- Amor, eu tenho que ir. - disse, acariciando o cabelo da garota, que estava com a cabeça encostada em seu peito.
- Já? Ainda são oito horas.
- é um homem com muitos compromissos. - ele disse fazendo graça.
- É, tantos compromissos que às vezes se esquece da namorada. - ela disse o olhando triste. deu um sorriso forçado. - Tudo bem, né? - ela disse se levantando e se enrolando no lençol.
- Você sabe que eu te amo, né? - disse a observando. Ela sorriu abertamente e disse:
- É claro que sei. Vou tomar banho. - e entrou no banheiro que tinha em seu quarto.
se levantou e se vestiu. Olhou a hora, quase oito e dez da noite. o mataria se ele chegasse atrasado mais uma vez.
- ? - ele gritou, mas a garota não o respondeu. Entrou no banheiro e viu que ela ainda estava no banho. Olhou bem para o corpo dela - como ele amava aquele corpo e aquela garota, mesmo sendo errado.
Ele se despiu e entrou de surpresa no box.
- O senhor não tinha compromisso? - ela perguntou.
- Eles podem esperar, você é mais importante. - ele disse e a beijou. Um beijo cheio de desejo.
Só pararam de se beijar quando já estavam ficando sem ar. Ele a olhou com um sorriso malicioso nos lábios.
- Por que a gente não termina isso ali? - ele disse, se referindo à cama. riu.
- Você só pensa nisso?
- É você que me deixa assim. - o olhou e o puxou para mais um beijo.
Poucos minutos depois, os dois já estavam na cama trocando carícias, até o celular de tocar. Ele olhou derrotado para , que fez uma ‘cara’ emburrada. se deitou na cama ao lado dela.
- Anda, atende logo!
Ele pegou o celular e disse simplesmente: - Já ‘tô’ indo. - e desligou. Se levantou e começou a se vestir. se levantou, vestiu suas peças íntimas e depois foi até o banheiro, vestiu um hobbie e foi para a sala.
terminou de se vestir, pegou o celular e foi para a sala se despedir de . Ela estava sentada, olhando para o vazio. Ele se aproximou e foi selar seus lábios, mas ela virou o rosto.
- O que foi, ?
- , você tem outra? - ela perguntou, séria. Ele sentiu um calafrio percorrer seu corpo.
- Claro que não, amor! Você sabe que eu tenho uma banda, né? Então, é uma reunião chata pra decidirmos algumas coisas.
- A essa hora?
- Eu escolhi à noite pra poder passar a tarde toda com você. - ela sorriu e ele também. - Passei no teste? - ele perguntou divertido.
- Aham. - ela disse e o beijou, um beijo calmo e cheio de amor. Ele cortou o beijo.
- Tenho que ir ou acabam comigo. - ele pegou na mão dela e os guiou até a porta. Ela selou seus lábios.
- Tchau. - ela disse. Ele chamou o elevador.
- Tchau. - ele disse e entrou no mesmo.
entrou em casa, se sentou no sofá e ligou a TV, estava no canal de fofocas, ela riu e deixou lá.
Foi até a cozinha procurar algo pra comer. Fez um lanche, pegou um pouco de suco e voltou pra sala.
“- Olá, eu sou Mark Lorden e estou aqui, ao vivo, no tapete vermelho da estréia do último filme da série Harry Potter. Muita gente já passou por aqui, gente como o queridinho do momento Robert Pattinson e a Hermione ou Emma Watson; esses são os principais. Volto daqui a pouco com mais famosos pra você.”
riu. Foi até a cozinha e deixou o copo lá, voltou pra sala e ainda estava passando o tal de Mark.
“- Vejam só quem acabou de chegar! Ele, do McFLY, com a Senhora . - e se aproximaram.
- Senhora não, Mark, me sinto velha. - disse divertida.
- Como está o casamento de vocês? - Mark perguntou.
- Bem. - respondeu.
- É, estou querendo engravidar, mas não quer.
- Por que, ? - Mark perguntou curioso.
- Acho muito cedo...”
A partir daí não quis mais ouvir, ela pegou o telefone e ligou para . Olhou pra TV e viu pôr a mão no bolso.
“- , como está o preparativo pra o próximo CD da sua banda? - Mark perguntou. pegou o celular e viu o número da .
- Com licença. - ele saiu sem responder.”
- Alô, ? Aconteceu alguma coisa? - ele perguntou preocupado.
- Aconteceu sim, senhor . - ela disse séria.
- O que, amor?
- Aconteceu que eu descobri que você estava me enganando esse tempo todo.
- Eu nunca te enganei, .
- Chega de mentiras, ! - ela gritou. - Eu estava vendo você e a senhora na TV. Como você pôde? Me usar assim?
- , meu casamento...
- Não diz mais nada, . Adeus. - ela disse e desligou o telefone.
“- Me desculpem. - disse, voltando à entrevista. Ele estava sério.
- Está tudo bem, amor? - ela perguntou.
- Sim, vamos entrar? - ele assentiu. - Tchau, Mark. - ele deu um sorriso forçado. acenou e os dois foram embora.
Mark olhou bem para a câmera e disse:
- “É impressão minha, ou ele voltou diferente depois do telefonema? Acho que esse casamento não vai bem como disseram...”
já estava com raiva daquele repórter e desligou a TV. Se deitou no sofá e chorou. Como isso pôde acontecer com ela? Era tudo perfeito demais pra ser verdade.
Flashback.
havia acordado atrasada para a inauguração de uma cafeteria, se arrumou rapidamente e saiu de casa.
Ela estava parada no trânsito caótico de Londres quando sentiu uma grande pressão a empurrando pra frente, o que não ocorreu por causa do cinto de segurança. Ela deitou a cabeça no encosto do banco, tudo que não precisava agora era de uma batida. Respirou fundo e saiu do carro, encontrando um rapaz.
- Me desculpa, foi sem querer! Eu acelerei e acabei batendo, pensei que o farol tinha aberto. - ele dizia rápido demais e estava meio perdida.
- Calma. - disse e o rapaz a olhou.
- Estou nervoso. - ele sorriu sem graça, riu.
- Percebi. Prazer, . - ela estendeu a mão.
- . Desculpa por bater no seu carro.
- Tudo bem, depois eu mando arrumar. Tchau!
- Como assim? - ele perguntou confuso
- É que, , eu estou atrasada, e não tem problema a batida.
- Nunca, eu bati, eu tenho que pagar. Vou ligar pro meu seguro.
- Mas isso não vai demorar?
- Então faz o seguinte, me passa seu telefone e depois a gente conversa sobre a batida.
- Tudo bem. - anotou seu celular em um papel e o entregou.
- Tchau.
- Tchau, . - ela disse e entrou em seu carro.
Horas depois...
já estava em casa fazia tempo, seu celular tocou.
- Alô?
- ?
- Sim, quem fala?
- É o .
- Ah, sim, o garoto da batida. - ele riu do outro lado da linha.
- Posso ir à sua casa pra conversarmos?
- Êr...
- Se você quiser, pode ser em outro lugar.
- Ah, não, tudo bem. É que a minha casa está bagunçada. - Ele riu novamente.
- Ah, sem problemas, a minha também. - passou o endereço e depois desligou o celular.
Foi trocar de roupa, afinal, já estava de pijama. Depois voltou à sala e a arrumou ‘por cima’.
Estava vendo TV quando a campainha tocou. Ela se levantou rapidamente e foi abrir a porta.
- Oi, . - ela disse e sorriu.
- Oi, . - ele sorriu também.
- Entre e sinta-se em casa. - ele a obedeceu, entrou e se sentou no sofá. Ela o seguiu.
- Então, eu estava me sentindo péssimo por ter deixado você andando por aí com o carro amassado. - riu, olhou para seu rosto e ficou abismado. Ela era linda, realmente muito linda.
- Ah, , que bobagem. - ela disse, mas pareceu não ouvir, ainda estava encantado com a beleza da menina. Ele se lembrou de sua esposa e logo saiu do ‘transe’, se lembrou também que tinha esquecido sua aliança de novo, o que renderia uma discussão quando chegasse em casa.
- , você está bem? - perguntou, ele riu pra disfarçar.
- Sim, só estava distraído. Então, eu liguei pro seguro e eles só têm uma autorizada em Liverpool, a de Londres está em reforma.
- Nossa! É... Ah, é uma vergonha, mas eu ainda não sei andar muito bem fora de Londres, sabe?
- Não, não sei. - ele riu.
- Eu não sei chegar em Liverpool. - ela sorriu sem graça. Ele riu.
- Então, se você quiser, eu posso passar aqui e nós vamos juntos.
- Fechado! - ela disse divertida. – Ai, como eu sou mal-educada! Você aceita alguma coisa? Água, vinho, café, suco?
- Se não for muito abuso, eu aceitaria um vinho. - ela riu.
- Abuso nenhum. - disse e foi em direção à cozinha. Pegou um vinho de sua reserva especial.
Pegou também o abridor e tentou abrir, mas não conseguiu. Ela riu, sempre conseguia abrir, mas hoje tudo parecia estar contra ela.
- , você pode vir aqui? - ela chamou por ele, que em pouco tempo já estava lá, na cozinha com ela.
- O que aconteceu?
- Não consigo abrir a garrafa de vinho. - ela disse derrotada. Ele riu, pegou a garrafa e em um movimento hábil a abriu.
pegou as taças e os serviu.
- Aprende com o mestre. - ele disse fazendo graça.
- Eu nem vou te responder, ok? - ela disse e foi para a sala com em seu encalço. Os dois se sentaram no sofá.
- Você trabalha com quê? -ele perguntou
- Sou crítica gastronômica.
- Nossa, que legal! Então, senhorita, o que acha desse vinho? -ele perguntou fazendo graça. ‘rodou’ a taça, sentiu o aroma que a bebida exalava e tomou um gole.
- É uma das melhores safras de 1998, eu particularmente adoro. E o senhor?
- Eu acho bom.
- Você faz o que, ?
- Tenho uma banda. Você disse que não sabe chegar a Liverpool, então você não é daqui, né? - assentiu. Ele continuou: - Você é de onde então?
- Brasil.
- Hm, interessante. Está ficando tarde, eu já vou.
- Ok, mas como fazemos amanhã? Que horas você vai passar aqui?
- Nove horas?
- Por mim ok. - o levou até a porta, ele saiu.
- Tchau, . - e a beijou no canto da boca. sentiu um arrepio passar por seu copo.
- Tchau, . - e fechou a porta.
No outro dia...
acordou com sua campainha tocando, se levantou, foi abrir a porta e deu de cara com . Imediatamente corou, seu pijama era bem curto.
- ?
- Você se esqueceu?
- Sim, entra e senta que eu vou me vestir. - ela disse e saiu correndo.
- Não precisa, você está muito bem assim. - disse baixinho enquanto entrava no apartamento da garota. Ele se sentou no sofá. Pouco tempo depois, apareceu vestida.
- Vamos?
- Sim. - ele disse e os dois saíram do apartamento. Entraram no elevador.
- Êr, , desculpa por aquela cena.
- Ah, imagina! Você só estava com mau-hálito e o cabelo pior que o de uma bruxa. - ele disse fazendo graça.
- Seu tonto! - eles chegaram lá embaixo e cada um entrou em seu carro. foi dirigindo na frente e o seguia.
-
Eles chegaram em Liverpool algumas horas depois. Saíram do carro e entraram na autorizada; acertou tudo.
Os carros ficariam prontos naquele mesmo dia, mas eles teriam que esperar lá.
- Tudo bem pra você?
- Aham. - voltou a conversar com o atendente e só olhava, não entendia nada de mecânica.
- Eles disseram que até depois do almoço está pronto.
- Ok. , vou tomar café numa cafeteria que tem aqui perto, me acompanha?
- Claro! Mas você disse que não conhecia nada em Liverpool.
- Eu não, mas um amigo meu da revista veio aqui e disse que tem uma cafeteria ótima. Tenho certeza que eles vão nos tratar muito bem.
- Por quê?
- Porque todos eles adorariam que eu fizesse só um comentário bem pequeno sobre o seu estabelecimento. Eu sou bem conhecida, sabia? - ele riu.
Os dois foram caminhando até a cafeteria, que não era muito longe. Quando chegaram lá, o gerente os tratou como se fossem reis. Melhor mesa, melhor atendimento e quando estavam indo embora, ele não os deixou pagar, disse que era cortesia da casa.
- E aí, o que achou? - perguntou.
- Me senti um rei. - riu.
- Eu te disse. - eles voltaram para a ‘loja’ e ficaram em uma sala de espera, conversando.
- ...
- O que foi, ?
- Eu queria falar com você. É que, sabe, você é uma mulher incrível e eu realmente gostei de você.
- , a gente só se conhece há dois dias.
- Mas pra mim, já foi o suficiente. - ele disse se aproximando mais dela.
- E se você for um serial killer? - ela perguntou divertida.
- Posso te provar que não sou. - ele acabou com a distância que os separava e a beijou. tentou resistir no começo, mas depois deixou o beijo acontecer.
-
Eles tiveram um tempo de ‘experiência’ se conhecendo e , a cada dia que passava, se encantava mais com . Ele era incrível e parecia realmente gostar dela.
-
Depois de um mês de ‘experiência’, resolveu que era a hora de ter algo mais sério com ela. Mesmo sabendo que isso era totalmente errado, ele tinha que tentar. Ele a amava, mas não tinha ideia de como contar a ela que era casado.
Eles estavam jantando na casa de , já que a esposa dele tinha ido viajar. Depois do jantar:
- Então, , o que achou? - ele perguntou se referindo ao jantar que ele mesmo preparara.
- Pra um amador, estava ótimo. - ele riu.
- Ok, vem aqui comigo. - e a puxou para a sala. Se sentaram no sofá.
- Aconteceu alguma coisa?
- , a gente já está junto há um mês e eu realmente quero algo sério com você. Então, você aceita namorar comigo? - o olhou surpresa, mas não tinha dúvidas da sua resposta. Nesse pouco tempo juntos, elefez com que ela realmente gostasse dele.
- É claro que sim! - e o abraçou. a olhou e a beijou com um desejo que tinha reprimido dentro dele. Durante a ‘experiência’, eles não tinham ido mais a fundo na relação, mas agora os dois tinham motivos para deixar isso acontecer.
O beijo foi acelerando e as mãos de ambos começaram a explorar o corpo um do outro. cortou o beijo para tirar a blusa que vestia, ela fez o mesmo com a dele. a deitou no sofá e se deitou por cima dela. tinha um sorriso nos lábios. Ele começou a beijar seu pescoço e ela tinha os braços em volta do pescoço dele. Ele parou de beijar o pescoço dela e os dois voltaram a se beijar.
Daí pra frente, só foi visto as roupas dos dois sendo jogadas pela sala e os dois corpos nus se entregando ao desejo e paixão.
End Flashback.
Capítulo 2.
ainda estava chorando no sofá quando seu telefone tocou. Olhou na bina e viu que era , sua melhor amiga. Ela secou os olhos, respirou fundo e atendeu:
- Alô.
- Oi, ... - ela ouviu soluçar do outro lado. - O que aconteceu? – perguntou, preocupada.
- , ele era casado. - ela disse, tentando conter o choro e não soluçar.
- Quem, o seu namorado? Que canalha.
- É. Eu ‘tô’ me sentindo péssima, pois posso ter atrapalhado o casamento deles.
- Ei, , você não tem culpa! Ele que foi um cachorro e procurou outra. E você acabou caindo na lábia dele.
- Era perfeito demais pra ser verdade. Mas você me ligou pra que?
- Ah, pra falar que eu ia sair com um carinha novo que conheci... Mas não vou mais. Não posso te deixar sozinha. ‘Tô’ indo para aí agora.
- Não, não quero te atrapalhar! Você vai sair sim e se divertir, já basta eu na fossa. - e riu.
- Mas , você ‘tá’ bem mesmo? Porque, senão, não vou me concentrar no encontro.
- Ah, claro que estou. Para onde você vai?
- Estréia do último filme de Harry Potter. O menino é chique, bem. - ela disse, fazendo graça, e gargalhou, mesmo se lembrando de .
- Doida. Mas vai lá e se divirta por mim e por você, ok?
- Ok, gata. Beijos, tchau e se cuida.
- Tchau. - e desligou o telefone. Levantou-se e foi para o seu quarto. Deitou-se e tentou dormir, mas não conseguiu.
’s Point Of View
Estou me sentindo péssima. Como nunca desconfiei de nada? É, acho mesmo que o amor é cego. E eu caí direitinho no papo do .
Acho que eu estava carente para realmente acreditar em tudo que ele falava, sendo que tudo era mentira.
Ele só queria se divertir com os sentimentos dos outros, os meus e os da mulher dele. Como ela devia se sentir quando ele estava aqui comigo, quando dormia aqui? Nem eu e nem ela merecíamos isso.
Acho que ele só queria sexo, já que sempre que vinha me ver, no fim, a gente acabava na cama. Acho que fui só um brinquedinho sexual pra ele. E quando ele dizia que me amava, só podia ser da boca pra fora.
End of ’s Point Of View
, de tanto pensar, começou a chorar e depois acabou pegando no sono.
-
estava lá com sua esposa, vendo o filme – mas, na verdade, ele só via, já que seu pensamento estava longe dali, mais precisamente em um prédio no centro de Londres.
- Então, amor, o que você achou do filme? - perguntou depois de o filme ter acabado.
- Me diz você primeiro. O que achou? - ele perguntou, tentando se safar.
- Eu gostei, é um final legal. E você?
- Achei interessante. - os dois saíram da sala e estavam se encaminhando para ir embora.
- , vamos jantar fora?
- Ah não, amor, estou cansado.
- Por favor, faz tempo que a gente não sai junto.
- Não quero, ! Chama alguma das suas amigas. - ele disse, nervoso.
- E aí, cara? - disse , se aproximando de e .
- O que você está fazendo aqui? - perguntou.
- Acha que é só você que recebe esses convites? - ele disse, divertido.
- Não vai apresentar sua companheira, ? - perguntou, curiosa.
- , sempre curiosa. - ele riu, mas logo continuou. - , , essa é a .Nós estamos nos conhecendo. - ele sorriu e também.
- Oi, , . - ela disse, envergonhada.
- Por que não vamos todos jantar juntos? - sugeriu e a olhou, sério.
- Ótima ideia. - disse e olhou pra . - O que você acha?
- Tudo certo pra mim.
- ? - perguntou.
- Gente, eu não aguento. Estou muito cansado. Mas amor, como você quer tanto ir jantar fora, vai com eles.
- Eu não quero segurar vela. - corou.
- Mas você não vai, a gente só está se conhecendo... Por enquanto. - disse.
- Tudo bem então. - disse e sorriu.
- Vocês a levam para casa depois? - perguntou.
- Claro. - respondeu.
- Amor, desculpa não ir, mas eu estou muito cansado.
- Tudo bem, . – ela juntou os lábios dos dois em um beijo rápido.
- Tchau, gente. - acenou ao ver os três saindo.
, e foram em uma direção e em outra. Ele já sabia para onde iria; precisava ir pra lá.
Capítulo 3.
’s Point Of View
Entrei no carro e fui correndo até meu destino, não me importando os faróis vermelhos e buzinas. Estacionei na frente do prédio da e saí. Entrei correndo no prédio e chamei o elevador. Ele estava demorando, então resolvi ir pelas escadas, já que ela morava no quarto andar.
Cheguei ao andar da e fui até o fim do corredor. Tirei a chave que eu tinha da carteira e entrei. Entrei no apartamento e vi que tudo estava quieto e calmo; ela deve ter ido dormir. Olhei à minha volta e me lembrei de todos os momentos passados ali.
Fui até o quarto - ela estaria lá, tinha certeza. A porta estava aberta; entrei e vi que ela dormia. Me aproximei da cama e vi que, ao redor de seus olhos, havia uma vermelhidão; ela havia chorado. Me senti pior ainda: eu a havia feito chorar. Ela dormia encolhida em um canto da cama, ainda vestindo as roupas de quando saí.
Rodeei a cama e me deitei ao seu lado, tentando fazer o menor barulho possível, pois queria vê-la dormir. Assim que me ajeitei na cama, ela se mexeu, mas não acordou. Sentia sua respiração batendo contra meu pescoço. Passei as mãos por cima de seus ombros, em um ‘meio abraço’. Estava olhando firmemente para seu rosto quando ela se mexeu novamente e abriu os olhos - que estavam vermelhos. Eu sorri e ela me olhou, séria.
End of ’s Point Of View
- O que você faz aqui, ? - perguntou, séria, se sentando na cama e se livrando do ‘meio abraço’ que lhe dera enquanto ela dormia.
- Eu preciso falar com você. - ele disse, determinado.
- Mas eu não quero nunca mais falar com você.
- Me deixa falar, por favor, eu não te peço mais nada.
- Fala.
- , eu sei que errei e feri seus sentimentos. - fez menção de falar, mas a olhou como se pedisse pra o deixar terminar e que depois a deixaria falar; ela entendeu. Ele continuou:
- Mas eu já não aguentava mais meu casamento. Todo dia em que eu chegava em casa, era uma briga nova por causa de qualquer besteira, como deixar a toalha molhada em cima da cama. Eu estava super estressado e não aguentava mais nada, então a gente brigava todo dia mesmo. E, quando te conheci, foi como se meu dia voltasse a ter sol. Você foi minha luz no fim do túnel, literalmente. A garota mais incrível que eu já tinha conhecido na vida. E eu meio que me aproveitei disso - não devia, mas eu não aguentava mais. Só que, depois, todas as brigas acabaram e eu ela estávamos bem... Só que eu tinha você e não queria me separar. Então eu acabei ficando com as duas. - ele disse e abaixou a cabeça.
- E você me colocou no meio disso. Como acha que estou me sentindo? Atrapalhei o casamento de vocês. E isso atrapalhou minha vida. Acho que você não pensou que eu ia descobrir, né?
- , você não tem culpa de nada. Eu já tinha pensado em te contar, mas não criei coragem.
- Mas coragem de trair você tinha. O quê você pensava quando estávamos juntos?
- , você me ajudou a descobrir que não a amo... Que amo você.
- Isso não é verdade.
- Você quer que eu te prove? Porque, se você quiser, eu vou até ela e acabo com o meu casamento agora. Só pra ficar com você.
- Eu não vou mais atrapalhar sua vida. Não foi só a mim que você fez sofrer. O que sua mulher pensava quando você passava as noites foras? Você acha que ela não sofria, Thomas?
- Mas, ...
- Não tem mas, . Acabou tudo. E não me procure mais, por favor. Faça sua mulher feliz, por tudo que você já a fez passar. E se isso não for suficiente, já que você diz me amar tanto, a faça feliz em nome do tal amor que você diz sentir por mim.
- Amigos? - ele perguntou, esperançoso.
- Infelizmente nem isso. O máximo que eu posso fazer é te acompanhar até a porta. - ela disse, se levantando em direção à porta e a seguiu. Ela a abriu e saiu.
- Adeus, . - ela disse e deixou uma lágrima escapar.
- Adeus, . - ele entrou no elevador. fechou a porta.
Ela começou a chorar por tudo que ela havia dito e feito, por ter que deixá-lo ir. Ela o amava, mas não podia deixar isso continuar. Não com ela sendo amante; e ela também não podia acabar com um casamento. Ela foi até o seu quarto novamente e se deitou na cama.
fechou os olhos e se lembrou de tudo que viveu ao lado de . Foram momentos tão felizes... Ela não podia nem imaginar que tudo acabaria assim.
Depois de um tempo, acabou dormindo.
-
ainda tentava absorver tudo que fora dito momentos antes. Ele havia a perdido para sempre, disso tinha certeza. Agora iria voltar à sua vida normal - sua vida de casado. E, como disse, tentar fazer feliz. Ele pegou o celular e discou o número de .
- Alô?
- Oi, . O que foi?
- Em qual restaurante vocês estão?
- Ah, o lobo mal vai sair da toca? - disse e riu; também.
- Sim. - passou o endereço e logo desligaram o telefone.
Depois de um tempo, já estava entrando no restaurante. Viu , e em uma mesa bem no centro do restaurante e foi até eles.
- Oi, gente.
- Amor. - disse, contente, e o abraçou.
- Oi. - ele e a beijou. riu.
- , acho que é a gente quem vai ficar de vela agora, hein? - o olhou e riu.
- Que saudade de você. - disse, se sentando novamente.
- Caramba, o não anda comparecendo. - disse, fazendo graça.
- Cala a boca, . - disse e todos riram. Os quatro começaram a comer e a conversar e, depois, cada um foi para sua casa. e ... Pode se dizer que eles se deram muito bem.
Capítulo 4.
acordou com sua campainha tocando, se levantou e foi correndo atender. Era .
- , você não tem relógio não? Ainda são - ela olhou para a parede - duas horas da tarde! - ela disse e riu.
- Dormiu bastante, hein, amor?
- Ah, não enche. Mas e aí, como foi seu encontro com o... Com o... Qual é o nome dele? - riu.
- . . Ah, foi ótimo. Ele é famoso... Não sabia que ele tinha uma banda. Mas enfim, foi bem divertido. A gente jantou fora com uns amigos dele - e vamos nos ver de novo! Acho que agora eu desencalho.
- Ah, que bom.
- E o seu ex-casado?
- Ah, nem quero me lembrar dele. Vamos mudar de assunto?
- Tudo bem. Na verdade, eu vim aqui para a gente almoçar fora. - disse.
- Ok, vou me trocar. - disse e foi para seu quarto trocar de roupa. Vestiu-se calmamente e depois voltou para a sala, na qual via TV.
- Já podemos ir.
- Oba! Qual é o restaurante de hoje?
- Não sei, hoje não estou a serviço. - disse.
- Ah, sua chata. Então vamos ao que fui ontem, lá tem uma ótima comida.
- Quero só ver. - disse e a olhou, divertida. Elas foram para o restaurante no carro de .
- Eu vim aqui ontem com o e gostei.
- Ah. Por falar nele, conta tudo o que aconteceu. - elas conversaram - na verdade, estava contando detalhadamente seu encontro. Fizeram os pedidos e o métri logo reconheceu . Ela disse ‘que estava a passeio e que não queria mordomias’. Continuaram conversando e até esqueceu-se de seu problema.
-
acordou primeiro que e ficou observando-a dormir. Ele a amava, mas não como amava - para ele, era a felicidade que sua vida precisava, a mulher da vida dele. Era com ela que se sentia mais feliz... Mas que agora havia perdido. Estava decido a fazer seu casamento melhorar - ele queria ser feliz, mesmo que não fosse com .
Se levantou e foi até a cozinha, onde preparou um bom café da manhã, colocou tudo em uma bandeja e voltou para o quarto. adorava café na cama. Entrou com certa dificuldade, mas conseguiu, colocou sobre a cama a bandeja e foi na direção de , que ainda dormia. Ele beijou sua bochecha e lábios e ela se mexeu na cama, abrindo os olhos. Viu sorrindo para ela e sorriu imediatamente.
- Bom dia, amor.
- Você quer dizer boa tarde, né? - ele brincou. Ela se sentou na cama e viu lá no canto a bandeja, abriu um enorme sorriso para , que a abraçou, sussurrando em seu ouvido - Surpresa! - ela o olhou e selou os lábios dos dois.
- Há quanto tempo você não faz isso! O que aconteceu com você, ?
- Digamos que a noite de ontem foi muito boa. - ele disse com um sorriso malicioso nos lábios. riu e corou em seguida. pegou a bandeja e colocou entre os dois.
- Amor, eu não quero mais brigar. - disse, triste.
- Nós não vamos. Quero ser feliz ao seu lado. - o olhou, sorrindo. Eles continuaram comendo e conversando.
-
e terminaram de comer e voltaram para o apartamento.
- , sei que não quer falar sobre ele... Mas você está bem?
- Ah, , estou vivendo, né? Não vou deixar minha vida de lado por causa de um relacionamento que não acabou bem. , mesmo me enganando, me ajudou a superar o que havia acontecido antes... Mas, mesmo assim, ainda sinto o vazio que ficou dentro de mim.
- Mas, enquanto estava com , você não se sentia assim.
- Talvez seja porque eu tenha o amado com todas as minhas forças, pelo fato de ele ter me ajudado a superar. Eu amava o ... Ainda amo. Mas, novamente, vou sobreviver a isso... E dessa vez não está sendo tão doloroso. Ainda assim, doi saber que tudo que vivi com ele foi uma mentira.
- Talvez o tenha amigos. - sugeriu.
- Não! Não quero me envolver com mais ninguém. - disse e a reprovou com o olhar. - Pelo menos por enquanto. - terminou e sorriu.
- Vamos deixar isso pra lá, bola pra frente. Você vai trabalhar hoje?
- Vou só passar na redação e ver para onde me mandam.
- Ah, que bom, porque eu estou a fim de passar o dia todo contigo.
- Ó, Deus me salve. - brincou e o celular de tocou.
- Alô? - Oi, , é o .
- Oi, . - Então, eu queria te ver.
- Agora? - Pode ser.
- Estou na casa de uma amiga, se quiser vir aqui... - Por mim, tudo bem. Me passa o endereço. - passou o endereço e logo desligou.
- Você é doida?
- Não, por quê?
- Parece. O cara diz que quer te ver e você o chama para se encontrar com você e sua amiga? , assim você não arranja namorado.
- Ah, relaxa, o é legal. E ele nem ligou, viu? Que stress.
- Ok, vou à redação e depois volto. Nada de perversidades no meu apartamento.
- Mas você pode, né? - perguntou, rindo.
- Aí é que ta: o apartamento é meu, baby. Até mais. - disse, pegando sua bolsa, e saiu. Entrou no elevador e ficou pensando sobre o que conversou com . Esse, com certeza, teve um fim menos trágico. Ela decidiu esquecer isso, já que aconteceu anos atrás. Ela mudou de país para esquecer isso definitivamente. Já não aguentava mais todo aquele sofrimento que tentou deixar no Brasil.
Saiu do elevador, entrou na garagem e viu que um rapaz estava estacionando bem na saída. Buzinou e lhe deu passagem. Ela o olhou, agradeceu e seguiu seu caminho até a redação da revista.
Chegando lá, encontrou Patrick, seu chefe. Ele a olhou e sorriu; são bons amigos fora do ambiente de serviço.
- Pensei que tinham te seqüestrado, . - ele brincou.
- Ainda não te deram essa felicidade, Hunt.
- Ai, credo, eu até pagaria seu resgate se isso acontecesse, ok? Mas então, o que te faz passar aqui?
- Tenho que pegar uns papéis em relação a onde devo ir, Patt.
- Ok, mas venha tomar um café comigo primeiro; tenho que te contar uma novidade.
- É boa ou ruim? Já estou farta de más notícias.
- Creio que você vai gostar. - Ele disse e foi em direção à sua sala, que ficava no centro da redação e de onde ele podia ver tudo e todos. Eles entraram e Patt os serviu.
- Anda, Patt. Fala.
- Então, . Você tem se saído muito bem e todos reconhecem isso - não é à toa que é a mais reconhecida atualmente, que todos querem uma visitinha sua e...
- Patt, fala de uma vez. - disse, impaciente.
- Você ganhou duas folhas na revista! Nada mais de coluna no canto da página, você vai ter uma sessão só sua de duas folhas, frente e verso. Somente com suas palavras e opiniões.
- Ai, Patt, que coisa ótima! - levantou e foi abraçá-lo.
- Não falei que você ia gostar?
- Então, quando eu começo?
- Só na próxima quinzena, mas nessa edição já saíra um aviso especial para todos ficarem sabendo.
- Isso é ótimo... Mas significa uma coisa.
- O quê?
- Mais trabalho, chefinho.
- Eu sei que você dá conta. Mas vai à sua mesa e pegue a lista com os restaurantes que separamos pra você ir, te demos os melhores para a sua estreia.
- Ok. Em dois ou três dias te mando a minha última coluna, ok?
- Sim, mas vai logo. Beijos e até mais.
- Está me expulsando, Patt?
- Não, , é que tenho muito trabalho. - riu e saiu da sala. Foi até a sua mesa e a encontrou cheia de cartas e uma lista com quinze restaurantes que ela devia ir. Ela acrescentou o que foi hoje com e pegou suas cartas. Tinha uns três dias que ela não aparecia por lá. Pegou tudo e foi embora da redação.
Estava dirigindo calmamente com o rádio ligado quando: “- E hoje no nosso estúdio temos uma visita. , do McFLY, veio nos falar como anda a produção do novo álbum. Mas, antes, vamos ouvir uma música! , você escolhe.
- Escolho a música de uma banda conhecida por aqui. True Love Way, do Kings of Leon. (n/a: aaaah, eu AMO essa música)
- Dedicada a alguém?
- Não. Só gostaria de dizer que cada um tem seu jeito de amar e que, por mais errado que seja o amor, o mesmo continua sendo verdadeiro, não importam as circunstâncias.
- Ok. Então, com vocês, True Love Way, do Kings of Leon, por .”
não queria mais ouvir, então desligou o rádio. Quanto mais ela tentava esquecer , mais ela acabava se lembrando dele.
Deixou o carro na rua e entrou rapidamente no prédio. Queria esquecer as palavras ditas por . Entrou no elevador e passou as mãos pelo rosto, tentando se acalmar. Isso tudo que estava acontecendo era demais pra ela. As portas se abriram e ela foi em direção ao seu apartamento, dando de cara com e um cara desconhecido vendo TV.
- Oi , voltei. - ela disse, fazendo e o rapaz a olharem. reconheceu o rapaz - o que estava estacionando lá embaixo quando ela estava saindo.
- , esse é o . , essa é a - ou -, minha melhor amiga.
- Oi, , prazer. E ah, obrigada.
- Oi, . Ah, beleza.
- Obrigada pelo que?
- Ele me deu passagem quando estava saindo. O que vocês estavam vendo?
- Um filme que o trouxe, mas não é muito bom. Alguma novidade no serviço?
- Sim. Fui promovida, tenho uma seção só minha agora.
- Ai, que bom! A gente precisa comemorar! - disse e saiu andando em direção à cozinha, começando a mexer nas coisas da .
- Não liga não, com o tempo você se acostuma. - disse e riu.
- ! Cadê aquele vinho que eu te dei de natal? - disse, voltando para a sala com uma expressão brava.
- Ah, eu tomei ele esses dias. Era muito bom, parabéns pela escolha.
- E obrigada por guardar um pouquinho para mim.
- , você fez o vir até aqui pra ficar discutindo comigo? Aproveita que estão juntinhos aqui e me deixa quieta, vai. Senta lá com ele e eu escolho o vinho e alguma coisa para comer. Vai, desinfeta de perto de mim. E você - ela disse, apontando pra -, faz seu papel de homem e pega ela de jeito pra ver se acalma a fera. - terminou e segurou pela cintura, a beijando.
- Era disso mesmo que eu estava falando. - riu e foi até a cozinha, pegou um vinho especial e alguns salgadinhos.
- ! - ela gritou e a amiga logo apareceu. - Leva sua taça e a do . As duas foram até a sala e os três ficaram conversando sobre vários assuntos, até o celular de tocar.
- Alô. Tá, eu já vou para aí, calma. Estou na casa de uma amiga da ... Pára de gritar no meu ouvido, Jones! Eu já estou indo para o estúdio... Tá bom. Meninas, digam ‘oi’ para esses três mal-educados.
- Oi! - e disseram juntas.
- Oi, e amiga dela. - eles responderam e as meninas riram.
- Vou desligar, panacas! Até daqui a pouco. - disse e desligou o celular.
- Você já vai? - perguntou, triste.
- Já, , minha banda está gravando um CD novo, então está tudo muito louco. -ele disse e sorriu.
- Tudo bem, né. - ela disse e se levantou. e também.
- Tchau, , foi um prazer te conhecer. - disse educadamente.
- O prazer foi meu, , volte sempre.
- Ótima ideia. - disse, pegou sua bolsa e olhou para a amiga. – , já vou indo também. Se cuida, amiga, e não deixa aquele idiota te fazer mais mal, ok?
- Ok, . Obrigada por tudo. - olhava pra elas com sua expressão confusa.
- Vamos? - disse, olhando para . Ele sorriu e os levou até a porta. Depois ela foi direto para seu quarto e começou a trabalhar na sua última coluna.
Ia dormir tarde; no outro dia teria muito trabalho a fazer.
Capítulo 5.
estava trabalhando muito. Já havia se passado três semanas do ocorrido com e ela só trabalhava. Ela estreou sua nova seção na revista, que fora um sucesso. Agora estava na redação, conversando com Patt na sala dele.
- Então, Patt, a gente podia fazer assim... - ia dizendo sobre como queria o novo ‘layout’ da sua seção quando sentiu uma forte tontura e se segurou em Patt.
- , você está bem? - ele perguntou preocupado.
- Aham, foi só uma tontura. - ela disse e se sentou na cadeira.
- Só mais uma, né? Você está se sentindo assim já faz um tempo, ou pensa que eu não percebo? Vem, vou te levar no médico agora!
- Não, Patt, não precisa. Eu já estou bem e tenho muito trabalho pra fazer.
- Não! Não quero ver você passando mal toda hora por causa de serviço. Você vem por bem ou por mal. - ele disse, sério.
- Está certo. É você vai ver que eu estou muito bem, é só cansaço.
- E as cólicas são cansaço também? - ele perguntou. o olhou, assustada.
- Como você sabe?
- A me ligou pra contar, está preocupada com você também.
- Ok, vamos logo ao médico. - eles saíram da redação e foram para o consultório do Dr. Greenleaf, médico de .
Os dois chegaram lá, fizeram a ficha e estavam esperando ser atendida quando o celular de Patte tocou. Era da redação, precisavam dele lá urgentemente.
- Eu vou voltar. E você, nada de fugir daqui, ok?
- Ok, Patt, já disse que não vai dar nada além de stress. - Patt a beijou na testa e saiu.
Pouco tempo depois o médico a chamou e ela entrou na sala dele.
- Bom dia, senhorita . O que se passa?
- Doutor, eu tenho me sentido muito cansada, com muitas cólicas e tontura.
- Tem se alimentado corretamente?
- Sim, como de tudo. Frutas, verduras, legumes.
- Ok, vou pedir um exame de sangue completo. Você pode estar com anemia. - assentiu e saiu acompanhada de uma enfermeira, que a levou até outra sala, na qual ela mesma colheu o sangue.
- Fica pronto daqui a trinta minutos.
- Ok. - respondeu e voltou para a sala de espera.
Nessas três semanas que se passaram, ela nunca mais soube de . Às vezes via algo sobre ele na TV ou no rádio. E e tinham começado a namorar.
Ela folheava uma revista quando ouviu o Dr. Greenleaf a chamando.
- Senhorita, tenho uma notícia ótima para você. Você vai ser mamãe.
- O quê? – perguntou, visivelmente nervosa.
- Isso mesmo. A senhorita está grávida de dois meses. - o olhou, assustada. Isso não podia estar acontecendo. Ela se levantou e saiu do consultório exaltada, entrou em seu carro e foi até a casa de .
’s Point Of View
Isso não pode estar acontecendo, eu não posso estar grávida. A última pessoa com quem transei foi o e a gente sempre se protegeu. Eu não posso acreditar nisso, deve ter sido um erro.
Parei o carro em frente à casa da e desci rapidamente. Apertei a campainha desesperadamente. Quando ela abriu a porta eu a abracei forte; precisava de carinho e de consolo agora.
- , o que aconteceu? - ela me perguntou, preocupada.
- , você não vai acreditar quando eu te contar.
- Ok, mas vem. Vamos sentar no sofá e aí a gente conversa. - ela me guiou até o sofá e nos sentamos lá.
- , quem era? - ouvi a voz de e sorri imediatamente. Estava com as pessoas que mais amava. tinha virado meu melhor amigo nesse tempo. Ele se ajoelhou na minha frente e me olhou carinhosamente.
- Eu não sei o quê aconteceu com ela, . - disse, eu estava chorando descontroladamente.
- , fica calma e conta tudo pra gente. - respirei fundo algumas vezes e olhei para os dois.
- O Patt me forçou a ir ao médico e eu fui. O Dr. Greenleaf pediu um exame de sangue completo e disse que eu estou grávida. - terminei de dizer e voltei a chorar. Os dois me abraçaram. Ambos sabiam que eu havia sido enganada por , mas nenhum dos dois nunca o tinha visto. ou é um nome muito comum aqui.
End of ’s Point Of View
Eles largaram e a olharam com um sorriso no rosto.
- , eu vou ser tia! - disse com os olhos brilhando.
- E eu tio. - completou. riu baixinho.
- Gente... E agora, o que eu faço? - perguntou.
- Você vai ter esse filho. Eu e vamos te ajudar a cuidar dele. Não precisa se preocupar com nada.
- Mas ele vai crescer sem pai? Porque eu não pretendo procurar o .
- Quem precisa de pai quando se tem como tio e futuro padrinho?
- É isso mesmo, ! Nossa, nem se convidou, né, ? - disse e a amiga riu.
- Eu não sei o que faria sem vocês! - disse, os olhando.
- , você já conversou com o médico sobre o pré-natal? - perguntou.
- Não, eu fugi de lá. Estava com tanto medo.
- Tudo bem, a gente vai lá com você. , é bom você fingir que é o pai do bebê porque a clínica é bem conservadora e não vai gostar de uma mãe solteira lá. - disse.
- Está vendo, neném? Você já ganhou até um pai. - disse olhando para a barriga da amiga, que ainda nem aparecia. e riram.
Os três saíram da casa de pouco tempo depois e foram todos para o consultório do Dr Greenleaf.
Como estava vazio, nem precisou fazer ficha. Todos estavam entrando quando a recepcionista olhou para e disse:
- Só a mãe e o pai do bebê podem entrar, senhorita. - assentiu e os dois entraram.
- Olá, Dr. Greenleaf, eu queria pedir desculpas por ter saído daquele jeito daqui agora há pouco. - disse constrangida.
- Tudo bem, senhorita. Eu sei que é muita emoção. Esse deve ser o pai do bebê. - ele disse, olhando para .
- Eu mesmo. - respondeu e sorriu.
- Então, eu sou ginecologista também, mas se vocês quiserem outro médico...
- Não, eu prefiro o senhor. - ela disse.
- Ok. Você vai ter que vir aqui todo mês para o pré-natal. Com o tempo, nós vamos acertando tudo. Eu acho aconselhável fazermos uma ultrassonografia hoje, já que você não sabia sobre a gravidez.
- Também prefiro, doutor, eu ingeri álcool. Sou crítica gastronômica e sempre como bebendo vinho. - o médico assentiu e chamou uma enfermeira, que a levou até um ‘quartinho’ para trocar de roupa.
voltou para a sala do médico e viu conversando com ele.
- Ele vai ser um pai bem prestativo, . Posso lhe chamar assim?
- Claro, Dr. Greenleaf.
- Me chame apenas de Richard. - assentiu e todos foram até outra sala, onde estava tudo pronto para a ultrassonografia.
se deitou na maca, Richard passou o gel em sua barriga e começou o exame. Vinte minutos depois e já haviam acabado. O médico disse que estava tudo ótimo com o neném, apesar de ter ingerido álcool. Também falou para ela não beber mais.
Certo tempo depois, e saíram da sala de Richard e ela marcou a próxima consulta.
- Como ele está? - perguntou assim que e saíram da sala do médico.
- Ele está ótimo. - respondeu com um imenso sorriso no rosto. Os três entraram no elevador.
- Ótimo, agora temos que comemorar a chegada dele. Que tal uma festinha particular? - propôs.
- Ah, nós agradecemos, mas eu estou cansada. Essa ‘confusão’ me deixou exausta e eu só quero ir pra minha casa. – disse.
- Tudo bem, eu comemoro sem vocês. - disse. Eles foram até a casa de , pegou seu carro e foi para a sua.
O caminho inteiro ela foi pensando em como tudo seria diferente agora. Ela teria um filho pra criar e sua vida mudaria muito.
guardou o carro na garagem, pegou o elevador e foi para seu apartamento. Entrou em casa tentando se lembrar de quando ela e não se protegeram.
Até que ela recordou de um dia que ele havia feito uma surpresa pra ela. Ela chegou do trabalho e viu sua casa toda numa decoração romântica. Tinha sido naquele dia, tinha certeza.
Jogou sua bolsa no sofá e se sentou no mesmo, passou a mão em sua barriga e sorriu. Pelo menos toda aquela mentira viraria uma coisa boa. Seu telefone tocou.
- Alô?
- PARABÉNS, MAMÃE! - Patt gritou.
- Patrick, seu idiota! Obrigada. - ela disse com um imenso sorriso no rosto.
- Vocês estão bem?
- Estamos. É estranho falar no plural. - disse rindo.
- Depois eu é que sou idiota.
- Vem aqui? Estamos nos sentindo sozinhos.
- Ok. Já tô indo, ma-nhê. - ele falou e gargalhou.
- Você é muito bobo.
- É sério, , vou sim. E vou passar no mercado pra comprar umas comidinhas muito saudáveis pra você e pro bebê.
- Não precisa, Patt, amanhã eu compro.
- Nada disso, você não pode pegar peso. Eu compro. Tchau. - ele respondeu e desligou.
- Filho, estamos feitos com o Patt. Ele vai mimar a gente até dizer chega. - disse para seu filho e para si mesma, depois riu. Ela ficou sentada no sofá em silêncio por uns minutos até seu celular tocar. Olhou o número e era .
- Fala, .
- , tem certeza que não quer vir? Eu e os caras da banda estamos nos divertindo. - ele disse com certa dificuldade.
- , você tá bêbado?
- Não, , só tomei algumas cervejas.
- Cadê a pra dar jeito em vocês?
- Ela foi com as meninas no mercado. Vem pra cá!
- Não. O Patt vai vir aqui e eu não quero sair de casa.
- Hum, o Patt né? Ainda acho que vocês vão ter um caso. - disse e gargalhou.
- Cala a boca, somos apenas amigos. Eu quero ver quando o meu filho nascer, se você vai se comportar assim...
- Assim como? É uma festa e todos bebem. Cala a boca, script>document.write(Danny). Ok, eu ponho no viva-voz.
- PARABÉNS, AMIGA DO ! - , e gritaram.
- Obrigada, meninos.
- É MENINO OU MENINA? - os três gritaram novamente.
- Menino. - e falaram juntos e ambos riram depois.
- , eu vou desligar, vou tomar banho.
- Hm, quer ficar cheirosa pro Patt. - ele disse e riu.
- Idiota. Tchau e vê se não bebe muito. Beijo.
- Tchau, , cuida direito do meu afilhado/sobrinho, ok?
- É claro, . Beijo. - respondeu e desligou o celular. Ela se levantou, pegou um papel e escreveu:
“Patt, fui tomar banho, a chave está onde você sabe que fica. Xx.”
Ela pegou uma fita adesiva e colou o bilhete na porta, entrou novamente e foi para seu quarto. Pegou uma calça de moletom e uma blusinha de manga comprida e foi para o banheiro.
Enquanto tomava banho, pensava na vida. Sua vida mudaria totalmente. Ela passou a mão na barriga que mal aparecia e sorriu. Ouviu um barulho e deduziu que Patt havia chegado. Ela se apressou no banho e se vestiu. Saiu do banheiro, penteou os cabelos e foi para a sala.
Quando chegou lá, viu um monte de sacolas na bancada e ele logo atrás.
- Oi, Patt. - disse atrás dele. Ele se virou e a abraçou carinhosamente.
- Oi, . E parabéns, mamãe. - ele disse colado ao seu ouvido e abriu um largo sorriso.
- Obrigada. - murmurou se soltando do abraço.
- Comprei umas comidinhas pra vocês. - Patt sorriu docemente.
- Você comprou o mercado inteiro, né, Patrick? Mas por que tem uma sacola do “Peace of France”?
- Eu sei que você ama as peras com chocolate de lá e então comprei pra ser a nossa sobremesa.
- E o que teremos de jantar?
- Salmão grelhado e salada de brócolis ao molho branco. - ele dizia enquanto guardava as compras.
- Patt, até você fazer tudo isso já vai ser madrugada. - falou enquanto tirava as compras da sacola.
- E quem disse que eu vou cozinhar? Passei naquele restaurante vegetariano que tem perto da redação e deixei encomendado. Daqui a pouco devem estar entregando aqui. - ele disse e sorriu orgulhoso de si mesmo. sorriu. Os dois estavam guardando as compras e conversando.
- , você vai continuar morando aqui quando o bebê nascer?
- Não, antes de ele nascer eu quero me mudar para uma casa, pra ele ter mais espaço e liberdade, sabe? E, por falar nisso, vou precisar da sua ajuda para procurá-la.
- Ajudo sim, é melhor mesmo. Eu cresci em apartamento... Você não pode fazer nada. Eu não podia pular nem falar um pouco mais alto, é horrível. Posso te fazer uma pergunta?
- Claro que pode, Patt.
- Você vai procurá-lo? - Patt perguntou sério.
- Não. Vou criar meu bebê sozinha, não preciso da ajuda dele. E isso também iria acabar com o casamento dele.
- Mesmo longe dele, você o ajuda, né? , o que você vai dizer pra essa criança quando ela perguntar pelo pai? Que ele morreu?
- Posso dizer que o pai dele é agente da CIA ou do FBI. - disse e riu.
- Boba. Isso é sério!
- Ai, Patt, eu não sei. Só sei que não vou procurar o ! – falou, determinada.
- Se você quer assim... Só quero que saiba que você pode sempre contar comigo, tá? - ele disse, o olhou sorrindo docemente e o abraçou. Ficaram um tempo assim até a campainha tocar.
- Acho que nosso jantar chegou. - ele disse desfazendo o abraço. Ambos foram até a porta, abriu e era o porteiro com um buquê de flores do campo, as preferidas dela.
- Errei. - Patt sorriu. O porteiro entregou as flores a e ela e Patt foram novamente para a cozinha. A garota colocou o buquê sobre a bancada que agora estava vazia e pegou o cartão, o abriu e leu:
“Parabéns, mamãe, que você seja muito mais feliz a partir de agora! Te amo, Patt”
olhou para Patt com os olhos cheios de lágrimas e o abraçou apertado.
- Patt, muito obrigada. Só você pra fazer essas coisas por mim. Minhas flores preferidas, todo mundo sempre compra errado. Eu também te amo, seu bobo. - ela disse após se soltar de Patt.
- , pára de chorar, por favor. - ele falou, secando as lágrimas de , todo aflito. Ela sorriu.
- É de felicidade. É bom saber que se importam comigo.
- , eu sempre me importei contigo. Assim como a e o . - ele disse nervosamente, pois ver chorando o deixava nervoso. Ela riu ao vê-lo todo nervoso e sem saber o que fazer direito.
- Calma, Patt, eu tô bem. Já parei de chorar. - sorriu para ele e secou as lágrimas com as mangas de sua camiseta. Foi até o armário e pegou um vaso, colocou um pouco de água e o buquê dentro. Pegou o mesmo e foi com ele até a sala, o colocou sobre a mesinha de centro e se sentou no sofá, Patt também.
- Vamos ver TV? - ela propôs e ele assentiu. ligou a TV e ficou zapeando nos canais, não tinha achado nada de interessante para ela. - Que tal “Two and a half man”? - ela sugeriu. Era totalmente viciada nessa série e não perdia um episódio, tinha todos em sua coleção de DVDs.
- Por mim, tudo bem. Quer que eu coloque? - ele se ofereceu e ela assentiu. Patt se levantou e deitou-se no sofá. Pouco tempo depois ele voltou.
- Posso me sentar? - ele perguntou e ela riu se sentando também, Patt se sentou e recostou a cabeça em seu ombro enquanto via o primeiro episódio começar.
Ambos assistiam em silêncio, adorava. Sabia muitas das falas e as dizia junto com os personagens. Patt ria disso tudo.
Já estavam no quarto episódio quando a campainha tocou.
- Agora deve ser o nosso jantar. - ele disse. Os dois foram até a porta e a abriu, vendo o entregador. Ele entregou a ela, que foi até a cozinha arrumar a mesa, e logo Patt se juntou à garota.
A mesa de era a bancada que dava de frente para a TV, ela arrumou tudo rapidamente.
- Patt, você quer vinho ou vai me acompanhar no suco?
- Suco pra mim também, . - a garota abriu a geladeira, pegou o suco e serviu a ambos. Ela foi até a sala, pegou o controle do DVD e deu ‘play’. Patt riu. Os dois se serviram e jantaram enquanto viam TV.
O quarto episódio acabou e deu ‘stop’.
- Você não deve estar agüentando mais, né?
- Imagina, , eu até gosto deles. Apesar de preferir ‘Supernatural’.
- Eu também gosto de ‘Supernatural’. - depois disso eles engatara uma conversa sobre filmes e séries.
Acabaram de comer e voltaram para a sala.
- Quer ver mais? - ela perguntou a Patt.
- Ok. - respondeu e ela deu ‘play’ novamente. Ficaram vendo por cerca de uns vinte minutos até Patt se lembrar de que precisava ir embora. olhou para o relógio e viu que já era bem tarde.
- Patt, é muito tarde pra sair dirigindo por aí.
- Eu moro perto daqui , você sabe.
- Mas é perigoso. Dorme aqui, não tem problema.
- Meu carro vai ficar na rua?
- Usa minha vaga extra.
- Vou deixar o Daston sozinho? - Daston era o cachorro de Patt, um labrador marrom.
- Você deu ração pra ele antes de sair?
- Sim.
- Então não há problema. Vamos logo guardar seu carro. - ela disse e novamente parou o DVD. Levantou-se e foi até a porta, abrindo-a. Patt estava logo atrás.
Entraram no elevador que estava vazio e logo estavam no térreo.
- Sir Johnson, meu amigo vai dormir aqui e ele precisa guardar seu carro, o senhor poderia encaminhá-lo até a minha outra vaga? - perguntou ao porteiro.
- É claro, senhorita . - os dois saíram e ela ficou esperando no hall.
Cerca de dez minutos depois, os dois voltaram e pareciam amigos de longa data, riu ao ver aquilo. Sir Johnson era um senhor de cerca de sessenta anos.
- Pronto, senhorita, o carro de seu amigo já está seguro. - ele disse divertido.
- Obrigada. Tenha uma boa noite, Sir. - disse e saiu andando com Patt. Os dois entraram novamente no elevador.
- Ele é muito engraçado, . Pensou que éramos namorados. - Patt disse e riu, ela também.
Logo chegaram ao andar da garota e entraram.
- E aí, aguenta mais “Two and a half man”?
- Opa! - Patt disse divertido e ambos se sentaram mais uma vez no sofá. encostou sua cabeça no ombro de Patt e uns dez minutos depois acabou dormindo.
Patt só deu conta disso quando o episódio acabou e não disse nada como: “Esse episódio é muito bom” ou “É um dos meus favoritos!”. Ela sempre fazia algum comentário.
Ele foi até o quarto da garota, arrumou a cama e voltou para a sala. Patt a pegou no colo e a levou até seu quarto. Deitou-a delicadamente sobre a cama e ela se mexeu, mas continuou dormindo. Patt a cobriu e saiu silenciosamente do quarto. Depois caminhou até a sala, desligou a TV e o DVD e foi para o quarto de hóspedes. Ele tirou os sapatos e a calça, ficando somente de boxers e camisa social. Deitou-se na cama e logo dormiu também.
Capítulo 6.
acordou em sua cama, confusa. Mas logo se lembrou de que Patt estava e que provavelmente a teria levado para cama. Ela sorriu.
Foi até o banheiro, fez sua higiene pessoal e colocou seu hobbie. Saiu do quarto e viu que a casa estava silenciosa; Patt provavelmente ainda estaria dormindo. Ela foi até a cozinha,
ligou a cafeteira e começou a preparar o café da manhã. Colocou pão na torradeira e se sentou no banquinho. Passou a mão na barriga e ficou com a mão lá.
- Ele está com fome também? -Patt perguntou, entrando na sala.
Ela o olhou e viu seu chefe como nunca imaginaria: de boxers, com o cabelo mais bagunçado que o normal e com cara de sono. Ela riu ao vê-lo assim.
- Acho que sim. E Patt, nunca imaginei te ver assim. - ela disse e depois riu.
- Boba. - ele coçou os olhos e se espreguiçou.
- No armário do meu banheiro tem uma escova de dente nova, pode usar. - ele assentiu e saiu meio cambaleando da sala, gerando risos em .
Ela terminou de arrumar do café e só estava o esperando, a mesa já estava posta e ela estava sentada em silêncio.
- Bom dia, . - ele disse aparecendo novamente, mais com o cabelo menos bagunçado e devidamente vestido. Ela sorriu.
- Bom dia Patt. Vamos comer? - ela perguntou e ele riu. Os dois comiam e conversavam.
- , você tem que ir à redação hoje. - ele disse, sério.
- Por quê?
- Primeiro, você tem que escolher o novo layout. Segundo, sua sessão não está completa e, terceiro, eu tenho que mandar tudo isso hoje pra central. - fez uma careta.
- Tudo bem, eu vou sim.
- OK. Eu já vou embora, seu café estava uma delícia. -ele já estava de pé.
- Ah, por quê? Você podia me dar uma carona, estou com preguiça de dirigir.
- Ai, , nem dá. Já são dez horas, o pessoal já deve estar chegando. Tenho que ir voando pra casa, tomar banho, dar ração pro Daston, ficar um pouquinho com ele e ir correndo pra
redação. Quer que eu peço pra alguém vim te buscar?
- Entendo. Não, eu vou sozinha. Sem problemas.
- Tudo bem. - os dois já estavam na porta.
- Até daqui a pouco, Patt.
- Tchau, . - ele disse e beijou no topo da cabeça e alisou sua barriga antes de sair.
entrou em casa, arrumou a cozinha rapidamente e estava indo pro quarto quando seu telefone tocou.
- Alô.
- Fala, . E afilhado. - disse, animado.
- Fala, . Como você consegue ser animado depois de ter ficado de porre?
- É a pratica. - ele disse, cínico, e riu.
- O que você quer?
- E aí, pegou o Patt?
- Você me ligou só pra isso?
- Também.
- Não, eu não peguei o Patt.
- Que cara frouxo. - riu.
- Você é muito fofoqueiro, sabia?
- A vive falando isso. Mas enfim, vem aqui em casa daqui a pouco?
- Nem dá, . Tenho que ir trabalhar.
- No sábado?
- A revista fecha hoje e eu não terminei a minha sessão porque tive que ir ao hospital, lembra?
- Ok. Mas vem aqui depois, tá?
- O que você está aprontando?
- Depois eu te conto.
- Ok. Manda beijo pra .
- Mando sim. Vou acordar ela agora. Tchau, meus amores. – ele disse e riu.
- Tchau, . - ela desligou o telefone e foi para seu quarto, tomou um banho rápido e se vestiu calmamente, como se fosse apenas mais um dia de trabalho.
Pegou sua bolsa e sua pasta e saiu de casa. Chamou o elevador que logo chegou e estava cheio. cumprimentou a todos.
Logo chegou ao hall, falou um ‘oi’ discreto pra o porteiro e foi para a garagem. Entrou em seu carro e fez o caminho de todos os dias, mas sem trânsito hoje. Chegou à redação
Rapidamente, guardou o carro na garagem do prédio entrou no elevador.
Desceu em seu andar e foi falar com Kate, a recepcionista.
- Bom dia, Kate.
- Bom dia . E parabéns.
- Obrigada, Kate. Algum recado?
- Não. - sorriu e foi para a sala onde todos os jornalistas que trabalham na revista ficavam. Enquanto ia até sua mesa, recebeu muitos parabéns pela sua gravidez. É, realmente todos estavam sabendo.
Ela se sentou em sua mesa, abriu sua pasta com as anotações sobre os restaurantes e começou a trabalhar; faltava pouco para ela encerrar sua sessão desta quinzena. terminou tudo, imprimiu e foi para a sala de Jared, que fazia os layouts.
- Bom dia, Jared. - ela disse, entrando na sala dele.
- Hey, . Parabéns pelo bebê.
- Valeu. Mais e aí, o que você tem pra mim?
- Esses. - ele disse, pegando uma pasta com o nome dela e com cinco opções. logo se decidiu e deixou com ele a sua sessão para que ele já a imprimisse com o novo layout. Saiu da sala dele e foi para sua mesa, esperar que ele terminasse para entregar a Patt e ir embora. Ela estava distraída quando seu telefone tocou.
- Alô.
- , é a Kate. Tem uma senhora aqui na recepção querendo falar com você.
- Quem é?
- . - ficou gelada. Era a mulher de , tinha certeza. Mas o que ela queria?
- O que ela quer? - perguntou com a voz tremendo, mais isso não foi percebido por Kate.
- Ela disse que precisa de ajuda pra escolher um restaurante. - Kate disse e sentiu um alívio percorrendo seu corpo.
- Kate, eu não posso fazer isso, não é meu trabalho. Diga a ela que minha sessão tem ótimas dicas e diz que eu estou em uma reunião muito importante.
- OK. - Kate disse e desligou o telefone. Ela estava tremendo. A mulher dele estava lá e queria falar com ela. Foi como se tudo tivesse voltado à tona. estava parada, olhando pro nada.
- ? - Jared a chamou, mas ela não o ouviu. Ele colocou a mão no ombro da garota e ela o olhou.
- Desculpe Jared, estava distraída.
- Aqui está. - ele a entregou.
- Ficou ótimo, obrigada. - ele sorriu para ela e saiu. se levantou e estava indo até a sala de Patt, mas parecia que tudo girava. Ela entrou desesperada na sala do amigo, que, percebendo que ela não estava bem, desligou o telefone rapidamente.
- O que aconteceu? Você está pálida. - ele disse, aflito. abriu a boca para responder, mas nada saía.
- Se acalme, pense no seu filho. Eu vou pegar água com açúcar pra você. - Patt foi até a pequena copa que tinha em sua sala e preparou a água para ela. Quando ele voltou, olhava pro nada, com feição apavorada. Ela bebeu a água rapidamente.
- , respira fundo e me diz o que aconteceu. - ela fez o que ele disse.
- Patt, a mulher do está na recepção. -Patt olhou assustado para ela.
- Calma, , está tudo bem. O que ela está fazendo aqui?
- Ela quer falar comigo. É fã do meu trabalho, parece.
- Tudo bem, eu vou dar um jeito nisso. - Patt disse e pegou o telefone, discando para a recepção.
- Kate?
- Sim, Patt. Deseja algo?
- A mulher que queria falar com a ainda está aí?
- Sim.
- Dê um jeito e peça o telefone da casa dela, agora. Vou ficar na linha esperando.
- Tudo bem. - Kate tirou o telefone do ouvido.
- Senhora . - ela chamou .
- Me chame apenas de . A poderá me atender agora?
- Creio que ainda não. Chamei-lhe aqui por causa de uma promoção que estamos oferecendo. Você poderá passar um dia ao lado de seu jornalista preferido aqui da revista. Desejaria participar?
- Com certeza. - disse, animada.
- Eu preciso de alguns dados pessoais seus. – , acreditando na promoção, passou e logo depois voltou a sentar-se na poltrona, na esperança de falar com . Segundos após se sentar, Kate pegou o telefone.
- Patt?
- E aí, Kate, conseguiu?
- É claro. - passou o telefone da casa de e logo Patt desligou.
- Patt, o que você vai fazer? - perguntou aflita.
- Quieta. - Patt discou e esperou alguns segundos até atenderem.
- Alô - disse do outro lado.
- Alô. Aqui é Patrick Hunt, amigo da...
- - completou a frase.
- Isso mesmo. E , você deve saber como fez minha amiga sofrer. Agora que ela já está recuperada, sua mulher me aparece aqui no trabalho, querendo falar com ela. Então faça um favor a ela e a você e dê um jeito de tirar sua mulher daqui.
- OK. Como a está? - perguntou, sentindo um aperto no peito.
- Ótima. É só isso. Adeus, . - Patt desligou sem ouvir a resposta dele. - o olhava, pasma. Não acreditava que ele tivesse feito isso. Ela se sentia vazia novamente por dentro, como se seu coração não estivesse lá, parecia que ele tinha sido arrancado. Ela sentiu tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Mesmo tendo passado algum tempo ela ainda o amava... Mesmo não querendo.
- , você está bem? - Patt perguntou.
- Sim. Pode pegar um copo d’água pra mim? - Patt assentiu e foi novamente até a copa. E , num impulso, copiou o telefone de em outro papel e guardou consigo. Patt voltou e bebeu a água rapidamente.
- Patt, não conta pra ninguém sobre isso, ok?
- Tudo bem, mas fica bem.
- Vou ficar. Já vou embora, tá? Vou estar na e no . - ela disse, ficando de pé e abraçando o amigo. - Obrigada. – ela sussurrou em seu ouvido. Eles desfizeram o abraço.
- Tchau, Patt. - ele apenas acenou. - foi até sua mesa, arrumou suas coisas rapidamente. Saiu da sala e chamou o elevador, para ir até a garagem.
Ela entrou em seu carro e encostou sua cabeça no volante, sentindo seus olhos lacrimejarem. Tudo estava voltando em sua mente, como um flashback: seus momentos mais íntimos com , momentos de descontração e o dia em que ela descobriu tudo e ele jurou que a amava e que largaria da esposa por ela. Por mais que ela quisesse, não queria destruir ainda mais a mulher dele. A essa altura, já chorava quase que descontroladamente.
Ela pegou seu celular em sua bolsa e o número da casa dele. E num impulso ela discou. Enquanto o telefone chamava, havia controlado o choro, mas sua respiração estava acelerada. Ela não sabia ao certo por que estava fazendo isso. Era apenas um instinto.
- Alô. - disse e ela reconheceu a voz dele. As lágrimas vieram novamente aos olhos. Ela as controlou, mas não conseguia conter a respiração acelerada. , do outro lado, reconheceu aquela respiração. Ela conhecia aquela mulher mais do que a si mesmo.
- , é você? - ele perguntou, mas não obteve resposta. não tinha forças para respondê-lo. Ela sabia que essa ligação só a faria sofrer ainda mais, mas ela precisava ouvir a voz dele. - Eu sei que é você. me desculpa por tudo, eu não queria te fazer sofrer, fui um canalha. Não devia ter feito tudo aquilo, mas fiz por que não aguentava ficar sem você... E ainda não aguento. Por mais que eu tente ser feliz com ela, eu sei que seria muito mais feliz se fosse você que estivesse aqui comigo. - também já chorava, sua respiração falhava e sabia disso, esses dois se conheciam muito bem. já estava chorando descontroladamente. Mesmo assim não tinha coragem de respondê-lo.
- Não chora, por favor. Só vai me fazer sentir pior. Eu mal aguento viver sabendo que eu te fiz sofrer. Eu sei que não sou o melhor homem do mundo, mas tenha a certeza de que sou o que mais te ama. Mesmo que a gente nunca mais se encontre, eu sempre vou te levar comigo, porque você sempre será o grande amor da minha. O mais errado. mas o único verdadeiro. Eu sei que você me pediu para fazê-la feliz e eu estou tentando. Por você, meu amor. – passava a mão em sua barriga, como quem se dissesse que também ia levá-lo para sempre. E ela ia mesmo levar para sempre uma parte do amor dos dois. tinha o rosto molhado pelas lágrimas e não se envergonhava disso, ele chorava pelo amor de sua vida.
Ele ouviu mexerem na fechadura e foi com o telefone para o quarto, trancando a porta.
- Meu amor, eu vou ter que desligar. Mas saiba que eu nunca vou te esquecer. E tudo que eu disse agora é apenas a verdade... É o que eu sinto por você. Eu te amo e vou te amar para sempre. - sentiu um aperto ainda mais forte em seu peito, pois sabia e sentia que aquelas palavras eram verdadeiras. Ela tirou o celular da orelha e desligou. Ficou olhando para o mesmo enquanto as lágrimas escorriam pela sua face.
jogou o telefone na cama e se deitou sobre a mesma, chorando compulsivamente. Ele não havia a esquecido e sabia que isso seria muito difícil, pois, como ele mesmo havia dito, ela era o amor da vida dele. Ele nunca tinha amado ninguém como amava e ele tinha certeza de que nunca vai amar. Nem mesmo , que ele pensava ser o amor da vida dele.
Capítulo 7.
não contou a ninguém o que fez naquele dia. Ela foi para a casa de e como se nada tivesse acontecido.
Havia se passado cinco meses desde o ocorrido, ela nunca mais ‘falou’ com e não foi mais procurá-la. Ela seguia sua vida normalmente, mas as vezes se sentia triste e sozinha e sempre acabava se lembrando dele. Nesses cinco meses, e foram morar juntos e se mudou para uma casa que tinha tudo que ela queria para seu filho, a casa era enorme para duas pessoas.
- Anda, , vamos chegar atrasados. - reclamava. , e Patt estavam esperando a garota, hoje era dia de consulta e eles provavelmente descobririam o sexo do bebê.
- Vamos? - disse, entrando na sala onde eles a esperavam.
- Vamos! - disse, empolgado. Todos saíram do apartamento e foram para o carro de .
Já no carro:
- Gente, eu vou contar para o Richard que o não é o pai do bebê. - disse.
- Por que, ? - perguntou.
- Eu não gosto de enganá-lo, e se ele não quiser mais ser meu médico eu vou entender.
- Se você quer assim. - disse.
- Você não vai ficar magoado comigo não, né? - ela perguntou para .
- É claro que não, ! Mesmo eu não sendo o pai, me sinto muito pai dele. - sorriu e eles foram conversando sobre outras coisas no caminho.
Logo chegaram, as consultas de eram sempre aos sábados e ela era sempre a única paciente.
- Pronta pra descobrir o sexo dele? - Richard perguntou assim que , , e Patt entraram.
- Sim. - disse e um sorriso iluminou seu rosto.
- E você, papai, quer menino ou menina? - ele se dirigiu a .
- Então, Richard, eu tenho que te confessar uma coisa. – disse.
- Diga, querida.
- não é o pai do bebê, ele é namorado da . Nós só inventamos isso porque a clínica é conservadora e talvez não aceitasse uma mãe solteira. - disse e sentiu um alívio percorrer seu corpo.
- Olhe, , a clínica pode ser conservadora, mas eu não sou e sempre deixei claro que os pacientes não entrariam nessas condições. Não se preocupe, ok, querida? Sua única preocupação deve ser esse bebê. - Richard disse e sorriu.
Tempo depois estavam todos na sala de exames. Eles já tinham ouvido o coração do bebê, até que estava chegando a hora que todos ansiavam.
- Então, doutor, é menino ou menina? - perguntou, ansiosa.
- , prepare-se pra ser mãe de um lindo menino. – Richard disse, um sorriso iluminou o rosto de e algumas lágrimas brotaram de seus olhos. Todos comemoram e realmente parecia o pai.
- É menino, é menino! - ele gritava dentro do consultório, causando risos em todos. Logo após o fim do exame todos saíram de clínica, e com imensos sorrisos no rosto.
Todos já estavam dentro do carro, indo deixar em casa.
- Gente, eu vou fazer uma festinha hoje pra comemorar a chegada do meu afilhado. Bem simples, só pra gente e os meninos da banda. E você vai, dona . Entendeu? - disse.
- Tudo bem, , dessa vez eu vou. Eu e meu menininho. – disse, acariciando sua barriga. foi o caminho todo contando os planos para a festa. Eles deixaram em casa e foram deixar Patt para irem para casa.
entrou em casa e foi direto se sentar no sofá, jogou sua bolsa pro lado e fechou os olhos pra relaxar, mas sua cabeça estava a mil, pensando em tudo. Mais, principalmente, em seu filho, ela não tinha certeza se queria que ele se parecesse com . Apesar de ele ser lindo, toda vez que ela olhasse pra ele se lembraria do pai. Ela ficou sentada no sofá em silêncio por um bom tempo, com sua mão pousada na barriga, quando sentiu o bebê dar um leve chute. Um imenso sorriso se abriu no rosto dela, que até segundos atrás estava tenso. Não que ele nunca tivesse feito isso, pois ele começou a se mexer com cinco meses, mas pra era como se ele entendesse o que ela estava passando.
- Nós vamos ser muito felizes, meu amor. - disse para o bebê, ligou a TV e ficou vendo um filme que passava. Quando seu telefone tocou, ela olhou no identificador de chamadas e era .
- Hey, ! - ela disse animada.
- Oi, , então a festinha vai começar ás oito. - ele disse, afoito.
- Ah, tudo certo.
- Oi, afilhado! Tinha esquecido de cumprimentar ele. - ele disse e pôde ouvir rindo no fundo.
- Tudo bem, ele te perdoa, . - disse e riu.
- Você quer que eu peça pra alguém te buscar?
- Hm, eu quero sim. Estou com uma preguicinha de dirigir.
- Ok, tenho que desligar, amores, até mais.
- Tá bom, , tchau. - disse e desligou o telefone. Ela foi até a cozinha, tomou um pouco de suco e voltou a ver o filme. Quando acabou era quase sete horas. se levantou e foi para seu quarto.
Tomou banho calmamente, procurando relaxar. Apesar de toda a felicidade, hoje havia sido um dia tenso. O filho que seria somente dela poderia nascer igual ao pai e, se um dia eles se encontrassem, não teria como negar. Ela balançou a cabeça negativamente, tentando esquecer isso e voltou ao seu banho.
Quando terminou, vestiu suas peças íntimas e colocou seu hobbie. Estava indo na direção do guarda roupa quando sua campainha tocou, olhou a hora no radio relógio e viu que eram sete e quarenta e cinco. Ela abriu a porta e viu . Sorriu constrangida por estar apenas de hobbie.
- ! Há quanto tempo, entra. - disse.
- É mesmo, . Eu fui convocado para levar vossas senhorias à festa do lobo mau. - disse, fazendo caras e bocas enquanto falava. riu.
- Aposto que o fez você falar isso.
- Bingo! – ele disse, ficando frente à frente com ela.
- Cadê a ?
- Ela disse que não quer vir, estava toda cheia de frescurinhas.
- Hm, então vou me vestir e podemos ir, ok?
- Ah tudo bem, .
- , liga a TV. Eu li no jornal que ia ter um clássico de futebol hoje. - a olhou, abismado.
- Você entende de futebol?
- Qual é, . Eu sou brasileira, lembra?
- Cinco vezes campeã da Copa com o Brasil.
- E eu até gosto um pouquinho de futebol. - ela disse e sorriu.
- Queria que a gostasse, ela sempre inventa uma briguinha por causa de futebol. - ele disse e riu.
- Ok, . Já volto. - disse e saiu da sala, foi para seu quarto, abriu o guarda roupa e não tinha noção do que usar. Ela conhecia quase todos os meninos da banda e suas respectivas namoradas, só faltava um que ela ainda não havia conhecido.
colocou uma meia-calça bege, um vestido rosa antigo com mangas três-quartos que tinha um pequeno decote em “V” e um par de sapatilhas marrom bem claro, quase bege. Ela penteou os cabelos e os deixou soltos, passou rímel e gloss. Se olhou no espelho. Ela estava tão diferente desde que terminou tudo com , não somente por fora, mas por dentro também; havia amadurecido. Ela pousou sua mão sobre a barriga e sorriu, esse era um gesto que ela muito repetia durante todos esses meses.
Sorriu e foi andando até ao lago do seu guarda-roupa onde tinha uma porta branca, ela abriu e viu o quarto do seu filho, que já estava pintado e com os móveis, só faltavam as roupinhas. Ela se sentou na cama de solteiro que havia no quarto e riu ao se lembrar da bagunça que foi no dia em que os meninos da banda vieram pintar o quarto. Ele era amarelo
bem clarinho e os móveis eram brancos. Atrás da porta estava o berço - que era enorme, pra seu filho ter mais conforto. E, logo ao entrar no quarto, se via a cama de solteiro. De frente para ela estava uma cômoda e ao seu lado esquerdo o guarda-roupa. No fim do quarto havia outra porta, só que de vidro e que dava para o quintal. se levantou e ficou de frente para a porta de vidro com o pensamento a mil.
- Ficou muito bonito o quarto. - disse, entrando e tirando de seu ‘transe’.
- É, vocês como músicos são ótimos pintores. - ela brincou.
- Pra você era mais fácil, ficava só mandando pintar aqui e pintar ali, queria ver só você subindo na escada pra pintar.
- Você queria mesmo que eu subisse na escada. Eu, grávida? – fez drama.
- Não, não, pelo amor de Deus, era só brincadeira. - disse apavorado e riu.
- Eu também estava apenas brincando, , calma. - ele sorriu sem graça.
- , é bom nós irmos, porque você sabe como o é, chegou um minuto atrasado ele já fica todo preocupadinho. Ainda mais com e você com esse menininho aí. - ele disse, se aproximando mais da garota e acariciando sua barriga. Eles trocaram sorrisos e ambos saíram do quarto. Foram para a sala. pegou sua bolsa, fechou sua casa e os dois saíram.
abriu a porta do carro para e ela entrou, ele deu a volta no carro e entro também. Foram conversando, a casa de e não era longe, mas o trânsito estava horrível.
viu para a .
- , você já contou pros seus pais que é menino? - ele perguntou e o olhou triste e abaixou a cabeça. percebeu e parou o carro no acostamento da avenida. - O que foi, ? - ele perguntou. A garota permaneceu em silêncio, ele tirou o cinto de segurança e se virou para ele.
Ele ergueu o rosto dela carinhosamente e viu algumas lágrimas que escorriam de seus olhos.
- O que eu fiz de errado? - ele perguntou a olhando nos olhos,
sorriu tristemente.
- Nada, . Só que eu ainda não contei pros meus pais. –ela disse e agora as lágrimas já rolavam pelo seu rosto e a olhava, assustado. Ele abaixou a cabeça ,se sentindo culpado.
- Desculpa, , eu não queria te deixar mal.
- Não se preocupa, . – ela disse, secando as lágrimas.
- , por que você não contou a eles? - ele perguntou e viu os olhos da garota lacrimejarem novamente.
- Nada, , deixa pra lá. - ela disse com a voz embargada.
- , isso está te fazendo mal, você precisa desabafar. Eu sei que não somos muito próximos, mas pode me contar. - ele disse, a olhando nos olhos e secando as lágrimas da garota.
Ela o olhou e começou a chorar compulsivamente. , em um impulso, a abraçou e ela se aconchegou nos braços dele, chorando.
Ficaram abraçados por uns minutos, até se soltar e o olhar, triste. Ela respirou fundo.
- Eu não contei pros meus pais porque eles morreram. – despejou aquilo que estava entalado em sua garganta há tempos.
- ... Me desculpa, eu não queria. - ele disse, triste.
- Tudo certo, . Eu preciso contar isso a alguém. – ela respirou fundo novamente e controlou o choro.
- Sou todo ouvidos. - ele disse, segurando uma das mãos da garota.
- Quando morava no Brasil, eu tinha um noivo. Um dia, eu, ele e meus pais fomos para um hotel fazenda para comemorar o meu noivado. Foram três dias lindos, eu estava com as pessoas que mais amava. - ela disse e voltou a chorar. acariciou sua mão, a incentivando a continuar. - Nós estávamos voltando de noite na estrada e um caminhão desgovernado bateu no nosso carro. Como estávamos numa região montanhosa, nosso carro despencou barranco abaixo. -ela dizia e ia apertando a mão de , como se aquilo lhe desse força.
- Segundo o laudo policial, nosso carro capotou cinco vezes. Minha mãe morreu na hora. Eu tive muita sorte e quebrei apenas uma perna e algumas costelas. Mas meu pai e meu noivo não tiveram a mesma sorte. - lágrimas rolavam novamente, mas ela se controlou, pois sentia que precisava contar a tudo.
- Aquela foi a pior época da minha vida. Quando eu pude sair do hospital, minha mãe já tinha sido enterrada. Uns dois dias depois que eu tive alta meu noivo precisou de uma cirurgia de emergência, pois tinha ganhado um coágulo no cérebro por conta do acidente. Ele não resistiu à cirurgia e eu fiquei arrasada. Ele era meu namorado desde a época do colégio, primeiro amor, primeiro namorado, primeira vez. - ela olhou sem graça pra , que apenas sorriu.
- A única coisa que me mantinha viva era a esperança de meu pai sair logo daquele hospital para nós dois recomeçarmos. Porém, não foi isso que aconteceu. Ele estava em coma induzido na UTI e ficou assim por cerca de uma semana, até que um dia não resistiu e teve uma parada cardio-respiratória. Posso dizer que foi o pior dia da minha vida. Eu estava sozinha no mundo, não tinha mais ninguém. Meus pais eram filhos únicos e meus avós já tinham falecido. - ela disse e já não conseguia mais controlar o choro.
Lágrimas rolavam, mas ela precisava contar tudo.
- Eu sentia um buraco dentro de mim que nunca fecharia. Fiquei ainda quase um mês no Brasil depois da morte do meu pai para receber um dinheiro que eu tinha direito. Com ele comprei uma passagem pra Londres... E fiquei apenas com metade do dinheiro, a outra eu doei para um orfanato. E vim pra cá, me dediquei à faculdade e conheci a e o Patt.
- , deve ser horrível se sentir sozinha. Eu queria me desculpar por fazer você lembrar-se disso tudo novamente.
- ... Eu me lembro disso todos os dias quando me levanto e vejo que não estou na minha casa no Brasil. Quando vejo que estou sozinha ou quando vejo pessoas da minha idade caminhando no parque com seus pais. Nos primeiros meses aqui, tinha dias que eu não queria acordar, que eu só queria morrer pra dor passar. - nessa hora a abraçou. Ele nunca pensou que fosse ouvir isso um dia em sua vida... Seus também lagrimejavam. Ele a soltou e a olhou nos olhos.
- Mas , agora você vai ter esse meninão aí pra te ajudar a reconstruir sua família. Você vai ver, tudo isso vai passar.
- É, já está passando mesmo, o tempo cicatriza. Tudo que eu mais quero na minha vida é ter uma família novamente.
- Você vai ter. - ele disse.
- , não comente com ninguém, ok? - ela pediu.
- É nosso segredo. - ele disse e sorriu.
- Meu, seu da e do Patt.
- Pode deixar, . E você está se sentindo melhor?
- Sim. E é melhor nós irmos, porque o deve estar surtando. - ela disse e riu. Eles seguiram o caminho em silêncio, o qual fazia ambos se sentirem calmos e aliviados. Pra era como se uma tonelada tivesse saído de cima de seus ombros e se sentia útil por tê-la ajudado.
Pararam com o carro na frente da casa de e , desceu do carro e também. Ele lhe ofereceu o braço, ela aceitou e lhe agradeceu com um sorriso. Ela o olhou e disse:
- Obrigada, . - ele sorriu gentilmente e apertou a campainha da casa dos amigos. Minutos depois uma sorridente atendeu, cumprimentou ambos. Quando e entraram, eles soltaram os braços e veio abraçar a amiga.
- Pensei que tivesse sequestrado vocês. - ele disse e fez todos que estavam na sala rirem. se soltou de e foi cumprimentar os amigos. Ela se sentou em um sofá de dois lugares e logo se sentou ao seu lado. Quando ia se sentar, a campainha tocou. Ele fez umas caretas e xingou enquanto ia abrir a posta. Abriu a mesma e viu Patt.
- E aí, dude, beleza? - perguntou, sério, o que fez todos na sala rirem. Patt não entendeu, mas sabia que tinha “aprontado”. Ele cumprimentou todos e ficou de pé ao lado do sofá maior onde e estavam sentados havia um lugar vago, mas tinha uma bolsa.
Todos começaram a conversar coisas alheias, e falavam sobre filmes, Patt e comentavam sobre a recém-aproximação de e . e logo começaram a conversar com eles.
Eles estavam todos distraídos conversando. Só pararam quando um casal rindo entrou na sala, atraindo todas as atenções. A mulher estava com um vestido com pequenas flores e uma sapatilha, parecida com - e dava para perceber que ela estava grávida. O homem estava vestido normalmente. A mulher se virou para o lado, viu e sorriu, retribuiu o sorriso. A mulher se soltou do homem, que ainda ria, e foi falar com .
Ela parou na sua frente e a cumprimentou com um beijo no rosto.
- Então você é a famosa ?
- sim, famosa já não sei. - brincou e todos riram. O homem estava falando com alguém no celular, um pouco mais distante.
- Eu sou a , mas me chame de . Sou a esposa do Tom. - sorriu e percebeu a coincidência.
- Prazer, . .
- , deixe de ser mal-educado e venha falar com a . Afinal, a noite é dela. - disse e todos riram. O homem guardou o celular no bolso e se virou pra onde sua esposa o chamava.
Capítulo 8.
Assim que o homem se virou, o reconheceu de imediato e seu coração disparou. Mas ela não era a única que estava com o coração acelerado. estava extremamente surpreso, mas muito feliz por vê-la novamente. Ele a olhava fixamente. estava estática e com a boca levemente aberta pelo susto e, quando percebeu que ele estava olhando, sorriu forçadamente.
- Anda, , vai ficar parado aí feito uma estátua? - brincou e ele riu nervosamente, andando até onde sua mulher e sua ex-amante/namorada estavam.
- Oi. - ele disse, inseguro.
- Olá, . - disse e sorriu.
- Ai, vocês são tão sérios. Anda, beijinho no rosto. - disse e todos riram novamente. A troca de olhares entre e era intensa e eles se aproximaram lentamente. Quando seus rostos se encontraram, sentiram a pele queimando, como se todo o calor daquela paixão quisesse sair. O contato deles foi rápido; queria esquecer e, para ela, quanto menos contato melhor. E ele tinha medo de não saber controlar seus sentimentos e ações.
Trocaram outro sorriso forçado por ambas às partes e e saíram de perto de . Ela se sentou novamente e olhou aflita para Patt, que já tinha entendido tudo e a olhava com um olhar de que tudo ia ficar bem. respirou fundo e todos voltaram a conversar. estava em pé ao lado de , que tinha se sentando no lugar vago do sofá maior e olhava pra com um sorriso bobo. Eles voltaram a conversar novamente.
- , você está grávida de quanto tempo? - Lara perguntou. sentiu um calafrio percorrer seu corpo. Sabia que iria saber que o filho era dele se ela falasse a verdade, mas se mentisse seus amigos não entenderiam nada.
- Sete meses. - ela disse e passou a mão sobre a barriga. Neste instante a olhou, desconfiado e Patt a olhou surpreso. Esperava que ela fosse mentir com relação a isso na frente de .
- Eu não vejo a hora de esses dois messes passarem para eu poder ver meu afilhado. - disse com um imenso sorriso no rosto.
o olhou, sorrindo.
- E cadê o pai do seu bebê, ? - perguntou, aparentando estar calmo, mas por dentro seu coração acelerava só de dirigir a palavra à ela. deu um sorriso forçado.
- Bem, o pai dele não mora aqui. É um chefe de cozinha francês que eu conheci. E, algumas taças de um bom vinho depois, você deixa a timidez de lado. - ela disse e corou. Olhou para e , que franziam o cenho em dúvida, sem entender o porquê de estar mentindo.
- Ah, eu amo a França. e eu passamos nossa lua-de-mel lá. - disse.
- Eu também acho um país lindo. - disse com um sorriso bobo nos lábios.
- , isso foi indireta para quando vocês casarem. – disse e todos riram.
- , sem querer ser intrometida - mas já sendo -, o pai dessa criança sabe da existência dela? - perguntou.
- Claro que sim. O Jean é super preocupado com o nosso bebê e, apesar de nós não termos nenhum relacionamento, somos muito amigos. O que eu e ele tivemos foi rápido, apenas um fim de semana, mas ele é uma pessoa maravilhosa. - disse e sorriu, olhando para , que tinha a cabeça baixa. - O Patt já falou com ele, né? - disse, olhando pra Patt. Ele a olhou e deu um sorriso cúmplice.
- Já. Ele é realmente incrível, uma pessoa que jamais faria minha amiga sofrer. – ele disse, olhando para .
Todos continuaram conversando, porém o clima ainda era pesado, pelo menos para e .
- , já escolheu o nome desse campeão? - perguntou, passando a mão na barriga da garota. Nesse instante os olhos de se estreitaram de ciúmes e Patt percebeu isso, assim como percebeu que estava se interessando por .
- Olha, ainda não. - ela disse.
- é um nome lindo, não acham? - disse e todos riram.
- Eu gosto de Benjamin, esse nome combina com a . – disse.
- É um nome legal. - intrometeu-se.
- Mas , você não vai falar com o Jean? – perguntou e sorriu sem graça.
- Não, ele disse que eu poderia escolher o nome sozinha porque eu tenho bom gosto. - ela disse e riu.
- Ninguém gostou de ? - insistia.
- , vai que meu filho nasce um pirado feito você? Você já vai ser padrinho. Se contente, ok? - disse e todos na sala riram.
- Benjamin . Fica bom, . - disse.
- É, fica mesmo.
- Ó, meu Deus! Você é a super crítica gastronômica . - disse, super surpresa. riu.
- É, sou eu mesma. - ela disse, tímida.
- Ai, eu amo o seu trabalho.
- Ah, obrigada.
- Vai ser Benjamin mesmo, ? - perguntou.
- Sim, vai ser meu pequeno Ben. - ela disse e encostou sua cabeça no ombro de . Todos olharam surpresos para aquilo – afinal, tinha , mas ele parecia não estar nem aí para a namorada.
- , você pode vir comigo e o na sala de jantar para olharmos um negócio? - disse, assentiu e saiu do lado de . Os três se levantaram e seguiram para a sala de jantar, deixando todos conversando.
Os três entraram na sala de jantar e fechou a porta.
- , que história de francês é essa? - perguntou.
- Eu não posso contar a verdade. - disse, cabisbaixa.
- Por quê? Você não teve culpa, o tal que foi um cretino, tenho certeza de que todos entenderiam.
- Mas eu não posso! - disse, já chorando.
- Por quê? - disse.
- Porque o da banda do é o MEU . - ela disse e se sentou em uma das cadeiras, colocando a mão sobre o rosto. e estavam estáticos, nunca pensaram que o fosse fazer isso. Todos tinham plena certeza sobre o amor dele por .
- Eu vou lá arrebentar a cara dele! Aquele desgraçado! – disse, um pouco mais alto. se levantou da cadeira e se colocou em frente à porta, impedindo a passagem de .
- , fale baixo! E, pelo Bem, não faça isso. Você não entendeu que eu o larguei para proteger a ? Por mim, ela nunca vai saber de nada do que aconteceu entre mim e . E se você for lá agora, vai estragar tudo. Ela está grávida, não pode ter fortes emoções. Por favor, não estrague tudo.
- Mas , ele te fez sofrer. Eu via como você vivia, só trabalhava pra tentar esquecer enquanto ele se divertia em festas e com a sua mulher. Ele merece ser castigado.
- Bater nele não vai ser um castigo, só vai fazer mal à , que vai se preocupar com ele e pode até perder o bebê. Você não vê a felicidade nos olhos dela? Por favor, não. - disse, já com o rosto lavado de lágrimas. ainda estava em choque, não tinha dito uma palavra.
- Ela tem razão, amor. Dar uma surra nele não vai adiantar nada. E agora que eu sei de tudo, pude perceber que ele está já se corroendo por dentro de ciúmes de . Ele vai receber o castigo que merece. - disse, séria.
- Então vocês vão manter a mentira do Jean? - disse, secando o rosto.
- Sim, mas amanhã vou ter uma conversa séria com o . - disse e foi abraçar .
- Tudo bem, , mas não esquece o pai do nosso Ben é francês. - disse e riu. Todos já estavam mais calmos. se soltou de e olhou com uma interrogação no rosto.
- Por que francês, ? - ele perguntou.
- Sempre achei os franceses lindos. - ela disse e riu. Os três saíram rindo da sala de jantar e até parecia que nada tinha acontecido. voltou a se sentar ao lado de , se soltou no tapete e ao seu lado.
- O quê terá para o jantar? - perguntou.
- Que tal pizza? - sugeriu.
- ! Você sabe que não pode comer muita massa. - a repreendeu.
- Ah, , só hoje! - ela disse e sorriu, fazendo todos rirem.
- Hum, só hoje mesmo, mocinha. - ele disse.
- , você parece pai da . - disse. Mas logo se arrependeu. Olhou aflito pra ela, que apenas sorria.
Eles pediram pizzas. e Lara foram para a cozinha pegar copos, sucos, refrigerantes e cervejas. Eles haviam decidido que iam comer na sala mesmo. Já estava tudo arrumado na mesinha de centro, só faltava às pizzas chegarem. Eles conversavam animadamente - menos , que se sentia estranho. Estava com sua esposa grávida ao seu lado e o seu amor do outro lado da sala, ao lado de um dos seus melhores amigos... E todos já haviam percebido que ele estava “caidinho” por ela. Se fosse antes da gravidez de , tudo o que ele iria querer é estar no lugar de , mas agora, com sua esposa grávida, ele não sabia o fazer e não sabia o que queria. Ele amava como nunca ia amar , mas não podia largá-la pra tentar ficar com .
era emocionalmente instável e sua gravidez era de risco, exatamente por isso. E ... Ela parecia tão bem sem ele, até tinha conhecido outro cara. Mas ele sabia que não ia conseguir ser feliz sem ela. E como ele sabia.
As pizzas chegaram. Eles comiam e conversavam. tentava entrar nas conversas, mas não conseguia; estava distante. , entretanto, conversava com todos. E dizia que era sua outra metade.
- , amanhã vem aqui? Preciso conversar com você. - disse baixo, só para ouvir. Ele assentiu.
se levantou, pediu licença a todos e foi em direção ao banheiro, mas ele estava ocupado. Ela passou pela sala novamente e subiu as escadas; conhecia casa de e como se fosse a sua própria. Foi até o quarto onde ficaria depois que Ben nascesse e usou o toalete, mas não queria descer novamente.
Ela não estava gostando de mentir pra todos. Eles pareciam confiar tanto nela e ela fazendo isso com eles. Se sentia mal com isso. se sentou na cama e ficou olhando a vista pela porta de vidro que tinha no quarto em paz, sozinha.
tinha visto subir. Essa provavelmente seria a única chance dele falar com ela. A única. Ele aproveitou que todos estavam distraídos e subiu as escadas. O que ele não percebeu era que Patt observava todos os seus movimentos.
Ele chegou ao andar de cima e andava silenciosamente. Abriu a porta do quarto de e , mas ela não estava lá. O banheiro estava vazio, então só restava o quarto de hóspedes.
Capítulo 9.
(Ouça: Two is better than one - Boys Like Girls)
abriu a porta de quarto silenciosamente e viu sentada na ponta da cama. Ela estava virada para a porta de vidro.
- É uma bela vista, né? - disse, se sentando ao lado oposto ao dela estava. imediatamente reconheceu sua voz. Há tanto tempo ela não o tinha tão perto... Sua vontade era de virar e se jogar nos braços do seu amado. Era isso que seu coração queria, mas sua razão ainda estava lá.
- É. - Foi a única coisa que ela disse. continuou na mesma posição. sentia que ela estava distante; se levantou e sentou-se ao lado da garota. Pegou sua mão e arrepiou-se. Seus olhos pesaram e ela lutava para não fechá-los, mas não conseguiu.
sentou-se mais perto de sua amada, ainda de mãos coladas, nenhum dos dois querendo desfazer o toque. O coração de lutava contra sua mente, tentando esquecer tudo e todos. estava fazendo tudo o que queria desde que a tinha reencontrado.
Ele colocou sua outra mão sobre a barriga de , um sorriso brotou nos lábios dele ao sentir o bebê chutando bem onde sua mão estava. mantinha os olhos fechados. tirou a mão da barriga da garota e a pousou carinhosamente em sua bochecha; queria senti-la para ter certeza de que aquilo não era um sonho. Ele acariciava o rosto da garota com toques suaves; a mesma tinha um sorriso sereno nos lábios. Ambos tinham a respiração pesada, como se cada movimento fosse um grande esforço. sentiu a respiração dele batendo contra seus lábios. Sabia o quão próximos estavam, mas não queria se afastar dele.
pousou sua mão na nuca da garota e delicadamente a puxou mais para a frente, fazendo com que seus lábios se juntassem.
Neste momento, foi como se uma descarga elétrica passasse pelo corpo dos dois. Era um beijo delicado e calmo, eles ainda tinham uma mão entrelaçada e cada um tocava o rosto do outro durante o beijo. Para ambos era um momento surreal, o qual eles queriam que nunca acabasse. Naquele instante, eles tinham se esquecido de tudo e todos, para eles só havia os dois no mundo.
O garoto trazia para mais perto, porém não havia mais espaço entre eles, a mão de estava na cintura dela. parou o beijo e se afastou de ; tinha arrependimento nos olhos e ele percebeu isso.
- Isso não deveria ter acontecido.
- Por quê?
- Porque você é casado e sua esposa grávida está lá em baixo. - Ela disse, cabisbaixa.
- Você sempre usa isso como desculpa.
- Isso não é uma desculpa, , é a realidade.
- É, mas se você tivesse aceitado a minha proposta de me separar dela quando você descobriu tudo, esse filho poderia ser nosso. - Ele disse e lágrimas brotaram nos olhos da garota.
- Eu não poderia fazer isso, por mais que eu te amasse.
- Você não me ama mais? - Ele perguntou com medo da resposta, não iria aguentar ouvir um não. não sabia o que dizer, ela ainda o amava mais que tudo nessa vida.
- Um amor não morre tão facilmente, mas não posso te dizer que ainda te amo como te amava, acho que finalmente estou conseguindo deixar de te amar. - Ela disse com lágrimas escorrendo por seus olhos. Aquelas palavras atingiram em cheio, pois sabia que ela estava tentando esquecê-lo, mas ainda não estava pronto para ouvir aquilo.
- Eu não posso te dizer o mesmo, ainda a amo com a mesma intensidade, tudo que eu quero é tê-la em meus braços novamente.
- Me desculpe, mas você já sabe minha resposta, . Por mais que eu ainda te ame, não posso. Por mim, por você, pela e por esse bebê que ela carrega.
- Você fala tanto em traição, mas está toda cheia de gracinha para o lado do . Ele tem namorada, sabia?
- Eu não tenho nada com o , ele é apenas um bom amigo que está me ajudando muito.
- Para você, ele pode ser apenas um amigo, mas todos nós já percebemos que ele quer ser mais do que isso.
- , como você mesmo disse, ele tem namorada.
- , é a última vez que eu te peço isso. Volta para mim, por favor; eu não consigo viver sem você. - Agora as lágrimas brotavam dos olhos de . também chorava.
- Eu não posso, não me peça isso. - disse, e se levantou, indo em direção à porta do banheiro, mas foi mais rápido que ela. Ele se levantou e a puxou pelo braço, fazendo com que seus corpos se juntassem, ambos se olhavam fixamente. estava próximo ao rosto da garota, quando ouviram um barulho vindo do lado de fora do quarto.
- , meu amor, onde você está? - perguntava enquanto subia as escadas.
- Ela ainda deve estar subindo as escadas, vá embora. - disse, aflita. a soltou e selou os lábios dos dois. Foi em direção à porta e, antes de abri-la, se virou para .
- Eu te amo. - Ele disse, a olhando nos olhos. Ela apenas abaixou a cabeça.
se sentou na cama e começou a chorar descontroladamente. Ela sabia que não deveria ter beijado , mas seu amor por ele era maior. Ela sabia que o tinha machucado falando que não gostava mais dele como antes. Tudo o que ela queria era ir lá e contar toda a verdade a ele, dizer que Ben era seu filho e voltar para os braços da pessoa que mais amava, mas sabia que não podia fazer isso. Ouviu e descendo as escadas; não queria descer.
- Ele estava no banheiro de cima, esse danadinho. - disse e todos riram.
- Pensei que a estivesse lá. - Michelle disse. Neste instante, , e Patt se entreolharam.
- Nós vamos lá em cima falar com a , já voltamos. - disse.
Os três subiram as escadas rapidamente. Ambos sabiam onde ela estava. abriu a porta do quarto e eles a avistaram sentada na cama, com as mãos no rosto. Quando a porta se abriu, ela se virou e viu seus amigos.
Os três foram até onde ela estava. Patt se sentou de um lado, do outro e se agachou à sua frente.
Ninguém abriu a boca, eles sabiam que ela precisava chorar, por tudo para fora. Uns dez minutos depois, ela parou de chorar, olhou para os três com um sorriso nos lábios e os abraçou.
- Ele veio aqui, né? - Perguntou . se soltou deles.
- Sim. - Ela disse com a voz trêmula e com os olhos se enchendo de lágrimas novamente.
- Por favor, me deixem ir arrebentar a cara dele? - disse, vermelho de raiva.
- ! - o repreendeu.
- O que ele queria, ? - Patt se pronunciou pela primeira vez desde que entraram no quarto. Ela respirou fundo, fechando os olhos.
- Ele veio dizer que ainda me ama, que não consegue viver sem mim e que, se eu tivesse aceitado a proposta dele, o Ben podia ser nosso filho... - Ela não conseguiu terminar a frase, lágrimas rolavam pelo seu rosto.
- , se acalma. Pelo nosso Ben. - disse calmamente, mas, no fundo, tudo o que ele queria era descer e dar um soco em . secou as lágrimas e respirou fundo novamente.
- E nós nos beijamos. - Ela disse e abaixou a cabeça.
- Certo, , não precisa se envergonhar. Você ainda o ama. Isso que aconteceu pode ter sido errado, mas foi com amor, porém, você sabe que isso só te fará sofrer mais. - disse.
- Eu sei, mas não consegui me controlar. Foi como se todo amor que eu reprimi esse tempo todo tivesse voltado. Mas não vai acontecer mais, nunca mais.
- Certo. Agora todos nós precisamos descer, eles podem desconfiar. - Patt disse.
- Eu não quero descer. - disse.
- Fica aqui, nós inventamos que você não está se sentindo muito bem. - disse e acariciou os cabelos da amiga. Ela sorriu.
- Obrigada por sempre me ajudarem. Eu não sei o que faria sem vocês. - Os três sorriram para ela, se levantaram e deixaram o quarto, em silêncio.
se deitou no meio da cama, abraçada a um travesseiro; ela não chorava, mas não se sentia bem por dentro. Era como se toda a dor de quando ela terminou com tivesse voltado com mais força.
, Patt e voltaram para a sala sem . Eles viram que tinha uma feição triste.
- Cadê a ? - Perguntou .
- Ela não está se sentindo muito bem, está cansada e nós achamos melhor ela ficar descansando lá em cima. - respondeu.
- Será que eu posso ir lá vê como ela está? - perguntou.
- Claro. Acho que ela vai gostar de te ver. - Patt respondeu.
se levantou e subiu as escadas calmamente.
- É coisa da minha cabeça ou parece que o está gostando da ? - Questionou .
- Acho que todos nós percebemos. - disse. Todos na sala continuaram conversando, até mesmo , que tentava se distrair para esquecer que um de seus melhores amigos estava no mesmo quarto que sua amada.
foi direto ao quarto de hóspedes, abriu a porta lentamente e viu que apenas a luz do abajur iluminava o recinto. viu a porta se abrir e olhou para ver quem era, viu e deu um pequeno sorriso. Eles nunca tinham sido muito próximos, mas bastou essas poucas horas para ela ver que ele poderia ser um bom amigo. Continuou na mesma posição que estava.
- Posso ficar aqui com vocês? - Ele perguntou.
- Acho que nós não nos importamos, não é, filho? - Ela disse, tentando fazer graça. se aproximou da cama e se deitou ao lado de , em silêncio; ele estava um pouco sem graça por isso.
- Se o Ben não se importar, eu poderia fazer um cafuné na mãe dele. - Ele disse e deu um sorriso torto.
- Como ele sabe que a mãe dele adora um cafuné, acho que não vai se importar. - disse e encostou sua cabeça no ombro de , que passou o braço em volta do tronco da garota, pousou sua mão na cabeça dela e começou a fazer um cafuné. tinha os olhos fechados, aquela massagenzinha de leve em seus cabelos a relaxava. Ela se sentia bem com . Já ele não sabia o que sentia por . Era algo estranho para ele, algo novo, mas tê-la entre seus braços era muito bom.
Poucos minutos depois, já havia dormido. percebeu isso, mas não queria sair dali. Pegou seu celular no bolso e o desligou, encostou sua cabeça na de e fechou os olhos.
Todos conversavam animadamente, estavam se divertindo.
- Amor, está tarde, é melhor irmos. - disse para .
- Por mim, tudo bem. - Ele falou e forçou um sorriso.
- Nós já vamos também. – disse e Michelle assentiu.
- Já que estão todos indo, eu vou também. – Patt falou e disse:
- Pelo visto, vamos sem nos despedir do e da .
- Espere, eu vou lá chamá-los. - subiu as escadas correndo.
Ela abriu a porta do quarto e viu que os dois dormiam meio abraçados, ele com a mão nos cabelos de . Ela sorriu e saiu do quarto. Voltou rapidamente.
- Eles estão dormindo. - Ela disse. Todos a olharam assustados.
- Como assim? - Perguntou .
- Tenho quase certeza que fez seu cafuné mágico e ela dormiu. Ele deve ter dormido em seguida; pela cena que eu vi, foi isso. - sorriu.
- Espero que ele não se esqueça de que tem namorada. - disse num tom de raiva.
- A não se envolve com pessoas compromissadas, . - Patt disse, sério.
Todos se despediram de e e foram embora.
-
e arrumaram tudo na sala. guardou o carro de na garagem. Eles subiram para o segundo andar para dormir, era uma noite fria e ambos viram que e não estavam cobertos. pegou cobertores e mais travesseiros. Os dois entraram no quarto, silenciosamente para não acordar os amigos. percebeu que eles ainda dormiam na mesma posição. colocou mais travesseiros para os dois e os cobriu.
Capítulo betado por Fernanda Conceição.
Capítulo 10.
acordou com a claridade que invadia o quarto. Ela ainda não havia aberto os olhos, mas sentiu um braço que a trazia mais pra perto de alguém.
Abriu os olhos com receio e viu , que dormia tranquilamente. Um sorriso surgiu nos lábios da garota, que se lembrou de ontem à noite. Mais uma vez tinha sido um bom amigo, se preocupando com ela e tentando ajudar. Ela tirou o braço de de cima de si e o cobriu; ele se mexeu, mas continuou dormindo.
foi até o banheiro, fez sua higiene pessoal – como ia ficar naquele quarto após o nascimento de Bem, já tinha algumas coisas dela lá, como roupas, sapatos e etc.
Quando saiu do banheiro, ainda dormia. Saiu do quarto e ouviu risadas no andar de baixo. Ela desceu as escadas calmamente e foi direto pra cozinha, onde e preparavam o café da manhã.
- Bom dia, casal. - ela disse, entrando na cozinha.
- Oi, meu amor. - disse, feliz.
- Oi, . - disse e riu.
- O quê os dois estão aprontando? - quis saber.
- Ah, nada, é que pretendíamos levar café da manhã pra você e para o na cama. - disse e depois desatou a rir. olhou pros dois e começou a rir também.
- Vocês são tão idiotas que formam um casal lindo.
- Ai, que mau humor, . - disse.
- Gente, eu vou pra minha casa. Foram muitas emoções e eu preciso ficar sozinha. - disse, séria.
- a pelo menos café com a gente? - pediu. aceitou e eles tomaram café da manhã juntos, rindo de tudo. contou aos dois o que aconteceu lá em cima, quando subiu.
- Como você vai embora? - quis saber.
- Táxi. Eu já chamei. Daqui a pouco deve estar buzinando aqui. -eles continuaram conversando até o táxi chegar. se despediu dos dois.
- E deem um beijo e agradeçam o por mim. - ela disse e saiu da casa dos amigos. e se olharam.
- Queria que eles ficassem juntos. - disse.
- Eu também, amor. - disse e se jogou no sofá. fez o mesmo e eles ficaram vendo qualquer coisa na TV.
acordou com o barulho de uma buzina, abriu os olhos rapidamente e se virou para o lado, vendo que não estava mais lá. Ele sorriu ao se lembrar da noite passada; não sabia o que sentia por .
Desceu as escadas e viu e vendo TV.
- Bom dia! - ele disse, animado. e riram.
- ! - gritou.
- Oi, .
se sentou no sofá ao lado dos dois.
- Você não vai comer? - perguntou.
- Vou, é que eu estou enrolando pra ver se penso numa desculpa convincente pra . - ele disse e gargalhou.
- Desculpa. Mas é engraçado, você está tão caidinho pela que esqueceu até da sua namorada. - disse em meio a gargalhadas.
- Eu não estou caidinho pela . Ela é só minha amiga. - ele disse sem graça.
- Por enquanto, né? - disse, junto com , riram.
- Ela é muito legal. E eu nem sei se estou a fim dela mesmo. -ele disse corando.
- Meu Deus! Jones está se apaixonando. - fingiu falsa surpresa. E lhe deu um tapa na cabeça.
- Vou comer. - ele disse e foi pra cozinha. Enquanto, na sala, e riam. só tomou um copo de café e voltou pra lá.
- E aí, apaixonadinho. - zombou de e sorriu.
- Você quer zuar, certo? , sabia que, quando vocês saíram juntos pela primeira vez, ele teve um ataque de ‘oi-eu-não-tenho-o-que-vestir’? - disse com um sorriso estampado no rosto, enquanto o de sumia. E gargalhava.
- Awn! Que veadinho é esse meu namorado. - ela disse, abraçando .
- Jones, vai ter volta. - disse e todos riram.
- É sério agora, gente. Posso ficar mais um pouco lá em cima, pra pensar numa desculpa boa?
- A casa é sua, . - disse e subiu as escadas, indo direto para o quarto de hóspedes. Entrou e nem se deu ao trabalho de fechar a porta.
-
chegou à sua casa, olhou o correio e entrou. Jogou sua bolsa no sofá e foi direto para seu quarto. Ela não acreditava no que tinha acontecido ontem. Tinha visto , tinham se beijado e, por uns instantes, tinha sido tão bom. Até parecia a época em que eles eram namorados. passou a mão na barriga.
- Desculpa, Ben, mas você não pode saber que ele é seu pai. - ela disse e se deitou em sua cama.
-
estava arrumando a cozinha, nem parecia que estava lá, de tão quieto que estava o segundo andar, e via o programa de esportes na TV quando a capainha tocou. foi abrir com a cara fechada porque estavam o atrapalhando. Ele viu sorrindo.
- Fala, . - ele disse.
- . - disse, sério. Ele tinha até se esquecido de que ia à sua casa. Deu passagem para o amigo entrar.
viu que chegou, foi até a porta da cozinha e acenou para , que a cumprimentou com um sorriso.
- O que você queria conversar? - perguntou, curioso.
- Eu não entendo como você pôde fazer isso. Com a e com a .
- Cara, não foi porque eu quis. - disse, nervoso. Então tinha contado a ele. tinha noção do quão ferrado ele estava. amava como uma irmã.
- Você não quis? - gritou. E nisso se assustou no quarto, pensou que fosse e brigando e achou estranho, porque nunca brigava com . Nisso ele saiu do quarto e ficou na ponta da escada. E foi aí que ele viu .
- É, , eu não quis. Mas eu não tinha culpa se meu casamento era uma desgraça e, quando eu a conheci, foi a melhor coisa da minha vida.
- É, , só pensou em você. Será que não pensou nem uma vez no que estava fazendo com ela? - disse com a voz elevada. Eles estavam frente a frente, a TV estava no mudo. Tudo que queria saber era de quem estavam falando e o que tinha feito. Ele pensou em descer lá e tentar acalmar os dois, mas tinha certeza de que não ia adiantar, pois nunca os tinha visto tão bravos.
- É claro que eu pensava nela! Eu a amo, , tudo que eu queria era ter ela de volta. Mas isso tenho certeza que nunca mais vou ter.
- Que bom que você sabe disso! - se sentou no sofá e passou as mãos no rosto em um sinal de nervosismo, tinha lágrimas nos olhos. e nunca pensaram que fossem ver chorar.
- Eu queria contar pra ela que era casado, mas não conseguia. Passava noites em claro pensando em como fazer isso, mas aí eu chegava no apartamento dela e esquecia de tudo. Porque ela sempre estava lá me esperando, toda carinhosa. E você não tem noção do quanto era insuportável viver com naquela época. Eu sei que não deveria ter feito dela minha amante, mesmo sem ela saber. Mas eu a amava e não conseguia viver sem ela. Ainda não consigo. - ele dizia, com lágrimas escorrendo pelos olhos. estava na entrada da cozinha e chorava junto com . Para ela aquilo era terrível, pois sabia o quanto sua amiga o amava e que esse amor era recíproco, mas, infelizmente, eles não podiam ficar juntos.
estava boquiaberto; tinha traído a .
- Eu sei que deve ser terrível, mas você não podia usar da fragilidade dela para se satisfazer. Ela pode ter aquela pose de durona, mas por dentro é tão frágil quanto uma porcelana. E você não tem noção do quanto ela sofreu.
- Mas parece que ela me esqueceu rapidinho, né?
- Aí que você se engana. - disse e toda a vontade de bater em passou quando ele o ouviu dizendo aquelas coisas. Não imaginaria sua vida sem e sabia que devia estar sendo muito difícil para seus dois amigos.
- Não fui eu que uma semana depois fui para a cama com um francês. - não aguentou e foi pra cima de , o segurando pelo colarinho da camiseta que ele vestia.
- Não ouse falar assim da ! - disse, enfurecido. Neste instante, o coração de apertou: então a mulher que enganara foi . Uma raiva brotou de dentro dele.
descia as escadas com passos firmes, e se viraram pra ver quem descia e foi aí que percebeu a besteira que tinha feito. Ele tinha se esquecido completamente de .
chegou ao primeiro andar e foi andando na direção dos dois. já havia soltado , tinha saído da cozinha e estava logo atrás de . tinha fúria nos olhos. Olhou pra , ergueu o punho fechado e deu um soco no seu maxilar.
- Isso é por você tê-la feito sofrer, seu covarde! - cuspia as palavras para , que estava jogado na sala. Ele estava se virando quando se levantou e passou a mão no lábio, que tinha um pequeno corte.
- Chegou o apaixonadinho! Acorda, Daniel, ela tem o francês. - disse, com escárnio. se virou novamente e deu um soco no estômago de , que se encolheu com os braços onde havia lhe ferido. Um pouco de sangue saia de sua boca.
- Ela pode não ser minha, mas nunca vou fazê-la sofrer. disse e saiu da sala, indo pra cozinha com em seu encalço. ajudou a se sentar no sofá.
- , pelo amor de Deus, se acalma. - disse, se sentando ao lado dele.
- , eu não entendo como ele pôde fazer isso com ela. Ela é tão especial, não merece sofrer ainda mais.
- Você realmente gosta dela, né?
- Acho que sim, mas não entendo como posso me apaixonar por uma mulher que eu mal conheço.
- Eu pensava a mesma coisa quando conheci o . , se você a quer, lute por ela. A ainda pode gostar do , mas sabe reconhecer muito bem quem a ama e sabe amá-lo de volta. - disse a pegou a mão de , como se o encorajasse.
- Eu preciso falar com ela. Onde está a chave do meu carro? - sorriu, se levantou e foi até a sala - que estava em completo silêncio -, pegou a carteira e as chaves do carro de na mesinha de centro e o encontrou na entrada da sala. os entregou seus pertences e o abraçou, recebendo um abraço apertado.
- Boa sorte. -ela sussurrou no ouvido de , ele a olhou sorrindo.
- Até mais, . - ele disse e saiu da casa dos amigos. foi até a sala a se sentou ao lado de , que estava ao lado de .
- Eu vou pegar um analgésico pra você. - ela disse, olhando pra , que deu um sorriso forçado.
- Cara, foi mal, nem me lembrava que ele ainda ‘tava’ aqui. - disse e voltou com o remédio.
- Só espero que ele não conte nada pra . - disse com dificuldade, sua boca tinha gosto de sangue e seu estômago doía.
- Ele não vai falar. Disse que ia pra casa da , ela nunca quis contar pra , eles provavelmente vão conversar e ele não vai contar. - disse.
- Ela ainda sofre por mim? - perguntou, sentindo-se mal.
- Parecia que não, mas depois que vocês se viram novamente, ela não ficou nada bem. - disse.
- Ele está realmente gostando dela, né? – disse com raiva.
- Acho que sim, . - disse com pena do amigo.
- E ela gosta dele?
- Acho que só como amigo.
- Por enquanto, sabe muito bem conquistar uma mulher. E se ele ama mesmo ela, vai se empenhar nisso. - disse. Ele sentia raiva por estar apaixonado pela “sua” garota, mas, acima de tudo, queria que ela fosse feliz, mesmo que não fosse com ele.
- Isso ninguém sabe, cara. Mas como vocês vão ficar agora? Brigados?
- Não sei, vou tentar conversar com ele depois. - disse.
Essas foram às últimas palavras pronunciadas naquela sala.
-
tinha saído do banho, estava penteando os cabelos quando a campainha tocou. Prendeu os mesmos em um rabo de cavalo e foi atender a porta.
- . - ela disse, um tanto surpresa. Ele deu um sorriso forçado.
- Oi, .
- Entra e senta, você já é de casa. - ela disse e riu, e limitou-se a fazer o que ela tinha dito. Ela se sentou ao lado dele e ele se virou, ficando frente a frente com ela.
- Eu já sei que o te enganou. - ele despejou as palavras em cima de , que o olhava com um misto de vergonha e tristeza. Ela abrira a boca para falar, mas nada saia.
- Calma. Eu sei que você não teve culpa. Mas eu preciso te perguntar uma coisa. - ele dizia, sério, mas por dentro ele sentia como se tivesse sido apunhalado pelas costas.
- Di...diga. - ela disse com dificuldade, ainda estava em choque.
- O é pai do Ben? - ele perguntou e os olhos de se esbugalharam, ela nada disse e apenas o abraçou, chorando. Ele sabia que isso era um sim e tudo que queria era que o francês inventado fosse o pai desse bebê. Ele a abraçou apertado, como quem dissesse que tudo ia ficar bem. sabia que isso estava fazendo-a sofrer, mas ele precisava saber.
- , me desculpe. - ele disse, se soltou dele e secou as lágrimas com as mãos.
- Pelo quê?
- Te fazer relembrar isso, mas é que precisava saber.
- Não se preocupe, . Só me promete duas coisas?
- Claro.
- Que não vai contar nada para a . Ela está feliz e não quero estragar a vida dela. Por favor, .
- Ok, se você não contou, não vai será eu quem vai fazer isso. Mas qual é a outra coisa?
- Não deixe que isso interfira na amizade e no trabalho de vocês. - apenas assentiu, lembrando-se dos socos que dera em um de seus melhores amigos.
- Mas vamos deixar esse baixo astral de lado. E vamos sair para eu comprar um presentinho para o Ben. - disse e sorriu.
- Ai, , não precisa.
- É claro que precisa, . Presente do tio . - ele disse.
- Tudo bem, espere eu pegar minha bolsa. - disse e saiu da sala. ficou olhando para o nada, apenas pensando na diferença entre e . Se fizesse o mesmo convite para , ela pediria um tempo para se arrumar, o que seria no mínimo umas duas horas; ele riu.
- Estou pronta. - disse, voltando para a sala. Eles saíram da casa de e foram o caminho todo conversando. O episódio de já havia sido esquecido.
estacionou o carro na rua mesmo e eles andavam, olhando todas as lojas de bebê, até que resolveu entrar em uma.
Eles olhavam tudo, não entendia muito de roupa de bebê, então só concordava com o que dizia e carregava uma sacola cheia de roupas pra Ben.
- , o quê você acha desse? - perguntou e mostrou a ele um macacão rosa bem clarinho.
- . É um menino, ele não pode usar rosa.
- Mas homens ficam bem de rosa.
- Você disse certo: homens, não um bebê. - ela rolou os olhos e colocou o macacão onde havia o encontrado.
Os dois caminhavam pela loja calmamente, ela estava ligeiramente vazia, até gritar “Achei!”.
- Achou o que, Daniel? - perguntou com vergonha, pois todos os presentes na loja os olhavam.
- Isso. - ele disse e pegou um macacão vermelho, que vinha escrito “England” e tinha o emblema da seleção Inglesa no peito. - Aposto que o Ben vai adorar. - ele disse com um imenso sorriso no rosto.
- Mas , eu sou brasileira, ele tem que usar o do Brasil. - disse e olhou na prateleira pra ver se tinha do Brasil, mas foi em vão.
- Porém, querida mamãe, Ben vai nascer aqui. Vai ser Inglês de corpo e alma. E esse é meu presente a ele, ok?
- Ok, mas eu vou comprar um do Brasil pra ele. - disse e os dois riram.
Eles compraram mais algumas coisas e, na hora de pagar, quis pagar tudo.
- Não, !
- Ah, , por favor. Presente do Tio ao Ben, deixa vai.
- Hm, tudo bem, mas eu pago o nosso almoço.
- Por acaso a senhorita está me convidando pra almoçar com você?
- Se não se importar.
- Vai ser divertido. - ele disse e sorriu. e saíram da loja e conversavam e caminhavam pelas ruas de Londres. carregava apenas sua bolsa, enquanto andava com uma dúzia de sacolas, tudo que eles haviam comprado para Ben.
- , vou guardar as sacolas no carro, vem comigo? - ele perguntou, estavam a apenas uma quadra de onde tinha estacionado.
- Claro. - disse e eles foram conversando todo o caminho. guardou os presentes e, quando estava fechando o carro, seu celular vibrou. Ele pegou e leu “”, sorriu e desligou o celular. estava distraída vendo o movimento da rua e nem percebeu.
- Senhora super-crítica gastronômica, aonde vamos almoçar? - perguntou.
- Eu não sei. - ela disse e riu, enquanto eles andavam.
- Estava pensando em Mc Donald’s. - ele disse, feliz.
- Ai, , eu não posso ficar comendo isso, pode fazer mal ao bebê. - ela disse.
- Mas... - ele foi interrompido por , que deu um grito de dor.
- Está tudo bem? - ele perguntou preocupado.
- Sim, só Ben que deu um chute forte. - ela disse e forçou um sorriso.
- Está vendo, ele aprovou minha ideia do Mc Donald’s. - disse e passou a mão na barriga da garota.
- Ele tendo aprovado ou não, não vamos comer lá. É muito gorduroso. Já sei aonde vamos. - disse e pegou a mão de e saiu o puxando.
Eles andaram duas quadras e pararam em uma esquina onde era o restaurante, que estava fechado.
- Eu não acredito que fechou. Era uma dos meus favoritos. - se lamentava.
- Agora a gente pode ir ao Mc Donald’s? - insistiu .
- Pode né. Mas eu só vou comer uma salada. - ela disse e riu.
- Se você diz. - disse e eles foram até o Mc Donald’s mais próximo.
- Nossa, tem tanto tempo que eu não venho a um Mc Donald’s. - disse.
- É, só vai nesses restaurantes chiques. - ele disse e riu. Os dois pediram, não resistiu e acabou comendo um lanche.
- Tinha até me esquecido de como esses lanches são bons.
Eles comeram e conversaram por um bom tempo, até decidir que já era hora de voltar pra casa.
Os dois foram o caminho pra casa da garota conversando. parou com o carro em frente à casa de e a ajudou com as sacolas.
- Quer um café, ? - perguntou após ele guardar a última sacola no quarto de Ben.
- Não, obrigado. Eu já estou indo. - ele disse.
- Ok.
- Foi bom passar essa tarde com você, .
- Digo o mesmo . Tchau. - ela disse.
- Tchau. - ele disse, a beijou na testa e alisou sua barriga. sorriu, esperou ele entrar no carro e fechou a porta.
Ela se sentou no sofá. Estava exausta, mas havia se divertido com . foi para seu quarto, tomou outro banho, depois voltou para a sala.
Ela tinha se distraído à tarde e até se esqueceu que sabia seu segredo; confiava nele, mas será que isso não poderia afetar a amizade dos dois?
pegou o telefone e ligou para .
- Oi, . - ela reconheceu a voz da amiga.
- , oi.
- Menin,a onde você estava. Eu e o ligamos aí a tarde toda e ninguém atendia.
- Ah, é que eu passei a tarde fora com o . - ela disse e sorriu.
- Sério? Que legal, é um bom cara.
- Eu sei, mas , como ele descobriu do ? - perguntou e lhe contou toda a história.
- Meu Deus, ! Ele não me disse nada! Era por isso que eu não queria que ele soubesse. Eles sempre foram amigos e trabalham juntos. Como vai ser agora?
- , não se mete, eles não vão ficar brigados. O disse que eles vão conversar, não se preocupa.
- Tem certeza? - perguntou, insegura.
- Tenho. - disse.
- , você está ouvindo na extensão mais uma vez? - perguntou irritada.
- Tchau e Ben. - ele disse colocou o telefone na base, enquanto ria.
- O é pior que criança. - disse.
- Eu sei. Mas , não se preocupa, tá?
- Tudo bem. , vou desligar, tchau.
- Tchau, . - disse e desligou.
guardou o telefone e fechou os olhos, sua cabeça estava a mil, tinham sido tantos acontecimentos em um único fim de semana... Ela sabia que não pode ficar ansiosa ou nervosa, mas não havia como não se sentir assim, ela poderia ter causado um briga entre amigos de longa data. Ligou a TV, tentando se distrair, mas não conseguia prestar atenção em nada.
-
chegou em casa e viu que tudo estava apagado, pelo menos não estaria lá. Ele abriu a porta e viu alguém sentado no sofá, acendeu a luz e viu que era ela. Que ótimo, teriam uma briga, ele pensou.
- Oi, . - ele disse e se sentou ao lado dela.
- Por que você não atendia meus telefonemas? - ela perguntou com raiva.
- Hm, me desculpe, celular desligado. - ele disse, tirando o celular do bolso e mostrando a ela.
- Onde você esteve desde ontem?
- Nossa, é interrogatório agora? - tentou fazer graça.
- Responde. - ela disse e deu um sorriso sem graça.
- Eu dormi no e fiquei por lá. - ele mentiu.
- Mentira. Você ficou lá, esmurrou um dos seus melhores amigos e depois saiu, eu liguei lá. - respirou fundo. Sabia que, se contasse a verdade, ela ficaria com mais raiva do que estava, mas não havia outro jeito.
- Eu fui pra casa da e nós saímos pra comprar roupas pro Ben e almoçamos.
- São seis da tarde. Estavam almoçando até agora?
- , essa é a verdade, não me enche. - disse e se levantou. Ele não queria brigar com ela, mas pelo jeito era isso que ela queria.
- Com a você não fala assim, Daniel. Quer dizer você está me trocando por uma garota que você mal conhece.
- , eu não quero brigar com você, então me faz um favor? Sai da minha casa.
- Tudo bem. Quando você não estiver tão ocupado cuidando da senhora ‘oi-estou-grávida-e-preciso-de-toda-a-atenção’ vem me procurar. - ela disse, pegou sua bolsa que estava no sofá e saiu.
se sentou no sofá novamente e passou a mão pelo rosto; pelo que entendeu, ele e tinham dado um tempo. Ótimo, agora todos pensariam que era por causa da . Mas até que isso era bom, ele já não aguentava mais os ataques de ciúmes de .
Foi para seu quarto tomar um banho. Quando saiu do chuveiro, seu telefone estava tocando.
- Alô. - ele disse.
- Oi, , é a . - ela disse sem graça.
- Oi, . - ele sorriu, mesmo sabendo que ela não via.
- Preciso falar com você e é sério. - ela disse. ‘Será que já tinha ido infernizar ?’, ele se perguntava.
- Ah, tudo bem. Quer que eu vá aí? - ele perguntou, receoso.
- Não, se você abrisse a porta já seria suficiente. - ela disse de maneira engraçada, ele foi até a porta e a abriu, dando de cara com .
- Oi, . - ela disse e desligou o celular.
- ! - ele disse, feliz, porém ela parecia séria demais. Ele deu passagem, a encaminhou até o sofá e ambos se sentaram.
- O que aconteceu de tão importante que fez você sair da sua casa essa hora?
- Eu sei que você brigou com e, segundo o , eu não deveria estar aqui, mas não quero que vocês fiquem brigados por minha causa. - ela despejou tudo em cima dele.
- , eu não pretendia brigar com ele, estava ouvindo tudo em silêncio lá de cima, mas ele disse uma coisa que fez meu sangue ferver. E não foi só o meu, por pouco não o socava também.
- Mas , nada do que ele possa ter dito lhe dá direito de bater nas pessoas. Imagina o que a deve ter pensado quando viu o marido chegando machucado em casa.
- Ele deve ter inventado uma desculpa, é bom nisso. - disse sem pensar e viu baixar os olhos, magoada.
- Ai, , me desculpe, eu não queria te magoar! Mas não podia o deixar falar daquele jeito de você. Eu sei que nos aproximamos só agora, mas ele não sabe metade do que você sofreu pra sair falando assim de você. Não é digno de falar o que falou.
- O que ele falou? - ela perguntou.
- Não queira saber, isso vai te magoar. Eu só não entendo o porquê de você vir aqui defendê-lo... Porque é isso que você está fazendo.
- O que ele disse. Eu quero saber.
- ‘Não fui eu que, uma semana depois, fui pra cama com um francês’. - ele disse e abaixou a cabeça, ouviu respirar fundo e a viu passar as mãos pelo rosto, com lágrimas nos olhos. Ela ainda o amava, concluiu .
se aproximou e a abraçou, enquanto ela chorava por outro. Agora estava claro: se quisesse ter o amor de , teria que lutar por ele. Não seria apenas uma conquista, ele teria que fazê-la esquecer e pretendia fazer isso.
- se acalme. - ele disse, mas pareceu nem ser escutado, ela tinha o rosto lavado por lágrimas.
- , me desculpe, eu vou embora. - ela disse, se soltando dele e secando o rosto.
- Você não vai sair assim. Vem pra cozinha comigo, acho que deve ter chá aqui. - ele disse descontraído e deu um sorrisinho.
Os dois se levantaram e foram para a cozinha, nunca tinha estado na casa de antes.
Chegaram lá e puxou uma cadeira para ela se sentar e foi procurar em seus armários; nada encontrou, só tinha café.
- Eu não tenho chá. - ele disse triste e soltou um risinho. Se sentou ao lado dela e segurou suas mãos, que estavam sobre a mesa.
- Não fique assim, por favor. Era por isso que não quis te contar. - ele disse arrependido.
- Não se preocupe, eu precisava saber o que ele realmente pensa de mim. - ela disse triste.
- , ele não merece nem meia lágrima sua. Sei que você ainda o ama, mas... - ele não sabia como dizer sem a magoar.
- Mas não tem futuro, né, ? - ela o interrompeu e ele apenas assentiu. soltou suas mãos de e secou as lágrimas.
- Vai ficar tudo bem. - ele disse.
- Eu sei que vai. Não vale a pena sofrer por algo que não tem futuro, você está certo. - ela respirou fundo e deu um sorriso.
- Suco eu tenho, quer? - ele perguntou.
- Eu aceito. - ela disse e ele os serviu, os dois bebiam em silêncio.
- E , onde ela está? - perguntou.
- Nós brigamos e demos um tempo. - ele disse normalmente, não parecia afetado e percebeu isso.
- Brigaram por minha causa? - ela perguntou.
- , pára de pensar que tudo é por sua causa. E não foi, ela tem um ciúme absurdo até mesmo da minha sombra e não estava mais dando certo. - ele disse.
- Se não tem futuro, não tem por que continuar. - ela disse, mas parecia que era um conselho mais para si mesma do que para . Ele apenas sorriu.
- Bom, , eu acho que já vou indo. - ela disse.
- Nada disso, eu te levo, você ainda está abalada. Chaves? - ele brincou.
- E você volta como?
- Sabia que já inventaram os táxis? - ele disse e riu. Ela entregou as chaves e ele fechou sua casa.
Foram o caminho todo em silêncio. guardou o carro da amiga na garagem e saiu.
- Quer entrar, ? - ela perguntou.
- Não, obrigado. Foi um dia intenso, preciso descansar.
- Adorei passar o dia com você. - ela disse.
- Eu também. -ele a beijou no topo de sua testa, sorriu.
- Não quer entrar nem pra chamar um táxi?
- Eu já chamei. - ele disse e deu uma piscadela pra ela, que riu e entrou em sua casa. Ela ficou o olhando pela janela e viu que, em menos de dez minutos, um táxi tinha aparecido.
jogou sua bolsa no sofá e se sentou no mesmo. Fechou os olhos e as palavras que dissera invadiram sua mente “Não fui eu que, uma semana depois, fui pra cama com um francês.” O lado bom disso era que ele havia acreditado mesmo que o pai de Ben era um francês, mas aquela frase a havia magoado. Era como se tudo que eles tivessem vivido juntos não passasse de um nada, como se ele não a conhecesse.
- Eu não vou mais chorar por ele. - ela disse para si própria. se levantou do sofá, pegou seu telefone e ligou para Patt.
- Alô.
- Patt, é a .
- Oi amor, ‘tá’ tudo bem?
- Não, Patt. - ela disse e contou tudo a ele.
- , eu tenho que concordar com o , se fosse eu tinha esmurrado ainda mais. E o que ele disse sobre você ir lá, tá certo. Tudo bem que você ainda o ama, mas fazer o que fez com o de ir lá e repreendê-lo porque ele te defendeu foi idiotice.
- Ai, Patt, fiz isso no impulso. E não quero mais amar o e, muito menos, sofrer por ele.
- Então viva sua vida e deixe-o pra trás.
- Fácil é falar.
- Pode ser difícil, mas você tem a mim, , o e o pra te ajudar.
- Obrigada, vou desligar. Até amanhã, Patt.
- Até, . - ele disse e desligou o telefone. Ela foi até seu quarto, colocou seu pijama e foi para o quarto de Ben, se deitou na cama, cobriu-se e agarrou um ursinho de pelúcia e acabou adormecendo lá.
chegou à sua casa e se jogou no sofá. Ele não sabia se tinha feito certo em contar o que disse sobre ela, mas se sentia aliviado, mesmo sabendo que ela ainda o amava. Ele pegou seu celular e mandou uma mensagem para : “Amanhã na minha casa às onze da amanhã. Precisamos conversar. ”.
Ele jogou se celular no sofá e ligou a TV, tentando se distrair.
Capítulo 11.
acordou com seu despertador tocando, se levantou sem muito ânimo, foi ao banheiro e fez sua higiene pessoal, vistindo, depois, uma roupa qualquer. Foi para a cozinha, tomou um café da manhã rápido e saiu.
acordou sentindo uma dor horrível no pescoço, percebendo que havia dormido no sofá e com a TV ligada. Ele se sentou, desligou a TV e olhou as horas: eram dez da manhã e, daqui a pouco, estaria por lá. Ele se levantou e foi tomar banho, fez um café e estava tomando sentado no sofá quando a campainha tocou; ele olhou novamente no relógio, eram onze da manhã. sempre fora pontual. Ele abriu a porta.
- . - ele disse um tanto sem graça, olhou para o mesmo e viu que o amigo tinha um pequeno corte no lábio.
- Oi, . - ele disse e sorriu de lado. deu passagem para , que entrou e logo se sentou no sofá.
- Quer café? - ele perguntou, erguendo sua xícara.
- Não, valeu. - respondeu, sentado no sofá. se sentou numa poltrona bem à sua frente.
- Desculpa por ter te batido ontem, eu me descontrolei. - ele disse cabisbaixo.
- Eu também não fui muito legal com você. Mas é que, pra mim, é muito difícil falar sobre a . - disse.
- Mesmo assim eu não devia ter socado você; afinal, somos amigos, né? - ele disse e riu.
- Somos. - disse.
Depois disso o silêncio se instalou na sala de , os sapatos de lhe pareciam super interessantes. bebia seu café que já estava frio.
- Você ainda gosta dela? - perguntou de repente. o olhou e sorriu.
- Sim. Sabe, , é diferente de tudo o que eu já senti e do amor que eu tenho pela . Mas não tem como esse amor acontecer.
- Por quê?
- Ela não me quer. Ela nunca quis que eu me separasse da pra ficar com ela.
- A pensa mais nos outros do que em si mesma. - disse e o olhou, surpreso.
- Você gosta dela, né, ?
- Acho que sim, ainda não sei direito. - disse confuso, não queria magoar o amigo, já bastava ter lhe socado.
- Se você gosta mesmo, lute por ela. Não deixe que esse francês a roube de você.
- Eu não posso, . E nossa amizade, como vai ficar? Você ainda a ama.
- Esse amor vai passar. E eu prefiro vê-la feliz com você do que com um cara que eu não conheço. Sei que você só vai fazer bem a ela.
- Então você está abrindo mão dela por mim? - perguntou surpreso.
- Sim, você é um dos meus melhores amigos e ela a garota que eu mais amei. Não quero que nenhum dos dois sofra.
- Eu nem sei o que te dizer.
- Só me prometa que vai fazê-la feliz. - disse, se levantando. fez o mesmo.
- Eu prometo, cara. - disse e abraçou o amigo, lhe dando tapinhas nas costas. os soltou.
- , depois do que você disse agora, eu nem sei como te dizer isso, mas... Acho melhor evitarmos que vocês dois se encontrem. - disse e abaixou a cabeça.
- Eu sei, ela ainda sofre por mim. A me disse. Eu entendo que você está tentando protegê-la. Assim vai ser melhor, para mim e para ela também.
- Amigos? - perguntou.
- Amigos. - disse e abraçou .
- Quer sair pra comer alguma coisa?
- Nem dá, cara, a tem consulta. - disse e sorriu.
- Ah, tudo bem, então.
- E você - apontou pra - vá atrás dela. Tenho certeza que ela verá o cara maravilhoso que você é. - apenas sorriu.
se encaminhou até a porta e abriu a mesma, acenou pra já do lado de fora e saiu.
se sentou no sofá e pensou em tudo que foi dito minutos antes: seu melhor amigo abriu mão da mulher que ama só pra fazê-la feliz; ele nunca pensou que fosse vivenciar isso. Ele pegou o telefone e discou o numero de .
- ! - ela disse feliz. Pelo visto, já tinha esquecido a briga de ontem.
- Me encontra na Starbucks perto do London Eye em vinte minutos? - ele foi direto e ela percebeu que ele estava sério.
- Claro.
- Tchau, .
- Até, . - ela disse e ele desligou. Pegou as chaves do seu carro e saiu. Por ser quase horário de almoço, pegou um pouco de trânsito. Mas, quando chegou, viu que ainda não tinha chegado; ela sempre se atrasava. Ele se sentou em uma mesa e fez seu pedido.
Passado uns vinte minutos chegou, super bem arrumada. Para ela, iria se desculpar e eles iam voltar. Mas ela não sabia o que se passava na cabeça do garoto. Sentou-se n frente dele.
- Oi, . Desculpe o atraso. - ela sorriu sem graça.
- Tudo bem, nem esperei muito. -ele disse e bebeu um gole do seu cappuccino.
- Então, o que você quer falar comigo? Mas antes de você começar, eu queria pedir desculpas por ter sido tão infantil ontem. - ela disse.
- ... Pra mim, ficarmos juntos não dá mais. Foi muito bom ficar esse tempo com você, mas de uns meses pra cá você tem sido, sinceramente, insuportável com esse seu ciúme bobo. E eu te chamei aqui pra terminarmos. - disse tudo de uma vez e a única reação de foi deixar o queixo cair, pasma. A garçonete entregou o pedido dela e a mesma tomou um gole.
- E eu que pensava que você ia pedir pra voltarmos, me arrumei toda, Daniel! Ai, que idiota que eu sou. Agora você só tem olhos pra . Me deixou, eu que sou sua namorada, pra passar o dia com ela. Tudo bem. Se você quer me trocar pela gravidinha, troca, mas quando ela se cansar de você, não vem se rastejar pra cima de mim que eu NÃO vou te querer! - ela enfatizou o ‘não’, olhou pra e saiu batendo o pé da lanchonete.
olhou e riu, foi mais fácil do que ele imaginava. Ele pagou e voltou para sua casa. pretendia fazer uma surpresa pra . Trocou de roupa e, como ele não sabia onde ela trabalhava, ligou para e explicou tudo. ficou feliz só de pensar na possibilidade dos amigos ficarem juntos.
saiu de casa e foi até o serviço de , conversou com Kate e subiu. Entrou na redação e viu saindo de uma sala de vidro posicionada no centro da grande sala onde se encontrava. Ele a seguiu com o olhar e viu onde ela se sentou.
Ele foi até lá, se aproximou da mesa dela silenciosamente e parou ao seu lado.
- Surpresa! - ele sussurrou no ouvido da garota, que se assustou ao olhar pro lado e dar de cara com .
- Daniel, você não pode fazer isso, ok? - ela disse com a mão sobre o peito. Ele riu.
- Ei, eu vim te fazer uma surpresa.
- É, estou vendo. - ela brincou.
- Quer ir almoçar comigo? - ele perguntou.
- Mas não é Mc Donald’s, né? - ela riu.
- Não, não, você escolhe.
- Ah, já sei, tem um que a me levou uma vez.
- Você que sabe, .
- Falando na , posso chamar ela e o ? - sorriu, sem graça.
- Claro. - ele disse e imediatamente ligou para os amigos, marcando de se encontrarem lá.
- No seu carro ou no meu? - ela perguntou.
- Acho que no meu é fácil, já que ele não está guardado na garagem.
- Vou arrumar minhas coisas, espere aí. - disse e foi começou a arrumar sua mesa e conversar com , os dois riam alto, chamando a atenção de todos na redação.
Da sala de vidro, Patt via tudo e sorria, ficava mais alegre quando estava na companhia de .
- Tudo arrumado, podemos ir. - ela disse e lhe ofereceu o braço, os dois saíram da redação de braços dados. Se aquela redação fosse de uma revista de fofocas, eles com certeza seriam primeira página.
ensinou o caminho para e os dois foram o caminho todo rindo e conversando.
Assim que e chegaram ao restaurante, ouviram rindo escandalosamente. Procuraram por eles e os viram em uma mesa no canto.
- Oi, gente. - disse feliz, chegando à mesa.
- ! - gritou, atraindo olhares curiosos de todos que estavam no restaurante.
- ! - o repreendeu e lhe deu um tapa no braço.
- Outch! Isso doi, amor. - ele disse. e riram; ela se sentou na frente de e de frente para .
- Eu não quero comer olhando pra essa cara feia do . - ele disse, rindo e mostrou o dedo de meio para ele, enquanto trocava de lugar com .
Eles fizeram os pedidos.
- Gente, eu preciso contar uma coisa pra vocês. - disse, sério.
- Você resolveu ‘sair do armário?’ - disse em meio a risadas, e fizeram o mesmo. olhou sério para os três, que pararam de rir na mesma hora.
- Conta logo a novidade, ! - disse.
- Eu e a terminamos. - ele disse e fingiu uma falsa surpresa.
- Sério? Por quê? - perguntou.
- Ela estava ficando neurótica com relação a ciúmes.
- Que triste, . - disse.
- Uh, ‘tá’ no mercado. - disse e todos riram.
Eles começaram a comer e continuaram conversando e rindo das besteiras que falava.
- solteiro, solteira, sinto ‘pegação’ no ar! - disse e lhe deu outro tapa.
- A gente é só amigo, ! - disse, rindo, e apenas assentiu.
- Ah, qualé, vocês fariam um casal lindo. - insistia.
- O pior é que eu tenho que concordar com esse idiota. - disse e sorriu sem graça.
- Ai, gente, para. O é só meu amigo. - disse e corou e deu um sorriso triste.
- Vamos brindar? - sugeriu .
- Vamos! - disse animado.
- Ao sem . - disse e todos riram e brindaram.
O almoço continuou do mesmo jeito, jogando pra cima de e levando broncas de por ser indiscreto. Quando já estavam saindo, e receberam uma ligação da gravadora e foram embora às pressas. ia levar de volta para a redação.
- , a era tão ciumenta assim? - quis saber.
- Sim, ela surtava. E já fazia um tempo que o não estava mais tão interessado. - respondeu.
- Uau! - disse.
- E você, , como está?
- Ah, indo, né? Não foi bom ter o reencontrado, mas agora eu tenho mais certeza ainda de que quero deixar ele no passado. - disse e sorriu de lado.
- Tudo vai passar, amiga. - e não se falou mais nada dentro do carro. deixou na edição.
Enquanto andava por entre seus colegas de trabalho, ouvia murmúrios sobre ela e . Ela deixou sua bolsa em sua mesa e foi até a sala de Patt.
- Oi, Patrick! - disse feliz, entrando na sala e sentando-se no sofá.
- Cordeiro! - ele disse, riu e se sentou ao lado da amiga.
- Fui a um ótimo restaurante. - ela disse.
- Com o , né? - ele sorriu malicioso.
- Sim, , e . Só faltou você, chefinho.
- E ainda me leva o besta do e a pra ficarem empatando você e o Daniel.
- Não atrapalhou nada, apenas almoçamos, seu safado! - ela disse e bateu de leve no braço do amigo.
- Mas esse tá caindo no meu conceito, viu? - Patt disse e riu.
- Me poupe, Patrick, me poupe. - disse e saiu da sala do amigo.
Capítulo 12.
Passaram-se semanas depois disso. e Danny se viam com freqüência, o que gerou algumas fofocas na mídia, já que Danny estava solteiro agora, porém ambos ignoraram.
chegou à sua casa após um dia cansativo de trabalho. Sua barriga estava enorme, pois ela estava com quase nove meses de gestação. Ela jogou sua bolsa no sofá e foi até a cozinha beber um copo d’água, depois disso voltou para a sala e se sentou no sofá, ligando a TV e deixando no canal que estava. Ela se sentia muito cansada hoje. Sabia que devia diminuir a rotina de trabalho, mas não conseguia. se deitou no sofá, olhando para o teto, e ficou em silêncio. Estava tudo bem até ela sentir uma forte contração. O Dr. Richard tinha dito que era normal, por ela estar quase para ganhar o bebê, mas aquela tinha sido mais forte que todas as outras. Ela passou a mão na barriga e continuou na mesma posição, até que, minutos depois, a contração voltou e ela sentiu suas pernas molhadas. Ben ia nascer hoje.
A dor era tão forte que ela mal conseguia se mexer. Tateou a mesinha que deixava ao lado do sofá e pegou o telefone. Apertou o redial e se mexia inquieta com a dor até que finalmente atenderam ao telefone.
- Alô. - ela disse com dificuldade.
- ? - Danny perguntou do outro lado da linha e reconheceu sua voz.
- Danny, o Ben está nascendo. Me ajuda, por favor. - ela dizia em pausas, pois a dor ficava mais forte a cada minuto.
- , onde você está? - Danny perguntou, nervoso.
- Em casa, Danny. Vem rápido, por favor. - ela disse e soltou um grito de dor, o que deixou Danny ainda mais apreensivo. Ele desligou o telefone e ligou para a emergência, passou o endereço de , pegou as chaves do seu carro e foi para a casa da garota.
permanecia na mesma posição, com a dor aumentando a cada minuto. Ela acariciava sua barriga, enquanto esperava Danny. Ouviu um barulho de sirene e logo sua porta foi escancarada. Dois paramédicos entraram, mas ela não viu Danny. Eles a colocaram numa maca e foram fazendo os primeiros socorros. Quando já estavam fechando a porta, ela viu Danny chegar. Ele saiu correndo do carro e foi em direção a ambulância.
- ! - ele gritou e entrou correndo na ambulância, pegando a mão da garota, que suava e se contorcia de dor na maca.
- O senhor é o acompanhante dela? - perguntou um dos paramédicos. Danny apenas assentiu e o carro partiu para o hospital.
- Vai ficar tudo bem, . - ele disse pra ela, que apenas assentiu e sorriu.
Cerca de dez minutos depois, eles deram entrada no hospital. Assim que chegaram, já tinha uma equipe médica os esperando e o Dr. Richard já estava lá. Danny tinha o avisado enquanto ia até a casa de . Logo que a tiraram da ambulância, vários enfermeiros a cercaram e a levaram para dentro. O Dr. Richard olhou para Danny e disse:
- Já te trago informações. - E entrou no pronto socorro em seguida.
Danny se sentou em uma cadeira e passou as mãos pelo rosto suado; como ele estava nervoso... Eram quase oito da noite. Ele lembrou que Ben ia precisar de roupas, assim como , e que , e Patt não sabiam do ocorrido. Pegou o celular do bolso e ligou para .
- ! - ele disse, afobado.
- Que foi, Danny? - perguntou, rindo.
- Eu estou no hospital e a vai ganhar o bebê. - ele disse e ouviu dar um grito.
- Me passa o endereço agora. - Danny passou o endereço e disse para que eles pegassem roupas para os dois e que avisassem Patt também. disse que faria tudo e que logo estaria no hospital também.
Danny se levantou e tomou um copo d’água para se acalmar. Nunca pensou que fosse ficar tão nervoso dessa maneira. Ele se sentou novamente, mas logo Dr. Richard veio falar com ele.
- E aí, Dr., como eles estão? - Danny perguntou, aflito.
- Danny, a entrou em trabalho de parto e logo Ben deve nascer, mas não se preocupe, os dois estão bem. Agora me dê licença que eu tenho que trazer uma criança ao mundo. - ele disse e deixou Danny lá.
Danny se sentou novamente. Cerca de vinte minutos depois e chegaram. Ela entregou a uma enfermeira as coisas que Danny pedira. estava tão nervoso que não conseguia ficar sentado. Patt logo chegou também.
- Será que ainda vai demorar muito? - perguntou depois de quarenta minutos esperando.
- Não sei, amor. - disse, aflita. Patt estava tão nervoso que mal conseguia formular uma frase.
Vinte minutos depois, eles viram Dr. Richard entrando na sala de espera com a roupa suja de sangue e o suor escorrendo pelo rosto.
- E então, Dr.? - Danny perguntou, claramente nervoso.
- O Ben nasceu e o parto correu normalmente. Ele e a estão bem.
- Quando a gente vai poder vê-los? - Patt finalmente disse algo desde que chegou.
- Ben está fazendo uns exames de rotina para recém-nascidos e, quando terminar, vai para a sala onde todos os bebês ficam. Aí vocês poderão vê-lo. Vou pedir que alguém os avise.
- E a ? - perguntou .
- Ela está descansando em um quarto, temos que esperar passar o efeito da anestesia para ter certeza de que ela não está sentindo nada, mas aparentemente está tudo bem com ela também. Como já disse, ocorreu tudo bem. Assim que eu tiver certeza de que ela já se recuperou, eu peço para lhes avisarem. Agora, com licença. - ele disse e saiu, deixando os quatro com um sorriso enorme no rosto.
- Finalmente vou ver meu afilhado. - repetia sem parar.
Trinta minutos depois uma enfermeira veio lhes chamar para irem ver Ben. Eles seguiam a enfermeira em silêncio e pararam em frente a um vidro, onde cerca de meia-dúzia de recém-nascidos estavam, todos muito nervosos. Ela lhes disse que Ben era o segundo da primeira fileira. Ele estava apenas de fralda e dormia tranquilamente. Instantaneamente todos sorriram, enquanto ele dormia mexedo os dedinhos.
- Ele é tão lindo. - disse com os olhos cheios de lágrimas.
- Que nem o padrinho. - disse e todos riram.
Continua...nota da autora: Olaaa meninas! Esse capítulo é bem curitinho mesmo, mas penso que ele tinha que ser do jeito que esta! E agora começa a “segunda” parte da fic. Agora que a história fica boa-ou não- hahahhahahahah. Espero que vocês gostem, e deixem comentários, pq eles me deixam muito feliz tá. Beijãoooo, Fer.
nota da beta: Serei muito chata se quiser ficar solteira nessa fanfic?
Tá batendo raivinha do meu principal.
Erros, gatas? Avisem por aqui, e eu corrijo :D Beijinhos, Paah Souza.