- Alô? ? – perguntava do outro lado da linha.
- Oi, sou eu. Fala.
- Então, você sabe que hoje é minha festa, eu quero você, ok, gato?
- Hum, já dando ordens a uma hora dessas? – fala provocativo, jogando-se na cama.
- Você sabe que eu dou as ordens. Quero você aqui! Só pra mim.
- Ok, majestade, às 8 eu apareço ai – diz, desligando o telefone.
- ! , desça aqui já. – Senhor grita no andar de baixo.
- Já vai, pai, que saco – desce com a cara fechada.
- Sua tia avó Carmem morreu e eu e sua mãe estamos indo para Liverpool. Você vai ficar aqui, terminar o carro dos White e depois vai até a casa da Sra. ver qual o problema do carro dela – diz Senhor em tom de ordem.
- Mas, pai, eu tenho uma festa hoje – resmunga.
- Não vem não, você tem festas quase todo dia. Faça o que eu peço, por favor.
- Tá bom! Tá bom. Tchau! – diz um irritado, mandando-se pra cima.
Narração em 1º pessoa – .
uno
Droga, merda, caralho, porra, inferno. Tenho uma festa pra ir e meu pai vem com essas ordens sem cabimento. Eu ia pegar a hoje e tirar o atraso. MAS NÃO! Tia Carmem tinha que morrer e justo hoje. Tudo bem que ela já tinha uns 100 anos, mas custava esperar pra amanhã?
Ah, me desculpem. Estou aqui xingando tudo e esqueci de me apresentar. Sou , 18 anos e curso o terceiro ano do ensino médio na Escola e Universidade Rainha Elizabeth. A escola abrange o ensino primário e fundamental na sede. No campus alfa temos a faculdade, com os cursos na área de humanas. No campus beta temos os cursos na área de exatas e, finalmente, no campus gama funcionam os cursos de moda, publicidade, educação física e o ensino médio. Imaginem só o nível da putaria.
Eu estudo no campo gama, na sala A onde estão os alunos mais fúteis e mais pops. Ok, eu estou na turma dos pops, mas não porque eu me matei para estar lá, simplesmente aconteceu. Claro que meu belo rosto e físico me ajudaram, afinal, eu sou realmente gostoso. Que foi? Eu não me acho não, são as gurias que dizem isso.
Eu dou uns pegas na guria mais cobiçada da escola, os caras do time de futebol querem me matar por isso. Há, não tenho culpa se sou foda. , ela é toda safadinha e gata, mas já perdeu a graça. Ela não cresceu, tem uma voz de taquara rachada e não é muito encorpada e gostosona não. Mas, enfim, hoje é a festa de aniversário dela e eu não vou mais porque vocês sabem, tenho que arrumar dois carros até amanhã. Meu pai é dono de uma mecânica bem conhecida pelas redondezas. E hoje sobrou pra mim. Há, me fodi, dude.
A senhora que meu pai falou é nossa vizinha da frente, ela tem uns 80 anos, cara e corpo de 50 e mentalidade de 18. Dude, eu amo a senhora . Ela tem um namorado, pois é viúva, que se chama Adolf. Já vi da janela do meu quarto eles se amassando várias vezes. Nem vem, eu não sou um maníaco tarado. Mas foi engraçado ver os dois no maior fogo. Ela morava com o filho, nora e única neta.
Por sinal, a neta dela estudava comigo. Pensa numa guria loser. Feia, baixinha, cabelo ruim, baranga, gorda, fedida, chata, estranha... Uma verdadeira coisa desprezível. Nome dela? . Todo mundo zoava ela na escola. Sério, não sei como ela aguentou estudar 8 anos na sede. Quando terminamos a oitava série, ela e os pais foram embora pra Espanha. Senhora disse que o filho liga sempre, mas que não tinha planos de voltar tão cedo. Duvido aquela loser botar os pés aqui de novo. Agora sim ela deve estar feia. Sem dentes, com o cabelo raspado, gorda e usando as calças do pai. Bom, agora vou descer e fazer meus serviços, quem sabe dê tempo de chegar À festa da minha gata ainda.
-*-
Amém. Terminei o carro dos White, e são 22 horas. Quem sabe eu ainda consiga chegar na , vou na Senhora e, se o trabalho for básico, eu tomo um banho e vazo.
‘Olá, , como vai? Entre.’
‘Obrigado, então, Senhora , o que é dessa vez?’
‘Não sei, querido, ontem eu e o Adolf estávamos saindo da igreja e antes de entrarmos na garagem ele morreu e não quis ligar mais.’
‘Hum, pode ser a bateria, vamos ver.’
‘Ó, por favor. ’
‘Prontinho, na verdade era algo bem simples, havia um graveto no motor impedindo a passagem da gasolina, problema resolvido.’
‘Ó meu Deus. Um galho? Eu preocupada achando que era algo grave. Quanto te devo, ?’
‘Não me deve nada, considere como um favor. Quando fizer seu bolo de chocolate é só se lembrar de mim.’
‘Ó, rapaz, claro. Eu farei essa semana e te chamarei para falarmos sobre o nosso time, ok?’
‘Combinado. Agora eu vou que ainda tenho uma festa hoje.’
‘Uhul. Vá, garanhão, não perdoe as mocinhas.’
‘Pode deixar, Senhora .’
-*-
Já disse que amo a Senhora ?
Agora são 23 horas, vou voar pra e dar uma noite feliz pro JR. Não que eu esteja no atraso há muito tempo, não, imagina. E também eu não como só a . Ou você acha o quê? Que nós somos dois namorados e nos amamos e não há traição? NEVER. Não é questão de meter chifres, é um relacionamento aberto. Eu sei que a dá até pras portas da casa dela e ela sabe que eu como um monte de garota por ai. Mas, nas aparições públicas, nós somos um casal, e muito invejado por sinal. As garotinhas querem pegar o gostosão aqui porque eu pego nada mais nada menos A garota da escola e tenho uma boa fama. Aliás, nós temos, eu e o JR temos. E os caras querem pegar a porque ela tem fama de puta que realiza todas as suas fantasias sexuais. Já disse que odeio sinais vermelhos? Eu sempre pego todos fechados quando estou com pressa.
Caralho, cara, quanta gente. Essa garota gosta de aparecer mesmo. Deixa eu ir logo antes que ela vá pra cama com outro cara.
-*-
‘Ai, meu gostoso, achei que fosse me deixar esperando’ ela diz pra mim com aquela cara safada e aquela vozinha. ‘Claro que não, eu não ia perder sua festa, gata.’
‘Bom, então que tal a gente subir?’ ela diz virando-se de costas, dando três passos e virando o rosto com AQUELE sorriso de ‘oi, sou puta’ e se virando de novo.
O que eu poderia fazer? Ir correndo atrás, lógico.
Nós chegamos ao quarto dela e ela me joga na cama, subindo em mim. Beija meu pescoço, arrancando minha camisa. Deixar ela nua não é difícil, é só descer a saia e desamarrar um nó da blusa frente única.
Logo nós já estávamos gemendo e chegando ao orgasmo. Estou caído morto ao lado dela que, mesmo depois de fazer cinco vezes, mantém aquela cara de puta. Não há como negar que essa menina não presta. ‘Ai, amorzinho, obrigada pelo meu presente’ ela diz me beijando. ‘De nada’ eu digo passeando com as mãos pelos seios dela. Na verdade, eu fui à festa exclusivamente para comê-la e tirar meu atraso. Nada de sentimentos. E ela está feliz não por ter passado uma noite legal comigo e sim por ter dado uma mesmo.
-*-
Agora eu estou aqui em casa jogado na cama assistindo um clipe do Slipknot, os caras são fodas. Acho que vou comprar uma máscara dessas, quem sabe eu consiga pegar mais gente. Pronto, agora a bosta do telefone tá tocando e lá embaixo ainda.
Caralho, odeio descer escadas, sério, poderia ter algo mais simples do que pisar degrau por degrau.
‘Alô’ eu falo em tom de desdém. ‘Filho? É a mamãe. Tudo bem?’
‘Ah, oi, mãe, tudo bem aqui e com vocês?’
‘Tudo certo, querido, vamos passar a noite num hotel e amanhã logo pela manhã sairemos. Seu pai quer saber se você fez o que ele pediu.’
‘Eu fiz sim, mãe, fica tranquila. Então tá, boa noite.’
Oi, filho, aqui é mamãe. Que que é isso? Minha mãe acha que tenho 4 anos, só pode.
Ei, espera aí. Que movimentação é essa na Senhora ?
Um carro, pessoas dando tchau, malas? Será algum parente? Adolf?
Ah, eu vou dormir que ganho mais, cara. Mas, quer saber, eu odeio dormir curioso. Porém, eu não posso chegar lá e dizer:
'Oi, tudo bem? Sou , o vizinho da frente, vim saber quem são vocês, porque estou morrendo de curiosidade. Boa noite.'
Não, eu não vou fazer isso. Vou espiar aqui da janela mesmo.
Mas que droga! Não consigo ver nada, absolutamente nada. Isso me brochou. Não quero ir dormir sem saber quem está na casa da Senhora . Vou subir pro meu quarto e tentar ver algo da janela.
CARALHO! TUDO FECHADO E APAGADO. Povo que dorme cedo, a Senhora não dorme tão cedo. Quer dizer, são 4 horas da manhã. Tá, não é cedo, mas deixa eu dormir mesmo, amanhã é domingo, o santo dia do tédio.
dos
Merda de despertador, só toca na hora errada. Eu não consigo acreditar que o fim de semana passou tão rápido. Sério, parece que ontem era segunda-feira e hoje já é segunda-feira de novo.
Minha mãe não está, ninguém pra fazer meu lanchinho da manhã. Eu sei que isso soou meio gay, mas não é, sabe, minha mãe me mimou com essa de 'lanchinho da manhã'. Enfim, vou passar na padaria, comer algo e ir.
Caramba, meu uniforme está sujo. Droga, minha mãe quando viaja só me dá prejuízos. Ah, achei a camisa reserva. Minha mãe sempre diz:
', nunca use a camisa reserva, na hora certa ela vai aparecer sem que você se dê conta.'
Tá vendo, eu achei. Está na hora da camisa reserva entrar em ação. Ok, não teve graça.
Estou descendo essas malditas escadas que eu odeio. Pego minha chave, abro a porta, vou pra garagem, ligo o carro, dou ré com muito estilo e acelero pra padaria mais próxima.
-*-
'Um suco de laranja e um calzzoni de calabreza, por favor.'
'Ok.' A garçonete me dá um sorrisinho tarado.
Gostosinha ela até, quem sabe qualquer dia desses. Agora aqui sentado, refletindo na vida, eu estou pensando, quem diabos chegou na casa da Senhora ontem? Quem, meu Pai, eu daria um dedo pra saber. Tá, um dedo não. Mas estou morrendo de curiosidade. Chegou meu lanchinho, licença que vou comer.
-*-
Chego à escola, estaciono meu carro azul na vaga de sempre e desço recebendo olhares de desejo de toda a ala feminina, os estranhos que escutam metal viram a cara. Eu gosto de metal, mas esses caras são muito estranhos, nada contra a música, só contra aquele cabelo seboso e aquela barba mal feita, tirando que eles dizem ser as reencarnações do satã. Os caras do futebol com aquela mesma cara de ‘vamos te quebrar, seu merda’. UI! Estou morrendo de medo. Mas à frente os nerds, o povo que se acha da faculdade, as gostosonas da Educação Física e suas roupas coladas. As bichas da publicidade e logo à frente, sentada com as pernas cruzadas e sua minúscula saia, seus mil quilos de blush, rodeada de paga paus, minha gata.
‘Hello, amorzinho, chegou meio tarde hoje’ ela diz se levantando e me dando um selinho. ‘Então, meus pais viajaram e eu tive que comer na padaria.’
‘Hum, tá sozinho em casa e nem me avisa?’ ela fala pegando no meu colarinho, mordendo os lábios. Essa criatura tem sexo ao invés de café da manhã. ‘Sabe como é, né, serviço o dia inteiro na oficina e tudo, mas quem sabe a noite eu te ligo’ eu digo fazendo uma cara pensativa e pervertida que a fez rir e me olhar sapeca enquanto passo a mão em sua bunda.
'! !' Que horror, acabou de chegar uma gazela saltitante aqui gritando feito uma louca. 'O que foi, sua otária? Já chega gritando? Que droga, fala logo que eu tê perdendo paciência.' Como a trata bem as amigas. 'Você não vai acreditar quem foi vista hoje vindo pra escola e deve estar chegando' A gazela fala e pula, guria louca, velho. 'Quem, porra? Fala logo.'
'Tá bom! A , a .'
'AAAAAAAAAAAAAAAH! O QUÊ? COMO É QUE É?' A pula com os olhos cerrados, punhos fechados e possuída de ódio. Não sei se comentei, mas a foi sempre a arque-inimiga da . Na verdade, nos tempos da escola primária, o povo a chamava de , depois que mudou pra por causa de uma carta que ela mandou pra mim.
Claro, como todas as garotinhas da escola, ela era gamada em mim. Óbvio que eu nunca peguei ela e nem vou pegar, né, a menina deve estar o capeta chupando manga. Enfim, quando eu recebi a carta, eu guardei, a , muito espírito de porco, achou, tirou cópias e espalhou pela escola. A carta estava assinada '' e aí pegou. Voltando... A pessoa que a mais odeia no mundo, sem sombra de dúvidas, é a . E eu aposto que a ainda sente vontade de arrancar todos os ossos da .
MAS É LÓGICO! COMO EU SOU BURRO! Quem chegou ontem na casa da Senhora era a própria . Mas como eu ia adivinhar? Nunca passou isso pela minha cabeça.
Quando eu saio dos meus pensamentos e olho em direção as escadas principais da escola, eu vi uma coisa e não acreditei. Era a subindo-as. Aquele olhar de ódio e desprezo continuava o de sempre. Porém, ela está PERFEITAMENTE LINDA. Com os cabelos curtos na altura da nuca, pretos e vermelho e sem estar armado, alta, muito mais alta que metade de todas as meninas daquela escola, magra, ela está MAGRA. E que pernas e que quadril, meu Pai. Ela tem peitos, eu não estou acreditando. Quando ela saiu da escola com 13 anos, nem sutiã usava. Estou besta, e a garota está mil vezes mais gostosa que a .
'Abriram os portões do inferno.' a acabou de falar olhando fixo nos olhos de , que, antes de responder, me lançou um olhar dos pés a cabeça, me olhou fixamente com uma expressão indecifrável e voltou sua atenção à .
'Vejam só, o próprio diabo falando sobre o inferno.'
Ok, estou pasmo de novo. A respondeu a . Não chorou, não saiu correndo, não gaguejou, ela respondeu à altura, com uma voz grave e rouca que me deixou excitado. 'Aprendeu a falar?' pergunta sarcástica. 'Pois é, aprendi. E você sabe latir desde que nasceu, né?' retruca na lata, deixando uma vermelha.
'Qual é, hein, garota? Tá achando que você é o quê? Você é uma loser, foi uma loser, sempre será uma LOSER.’
‘E você é uma vadia, foi vadia e sempre vai ser uma VADIA. E obrigada pelas boas vindas, .’
Ela falou ? Ela falou comigo? O que eu faço? Se eu disser ‘oi’, a me mata. Estou sorrindo amarelo vendo uma totalmente hot na minha frente e uma enlouquecida de raiva saindo batendo os pés.
A está me olhando com uma cara estranha, parece sadomasochista. Tipo, quer me amarrar numa cama e me bater de chicote. Alguém tá gritando para ela. São os caras legais do metal, eles sempre foram amiguinhos dela. Ela está saindo daqui indo ao encontro deles. Acabou de olhar para trás sorrindo pervertida e foi abraçar os colegas.
-*-
Agora estamos na sala de aula esperando o professor da primeira aula entrar, e adivinha? A sala inteirinha está comentando sobre a volta da e, pior, comentando suas mudanças corporais e de atitude. Todo mundo se cala ao ver a sensação do dia passando pela porta. Não consigo me controlar e parar de olhar para ela, nunca imaginei que uma garota tão horrenda como ela poderia se transformar nesse tesão, sem exageros. Ela olha pra mim com um olhar penetrante e assustador. Será que essa criatura ainda sente algo por mim? Ela está sentando na última carteira da última fila. Tira seu mp4 da bolsa e coloca os dois fones no ouvido. A música que ela escuta está alta para todos ouvirem. É Iron Maiden, pelo o que eu posso deduzir. O professor entra e todos voltam suas atenções para ele.
‘Bom dia, classe. Hoje, eu gostaria de apresentar aos alunos que não estudaram na sede da escola e re-apresentar aos alunos que já a conhecem, . Uma de nossas melhores alunas que está de volta à escola.’
Quem acaba de dizer essas solenes palavras é nada mais nada menos que o professor mais influente da escola, o Senhor Thompson. Ele nos deu aula de química na sede e continua lecionando aqui. Sempre foi o professor que defendeu a de todas as acusações e humilhações que ela sofreu. Parecia estar muito feliz em vê-la, ao contrário de muita gente aqui.
‘Então, , onde esteve neste meio tempo?’
‘Olá, Senhor Thompson. Eu estive em Madrid com meus pais, e agora voltei para cá e estou morando novamente com minha avó.’
Outra curiosidade, a Senhora , minha heroína da terceira idade, teve um caso de umas duas semanas com o Senhor Thompson, que a conheceu em uma das reuniões que ele marcou com os pais dos alunos que aprontavam com a . Em uma delas os pais dela não puderam comparecer e quem foi no lugar deles? Senhora .
‘Sua avó? Mande lembranças a ela. E uma última coisa, tem algo intrigando a quase todos nesta sala. Como você conseguiu mudar tão drasticamente em três anos? Até o timbre da sua voz mudou. Tirando, claro, este olhar de sempre.’
Senhor Thompson me assusta às vezes.
‘Este olhar nunca vai mudar enquanto eu olhar pra cada um dentro desta sala. E quanto às mudanças físicas que estão deixando quase todos aqui em estado de pane, eu não sei explicar. Aconteceu.’
‘Ok, estamos entendidos. Agora vamos à Química. Onde paramos?’
‘Em fenóis, Senhor Thompson’ responde um dos nerds.
tres
As aulas passaram rápido hoje, estou no meu carro indo pra casa. Meus pais só voltam semana que vem, estou literalmente abandonado. Só queria não estar com a latejando na minha cabeça. Ela mexeu comigo de uma maneira estranha, tenho que ser sincero com os fatos, ela me afetou demais.
Chego em casa, estou colocando o carro na garagem e escuto a Senhora me gritar.
‘ querido, fiz seu bolo.’
‘Já estou indo, Senhora .’ Nada me faz abandonar o bolo de chocolate da Senhora , o melhor que o mundo já viu.
‘Ok, querido, a porta está aberta, é só entrar.’
‘Tudo bem’ respondo rodando as chaves e entrando em casa.
Tiro o uniforme e coloco uma bermuda preta e uma regata roxa, sou minimalista, não gosto de calças e mangas. Aliás, meu negócio é andar nu. Pronto, falei. Amo sentir minhas partes ao ar livre, sentindo a sensação da liberdade. Estou descendo as escadas que tanto odeio e indo em direção à porta. Saio, atravesso a rua e chego à casa dos . Enquanto rodo a maçaneta, minha memória me lembra que naquela casa está minha perturbação mais recente, uma .
‘Entre, , estamos te esperando.’ Senhora disse estamos? Ou seja, mais de uma pessoa me espera. FODEO. Agora tenho que manter a calma e tentar mostrar que sou uma pessoa equilibrada. Ok, não vou conseguir, estou em pane parecendo uma galinha medrosa correndo de uma raposa.
‘Querido, chamei Adolf para comer conosco, espero que não se importe.’
UFA! Era só o Adolf, uma preocupação a menos para mim.
Eu entro e a senhora está sentada com Adolf na mesa da sala de jantar.
Outras coisa que amo na Senhora são suas roupas, ela está usando calça jeans e regata preta. Ela não se veste como uma velhinha. E vai além, todo mês pinta o cabelo de vermelho. Senhora Rockz.
‘Este bolo está melhor que todos os outros’ digo com a boca toda suja de cobertura e granulado.
‘Ó, querido, obrigada. Creio que seja só impressão sua.'
‘Então, , como andam as namoradas?’ Adolf me pergunta, soltando um risinho maroto.
‘Vão bem, Adolf, muito bem’ respondo rindo.
-*-
Depois de um tempo ali, comi quase todo o bolo. Tenho que confessar que lembrei que a também deveria amar o bolo da avó e iria ficar sem. Porém, uma coisa me intrigou, a Senhora em nenhum momento tocou no nome de . O que será que aconteceu? Será que ela desistiu de tudo e foi embora?
‘Senhora , posso usar o banheiro?’
‘Claro, , não precisa nem perguntar. É só subir.’
Estou com medo, enquanto subo essas escadas posso encontrar neste corredor, ela pode estar me esperando com uma faca para me matar. Uma corda para me enforcar. Cala a boca, garoto. Se continuar com isso, morro de infarto. Estou no corredor andando em ovos quando escuto um som vindo de algum lugar com a porta semi aberta. Não resisto, tenho que olhar. Com uma sutileza que nunca pensei necessitar usar, olho por aquela fresta da porta lisa e de maçaneta bem lustrada.
Vejo um quarto espaçoso, com todas as paredes brancas, um computador em uma escrivaninha branca e azul. Uma porta que dá no banheiro, uma poltrona azul que parece ser bem confortável. O piso de mármore, não sei, granito branco, quem sabe. E então avisto a cama de solteiro encostada numa parede cheia de pôsteres de bandas. Bandas boas por sinal. E por fim, deitada na cama, ela, meu medo, minha perturbação. Devo admitir que nunca vi aquela criatura tão serena, escutando música e lendo uma revista sobre alguma coisa qualquer. O olhar que ela tinha não era de desprezo e ódio, era um olhar feliz, de quem está bem com a situação. Talvez eu nunca tenha conhecido a verdadeira . Eu me guiei pelo preconceito barato da escola e não me permiti saber quem realmente aquela garota era. Talvez tenha sido tarde demais para me tocar, mas não tarde o suficiente para investir nisso.
Depois de conseguir me desvencilhar daquele olhar hipnótico, me toco que estou vendo uma semi nua em sua cama. Ok, estão todos me xingando dizendo:
‘Veja só como você é hipócrita, humilhava a garota na escola, a achava o cão chupando manga e agora fica aí, babando nela.’
Pois é, vejam a ironia do destino, estou me excitando com a garota que nunca pensei que poderia provocar isso em mim. Vê-la aqui deitada na cama, somente de calcinha e sutiã, com todas essas curvas, e aquela cintura fina, e aqueles seios tão proporcionais e esse rosto que ficou tão perfeito. Tá difícil me controlar, minha vontade é entrar nesse quarto e agarrá-la. Porém, eu preciso entrar na outra porta e erguer a tampa do vaso, que a água do joelho já está me dominando.
-*-
Ah, não há nada mais delicioso que esvaziar o que está cheio, me sinto livre como um pássaro para voar. Como eu sou ridículo, dude. Agora é só sair do banheiro, agradecer e ir pra casa curtir minha solidão, quem sabe a possa me dar uma “ajudinha” mais tarde. Saio do banheiro e dou de cara com uma encostada no corredor, encarando-me.
‘Até que enfim, , achei que tinha morrido no banheiro.’
‘Demorei tanto assim?’
‘Bom, só me espionando foram uns 30 minutos, mais 20 no banheiro e mais uns 5 agora. Dá quase uma hora.’
COMO É? Ela me viu a espionando. Aquele sorriso não era inocente então, ela estava rindo de mim. Merda! ‘É, então, cadê sua avó?’ Ótima pergunta pra se fazer nesse momento, idiota. ‘Bom, minha vó saiu. Aliás, foi viajar com o Adolf, ela pediu pra te avisar e disse que você pode levar o resto do bolo. Ela fez outro pra mim, então não precisa se preocupar.’
‘Então, é, tipo, a gente, tá, é, aqui, assim, nós dois, sozinhos?’ Não, sua anta, o Barney está aqui também. ‘Estamos, sozinhos, sem ninguém para nos vigiar’ ela diz andando em passos lentos na minha direção, morde o lábio inferior e me olha travessa. ‘Cuidado, garota!’
‘Quem tem que tomar cuidado aqui é você, porque vai começar a pagar por cada lágrima que me fez derramar, e vai ser agora!’ ela diz com um tom vingativo e provocante. Parece que treinou essas palavras por muito tempo.
SOCORRO, POLÍCIA, VOU MORRER. ELA VAI ME MATAR. ‘Vai me matar é? eu pergunto com uma cara horrenda de medo, já estou sentindo a bala furando meu tórax.
Ela sorri, caminha até mim, fica na ponta dos pés, segura na gola da minha regata e sussurra entre os dentes no meu ouvido. ‘Vou te matar sim, mas de prazer.’
Uh! Aposto que se vinganças fossem todas assim, todo mundo aqui ia fazer merda pro resto da vida.
Ela volta a posição inicial, sobe levemente minha regata e arranha com umas unhas poderosas minha barriga. Tenho que dizer que só com este simples contato já estou morrendo de excitação.
Ela me empurra com força contra a parede, garota forte, começa a beijar meu pescoço dando sugadas suaves que vão se transformando em chupões que vão me deixar roxo. ‘Quando a perguntar das marcas roxas aqui, seja homem suficiente pra dizer que fui eu que fiz’ ela diz provocativa enquanto prende minhas mãos atrás das minhas costas e brinca com minha orelha.
Essa tortura tá me matando, se fui eu que ensinei essa garota a ser tão masoquista assim, creio que vou começar a dar aulas.
Sou surpreendido por ela abaixando meu shorts de uma vez, puxando até a boxer junto. Senhor Jr e eu ficamos felizes. se abaixa e fica de joelhos, pega na minha glande com força me fazendo soltar um gemido abafado. Ela começa a fazer movimentos vagarosos de vai e vem, deixando-me em estado de loucura total. ‘Sabe, , eu passei muita raiva com vocês por muito tempo, mas eu era muito inocente e criança pra fazer algo contra. Felizmente quando todo mundo da sala achava que já era adulto, eu ainda era uma criança medrosa. Mas o tempo passa, as coisas mudam...’ Ela lambe toda a extensão do meu membro e me olha com uma cara pornográfica impagável. ‘, eu não sei por que todo mundo fazia o que fazia com você, sabe, desculp...’ Eu sou retardado ou o quê? ‘Cala a boca, porra, eu não mandei você falar, é pra você só me escutar. Se for pra abrir a boca, que seja pra gemer.’
STRIKE 1! Levei um corte bonito. ‘Isso é pela surra da primeira série’ ela diz e dá uma sugada MARAVILHOSA no meu pênis. Começa a chupá-lo freneticamente, meus músculos abdominais estão contraindo compulsivamente. Ela vai me matar literalmente de prazer.
Quando eu vou colocar minhas mãos em seus cabelos para coordenar os movimentos, ela bate as mesmas contra a parede e me segura com força pelas coxas. ‘Não faça isso de novo’ me diz, lançando-me um olhar indecifrável, um misto de tesão com raiva mortal.
STRIKE 2!
A garota deixa meu membro de lado e se levanta puxando meu pescoço para frente, quase arrancando meus cabelos da nuca. Ela me olha fixamente, tenho que admitir que nunca nenhuma mulher me colocou em estado de submissão. Mas a , como sempre, consegue romper padrões. ‘Isso é por quando pediram pra diretora me expulsar da escola porque eu estava doente e faltei por algumas semanas.’
Ela me beija enlouquecedoramente, parece que quer sugar minha alma. Os movimentos que ela faz com a língua provocam efeitos em mim que nem uma noite de sexo selvagem podem provocar. Ela morde meus lábios com força e só para quando sente vestígios de sangue. Subitamente volta a me beijar fogosamente outra vez e tira minha camisa com as mãos livres que correm para minhas costas. Ela me arranha sem dó nem piedade. Quando eu tento descer as mãos em sua cintura para intensificar ainda mais este tesão oral, ela finca suas unhas em minhas mãos e sussurra entre o beijo um sensual ‘Não’.
STRIKE 3! Outra tirada covarde.
cuatro
A semana passou literalmente rápido. Sexta-feira já, dude, e meus pais ligaram ontem pra avisar que só vão vir no final do mês. Amém, Deus é pai. Liberdade, privacidade e sexo. Hoje é dia de farra, festa na casa do Herman Joe Buhme, mais conhecido como Joe. As festas na casa desse cara BOMBAM, não tem melhor, não tem.
Desde o último acontecimento com a ela não falou mais comigo, ela sorria quando passava por mim e me olhava tarada e riu demais quando a perguntou das minhas marcas roxa. Não mereço isso.
-*-
Estou vestido para matar. Calça preta jeans de cintura meio baixa e de boca cuidadosamente larga, uma regata preta para não perder o costume e minha jaqueta de verniz vermelho escura. Meu all star vermelho e cabelos presos um pouco. Somente a parte de cima presa juntamente com a franja e o restante solto. Passo meu lindo 212 man na medida certa, dou uma última olhada no espelho, balbucio um ‘sou gostoso’ e desço as escadas.
-*-
Eu não disse que as festas do Joe bombam? Saca só, muita gente, MUITAS gatas louquinhas para perder a roupa e eu aqui todo gato pronto pra acabar com tudo. Infelizmente a não veio, que pena não? PENA O CARALHO. Estava me enjoando dela já.
‘Hey, Joe, e aí, dude?’
‘, caro , valeu por vir.’
‘Perder uma festa do Joe? NEVER. Tá cheio das gostosinhas, hein? Caprichou dessa vez.’
‘Claro, dude, sempre em busca da melhor qualidade pra você’ Joe diz apontando com o dedo indicador pra mim, feito aqueles caras chatos da Polishop.
‘Ae, cambada, vamos regaçar nessa porra hoje.' Quem diz isso é Todd, parceiro das vadiagens, com um copo de vodka na mão e seu inconfundível cabelo ruivo e seu óculos de armação quadrada. Diz ele que isso atrai mais as mulheres, vai saber. ‘Dále, Todd, já viu quem vai pegar?’ eu digo abraçando seus ombros com o braço esquerdo e apontando pras gatas espalhadas. ‘Orra, quem sabe aquelas duas loiras peitudonas e a morena com cara de safada?’
‘Dude, vai com menos sede ao pote, e tu, ? diz Joe.
‘Não sei, dude, tenho que analisar bem. Tem muita oferta, mas estou atrás de qualidade.’
‘Hum, tá enjoado’ Todd tira uma com a minha cara.
‘JESUS DO CÉU, ME DÁ FORÇA, PAI. QUE ISSO, DUDE?’ Joe berra com as mãos para o céu. Bom foi que ninguém viu esse surto. Eu não entendi porra nenhuma até ver o que provocou esse ataque no Joe. Adivinha? Isso mesmo. . A pessoa mais anti social que o mundo já viu, numa festa. Estou chocado, e ela está literalmente HOT.
Vou tentar descrever, cabelo solto com a franja comprida e vermelha de lado, uma maquiagem forte, bem forte, olhos com sombra preta e prata, um gloss bronze dando mais volume àquela boca carnuda e gostosa. Uma blusa preta com um decote 'V' deixando boa parte de seus seios à mostra e a mesma era fechada na frente com uma fita azul grossa que terminava solta um pouco abaixo do umbigo. Uma mini saia preta, meia arrastão e um salto alto, alto mesmo, preto.
Ela passa por nós com um sorriso no rosto e é puxada por Joe.
‘, quem diria, você numa festa do Joe aqui.’
‘Não se faça de inocente. Joe, me entregaram seu convite' ela diz dando uma piscada e soltando um risinho maroto.
‘Então, , o que fez você vir a uma festa? Você sempre odiou' Todd pergunta meio surpreso demais pro meu gosto.
‘Já faz mais de três anos, Todd, as pessoas mudam' diz passando por nós, dá três passos à frente e vira para nós novamente 'Antes que me esqueça, olá, . Ela dá uma ênfase sexy ao e sai indo ao bar pegar algo pra beber.
‘Hm, olá, . Andou fazendo algo que não estamos sabendo, dude? Pode contar ae.’
‘Ih, viaja não. Joe, tenho a , cara.’ Isso não convenceu nem a mim,ok?
‘, ? ? Ah, velho, todo mundo aqui sabe que tu tá se fodendo pra ela.’
‘Ah, Todd, esquece isso. Não tem nada não’ eu digo visivelmente nervoso quando uma morena gostosa de olhos azuis vem falar comigo.
‘Oi, ’ ela diz toda meiguinha.
‘Oi, gata, você é da escola?'
‘Aham, segundo ano e você do terceiro, pelo o que eu sei.’
‘Exato. Então, tá a fim de andar por aí?'
‘Claro.’ Ela ficou toda animadinha, há, sou foda.
‘Dudes, depois a gente se vê.’ Eles apenas sorriem e eu saio com a guria que até agora não sei o nome.
‘Hm, então a não veio na festa...’ Ela começa a passar os dedos nos meus lábios tentando me provocar, mas não surge muito efeito. ‘Você tá sozinho...’ Não deixo ela terminar o que pretendia dizer e a beijo com força, ela envolve seus braços em meu pescoço e eu a puxo pela cintura com força, intensificando este beijo um tanto quanto sem graça. Ela morde meu lábio inferior e em um movimento rápido puxa minha camisa para cima. Aproveitando a situação, eu subo seu vestido até sua cintura e aperto suas nádegas magras em uma tentativa de conseguir me excitar com isso. Ela suspira contra meu rosto e dirige sua mão até o cós da minha calça. Tenta abrir meu cinto e, depois de alguns minutos tentado, ela consegue. Eu mesmo abaixo meu zíper e, com um pouco de dificuldade, mostrando inexperiência, coloca sua mão dentro da minha boxer, pegando no meu pênis quase ereto.
‘Fama confirmada, ’ a garota sussurra em meu ouvido. Não falei? Eu sou foda e tenho uma fama mais foda ainda. Apesar de tudo isto, essa garota é tão sem graça e isso aqui tá tão tedioso. E sim, bem isso que você tá pensando, a faz bem melhor e eu quero ela.
‘Samantha! Samantha.’
‘Droga, meu irmão está me chamando, e agora?’ Ela olha para mim com uma expressão desesperada esperando por um conselho. ‘Vai, se não vai sujar pra mim e pra você’ eu digo tentando ser o mais simpático possível.
‘Ok, até mais, gato’ ela diz e sai correndo atrás do irmão. Uffa, me livrei dessa coisa sem sal nem açúcar. Agora eu vou voltar pra festa e ver o que está se passando por lá.
Vou me aproximando e vejo algo que me deixa totalmente chocado. Joe, Todd e , estão conversando, rindo e bebendo juntos na varanda da casa, como se fossem amigos há séculos. Não há ninguém mais aqui, só alguns bêbados jogados na calçada. Tenho que confessar que eu estou sentindo ciúmes da ali com eles, tão sorridente e ela parece se insinuar para eles. Não que eu seja louco por ela, mas, ah, vocês me entenderam.
‘Já, ’ Joe pergunta em tom de zoação.
‘O irmão da gata brochou tudo’ eu digo me jogando em uma das cadeiras.
‘Será que foi só o irmão, ?’ Todd pergunta irônico, arrancando risadas de Joe e .
‘Vai dar o cu, Todd, eu não sou igual tu, dude.’
começa a rir sozinha e todo mundo olha pra ela com uma interrogação.
‘Rindo do que, hein?’ Joe pergunta malicioso.
‘Nada não, Joe, hein, que tal a gente entrar, tá frio aqui.’
‘Boa idéia, se a polícia passa aqui e vê a gente, vai foder a porra toda.’
Agora dentro casa, estamos ainda meio lúcidos, eu e Todd bebendo vodka, Joe cerveja e um Smirnoff.
‘, nunca pensei que iria me embebedar contigo e também que tu era tão, é, legal’ Joe diz jogando seu charme fajuto em cima da .
‘Ai, Joe, chega de falar de mim assim, esquece isso, cara.’
‘Certo, gata. Então, gente, vamos fazer o quê?’ Certo, gata? Joe vai levar um soco.
‘Não sei vocês, eu vou pegar mais álcool.’ levanta meio tropeçando e nos dá uma bela visão se seu quadril largo, sua bela bunda e suas coxas tesudas.
‘Hoje eu pego, dude, escreve o que eu estou dizendo, ela tá muito hot pra deixar passar’ Joe fala todo se achando o gostosão. Ele vai pegar a putaquepariu, cretino sem escrúpulos.
volta com as bebidas e senta no colo de Todd, que fica todo animadinho, ao contrário de Joe, que fica puto da vida, claro, não mais que eu.
‘Gente, vocês estão desanimados, que foi?’ pergunta, fazendo-se de inocente, ela sabe muito bem que o Joe quer pegá-la e que provoca efeitos duvidosos em mim.
‘Não sei quanto a vocês, eu tenho o que fazer.’
As cenas que se sucederam depois deste comentário me deixaram maluco.
Agora eu estou aqui na cozinha enchendo a cara com Joe, dois garanhões que tomaram no cu e acabaram não pegando ninguém.
‘Porra, , eu convido, eu faço sala, eu sou simpático, eu provoco e ele que pega?’
Prefiro nem responder, dou mais um gole na minha cerveja.
Tudo que aconteceu me deixou maluco, doido. Ok, você quer saber o que aconteceu? Aqui vai.
Quando Todd disse: ‘Não sei quanto a vocês, eu tenho o que fazer’, ele beijou a de surpresa, que olhou meio assustada pra ele. Joe saiu puto da vida e eu também. Mas fiquei da porta vendo a cena.
Todd beijava , que retribuía com o mesmo fogo. Era um beijo pornográfico, daquele que as pessoas enrolam a língua visivelmente. se virou de frente pra ele e o envolveu com seus braços, intensificando ainda mais aquele beijo 'caliente'. Todd desceu suas mãos ligeiras para a blusa de e começou a tirar a fita azul que a fechava, ela sorriu de lado e partiu o beijo. Fixou seu olhar penetrante nele e fez a expressão mais sexy que eu já vi, me deixando excitado demais, mesmo estando longe, imagina o que o mesmo provocou no Todd. Ela pousou suas mãos nas dele e começou a ajudá-lo a tirar a fita. A blusa foi se abrindo e, a cada parte da fita que era tirada, pedaços da barriga lisa da garota iam aparecendo. Eu podia ver as contrações que o abdômen dela fazia. Quando chegaram perto dos peitos dela, pegou as mãos de Todd começou a massagear seus seios com elas, fechou seus olhos com o toque de Todd e começou a movimentar-se em cima dele. Ela usava um sutiã azul do mesmo tom da fita, com uma renda preta bem trabalhada e, se não me engano, o fecho do mesmo era na parte da frente. Os dois voltaram a se beijar e puxou a camisa dele para cima, despindo-o. Passou aquelas já conhecidas unhas pelo abdômen de Todd, que gemeu baixinho, e começou a beijar o pescoço do mesmo empinando o quadril, proporcionando-me uma bela visão. Todd tirou a saia de com as mãos e os pés, fiquei até assustado com a competência do garoto. Quando ele ameaçou tirar sua calcinha, parou o beijo soltando uma gargalhada gostosa e disse: ‘Por hoje é só, Todd.’, adivinha se eu não fiquei feliz? Apesar de tudo, eu percebi que era só um joguinho com Todd, e ele pareceu entender também. Mas para o tamanho dele, aquilo equivalia a uma noite com quatro atrizes pornôs.
(recomendo colocarem esta música para carregar Getting away with murder - Papa Roach)
Agora estou aqui, enchendo a cara, tentando ficar bêbado alucinado e, pra minha desgraça, nem isso eu consigo. Tu tem noção do que é beber oito garrafas de cerveja, um litro de vodka e mais umas misturas fromhell e continuar lúcido? Pra ajudar Joe, Todd e sumiram, o melhor que eu faço é ir embora, cair na cama e curtir minha noite infeliz. Afinal, o que eu fiz de literalmente bom hoje? Babar na ? Porque quem pegou a foi o Todd, aquela morena que eu nem sei quem é equivaleu a NADA, dormir vai ser o mais produtivo a fazer. (Coloquem a música para tocar)
Entro no meu carro, rodo as chaves, ligo o rádio que toca Getting Away With Murdder, do Papa Roach. Pelo menos não fico carente de rock foda de verdade.
Somewhere beyond happiness and sadness
Em algum lugar além da felicidade e da tristeza I need to calculate
Eu preciso calcular What creates my own madness
O que cria minha própria loucura And I'm addicted to your punishment
E estou viciado na sua punição And you're the master
E você é a mestra And I am waiting for disaster
E eu estou esperando pelo desastre
Não, não, não! Quando eu acho que pelo menos a música não está conspirando contra mim, eu estou errado. Ela está dizendo exatamente o que está acontecendo comigo. O poder que aquela garota exerce sobre mim é inexplicável, eu a vejo e não consigo coordenar meus pensamentos e nem movimentos. Eu não consigo me livrar da astúcia e falta de escrúpulos daquela gostos... garota.
(Refrão) I feel irrational
Eu me sinto irracional So confrontational
Tão Confrontacional To tell the truth I am Getting away with murder
Para dizer que na verdade estou saindo impune de um assassinato It isn't possible
Não é possível To never tell the truth
Nunca dizer a verdade But the reality is I'm getting away with murder
Mas a realidade é que estou fugindo impune de um assassinato (Getting away, Getting away, Getting away)
(fugindo,fugindo,fugindo)
Dude, eu não estou dizendo? Até o rádio está jogando na minha cara o que anda acontecendo na minha vida. Sabe, estava tudo tão organizado e de repente ela surge, confunde minhas idéias, comanda meus atos, me enlouquece sem nem pedir permissão. E, pior, tudo culpa minha. Eu e mais aquela escola acabamos com a vida dela. Eu, , chutei e ignorei todo e qualquer sentimento que ela sentia por mim.
Eu sou um monstro e ela uma criminosa, uma criminosa perfeita. Agora o problema é que eu não consigo ficar longe daquele joguinho covarde que ela está fazendo comigo. A está me fazendo sentir prazer com este castigo e isso não deveria estar acontecendo. E o pior é que está. SHIT!
cinco
Sabe que agora nessa fossa infernal eu percebi que a casa do Joe fica quase do outro lado da cidade? Curioso não? Tá, não é curioso.
Estou a três quarteirões de casa quando eu avisto um certo rebolado conhecido, andando descalço com os saltos na mão. Caralho, dude, quando eu acho que vou me recuperar, eu vejo o diabo.
'Andando sozinha a uma hora dessas, ?' 'Não estaria se algum cara gostoso parasse e me desse carona' ela diz virando de frente pro carro, cruzando os braços e fazendo uma expressão de 'abre a porta, idiota.' 'Entra ae então.' 'Qual parte do homem gostoso você não entendeu, hein? ela pergunta com uma expressão de deboche estampada. Custa ser só um pouquinho simpática? Ela me vê fechar a cara e instantaneamente diz com uma voz doce 'Calma, , cadê o senso de humor?'.
Deduzo que estou com uma linda cara de otário.
Então ela abre a porta, coloca uma das pernas primeiro, curva-se um pouco demais para entrar no carro e quase esfrega os peitos na minha cara, coloca a outra perna sentando-se com as mesmas abertas e joga o pescoço para trás.
OWNED 1.
Eu chego em casa, aperto o controle que abre o portão vagarosamente, entro com o carro na garagem e desço sendo acompanhado por . 'Então, é, você vai embora? eu pergunto coçando a cabeça. 'Ah, , minha vó está viajando, não quero dormir naquela casa sozinha, jovens indefesas sozinhas em casas durante a madrugada não tem um bom final' ela diz com a maior cara lavada, óbvio que ela quer dormir aqui e abusar de mim. Ela tá pensando o quê? Que eu vou deixar que uma adolescente sem escrúpulos durma comigo na minha cama e abuse de mim? É, pensando bem ela vai dormir aqui sim.
Eu abro a porta e dou passagem para entrar, eu entro, fecho a porta e, quando vou sair em direção às escadas, trombo em quem?
'Calma, garotão' diz toda marota com a unha do dedão na boca. 'Estou calmo, garotona. Então a fim de comer algo? eu pergunto com um ar pervertido. 'A pergunta seria se VOCÊ está com fome, e o que você gostaria de comer. Não é? pergunta e então solta uma gargalhada gostosa sentando-se no terceiro degrau da escada. 'E o que nós temos no cardápio? eu pergunto me dirigindo a ela com uma expressão pensativa com uma das mãos no queixo. 'Se você estiver a fim de comer galinha ou piranha, tu vai na casa da esquina da rua de trás, mas se tu quiser comer... ela não termina a frase e começa a sorrir mordendo o lábio inferior fazendo uma cara provocante enlouquecedora, coloca os braços entre as pernas e abaixa a cabeça em sintonia com os braços. Detalhe, quem mora na esquina da rua de trás é a .
Estou parado na frente dela em pé a encarando, ela se arca para trás apoiando-se nos cotovelos, encarando-me com uma expressão bem pervertida. Depois de alguns segundos nos fitando, ela sobe o braço em direção a minha camisa e me puxa pra baixo, fazendo-me ficar perigosamente muito próximo, nós podemos sentir ambas as respirações. Sinto-me embriagado com o cheiro viciante que o corpo desta garota exala. Ela consegue fazer com que cada músculo meu se contraia, que todos os pelos do meu corpo se ericem, ela consegue hipnotizar meus neurônios me obrigando a tocá-la. Eu começo a passar as mãos em suas coxas fartas ainda protegidas pela meia arrastão e distribuo beijos e mordidinhas em seu colo, que vão subindo lenta e provocantemente para o pescoço. passa aquelas negras unhas poderosas em minha nuca como se pedisse por mais intensidade, me fazendo aprofundar as sugadelas em seu pescoço. Para contrariá-la, eu cesso os beijos lentamente e a fito safado com um sorrisinho vitorioso no rosto. A cara que ela faz não é das mais contentes e eu sorrio jogando o rosto de lado.
'Quando eu quiser que você pare, eu aviso' ela diz tentando ser séria, mas sua voz sai com dificuldade, logo ela deixar escapar um pequeno sorriso e solta um suspiro longo quando pega a minha mão direita e a guia por dentro de sua saia, fazendo-me tocar sua intimidade.
Owned 2.
'E o que você quer agora?' eu sussurro em seu ouvido enquanto minhas mãos trabalham ardilosamente descendo sua meia. 'Eu quero pizza, ' ela diz saltando, tentando fugir dos meus toques, fazendo-me cair de cara na escada. Detalhe que estava com a meia no joelho, mal conseguindo andar. 'Você quer pizza? Só pizza? Certo?' pergunto meio confuso e inconformado. Ela parece não querer admitir que estava perdendo o controle da situação. 'Por agora é só pizza, ' ela diz se virando de costas visivelmente irritada pelo fato de seu joguinho ter sido invertido. Incrível como esta garota é dominadora e se culpa a cada segundo por seu ar petulante ter caído por terra.
'Ok, vou pegar o telefone e ligar naquela pizzaria 24 horas, madame'digo saindo meio desorientado em direção ao telefone. 'Não' ela fala rápido de um jeito engraçado. 'E por que não?' eu pergunto arqueando a sobrancelha, lá vem coisa que não presta. Ela não me responde, apenas olha pra meia e pra mim, umas quatro vezes. 'Comecei o serviço e tenho que terminar, é isso?' 'Hm, aprende rápido você.' A garota arruma uma maneira, mais uma vez, de voltar a ter o controle de tudo. Eu caminho até ela e me coloco de joelhos olhando fixamente em seus olhos. Seguro em uma de suas coxas com força e coloco meus dedos indicadores em cada um dos lados da meia a descendo vagarosamente, começo a me dedicar a cada parte que vai ficando desnuda, dando pequenos beijos molhados e mordidinhas que vão fazendo puxar mais ar dos pulmões e eu posso sentir que o apoio de suas pernas já não é suficiente. Repito os mesmos movimentos do outro lado. Por fim levanto cada um de seus pés puxando a meia e a atirando em algum lugar qualquer, não deixo de olhá-la em nenhum momento. Seus olhos e meus olhos parecem não conseguir se desvencilhar. Este jogo está ficando cada vez mais intenso e cada atitude, por mais simples e menor que seja, provoca reações profundas e perturbadoras. Fico de pé não conseguindo desvencilhar o olhar dela. caminha até mim e quando estamos bem próximos levanta levemente minha camisa e cruza uma das pernas em minha cintura e logo depois envolve sua cintura com um dos meus braços, em nenhum momento perdemos o contato visual. Se tivéssemos uma rosa em minha boca, juraria que isto é um tango. Ela aproxima a face de mim roçando os lábios carnudos nos meus e sussurra exalando um ar quente que me faz perder a conexão dos sentidos:
'Pizza, , pizza, just pizza.' E sai da sua posição, deixando-me completamente parado sem reação. Merda, dude, pizzas tem pênis agora? 'Argh! Maldita pizza.' Eu saio e pego o telefone, ligando para a pizzaria.
-*-
Agora nós estamos no chão do meu quarto comendo pizza e assistindo mansão foster, por incrível que pareça algo inocente que não envolve sexo, libido, álcool e rock. Estranho não?
'Ah, eu adoro o Acoco' diz toda animadinha olhando para TV totalmente vidrada. 'Não sabia que você gostava tanto de desenhos animados.' 'A questão é que você não sabe nada sobre mim' ela diz me fitando segurando seu copo de coca paralelo a sua boca dando um gole no mesmo logo em seguida. 'Exemplifique' eu digo abrindo os braços e mordendo um pedaço da minha pizza. 'Você não sabe de nenhuma das minhas fantasias sexuais, por exemplo, e também não sabe como eu sou pelada também' ela diz olhando para TV tentando me evitar. Eu não sei por que me surpreendo com as respostas dela, afinal, o objetivo dela comigo é única e especificamente sexual. Não que eu ache ruim, sentimentos só estragam as coisas. 'Ok, você me pegou, mas eu me lembro de você na excursão de formatura da oitava série, de biquíni verde, até que naquela época você tinha melhorado razoavelmente.' Estou assinando meu contrato de morte a provocando assim. 'Credo, , que memória fraca, você ficou me espionando esses dias só de calcinha e sutiã no meu quarto. E, aliás, eu já vi muito mais coisas que você.' É, realmente ela estava certa, e o pior é que nessa história toda eu estou em desvantagem porque ela me viu no estado mais natural possível, nuzinho da silva sauro. 'Vem cá, você não acha isso injusto? Você já me viu pelado e eu nada.' 'Injusto? Me poupe, ok, isso é mais do que justo, afinal, quem sempre foi injustiçada nessa história fui eu. Se contente em sempre ter que me proporcionar tudo o que eu quiser e ficar em segundo plano.' 'E por que você acha que eu vou deixar você abusar de mim? Tá achando o que, hein? Que eu sou um vibrador que tu mete e só precisa trocar a pilha?' Estou revoltado, ela tem a cara de pau de dizer na minha cara que vai abusar de mim. Afinal, eu sou humano, tenho sentimentos, tenho vontades e necessidades. Eu sou um homem, na hora do sexo eu preciso mandar, eu preciso estar por cima. Onde vai parar meu machismo nessa história? 'Sabe o que é, ...' Ela coloca seu copo de coca no chão, colocando-se de quatro e engatinhando até mim. Como sempre, nossos olhos se encontram e transmitem uma necessidade insuportável. Quando ela chega na minha frente, se ajoelha de uma maneira que sua boca fica na altura da minha, nossos olhares se encontram mais uma vez e ela vagarosamente coloca seu dedo indicador em meu queixo, me puxando para mais próximo de si, como se isso fosse possível. Agora com as duas mãos livres, as desce até meus braços e os levanta, prendendo-os acima de minha cabeça, de modo que não possa tocá-la. Ela toca minha boca com a sua e começa a me beijar sutilmente, sua língua percorre toda a extensão dos meus lábios e contorno da boca, uma de suas mãos ainda prende meu braço acima da minha cabeça e a outra está pousada em meu queixo, fazendo com que ela comande o ritmo do beijo. Inutilmente, eu tento intensificá-lo, porém, ela afasta sua boca da minha sorrindo provocantemente. Novamente seus lábios rumam minha face, mas desta vez se concentram em morder meu lóbulo, fazendo com que eu sinta um arrepio percorrer minha espinha, é como se uma descarga de êxtase tomasse conta de mim. E então ela sussurra no meu ouvido: 'Você não consegue dizer não pra mim.' Logo após dizer isto, ela solta meus braços e sussurra novamente: 'Agora seja homem e me faça mulher.' E então ela se afasta de mim e me olha como se estivesse morrendo precisando urgentemente de socorro. Mesmo tentando fugir dessa hipnose que me controla e me faz esquecer qualquer padrão racional, eu não resisto e a puxo pelos cabelos para o mais perto possível; nossas bocas se encontram com força e o choque provoca aquele certo tipo de dor boa de se sentir. envolve meu pescoço com seus braços e intensifica ainda mais nosso beijo. Nossas línguas se buscam em desespero e nossas mãos não conseguem parar em um determinado lugar, elas correm por todas as partes do corpo. Eu sinto necessidade de apertar suas coxas, massagear seus seios, puxar seus cabelos, um turbilhão de sensações nos deixa em estado de tesão profundo e é impossível que nossos corpos se separem.
Com rapidez, eu puxo sua blusa para cima tentando me livrar logo dela, mas é inútil, pois a fita a prende no corpo. Eu olho meio que desesperado para , que sorri e começa vagarosamente a puxar a fita. Comecei a odiar essa maldita fita que só dá trabalho. Impulsivamente, eu arranco as mãos de da fita e a puxo da maneira mais rápida possível, logo a blusa já havia voado para algum lugar qualquer. Ainda no meu impulso de ter aquela garota só para mim, eu puxo o fecho do seu sutiã na brutalidade, tirando-o e tacando-o longe, pouco me importam as boas maneiras nesse momento.
Neste instante, nós não precisamos nos comunicar para satisfazer nossas vontades, nossos olhos e corpos já dizem tudo. Novamente eu puxo para mim, desta vez apertando sua bunda como se quisesse tirar um pedaço dela, e colo nossos lábios, que se beijam com voracidade.
Surpreendendo-me, se levanta, levando minha regata junto e, com um olhar pervertido, empurra meu tórax para baixo usando seu pé, ficando em cima de mim, com um pé de cada lado do meu corpo. Ela me olha sedenta, mordendo os lábios e tremendo as pernas. dá alguns passos e me dá uma das mais excitantes visões da minha vida, estou diretamente olhando por baixo de sua saia, isso pode até parecer coisa de adolescente punheteiro, mas não, meus caros, quando se trata da , as coisas são sempre diferentes.
curva seu corpo para baixo e me puxa, guiando-me em direção a sua intimidade. Mais uma vez repito, não se faz necessário o uso de palavras, nossas atitudes mostram quais são nossas vontades. Eu tento me posicionar de uma maneira mais confortável, assim, ficando sentado encostado na cama. começa a bater os pés, impaciente com minha demora, então eu sorrio maroto para ela, seguro em suas duas coxas com força, uma de minhas mãos em cada uma delas, e a puxo um pouco para baixo para que possa tocar seu órgão com minha boca. coloca as mãos por baixo da saia e logo eu posso ver sua calcinha escorregando pelas suas canelas. Eu a olho sedento por sexo, afinal, foi pra isso que ela veio aqui. A garota corresponde meu olhar e desce suas mãos até as minhas, as guia até o cós da saia e o puxa, ficando inteiramente nua.
Um tesão inexplicável toma conta de mim, eu posso sentir que meu coração bombeia adrenalina ao invés de sangue, é a mesma que está correndo em minhas veias no momento; todo meu sangue tem um único destino e, por isso, meu membro insisti em pulsar deliciosamente. 'Anda, , acaba logo com isso' suplica com a voz falha, olhando-me com uma intensidade incrível. Sem conseguir me controlar mais, eu mergulho meus lábios em sua vulva inchada e molhada. tem um espasmo, contraindo-se inteiramente e mordendo os próprios lábios. Minha língua lambe cada pedaço de sua vagina e, meu Deus, como o gosto dela é viciante. Fricciono meus dentes com força média em seu clitóris e solta um gemido prolongado, aumentando seus movimento sobre minha boca. Sentindo que ela precisa de mais, a penetro com meu dedo médio, recebendo, agora sim, um legítimo grito de prazer.
Os gemidos de agora se tornam urros, meus dois dedos a penetram agilmente e minha boca está vermelha, dolorida e descontrolada nas sugadas na garota, porém, quando mais eu ouço gritar e a sinto rebolar em mim, mas eu quero chupá-la. 'Awn! , só... mais AWN, um pou.., ahh, isso assim, vai, AAAAAWN'
Então eu sinto o líquido quente e gostoso de escorrendo em mim e, após segundos, também escorre pelo meio peitoral, caindo ofegante com as mãos espalmadas por meus ombros. Ela fica assim por alguns instantes e então se senta em mim, olhando-me tarada.
'Sua vez agora' eu digo, jogando-me para trás deixando meus braços colados às laterais do meu corpo, um em cada lateral. sorri e aproxima sua boca da minha, que ainda está vermelha e inchada graças as minhas acrobacias orais. Ao contrário do que eu imaginava, ela não beija provocantemente, e sim com avidez e gula. Sua intenção, a meu ver, é de machucar meus lábios mais ainda; suas mãos hábeis e macias vão descendo pelo meu 'caminho da felicidade' até chegar em minhas entradas (sexys) pélvicas. Sem dificuldades, ela desce meu zíper e escorrega suas mãos por dentro da minha boxer, pegando com vontade em meu membro. Eu mordo seu lábio pedindo misericórdia e ela apenas ri de lado.
Seus beijos agora vão descendo, se concentram em meu pescoço, vão parar nos meus mamilos e então chegam ao lugar do qual nunca deveriam ter saído. Ela me olha fixamente por alguns segundos e começa a descer minhas calças com toda a paciência do universo. Eu já estou desesperado, é uma tortura tê-la tão perto e ao mesmo tempo tão distante.
Agora ela tira minha boxer e solta um risinho ao ver meu membro totalmente ereto à sua frente. Coloca o cabelo atrás da orelha e me olha por última vez. Em questão de milésimos, sua boca envolve minha glande e meu corpo responde, contraindo-se, e minha boca se abre procurando sugar todo o ar que há em meu quarto.
apóia suas mãos em minhas coxas e chupa meu pênis com vontade. Meu Pai, ela á boa demais nisso. Agora uma de suas mãos massageia meus testículos e sua boca continua me sugando, a cada instante com mais rapidez. Pela primeira vez em muitas tentativas, ela me deixa enlaçar seus cabelos e obrigá-la a agir no meu ritmo. 'Awn, , só mais um pouco.' eu digo com a voz fraca e masturba a base do meu membro enquanto sobe e desce seus lábios.
Deduzo que ela sente o meu pré-gozo e acelera ainda mais os movimentos, neste momento eu sinto algo totalmente indescritível tomando conta de mim, fazendo-me contrair cada músculo e, sem perceber, eu solto um gemido alto e fecho os olhos. Quando os abro, vejo limpando os cantos da boca sujos do meu esperma e me olhar com um sorriso meigo que eu respondo, mas meu nível de nervosismo é maior, passo as mãos pelo cabelo e me jogo para trás. vem até mim e me beija suavemente dividindo meu gosto comigo. Então ela se senta sobre mim virada de costas e alisa minhas bochechas. 'Sou melhor que ela, não sou?' ela pergunta provocativa. 'Melhor que quem, ? 'Melhor que quem... Que a , ué, quem mais seria?' Você é a melhor de todas garota, acorda! Ah, eu não vou dizer isso, se não eu vou fazer um ménage a trois com a e o ego dela. 'Aham, você é, muita garota é melhor que ela. E me tira uma dúvida, como a senhorita ganhou tanta prática, hein?' 'Ah, , que inocência, como uma garota aprende a fazer sexo oral decentemente? Fazendo em vários caras, dã!' 'Andou chupando Madrid inteira então?' Então ela vira de frente pra mim rindo, pendurando os braços em meus ombros. 'Andei chupando Madrid inteira só pra fazer direitinho com você, .'
COMO É QUE É??? 'O QUÊ?' 'Você me ignorou a vida inteira, sabia que eu gostava de você e nem teve consideração. Lembra na festa de fim de ano da sétima série? Eu comprei aquele vestido azul e coloquei um salto no pé pela primeira vez. E quando eu tomei coragem pra falar contigo, tu beijou ELA, na minha frente e rindo na minha cara. Eu só queria e quero mostrar que eu sou muito, mas muito melhor que ela, e que você perdeu demais' ela diz isso olhando diretamente em meus olhos com uma expressão séria, mas logo após solta um risinho de lado.
'Mas, então... ' Ela me interrompe me beijando calmamente, sua língua pede passagem e eu a concedo. Ela tenta aproximar nossos corpos colocando meus braços em sua cintura, então eu a puxo para mais perto, agora a beijando com força. Aos poucos, sinto minha ereção pronta novamente.
Todas essas declarações me deixaram confuso. Afinal, ela ainda gosta de mim ou só está aqui somente por vingança? E um sentimento enorme de culpa me invade, afinal, me culpa por toda a infelicidade de sua vida e coloca no pacote também o ódio por ela, , a garota com qual eu mantenho um caso fajuto.
Nossos corpos voltam a pedir por mais, então nós nos levantamos sem cessar o beijo e eu guio até a cama e a jogo nela. Ela sorri tarada para mim e abre as pernas, exibindo sua intimidade. Isso faz com que uma corrente de arrepios corra em mim.
Eu começo beijando seus pés e vou subindo pelas canelas, joelhos, coxas, virilha, umbigo, barriga, seios, ombros, pescoço, queixo e, por fim, sua boca carnuda. Ela puxa meus cabelos da nuca e cruza suas pernas em minhas costas. Não aguentando mais, eu me posiciono em sua entrada e a estoco de uma vez, a fazendo urrar e cravar as unhas em meus ombros.
Nossos movimentos vão acelerando e o suor começa a escorrer por nossos rostos. Os mamilos rígidos de se esfregam em meu dorso e seus gemidos em meu ouvido me enlouquecem. Vou diminuindo os movimentos e saio de dentro dela recebendo um resmungo, então eu faço sinal para que ela se sente em mim.
A garota sai de sua posição, fica em pé na cama e caminha até mim me olhando travessa. Ao poucos vai se sentando e fica sentada no ar um pouco acima do meu pênis. Ela segura nele e então o guia até sua entrada e senta de uma vez, provocando uma sensação maravilhosa. me puxa para si e envolve seus braços em meu pescoço, fazendo com que minha boca fique mais ou menos na altura de seus seios. Minhas mãos param em sua bunda a ajudando a subir e descer em mim.
Agora ela já grita toda suada, seu vai e vem em mim está incrivelmente perfeito. Então eu deito não aguentando mais me apoiar na cama e apóia suas mãos em meus ombros, mordendo os próprios lábios gemendo descontroladamente.
Eu procuro sua boca e a beijo do jeito que posso, porém nós não conseguimos mais que encostar os lábios, pois a falta de ar é realmente grande. Novamente eu sinto aquela sensação já conhecida e urro gozando dentro de , que pede só mais um pouco. Poucos segundos se passam e se joga para trás soltando um gemido alto e longo, ela aperta um dos seios mordendo os lábios. Seu líquido escorre sobre meu membro e então eu saio de dentro dela.
A garota cai sobre mim, suada e arfante, eu também estou um caco, com o cabelo suado na testa, mal conseguindo respirar. Tenho que admitir que a senhorita é realmente MUITO boa de cama.
seis
Abro meus olhos e sinto um leve frio nas pernas e então me lembro da noite passada e o porquê do frio, provavelmente eu estou pelado e comprovo isso ao abrir os olhos. Fazia muito, mas muito tempo que não fazia um sexo daqueles, afinal, carne nova é sempre um bom estimulante. Mas tem alguma coisa faltando aqui, cadê a guria que eu comi? , cadê ela que não está nua na minha cama aqui do meu lado? Isso deve fazer parte da coisa, ela está me mostrando que isso aqui é só sexual e ponto. E não pensem que eu estou achando ruim, comer uma gostosa e não precisar dar satisfações e comer outras gostosas nesse meio tempo é vida. Por isso eu e nos damos bem.
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Depois de tomar um banho e sair do banheiro enrolado na minha toalha, eu percebo uma certa movimentação em frente de casa e logo escuto vozes lá embaixo. Ah, legal, meus pais voltaram mais cedo e aposto que eles vão perguntar se eu gostei da surpresa. ', filho, chegamos.' Ah, mãe, não diga que vocês chegaram. 'Estou descendo, mãe, tô saindo do banho.' Eu coloco um shorts qualquer e saio correndo pras escadas. 'Filho, estávamos com saudade' diz meu pai abrindo o sorriso ternura dele. 'Eu também estava, pai. E por que vieram mais cedo?' 'Resolvemos fazer uma surpresa, espero que tenha gostado.' EU NÃO DISSE? 'É claro que sim, mãe, onde estão as malas?' eu disse a abraçando pelos ombros, beijando o topo de sua cabeça. 'Aí está a outra parte da surpresa, seu tio JOHNNY está trazendo' minha mãe disse sorridente e meu pai fecha a cara.
Tio JOHNNY é o irmão caçula do meu pai, ele tem apenas 23 anos e é um garanhão insaciável. Seduz todas, come todas e sempre se sai de inocente na história. Mas ele é um vigarista de primeira, vive aprontando e pedindo arrego aqui em casa e minha mãe o ama, já meu pai tentou matá-lo diversas vezes. E nós somos muito amigos, pois as idades são próximas e nós saímos pra vadiar juntos. Foi ele que me induziu a comer Natalia, minha prima mais velha, e perder minha virgindade aos 15 anos. 'Sobrinho , quanto tempo. Tá gostosão, hein moleque' diz ele com um Ray-Ban, seus cabelos loiros um pouco acima do ombro, aquele tom de voz palhaço, a barba por fazer, calça jeans, camiseta branca, colete verde e sapatos sociais. Um interiorano safado. 'Tio Johnny, que aprontou pra vir aqui dessa vez, hein?' eu digo, abraçando-o e batendo em suas costas. 'Mulher casada, cara, o marido me pegou no guarda-roupa. Ele é um fazendeiro matador, tive que vir, mas seu pai acha que eu vim só tirar férias e ajudar na oficina' ele sussurra no meu ouvido e solta aquela boa e velha risada debochada de um verdadeiro cretino. 'Então, , muitos carros ou todo mundo resolveu não confiar em você?' meu pai pergunta subindo as escadas. 'Resolveram não confiar em mim, pai, acho bom o senhor dar um jeito e avisar que voltou.' 'Pode deixar, vou tomar um banho e ir beber no Carl.' 'Filho e Tio Johnny, matem as saudades, eu vou preparar o almoço e, , o que você de chamar a Senhora para almoçar conosco? Ela ama seu tio.' 'ÓTIMA IDÉIA, CATHERINE, eu adoro aquela coroa' Tio Johnny disse saltando na minha mãe, que ria, ele escorregou as mãos pras coxas dela que eu vi. Vagabundo. 'Bom, vou ligar para ela, se comportem rapazes' minha mãe disse sorridente e foi para o telefone. 'Senhora , aqui é Catherine , como vai? Sim, fizemos boa viagem. Bem, eu gostaria de convidá-la para almoçar conosco, tenho uma surpresa para a Senhora. Oh, a senhora também? Um prato a mais? Claro, claro. Beijos, até mais.' um prato a mais, surpresa, lindo, adivinhem só quem vem almoçar em casa? 'Senhora falou do Adolf como se ele fosse desconhecido, quem entende?' minha mãe pergunta com uma cara confusa e enfim adentra na cozinha. Eu resolvi não me pronunciar para não estragar as surpresas do dia.
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Agora estamos todos nós na mesa em nossos lugares esperando a Senhora chegar, então a campainha toca e eu começo a coçar a cabeça nervoso. 'GATOOOOONA' Tio Johnny sai gritando e abraçando a Senhora , que fica suspensa no ar. 'Gatão, quanto tempo! Ficou mais gatão ainda.' 'A coroa também tá um arraso' Tio Johnny diz, jogando charme. 'Mas, então, onde está a surpresa, senhora ?' minha mãe pergunta curiosa. 'Suurpreesa' senhora chama e aparece na porta, abraçando-se à vó, com uma regata branca, shorts jeans da barra desfiada e all star preto. 'Mas meu Deus, ? Quanto tempo, que saudades e que mudanças' minha mãe diz maravilhada, abraçando . 'Ela não ficou linda?' senhora diz sorridente e sorri sem graça, ela não me engana com essa cara de santa. Senhora esqueceu de mencionar que ela ficou boa de cama também e muito safadinha. 'Tio JOHNNY?' pergunta sorrindo e pulando nele. Nos nossos remotos tempos, sempre vinha aqui com a avó e brincava com Tio Johnny, mas então ele foi embora e eles nunca mais se viram. ', que saúde' ele disse, abraçando-a enquanto ela estava agarrada nele, com as pernas cruzadas em sua cintura e braços envolvidos em seu pescoço. Eu estou bem atrás do tio JOHNNY e está olhando para mim com um sorriso safado, mas logo mergulha a cabeça no ombro do meu tio e dá um beijinho no pescoço dele, que deixa as mãos deslizarem por ela. Ótimo, meu tio e minha carrasca se roçando na minha cara. 'Sei que vocês estão felizes em se ver, mas vamos comer porque senão a comida esfria' minha mãe diz indo para a cozinha. Tio Johnny coloca no chão e sorri todo assanhado pra ela. A garota solta um sorrisinho em resposta e sai atrás da avó, pegando na mão dela. 'Cara, como a ficou gostosa, isso chega a ser milagre. Como você não me disse isso?' 'Vamos comer tá, tio, eu tô com fome.' E que Deus me abençoe nesse momento, amém.
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Agora já é noite, e graças a Deus o almoço correu bem, parecia um anjo de candura e meu tio não tirava os olhos dos peitos dela, eu vou ter que tomar uma atitude quanto a isso. Porém o barulho do meu celular me tira de meus pensamentos.
'Alô?' '? Oi, amor.' 'Oi, , a que devo a honra da ligação?' 'Ai, gato, sabe o que é, eu preciso conversar muito sério contigo, você poderia vir aqui em casa?' 'Agora? Hm, deixa eu ver. Ta, eu vou sim, 10 minutos eu chego, ok?' 'Ah, eu sabia que você não ia me negar. Beijinhos, amore.' 'Beijos, gata.' Ah legal, quer ter uma conversa séria, isso é o mesmo que me dizer que os peitos da Pamela Anderson são brochantes, IMPOSSIBLE.
Depois de andar alguns minutos, eu chego à casa dela e a chamo, aparece na janela e diz que já vem.
Ela me recebe com um selinho e nós entramos na casa. Subimos as escadas e vamos até o quarto dela. Eu entro primeiro e passa por último, trancando a porta e sentando na cama, virada de frente pra mim. 'Então, linda, me diga' eu digo me ajoelhando e pegando em suas mãos. 'Sabe, lindinho, eu e as meninas estávamos conversando sobre nós e eu cheguei a uma conclusão.' 'Qual?' Isso tá me arrepiando as espinhas. 'Nós já somos bem crescidinhos, está na hora de acabar com isso de relacionamento aberto. Sabe, eu quero que você seja meu e eu quero ser sua, .' Ah, era bom demais pra ser verdade uma mulher aceitar um relacionamento aberto. 'Você quer que nós nos assumamos um casal de verdade?' 'Você não quer?' ela diz com uma carinha triste, e eu não sei dizer não às mulheres. 'Eu quero claro que quero' eu digo a abraçando, ela se acomoda em mim e nós nos separamos sorrindo. Eu seguro seu rosto com minhas mãos, postando uma de cada lado e a beijo. É um beijo calmo, sem malícia, não digo que é apaixonado, porque eu não tenho paixão por e não sei se a amo. Mas, enfim, eu ia ter que tomar vergonha na cara mesmo e assumi-la um dia. 'Então, bebê, eu não quero que ninguém fique sabendo, vamos contar a todos numa festa aqui amanhã.' 'Festa? Tipo, vamos contar a todos em público?' Garota que gosta de aparecer, santo Deus. 'É, eu quero tudo muito luxuoso e tenho até um plano maquiavélico, você vai amar.' 'Me conta, fiquei até curioso.' 'Vou chamar a , ela sempre gostou de ti e vai ficar cheia de raiva, quem sabe ela até volte a ser a loser de antes. Ela anda muito metidinha a fodona ultimamente.' Que eu saiba, a é metididinha, mas não metididinha a fodona, se é que vocês me entendem. 'Ah, tudo ótimo. Eu concordo.' É, eu realmente quero ver como a se sai nessa. 'Ai que tudo, gato, agora você vai pra casa que eu preciso ligar pras meninas. AH, eu tô muito feliz, eu te amo' ela diz se jogando em mim. 'Ok, eu vou. Juízo, princesa.'
Chego em casa e me desmonto na cama, hoje foi um dia muito agitado, MUITO AGITADO. Comecei sozinho em casa acordando de uma bela noite de sexo e agora estou indo dormir namorando com um tio tarado que quer comer a dormindo aqui do lado. Arebaba. [n/a: Influência da novela –q]
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Acabou de bater o sinal da última aula e, sério, não aguentava mais ficar nessa escola. E também não aguentava mais esperar o momento em que vai convidar a para a festa, a coisa vai ser boa. NARRADOR AVULSO: pediu em namoro e agora ele não tem mais liberdade para comer outras garotas sem que isso seja enquadrado como traição. vai fazer uma festa e assumir seu relacionamento com hoje a noite e resolveu chamar , sua inimiga, para jogar na cara dela que está namorando com quem sempre quis namorar. está curioso para saber o que vai acontecer e fogosa para aprontar uma com . Como será que vai reagir? Ela vai à festa? Vai pular em ou vai arquitetar mais um plano de vingança, vamos conferir lendo o restante do capítulo. Boa Sorte. FIM NARRADOR AVULSO ', espera, tenho que falar com você.''Interessante, eu não tenho absolutamente nada pra falar com você' diz dando as costas, mas a puxa pelo braço, fazendo-a virar e as duas se encaram com ódio. 'Me escuta, projeto de gente, eu tenho uma festa em casa hoje e quero que você vá.' ri alto e faz ranger os dentes, todos as olham curiosos e fofocando. 'Festa, na sua casa. Perdão, mas eu não gosto de tomar chá com bonecas.' 'Há, muito engraçadinha. Eu quero que você vá e eu sei que você vai.' Então somente a olhou fundo nos olhos, lhe deu as costas e saiu seguindo seu rumo. 'Ei, volta aqui, eu não terminei, VOLTA AQUI, SUA VACA' grita meio revoltadinha por a ter deixado falando sozinha, que pessoinha mais mimada não? 'Você anda muito maquiavélica' eu digo a abraçando por trás. 'É que essa aí estimula meu lado perverso' diz cheia de si. 'E seu lado safada? Faz tempo que a gente não dá uma, hein.' 'Ai, amor, hoje a noite eu te espero só pra mim' Ela sai dos meus braços e sai acompanhando as amigas, logo mais na frente ela se vira para mim soltando beijinhos. Apesar de toda a safadeza da , ela ainda não tem aquela malícia, sabe, aquela malícia que vocês sabem quem tem. Bom, eu vou para casa, ver o que tenho que fazer que hoje tem festa, barraco, fortes emoções e, claro, SEXO.
Bem, eu mal chego em casa e vem um monte de gente em cima de mim, puta que pariu. 'Filho, você saiu ontem à noite e não te vi voltar. ' 'Ah, mãe, a queria falar comigo e eu fui lá, né' falo com uma cara de tédio. 'Ah, a sua namoradinha, o que ela queria?' Minha mãe é muito felizinha e curiosinha. 'Ela queria que nós assumíssemos nosso namoro e ela vai fazer o anúncio hoje numa festa lá na casa dela.' 'Já vai se amarrar tão jovem, cara? Tá maluco? Olha seu tio aqui, hein, você deveria seguir meus passos' Tio Johnny se intromete no assunto com aquela pinta de fodão. 'E passar a vida em guarda-roupas, mané?' 'Guarda-roupas, por que guarda-roupas?' minha mãe pergunta coçando a cabeça. 'Não é nada, Catherine, seu filho anda tendo alucinações' meu tio diz disfarçando a conversa. 'Ah sim. Bem, , eu e seu pai vamos jantar nos Stuart, seu tio vai ficar na oficina então você tem todo o tempo do mundo para se organizar. Por favor, se arrume bem, hoje é um dia especial' minha mãe diz séria como se hoje fosse meu noivado ou teste de admissão em Harvard. 'Especial por quê?' chega meu pai perguntando com um saco de verduras. 'Nosso filho está namorando, e a moça, aquela da escola, vai fazer uma festa para anunciar para o pessoal' 'Parabéns, rapaz, eu achei que você nunca fosse assumir a moça' meu pai diz me abraçando e dando tapas nas minhas costas. 'Pois é, pai, o dia chegou' eu digo forçando um sorriso convincente. 'Vocês são malucos? Tão enforcando o menino com 18 anos? Querem que ele seja pai aos 20? Se ela namorar sério com a menina e a engravidar, ele não vai poder dizer que o filho não é dele, agora, se eles tivessem um relacionamento aberto, ele poderia dizer que o filho é de qualquer um. Onde esse mundo vai parar, meu Deus do céu.' 'Johnny Mary Go , cale a sua boca antes que eu enfie esse nabo num lugar onde não bate sol, seu cretino. Só porque você é um adulto sem responsabilidades sem escrúpulos não quer dizer que nosso filho seja um também. Não dê ouvidos ao seu tio, filho' meu pai diz com o nabo na mão e meu tio está escondido atrás da minha mãe.
'Não fala o Mary Go alto, mano, não fala, as pessoas na rua podem escutar' meu tio diz fazendo sinal de silêncio pondo o dedo indicador na boca. 'Não se preocupe, pai, eu não sou infantil feito tio Johnny.' 'Infantil eu? Ah meu Deus, começou Bob Esponja, tchau, gente.' Tio Johnny é uma comédia, sem mais. 'Bom, mãe e pai, eu vou subir, tomar um banho e arrumar minha vida' eu digo dando um beijo na bochecha da minha mãe e logo em seguida do meu pai também, não me chamem de gay, ele é meu pai e eu posso beijá-lo sem medo. Eu acho. 'Ok, filho. O almoço está na mesa, seu pai e eu vamos aos Stuart e só voltamos à noite, você provavelmente vai passar a noite fora então até amanhã e use camisinha.' Minha mãe é de uma delicadeza sensacional, maluco. 'Mãe, por favor, né. Vão com Deus' eu digo finalmente chegando ao andar superior e entrando em meu quarto. Quando abro a porta, dou de cara com meu tio deitado em minha cama assistindo Bob Esponja calça quadrada e Patrick a estrela rosa homossexual. Não, gente, ele não é infantil. 'Tio Johnny, suas namoradas vão ficar sabendo que você assiste Bob Esponja' eu o ameaço na brincadeira. 'Ei, qual que é, sobrinho, cadê a parceirage?' meu tio diz levantando e abrindo os braços gesticulando feito um bêbado. 'Parceirage? Você comeu a minha garota no inverno passado na casa da vó, cara.''Mas, , eu já disse mil vezes que eu não sabia.' Cara de pau o infeliz. 'Tá bom, tá bom. Agora vaza que eu tenho que me arrumar aqui' eu digo, expulsando-o do quarto. 'Ok, sobrinho mal agradecido. Eu vou fazer uma visitinha pra uma amiga' ele diz sorrindo maroto. 'Visitinha é? Sei.' 'É, sua vizinha agora, vizinha gostosa, gata, tezudinha. Vou lá, tomar o chá das 5.' O quê? Ele vai atrás da ? QUE PORRA DE ZONA É ESSA, MALUCO?
'Ela deve estar ocupada, ela também vai na festa da ' eu digo visivelmente irritado. 'Mas todo mundo vai nessa festa? Eu também vou, ué.' 'Vai o caralho, vai comer a japonesa da peixaria que tu ganha mais.' 'Ela ainda mora aqui? Porque tu não disse antes, valeu' diz meu tio voando escada a baixo. Ele tem tara por japonesas, vai ver que o olho puxado dela não a deixar ver a cara de vigarista dele. E agora eu vou pro meu banheiro, dar um trato, escolher uma roupa e me preparar pra essa noite. NARRADOR AVULSO: está ansiosíssimo parar ir à festa na casa de pois vai haver um encontro épico entre duas inimigas lendárias. Ele quer saber qual será a reação das pessoas lá presentes sobre assumir um namoro sério com e mais ansioso ainda para ver qual será a reação de . Como ela vai lidar com tudo isso? Vai haver briga, morte? Alá nos proteja. FIM NARRADOR AVULSO.
Bem, depois de passar quase uma hora no banheiro, eu preciso escolher uma roupa. Isso até parece papo de perua que precisa encontrar um brinco que combine com os sapatos e a bolsa e que não te deixe com cara de virgem e ao mesmo tempo com cara de mulher séria. Mas, gente, pensem comigo, hoje é um dia importante, assumir uma namoro sério com é pedir para ser vigiado, controlado, exposto e tudo mais. E óbvio que eu vou ter que passar pela aprovação dos pais dela. A mãe é até fácil, uma perua loira com um poodle de lacinhos rosa, o problema é o pai, executivo dono de uma empresa no ramo da construção civil, um verdadeiro carrasco que come as bolas dos genros com garfo e faca. me pediu para ir lá às seis, pois vão nos servir um lanche, depois os pais dela vão viajar e a casa vai ser tooooda nossa. Espero eu que tudo valha a pena, sem contar que a me impulsiona mais ainda a ir nessa festa.
Vejamos, calça jeans escura da boca meio larga, camiseta preta da Ralph Lauren, terno branco e cabelos presos em um rabo de cavalo meio alto meio baixo e meu all star branco. Ah, eu gostei, e vou logo para , porque só me restam cinco minutos, e não é bom atrasar numa ocasião dessas.
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'Olá, meu rapaz, sente-se' senhora diz, abraçando-me e indicando o sofá, a perua tá com um decotão, mermão, no mínimo 500ml em cada.
'Tire os sapatos para pisar no meu tapete, menino' Senhor diz, segurando um jornal de ponta cabeça, com aquela careca lustrada. 'Papai, ele não é um menino, é , meu namorado' me defendeu. 'Tanto faz, o importante é ele não pisar com esses sapatos no meu tapete' o velho xarope diz, sentando-se no sofá ao lado da perua siliconada. 'Então, , o que você pretende fazer de faculdade?' me pergunta Senhor . 'Algo relacionado ao emprego do meu pai por causa da oficina' 'Minha filha vai namorar um futuro mecânico bebum. Trágico.' 'Benzinho! Não fale assim. Olha, querido, nós queríamos muito ficar mais aqui, mas nosso avião nos espera. Tenham uma boa diversão' a mãe da diz e se levanta, puxando o marido. Ela me dá um beijinho no rosto e abraça a filha, dando-lhe um beijo e saindo. 'Rapaz, venha cá' me chama o pai. 'Sim, senhor, diga.' 'Tome isto e pense bem antes de fazer qualquer coisa com a minha filha, se você me arrumar um neto, eu corto ele fora, ouviu?' ele diz jogando um panfleto no chão e saindo atrás da esposa; eu me abaixo e pego o panfleto que diz: 'Vasectomia e Eu", muito engraçadinho esse meu sogro. 'Hey, bebê, vamos lá para fora, já chegou gente.' Ela me chamou de bebê? Essa menina é minha mãe ou minha namorada?
A casa literalmente lotou de gente, praticamente a escola inteira está aqui, eu só não estou vendo a pessoa mais importante, e pelo jeito a também não. 'Aquela coisa não vai vir? Eu vou lá na casa dela buscá-la pelos cabelos, ninguém estraga meus planos assim.' Hum, fiquei até com medo. 'Calma, ela vem sim, eu sei que vem.' 'Tomara que sim, se não eu mato aquela praga amanhã.' 'Olha, Joe e Todd estão ali, eu vou lá falar com eles.' 'Não, vai ficar comigo até ela chegar, depois você vai falar com seus amiguinhos.' A porra do namoro mal começou e ela já tá achando que manda, mas uma pra chutar meu machismo agora? Pronto, vou virar uma bicha.
Então de repente todo mundo se cala e isso é sinal de NO PEDAÇO HÁ, e ela está tão simplesmente gostosa que eu fico até chocado. Calça skinny preta, regata colada preta, all star verde limão, cabelo preso, franja de lado e somente lápis preto. Ela sorri cinicamente para eu e , que resolve atacar. Ela sobe numa mesinha que há no meio da varanda e começa o show. 'Ae, bando de inútil, me escutem, tenho algo muito importante a dizer' com os olhos fixos em 'eu convidei todo mundo pra essa festa pra anunciar que eu e resolvemos nos assumir como um verdadeiro casal de namorados. Eu sei que tem gente que o ama, e que sempre babou por ele e nunca conseguiu um bom dia do MEU gato, então acalme-se, você ainda pode arrumar um mendigo pra tirar sua virgindade, obrigada.' O sorriso no rosto de é o mesmo de uma criança que ganha um doce, de um punheteiro com uma playboy no banheiro, de Hitler quando matava um judeu. Mas aí é que está, ela fecha a cara imediatamente assim que vê na sua frente uma que não correu, não chorou e não chutou o balde, e sim uma que está rolando de gargalhar no chão com a mão na barriga. Ela está rindo demais e demais. Talvez porque ela saiba que já deu pra mim e tudo mais e também porque isso foi ridículo, é cada uma que acontece.
Você levaria a sério um macho que a mulher dele anunciasse que você é dela? Você levaria a sério o Fred se a Vilma saísse gritando que ele é dela? Você levaria a sério o Barack Obama se a Michelle saísse gritando que ele é dela? Você levaria a sério o PUTO do BRAD PITT se a VACA da ANGELINA saísse gritando que ele é dela? 'Tá rindo do que, projeto de gente?' pergunta inconformada. 'Cara, ‘pera, eu não consigo falar' rola mais meia hora 'cadê a cerveja dessa porra? Eu quero beber' responde simpática e algum alguém grita: 'Isso ae, , vamos encher a cara, BOTAR PRA FODER, MALUCOOOO.' Nisso, a já saiu gritando e chutando tudo e entrou na casa e provavelmente se trancou no quarto. E eu não vou botar o nariz no meio do rolo. Enfim, vou lá ao carro pegar minha garrafa de vodka e encher a cara.
Caralho, tem alguém encostado no meu carro! 'Ô vagabundo, desinfeta, sai dai'eu digo gritando, fazendo-me de bravo. 'Pensei que você estava de bom humor, ' ela, você sabe quem, disse sorrindo para mim. '? Tá fazendo o que aqui?' 'Esperando pra falar contigo' ela responde naturalmente. 'Pode começar me explicando o surto de hiena.' 'Aquilo foi ridículo, você não acha que foi ridículo e bibinha aquilo? Seja sincero.' 'É, foi, realmente foi. Mas não foi idéia minha.' 'Claro que não, mas idéias geniais só minha mente é capaz de projetar.' 'Como o que, por exemplo?' 'Você namora agora, e isso requer o elemento chave de qualquer relacionamento. A amante, agora pense por si.' 'Você vai ser minha amante?' Tô gostando da idéia, mas disfarça, ok? 'Não vou ser, eu já sou, sem corno não tem graça.' NARRADOR AVULSO: Desde os relacionamentos mais primórdios, o corno sempre foi a peça chave da relação. As melhores peças de teatros e os melhores filmes são baseados na história de um chifrudo. O corno representa a dramaticidade e a intensidade do filme. Sem corno não há emoção, não há final feliz. O corno é mais que qualquer um dentro de um roteiro. FIM NARRADOR AVULSO. 'Você é muito esperta pro seu tamanho.' 'Eu sei' ela diz se aproximando de mim, envolvendo os braços em meu pescoço e morde meu lábio superior. 'E o que a madame esperteza está pensando para agora?' eu pergunto, fitando-a safado. 'Eu quero invadir o território inimigo' ela diz com uma expressão psicótica. 'Como assim, ?' 'Ué, como assim? Sexo no quarto da ué. Lerdo você.' 'NO QUARTO DELA, ELA TÁ LÁ ,VOCÊ BEBEU?' É cada uma que eu me meto, Jesus do céu. 'Não tá não, ela foi correndo pra casa da Virginia, eu vi daqui. Não tem erro.' 'Bom, então a gente entra e tranca...' 'Não vai trancar nada, eu quero ser pega no flagra' ela diz piscando naturalmente.
'Você é maluca.' 'E você não vai me negar isso, vai?' diz me beijando sedutoramente. Sua língua passeia por toda minha boca, fazendo-me sentir um arrepio descendo a espinha. E o que eu faço agora?
siete
'Então, você vai ou não pra cama da sua namorada comigo?' me perguntou provocativa, com uma cara safada.
', isso é totalmente insano.' A essa altura, minhas mãos estavam na cabeça, visivelmente incomodado.
'Realmente, isso é muito insano. E eu adoro coisas insanas.''Você sempre foi insana, mas agora é uma insana ninfomaníaca.' Ei da minha própria tentativa frustrada de piadista.
'Quem tem medo, tem juízo, isso não faz nosso tipo.' me puxou pelo colarinho do terno branco e nossos narizes ficaram encostados, eu podia sentir sua respiração oscilante e tenho que dizer que inalar aquele cheiro de mulher de matava qualquer um, até a mim.
'Você pode não ter juízo, mas eu tenho' sussurrei entre seus lábios e pude sentir sua respiração ficar falha e minhas pernas tremerem.
'Me engana que eu gosto, seu idiota!''E, se ela aparecer, a gente faz o que?''A gente ri na cara dela e enfia a cabeça dela na patente, ok?' disse como se isso fosse bem normal.
'Cabeça na patente é uma boa. Então vamos logo antes que eu te pegue aqui.''É assim que eu gosto' ela disse saindo em direção à casa, puxando-me pelo braço.
A festa realmente havia dado certo, havia muita gente, mas muita mesmo, todo mundo se comendo, se drogando e enchendo a cara. Nós passamos pelos fundos da casa da criatura que é amiguinha e vizinha da e vimos que a luz do quarto dela estava acessa. Pela cortina dava pra ver alguém gesticulando igual uma louca, apostei um dedo que a pessoa desesperada era a minha namoradinha linda.
Eu e entramos na casa pela entrada dos fundos, que estava aberta, e passamos pela cozinha meio abaixados para que ninguém do lado de fora nos visse, logo nós chegamos à sala e subimos as escadas. Eu fiquei olhando igual um esquizofrênico pros lados procurando alguém e a subia as escadas rebolando tranquilamente, como se nós estivéssemos sozinhos numa ilha deserta.
'Credo, que quarto brega, quase que eu fico brochada.' fez uma cara engraçada de nojo pisando em ovos enquanto entrava no quarto.
'Ah, naõ é tão ruim assim, é?''Isso é mais rosa que um mousse de morango, , eu brochei geral.' Então ela se esquivou da cama da cheia de firulas gays.
'Então vem aqui que eu dou um jeito nisso' eu disse, puxando-a pelos cabelos com uma das mãos e a outra eu a puxei pela sua bunda carnuda.
'Pelo menos vocês não é rosa, não?' E então ela me beijou segurando em meu queixo com a mão direita e a esquerda ela passou por minha camiseta adentro, dando leves arranhões em minha barriga.
'Você me faz perder a sanidade, garota' eu disse, afastando-a de mim, com os lábios pulsando graças à intensidade do beijo, tentando evitar que acontecesse algo sem volta naquele quarto.
'Eu sei, e é por isso que eu te provoco, você sempre se rende a mim.' E então ela pulou em mim, ficando suspensa com a pernas entrelaçadas em minha cintura sorrindo ninfomaniacamente [n/a: inventei isso agora .-.]. passou suas mãos pelos meus cabelos, puxando-os e aumentando cada vez mais seu sorriso pervertido. Seu sorriso me contagiou e nós dois parecíamos dois ladrões prestes a assaltar um banco. Ansiosos pela possibilidade da polícia chegar a qualquer hora e nos pegar no flagra, e essa sensação me excitava cada vez mais.
Eu a beijei em desespero, que brincava covardemente com minha língua, deixando-me perturbado, minhas pernas aceleraram na direção da parede mais próxima, que não demorou a chegar, pois exclamou um 'AI' ao sentir a coluna bater com força na mesma. Eu joguei todo meu peso para frente a prendendo à parede pra que ela não escorregasse e isso deu a possibilidade de usar suas mãos como quisesse. Eu forcei minha pélvis para frente e a coluna da garota ficou praticamente alinhada à parede, deixando-a centímetros mais alta que eu. Por um momento, nós paramos de nos beijar e nos fitamos sedentos e excitados, mordeu os lábios, jogando a cabeça para trás, puxando-me pela nuca, fazendo-me beijar seu pescoço. Suas mãos puxaram meus cabelos da nuca e apertaram meu pescoço ao mesmo tempo, enquanto eu me concentrei em deixar verdadeiros roxos por ali; meus beijos foram descendo, porém sua blusa me impossibilitava de beijar seus seios, pois ela não era decotada o suficiente.
'Custava usar um decote garota?' eu perguntei incrédulo.
'Eu não queria aparecer mais que a dona festa, não é de bom tom. Eu só queria ficar nua pro namorado dela.' Ao dizer isto, ela mesma tirou a blusa, exibindo um sutiã cinza simples, porém excitante. Eu mergulhei meu rosto em seus seios ainda protegidos pelo sutiã e desci suas alças tentando me livrar deles. Ela me ajudou abrindo o fecho atrás e logo o sutiã foi parar no chão. Seus mamilos rígidos me incentivavam ainda mais a mordiscá-los e sugá-los, arrancando suspiros e pequenos gemidos de . Não demorou muito e logo minha ereção começou a ocupar espaço demais entre nos dois. Nossos beijos se intensificavam cada vez mais, e tudo parecia não fazer sentido nenhum. Eu simplesmente não sabia explicar a necessidade que eu sentia daquela garota. Ofegante, começou a tirar meu terno com dificuldade e suas mãos trêmulas escorreram pelos meus braços, fazendo o contorno deles. Ela abriu a boca procurando por mais ar e fechou os olhos enquanto mordia os lábios, aumentando ainda a mais minha excitação.
'...' ela me chamou com a voz fraca.
'Eu' eu sussurrei em seu ouvido.
'Eu preciso de você agora' ela disse com os olhos ainda fechados, puxando meus cabelos da nuca para baixo.
POV's
Eu simplesmente queria o , era tudo mais forte que eu. Era como se amor e ódio se misturassem e se tornassem mais forte que qualquer coisa que existe. Meu medo era que aquilo fosse além de uma simples vingança e me fizesse sofrer tudo de novo. Logo eu saí dos meus pensamentos inúteis e senti suas mão apertando minha cintura com força e sua respiração falha em meu pescoço me deixando totalmente transtornada; então eu guiei minhas mãos até o cós de sua calça e com muito dificuldade eu abri seu cinto e desci seu zíper. tirou uma das mãos da minha cintura e desceu a própria calça juntamente com a boxer e novamente ele me prendeu à parede com a força do tórax; usando suas mãos, agora livres, para tirar a minha calça. As minhas mãos também começaram a agir, subindo sua camiseta com dificuldade, tirando-a e largando-a do nosso lado. Meus olhos se perderam em seu corpo totalmente definido.
Poucos minutos se passaram e nós estávamos nus, nos encarando com medo, excitação e necessidade. me segurava pelos ombros e ele colou seu nariz no meu ficando com seu membro na minha entrada. Eu tentei levar meu quadril para frente e terminar com isso logo, mas ele se afastou alguns milímetros, que pareciam metros e metros de distância.
', agora não é hora pra brincadeiras' eu disse séria, fitando-o confusa, eu não conseguia mais dizer que tenho controle sobre o jogo. 'Tudo bem...' ele disse baixinho, me penetrando de uma vez só. Meu corpo se contraiu, minha respiração acabou, meu coração desacelerou, e, por um instante, me senti como se minha alma não estivesse mais ali, então ele me penetrou mais uma vez com mais força, me fazendo voltar à realidade. Meus gemidos saíam automaticamente, excitando-nos ainda mais. Eu cravei minhas unhas em suas costas e movimentava meu quadril para frente e para trás, tentando intensificar os movimentos dele dentro de mim. Percebendo meu desejo, começou a me torturar diminuindo a velocidade das estocadas.
'Eu disse que não é hora para brincadeiras, ' eu disse, sentindo meus olhos lacrimejarem.
/ POV'S
Os olhos dela lacrimejavam pedindo por mais, e isso mexeu comigo de uma maneira compulsiva, é como se meu instinto selvagem tomasse conta da situação. A pedidos de , eu meti com mais força e acelerei os movimentos nela, então eu a escutei gemer alto, quase gritando, e sussurrando palavras desconexas. O suor escorria por nossos rostos, braços e pernas e se misturavam com o libido do local; as unhas de estavam fincadas com vontade nas minhas costas, mas eu não ligava, essas marcas me lembrariam dela e era isso o que eu queria. Pouco tempo se passara e eu sentia que a vagina da garota começara a se contrair anunciando que o orgasmo estava próximo. Então eu dei mais três estocadas fortes e rápidas e senti desmoronar em mim, me abraçando completamente trêmula e fraca; com mais uma estocada dentro dela eu também cheguei ao meu ápice e não sentia o apoio das minhas pernas. Então nós desabamos no chão, com caindo em cima de mim, visivelmente esgotada.
'Realizada agora?' eu perguntei colocando seu cabelo atrás da orelha.
'Totalmente acabada' ela disse soltando aquele sorriso pervertido característico de .
'Acho melhor nós catarmos nossas coisas e irmos' eu disse, empurrando-a para cima cuidadosamente, tentando levantar.
'Eu também acho, deixa o nosso cheiro de sexo aqui pra sonhar com ele' ela disse saindo debaixo de mim e indo procurar as roupas, vestindo-se. 'Você gosta de provocar, né?' eu perguntei procurando minhas roupas pelo chão.
'Esse é meu dom, .' deu uma piscadinha sexy pra mim.
'Deixa eu te dizer uma coisa, você fica bem melhor sem roupas.' Então eu a abracei por trás somente de boxer e beijei sua nuca, passando minha mão descaradamente em sua bunda.
'Olha aqui, seu foguentinho, se veste logo, eu não quero ir pra casa sozinha.''Hm, tá precisando de mim agora sem objetivo sexual?''Quem disse que não, a gente pode transar no meio da rua, que tal?' a garota disse saindo dos meus braços e parou na porta, virada de frente pra mim com uma expressão tarada.
'Não faz assim' eu implorei, passando as mãos pelos cabelos.
'Eu faço. Te espero lá no meio fio.' Então saiu, me deixando louquinho dentro do quarto da , e eu achei melhor sair dali antes que a chegasse e me fizesse comê-la, sabe, tava sem saco pra ela.
'Qual é, hein, demorou tanto que achei que tu tava comendo a ' disse meio irritadinha sentada no meio fio da rua das nossas casas.
'Amantes não deveriam aceitar ficar em segundo plano?''Dá até medo quando você tenta fingir tesão por ela, .' Ela levantou do meio fio limpando a bunda e começou a andar, deixando-se para trás.
'ME ESPERA, PORRA' eu gritei e sai correndo atrás dela, pareceu nem se importar comigo e só me olhou quando eu a puxei pelo braço meio ofegante por correr uns 200 metros atrás dela. A sorriu meio debochada meio peralta e me provocou: 'Você cansa muito rápido...' Então ela fechou os olhos mordendo os lábios e sussurrou '.'.
Sabe, eu não sei como e nem por que, mas qualquer coisa que fazia me deixava louco, o simples fato dela respirar me deixava louco; pode até parecer exagero, mas não é. E chegava a ser doente o modo como eu pensava nela, ainda mais na analogia de antes e de agora, essa mudança era gritante e insuportável. Era insuportável o jeito que ela me controlava, me deixa excitado e me provocava. E era mais insuportável ainda me sentir vulnerável a ela. Eu era totalmente dela, um estalo de me fazia sair correndo feito um cachorrinho e, como ela mesma dizia, eu não sabia negá-la nada. Ótimo, cai direitinho no jogo da minha inimiga sexual.
', eu tenho que ir. O dia foi longo, a noite mais ainda, meus pais chegaram de viagem, tio Johnny só apronta e quero dormir.''Você é muito esquecidinho, ' ela argumentou com aquele jeito de segundas intenções.
'E por quê?''Você assumiu o namoro com a , foi pra uma festa na casa dela e os pais dela viajaram. Sua mãe provavelmente acha que você vai dormir lá, você saiu sem as chaves e não pode entrar em casa' ela disse com uma expressão convencida e eu fiquei meio que sem reação.
'Fudeu' eu disse chutando o ar.
'Não, não, , você tem a mim e eu tenho a chave de casa.' balançou as chaves com um chaveiro da WWE e outro chaveiro azul metalizado de tubarão. 'Dormir na sua casa então?' Eu a abracei sorrindo safado.
'Para de pensar com os subneurônios e vem logo.''Subneurônios?''É, , subneurônios, os neurônios debaixo, do cérebro de baixo, da cabeça de baixo.' Então ela saiu e foi em direção à sua casa, rebolando daquele jeito que me mata.
NARRADOR AVULSO: Desde os tempos mais primórdios, os homens são acusados de somente pensarem em sexo e de agirem conforme os pseudo-pensamentos de sua segunda cabeça, algo que em muitos é realmente verdadeiro. Isso já gerou muitas discussões e pouco se leva em conta que são as próprias mulheres que provocam este tipo de mudança racional em um homem. NARRADOR AVULSO.
Então me puxou pelo dedo e me guiou até a porta da sua casa sorrindo sem parar, nós passamos pelo gramado bem cuidado, subimos os dois degraus que davam à porta e a abriu com sua chave. Ela entrou na frente e me esperou escorada na porta, eu passei e ela a trancou, dirigindo-se à cozinha. Porém, nossos ouvidos nos acusaram um barulho meio suspeito vindo do andar de cima.
'Você escutou também ou eu estou ficando louco?' eu perguntei meio que sem reação.
'Por incrível que pareça, eu também escutei, vamos subir e ver o que é. Anda, vai na frente.''Eu na frente?' Eu, eu, por que eu, diacho?
'Você é um homem ou uma gazela saltitante?' Precisa mesmo responder?
Então nós nos guiamos até as escadas, grudou em mim e acompanhou meus passos sussurrando 'cuidado' a cada minuto. Depois de um tempinho, nós chegamos ao andar superior e o barulho se intensificou mais.
'Tá vindo do quarto da minha vó, ' disse meio preocupada e agoniada.
'Calma, , no três a gente abre, ok?''Ok.''1,2,3...' nós contamos juntos e...
'TIO JOHNNY?' eu gritei alucinado.
'VOVÓ!!!' gritou cheia de felicidade.
'Sobrinho' tio Johnny falou, enrolado em um lençol, na maior cara de pau, e sorriu para a avó, que retribuiu na mesma alegria.
'Alguém me explica?'', a gente já devia prever isso, minha avó e Adolf sempre fazem a semana 'Free', sexo liberado com outras pessoas. Eu sei que isso é da intimidade deles, mas já que envolve seu tio''Olha, , não quero que fique com má impressão de mim, você mesmo nas conversas comigo disse que tinha um namoro liberal com a tal menina da escola' senhora argumentou, fazendo-me concordar com ela.
'Na verdade não, agora ele assumiu a menina, amor. Eu não concordei, ele cavou a própria cova.' Tio Johnny chamou ela de amor?
'Eu não acredito, eu com 60 anos não tenho nada sério e você com 18 já tá quase casado?''Não é bem assim, inferno, vocês parem de me julgar e fiquem quietos, já aconteceu coisa demais por hoje' eu disse saindo do quarto atordoado.
'Ele vai dormir aqui, tá sem as chaves' explicou pros dois safados liberais na cama.
'Ok, querida, beijo e boa noite.''Boa noite, vovó, boa noite, 'vovô' .' Então fechou a porta e veio toda risonha pro meu lado.
'Boa noite, netinha' tio Johnny gritou de dentro do quarto.
'Onde esse mundo vai parar, hein?' eu perguntei para , meio que revoltado.
'Deixa os dois, , não é porque você agora é um homem sério e comprometido que os outros tem que ser também.' Muito engraçadinha essa .
'Agora tooooooodo mundo resolveu me atormentar com essa conversa de, ui, agora você é um homem casado, seu gay?''Não, , não, afinal, você é um namorado mau e infiel' disse, escorando-se em meu ombro.
'Hm, valeu pela parte que me toca, agora vamos dormir porque eu tô um lixo.''Ok. O sofá da sala de TV aqui de cima é todo seu' disse me entregando uma coberta e um travesseiro.
'SOFÁ???' eu perguntei indignado.
'É sofá, ou você achou que ia dormir comigo? Acorda, , eu ainda sou carrasca.' E saiu indo em direção ao seu quarto.
'Sua vaca' eu sussurrei, indo pra maldita sala.
'Eu escutei, seu viado.' E a porta do quarto dela bateu com força.
Enfim, estava eu morto de cansaço, encabulado porque meu tio comeu a senhora , que, por sua vez, era avó da , que, por sua vez, era minha amante, e agora eu era um homem comprometido de todos os jeitos possíveis com uma guria fútil e gostosinha. Tudo isso ainda dormindo em um sofá, em uma sala de TV do andar de cima da casa da MINHA AMANTE. Eu não poderia estar pior, então eu tirei minha roupa, ficando apenas de boxer para tentar dormir confortavelmente; ao pegar meu paletó do chão para pô-lo dobrado em algum canto qualquer, aquele maldito panfleto que o meu sogro me deu caiu no sofá com aquelas letras grandes e azuis: VASECTOMIA E EU. Santa merda, eu fui dormir antes que qualquer porcaria acontecesse e eu ficasse mais louco do que já estava.
NARRADOR AVULSO: Após o surgimento do capitalismo, empresários pais de filhas ainda jovens normalmente se assustam e se irritam com a possibilidade de suas filhas terem relacionamentos amorosos com homens desqualificados em seu ponto de vista, que de alguma maneira possam acabar com seus negócios. Por isso, surgiram os contratos pré-nupciais, os quais não envolvem sexo e beijo de língua. Quando, por um motivo de força, o rapaz que mantêm relacionamento com sua filha escapou dos ataques terroristas do sogro e permanece vivo, há uma possibilidade de casamento. Sendo este concretizado, a filha implora ao pai que arrume um emprego na empresa para seu marido, então aí que o bicho pega. O pai, desesperado e atordoado, exige normalmente duas coisas do genro.
Coisa A - que nunca desaponte sua filha, pois, se ela for infeliz, o rapaz se tornará um eunuco.
Coisa B - os possíveis herdeiros da herança não deverão receber o sobrenome do pai em hipótese alguma.
E ainda os mais severos exigem que não hajam herdeiros, pois odeiam crianças choronas e catarrentas e, também, estes tem planos de serem enterrados com todo o dinheiro que possuem, inclusive carros, secretárias, móveis, casa, escritório e quem sabe até uma amante loira siliconada de 20 anos. NARRADOR AVULSO
ocho
'Bom dia, senhor dorminhoco.''? Quer me matar? O que você tá fazendo aqui, garota?' Um dia ainda me matam do coração, escreve isso.
'Estava velando seu sono, .''Isso até parece tentativa de assassinato.''É, porque os assassinos são muito éticos e gostam que suas vítimas tenham chance de defesa, é muito covardia matar alguém dormindo' ela disse com a cara mais psicótica possível.
', você está me assustando...' E eu fui me recolhendo no sofá, tentando me distanciar dela.
'Deixa ser besta, garoto. Bom dia, amante.' Então se jogou em cima de mim, me dando um beijo estalado na bochecha.
'Quanta bipolaridade não?''É que você se assusta fácil demais. Agora levanta e desce pra comer, já são seis da tarde e seu pai disse que você tinha que ir pra oficina ajudar seu tio, porque ele foi viajar pra comprar umas coisas, porque o entregador está doente. Você e seu tio vão cuidar da oficina e sua mãe foi com seu pai.' Tenho uma secretária agora, que tal?
'Obrigado por saber mais da minha vida que eu.''Eu não tenho culpa se dorme até as seis da tarde, seu infeliz, levanta sua bunda gostosa daí e vamos logo comer, porque eu tive que te esperar porque minha avó mandou.' E se levantou, indo em direção à saída.
'Bunda gostosa é?' Eu sorri pervertido.
'Não seja pretensioso, .' Então saiu e me deixou sozinho. Depois de ser acordado com tal pessoa do meu lado, até que a minha ressaca da noite anterior foi amenizada, porque, afinal, nem deu tempo de ficar bêbasso, porque, vocês sabem, fiquei pegando um certo alguém. Eu me levantei meio tonto, coloquei só minha calça jeans e fui pro banheiro com uma cara de zumbi extraordinária; como não tinha nada na casa, fiz um gargarejo com um flúor sabor menta e nem fiz a barba, que pareceu ter crescido absurdamente durante a noite, e deixei meu cabelo uma juba mesmo.
POV's
Eu tinha franquezas, muitas franquezas, mas ver descer as escadas somente de jeans, deixando à mostra aqueles músculos e aquele tanquinho e, principalmente, suas entradas perfeitamente visíveis, já que a calça estava um pouco mais baixa que o recomendado, e tudo isso ainda com aquele cabelo bagunçado e a barba por fazer, me deixava totalmente doida. O jeito foi dar as costas e disfarçar, porque era capaz que eu desmaiasse de tanto desespero.
'Bom dia, amante' ele disse dando uma mordida em uma maçã que estava na fruteira, sentando-se numa cadeira da mesa.
'Bom... bom dia, ' eu disse ainda de costas para ele.
'Tá tudo bem, ?' Não, não estava, eu queria pular naquele gostoso infernal.
'Aham, claro.' Então eu finalmente me virei de frente pra ele sorrindo falsamente feito uma atriz mexicana.
'Você está estranha, , tá tudo bem mesmo?' ele perguntou com uma cara de preocupado.
'É claro que está bem, veja só como eu estou bem.' E eu apontei para mim mesmo sorrindo de orelha a orelha.
'Ok, se você diz, agora responde uma coisa pra mim, foi sonho ou realmente meu tio e sua avó, humhumhumhum?''Humhumhumhum? Tá falando que dialeto secreto?''Ah, eles transaram ou não?' Tudo isso é vergonha de perguntar se minha avó e meu tio transaram? Até parece que era a pureza em pessoa.
'Não foi sonho não, eles fizeram sexo. Mas, quer saber, minha avó disse que o Adolf é melhor que seu tio. Cara, eu preciso zoar ele.' E nós dois caímos na risada. 'Putz, meu tio tá perdendo prum velhinho de 70 anos? Ele é todo metido a garanhão fodidão.''Já sei, vamos lá na sua casa tirar uma com a cara dele.' E eu sai com uma roupa bem mendiga indo em direção à porta, mas alguém me puxou pelo braço, fazendo-me rodar.
'Cadê meu bom dia?' perguntou me fitando maroto.
'Bom Jour, em francês só pra não cair na rotina.' Eu tentei sair mas ele ainda me prendia, segurando forte em meu braço, e não tinha como disputar minha força com a dele.
'Se você é minha amante mesmo, deveria me satisfazer, sabia?' lançou um olhar matador que me deixou sem reação, então me puxou forte pela cintura e colou nossos lábios com força, finalmente soltando meu braço.
'Acho que eu andei te dando muita liberdade, você me faz voltar a ser cruel, sabia?'
POV'S
Era sempre assim, quando percebia que eu a deixava sem reação, sempre dava um jeitinho de dizer que ia ser carrasca, que precisa ser cruel; mas eu e todo mundo sabíamos que ela simplesmente não conseguia resistir a mim, e não é questão de eu estar me achando o fodão, porque eu também não conseguia ficar sem ela, mas se a assumisse que ainda me amava, as coisas seriam mais simples, não que eu a amasse, mas eu ficava confuso, e isso me fazia entrar em colapso; então se ela queria jogar, nós íamos jogar.
-*-
'Tio Johnny, o comedor da terceira idade' eu disse entrando com na sala de casa.
'E ae, . Oi , o que vocês querem?''Eu vim te zoar pelo fato da minha avó dizer que o Adolf é melhor que tu, han?' Adoro essa , adoro.
'Qual foi, hein? Cadê a consideração? Eu já estava mal por ouvir isso da boca da tua própria avó.''Ele disse isso na sua cara? Há, Senhora Owna, sem mais.''Minha avó, , não se esqueça, han?''Vem cá, , já que sua vovó prefere o velhote, que tal eu tentar com a neta?' Tio Jonhnny fez charme com aquele cabelo loiro estilo Owen Wilson, jogando seu olhar fatal sedutor. Feel the irony.
'Obrigada pela oferta tentadora, tio, mas eu já tenho com quem passar as noites' respondeu sorrindo marota olhando pros pés.
'É claro que tem, algo desse nível nunca fica sem ninguém, não é mesmo?''É, tio Johnny, é mesmo. Agora eu só te digo uma coisa, se vovó não quis, não sou eu que vou me arriscar.''Vocês vão trocar farpas até que horas, hein?' eu perguntei visivelmente irritado, afinal, eu estou aqui, ou será que todo mundo resolveu me ignorar?
'Uh, calma, sobrinho. Eu vou subir e tomar um bom banho, porque, apesar de tudo, ainda tem gata na minha.' Tio Johnny voltou a sorrir com aquele ar convencido.
'Mal chegou e já tá cheio das gatas, que coisa, hein.''Pois é, , a maioria não resiste' meu tio gritou subindo os degraus da escada da garagem que dá nos fundos de casa.
'Eu só não resisto a ele, Johnny.' Então me lançou um olhar fulminante, que fez com minha respiração falhasse por uns instantes.
'Não resiste? Eu já sabia disso, mas foi bom você admitir.' E eu fui chegando mais perto dela, não perdendo nosso contato visual.
'O nome foi você quem disse...' E cruzou os braços em meu pescoço. 'Agora, vai cuidar dos seus carros, eu vou num pub à noite, com a galera do metal que ainda lembra de mim, na volta eu passo aqui, ok?''Tu vai sair e eu fico trabalhando? Que injustiça.' Então eu mordi seu lábio inferior, arrancando um leve gemido de .
'Liga pra ela, , marca algo que dure mais ou menos até a uma, sua namorada merece atenção.' E saiu, passando pela porta da garagem em direção à sua casa, sem ao menos olhar para trás. Em poucos segundos, eu ouvi a porta da casa batendo e não a vi mais.
Que droga, agora até quando eu como e devo ligar pra ela mandava, mas eu juro que me senti tentado a obedecer.
'Amooor!' A falsidade tá escorrendo , cuidado.
'Oi, bebê, já estava com saudades de você.' Odeio que me chamem de bebê, ô inferno.
'Eu achei melhor te dar um tempo, você surtou ontem na festa.''Ah, mas já estou melhor, meu plano foi por água abaixo, mas outros virão, aquela ogra ainda me paga. Mas, então, quer fazer algo?''Então, eu tô aqui na oficina, quebrando um galho pro meu pai, se você não se importar de vir aqui.' Eu me importava, estava sem saco pra ela, mas nós temos que ser cínicos, não?
'Claro que não, o que importa é você, sempre quis transar numa oficina, sabia?' Putinha, putinha, sua putinha.
'Ah é? Hm, interessante. Eu sempre quis transar com a Brook Shields.' Também amo transar com a minha amante, já que não tem ela, vai você mesmo.
'Hm, interessante também. Às 8 eu chego ai, ok? Beijinho, delicinha.' Pessoas normais dizem apenas amor.
'Beijos, gata, até.'
Aquela era minha vida, ser falso e cachorro com a minha namorada e somente sentir tesão de verdade pela minha amante que gosta de me fazer sofrer, além de ter que ficar quebrando galhos pro meu pai na oficina e aguentar meu tio loiro tarado que come até vovozinhas de 60 anos. Enfim, eu só precisava trocar umas pastilhas de freio de uma BMW e o serviço por aquele dia acabava, então daí eu só precisava tomar um banhozinho e esperar o grande amor da minha vida chegar para nos termos uma linda noite de amor.
-*-
'Amorzinho, tudo bem?' chegou toda serelepe, pendurando-se em meu pescoço, dando-me um selinho.
'Oi, gata, e ai, que me conta?' Então nós entramos em casa de mãos dadas e nos sentamos no macio sofá da minha sala.
'Ai, eu estava morrendo de saudade de você, parece que resolveu me deixar na abstinência.' Realmente, porque não sou eu que está na abstinência.
'Ah, não faz tanto tempo assim, faz? Afinal, nós somos namorados de verdade há umas 30 horas só.''Você não me entendeu, estou de abstinência de você, .' Então se ajoelhou no sofá, mordendo os lábios e vindo em minha direção. Eu sorri travesso, afinal, sou homem, e a puxei para mim, beijando-a com rapidez. Nossas línguas se encontraram e procuraram por cada vez mais contato, minhas mãos foram descendo por suas costas, parando em sua bunda e então eu apertei suas nádegas com força, recebendo um suspiro como resposta. colocou suas mãos sob minha camisa verde, puxando-a para cima, mas foi aí que fodeu tudo.
', , aconteceu um desastre. Ah desculpa.' Eu e nos olhamos desesperados, até que eu vejo tio Johnny gritando feito um doido na porta de casa.
'Que foi, porra? Tá acabando o mundo?''Não, , é que, é que, cara, eu tava na casa da Thiph e daí o marido dela chegou e me pegou lá e daí eu sai correndo e ele veio atrás de mim e deve chegar batendo aí, pelo amor de Deus, você não me viu e não me conhece.' E tio Johhny subiu as escadas loucamente rápido, indo se trancar em algum lugar.
'Ah meu Pai.''Eu odeio empata fodas, sabia? Seu tio é um maníaco' disse sentada no sofá com os braços cruzados e de cara amarrada.
'Eu sei, eu sei, mas ele é meu tio, mora aqui e eu tenho que ajudar.' Então a campainha tocou, deixando-me um pouco mais assustado.
'Deixa eu ir ver isso.' Eu me dirigi até a porta suspirando e a abri.
', por acaso aquele desgraçado do seu tio está aqui?' Senhor Omar disse totalmente irritado, com as veias pulsantes e olhos arregalados.
'Não senhor, Omar, ele saiu tem um tempo e não voltou aqui.' Cinismo estava virando minha especialidade.
'Ah rapaz, o que eu faço, não é a primeira vez que minha mulher me trai, eu sou um ótimo marido, dou presentes, não sou machista, lembro as datas e não compro mais playboys e, mesmo assim, ela me trai, ' senhor Omar desabou em choro, abraçando-me, reclamando da vida feito uma gazela e riu. Eu fiz sinal para que ela fosse embora e a mesma fez uma cara feia e saiu batendo os pés; eu sussurrei um "a gente se vê" e ela saiu com o nariz empinado, foda-se também.
'Senhor Omar, entra, vai, o senhor não vai querer que fiquem te vendo chorar assim.' Eu guiei senhor Omar até o sofá em que minutos antes eu estava pegando a . Ele se sentou chorando abertamente.
'Ah, , essa vida é tão cruel, sabe, você se esforça pra manter a casa e agradar sua mulher, faz de tudo pra levar um par de chifres?' Tá vendo, meu tio só serve pra estragar famílias, o senhor Omar era um exemplo de boa pessoa e se vocês estão pensando que ele é um velho gordo, enganaram-se, pessoas, ele é um senhor de uns 42 anos, com físico atlético e beleza digna de um Tom Cruise, mas, claro, que mulher iria negar fogo pro meu tio fodidão?
'Senhor Omar, eu conheço o senhor e a Tiph desde criança, sempre foram um casal tão belo, eu brincava com seus filhos aqui na rua, por favor, volte pra casa e converse com ela, vocês se amam e tudo vai dar certo.' , você deveria ser psicólogo ou pai de santo, preciso rever meus conceitos profissionais depois.
'Ah, , essa conversa me fez bem, obrigado por me aguentar. Agora eu preciso ir pra casa e encarar os fatos, mas muito obrigado mesmo.' O senhor Omar se levantou e foi em direção à saída com um singelo sorriso no rosto, de certa forma eu me sinto culpado pelo sofrimento dele.
Mas é daí que a coisa complicou, nós ouvimos um barulho forte vindo da rua, uns carros freando, pelo jeito alguém andou fazendo merdinha.
'OMAR, OMAR, VOCÊ ESTÁ AÍ? MEU AMOR, ME PERDOE, EU TE AMO, VOLTA PRA MIM.''TIPH, MINHA VIDA, EU TE AMO TAMBÉM.' E olhe que bela cena, a Tiph bateu o carro num poste e saiu gritando pro cornão que o ama, e o mesmo saiu correndo atrás da safada da esposa.
'E, gente, e o carro?' eu perguntei interrompendo o momento. Me perdoa, eu te amo.
'Você não pode ver pra gente, amanhã cedo eu passo e acerto contigo, boa noite, , obrigado mesmo.''Mas ‘perae’, senhor Omar... Senhor Omar... Senhor...' Mas ele saiu todo serelepe com a mulher e me deixou aqui com um carro todo fodido enfiado em um poste, o jeito era pegar o guincho e concertar essa merda. Anda, , vai pra merda da sua vida de mecânico.
-*-
E ali estava eu, enfiado embaixo daquele maldito Golf, tentando dar um jeito em tudo; não sei como, mas ela conseguiu foder o motor inteiro, fora a parte da funilaria. Iria compensar comprar um carro novo. E pensar que eu estava limpinho e pronto pra pular na cama quando a maldita Tiph bateu aquela coisa daquele carro, santa vida cruel. Foi aí que eu escutei passos entrando na garagem. Se fosse mais um cliente sem vida, eu teria me matado.
'Desculpa, mas eu não posso atender mais por hoje.''Ah, nem a mim?' Há, adivinha?
'Chegou cedo, hein?''Bom, o povo resolveu ir numa festa não sei onde e eu não tava com saco, agora sai daí pra falar comigo, por favor.' E ela encostou no carro do lado oposto ao que me encontrava; eu podia ver perfeitamente seu scarpin laranja cítrico e uma parte de suas canelas.
Eu saí debaixo do carro e fui dando a volta no mesmo até encontrá-la olhando para as próprias unhas; estava vestindo um shorts de jeans claro todo desfiado na barra, de cintura meio alta e por dentro do mesmo, uma regata de listras grossas que se intercalavam em cinza claro e cinza escuro, divinamente perfeita com os cabelos presos em um rabo de cavalo mal feito, franja na testa quase cobrindo os olhos, um batom vermelho provocante e bochechas rosadas.
'Eu aqui todo suado, sujo de graxa como um mendigo e tu assim, toda... produzida?''Uma vez minha avó me disse que mulheres suadas, com rugas, cabelos bagunçados, sujas e tudo mais é muito broxante, já homens suados, sujos, descabelados são totalmente sexys e irresistíveis, ainda mais sujos de graxa. Olá' ela disse sorrindo para mim, que fiquei meio, hm, chocado? Talvez quase isso. 'Sua avó tem umas teorias muito bem montadas' eu disse me aproximando e me encostei no carro ao seu lado, cruzando os braços em meu peitoral. 'E como foi a noite por aqui?''Bem, aconteceu algo trágico. Eu estava na sala com a na maior putaria e meu tio chega gritando feito um doido, então ele me disse que tinha ido pra cama com a Tiph e o senhor Omar o havia pegado. Dai ele se escondeu e pouco tempo depois senhor Omar chegou aqui perguntando por ele. Eu disse que ele não estava e daí o Senhor Omar começou a chorar no meu ombro e eu mandei a embora. Ele entrou e nós conversamos um tempo e, quando ele estava indo, a Tiph entrou num poste e saiu do carro dizendo que o amava e que queria ele de volta. Senhor Omar a aceitou e os dois saíram felizes e deixaram o carro aqui pra mim.''A gente sabe que seu tio é um vagabundo, mas mais corno que o senhor Omar não existe. Acho que essa infidelidade tá no sangue.' riu baixinho depois de seu comentário.
'Eu posso meter chifres, mas não no nível do tio Johnny, ele bate records.''Pelo menos ele serviu pra te empatar com a .''Deixa de ser cruel, garota.' sorriu debochada e saiu de sua posição, escorando-se em uma mesinha velha com alguns óleos em cima, ficando de frente pra mim.
'Eu odeio restos, , não ia te pegar com gosto de .''Além de cruel, irônica e sádica, é egoísta, quantas qualidades mais você tem?' Eu sorri safado pra ela, que mordeu os lábios, sentando-se na mesinha.
'Se eu contar, perde a graça.' piscou pra mim, fazendo um barulhinho com a boca, quando fez um biquinho engraçado. Eu, então, resolvi me aproximar. Em poucos passos, minhas pernas ficaram entre as suas, a garota envolveu seus braços em meu pescoço fazendo com que nossos corpos ficassem mais grudados.
'Essa graxa toda vai sujar sua blusa.''Isso é fácil de se resolver, muito prático.' A garota pegou minhas mãos e as guiou até a barra da blusa, suspendendo a mesma e a jogando em um canto qualquer. 'Acho que toda sua roupa vai ficar suja de graxa, han?''Seu pedreiro nojento.' A garota deu um tapa no meu peitoral e nós dois caímos na risada. 'Acho que ao invés de mecânico, você deveria ir trabalhar numa obra de pedreiros, sabia? Muda seu nome para Robevaldo Silva.''Minhas cantadas não são tão ruins assim, você que não sabe interpretar.''Ah não? Joga uma aí então, quero ver.''Seu pai tem uma fábrica de letras grandes?''Não?''Porque você é um tesão.' Ah, fala ai se eu não demais, o Shakespeare do século XXI.
'Seu retardado mental, merecia um soco no meio da fuça.''Mulheres nem cantadas sabem dar, a gente pelo menos tenta.''Nós não precisamos dar cantadas, é só tirar a roupa que vocês caem, bonitão.' se arcou para trás, ficando apoiada na mesinha com os cotovelos; ao mesmo tempo ela cruzou as pernas em minhas costas, arranhando-a com os saltos do sapato.
'Isso é golpe baixo, sabia?' eu disse me abaixando, escorando minhas mãos na mesa, guiando minha boca até seu pescoço.
'E isso não é uma partida de boxe.'
emaranhou as mãos em meus cabelos me puxando para si e selou minha boca com um beijo lento e provocante. Eu apenas não retribui seu beijo porque tinha a sensação de estar sendo vigiado e fiquei intacto olhando para a garota que me encarava confusa. Eu realmente gostaria de entender o que estava acontecendo.
NARRADOR AVULSO: Eu vejo gente morta.
nueve
E minha suspeita de estar sendo vigiado não era loucura, porque quando eu e a olhamos para a escadinha encontramos meu tio tentando se esconder nas barras de ferro do corrimão. Cara descarado, porra.
‘Mas que porra é essa, tio Johnny?’ perguntou maníaca. ‘Então você dois... Seus safadinhos, tão tendo um caso escondido, é?’‘Qual que é, hein? A gente não te deve satisfações’ respondeu nem me deixando falar.
‘Eu sei que não, mas custava me chamar pra festa?’ Como é que é, tio?
‘Tu é louco ou o que, seu ninfomaníaco? Tu quer fazer suruba com seu sobrinho? Quer enrabar alguém que tem seu próprio sangue?’ WTF? ALGUÉM CHAMA O FBI PELO AMOR DE DEUS.
‘Não é essa questão. Eu te quero desde o dia que tu pulou em mim toda safadinha.’ Uuh, a coisa ficaria mais quente.
‘Tu é lerdo, hein, eu pulei em tu pra fazer ceninha pro aqui, seu idiota tarado.’‘Você dois podem fazer o favor de parar de ignorar minha existência? Olha aqui, tio, eu nunca me meti nos seus rolos, trepadas e tudo mais. Então deixa a gente em paz e vai comer uma puta pela rua, tá?’ É isso ai, dando uma de machão garanhão dono do pedaço,
“moro”?
‘Ok, ok, ok! Mas isso não vai ficar assim, tá? Eu não posso sair perdendo nessa, depois a gente conversa com jeito. Eu vou mesmo comer uma puta pela rua enquanto você come a sua aqui.’ ‘PUTA É A SUA MÃE, SEU BROCHA QUE NÃO CONSEGUE FAZER UMA VELHINHA DE 60 ANOS GOZAAAAAR!’ UUHUL, e dá-lhe barraco.
‘Qual é, , não se faz de santa.’ Meu tio não perdia uma oportunidade para ironizar.
‘Afinal, não quer ficar e dar uma de vouyer, tio Johnny? Ficar olhando os outros fazendo sexo e só bater uma porque você não tem capacidade?’ sorriu safada e vitoriosa, adorava os argumentos da garota.
‘Estou tentado a aceitar, mas infelizmente não dá.’ Então meu tio virou-se de costas e saiu pela rua. ‘Seu tio me irrita’ a garota falou cruzando os braços e fazendo bico.
‘Own, não fica assim.’ Eu a abracei docemente.
‘Ele me chamou de puta, eu não sou puta, ou sei lá, que se foda.’‘Você é minha putinha’ eu sussurrei em seu ouvido, mordendo o mesmo, com uma voz muito muito MUIITO putão de zona.
‘Ai , assim é jogo sujo.’ E cravou suas unhas em minha nuca com uma de suas mãos e a outra foi parar em minha bunda, apertando-a de jeito. Eu sorri pervertido e dirigi minha mandíbula ao seu queixo dando pequenas mordidinhas no local. Sua boca desceu ao encontro da minha, dando uma mordida em meus dois lábios, prendendo-os. A garota começou a passar sua língua por eles movimentando a cabeça para os lados, era como se ela dançasse uma música sexy. Logo seu quadril, que envolvia minha cintura, começou a balançar também, e isso me deixou meio perturbado.
Passados uns 30 segundos, ela soltou meus lábios e apenas sorriu antes de me puxar violentamente para si, beijando-me com fervor. Seus saltos fincaram com mais força em minhas costas, deixando-me completamente fora de mim. Minhas mãos correram para sua cintura, apertando-a descompassadamente, hora com violência, hora com suavidade; nossas línguas se procuravam sedentas por se sentirem, era inevitável negar o tesão que nós sentíamos um pelo outro.
As mãos de abraçaram meus ombros, fazendo com que o corpo dela ficasse mais grudado ao meu. Seus mamilos duros esfregavam em meu tórax, deixando maluco-me, eu os sentia mesmo ela ainda estando de sutiã, mas eu não queria tirá-lo naquele momento, a intenção era provocar, judiar e ser o mais erótico possível.
‘Tu tá a fim de brincar por hoje?’ ela perguntou olhando para baixo, delineando meu ‘caminho da felicidade’ com a ponta da unha do dedo indicador.
‘I’m just a sexy booy, sexy booy; I’m just a boy toy, boy toooy... Respondi sua pergunta?’ ‘NOFFA! Shawn Michaels na veia, hein? Go Go Boy, Sexy Boy, Toy Boy, ui adoro.’ Ela riu histericamente, fazendo-me rir também.
‘Você quebra o clima com suas piadinhas sem graça, sabia?’ ‘Eu vou é quebrar sua cabeça se você falar mal das minhas piadinhas, tá?’‘Isso faz parte da brincadeira?’‘Depende, se você gostar de brincadeiras mórbidas, eu posso tirar um sanguinho de você com uma faca cega.’ Garota extremista ela era, mano.
‘Calma lá, esquece isso. Pode fazer piadinhas à vontade, certo?’‘Obrigada, . Mas enfim, quer brincar do que? De médico não, hein, muito clichê.’ Eu sempre quis, mas não espalha, ok?
‘Puta merda, eu já disse que suas piadinhas quebram o clima?’‘Eu já mandei tu ir se foder, seu desgraçado?’‘Me foder não, mas te foder é outra história...’‘ tá foguentinho hoje, não? Vamos brincar de zorro.’ O que, como, quando?
‘Tu tá bem, ?’‘É, você vai ser o zorro e passar sua espada em mim.’ E fez um Z com os dedos e uma cara de orgasmos múltiplos.
‘Mas que merda é essa? Sua criatividade me surpreende além da conta.’ E nós dois gargalhamos feito dois drogados.
‘Aposto que você não tem idéia melhor, tem?’ É, tenho que confessar que essa idéia me soou bem original.
‘É, realmente, você me venceu. Mas então vamos ficar tagarelando aqui ou fazer o quê?’‘Sabe, cansei dessa mesa já.’ A garota saiu da mesa, ficando em pé ao meu lado. Ela tirou os sapatos e os colocou sobre a mesa e vestiu a blusa, agora porque ela vestiu a blusa?
‘E tu quer ir aonde, eu posso saber?’‘Não sei, sabe, eu queria ir pra algum lugar, beber e ficar louca, subir num balcão, arrancar a roupa e dançar pelada pra geral.’ É, a garota tinha uma certa alma de stripper, eu não tava achando ruim, não mesmo.
‘Depois eu que sou foguentinho, não?’‘, cadê seu carro?’ perguntou se afastando de mim e indo mais pro fundo da garagem. ‘Tá na outra garagem, por quê?’‘Já que por essas redondezas o povo nos conhece e não pode ver a gente junto, vamos pra algum lugar boêmio no outro lado da cidade?’‘Quer aprontar, né? Ok, eu vou subir e por uma camisa, já volto.’ Quando eu subi a escada, ela me chamou.
‘O quê?’ Eu me virei pra trás e escorei no corrimão, encarando-a.
‘Eu posso ir com você? É que qualquer um entra nessa garagem’ ela disse com uma vozinha fofa, parecia estar com medo ou algo assim, era raro, mas às vezes a demonstrava ser uma garota meio insegura.
‘É claro que pode, pergunta boba.’
Então ela veio atrás de mim, segurando os sapatos na mão. Nós fomos em silêncio até o meu quarto, não sei por que, mas surgiu um clima um tanto quanto constrangedor entre nós. se deitou na minha cama enquanto eu procurava alguma merda pra vestir.
‘Coloca aquela sua blusa de ator pornô, ?’ Bom, me deixa explicar essa parte. Eu, uma pessoa quase normal que era viciado em metal, tinha umas roupas meio que antigas, que não usava mais. Quando eu comecei essa vida de garoto pop na escola, eu mudei um pouco e esqueci-me do antigo. Felizmente, havia uma garota indescritível na minha cama que não pensava como os outros.
‘Aquela arrastão que me deixa praticamente nu, é?’ Uh delícia.
‘Exatamente essa, me faz lembrar aquelas bandas de hard, tipo Murderdolls ou então punk gótico tipo Orgy.’‘Só vou usar pelo Orgy, ok?’‘ todo foguentinho ouvindo falar em Orgy.’‘Não enche vai. Então, que tal?’ Eu apontei para mim já vestido com a tal blusa e sorriu safada.
‘Seduziu, mermão.’ sorriu e ficou olhando pros pés meio incomodada.
‘Que foi, tem algo no teu pé?’‘É esse sapato, me empresta um all star velho que seja 39 ou 40?’ Parecia que todo mundo estava querendo voltar às origens.
‘É claro, eu tenho esse aqui, ele tem uns 2.000 anos, acho que te serve.’‘Perfeito, all star velho rula mais que tudo, vamos?’‘Let’s GO, baby.’ E nós saímos do quarto todos serelepes e saltitantes.
E lá estávamos nós, no meu carro, indo para o outro lado da cidade, ouvindo A Perfect Circle. cantarolava a música Puscifier, e a voz dela me deixava meio embriagado, ela era tão afinada e sua voz rouca cantando aquela música era tortura.
‘Essa música me pira, sabia?’ disse e eu já estava sentindo algo crescer entre minha pernas. ‘A mim também. Mas... decidiu aonde vamos?’‘Pro leste tem um lugar muito foda chamado Neddles In You. É balada e panz de gente como nós assim e tem sinuca, essas coisas. Pode ser?’‘Ok, Needles In You, aí vamos nós.’‘Que coisa mais brega, , pelo amor de Deus, se renova.’ Garota chata.
‘Santa implicância.’
Passado pouco tempo, nós chegamos ao local, e, realmente, eu gamei de cara. O prédio era novíssimo, mas com uma decoração diferente, não tinha cara de boate de gente pop, era um lugar pra pessoas assim como nós. As paredes eram todas espelhadas e as grades das janelas eram em tom lilás bem suave. Havia muita gente do lado de fora e a música do lado de dentro era convidativa. Eu peço desculpas pela falta de detalhes do local, porque algo naquele momento me faz perder o chão.
Eu senti algo em minha mão, e, quando olhei para a mesma, era mão da que estava ali. Ela havia pegado na minha mão, segurando forte e olhando fixamente pra entrada. Eu sorri de lado, e nós começamos a caminhar para entrar logo ali.
Ao entrarmos, o som invadiu meu ouvido, quase explodindo meus tímpanos. Tocava uma música pesada, algum hardcore ou algo assim. cerrou os olhos e eu ri da cara dela, mas uma coisa me chamou a atenção: todos os caras olhavam para ela. É claro que eu nunca deixaria de olhar para uma garota como ela em qualquer lugar que fosse, mas aquilo me incomodava. Eu só não sabia se era ciúmes ou não.
‘Então vamos ir pro bar, pista, sinuca, mesa, o quê?’ eu perguntei a abraçando por trás, depositando meu queixo em seu ombro direito.
‘Me pegando por trás assim eu nem te conto.’ Ah, como eu adorava e adoro mentes femininas pervertidas.
‘Sem sexo por agora, ok?’‘Ok, eu fico quietinha, vamos beber algo e vamos pra pista, daí quando cansarmos vamos numa mesa e passamos na sinuca antes de ir, pode ser?’‘Você sempre planeja tudo assim?’‘Pode ser ou não, porra?’‘Pode, pode, claro que pode.’
Então se desprendeu de mim e foi na minha frente. Eu saí correndo atrás, porque me perder dela seria completamente fácil. Até que eu vi um sujeito a segurar pelo braço e eu senti meu sangue subir. Maldição.
‘Oi, gata’ o cara falou para ela, ainda a prendendo pelo braço.
‘Me solta que eu digo oi.’ Mas eu cheguei, ficando ao lado da e olhando para o cara com uma feição nada simpática.
‘Solta, cara.’‘E você é o que dela para chegar mandando?’ Foi ai que fodeu. Eu olhei pra , que prendeu a risada, e eu fiz uma cara de OMG, o que fazer? Afinal, eu ia dizer o quê? Cara, larga minha amante?
‘Você não ia querer saber’ eu disse vitorioso e nessa altura a já riu loucamente na cara do idiota que saiu batendo os pés.
‘Se fodeo o mané, e tu ao invés de dizer, PORRA, MANO, SOLTA MINHA AMANTE, ficou quieto.’‘Era para eu ter dito isso?’‘Não né, só estou zoando com você, agora vamos beber algo.’
-*-
O álcool ingerido algumas horas atrás já estava dominando nossa mente enquanto dançávamos feito dois drogados pela pista. Porém, ninguém parecia se preocupar conosco. As pessoas daquele lugar, inclusive nós dois, apenas estavam preocupadas consigo mesmas, algo que não acontece em boates “normais”.
A música que tocava invadia minha mente, fazendo-me pirar como há muito tempo não acontecia. já estava bem mais solta que eu, jogando cabeça com sua vigésima ou trigésima garrafa de cerveja na mão. Eu apenas conseguia sorrir pervertido a vendo naquele estado. Percebendo que eu a observava constantemente, olhou para mim e fez uma cara engraçada, transformando meu sorriso malicioso em uma risada alta. Eu a puxei para mim pela cintura. Ela foi pega de surpresa e deixou a garrafa de cerveja cair no chão, o barulho do vidro quebrando não foi dos mais sutis, mas duvido que alguém tenha percebido. riu de maneira escandalosa de sua proeza, assim como bêbados riem de tudo que fazem, ela realmente parecia estar mais bêbada que eu, e eu me sentia na obrigação de cuidar dela.
‘Eu já estou bêbada, não estou?’ ela perguntou fazendo uma cara séria.
‘Bom, quase isso, por quê?’‘Agora só falta eu subir no balcão e tirar a roupa’. ameaçou sair dos meus braços, mas eu a prendi com força a olhando com reprovação. Que diabos essa garota tinha na cabeça?
‘Você não vai fazer isso’ eu disse autoritário.
‘É óbvia que não, estou meio bêbada, não desorientada e chapada.’‘Ah, você me enganou, sua espertinha. Droga, você sempre me engana.’‘Uh, já é reclamão aos 18, imagina aos 30. Agora sério, isso aqui já deu no saco, vamos embora?’‘A madame manda, vamos pra casa.’
Então nós saímos de lá, novamente de mãos dadas. Aliás, esse gesto tinha se tornado comum e simples. Não havia tanta gente na saída como na hora em que chegamos.
-*-
Nós estávamos dentro do carro indo para casa, estava calada e eu não conseguia abrir a boca para falar nada. Não sei por que, mas em algumas ocasiões nós ficávamos naquele silêncio perturbador.
Alguns minutos depois, eu estava estacionando o carro na garagem. Desliguei o carro e deixei a chave na ignição, afundando minha cabeça no banco. Ela ainda permanecia calada, irritando-me, que diabos se passava na mente daquela garota? Talvez ela estivesse planejando algum plano maquiavélico, mas eu não tinha tanta certeza assim, afinal, ela vinha se demonstrando uma garota com nível de bondade e dignidade medianas.
‘Vamos mofar nesse carro até que horas?’ ela perguntou sorrindo de lado.
‘Nossa dependência aqui dependia do teu silêncio, agora já podemos sair.’ Então quando eu me posicionei para abrir a porta do carro ela me puxou para si, fitando-me intensamente.
‘O que foi?’ eu perguntei meio sem entender nada.
‘Eu estava pensando em algumas coisas um tanto interessantes aqui. Estou sentindo que você acha que eu me transformei da água para o vinho.’ Eu não disse que tinha algo do demônio no meio?
‘E exatamente o que seria seu pensamento?’ eu perguntei, puxando-a para mim com força. Bastou uma leve ajeitada para que ela ficasse sentada em meu colo, com a coluna apoiada no volante.
‘, eu não sei se você entendeu ou não, mas eu só estou aqui com você porque que eu quero que você me proporcione prazer. Somente isso. Eu não sinto nada mais por você, além de tesão e coisas sexuais. Você já se deu conta disso?’ ela perguntou vagarosamente, olhando-me meio indignada.
‘Às vezes suas atitudes não demonstram isso, você tenta ser má e não consegue. Você se entrega pra mim na cama, não como alguém que só quer o sexo, mas sim como alguém que sente.’ Depositei minhas mãos em seu rosto gelado. Ela me olhava sem parar, talvez assimilando as palavras que eu tinha acabado de dizer. Eu não conseguia mais esconder de nós dois que eu sentia algo realmente forte demais por ela para ser apenas chamado de tesão e prazer sexual.
‘Você não se sente mal por ser usado?’ ela perguntou inconformada. ‘Você não se sente mal?’ ‘Eu não me sinto mal’ eu respondia calmamente, fazendo uma bufar e bagunçar os cabelos.
‘Você está dizendo que tudo bem se eu te usar somente pra obter prazer?’‘O problema é que eu aprendi a sentir prazer te proporcionando prazer, . Você conseguiu o queria, eu sou seu, totalmente jogado aos seus pés, te desejando mais que tudo.’ A garota não pôde evitar um sorriso vitorioso, e eu não me senti irritado e incomodado em momento algum, ela teve seus meios sujos, mas me fez pagar por cada coisa que parecia insignificante pra mim, que na verdade não eram.
‘Mas você não pode se separar dela, ouviu bem? Não pode.’‘Eu sei que não, você a afeta quando está comigo, te faz bem e eu entendo.’‘Deixa de ser gigolô, ’ ela disse saindo da sua posição e sentando novamente no banco do passageiro.
‘Então você não gosta nenhum pouquinho de mim?’ eu perguntei sorrindo debochado.
‘Não, é óbvio que não.’‘Tudo bem então.’ Eu percebi que demoraria um longo tempo para que ela assumisse que ainda sentia algo por mim. Sua vingança não tinha mais sentido, ela conseguiu fazer com que eu fosse submisso a ela. O problema agora era a guerra contra ela mesma, e eu estava ali, totalmente pronto e disponível para ajudá-la. Nem que fosse dando umas ironizadas e alfinetadas de vez em quando.
‘Ok, agora eu vou embora, estou muito cansada pra conversa desse nível.’ E ela simplesmente saiu do carro batendo a porta e indo em direção à garagem.
‘Aonde você vai, garota?’ Saí do carro gritando, indo ao encontro dela. Não a deixaria ir embora assim do nada.
‘Pra casa? Será que isso responde sua pergunta?’Você não poder ir’ eu argumentei com um sorriso safado no rosto.
‘Fui eu que consegui te deixar assim?’ perguntou sorrindo meio sem graça e eu apenas retribui o sorriso como resposta.
‘Você é boa no que faz, sabia?’‘, eu tenho que contar uma história e não sei se vou ter coragem.’ Já disse que ela mudava de assunto bruscamente?
‘E por que não?’‘Digamos que é meio pesada e inadequada.’‘Não precisa ter constrangimentos perto de mim, conta logo.’‘Ok. Vamos lá. Isso aconteceu há alguns anos já, eu estava no meu quarto olhando para rua pela janela, quando você apareceu no seu quarto com apenas uma toalha enrolada na cintura. Eu gostava de você, isso não é segredo. E quando você deixou aquela toalha cair, eu simplesmente fiquei maluca. Quando dei por mim, estava de joelhos no chão, me masturbando. Aquelas palavras caíram como meteoros na minha cabeça. Era difícil demais compreender tudo aquilo, era insano, completamente enlouquecedor. Minha ereção acompanhou o ritmo do meu cérebro, ficando completamente ereta. Minha calça me apertava, minha blusa me sufocava e eu comecei a suar completamente perturbado.
‘Você não pode sair soltando essas coisas assim do nada.’‘Foi forte demais pra você? ‘ a garota perguntou, pousando uma das mãos em meu ombro direito, com uma expressão irônica compreensiva.
‘Pelo contrário, foi muito excitante.’ Eu me aproximei dela, puxando-a pela cintura, mordiscando sua orelha.
‘Claro que foi, eu que me masturbei’ ela respondeu com um sorrisinho de canto de boca. Suas unhas estavam cravadas no meu couro cabeludo, eu sentia uma leve dor que não me incomodava nenhum pouco. Dores provenientes de eram as mais deliciosas de se sentir.
‘Eu te quero agora, garota.’‘Escolha errada, , seu tempo expirou’ ela simplesmente sussurrou isto entre meus lábios perversamente e se soltou de mim, indo em direção à saída. Porém, fui mais rápido que ela e a puxei pelo braço. deu um giro de 180º, ficando novamente colada em meu corpo. Nossas respirações oscilavam descompassadamente.
‘Você é cretina demais’ eu soltei com um tom de ódio e revolta.
‘Você foi cretino primeiro, não reclame.’‘Então você realmente acha que esse joguinho de pagar na mesma moeda é vingança? Por que você não me mata de uma vez?’ eu perguntei incrédulo. Toda a frieza dela em certos momentos fazia-me perder o controle.
‘É muito simples e cômodo simplesmente matar. Eu quero te fazer sofrer por falta de tesão . Por falta do meu tesão. Eu quero que você não consiga gozar com outras mulheres, que você precise pensar em mim pra se satisfazer. Eu quero que você seja dependente de mim. Não basta ficar com lorotinha dizendo que me ama. Você vai ter que sofrer’ ela disse séria me olhando diretamente nos olhos. Seus olhos queimavam com uma psicose absurda. Ele mantinha um sorriso maquiavélico no rosto e eu estava muito chocado. Eu pensei que ela iria amolecer com todas as coisas que havia dito anteriormente, mas não, isso só fez com que ela se rebelasse ainda mais e me desejasse apenas sofrimento. Mal sabia ela que suas tentativas de me fazer sofrer eram todas mal sucedidas. Eu tinha uma necessidade caótica dela, e talvez dali em diante realmente eu só iria conseguir me satisfazer em seu nome.
diez
POV's
Dizer não a é o mesmo que cometer suicídio, eu só poderia estar louca para negar aquele corpo e aquele homem. Mas na verdade eu ainda queria me manter centrada no meu planinho fajuto de vingança. Porém, eu não estava com cabeça para arquitetar absolutamente nada de cunho maquiavélico ou erótico. Minha cabeça rodava, eu estava irritada e confusa e precisava dormir. Pelo menos eu achei que fosse dormir, pois, quando entrei em meu quarto, minha vó estava sentada em minha cama vestindo seus pijamas de zebra que a deixavam muito lindinha.
Eu a adorava, até mais que meus pais, que, apesar de todo o apoio que me deram quando eu chegava da aula chorando loucamente, nunca conseguiram me fazer bem como a vovó me fazia.
'Mas já chegou, ? Achei que nem fosse dormir aqui' ela disse com um sorriso simpático, abrindo os braços para me abraçar. Eu sentei em seu colo e a abracei dando um beijo estalado em sua bochecha.
'Vovó, você acha que eu durmo cada dia com um cara, né?''Ora, mas eu não vejo problema algum. Escolhendo os caras certos, eu te apoio totalmente.''A senhora é minha avó, isso é constrangedor.' Vovó riu gostoso do meu constrangimento e se deitou ao meu lado na cama.
'Ok, se você não consegue conversar sobre sexo comigo, eu entendo. Mas eu sei que você não é mais virgem.''Vovó!' eu resmunguei alto, fazendo uma cara de espanto. Oras, eu estava realmente espantada.
'Você transou com o , dona . Eu sei.''Foi o maldito do tio Johnny, né? Pode dizer, eu sei que foi.' Franzi a testa, amaldiçoando aquele maldito loiro por ter saído contando minhas coisas com o para a minha avó.
'Ele não fez por mal, querida.' NÃÃÃO, ele não fez por mal, ele fez porque é alguém muito simpático.
'Ah, vovó, eu não quero conversar sobre isso, preciso dormir, sim?''Ok, querida. Boa noite.' Minha avó sorriu docilmente e me beijou a testa. A última coisa que ouvi foi a batida da porta antes de cair profundamente no sono.
-*-
Eu acordei num pulo, olhando para os lados procurando saber em que lugar eu me encontrava. Só caí na realidade uns 2 minutos depois e mal conseguia mover minha cabeça para os lados. Saltei mais alto ainda quando vi que eram 7:45 no relógio, estava totalmente atrasada para aula que começa às 8 em ponto. Simplesmente voei para o banheiro, escovei meus dentes e mal penteei os cabelos. Abri meu armário procurando o uniforme e peguei o primeiro que vi pela frente, a saia de pregas brega preta e a regata do uniforme mais velha que eu tinha, uma preta que de tão velha já estava cinza. Coloquei meu all star verde limão que jazia em cima do meu puf, peguei meu material e saí correndo.
Infelizmente não havia ninguém para me dar uma caroninha, o já havia saído de casa e minha avó idem. Saí correndo feito uma maluca descontrolada, e o problema era ter que suportar o peso da bolsa, minha saia voando deixando a polpa da minha bunda à mostra e aguentar uns caras nojentos da rua gritando para mim.
Cheguei à porta da escola e vi que já eram 8:15, estava 15 minutos atrasada para a aula de geografia e aquilo não era legal, meu professor era um bruxo arrogante que não suportava atrasos. Ótimo, , quem mandou beber com um puto no domingo de madrugada?
Subi aquelas escadas da entrada correndo alucinadamente, entrei e continuei correndo, afinal, ainda precisava chegar ao terceiro andar. Em menos de minutos, cheguei totalmente suada no corredor da minha sala. Dei uma rápida olhada pelo local para localizá-la e novamente voltei a correr.
POV'S
Eu estava realmente querendo prestar atenção àquela M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A aula de Geografia, mas o diretor chegou com seu ar superior na nossa porta acabando com ânimo que havia em mim.
'Bom dia, alunos, é com muito prazer que vos apresento um novo companheiro de classe. Ele chegou da França há pouco tempo, porém já sabe nosso idioma. Apenas não está apto com nossos costumes. Por favor, rapaz, aproxime-se.' O sorriso na cara do velho era de orelha a orelha, credo.
Então o novo francês do pedaço apontou na sala e só escutei suspiros e mais suspiros, até o diretor suspirava. Eu só sei que não fui nenhum um pouco com a cara do sujeito.
'Esté é e irá nos acompanhar até o final do ano letivo. E, para não perder o costume, peço a vocês que se preparem para o Baile de Boas Vindas, com data marcada para semana que vem. Enfim, , seja bem ...' Até que alguém chegou correndo na sala e bateu de frente com o novo lindo aluno, alguém deveria tomar providencias para que loucos psicopatas não entrassem correndo nas salas.
POV’s
Eu simplesmente saí feito uma vaca louca correndo e entrei na sala de uma vez. E pra minha (in)felicidade havia outras vacas paradas na porta, e eu fui pro chão com uma delas. O impacto foi forte e eu podia sentir um peso em cima de mim. Quando abri os olhos, dei de cara com um olhar provocante, com lábios vermelhos e apetitosos e um sorrisinho cheio de quartas e quintas intenções. Aluno novo, presumi que fosse.
'Por gentileza, eu queria me levantar. Esta sala não é lugar para homens em cima de mulheres.' Eu sorri divertida e o novato apenas riu de lado enquanto se levantava e me dava sua mão para me ajudar a fazer o mesmo. Ele era tão incrivelmente gostosinho, com aqueles cabelos castanhos até o ombro, corpo definido pela regata do uniforme da escola, com cara jeito e tudo mais de um safadão. Fui incrivelmente seduzida.
POV'S
ÓTIMO, a sala tinha virado um bordel com uma pitada de maratona. Simplesmente emputeci quando vi a chegando correndo, trombando com o Scargot, caindo no chão com ele por cima. Os dois trocavam olhares pervertidos na minha cara, NA MINHA CARA.
', receio que esta não é a recepção que nossos alunos novos merecem, sim?''Perdão, prometo que isto não ocorrerá novamente.''Ótimo, agora dirija-se ao seu lugar que há uma aula de geografia a ser dada.'
concordou com a cabeça e foi andando tranquilamente até sua carteira. Em um certo instante, nossos olhares se encontraram e ela sorriu, com aquele maldito sorriso matante safadinho que só ela tem. , ou seja, eu, estava precisando urgentemente me tratar contra aquela garota.
-*-
A aula havia acabado e eu estava indo em direção ao me carro, queria sair logo dali antes que alguma novidade nada interessante surgisse. A idéia de ver mantendo o mínimo de contato com o Torre Eiffel já me deixava completamente emputecido. Eu deveria ser macho o suficiente para lidar com isso, mas tenho que dizer que estava realmente complicado.
Entrei no carro, respirei fundo e dei ré para sair do estacionamento quase vazio. Estava com aquela desgraçada na cabeça e tudo só piorou quando virei a esquina de casa e a encontrei sentada no meio-fio da casa de sua avó com as pernas cruzadas, me encarando dentro do carro. Fiz menção de encará-la profundamente e estacionei ali mesmo, em frente aonde ela se encontrava.
Desci do carro, dei a volta no mesmo, me escorando na porta do passageiro de braços cruzados, fitando o nada.
'Canaliza esse seu ciúmes em algo positivo .''E você deveria deixar de ser tão pretensiosa.''Tudo bem então, vou fingir que você se encontra no seu estado normal.' A garota sorriu debochado, se levantando e posicionando-se ao meu lado.
'Mas eu não posso deixar de evitar uma coisa. Sim, eu vou ao baile com o francês.''Eu já suspeitava disso.' Cocei minha cabeça compulsivamente, demonstrando o nervosismo que sentia.
'Afinal, você vai com sua namoradinha piranha, não sou obrigada a ficar em casa lamuriando a crueldade da vida. Direitos iguais, não?''O problema é o que fará depois do baile.''Não fique sofrendo com o que nem aconteceu ainda, isso é burrice' sussurrou sensualmente em meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha enquanto deslizava suas unhas perfeitamente compridas em meu queixo. Sorrindo debochado, peguei um de seus dedos e contornei meus lábios, depois dei leves mordidinhas que arrancaram uma risadinha sugestiva da garota.
'Você anda meio ausente como amante sabia?''Se não fossem seus ataques de perversidade, não estaríamos assim.''A culpa é minha agora?''Que eu saiba, ele nunca te nega fogo' disse olhando sugestivamente para aquilo que habita entre as minhas pernas. sorriu de lado ficando de frente para mim.
'Eu gosto do seu sexo, , mas às vezes é impossível esquecer o passado. Agora, com vossa licença, eu preciso entrar.' A garota me deu as costas e ia saindo quando eu a puxei pelo braço e a beijei, não suportando mais aquela abstinência desnecessária. Pouco me importava que alguém pudesse passar por nós e ver a cena. Eu precisava sentir sua língua procurando pela minha, precisava de seu corpo em contato máximo ao meu. Minha boca insensata não negava a voltar a sentir aqueles lábios carnudos e vermelhos, aquele corpo que exalava sexo e aquela garota que ignorava todo o maldito amor que havia crescido em mim. Isso já não era problema, mesmo que fosse por vingança, era mais que perfeito tê-la.
puxava meus cabelos da nuca, enquanto nossas bocas se buscavam provocantemente. Nossos gemidos eram inevitáveis, e minhas mãos já tinham adentrado a saia dela, apertando sem pudor suas nádegas fartas. A garota me arranhava sem dó com aquelas unhas que eu tanto admirava e, se não fosse pelo trovão que ecoou por todos os lados da rua nos assustando, teríamos feito sexo ali mesmo, no meio rua, em plena luz do dia. Nós nos separamos extasiados, com os lábios pulsando e pedindo por mais. me fitou com sofrimento por não poder transar comigo ali mesmo, e eu sorria para ela, com as mãos cruzadas no peito.
'Trovões, nunca pensei que poderiam ser tão inconvenientes.''Não foi apenas um trovão, foi um sinal divino para que parássemos antes que algo erótico acontecesse em plena rua.''Droga, odeio começar algo e não terminar.''Calma, amante, é melhor entrarmos antes que qualquer um apareça e acabe com nossos disfarces.''Já que você insiste...' A se virou e caminhou até a porta de sua casa, a abrindo, entrando e logo depois a fechando. Se meu autocontrole não estivesse na linha, teria a impedido de entrar outra vez, fazendo uma tamanha de uma arte merecedora de uma bela surra. Malditos hormônios. Era melhor entrar e tentar superar esse efeito que corria em minhas veias.
Entrei em casa e encontrei meus pais aos beijos no sofá, ok, isso não era o que eu realmente estava a fim de ver. Para minha sorte, eles nem notaram minha presença e continuaram seus amassos enquanto eu subi com muita má vontade a escadaria que me guiaria até o segundo andar. Abri porta do meu quarto com todo o tédio que poderia haver no mundo e encontrei tio Johnny deitado na minha cama assistindo Scooby Doo.
'Só não te meto a mão na fuça, porque estou dilacerado.''Não se esforce, sobrinho querido, eu preciso falar contigo.''Se for sobre a e eu, pode levantar o traseiro gordo dessa cama e se dirigir à saída' disse tirando meu uniforme e o jogando no chão, ficando assim somente de boxer.
'Eu preciso esclarecer algumas coisas, ok? Vocês podem ter enganado todo mundo, mas enganado a mim? Ninguém engana a mim.''Ou você é muito burro ou nós somos discretos.''Não fique me confundindo, senhor espertinho. Você tem uma namorada, já ouviu falar em fidelidade? ''Me disseram certa vez que essa infidelidade tá no sangue.' Sorri bobo, lembrando do dia que havia me dito esta célebre frase. Mas meu tio não pareceu gostar muito dela. Que coisa, não?
', estou falando sério. Se a descobre que você tá de casinho com a pior inimiga dela, tu tá fodido.''Não venha bancar o tio preocupado, agora, por favor, eu quero dormir.' Apontei a saída para meu tio, que saiu batendo os pés. Eu gostaria de dormir e não acordar nunca mais.
O BAILE
Já passavam das oito quando eu criei coragem o suficiente para resolver me arrumar, não estava com saco para aquele tipo de coisa. A semana inteira fui obrigado a ver andando para todos os cantos com o Torre Eiffel; e como todos vocês devem presumir, ela fazia o favor de esfregar na minha cara todo a intimidade que compartilhava com o Don Juan. Típico.
A essa altura, já havia me banhado e estava em frente ao meu guarda-roupa procurando algo simples que não enchesse o saco. Eu iria me despir depois mesmo.
Resolvi pegar uma calça social preta meio surrada, uma de minhas amadas regatas, que dessa vez fora branca, um sapato social também preto e, para dar um charme a mais, meu suspensório e um cinto de rebite. Me olhei no espelho e gostei do que vi, estava realmente gostosão. É, pode crer, eu estava. Deixei meu cabelo desarrumado mesmo, não sabia porque, mas a mulherada gostava. Por fim, passei meu perfume e sai do quarto.
Desci as escadas meditando profundamente, se houvesse mais uns 3 ou 4 degraus nela, eu estaria feito Buda, no oitavo estágio de consciência conversando com pedras. Precisava estar psicologicamente preparado para aguentar uma noite inteira com a no meu pé e uma noite inteira com se esfregando eroticamente com . Trágico.
E foi assim por todo o pequeno trajeto de casa até a casa da minha linda namorada. Quando cheguei em frente à sua casa, ela já me esperava sorridente com um vestido rosa ridículo. Ok, não era tão ridículo assim, mas era insuportável para mim, odiava gente escorrendo futilidade. Porém, apesar de toda a futilidade, o bendito vestido era curto e deixava metade dos seios da garota de fora. Como bom homem que sou, fiquei animadinho com o fato.
'Oi, amor' disse me dando um selinho. Sorri para ela e logo após virei para frente, dando partida no carro e engatando a ré.
'Ansiosa?' perguntei, depositando uma mão em sua coxa.
'Um pouco. Quero ver como a mocréia vai agir com o coleguinha parisiense.' Eu também queria ver isso, mas a não é mocréia, que fique bem claro isso.
'Esqueça-a um pouco e pense em nós' disse piscando, arrancando um sorriso dela.
Em poucos minutos estávamos entrando no salão da escola, perfeitamente decorado como era em todos os anos. O Baile de Boas Vindas era feito pela escola há mais de 10 anos para recepcionar os alunos novos. Era uma tradição na vida de todos, e eu realmente gostava muito dele. Só havia algum tempo que não via em um deles, e aquilo me deixou ansioso para vê-la novamente entrando no salão de uma maneira completamente diferente do que estávamos acostumados.
Todavia, fui tirado dos meus pensamentos quando me cutucou apontando para a porta, igualmente a todos. Não era preciso pensar demais para saber do que se tratava.
Estavam os dois parados na porta sorrindo, a garota entrelaçou suas mãos na de e entrou. Não gostava de admitir, mas os dois formavam um belo casal e, por um momento, senti muita inveja de por ele ter a oportunidade que eu não tinha, sair com para que todos vissem e soubessem. Porém, não era hora para martírios, era o momento de me excitar deslumbrando minha musa andando por aquelas pessoas como se todas elas fossem um lixo desprezível. trajava uma bermuda jeans de barra desfiada a um palmo mais ou menos acima do joelho. Seu terninho vermelho sangue contrastava com sua meia calça preta rasgada e seu scarpin vermelho de verniz. Vestida para matar, aliás, para me matar. Por mais clichê que isso possa parecer, ver mulheres de vermelho me instigam, ainda mais quando ele está presente desde os lábios carnudos e viscosos da até seus pés, os quais eu sabia exatamente qual era o gosto e a maciez.
me olhou disfarçadamente e sussurrou um: 'Tá seduzindo, '. Sorri de canto de boca passando as mãos pelos meus cabelos, controlando o nervosismo. Era tão difícil estar tão perto dela e ter que fingir que não a conhecia. Creio que ninguém era capaz de entender o que eu estava sentido por aquela garota, mas eu estava tão obcecado em tê-la e em protegê-la que acabava me subtendo ao seu jogo sexual. Este que, por sua vez, era uma vingança contra mim e contra , eu era seu cúmplice e ao mesmo tempo sua vítima. Algo totalmente confuso e perturbador.
As pessoas estavam realmente animadas, algumas já estavam se amassando pelos cantos ou então bebendo feito loucos psicopatas. Eu estava conversando com o Joe e Todd animadamente. Apesar de estar pseudo namorando com e pegando a , eu desejava as garotas que rebolavam suas bundas gostosas em vestidos curtos e/ou sobre saltos excitantes.
'É, caro , tu não pode mais comer 4 por noite' Joe disse dando um gole em sua cerveja, sorrindo sarcasticamente.
'Dá um tempo, não perturba' respondi rindo.
'Vocês deveriam disfarçar os ataques de testosterona.' Ela chegou ao nosso lado no balcão chamando o garçom.
'Hey, ' Todd disse animadinho levantando sua long neck. se virou para nós sorrindo, passando a mão esquerda pela nuca.
'Oi, Todd, Joe e . Gostaria muito de participar da conversa machista de vocês, mas meu par não gosta muito de ficar sozinho.''É, o francês deve ser realmente bom, ela nem quer mais conversar coisas eróticas com a gente' Joe expressou me fazendo bufar.
'Todas as garotas estão com inveja de ti, parabéns.' Dessa fez Todd fez o comentário infeliz.
'Ele é bom no que faz e, , desamarra a cara' falou me fitando antes de nos deixar e ir ao encontro de .
'Essa delícia me deixa meio sem chão' Todd disse fechando os olhos e jogando a cabeça pra trás.
'Pelo menos tu já pegou, cara, nós dois aqui só babamos' Joe falou com tédio. Mal sabia ele das coisas maravilhosas que já havia feito com .
-*-
'Amor, já estou cansadinha. Vamos pra minha casa, tô com saudade de você' disse fazendo biquinho enquanto brincava com o cós da minha calça.
'Ok, baby, vou dar tchau pros caras e já volto.' Eu estava com vontade da naquele dia, acho que passar um tempo sem ela foi proveitoso. A garota saiu do salão e se dirigiu ao carro e eu fui encontrar meus dudes, que estavam sentados em uma mesa, totalmente sozinhos e entediados.
'Ora, ora. Os garanhões da escola sozinhos e bêbados.''Não vem com graça, Senhor Eu Tenho Uma Namorada e Vou Comê-la Agora' Joe falou em tom de revolta batendo na mesa.
'Ih, não azeda não, cara. Só vim dar tchau, ok? Boa noite, até mais.''Falou velho. Sorte ae.' Todd apertou minha mão com toda a simpatia que só ele tinha.
Sai dali andando vagarosamente, não estava com pressa pra nada. Comer agora, depois, mais tarde ou ano que vem não faria diferença. Eu a queria só pra preencher espaço, porque quem realmente desejava já deveria estar na cama com um francês metido a gostosão.
Estava me aproximando da porta quando senti algo soprar em minha nuca. Instintivamente, me virei para trás e encontrei sorrindo para mim na ponta dos pés.
'Oi, moço' ela disse em um tom engraçado.
'Olá, moça, onde está seu par?''Ele foi levar um amigo pra casa e volta para me buscar. Agora eu, uma moça bem informada, sei onde está seu par. E, se eu fosse você, iria logo, a cara de raiva dela está realmente preocupante dentro do seu carro.''Você não resiste, não é mesmo?' perguntei cruzando os braços e a encarei safado.
'Não tire conclusões precipitadas, . Agora, se me permite, meu macho dessa noite chegou.' passou esbarrando em mim, indo ao encontro de , que a esperava escorado na porta. Ele a puxou para um beijo, porém, antes de retribuir o mesmo, olhou em minha direção mordendo os lábios. E eu sorri com aquilo. Por mais insano que fosse, ela pensava em mim beijando outro cara. Seu desejo era me afetar e, ao contrário do que ela pensava, eu não me sentia incomodado com nada daquilo, eu realmente gostava, e gostava demais.
Passei pelos dois que se beijavam excitantemente e fui em direção ao meu carro, onde uma certa adolescente já deveria ter dado 52 tipos diferentes de ataque.
'Eu jurava que você tinha morrido, sabia? Mas que saco, pra que me fazer ficar esperando dentro dessa droga desse carro?' gritava me dando tapas no braço. O mínimo de tesão que estava sentindo por ela no momento simplesmente se perdeu. Minha vontade agora era socá-la.
'Ei, para com isso, mas que saco. Não seja egoísta, não existe só você no mundo e eu gosto de dar atenção a outras pessoas.''Ai, você é muito grosso, . Vamos logo que eu estou sem paciência pra discutir.' Ela cruzou os braços e amarrou a cara, coisa típica de menina mimada. Foda-se, eu estava pouco me importando com ela e seus pitis fúteis.
Saí de lá desorientado. Só conseguia sentir raiva daquela criatura estúpida que jazia do meu lado. O modo como ela batia os pés e puxava o ar dentro do carro me irritava até minha última fonte de energia. O esgotamento era visível no meu olhar, pois nada mais fazia sentido e eu precisava da única coisa que poderia me curar.
Estacionei em à frente da casa de e me afundei no banco, enfiando minhas mãos em meu rosto. A senti se mexer e abraçar meus ombros enquanto me chupava o pescoço delicadamente. Seu carinho não era inoportuno e minha carência me fez ceder aos seus toques insistentes. Abri meus olhos e a encarei me olhando com necessidade, com isso acabei sorrindo involuntariamente. Segurei seu queixo fino e o puxei para mim, selando nossos lábios, porém sua língua me parecia áspera e eu sentia gosto de terra naquele beijo. Em um momento me distanciei de tudo e agi mecanicamente com a garota, que pareceu perceber.
'Amor, que eu faço pra te agradar?' ela perguntou pervertidamente.
'Sinceramente, eu não sei' respondi perdido em pensamentos cansativos e inúteis.
'Ai, , você tá muito distante, tá pensando em que?' Já era não o bastante me infernizar, agora já queriam entrar na minha mente.
'Em nada do seu interesse' disse seco e ríspido.
'Tá difícil agradar hoje, credo!''Quer me agradar, , quer mesmo?' Minhas palavras saíram em um tom alterado e raivoso, mas a mequetrefe nem sequer percebeu. 'Claro que quero, bebê.''Então faz o seguinte... ' Desci minhas mãos até o cós da calça e abri meu cinto rapidamente. Abri o zíper e desci a calça juntamente com a boxer até o joelho. Segurei meu membro com força e completei 'chupa aqui então.' Eu mais parecia um macho nojento e asqueroso, mas aquela foi a solução mais rápida que encontrei para fazê-la calar a boca.
sorriu e guiou-se até meu pênis o segurando fortemente com as duas mãos. Gemi baixo com seu toque, achei que pudesse me satisfazer com seu sexo; ledo engano.
Agora a garota já sugava meu membro com vontade, todavia, eu não sentia sequer um calafrio percorrendo minha espinha. Eu a sentia distante e não estava me satisfazendo com seu sexo oral, aquilo já tinha passado de todos os limites. Precisava de urgentemente e seria naquele instante.
', ' gritei a puxando pelo pescoço para cima.
'Que que foi, homem?' ela perguntou surpresa.
'Chega, eu estou indo embora, desce.''Mas, ... ''Desce, , tchau' falei colocando novamente minha boxer.
'Mas, , a gente... ''TCHAU, ' gritei uma última vez e a vi sair do carro completamente frustrada amaldiçoando a mim e todas as minhas futuras gerações.
Eu não me importava com mais nada, a única coisa que sentia era aquela angústia de não ter perto de mim, ofegante sob meu dorso; gemendo palavras desconexas no meu ouvido. Não suportava mais não senti-la e estava decidido, eu iria à sua casa salvar minha vida.
once
Lá estava eu parado na frente da bela casa na qual morava minha necessidade. Eu sabia que encontraria a porta aberta e caminho livre até o quarto dela. E também tinha certeza que mesmo que estivesse transando com , ela estaria ali. A garota não gostava de suas presas longe de seu domínio. Mas a decisão a ser tomada era algo sem volta, se eu abrisse aquela porta, estaria chutando meu orgulho, minha sanidade e minha única chance de voltar à minha vida normal.
Mas não era isso que eu queria, se fosse pra viver, que fosse ao lado de .
Todas as luzes da casa estavam apagadas e não se ouvia barulho nenhum. Se já não soubesse onde as escadas se encontravam, juro que demoraria anos para subi-la, e ainda teria derrubado inúmeras coisas pelo chão. Cada degrau parecia ter o dobro do tamanho e meu ódio por escadas só impedia mais ainda o término da subida.
Alguns minutos depois, me encontrava escorado na parede do andar superior, escutava sussurros e risadas dignas de puteiros. Não precisara de muito para saber do que e de quem se tratava, só precisava arrancar coragem de dentro de mim e ir para o quarto de esperar o inevitável.
Coloquei ambas as mãos nos bolsos da calça e fui caminhando em passos longos até a porta do quarto da garota, que se encontrava aberta. Sorri com a cena e me escorei no batente, a observando calmamente.
estava em pé de costas para a parede onde se encontrava a janela, suas mãos seguravam com força a cortina marrom. Seus olhos estavam serrados e ele gemia descontroladamente pelo nome de , que estava ajoelhada, trajando apenas um sutiã. A garota fazia um prazeroso sexo oral no francês, que movimentava seu quadril para frente na tentativa de penetrar mais ainda boca de com seu membro. estava suada e o chupava freneticamente, suas mãos estavam posicionadas nas nádegas de impulsionando um movimento para frente, fazendo a praticamente engolir todo o pênis .
Continuei ali de vouyer analisando a cena milimetricamente, tentando absorver cada informação com a mais cautela possível. Em um determinado momento, abriu os olhos e me viu parado na porta e sorriu de canto de boca, mas logo foi obrigado a fechá-los e, involuntariamente, a contrair seus músculos. parou de sugá-lo e somente segurou a base de seu membro ereto recebendo o esperma em sua boca e seios. Ela ria safada e descontraidamente.
A garota ainda não havia notado minha presença até puxá-la pelos cabelos guiando sua cabeça até a porta, onde eu me encontrava. Seus olhos pararam em mim e desenharam meu corpo, desde o pé até minha testa. Mas obviamente seu olhar intoxicado pelo prazer pairou em meus olhos admirados.
Ela sorriu simplesmente e levantou-se do chão, dando-me a oportunidade de ver seu corpo curvilíneo que me provocava sensações nada cristãs. estava preenchida pelo cheiro de sexo e seus lábios pulsantes e vermelhos reluziam o esperma que ali se encontrava. Também havia em seus seios empinados alguns sinais de esperma, porém aqueles não mereciam tanta atenção como o que se encontrava em sua boca. Seus passos até mim eram vagarosos e longos, a garota fazia questão de balançar cruelmente seus quadris largos e sua língua constantemente passeava pela boca encharcada pelo líquido de .
Passados alguns demorados segundos, ela encontrava-se à minha frente, com sua típica expressão que sempre sugeria algo insano.
'Prazer em vê-lo, .' , que estava sentado na cama de analisando a cena, riu com o comentário dúbio de minha querida amante.
'Minha intuição dizia que estaria aqui' falei tirando as mãos do bolso e cruzei meus braços em meu peito.
'Claro que sim.' Riu debochada do próprio comentário.
'Eu agradeceria te beijando, obviamente, mas porra francesa não me agrada muito.' A garota riu alto e histericamente. pareceu achar tudo aquilo muito propício. Levantou-se e abraçou pelas costas; seus lábios correram os ombros nus da garota e foram parar em seu pescoço, sua língua sugava-o lentamente, provocando espasmos na mais nova, que já estava de olhos fechados. Ela respirava com dificuldade enquanto suas mãos bagunçavam o cabelo de de uma forma meio desengonçada.
', o famoso . Desculpe-me o jeito e a apresentação pouco formal. Em forma de desculpas, eu limpo essa porra, é minha mesmo.'
A torre Eiffel em forma de homem puxou-a pelos cabelos e a beijou apalpando com uma mão as nádegas de enquanto a outra coordenava o beijo, depositada no queixo da menina. chupava os lábios de com voracidade e realmente percebi que seu intuito era limpar a boca dela de seu tesão. Continuei como um vouyer atento por poucos minutos, pois deu-me a graça de poder participar daquela ação libidinosa.
A garota me arranhava o abdômen e tentava agarrar minha pele, o que foi sem sucesso. Eu podia perceber sua angústia e necessidade mesmo estando um pouco longe, contudo fui surpreendido quando ela empurrou , que caiu sentado no chão, rindo.
me fitou séria em desespero, suas mãos tremiam e seus olhos transpareciam algum tipo de dor interna muito forte, me parecia um pedido de socorro. A olhei no fundo nos olhos uma última vez até a puxar pela cintura fina e macia e, de uma só vez, aprofundei minha língua em sua boca. Agi compulsivamente e intensamente, porém era insuportável me manter distante de seu calor. Cheguei à conclusão que o que sentíamos um pelo outro não era tão ordinário como pensava.
Nós nos beijamos entregues aos prazeres da carne e minhas mãos desenhavam cada curva do corpo de como em uma dança diabólica totalmente deliciosa, tão deliciosa que já podia sentir meu membro ganhando vida por entre minhas pernas. Eu e a garota acabamos nos empolgando e fomos parar caídos em sua cama. não conteve uma risada que contagiou a mim e a .
'Pelo o que me parece, a noite vai ser divertida' disse olhando para o chão enquanto mordia seus lábios e apertava uma coxa contra a outra.
'A madame já me esperava aqui pelo jeito' conclui em voz alta.
'Claro que sim, até preparei uma surpresa.' A garota apontou para , que se encontrava deitado no tapete do quarto. 'Estou me sentindo um mero objeto, mas eu gosto da idéia' falou o francês entrando na conversa.
'Bem vindo ao clube' disse levando um beliscão de força média no ante braço.
'Você não gostou da surpresinha, ? Agora você deveria agradá-la' falou perto do meu ouvido, mais uma vez colocando as mãos por dentro da minha camisa.
'Não vejo em que posso agradá-lo.'' é bissexual, que tal uma masturbação ou um oralzinho?''Qual é hein? Virou zona agora?' perguntei exaltado.
'Infelizmente ou felizmente, como preferir, eu ainda prefiro vaginas e seios' defendeu-se o francês.
'Estraga prazeres.' fez cara de brava e cruzou os braços.
'Tantas formas de se obter prazer e você recorrendo a essa tão fraca?' perguntei, me pondo de joelhos em frente a garota.
'Você é sempre tão tarado' ela disse segurando em meu queixo levemente, enquanto suas mãos corriam pelas minhas coxas, modéstia a parte, gostosas.
Em um movimento rápido, desceu as alças do meu suspensório pela lateral de meu corpo e eu completei tirando minha camisa, arrancando um leve suspiro dela ao ver meu físico nu. A garota grudou em meu pescoço e me beijou com paixão e indecência, nossas línguas se encontravam perigosamente fora de nossas bocas, nossas mãos amassavam indecisamente as partes críticas de ambos os corpos.
Me dediquei no momento em deliciar-me com o pescoço de , chupava-o provocantemente de uma forma que os roxos se tornassem inevitáveis, e com minhas mãos ágeis lhe tirei a última peça de roupa que restava, seu sutiã roxo de renda.
Ao ver nua em pelo, senti-me completo e, claro, muito excitado. Meu membro já latejava e dei graças a Deus quando a garota resolveu lembrar-se da existência dele. me empurrou delicadamente pelo peitoral, me fazendo deitar na cama. Agora ela estava sobre mim, com as pernas nas laterais do meu corpo. Sua boca carnuda e vermelha desceu para meus mamilos, os acariciando com sua língua em uma mistura de selinhos molhados com mordidinhas enlouquecedoras.
A grudei pelos cabelos, desde a raiz até os fios mais compridos, e os enrolei em minha mão. Eu sabia que ela gostava de algo mais pegado e forte, e todo homem sempre gosta de ser dominador. Ela sorriu perversa e me olhou nos olhos, enquanto cegamente abria meu zíper procurando por meu membro, que, a esta altura, já pulsava de tão duro e excitado. Gemi baixo ao sentir suas mãos demoníacas encostando em meu pênis que era coberto por uma fina boxer branca; com um pouco de dificuldade, a garota foi abaixando minha calça e eu terminei de tirá-la com os pés, juntamente com sapatos e meias. Seria injusto deixá-la responsável por despir-me já que seus movimentos eram racionados graças ao fato de seus cabelos estarem presos à minha mão.
'Eu me sinto muito fêmea quando você faz isso comigo, ' disse entre dentes, com um tom de voz rouco que me alucinou e fez com que meu pênis enrijecesse de uma tal maneira e saltasse sozinho para fora da (desnecessária) boxer. A garota mordeu os lábios com força, seus mamilos enrijeceram e saltaram alucinadamente, me deixando extasiado. Pude ver toda a cena em câmera lenta, sua língua quente delineando a cabeça do meu membro, seus dentes a pressionando, quase me matando de tesão. Sua boca desceu para meus testículos chupando-os e sugando-os com maestria. Ela os engolia enquanto sua mão me masturbava em uma velocidade perturbadora. Estava quase gozando com menos de dois minutos de sexo oral.
Fui surpreendido por sua boca carnuda e suculenta, engolindo todo meu membro de uma vez só, sentia meu pau latejar em sua boca, pulsante e dolorido de tão duro que estava. Soltei seus cabelos, não aguentando mais me segurar, e franzi minha testa fortemente graças as suas chupadas fortes e precisas. se revezava entre lambidas molhadas e sugadas bruscas, já não aguentava mais, estava completamente perdido e maluco. Era meio perigoso, pois todo homem com seu espírito de macho torna-se inconscientemente meio rude e bruto nessas horas. Eu tentava me controlar-me ao máximo, mas era quase impossível manter-me centrado.
Mas quem estava ali me chupando era alguém fora dos padrões.
'' disse parando por um momento de me sugar 'eu não gosto quando você tenta se controlar quando está comigo. Eu disse que me sinto fêmea, eu me sinto a sua fêmea. Eu preciso de você entregue pra mim, preciso de você sendo meu macho.' Aquelas palavras soaram como música aos meus ouvidos, e as palmas de , de certa forma, interpretei como um elogio.
Puxei para mim pelo pescoço e a encarei violentamente, ela me queria homem, então ela me teria assim, e eu decidi que faria dela minha fêmea.
doce
Testosterona. Essa era a palavra mais adequada para resumir o momento.
Um homem sabe que é macho, isso é evidente, basta olhar pro meio das pernas e notar o que acontece em um momento de excitação. Mas quando uma mulher lhe suplica que você seja seu macho, a história muda, toda a masculinidade se aflora prontamente para atender a um pedido tão ... delicioso.
Encarei por um instante e ouvi um gemido proveniente do local onde se encontrava, eu e o olhamos e o vimos se masturbando com os olhos fechados e momentaneamente nós sorrimos satisfeitos. Logo o sorriso se esvaiu e nós voltamos a nos encarar, não sei por que, mas o contato visual era importante para ambos.
Puxei minha garota pelo pescoço e a beijei com toda a força que meus lábios podiam me proporcionar. Eu queria senti-la intensamente e sei que ela queria o mesmo que eu. cravou suas unhas tão adoradas por mim em meus ombros, gemendo entre o beijo, nossa excitação estava mais visível que qualquer coisa dentro daquele quarto. Desci minha mão pelas coxas da menina, apertando-as com força, ainda a beijando, e as coxas fartas de se contraiam em minhas mãos. Logo acariciava sua intimidade, recebendo uma mordida forte no lábio como resposta. Não pude evitar um sorriso, sentia-me completamente completo (n/a: redundância proposital, bjs) quando sabia que sentia tesão comigo.
A penetrei sem aviso com dois dedos e ah, ela urrou de prazer. Meus movimentos eram rápidos e precisos afinal, sabia exatamente o que fazer para agradar. arregalou os olhos com os gemidos altos de e olhou em nossa direção, mordendo os lábios. Então resolvi ser 'solidário' naquele momento. Aumentei minha distância de e deixei explicitamente visível as estocadas que meus dedos davam nela. Recebi um sorriso amigável como resposta. Me exibir com a mulher que mais me proporcionava prazer era totalmente enlouquecedor. A garota percebeu meu joguinho e se arqueou para trás, levantando o quadril, tornando mais explícito ainda os movimentos. Não resistindo mais, cai de boca em sua vagina molhada e inchada de tesão. O gosto de era o melhor que minha boca já havia provado, e o aquilo provocava em mim ainda não tinha nome. Eu mordisquei seu clitóris com um pouco mais de força que o normal e em troca a garota fazia o favor de esfregar ainda mais sua intimidade na minha cara. Era divino, meus caros, divino. Minha língua passeava pela fenda de sua vagina, provocando espasmos fortes e satisfatórios. A poucos metros de nós, as mãos ágeis do francês se acabavam em sua terceira ou quarta punheta, não sei ao certo.
Não demorou muito e se contraiu fortemente, urrando de prazer e derramando seu gozo em minha boca. Ela caiu totalmente extasiada na cama, sorrindo maliciosa, como sempre. nos aplaudiu mais uma vez, desta vez com uns assobios escandalosos e nós rimos feito três adolescentes safados aprontando algo que não presta.
‘Nós somos tão doentios’ disse saindo do transe de seu orgasmo.
‘Qual é? Isso é bem normal, porra’ disse se levantando, sentando-se ao lado de na cama.
‘Eu diria que é um ótimo jeito de aliviar a tensão’ conclui risonhamente.
Admito, eu nunca havia feito um menáge à trois e naquele instante essa possibilidade me rondava a mente insistentemente e imagino que os outros dois também estavam fantasiando essa idéia.
estava entre os dois homens, então ela recostou-se em meu tronco e puxou para si, assim seus seios roçavam no dorso do rapaz. Estávamos ambos nus, calados e asfixiados pelo cheiro de sexo que havia no quarto. Eu amava e a desejava mais que tudo, mas era seguro o suficiente para saber que a Torre Eiffel não representava nenhuma ameaça. E claro, era totalmente excitante imaginar transando comigo e outro homem ao mesmo tempo.
‘Vocês dois vão ficar estáticos até quando?’ perguntou a garota em tom de irritação. Olhei pra em um instante, sinalizando que nós deveríamos começar. E assim foi. Minha boca logo foi atraída pelo pescoço liso e gostoso de , enquanto os lábios dela se perdiam no beijo ‘caliente’ com o francês. Ainda chupando o pescoço dela, guiei minhas duas mãos para seus dois mamilos, uma em cada. Comecei a puxá-los, apertá-los e logo minhas mãos se perdiam amassando e sentindo a delícia que eram os seios da menina. Enquanto isso, masturbava , que ainda a beijava, mas com certa dificuldade, pois sua boca necessitava ficar entre aberta para que seus gemidos saíssem e a respiração descompassada pudesse se controlar.
‘Eu quero vocês dois me masturbando’ disse a garota com uma voz rouca e descompassada. A única coisa que consegui fazer foi morder os lábios e direcionar meus dedos à vagina dela.
gemia loucamente com o toque duplo, ela movimentava o quadril ora para frente, ora para trás, enquanto eu me concentrava em penetrá-la com dois dedos e outro rapaz a punhetava em seu clitóris. Com o passar dos minutos, nosso suor aumentava e urrava cada vez mais alto, deixando-me completamente maluco. Porém, ela não chegou a atingir o orgasmo, nós sabemos que não é assim tão rápido que se faz uma mulher perder o chão.
‘É por isso que eu adoro sexo’ disse a garota de olhos fechados, deitada em meu colo.
‘É por isso que todos adoram, Ma Cherie’ fez graça exibindo sua língua natal.
Nós rimos e se levantou nua, indo até a janela. Ela abriu levemente a cortina e ficou observando o movimento na rua. Juro que não entendi muito o que aquilo significava, mas resolvi não perguntar. Apenas caminhei até ela e a abracei por trás, envolvendo meus braços em sua cintura.
‘Algo interessante?’ perguntei sussurrando em seu ouvido.
‘Acho que eu fiquei meio tonta.’ ‘E eu achando que era algo grave’ comentei sorrindo. respirou fundo e virou-se de frente para mim dizendo:
‘, eu preciso de você agora.’
De todas as respostas que eu poderia dar naquele momento, escolhi a mais inteligente: nenhuma. Apenas a fitei antes de mergulhar meus lábios na boca mais carnuda e gostosa que eu havia provado. Nós dois queríamos insanidade.
‘Posso falar uma coisa?’ ela sussurrou em meu ouvido.
‘Diga.’ ‘Eu estava pensando, ao invés de uma orgia, que tal um show de sexo explícito? Acho que nós dois damos conta.’ ‘Eu também acho. Como quiser, realeza.’ riu da minha graça e saiu de meus braços, indo na direção de .
‘’ ela chamou.
‘Sim.’ ‘Não quero que me leve a mal, mas eu e achamos melhor agirmos sozinhos’ ela disse meio insegura, com medo da resposta.
‘Não se preocupe, , os franceses adoram ser vouyers.’ ‘Obrigada’ disse , beijando-lhe a boca em forma de agradecimento.
‘E que os jogos comecem’ disse fazendo pose.
‘E que a putaria comece’ corrigiu , puxando-me pelo queixo para mais próximo de sua cama.
Ela me beijou sem aviso e seu impulso em cima de mim foi tão forte que cai na cama, com por cima de mim. Sorri malicioso para ela, que respondeu concentrando suas carícias agora em meu pescoço. Suas mãos puxavam os cabelos da minha nuca e sua língua passava por cada milímetro do meu pescoço. Ela estava de quatro sobre mim, o que deduzo dava uma bela visão a .
A garota começou a descer seus beijos, passou pelos meus mamilos, puxando-os com os dentes, lambeu todo meu caminho da felicidade até chegar novamente ao meu membro. Ela me olhou mais vez com muita malícia, e mordeu minha virilha ainda me olhando. Fechei os olhos extasiado e perturbado. Contrai todos os meus músculos quando sentia sua boca quente envolvendo meus testículos e suas mãos macias descendo e subindo em meu pênis.
‘...’ gemi entre dentes, não aguento mais aquela provocação. Graças a Deus, ela atendeu rapidamente meu pedido e meu coração quase teve um infarto quando a boca de engoliu meu pênis com toda a vontade possível. Seus movimentos eram os mais rápidos e desesperados. Mas senti uma leve mordida, que me fez abrir os olhos e ver o que estava acontecendo.
Arquei para frente, observando que não havia aguentado ficar apenas observando nós dois. Ele estava atrás de , ajoelhado no chão, lhe fazendo um sexo oral. Sorri e voltei a gemer com as chupadas de , que cada hora ficavam mais alucinadas devido à sua excitação.
Não passou muito tempo e eu gritei, não aguentando mais, e gozei novamente na cara de , que estava de boca aberta esperando para receber meu esperma em sua garganta. Mas estava alucinada, pois ainda estava sugando sua intimidade. Ela gemia de olhos fechados com o rosto novamente sujo de esperma, uma bela visão. Me ajoelhei na cama e lhe beijei os lábios carinhosamente, não poderia exigir avidez dela já que seu organismo estava todo em pane. Resolvi ajudar a obter seu orgasmo. Me dirigi aos seus seios, guiei minhas mãos a eles e comecei a massagear, logo já havia caído de boca em seus mamilos, que a essa altura quase estavam explodindo. Não demorou muito para que a garota desse um gemido muito mais alto, o qual podemos chamar de grito, e atingiu o segundo orgasmo da noite, caindo na cama completamente acabada.
‘Cansei de preliminares’ disse ela ainda recuperando o ar.
‘E eu cansei de ser vouyer, me desculpem’ falou rindo divertido.
‘Eu não te culpo, é difícil resistir a isto’ completei, fazendo sorrir pervertida.
Delírio. Eu estava delirando de prazer. Estava fantasiando insanidades quando senti subir em mim e deitar-se sobre meu tronco nu. Eu a abracei pela cintura, sentindo a maciez de sua pele. Cada pêlo do meu corpo se eriçou e os choques elétricos insistiam em passar pela minha espinha. Gostava de chamar isto de Efeito .
Depois de alguns segundos em silêncio, resolvi dar inicio a ação, afinal, nós não havíamos consumado o ato, ainda. Com cuidado, fui levantando e levando junto comigo, então nós nos ajoelhamos na cama e começamos a nos beijar lentamente. Era um beijo calmo e muito erótico, nossas bocas se buscavam lentamente tentando assimilar o gosto de cada parte de nossos lábios. Um tanto quanto suculento, era muito mais exibicionista do que sentimental.
veio por trás, segurando nos cabelos de com força e certeza, e começou a degustar do pescoço dela com uma vontade invejável. fechou os olhos extasiada e, ainda de olhos fechados, ela desceu suas mãos quentes por meu abdômen. parecia se perder em meu corpo e seu toque era como uma tempestade, eu sentia descargas elétricas constantemente, contraindo cada músculo que meu corpo possuía. Logo seus toques desceram ao meu membro. Ela tocou de leve com as unhas a minha glande e, instantaneamente, eu mordi seu lábio inferior enquanto ela ria pervertidamente. Com a outra mão, procurou o membro de , e com um pouco de dificuldade ela também passou a masturbá-lo.
‘Chega, eu não aguento mais’ sussurrei baixo sem perceber.
‘O quê?’ perguntou sem entender nada do que havia dito.
‘Isso’ disse desta vez alto, pegando-a pelos braços e a tacando com força na cama. se assustou e riu, como sempre fazia.
‘Vem, garotão, desconta sua raiva em mim’ disse puxando-me para si, me beijando, dessa vez com voracidade. Santo Deus, não havia nada mais digno que isso. Eu não aguentava mais, estava me contorcendo de dor por ainda não ter penetrado durante aquelas horas. Era tortura. Castigo. Penitência.
Funcionava como um dependente químico. Ele usa de sua droga constantemente, para sanar sua vontade, saciar seu vício. Porém, em situações de abstinência, perde o controle. Perde o tato. Não é mais responsável por suas ações. Enlouquece. Delira. Quer mais, precisa de mais, até que então ele consegue encontrar a cura de seus ataques. E em um momento grave de recaída, o viciado faz uso de todas as suas forças e simplesmente não resiste àquilo que ele tanto almeja. Era assim que eu me sentia em relação a ela. Era uma doença. Um mal necessário.
Por fim, penetrei sem aviso. Eu sabia que ela não se importava com cerimônias e tudo mais. Minhas estocadas de início estavam sendo fortes e localizadas, mas não aguentei por muito tempo, nem ela, que sempre arqueava o quadril para frente pedindo por mais. Então comecei a meter forte e rapidamente, fazendo uma garota gemer em alto e bom som. Mas seus barulhos foram calados quando chegou com seu pênis perto da boca de e ela o sugou da maneira que pode. O francês fechou os olhos excitado e eu fiquei mais louco de tesão, aumentando o nível das estocadas.
O som ambiente era o de uma cama batendo na parede e de três pessoas gemendo alucinadamente.
já não dava conta do sexo oral em , então ele, sem reclamar um minuto sequer, passou a ajudá-la. Enquanto eu a penetrava bravamente, já não conseguindo mais segurar o peso do meu corpo, a torre Eiffel passou a masturbá-la em seu clitóris e deu um gemido muito mais alto, imaginem, prazer em dobro. A garota passou suas pernas por minha cintura pedindo por mais e começou a me ajudar nas investidas. Mas eu já não aguentava tudo aquilo, estava difícil. Em pouco menos de dez segundos eu iria gozar e não poderia deixar ela na mão. Então minha mente clareou: .
Saí de , derramando esperma pela cama, completamente fora de mim. Apenas puxei para perto de e ele pareceu entender o recado.
Então ele sentou-se na cama e chamou para si.
Ela sorriu maquiavélica e alisou o membro dele por alguns segundos, antes de posicionar-se um pouco acima do mesmo e sentar de uma vez. O garoto urrou e passou seus braços pela cintura de , era a vez dele, certo?
cavalgava nele freneticamente, com uma expressão de tesão tão estimulante e deliciosa. Eu conseguia ver o pênis de entrando e saindo de , era fenomenal. Os movimentos dos dois eram tão bruscos que algumas vezes o pau do garoto chegava a escapar da vagina de . Então pensei no que eu poderia fazer no momento; penetração anal?
É, eu acho que poderia. Mas antes que dissesse qualquer coisa, me atropelou e me chamou com a voz baixa:
‘...’ ‘O que foi?’ perguntei beijando seu pescoço.
‘Lubrificante e camisinha, na primeira gaveta do criado marrom.’ Falae, nossa sincronia era foda.
‘Tem certeza?’ provoquei sussurrando em seu ouvido.
‘Por favor’ implorou com a voz falha.
Apenas sorri. Se ela estava pedindo por favor é porque a coisa era realmente séria. Corri para o guarda roupa e abri as portas o mais rápido que pude. Meu cérebro idiota demorou um longo tempo para assimilar qual era a primeira gaveta. Depois de ficar parado feito uma mula, consegui retomar a consciência e abri a gaveta. A famosa gaveta de calcinhas, que compartilhavam seu espaço com várias camisinhas e um lubrificante. Genial.
Fui rapidamente de volta para a cama, enquanto os dois estavam apenas se beijando e fazendo carícias esperando meu retorno.
‘E o que faço agora?’ perguntei provocantemente, apertando as nádegas de . ‘Eu faço’ ela disse saindo do colo de e se virando de frente pra mim. ‘Certo.’ Cruzei os braços, ajoelhado na cama.
Ela abriu o pacote de camisinha e colocou rápido em mim, logo lambuzou meu membro de lubrificante e jogou o frasco do mesmo na minha mão.
'Eu fico de quatro, você me penetra por trás e vem embaixo de mim, fazendo o que ele sabe que deve fazer.'
E assim foi, ela ficou de quatro, enquanto se posicionava de uma maneira estranha embaixo dela, para tentar comê-la e eu com aquele frasco de lubrificante na mão. Muy tenso. Posicionei-me atrás dela, mas resolvi brincar um pouquinho. Coloquei um pouco de lubrificante na mão e comecei a brincar com a intimidade de . Ela resmungou pela demora e eu apenas ri satisfeito. Afinal, eu também não aguentava mais esperar. Espalhei lubrificante na região a ser penetrada e me coloquei na posição necessária.
‘Ei, olha pra mim’ pedi dando uma leve palmada naquela bunda carnuda que possuía.
‘Fala, ’ respondeu ela maliciosa.
‘Eu vou te rasgar no meio.’ E puxei seus cabelos curtos com força.
‘Me rasga então’ disse com a cara mais prostituta que alguém poderia fazer.
Não falei mais nada, não era necessário alguma resposta. Não iria gastar saliva com algo desnecessário. Apenas tomei fôlego e comecei a fazer o que deveria ser feito. Eu não poderia penetrar de uma vez só, ou então eu a rasgaria de verdade, e eu não queria machucá-la. Mas ao ver aquele quadril largo se movimentando para trás e para frente, graças a penetração de , eu não consegui pensar. Foi tudo muito rápido. Quando dei por mim, minha glande já estava dentro do ânus da garota. E ela gemeu alto, muito alto. Quando então, em mais uma estocada precisa e rápida, todo meu membro entrou, a garota urrou. Eu sabia que ela poderia estar sentindo um pouco de dor, todavia eu também sabia que gostava daquilo, e gostava demais. Segurei em sua cintura e meti fundo, sentia meu pênis latejando de tanto prazer. Mas imagino que nada deveria ser comparado ao que estava sentindo. Dupla penetração deve ser uma parada de outro mundo.
Estávamos os três enlouquecidos. Eu e estocando sem dó e gritando e falando obscenidades agradabilíssimas ao meu ouvido.
‘Ah, mais força. Eu ... eu tô chegando lá’ avisou.
‘Eu só meto mais forte se você gritar’ falou diminuindo as investidas na garota.
‘Vai, , grita, pede mais’ entrei no jogo também, judiando um pouco dela.
‘Anda logo com isso’ respondeu irritada. E como ela ficava apetitosa irritadinha.
‘Ou você grita ou você não goza mais por hoje’ falei, dando tapas em suas nádegas.
‘Implora por mais, vai. A gente sabe que você gosta.’ Dessa vez foi quem disse, massageando os seios de e mordendo o lábio superior da garota.
‘VAI, PORRA, METE LOGO. EU QUERO MAIS, ACABEM COMIGO. AH!' ‘É assim que eu gosto’ falei segurando em seus seios e voltando a estocar com tudo em sua bunda. fez o mesmo, metendo na parte inferior. Voltamos a fode-la com força total e, caros, nós estávamos acabados. Completamente ensopados, com o cabelo grudado na testa, sem ar, sem voz e sem sanidade.
Eu estava chegando ao meu limite quando vi sair de e gozar na cara dela, logo também atingiu o ápice, fechando os olhos com força e gemendo tão deliciosamente como há tempos não via. Seu líquido escorreu por suas pernas e ela desmoronou. Com mais uma investida eu também gozei, saindo dela e gozando por todo seu bumbum e costas. Foi um verdadeiro festival de esperma.
Caímos os três exaustados, acabados e saciados.
‘Meu Deus, eu vou morrer. Caralho, isso foi maravilhoso’ dizia alto e rápido, devido a respiração descompassada.
‘Meu pau tá duro e latejando ainda’ comentou de olhos fechados e com as mãos no peito, tentando se acalmar.
‘Eu... acho que nem... consigo... falar’ completei caindo por cima de .
‘Eu preciso dormir, foda-se o banho. Quero vocês dois aqui comigo’ ‘Como quiser, mademoiselle’ respondeu a abraçando, ficando na popular conchinha. Eu apenas me virei, ficando de frente para ela. Olhei em seus olhos com um sorriso meigo. Havia sido a melhor noite da minha vida, ao lado de quem eu tanto adorava.
‘Eu nunca provei de uma vingança tão deliciosa.’ ‘Sabe, o ditado a vingança é um prato que se come frio não faz sentido pra mim.’ ‘E por quê?’ perguntei confuso.
‘Porque foi você que me comeu.’ Riu.
‘Você é demente.’ Também ri de sua colocação besta.
‘Você é... Boa noite, .’ ‘Boa noite, .’ Apenas me lembro de tê-la beijado e nada mais.
trece
Eu sentia dores intermináveis, me sentia com um soldado que havia acabado de voltar da frente de guerra. Minhas pernas, boca, costas, braços, mãos e partes íntimas latejavam. Minha cabeça estava levemente pesada, nada além disso. Sem cansaço psicológico, a parada era física mesmo.
Bem, acordei naquela manhã sem os clichês do sol batendo levemente em meu rosto, ou então com uma leve brisa de verão. Eu acordei pelado, já excitado só de pensar no que havia feito há poucas horas. Estava feliz, explodindo testosterona.
Virei-me para o lado e apenas senti um vazio, quentinho, ao meu lado. Qual o problema da , alguém me responde? Por que diabos essa maldita mania de nunca estar na cama quando eu acordo? Por que ela não era como as outras garotas, que se deitam em cima de você, para que possa abraçá-las e ser carinhoso? E desta vez este abandono foi ainda pior, pois ela me deixou deitado na mesma cama que um francês safado, nu, com os balanços de fora. Jesus, me dê forças.
‘Ei cara, acorda.’ Chacoalhei , de leve. Não estava com vontade de ficar entrando em contato com a pele dele.
‘Ah, que foi?’ acordou ele, resmungando, passando as mãos nos olhos e se sentando na cama.
‘Você viu que horas a levantou?’ ‘Eu não. Se você não tivesse me acordado agora, sei lá que horas eu acordaria. Eu tô destruído.’ ‘Eu também, minhas dores estão me matando. A que me assusta, foi fodida por tudo quanto é lado e ainda conseguiu levantar primeiro que nós.’ ‘Ela é de ferro, fiquei com medo. Ok, vamos levantar, nos vestir e ver onde ela se encontra.’ ‘Beleza, só não fica olhando muito pra mim.’ Saí da cama, ficando de costas, exibindo minha bunda branca.
‘Qual é, hein, cara? Aquela história de francês bissexual é mentira. Eu não gosto de homens, pênis e nada da anatomia masculina. Meu único contato é com meu amigão e só isso.’ ‘Deus te abençoe’ respondi rindo, colocando minha calça e nada mais. Estava quente, eu estava muito cansado, não queria ficar propriamente vestido.
-*-
Nós já estávamos no andar de baixo e nem sinal daquela garota destruidora de vidas. Onde infernos ela havia se metido?
‘Olá, meus rapazes, bom dia’ senhora nos saudou na ponta da escada, transbordando simpatia.
‘Bom dia?’ perguntou , sem entender muita coisa.
‘Bom dia, gata da minha vida’ respondi, dando um abraço forte na minha coroa e uma fungada no cangote dela. Ô DILIÇA.
‘Ah, , assim você assusta o rapaz. Prazer, sou Clarisse , mas pode me chamar de Senhora , vovô, coroa, gatona, como preferir. Sou avó da .’
riu da situação e respondeu: ‘Ok, vovô . Sou , cheguei há pouco tempo da França.’ ‘Ó, um francês. Adoro seu país. Carla Bruni é minha santa inspiração. Bom, venham, preparei um café reforçado para vocês.’ E saiu minha velhota, caminhando até a mesa de refeições. Ela havia feito panquecas, meu bolo de chocolate e café, fora os tradicionais pães e frios.
‘Então, coroa, onde é que a se enfiou?’ perguntei com agonia.
‘Ela saiu, foi comprar umas coisas que eu pedi. Adolf vem com visitas jantar aqui hoje.’ ‘Adolf?’ perguntou confuso.
‘Adolf é meu namorado, nós nos conhecemos na festa de 65 anos da Bridgtte. Transamos na sacada da casa dela, e depois de alguma semanas, nos encontramos novamente em uma excursão da galera para a Holanda. Transamos mais um vez no ônibus e começamos a namorar. Ô, aquela viagem para a Holanda foi um estouro. Perdi a conta de quantas vezes nós nos pegamos por lá’ contou toda assanhadinha senhora . Eu estava mais que acostumado com o jeito dela, nós éramos confidentes e muy amigos. Porém, se assustou um pouco.
‘Nossa, a senhora é tão liberal. Minha avó só fica com os gatos dela fazendo crochê. O máximo que ela faz é ir tomar chá em uma delicatessen perto da Torre Eiffel com umas amigas enrugadas.’ ‘Querido, eu não queria te assustar. Mas eu tenho medo de senhoras que não tem namorado ou qualquer cara pra transar. Sabe por quê? Porque se elas não tiram o atraso com homens, acabam apelando pros animais de estimação. Uma vez fui à casa de Charlotte para um chá e, quando cheguei, a peguei no sofá com o poodle. Ele estava fazendo sexo oral nela. Saí correndo atordoada.’ A essa altura, já havia cuspido o café na mesa, se contorcido, chorado e se acalmado. Foi chocante pra mim também. Uma velha com um poodle? Tá, pula essa.
‘Olha, eu prefiro não imaginar o que minha avó faz com aqueles gatos’ respondeu , com a mão no coração.
‘Não imagine mesmo, é terrível. Enfim, estão gostando das comidinhas?’ perguntou senhora , sorridente.
‘Tá uma perdição, gatona. Eu não sou de me preocupar com isso, mas eu vou engordar uns quilos hoje’ respondi dando mais uma mordida naquela panqueca sedutora de calabresa.
‘Vocês precisam recuperar as energias perdidas ontem.’ Desta vez, fui eu que cuspi o café e tive um ataque. Ela tinha escutado toda nossa algazarra de ontem? Fiquei um tanto quanto paralisado.
‘A senhora estava aqui ontem de madrugada?’ perguntou, com o rosto pálido feito a branca de neve.
‘Não, meu anjo, estava na casa do Adolf.’ ‘Então como a senhora...’ ‘, eu não nasci ontem. Eu estou aqui na minha cozinha e vejo dois rapazes descendo a escada apenas de calça e completamente acabados. Uma novena eu sei que vocês não fizeram.’ E não havíamos feito mesmo, trágico.
‘E o que a senhora vai fazer com a gente?’ indagou , passando as mãos pelos cabelos, visivelmente preocupado. Senhora apenas riu gostoso das nossas caras de desespero. Eu juro que fiquei mais aliviado depois daquilo e também, logo minha respiração voltou ao normal. Amém.
‘Vocês são tão tolinhos. Eu não me meto na vida sexual da minha neta. Por mim, ela pode fazer o que quiser. Sei que é uma garota ajuizada e faz as coisas com responsabilidade. Sabem, eu fico feliz, vejo que ela escolheu dois ótimos rapazes.’ ‘Olha, não é por nada, mas a gente não gostaria de conversar sobre o assunto’ afirmou por nós o francês com as bochechas coradas.
‘Não tenham vergonha de mim, pelo amor de Deus, eu sou de confiança. Sabem, eu me lembro do meu primeiro sexo grupal...’ ‘Vovó, eu creio que eles não querem ouvir essa história catastrófica.’ Aquela voz grave ecoou pelo cômodo, preencheu minha alma e acelerou meus batimentos cardíacos. Santo inferno.
‘Você trouxe tudo que eu pedi, mocinha? Pimentão, tomate, vagem, milho verde em conserva, curry, cebolinha?' perguntou senhora , pulando nas sacolas de compra.
‘Sim, vovó, comprei exatamente tudo que a senhora pediu’ respondeu , jogando-se no sofá.
’Aposto que esqueceu o leite de coco.' ‘Caralho, eu esqueci.’ se levantou alterada, dando um tapão na testa. ‘GAROTA, VOCÊ ESQUECEU O LEITE DE COCO? EU NÃO POSSO ACREDITAR. VOU COMPRAR ANTES QUE O MERCADO FECHE E MINHA RECEITA DÊ EM NADA.’ E saiu correndo minha delícia da terceira idade, porta afora.
‘Espero que ela não tenha assustado você, , porque ela e o são mais íntimos do que você pode imaginar’ falou sentando-se no colo dele. Eu não senti ciúmes, por que eu sentiria ciúmes? POR QUE EU SENTI CIÚMES? POR QUÊ?
‘Eu juro que me assustei na parte dos gatos e velhas sem sexo.’ ‘Eu não acredito nisso, minha avó bebe pinga de manhã’ falou meio revoltada.
‘O pior de tudo não foi isso, ela sabe o que a gente fez naquele quarto ontem’ falei em um tom alto, apontando para cima com as mãos, como se fosse em direção do quarto.
‘E?’ a garota fez desdém.
‘E... que você não se importa com isso?’ perguntou , confuso, assim como eu.
‘Não. Nenhum pouco. Se o tivesse feito com outras pessoas, ele contaria para ela. Só porque eu sou neta dela vocês vão ficar com frescurite?’ ‘Tudo bem, chefia, se você não se importa. Agora eu vou pra minha casa, tomar um banho e relaxar. Amanhã tem aula logo cedo pra infernizar minha vida.’ ‘Eu também vou, , estou acabado. Incrível que a pessoa que mais foi usada na noite não está apresentando nenhum sinal de cansaço.’ ‘Vocês são dois fracos. Eu também vou me banhar, beijos pros dois e até amanhã.’ Então ela simplesmente se levantou da mesa e foi em direção à escada. Não houve um abraço, selinho, aperto de mão ou sinal de fumaça. Fomos deixados e chutados da casa sem a mínima misericórdia.
Eu e estávamos na garagem da oficina. Estava explicando para ele como funcionava o serviço, mostrei alguns carros e tudo mais. Normalmente, carros e suas potências são um dos assuntos mais conversados por homens, depois de mulheres, futebol, mulheres, dinheiro e mulheres. Depois de uma meia hora analisando motores, nos sentamos em umas banquetas próximas à escada que guiava até a cozinha.
‘Você gosta dela pra caralho, né?’ perguntou o rapaz, do nada, me assustando um pouco.
‘Como?’ me fiz de desentendido. riu debochado.
‘Não se faça de idiota, você gosta da de verdade. Eu percebi ontem dentro daquele quarto. Ela estava com nós dois ao mesmo tempo, mas eu senti que ela se entregava de corpo e alma a você, não só de corpo, como para mim.’ Demorei alguns minutos para digerir aquelas palavras, que caíram em minha cabeça como bigornas da hora Acme.
‘Dude, é tudo muito difícil. É uma história longa, complicada, muito tensa’ falei rindo de canto de boca, demonstrando nervosismo ao tocar no assunto.
‘La vendetta è un piatto che si mangia freddo’ respondeu sorrindo, levantando-se.
‘Ela te contou então?’ perguntei com uma sensação de alívio, não estava com paciência para contar tudo a ele. Afinal, nós não éramos amigos a esse ponto.
‘Sim, ela me disse detalhe por detalhe. Agora eu vou, boa sorte e até amanhã.’ ‘Beleza, cara, vai com Deus, e juízo’ disse dando um tapa em seus ombros.
‘Pode deixar, .’ bateu continência e saiu garagem afora.
Obviamente, depois daquela despedida catastrófica, subi as escadas desesperado para chegar ao meu quarto. Eu necessitava de um belo banho gelado e da minha cama. Uma noite daquelas fica impregnada em você por dias; e eu não fugi à regra, claro. Tive um pressentimento que sonharia com aquilo pelos próximos meses e acordaria de pau duro.
-*-
Meu despertador tocou injusta e pontualmente às sete e meia. Eu estava meio atrasado, mas não ligava, em menos de quinze minutos estaria naquele inferno de escola com aquelas pessoas do inferno e o capeta em forma de adolescente fútil. Adquiri forças para levantar-me da cama e fui em direção ao banheiro. Abri minha pasta de dente com a maior preguiça que alguém poderia ter, fiz algumas caretas enquanto escovava os dentes; um ritual que eu prezava desde os três anos de idade.
Sai do banheiro, depois de tomar banho e tudo mais. Procurei o uniforme no meu guarda-roupa e o achei misturado com umas meias sujas, que foram para o chão, para que alguém as visse e as lavasse.
Não quis tomar desjejum naquele dia, apenas desci as escadas, dei um beijo na minha mãe e sai em direção à garagem. Entrei no carro, dei ré e fui em direção da escola.
Quando estacionei na minha habitual vaga, uma sensação de desespero me invadiu. Todas aquelas pessoas saltitantes e soberbas curtindo os minutos que faltavam para tocar o sinal estavam me dando náuseas. Fiquei aliviado em pensar que aquele era meu último ano e que nunca mais entraria ali novamente. Mas meus pensamentos foram cortados quando um ser de saia pulou em meu pescoço gritando: Amor, que saudade de você.
‘Amor, que saudade de você.’ ‘Ah, oi, linda’ respondi com o sorriso mais falso existente. E o Oscar de melhor sorriso falso vai para: . Muito obrigado a todos.
‘Então vamos entrar? Quero sentar do seu lado hoje.’ E a coisa me puxou pelo pulso, guiando-me para a escadaria.
‘Calma, , eu sei andar sozinho’ disse me soltando e fechando a cara, mas ela nunca percebia minhas mudanças de humor. Era a tinta loira.
Já estava na sala, sentado com cara de tédio ao lado de . Volta e meia eu e trocávamos caras de desespero e sorrisos irônicos. Faltando alguns segundos para o professor entrar na sala, chegou sorrindo para uma menina sentada na primeira carteira. Ela tinha algo nas mãos que eu não consegui adivinhar o que era, até que ela os arremessou em mim. me fuzilou com olhar cheio de ódio. Percebi que havia jogado em mim as roupas que eu havia esquecido em sua casa. Esperei para ver se ela faria o mesmo com , mas ela não o fez. Apenas sentou-se perto dele e disse algo que eu não entendi.
‘Você pode me explicar o que é isso?’ me perguntou com o tom elevado. ‘Depois’ respondi fitando-a irritado.
‘...’ ela grunhiu revoltada.
‘Cala a boca, porra. O professor já entrou’ falei baixinho com a expressão mais ameaçadora que eu pude fazer. Ela apenas sentou irritada na carteira, com um bico enorme. Olhei para trás e via que e riam juntos da minha situação. Filhos de uma boa puta.
E assim foi, passaram-se as aulas e eu permanecia calado com sempre me cutucando exigindo explicação, e eu continuava calado, ignorando-a. O intervalo chegou e eu sai da sala, não dando tempo da minha namorada insuportável me prender lá, mas logo quando coloquei meus pés no gramado, senti algo me puxando pela camisa. Era ela, visivelmente zangada.
‘Anda, explica.’ ‘Explicar o quê, hein? Eu tenho que te dar satisfação de cada passo que eu dou?’ perguntei abrindo os braços.
‘Não, , mas o fato é que ela estava com a sua roupa e eu quero saber por quê’ exigiu, colocando o dedo na minha cara. Se eu não tivesse um autocontrole dos bons, teria socado a cara dela.
‘Você sabe muito bem que eu moro em frente à casa da vó dela há séculos, que eu sempre vou lá. Por uma eventualidade eu precisei trocar de roupa e eu as esqueci lá.’ Eu não havia mentido, certo? Se você classificar orgia como eventualidade, eu fui o mais verdadeiro possível, apenas não dei nome aos bois.
‘Eventualidade? Agora mudou o nome?’ perguntou , gritando alto, chamando atenção dos outros. Nosso namoro era cheio de barracos e mais barracos.
‘Calma, , não se sinta ameaçada.' Chegou por trás dela, abraçando-a pelos ombros, olhando-me.
‘ME SOLTA, SUA ESTRANHA. POR QUE VOCÊ ESTAVA COM AS ROUPAS DO MEU NAMORADO?’ desceu do salto, berrando.
‘Pergunta pra ele’ respondeu , com toda a simplicidade.
‘Vocês dois não me enganam’ exclamou, colocando o dedo na minha cara. Eu odeio quando colocam o dedo na minha cara, não sou nenhuma criança.
‘Que bom que você não se sente enganada, assim a sensação de ser assumida é mais confortante’ respondi puxando para mim.
‘O quê?’ perguntou desnorteada.
‘Nada, dá um tempo. Vai limpar seu rímel, ele borrou todo seu gloss rosa’ respondeu , rindo. Nós nos olhamos e guiou o olhar até meu carro.
Eu apenas sorri para ela e me dirigi ao local onde ele estava, sendo seguido por ela. Eu não parei para pensar no momento e analisar o que todas aquelas pessoas, inclusive , deduziram do nosso diálogo. Mas a sensação que me invadiu foi a de alívio. Como se um peso tivesse sido tirado das minhas costas e eu estivesse livre para viver sem culpa.
‘O que foi que nós acabamos de fazer?’ perguntou com a voz baixa, fitando o nada.
‘Nós deixamos uma mensagem subliminar no ar’ respondi, abraçando sua cintura.
‘Me solta, você quer que nos vejam assim e descubram tudo?’ indagou a garota, alterando seu humor.
‘Algum problema? Você tem medo de que, hein? Eu gostaria de entender.’ ‘Eu? Medo? Eu não tenho medo de absolutamente nada. Só não quero jogar todo meu plano no lixo’ esbravejou com os braços no ar.
‘Você realmente acha que está sendo verdadeira consigo mesma, quando chama tudo que nós passamos de plano?’ falei com a voz calma, assim como uma leve brisa de outono.
‘, não estrague tudo como você sempre faz. Não destrua minhas esperanças novamente, falta tão pouco para eu terminar o que eu planejei por anos.’ ‘Eu não acredito em você. Sua frieza é falsa, assim como o meu namoro com . Eu joguei todo meu orgulho no lixo por você. Destruí minha vida, mudei completamente por causa desse seu maldito plano. Agora eu sinto algo tremendamente forte por você. E tudo que você me diz é que isso é só um plano e que você não sente nada em me ver completamente jogado aos seus pés?’ desabafei, vomitando as palavras rapidamente. Minha respiração estava descompassada, minha sinapse incrivelmente acelerada.
‘, cala essa boca’ ordenou .
‘Por quê?’ perguntei, puxando-a pelos ombros para mais perto de mim.
‘Porque cada palavra que sai dessa sua maldita boca aumenta o desejo doentio que eu estou sentindo por você.’
Sorri abertamente, abraçando-a com força, tentando evitar que ela saísse correndo e me deixasse sozinho. ‘É impossível esconder as coisas de você’ disse me encarando com as bochechas coradas, como nunca a havia visto.
‘Você que não sabe disfarçar.’ ‘Bem, então uma missão para você’ ela disse sapeca.
‘Posso saber qual?’ perguntei, cruzando os braços.
‘Já que minha vingança foi pro pau com você, eu quero que pelo menos a minha vendetta com a dê certo. E você vai me ajudar.’
Eu fiquei um tanto quanto chocado. Por anos foi a mulher com que dividi meus momentos mais íntimos. Em certos momentos, pensei que realmente gostava dela e, apesar de todo o asco que havia despertado por ela nos últimos tempos, eu não me imaginava arquitetando planos maquiavélicos contra ela.
‘Eu não sei.’ ‘Ei, se você quer estar comigo, tem que estar por inteiro.’ levantou meu queixo, forçando nosso contato visual.
‘Certo então, só não quero mortes’ brinquei, tentando descontrair.
‘Sem assassinatos e sangue, eu prometo.’
Olhei para os lados e observei que todos já haviam entrado para as salas. Eu não tinha mais clima para ficar na escola, queria ir embora, sair dali e refletir na conversa com . As coisas se tornariam mais complicadas daquele momento em diante. Mas era um risco que eu desejava correr; eu iria pagar para ver.
catorce
A sanidade já havia me abandonado naquele instante, estava bancando o Capitão Jack Sparrow, bebendo uma garrafa de rum no gargalo. Minha mandíbula estava lenta comparada à velocidade em que o rum entrava por minha boca e rasgava minha garganta. Muitas vezes a bebida escorria por meus lábios, graças a tosse que surgia, ou pelo fato de eu não conseguir engolir todo o líquido que pensava que conseguiria beber. Eu estava bêbado, trançando as pernas e falando sozinho.
A pobre garrafa de rum balançava de um lado para outra na minha mão esquerda, enquanto a direita gesticulava coisas estranhas, que acompanhavam o ritmo frenético das coisas sem nexo que eu dizia.
Essa é a consequência da junção de uma noite louca de sexo + namorada cretina + amante doente. Mas eu havia me proposto a ajudar em sua vingança infantil, e estava pensando no modo mais coerente de fazer isto. Aliás, naquele momento eu não sabia mais o que estava fazendo.
Eu estava apenas trajando uma boxer branca, que estava meio molhada de rum. Olhei para ela com uma cara simpática, ficaria feliz se houvesse alguma mulher naquele quarto, eu jogaria o resto de rum dentro da minha roupa íntima e ofereceria o que havia ali à mulher.
Bem, depois de 40 minutos mais ou menos, o rum havia acabado e eu estava menos tapado, mas mesmo assim continuava bebaço. Resolvi dar uma volta na rua, pois meu quarto parecia menor, o ar não circulava e alguns guaxinins estavam tentando escalar a minha janela. Eu tentei mandá-los embora, mas não consegui, então sai correndo do quarto antes que eles me comessem vivo. Não me perguntem como eu cheguei à rua, como desci as escadas, como coloquei roupa e como eu ainda conseguia andar. Acho que depois de muito álcool seu corpo consegue encontrar um equilíbrio e você faz coisas que não sabia que poderia fazer.
Eu estava tendo a sensação de estar andando super rápido, mas duvido muito. No meio do caminho fui surpreendido por uma voz que vinha de um beco:
'Ei, rapaz, também tá com a noite perdida?' A voz parecia tão, tão distante. 'Eu nem sei meu nome mais, cara' enrolei a língua, me sentando ao lado do mendigo. 'Isso normalmente acontece com os bêbados, menos comigo, eu nunca esqueço que sou o Pablo Picasso. E, moleque, você tá sentado em cima de um dos meus quadros.' Levantei minha bunda pra ver sobre o que estava sentado e lembro vagamente de ver um papelão queimado, pichado com as palavras 'Fuck you, bitch.' 'Foi mal ae, Pablo, tem uma caninha pra dividir com o irmão não?' perguntei me estatelando no chão. 'Você tá ouvindo, tá ouvindo? Os índios vão invadir, eu já posso sentir o trote dos cavalos. Eles vão levar toda a minha caninha, bebe isso logo, Charlie' 'Quem é Charlie? perguntei pegando a garrafa de sei lá o que da mão dele e bebendo quase todo o conteúdo dela, franzindo minha testa. 'Não posso dizer, isso é uma missão secreta, ouviu bem? Se você contar para alguém, eu mando os índios te atacarem.' O mendigo sem noção me encarou, no estilo cara a cara. 'Eu juro que não abro a boca, mano, tem mais caninha?' perguntei, colocando a garrafa de ponta cabeça e batendo em seu fundo, constatando que ela estava vazia. 'Pergunta pro Charlie, ele é quem controla o estoque de bebidas. Eu ainda não achei uma função para mim nesta missão.' Mas não existe nenhum Charlie, cadê a caninha? 'Afinal, o que você quer ser?' perguntei tentando entender alguma coisa. 'Mas eu já sou. E se estudar bastante, também poderá ser o presidente dos Estados Unidos.' O QUÊ? 'Ah, perdão, senhor presidente, eu só queria poder me embebedar em paz' reclamei com uma cara emburrada, jogando aquela maldita garrafa longe. 'Você pode ter todas as bebidas que quiser, mas tem que aprender a usar suas qualidades para obtê-las' disse o Pablo Picasso norte-americano, me abraçando pelos ombros. 'Qual qualidade? Não estou entendendo porra nenhuma.' Mendigo louco, LOUCO. 'Esses jovens são tão tolinhos. Você deve usar seu fedor ao seu favor, ninguém fede a gambá morto a toa.' 'Seja mais claro, presidente.' 'Vou demonstrar com aquele homem ali.' E saiu meu pintor noiado atrás do homem que atravessava a rua. 'Ei, cara, dá uma ajudinha aí' pediu o mendigo mil facetas, estendendo sua mão encardida ao pobre homem. 'Toma, toma todo meu dinheiro. Que cheiro horrível, sai de perto de mim.' E o pobre homem saiu correndo desesperado, deixando um monte de dinheiro. 'Viu? Eu sou um cadáver em decomposição. Agora tente você com aquele senhor.' Apontou para um velhinho que ia atravessando a rua. 'Certo.' E eu sai em direção ao senhor e quando me aproximei dele ... 'Sai daqui, seu gambá que esqueceu de se enterrar.' O senhor me meteu o hadouken, aliás, soco e eu cai no chão com a boca sangrando. 'Mas que porra é essa?' perguntei indignado. 'Isso sempre acontece. Agora eu vou para a casa Branca conversar com os índios. Vamos, Charlie.'
Depois disso, não me lembro de muita coisa, apenas senti uma sensação de formigamento seguida por adormecimento dos meus membros inferiores e superiores. Cai babando no asfalto, adormecendo.
-*-
'? ? Acorda garoto, acorda.' ouvi uma voz longínqua me chamando. Logo depois, duas mãos me jogavam de um lado para o outro tentando me acordar; após alguns segundos forçando minhas pálpebras, consegui abrir os olhos. 'Que você está fazendo na rua, tio Johnny?' perguntei com a mão na cabeça, tentando controlar as marteladas que eu sentia. 'Seu adolescente bêbado. Surtou foi? Resolveu virar um mendigo fedido? Levanta logo daí antes que eu ligue pro seu pai.' Suas palavras autoritárias me irritaram, ele não tinha moral pra exigir bulhufas de mim. Reuni minhas forças e guiei minha mão até seu colarinho, puxando-o para perto de mim. 'Não ouse ligar para ninguém, se não eu acabo com essa merda que você chama de vida. Tá achando que é quem, tio Johnny?' 'Desculpa, sobrinho, desculpa. Mas ver você assim nessa situação deplorável me fez sentir vontade de exercer minha superioridade.' 'Você é mais cretino do que imaginei que pudesse ser. Me ajuda a levantar e fecha o bico' ordenei bancando o sobrinho chantagista. 'Ok, ok. Você que manda' resmungou meu tio, ajudando-me a levantar. Eu não conseguia firmar as minhas pernas, a claridade do poste estava me dando náuseas. Eu apenas sentia gosto de fel subindo minha garganta e minha sinapse estava completamente lenta, o que impossibilitava qualquer raciocínio rápido.
Me lembro de ter apoiado em meu tio, coloquei meu braço em volta de seu pescoço e, em um gesto quase que paternal, tio Johnny me ajudou a sair daquele lugar fétido.
'Eu não queria bancar o tia chato, mas você não pode ir para casa assim' comentou tio Johnny quando nós estávamos chegando na esquina de casa. 'Verdade, a mãe já deve estar acordada. O único lugar para entrar sem que ela me veja é a oficina, mas o pai deve estar por lá' raciocinei. 'E agora? Vai fazer o quê? Se você for na , acho que ela termina com você na hora.' 'Não, isso não. Já sei, vamos na casa da Senhora ' disse, tomando o rumo da casa.
'.'
Santa .' zombou meu tio rindo da minha cara. Eu teria reagido se não estivesse tão acabado.
Em uma velocidade estupidamente vagarosa, nós caminhamos. Demoramos o dobro do tempo normal para chegar até a porta da casa de , eu estava sem noção nenhuma de tempo, mas deveriam ser umas 6 horas da manhã; o sol ainda não havia nascido, aumentando minha nostalgia. Tio Johnny bateu com força na porta, mas ninguém apareceu. Meu desespero aumentou, coloquei minha mão livre em minha barriga, apertando-a, tentando sanar a dor que eu sentia. Minha situação era completamente deplorável.
Meu tio bateu na porta novamente, com mais força e por mais vezes. E nós continuávamos ali esperando alguma santa alma aparecer. Quando eu estava quase desistindo, a porta se abriu e nós fomos recebidos por uma linda face confusa e amassada. Por lindos olhos quase fechados e uma expressão de sono. Mesmo estando destruído, eu sorri, nada poderia ser melhor para me curar do que o meu vício.
'Isso são horas?' perguntou , coçando os olhos.
'Desculpa, mas o não pode chegar nessa situação em casa' disse tio Johnny. Foram poucas as ocasiões em que ele falou com tanta seriedade. 'Ok, tudo bem. Entrem antes que alguém os veja.' E nós entramos. Fui guiado até o sofá e lá eu desmoronei, sentindo muito enjôo e dor. 'Olha, eu não posso ficar, tenho coisas a fazer. Cuida dele pra mim, ?' 'Sem problema, tio. Não se preocupe.' sorriu para meu tio, enquanto fazia um carinho gostoso em minha testa. Não sei se tio Johnny disse obrigado ou se agradeceu com algum gesto, apenas ouvi o barulho da porta se abrindo e depois se fechando. 'Desde quando você faz essas coisas, ?' perguntou em tom de brincadeira. 'Ao invés de fazer perguntas difíceis, me ajuda a levantar daqui' pedi por compaixão.
'Certo, senhor ressaca. Vamos lá pra cima, você precisa de um banho.'
Eu tentei levantar sozinho, mas não consegui, meu corpo parecia pesar o triplo. Mesmo sendo mais fraca que eu, ela tentou me ajudar, e depois de lutar um pouco contra os movimentos involuntários das minhas pernas, eu consegui levantar. A garota passou meu braço por seu pescoço e me guiou até a escada. Eu dava passos lentos e meu ódio por escadas não ajudava em nada no momento. Foi quase que sacrificante escalar aquele Everest de madeira. Porém, depois de tanto esforço, nós nos encontrávamos no andar superior. Nós continuamos nosso trajeto até o quarto de e, chegando lá, ela me colocou em sua cama; sem querer tombei para trás, ficando deitado com as pernas para fora.
'Eu não queria que isso parecesse constrangedor, mas eu terei que te banhar.' concluiu , sentando-se ao meu lado. 'Estou me sentindo um boneco' comentei rindo, com os olhos ainda fechados. Eles insistiam em não abrir. 'Nós somos suficientemente íntimos para isso' ela disse acariciando meu rosto. Se não estivesse tão fedido, acho que ela me beijaria. 'Vai, levanta vamos para o box.' Mais uma vez, com sua ajuda, me coloquei de pé, conseguindo andar. Nós chegamos ao banheiro e abriu o box de vidro escuro, entrou primeiro que eu para depois me posicionar lá dentro. 'Não abuse de mim só porque estou incapacitado' brinquei. 'Eu não sou maquiavélica a esse ponto.' Ela riu passando os dedos pelo meu queixo.
Apenas sorri em resposta, não poderia ficar gastando a minha voz com respostas tolas. 'Não se sinta usado, mas vou tirar suas roupas, ok?' Apenas assenti a cabeça positivamente.
Segundos se passaram e eu senti a mão de puxando meu paletó cinza para fora do meu corpo. Ela o dobrou meio sem jeito e colocou do lado de fora do box. Depois, colocou suas mãos na barra da minha camiseta e a suspendeu, deixando meu tronco nu. Não pude evitar sentir uma sensação pervertida naquele momento, mas eu não poderia exigir muito do meu corpo. tirou os cabelos suados da minha testa, acariciando minhas bochechas com as costas de suas mãos macias. Eu sorri sentindo seu carinho e vi seu sorriso em resposta. Suas mãos desceram por meu peitoral fazendo com que meus pêlos se eriçassem, tentando aumentar minha temperatura corporal, e foram parar no cós. Ela se ajoelhou para facilitar o serviço; abriu o botão da calça e logo em seguida desceu o zíper. Continuando a missão de me despir, a garota foi abaixando minha calça até que ela chegasse aos meus pés. Levantou cada uma das minhas pernas, uma por vez, para terminar de tirar a peça. Mas algo me surpreendeu, ela me deixou de boxer e aquela atitude de alguma forma mexeu comigo. Parecia que queria demonstrar afeto ao invés de tesão, ela não queria usufruir da minha carne e sim me ajudar. Mas, não desmerecendo aquele momento terno, eu não conseguia evitar, mesmo com uma ressaca dos infernos, ficar totalmente excitado com as mãos de percorrendo meu corpo. Seu toque em minha pele tinha propriedades divinas, senti-la em total harmonia comigo era surreal. Eu não necessitava de nada mais para continuar vivo.
Por um instante, a garota me abandonou para poder abrir o chuveiro, eu pude ver suas mãos rodando a torneira e em consequência a água caía com força no chão. A temperatura da água estava bem fria e eu xinguei mentalmente por isso, mas ela apenas estava querendo curar minha ressaca. A garota me puxou pelo braço e eu dei passos desornados até que meu corpo ficasse embaixo d'água. A água fria poderia ser comparada a pequenos punhais de prata perfurando cada centímetro do meu corpo. Um arrepio inconstante percorreu minha espinha e, em questão de milésimos, um certo tremor tomou conta de mim. Abracei meus ombros instintivamente tentando conter o frio, meus dentes batiam denunciando minha baixa temperatura. Tentei sair dali, mas me segurou e não deixou. Ela empurrou minha cabeça para baixo, e aquela maldita água congelante castigava minha nuca. Estava insuportável ficar naquela situação, mas, quanto mais água gelada meu corpo recebia, mais rápido minha mente se recompunha.
Depois de uns minutos, meu corpo já havia se acostumado com a temperatura da água, eu já não mais tremia, minhas mão estavam agora apoiadas na parede onde se encontrava a torneira. esfregava minhas costas com uma espécie de esponja macia e roxa, era um carinho gostoso quase que maternal. Aos poucos, a menina foi parando os movimentos e deixou a esponja cair no chão. Suas mãos foram novamente a torneira, mas desta vez para a que soltava água quente. Quando as primeiras gotas quentes caíram em mim, eu senti meu corpo relaxar. Fora quase uma sensação de alívio. Cansado daquela posição que me encontrava, me levantei e fiquei ereto sob a água que estava me molhando havia tempo; agora eu já conseguia sincronizar meus membros superiores e assim conseguia sozinho realmente tomar banho. sorriu para mim, agachando-se para pegar a esponja do chão.
'Agora que você já está praticamente curado não precisa mais de mim' disse-me, estendendo a esponja. 'Que calúnia é essa?' perguntei fingindo estar ofendido. 'Muito engraçadinho, estou dizendo que não precisa mais de mim. Até piadinhas e ironias você já consegue fazer.' 'Ah, coitadinha. Vem aqui que eu te acalmo' falei ameaçando puxá-la para a água comigo.
'Não ouse fazer isto, . Ou poderá considerar-se um homem morto.' 'Morto de quê? De tesão, de prazer?' ironizei sorrindo safado.
POV’s
'Agora que você já está praticamente curado não precisa mais de mim.' disse-lhe, estendendo a esponja. 'Que calúnia é essa?' perguntou fingindo estar ofendido. 'Muito engraçadinho, estou dizendo que não precisa mais de mim. Até piadinhas e ironias você já consegue fazer.' 'Ah, coitadinha. Vem aqui que eu te acalmo' falou ameaçando me para a água com ele.
'Não ouse fazer isto, . Ou poderá considerar-se um homem morto.' 'Morto de quê? De tesão, de prazer?' ironizou sorrindo safado.
Deus sabe o quanto eu tentava me controlar nos momentos em que parecia ser a criatura mais próxima do que chamamos de divindade. Tesão e prazer são palavras que não deveriam ser pronunciadas quando se tem um homem, parado a sua frente, praticamente nu. Exibindo um corpo inebriante, másculo, sexy e apetitoso. Nenhuma mulher sabe como reagir a um homem que quase lhe causa orgasmos apenas com o fato de olhá-la, quanto mais te provocando impiedosamente.
Tudo que nós mais queremos é nos entregar, mas não sei por que diabos alguma coisa nos diz que nós temos que negar e sermos fortes.
E eu fui forte, até aquele momento. Concentrei-me na missão de apenas banhar e fazê-lo se livrar daquela maldita ressaca. Mas agora, o maldito estava me provocando, me atiçando e eu não conseguiria resistir. Eu não gostava de demonstrar o quão fraca eu era.
Pensei nisto por infindáveis segundos, e nenhuma resposta eu consegui formular. Não consegui reagir e nem ao menos demonstrar algum controle sobre a situação. Santo Deus, eu odiava ficar com aquela expressão abobada de submissão.
O fitei sorrindo sedutoramente para mim, encostado na parede, com uma perna dobrada fazendo com que a sola do pé ficasse encostada também na parede. Ele estava com os braços cruzados sobre o peito, olhando para mim, me enfeitiçando. Seus cabelos molhados caídos sobre a testa só aumentava meu desespero. A barba por fazer era um convite para minha boca. Mas eu não queria me entregar tão facilmente. Ele teria que batalhar por isso, essa era a única forma que eu tinha para me vingar dele sem ferir sentimentos.
POV’s
'Sem medo, , sem medo' zombei tentando puxá-la para mim. 'Você parecia mais inofensivo quando estava sob efeito do álcool' disse tentando se esvair da minha aproximação. 'Olha, mas que crueldade. Não vá me dizer que se arrependeu de ter dado esse banho?''Se arrependimento matasse... ' ela concluiu desviando o olhar do meu. 'Olha pra mim, não precisa fugir nem se fazer de difícil' falei, segurando em seu queixo, fazendo-a olhar para mim. ' ' advertiu, em tom de aviso. 'Eu mesmo, ' respondi escorregando minha mão para o seu pescoço, conseguindo finalmente puxá-la para mim. teve um leve ataque histérico ao molhar-se e não reagiu muito bem a isso. 'AH, SEU DESGRAÇADO, ME ENSOPOU. FILHO DE UMA BOA PUTA' esbravejou, socando meu peito. 'Calma, é só água, não morde. E esse seu ataque, foi tão .' Bem, eu sabia que essa comparação a deixaria louca, completamente fora de si. E tudo ocorreu exatamente como eu previ, mas não contem para ninguém que eu premeditei isto. 'Com quem você me comparou, ? Você me comparou com aquela capivara vagabunda? Com aquele projeto de biscate de zona?' Creio que se nós não estivéssemos sob a água, labaredas seriam vistas saindo do nariz de . 'Eu não te comparei a ela. Só disse que esse seu ataque, exclusivamente ele, me lembrou a ' respondi, com a maior naturalidade possível.
'Cretino desgraçado. Você nunca mais ouse fazer isso, eu não mereço ser comparada àquele resto de aborto' argumentou em tom de superioridade. 'E por que não? Você se acha superior a ela?' continuei provocando a onça com vara curta.
'Eu não acho, eu sou melhor que ela. Qualquer bode da esquina sabe disso, inclusive você deveria saber e parar de fazer equiparações estúpidas.' 'É tão confortante te irritar, dá uma sensação de alívio. Eu acho que a ficaria completamente maluca se eu a comparasse com você' conclui. 'Então você deveria fazer isso. Aliás, não, isso faria ela ter raiva de você e isso não é bom para mim. Você precisa ser amável com ela para que ela confie piamente em você.' 'É o retorno da mente maquiavélica da aniquiladora de inimigas do Ensino Médio? ''Muito engraçadinho você. Bem, eu ainda não sei exatamente o que fazer com ela, ainda. E você deveria parar de fazer graça e me deixar sair daqui.' tentou se afastar, obrigando-me a usar minha força e impedi-la de sair de perto de mim. 'Você não vai me deixar sair daqui, né? Acho que não vai valer a pena tentar teimar' falou expressando desânimo por, de alguma forma, ser mais fraca que eu. 'Desfaz o bico. Eu não quero machucar você, só quero você aqui comigo, é tão ruim assim?' indaguei-a, brincando com seus cabelos ensopados. 'Eu não posso ficar perto de você, . Eu não consigo... ' A garota não conseguiu continuar sua explicação, pois lágrimas começaram a rolar por seus olhos. Uma mistura de medo e desespero tomaram conta da menina e sua voz pareceu perder a força. Ao contrário das lágrimas, que desciam cada vez mais fortes e intermináveis. A sensação de aperto que senti naquele momento não tinha explicação. Ver naquela situação tão inimaginável, ver a MINHA tão vulnerável me machucava demais. Eu faria qualquer coisa para cessar o sofrimento que ela parecia estar sentindo. 'Ei, não faz assim, minha alma dói demais te vendo chorar.' A abracei forte e dirigiu-se ao meu peito, afundando sua cabeça ali. Eu conseguia diferenciar suas lágrimas das gostas do chuveiro, que escorriam pelo meu corpo. As lágrimas dela pareciam ser mais pesadas e intensas. 'Eu já te pedi para não estragar tudo umas mil vezes, mas você não me leva a sério' resmungou, limpando o rosto. 'E tem como levar? Você sabe o quanto é estúpido esse seu pedido.' 'Ai, , quando eu planejei tudo na minha cabeça parecia ser mais fácil, mas você é difícil.' 'Ah, eu sou difícil, claro, bem eu que sou difícil.' 'Chega de mimimi, né? Eu já parei de chorar, você está visivelmente bem e a conta de água desse mês vai estourar os limites' falou, se afastando de mim, tentando sair do box. 'Ei, qual seu problema? Estou quase nu na sua frente e tudo que você pensa é na conta de água?' perguntei revoltado. 'Controla a putinha que existe dentro de você, ' a garota zombou de mim, não conseguindo esconder uma bela risada. 'Hm, seu cretino. Eu me produzi toda para você e é isso que eu ganho. Quando eu sair com aquela mini saia curtíssima que você odeia pra ir varrer a calçada quando o nosso vizinho tarado está lá frente, você não reclame.' Tirei de mim a voz mais biscate e feminina que eu possuía. Fiz os trejeitos e tentei parecer uma mulher. Sedução total. me olhou chocada, contendo uma risada escandalosa e acabou entrando na brincadeira. 'Olha aqui, mulher. Põe aquela saia que eu te quebro no pau. Onde já se viu mulher minha achando que se manda. Vai lavar minhas cuecas fedidas, minhas meias e esquentar as costeletas pro jantar, porque eu estou com fome' engrossou a voz e encarnou o marido machista. 'Ah, então é pra isso que eu sirvo? Somente pra bancar sua doméstica? Na hora do vamos ver você prefere comer aquelas putinhas baratas de 15 anos. Vou sair dando pro primeiro que aparecer aqui. É bom cancelar as obras de reforma, porque senão eu vou fazer um estrago com aqueles pedreiros.' Afinei mais ainda a minha voz, parecendo um pato fanho. Aquele som estridente estava me dando uma agonia louca. Mas era impossível evitar ataques de riso contidos. estava se controlando demais para não cair no chão e se matar de rir. 'Mas é uma biscate mesmo, se oferece até pra pedreiro. E ainda se recusa a lavar as minhas cuecas e a fazer os serviços da casa; não quer fazer, não faça. Eu trago uma putinha da bunda empinadinha aqui pra dentro de casa pra fazer as coisas pra mim. E te expulso daqui, quero ver pedreiro te aceitar na casa dele.' 'Ó, seu abusado. Marido de merda, seu pau não sobe nem com viagra e ainda fica bancando o garanhão.' Encarei , me aproximando dela dando de dedo na sua cara. 'Olha aqui, sua cachorra, quem você acha que é pra contestar minha masculinidade? Cala a boca, se não eu meto a mão nessa sua cara cheia de ruga.' A garota engrossou mais ainda a voz, tentando se impor. 'Vai, machão, me bate se tiver coragem.' olhou para o lado e voltou o olhar para mim sorrindo safada. Colocou-se alguns passos a frente e colou seu corpo ao meu. Elevou sua mão direita bem no alto, a mirou e bateu com força moderada no meu rosto. Eu sorri para ela pervertidamente, dando graças a Deus por tê-la feito parar de fazer jogo duro. Ela mordia os lábios enquanto passava sua mão pelo meu rosto me batendo, de leve, bem de leve. Seus dedos pararam em meus lábios e os puxaram, me enlouquecendo. Logo as duas mãos de foram parar em meu tórax, escorregando por ali com força, não demorou muito para que suas unhas cravassem em meu peito, fazendo-me sentir uma das sensações mais prazerosas que existiam, na minha humilde opinião, claro.
'Sabe de uma coisa, ... ' falou provocantemente, perdendo-se nas carícias brutas que fazia em mim. 'O quê?' perguntei sussurrando perto do ouvido dela. 'Você é tão forte e másculo. Dá vontade de ficar batendo, dá vontade de judiar' me respondeu , dando tapas de força moderada em meu dorso. Aquilo me levava ao delírio. 'Pode judiar à vontade. Eu aguento' autorizei, dirigindo meus lábios até seu pescoço, o mordendo do jeito que eu sabia que ela gostava. 'Será que aguenta mesmo? Acho que eu vou pegar um chicotinho e umas algemas' ela disse, rindo logo em seguida. Enquanto suas mãos indomáveis, agora, tratavam de apertar meus ombros e iam descendo espalmadas por minhas costas. 'Que coisa mais safadinha, , não conhecia seu lado masoquista' brinquei sorrindo sugestivamente para ela. Minha martirizadora soltou meus ombros vagarosamente, fixou seu olhar em mim, brincando de puxar meus cabelos da nuca. 'Você faz isso comigo, dá vontade de judiar loucamente de você. Acabar com você' exclamou , apalpando minhas nádegas descaradamente.
'O que eu tenho que fazer pra você me fazer carinho, heim?' perguntei fazendo bico. ', eu voltei a ser a mulher e você o homem.''Graças a Deus' respondi, mordendo com força mediana, seu lábio superior. 'E posso saber por quê?' me questionou em tom pervertido. 'Porque você era um homem muito lento, não iria me beijar nunca.' apenas apertou com força minhas nádegas, em forma de resposta. Nós dois havíamos esquecido aquele chuveiro ligado, derramando água em nossas cabeças; incrivelmente perdíamos a razão quando estávamos juntos. 'Você fala demais e faz de menos' foi o que ouvi saindo da boca da garota, antes que esta entrasse em contato com a minha, dando início ao nosso beijo. Fazia algum tempo que não beijava , e este ato poderia sanar qualquer problema que eu tivesse; beijar era minha droga, meu vício, minha libertação.
A abracei pela cintura, apertando a região com força enquanto deslocava seus braços para o meu pescoço, o envolvendo logo em seguida.
Nossos lábios bailavam algum tipo de dança pagã, pois as sensações que eu sentia não poderiam ser comparadas ao puritanismo das coisas divinas. Colei o corpo de o mais próximo que pude do meu na tentativa de poder sentir cada parte de seu corpo, explorar cada parte de sua pele e, ainda melhor, senti-la entregue a mim.
As duas mãos da garota estavam enfiadas em meus cabelos molhados pela água do chuveiro, que ainda caía sobre nós, enquanto minhas mãos passeavam livremente e descaradamente por suas nádegas fartas. Aliás, minhas mãos passeavam descaradamente pelas nádegas de , pelas coxas também fartas, pelo quadril largo completamente perfeito. Foram subindo por sua blusa adentro, tocando a pele de seu abdômen, minhas unhas arranhavam de leve o local. Em consequência, os primeiros ensaios de gemidos e sussurros eram entoados por .
Nossas bocas não separaram por nenhum momento, não me preocupei se estava respirando ou não, sinceramente, era o de menos naquela hora.
'Vingança, ' sussurrou a garota em meu ouvido, enquanto arranhava minha nuca. 'Vingança. Não vai me deixar em paz mesmo, né?' 'Nunca' ela respondeu, ainda com um sussurro. Logo após a resposta, soltou-me, ficando em pé na minha frente, me encarando. 'Se é isso que você precisa pra viver em paz, eu pago o preço' falei, acariciando-lhe o rosto. 'Logo você vai me entender' foram as últimas coisas que ela disse, antes de desligar o chuveiro e me puxar para fora do box.Eu estava sentindo uma pontada de medo do que poderia ocorrer dali em diante.
quince
Havia acabado de almoçar um belo e gorduroso frango frito com arroz. Estava com a boca toda suja de gordura, reluzente, digamos. Minhas mãos estavam nojentas e eu as usava para tirar grãos de arroz que caíram em minha perna. Cena degradante. Alguns fiapos da carne da ave estavam pendurados nos meus dentes. Eu tentava tirá-los com o dedo, mas era quase impossível.
Levantei-me da mesa com muita má vontade e agradeci aos céus umas mil vezes por estar 'sozinho' em casa, já que a presença do meu tio era desprezível. Porém uma única coisa latejava em minha cabeça e construía minha pseudo-maldição. Uma vingança da qual era vítima e caçador ao mesmo tempo, algo muito complexo e doentio de se entender.
Cheguei a meu quarto olhando as paredes com cara de nojo, aliás, tudo me enjoava e eu sentia que aquelas coxas de frango douradas e suculentas poderiam vir à tona e sujar meu tapete. Antes que caísse no chão graças à minha ressaca de algumas horas passadas, me joguei na cama tentando relaxar. O que durou por poucos míseros minutos, pois meu celular começou a tocar em algum lugar o qual eu não sabia qual era.
Juro, se aquele som não estivesse me irritando tanto eu nem me preocuparia em atendê-lo, mas já que minha cabeça explodia com cada nota filha da puta que escutava, resolvi procurar o maldito aparelho. Depois de perambular pelo quarto o achei dentro do meu allstar. Trágico.
Era quem ligava e uma onda de ódio me invadiu, estava sem paciência pra ela, estava sem vontade dela. Enfim, eu era obrigado a atender, tinha prometido a que ajudaria não é mesmo? Um homem não é obrigado a prometer nada, mas deve cumprir cada promessa que faz.
Incorporei o Buda, elevei meu estágio de consciência, fiz algumas sessões de yoga e atendi o celular.
'Oi linda' atendi ao telefone com um leve tom de ironia carregado de felicidade falsa.
'Amor, quanto tempo. Eu estou com muitas saudades de você, quero te pedir desculpas pelos meus ataques pessoalmente. ' Como poderia existir alguém tão irritante a esse ponto?
'Tudo bem, , isso já é passado. Eu só precisava de um tempo sozinho' respondi calmamente, me controlando para não atravessar a linha telefônica e dar uns bons sopapos nela.
'Ah, eu te entendo. Tenho que aprender a te respeitar mais. Você poderia vir aqui pra gente conversar?' Eu poderia sim, mas seria interessante imaginar um possível encontro de com , uhlalá.
'Amor, eu adoraria, mas infelizmente não posso. Vem você aqui, pode ser?' Eu sabia que falando daquela maneira, suave e dócil, não resistiria ao meu pedido.
'Pedindo assim, é claro que eu vou. Só vou tomar um banho e trocar de roupa. Beijinhos, te amo. ''Eu também te amo, linda. ' Mentira. Isso foi uma grande e idiota e covarde e grotesca e cretina e mentirosa MENTIRA.
Minha vontade era continuar com aquele cheiro de frango assado, com aquela aparência bizarra de motoqueiro que almoça em bares de beira de estrada com suas barbas enormes e dentes amarelados. Todavia, eu não poderia. A intenção era; eu seduzo e a destrói a vida dela.
-*-
Eu estava saindo do banho quando ouvi chamando meu nome. Fui até a janela do quarto dos meus pais, que dava para a parte frontal da casa, e pedi para que ela esperasse. Apenas coloquei uma boxer e uma bermuda e desci as escadas correndo. Já na parte inferior, caminhei até a porta para abrí-la. Assim feito, encontrei uma sorridente e serena. Não sei explicar, eu não a amava, a odiava em certos momentos psicóticos, mas por tudo que nós já havíamos vivido, criei uma espécie de respeito e carinho por ela.
'AMOR!' gritou a garota pulando em mim, me abraçando.
'Oi, linda, estava com saudades.' Não estava não.
'Awn, , me perdoa, por favor, eu preciso de você' disse ela se jogando em meu peito, com o semblante magoado. Demorei alguns segundos para digerir sua espontaneidade. Sabem, não queria desmerecer essa cena terna e emocionante, mas a era muito artificial nas demonstrações sentimentais.
'Tudo bem, minha gatinha. Vamos subir lá pro meu quarto e a gente se acerta.' Sorri para ela, sorri com o sorriso mais verdadeiro que eu poderia dar. Qual é, eu precisava ser convincente nas minhas mentiras.
'Ok.' sorriu de volta. Eu peguei em sua mão e nós fomos casa adentro. Andamos pela sala em silêncio total, eu só escutava minha respiração, nossos passos e um grilo fazendo cri cri em algum lugar qualquer.
Eu odiava demais subir escadas, agora subir escadas de mãos dadas com a estava em um patamar acima de ódio. Era uma mistura de ânsia de vômito com desprezo e repugnância. Sem exageros, eu juro.
Logo nós chegamos ao quarto. Sentei-me na cama, oferecendo colo à minha pseudo-namorada. Ela sentou-se em minha coxa esquerda toda acesa e sorridente, passou seus braços brancos por meu pescoço e me encarou com certa expressão pervertida.
'Então você vai me desculpar? Eu juro que...'', está tudo bem. Eu não me lembro de mais nada que aconteceu. Vamos recomeçar daqui, certo?'a interrompi da forma mais sutil que pude. Não aguentava mais seu tom irritante de voz atormentando meus tímpanos.
'Own, Amor, eu te amo.' Agora seus braços me abraçaram forte, senti recostar a cabeça na curva do meu pescoço, enquanto dava leves beijinhos pela região. Porém, algo me tirou a atenção. Aquela maldita presença que tinha efeitos devastadores sobre mim. Instintivamente meus sentidos começaram a tentar localizar onde a presença se encontrava. Finalmente, meu olfato, meu tato, minha audição, meu paladar e principalmente minha visão me ajudaram a encontrá-la.
E lá estava a presença, estática olhando na minha direção, debruçada sobre o batente da janela do quarto que pertencia à sua avó. A presença, que agora havia se materializado em , sorria para mim, de uma forma satânica, denunciando alguma deliciosa má intenção.
Eu não prestava mais atenção em nada. era simplesmente alguma coisa sem forma pronunciando porcarias que eu não conseguia assimilar. Toda minha atenção, toda a minha devoção, agora estavam voltadas para ela. ainda me mirava intensamente, provocando arrepios que só Lúcifer seria capaz de provocar. A garota posicionou seus dentes frontais sobre a carne de seus lábios e os pressionou ali, com certa urgência e força. Enquanto mordia sua carne bucal, orquestrava alguma música imaginária com seu indicador direito, o que me fez sorrir debochado de seu ato doentio. Em nenhum momento nosso contato visual se esvaiu, a não ser quando simplesmente sumiu da janela e eu não pude entender como. Estaria eu, em plenos míseros 18 anos de vida, tendo alucinações?
Não. Desfiz-me desta idéia quando me lembrei de , e apenas me recordei de sua presença porque ela me olhava de uma forma excitada. Ironicamente, parecia que meu olhar interessado e intenso estava direcionado à . Ledo engano, era sobre seus ombros que eu procurava o que realmente os meus olhos queriam enxergar.
A burrice da pessoa à minha frente me tirava a sanidade; como alguém era tão ingênuo a ponto de não perceber algo de errado como o que estava acontecendo ali? Indecifrável.
'Amorzinho, faz tanto tempo que a gente não fica junto.' falou passeando suas mãos sobre meu tronco nu.
'Tá com saudades de mim?' sussurrei em seu ouvido e logo depois direcionei minha boca para seu pescoço, a fim de provocá-la. Era na verdade uma tática. Eu distrairia para poder mirar a janela e procurar por .
Meus lábios e língua trabalhavam incessantemente na nuca da em total falta de sincronia com meus olhos, que esperavam a aparição de a qualquer momento.
Não demorou muito para que isso acontecesse. Novamente ela surgiu fazendo-me queimar por dentro. Pude sentir meus batimentos cardíacos acelerarem e minha boca ficar cada vez mais seca. Efeito , mais uma vez. Ela me fitou sedenta, não havia nada mais maquiavélico que sua expressão naquele momento. Todavia, para minha infelicidade, queria avançar comigo. Ela não mais se satisfazia com meros chupões no pescoço, ela queria mais e eu teria que dar mais.
A garota me puxou pelos cabelos da nuca e me obrigou a olhá-la. Por um momento eu vi em sua face, mas este momento não durou mais que algumas frações de segundo. Amaldiçoei por sua existência, pois previ que minha delícia sumiria de novo e sabe-se Deus quando ela iria voltar; mas não. Desta vez, o engano fora meu, pois continuava ali, debruçada na janela de sua avó nos observando. Eu não podia ignorar naquele instante, pois apesar de sua demência, ela notaria minha desatenção.
Conseguia observar somente por poucos segundos, tentando disfarçar ao máximo os desvios do meu olhar. Porém, era angustiante evitar olhá-la. Tudo que eu mais queria era poder voar praquela maldita janela e agarrar ali mesmo, na frente da . Mas não, eu simplesmente não tinha permissão para me intrometer nos planos de vingança alheios.
'...' chamou com a voz manhosa.
'Que foi, gatinha?' perguntei tentando demonstrar alguma coisa.
'Eu tava pensando se eu poderia dormir aqui hoje, sabe, eu tô morrendo de saudades de você' mendigou ela, mordendo os lábios expressando safadeza.
'É claro que pode ficar aqui, a gente mata a saudade à vontade. ' Pisquei, ganhando um sorriso enorme como resposta.
Mas foi aí que tudo fodeu. ficou tão contente que levantou da cama pulando de olhos fechados. Algo infantil e ridículo, diga-se de passagem, mas o problema não era isso. O problema estava na casa ao lado, melhor, na janela ao lado. Mais que depressa pulei da cama e segurei pela cintura e meu reflexo foi empurrá-la contra o batente da janela. Assim ficando de frente para ela e consequentemente de frente para , que a essa altura não escondia um sorriso muy vitorioso.
'Nossa, senti tanta falta dessa sua brutalidade' comentou rindo safada. Revirei a cara tentando não vomitar com aquele comentário cretino. Do outro lado, segurava uma risada graças a esse mesmo comentário cretino.
'É só você pedir e eu fico totalmente selvagem' instiguei, mordendo os lábios daquela à minha frente.
'Então vem cá judiar de mim.' E fui puxado pelo braço e logo senti a língua de passeando por meu queixo, subindo para a boca e terminando em um beijo indesejado. Controlei-me loucamente para não empurrá-la e mandá-la a merda.
A garota me beijava com paixão e eu apenas tentava fingir que a estava beijando com a mesma intensidade. Porém, era quase impossível, eu poderia ser um bom ator e saber disfarçar bem a coisas, mas ninguém é capaz de mascarar sentimentos.
Aquela situação foi uma das que eu nunca pensei que fosse acontecer em minha vida. Minha única opção era entregar-me a e distraí-la a ponto de poder ficar a vontade para flertar com à distância.
Pois, assim foi feito. Minhas mãos correram para a cintura de , forçando o atrito entre nossos corpos e sua resposta para mim fora um gemido abafado por nossas línguas perdidas em nossas bocas. Quando senti que realmente estava entregue a mim, abri meus olhos mais que rapidamente, procurando por .
Minha oração mental havia funcionado. Ela ainda estava ali, naquele maldito batente me observando. A tarefa a qual me submeti não era fácil. O exercício de não sincronizar meu sistema nervoso com minha visão era digno de uma apresentação do Cirque du Soleil.
Os olhos de pareciam uivar como lobos sedentos por saciar sua fome. Eu não conseguia controlar os espasmos involuntários que meu corpo produzia. Era demais para mim, minha força não aguentaria aquilo por muito tempo.
E então por um momento lembrei-me de algo. E revivendo aquela lembrança, acabei-me por esquecer as duas donzelas que se encontravam perto de mim.
#FlashbackUma chuva gigantesca assolava a escola Rainha Elizabeth. Por isso, as opções de lazer dos alunos se resumiam a quase nada. Algo realmente importuno, uma aproximação entre todos era necessária e isto nunca tinha boas consequências.
Certos alunos da oitava série metidos a serem adultos e totalmente independentes conversavam animadamente em seu horário particular do intervalo. Era assim que as coisas funcionavam na tal escola. Cada série tinha seu próprio horário de intervalo com duração de 15 minutos. Pontualmente, saíam da sala às oito horas e trinta minutos, logo após assistirem às duas primeiras aulas, com duração de 50 minutos cada.
Este certo grupo de alunos era realmente grande, mas isto não queria dizer que qualquer pobre mortal pudesse participar do mesmo. Não era necessário um teste de admissão ou alguém tipo de ritual de aceitação. A escolha era feita simplesmente por um julgamento fútil e superficial da aparência. E claro, um pouco de fraqueza e falta de personalidade eram quesitos visivelmente explorados.
Como toda gangue, máfia ou organização diabólica, este grupo não intitulado tinha um líder. Aliás, uma líder. Uma líder astuta, cruel, sanguinária e, em contrapartida, fraca, burra, covarde e sem escrúpulos.
Os valores dos participantes daquela legião eram totalmente suspeitos. Talvez houvesse algum jovem entre eles que se salvasse. Ah sim, havia (talvez) um jovem, um belo jovem, que estava ali somente por uma questão de comodidade. Era cômodo, lucrativo e especial se sentir poderoso.
Um jovem que despertava paixão em todas as garotinhas daquela escola. Um jovem que estava amarrado à certa líder daquele grupo. Que tinha seus passos contados, ações delimitadas e sorrisos calculados.
Mas ele era um jovem acomodado, não ligava para nada disso. No fundo ele sabia que aquilo tudo era uma bela fachada, uma máscara que poderia cair e despedaçar a qualquer momento.
Até então, tudo parecia normal quando alguém surgiu da porta central, que guiava os alunos para fora do primeiro andar, onde ficavam as salas dos alunos de 5ª a 8ª séries.
Então o capeta deu o ar da graça e o inferno assumiu sua forma.
Um alguém tão insignificante quanto uma mosca rondando um monte de carniça. Uma mosca, que incomodava muita gente com seu zumbido esquizofrênico. Não despertava interesses, possuía míseros amigos e só ficava em completa harmonia quando estava junto de sua inseparável solidão. Como sempre, trajando seu uniforme masculino, ao invés do fútil feminino, composto por uma saia de pregas fora de moda e meias pretas que iam até os joelhos.
Este alguém de anatomia não tão feminina, de cabelos bagunçados e presos em um rabo de cavalo completamente mal feito, transbordava uma áurea de sabedoria e desprezo tão grandes que ao menos seu rastro causava efeitos perturbadores aos seus odiadores.
Pagava pelo pecado de ser diferente e era odiada e perturbada sem ao menos saber a razão.
Porém, nem sua fortaleza fora capaz de resistir ao certo jovem citado anteriormente. O problema é que esse sentimento tão verdadeiro e límpido tornou-se conhecido e passou a ser usado como arma contra ela. Um tiro no pé, uma flechada no escuro, um suicídio não planejado.
Nosso alguém se sentou longe dos outros, xingando-os mentalmente e planejando o melhor modo de matar a todos. Essa era sua rotina, passar por eles e planejar detalhe por detalhe como seria colocá-los ajoelhados em praça pública, com pés e mãos acorrentados. Então ela passaria com uma espada cortando o pescoço de cada um, como um açougueiro corta um bife, discursando seu texto mais que planejado, um discurso de vitória.
A líder do grupo não perdeu mais seu precioso tempo e começou a lançar suas sátiras mal feitas. Todos riam da pobre vítima dos comentários maldosos, e por sinal a vítima destes os analisava e se perguntava onde diabos a criatividade daquele ser havia parado. Porém, certos comentários atingiam em cheio sua alma. Aqueles comentários referentes aos seus sentimentos, à sua individualidade a feriam mais que uma moto serra triturando seus ossos. Seu ódio e indignação se resumiam a lágrimas. Então, chegada era a hora de usar seu melhor artifício contra todos: as palavras. Palavras ditas somente para si mesma, um discurso em primeiro pessoa, feito para uma única pessoa. Ela.
Todos os integrantes da seita satânica riam, sem ao menos saber por que, da pobre menina sentada ao longe. Porém, aquele jovem, aquele jovem cômodo e belo a observou. E sem ao menos perceber começou a prestar atenção nas palavras que a garota proferia. Conseguiu desconectar-se das barbaridades que seus amigos diziam e analisou a boca da menina. Analisou os movimentos que ela fazia para cima e para baixo com sua mandíbula.
Ele passou a compreender quais eram suas palavras, logo após começou a usá-las e então conseguiu formar frases. As frases que a menina dizia eram de conteúdo raivoso e maquiavélico.
Desde então, o jovem passou a acompanhar a menina em seus discursos solitários pela escola. Ele aprendeu seus trejeitos, aprendeu sua forma de balbuciar cada letra, cada palavra e cada frase. Passou a observá-la com outros olhos, pois agora ele entendia o que se passava em sua mente.
Mas em todas as oportunidades que este teve de se redimir, ele não o fez. Pois era devoto a sua namorada, ou sei lá o que aqueles dois poderiam ser.
Todavia algo jamais seria esquecido. Ele recordaria para sempre a leitura labial da menina sentada distante de todos. #Flashback
As imagens passaram em minha mente, em desordem, mas eu pude entendê-las. E aquele filminho não durou mais de 15 segundos. Eu ainda lembrava como ler as palavras de , e isto era extremamente importante naquele momento. Parece difícil entender, mas eu ainda beijava com furor. Automaticamente, minhas mãos percorriam seu corpo, na real. Não era tão complicado assim.
'...' sussurrei novamente em seu ouvido. Ela apenas me respondeu com um gemido. 'Eu pretendo deixar isso bem quente, então sua blusa já é desnecessária.' Ah, quão tolinha ela era. Iludiu-se achando que eu queria realmente vê-la nua. Mas não, eu ganharia alguns segundos enquanto tirava sua blusa. Ela passaria pela cabeça da garota, tampando seus olhos. Seria por pouquíssimo tempo, claro, mas era tudo que eu precisava. Assim feito, segurei a barra da blusa e a suspendi, enquanto me auxiliava na tarefa. E como em truque de ilusionismo, a garota ficou cega pela roupa que tampava seus olhos. Eu deveria agir depressa e ser totalmente eficiente. tinha seu olhar fixo em mim. Seus olhos tremiam tamanha era sua paralisia em meu ser. E naquele tempo minúsculo balbuciei para ela 'O que você quer de mim?' e no mesmo instante terminei de tirar a blusa de . Sua lingerie me deu náuseas, onde diabos ela tinha comprado aquela coisa tão brochante? Bem, isso não era o mais importante agora. A questão primordial era saber se havia entendido minha mensagem. E como fui demente em subestimar o potencial de raciocínio de . Era mais que óbvio que ela havia me entendido.
Meu cérebro trabalha em uma velocidade exorbitante. Minha sinapse era tão intensa a ponto de fazer todo meu sistema nervoso vibrar. A cada segundo que se passava eu precisava controlar meus movimentos para encaixar perfeitamente o que faria com para poder estabelecer contato com . Pelos demônios, como era difícil. Porém eu me surpreendi com minha capacidade, não estava me reconhecendo naquele instante. Modéstia a parte, eu fui fabuloso em minhas artimanhas tão perfeitamente aplicadas. Era simples, eu iria transar com para obter . Era o preço a se pagar.
Encarei a menina em minha frente tentando demonstrar desejo e essa tal demonstração não fora tão superficial. Meu instinto masculino não podia deixar de excitar ao imaginar que a pessoa na outra janela iria acompanhar meu ato sexual com sua pior inimiga. Era tão cruelmente sexy. A testosterona saltava por meus poros; eu era puro prazer. Prazer sexual, prazer carnal, prazer animal. Eu era o próprio prazer. Enquanto isso vibrava em meus braços. Seu corpo respondia a meus toques com uma excitação formidável, seria muito fácil enganá-la.
Minha 'namorada' puxou-me para mais perto de si forçando o contato do meu membro com sua intimidade. Senti seus batimentos cardíacos acelerarem por causa disso. Então ela começou a balançar o quadril, promovendo o atrito inevitável entre nossos genitais. Fechei os olhos instintivamente com isto, era impossível controlar minha masculinidade naquele momento. Porém, eu lutei contra tudo isso e forcei-me a abrir os olhos e notei que mantinha os seus fechados. Isso era o que eu precisava. Mais que rapidamente procurei por , que graças aos deuses ainda estava na tão falada janela. Olhei para ela pedindo uma resposta, um sinal, qualquer coisa que me fizesse sair daquela aflição. Então sutilmente ela murmurou 'Transe com ela como se estivesse transando comigo. Ah, eu poderia ter tido um orgasmo naquele exato momento.
Transar com como se fosse . Isto era mais doentio do que eu podia imaginar. Todavia, quem eu era para desobedecer uma ordem de ? Quem era eu para dizer não àquela que me fazia a cada amanhecer viciar ainda mais em suas vinganças tão originais? Eu era simplesmente , um súdito das vontades da minha paixão. E claro, que homem de verdade recusaria uma trepada? Então tudo tornou-se alvo como a neve em minha mente.
Contanto, eu tinha uma pressa gigantesca, não estava com paciência para preliminares. Eu precisava do mais puro sexo selvagem que existia. Não podia mais esperar, teria que ser naquele momento senão eu morreria. O sangue do meu corpo já não seria suficiente se eu demorasse mais algum meio segundo para comer .
'...' chamei entre dentes.
'Sim' respondeu sussurrando em meu ouvido.
'Preciso te penetrar agora' falei em um tom totalmente autoritário e possessivo. 'Sou toda sua, meu amor' disse ela, dirigindo suas pequenas mãos para minha bermuda. O contato de suas mãos com meu pênis totalmente ereto não fora dificultado, graças a inexistência de um zíper e botões na minha peça de roupa. Uma simples puxada do elástico já era o suficiente. Senti espamos fortíssimos quando senti acariciando meu membro. Algo mais forte que um arrepio percorreu minha espinha, eu não saberia explicar. Aquilo tudo era surreal. Apenas livrei-me de minhas peças de roupa, inclusive da boxer e fiquei nu. Mirei sedento por sexo. Ela respondeu meu olhar com outro mais insano ainda. Arranquei seu sutiã com toda a brutalidade que pude e senti que ela gostara do ato selvagem. A garota tirou seus sapatos de um jeito atrapalhado, assim trajando apenas um minúscula saia. Ao menos me dei o trabalho de tirá-la. Somente a levantei o necessário para que a intimidade da menina ficasse à mostra. Sua calcinha tomou o mesmo rumo da lingerie superior. Rasguei-a com minhas mãos fortes. Eu estava pouco me fodendo para cerimônias românticas.
'Vou te foder como nunca fiz antes' pronunciei puxando e agarrando os cabelos de . Ela nem conseguiu me responder, apenas se entregou a mim. Encostei nossas testas e penetrei em sem aviso. Foi tudo muito rápido. Quando dei por mim, estava-a rasgando com minha investida carregada de tesão. Demorei-me um pouco dentro dela e voltei a investir, agora com mais violência. urrou e ao mesmo tempo mordeu seus lábios com tamanha força que em pouco tempo ela sentiria o gosto de sangue. Fechei meus olhos antes de estocar em sua vagina novamente, eu não tinha mais o controle dos meus atos, estava fora de mim. E mais uma vez escutei gritar em alto e bom som, qualquer um na rua poderia ouvir e ver o que estávamos fazendo. Isto era o de menos.
Agora eu a fodia com mais rapidez, sentindo o suor me castigar graças aos meus movimentos rápidos e intensos. E ao abrir os olhos o último fio de consciência acabou escorrendo pelo ralo. Então vocês me perguntam por quê? Simples. estava sentada na janela com as pernas penduradas fora da mesma. Ela estava pelada incrivelmente gostosa, masturbando-se de olhos fechados emanando uma sensação perturbadora de excitação. Era magnífico, tudo que eu mais queria era estar lá com ela a ajudando a obter o prazer máximo. Mas eu não podia, não naquele momento.
Enfim, fiz o que estava ao meu alcance, meti em com mais força e menos velocidade. Minhas fodidas eram concentradas e muito bem articuladas. A garota já não conseguia sustentar-se em suas pernas. Por isso usei toda minha força e a levantei pela cintura, sentando-a na janela. Só neste instante interrompi nosso sexo. E isso me deixou mais louco ainda. Aqueles poucos segundos sem penetrá-la fizeram-me ficar mais maníaco por sexo.
Ela desmorou em mim, seu corpo agora apenas tremia em meus braços, enquanto seus gemidos e gritos saíam altamente desordenados. Pela primeira vez em muito tempo, os barulhos de eram música para os meus ouvidos. E deliciava-se em uma punheta magistral. Ela beslicava os próprios mamilos com uma mão enquanto a outra trabalhava arduamente em seu clitóris. Meus olhos registravam seus movimentos explícitos com avidez e isto era o que alimentava e aumentava minha força. Era graças a auto satisfação sexual dela que eu conseguia continuar minha transa com .
Meu ápice não estava longe, mas eu desejava prorrogá-lo o máximo possível, pois queria continuar sentindo aquela sensação maravilhosa por muito, muito mais tempo. O que eu sentia era uma atração extrema, um desejo incontrolável. O puro instinto dos nossos antepassados.
Eu precisava de atrito físico, contato, pele com pele e selvageria. Não me culpem por isso, eu não tinha mais noção do que estava fazendo, só sei que fiz parar satisfazer o meu corpo.
A essa altura já se contorcia em sua janela, penetrando-se com dois dedos. Ela mordia os lábios com tanta vontade evitando soltar algum gemido para não ser notada. Pobre garota, é um porre ter que se masturbar sem fazer barulhos. Porém, eu não precisava me controlar, podia gritar, berrar e gemer sem medo; também o podia e nós fazíamos isso. Minhas metidas nela eram tão fortes que seu corpo chegava ao ponto de levantar da janela. E por mais que eu quisesse retardar meu gozo, fora impossível. Senti contrair sua vagina em meu membro por 3 vezes seguidas e não foi preciso mais que isso para que eu explodisse em um orgasmo indescritível. Retirei meu membro da intimidade da garota e man, estava saindo esperma pra tudo quanto era lado. Há tempos eu não esporrava daquele jeito.
Bem, eu estava mais do que saciado, mas ainda não havia gozado e eu não poderia deixá-la literalmente na mão. Por isso a olhei em forma de aviso, que não a deixaria sem atingir o orgasmo. Pus me de joelhos entre suas pernas e passei minha língua por toda a extensão da vagina. Dei uma atenção especial ao clitóris o mordiscando de leve e recebi um gemido como resposta. entrelaçou as mãos em meus cabelos forçando o contato de minha boca com sua intimidade. E lá eu cai de boca, literalmente, sugando-a de todas as maneiras possíveis. Minha língua a penetrava enquanto meu dedo indicador masturbava-lhe o grelo. Bem, não precisei ficar naquele posição por mais que 3 minutos. As coisas não foram rápidas, voaram. O líquido quente da garota escorreu por minha boca e eu o saboreei com muito gosto. Me levantei e a olhei com carinho antes de beijá-la. Mas não resisti e abri os olhos no meio do beijo. E lá estava sorridente, massageando-se de leve me encarando. Não pude evitar uma risada debochada, como nós éramos infantis. Gostávamos de ficar exibindo-se um para o outro em showzinhos de sexo explícito.
Desci da janela com muito cuidado e a coloquei no chão. Abracei pela cintura, fazendo carinho em sua barriga enquanto ela sorria para mim. Há tempos nós não ficávamos assim. CONTUDO, não querendo desmerecer esse momento terno DE NOVO, eu na realidade estava pouco me fodendo pra . Tudo que eu mais queria e necessitava estava sentada naquela infame janela logo à minha frente. Eu esperava ter cansado o suficiente para ela dormir a noite inteira e me dar paz.
-*-
Bem, naquele momento já deveriam ser umas 3 horas da manhã. Eu estava deitado em minha cama, com as mãos cruzadas sobre meu peito enquanto dormia pesadamente ao meu lado. Como eu queria jogá-la da cama e enfiá-la embaixo dela. Enfim, estava meio que depressivo, pois simplesmente sumiu sem me dar satisfações. Isso era mal, muito mal. Várias idéias passavam em minha mente, idéias de como conseguir pegar no sono, de como seria maravilhoso morar na Finlândia e claro idéias de como comer de formas loucas e insanas. Assim estava eu, quando fui retirado de meus pensamentos por ouvir um barulho vindo do andar de baixo. Fiquei assustado, pois estavam todos em casa, inclusive meu tio. Era só o que me faltava, um ladrão em plena madrugada tentar me roubar enquanto eu estava apenas de boxer roxa. A não ser que ele fosse gay, essa cena não seria nada interessante.
Levantei-me da cama na ponta dos pés, evitando cuidadosamente qualquer ruído que eu pudesse produzir. Abri a porta do meu quarto devagar, com uma sutileza magistral. Dirigi-me ao corredor andando como agentes do FBI quando estão para invadir o esconderijo do suspeito. Na real eu estava morrendo de medo, mas a minha curiosidade estava sendo mais forte que tudo. Eu só não queria que ela matasse o gato. Eu andava pelo corredor pisando em ovos, todo cuidado era pouco naquele momento. Eu via vultos passando por mim a todo instante e isso aumentava mais a minha tensão. Então eu cheguei no topo da escada e vi todo andar debaixo da casa iluminado pela lua, que refletia sua luz pela janela da sala, que estava aberta. As cortinas brancas balançavam de um modo cinematográfico, indiciando que alguém havia passado por ali há pouco. tremeu na base.
De repente, senti um hálito quente em minha nuca. Meu corpo entrou em pane total; minha pupila dilatou e meu coração disparou. Um estado de pânico me invadiu e eu não sabia como reagir e então quando consegui recuperar meus sentidos e tentei responder ao meu primeiro instinto, que era gritar por socorro, uma mão mais quente que o hálito que havia sentido minutos atrás tapou minha boca de uma forma grosseira. Eu não sabia mais o que fazer, poderia estar na mão de um assassino, de um gatuno safado desgraçado ou até de um terrorista iraquiano cheio de bombas em sua jaqueta de couro.
Decidi exercer minha masculinidade tentando sair das mãos do agressor, usei minha força para afastá-lo e quando minhas mãos tocaram a cintura do suposto agressor forçando-o para trás, acabei me surpreendendo. Em meu toque senti uma cintura com um pouco mais de curvas do que eu imaginava. E descendo mais minha mão me deparei com um quadril muito bem desenhado. E com as mãos um pouco para trás apalpei nádegas fartas e gostosas. Foi tudo tão rápido, eu mal conseguia raciocinar.
Poucos segundos se passaram e então me vi livre daquela mão maldita que me impediu de berrar por socorro, feito uma gazela medrosa. E esta mesma mão pegou em meu braço com força me virando para si. Então a sensação de alívio tomou conta do meu ser de uma maneira avassaladora. Eu a vi sorrir debochada para mim exibindo uma luxúria convidativa. Só seria capaz de uma artimanha dessas.
'Te assustei, ?' perguntou sentando no último degrau, cruzando os braços.
'Não o suficiente' respondi coçando a cabeça e de olhos fechados me recuperando do susto. Ao abrir os olhos novamente, observei coisas além do rosto de e graças a esse ato simples, notei sua completa nudez. O medo havia me impossibilitado de notar que ela estava pelada quando a apalpei. E não existia e não existe nada neste mundo que seja mais inebriante que a nudez daquele corpo fantástico. Não apenas por uma questão estética, minha atração ia além do que meus olhos viam. Meu desejo ia além de padrões estúpidos de beleza. Eu não via, não sabia, não me dava conta, não me importava e ignorava aquelas marcas femininas que as mulheres tanto odeiam em seus corpos. Eu considerava as tais 'imperfeições' como todo mundo costuma chamar como um símbolo de feminismo. Me sentia com uma mulher e não com uma modelo barata e sem graça e muito melhor, eu tinha certeza que a pessoa ao meu lado não era um traveco bem produzido.
O que poderiam ser pseudo excessos de gordura, celulites e estrias? Alguém por Deus me responde, quem diabos criou essa ilusão de que isso é um pecado corporal? Mentes pequenas desgraçadas. A beleza de uma mulher vai além do visual, vai além de regras sociais estúpidas. A beleza da MINHA mulher ia além de qualquer coisa que já tinha visto e veria em toda a minha vida.
'Ei, em que planeta você está?' Voltei à realidade depois de ouvir um estalo.
'Perdão.' Sorri sem graça evitando olhá-la para não piorar minha situação.
'Eu a invejei hoje por um momento' comentou , mudando drasticamente o rumo da nossa conversa.
'Sem necessidade alguma. Você sabe muito bem o que eu sinto. E aliás, você mesma disse 'transe com ela como se estivesse transando comigo.'''Eu sei, , eu sei. Mas eu fiquei confusa em como você conseguiu entender o que eu estava dizendo, aliás, sussurrando? Era longe e eu não produzi som.' Senti um tom de indignação, no bom sentido, na voz da garota.
'Esse é o tipo de coisa que não muda nada em nossas vidas, . Se preocupe com coisas maiores' respondi acariciando seus cabelos macios.
'Coisas maiores... Como o que fica entre suas pernas?' O cheiro da malícia tomou conta das minhas narinas.
'Sexo. Você não consegue evitar em pensar sobre isso não é mesmo?' indaguei-a com um tom de perversão.
'Você e essa boxer roxa não me dão alternativas.' Ah, como éramos tarados.
'Você e essa sua bunda gostosa também não ficam atrás' respondi aproximando nossos corpos.
'Você e esse seu pau suculento também não.' Não pude evitar uma risada doentia com este comentário livre de qualquer pureza.
'Eu prefiro parar por aqui antes que eu diga coisas doentes demais' brinquei.
'Como se eu fosse uma menina pura e ingênua que não pudesse ouvir putarias vindas de um homem quase nu na minha frente, .''Você e essa sua putisse me deixam indignado, sabia?' provoquei pegando em suas coxas com força, forçando a garota sentar sobre mim.
'Você não fica atrás no quesito 'putisse', ' defendeu-se.
'Nós dois somos dois maníacos sexuais pervertidos' disse acariciando seus mamilos que a essa altura já estavam rígidos.
'É que sentir você me fodendo é melhor que qualquer coisa do mundo.' A garota inclinou-se sobre mim, apoiando seus braços em meu pescoço. Me fitou com tesão e acabou por morder meus lábios de uma maneira muito sexual.
'Olha o que um show de sexo explícito faz com uma pessoa...' brinquei roçando minha genitália na da garota.
'Só de lembrar eu fico completamente molhada. Acho que você deveria fazer algo em relação a isso' instigou-me .
'Eu farei muito mais do que essa sua mente ninfomaníaca está imaginando. Huh?''Mas eu tenho uma condição.' Ótimo, estava demorando.
'Qual, posso saber?' perguntei cruzando os braços.
'Só transo com você se for no seu quarto.' Eu não sei por que diabos me atrevi a perguntar qual seria a condição. Era mais que óbvio.
'Você quer que a acorde no meio da trepada?''Eu só quero trepar com você na cara dela. Deixa eu alimentar meu ego, vai. Eu vi você comendo a menina e não morri.''Mas se masturbou loucamente e gozou bem gostoso que eu vi.''Sim, mas eu não troco uma punheta por você em carne e osso. Certo?''Ok, querida. Como queira. Vamos ao meu quarto então.' E assim feito, nós nos levantamos e fomos de dedos dado até meu quarto. fez menção de só manter contato comigo dentro do cômodo. Eu não negaria nada a ela, não mesmo.
Ao atravessar a porta, viu deitada em minha cama, nua, diga-se de passagem e fez uma espécie de careta com mistura de desprezo e raiva. A garota acabou por virar-se de costas para , tentando evitar sua presença e eu não pude deixar de rir disso.
'Vai ignorar a garota agora? Pediu pra fazer sexo na frente dela e vai ignorá-la?' perguntei provocativo, alisando a cintura de .
'Ai como você é chato, garoto' fez birra, com direito a bico.
'Mimimi. Deixa de ser manhosa e vem aqui, vem.' A abracei por trás, puxando a para perto do meu corpo.
'O tecido da sua boxer...''Que que tem?' perguntei estranhando toda a mudança repentina de assunto.
'É quentinho.' acabou caindo na risada depois deste comentário infame.
'É culpa plena e absoluta desse teu fogo.' Acabei a puxando para mais perto, fazendo arfar. Meu membro estava começando a ganhar rigidez, e eu sabia que a garota estava sentindo 'isso' crescer entre suas nádegas nuas.
'Chega, não aguento mais ficar aqui de conversa fiada. Ou você me fode logo, ou eu vou procurar alguém pela rua' resmungou a garota demonstrando total falta de controle. Tesão amigos, isso se chama tesão.
'Engula essa sua prepotência um pouco e deixa eu ser o macho dessa porra de relação' bufei puxando a garota fortemente pelos cabelos, obrigando a virar-se de frente pra mim. 'Ouça bem... ' Ainda coordenando seus movimentos por puxões de cabelo, trouxe o ouvido da para perto da minha boca e sussurrei taradamamente. 'Eu vou comer você do jeito que eu quiser, a hora que eu quiser e você não vai mandar em porra nenhuma. Mal vai conseguir abrir essa boca pra gemer no meu pau, entendeu?'. Ok, não me olhem com essa cara de "Ó, seu nojento machista". gostava disso, pedia por isso e, claro, eu gostava de fazer isso. Completamente normal e delicioso.
sorriu para mim daquela forma demoníaca que tanto me excitava. Se soltou do meu corpo e foi dando passos para trás. Seu andar era sensual e suas curvas balançavam em uma sincronia ninfomaníaca. O dedo indicador de me chamava, não com autoridade, era um pedido gentil, o qual eu não ousaria recusar. Apressei meus passos para grudar-me nela o quanto antes. Devo ressaltar meu grande amor por paredes, o que seria de nós pobres mortais se as tais não existissem? Simplesmente não haveria jeito de prensar uma gostosa e deixá-la sem saída.
Prendi os braços da garota acima da sua cabeça, deixando-a sem escolha a não ser render-se a mim, o que ela fez prontamente, inflando meu ego.
'Olha pra mim' pedi prendendo-a ainda mais à parede, graças a pressão da minha pélvis em seu corpo. Milésimos se passaram e os olhos de encontravam-se ardendo sobre os meus.
'Eu só vou parar quando te ver inconsciente, entendeu?' Tive como resposta uma passada de língua sobre os lábios. Acabei por despertar também meu apetite. Guiei minha boca para o pescoço da menina que parecia gritar por mim. Queria sentir o gosto de sua carne, quase que vampiricamente. Suguei a região com volúpia e desejo, a respiração de era descompassada, o que contrastava com seus gemidos baixos que escapavam por sua boca. Ah, aquela boca, que órgão magistral. Chegava a ser divina a forma como a carne de seus lábios era vermelha. Eles pareciam intumescidos por vinho, e esta aparência me atraiu. Sem muito esperar, sai de seu pescoço e praticamente engoli a garota em meu beijo. A beijava com desespero, mal conseguia respirar; porém esta não era minha preferência no momento. Não aguentando, soltei os braços dela que rapidamente, os guiou para meu pescoço. Meu tesão só crescia cada vez mais. Agora, minhas duas mãos apertavam cada uma das laterais de seu quadril. Com este movimento eu conseguia guiá-la da minha maneira. Ora a trazia para mais perto de mim, roçando meu pênis em sua vagina e ora prensava sua linda bunda com força contra a parede. Delírio. Eu delirava de prazer. Tirei minhas mãos de seu quadril e fui me divertir em outras partes. Agora, uma delas estava grudada nos cabelos de enquanto a outra apertava com voracidade sua cintura fina. A essa altura a excitação da garota parecia mais evidente que a minha. O que prontamente resolveu mudar. Ela utilizou de sua força para me empurrar para baixo e acabei por cair no chão. A mirei safado e ela apenas sorriu depravada. Ficou de joelhos entre minhas pernas e começou a abaixar minha boxer. Eu sentia um suor frio escorrer por minhas costas, pois sabia a tentação que viria pela frente.
'Eu sei que você não teve o prazer de receber sexo oral hoje...' lançou este comentário brincando com minha boxer. 'Mesmo que tivesse recebido, é você que melhor sabe fazer' respondi sentando-me, ficando a poucos centímetros da garota. brincava com seus lábios, os puxando com suas unhas compridas e vermelhas.
'Eu realmente sei o que fazer com um pênis, .' Não pude conter uma risada.
'Então me mostre toda esta sua sabedoria, .''Como quiser, querido.' O querido foi pronunciado com um tom de deboche. Algo típico dela.
'Mas antes levante-se, fique de pé e posicione-se paralelo ao lado que está deitada. Eu vou ensinar aquela vadia como se chupa um pau. All Right?' Ah, eu sentia meu pênis vibrar com esse tipo de ordem.
'Como quiser, querida' respondi no mesmo tom de deboche que ela havia usado anteriormente. Obedecendo-a me levantei e fique de pé, ao lado de . Estava ansioso demais para ficar enrolando. Logo estava à minha frente. Foi descendo suas unhas maravilhosas pelo meu tórax enquanto olhava , que dormia pesadamente bem ao nosso lado. parou de dar atenção para sua inimiga e a voltou novamente para mim. Enfim, ela livrou-se minha boxer, deixando-me totalmente exposto. Meu membro estava ereto, rígido e latejando. Fechei os olhos e mordi meus lábios com força ao sentir as unhas de percorrendo a extensão do meu caralho. Então, ajoelhou-se e por fim fez com que sua boca entrasse em contato com minha glande. Estremeci extasiado. A garota segurou meus testículos com firmeza e passou a sugá-los, levando-me à loucura. Ela os chupava com vontade e só Deus sabe o que eu sentia quando me chupavam as bolas. Suas mãos soltaram-se da onde estavam e foram me torturar finalmente na extensão do meu pênis. Me contorci por inteiro, franzindo a testa enquanto senti meu abdômen se contraindo. me masturbava enquanto ainda se dedicava a mamar em meus testículos. Não suportando mais aquilo, a puxei com brutalidade pelos cabelos e a obriguei a mergulhar seus lábios em meu pau. Vi seu sorriso doentio antes de sentir sua boca perder-se em meu membro. Ela o engoliu de uma vez com uma maestria invejável.
A esta altura minha testa estava encharcada de suor, meus músculos se perdiam em contrações fortes e meus lábios sangravam pela força que eu os mordia. Qualquer gemido mais alto poderia acordar . Eu não estava evitando acordá-la por medo e sim porque não queria que parasse com aquilo que estava fazendo.
Pouco tempo se passara e o sexo oral de em mim só melhorava, se é que isso era possível. Ela me chupava com vontade enquanto suas mãos me masturbavam. Porém, por mais que aquilo estivesse maravilho e perfeito eu sentia uma forte necessidade de comer de uma vez por todas. Já havia esperado muito tempo, já havia transado com outra garota na noite para saciar minha vontade dela, mas nada adiantou. Então puxei para cima por seus braços; a garota estranhou um pouco minha atitude e me olhou com uma cara de 'por quê?'
'Eu disse que hoje as coisas seriam conforme a minha vontade. Então, por favor, não questione meus atos. Eu tenho um bom motivo para todos eles' falei acariciando seu rosto que abandonou a expressão de dúvida para uma de satisfação. A olhei uma última vez antes de tocá-la nos lábios novamente. Eu sentia uma vontade tão estranha de beijá-la que às vezes acabava me esquecendo das outras coisas que uma transa exigia. cruzou uma de suas pernas em minha cintura e eu a dei apoio para cruzar a outra; ficando assim suspensa do chão. arranhava minhas costas enquanto distribuía beijos e mordidas em meus ombros e pescoços e eu apertava sua bunda sem pudor algum, sussurrando obscenidades em seu ouvido.
Dei alguns passos em direção a minha cama e cai por cima dela com . Por um instante me esqueci de e acabei me arrependendo do que havia feito. Mas, por sorte, apenas virou-se, deitando de barriga para baixo. Alívio. Voltei a procurar pela boca de e a beijei. Fui descendo minha boca por seu queixo, pescoço, seios e a eles dei a merecida atenção. Suguei seus mamilos, que latejavam de tesão, que pediam por mais mordidas. Enquanto mamava em um de seus peitos, apertava e acariciava o outro, recebendo alguns gemidos em resposta.
Continuei a descer minhas carícias bucais pelo corpo dela. Passei por sua barriga e vi os pêlos da região se eriçarem. Finalmente, cheguei a seu ventre, que queimava de prazer. Passei minha língua pela extensão de sua vulva e senti seu corpo contorcer-se. virou o rosto expressando prazer e mordeu o próprio pulso, evitando gemer em voz alta. Agora seria a hora perfeita para judiar, no bom sentido, dela. Portanto, resolvi brincar um pouco com seu clitóris. Ele se encontrava duro esperando por umas boas mordidinhas e sugadas, o que não demorei para fazer. Eu o chupava vorazmente e se contorcia ainda mais na cama. Parei então de chupar grelo e dediquei-me a passar a língua pela entrada de sua vagina. Penetrei-a com a ponta de minha língua e dirigi meu dedo do meio para seu clitóris novamente, a fim de aumentar ainda mais seu prazer. Quanto mais a masturbava e a penetrava, mais arreganhava suas pernas. Seu quadril arqueava cada vez mais e garota rebolava com vontade na minha cara. Abandonei o clitóris de e utilizei minha duas mãos para guiá-las a seu bumbum. Peguei cada uma das nádegas com cada uma de minhas mãos e arqueie ainda mais seu quadril. Mergulhei minha boca em sua intimidade inchada e molhada e a degustei como um prato de sopa. Coloquei mais força nos apertões que dava em suas nádegas e a puxava cada vez para mais perto de mim. Meu pênis encontrava-se cada vez mais ereto e latejante. respirava com dificuldade, seus seios subiam e desciam em uma velocidade espantadora. O suor escorria por seus cabelos e sua expressão de excitação era impagável. Em uma atitude um pouco egoísta pensei que aquela era a hora de parar. Se eu também não havia gozado com o sexo oral que recebi, ela também não gozaria. Eu queria vê-la em plenitudade com seu orgasmo durante a penetração.
Portanto a soltei de uma vez e senti a revolta da garota com meu ato. Mas ela tinha recebido bem meu recado anterior para não resmungar perante minhas decisões. Subi sobre e novamente a beijei. Agora nosso beijo era mais intenso e apaixonado. cruzou suas pernas em minha cintura novamente facilitando o contato de nossas intimidades. Eu iria penetrá-la naquele instante. Apenas a olhei uma última vez em forma de aviso e meti todo meu pênis nela de uma vez. estremeceu por completo, jogando a cabeça para trás de olhos fechados. Percebendo que ela não conseguiria conter um grito, tampei sua boca com minha mão, com tanta força que saiu quase como um tapa. a mordeu, tentando evitar soltar algum som. Tirei minha mão de sua boca e apoiei esta com a outra na cama, para não jogar todo meu peso sobre a menina. Assim eu facilitaria a penetração. Ó sim, a penetração. Eu fodia com toda a força que tinha, meu membro saía dela por completo e depois eu tratava de pô-lo por completo novamente. Nós estávamos em uma sincronia acelerada e selvagem. chamava por meu nome com a voz fraca e isso me estimulava a comê-la com mais ímpeto. descruzou as pernas da minha cintura e as abriu mais, afastando-as do meu corpo. Assim, sua vagina ficara mais exposta e mais fácil de ser penetrada. Naquele momento eu gostaria de comê-la de 4 ou então forçaria a garota a cavalgar em mim. Entretanto observando sua situação, eu não poderia exigir nada dela, estava praticamente destruída em cima da cama.
Abri ainda mais suas pernas e as flexionei sobre sua barriga. Agora a intimidade de estava completamente explícita. Delirei de tesão ao vê-la toda encharcada e arrombada. Eu não demoraria muito para gozar e sabia que também. Voltei a investir na garota com fúria. O atrito dos meus testículos na bunda dela produzia um som alto, quase mais alto que os gemidos e gritos que nós dois dávamos. Era praticamente impossível evitá-los e dei muitas graças a Deus, por ter cansado o suficiente para que ela não acordasse. Soltei as pernas de e as prendi na posição que estavam com meu abdômen e impulsionei-me para frente. Grudei minha testa na de e a segurei pelos ombros, forçando assim seu corpo contra o meu, o que aumento mais ainda a velocidade com que a comia. A garota tentou me beijar em vão, pois não conseguia respirar e gemer enquanto me beijava. Então por fim meti mais uma, duas, três e quatro vezes antes de presenciar as unhas de ficando-se em minhas costas, sua buceta contraindo-se fortemente em meu membro, sua expressão de delírio e prazer e, por fim, seu grito alto e incontrolável de tesão. Enfim, a garota havia atingido o orgasmo. Tive que fodê-la por mais uns 2 minutos e então finalmente chegara minha vez. Franzi minha testa e mordi meus lábios enquanto meu pênis enchia o canal vaginal de de esperma. A garota forçou minha saída de dentro dela e eu entendi seu recado. Acabei enchendo seu rosto de porra e a garota sorriu pervertida, mesmo estando quase morta. Desmoronei em cima de , acariciando sua cintura.
'Eu ainda nem fiquei inconsciente, .'', me poupe desse tipo de comentário sórdido' brinquei, fazendo-a rir.
'Mas foi você quem disse que só pararia... ''Shiu' a interrompi 'até parece que eu faria isso com você. Aquilo é só pra bancar o machão comedor.''Então, vamos dormir aqui mesmo e aguardar acordar berrando loucamente ao nos ver nus?' perguntou com aquela carinha sapeca.
'Óbvio, eu não perderia isso por nada' respondi dando um selinho nela.
'Ótimo então. Até o escândalo' disse antes de me beijar e debruçar-se sobre meu peitoral.
'Até linda.' Esta foi a última coisa que me lembro de ter dito antes de cair profundamente no sono.
dieciséis
Acordei assustado com flashs da madrugada passando pela minha cabeça. Virei-me para o lado e só vi junto a mim. Nenhum sinal de , nem ao menos suas roupas estavam no chão do quarto. Eu resolvi não me preocupar, afinal, aquela era a primeira vez que, após uma noite de sexo, encontrava-se ao meu lado. Eu nunca havia a visto nua em uma cama, apenas dormindo transbordando serenidade. Não pude evitar um sorriso idiota ao vê-la daquela maneira. Mas, gaysisses a parte, não deixei de sentir-me um homem tremendamente foda por ter uma mulher daquelas em minha cama. Santo Deus, minha imortalidade não era capaz de suportar todas aquelas curvas e carnes.
Enfim, eu ainda tinha um mistério a resolver e decidi acordar para que ela me ajudasse a entender que diabos estava acontecendo. Mas isto não fora necessário, pois ela me fez o favor de despertar sozinha.
'Por que caralhos eu não acordei com aquela voz irritante gritando?' perguntou fechando o punho.
'Estou me perguntando isso até agora' respondi, sentando-me na cama.
'Aquela vadia desgraçada não pode simplesmente destruir meus planos assim.''Eu gostaria de ter uma resposta na ponta da língua, mas não tenho.''Penso eu que ela tenha ido embora pela madrugada, pois os pais dela surtariam se acordassem de manhã e não a encontrassem em casa.''Então...' continuei o raciocínio de 'ela levantou-se de madrugada, no escuro, e não nos viu, aliás, não te viu, porque eu estava deitado entre vocês duas. pegou suas coisas e sumiu. Certo?''Sim, certo. Até porque ela não teria inteligência emocional o suficiente pra nos ver juntos e ficar completamente controlada.''Exato.''Bem, me desculpe o mau jeito, mas eu preciso ir para casa pensar no próximo passo.' E nisso levantou-se da cama, caminhando até a porta.
'E você vai voltar nua, ? Você veio para cá sem roupa ontem.''MERDA!' exclamou dando um tapa na própria testa.
'Ei ei ei. Calma.' Levantei-me, indo em sua direção.
'Culpa sua, eu fico idiota quando deixo meus desejos carnais aflorarem e esqueço de detalhes essenciais. Assim eu vou acabar estragando todo meu plano.''Plano pra lá, plano pra cá. Assuma que isso já foi pro ralo faz tempo.''Ralo?' Fitou-me cheia de fúria. 'A única que coisa que pode ir pro ralo aqui é você se não calar essa boca.''Você fica extremamente gostosa quando me ameaça.' Sorri safado.
'Cretino' respondeu-me , não evitando um sorriso.
'Você adora minhas cretinisses.' A puxei para perto de mim, colocando nossos lábios a poucos centímetros de distância.
', eu preciso ir pra casa pensar, por favor.''OK. Mas como você vai pra lá?' perguntei confuso.
'Veja e aprenda.'
assoviou de uma maneira que me pareceu específica e logo sua avó estava na janela do quarto em que a garota se encontrava horas atrás. apontou para o próprio corpo e sua avó fez uma dancinha estranha, que nos fez rir, antes de jogar umas roupas para , pela mesma janela. Assim ela pôde se vestir e ir embora, pensar em como prosseguir com seu plano maligno, muahahaha.
-*-
', você me deixou preocupado' disse a abraçando.
'Desculpa, amorzinho, eu saí de madrugada porque meus pais não poderiam nem sonhar que eu não voltei pra casa. Mas você parecia tão acabado, e não quis te acordar.' Acabado, é, eu estava mesmo. Vocês sabem bem o porquê.
'Não se preocupe' disse, acariciando seu queixo. 'Eu entendo como são essas coisas. Então, como faremos para hoje à noite?''Nós vamos naquela festa, certo? Pelo amor de Deus, eu preciso de agitação.''Somos dois, gata, somos dois. Se arrume do jeito que eu gosto, às 10 eu buzino aqui na frente, ok?' disse fazendo a minha melhor cara de namorado safado garanhão.
', seu safadinho...' Nós rimos 'Às 10 eu te espero, daquele jeito que você gosta.' foi aproximando seus lábios dos meus, dando-me uma espécie de selinho mais intenso.
'Certo, até mais.' Afaguei seus cabelos compridos e me dirigi para a saída.
Eu precisava assimilar o que aconteceria nas próximas horas. Festa, bebidas, bundas e peitos gostosos, drogas, pessoas se pegando, me enchendo o saco, , , confusão... Enfim, muitas eram as coisas e aquilo me deixava perturbado, bastante perturbado. Mas eu deveria ser macho o suficiente para enfrentar as tensões que me esperavam. Pelo menos, eu teria com quem trepar no fim da noite.
As horas me enganaram e quando pensei que faltavam muitas para buscar , me enganei, eram exatamente 21 horas e 27 minutos quando eu pulei da minha cama em direção ao meu banheiro. Tomei um banho rápido e eficiente e saí do banheiro pensando em que diabos de roupa eu usaria. Às vezes, eu me sentia uma mulher em frente ao meu closet, procurando pela roupa adequada. Bichisses a parte, eu deveria me apressar. Uns dez minutos depois - ou quinze, quem sabe -, eu já estava pronto apenas admirando-me em frente ao espelho, dando graças a Deus por ter nascido bonito e gostoso. Claro que minha beleza tornava-se mais irresistível aliada às roupas que eu usava, meu penteado sexy e minha expressão de tesão crônica.
Agora que estava devidamente vestido para suportar o frio que fazia naquela noite, sem perder meu infindável charme, saí de meu quarto em direção àquelas escadas que eu amaldiçoei por tantos anos da minha vida, descendo-as, cruzando a sala, abrindo a porta e guiando-me até a garagem. Entrei em meu carro e não pensei muito antes de ir, finalmente, buscar minha companhia para as próximas horas.
Quando estacionei na frente da casa de , respirei fundo, tentando aspirar toda a paciência que andava espalhada pelo mundo. Afinal, eu precisaria de toda ela e mais um pouco para suportar a presença daquela garota infame e fútil. Então, depois de muito meditar, criei coragem para tocar a buzina de meu carro. Não demorou muito e surgiu na sacada de seu quarto, sinalizando que já estava descendo. Apenas sorri sem vontade e relaxei-me em meu banco. Entretanto, minha paz fora destruída quando ouvi o barulho da porta de se abrindo e pude reconhecer sua voz medíocre, dizendo tchau para a mãe. Bem, como todas as vezes, me excitava em níveis generosos quando aparecia trajando suas roupas nada discretas e que sempre aparentavam ser uns dois números menores do que ela realmente usava, como aquele vestido. O barulho de seu salto em contato com o solo fazia meus ouvidos arderem, e isso apenas cessou quando minha 'dama' abriu a porta do carro e sentou-se no banco do passageiro.
'Boa noite, ' disse transbordando uma alegria estranha.
'Boa noite, ' respondi com um sorriso que possuía 45% de falsidade. Acariciei sua cintura antes de ligar o carro novamente e sair em direção a tal festa. Eu estava me sentindo mal, muito mal. Parecia que o velho vazio e inútil havia voltado, eu estava ali naquele carro, como fizera um zilhão de vezes, levando comigo para algum evento. Nós demonstrávamos ser um maldito casal popular e bem resolvido, mas não éramos porra nenhuma. Eu havia me cansado daquele teatro fajuto e só não tinha jogado tudo com pelos ares por causa de uma pessoa. E vocês sabem bem a quem eu me refiro.
Depois de perder meu tempo pensando essas merdas que pouco mudariam minha situação atual, percebi que havíamos chegado à boate que uma das amigas de havia fechado para comemorar a festa de seu aniversário. Era um lugar altamente sugestivo e provocante, pelo menos alguma coisa aparecera para me agradar.
Eu estacionei meu carro em uma vaga meio distante do local e respirei fundo tentando me acalmar, pois os momentos que se seguiriam não seriam muito confortáveis.
Logo que eu e descemos do carro, eu me senti completamente perdido, não gostava mais de festas lotadas de pessoas fúteis querendo se exibir a qualquer custo, e, também, aquela música extremamente alta e moderninha judiava de meus tímpanos. Mas eu deveria entrar naquela merda e ser macho o suficiente para aguentar a pressão.
Então finalmente nós entramos na tal boate. Me apaixonei pelo ambiente e consegui relaxar um pouco. Entretanto, a paz não reinou por muito tempo, queria sair dançando no meio da multidão e eu não estava gostando muito da idéia. Já não bastavam aqueles infames da escola puxando assunto e tentando manter contato. Eu estava pirando de ódio e o grude da não ajudava em nada. 'Oi, , oi, . Obrigada por terem vindo à minha festa' disse Cloe, a tal aniversariante amiga da Tasye, que, por sinal, era mais gostosa que ela. 'Ai, amiga, não tem o que agradecer, e isso aqui está d-i-v-i-n-o' respondeu abraçando a amiga e dando aquele tipo de piti típico de gente como ela. Cloe sorriu para mim de uma forma meio safadinha e eu apenas pisquei para ela em resposta, dando um gole em minha bebida. Cloe trajava um vestido vermelho provocante e logo me imaginei tirando aquela peça e o final vocês imaginem por si sós.
Poucos segundos depois, fui tirado de minhas fantasias por , que me chamava insistentemente. ', me escuta. Eu vou com a Cloe procurar as outras meninas, não saia daqui, eu não demoro, ok?' 'Sim, gata, tudo bem. Vá sem medo.' Sorri, não conseguindo esconder a grande felicidade que sentia por me ver livre dela. Logo e a amiga haviam sumido no mar de pessoas à minha frente.
Desobedecendo a ordem de minha namorada, resolvi sair do local que estava para dar uma averiguada nas pessoas e nos outros lugares daquela interessante boate. E em uma atitude um tanto quanto clichê, me dirigi ao bar para poder ingerir um pouco mais de álcool. Depois de esbarrar em várias pessoas e ouvir alguns xingamentos, finalmente pude avistar o bar e algo além disso, um certo conhecido.
'' berrou sorrindo enormemente para mim. É, eu havia aprendido a gostar daquele francês safado.
'E aí, , bom te ver por aqui.' 'Senta aí, vamos beber uma juntos.' Este é o tipo de convite que não pode ser rejeitado. 'Um whisky, por favor' pedi para o garçom, que prontamente me serviu. 'Então, dude, o que faz sozinho por aqui nessa festa?' perguntei a .
'Essa pergunta sou eu quem faço. Cadê a ? Eu vi vocês chegando juntos.''Ela foi procurar com a Cloe o resto das vadias.' riu alto de meu comentário. 'Até que aquelas vadias são interessantes. Andei comendo uma delas semana passada' comentou o rapaz pedindo mais uma cerveja.
'É, eu já peguei todas mais de uma vez. Mas nenhuma delas é realmente suficiente para mim. Inclusive a , que tem o dom de me irritar profundamente.''É, meu caro, você foi resolver se envolver logo com quem?!' comentou , ajeitando sua gravata vermelho sangue.
'Me meti numa sinuca de bico, tomei no cu. Um brinde a isso.' Ergui minha bebida e eu e brindamos a minha desgraça.
'Sem querer ser chato, mas não é qualquer um que se mete numa roubada dessas. O sobrenome tem um prestígio especial.''Eu sei. meu caro amigo . Aquela garota consome a minha alma. Você sabe como ela é maldita e incrivelmente cretina. Mas eu não sei mais viver sem ela' acabei por desabafar. era um cara legal, nós tínhamos certa intimidade e. afinal. ele era o único além de mim e que sabia da história toda.
'Não se sinta loser por isso. Você é um cara sortudo, a cretinisse dela é só um fator ignorável. Sinto muito ela não ter sido convidada.''Me lembre de quebrar a Cloe no pau por isso. Se essa fosse uma festa da , a seria a primeira a entrar na lista com direito a camarote.' Acabamos rindo dessa afirmação. 'Certamente, a tem o ego mais desgraçado que conheço.''Eu não sei onde eu estava com a cabeça, , não sei. A é tão estúpida e insuportável.' 'Olha, , não se ofenda com o que eu vou dizer, mas, pelo o que eu sei há pouco tempo, você não era muito diferente dela.' Respirei fundo ao ouvir essas palavras que fizeram meu estômago revirar. estava certo, completa e irritantemente certo. Eu não passava de um cretino, metido e mesquinho. Se não fosse a tal vingança de , eu estaria naquela vida até os dias de hoje.
-*-
Já eram 3 da manhã e eu estava cansado, destruído e entediado. Por mais que bebesse, simplesmente não conseguia ficar bêbado o suficiente para perder a sanidade e aguentar até amanhecer. Desde a hora que havia ido para o bar e conversado com , não tinha mais encontrado , o que de fato não fora algo ruim. Estava incrivelmente bem, sozinho e isolado de todos. Acabei por me refugiar nos fundos da boate, sentado em um banquinho de madeira escura, cheio de musgos. A janela de vidros quebrados liberava a entrada do vento frio que fazia naquela noite, me refrescando.
Em meus momentos de solidão, não conseguia fugir da realidade da minha vida. De como tudo havia mudado do nada, de como eu havia me apaixonado por quem eu sempre tive asco e de como eu havia criado asco por quem um dia eu já fui apaixonado. Aquilo me incomodava, pelo fato de ter perdido o maldito controle de tudo que acontecia em minha vida; só então fui perceber todas as merdas e cretinisses que havia feito com , como eu era insuportavelmente mesquinho e arrogante em meus momentos ao lado de . E depois de anos eu finalmente recuperei minha dignidade e verdadeira personalidade.
Com ódio de tudo isso, chutei a primeira coisa que vi em minha frente, que, por coincidência, era uma velha porta de aço. A tal porta dava passagem para um cômodo escuro, fétido e assustador. Com um pouco de receio, fui entrando ali aos poucos, medindo meus passos; e quanto mais eu adentrava aquele lugar, mais a sensação de estar ouvindo vozes aumentava. Fui guiando-me instintivamente na direção das vozes e, quando dei por mim, estava em um tipo de segundo piso de um lugar, que, segundo a minha dedução, estava sendo construído para ser um segundo ambiente daquela boate. Encostei-me nas grades sujas de cimento e procurei pelas tão faladas vozes que escutava. Olhei para baixo e deparei-me com um grande salão recém construído que ainda cheirava a tinta; quando meus olhos se dirigiram para o extremo oeste do local, pude encontrar as duas pessoas que conversavam, produzindo aqueles sons aos quais eu saira em busca. Resolvi descer e saciar a minha curiosidade e descobrir quem eram as tais pessoas. As escadas encontravam-se à minha direita e tinham o formato em espiral, procurei descer por elas silenciosamente para que não percebessem a minha presença. Finalmente, havia chegado ao piso inferior, acabando com o meu desespero e fobia por escadas. Em poucos segundos, avistei os dois que conversavam, porém, eu não conseguia entender ao certo sobre o que eles falavam. Entretanto, quanto mais eu me aproximava, mais aquelas duas criaturas me pareciam conhecidas e isso fez com que minha curiosidade aumentasse em níveis gigantescos. Distraído pela ânsia que me agonizava naquele momento, não pude ver um obstáculo em minha frente e acabei por tropeçar. O barulho de meu corpo em contato com o chão juntamente com o ruído do balde que rolou para algum canto qualquer ecoou pelo lugar. As duas pessoas pararam de conversar e olharam em minha direção, deduzo que eles apenas avistaram meu vulto, devido à escassa claridade ali.
'Quem está aí?' uma voz masculina perguntou. Eu, dominado pelo desespero, nada respondi.
'Eu perguntei quem está aí?' mais uma vez a voz indagou, demonstrando uma ponta de raiva.
'Deve ser alguém muito covarde para se apresentar, .' Desta vez, o ambiente foi tomado por um tom de voz feminino, cuja dona eu conhecia muito bem.
'Achei que você não tinha sido convidada para a festa' respondi em tom de zombaria.
'Ai, , e nós aqui, achando que era alguém.' Pude ouvir a risada de .
Finalmente, completei o trajeto que faltava para estar lado a lado com aquelas duas figuras.
'Vocês deveriam falar mais baixo, eu ouvi tudo lá de cima.''Você é muito curioso e intrometido, . E se fosse algum criminoso?' perguntou . 'E nós somos o quê?' foi a vez de soltar uma piadinha infame.
'Nós somos ótimas pessoas, ok?' afirmou .
'Claro que somos, principalmente por invadirmos a festa alheia e nos esconder em lugar medonho.''Dá um tempo pra minha cabeça, . Eu estava em casa com tédio e resolvi vir até aqui. Qual o problema?''Nenhum, me alegra a sua presença' comentei sorrindo maroto.
'Certo, agora que vocês já se encontraram é hora do francês se retirar.' bateu continência e dirigiu-se às escadas para poder sair dali.
‘Não agüentou e veio me visitar?’ indaguei exalando sarcasmo.
‘Não seja tão pretensioso, rapaz, afinal, eu procurei primeiro por e não por você.’ respondeu, passando seus braços protegidos por uma jaqueta jeans em meu pescoço.
‘A ordem dos fatores não altera o produto, minha cara.’‘Engraçadinho.’
Eu guiei minhas mãos até a cintura de , por baixo de sua jaqueta, e a puxei para mais perto de mim. Sentir seu calor fazia com que meu sistema nervoso falhasse e eu não pudesse controlar direito meus movimentos. Descargas de prazer me incendiavam e, em poucos segundos, eu posso afirmar que já havia perdido o controle.
A garota ficou na ponta dos pés para poder alcançar meus lábios e os selou com os seus. Empurrei para a parede mais próxima e me aprofundei em seu beijo, agora com minhas mãos agarradas em seus cabelos curtos e rebeldes. judiava de minha nuca com o carinho bruto de suas afiadas unhas. Nada com o qual eu não estivesse acostumado; na verdade, eu rezava todas as noites por este contato nada convencional. Minha alma estava extasiada, se drogando com seu entorpecente predileto.
ATENÇÃO: A partir de agora a fic terá uma oscilação freqüente de Points of View. Entre outras partes narradas em terceira pessoa. Os capítulos 17, 18 e 19 se tornarão um só, dividido em 3 partes. O capítulo 17 se refere à parte 1, o 18 à parte 2 e o 19 à parte 3. Insanidades, surpresas e excentricidades. Preparam-se para o final de tudo isso.Narrativa em 3° pessoa - Narrador avulso
Há quem não se lembrava de mim e há quem desejou que eu nunca retornasse. Infelizmente, seria impossível compartilhar convosco o final desta história sem a minha presença. Eu sou o ser onipresente e onisciente que acompanhou cada passo de cada personagem. Eu sou o único que pode esclarecer os fatos. Vocês precisam de mim.
PARTE 1 – THE IDEA
A festa estava em seu ápice. As pessoas já haviam parado de se drogar e agora aproveitavam os efeitos de suas químicas dançando feito loucas, transando por lugares escrotos ou então apenas caídas em algum canto qualquer sem condições para nada.
Infelizmente, nem todos estavam desligados do mundo apenas curtindo o que acontecia. O caçador de salto alto e vestido procurava por sua presa que havia desobedecido à ordem de permanecer onde estava até seu par voltar.
procurava impacientemente por . Seus dedos já doíam de tanto andar e andar e nem ao menos ter sinal de seu namorado. Pobre criatura, estava se sentindo sozinha e precisava de seu homem para livrá-la da carência repentina. Porém, por uma ironia grandiosa, seus olhos se dirigiram para um canto escuro que ela nem ao menos sabia da existência. Foram 5 segundos analisando surgir do meio daquela escuridão desconhecida. Sua curiosidade se aguçou e ela resolveu esconder-se para que não percebesse que ela o havia visto. Após o rapaz desaparecer no meio da multidão ensandecida, foi caminhando em passos curtos até o local, onde há poucos minutos estava seu colega de classe francês. Ao chegar lá, sentiu frio, pois a janela com os vidros quebrados liberava a entrada do vento frio que fazia naquela noite, a resfriando. A garota sentiu nojo de um banquinho que jazia por ali, um banquinho de madeira escura e cheio de musgos. Sentiu um nó em sua garganta e o vômito se formando em seu estômago recém preenchido por bebidas alcoólicas. Ela olhou para o lado procurando evitar aquela visão e acabou por bater suas mãos brancas em uma certa porta de aço e reclamou de dor.
Seus olhos perderam-se na mais nova escuridão. A garota, com muito medo, resolveu adentrar o lugar para saciar sua vontade maldita de saber do que se tratava. Lá dentro, ela olhava para o seu redor com asco, aquele ambiente era repugnante; ela deveria sair de lá antes que acabasse por desmaiar.
Mas seus ouvidos foram mais rápidos que suas pernas e ouviram. Eles ouviram vozes. Vozes que riam, vozes altas de timbres diferentes. Timbres femininos e masculinos. Provavelmente dois safados estavam transando por ali. Não poderia perder a oportunidade de encontrar um sexo explícito fácil e claro, perder a oportunidade de ser a portadora da mais nova fofoca hot da escola.
saiu em passos longos procurando por aquelas pessoas, mas nada viu, aliás, viu sim. Viu algumas grades sujas de cimento e se aproximou delas. Só aí ela percebeu que estava em um tipo de segundo piso de um lugar, que, segundo a sua dedução, estava sendo construído para ser um segundo ambiente daquela boate.
Então de lá ela avistou as duas pessoas que provavelmente estavam se deliciando em prazeres carnais. Ela queria ir até lá e poder ver aquilo tudo mais de perto. Então rapidamente encontrou seu passaporte para o piso inferior. As escadas encontravam-se à sua direita e tinham o formato em espiral. Por elas, desceu e evitou um grito quando se assustou com uma risada alta que ela conhecia muito bem. A insanidade que ecoou só poderia ter vindo da risada safada de seu homem. . Ela tremeu de ódio e não conseguiu se controlar. A garota era fraca e burra e denunciou sua presença.
‘CRETINO. , seu maldito. O que você está fazendo aqui com outra garota?’
POV’s
e eu estávamos perdidos em nossas carícias tão necessárias. E ríamos feito duas crianças das idiotices que dizíamos um para o outro. Acabei por esquecer que o eco lá fora era grande e que algum intrometido poderia facilmente nos encontrar ali.
Todavia, não fiquei me preocupando muito com isso. O importante estava ali, bem na minha frente, mordendo o lóbulo da minha orelha e sussurrando em tom pervertido o que gostaria de fazer com meu pênis.
Eu estava enlouquecido de tesão. Precisava possuir naquele instante de qualquer maneira, senão eu morreria, mas fui surpreendido por um grito assustador que me fez tremer na base. me olhou em desespero, esperando por uma resposta, porém, eu não a tinha. Ficamos nos fitando sem reação enquanto o grito de ainda ecoava pelo local.
‘CRETINO. , seu maldito. O que você está fazendo aqui com outra garota?’
imaginava que estava ali com ‘outra garota’. Ela pensava em uma garota qualquer e não em uma específica. Se sua mente retardada produzisse a mínima possibilidade desta ‘outra garota’ ser a eu não sei o que aconteceria.
‘, eu vou me esconder entre esses pilares aqui atrás, seja esperto e boa sorte.’ me deu um selinho antes de sair em desespero em direção aos pilares. Preparei-me rapidamente para inventar uma grande e convincente mentira.
‘, você está imaginando coisas’ falei indo até ela.
‘Imaginando coisas? Você está aqui com outra e eu estou imaginando coisas?’ ela berrou apontando o dedo para mim.
‘Não tem ninguém aqui comigo além de você, caralho. Acorda!’ Empurrei seu dedinho prepotente para longe de mim.
‘VOCÊ ACHA QUE EU SOU BURRA, ?’ esbravejou fechando os punhos na frente de seu rosto nojento.
‘Eu acho que você é escandalosa e fica brigando por conta de nada. Eu estava aqui rindo sozinho. Você ouviu a voz de outra pessoa aqui? Ouviu?’ perguntei tentando manter a calma.
‘Ouvi. Você estava conversando com alguém. Quem era? Cadê você, vadia? Escondeu-se com medo de mim?’‘Eu estava falando sozinho, . Por isso a risada que você ouviu. Eu ri alto da minha própria insanidade.’ Eu não conseguia crer que estava inventando aquela coisa sem sentido.
‘Ah sim, claro. Agora você criou o hábito de falar sozinho. Eu estou louca e imaginei tudo isso? É isso que você está me dizendo?’‘Amor... ’ tive que apelar pra convencer ‘... eu não estou dizendo que você está louca, mas não tem ninguém aqui. Eu estava com tédio da festa, fiquei te esperando e você não voltou, então eu me refugiei naquele canto lá em cima. Sem querer eu chutei aquela porta de aço, entrei aqui, resolvi descer e me divertir. Por favor, acredita em mim’ pedi, acariciando seu rosto.
‘Isso é verdade mesmo, ?’ ela perguntou com um tom tristonho.
‘Claro que é, amor. Eu não minto pra você, você sabe disso’ acabei de mentir. Fail. ‘Tudo bem então, me desculpa. Eu devo realmente estar ficando doida.’Narrativa em 3ª pessoa - Narrador Avulso
analisava a conversa do casal escondida atrás dos pilares recém pintados de vermelho. Ela estava num misto de medo e ódio. Medo de ver sua vingança indo por água abaixo e ódio por estar recebendo carinho de . não era ciumenta, mas quando o assunto era , as coisas mudavam radicalmente.
Entretanto, sua mente espetacular trabalhava em alguma maneira de aquele incidente não atrapalhar e estragar todo o seu plano. E de repente ela sentiu um estalo que fez seu cérebro e espinha doerem.
‘Isso é verdade mesmo, ?’ perguntou com um tom tristonho. ‘Claro que é, amor. Eu não minto pra você, você sabe disso.’ Pobre , acabou mentindo e se contradizendo. ‘Tudo bem então, me desculpa. Eu devo realmente estar ficando doida.’
escutou estas últimas frases com toda a atenção que existia em seu ser, mas fora a última palavra da última frase de sua inimiga que despertou sua sinapse para trabalhar em artimanhas mortais. Doida, doida, doida e doida. Essa palavra repetia-se em sua mente constantemente e então o tal estalo que provocou dor em seu forte corpo surgiu. E ela, por fim, teve a grande idéia final para destruir a maldição de sua vida.
Se afirmava com tanta certeza que realmente devia estar doida, iria dar uma mãozinha nessa tal recente realidade.
iria de maneira literal endoidecer .
POV’s.
Por um instante, fiquei mal por ter mentido descaradamente para . Ela era a pessoa com o pior caráter de todo o universo, mas, poxa, a garota me amava de verdade. Era doentio a enganar e iludir e mentir o tempo todo. Eu realmente pagava um preço exorbitante para poder ficar ao lado de . Mulheres malditas.
Abracei , que chorava com as mãos no rosto. Fiz carinho em seus cabelos e disse em seu ouvido que a amava mais do que tudo nessa vida. Ela não pôde evitar um sorriso e também me abraçou, pedindo perdão mais uma vez.
Nós ficamos daquele jeito por alguns segundos até sairmos em direção às escadas para poder voltar até a boate e ir embora.
Por um momento, esqueci-me da presença de , mas este passou rápido, e eu não poderia deixá-la na mão.
-*-
e eu, já de volta a boate, sentamos em uma mesinha e conversávamos normalmente como se o acontecimento anterior nunca tivesse existido. Mas eu estava preocupado com e precisava encontrar e pedir para ele resgatá-la.
Então disse a que iria ao banheiro, ela sorriu para mim e eu retribui o sorriso, me levantando da mesa.
Entrei no banheiro, que graças aos céus estava vazio, e tirei meu celular do bolso. Disquei o número de e fiquei tremendo as pernas impacientemente até ele atender, e convenhamos que isso demorou um pouco.
‘, preciso da sua ajuda, dude’ pedi em desespero.
‘O que foi, cara?’ perguntou preocupado. ‘Não tenho tempo pra te explicar. Em resumo, eu não sei como, mas a me encontrou com a lá embaixo. Eu já sai de lá, mas a não, busque-a, por favor.’ ‘, como assim?’ ele perguntou sem entender nada. Coitado.
‘, me ouve. Pega a lá que depois eu te explico.’ Desliguei o celular com pressa e bati com a cabeça no espelho. Vi meu reflexo no mesmo e eu estava suado, com o cabelo amassado e respirando pesadamente.
O que mulheres são capazes de fazer na vida de alguém, não?
Parte II – YOU ARE NOT CRAZY
Estava eu, abraçado com em sua minha cama; estávamos calados refletindo alguma coisa sem importância. Devo ressaltar que estávamos vestidos e bem longe de alguma empolgação sexual. Parecíamos um casal aproveitando de uma forma cretina o tédio de um relacionamento fracassado. levantou-se da cama com cuidado, avisando que ia ao banheiro, ou seja, finalmente eu ficaria em paz, nem que fosse por uns alguns míseros minutos.
Continuei na mesma posição que estava há mais de meia hora. Minha respiração estava tranquila e meu coração tinha uma frequência cardíaca quase morta. Disse quase morta. Eu ainda estava vivo, ó, que belo, e minha falta de morte me fez ouvir passos subindo a escada. O pai de ? A mãe de ? O Barney? Quem diabos subiria aquela escada correndo? Não sei. Aliás, não sabia, pois passei a saber quando adentrou o quarto de em desespero. Ela estava suada, descabelada e com os olhos arregalados.
'?' questionei redundantemente.
'Estou meio insana, não consigo pensar direito. Preciso de ajuda. Ela tem que ficar louca. LOUCA!'', ... ' Levantei da cama, segurando a garota pelos braços, tentando acalmá-la. 'Que merda é essa?'' , pense, eu vou enlouquecer a . Vai ser lindo, lindo.' Então riu feito uma psicopata psicótica cheia de insanidade. 'Ei, você não tá bem' disse olhando no fundo de seus olhos.
'É claro que estou. Você ainda não me entendeu, e por isso eu pareço uma louca, mas logo tudo ficará esclarecido' sorriu ela, gentilmente para mim.
', por favor, pare com isso.''Não, definitivamente eu não posso. Mas eu sei bem o que eu posso fazer agora, .' Me fitou cheia de perversão em sua voz.
'Estamos no quarto da , ela está ali no banheiro. Por favor, não estrague todo seu plano justo agora.''Eu posso até querer parar, mas não consigo. Preciso de você me penetrando agora.'
Eu mal pude pensar, raciocinar e expulsar dali aos tapas, quando dei por mim, minha boca já estava perdida na dela em um beijo avassalador. Nós dois, praticamente fundindo nossos corpos nas carícias mais insanas que dois seres humanos podiam proporcionar um para o outro. Excitando nossas almas, na preparação para o ato mais biologicamente perfeito.
Esqueci-me completamente que poderia abrir a porta do banheiro a qualquer momento e nos pegar ali, no flagra. Estava me fodendo para ela e sua reação de ódio. Eu apenas conseguia pensar e concentrar meus movimentos em . Enquanto ela me arranhava por baixo de minha camiseta, eu me perdia entre quase arrancar pedaços de suas nádegas fartas e amassar sua cintura curvilínea.
desceu seus beijos pelo meu pescoço e eu pude sentir os pelos da região se arrepiarem com violência. Suas mãos safadas foram de encontro ao meu membro, que começava a ganhar vida, por cima de minha calça. Por mais que eu quisesse dominar e dar a ela o sexo mais louco que existe, era extremamente maravilhoso sentí-la me dominando e, de todas as maneiras possíveis, me dando o prazer mais primitivo que existia. A garota me olhou uma última vez, antes de seus joelhos tocarem o chão acarpetado. A olhei repreendendo-a, pois era realmente perigoso o que estávamos fazendo, mas ela simplesmente me ignorou. De joelhos e transbordando perversão, abriu o botão de minha calça, descendo o zíper da mesma. Arriou a peça e a deixou parada um pouco acima de meus joelhos, o mesmo fez com minha boxer preta com finas e discretas listras cinzas. A reação do meu corpo fora indescritível, meu pênis vibrante e rijo estava apontado como um rifle na direção dos lábios insaciáveis dela. Um olhar, um sorriso sapeca e uma mão pousava em meu instrumento sexual, me fazendo fechar os olhos e suspirar extasiado.
Certo, eu estava com um tesão do caralho naquele momento, mas meu lado racional maldito me fez pensar: o que diabos estava fazendo naquele banheiro a tanto tempo? Eu simplesmente não tinha resposta. E fiquei sem respondê-la completamente, pois a língua de tocou minha glande de um modo covarde e, como consequência, perdi toda a noção de tempo, espaço e realidade. Sua língua descia e subia por meu membro excitado, seus lábios voluptuosos me davam extremo prazer em um sexo oral maravilho, devo dizer. Entretanto, não havia tempo para preliminares. As coisas precisariam, infelizmente, serem agilizadas. Levantei o queixo de com meu dedo indicador e expressei da maneira que pude somente com um olhar que já era hora de parar com aquilo. Ela sorriu e se levantou, entendendo meu recado. Já em pé, ela me provocou, para não perder o belo costume. Encostou-se à parede de frente para mim, correndo as mãos pelo seu corpo, delineando as curvas de um modo completamente sensual, sorrindo com uma expressão de puta sacana em seu rosto diabólico. O que eu poderia fazer? Atacá-la, como uma presa que seduz seu predador esperando pela morte. Neste caso, um certo tipo suculento de morte. Aproximei-me dela e toquei sua cintura ao mesmo tempo em que judiei da pobre, mordiscando sua orelha, sussurrando coisas impronunciáveis. gemeu baixinho em meu pescoço como resposta. Tomado pelo tesão que me invadia, resolvi acabar logo com aquilo e ir direto ao ponto. Com meu auxílio, desabotou sua calça jeans escura e agarrada em seu corpo carnudo e a tirou, ficando apenas de calcinha. Sorri para ela maroto, mordendo meus lábios antes de impulsioná-la para que ficasse com as pernas entrelaçadas em meu tronco.
Joguei contra a parede com força e a olhei uma última vez, antes de consumar o ato tão desejado. A garota me mirou com luxúria, arqueando seu quadril contra meu pênis, me forçando a estocá-la. E foi o que eu fiz. Com precisão e rapidez, meti pela primeira vez e logo se sucederam as outras investidas, que foram aumentando seu ritmo. mordia meu pescoço, tentando evitar gemer e gritar enquanto eu afundava minha cabeça em seus peitos cobertos pela camiseta que ela usava. Nós sofríamos ao passo que o prazer aumentava pelo fato de não podermos escancarar ao mundo com gritos, chamados e gemidos o quanto estávamos enfeitiçados pelo sexo ali feito.
E quando nossos corpos começaram a dizer que o vértice de ambos estava próximo, meus tímpanos doeram com o ruído de vidro se espatifando em milhares de pedacinhos cortantes como um punhal bem afiado. Parei de foder bruscamente e fiquei estacionado com meu pau dentro dela, olhando um ponto fixo na parede, na tentativa de direcionar todos os meus sentidos para um só, a audição. Infelizmente, aquilo não havia sido um oásis sonoro, realmente algum vidro estava quebrado no chão. , em um momento de surto, quebrara alguma porcaria sem valor, o que verdadeiramente era preocupante.
'?' chamei por ela em voz alta.
'QUE FOI? O QUE VOCÊ QUER DE MIM?' a garota esbravejou de dentro do banheiro com uma voz chorosa que me irritou profundamente.
'Está tudo bem aí dentro?' perguntei, realmente preocupado.
'Tudo ótimo, vai embora' uma dispensa e um chute na bunda, foi essa minha resposta.
Bem, agora eu deveria levar em consideração que sairia daquele banheiro a qualquer momento e seria realmente muito, mas muito importante que não estivesse à vista neste momento. Então, resolvi me recompor. Com todo o carinho do mundo, retirei-me de , que não parecia estar muito confortável, e, no mais alto ato de cavalheirismo, me ajoelhei, subindo sua calcinha e logo em seguida a calça, vestindo-a. Ao voltar à posição anterior, selei sua boca ao mesmo tempo em que recompunha minhas vestes, para não deixar evidências do crime.
'Hey, se esconde em algum lugar do quarto. Sei que você não quer perder o teatro que está por vir.''Tudo bem, faz parte do plano.' sorriu e saiu de onde estava. Foi caminhando em passos rápidos para o guarda-roupa de , que possuías portas vidradas de correr. Correu a primeira o suficiente para que ela pudesse entrar, e o fez. E no exato momento que colocou o último pé dentro do móvel...
Narrador Avulso
Surtinhos fúteis e asquerosos. Santo Deus, eu não sei como essas adolescentes riquinhas conseguem ser tão dramáticas por tão pouco. Ou talvez, não fosse pouco. queria chorar, chorar muito, porém não queria demonstrar fraqueza explicitamente para e, por isso, achou que fosse melhor ir se trancar no banheiro, feito uma garotinha de 3 anos mimada que não ganhou aquela Barbie que tanto almejava.
Afinal, ela sentia em seu âmago que fora traída. Ela sabia que, de alguma forma, não estava sendo verdadeiro para com ela sobre o acontecido na festa de sua amiga, quando ela o encontrou em um lugar escondido conversando com alguém. Ele não estivera ali embaixo tanto tempo falando para as paredes recém-pintadas de vermelho e preto. Ou estaria ela perdendo a sanidade? Ficando doida, louca, digna de internação?
Não, nunca! Impossível, diria. Seu sexto sentido feminino não iria a enganar; ou iria?
Ai, que confusão. Mente confusa não consegue organizar idéias, talvez por isso ela tenha ficado tanto tempo naquele banheiro trancada. Azar o dela, pois alguém fora um tanto quanto mais sagaz.
Com idéias geniais e bem formadas, consequência de uma mente bem límpida e tranquila, resolveu procurar por . Ela não aguentaria até o próximo dia para lhe contar as mais que perfeitas novidades. Foi até a casa dele, mas não o encontrou. Onde diabos aquele garoto poderia estar? Dando um trato na fêmea oficial? Talvez sim, talvez não. Ela só teria certeza se fosse averiguar a dúvida com seus próprios olhos. E isto foi feito.
Engraçado que entrar na casa dos não era tarefa difícil. Casas britânicas sem muros, uma porta destrancada e caminho aberto para um possível suicídio não pensado. Entretanto, existe um fator determinante nos fenômenos vitais de todos. Sorte ou azar? Ou apenas a probabilidade de coisas improváveis darem certo, fazendo jus à sua existência lógica e matemática? Sim ou não? Não faz o mínimo de importância, santo Deus, ela havia conseguido entrar ali sem ser percebida. Subiu as escadas correndo como uma gazela feliz, por mais redundante que isso possa parecer. Adentrou o quarto ofegante, suada e com um sorriso sem explicação. sozinho, simplesmente livre para ela?
Às vezes, a probabilidade sobe alguns estágios e se torna milagre. E isso já é questão de fé.
trancada em seu cômodo de banho. e sozinhos no cômodo de dormir. As condições explicam os fatos por si só, não?
Não preciso gastar linhas e linhas contando os fatos, tão claros. Vamos ao mais importante.
Assim que se comunicou com e sentiu que ela poderia sair de seu refúgio a qualquer momento, presumiu que deveria se esconder. Sim, não ir embora, mas se esconder, para que a garota tivesse a honra de tomar nota das coisas que poderiam acontecer a partir dali. Ela agradeceu aos céus pela oportunidade. Saiu de sua posição e foi caminhando lentamente até a peça de guarda-roupas de portas grandes e de correr. Correu uma delas para poder entrar e então, como em um passe de mágica, quando terminou de fechar a porta, outra se abriu. Sincronia, alguns chamam disso.
Descargas de adrenalina existiam por todos os lados, pessoas tensas, cérebros confusos. Destino cruel. mirou com todo o ódio que era possível transmitir. Deveria ser loucura de sua parte, era impossível ele estar ali em seu próprio quarto com outra. Ou não?
', quem você teve a audácia de trazer aqui?' questionou a garota, com raiva.
', pelo amor de Deus, que história é essa de eu ter trazido alguém pra cá?' bufou em resposta. 'Tem alguém aqui e só você pode ter trazido, porque eu estava no banheiro e logicamente só você teve a oportunidade de trazer alguma biscate para O MEU QUARTO!''Eu não trouxe ninguém para essa merda de quarto, porra. Ninguém, muito menos uma biscate. Pelo amor de todas as coisas, !' não pode conter a revolta que o inflamava.
'Ah sim, claro. Assim como você não estava com alguma vadia lá embaixo na festa da Cloe? O que você pensa que eu sou? Uma idiota que não sabe das suas escapadas, é isso?' a garota começou a se desesperar e, a cada nova palavra, seu semblante se tornava mais agonizante e perturbado.
', me escuta. Pela última vez, eu não te trai na festa da Cloe e NÃO TEM NINGUÉM NESSA MERDA DE QUARTO!' Os cristais da casa? Pff, todos quebrados com a voz máscula de bradando toda sua raiva.
'Ah sim, é claro que não. Tudo isso é ilusão da minha cabeça, não é mesmo? Agora eu virei uma doida varrida e você é um santinho?' Os olhos da garota abandonaram a expressão rude para, enfim, renderem-se a umidade espontânea que brotava das glândulas lacrimais.
'Amor...' disse se aproximando '...você não está louca, apenas fantasiando algumas coisas que não existem' tolas palavras foram proferidas pelo macho.
'FANTASIANDO COISAS? E POR ACASO ISSO NÃO É COISA DE GENTE MALUCA? , PELO AMOR DE DEUS!''Caralho, , você ficou trancada naquela merda de banheiro por horas, fica dizendo coisas sem sentindo, me acusando de coisas que eu não fiz e ainda acha que isso é normal?' questionou com uma tamanha agonia que sua voz chegou a falhar.
'Eu fui pro banheiro porque não estava conseguindo ficar perto de você sabendo que você está mentindo pra mim o tempo todo. Eu quebrei meu perfume novinho por sua culpa. Sua culpa.' Ah claro, os ataques fúteis eram de praxe.
’SUA VACA! Eu preocupado com você e o que eu escuto? Mimimi , eu quebrei meu perfume Pink por sua culpa. Vai se foder.’ realmente se irritou e sentou-se na cama da garota, batendo na própria cabeça.
‘VACA, ? VACA? UMA VACA QUE VOCÊ NAMORA DESDE A QUARTA SÉRIE E QUE SEMPRE TE DEU STATUS DE CARA FODA E GOSTOSO?’ Certo. Grande golpe baixo. Baixaria. falou mais do que deveria e eu não me responsabilizo pelas coisas que serão ditas daqui pra frente.
‘Estou pouco me fodendo pra toda essa popularidade de merda que a gente fingia e fingi ter, certo? Eu não tenho culpa se você sempre foi UMA PUTINHA COM A BUCETA COÇANDO POR UM PAU, OK? EU CANSEI DE TUDO ISSO...’ se levantou da cama completamente alterado e se aproximou de , a grudando pelos cabelos ‘... cansei de você, garota, eu quero que você se exploda com esse corpinho mais usado que puta de esquina. Eu sempre gozei em você pensando em outra garota e você nunca fora boa de cama como pensa.’ Tudo isso dito com direito a sorrisinho psicótico.
‘, CRETINO, VAGABUNDO! EU TE ODEIO, SOME DO QUARTO AGORA!’ berrou aos quatro ventos, não conseguindo controlar as lágrimas que escorriam por seus olhos verdes.
‘Eu sumiria daqui a qualquer momento sem você mesma mandar. Sua lunática, maluca que fica imaginando coisas que nunca aconteceram.’ O rapaz apenas virou-se de costas, ignorando as merdas que tentava dizer para se defender, e sumiu do quarto como uma assombração.
A garota não podia entender tudo o que acabara de acontecer. Não podia ser verdade. Como assim a havia chutado, ignorado e simplesmente abandonado? Ainda dizendo todas aquelas barbaridades sobre seu desempenho sexual e reputação. O mundo ficara louco e ela não podia aceitar aquilo. Além do fato de ela ter certeza plena e absoluta de que seu namorado a havia traído na festa e que, sim, alguém tinha entrado em seu quarto. Não simplesmente ‘alguém’ e sim uma mulher, que provavelmente havia tirado proveito de .
Enquanto isso, naquele guarda-roupa de portas de correr citado anteriormente, uma jovem não podia conter a felicidade que circulava em suas veias. Tudo estava saindo tão perfeitamente que ela mal podia acreditar. Agora seria uma questão de horas para que seu plano finalmente pudesse se completar e a vingança de sua vida finalmente chegasse ao fim. Mas ela precisava se controlar, para não perder o fio da coisa justamente no final, seria um erro sem volta.
But, alegrias à parte, olhou-se dentro daquele móvel e se perguntou como diabos ela sairia dali. Seria uma tarefa difícil, realmente complicada, entretanto, nós sabemos que garota teria cérebro mais que o suficiente para criar alguma artimanha e se ver livre daquela prisão cheia de roupas de biscate. Que história, não? A amante sempre termina dentro de um guarda-roupa e as saídas de lá nem sempre são bem sucedidas. Deus olhe por nós.
Enquanto isso, ainda permanecia em estado de choque. Andava de um lado para o outro, não contendo o choro intenso que inundava seu rosto e colo. O que deveria fazer dali em diante? Sentiu se sozinha, completamente abandonada. Não possuía mais o menino pelo qual ela desenvolveu uma maníaca obsessão, não conseguia mais causar efeitos de dor em sua inimiga, a vida de fama na escola estava decadente e sua família nem ao menos estava em casa. Nem ir ao shopping com suas falsas amigas torrar seu cartão de crédito ela podia. Como a vida era cruel e injusta, Pai amado. Onde teria ido parar a gratidão? Será que não conseguia entender todo o bem que ela o tinha feito? Desde pequenos na escola, a menina sempre o ajudara a ter status, ir para as melhores festas, conseguir moral para com todos. Ela havia dado a ele o posto de SEU namorado e saía com ele pelo colégio quase fazendo sexo explícito para que todos pudessem ver. Ela havia dado essa honra a ele, simples e unicamente a ele. ensinara a odiar , meu Deus, somente ela era capaz de aflorar o lado maligno de para infernizar a pior praga que já existiu no mundo.
Festas, bebidas, sexo, carros, amigos, fama, popularidade, moral, valor, garotas, vida social, respeito, dignidade. Tudo isso e mais um pouco. Como era possível chutar tudo isso por nada? Por alguma ‘zinha’ qualquer? Porém, por um momento, ela lembrou-se das palavras proferidas por e sentiu dor. Doeu. A ferida se abriu e inflamou.
‘... cansei de você, garota, eu quero que você se exploda com esse corpinho mais usado que puta de esquina. Eu sempre gozei em você pensando em outra garota e você nunca fora boa de cama como pensa.’
Eu sempre gozei em você pensando em outra garota. Eu sempre gozei em você pensando em outra garota. Pensando em outra garota. Outra garota. OUTRA GAROTA, OUTRA GAROTA. OUTRA, OUTRA. OUTRA GAROTA. PENSANDO EM OUTRA GAROTA.
OUTRA.
‘OUTRA GAROTA, ELE SEMPRE PENSOU EM OUTRA? QUE OUTRA? MENTIRA, . DESDE QUANDO ISSO? DESDE QUANDO VOCÊ PENSA NELA?
gritou, berrou, bradou para o mundo ouvir, ajoelhada no chão com os braços estendidos na direção do trono celestial. Com os cabelos emaranhados, molhados, suados. Expressão cansada, perturbada, indignada. Com cada músculo de seu corpo magro doendo e pedindo pela morte.
A mãe de acabara de chegar em casa. Era sempre assim quando seu marido rico e brocha viajava. Como sabia que sua filha estava em ótimas mãos com , ela saia em suas desventuras com rapazes 10 anos mais novos, com abdômens sarados e caralhos grossos que ficavam eretos com facilidade e ejaculavam em abundância.
Seu decote monstruoso era destacado por um cordão de ouro com as iniciais de seu nome. O scarpin vermelho sangue já machucava seu pé juntamente com a calça de couro negra que grudava em seu corpo recém comido. A maquiagem borrada e os cabelos desordenados facilmente entregariam sua infidelidade, mas ninguém estava ali para julgá-la e acusá-la.
Entretanto, o instinto materno que jaz na alma de cada mulher percebeu perigo. Senhora escutou a voz de sua filha chorando e gritando e mais que depressa ela subiu os degraus que levavam ao segundo andar como uma mãe guepardo pronta para proteger sua cria das hienas que rondam os filhotes na intenção de matá-los.
O tempo demorado para que a mãe chegasse até filha é um fator ignorável. O que é interessante dizer é o choque que levara a pobre mulher mais velha ao adentrar o quarto da moça e vê-la rolando pela cama com as roupas rasgadas, lágrimas desesperadas, cabelos embaraçados e movimentos bruscos.
‘Filha, filhinha, meu amor. O que aconteceu? perguntou, sentando-se na cama da garota, tentando levantá-la. ficou de joelhos sobre seu colchão confortável, observando o semblante de agonia de sua mãe.
‘Por quê?’ ela questionou ’Por que, mamãe, o que eu fiz de errado, o que eu fiz para merecer tudo isso?’ era impossível mascarar a tamanha dor que sentia. ‘O que houve, meu bem? Me fale. Mamãe está aqui do seu lado, acalma-se, minha linda.’ Em um lindo ato de amor, senhora puxou a filha para si, abraçando-a e falando que tudo ficaria bem.
Algumas horas haviam se passado, agora filha já repousava em um sono calmo enquanto estava sob a proteção de mãe. Infelizmente, a proteção não poderia durar por muito mais tempo, apesar de almejar com toda sua oxigenada alma permanecer ao lado de sua filha até o nascer do sol e só enfim deixá-la com o romper da aurora ao ver a menininha abrir os olhos e dizer 'bom dia mamãe', o cansaço castigava os músculos da pobre mulher. Lutando com sua vontade, levantou-se e foi em direção à saída e, antes de finalmente ir para seus aposentos, virou-se para trás, observando a filha uma última vez e seguiu seu caminho.
-*-
O medo. A sensação que tez faz ver coisas que os olhos questionam a existência e que te faz ouvir ruídos que seus ouvidos não conseguem interpretar. O companheiro da escuridão que dilata as pupilas, arrepia os pêlos, faz suar a pele e tremer cada membro do corpo. Fantasmas? Demônios? Espectros? Zumbis? Espíritos? Assassinos? Monstros? Assombrações?
Talvez apenas o vento batendo na janela. A arte do exagero que castiga a sanidade e faz perder a noção da realidade é um dom de praticamente todos os seres pensantes deste globo achatado em seus pólos. A dúvida que queima nosso sistema nervoso, o desespero que domina nossos pensamentos, como ficar imune ao medo? Como suportá-lo? Como superá-lo? Como dominá-lo? Mas como confiar na escuridão? A fé das criaturas pensantes nem sempre é das mais fervorosas. Entretanto, às vezes se tem que ter fé.
tinha fé e, por isso, ela sabia que, de alguma maneira, sairia ilesa do seu mais recente cativeiro. Como? Oras, eu sou só um narrador, não um gênio. Continuando a cumprir meu papel de narrador, devo dizer-lhes que , após a passagem de alguns segundos, ficou realmente preocupada com seu futuro próximo, ela deveria agir com a sagacidade de uma raposa. Raposas que correm rápido pela floresta, usando de toda sua força muscular e inteligência animal para fugir do destino certo da morte que a persegue em forma de espingarda sendo segurada por um caçador vestido com um chapéu de guaxinim, camisa de manga curta de tecido xadrez nas cores vermelho e preto, utilizando de sua vontade para conseguir finalmente matar a maldita raposa que ultimamente havia se tornado um belo pesadelo.
Pesadelos. Uma das piores sensações. O inconsciente que nos hipnotiza e não nos deixa acordar. A verdadeira fuga do real para o irreal dentro de nossa caixa torácica. A agonia que nos aflige sem ao menos poder ir embora, a sensação de estar vivendo os últimos segundos da existência. Os olhos se recusam a abrir e o corpo parece não responder aos estímulos de acordar deste maldito sonho ruim. Um pesadelo insistente, assim como uma sagaz raposa que é perseguida pela morte em forma de rifle sendo segurada por um caçador gordo e fétido, usando um chapéu de guaxinim e vestindo uma camisa de estampa xadrez nas cores vermelho e preto.
estava perdida no medo e no pesadelo. O medo de nunca mais poder voltar à sua vida normal, ao seu maior amor. Ao seu . E o pesadelo que não podia ser interpretado como algo realmente concreto ou pura ilusão. Era doloroso demais passar por aquilo e seus olhos nem ao menos conseguiam se abrir.
O relógio marcava 3 horas, 32 minutos e 58,59 minutos. Ok, 3 horas e 33 minutos. Uma bela madrugada que se estenderia mais ou menos até às 6 e alguma coisa da manhã. Vocês podem pensar que 3 horas é muito tempo ou talvez pouco para salvar sua própria vida. Meus caros, preciso ensinar-lhes algo. O problema não é o tempo que temos, o problema é o que fazer com o tempo que temos. Você pode ter 30 segundos para matar a raposa. Com ela bem na sua mira e a espingarda devidamente carregada... BANG! Adeus raposa em 4 segundos e meio. Agora, se é necessário matar a raposa e a única coisa que se tem é um canivete... Meus pêsames, os 30 segundos devem ser usados para se ajoelhar no chão e chorar.
estava agonizando dentro daquele guarda-roupa sem saber o que fazer. Como diabos escapar dali? Logo agora que finalmente seu maquiavélico plano tomava os rumos finais, logo agora que sua vingança parecia perfeitamente arquitetada para o final feliz. Ela simplesmente não poderia estragar todo aquele trabalho naquela noite, seria algo imperdoável. Não há dúvidas de que a garota desenvolveria um excelente plano e sairia dali sem por tudo a perder, mas o cansaço judiava. Estava há horas na mesma posição, remoendo a raiva de não conseguir achar uma saída segura. Queridos amigos, irei ensinar-lhes algo que considero muito importante. As pessoas esperam certas decisões de nós. Elas podem nos subestimar ou superestimar. Isso dependerá daquilo que você apresentar à sociedade. Elas podem esperar inteligência ou ignorância. Elas podem pensar que você não seria ignorante ao ponto ou que você não seria inteligente ao ponto e dessas conclusões deriva os pensamentos imutáveis que formam de você. O problema é que todas essas conclusões são clichês. É clichê esperar a ignorância do ignorante e a inteligência do inteligente. Talvez seja inteligente se passar por ignorante e ignorante se passar por inteligente. A simplicidade é a resposta para tudo. É preciso ser inteligente em níveis altos para fingir a ignorância e isso resulta em boas coisas. Esperar um plano mirabolante de seria a coisa mais comum do mundo. Porém, ela agiu feito um ser cheio de ignorância e fez uso da simplicidade. Quando as pessoas esperam que você não seja clichê, você DEVE ser clichê. Em resumo, não ser clichê é ser clichê.
Suas mãos se moveram e empurraram silenciosamente a porta do maldito móvel de guardar roupas. Ela pôde ver dormindo e percebeu que aquela seria hora perfeita para escapar. Correu o resto da porta o suficiente e finalmente saiu de lá. Respirou aliviada e encarou repousando em sua cama. Era muita tentação tê-la tão vulnerável e nada poder fazer. Seria arriscado demais, realmente.
Em passos cuidadosos, foi indo em direção à saída, porém, em frente a janela, ela tropeçou em um sapato da dona do quarto e este acidente acabou por fazer um considerável barulho. desesperou-se e escondeu-se atrás das grandes cortinas roxas que tinham as barras encostadas ao chão. O medo despertou de seu pesadelo.
Seus olhos abriram em agonia e ela não sabia se deveria fechá-los novamente ou mantê-los abertos para, enfim, enfrentar o perigo que estava a perseguindo durante a noite. E o medo parece ser algo um tanto quanto contagiante. Atrás das cortinas, tremia e sofria pela possibilidade de ser descoberta ali e nunca mais poder concretizar seu objetivo de vida.
estava ciente de que havia alguém dentro de seu quarto e ela não sabia como reagir, mas já estava farta de ficar parada remoendo suas dores e resolveu agir. Com muita cautela, tirou seus cobertores de cima de si e levantou-se da cama. Seu olhar não tinha um ponto fixo, ela procurava por alguém em cada canto daquele cômodo. Santa indecisão, para onde olhar? Onde encontrar? Ah sim, claro, o invasor só poderia ter ido até o banheiro, era o lugar mais seguro para se esconder. Correto? Não.
aproveitou o momento de burrice de e saiu de trás das cortinas correndo, correndo muito para poder sair dali. A garota dentro do banheiro percebeu a movimentação e virou-se para ver o que tinha acontecido, porém só pôde captar um vulto cruzando a porta rapidamente. Ela simplesmente berrou em uma altura completamente 'ouvível' por todos os habitantes daquele quarteirão e dos outros, quem sabe. O pânico a invadiu e ela não conseguia evitar o choro violento e o grito escandaloso. Enquanto isso, acabava de descer as escadas atordoada, tropeçando em cada móvel que se encontrava em sua frente, até finalmente abrir a porta e ver-se livre daquela casa. Apesar de estar fora da casa dos , ela ainda não estava em completa segurança, entretanto, seu desejo de ser testumunha ocular dos próximos acontecimentos fizeram com que ela se escondesse atrás de alguns arbustos de tamanho médio.
-*-
POV'S
Estava eu sentado em meu sofá, na sala de visitas da minha casa, digerindo tudo que eu havia dito a . É duro como as verdades saltam da sua boca sem que você as consiga controlar. Mas aquilo tudo fora realmente muito bom e nenhum arrependimento repentino mudaria o destino de todas as coisas. O problema era o meu mais novo hobby de esquecer nos lugares. Por mais que eu me preocupasse com ela, eu sabia que no final tudo correria bem, afinal, minha garota era uma gostosa genial.
Só que tudo desabou em um instante. No exato instante em que eu escutei gritos ecoando por toda a rua, gritos seguidos de mais gritos de desespero e, pior, eu conhecia aquela voz. O que diabos tinha acontecido? Levantei do sofá num pulo e fui o mais rápido que pude em direção à porta e, ao abrí-la, saí correndo em direção à esquina, à casa de . Ao chegar a frente à mesma, notei que não estava sozinho, todas as pessoas da rua e do quarteirão estavam lá tentando entender o que tinha acontecido. Alguns preocupados, alguns curiosos, alguns interessados, entretanto, todos sem saber o motivo daquela gritaria toda. Devo admitir que minha preocupação era total com , eu precisava saber se ela estava bem, eu precisava entrar na casa. Uma das senhoras que ali estava bateu em minhas costas e me mandou entrar, eles sabiam que era o namorado de e não teria problema nenhum eu entrar na casa. Aproveitei do meu famoso posto indo desesperado até a porta, que, por sinal, estava aberta, e pude chegar ao interior da residência sem maiores dificuldades. Lá dentro, eu ouvia minha sogra perguntando à filha o que estava acontecendo e, como resposta, ela apenas recebia o choro alto e os soluços de .
Subi as escadas e cheguei ao corredor, pensei por alguns milésimos de segundo e continuei meu caminho até o quarto de . Ao me ver, sua expressão chorosa foi modificada para uma de ódio. A garota soltou-se do abraço da mãe e veio em minha direção, me golpeando no rosto, braços, barriga e afins. Senhora a segurou pelos braços e ordenou que ela se acalmasse. estava completamente descontrolada, eu não conseguia reconhecê-la, pela primeira vez em todos os anos da minha vida eu a vi em uma situação tão degradável. Sem pose de toda-poderosa, autoconfiante, segura de si e corajosa. Eu via uma transtornada, confusa, raivosa e medrosa.
', sai daqui agora mesmo' ela disse entre dentes.
'MOCINHA, SE ACALME, QUIETA. ELE SÓ VEIO TE AJUDAR!' Senhora berrou para a filha.
'AJUDAR A QUEM, HEIN MÃE? AJUDAR A VADIA QUE ELE COMEU NA FESTA DA CLOE? AJUDAR A VADIA QUE ELE TROUXE PRA DENTRO DO MEU QUARTO HOJE MESMO? A VADIA QUE ESTAVA AQUI DENTRO E FUGIU?' A menina se soltou dos braços da mãe e começou a gritar novamente, gesticulando compulsivamente. Seu dedo acusativo revezava entre apontar minha cara e a de sua mãe.
'Eu vim aqui tentar ajudar, mas vejo que não fui bem vindo' fiz-me de vítima e fui cabisbaixo me direcionando à saída. Antes de cruzar a porta, senti uma mão pousando em meu ombro esquerdo. Sem olhar eu sabia que se tratava da mãe de e eu simplesmente parei e me virei para poder enxergá-la. Seu semblante era o mais preocupado possível. Apesar de sua conduta nada correta, ela ainda era mãe e deveria ser perturbador ver um filho passar por aquela situação estranha.
', eu não sei o que aconteceu entre você e a minha filha nos últimos dias. Eu só me lembro de sempre vê-los alegres, sorrindo e bem e agora do nada ela simplesmente surta. Você pode me ajudar a entender isso?' Era impossível negar aquele pedido de ajuda. Eu deveria ignorar a cena de , sentada no chão proferindo palavras feias.
'Sinceramente, eu não sei. Tudo estava bem até começar a imaginar coisas que nunca aconteceram e que não existem. Eu não a trai na festa da Cloe e muito menos trouxe alguém para cá. A senhora me conhece e sabe que eu não seria capaz disto.''Eu sei, querido, eu sei. Mas tente entender a minha situação. Minha filha teve uma noite horrenda, ela está fazendo escândalo há muito tempo. Pouco dormiu e disse que viu um vulto aqui. Eu não sei do que se trata, tem uma multidão lá embaixo curiosa querendo saber o que se passa aqui. Meu marido não está em casa e eu simplesmente não consigo controlá-la. Pensei que você podia ajudá-la, mas vejo que será inútil.' Realmente, aquela situação toda era prazerosa, todavia, ver aquela pobre mulher sofrendo não estava me dando orgulho de meus atos.
'Se a viu alguém sair daqui, a senhora deveria chamar a polícia, afinal, invasão de propriedade particular é crime' acabei por sugerir, na maior cara de pau.
'Claro, claro. Eu irei fazer isto.'
Narrador avulso
A dramaticidade estava tão em polvorosa que era praticamente impossível controlá-la. berrando, sua mãe desolada e em uma confusão plena. Infelizmente, a bússola não mais apontava o norte, seu ponteiro se perdia dentro dos outros 359 graus possíveis.
E, quanto à , bem, ela ainda estava escondida na lateral da casa atrás dos arbustos, observando os fuxiqueiros da rua e os movimentos da casa através da janela do quarto de . E, por falar nela, bem, o controle havia indo embora há tempos. Suas sentenças não faziam o menor sentido, ela permanecia sentada no chão do quarto falando palavrões e coisas sem nexo enquanto os outros dois ali tentavam achar a mais rápida solução. e Senhora entraram finalmente em consenso: chamar a polícia para tirar a dúvida da invasão. Quando a garota percebeu os movimentos da mãe, entrou em surto e levantou-se rapidamente, ordenando a ela que permanecesse exatamente no lugar que estava, pois não queria que a polícia se metesse na história. Uma dignidade a zelar, ou algo mais ou menos assim, foi o que ela usou em sua defesa. Para seu azar, a mãe não deu a mínima para suas palavras, e isso provocou ira na mais nova, que tentou aproximar-se de sua progenitora para agredí-la, entretanto, fora mais rápido e a segurou pelos pulsos antes que ela conseguisse entrar em contato com a mãe. Sua ira quadriplicou naquele momento, tudo que menos queria era as mãos nojentas e injustas de a tocando, não era justo não ter mais controle sobre o rumo da sua própria vida. Tentando escapar dos braços másculos de seu ex-escravo, acabou ficando de costas para o garoto e de frente para sua janela. Seus olhos procuraram imediatamente por um ponto e, para sua surpresa, sua visão encontrou o que ela menos esperava. Os músculos do seu corpo se retorceram mais de 5 vezes, sua respiração acelerou ao ritmo da diástole do órgão bombeador de sangue e toda sua solução de glóbulos brancos, vermelhos e outras ‘coisinhas’ irrigaram seus olhos, deixando a parte branca dos mesmos em um tom forte e assustador de escarlate.
Suas cordas vocais se rasgaram em um grito fortíssimo cheio do mais puro ódio conhecido desde os tempos da crueldade dos bárbaros. , sua mãe, os curiosos da rua e até mesmo Deus ficaram pasmos com a potência da emissão sonora. O rapaz procurou pelo motivo da reação maníaca de , mas não achou nada além de árvores, grama e arbustos. A essa altura, Senhora achou que sua filha poderia ter visto o invasor e foi rapidamente em direção do telefone para chamar a polícia.
E um movimento hollywoodiano, se desvencilhou de e saiu correndo para escadas. Desceu-as na velocidade da luz, cruzou a sala e abriu a porta de entrada com toda a força de seus músculos. foi ao seu rastro o mais rápido que podia, todavia, não conseguiu interceptá-la. Ao passar pela porta, não a fechou, o que facilitou a saída de , que, segundos depois, chegou à calçada e procurou por com os olhos; ele não a achou com os olhos e sim com os ouvidos. Os gritos não cessavam, ela continuava berrando e a face das pessoas na rua era de pavor e transtorno, só que, desta vez, o grito não emitia algo aleatório como grunhidos sem sentido, o som formava uma palavra lógica. Aliás, um nome, um sobrenome.
Finalmente entendeu o que havia visto da janela e o que a perturbara tanto, .
POV’S
gritava por e aquilo confundia ainda mais a situação que se tornou pior quando as sirenes das viaturas invadiram a rua. Quase toda a polícia de Londres, ok, menos que isso, mas um grande número de policiais armados descia do carro procurando pelo possível criminoso que tinha invadido a residência da família mais perturbada da rua.
Surpreendentemente, atendendo ao chamado de , apareceu a última pessoa que eu pensaria em ver. Senhora , minha amada heroína da terceira idade, surgiu do nada para defender a honra de sua família.
‘Eu posso saber a razão da senhorita estar gritando meu sobrenome aos quatro ventos?’ perguntou ela encarando e impondo sua autoridade.
‘Olha aqui, velha, sua neta está me infernizando. Não adianta se fazer de desentendida, eu sei muito bem que você apóia aquele projeto de ser. Não se intromete, vadia idosa’ falou com toda a educação do mundo, mostrando o dedo do meio.
‘Vadia? Eu sei que você entende bem do assunto, biscatinha. Não me importa seus problemas, mas não se atreva a falar um ‘a’ se quer da minha neta.’
A platéia, formada por mim, Senhora , curiosos e policias, inclusive, acompanhava aquela discussão calorosa.
‘EU NÃO AGUENTO MAIS ESSA MERDA, VOCÊS ACHANDO QUE SÃO ALGUMA COISA E TENTANDO ESTRAGAR MINHA VIDA POR PURA INVEJA, MALDITA VELHA DO INFERNO’ a garota berrou, perdendo o último fio de dignidade que havia sobrado.
‘Inferno? Eu não tenho culpa se seu namorado cansou de te usar, querida. Descontar as frustrações em outras pessoas que nada tem a ver com a história é coisa de gente incapaz. Não se meta com a minha neta, estou avisando desde já’ disse meu tesouro com grande convicção e autoridade.
‘VACA! SUA VACA, EU TE MATO...’ Mais uma vez o olhar de se direcionou para um certo ponto e então...
‘, VOCÊ TÁ AÍ, DESGRAÇADA? SAI DO ESCONDERIJO, ME ENFRENTA. VEM ME PEITAR, PERDEDORA DE MERDA!’
A essa altura, todo mundo estava horrorizado com todo aquele monte de informação caliente e mal podiam se segurar, estavam tão vidrados que não viram a vacilada de tentando fugir de seu esconderijo, cruzando para o quintal do vizinho de .
A mesma saiu correndo atrás de , e eu fui atrás, para evitar mais problemas. Era inevitável o burburinho que se formava, todos comentando o que estava acontecendo, senhora chorando compulsivamente e os policiais extremante chocados sem saber como agir.
cegou-se na procura obsessiva de . Ela percorria todos os cantos da rua compulsivamente e não conseguia achar o mínimo sinal de . Ela descabelava-se em agonia, chorava, soluçava, gritava e chocava a todos nós com sua atitude irracional; havia me dito uma vez que não tinha inteligência emocional para controlar uma situação como essas e realmente não tinha.
E correndo até a esquina, que ficava há uns 30 passos da onde estávamos, totalmente perdida em psicose a garota não viu e nem ouviu. Uma tragédia ocorreu.
Narrador Avulso
agora já podia entender tudo, ela finalmente compreendeu a razão de todos os últimos acontecimentos de sua vida. Quando viu da janela de seu quarto, um inevitável estalo a chamou para a realidade dos fatos, ela sentiu todas as mentiras, sentiu a dor da traição, de ter sido enganada por quem ela amava e por quem ela odiava. É o risco de sofrer da própria crueldade feita com outras pessoas e experimentar do mesmo veneno. E, em seu desespero, saiu ao encontro de , ela precisava comprovar, ver a garota em sua frente e dizer tudo que estava engasgado, desabafar e perguntar como era possível uma pessoa completamente perdida, sem auto-estima, perspectiva e personalidade ter mudado tão drasticamente?
Só que, ao chegar à rua, o mundo de terminou de desmoronar e despencar. Ela viu todas as pessoas do quarteirão observando todos os detalhes de seu fracasso e sua alma se definhando como se fosse nada. Era o pesadelo se tornando realidade junto com as sirenes insuportáveis dos carros policiais que chegavam com a intenção de capturar o intrometido invasor da residência. Mas não. iria capturar o criminoso, ou melhor, a criminosa e exterminá-la para todo o sempre com suas próprias mãos.
A presa estava escondida em um lugar simplesmente impossível de se achar e isso provocava a mais bela revolta no caçador que não mais tinha racionalidade em seus atos. Cegando-se completamente da realidade, foi impossível ouvir a buzina e ver o automóvel que vinha em alta velocidade no cruzamento. Uma tentativa de freio fracassada.
Com uma força nada proporcional, o veículo atingiu o tronco de como um tsunami invade o litoral, sem chance de escapatória. Somente sobrou a fé. Todas as dores, a dor da perda, da humilhação, da loucura, da procura, do desapontamento, se juntaram em um corpo só, que sangrava em harmonia com os ossos quebrados e o cérebro alucinado. Continua...
Parte III – I Watched you Change – Final
Pov's
Tudo passou tão rápido, eu realmente fiquei desorientado com aquela cena. O carro acertando , sua mãe saindo chorando compulsivamente em sua direção, as pessoas chocadas e os policiais chamando por uma ambulância. Mas agora estava tudo bem, estava VIVA.
Dizem que vaso ruim não quebra. Se este foi o caso, eu não sei, mas ela estava viva e isso era o que importava. Sabem, por mais que ela me irritasse, eu não desejava sua morte, e muito menos ; apesar de toda sua raiva, ela conseguia separar as coisas.
Agora estava eu ao lado da Senhora e minha mãe no quarto onde estava tomando soro. Meu pai conversava com o médico perguntando se estava tudo bem, se ela teria sofrido alguma fratura grave e, graças a Deus, por um milagre, ela só havia sofrido alguns ralados e arranhões, nem ao menos um osso foi quebrado.
Infelizmente, não pude conter a agonia de ficar naquele quarto. Paredes brancas, um daqueles aparelhos que medem a frequência cardíaca, com um visor de fundo preto e aquelas linhas parecidas com gráficos de sismógrafo na cor verde limão, uma luz fluorescente extremamente forte, algumas enfermeiras trocando os curativos da garota e todos os elementos tradicionais de um singelo quarto de hospital.
'Está tudo bem com você, mocinha, amanhã mesmo pode voltar para casa' disse o doutor, sorrindo para , que sorriu fraco em resposta.
'Ai, graças a Deus' senhora não conteve a felicidade, indo em direção a , abraçando-a. E a atenção daquele momento fraterno foi desviada graças ao toque do meu celular. Olhei no visor e vi o número residencial da casa das e pedi licença para me retirar do local. Mamãe sussurrou um 'não demore' e eu apenas balancei a cabeça positivamente.
Saí do quarto e fui perambulando pelo corredor até chegar a um local com nível médio de privacidade. Respirei fundo e atendi a ligação
'Achei que você não ia atender essa merda, , que saco' resmungou bem irritada.
'Perdão, mas eu precisei ir pra um lugar distante do quarto' respondi em minha defesa.
'Tá, tá, tudo bem. Agora me dê boas notícias, pelo amor de Deus' suplicou a garota.
'Ela está viva, perfeitamente viva. Melhor notícia que essa não tem, eu acho.''Graças a Deus! Nossa, eu estou muito perturbada. Volta praquele quarto e me mantenha informada de tudo, tudo, ouviu?''Sim, , sim. Fica calma que eu sei bem o que fazer.' Sou foda, falae.
'Eu acho bom, boa sorte.' E então ela desligou o telefone, deixando-me com cara de paisagem.
Olhei pro visor do celular mais uma vez, antes de pô-lo no bolso e voltar para o quarto. Eu não deveria sumir por tanto tempo, não era apropriado e muito educado. Ao abrir a porta daquele cômodo peculiar, recebi olhares que questionavam meu sumiço por uma simples ligação; minha mãe fez cara feia e meu pai me olhou com um pouco de ironia, acho que ele percebeu que eu estava aprontando alguma. O silêncio de olhares foi interrompido pela voz de , que estava meio debilitada graças ao acidente.
'Quem era, ?' ela perguntou em tom ameaçador.
'Ninguém, não se preocupe' respondi calmamente, controlando a raiva. Ela estava melhor que qualquer um dentro daquele lugar, já era capaz de causar intriga e perturbar minha vida. Comecei a me arrepender por ter ficado feliz com sua rápida recuperação.
'Ninguém? Como assim 'ninguém' te ligou? Me passa o telefone do 'ninguém', também quero falar com ele, .' ameaçou levantar da cama, mas os enfermeiros foram mais rápidos e não a deixaram cometer tal atrocidade.
'Filha, por favor, já não basta o inferno que foi a nossa noite. Feche o bico e descanse, que é o que você precisa agora, por favor’ Senhora reclamou; acho que ela já tinha perdido totalmente sua paciência. O médico olhou meio assustado para a mãe da garota, estranhando seu stress, e resolveu se meter no meio da conversa.
', me ouça bem, você não pode passar por raiva. Deve se manter calma, você está bem, mas, mesmo assim, sofreu um grave acidente, que poderia ter te matado. Então por favor, tente manter a calma.''Manter a calma? Esse cretino só sabe mentir e enganar e eu devo manter a calma? Ele me traiu com a , minha pior inimiga, e eu devo manter a calma? MANTER A CALMA?' Agora, já não tinha mais volta, ela estava surtando outra vez. Comecei finalmente a entender o plano de .
Eu resolvi não me pronunciar e deixar que se enforcasse sozinha. O médico meio que se desesperou; gritou por reforços e logo chegaram mais enfermeiros. estava sentada na cama se debatendo e me xingando de nomes muito lindos; sua mãe chorava abraçada à minha e meu pai veio pro meu lado, com uma covarde expressão de medo. Eram 5 enfermeiros segurando , enquanto essa tentava de todas as formas escapar da mão deles para me pegar e me matar. Então o médico se aproximou dela com uma grande e assustadora injeção em mãos; olhou para ele transtornada e começou a gritar compulsivamente a palavra 'não'. Todos ali estavam completamente chocados, menos eu, que, modéstia à parte, era um expert quando no assunto 'surtos e manhas de '.
Todo o esforço da menina para fugir da injeção fora em vão e rapidamente o médico aplicou a mesma em seu soro. Passaram-se poucos segundos e, então, foi amortecendo até finalmente desmaiar na cama, novamente se tornando uma menina inofensiva.
'Senhora , eu não queria ter que chegar a esse ponto, me desculpe' o médico se dirigiu a minha ex-sogra com uma expressão de piedade.
'Eu sei, doutor, tudo bem, o senhor não tem culpa por minha filha estar fora de si.' A pobre mulher estava com o rosto marcado de lágrimas, com olheiras profundas.
'E o que vai acontecer agora?' mamãe perguntou, recebendo um leve beliscão não muito discreto do meu pai.
'Como já disse, não queria ter que chegar a esse ponto, mas a paciente está passando por graves transtornos psicológicos e aqui não podemos dar a ela o tratamento necessário, portanto, iremos encaminhá-la a uma clínica psiquiátrica em Waltham Forest. Eles são ótimos, não há com o que se preocupar. ' Raciocinemos, seu filho vai ser internado num hospício, digo, clínica psiquiátrica, e então o médico diz que não há com o que se preocupar. Tem certeza?
E naquele momento o silêncio fora nossa melhor resposta. Já que não havia outra saída, era melhor aceitar a realidade.
-*-
3 dias depois ...
Havia se passado 3 dias desde que havia sido encaminhada para uma clínica psiquiátrica em Walthan Forest. Segundo os médicos demoraria um tempo até que ela assimilasse aquela realidade infeliz. Eu não sei dizer como estava me sentindo sobre tudo isso, as pessoas estavam com pena de mim por ser o namorado ou ex-namorado, sei lá, de uma louca.
Depois da internação, eu não mais saí de casa e me mantive em meu quarto, comendo por obrigação, pois minha mãe insistia em levar algum tipo de refeição para mim. Meu tio, mãe e pai tentavam ver como eu estava, tentavam manter diálogo, mas eu realmente não estava com paciência para aquilo tudo. E vocês então me perguntam dela. Bem, ela estava mais satisfeita que qualquer pessoa envolvida nisso, seu plano havia sido executado com toda a perfeição possível; tio Johnny disse ter conversado com ela pela manhã e contou-me como estava feliz, radiante com um seu sorriso de vitória estampado no rosto. Aquilo me deixou contente por um lado: finalmente ela estava livre de seu fardo, de sua vingança, finalmente poderia viver em paz sem ter de se preocupar com o próximo passo. Entretanto, por outro lado, eu sentia uma dor tão infeliz do lado esquerdo do corpo, que me fazia querer gritar e deixar que algumas lágrimas rolassem em certos momentos de descuido. Todos pensavam que esse meu isolamento social era graças à , e eles estavam completamente enganados. Eu não aceitaria ter que sair de casa e encontrá-la e ser simplesmente desprezado. Neste tempo todo, eu apenas tinha sido um objeto a ser usado em benefício próprio, eu era a ponte entre ela e . E acreditar em um possível amor foi meu maior erro, fui o mais tolo dos mortais ao cogitar a possibilidade dela ter esquecido todos os males que fiz, ter me perdoado e verdadeiramente me amado. Se por aquela porta afora eu estava destinado a viver sem ela, eu preferia ficar naquele quarto eternamente esperando pelo momento de minha morte.
Era madrugada e mais uma vez eu estava ali, jogado na minha cama pensando em nada, com uma garrafa de vodka jazendo ao meu lado. Deveria ser umas 4 ou 5 horas da manhã e uma fina chuva fora mandada por Deus na tentativa de me acalmar. Não sabia mais o que era uma verdadeira noite de sono, não sabia mais o que era uma verdadeira refeição e tinha esquecido como era o mundo lá fora, além da porta dos meus aposentos. Várias horas se passaram até meu despertador dar sinal de vida exatamente às 7 da manhã, como todos os dias fazia, para me lembrar de levantar e ir à escola.
Não estava decidido sobre esse ato, mas eu queria tanto poder ver o rosto dela novamente que resolvi driblar meu desespero e agonia e sair finalmente dali. Levantai-me com toda a lentidão que tinha direito e fui em direção ao meu banheiro. Lá dentro, despi-me e entrei em meu Box. Girei a torneira do chuveiro e senti a água fervente caindo sobre meu tronco. Não me demorei muito por ali e fui terminar de fazer as necessárias higienes matutinas. Então, depois de feitas, fui ao encontro do meu guarda roupa; peguei a primeira camiseta do uniforme que vi, minha calça jeans preta e calcei um allstar qualquer. Lembrando-me do possível frio que poderia fazer, peguei por fim uma jaqueta preta. Ao chegar à porta e pousar minha mão sobre a maçaneta, eu senti certo desespero e incerteza, que foram esquecidos quando me vi de frente para o corredor e para as escadas logo ao fim dele. Fui andando calmamente até o topo da coisa com degraus e, ao chegar nele, senti uma espécie de vertigem, típica de quem tem fobia de escadas. Desci cada um dos degraus orando para que acabassem e logo me senti seguro, pisando no tapete da sala. Resolvi que não ia avisar a ninguém que sairia, queria evitar possíveis conversas. Dentro do meu carro, em companhia do silêncio, eu dirigia até a escola. A chuva havia aumentado consideravelmente e isso me alegrava, era um modo inconsciente de lavar a alma, talvez. Ao estacionar na habitual vaga, senti que as pessoas no pátio começaram a olhar para mim, e isso me fez socar o volante, perguntando-me por que aqueles alunos malditos tinham de ser daquele maldito jeito; havia me esquecido que em um passado não muito distante eu era um deles. Saí do carro de olhos fechados e os abri para ir até o pátio, evitei todas as tentativas de abordagem, ignorei os olhos curiosos sobre mim e apenas sorri para , que estava sozinho lendo alguma coisa, encostado no bebedouro. Acho que ele seria a única pessoa com quem eu suportaria conversar.
O caminho até a sala fora longo e árduo, todavia, eu finalmente o completei e, ao entrar nela, me deparei com quem eu menos queria e mais queria ver: ela. Ela me olhou e logo abaixou a cabeça, eu não sabia o que fazer, se ia à sua direção e a xingava de todos os nomes possíveis, se a beijava ardentemente como sempre amava fazer ou se simplesmente a ignoraria. Decidi optar pela última opção. Sentei-me na cadeira costumeira e fiquei ali durante toda a aula, sem ao menos pronunciar uma palavra. Os alunos pareciam me olhar esperando por uma resposta, um certo tipo de explicação, e morreriam esperando, porque da minha boca não ouviriam nada. Em um determinado instante, ouvi uma menina sussurrar para amiga que eu deveria estar em estado de choque pelo acontecido e isso conseguiu fazer com que um leve sorriso irônico brotasse em minha face.
Pontualmente, a aula se encerrou e eu permaneci ali estático olhando para um determinado ponto perdido naquela sala e notei todos os alunos indo embora, inclusive ela. Após todos saírem, notei a presença do professor Louis à minha frente e o encarei por um momento. Ele sorria para mim verdadeiramente e aquilo me fez feliz, poderia desabafar com alguém.
’Rapaz, eu não pude deixar de notar sua agonia e desatenção, mas esse tipo de comportamento não combina com você’ disse ele serenamente.
’Professor, as coisas andam mais difíceis do que você imagina.’’Saiba você que minha irmã tinha transtornos de personalidade e foi internada em uma clínica psiquiátrica após sua outra personalidade tentar me matar. Depois de um tempo, ela fugiu de lá e acabou cometendo o suicídio. Eu sei como você está se sentindo, apesar de saber que era sua garota há muito tempo.’ Minha garota, brincadeira isso.
’Professor, creia em mim, esse não é meu problema’ respondi sorrindo nervoso enquanto coçava minha nuca.
’Eu sei que não, sou um bom observador, vi você olhando algumas vezes na direção da . Suponho que tenha algo a ver com ela.’ Naquele momento, eu congelei. Não sabia o que responder para ele, estava assim tão perceptível a minha fraqueza? , seu idiota.
’Eu não sei se ela é meu problema ou minha solução, professor’ foi o que eu achei mais conveniente dizer. Ele sorriu novamente para mim, parecendo gostar daquilo que disse.
’Ela parecia te ignorar e, pelo o que sei, ela sempre gostou de você, você era o amor adolescente dela. Apesar de ter mudado drasticamente seu visual, não quer dizer que ela mudou por dentro.’’Eu não sei, professor Louis, não sei. Estou realmente muito confuso’ falei, parcialmente cabisbaixo.
’Rapaz... ’ então repousou uma mão em meu ombro direito, me fazendo olhar para ele ’não tema, você ainda não pode tirar conclusões. Sentimentos são coisas muito mais complexas do que você e eu podemos imaginar. Espere as coisas se encaminharem, não vá até a resposta, ela virá até você no tempo certo.’ Talvez Louis estivesse com a razão. Eu deveria apenas esperar e tudo se resolveria, pelo menos em teoria.
-*-
Depois de voltar para casa e ignorar meus familiares, me tranquei novamente no meu quarto, em um estado de espírito um pouco mais tranquilo. Talvez as coisas ditas pelo professor Louis fossem verdade, entretanto, esperar por uma resposta definitiva era muito mais que dolorido, eu não conseguiria explicar. Era um certo tipo doentio de aflição, como estar trancado em um caixão, mesmo estando vivo, e sentir uma pá jogando terra em cima de você.
Gotículas molhadas de água escorriam pelo vidro da minha janela, já era noite e alguns trovões me despertavam para a realidade. Eu não tinha absolutamente nada para fazer, a televisão, ligada em um canal de clips, me animava demasiadamente conforme bandas que eu gostava apareciam em seus videoclipes interessantes. O tédio me assolava sem dó nem piedade, estava à mercê da desgraça decorrente de todas as escolhas erradas da minha vida.
E foi em um surto que decidi vestir-me e ir até meu carro, iria dar voltas pela velha Londres e tentar relaxar ao som de trovões e a luzes de relâmpagos. Quem sabe isso me ajudaria, quem sabe. A chuva castigava a cidade, há tempos eu não via tanta água cair do céu; isso fortifica minha teoria de que tristeza atrai chuva.
Sair sem destino, muitas vezes, gera um certo tédio pela falta de razão do que se faz, eu estava perdido, literalmente.
Narrador Avulso ( ps: coloque a música para carregar. Was it a Dream – 30 Seconds to Mars)
Desde o acidente, os neurônios de só entravam em combustão por um único motivo: . A vingança havia completado seu curso perfeitamente; certo que o acidente não fora planejado, mas, como estava bem fisicamente, aquilo havia servido apenas para dramatizar um pouco as coisas.
Ela repousava em sua cama, pensando em coisas tolas, sentindo o gélido frio noturno adentrar e circular por seu quarto. A arte do tédio. O que ela poderia fazer naquele momento? Um lapso de realidade.
Levantou da cama em um pulo e sentou-se em sua poltrona, tomando em mãos o telefone e uma pequena caderneta com alguns números rabiscados. Procurou pelos registros recentes, escritos em tinta vermelha, e achou do nome do local que desejava. Discou os números atordoada e escutou a linha chamar. Nervosismo à flor da pele, algumas unhas na boca descascando o esmalte prata. A arte da impaciência.
’Instituto Waltham Forest’ uma voz respondeu do outro lado.
’Olá, eu gostaria de me informar sobre os horários de visita dos pacientes psiquiátricos’ revelou então sua mais nova idéia.
’Bem, as visitas são abertas 24 horas, apenas não garantimos que o paciente estará consciente, graças às doses de calmantes.’’Não, não há problema. Eu gostaria de visitar uma amiga, tentei esperar até o amanhecer, mas eu não irei conseguir’ fez-se de vítima.
’Ó, isso é ótimo, minha querida. Nossos pacientes realmente necessitam dos amigos por perto. Será de alta ajuda você vir visitar sua amiga. Poderia me dizer seu nome e o nome dela para eu deixar avisado na recepção?’ Burocracias cotidianas para visitar loucos. hesitou por um momento, raciocinou rápido e respondeu ’Me chamo Cloe e gostaria de visitar a paciente .’ A arte da farsa.
’Certo, Cloe. Logo que chegar, apenas necessita dizer seu nome e o de sua amiga.’’Obrigada, sim. Até mais.’ E o telefone foi desligado, sendo segurado contra os seios da garota com imensa euforia. Poderia dizer que há tempos não se via tão feliz e entusiasmada. Agora ela necessitaria de uma carona para chegar até Waltham Forest e a pessoa indicada para ajudá-la chamava-se .
Após conversar com ele, pelo mesmo telefone usado anteriormente, combinou que ele a pegaria em menos de 10 minutos. Talvez fosse o tempo suficiente para que não desistisse de mais um plano doentio. Ela nem ao menos trocou de roupa, foi como estava, trajada em uma regata preta, shorts jeans de barra desfiada e um allstar preto. Cabelos bagunçados, olhos carregados por lápis preto e um coração meio que desesperado. Dentro do tempo combinado, chegou e nem precisou avisar, a garota ouviu o barulho do motor da sala de visitas e saiu correndo para o lado de fora da casa. Poucos segundos depois, ela já estava dentro do carro com o rapaz, não podendo evitar sua felicidade incontida. A chuva continuava a castigar Londres fortemente, talvez não somente esta cidade, mas sim o país inteiro.
’Quanto tempo nós vamos demorar, hein?’ perguntou, impaciente.
’Uma meia hora, eu presumo. Você deveria pelo menos ter pegado uma blusa de frio. Walthan Forest é mais gelada que Londres.’’A adrenalina me aquece.’ O rapaz não pode evitar um sorriso de canto de boca, graças à cretinisse de .
dirigia habilmente pelo trajeto, às vezes atingindo velocidades proibidas. Quem se importava? Metade do trajeto tinha sido feito, não aguentava mais aquela agonia que dominava o mais profundo de sua alma. Suas pernas tremiam insistentemente, o que gerava risadas frequentes de ; a menina ria sem saber o porquê, produto do nervosismo. O que ela faria ao encontrar ? Riria na cara dela? Dançaria? Conversaria? Aquele impulso doentio não permitiu uma estratégia bem definida, quem estava ali não era a vingadora e super corajosa de antes. Agora, lidávamos como uma garota um tanto quanto insegura, querendo brincar com a necessidade de aventura em ver o diabo com os próprios olhos. Se qualquer problema viesse a surgir, ela sabia que estaria ali para ajudá-la.
’Mas que caralho, esse lugar não chega nunca. Anda logo, ’ pediu impaciente, socando o porta-luvas.
’, que inferno. Tá chovendo, você quer morrer ou chegar a Walthan Forest? E vá brigar com o médico que mandou pra cá, eu não tenho nada a ver com isso.’’Tudo bem, perdão, eu estou meio alucinada.’ A garota afundou-se em seu banco, descabelando-se por inteira.
’Eu percebi, não precisa me contar coisas que eu já sei.’ E levou um soco em resposta.
E, naquele infortúnio todo, mal perceberam que o carro estava cruzando o portal de entrada de Walthan Forest. A chuva por ali parecia estar bem mais forte e incontrolável. O vento balançava bruscamente as árvores e as ondas do mar eram violentamente perigosas. Não demorou muito para avistarem a bela fachada do lugar alvo. paralisou, controlou a respiração e olhou profundamente para a entrada da clínica. Por um momento, o pobre chegou a se assustar.
Logo, o carro parou no portão de entrada e abaixou o vidro para poder falar ao interfone.
’Diga seu nome, por favor’ uma voz grave saiu do interfone.
’Cloe, senhor, vim visitar a paciente , não faz muito tempo que falei com a recepcionista.’ era uma boa atriz.
’Ah sim, senhora Cloe, queira entrar, por favor.’ Então o portão de ferro na cor preta foi abrindo como os portões malditos do inferno e foi adentrando a clínica até estacionar no local adequado, que, convenientemente, era coberto.
Os dois se entreolharam sem saber o que dizer. apenas segurou a mão de carinhosamente e sorriu para ela, encorajando-a.
’Me deseje sorte, infeliz’ ela brincou, não controlando a insegurança.
’Você pode tudo, . Vá em frente, eu te esperarei.’ E, sendo assim, desceu do carro e foi andando em direção à porta de entrada. Parou em frente a ela e respirando fundo, tomando coragem para ali entrar.
POV’S
Porra nenhuma. Era isso que eu tinha pra fazer: porra nenhuma; estava naquela maldita condição de não achar sentindo em absolutamente nada, de procurar pelo prazer, mas só dar de cara com a insatisfação. Meus pés já doíam de tanto pisar nos pedais e meus olhos começaram a querer fechar. E, quando eu menos esperava, minha criatividade resolveu aflorar: eu iria visitar . Waltham Forest ficava a mais ou menos meia hora daqui, eu iria lá conversar com , lhe contar a verdade e estragar o plano de . Aquela infeliz enganadora, destruidora de vidas, deveria pagar por suas atrocidades. Acabei por conhecer a delícia da vingança. E foi tomado por esse súbito e repentino ódio que acelerei diabolicamente em direção a Walthan Forest.
A desgraça da chuva fortificava-se a medida que meu destino aproximava-se, e eu, perdido em raiva, acelerava cada vez mais o carro, sentindo que a qualquer momento eu poderia derrapar na pista e acabar sofrendo um acidente. Entretanto, Jesus cuidou de mim e cheguei em plena segurança em Walthan Forest. Eu não sabia direito onde ficava a clínica e sai meio perdido procurando pela cidade, forçando a vista sobre o pára-brisa encharcado. Até que me deparei com um muro deveras alto e cheio de musgos verdes e molhados. Só poderia ser ali; avistei um portão logo em seguida e presumi que aquela era a entrada.
Segundo palavras de minha mãe, eu era uma das pessoas autorizadas a fazer visitas a qualquer hora, sem ser necessário um aviso prévio, pelo menos aqui eu via privilégios. Disse meu nome para um senhor, que entrou em contato com a recepção e logo em seguida ele liberou minha entrada. Tudo muito mais fácil do que eu realmente esperava.
Adentrei a recepção e vi a calmaria que aquele lugar era; também, como esperar por agitação aquela hora da noite, madrugada? Dirigi-me ao balcão e a sorridente recepcionista me lançou um olhar um tanto safado. Ótimo, eu ainda tinha efeito sobre as mulheres.
’Sou e gostaria de visitar a paciente ’ disse olhando fundo em seus olhos.
’Ah, então o senhor é ? Esperava um homem mais velho, sem querer ofender, claro.’ Ela sorriu irônica. Apenas dei um riso de lado como resposta.
’Eu poderia visitá-la, senhora?’ perguntei, olhando fundo em seus olhos. Ela rodou uma caneta de tinta azul por alguns segundos e também me encarou.
’É claro que pode, senhor. É só seguir o corredor à direita, quarto 25.’ Olhei-a uma última vez antes de lhe dar as costas, entretanto, recuei ao ouvi-la dizer algo.
’Mas primeiro tem de esperar a visita que chegou a poucos minutos sair de lá.’ E sorriu finalmente vitoriosa.
’Visita? Quem diabos viria aqui a uma hora dessas além de mim?’ E pouco tempo foi necessário para encontrar uma resposta.
’Um garota muito bonita chamada Cloe, amiga de . Você a conhece, não conhece?’
Apenas soquei uma parede próxima e respondi alterado :
’Porra, que porra de Cloe o que, vocês são uns burros.’ E sai correndo em direção ao quarto de , provavelmente estava lá a perturbando e fazendo alguma coisa digna de punição. A recepcionista finalmente se irritou comigo, gritou para alguns enfermeiros me seguirem e saiu logo atrás deles, para me impedirem de chegar até o quarto.
Narrador Avulso
era um poço de idéias, decidir o que fazer ao dar de cara com era uma tarefa cretinamente difícil. Esperava há tanto tempo por esse momento libertador, esperava tanto pela hora de poder olhar nos olhos daquela que a fez viver um “hell on earth” por tantos anos. Era a chance de revelar a cada meticulosa artimanha que tinha feito para que, no final, acabasse em uma clínica psiquiátrica de forma injusta, pelo fato das pessoas não acreditarem nas suas alucinações que, na verdade, eram a mais pura realidade. Como era bom sentir na ponta da língua o sabor da vitória. E, cheia de esperanças e ganas, cruzou a porta de entrada. A primeira coisa em seu campo de visão foi uma moça bela e trajada em um uniforme branco e sexy, de pé, com cara de cansada, atrás de um balcão de vidro.
’Cloe?’ perguntou a funcionária.
’Sim, eu mesma’ respondeu , com toda a naturalidade possível, como se ela realmente fosse a menina Cloe.
’Nossa, você chegou rápido. Com toda essa chuva, achei que nem viria mais.’’Esse é o sacrifício que eu faço com toda amor pela minha amiga.’’Ah, que lindo. Isso ótimo para a melhora dos pacientes. Por favor, me acompanhe, vou te levar ao quarto.’ Assim saiu a recepcionista, sendo seguida por .
Ela não sabia como se portar, estava realmente nervosa. E se tudo desse errado? E se aquele sonho se transformasse em pesadelo. Por um momento, uma retrospectiva de todos os dias daquele ano passaram em sua mente. O dia que chegou de Madrid na casa de sua avó, temendo voltar a viver um inferno, seu primeiro dia de aula e o reencontro com , o modo como seu coração entrou em desespero completo ao rever a grande paixão de sua vida, a primeira noite com e como aquilo havia superado a perfeição em todas as escalas possíveis. E, claro, todos os momentos com ele, seu homem, pareciam tão distantes, ela havia o ignorado e, de certa forma, iludido, pela vingança com . E, mesmo tentando de todas as formas ignorar e fazê-lo sofrer por todas as lágrimas que tinha derramado, ela não conseguiu; a cada hora que se passava, sua certeza de precisar dele mais que tudo se confirmava. Doía fortemente aqueles últimos dias que havia passado sem poder ao menos encarar . Mas era um mau necessário, primeiro ela precisava eliminar definitivamente de sua vida para finalmente poder vivê-la em paz ao lado de quem ela tanto amava.
’Só um momento, Cloe, vou avisá-la que você chegou e logo você pode entrar’ a simpática jovem avisou, fazendo sorrir. Faltava pouco.
A mesma simpática jovem entrou no quarto de , que encontrava-se dormindo em sua cama. Era assim que passava a maioria das horas do seu dia: dormindo. Não havia muito o que se fazer ali; andar pelo belo jardim florido na companhia de sorridentes enfermeiros e outros loucos, gostosas refeições, joguinhos interativos, sessões com um psiquiatra, banhos quentes e demorados, uma televisão sempre à sua disposição. Conforto realmente não era um problema; a questão era que tinham tirado de tudo que ela mais amava: seu namorado, sua popularidade, seus amigos, as festas, o sexo e, claro, a felicidade de infernizar a pessoa que ela mais odiava em todo o cosmo.
’, ’ a moça chamou levemente, tocando-a.
’Sim’ respondeu a menina, abrindo os olhos e olhando aquela jovem, sem entender muita coisa.
’Você tem visita’ a jovem respondeu sorridente, ganhando um outro sorriso, agora vindo de .
’Sério?’ A garota deu um pulo. ’Quem é? É o ?’ Sua felicidade não tinha tamanho. Não importava quem era, ela iria pedir ajuda para sair dali o mais rápido possível.
’Não, não é ele.’ E, por um momento, a alegria da se esvaiu. ’Mas é sua amiga Cloe.’
Novamente a garota voltou a sorrir. Ah, que benção. Cloe estava ali para ajudá-la, sua amiga Cloe. Era difícil conter a ansiedade. ’Cadê a Cloe? Manda ela entrar.’
A recepcionista levantou-se da cama, feliz por ver bem, e disse que Cloe logo entraria. Ao cruzar a porta novamente, agora dando de cara com uma super nervosa, disse a ela que poderia entrar e ficar o tempo que fosse necessário. viu aquela moça bela sumindo pelo corredor e percebeu que apenas uma porta, uma mísera porta, a separava de seu grande sonho.
Ela foi girando a maçaneta vagarosamente, com todo o cuidado do mundo, como se manuseasse um diamante valioso e, ao abrir a porta completamente, deparou-se com de costas, arrumando seus cabelos.
’Ai, Cloe, eu não sei como explicar minha felicidade, obriga mesmo por vir me visitar, amiga. Você não imagina o inferno que a minha vida virou depois que eu entrei aqui. Não aguento mais esse lugar, eu preciso de... ’ desabafava e suas palavras saíam compulsivamente, dando espaço apenas para uma respiração acelerada. Ela resolveu, por fim, virar-se e ir abraçar sua amiga, sentia saudade de um abraço de verdade. Mas, ao girar seu corpo, ela sentiu a morte. Não era possível, deveria ser mentira, ilusão, qualquer caralho de coisa, menos aquilo. Se ela estava achando que a vida tinha se tornado um inferno, confirmou sua opinião ao ver o próprio diabo. Foi recuando seus passos até escorar as costas na parede. Sentia medo e não entendia o porquê.
’Boa noite, .’ sorriu vitoriosa.
’Que tipo de brincadeira é essa?’ perguntou, olhando enfurecida para .
’Brincadeira? Isso é não coisa de criança, , é uma conversa de gente grande. Espero poder contar com a sua colaboração.’’Ah, qual é o seu problema? Uma ninguém se achando em cima de mim. , você é um nada, você sempre foi um nada. Sai daqui agora, antes que eu faça um escândalo’ disse, indo na direção de , apontando o dedo em sua face, que estampava a mais pura ironia do mundo.
’Escândalo? Você realmente acha que vão te levar a sério? Idiota, você está internada em uma clínica psiquiátrica justamente por conta desses ataques sem sentido. Você me surpreende com toda essa imbecilidade’ se revoltou, sentando em uma cadeira que estava próxima de si.
’É muita falta do que fazer mesmo, né? Se passar pela Cloe e vir aqui me infernizar. Tudo bem que no dia do acidente eu achei que te vi, mas isso não quer dizer que eu sou louca. O estava me traindo com alguma insignificante e não quis me contar a verdade. Eu surtei, eu tinha esse direito, eu era a NAMORADA dele. Diferente de você, que sempre foi ignorada e tratada como lixo por ele.’ Por um momento, estampou o sorriso da vitória, como se essa já fosse sua. Mas logo sua expressão de campeã mudou para uma de indignação ao ver rindo, rindo e rindo.
’Tá rindo do que, infeliz?’ encheu-se de raiva e sentou-se em sua cama, ficando frente a frente com .
’Da sua burrice, , da sua ignorância. Você não percebeu nada de suspeito nessa sua ‘coisa’ com o ?’ , apenas a olhou com dúvida. ’Eu te explico, já que pra você é difícil entender.’’Para de me ofender, sua loser. Eu não quero mais ouvir sua voz, tá me ouvindo?’’Calada você, vadia, eu não vim aqui perder meu tempo com suas ofensas banais. Me ouve. Eu, isso mesmo, eu sou a responsável por tudo isso. Se você está nessa merda de clínica hoje, foi porque eu, a perdedora de merda, te colocou aqui.’ se levantou, andando pelo quarto.
’COMO ASSIM VOCÊ? ANDOU BEBENDO?’ também se levantou, dando um empurrão em , que apenas conseguia rir. Ambas insanas.
’Eu seduzi o e ele me ajudou em cada passo pra ferrar e destruir você. Eu transei com ele no seu quarto naquela festa fracassada pra anunciar o namoro de vocês. Na festa da Cloe, eu era a garota com a qual o te traiu naquele lugar lá embaixo. Na noite do acidente, eu era a garota fazendo sexo com ele no seu quarto enquanto você chorava no banheiro, e mais: na hora do acidente você me viu sim cruzando a rua. Eu virei a amante do e ele foi meu comparsa nessa história toda.’
Descrever a reação de está fora do meu alcance de narrador. As sensações, os sentimentos e os pensamentos foram tão profundos e perturbadores que palavras são incapazes de transmitir a tamanha raiva que a garota sentiu. Suas entranhas se perderam em um enjôo colossal, seu coração disparado poderia a qualquer momento explodir, seu cérebro parecia ter entrado em pane total e o pulmão faleceria de tanto oxigênio que circulava. O sangue fervia em seus olhos, o sistema nervoso sem reação não lhe permitia mover-se, a voz contraída em uma revolta nunca vista, nunca esperada. A revelação de uma sentença de fracasso, uma ira incontrolável, a sede da morte. Não era verdade, não podia ser verdade. Por que diabos ela havia caído naquilo?
Um lapso de memória a fez lembrar de todos momentos narrados por , de todas as vezes em que ela sentiu distante, provavelmente pensando em . Era ela que o tirava o sono, foi por causa dela, da maldita , que a havia largado, chutado e abandonado. Era ela a garota que dizia pensar em todas as vezes que eles estiveram juntos. A fraqueza tornou-se sua realidade, ela não era mais nada, havia perdido a guerra. Sentiu-se a mais incapaz das criaturas, aquela clínica era pouco para suportar a psicose que tinha tomado conta da sua alma. As lágrimas pulavam de seus olhos, era impossível controlar o desespero que sentia.
caiu no chão sobre os joelhos, chorando como nunca havia feito antes. não tinha dito metade das coisas que planejou, mas aquela cena era impagável. Não era necessária mais nenhuma humilhação, ela apenas virou-se de costas em direção a saída, enquanto escutava perguntar em meio soluços alguns ‘por quê?’. Agora, só faltava uma pequena coisa a ser resolvida e, parada no corredor, pensando no que faria, ouviu a voz de . Mais que depressa, saiu correndo por aquele corredor e, no fim dele, achou uma saída alternativa. estava ali, ele descobriria o que ela tinha feito e talvez não a perdoasse. Não, agora não, ela não podia perdê-lo de novo. O que iria fazer?
POV’S
Saí correndo por aquele corredor desesperado, o que aquela maldita mente da poderia ter feito? Vi que a porta do quarto da estava aberta e entrei o mais rápido que pude. Me deparei com uma jogada no chão chorando demais e se perguntando compulsivamente ‘por quê?’. Ela não me notou ali e, aproveitando isso, saí do quarto procurando pela saída. Eu queria e iria encontrar e lhe falar umas boas verdades. Aquilo já havia ultrapassado todos os limites e minha raiva maior não era por , ela que morresse de chorar naquele inferno de quarto. Minha dor era o que ela tinha feito comigo; sua falta de vergonha na cara em me iludir e achar que eu ficaria como aquela idiota da , chorando no chão de uma clínica psiquiátrica me perguntando a razão da desgraça. (coloque a música para tocar)
Depois de alguns minutos, eu cruzei os portões pelos quais entrei na clínica e me deparei com uma chuva muito mais forte, muito mais violenta, muito mais demoníaca. Os raios cruzavam o céu, colorindo o negro da noite com uma espécie de branco fluorescente magnético, tudo isso orquestrado por sinfonias de trovões. Eu estava completamente encharcado, mas isso pouco importava, eu não me chamaria se não encontrasse . E, olhando um pouco à frente, reconheci um carro ali estacionado. Saí correndo como um louco na direção dele e bati com violência no vidro do motorista, que rapidamente se abaixou, revelando um desesperado.
’Cadê ela, ?’ perguntei enfurecido.
’Eu não sei, cara, eu realmente não sei. Faz horas que ela saiu daqui e entrou naquela merda e não voltou.’ Respirei fundo para não descontar meu ódio em , ele só era mais uma vítima daquela personalidade tremendamente enlouquecedora.
’Por que você trouxe ela aqui?’ perguntei, visivelmente derrotado.
’Se eu não trouxesse, ela viria do mesmo jeito. Achei melhor fazer e acabar com isso logo. Cara, respira, vai pra casa. Sério.’ Resolvi concordar com o que ele me disse. Apenas acenei e respirei fundo mais umas 30 vezes e sai dali, cabisbaixo.
A chuva me castigava, eu estava tão molhado que era impossível me molhar mais. Olhei para o céu na procura de uma resposta para aquilo tudo, abri meus braços em direção ao espaço e fechei meus olhos na esperança de lavar minha alma. E nada feito, nada tirava aquela agonia de dentro de mim.
Depois de algum tempo, resolvi que era hora de ir embora, que se fodesse , eu estava preocupado e centrado em mim mesmo, me dei depois de tempos o direito do egoísmo. Saí à procura do meu carro e, ao avistá-lo de longe, a vi lá, escorada na porta do motorista, olhando para as unhas. O que eu mais queria era xingá-la, espancá-la, castigá-la, mas eu não conseguia. Meu coração acelerou e um arrepio percorreu todo meu corpo, eu perdi a noção da vida. Tudo que eu mais queria era tê-la em meus braços novamente. Me aproximei com cautela e postei-me bem à sua frente, olhando-lhe fundo nos olhos. Aos poucos ela levantou o olhar e sorriu para mim, maníaca como sempre.
’O quanto você está me odiando?’ perguntou, como se tudo fosse simples.
’Cretina’ respondi, não podendo evitar um sorriso bobo ao vê-la rir para mim.
’Acabou, , acabou. Estamos livres’ ela disse, repousando a mão em meu braço.
A ira tomou conta de mim novamente. ’Pode ter acabado para você, mas seu egoísmo infeliz não deixa que você veja as coisas. Para mim, essa porra toda ainda não acabou.’’E como você imagina o seu final perfeito?’ ela perguntou e eu apenas bufei. Maldita. ’Olha pra mim e seja convincente quando for dizer que me odeia.’ O que podia fazer? NADA. Afinal, eu não a odiava. Era mentir para Deus e todo o mundo afirmar que eu odiava.
’Pra quê, hein? Pra que me iludir? Eu sempre deixei muito claro que nada que você fizesse ia mudar a maldita obsessão que eu criei por você. Custava não me fazer de idiota e dizer: Ei, , você é só um objeto?’ Ela apenas abaixou a cabeça, respirou fundo e fundo e fundo e olhou para mim novamente.
’Para de melodrama, não tem nenhuma aqui.’ Isso me acordou para a realidade de certa forma.
’Você é uma cretina desgraçada, . Eu poderia te bater até você morrer’ soltei todo meu ódio, se era isso que ela queria. E senti ela se aproximar de mim e envolver meu corpo com seus braços. Um arrepio mais forte que todos os raios daquela noite percorreu desgraçadamente a minha espinha.
’Pode me punir, , eu mereço. Só não seja injusto comigo, eu nunca te iludi, sempre fui muito clara no que eu te dizia. Você é a maldita desgraça de tudo. Eu te odeio tanto ... ’ E foi cravando as malditas unhas no meu pescoço, me deixando desvairado ’que seria capaz de fazer atrocidades com você.’ A puxei violentamente para mim, praticamente grudando nossos lábios. Aquela tortura era deliciosa; eu a puxei pelos cabelos encharcados e recebi um grunhido por resposta.
’Nós dois somos as desgraças da situação, . Você não tem escrúpulos e eu não tenho vergonha na cara e, antes que você tente fazer qualquer coisa contra mim, eu atentarei sobre sua vida e você vai ficar nas minhas mãos. Toda incapaz e frágil pra mim.’’Que caralho, , acaba comigo logo de uma vez por todas, eu quero que você me puna da pior maneira possível.’ Aquilo tudo estava mexendo com a minha testosterona de uma maneira covarde. Eu iria puni-la do modo mais perverso possível.
Fiz virar-se de costas e a taquei contra o carro e sua expressão de tesão me queimou por dentro. Prendi seus braços no alto e comecei a sugar-lhe o pescoço com a maior voracidade que podia, eu queria fazê-la sentir dor e prazer como nunca antes. Meu membro já estava duro e latejante, eu tinha pouco tempo para embolações sem fundamento.
Fui soltando seus braços aos poucos e deixando minhas mãos escorrerem vagarosamente por seus ombros, braços, até chegar à cintura fina e macia. Pousei minhas mãos ali e fui a puxando cada vez mais para perto de mim; agora as garras de puxavam meus cabelos e arranhavam a minha face, sem um pingo de piedade. A loucura tornou-se minha realidade. Com muita dificuldade, devido à minha excitação, dirigi minhas mãos para a barriga dela e fui descendo para o botão de seu shorts jeans. Ao desabotoá-lo senti o calor de sua intimidade me contagiando; quando toquei-lhe o ventre, soltou um longo gemido proveniente do choque térmico de minhas mãos gélidas com sua calorosa vulva. Ela começou a movimentar-se em meus dedos e aquilo me tirou todo o resto de sanidade. Forcei minha pélvis contra suas nádegas e guiei uma das mãos para seus seios sobre a regata totalmente encharcada. tinha perdido os pudores todos e rebolava como nunca em meus dedos. E, apesar de todo aquele tesão, eu sentia uma gana insuportável e cruel de beijar-lhe os lábios carnosos e apetitosos.
Com uma brutalidade impensada, a virei de frente para mim e provavelmente a expressão com que a olhei não era das mais puras. não sorria pervertidamente como era de costume, ela tinha um olhar intenso, agonizante, conclui que nós dois, pela primeira vez, não estávamos juntos por pura putaria, tinha algo de diferente ali, não tinha uma definição apropriada. Eu a mirei uma última vez, antes de agarrar seu maxilar e puxá-la para mim com toda a ânsia que havia em minha alma; nossas bocas se chocaram violentamente, provocando a dor que fazia meu sangue pulsar e continuar a me dar vida. Eu nunca beijaria alguém e sentiria aquilo como era com ela. separou-se de mim um momento para despir-me a camiseta e logo me grudou novamente, fazendo com que nossas línguas se perdessem naquele luxurioso ato. Suas mãos maníacas estavam postadas em meu rosto, uma em cada maçã do meu rosto, me prendendo a ela com força, de alguma forma queria evitar que eu fugisse dali. Como era tola, eu jamais a deixaria sumir de novo. Enquanto isso, eu me perdia na parte de seu corpo que mais idolatrava: o quadril. Aquelas ancas fartas tiravam-me qualquer senso de respeito que eu deveria ter; tocá-la ali fazia com que meu membro se enrijecesse a cada mísero segundo que se passava.
A garota gemia baixinho e sussurrava coisas que eu não conseguia entender, mas meu cérebro entendia tudo aquilo como estímulo sexual, obviamente, e meu tesão só fazia aumentar. De algum modo sobrenatural, livrou-se dos sapatos e meias, e, do mesmo modo, eu fiz o mesmo; senti uma coisa estranha tomar conta do meu corpo quando meus pés tocaram a água fria que escorria pelo asfalto. Os milímetros de chuva que caiam sobre nós e o resto da cidade aumentavam violentamente, o choque daquelas gotas de água em nossos corpos chegavam a doer, todavia, nada poderia ser maior que nosso desejo um pelo outro. Os raios em contraste com as ondas do mar que quebravam eram assustadores e, de alguma maneira, nos impulsionava a continuar, alguém lá em cima queria dramatizar nosso sexo, porque, talvez, se não estivesse chovendo, nós teríamos morrido queimados pelo nosso fogo.
Aproveitando que estava pegando em suas nádegas deliciosas, desci seu shorts, deixando-a apenas de calcinha, e a infeliz visão piorou minha situação. , para não sentir-se inferior, tratou logo de invadir o interior da minha calça, tocando-me estrategicamente; quando seus dedos molhados e gelados tocarem meu pênis, pude sentir a morte chegando. Não há uma lógica para a sensação que senti, era maravilhoso demais para ser verdade. Meu fôlego se perdia no meio daquele infindável beijo enquanto me masturbava deliciosamente. Estava cansado daquelas preliminares, que, por sinal, estavam perfeitas, mas não eram o suficiente. Por um momento, parei nosso beijo e me olhou em dúvida, acho que por alguns instantes ela pensou que eu estivesse parando por ali. Olhei para ela e usei o mesmo olhar para apontar o capô do carro, então sorriu marota para mim e foi andando na minha frente.
Eu rapidamente a segui e respondi ao primeiro instinto de arremessá-la ali e subir sobre ela. Encarei com toda a intensidade da minha alma e ela me retribuiu o olhar. Era uma mistura tão infeliz de sentimentos me deixando maluco e desnorteado que já não respondia pelos meus atos. Terminei de tirar o resto de roupa que faltava para minha nudez e me olhou ardente mordendo os lábios; graças aos deuses a minha pervertida estava de volta. Só que toda minha excitação me impossibilitava de fazer joguinhos.
Na ânsia de vê-la nua logo, rasguei sua calcinha e joguei-me de lábios, língua e dentes em seu clitóris. Ela gritou. Arqueou-se o máximo que pode e começou a rebolar em minha boca, me colocando em situação de transtorno. Suguei-a o máximo que pude e o sabor de sua vagina cada vez mais se molhando invadiu minha boca; meu paladar ficara divinamente grato. Então senti uma mão coçando-me a testa e percebi que queria o mesmo que eu: finalmente terminar o ato. Ela mesma tirou sua regata e soutien e abriu ainda mais as pernas, se oferecendo para mim. Eu puxei-lhe pelos cabelos e mais uma vez a beijei e, santo Deus, que maldição de beijo incrível.
Talvez tudo aquilo fosse um sonho, mas as malditas gotas cortantes de água que caíam sobre as minhas costas denunciavam-me que tudo aquilo era verdade. E foi no auge de nosso beijo e carícias que dei a primeira investida na garota. jogou sua cabeça para trás, gemendo finalmente como eu tanto amava. Eu estava completamente extasiado também, a cada metida que dava sentia meu sangue ferver e meu pau latejar. Os movimentos iam se intensificando e a sintonia entre nós tornava-se cada vez mais maldita. A garota cruzou suas pernas em minha cintura, abrindo-se ainda mais para mim. Estava tudo tão intenso que meus músculos já doíam e o suor me castigava, confundindo-se com água vindoura do céu. forçou sua saída de mim e deu um sorriso de criança que vai aprontar. Foi escalando o pára-brisa de costas para mim e posicionou-se mais ou menos de quatro. Ela apenas olhou para trás e me chamou com dois dedos. Fui o mais rápido que pude, me posicionando atrás dela; puxei-a pelos fios de cabelo e a fiz olhar para mim e, quando novamente penetrei sua vagina, pude ver sua expressão de prazer que já poderia me servir de impulso para o gozo, mas ainda não era a hora certa. As investidas tornavam-se cada vez maiores, nossos gritos poderiam ser ouvidos ao longe, entretanto, com todos aqueles trovões, duvido que alguém escutasse alguma coisa. Na proporção que eu dava leves tapas na bunda dela, seu rebolado em meu membro se intensificava, o que me deixou em uma circunstância doente, eu era um maníaco sexual no sentido literal, tanto que o barulho dos meus testículos batendo nela eram tão audíveis quanto nosso grunhidos. Enfiava todo meu caralho de uma vez e voltava a meter tudo de novo, e que porra de tesão eu sentia. Todavia, aquela posição tornou-se cansativa e, desta vez, fora eu quem inventou de continuar o alpinismo pelo carro. Alavanquei e ela foi gatinhando pela parte de cima do carro e sentou-se por lá esperando minha chegada. Chegava a ser engraçado duas pessoas peladas em cima do carro com uma chuva desgraçada.
A garota sorria docemente para mim e eu não pude evitar sentir um nó no estômago com isso, não era o tipo de menina que costumava ser dócil. Nós dois finalmente nos aproximamos e nos encaixamos ali, sentada sobre meu membro, com as pernas circundando meu abdômen. Enquanto ela cavalgava maniacamente em cima do meu pênis, eu tentava de todas as maneiras aumentar a velocidade da penetração e ainda a estimulava mais, sugando-lhe os dois mamilos tão duros como uma rocha. E foi naquele sexo formidável que senti os gemidos dela tornarem-se mais agudos, transformando-se em urros e seu canal contrair, não muito depois seu gozo escorreu pelo meu pau, e pouco mais que 4 ou 5 metidas foram o suficiente para que eu esporasse dentro dela.
estava morta, acabada, oscilando com sua respiração, jogada em meu peito. Eu a abraçava fortemente, com dificuldades sérias para respirar, definitivamente destruído.
’Você deveria se chamar Maldição Maldita, sabia?’ ela perguntou baixinho em meu ouvido. Eu apenas ri, silenciosamente.
’Eu gosto de maldições, principalmente quando me dão orgasmos’ respondi em um sorriso, afagando-lhe os cabelos ensopados.
’Cretino. Você aprendeu bem a ser sádico, precisamos dar um tempo dessas jogatinas sexuais.’ Era meio difícil evitar sorrir, eu estava tão feliz, tão radiante, que, mesmo querendo dar uns tapas naquela menina, eu apenas calei sua boca linda com um beijo calmo, sereno e úmido graças à chuva que escorria entre nós.
’Se você não agüenta mais o jogo, pode ir embora’ disse, afastando-me lentamente, vendo-a irar-se..
’Desistir? Ainda bem que eu tenho um sobrenome , meu filho.’ Ela simplesmente se levantou, passando por cima de mim e descendo do carro. Eu a segui logo depois, satisfeito por tê-la iriritado.
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Pouco tempo depois nós saímos dali, deixando nossas roupas para trás e voltando para Londres, nus, dentro daquele carro, o que provocou certos ataques de riso. A meia hora que nos separava de casa passou rapidamente e, ao chegar em nossa cidade, a chuva estava bem mais mansa e serena. Resolvemos que iríamos para a casa de , era um lugar mais privativo, digamos assim. Descemos os dois, totalmente sem roupa, rindo feito dois animais e morrendo de frio. Entramos na casa dos e subimos as escadas correndo e escorregando nos degraus lisos. Ao entrar no quarto dela, nos tacamos na cama e, enrolados em seu quente e aconchegante cobertor, terminamos a noite, como nunca tínhamos feito antes.
Narrador avulso
O espaço abriga os mais intrigantes e instigantes mistérios da vida, é um tanto quanto doentio pensar que as respostas para nossas angústias estejam presas e escondidas sobre nossas cabeças, naquilo que chamamos de céu. Homens dedicaram e dedicam suas vidas a desvendar os segredos que habitam essa infinita rede negra repleta de corpos celestes. Inclusive, muitas destas pessoas foram taxadas de loucas, insanas e condenadas à heresia da ignorância que assolava certa classe da Era Medieval. O interessante é que não há como negar que o espaço sempre foi uma incógnita divinamente maligna em nossa sociedade.
E, dentro desta porcaria toda que engloba nossas vidas, está nosso imenso e rotativo planeta. Um planeta habitável, bailando em sua órbita elíptica em torno do Sol, acompanhado por outros planetas dançantes e simpáticos, talvez. E é em circunstância desta órbita, deste corpo em movimento - aliás, deste movimento do corpo em movimento - que nós temos o prazer de ser vítimas do tempo.
O tempo que profetiza a cura é uma coisa que muitas vezes é pura utopia. Esse maldito ‘tempo’ apenas costuma intensificar nossas dores, nossos sentimentos, nossas almas, fazendo doer cada infernal músculo da nossa estrutura corporal. E essa filha do tempo chamada saudade assola nossa existência. E quando a saudade se intensifica tanto, a ponto de fazer nossos neurônios virarem servos do diabo, nossa mente começa a trabalhar em cima de uma postura designada ódio. E o ódio é fenomenal, ele é o combustível que inflama nossas veias e dá a vida que nos faz querer continuar. É dentro deste corpo fraco e repleto de ira e raiva que brota a necessidade de vingança. Sim, a gana de fazer cada um dos infelizes que estragaram o seu ser pagarem por cada infeliz escolha e cada ato impensado. É a hora de vingar as lágrimas, os gritos, o sono perdido e a dor.
Só que a maior desgraça desse inferno é que sentimentos são muito suscetíveis a mutações e, em muitos casos, a necessidade de fazer sofrer e fazer pagar transforma-se em uma necessidade do ser odiado. Alguns chamam essa doença de amor, outros preferem não admitir. Foda-se, isso realmente não faz diferença, a questão é que não mais se odeia, agora se necessita daquela pessoa ao seu lado para continuar a vida.
É dentro desse caótico raciocínio que essa história poderia ser facilmente resolvida, mas não. Eu seria um narrador muito cretino se fizesse isso com os pobres leitores que me lêem, por mais redundante que isso seja.
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A madrugada ia tomando seu rumo final, ao passo que a chuva que tanto foi citada anteriormente diminuía, tornando-se uma fina e saudável garoa. Enquanto isso, no quarto de , dois corpos se aqueciam com o contato de suas peles sedentas pela carne alheia. As horas passaram e o sol invadiu o horizonte, queimando a paisagem com sua vermelhidão misturada aos tons de ouro. A hora exata não me é conhecida, mas, quando abriu os olhos e sentiu aquelas mãos sobre seu peitoral e aquelas pernas envolvendo sua virilha, seu ser vibrou como nunca havia feito antes. É o tipo de situação em que sua mente parece não assimilar o que seus olhos vêem. As memórias da noite anterior invadiram seu cérebro como mísseis, era muita informação para ser assimilada em tão pouco tempo. Então estava ali com ele, era isso? Era realmente isso? se perguntou isso algumas milhares de vezes até deparar-se com uma acordada, o olhando meio estranho por não entender a razão de seu homem estar apontando para si mesmo e perguntando alguma coisa inaudível.
’Você tá bem?’ perguntou a garota.
’Er, é, tô ótimo. Muito bem’ respondeu, meio desajeitado. apenas riu de seu nervosismo.
’Se você diz, quem sou eu para teimar?’’Agora vamos conversar sério, .’ E o semblante calmo do rapaz perdeu seu posto para uma expressão séria.
’Assim você até me assusta, mas, se é o que você quer, vamos conversar sério então.’ sentou de frente para , o encarando da mesma maneira que era encarada.
’Comece me explicando a razão pela qual você foi naquela clínica ontem. Aquilo realmente me irritou, mocinha.’ A garota respirou fundo, procurou algum tipo de inspiração no teto do seu quarto e voltou o olhar a .
’Eu só quis acertar as coisas, esclarecer qualquer dúvida. Poder conversar com a sós, contar tudo que eu havia feito e ir embora. Desencargo de consciência.’’Tudo isso? Você planejou o ano inteiro um plano maquiavélico pra isso?’ indagou repleto de confusão. Novamente não pôde evitar rir.
’É, garoto, é. Você deveria saber que ... ’ E a atenção fora desviada por ruídos provenientes da porta daquele cômodo.
’, ?’ Senhora chamou.
’Sim, vovó.’’A mãe do nos chamou para almoçar lá, inclusive o filho dela.’ Situação cômica, não?
Passado algum tempo, todos estavam radiantes e sorridentes, sentados ao redor da mesa dos . , , tio Johnny, senhora , Adolph, senhor e senhora . As pessoas olhavam entre eles com uma certa cumplicidade, elas sabiam que agora e estavam juntos de uma maneira diferente. Aquilo era estranho para os dois, que engoliam em seco a todo o momento e evitavam se olhar. A cada garfada no prato, aquela sensação de observação só aumentava, talvez fosse o momento de finalmente assumir a realidade. Entretanto, no momento que criou dentro de si coragem o suficiente para escancarar ao mundo o que sentia, o ‘trililim’ do telefone pôs seu plano por água abaixo. Catherine, a mãe de , gentilmente levantou-se da mesa e foi em direção ao telefone. Todos olhavam apreensivos e cheios de curiosidade para ela, que andava de um lado para o outro da sala, pisando em seu tapete persa. Após ficar nestas condições por intermináveis minutos, a curiosidade presente aguçou-se ao perceber que Catherine estava tensa.
’O que foi, amor?’ questionou seu marido, que falava por todos os presentes.
’Era a mãe de , amargurada dizendo que o quadro dela piorou.’ soltou um risinho irônico meio perceptível, enquanto o pai ficou perplexo.
’Ah, isso é passageiro. Já já essa menina vai estar por ai com aquelas roupas curtas transando com a escola inteira’ disse tio Johnny, acendendo um cigarro. Cigarro que foi jogado longe pelas mãos fortes de senhor , que só não matou o irmão por conta das visitas.
’Eu vou ao banheiro’ cortou todo aquele alvoroço, subindo as escadas da casa e indo para o segundo andar. queria ir atrás dela e inventou alguma desculpa esfarrapada que não importa e seguiu o mesmo rumo. Ao subir e perceber que a porta de seu quarto estava meio aberta, dirigiu-se até lá e viu uma garota deitada em sua cama.
’Pelo jeito minha visita surtiu efeito.’ A garota estava sorridente, feliz, maníaca.
’Quantas vezes eu já te chamei de cretina, hein?’ , jogou-se sobre , prendendo-a na cama pelos pulsos, que estavam postos acima de sua cabeça, em contanto com o macio lençol da cama do rapaz.
’Pode falar mais uma, eu não me canso de ouvir.’ Os dois sorriram pervertidos antes de selarem os lábios em um beijo provocante. E no meio da briga daquelas duas línguas, alguém rompeu a privacidade do lugar e entrou no quarto sem permissão.
’Vocês dois, dois safadinhos. Eu sempre soube, desde o começo dessa merda toda.’
POV’S
Eu estava em minha cama, deitado sobre , beijando-a. Sentindo sua língua provocar a minha, sentindo sua excitação aumentar com a passagem do tempo. Só que, como sempre, naquela casa não se tinha paz e meu tio entrou de uma vez no quarto, tirando minha paciência.
’Vocês dois, dois safadinhos. Eu sempre soube, desde o começo dessa merda toda’ disse ele em seu típico som sacana.
’Tá com inveja, tio?’ perguntou, ‘sentando’ um apertão com as duas mãos em minha bunda e rindo perversa. Eu ri e tio Johnny também, nós três não prestávamos.
’Não, . Fique tranquila, eu não quero arruinar a vida de vocês. Eu estou é feliz, na verdade, vocês dois estão se amando e isso é legal.’ Como é? Se amando? Boa, tio.
’Se amando?’ disse, assustada, dando um pulo da cama.
’Ah sim, você se faz de difícil e não assume as coisas, né. Tô sabendo.’ Meu tio tava cutucando o diabo com tritão curto.
’Quem tá fingindo aqui? Hein? O que você acha que sabe, tio Johnny?’ estava ficando mais ou menos louca como a ficava.
’Você tá fingindo, . Eu te conheço bem, todo mundo sabe que você morria de amores pelo e quer enganar a gente com esse corpinho duro.’ Eu realmente, certas vezes, amava a objetividade do meu tio.
não o respondeu, apenas ficou putamente revoltada e saiu do quarto correndo, muito brava. Eu resolvi dar um tempo, ficar ali pelo quarto mesmo. Ela deveria se acalmar e me procurar depois apenas se realmente quisesse. Estava cansado de ter de correr atrás e de sempre ser negado por ela.
(coloquem esta música para carregar. Change – Deftones)
E assim o dia passou. As visitas foram embora, meu pai e mãe saíram para seus passeios habituais, meu tio, como sempre, foi atrás da mulherada dele e eu estava ali em casa sem nada muito interessante para fazer. Então, no tédio que me assolava, o que tinha virado rotina, resolvi descer pra oficina e brincar um pouco lá embaixo com uns carros.
Depois de me enfiar no motor de uma BMW durante umas 3 horas e não conseguir arrumar o problema, eu me irritei de verdade. Tinha me sujado completamente de graxa, minha camiseta azul estava cinza escuro e minha calça jeans um nojo. Como estava sozinho por ali mesmo, me livrei das roupas sujas e fiquei apenas de boxer, desajustado por ter perdido a prática de consertar aqueles carros. Afinal, esse era o meu serviço, né?
E, distraído por ali, mexendo em coisas avulsas, eu percebi alguém entrando pela oficina/garagem. Olhei para trás e vi quem era, aliás, eu já sabia de quem se tratava por conhecer o barulho típico de seu rastro esquizofrênico, mas apenas virei para obter certeza.
’Pelo o que eu sei, você não tem carros para consertar’ disse seco, olhando-a.
’Talvez eu tenha uma vida para consertar’ me respondeu no mesmo tom, e naquele momento uma coisa estranha me invadiu.
’Se você não percebeu infeliz? Que eu já cansei dessa merda toda? Se você vai ficar me negando para todo mundo e para si mesma não precisa vir aqui me fazer lembrar para o resto da minha vida que eu te fiz infeliz. Eu já entendi o recado, já paguei o preço. Vi minha vida desmoronar, perder o sentido e todos os caralhos que você já sabe. Então, me deixa em paz. Por favor.’ ouviu minhas palavras atentamente, sem nem ao menos piscar. Acho que ficou meio perplexa e demorou um pouco para se recompor.
’Você nunca entendeu meu lado. Ninguém nunca entendeu meu lado. Você não vê que essa porcaria que nós chamamos de vida é um círculo vicioso de raiva e vingança? Eu me vinguei de você por toda a dor que me fez passar e agora você quer se vingar de mim pelo o que eu fiz com você. E depois que você se der por satisfeito será a minha vez de querer me vingar pelos últimos fatos e essa merda nunca vai acabar. Quando eu te chamo de maldição, não é por menos. Você sempre vai assombrar minha vida.’ A garota socou o ar, liberando sua raiva incrustada. Aquela situação estava ficando difícil. Muito complicada. coloque a música para tocar’Quem começou tudo isso foi você, certo? Se sabia que nossa vida iria virar essa merda, porque começou com essa coisa sem fundamento, por quê?’ perguntei indignado, me aproximando dela.
’Por quê? Como assim por quê? Porque eu sentia dor, porque eu vivi um inferno e queria que você pagasse por tudo, POR TUDO que me fez passar. Eu te rejeitei, te destruí. Era esse o objetivo, .’ Um ódio imenso tomou conta de mim, eu poderia matar aquela desgraçada. Surrá-la até todo o sangue daquela desgraçada escorrer de seu corpo em uma hemorragia. Pensei em todos os modos de tortura possíveis em uma fração de segundos. Eu tinha perdido o controle. ’E essa porcaria de dor que eu tô sentindo? E a merda que a minha vida virou depois que você resolveu bancar a fênix, hein? Isso fica por menos? Agora eu sou condenado a viver a desgraça por todo eternidade, amém? Todo culpado tem uma pena a cumprir. Uma hora meu castigo tem que acabar. TEM QUE ACABAR! NÃO BASTA TER QUE VIVER SEM VOCÊ, AGORA EU VOU TER QUE VIVER SABENDO QUE VOCÊ SEMPRE ME DESPREZOU E ME DESEJA O SOFRIMENTO ETERNO? É ISSO?’ eu gritei. Eu queria gritar, gritar, gritar. Morrer gritando naquela garagem. Queria que todas as pessoas do mundo ficassem surdas pelo meu sofrimento. E meu sentimento de revolta aumentou quando vi calmamente fechar seus olhos e tapar os ouvidos para evitar ouvir minha gritaria. Saí correndo em sua direção e a grudei pelos braços, eu estava sendo um troglodita grosso e estúpido, mas fodia-se. Ela merecia aquilo.
’Você não suporta ouvir a verdade? Não suporta saber que está errada, ? Cadê aquela fortaleza indestrutível que me infernizou?’ perguntei, rangendo os dentes, olhando fundo em seus olhos. A vi abrir os olhos e me olhar tão intensamente que chegou a doer. ’Eu disse que era esse o objetivo. Era. Qual parte você não entendeu do verbo conjugado no passado?’ Por um momento eu parei de pensar. Era melhor assim, porque porra nenhuma mais fazia sentido naquele inferno.
’Como assim?’ perguntei, a soltando e chutando umas latas de tinta.
’Eu queria que você se fodesse junto com a . Queria mesmo te deixar dependente de mim e fugir daqui, voltar pra Madrid e ver o seu sofrimento de camarote. Mas não. , você fodeu meu plano. Você estragou tudo e eu te odeio.’ E a filha da puta ainda conseguiu rir. ’Doente, você é doente.’ Então ela foi se aproximando, se aproximando demais e me abraçou pelo pescoço, como todas as vezes fazia para me persuadir.
’Eu fiquei doente em te infernizar, aprendi a amar, extrair prazer de você e senti meu amor transformar-se em algo muito maior. No começo, eu era realmente só uma vadia vingativa, mas, depois, eu virei essa idiota viciada no meu vizinho da frente. Eu não parei um segundo de te espionar pela janela como sempre fazia. Não parei de me fantasiar com você e não parei de sentir calafrios quando sinto nós dois tão próximos. Eu não te amo, realmente. Eu te necessito e necessidade é mais forte que amor.’ Depois de todas as palavras, eu me perdi. Minha vida virou do avesso em menos de 10 segundos, eu não era a mesma pessoa e só lembro de ter puxado aquela cretina, maldita, vadia, desgraçada, filha de uma puta, infeliz, infernal, vagabunda, ordinária para mim. Grudei-a pela cintura e a engoli em um beijo cheio de raiva e paixão. Aquilo foi a coisa mais verdadeira que eu ouvi na minha vida, não era mentira, não podia ser mentira. Era verdade, eu sabia, eu sentia. E a beijando e agarrando e destrinchando em carícias pervertidas, eu sabia que nós nunca mais nos separaríamos e viveríamos nossa doença eternamente juntos.
Fui empurrando , a despindo, sentindo sua nudez me queimar, me enlouquecer. Ela caiu sobre uns pneus apenas de calcinha. Retirei minha boxer sem saber muito bem o que estava fazendo. Nós dois nos beijávamos ardentemente enquanto nossas mãos se perdiam querendo tirar pedaços de nossos corpos e eternizá-los em nossas mãos. Terminei de despir e sentia minha ereção vibrar. Sua respiração estava falha como se estivesse morrendo e seus gemidos eram os mais perfeitos possíveis enquanto minha língua se perdia em sua intimidade intumescida e deliciosa. Quando a vi lubrificada o suficiente, parei com as carícias orais e me posicionei para penetrá-la, entretanto, ela não deixou. Inverteu as posições e jogou-se sobre mim, voltando a me beijar. Nós dois dividimos o gosto dela e nos excitamos ainda mais. foi descendo sua boca pelo meu corpo, marcou meus mamilos, lambeu minha pele abdominal e entregou-se por fim em meu membro rijo. Eu pulsava, sentia a vida se esvair. Grunhia em prazer enquanto ela me sugava na mais adorável perfeição. Não suportando mais aquilo, a puxei, joguei-a contra o chão e nem sei direito o que aconteceu, apenas sei que a penetrei e senti minha alma se completar. Foi naquela penetração, foi naquelas estocadas, foi naqueles gemidos, foi naqueles pedidos por mais, foi naquela libido que eu entendi o quanto nós dois nos amávamos. Se aquilo era amor, mais que amor, menos que amor, eu não sei. Foda-se, não importa. Nomear um sentimento daquele é um pecado sem perdão. Nós dois vibrávamos e nos deliciávamos naquela coisa. Eu metia em com todo o vigor que possuía e ela fazia o que podia para intensificar nosso sexo. Sua expressão de tesão me fascinava e seus gritos e respiração descompassada faziam-me permanecer na realidade daquele momento. E foi no ápice de nossos corpos, de nossa excitação, que selamos nossa eterna necessidade um do outro. Foi no orgasmo de que terminei de provar o quanto sua vingança estúpida tinha virado uma maldição em necessitar de mim. Foi no meu gozo que eu comprovei que realmente a queria.
Caímos os dois, desajeitados, perdidos e perturbados. Era difícil entender o que estava acontecendo. Nos olhamos e, para não perder o costume, rimos da maneira que podíamos. E ali, espalhados em completa nudez, suor e esperma, iniciamos a nossa nova verdade. Nos tornamos finalmente nossos.
I watched a change in you
It's like you never had wings
Now you feel so alive
I've watched you change
And you feel alive
You feel alive
I've watched you change
You change
I’m over
-*-
Narrador Avulso
Afinal, um jogo realmente só termina quando acaba. E é só no final dele que se pode declarar um vencedor e um perdedor. A vitória só pode ser realmente sua depois do instante final. Aliás, do que adiante cantar a vitória antes do tempo sendo que não há nenhuma garantia de que ela é realmente sua?
Em todo o decorrer da história, você foi induzido a pensar que o perdedor era o indivíduo sofredor, que sempre amou sem ser correspondido, que sempre sofreu em silêncio, que sempre foi humilhado e que sempre desejava justiça. Você foi obrigado a pensar que uma garota era realmente a grande infeliz da história; de que no final tudo voltaria a ser como era antes e que a amargura se tornaria um destino e que ninguém pagaria por seus atos.
Quando você leu todo esse tempo ‘She is a Loser’, pensou na pessoa errada. ‘She’ é realmente ‘a Loser’, e vai morrer pagando pela dor que fez você sofrer.
A derrota apenas escreveu certo por linhas tortas e, agora, quando for ler ‘She is a Loser’ novamente, por favor, mude na sua mente o nome da perdedora. A vitoriosa dessa coisa não merece ser chamada de Loser novamente.
N/a: C-A-R-A-L-H-O. Eu sentei no pc e em 10 minutos eu terminei essa fic, que eu fiquei mais de 1 mês tentando e tentando terminar não dava certo. Primeiro eu tenho que começar essa N/A com um PUTA PEDIDO DE DESCULPAS. Eu sou uma autora muito cruel, eu sei, perdão PELO AMOR. A lei de Muphy me ama, sempre tudo dava errada e não dava pra escrever, mas ta aí. O fim chegou.
Eu realmente não sei muito bem se gostei desse final ou não, eu acho que gostei sim ._. estava dentro o que eu penso sobre ‘amor e dentro do que eu queria pra essa história tão pessoal. Por um lado SIAL foi só uma fic, mas, por outro, foi uma cura de um trauma haha. Enfim
É 1:53 da manhã, horário de verão brasileiro, dia 24 de outubro de 2010. E isso me faz pensar que She is a Loser tem mais de 1 ano. Eu não tenho certeza, mas, se não me engano, eu comecei a escrever em junho de 2009. Eu não posso dar certeza do dia que ela foi postada pela primeira vez porque o site mudou de domínio, então fail. Eu passei os arquivos antigos da fic pra um pendrive e daí perdeu o dia que o arquivo do primeiro capitulo foi criado x.x A única data que eu tenho exata é do dia 17 de julho de 2009, que foi o segundo e-mail que eu mandei pra beta.
Agora vamos a parte agradecimentos. Primeiramente, Deh. Velho, valeu por agüentar essa besta demente por todo esse tempo, obrigada por betar minha primeira fic *-* obrigada por tudo mesmo, obrigada 456467 vezes q Eu sou muito grata (:
GRACIAS A VOCÊS LEITORAS LINDAS GATAS MARAVILHOSAS, que já me fizeram surtar tanto lendo os coments e fizeram ficar brava sometimes com as críticas u_u HEOIWHEWOH, vocês são meu tudo, essa fic não chegou até aqui só por mim. Eu escrevi tudo pensando em vocês, querendo agradar vocês e eu agradeço de verdade por TUDOOO, por cada lidinha que vocês deram nesse xuxu que foi She is a Loser na minha life.
Em mais de um ano eu não ganhei nenhum award, não fui fic do mês, autora do mês, naaaaaaada disso. Mas, na real, eu não ligo. Eu estou feliz assim :D eu já disse que daqui um tempo talvez eu reescreva os 4 primeiros caps que não estão lá muito bons, mas não vou ficar me preocupando muito com isso ._. Hm, deixa eu falar mais aqui que é minha derradeira N/A :x
Eu to tão feliz *-* eu sei que é o final, mas eu não sou alguém que costuma terminar o que começa ._. Então chegar e ler aquele FIM ali em cima me mostra que cara EU CONSEGUI terminar she is a loser. Porque sério, em muitos momentos eu achei que iria fugir pro Afeganistão pra não terminar a fic, porque eu realmente não estava conseguindo.
Não quero chorar, não quero sofrer mimimi QUERO FALAR DA MINHA NOVAI FIC QUE VEM AE, que vai ser bem diferente, bem Tieta, bem caliente, bem neném lindo AH *O* HEEWOIHEOH É nóis que voa nas dorgas bruxão enfim. Aguardem que vai ser maneiro :D
Acho que é isso, eu sempre leio a n/a depois na ATT e sinto que esqueci de dizer algo, mas, meus dedos já tão doendo de digitar :X CURTAM O ULTIMO CAP, COMENTEM, ME XINGUEM NO TUINTER @Forlly OK? AMO VOCÊS, VOU CONTINUAR NO CAPS LOCK E BEIJOS MIL E AAAAAH <3