Tudo estava muito errado, como que em apenas um dia a minha vida tinha virado toda esta bagunça? Você deve estar se perguntando o que aconteceu comigo, não é mesmo? Pois então, vou lhes contar.
Era mais um dia normal, fui acordada pela minha mãe para ir para a escola, pois ela e meu pai teriam que viajar para a cidade vizinha por questões de trabalho, mas antes queriam me deixar na escola; acordei, não esquecendo de agradecer por ter uma vida tão boa, eu não era rica, estava longe de ser isso, mas tinha uma família maravilhosa, pais que estavam presentes sempre nos bons e maus momentos da minha vida e que me amavam muito e faziam questão de me falar isso sempre.
Meu pai se chama e minha mãe se chama e eu sou filha única. Eis que eu tomo o meu café da manhã com eles e vou para a escola, minha mãe fala que eles chegarão a tempo de me pegar na saída e que eu teria que esperá-los, me despedi dos dois com beijos e abraços e o tão famoso “eu te amo” que a maioria dos jovens têm vergonha de dizer aos seus pais, e eles me responderam com o eu te amo mais fofo de todos os tempos.
Eu fiz o que eles me pediram, mas eles não vieram me buscar. Pois naquele dia um motorista bêbado bateu com o carro no dos meus pais e eles morreram, não tive tempo de me despedir, e de repente me vi sem chão, as pessoas que eu mais amava tinham partido... e sem mim!
CAPÍTULO 1 (I have no choice)
Fiquei com uma assistente social chamada Lorena por um mês, afinal, tenho dezessete anos e estou no terceiro ano do colegial e não sou brasileira, nasci em Londres, e toda a minha família mora lá. Minha mãe era brasileira e meu pai europeu, em uma viagem a negócios o meu pai veio ao Brasil e pelo tempo em que precisou ficar aqui conheceu a minha mãe, que era a camareira no hotel em que ele se hospedou, namoraram por pouco tempo e então casaram, pois era o único jeito da minha mãe poder ir com ele para Londres, pois a família da minha mãe era muito moralista, e consideraram o caso da minha mãe com um estrangeiro um golpe de alpinismo social e a partir do momento em que ela saiu de casa, eles nunca mais a perdoaram, após algum tempo juntos, minha mãe engravidou fazendo a felicidade do meu pai e a infelicidade da família dele.
Minha avó paterna, Minerva, não encarou isto da melhor maneira, para ela, o meu pai conseguiria alguém muito melhor, para o meu avô Jonh, a história do meu pai e da minha mãe não passava de um caso, que quanto mais fosse criticado, mais alimentado seria.
Mas há quatro anos nós tínhamos voltado para o Brasil, pois os negócios da família estavam indo bem, perdi completamente o contato com a minha família paterna, a única pessoa que ainda entrava em contato conosco era a tia e agora que meus pais se foram, foi preciso entrar em contato com minha família em Londres, para saber o meu destino, esta demora toda aconteceu por causa das minhas documentações, que agora já estão resolvidas e eu estava em uma sala, esperando minha assistente chegar e me dizer para onde eu iria.
- ?- Lorena me chamou.
A olhei sem responder apenas esperando suas próximas palavras.
- Agora que as suas documentações estão resolvidas, conseguimos falar com sua família em Londres e a sua tia , irmã do seu pai, nos falou que queria que você fosse morar com ela lá, você sabe que é menor de idade e não tem escolha, todo o resto da sua família está de acordo com isso, já que é o melhor lugar para você estudar e voltar a sua vida normal mais facilmente. É claro que nós nos preocupamos em analisar se eles têm condições de cuidar de você e está tudo certo, sua tia já tem um filho, que ficou muito satisfeito em tê-la em Londres com eles, ela já matriculou você em um bom colégio, a sua herança estará disponível apenas quando você fizer dezoito anos, mas enquanto isso, você receberá uma mesada, que tem como objetivo cobrir todas as sua despesas e além disso, sua tia, como sua tutora, também sustentará você caso algo lhe falte. - ela terminou me olhando com compaixão.
- Certo... E... Quando é que eu vou? - perguntei finalmente, depois de longos minutos em silêncio.
- Seu voo está marcado para amanhã, as três horas da tarde, por isso, estamos lhe levando em casa agora e você arrumará suas malas, o imóvel da sua família, junto com os móveis, será preocupação da sua tia, até que você decida o que fazer com ele. Sinto muito por tudo isto! Agora vá, um carro está lhe esperando!
Eu saí de lá e estava chocada, nesse mês não tinha tido tempo de lamentar pela morte dos meus pais, toda esta questão de com quem eu ia ficar e aonde, tinha me tirado todas as forças, tudo o que eu queria era que as coisas voltassem ao normal, meus pais comigo todos os dias, não precisar abandonar a minha vida, o meu melhor amigo Nick, o meu colégio, não perder a minha identidade, lógico que eu gostava da minha tia , ela era demais, mas não era a minha mãe. Deixei que as minhas lágrimas caíssem e liguei para o Nick:
- , o que aconteceu? - ele perguntou preocupado.
- Nick? Eles decidiram para onde eu vou, vou para a casa da tia , em Londres... Eu... Eu não quero te deixar, você é o meu melhor amigo, meu irmão... Não sei o que fazer! De repente meu mundo desabou!
- ... Eu... Eu não sei o que fazer, você tem que ir, pequena, e você volta quando fizer dezoito anos, não vai demorar muito, apenas alguns meses! Você sabe que não pode ficar aqui. Escuta, encara estes meses como se fossem umas férias prolongadas! - ele tentou me confortar, mas não conseguiu!
- É... Umas férias prolongadas onde eu não vou ter meus pais, Nick... Eu nunca mais vou ver meus pais, você imagina o quanto isso me machuca e me assusta? A quem eu vou recorrer quando tiver um problema?- falei, já com a voz embargada.
- A mim, pequena! Eu vou estar aqui sempre e você sabe disso, não posso e nem vou substituir os seus pais, e esta dor, você enfrentará e com o tempo você ficará melhor, mas eu sou seu amigo e vou estar sempre aqui quando você precisar, mesmo longe, vou te ligar, você sabe que eu tenho um número que só você tem, e sempre que você ligar para ele, eu paro tudo o que estiver fazendo e te atendo. Tá?
Eu comecei a chorar, meu amigo era tão perfeito, eu sabia que se precisasse ele me ajudaria, resolvi parar de reclamar, para não deixá-lo mais preocupado, sabia que ele já estava sofrendo muito com a minha ida, afinal, no nosso colégio, não tínhamos muitos amigos, éramos apenas nós dois, contra tudo e todos!
- Você vai se despedir de mim? Meu voo sai amanhã as 15:00 horas. Eu quero muito te ver e sentir que tudo vai ficar bem.
- É lógico que sim, pequena! Eu nunca deixaria você ir sem me despedir de você! Eu te amo muito e você sabe disso, não sabe? - pude escutar um suspiro dele.
- Sei, Nick, eu também te amo! Pra sempre... - falei sussurrando.
- Pra sempre... - me respondeu. - Eu desliguei e comecei a arrumar as minhas coisas, afinal, amanhã seria um longo dia!
Acordei umas 12 horas, não comi nada além de uma maçã, estava sem fome, já tinha uma chamada não atendida da Lorena, retornei.
- Oi, , olha, estarei aí para te pegar à uma e meia, então iremos ao aeroporto, farei o check in para você e esperarei o seu voo! Tudo bem?
- Ahh... É... Sim! Estarei pronta quando você chegar, Lorena.- respondi em um suspiro, eu realmente não estava pronta para o que me esperaria, uma vida tão diferente da que eu vivo hoje! Tentei não pensar nisso, tomei um banho demorado, me arrumei e fiquei na sala à espera de Lorena. Logo ela chegou e eu fui com ela, dando adeus a minha cidade, não pude evitar que as lágrimas surgissem aos meu olhos! Ao chegar no aeroporto liguei para o Nick, mas ele não precisou atender, logo o vi e corri ao seu encontro!
- Pequena! Eu vou sentir tanto a tua falta!- Ele falou me abraçando forte e chorando.
- Eu também, Nick, eu não queria! Você sabe disso, se tudo der certo, eu volto em alguns meses, e aí ficaremos bem! Espero que neste meio tempo você não arrume outra melhor amiga, pois eu não arrumarei outro melhor amigo! - falei em seu ouvido apenas como sussurro.
Ficamos lá abraçados até anunciarem o meu voo, então, abracei o Nick a última vez chorando.
- Te amo muito... - dissemos ao mesmo tempo e nos soltamos.
- , quando você chegar, sua tia estará a sua espera no aeroporto, então te levará para casa, eu te ligarei para saber com você está, e se precisar de alguma coisa. Nos falaremos em breve! - falou Lorena me dando um abraço e um levo aceno.
Então eu fui em direção ao portão de embarque! Agora seria uma nova vida e eu querendo ou não teria que aceitar, só pedia muito que pelo menos uma parte desta dor passasse logo, assim não doeria tanto respirar!
CAPÍTULO 2 (A new life)
Passei onze horas no avião, e quando finalmente cheguei em Londres, agradeci mentalmente, não aguentava mais ficar sentada. Fiquei olhando ao redor tentando encontrar algum rosto conhecido, então surgiu o rosto de tia , que veio correndo ao meu encontro e me abraçou forte.
- Ohh, minha querida, que saudades de você! Eu sinto tanto pelo que aconteceu, você não imagina o quanto eu sofri, sua mãe era a minha melhor amiga e seu pai, o meu irmão caçula! Sinto muito, , muito mesmo! Sei que isto não era o que você queria, mas eu vou fazer de tudo para que a sua dor da perda passe o mais rápido possível. - ela disse chorando em meus ombros.
- Tudo bem, tia! Eu sei disso e agradeço muito pelo apoio. - falei com a voz embargada, eu sabia que o que ela falava era verdade, ela e minha mãe se davam muito bem, a minha avó por parte de pai não suportava a ideia de meu pai ter se casado com uma camareira e o meu avô também, mal sabiam eles, que minha mãe era muito mais que apenas uma camareira.
- ? - uma voz me chamou e eu olhei para trás tentando reconhecer o menino que falava comigo.
- ? , é você mesmo? - falei, olhando para o rosto do meu primo, ele era simplesmente lindo, mas não lembrava dele ser tão lindo assim da última vez que o vi, ele tinha os olhos azuis mais bonitos que eu já tinha visto, os seus cabelos loiros eram bagunçados e lindos e ele tinha um sorriso que iluminava todos a sua volta, além do seu corpo que estava muito melhor que da última vez que o vi, afinal, quando o vi ele tinha quinze anos e tinha um corpo de criança ainda.
- Oi, linda, sou eu sim! Nossa como você cresceu! - ele disse e veio ao meu encontro e me abraçou, senti que este era um abraço super sincero, talvez, um dos únicos que me fez esquecer, mesmo que por um momento, toda a minha história! - Vem, vamos logo, você deve estar muito cansada. - ele disse carregando minhas malas, enquanto tia me abraçava e entrava comigo no carro.
Chegamos em casa e o subiu com as minhas malas e me mostrou onde ficaria meu quarto, ele era bem legal! Na verdade, o apartamento todo era bem aconchegante e tinha uma decoração bem masculina.
- ?- Tia me chamou - Eu não moro aqui em Londres, estou morando em Brighton, por conta dos negócios da família, e eu estou viajando muito, você sabe que o seu pai e a sua mãe nos ajudavam muito com os negócios da família e agora que eles se foram, tivemos que fechar a filial do Brasil, isso significa mais trabalho para mim aqui. Como eu não quero te prejudicar, quero que você fique em um lugar fixo, onde possa fazer suas amizades, criar raízes, decidi que seria melhor você morar com o , aqui no apartamento dele, é pequeno e bem aconchegante, fica perto do seu colégio. O que você acha?
- Bem, tia, eu... Eu não me importo na verdade, só não queria dar trabalho para o , afinal, ele tem a vida dele. - falei com convicção.
- Imagina, ! Já conversei com o , ele já entendeu né, filho?- ela o olhou esperando uma resposta positiva dele.
- Não entendi não! Quer dizer... Mãe, eu tenho uma banda, tenho que viajar para fazer shows, e agora tenho que me preocupar em deixar a aqui, com o que ela vai comer, com quem eu vou trazer para MINHA casa, que horas eu saio e que horas eu chego! Quer dizer... É muita responsabilidade para mim, mãe!- ele falou e nesta hora me senti muito mal, pensava que ele era diferente e ele nem sequer se preocupou com o meu luto, antes de despejar estas merdas na minha cara.
- ? Isto são modos, meu filho?- Tia falou exasperada.
- Não tia, ele tem razão, mas eu não tenho escolha, tenho?- falei olhando na cara dele - , eu não escolhi vir morar aqui, e nem ficar na sua casa, eu não quero atrapalhar a sua vida, e eu não sou uma criança para você ter que cuidar de mim enquanto eu estiver aqui, não se preocupe comigo! Você não vai nem me ver, eu não preciso que você mude seus horários de sair ou de chegar, ou que deixe de trazer quem você quiser para a SUA CASA, então se é com isso que você está preocupado, fique tranquilo, assim que eu fizer dezoito anos vou voltar para a minha casa!- terminei, não podendo deixar de reparar em seu olhar petrificado em mim e o olhar de desgosto nos olhos de tia . - Agora se me dão licença, vou subir para o quarto e arrumar minhas coisas.
- Querida? Me desculpe por isso, ele está apenas preocupado com alguns problemas, e eu tenho que ir agora, sua avó está me esperando, mas o te mostrará o seu colégio e a cidade. Você ficará bem, querida, você tem o meu número e qualquer coisa que precisar, não hesite em me ligar. - e com isso me deu um abraço e um beijo e saiu, sem nem se despedir do .
- Obrigada por tudo!- Foi tudo o que consegui dizer antes de me virar e subir para o quarto.
Desarrumei minhas coisas e coloquei tudo no closet, me troquei e resolvi mandar um e-mail para o Nick, para poder dizer que tinha chegado e que assim que pudesse, o ligaria, então decidi sair para comer algo, pois há algumas horas eu não comia e então peguei a chave da casa e saí, não avisei ao , pois a última coisa que eu queria era que ele pensasse que era dependente dele.
- Vamos, ! Não deve ser tão difícil assim achar algum lugar para comer. - falei a mim mesma - Já sei! Vou andando em linha reta até encontrar algum lugar! Só assim não me perco.
Encontrei uma Subway e comi um sanduíche com suco de melão, olhei no relógio e já eram onze da manhã, estava um pouco cansada por conta do fuso horário, então resolvi andar para casa, mas parando por um tempo em um parquinho, me sentei vendo aqueles pais com seus filhos e chorei, chorei tudo o que eu não tinha chorado antes, pela imensa saudade dos meus pais, por ter sido rejeitada por , por não ter uma família que me amasse. Quando olhei no relógio já passava de meio dia e meia, então resolvi voltar. Ao entrar em casa...
- ! ONDE VOCÊ ESTEVE, GAROTA? VOCÊ TEM NOÇÃO DE COMO EU FIQUEI PREOCULPADO, VOCÊ SAI SEM AVISAR, SEM CONHECER A CIDADE! PORRA, EU QUE FIQUEI ENCARREGADO DE CUIDAR DE VOCÊ! PODERIA PELO MENOS TER TIDO O CENSO DE IR NO MEU QUARTO E AVISAR QUE IA SAIR! - Ele passou as mãos nos cabelos como que sentindo um alívio por me ver bem e suspirou.
- .... Me desculpa, eu... Eu... Não sabia que você estava em casa e, além disso, depois de ter sido tão “bem recebida” por você, eu não quis ser um “INCÔMODO”, afinal você não tem nenhuma obrigação comigo, certo? Então por favor, vê se me deixa em paz! - Falei já subindo as escadas, mas antes o olhei - Eu fui apenas no Subway, fazia algum tempo que não comia nada e não queria te dar o trabalho de sair para me levar ou de te fazer preparar algo para eu comer.
Ele me olhou rolando os olhos e foi para a cozinha. Eu continuei com meu caminho e dormi um pouco. Fui acordada por um um pouco afobado, olhei pela janela e vi que já escurecera.
- ? - ele falou um pouco nervoso e eu apenas o olhei, o encorajando a continuar - Me desculpa por hoje mais cedo, eu fui um idiota, mas meio que tudo mudou de repente, entende? Eu sei que a nossa convivência não vai ser chata, você é super legal! E hoje, eu gritei por que eu fiquei louco de preocupação, sem saber onde você estava, sem ter o número do seu celular, eu sei que você não é criança nem nada do tipo, mas você mal conhece a cidade e... - falava sem parar - , relaxa! Eu sei que você estava preocupado comigo e eu errei em sair sem avisar, apenas não queria te irritar e acabei fazendo isso de qualquer jeito! Mas na volta eu encontrei um parquinho e... Lembrei dos meus pais... Eu... Eu... - parei de falar deixando as lágrimas rolarem, e me abraçou tão forte -... Eu entendo um pouco dessa sua dor, afinal, eu perdi meu pai e sofri muito, imagino que a dor de perder os dois seja o dobro, mas eu estou aqui, tá, pequena? Sempre que você precisar de um amigo, primo... sei lá... Eu posso ficar ao seu lado até as suas lágrimas secarem! - dito isso ele beijou minha cabeça e eu sorri, não de alegria, mas de alívio, por ter alguém com quem falar sobre a minha dor.
- Ei, pequena, se vamos morar juntos, então temos que ser mais sociáveis um com o outro, se não vai ficar praticamente impossível a nossa convivência. - Ele me disse rindo.
- , se toca! Eu fui simpática com você desde o início, você que foi um ogro, mas não se preocupa, eu meio que já conhecia esse seu humor inglês! - falei enquanto ele me jogava uma almofada.
- Então, ? Que tal uma pizza e um filme?
- Pizza de QUATRO QUEIJOS! Falei correndo em direção ao telefone antes dele.
- Lógico que não! Vai ser pizza de FRANGO! Tá vai... Metade de cada! - falou revirando os olhos enquanto eu fazia o pedido.
- ? Que tal De Volta Para o Futuro?- Ele sugeriu com um sorriso de uma criança!
- Tá bom criança! - Falei rindo da cara dele. - ... Desde criança você assiste a esse filme, eu fui embora daqui com treze anos e lembro de você assistindo este filme com seus amigos!
- Dããã, ! Por isso o nome da banda é McFly! - Ele falou me zoando.
- Eu sei disso. - falei indo para a cozinha e pegando pratos, copos e talheres para nós dois, enquanto ele pegava as bebidas para levarmos para a sala.
- Você quer cerveja, pequena?
- Não, ! Eu não bebo! Bom... Pelo menos não desde que meus pais morreram por causa de um bêbado! - falei suspirado. - Quero Coca-Cola.
A campainha tocou e eu fui atender, me esquecendo que estava com o pijama, que por sinal era bem curto! O cara encarou minhas pernas e logo o apareceu e me empurrou para o lado e pagou, me olhando de cara feia.
- Que foi, ?- falei rindo da cara dele.
- Nada, ué! O cara que ficou te engolindo por causa dessas suas pernas! - ele falou revirando os olhos, fingindo que estava indignado - E você finge que não reparou? Nem vem, ! Eu sou um primo ciumento, além disso, eu estou zelando pela sua honra! - ele falou rindo e eu o acompanhei.
- Ah tá! Sei! - falei rindo e sentando no sofá para assistir o filme enquanto devorávamos a pizza, estava tudo ótimo, fazia tempo que eu não o assistia, eu e nos divertimos muito, até que senti que deitei em seu colo, foi tão espontâneo, ele apenas sorriu e continuamos assistindo o filme.
- ! , acorda!- Senti o tentando me acordar, mas estava com preguiça demais para responder.
- Uhmmm. - Foi tudo o que saiu da minha boca, então o senti me erguendo e subindo as escadas, logo após pude sentir a maciez da minha cama - Dorme bem, pequena! Qualquer coisa, estou no quarto ao lado. - Ele sussurrou e beijou minha cabeça, e então dormi, mas não um sono bom, naquela noite sonhei com meus pais, morrendo no acidente.
CAPÍTULO 3 (Meeting ’s Friends)
Acordei e ainda estava dormindo, então fiz minha higiene matinal e resolvi preparar um café da manhã reforçado para nós dois, ele ia para algum ensaio e eu ia ficar em casa aproveitando o restinho dos meus dias sem aula.
Fiz um café forte e suco de melão, preparei algumas omeletes e waffles com calda de chocolate.
- Bom dia, ! - Um sonolento me abraçou por trás - Uhmmm... Que cheirinho bom, tô começando a agradecer muito a Deus por você estar aqui, pequena, desde que a minha mãe foi embora que eu não como direito. - falou com a boca cheia.
- Nem se acostume, mocinho, isso foi agradecimento por você me deixar na cama ontem a noite. - Sorri e sentei ao lado dele bebendo meu suco com a minha omelete, enquanto conversávamos sobre coisas aleatórias.
- Teve algum pesadelo ontem à noite? - ele me sondou. - Você gritou muito, então fui até o seu quarto, mas quando o abri você parou de gritar, então não quis te acordar.
- Na verdade, desde que meus pais morreram que eu tenho pesadelos horríveis. - Falei com a boca cheia e mudei de assunto - E então, você vai sair agora, certo?
- Uhum! Você quer vir comigo na casa dos guys? Sei que você não tem nada para fazer mesmo e eu não quero te deixar a tarde toda sozinha. - Ele disse enquanto levava a louça suja para a pia, e neste momento, o olhando eu senti algo estranho em mim, um sentimento que eu nunca havia sentido antes, e que me dava medo, não estava acostumada com pessoas se preocupando comigo, além do Nick, é claro.
- Tá bem, só vou me arrumar e já venho, quero ver se essa sua banda é boa mesmo! - Falei enquanto subia e o vi sorrir do que eu falei.
- Me troquei e coloquei uma roupa básica, porém sexy, não sabia como os amigos do eram e ao mesmo tempo, agora que sabia como provocar ciúmes nele, ia tentar explorar o meu lado sexy. Fechei os olhos e pensei nos meus pais, no quanto eu sentia falta deles e de como eles diriam para eu tentar ser feliz a partir de agora e me veio uma vontade louca de chorar, mas eu me segurei, não queria que o me visse assim. Desci e já encontrei um lindo me esperando na sala.
- Já era tempo, né? Você demora muito se arrumando e ainda coloca um short desse tamanho? Ahh! Fala sério, ! Nós vamos para uma casa cheia de homens e você vai assim? - ele disse sem tirar os olhos das minhas pernas.
- Agradeço a preocupação, priminho, mas eles não são seus amigos?
- Por isso mesmo que eu tô falando, eu os conheço e sei o que eles vão pensar e dizer! - ele rebateu.
- E o que é que eles vão pensar, ? - falei, rindo por dentro, por ter colocado ele nesta situação embaraçosa.
- Nada, ! Vem logo que eu já tô atrasado! - E assim fomos para a casa de um tal de .
Tocamos a campainha e um garoto lindo abriu a porta, me encarou por um instante e nos mandou entrar.
- Até que enfim, né, cara! Você tá quase uma hora atrasado! - ele falou zombando - Os caras estão lá em cima.
- Mulheres, meu caro! Passam mais de uma hora para se arrumar! - respondeu rindo.
- E você deve ser a , certo? Eu sou o , prazer! - ele me deu dois beijinhos - Meu amigo mal educado não nos apresenta. - ele deu um piscadela para que riu, e neste momento mais dois garotos apareceram gritando.
- É que o sempre quer ficar com as mais gatas para ele e nos deixa de fora! Prazer! Sou ! - então ele me abraçou e me beijou.
- E eu sou o . - o outro falou me dando beijinhos também.
- Sou a , prazer! - falei para todos - O não me disse que os amigos deles eram tão legais. - falei tirando onda.
- Na verdade eu disse sim, , mas eu acho que parei na parte em que eles são uns gays pervertidos. - o disse rindo e ao mesmo tempo, todos os garotos deram pedalas nele.
- Vamos logos, seus estepes! - falei rindo enquanto os garotos me levavam para cima.
- O quê? ! Desde quando suas garotas nos colocam apelidos estranhos? - perguntou.
- Desde quando vocês são estranhos, e ela é minha prima, tem um pouco mais de respeito que as minhas garotas.
- Escutaram? Não mecham comigo que o me protege! - E assim, em meio a brincadeiras e músicas a manhã passou e a tarde também, e na verdade a banda dos garotos era muito boa, se chamava McFly, o que não me surpreendeu, já que o amava o Marty McFly. Comemos pizza e quando estava chegando a noite decidimos ir para casa.
- ? Posso usar o seu telefone? Tenho que ligar para um amigo.
- Claro, ! Aconteceu alguma coisa? - ele perguntou desconfiado.
- Não! É que faz tempo que eu não falo com ele. - e subi para o quarto com o telefone, liguei para o Nick, estava morrendo de saudades dele. No terceiro toque ele atendeu:
- ? Nossa, pequena, que saudades! Como você está?
- Nick, eu também estou com saudades! Está tudo bem, tirando o fato que eu sinto falta das pessoas mais importantes da minha vida! - falei já com a voz embargada.
- ! Não chora, assim você vai me deixar triste, o que houve? Estão te tratando bem? Você quer voltar, é isso? - ele me encheu de perguntas.
- Estão me tratando bem, Nick. Mas estamos morando apenas eu e aqui, minha tia teve que resolver algumas coisas e não pôde ficar aqui. Ele é legal, e eu conheci uns garotos legais, mas eu sinto falta de casa, de você e... dos meus pais. - falando isso não aguentei e comecei a chorar.
- Pequena! Isso vai passar logo, você tem que ser forte! Eu sei que é difícil, mas você sabe que as coisas vão demorar a ficar bem, e se você não se esforçar para que isso aconteça, tudo vai ser pior. Saia com seus novos amigos, sua nova escola, aproveite o e o tempo vai passar mais rápido.
- Eu sei, eu sei! Não sei o que seria de mim sem você para me ajudar, Nick. E como estão as coisas com você? - o Nick começou a me contar as novidades dele e de como ele estava arrumando novos amigos. Quando olhei, já fazia quase trinta minutos que eu estava falando com ele, ia me matar!
- Nick? Eu tenho que desligar! Este telefone é do e ele vai me matar quando vier a conta. Eu te amo muito, você é muito especial para mim, e mais uma vez, obrigada por tudo!
- Tudo bem, , não demora muito para me ligar de novo, você sabe que eu fico preocupado! Também te amo, pequena! - e assim que ele desligou eu fui tomar um banho bem quente e demorado e fui dormir.
No meio da noite eu acordei com um preocupado ao meu lado. Mais uma vez eu tinha tido o pesadelo em que via meus pais morrendo e devo ter gritado.
- ? - me chamou - Está tudo bem, pequena, eu estou aqui com você, foi só um pesadelo. - Falou tentando acalmar as minhas lágrimas e os meus soluços, então eu me abracei a ele, e chorei tudo o que tinha para chorar.
- Eu... eu molhei to... toda a sua camisa!
- Tudo bem, ! Não tem problema! Quer me contar o que foi o sonho? Talvez te ajude.
Então eu o contei tudo, que desde que os meus pais tinham morrido, eu sonhava com eles e ele apenas me abraçou, então toda a dor sumiu, mesmo que por apenas um momento. Ele me deu um beijo na testa e quando ia saindo do meu quarto eu o chamei.
- ? - Então virou e esperou que eu continuasse - Você pode dormir comigo? É que eu não quero sonhar com isso de novo.
- Claro, pequena! - ele falou sorrindo e deitou ao meu lado - Eu vou sempre estar aqui para te ajudar! - falou me olhando nos olhos enquanto estávamos deitados e assim eu o abracei e coloquei a cabeça em seu peito, sentindo aquele mesmo sentimento estranho me incomodar, eu tinha que lembrar que era o meu primo, e que o nosso relacionamento não podia passar disso, e assim eu dormi, sentindo o cheiro de .
CAPÍTULO 4 ( I can’t control my feelings)
’s POV
Acordei e percebi que estava dormindo de conchinha com a e involuntariamente eu sorri. Porra! O que estava acontecendo comigo? Eu não podia sentir algo por ela, ela era minha prima e estava passando por um momento ruim e eu estava entendendo as coisas completamente da maneira errada, precisava fazer alguma coisa.
- Deve ser por estar precisando de uma boa noite de sexo. - Sussurrei para mim mesmo e alguns pensamentos impuros me passaram pela mente, eu não podia querer isso com a ! Ela até devia ser virgem! Que é isso, ? Ela só tem 17 anos.
- Vou me afastar! - sussurrei de novo - É isso, vou me afastar dela! - então senti mais uma vez o cheiro dos cabelos dela e me levantei. Fui até o meu quarto e fiz minha higiene matinal e desci para comer alguma coisa, então peguei meu celular e liguei para a Frankie, algumas horas com ela e eu estaria novo.
- Frankie? Oi, sou eu, .
- Oi, , eu sei que é você… Então, por que me ligando a uma da tarde? - Falou rindo, já sabendo o que eu queria.
- Então… Posso passar aí na sua casa e nós podemos passar um tempo juntos hoje? - Praticamente implorei.
- É claro, estou te esperando! - desliguei o celular e corri para o meu quarto, tomei um banho rápido e antes de sair pensei se deixava um recado para a ou não, por fim, decidi sair sem dar explicações.
’s POV end.
Acordei e me dei conta que já era 3 horas da tarde, realmente eu tinha dormido muito. Lembrar da noite fez surgir um sorriso involuntário em meus lábios, lembrar de cuidando de mim me deixou boba, e o modo como dormimos juntos, foi tão… íntimo? É, acho que esta é a palavra certa. Desde que eu cheguei, notei que o era diferente, mesmo quando ele foi rude comigo eu não me importei tanto, sabia que tinha sido um impulso. Então, de repente ele ficou completamente fofo, eu sabia que o era um galinha, mas desde então, nem sair com outras garotas ele fazia e sempre ficávamos juntos.
- AI MEU DEUS! – Gritei - Eu não posso estar me apaixonando por ele, posso? Quer dizer… Ele é o meu primo, e está sendo legal apenas por que eu estou passando por estes problemas, eu tenho que me controlar! - Falei para mim mesma, mas não tendo muito convicção do que eu prometia a mim mesma.
Desci procurando por ele e ele não estava, procurei por algum recado, não vi nada. Então esquentei uma lasanha de frango e comi e fui assistir televisão. Passei a tarde toda assim e quando chegou 9 horas da noite, comecei a me preocupar, não tinha ligado e nem avisado nada, e se tivesse acontecido alguma coisa? Então resolvi ligar para os meninos, eles deveriam estar juntos, ou pelo menos, saberiam onde ele estava.
- ? Oi, sou eu ! Você sabe onde o está? É que ele saiu e não avisou nada e até agora não chegou, estou preocupada.
- Não, , eu não falei com o o dia todo, achei que ele estivesse com você! Já tentou ligar para o celular dele? - Ele falou e ouvi as vozes dos meninos ao fundo.
- Os meninos estão aí com você?
- Sim. - Ele respondeu e ouvi alguém o chamando.
- Tá bom, ! Vou indo! Manda um beijo para os meninos aí. - Desliguei o telefone e olhei em volta, encontrando o celular de dentro da fruteira, por impulso, o peguei e vi a última chamada. Frankie. Ele havia ligado para uma garota e isso me deixou angustiada, olhei as mensagens dele e vi várias com o nome da Frankie, mas precisei apenas clicar na primeira e de repente senti algo muito estranho… Algo como… Ciúmes. Eu estava com ciúmes do meu primo com uma vadia.
Flash Back on
- ? Me desculpa, vai? Eu estou arrependido! Prometo nunca mais colocar baratas dentro dos seus sapatos! - eu falei, esperando ansioso pelo perdão da . Eu tinha visto ela fazendo o dever de casa com o Jack, um idiota da escola dela, então fiquei com raiva dele e quando ele foi embora, coloquei uma barata morta dentro do sapato da e ela ficou com muita raiva de mim, ficamos sem nos falar por três dias, então eu resolvi falar com ela.
- ! Você tem 13 anos, e está se comportando como se fosse uma criança! Nunca mais faça isso comigo ou então não te perdoarei mais. - Ela falou e então sorriu.
- Tudo bem, pequena, eu nunca mais faço nada que te deixe irritada comigo! - prometi, mas aquela promessa não durou mais que três dias, mas sempre que pedia perdão, ela me perdoava.
Flash Back off
Sorri ao lembrar disso e resolvi convidá-la
- ? Eu e os caras vamos a uma boate hoje, você quer ir? Acho que você deveria aproveitar, suas aulas começam daqui a dois dias.
- Tudo bem, , eu vou, mas só porque você está louco para que eu vá! - ela falou me zoando.
- Eu só te chamei porque se você não for, quando as aulas começarem você… - mas fui interrompido por ela - ! Estamos em setembro, eu só tenho mais dois meses de aula antes de terminar o colegial, não é como se eu fosse para um colégio interno. - ela falou rindo. - Assume que você está doido para que eu vá com você! - ela mandou - Tá bom, ! Eu e os caras queremos que você vá!- tentei me sair da situação imposta por ela, então ela me deu um beijo no rosto e subiu as escadas.
- Vou me arrumar! - Foi tudo o que ela disse.
’s POV end.
Eu estava muito irritada com , mas na verdade estava mais machucada, mas mesmo assim, preparei o nosso jantar. Não importava o tamanho da minha raiva, eu sempre o perdoava, foi assim desde sempre, então ele chegou e me pediu desculpas e eu aceitei, mas não tão fácil assim, hoje à noite ele veria o tamanho dos ciúmes que eu o faria sentir. Ri por dentro, só esperando para colocar o meu plano em prática.
Fui tomar um banho quente e então me troquei, era realmente um vestido lindo, mas bem curto, o que valorizaria as minhas curvas. Fiz uma maquiagem linda, realmente estava pronta para arrasar hoje, eu nunca fui uma garota acostumada a tentar chamar atenção, mas com o era como se fosse uma necessidade, tentar fazer com que ele me notasse.
Desci as escadas e ele já estava lá me esperando, lindo diga-se de passagem, estava com uma calça skinny escura colada, uma camisa preta em gola V deixando as suas tattoos ainda mais lindas, uma jaqueta de couro preta nos braços e o All Star branco surrado. Visão do paraíso.
Ele não parou de olhar para as minhas pernas enquanto eu o analisava, e eu gostei disso, acho que meu plano daria certo!
- Oi, ! Você está linda! - ele comentou sorrindo e eu imediatamente sorri de volta.
- Você está… apresentável. - retribuí rindo por dentro, se tem uma coisa que não gostava era ser ignorado e era justamente isso que eu faria hoje - Vamos logo que esta noite eu quero me divertir muito! - então saí o deixando para trás.
Quando chegamos na boate os guys já estavam nos esperando e vi uma garota com o , ela era realmente linda.
- Boa noite, gente! - falei e abracei todos eles.
- Cara! Eu já estava irritado aqui, vocês quase chegaram no fim da festa. - comentou – , esta é a , minha namorada. E vamos logo que eu tô com sede.
Entramos na boate e ela estava realmente lotada, não deixei de rir ao notar com as mãos nos meus ombros tentando me proteger da multidão, ficamos numa mesa mais afastada da pista de dança e então e saíram e trouxeram bebidas para todos.
- Quer cerveja, ? - perguntou.
- Eu não bebo, , obrigada! - respondi e então comecei a conversar com enquanto e entravam em um papo sobre a banda e os outros dois já estavam chegando numas meninas. Esses meninos...
- Então, , você vai terminar o ano no New Direction School, né? Eu também, ainda bem que vai chegar alguém diferente, porque eu não aguento aquelas meninas metidas.
- É sim, , acho que o comentou que eu ia ficar na mesma sala que a namorada do que estava passando as férias na França! E então há quanto tempo namora o ?
- Uhhhmm… Há mais ou menos um ano. Você tem namorado? - Ela perguntou.
- Não…. Ainda, mas espero encontrar um em breve. - respondi e nesta hora vi o rindo igual uma hiena e o com uma cara não muito boa.
- Eu te falei, cara! Eu te falei! - disse ao .
- Cala a boca porra! Deixa de ser idiota. - respondeu irritado e eu fiquei sem saber o motivo.
- Vem, ! Vamos dançar! - me chamou.
Então saímos e começamos a dançar, os meninos estavam nos olhando de longe, depois de muitos minutos, eu comecei a dançar de uma forma provocativa e de longe vi os olhos de me fuzilando, enquanto ele tomava a sua cerveja, então bem nessa hora me chamou.
- ? Este aqui é o Nate, um garoto da escola e ele também vai estudar com a gente. - falou e o Nate se aproximou de mim e OHHH meu Deus, ele era simplesmente lindo.
- Oi, ! Prazer. - ele me falou e me deu dois beijinhos, como ele era cheiroso.
Ficamos conversando, até que vi o olhar furioso de em mim, mas nem liguei, o importante era que estava conseguindo o que queria e o Nate era realmente um cara legal, depois de algumas horas, foi até a mesa dos meninos e eu continuei com o Nate, até que um irritado chegou perto de mim.
- ! Vem para a mesa, acho que a já vai embora. - Ele olhou de um jeito tão ameaçador para o Nate que eu achei melhor ir para a mesa.
- Ahhh, tudo bem! Até logo, Nate, nos vemos no colégio. - dei dois beijinhos nele e saí, não sem antes ouvi-lo responder um até mais.
me conduziu calado até a mesa e me olhou com uma cara desconfiada, mas eu sentei ao lado do e este continuou conversando com o e eu fiquei sobrando, a não ia embora? E por que estávamos todos na mesa e ninguém se levantava?
- , vamos ao banheiro? - me chamou depois de um tempo e eu me levantei.
- Vai aonde? - me perguntou e sua voz ainda estava seca, mas seus olhos me encaravam.
- Ao banheiro. - Foi tudo que eu disse e saí esperando a terminar de beijar o e vir em minha direção.
- MENINAAAA! O que foi aquilo lá na mesa? - disse.
- O quê? O me disse para voltar para a mesa porque você ia embora, aí eu chego lá e você não vai embora! - falei indignada.
- O estava com ciúmes de você! Acho que ele arrumou uma desculpa para te tirar de perto do Nate. Quando eu voltei para a mesa, ele estava irritado porque você estava com o Nate, então eu escutei o pedir para ele ficar calmo e ir te buscar e então o se levantou e saiu, então eu perguntei ao o que aconteceu e ele disse que eu tinha te deixado com um cara que tava te comendo com os olhos e que o não tinha gostado nada disso, aí vocês chegaram e o clima ficou estranho. - terminou de narrar a história.
- Sério? É bom para ele aprender a não me irritar, . Sabe? – falei rindo e contei tudo o que tinha acontecido no dia em que ele sumiu de casa.
Então voltamos para a mesa e o já estava de pé com o ao lado dele e os garotos tinham voltado.
- Nós já vamos?- perguntei com uma voz inocente.
- Vamos sim, já são quatro da manhã, . - respondeu e então todos nos despedimos e eu saí com o , a com o e o e o juntos.
Fomos o caminho todo para casa e o não falou nada, eu já estava começando a ficar irritada, entramos em casa e ele não falou comigo e então subiu para o quarto dele. É! Acho que ele realmente estava irritado.
Fui para a cozinha e preparei dois sanduíches, um para mim e outro para ele, então subi as escadas troquei de roupa e lavei meu rosto e quando voltei o já estava lá embaixo comendo.
- Nossa! Eu esperei por você, você poderia ter me esperado chegar para começar a comer, né? - então me sentei na mesa e ele não respondeu.
- ? O que você tem, hein? Você está me ignorando desde a metade da festa e eu realmente não sei o que eu fiz.
-Não sabe? NÃO SABE? Você simplesmente saiu quase nua de casa e por causa disso um garoto ficou te comendo com os olhos na pista de dança e você ficou achando bonito e nem se preocupou em vir ficar comigo, ! Foi isso que aconteceu. - Ele terminou de brigar e então eu comecei a rir. - QUE FOI? NÃO TÔ VENDO NENHUM PALHAÇO AQUI. - Ele falou mais irritado ainda.
- ? Eu não acredito que você está com ciúmes de mim! - Falei rindo mais ainda.
- Eu não estou com ciúmes de você, .
- Ahhh não? Então por que porra você está me chamando de , se você só me chama assim quando está com raiva e até agora eu não vi nenhum motivo para você ficar com raiva de mim? Eu estava conhecendo o Nate, que por sinal é uma ótima pessoa, e eu não fui ficar com você porque achei que você ia querer ficar com alguma menina e eu não queria atrapalhar.
- Mas eu não fiquei com ninguém e sabe por quê? Por que te chamei para ir para a festa COMIGO, e não ia te deixar sozinha, mas então VOCÊ fez isso por mim e eu fiquei com cara de idiota, mas isso não importa! - ele terminou e saiu da cozinha resmungando.
Fui dormir com a minha consciência muito pesada, o que ele falou era verdade, mas ele bem que merecia um castigo pelo que fez comigo. Mas mesmo assim não queria ele com raiva de mim, isso me angustiava muito.
’s POV On
PUTA QUE PARIU! Eu estava com muita raiva da . Ou era ciúmes? Não sei! Só sei que quando a vi com outro cara me deu raiva e medo; raiva porque eu não a queria com mais ninguém e por que porra ela saiu de casa gostosa daquele jeito com aquele vestido minúsculo? E medo do que me disse, será que ela tinha gostado desse cara?
Fui dormir pensativo assim, até que poucos minutos depois uma chorosa entrou no meu quarto.
- ? O que aconteceu? - Perguntei preocupado.
Então ela se sentou na cama comigo e se aninhou em meus braços, nessa hora a minha raiva sumiu e eu a abracei.
- Me desculpa, , eu te deixei irritado porque eu tava com raiva de você e eu queria me vingar e então achei que isso era certo, mas então você está com raiva de mim e está me ignorando e isso me deixa triste e com medo porque você é a única pessoa que eu tenho aqui e eu não quero que você deixe de gostar de mim por uma besteira. - Ela começou a falar tudo de uma vez e eu ri, ri por ela ser tão doce e por estar tão preocupada por eu ignorá-la e então beijei o topo da sua cabeça.
- Tudo bem, , eu desculpo! Até acho que eu exagerei um pouco e posso até admitir que fiquei com um pouco de ciúmes com o jeito que aquele cara te olhava, é que eu pensei que se você estivesse comigo, nada de ruim iria te acontecer e não quero que você saia por aí conversando com esses tipos de idiotas só porque está com raiva de mim, aquele cara não presta, ! Ele faz um monte de merda com um monte de garotas e eu só não quero que você seja a próxima, entende?
- Uhum… - Ela falou, mas não parou de soluçar, era incrível a força com que ela estava me abraçando, como se eu fosse sumir a qualquer momento, e eu gostei disso, gostei do fato dela ter medo de me perder, acho que ela já perdeu tanta coisa na vida que não aguentaria ser deixada de novo, então nesse momento eu me prometi que não a deixaria só nunca mais.
- Eu tenho medo, , eu não tenho mais meus pais, a família da minha mãe me odeia, a do meu pai também, só tem o Nick, você e a tia , mas ela tem que cuidar das coisas dela, o Nick está longe e então só me resta você, e eu não quero ficar sozinha! - Ela falou chorando.
- Ei, ei, ei, ! Você não vai ficar só, entendeu? Eu não vou te deixar só, já te falei isso! Não importa o tamanho da raiva que eu sinta de você. - Falei e a puxei para deitar comigo - Vem! Deita aqui, hoje você dorme comigo, tá bem?
- Uhum! - Ela falou e deitou comigo e então dormimos assim, abraçados e de conchinha, era meio que um pacto de que estaríamos juntos sempre! E eu gostei da sensação de dormir assim com alguém, não com qualquer pessoa, gostava de dormir assim com ELA. E então dormi sentindo o cheiro dos cabelos dela e pensando em como queria estar assim com ela sempre.
’s POV End.
CAPÍTULO 6 (I can’t live without him)
Acordei umas 9 horas da manhã, queria muito aproveitar o meu último dia de “férias”, então senti um peso em minha cintura e sorri ao perceber que era o . Eu estava tão feliz, feliz por ter quem se importasse comigo, fiquei o olhando dormir, ele era tão lindo! Mas então me levantei e fui tomar um banho quente e fazer minha higiene matinal, resolvi acordar o , pois eu queria muito ir para algum parque hoje, queria que ele chamasse os guys também.
- ? Acorda! - falei enquanto fazia cafuné nele, enquanto ele resmungava alguma que eu não entendia.
- ! Só mais cinco minutinhos, por favor!
- , eu quero muito aproveitar meu último dia antes da escola, queria que você me levasse em um parque, então acorda, vai! Eu vou me trocar e quando chegar aqui já quero você pronto! Tá ouvindo? - e falando isso saí, não antes de escutá-lo dizer:
- Sim senhora! Você é muito chata e mandona, !
Então saí rindo, hoje estava fazendo um sol legal, escolhi uma roupa bonita e leve, coloquei meu All Star, fiz uma maquiagem bonita e leve e então saí, quando eu desci o estava feito um zumbi me esperando no sofá.
- Vamos, senhorita estressada, tô com fome! Quero passar na Starbucks! - Ele se levantou e foi em direção a porta - Liguei para os guys, o e a não querem ir, eles tiveram uma noite “cansativa” se é que me entende e o e o me xingaram de tudo o que você pode imaginar e até o que não pode, também eu não os culpo! Quem sai de casa nove horas da manhã depois de ter ido para uma boate e chegado de madrugada? - Ele falou com ironia e eu apenas sorri.
- A e o , hein? Não sabia que a relação deles já tinha chegado neste nível! - falei e então saímos em direção a Starbucks.
- ! Você é muito ingênua ainda, só para você que sexo é uma coisa de outra mundo, para todo mundo aqui isso é muito normal. - Falou com uma simplicidade incrível, o que me deixou à vontade para falar com ele.
- Eu não sou ingênua, ! - Falei indignada - Apenas não quero perder minha virgindade com qualquer um! Se isso é algo especial, tem que ser com alguém especial.
- , você não é ingênua? Quantas vezes você já deu um amasso? Digo, daqueles bem quentes mesmo! Ahhh… Esqueci que você nunca nem beijou! - Ele falou com ironia.
- ! Quem te disse que eu nunca beijei? Só para você ficar sabendo, eu dei o meu primeiro beijo com o Nick e ele comigo! Tudo bem que foi um trato, mas mesmo assim, foi um beijo! - falei com convicção.
- ! Você fez um trato para deixar de ser BV com seu melhor amigo? Isso não conta como um beijo! Meu Deus! Você tem 17 anos e só beijou seu melhor amigo! - ele falou rindo e zombando de mim mais uma vez e isso me deixou irritada.
- Se serve de alguma coisa, o beijo do Nick é muito bom!
- Ahhh tá! Ele só pode ser bom mesmo, você nunca provou outro, como é que vai saber? - ele ironizou.
- Só porque você sai por aí comendo “qualquer uma”, não quer dizer que eu tenha que ser igual, ! - falei e virei o rosto com raiva. Não queria que ele me visse como uma criança.
- , desculpa vai! Eu estava brincando com você, pequena! Na verdade eu acho até… fofo você ainda pensar assim! E eu não “como” qualquer uma, ! Tem que ser no mínimo… gostosa! - ele finalizou.
- Sério, ? Meu Deus, as garotas com quem você sai são “burras” e dormem com você na mesma noite em que te conhecem! Então elas são no mínimo V.A.D.I.A.S! - Falei pausadamente.
- ! Garotas não precisam ser inteligentes quando tudo o que procuramos é uma boa noite de sexo! Porque a gente nem conversa de verdade! Eu não sou muito criterioso para levar uma garota para a cama, ela só tem que ser gostosa!
- Ohh meu Deus! Me diz, , com quantas você já dormiu?
- Ahh sei lá! Eu já tenho quase 21, , deve ter sido algumas! - Ele riu, então o olhei com uma cara incrédula - Tá bom, vai! Umas cinq... Ahh, mas isso não importa!
- Meu Deus, ! Você é ninfomaníaco? - perguntei ironizando, enquanto saímos do carro.
- Não, ! Apenas quando você faz a primeira vez, não consegue mais parar, é uma N.E.C.E.S.S.I.D.A.D.E! - Ele falou pausadamente e então sentamos e fizemos o nosso pedido e eu fiquei calada enquanto o pedido não chegava.
- ! Você vai saber disso quando você fizer! Agora come logo! Vou te levar em um lugar especial! - Ele falou enquanto comíamos.
Saímos do Starbucks e levamos algo para comer no tempo em que ficaríamos fora, o me levou para o St. James Park que fica em frente ao Palácio de Buckingham, um dos mais bem cuidados parques, com lago artificial, cisnes, gansos e jardins com as mais belas flores de Londres, eu nunca tinha ido lá, logo quando saímos do carro o pegou na minha mão e saímos de mãos dadas, como um verdadeiro casal. Sentamos embaixo de uma árvore e ficamos apenas olhando o lugar, eu fechei meus olhos até que depois de um tempo escutei as notas de um violão e abri meus olhos.
- ! Eu fiz essa música para você! Não só eu, mas os caras também ajudaram. Ela se chama “Not Alone”. - Ele falou me olhando nos olhos e nessa hora eu me arrepiei, COMO ASSIM ELE TINHA FEITO UMA MÚSICA PARA MIM? Então ele começou a cantar.
Ele terminou a música e ficou me encarando, era como se tivéssemos em nossa própria bolha, ficamos muito tempo nos olhando e então fomos nos aproximando, chegou a um ponto em que eu sentia a sua respiração bater em meu rosto, quando finalmente eu fechei os olhos...
- ? - Alguém me chamou e eu virei para olhar quem era. PUTA QUE PARIU! Era o Nate. Ele acabou de estragar o melhor momento que eu tive desde que cheguei em Londres. - Tudo bem com você? - ele perguntou e então eu pude ver os olhos do se revirarem.
- Ahh... é...Oi, Nate. Tudo bem sim e com você? - perguntei para não ser mal educada.
- Eu tô ótimo! Então... Amanhã nos vemos no colégio, certo? - Ele perguntou sem ter muita certeza da minha resposta.
- Ahmm... É claro Nate! Amanhã nos vemos. - Respondi e então ele deu uma piscada de olho e saiu. Olhei para o e ele estava olhando para o outro lado, então me bateu uma vergonha enorme, o clima tinha se acabado e agora, tanto ele como eu teríamos vergonha de falar sobre o ocorrido e ficaria um clima estranho entre nós.
- Vamos embora, ! - Ele me disse, e pude perceber que ele estava meio chateado comigo. - Eu estou com sono e cansado, além disso era bom você descansar também.
- Mas, ! Acabamos de chegar e você já quer ir embora? - perguntei indignada! Argh, que raiva!
- Ou você vem comigo ou eu te deixo aqui e você vai ter que chamar o “Nate” para te levar em casa. - Ele falou seco e então se levantou e foi embora, me levantei e o segui, antes que ele realmente me deixasse ali.
- Ahh então é isso? - perguntei correndo para tentar acompanhar seu ritmo.
- Isso o quê, ? - ele respondeu e entrou no carro.
- Você está com raiva porque o Nate nos interrompeu, eu não tive culpa, ! O que você queria? Que eu ignorasse o menino falando comigo? - Então bati a porta do carro com força e ele começou a dirigir, notei que ele apertava o volante com muita força, o que indicava que ele estava realmente com muita raiva.
- Acontece que o “Nate” não interrompeu nada! - Ele respondeu simplesmente.
- AHHHH! Então quer dizer que você vai fingir que nada aconteceu entre a gente? - Eu estava realmente indignada.
- Acontece que NÃO aconteceu NADA entre a gente, ! Você está imaginando coisas. - ele respondeu e ligou o som do carro, então chegamos em casa e antes de entrarmos eu falei:
- Você é um idiota, ! Me trata mal sempre que “quer”, depois vem me pedir desculpas, depois me trata mal de novo, a gente quase se beija e você finge que nada aconteceu! Você é um covarde! - Então eu entrei, mas antes de subir as escadas ele puxou me braço e me colocou contra a parede e então me beijou, um beijo cheio de tensão e raiva, tanto da minha parte, quanto da dele, depois de um tempo ele me soltou e eu fiquei parada, sem conseguir me mover.
- Nunca mais me chame de covarde! Se tem uma coisa que eu não sou, é isso! - Então ele me deixou e subiu as escadas. Continuei imóvel, sentindo uma mistura de prazer, raiva e tristeza. Prazer, porque o beijo dele era ótimo, ele realmente era bom nisso; Raiva por ter sido tão vulnerável e ter deixado isso acontecer, e tristeza porque esse foi realmente meu primeiro beijo, eu havia mentido quando disse que meu primeiro beijo tinha sido com o Nick , tinha feito isso apenas para não ficar por baixo, e agora eu tinha dado o meu primeiro beijo, que eu tinha imaginado de várias maneiras, mas nunca pensei que seria assim, cheio de raiva e ressentimento e sem sentimento algum.
Me deitei na cama e não quis mais sair, dormi muito para tentar esquecer essa briga estúpida da qual eu não tinha culpa alguma.
Continua...
N/A: Gente obrigada pelos comentários, e essa história ainda tem muita coisa pela frente, brigas e romances, maaaaaas vcs irão se surpreender com o que acontecerá com os dois ao longo da fic, além de rirem muito com as discussões e os ciúmes deles! Beijooo!