Pretty Reckless
Fiction por Jullia F. | Betagem por Vanessa Marcondes
Não é fácil ser adolescente. A adolescência é a fase mais fodida que já existiu.
É quando tudo que você faz, ou que acontece com você, tem a palavra “foda” ou variada dela, como por exemplo: Quando você se apaixona, você se fode. Quando você bebe demais em uma festa, na manhã seguinte você está com uma dor de cabeça fodida. Quando você briga, alguém fode com sua cara.
Mas é nesse período que vivemos as melhores loucuras, com as melhores pessoas, é hora de se divertir, apaixonar-se, por mais que tudo isso foda com você.
E no último ano do ensino médio sua cabeça está mais confusa do que nunca! Você se apaixonou milhares de vezes, e o que você achou que duraria pra sempre, teve o término no final da semana.
É também quando você encontra as melhores pessoas, aquelas que você quer levar pra sempre no seu coração. Que daí a dez ou vinte anos você irá sorrir ao ver uma foto onde você estava alegre, rodeada pelos seus amigos, e dizer aos seus filhos: Minha melhor lembrança foi ao lado deles.
Festas, bebidas, drogas, sexo, amizades, romances, traições fazem parte do dia-a-dia da maioria dos jovens.
Afinal, é agora que você enlouquece, não é? Assim como é a hora que as suas decisões afetarão todos a sua volta.
Capítulo 1
Eu estava no auge dos meus sonhos quando ouvi o barulho irritante do meu despertador me acordar. Aquela era a terceira semana que eu tinha que chegar mais cedo à escola graças a minha adorável amiga , que me inscreveu no concurso que iria eleger novas líderes de torcida. Eu não tinha cara de líder de torcida. Eu nem ao menos sabia ao fundo o que isso significava!
Quando sua mãe te disser para não ir pela cabeça dos outros, ouça-a! Eu fui ouvir a sem-neurônio da minha amiga e me ferrei! Eu estava até um pouco animada com essa coisa de líder de torcida. Antes que pense que eu gosto de estar em uma saia que deixa quase minha bunda toda pra fora, eu te explico. Os nossos treinos eram com os dos garotos do time da escola, e vendo por esse ângulo, até valia a pena alguns machucados pelo corpo.
era minha amiga do primário. Eu nem sempre gostei dela como pode parecer. Eu a odiava até o dia em que ela me deu um doce da vendinha do colégio. É, gente, eu me vendi! Mas era meu doce predileto, poxa. Desde então, ela é como a cutícula da minha unha, por assim dizer. é completamente diferente de mim, seu corpo cheio de curvas é muito bem distribuído, enquanto seu cabelo loiro escuro é de dar inveja em qualquer um. Meu “grupinho” – como as pessoas dizem – não é dos mais comuns, além de mim e da , temos e .
Imaginem a típica roqueira. Imaginaram? Essa é a melhor descrição para ... Uma vez ela acordou tão revoltada consigo mesma que descoloriu seus cabelos negros para depois transformá-los em ruivos. Já , é a mais doce de nós. A brasileira chegou no ano passado no meio do período letivo, demorou um pouco pra se enturmar, mas depois que a “salvou” de uma briga, ela realmente foi inclusa no grupo.
Levantei-me ainda cambaleando, a noite anterior tinha sido cansativa apesar de eu não me lembrar de quase nada, meu corpo doía e meus olhos ardiam uma típica ressaca das festas do John. Eu só me lembrava de ter chegado na festa, mas não me lembrava do que aconteceu lá dentro e nem de como cheguei em casa, mas isso eu poderia deduzir que fora .
Depois de tomar banho, trocar-me e tomar café da manhã, parti em direção ao colégio que ficava há mais ou menos duas quadras dali, portanto não demorei a chegar, a escola ainda estava vazia e não passava das seis da manhã, eu já podia ouvir os gritos do técnico dos garotos e provavelmente as meninas ainda não haviam começado, já que normalmente Ashley demorava séculos para chegar. Nunca vi uma coisa assim, ainda mais para uma capitã, se você marca às seis, esteja no local às seis! Essa era uma regra que Ash provavelmente não conhecia. Como se ela conhecesse alguma!
Alguns garotos corriam por ali – quadra a dentro – outros ainda estavam sentados na arquibancada. Eu nunca entendi o técnico dos garotos, ele escolhe quatro ou cinco para os treinos e os outros apenas olhavam, isso nunca faria sentindo. já estava sentada em uma das arquibancadas, afastada de algumas outras meninas que fofocavam sobre a festa de ontem, passei por elas sendo cumprimentada, enquanto me aproximava de minha amiga.
- Posso saber aonde está essa cabecinha? – Perguntei, sentando-me ao seu lado.
se assustou um pouco, desviando a atenção da quadra para mim. Sorri pra ela.
- Em lugar algum. – Ela riu. – Como foi sua pós-festa?
- Completamente cheia de ressaca. – Sorri, amargamente. – Queria saber o que diabos eu fiz pra ter essa dor de cabeça dos infernos!
- Não se lembra de nada, ?
- Nada. – Ri. – Foi você quem me levou pra casa, né? – Ela assentiu, sorridente.
- Você ‘tava acabada, amiga. – Ela riu alto.
- Ah, não me lembre disso! – Cobri os olhos, dramaticamente. – E a sua? Aproveitou a primeira festa que sua mãe te liberou pra ir?
Seu sorriso murchou e ela voltou a olhar para o campo, perdida em pensamentos. Na verdade, perdida em Dougie Poynter que apontava para a bola a sua frente freneticamente, enquanto puxava os cabelos loiros e bufava tão alto que acho que até Mike que estava afastado embaixo de uma árvore seria capaz de ouvir.
- O que aconteceu, ?
Ela deu de ombros.
- Nada de importante.
- Hey, - cutuquei-a – pode me dizer. Somos amigas, não?
Ela suspirou, parecendo criar coragem pra me dizer algo, mexeu os dedos freneticamente e mirou em seus pés.
- Elemebeijou.
- Oi?
- O Dougie. Ele me beijou. Na festa. – Dessa vez ela falou devagar, corando levemente, com um olhar triste.
- Mas… Isso é ótimo, não é?! – Entusiasmei-me. sempre teve uma paixão por Dougie, da qual só eu, e sabíamos, ela preferia manter aquilo só entre a gente para poupar mais perturbações, se é que me entende. Dougie não é o cara mais certo do colégio. Ele tem uma bandinha que a gente chama carinhosamente de “McLosers” e é um dos garotos mais desejados dali.
- É… Era pra ser bom, .
- E por que não é?
- Porque eu não cumpri o que prometi a mim mesma quando o vi. Eu me tornei só mais uma. – Ela suspirou, tristonha.
Abracei-a de lado. Não sabia o que dizer. havia prometido a nós e a si mesma que não se tornaria mais uma na lista imensa de Dougie Poynter. Mas era de se esperar que na primeira oportunidade ela acabaria com essa promessa, afinal é meio difícil negar algo a quem você ama, eu que o diga. Nesse momento, as meninas chegaram já trocadas, prontas para começar, quando me dei conta que ainda não estava pronta. Pedi licença às garotas – sob os murmúrios indignados de Ash – e beijei a testa de , indo em direção ao nosso “trocador”.
Nunca compreendi porque as líderes de torcida tinham que usar aquelas merdas tão curtas! Era para os rapazes terem fantasias eróticas com elas? Porque, cá entre nós, era difícil eu ficar sexy naquela… Coisa. A saia ficava na altura das minhas coxas, em cores azul, branca e vermelha. O top – é, eu o chamava assim – não tampava nem os meus seios direito, quanto mais minha barriga. Prendi meu cabelo negro em um rabo de cavalo mal feito e parti de volta para a quadra. Na verdade, ‘tava tudo calmo demais. Ouvi a voz irritante de Thomas atrás de mim. Thomas, pra você que está se perguntando, é verdadeiramente a cruz que eu carrego permanentemente. A gente teve um namoro que não durou duas semanas, graças ao John, que me abriu os olhos. Tom era um idiota! Sorte que vi aquilo a tempo.
- Belas pernas. – Comentou, maliciosamente.
Já era mania ele me atormentar toda manhã. Parecia que seu hobby era me encher!
- Pena que elas não são suas, não? – Perguntei, ironicamente, virando-me para trás.
Sabe aquele velho ditado “ignore o ignorante”? Eu tentei segui-lo a pedido de , mas não durou mais de uma semana. Eu simplesmente não aguentava ouvir as provocações dele sem retrucar.
- Não são mais minhas, foi o que você quis dizer, não, querida?
- Não enche, Tom.
Virei-me, andando em direção à quadra, onde algumas garotas já se arriscavam a fazer algumas coreografias. E é nesse momento que eu queria ser surda ou não conseguir ouvir à distância. Porque o maldito vento trouxe a voz irritantemente irônica de Thomas para perto.
- Belo traseiro, aliás.
Dei-lhe o dedo do meio, sem me dar ao trabalho de me virar para trás, mas ainda assim, capaz de ouvir sua risada escandalosa. Eu realmente merecia o paraíso por aturá-lo há tanto tempo.
Capítulo 2
Debrucei-me sobre uma das vinte e seis mesas da lanchonete que trabalhava, passava das dez horas e minha amiga estava no escritório de seu chefe há mais de meia hora. Ela, provavelmente, estava reclamando sobre o seu salário que, segundo ela, diminuía a cada dia mais. Os poucos “seres” que ainda estavam ali eram bêbados ou caras que não tinham uma família para se importar com eles. Minha mente se perdia em cada pessoa que por ali passava, de um lado pro outro, se arriscando no banheiro um tanto quanto nojento que se negava a limpar. Não que aquele fosse seu trabalho, mas ali as garçonetes eram ‘faz tudo’ e limpar banheiros nojentos entrava nesse status.
Ouvi o sino da porta avisar que mais um “perdido” entrava no local e antes eu fosse surda ou cega para não notar que Dougie Poynter era o “perdido” de calça de moletom e jaqueta cinza que entrava, completamente suado, e com um cigarro na boca no E’bocks. Eu sabia da mania de Poynter em fazer caminhadas noturnas. Na verdade, ele nem caminhava, mas tinha que mentir para seus pais – que eram completamente viciados em atividades físicas. Dougie era minha paixonite do primeiro ano e, ao contrário do que desejei, o que tínhamos não passavam de pegações uma vez por mês. E quando eu finalmente decidi que era hora de seguir em frente e aceitar que Doug nunca seria meu, ele me beija, depois de quatro meses, na festa de John – e o pior: eu estava ‘ficando’ com Danny agora.
Vi Dougie tragar pela última vez seu cigarro e o atirar pela janela, depois seus olhos azuis varreram o local atentamente e pararam justamente na mesa em que eu me encontrava. Vi-o sorrir, mas desviei meu olhar, fingindo não ser comigo. Se Dougie fosse um pouco mais inteligente, saberia que, depois de tudo o que houve, o que eu menos queria era falar com ele. Por mais que fosse necessário, eu não queria vê-lo, pois sabia que bastaria uma palavra dele e eu já estaria entregue.
Ouvi seus passos rápidos e depois sua voz bem próxima.
- Oi, . Posso me sentar aqui?
- Cl-Claro. – Sorri fracamente, fazendo-o rir baixinho e me olhar nos olhos.
Eu sabia que era idiota, principalmente por demonstrar os efeitos que ele causava em mim. Mas não havia como esconder, não dele, não de mim.
- Eu tenho que ser meio rápido aqui, ou então minha mãe colocará a polícia atrás de mim. – Ele revirou os olhos e riu, amargamente. – De novo.
Sorri de volta.
Fique normal, . Normal. É só o Poynter, oras! Falava pra mim mesma, enquanto cogitava um jeito de começar algum assunto.
- E o que veio fazer aqui?
- Ah, vim falar com a . – Começou. Esqueci de mencionar, os dois eram velhos amigos de infância e, por mais que ela negasse e vivesse os zoando, a verdade era que ela só queria atingir Thomas. E por puro orgulho. – Queria falar com você mesmo. Iria pedir a ela seu telefone, mas… O destino fez eu lhe encontrar nesse exato momento. – Ele riu de sua frase nada galanteadora, arrancando mais uma gargalhada minha.
- Sabe que poderia pedir meu número pra mim, não é, Poynter? – Bradei.
- Argh, eu sei, . Mas é que… O Danny tá meio estranho e eu achei que seria esquisito pedir seu número com ele por perto, você sempre estão juntos e tal…
- Estranho? – Meu coração falhou uma batida.
- É, ele passou mal a noite toda e não tá falando com ninguém. – Ele deu de ombros.
E então voltou a bater normalmente.
- Ah, claro. – Murmurei. – Mas, então, o que queria comigo? – Perguntei, fingindo-me de desentendida.
- Você sabe, . – Começou ele. Assenti, entendendo bem o assunto. – Eu queria me desculpar. Estava fora de mim, havia brigado com Abbie e mais cedo com o Danny e achei que seria legal os atingir.
Meus olhos arderam, ao perceber que mais uma vez eu havia sido usada. Por Dougie.
- Claro…
- Não! Quer dizer, era pra ser assim, mas não foi! Quando… Quando eu estava beijando você, eu não pensei em nenhum deles, . –Tentou consertar, se atrapalhando ainda mais.
- Quer que eu acredite em você depois de tudo? Dougie, tentamos ter uma amizade legal, afinal você é amigo do meu… Do meu namorado. Mas você resolveu estragar tudo, me beijando ontem! – Desabafei.
- Hey, você fala como se a culpa fosse apenas minha! – Ele devolveu, se exaustando. – Acha que eu gosto disso?! De saber que eu traí a confiança do meu amigo?! Você poderia ter me dito que não queria, ! Você estava bem lúcida, ao contrário de mim!
- Não quero falar sobre isso, Dougie. – Concluí, levantando-me lentamente, pronta para deixar o local e esperar Kaya em outro lugar.
- Vai fugir do assunto mais uma vez, ?
- Vou. – Murmurei, dirigindo-me ao banheiro. Por mais nojento que ele fosse, era melhor que a presença de Dougie.
Bati a porta, ainda sentindo o olhar de Dougie em minhas costas. Encostei-me à madeira marrom, sentindo as lágrimas salgadas deixarem meus olhos como cachoeiras. Eu sentia meu coração se partindo enquanto minha mente indagava para mim “o que você vê nele?!”.
Ouvi a voz de lá fora depois de alguns minutos e decidi sair, com os olhos levemente vermelhos, mas com um sorriso falso no rosto. Dougie ainda estava ali, conversando com minha amiga, ele agia normalmente e, vez ou outra, atirava um olhar disfarçado para mim, que ainda estava parada em frente ao banheiro. Depois de longos cinco minutos, ele se afastou e eu me aproximei de , sorrindo o máximo que meu maxilar permitia. Ela sorriu para mim e gritou para Dougie.
- Até mais, Dougay!
Ele lhe deu o dedo médio e ela gargalhou, abraçando-me de lado.
- Vocês conversaram? – Perguntou, me soltando e colocando sua jaqueta. Fiz o mesmo, arrumando meu agasalho em meu corpo.
- Mais ou menos, não tem como falar racionalmente com ele! – Desabafei, enquanto saíamos da lanchonete.
- Como assim?
- Ele não gosta de mim, amiga. – Comecei, fungando levemente. – Ele nunca gostou.
- Hey - Chamou, olhei-a atenta, enquanto ela passava um dos braços sobre meu ombros. era alguns centímetros mais alta que eu, apenas. – Ele não merece você. Danny merece. - Ela sorriu.
- É, e ainda tem o Danny, . – Comuniquei. – Tenho medo de magoá-lo, sabe?
- Mas… Só nós três sabemos, né?
- É. Digo, eu acho. Dougie e Tom são bem amigos, talvez ele tenha dito a ele.
- Tom não pode saber. – Começou, nervosa. – Ele e Danny são amigos, e você sabe como ele fica quando está bêbado, se Thomas soltar alguma coisa… Não quero nem pensar.
- Nem eu, amiga. – Finalizei o assunto. – Nem eu.
Sabádo – 14 de agosto – Quadra do colégio Roundview.
- Me dê um T!
- T!
- Me dê um Y!
- Y!
- Me dê um L!
- L!
- Me dê um E!
- E!
- Me dê um R!
- R!
- E agora, por favor, me digam, o que formou?!
- Vai Tyler! Vai Tyler! Vai Tyler!
As garotas do colégio se movimentavam histericamente pela quadra. Era ensaio das líderes de torcida e os garotos com frustações sexuais tumultuavam as arquibancadas com seus assovios e comentários pecaminosos. Os jogadores do time da escola não estavam agindo muito diferente, Tyler, o capitão do time, estava em pé em um dos bancos, sorrindo para as garotas que agitavam seus pompons. Dos demais, alguns estavam sentados, outros em pé, mas todos por ali. De longe, avistei os garotos: primeiro Tom, que revirava os olhos para a namorada Sophie, que mandava beijos para ele quase a todo instante. Depois Harry, que estava ocupado demais com suas baquetas e sua bateria imaginária para notar qualquer coisa à sua frente... E é aí que eu me pergunto: como ele é goleiro? E depois, Danny e Dougie que sorriam um para o outro e gesticulavam exageradamente.
Suspirei, olhando para o lado e encontrando e , uma mais entretida que a outra. se divertia com seu pacote quase vazio de Ruffles e lixava as unhas, olhando discretamente para Tom, que lhe dirigia olhares nada legais, digo, pecaminosos, se é que me entende. Enquanto ele fazia gestos discretos e obscenos para ela com a língua, minha amiga apenas sorria sacana para ele. Eu nunca entenderia os dois, se provocavam exatamente desse jeito, perto dos companheiros. Claro que Sophie era burra demais para notar. Agora, Tyler era tão atento a tudo à sua volta... Ah, quando não haviam outras garotas em sua frente. não parecia se importar com isso. Eles, pelo que eu sabia, haviam terminado no final do ano letivo na antiga escola de ambos. Pelo que eu saiba, esse romance não durou muito, mas segundo , eles ainda se gostavam e assim que tivessem chance – e estivessem bêbados, acrescentou – se pegariam. É, eu concordo.
- Amiga. – Cutuquei-a e ela desviou a atenção de Tom para mim. – Você não está notando nada de estranho? – Apontei para e depois para Harry com a cabeça.
- Aun, não? – Ela sorriu.
- Argh, sua lerda! – Bati em sua testa, fazendo-a gargalhar. Acompanhei-a, atraindo a atenção de , que nos olhou com cara de “Perdi algo?”. Dei de ombros e mudou de assunto.
Pra pior.
- A gente estava comentando sobre o Harry e a . – Quê?
- Quê? – leu meus pensamentos.
- Oras, , diga que você não notou como ela o ignora.
Ponto, ! Acho que esqueci de mencionar o real motivo de ser minha melhor amiga. Digo, além de ser uma ótima pessoa e ter um coração imenso, ela era ótima com respostas.
- Uma indireta, ? – provocou.
Eu ri.
- Por que, amiga? Serviu em você? – riu ironicamente.
- O que? – Ela se fez de desentendida.
- A carapuça, amor.
Ri ainda mais, as caras delas eram hilárias!
- Ah, ok, já chega! , a gente sabe que vocês se pegaram na festa do John! – Soltei, fazendo me lançar um olhar mortal. fez o mesmo para ela.
- Como?
- Ah, amiga, Judd é meu primo, ele sempre me diz tudo. – Minha amiga deu de ombros, fazendo-me rir.
- Por que não disse para a gente, ?
Ela desviou o olhar, parando em , que acenou para nós. O clima ficou tenso.
- Por causa dela. – Murmurou, apontando levemente com a cabeça para , enquanto nós acenávamos de volta.
passou por mim, sentando-se do outro lado de , se atrapalhando um pouco ao pegar uma das mãos da nossa amiga. era muito instável, e às vezes – quase sempre – nos atrapalhávamos para falar com ela.
- Hey. – Chamei. – Você gosta dele?
- Ain, , não quero falar sobre isso.
- Ela está certa, amiga. E outra, ambas sabemos que a só está com ele por estar. Ela é nossa amiga, mas sabemos como ela é.
- Ok, mas ainda não quero falar sobre isso. – Ela continuou, revirando os olhos.
bufou e se levantou, com a desculpa que iria ao banheiro. Assentimos, encerrando o assunto. Olhei pegar mais um pacote de salgados na bolsa e seu olhar se perder dentro do campo. Acompanhei seu movimento, colocando uma das mãos em seu pacote e pegando um pouco de Doritos, mas foi exatamente nesse momento que vi Tom se levantar e ir para fora do campo, bufando, enquanto retirava um cigarro do bolso da jaqueta. Olhei para Dougie e Danny do outro lado de Tyler e eles pareciam mais atentos no ensaio, e raramente comentavam sobre algo.
Como eu poderia escolher entre eles? Entre o que eu amava e o que me fazia bem?
Continua...
(30/12/2011) Nota da autora: Olá *-*
Awn gente, eu nem sei como começar isso! Rs. São tantos agradecimentos!!
Vamos lá né, primeiramente, devo agradecer a Vanessa, minha beta linda que sempre está aí toda fofa me ajudando, obrigada pelo carinho sua linda. A Luilene, que ficou me enrolando com esse capitulo e eu acabei escrevendo essa bagunça aí, rs e a cada uma que comentou! Vocês não sabem o quão feliz eu fiquei ao ver que a fic foi bem aceita, até me empolguei! KKK
E tenho uns avisos, principalmente para as Poynter’s de plantão. Não me matem ainda! Tudo vai se resolver, eu juro!
As Judd’s e Jones’s só peço calma que a hora de vocês chegara! :3 E as Fletcher’s, vocês que aguardem a sua próxima vez u-u
Enfim, um beijo imenso e um feliz ano novo atrasado, mas valendo rs. Muita paz nos vossos corações que é do que todos precisamos né?
xx.Juúh
Nota da Beta: Hey, Juh, não precisa me agradecer. Aliás, desculpa qualquer coisa. De verdade. E é isso aí, sua fic tá linda e eu quero a continuação! (que, provavelmente, não serei eu a corrigir) Enfim. Você, leitora que chegou até aqui... Deixa um comentário! Faz a autora feliz e não custa nada :3
xx. Vanessa.
Nota da Beta: Erros na fiction? Comunique-me por email. Xx.