SPIAN
Autora: Cas
Beta-Reader: Amy Moore


Prólogo

Em todo o mundo se ouve falar de uma organização secreta chamada Spian. A Spian é uma organização de espiões que, espalhados pelo mundo, têm o objetivo de prender os criminosos que por ele vagam.
Na Spian existe, em especial, três espiãs que, embora sejam novas – uma tem 17 anos e as outras duas, 16 –, já são consideradas as melhores e as mais temidas pelo mundo. Sim, temidas por todos os bandidos canalhas e sem escrúpulos.
Os espiões são em maioria órfãos, que desde pequenos recebem treinamento especial em todo e qualquer tipo de luta, aprendem a falar vários idiomas e também tomam uma vacina um tanto quanto diferenciada: o elemento YZ, retirado de um meteoro. Parece impossível, mas não para a Spian, o que não é nada comparado ao que a organização consegue fazer.
Esse elemento concede habilidades para seu usuário, como rapidez, inteligência anormal, reflexos, força e, em alguns casos, dons especiais – o controle do tempo, por exemplo.


Capítulo 1

se sentia exausta. Era a terceira vez no ano em que ela e suas amigas se mudavam. , por sua vez, sentia-se triste; ela odiava suas mudanças de cidade – e de vez em quando de país –, afinal tudo era novo: gente nova, casa nova, carro novo, móveis novos... Porém a aparência, nem tanto.
era a mais velha e mesmo com 17 anos ainda tinha aparência de 16. Era um efeito colateral da vacina, ela nunca mais envelheceria. O que odiava ainda mais que viajar era usar esta vacina, que a fazia vomitar e provocava convulsões em e febre em . Mas era necessário, ou como iriam se defender?
Não havia escolha, mudariam-se para em um lugar em que não existe mais de 4000 pessoas. Isto é, se é que havia tudo isso.
– Forks? Que porcaria de cidade é essa, ? – indagou . Ela realmente achava que o jato particular em que se encontravam as levaria até Londres, seu sonho de infância. A verdade cruel era que ele iria direto para Forks (lê-se inferno, de acordo com a garota).
– É, que ideia idiota. Forks! – revirou seus olhos.
– OLHEM AQUI, AS DUAS! NÓS VAMOS PARA ESTA PORCARIA DE CIDADE VOCÊS QUERENDO OU NÃO, ENTÃO CALEM A BOCA E ME DEIXEM EM PAZ. OU VOCÊS ESQUECERAM QUE TÊM, NO MÍNIMO, UNS 350 BANDIDOS ATRÁS DA GENTE?
Isso não era nada bom. surtar era algo que dificilmente ocorria.
Para , isso era difícil. Ultimamente ela sentia-se pior. As convulsões estavam piores, a dor de cabeça terrível, a febre – que ela escondia das outras – só aumentava cada vez que aparecia. Sabia que tudo era efeito da vacina, mas também tinha consciência que se parasse de tomar as doses, acabaria morrendo.
Duas horas depois e o jatinho pousava no fundo, ao lado da piscina.

Casa dos Cullens
Do lado da casa das garotas, Edward jogava pôquer com Emmett, e Jasper, enquanto Carlisle, Esme e Alice assistiam a um filme qualquer.
–Não vale, Edward, você estava vendo a minha carta pelos meus pensamentos.
– Hey, não é culpa minha se eles invadem a minha cabeça.
– Eu não acredito! Que lindo, vizinhas novas. – Alicie dizia, toda alegre. Em sua mente já se imaginava ser amiga delas, fazer compras juntas, pintarem as unhas umas das outras em uma festa do pijama e etc.
– Alice, se controla, sim? Seus pensamentos estão me incomodando. – Edward franziu o cenho enquanto falava.
– Elas são gatas? – questionou Emmett. Já pensava em coisas depravadas, o que fez Edward se irritar e subir as escadas em direção ao seu quarto, para olhar a lua pela janela.
– Emmett, elas são lindas e chegarão em 3 minutos. Se subirmos agora ao quarto do Ed, vamos conseguir vê-las chegando.
Subiram todos em direção à janela/parede de Edward.
– Hey, o que é isso no meu quarto? – Edward usava um tom indignado.
– Cala a boca, Edward. Quero ver as novas vizinhas – respondeu Emmett.
– Apoiado. – e Emmet bateram as mãos.
Um silêncio se instalou no quarto até que o som de hélices invadisse o espaço. Elas definitivamente tinham chegado.
– Olha como elas são adoráveis. – Esme, como sempre, com um olhar maternal.
Com sua audição aguçada, os vampiros escutavam a conversa das meninas:
– AI! – gritou uma menina que saía do jatinho, ao tropeçar em seus próprios pés.
– Presta atenção, , você não pode derrubar essa maleta ou estamos ferradas.
– Ai , não foi culpa minha. E eu sei a importância dela.
– O que tem na maleta, Edward?
– Eu não sei, Carlisle, não consigo escutar os pensamentos delas.

Casa das espiãs
(N/A: Coloquei os pensamentos entre aspas).
"Eu estou sentindo um poder tentando quebrar a barreira de nossas mentes."
"Você sabe quem é, ?"
"Não, . , depressa! Diga algo inútil para disfarçar."
"Ok."
– Eu estou com fome, , o que tem para comer?
– Vento – falou , rispidamente.
– Eu posso fazer pizza – propôs , empolgada.
– Fazer? – arqueou a sobrancelha.
– Tá, eu vou pedir, que diferença faz? De qualquer modo vai ter pizza para a janta.
, as suas pizzas são as melhores. – entrou na brincadeira.

Quando as garotas terminaram de entrar na casa, os vampiros voltaram a se falar, quebrando o silêncio que era predominante.
– E aí, o que acharam delas?- Jasper perguntou. Ele sentia a alegria que exalava de Alice e a curiosidade dos demais.
– Elas são hot – respondeu Emmett.
– Divertidas? – arriscou .
– Adoráveis – foi a vez de Esme acrescentar algo.
– Se vestem bem, Esme! Você viu o Manolo que uma usava? Nem saiu para vender ainda, super exclusivo! – exclamou Alice.
– Curiosas – apontou Edward, fazendo com que os demais se espantassem. Para Edward nada era curioso.
– Vamos caçar que ganhamos mais – sugeriu Carlisle.
Dito isso, os sete vampiros foram em direção à floresta.

Trinta minutos depois, as garotas já haviam entrado na casa e procurado o número da única pizzaria da cidade na internet.
– Meninas, temos que conversar sério. Mas antes, vamos aplicar o YZ e arrumar o “porão” – decidiu . O porão era onde as garotas guardavam suas armas e equipamentos necessários para planejar suas ações.
, o Victor já arrumou tudo o que precisamos no andar de baixo. E eu já apliquei esta semana – contou .
– Eu ainda não. – tinha um olhar triste, ela odiava o YZ
, me ajuda a aplicar? – pediu .
– Claro. – “Droga de injeção”, pensava a menina.
cuidadosamente aplicava a injeção em , que após dois minutos já estaria vomitando. assistia e pedia pizza, ao mesmo tempo.
– Pronto – disse, finalizando a aplicação.
–Tá, senta aí que eu aplico em você.
suspirou e esticou o braço para que aplicasse o YZ. saiu correndo em direção ao banheiro para vomitar.


Capítulo 2

Edward voltara da caçada. Ele estava exausto, tomou mais sangue que o necessário. Decidiu sentar em seu sofá e ler um livro, mas o sonho de uma garota da casa vizinha tirou sua atenção.

Sonho de .
corria pelas ruas de Paris, exasperada. Dessa vez o plano não havia sido perfeito; havia um detalhe esquecido e, por causa dessa falha, Andy e seus capangas estavam seguindo-a.
Andy Crisper é um homem jovem, bonito, rico e elegante, porém, também é um traficante de crianças mexicanas e cubanas. Ele as leva para outro continente para que trabalhem em fábricas de sapatos e roupas famosas. Seu único ponto fraco é a luxúria e as garotas sabiam disso.
não conseguia se esquivar; seus gritos não saíam pela garganta. Ela queria ficar invisível ou se teletransportar, só que seus poderes não funcionavam. Seu vestido vermelho, que ficava um pouco acima do joelho, já cobria apenas metade de sua coxa.
- , está na escuta? - pressionava com muita força o aparelho de comunicação que estava em sua orelha. Era tanta força que a ponta de seus dedos já estavam brancos.
- Sim, me passe as coordenadas, estou pronta.
- Estou a três quilômetros da Torre Eiffel, caminho que passa pela Hot Hot clothing.
- 117, per 30, Plano 17, por 7 Parte 5.
- Entendido. O helicóptero chega em três minutos. , é com você.
- , mais dois minutos e eu entro em cena.
começou a correr mais rápido. Não sabia exatamente o que ou fariam, sua preocupação não existia mais, ela confiava em suas amigas, mais que amigas, irmãs.
atravessava a avenida Quaid d'Orsay, estava linda; usava um vestido preto que delineava perfeitamente o seu corpo. Ela fez o que tinha certeza que funcionaria: encostou uma parede da famosa avenida e esperou.
Como o esperado, Andy a olhou com luxúria, parou de correr e deixou seus capangas cuidarem de ; o que ele não sabia era que ao virar a esquina, estaria lá com mais 17 agentes prontos para prender os malfeitores por tentativa de agressão ao menor e Andy teria que ser preso por algo pior, e sabia disso, já que não havia provas concretas contra seus crimes. Ela esperou Andy chegar perto dela e lhe deu um beijo, e de quebra ele começou a passar as mãos em sua coxa. Quando a garota começou a escutar o barulho de hélices no ar, imediatamente a garota começou a gritar:
- SOCORRO, ESSE CARA TÁ ME BEIJANDO A FORÇA, ELE TEM UMA ARMA E ELE DISSE QUE IRIA USÁ-LA CONTRA MIM, SOCORRO! - era definitivamente uma boa atriz. Lágrimas escorriam de seus olhos, ela soluçava enquanto falava, pelo seu rosto haviam vestígios do batom vermelho sangue que segundos atrás estavam em sua boca.
Fim do sonho de .

Edward estava extasiado pela linda garota de vestido preto. Como ela conseguia ser daquele jeito? O que ele realmente queria era saber no que resultou aquela historia. Ele percebeu que a vista de uma parede de vidro dava em direção à janela do quarto da menina do vestido preto; esse era o modo em que ele a chamava, pois ele não entendeu muito bem seu nome no sonho.
A única certeza de Edward naquele instante era que ele não conseguia ler a mente da garota. Era como se uma força a estivesse bloqueando.

acordou extremamente feliz, sentimento oposto ao que sentia no dia anterior, estava ansiosa, sim, a palavra definia bem o que ela sentia. Ansiosa com a nova vida, novos amigos quem sabe, um novo carro, uma nova adrenalina, talvez, com certa expectativa de vida que ela não conseguia sentir antes. Algo dizia a ela que esse dia, seria o dia que mudaria a vida dela.
Ela acordou, olhou o relógio que marcava 4:30 da manhã, levantou, escovou seus dentes e acordou suas amigas.
e estavam quase dormindo de pé, as três geralmente odiavam esses dias, mas hoje não para , que faltava apenas virar estrelinha de tanta felicidade. As garotas estranharam; desde quando estava feliz em ter que ir ao “porão” às quatro e meia da manhã para lutar - ou melhorar no quesito tiro? Não que elas precisassem; elas conseguem fazer o que quiser com suas armas, bastava querer.

Com a audição aguçada, os vampiros escutavam o som de disparos de armas de fogo, afinal o que estava acontecendo? Era o que eles se perguntavam.
- Chega! – Esme se levantou. - Vai que elas estão em perigo.
- Esme, não vá lá. - Suplicou . – Não vamos ter relações com humanos. - não se sentia seguro ainda para ter relações com humanos.
- Ai, , eu já te falei que elas não são qualquer humanas; são minhas amigas. – “Só falta eu ter que desenhar”, pensou Alice.
- Coitado, Alice, talvez ele esteja certo – Edward falou com sua voz de “descobri o mundo”.
- Ah, Edward, nem vem que eu vi você olhando a pela janela, tipo assim, a noite toda. - “Então o nome dela é . Que nome bonito, combina com sua perfeição”, pensou Edward.
- Hm, Edward tá apaixonadinho. - Por incrível que pareça não foi Emmett quem disse isso, mas sim .
- Eu já falei para você parar de ficar olhando o meu futuro sem a minha autorização. - Se Edward fosse humano provavelmente esse seria o momento em que coraria. – Nem pense em dizer...
- Não foi preciso olhar em seu futuro, foi só passar em frente do quarto que dava para ver você olhando descaradamente pela janela.
Todos riram, fazendo o constrangimento aumentar. No final eles acabaram “esquecendo” o que iriam fazer.

- , sai já desse banheiro! – batia na porta. - Estamos atrasadas, se você não sair daí em 55 segundos eu falo para a derrubar essa porta com a mente e você sabe que ela faz!
- Deixa, eu faço uma parede protetora com troncos.
- Então eu faço ela invadir a sua mente, aí você já sabe, né?
- Estou saindo.
As garotas seguiram em direção à garagem para ver o carro que Victor comprara.
- Espero que dessa vez ele tenha sido generoso comigo, pois da última vez foi, difícil sabe usar aquele Camaro.
- Olha, , ao menos não foi você que ficou com a Tucson.
- Hey, vocês duas, calem a boca, eu fiquei sem carro da última vez, tá - lamentou .
- Ok, contem comigo, no três a gente abre esse portão e...
- ABRE LOGO – e falaram ao mesmo tempo.
- Não precisa gritar comigo. – Choramingou .
Ao abrir o portão, o queixo das garotas caíram. Havia um Porsche 9ff GT9, um Koenigsegg CCXR Edition e um Fisker Karma, não que elas entendessem de carros, mas os modelos que haviam na frente delas é de deixar qualquer um abobado.
Em cima de uma mesa, havia uma carta:

Olá, garotas,
Não precisa dizer “Oi, Charlie” porque vocês sabem que o meu nome é outro. Em fim apenas escrevi essa carta para que não houvesse briga na hora de escolher os carros.
O Porsche é da , viu, ? É da , não seu. (Ainda me arrependo de ter lhe dado um Porsche).
, o Koenigsegg é seu. Sim, é o preto.
o seu é o Fisker Karma para ver se você não bater dessa vez eu vou te dar um carro que corre menos que o normal, ainda não me esqueço de Paris.
Aproveitem os carros.
Victor J.


- Vamos com qual carro? , posso dirigir o seu só uma voltinha até a escola?
- Nada disso, , nós vamos com o seu, a dirige, porque nele tem mais que dois lugares.
- Ai, isso é tão injusto, aposto que é só por causa de Paris.
- Não se esqueça de Toronto. – colocou lenha na fogueira.
- Ou de Dubai, não esquece do Brasil, devemos citar a Itália, lar do Alex, seu namoradinho, ?
- Hm, acho que não. - Corou a menina. Ela e Alex realmente tiveram algo mais ela não gostava dele, foi muito passageiro para ela desenvolver qualquer tipo de emoção forte. - Estamos esquecendo de algum outro lugar como da Nova Zelândia, sabe, lar de um certo Iam, ? - usou a sua voz acusadora.
- Ai, chega as duas, era pra vocês estarem unidas contra mim nessa. Vamos logo no carro; é meu, eu dirijo.
tentou pegar a chave no chaveiro, mas teve reflexos mais rápidos e pegou antes da menina.
Lá iam elas de novo a uma escola nova, onde elas eram o centro da atenção por pelo menos umas duas semanas, principalmente em uma cidade pequena com Forks.


Capítulo 3

- Tem certeza disso? – perguntou Edward pela terceira vez a Emmett.
- Eu tenho, você não quer saber o que era aquele barulho?
- Eu estou com o Emmett. – .
- Eu não sei, parece invasão de propriedade. - Jasper estava cauteloso.
- Ai, Jasper, meu fofinho, você sabe que temos que fazer isso, e eu não consegui ver nada no futuro a respeito daquilo.
- Está bem, andem logo, elas já foram pra escola temos 15 minutos antes que bata o sinal. Alice e Jazz ficam na vigia, e Emmet vêm comigo. - Edward havia se convencido, afinal, ele queria saber mais sobre a .
Entraram na casa pela garagem, o que não foram difícil. Os vampiros pararam por pelo menos um minuto, para admirar os carros que nela estavam.
Percorreram a casa inteira.
Emmett entrou em um quarto que possuía três paredes em tom lilás e uma em roxo bem escuro, quase um preto, com móveis em tom tabaco com branco, reparou que o quarto estava completamente zoneado, como se um furacão tivesse passado por lá, em cima da cama, havia varias peças de roupas, pelo chão estava espalhado muitas revistas, sapatos e na escrivaninha tinha um MacBook personalizado vermelho com desenhos de estrelinhas azuis, reparou que para usar o aparelho era necessário impressões digitais.
percorreu a casa e chegou a um quarto onde as paredes eram quadriculadas em tom de lilás e branco, muito bem organizado, livros separados por ordem alfabética de autores, viu que a vista do quarto dava para a floresta e para uma cachoeira, que nem sabia que existia, em cima da escrivaninha havia um mural cheio de fotos. Ele reparou que eram em vários países diferentes, ele havia estado na maioria deles. Ele achou curioso, reparou assim como Emmett que para ligar seu notebook roxo era necessário as impressões digitais.
Edward chegou ao cômodo que queria: o quarto de .
Ao entrar no quarto ele sentiu um cheiro doce entrar em suas narinas, com certeza ele nunca havia sentido cheiro como esse. O quarto era claro de cor creme, uma única parede com listras irregulares em dourado, preto, vermelho, creme e branco, nessa parede ficava a cama de casal com uma colcha dourada, em frente essa cama uma estante com vários CDs e livros que o fez lembrar seu quarto, e viu também o que mais temia: o vestido dos sonhos de sobre a poltrona. Seria verdade aquele sonho?
O que mais o intrigava era como podia ler os pensamentos de e quando estavam dormindo e não conseguia fazê-lo quando acordadas, e de que ele nunca conseguia ler. O que será que estava o impedindo?
Encontrou seus irmãos no andar de baixo, só havia um lugar em que não procuraram nada, só que essa porta eles não conseguiam abrir, ela estava trancada a chave e com impressões digitais, assim como varias coisas espalhadas pela casa.
- Desisto - disse Emmett, por fim. - Vamos para a escola, quero falar com essas garotas.
- Alice e Jasper estão nos esperando faz no mínimo uns sete minutos – disse .
- Vamos para a escola, estão! - Edward se rendeu, o que era para tirar suas dúvidas, o deixara mais confuso ainda.

***

Forks High School.
O Fisker Karma de atravessou o estacionamento do colégio em alta velocidade, o que alimentou a curiosidade dos alunos, afinal, um Fisker Karma chama muita atenção, ainda mais em um estacionamento cheio de carros velhos.
- Olha só para eles tentando olhar pelo vidro do carro, ridículos – disse .
- Tadinhos, dê uma chance a eles – disse .
- , você com compaixão? OK, o que colocaram na sua vacina? - recebeu um tapa de .
- Anda logo, vamos descer, temos que pegar os horários ainda. - .
- Tá. - e disseram ao mesmo tempo.
- , dá uma olhadinha na mente deles? - .
- Claro, afinal, eu tenho esses poderes para quê?
- Para invadir a privacidade dos outros. - mostrou a língua a .
“Essas alunas novas têm cara de metidas, mas eu vou falar com elas para ficar em evidência, elas são bonitinhas e ricas com certeza irão chamar a atenção, se eu ficar amiga delas eu com certeza vou ganhar o título de rainha do baile, espero que nenhum Cullen comece a gostar delas e muito menos o Mike”, uma ruiva, pensou saindo de Passat 1988 e indo de encontro com um menino loiro.
“Olha só a menina de blusa xadrez, ela é muito gostosa”, o menino loiro ao lado da ruiva, que descobriu que se chamava Jessica, pensou.
“As alunas novas devem ser legais, eu até mostraria o colégio a elas se eu não tivesse tanta vergonha.” Uma tal de Ângela pensou , para , ela tinha cara de ser a mais simpática da escola.
- Olhem bem, não confiem na ruiva, nem sejam simpáticas com ela.
- Por quê? - sempre demorava a entender as coisas.
- Porque ela é falsa, olha só para a cara dela, a nem precisava falar o que se passa na mente dela, que já da para perceber. - falou sem respirar.
- Olá, meu nome é Jessica, percebi que precisam de ajuda. - Jessica sorriu amarelo para as três.
- Não precisa, nos viramos bem, a final, estamos em três. - mostrou seu sorriso branco e brilhante, fazendo com que Jessica ficasse envergonhada.
- Ah, mas eu insisto.
- Já dissemos que não precisa, se nos der licença, temos que ir à secretaria. - estava começando a se irritar, o que era difícil.
Um Volvo prata entrou pelos portões do estacionamento.
- Até que enfim um carro decente, nada contra o seu Passat 1988, querida. - usou um pouco de falsidade.
- Eu sei, o meu carro pode até ser velho, mas ele é muito melhor do que a maioria dos carros novos. - “Eu queria ter um carro novo, afinal, quem essas garotas pensam que são, Barbie Malibu? Eu sou muito mais bonita do que as três juntas.”
segurou o riso, como essa garota podia ser tão fútil? E também os pensamentos dos meninos comprovavam o contrário do que Jessica pensava:
“Nossa, se qualquer uma das três me desse bola, eu estaria satisfeito.”
“Ai, Jessica não perde tempo, né? Se eu fosse ela eu saía de lá, quando ela fica perto das três,a fica mais feia que o normal, coitada”, o tal Mike pensou.
“Ali estão as vizinhas. Nossa, elas são muito gostosas.” Um menino forte de aparência de uns 17 ou 18 anos pensou, muito bonito na opinião de .
- Olha, aqueles meninos são nossos vizinhos. - apontou para os garotos encostados no Volvo.
- Fodam-se eles, vamos logo pegar o horário. - .
As três caminharam para a secretaria, onde uma mulher com aparência de cansada as atendeu.
- Vocês devem ser as alunas novas. - Exclamou a mulher. - Meu nome é Jeniffer.
- Olá, a senhora poderia nos entregar nossos horários? - deu o seu sorriso perfeito.
- Claro. Me chamem de você, queridas. - A mulher era muito simpática, o que era estranho para as garotas, que estavam acostumadas apenas com o lado ruim das pessoas. Todo o sofrimento por qual passaram as fizeram assim, seus próprios pais as entregaram para aquela agência nojenta para não ter que conviver com elas, onde elas iam ao isolamento não citassem Otelo de Shakespeare décor, ou onde elas passavam dias e mais dias com fome. Com certeza o melhor dia de suas vidas foi o aniversário de 14 anos de , no qual elas finalmente puderam sair de lá e dividir um apartamento em Los Angeles, elas eram e sempre serão unidas.
- Claro. – As três sorriram.
- Deixe-me ver. – Jeniffer mexeu em uma gaveta e tirou três papéis verdes. - Este é o da , este é o de e este de . - Jeniffer falou, entregando um papel a cada uma.
- Obrigada, Jeniffer. - Agradeceu educadamente, saindo pela porta ao lado de suas amigas.

***

- Qual é a sua primeira aula? – perguntou as outras garotas.
- Química, laboratório três. – .
- Credo, química logo cedo. A minha é espanhol sala quatro. E a sua, ?
- Química.
- Então vamos.
- , não se esqueça do escudo mental, ok?
- Pode deixar e também talvez eu conecte nossas mentes.
As garotas seguiram em direção de suas respectivas salas.

Continua...

N/A: Atualização dupla pra vocês (=


Continua...

N/A: Bom, acho que por enquanto é isso. Espero que gostem e não se esqueçam de comentar.





Nota da Beta: Comentem. Não demora, faz a autora feliz e evita possíveis sequestros - só um toque. Qualquer erro encontrado nesta fanfiction é meu. Por favor, me avise por email ou Twitter. Obrigada. Amy Moore xx