Escrita por Ana Cristina M. Gastmann
Betada por Natalie
Revisada por Janaina


— Desculpe-me — ela disse chorando, não aguentaria muito tempo daquilo.
— Não sei se vou conseguir fazer isso — eu disse. — Você me traiu! — eu gritei e ela só começou a chorar mais.
— Desculpe-me, eu estava bêbada, você sabe que eu não faria isso — ela gritou também. — Você não me ama? — isso com certeza era golpe baixo. Desde que eu e a começamos a namorar sério, eu já a amava, só esperava o momento certo para falar aquilo, mas o momento não foi como o esperado...

Flashback...

, chega — eu disse rindo. — Vou ficar tonto — ela estava um pouco bêbada e resolveu ir ao playground para girar, ela era louca.
— Mas aqui está tão bom — ela riu e pulou para fora do brinquedo tropeçando nos próprios pés e caindo no chão de areia fofa.
! — eu gritei preocupado e indo até ela. — Está tudo bem?
— Sim — ela disse gargalhando enquanto eu ria e a ajudava a levantar-se. Estava tão linda, usando uma regata branca com um moletom meu da Billabong verde e chinelos rosa. Ela sempre vestia roupas simples e sempre ficava maravilhosa nelas, com seu cabelo longo e liso. Hoje fomos caminhar na praia e ela ficou com frio, depois viemos para a minha casa e ela bebeu um pouco, pegou meu moletom e quis descer para girar.
— E você para mim — ela me deu um selinho. Eu fiquei olhando bem no fundo dos olhos dela. — Que foi, ? — ela perguntou rindo.
— Eu te amo — eu disse vagarosamente e curtindo o momento, mas a reação dela não foi a esperada.
— Me ama? Tipo ama muito? — ela parecia meio confusa e eu assenti com a cabeça. — Nossa, , não esperava por essa — ela riu ironicamente e ficou em silêncio encarando o chão. — Tenho que ir — ela disse de repente pegando o celular.
— Por quê?
— Tchau, — ela me disse saindo andando rápido.

End Flashback...

— Eu não sei mais se te amo — eu disse mentindo. Eu a amo e sempre amarei como namorado ou não, ela é tudo para mim.
— Bom, isso muda muita coisa — ela disse encarando o chão com a cara chorosa, deixando-me com vontade de abraçá-la.
— É, muda — eu concordei baixinho. Ela olhou para mim com os olhos vermelhos de tanto chorar. Se não fosse aquela briga idiota, ela nunca teria ido para aquela festa e estaria tudo como antes...

Flashback...

— Vamos, , senão a gente se atrasa para a festa — ela estava parada na porta do meu quarto usando um vestido preto um tanto curto.
, eu já te disse que não vou a essa festa idiota da sua amiga, quero ficar em casa — eu disse mudando o canal da TV.
, eu vou à festa com ou sem você — ela falou séria me encarando.
— Odeio ir a festas com você, todos os caras ficam te olhando.
— Eu estou nem aí pros outros caras, , você sabe que eu só tenho olhos para você — ela me disse sorrindo.
— Sei — eu falei.
, você nunca foi ciumento.
— Não estou com ciúmes de nenhum cara — eu falei meio bravo.
— Bom, então se eu ficasse com alguém que não fosse você, tudo bem?
— É diferente, , aí eu teria um pouco de ciúmes.
— Um pouco? — ela me perguntou indignada.
— Sim — eu dei de ombros.
— Então fica aí com o seu “pouco” ciúme — ela fez as aspas no ar — que eu vou curtir a noite...

End Flashback...

— Então é isso? — ela me perguntou.
— Sim — eu concordei — você ficou com outro menino, então vai lá com ele de novo. — Eu falei sentindo um aperto no peito.
— Eu não gosto dele! — ela berrou. — Já disse que eu só tenho olhos para você, mas você nunca me escuta.
— Eu escuto sim! — eu falei alto.
— Não grita comigo! — ela falou chorando. — Eu errei, sou humana, se fosse você eu perdoaria.
— Se coloque no meu lugar — eu falei.
— Quer saber — ela disse — eu tentei. Eu estava sempre me colocando no seu lugar, deixei muita coisa de lado por você.
— Poupe-me! — eu gritei. — Você fez porque quis.
— CHEGA! — ela berrou. — Eu... — ela hesitou chorando muito — te... — ela soluçou e me olhou — deixa para lá. — Ela disse saindo correndo em direção ao ponto de ônibus, deixando-me aqui, sozinho com um gigantesco nó na garganta. Então me virei e fui em direção ao carro. Ela não devia beber, sabe que é sensível ao álcool, se ao menos eu tivesse levantado a droga da minha bunda da cama e ter ido para aquela festa idiota, talvez isso fosse diferente.
Já não sabia mais aonde eu ia. Estava dirigindo em direção ao nada, então decidi ir até a praia, onde eu a vi pela primeira vez...

Flashback...

— Dude, achou alguém legal? — me perguntou enquanto caminhávamos pela praia.
— Ainda não.
— Meu, se liga. Essa praia está cheia de gatinhas — ele riu piscando para uma loira que estava tomando sol e mostrou o dedo do meio para ele, me fazendo rir.
— Nossa, você seduz — eu disse ainda rindo.
— Cara, você não acha ninguém porque não está procurando, você devia tentar... — e tudo o que ele falou foi ficando mais baixo assim que coloquei os olhos em uma garota. Ela era um tanto alta, magra, linda, com cabelos longos e lisos que balançavam em suas costas. Não conseguia pensar em nada a não ser naquele rosto lindo.
? — me chamava. — ? — ele gritou fazendo algumas pessoas nos olharem.
— Quê, cara?
— 'Tá tudo bem? Achou sua menina? — ele riu e seguiu meu olhar. — Nossa, se você não a quiser eu quero — ele riu e eu dei um tapa em seu braço.
— Fica na tua, meu — eu disse rindo. — Ela é linda demais para você — ele revirou os olhos e continuamos andando, mas com aquela menina ainda na cabeça.

End Flashback...

Estacionei numa vaga o mais perto possível da praia. Fiquei um pouco sentado dentro do carro e encarando o mar. A praia estava vazia, exceto por poucas pessoas felizes caminhando, muitas em pares. Tirei meus tênis e os coloquei dentro do carro para ir até o mar. Enquanto eu caminhava, algumas pessoas me olhavam com uma cara de deboche, pois estava muito frio e eu estava apenas de camiseta e bermuda. A água estava mais gelada do que eu havia imaginado, e o vento contribuía, pois jogava areia em meu rosto. Para qualquer lugar que eu olhasse eu a via, sentia seu cheiro, via seus cabelos ao vento, em tudo que eu fazia a via em minha cabeça. Como fazer para conseguir tirá-la da minha mente? Nem depois das férias, quando voltaram as aulas...

Flashback...

— Cara, saca só quantas gatas nesse colégio. Ainda bem que mudamos... — disse, como ele adorava tagarelar.
— Meu, deixa de ser mulher e cala essa boca — eu disse rindo. — Não estou nem aí para essas meninas atiradas, quero focar só na nossa banda, pois nos mudamos por isso. — Eu disse acenando para os nossos companheiros da banda e indo ao encontro deles.
, ainda com aquela menina na cabeça? — ele me perguntou com um sorriso safado no rosto piscando para uma menina que passou.
— Deixa de ser galinha — eu disse rindo mais — e sim, ainda com ela na cabeça.
— Cara, essa menina te fisgou de jeito, pena que quando vocês iam ficar, você ficou bêbado e a confundiu com uma outra.
— Nem me fala — eu disse colocando as mãos no bolso da calça, e foi quando me deu um cutucão e apontou sorrindo para duas meninas que estavam rindo muito. Então eu a reconheci: . Seu cabelo estava perfeitamente preso em uma trança e ela vestia o uniforme: uma blusa pólo branca e a saia de comprimento (infelizmente) médio. Ela olhava e conversava com sua amiga e todos que passavam encaravam aquela menina perfeita e linda. E então ela virou um pouco seu rosto e moveu seus olhos assim que sua amiga apontou para mim e , e foi quando seu rosto se tornou sério e ela simplesmente saiu andando. Essa atitude me doeu...

End Flashback...

Eu já sentia as lágrimas escorrendo por meu rosto e meus pés doendo pela frieza da água. Ajoelhei-me e, sentindo a água molhar minhas pernas, chorei mais, somente pensando em como aquela menina linda não era mais minha, eu não poderia mais protegê-la, mas foi a minha escolha, se por causa de uma briga ela me traiu, eu não conseguia imaginar como iria ser quando eu saísse em turnê e ela ficasse aqui sozinha, era melhor assim, pelo menos é o que eu acho. Viver sem aquele sorriso, sem aquele cheiro, sem aquele beijo, seria impossível para mim...

Flashback...

— Vou achá-la agora e vou dizer tudo o que eu ensaiei em casa — eu disse decidido a .
— Cara, você ensaiou na frente do espelho, foi? — ele perguntou rindo. — Isso é um baile, vai demorar para achá-la, aproveita e fala com ela outro dia.
— Não — eu disse — vou agora.
— Você é quem sabe — disse antes de agarrar uma menina por trás que tomou um susto e retribuiu o beijo. A minha garota não era assim, ela era difícil, até demais. Pena que ainda não era minha.
— uma voz feminina me chamou e eu me virei ao sentir algo segurar meu braço. — Você veio, que bom — Bia disse começando a dançar na minha frente. Ela me amava, estava me seguindo sempre e nunca me deixou chegar muito perto da .
— Bia, eu 'tô com pressa — eu disse, mas ela se jogou na minha frente e deixou nossos rostos bem próximos, provavelmente bêbada.
, você é meu agora. — Ela disse dançando sensualmente na minha frente, mas eu tentei não olhá-la, pois sabia que perderia o controle, ela era muito gostosa.
— Tchau, Bia — eu disse caminhando rápido e a deixando sem chances. Era bom ter meninas a fim de mim, mas eu queria a garota dos meus sonhos, que estava aqui em algum lugar.
, eu não vou — ouvi uma voz angelical logo atrás de mim. — Ele nem deve se lembrar de mim — ela falou meio triste, me paralisando e dando vontade de abraçá-la. — E ele ficou com outra mesmo, sem chances — quando ela disse isso eu me virei e me deparei com ela, a garota perfeita, que ficou sustentando meu olhar meio assustada. Ela usava um vestido rosa colado e aberto nas costas, seu cabelo estava moldado em vários cachos grandes que deixavam seu rosto lindo.
— Oi — eu disse chegando perto enquanto a amiga dela saía. — Lembra de mim?
— Você lembra? — ela disse levantando a sobrancelha e me encarando bem séria.
— Nunca esqueci — eu disse percebendo por seu olhar que ela havia bebido um pouco. Cheguei perto de seu rosto e senti seu cheiro novamente. Como era bom.
— 'Tá bom — ela disse me afastando e indo mais para longe, mas eu segurei seu braço e a puxei deixando-a colada em meu corpo e segurando-a sem deixá-la escapar. Ela riu — me larga, . — Eu me arrepiei quando ouvi meu nome saindo daquela boca perfeita.
— Nunca — eu sorri. — Eu preciso de você — eu disse olhando em seus olhos. — Você é perfeita para mim, eu te desejo desde o momento em que te vi naquela praia, fui um idiota naquela festa.
— Foi sim — ela disse rindo — foi um completo idiota, mas a questão é... — ela hesitou. — Ainda vai ser?
— Nunca — eu ri e cheguei bem perto de sua boca hesitando por um instante, até ser surpreendido com sua boca ao encontro da minha. Aqueles lábios macios, aquele gosto delicioso...

End Flashback...

Eu já estava deitado no chão, tremendo, mas ainda chorando e pensando naquela voz delicada falando comigo, colocando-me pra cima...

Flashback...

, vai passar — ela me disse com um rosto dolorido.
— Não, eu sei que não, por minha culpa agora está em um hospital, . Porque eu sou um péssimo amigo que esqueci da alergia dele.
, não fala assim — ela disse tomando meu rosto com suas mãos quentes. — Você esqueceu, é humano, isso acontece. E ele vai melhorar, . É alergia, eu já tive isso. Passa.
— Mas foi tão forte — eu disse meio choroso.
— Eu sei — ela disse me abraçando, fazendo me sentir um bebê precisando de colo. — Você tem que acreditar nele, , o é forte, ele vai ficar ótimo amanhã mesmo.
— Não vai, ele geralmente passa muito tempo por causa dessas alergias. — Ela me deu um selinho demorado.
— Ele vai ficar bem, e você tem que acreditar em mim. — Ela me disse encarando meu rosto com aqueles olhos maravilhosos, me fazendo sentir nas nuvens...

End Flashback...

Quando dei por mim, estava com a água dolorosa em minha cintura. Ela ardia minhas pernas, fazendo-me concentrar minha dor nas pernas e não mais em meu coração, mas isso era impossível. Olhei para a praia e um casal corria rindo e a menina gritava toda a vez em que o menino quase a pegava, isso me lembrava o dia em que a pedi em namoro...

Flashback...

— Sai! — ela berrava enquanto corria pela praia de pés no chão e sujava a bainha de sua calça jeans.
, meu amor, vem aqui — eu disse conseguindo segurar a manga do blusão cinza e grande que ela usava que na verdade era meu.
— Não, SAAAAAAI — ela começou a gritar rindo enquanto a chuva fraca caia em seu rosto — ESTUPRO! — ela gritou mais alto e eu ri muito.
— Não fala isso.
— ela riu quando eu a segurei pela cintura.
— Vem aqui — eu disse começando a girar e a fazê-la rir ainda mais.
— Vou ficar tonta — ela disse. Então parei de girar, mas pisei em um buraco e caímos na areia, ambos rindo — Como você é linda — eu disse encarando aqueles olhos.
— Não mais que você — ela riu. — , sai de cima de mim, você é pesado demais — eu fiz uma cara de ofendido e ela riu ainda mais.
— Sou gordo, eu sei, mas você vai sofrer — ela arregalou os olhos e eu dei um selinho demorado nela, logo começando um beijo intenso. — Preciso te pedir uma coisa.
— Qualquer coisa — ela me disse rindo.
— Namora comigo?
— Como? — ela sorriu mais.
— Namora comigo? Seja minha, SÓ minha! — eu disse gritando enquanto ela gargalhava.
, eu... — ela hesitou me deixando mais nervoso. — Não sei se estou preparada — ela me encarou e sorriu. — Mas você vai ter que me aturar, pois minha resposta é SIM! — ela gritou e eu comecei a beijar seu rosto todo...

End Flashback...

Todos os momentos com ela eram perfeitos, tudo que eu sempre quis e nunca pensei em realmente ter. Agora eu analisava a aliança prata em meu dedo, ela era comum, mas significava algo muito especial para mim. Entrei no carro tremendo muito, mas não me importei de molhar o banco. Tirei o anel do dedo e li o que estava escrito ali: ", meu amor, meu TUDO." Era somente com ela que eu me sentia bem, sentia que eu era eu mesmo, sem ninguém me dizendo o que fazer. Com ela eu podia tudo, eu estava no paraíso.
Eu senti outras lágrimas saindo. Eu precisava dela, não importa o que eu teria de fazer, mas eu PRECISAVA urgentemente dela, e algo dentro de mim me dizia que ela também precisava de mim. Nesse momento liguei para o seu celular:
? — ela atendeu com a voz manhosa.
— Encontre-me no nosso banco, perto da praia? Às oito — eu disse firme não querendo demonstrar o quão mal eu estava.
— Para quê? — ela disse irritada. — Acho que você já está bem decidido.
— Eu preciso falar com você — eu disse mais exigente.
— 'Tá bem, tanto faz — ela disse fungando e desligando rapidamente, me fazendo assim chorar mais, pois somente em pensar em vê-la triste eu me sentia pior.

Eu estava dez minutos adiantado, já vestido com minha calça jeans velha, meu all star vermelho, uma blusa de lã fina da mesma cor e meu casaco preto. Eu segurava o blusão cinza, que eu iria dar a ela, pois eu queria que ela ficasse com ele, caso me dissesse não.

Flashback...

— Sai, , é meu agora — ela disse puxando o blusão cinza de mim.
, é o meu blusão mais quente, como você quer que eu sobreviva sem ele?
— Deixa de ser mulherzinha, eu sinto mais frio que você — ela disse rindo e colocando o blusão por cima da blusinha branca fina e de alça que ela usava. Ela estava com uma calça jeans escura e um all star rosa.
— Mas é meu — eu disse rindo e puxando ela pra perto de mim...

End Flashback...

Eu já estava impaciente sentado no banco há mais de quinze minutos, e foi quando eu a vi caminhando em minha direção sem me olhar nos olhos. Ela usava uma calça jeans clara, um casaco verde fechado até o pescoço e um all star branco, que já estava meio amarelado de gasto. Seu lindo cabelo voava ao vento, o que me deixava com vontade de puxar ela pra mim e nunca mais soltar. Ela parecia ter frio.
— Oi — eu disse me levantando com um sorriso fraco no rosto.
— O que você quer, ? — ela perguntou encolhida. A vontade que eu estava de abraçá-la e esquentar aquele corpo, pequeno perto do meu, era enorme.
— Me desculpa — eu disse como um suspiro e ela somente ficou me olhando com aqueles olhos avermelhados. — Por tudo, eu deveria ter sido mais compreensivo.
— Você não precisa se desculpar — ela disse com uma voz manhosa, mas doce. — Eu é que fiz coisas erradas, você devia me xingar, muito — ela disse com uma lágrima escorrendo por seu lindo rosto.
— Não, nunca — eu disse me aproximando dois passos. — Você é minha princesa, como eu iria te machucar? — eu perguntei já limpando a lágrima de seu rosto, mas logo várias outras começaram a sair.
— Mas você já machucou — ela disse fechando os olhos. — Você já me machucou demais, , mas eu nunca te contei, pois achei que era bobagem — eu olhei confuso para ela...

Flashback...

— eu disse rindo — eu não acho o , larga esse safado e vem me ajudar — levantou uma sobrancelha e eu mandei um beijinho para ele.
, não enche, ele não marcou com você? Então, deve estar aí.
— 'Tá certo — eu disse saindo pelo bar em busca de meu príncipe. Ao pensar isso eu comecei a rir. Só que logo parei, pois vi o MEU namorado se agarrando com uma loira oxigenada em um sofá vermelho no canto da boate. O que eu senti? Uma facada no meio do peito era uma dor pequena. Meus olhos se encheram d’água e eu saí correndo...

End Flashback...

— Eu achei que você não tinha visto — eu disse abaixando meu rosto.
— Mas eu vi, — ela disse chorando muito. — E você nem me contou — ela limpou o rosto. — Eu vi e você nem pensou em me contar que tinha ficado com aquela vadia da Bia — ela disse chorando mais, o que eu julgava impossível.
— Eu não contei para te poupar disso — eu disse segurando seu rosto em minhas mãos beijando sua testa.
— Não importa, — ela falou. — Desculpa tocar nesse assunto — fiquei com muita pena dela nessa hora. — Eu te magoei. Fiquei com um menino depois de uma briga boba, eu não devia — eu calei ela com um selinho demorado.
— Você é perfeita — eu disse por fim — eu fiz aquilo com você e nem se importou, mas eu cheguei a brigar — eu olhei em seus olhos e a abracei. Ela enterrou o rosto em meu peito. Ela tremia, eu acho que de frio ou de tanto chorar.
, me desculpa — ela disse. — Eu te amo — ela disse mais delicadamente me paralisando. A primeira vez que ela me disse isso. Eu olhei bem em seus olhos.
— Eu também te amo — eu disse sorrindo e beijando-a. Ela era a minha pequena, a minha princesa, anjo, minha vida. Eu precisava daquele cheiro, e nada podia me separar dela agora. Muito menos uma turnê.
, eu te amo demais. Só de pensar em ficar sem você eu desmoronei — ela disse chorando e tremendo, estava prestes a desmoronar.
— Eu quase pirei — eu disse rindo. — Entrei no mar até a cintura, aquela dor que eu senti não acalmou a outra, que foi quando eu te vi chorando — ela sorriu de leve. Agora tremia mais.
— Nenhuma dor cessaria o que senti, — ela olhou para mim e notei que, como eu, ela ainda estava com a aliança de namoro. Eu sorri e me virei para pegar o moletom no banco. — Você lembrou — ela disse sorrindo.
— Nunca me esqueceria.
— Você fala essa palavra demais, — eu fechei os olhos ao ouvir meu nome. Eu amava quando ela pronunciava.
— Eu nunca vou deixar de te amar, você vai ser sempre a minha pequena — ela riu e me abraçou. — Você está bem? — eu perguntei ao notar que ela tremia demais.
— Sim — ela disse batendo os dentes. Eu dei um selinho nela e a peguei no colo, a fazendo rir. — , não precisa — ela disse se acalmando um pouco.
— Se eu não te levar, você vai cair — eu disse rindo e ela suspirou.
— Você está sempre fazendo tudo por mim, e eu nada.
— Só de estar comigo você já me faz tudo — eu disse a beijando, que estava indefesa em meu colo, e a apertei mais contra mim.
, eu te amo — ela disse rindo enquanto eu sentava no banco com ela em cima de mim.
— Eu te amo mais — eu disse segurando em sua cintura enquanto ela abraçava meu pescoço e nós nos beijávamos apaixonadamente.

Flashback...

, vem aqui — eu disse correndo atrás dela.
— Sai, ! — ela berrou. — Se você não gosta de estar comigo, então vai lá beijar aquela loira falsa da Bia — ela falou amargurada.
, eu não a quero — eu gritei. — Eu te quero — ela riu ironicamente.
— Qual é, , eu me declaro pra você daquele jeito e você ainda me xinga?
— Desculpa — eu disse me ajoelhando na frente dela. — Eu te amo, minha linda. Você é meu amor, minha pequena, minha vida. Sem você não existe marmita. Você é a minha margarida — ela começou a rir muito.
— Você sempre foi péssimo em rimas — ela me abraçou.
— Que tal uma pequena frase? — eu dei um sorriso torto levantando-a do chão. — Quando estou com você, estou em
Wonderland — eu disse e ela começou a rir.
— Ai , que coisa mais podre — ela disse rindo.
— Que tal — eu parei, mas resolvi dizer. — Sem você meu mundo fica cinza, com você, fico no país das maravilhas.
! — ela gritou sorrindo — chega de rimar e vamos logo assistir à Alice — ela disse pegando na minha mão.
— Eu ainda vou virar poeta — eu disse e ela revirou os olhos rindo.

End Flashback...

Nota da autora:
Oi gente!

Minha primeira fic, então se ela não estiver boa ou meio bobinha, não xinguem muito, hehehe. Eu sempre amei escrever, então um dia decidi escrever sobre como eu estava me sentindo no momento, e saiu essa história :D. bjão pra todo mundo, principalmente pras minhas amigas!
xoxo.