O Vizinho da Rua de Baixo
História por Heloo Fontinelly
Betada por: Sarah C. (Capítulo 16 a 20) e Carolina Bezerra (21 em diante)


Capítulo 1 “À primeira vista”


- Não, , ele é feio. – disse apontando na direção de um menino branquelo que passava por ela e suas amigas.
- Não, até que ele é pegável. - disse alto fazendo com que o menino percebesse que elas falavam sobre ele.
- Porra, , grita mais alto! E não, gente, eu não vou ficar com ele e ponto. - disse.
- Você é uma estraga prazer. - disse se afastando das meninas com carinha de criança birrenta arrancando risadas delas.
- Ai, amiga, eu to começando a estranhar, você disse não aos 10 últimos garotos que pediram pra ficar com você, e isso tudo incluindo o Clark. - disse meio confusa e inconformada.
- PERAÍ, o Clark pediu pra ficar com você e você disse não? - se manifestou - Você só podia estar bêbada ou tá ficando maluca! NÃO! Não me diz que você virou pro outro lado.
-Não! , eu não virei lésbica, eu gosto de homem, muito, por sinal. Só que eu estou cansada desses garotinhos daqui, é sempre tão... a mesma coisa - disse, não deixando brecha para comentários, críticas ou até mesmo que contestassem sua decisão.
As meninas caminharam até a sala e se sentaram nos seus lugares de sempre, uma do lado da outra para facilitar a conversa, para alegria delas e desespero dos professores. Todos prestavam atenção na aula quando Lisa, a mais nojenta e mais odiada do colégio, chega até mesa das meninas estendendo para elas alguns envelopes que pareciam ser convites.
- Eu não sei porque, mas o Clark mandou eu entregar isso pra vocês. - dito isso ela largou os papéis em cima da mesa da e saiu.
- O que é isso? - perguntaram as outras três à ao mesmo tempo.
- DINKS! - novamente as três disseram juntas.
- Eu acho que é o convite da festa de aniversário do Clark - abriu um dos envelopes – É, foi o que pensei. - ela ficou esperando as meninas se pronunciarem, mas elas não disseram sequer uma palavra, fazendo com que ela se lembrasse da brincadeira (mas que elas levavam muito a sério) – , e .
- Obrigada - disseram as três novamente juntas, mas deixando dessa vez passar, afinal, como as coisas estavam indo elas nunca conseguiriam acabar de conversar.
- Eu não apareço nessa festa de jeito nenhum. - disse pegando o seu convite.
- Eu acho que vou. - disse , como sempre indecisa.
- Eu não perco essa festa por nada. - disse toda animadinha.
- Na verdade, meninas, eu até queria ir, mas meu tio vai chegar lá em casa hoje, e como vocês sabem, minha mãe não vai me deixar sair. - estava totalmente desanimada, ela já não estava gostando nem um pouco da idéia de receber o seu tio em sua casa, mas agora que perderia uma festa por culpa dele a idéia se tornou simplesmente insuportável.
- Ain, amiga, faz um esforcinho. - pediu , mas negou com a cabeça, sabia que sua mãe não deixaria nunca ela sair, não com o seu tio “querido” (que ela odiava, só para deixar bem claro) estando por perto.
- Então eu acho que sobrou a senhorita Swimy que não terá escolha e irá me acompanhar, né, amiga? – sempre fazia chantagem emocional com as meninas. Ss outras já não ligavam mais, mas ainda caia nessa.
- Eu sei que eu não vou mesmo, talvez eu te faça uma visitinha, . – não queria de jeito nenhum aturar aqueles idiotas da escola que só sabiam falar mal uns dos outros, encher a cara até cair e dar cantadas de pedreiro. Ela já tinha passado da fase do “interesse por meninos-problemas” agora o que ela queria mesmo era um homem de verdade, que pudesse ensinar coisas para ela e não aprender junto com ela.
- Amiga, eu vou adorar, porque aturar o meu tio ninguém merece, e o pior de tudo, acho que ele vai trazer uma amigo, eu acho que é sei lá o quê, amigo do meu tio só pode ser outro inconveniente como ele. – disse inconformada com a cara-de-pau que o tio teve de pedir permissão para levar um amigo para se hospedar em sua casa “ele está achando que isso aqui é hotel?”, essas foram as palavras que ela usou com sua imagem refletida no espelho (é, não se surpreendam, ela tem problemas na cabeça).
- , é sério, eu não consigo entender, cara, o seu tio é super maneiro, e, tipo, você não o vê há quanto tempo? 4 anos? - perguntou meio indignada. Alguns anos atrás ela teve a oportunidade de conhecer o tio da e ela achou ele um carinha bem legal, foi super simpático com ela, até brincou com as meninas. Ela queria muito ter um tio assim, ele mais parecia um irmão mais velho, que por sinal seria um irmão mais velho bem bonito.
- Na verdade são 5 anos, mas ele deve estar do mesmo jeito, intrometido, chato, inconveniente, exibido, tudo do mesmo jeitinho de sempre - não odiava tanto o tio, mas guardava rancor por todas as vezes que ele roubou as amigas dela, ele sempre roubou a atenção de suas amigas para si, sempre fazia com que as amigas se esquecessem dela, só porque ele era engraçado, animado, divertido, etc... e tal?
- , eu ainda não conheço o seu tio, mas pelo que as meninas falam ele não pode ser tão horrível assim. - não teve a oportunidade de conhecê-lo porque apesar de morar ao lado de todas as vezes que o famoso tio resolvia visitar a família, o que não ocorria com muita frequência, acontecia algo que a tirava de perto de casa e consequentemente da casa de também
- , isso tudo é implicância, o tio dela é muito legal apesar de que eu não me lembro muito dele, a última vez que o vi eu tinha 12 anos, em 5 anos muita coisa muda. - defendeu o “tio” também.
- Ah é, né, , naquela época você ainda era virgem - depois dessa observação infeliz de e gargalhadas de todas elas, o sinal tocou anunciando o final das aulas e o começo de um longo final de semana.
No trajeto para casa as meninas discutiram sobre o tio da . e não iriam mesmo à festa do Clark, elas ficariam na casa de esperando o titio chegar.
Chegando à rua B do condomínio em que moravam, cada menina entrou na sua devida casa, que ficavam uma do lado da outra. , , e respectivamente.
Antes de irem para a festa, e passaram na casa de para mostrarem os seus modelitos para as amigas que estavam lá esperando o tio da e o amigo dele chegarem. As meninas estavam lindas e super animadas, antes de saírem ainda tentaram por uma última vez convencer as outras duas a irem, e, claro, não adiantou de nada.
Já era meia-noite e nem sinal do tiozinho e companhia, o sono já estava vencendo as meninas que estavam no sofá deitadas se entupindo de pipoca, quando o barulho de um carro parando em frente à casa fez com que elas despertassem. As meninas se assustaram ao ouvir as fortes batidas na porta.
- Familiaaaa! - a voz grave de um homem ecoou pelo lugar, e mesmo sem o ver ha 5 anos, não poderia confundir a voz sexy - com todo o respeito - do seu tio. Ela correu para abrir a porta enquanto podia ouvir uma risadinha do lado de fora.
- ! - o homem a pegou no colo como se pesasse 11 kg ao invés de 51kg – Há quanto tempo eu não te vejo, baixinha, já estava morrendo de saudade.
- Eu também - disse ironicamente - Mas dá pra parar de me chamar de baixinha, titio? - ela frisou bastante a ultima palavra, estava super irritada, odiava esses apelidinhos toscos que o tio lhe dava. Enquanto tio e sobrinha matavam a saudade, quer dizer, ele, porque ela só pensava em matar uma coisa: ele!, ficou observando. Estava encantada com um homem , forte, com um cabelo cuidadosamente bagunçado e arrumado ao mesmo tempo, que possuía olhos . Esse carinha é mais conhecido como o tio da . Ela ficou dias imaginando como seria esse homem, ela pensou em alguém do tipo baixinho, gordo, encalhado que fica na casa do irmão por falta do que fazer ou de quem pegar, mas não tinha passado sequer levemente por seus pensamentos que o tio da sua amiga fosse tão... tão... HOT! ”Nossa! Como ele é sexy, que olhos lindos, que corpo... Hot!’. viajava nos seus pensamentos enquanto observava cada singelo movimento que ele fazia.
- Essa aqui é minha amiga . – disse formalmente, como se não fosse a sua amiga e o seu tio, ela é muito estranha às vezes - , esse aqui é meu tio .
Somente nessa hora observou a outra menina que estava ali, e a mesma deu um passo para frente e estendeu a mão para ele timidamente.
- É um prazer conhecer o senhor. - eles apertaram as mãos, mas ao escutar as palavras da menina ele largou a mão dela imediatamente fazendo com que a menina estranhasse tal reação.
- Também é um prazer conhecê-la, mas você só pode estar de sacanagem com a minha cara. - ficou sem entender nada – Se você me chamar de “senhor” mais uma vez eu vou ser obrigado a te decapitar - ele sorriu simpaticamente para ela, que devolveu do mesmo jeito fazendo com que rolasse os olhos com a cena.
- Tudo bem. - não sabia o que dizer então soltou a primeira coisa idiota que lhe veio como resposta.
- Se eu soubesse que a minha sobrinha tinha amigas tão lindas e simpáticas eu já teria voltado aqui há muito tempo - disse deixando-a corada, mas foi apenas um elogio inocente.
- Por falar nisso, por que depois de tanto tempo do nada você resolve fazer uma visitinha? - perguntou sendo um pouco grossa demais, mas antes que ele pudesse responder algo o telefone dele tocou, ele olhou o nome no visor e sorriu.
- Fala ai, dude! Já chegou? - ele perguntou para o amigo do outro lado da linha.
- , eu acabei de chegar no aeroporto, vem me buscar agora, seu imprestável!” - o amigo do disse rindo.
- Aguarda aê que eu to chegando - disse e logo desligou o telefone.
- Mal chegou e já vai sair com uma pu... quer dizer, garota? - perguntou não querendo acreditar que mesmo depois de 5 anos seu tio continuava a mesma coisa, não havia aprendido nada.
- Ah! O que é isso, minha querida sobrinha? Ciúmes? Eu te prometo que já volto. Ok? – ele disse todo sorridente enquanto tinha uma vontade imensa de arrancar todos aqueles dentes expostos por aquele sorriso lindo.
- Que seja! - ela foi até o sofá e pegou o seu chaveiro que estava dentro de sua bolsa, ela voltou para onde estava e entregou o seu lindo chaveiro de bailarina na mão do tio - Cuida bem dele, eu e a vamos dormir. Quando você chegar com o seu amigo/amiga/sei lá quem, vocês tentem por favor não fazer barulho, tem dois quartos livres lá em cima - ela se virou em direção à escada puxando junto com ela - Agora boa noite!
- Boa noite, meninas, até amanhã. - ele se virou e saiu, enquanto acompanhava todos os seus movimentos. “cara, porque o tio da é tão... hot?” Essa pergunta se repetindo intermináveis vezes na cabeça da menina, ela subiu a escada com , que reclamava sobre o tio, mas estava tão absorta em seus pensamentos que não prestou atenção em nenhuma das mil palavras ditas pela amiga.
- , você não vai atender, não? - encarava a amiga que parecia estar sonhando acordada - , você está me escutando? - parou de frente para a amiga – Porra, , o seu celular está tocando então quer fazer o favor de atender logo essa merda? - , gritou fazendo com que desse um pulo e só então percebesse que “Undisclosed Desires”, do Muse, estava tocando. Então ela pegou rapidamente o celular.
- Alô?! - disse, ainda meio assustada.
- Amiga, o que você achou do tio da ? - perguntou – Porra, , cala a boca! Espera! Outch! - gritou e pôde escutar um barulho e a risada da .
- Meninas, calma, por favor, não se matem! Onde é que vocês estão, hein? - perguntou enquanto olhava para , que, como ela, estava meio sem entender nada.
- Estamos aqui na casa da , mas já estamos indo ‘praí - desligou o telefone sem ao menos esperar a amiga responder.
- O que elas queriam? - perguntou sem entender.
- Elas estão vindo pra cá - mal terminou a frase e a campainha começou a tocar. e desceram as escadas correndo sem se importar se o barulho que estavam fazendo acordariam ou não os pais de . Elas abriram a porta e as outras duas já foram entrando
- Ô, ‘peraí! O que é que vocês estão fazendo na minha casa a essa hora da noite? - perguntou se sentando do lado das meninas no sofá.
- Nós viemos aqui saber do seu tio - disse como se fosse a coisa mais normal do mundo querer saber do tio alheio.
- O QUÊ? – perguntou indignada, “tá legal, até que meu tio é gostoso, simpático mas... mas.. enfim, é meu tio, né? Poxa será que não existe mais respeito nesse lugarzinho que nós chamamos de mundo, não?”
- E ai, , o que você achou do tio dela, ele é ou não gostoso? - perguntou, deixando a amiga um pouco sem graça - Já me disseram que ele é igual ao vinho, só melhora com o tempo - ela lançou um sorrisinho malicioso para as outras.
- Gente, dá pra parar de falar do meu tio? Eu vou dormir daqui a pouco e não quero ter insônia - fez uma careta engraçada, fazendo as meninas rirem.
- Mas, meninas, contem como foi a festa? - perguntou, arrumando uma brecha para fugir do assunto “tio da ”.
- Nada demais, tirando o fato que... – fez uma carinha de suspense - A ficou com o Clark! - Todas as meninas ficaram com a boca aberta.
E simplesmente ficou vermelha.
Depois de perguntas e mais perguntas, e, claro, muita zoação em cima da pobre , que ficava cada vez mais sem graça, elas resolveram que todas dormiriam por ali mesmo. Elas subiram e se encaminharam para o quarto de . Todas logo adormeceram.
No meio da madrugada, acordou e caminhou para a cozinha (detalhe: do jeito que estava dormindo, de calcinha branca e uma blusinha azul clara bem justinha). Quando chegou à cozinha ela ascendeu a luz e virou para a bancada e deu de cara com uma figura branca de olhos lhe encarando meio assustada.
- AAAAAAAHHHHHH! - virou e saiu correndo, fazendo o ser que estava na cozinha se assustar e sair correndo atrás dela.
- Ei, ei calma! - ele puxou o braço dela, conseqüentemente trazendo-a mais para perto dele, que estava sem blusa, fazendo com que a menina estremecesse com todo aquele contato e aquela proximidade.
- Quem é você? - depois do primeiro momento ela recobrou a consciência e seu auto-controle e se afastou dele, subindo o primeiro degrau da escada, mas mantendo o olhar fixo no dele.
- Eu sou amigo do . - ele ficou um pouco sem graça depois de ter olhado a menina de cima a baixo, reparando BEM nos poucos trajes que ela vestia e em tudo que ela deixava à mostra - Ah... prazer, eu sou o . - ele estendeu a mão para ela, que ainda estava um pouco sem reação, em parte por ter encontrado uma pessoa totalmente estranha na sua cozinha e por estar tão perto de um deus grego (nesse caso inglês) que estava semi nu na sua frente (nada exagerada, né).
- Eu sou a , e desculpa, é que... - ela parou para pensar em minutos antes quando encontrou o menino agora pouco em sua cozinha - O que você estava fazendo lá na minha cozinha com a luz apagada? - ele sorriu e ela teve que se segurar no corrimão da escada para não desabar, tamanha era a perfeição desse sorriso.
- É que... eu fiquei meio sem graça de ascender a luz, estava me achando muito intruso aqui. - ele ficou meio corado, fazendo rir e achar fofo aquilo.
- Não fique assim, vem, vamos comer alguma coisa. - a essa altura a garota já havia se esquecido completamente de como estava vestida. Ela foi caminhando à frente dele, fazendo-o acompanhar com o olhar o movimento de seus quadris. Chegando à cozinha cada um se sentou em um dos lados da bancada. pegou alguns pacotinhos de cookie e uma garrafa de refrigerante e colocou em cima da bancada.
- O seu tio fala muito de você, ele realmente estava com muita saudade. - disse, encarando os olhos da menina.
- No fundo, no fundo, mas bem no fundo mesmo, eu também senti falta dele... Mas o que o meu tio fala sobre mim? - deu um sorrisinho safado, deixando muito curiosa para saber qual foi a imagem que o tio criou dela para seus amigos.
- Ah, ele vivia se gabando dizendo que tinha uma sobrinha linda, e agora vejo que ele não aumentou nem um pouquinho. - ele finalmente conseguiu deixar a menina meio envergonhada - Mas ele dizia também que não entendia porque você não gosta dele - após escutar as palavras de , ela sentiu seu coração e a sua consciência pesarem por saber que o tio não mentia quando dizia que ela era importante para ele, e, cara, ela não dava a mínima para ele. Isso fez com que se sentisse muito, muito mal mesmo, ela tinha de fazer algo urgentemente para mudar essa imagem de vilã.
- Quantos anos você tem? - perguntou de repente fazendo a garota se assustar com tal curiosidade.
- 17, e você? – ele a encarava e fazia com que a garota ficasse vidrada nos seus olhos perfeitos.
- 25, a mesma idade do seu tio - ele fez uma careta e não entendeu o porquê, mas achou engraçada.
- Onde vocês se conheceram? - estava gostando de estar ali com ele.
- Nós estudamos juntos - e ficaram conversando durante horas sem se dar conta que o relógio rodava freneticamente, quando se deram conta, já estava amanhecendo.
- Mas me fala mais sobre o e o , pelo que você falou vocês são muito amigos, né? - pediu enquanto se levantava da cadeira. Ele estava contando as coisas que ele e seus 3 amigos, , e aprontavam na época de escola.
- Eu acho melhor nós subirmos. - fez uma careta que julgou ser muito fofa - Depois eu acabo de te contar.
Eles se encaminharam cada um para seu quarto. tinha achado muito interessante, ele já teve vários casinhos com meninas da idade dela, o que seu amigo achava um horror, ele dizia que elas eram lindas, sim, lindas crianças ingênuas, e que nunca seria capaz de tirar essa ingenuidade. Bobinho ele, né? , por sua vez, só conseguia pensar que deveria rever os seus conceitos em relação ao tio.
Quando o dia clareou, se levantou e viu que as amigas ainda dormiam feito pedras, principalmente , que ela pôde ver saindo de madrugada do quarto e voltando só ao amanhecer. pegou o vestido leve que ela usava sempre que dormia na casa de . Ele era vermelho e media 1 palmo e meio acima do joelho. Ela se vestiu e saiu do quarto, notando que não havia movimentação na casa, afinal, não devia passar das 7 da manhã, e ela concluiu que todos estavam dormindo. Ela desceu as escadas e pôde escutar uma cantoria vinda do banheiro. É, talvez nem todo mundo.
- Don't grow up too fast and don't embrace the past, this life's too good to last and I'm too young to care.
Ela sorriu ao perceber que era e que ele cantava Blackout, do Muse. ”Hum... ele tem bom gosto”, ela ficou próxima à porta do banheiro escutando ele cantar, e vez ou outra fazendo uma voz meio afeminada, ele cantava bem alto e animadamente, não se importando com nada. Por alguma razão, estava leve e feliz, como há muito tempo não se sentia, talvez por ter saído do estresse do trabalho e ter ido visitar a família ou... talvez por que sua vida estivesse prestes a mudar de ponta cabeça.

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Capítulo 2 “Ela é apenas uma criança”

cantava animadamente enquanto se secava. Não entendeu aquele impulso de levantar pra tomar banho àquela hora, e muito menos sua empolgação em fazer isso, ele ficou pensando em como era bom não ter horário para fazer nada, só relaxar, ao contrário do que fazia na produtora musical da qual ele era sócio com seus amigos, que ficava no centro de Londres. Lá ele nem tinha tempo para sair com os amigos, com mulheres então... nem se fala. Já havia um bom tempo que não acordava acompanhado e isso fez que ele pensasse em chamar para sair, ele realmente estava precisando de sexo, com mulheres, não com o . Ah, vocês entenderam.
- Merda!- disse baixinho, percebendo que tinha acabado de molhar completamente a única peça de roupa que ele tinha levado para o banheiro: sua boxer. Sendo assim, se enrolou ma toalha, ajeitou o cabelo no espelho e abriu a porta.
Enquanto estava lá fora escutando cantar baixinho ela ficou imaginando como ele seria tomando banho e pensamentos nada puros começaram a invadir a sua mente. Quando ele parou de cantar ela pensou em sair dali antes que ele saísse e achasse que ela estava bisbilhotando, mas ela o escutou falando baixinho e se aproximou mais e mais, até que seu ouvido estivesse colado na porta. Continuou não ouvindo nada até que a porta abriu e ela perdee o equilíbrio e caiu, por sinal, levando junto com ela.
- AI, MEU DEUS!- gritou desesperada ao perceber que estava em cima de e que ele estava apenas enrolado com uma toalha na cintura.
- Você tá legal? - perguntou a visivelmente preocupado e surpreso.
- Erm... to, eu to legal. - foi se levantando com o auxílio de - Me desculpe, sen... . - ela se lembrou que ele odiava ser chamado de senhor, mas era a força do hábito. Ele fez uma careta, poxa, também, pudera, ele é lindo, gostoso, jovem... - Quero dizer, .
- Pode me chamar de . - antes que pudesse falar mais alguma coisa, ela afirmou com a cabeça, virou-se e saiu em direção às escada. Ele ficou meio sem entusiasmo porque a menina tinha ficado envergonhada, até que olhou e percebeu que sua toalha não se encontrava mais em sua cintura.
- Puta que pariu! - até ele havia ficado envergonhado.
subiu a escada meio cambaleante. Suas pernas não obedeciam aos seus comandos, ela ficou totalmente alterada por ter visto pelado, não que ela nunca tivesse visto um garoto em tal situação, mas era diferente, não era um garoto, ele era um homem, um homem muito homem (se é que você me entende). Ela ficou maravilhada e ao mesmo tempo envergonhada, afinal de contas, ele era o tio da sua amiga, né. Ela entrou no quarto bem de fininho tentando fazer o mínimo de barulho possível e encontrou acordada. Ela passou pela amiga e foi em direção ao banheiro, ela precisava de um banho, um banho bem frio.
- , você tá bem? - sussurrou para não acordar as outras.
- Tô, to sim. - achou que a amiga tava muito estranha, mais estranha do que o normal. Ela também percebeu que a amiga tremia e estava pálida, então resolveu tirar a história a limpo.
- Amiga, você tá passando mal? Você tá pálida. - se ajoelhou para olhar nos olhos de , que estava sentada na tampa da privada e escondia o rosto nas mãos, tentando se acalmar - O que aconteceu?
- Euviotiodapelado. - juntou todas as palavras demonstrando ainda mais nervosismo. , por sua vez, não entendeu nada.
- Amiga, calma, respira fundo, e depois fala.
- Eu vi - tentou se acalmar - o tio da - respira fundo – PELADO! – grita.
- SHII, pára de gritar! - parecia não ter assimilado as palavras da amiga, ficou olhando para ela como se esperasse o grande problema da história até que teve um estalo – VOCÊ O QUÊ? – ela se levantou rindo.
- Fala baixo, . - mais uma vez respirou fundo e repetiu - É, eu vi o tio da pelado.
- Pára o mundo que eu to tonta. - fez gestos exagerados como se fosse desmaiar - Você viu o -gostoso- pelado? Assim como veio ao mundo? - confirmou com a cabeça – Caraça, amiga, ele tá aqui a menos de 24 horas e você já ta tarando o tiozinho?- , cala a boca, não é nada disso, foi que... - contou a história pra , talvez ocultando a parte que ela não segurou a sua curiosidade e colou o ouvido na porta.
- Wow! Mas me fala como é que ele é? - perguntou toda maliciosa.
- , você tá louca, é do tio da que nós estamos falando. - ficou olhando para ela com uma cara de ‘e daí, o que tem nisso?’ - Eu não reparei - disse desviando do olhar da amiga
- Ain, , pára de palhaçada, não me diz que você não reparou porque eu sei que você reparou. - conhecia muito bem a amiga.
- Tá, ele tem um corpo muito bonito, é definido. - disse meio envergonhada. Por mais que parecesse o contrário, ela tinha sim os seus momentos de timidez.
- Eu quero detalhes. - impôs, estalando os dedos na cara da amiga.
- Tá, ele é... como posso dizer?... Ah, ele é abençoado pelo papai do céu. - caiu na gargalhada e ficou sem entender nada.
-Ta, amiga, então agradece ao papai do céu por isso. - saiu do banheiro antes que ela pudesse pedir uma explicação.
“Ai, eu juro que essa minha amiga é completamente louca, mas eu também ficaria curiosa, poxa, o é bem gostoso”. ficou se deliciando com suas lembranças daquela bendita cena e resolveu que realmente era hora de um banho, bem frio, de preferência. Ela não demorou muito, pois escutou risadas vindas do quarto e por algum motivo ela sabia que não era coisa boa. Secou-se, vestiu-se e saiu.
- Quer dizer que a senhorita anda tarando o meu tio , né, Dona ? - disse, rindo da cara de indignada que fez.
- Ai, meninas, deixem-a, se eu fosse ela eu faria a mesma coisa. disse. É, se tratando dela, não surpreenderia que ela fizesse bem pior.
- Gente, foi só um acidente de percurso. - disse envergonhada, cada hora a sua situação ficava pior - E outra... - ela foi interrompida por batidas na porta.
- Entra. - gritou, e a porta se abriu.
- Bom dia meninas, eu e o vamos comprar alguma coisa pro café da manhã. Querem alguma coisa? - disse todo sorridente só com a cabeça dentro do quarto.
- Ah, eu quero cookies, os meus acabaram. - ela e tinham acabado com todos os pacotes durante a madrugada.
- , eu vi 4 pacotes no armário ontem. - falou e recebeu um olhar cheio de significado da amiga – Ah, deixa pra lá, eu quero pão de mel.
- Eu quero qualquer coisa que seja de chocolate - disse .
olhou atentamente para as meninas, notando que ainda faltava uma.
- Erm... O que você vai querer, ? - ele disse meio sem graça se lembrando de horas atrás.
- Pão integral - ela disse desviando o olhar do dele.
- Amiga, voltou com a dieta? - perguntou e apenas confirmou com a cabeça - Eu acho que você tem de parar com isso, você não precisa.
- Eu também acho. - soltou sem querer – Ok, nós não vamos demorar. - assim que ele fechou a porta todas viraram para .
- O que foi agora, gente? - a garota perguntou meio impaciente. Já não aguentava mais aqueles olhares sugestivos.
- Nada, é só que, sei lá, o agiu meio estranho. - disse.
- Eu acho que ele tá meio sem graça porque você viu ele pelado. - disse.
- Gente, dá pra parar? Eu não quero ficar me lembrando disso o resto da vida, não. - disse meio indignada. É claro que ela lembraria. “Vocês acham que eu vou me contentar em só ver? Haha, muito bobinhas”.
- Tá, tá legal. - disse, levantando as mãos em sinal de redenção.
- Quem já viu esse ? - perguntou e automaticamente se virou para .
- Ontem na hora que eu desci pra beber água ele tava lá na cozinha e nós ficamos conversando. - disse resumindo a história - Ele é legal.
- Eu quero saber se ele é gostoso. - perguntou.
- Ah, ele é bonito sim. - ela disse desviando o olhar.
- Ih, , pode apagando o fogo, porque nossa querida viu primeiro. - antes que pudesse contestar o que tinha dito alguém bateu na porta de novo e mandou entrar.
- Bom dias meninas, onde é que seu tio se enfiou? - o pai de perguntou. Ele era um carinha bem simpático.
- Ele foi comprar algumas coisas para tomarmos café - ela disse ao pai, que acenou e saiu do quarto.
- , você não ficaria chateada nem nada se a ficasse com o seu tio, não, né? - perguntou.
- Claro que não, pense comigo: se ele ficar com uma amiga minha ele não poderá reclamar se eu ficar com um amigo dele.
- Obrigadão por me usar, tá , eu me sinto muito confortável com isso. - se levantou da cama fazendo ‘joinha’ para ela.
- Ain, amiga, eu juro que te amo, mas pensa: não será nenhum sacrifício, né? - ela se levantou e abraçou a amiga.
Depois disso as meninas resolveram que era melhor tomar um banho e descer para tomar café.

* **Enquanto, isso na padaria...***

- Dude, esse aqui parece ser mais gostoso. - segurava várias caixinhas de cookies e mostrava um de cada vez para .
- Ah, sei lá, leva esse mesmo. - se virou para a seção de sucos - , morango ou uva? - apontava para as caixas.
- Leva as duas.
Eles estavam indecisos, queriam comprar de tudo para agradar as meninas. Enfim conseguiram escolher o que queriam, e o que não conseguiram levaram de todos os tipos.
- Eu conversei com a - disse, já acomodado no carro.
- Falou com a ? O que? Quando? - perguntou.
- De madrugada eu desci pra beber água e a encontrei e eu disse as coisas que você me fala, e ela ficou meio abalada.
não disse nada, ele nunca entendeu muito bem porque a sobrinha não gostava dele.
- Mas me fala, o que aconteceu hoje mais cedo que você disse que depois me contava? - disse, virando-se para .
- Aamigadameviupelado. - disse tão rápido e tão baixinho que mais parecia que estava rezando.
- Quê? - pensou que tivesse escutado errado.
- A-amiga-da--me-viu-pelado. – falou pausadamente como se fosse retardado, ou sei lá o quê.
- Depois fala de mim, dude, mas diz aê, ela é gostosa? – perguntou cheio de malícia.
- , se liga, é da amiga da minha sobrinha que nós estamos falando, ela tem idade pra ser a minha sobrinha. - não entendia como seus amigos faziam esse tipo de coisa. “ Po**, pedofilia é crime”.
- E daí? Ela não é a sua sobrinha, e outra coisa: a sua sobrinha é gostosa. – disse a ultima parte bem baixinho, mas escutou e parou bruscamente o carro depois disso.
- , se você está pensando que você vai comer a minha sobrinha você está muito enganado. Eu te capo, você me entendeu? - estava soltando fumacinha pelos ouvidos.
- Ta, cara, eu nem tinha pensado nisso, foi só um comentário inocente. - “Ah, , sinto muito, cara, mas se ela me der mole eu pego mesmo”. Os pensamentos de não eram nada apropriados para se dizer ao tio da menina e muito incoerentes com o que falava.
Quando eles pararam em frente à casa onde estavam hospedados, vulgo a casa de , se virou pra antes de abrir a porta.
- Dude, se ela não fosse uma criança eu diria que ela é bonita, muito bonita. - dito isso ele saiu antes que o amigo falasse alguma coisa.
- Eles estão demorando muito, - disse impaciente.
- Calma, dude, tá com tanta fome assim? – falou.
- Não, ela quer é saber do tal . - disse.
- Tira o olho que eu vi primeiro. - falou em tom de ameaça e depois riu, deixando as amigas surpresas.
- Chegamos! - abriu a porta todo sorridente, fazendo ficar, tipo, babando. E olha que ele estava vestido desta vez, hein.
- Tio , essas são as minhas amigas e , você já as conhece. - disse o mais simpática possível.
- Nossa! Vocês estão... diferentes. Prazer em revê-las, meninas. - disse cumprimentando as meninas – Esse aqui é o meu amigo .
- E ai, meninas! - quando se pronunciou ficou com a maior vontade de pular no pescoço dele e fazer coisas nada puritanas com ele.
- Até que enfim esse meu irmão caçula desnaturado resolveu me visitar - o pai de chegou e foi abraçá-lo.
Depois daquele ‘momento família’, as meninas, que já não estavam mais aguentando de fome, chamaram todos e se encaminharam para a cozinha. Lombrigas alimentadas, os pais de saíram para resolver alguns problemas da empresa. e foram para os quartos e as meninas ficaram na sala.
- Gente, quem acha que até o final de semana terminar a pega o ? – disse e todas elas levantaram as mãos, inclusive a própria .
- Eu só quero ver o que seu tio vai falar sobre isso. - disse para estragar a felicidade da outras, e todas pararam pra pensar.
- É só ele não ficar sabendo. - disse, fazendo a maior cara de esperta.
- Mas como? Primeo: eles são amigos e segundo: nós estamos hospedados na mesma casa. - achava praticamente impossível.
- Eu tenho 10 maneiras disso acontecer. - disse se levantando e pegando um caderno e uma caneta na bolsa de , que ainda estava em cima do sofá, anotando suas dez maneiras.
- Estudando, meninas? - elas se assustaram com a voz de e se viraram para a escada, onde ele estava encostado.
- Não, estamos apenas fazendo poesia. - respondeu sem nem pensar, recebendo olhares questionativos das meninas.
- Nossa! Eu adoro poesia, será que eu posso ver? - disse meio irônico se aproximando das meninas.
- NÃO! - elas responderam em coro, fazendo se assustar.
- Tá ok! - ele disse, terminado de descer as escadas, e correu para guardar o caderno de novo na mochila de - Eu e o vamos dar uma volta, quem topa? - antes das meninas responderem apareceu na sala.
- Eu, mas preciso passar em casa pra trocar de roupa. - foi a primeira a se pronunciar.
- Ah, claro! Eu te levo lá. - se ofereceu e lhe lançou um sorriso malicioso que não passou despercebido aos olhos de .
- Não precisa, eu moro aqui do lado. - ela disse fazendo charme.
- Ta bom, e vocês, meninas?
- Eu e a também topamos, mas vamos passar em casa também. – antes que ele falasse, ela completou - Que também são aqui do lado.
- Ta, eu e o vamos esperar vocês, mas por favor não demorem, garotas. - pediu fazendo uma carinha de criança quando quer algum doce.
E assim as meninas saíram. Restando na sala apenas , e .
- Você não vai? - perguntou seco, afinal de contas, a menina poderia vir com sete pedras na mão como sempre, mas ele acabou se surpreendendo com a resposta simpática da menina.
- Mas é claro que eu vou, né, tio, tá querendo se livrar de mim, é? - ela disse sorrindo.
- Não, é claro que não. - definitivamente ele não estava esperando essa resposta da menina.
- Então eu vou me trocar e já volto. - ela se virou e subiu as escadas, mas antes passando e dando uma piscadinha pra .
“Caraca! Será que é impressão minha ou ela tá me dando mole?” pensava enquanto tentava ter alguma idéia de onde levar as garotas- E aí, pra aonde vamos levar as meninas? - ele perguntou à , que continuava a ter pensamentos impuros com .
- Preciso ir ao banheiro. - saiu meio desesperado, deixando o amigo totalmente confuso.

15 minutos depois...

- Tio, cadê o ? - desceu as escadas o procurando.
- Sei lá, ele saiu dizendo que ia ao banheiro e até agora nada. - disse sem nem desconfiar do que seu amigo fazia naquele mesmo momento pensando na sua sobrinha - Pra aonde vocês gostam de ir?
- Ah, sei lá, nós podemos ir ao Garden Park Hall, fica a uma meia hora daqui.
- Então vamos ao Garden Park Hall.
- Tio... Eu queria te pedir desculpas.
- Pelo que? - não tinha entendido nada.
- Por ter te tratado mal todo esse tempo. - cuspiu as palavras antes que perdesse a coragem, mas se sentiu bem mais leve depois de ter dito - Eu não queria que as coisas ficassem ruins entre a gente.
- , a última coisa que eu quero é que fiquemos em uma situação ruim, eu gosto muito de você e não quero ser apenas seu tio, quero ser um amigo - se aproximou e abraçou a menina - Você pode contar comigo sempre.
- Desculpa interromper esse momento lindo, mas eu acho melhor nós irmos senão iremos perder o dia maravilhoso que está fazendo hoje. - disse encostada no batente da porta “ai, como eu queria estar no lugar dela”, ela pensava vendo caminhando em sua direção segurando a cintura da sobrinha.
- Nós iremos ao Garden Park Hall. - disse todo animado e abrindo o maior sorriso para a menina.
- Ok! - abaixou o olhar, ela estava tentando usar a tática de se fingir de tímida, mas só Deus sabe a vontade que ela estava de agarrá-lo ali mesmo.
Todos acomodados no carro, eles deram partida, mas chegando à rua seguinte se depararam com um caminhão bloqueando a passagem.
- Gente, vocês estão sabendo que o Senhor Smith está se mudando? - perguntou - A filha dele teve um bebê e agora a família toda vai se mudar pra Austrália.
- Poxa, o filho dele é tão gostoso. - disse e a olhou de olhos arregalados.
- Ele já pediu pra ficar comigo uma vez. - disse.
- Ele já ficou comigo uma vez. - disse baixinho mas conseguiu escutar.
- O filho dele não é o Jared? - perguntou.
- É, você o conhece? - disse.
- Ele estudou comigo e com o , lembra-se dele?
- Claro, moleque maneiro, ele. - disse, provavelmente se lembrando de algum acontecimento.
- Moleque? Pô, ele tem a mesma idade que agente, . - disse meio inconformado e todos ficaram olhando pra ele com cara de ‘ e dai?’ - Ele ficou de olho nelas. - ele fez um gesto bem amplo para mostrar todas as meninas.
- E dai? Tio, ele não é velho nossa diferença de idade é de... – parou para contar nos dedos - ...mais ou menos 8 anos.
- Concordo plenamente - disse, mas logo se calou ao perceber o olhar mortífero do amigo sobre si.
- , a idade é uma coisa psicológica, por exemplo, fisicamente você parece ter no máximo 20 anos, intelectualmente, quando eu te conheci, eu te daria uns 19, mas agora você falando essas coisas parece ter 80. - foi super franca com ele. Não iria ajudar nada em seus planos se ele tivesse essa paranóia de diferença de idade.
- É mesmo, , desculpa, você é todo moderninho mas isso que você tá falando é coisa do século passado. - disse.
- Tá, desculpa por ser o único que ainda lembra que pedofilia é crime.
- Na verdade, , se a menina tiver 17 anos e for comprovado que ela tem um relacionamento por livre e espontânea vontade não é mais considerado pedofilia. - deu uma de ‘senhora-sei-tudo-sobre-lei’ e fazendo com que não dissesse mais nenhuma palavra durante o resto do caminho.
- Dude, eu ainda não entendi porque você estacionou o carro tão longe. - disse já cansado de andar.
- Será por que não tinha vaga mais próxima? - disse visivelmente irritado, tinha ficado assim depois da conversa no carro.
Quando as meninas encontraram uma pracinha cheia de brinquedos, foram matar a saudade dos tempos de infância, deixando os meninos em um banquinho sentados próximo de lá.
- , por que você tá tão nervoso, cara? - perguntou.
- , você sabe muito bem. - ele disse com uma voz meio ressentida.
- , já faz muito tempo, deixa o passado no passado, ok?
- Não e tão fácil assim, dude, cara, e quando eu escutei as meninas falando do Jared, que por sinal tem a nossa idade, fez eu me ver naquela situação de novo, entende? -
- , as pessoas são diferentes, e elas são daquele jeito, você entendeu? - antes que pudesse continuar a falar, chegou, interrompendo o assunto.
- Meninos, vocês vão ficar conversando e deixar que a gente se divirta sozinha? - automaticamente se levantou ao ver acenando para ele, já permaneceu no mesmo lugar.
- Desculpa - disse sentando-se ao lado dele assim que se afastou.
- Pelo quê? - ele mantinha o olhar fixo no chão.
- Por ter falado aquilo lá no carro, eu não sei porque mas vejo que você não lida muito bem com esse assunto, então eu... erm... É sério, sinto muito mesmo, eu não deveria ter dito e agora to mal... - realmente não estava gostando nada, nada de ver daquele jeito, mas antes que ela pudesse pedir desculpas de novo...
- Hey! - ele virou o rosto dela de frente para o seu e segurou a mão dela - Você não tem que se desculpar por nada, eu é que to um chato mesmo... Acho que estou ficando velho, sabe. - ele deu um sorriso que fez com que perdesse o ar por alguns instantes – Vem, vamos nos divertir, afinal de contas, eu e o vamos embora amanhã.
- Já? - ela disse visivelmente chateada - Eu pensei que vocês só iriam na segunda-feira.
- É, mas nós temos que resolver alguns lances na produtora, eu e ele estamos pensando em algumas mudanças. – antes que a garota perguntasse alguma coisa ele a arrastou em direção ao local onde os outros estavam.
- Meninas, é impressão minha ou a tá a fim do ? - viu ao ver a menina se sentar ao lado dele.
- Eu acho que ta. - estava meio receosa de contar para ele, sabia que se ele abrisse a boca pra falar para o a amiga iria matá-la.
- Pra falar a verdade ela tá sim. - disse – Mas já vi que com essa ai a missão é praticamente impossível.
- Ou talvez não. - disse fazendo todos voltarem as atenções para o casal do outro lado do parquinho, todos sorriram ao ver segurando a mão da menina e eles se encarando.
- Eu acho que ele tá a fim dela, ele pode até não saber ainda, mas está. - disse confiante.
- Então precisamos fazer alguma coisa. - disse, vendo se levantar e puxar a amiga pela mão.
- Mas temos de fazer algo urgentemente, que seja rápido e eficaz. - disse vendo os dois se aproximarem – Afinal, eles vão ir embora amanhã.
- Fica tranquila, baixinha, nós vamos, mas vamos voltar.
- Gente, eu to morrendo de fome. - disse para disfarçar quando e se aproximaram.
- Tem uma lanchonete aqui perto, vamos lá. - disse.
Quando chegaram ao carro, correu para o banco de trás e se sentou ao lado de , e se sentaram ao lado deixando apenas o banco do lado do motorista para , que sorriu maliciosa para eles.
Na lanchonete, , e disputavam quem aguentava comer mais.
- ARG! - arrotou, fazendo pular da cadeira com cara de nojo.
- Ahh, você quer disputar, tá bom. - se concentrou e... - AARRGG! - dessa vez não aguentou e correu para o banheiro, fazendo todos na mesa gargalharem.
- O que deu nela? - perguntou com a maior cara de inocente.
- Cara, vocês parecem duas crianças. - disse rindo.
- Ai, gente, pára com isso, a garota tem o maior nojo, e, realmente, isso é muito nojento. - disse, por mais que tivesse achado a reação da amiga engraçada, sabia que ela tinha pavor a esse tipo de coisa.
- Ah meninas, foi mal. - disse fazendo carinha de criança.
- Gente, não fala assim com o Little . - disse se aproximando e apertando as bochechas dele - Ele é apenas um bebê, né, pequeno?
- É, pequena, sou apenas um bebê que precisa de cuidados e de atenção.
- Eu também preciso de cuidados e atenção. - disse se aproximando um pouco mais de , mas parando logo que lhe tacou um guardanapo e todos riram com a cena, menos , que se fingia de zangado.
Mais ou menos vinte minutos depois da ter voltado do banheiro eles voltaram para o parque. Passaram a tarde brincando de coisas idiotas, só foram embora quando já estava prestes a anoitecer.
Cada menina foi para sua devida casa, menos , que acabou indo para a casa de (de novo. Por que será, hein?).
- , eu tenho que pegar aquela matéria de segunda passada. - disse quando estava parada na frente da casa da amiga.
- Que matéria? - falou inocente, não sabia se ela fazia de sacanagem ou por pura lerdeza mesmo. Logo em seguida a menina percebeu que era lerdeza mesmo, lhe lançou um olhar sugestivo – Ah, claro, amiga, entra ai.
- , seus pais ainda não chegaram? - perguntou ao entrar na casa e perceber que tudo estava em silêncio.
- Ih, meu irmão deve tá tirando o atraso. - disse rindo da cara de nojo da sobrinha - O que? Os velhos também podem ter uma vida sexual ativa e estável. - “uma coisa que eu não tenho, por falta de tempo, e não de mulher, pra deixar bem claro” expulsou logo esses pensamentos, afinal, não é saudável pensar nesse tipo de coisa, e outra: logo isso iria mudar, ele precisava de uma vida, não a de antes, mas uma nova vida.
- , meu querido amigo, eu até concordo com a parte “vida sexual ativa”, mas se você está nos chamando de velhos eu discordo completamente. - estava indignado, como assim, velho? Ô, ele dava conta do recado quantas vezes fosse preciso.
- É mesmo, , na minha opinião vocês estão na idade ideal. - disse de um jeito que fez sentir que poderia começar a suar frio a qualquer momento. Se ela continuasse a se aproximar ele podia ter um ataque cardíaco.
- Concordo, tio! Você é meu tio, mas se não fosse bem que eu te p... - não terminou de falar porque foi interrompida por uma cotovelada de , que sabia que não ia gostar nada se ela terminasse.
- Acho melhor eu ir embora, bye, gente, até amanhã. - disse já saindo, nada tinha saído como o planejado, ela não tinha conseguido ficar com o e toda vez que ela se aproximava ele aumentava a sua barreira de proteção, e só Deus sabe quando ela o veria de novo. É, talvez ela realmente fosse muito criança para ele.
- Hey! - chamou a menina, não entendeu o porquê, mas sentia uma necessidade de agradecê-la - Você... Quero dizer, eu, eu quero agradecer por você ter se importado comigo. - antes que a menina pudesse responder ele a puxou para um abraço e logo em seguida lhe deu um beijo carinhoso na testa e voltou correndo para dentro da casa. ficou estática como estava durante alguns segundos, ela achou aquilo tudo muito estranho. “Por que ele fez isso?” Milhões de alternativas passavam pela cabeça dela, mas nenhuma que realmente fosse verdade, mas do que importa isso?
Todos em suas casa, horas se passaram até que os pais de chegaram, eles realmente tinham tido uma noite bem agitada, estavam visivelmente bêbados, entraram na casa fazendo certo barulho, mas nada que despertasse os que estavam dormindo. A animação deles era tanta que eles começaram a se agarrar ao pé da escada sem nem perceber as duas pessoas escondidas atrás do sofá. Nenhuma das duas estava preparada psicologicamente para ver aquilo, mas não queriam interromper, por sorte, o casalzinho resolveu subir.
A manhã de domingo não foi muito diferente das outras, as únicas coisas que mudaram foi que e corriam de um lado para o outro para arrumar as coisas que deixaram para cima da hora e que em um dia eles conseguiram bagunçar, e, claro, as meninas apareceram na casa da mais cedo do que o normal.
- Quando vocês voltam? - perguntou vendo os meninos guardarem as coisa no carro.
- Eu não sei, temos muitas coisas para resolver, mas eu juro assim que der nós vamos voltar. - disse.
- E vamos trazer os outros 2 conosco. - disse.
Despedidas feitas, os meninos partiram rumo à Londres e as meninas continuaram na porta vendo o carro desaparecer pela rua.
- Meninas, eu to arrasada. - disse dando um abraço meio de lado em - Eu queria ter ficado com ele.
- Ah, , não fica assim, ele só está tentando se fazer de difícil. - disse, tentando consolar a amiga.
- Eu só queria ter cumprido a minha meta. - disse triste.
- E você, , também deve estar super frustrada, né? - falou olhando para a amiga.
- Por quê? – se fez de desentendida.
- Você não cumpriu a sua meta. - disse fazendo uma cara meio de “óbvio” -Não ficou com o .
- Erm... Quem disse que não? - disse triunfante, dando um sorrisinho para as amigas e entrando na casa. As meninas se entreolharam e logo seguiram .


Capítulo 3 “O novo vizinho”

#Flashback- on (noite passada)
Depois que todas as meninas haviam ido embora, , e resolveram subir cada um para seus quartos. Só que como sempre arruma alguma coisa para fazer na cozinha... Lá estava ela de novo encontrando lá.
- Você faz isso só pra me assustar, né? - ela perguntou se sentando ao lado dele.
- Não, faço isso só pra te ver. - ele se aproximou um pouco dela.
- É? E você só queria me ver?- estava adorando aquela aproximação dele, e aproveitou para se aproximar mais dele dando sinal verde para que ele tomasse qualquer atitude.
- Na verdade, não!- ele se aproximou mais e mais e quando ia beijá-la, ela se levantou da cadeira e foi em direção à sala, ficou meio desconcertado, não entendeu nada, ele achava que ela queria aquilo tanto quanto ele, mas depois dessa atitude dela ele não entendia mais nada.
se sentou no sofá vendo parado na soleira da porta, ela riu da expressão confusa dele.
- Eu gosto mais do sofá, é mais confortável do que a bancada. - ela disse sorrindo, chamando-o com o indicador fazendo com que se aproximasse em um milésimo de segundo.
Ela mal esperou ele se sentar e já lhe deu um beijo tão intenso que deixou completamente excitado, ele foi empurrando a menina delicadamente para que ela se deitasse e deitando em cima dela logo em seguida. Os beijos iam ganhando cada vez mais intensidade, e seus corpos ficavam mais colados, se é que isso era possível.
ia subindo bem devagar a camisola da garota, e reparando em cada parte que ia descobrindo, só parou o beijo para terminar de tirá-la. passava as unhas nas costas descobertas dele. Enquanto massageava os seios da menina ainda cobertos pelo sutiã ia roçando o seu membro já totalmente rígido sobre o ventre dela fazendo a menina soltar pequenos gemidos, ela não resistiu e acariciou o membro do menino por cima da calça, fazendo com que ele agora soltasse um gemido rouco perto do ouvido dela, fazendo com ela ficasse cada vez mais excitada. Quando se preparava para tirar o sutiã de , eles tiveram de interromper o momento de prazer ao escutar um barulho na porta, no mesmo instante em que os pais de entravam em casa, e pularam para trás do sofá abafando pequenas risadas. Os pais de começaram a se pegar perto da escada e a menina virou o rosto fazendo cara de nojo, fazendo ter que segurar uma gargalhada, os dois já iam se preparando para presenciar uma cena nada agradável e talvez a mais horripilante de suas vidas, quando que por um intervenção divina o casalzinho safado resolveu ir para o quarto.
- Dude, eu vou ter um pesadelo. - sussurrou para .
- Eu espero que não, mas se tiver pode aparecer no meu quarto, eu te protejo. - ele disse, logo em seguida dando um beijo “suga órgãos” nela.
- Quer terminar isso lá em cima? – perguntou, ela não estava nem aí por estar em casa, ficar na vontade não era do feitio dela.
- Acho melhor não. - broxante, né? – deve ter acordado com o barulho que seus pais fizeram.
Depois disso eles só trocaram uns beijos e alguns amassos leves, se é que isso existe, né, e subiram para os quartos.
Flashback- off

- Sua vaca!- disse rindo depois de escutar a história da amiga.
- Mas e aí? - perguntou.
- E aí o quê? - perguntou confusa. Às vezes tinha um raciocínio que NINGUÉM entendia.
- E agora? Tipo vocês vão ficar ficando? - .
- Ah! Não sei, provavelmente não, ele deve ter alguém lá em Londres. - disse meio desanimada.
- Amiga, desencana, agora me diz se eu não estava certa, homem mais velho é muito melhor, não é? - perguntou. Não que ela já tivesse ficado com muitos homens mais velhos, na verdade foi só o Jared, com quem ela só ficou uma vez, e com o seu primo que morava no País de Gales, com o qual ela havia perdido a virgindade a dois anos atrás, mas apesar disso eles eram amigos, principalmente depois de tudo se tornaram mais amigos do que qualquer outra coisa.
- MUITO! - disse rindo.
Elas passaram o domingo inteiro falando sobre homens. Mas, como nem tudo são flores, as meninas tiveram de ir pra casa, afinal de contas, dia seguinte: SEGUNDA-FEIRA, dia mais torturante da semana.

***Enquanto isso, em Londres...***
- E aí, dudes, como foi final de semana? - perguntou pulando em cima de .
- Cara, você nem imagina como são as amigas da sobrinha do nosso querido Judd. - disse baixinho para , mas escutou.
- Ah! Não me diz que tem amiga gostosa na parada? - é, o é sempre muito discreto.
- Shii! - e deram um tapa em ao mesmo tempo, por sorte, , que estava guardando suas coisas no lugar, não escutou.
- Cara, eu quase enlouqueci, imagina ficar numa casa com 4 garotas super hots e que se vestem como se você não estivesse ali! - disse se lembrando das meninas com seus trajes de dormir.
- Ah, cara! Jura? Quatro? - tentava imaginar a cena.
- Dudes, eu vou contar uma parada pra vocês mas de jeito nenhum o pode ficar sabendo. - os outros dois confirmaram com a cabeça e olhou para trás verificando se não estava por ali - Eu fiquei com a sobrinha do . - ele sussurrou.
- Cara, você tá pedindo pra morrer, como assim? Você comeu a ? - Tom estava incrédulo.
- Não, cara, eu fiquei com ela e só, tá pensando que a garota é o quê? - disse levantando as mãos.
- Então agora só restam três. - disse .
- Na verdade não, porque a tá a fim do .
- Como é que é? - disse incrédulo fazendo os meninos gelarem e ficarem mais brancos do que o normal.
- Caralho, , você me assustou - Tom disse tentando disfarçar. Eles não sabiam o quanto tinha escutado.
- Como assim? A o... Tá a fim de mim?
- Dude, você é cego ou o quê? Desde a a hora que eu cheguei eu percebi e aposto que você também. - sabia muito bem que o amigo tinha reparado mas que estava com medo de admitir que também estava afim dela.
- , você está louco ou o quê? - não queria aceitar aquilo - Eu... Não, não é verdade.
- , qual é o problema com isso? A garota é linda, você tá solteiro, ela também, não vejo nada errado nisso. - disse olhando para e procurando algum apoio.
- Não teria problema se ela não fosse 8 anos mais nova do que eu, e não fosse uma das melhores amigas da minha sobrinha.
- , essa parada de idade não tem nada a ver e você sabe muito bem disso. - tentava amenizar a tensão que se estabeleceu na casa.
- E, cara, eu disse que ela tá a fim de você, mas não que você tinha que ficar com ela. - disse antes que contestasse o que tinha dito. ficou meio estático no meio da sala e sem mais nem menos subiu para o seu quarto e foi dormir, só o sono acabaria com aquele turbilhão de pensamentos que lhe assombrava.
****


- Eu já disse o quanto eu odeio segundas-feiras? - disse enquanto passava a mão no rosto tentando acordar de verdade.
- ! - uma voz masculina chamou a menina assim que as meninas entraram na escola, fazendo todas pararem e olharem para trás - , será que eu posso falar com você?
- Ah... Claro, Clark. - se afastou das meninas se aproximando de Clark e andando junto com ele até chegarem às mesinhas do pátio. As meninas ficaram olhando na maior cara de pau, não faziam a menor idéia do que ele queria com ela.
- Gente, esse aí não presta, semana passada ele tava correndo atrás da e agora tá caindo em cima da . - disse.
- Ah, nada a ver, ele pediu pra ficar comigo e só, e não rolou, o que deixa ele disponível pra ficar com qualquer outra garota. - disse defendendo Clark.
- É, , mas, tipo, vocês são amigas, é meio estranho, né. - disse .
- Eu não vejo nada de estranho nisso. - disse ao ver se aproximar delas com um sorrisinho envergonhado estampado no rosto.
- O que ele queria? E por que esse sorrisinho no seu rosto? - perguntou sorrindo, vendo que o garoto ainda acompanhava o movimento da amiga.
- Ele disse que gostou do que aconteceu sexta e não queria que parasse por ali. - ainda estava meio envergonhada.
- Quer dizer que a nossa querida sonsa vai continuar saindo com o famoso pegador Clark. - disse apertando as bochechas de - Que bonitinho.
- Ai, gente pára com isso! - saiu andando à frente e as meninas acompanharam ainda rindo da cara dela.

****


- Adorei isso! Sinceramente, sério, adorei! - disse - Eu vou poder ficar perto da minha família.
- , eu pensei que a sua família morasse no País de Gales. - disse.
e se conheciam há mais tempo, mas já era amigo de e , e há 4 anos eles se conheceram.
- É, a minha família mora lá, mas é que o meu “tio” mora em Liverpool. - disse fazendo aspas com as mãos - O meu “tio” é o melhor amigo do meu pai e eles se conheceram antes mesmo de eu nascer.
- Nossa! Eles se conhecem a muito tempo então... - disse brincando com .
- Não, é sério, cara, tem um tempão que eu não os vejo, principalmente a minha prima. - disse meio triste, realmente sentia falta dela, por mais que ela fosse um pouco mais nova ele a considerava uma grande amiga.
- Cara, como é mesmo o nome da sua prima? - perguntou depois de um surto de esperteza.
- , mas todo mundo chama ela de , por quê?
- A sua prima é muito maneira. - disse rindo depois de acompanhar o raciocínio de . ficou totalmente confuso e antes que ele perguntasse alguma coisa disse - Ela é amiga da .
Não que existissem muitas ’s por lá, o que realmente não existia, mas, realmente, cruzar com uma seria coincidência demais.
- , não me diz que foi essa sua prima que você... – começou a falar mas não teve coragem de terminar.
- Que eu tirei a virgindade? É, foi ela sim, mas, cara, foi uma coisa muito louca e hoje nada, sabe, não rola mais nada.
- Caralho! Na moral, eu no seu lugar eu acho que faria a mesma a coisa, desculpa, mas a sua prima é bem... gostosa. - disse.
- , eu não acredito que você fez isso com ela, cara, ela é... – ia dizendo mais foi interrompido.
- Gostosa!
- Deixa a saber disso. - tinha de ser o a falar, mas fingiu não ter escutado.
- Quando? - perguntou logo para cortar o assunto, voltando ao primeiro tópico da conversa.

****


Três semanas já haviam se passado e nada de ou darem sinal de vida, já estava muito nervosa com isso. , por sua vez, estava ansiosa por este final de sema, desde a ligação do primo dizendo que lhe visitaria no mesmo.
- Alguém já sabe alguma coisa sobre o novo vizinho? - perguntou, já tinha visto a movimentação na rua e na casa onde antes morava Jared.
- , não é nosso vizinho. - falou.
- Ah, ele mora na rua debaixo e isso é próximo. - disse.
- Que seja! Alguém já sabe algo sobre o novo vizinho da RUA DEBAIXO? – disse já meio impaciente.
- Não, eu só vi que hoje de manhã passaram vários caminhões e um carro preto seguindo. - disse.
As meninas estavam na rua onde morava quando parou de andar ao ver um figura masculina sentada na sua varanda, só então ela se deu conta de quem era e saiu correndo, deixando as meninas meio confusas ao ver a amiga correndo e se atirando nos braços do tal homem.
- Eu estava morrendo de saudades! - ele disse no ouvido da garota.
- Nossa! Nem me fale, você me abandonou, poxa, Londres nem fica tão longe daqui. - ela disse fazendo manha ainda abraçada ao primo e logo em seguida vendo a expressão confusa no rosto das meninas.
- Gente, esse aqui é meu primo . - o apresentou a cada uma.
- Vem, vamos entrar, nós temos muito que conversar. - depois de tudo o que tinha acontecido eles tinham construído uma amizade muito grande e confidenciavam tudo um ao outro.
- Na verdade eu quero te levar em um lugar. - foi puxando a menina, que ainda estava meio relutante - Vem, você não confia em mim, não? - ele perguntou e recebeu um soquinho no braço, a única coisa de que ele não podia ter dúvida era a confiança que ela tinha nele. Mas ele apenas riu e a puxou.
- Meninas, eu ligo pra vocês depois. - ela sabia que as amigas iriam querer detalhes de tudo.
- É esse que ela... – começou a falar foi interrompida por .
- É, foi ele mesmo.
- Eu vou querer saber exatamente o que rolou. - “poxa, eu achei ele um gato, mas... Enfim, é da pensou.
puxava na direção da outra rua.
- Onde é que o Senhor Misterioso vai me levar, hein? - disse meio impaciente, ela nunca teve muita paciência para surpresas.
- Calminha, já estamos quase lá.
Eles desceram a rua e pode ver vários caminhões em frente à casa que no dia anterior estava branco-sem-graça e agora estava verde-agua-super-maneiro-claro.
- Tchanã. - ele tentava imitar o barulhinho que os carinhas do circo fazem.
- Poxa! A casa tá linda, mas eu não entendi, foi você que pintou, é? - disse meio sarcástica.
- Na verdade mandamos pintar.
- Mandamos? Porque você mandaria... OMG! Não me diga que você... - ele confirmou com a cabeça – OMG! OMG! OMG! - a menina gritava e pulava, ela pulou no colo dele lhe dando um super abraço de urso.
- Nossa, se eu soubesse que teria essa recepção eu teria vindo antes. - ele girou a menina no ar - O tinha razão, ele disse que você gostaria da surpresa.
- Como assim, ? Não me diz que você é o tal lesado de que eles falaram? - mais uma vez apenas confirmou com a cabeça rindo.
Eles ficaram se encarando durante um tempo e a pegou no colo de novo.
- Eu senti muito a sua falta, tampinha.
- Eu também, seu idiota. - ela disse rindo.
- Eu não disse que ela iria gostar?
Uma voz saiu de dentro da casa. .
- Dessa vez você acertou. - disse.
- Oi, . - lhe deu um abraço - Só pra constar, a tá querendo matar você e o seu querido .
- O que nós fizemos? - ele parou para pensar, mas entendeu logo o significado do olhar da menina.
- Vem, eu quero que você conheça a casa. - foi puxando a garota para dentro da enorme casa, como se ela nunca tivesse entrado ali.
- Vai ficar aqui só com o ?
- Não, o e o devem estar estourando por aí a qualquer momento, tiveram que resolver umas coisas com o pessoal da produtora.
- O - ? - ela perguntou incrédula.
- É, eu e os caras nos conhecemos através dele, e cá estamos nós.
- UAU! - foi a única coisa que ela disse - Como esse mundo é realmente pequeno.
- Eu não posso acreditar. - ao escutar uma voz feminina que ela conhecia bem, se virou e deu de cara com , e .
- Meninas, eu quero apresentar meu primo .
A única que assimilou os fatos foi , que lançou um olhar significativo para , que assentiu, sabia qual era a pergunta estampada no olhar da menina.
Todos eles ficaram conversando na sala, e não se davam ao trabalho de esconder o interesse um no outro, estava sentado no sofá e entre suas pernas, ele fazia carinho na barriga dela e ela, nas pernas dele, vez ou outra ele trocavam beijos rápidos. e estavam esparramadas no chão, uma virada pra cada lado; e estavam no outro sofá, estava sentado enquanto , que não é nada espaçosa, estava deitada (lê-se: largada) com a cabeça no colo do “primo”. A paz do momento só foi interrompida pela chegada repentina de e , que pegou todos desprevenidos. No momento em que abriu a porta, empurrou para o lado, mas a menina acabou perdendo o equilíbrio e caiu em cima das meninas que estavam no chão.
- AI!- gritou. Todos na sala riram da cena. Até mesmo os outros dois que haviam acabado de chegar, não estavam entendendo nada, mas riram assim mesmo, retardamento, não liguem.
- E aí, meninas? - pegou a sobrinha num abraço de urso, cumprimentou todas, deixando por último, não sei se fazia de propósito ou de sacanagem mesmo.
- E aí, pequena?
se levantou e lhe deu um abraço meio sem jeito. foi apresentado às meninas e assim continuaram a programação da tarde com filmes e mais filmes.

já estava em casa fazia 1 hora, estava em frente ao seu computador esperando a sua amiga brasileira entrar no MSN, elas sempre contavam tudo uma para a outra.
ThalitaGreen diz:
Oi, amiga, o que me conta de novo?
Fontinelly diz:
Eu acho que estou apaixonada :p
ThalitaGreen diz:
De novo? Quem é o gato da vez?
Fontinelly diz:
O vizinho da rua debaixo


Capítulo 4 “Minha tentação é a sua perdição”

Nas três semanas que se seguiram à mudança, os meninos não conseguiram ter muita folga, afinal de contas não é moleza abrir uma filial de uma conceituada produtora musical em uma cidade onde pouco se conhece. As meninas poucos os viam, quem mais aparecia na casa era . Mas depois de tanta ralação eles conseguiram tirar uma semana inteira de férias.
- Meninas, o disse pra gente aparecer hoje lá na casa deles pra fazer alguma coisa. - falou enquanto elas saíam da escola.
- Pra mim não dá, vou sair com o Clark hoje. - estava namorando sério agora.
- Eu vou pra lá com certeza. - disse .
- Eu também, eu ainda não desisti de mostrar que eu já não sou uma criança. - tinha mudado de tática, agora valia tudo, tudo mesmo.

- Olha o que eu trouxe pra brincadeira ficar melhor. - disse levantando 2 garrafas de vodka, uma de uísque.
- Você tá pensando em embebedar as meninas, é? - disse rindo da cara de indignado que ele fez - Já que é assim vou pegar o baralho.
levantou-se, pegou as garrafas colocou na cozinha, separou alguns DVD’s, tudo sem dizer uma palavra.
-Dude você não vai reclamar que vamos dar bebidas para as meninas?- perguntou, e negou com a cabeça dando de ombros
- , o que aconteceu? - perguntou meio preocupado.
- Eu vi a Allysson hoje. - ele disse indiferente.
- Porra, , desencana, eu não acredito que você ainda gosta dela, 'po', já fazem três anos. - disse meio inconformado, ele não a suportava, porque os dois namoraram durante 5 anos e quando seu amigo mais precisou ela o abandonou.
- Não, cara, eu não sinto mais nada, mas é que... Sei lá, foi estranho vê-la depois de tanto tempo.
- Ah, gente, vocês vão ficar na deprê logo hoje? É nosso primeiro dia de folga.
- É mesmo, hoje nós vamos nos divertir. - disse, ele queria esquecer de tudo e relaxar, começar com essa nova fase da vida.
- Olá, meninos! - disse já entrando
- E aí, o que nós vamos fazer hoje? - perguntou.
- Nós estávamos pensando em... POKER! Vocês sabem jogar? - perguntou, ele e tinham segundas intenções na escolha do jogo, eles sabia muito bem o resultado de vodka-uísque+algumas rodadas=STRIP POKER!
- Eu não sei muito bem não, mas elas aí sabem. - apontou pra e e sentou no sofá - A única burrinha que não aprendeu foi a .
- Por falar nela, onde ela está? - perguntou com uma carinha meio desapontada
- Saiu com o namorado. - deu de ombros e sentou ao lado de .
- Tio, você tá tão calado, aconteceu alguma coisa? - ficou de frente para .
- Não é nada, não, eu vou pegar alguma coisa pra gente beber. - ele se levantou e , que estava ao lado de , empurrou a menina.
- Vai logo, porra. - ela sussurrou.
- Hãn... Eu te ajudo, . - ela disse se levantando.
- Pode deixar, pequena, eu pego sozinho. - e assim saiu da sala.
- Arg! - esbravejou assim que entrou na cozinha.
- Amiga, agora eu acho que você vai ter que jogar pesado. - falou
- Na verdade eu acho que ele não quer mesmo ficar comigo. - ela disse desanimada - Ele não me acha interessante o bastante.
- Só se ele fosse maluco. - disse e abaixou a cabeça em seguida ao ver o olhar de sobre si.
- Se ele acha isso de você, mostre o contrário. - encorajava a menina.
- Só tome cuidado, ele ainda não esqueceu completamente o passado. - dito isso se calou e entrou na sala com duas garrafas e vários copos.
- Quem começa? - ele disse rindo. “Eu acho que o é bipolar” pensou depois de perceber a mudança drástica no humor do mesmo.

///Horas e Horas depois...///

- Eu acho que eu to bêbada. - disse rindo alto, tipicamente bêbada.
- Cara a ganhou de novo. - disse tirando as meias.
O estado deles não era nada bom, além de bêbados, estavam da seguinte forma: , agora só de boxer, de samba-canção e meias, de blusa e samba-canção e só de boxer. As meninas: estava de short e de sutiã, de calcinha e blusa e ... apenas sem o casaco com o qual tinha chegado, e simplesmente não estava bêbada, alta, sim, bêbada, não.
- E ela tinha dito que não sabia jogar bem. - disse fazendo carinha de triste.
- É, querido, desde aquele momento eu já estava em clima de jogo, e eu também estava blefando. - disse rindo dando uma piscadinha para ele e tomando mais um grande gole de Vodka na garrafa mesmo.
- A verdade é que ela faz de tudo pra não tirar a roupa na frente dos outros, ela morre de vergonha. - disse rindo.
- Sério? Eu acho que não. - disse sem pensar e acabou ficando envergonhado e envergonhando também - Quer dizer...
- Ai, . Cala a boca. - ela pulou em cima dele e colocou a mão na boca dele fazendo os outros rirem.
- Ah, , o que é bonito é pra se mostrar, poxa. - ele disse, logo em seguida tocou a campainha.
- , fica quietinho e faz algo que preste, atende a porta. - ela estava muito sem graça, eles tinham tocado em um de seu pontos fracos.
se levantou com dificuldade, andou com mais dificuldade ainda e se surpreendeu ao ver de cabeça baixa em frente à porta.
- ?! - ele disse surpreso, e a menina levantou a cabeça - Ai, linda, o que aconteceu? Por que você tá chorando? - ela não disse nada, apenas o abraçou.
Todos que estavam na sala apenas ficaram olhando, depois de 5 minutos, onde todos estavam na mesma posição e ainda chorava abraçada a . , a mais sóbria entre todos, levantou e se encaminhou até eles.
- Vem, amiga, conta o que aconteceu. - ela pegou na mão da amiga puxando-a. Ela foi seguindo mas ainda abarcada a . Todos ficaram esperando que a garota pronunciasse.
- O Clark terminou comigo. - ela disse voltando a chorar - Do nada, tipo, nós começamos a discutir por coisa boba e do nada mesmo ele disse que não dava mais. - ela chorou mais e mais e se manteve abraçado a ela e vice-e-versa.
- Ele deve ser louco de deixar uma menina como você. - sussurrou o que era só para a menina escutar mas todos ouviram e rolou os olhos, mas o amigo não falava isso só para animar , não, ele realmente achava a menina linda e especial.
Depois daquilo todo mundo perdeu o clima de jogo.
- Gente, eu to com fome. - disse fazendo careta. Já comentei que ela tem dupla personalidade? Pois é ela tem. Ela levantou e pegou o telefone e entregou para .
- Pede pizza.
Quando terminou de pedir 5 pizzas, todos se assustaram porque simplesmente tudo apagou.
- Ah, que ÓTIMO, era só o que faltava. - disse levantando e olhando pela janela - É só aqui.
- Ai, que merda! Pior que o cara avisou que tinha uma conta atrasada. - falou dando um tapa na testa.
- Tá, o que vamos fazer sem luz? - disse e logo em seguida sentindo uma mãozinha muito assanhada alisando a sua perna.
- Eu acho que vou pra casa. - disse.
- Ah, fica! - pediu e ela não teve como negar.
- Gente, porque tá quase todo mundo quase sem roupa? - perguntou lembrando o que tinha visto.
- Estávamos jogando Strip poker e a tava ganhando. - disse.
Não demorou muito e as pizzas chegaram.
Todos se encheram de pizza menos .
- , eu reparei, ok? E se você não comer eu vou contar. - sussurrou pegando um pedaço de pizza e entregando para , que mesmo contrariada teve que comer.
- Gente, o que vamos fazer agora? - perguntou.
- Ah, sei lá! Vamos fazer perguntas, assim agente se conhece melhor. - disse lançando um olhar para , o que foi inútil, tava sem luz, lembra? Então ele não viu.
Todos ficaram em silêncio cada um esperando o outro começar, e o se animando com a .
- Filme preferido? - foi o primeiro a tentar algo.
- E.T. - disse , bem a cara dele, né?
- Matilda. - respondeu .
- Matilda? - perguntou meio confusa.
- É aquele da menina que é muito esperta e é uma espécie de bruxinha, amo esse filme. - disse. Tá, nem comento. Só podia ser ela mesmo.
- Diário de uma paixão. - disse, quem olha assim até pensa, ela deve ter pensado em algo pornô.
- Anjos da noite. - .
- Ace Ventura. - , é engraçado e idiota esse. O filme, não o , quer dizer, talvez os dois.
- Eu também adoro esse. - não se controlou, tudo estava fugindo do seu controle ela sabia, mas não conseguia parar.
- Mulher-gato, ela é sexy, quero ser que nem ela. - sussurrou se aproximando de .
- Gente, aproveitando a deixa que todos estamos mais sóbrios, acho melhor dormirmos, né. - disse se levantando, mais uma vez fugindo de .
- Eu acho melhor todos dormirmos aqui embaixo. - disse.
- Vou pegar os colchões, quem me ajuda? - disse e deixando os braços de pela primeira vez desde a hora que a menina chegou.
- EU! - correu logo para as escadas, queria sair daquele ambiente, mais especificamente de perto de , ele a achava legal, divertida, bonita... e extremamente perigosa, sua presença e o deixava meio transtornado, ele não queria isso, não podia nem sequer se dar ao luxo de querer, mal ele sabia que a garota estava longe de desistir. Na verdade ela estava apenas começando.
Quando todos os colchões, cobertores, travesseiros estavam arrumados deu-se início à briga de quem dormiria com quem. e eram os únicos que não estavam nessa brigam, ela não cogitava ficar com mais ninguém que não fosse ele, ele a fazia se sentir bem e ela precisava disso agora.
- Então fica assim: e , e , e e eu e . - disse, mas óbvio que alguns deles não ficaram nada satisfeitos com isso.
Todos dormiram rapidamente, é, o álcool vai perdendo o efeito e o sono vai ganhando força.
- Ei, troca. - acordou .
- , vem pra cá. - cutucou .
- Eu vou praí e você vem pra cá. - ia ficar com e com .
Depois disso todas elas ficaram felizes.
acordou com o sol batendo no seu rosto, mas também porque percebeu que estava abraçado a alguém, quando abriu os olhos teve um sobressalto ao ver quem era. descansava sua cabeça no peito dele, estava com o corpo muito colado ao seu por alguma razão que não conhecia, ele a segurava pela cintura. Ele se desvencilhou do braços dela, levantou e foi até a cozinha.
“O que essa menina tá pensando? Do nada agora ela vai levar isso a sério? Será que ela não percebe que eu não sou cara certo pra ela!? Eu não vou admitir que aquilo tudo volte a acontecer” teve seus pensamentos interrompidos por um toque gelado no ombro.
- Bom dia, . - sinal de alerta, por perto.
- Bom dia. - ele disse seco se virando em direção à porta. tentava pensar em algo que o fizesse permanecer ali.
- ! Você tem alguma coisa pra fazer chá? - , que pergunta mais idiota foi essa?”.
- Não. - ele disse totalmente seco.
- Nossa, que espécie de ingleses são vocês que não tem chá em casa? - ela disse se aproximando.
- Homens esquecem de comprar essas coisas. - ele tentava se distanciar.
- Exato, o que falta nessa casa é a presença feminina. - ela chegou muito perto dele.
- Erm... É, mas tem 4 meninas aqui hoje. - ele passou por ela trocando de lugar e encostando na bancada.
- É, talvez as coisas comecem a mudar a partir de agora. - ela ficou na frente dele, de modo que bloqueava a sua passagem e ele teve a nítida impressão de que ela o beijaria.
- O que você ta fazendo? - ele disse assim que ela envolveu o seu pescoço com os braços.
- Nada. - ela simplesmente lhe deu um beijo na bochecha bem demorado, e foi imprensando o corpo dele na bancada com o próprio corpo.
Ela foi retirando os braços de onde estavam lentamente descendo pelo abdômen definido e quando estava chegando no ‘caminho da felicidade’ ele segurou suas mãos.
- , o que você pensa que está fazendo? - ela estava morrendo de vergonha de estar fazendo, só que ela não podia demonstrar isso de jeito nenhum.
- Como eu já disse, nada. - ela puxou os braços das mãos que ainda os prendia. Totalmente envergonhada ela virou e saiu da cozinha.
“Eu tenho que manter essa menina longe, ela é perigosa demais pra mim e pra minha sanidade”.
Quando chegou na sala viu que todos ainda dormiam feito pedras, e todos como se fossem verdadeiros casais. Futuro? Quem sabe!
subiu as escadas e entrou em um dos quartos que ela conhecia. O ex-quarto do Jared, não que ela tenha ficado ali durante muito tempo, se é o que você tá pensado, na verdade ela só foi ali uma vez, só para conhecer mesmo, curiosidade, por ironia do destino, esse quarto agora pertencia a , como ela sabia? Tinha vários porta-retratos com fotos dele com a família, com amigos, e com um bebezinho. O quarto era cheio de detalhes que lembravam a bandeira do Reino Unido, também tinha vários pôsteres. viu o porquê de sempre estar impecavelmente cheiroso, uma prateleira cheia de perfumes ficava próxima ao DVD e aparelho de som, pegou e cheirou um por um, aquilo tudo fez com que ela sentisse fedorenta. Ela aproveitou a oportunidade e invadiu o banheiro dele.

#

ficou na cozinha pensando em como chegaria em e diria que ele definitivamente não ficaria com ela, ou melhor, sutilmente falando, nada rolaria entre eles a não ser amizade? Ele não fazia a menor idéia. Ficou ali pensando em algumas maneiras durante uns 20 minutos, mas não chegando a nenhuma conclusão ele simplesmente decidiu que a única coisa que ele faria agora era ficar fora de casa o tempo suficiente para chegar a uma conclusão.
Quando chegou à sala finalmente observou os 3 casais (não necessariamente casais-casais) que dormiam ali. e eram os que estavam mais romantiquinhos, e estavam grudados e com as pernas entrelaçadas, ahh, esses dois... E e estavam formando conchinha, ela estava de costas para ele e ele abraçava a cintura dela. “Eu preciso urgentemente conversar com esse aí”. deu as costas e virou em direção à escada.
Quando chegou em seu quarto notou o barulho vindo do banheiro, olhou para a cama e viu roupas, rapidamente reconhecendo a quem pertenciam. Antes que pudesse sair do quarto saiu do banheiro enrolada na toalha, mas parou estaticamente quando notou a presença dele ali.
- Desculpa. - os dois disseram juntos. encarava o corpo da menina que era moldado pela toalha branca que a envolvia.
- Eu vou sair pra você se trocar. - desviou o olhar e não podia acreditar que tinha acabado de olhar a garota com desejo, mas isso não passou despercebido por , que por mais que estivesse totalmente envergonhada por estar em tal situação, sabia também que essa era a hora de aproveitar oportunidade.
- Você não precisa fazer isso. - ela deu um passo em sua direção.
- Preciso sim, pequena. - ele riu nervoso.
- Pega a minha roupa, por favor. - ela disse isso mal esperando ele terminar de falar. Ele, que estava próximo à cama, esticou a mão e pegou sem nem reparar na peça.
- Obrigada. - ela riu e pegou a peça. Calcinha. Ainda rindo ela abaixou um pouco, passou a calcinha pelos pés e foi subindo bem devargarzinho enquanto olhava para , ela o encarava e mordia o lábio inferior ainda com um meio sorriso estampado.
Em primeiro momento havia ficado excitado, mas logo depois assimilou os fatos. . 17 anos. Amiga-da-. Sedução. Passado. De novo. Não. NÃO POSSO.
A prova que Deus existe aconteceu para , antes que ele ficasse em uma situação pior, a sua salvação começou a tocar, vulgo seu celular.
desviou os olhos de e pegou seu celular, que estava em cima do criado mudo.
estava envergonhada por estar naquele estado, decepcionada por não ter cedido e principalmente com muita raiva do desgraçado infeliz que inventou de ligar agora.
- Bom dia, Ally. - disse todo sorridente e sentiu um sentimento estranho tomar conta de seu corpo - Não, não está atrapalhando nada.
“Como assim nada? E quem é essa talzinha? Ally? Isso é nome de gente ou abreviação de Allyenígena?” [ n/a: infeliz no trocadilho nem comento cofcof!]. acabou de se vestir, colocando a roupa por baixo e por cima da toalha tomando cuidado para ela não cair, terminou e jogou a toalha na cama.
- Não, pode ser hoje mesmo, te encontro às duas. - agora tinha certeza que quem quer que fosse ela odiava com todas as forças.

#

O pessoal lá embaixo já estava todo acordado.
- Gente, onde a e o estão? - perguntou, ele ainda estava abraçado à , eles tinham ficado no meio da noite.
- Sei lá, eu não os vi na hora que eu acordei. - disse voltando da cozinha com um pacotinho de pão-de-mel na mão.
No mesmo momento desceu as escadas totalmente alterada, ela não queria admitir que estava fracassando.
- Hum... , cadê o ? - perguntou já levando na malícia o sumiço dos dois.
- Tá lá em cima conversando com a Ally. - disse o nome da garota da forma mais sarcástica que pode.
- Ally? Ah, eu não posso acreditar. - levantou meio irritado e foi para a cozinha.
se despediu e saiu, deu qualquer desculpa, claro que ninguém acreditou, mas ela queria ficar sozinha, e eles sabiam disso. Chegou em casa e a primeira coisa que fez foi enviar um e-mail para sua amiga Thalita.

#

De:
Para: ThalitaGreen
Assunto:
O vizinho da rua debaixo
Thaly, eu não sei mais o que eu faço, eu to tentando de todas as formas e não tá funcionando, e pra completar o meu total fracasso agora me surge uma tal de Ally, eu não sei de que inferno ela surgiu mas parece que ela tá querendo a mesma coisa que eu. Talvez ele realmente não se atrai por meninas como eu; e prefira magra e bonitas. Amiga, se você tiver uma idéia eu estou aceitando, ok?
Beijos! Te amo!



Capítulo 5 “Vamos às compras”

- Eu não acredito que mesmo depois de tudo você ainda tem coragem de sair com ela. - disse indignado.
- Cara, a gente não se vê tem 3 anos, as coisas mudam. - disse.
- Eu duvido que ela tenha mudado. - murmurou baixinho.
- E outra coisa: pra informação de vocês nós saímos como amigos. - ainda tentava se defender.
levantou sem dar mais nenhuma palavra e saiu batendo a porta.
- Só pensa no que você ta fazendo, cara. - disse amigavelmente - O que você faz e o que escolhe não mexe só com você, tá aí a prova disso. - ele apontou para a porta pela qual há pouco tinha passado.
continuou no sofá olhando a porta, pela qual agora também passava.
- Nós vamos dar uma festa amanhã. - disse interrompendo os pensamentos de .
- O quê? Uma festa? - essa idéia tinha sido de , e praticamente tudo já estava acertado, mas não sabia de nada disso, digamos que ele não estava passando muito tempo em casa.
- Dude, em que mundo você anda? Ah, esqueci, AllyssonWorld. - disse em um tom sarcástico - Nós já acertamos tudo, vai ser à fantasia, vamos comprar as nossas hoje.
- Eu não sei se... - estava meio na dúvida, ele sentiu como o clima ficou pesado entre ele e seus amigos, e as meninas? Não as via desde o sábado anterior.
- Nós iremos pegar as meninas no colégio, se você quiser... - abriu a porta da casa e ficou esperando a reação do outro, que analisou a situação e levantou pegando a chave do carro.

#

- , não olha agora, mas o Clark ta vindo pra cá. - disse - E o e o também. - ela disse vendo os dois se aproximando delas e, automaticamente, e viraram-se.
Ao ver e se aproximando Clark desviou das meninas se afastando rapidamente.
- Que bom ver vocês. - disse dando um selinho em .
- Onde é que está o ? - perguntou meio nervosa, ela estava evitando Clark a todo custo, e agora tinha ficado bem nervosa, só para acalmá-la.
- Ta vindo por aí com o .
viu que muitas meninas olhavam na direção em que estavam, mas que mas que um grupinho em especial, Lisa e suas discípulas, encarava o portão, ou melhor, virando na mesma direção pôde ver que não era bem o portão que elas encaravam.
- Só pra que não se surpreenda, - parou no meio do caminho - o e a estão namorando, sério e assumidamente.
- Como é que é? - ficou abismado, ele nem ao menos sabia que eles tinham ficado.
- Você anda muito distante, benzinho. – caminhou apressadamente até - Oi, Zebra. - ele a abraçou.
- Oi, mula. - é, eles tinham esse tratamento ultra carinhoso.
- E aí, meninas, prontas para as compras? - disse fazendo voizinha de mulher. riu e o abraçou, no momento que ele iria beijá-la ela se afastou, afinal, estavam na presença de , mas era difícil para ele se controlar.
Caminharam todos em direção aos carros de e de . estava muito próxima a , por incrível que pareça mais por conveniência do que por atração, os casais estavam bem definidos, e por mais que e não se assumissem estava estampado na cara deles, e e ... Bom, não vamos comentar isso agora.
Passando por suas queridas “anti-amigas”, não pode deixar de notar o olhar de cobiça que elas lançavam aos meninos, principalmente para , ela segurou a mão dele e não pôde deixar de notar a careta espantada das outras.
- Fontinelly! - escutou uma voz chata, soltou a mão de e se virou para o portão, os outros continuaram até os carros.
- Pois não, senhora Summerville.
- É senhorita. - a mulher olhava com uma feição meio preocupada - Eu gostaria de conversar com você sobre algumas coisas que o nosso preparador físico me disse.
olhou para ela com a maior cara de tédio misturada com irritação. Antes que a mulher pudesse dizer foi interrompida por um homem lindo.
- Hey, pequena, vem. - puxou pela mão, mas parou ao perceber a mulher ruiva à sua frente que aparentava ter no máximo 32 anos, usava um vestido tomara-que-caia rosa de um tecido bem leve chamando a atenção para suas curvas.
- Lívia Summerville, professora e treinadora da . - ela estendeu a mão e apertou de um jeito sexy. não estava gostando nada disso. Ciúme? Claro que não, a gente só tem ciúme de quem a gente gosta, não podia ser, ou podia? Antes que ele se apresentasse ela puxou a sua mão livre.
- Vem, little , e, treinadora, depois a gente conversa.
só o soltou quando estavam próximos ao carros.
- Arrumando encrenca na escola, pequena? - disse sorrindo e a menina retribuiu - E a propósito você tem que parar de me chamar de Little na frente dos outros, o que as pessoas vão achar...
- Eu só paro quando você me provar o contrário. - beijou a bochecha dele e continuou andando, deixando um totalmente surpreso para trás - Vem, Little . - ela disse sorrindo e entrou no carro. Ela sabia que nem de longe era little, mas o que custa provocar?
- Boa tarde! Gostariam de ajuda? - a atendente perguntou olhando diretamente para .
- Queremos ver fantasias e acessórios. - “gente, qual é o problema dessas mulheres?” pensava. “Será que estão no cio?”
As meninas seguiram a mulher até uma parte da loja onde se concentravam vários acessórios e fantasias. Ao passar pela loja as meninas notaram os olhares das vendedoras sobre o grupo, sobre o grupo p*rra nenhuma, era para ELES mesmo.
- Se você olhar pra lá de novo eu arranco os seus olhos e a bunda dela. - disse apertando o braço de .
A vendedora saiu para buscar algumas araras (aqueles cabides de rodinha) de fantasia.
- Olha isso ali, . - disse apontando na direção de um dos balcões.
- Calma aí que eu vou acabar com a palhaçada. - ela riu. observava a cena com uma carinha meio emburrada.
- Eu não posso acreditar que você nunca visitou Londres. - dizia à uma vendedora que estava toda sorrisinho pra ele.
- Se Londres é tão maravilhosa assim, porque você se mudou pra Liverpool? - ela perguntou se curvando sobre o balcão a fim de diminuir a distância entre eles.
- Porque a namorada dele mora aqui. - se aproximou e abraçou - Não conseguimos mais ficar longe um do outro, né, amor?
ficou parado sem saber o que falar, a vendedora, por sua vez, estava muito sem graça.
- Ah... você é namorada dele? - ela perguntou
- É, na verdade vamos noivar no verão. - ela sussurrou como se fosse algum segredo.
, que ainda estava no mesmo lugar, não gostou muito, virou de costas, o resto do povinho morria de rir da cara de bunda do .
- Eu não acredito que você fez isso. - disse enquanto era puxado em direção aos amigos.
- Mandou bem, gata. - e se cumprimentaram batendo as mãos.
- Isso vai ter volta. - disse ameaçando os dois.
- Gente, olha isso. - apontou para o outro canto da loja.
- Assim não dá. - resmungou vendo uma loira desbundada entregando um papelzinho que apostava que era o número do telefone dela para .
- Deixa comigo, olha o gostosão aqui na prática.
se afastou e todos ficaram olhando.
- ! - ele chamou assim que se aproximou.
- Ah... . - disse desanimado com o amigo.
- Querido, vamos comprar logo nossas fantasias. - ele disse encostando-se em - Quero voltar logo para a nossa casa.
A mulher simplesmente ficou pasma, olhando de para , de para , e, ah, vocês entenderam.
- , o que você... - antes que terminasse o amigo foi lhe puxando.
- Tchau, queridinha. - acenou para a mulherzinha loira.
Todo mundo encarava aquela cena.
- Dude, essa aí era gostosa. - disse rindo.
- Eu juro que vou te matar.
Eles finalmente chegaram onde os outros estavam.
- Ah, , pelo menos você tem o número dela. - disse comparando o acontecido com sua experiência.
- Ah sim, eu ligo pra ela e ela vai e me perguntar sobre o meu namorado. - disse.
Todos riram.
- Gente, vamos logo que eu não tenho o dia todo, não. - ficou meio impaciente depois de ver outra garota olhando para o seu namorado.
- Eu gostei dessa. - disse pegando uma tanguinha.
- Imaginem o gritando OhOhOhOh [n/a: Fingi que isso é o grito do Tarzan haha] no meio da festa. - disse rindo.
- Pega algo um pouco mais sério, . - falou .
- Eu gostei dessa aqui. - pegou a fantasia de bombeiro.
- Eu fico com essa aqui. - pegou a de policial.
O único indeciso era , que estava mais preocupado com a vendedora gostosa que estava dando mole para ele.
- Queridinha, perdeu alguma coisa aqui? - disse para a tal, que rapidamente desviou o olhar.
- Não precisava ser grossa. - disse.
- Como? Grossa? Era pra eu enfiar a mão na cara dela. - disse irritada, ela era muito ciumenta de uma forma até meio doentia, mas a mulherzinha era descarada.
- Pode vir, Tio . – chamou.
quase babou quando viu vestido de policial, com óculos escuros e tudo mais, e segurando o cacete [n/a: sem maldade ou duplo sentido haha].
- Você está sexy. - ela deixou escapar sem querer (ou não).
- Ob..obrigado. - ele falou meio sem graça.
- Com um policial assim eu seria maior criminosa. - ela levantou e passou olhando-o de cima a baixo e saiu em direção ao balcão para falar com a vendedora.
Quando ela voltou se deparou com gargalhadas histéricas e ficou meio sem entender, até que olhou para trás e viu caracterizado de guarda real com direito a chapeuzinho e tudo, e ele estava na mesma posição em que eles ficam: Como estátuas.
- , tira logo isso. - disse entre risos, mas ele nem se mexeu.
- Dude, tá hilário isso. - dava gargalhadas, mas continuava imóvel.
- , quer fazer o favor de falar alguma coisa? - já estava nervosa.
- Vocês disseram que queriam algo mais sério e aqui está. - finalmente ele falou, mas era melhor que não o tivesse feito.
Depois de muitas e muitas gargalhadas, tirou aquele treco e apareceu com uma roupinha de bombeiro fazendo a dancinha do Village People e cantando YMCA, claro que as gargalhadas que tinham parado voltaram com tudo.
- Gente, o que será que eles inventaram dessa vez? - perguntou.
- Eu estou até com medo. - disse.
Depois da 1ª tentativa frustrada deles, disse que tinha uma idéia, já estavam há 15 minutos sumidos, ah, e só para mencionar, os acompanhou porque poderia explodir de ciúmes a qualquer momento.
- Meninas, se preparem, porque aqui estão as... - apareceu do trocador fazendo um cara de suspense.
- As...? - perguntou.
- TARTARUGAS NINJAS!- deu um berro e os meninos saíram todos caracterizados dos irmãos verdinhos.
As meninas se entreolharam e caíram na gargalhada, nem os meninos aguentaram e riram também.
- Gente, pode dizer que foi uma idéia genial. - disse fazendo bico.
- Claro que foi, meu... bebê. - se concertou antes que falasse amor, ainda era cedo demais para isso, ela o abraçou e lhe deu um beijinho.
- Tá, agora me diz quem é quem. - pediu.
- é o Michelangelo, é o Raphael, é o Donatello e o Leonardo. - disse rindo e os meninos fizeram pose.
- Tá, agora é nossa vez. - pulou animada.
- Cuidado com a sua escolha. - sussurrou para .

- Temos várias opções, então começa comigo. - falou e correu para os trocadores.
15 minutos depois...
- O que você acham dessa?- apareceu vestida com uma fantasia de Sininho, era composta por um vestido verde bem curtinho, sapatilha transparente e asinhas brilhosas.
- NÃO! - as meninas disseram juntas.
- DINKS! - gritou e as meninas ficaram emburradas.
- Eu achei essa bem legal, mas não para você. - opinou.
- Tá ok! - voltou saltitando para o tocador.
Mais alguns minutos...
- E essa? - voltou a perguntar.
A menina agora vestia uma roupa de detetive, era uma fantasia bem sexy, mas nem ela tinha gostado, era apenas um vestidinho de botões na frente, um chapeuzinho, uma meia arrastão que ia até o meio da coxa e um scapin preto.
- Eu adorei essa. – disse muito safado. se contorceu na cadeira, mas não disse respeitando a brincadeira.
- O que vocês acharam? - perguntou às meninas sem tirar os olhos de .
- , , . - conhecia a brincadeira, na verdade ele ensinou para .
- Não. - ia sempre ao ponto.
Mais muitos minutos depois e mais algumas tentativas frustradas de fantasia, resolveu deixar para procurar em outra loja.
foi a segunda no troca-troca de fantasias, a primeira que ela experimentou foi uma de pirata, a fantasia era realmente linda, mas achou ousada demais e implicou um pouco, então ela resolveu mudar. A 2ª foi uma de fada, ela e as meninas não gostaram, a 3ª foi de borboleta, até gostou, mas achou muito sem graça, queria algo a mais, algo mais sexy, querendo ou não ela usaria, afinal, se ele se preocupasse com a roupa dela não ficaria olhando as das outras.
foi logo em seguida, e essa sim teve problemas, ela gostou de todas, mas ao olhar para ela via que ele não tinha aprovado, tentou a de mágica, mas também nada. se contorcia na cadeira para não falar nada por causa do amigo.
- NEM PENSAR! - ele disse se levantando da cadeira. Ele estava até vermelho tamanho era seu nervosismo ao ver vestida de enfermeira.
- Nossa, tá tão ruim assim? - perguntou meio triste, ela tinha amado aquela.
- Amiga, tá diva!- disse depois de avaliar cada ponto da roupa.
Era um vestido branco curto com uma certa transparência na barriga, mas cada traço do vestido valorizava as curvas da menina, e tinha realmente ficado lindo.
- Essa roupa ficou linda. - também levantou para avaliar melhor a amiga.
- QUE ROUPA? VOCÊ QUER DIZER A ASUSÊNCIA DELA, NÉ? - estava gritando sem se controlar ou ao menos se importar com a presença de .
segurou em seu braço tentando acalmá-lo.
- Eu achei que você ficou linda. - disse e quase voou no pescoço dele.
- Como assim? , os carinhas vão cair em cima dela, olha isso, dá pra ver tudo. - estava com muito ciúme.
As meninas não estavam acreditando na cena que ele estava fazendo.
- , fica na sua porque a sobrinha é minha, e, , nisso eu tenho que concordar com o , eu acho que tem pouco pano aí.
- Cara, qual é o problema de vocês? A menina tá linda. - disse, se levantou e abraçou a amiga, que tinha ficado um pouco sentida com a mini confusão criada pelo ciúme de .
- Eu concordo, mas, , eu acho melhor ela ver outra, tenho certeza que ela achará outra ainda melhor. - tentou apaziguar.
- Tá, mas aqui não tem mais nenhuma que eu queira, vou ver em outra loja com as meninas. - disse já recuperada.
- Agora falta você, e nós vamos te ajudar. - disse a .
Alguns muitos minutos depois...
- Cara, eu espero que pelo menos alguém... - perdeu a fala ao ver surgir dos trocadores. Os meninos automaticamente seguiram seu olhar e encararam a menina que estava parada esperando a opinião de alguém. Ela vestia uma fantasia de gângter, era um toper, um sobretudo que era fechado apenas no botão acima do umbigo deixando todo o resto de fora; um short que mais parecia uma calcinha, um scarpin preto, um chapéu e um suporte para arma na coxa direita, tudo nas cores preto e branco.
- Tampinha, você está simplesmente D-E-M-A-I-S. - disse a .
- Eu disse que tinha ficado lindo, mas a disse que a engordou. - estava inconformada.
- Sei lá, eu quero ver outra. - ela voltou para os trocadores.
- Cara, ela só pode estar louca, claro que ela não ficou gorda. - disse, ele praticamente teve que secar a baba depois que a menina saiu.
- Ela só ficou mais gostosa. - disse e em um gesto impulsivo lhe lançou um olhar reprovador - Claro que com todo respeito.
Eles ficaram ali tendo pensamentos e fantasias com a garota, até , inconsciente disso, mas sim, teve pensamentos nada puros também, mas teve seus pensamentos interrompidos por , que entrou saltitando.
- Se vocês gostaram daquela imagina dessa. - ela apontou para a porta onde voltava a aparecer, agora vestindo um maiô preto, meia arrastão até a coxa, scarpin preto, luvinhas também pretas que iam até o cotovelo, e um pompomzinho na parte de trás do corpo (ou seja, no bumbum), traduzindo: coelhinha da playboy.
- Eu não posso deixar você usar isso na festa, porque CARACA. - falava tudo calmamente ainda analisando de cima a baixo.
- Você está sexy. - deixou escapar sem querer e viu a expressão da namorada mudar, mas tinha sorte por ela ser amiga de .
- Você está INCRÍVEL, mas concordo com o . - falou.
- E o que você achou, Tio ? - perguntou e ficou mais vermelha e ficou gelado de nervoso.
- Eu? Eu acho... acho... – procurava uma palavra que não o comprometesse - Acho que você esta realmente linda e sexy. - ele não encontrou na nada na área de seu cérebro reservada para mentiras, então resolveu falar a verdade, mas com isso deixou todos boquiabertos e um silêncio constrangedor se instalou e só foi cortado pelo toque do celular de , que se levantou e se afastou para atender. ficou observando, não gostou muito, mas também não disse nada.
- Eu não vou usar isso. – saiu antes que alguém pudesse contestar.
As meninas desistiram de olhar fantasias naquela loja, queriam algo perfeito, decidiram entre elas deixar para o dia seguinte, podendo assim também fazer uma surpresa para os meninos, então só o que lhes restava era comer.
- Eu não to com fome. - disse após se sentar à mesa.
- Ah, mas eu tô. - disse.
- Nós precisamos conversar. - sussurrou para .
- Concordo. - ela sussurrou de volta.
Depois de muita e muita comida, todos foram embora, menos e , que ainda queriam passar em outras lojas. Coisa de consumista.
- Eu tô. indo pra casa porque tô muito cansada. - disse.
- Eu vou com você, quero conversar contigo. - disse .
- Vocês não querem ir lá pra casa, não? - perguntou.
- Nós vamos daqui a pouco, ok? Precisamos fazer uma coisa. - disse já puxando , as duas se afastaram ainda sob o olhar atento dos meninos.
- , nós temos que levar um papo sério. - disse sério para o amigo.
- Ah, cara, 'malz, eu tenho que fazer umas coisas mas dep... - não queria nem um tipo de papinho sério com , estava com medo do que poderia ser.
- Agora! - não o deixou terminar e se dirigiu à sala da casa.
não teve como argumentar e o seguiu, e não disseram nada e se dirigiram para a cozinha, era o cômodo mais próximo da sala, caso houvesse alguma briga entre eles daria tempo de chegar antes que se matassem.
- , eu não...- tentou mas foi mais uma vez cortado por .
- O que você pensa que está fazendo com a ? - ele foi super seco.
- Eu não sei do... - mais uma vez interrompido.
- Você sabe tão bem quanto eu do que eu estou falando, e eu só quero saber o que tá rolando entre vocês - agora meio que se alterava.
- , não é o que você... - mais uma vez.
- O que eu to pensando? Cara, se você tiver fazendo com ela metade do que eu tô pensando que está, eu juro que eu te mato. - ele nem queria pensar.
- Eu sei que você disse, mas...
- Você é um...
- Porra, quer deixar eu terminar por favor? - foi a vez de interromper, e continuou ao perceber que não teria mais interrupções - , eu não vou mentir pra você, nós estamos ficando sim.
- Eu não acredito, , cara, você tá brincando com a garota. - ele disse sério - E não qualquer garota, pô, é a minha sobrinha.
- Quem disse que eu estou brincando com ela? - agora o inconformado era .
- Ah, não tá, não? - fez a pergunta de um modo sarcástico não esperando a resposta que recebeu.
- Não, cara, porque eu gosto dela de verdade. - ele disse baixo, ele sabia que era verdade, só não sabia como isso tinha chegado a esse ponto.
- Você tá me dizendo que tá apaixonado por ela? Logo você? - estava incrédulo.
- , durante esse tempo que nós estamos ficando, eu tô meio diferente, eu não quero mais ninguém que não seja ela. - disse meio baixo, até agora não compreendia o que estava sentindo - Tudo gira em torno dela, eu sinto falta dela quando ficamos afastados, pode ser só por algumas horas, mas eu já fico assim: ansioso para vê-la de novo, eu fico bolado quando ela não me liga, e, tipo, tenho muito, muito ciúme dela.
- É, isso já deu pra perceber. - disse lembrando-se da cena de tempos atrás que o amigo fez por causa da roupa da menina - , eu não vou me opor, não digo que estou apoiando mas também não vou ser contra, se é isso que vocês querem... Mas eu só te peço que, primeiro, você seja sempre sincero com ela e, segundo, não a faça sofrer, eu gosto pra caramba de você e não quero perder um amigo, seria ruim demais saber que estaria na cadeia por assassinar o melhor amigo.
Eles riram e depois um silêncio um tanto quanto estranho se instalou, até que o cortou.
- Como você descobriu?
- Você acha que eu sou idota? Vocês são péssimos mentirosos. - ele riu - Desde o dia que acabou a luz que eu venho reparando, toda vez que a gente fala dela você fica mais animadinho, de vez em quando vocês simplesmente somem, e, dude, depois da ceninha hoje na loja eu não precisei de mais nada.


Capítulo 6 “Agora vai ficar interessante”

- , o que está te irritando? - perguntou se sentando em sua cama.
- Eu não sei, tipo, o fica dando essas crises, até parece que ele gosta de mim de verdade.
- , se ele não gostasse não estaria com você.
- Mas, , ele fica comigo porque é escondido, porque eu duvido que ele um dia vai querer me assumir.
- , pára com isso, ok? Conversa com ele, mas não fica cismada com isso não.
deu abraço nela.
- E agora me conta essa história de vocês ainda não terem... - não terminou porque viu a amiga ficando vermelha - Poxa, amiga, vocês têm a maior “animação” e até agora nada? - fez aspas com a mão.
- Sei lá, é sempre meio difícil lá na casa dele, a gente sempre tá com medo do meu tio chegar. - ficou mais vermelha - E ele disse que não quer que seja de qualquer jeito, ele quer que a gente possa aproveitar o momento, tipo, já teve várias vezes que quase rolou, sabe, mas seria só uma rapidinha e pronto, e não isso é que ele, na verdade, não é o que nós queremos.
- Fofo da parte dele, mas, amiga, você deve estar subindo pelas paredes, hein? - zoou.
- Cala a boca e 'vambora'. - chamou.
- Peraí que eu tenho que responder o e-mail da Thaly.

#
De: ThalitaGreen
Para:
Assunto:
O vizinho da rua debaixo
Eu espero que ele seja realmente bom e que valha todos esses esforços, mas o que eu acho de verdade é que você tem que ser você mesma e se ele não mudar de idéia ele é um completo idiota. Ah, e quer saber? Agarra logo ele... tô brincando (ou não).
Beijos ! T’amo

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De:
Para:ThalitaGreen
Assunto:
O de sempre
Amiga, eu acho que agora eu consigo, estou apostando todas as minhas fichas na festa à fantasia de amanhã. Depois te conto os detalhes. E quem sabe o que pode rolar numa festa em um sábado à noite?
Beijo! T’amo tbm!

#
- Tá, agora já podemos ir? - nunca falou nada mas sempre teve certo ciúme dessa amiga de . Elas se comunicavam há anos e sempre a mencionava como uma das suas melhores amigas.
Quando chegaram à casa dos garotos notaram que todos estava zoando , mas antes que ela perguntasse o motivo para zoar também, correu na direção de e a pegou no colo, a garota ficou sem ação quando ele lhe deu um beijo.
- ! PÁRA COM ISSO! - ela gritava e dava tapas em seu braço.
- Ele já sabe.
- O quê?- ela estava pasma.
- Eu já sei, , e já conversei com ele e ele sabe o que eu penso, mas não se preocupe, não precisa ficar se escondendo, pensando bem, assim é até melhor que eu posso vigiar vocês. - sorriu e voltou a deitar no sofá.
ficou tão feliz e surpresa, que simplesmente deu um beijo obsceno no namorado na frente de todo mundo.
- Ai, que nojo, . - se sentou no braço do sofá em que estava.
Não muitos minutos depois, e voltaram das compras.
- Gente, alguém viu o por aí? - perguntou.
- Ligaram pra ele, eu tinha que dar um recado, chamei ele aí, mas ninguém respondeu. - disse enquanto abraçava .
- Quem era? - perguntou, ele estava perto de , que estava relativamente distante, mas prestava atenção em tudo que eles falavam.
- Natalie. - agora disse mais baixo, e praticamente caiu para trás: “como assim Natalie? Quem é essa?” era tudo o que se passava em sua mente.
- O que ela queria? - voltou a perguntar.
- Ela disse que está aqui e que quer encontrar com ele à noite. - ele disse sorrindo.
sentia o seu mundo girar. Ela não podia acreditar, nem sequer podia pensar na possibilidade de estar fazendo aquilo com ela, ela podia aceitar muitas coisas, mas traição, não, TRAIÇÃO já era demais.
Como um foguete ela foi em direção ao quarto dele, ela nem ao menos escutou o que tinha falado. Chegando ao andar superior, ela encontrou a porta entreaberta e foi se aproximando lentamente ao perceber que ele estava sentado em sua cama conversando com alguém ao telefone.
- Ai, minha princesa, eu tô morrendo de saudade. - ele disse todo sorridente - Sério, amor? - ele parou de falar e sorriu - Eu sinto a sua falta. - neste momento já não segurava as lágrimas, não sabia se elas eram de decepção, de raiva, de tristeza ou sei lá o quê.
- Mais tarde eu vou ai te ver, meu amor. - pensou em invadir o quarto nesse momento, mas se segurou, queria ver até onde isso iria.
- Eu te amo, meu anjo, e nada nem ninguém vai mudar isso. - ele disse todo meloso - Então beijos até mais tarde.
Ele mal desligou e invadiu o quarto totalmente alterada.
- , o que aconteceu? - ele se aproximou mas ela desviou, o deixando confuso.
- Espero que Princesa seja o nome de uma cachorra, que tenha quatro patas, um rabo, pulgas, e que lata e tudo mais. - ela disse e mais confuso ele ficou - Era a Natalie, não era? - ele ficou estático.
- Como você sabe sobre ela?
- Então era ela mesmo? - ela perguntou totalmente decepcionada - Por que você tá fazendo isso?
- Não era ela. - ele se sentou na cama e desviou o olhar do dela.
- Não? Então quem era? - agora ela estava pior e não conseguia conter sua histeria - Me fala o nome dela.
- Nicole. - ele disse simplesmente.
- Quem é ela? - ela agora soluçava alto, nunca imaginou o fazendo isso com ela, nunca.
- Calma, , vamos conversar. - ele se aproximou e mais uma vez ela desviou.
- Calma?! Não, , me fala AGORA quem é, e o que essa aí significa pra você.
- Tudo, ela significa tudo.
encostou-se à porta e foi descendo até encontrar o chão, que neste momento parecia não estar no lugar certo.
- Ela é o amor da minha vida, a coisa mais importante pra mim, ela é...
- EU NÃO QUERO MAIS OUVIR! - ela gritou e tapou os ouvidos.
- Mas eu quero que você ouça.
- Pra quê? Pra dizer que você mentiu pra mim esse tempo todo? Pra dizer que eu fui um passatempo? Que você tava comigo pensando nela? Que ia pra cama comigo querendo estar indo com ela? Que me usava enquanto pensava nela? Não, eu não quero. - ela soluçou alto - Eu não posso, não posso.
- , me escuta. - ele se abaixou na frente dela - Eu gosto de você de verdade.
- Ah, claro! Você gosta de mim mas a outra é quem importa? Quer dizer outraS, né? - ela gritava e chorava ao mesmo tempo fazendo com que suas palavras saíssem meio emboladas - Me diz o que ela tem que eu não tenho.
- 2 anos. - disse.
- O quê? - ela pensou que tinha escutado errado.
- A Nicole tem dois anos.
- Eu não tô entendendo mais nada. - “Oh Meu Deus! O que o faz com um criança de dois anos?” Ela estava em estado de choque.
- A Nicole é minha filha.

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- Gente, o que deu na ? - perguntou ainda intrigado com a subida repentina da garota.
- Eu não sei, mas eu acho...
- Fica quieta. - interrompeu a fala de ao escutar alguns gritos do andar superior.
- Gente, eu acho que as coisas não estão indo bem lá em cima, não. - disse como se ninguém tivesse notado.
- O que será dessa vez? - questionou.
- O de sempre. - falou

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encarava com uma expressão atordoada.
- Você nunca me disse nada.
- Eu estava esperando o momento certo, eu não queria que você... - parou e voltou a se sentar na cama.
Eles já não gritavam mais, mas a tensão ainda estava instalada entre eles.
- Eu sei como você é e não queria que você descontasse nela.
- Descontar nela? Descontar o quê? - estava de cabeça baixa ainda sentada no chão.
- O fato dela ter nascido de um romance meu com outra mulher. - conhecia a namorada que tinha.
- Eu nunca faria isso, que espécie de pessoa você pensa que eu sou? - agora ela estava em pé.
- Você é ciumenta, e sabendo que eu tenho uma relação amigável com a mãe da Nicole eu fiquei receoso com a sua reação.
- É a Natalie, não é? - ela agora estava com um medo absurdo, tinha medo do caminho que seu relacionamento poderia tomar.
- É, nós somos amigos, pelo bem da Nicole, nós decidimos que seria assim. - se levantou e pegou na mão de - Eu gosto mesmo de você e não quero te perder por causa de um ciuminho bobo, a Nicky é minha filha e isso nunca vai mudar.
- , quem falou que eu estou com ciúme da garota foi você. - ela se afastou dele - Eu não vou dizer que eu engoli essa história fácil, não, mas não vou bancar a namorada-má-do-papai.
- Desculpa por não ter te falado antes. - ele se ajoelhou em frente a ela - Quer ir vê-la comigo? Ela vai gostar de você, eu sei disso.
- , eu acho melhor não, eu preciso de um tempo para digerir isso tudo.
- Ok, eu te entendo, mas me promete que você não vai ficar chateada comigo.
- Ok. - ela se levantou mas ele a segurou.
- Promete. - ela se curvou e deu um selinho nele, se afastando antes que ele pudesse aprofundar o beijo.

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passou pela sala e saiu sem comentar nada com ninguém, tudo o que precisava era de um tempo sozinha.
Depois de toda aquela discussão não saiu do quarto e foi ficar com ele para saber o que houve, saiu dizendo que iria tentar conversar com , e foram curtir a liberdade e o começo de um namoro sério, ficou jogado no sofá da sala enquanto ia se pesar pela quinta vez no dia.
entrou na sala e percebeu que estava distraído com um jogo de Rubgy, um dos seus vícios, que passava na televisão. Ele nem notou a aproximação dela, ela se sentou no braço do sofá mas virada para ele e colocou o pé em cima do sofá e encostou o outro levemente em sua coxa, só então reparou que não estava mais sozinho. Ela usava um vestido leve com estampas floridas e mantinha sua pernas levemente separadas, mas pelo pano do vestido ser mole, nada demais ficava à mostra, ela não queria se tornar vulgar, mas tudo que sua posição mostrava era o suficiente para despertar a curiosidade e atiçar a imaginação de um homem. ficou um tempo mirando a imagem da menina, mas logo se forçou a voltar a prestar atenção no Jogo do All Blacks e nova Zelândia.
- Eu quase não tenho te visto. - disse.
- É, eu ando meio ocupado.
- É, eu sei, fugindo de mim.
- O... Quê... O que você tá falando?
- Não precisa ficar nervoso, , mas é que eu não sou nenhuma idiota, sei que você estava fugindo de mim.
- Eu? Não, não estava, não.
- De certa forma eu acho isso bom, quer dizer, interessante.
- Interessante? - perguntou intrigado.
- É porque se você queria me evitar é porque eu exerço algum poder sobre você.
Ela foi se aproximando dele, e conforme ela se aproximava ele tentava recuar, só que isso fazia com que ele fosse se deitando, e quanto mais deitado ele ficava mais vulnerável ficava à . Quando ele já estava com o corpo completamente estendido sobre o sofá. ficou sobre ele colocando as mãos no braço do sofá por cima da cabeça dele, deixando assim seus rostos muito próximos.
- , por favor, não. - a frase saiu como um sussurro.
- Shiii. - ela colocou o dedo sobre os lábios ele.
estava completamente sem reação.
- Eu não vou fazer nada do que você não queira. - ela sorriu depois de ter dito isso, que coisa mais clichê - Mas pode ter certeza que você ainda vai me pedir isso, escreve o que eu tô falando. - dito isso ela lhe roubou um selinho, se levantou e saiu da casa, deixando totalmente desnorteado e a excitado no sofá (digamos que ele gostava de mulheres controladoras), mas não conta para ninguém, tá?


Capítulo 7 “The party” [coloque para carregar Did it again - Shakira]

Sábado. 21 hrs. Casa de , , e
- Alguém viu a por aí?- perguntou todo afobado gritando entre os convidados que já lotavam a casa.
- Já tá gamadinho assim? - zoou.
- Nada a ver, cara, é que eu não vi nenhuma das meninas aí ainda. - estava realmente afobado.
- Eu to sentindo que elas vão aprontar alguma. - disse.
- DUDES! ! - entrou na sala gritando e se atrapalhando com a fantasia verdinha.
- O que foi, ? - perguntou apreensivo, ele não disse nada, só deu passagem para uma coisinha rosa brilhante passar correndo.
- PAPAI! - a coisinha ambulante gritou e pulou no colo de .
Logo todos os 4 estavam em cima da pequena Nicole, que passava de um colo a outro.
- Nicky, você tá linda! - disse, agora com a menina no colo.
- Eu tô di plincesa, Titio. - ela desceu do colo de e correu em direção à mãe - E a mamãe de boboleta.
- Oi, Natalie. - os 4 disseram juntos ao ver a mulher se aproximar.
Natalie era o tipo de pessoa que agrada todo mundo, e mesmo depois do fim do namoro dela e de , ela ainda mantinha uma boa amizade com os meninos. Eles se sentaram em um espaço no jardim que ainda estava vago, todos conversaram enquanto a pequena Nicky pulava de um lado para o outro.
- Eu vou pegar uma bebida pra gente. - se levantou.
- Eu vou com você. - se levantou.
Quando os dois chegaram à porta, o pop-rock que estava tocando foi substituído por Poker Face, da Lady Gaga. Eles olharam em volta e viram que as pessoas estavam olhando para um ponto fixo no alto da escada e eles acompanharam os olhares, logo deixando o queixo cair.
- O que deu neles? - Natalie perguntou vendo os meninos parados com cara de cu na porta.
- Sei lá, mas eu quero ver o que eles estão vendo. - se levantou acompanhado de Natalie, correu e pegou Nicky no colo e os seguiu logo depois.
Quando eles chegaram à porta se deparam com a imagem que os meninos observavam e tiveram a mesma reação.
A Vampira, a Elektra, a Chapeuzinho vermelho e a Mulher gato, na verdade , , e , respectivamente, estavam lá todas paradas lindas, sexys, e hot, muito hot.
A primeira a descer a escada foi , sua fantasia de vampira estava fabulosa, usava uma bota amarela de cano até acima do joelho, de bico e salto fino, um macacão verde e amarelo todo colado no corpo que deixava suas curvas saltando aos olhos dos outros, e um mini colete de couro, o cabelo liso e o franjão em uma tonalidade mais clara caindo em frente ao olhos que estavam marcados com uma maquiagem preta e seus lábios bem vermelhos. A corrente com o símbolo do x-men na cintura, e, para finalizar, luvas também amarelas. Ela passou pelos convidados que ainda pareciam petrificados e parou ao lado da escada.
A segunda a descer foi . Estava com uma calça justa vinho um top da mesma cor, e com uma bota igual a de ) só que também vinho e com uma fivela prata no lado, em seu quadril tinha um suporte, para aquela espécie de garfo assassino que encontrava-se em suas mãos, os cabelos lisos e soltos, os olhos marcados por lápis preto, rímel e sombra bem clarinha e a boca de um rosa natural, estava com algumas bijuterias pratas para finalizar, bracelete no braço e uma fita vinho amarrada dos antebraço. Ela desceu e ficou ao lado de ), mas não perdeu a oportunidade de olhar a menininha que estava no colo do namorado, mas desviou logo o seu olhar para outro ponto da sala. Natalie.
Para quase infarto de , a terceira foi , sua fantasia de personagem infantil estava tudo menos infantil: um vestidinho vermelho que ia até o meio da coxa, meio armadinho, com um decotÃO em V, com fiozinhos que prendiam o mini corpete preto em sua cintura, uma meia arrastão até a coxa que ficava quatro dedos abaixo do vestido e scarpin preto. Uma maquiagem básica com rímel e sombra rosinha e o cabelo preso de lado com os grandes cachos caídos sobre um dos seios e o famoso capuz vermelho sobre eles.
ficou observando boquiaberto, e ficou nervoso ao ver um dos convidados olhando pro decote dela, também vamos combinar, não tinha como não olhar.
E por último... e sua fantasia fantástica. Uma vez ela tinha dito que queria ser sexy como ela quando crescesse, mas não imaginava que esse dia chegaria tão rápido, e lá estava ela descendo calmamente olhando em seus olhos, e a cada movimento que ela fazia a roupa de couro modelava uma parte diferente de seu corpo. Ela usava uma roupa igual a da Mulher-Gato do cinema.
Seu cabelo tinha abandonado os chachos e estava totalmente liso, mas estava preso em um rabo de cavalo alto, em seu rosto uma máscara sobre os olhos, mas dava pra ver que ela usava uma lente de olho de gato e que seus cílios estavam maiores e seus olhos demarcados, usava uma espécie de sutiã preto com duas faixas de couro e metal atravessadas sobre a barriga e presas na calça que era de couro e realçava sua bunda, tinha três rasgos na coxa, e finalizava em uma bota preta até o joelho.
E assim o quarteto estava finalizado. E as tartarugas se contorciam ali na porta com tal imagem.
- Eu juro que se aquele carinha ali olhar pro peito da de novo eu quebro a cara dele. - disse já indo em direção às meninas.
- Dude, calma aê. - saiu logo atrás.
Claro que e não ficaram para trás. Natalie ficou um pouco mais atrás, já sabia sobre e a última coisa que queria era uma confusão na festa.
- Meninas, vocês estão lindas. - disse se aproximando de .
- , o que...- antes que ele pudesse terminar de falar, ela o agarrou e lhe deu um beijo, ela não queria uma ceninha agora.
- Por favor, não estraga tudo. - ela pediu e ele lhe deu um selinho demorado, talvez ele conseguisse se segurar um pouco, talvez.
- , essa aqui é a Nicky. - ainda estava com a menininha no colo - Nicky, essa é a .
- Oi, Nicky, você é muito linda! - realmente tinha achado ela muito gracinha.
- Você á amiga do papai? - Nicole era direta como o pai.
- É, sou sim. - disse , meio sem graça.
- Na verdade, Nicole, ela é namorada do papai. - disse.
- Mas, papai, você num era namolado da mamãe? - crianças são sempre tão... Crianças.
- É, eu era, mas agora eu tenho outra namorada e sua mãe outro namorado, e nós continuamos amigos. - estava super confiante, enquanto estava super sem jeito.
- A mamãe num tem otlo namolado. - ela sorriu - Papai, você e a vão ter um bebê? - ela falou baixinho, como se estivesse contando um segredo.
- Não, filha, é claro que não. - disse rindo e olhou para .
- ! - um carinha meio esquisito o chamou.
- Oi, James. - ele foi em direção a ele - Nicky, fica aqui com a . - a colocou no chão.

#

- E aí, , será que falta muito pra eu ficar tão sexy quanto ela? - se aproximou dele.
- De quem? - engoliu em seco.
- A mulher gato. - disse em tom óbvio.
- Hãn... Não... Você tá perfeita. - ela não esperava que ele dissesse isso, mas adorou.
- Que bom, e olha que você ainda não viu nada. - ela piscou para ele e saiu andando, engoliu em seco, não querendo, mas já imaginando o que estaria por vir.

#

- Vamos dançar, ? - segurava o braço dela.
- Claro. - ela disse toda saltitante.
- Você está realmente maravilhosa. - ele sussurrou no ouvido dela fazendo a garota estremecer, ele sorriu e a puxou para a pista.

#

- ! - um menino alto, loiro vestido de Fantasma da Ópera chamou a menina.
- Luca?! - ela saiu correndo e o abraçou.
- Menina, você tá uma gata! - ele se afastou e fez ela dar uma voltinha - UAU!
estava no mesmo local parado olhando a cena.
- E você também não fica atrás. - ela fez ele dar uma voltinha também - Você está tipo... HOT!
Depois disso não aguentou, virou e se encaminhou para o bar improvisado que ficava na parte de trás da casa. O papo de estava tão animado que ela nem notou a saída do namorado.

#

- Vem, eu vo te mostla a minha mãe. - Nicole puxou em direção à mãe - Mamãe, essa é a otla namolada do papai. - estava super sem graça.
- Oi, eu sou a Natalie e você deve ser a . - Natalie estendeu a mão para a garota.
- É, sou a . - ela aceitou o cumprimento, mas quebrando qualquer intimidade que pudesse ter com ela. Primeira vez que elas tinham se visto e já achavam que eram coleguinhas? [n/a: By: Carina Nogueira rsrsrs]
- O falou muito sobre você. - Natalie disse sorrindo.
- Que bom! - devolveu o sorriso, só que mais falso, né?

#

's POV On

Isso era provocação demais, Mulher-gato? OK, confesso, ela estava sexy, muito, por sinal. Será que ela estava certa? Uma hora eu acabaria correndo atrás dela? Não sei, mas sei que precisava de outra cerveja.
Eu ia andando em direção ao bar, onde eu vi que estava enchendo a cara.
- ! - conheço essa voz. . Eu me virei - Vamos dançar? - ela perguntou toda sorridente e eu não pude negar, não que eu quisesse negar, tá, esquece essa última parte então. Eu segurei em sua mão e ela me puxou em direção à sala, onde nós havíamos improvisado uma pista. Quando chegamos lá estava tocando uma música que eu não sabia o nome, mas era bem legal, fomos para o meio daquele povo todo.
Ela se afastou um pouco de mim e começou a mexer os quadris no ritmo da batida da música, o jeito que ela rebolava era envolvente, ela levantou uma das mãos e colocou sobre a cabeça enquanto rebolava até o chão e subia fazendo os mesmos movimentos. Eu não sei de onde surgiu aquilo, mas em um momento ela dançava com as mãos vazias um pouco afastada e no momento seguinte ela estava com um chicote igualzinho ao que a Halle Berry usa no filme, ela passou pelo meu pescoço aproximando o corpo do meu e rebolando até embaixo.
Eu seguia todos os seus movimentos e ela mantinha sempre o seu olhar grudado no meu. Eu já não sabia o que estava fazendo, só sei que quando percebi as minhas mãos já estavam na cintura dela puxando-a para mais perto do meu corpo. Os nossos rostos estavam muito próximos e nossos olhares não se desviavam. No momento seguinte ela se afastou de mim me deixando com a maior cara de babaca, mas ela riu, virou de costas e continuou a rebolar, e a minha atenção, que antes estava em seus olhos, agora estava em suas costas, um pouquinho mais embaixo, para ser sincero.
Ela me olhou por cima dos ombros e veio se aproximando novamente só que ainda de costas, quando já estava com o corpo praticamente colado ao meu ela ia descer mais uma vez mas eu a puxei e encostei o seu corpo ao meu.
Eu seguia os seus movimentos com o meu corpo. A minha mão estava em sua barriga semi-descoberta, e a mão dela estava uma na minha nuca e a outra sobre a minha em sua barriga, quando eu menos esperava ela desceu e subiu roçando o seu corpo no meu.
Tenho que admitir que a pequena sabia o que estava fazendo e sabia o que queria, ao contrário de mim, eu estava agindo como se ela não fosse ela, talvez porque ela fez com que eu me esquecesse até mesmo de quem eu era.
Quando a música estava acabando ela voltou a ficar de frente para mim, passou a mão na minha nuca fazendo um carinho gostoso e logo em seguida puxando o meu rosto na direção do seu, eu queria reagir e impedi-la, mas não conseguia, eu queria poder fazer isso, mas não podia, quando nossos rostos estavam próximos o suficiente para que eu sentisse a sua respiração calma bater em meus lábios, ela simplesmente virou o meu rosto e deu um beijo demorado no meu pescoço, o que me fez arrepiar, coisa que eu espero com todas as forças que ela não tenha percebido.
- Obrigada pela dança, . - ela sussurrou no meu ouvido, o que me fez arrepiar de novo e eu pedi novamente que ela não houvesse percebido, coisa que eu achava praticamente impossível. Ela foi se afastando bem devagar e entrou na cozinha. Eu já não conseguia comandar os meus movimentos e quando percebi, a estava seguindo.
Quando entrei na cozinha a vi encostada na bancada com um copo, eu me aproximei e parei a centímetros do rosto dela, eu sabia que não deveria, mas eu queria, eu sabia que eu também não deveria querer, mas enfim... Dessa vez eu não ia parar e nem tentar impedi-la.

's POV – off

Os lábios dos dois quase se tocavam. encarava com uma mistura de desejo e surpresa. , por sua vez, estava com os olhos fechados absorvendo o cheiro da menina, e sentindo com suas mãos o couro da roupa dela emoldurar seu corpo.
- Você estava certa. - deixou que as palavras fossem sussurradas.
- Sobre o quê? - ela sussurrou no ouvido dele fazendo ele, mais uma vez, se arrepiar. Ele já estava começando a se acostumar com isso, ele apertou a cintura dela mais forte fazendo a menina soltar pesadamente o ar, seus narizes se tocavam e pela primeira vez ele sentiu a respiração da menina ficar descompassada com a proximidade dos dois, ele deixou que um sorriso tímido fosse estampado no seu rosto.
- ! - eles se afastaram bruscamente ao escutar a voz de uma mulher e o barulho irritantemente constante que a cada segundo ficava mais próximom indicando que a mulher se aproximava.
- Allysson? - perguntou um pouco surpreso e desapontado.
- Hãn... Estou atrapalhando? - ela apontou para e depois para .
- Não, claro que não. - tinha uma das mãos nas costas da garota - , essa aqui é a Allyson, Ally essa aqui é a , amiga da minha sobrinha.
- Prazer. - Allysson estendeu a mão e a apertou.
- Também. - virou-se para - Agora eu vou procurar a , tchau, tio . - ela deu um beijo demorado na bochecha dele, que quase enfartou quando percebeu do que ela havia lhe chamado - Até, Allysson.
E assim a garota saiu da cozinha deixando um pouco confuso, ele ainda estava tentando assimilar os acontecimentos de alguns minutos atrás.

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- Oi, . - uma menina ruiva se aproximou dele.
- Oi...? - o álcool já o consumia e ele fez um esforço grande para lembrar o nome da menina que estava em sua frente.
- Brittany. - ela sorriu meio de lado.
- Ah, claro, Brittany! - chegou perto da menina, ele não tinha noção do que estava fazendo, estava agindo por impulso, junto com a bebida, o ciúme que estava de , a raiva que estava dela por estar causando isso nele e raiva dele mesmo por ter se permitido sentir isso.
- Nossa, eu fiquei muito feliz quando eu soube que você se mudou pra cá. - ela sussurrou no ouvido dele, e ele estremeceu, ela já tinha ficado com ele e sabia quais eram seus pontos fracos, automaticamente ele colocou as mãos na cintura dela - Eu fiquei sabendo da sobrinha do , hein! Aposto que ela não pode te fazer sentir nem um terço do que eu posso.
Mesmo sem menções de nome, teve um estalo de lucidez e tirou suas mãos de onde estavam.
- O que acha? - Brittany ainda insistiu.
- Eu não posso. - ele levantou meio cambaleante e se afastou dela.

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- E aí, amor, tá se divertindo? - abraçou por trás.
- Estaria mais se o meu namorado estivesse comigo. - ela disse meio emburrada.
- , você quer o que, hein? - ele havia bebido, e não ficava muito legal bêbado.
- Eu quero que o meu namorado se comporte como tal. - ela tentou se afastar dele mas ele segurou em seu braço.
- O que você quer, hein? Que eu deixe minha filha e fique aqui te paparicando? É isso? - ele a encarava com uma expressão ameaçadora.
- Não, , eu não tenho problemas com o tempo que você passa com sua filha. - ela soltou o seu braço - Mas eu quero que você preste atenção em mim, e não na mãe dela. - saiu de perto dele e começou a caminhar, tinha de sair dali senão começaria a chorar na frente dele e isso era uma coisa que ela não queria, mas não deu muito certo porque ele a seguiu.
- , olha pra mim. - ele pediu segurando a mão dela, fazendo-a parar - Coloca na sua cabeça que quem eu quero é você. - ele ia beijá-la, mas ela virou o rosto.
- Eu quero provas e não meras palavras. - ela segurou o rosto dele enquanto dizia, mas assim que terminou de falar ela lhe deu um selinho demorado e saiu andando.

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- Nossa, , eu não aguento mais dançar. - disse no ouvido do garoto - Eu vou no banheiro.
- Eu te espero aqui. - ele sentou em uma poltrona próxima ao lugar onde eles estavam.
tentou os dois banheiros do andar de baixo, mas estavam ocupados, então subiu para o corredor principal e deu de cara com uma pessoa inesperada.
- Oi, , tava te procurando, preciso conversar com você.
- Clark? O que você tá fazendo aqui? - ela tentou passar por ele, mas ele a cercou.
- Eu vim conversar com você e não sairei daqui sem fazer isso. - ele a prensou contra a parede e a menina não teve escapatória a não ser escutá-lo.

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estava na sala amaldiçoando Allysson com todas as forças, ela não podia acreditar que estava dizendo que ela estava certa, será que era certa sobre o que ela estava pensando?


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Capítulo 8 “New Best friend”

's POV-on

Depois de ficar na sala xingando a Allysson, que a propósito estava com a fantasia ideal, Capetinha, eu resolvi que não iria deixar ela curtir o não, mas claro que com a sorte que eu tenho meus planos foram interrompidos. Primeiro por , que estava procurando a , eu fui atrás dela e a encontrei discutindo com Clark no andar superior da casa. Segundo foi , que estava chorando na porta do do banheiro da porta debaixo, tive de consolá-la e fazer com que ela voltasse para onde estava mesmo que a contragosto da parte dela. Terceiro foi , que bebia no jardim dos fundos como se o mundo fosse acabar, claro que eu tive de ir atrás da e quase caí para trás quando a vi com Luca, há muito tempo eu eu não o via, éramos muito amigos, mas nos afastamos quando ele se mudou para a França. Enquanto ia se assegurar de que o namorado não entraria em como alcoólico, eu fiquei conversando com Luca, mas claro que lembrei que eu tinha que achar o . Minha quarta interrupção foi, digamos, gostosa, inapropriada para o momento, mas gostosa.
- Ai, desculpa. - eu esbarrei em alguém na pressa de percorrer todo o lugar.
- Não foi nada. - GENTE! O garoto era lindo e eu nunca tinha visto ele por aqui.
- Oi, eu sou Henry, o novo vizinho dos meninos.
- Eu sou , amiga deles. - eu apertei a mão dele.
É sério, o que tem nessa rua que atrai tanto homem... hãn... legal?!
Claro que ele me chamou para dançar e mais claro ainda que eu aceitei. Quando nos despedimos já se passava das 4:00hs da manhã. Ele foi para casa e eu voltei à minha missão: caça ao .
Agora estava mais fácil andar pela casa, muitas pessoas já haviam ido embora, eu procurei em todos os lugares na parte debaixo e não achei, então subi e era melhor que não o tivesse feito.
Cheguei no corredor no andar de cima, os quartos de hóspedes estavam ocupados, o mini estúdio estava trancado, virei no corredor onde ficava os quartos dos meninos, notei que o quarto de estava aberto e o vi deitado em sua cama dormindo feito bebê. O quarto em frente era o de , que estava fechado, o de era ao lado de e também estava fechado, mas fui conferir se estava trancado, é, estava. O quarto em frente era o de , eu me aproximei da porta ao escutar um barulho de algo caindo lá dentro.
Escutei uns sons esquisitos e quando eu pensei em bater...
- Awn!- isso parecia um gemido e eu me aproximei mais e escutei alguns sussurros que não consegui idetificar.
- Awn!- tá, isso sem duvida era um gemido - Awn, ! - tá, para mim isso já era demais, eu não acreditava no que eu estava ouvindo. Escutei o barulho de mais alguma coisa caindo, e mais alguns gemidos, e quando me dei conta já estava descendo as escadas correndo, lágrimas de frustração queriam descer pelos meus olhos, mas eu não as deixei cair. Não, elas não iriam cair, não por ele.
Passei pela sala, que ainda tinha algumas pessoas, algumas pessoas bem animadas e bêbadas. Saí da casa correndo, precisava de ar fresco, aqueles sons ainda estavam na minha cabeça como se mesmo distante eu ainda pudesse ouvi-los. Eu parei na calçada em frente à casa e olhei para a janela de , a janela estava aberta, mas a visão do quarto era tapada por uma fina cortina azul. Não sei quanto tempo eu fiquei ali observando, só desviei o meu olhar quando uma luz fraca surgiu do quarto, provavelmente vinha de algum abajur, quando vi duas sombras passarem pela janela, as lágrimas que eu segurava foram mais fortes, ganhando a batalha contra mim e descendo pelo meu rosto, claro que as sequei rapidamente, eu não choraria por ele, não choraria por garoto nenhum mais, eu me prometi isso e manteria essa promessa.
- PSIU! - eu me assustei com aquele som que vinha não sei de onde - Hey, tudo bem?
Eu conhecia essa voz, eu me virei ainda com um pouco de medo e dei de cara com Henry. Ele se aproximou de mim.
- Está tudo bem, fofa? - eu neguei com a cabeça - Vem cá, linda. - ele me puxou para um abraço, ele vestia um casaco verde da Hurley e uma calça jeans, e não mais a fantasia de pirata de antes. E sério, eu o conhecia há pouco tempo, pouco não, pouquíssimo, mas sentia que ele seria um grande amigo.
- O que aconteceu? - eu o abracei mais forte - Tudo bem se não quiser falar.
- Mas eu quero, só não sei por onde começar. - seria bom confidenciar a alguém o que eu estava sentindo, não que eu não pudesse contar para as minhas amigas, mas elas já tinham problemas suficientes para ter de se preocupar com os meus.
- O que acha de dar uma volta? - ele perguntou e eu concordei, só que eu ainda estava com a fantasia, e sério, estava frio para cacete - Mas passamos antes na sua casa pra você trocar de roupa, tá frio demais. - parecia que ele lia meus pensamentos, ele tirou o casaco e colocou nas minhas costas, own, que fofo!
Ele pediu para que eu esperasse enquanto ele iria pegar o carro, e no tempo em que eu fiquei sozinha eu me obriguei a não olhar para a janela do quarto dele novamente, quando dei por mim, Henry estava buzinando dentro do seu... PQP! Era um Porsche 911 turbo preto.
- Vem logo, quero te levar em um lugar que é mais bonito quando amanhece e estamos quase lá. - ele gritou de dentro do carro, claro que ele não gritou gritou, mas vocês entenderam. Eu entrei no carro, ele parou em frente à minha casa, eu entrei correndo subi para o meu quarto, não teria problemas eu fazer barulho, os meus pais tinham viajado no dia anterior e só voltariam daqui a duas semanas, enquanto isso eu ficaria na “responsabilidade” do , ah, se dependesse dele...
Coloquei uma calça jeans, uma blusa branca simples, o casaco do Henry e meu all star preto, ajeitei o meu cabelo, que estava soltando, tirei a maquiagem e passei um lápis básico, eu sei, idiotice tirar para depois colocar de volta, mas, enfim, essa sou eu. Desci as escadas na mesma velocidade que subi, quando eu entrei no carro estava tocando 5:19 do Matt Wertz. Eu entrei no carro e ele deu partida.
- Eu adoro essa musica. - eu disse.
- Eu também. - ele sorriu para mim.
- Eu adoro o seu carro.
- Eu também. - nós nos olhamos e rimos.
- Desculpa perguntar, mas o que você faz da vida pra ter um carro desses? - é, eu perguntei, o quê? Sou curiosa, ok?
- Sou modelo. - ele me olhou e piscou.
- Só podia ser. - eu pensei, quer dizer, eu pensei que só tinha pensado.
- Por que só podia ser? - ele sorriu para mim de novo.
- É só olhar pra você, olhar pro seu jeito. - eu não estava dando mole para ele, se é o que você esta pensando, talvez um pouco, mas sem maldade.
- Tá tão na cara assim?
- O que? Você é lindo. - eu fiquei meio envergonhada, eu não costumava falar isso na frente dos carinhas assim, e parece que ele achou engraçado - O que foi?
- Eu estava falando da minha sexualidade. - ele disse como se fosse óbvio. E, tipo, ele falou sexualidade mesmo?
- Sexualidade? - eu perguntei meio confusa.
- É, minha opção. - tá, continuei boiando no que ele tava falando e ele percebeu isso - Eu sou gay, você não tinha percebido?
Essa era a hora que eu tinha que me matar? Eu estava pensando em me jogar do carro, o que acham?
- UAU. - eu não soube mais o que dizer. Eu fiquei tão sem reação que nem percebi que tínhamos estacionado. Ele saiu do carro, deu a volta no mesmo e abriu a porta para mim.
- Vem, fofa.
Quando olhei em volta percebi que estávamos em frente a uma casa magnífica, e eu estava sentindo o cheirinho de mar. Nós entramos na casa e fomos direto para o segundo andar.
- Essa casa é sua? - o lugar era lindo, tudo muito claro, o sofá da sala era branco, combinando com as persianas das janelas.
- É, mas só venho aqui quando preciso relaxar. - ele me guiou para um quarto onde tinha uma cama ENORME coberta por uma colcha de temas orientais.
- Essa é a parte da casa que eu mais gosto. - ele abriu a porta de vidro que dava para a varanda, que revelava uma vista maravilhosa do mar.
- É lindo. - ele se sentou na rede que tinha lá e me puxou para que eu me sentasse ao seu lado. Ficamos lá observando o sol nascer calmamente, eu havia me esquecido completamente do que havia acontecido.
- Agora você vai me contar o que aconteceu? - ele me perguntou depois que o sol já havia nascido. Eu olhei para ele tive que sorrir com a sua expressão curiosa. Eu contei tudo para ele, desde a primeira vez que havia visto o , até o que havia escutado no quarto dele.
- Você escolhe bem, o é um gato. - ok, Henry não dava pinta, tirando esse comentário super gay, ele parecia hétero - Mas você gosta dele de verdade?
Tá aí uma na qual eu ainda não tinha pensado muito, eu não sabia ao certo, eu queria ele apenas por capricho, não era?
- Eu não sei. - não, não era mais um mero capricho. Que merda!
Eu estava gostando de ficar ali conversando com Henryn mas tinha de voltar para casa, voltamos num silêncio, não um silêncio constrangedor, mas um silêncio gostoso, ele parou em frente à casa dos meninos.
- Sempre que você precisar, me chama, liga, grita, manda sinal de fumaça, qualquer coisa, a qualquer hora. - eu sorri em agradecimento e o abracei.
- Obrigada, Henry.
- De nada, fofa. - dito isso ele me deu um selinho e eu fiquei parada - Desculpa. - ele ficou todo envergonhado - É que eu faço isso com meus amigos e pensei...
- Tudo bem, Henry. - eu sorri e antes de sair do carro dei outro selinho nele - Até mais, fofo.
Quando eu estava chegando à porta ele gritou:
- E dá um jeito na ETzinha lá! - eu sorri para ele. Ele também havia assimilado Ally a Allyenigena, era inevitável, tosco, mas inevitável.
NOSSA! Essa casa estava um caos, garrafas e latinhas espalhadas, algumas poucas pessoas pela sala, casacos, blusas, sutiãs, OPA! Calcinha, eu até fiquei com medo de continuar olhando, então subi direto para o quarto de , lá em cima tudo estava em perfeita ordem.
Entrei no quarto de sem nem olhar para os lados, ele estava dormindo todo jogado na cama vestindo apenas uma boxer azul marinho.
Eu me sentei em uma poltrona que ficava num canto do quarto em frente à cama e ao lado da porta do banheiro.
Eu fiquei o observando e me lembrando das coisas que já passamos juntos. Como a vez que eu subi na árvore e não consegui descer e ele foi me pegar e quando íamos descer nós caímos e ele quebrou o braço. Pensei na vez que ele sumiu com a peruca da vó dele, e nós raspamos o pêlo do gato para fazer outra, pensei em todas as vezes que eu ganhei dele no videogame. E principalmente em como eu confiava nele para tudo.

Flashback-on
- , eu quero fazer uma coisa, mas eu só confio em você. - eu estava um pouquinho nervosa.
- O que foi, ? - ele se aproximou de mim.
Nós estávamos sentados em sua cama. Eu me levantei e ele ficou me olhando sem entender nada, eu tranquei a porta e ele ficou sem entender menos ainda.
- Tem que ser com você. - eu me ajoelhei na cama e lhe dei um selinho.
- você quer fazer o que eu tô pensando? - ele agora estava segurando minha cintura.
- É, você é a pessoa que eu mais confio. - eu lhe dei outro selinho e passei cada perna de um lado do quadril dele.
- Você tá pronta? - ele agora me puxava para mais perto - Quer dizer... Você tem certeza que é comigo mesmo que você quer que seja?
Eu confirmei com a cabeça e o beijei com toda a intensidade que eu podia. E foi naquele dia que eu perdi a virgindade.
Flashback-off

Naquele dia eu não descobri apenas o que era o sexo, eu descobri como era ser mulher, como as coisas nem sempre saem do jeito que você imagina, elas podem sair bem melhores, mas principalmente eu descobri que eu poderia contar com o para o resto da minha vida. Os meus pensamentos me levaram para um estado de semi-consciência.
- ! - me encarava meio preocupado - Tá tudo bem? - eu afirmei com a cabeça - Onde você estava até agora?
- Saí com um amigo.
- Amigo? Que amigo? - era tão engraçado quando dava uma de irmão mais velho responsável.
- O seu novo vizinho. - ele me olhou meio desconfiado.
- Depois você vai me contar isso direitinho, agora eu vou dormir porque eu tô cansadão. - ele se deitou de novo.
- Cansado de quê, hein? - eu me levantei e parei na porta do banheiro.
- Ah, nem te conto. - ele abriu um sorrisão.
- Depois você me vai me contar isso direitinho. - dito isso eu entrei no banheiro, precisava trocar de roupa, merda, minha roupa estava em um dos quartos de hóspedes, não importa, era só o . Eu tirei a minha roupa, ficando só de calcinha, sutiã e meia, só quando me despi que vi que ainda estava com o casaco de Henry, eu sorri e o coloquei de volta, ele ia até o meio das minhas coxas. Eu voltei para o quarto e me deitei ao lado de , ele me abraçou e antes mesmo que percebesse já estava dormindo.
's POV-off

#

Capítulo 9 “Nada é perfeito pra ninguém”

As poucas pessoas que dormiam na sala conforme foram acordando foram também indo embora.
O povinho lá em cima dormia feito pedra, menos Allysson, que desceu até a cozinha para procurar algo para comer e fazer algo que aliviasse sua ressaca. foi a segunda a acordar e também foi para a cozinha. Quando ela chegou ela chegou lá, deu de cara com Allysson sentada em cima da bancada. As duas se olharam de cima a baixo, Allysson reparou nos poucos trajes da menina e reparou no roupão que ela usava, era de , ela tinha certeza.
- Bom dia, Ally. - entrou na cozinha com um sorriso mais falso que nota de 3 reais.
- Bom dia, . - Allyson não ficou atrás no quesito falsidade.
pegou água para tomar um ótimo remédio para dor de cabeça, e não vinha de ressaca, mas sim de uma noite mal dormida, como só havia ido se deitar de manhã e nem conseguiu dormir direito porque teve sonhos o tempo todo com .
- Parece que alguém teve uma noite muito agitada. - Allysson disse apontando para o copo, mas olhando para as pernas da garota, que eram praticamente toda expostas pelo casaco masculino.
- É, e parece que não fui só eu, né? - ela olhou para o roupão e para a xícara de chá. Allysson abriu um sorriso vitorioso, ela estava pronta para contar sobre sua noite, como se precisasse disso, mas antes disso viu descendo as escadas e indo em direção à porta da casa.
- Peraí. - saiu da cozinha correndo - Hey! Aonde você vai?
- Bom dia, amiga. - sorriu meio sem humor.
- Bom dia, , nem pense que vai me enrolar, aonde você vai? - cruzou os braços.
- Pra casa.
- De quem? - perguntou com a sobrancelha erguida.
- Pra minha, né, . - tentou passar, mas foi impedida.
- Você não disse para sua mãe que você ia dormir na casa do seu tio? - ela tinha muito bem escutado a amiga falando isso.
- Então, já dormi, agora vou pra casa. - ela tentou mais uma vez passar e foi mais uma vez impedida.
- O que aconteceu? - sabia que tinha algo muito errado, sempre que elas passavam a noite ali, passavam o dia seguinte também.
- . - abaixou a cabeça - A gente brigou, quer dizer, ele brigou comigo por causa do Luca.
- Ele tava com ciúmes do Luca? - riu e confirmou - Ah, se ele soubesse.
- Poxa, ele tem que confiar em mim.
- Você não pode fugir dele.
- Eu sei, mas mais tarde eu volto. - agora deu passagem. Elas se abraçaram e saiu.
- O sempre foi muito ciumento. - se virou ao escutar a voz de Allysson.
- É, a gente sente ciúme de quem agente gosta de verdade. - ia voltar para o quarto, mas escutou uma voz que a fez parar.
- Bom dia, meninas. - desceu as escadas passou por e lhe deu um beijo na bochecha.
- Bom dia, tio . - fez uma careta ao escutar isso.
- Bom dia, . - Allyson falou de uma maneira provocativa que mais parecia um cadela resfriada no cio. Ele chegou perto dela e ela lhe deu um selinho demorado.
- Eu tô subindo, até mais. - subiu as escadas antes que presenciasse ou ouvisse alguma coisa traumatizante. Enquanto ela subia, reparava na roupa que ela usava.
- Ela não perde tempo. - Allysson apoiou-se nos ombros de .
- Por quê? - ele a encarava confuso.
- Primeiro você, depois o , quem será o próximo? - ela ria.
- Do que você tá falando, Ally, como assim eu e depois o ?
- Ah, , você acha que eu não reparei naquela cena na cozinha ontem?
- Não tinha cena nenhuma. - ele passou as mãos pelos cabelos demonstrando desconforto.
- E agora o . - ela continuou como se ele não houvesse falado.
- Como assim e agora o ? Você tá insinuando que eles...
- Transaram? Ah, , você viu como ela estava, peraí, ela passou a noite com o e depois aparece daquele jeito. - ela sorriu debochada - É meio obvio. né?
- Não, não é, nada a ver, eles são primos. - estava um pouco mais agitado.
- , você sabe que isso não impede ninguém, ah, querido, ela dormiu com ele. - não entendeu qual foi o sentido da palavra dormiu - Por favor, não seja ingênuo.
- Não sou ingênuo, é porque você não a conhece.
- Não conheço, mas pude perceber que ela é ousada, e ousadia pode significar perigo. - ela agora parecia pensativa.
- Pára de falar dela assim, desse jeito parece até que ela é uma criminosa muito perigosa. - disse indignado - Ela não é assim.
- , qualquer mulher pode representar perigo quando quer. - ela que estava agora de frente para ele e foi se aproximando dele.
engoliu em seco ao se lembrar das provocações da menina, que superavam em mil a tentativa frustrada de aproximação de Allysson.
- Eu acho melhor você ir antes do acordar. - ele desviou dela - Sabe que ele...
- É, eu sei, é melhor mesmo eu ir. - ela abaixou a cabeça fazendo carinha de coitada.
Ela subiu as escadas e ficou lá embaixo, ele seguiu para a sala, mas ao notar a bagunça resolveu ir para a cozinha, que também não estava arrumadinha, mas estava menos pior.
- Será que o e a ...? - conversava consigo mesmo - Não, eles são... Nada, se já rolou uma vez pode muito bem rolar outra, não pode?
- Falando sozinho, ? - automaticamente, se virou e encontrou e na porta.
- Hãn... Só pensando alto. - ele falou meio sem graça.
A menina riu e entrou na cozinha sendo seguida pela amiga, que parecia aborrecida.
- E aí, meninas, curtiram a noite ontem?
- Muito. - respondeu toda empolgada, mas ficando corada logo em seguida.
- Nem tanto. - parecia muito desanimada.
- O que houve, ? - perguntou.
- O não deu a mínima atenção. - ela disse bem baixinho.
- , eu já te disse que ele também tinha que dar atenção pra filha dele. - parecia impaciente.
- Eu sei, eu também já te disse que o problema não era a Nicky, porque eu sei que é óbvio que ele ficaria com a filha, mas o problema é que depois que a Nicky dormiu ele me deu menos atenção ainda. - ela disse chorosa.
- Ah, , não fica grilada, não, o é assim mesmo, muito complicado. - queria amenizar.
- É mesmo! - uma voz diferente invadiu a cozinha.
- Bom dia, Naty!- disse toddo animado.
- Bom dia, . - Natalie entrou na cozinha - Bom dia, meninas.
- Bom dia. - as duas responderam, no caso de , com a maior má vontade.
- Cadê a Nicky? - perguntou.
- Correu pro quarto do assim que acordou. - ela respondeu sorrindo.
- Vocês já vão embora? - perguntou fazendo carinha triste e olhando para a roupa dela.
- Já, não quero atrapalhar vocês.
- Você não atrapalha, Natalie. - disse e revirou os olhos.
- Poxa, eu nem fiquei direito com a minha sobrinha, fica mais um pouco, por favor. - estava parecendo uma criança.
- Calma, , eu tô de férias e vou ficar em Liverpool durante um tempo, então o que não vai faltar é oportunidade pra ver a Nicky.
- Você vai trazê-la aqui de novo, né? - perguntou.
- Claro. - disse Natalie - Ela adora vocês, principalmente a . - , que até agora estava distraída, olhou para ela.
- Ah... Eu também gostei mutio dela, ela é muito esperta. - disse com a cabeça baixa, mas sorrindo.
- Vamos, Natalie. - Allysson a chamou da sala.
Eles acompanharam Natalie até o cômodo.
- Eu vou lá buscar a Nicky. - disse antes que Natalie resolvesse subir.
encontrou Nicole e na cama, ele fazendo cócegas nela e ela dando uma gargalhada muito gostosa. Quando ela entrou, avisando que Natalie estava esperando para que pudesse ir embora, Nicole pulou no colo de pedindo para ficar, teve de descer com ela. Quando Natalie a pegou no colo, ela começou a chorar, e só depois de muitas e muitas promessas ela deixou ser levada pela mãe.
- Meu coração aperta tanto quando eu vejo minha filha chorar. - disse já de volta ao quarto com , que por sua vez não respondeu, apenas fez um barulho estranho com a boca.
- Você ainda tá chateada por ontem? - ela não respondeu de novo - Você sabe que eu não fiz por mal.
- Mas fez. - ela disse baixinho.
- Me desculpa, eu não...
- Eu prefiro não falar sobre isso... Não agora, pelo menos. - ela saiu do quarto e desceu em direção à sala.

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- , onde é que você durmiu? - perguntou à amiga.
- No quarto de hóspedes com a Natalie. - ela disse sorrindo.
- E você, ? - perguntou.
- Comigo. - disse surgindo na sala com a maior cara amassda e com marca de lençol - Bom dia, meninas, bom dia, dude. - ele passou bocejando para a cozinha.
- Gente, cadê a ? - perguntou na hora que perguntaria sobre a noite de , não que ele tivesse acreditado na Allysson, é, talvez só um pouquinho.
- Foi embora, daqui a pouco ela tá aí. - disse - Gente, temos que limpar isso. - ela apontou para a sujeira da sala.
Os três começaram limpando, logo depois, , e se juntaram a eles.
- Eu tô com medo de mexer nesse sofá. - disse fazendo cara de nojo olhando para as almofadas do sofá.
- Gente, eu achei uma camisinha na boca de uma garrafa de cerveja. - disse apontando para um canto da sala.
- Eu não quero nem imaginar o que rolou com essa garrafa. - torceu o nariz.
- Isso é nojento. - pegou a garrafa com três sacolas plásticas.
Que horror, que nojo, eca, cruzes! Era tudo o que se ouvia durante toda a limpeza da sala.
- Eu não quero nem imaginar como estão os banheiros. - disse fazendo cara de nojo.
- O banheiro a e o limpam. - disse.
- O que tem eu? - disse puxando as calças 2 números maiores que ele enquanto descia as escadas.
- Você e a limpam o banheiro. - repetiu o que tinha dito.
- Ah tá. - ele passou para a cozinha e todos riram ao perceber que ele estava dormindo em pé - O QUÊ?? - ele gritou da cozinha e todos caíram na gargalhada - Por que eu e a temos que limpar o banheiro? - ele voltou para a sala.
- Porque todos nós limpamos a sala e eu e a limpamos a cozinha na hora que acordamos. - disse.
- Cadê a ? - ele perguntou, já conformado com sua parte da limpeza.
- Foi pra casa. - disse dando de ombros.
- Por quê?
- Ela quis ir, ué. - tentou desconversar.
- Se vocês ficaram ela podia ter ficado, custava? - subiu a escada batendo o pé com tanta força que parecia que os degraus quebrariam em 300 pedacinhos.
- Tá, agora vamos fazer o quê? Ficar morgando aqui? - perguntou.
- Eu tô com fome- disse.
- Vamos pedir comida. - disse.
- Eu quero italiana. - disse e concordou.
- Eu quero japonesa. - disse.
- Por que vocês não comem brasileira? Tem um restaurante aqui perto. - sugeriu com seus olhinhos brilhando.
- Eu quero. - sorriu para a garota.
Depois disso todos resolveram mudar e pedir comida brasileira, e fez brigadeiro como sobremesa.
- , por que você não come? - perguntou.
- Não tô com fome.
- Tem certeza? Tá uma delícia. - disse.
- Uhum.
Todos comeram até não aguentar mais, menos , que nem tocou na comida.
- Eu não consigo me mexer. - disse, deitando no chão de barriga para cima.
- Eu vou explodir. - reclamou .
- vou ficar sem comer um ano. - foi a vez de falar.
- Eu disse para não comerem tanto, isso engorda, sabia? - os reprovou.
- Ah, , não vem com sua paranóia agora não. - sacudiu as mãos.
- Só tô avisando que isso engorda demais.
- , pára com isso por favor. - falou autoritária.
Todos reclamaram e riram uns dos outros até pegarem no sono, só acordaram às 5 horas da tarde com um barulho alto e um grito que pareceia ser de dor.
- ! - gritava - PÁRA, POR FAVOR!
Todos que estavam na sala correram desesperados em direção aos gritos, ou seja, em direção a um dos banheiros. Quando chegaram lá se depararam com um cena um tanto quanto surpreendente.
estava sentada no chão toda encolhida e encharcada, o vestido branco que ela usava agora estava transparente, estava em pé com a borracha do chuveiro na mão, de boxer vermelha e também todo encharcado. Eles ficaram vermelhos ao verem todos na porta olhando para eles. Óbvio que todos caíram na gargalhada, inclusive o casalzinho que estava lavando o banheiro

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Capítulo 10 “Que comecem os jogos”

- Nós vamos mesmo ficar aqui sem fazer nada?- perguntou inconformada.
- Eu tô com fome.
- como você pode estar com fome de novo? Desse jeito vai ficar gordo feito um barril, se controla, por favor. - disse nervosa.
- Se controla você, sua magrela, só porque tá aí toda magrinha acha que todo mundo é gordo, é? - disse rindo, zuando a garota.
- Pára, , que nem magra eu sou, que dirá magrela. - respondeu.
- Tá, parei. - ele levantou as mãos em sinal de redenção.
- Gente, voltando ao assunto do que podemos fazer, o que vamos fazer? - perguntou de novo.
- Jogar. - disse e seus olhinhos brilharam.
- Tá, mas não se esqueça que voltamos a trabalhar amanhã e que as meninas também tem aula. - disse.
- Que tal um jogo de perguntas e consequências? - sugeriu.
- Eu tenho dados. - disse toda maliciosa, tá vendo como é sonsa essa menina [n/a: Bruh não me bata por isso haha] - Estão lá em cima junto com a minha fantasia.
- O que aqueles seus dados estão fazendo aqui? - perguntou com as sobrancelhas erguidas.
- Ah, depois eu te conto. - subiu as escadas correndo para pegá-los.
Quando já estavam todos novamente na sala, pegaram uma garrafa (que não era a da camisinha, só para deixar claro) e começaram com uma rodada de perguntas, mas antes cada um prometendo não ficar bolado por causa das perguntas e muito menos por causa das respostas.
Eles rodaram a garrafa e caiu em e .
- Você ficaria com o ? - perguntou para a menina.
- Ficaria. - a menina corou e sorriu.
- Você e o já transaram? - perguntou para .
- Não. - a menina ficou muito vermelha.
- Você sente tesão por alguém aqui sem ser o ? - perguntou para .
- Não. - ela respondeu confiante e sorriu para ela.
- Tirando o , quem mais dessa roda você pegaria? - perguntou para .
- Hum... Talvez o . - ela sorriu meio sem jeito, deixando o garoto nesse estado também.
- Como você se sentiu no dia que viu a só de toalha no seu quarto? - perguntou para , ele a olhou surpreso e lançou um olhar reprovador para a amiga.
- Diferente. - ele disse.
- Diferente como? - perguntou curiosa.
- Hey, é só uma pergunta. - interveio e deu língua para a mesma.
- De verdade, o que você sente pela Natalie? - perguntou a e suou frio.
- Amizade e muito carinho. - ele disse sincero e seguro de si.
- Você tem medo de fazer a sofrer? - perguntou a .
- Não. - todos olharam surpresos para ele - Na verdade eu tenho medo de ser capado pelo tio dela. - claro que todos riram da careta que ele fez ao dizer isso.
- boy, você repetiria a dose de anos atrás com a , aqui e agora? - perguntou cheio de malícia na mente.
- Se hoje nós não fossemos como irmãos, sim, com certeza. - mais uma vez corou com a resposta.
- Vamos para as consequências? - perguntou para quebrar o clima estranho que se instalou.

Lista dos Dados
Onde fazer O que fazer
1- barriga 7- beijar
2- boca 8- acariciar
3– pescoço 9- lamber
4- bochecha 10- morder
5- coxa 11- chupar
6- onde quiser 12- 12 minutos no paraíso

- Essa parte é muito crítica, temos que prometer não brigar com ninguém por causa disso. - disse e todos confirmaram - Então ninguém é mais dono de ninguém.
- Vai ser assim: 1ª rodada as meninas fazem com vocês, e depois vocês com a gente, ok? - perguntou e eles concordaram - Então, , roda a garrafa, por favor.
Ele girou e caiu e , 10/3.
- Vai lá, , morda o pescocinho do . - disse zuando - Vampirinha sexy.
foi até ele engatinhando, ela se ajoelhou em frente a ele e sorriu como se pedisse permissão e ele sorriu. Ela se curvou e mordiscou o pescoço dele, e o garoto como em um impulso fechou os olhos.
- Ok, tá bom. - falou, e voltou para o seu lugar.
girou a garrafa novamente e caiu e .
- Ai, merda!- disse preocupado, mas os dados aliviaram um pouco e caiu 9/1.
- Vai lá, , lamber a barriga sarada do titio. - provocou.
se aproximou de super sem jeito, ficou em pé e levantando a blusa, ficando corado por isso. encarou a amiga lambendo a barriga do tio e quis com todas as forças trocar de lugar com ela. voltou para o lugar assim como . girou a garrafa novamente, dessa vez caindo ele e .
- Agora é com o gostosão aqui, , vamos ver o que... - ele jogou os dados - Ops, 7/2.
- Ó, tem que ser beijo de verdade, não pode ser selinho, não. - colocou mais lenha na fogueira.
olhou para , que encarava a garrafa, talvez ele pudesse sentir um pouquinho do ciúme que ela sentiu ontem. Ela parou ajoelhada em frente a , que sorria, ela segurou a nuca dele e foi se aproximando lentamente, encostou os lábios nos dele e começou um beijo clamo, mas logo em seguida ela passou a língua nos lábios dele, dando assim um impulso para que ele aprofundasse o beijo.
- CHEGA! - praticamente gritou, ela estava vermelha e ficou mais ainda ao perceber todos os olhares sobre si.
- Ok, ok. - disse, estava um pouco vermelho por culpa do beijo, ele rodou a garrafa e engoliu em seco quando viu que por ironia do destino tinha caído e .
- Aê, revanche. - disse para , que olhava uma manchinha minúscula que se encontrava no chão branco.
- 8/3. - disse desanimado.
- , pode acariciar o que quiser e o que a sua imaginação permitir. - sorriu cúmplice para a garota e recebeu um olhar ameaçador de .
chegou perto de e fez com que ele levantasse, ela passou a mão no rosto dele, descendo pelos seu pescoços até os ombros, desceu até seu peito, e pediu para que ele levantasse a blusa e ele o fez. Ela passou a mão bem devagarzinho pelo abdômen dele e se aproximou, ele a olhava nos olhos e mordia os lábios. Ela deslizou a mão até o seu umbigo e continuou descendo.
- ! O que você tá fazendo? - perguntou nervosa e com os olhos arregalados.
- Shii! - fez para a amiga e e nem se abalaram.
deixou que suas mãos deslizassem até o “caminho da felicidade” e parassem acariciando a região.
- Ok. - beijou a testa de e sorriu ao ver que a namorada tapava os olhos.
- Agora são os meninos que comandam. - disse esfregando as mãos com um sorriso sapeca.
girou a garrafa e caiu e .
- Lamber a coxa dela. - disse de má vontade.
ficou de pé e levantou um pouco o vestido dela e lambeu as duas coxas da menina, que ficou sem graça e começou a rir descontroladamente, ela sentia cócegas nessa parte do corpo. Segunda rodada: e . Eles sorriram ao ver os números dos dados. 7/6
- Aproveite pra escolher onde quiser, mas lembre-se de que tem crianças inocentes na sala, ok? - deu um tapa na bunda dele. foi até e sem aviso prévio juntou seus lábios ao dela. Todos ficaram surpresos, não pela escolha dele, mas sim pela intensidade do beijo. puxava a menina para si, segurava em sua cintura e em sua nuca, ela, por sua vez, dava leves puxões em seu cabelo.
- OPA! Gente, chega. - disse fazendo uma careta, mas eles não deram a mínima.
- Pessoal, vocês não acham melhor subir, não? - perguntou rindo da situação e mais uma vez eles não deram a mínima.
- WOW, vocês dois! - praticamente gritou e adivinha se eles deram atenção.
- Ou vocês parem ou subam pra um quarto, por favor. - falou meio impaciente. E quando praticamente colocou no seu colo, levantou e gritou com os dois.
- GENTE, QUER FAZER O FAVOR DE RESPIRAR! - eles finalmente se afastaram ofegantes e com as bocas vermelhas.
- Vou ter pesadelo. - disse fazendo bico.
- Vamos, , roda. - falou ainda se recompondo, e rodou, caindo e .
- O zito aqui pode acariciar as coxas da . - riu da careta que e fizeram.
ficou de frente para , encaixando-se entre as pernas dela, fazendo a garota apoiar o peso do corpo nas mãos. Ele olhou em seus olhos e espalmou as mãos em sua coxa, alisando de seus quadris até o joelho, parando na terceira vez que fez esse caminho.
mais uma vez girou a garrafa e dessa vez caiu ela e again.
- Mostra a barriguinha pro douguiezito aqui. - ele se aproximou da garota e ela ficou em pé, ela levantou um pouco a barra da blusa, mas ele fez com que ela levantasse a barra da blusa até a altura dos seios, deixando a barriga da garota toda exposta. Ele passou a mão na barriga lisa da menina e ela ficou ainda mais vermelha, ele distribuiu beijos por toda a extensão da barriga dela.
- , você pode pular a parte do beijo, sabia? - disse impaciente.
O garoto apenas lhe deu o dedo do meio e voltou a sua atenção à barriga de . Ele começou a dar leves chupões por toda a barriga da mesma e ela segurou uma risada, mas quando ele chegou perto de seu umbigo, ela soltou uma gargalhada.
- Desculpa. - ele ficou rindo junto com ela, e os outros ficaram olhando sem entender nada, mas não tinha o que entender era a mais pura idiotice entre eles.
- Roda, . - disse querendo quebrar o “clima” entre eles.
- Eu acho melhor que a garrafa indique quem vai fazer o quê. - sugeriu e eles toparam.
- e , 7/2. - riu de e ele movimentou-se mostrando que estava nervoso e desconfortável. se levantou e sem cerimônia nenhuma, sentou-se no colo dele e lhe beijou, o beijo não foi nada tão intenso ou obsceno, mas foi o suficiente para que ficasse vermelho a cada parte que os dedos de tocavam nas costas de sua namorada. Eles se afastaram e ela voltou para o lugar, e mais uma vez o destino quis colocar lenha na fogueira, parando a garrafa em e : 7/6.
- Ve lá o que você vai escolher, hein, dude. - disse baixinho.
chegou perto de e ela sorriu em concordância, ela colocou os braços envolta do pescoço dele e ele a beijou. O beijo foi bem calmo, mas sabia que aquilo era para atingi-la, e infelizmente eles conseguiram. Encerraram o beijo, ele deu um beijo na bochecha dela e voltou para o seu lugar.
- Próxima. - disse com cara fechada e rodou.
- Eu e ... . - jogou os dados.
- zinho terá que morder a boquinha linda da . - sorriu.
encarou desafiadoramente , ele se levantou, caminhou até ela e fez com que ela se levantasse também, ele tirou a franja dos olhos da menina, segurou o rosto dela, aproximou o rosto e mordeu levemente o lábio inferior da menina. Ele soltou, fechou os olhos e deu um selinho nela, mas a garota se afastou, voltou para o lugar e se sentou, deixando-o em pé sem entender.
rodou, caindo em e .
- Finalmente. - os dois disseram juntos e sorriram.
- Caraca, na moral, 12 minutinhos, hein. - disse sorrindo para , que pegou a namorada pela mão e a levou para o banheiro de baixo.
- Tá, agora a gente espera uma hora pra voltar a jogar. - disse rindo.
- Vem cá. - chamou , que se levantou e ficou próxima a ele. Ele disse baixinho e a garota abaixou a cabeça - Desculpa de verdade, não fiz por mal. - ele a puxou e fez com que ela se sentasse em seu colo, ele a abraçou e ficou acariciando o rosto dela e ela fazia o mesmo com ele. Enquanto isso, e trocavam olhares cúmplices.
- O que houve com você? - sussurrou para .
- Nada. - ela disse seca.
- vai ficar fugindo de mim agora? - ele perguntou realmente confuso.
- Eu não teria o porquê, teria? - ela pegou o celular que tocava insistentemente em seu bolso - Oi, fofo. - pausa - Tá louco? Eu tenho aula amanhã. - ela sorriu abertamente e só observava - Ok, a gente se fala mais tarde então, beijos. - ela desligou o celular ainda sorrindo.
- Quem era? - ele perguntou curioso.
- Do que importa? - ela perguntou debochada.
- Voltamos. - fisse , que vinha abraçado à . Os dois estavam suados, vermelhos, descabelados e sorridentes - Podemos continuar.
- Gente, cansei de consequências. - disse sorrindo.
- Ah, claro, depois desse amasso com o tinha que ter cansado mesmo. - zuou.
- Háháhá, engraçadinha, eu tô dizendo que podíamos voltar às perguntas.
- Só que agora um pergunta e todos respondem, que tal? - propôs .
- Eu começo. - disse.
- Gente, esquenta esssas perguntas aí, ok? - sorriu malicioso.
- Que parte do corpo do outro te deixa mais excitado? Pra mim são as mãos.
- Pra mim a língua. - ela disse baixinho.
- O pé...
- ! - gritou abismada e a garota sorriu.
- Os mamilos. - todos pararam e olharam para a cara de - O que foi? - ela perguntou sem entender os olhares sobre ela e todos deram de ombros, não sabiam ainda por que se surpreendiam com ela.
- Meninos... - incentivou.
- Boca. - disse.
- Seios. – riu porque olhou para o decote da própria blusa.
- Bunda. - tentou desenhar uma no ar.
- Os... - fazia mímica.
- Seios, , seios. - riu da cara de orgasmo que ele fazia.

#
's POV on

Tá, agora eu nem queria ver onde essas perguntas iam dar, quer dizer, queria sim. Agora era a vez de .
- Levanta a mão se você já dormiu com alguém da roda e diz com quem. - falou já levantando a mão.
- . - eu disse e abaixei a mão.
- . - disse e fez o mesmo que eu.
- . - sorriu.
- . - falou. OPA, ainda tem mão demais levantada - E com a . - automaticamente todos se viraram para ela.
- Com o . - ela disse meio envergonhada, ah tá, agora vem posar de tímida, cofcof.
- SUA SAFADA! - eu gritei - Quando que foi isso?
- Ontem. - quem respondeu.
- E quando a senhorita pretendia nos contar? - perguntou indignada.
- Depois. - respondeu.
- Depois de quê? - perguntou histericamente.
- Depois de conversar com a .
- Comigo? O que EU tenho a ver com a transa de vocês? - eu perguntei, sério, essa eu não entendi.
- ! - me repreendeu.
- Tá, depois a gente conversa. - eu disse depois de ver o olhar curioso daqueles marmanjos fofoqueiros.
- Então agora sou eu a perguntar? - perguntou, mas foi interrompido por um barulho esquisito que saiu da boca de alguém.
- , porque você ainda está com a mão levantada igual a um retardado? - sussurrou.
- Porque eu ainda não respondi a pergunta da .
Todos viraram para ele totalmente surpresos.
- Com quem daqui você dormiu, ? - perguntou já meio verde. É, ele tava ficando verde.
- OHH, , você vai esconder nosso passado agora? - fez uma voz afeminada.
Isso era bem a cara de . Depois de muitas risadas e porradas nele, voltamos a nossa atenção ao jogo.
- Qual foi a maior loucura que você já fez? - finalmente fez sua pergunta.
- Eu perdi uma aposta e tive que tomar banho pelada em uma praia que nem era de nudismo. - disse e riu da cara de surpresa de . É, me eu lembro desse dia, eu não sei por que elas ainda insistem em apostar comigo.
- Eu já fiz sexo numa roda gigante. - foi a vez de , depois que ela me contou sobre esse episódio um tanto quanto, ah, nem sei que palavra uso para descrever isso, eu nem me surpreendo mais com as coisas que ela faz.
- Eu fiz algumas coisinhas feias com uma garoto na piscina de um hotel chique no meio de uma festa mais chique ainda. - é, foi emocionante, confesso que o menino não era lá grandes coisas, mas a adrenalina tornou tudo melhor.
- Eu fiquei com uma menina. - disse envergonhada, é, outra vitima de aposta – Não façam perguntas. - ela disse antes que alguém perguntasse algo ou a zoasse.
- Eu fiquei um ano dormindo com a mesma mulher. - disse.
- , você acha mesmo que é vergonhoso ou loucura ser fiel? - perguntou.
- Não, eu nem era namorado dela, e o marido dela era lutador de boxe profissional. - todo mundo olhou para ele com cara de pena imaginando o que poderia acontecer se o cara descobrisse.
- Eu traí uma namorada minha. - falou bem baixo.
- Que namorada? - perguntou um tanto surpresa e receosa.
- A Natalie. - ele respondeu tão baixinho que se eu não tivesse prestando atenção eu não escutaria.
- Eu comi a mulher do meu chefe. - como sempre muito sutil.
- Eu peguei a mulher do berçário da escola da na frente dos bebês.
- Tio, que horror.
- Horror nada a Suzan era mó gostosa.
- ! - disse rindo. Há Há Há, eu não sei do que ela tava rindo. , controle-se.
- Minha vez. - parou para pensar um pouco - Duas pessoas daqui que você levaria pra cama e por quê. - claroo que eu teria que ser a primeira a responder, é, talvez não seja tão claro, mas eu queria.
- Você e o . - eu disse olhando fundo nos olhos dele - O porque eu já fui e você porque eu gostaria de ir. - por um momento eu posso jurar ter visto os olhos dele brilharem, mas logo eu me virei para .
- Você e o , você porque fica sexy com essa sombrancelha levantada, e o , óbvio, porque ele é meu namorado e estamos precisando de uma reconciliação decente, 12 minutos é muito pouco. - segurou na perna dela, pelo jeito afirmando que pensou a mesma coisa, talvez tirando a parte do e seu olhar sexy.
- e , com o porque ele é fofo, e o porque sim. - respondeu e todos rimos da cara que ela fez de criança inocente.
- O e o , porque ele é meu namorado e meu ciumento mais fofo. - ela apertou a bochecha dele - O talvez também. - ela falou bem baixinho e emburrou, mas sorriu logo em seguida, dando um selinho nela.
- A e a , a porque é minha prima-irmã gostosa. - tá, fiquei sem jeito - E a porque sim. - todos rimos da cara de idiota que fez enquanto tentava, eu disse tentava, imitar a .
- A e a , a porque é minha namorada que eu amo demais e a porque me faz lembrar da . - todas as meninas suspiraram, gente, a minha amiga tem tanta sorte de ter um namorado fofo e gato que nem ele.
- e a , a porque é minha garota e eu venho imaginando isso a um certo tempo e a porque somos muito próximos, ela sou eu mulher, e se eu pudesse iria pra cama comigo mesmo. - gente, como o é tosco, mas eu tive de rir com isso, mas faltava o , então me controlei e me virei para ele.
- ... e . - ele disse ? de mesmo? - A porque ela é muito bonita, e porque... - ele parou respirou fundo – Porque ela é legal, bonita, inteligente, simpática, decidida, sexy e sinceramente eu me sinto muito atraído por ela. - eu tô dormindo ou ele tava falando tudo isso de mim mesmo? Ele disse? É, ele disse. Merda, eu não sabia para onde eu olhava, não estava preparada para isso, passei os olhos por todos que estavam naquela sala que estavam em choque como eu.
- Depois dessa eu preciso bater um papo com meu namorado. - puxou pela mão, sei bem o papo que ia rolar ali.
Os que ficaram na sala esperavam que eu falasse algo.
- Vou ligar pra minha mãe. - eu me levantei e subi as escadas correndo. O quê? Tô com saudades da minha mãe. Oh, eu não sabia o que falar, como sempre fui eu que dizia esse tipo de coisa eu nunca pensei em nada que eu pudesse falar caso as coisas se invertessem. Inverter. Era isso!
's POV off

's POV


Tá, eu não entendi por que ela subiu daquele jeito, não era isso que ela queria? Que eu cedesse? E não era isso que eu tava fazendo?
Eu fiquei ali pensando se deveria ou não ir atrás dela, mas quando me dei conta do espaço a minha volta, notei a minha linda sobrinha se pegando com meu melhor amigo e a e o sussurrando um para o outro como se esperassem o babaca aqui sair para eles darem uns amassos. Já que não tinha outro jeito, levantei-me e fui subindo as escadas calmamente, ela podia fugir de mim, mas seria melhor que assistir as pegações ali na sala. Passei no quarto de hóspedes e estava vazio, a mesma coisa no do . Quando entrei no meu, lá estava ela sentada na minha cama.
- Eu não te entendo, sabia? - eu disse enquanto eu me aproximava dela.
- Eu nunca disse que era pra entender. - ela se levantou e ficou e frente para mim - O que foi aquilo que você disse lá embaixo?
- Você venceu, eu me rendo. - eu levantei as mãos.
- Então fala. - ela sorriu.
- O quê?
- Que eu estava certa e você me quer, vai, me pede como eu disse que você faria. - ela sorriu maliciosa, eu não disse que essa pequena era decidida?
- Você estava certa, eu quero você. - eu fiz uma pausa enquanto me aproximava mais e colocava a mão na sua cintura - Eu quero um beijo seu, por favor. - eu sussurrei para ela.
Eu não precisei pedir duas vezes, seus braços envolveram o meu pescoço e seus lábios encostaram nos meus, o beijo começou calmo, mas ia ganhando intensidade conforme o nosso desejo evoluía, nossas línguas bricavam uma com a outra me trazendo uma sensação gostosa, suas mãos acariciaram minha nuca e vez ou outra puxavam o meu cabelo. Uma das minhas mãos passou lentamente pela lateral de se seu quadril, chegando em sua coxa e puxando-a para cima, deixando assim nossos corpos mais colados. Eu sentia todo aquele fogo sendo canalizado para uma única parte do meu corpo, à qual a calça já incomodava. Sei que não era certo, mas me vi passando a mão por debaixo de sua blusa. O beijo durou até não termos mais ar, ela separou os nossos lábios, eu passei a beijar e chupar o seu pescoço, arrancando supiros e leves gemidos dela. Eu tava louco, fora de mim. Confesso agora que ontem quando eu transei com a Allysson era nela que eu estava pensando, eu sei que isso é bem mesquinho, mas eu não queria dar o braço a torcer, mas se eu soubesse que o gosto, o toque dela, eram tão viciantes eu teria experimentado essa sensação desde o começo. Mordisquei a orelha dela e ela gemeu no meu ouvido, eu não queria avançar o sinal com ela, mas aquilo era torturante demais. Em um ato inesperado, ela se afastou de mim.
- O que você tá fazendo? - eu perguntei ainda meio ofegante e ela me lançou um sorriso sapeca e virou-se para a porta - Hey, aonde você vai? - eu não estava conseguindo entender nada.
- Eu só precisava de um beijo, , consegui e agora tô indo embora. - ela só podia estar de brincadeira.
- E se eu quiser que seja mais de um beijo? - segurei o braço dela.
- Eu tive que ser muito insitente. - ela sorriu, parecia que estava adorando aquilo - Espero que tenha ótimas técnicas de persuasão.
- Então você quer que eu a convença? - eu estava começando a entender o jogo dela.
- Digamos que sim. - ela colocou os braços envolta do meus pescoço enquanto minhas mãos voltavam para a sua cintura - Eu te provei que eu não sou mais uma criança, uma menininha quando quero, mas uma mulher quando eu preciso. - ela me deu um selinho.
- E o que você quer de mim?
- Quero que me prove que é homem suficiente pra mim. - ela me deu mais um selinho, abriu a porta e saiu, enquanto eu ficava ali pensando em quão audaciosa essa garota era, e isso fazia toda a diferença nela. Eu sabia que se eu fosse um cara inteligente aproveitaria essa brecha e seguiria minha vida tranquilo, indo para vários pubs, dormindo com várias mulheres, curtindo a noite toda sem nem me preocupar com uma namorada adolescente, menor de idade, altamente desejável e perigosa. É, era o que um cara inteligente faria, mas eu já mencionei que eu repeti a 2ª série?

Capítulo 11 “Nightmare”

TalitaGreen diz:
Eu não acredito que você disse isso pra ele o.O
diz:
Nem eu, eu não pensei e quando vi já tinha falado
TalitaGreen diz:
E o que você acha que ele vai fazer agora?
diz:
Sinceramente? Eu não faço a menor idéia
TalitaGreen diz:
Te desejo toda sorte do mundo amiga
Mas agora tenho que sair pq minha mãe tá enchendo aki

diz:
Torça mesmo por mim amiga, Beijos t’amoo
TalitaGreen diz:
Tbm t’amo

ainda não conseguia acreditar que teve coragem de fazer aquilo com , seus amigos também estavam chocados, pricipalmente Henry.
Já havia se passado uma semana, e durante todo esse tempo ela não tinha visto , ela andava muito ocupada com a peça de teatro da escola, da qual participaria, e ele estava retornando o ritmo de trabalho.
*#*~*#*
Segunda-feira era o dia mais odiado por todos, somente conseguia ver um lado bom, era o dia do ensaio da peça.
- Bom dia, pessoas! - ela chegou cumprimentando as pessoas que estavam no auditório, onde eles ensaiavam.
- Bom dia, eu estava mesmo querendo conversar com você, . - a professora de teatro a chamou e ela a seguiu para um canto mais reservado do lugar.
- Eu estive analisando os alunos essa semana para saber se estavam todos nos seus devidos lugares, e percebi que para a peça ficar realmente perfeita, preciso mudar algumas pessoas e seus papéis.
- Como quem, por exemplo? - a garota perguntou.
- Olha, para interpretar uma personagem como a Christine, eu acho que faltava algo em você.
- Como assim, eu canto, danço, interpreto, falta mais o quê? - perguntou chocada.
- Digamos que fisicamente você não se encaixa tão bem assim no perfil da personagem.
- Como não?
- Eu preciso de alguém mais delicada, alguém mais magrinha.
- A senhora está me dizendo que eu estou gorda pro papel? - estava agora com os olhos arregalados.
- Não é isso, é que tenho uma menina que é mais no perfil da personagem.
não queria e não podia aceitar a perda daquele papel, se dedicou ao máximo pra consegui-lo e agora uma magrela desgraçada chegava para roubá-lo? Não mesmo.
- E quem é?
- A Lisa.
- O QUÊ? - tantas meninas para seres escolhidas, tinha de ser logo ELA?
- Ela tem o jeitinho e o físico perfeito para o papel, desculpe-me, , mas eu realmente precisava fazer essa mudança, talvez encontre outro papel pra você. - quem olhasse de longe até pensaria que ela estava realmente sentida por ter que cortar a garota da peça, mas na verdade ela só queria castigá-la por ter cortado o seu clima com , e como nunca escondeu a sua preferência por Lisa, essa foi a escolhida para tomar o lugar dela.
- Eu não posso acreditar que ela fez isso, te trocar por aquelazinha lá. - dizia enquanto pintava a unha de .
Elas estavam na casa de , e a garota contava sobre a sua substituição na peça.
- Eu sempre sonhei em fazer O Fantasma da Ópera, fiquei super feliz quando consegui o papel para interpretar Christine, mas nunca pensei que minha felicidade duraria tão pouco. - estava deitada de barriga para baixo em sua cama.
- Ain, amiga, não fica assim, não, toma um pouquinho de sorvete, um sorvete de chocolate sempre acalma. - estendeu o pote na direção da amiga.
- , sai com isso daqui, depois do que a Livia falou estou me sentindo muito obesa.
- Até parece. - ironizou.
O papo das meninas foir cortado pelo som de 3, da Britney, que vinha do celular de , ela levantou e foi atender no corredor, e nem repararam nisso, mas achou muito estranho, ela nunca se afastava ao falar no telefone.
- Voltando ao assunto. - disse quando voltou depois de alguns minutos.
- Eu acho eu você deveria fazer alguma coisa, ficar aí parada, se sentindo pesada...
- Gorda! - interrompeu a fala de .
- Que seja, você ficar assim não vai adiantar.
- Eu já estou até vendo a Lisa esfregando o papel de protagonista na minha cara.
- Ah, você tem que fazer algo para tomar o seu lugar de volta. - disse.
- Eu vou pensar em alguma coisa. - foi a vez de falar.
- Acho melhor a Lisa se preparar, porque quando a resolve parar pra pensar... - as meninas riram imaginando os planos malignos de .
*#*~*#*
Já havia anoitecido quando as meninas foram embora, por volta das 9 horas, Henry ligou convidando para um passeio, óbvio que ela aceitou, e eles foram dar uma volta na praia.
- Você já falou com o depois daquele dia? - ele perguntou enquanto passava a mão no cabelo da garota deitada no seu colo.
- Não, eu estava me dedicando para essa merda de peça onde a piranha dessa professora disse que sou gorda demais pra participar. - disse explodindo de raiva.
- Calma, fofa, tudo vai se resolver. - ele deu um selinho nela. - Conta comigo se você quiser quebrar a perna dessazinha aí, ok?
- Tudo bem, Henry. - ela riu.
Ficaram lá durante um bom tempo, só conversando e rindo sobre os planos toscos de vingança do Henry, até o telefone de tocar.
- Alô?
- Onde é que você está? - afastou o celular do ouvido, mas mesmo assim ouviu o grito de .
- Pára de gritar, .
- , onde você está? - ele perguntou em um tom mais baixo e mais irritado.
- Estou dando uma volta com um amigo. - ela disse calma.
- Espero que você só esteja dando mesmo a volta.
- O quê...? - começou, mas foi interrompida por .
- Vem pra casa.
- , eu já estou crescida, não preciso de babá.
- Eu sei, mas seus pais só voltam na semana que vem e até lá você ficará na MINHA CASA.
- Eu não tenho medo de ficar na MINHA casa sozinha.
- É, eu sei, mas o problema é se você resolver que não quer mais ficar sozinha.
- , por que você está assim? - perguntou do jeito mais calmo que conseguiu.
- , só vem pra minha casa, ok? - já soava mais calmo também.
- , eu me virei sozinha essa semana inteira...
- Eu sei, mas quero você aqui hoje. - ia retrucar, mas cedeu quando escutou a voz carinhosa de . - Faz isso por mim, tampinha.
- Tá bom. - ela disse e desligou o telefone logo em seguida.
- Precisamos ir, né? - Henry perguntou e a menina apenas confirmou com a cabeça.
#~#~#
- Ok, acho que o evento daquela banda de sexta feira deveria ser logo depois do lançamento do primeiro single. - conversava no telefone e respondia alguns emails ao mesmo tempo. - Tudo bem então, acertamos isso na quarta-feira, até. - ele desligou o telefone e continuou compenetrado no seu notebook até ser interrompido por uma batida na porta de seu quarto.
- Entra!
- Atrapalho? - perguntou quando viu o amigo fechando o notebook.
- Não, só estava terminando de responder emails de algumas bandas.
- Sabe aquela banda, The Storms? - apenas confirmou. - Estão querendo mudar a formação da banda.
- Como?
- Não sei ainda direito, eles conversaram com o e eles me falaram muito por alto.
- Temos que ver o que esses meninos vão aprontar, não é?- soltou um suspiro. - Mas você não veio aqui para falar sobre trabalho, né?
- Na verdade, não. - disse.
- Deixa eu adivinhar... ?
- Não, quer dizer, também.
- Ela ainda está com ciúmes da Natalie?
- Tá, mas tá começando a aceitar, mas eu queria mesmo era falar da .
deu um sorriso de lado ao escutar o nome da garota, mas logo ficou sério quando viu a expressão no rosto de .
- O que tem ela? - perguntou ele.
- Ela está na esperança que você vai fazer algo para “conquistá-la”.
- E o que tem de errado nisso? - perguntou confuso.
- Você vai fazer?
- Acho que sim, mas por quê?
- O está preocupado.
A cara de interrogação de mostrava o quanto ele estava entendendo daquele papo.
- Mas não era ele um dos que queriam que eu abrisse mão do meu senso e desse bola para a prima dele?
- Era, mas você sabe que ele é todo protetor com ela.
- Ah sim, protetor quando não é com ele, né? - tinha ficado irritado por algum motivo que o amigo não conseguiu entender.
- Dude, não é nada disso, mas é que a é prima dele, e, poxa, ele não quer que ela sofra com qualquer cara.
- Qualquer cara? O está pensando o que de mim? - agora estava realmente nervoso.
- Calma, , é só que ela ainda é nova e...
- E o quê? Ele não pensou nisso quando ela tinha 15 anos e ele tirou a virgindade dela. - ele se levantou da cama.
- , me escuta, por favor. - também se levantou quando percebeu que o amigo estava a ponto de perder o controle. - Ele só está preocupado porque ela já teve uma experiência que a magoou demais, e ela ficou muito mal e ele não quer que isso aconteça de novo, entendeu agora? - perguntou com seu fio de paciência.
- Na verdade, não, mas aceito. - suspirou parecendo frustrado. - Mas vocês sabe o que aconteceu?
- Não, não sei. - foi apenas o que disse.
Depois de voltar para a casa de , chamou as amigas e agora estavam sentadas na parte de trás da casa.
- Eu acho que você está exagerando, . - disse à amiga.
Elas estavam conversando sobre o namoro de e e a soma de mais dois personages na história. Natalie e Nicole.
- Ah, pelo amor de Deus, né? Exagerando? Ela é linda e é mãe da pessoa que ele mais ama, se tiver que escolher é óbvio que ele escolherá ela. - disse chorosa, ela havia nascido para fazer drama, isso era fato.
- , quem disse que ele terá que escolher alguma coisa? Meu Deus, garota, coloca na sua cabeça os seguintes fatos: ele tem uma filha, ele tem uma ex que é mãe dessa filha, mas ele continua sendo o SEU namorado, e se ele está com você é porque ele quer estar com você. - explodiu, não era de hoje que ela achava que a amiga precisava de um choque de realidade. - E é sério, se por acaso ele vier a terminar com você, a culpa não é da Natalie ou da Nick, é sua, você está afastando seu namorado de você, então não venha fazer drama depois e colocar a culpa nos outros, porque você está causando.
E o silêncio caiu sobre as meninas, nenhuma delas acreditava que teve coragem de dizer aquilo por mais que as outras duas também estivessem com vontade de falar aquilo há algum tempo, nenhuma teve coragem, tinham medo da reação de .
- Você têm razão. - disse com a voz derrotada, o que causou espanto nas suas amigas, de milhares e milhares de repostas, essa foi a única que não passou pela cabeça delas. - Eu não posso ficar de braços cruzados enquanto meu relacionamento escorre pelo ralo abaixo, tenho que fazer algo e vou fazer algo. - disse decidida.
- É isso aê, amiga, eu também ainda não sei o que fazer com esse ciúme idiota do , mas também tenho certeza que terei que fazer algo, logo. - falou.
- Bom, eu já fiz o que podia, agora eu espero pelo , né? - disse desanimada.
- ! - as meninas viraram automaticamente a cabeça na direção da voz assim que ela foi proferida.
- Parece que a é a única que não precisa fazer nada. - zoou a amiga enquanto a mesma se levantava e ia em direção à porta dos fundos da casa.
- O quê? Com essa cara de tarado do , ela fará mais do que nós três juntas. - deu o dedo do meio e continuou o seu caminho.
Eram quatro horas da manhã e não conseguia dormir, sua cabeça estava latejando com os milhares de pensamentos que ficavam martelando.
Definitivamente ele estava estressado.
A banda de jovens que surtou, a produção do CD de outra banda que estava atrasada. Mas nada disso conseguia apagar os pensamentos que ele estava tendo sobre uma certa pessoa. Uma certa menina insistente que estava fazendo com que ele jogasse todos os seus princípios para o ar.
“Quero que prove que é homem suficiente pra mim”. Essa frase não saia da cabeça do homem, a voz de , doce, meiga e perigosa, sempre aparecia em seus sonhos, parecia que a todo tempo aquela frase seria sussurrada para ele, lembrando-o das coisas que ele fez e que não fez, fazendo um sentimento estranhamente novo surgir em seu peito.
É, essa menina não sabia onde tinha se metido, ou talvez tivesse sido ele o iludido.
Cansado de ficar pensando nisso, resolveu sair da cama pela 3ª terceira vez durante o tempo que estava acordado, ou seja, há mais de quaro horas. Ele resolveu tomar algum chá que fizesse com que ele relaxasse, já tinha tomado uma cerveja, uma refrigerante e depois apelou para o mais puro leite, tudo na intenção de ser consumido por um repentino sono, agora seria a vez do chá.
A casa estava completamente escura e silenciosa, o corredor se encontrava em um breu assustador, se ele ainda não tivesse se familiriarizado com a casa com certeza precisaria acender rodas as luzes da residência, mas esse não era o caso.
Desceu as escadas sem fazer barulho algum porque o som de seus passos era abafados por suas meias.
Quando estava chegando ao seu destino, escutou o barulho de objetos sendo remexidos, ele foi andando mais devagar tentando dar um susto em um dos guys, mas ao se aproximar um pouco, viu uma silhueta baixa, com curvas que eram marcadas por um pano fino e curto.
- Insônia, ? - ele deu um pulo pra trás ao escutar a voz de . Se ele queria assustar, o feitiço virou contra o feiticeiro.
- É, não consigo dormir, e você? - ele passou por ela seguindo em direção ao fogão.
- Não, tive um sonho ruim. - ela disse.
O homem pensou em acender a luz, mas depois acabou puxando apenas a cortina da janela fazendo com que a luz do luar invadisse o ambiente.
A lua estava incrível e o céu límpido, noite perfeita para ser admirada.
- Sonho ruim? Que sonho foi esse? – ele perguntou olhando para ela, agora ele já não via o vulto da garota, agora ele via sua forma de uma maneira clara e límpida.
- Sonhei que eu não te conhecia nunca.
- E isso seria ruim? - ele a questionou.
- Muito ruim. - ela enfatizou bem as palavras dando intensidade àqueles sentimentos.
- Por quê?
A menina olhou para ele durante um minuto, mas permaneceu em silêncio, este sonho não tinha sido um passe no jogo. Tinha sido verdadeiro, o que ela sentiu foi sincero, e sabia disso.

Capítulo 12 “Pôr do sol”
's POV – on

A noite passada tinha sido esquisita, não pelo fato do ter me dado um beijo (de verdade), mas porque o momento que tivemos ontem foi diferente, envolvia sentimentos e eu não sabia se isso era bom ou ruim.
Flashback
- Você não vai responder o por quê? - insistiu.
- Tem certeza que não sabe? - eu perguntei dando uma enrolada básica, porque nem eu sabia o porquê.
- Talvez eu possa ter alguma idéia. - ele se virou para pegar uma caixinha no armário, deixando assim o assunto morrer.
- Como será a partir de agora? - eu perguntei depois de minutos longos de silêncio.
- Eu não sei. - ele disse, eu não precisava mencionar, ele sabia do que eu estava falando.
O silêncio voltou a preencher o espaço, mas não era um silêncio assustador, era apenas o silêncio que fica quando as pessoas não têm o que falar ou quando elas têm coisas demais só que falta coragem, o meu caso era a segunda opção.
- Eu fiz a minha parte então eu espero que pelo menos ‘seja’ alguma coisa.
- Eu sei, só estou torcendo para que você deixe eu fazer a minha parte.
- E que parte seria? - eu rebati assim que ele falou.
Ele riu de uma forma sexy e disse:
- Você verá.
tinha conseguido me deixar curiosa e essa curiosidade com certeza me renderia uma noite de sono.
- Você não estuda amanhã, não?
- Aham, e você não trabalha amanhã, não?
- Aham, e por isso mesmo estou indo pro meu quarto dormir, e você deveria fazer o mesmo.
- O quê? Ir pro meu quarto? - eu perguntei em tom de zombaria e vi ele largar a trouxinha de chá na xícara. Ele não respondeu de imediato, pegou um pires, colocou sob a xícara e se virou para mim.
- Não seria má idéia. - ok, não esperava por aquela resposta. Não mesmo. – Porém temos muito tempo para isso.
Ele foi se aproximando e eu fiquei olhando para ele perplexa, deveria estar fazendo a maior cara de idiota enquanto via ele diminuir cada vez mais a distância entre nós.
- Espero que me deixe fazer isso. - ele disse como se estivesse pedindo permissão para o que ele estava prestes a fazer.
Ele acabou com toda a distância que nos separava e encostou os nossos lábios, ficamos alguns segundos assim, apenas com os olhos fechados e lábios encostados.
Sua mão passou lentamente pelo meu rosto e a outra mão se posicionou na minha cintura, antes que aprofundássemos o beijo eu separei nossas bocas.
- , eu...
Ele não me deixou terminar, porque aprofundou o beijo, fazendo com que o que antes era apenas um leve contato se tornasse um beijo intenso, não era do tipo desesperado, com pressa e cheio de luxúria, era mais do tipo atencioso e carinhoso. Eu já não me recordava do que eu ia falar minutos atrás e muito menos porque tentei interromper aquele momento, porque agora a púnica coisa que controlava a minha mente eram as carícias de .
Ficamos uns longos e bons minutos naquele beijo, até que mais uma vez eu tomei a iniciativa de quebrar o beijo.
- Não será assim tão fácil, . - eu disse em um sussurro.
- Eu não tô pedindo que seja. - ele disse e continuou abraçado a mim não deixando que eu aumentasse a distância entre nós.
- Então por que está fazendo isso? - eu perguntei agora tentando fazer com que a minha voz saísse mais firme.
- Eu só queria uma pausa de 15 minutos no jogo.
- Jogo? Que jogo? - eu perguntei indignada.
Eu me afastei dele, cruzei os braços e esperei por uma resposta que não veio. Indignada, acendi a luz, os meus olhos doeram com a claridade, e pelo jeito que franziu a testa tinha incomodado a ele também.
- Eu estou esperando... Que jogo?
Ele foi andando na direção do interruptor e desligou a luz.
- ! - eu tentei dizer em tom reprovador, mas infelizmente saiu como a reclamação de uma criança mimada.
- 15 minutos é tanto assim? - ele se aproximou mais uma vez de mim.
- É, muito tempo. - eu disse tentando parecer séria, mas eu já não via razão para ficar fazendo cena.
- Por favor. - ele praticamente implorou e eu não resisti e mais uma vez deixei que ele me envolvesse em seus braços e me beijasse.
me colocou sentada em cima da bancada, mas continuou com seus movimentos calmos e carinhosos pelo meu corpo.
A parte a qual ele dedicava mais atenção era minha coxa, seu polegar fazia um leve carinho no local que estava descoberto pela curta camisola que eu usava, era um toque sem segundas intenções, mas o meu corpo arrepiava inteiro com este pequeno contato.
15 minutos nunca passaram tão rápido. Eu sabia que não poderia ceder a assim tão facilmente, porque afinal de contas, o meu objetivo era dar o troco nele e não ceder até que ele sentisse tudo o que eu senti quando ele me ignorava, mas ao mesmo tempo eu não queria que nossos beijos cessassem, não queria que suas mãos se afastassem de mim, mas trato é trato, e 15 minutos são apenas 15 minutos.
- Seu tempo acabou, . - eu o empurrei e desci da bancada. - Se quiser mais, sabe o que deve fazer.
- Eu não gosto quando você fala assim. - ele fez uma cara pensativa e meio emburrada.
- Assim como?
- Desse jeito, parece que você é uma qualquer.
- O quê? - eu perguntei com os olhos arregalados.
- Quando você falou “Você sabe o que tem que fazer se quiser mais”, eu não gosto do jeito que essa frase soa. - ele tinha razão e agora eu estava me sentindo uma vadia.
- Não foi intenção. - eu fui me dirigindo à porta.
- Eu sei que não. - ele disse quando eu estava saindo, mas antes que eu saísse de vista ele me chamou: - ! Eu sei o que tenho que fazer.
- Boa noite, Little . - eu disse sorrindo.
- Boa noite, pequena.
Flashback off
E agora eu estava ali enfiada na minha sala de aula mais uma vez pensando nele. Eu precisava falar com alguém sobre esses sentimentos que estavam me consumindo, mas apesar de querer sair gritando tudo para o primeiro indivíduo que passasse na minha frente, eu sabia que só tinha duas opções, Henry e Talita, e como nenhum dos dois estava ali, eu manteria a minha boca fechada e me concentraria na aula, do mesmo modo que minhas amigas faziam.
- Psiu! - escutei me chamar, ou talvez eu pudesse me concentrar em outra coisa.
- Oi. - eu sussurrei em resposta.
- Você notou que a e a estão super esquisitas?
- Não. - eu tinha reparado que a vinha agindo meio esquisita, mas não notei nada em .
- Eu acho que elas estão em crise. - eu ri da conclusão de , porque afinal elas estava sempre em crise.
- O vai pedir a em namoro. - disse mudando de assunto drasticamente.
- Acho bom mesmo, eles já estão neste rolo há tempo suficiente, né, mas como você tá sabendo disso e eu não?
- O me contou.
- Por falar nisso, como vocês estão?
- Não muito bem, nós....
- Shiu. - a professora Nala interrompeu nossa conversa.
Eu tinha que dar um jeito de ajudar a , ela gostava demais do e eu sabia que era recíproco, por mais que ele fosse um louco varrido com esse ciúme doentio.
Eu tinha que parar de ser egoísta, deixar um pouco os meus desejos de lado e ajudar as minhas amigas a colocarem as coisas no lugar.
Quando o sinal tocou anunciando o final das aulas, eu me senti mega aliviada, mesmo sabendo que eu tinha um encontro com o preparador físico da escola para a minha seção de exercícios.
- Eu falo com vocês depois. - saiu em disparada na nossa frente e me lançou um olhar do tipo “eu não te falei?”
- Você vai malhar hoje? - perguntou olhando nos meus olhos, mas seu olhar era distante, era como se ela olhasse mas não me visse. Tipo, alguém me responde o que tá rolando com as minhas amigas?
- Não, vou embora com vocês. - meus exercícios podiam esperar um pouco.
- Estava a fim de tomar sorvete. - falou.
- Vamos caçar a e vamos à sorveteria então. - eu disse, alguém precisava colocar o trem de volta nos trilhos.
Descemos as escadas calmamente, todas estávamos presas nos nossos pensamentos, alheias demais para começar alguma espécie de diálogo, rodamos a escola interia e nenhum sinal da , então a solução seria ir sem ela, e assim fizemos. Só que não sabíamos que tínhamos uma surpresa nos esperando no portão da escola.
Dois carros e quatro homens nos esperavam.
foi a primeira a se manifestar sobre o que víamos.
- Eu vou matar aquela garota se ela olhar pro meu de novo. - dito isso, ela saiu correndo, literalmente, e pulou, mais literalmente ainda, no colo de . Ele se surpreendeu, mas a segurou antes que ela caísse. seguiu até com um pouco menos de entusiamo, mas lhe deu um beijo do tipo “ele é meu, entenderam?”
- Cadê a ? - pareceu desapontado quando eu cheguei sozinha perto deles.
- Ela saiu da sala primeiro, não disse para onde ia. - eu disse.
- Vou ligar pra ela. - ele pegou o celular e se afastou um pouco de nós.
- Oi. - escutei aquela voz que eu adorava dizer próximo a mim.
- Vocês não trabalham mais não, é? - eu perguntei.
- Claro que sim, mas o dia está lindo para ficar trancado dentro do estúdio. - ele tirou os óculos e me deu o privilégio de olhar em seus olhos.
- Aí resolveram fugir das obrigações?
- Qual é a vantagem de ser chefe? - ele riu. - Na verdade estamos querendo explorar Liverpool e seus arredores.
- E o que vocês... - fui interrompida por .
- O que vocês estão fazendo aqui? - ela chegou correndo, sua expressão era apreensiva e seu rosto estava corado, talvez pela corrida. Talvez.
- Vamos à praia. - disse animado.
- Como? - perguntou.
- De carro. - falou em tom de obviedade (n/a: essa palavra existe né?).
- Não “como” “de que jeito”, mas como de “o que você disse?”. - rolou os olhos.
- Hãn? - agora eu que não havia entendido o raciocínio dela.
- Esquece, eu quero ir à praia. - disse já entrando no carro e puxando o namorado consigo.
foi dirigindo o carro dele e ao seu lado, atrás foram e , no carro de , eu fui ao seu lado e o outro casal atrás.
Durante toda a viagem ninguém no carro disse sequer uma palavra. O clima não estava chato, mas eu não era muito fã de silêncio, então liguei o rádio sem nem ao menos pedir a autorização de e estava tocando In The End, do Linkin Park. Eu me recostei no banco, abri a janela e fui curtindo os acordes da música, enquanto o vento batia no meu rosto. A vontade que eu tive foi de colocar o corpo inteiro para fora daquela janela e curtir o vento relaxante, mas claro que não sou louca para fazer isso, e além do mais, , o senhor responsável, puxaria-me antes que um fio de cabelo saísse do meu coque mal feito, então me contentei em fechar os olhos e me contentar em relaxar a cabeça no banco.
Quando a música estava em seus acordes finais, escutei a voz de quebrar a minha atmosfera autista.
- , eu sei que sou seu tio, mas você não precisa tratar o como um completo estranho na minha presença. - ele disse olhando pelo retrovisor, vendo o casal bem afastado. Eu olhei para trás e me pareceu meio triste e , decepcionado. Depois de tudo o que fizeram para ficar juntos se mantinham assim. Tsc tsc tsc.
- Eu juro que se fosse vocês eu já estaria agarrada com meu namorado. - eu disse tentando dar um incentivo, mas não funcionou muito bem, não, porque a única coisa que fizeram foi se olharem, mas continuaram nas mesmas posições.
- É? - perguntou do nada e eu fiquei sem entender.
- É o quê?
- Você faria o que falou? - ele perguntou olhando para o retrovisor para o casal como se estivesse querendo me lembrar do que estava falando.
- É. - ele sorriu de lado com a minha resposta, às vezes o podia ser tão idiota.
O resto da viagem seguiu igual, a não ser pelo fato de ter tomado a iniciativa de puxar mais para perto.
- Finalmente. - dise assim que estacionou, parecia que estavam ali há muito tempo, mas bruna nem tinha descido do carro ainda.
- Nossa, que impaciência, . - disse, dando um tapa na cabeça dele.
A praia era um lugar que sempre me deixava calma, o som das ondas quebrando me fazia refletir, eu fui andando na frente de todos, primeiro porque todos estavam em casais e eu não queria colar com , tá, talvez isso seja um pouquinho de mentira, mas o segundo motivo que conta, eu estava parecendo uma criança que vê o mar pela primeira vez, mas eu não estava nem aí, quando eu cheguei na ponta da areia, tirei meu tênis, dobrei minha calça e saí correndo em direção à água.
Eu não tinha pegado roupa nenhuma, seria melhor estar com um short, ou até mesmo com a saia do uniforme de verão, mas eu não me importava. A água estava gelada, mas nada que fizesse meus pés congelarem, eu não ouvia a movimentação dos meus amigos, não ouvia nada a não ser o som do mar.
Eu fui andando pela beirada da água, onde só o meu pé era molhado, olhei um pouco além de onde estava, vi uma pedra e segui para lá.
Eu não sabia que estava nervosa até ver o meu nervosismo e meu estresse indo embora com as ondas do mar.
- O acabou de pedir a em namoro. - eu me assustei ao ver sentar-se ao meu lado.
- E o que ela disse? - eu perguntei e ele me olhou incrédulo, como se eu fosse uma espécie de alien por fazer essa pergunta. - Ok. - eu ri.
Então o silêncio se instalou.
- Vem comigo. - levantou e me puxou sem me dar a chance de escolher se ia ou não.
- Onde vamos? - eu perguntei enquanto percebia que ele subia mais a pedra, a textura áspera da pedra me deixava nervosa, eu não sei por que razão, mas deixava, como se a qualquer momento aquela superfície fosse sumir de debaixo dos meus pés.
- Onde nós vamos? - eu repeti a pergunta ao ver que estávamos nos encaminhando mais para o topo da pedra. O topo não era tão alto assim, mas eu não queria cair dali para ver se dava para morrer ou não, por isso eu segurei o braço de com a maior força que consegui.
- Senta aí, eu quero que você veja o pôr do sol comigo. - ele me puxou para o lado dele.- O pôr do sol? - eu perguntei, soltando um riso nasalado.
- O que é que tem o pôr do sol? - ele me perguntou parecendo meio nervoso, nervoso de inseguro, e não nervoso de irritado.
- Sei lá, você não me parece o tipo de cara que leva uma garota para ver o pôr do sol. - eu disse e me voltei para o horizonte, onde uma tênue linha laranja juntava o céu e o mar.
- E não sou. - ele disse.
Esperei alguns minutos até me pronunciar de novo.
- Está querendo me impressionar? - eu perguntei e ele mantinha um sorriso cínico no rosto.
Ele estava cada vez mais próximo de mim, até que senti a sua respiração bater no meu rosto. Ele virou o seu corpo na direção do meu, uma de suas mãos foi para o meu joelho, cada vez ele estava mais próximo.
- Pois digo que não funcionou. - eu me levantei antes dos nossos lábios se tocarem e ele bufou frustrado, desci a pedra com o maior medo e deixei-o sozinho e frustrado.

Capitulo 13 “Tô grávida”Passamos na “minha” rua para deixar as meninas em casa, e como meus pais ainda não haviam voltado, ainda estava me “obrigando” a ficar na casa deles.
- Boa noite, guys - Eu fui direto para o quarto de quando percebi que eles ficariam na sala conversando coisas do trabalho.
Eu fui fazer meu dever de casa e aproveitei para pegar o notebook de e checar meu email.
Tinha alguns emails que não tinha respondido ainda, mas nada muito importante, o único que valia a pena era de Talita, onde ela me pedia ajuda com um novo garoto que ela conhecera, eu ri do email e aproveitei e me desculpei por estar sumida.
Depois de responder o email eu fui deitar, claro que depois de um banho bem demorado e extremamente gostoso, peguei meu ipod e coloquei uma lista aleatória para tocar no ultimo volume.
Não escutei quando entrou, só notei sua presença quando ele deitou ao meu lado.
- Daqui a pouco a vai implicar por eu dormir aqui - Eu disse desligando meu ipod e jogando-o no chão ao lado da cama.
- Ela não é nenhuma da vida, então calma - ele falou brincando, mas eu acabei levando super a sério.
- Não fala assim da minha amiga - Eu ralhei com ele.
-Foi mal - Ele prendeu o riso - Eu to realmente gostando da - Ele disse de repente.
- Eu imagino, para pedi-la em namoro... - Eu falei.
- Pois é - Foi só o que ele disse, já que ele tenha calado a boca eu aproveitei e dei as costas para ele e fui dormir.

***

Acordei me sentindo bem disposta, assim que abri os olhos o meu celular tocou, olhei no visor o nome de Henry estava estampado.
- Oi, meu amor - Eu falei com a voz ainda rouca de sono.
- Oi, amor - ele respondeu - Hoje vou para a festa de uma amigo, tá a fim de me acompanhar?
- Claro, não ia perder a oportunidade, né?
- Tá nos meninos ainda?
- Aham - Levantei e me assustei quando olhei no relógio e constatei que eu deveria ter acordado 3 horas atrás e estar na escola há duas.
- Então te pego às 22 hs, okay? Bye - Escutei ele se despedir e resmunguei um “bye” bem baixo.
Eu olhei a hora no meu celular, caso o relógio de estivesse errado, mas não, eu realmente tinha perdido a hora. Mas por que ninguém me acordou? Por que não me jogou para fora da cama? Okay, quem visse assim até pensava que eu gostava de estudar. Pensei em tomar uma ducha antes de descer, mas como pensei estar sozinha, não haveria nenhum testemunha dessa cara de sono, descabelada e com um pijama dos ursinhos carinhosos, então desci logo.
O corredor, como o esperado, estava deserto, mas quando estava começando a descer as escadas, escutei a porta principal abrir. Em cogitar a possibilidade de ser , eu dei alguns passos para trás, mas voltei a andar ao escutar a voz de .
- Você está me deixando nervoso, - Escutei a voz dele apreensiva e me perguntei se deveria descer e ver o que estava acontecendo ou deixar que eles se resolvessem.
- , acho melhor você sentar, porque o assunto é sério - Escutei a voz da minha amiga um pouco falha, na hora eu soube que era papo de casal e que eu não deveria me meter, mais como se ela tivesse dado a ordem para mim. Eu sentei na escada, de modo que conseguia vê-los sem que eles também me vissem, mas principalmente dali eu conseguia ouvir perfeitamente.
- Me promete que você vai deixar eu terminar de falar sem me interromper? - perguntou.
- Prometo - disse e logo em seguida se calou, dando espaço para que mais uma vez a voz de invadisse meus ouvidos.
- Saiba que no primeiro momento eu fiquei chocada, chateada e com ciúme da história da Natalie e da Nicky. Não tenho raiva da Nicky, porque além dela ser criança, não tem culpa pelo fato de você e a mãe dela terem a concebido. E para falar a verdade, eu também não tinha raiva da Natalie, eu tenho inveja, porque ela é mãe da sua filha, e querendo ou não, ela é uma parte permanente da sua vida. Mas agora eu sei que não preciso mais ter inveja desse lugar que ela ocupa em sua vida, porque eu também terei o meu - Ela disse, parecendo estar emocionada.

- Mas você já tem o seu lugar, então não entendo - parecia confuso.
- Mas agora terei para sempre, eu e outra pessoa.
- O que quer dizer com isso? - estava mais confuso do que antes.
- Não foi planejado, mas quero que seja bem vindo - fez uma pausa, e quando voltou a falar, quase caí da escada: - Eu to grávida.

Capitulo 14 “This is fire baby”
“Como assim, está grávida?” Era só o que martelava na minha cabeça. Desde quando ela sabia disso? Por que não nos contou? Por que ela não mecontou? O que faríamos agora?
Meus pensamentos estavam tão acelerados que mal me dei conta de que já tinha se pronunciado.
- Você tem certeza, ? - Seu tom de voz era meio desesperado.
- Tenho, pelas minhas contas, são 5 semanas - Minha amiga agora chorava.
- Tá, eu não sei o que dizer.
“Como assim, não sabe o que dizer, ?” Eu fiquei com vontade de gritar, mas reprimi os meus impulsos.
- Só diz que não está com raiva de mim, eu juro que não planejei isso - Agora soluçava.
- É claro que eu não to com raiva - O seu tom de voz era calmo agora.
- Eu to com medo - Ela disse manhosa, claro que ela não ia perder a oportunidade de fazer charminho para ele.
- Fica calma, amor, eu to aqui, nós vamos resolver isso juntos - Os dois ficaram em silêncio durante um tempo.
- Eu amo você - Eu escutei (com muita dificuldade) ele sussurrar para ela.
- É a primeira vez que você me diz isso - Eu achei aquilo tãoooo fofo.
- Tudo tem um momento certo.
- Eu sei – Ela respondeu – Eu amo você – disse, carinhosa.
Depois disso eles ficaram trocando palavras fofas e melosas. Estiquei um pouco a cabeça e vi que eles estavam deitados abraçados no sofá, estava me sentindo como uma intrusa, então voltei pro quarto de , fazendo o mínimo de barulho possível para que não fosse descoberta.
Algum tempo se passou, talvez horas, talvez meros minutos, mas eu não conseguia pensar em mais nada a não ser na gravidez da minha amiga.
Os pais dela iam querer matá-la. E a escola? E a Natalie? E a Nicky? E o que o ia dizer?
Meu Deus, isso estava mesmo acontecendo?
Escutei passos pelo corredor e me aproximei da escada.
- Quando está pensando em contar para os seus pais? - perguntou.
- Não sei, mas por enquanto não vou contar - parecia nervosa - Nem conte para ninguém ainda.
- Okay, mas quando estiver pronta, contaremos juntos - Ele sentenciou e logo depois escutei o barulho da porta se fechando.
Aproveitei que eles estavam no quarto e desci para pegar alguma coisa para eu comer, estava morrendo, afinal, o meu nervosismo se manifesta no meu estômago.
Peguei uma caneca de café na cafeteria e peguei um pacote de biscoitos e voltei para o quarto de , eu queria conversar com , mas não poderia simplesmente bater na porta do e dizer “Hei, escutei a conversa que vocês tiveram, amiga, precisamos conversar sobre o bebê”. Claro que não faria isso, então teria que esperar.
Peguei meu notebook, entrei no MSN, e encontrei Talita online. O tempo passou rápido enquanto estávamos conversando. Ela me contou sobre um menino que conheceu em uma festa, ela estava super empolgada, e eu super feliz por ela.
Fiquei totalmente concentrada na conversa até que uma batidinha na porta me tirou a atenção, mandei que a pessoa entrasse e colocou a metade do corpo para dentro.
- disse que você queria falar comigo - Ele entrou de vez no quarto e sentou na cama, de frente pra mim. Eu balancei a cabeça, confirmando, me despedi de Talita, fechei o notebook e me concentrei totalmente em .
- A me disse que vocês não estão indo muito bem - Eu disse, e ele sorriu triste e abaixou a cabeça.
- Temos brigado direto, e isso tá acabando com nosso namoro.
- Ela tá sofrendo muito com isso, ela gosta muito de você. Ela não entende esse ciúme - Ele olhou para mim, parecendo surpreso.
- Eu sinto ciúmes porque gosto dela, e se ela não me desse motivos, não me sentiria assim. Era só o que faltava, agora ela quer jogar a culpa em cima de mim - Ele bufou frustrado.
- Não, não foi isso que eu quis dizer.
- Eu sei, mas é que a todo o momento ela joga na minha cara.
- , eu acho super fofo da sua parte ter ciúmes da , só que ela não está acostumada com isso - Eu estava sentindo que poderia acabar piorando a situação.- Parece também que ela não está acostumada a ter um namorado - disse com uma expressão de frustração.
- Por que diz isso? – Perguntei, segurando em sua mão.
- Ela faz de tudo para me provocar, fala com os meninos como se eu não existisse, como se ela fosse solteira ou como se ela não ligasse, para o que eu acho - estava realmente triste.
- Ela está com medo.
- De quê? - Ele me olhou ansioso.
- Isso também é novo pra ela, você é um cara mais velho, isso tudo o que ela faz é para chamar a sua atenção, ela tem medo de te perder.
- Ela te disse isso, ? - Ele perguntou.
- Não, mas assim que eu me sentiria, e eu e ela somos muito parecidas - Eu pisquei para ele, o fazendo rir.
- Seria mais fácil se ela me falasse tudo assim - Ele disse rindo.
- Mais aí, que graça teria? - Eu o empurrei - Pensa assim, pelo menos agora você sabe que pode me consultar, caso esteja em dúvida sobre alguma coisa relacionada a ela.
- Que bom, , A Guru do Amor - Ele disse, me zoando.
- Larga de ser idiota, garoto - Eu o empurrei e ele acabou caindo da cama, e nós caímos na gargalhada.
- Sabe que pode me procurar sempre que quiser conversar, né? - Perguntei.
- Fico me perguntando como uma menina tão nova pode saber tanto da vida assim - Ele disse e eu ri.
- Eu sou uma menina muito sábia, okay? - Eu fiz pose e ele riu mais uma vez.
- E eu agradeço muito por isso.
Eu e o ficamos brincando feito duas crianças idiotas, até que ele resolveu ir atrás da namorada. O levei até a porta e ele desceu pulando feito uma gazela. Quando eu ia fechar a porta do quarto, saiu do quarto de com a maior cara de sono.
- Psiu - Eu a chamei, ela me mandou esperar, desceu as escadas e uns cinco minutos depois subiu com um copo de água - Preciso falar contigo.
Ela não disse nada, apenas entrou no quarto e sentou na cama, ainda com a mesma cara de sono.
- Você tem alguma coisa para me contar? - Eu perguntei e ela negou com a cabeça - Tem certeza? - Ela afirmou - Então não vai mesmo contar?
- Contar o quê? - Ela perguntou com a voz embargada e bebeu a água.
- Sobre sua gravidez - Quando eu disse isso ela deixou o copo cair, a sorte que o material dele era resistente e não quebrou.
- Como... vo...você sabe... sobre isso? - Ela me perguntou com os olhos arregalados.
- Quando você pretendia me contar?
- É complicado - Ela levantou e passou a mão no cabelo.
- Ah claro, é complicado dizer “amiga que sempre me apoiou, tenho uma coisa pra te contar, estou grávida” - Eu dizia mantendo minha voz firme, mas o meu tom de voz baixo, não queria chamar atenção de ninguém.
- Não é tão simples, - Agora ela parecia prestes a chorar.
- Desde quando você sabe? - Eu perguntei e ela desviou o olhar do meu - Desde quando, ? - Eu perguntei de novo e ela não respondeu.
- O que você vai dizer para os seus pais?
- Nada.
- Como nada?
- Por enquanto, nada - Ela parecia aborrecida.
- Eu não acredito nisso ainda - Eu fiquei andando de um lado para o outro agora – Por que não me contou? - Perguntei.
- Estava com medo - Ela virou de costas pra mim, sempre que ela fazia isso era porque ela estava mentindo.
- Mentira. Por que, ?
Ela demorou um pouco pra responder ,então cheguei perto dela, segurei em sua mão e tentei de novo.
- Por que, amiga?
- Porque inventei isso hoje - Ela disse quase como um sussurro.
- Como assim, inventou isso hoje? - Eu perguntei confusa.
- Eu não to grávida ainda - Ela disse e eu dei um pulo para trás com susto.
- Como assim, “Eu não estou grávida AINDA”? - Eu perguntei, chocada.
- Calma, - Ela disse sinalizando para que eu abaixasse meu tom de voz.
- Como assim, ? Me explica - Eu dizia bem nervosa - Eu escutei você falando para o que você tinha certeza, que pelas suas contas estava grávida de cinco semanas, agora você vem com esse papinho de “eu não to grávida ainda”? - Eu frisei bem a última palavra.
- Eu estava desesperada... - Ela travou com as palavras.
- Então... - Eu induzi que ela falasse.
- Então eu pensei que se eu dissesse que estava grávida, as coisas se acertariam e ele voltaria a me dar atenção - Agora minha amiga chorava, mas não era para menos, aquilo que ela estava me contando era a maior loucura que eu já há via escutado na vida.
- E por que você disse AINDA?- Eu a questionei.
- Por que eu vou tentar de todas as formas engravidar - Ela disse decidida.
- Você tá maluca? - A cada palavra que saia da boca de , eu tinha mais certeza de que ela havia pirado.
- Eu não tinha outra opção - Ela parecia desesperada.
- Claro que sim, pelo amor de Deus, , isso é muito sério.
- Eu sei, mas eu não tinha mais o que fazer para reverter a situação, a Natalie ia roubá-lo de mim.
- Lá vem você com esse papo de novo, não a culpe pelo erro que cometeu - Eu rachei com ela, já estava de saco cheio desse ciúme e dessa paranóia dela.
- Eu não a estou culpando, eu já sabia que a Nicky pesaria na decisão do , e eu só teria alguma chance se me igualasse à ela, se eu desse um filho pra ele.
- Isso tudo por inveja da Natalie? – Perguntei, incrédula.
- Não - Ela elevou um pouco a voz, mas se recompôs e voltou ao seu tom normal - Eu estava com medo de perdê-lo e sei que não perderia se não fizesse nada - Ela parecia derrotada.
- E se você não engravidar? - Perguntei depois de alguns minutos que ficamos nos olhando.
- Não diga isso - Ela arregalou os olhos - Bate na madeira - Ela bateu na cabeceira da cama três vezes.
- Okay, e se você demorar para engravidar? - Voltei a perguntar.
- Eu vou dar um jeito.
- Não concordo com isso, você tem que contar, antes que as coisas fiquem irreversíveis.
- Eu vou conseguir, eu sei disso. Por favor, não conta pra ele - Ela implorou.
- Não posso te prometer isso.
- Eu juro que vou tentar, e se as coisas demorarem a acontecer ,eu conto - Ela disse desesperadamente.
- Você tem algumas semanas, além do mais, se você demorar muito, ele vai estranhar que você não esteja desenvolvendo a barriga.
- Eu sei, quero tentar hoje mesmo - Ela corou ao dizer isso, e por mais que eu ainda estivesse bem irritada com ela, não pode deixar de sorrir.
Ela veio em minha direção secando os resquícios de lágrimas do rosto e me abraçou.
- Me desculpa.
- Não é pra mim que você deve se desculpar.
- Tô com medo, medo de perder o , de decepcionar você, medo que tudo dê errado.
- Faça o que achar que é melhor - Quando eu disse isso, alguém bateu na porta.
- Quem é? - Perguntei.
- ? - perguntou.
- Sim, sou eu.
- , viu a por aí? - Ele perguntou e minha amiga gelou.
- Não conta para ele, por favor.
- Deveria, mas não vou - Sussurrei de volta – Entra, , ela está aqui.Ele entrou no quarto e vi sua expressão mudar de preocupação para alívio.
- Pensei que tivesse ido embora - Ele disse, estendendo a mão para que ela se segurasse - Amor, tava chorando? - Ele perguntou ao analisar a namorada mais de perto.
- Não foi nada, eu e a estávamos escutando uma música e bateu nostalgia - Ela disse, o abraçando de lado. Ele pareceu se convencer com a resposta, o pobre devia estar achando que era sintoma de gravidez.
- O chegou - disse como se eu tivesse perguntado - Ele perguntou por você - Ele sorriu sapeca e eu não pude deixar de sorrir junto.
- Vou descer, me bateu um a fome - Eu disse, seguindo o casal para fora do quarto. e se enfiaram no quarto de novo enquanto eu descia, acho que minha amiga ia seguir à risca o plano de fabricação de um bebê.
- Oi, little - Eu cheguei na cozinha e me deparei com um engravatado, sexy, incrivelmente sexy.
- Oi, pequena - Ele disse desanimado.
- O que houve? - Perguntei enquanto mexia na geladeira, procurando algo comestível.
- Problemas com uma banda, mas deixa pra lá - Ele deu de ombros.
Desisti da geladeira e fui à direção do armário, encontrei um pacote de macarrão instantâneo. Perfeito!
- Pode desabafar comigo, se quiser - Eu disse, acendendo o fogão e colocando uma panela com água. Macarrão instantâneo de microondas não é tão bom.
- Você não deveria ter ido pra escola hoje? - Ele perguntou, mudando totalmente de assunto.
- E quem disse que eu não fui? - Perguntei.
- Eu sei que não - Ele levantou e veio na minha direção.
- Como você sabe? – Perguntei, o desafiando.
- Eu fui te buscar e sua amiga disse que você não estava - Estranhei ele usar a palavra ‘amiga’, e não o nome das meninas.
- Que amiga? - Resolvi perguntar.
- A Lisa - Eu arregalei os olhos.
- Ela nem de longe é minha amiga, e eu espero que você fique longe dela - Eu disse.- Tudo bem.
- O que te levou a querer me buscar? – Perguntei, suavizando a voz novamente.
- Fiquei com vontade de te ver - Ele foi se aproximando, e eu recuando.
- Ah, é? Por quê? - O desafiei novamente.
- Queria te dar um abraço - Ele chegou bem perto de mim, e quando percebi, estava encostada no fogão. aproveitou e me encurralou.
- Por que não gosta da tal da Lisa? - Ele perguntou com a boa encostada no meu ouvido.
- Porque ela me odeia e quer tudo o que é meu - Disse com a voz firme.
- Por isso não me quer perto dela? - Ele sussurrou e beijou a minha orelha.
- Ela quer o que é meu.
- E quem disse que eu não sou? - Ele perguntou.
- E quem disse que é? - Eu rebati. Ele não me respondeu, começou a mordiscar o meu pescoço, subindo seus beijos pelo meu rosto, chegando a minha boca, mas eu virei o rosto. Ele entendeu o recado e voltou sua atenção para o meu pescoço, ele me deu uma mordidinha tão leve e tão gostosa que eu acabei gemendo, mas me repudiando depois por ter feito isso. Senti que já estava todo animadinho e percebi que as coisas estavam esquentando, literalmente falando.
- Ta calor, né? - Eu perguntei, queria saber se era só comigo isso.
- Muito - Ele disse.
Ele me deu um beijo no canto da boca e eu senti as coisas ficarem ainda mais quentes.
- Ta pegando fogo - Escutei dizer.
- Aham - Concordei.
- Não, tá pegando fogo mesmo - Quando olhei para trás, vi que tinha um pano de prato incendiado em cima do fogão, senti uma ardência e percebi que a ponta da minha blusa estava em chamas, sem pensar duas vezes arranquei a peça e joguei dentro da pia, pegou uma garrafa de água e apagou o fogo do pano de prato.
Nos olhamos incrédulos e eu caí na gargalhada, me olhou estranho, mas logo seguiu o meu riso. Só podia ser brincadeira.

Capitulo 15 “I need your help”

Com toda a correria do dia a dia, o tempo estava passando depressa, sem que um determinado grupo de oito pessoas reparasse.
Os meninos estavam atolados em trabalho e as meninas com os estudos.
procurava constantemente conselhos de , mas não conseguia acertar os ponteiros do seu relacionamento com . e estavam um grude só, por mais que a garota andasse um tanto quanto misteriosa. estava fazendo milhares de planos em cima da suposta gravidez de , o que a deixava mais apreensiva, na tentativa de engravidar. Ela ainda teria algumas semanas de prazo, mas estava ficando difícil esconder de que ela não ia a nenhuma consulta médica, e sabia que se depois de algumas semanas fizesse o teste e desse negativo a faria contar a verdade. Por falar nesta, tinha emagrecido bastante nas ultimas semanas, mas já tinha perdido as esperanças de que a professora Livia fosse lhe devolver o papel na peça. Com relação a , ela não podia estar mais satisfeita, ele estava fazendo de tudo para conquistá-la.
Ele a buscava na escola sempre que podia e chegou a conversar com a professora de teatro para tentar convencê-la a devolver o papel de , ele havia percebido que a garota andava abatida e estava magra demais, o que demonstrava o sacrifício que estava fazendo para voltar a ser Christine. Ele conversou com Livia, mas foi em vão, a mulher alegava já ter acentuado Lisa no papel. Esta, por sua vez, tentava de todos os modos chamar a atenção de .
- Eu e a sempre disputamos tudo, mas eu sempre levei a melhor. - Ela falava com , enquanto ele esperava mais uma vez sair da escola. Ela estava no ginásio fazendo seus famosos exercícios, hoje, particularmente, devia estar pegando pesado, devido a sua demora.
- Ela sempre quer tudo o que eu quero! - Lisa se fazia de santa.
- Engraçado, porque eu achava que era justamente o contrário. - finalmente respondeu à garota.
- O que? Aquela coisa já andou inventando coisas ao meu respeito? - Ela perguntou de frente para , que estava encostada em seu carro com os braços cruzados e com óculos no rosto, de uma maneira despreocupada e sexy.
- Eu não preciso inventar nada, sua atitude promíscua fala por si só. - deu um sorrisinho ao ver Lisa olhar para trás e dar de cara com .
- É impressionante como você emana inveja, garota.
- Inveja do quê? Da sua falta de vergonha na cara? - parecia agora verdadeiramente irritada.
- Não, inveja das coisas que você quer, mas só eu consigo. - Lisa disse, apoiando-se no ombro de . o olhou assustada por ele não ter se esquivado. - Você tem que aprender, , as coisas só serão suas quando eu não as quiser também.
- Vamos embora, . - disse por não conseguir responder a rival.
- E se ele não quiser ir com você? Você fala como se ele fosse sua propriedade. - estava super chateada por não ter se pronunciado até o momento.
- Se ele quiser... - começou a falar, mas foi interrompida.
- Ah, pode ter certeza que ele quer, caso contrário já estaria com você.
- Na verdade, Lisa - tirou delicadamente o braço dela de seu ombro -, eu vou com a ! - Lisa o olhou com a sobrancelha arqueada.
- , ela te trata como se você dela, como se...
- Mas eu sou... - disse e as duas garotas o olharam surpresas - Eu sou dela, e se você nos der licença, nós temos muito que fazer. - ele segurou a mão de , que ainda estava estática com o que acabara de ouvir, e ambos entraram no carro, dando partida e deixando uma Lisa abismada para trás.
- Tá tudo bem? - perguntou quando encostou o carro em frente a sua casa. A garota olhava para frente ainda sem falar nada. - O que eu disse foi errado? - Ele perguntou curioso.
- Não, foi mentira. - ela finalmente o olhou e seu olhar era, ao mesmo tempo, triste e inconformado.
- Como assim?
- Você não é meu, o que falou foi mentira e eu não gosto quando você mente, falando as coisas só para me impressionar. Isso é manipulação e não é legal. Então se você acha que ganhou pontos no seu “jogo”, como você mesmo chama isso, eu lhe informo: Você falhou! - Dito isso, ela saiu e bateu a porta do carro, mas antes que chegasse à porta de casa, Henry a chamou e os observou ainda de dentro do carro.
- Temos um lugar para ir hoje. - Ele disse a ela. - Deixa eu adivinhar... Festinha? - Ela perguntou, já com os olhos brilhando. Eles sempre saíam as sextas, eram festas, pubs, boates, tudo...
- É, mas dessa vez é diferente... - Ele disse, deixando um suspense no ar – A festa é da agência que eu trabalho, terá fotógrafos e toda a estrutura para fazermos ensaios durante a festa, se quisermos.
- Henry, isso é demais! - Ela literalmente pulou nos braços dele.
olhava do carro e não gostou nem um pouco da reação tão empolgada que teve ao escutar seja lá o que aquele homem tinha dito a ela.
- É claro que eu não perco essa por nada. Mas como devo me vestir? - Ela perguntou indecisa.
- Com algo fácil de tirar. - arregalou os olhos ao escutar aquilo – Calma, linda, é que nesse tipo de festa as grifes sempre disponibilizam várias roupas para os possíveis ensaios, porque às vezes sai umas coisas muito legais que dá para aproveitar.
- Que luxo! - o abraçou novamente.
- Esteja pronta às oito.- Ele lhe deu um selinho, entrou em seu porshe e saiu.
saiu de seu carro, quase quebrando a porta do mesmo, e correu para alcançar a garota antes que ela se enfiasse no quarto.
- Eu sabia que tinha alguma coisa entre vocês dois. - Ele disse, fazendo a garota parar no meio da escada.
- Entre quem? - Ela estava animada com o convite de Henry, porém não tinha esquecido o que aconteceu com e seu tom de voz demonstrou isso.
- Entre você e meu querido vizinho. Se tá rolando alguma coisa, por que ainda quer que eu corra atrás de você feito um idiota? - Ele estava irritado.
- Eu não faço você correr atrás de mim feito um idiota, mas se você se sente assim, pode parando agora. Quanto ao Henry, ele é meu amigo e só.
- Nossa, se ele é só seu amigo, eu quero pelo menos ser um amigo com benefícios. - Ele disse com a voz carregada de sarcasmo.
- Eu não acredito nisso! Obrigada por me chamar de vadia, . - Ela disse com a voz embargada e subiu as escadas com ao seu encalço.
- Eu não disse isso, . - Ele gritou.
- Não, a culpa é minha, eu queria espontaneidade... Obrigada por me dizer o que pensa de mim, bem espontâneo da sua parte. - Ela entrou no quarto de e bateu a porta.
- Você está colocando palavras na minha boca, está distorcendo o que eu disse e, pior, o que não disse! - continuou a gritar e saiu do banheiro enrolado na toalha, pra saber do que se tratava toda aquela gritaria.
- O que está acontecendo? - Ele perguntou.
- está dando ataque comigo.
- Xi, primeira briga de casal! - disse e deu três tapinhas no ombro do amigo, que bufou e trancou-se em seu quarto, enquanto o outro batia na porta para falar com a amiga.
- A vadia aqui não pode atender. - gritou irritada e riu.
- Poxa, eu pensei que tivesse preferência. - Ele gritou em resposta e a garota abriu a porta ao reconhecer a voz dele.
- Ele é um idiota! - abraçou , que entrou no quarto para consolá-la.
Mas não era apenas que estava tendo problemas.

****


- Eu não gosto de te ver perto desse garoto. - disse enquanto estacionava o carro em frente a casa da namorada.
- Ele só estava me cumprimentando. - se defendeu.
- Não era o que parecia, eu acho que ele estava te cantando, isso sim.
- , você tem que confiar em mim. - segurou o rosto do namorado e lhe deu um selinho demorado.
- Eu confio, mas sei como esses garotos são, na primeira oportunidade ele te leva para cama. - disse emburrado.
- ! - deu um tapinha nele - Você sabe por que era assim, né? Na primeira oportunidade me levou para cama. - Ela disse sorrindo.
- Foi, e não me envergonho disso, a diferença é que eu não queria só te levar pra cama, estamos aqui, eu sou seu namorado, você é minha namorada, tudo direitinho. - Ele disse.
- Você não tem vergonha de admitir isso, não é?
- Claro que não, eu sinto ciúmes mesmo. - Ele disse.
ficou olhando para o namorado emburrado, ele tinha ficado tão fofo demonstrando sentir ciúmes de Clark. Ela colocou a mão na coxa dele e se inclinou para beijá-lo.
- Os seus pais podem estar em casa. - Ela segurou a nuca dele, fazendo com que ele lhe olhasse. Quando seus olhares se encontraram ele não resistiu e colou a boca na dela. Não era um beijo calmo, mas também não era um beijo tipo preliminar, era um beijo que dizia que um pertencia ao outro, independente de qualquer coisa.

****


e estavam deitados no sofá, eles chegaram logo após a briga de e . Tentaram conversar com os dois, mas tinha dormido depois do carinho que recebeu de e estava deitado na cama com o Ipod ligado tocando Rock no último volume, era o que o fazia relaxar.
- Eu estou ansioso! - disse de repente, tirando a concentração de do seriado que passava.
- Com o quê? - Ela perguntou carinhosa.
- Com o bebê. - congelou com a frase do namorado - Eu quero saber o sexo dele, queria um menino agora, o que não quer dizer que eu não vá gostar se for menina, o que importa é que ele é nosso. - Ele disse, colocando a mão na barriga dela. Os olhos da menina lacrimejaram e achou aquilo fofo.
Depois de alguns minutos em silêncio, onde se martirizava, resolveu se pronunciar... - Eu estou pensando em me mudar.
- O que? Como assim “mudar”? Pra onde? Por quê? - quase entrou em desespero.
- Calma, amor! - Ele acariciou o rosto dela. - Estive pensando, por mais que eu venha acompanhando de perto o crescimento da Nicky, não é como se vivêssemos na mesma casa, eu perco os pequenos detalhes diários, coisas pequenas, mas que são muito importantes e eu gostaria que não fosse assim; não quero que meu outro filho cresça assim. - A frase doeu no coração de . - Eu não quero perder nenhum segundo, nada, absolutamente nada.
- Eu não entendi aonde você quer chegar.
- Assim que contarmos para os seus pais, eu quero que você venha morar comigo. - arregalou os olhos - Por isso eu quero me mudar, vou ter uma família e quero um espaço nosso... Meu, seu, do nosso bebê e da Nicky... - Ele mais uma vez passou a mão pela barriga dela, que não conseguiu mais segurar as lágrimas.
- Calma amor, você não precisa responder agora, mas eu quero que seja uma casa por aqui mesmo, para ficarmos perto do pessoal e da sua família. - A garota concordou com a cabeça e sorriu, a abraçando. Agora, mais do que nunca, sabia que precisava fazer alguma coisa, ela precisava engravidar, ou então perderia , não para Natalie, mas porque ele nunca a perdoaria por essa mentira.

****


- Aonde você vai?- perguntou quando viu se arrumando.
- Sair com o Henry.
- Vocês tão se pegando?
- Não... - respondeu fria, ao se lembrar do episódio com .
- Tô sabendo o que rolou entre você e o hoje. - disse.
- Eu não quero falar sobre isso! - continuou se arrumando sem dar muita atenção para .
- Aonde vocês vão?
- Quem? Eu e o ?
- Não, idiota, você e o tal do Henry...
- Em uma festa da agência dele. - Ela disse rindo.
- Você me promete que não vai fazer nenhuma besteira?
- Prometo! - respondeu sem hesitar.
- Seus pais me matariam. A propósito, no começo da semana eles estão aqui, né?
- Tá querendo se ver livre de mim, é? - perguntou, com as mãos na cintura.
- Não, por mim você podia se mudar de vez pra cá.
- Não fala isso, amor, senão daqui a pouco ela vem mesmo e te expulsa do próprio quarto. - disse entrando no quarto, sendo seguida por e .
- Você está linda, amiga! - disse olhando para , que trajava um vestidinho preto nada básico, um scarpin também preto e por cima um sobretudo xadrez. Seu cabelo estava preso em uma trança de lado, mas sua franja estava livre e também posta de lado.
- Eu não sei que maquiagem faço. - Ela disse, olhando seus estojos de maquiagens.
- Deixa que eu faço. - disse e foi toda saltitante em direção à amiga.
- Eu vou descer enquanto vocês fazem essas coisas aí. - disse e deu um beijo em antes de sair.
- Amiga, pode falar a verdade, você anda dando uns catas nesse Henry, não é? - perguntou enquanto remexia na bolsa de .
- Eu já disse que ele é gay. - disse, enquanto terminava de maquiar seus olhos.
- O que eu acho um desperdício, vamos combinar que ele é um gato... - disse em um tom de voz mais baixo.
- É verdade, mas eu ainda acho que a tá dando uns amassos nele. - disse.
- , por que não tem uma camisinha na sua bolsa? - perguntou depois de ver colocar todas as coisas de volta na bolsa da amiga.
- Por que eu andaria com uma na bolsa?
- Emergências acontecem, né, amiga? - respondeu e pegou uma na gaveta do namorado e colocou na bolsa.
- Gente, qual é a cisma de vocês com sexo agora? - perguntou.
- Sei lá, precaução. Não queremos ser tias agora. - disse e olhou de rabo de olho para , que não esboçou nenhuma reação.
escutou o som de Time Is Running Out do Muse e sabia que era Henry avisando que era hora de irem.
As meninas desceram e agradeceu por não encontrar por ali. - Honey, você está linda! - Henry lhe deu um selinho.
Quando chegaram no local da festa, ficou maravilhada com todo o glamour e luxo que encontrou. Henry a apresentou para seus amigos e amigas e todos a encheram de elogios.
- Tá a fim de tirar foto? - Henry perguntou a ela.
- Claro! - Eles já tinham dançado, bebido, dançado mais um pouco e agora caminhavam para outro ambiente, onde um estúdio tinha sido montado. Quando viu as aras de roupas, quase deu pulinhos de alegria. Estavam ali disponíveis vestidos, saias, calças, sobretudos, biquínis, scarpins, botas, etc... Ou seja, tudo o que os amantes da moda poderiam querer, e tudo era do mais alto padrão. A garota poderia escolher entre D&G, Channel, Clavin Klein, Victoria’s Secret, Versace, Gucci, Prada, Valentino, Carolina Herrera e outras marcas mundialmente famosas. parecia uma criança em uma loja de brinquedos (n/a: Ou o Thomas Fletcher na Disney, como preferir).
- Wow, eu não vou tirar foto sozinha, pode vir pra cá! - tinha colocado um casaquinho xadrez CH, uma blusa preta D&G, um short Jeans da Diesel, um scarpin e meia calça da Channel.
- Espera, o Reinald vai fazer umas fotos suas enquanto eu me troco, ok? - Henry disse enquanto escolhia o seu figurino.
A música que tocava ao fundo era inspiradora e por mais que no começo estivesse constrangida, aos poucos ela foi se soltando e quando Henry finalmente apareceu, a garota fazia poses dignas de modelos profissionais.
- Como ela é linda, não é? - Henry comentou com o fotógrafo que estava encantado com a espontaneidade da garota.
- Ela poderia ser modelo fotográfica, apesar de ser baixinha, é tão magrinha... - O fotógrafo comentou e a garota ficou vermelha.
- Ela é muito empenhada, sabe? Emagreceu muito para fazer a protagonista de “o fantasma da Ópera”.
- Ela é atriz? - Reinald perguntou.
- Dá para vocês pararem de falar de mim como se eu não estivesse aqui? - perguntou e eles sorriram, logo voltando sua atenção para o ensaio, que pode-se dizer: foi bem produtivo.
- Isso foi demais! - A garota comentou quando eles já estavam de volta ao bar.
- Você arrasou, honey, vou montar um book com essas fotos.
Um rapaz alto e muito bonito chamou Henry e ele deixou a amiga durante um tempo, logo depois voltou com um sorriso no rosto.
- Amor, você se importaria se eu não voltasse para casa com você? - Ele perguntou e riu.
- Claro que não! - Ela riu maliciosa. - Pode aproveitar a sua noite, eu pego um táxi.
- Eu pensei em algo melhor. - Ele levantou as chaves do porshe.
- Você... Não... Tá falando sério? - perguntou surpresa e Henry confirmou.
- É justo que você volte como veio. - Ela pulou e pegou a chave. - Tome conta do meu bebê. Nos vemos amanhã. - ele lhe deu um selinho e saiu.
permaneceu mais algum tempo no bar, mas sem beber nada, já que agora ela estaria no comando do carro. Ela sabia dirigir já há algum tempo, mas não tinha carteira por que ainda não tinha idade, ainda esperaria uns meses para isso.
Ela decidiu que era hora de ir embora, já que se passava das quatro da manhã. Despediu-se de algumas pessoas e foi em direção ao estacionamento. Admirou os muitos carros que tinham ali, eram automóveis magníficos, mas seu verdadeiro encanto estava ali em sua frente: O Porshe prata de Henry. A garota entrou no carro e viu que algumas pessoas que estavam paradas no local a olharam admirados, o que a fez se sentir absurdamente bem.
Sentar no banco do motorista dava a ela outra perspectiva daquela obra de arte. Ela abriu o porta luvas a procura de algum cd e depois de ter zapeado por todas as estações de rádios e não encontrar nada de seu agrado, ela encontrou vários pen-drives e plugou um deles. Uma música sexy começou a tocar, ela deixou em um volume agradável, tirou o sapato para poder ter estabilidade nos pés e finalmente deu partida no carro e pegou a estrada em direção à sua casa.

POV’s on

Eu ainda estava muito chateado com toda a situação de mais cedo. só sabia criticar as coisas que eu falava... Qualquer garota normal ficaria feliz ao escutar um homem dizer que é dela, pelo menos era o que eu achava, por isso disse aquilo, mas não, não poderia ficar satisfeita, não é mesmo? Ela me acusou de estar a manipulando, mas quem me manipulava era ela. Se hoje estou feito um idiota atrás dela, jogando meus princípios para o alto, foi porque ela me manipulou e eu fico pensando em como estaria, caso tivesse resistido aos encantos de . Por um momento Brianna me veio à cabeça, mas rapidamente eu afugentei meus pensamentos.
Levantei e fui tomar banho, era o melhor que eu poderia fazer em um sábado à noite. A casa estava silenciosa, apesar de e estarem trancados no quarto o dia inteiro. e foram com suas namoradas para o show de uma das bandas que já produzimos, eu não quis ir, não queria segurar vela e não estava com ânimo para procurar por companhia, já que quem eu queria que me acompanhasse estava nesse exato momento em uma festa com o “só” amigo dela. Eu não queria nem imaginar o que eles estavam fazendo, mas já imaginava mesmo assim, eles dois, em um cantinho de uma boate se pegando, ela sentada em seu colo, sussurrando coisas em seu ouvido, enquanto ele passava a mão no corpo dela. Ok, confesso que estava viajando e tinha que para de pensar nela, afinal de contas eu ainda estava zangado. Entrei no banho e deixei que a água bem quente me acalmasse, saí meia hora depois, coloquei uma boxer qualquer e deitei na minha cama. Esse banho tinha acabado por me deixar com sono. Fechei meus olhos e deixei minha mente descansar e vagar por onde quisesse, comecei a sonhar que estava em um parque em cima de um palco com os caras e nós estávamos tocando, os meus olhos estavam pregados em uma certa garota que estava com um vestido branco com flores lilás na barra e com o cabelo solto, que estava um pouco mais claro devido à luz do sol, eu sabia que estava tocando aquela música para ela.

“It’s all about you, it’s all about baby…”

Escutei um som um pouco mais alto e despertei do meu sonho, olhei para os lados e vi que meu celular estava tocando, o peguei no bolso da minha calça, que estava na cadeira no canto do quarto e quando olhei no visor, bufei, zangado. só podia estar me provocando.
- O que é? - Perguntei rude e escutei sua voz chorosa do outro lado.
- você pode vir me buscar? - Ela falou bem baixinho.
- Onde você está? - Ainda estava chateado, mas arregalei os olhos em preocupação com sua resposta.
- Na delegacia.

Capítulo 16 “My Hero - Paramore”
POV’s on.

Eu dirigia calmamente e curtindo a sensação de estar no comando de um carro como aquele. Abaixei a capota, por mais que o vento frio quase congelasse a minha face, era uma delícia sentir o meu cabelo voando, eu me senti livre naquele conversível.
Por ser tão tarde, a rua estava sem trânsito, passava um carro aqui e outro ali, mas as casas de festa, pubs e boates ainda estavam lotadas. Quando cheguei em uma rua que devia ser deserta, encontrei um carro de polícia e dois outros carros que pareciam ter se envolvido em um acidente.
- Shit! - Eu pensei. Cara, eu não tinha como sair já que uma fila de carros havia se formado. Os policiais estavam ali falando com todos os motoristas da fila, rapidamente eu fechei a capota, talvez eles achassem que eu fosse uma daquelas patricinhas mimadas e me deixassem passar sem muitas perguntas.
O carro na minha frente deu uma leve andada, e pela primeira vez na noite eu quis que o carro de Henry fosse menos chamativo, porque os olhos do policial não saiam da direção do carro. Ele conferiu os documentos do motorista da frente e logo em seguida tive que andar com o carro. Eu tive uma vontade incontrolável de dar partida no carro, pisar fundo no acelerador e deixar os policiais para trás, mas como eu não queria piorar a situação, apenas sorri o mais simpática possível pro policial.
- Boa noite, senhorita - Ele me cumprimentou.
- Boa noite, policial - Eu estava com as mãos grudadas no volante e com um sorriso congelado no rosto.
- Sua carteira de motorista, por favor - Ele pediu e eu sabia que essa era a hora que ferrava total.
- Infelizmente ela não está aqui - Eu tentei manter a voz o mais firme possível, mas infelizmente, não funcionou, porque ele me olhou desconfiado.
- Então eu preciso da sua identidade.
- Sabe o que é? Eu deixei a minha carteira na festa e todos os meus documentos estão lá - Eu disse meio afobada.
- Você é menor, não é?
- Não, claro que não.
- Quantos? 17?
- É - Eu disse derrotada, ele não me deixaria sair, eu sabia, então não tinha o porquê ficar mentindo.
- De quem é esse carro?
- Do meu amigo - Eu disse.
- Seu namorado sabe que você está com o carro dele? - Ele perguntou e eu o olhei irritada.
- Meu AMIGO, deixou as chaves comigo e eu peguei o carro para voltar para casa - Eu respondi bem seca.
- E onde é que ele está?
- Ele foi pra casa de um amigo.
- E onde o amigo do seu amigo mora? - Pronto. Esse policial barrigudo, filho da mãe, tinha conseguido me deixar verdadeiramente irritada.
- Olha aqui, senhor policial, eu vou ser presa? Porque se eu for eu gostaria de ir logo, pois eu não preciso ficar respondendo a nenhum interrogatório.
- Olha aqui, menina - Ele pareceu ter ficado irritado com o que eu disse para ele - Você não tem noção da gravidade do seu ato, não é mesmo?
- Então eu vou ser presa?
- Você vai ter que me acompanhar até a delegacia e um responsável terá que ir te buscar.
-Tá bom - Eu disse, fingindo-me de tranquila.
O policial se afastou do carro e foi até seu companheiro, eles conversaram sobre algo e o barrigudo voltou até o carro, ele fez sinal para que eu fosse para o banco do carona e eu fui, ele sentou na direção do carro, parecia um retardado com um sorriso enorme no rosto por estar dirigindo o carro.
- O seu amigo faz o quê da vida para ter esse carro? - Ele me perguntou.
- Ele é traficante - Eu disse, olhando pra janela do carro, mas pela visão periférica notei que ele me olhou com olhos arregalados, eu não aguentei e caí na gargalhada.
- Há Há, você tem um ótimo senso de humor, quero ver se vai se manter assim quando seus pais receberem sua ligação na delegacia - Ele disse rindo sadicamente. Okay, eu estava ferrada, o certo seria eu ligar para Henry, mas ele com certeza estava ocupado demais para me atender.
Chegamos à delegacia e eu tive que dar todos os meus dados para uma policial que se encontrava em uma bancada, uma recepção ou sei lá o que era aquilo.
- Ligue para seu responsável - A policial me disse. Se Henry não me atenderia, eu poderia ligar para , mas ele me mataria e isso me deixou nervosa.
“Você me promete que não vai fazer nenhuma besteira?”- A voz de bateu na minha consciência. A última coisa que eu poderia fazer era decepcioná-lo, poderia ligar para ou para . Droga! A quem eu estava querendo enganar? Só uma pessoa podia me tirar dessa.
Peguei meu celular e disquei os números que já havia decorado, esperei chamar algumas vezes, provavelmente ele estava dormindo, ou em alguma festa, ou com alguma mulher, arggh, ou então ele apenas não quisesse me atender. Pensei em desistir quando ouvi sua voz fria do outro lado da linha.
- O que é? - Eu sabia que ele estava com raiva, eu também estava, mas na minha atual situação, era o único a quem eu poderia recorrer.
- , você pode vir me buscar?- Eu estava com medo de que minha voz saísse chorosa demais, e mesmo tentando evitar, ela saiu.
- Onde você está? - Ele perguntou ainda seco, mas seu tom parecia carregar uma pontinha de preocupação.
- Na delegacia.
- O quê? - Ele perguntou como se estivesse escutado errado.
- Por favor, não conta pro - Eu pedi, nesse mesmo minuto dois policiais chegaram segurando um rapaz alto e forte que tentava escapar das mãos deles, o rapaz gritava à plenos pulmões, fazendo ameaças não só àqueles que lhe seguravam, mas à todos que estavam ali, e eu estremeci.
- O que você fez, ? - parecia estar se movendo, o que me gerou certo alívio.
- Eu estava dirigindo e dois carros bateram e os policiais me pararam e outro pegou meu carro, o carro do Henry, e ele ia ligar para os meus pais porque o Henry não estava aqui, aí eu não quis desapontar o e liguei pra você.
Eu sabia que nada do que eu tinha falado tinha feito sentido, mas eu estava nervosa e não me importava se as coisas não fizessem sentido, eu só queria que viesse me buscar. Logo.
- Batida de carro? Ai meu Deus! Você tá bem?- Agora ele realmente parecia preocupado, eu escutei o barulho do motor do seu carro e respirei aliviada.
- Tô sim - Eu suspirei - , vem rápido, por favor - Eu olhei o espaço à minha volta e tive certeza de que desejaria estar em casa.
- Tô chegando, pequena - Escutei um clique e depois a linha ficou muda.
Eu sentei em um banco um pouco mais afastado do pessoal que estava ali, uma mulher com uma roupa extravagante, curta e justa mascava um chiclete sem cor fazendo um barulho horroroso, aquilo estava me deixando irritada.
- A princesinha tá fazendo o quê aqui? - A mulher disse, dirigindo-se a mim.
- Esperando meu amigo - Eu disse, era melhor não contrariá-la, eu sei lá do que esse povo é capaz.
- Hum... Sei, um amigo - Ela riu maliciosa - Você foi pega dando uma cheirada?
- Aaah... Não, não mesmo - Eu disse. Cheirada era usar droga, né?
- Ela tava dirigindo um possante irado - Um homem meio sujo que estava ao lado dela falou.
- Ela não parece chapada - A mulher comentou enquanto me analisava.
- Menor - O homem respondeu, e eu me senti incomodada. Primeiro, porque aquele homem parecia saber mais do que deveria, e, segundo, porque eles estavam falando de mim como se eu não estivesse ali.
- Deve ser uma dessas patricinhas mimadas.
- Com certeza, ela estava em um carrão, se você visse... - O homem comentou, e eu me perguntei como ele sabia disso. Eles engataram em uma conversa cheia de suposições e sentaram mais perto de mim, o que me deixou apreensiva, eles sentaram cada um de um lado meu.
- Parece uma bonequinha - A mulher segurou uma mecha do meu cabelo e eu mexi a cabeça, desconfortável com a situação.
- Aposto que ela carrega um exército que faz tudo por ela - O homem disse e cheirou o meu pescoço. Eu me preparei para levantar, mas a mulher segurou em meu braço com força e eu a olhei assustada.
- Onde você vai com tanta pressa ,queridinha?
- Pra casa - Escutei aquela voz rouca e forte que eu conhecia tão bem e não posso descrever o alívio que eu senti naquele momento.
- Nossa, princesa! Seu amigo é um gato - A mulher comentou e eu quis socá-la.
- A senhorita poderia soltá-la, por favor?- perguntou de forma educada, mas seu tom de voz era firma e autoritário.
- Como quiser - Ela me soltou e eu praticamente corri na direção de .
- Obrigado - disse e me abraçou. Ele me guiou na direção da policial que havia pego meus dados, a mulher olhou dos pés à cabeça e aquilo me irritou profundamente. Ela me deu um breve sermão sobre esperar a idade certa para dirigir e blá blá blá, como seu eu já não soubesse. teve que assinar alguns papéis e ficou de buscar o seu carro assim que amanhecesse, o que não faltava muito para acontecer. Pegamos a chave do Porshe e fomos embora. Decidimos que era melhor levar logo o carro de Henry pra casa, porque caso acontecesse alguma coisa com este eu teria que trabalhar a vida inteira pra pagar, e se fosse com o de , seria só meia vida.
- Obrigada por vir - Eu disse assim que ele deu partida no carro.
- Eu juro que me assustei quando você ligou - Ele disse e segurou a minha mão.
- Desculpa se te atrapalhei, mas eu não tinha a quem recorrer, eu não queria que o soubesse - Ele me olhou e deu um sorriso de canto.
Nós seguimos o resto do caminho em silêncio, eu sabia que queria me fazer perguntas mas estava se segurando, eu não queria explicar nada agora, só queria ir pra cama e relaxar.

Capitulo 17 “Nightmares is a lie”
e chegaram em casa e não trocaram nenhuma palavra sequer. Mesmo com a “aventura” passada, o clima da discussão deles ainda estava no ar, deixando um clima esquisito entre eles. A garota ia seguir para o quarto de , mas ficou com medo da amiga estar ali então se direcionou ao quarto de hóspede.
- Está ocupado - Ela escutou dizer.
- O quê? Quem está ai? - Ela perguntou.
- Natalie e Nick. Se você quiser, pode dormir no meu quarto - disse, abrindo a porta. tinha duas opções: Dormia ali ou iria parar no sofá da sala - Se você quiser, eu durmo na sala e...
-Não, claro que não, o quarto é seu.
- Se você não se importar, então... Vem - deu passagem para que passasse e entrasse no quarto, e ela o fez.
Os dois pareciam dois robôs, com movimentos calculados, tudo pelo medo de fazer ou falar algo que piorasse a situação entre eles. emprestou uma de suas camisas para a garota, que a vestiu e deitou em uma ponta da cama. entrou no banheiro e saiu minutos depois, vestindo apenas uma boxer roxa de bolinhas brancas. Ele pensou que a menina estivesse dormindo e se assustou quando escutou a voz da mesma.
- Eu não sabia que a Natalie viria para cá - Ele sentou na cama antes de responder.
- Eu também não, ela chegou um pouco depois que você saiu, ela tem que resolver as coisas das Nicole - disse.
- Alguma coisa errada com a Nicky? - perguntou, visivelmente preocupada, ela se sentou e esperou a resposta de .
- Não, na verdade é coisa boa, a Nicky faz aniversário semana que vem, e como nos mudamos, o e a Natalie resolveram fazer duas festas, uma em Londres e outra aqui.
- Eu acho tão fofo o modo como todos vocês falam da Nicky, quando o me contou que o ia ser pai eu fiquei muito feliz, mas eu não fazia idéia que ele seria um pai tão dedicado assim - , disse recordando-se de como o primo estava animado.
- Quando a Natalie disse que estava grávida, nós ficamos apreensivos, eles tinham acabado de terminar, foi quando ele tinha a traído. Depois do que ele fez, ele disse que não tinha mais coragem de continuar com a Natalie, mas todos nós o apoiamos quando ele decidiu assumir o papel de pai, sabe? O sempre foi o mais responsável de todos nós, o mais compromissado, e, bom, mesmo estando apavorado quando descobriu que seria menina, ele tem se saído bem desde que a Nicky nasceu - disse, todo orgulhoso do amigo.
- Acho que esse jeito fofo do que encantou a - Ela disse, lembrando-se das milhares de vezes que elogiava o namorado - Caras fofos sempre foram a queda dela.
- Eles se gostam mesmo - disse - E qual é a sua queda? - perguntou de repente, fazendo com que desviasse o seu olhar para o teto e direcionasse a ele.
- Os caras difíceis, complicados, bipolares, do tipo que são desafios pra mim - Ela disse, sem desviar os olhos do dele.
- Caras assim como... Eu? - ele perguntou com um leve sorriso.
- Tá se achando né, litte ? - Ela desviou o olhar.
- É mentira? Então o que seria todo esse jogo que fazemos?
- Lá vem você com toda essa história de jogo de novo - bufou estressada.
- Eu não quero brigar de novo por coisas estúpidas.
- Estúpido. Então tudo o que me envolve é estúpido, não é?
- Dá parar com isso? - perguntou, exaltando-se - Você está arrumando motivos para brigarmos, que saco.
- Desculpa, eu estou nervosa, só isso, não deveria descontar tudo em você - Ela suspirou frustrada - Mesmo você tendo sua parcela de culpa no meu estresse - Ela disse mais baixo e fechou os olhos.
- Eu tenho? - Ele perguntou com as sobrancelhas arqueadas.
- Tem - Ela virou de costas para ele e disse baixo - Boa noite, Little .
- Hey, por que eu tenho culpa?
- Boa noite, - Ela disse, ignorando a pergunta.
- Hey , me fala.
- Boa noite, ! - Ela disse nervosa, mas sem abrir os olhos.
- Boa noite, pequena - Ele riu abafado e deitou, virando de costas para ela, e também indo dormir.

*~#*~#*~#*~#*

acordou cedo e se direcionou à rua debaixo. Ela tinha ido pra casa na noite anterior, afinal, não poderia inventar mais nenhuma dormida em casa de amiga, por mais que ela quisesse passar a noite com , não poderia.
Quando chegou em frente à casa, notou que toda a rua ainda estava calma, ou seja, o pessoal ainda estava dormindo enquanto ela parecia estar ligada na tomada de 220W.
Ela abriu a porta e viu que não havia movimentação na casa, ou seja, como em todas as outras casas, os moradores dali também dormiam, a não ser por uma certa visita que encontrou ao pé da escada.
- Natalie? - A garota perguntou surpresa.
-Oi, - Natalie a cumprimentou com a voz embargada de sono.
- O que você está fazendo aqui?- perguntou, tentando, inutilmente, não parecer rude - Desculpe, quer dizer, eu não esperava te ver por aqui.
- Eu vim por causa do aniversário da minha filha, chegamos ontem à noite - Natalie disse e foi para cozinha preparar um chá.
- Hum... Onde está o ?
- No quarto, deve estar dormindo, a Nicole não nos deixar dormir tranquilos essa noite - fingiu não notar o quão íntima aquela frase tinha soado e mordeu a língua para não perguntar se, por acaso, ela e tinha dormido no mesmo quarto.
- O que houve com ela?
- Ela está ficando gripada e fica muito enjoada quando fica assim. Quando a gente vem pra cá ela fica toda mimada, e sabe como o é, né? Ele fica tão preocupado que age como se uma gripe fosse a pior coisa do mundo - Natalie mantinha um leve sorriso no rosto ao dizer tudo aquilo, e não gostou do modo que ela se referia à , era como se ela o conhecesse melhor do que qualquer um. Não era justo que Natalie fosse assim tão íntima.
Natalie terminou de fazer o chá e as duas seguiram escada acima, para total confusão de , Natalie seguiu junto com ela em direção ao quarto de , entrando no mesmo antes dela, como se aquilo fosse normal.
estava sentado, recostado na cabeceira da cama com a filha no colo. Sua ex simplesmente sentou-se ao seu lado e colocou a caneca de chá no criado mudo.
- Acho que a febre abaixou - sussurrou.
- Eu fiz o chá para ela mas não quero acordá-la agora - Natalie disse, passando a mão na cabeça da filha.
Os dois ficaram em silêncio, somente contemplando a inocência da menininha que era um pouco dos dois, era um amor incondicional, um amor capaz de mover tudo, eles fariam tudo por ela, e somente eles sabiam o quanto aquele sentimento era forte.
se sentiu excluída, ignorada e, ao mesmo tempo, sentiu inveja. Mais uma vez ela estava ali invejando a ex do seu namorado, aquele que ela amava. Ela havia dado a o maior tesouro da vida dele, ela teve um filho dele, um filho que também ansiava. Ela queria se sentir como parte permanente na vida do namorado, ela queria sentir desejos e vê-lo correndo obsessivamente por todos os cantos da cidade para conseguir o que ela queria, ela queria que ele a admirasse, que acariciasse sua barriga todas as vezes que se aproximasse dela, queria escutá-lo falar com o bebê ainda em sua barriga, queria escutar ele dizendo o quanto ele a amava por carregar um filho deles.
- - Natalie apontou com a cabeça para , que, sem perceber, estava chorando.
- - Ele chamou e viu a namorada abaixar a cabeça envergonhada e secar as lágrimas.
- Me dá nosso anjinho, agora que ela dormiu. Eu vou tentar descansar e você deveria fazer o mesmo - Natalie abaixou para cuidadosamente pegar Nicky - Ela precisa de atenção - Ela sussurrou para ele e, com a filha nos braços, saiu do quarto.
- Vem cá - estendeu os braços para e ela rapidamente se aninhou em seu colo - O que aconteceu, meu amor?
- Eu te amo muito, muito mesmo, e às vezes eu faço muitas besteiras, mas eu não quero te perder. Nunca. Eu amo você. Eu amo mesmo você - disse de forma desesperada.
- Calma, meu amor - fazia carinho na cabeça dela, tentando acalmá-la - Eu amo você. Eu amo mesmo você - Ele disse, imitando o que ela disse segundos antes, e eles riram - Você não vai me perder.
- Promete? - Ela perguntou depois de dar um selinho nele.
- Prometo - Ele aprofundou o beijo e, bem, desistiu de descansar.

*~#*~#*~#*~#*

acordou com dor de cabeça, resultado da briga da última noite com , tudo havia se tornado motivo para briga. Na noite anterior, ele a tinha visto conversando com um garoto que parecia regular idade com ela, óbvio que ele não gostou de ter saído para ir ao banheiro e encontrar um garoto flertando com sua namorada, mas ele não brigou nem discutiu, apenas pediu para que ela apresentasse o novo amigo. Foi o que bastou para que a garota começasse uma briga, eles foram para casa ainda discutindo e mais uma vez ele havia a deixado em casa brigados. Ele estava começando a achar que não teria jeito, sabia que precisava desabafar com a pessoa que mais o entendia atualmente. .
Ele levantou ao perceber que o sono já há via lhe abandonado, mesmo ainda sendo tão cedo. saiu de seu quarto e encontrou com Bruna saindo silenciosamente do quarto de .
- Noite agitada? - Ele perguntou ao notar uma expressão estranha que ele julgou ser cansaço.
- Pois é - Ela sorriu meio desconfortável - Bom dia, - Bruna desceu as escadas tão rápido que não deu nem chance dele responder, parecia que estava fugindo de algo, ou atrasada para algo, vai saber, né?
Quando ele desceu, encontrou , e Nicole sentados na cozinha. A criança estava sentada no colo da mais velha e babava com a cena. Nicky pulou, literalmente, em quando o viu. Ele riu e a pegou no colo, sentou-se e compartilhou do café da manhã dos amigos.
*~#*~#*~#* acordou com uma batida na porta, ele olhou para o lado, levantou e atendeu a porta ainda sorrindo.
- Feliz, ? - perguntou, encarando o amigo.
- Bom dia pra você também, - respondeu.
- Tá, bom dia. Cara, eu sei que você e a estão meio brigados mas você por um acaso sabe o paradeiro dela? - parecia um pouco preocupado.
- Serve aquela? - abriu a porta do quarto, revelando a imagem da menina dormindo tranquilamente em sua cama.
- Puta merda, um dia essa garota ainda me mata - suspirou aliviado - Mas por que raios ela tá dormindo aqui? - perguntou depois de um tempo.
- Porque eu a convidei.
- Por acaso... Não que seja do meu interesse... Mas você sabe que pra mim ela...
- Eu entendi, , e não, não tá rolando nada, nem rolou, ela só ficou aqui porque a Bruna estava com você e a Natalie tá no outro quarto.
- Ah tá, mas vocês se acertaram?
- Não sei - Ele suspirou pesadamente - Espero que sim.
- Eu também - olhou para a menina, que agora estava virada para eles - Bom, eu vou indo.
fechou a porta e voltou a se deitar na cama, ficou encarando a menina, e seria mentira se ele usasse a frase clichê “Ela fica linda dormindo”, porque não, ela não ficava linda. Não ficava feia, tampouco, ela ficava engraçada, fazia caretas, parecia que não estava tendo sonhos bons. Por um momento, ele pensou no que poderia atormentar o sonho dela, talvez alguma lembrança ruim, talvez o ataque de alguma criatura desses livros sobrenaturais que ela tanto lia ou talvez fosse apenas medo, ou...
- ? - Ele teve seus pensamentos interrompidos pelo sussurro que escapou da boca dela - Não, .
Ele se assustou por escutá-la sussurrando seu nome enquanto dormia, mas não ficou feliz, afinal, pelo tom usado por ela, realmente não estava sendo um sonho bom. Ele ficou imóvel durante longos minutos, mas ela não disse mais nada. Ele então se sentou, pegou seu Ipod, deu play em uma lista aleatória e ficou escutando a gostosa batida da música dos Beatles, ficou absorto em pensamento até ver a menina se mexer na cama, ela agora tinha um tímido sorriso estampado na face que logo foi substituído por uma expressão de... Prazer? Ele viu que ela murmurava algo então tirou os fones de ouvido para tentar entender.
- Henry - Ela soltou como um gemido, que foi seguido por outro logo em seguida.
achou aquilo irritantemente irritante, e se levantou da cama bufando, não acreditando que a garota estava tendo um sonho erótico com seu “só” amigo na cama dele.
saiu do quarto mas não sem antes escutar um “como você é bom nisso” saindo da boca da garota.
Quando a porta foi fechada, a garota esperou mais alguns minutos até se levantar e caiu na gargalhada. Impagável escutar bufando indignado. Ela ficou incontáveis minutos rindo de sua pequena travessura.

Capítulo 18 “Eu me rendo...”
- Só falta ligar para o Buffet para mudar o tema - Natalie disse.
- Eu realmente pensei que ela fosse escolher princesas - disse no meio da conversa.
- Ela tinha escolhido, até assistir Avatar - Natalie lançou um olhar acusador para .
- O quê? Eu não tenho culpa se nossa filha é criativa - disse orgulhosa.
- Eu só quero ver se ela inventar que todos temos que usar uma roupa azul - falou rindo, já imaginando a cena, ele sabia que se Nicole batesse o pé eles usariam até roupa de mulher.
- Seria engraçado se tivéssemos que usar rabos e...
- Não dá idéia, - cortou a amiga quando viu Nicky descendo as escadas junto com .
- Tia! - Nicole pulou no colo de , elas ainda não tinha se encontrado desde que a menina chegara.
- , eu quero conversar com você - sussurrou para a garota, que apenas confirmou. Ela disfarçou por alguns minutos e saiu, pouco tempo depois ele a seguiu.
Os dois mais uma vez se abrigaram no mini estúdio para poderem conversar. Eles tinham se tornado melhores amigos, e nas últimas semanas vinha procurando o auxílio da garota.
~*#~*#~*
- A madrinha dela vai vir? - perguntou para Natalie.
- Não, ela está na Suíça e só volta na segunda.
As pessoas na sala não conseguiram esconder os sorrisos satisfeitos, Allysson deixava o ambiente pesado e era melhor mesmo que ela estivesse longe.
- Gente, vamos deixar de papo e vamos colocar as coisas em ordem, temos uma festa amanhã - disse.
~*#~-#~*
O salão já estava lotado com crianças gritando e correndo por toda parte, os pais, os tios e babás estavam espalhados pelo local.
- Eu não sabia que a Nicky tinha tantos amiguinhos na cidade - falou, olhando o espaço à sua volta.
- Sua filha é popular, fazer o quê? - disse.
- Convidamos as crianças da nossa rua - disse.
- Parece que estão todas as crianças do bairro - disse, olhando de forma amedrontado para as crianças.
- Aaah , não olha assim, as crianças são adoráveis - disse, fazendo careta, e todos riram.
A festa transcorreu como o planejado, sem nenhum imprevisto, todos rindo e brincando. Nna hora do parabéns foi aquela algazarra toda. Só para uma pessoa este momento não foi alegre.
observou com Nicky no colo e Natalie ao seu lado. Os três faziam poses e mais poses para fotos, os três sorriam alegres e, mais uma vez, sentiu que eles estavam em um mundo fechado só para eles.
Mãe, Pai e filha: A família completa e feliz. E, no meio disso, ela era apenas a intrusa.
A garota só saiu do seu transe ao ver Nicky segurando um pedaço de bolo estendido em sua direção.
sorriu abertamente pelo gesto inocente - mas cheio de significado- de Nicole. Talvez as coisas não fossem tão ruins assim. Talvez.
Um pouco mais afastado do salão estava , que observava do outro lado do salão. Em um impulso, ele foi até ela e segurou em sua mão, mas mais uma vez a menina se esquivou, já era a terceira vez naquela noite.
Depois do parabéns, de algumas brincadeiras, e de pelo menos mais duas horas, a maioria das crianças já haviam ido embora, e aproveitou a deixa para subir no palco, pegar o violão e começar a dedilhar uma música.
The best thing about tonight's
That we're not fighting
Could it be that we have been
This way before
I know you don't think
That I am trying
I know you're wearing
Thin down to the core
Chorus:
But hold your breathe
Because tonight will be the night
That I will fall for you
Over again
Don't make me change my mind
Or I won't live to see another day
I swear it's true
Because a girl like you
Is impossible to find
You're impossible to find
This is not what I intended
I always swore to you I'd never fall apart
You always thought that I was stronger
I may have failed
But I have loved you from the start
Oh
(Chorus)
So breathe in so deep
Breathe me in
I'm yours to keep
And hold on to your words
Cause talk is cheap
And remember me tonight
When you're asleep
Because tonight will be the night
That I will fall for you
Over again
Don't make me change my mind
Or I won't live to see another day
I swear it's true
Because a girl like you
Is impossible to find
Tonight will be the night
That I will fall for you
Over again
Don't make me change my mind
Or I won't live to see another day
I swear it's true
Because a girl like you
Is impossible to find
You're impossible to find


Ele varreu o local com os olhos à procura de uma pessoa, a qual ele encontrou no canto do salão. Ela estava com os olhos atentos sobre ele, cada frase que ele cantava com mais intensidade, era visivelmente uma declaração para a garota. Ao finalizar a música, ele desceu do palco e foi em direção ao seu alvo. “Eu me rendo”, era a frase que saia da boca de . “Eu me rendo à você”. Mas ao invés de correr para os seus braços como qualquer outra garota faria, apenas deu as costas e caminhou na direção contrária à dele.
- Arrasou, tio! - gritou e pulou no colo de .
- Mandou bem, dude - bateu em seu ombro.
- Gente, deixa o seguir o caminho dele - se tocou que o olhar de Hary estava preso no ponto em que sua amiga tinha seguido à segundos atrás. “Ingrata!”. Pensou a garota à respeito de .
não esperou pela compreensão dos seus amigos, saiu em disparada atrás da garota.
Ele se mostrou ali, na frente de todo mundo, e ela lhe dava as costas? O ignorou. começou a achar que queria se mostrar tão madura, tão mulher, mas não passava de uma menina cheia de caprichos.
Ele chegou à um jardim perto de um pequeno lago, que foi o motivo para que eles isolassem a área, no meio da grama abria-se um caminho de pedras que seguia até o balanço, o brinquedo era ornamentado com flores, parecia pertencer a um conto de fadas, possuía três acentos e no meio estava a garota que tirou o seu sossego desde o segundo que apareceu em sua vida.
Sem sequer uma palavra ele sentou à esquerda da garota, ficaram uns bons minutos em silêncio até que conseguiu se concentrar e deixar o nervosismo de lado e quebrar o silêncio.
- Por que você saiu de lá?
- Por que você subiu no palco e cantou aquela música? - Ela rebateu a pergunta.
- Porque eu quis - Ele respondeu.
- Porque eu quis - Ele repetiu a sua resposta.
- Você não liga mesmo para nada que eu faço por você e pra você? - Ele perguntou com a voz suave.
- Por que deveria? Sei que tudo não passa de uma farsa pra ver se eu caio mais rápido na sua - Ela levantou do brinquedo e seguiu andando à passos apressados.
- Tô cansado de brigar com você - disse com uma voz derrotada.
- Esse é o problema, você cansa rápido demais - Ela disse zombeteira.
- Se eu cansasse rápido, eu não estaria neste exato momento pedindo que você pare um minuto para me dizer a razão.
Curiosa com as palavras de a garota parou.
- A razão de quê?
- De você dificultar as coisas... Eu tenho feito mais até do que posso para tentar te convencer.
- Você tem de ser você mesmo, não há remédio melhor do que a verdade. Eu quero que você seja impulsivo, e não teatral desse jeito - Ela falou com um toque notável de desdém e voltou a andar.
- Teatral é? - perguntou indignado.
- Sim, teatral.
correu atrás da garota e a empurrou, fazendo com que a mesma se chocasse contra a parede.
- Isto aqui não é nada teatral - Ele praticamente grunhiu as palavras.
- Sim, é completamente.
- Você quer que eu faça o que eu realmente quero? - Ele perguntou e a garota apenas assentiu.
Sem esperar sequer um segundo a mais, grudou seus lábios aos dela, de imediato a garota não reagiu, mas não era sua mente que a controlava, era seu corpo, e neste momento ela estava reagindo à proximidade do corpo de .
a apertava mais e mais, fazendo com que ela soltasse ofegos, mas mesmo assim ansiasse por mais. Sem mais nem menos, ele a soltou e a afastou.
- O que você tá fazendo? - perguntou, e um Deja vu tomou conta de sua mente, só que agora as posições estavam invertidas, ela quem clamaria por mais de .
- Estou sendo impulsivo, e como sei que no final das contas você vai arrumar uma desculpa para me mandar embora, eu vou antes - Ele lhe deu às costas e se viu sozinha. estava decidido, faria o que fosse preciso para alcançar seus objetivos e não havia forma melhor de ser verdadeiro.
Depois de chegar à essa conclusão, saiu em disparada atrás de . Quando chegou ao salão principal, viu o mesmo conversando com a babá de uma das poucas crianças que ainda estavam no local, a mulher estava praticamente se jogando em cima dele. Ela pensou em dar às costas e continuar com esse jogo - como chamava o que acontecia entre eles - mas que sentido tinha se o que ela queria desde o inicio era estar com ?
Com passos decididos ela se aproximou deles.
- Tio , preciso falar com você - chegou dizendo com a voz mais doce que ela conseguiu forjar. olhou para ela de forma meio assassina, pediu licença para sua companhia e seguiu rumo ao local onde eles estavam antes.
- Oi - Ele disse, estranhamente calmo.
- Sou uma idiota que fica fazendo esse jogo com você, eu queria fazer com que você se sentisse mal por ter me rejeitado, fazer você sentir o que era correr atrás de alguém que te despreza, mas no final das contas quem saiu ferida fui eu mesma, porque estou me sentindo culpada apesar de não estar arrependida - A garota soltou tudo em um jorro de palavras.
- Uau, isso é contraditório - Ele fez uma pequena pausa para assimilar tudo o que a menina tinha dito - Eu não te desprezei, só queria que você visse que eu não era o cara certo pra você... Mas - Ele acrescentou quando percebeu que a garota faria uma objeção - Eu não resisti e caí no erro de deixar você entrar na minha vida.
- Nós dois erramos então, mas o que eu posso fazer para concertar o meu erro? - Ela perguntou manhosa.
- Fica comigo.
- O quê? - pensou ter escutado errado.
- Quer dizer... - fingiu estar pensando - Melhor dizendo...
- Ai droga, fala logo, - Ela pediu impaciente.
- Namora comigo.
- Claro - nem sequer parou para pensar durante alguns segundos.
- Sério? - pensou que mais uma vez ela iria complicar as coisas, mas...
- Muito - Ela pulou em seu colo para assim selar o primeiro beijo como um verdadeiro casal.
Até que enfim, né?
- Finalmente esses dois se acertaram - disse. O resto dos convidados tinham ido embora, só o grupo de amigos tinha ficado e estavam tomando conta do casal.
- Eu já não aguentava mais esse jogo entre eles - Reclamou .
- Vamos lá atrapalhar os pombinhos - propôs e todos saíram correndo e gritando, principalmente Nicole e , que faziam a maior algazarra.
- Aaaaleluia, aaaleluia, aleluia, aleluia, aleeeluiia - O grupo fez um coral para zoar com eles.
- Agora estamos realmente juntos - Disse abraçando a, agora, namorada.

Capítulo 19 “Sweet London”
Uma semana, mais especificamente 7 dias, 5 horas, 19 minutos e 39 segundos. Este era o tempo em que e estavam em um relacionamento oficial.
Durante essa semana, eles tiveram que dar um jeitinho para se ver, já que para todo mundo as coisas andavam bem corridas.
- Feliz uma semana! - pegou no colo assim que chegou em frente à escola da mesma, ele tinha ido buscá-la na escola.
- Alguém me diz que eu não escutei essa frase saindo da boca do meu querido tio - disse enquanto fazia cara de nojo e tapava os ouvidos.
- Sinto muito , mas ele disse isso mesmo - copiou a careta da amiga.
- Suas chatas - respondeu, dando língua para as duas.
- Gente, eu vou andando porque eu tenho compromisso com meu pai hoje - disse.
- Aaah espera! Nós vamos com você.
- Sabe o que é, ? Eu não vou pra casa, vou encontrar com ele no meio do caminho - se apressou em responder - Tchau gente, e parabéns para vocês dois.
- Essa garota tá cada dia mais estranha - disse assim que viu a amiga sumir pela esquina.
- E você vai pra onde agora, tio? - perguntou, já pensando na carona.
- Vou sair com a minha namorada - Ele disse e puxou mais para perto.
- Hum... E você já escolheu um lugar para levá-La, ? - perguntou cheia de malícia.
- Segredo - As meninas riram da cara de sapeca que ele fez.
Eles se despediram e o casal seguiu seu rumo. levou a garota para almoçar em um restaurante pequeno, eles não haviam discutido sobre isso mas com certeza o namoro deles não era algo que eles pudessem assumir no momento.
- Eu não to com fome, - Ela disse manhosa.
- Você nunca está, por isso tá magrela desse jeito, eu já to ficando preocupado, sabia?- disse enquanto sua face expressava sua desaprovação.
- Não é para tanto, pensa, quanto mais magra eu for, mais bonita eu serei - Ela disse de uma forma que deveria descontrair mas que só deixou o clima mais pesado.
- Claro que não, eu não gosto de ouvir você falando esse tipo de coisa, então, por favor, coma - A menina se deu por vencida e começou a beliscar a sua macarronada. Massa. Em uma garfada descontrolaria a balança quando subisse em uma, era esse seu pensamento.
Eles passaram o almoço conversando sobre seu grupo de amigos, o foco foi as brigas constantes de e , mas depois de tanto falar sobre outros casais, resolveu trazer o foco para eles.
- Eu tenho uma coisa para te falar - Ele disse de uma forma esquisita que deixou um pouco apreensiva.
- Eu vou ter que ir para Londres por causa do trabalho.
gelou com as palavras e lutou contra sua apreensão inicial para poder formular a curta frase: Durantes quantos dias?
- Duas semanas - A garota arregalou os olhos. Para outros casais seriam duas semanas suportáveis, mas eles estavam juntos à apenas uma semana, não era justo.
- É a trabalho, então... O que eu posso fazer? - Ela disse desapontada.
- Ir comigo - Ele disse.
- O quê?
- Quero que você vá comigo, eu e você, duas semanas, sozinhos, em Londres.
- Tá falando sério? - Só faltou a garota dar pulinhos de alegria.
- Claro, arrumamos uma desculpa para os seus pais e como o ano letivo tá quase terminando vai ser fácil com a escola. O que me diz?
- É óbvio que eu vou - aproveitou a “privacidade” do local e o agarrou.
Duas semanas na encantadora Londres, com seu namorado... Ela faria com que essa viagem fosse inesquecível.

Capítulo 20 "Our time, our first time"
To: Thalys
From:

"Amiga, você não vai acreditar! Daqui a uns 15 minutos eu e vamos embarcar para Londres! Finalmente teremos nosso tempo sozinhos, já que tem sido meio impossível com toda hora alguém chamando.
Essa viagem promete, mas depois eu conto porque ele está me chamando.
Beijos. T'amo!"

London, Sweet London!
e circulavam pelas ruas de Londres de mãos dadas, tinham chegado há poucos minutos na cidade.
- Tem tanto tempo que eu não venho aqui, já tinha esquecido como eu amo essa cidade - disse enquanto olhava em volta deslumbrada.
- Eu gosto de Londres, mas esse agito cansa, Liverpool sem dúvidas é mais calma - respondeu.
Eles passaram em frente à Starbucks e não resistiu e teve que entrar para comprar seu companheiro de todas as horas, o Cappuccino.
Sentaram em uma mesa no canto e conversaram durante bons minutos. Apesar de estar apreciando o momento íntimo com o namorado, ela queria algo ainda mais íntimo, e impacientemente resolveu apressar um pouco as coisas.
- Onde nós vamos nos hospedar?
- Na minha antiga casa - respondeu.
- Então vamos - levantou e estendeu a mão para o namorado.
- Por que a pressa? - perguntou sem entender a repentina ansiedade da namorada.
- Quero ficar sozinha com você - Ela disse a frase cheia de significados, e não precisou repetir porque
levantou na mesma hora, agarrou a mão dela e praticamente saiu correndo do lugar.
Eles entraram no táxi e foram trocando carinhos e risadas durante todo o caminho, que não durou muito.
- Por que você manteve sua casa aqui em Londres? - Ela perguntou curiosa.
- Porque nós sabiamos que a qualquer momento iriamos precisar vir para cá, assim não precisamos de Hotel.
- Todo mundo manteve a casa aqui?
- Não, só restou a minha. Quando eles precisam eles ficam lá, porque a casa de Liverpool é uma mansão praticamente, mas aqui o espaço é muito mais disputado e caro. - esclareceu.
- Então quer dizer que vamos ficar numa casa minúscula - A garota perguntou caçoando.
- Não é pra tanto, mas não seria uma má ideia, ficar grudadinho em você, afinal, só vamos precisar de uma cama - Ele sussurrou no ouvido dela.
- Só uma cama? - Ela disse alto zoando com ele - Cadê sua criatividade Little ? - O motorista soltou um riso discreto com a fala da garota.
- Já disse que pega mal você me chamar assim.
gargalhou enquanto o táxi parava avisando que já haviam chegado ao seu destino.
pagou o taxista enquanto pegava suas malas. Ao virar-se para a fachada da casa, ela percebeu que havia exagerado. Com certeza a construção era menor do que a de Liverpool, mas nem de longe era pequena. Tinha várias janelas e exalava um ar acolhedor. Era agradrável.
- Gostou? - perguntou enquanto envolvia um dos braços à sua volta. - Muito - Ela começou a segui-lo em direção à porta principal. Quando tirou a chave do bolso, arregalou os olhos em surpresa e não pode conter o riso.
- Você pegou o chaveiro da ? - ela apontou para o chaveiro de bailarina que o namorado segurava.
- É, assim não dá pra perder - Ele respondeu meio envergonhado.
mal tinha aberto a porta e já tinha corrido para se jogar no sofá.
- Por que tá tudo limpo? - Ela perguntou, estranhando o ambiente sem poeira.
- Eu não deixo minha casa jogada às traças não, ok? - Ele deixou as malas no chão e se jogou em cima da garota - Tem uma senhora que vem dar uma geral de vez em quando.
- Que bom, eu não ia gostar de uma cama cheia de pó - disse, levantando-se do sofá.
- Ah sim... Por falar em cama... - disse, levantando-se também - Eu estou louco pra saber qual lençol a Maggie colocou - Ele a abraçou, já direcionando beijos em seu pescoço.
- Preciso de um banho antes de qualquer coisa - Ela sussurrou em resposta.
- Hum...Que tal tomarmos banho juntos, hã?
- Preciso de um tempo, juro que será rápido - Ela disse, conseguindo com relutância se afastar de
. Ela puxou uma sacola de dentro de sua mala e saiu correndo. enconstou no sofá e esperou.
- , onde fica o banheiro? - Ele a escutou gritar da exata forma que ele sabia que ela faria.
- Do outro lado da casa, terceira porta à esquerda ou lá em cima, segunda à direita - Assim que terminou de falar ele viu a garota passar correndo pela sala indo na direção que ele indicou. Ele apenas sorriu, pegou as malas e foi em direção ao seu quarto no segundo andar.
Quando acendeu a luz, deu de cara com um antigo quadro de fotos. Quando lhe deu de presente, achou meio gay, típico de quarto de adolescente, mas depois ele até gostou. Mas claro que a razão principal para ele ter deixado ali foi porque Alisson o amava, ela dizia que aquele era um lugar que eles podiam deixar os momento marcantes da vida deles. E ali estavam, só que elas não poderiam estar ali, ele havia tirado todas elas quando eles terminaram. Como elas foram parar ali? Só quem tinha a chave era Maggie e... Droga, Allysson também tinha a chave. Óbvio!
escutou um barulho que o tirou do transe em que se encontrava, rapidamente se dirigiu ao quadro e foi arrancando foto por foto, não seria agradável se sua namorada visse suas fotos com a ex. Jogou todas dentro de uma gaveta próxima. Quando se livrou da última, apareceu na soleira da porta.
- Eu desejei tanto esse momento - Ela disse e ele virou o corpo para poder olhá-la melhor. A garota estava com um vestido branco rendando, não era uma camisola, mas ele não a deixaria chegar nem na janela com ele.
- E por que eu resisti todo esse tempo? - Ele se aproximou dela - E pensar que quando eu me mudei pra Liverpool eu não esperava que isso pudesse acontecer comigo.
- Engraçado como as coisas mudam - Ela colocou os braços em volta do pescoço dele.
- Você acha que vamos dar certo? - perguntou enquanto olhava no fundo dos olhos de .
- Espero que sim, eu não fiz todo aquele jogo à toa.
- Aah então você adimite que era um jogo?
- , por favor, cala a boa!- A garota disse rindo.
- Eu prefiro que você cale - Ele disse cheio de segundas intenções e a garota não pensou duas vezes antes de selar seus lábios.
O beijo começou calmo, já que nenhum dos dois queria apressar o momento, mas nenhum dos dois resistiu em manter esse ritmo durante muito tempo, logo foi a empurrando até que ela estivesse encostada na parede.
- Você é meu - Ela disse no ouvido dele enquanto ele se ocupava de seu pescoço.
- Seu - Ele disse, voltando a beijá-la. Logo ele a ergueu um pouco e a garota aproveitou e envolveu as pernas em volta da cintura dele.
Enquanto as coisas iam fluindo, eles sentiam a temperatura no quarto aumentar consideravelmente. se apressou em tirar a blusa de e ao se ver despedido na parte superior do corpo ele logo grudou novamente seus lábios nos dela. Ele foi surpreendido pela garota quando a mesma desceu de seu colo e se afastou um pouco.
- , o que você... - E então sua fala foi cortada quando a menina tirou o vestido, ficando apenas com uma calcinha rendada roxa.
A menina foi em direção à cama, sentou-se, e foi arrastando o corpo para trás até parar no meio da cama. - Você tem certeza que quer...
- Ser sua? Pelo amor de Deus, , eu já sou - deitou na cama e entendeu o recado. Subiu na cama e se posicionou em cima da garota. Suas mãos de forma automática foram para os seios dela. abriu mais as pernas para que pudesse se posicionar mais facilmente entre elas, e assim ele fez.
Eles continuaram bons minutos nesta preliminar, e quando beijou um dos seios da menina, ela gemeu e achou melhor dar um próximo passo.
arrancou a própria calça enquanto assistia ansiosa.
- Eu quero você - sussurrou, mas entendeu perfeitamente - Eu preciso de você. Agora - A garota disse quase como uma súplica, a qual atendeu prontamente. Ele pegou a calça em busca de sua carteira, só que quando abriu a mesma não encontrou nenhum preservativo por lá. Ele sempre tinha, como justamente dessa vez ele esqueceu?
- Merda - disse, ainda revirando a carteira.
- Que foi? - perguntou sem entender.
- Não tenho camisinha - Ele disse frustrado.
- Tudo bem, eu...
- Não, Helo - Ele disse, já prevendo o que ela falaria. Ele não poderia ser descuidado, não com ela. De repente ele viu a menina levantar, pegar sua bolsa e tirar dela uma camisinha.
- Por que você... - começou a questionar mas o interrompeu mais uma vez.
- Agora não - Depois ela explicaria que suas amigas haviam colocado algumas em sua bolsa, por precaução, e que ela não pensava que de fato fosse usar, mas agora teria que agradecê-las por isso.
- Sem mais delongas, tirou sua boxer, cuidadosamente colocou o preservativo e foi em direção à namorada. Ela o olhava de uma forma tão luxuriosa que não consegiu fazer cerimônias e acabou com qualquer distância que os separava. Na primeira investida, teve que morder os lábios para reprimir os gemidos.
Logo as investidas se tornaram constantes e os gemidos e suspiros também, unhas fincadas, rostos contorcidos de prazer, corpos suados, respirações irregulares, palavras desconexas. Tudo fazia parte do momento.
sabia que estava quase lá, mas não queria desapontar , então resolveu mudar de posição, queria tentar um jeito que facilitasse para a namorada. Ele sentou na cama e recebeu um grunhido em reprovação. Ele recostou na cama e puxou para que ela levantasse e fizesse o que ele queria, a menina levantou e mordeu o lábio.
- O que foi? - perguntou quando percebeu que ela parecia insegura, muito diferente do que parecia minutos atrás.
- É que eu não costumo tentar de outros jeitos - disse envergonhada, tão idiota da parte dela, se sentiu uma criança adimitindo aquilo para . Enquanto ela se envergonhava, achava a informação preciosa. Ele não era o primeiro dela, mas com certeza ele seria marcante.
- Vem cá - Ele a puxou mais para perto - Confia em mim - Ele disse enquanto fazia ela se sentar em seu colo de costas para ele, novamente encaixados, começou a guiar os movimentos dela, e logo ela estava se movimentando em seu colo.
sabia que o clímax estava perto mas ainda tentava retardar o momento em pról do maior prazer de . beijava seus ombros, enquanto ela fincava a unhas em suas coxas.
sentia o suor escorrer por suas costas e sentiu o namorado se agarrar mais à ela, e no meio de mais uma subida a garota sentiu o corpo contrair-se, uma sensação indiscritivelmente maravilhosa tomar conta de dela e não pôde evitar que um gemido muito alto escapasse dos seus lábios.
Depois de sentir contrair-se contra seu corpo, não se controlou mais e seu corpo estalou naquela sensação de bem estar e realização.
Os dois permaneceram agarrados e conectados durante alguns minutos enquanto desfrutavam de cada boa sensação proporcionada pelo momento.
Enquanto se levantava para se livrar da sua camisinha, se jogava na cama e se cobria com um lençol. Logo o namorado estava deitado ao seu lado, ficaram de frente um para o outro, e viu que o rosto dela estava meio corado, meio envergonhado.
- Isso foi incrível - disse e a garota demonstrou estar ainda mais envergonhada.- Por que você está tão vermelha?
- Porque... digamos que eu nunca fico no comado - Ela adimitiu.
- Mas você é boa nisso - Ele disse e ela escondeu o rosto no travesseiro.
- Pára que eu tô com vergonha.
- Não sei porquê. Já disse, você foi maravilhosa - Ele fez uma pausa - Como foram as outras vezes?
- O quê? - ela voltou a olhar para ele.
- Com os outros? Como foi?
- Você quer mesmo falar sobre isso? - Ela perguntou, fazendo cara de dor.
- Tá, podemos descansar agora - Ela a trouxe para mais perto do seu peito - Mas você não escapa - riu e se aconchegou a ele, preparando-se para o que veria.
E o que viria não seria fácil.


Capítulo 21. "Open your heart and tell me your secrets"

- Aaah , para quê você quer saber isso? - A garota perguntou fazendo bico.
Eles tinham dormido durante horas, e agora estavam deitados trocando carícias enquanto tentava arrancar algumas informações da sua namorada.
- Curiosidade masoquista - Aah, , se eu souber mais coisas sobre você eu vou pider te entender melhor, então menos chance de eu ser um completo idiota e mais chance disto dar certo.
- Eu só conto se for recíproco, você me contar mais coisas sobre você.
- Mas eu não tenho nada pra te contar- argumentou.
- Claro que tem, vanos fazer assim, você faz uma pergunta e eu faço outra, vamos revezando, tá bom?
- Tá bom, mas eu começo - fez uma breve pausa pensando qual seria sua primeira pergunta - Quantos namorados você já teve? - ele perguntou.
- Um, agora tenho outro - ela sorriu e viu que o namorado ia fazer outra pergunta- Uma de cada vez Little . Por que você mantinha as fotos da Allysson aqui na sua casa mesno depois de tanto tempo que terminaram? arregalou os olhos, ele não esperava por essa pergunta, ela tinha visto , ele tinha subestimado a atenção da garota.
- Eu não mantive, ela deve ter vindo aqui e ter colocado - ele respondeu - Com quantos garotos você já transou?
A garota sorriu antes de responder: - Só cinco.
- SÓ CINCO? - perguntou surpreso e irritado. - Eu pensei que você falaria dois, me incluindo nessa contagem.
- Mas você está na contagem - ela se defendeu não entendendo o surto do outro. Ele sabia muito bem que ela tivera outro namorado, sabia do Danny e do garoto da piscina do hotel então não entendia o porquê do escândalo.
- Mas eu sou seu segundo namorado.
- É, e daí? - Ela perguntou não percebendo onde ele queria chegar.
- E daí? Eles não tinham nada com você e nesmo assim você transou com eles.
- vamos parar de hipocrisia, porque você não deve nem lembrar o número de garotas de uma noite que você já teve. - Agora ela tinha ficado irritada ao perceber isso, tentou se acalmar.
- Eu realmente não sei - ele disse derrotado - Eu não acredito que acabei de dar a minha primeira crise de ciúmes - ele disse envergonhado.
- Crise de ciúme? - perguntou sem graça se sentindo embaraçada - Não tem motivos , um deles foi o Danny, e bom mesmo que eu tivesse um surto e o quisesse, ele é namorado da minha amiga, o outro foi o garoto da piscina, nunca mais o vi depois daquele dia, terceiro foi meu ex namorado, que eu quero mais é que se ferre, o quarto foi um cara que eu conheci no Brasil, e o quinto, você.
- Um cara que você conheceu no Brasil? - ele levantou uma das sobrancelhas - Tô ferrado.
- Você quebrou a brincadeira agora eu vou ter que faxer um monte de perguntas - ela parou para pensar e fez a pergunta que há tempos rondava sua mente - Por que você e a Allysson terminaram?
- Complicado - mexeu no cabelo meio desconfortável com a pergunta - Bom, eu e a Ally ficamos juntos durante seis anos, começamos a namorar muito cedo, porém mesmo depois deste tempo, quando eu realmente precisei que ela acreditasse em mim, ela simplesmente não confiou nada, e nós demos um tenpo, mas esse tempo nunxa acabou.
- Peraí, quer dizer que vocês não tiveram um ponto final? - perguntou desconfiada.
- Eu nunca parei para pensar assim, já que depois que ela foi embora ficamos três anos sem nos ver - esclareceu.
- É, mas quando se viram mataram a saudade né? - disse recordando-se do dia da festa à fantasia.
- , aquele dia foi... não sei, aquilo foi oportunismo, coisa de momento, mas aquilo não significou que tinhamos algum plano de retornar uma coisa que acabou há três anos.
- Então não tem chance de vocês quererem dar play numa coisa que deram pause há anos? - perguntou e sorriu.
- Claro que não, acho que já estava realmente acabado quando ela não confiou em mim, e mesmo que não tivesse acabado ali, teria acabado quando eu conheci você - ele disse de uma forma que a garota achou fofa e respondeu com um selinho.
- O que aconteceu para que a Allysson não acreditasse em nós? - A garota perguntou sentindo sua curiosidade sendo agulada.
- Eu pensei que fosse minha vez de fazer perguntas - disse tentando fugir da pergunta e a menina pareceu perceber.
- Você mesmo disse que o melhor que podemos fazer para que isso dê certo é acabar com nossos segredos.
Após alguns minutos ponderando sobre o assunto, resolveu que ele já havia superado aquilo o suficiente para compartilhar com a namorada.
- Mas você tem que me prometer que vai responder qualquer coisa que eu perguntar- pediu e só depois que a namorada prometeu ele continuou - esse foi um dos motivos para eu ter resistido tanto à você no começo - ele suspirou e continuou - Há três anos estava tudo bem, eu e a Allysson estávamos ótimos, pensávamos em casamento e tudo, até que Brianna apareceu, ela tinha 15 anos era minha vizinha de porta, os pais dela eram muito conservadores mas muito legais, apesar disso eles a controlavam bastante, ela estava sempre sob a vigilância deles. Ela não tinha nenhuma amiga por perto oor ser nova na cidade e em um jantar que os pais dela deram, ela e a Ally ficaram muito próximas - fez uma pausa lembrando-se dos acontecimentos - Depois deste jantar ela passou a frequentar aqui em casa, sempre que eu chegava ela estava por aqui, até o dia que eu descobri que a presença dela podia ser muito perigosa.
- O que aconteceu ? - perguntou após uma pausa dramática que o homem fez.
- Eu cheguei em casa. Ela estava lá, mas a Ally não então ela começou a tentar me seduzir, ela fez de tudo, de tudo o que você possa imaginar, mas ela não passava de uma criança que queria descobrir o mundo - balançou a cabeça negativamente enquanto relembrava os fatos - Naquele dia eu consegui fugir dela de boa, mas aquilo se tornou frequente e eu tive que falar a verdade pra ela. Que eu era praticamente casado e que pra mim ela era praticamente uma criança. Ela não aceitou muito bem, mas quando eu pensei que a ela finalmente tinha entendido e me deixado em paz, a bomba maior surgiu.
Desta vez mesmo com uma longa pausa por parte dele, não interferiu.
- A Allysson estava chorando quando eu cheguei, Brianna estava sentada no sofá, a mãe dela voou em mim, gritando e chorando, eu não sabia o que estava acontecendo, até que a Allysson veio falando algo sobre a gravidez e foi aí que eu entendi, Brianna tinha falado que eu havia a engravidado.
- Como se você não dormiu com ela?
- Pois foi o que eu tentei explicar, depois de muita confusão e de todo mundo me taxar de tarado, safado, descobriram que nem grávida aquela garota estava.
- Que vaca!- exclamou.
- Pois é, e nesse tempo só os caras acreditaram em mim, a Ally pediu um tempo, depois de tudo não daria para continuarmos como se nada tivesse acontecido, porque eu implorei pra que ela acreditasse mas ela não acreditou, e eu sei que mesmo sabendo que a Brianna mentiu sobre a gravidez ela ainda pensavavque eu pudesse ter tido um caso com ela. Depois disso eu resolvi me mudar, fiquei um ano e pouco morando com meus pais mas depois voltei pra cá, afinal ganhei essa casa de presente dos meus avós, então voltei.
- Ela ainda mora aqui perto? - A garota perguntou.
- Não, ela se mudou depois do escandalo, pelo que eu soube foi pra um convento - ele riu e gargalhou.
- Bem feito - ela sentenciou - Agora eu entendo.
- Entende o que? - perguntou confuso.
- Porque você parecia ter pavor de mim - respondeu meio risonha mas se sentindo pesarosa, agora que sabia toda a história podia imaginar o que aquela situação representava para . - Tudo tem causas e conseqüências não é mesmo? - respondeu sem humor.
- Eu não fazia idéia do que isso representava pra você, e eu sinto muito.
- Sente muito pelo quê? - Mais uma vez aquela garota o estava deixando confuso.
- Por eu não ter entendido, eu meio que forcei a barra, e isso te afetava de um jeito que eu nunca poderia imaginar - ela esclareceu.
- Hey - colocou a mão no queixo da namorada e levantou a cabeça dela para que pudesse olhar em seus olhos - Tudo o que eu fiz foi conciente, eu sabia quem eu queria comigo, independente do que aconteceu - sorriu e a namorada o acompanhou - Eu não me arrependo de nada e nem me recinto por você ter “forçado a barra”, na verdade eu fico bem feliz por isso- Para afirmar o que havia dito ele colou seus lábios aos dela.
Era extremamente fácil ficar junto com ela, e tudo que havia dito sobre ela era real.
- Agora me responde uma coisa - disse paracendo procurar as palavras certas para usar - Uma vez o me disse que você teve alguns problemas de saúde por causa do seu namorado, eu fiquei curioso mas não quis perguntar mais detalhes porque eu percebi que ele ficou muito irritado com o assunto, então me diz você o que aconteceu.
- Eu prefiro não falar sobre isso - disse rápido pulandada cama em seguida. - Vem cá - tentava passar confiança para a namorar e acalmá-la já que repentinamente ela tinha ficado fora de si - Cadê o nosso tratado de "nada de segredos"?
- Eu sei, mas por favor, não sobre isso - a garota parecia que iria chorar a qualquer momento - É difícil falar sobre isso.
- E você acha que não foi difícil pra mim falar sobre a Brianna? - ele olhava em seus olhos mesmo percebendo que a menina queria desviar o olhar - Mas eu confio em você, por isso eu contei, eu sabia que você me daria o suporte que eu necessitava independente do que eu contasse, e é exatamente isso que eu farei por você. Nós estamos juntos nessa. olhava fixamente para a namorada que parecia ponderar sobre o assunto, mas na verdade ela estava tentando tomar coragem para contar aquilo que lhe assombrava.
- Você pode pensar que eu sou fraca, que eu sou fútil, mas é algo que vai além do meu controle. Eu tento me controlar mas é mais forte do que eu. - pensou em interrompê-la mas viu que aquilo era difícil demais para ela e deixou que ela prosseguisse ao seu tempo.
A garota se sentou na cama e o namorado acompanhou seu movimento, o silêncio dominava o quarto, tinha medo de dizer alguma coisa que fizesse com que ela perdesse a coragem que ele via que ela estava reunindo e estava tentando escolher as palavras certas para que não soasse tão patética quanto ela se sentia.
- Quando eu tive meu primeiro namorado ele nunca escondeu a preferência por meninas magricelas, só que esse nunca foi meu biotipo, é genético. Quando brigávamos eu colocava a culpa no meu fisíco, e então ele viu como isso me atingia e também começou a usar isso contra mim. Até que ele me chutou e eu perdi o controle total. Eu não sei exatamente quando começou, mas quando percebi isso havia se tornado parte de mim, aliviava minha dor, mas infelizmente me destruia no processo.
Naquele momento milhares de possibilidades passaram pela cabeça de , um sentimento de medo começou a tomar conta do seu corpo.Nunca tinha visto aquele lado tão frágil de , e estava lamentando por estar vendo naquele momento.
- Eu me sentia culpada todo o tempo, parecia que tinha uma voz na minha cabeça me dizendo que eu destruia tudo, que tudo era por causa desse corpo gordo e inútil. E então eu comia, pra me acalmar, só que no segundo seguinte toda a culpa voltava e eu corria pro banheiro e colocava pra fora. Eu me sentia tão melhor. E assim eu fiquei sem que ninguém notasse, porque aparentemente eu estava bem, mas eu tive que ser hospitalizada, e tudo virou um caos.
não sabia se havia entendido direito o que acabara de ouvir, e por alguns minutos se manteve em silêncio tentando ligar os pontos e sem perceber que a garota á sua frente esperava ansiosamente qualquer reação de sua parte.
- O... O quê? - perguntou confuso - Claro que não, é só que eu não sei se eu entendi tudo, eu...você quis dizer que tem anorexia?
- O termo mais apropriado é bulimia, e eu tô morrendo de vergonha de ter te contado isso, porque parece idiota.
- Claro que não parece, eu não sei muito sobre o assunto, mas eu sei que isso mata - O homem agora parecia ultrajado em ver a namorada tentando banalizar o assunto - Você não tem que ter vergonha disso, eu gosto de você do jeito que você é, e você não terá com o que se preocupar pois estamos juntos nessa.
A garota não se conteu e o beijou, mesmo com as muitas lágrimas que desciam pelo seu rosto.
- Mas você tem que me prometer que vai entrar comigo nessa pequena.
- Eu prometo - A garota respondeu sem pestanejar.
- Então agora pára de chorar por favor.
- Acho que tô muito apaixonada por você- A garota disse em voz baixa mas torcendo para que ele tivesse ouvidos.
- Que bom que chegou a essa conclusão, porque como eu tenho certeza que estou por você estava me sentindo em desvantagem- A garota sorriu ao ouvir as palavras dele e agradeceu a Deus por tê-lo colocado em sua vida.


N/A: Estou tentando compensar a demora, eu gostaria que esse capítulo ficasse melhor, mas escrevi e reescrevi, mas não consegui melhora-lo. Espero que entendam os problemas dos personagens, e não os achem bobos demais, porque eles foram inspirados em casos reais. Gostaria que vocês me dissessem o que acharam ok? Gostaria de agradecer a todos os comentários, e emails que recebi, esses puxões de orelha me deram muita vontade de não deixar minha história morrer. Obrigada pessoal. E obrigada também a Carol por ter aceitado o desafio de ser minha beta.
Beijos. Nos falamos na próxima att (que não vai demorarar nada nada).


Capítulo 22 - "Visita indesejada"

Bom dia minha pequena, tive que ir pra produtora bem cedo e não quis te acordar.
Na cozinha tem uma tentativa frustrada de panquecas, mas como sei que estão horríveis deixei algumas libras na mesa, tem uma padaria na outra rua.
Espero que se divirta até eu chegar, prometo voltar o mais rápido possível.
Beijos.

Ps. Ligue para seus pais.

"


leu o bilhete deixado no travesseiro ao seu lado assim que acordou, não estava com tanta fome então aproveitou a oportunidade para ir ao centro da cidade, queria se distrair enquanto estivesse sozinha, e aproveitaria para tomar caféda manhã por lá.
Tomou um banho e fez o que disse, ligou para os seus pais.
tinha contado para seus paisque viajaria para Londres com Larissa, já que o tio dela havia feito o convite, não era uma completa mentira.
Sua mãe ficou empolgada com o telefona, até parece que não se viam há mais tempo, elas conversaram durante tanto tempo que a hora do almoço havia chegado e não se deram conta até que viu parado na porta com um sorriso torto nos lábios.
- Mãe tenho que desligar agora, a Larii tá aqui desesperada de fome, amanhã te ligo de novo.
- Tá bom filha, manda um beijo pra ela, te amo. Tchau.
desligou o telefone sem desviar os olhos do namorado.
- A Lari deve estar amando ter que fugir da sua mãe - disse rindo.
- Chegou cedo.
- Ta me expulsando? - perguntou numa voz afetada.
- Claro que não, só estou surpresa, mas feliz.
- Tomou café da manhã? - A menina negou - Então deve estar com fome, trouce comida para nós.
Os dois desceram as escadas abraçados. Não precisavam de nada além do que um estava oferecendo ao outro naquele. Estavam se sentindo completos.
Os dias foram passando sem que os dois se dessem conta de como o tempo estava voando, estavam aproveitando ao máximo o tempo juntos apesar dos dias em que Harold passava a maior parte do tempo na produtora, quando chegava em casa ele a recompensava bem, e claro, ela não reclava.
Tudo estava saindo melhor do que se eles tivessem planejado, ainda faltando quatro dias antes de terem que retornar pra realidade em Liverpool, acordou sobressaltada com um barulho vindo do andar debaixo, no mesmo momento ela pensou ser que havia desistido de ir trabalhar, levantou correndo ainda colocando a primeira blusa que encontrou aos pés da cama. Afobada quase caiu da escada, rindo da própria desgraça chegou na sala, mas seu sorriso desapareceu de seu rosto quando deu de cara com Allysson.
- ? O que está fazendo aqui? - Allysson perguntou fingindo supresa já que sabia de ante mão que a garota estava por ali.
- É a casa do meu namorado, eu é que pergunto o que você está fazendo aqui.
- Namorado? Então finalmente conseguiu o que queria. - Allysson disse cética.
- É, demorou um pouco, mas a expectativa deixa tudo muito melhor - tentava manter a calma, mas sua vontade era expulsar aquela mulher à vassourada, mas reconhecia que não seria uma atitude muito madura.
- Vejo que sim - Ela respondeu olhando para os trajes de - Ele é realmente incrível em tudo o que ele faz, quando estavamos juntos ele sempre me surpreendia, se é que você me entende - Aquela mulher estava passando de todos os limites, e estava a ponto de explodir.
- O é incrível, eu sei, é por isso que eu quis ele pra mim.
- Que mulher não iria querer minha querida? Acho melhor você ficar de olho, sabe que o está cercado de mulheres que estão loucas para tê-lo - ela disse como se não fosse uma delas.
- Eu sei Ally, mas elas terão que aceitar que o não tá mais solto, ele é meu agora, eles não tem mais vez.
- É, mas o tem um passado, não se apaga esse tipo de coisa da cabeça das pessoas.
- Passado é pra ficar no passado, por exemplo, você e o namoraram durante muito tempo, no passado, mas agora quem domina o coração ea mente dele sou eu- disse orgulhosa.
- Ou seja, nada impede que quem esteja no passado seja você- Allysson rebateu e pegou a garota desprevenida.
- Isso não vai acontecer - ela respondeu firme.
- Como pode ter tanta certeza? Porque querida, porque eu fui a única noiva do , e mesmo assim terminamos, agora pelo que eu sei, você não é a primeira garotinha a passar pela cama dele, o fato de ser única me torna especial, eu sempre vou estar na cabeça dele, e você conhece os homens, eles sempre tem uma recaída - Aquilo havia abalado muito mais do que ela daria o prazer a Allysson de perceber.
- Ok Allysson se você veio aqui só pra tentar estragar o meu namoro pode ir embora porque você não conseguiu me abalar.
- Não? Você me parece um pouco insegura quanto ao que sente por mim - Allysson disse convencida.
- Isso é o que você está dizendo.
- Eu posso ver.
- Faz um favor Allysson? Vai embora - pediu tentando parecer educada.
- Ok, eu vou - Allysson se dirigiu à port a- Mas é bom você ficar atenta, o não é o homem decidido que você pensa, e afinal de contas, eu estou de volta - Com esta frase pairando sobre o ar Allysson saiu da casa deixando totalmente perdida. A garota correu, pegou o celular e mandou uma mensagem para Talita, que era a única que entenderia o que ela estava sentindo naquele momento. "Estou com medo".



Continua...

N/A: Viu eu disse que ia ser rapidinho. O que estão achando?





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