dele. - Onde estavam? - quis saber.
- Fomos procurar o tal índio - Tom respondeu.
- E no que deu? Descobriram o que aconteceu? - quis saber.
- Não - respoderam , , Danny e Tom em coro.
- COMO NÃO? - Harry já ficara irritado - Quer dizer que vou ficar preso na ? - ele gritou e todos ficaram assustados, menos .
- Calma gente... É a TPM, sabem como é.
Todos assentiram rindo e Harry ficou mais irritado ainda e entrou na casa.
- Querem pizza de quê? - perguntou aos sete que estavam presentes na sala.
- Calabresa - respondeu com os olhos brilhando.
- Não! Chega de carne ! Pede de Mussarela - rebateu .
- Mas eu gosto de Calabresa! - choramingou .
- Ah, vocês hein... Metade de Calabresa para a e metade de Mussarela para a Sra. Eu-não-como-mais-carne - Sugeriu - E para vocês? - apontou para , Danny, Tom, Dougie e Harry.
- Pede de qualquer coisa - disse por fim, Danny e os quatro restantes concordaram.
Assim que as pizzas chegaram, os oito se reuniram na sala para conversar.
- Então... - começou Tom dando uma mordida em sua pizza - O que vocês acham que gerou tudo isso? Quero dizer... Vocês pensaram o que, na hora que ele disse para vocês pensarem no lugar dos sonhos... Ou em algo que vocês queriam? - perguntou olhando para as meninas.
'S POV
Ai meu deus, e agora? Não vou chegar e falar "Ah, Tom. Eu não pedi nada mais, nada menos que o Harry Judd. ué" Que vergonha. tomara que as meninas inventem algo...
FIM 'S POV
- Então? - Tom esperou alguma delas responder algo.
- É, eu não lembro do que eu pedi - mentiu e as três concordaram.
- Como não? Hm, tem coisa ai! - zoou Dougie.
- Ah, chega. - exaltou - Vamos estabelecer as regras, ok? Preciso urgente de um banho!
- É verdade - concordou - Eu não vou ficar dando banho no Harry para sempre!
- Vai deixar ele te ver nua? - perguntou .
- Uau! Gostei, gostei! - brincou Harry.
- É, pelo visto é melhor dar banho nele para sempre... - disse cabisbaixa.
- PARA SEMPRE? NÓS VAMOS FICAR ASSIM PARA SEMPRE? - Berrou Danny deixando pedaços de cebola de sua boca.
- Não, calma Danny - riu da cena e depois tentou consolá-lo - Só até acharmos uma solução para isso tudo!
- Vamos ter que acostumar com regras e blá blá blá - completou .
- Bom... As regras vão ser o seguinte - começou - Todos nós vamos tomar banho de mangueira... - parou ao ver as caras pervetidas dos meninos - Porém... Não nus! Então desfaçam essas caras de safados - riu - Vamos tomar com roupas de banho. E nós iremos colocar os biquínis em vocês e depois trocar vocês. Okay? - finalizou .
- Nossa, estou me sentindo um bebê assim - comentou Danny sorrindo.
"Mas você é um bebê, amor" Pensou olhando suas mãos, que na verdade eram de Danny. Viu as sardas que a cobriam e sorriu.
- Mas e nós? Como vai ser? - perguntou aflita.
- Os meninos trocam a gente, certo meninos? - sugeriu .
- Se é o jeito... Certo! - disse Tom - UM POR TODOS E TODOS POR UM, YEAH! - gritou, ao ver a cara de assustados dos amigos - Que é? Sempre quis dizer isso!
Capítulo 7 - It's been a hard day's night...
Depois de comer e arrumar a bagunça, os oito permaneceram acordados na sala, em silêncio. A madrugada estava mais fria do que o comum.
- ROUPAS! - quebrou o silêncio como sempre, e assustou a todos.
- Menina, pelo amor de Deus, não nos assuste assim, ainda mais com a voz do Danny! - disse com a mão no coração, como se estivesse tentando se acalmar do susto que provocara.
- Er... Desculpa - lamentou - É que se a gente vai enfrentar tudo isso precisamos começar com as coisas simples. Tipo, roupas! Está muito frio e não temos roupas! - ela comentou.
- Isso é verdade - Tom pensou - E também não precisamos esperar até amanhã, pois de dia tem mais chances de algum fotógrafo seguir a gente e fazer mil perguntas, temos que manter sigilo, imagina se o mundo descobre? - a cada palavra Tom ficava mais assustado.
- Isso seria muita história pra revistas, internet e tudo que há de meio de comunicação - Harry comentou fitando o chão.
- É... Precisamos agir então de noite. - concordou .
- Vamos fazer o seguinte... Eu e os caras pegaremos um táxi e vamos até nossas casas buscar nossas coisas. E as meninas vão com a no carro. - Harry sugeriu - Está bem para todo mundo? - sorriu.
- Para mim está ótimo - sorriu - Mas... Acho melhor eu ficar, ja que eu já tenho tudo aqui - elas olhou para os presentes na sala.
- Isso. Aproveite e ligue para minha irmã Jazzie e pede pra ela ir pegar o Flea. Não vai dar pra ele ficar aqui conosco. Eu só trarei o Zukie - Dougie ia dizendo - Acho que é um problema a menos... - ele coçou a cabeça, e deu seu celular para .
- Tudo bem - Concordou um pouco exagerada - Todos já comeram? - perguntou olhando para uma caixa de pizza.
- Se deixar eles comem até a caixa da pizza - comentou rindo.
- Engraçadinha. Já estou satisfeito... Eu não tinha comido quase nada - Danny emburrou-se.
- Gente, está tarde, porque não vamos agora? - olhou no relógio e marcava quase uma da manhã - Meu Deus! Meia noite e quarenta e oito - Ela fez cara de espanto.
- Nossa que tarde - Harry ironizou com uma sobrancelha erguida - Que exagerada garota... - pegou uma azeitona que estava jogada em uma caixa vazia de pizza e tacou em que bufou e revirou os olhos.
- Concordo com ela. Nós devemos ir... Aliás, temos que acordar cedo, porque temos que resolver muita coisa ainda - comentou Tom - Vocês trabalham certo? - perguntou com a sobrancelha erguida e olhando para as garotas.
- Oh meu Deus! - exclamou - Devo ter mais de mil ligações perdidas de Joe - ela fechou os olhos e suspirou - Vai querer saber do meu sumiço repentino!
- Não vai adiantar nada se desesperar - tentou acalmar - Só temos que resolver logo isso e tomamos nossa vida de novo.
- É mesmo. Vamos logo, dirige - deu a chave do carro para a amiga - E meninos... Vou chamar o táxi.
Harry, Tom, Danny e Dougie pararam na frente da casa de Tom que já pediu que quando eles pegassem todas as suas coisas se encontrassem na porta da casa deles. Os meninos concordaram e seguiram para suas casas que ficavam a mais quadras dali.
HARRY'S POV
Que inferno de vida, estou em um corpo de uma mulher. Estou naqueles dias... É assim que elas dizem! E estou sem dar um beijo há alguns dias, como vou ficar com uma menina sendo garota? Er, isso já está me estressando, não posso nem imaginar na idei... MERDA! Bati meu dedo. Tenho que fazer isso direito. Onde já se viu? Pegar cuecas para a ? O que eu fiz para merecer isso meu Senhor? Eu nem vou usá-las nem nada. Tá certo.
FIM HARRY'S POV
TOM'S POV
Confesso que estou um pouco triste, eu entrei em casa e a vi vazia, e várias mensagens da Giovanna no telefone, eu já nem sei o que fazer. Muitos anos de convivência com ela... Perdê-la estava me deixando muito triste. Fiz minha mala, peguei tudo que a precisaria enquanto estaria no meu corpo. Roubei um biscoito que tinha no pote. Saí e sentei no chão à espera dos caras.
FIM TOM'S POV
DOUGIE'S POV
Se fosse para sempre que iríamos ficar desse jeito, eu deveria me despedir da minha casa! Não. Calma dude, não é assim! O Harry falou que ia arranjar um jeito de inverter isso... E não é só você que está nesse barco... Não seja por um momento o mais novo de todos, o medroso, encare isso. Tudo vai dar certo Dougie. Repita. Peguei minha mala e comecei a fazer. Sentiria saudades daqui, mesmo eu não ficando muito por causa das turnês, agora que eu tive a chance de ficar de férias... Acontece isso! Fui até me quarto e vi Zukie [n/a: Pelo menos nessa fiction... Zukie vivo forever!], claro que não ia deixá-lo lá, peguei minha mala já arrumada e o depósito do Zukie, desci as escadas e fui no quintal, lá estava o Flea.
- Não Flea, o papai não pode te levar... Eu sei, mas eu venho te visitar quando der. A Jazzie vai ficar com você. Tudo bem que minha irmã é louca, mas ela vai cuidar bem de você, sabe disso... - Ele começou a chorar. Droga. Flea, pára com isso - Tchau! Eu prometo que a Jazzie vai passar aqui e te pegar tudo bem?
Saí rápido dali, não suportara ver meu cachorro naquele estado e fui ao encontro dos caras.
FIM DOUGIE'S POV
DANNY'S POV
Entrei em casa e Anthony estava vendo tv. Nossa, o cara estava tão entretido que nem me viu subir. Fui pegar as coisas, não podia dar uma de sem cérebro e esquecer as coisas mais importantes que a usaria. Droga, deixei cair o desodorante! E droga de novo, ele deve estar subindo...
FIM DANNY'S POV
- Quem é você? - Anthony perguntou assustado.
- Dan... Er... ... Bem, eu... - Danny não sabia o que dizer, estava perdido.
- Tudo bem, já entendi - ele sorriu malicioso - Você é a garota que o Danny está pegando?
- COMO? - Danny gritou - Digo... Sim, sou eu, prazer - apertou a mão de Ant - Danny disse que ficaria alguns dias na minha casa pra passar as férias. - ele sorriu, tinha arrumado uma desculpa convincente.
- Sei... - ele sorriu - Depois pede pra ele me ligar. Estava tão estranho hoje de manhã... Ei, quando vocês se conheceram? Há dois dias Danny estava com uma garota... Lauren, acho que era o nome dela - ele coçou a cabeça e riu, revelando suas covinhas.
"Filho da mãe de dois buracos! Pára de fazer perguntas..." Danny pensava. Pegou a mochila e saiu voando.
Antony foi atrás.
- Ei, você tem alguma amiga pra me apresentar? - ele sorriu malicioso mas foi em vão, Danny já tinha fechado a porta da casa, fazendo Ant ficar com cara de poucos amigos.
'S POV
Entrei na minha casa e tomei um susto, pois vi minha avó sentada no sofá e encarando a televisão. Eca. Ela estava quase babando ali. O que ela estava fazendo ali? Meu Deus... Subi de fininho para que ela não me visse. Peguei minha mochila e enfiei as coisas necessárias para o Danny, aproveitei e peguei umas fotos também só para ficar olhando quando batesse saudade da minha antiga vida. Falando nela, estou a um fio de ser cortada do World War III. Aquela série está me tirando do sério. Logo quando eu vou fazer a cena tão esperada, bam! Isso acontece. Eu não sou muito famosa mesmo, nem me preocupo. Eu gosto de atuar, mas eu não vejo mais prazer em fazer aquele série... Mas... Eu saindo dali, estarei desempregada. Ah, que coisa boa... Bom, agora tenho que ir...
FIM S'S POV
ia descendo as escadas com uma mochila e uma bolsa de lado, quando tropeçou e caiu no chão. Só ouviu um grito da sua avó na sala:
- QUEM ESTÁ AÍ? - a velha gritou.
- Fudeu - sussurrou se levantando e pegando as coisas rapidamente, quando foi olhar pra cima, só viu uma bengala batendo na sua cara - O QUE É ISSO VÓ? FICOU MALUCA? - ela gritou - QUER ME MATAR?
- SAIA DAQUI SEU JOVEM DELINQUENTE! - a avó falava com tanta agressão que sua dentura pulou da sua boca caindo na cara de .
- MEU DEUS, QUE HORROR - passou a mão no rosto.
- Fem vofe afa fe é fa fofar meus bentes? Eu só tenfo eles [n/a: Tradução: Quem você acha que é para roubar meus dentes? Eu só tenho eles] - a vovó ia falando desesperada.
- Quê? - estava mais confusa do que nunca e sua cabeça doía demais da bengalada que havia levado. Olhou a dentadura no chão e fez uma cara de nojo. Se levantou do chão, e sua avó ainda falava coisas incompreensíveis sem a dentadura. A deixou falando sozinha e saiu correndo ouvindo as últimas palavras de sua avó:
- FOLTE AFI FOM A FOFILA FA MINHA NEFA, JOVEM DELIFENTE! [n/a: Tradução: Volte aqui com a mochila da minha neta, jovem delinquente.]
Xx
já estava em sua casa tentando achar a sua mala, estava desesperada. Onde foi que tinha colocado? Já tinha procurado em todos os lugares.
'S POV
Caramba! Não é possível que uma mala tenha sumido assim desse jeito ! Calma, tenho que ver no meu closet. Onde...Onde... Achei. Porque eu coloquei uma mala na última prateleira junto com os sapatos? Que ideia. Agora eu tenho que pegar as coisas importantes, mas não posso esquecer da minha maquiagem, o Tom que pense que vai sair na rua sem lápis de olho, ele está bem enganado. Isso tudo é tão estranho. Sou fã de McFLY e do nada eu estou no corpo de um deles. Pensei ter pedido pra TER ele e não SER ele. Não quero ficar pra sempre no Tom Fletcher, ele nunca iria se apaixonar por ele mesmo, e eu quero minha vida de volta, meu restaurante, minhas coisas... Assim não dá. Não sei o que fazer. Sempre tão segura de si e agora eu estou com medo. Pensei que podia ser divertido, mas já está virando uma guerra.
FIM )'S POV
Fechou sua mala, arrumou a bagunça que tinha feito e foi descendo as escadas, sua mala estava pesada e estava com um pouco de dificuldade para descer. Chegou até a porta e saiu em encontro das amigas.
xX
se espantou com sua casa. Estava uma bagunça imensa. Lembrou que tinha dado uma festa antes de dessa loucura ter acontecido. Riu de si mesma e foi para seu quarto arrumar suas coisas.
'S POV
Harry Judd que pense que ele vai estragar esse corpo que eu malhei tanto para ter. Vou pegar TO-DOS os meus cremes possíveis para hidratar minha pele, minha maquiagem, e meus lindos sapatos, ele que pense que vai sempre andar de rasteirinha. é mo-de-lo e não uma praiera favelada qualquer. Falando nisso preciso dar aulas pra ele de como andar de salto, ele é todo nervosinho.
FIM ' POV
Depois de arrumar suas duas malas, sim duas, eram muitas coisas para ela levar, e outra, seu trabalho exigia muito cuidado com sua aparência. Pegou uma de cada vez e foi descendo as escadas. Assim que as malas estavam lá em baixo ela voltou ao quarto pensando que tinha esquecido algo, olhou em volta e seu olhar pairou sobre sua cama e tinha um pequeno cachorrinho de pelúcia.
- CHARLIE! - ela gritou feliz - Como poderia esquecer de você? - Ela fez uma cara fofa e o segurou saindo de seu quarto.
Desceu as escadas correndo e foi arrastando as duas malas para fora de casa e assim saiu ao econtro das outras.
Enquanto as meninas voltavam para a casa de , as garotas conversavam no carro. Tinham rido muito do ocorrido com a avó de , depois que se recuperaram voltaram a conversar normalmente.
- Peguei tudo, maquiagem, cremes... - ia falando.
- Coitado do Harry, ... - riu, ela estava dirigindo e no banco ao lado.
- Coitado nada! - rebateu - Ele não pode sair de qualquer jeito na rua enquanto estiver no meu corpo - A garota resmungou.
- Você tem todas as regras pro Harry, mas só quero ver o que teremos que fazer por estar no corpo deles. - riu.
- É mesmo, tinha esquecido desse detalhe, vou ter que usar calças enormes... - fez uma cara de espanto.
- Mas vai ser do seu tamanho, sua anta. - riu alto.
- É mesmo, por um momento eu esqueci. - bateu uma mão no volante e riu.
- Mas, até que não vai ser ruim usar as blusas do Tom. Back To The Future... - os olhos de <> brilharam.
- Acorda - estalou os dedos na frente dela - Porque sonhar com o Tom, você é ele agora.
- Que coisa mais estranha de se falar... Alguém tem um espelho? - ela perguntou e na mesma hora deu um para ela - sempre prevenida! Gosto disso! - sorriu e ficou se olhando no espelho e fazendo várias carinhas que ela achava fofas do Tom.
Capítulo 8 - You say good bye and I say hello.
Meia hora se passou e todos estavam reunidos na sala... Exaustos.
- GENTE! - Dougie despertou os demais que estavam quase cochilando.
- Meu, vocês tem que parar de gritar do nada. - reclamou e de novo pôs a mão no coração, tentando se acalmar - Assim eu tenho um infarto.
- Não vá ter infartos com meu corpo, senão eu te suicido. - Harry disse rindo [n/a: Alá Se Eu Fosse Você 2].
- É sério gente... O meu Flea... - Dougie ia falando.
- Dougie, não começa, deixa para amanhã. - disse se acomodando mais no sofá depois de ter passado um olhar mortal para Harry.
- Não! Nunca! Nada disso, vocês estão loucos? É do Flea que estamos falando, não vou deixá-lo sozinho! - Dougie já perdera a cabeça.
- Sem chiliques, ok? Liga logo para a sua irmã que eu falo com ela. - sugeriu e foi acompanhando Dougie até o telefone.
- É só falar pra ela ficar em casa por tempo indeterminado, e cuidar muito bem do Flea, tudo bem? - Dougie disse e entregou o telefone para .
- Ahn... Alô? - Uma voz sonolenta ecoara do outro lado da linha - Quem é o idiota que me liga a essa hora da madrugada?
- Idiota? Olha o respeito menina. - olhou pra Dougie que revirou os olhos. Sua irmã não mudava os hábitos de xingar os outros do nada.
- Ah, é você Dougie... - Jazzie bufou.
- Olha, é o seguinte... Eu preciso de um favor seu... - continuou até que Jazzie a cortou.
- Aonde isso vai chegar? - a garota do outro lado da linha perguntou irritada.
- Olha aqui, se você não parar de me atrapalhar, eu consigo falar logo. Assim você volta para seu sono de beleza... - suspirou. Ao ver que Jazzie não respondera nada continuou - É o seguinte, tive que viajar então tem como você ficar com o Flea? Por tempo inderteminado, não sei quando irei voltar. Não esqueça de dar comida, água, levá-lo para passear e essas coisas... - ela ia explicando.
- E cuidar do Flea como se fosse seu filho. - Dougie sussurou.
- Cuide dele como se fosse seu filho. - repetiu o que Dougie dissera - Enfim, é isso... Consegue fazer isso? - ela riu.
- Vou ficar então na sua casa, tudo bem maninho? - Jazzie fez uma voz de criança.
- Tudo bem. Só não bote fogo na casa, mana. - ela riu - Valeu, Jazz! - finalizou e desligou o telefone - Tudo certo Doug! - piscou pra ele, depois foram se juntar aos demais na sala.
- Ahn... Ahn... Que sono... - Danny bocejou.
- Não é só você... Garanto. - murmurou e os restantes concordaram.
- Bom, eu vou indo dormir - declarou - Meninos, tem quatro quartos lá em cima então se virem, sintam-se em casa, mas se bagunçarem, limpem! Meninas, vocês dormem no meu quarto, certo? - ia subindo as escadas.
- Sim - disseram as três em coro, se levantando e indo até .
- Boa noite meninas. - o McFly desejou.
Como havia dito, as meninas iriam dormir no quarto da mesma, então assim que chegaram foram arrumar suas coisas para dormir.
- Gente, o que vocês estão achando disso? Digo... De cada uma estar no corpo do seu McFly preferido? - perguntou - É um tanto quanto estranho não é mesmo?
- Sinceramente? Não gostei nenhum pouco. - declarou tristonha.
- Ah qual é , é uma aventura e tanta, pelo menos é uma coisa nova para colocar no nosso diário. - respondeu - Pelo menos vamos mudar o clima " in love" daquele diário. Só tem melação. - disse e fez uma cara de nojo.
- Como se você não escrevesse coisas assim, não é? - debochou - 'Ah Tom, você é tão lindo. Você fica tão fofo gordinho. Ah, sua estrela é tão sexy!' - ia imitando a amiga até que recebeu um pedala da mesma.
- Ah, pega leve. Eu não exagero, eu coloco coisas bonitas mas não tão clichês assim. Qual é! - defendeu-se > se ajeitando num colchão.
- Bom, chega. Eu estou muito cansada e não aguento mais ouvir a voz de vocês - resmungou e olhou para as caras de ofendidas que as garotas fizeram - Mentira, eu adoro. A voz do Dougie e a do Tom são realmente lindas... E eu amo ouvir o Danny falando, é engraçado e perfeito, mas estou com sono, então vamos dormir logo, certo? Amanhã também será um dia cheio... Eu acho - finalizou abraçando Charlie, seu cachorrinho de pelúcia.
Xx
Como todos os garotos estavam também mortos de cansados cada um pegou um quarto e foi dormir. A casa estava silenciosa e a escuridão tomara conta de tudo e isso amendrotava um pouco Dougie. Começara uma tempestade lá fora e ele não estava conseguindo dormir. Começou a sentir umas dores insuportáveis e foi até o quarto onde estava o Harry.
- Dude, acorda... Não me sinto bem... - Dougie fez uma cara de enjoado enquanto balançava Harry fazendo com que ele virasse para ele, e viu o rosto de ... "É o Dougie..." ele pensou.
- Droga Dougie, vai dormir cara, sabe que horas são? Quatro e meia da manhã, estou com sono e você não me deixa dormir! Tchau! - Harry foi empurrando Dougie para fora do quarto e bateu a porta na cara dele.
- Nunca mais me caso com você, Mr. Harry Judd! - Dougie deu uma batida forte da porta e prosseguiu para o quarto onde Danny se localizava e para ele a imagem estava um tanto estranha. Danny estava todo aberto com a mão nas partes íntimas de ! [n/a: Não acendam o fogo, aqui não é restrita HAHA] "Se ela visse isso, ia matar ele..." pensou.
- Como ele pode? Nem eu sou assim! Que medo desse cara... - Dougie saiu do quarto e bateu a porta fazendo Danny virar para o outro lado da cama.
Dougie foi andando até o último quarto, essa hora a dor estava passando, mas ainda estava com um pouco de medo de dormir sozinho naquele quarto escuro e desconhecido. Entrou no quarto de Tom e foi até a cama, o garoto estava dormindo que nem uma pedra, mas ainda tinha um espaço para que Dougie dormisse. Era melhor não acordá-lo, ele ficaria uma fera, a única coisa a fazer era dormir, já que estava tarde e não acordariam tão tarde amanhã.
Xx
As meninas foram as primeiras a acordar. Não era tão cedo assim. O relógio marcava umas dez e vinte e nove da manhã. estava deitada quando levantou para ir ao banheiro. e já davam altas gargalhadas na cozinha preparando o café para os amigos. Amigos? É podia se dizer que os guys agora eram bem íntimos delas... Literalmente!
- 'Tô vendo que acordaram de bom humor, hein - disse entrando na cozinha ao reparar na caras alá Tom e Harry sorridentes das amigas.
- Pois é - riu - Alguém acorda os meninos? O café da manhã já está pronto.
- Vamos todas, ué. Deve ser engraçado vê-los acordando - Comentou .
- Isso, vamos! - exclamou , com uma cara sapeca.
Depois de muita insistência de , as meninas foram acordar o Dougie primeiro.
- Não sei porque você faz tanta questão disso, você vai ver você mesma acordar. Uau, que legal hein? - disse num tom de sarcasmo.
- Ah, cala a boca - sussurou - Cadê ele? - viu a cama pouco desarrumada e sem ninguém nela.
- Ah que medo, será que ele foi abduzido? - perguntou , logo levando um pedala das três.
- , às vezes você me assusta com sua mentalidade - disse [n/a: Não querendo fazer a Jones se parecer com o Danny, mas realmente a nossa Jones às vezes nos assusta com as coisas sem-noção que ela fala. Mas nos a amamos.]
- Desculpa... Só queria ajudar - fez cara de manhosa.
- Enfim, vamos ver nos outros quartos... - sugeriu abraçando e se dirigiram ao quarto que Tom estava e viram Dougie ao seu lado abraçando o amigo.
- Você está me abraçando - riu - Que engraçado.
- Que coisa mais gay, vocês duas - riu alto e bateu em seu braço - Outch - resmungou - Seu saco de pancadas é a , não eu.
Elas riram muito alto, o que fez Tom acordar.
- Onde estou? - ele olhou em volta e viu o corpo dele o encarando - Não foi um sonho? Que droga - resmungou se levantando - E o que diabos Dougie estava fazendo dormindo comigo?
- Ele deve ter ficado com medo... Ontem choveu, uma tempestade horrível - respondeu - Ele tem medo de escuro não é?
- Tem sim... - Tom olhou o amigo e o cutucou - Dougie, acorda, já amanheceu - Não houve resposta - DOUGIE VOCÊ ESTÁ NO CORPO DE UMA MULHER - Tom gritou no ouvido de Dougie, que deu um pulo da cama e caiu no chão fazendo as meninas e Tom gargalharem.
- Meninos, façam um favor? Acordem o resto dos caras, eu e a já fizemos o café, se demorarem vai esfriar... - saiu do quarto e as meninas sairam com sorrisinhos. Tom ficou olhando-as sairem e em seguida se levantou e sem querer pisou em Dougie que ainda estava um tanto sonolento.
- Caramba, Dougie, anda logo! Levanta daí! [n/a: O Pequeno Poynter está sofrendo demais...], eu vou chamar os garotos... - Tom levantou e foi acordar Harry e Danny enquanto Dougie foi ao banheiro lavar o rosto e escovar os dentes, com mau humor... Para variar.
Logo todos já estavam lá embaixo em volta da mesa, conversando e tomando o café da manhã preparado por e .
- O Danny dorme que nem uma pedra. Foi bem difícil de acordá-lo dude! - Harry comentou dando uma mordida em seu pão - Dentro desse pão tem queijo Brie? Nossa, eu amo esse queijo.
- Tem sim! - respondeu, sabia que ele gostava desse queijo. Ele olhou para a garota e sorriu como forma de agradecimento, o que a fez corar.
- Estava tendo um ótimo sonho... - Danny fez uma expressão de sonhador enquanto comia um pedaço de bolo.
- Imagino o que estava sonhando... [n/a: Poucas mentes poluídas por aí...] - Dougie fez cara de nojo ao lembrar da cena de noite passada.
- Dormiram bem? Conseguiram se adaptar? - quis saber.
- Ah, um pouco sabe? Alguém não me deixou dormir à noite - Harry lançou uma cara de irritado para Dougie. [n/a: Mr Fit está tão MAIS irritadinho nessa fic haha]
- Aham, a mesma coisa comigo, o Dougie roncou demais, eu pensei que fosse o Danny no outro quarto - comentou Tom rindo.
- Hei, eu não ronco, só quando estou gripado - Danny protestou.
- Eu estava mal, quer dizer ainda estou um pouco, com umas dores sabe? Desculpa se atrapalhei o sono de vocês... - Dougie fez um carinha tristonha enquanto tomava seu café.
- O que você tem Dougie? - Perguntou preocupada.
- Quer um chá? Sabe, eu sei fazer, sou expert nisso... - Disse sorridente.
- Acho que tem camomila, hortelã... Lembra aquele dia que fiquei com mal-estar meninas? Acho que um chá ajuda! - sugeriu se levantando.
- Quais seus sintomas Dougie? - perguntou .
- Nossa, que preocupação com o pequeno Dougie - Danny fez uma cara de poucos amigos. Porque ele também não era tratado assim?
- Não meninas, não se importem comigo, vocês sabem o que é? Está doendo muito... Vocês acham que seja... - Dougie parou na frase.
- Cólica? Bem provável! Ou pode ser só um mal-estar, vou fazer um chá para você - levantou foi preparar um chá.
- Você vai melhorar não se preocupe - sorriu para ele, que fez o mesmo.
DANNY'S POV
Enquanto o Dougie estava com seu chazinho (mimado), estávamos resolvendo como todos tom banho. Resolvemos que as meninas nos dariam banho primeiro e assim foi. Dude, foi muito engraçado. Tipo a enfiou sabão no olho do Harry que deu um berro infernal. Depois ele se recusou a tomar banho e a começou a brigar falando que no corpo dela ele não ia ficar sem tomar banho. Depois eles fizeram tudo direitinho e o Harry descobriu que parou de menstruar. Tom e eram tipo, os mais certinhos, eles ficavam rindo de tudo. banhava seu corpo com todo cuidado enquanto Tom ria de cócegas provocadas por ela (melosos). Dougie e se deram bem no final do banho, porque no começo foi loucura, ele falava que ela era bruta ao esfresgar os braços dele (dela) mas foi tudo ok.Eu, bem, foi estranho, meu primeiro banho no corpo da ! Mas ela fez tudo dar certo, a gente não podia tomar banho bem tomado, porque afinal ninguém é íntimo de ninguém, mas deu pra ficarmos limpinhos... Digo, o corpo delas!
FIM DANNY'S POV
Depois de um projeto de banho - é, não vamos chamar aquilo de banho, porque oito pessoas com roupas de banho tomando banho de mangueira definitivamente não é um banho! - todos foram se trocar, as meninas foram boazinhas com os meninos e escolheram umas roupas bem largas, das quais eles iriam se acostumar fácil. Agora os meninos estavam todos jogados no sofá da sala enquanto as meninas preparavam o almoço.
- Ahn.. - Dougie gemia alisando sua barriga - 'Tá doendo...
- Vai falar com a , Dougie - sugeriu Tom.
- ... - começou Dougie assim que chegou na cozinha. As meninas estavam de aventais, cozinhando e escutando Busted.
- Agora não Dougie! Estamos ocupadas - disse e as outras três concordaram.
- Mas ... - ela o cortou.
- O que é homem de Deus? - olhou furiosa para ele.
- Eu 'to com uma dor... Aqui - Dougie apontou para o local que doia.
- Hm... Acho que você vai menstruar Dougie - disse prendendo o riso.
- SE FERROU NANICO! - Harry gritou lá da sala.
- Deus, como ele ouviu a conversa? Que medo... - disse fazendo uma cara assustada.
- Será que ele tem super poderes? - palpitou. Vendo que as meninas iam dar um pedala na mesma, continuou - É só uma brincadeira, gente.
Todos presentes na sala reviraram os olhos.
- Enfim, Dougie vá até meu quarto e pegue um absorvente. Está na parte esquerda do closet - dizia voltando a cuidar de um molho no fogão - MAS... Não mexa em mais nada! - gritou quando ele já saira da cozinha.
Capítulo 9 - Dear Marty...
DOUGIE'S POV
Ótimo. P*ta que pariu. Estou menstruado. Droga de vida. Agora tenho que pegar absorvente.
Entrei no quarto de e só vi o closet fechado. O abri e... Que parte ela disse que estava mesmo? Ham... Aqui só tem sapatos... Ham, pode estar nessa caixa rosa. Abri a caixa e vi um caderinho lilás escrito 'MARTY' e embaixo com pequenas letras 'McFly'. O que era aquilo? Um caderno da gente? Ham... Melhor eu nem mexer, foi o que ela pediu... Ham... Dude, a curiosidade matou o gato... Mas 'to nem aí. Abri o caderno em qualquer página e li o seguinte...
"11 de agosto de 2006
Querido Marty.... Ok, isso ficou tosco demais. Mas chegar dando "oi, eai beleza diário?" também é tosco, porque ele nunca iria me responder... Ou sera que ia? Nossa falando essas coisas sem noção 'to até parecendo a ... Que ela nunca leia isso! Enfim o Marty não é pra falar da , obviamente não, não jogo no outro time pra ficar me declarando pra !
Bom, pra começar... Prazer, . Ou futura Judd, quem sabe né? Parei. Bom, como já deu pra perceber eu tenho uma queda - lê-se precipício - pelo Mr. Harry Judd. Nossa, nem sei por onde começar, que tal pelo começo? Parei.
Nossa, eu sinceramente vou ter que me esforçar mais aqui se quiser que esse diário fique bom, aposto que a parte da ) tá linda. Ela sabe escolher as palavras certas, diferente da que aposto que só vai escrever "Danny meu, Danny meu" e essas coisas. E a ... Já é transparente o que ela vai escrever "Nanico mais lindo!" Haha, adoro zoar as minhas amigas, é divertido. Mas de novo tô falando delas, hello ! É pra falar do Harry.
Acho melhor começar a escrever aqui ,sobre o nosso primeiro show do McFly. Bom, como eu disse foi o primeiro show e dude.. foi DEMAIS! Até hoje eu ainda não sei escolher as palavras certas para descrever como eu me senti lá, sei lá. Saudades daquela época em que o Harry era loirinho e tinha aquele piercing na sobrancelha, ai, coisa mais linda! Certeza que, se eu o visse daquele jeito, em um beco escuro e sozinho eu não responderia aos meus atos. Mesmo sem o cabelo assim, poderia estar de qualquer jeito, o Judd na minha frente já estaria perfeito.
Enfim, o show estava lindo, tenho que falar, mano, o Tom e o Danny tem A VOZ!! e o Dougie é um fofo... Fica pulando que nem um doidinho no palco, adoro mesmo. E foi engraçado ver a pulando lá pra ver o Dougie, ou quando ela brigou com uma poser que estava atrás de nós, que disse que o Dougie era um idiota de pular assim... Pobre menina! Ficou com a perna roxa, nem preciso explicar né, a deu um chute nas canelas da coitada, tsc...
Bom, recaptulando, o show foi divino, perfeito e quando ele acabou eu me senti tão... Vazia. Mas eu estava eufórica por ter realizado meu sonho, assim. Mas o choro ali tava inevitável. Depois do show eu e as meninas fomos para o outro lado do estádio (Aonde havia sido feito o show) para ve se nós seriamos as sortudas que iriam esbarrar com eles... Quando eles estivessem saindo e entrando na Van deles. E claro, umas groupies chegaram na nossa frente mas eu consegui pelo menos um sorriso do Judd!!! É EU CONSEGUI! Antes dele entrar na van ele viu uma fã doida gritando e chorando que nem louca ali - Lê-se eu - e deu um sorriso... e que sorriso! Ele ainda vai ser preso por ter um sorriso tão perfeito! Nossa, que brega.
Depois de um tempo o Harry deixou de ser neném... Deixou o cabelo castanho escuro,cortou tudo deixando aquela cicatriz que eu tanto amava, a mostra. E tirou o piercing da sobrancelha deixando apenas na orelha. Ele não tinha mais aquela carinha de adolescente.. Agora ele já estava um homem! E que homem. Sortuda da mulher que pelo menos conseguiu um beijo dele.. haha
Beijos, Judd. "
EPA. EPA. EPA. EPA. EPA. Calma, deixa eu ver se eu entendi. Esse diário é sobre a gente? Tipo, elas AMAM a gente? Tipo, são muito fãs da gente? Calma não consigo processar direito... Tipo, ham? Folheei as outras partes e via muitas datas. Muitos "Querido Marty..." e os respectivos nomes das garotas abaixo, muitos "Eu amo o Dougie...". Os caras TEM que ver isso.
Enfiei uma blusa dentro da caixa e escondi o diário debaixo da minha blusa. Achei os absorventes do outro lado do closet. Saí do quarto e fui para o meu, guardando o diário debaixo da cama. Depois sai e desci pra sala, onde COM CERTEZA eu contaria tudo pros caras.
FIM DOUGIE'S POV
Dougie chegou na sala e sentou-se ao lado de Tom no sofá. Ele prendia o riso, fazendo os caras olharem pra ele.
- Que foi? Se enrolou com o absorvente? - perguntou Danny aos risos.
- Não... - Dougie murmurou com um sorriso luminoso no rosto.
- Então o que aconteceu? - perguntou Harry com uma sobrancelha erguida.
- Vocês NÃO vão acreditar caras - Dougie começou, e nenhum deles falou nada só esperou Dougie continuar - Elas - ele sussurrou apontando pra cozinha - São nossas fãs. Eu fui procurar o absorvente e achei um diário onde elas falam sobre a gente - continuou sussurrando.
- MENTIRA? - Harry gritou e depois tapou a boca. Esperaram ver se as meninas escutaram mas viram que elas estavam muito entretidas no almoço ouvindo Son Of Dork cantar Two Princess.
- Então. Não é mentira. Eu peguei o diário, está lá no quarto onde eu estou dormindo - Dougie comentou.
- Quero ver, vamos lá - sussurrou Danny.
- Gente, não é invasão da privacidade delas? - perguntou Tom hesitante.
- Qual é, nós somos elas agora, o que é delas é nosso - Danny riu e Harry deu um pedala nele - Ah, vamos logo!
Os quatro subiram de fininho no quarto. Eles fizeram um círculo em pé, Dougie pegou o diário e eles abriram na mesma página de antes.
- Harry, a é louca por você... - ele disse rindo e os caras leram o que havia escrito.
- Ela diz que conseguiu um sorriso meu, nossa, faz tanto tempo, eu nem me lembro mais - Harry comentou.
- Nossa Harry, que dó da menina, você não lembra dela - Danny riu sarcástico.
- Ah, cala a boca e abre outra página - Harry mandou irritado e Dougie folheou outra página:
"11 de agosto de 2006
Querido Marty...
Poynter aqui. Não o Dougie, a Poynter, FUTURA noiva oh yeah. Acabamos de voltar do show e eu nem preciso dizer que foi perfeito, mas já dizendo, foi muito legal. Eles tocaram super bem e eu até arrumei briga com uma poser mas enfim, no lugar que eu estava deu pra ver perfeitamente e especialmente o MEU Dougie.
Como sempre lindo e pulante. Não sei o que era mais perfeito o cabelo loiro bagunçado ou o sorriso dele em Transylvania quando todo mundo gritou. No final fomos pro outro lado do estadio pra tentar vê-los mas não deu, umas groupies doidonas chegaram antes e só vimos eles entrando na van. Não vamos esquecer do nosso primeiro show do McFly, tanto quando aquela poser nunca vai esquecer do chute que levou na canela. 'Tá, eu nunca tenho muito o que escrever mesmo aqui, então eu vou fazer minhas pinturas. 'To entrando pra uns cursos, mas isso não tem nada a ver com o Marty... Bem...Até mais.
ps.: Eu amo o Dougie Poynter"
Os caras começaram a rir e Dougie estava vermelho.
- Nossa. A é louca por você - Danny riu - Sério, começo a ter medo delas.
- Elas não demostram isso não é? - Tom perguntou - Bem estranho.
- Nada a ver, vai que elas só falam essas coisas entre si? - Harry palpitou - Que seja, vê coisas que as outras falaram também...
Dougie folheou mais:
"11 de agosto de 2006
Querido Marty,
Eu estou completamente feliz. Acabamos de chegar do show do McFLY e vamos dormir aqui na casa da Poynter. Enquanto eu escrevo sobre o que aconteceu no show, as meninas estão comendo besteiras e rindo...
Bom, devo dizer que foi a melhor noite da minha vida. Sabe o que é ver seus ídolos tocando? Nossa dude, foi lindo demais. Eles arrasam, eu tinha certeza absoluta disso, mas vê-los ao vivo me deu toda a certeza desse Universo. Devo dizer que Danny Jones estava impecavelmente maravilhoso, eu amo a voz daquele cara, tipo assim, perfeita! O pequeno Dougie estava demais, adoro o jeito como ele se comporta no palco, eu fico rindo demais, devo dizer que a terra balançou em Transylvania, simplesmente divino. Harry Judd... Ah, Harry Judd ele estava demais, ele arrebentou cara, eu gritava tipo "Vai Harry..." 'Tá que ele não me ouviu, mas ele tava demais, ele é muito fofo, sempre sabe o que dizer. Hm... Tom Fletcher... Cara, o Tom é uma coisa de outro mundo. Não, pára. Eu amo esse cara. Me morri em All About You, ele apontou pra uma menina e eu fiquei com uma cara de poucos amigos, mas eu não me importo mais, vê-lo foi a MELHOR coisa da minha vida. Ele é tão incrível, gostaria de dizer isso pessoalmente, de dizer tudo que ele representa pra mim. Tenho muito amor platônico por ele que assusta, ainda bem que tenho amigas que sofrem da mesma coisa, senão eu iria ser xingada, que seja, eu AMO aqueles caras, e espero que um dia eu os conheça pessoalmente... Bom, vou conversar mais com as meninas. Boa noite!
Fletcher "
- Estou até emocionado - Dougie disse fingindo enxugar lágrimas com a blusa. Harry e Danny riram.
- Parem com isso, não tem graça - Tom resmungou - Vocês estão rindo do que elas escreveram?
- Não. Claro que não. Eu adorei o que elas falaram, e meu ego subiu lá em cima... - Harry disse - A briga comigo, mas olha a prova de que ela me ama!
- Eu estou com medo da , ela é muito louca pelo Dougie - Danny riu.
- E daí? - Dougie resmungou - Deixa ela... - e sorriu - Que engraçado. O preferido da é o Tom, e eles mudaram de corpo. e Harry, eu e ... Então quer dizer que ... - Dougie folheou outra página:
"11 de agosto de 2006
Como que se começa a falar num diário mesmo? Eu esqueci....
Ah... Querido Marty...
Ai dude, foi tudo tão lindo! Daria tudo para ter essa sensação de novo, foi realmente inesquecivel ver meu sardentinho lindo tocando e cantando a poucos metros de mim. Durante todo o processo a tensão de estar indo no show da minha banda favorita e estar vendo o homem da minha vida lá na frente cantando para mim, a única coisa que vinha em minha mente era gritar e tentar chamar atenção... Não deu muito certo mas whathever, eu tentei. Na última musica eu chorei, chorei demais. Não queria que aquilo acabasse jamais, estar passando tudo aquilo com minhas amigas, estar na frente do McFly era demais e não tinha sentido tudo aquilo acabar. Mas eu aproveitei o possivel desse show... O meu primeiro show do McFly! Com certeza o mais inesquecível... Porque o primeiro a gente nunca esquece né.
Depois do show fomos atrás deles... Pena que só conseguimos vê-los a um metro de distância por que umas groupies bitches tinham chegado antes. E aquele segurança gordão horroroso não foi com minha cara, pelo visto e não me deixou chegar perto do meu Jones! Maldito! O dia que eu virar macumbeira minha primeira macumba vai ser pra ele. Não tive a sorte de ganhar um sorriso de algum deles como a teve. - ganhou um sorriso do Harry - Mas tive a sorte de ir no show, e ver o Jones a um metro de mim. Não vou desistir tão fácil desse sonho, não mesmo! Danny Jones que me aguarde.
Dannyficada"
Os meninos começaram a rir.
- ... Dannyficada - Dougie leu e riu.
- Eu gostei disso. Dannyficada por mim - Danny fez cara de galanteador.
- Pára de se achar, meu! - Tom riu - Todos fomos elogiados. A disse que eu sou incrível - ele estufou o peito rindo.
- Qual é, tendo a você não precisa mais de ninguém, ela vale por mil - Dougie riu - Ela deixou bem claro que me ama.
- Não ganham da - Harry riu - Sou o homem dela e eu sorri pra ela, mesmo eu não me lembrando!
- Nada a ver, a ganha, disse que vai fazer macumba pra o segurança - Danny riu e os caras fizeram o mesmo.
- O que aconteceu com a gente? - Tom perguntou ainda rindo - Felizes pelo que elas falaram...
- Como não ficar feliz? Só coisas boas... - Dougie disse.
- É, mas tem coisa aí... Elas mudaram com os preferidos delas, é estranho, sei lá - Harry comentou.
- Abre mais uma página aí - Danny pediu.
- Quer mais elogio da Dannyficada? - Dougie perguntou e todos riram. Então ele abriu qualquer página.
"28 de dezembro de 2007
Querido Martyzinho lindo,
Sem novidades por enquanto. Eu e as meninas andamos ocupadas, já somos adultas né, trabalho ali, trabalho lá, mudanças e o McFLY ainda não deu sinal de vida, acho que um cd novo está por vir... Esperamos, pois amamos muito aqueles caras e a gente ainda não realizou nosso sonho de vê-los de perto! Mas eu sei que um dia a gente consegue dizer o quão eles deixam nossa vida mais bonita.
Com amor, , , e "
- Nossa... - murmurou Dougie - Elas... São bem fofas.
- Como todas as fãs, mas com certeza elas são especiais - Harry comentou - Mas gente, eu ainda acho estranho. Porque elas? Porque a gente mudou do nada assim com elas?
- Não dá pra saber Harry... - disse Tom quando a porta do quarto foi aberta.
- Meninos, o almoço... - era , e parou quando os viu - O que vocês estão lendo aí?
Capítulo 10 - Double... Trouble!
- Estávamos lendo... Um... - Dougie começou escondendo o diário atrás de si e com a expressão assustada.
- Pornô - Harry respondeu simplesmente.
- Er... Só vim pra avisar que o almoço está pronto - disse bufando e batendo a porta ao sair do quarto.
ANN'S POV
INDECENTES! O que eles estão pensando? Lendo pornô debaixo do meu teto!
FIM ANN'S POV
- Caramba, ela quase nos pegou - Dougie passou as mãos no rosto. Estava nervoso - Pornô, Harry? - ele riu e os outros riram junto.
- Foi a única desculpa convincente que passou pela minha cabeça - Harry se defendeu rindo.
- Esquece - Tom balançou a cabeça - Vamos descer logo. Dougie esconde esse diário debaixo do colchão - ele pediu e foi até a porta, abrindo-a.
Eles desceram em fila e se sentaram na mesa onde as garotas já comiam e permaneciam caladas.
- O molho está ótimo, - quebrou o silêncio - Se você não fosse uma artista eu te empregaria no meu restaurante - ela sorriu carinhosa.
- Uma artista na cozinha - disse e todos olharam para ela com uma expressão confusa, não entendo o por quê daquela frase - Mas o molho está bom, mesmo - ela sorriu amarelo.
- Obrigada - agradeceu sorrindo.
- , só não come muito para eu não voltar a ser gordo - Tom a olhou e riu. Os guys deram risadinhas abafadas.
- Mas eu go... - parou - Ah, tudo bem, manterei a forma - ela riu nervosa para Tom.
- Mudando de assunto [n/a: Mudando de pato pra ganso *risos*]... Como ficam os nossos empregos? - perguntou aflita.
- Estamos de férias - Danny respondeu de boca cheia.
- Eu falava de nós - apontou para as meninas - Ou vocês acham que só existem vocês no mundo? - ela bufou.
- Não está mais aqui quem falou - Danny respondeu quase se engasgando com a comida.
O clima ficou tenso, mas continuou:
- Devo lhe informar Dougie Poynter, que hoje tenho um trabalho para fazer na casa de uma cliente, acho que você deve pelo menos comparecer lá - ia dizendo secamente. Ficou indignada por ter entrado no quarto e ver os quatro lendo revistas pôrnos - Eu não sei qual vai ser o trabalho, então você tem que ir lá conversar com ela, é uma encomenda muito importante para mim - continuou.
- Sem problemas - ele respondeu, logo depois deu um gole em seu suco.
Um tempo depois, o celular de tocou e ela por força do hábito, o atendeu.
- Alô?
- Quem é? - a voz ecoou do outro lado da linha, estranhando ouvir uma voz masculina e percebeu que era Robert McKenzey, o produtor de World War III.
- Ahn, desculpa. Você quer falar com a ? - ela perguntou e o homem afirmou - Ela está meio ocupada agora - ela olhou com cara de nojo para Danny que tentava inultimente limpar sua camisa, suja de molho - Pediu que se você ligasse, falasse comigo que eu dava o recado.
- Você é o novo agente dela? - perguntou Robert - Que seja - ele não deixou responder - Diga a ela que venha imediatamente pegar os novos scripts da WWIII.
- Certo. Sem problemas Rob - assentiu.
- Rob? Só me chama de Rob - o produtor riu - Enfim, só dê o recado - e desligou.
bufou e olhou os outros à mesa que a encaravam.
- O que aconteceu? - perguntou.
- Querem que eu vá pegar os novos scripts da série - ela respondeu - Danny, você tem que fazer isso pra mim - ela pediu o olhando.
Ele concordou sem emoção com a cabeça e voltou a limpar sua camisa.
- Mas a gente não combinou que não ia fazer nada até que voltássemos ao normal? - questionou.
- Mas é só para pegar os scripts, duvido que comecem a gravar a segunda temporada tão rápido - respondeu - E outra, a gente não pode simplesmente parar de viver, como a gente vai pagar nossas contas? Fazer nossas coisas? Temos que dar pelo menos um jeito.
Todos concordaram e voltaram a falar sobre qualquer coisa.
- Tom - se aproximou do garoto que tinha acabado de se levantar da mesa.
- Sim? - ele voltou sua atenção à ela.
- Você precisa ligar para o gerente do meu restaurante. Tenho que saber como vão as coisas por lá... - ela disse aflita.
- Oh, sim - ele concordou - Tudo bem.
Foram até a sala. pegou o telefone e discou os números.
- Só pergunte como estão as coisas e se preciso passar lá - sussurrou quando viu que já tinham atendido.
- Jo... Joe? - Tom começou - Sim, sou eu, ! Sumido-da? Eu? Tive uns problemas! Aham, eu preciso passar aí? 'Tá. Agora? Ok. Eu vou, tudo bem, obrigado-a... Tchau.
Pouco depois, ajudou Tom a se arrumar, colocando uma roupa confortável - jeans, camiseta e tênis. Ela mostrou uma foto de Joe para ele não se confundir com outras pessoas. Tom agradeceu, pegou o endereço do restaurante e foi até lá.
xx
DANNY'S POV
Depois do almoço, tive que tomar banho de gato e ir pegar o script idiota da . Qual é, eu estou de férias e tenho que aproveitar esse tempo. Ae eu estivesse pelo menos em meu corpo daria para aproveitar, mas não, estou em um corpo de mulher! É meio estranho andar assim na rua, ainda não estou acostumado, as pessoas não me olham, não pedem autógrafo, eu já estava acostumado a tirar fotos com os fãs, eu os amo demais, eu amo o meu trabalho, eu senti um vazio dentro de mim indo à caminho ao prédio onde iria pegar os scripts de WWIII.
FIM DANNY'S POV
Dougie nem tomou banho. colocou uma roupa pra ele em cima da cama. Ele se vestiu rapidamente e saiu desanimado para o endereço que ela indicara.
xx
Mais um celular tocava na casa e ninguém reconhecia o toque.
- De quem é? - perguntou procurando o celular. foi até o sofá e o viu jogado.
- É da - ela comunicou entregando-o para a dita cuja.
- Ah, é que eu mudei o toque e esqueci - ela riu envergonhada e passou o celular para Harry - Pode atender pra mim, Harry, por favor? É o Bernad, meu agente - pediu carinhosamente.
- Ah, claro - ele concordou e atendeu o celular - falando...
- ! - uma voz masculina - e gay, de acordo com Harry - soou do outro lado da linha.
- Eu - Harry queria rir - O que houve?
- Já olhou sua agenda hoje, bobinha? - o homem perguntou rindo - Lembra que eu consegui aquelas fotos para a revista Glamourous? Então, o ensaio de fotos é hoje. Eu estou ocupadérrimo, querida, venha logo! - e desligou deixando Harry de boca aberta. Como assim... Ensaio de fotos?
Capítulo 11 - Bourne... James Bourne!
- Legal, estamos sozinhas, o que faremos agora? - perguntou se jogando no sofá - Eu mal caibo nesse sofá - ela riu.
- O Tom é muito grande, meu Deus - disse rindo.
- Todos são! - palpitou rindo.
- O Dougie não, gente - disse olhando para si e as outras começaram a rir descontroladamente.
- É mesmo, tinha me esquecido do pequeno Poynter - respondeu após parar de rir.
Ficaram conversando qualquer besteira quando ouviram mais um celular tocar e todas bufaram.
- De quem é o celular? - perguntou procurando o aparelho pela sala.
- Desconheço esse toque - comentou se levantando e indo até a mesinha que o aparelho estava - É esse aqui - disse olhando no visor.
- Se for do Harry você atende - disse mudando de canal na TV.
- Ah meu deus! - exlamou - Eu não vou atender isso! - jogou o celular para que mantinha uma expressão curiosa.
- , não joga isso...- ela passou a olhar o retrovisor - Meu Deus... Meu Deus... - dizia afobada.
- O que foi, mulher? - perguntou pegando o celular da mão da garota e passando a olhar o retrovisor atenta - Não pode ser... Meu Deus!
- Quem é? Fala logo! - se levantou do sofá e encarou as amigas - Quem é?
e se entreolharam como se tivessem combinado gritar:
- BOURNE. JAMES BOURNE!
- O QUÊ? - e gritaram juntas.
- Atende logo, atende... - pediu para .
- Estás maluca? O que eu vou falar? - perguntou confusa.
- Coloca no alto-falante, pelo amor de Deus... - sugeriu impaciente.
- É o Jimmy, é o Jimmy - cantarolava enquanto colocava no modo alto-falante e logo depois atendendo o celular.
- Harry? - a voz fina e meiga do homem ecoou do outro lado da linha. As meninas se entreolharam e começaram a gritar [n/a: Imagina o corpo desses 4 marmanjos, gritando por causa de homem UAHAUHAUHA]
- Parem com isso, por favor - James pediu - Está no alto-falante? Seus malucos, porque estão gritando, hein? - perguntou confuso.
- Oi James - disse afobada - É o Harry... Ahn... Dude? - tentou disfarçar.
- Como você está James? - perguntou carinhosamente.
- Estou bem! Só liguei pra saber de vocês! O Fletch está louco atrás... Ninguém atende telefone... - ia dizendo - O Busted voltou e agora é pra valer! - deu a boa notícia fazendo as garotas se entreolharem com sorrisos exagerados e se segurando para não gritar.
- Isso é muito bom - disse - Já escreveram músicas?
- Já! Até estava pensando se vocês não querem passar aqui qualquer dia para fazermos como antigamente - ele sugeriu, sorrindo.
- Sabe o que é Jimmy... - olhou para as amigas - A vida está corrida... É.
- É assim mesmo - James riu - Bom, era só isso. Liguem para o Fletch ou ele corta a cabeça de vocês.
- Tudo bem - respondeu animada - Dude, vamos desligar... Vamos fazer... Coisas - ela disse gaguejando.
- É! Beijo Jimmy - disse docemente.
- Gay demais...- James disse rindo - Tchau, dudes! - e desligou.
colocou o aparelho em cima da mesa novamente.
- Vocês tem ideia com quem a gente acabou de falar? - perguntou afobada.
- James Bourne! - elas gritaram rindo.
- Gente, a voz dele é tão linda, meu Deus, que voz... - ia falando.
- Pára, vai trocar o Harry agora? - perguntou rindo.
- Não mesmo! - respondeu rindo.
- Ah, eu posso ficar com o James, com o Dougie e com o Charlie pra mim - disse pensativa - Mas isso é poligamia, certo? - perguntou encarando as amigas.
- Não. É ser piriguete! - respondeu rindo. [n/a: Essa é para a Irene, weeee <3]
As garotas se entreolharam e começaram a rir descontroladamente.
- Meu, vocês ouviram? Busted voltou - disse depois que pararam de rir. Elas começaram a gritar e a pular feito loucas. Quando pararam, deitaram-se no chão e ficaram olhando para o teto.
- Me senti como os velhos tempos... Quando a gente começou a gostar de Busted e McFly... De como a gente gritava quando saia uma música nova - comentou rindo.
- É verdade. Esses tempos voltaram todos agora, quando recebemos essa ligação do James Bourne. Nem posso acreditar... - sorriu.
- Meu Deus... Imagina o que vai acontecer daqui pra frente! - riu e imaginou mil coisas.
Capítulo 12 - Fail
Danny entrou no prédio e estava meio perdido. Não sabia exatamente para onde ir. Depois de rodar e rodar, voltou a porta principal e decidiu perguntar ao segurança.
- Olá... Hm.. Joseph! - ele o cumprimentou lendo o seu crachá.
- Pois não? - o segurança se aproximou um pouco mais de Danny.
- O senhor pode me informar qual o andar onde são as gravações de WWII? - Danny perguntou sorrindo.
- Ah claro! - ele olhou em um papel qualquer - Senhorita... Fica no sexto andar.
- Obrigado, quer dizer, obrigada - Danny deu um sorriso amarelo e subiu ao andar indicado.
Quando chegou lá, foi puxado por um homem ruivo e alto que dizia que ele estrava atrasado.
- Atrasado? Para...? - Danny perguntou confuso.
- Já recebeu os scripts, ? Você está totalmente atrasada, vou te dar quinze minutos. Segue esse corredor da frente e entra na terceira porta à direita, o produtor te dará o script novo. E nossa como você está linda! Agora vai! - o homem o empurrou para o corredor e foi para outra direção.
Danny fez exatamente o que ele havia pedido. Conseguiu pegar o script e quando estava indo embora o mesmo homem ruivo o puxou... De novo.
- Onde pensa que vai ? Nós vamos gravar a cena do beijo ainda hoje! - ele disse sorrindo e levando Danny ao cenário.
- BEIJO? - Danny engoliu seco.
DANNY'S POV
Como assim? Beijo? Eu não vou beijar ninguém! Olha o que essa menina está me fazendo passar! Já estava de bom tamanho eu vir buscar esse script bobo e idiota, digo e repito: EU NÃO BEIJO NENHUM HOMEM! Se for mulher, eu penso... Se for bonita... Mas com certeza é homem! NÃO, EU NÃO VOU BEIJAR, JÁ DISSE ISSO?
FIM DANNY'S POV
Danny estava sentado - suando frio - em uma cadeira qualquer do cenário e lendo o script. Ele queria mesmo era fugir. O homem estranho disse que ele ia fazer a cena com um tal de John Knight. Ele queria morrer, mas não beijava esse homem. Quando ia levantar um homem alto e moreno entrou e estendeu a mão para ele, cumprimentando-o. Ele não fazia ideia de quem era.
- , tudo bem? - o homem sorriu e beijou a bochecha de Danny que se sentiu muito gay na hora.
- É. Estou bem... Me desculpe... Qual seu nome? - Danny fez uma expressão confusa.
- Nossa... Sou eu, o John - ele muxou o sorriso.
- Me desculpe, é que você está mais novo! - Danny deu um sorriso falso.
- Obrigado! - John sorriu e olhou estranhamente para .
- Certo. Pessoal, ao seus lugares, vamos passar a cena... - o diretor gritou e sentou-se em seu banco.
- O quê? Mas... Já? - Danny estalava os dedos, muito nervoso.
- Sim, quanto antes melhor! - John sorriu meio tímido.
DANNY'S POV
Eu não vou beijar esse cara! Eu já disse! que me desculpe, mas eu não vou mesmo. Olha que gay esse cara. Com certeza é um gay enrustido, pensa que me engana? Com essa calça colocada, cabelo com gel... Ah vá!
- Eu não vou fazer a cena do beijo, mas não vou mesmo! - eu disse ao diretor.
- Como é? Você não vai fazer a cena do beijo? Motivos...? - ele perguntou me encarando e todos na sala faziam o mesmo. Fiquei com medo.
- Eu não vou fazer a cena do beijo, faço as outras menos a do beijo! - Eu repeti e concluí.
- Você tem certeza do que está dizendo? Eu não quero me estressar! Ou você faz a cena do beijo... - ele alterou um pouco a voz - ... Ou, você está fora da série!
OK. A vai me matar, mas eu NÃO quero e NEM vou beijar essa cara. E está decidido!
- Estou fora! - todos me olharam perplexos. A única coisa que fiz foi sair daquele recinto de bando de pessoas neuróticas.
Peguei o elevador e desci desanimado. Não via a hora de chegar em casa e deitar no sofá... Relaxar um pouco! Acenei para o segurança, o único que tinha sido legal. Peguei o carro e parti de volta para a casa da .
FIM DANN'YS POV
xx
DOUGIE'S POV
Depois de ouvir diversas vezes de o quanto aquela encomenda significava pra ela, segui ao endereço que ela me dera. Cheguei a um grande condomínio particular e toquei o interfone três vezes impaciente. Senti meu estômago revirar pois estava nervoso de fazer alguma merda, e disse que se houvesse qualquer mal entendido ela me mataria, e eu não duvido do lado serial killer dela.
Depois de me identificar como , subi até o apartamento e toquei a campainha. Um cara estranho e assustadoramente forte abriu a porta e deu passagem para que eu entrasse.
- , né? - ele perguntou e eu assenti.
Entrei reparando em cada canto daquele apartamento. Era grande pra caramba, só podia ser gente rica. espertinha...
- Billy... Estou indo lá trocar minha sandá... Olá - uma garota baixinha adentrou a sala e sorriu pra mim - Quem é ela?
- ... Uma colega - Billy respondeu sorrindo simpático.
- OK... Sabe meu número, vou lá trocar aquela sandália que mamãe me deu - ela mandou beijinhos no ar e saiu do apartamento.
- Uma gracinha não é? - Billy suspirou e eu sorri amarelo - Bom, é o seguinte... Mudei de ideia sobre o quadro... Mel disse que adora meus músculos - ele os apertou exibidamente - Então resolvi fazer uma coisa diferente!
- Tipo o que? - perguntei temendo a resposta.
- Se não se importar... Eu estava pensando em um retrato meu... Nu! - Billy sorriu.
Soltei um grito exagerado e Billy me olhou assustado. COMO ASSIM NU? Ele está brincando com a minha cara? Nem ferrando que eu vou pintar esse cara nu, todos esses músculos enormes, e o NEGÓCIO dele, tudo bem que eu também tenho mas dude, isso seria muito estranho!
Sem saber o que fazer acenei para Billy amedontrado e corri dali o mais rápido possível. iria, definitivamente me matar.
FIM DOUGIE'S POV
xx
HARRY'S POV
Olhei novamente ao papel que havia me dado, indicando o endereço da agência. E vi que estava perto de lá. Andei um pouco mais rápido para chegar e logo acabar com essa tortura. Mas assim que eu chegasse lá ia começar a tortura. OH DAMN! Vi que voltar a andar devagar não iria adiantar pois eu havia acabado de chegar a tal agência. Entrei lá e fui direto a recepção a procura do tal gay, ou Bernad, como preferir.
- Ele está na sala dele, Srta. - Assenti e olhei em seu crachá. Seu nome era Amy Turner, será que ela canta Rehab tão bem quanto a Amy Winehouse? Podiam fazer uma dupla. Tipo, Amy Winehouse feat. Amy WinThouse... Até que ela parecia a cantora... Ri comigo mesmo da tentativa de piada.
- Obrigada, Amy. - Murmurei indo até o elevador que ficava um pouco longe da recepção. A caminho pude ouvir uma voz um pouco afeminada me chamando.
- ? Aí está você! - Me virei, então pelo visto esse é o tal de Bernad.
- Sim, aqui estou - sorri de lado - Podemos ir logo? Estou um pouco cansada. Você sabe como é, a academia acaba comigo.
- Sim fofa, te entendo perfeitamente - ele deu um tapinha no meu ombro, o que me irritou - Aproveitando esse corpo maravilhoso, que tal uma sessão de fotos allah beach? - ele sugeriu me guiando para o elevador. Fomos até o décimo andar e encontramos lá umas cinco modelos de biquíni. UAU. Como eu queria estar na minha forma masculina agora... Como eu queria!
Me levaram até um vestiário e deram um biquíni azul para eu colocar. E agora? Como eu vou colocar isso sozinho, sem a aqui para me ajudar? Eu não posso chegar em alguém e pedir para me vendarem. Ah, que seja.
Tirei a roupa e tentei o máximo possível não olhar nada do corpo dela. Coloquei a parte de cima com uma dificuldade imensa, eu não consegui amarrar. Do nada, uma garota entrou no vestuário e me ajudou a amarrar, eu agradeci e me sentei em uma cadeira para me maquiarem. Eu xinguei sem querer a maquiadora porque ela furou meu olho com aquele lápis, ela ficou revoltada e me deixou sozinho lá. Fui para o estúdio junto das outras modelos. Confesso que fiquei com a maior cara de tarado para cima das meninas, até que uma olhou para mim estranho, acho que pensou "Quem é essa lésbica?", então eu parei de olhar, não queria dar fama de sapatão para cima da . Chegou uma morena perto de mim com uns saltos pretos. AH, NÃO! SALTOS DE NOVO NÃO! Bufei e a moça riu, coitada, ela não tem culpa e agora acha que eu sou uma megera chata. Eu disse "megera chata"? Retiro o que disse.
Coloquei os saltos com dificuldade e com cara feia, admito. As modelos olhavam para mim com caras feias e eu fiquei irritado com aquilo. Começou a tocar uma música do New Found Glory, que eu não sei qual é o nome e o fotógrafo mandou a gente se juntar no cenário todo branco. Eu fui andar e sem querer pisei no pé de uma loura e ela me xingou, eu quase que mandei ela para aquele lugar, porque ela se estressou fácil. Ah, que seja. A gente tirou umas fotos e eu ficava parado sem fazer nada, olhavam com cara de reprovação pra mim e eu sabia que estava fazendo tudo errado. Tive que trocar de biquíni e tirar fotos sozinha. Levantei minha sobrancelha - meu charme-mor - e o fotógrafo achou legal.
- Agora, brinque com a câmera, - ele disse. Que bosta! Ele disse isso! Não vou brincar porcaria nenhuma. Continuei com a minha sobrancelha erguida.
- Tudo bem, querida, já temos mil fotos você com essa sobrancelha, agora faça outra coisa... - ele disse impaciente.
Fiquei parado lá, sem fazer nada.
- Ah, assim não! Qual é o problema dessa mulher? - ele gritou.
- Não é profissional o bastante - ouvi a mesma loura que eu pisei o pé cochichar com a outra.
- PRA MIM CHEGA! - gritei e fui pro vestiário trocar minha roupa. Quando saí Bernad estava presente, me falava um monte de coisas ao mesmo tempo mas tudo o que eu fiz foi sair daquele lugar o mais rápido! O que tinha acontecido comigo? Eu estava com vontade de chorar... Será que aquela... ER... TPM, me atacou? Não. Não pode ser.
FIM HARRY'S POV
xx
TOM'S POV
Cheguei em uma rua e pude avistar o logo do restaurante de longe: "Tertúlia" [n/a: HAHA Homenagem ao restaurante "Tertúlia" de Santos, onde fingimos que o McFLY espera a gente lá toda a noite *sonha*]. Andei mais rápido até lá e entrei no local, vendo Joe - eu acho - vindo até mim.
- , querida - ele disse, me abraçando - Depois você me conta desse seu sumiço repentino, tenho que te dar as contas do restaurante. Viu como está cheio hoje? - ele riu e eu olhei para as pessoas presentes ali. Algumas me encaravam sorrindo como se já me conhecessem, digo, conhecessem a .
Joe me puxou até uma pequena sala que eles tinham pelos fundos do restaurante e mostrou-me papéis com contas, faturas e outras coisas. Eu não quis nem chegar perto. Fiquei calado no meu canto e acho que ele estranhou isso.
- Tudo bem, se não está a fim de resolver isso agora... Seus tios ligaram para cá ontem e disseram que talvez venham para Londres ver como está seu processo sendo dona daqui - ele riu - Acho que eles vão se orgulhar!
Sorri amarelo pensando que se eu não mudasse de corpo logo com , nunca que esse restaurante ia pra frente comigo como dono. Não sei como fazer isso. Percebi também que Joe era muito amigo de e estava ajudando ela muito por aqui, acho que por isso é o gerente.
- Vamos para a cozinha? - ele perguntou, vendo que eu não falava nada. Só assenti e o acompanhei até a cozinha.
- Oi ! - um dos chefes me cumprimentou sorrindo. Parece que todos ali gostavam muito dela e que todos apreciavam o restaurante. Eu não poderia fazer nada de errado. Bom, até agora deu tudo certo... Sentei e fiquei olhando os preparativos dos pratos que as pessoas pediram, aprendi a fazer alguns e me senti orgulhoso.
- , o quê acha, eu coloco nozes ou não nesse mousse? - o chefe Paolo me perguntou e eu fiquei feliz em ajudar.
- Claro, ficaria divino. Coloca sim, por quê não? - eu respondi feliz. Estava ajudando em algo! Que bom, estava tudo ocorrendo como deveria ocorrer, mais alguns dias e eu saberia exatamente como fazer tudo por aqui.
Vi a sobremesa sendo levada e voltei a dar palpites e conversar com os chefes tentando ser o máximo possível... Mulher.
Pouco tempo depois ouvi uns gritos vindos de frente do restaurante, algo como "AJUDEM-NA POR FAVOR." Eu e mais uns dois homens corremos para lá, para saber o que houve e vimos uma mulher deitada no chão.
- Chamem uma ambulância, por favor... - o homem que a acompanhava pedia. Mandei chamarem a ambulância e me abaixei para falar com a moça que gemia algo incompreensível.
- O que houve com ela? - passei a observar a mulher e ela estava roxa e inchando cada vez mais.
- Alergia talvez... - ele disse aflito.
- O que ela comeu? - uma moça loura se intrometeu na conversa.
- Acabou de comer uma sobremesa... Um mousse... - ele ia dizendo.
- Aqui tem nozes? - ela pegou o prato e verificou. Ouvi a mulher dar outro gemido mais alto e fazia barulhos estranhos com a garganta.
- Ela tem alergia a nozes! - ele disse desesperado.
FUDEU! Legal. Eu que mandei o Paolo colocar nozes, eu tinha que fugir dali.
- Srta. , nós sempre viemos aqui no Tertúlia e você sabia exatamente os gostos e que a Clarie tem alergia a nozes, como deixou isso acontecer? - ele voltou sua atenção a mim e eu fiquei assustado, não sabia o que responder.
- É que... - tentei falar alguma coisa mas ele me cortou.
- Sem mais, Srta. - ele respondeu zangado e ouvimos o barulho da ambulância em frente ao restaurante. Rapidamente chegaram os médicos com a maca e levaram a Srta. Claire.
- Estou muito decepcionado com tudo isso, Srta. , e sinto lhe informar que vou processar o Tertúlia por isso.
P*TA QUE PARIU. A vai matar, eu estraguei tudo. Thomas, por quê você é idiota, me diz? Deve ser por isso que virei músico, não sei fazer outras coisas. Quantas pessoas eu mataria sendo dono de um restaurante? Mas, calma, não posso me culpar desse jeito... Eu não fazia ideia e acho que a vai ter que entender quando eu chegar em casa e contar tudo... Se não entender... Vai ter guerra, infelizmente.
FIM TOM'S POV
Capítulo 13 - Disaster, disaster, disaster
Danny avistou de longe Dougie impaciente com as mãos na cabeça em frente à casa de . Ele andou mais rápido até o amigo que o olhou com uma expressão de desespero.
- O que houve, Doug? - ele perguntou suspirando.
- Eu acabei com o trabalho da - Dougie respondeu - Eu caguei com tudo! - concluiu bufando.
- O que você fez exatamente? - Danny perguntou e Dougie explicou tudo o que havia acontecido. Olhou para Danny que desatou a rir.
- Não acredito que você ia pintar um homem nu e... - Danny ia dizendo e Dougie o interrompeu bravo:
- Pára, não tem graça.
- Tudo bem - Danny se desculpou - Eu estou ferrado. Eu também caguei com o trabalho da . - ele disse.
- Jura, cara?
- Sim - assentiu Danny - Me cortaram da série.
- Nossa, um pior que o outro - Dougie comentou - Espero que Tom e Harry se saiam melhor que nós.
- Tomara - Danny disse e passou a olhar a porta da casa - Vamos entrar?
- É... - Dougie tremeu um pouco - Vamos.
Entraram na casa e perceberam que estava silenciosa demais. Deduziram então que elas estariam dormindo ou coisa parecida. Melhor para eles, pensaram. Assim não iam ter que contar tão cedo a besteira que fizeram.
- Mas o que realmente aconteceu, Danny? - Dougie perguntou curioso quando se sentaram no sofá delicadamente.
Dougie ouvira atentamente o que Danny explicava e logo após desatou a rir, como o mesmo havia feito minutos atrás.
- Esse mundo está perdido. - Dougie disse baixo tentando se recuperar do ataque de riso.
Nada foi dito depois daquilo. Os dois prestavam atenção na televisão à frente - que estava desligada - que pelo visto era a coisa mais interessante que tinha ali. Saíram de seus devaneios quando um Tom totalmente vermelho adentrou as pressas em casa, batendo a porta com força.
- Calma dude - Danny murmurou - Você está quase soltando fumaça pelo nariz e... - ia dizendo quando foi interrompido.
-...Desse jeito você vai virar um dragão! - Dougie exclamou rindo.
- Verdade, a não vai gostar de mais alguma transformação no corpo dela... - Danny deduziu com uma pose de "Eu sou o tal".
- Parem de tolices - Tom bufou sentando-se no sofá com força.
- Se você estivesse no seu corpo e fosse aquele gordinho de anos atrás você tinha quebrado esse sofá. - Danny comentou e Dougie começou a rir sem parar.
- Parem. Eu fiz besteiras, não tornem isso pior. - Tom pediu fechando o punho.
- Desculpe - os dois disseram juntos.
- O que houve, caro Fletcher? - Danny perguntou olhando o amigo ao lado e segurando o riso.
Tom contou tudo com uma expressão triste e os amigos ficaram calados.
- O Tom ganhou, Danny! - Dougie disse quebrando o silêncio.
- Ganhei o quê? - ele perguntou juntando as sobrancelhas.
- Fracasso nos trabalhos - Danny riu e explicou a Tom o que tinha acontecido com ele e Dougie. Tom riu, mas depois ficou calado refletindo, quando Harry adentrou em casa. Os amigos olharam para ele e desataram a rir fazendo gestos estranhos com as mãos e a cabeça. Ele estava com a maquiagem toda borrada e andava mancando.
- Parem de rir, seu energúmenos - Harry bufou - Meu dia está sendo péssimo.
- Deixa-me adivinhar... Você cagou com o trabalho da ? - Dougie perguntou.
- É - Harry assentiu com uma sobrancelha erguida - Como sabe?
- Fizemos o mesmo. - Tom, Danny e Dougie responderam em coro.
- Ah - Harry murmurou - Eu não dou a mínima, eu nunca mais vou fazer fotos para ninguém... - Harry ia dizendo e acabou contando tudo o que tinha acontecido e seus amigos começaram a rir.
- O do Harry foi pior, gente - Dougie comentou - Xingaram ele!
- Eu quase matei uma mulher por causa de meus caprichos - Tom disse irritado.
- Fala sério. Eu ia ter que beijar um homem! - Danny bufou.
- Dougie ia pintar um homem nu! - Harry riu.
- Não creio que estamos brigando por isso... - Tom bufou - Se elas descobrem...
- Se elas descobrem o quê? - ouviram uma voz atrás deles e viraram rapidamente no sofá vendo parada enquanto as outras desciam as escadas.
- Se elas descobrem... - Dougie começou a tremer. Harry percebendo a dificuldade do amigo para mentir, prosseguiu:
- Se elas descobrem que nós adoramos coisas pornôs... - Harry disse simplesmente.
- Vocês são nojentos - falava enquanto se dirigia ao sofá.
- Verdade... - concordou fazendo uma careta engraçada e foi atender seu celular que estava tocando há um tempo, o que já estava irritando-a. - Ah meu Deus, ninguém me deixa em paz... - resmungou e assim que pegou seu celular percebeu que estava no corpo de Tom. Riu consigo mesma. Como alguém consegue esquecer que está no corpo de outra pessoa? Deixou seu celular no viva voz e o entregou para Tom.
- O que aconteceu com você, Laurie? - Joe gritava ao outro lado da linha - Você perdeu a cabeça? Como assim você dá nozes para a Srta. Claire?
já tinha os olhos marejados e a única coisa que Tom conseguiu dizer foi:
- Eu pago a indenização dela, não se preocupe. - disse, desligando o celular.
estava boquiaberta com o tamanho da besteira que Tom fizera, aquele restaurante era o sonho de .
- Desembuchem, agora - ordenou.
Cada um teve sua vez de contar os desastres ocorridos naquela tarde, fazendo as meninas queimarem de raiva, menos que desatou de rir.
- Você... - tentava recuperar o fôlego - Você ia pintar um homem nu? Céus, eu adoraria ver sua cara na hora que o Billy disse isso.
Dougie a olhou com raiva e foi para a cozinha pegar algo para comer e Tom o acompanhou.
- Eu não acredito nisso - tentava manter um tom de voz normal - Eu ainda não acredito que você além de me dar fama de lésbica, arruinou com a minha carreira! - ela agora gritava, com ódio - Você tem noção do quanto é importante para mim, ser modelo, Harry? VOCÊ TEM NOÇÃO DISSO? Como eu vou me sustentar? Me diz, COMO? Você tem sua vidinha de Rock Star e está tudo bem pra você, não é? Não se importa com os outros! - Ela havia perdido a cabeça e por impulso falou certas coisas que a deixara com peso na consciência.
- Eu não me importo com os outros? Ah, qual é, . Posso ouvir tudo menos essa! Passo dias tentando ajudar pessoas doentes e você, o que faz? Fica desfilando, tirando fotos e a única coisa que você se importa é se as fábricas de maquiagem vão acabar ou não. Vê se me erra, . - Harry disse por fim sumindo na casa.
- Vocês são muito irritadas, sabia? - se manifestou - Vocês sabiam que eles não sabem nada dos nossos empregos e mesmo assim os mandaram lá.
- Tudo bem - suspirou - Eu estava cheia daquela série mesmo, quando tudo voltar ao normal eu vou arrumar outro emprego!
- É... - concordou, porém resmungando.
- Então pára de chorar! - pediu invocada - Vai dar tudo certo!
- Tudo bem. - limpou o rosto.
- Não é por nada, mas... - Danny começou - Vocês pegaram pesado com eles. - E apontou para um lugar aleatório indicando os garotos que haviam saído da sala há pouco tempo.
- Eu não falei nada demais com o Dougie, ele que se irritou por causa de uma brincadeira - resmungou - Mas que seja, vamos nos resolver...
Um celular começou a tocar em cima da mesinha.
- É o meu celular. - Danny avisou e olhou para que rapidamente já estava com o celular em mãos.
- É o Fletch. - ela murmurou colocando no alto-falante e atendeu - Oi Fletch!
- Jones, onde diabos vocês estão? - a voz ecoa do outro lado da linha aflita.
- Mil desculpas, Fletch. Estamos em um... Um... Hotel sabe? Escrevendo músicas e... - ia falando e Fletch a interrompeu.
- Danny, eu compreendo, mas vocês bem que podiam avisar - Fletch bufou do outro lado da linha - Sabe que dia é amanhã, Danny? - ele perguntou.
- Que... Que dia é amanhã? - olhou para Danny como quem perguntava a ele, mas viu a expressão de Danny confusa. Ele também não lembrava - Não sei, Fletch, que dia é amanhã?
- Ah meu Deus - Fletch suspirou - Vocês vão tocar no Festival de Wembley!
- Que no caso... É no estádio de Wembley? - perguntou.
- Obviamente! - Fletch respondeu bufando.
- Ah claro! - sorri nervosa e olha para as garotas que estão com expressões assustadas. Viu e se jogarem no sofá e baterem os travesseiros nos rostos.
- Quero vocês lá de manhã, me ouviu? Sem atrasos! - Fletch avisou.
- Escuta, não tem como adiar, Fletch? - perguntou temendo a resposta. Danny fazia gestos com as mãos que ela não entendia.
- ESTÁ MALUCO, DANNY? Vocês estão divulgando o Radio:Active, como quer adiar um festival? Não dá! Não dá! - ele disse nervoso.
- Não, calma! Tudo bem... Estaremos lá! - e desligou o telefone.
- Estamos... Ferrados. - foi o que Danny disse e se jogou no sofá com as meninas.
- E agora? - perguntou olhando para que não falava nada.
- TOM, DOUGIE E HARRY, VENHAM CÁ! - Danny berrou.
Os meninos rapidamente foram ao encontro de Danny na sala, que estava jogado no meio de e .
- O que aconteceu? - Dougie perguntou aflito.
Danny explicou tudo causando gritos desesperados dos outros três.
- Parem vocês! - gritou - Nunca imaginei que eu era tão irritante surtando.
- Mas é... - Harry murmurou baixo. fingiu que não ouviu e continuou:
- Vamos fazer play-back!
- Vocês não sabem tocar? - Danny perguntou boquiaberto.
- Não muito, sabe? O máximo que é violão, e olhe lá... - falava como se fosse óbvio.
- Nem cantar? - questionou Tom, aflito.
- Não - responderam em coro.
- Fudeu! - Foi a única coisa que Dougie conseguiu falar.
- Olha, sei que vocês são super profissionais... - começou e olhou para Harry, que riu -... Mas nós temos que cantar em playback para não termos mais problemas!
- Amanhã nós falamos com o Fletch... - Tom disse, frustrado.
- Vamos dormir porque amanhã o dia será longo - sugeriu levantando-se.
Todos foram para seus devidos quartos, mas com apenas uma coisa na cabeça: o show.
- Será que não vamos ter sequer uma noite tranqüila de sono, sem um problema para o dia seguinte? - dizia enquanto se ajeitava na cama, abraçando Charlie.
Ninguém falou nada, só queriam dormir e sabiam que mesmo se falassem algo não iria adiantar nada.
não conseguia dormir, além de sua vida estar toda de cabeça para baixo, no dia seguinte teria um show a fazer. Um show imenso, no Estádio de Wembley. Nunca em sua cabeça poderia imaginar tal coisa e quando tudo estava indo bem em sua vida profissional... Tudo desanda, por causa de uma maldita troca de corpos e ainda com o seu maior ídolo. Isso estava sendo uma grande loucura, mas também uma aventura e tanta.
Já iam dar sete horas da manhã quando virou sua cabeça para o relógio, eles deveriam acordar cedo, pois o dia seria tenso e ela não queria estragar o trabalho dos meninos mesmo que eles tivessem feito isso com suas amigas e com ela mesma. Ela tinha prometido a si que não iria fazer o mesmo e pensou que se todos colaborassem, enfim eles poderiam sair daquela situação.
levantou-se e foi até o banheiro. Depois de ter feito sua higiene matinal, decidiu fazer um delicioso café-da-manhã para todos, apesar de estar nervosa, decidiu se acalmar e fingir que estava tudo bem.
Logo depois que colocou o café em cima da mesa, estava decidida a acordar os dorminhocos da casa.
- Bom Dia! Que mesa linda! - apareceu na porta da cozinha e ficou apreciando a grande mesa, cheia de comidas apetitosas.
- Oh, que susto você me deu menina! - pôs a mão no coração e riu - Era para ser uma surpresa, mas já que você está aí, chame o pessoal, enquanto eu termino aqui, pode ser? - pediu gentilmente, colocando o queijo na mesa.
- Sim, claro Jones - respondeu rindo e a olhou indignada, mas depois riu - Só uma coisa... Como consegue ficar tão aliviada sendo que temos um show a fazer esta tarde? - ela perguntou fazendo uma expressão confusa e de desesperada ao mesmo tempo.
- Eu não vou mentir para você amiga... - começou - Estou super nervosa! E eu ainda vou ter que ficar na frente... E eu não sei cantar. Vou ser um desastre e... - ia falando e aumentando sua voz enquando estava louca para sair dali para não entrar na mesma energia da amiga.
- Está bem, está bem ... Vou chamar o pessoal para comer - ela interrompeu a amiga - E você? Vê se relaxa garota! Está pior que eu! - saiu deixando um pouco desconcertada.
Depois de alguns minutos todos já estavam na cozinha e comendo rapidamente. As meninas porque estavam ansiosas e os outros porque estavam com fome mesmo.
- Que café delicioso, ! - Harry disse comendo um pedaço de sua panqueca.
- Obrigada, Harry. - agradeceu meio envergonhada.
- O café ficou meio fraco, mas está bom, melhor que o café de alguém que eu conheço. - Dougie comentou apontando o dedo para Danny, levando um tapa em seguida fazendo com que o café caísse um pouco em sua blusa e risse.
- Cala a boca Dougie! - Danny bufou - Concordo com você Harry, quando eu casar quero ter uma mulher prendada assim... - disse abafando um riso.
- Meu filho, se você continuar desse jeito é provável que você nem case. - disse tomando seu suco de laranja.
- Se eu continuar assim eu me mato de vez... - Danny riu não se sentindo nem um pouco ofendido por .
- Não faça isso... Seria um desperdício meu docinho. - Tom piscou para Danny fazendo todos rirem menos Harry.
- Nossa isso foi muito gay! - Harry disse fazendo uma expressão de nojo.
- Ah gente, chega - pediu - Mas que isso foi gay, foi... - riu alto.
- , pega uma fatia de queijo para mim? - pediu, pois estava do outro lado da mesa.
Todos olhavam que comia mais que todos ali presentes. Estranharam, pois ela era a única que comia pouco.
- Chega de conversa e vamos ao trabalho, já vai dar oito horas. - Tom disse olhando ao relógio e deixando sua xícara na mesa. Levantou-se arrastando todos da cozinha para a sala.
- Por quê diabos viemos para a sala? - perguntou colocando as mãos na cintura.
- Não sei e não coloque essas mãos na cintura, eu fico muito gay. - Dougie pediu rindo e todos olharam para ele.
- Dougie, você é gay. - Danny disse sério e depois riu da cara de poucos amigos de Dougie.
- Vamos nos arrumar logo - Tom sugeriu subindo a escada - me ajuda com alguma roupa! - ouviram Tom gritar no andar de cima e todos na sala encararam que sorriu e correu imediatamente ao encontro de Tom.
- Bom, vamos fazer o mesmo. - Harry sugeriu puxando escada a cima.
Aos poucos todos estavam arrumados para o festival. Encontraram-se na sala meio trêmulos, afinal era só mais outra etapa dessa guerra que eles teriam que enfrentar.
- Bom, vamos logo e sem rodeios - Harry disse abrindo a porta da casa. – O nosso ônibus daqui a pouco chega.
Todos assentiram e esperaram um pouco. Pouco depois o ônibus da banda chegou, todos entraram, cumprimentaram o motorista e Neil, que era o tipo de babá do McFly e partiram para o norte de Londres, onde se encontrava o estádio de Wembley.
- Vocês acham que vão se sair bem? - Danny perguntou receoso. Batucava os dedos nas coxas o tempo todo.
- Er... Vamos tentar. - tentara parecer franca o que não passou despercebido para Harry.
- Vocês sabem que nós ferramos com os empregos de vocês... Mas, por favor, tentem dar o melhor hoje! - Harry estava visivelmente nervoso com a situação.
- Relaxa, Harry. Vamos dar o melhor de nós. - disse piscando para ele.
- Nossa não sabia que eu ficava extremamente sexy piscando.- Harry riu.
- Cala a boca! - gargalhou dando um leve tapa nos ombros dele.
Nada mais foi dito, todos estavam nervosos demais para falar qualquer coisa ali. Viram ruas lotadas de carros estacionados, pessoas bebendo e com cartazes escritos "McFly" e outras que provavelmente também tocariam no festival.
Estacionaram os carros na parte de trás do estádio e entraram. Achando a equipe do McFly logo ganharam credenciais e foram à procura de Fletch. Ao achá-lo, apresentaram as figuras das meninas como amigas da banda e avisaram-no que não ia dar para cantar ao vivo e optaram por cantar playback.
- Bom, agora vamos levar vocês para o estádio. - Tom falava guiando as meninas para um corredor - E mostrar aonde vão tocar e tudo mais.
- Como vocês já devem perceber, o McFly vai ser a primeira banda a tocar então... - Harry respirou fundo -...Tentem se sair bem.
- Vamos sim - disse olhando maravilhada para o estádio, assim que chegaram lá. Era um lugar realmente grande. Lugares para mais de 9 mil pessoas, o que a deixou mais nervosa ainda. "Quantas pessoas vão ver o McFly essa tarde?" Ela pensava.
- Vocês vão tocar músicas fáceis. Lies e Falling In Love - disse Dougie tirando de seus devaneios - Pera aí... Vocês conhecem nossas músicas, certo? - perguntou com um sorriso nos lábios. É claro que ele já sabia, por causa do diário. As garotas se entreolharam trêmulas. Iriam dizer ou não que eram fãs?
- A gente... - começou, mas parou quando Harry a interrompeu.
- Ora, essa, nós sabemos - ele sorriu com a sobrancelha erguida - Não adianta mais esconder isso.
- Isso... Isso o quê? - perguntou temendo a resposta.
- Vocês são fãs do McFly. - Tom respondeu sorrindo de lado.
- Certo. - sorriu fraco.
- E como vocês sabem disso, posso saber? - perguntou confusa. Podiam-se ver linhas na testa de Harry.
- A gente... - Dougie começou a gaguejar e olhou para Harry, afinal, ele sempre tinha as desculpas, mas viu que o amigo não se pronunciou. Dessa vez, ele não tinha desculpa alguma.
- O que vocês estão fazendo aí? - ouviram a voz de Fletch por trás deles e os meninos suspiraram aliviados.
- Salvos pelo gongo. - Danny disse baixinho.
- Vocês têm que pelo menos ensaiar esse playback que inventaram - Fletch suspirou - Anos e anos de carreira sem isso e agora...
- É que... Estamos muito gripados mesmo Fletch - o interrompeu fingindo uma voz rouca e Fletch pareceu acreditar.
- Tudo bem, vão logo para o palco, gente - Fletch pediu e sorriu para as meninas - Me acompanhem com o Neil, meninas...
Os meninos olharam assustados pela tentativa de Fletch tentar arrancá-los dali. As meninas ao menos sabiam tocar instrumentos, eles tinham que dar alguma coordenada.
- Isso não vai dar certo - Tom disse baixinho suspirando e começara a dar adeus a sua vida no McFly pelos pensamentos.
As meninas foram até o palco aquecer. correu imediatamente até a bateria e ficou toda boba ao pegar as baquetas de Harry. ficou bons minutos encarando a guitarra de Tom à sua frente, até que a pegou e começou a fingir tocar qualquer coisa, olhou para e viu que a guitarra estava no sentindo contrário do que normalmente tinha que ser e riu chamando a garota.
- Oi - a olhou - O que foi?
- A guitarra está ao contrário! - riu.
- Ah. - bateu na própria cabeça e botou a guitarra para o outro lado.
Soltaram o playback e as meninas começaram a fingir que cantavam e tocavam. Até que deu tudo certo e elas sorriram felizes. Repetiram mais vezes e depois foram para o camarim se juntar aos outros.
- E então? – Danny perguntou e disse que deu tudo certo. Deu a hora da apresentação, e seus corações batiam fortes, seus estômagos reviravam e tudo que eles queriam fazer era vomitar.
- Eu preciso vomitar. – disse levantando-se e correndo para o banheiro.
- Ferrou. – Dougie disse baixo.
Quando saiu do banheiro, chegou um cara avisando que era a hora deles irem para o palco. Harry foi para frente de e entregou-lhe as baquetas.
- Boa sorte! – desejou e sorriu para a garota que agradeceu.
- E não vira a guitarra para o outro lado, pelo amor de Deus – Danny pediu para , rindo – Boa sorte!
- É só você respirar fundo, esquece que tem um monte de garotas na frente, se concentra na música, beleza? – Dougie disse para e sorriu de lado. Como ela ia conseguir?
- Você está bem, ? – Tom perguntou – Se acalma que vai dar tudo certo! É playback, vocês só precisam fingir! – ele sorriu e abraçou a garota – Vão logo, boa sorte.
Fletch aparece na porta com Neil assustando a todos.
- Vocês vão se atrasar. Venham logo! – Fletch puxou o braço de e as outras o seguiram olhando pela última vez a cara dos outros. Eles estavam sorrindo e passando a maior confiança. Elas tinham que fazer isso direito.
Entraram no palco e estava tudo escuro, mas podiam sentir a multidão que gritava desesperadamente. queria vomitar novamente. ensaiava alguns movimentos. Até que ouviram a música começar e se perderam. As luzes acenderam e sentiram flashes em seus rostos. olhou assustada para as garotas que gritavam o nome de Dougie e não conseguiu nem tocar no baixo. olhou para que estava parada olhando para baixo e fingindo muito mal que tocava guitarra.
Better run for cover
You're a hurricane full of lies
And the way you're heading
No one's getting out alive
cantava baixinho a música e sem emoção alguma que até esquecera de fingir que tocava a guitarra. Olhou para uma pessoa que estava a sua frente e ela fazia uma expressão confusa. Os flashes eram mais fortes e ela queria que tudo aquilo acabasse logo.
(Lies!) Living in a fantasy
(Lies!) Don't even know reality
(Lies!) When you start talking, I start walking (Lies! Lies! Lies!)
Don't even wanna know the truth
(Lies!) The devil has his eye on you, girl
When you start talking, I start walking (Lies! Lies! Lies!)
suava frio e tentou fechar os olhos já que o baixo não estava fazendo mais diferença já que a atenção estava sendo focada em que não mexia os lábios e nem tentava fazer nada como .
As pessoas começavam a olhar estranho e algumas até vaiavam. Como se não bastassse, quando a música terminou, logo começou outra. era a que mais estava no controle de tudo, fazia movimentos e imitava Harry no que podia e deu graças à Deus por não precisar fingir que estava cantando.
Everyday feels like a Monday
There is no escaping from the heart ache
Now I gotta put it back together
'Cause it's always better later than never
Wishing I could be in California
I wanna tell ya when I call ya
I could've fallen in love
I wish I'd fallen in love
sabia que a qualquer hora iria desmaiar. Ela não conseguia fazer nada. Tinha muita gente encarando-a. Ela não prestava para isso. Não mesmo. tentava e tentava, com uma vontade enorme de chorar. A música parecia que durava uma eternidade. Ninguém cantava mais. Ninguém fazia mais nada. Quando acabou, as luzes se apagaram e elas sairam correndo do palco. Fletch veio logo à frente com Dougie, Harry, Tom e Danny que olhavam angustiados para elas.
- QUE DIABOS FOI ISSO? - Fletch perguntou gritando e as garotas só abaixaram a cabeça desejando que nada daquilo tivesse acontecido.
Capítulo 14 - Life's a bitch.
- Ninguém vai me explicar o que aconteceu? - Fletch continuava esperando uma resposta convincente vindo das meninas que não sabiam muito bem o que falar. O McFLY estava sem chão, simplesmente não conseguiam nem abrir a boca. Tom, por várias vezes, passava as mãos pelo rosto a fim de acordar para o que estava acontecendo, porque ele simplesmente não estava acreditando.
- A gente... - , a mais calma delas, começou a falar, mas não conseguiu nem ao menos terminar. Harry, vendo que elas estavam realmente desesperadas com tudo isso, mais do que eles, então se pronunciou:
- Olha Fletch - ele começou e todos encararam Harry, aflitos. O que ele ia falar, afinal? - Eu e as meninas passamos esses dias com eles e garantimos que deram o melhor, só não estão muito bem no momento. De certo que isso nunca aconteceu em todos esses anos, mas estão passando por um momento que não pode ser explicado direito e precisam ficar um tempo longe de tudo.
- Algum problema de saúde? - Fletch parecia preocupado agora.
- É mais ou menos... Não dá para explicar! Eles precisam de férias, Fletch ou tudo vai arruinar-se mais ainda - Harry concluiu, era o que ele queria mesmo.
- É, depois do desastre de hoje é o que mais vocês precisam mesmo - Fletch olhou para os corpos dos meninos à sua frente - Bom, então vão lá... Vou tentar explicar para a imprensa tudo isso e inventar alguma coisa também - ele bufou. - Descansem, rapazes! Tchau, meninas, foi um prazer conhecê-las - disse e saiu da sala.
Neil consolou todos por algum tempo e também se retirou do camarim - afim de que o McFLY ficasse a sós com as meninas - e foi esperar no ônibus.
- É melhor conversarmos em casa, eu não estou com saco, só quero dormir e esquecer que eu tenho uma vida - Danny, o que estava mais abalado, disse retirando-se do camarim. O restante se encarou aflito e as meninas estavam a ponto de chorar.
- Nos desculpem por essa palhaçada, nós não tivemos a intenção - pronunciou-se, falando baixo.
- Não se preocupem, é sério - Tom foi até , colocou o braço em seu ombro e a conduziu para fora do camarim.
- Vocês estão bem? - Dougie perguntou para as meninas que ainda estavam paradas sem mover um músculo.
- Estragamos a carreira de vocês... É claro que não estamos bem - respondeu sem emoção.
- Como o Tom disse, não se preocupem com isso, vamos tirar essas férias, quem sabe consertamos toda essa confusão - Harry disse e puxou para fora do camarim.
estava a ponto de chorar, pois Danny havia saído do camarim todo abalado e a culpa era dela.
- , não fique assim, tudo bem? - Dougie a consolou junto com e os três saíram do camarim. Quando chegaram lá fora, sentiram os flashes quase queimarem seus rostos.
"Então esse tempo todo vocês cantavam play-back?" Foram abordados por vários paparazzi fazendo perguntas e tirando o máximo de fotos possíveis. Os três bufaram impacientes, tentando chegar até o ônibus com a ajuda de seguranças.
"Dougie, você e a estão namorando?" arregalou os olhos. Já sabiam o nome dela e tudo? Entraram no ônibus o mais rápido possível. Aquilo era o inferno.
DANNY'S POV.
Assim que cheguei em casa, fui direto pra cama e dormi. Estava com a cabeça quente, estava cheio de tudo! Será que dava para ser pior? Essa vida ficou uma merda... Vontade de xingar Deus e o mundo. Agora voltou toda aquela sensação de revolta de novo. Eu falo mesmo: estou puto da vida.
Se não bastasse minha carreira no fundo do poço, levantei de manhã com foto e matéria na primeira página de um jornal sobre o show desastroso e nos programas de fofocas era o que mais se comentava. E agora? Pode ser pior?
FIM DANNY'S POV.
Os oito encontravam-se jogados pela sala, pensando nas coisas que haviam acontecido até então. De certo que o silêncio pairava pelo cômodo, mas podiam-se ouvir suspiros saídos de alguém, talvez sem querer.
- Eu estive pensando... - Harry começou e todos os encararam como um tipo de luz no fim do túnel para aquela tensão. - Eu estava falando sério sobre as férias e acho que devíamos viajar. Eu estava pensando que a gente poderia levar as meninas para a casa das nossas famílias, se elas quiserem... - ele sugeriu ajeitando-se no sofá. Encarou para ver o que a garota achava do assunto.
- Eu acho válido, porém com toda essa situação eu e as meninas não falamos com a nossa família! - disse mordendo os lábios.
- É verdade, devem estar bem preocupados. Eu só deixei mensagens para o meu pai - disse e olhou Harry. - Mas acho uma boa ideia, viu? Eu topo!
- Que bom - Harry sorriu. - Faz assim: a gente liga pra família de vocês, conversa com eles, os conforta e está tudo certo - ele sugeriu, olhando para as garotas.
- Ótimo, porque de certo que minha mãe já me viu em algum programa de fofoca! - disse rindo.
- Você viu? Falaram que estamos namorando vocês! - Dougie comentou, olhando para as garotas e riu.
- Vocês queriam o quê? Estamos vivendo de baixo do mesmo teto há mais de uma semana e não nos desgrudamos - respondeu rindo e todos pareceram concordar.
- Certo... Vamos ligar para as famílias das meninas, que estou ansioso - Harry sugeriu sorrindo. - Depois a gente combina nossa viagem!
HARRY'S POV.
Liguei para a casa da e ninguém atendia, mas tentei de novo e o pai dela atendeu. Não preciso nem comentar que eu gelei. Ele perguntou como eu estava, se eu não ia visitá-lo ou algo parecido. Disse que ia demorar um pouco, mas eu iria... Digo, a iria! Daí ele começou a perguntar se eu estava namorando mesmo o Harry Judd do McFLY e eu tive vontade de rir e falei que não, pois a estava do meu lado ouvindo tudo e mandou eu dizer isso. Foi engraçado!
FIM HARRY'S POV.
TOM'S POV
Liguei para a casa da e bem, a mãe dela atendeu toda alvoroçada perguntando o que diabos estava havendo com ela e com o restaurante. Joe tinha ligado desesperado pra lá pra ver se os pais sabiam de algo. Inventei a maior história fajuta e ela pareceu ter acreditado. Senti que ia apanhar pelo telefone e a do meu lado estava vermelha de vergonha e de tanto rir, mas no final a mãe dela falou que ela tinha que ir a casa dela para conversarem porque ela estava com saudades. fazia sinais com a mão que eu não entendia muito bem, só concordava e assim foi.
FIM TOM'S POV.
DANNY'S POV.
Devo dizer que levei a bronca do século ao ligar para casa dos . não havia me contado do episódio ocorrido na casa dela com sua avó. Mandaram até polícia para verificar a casa! Ligaram para os pais da Ann que moram na Flórida e eles disseram que não sabiam onde havia se metido, pois Ann ligava de vez em quando para eles, então nem tinha como saber. Bom, eu contei o que havia acontecido, contei toda a verdade menos da troca de corpo, claro, afinal, quem iria acreditar nisso?
FIM DANNY'S POV.
DOUGIE'S POV.
Eu fiquei sem ação quando o pai da atendeu. Ele ficou muito nervoso perguntando porque diabos a filha dele não dava sinal de vida há tempos! Disse que os ligaram pra lá perguntando da filha e eu fiquei assustado. Enquanto a gente está nessa situação, as famílias das garotas estavam mais nervosas do que nunca com o sumiço repentino. Os acalmei, claro, não era hora para todo mundo se desesperar. Inventei situações, menti um pouco e com isso resolvi tudo. É, foi por pouco!
FIM DOUGIE'S POV.
O dia seguinte foi um alvoroço sem fim. De manhã os meninos tentaram sair para fazer, decentemente, compras no supermercado e foram abordados por fãs perguntando se eles eram mesmo as novas namoradas dos meninos do McFly. Mesmo negando qualquer história, as fãs não pareciam muito convencidas. Pediram fotos e até autógrafos para "as sortudas da vez", como a maioria tinha apelidado.
Após conseguirem ao menos comprarem tudo o que precisavam, chegaram em frente à casa de e foram abordados por paparazzi cheios de perguntas na ponta da língua. Eles passaram reto e adentraram na casa. Estavam derrotados.
- Vocês estão bem? - perguntou pegando algumas sacolas que Dougie carregava. As outras meninas fizeram o mesmo.
- Esses paparazzi estão me tirando do sério - Dougie bufou.
- Vamos terminar de combinar essa viagem, amanhã eu quero estar fora de Londres! - Harry sugeriu e todos parecerem concordar.
'S POV
Estava arrumando minhas coisas quando Danny chegou avisando sobre a nossa viagem até Bolton. Por mais que tenhamos conversado de boa, o clima continuava tenso e Danny não falava muito comigo. Eu não gostava daquilo. Não mesmo.
- Sim, Danny se a única opção é essa, vamos para Bolton... - eu disse indiferente enquanto arrumava minha mala. Ele estava sentado na cama, me encarando.
- Única opção? Vocês arruinaram o nosso show! Nossas vendas estão horríveis, passamos para a pior banda de toda a Inglaterra e talvez do mundo! - ele ia dizendo. Passou as mãos em seu cabelo e já estava ficando vermelho - O que foi aquilo? Algum tipo de vingança? - alterou a voz e segurou meu braço.
- Claro que não! - eu respondi indignada - Mas deveria ser, depois do que vocês fizeram. Arruinaram nossas vidas profissionais! Coitada da teve que fechar o negócio da família dela! E vocês sabiam do risco que teriam que enfrentar, nós mal sabemos cantar ou tocar alguma coisa... Vocês deveriam relevar isso tudo! - alterei minha voz também e soltei meu braço de sua mão o deixando sem palavras.
- O nosso voo sai às sete e meia - foi só o que Danny disse antes de sair do quarto.
- Como isso me irrita! Tudo isso! - Eu estava com tanta raiva que algumas lágrimas rolaram pelo meu rosto.
Depois de alguns minutos tudo já estava pronto para amanhã e seria um longo dia. Eu estava nervosa. Como seria amanhã? Estava louca para conhecer a família de Danny. Sempre quis, aliás. Mas não nessa situação!
FIM ELLA'S POV.
Ao anoitecer estavam todos os presentes na sala de estar, jantando. permanecia comendo calada enquanto os outros conversavam.
- Você vai adorar Harrow, - Tom ia dizendo e a garota concordava sorrindo.
- Harry terá que me mostrar a cidade inteira, ouviu bem? - pediu e Harry concordou rindo enquanto mastigava.
- Minha mãe não vai perceber nada... Eu acho - Dougie disse e fez uma careta.
- Eu espero que não - ela disse rindo.
DANNY'S POV.
Depois do jantar subi as escadas sem falar com ninguém, eu estava confuso. não dirigiu nenhuma palavra a mim e nem às outras garotas. A única coisa que salva agora é que amanhã vou ver minha família. Estou morrendo de saudades da minha mãe. Eu estava quase dormindo quando ouvi algumas batidas na porta. Logo levantei para abri-la.
- ? - coçei meus olhos e a encarei melhor.
- Oi Danny. Desculpa incomodar, é que... É que... Realmente não consigo dormir e... E eu preciso de ajuda - ela gaguejava ao falar. Parecia estar nervosa.
- Entra , mas fale baixo... - pedi e ela o fez - O que você quer? - perguntei fechando a porta e fazendo gesto para que ela sentasse na cama.
- Primeiramente quero me desculpar... - ela suspirou sentando-se na cama. - Eu fui grossa. Todos estão meio confusos, eu sei que você e os meninos não fizeram por mal, foi um incidente e garanto a você que eu e as meninas também não...
- Relaxa. No começo fiquei com raiva, mas também fui grosso com você. Acho que nessa história, pensando bem, ninguém teve culpa de nada! - dei um meio sorriso - Me conte, qual era a outra coisa? - perguntei, acomodando-me mais na cama ao lado dela.
- Amanhã nós viajamos e eu estou meio insegura - suspirou pesadamente - Eu realmente não sei como tratar sua mãe, aliás, eu vou ter que ser você na frente da sua família e sou completamente diferente de você! - ela sorriu de leve - Pensei que talvez você pudesse me dar algumas informações... - abaixou a cabeça enquanto eu ria baixo, o que fez ela rir também.
- A minha mãe é a melhor pessoa do mundo para mim - eu sorri, lembrando do quanto eu estava com saudade e da minha irmã Vicky também - Você não é atriz, ? Tenho certeza que sobre isso você vai se sair bem é só tratá-las como se fossem as pessoas que você mais ama no mundo.
- Que lindo! - ela disse e pude ver um brilho em seus olhos - Vou fazer o melhor Danny! Você deve estar com saudades delas não é? E de seus amigos lá... - ela sorriu e pegou em minhas mãos.
- Sim, mas amanhã vou matar essa saudade - Sorri.
- Danny? - levantei minha cabeça para que ela soubesse que poderia prosseguir - E se alguém desconfiar? - ela perguntou com a voz doce.
- , nada vai acontecer! Você é uma ótima atriz. Agora vá dormir, amanhã será um longo dia e vamos viajar cedo - levantei-me da cama e a guiei até a porta do quarto. Surpreendi-me com a ação que ela teve! Simplesmente me abraçou! No começo não me movi, mas depois a abracei forte. Eu estava precisando daquilo. Ela foi dormir e eu voltei para minha cama, rezei para que amanhã tudo desse certo.
FIM DANNY'S POV.
Capítulo 15 - Mum, Dad... here we go!
e Dougie acordaram cedo para deixar tudo pronto para a viagem. Desceram as malas, e as deixaram perto da porta. Sentaram no sofá, esperando pelo táxi.
- Ansioso? – Ann perguntou, notando que Dougie mexia a perna direita sem parar.
- Muito. Não vejo a minha mãe há tempos, desde quando a banda decolou, sabe, bem no alto – Dougie fez gestos e Ann riu alto.
- Certo – a garota concordou – Eu estaria ansiosa também, já faz mais de um ano que não vejo meus pais pessoalmente.
- E por que vocês não combinam de almoçar? – ele perguntou realmente interessado.
- Porque eles moram na Flórida, e eles não têm dinheiro suficiente para a viagem. Nem eu – Ann suspirou – Eu deveria ter feito medicina, ganharia mais.
- Não importa o quanto você ganha, o que importa é o que você faz, Ann. Se pintar quadros, e todas essas coisas que te fazem feliz então faça isso. – disse Dougie.
concordou com a cabeça e logo o táxi havia chegado. Despediram-se de Harry e que estavam na cozinha discutindo e depois de pegar Zukie e colocar as coisas no porta-malas, foram para o aeroporto.
saiu do quarto, sonolenta e esfregando os olhos. Foi até a cozinha e irritou-se com a algazarra que acontecia.
- Mas por que essa discussão logo de manhã? - a garota perguntou e olhou pela janela da cozinha - Ainda é praticamente de noite!
- Harry teve a ideia de ir de carro, pois bem, temos que ir logo e ele nem terminou de arrumar as malas! - bufou. A garota já estava pronta para a viagem – Ann e Dougie até já foram!
- Eu estava com sono, achei que iria arrumar para mim - Harry defendeu-se fazendo cara feia.
- Faça-me o favor, Harry Judd! - revirou os olhos.
bufou e foi para o quarto de Tom chamá-lo, enquanto deixava Harry e se acertarem sozinhos. Era o que acontecia no final das contas.
A manhã inteira foi uma confusão. Alguma blusa ou passaporte perdidos, malas mal feitas e atrasos. Aos poucos todos se despediam e tomavam seu rumo, esperando que aquela viagem relaxasse mesmo toda a bagunça que a vida deles havia se tornado.
Lá estava o Heathrow, o maior aeroporto de Londres, cheio de pessoas. Dougie e compraram as passagens e levaram as malas para a esteira do vôo AB1-305. Depois de muita insistência de Dougie para levar Zukie consigo dentro do avião, apresentaram os passaportes, e foram direto aos seus lugares.
’S POV
Nos sentamos em nossos lugares marcados, e eu tratei de me aconchegar com meu Ipod. Dei a sorte de ter um lugar na janela, adorava a vista lá de cima. Dougie lia alguma revista em que o McFLY estava na capa. Uma matéria inteira falando sobre o acontecimento do show de três dias atrás, e os garotos na capa da revista com uma manchete dizendo “McCaindo”. Ri por causa da piada e me recompus ao receber um olhar apavorado de Dougie. Coitado.
- Bosta de fama, bosta de mídia intrometida – ele fechou a revista com raiva, e quase a jogou na cabeça do passageiro da frente, mas eu o impedi.
- Deixe de ser louco – tirei a revista das mãos dele e guardei em minha bolsa – É só uma crítica. Nunca recebeu uma?
- Nunca, em toda a carreira – me surpreendi.
- Nossa – soltei o ar – Deveria.
- Como assim eu deveria? – Dougie ergueu uma sobrancelha – Olha, não vamos brigar agora, há uma viagem pela frente e um precisa do outro.
- Vamos ver se me supero na atuação – brinquei. Dougie sorriu.
- Melhor dormir, minha mãe é agitada – ele recomendou e eu o fiz.
FIM ’S POV
'S POV
A viagem até Bolton não foi tão insuportável, foi até agradável. Depois que fomos de táxi até o aeroporto, pegamos o avião. Quando descemos na cidade, pegamos outro táxi e paramos em frente à casa dos Jones. Ela era linda! Meus olhos brilhavam para o pequeno jardim que tinha logo em frente. Danny estava ao meu lado. Ele tinha duas malas na mão, e eu uma. Estávamos os dois parados em frente à casa. Nos olhamos. Ele estava super relaxado, já eu estava super nervosa.
- Nossa , coloque mais segurança em você, tudo vai dar certo! Pronta? - ele foi andando e eu ainda continuei parada, depois me toquei de onde estávamos e que eu deveria dar o melhor de mim.
- Ah Danny, me dê mais uma mala. Uma dama não pode ficar segurando coisas pesadas por aí... - pisquei para ele, e fui entrando, pois a porta estava aberta.
- Isso vai ser estranho e para quem estava nervosa você está indo muito bem... - Ele sussurrou no meu ouvido e colocou as malas na frente da porta.
Kathy era linda, a simpatia em pessoa e Vicky não era diferente. Eu já estava super a vontade. No começo fiquei meio deslocada, mas depois eu me soltei e não foi necessário fingir que elas são as pessoas que eu mais amo, pois elas eram amáveis demais. Foi como eu imaginei, a família Jones é tão unida e tão perfeita... Fiquei meio sentida porque era para ser o Danny naquele lugar, tenho a maior sensação que naquele momento ele sentia inveja de mim. Mas ele não ia perder aquela oportunidade, foi simpático como eu seria e abraçou as duas e foi recebido muito bem. Isso era bom. Elas eram umas fofas e Richard também. Richard era por certo era o namorado de Kathy. Danny o tratou com desdém o que me fez quase lhe dar um tapa. Mas que droga ele não poderia ser assim! Logo o empurrei e ele deu um abraço no homem e disse que era um prazer conhecê-lo. Ele teria que ser educado, aliás, ele era eu naquele momento. Ele era a .
FIM 'S POV
HARRY'S POV
Depois de toda aquela bagunça, umas férias seriam muito bem vindas. Quer dizer, férias na casa da minha família. Faz tempo que eu não visito minha mãe, então decidi ir para lá.
Como não tinha cabimento eu ir com um corpo de mulher, arrastei a comigo... Mas com uma condição vindo da mesma: conhecer Chelmsford. Vai ser um prazer - ou não - mostrar a cidade a ela.
Não faço ideia de quanto tempo eu já estava dirigindo, resolvi ligar o rádio para sair daquele silêncio chato já que havia dormido desde a hora que saímos da casa de . De longe pude ver uma placa bem grande: "Bem vindos a Chelmsford" então resolvi acordar a bela adormecida assim ela conhecia a cidade, bom, pelo menos um pouco.
- ... Acorda! - a cutuquei no braço que resmungou alguma coisa que eu preferi não entender - Acorda, já chegamos em Chelmsford! - a cutuquei de novo. Ela pelo visto se rendeu ao sono e se levantou, espreguiçou-se e me fuzilou com os olhos.
- Se você me cutucar de novo, você morre - disse por fim abrindo a janela do carro.
'Tá, agora eu fiquei com medo dela. Começou a tocar Broccoli do nada naquela rádio e vi cantando baixinho. Sorri de lado. Já estávamos chegando em casa e como eu conheço a minha mãe ela estaria nos esperando lá na varanda com o Thomas, meu irmão. Dito e feito. Estacionei o carro na frente de casa e pude vê-la regando as plantas. Saí do carro as pressas e saiu em seguida. Nossa, como eu estava com saudade daqui!
- Mãe! - eu gritei e ela me olhou confusa e assustada. Droga, eu tinha que dar essa brecha bem na frente da minha mãe? - Quer dizer, mãe do Harry! Prazer em conhecê-la. - sorri amarelo tentando consertar a situação.
- Oi, minha querida! - ela sorriu e veio até mim me abraçando - Você é a...?
- !
- Bem vinda, querida! - sorriu e foi abraçar a . Agora não tem mais volta.
FIM HARRY'S POV
- Como você cresceu, filho! - Emma falava dando um forte abraço em .
- É... sei disso. Fiquei gordinho também né? - perguntou sendo interrompida por Harry.
- Que nada, está em ótima forma! - Harry sorriu falsamente.
- Bom, vamos entrar! Katherine vai chegar para o jantar, que tal vocês subirem e se ajustarem? - Emma sugeriu e entrou em casa.
- Olha aqui... - Harry cochichava para - Se você por defeito em mim mais uma vez, você é quem morre!
- Realmente, eu não tenho cara de má... - falou coçando o queixo - Bom, só falo a realidade, queridinho da mamãe!
'S POV
Tudo bem, eu realmente estou realizada! Sempre quis conhecer a fofa da Emma. Ela sempre me pareceu um amor nas fotos e nossa, ela é mesmo. Estou louca para conhecer o Thomas e a Katherine! Hoje vai ser um dia bem... legal!
- Vamos ficar aqui! - Harry falou me conduzindo até uma porte bege e abrindo-a.
- Hm... - comecei aflita.
- Cama de casal? - ele completou.
- Nem morta, Judd! - eu disse lançando um dos meu olhares mortais.
- 'Tá, dorme no sofá então! - ele deu de ombros.
Revirei os olhos e fui colocar minhas malas no canto do quarto, virei-me para trás e vi Harry inquieto mexendo na mala.
- ... - ele começou baixinho.
- Fala, Harry.
- Me troca? - ele pediu acanhado.
- Sim - eu ri baixinho.
- Gosto desse vestido... - ele disse segurando um vestido vermelho com um decote pouco grande em mãos.
- Meio vulgar, não acha? - fui até a mala e peguei uma bermuda jeans e uma blusinha simples - Toma, essa é melhor. - ele assentiu indo para o banheiro.
- Pera aí, mocinho! - gritei e corri atrás dele - Aonde pensa que vai?
- Tomar banho - ele respondeu como se a minha pergunta fosse a mais idiota do mundo.
- Então vem colocar o biquíni!
- , você não acha que já está na hora de parar com essa frescura? - ele argumentou colocando as mãos na cintura.
- Ainda não temos essa intimidade toda, Harry - eu disse empurrando-o para o banheiro.
Coloquei o biquíni nele e deixei a roupa separada em cima da pia.
- Quando terminar, me chame - Falei alto o bastante para ele ouvir, que murmurou um "Aham" sem emoção, então eu sai do banheiro.
FIM HARRY'S POV
'S POV.
A viagem até Harrow foi bem cansativa. Ora eu estava dormindo ora pensando demais nas coisas que haviam acontecido desde então. Tudo isso só deixava minha cabeça doendo e eu precisava relaxar, mas parecia impossível, afinal, eu ainda teria que me passar por Tom perto da família dele: meu outro desafio assustador.
Suspirei e ele parou de cantar Complicated da Avril Lavigne que tocava dentro do carro para me olhar.
- O que foi? Está nervosa?
- Um pouco - sorri de lado - Espero que eu não estrague tudo... de novo.
- Viemos para relaxar... aja normalmente com os meu pais, vai dar tudo certo. - ele disse me confortando. Assenti e sorri. Ele voltou a cantar a música e eu acompanhei. Ambos rimos das caras e boas que fazíamos.
Senti meu estômago revirar quando o carro parou em frente à uma bela casa branca. Pude ver Debbie, a mãe de Tom, saindo da casa e acenando para nós.
Saí rápido do carro e fui até a porta onde estava Tom e abri para ele que riu com gosto.
- Ei, não estrague o disfarce - pedi segurando o riso. Primeiro: minha risada era tão escandalosa assim? Segundo: era super estranho abrir a porta do carro para outra pessoa, mas senti que Debbie pareceu não desconfiar de nada e então fomos ao encontro dela que sorria toda radiante.
- Filho! - simplesmente senti Debbie me agarrar. Sorri e olhei Tom que se divertia com tudo aquilo.
- Oi Debbie... - eu disse sorridente.
- Diga "Oi mamãe", Thomas... - ela pediu com aquele tom que só as mães têm e me soltou.
- Oi... mamãe - eu ri e beijei a bochecha dela que pareceu mais feliz ainda. Então ela olhou Tom e lançou um sorriso para ele... se aquilo fosse possível, já que ela não parava nenhum segundo sequer de sorrir.
- Você deve ser a - disse, abraçando o Tom e eu pude sentir que quando ele a abraçou agiu naturalmente com seu extinto de filho. Ele parecia estar sentindo muita falta da mãe e eu sorri com aquilo. Eu sabia que Debbie era assim, toda amorosa e calorosa, mas não imaginava tanto! Eu tinha medo de que toda essa ligação extrema que ela tinha com o Tom, fizesse com que ela percebesse a situação em que nos encontramos. Mas por enquanto me parece tudo natural.
Debbie pegou na minha mão e na de Tom e adentramos na casa. Eu tinha que parar de fazer aquela expressão abobada, mas eu não conseguia. Eu estava na casa dos Fletchers! Vi Bob, o pai de Tom, levantando-se do sofá e vindo ao meu encontro para me abraçar. O abracei com o maior gosto e sorri. Ele olhou Tom e sorriu, apresentou-se e depositou um beijo em sua bochecha. Senti que Tom queria rir com aquilo e eu sorri por estar sendo bem aceita. Não que eu fosse a namorada dele ou algo assim... Só queria pelo menos que eles fossem com a minha cara, afinal eu iria passar alguns dias na casa deles.
Fomos até a cozinha com Debbie enquanto Bob tinha ido buscar nossas malas. Eu tinha me oferecido para ir junto só que ele disse que agora era hora para eu e Tom descansarmos. Nos sentamos na mesa e Debbie voltou a preparar o jantar enquanto eu e Tom tomávamos um suco e conversávamos com ela. Em um momento Tom olhou por trás de mim e sorriu e eu pensando que era Bob, continuei na minha quando senti duas mãos sendo depositadas sobre meus olhos. Mesmo as mãos sendo completamente delicadas, eu tomei um susto e ouvi uma gargalhada gostosa ecoar em meus ouvidos. Eu sabia quem era...
- Oi Carrie... - eu disse sorrindo e ela veio para a minha frente e me abraçou.
- Que saudades, seu idiota... - ela disse rindo e eu ri alto do jeito que ela falara.
- Carrie! - a mãe levantou a sobrancelha - Nada de chamar seu irmão de idiota, ouviu bem?
- Está bem... - ela riu e olhou para Tom - Oi, você deve ser a - ela disse abraçando Tom que assentiu - Eu estava ansiosa para conhecê-la!
- Igualmente, Carrie - ele sorriu radiante.
Bob adentrou na cozinha e ficamos conversando sobre o show desastroso. Expliquei de maneira resumida que entramos em pânico e que os outros estavam um pouco doentes e Fletch estava exigindo muito. Era claro que tudo parecia muito estranho para Debbie, Bob e Carrie, afinal, em todos esses anos de carreira do McFly, nunca tinha acontecido nada igual, eles sempre foram muito profissionais. Senti uma ponta de culpa tomar conta de mim e acho que meu rosto expressou tristeza, pois senti a mão de Tom sobre a minha, que estava apoiada na mesa. Vi quatro rostos me encarando e minhas bochechas queimaram.
- Onde vocês se conheceram? - a Debbie perguntou. Ótimo, o que eu digo?
- No meu... digo, no restaurante da - eu sorri e olhei para Tom para que ele dissesse algo.
- Isso - ele sorriu - Nos conhecemos lá!
Nossa, grande ajuda Tom Fletcher!
- Quando Tom me ligou ele nem me explicou direito... vocês estão namorando? - Debbie perguntou sorrindo.
Eu neguei, mas ao mesmo tempo Tom respondeu que sim. Eu olhei assustada pra ele e ele virou a cara. Tensão... ótimo. Três rostos nos encaravam confusos e eu tinha que resolver.
- Bom... eu... eu ainda não fiz um pedido oficial de namoro - eu disse, morrendo de vergonha. Os três sorriram felizes. Quero sair daqui agora!
Tom me olhou rindo. O safado está mesmo se divertindo com tudo isso. Ele me paga. Sério mesmo.
- Então Bob, pode levar as malas para o quarto que o Tom sempre fica quando vem pra cá... - Debbie pediu sorrindo e Carrie se ofereceu para ajudar.
FIM 'S POV
TOM'S POV
Eu e subimos, com Carrie e meu pai até o quarto. Eles deixaram nossas malas perto da porta, falaram qualquer coisa e saíram, nos deixando a sós.
- Me explica isso - ouvi dizer e a encarei. Ela estava sentada na cama e me olhava indignada.
- Isso o quê? - perguntei, sentando-me ao seu lado.
- Isso, oras! Por que falou que a gente namora? Vão achar que eu sou uma iludida porque eu disse não e você disse sim e...
- Calma, ! - eu a interrompi, rindo - Você não foi terminar com a Giovanna?
- Dar um tempo... sim - ela respondeu aflita.
- Tudo quanto é meio de comunicação não está dizendo que estamos namorando?
- Sim.
- Então pronto. A gente tem que passar tempo demais juntos, e como explicar isso?
- Fingir... fingir que namoramos - ela respondeu desconcertada e eu ri.
- Exatamente! - levantei-me da cama e fui até o banheiro me olhar no espelho. Eu fazia isso constantemente para não me esquecer que eu estava no corpo dela. Não queria fazer nenhuma besteira. Saí do banheiro e permanecia do mesmo jeito na cama. Percebi que ela estava mesmo aflita.
- Não se preocupe, a gente não precisa fingir para valer... Se é que você me entende - eu disse e nós dois começamos a rir descontroladamente. Pulei na cama e me deitei. Ela se levantou e foi até uma mala.
- Você precisa trocar essa roupa... - disse, abrindo a mala e pegando algumas mudas de roupa - Colocar uma coisa mais confortável...
Eu não respondi e fechei os olhos. Estava realmente cansado. Cansado da viagem e cansado de todas essas coisas que estavam acontecendo. Eu queria minha vida de volta... Eu estava esquecendo dela enquanto passava a maior parte do tempo com . Mas, eu estava descobrindo uma nova, que não era tão ruim, tirando o fato de que eu estava preso no corpo dela e ela no meu. Senti uma respiração próxima de mim, que me acordou de meus devaneios. Abri os olhos, vendo meu próprio rosto a me encarar. Era assustador e eu ainda não tinha me acostumado com isso.
- Pensei que estava dormindo - disse e sentou na cama ao meu lado. Fiz o mesmo na parte de se sentar.
- Só estava... pensando... sabe?
- Sei sim... - ela sorriu. Com certeza ela sentia o mesmo.
Ficamos um tempo conversando. Eu fiquei contando umas histórias de quando eu era pequeno e ela parecia se divertir ao ouvir. Depois nos trocamos e foi o tempo de minha mãe nos chamar para jantar. Descemos e passou tudo bem. Sem perguntas que nos faziam gaguejar ou qualquer coisa do tipo. Já era um bom começo. Soube também que iria ter um almoço no outro dia, com algumas pessoas da família.
Engraçado que quando eu voltava de turnê nunca tinha esses almoços. Agora eu estou preso no corpo de uma garota, com a carreira no fundo do poço e vou ter que ficar calado deixando falar tudo por mim.
Depois do jantar ficamos conversando mais, e eu meio triste porque minha mãe abraçava a o tempo todo! O legal é que minha irmã não desgrudava de mim. Poucas horas depois eu e voltamos para o quarto, pois estávamos exaustos. Nos trocamos novamente e deitamos na cama. suspirou e se virou para mim. Eu não estava conseguindo dormir, então fiz o mesmo.
- Também não consegue dormir? - perguntei olhando-a. Ou me olhando, como preferir.
- Não - ela respondeu. Só as luzes de fora iluminavam o quarto e eu percebi um meio sorriso brotar nos lábios dela.
- Fecha os olhos... - eu pedi.
- Por... Quê? - ela indagou - Acabei de falar que não consigo dormir, Tom.
- Vai logo, , não é para dormir... - respondi. Ela concordou e fechou os olhos, fiz o mesmo.
- Está bem... por que fechamos os olhos?
- Eu só queria sentir que eu não estou no seu corpo... - respondi sorrindo de lado. Ela acharia aquilo estranho.
- Como assim?
- Quando eu fecho os olhos, eu me sinto o Tom, sabe? E eu sinto que você, , que está na minha frente... - expliquei, rindo.
- Mesmo você ouvindo sua voz quando eu falo? - ela perguntou.
- É, a voz estraga um pouquinho... - eu disse e nós rimos alto, logo depois tapando a boca um do outro.
- É melhor tentarmos dormir... - ela sugeriu e se ajeitou na cama.
- Tudo bem - eu concordei - Me dá a sua mão...
- Por...
- Me dá logo, - pedi impaciente. Ela indagava com tudo, por Deus. Parece que tinha medo do que eu iria fazer. Claro, que nada demais. Ela finalmente cedeu e me deu sua mão. Eu segurei e continuei com os olhos fechados e assim adormeci.
FIM TOM'S POV
e Dougie pegaram o primeiro táxi que encontraram na saída do aeroporto, e deram as coordenadas ao motorista. sentou-se atrás com o viveiro de Zukie e Dougie conversava com o motorista no banco da frente. Ela sentia-se nervosa e extremamente ansiosa também. Em poucos minutos veria Sam, e a família Poynter como sempre imaginou, menos a parte da troca dos corpos, definitivamente. Mas não era a única, Dougie também sentia a barriga dar uma volta ao lembrar que teria que se passar por , sem poder abraçar, e falar com Sam como ele desejava fazer.
- Tome, avise que chegamos – Dougie estendeu o celular para . Chamou algumas vezes, e logo Sam atendeu.
- Dougie? – ela perguntou.
- Mãe, nós chegamos! – disse .
- Quero os receber na porta, esperem ai! – ela desligou, e eles desceram do carro.
Dougie abriu o porta-malas, pronto para pegar as malas, e estava ao lado dele. A porta da casa se abriu, e Sam correu até eles.
- Venha, criança! Meu abraço – ela tinha os braços abertos. continuou parada.
- Dougie vá abraçar sua mãe – Dougie mandou, dando um leve empurrão em com a mala.
- Mamãe – ela saudou um pouco envergonhada e abraçou Sam – Que... Saudade!
- Eu também senti, meu filho! – Sam estava radiante – Esta é sua amiga? não? – ela andou até Dougie, e o abraçou fortemente. Ele retribuiu, sentia falta dela.
- Prazer em vê-la... Conhecê-la – Dougie riu fraco.
- Igualmente querida. Vamos entrar? – os dois concordaram e rumaram à sala de estar.
Deixaram as malas ao lado do sofá, e Sam os avisou que iria pegar um café para eles. passou o olhar pelos móveis, e em um porta-retrato havia uma foto de Dougie, com três anos no máximo, tomando banho de mangueira, nu.
- Veja só você – ela riu, pegando o porta-retrato em mãos.
- O que é? – Dougie perguntou, e arrancou a foto das mãos dela – Essa foto é... tensa.
gargalhou. Sam surgiu na sala, deixando uma bandeja em cima da mesinha de centro. Os três se sentaram.
- Como estão as coisas em Londres? – ela perguntou – Jazzie estava com você?
- Sim – concordou.
- Ela me disse que você ficou fora alguns dias – Sam perguntou curiosa.
- Ele estava comigo, ajudando-me com meu trabalho – Dougie palpitou.
- Ajudando ou arruinando? – Ann murmurou baixo, e só Dougie ouviu.
- Ann é música? – Sam perguntou.
- Não, artista... E das boas! – se gabou.
- Depois quero ver o seu trabalho, mas agora sugiro que vocês levem as malas para o quarto, pois seus tios estão chegando ai para o almoço! – Sam pediu, e eles concordaram aflitos. Ótimo, teriam que enfrentar a família inteira!
Capítulo 16 - The boys are back in town.
's POV
- Estou tão feliz que tenham vindo! Estava morrendo de saudades, meu filho! - Kathy disse sorridente enquanto terminava de colocar o jantar na mesa. Alisou minha cabeça e sentou-se na cadeira. - E ainda mais: trouxe essa moça linda com você! Finalmente, alguma que preste - ela piscou para mim.
Nessa hora, eu não sabia o que responder. Eu não sabia o que Danny iria dizer em meu lugar, então disse educadamente:
- Não, mamãe. é só uma amiga... - bebi um pouco do vinho que estava em meu copo, ficando um pouco vermelha.
- Sim, só uma amiga... - Danny disse baixinho e começou a comer, já que o jantar já estava todo na mesa.
- Ainda bem que você trouxe a , Danny. Amanhã vou mostrar as coisas de Bolton, você vai amar, querida... - ela sorria cada vez mais ao falar.
- E eu também já arranjei minha companhia para o fim de semana! Gostei tanto de você! - Vicky ia dizendo enquanto alisava a mão de Danny, e eu sorria mais ainda. Tinham gostado de mim. Eu estava tão feliz.
- Gostou da comida, ? - Kathy perguntou à Danny.
- Sim mã... Kathy! Está ótima! - eu me engasguei, ele ia quase falar mãe! Talvez ela não tivesse prestado atenção.
- Ia me chamar de mãe? - Kathy estranhou, olhando para Danny.
- Não... - Ele teria que arranjar uma resposta rápida. Eu estava ficando nervosa, arranjando um jeito de salvá-lo.
- Ora, pode me chamar... Eu, realmente, gostei de você! Está liberada para casar com meu filho - cuspi na hora a cerveja que estava em minha boca. E todos fizeram uma expressão de nojo.
- O que foi, querido? Se engasgou? O que houve? - ela batia em minhas costas.
- Nada, mamãe. Essa cerveja está... está... não está boa. - eu respondi e Danny ria que nem um descontrolado. Ele estava adorando o mico que eu estava passando.
Ninguém entendeu nada. Depois que comemos, ficamos vendo alguns programas que estavam passando na tv e fomos dormir. Estava adorando ficar na casa dos Jones. Eu estava no quarto que era de Danny, o que era muito confortável e ele estava no quarto da Vicky. Ela é super legal, acho que todos adorariam ter uma irmã como ela, já que é divertida e calma ao mesmo tempo, é concentrada... Eu a amei, de verdade. Toda a família, até Richard, é um amor de pessoa! Acho que o Danny não gostou muito dele... Eu dormi com esses pensamentos.
FIM 's POV
's POV
Não sei se isso era realmente o que eu queria... sempre sonhei em conhecer a família Judd, mas não assim, tendo que fingir que eu sou o Harry! É frustrante!
Separei algumas roupas para usar: calça jeans, uma boxer azul escura, um tênis de skatista e uma blusa da Hurley.
Eu, simplesmente, o amava vestido assim: ficava tão lindo! Fiquei perdida nos meus pensamentos, imaginando onde tudo isso foi parar, até que ouvi uns gritos e corri até o banheiro.
- Aconteceu alguma coisa? - perguntei preocupada.
- Você está surda? - Harry revirou os olhos. - Estou gritando aqui há horas e, olha, estou até enrugado! - falou, mostrando as mãos pra mim.
- Nossa, você parece uma criança falando assim. - gargalhei e me encostei na pia - Vem se trocar, neném - ironizei e ele veio me fuzilando com os olhos - 'Tá aprendendo, hein? Um dia você consegue deixar alguém com medo, mas treine mais, ok? - pisquei, certeza que ele esta puto da vida.
- Acredite... se você continuar com essas brincadeirinhas, você vai ficar com muito medo - ele afirmou, me olhando sem emoção.
- De você? Jamais, meu bem! - eu disse, provocando-o mais.
Depois de trocá-lo, de tomar banho e de tudo mais, nós descemos e fomos ajudar a Emma com a mesa.
- Muito obrigada pela ajuda, ! - ela falou, colocando a comida na mesa.
- Por nada! - Harry deu um sorriso verdadeiro e Emma veio até mim.
- Vá chamar seus irmãos para o jantar, por favor - ela pediu.
Assenti e fui procurá-los. Katherine estava na sala vendo televisão e Thomas estava no telefone. Kath me viu, veio correndo até mim e me abraçando forte.
- Como você cresceu, Harry! - ela exclamou assim que me soltou - Você tem que nos visitar mais, mocinho! Thomas, desligue o telefone e venha falar com seu irmão - ela ordenou e eu ri alto.
- Você parece nossa mãe falando... - tentei parecer convicente, afinal, o Harry falaria isso, ou não?
- Sempre palhaço! - ela riu e me apertou.
- Fala, dude! - Thomas me abraçou - Bom, vamos comer que eu estou faminto!
- Também senti sua falta viu, irmão - brinquei rindo.
Até que não estava sendo tão difícil assim ser Harry, ele sempre foi muito brincalhão, dava para se ver pelos vídeos.
Depois do jantar maravilhoso preparado pela tia Emma, eu e Harry subimos para descansar, bom, pelo menos eu estava cansada.
Tirei a roupa ficando apenas de boxer e me deitei na cama - que por sinal era muito confortavel. Harry chegou no quarto e fez o mesmo.
- Para quem não ia dormir na cama... - ele começou.
- Não disse que não ia dormir na cama, você quem estava me despachando! - fiz biquinho e ri depois. Nossa, desde quando temos uma relação simpática?
FIM 's POV
's POV
Acordei sentindo um frio tomar conta do meu corpo. Olhei para o lado e vi meu corpo de qualquer jeito todo enrolado em um lençol. Ótimo, ele puxou todo para ele e nem deixou para mim. Isso porque estava de camisola. Eu estava só de boxers! Resmunguei mais um pouco e levantei-me, indo direto para o banheiro. Joguei uma água na cara e escovei os dentes. Saí do banheiro e Tom continuava dormindo feito um bebê. A gente tinha que se limpar, já estávamos há muitas horas sem tomar banho. Fui até a cama e dei leves tapinhas no braço dele - ou no meu, que seja -, fazendo-o despertar.
- Bom dia - ele sorriu radiante.
- Bom dia... está feliz? - perguntei sorrindo.
- Tive bons sonhos! - ele respondeu e sentou-se na cama - Nossa, eu fico muito sexy quando acordo... - ele disse ao me olhar.
Eu ri alto e bati no braço dele, mas no fundo eu também achava isso.
- Temos que nos limpar... - eu disse sorrindo fraco.
- É mesmo - ele concordou - E me lembre que quando voltarmos ao normal, eu vou passar um dia inteiro de baixo do chuveiro.
Eu ri mais ainda. Há muito tempo o Tom deixou de ser Tom Fletcher para mim e tornou-se apenas Tom, um cara que estava na mesma situação que eu, e mesmo assim não se deixava abalar e me fazia rir sempre. Foi nessa manhã que senti que tínhamos nos tornado bons amigos.
Depois daquele banho mal tomado que sempre tínhamos - e piorou desde que não pudemos usar a piscina da casa para isso -, descemos para tomar café e depois ajudar Debbie na preparação do almoço e para ajeitar a casa.
Algumas horas depois, estava tudo organizado. Alguns amigos e familiares dos Fletcher's adentravam pela porta e nos cumprimentavam. Vi que todos foram um amor comigo e isso me deixou feliz. A estadia na casa deles estava sendo uma maravilha. Eu era apresentada como namorada do Tom e isso me deixava meio embaraçada, ainda mais quando todos diziam que eu era uma bela moça e que Tom tinha sorte de me ter. O Charlie, namorado da Carrie, estava lá também e eu o adorei. Ele me chamou para tocar violão com ele e eu gelei, disse que deixava pra outra hora, porque, afinal, eu nem sabia tocar nada, então Tom se ofereceu pra tocar e Carrie cantou. Achei tão lindo! E foi engraçado ver todo mundo falando pra mim: "Sua namorada é tão boa no violão quanto você, Tom".
FIM 's POV
Logo, a família Poynter inteira já havia chego para o almoço. cumprimentou a todos como combinado e Dougie permaneceu quieto. Sam, que havia feito uma deliciosa macarronada, conseguiu terminar o banquete a tempo com a ajuda de Caroline, uma prima próxima. Elas chamaram todos para os fundos da casa, onde um jardim imenso cobria o terreno e a família se sentou na imensa mesa de madeira para o almoço.
- Antes de mais nada, eu gostaria de propor um brinde! - disse Sam. Todos tomaram os copos nas mãos e ouviram atenciosamente o que ela pretendia dizer - Eu gostaria de agradecer a todos por estarem aqui hoje e dedico este brinde ao meu filho Dougie. É ótimo ter você aqui em casa novamente, mesmo que por alguns dias. E dedico também a toda a minha família, eu adoro isso aqui!
- Um brinde! - eles bateram os copos.
- Sua mãe é maravilhosa - disse bem baixo.
- Uhum - Dougie sorriu.
DOUGIE'S POV
Depois do brinde, o pessoal se serviu da comida. Eu, como sempre, fui o primeiro a acabar. Quem é que sobrevive de amendoim de avião e cafézinho? ficou uma fera porque repeti. Ela acha que como demais e que preciso parar de tomar tanta cerveja.
- Me diz Dougie, o que aconteceu com a banda? - meu padrasto perguntou.
- Já estão todos sabendo? - bufei discretamente.
- Daily disse que saiu nas revistas - Paul apontou para a filha de Caroline.
- Playback, hein? - meu primo, Mike, zoou.
- Todo mundo tem dias ruins - me defendeu.
- Foi péssimo, dude! - Mike riu.
- Manda ele calar a boca! - sussurei.
- Cala a boca! - repetiu.
- Hey, parem. Estamos na mesa, estão lembrados? - fiz careta sem que ninguém percebesse.
FIM DOUGIE'S POV
TOM'S POV
O almoço estava sendo maravilhoso. Eu estava revendo meus familiares, e isso era ótimo. Toquei violão com o Charlie enquanto minha irmã cantava. Todos olhavam pra mim maravilhados, eu tinha esquecido que eles viam a ali e ri por dentro.
Em um momento me vi de mãos dadas com ela e me senti muito gay. Afinal, eu estava dando a mão para eu mesmo. Isso era estranho. Porque, veja bem, eu não sou do tipo que gostaria de mim mesmo se eu não fosse eu mesmo. Será que Harry, Danny e Dougie estavam se sentindo assim também? Tinha esquecido dos meus amigos! Eles estavam na mesma situação que eu. Ri ao pensar nas coisas que poderiam estar acontecendo e me olhou como querendo saber o por quê da risada.
O resto da tarde foi calmo. Jantamos e ouvimos uma música que Carrie havia composto. Era incrível, e eu estava com saudades de ter tempo para as músicas dela, conversar com meus pais e percebi que com , ao meu lado eu estava aproveitando mais ainda.
FIM TOM'S POV
's POV
Dormi tranquila noite passada, afinal, ocorreu tudo bem. Me senti parte de tudo aquilo... bom, talvez eu tivesse me tornado mesmo.
Acordei bem disposta e me pareceu que Tom também. Nos arrumamos e fomos sair com Debbie, Bob, Carrie e Charlie. Eles me mostraram um pouco de Harrow. A cidade era tranquila e quase todo mundo se conhecia por ali. Eu gostei de tudo. Fomos almoçar em um restaurante local de lá e conversamos bastante. Eu falava demais e tinham até estranhado. Mas não tinha como, era tudo tão legal, porém, fomos embora quando ainda estava claro.
FIM 's POV
DANNY'S POV
Depois do café da manhã, minha mãe me chamou para fazer compras com ela, e Vicky ficou com a . Estava sem vontade de ir, mas tive que ir já que ela disse que queria conversar comigo. O que ela queria com a ?
Estava andando pelo mercado, enquanto minha mãe passava pelas prateleiras e ia colocando as coisas no carrinho.
- , você é tão linda! Em que você trabalha? - pronto, ela iria começar a fazer perguntas... E se eu não soubesse responder? Estava ferrado.
- Eu sou atriz. Mas nesse período, estou de férias! - Eu respondi simplesmente, pegando algumas bolachas que ela me pediu.
- Oh, que maravilha! Bem que reconheço seu rosto, devo ter te visto em algum lugar na tv - minha mãe não vê tanta tv. Vai saber...
- Sim, sim... - dei um meio sorriso.
- Como conheceu o Danny? - ela perguntou, andando mais para frente. Pensa rápido! Ah cara, isso não é comigo... Inventa qualquer coisa, Danny.
- Eu fui em um show dele e nos conhecemos! - respondi , vi que ela ouvia atentamente e continuei: - Umas amigas minhas me levaram porque elas são fãs, e elas tinham passagem para o camarim. A partir daí, nós viramos amigos, e estamos nos dando super bem agora! - finalizei sorrindo. Isso foi convicente. Danny! Parabéns!
- Que maravilha! vVcê é uma boa menina e o Danny também... Ia ficar tão feliz se ficassem juntos... Vocês combinam - ela disse carinhosa, porém está praticamente jogando a para cima de mim.
- Sim. O Danny é super legal, bonito, inteligente, quem sabe mais para frente... - 'tá, estava cansado daquelas perguntas! Minha mãe não presta!
- Ele é maravilhoso! Espero que vocês dêem certo... - ela disse com a maior cara de sogra possível. Isso me dá medo - Fiquei sabendo do show desastroso, mas não comentei nada, pois sei que meu filho está chateado! Dê forças a ele, ele precisa. Agarra essse trabalho com as mãos! Acho que ele ama mais o trabalho do que a mim - ela deu uma gargalhada enquanto pegava outros alimentos da prateleira.
- Que isso, Kathy! - me espantei com aquele pensamento dela - Ele a ama mais que tudo e fala muito bem de você, o tempo todo, tanto que fiquei ansiosa para te conhecer, e acredite: era tudo que eu imaginava! Adorei vocês... - dude, como minha mãe fala uma coisa dessas? Eu a amo! Que louca. Espantei esses pensamentos, sorri e continuei a ajudá-la com as compras.
- Eu tenho orgulho dos meus filhos... - acho que ela disse mais para si mesma, pois foi quase inaudível. Eu sorri mais ainda e a abracei por impulso, e ela não rejeitou meu abraço.
Depois que eu e minha mãe fizemos as compras, voltamos para casa e fomos nos divertir na piscina. Passamos a tarde inteira lá e foi divertido. Chamamos uns amigos e ficamos conversando. Tive que ser apresentado a todos e isso foi engraçado, mas não quanto meu vó me tirando para dançar! Vi de longe com a maior cara de boba e eu ri. Ah! E ficar de biquíni é estranho.
FIM DANNY'S POV
Mais tarde, depois de muita conversa, , Dougie e o resto da família Poynter decidiram jogar algum jogo. Optaram por "Imagem&Ação", um jogo de duplas que tem como objetivo advinhar o que seu parceiro está desenhando. Separaram-se rapidamente e ficou decidido que: Dougie e jogariam juntos, Mike e Caroline seriam outra dupla e Paul e Sam para completar.
- É.. Um chapéu? - Dougie perguntou.
- Não... - disse .
- Um... Uma tampa de tapawer? - ele tentou novamente.
- Não...
- Vamos Dougie, última chance - disse Mike.
- Hm... Uma rosquinha! - ele gritou eufórico.
- Não! - gritou irritada - É um disco voador! Você é muito burro!... Digo, burra!
- Eu burro... burra? - gaguejou - Você é que não sabe desenhar! - Dougie se defendeu.
- Não sei desenhar? Então minha arte é só rabisco, é isso que você está me dizendo? - ela bufou.
- Dougie, que modos são esses? - Sam perguntou irritada - Parem com essa bobagem. Chega de jogo por hoje.
- Só por causa disso, os dois vão lavar a louça.
- Desculpe-me. - pediu sem graça.
's POV
Que mico. Ainda bem que estou no corpo de Dougie e quem levou bronca tecnicamente foi ele. De qualquer modo, eu não deveria ter gritado daquela maneira, ainda mais na frente de Sam, minha futura sogra.
Dei risada por causa do meu pensamento bobo e continuei ensaboando os pratos. Estávamos de castigo em plenos 21 anos de idade.
- Do que você está rindo, mocinha? - perguntou Dougie, baixo. Alguns parentes dele ainda estavam na sala assistindo à um filme.
- De nada! - eu menti.
- Você está com sabão aqui - Dougie apontou para o próprio rosto, mostrando-me o lugar.
- Você também! - eu peguei um pouco de sabão e passei na cara dele inteira.
- Não acredito que você fez isso - ele pegou um pouco de água e jogou na minha cara. Coloquei as mãos na cintura, mostrando-me indignada, mas rindo junto dele.
- Eu estava tentando te limpar, mas você acaba de sujar sua roupa!
- Me limpar, é? - fiz careta para ele, que retribuiu com um sorriso lindo. Maravilhoso. E estranho, porque eu me via sorrir e ele tinha um pedaço de alface no dente.
- Tem alface no seu dente... - eu disse sem graça, voltando minha atenção para os pratos. Ele pegou uma colher e viu o próprio reflexo.
Ficamos gargalhando por algum tempo até que Sam veio nos avisar que os avós de Dougie estavam indo embora.
FIM 's POV
Paul e Sam decidiram subir para o quarto e Dougie e terminaram de limpar a cozinha e subiram também. correu para o banheiro, louca por um banho. Não estava acostumada totalmente com aquela situação, mas já era adulta suficiente para ver um... é. Mesmo se fosse o de Dougie Poynter. [n/a: Que estranho me ver nessa situação!]
já estava deitada na cama quando Dougie terminou o banho. Ela reparara em cada canto daquele quarto que era o de Dougie na época em que ele ainda morava lá. Dougie saiu do banheiro já vestido para dormir e foi até Zukie para alimentá-lo.
- Gostei da tatuagem que você tem na cintura - Dougie comentou, enquanto pegava a comida no potinho de ração.
- Você... Argh! Sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde! - tampou o rosto com as mãos morrendo de vergonha.
- Pois é... O que está escrito mesmo? Vi tudo de cabeça pra baixo.
- Filho da mãe! Não vou te falar o que é - disse indignada.
Dougie gargalhou alto, assustando Zukie que lhe deu uma bela mordida no dedo.
- Outch! Zukie me mordeu [n/a: Outch! Outch! Charlie bit me.]
- É melhor eu dar comida para ele, ele deve estar te estranhando. Vai saber - se descobriu da cama, e foi até o viveiro. Alimentou Zukie e se deitou junto de Dougie.
- Amanhã iremos correr no parque! - ela decidiu. Dougie riu.
- Você vai.
- Não, nós vamos. Olha para meu corpo, estou ficando pançuda!
- Não está nada, vamos dormir - Dougie reclamou.
- Até amanhã, Dougie.
- Boa noite, .
DOUGIE'S POV
Eu acordaria tarde naquele sábado. Levantaria e o café já estaria pronto para mim na mesa. Eu comeria um pedaço generoso de pão, com bastante pasta de amendoim. Depois eu pegaria uma cerveja e sentaria no sofá para assistir ao canal de esportes... Se não estivesse ali! Se não fosse tão perfeccionista. Se eu ainda fosse livre!
Tive que levantar as seis horas da manhã e ela me vestiu com uma roupa ridícula de corredor e ainda me fez comer mamão antes de sair.
Rodamos o Hitchin Park inteiro até que me cansei e sentei-me em um banco. Eu estava acabado.
- Já cansou? - me zoou.
- Cansei mesmo, e daí? Preciso de uma cerveja! - resmunguei.
- Toma água. - ela me deu a garrafinha rindo - Eu já volto. Me espere aqui! - disse, e atravessou a rua em disparada. Nem notei aonde ela estava indo, levantei-me rapidamente, e corri para uma padaria que tinha ali em frente.
FIM DOUGIE'S POV
's POV
Enquanto corríamos, pude reparar que uma das lojas do lado oeste do parque era um Salão de Beleza. Quando passamos por lá, um banner enorme que tinha uma modelo ruiva me chamou atenção. Não pela sua beleza, mas pela cor do cabelo dela. Era um vermelho puxado para o vinho. Logo lembrei do cabelo de Dougie, na época de Wonderland. Eu adorava aquele cabelo dele. Eu vim a corrida inteira pensando naquela tinta de cabelo, então decidi ir até lá. Deixei Dougie descançando no parque e voltei ao Salão de Beleza.
- Bom dia - eu disse a atendente e ela retribuiu sorrindo - A cor de cabelo da modelo do banner lá de fora... Vocês vendem, certo? - perguntei.
- Claro, senhor. Estas são algumas cores parecidas - a mulher que tinha pouco mais de vinte e cinco anos, foi pegar algumas amostras. Fiquei nervosa naquele momento, eu sentia muita vontade de pintar o cabelo de Dougie. O que eu temia era a reação dele, ele ficaria furioso. Mas me dei conta de que não importaria o que ele dissesse, eu era "a Poynter" ali, eu sabia o que caía bem nele. Sorri nervosa, eu estava fazendo a coisa certa?
- Aqui estão. E essa é a cor exata que está lá fora - ela me mostrou os recipientes.
- Vou levar esta daqui - apontei para o frasco e ela pegou na prateleira a caixinha da tintura.
- Você não é Dougie Poynter? - ela me perguntou depois que paguei.
- Sim... - respondi, temendo o que ela falaria depois.
- Prazer, Liz. Vai mudar seu cabelo para essa cor? - Liz perguntou e eu suspirei aliviado.
- Acho que sim... O que você acha? - eu precisava de uma segunda opinião.
- Vai ficar ótimo, o senhor é bonito de qualquer jeito - ela piscou.
Sorri sem graça e sai da loja correndo. Vendedora esquisita.
FIM 's POV
's POV
Os dias passaram rápido e Harry já havia me mostrado a cidade que, por acaso, era linda! E faltavam apenas um dia para irmos embora, e então aproveitamos para ir para a piscina.
Harry ficou deitado para tomar sol enquanto eu estava na piscina com Thomas. Os pais de Harry e a Kath estavam fazendo um churrasco.
- Hei, Harry - Thomas me cutucou no braço. Caramba, se eu não tivesse noção que se eu desse um tapa na cara dele iria ficar mal para o Harry, revirei os olhos e olhei para ele.
- Fala - disse, fria.
- Nossa, como você é bipolar! - ele me olhou com medo e continuou: - Sabe, gostei da sua namorada.
Engasguei com a palavra "namorada" e sorri amarelo.
- Que bom... eu acho.
- É sério! Por acaso, ela tem alguma irmã? - ele me olhou esperançoso e eu quis rir da cara dele. Coitado!
- Deve ter... - dei de ombros, querendo sair daquele assunto o mais depressa possível.
- Ah... - ele continuou a olhar Harry e o mesmo percebeu os olhares de Thomas e ficou inquieto, tirou do além, bom, não exatamente do além, do lado dele havia uma bola de vôlei e pulou na água.
- Quem quer jogar? - Harry perguntou sorrindo.
- 'Tô fora! - Saí da piscina, mas antes sendo atingida pela bola.
- Que molenga, você! - Thomas gargalhou.
Ignorei isso e fui deitar-me na cadeira.
- O almoço está pronto! - Emma gritou.
Ótimo, não tenho um minuto de sossego! Bufei e fui me arrastando até a mesa.
- O que foi, filho? - Chris me perguntou preocupado.
- Nada... relaxa, pai - Sorri para ele e me sentei na mesa.
- O almoço está ótimo! - Harry falou com a boca cheia. Ah, caramba, olha a vergonha que ele 'tá me fazendo passar! Minha sorte era que ele estava na minha frente da mesa então dei um chute na sua canela e ele ficou quieto. Provavelmente ficaria roxo, mas não me importei muito, ele que sentiu a dor e minha carreira de modelo já foi por água abaixo mesmo.
- Acho melhor vocês irem descansar, crianças - Emma falava afagando meu cabelo - Amanhã vocês vão embora...
- Não se preocupe, nós voltaremos! - eu disse sorrindo, e fui tomar um pouco d'água na cozinha.
- Isso soou muito filme de terror, dude! - Harry falou atrás de mim e fiquei meio perdida.
- "Nós voltaremos" parece aqueles monstros super do mal que depois de matar metade da família, fala isso para voltar e matar o resto! - ele me explicou e eu fiquei roxa de rir. Se é que é possível isso.
- Pra que matar metade e avisar que voltarão? Isso não os da a chance de fugir?! - perguntei depois de parar de rir. Vi que não tinha lógica.
- Ah, não faz pergunta difícil! - ele disse. Eu revirei os olhos e dei um tapa em sua testa.
- Você 'tá andando muito com o Danny... - zoei, rindo.
- E você 'tá me batendo demais, depois não fique surpresa quando te rejeitarem na agência - ele fez uma dancinha engraçada depois de falar.
Não falei mais nada, pensar na agência só me deixava mais irritada. Subimos e fomos arrumar nossas malas, mas antes deixei uma mensagem para :
"Vamos amanhã para a casa da . Vejo você lá, avise às outras! xx"
FIM 's POV
Continua.
Nota das Autoras: MUITO obrigada pelos comentários gente, vocês não tem idéia do quanto é importante para nós 4 saber que gostam da 3GM.
Espero que gostem desse capítulo, e novamente obrigada. x
@lais_judd @stela_jones @alice_fletcher @anandafigo
Nota da beta: Qual o preconceito com a ? Ela só aparece uma vez U_U
Erro de português ou script? Email para beta2.daniee@gmail.com. Obrigada :B