Autora: Rafinha Potter | Beta-reader: Andy


1. Tentada
“He was a boy, she was a girl, can make it anymore obvious...”

– O que você quer pra parar de me encarar e ir fazer algo construtivo e me deixar estudar, Sirius? – perguntei exasperada. Amanhã eu tinha prova de Transfiguração, mas alguém consegue se concentrar com alguém te encarando, principalmente quando esse alguém é Sirius Black? Ele estava me olhando com o seu famoso sorriso malicioso, com aqueles olhos azuis lindos e aquele cabelo preto caindo na testa. – Fala logo, Sirius!
– Você sabe o que eu quero, . Não tenho culpa que você reluta tanto em dar. – Ok, você já deve saber o que ele quer, e se ele é tão bonito assim por que eu reluto tanto? Isso aí é simples. Eu o amo. Ele é acostumado em ter qualquer garota que ele queira a seus pés, prontas para satisfazer sua vontade a qualquer hora. Mas eu não queria ser mais uma. Eu queria ser a única!
– Já que você não me deixa em paz, eu vou dormir. Boa noite, Marauder – disse com um sorriso malicioso em sua direção e subi para o dormitório. Atrás pude ouvi-lo suspirando e depois se levantando. Claro que ele ia dormir, não tinha mais ninguém para ele encher o saco. Entrei no quarto em silencio para não acordar Lily, ou Alicia. Me troquei e deitei na cama, pensando em como queria que Sirius estivesse ali comigo.

XXX

Acordei meio desnorteada, tinha sonhado com ele. De novo. Como pode alguém ser tão perfeito? Levantei e acordei as outras meninas para não nos atrasarmos para o primeiro dia de aula do nosso sétimo ano em Hogwarts.
Começamos a nos trocar. Naquele momento aquele quarto provavelmente era o sonho dos Marauders. Lily para James, eu para Sirius (Não? Jura que era isso? Nem imaginava!) e para Remus. Mas, voltando ao assunto, terminamos de nos arrumar e descemos para o salão comunal da Grifinória. Só tinha lá um dos Marauders, Peter. Ele era legal, mas não bem o que eu queria, né! Demos um oi para ele e descemos todas em direção ao Salão Principal para tomar o café, o salão já estava meio vazio, mas quem nós queríamos continuavam lá.
Lily, logicamente, foi correndo sentar ao lado de James e ao lado de Remus, eu sentei ao lado se Sirius que me laçou um olhar (Pra variar, só!) malicioso.
– Bom dia, . – Eu quase desmoronei com aquele olhar lindo, sua boca com o sorriso brincalhão, mas consegui me segurar. – Já desistiu de me negar o que eu quero, ou ainda ta tentando resistir à tentação? – E que tentação, mas isso eu não falei. Ele queria brincar comigo, então eu iria brincar com ele.
– Bom dia, Sirius. – Dei meu sorriso malicioso e seu sorriso se abriu mais ainda. Eu podia ver a excitação dentro dele e dei a resposta que ele queria, embora fosse mentira. – Quer saber de uma coisa, Sirius? Acho que ta na hora de eu parar com essa frescura, não é? – O sorriso dele vacilou por um momento, ele estava acreditando, pra reforçar o que eu estava dizendo coloquei minha mão em sua perna e pude ver que ele congelou, mas agora seu sorriso só aumentou (Ih! Rimou! Tá, parei, vou voltar ao que interessa.) – Vá para a sala comunal e me espere lá. Estarei lá dentro de alguns minutos.
– Como vou saber se você não está mentindo pra mim só pra me fazer de idiota? – ele perguntou, fazendo cara de desconfiado. Se eu não estivesse sentada eu provavelmente teria caído. Pelas barbas de Merlin! Como ele é lindo! – Como?
– Você é um Marauder! Tem que saber se as pessoas estão te enganando ou não. - Virei-me e olhei para frente, Lily e James estavam aos beijos e Remus e estavam conversando animadamente, por isso ninguém percebeu a conversinha que eu e Sirius tivemos. Eu ainda estava com a mão em sua perna, fazendo desenhos aleatórios em sua coxa, quando ele pegou minha mão e colocou na minha perna, o ouvi suspirar.
– Você me paga se você estiver mentindo, . E guarde essa sua mão pra daqui a pouco, tenho certeza que você vai precisar dela – ele disse em meu ouvido. Seu hálito quente bateu no meu rosto, me deixando tonta. Ele se levantou e foi em direção às escadas que o levariam em direção a Sala comunal.
Terminei de comer meus ovos e tomar meu suco e ia me levantar quando alguém falou comigo.
– Onde você está indo? Ainda faltam vinte minutos pra começar as aulas! – Era Lily que olhava desconfiada para mim. Caramba Lily! Quando Sirius saiu ela nem reparou, né! Tava muito ocupada sendo engolida pelo James.
– Só vou arrumar o material que eu preciso. Deixei tudo desorganizado ontem à noite. Vou dar uma revisada na matéria também – disse com uma voz cansada, tentando parecer inocente. No começo ela estreitou os olhos, mas depois ela sorriu e eu respirei aliviada. Poderia pregar minha peça em Sirius em paz.
– Quer companhia ou ajuda, ? – Lily, sempre sendo prestativa.
– Não, obrigada. – Sorri e olhei para James. – Pode continuar aí, sendo engolida.

Subi em direção as mesmas escadas em que Sirius havia subido e logo, logo estava na frente do quadro da Mulher Gorda. – Cabeça de dragão – eu disse antes que ela perguntasse a senha. Com isso o quadro girou e eu entrei na sala comunal. A sala estava clara, já que a única luz que iluminava lá era a do sol e as cortinas estavam fechadas. Em frente da lareira tinha cerca de seis ou sete poltronas fofinhas e vermelhas e um sofá grande. Sirius estava deitado nele me encarando. Aquilo ia ser demais! ‘Vamos brincar, Sirius’ pensei sorrindo.
– Eu achei que você não viria, poderia estar com medo de mim! – ele disse e gargalhou.
– Eu não tenho medo de você, Sirius. – Fui caminhando calmamente em sua direção, ele sorriu e olhou meu corpo de cima a baixo e sorriu. Sentei em frente a ele no sofá e ia me curvando na direção dele. O sorriso dele vacilou, mas logo voltou. Ele colocou as mãos em minha cintura e me puxou pra perto dele. O que eu tinha vindo fazer aqui mesmo? E então lembrei. Em vez de beijar sua boca como ele estava prevendo, eu coloquei minha boca em sua orelha e disse: – Você realmente achou que eu iria fazer isso? Você nem é meu namorado, Sirius.
– Eu sabia que você iria fazer isso, Mas se era só brincadeira, por que você ainda está com a boca em minha orelha e ainda me abraçando? – De repente eu vi o que ele queria dizer e me soltei dele rapidamente. Ele me olhou, sorrindo. – Eu sei o que você quer, e você sabe que pode me dar.
– Vamos ser sinceros, Sirius. – Ele ficou sério e eu me desmanchei, mas me recompus a tempo. – Eu realmente queria isso e você sabe. Você é o mais bonito dos Marauders pra mim e também o mais engraçado, mas eu não vou ser mais uma, Sirius. – Nessa hora as lágrimas escoriam pelo meu rosto. – Ou eu sou a única, ou eu não sou nada! – Dito isso virei as costas e estava indo em direção as escadas quando senti alguém me segurar pelo pulso.
– Eu... Eu... – Sirius gaguejava baixinho, tentando encontrar as palavras sem olhar em meus olhos. – Eu não sei o que dizer, eu quero que você seja a única, eu só não sei se quero o suficiente. Entende? – ele perguntou me olhando nos olhos. É claro que eu entendia! Ele não me amava, ele me queria. Ele gostava de mim, mas não o suficiente para deixar seus casos. Isso doeu, doeu mais do que posso expressar. Ele não me amava o suficiente. Foi como se eu tivesse levado um soco, o ar me faltou e as lágrimas que eu tanto continha escorreram pelo meu rosto sem nenhum impedimento.
– Claro que entendo, Sirius – falei com a voz mais calma que pude fazer sem deixar transparecer a dor. – Mas isso também não é o suficiente pra mim. Desculpe-me – eu disse e me soltei dele. Quando estava entrando novamente na Sala Comunal o ouvi perguntar:
– Ainda somos amigos, certo? Ainda posso contar com você? – Sua voz saiu triste e isso me partiu o coração, mas não voltei atrás. A escolha era dele.
– Claro que sim, Sirius. Ainda somos amigos – respondi. Entrei novamente e peguei meu material. Fui em direção a sala de Transfiguração, e lá estava ele, sentado com James. Ele sorriu fraco pra mim e eu retribui o sorriso, me sentando ao lado de .


2. Magoada
“And now I cry in the middle of the night, for the same damn thing.”

Estava quase tudo de volta ao normal. Eu e Sirius nos falávamos normalmente, Lily estava cada dia mais louca pelo James e ficava falando o dia inteiro sobre ele. Acredite, não é muito agradável quando você está passando por problemas amorosos ouvir sua amiga falando sem parar o quanto seu namorado era lindo, perfeito, romântico, e o quão maravilhosamente ele beijava, mas eu não a culpava, eu faria o mesmo em seu lugar. , que estava ao lado de Lily, que falava olhando pro céu e pro lago, parou um pouco de rir da cara de abobalhada de Lily e olhou para mim. Ela reparou que eu estava triste. Claro que sim, ela e Lily sempre reparavam em tudo.
– Está tudo bem, ? Você parece triste. – Quando apenas abaixei a cabeça e não a respondi, Lily, que também me encarava, entendeu tudo.
– Ah, , não fique triste por causa do Sirius. – Eu havia contado pras meninas o que tinha acontecido, e elas me apoiaram, afinal, todos conheciam a fama de galinha do Padfoot. – Você sabe como ele é, e sabe também que ele não vai mudar tão cedo assim. Ele é um galinha, adora as garotas, mas por apenas uma noite.
– É, . Não fique triste por ele não querer ser exclusivo. Dê a volta por cima e mostre pra ele que você pode muito bem ser feliz sem ele. Vários garotos daqui dariam a pele pra ter você ao lado deles. Como o Robert, por exemplo... – disse, com um sorriso safado nos lábios.
Inconscientemente sorri também. Robert era um garoto lindo dos olhos azuis e cabelos castanho bagunçados, não tinha nenhum corpo super sarado, ele tinha músculos, mas não era tão acentuado, o que não evitava o fato das garotas se jogarem em cima dele. Mas ele não estava nem aí pra elas, ele gostava de mim e já tinha dito, mas na hora eu fiquei confusa e disse que não achava que aquela era a hora pra entrar em um relacionamento. Ele me entendeu e disse que me esperaria, e por incrível que pareça, ele esperou, há três meses não o vejo com ninguém, ou seja, desde o ano passado.
– Bem lembrado, ! querida, o Rob é um gato, inteligente, cavalheiro, e que não fica com garota nenhuma, por estar esperando você. Esqueça o Padfoot, e PELAS PLICAS DE MERLIN, AGARRA ELE DE UMA VEZ! – Lily gritou e começou a rir que nem louca, fazendo eu e rirmos também.
– Acho que vocês estão certas. Vou agarrar ele! – Eu disse, começando a rir, levando as outras a rirem também. Quando, de repente, senti uma mão no meu ombro.
– Quem vai agarrar quem aqui? – Era ele. Por que ele tinha que aparecer justo agora?! Mas resolvi seguir o conselho das minhas amigas (que no momento me encaravam, esperando minha resposta) e seguir minha vida. Assim, falei:
– O Robert, aquele menino da Lufa-Lufa, sabe? – Quando ele assentiu com um pouco de raiva nos olhos, eu sorri e continuei. – Bom, ele queria namorar comigo, eu neguei no dia, mas acho que já estou pronta pra entrar em um relacionamento com ele.
Sirius me olhou contrariado, ele nunca gostou de Robert, porque antes de pedir pra namorar comigo, o cara era um galinha (como o Black) e era a sua maior concorrência.
– ISSO AE, ARRASANDO NA PISTA! VAI LÁ PEGAR O CARA, VAI, PEQUENA! – Gritou James, que eu não reparara que estava ali, me fazendo pular. O cara que já estava rindo do que tinha falado (e também pelo fato de várias pessoas que passeavam por ali terem olhado) começou a rir mais ainda do meu susto. – É sério, garota. O Robert só namorou uma vez na vida, e nessa única vez, o namoro durou quase um ano, e só terminou porque a vadia da Stace o traiu, e não vice versa. Ele é um cara legal, vale à pena investir. – Ele disse isso, fez joinha com as duas mãos e piscou pra mim.
– Ah, Prongs, não enche a cabeça dela de abobrinha, o cara é um galinha, e sempre vai ser. Ele não vai mudar da água pro vinho só por causa de uma garota, por Merlin! – Disse Sirius, fazendo um gesto de impaciência com as mãos.
Aquilo me deixou, não magoada, e sim com raiva. Só porque ELE não podia mudar por uma garota não quer dizer que outros não podiam. As lágrimas, que naquele momento vinham em meus olhos (e eu bravamente, as segurava), eram de raiva, por ele ter dito aquilo, por ele não mudar, por ele querer que eu não ficasse com Robert, por ele ser galinha, por não ter coragem de tentar amar e ser amado, por tudo! Eu não me aguentei e desabafei.
– Olhe bem pra mim, Sirius Black, e ouça com atenção – eu não gritei, e sim sussurrei o que ele não esperava, mas aquele sussurro saiu bem mais perigoso e letal do que se eu estivesse gritando a plenos pulmões. – Só porque você é totalmente incapaz de parar de ser o galinha que é, não significa que os outros não possam! Só porque você não me quer, não significa que os outros não queriam. E eu vou sim, sem nenhumazinha sombra de dúvida ficar com ele, e sabe o porquê?! Porque ele é o homem que você faz tanta força pra não ser!
Disse tudo isso olhando nos seus olhos azuis, arregalados com o que eu tinha dito. Podia jurar que seus olhos brilharam, como se ele fosse chorar, mas acho que foi só impressão mesmo.
– Desculpe-me se fui dura agora. Mas se você não me quer, não tem o direito de tentar controlar a minha vida, e você sabe disso, não sabe? – Perguntei, agora mais calma. Ele acenou tristemente com a cabeça. Meu coração se partiu nesse momento. Tive vontade de abraçá-lo e dizer que era uma brincadeira, que na verdade eu o dividiria com quantas garotas ele quisesse, contanto que eu o tivesse pra mim. Mas não o fiz, segurei meus braços colados ao corpo. – Sinto muito, Padfoot, mas a escolha foi sua, por isso, conviva com ela. – Me virei pros outros e reparei que Remus também estava lá, ao lado de . Os quatro me olhavam com um olhar triste e uma lágrima escorria solitária pelo rosto de Lílian. , que era mais fechada retinha suas lágrimas. – Vou terminar meu dever de Poções agora. Vejo vocês no jantar, ok? – Perguntei, olhando pra eles, que acenaram levemente com a cabeça. Não aguentei mais um segundo, saí correndo em direção ao nosso dormitório e lá fiquei o resto da tarde.


3. Amada
“Then you smiled and asked me to dance. Now I'm ready for a new romance”

Depois de toda a confusão armada, eu estava me recompondo aos poucos. Meu coração fora quebrado em milhões de pequenos caquinhos com o que Sírius me dissera. Eu era tão insignificante, dispensável e tão inapaixonável (não sei se isso existe, mas não existe uma palavra que descreva o que eu sinto, então, já sabem...) que não posso mudar alguém, fazer um coração se apaixonar? Já era noite, algo perto das dez horas, mas isso não importava no momento. Já havia parado de chorar a algum tempo, não havia mais o que chorar, não havia lágrimas mais dentro de mim, e minhas energias estavam esgotadas. Eu estava com dor de cabeça, acho que pode ter sido de tanto chorar, mas o que eu sentia em meu coração era mil vezes pior, como comparar o fogo de uma bituca de cigarros trouxas com um incêndio de um país inteiro. Doía. Demais. Mas isso estava prestes a mudar. Se Sírius não me queria, Robert sim. Ele além de não ser mais galinha, era lindo, inteligente, romântico e engraçado. E me queria, então, eu me entregaria.
Acordei dos meus pensamentos quando duas meninas olharam pela fresta da porta, vendo se era seguro.
– Podem entrar, meninas. Não vou gritar com nenhuma, já estou melhor – disse, dando um pequeno sorriso a Lílian e , que entraram com um pratinho coberto por um guardanapo, dando sorrisinhos gentis, como de quem consola.
– Tem certeza, ? Não nos importamos de ficar lá fora mais um pouco – disse , colocando o pratinho no colchão e se sentando.
– Está tudo bem agora. Vocês estão aqui, eu já chorei o que tinha que chorar, agora só quero seguir em frente com minha vidinha.
– Awn, nossa menina ta crescendo! Que linda, toda madura e superando as coisas, aww! – disse e apertou minhas bochechas. Já disse como “adoro” quando ela faz isso? Pois é. Mas não pude evitar sorrir com a cena, nem com o biquinho fofo que Lily tinha feito.
, sabe o que eu acho? – Lily, que até agora estava quieta, se manifestou. Neguei com um aceno de cabeça e ela prosseguiu. – Olha, acho que o Sírius realmente gosta de você, só não reparou nisso ainda. Ele não sabe o que é amar, mas pelos olhos dele dava pra ver que é muito mais que amizade o que ele sente por ti. – Quando eu ia argumentar, ela levantou um dedo e continuou. – Mas... Não ouse me interromper, ... Acho sinceramente que você deveria ficar com o Rob, que pelo que eu ouvi falando hoje com um amigo, estava super preocupado, porque ele viu você sair correndo chorando, o que é muito fofo. Dê um tempo a Sírius. Mas lembre-se, Robert tem sentimentos, então esteja certa que não vai querer Sírius como mais que um amigo por um tempo, ok?
– Bom, já demos nosso opinião, então agora você decida o que fará da sua vida, menine. – Sim, você não leu errado, é menine, com E mesmo, um apelido carinhoso que nós três usávamos entre nós. – Agora, perguntinha básica – disse ela, piscando e fazendo eu e Lily rirmos. – Está com fome? – dizendo isso ela tirou o guardanapo de cima do prato e eu vi uma lasanha, linda, e que aparentava ser deliciosa, minha boca começou a salivar na hora. Lily riu.
– Calma aí, esfomeada! – ela disse quando viu que eu iria comer a lasanha com as mãos mesmo. – Tome, ah, e aqui tem uma garrafa de cerveja amanteigada pra você. – Ela me deu a garrafa e talheres, e eu rapidamente limpei o prato e acabei com o liquido da garrafa.
Depois de eu comer e fazer toda minha higiene (escovar os dentes, pentear os cabelos, ir ao banheiro...) e assegurar às meninas que eu estava bem, fui finalmente dormir. Tive sonhos lindos, agora com o que eu não lembro, só sei que quando acordei me senti mais radiante que jamais havia me sentido.

XXX

Acordei no sábado primeiro que todas, afinal, era sábado! Resolvi começar a me arrumar, nós iríamos a Hogsmead hoje. Levantei-me e fui em direção ao banheiro, tomei um banho rápido e voltei pro dormitório. Coloquei meus lingeries e um short que chegava até metade de minhas coxas (nada muito curto) com as pontas desfiadas e taxinhas na parte da frente, uma blusa preta com caveirinhas brancas, e uma rasteirinha preta simples. As roupas me caíam bem, eu não era nem alta, nem baixa, tinha uma estatura mediada, normal, meu corpo era magro e bem delineado. Acordei , Lily e Alicia. As três acordaram sonolentas e foram se trocar. Penteei meus cabelos ondulados castanhos, que caiam até a metade das minhas costas, usei o delineador pra marcar os olhos e voilá! Eu estava pronta. Segundos depois e Lily estavam prontas também. Alicia tinha ido tomar banho e pediu que não a esperasse. estava com uma blusinha simples e larga, escrito ‘Broadway’, com um short jeans azul claro que tinha vários straz e com uma rasteirinha preta também. Lily estava com uma blusinha branca com os dizeres ‘I hate that, I love you’ em rosa, um short jeans também, azul claro, com a ponta dos bolsos aparecendo.
Descemos os degraus até a Sala Comunal, vimos alguns amigos, mas nenhum dos Marauders, ainda. Descemos pro Salão para tomarmos café. Sentamos uma do lado da outra, ia dar a segunda mordida em minha torrada quando alguém sentou do meu lado.
– Oi, . – Olhei pro lado e dei de cara com um Robert de bermuda e camiseta, os olhos azuis brilhando, os cabelos bagunçados... Perfeito.
– Robert! – eu disse e o abracei, fazendo-o rir. – Oi, tudo bem?
– Bom, depende. Você está bem? Sabe, eu te vi sair correndo ontem e fiquei muito preocupado – ele disse, fazendo um biquinho lindo. Ah, morri! Ele é realmente lindo. Claro, Sírius é mais, mas é melhor não pensar nisso.
– Aww, que fofo ele todo preocupadinho – eu disse, apertando as bochechas dele. – Fique tranqüilo, Rob. Tive um pequeno desentendimento com Sírius ontem, mas já estou melhor, pronta pro próximo round.
– Isso é muito bom, sabia? Bom, sabe... É... E-eu... – Ele estava gaguejando, que meigo. Robert respirou fundo, tomou coragem e falou, finalmente. – Eu não quero te apressar nem nada, mas... Você lembra que eu disse que tinha uma... Hmm... Queda por você? – Eu apenas assenti com a cabeça, esperando ansiosamente. – Então, eu queria saber se, talvez, assim... Você queira ir a Hogsmeade comigo hoje?
Eu parei e olhei pros lados, vi que Lílian e me olhavam com aquele sorriso, dizendo pra aceitar logo. Sorri com a reação delas e de pensar no fato que aquelas duas estavam ouvindo nossa conversa.
– Claro que aceito, Rob. Será um prazer – eu disse, sorrindo. Robert, então, abriu um dos sorrisos mais lindos e gigantes que eu já vi na vida. Sorri ainda mais com aquilo.
– Muito obrigada, . Garanto que você não vai se arrepender. – Rob deu um beijo na minha bochecha e saiu pra mesa da sua Casa.
Esperei as meninas terminarem suas perguntas e terminamos nosso café. Eu decidi que me encontraria com Rob na Zonko’s por volta das 14h00 e depois nós iríamos passear. Fomos pra nossa amada árvore e ficamos lá até a hora do almoço, mais ou menos.

XXX

Almoçamos e fomos dar uma volta por Hogsmeade. Fomos à Dedosmel, Três Vassouras, tomamos sorvete, cerveja amanteigada, comemos rosquinhas de vários sabores, fizemos de tudo! Às 14h00, Lily foi pro Três Vassouras se encontrar com James, ficaria na Dedosmel mesmo esperando Remus, e eu fui pra Zonko’s, me encontrar com Robert. Quando estava quase chegando, o vi encostado na parede do lado da entrada da loja de logros. Estava muito bonito, os olhos estavam fechados, com a cabeça jogada pra trás apoiada na parede, um dos pés nos chão, outro apoiado na parede, a camisa azul com uns botões abertos, calça jeans azul clara e tênis. Os cabelos brilhando ao sol e como sempre, bagunçados.
Cheguei perto dele e coloquei as mãos em seus olhos.
– Adivinha quem chegou?! – cantarolei em seu ouvido.
Ele tirou minhas mãos de seus olhos pra ver quem era. Quando me viu, seus olhos brilharam e um sorriso aliviado se abriu. Acho que ele pensou que eu não viria.
! – ele disse feliz.


4. Desejada
“You're a true friend. You're here till the end. You pull me aside, when something ain't right.”

– Oi, Rob. Demorei muito? – perguntei, recebendo um abraço do mesmo e inalando seu perfume, que devo dizer, é quase tão bom quanto o de Sírius. Calma. Eu disse quase. Nada se compara com o cheiro de Sírius, é o melhor odor de todo o mundo.
– Nem um pouco. Eu apenas estou adiantado. E aí, aceita ir à Madame Padfoot comigo? – perguntou um Rob muito sorridente.
Eu hesitei. Na Madame Padfoot só vão os casais de namorados mesmo, eu estava com medo. Lá era um lugar romântico, pra amantes. Foi quando eu o vi. Sírius, abraçado a Anne McAvell, indo em direção à Madame Padfoot. Eu não acreditei no que meus olhos viam. Ele estava levando ela pra um lugar romântico e fofo?! Meu coração doeu, sim, meu coração, não foi meu peito, foi meu coração mesmo, eu senti meu coração começar a rachar novamente, pra se quebrar, mas eu não deixei. Por mais que doesse, por mais que aquilo estivesse me quebrando, torturando por dentro, por mais que eu estivesse sangrando, gravemente ferida, eu não iria me quebrar de novo. Eu tinha ao meu lado um dos garotos mais lindos e desejados de Hogwarts, que estava apaixonado por mim e que me queria. Eu ia aproveitar, e viver minha vida sem deixar ele me machucar. Olhei pra Robert que me olhava em dúvida.
– Ou se você quiser a gente pode ir ao Três Vassouras, ou apenas andar por aí, o dia está tão bonito. – Ele estava inseguro e arrependido do convite que tinha me feito. Sorri carinhosamente, tirando uma calma de sei lá onde.
– Está tudo bem. Vamos à Madame Padfoot mesmo. Lá é um lugar lindo – eu disse, segurando em suas mãos quentes. Ele deu um sorriso de lado que fez meu coração parar.
Fomos até o Café e nos sentamos numa das mesas de canto, um do lado do outro, ainda sem soltar as mãos. Vi Sírius se agarrando com a tal da Anne, e ignorei. Pedimos dois chás de morango (eu nem sabia que isso existia, mas tinha um gosto maravilhoso) e ficamos conversando. Rob era mestiço, seu pai era bruxo e sua mãe, trouxa. Eu era uma sangue puro, mas isso nunca fez nenhuma diferença pra mim. Conversamos sobre tudo, gostos musicais, matérias preferidas, animais de estimação, filmes trouxas, tudo. Rimos até não poder mais, eu estava tendo um dia maravilhoso. Foi quando olhei pro lado, não sei por que eu fiz isso, nunca deveria ter feito, foi idiotice, mas eu fiz, e lá estava ele, lindo, perfeito, com apenas um defeito, ele estava beijando ela. Não sei por que fiquei surpresa. É obvio que ele a beijaria, e faria mais coisas também essa noite, mas achei melhor não pensar nisso, segurei as lágrimas e me virei pra Rob. Ele estava acenando pra Madame Padfoot. Parece que iríamos embora. Contra meus protestos, Robert pagou sozinho a conta e perguntou se eu já queria ir, ou queria ficar mais um pouco conversando. Eu queria ir, ficar mais um pouco ali com aquela decoração toda rosa e vendo Sírius agarrar aquelazinha era impossível.
Saímos em direção às ruas e como já estava ficando tarde, fomos pro castelo. No Saguão de Entrada nós nos despedimos. Rob me deu um beijo na trave, me fazendo quase desmaiar, então ele desceu as escadas em direção às masmorras (a Sala Comunal da Lufa-Lufa ficava pra lá) e eu subi as escadas, em direção à Sala Comunal da Grifinória. Cheguei ao quadro da Mulher Gorda, dando a senha (Acidinhas, que pra quem não sabe é um doce) e entrando. Foi quando comecei a ouvir um monte de gritos de duas doidas. Quem? Um beijo do James pra quem adivinhar. e Lílian. Olhei pro lado e vi James, Sírius, Remus e Peter, tapando os ouvidos. Por sorte só tinham os seis e eu na sala.
– Vocês tão dando, ou o que? – perguntei, rindo da cara que as duas faziam agora que tinham parado de gritar.
– Não se faça de inocente, . Não brinque comigo, eu vi tudo! Eu vejo tudo! – vinha andando em minha direção lentamente, com o olhar divertido e malicioso, então do nada a criatura, respondendo ao meu olhar de dúvida, começou a gritar – ABRE O BICO AGORA, ! EU QUERO SABER TUDO, EU VI A “DESPEDIDA” DE VOCES DOIS, OK?
Ah, entendi. tinha visto nosso quase selinho, por isso ela queria detalhes sobre o que eu tinha feito. Respirei fundo, e com a maior cara-de-pau eu disse:
– Que despedida? Não me lembro de nada do tipo – disse, me jogando no sofá ao lado de James, que sorria divertido, junto com Peter e Remus. Sírius estava com o semblante sério, sem demonstrar nada, sorri com isso.
– OLHA BEM PRA MIM, MENINE! – Agora era Lily que gritava, sorrindo – PODE COMEÇAR A DESEMBUCHAR, AGORA, PORQUE A VIU TUDO! – então ela fez uma carinha meiga e disse calmamente. – Por favor?
Porcaria de carinha de cachorro que caiu da mudança. Agora eu sei o que o James sente. Olhei pra e ela também fazia aquela carinha, as duas ajoelhadas no chão, em minha frente; olhei pra Remus e pra James, que sorriram com compreensão, e James deu uma tapinha nas minhas costas de apoio. Suspirei.
– Ta bom, ta bom! Mas sem gritaria, senão eu paro. – Elas iam começar a gritar, mas pararam quando ouviram isso. – Bom, nós fomos até a Madame Padfoot...
Contei tudo pra elas, que davam suspiros de apaixonadas toda hora. Elas quase gritaram quando eu contei do selinho na trave, mas quando viram meu olhar, ficaram quietinhas. Quando terminei de contar, elas olharam com um olhar de suplica pra mim que, novamente, suspirei.
– Gritem, mas sejam rápidas. – Os garotos tamparam os ouvidos e elas gritaram e me puxaram, começando a gritar enquanto pulavam em volta de mim, até que eu tropecei e caí no chão, quando elas viram que eu não tinha me machucado, trocaram um olhar cúmplice e pularam em cima de mim, fazendo montinho.
– Aí, suas orcas, saiam de cima de mim! – Eu ria. Elas me levantaram e nós sentamos no chão, ainda rindo.
– Af, assim vocês me deixam surdo, sabia? Que escândalo, foi só um selinho, eu já fiz muito mais, e nem por isso vocês vêem o James e o Remus saindo pulando por aí, gritando – ele disse, com uma cara de bravo. Há! Ele estava bravo! Claro que estava, ele perdeu, eu preferi ficar com a concorrência que com ele. Ele estava, literalmente, P da vida.
– Claro que eles não saem gritando, Sírius – disse calmamente, contendo a raiva. Ih, rapaz. Ele não sabe que mulheres “tomam” as dores das suas amigas, não? Só uma palavra pra ele: Fodeu. – Primeiro, eles não são mulheres pra começarem a gritar porque outra menina mais uma vez deu pra você. Segundo, acredite, quando você der um selinho que você tanto desdenha, em uma garota que você realmente ame, eles com certeza vão gritar, porque finalmente vão ver que você tem um coração e um cérebro e não pensa somente com a sua outra cabeça, se você me entende. Agora, se me dão licença, eu vou dormir.
Ela deu um beijo no rosto de James e de Peter, deu um selinho em Remus e subiu as escadas batendo os pés. Lily e eu segurávamos o riso.
– Bom, acho que ela disse tudo, não? Boa noite, garotos. – Dei um beijo na bochecha de James, Remus e Peter, dei um sorrisinho pra Sírius e saí. Lily, pelo que pude ver, me imitou, mas em Prongs ela deu um beijo rápido de língua. James, sorrindo abobado, sussurrou um “boa noite” e fomos dormir.


5. Beijada
“I'll be there for you (When the rain starts to pour). I'll be there for you (Like I've been there before). I'll be there for you ('Cause you're there for me tôo).”

Acordamos de manhã e fizemos nossa higiene. Depois colocamos roupas mais leves, afinal, era domingo, o sol estava brilhando, e por isso vamos passar o dia embaixo da nossa amada árvore (não sabemos o que temos com árvores, mas, sempre estamos debaixo de uma, segundo James nós temos SAPA= Síndrome de Amor Pelas Árvores) falando besteiras, comendo porcaria, essas coisas.
Descemos e tomamos café, os Marauders ainda dormiam, e eu podia apostar um saco de galeões que eles iam dormir mais um pouco (Lê-se: muito), porque como eu já disse, era domingo. Tomamos nosso café da manhã, e íamos em direção ao Saguão de Entrada, quando ouço alguém me chamando. Olho pra trás e vejo Robert, correndo em minha direção.

! Espera aí! – falei pras meninas irem que eu já ia e esperei-o. – Oi, bom dia, Rafinha – ele disse, dando um sorriso lindo e novamente me dando um selinho na trave.
– Er... Bom dia, Rob. E por favor, não me chame de Rafinha, eu não gosto. – Dei um sorriso sincero. Eu não gostava. Só meu pai me chamava daquele jeito.
– Ah, tudo bem, se você não gosta não te chamo mais assim. – Ele deu um sorrisinho a qual não resisti e dei outro também. – Bom, quer dar um volta pelos jardins comigo?
– Claro, vamos lá. – Andamos em volta do lago, e paramos embaixo de uma árvore, não muito afastada do lugar que estavam as meninas, que eu reparei, já estavam com os Marauders, com exceção de Wormtail. Ninguém sabe aonde Peter vai quando some assim, achamos que ele fica dentro das estufas, fazendo o que eu não sei. Vi Sírius com um olhar nem um pouco amigável, quando viu que Robert e eu estávamos de mãos dadas.
Sentamos e começamos novamente a conversar. Era incrível como a conversa fluía, como eu esquecia os problemas, a escola, esquecia de quase tudo. A única coisa que sempre martelava no fundo da minha cabeça era ele. Sírius. Mas isso a gente tenta relevar. Continuamos a conversar e quando reparei, nossos rostos estavam a centímetros de distancia.
Começamos a nos aproximar lentamente, cada vez mais, quando de repente, nossos lábios de tocaram. Demos um selinho rápido, porém muito bom, e nos afastamos sorrindo. Quando ele viu que eu sorria também, colocou as mãos em meus cabelos e me aproximou de seu rosto novamente. Nossos lábios até que estavam em sincronia. Não eram perfeitos um ao outro, mas nós nos fundimos mesmo assim. Sua língua passou pelos meus lábios pedindo passagem e quando eu abri um pouco sua língua rapidamente invadiu minha boca, pra sentir o gosto de minha língua. Nossas línguas dançavam, no começo devagar, lento e apaixonante, agora, o ritmo acelerava e ficava cada vez mais quente. Coloquei uma de minhas mãos em seus cabelos e deixei minha outra palma espalmada em seu peito, uma de suas mãos estava ainda em meu cabelo, puxando delicadamente, enquanto a outra foi para a minha cintura, apertando levemente e tentando trazer meu corpo pra mais próximo do seu, o que era difícil, pois já estávamos completamente grudados um no outro. Depois de algum tempo que estávamos daquele jeito, nos separamos, afinal, as pessoas precisam respirar, certo? Quando nos separamos vi que Rob sorria. Mas não era um simples sorriso, era um sorriso grande, feliz, eu conseguia ver a felicidade em seus olhos. Não resisti e sorri também. Rob me puxou novamente pra seus braços ao ver meu sorriso e nós começamos a nos beijar novamente.
Ficamos assim quase toda a manhã, quando ouço uma voz me chamando (lê-se: berrando) de um lugar não muito longe.
! VEM ALMOÇAR! TÁ ME ENCARANDO POR QUE, CRIATURA? VAMOS LÁ! – gritava enquanto eu apenas olhava pra ela. Ri baixinho e olhei pra Robert.
– Vou ir antes que ela venha me arrastar, ok? Falo com você depois. – Ele assentiu com a cabeça e eu rapidamente me levantei e fui em direção à , que estava com um sorriso divertido na cara. Quando ela ia começar a falar, eu a interrompi.
– Calma! Nem começa, espera a Lily, que eu conto tudo durante o almoço, certo? – perguntei, andando em direção ao castelo. Eu não conseguia parar de sorrir, e a pessoainha ao meu lado, ao ver que eu estava feliz, veio saltitando e cantarolando alguma coisa que eu não entendi, mas depois reparei que ela era Pon De Replay, de uma trouxa da qual era fã, chamada Rihanna.

Chegamos ao castelo e fomos em direção à mesa da Grifinória. Sentei-me, e logo do meu lado, estava e ao lado dela, Remus. Na minha frente estava Lílian, quicando na cadeira de felicidade e do seu lado direito estava James, do seu outro lado, estava Peter, que comia vagarosamente. Ao meu lado esquerdo estava ninguém mais, ninguém menos que Sírius, com cara de poucos amigos. Calmamente, tirei minha comida e pus no prato, quando dei a primeira garfada e olhei pra cima, cinco pares de olhos estavam em cima de mim. James e Remus olhavam, como estavam curiosos, dava pra ver, Lily e me olhavam com empolgação, literalmente saltitando na cadeira, e Sírius me olhava com raiva, dor e descaso. Não gostava de vê-lo com aquela expressão. Me magoava, mas suspirei e fiz o que todos queriam.
– Ok! Me rendo. O que vocês querem saber? Um de cada vez! – falei quando todos desataram a falar. – Certo o que quer saber, Remus?
– Certo, criançinha, olhe pra mim. – Ele afinal, não queria perguntar. Moony era como um pai pra mim, e como todo pai, dava um discurso, ao ver sua menininha enfiando a língua na boca de um cara. Olhei pra ele com cara de anjinho, o que fez todos os presentes rirem. – Não me venha com essa carinha. É sério, ok? – Assenti com a cabeça, vendo seus olhos brilharem. – Olha, posso ver que o cara gosta muito de você, mas sempre se lembre que ele é um garoto. A maioria não quer um relacionamento sério. Gostam de brincar, mas isso não quer dizer que ele seja incapaz de amar. Apenas tenha certeza de que você realmente gosta dele e vice-versa, ok? Não quero ver minha menininha machucada. – Dizendo isso ele se inclinou na minha direção e apertou minhas bochechas. Eu não gostava daquilo, mas era Remus, então podia.
– Tudo bem, papai. Fique tranqüilo, certo? Não vou fazer nada, até que eu tenha certeza. – Quando vi que ele estava satisfeito com essa resposta, me virei pra James. – Diga, maninho. – Remus era como meu pai, já James era meu irmão mais velho, com mentalidade de criança.
– Duas coisinhas só. Uma: quero que avise se aquele canalha te machucar, combinado? Avise, então Remus e eu podemos quebrar a cara dele, certo? Vamos fazer ele em pedacinhos, não é, Remus? – Quando James ouviu Remus rir e concordar virou pra mim. Revirei os olhos, mas, assenti com a cabeça e disse que iria informar a ele quando isso acontecesse, e se acontecesse. Então, ele continuou. – Duas: ele baba muito enquanto beija? Ouvi falar que sim, é verdade?
– James! Que pergunta! Eu achando que você iria perguntar algo que prestasse. – Ele ia começar a protestar, quando eu levantei o dedo, pedindo que ele se calasse. – Não, o beijo dele não é babado, certo? É... Bom, vamos dizer que tem o tanto certo de saliva – eu disse rindo, e James concordou com a cabeça, como se já esperasse pela resposta. Ele não devia realmente acreditar nos boatos, apenas estava tirando sua duvida. – Certo. ?
– Ah, você sabe o que eu quero perguntar. – Eu assenti, mas disse pra ela que fizesse a pergunta. – Ele tem pegada, não tem? – ela disse um pouco, apenas um pouco, encabulada.
– Bom... Vamos dizer que... Er... Ele tem uma pegada muito boa! – eu disse fazendo os dois casais rirem, e Sírius revirar os olhos. – Lily?
– Como foi? Descreva pra mim – disse Lily com os olhos brilhando. Realmente, sem nenhuma dúvida, a cara dela, era descrita facilmente (*-*).
– Bom, pra falar a verdade, foi mágico. Não vou dizer que foi perfeito. Não foi, mas chegou perto disso. Ele é calmo, seu beijo é doce e... E... Ah, simplesmente maravilhoso. Indescritível.
– Awww, que linda nossa menina! – Lily apertou uma bochecha minha, enquanto a apertava a outra.
– Certo, acabou? Podemos ir lá pra fora agora? To morrendo de calor e essa melação daqui de dentro está me deixando enjoado já – disse Sírius, um pouco irritado com o que eu tinha dito. Sorri e disse que por mim, já estaríamos lá fora.
Fomos pra nossa árvore (Robert estava no treino de Quadribol da Lufa-Lufa, ele era batedor.) e lá ficamos o resto da tarde, fazendo piadinhas, gracinhas, conversando, e cantando. Até Sírius descontraiu um pouco e entrou nas brincadeiras. Quando anoiteceu, nós entramos no castelo e fomos jantar. Rob não estava lá, nem ninguém do time da Lufa-Lufa, pra falar a verdade. Depois do jantar subimos pra Sala Comunal e ficamos jogando Snap Explosivo até duas e meia da manhã, então fomos dormir.


Continua...

N/A: Oi, amores. Como vão? Bom, queria agradecer meus leitores lindos, que não me mandaram ameaças de morte por eu demorar com essa att, agradecer os comentários, e agradecer a minha beta linda, a Andie que me agüenta, hehe :3 Bom, vou me explicar agora, eu demorei com essa att por que a criatividade tava um pouco em baixa, e por que vocês sabem como é começo de ano, correria com material escolar, escola, amigos novos, etc... Meu ano ta corrido até agora, muitos trabalhos e tarefas, bom, vocês sabem! Bom, continuo adorando escrever essa fic, e vocês não tem noção da felicidade aqui quando tem um comentário novo! Ah, se quiserem falar comigo e me tirar do tédio mortal venham aqui:

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Agradeço a tudo e a todos. Continuem comentando!
Xoxx, Rafinha Potter.

N/B: Heey! Que bom que nossa querida autora voltou, não? (: Passando só pra deixar um beijo pra Rafa, e pra essas leitoras lindas *-* Rafa, continue escrevendo sempre que pode que a fic ta ótima! E girls, não deixem de dizer o que estão achando, ok? Beeijo.



Qualquer erro encontrado nessa fanfic é meu, então me avise por email. Obrigada.