Ever


Escrita por: Bella Gonçalves
Betada por: Nathalie (a partir do capítulo 7 - parte 2) | Laura Malik (A partir do capítulo 11)




CAPÍTULOS: [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11]



Capítulo 1 - Mission
Centro de Treinamento para Jovens Agentes – arredores de Londres

O centro de treinamento era localizado nos terrenos da antiga sede britânica da Interpol em Londres, era um local secreto onde apenas os agentes mais confiáveis e os alunos mais eficientes sabiam a localização.
A corporação dos jovens agentes foi fundada pelos dez melhores agentes do mundo ou, no caso, cinco famílias.
Os Hastings (London- U.K), os Smiths (Washington – USA), os Finnigans (New York – USA), os Guthiers (Paris – French) e os Orellanos (Rio de Janeiro – Brazil).
Cada casal tinha uma filha, cada uma das meninas foi treinada e preparada ao longo dos anos para que possam, finalmente, sair em uma missão e continuar com os negócios da família. A corporação era um tipo de escola militar e, ao todo, tinha 500 alunos separados por faixa-etária e habilidades.
O melhor grupo era o grupo das famílias fundadoras: Orellano, Hastings, Smith, Guthier e Finnigan. Na verdade, nenhuma delas havia saído em uma missão, até hoje.
- Estou quebrada. – falou, se jogando no sofá e estalando o pescoço depois de uma série de lutas.
- Eu também. – suspirou, se jogando ao lado da amiga. – Eu adoraria saber o que eles tanto querem conosco.
Ambas estavam na sala de reunião esperando pelas amigas e pelos seus pais. Mais cedo, as cinco meninas foram convocadas para uma reunião importante.
- Boa tarde, amores da minha vida. – entrou na sala seguida por e .
- Boa tarde. – e responderam em coro.
- Nossa, que animação hein! – falou, fazendo jóinha.
- Treinos acabam com a minha animação. – respondeu, fechando os olhos.
- Deu pra perceber. – riu, se jogando em cima das amigas. .
- , sai de cima de mim, você é gorda demais! – falou se debatendo, assim como .
- Não foi isso o que me falaram. Na verdade, me falaram que sou bem hot... – a garota Hastings brincou, fazendo as amigas rirem.
A porta foi aberta e dez pessoas adentraram a sala; eram os pais das garotas, ou, como eram chamados, ‘os fundadores da corporação’.
- Boa tarde, meninas. – O Sr. Hatings cumprimentou-as.
- Boa tarde, Sr. Hastings. – as meninas, menos que correu e abraçou o pai, o cumprimentaram.
- Vamos começar a reunião? – o Sr Smith, pai da , perguntou. – Sentem-se à mesa, por favor.
As meninas fizeram o que lhes foi pedido. A tela foi abaixada e os adultos permaneceram de pé em volta da mesa.
- O que nos traz aqui hoje? – perguntou.
- Vocês sabem que são as melhores alunas do CT, certo? – a Sra. Guthier perguntou com um sorriso nos lábios.
- Sim. – as meninas responderam juntas.
- Vocês estão prontas para fazer sua primeira missão. – o Sr. Orellano sorriu.
- Ah, meu Deus! – sorriu.
- Eu não acredito! – falou estupefata.
- UAU! – riu.
- Incrível! – sorriu como se ganhasse um presente.
- Finalmente, isso sim. – brincou.
- Ok, meninas, agora vamos às explicações. – a Sra. Finnigan se pronunciou. – O caso é o seguinte: vocês serão seguranças de uma boyband britânica. A One Direction...
- ‘Peraí, nós seremos babás de cinco marmanjos? – perguntou incrédula. – Eles não têm seguranças, não?
- , deixe-me explicar, por favor. – a Sra. Finnigan pediu.
- Ok, foi mal.
- Então, como eu estava dizendo, eles estavam em um show na Itália e presenciaram uma queima de arquivo.
As meninas escutavam atentamente ao que a mãe de falava.
- Queima de arquivo? – perguntou intrigada.
- Sim, há uma semana a máfia italiana roubou 4 milhões do governo, uma pessoa serviu de testemunha, Marco Botinelli. Então os italianos apagaram o cara... – a Sr. Guthier falou, colocando no telão uma imagem de Marco e dos prováveis assassinos.
- Os meninos da One Direction estavam presentes. Apenas no local errado e na hora errada; Desde então, eles vêm sido perseguidos. Paul, o segurança deles, achou melhor se afastar... Ele tem uma família e nos pediu para que tomássemos conta deles. – a Sra. Orellano falou.
- Por que nós? – perguntou, curiosa.
- Paul treinou conosco e é um grande amigo nosso e, como vocês ainda não saíram em missão e são as melhores alunas, achamos que vocês eram adequadas para isso. – a Sra. Smith explicou.
- Eu vou servir de babá para um bando de marmanjos, não era essa a minha ideia de primeira missão. – bufou.
- Uma pergunta: nós temos escolha? – se pronunciou.
- Presumo que não, minhas caras. – o Sr. Guthier respondeu.
- Então, que seja feita a Vossa vontade. – respondeu irônica.
- Nós topamos. – assentiu.
- Ok, vocês começam em dois dias. Durante esse tempo, terão folga para arrumar as suas coisas. – a Sra. Finnigan sorriu gentilmente.
As meninas ficaram confusas depois daquilo.
- Essa eu não entendi. – falou.
- Para facilitar o trabalho, vocês ficarão sob o mesmo teto que os meninos, em uma mansão cedida pelo governo britânico. – o Sr. Finnigan explicou.
- Opa, como assim ‘mesmo teto’? – arregalou os olhos.
- Já não basta ser babá de um bando de homens, agora eu vou ter que morar com eles. – bufou.
- Vocês se mudam amanhã de tarde. – o Sr. Orellano acrescentou.
- Por hoje é só. – a Sra. Smith sorriu e caminhou em direção à porta, sendo seguida pelos outros.
- É nessas horas que eu adoraria ser uma adolescente normal. – suspirou.
- Ok, agora a merda está feita, o jeito é nos prepararmos e seguir a diante com a missão. – falou séria.
- O que pode dar errado? São só cinco garotos bobos, logo a missão acaba e nós voltamos a lutar e, talvez, tenhamos missões mais importantes. – falou, tentando ser otimista. Ela sempre via o lado positivo das coisas.
- Cinco garotos lindos, por sinal. – falou, olhando para o seu celular.
- Hein? – perguntou, confusa.
- Olhem. – falou, passando o Iphone para que as amigas pudessem ver a foto dos garotos.
- Eu estou começando a gostar da missão. – sorriu, maliciosa.
- Se controla, mulher, nós somos da proteção à testemunha e eles são os protegidos. Seja profissional e nada de dar em cima deles, pelo amor de Deus. – repreendeu-a, sabendo das intenções da amiga.
- Nem falei nada. – a garota Finnigan se defendeu.
- Mas nós te conhecemos o suficiente para saber o que tu pensa. – riu.
- Bobas. – mostrou a língua, fazendo as amigas gargalharem.
- Vamos arrumar nossas coisas para a mudança. – falou, em tom sério.
- Ok mãe. – zombou, levando um pedala em seguida.
As amigas seguiram, cada uma para seu quarto, e então começaram a preparar as coisas para partirem para a sua nova casa durante algumas semanas.


Capítulo 2- Returning Home, not so much

Os meninos ainda estavam amedrontados pela cena presenciada há exatamente dois dias.

# Flashback On
Os cinco rapazes andavam pelas vielas italianas depois de uma noite de curtição. Comemoravam mais um show bem-sucedido quando tudo aconteceu. Uma van preta parou próxima a eles; de dentro do veículo saíram três caras; dois deles eram enormes, como armários e o outro era magro, baixinho e tinha no rosto uma expressão de pânico. Os grandões tinham armas nas mãos.
- Se escondam – Zayn falou baixo.
Os outros se esconderam atrás de uma enorme lixeira que tinha ali. As ruas estavam vazias devido à hora.
- Ma io non so niente, amico. – o cara menor falava com medo.
- Il capo ordinò di uccidere – um dos “armários” falou.
- Isso é italiano? – Niall perguntou.
- Sim. – Liam sussurrou. – Eu acho.
Louis estava concentrado demais em gravar a execução.
- Dov'è il denaro di assalto?
- Non lo so, non ho visto dove è stato salvato! Che il Muttinelli non era me che ha preso. - o magrelo chorava.
Então se ouviu dois disparos e o corpo do cara mais magro caiu sem vida no chão.
- Mas o que? – Harry falou um pouco alto demais.
- Harry! – Zayn o repreendeu falando alto também.
- Shhhh. – Liam sussurrou.
- Chi è? – um grandão perguntou.
- CORRAM! – Niall gritou e saiu correndo, sendo seguidos pelos meninos.
Ouviram mais alguns disparos de armas contra eles, mas nenhum acertou. Os meninos chegaram ao hotel, ofegantes.
# Flashback Off

Desde aquele dia os garotos vêm sido ameaçados. Receberam diversas ligações de números restritos e a voz do outro lado sempre dizia: “Não poderá haver testemunhas, você e seus amigos morrerão.”.
- Acordem meninos, nós chegamos. – Simon dizia.
Os meninos acordaram com o balanço do avião.
- Finalmente chegamos. – Louis falou coçando os olhos.
- Espero que as ameaças tenham acabado. – Zayn falou.
- Nós também dude, nós também. – Liam suspirou.
Os meninos desceram do avião. O aeroporto, como sempre, estava cheio de fãs gritando por eles.
- Fãs, que saudade de vocês! – Harry abriu um sorrisão.
- Calma, cara, assim você vai rasgar a sua própria cara com esse sorriso. – Liam riu.
- Vá se danar. – Styles deu um peteleco no amigo.
Encostada à parede, uma garota olhava atentamente ao grupo de garotos felizes e brincalhões. Apenas Harry notou a presença dela [n/a Aroldo pegador, já fica ligado nas 22ks hahaha #fato, parei.], usava uma calça de couro, botas de salto fino e um sobretudo preto por cima da regata vermelha. Os cabelos castanhos caiam como cascata em seus ombros, parando mais ou menos abaixo do busto; olhos castanhos esverdeados, misteriosos. [n/a ééé Directioner, você tá com tudo, meu amor.].
A garota se aproximava e Harry ficava sem ar a cada passo dado pela moça.
- Que gata. – ele balbuciou, fazendo os amigos - inclusive Simon - seguirem o olhar dele.
- Uau! – Zayn falou boquiaberto.
- Ela está vindo para cá, ajam naturalmente. – Liam advertiu.
- Vai ser difícil, você viu como ela é gata? – Niall comentou.
- Concordo. – Louis sorriu.
- Bom dia, meninos. Sou Orellano, agente federal. – a garota se apresentou com um sorriso fraco nos lábios e mostrou sua carteira com identidade.
- E o que os federais querem conosco? – Louis perguntou intrigado.
- Você não é jovem demais para ser uma agente do governo? – Zayn perguntou também curioso.
- Tenho dezoito anos, sou legalmente maior de idade e sou do CTPJA, Centro de Treinamento para Jovens Agentes, agora precisamos ir. – a garota falou um pouco rude.
- Cadê o Paul? – Liam perguntou.
- Se ausentou, ele deixou a segurança de vocês com a proteção a testemunhas, agora vamos logo que eu estou ficando sem paciência. – então ela virou as costas.
- Vão logo, ela os levará até a nova casa de vocês. – Simon avisou.
- Nova casa? – os meninos perguntaram.
- O governo quer que vocês fiquem em uma mansão deles, vai ajudar com a proteção de vocês. Agora vão. – o Simon explicou.
- VAMOS LOGO, EU NÃO TENHO O DIA TODO. – a agente Orellano gritou.
Os garotos seguiram por uma parte do aeroporto que não havia ninguém gritando por eles. Assim facilitaria a chegada ao carro.
- Por que toda essa preocupação com a gente? – Niall perguntou já dentro do carro, no banco do carona.
- Vocês presenciaram uma queima de arquivo, a máfia italiana quer acabar com as provas do crime, isso inclui matar vocês. – explicava sem tirar os olhos da estrada.
- Eu não quero morrer. – Harry falou alarmado.
- É ai que minha equipe entra. - a garota disse.
- Equipe? – Zayn se pronunciou. – Pensei que fosse só você.
- Eu não conseguiria dar conta de cinco garotos. É a nossa primeira missão, então vai facilitar o trabalho.
Os meninos ouviam atentamente ao que ela falava.
- Então é isso, nós somos ameaçados de morte e nos mandam uma equipe de inexperientes. – Harry falou indignado pela suposta falta de consideração.
Até que o carro é freado bruscamente. havia se irritado. Ela admitia que falassem mal dela, mas não suportava quando falavam mal do trabalho dela.
- NÓS TREINAMOS DEZOITO HORAS POR DIA, SEIS DIAS NA SEMANA, DURANTE QUATORZE ANOS. SÓ PARA VOCÊ TER UMA IDEIA, MEUS PAIS SÃO DA FORÇA TÁTICA BRASILEIRA, PRENDERAM OS MAIORES TRAFICANTES DO RIO DE JANEIRO. VOCÊS VÃO LIDAR COM AS FILHAS DOS MAIORES AGENTES DO MUNDO. EU PODERIA MATÁ-LOS EM MENOS DE DOIS SEGUNTOS COM APENAS UM GOLPE. ENTÃO NÃO ME DIGA QUE SOMOS INEXPERIENTES. – a garota gritava. No banco de trás, Liam, Louis, Zayn e Harry se encolhiam de medo. Niall, que estava ao lado de , só faltou ter um ataque do coração. – Espero que tenham entendido. – ela falou com a voz rouca e controlada.
O carro voltou a andar e o silêncio reinou durante o resto do caminho. estacionou a van assim que o grande portão de ferro foi aberto e saltou do veículo, sendo seguida pelos cinco meninos.
As grandes portas duplas foram abertas, revelando uma sala ampla com um sofá grande e neutro, carpete de veludo preto, uma TV grande acoplada a uma estante com uma parte espelhada e uma grande janela que dava vista para o jardim.
- Wow! – os meninos falaram juntos.
- ! – uma garota baixinha com rosto de boneca e longos cabelos com cor de chocolate falou, descendo a escada rapidamente.
- Menos, , bem menos. – suspirou cansada e saiu para algum lugar da casa.
Niall mantinha os olhos na garota, achando-a linda e extremamente sexy.
- Cara, se correr perigo significa morar com duas gatas, eu adoraria viver perigosamente para sempre. – Zayn falou baixinho, apenas para Niall e Louis.
Horan sentiu algo estranho quando o amigo falou aquilo, infelizmente não foi o único a notar a beleza das garotas, principalmente a de .
- Ah! Olá, meninos. Eu sou Hastings, ou apenas , mas no trabalho, agente Hastings. – ela falava enquanto cumprimentava os garotos com dois beijinhos no rosto.
- Prazer, eu sou Liam, esses são Niall, Zayn, Louis e Harry. – Liam apontava para seus amigos.
- Prazer. Suponho que tenham conhecido a minha amiga estressadinha. – riu.
- Sim, por um momento eu pensei que morreria na van. – Louis confessou.
- Ela não costuma ser assim, deve ser a TPM ou porque acordou cedo. – Hastings explicou. – Venham, vou mostrar a casa para vocês.
- Ok. – eles responderam.
- Pelo menos essa é legal. – Harry suspirou.
- Essa eu ouvi! – gritou de algum canto da casa, fazendo os meninos encolherem os ombros de medo.
Depois do tour pela casa, os meninos desfizeram as malas e então resolveu mostrar as áreas de treinamento de cada uma das meninas.
- Vocês treinam aqui? – Zayn perguntou assim que desceram para o subsolo e entraram em uma sala à prova de som e vários alvos.
- Não, aqui é a sala da , ela é a nossa atiradora de elite. Ela e a são dos Estados Unidos. – a menina explicou. – Venham, eu vou mostrar o resto.
Andaram no longo corredor e entraram numa sala cheia de computadores e outros equipamentos eletrônicos, alguns até desconhecidos pelos meninos, todos os aparelhos de última geração. Atrás de um dos computadores de um dos monitores, havia uma garota de longos cabelos negros com uma franja que cobria um pouco dos óculos que ficava um pouco grande em seu rosto delicado.
- , esse são os meninos. – falou entusiasmada.
levantou o olhar e se assustou ao ver cinco lindos rapazes na sala, mas o garoto que mais chamou sua atenção tinha olhos e cabelos castanhos e carinha de urso (segundo ).
- Oi, meninos. – ela falou já de pé, estendendo a mão para os meninos. – Sou , Smith ou só . – corou, ela não estava costumada a falar com garotos bonitos.
- A é nossa nerd, a cabeça pensante da turma e a mãe de todas, como a gosta de chamar. – Hastings riu, fazendo a amiga corar e Liam achar aquilo um tanto quanto fofo.
- Adorei sua sala. – Liam falou primeiro. – Esses computadores ainda não foram lançados, como conseguiu?
- Nerds. – Zayn, Harry, Louis e Mylena falaram juntos.
- Quando se é uma agente do governo, você acaba fazendo vários amigos. – respondeu com o rosto em chamas, praticamente.
- Bom, eu vou terminar de mostrar o subsolo para eles, quer vir conosco ou vai ficar aqui? – perguntou.
- Eu vou com vocês. – sorriu, revelando uma covinha.
Todos saíram da sala de computadores e entraram na sala em frente, um local cheio de manequins com base de madeira e tronco de pano e algumas facas, espadas e um monte de lâminas.
- Aqui é o local da . – sorriu. – Ela é louca por facas e tudo o que é cortante.
- Eu estou começando a ficar com medo dessa mulherada. – Louis falou baixinho, mas todos escutaram.
- Não é só você. – Niall respondeu.
- Não tenham medo, somos pagas para protegê-los e não o contrário. – riu. – é francesa, ela é a mais palhaça de todas, provavelmente vai fazer alguma piada quando encontrarmos com ela.
- Estamos lidando com uma equipe multinacional? – Zayn brincou.
- Mais ou menos. Bom, eu sou a única britânica da turma. A e a são dos Estados Unidos, a é francesa, a é do Brasil... É, talvez você esteja certo. – sorriu.
- Ainda há mais três lugares fodasticos para vocês conhecerem. – falou, fazendo os meninos rirem.
No fundo, eles sabiam que podiam confiar nas garotas. Das três garotas apresentadas, apenas foi antipática com eles, talvez porque ainda não os conheça direito.


Capítulo 3 - Meeting the Girls and making some noises

Pov. Louis
Nós seguimos as meninas até uma porta dupla, do lado dentro era possível escutar gritos e barulhos estranhos, como se algo estivesse caindo com muita força.
- O que está acontecendo ai dentro? – minha curiosidade falou mais alto e eu não segurei a língua.
- e lutando, eu acho – deu de ombros.
- Eu to com medo. – Niall falou atrás de mim.
Eu estava ansioso para saber o que estava acontecendo lá. abriu a porta e pudemos ver um tipo de ringue de luta, só que maior e no chão, as paredes eram cheias de pôster de varias bandas, algumas conhecidas, como McFLY. Lá dentro, duas garotas lutavam; pude reconhecer , a mesma usava apenas um micro short e top. A outra garota era mais magra e tinha feições angelicais, o cabelo preto estava preso num rabo de cavalo alto.
- Vamos lá, , pense naquele dia em que você quase matou o... – não foi preciso a garota terminar a frase, já a atacava com golpes muito rápidos, quase imperceptíveis.
- é nossa lutadora, ela não é muito de usar armas, prefere as mãos livres. – falou, sentando-se num sofá de frente para o ringue. – Sentem-se.
- Ela é a mais veloz de nós, também. – comentou, sentando-se ao lado da amiga.
- Ela é a mais alta, mas ainda assim consegue ser mais rápida? – Liam perguntou. – A lógica seria que pelo tamanho ela deveria ser mais lenta.
- Alerta de nerd, alerta de nerd. – falei e todos riram.
- Eu sei, mas vai entender; a é do contra em todos os sentidos. – deu de ombros.
Voltamos à atenção a luta. A garota, que eu acreditava se chamar , estava por cima de , mantendo-a imobilizada, parecia que a Srta. Orellano estava em desvantagem, agora.

Pov. Zayn
O momento de tensão se instalou na sala. As meninas ao nosso lado pareciam entusiasmadas; já eu e os meninos com puro medo.
- Dez libras que a perde. – falou para .
- A nossa Orellano é expert em lutas, ela vai ganhar fácil, fácil. – riu.
Então passou as pernas pelo quadril de , girando o corpo e dessa vez ficando por cima.
- Eu to com medinho. – Niall falou ao meu lado, fazendo as meninas rirem.
- Vocês se acostumam. – riu.
- Qual é, , vai deixar a nossa plateia decepcionada. – riu ao ver a amiga se levantar e virar as costas.
- Não mesmo. – sorriu de lado e deu um chute no peito da amiga, que caiu no chão.
Zayn’s Pov. Off

A Orellano estendeu a mão para a Guthier se levantar. ficou de pé com um sorriso no rosto.
- Bela luta. – falou.
- Como sempre, vitória minha. – falou presunçosa.
Do lado de fora do ringue, entregava o dinheiro para enquanto e saiam do ringue com toalhas e garrafinhas de água na mão.
- , esses são os nossos protegidos, Niall, Liam, Louis, Harry e Zayn. – apresentou os meninos.
- Prazer. – ela falou ofegante. – O que acharam da luta?
- Uma loucura. – Harry sorriu. – Quer dizer, como vocês aguentam? Vocês duas parecem tão frágeis, mas lutam melhor que Van Damme.
- As aparências enganam. – respondeu tomando um gole d’água. – Fomos preparadas para isso desde que estávamos no saco dos nossos pais. – ela falou fazendo todos caírem na gargalhada.
- Uau! – Zayn riu.
- A propósito, me desculpem pelo meu comportamento mais cedo. – falou envergonhada.
- Tudo bem. Harry não deveria ter dito aquilo. – Niall sorriu.
- Foi mal. – Styles sorriu, coçando a nuca.
- Ok, agora nós necessitamos de banho. – falou, dando uma tapinha na bunda de .
- Precisam mesmo, o fedor está vindo aqui. – uma voz rouca e feminina falou.
Todos viraram e encontraram uma garota cuja pele era bronzeada, os cabelos castanhos batiam no queixo num corte Chanel repicado tendo a franja quase cobrindo os lindos olhos amendoados, encostada no batente.
- Boba, eu nem estou fedida. – riu.
- Finnigan, ou apenas . – a garota sorriu para os garotos.
- P-Prazer. – Zayn falou embasbacado. Ele havia achado a garota mais bonita dentre todas (não que as meninas não fossem bonitas, pelo contrário, todas eram maravilhosamente lindas).
- O prazer é todo meu. – ela sorriu, cumprimentando o garoto com um aperto de mão. – Quem ganhou a luta? – Fran alternava o olhar para e .
- A pergunta é: “como você ganhou dessa vez, ?” – Orellano corrigiu a amiga presunçosamente.
- Besta. – riu. – Ela vai se achar eternamente.
- Com razão, dessa vez. Agora eu vou tomar banho porque eu não aguento ficar suada. – sorriu.
- Bora lá. – gritou, pulando nas costas da amiga.
- , sua gorda, assim você me mata... – e então sumiram pela porta.
- , você mostrou as partes das meninas, agora nós queremos saber da SUA parte. – Niall pediu.
- Eu estava guardando o meu para o grand finale. – ela sorriu, fazendo o coração de Horan dar uma leve acelerada. – Sigam-me.
Saíram da sala e seguiram pelo final do corredor, aonde vinha uma luz forte. Subiram uma escada e encontraram um tipo de quintal cheio de alvos.
- O que...? – Harry perguntou confuso.
- Eu sou boa com arco e flecha. – sorriu.
- tem a mira tão boa quanto a minha. – sorriu cruzando os braços.
- Preciso de um voluntário. Que tal você, Liam? – falou, pegando o arco e seu porta-flecha.
- E-Eu? – ele perguntou com medo.
- Confie nela, você não vai se machucar. – sorriu passando confiança.
- Nos vemos no Céu, Liam. – Louis acenou.
- Para de deixar ele mais nervoso. – Zayn repreendeu-o.
- Foi mal. – Louis deu de ombros.
- Liam, preciso que você ponha essa maçã em sua cabeça. , ajuda o Liam, por favor? – pediu.
ajudou Liam a colocar a maçã no topo da cabeça do garoto.
- Haja o que houver, não se mova. – Smith falou piscando os olhos fazendo seus cílios espessos balançarem. Liam sentiu as mãos suarem por causa da aproximação e por causa do medo.
- Ok. – ele balbuciou.
deu dois passos para trás, ficando ao lado dos garotos e de .
Do outro lado do campo, aproximadamente 100 metros de distância, se posicionava. Colocou a flecha na mira.
- QUANDO EU CONTAR ATÉ TRÊS, VOCÊ PARA DE SE MEXER. PREPARA... UM... DOIS... TRÊS! – e então atirou.
A flecha acertou em cheio o meio da fruta, fazendo com que a mesma caísse no chão com o objeto pontiagudo atravessado nela.
- Uau! – puderam-se ouvir os comentários escandalosos dos meninos e as palmas também.
- Você já pode respirar, Liam. – Louis brincou.
- Fala isso porque não foi você. – Payne falou ofegante.
Depois disso, todos resolveram assistir TV. Até que os estômagos de Niall e roncaram alto, atraindo olhares dos demais.
- Estou com fome, . – disse assim que viu a amiga descendo a escada, já de banho tomado.
- E por que você olha assim para mim? – perguntou com uma sobrancelha erguida.
- Por que você sabe cozinhar. – respondeu logo em seguida, no topo da escada.
- Por que eu? A também sabe! – Orellano protestou.
- Mas seu macarrão é melhor. – riu.
Os meninos assistiam a pequena discussão em silêncio, rindo das caras e bocas das garotas.
- Ok, vocês ganharam! Mas eu preciso de ajuda. – bufou.
- Vai lá, Harry, ajuda ela. – Liam empurrou o amigo.
olhou desconfiada para as pessoas na sala. Todos, menos ela e Harry, mantinham um sorriso malicioso no rosto.
- Bando de gente louca. – revirou os olhos e seguiu para a cozinha.
- Em que posso ajudar? – Harry surgiu na porta da cozinha.
Enquanto e Harry cozinhavam, o restante conversava sobre a vida dos meninos. Assim as meninas puderam conhecer mais sobre a One Direction.
- Galera, a comida está pronta. – Harry falou, aparecendo na sala.
- COMIDA! – Niall e gritaram ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas de todos.
- Eles são iguaizinhos. – riu.
Como era esperado, Hastings e Horan correram para a mesa. Depois do almoço, todos acabaram pegando no sono. [ N/A: coisa de gente preguiçosa].


Capítulo 4 - It's beginning, the start of mission

foi a primeira a acordar. Levantou, trocou de roupa em silêncio para não acordar e foi para a cozinha procurar algo para comer. Dois dias tinham se passado desde a chegada dos meninos e eles se tratavam como se se conhecessem há muito mais tempo.
- Pensei que fosse a única acordada a essa hora da manhã. – Finnigan falou ao sentir a presença de alguém na cozinha.
- Na verdade, acabei de acordar, fiquei com vontade de fumar. – Zayn falou sentando-se na bancada.
ficou de frente para o garoto e percebeu que ele estava sem camisa, revelando, assim, as tatuagens, o abdômen definido [n/a: Ê que abdômen hein, parei] e a cara de sono.
- Você não tem cara de quem fuma. – riu de lado, colocando um pouco de suco em dois copos e entregou um para Zayn.
- Você também não. – Zayn riu quando viu que surpreendeu a garota.
- Como você...?
- Pelo pouco tempo que passamos juntos, você toma bastante café e tá sempre com algo na boca. – deu de ombros. – Sou assim também.
- Uau! – ela falou impressionada. – Você é bem observador.
- Só presto atenção no que me interessa. – ele sorriu, mas percebeu o quão errado era se envolver com a garota. Ela era linda e provavelmente tinha um monte de garotos interessados por ela. – Você e as meninas são interessantes, são enigmáticas. – concertou o que disse anteriormente.
sentiu um embrulho no estômago ao escutar o restante da frase do garoto. Ela havia pensado que tinha rolado um clima, mas foi burra o suficiente para acreditar nisso, mas por outro lado foi bom, afinal, ela tinha que ser profissional e não podia se envolver com algum dos meninos.
- Com o tempo você desvenda os mistérios. – ela riu tentando descontrair.
- Quem sabe. – ele sorriu.
- Oi, estou atrapalhando alguma coisa? – Niall apareceu na cozinha com a maior cara de sono e o cabelo todo bagunçado.
- Não. – respondeu pulando da bancada.
- Eu vim pegar algo para comer. Acordei com fome. – Niall suspirou, indo em direção ao armário e pegando um pacote de bolachas.
- Como sempre com fome, Niall. – Zayn brincou.
- Ah, você sabe, estou em fase de crescimento. – Horan sorriu.
- Crescimento lateral, meu caro. – Finnigan falou entrando na brincadeira.
Niall mostrou a língua e começou a comer.
- Você e a são muito parecidos, comem mais do que o exército americano em fase de guerra. – riu.
- Credo, , nem é pra tanto... A dorme amarrada, isso sim. – reclamou entrando na cozinha.
- Olha quem acordou! – Malik sorriu.
- Quem? - Guthier perguntou, olhando para trás e não encontrando ninguém.
- Você, sua lesada. – riu.
- Ah, é! , você sabe que eu sou lesada quando eu acordo. – reclamou.
- Tanto faz. – Finnigan deu de ombros.
Os quatro resolveram ficar na sala vendo algum programa de TV, até que, pouco a pouco, o restante da turma acordou.
- Lembrei! – Louis gritou depois de um tempo assistindo a maratona de Supernatural com o pessoal.
- Do quê? – Liam perguntou.
- Vocês lembram-se do vídeo que eu gravei naquele dia na Itália? Talvez a gente possa mostrar a ela. – Tomlinson falou para os amigos.
As meninas escutavam a conversa, curiosas, mas nenhuma delas havia entendido o que Louis quis dizer com aquilo.
- Que vídeo? – foi a primeira a perguntar.
- Nós gravamos, na verdade, o Louis gravou a cena do crime. Os grandões matando o cara magrelo. – Zayn explicou.
- Onde está esse vídeo? – perguntou hesitante.
- No meu celular. – Louis respondeu.
- Ótimo, nos mostre o vídeo. Isso, com certeza, vai nos ajudar com a missão. – sorriu de lado.
- Um grande avanço. – concordou.
- Mas tem uma coisa: os caras falam em italiano, então acho difícil vocês entenderem. – Harry comentou.
- Não quando nós falamos mais de três línguas. – riu.
- Fora nossas línguas maternas, nós falamos italiano, latim, espanhol e alemão. – sorriu.
- Vocês são incríveis, sabiam disso? – Zayn falou, embasbacado com a inteligência das garotas.
- Eu sabia, mas é legal ouvir isso de vez em quando. – sorriu. – Mas agora precisamos do vídeo.
- Ok, eu vou pegar. – Louis falou de pé.
- Encontre-nos no subsolo, na sala da . – pediu.
- Ok. – Tomlinson assentiu e subiu a escada correndo.
Os nove jovens ficaram de pé e rumaram para a sala de computadores. abriu a porta que dava para o subsolo e todos desceram as escadas e entraram na sala.
- , liga o computador; , liga o telão; , preciso que ligue o projetor. Sentem-se e, , apague as luzes. , você cuida da tradução. – ordenou.
As meninas faziam rapidamente o que Hastings mandava. Em pouco tempo os equipamentos estavam devidamente ligados.
- Pronto. – Louis disse ao entrar na sala com o Iphone em mãos.
- Joga o telefone. – pediu.
- Mas ele vai cair...
- Joga logo. – Smith revirou os olhos.
Tomlinson jogou o aparelho por cima da cabeça dos amigos e caiu certinho na mão da garota.
- Achei o vídeo. – comemorou. – Louis, preciso da sua senha de acesso.
- Passem o caderno para a . – pediu.
Com tudo pronto, iniciou o vídeo, anotava a tradução e o restante prestava atenção no vídeo. Assim que o vídeo acabou, Orellano entregou o caderno às garotas. Os meninos assistiam a tudo em silêncio, pois qualquer coisa que tirasse a concentração delas, faria com que elas matassem um.
- , eu preciso que você dê um zoom na van. – pediu.
A agente Smith fez o que lhe foi pedido. Na tela onde foi dado o zoom, apareceu o perfil de um rosto masculino.
- Esse rosto é familiar para mim. – comentou.
- Para mim também. – concordou.
- De acordo com meu computador, esses dois trogloditas são Gregório Mantinni e Agnelo Lorenzzo. – avisou.
- O que eles falavam? – Zayn perguntou, curioso.
- Falavam sobre um assalto, eles procuram pelo dinheiro. – respondeu.
Cada menina agora mexia em seu computador.
- Para que roubar dinheiro com um assalto assim? Eles são mafiosos, eles podem fazer lavagem de dinheiro, desviar de contas bancárias, mas assaltar banco assim... Acho que não é só isso. – Niall falou ficando de pé.
Todos, sem exceção nenhuma, olharam boquiabertos para o garoto loiro.
- Como você chegou a essa conclusão? – Liam perguntou abismado.
- Lógica. – Horan deu de ombros.
- Ele está certo, o cofre roubado é de um ex-agente da Interpol britânica, Carter McCurty. – falou, virando o computador para que todos vissem.
- Eu me lembro dele! McCurty era encarregado de guardar as informações confidenciais da Interpol. – falou estalando os dedos.
- Eu sabia que um dia 007 ia me ajudar em algo. – Niall sorriu.
- Espera! Se eles roubaram o cofre do ex-agente, é por que havia muito mais coisas além do dinheiro. – Louis comentou.
- Verdade, talvez o dinheiro fosse apenas parte do roubo. – Harry concordou.
- Assim eles ficariam preocupados em achar o dinheiro e esqueceriam-se do que é realmente importante e que foi roubado. – falou, completando a linha de pensamento dos meninos.
As meninas se entreolharam perplexas, nunca que elas imaginariam que cinco meninos famosos seriam tão bons quanto eles. As cinco meninas bateram palmas para eles.
- Vocês seriam ótimos agentes, se não fossem cantores. – falou depois de abraçar Louis.
- Somos fodas e versáteis. – Zayn riu.
- Garotos multiuso. – concordou.
- Esperem! – gritou ao prestar atenção no telão e ver o rosto do cara da van.


’s Pov On -

Como num flash, eu me lembrei daquele rosto, daquelas feições tão perfeitamente adequadas. Senti meu estômago dar uma volta de 360º. Definitivamente era ele, senti um frio horrível na espinha.
- É ele. – falei com a voz fraca.
- Ele quem? – perguntou preocupada.
- Roman, é ele, o cara da van. – minha voz saiu praticamente um sussurro.
- Quem é esse tal Roman? – Harry perguntou preocupado.
- Filho de uma puta. – grunhiu nervosa. – Eu sabia que não ia durar muito.
- , calma. – pedia.
As vozes de todos estavam ficando abafadas, minha visão estava escurecendo. Eu me apoiei em Styles, pois era o mais próximo a mim, mas não aguentei, a escuridão me tomou e então desmaiei.
Acordei meio tonta, eu estava em meu quarto, lembrei o por quê de ter vindo parar aqui e comecei a chorar. Eu sentia culpa, era isso: culpa, pura culpa. A porta do quarto foi aberta, Harry entrou e sorriu a me ver acordada, mas seu sorriso desapareceu ao ver que eu estava chorando.
- , o que foi? – ele perguntou preocupado.
- É minha culpa, Harry! Roman está de volta, ele sabe que estou cuidado do caso e vai fazer de tudo para acabar comigo. – falei entre soluços.
Harry sentou-se na ponta da cama e me abraçou. Eu não sei direito o por quê, mas seu abraço me confortou.
- Ele vai machucar as meninas, ele vai machucar vocês. – a culpa me invadiu. Eu odiava chorar na frente dos outros e parecer fraca, mas dessa vez eu não pude aguentar.
- , ele não vai machucar as meninas, elas são boas e sabem se defender e, quanto a nós, bem... Isso nós damos um jeito. – ele falou, me soltando e secando minhas lágrimas.
- Você não o conhece. – falei rouca.
- Me conte quem é ele. – Harold pediu segurando meu rosto.
- Não posso... Não consigo, Harry. Não me peça isso, por favor. – minha voz saiu chorosa. Lágrimas teimosas saiam dos meus olhos [ n/a: Ah vá, pensei que fosse do ouvido].
- Ok, não precisa ser agora, mas saiba que eu estarei aqui. – ele sorriu.
Senti-me protegida como nunca tinha sentido antes. Eu sabia que era a minha função protegê-lo e não o contrário, então custe o que custar, eu protegeria os meninos e não seria fraca em relação a Roman.
- Obrigado. – sorri e abracei Harry.
A porta foi aberta por e , fazendo Harry se afastar de mim, assustado.
- Harry, nós precisamos conversar com a ela. – falou docemente.
- Ok, eu vou estar na sala. – ele assentiu e então saiu do quarto.

’s Pov On
Harry desceu as escadas com uma sensação estranha, de que o tal Roman devia ter feito alguma coisa terrível com .
- , posso perguntar uma coisa? – Styles perguntou, sentando-se ao lado da garota, no sofá.
- Pode sim. – ela sorriu.
- O que esse tal de Roman fez para a ? Por que ela reagiu daquele jeito? – o garoto perguntou, curioso.
Liam, Louis, Niall e Zayn pararam de jogar vídeo game e prestaram atenção na futura resposta da garota.
- História complicada, mas da última vez que eles se encontraram, resultou em tímpanos perfurados, maxilar deslocado, quatro costelas e clavícula quebradas e vinte pontos no supercílio. – a garota respondeu naturalmente.
- Ele fez isso com ela? – Liam perguntou horrorizado. Se fosse isso mesmo, então era motivo o suficiente para que ela agisse daquele jeito.
- Não! Na verdade, ela é quem deu uma surra nele. – explicou.
- Wow! Ela fez tudo aquilo? – Niall perguntou.
Hastings concordou com a cabeça.
- Ela é durona. – Louis comentou.
- Sim, ela é... E eu me orgulho muito. – sorriu.
- Por que ela reagiu daquele jeito, então? – Zayn perguntou confuso.
- Como eu disse... Longa história. – a garota suspirou.
Harry ficou inquieto ao receber a resposta de , algo muito estranho estava acontecendo e não só ele, mas os meninos também perceberam isso.

Alguns minutos mais tarde, , e desceram sérias. Na sala, agora, se encontravam os meninos mais e .
- Gente, nós precisamos conversar com vocês. – informou, chamando a atenção de todos.
- Pode falar, . – encorajou a amiga.
- Primeiro, preciso que se sentem. - Smith pediu.
Os sete se sentaram no sofá. , e permaneceram de pé.
- Nós chegamos a uma conclusão em relação a segurança de vocês. – começou.
- Vocês são cinco e nós também, portanto, resolvemos que cada menina ficará responsável por um menino. Ainda não decidimos quem fica responsável por quem, mas será assim, até que esteja tudo resolvido. – explicou.
- Eu gostaria de saber por que vocês estão agindo assim. Quem é esse tal Roman? – Niall perguntou, impaciente.
- Quanto menos vocês souberem, menos riscos vocês correm. – respondeu com a voz rouca devido ao choro.
- Nós estaremos na cola de vocês em eventos, entrevistas, tudo, sem exceção. – falou.
- Até na hora do banho? – Louis perguntou.
- Bem que a gente queria, mas não podemos. – falou, mas recebeu um pedala de em seguida. – Autch!
- Se controla, Srta. Mente Pervertida. – Orellano repreendeu-a.
- Ué, mas é verdade. – Finnigan deu de ombros. – E eu sei que você pensou a mesma coisa. – a agente acusou, fazendo corar e os outros rirem.
- Espera, mas como faremos isso sem sermos notadas? – perguntou se curvando para frente.
- Verdade, por que assim, nós somos famosos, temos uma legião de fãs e vocês são gatas, bem fácil de serem notadas. – Zayn explicou, fazendo as garotas sorrirem com o elogio.
- Obrigada pelo “gatas”. – agradeceu. – Quanto a isso, nós usaremos roupas normais, deixaremos nossos uniformes de lado. – Hastings explicou.
- Vocês têm uniformes? Liam perguntou curioso.
- Como todo bom agente, sim, nós temos. – sorriu dando uma piscadela, fazendo o garoto corar.
- Nossos uniformes são bem diferentes, nós personalizamos de acordo com os nossos gostos. – explicou.
- Então, voltando ao assunto, quem vai proteger quem? – perguntou ansiosa.
- Eu estava pensando, que tal os meninos escolherem? – sugeriu.
- Boa ideia. – falou, batendo um high-five com a amiga.
- Posso escolher primeiro? – Niall levantou a mão, afobado.
- Pode! Quem você quer, Niall? – riu da empolgação do menino.
- Eu quero a . Ela é legal e bonita, e ela usa arco e flecha. – ele respondeu. Hastings corou imediatamente.
- Ok, Horan e Hastings. – anotou na agenda que ela sempre carregava no bolso.
- Louis, você escolhe quem? – perguntou, cruzando os braços.
- Eu tenho medo de todas vocês, especialmente da , mas a que eu menos tenho medo aqui é a , então eu a quero. – o garoto respondeu fazendo a garota sorrir.
- Guthier e Tomlinson. – falou em voz baixa, anotando os nomes.
- E você, Harold, quem você quer como sua fiel protetora? – perguntou fazendo graça.
- . – ele respondeu fazendo a menina se engasgar com a própria saliva e começar a tossir.
- Levanta os braços que passa. – disse demonstrando. – Isso.
- Ok, Orellano e Styles. – confirmou com a voz baixa.
- Posso escolher? – Liam perguntou erguendo a mão como uma criança.
- Fala, Liam. – riu da animação do garoto.
- Ok, eu quero a . – Liam explicou e ficou corado assim como ao perceber que todos os olhavam. – O que foi? Ela é bonita e inteligente. – ele deu de ombros.
- E ele deve estar afim dela. – Harry cochichou para .
- Smith e Payne confirmam. – dessa vez foi quem falou em voz alta com a intenção de envergonhar mais a amiga e fazendo todos rirem.
- Idiota. – falou, dando um tapa na testa da amiga.
- Eita, mas é verdade! – Orellano se defendeu.
- Bom, sobramos só nós dois. – Zayn falou coçando a nuca.
Finnigan virou-se para ele e encontrou aqueles lindos olhos cor de mel, que fizeram ela se arrepiar por inteiro.
- Sim. – ela sorriu envergonhada.
- O que temos para amanhã? – perguntou, quebrando o silêncio que tinha se instalado no lugar.
- Entrevista na PopSugar. – Liam respondeu.
- Sessão de fotos depois e autógrafos naquela livraria. – Niall completou.
- Nesse meio tempo, nós estaremos lá, algumas de nós estarão vestidas de fãs. – assentiu.
- Precisam de alguma coisa? – Harry perguntou.
- Não, nós já providenciamos tudo. – sorriu.
- Ok. – Styles concordou.
Depois disso, as meninas desceram e prepararam as coisas para o dia seguinte, desde dos carros que usariam a lugares que elas ficariam e roupas que vestiriam.
- Quem vai preparar a janta hoje? – perguntou ao chegar na sala, encontrando todos, menos , jogados no sofá e no chão.
- Eu pensei em pedir pizza. - sugeriu no topo da escada.
- Boa ideia. – Niall falou animado. – Mas quantas pizzas serão necessárias?
- Três, talvez. – falou, fazendo uma conta rápida.
já tinha em mãos o telefone e discava o número da pizzaria.
- Alô, Pizza Hut? Eu quero três pizzas: uma de pepperoni, uma de queijo e outra de brócolis. – já pedia. – Anote o endereço...
Depois de ter feito o pedido, os dez jovens esperaram pacientemente pela chegada do “jantar”.
- Qual é o plano para amanhã? – Liam perguntou.
- levará vocês de van, ela será a motorista. ficará como fã no meio da multidão, e serão clientes na livraria e eu ficarei no restaurante do hotel, do outro lado da rua, monitorando a entrada do local. – Smith explicou pacientemente.
- E durante o tempo na PopSugar? – Niall perguntou.
- e tomarão conta da porta externa, tomará conta da porta e eu serei a assistente de maquiagem enquanto a espera por nós na livraria. – Mylena sorriu.
- Me sinto tão importante com toda essa preocupação. – Louis falou.
- Sinta-se, pois isso só acontece uma vez na vida. – brincou.
- Hey! Eu sou importante, ok? – Tomlinson falou, jogando uma almofada na direção da garota, mas acertando sem querer em , que estava ao lado de Orellano.
- Hey! Não me envolva na confusão, não! – gritou e jogou a almofada na cara de Liam, sem querer. – Ops!
- O que eu tenho a ver com isso? – ele perguntou com os olhos arregalados. – Não ria de mim! – Payne protestou jogando a almofada em e, assim, começando uma guerra de almofadas que se estendeu até as pizzas chegarem.
- Vou lá pegar as pizzas. – falou já de pé.
- Eu te ajudo. – Liam se ofereceu.
Os amigos ficaram lá dentro, com sorrisos maliciosos nos rostos.
- Me bateu uma fome. – Smith comentou fechando a porta.
- Em mim também. – Liam concordou.
O garoto estava nervoso por estar perto de uma garota tão especial como . Nesses dois dias morando sob o mesmo teto, ele pôde perceber o quão diferente das garotas que ele conheceu ela era. era inteligente e fofa ao mesmo tempo, ela sabia ser adulta e menininha ao mesmo tempo e cuidava das meninas como se fossem suas irmãs mais novas.
Ao chegarem ao portão, o entregador desceu da moto, sentiu um frio na espinha ao ver parte do rosto do entregador com uma enorme cicatriz, que ia do supercílio ao queixo, algo nele a deixava intrigada.
- Uma de pepperoni, uma de queijo e outra de brócolis? – o homem perguntou com um sotaque diferente do inglês, ou do irlandês, mas ainda sim muito familiar.
- Isso. – sorriu educadamente.
- Cinquenta libras. – o homem informou.
- Aqui. – Liam entregou o dinheiro antes da garota.
- Hey, eu ia pagar. – ela protestou.
- Sou um cavalheiro, não deixarei uma dama, como você, pagar. – Liam respondeu guardando a carteira enquanto pegava as pizzas.
- Obrigado. – o entregador falou subindo na moto.
- Nós que agradecemos. – sorriu educadamente.
O entregador ligou a moto e então foi embora, deixando o casal sozinho na rua vazia.
- Vamos entrar? Daqui a pouco os esfomeados vêm nos atacar. – Smith perguntou.
- Depois de você, senhorita. – Payne falou fazendo a garota rir.
- Obrigado, senhor. – ela respondeu rindo.
Depois de fecharem o grande portão de ferro, Liam e seguiram em meio a brincadeiras para dentro de casa.
- Comida! - Niall falou animado.
- Eu pego os pratos e talheres. – falou se levantando.
- Eu te ajudo. – Horan também se levantou.
- Eu vejo casais sendo formados. – comentou baixinho com .
- Não é a única vendo isso, querida. – Guthier falou com seu sotaque.
Depois de Niall e retornarem a sala com os talheres e refrigerante em mãos, todos atacaram as três pizzas. Uma cena típica de jovens normais, isso, é claro, se eles fossem normais.
- Vamos fazer perguntas uns para os outros, assim a gente se conhece melhor. – propôs.
- Não! Nós contamos tudo sobre nós, agora queremos que vocês contem sobre vocês. – Harry negou.
- Eu não sei... – falou com medo das possíveis perguntas sobre Roman.
- Ah, , vai ser legal. – falou fazendo biquinho.
- É, . – falou fazendo o mesmo biquinho.
- Parem com os biquinhos, senão eu aceito. – Orellano bufou.
- Todos façam biquinhos para a amolecer. – Louis falou. Os outros fizeram biquinhos, o mais engraçado era Niall que exagerava no biquinho e piscava os olhos.
- Ok. – bufou . – Aceito.
- Uhul, isso ai, conseguimos! – comemorou, batendo um high-five com Zayn. Os outros comemoraram também, mas de forma menos agitada como Guthier.
- Ok, parem com a babaquice e vamos começar. – ordenou.
- Quem começa? – perguntou.
- Eu! – Zayn falou primeiro.
- Manda. – inclinou a cabeça para o lado.
- Banda e cantor favorito? – Malik perguntou.
- Hãn, não sei, acho que The Maine é minha banda favorita; John O'Callaghan é lindo demais e a voz dele me seduz. – suspirou.
Liam não aprovou muito o jeito que proferiu o nome do vocalista do The Maine, no fundo ele desejava que ela dissesse o nome dele e não o de O’Callaghan, então fechou a cara.
- The Beatles, eu acho, e Caleb Followill como cantor. – Guthier respondeu num suspiro.
- McFly é a minha banda favorita. – soltou um gritinho. – Só não sei se escolho Danny Jones ou John Mayer como cantor favorito... Eu adoro uma voz rouca, então não sei qual dos dois. – Orellano suspirou.
- Harry, você tem chance, viu. – Louis falou, dando uma cotovelada e fazendo a garota corar.
- Verdade, o Styles tem a voz rouca. – riu. – Olha, , já tem um cantor com voz rouca perto de ti.
- Ok, já podem ficar quietos que eu estou ficando envergonhadinho. – Harry falou com as bochechas coradas.
- Oh, meu Deus, Harry Styles com vergonha? O fim do mundo foi antecipado? – Zayn caçoou.
- Foquem na brincadeira, ok? Voltem a fazer as perguntas para as meninas e me deixem em paz. – Harry respondeu fazendo birra.
- Ok, menino mau. – Liam riu. – Voltemos às respostas.
- Ok, minha banda favorita é provavelmente My Chemical Romance e Adam Levine como cantor. – Finnigan respondeu. – Ah, Adam, como pode ser tão lindo? – a garota suspirou.
- Concordo contigo, o Adam é lindo, mas, tipo assim, eu andei escutando umas músicas de vocês e como minha banda favorita muda de tempos em tempos, acho que dessa vez a minha favorita é a One Direction. Sabe, eu super curti o som de vocês. – respondeu, recebendo um coro de “Ouns” dos meninos.
- Que legal! – Niall sorriu pela descoberta. – Obrigado.
- De nada, garoto anjinho. – Hastings respondeu, fazendo o garoto corar instantaneamente. Ela tinha achado Niall a coisa mais fofa desde o primeiro dia, teve de conter sua vontade de morder a bochecha do garoto quando o viu.
- Ok, próxima pergunta. – pediu.
- Se vocês não fossem agentes, o que seriam? – Liam perguntou.
- Não me consigo ver fazendo outra coisa. – Guthier franziu o cenho.
- Palhaça seria uma boa opção para a . – brincou, recebendo um tapa na nuca da amiga. Todos riram da piada de Orellano.
- Eu, provavelmente, seria professora. – respondeu colocando dois dedos embaixo do queixo.
- Eu gostaria de ser cantora, ou sei lá. – respondeu dando de ombros.
- Advogada. – respondeu. – Defender pessoas, fazer as coisas certas, seria legal. – explicou.
- Médica seria uma boa opção. Talvez eu goste de salvar vidas. – sorriu de lado.
- Só eu esperava algo mais agitado do que esses empregos? – Louis perguntou.
- O que você esperava de nós? – perguntou, erguendo uma sobrancelha e cruzando os braços.
- Epa, hoje é o nosso dia de perguntar. – Harry negou.
- Tanto faz. – Finnigan rolou os olhos.
- Minha vez. – Niall comentou alegre. – Filme favorito?
- Moleza. – riu. – A Fantástica Fábrica de Chocolate. – repondeu.
- Óbvio, é sobre comida. – zoou a amiga.
- Besta. – falou mostrando língua.
- Lilo & Stitch é tão fofinho, é meu favorito. – respondeu.
- Os Vingadores é um filme bem legal, Capitão América e Thor, Deus os abençõe. – falou, se abandando e encostando a cabeça no ombro de . - Sim, os Chris’s são tão lindos. Por que Deus não me manda um daqueles? – Guthier concordou. Louis e Zayn fecharam a cara com o que as meninas tinham dito. – Mas eu prefiro assistir a Saga Crepúsculo com a ; não sei se é o preferido dela, mas é mais emocionante assistir com ela, porque a gente atua.
- Isso ai, Alice. – falou, batendo um high-five com . – Eu sou a Bella. Voltando ao assunto, o meu filme favorito é a Bella e a Fera... – Orellano recebeu vários olhares espantados dos meninos. – Antes que façam alguma gracinha, sim, eu gosto da história e, por mais que pareça estranho, eu ainda espero encontrar alguém como a Bélle encontrou. – explicou.
- Muitas revelações. – Harry balbuciou.
Os jovens ficaram nessa brincadeira até que reclamou de sono:
- Já está bem tarde, precisamos dormir. – bocejou.
- Sim, amanhã o dia será bem longo. – concordou.
- Sim. – Liam concordou.
Os dez se coloram de pé s subiram a escada, sendo Beatriz a responsável por trancar a casa e desligar as luzes. Zayn e Liam seguiram para o quarto deles; Louis e Harry para o deles e Niall deu graças a Deus por dormir sozinho.
Depois de se despedirem dos meninos, e entraram no seu quarto, e dormiam no mesmo quarto e , por ter sido a mais rápida quando o assunto foi escolha dos quartos, dormia sozinha.


Capítulo 5 - One day in their lives

's Pov On
Acordei com o despertador tocando. Levantei-me rapidamente e coloquei o meu disfarce. Me senti uma menininha entrando na puberdade com aquelas roupas de boy bands.
- Você está uma gata com essa roupa. – me zoou, saindo do banheiro já com a roupa dela.
- O fandom que me perdoe, mas isso aqui é muito a mais. – falei fazendo careta. riu da minha cara, palhaça, só por que sou EU quem está vestindo essa roupa.
- Se elas escutarem isso, você é uma agente morta. – ela brincou. – Já pegou a sua arma?
- Já. – respondi levantando o moletom e mostrando a pistola padrão da polícia presa ao short.
- Ok, vamos. – então saímos do quarto.
Ao descermos a escada, reparamos que Orellano estava na sala.
- Que gatinha. – caçoou a me ver com aquela roupa.
- Você também está ridícula com essa roupa. – respondi.
- Hey, só esse óculos que fode com a minha aparência, mas eu to super style. – ela falou girando 360° graus.
- Alguém me chamou? – Harry apareceu na sala. fechou a cara, fazendo eu e rirmos. Na noite anterior, Harry ficava provocando e os dois trocavam farpas, por isso ela agiu daquele jeito.
- Estou indo para a cozinha. – falou ignorando Harry.
- Bom dia. – sorri ao ver os meninos descendo a escada.
- Bom dia. – eles responderam.
- Wow! – Louis brincou ao me ver.
- Se for para zoar, então nem gaste saliva. – falei fingindo estar brava.
- Own, ela ‘tá bravinha. – veio correndo me abraçar. Ela estava na cozinha antes.
- , você está me machucando! – falei com dificuldade.
- Ops. – ela falou se afastando.
- Guthier, que roupa é essa? – gritou ao ver a roupa de .
usava uma roupa bem fofinha, era o tipo de roupa que todas nós estávamos acostumadas a ver usando.
- Meu disfarce. – Guthier deu de ombros.
- Muito indecente. – acusou.
- Porém, muito sexy. – Louis completou.
- Viu, ele gostou. – se defendeu.
- Ele é homem... Eu acho. – rebati. Louis me mostrou língua.
- Nós estamos atrasados. – falou aparecendo na sala.
- Bom dia! – Niall pulou na frente dela.
- Bom dia, coisa fofa. – falou apertando a bochecha dele. Sério, ela deve ser bipolar... Até agora ela estava séria, daí chega o Niall e diz 'bom dia' e ela vira a pessoa mais fofa do mundo, só pode ser louca.
- Autch! – Niall reclamou passando a mão na bochecha.
- Vamos! – apressou.
Seguimos para a garagem, que ficava em um tipo de galpão ao lado da mansão.
’s Pov Off

No galpão, que as meninas usavam como garagem e arsenal, havia seis carros - um para cada menina - mais a van, três motos, sendo uma de , outra de e uma de .
- Pegaram as armas? – perguntou, pegando um capacete para ela e outro para .
- Sim. – , e responderam.
- , põe meu arco na van? – pediu.
- Tudo bem. – Guthier disse guardando o arco no veículo.
- Como assim vocês têm todos esses veículos? – Zayn perguntou embasbacado. Os meninos não conseguiam acreditar na quantidade de carros que tinha ali e o mais impressionante é que eram carros bem caros.
As meninas se entreolharam e sorriram.
- Quando se é um agente secreto, você arrecada muito dinheiro. – riu.
- Nossos pais são agentes, ou seja, dinheiro em triplo. – Guthier sorriu.
- Quem está pensando em largar a carreira de cantor e virar agente? – Liam perguntou atônito.
As garotas gargalharam ao ver que os cinco levantaram as mãos em resposta.
- , você vem comigo de carro; vai com a de moto e com os meninos na van. – informou.
Depois de subirem na moto, entrarem no carro e van, os dez jovens rumaram para o estúdio da PopSugar.
A sessão de fotos e entrevista durou, em média, duas horas. Depois os nove jovens seguiram para a Waterstone’s Piccadilly, uma das maiores livrarias da Europa em espaço físico - possui oito andares, seis deles dedicados aos livros.
Cada menina tinha um ponto eletrônico, por onde se comunicavam entre si.
- Todas em posição. – ordenou.
- Ok. – todas responderam ao mesmo tempo.
e passeavam pela livraria quando a gritaria começou em sinal da chegada dos meninos ao local.
- Meu Deus, essas meninas gritam feito loucas. – falou abismada.
- Se fosse o McFly, eu faria a mesma coisa. – deu de ombros.
- Fiquem de olho e vejam se acham algo suspeito. – ordenou no ouvido das garotas. Smith se encontrava no restaurante do hotel Le Meridien Piccadilly, um dos mais caros de Londres que, por sinal, ficava de frente para a livraria.
- , vá para o terceiro andar que eu fico com o quarto. – ordenou.
Hastings assentiu e foi para o local que foi mandada. Ela tinha uma pequena balestra em suas costas por debaixo da blusa.
- Nada aqui. – avisou.
- Aqui está tudo normal e, uau, esse lugar é enorme! – falou impressionada.
- Eu acho que vou ser esmagada por essas garotas. – reclamou no primeiro andar.
- Fandons. – riu dentro do carro.
- Concentrem-se, meninas. – pediu.
No andar de baixo, estava ficando surda pela gritaria. As fãs tinham um ótimo pulmão. Por que gritar daquele jeito, Deus do Céu? Haja fôlego!
Depois de cinco minutos tentando ver os garotos, finalmente os avistou autografando CDs, camisetas, livros etc. Finnigan jurou ter visto uma calcinha ter sido autografada.
- Até uma calcinha! Dude, aquilo já é muito a mais. – falou impressionada.
- Mal sabem elas que nós moramos com eles. – falou do carro.
- Se soubessem, estávamos mortas. – concordou.
pegou um livro e um DVD para que fossem autografados.
- Olá. – ela sorriu para os meninos assim que conseguiu chegar perto deles.
- Olá, senhorita que nós não fazemos ideia de quem seja. – Louis falou sem querer.
- Oi, Louis. – falou lançando-lhe um olhar de pura censura. – Podem autografar isso para mim?
- Seu nome, querida? – Zayn perguntou com um sorriso engraçado.
- . – a garota sorriu cúmplice.
No carro, batucava no volante, morrendo de tédio. Os meninos estavam lá dentro da Waterstone’s por duas horas, ela já tinha ficado de bunda quadrada. O pior de tudo é que nada havia acontecido.
- , estou indo ficar com você, o pessoal aqui do Le Meridien deve estar pensando que eu sou uma louca que fala sozinha. – informou.
- Tudo bem. – concordou.
- Sério, nunca mais me deixem sair sem minhas lentes de contato, eu fico com cara de lesada com esses óculos. – reclamou de dentro da livraria.
- , você tem cara de lesada; é uma coisa que só muda quando você morre. – comentou fazendo as garotas rirem.
- Já pode trabalhar no circo, palhaça. – falou ofendida.
entrou na van e cumprimentou .
- Galera, saindo da livraria, homem alto com cicatriz no rosto, me parece bem suspeito. – informou.
- Orellano, vai atrás dele. – mandou.
- Deixa comigo. – a garota concordou e saiu da livraria seguindo o cara com cuidado.
- E ai, ? – perguntou.
- Estou na Jermyn Street. O cara aprontou algo, ele fica olhando para os lados de cinco em cinco segundo. – Orellano informou.
- Fica na cola dele, estou indo de encontro com você. – avisou.
- Ok. – respondeu.
Dentro da livraria, os meninos sorriam, tiravam fotos e autografavam coisas quando perceberam e sairem do local com caras não muito boas.
- , o que aconteceu? – Niall perguntou assim que a menina se aproximou.
- Um cara suspeito acabou de sair daqui, as meninas foram checar o que houve. – a garota respondeu tentando acalmar o garoto.
Alguém esbarrou em , fazendo que os livros que ela segurava cairem.
- Cuidado. – falou, se abaixando para pegar os livros.
- Foi mal. – uma voz masculina respondeu. olhou para cima e viu um garoto que aparentava ter sua idade estendendo uma mão em forma de ajuda.
- Tudo bem. – Hastings sorriu, levantando-se com a ajuda do garoto. Ele tinha grandes olhos azuis e cabelos louros cacheados e algumas sardas espalhadas em suas bochechas. – Obrigado. – ela ainda mantinha o sorriso nos lábios.
Niall não havia gostado do sorriso da garota ao ver o menino que esbarrou nela. Algo naquele sorriu o incomodava, talvez pelo fato de que ele estivesse com ciúmes.
- Ryan. – o garoto cumprimentou.
- . – a garota respondeu.
Horan sentou-se emburrado, fazendo algumas fãs o olharem curiosas.
- O que foi, duende? – Louis perguntou.
- Fui trocado pelo lorde inglês ali. – Horan bufou.
- Ciúmes, meu caro; isso o que você sente é ciúmes. – Harry riu.
- Eu? Com Ciúmes? De que? Ela quem tem que focar no trabalho dela. – Niall bufou.
No lado de fora, e bufavam frustradas, elas tinham perdido o cara de vista.
- Perdemos o cara. – informou as meninas.
- Ok, voltem. A tarde de autógrafos acabou. – informou no fone.
- Já estamos indo. – avisou, desligando o ponto eletrônico e o retirando.
- Aquele cara é bem estranho. – concordou. As duas voltavam calmamente para a Piccadilly Avenue.
- Com certeza. – Orellano assentiu. – Gostei das pulseirinhas. – falou apontando para o pulso da amiga.
- Eu também. – sorriu.
- Algum motivo especial por estar usando essa azul com o nome do Zayn? – perguntou.
- Não. – Finnigan respondeu rápido. – Eu só tinha a dele e essas aqui. – deu de ombros.
- Sei. – falou sarcástica. – Me dá a amarela?
- Por quê? – perguntou, erguendo uma sobrancelha ao ver o nome de Harry escrito na pulseirinha.
- Por que eu gosto de amarelo...? – Orellano respondeu com uma pergunta.
- Sei. – falou desconfiada.
- Ah, cala a boca e me dá logo. – Orellano falou irritada.
- Pega, senhorita TPM. – riu.
Viraram a esquina e encontraram apenas e em frente da livraria.
- Pensei que demorariam mais. – reclamou. – Estou com fome.
- Grande novidade. – revirou os olhos.
- Essa dorme amarrada, só pode. – riu.
- Ah, calem a boca. – bufou.
- Os meninos já foram. – Smith informou.
- Percebemos. – respondeu. – Vamos logo.
Na volta para casa, e resolveram passar no mercado para comprar ingredientes para um bolo. Enquanto e seguiram direto para casa.


Capítulo 6 - Kisses and provocations

- Banho, se prepare que ai vou eu! – Orellano gritou ao entrar em casa, assustando Louis, Liam, Zayn e Niall - os únicos que estavam na sala.
- Vai logo que o cheiro de desodorante vencido está vindo aqui. – Louis brincou fazendo todos rirem.
- Deve estar vindo daí, porque mesmo sem tomar banho, meu bem, eu cheiro muito bem. – se defendeu. – Diz a lenda que VOCÊS, europeus, que não gostam de tomar banho e cheiram muito mal.
- Hey, eu sou europeia também. – protestou.
- Eu sei. – riu.
- Nós somos cheirosos, ok? – Niall reclamou.
- Sei, sei... Com banho de perfume, meu amor, até eu. – Orellano riu. – Vou tomar banho. Bye, europeus fedidos. – a garota falou subindo a escada e recebendo várias almofadadas dos meninos e de .
havia sentido falta de duas pessoas naquela sala: e Harry. Pelo que ela sabia, estava treinando - como sempre - e Harry estava, provavelmente, no quarto dele.
- Pulseira bonita. – escutou a voz rouca atrás dela. O coração dela disparou ao ouvir a voz dele.
- Peguei da . – ela virou para ele, respondendo-o normalmente.
- Meu nome está escrito ai. – ele apontou.
- Sério? – ela perguntou corando. – Eu nem tinha visto. – mentiu tão bem que se não fosse pelas bochechas coradas, Harry não teria percebido.
- Finge que me engana que eu finjo que acredito. – Styles riu.
Eles estavam em uma distância considerada perigosa, apenas um passo a frente e eles se beijavam.
- Acredite no que quiser, docinho. – retrucou com a voz baixa.
- Minha teoria é que você me quer, só não sabe como dizer. – Harry falou com a voz extremamente sexy e fazendo a garota surtar internamente.
- Você é tão cheio de si, Harold. Já te disseram que você não é o único homem do mundo? – Orellano perguntou se aproximando mais.
- Já sim, mas às vezes eu gosto de pensar que sou o único. – ele sorriu de lado, um tanto quanto provocativo.
- Haha! Que dó, agora preciso ir, Senhor Único Homem do Mundo. – riu, se afastando e indo para seu quarto.
Harry bufou insatisfeito pela ação da menina. Por um momento, pensou que conseguiria provar o beijo de . Provoca, mas provoca bastante, que quando você não tiver como controlar, quem vai rir sou eu. Harry pensou.
- CHEGUEI, BANDO DE GENTE LINDA!!!! – gritou ao entrar em casa.
Os meninos olharam-na espantados. Eles nunca pensaram que seria tão maluca a ponto de gritar, isso parecia coisa da e não dela.
- Ô idiota, para de gritar feito retardada e me ajuda com as sacolas. – reclamou da soleira da porta.
- Só sabe reclamar. – bufou pegando algumas sacolas.
- Vocês compraram tudo isso? – Liam perguntou ao ver que tinham pelo menos umas quinze sacolas.
- Não... Sabe como é, ficamos com vontade de assaltar o mercado e aqui estamos. – Finnigan respondeu.
Os meninos cairam na gargalhada.
- Ignore-a Liam. – pediu trancando a porta.
Os meninos ajudaram a carregar as sacolas para a cozinha e guardar as compras também.
- Alguém viu a ? – perguntou entrando na cozinha.
- A última vez que eu a vi, ela estava indo treinar. – Niall respondeu.
- Muito obrigado, garoto com cara de anjo. – Hastings sorriu pegando uma maçã e depositando um beijo na bochecha de Horan que, por sua vez, corou. - Ui, ele tem cara de anjo! – Louis zoou assim que saiu.
- Ele recebeu um beijo na bochecha! – Zayn também brincou.
- Me deixem em paz, falou? – Niall riu, dando uma cotovelada nos meninos.
- Ok, meninos. Deixem o Niall, ele é o garoto com cara de anjo, precisa ser respeitado. – brincou, batendo um high-five com Louis e depois com .
- Até você, ? – Niall perguntou descrente.
- Foi mal, Nialler, mas eu precisava soltar essa. – a garota riu.
Depois de guardarem as coisas, os 6 foram para a sala onde encontraram Harry sentado no sofá, pensativo. Liam foi silenciosamente até ele e bateu palmas no ouvido do garoto que, no susto, caiu no chão.
- MONTINHO NO HAROLD!!! – Louis gritou.
Todos os seis se jogaram em cima do pobre garoto.
- Oba, montinho! – e falaram animadas ao chegarem à sala e depararem com a cena. Jogaram-se também em cima dele.
- SOCORRO! Seus gordos, eu estou morrendo! – Styles falou com dificuldade.
Os oito se levantaram e começaram a rir da cara do garoto. Harry estava cm o cabelo todo bagunçado e a roupa toda torta e amassada.
- Vocês pesam, sabiam? – Harry perguntou estalando as costas.
- Obrigado por nos chamar de gordas. – falou fingindo estar ofendida.
- Não chamei de gordas e sim de pesadas. Parecia que um elefante estava em cima de mim. – Styles respondeu.
- Nem é pra tanto, Hazza. – Zayn riu, se jogando no sofá.
- Um trator passou por cima dos nove? – apareceu na sala com cara de espanto. – E deu ré no Harry. – completou ao ver a cara do garoto, fazendo todos rir.
- Boa. – Louis falou batendo um high-five.
- Valeu. – Orellano sorriu.
- Engraçadinhos. – Harry bufou. – Eu vou tomar banho, com licença. – então subiu.
- Boa ideia, também vou... No meu banheiro, só pra constatar. – Zayn avisou subindo a escada. Todos na sala riram.
- Essa Coca-Cola ai deve ser Fanta. [n/a: HAHAHA' tô ligada que você riu ao ler isso. Eu tbm choro de rir quando alguém fala isso perto de mim, parei de me intrometer na história.]- comentou, fazendo a turma chorar de tanto rir. Definitivamente, eles estavam conhcendo o lado engraçado das meninas. - Vou fazer bolo, alguém quer me ajudar? – falou depois de se recuperar da crise de risos.
- Eu vou treinar agora, chuchu, então nem posso. – falou, seguindo para a porta automática preta que dava para o subsolo.
- Eu estou bem aqui vendo filme. – falou, levantando o braço.
- ‘To tão confortável aqui, mas eu acho que vou tomar banho também e tirar essa roupa de fã. – falou, ficando de pé.
- Acho que vou ficar fazendo companhia para a . – Louis falou fazendo joinha com a mão.
revirava os olhos a cada desculpa esfarrapada que eles davam.
- Eu te ajudo. – Liam se propôs.
- Eu acho que vou lá com a . – Horan falou, ficando de pé e entrando pela porta que, segundos antes, a menina passou.
e Liam seguiram para a cozinha, deixando Louis e assistindo filme na sala.
No campo de treino de , a garota tinha em mãos o seu precioso arco preto de metal e flechas explosivas.
- Mira, respira... Atira! – ela fala para si mesma, soltando a flecha que, em menos de dois segundos, atingiu seu alvo e explodiu, espalhando feno e madeira para todos os lados.
- Wow! – ouviu alguém dizer atrás dela.
A garota virou-se e encontrou Niall parado com as mãos no bolso da calça. Ele tinha um sorriso fofo que só Niall Horan tinha e que, particularmente, fazia suspirar.
- Flechas explosivas. – Hastings explicou, rolando uma entre os dedos.
- Não tem perigo de explodir agora? – o garoto perguntou, se aproximando cautelosamente.
- Não, elas só explodem quando o choque é grande. Ainda estão em fase de teste. – a menina deu de ombros.
- Você quer dizer que ainda não estão prontas? – ele perguntou receoso.
- Não, a estava trabalhando nelas junto com o pai dela, mas nós entramos em missão e, bem... Estamos sem tempo. – sorriu, sentando-se no chão. – Senta aí. – falou, batendo no chão ao seu lado para que o garoto sentar-se. E foi o que Niall fez.
- Isso é tão incrível! Ssabe, vocês cinco são tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais. – Niall falou, encarando os olhos cor de chocolate da garota.
- Nós nos completamos. – sorriu encantada. – Passamos por muitas coisas juntas; choros, risadas, brigas daquelas bem feias e desculpas das mais sinceras. – ela suspirou. – Eu tenho um enorme carinho por elas, sabe, e por ser a mais nova, eu tenho elas como símbolos de força.
- Você fica tão linda ao falar delas. – Niall falou, contemplando a garota.
- Obrigado. – a garota corou.
- E fica mais linda assim, coradinha. – ele sorriu, chegando mais perto e aproximando seus rostos.
- Eu já disse o quão encantador você é? – sussurrou.
- Não. – Niall riu baixinho.
- Você me encanta. – ela sorriu.
Então Horan selou o beijo, um beijo doce e terno sem segundas intenções, mas um beijo aguardado por ambos desde o dia em que se conheceram. Separaram-se por conta da falta de ar. sorriu, encarando os lindos olhos cor de safira que Niall tinha. Horan deitou-se na grama, puxando com ele.
- Nos conhecemos há pouco mais de três dias, mas eu sinto como se te conhecesse há mais de três anos. – o garoto comentou.
- Eu sinto a mesma coisa. – suspirou.
Ficaram assim por um bom tempo, até que a fome falou mais alto e resolveram entrar.


Na cozinha, e Liam batiam a massa do bolo de chocolate, ambos estavam cobertos de farinha de trigo depois de um a guerrinha.
- Eu vou levar um tempão pra tirar a farinha do meu cabelo, Liam. – Smith reclamou.
- Foi você quem começou. – Payne se defendeu.
- Mas você virou quase o saco todo de farinha em mim. – falou fazendo bico.
- Por que você jogou fermento em mim. – Liam riu.
- Só queria ver se você crescia. – brincou.
Depois de um tempo, a menina enfiou o dedo na massa e passou no rosto de Liam.
- Hey! – Liam protestou.
- Agora você tem chocolate no rosto. – sorriu sapeca.
- Vem aqui. – o garoto falou abrindo os braços.
- Não, Liam, você está sujo de chocolate. – se encolheu.
- E eu vou ter sujar também. – ele disse chegando perto dela e passando sua bochecha no rosto da garota.
- Não! – ela gritou rindo. – Para, socorro! – Smith se debatia.
Liam começou a rir do estado da garota. Se duvidar, ela tinha farinha até na alma, e chocolate espalhado por sua testa e boca.
- Você está imunda. – o garoto gargalhou.
- Por sua culpa. – fez bico.
- Mas ainda continua linda. – ele sorriu se aproximando dela.
corou pelo elogio e sentiu que o seu coração podia explodir a qualquer momento. Desde o momento em que Liam entrou na sua sala, há três dias, ela sentiu uma sensação estranha e com essa aproximação, a sensação estranha voltou mais forte.
- Sabia que você fica mais linda quando sorri? – ele perguntou, colocando a franja dela atrás da orelha e encarando os grandes olhos verdes da garota.
- N-não. – ela gaguejou. Os olhos castanhos de Liam eram hipnotizantes para .
Liam se aproximou mais e segurou o rosto da garota para que ela não fugisse.
Isso é errado, eu não posso me envolver com ele. pensou, mas não conseguia nem sequer se mover. Liam beijou-a carinhosamente. O que é errado mesmo? Ah, que se dane! A garota jogou seus braços em volta do pescoço do garoto, aproveitando o beijo maravilhoso.
- Finalmente, ele tomou atitude. – Louis falou baixinho na porta da cozinha.
Ele e bisbilhotavam o casal. Na verdade, Tomlinson ia à cozinha pegar água quando viu os dois bem próximos e chamou , para que ela também visse.
- Eles são tão fofinhos. – falou com os olhos brilhando.
passava pela sala quando viu Louis e com as cabeças dentro da cozinha, mas com os corpos escondidos.
- O que você...? – perguntou um pouco alto. Fazendo Lou [n/a: Olha a intimidade] e pularem de susto.
correu e tampou a boca da amiga. Orellano fez um gesto de silêncio e apontou para a cozinha. - Vem ver. – cochichou.
viu a cena e teve de se controlar para não gritar um “Awn” bem alto.
- Venham, vamos deixá-los sozinhos. – Louis falou puxando as garotas.
Os três sentaram-se no sofá e fingiram que estavam vendo TV, até que alguns segundos depois e Liam apareceram na sala todos sujos e sorrindo.
- Vocês brigaram com os ingredientes? – perguntou.
- Você acha que se fosse briga, eles estariam com essa cara de quem dormiu com um cabide na boca? – Tomlinson riu, batendo um high-five com .
- O-oque...? – perguntou envergonhada.
- Deixa pra lá, só vão se arrumar para o jantar. – ordenou.
- Tudo bem. – Liam riu.
e Liam subiram para tomar banho no mesmo momento em que Harry e Zayn desciam, já trocados.
- Se sentem que eu vou explicar. – Louis pediu.
- A comida está pronta? – Niall perguntou, aparecendo na sala com . Eles estavam com as mãos dadas.
- Mais um casal, hãn? – perguntou. e Lou sorriram maliciosamente para o casal. Zayn e Harry também tinham o mesmo sorriso e gargalhava da cara de Hastings e Horan.
- Como assim 'mais um casal'?- perguntou, descendo a escada já de pijama. Zayn quase desmaiou ao ver o tamanho do pijama da garota, sua vontade foi de levá-la de volta para o quarto e evitar que os outros garotos vissem as pernas dela também.
- Ainda bem que está todo mundo aqui, assim o Lou conta tudo de uma vez. – falou.
- Por que eu? – o garoto perguntou.
- Porque a velha fofoqueira aqui és tu. – Orellano respondeu dando de ombros. Louis fez careta e ignorou o comentário.
Depois de explicar tudo, detalhe por detalhe, e ver os rostos chocados de todos os cinco, Louis, e riram.
- Finalmente ele tomou atitude. – Zayn comentou.
- E por falar em atitude, Niall não perdeu tempo, hein, garoto com cara de anjo. – Harry riu.
- Vai começar. – bufou, enterrando o rosto no peito de Niall.
- Quis beijar na boca, agora aguenta. – acusou.
- Pelo menos eles beijam na boca, nós estamos aqui chupando dedo. – lembrou.
- HÁ! Agora quem merece ser zoado? – Niall perguntou com um sorriso vitorioso.
- Ainda continua sendo você, Horan safadinho. – Louis falou fazendo voz afetada. Todos gargalharam e Niall mostrou o dedo do meio.
- também é bem espertinha. – riu. – Em menos de uma semana, conquistou o loirinho com cara de bebê.
- Se vocês não desencalham, não é culpa minha, ok? – falou mostrando língua.
- Autch, depois dessa eu vou fazer comida. – Orellano falou, ficando de pé.
- Eu te ajudo. - falou, seguindo a amiga.
Depois de prepararem a comida, e chamaram os amigos para jantar. Agora os focos das piadas eram Liam e .
- , você lembrou-se de tirar o bolo do forno? – perguntou enquanto se servia.
- Sim, a aproveitou e decorou o bolo com um monte de coisinhas coloridas. – respondeu.
- Parece um bolo gay. – fez careta e todos riram.
- A louça hoje é por conta dos garotos. – avisou.
- Por que nossa? – Niall perguntou.
- Porque eu não vi nenhum de vocês fazendo nada de útil na arrumação na mansão. – Guthier respondeu, atraindo olhares furiosos dos meninos.
- Nem você fez. – Louis acusou.
- Eu salvo sua vida, bebê. Quer coisa melhor? – ergueu uma sobrancelha de forma irônica.
- É, acho que a louça é nossa. – Harry se rendeu.
- Você se rende muito fácil, Styles. – Orellano riu.
- Se eu fosse você, eu não acreditaria nessa afirmação. – Harry sorriu desafiador.
- Uuuh... – houve um coro de suspense.
- Isso é um tipo de desafio, Mr Styles? – perguntou erguendo uma sobrancelha e se curvando na mesa para ficar mais próxima a ele.
- Quem sabe, Srta. Orellano. – Styles fez a mesma coisa que .
- Eita, que o bicho vai pegar. – Louis comentou vidrado.
- Shhh!!! – tampou a boca do garoto.
- Acabou? – Niall perguntou desapontado.
- Quer mais o que? – perguntou, sentando-se na cadeira novamente.
- Sei lá, briga... Barraco, beijo, alguma coisa selvagem, tipo sexo...
- Cala a boca, Niall. – todos falaram juntos.
- Ai, calei. – Niall cruzou os braços.
- Da próxima vez, guarde seus sonhos eróticos pra você, Lou. – falou com cara de nojo. – Perdi a fome... Agora ‘to com a imagem na cabeça. Urgh!
- Eu não perdi a fome, não. – comentou.
- Essa seria a última coisa que você perderia. – falou se levantando. – Com licença.
Finnigan saiu da sala de jantar, colocou seu prato na cozinha sentou-se na sala para ver um pouco de TV.
Depois de terminarem de jantar, os meninos seguiram para a cozinha e as meninas ficaram conversando na sala. tinha o Mac no colo, checando alguns e-mails e vendo alguma notícias. e brincavam de alguma coisa que fazia rir toda hora, já conversava alguma coisa com o seu pai no telefone.
-... Tudo bem, pai, beijos, até mais. – falou antes de desligar o celular.
- Novidades? – perguntou, parando a brincadeira com .
- Meu pai vai procurar mais sobre a conta do McCurty. Os acessórios novos já estão prontos e ele mandou pro seu e-mail, , a agenda dos meninos. – Smith informou, enumerando as coisas com os dedos.
- Vou abrir, espera ai. – Orellano assentiu. – Pronto.
- O que nós temos para essa semana? – perguntou se aproximando.
- Terça-feira: reunião com o Simon e os produtores; Quarta: sessão de fotos para uma revista e entrevista; Quinta: gravação do clipe Little Things; Sexta: um show em Manchester; sábado: festa de gala e domingo folga. – respondeu.
- Trabalho, trabalho e mais trabalho. Eu gostaria de ser uma adolescente normal. – bufou.
- Mas teremos uma festa de gala para ir, que legal! – falou com os olhos brilhando. – Falando nisso, de quem é?
- Não sei, não mostra aqui. – respondeu, olhando para a tela do Macbook.
- Estranho, normalmente esse tipo de coisa aparece. – falou, olhando o e-mail da amiga.
- Vai ver é de um empresário. – supôs.
- Ou não. – contraditou, estalando os dedos.
- Isso é muito suspeito. – concordou.
- Então não iremos? – perguntou.
- Não. – respondeu.
- É claro que nós iremos. – contestou.
- , nós estaremos colocando a vida dos garotos em perigo. – explicou.
- , se caso for algo grave, tipo a máfia italiana, eles virão atrás de nós aqui em casa e outra que eles não vão fazer nada com um monte de gente inocente por perto. – Orellano argumentou.
- Será? – Smith perguntou temerosa.
- Só saberemos se tentarmos. – Guthier concordou com Orellano.
- Nós podemos usar armas. Mesmo você e não usando, vão ter que usar dessa vez. – Finnigan acrescentou.
- Ok, tudo bem. Nós iremos nessa festa. – bufou derrotada. – Só não me digam que eu não avisei.
As meninas gritaram empolgadas.
- Eu já vou providenciar nossas roupas. – falou animada.
- E eu os acessórios. – falou alegre.
- Gente?! – chamou a atenção das amigas.
- Oi, amor. – respondeu.
- Nós vamos trabalhar, então, se eu fosse vocês, eu nem me animaria tanto assim. – avisou.
- Ai, credo, ! Pareceu minha mãe falando, agora. – reclamou fazendo careta.
- A está certa. – concordou, sentando-se no chão de frente para o sofá em que as meninas estavam.
- Ai, credo, nem me divertir eu posso mais por causa deles. – bufou cruzando os braços.
- Agradeça aos nossos pais por isso. – riu sem humor.
- Veja pelo lado positivo. – falou.
- E qual seria esse lado bom? – questionou.
- Eles são gatos, legais, engraçados e nós nos divertimos bastante com eles esses dias. – Hastings respondeu.
- Sim. Você e a se deram bem, hein. – brincou.
- Ah, não! De novo, não. – reclamou.
Na cozinha, os meninos escutavam tudo o que as agentes conversavam, em silêncio, e riam das brincadeiras feitas entre elas.
- Cadê a que falou que era proibido se envolver com os meninos? – perguntou.
Os meninos se entreolharam, intrigados com a pergunta de Orellano. Eles se aproximaram mais da porta de um jeito que elas não podiam vê-los.
- Verdade, porque você falou que EU estava proibida de flertar com algum dos meninos e a senhorita já foi logo beijando o Liam. – acusou.
- Eu não sabia que ia ser assim, ok? – falou, erguendo a voz.
- Fala baixo, mongol, eles estão na cozinha. – repreendeu.
Os meninos riram baixinho. Se elas soubessem o que eles estavam fazendo, os cinco seriam castigados.
"Mal sabem elas" cochichou.
- Assim como? – perguntou curiosa.
- O Liam é encantador e no momento em que eu olhei pra ele pela primeira vez, eu acho que tive um imprinting. – comentou.
Os meninos mandaram um sorriso malicioso para Payne. O garoto sentiu o coração disparar com o relato da garota.
-‘ Ta bom, então, Jacob Black. – zoou, fazendo as meninas e os meninos gargalharem alto.
- O que...? – falou levantando o olhar para a cozinha.
- Corram. – Zayn falou baixo.
Os meninos correram pros seus lugares e fingia que lavavam a louça quando as cinco meninas entraram no lugar.
- Está tudo bem por aqui? – perguntou desconfiada.
- Sim, por que não estaria? – Liam perguntou com medo.
- Escutamos gargalhadas suspeitas. – respondeu, semicerrando os olhos.
- A-ah...É porque o Louis estava nos contando uma piada. – Niall falou.
- Conta para elas, Boo Bear. – Harry deu um empurrãozinho para que o rapaz fosse mais para frente. Louis mandou um olhar mortal para Styles.
- Eu não sei se é tão boa assim, eles riram porque são idiotas. – Louis engoliu seco.
- Conte-nos a sua piada, Tomlinson, estamos muito curiosas. – falou cruzando os braços.
- Ok, lá vai. Um homem andava pela rua, quando escorrega e cai sentado encima de uma bala de menta. Qual o nome do filme? – Louis indagou, rezando para que as meninas achassem a piada engraçada.
- Não faço a menor ideia. – respondeu erguendo uma sobrancelha.
- O homem documentado. – Tommo respondeu sorrindo por fora, mas quase chorando por dentro. Niall e Liam se encontravam do mesmo jeito. [n/a: Desculpem pela falta de criatividade em relação à piada.]
não conseguiu se segurar e começou a rir loucamente por dois motivos. Primeiro: as caras de medo dos meninos eram cômicas e Segundo: a piada era tão ruim que chegava a ser engraçada. As meninas também riram pelos mesmos motivos.
- Ufa. – Zayn suspirou aliviado.
- Ok, Ok... Vamos deixá-los lavar a louça. – falou com dificuldade.
Os meninos esperaram elas sairem da cozinha para poderem respirar normalmente.
- Ainda bem que elas acreditaram. – Louis falou se apoiando no balcão que ficava no meio da cozinha.
- Graças a Deus, ou senão seriamos uma boyband morta. – Niall concordou.
Os meninos terminaram de arrumar a cozinha em silêncio e depois foram para a sala onde encontraram as meninas dormindo. dormia no mesmo sofá que , que tinha o pé na bunda da amiga. dormia no sofá menor, sozinha. e dormiam jogadas no chão.
- Não podemos deixá-las aqui. – Liam disse olhando a cena.
- Elas estão super cansadas. – Zayn concordou.
- Cada um leva uma garota. – Niall falou.
- Louis leva ; eu levo a ; Niall leva a ; Harry a e Zayn leva a . – Liam falou.
Cada menino pegou uma garota no colo, cuidadosamente.
- Eles poderiam ser mais leves, não? – Louis falou com dificuldade.
- Para de reclamar, cara. – Liam repreendeu.
Os meninos subiram a escada com certa dificuldade, mas assim que chegaram ao longo corredor, entraram no quarto das respectivas meninas.

- Só acho que você é muito egoísta, . Porque só você dorme sozinha enquanto os outros dividem os quartos? – Harry perguntou baixinho enquanto colocava a menina na cama com cuidado.
resmungou algo incompreensível, fazendo Harry rir.
- Você fica linda dormindo. – o garoto suspirou ao ver a menina deitada respirando calmamente. – E mesmo que você não goste de mim, eu tenho que confessar que eu me sinto muito atraído por você - ele riu. Riu ainda mais ao perceber que conversava com uma garota adormecida.
Deu um beijo na bochecha dela, em forma de boa noite, fazendo com que se movesse.
- Boa noite. – Ele sussurrou.
Quando estava prestes a sair do quarto, escutou o chamando.
Tomara que ela não tenha escutado o que eu disse. Harry pensou. Virou-se e encontrou-a de olhos abertos.
- Hãn, oi, . – ele falou sem graça. – Você dormiu na sala e eu te trouxe. – explicou.
- Obrigado. – ela sorriu sonolenta.
- De nada, mas agora eu preciso deixar você descansar. – ele falou virando-se para sair do quarto.
- Harry... – chamou manhosa.
- O-oi. – ele se virou com medo da garota dizer que escutou tudo o que ele disse.
- Fica aqui comigo? – ela perguntou e logo depois bocejou. – Por favor. – insistiu.
- Já que você insiste. – ele sorriu. – Vai mais pra lá.
A menina deu espaço para ele. Harry deitou-se encarando a garota, que mantinha os olhos abertos, porém bem sonolenta.
- Boa noite, garoto dos cachinhos. - ela bocejou, fazendo Harry sorrir.
- Boa noite, pequena. – ele falou beijando a testa dela.
Ambos cairam no sono rapidamente.

- Nossa, parece que eu descarreguei um pedaço de chumbo agora. – Louis falou ao colocar na cama. Zayn riu baixinho.
- Elas são magras, mas pesam. – Malik concordou.
- Porra, como pesam. – Tommo riu.
Os meninos encaravam as duas garotas deitadas, dormindo profundamente.
- Elas são lindas. – Zayn suspirou acariciando o rosto de .
- Ué, já superou o termino com a Perrie? – Louis indagou.
- Eu pensei que não superaria, mas acabei superando... Talvez eu tenha admitido para mim mesmo que eu não devia ter me envolvido com ela. – Zayn deu de ombros. – E você com a Eleanor?
- Ah, sabe, ela é uma garota legal e especial, mas não daria certo... A distância era um problemão, nós tentamos, mas não deu certo. Ela continua sendo minha amiga e isso é bom. – Louis explicou cabisbaixo. Ele ainda sentia um enorme carinho por Eleanor, é claro que não era o mesmo sentimento de amor, agora era algo como amor de irmão. – Talvez eu tenha encontrado outra pessoa. – respondeu por último.
- Talvez todos nós tenhamos encontrado alguém essa semana, Boo Bear. – Malik suspirou.
Os dois deixaram o quarto das meninas e foram para os seus quartos.

- Devidamente colocada e coberta. – Liam suspirou checando o estado de . A menina parecia dormir tão profundamente que sorria.
- A também. – Niall comentou. – Não é estranha a facilidade com que nos apaixonamos por elas? – Niall perguntou, agachando ao lado de para vê-la enquanto dormia.
- Talvez Alguém lá em cima tenha escolhido elas para nós. Cara, foi tão rápido que se alguém me dissesse que eu me apaixonaria por uma agente que tem o dever de me proteger, eu jamais acreditaria. – Payne falou ao amigo.
- Concordou com você. Quando eu vi a descendo a escada aquele dia, eu senti uma vontade enorme de beijá-la, mas eu tive que me controlar. – Niall confessou.
- O que será que essas meninas têm? – Liam perguntou.
- Algum tipo de magia, só pode. – Horan riu.
Niall deu um leve beijo nos lábios de e Liam fez o mesmo com . Eles deixaram o quarto das meninas e foram para seus quartos.

No dia seguinte, acordou e ficou pensando sobre o dia anterior, especialmente quando Liam deixou-a no quarto. As palavras dele ecoavam na mente dela. - ‘Tá acordada? – ouviu perguntar. - Sim. – respondeu olhando para a amiga. – Estava pensando sobre ontem, você sabe, sobre tudo e eu meio que escutei uma conversa dos meninos. – falou, sentando-se na cama e encarando a amiga. - Você também escutou? – perguntou, sentando-se rapidamente, quase caindo de cara no chão. - Pelo jeito não fui a única. – riu. – Vamos, nós precisamos nos arrumar para mais um dia de trabalho. - Como eu vou olhar pro Niall depois de ontem à noite? – perguntou ficando de pé. - Com os olhos...? – falou arqueando as sobrancelhas. - Tá passando muito tempo com a e com a . – Hastings riu entrando no closet. - ‘To ligada. – riu. – Sério, eu não sei como vai ser, só sei que vai ser embaraçoso. – suspirou seguindo para o banheiro.

acordou com uma almofadada na cara, era que a incomodava.
- , ACORDA! – gritava.
- Acordei, porra, acordei! – falou mal humorada.
- Então levanta logo essa bunda da cama e vem ver uma coisa. – Guthier falou já na porta.
- Onde é o incêndio? – perguntou.
- Vem logo, bientôt. – chamou.
seguiu, zangada, a amiga até o começo do corredor, pararam em frente a uma porta azul claro com uma plaquinha escrito “Orellano”.
- Wow, eu não vou acordar a Orellano, você sabe como ela fica. – recuou um pouco.
- Não é isso e fala baixo. – falou abrindo a porta devagar. – Olha. – ela apontou pro quarto.
Finnigan deu um passo à frente e olhou dentro do cômodo. Pôde ver e Harry na mesma cama dormindo de conchinha, parecia um casal de apaixonados. Só Deus sabia o que tinha acontecido naquele cômodo na noite anterior.
- espertinha, já dormiu com o menino dos cachinhos. – riu dando meia volta quando foi puxada pela blusa. – O que...? – a menina olhou pra trás e viu Guthier apontando para o quarto de e .
- Precisamos contar a elas. – Guthier justificou.
- Então vamos. – Finnigan falou indo em direção ao quarto das amigas.

sentiu um peso sobre sua barriga e a lateral de seu corpo, olhou por cima do ombro e viu que era Harry que a abraçava. As imagens da noite anterior invadiram sua mente como um flash e se praguejou por ter feito aquilo. Levantou-se com cuidado e foi ao seu banheiro escovar os dentes e dar uma arrumada no cabelo.
- Prepare-se, pois você será zoada até a morte. – falou olhando seu reflexo no espelho.
Viu que seu pijama era meio curto para as circunstâncias atuais, aliás, ela tinha um garoto no seu quarto, um garoto lindo, com a voz rouca, meio irritante, mas ainda sim um garoto. Condenou-se por ter pedido que Styles ficasse com ela naquela noite, mesmo que não tenha rolado nada entre os dois, tinha quebrado a promessa que tinha feito a si mesma de que não confiaria em mais nenhum homem que não fosse o seu pai.
Orellano voltou ao quarto e viu que Harry já estava acordado. Ele estava deitado de barriga pra cima com um sorriso estampado no rosto.
- Bom dia. – ele virou-se para menina.
- Bom dia. – a garota respondeu sorrindo. Harry olhou-a de cima a baixo, parando em suas pernas. – Você poderia ser mais discreto ao ficar me secando. – riu, se jogando na cama.
- Então use um pijama menos sexy da próxima vez. – ele acusou, rolando na cama e parando ao lado dela.
- Desde quando uma blusa velha dos Beatles e um short folgado são sexy? – Orellano perguntou erguendo uma sobrancelha.
- Desde que é você quem usa a blusa velha e o short “folgado”. – ele respondeu, fazendo aspas com os dedos e chegando mais perto dela.
- Muito obrigado. – sorriu provocativa. – Mas agora você precisa ir, pois eu preciso me arrumar. – falou empurrando Harry e o fazendo cair de costas no colchão.
- Você pode se trocar aqui, não vou reclamar. – Harry falou pervertido.
- HAHAHA, garoto! Você só dormiu aqui, não significa que já pode me ver nua ou seminua. – falou, levantando-se e abrindo a porta. – Além disso, você precisa se arrumar e se preparar para o show de zoação da parte dos nossos amigos.
- Boa ideia. – ele falou, pulando da cama e indo para a porta. Deu um rápido beijo no canto da boca de e então correu para seu quarto.
continuou na porta, paralisadas pela ação do garoto. Finalmente “acordou” de seu transe e foi se arrumar.


No andar de baixo as meninas contavam a Liam, Niall, Zayn e Louis o que tinham visto.
- Então foi por isso que ele não foi para o quarto. – Louis perguntou elevando a voz.
- Sim. – riu da cara dele.
- Eles transaram? – Liam perguntou curioso.
- Provavelmente, não. A não é de confiar muito no sexo masculino. – falou, colocando um pouco de cereal na tigela.
- Não depois de tudo. – concordou, sentando-se ao lado da amiga.
- Depois de tudo? – Niall perguntou.
mandou um olhar des esperado para e , que abaixaram as cabeças e fitaram o balcão de vidro temperado.
- Hãn... Nada, esquece. – respondeu rapidamente.
- Esse mistério de vocês me irrita. Por que vocês não contam o que está acontecendo? – Louis exclamou incomodado.
- Hey! Não é uma coisa nossa, isso envolve a e ela não quer contar, ok? – respondeu nervosa. Todos ficaram em silêncio.
- Escutei meu nome. – falou aparecendo na cozinha.
- Pois é, nós estávamos comentando que você estava demorando demais para descer e que o Harry também. – mentiu e todos abriram um sorriso malicioso.
- V-vai ver ele ainda está dormindo. – a menina respondeu indo até a geladeira e pegando suco.
- Onde será que ele está dormindo? – Louis perguntou sugestivo.
- E eu é que sei? – Orellano ergueu uma sobrancelha, por dentro estava com medo do que viria a seguir.
Todos a olharam cautelosamente, as meninas trocavam um sorriso cúmplice.
- Você deveria saber. – falou cruzando os braços.
- Por que eu deveria saber? – indagou com medo, despejando suco no copo.
- Sei lá, talvez porque vocês transaram. – Zayn acusou.
cuspiu o suco que tinha na boca ao ouvir a acusação do garoto.
- Eu o que? – Orellano perguntou surpresa.
- Transaram, fizeram sexo, baisée. – Guthier explicou mexendo as mãos.
Todos riram do jeito da garota.
- Não! – respondeu. – N-nós não... Não transamos. – ela corou. – Dormimos na mesma cama, só isso e nada mais.
- Eu finjo que acredito. – falou irônica.
- Pergunta pra ele. – apontou para a porta no momento em que Harry entrou.
- Harry, você e a transaram? – perguntou na lata.
- Hein? – Styles perguntou com os olhos arregalados.
- Oh, Meu Deus, ou esse povo é surdo ou é retardado, só pode. – rolou os olhos.
- Vocês fizeram sexo? – Zayn perguntou.
- Não! – Harry respondeu. – Por que todos vocês querem saber sobre minha vida sexual?
- Nós vimos vocês dois dormindo juntos na mesma cama hoje de manhã... – Guthier explicava quando foi interrompida por :
- Desde quando dormir na mesma cama é sinônimo de sexo? – a garota perguntou.
- Desde que é o Harry quem está na cama com uma garota. – Niall respondeu.
- Ok, chega! – Harry falou mais alto. – Minha vida sexual não diz respeito a ninguém.
Todos baixaram a cabeça.
- Nós não transamos, nem ao menos nos beijamos. Acreditem se quiser, só sei que não vou ficar aqui discutindo sobre isso... Eu realmente pensei que vocês me conheciam, meninas. – falou decepcionada. – Estarei na garagem. – ela marchou para fora da cozinha.
Harry olhou ao redor, encarando os amigos.
- Eu não esperava isso de vocês. – e então saiu também.

Capítulo 7 - Fights and apologizes

Parte 1

O silêncio permaneceu por um tempo até Louis resolver falar:
- Que vergonha, bando de fofoqueiros.
Todos olharam incrédulos para o rapaz.
- O que? O mais fofoqueiro aqui é você. – se defendeu, jogando um pano na cara dele.
- Palhaço, foi você quem começou. – Niall deu um leve empurrão no ombro de Tomlinson.
Os outros começaram a vaiar e brincar.
- Gente, nós precisamos ir. – falou, checando o relógio.
- Vamos! – concordou.
Todos foram para a garagem, onde encontraram e Harry rindo de algo que o garoto tinha dito. Os dois ficaram sérios ao verem os amigos chegarem.
- Não estamos transando, se é o que querem saber. – falou séria.
Todos abaixaram a cabeça, envergonhados pelo que tinham feito.
- Nós sabemos. – Niall foi o primeiro a falar.
- E nós queremos pedir desculpas por ter contado ao Louis, que é um linguarudo... – Guthier falava quando foi interrompida.
- Hey, olha o respeito pelos mais velhos, por favor. – Louis falou fazendo careta.
- Desculpa ai, tiozão. – dizia, revirando os olhos.
- Não é pra tanto, sou dois anos mais velho que você e vou ter vinte pra sempre. – Tomlinson retrucou.
- Virou Peter Pan, agora? – perguntou erguendo uma sobrancelha.
- Não, mas...
- TEM COMO VOCÊS CALAREM A PORRA DA BOCA E CONTINUAR COM O PEDIDO DE DESCULPA? – gritou, chamando a atenção e assustando todo mundo. – Obrigado.
Harry e seguraram a risada.
- E-então, . Nós sentimos muito, nós deveríamos ter confiado mais em você e, como suas amigas, não deveríamos ter invadido sua privacidade. – falou estalando os dedos, mostrando que estava nervosa.
- O mesmo serve pra você, Harry. – Zayn sorriu fraco. – E a vida sexual de vocês não diz a respeito de ninguém a não ser vocês. Estamos desculpados? O silêncio se instalou no local, , Niall, , Liam, Zayn, Louis, e encaravam Harry e , esperando pela resposta. Orellano e Styles se encararam e depois olharam para seus amigos.
- Ok. – eles disseram juntos.
- Mas só peço que isso não aconteça novamente. Meninas, vocês me conhecem e sabem que eu não sou tão louca assim.
falou esboçando um sorriso.
- Valeu, , eu sabia que você ia nos desculpar. – Guthier falou, abraçando a amiga com força.
- Pera, , assim você quebra meus ossos. – Orellano falou com dificuldade.
Harry foi abraçado por Niall e Louis, que brincavam com o garoto. e apenas riam, assim como Liam e Zayn.
- Ok, gente, sinto muito em acabar com esse momento lindo entre a gente, mas nós temos que ir. – falou olhando no relógio.
Todos voltaram a ficar quietos e assentiram.
- vai na van hoje. – avisou.
- Eu dirijo o carro. – avisou.
- Eu vou com a . – avisou.
- Eu também! – falou alto.
- Eu vou de moto, porque ninguém me ama e me deixam sozinha. – falou fazendo drama.
- Meu Deus, garota, todos te amam, só temos medo de morrer. Você dirige rápido demais. – riu.
Todos se prepararam e saíram, sendo a última a sair de casa e a responsável por trancá-la.
Ao chegarem ao prédio da gravadora, todos os jovens entraram, cumprimentaram a recepcionista e seguiram para a sala de reunião, que ficava no quarto andar.
- Garotos! – escutaram Simon chamar no final do corredor assim que saíram do elevador.
- Hey, Simon, quanto tempo. – Liam sorriu abraçando o homem.
Os meninos abraçaram o homem, as meninas ficaram onde estavam antes, perto do elevador. Os garotos pareciam felizes por estarem em um lugar conhecido.
- Como está sendo morar com as agentes? – ele perguntou apontando para as garotas. – Olá, meninas. – cumprimentou-as de longe, com um aceno.
- Olá, Sr. Cowell. – foi a única a respondê-lo, as outras meninas apenas deram um breve aceno.
- Ah, está tudo bem. – Louis falou dando de ombros. – Elas são loucas, mas não é nada que não possamos lidar.
Simon riu da resposta de Tomlinson.
- Não levaram uma surra ainda? – indagou Cowell.
- Chegamos perto de uma. – Niall falou olhando diretamente para Harry.
- Na verdade, rolaram até beijos. – Zayn riu. – Liam e Niall que sabem bem da história. – Malik e Tomlinson bateram um high-five.
- Ah, não, já vai começar. – Horan bufou.
- Vocês não podem se envolver com elas, meninos, aquelas garotas são agentes federais e isso é errado. Um dia elas irão partir e vocês sabem disso, só tomem cuidado para não se apegarem demais e se machucarem depois. – Simon advertiu.
Eles olharam pra trás e viram as meninas brincando umas com as outras, longe o suficiente para não escutarem a conversa. Os meninos abaixaram a cabeça, pois sabiam que o que Simon tinha dito era verdade.
- Nós até tentamos, mas elas são diferentes de qualquer outra garota que já conhecemos, elas são muito mais do que aparentam. – Liam explicou.
- Tanto faz, façam o que acharem melhor, são não reclamem no final de tudo. – Cowell respondeu. – Vamos para a sala de reunião para resolvermos os assuntos da Take Me Home Tour.
Os garotos seguiram o homem até a sala de reuniões e as meninas ficaram na sala de espera.


’s Pov On

Eu estava sentada no sofá preto que tinha na pequena sala de espera, cantarolava Shine a Light do McFly, e conversavam sobre besteiras e estava em pé bebendo água. Estávamos esperando os meninos há pouco mais de quarenta minutos, essa era a reunião mais demorada que eu já vi.

Levantei-me um pouco para esticar as pernas, andei até a grande janela que dava vista para as ruas movimentadas de Londres, umas pessoas andavam despreocupadas, outras nem tanto. Pessoas normais passavam por ali, pessoas que chegam em casa cansadas depois de um dia de trabalho duro ou de estudo estressante, aquilo me doeu. Eu nunca seria uma pessoa assim; nem eu, nem as meninas, nós nunca teríamos vidas normais como a maioria das pessoas. Apesar de adolescentes, não sabíamos o que significava isso, nós nem ao menos podemos ir para a escola. Nosso mundo estava fechado em estudar no CT, ir para casa aos finais de semana (isso quando íamos, porque quando se é filha dos diretores da coorporação, você é cobrada muito mais do que os outros) e treinar.

A porta branca, que dava acesso à sala de reuniões, foi aberta, chamando a atenção de todas nós. Os meninos saíram sorridentes do local e isso me fez sorrir. Os meninos se despediram de Simon com um abraço, eu e as meninas apenas com um aceno e um sorriso. Depois de nos despedirmos dele, entramos no elevador novamente.
, que estava ao meu lado, fechou os olhos e começou a rezar baixinho. Eu segurei minha risada, pois eu sabia o que ela estava fazendo. Ela só parece durona, mas tem medo de elevador... Vai entender.
- Estou com fome. – reclamou assim que saímos do elevador.
Fomos caminhando para a porta.
- Que tal almoçarmos no Nando’s... – Niall foi interrompido por vários gritos quando chegamos mais próximos a porta. Pelo menos quarenta meninas gritavam e pulavam na frente da gravadora, tentando chamar a atenção dos meninos.
A grande pergunta era: como elas sabem de tudo sobre os meninos? Não há nada que se possa esconder delas, não? Por uma coisa eu rezo: pra que elas nem desconfie quem somos nós e o que fazemos.

’s Pov Off -


- Hora do trabalho. – sorriu erguendo uma sobrancelha.
- vai à frente; e nas laterais, eu e a Fran vamos na retaguarda. – falou.
As meninas entraram em posição, formando uma espécie de círculo mal feito em volta dos meninos. - Sempre eu na frente, né? Se alguém tiver que tomar um soco de frente, então que seja a . É por que eu sou brasileira, né? Óh o bullying começando. – Orellando falou.
- Orellano, para de graça antes que eu dê na tua cara. – Guthier falou revirando os olhos.
- Guthier, faz o seguinte: vai tomar no cú e me esquece. – reclamou.
Os meninos riram da briguinha.
- Elas são apenas fãs, o que de tão ruim elas podem fazer? – Liam perguntou.
- Nas circunstâncias atuais, é melhor evitar do que correr o risco. – respondeu.
Ao chegarem na soleira porta, viram que pelo menos oito seguranças tentavam dar um jeito nas meninas. A única coisa que eles não conseguiam cessar era a gritaria. As garotas faziam de tudo pra chamar atenção e gritavam muito:
- Liam eu te amo!!
- Niall olha pra mim, meu bebê.
- Louis, eu quero apertar a tua bunda.
- Zaaaaayn, casa comigo!
- Harry, gostoso.

- Elas são loucas. – reclamou enquanto passavam pela muvuca em direção ao carro.
- Quem são essas garotas? – uma garota baixinha perguntou, atraindo a atenção de muitas fãs.
- Ops! Eu acho que nos notaram. – falou na frente.
Os meninos acenavam para as fãs que gritavam ainda mais.
- Que ridículas, eles devem estar comendo elas. – uma garota loira falou torcendo o nariz.
- Ela falou de mim? - falou trincando o maxilar.
- Fran, segue quieta. – pediu.
- Só vou seguir quieta porque é hora do trabalho, se não eu dava um tiro na cara da vagabunda que disse isso. – Finnigan falou.
- Vai por mim, eu também daria na cara dela. – riu olhando pra trás, por cima do ombro.
Os dez chegaram ao carro, mas apenas e os meninos entraram nele.
- Nos vemos no Nando’s. – falou colocando seus óculos escuros e entrando no carro com e .
subiu na moto, colocou seu capacete sob os olhares atentos das fãs e saiu em alta velocidade.
Em menos de dez minutos, os nove se encontravam sentados na mesa do Nando’s.

Niall’s Pov On -

Quase todos estavam presentes conversando sobre besteiras, menos a que ainda não tinha chegado.
- Cadê a ? Já era pra ela estar aqui. – falou checando o relógio.
Harry também parecia ansioso; se eu não o conhecesse, diria que estava assim pela ausência de uma certa agente latina.
- Está tudo bem, Harry? – perguntou impaciente com o movimento que ele fazia com a perna, por debaixo da mesa.
- Hãn... Oi... Eu estou bem, é... Bem. – ele respondeu do jeito lerdo de sempre.
- Dude, cadê a comida? – perguntou nervosa. Nós tínhamos pedido a comida há uns dez minutos e nada de ela chegar. – GARÇOM, MEU FILHO, VAI DEMORAR MAIS? POR QUE SE FOR, EU VOU PRA CASA E PREPARO UM ALMOÇO. – Ela gritou ficando de pé e atraindo os olhares para a nossa mesa. Ela ficava linda até quando ficava brava.
- Olha o vexame. – falou esfregando as têmporas. – Cala a boca.
- Cala a boca nada, minha fome não espera por ninguém, não. – falou fazendo bico e eu quase babei ali mesmo se não fosse pelo Liam que meu deu um cutucão por de baixo da mesa, para que eu me endireitasse.
- Cadê a , já tem quinze minutos. – Harry falou impaciente.
- Por que quer saber dela? – perguntou com um sorriso malicioso.
- N-nada, é só curiosidade. – Styles respondeu corando.
- A já é grandinha, pessoal, ela sabe se cuidar. – comentei.
- Eu não acreditaria muito nisso, não. A é a mais irresponsável de nós; quero dizer a segunda né, porque a primeira é a . – riu depois bateu um high-five com .

Niall’s Pov Off -

Harry’s Pov On

- Escutei meu nome? – escutei a voz quase infantil atrás de mim. Virei minha cabeça com tanta velocidade que doeu.
- Era uma vez o pescoço do Hazza... – Zayn brincou fazendo todos rirem e eu corar, é óbvio.
- Ouviu sim, , o Harold estava preocupado com você. – Louis falou. Filho de uma ótima mãe, eu sabia que ele ia dar com a língua nos dentes. Pisei no pé dele e ele fez uma careta engraçada de dor.
- Era seu pé? – perguntei cínico. – Desculpe, Boo Bear. – ele mostrou o dedo do meio assim que eu falei o tão amado apelido dele.
- Comigo? – perguntou me encarando.
Ok, confesso que com ela usando aquela roupa, dificultava a minha situação. Eu não sabia se olhava para as pernas dela, pros peitos ou pro olhos. Olhos! Ótima opção pra manter a sanidade e eu não me “manifestar” em público, se é que você me entende, mas as pernas dela eram lindas.

[n/a: Ok, Harry, a gente entendeu que você tá meio afim da Orellano, mas, assim, cuidado pra não ficar muito animado e mostrar o Conda Power em público, se controle, homem. Ok, parei de me meter na história.]

- Alô! Terra chamando Harry Styles. Harry, você está ai? – falou, estalando os dedos na minha frente.
já estava sentada e rindo da minha cara e eu, feito um retardado, vidrado nela. Oh, que graça, só que não.
- Acostume-se, ele faz isso o tempo todo. – Liam riu e eu? Eu mandei um dedo do meio pra ele.

Harry’s Pov Off -

O garçom levou os pratos para os jovens. agradeceu irônicamente, fazendo revirar os olhos e os outros rirem.
- Mas então, por que você demorou, ? – perguntou.
- Fãs me seguindo para ver se eu me encontraria com a One Direction. – Orellano respondeu revirando os olhos.
- E, pelo jeito, elas odeiam vocês. – Niall comentou olhando para a tela do seu Iphone.
- Por que diz isso? – Liam questionou.
- Twitter. Elas estão iradas. – Louis respondeu olhando também para seu celular.
- Deixem-me ver. – pediu estendendo a mão para Louis por cima da mesa.
- Não sei se vocês vão aprovar os comentários. – Zayn falou hesitante.
- Zayn... – falou autoritária.
- Ok, só não digam que não as avisamos. – Harry falou ao ver que quem entregou o celular para a garota foi Malik e não Louis.
A menina lia os tweets com rapidez, sua raiva ia aumentando a cada comentário lido.
- O que elas falam? – perguntou, espiando por cima do ombro de Finnigan.

[n/a: Preciso avisar vocês de algumas coisinhas antes de lerem o que vem a seguir. Primeiro: Os users colocados abaixo foram colocados sem eu nem saber se eles existem, por isso, se vocês encontrarem alguém com algum desses users, foi mera coincidência. Segundo: Por eu ser uma pessoa com a boquinha não tão limpa, aviso logo que terão muitos palavrões, mas como a censura é 16 anos, não me julguem. Avisos dados, vocês podem continuar a ler.]

Coloque essa música pra carregar.


- Escutem essa: “@JuHoranLover Cara, elas levaram uma pazada na cara? Quem são essas?” – Finnigan leu em voz alta.
Os meninos abaixaram a cabeça.
- Filha da puta, eu que vou dar uma pazada na cara dela. – Orellano respondeu com raiva. As meninas ficaram descontentes com o post da garota.
- Esse nem é o pior. – falou pegando o celular da mão de , ao ver que a mesma estava a ponto de atacar o aparelho na parede.
- Porra, então qual é o pior? – perguntou alterada.
- Escuta esse: “@Srta.MalikPayne: No mínimo, os meninos estão comendo essas putas. – Smith leu com raiva.
Os meninos sentiam-se mal por fazerem as meninas passarem por aquilo.
- Respira, respira. – repetia um mantra.
- RESPIRA O CARALHO, EU QUERO VER ALGUMA DELAS VIR AQUI E FALAR ISSO NA NOSSA FRENTE. PUTAS SÃO AS MÃES DELAS QUE AS COLOCARAM NO MUNDO. – gritou ficando de pé.
- Hey! Mais respeito pelas nossas fãs, por favor. – Louis repreendeu-a, falando alto.
- Sim, elas continuam sendo nossas meninas e nos amam. – Harry continuou ficando de pé ao lado de Louis.
Orellano ficou de pé também com uma cara não tão boa, assim como Finnigan e Guthier.
- Então quer dizer que isso dá direto delas falarem merda sobre nós? – falou com a voz até que controlada para o momento. A essa altura, os poucos clientes que tinham ali olhavam para o grupo. – Até por que, são elas que ARRISCAM as vidas delas pra salvar as SUAS, não é mesmo? Não! Então se eu fosse elas, eu tomaria muito cuidado.
[n/a: pode colocar a música pra tocar, se quiser.]
- Você está nos ameaçando? – Louis perguntou com raiva.
- Não, queridinho, isso foi só um aviso. Minha ameaça é três vezes pior que isso. – Orellano respondeu no mesmo tom que Tomlinson.
- É por causa delas que nós somos quem somos. – Zayn falou pela primeira vez.
Niall e Liam apenas ficavam quietos, pois sabiam que já havia muita gente nessa briga. e arranjavam um jeito de acabar com a briga.
- É por nossa causa que vocês continuam vivos e ai vamos pesar na balança e ver quem merece um pouco mais de consideração nessa porra? – rebateu.
- Vão ficar jogando na cara mesmo? – Harry perguntou com um olhar mortal.
- CHEGA! – Smith gritou, fazendo todos olharem para elas. – Vamos para casa e lá resolveremos esse problema.
- Concordo com a . – assentiu.
- Quer saber? Por hoje chega, não quero discutir mais merda nenhuma. - Finnigan falou, pegando suas coisas que estavam em cima da mesa e saiu do estabelecimento para esperar as meninas dentro do carro.
Depois de pagarem a conta, os jovens de dirigiram silenciosamente aos veículos e ficaram calados o caminho todo.
Na van, olhava os meninos pelo espelho retrovisor. Ela sabia que suas amigas tinham pegado pesado, mas o que as fãs fizeram não era certo. O silêncio tomava conta do lugar que chegava até a incomodar.
dirigia o carro em silêncio, focada só na estrada em sua frente, o velocímetro marcava 120 km/h. , sentada no banco do carona, escutava música tão alta que era possível escutar do banco traseiro, onde estava sentada. Hastings mexia em seu celular em silêncio, ela sabia que o clima não era nem de longe bom.
pilotava a moto em alta velocidade, a sua raiva era muita, por isso precisava chegar o mais rápido possível em casa e descontar no saco de pancadas. Achava infantilidade e falta de respeito da parte das fãs por terem dito aquelas coisas horríveis; elas, nem sequer, sabiam os seu nome e das suas amigas e já as criticavam assim.
Orellano chegou primeiro em casa, nem se deu o trabalho de guardar a moto na garagem, deixou no jardim mesmo. Entrou em casa, se trocou e foi treinar. chegou junto com . Os meninos desceram da van em silêncio e seguiram para dentro da casa, assim como as meninas. As agentes foram para seus quartos e depois foram cada uma para seu campo de treino, fazer o que sabiam fazer melhor: treinar.

’s Pov On -

Coloque essa música pra carregar, se quiser é claro.

Depois de tomar banho, desci para tomar água e comer um pedaço de bolo que as meninas tinham feito. Não havia ninguém nem na sala nem na cozinha, isso significava que os meninos estavam em seus quartos, provavelmente pensando na briga que aconteceu há um tempinho atrás; Ou não, né, sei lá. Confesso que a situação estava bem chata por causa da briga, nem falei com Niall direito e eu sentia muita falta dele, dos beijos, dos abraços e da gargalhada dele.
Tomei água e depois desci para a área de treinamento. Ao chegar lá, encontrei Niall sentado na grama de costas pra mim, abraçando os joelhos. Aproximei-me dele e sentei-me ao seu lado, sem olhá-lo.
Pode colocar a música pra tocar.
- Desculpa por invadir seu espaço. – ele disse me encarando. Era ótimo poder ouvir a voz dele.
- A casa também é sua, Niall. Sinta-se à vontade para vir aqui quando quiser. – sorri, dessa vez olhando-o nos olhos; olhos que eu me apaixonei. Azul virara minha cor favorita.
- Não queria que você ficasse brava comigo por causa de hoje, na hora do almoço. – ele acariciou meu rosto.
Olhei para minhas mãos, respirei fundo e procurei as palavras certas para serem ditas.
- Olha, Niall, eu estou chateada sim, mas é com as fãs que disseram aquelas coisas e não com você. – falei, olhando-o nos olhos. – Eu gosto de você, eu sei que é difícil de acreditar, até por que eu ainda não acredito que isso tenha acontecido comigo, aconteceu tudo muito rápido e talvez eu ainda não tenha conseguido processar as informações, mas se ficar com você requer que eu passe por tudo isso, tudo bem, porque sinceramente o que são milhares de fãs furiosas para uma agente que enfrenta a máfia italiana? – terminei o meu “discurso” com um sorriso. Tudo o que eu tinha dito era a mais pura verdade, eu gostava de Niall mais do que eu esperava, mais até do que o permitido e isso era uma coisa que, no fundo, me preocupava.
Ele se aproximou de mim e encostou seus lábios de leve nos meus; eu, é claro, correspondi. Depois ele pediu passagem para que pudesse aprofundar o beijo e, sem pensar duas vezes, eu cedi. Suas mãos repousavam um minha cintura e as minhas bagunçavam levemente seus cabelos. Foi um dos beijos mais perfeitos de toda a minha vida; longo e perfeito.
[n/a: Ta vendo que eu também sei escrever coisas românticas? Ééé, Shakespeare que me aguarde. Ok, não vou mais estragar o clima]
- Você é perfeita pra mim. – Niall sorriu. Ah, aquele sorriso que eu tanto amava.
- Então estamos bem? – perguntei.
- Nunca estivemos melhores. – ele me abraçou.
Ficamos assim por um longo e bom tempo, até esqueci que tinha que treinar, mas eu nem ligava.

’s Pov off -

’s Pov On
Minha raiva era tanta que eu peguei a minha submetralhadora mp5. Era uma arma automática, ou semi automática, que apesar de muito boa não tinha o tiro muito longo, mas fazia um grande estrago. Coloquei o fone de ouvido para minha proteção, liguei os alvos automáticos, que ficavam se movendo de um lado para o outro, prontos para serem destruídos. Minha sala tinha mais ou menos 40 m², era toda branca com uma faixa azul no meio das paredes, do meu lado esquerdo há uma bancada onde eu colocava minhas armas e, debaixo dessa bancada, haviam caixas de primeiros-socorros e munições. Atrás de mim, tinha a porta de saída. Minha sala não era toda enfeitada como a da e a da .
Antes de engatilhar a submetralhadora, coloquei meus óculos protetores e a braçadeira que tinha o mesmo material que os coletes à prova de bala. Eu sou bem cuidadosa nessa parte, mas só nessa também. Engatilhei e carreguei a arma, mirei em um dos alvos e atirei, explodindo-o em pedaços. Atirei em todos eles, um por um e, em menos de um minuto, todos os alvos móveis estavam estraçalhados no chão. Aquilo não foi, nem de longe, o suficiente para que eu descontasse minha ira.
- Hora de dificultar as coisas. – falei comigo mesma.
Coloquei a arma na bancada, lugar onde ela estava antes, peguei a minha amada Colt Python, um revólver com calibre 357, o melhor revólver feito até hoje. Um tiro dessa lindinha e você se machuca muito feio, pode fazer até o mesmo estrago que um rifle.
Desliguei as luzes, tirei o fone e peguei o pequeno controle remoto que eu tinha no bolso traseiro e ativei a máquina de lançamento que ficava bem no canto direito da sala, bem perto dos alvos. Em vez de bolas de baseball, essa máquina lançava maçãs cheias de pregos. , que tinha remontado a máquina, havia me alertado que era uma máquina perigosa, mas quem liga?
- Lançamento programado para trinta segundos. – a voz de Smith soou pelo cômodo. tinha programado a máquina e usado a própria voz.
Concentrei minha audição e todos os meus instintos e as maçãs começaram a ser lançadas, em um intervalo de cinco segundos, ou seja, eu deveria ser bem rápida se não quisesse me machucar. Disparei alguns tiros seguidos de barulhos de metal e fruta batendo no piso. Se eu não estivesse de bota, eu tenho certeza que meus pés estariam furados.
A porta atrás de mim foi aberta e, por reflexo, me virei para ver quem era. A silhueta de Zayn apareceu na soleira da porta e nesse momento de distração, uma maçã foi lançada e acertou em cheio a minha perna esquerda, causando-me uma dor infernal.
- Autch! – gritei. Peguei o controle e desliguei a máquina que, antes de ser desligada, lançou uma última maçã, que caiu no chão após levar um tiro. A luz já estava ligada há essa hora.
- Você está bem? – Zayn perguntou preocupado.
- Já estive melhor. – mostrei minha perna ferida, onde havia uma maçã grudada. Nem preciso comentar que doía pra caralho.
- Oh, meu Deus! – ele arregalou os olhos e veio em minha direção. Ele se aproximou de mim, passei meu braço por volta de seu pescoço.
- Me leva para aquela bancada ali. – pedi.
– Está doendo? – ele perguntou, me suspendendo pela cintura e me sentando. Através da roupa, pude sentir o toque quente e macio de Zayn. Eu me arrepiei toda, mesmo sendo a hora mais inadequada.
- O que você acha? – perguntei olhando pra ele.
Retirei a maçã da minha perna, com os dentes trincados para que eu não começasse a gritar de dor ali. Uma lágrima de dor escorreu pelo meu rosto. - Tem um kit de primeiros-socorros debaixo da bancada, pega ele pra mim. – falei com dificuldade. Eu via que Zayn estava tão desesperado que demorou um pouco pra encontrar a caixa.
Minha perna estava encharcada de sangue, escorria pela extensão da canela e pingava no chão, eu sentia tudo arder. Na minha coxa, agora, haviam sete furos feitos pelos pregos e pelo jeito eram bem fundos.
- Aqui. – Zayn entregou a maleta vermelha. Ele parecia mais assustado ainda pela quantidade de sangue.
- Preciso que você chame a , ela está na sala dela treinando. – pedi.
Zayn assentiu e saiu correndo. Peguei um algodão e molhei no álcool e comecei a passar nos ferimentos, ardia tanto que soltei um grito de agonia.
- . – apareceu ofegante na porta, toda suada com sua roupa de treino. – Esse machucado está bem feio. – Orellano fez careta enquanto anda até mim. Zayn estava ao lado dela com cara de pânico.
- Sério? Nem percebi. - sempre sobra tempo para a ironia.
limpou o meu ferimento e deu alguns pontos no local, fez um curativo e disse que depois do banho faria outro e envolveria o machucado com uma faixa de pano.
e Zayn me carregaram para a sala. quase teve um ataque cardíaco ao me ver daquele jeito. e voltaram para minha sala de treinamento para limparem a bagunça. Zayn ficou encarregado de me ajudar ir para o quarto.
- , desculpa, foi sem querer. – Zayn repetia pela décima vez.
- Zayn, eu já falei que estou bem. – insisti. Zayn abriu a porta do meu quarto e me pôs sentada na cama.
Segurei sua mão para que ele sentasse ao me lado.
- Eu sei que foi por causa da sua entrada naquela sala que estou assim, mas é culpa minha, sabia? Eu nem deveria ter começado a usar aquela máquina. sempre me disse que maçãs com pregos não era uma boa ideia, então não se preocupe. – sorri passando a mão em seu rosto.
- Eu fui lá te pedir desculpas pela discussão hoje no Nando’s. – ele falou, colocando sua mão sobre a minha, em sua bochecha. – E veja o que fiz. – apontou para minha coxa.
Aproximei meu rosto do dele e dei um leve e rápido selinho. O que foi suficiente para que meu coração e o dele dispararem. Eu não sei por que eu fiz aquilo, só sei que não consegui resistir à proximidade de nossos rostos.
- Hey! O que é um machucadinho na coxa para quem levou três tiros? – sorri fraco tentando passar confiança pra ele. Por dentro eu queimava de ódio ao lembrar os motivos do tiro, era tudo culpa do desgraçado do Roman que me acertou.
- Três tiros? – ele perguntou. Eu e minha mania de abrir minha boca quando não deve.
- Longa história. – suspirei desviando o olhar. Eu definitivamente não gostava de falar sobre aquele assunto; na verdade, nenhuma de nós gosta de falar, principalmente a .
- Hãn, bom acho que você precisa tomar banho. - Zayn falou ficando de pé.
- Eu acho que você vai ter que me ajudar. – falei envergonhada.
- N-no banho? – ele perguntou surpreso.
- Hum, não, só me ajuda a tirar a roupa. – respondi com as bochechas em chamas.
- Ok. – ele falou abaixando-se na minha frente e tirando minhas botas. Depois ele me ajudou a ficar de pé. – Consegue tirar a blusa? – perguntou.
Ok, nunca pensei que seria assim, ficar nua na frente dele nessas circunstâncias nada sexy.
- Consigo sim. – assenti. Eu queria enfiar minha cabeça na terra. Tirei a blusa, ficando apenas de sutiã; pelo menos ele era rosa, era bonito até.
- Hãn... Er... Eu, e-eu... – Zayn gaguejava tentando não olhar para meu corpo.
[n/a: A gente te entende, Zayn. A é sexy, você é homem e a carne é fraca, entendemos você. Ok, parei com isso.]
- Me ajuda a tirar o short? – pedi tão baixo que ele teve que se esforçar para ouvir.
- Com licença. – ele pediu colocando as mãos no botão do meu short. Ele estava tremendo e eu achei fofinho, quase ri.
- Toda sua. – sorri. Pera! Olha só o que acontece comigo quando estou com vergonha, até agora eu rezava para que ele não tirasse nada (no momento, é claro), agora eu to mais que liberal? Às vezes nem eu me entendo.
Zayn abriu o short e desceu com cuidado para que não pegasse no ferimento. Se eu estava com vergonha antes, agora então que queria simplesmente sumir da face da Terra. Quando o short foi ao chão, a minha calcinha de coraçõezinhos ficou totalmente à mostra.
- Bela calcinha. – ele riu.
- Evita comentar e olhar. – falei cobrindo o rosto com as mãos.
Senti Zayn tirar minhas mãos de meu rosto e me olhar nos olhos.
- Se ajuda em alguma coisa, eu tenho uma cueca com vários ursinhos. – ele sorriu. Eu gargalhei.
- Bom, eu acho que consigo tomar banho sozinha. – sorri.
- O-ok, qualquer coisa é só chamar. – ele disse indo para a porta.
- Obrigado, Zayn. – sorri agradecida. Alguma coisa dentro de mim dizia que ele era o tipo de cara perfeito, para todas as mulheres no universo. [n/a: Meu bem, ele é o Zayn, então ele é perfeito u.u.]
- De nada. – então saiu.

’s Pov off


Capítulo 7 - Fights and apologizes

Parte 2 – God, I Think That I Fell In Love

Zayn saiu do quarto da garota e não pensou duas vezes, entrou na porta à frente, era o quarto que dividia com Liam. Payne estava deitado em sua cama e jogava uma bolinha colorida de borracha para cima.
- Cara, preciso contar uma coisa para você. – Zayn falou, coçando a nuca.
Liam sentou-se na cama, pronto para escutar o que o amigo tinha a dizer.
- Sente-se e conte. – Liam respondeu, fixando o olhar no amigo.

’s POV
[Se quiserem colocar essa música para tocar, o clima vai ficar melhor.]
Eu tinha uma katana em mãos e movia-a com muita velocidade. Eu treinava sozinha, claro, as meninas tinham medo de se machucar com a lâmina. Algumas vezes, elas se “arriscavam” na esgrima, e eu geralmente vencia.
Minha sala de treinamento era um local confortável, apesar de não ter janelas e apenas um duto de ar no teto. Eu me sentia livre, havia várias coisas ali que me faziam lembrar meu pais, minha infância, coisas desse tipo. Nessa sala, eu podia fazer o que eu gostava, e se eu quisesse surtar, esse cômodo era perfeito para isso. Tudo bem que quando eu tenho que surtar, acontece em qualquer lugar, e eu nem ligo. Normalmente, eu passava horas e horas treinando, às vezes só por diversão mesmo, mas hoje algo me incomodava. Talvez o que aconteceu hoje, na hora do almoço. Eu estava extremamente irritada e profundamente magoada, tanto com os meninos quanto com as fãs.
Lembrando-me de todos os posts do twitter, girei a katana na minha mão com rapidez, avancei para perto de um dos bonecos de treino e acertei-o onde seria a junção da cabeça com o pescoço. Não demorou muito para a cabeça cair e rolar até o meu pé.
- Acho que você imaginou uma fã no lugar do manequim. – escutei a voz de Tomlinson ecoar pelo ambiente.
Virei-me rapidamente e encontrei-o encostado no batente da porta com as mãos no bolso, de um jeito incrivelmente sexy. Louis usava uma blusa branca lisa, suspensório, calça preta e um Vans azul claro.
- Na verdade, eu imaginei... – minha frase morreu, quando percebi o quão rude soaria se eu dissesse que imaginei um dos meninos. – Esquece.
Ele se aproximava calmamente de mim. Louis tinha um sorriso de lado estampado no seu rosto perfeito. Eu precisava admitir que ele era magnífico, tanto por dentro quanto por fora.
- Excuse moí pelo jeito que agi hoje no restaurante. - falei, abaixando o meu olhar para os meus pés. Se tinha uma coisa que eu dificilmente fazia era pedir desculpas.
- Tudo bem, quero dizer, todo ser humano normal tem o direito de explodir. – ele falou, chegando mais perto.
Olhei para cima e vi que Tomlinson sorria. Eu juro que quase caí para trás ao ver de perto como os olhos dele eram lindos. Deus, que sorriso era aquele?
- Às vezes eu exagero nas minhas explosões. – ri sem graça.
- Mais uma coisa que temos em comum. – ele sorriu, acariciando a minha face.
Por incrível que pareça, eu corei. Nunca, desde a chegada dos meninos, Louis havia me tratado daquela forma ou demonstrado interesse em mim. Eu pensava que o que eu sentia era completamente platônico.
- Ultimamente venho reparado que temos muitas coisas em comum. – ele sorriu, coçando a nuca.
- E isso é bom? – perguntei hesitante.
- Com certeza é. – ele respondeu.
Louis estava se aproximando de mim, eu podia sentir o cheiro do seu perfume e o seu hálito batendo contra o meu rosto. Digo uma coisa: ou ele estava chupando uma bala antes, ou tinha acabado de escovar os dentes, porque ele tinha cheiro de menta.
Nossas bocas foram se aproximando cada vez mais, tive que ficar na ponta dos pés para alcançá-lo, já que ele era bem mais alto do que os meus 160 centímetros. Enfim pude sentir o gosto dos seus lábios. Suas mãos seguraram meu rosto com medo de que eu me afastasse, e sua língua pediu passagem, que foi cedida rapidamente. Soltei a katana, que caiu no chão, fazendo um barulho alto, mas nem por isso nos desgrudamos. Envolvi minhas mãos entre seus cabelos, fazendo carinho. Meu coração parecia estar na minha garganta. Louis desceu suas mãos até a minha cintura, onde elas permaneceram, puxando-me para mais perto.
O beijo foi quebrado por falta de ar. Nessas horas, eu adoraria não precisar respirar. Estávamos arfando, como se estivéssemos correndo uma maratona. Abri meus olhos e encontrei os dele me encarando com um ar divertido. Seus lábios estavam vermelhos e levemente inchados por causa do beijo.
- Você não tem ideia de quanto tempo esperei por isso. – ele sorriu, roçando seus lábios na minha bochecha.
- Talvez eu faça alguma ideia sim, monsieur. – falei com a voz falha.
Ficamos assim por um bom tempo. Sabe aquela raiva que eu estava sentindo antes? Ela sumiu no momento em que senti os lábios de Louis contra os meus. Nunca um beijo foi tão perfeito como aquele. Nunca um cara seria tão perfeito como Tomlinson, nunca.

Liam’s POV
Depois de escutar o que Zayn dizia sobra , cheguei à conclusão de que Perrie foi apenas uma fase da vida dele, que ele aparentava já ter superado. tinha realmente conquistado o coração do nosso Malik.
- Então você está a fim dela? – perguntei, sentando-me na cama e colocando a bolinha colorida de lado.
- E-eu não sei, eu acho que estou confuso em relação aos meus sentimentos. – ele disse, enterrando o rosto nas suas mãos. – Eu sinto por ela o que eu nunca senti por nenhuma garota.
- Paixão, talvez. Não tem outra explicação, a não ser dizer que você está apaixonado. – levantei-me, fui até ele e dei-lhe um tapinha nas costas, logo voltando a me sentar.
Zayn me olhava incrédulo.
- Apaixonado? Tão rápido assim? Não pode ser! – Zayn sentou-se ao meu lado.
- E por que não? Pelo que eu sei, ela gosta de homens. E você é homem, não é? – indaguei.
- Primeiro: ela é linda, deve ter uma legião de caras atrás dela; caras interessantes, divertidos e legais, o que eu não sou. Segundo: ela é uma agente, então provavelmente ela vai embora quando tudo acabar por aqui. – ele enumerava com os dedos. Fiquei incomodado com o que ele disse sobre ir embora, porque isso queria dizer que a e as meninas partiriam. – E terceiro: eu nem sei se eu tenho chance com ela. – Zayn bufou, abaixando a cabeça. Eu nunca tinha visto Zayn daquele jeito, normalmente ele era confiante. Pelo jeito, tinha despertado o lado romântico do Malik.
- Zayn, para de agir feito uma garotinha indecisa. – revirei os olhos. Ele olhou para mim com uma sobrancelha erguida. – Primeiro: você é sim um cara interessante, também é supervaidoso, é engraçado e romântico; eu juro que se eu fosse uma garota e tivesse a oportunidade, eu definitivamente daria em cima de você. – fiz careta com a declaração. Ser amigo de um bando de gays dá nisso. – Segundo: tudo bem que ela é uma agente secreta e provavelmente vai embora quando a missão acabar, mas é bem melhor você fazer uma coisa que se arrependa depois do que ficar se perguntando como teria sido e que poderia ser perfeito. – suspirei. Zayn me fitava. – E terceiro: você nunca saberá se não tentar, cara. – finalizei meu discurso com um suspiro.
Zayn ficou pensativo. Resolvi deixá-lo pensar, pois eu sabia que era difícil gostar de uma garota tão especial, como era pra ele. Eu estava do mesmo jeito com .
Levantei-me com a intenção de deixá-lo sozinho.
- Liam! – Zayn me chamou, assim que encostei na maçaneta da porta.
- Oi. – olhei para trás e o vi sentado na cama.
- Obrigado, cara. Sério, eu não sei o que seria de mim sem você e seus conselhos. – ele sorriu fraco.
- De nada. – sorri satisfeito. – Ah, e sem mim você seria essa garotinha ansiosa que você pareceu ser cinco minutos atrás. – ri.
Abri porta e então saí do quarto, deixando Zayn reclamando alguma coisa lá dentro. Deparei-me com no corredor, sua blusa branca estava suja de sangue, eu fiquei preocupado.
- , você está bem? – perguntei. Ela sorriu angelicalmente.
- Sim, Liam, por quê? – ela indagou. Apontei para sua blusa, olhou pra baixo e entendeu do que eu falava. – Esse sangue é da , ela se machucou no treino e eu e a estávamos limpando a sujeira. – explicou.
- Ah, é. Zayn me contou. Ela está bem? – perguntei.
- Sim, a já fez um curativo nela, o Zayn a ajudou a ir para o quarto.
Ela voltou a andar, quando eu a chamei:
- !
- Oi, Liam. – ela virou-se.
- Nós estamos bem? – perguntei inseguro. Por mais estranho que soasse, eu gostava muito da , e ficar sem falar com ela, sem poder beijá-la, era quase uma tortura.
- Por que não estaríamos? – ela perguntou com um pequeno sorriso.
- As fãs... Elas...
- Liam Payne. – ela me interrompeu e se aproximou de mim, colocando o dedo indicador sobre meus lábios. – Foram as suas fãs que disseram aquilo, e não você ou os garotos. Eu fiquei chateada, é claro. – abaixei a cabeça, mas segurou meu rosto para que eu encarasse seus lindos olhos azuis. – Mas não sou de guardar mágoas ou me vingar por coisas bobas. Suas fãs não me conhecem, não sabem o que eu faço por vocês. Se elas fizessem uma ideia do que se passa com vocês, talvez elas aceitassem... É normal que uma fã deteste uma garota que se aproximou do seu ídolo, sei disso porque sinto ciúmes dos meus ídolos. Essa não é a primeira e nem será a última vez que elas farão isso, tenho que aceitá-las.
Eu já mencionei que Smith é a garota mais perfeita do mundo? Se eu não disse, eu vou dizer. Ela é a garota mais perfeita. É o tipo de garota que você só encontra nos seus sonhos e pensa que não é real, mas ela estava aqui na minha frente dizendo essas coisas. Acariciei seus cabelos negros até chegar em suas bochechas, tirei os óculos enormes que ela usava - mas que ainda deixavam-na sexy demais - e coloquei-os em sua mão.
- Você é perfeita. – sorri, trazendo-a mais pra perto, quase colando nossas bocas. – Minha definição de perfeição.
Não demorou muito para que ela me puxasse pela gola da camisa e acabasse com a distância que havia entre nossos lábios. Eu adorava o sabor da boca dela. Aprofundei o beijo. As mãos dela enlaçavam o meu pescoço, enquanto as minhas apertavam de leve sua cintura. Infelizmente, tivemos que nos separar por causa da falta de ar.
- Preciso tomar banho, Sr. Payne. – ela sorriu, deu-me um selinho e então foi para o seu quarto.

’s POV
Eu estava toda suada e pegajosa; meu corpo tinha sangue, suor e o álcool gel que eu e a usamos para limpar a sala da Finnigan. Eu odiava ficar naquele estado. De uma coisa eu tinha certeza: ela ia ter que me recompensar muito bem. Voltei para a minha sala para pegar a minha toalha e a garrafinha que tinha deixado lá.
Minha sala era um lugar grande e não tinha janelas, apenas um duto de ar no teto. As paredes eram brancas, o que deixava o lugar bem claro. Havia um tatame emborrachado no canto esquerdo do salão e três sacos de pancada estavam pendurados do lado oposto. Um grande sofá vermelho ficava perto das portas duplas, e minhas cordas e luvas ficavam penduradas em um tipo de tripé, junto com kimono e outros equipamentos. Meus pôsteres davam personalidade ao local. McFly, My Chemical Romance, The Beatles, Boys Like Girls, The Maine, Rolling Stones, The Killers, Green Day, Blink 182 e muitos outros enfeitavam as minhas paredes. Dei risada ao perceber um pôster da One Direction que tinha colocado ontem, alegando que os meninos precisavam estar ali porque eles faziam parte da nossa vida agora. Ainda tinha um mural enorme cheio de fotos minhas com as meninas, e até uma que tirou anteontem, onde os meninos faziam caretas engraçadas e nós tentávamos ao máximo não rir das palhaçadas deles.
Por fim, saí da sala, depois de apagar as luzes e fechar as portas pesadas. Joguei a toalha no ombro e dei um belo gole na água, que por incrível que pareça, continuava gelada. Se eu estivesse no Brasil, a água teria ficado quente três segundos depois de ser tirada do freezer. Subi a escada que dava para o subsolo, e a porta preta abriu automaticamente. Eu entrei na sala, encontrando Niall, , Liam e Louis conversavando sobre algo. Subi direto para o primeiro andar e fiquei grata pelo meu quarto ser o mais próximo da escada, eu estava morrendo de cansaço.
Abri a porta do quarto e tomei um susto ao ver Harry deitado na minha cama com os braços atrás da cabeça em forma de apoio, olhando para o teto.
- Errou de quarto? – perguntei, jogando minha toalhinha no chão e colocando a garrafa na cômoda. Ele me olhava de um jeito que eu não consegui decifrar.
- Oi para você também. – Harry falou sarcástico. – E não, eu não errei de quarto.
Fui até o closet, peguei uma roupa qualquer e coloquei-a em cima da cama.
- E vai me dizer o que está fazendo aqui, ou eu vou ter que dar uma de Mãe Diná e ler a tua mente? – perguntei irritada. Sim, eu sou uma pessoa rancorosa quando eu quero.
- Você é sempre tão arisca desse jeito? – ele perguntou, sentando-se na cama e observando-me.
- Só com quem merece. – respondi com um sorriso sínico.
- Pelo visto, vai ser difícil conversar com você. – Styles bufou.
- Ok, façamos o seguinte: eu vou tomar banho, e depois a gente conversa. – revirei os olhos e cruzei os braços
. - Tudo bem, só não demora muito. – ele pediu. Bufei e subi a escadinha que havia no meu quarto. – A propósito, gostei das tatuagens. – ele gritou, assim que eu fechei a porta do banheiro.
- Eu pensei que você já tivesse visto antes. – gritei em resposta.
Na verdade, eu tinha seis tatuagens, e apenas três delas podiam ser vistas facilmente. Eu tinha uma grande tatuagem de uma rosa vermelha na coxa direita, que só ficava visível quando eu usava algum short. Eu tinha uma pequena rosa preta tatuada no antebraço esquerdo, começava no pulso e vinha até a metade do antebraço. Era o símbolo da minha amizade com as meninas, cada uma de nós tinha uma, porém em lugares diferentes. desenhara a sua na lateral do corpo, no dorso, nas costelas e nas costas. Uma das minhas tatuagens escondidas era a palavra WILD, que ficava abaixo do seio esquerdo e foi feita quando eu fiz dezessete anos. Eu tinha também uma cruz atrás da orelha direita, grandes asas de anjo tatuadas nas minhas costas, e por fim, a minha última tatuagem, feita no meu aniversário de dezenove anos, há três meses: a palavra Paradise na minha virilha esquerda. A tatuagem era consequência de uma aposta que eu perdi para Finnigan, mas eu até que gostei dela.
Tomei um banho relaxante e frio (eu não conseguia tomar banho quente depois do treino), meus cabelos pareciam mais longos quando molhados, chegando a bater na cintura. Assim que terminei de tomar banho, sequei-me. Já pronta para me vestir, percebi que deixara a minha roupa em cima da cama. Bufei revoltada, enrolei-me na toalha e fui para o meu quarto. Harry continuava lá, deitado, imóvel e lindo. Ele tinha um fraco sorriso nos lábios, seu peito subia e descia, indicando respiração. Algo naquele garoto chamava muito a minha atenção, mais até do que eu acho seguro, mas era algo inevitável.
- Por favor, continue de olhos fechados, Sr. Styles. – pedi, descendo a escada.
- Por quê? – ele perguntou, abrindo os olhos e me encarando. – Oh sim, você está de toalha. – Harry sorriu maliciosamente.
- Feche os olhos ou retire-se. – pedi pacientemente.
- Ok, eu fecho. – ele concordou, fechando os olhos.
Vesti as minhas roupas íntimas rapidamente.
- Pode falar. – informei. Senti Harry me comer com os olhos, e digo uma coisa: não sei se eu gostei, ou se eu detestei.
- Preto combina muito com você. – ele sorriu.
- Eu mandei falar, não abrir os olhos. Mas já que abriu, fala logo o que quer. – falei impaciente. Vesti-me rapidamente, já me sentia incomodada com o olhar dele sobre mim.
- Primeiro: sua bipolaridade me confunde. Segundo: eu vim para pedir desculpas. E terceiro: eu proponho uma trégua entre nós. Nada de brigas, cara feia, um irritando o outro. É isso. – ele disse, já de pé, ficando bem próximo a mim.
- Primeiro: não sou bipolar, eu sou latina, é diferente. Segundo: eu aceito suas desculpas. E terceiro: aceito a sua proposta. Uma trégua seria ótimo, até porque eu sou sua protetora, e viver em pé de guerra não é muito confortável. – respondi, afastando-me dele. Eu ainda não estava pronta para me envolver emocionalmente com alguém, e eu sabia que se Harry chegasse mais perto e me desse um beijo, todo o meu plano de não se envolver mais com ninguém iria por água abaixo.
Ele não gostou muito do meu afastamento.
- Bom, era só isso... Qualquer coisa, eu estarei na sala. – ele saiu do meu quarto.
Eu era uma idiota. Sim, eu sabia disso, mas meu medo de que tudo se repetisse era maior do que qualquer coisa.

Narrador's POV
Algum tempo depois, os dez jovens encontravam-se na sala. Louis e contavam como tinha sido o beijo e o pedido de desculpas, já que tinha visto os dois aos beijos enquanto ela voltava do seu campo de treino.
- Wow! Então quer dizer que outro casal foi formado? – perguntou.
Liam e estavam abraçados no chão. Louis e tinham as mãos entrelaçadas, ambos sentados no sofá. tinha a cabeça apoiada no ombro de Niall, e ele tinha uma mão descansando na cintura da garota.
- Bem, eu não sei... – disse, corando. Uma coisa rara de se acontecer.
- Sim, nós somos um casal. – Louis afirmou. – Algum problema para você, linda?
- Não. – ela sorriu, dando um selinho nele.
- Boo Bear, não acredito que você me trocou por ela. – Harry falou, fingindo estar chateado. – Pensei que o nosso amor seria para sempre.
- Ah, você sabe, curly, o nosso caso agora é só às escondidas. – Tomlinson falou com a voz afetada.
- Ai, meu Deus, olha onde eu fui me meter. – falou, dando uma tapa na própria testa.
- Olha, pelo menos eu não vou ficar segurando vela sozinha. – comentou. A menina estava com a perna enfaixada e em cima da mesinha de centro.
- Para com a palhaçada, ninguém aqui vai ficar de vela. – Smith riu.
- Veremos isso quando vocês começarem a se atracar ai no sofá. – Zayn revirou os olhos.
Então, do nada, a TV da sala foi ligada, fazendo Niall e gritarem de medo.
- Calma, gente. São só os nosso pais. – falou calmamente. – Puta que pariu! Os nossos pais!
As meninas se afastaram rapidamente dos meninos, e eles ficaram sem entender. Na verdade, uma das regras do CTPJA dizia que os agentes não poderiam criar laços amorosos com seus protegidos, com testemunhas, ou com os bandidos. E as meninas fizeram totalmente o oposto.
- Oi, gente. – sorriu envergonhada.
Os cinco casais do outro lado da tela estavam na sala de reuniões, sentados à mesa, quase todos inexpressivos.
- Oi, filhinha. – a Sra. Smith foi a única que sorriu. Apenas os Smiths tinham uma relação calorosa, as outras famílias não tinham muita demonstração de afeto.
- Essas meninas tem um ótimo DNA. – Niall comentou, sentando no chão, aos pés de .
- Pelo amor de Deus, cala a boca. – Liam sussurrou.
- Quais são as notícias? – perguntou.
Sr. Finnigan, um homem alto, bronzeado de olhos amendoados e duros, limpou a garganta antes de falar:
- Nós descobrimos mais coisas sobre o roubo do cofre de Carter McCruty.
- E o que vocês descobriram? – perguntou, ficando de pé.
Os pais das garotas se entreolharam, então Sra. Hastings falou:
- Vocês precisam vir para cá.
- Por quê? – semicerrou os olhos.
- Não é seguro que nos comuniquemos assim. – a Sra. Orellano respondeu. – Precisamos mostrar as provas das descobertas, e John construiu novos dispositivos para vocês.
As meninas ficaram mais animadas ao escutar que John Smith, pai de , havia criado mais aparelhos de espionagem para elas.
- Uhul, brinquedinhos novos! – falou, batendo um high-five com as meninas.
- Nos vemos em duas horas. – a Sra. Hastings informou.
- Espera! E quanto aos meninos? – perguntou, apontando para os garotos, que estavam quietos, tentando processar a informação de que estavam de frente para as autoridades.
- Oh sim, os meninos. – a Sra. Finnigan sorriu.
- Tragam-nos também. – o Sr. Orellano falou, e então a tela desligou.
- A boa educação mandou avisar que o “Tchau” ainda é usado, ouviram? – reclamou para a tela preta.
- Vamos nos arrumar, precisamos estar prontos em dez minutos. – falou, subindo a escada rapidamente.
As meninas ficaram de pé e subiram para se arrumarem. se trocou com a ajuda de e .
Depois de se trocarem, os dez se encontraram na garagem, todos com roupas de frio, já que lá fora a temperatura caía. Ficou decidido que cada menina levaria um menino.
Orellano, como sempre, optou pela moto, mesmo com Harry dizendo que iria chover. Smith escolheu seu Jaguar XKR preto. Hastings preferiu ir com o seu Porsche Panamera prateado. Finnigan optou pela moto dela, uma BMW, assim iria mais confortável (na sua concepção) e não machucaria tanto a perna. E Guthier escolheu a sua amada Ferrari vermelha.
Os meninos apenas acompanharam as meninas até os veículos e montaram - ou entraram - neles. Então aceleraram para a saída da mansão e se prepararam para sair, pois a viagem demorava em torno de uma hora e meia.
e Niall foram os responsáveis por trancarem os portões, então eram os últimos na frota de veículos.
Em uma das motos, Zayn apertava , com medo de cair. Tudo o que ele via ao seu redor eram borrões.
- Zayn, assim você quebra as minhas costelas. – a voz de soou em seu ouvido, fazendo o garoto se assustar.
- Como você...? – ele perguntou.
- Os capacetes têm fones Bluetooth. – ela riu.
- Tecnologia de ultima geração. – foi a vez de rir. – Oi, gente.
- Oi, . – disse.
- Harry, eu juro que se eu sentir suas mãos nos meus seios novamente, eu empino a moto e te deixo cair. – Orellano gritou, fazendo e Zayn rirem.
- Foi mal, é que eu estou com medo. – Harry se justificou. Por dentro, o garoto segurava-se para não rir.
- Se eu fosse você, Harry, eu ficaria com medo de estar em cima da mesma moto que a . – Finnigan riu.
- Cala a boca, Finnigan. – bufou.
A estrada estava vazia, por isso as meninas dirigiam tão rapidamente. Dentro da Ferrari, o celular de Guthier tocou.
- Atende para mim, Lou? – a menina pediu.
- Ok. – o rapaz pegou o celular no painel do carro e atendeu. – Alô?
- Louis? – era Niall do outro lado da linha.
- Fala, Green Goblin. – Louis riu.
- Engraçadinho. – Niall bufou. – Põe no viva-voz. – Horan pediu.
Guthier não desviava os olhos da estrada.
- Pode falar, Niall. – Tomlinson informou.
- Na verdade, sou eu que quero falar com a Guthier. – falou.
- Manda. – falou, olhando para a sua janela e vendo pilotar sem tirar os olhos da estrada.
- Que tal uma corrida até o CT? – Hastings propôs.
- Tô dentro. – sorriu.
- Promete que eu vou continuar vivo? – Niall perguntou do outro lado da linha.
- Avisa a e a , que eu aviso a . – pediu, desligando em seguida.
- Corrida? – Louis perguntou incrédulo.
- Viva o perigo! – riu. – Põe a e a na linha.
- É pra já. – Tomlinson riu.

No Jaguar, e Liam conversavam sobre assuntos aleatórios, quando o celular de Payne tocou. Era Niall.
- Alô? – Liam falou. olhou de soslaio para o garoto. – Ok, espera. – Payne colocou no viva-voz.
- , encosta o carro e vamos apostar corrida. – pediu.
- Opa, corrida! – Smith falou animada.
Mesmo sendo uma coisa errada e perigosa, se sentia feliz com a ideia de ganhar novamente uma corrida com as garotas. Smith estacionou o carro no acostamento, depois parou ao seu lado, assim como .
- Uma corrida? – perguntou, assim que Louis disse. – Só se for agora.
- Deem meia volta. – pediu.
- Ok. – Finnigan e Orellano concordaram.
Ambas deram meia volta e pararam ao lado dos carros. Zayn e Harry sentiam que, a qualquer momento, os corações deles sairiam pela boca.
- Se segura, Harry. – mandou. Harry abraçou a cintura da menina mais forte do que antes. sentiu a região formigar.
- Está firme ai atrás, Zayn? – perguntou.
- Sim. – o garoto respondeu.
Hastings abaixou o vidro da janela e gritou:
- AO MEU COMANDO! TRÊS... DOIS... UM... JÁ!


Capítulo 8 - Evidences of the crime


Se quiserem, coloquem essa música para tocar.

Todos aceleraram e dispararam lado a lado. Guthier estava a poucos centímetros da gente com sua Ferrari.
Os meninos gritavam de emoção. Todos os dez jovens tinham adrenalina pura correndo nas veias. Em poucos segundos, a moto de Finnigan ultrapassou o Jaguar vermelho, que estava em segundo lugar. A Ferrari se mantinha em primeiro lugar, com uma distância consideravelmente boa. era a última, à sua frente estava o Porsche prateado de .
- , acelera essa moto, senão nós vamos perder. – Harry pediu.
- Você é quem manda. – ela riu. – Segure-se. – o garoto obedeceu, e a agente empinou a moto e acelerou ao máximo, ultrapassando o Porsche e o Jaguar.
No Porsche, Niall estava agarrado ao banco. ria dele, mas não tirava os olhos da estrada.
- Oh não, a Orellano nos passou. – Hastings bufou. Pisou mais fundo no acelerador e viu pelo canto do olho Niall rezando baixinho. – Calma, Niall, eu não vou deixar nada acontecer com você.
No Jaguar, havia ligado o rádio e cantava New Devine a plenos pulmões. Ela nem se importou com o fato de ter Liam como sua plateia, algo naquela música a deixava totalmente animada.
- , ali tem uma curva. – Liam apontou. O garoto sentia um enorme frio na barriga, e o mais estranho era que ele gostava da sensação.
A moto de estava à frente do carro de .
- Orellano, meu amor, a não ser que você seja muito boa em curvas, eu vou te passar. – Smith sorriu de um jeito assustador, mas no ponto de vista de Payne, um sorriso muito sexy.
A curva se aproximava. A Ferrari preta e a moto BMW já tinham passado por ela. Finnigan e Zayn quase encostaram suas pernas esquerdas no asfalto.
A Honda preta de Orellano acelerou um pouco mais, e passou Smith na curva.
- Passamos mais uma. – Harry comemorou.
- Sou foda, ultrapassei nossa piloto de fuga. – riu presunçosa.
- Não! Vadia! – falou revoltada, ao ver a moto da amiga ultrapassar seu carro.
O Porsche e o Jaguar estavam lado a lado. Lá na frente, a disputa era entre as duas motos e a Ferrari.
- Sinto muito, mas vocês não irão me passar. – Guthier falou, sorrindo diabolicamente.
- Lembre-se de que eu pretendo sair vivo daqui. – Louis falou.
- Relaxe, Lou, você ficará bem. – riu.
estava mais à frente, e já podia ver o prédio do CT aparecendo. O velocímetro marcava 300km/h, uma batida seria fatal.
Guthier pôde ver Finnigan e Orellano a ultrapassarem.
- Filhas de uma puta. – falou frustrada.
- Mais rápido, ! – Louis pediu.
- Mesmo se eu quisesse, Lou, o carro não suporta. – justificou. – As motos têm nitro, por isso elas podem correr tanto. Elas vão ganhar.
Na frente, Finnigan e Orellano disputavam o primeiro lugar.
- Qual é, Finnigan, mostre o seu poder. – provocou.
- Você pediu. – sorriu debochada, mesmo sabendo que ninguém veria. A garota apertou o botão verde do painel de sua moto, ativando o turbo.
- EU VOU MORRER! – Zayn gritou.
- Se segura, Harry! – gritou. A garota apertou seu turbo também.
- CARALHO! PAPAI DO CÉU, ME PROTEJA! – Styles gritou.
e riram das reações dos garotos. As árvores iam abrindo espaço para um estacionamento com chão de cascalho. O enorme prédio de concreto já era bem visível. Muros enormes, de aproximadamente dez metros, cercavam o lugar. Por um momento, a moto de perdeu velocidade, e foi suficiente para Finnigan ganhar a corrida. foi diminuindo a velocidade, até parar. Zayn desceu da moto, arfando.
- Acho melhor voltarmos. – Zayn falou com a mão no peito.
- Por quê? – perguntou, tirando o capacete e arrumando os cabelos com a mão.
- Porque eu acho que meu pulmão, meu coração, e meus órgãos no geral caíram pelo caminho. - Malik respondeu, arregalando os olhos numa careta fofa e engraçada.
A moto de estacionou, e logo depois os três últimos carros pararam.
- Qual é, Orellano, deixou a Finnigan ganhar dessa vez? – Guthier falou, saindo do carro, assim como o restante.
- Minha gasolina está no fim. – Orellano respondeu, descendo da moto já com o capacete em mãos. – Não vai dar para a volta.
- Desculpa esfarrapada. – cantarolou, passando de mãos dadas com Niall.
- Falou a última a chegar. – Harry respondeu, postando-se ao lado de . mostrou a língua para Styles.
- Minhas pernas estão bambas. – Liam falou, apoiando-se no capô do carro de .
- Maricas. – riu.
- Hey, deixa o Liam em paz, por favor. – reclamou, abraçando o garoto de lado e dando-lhe um selinho.
- Ai, credo, fiquei com diabetes agora. – revirou os olhos e foi em direção aos grandes portões de ferro. A garota inseriu o cartão de identificação na trava digital e aproximou a palma de sua mão. O portão se abriu e a trava devolveu o cartão.
- Lar, doce lar. – sorriu quando entrou no campo de treino.
Uma trilha de cimento levava até uma grande porta de vidro, que dava acesso ao enorme prédio com as inicias CTPJA entalhadas em cima da porta. A trilha tinha pelo menos vinte metros. O prédio parecia três vezes maior, visto de perto. Antes de chegar até ele, havia um campo de batalha e treino. Pessoas lutavam e atiravam flechas, lanças e objetos cortantes para todos os lados. Meninos e meninas de todas as idades treinavam ali.
- Isso parece o acampamento meio-sangue. – Niall comentou.
As meninas sorriram de lado.
- Eu sabia que não era a única que pensava isso. – riu.
e Harry andavam à frente, um do lado do outro. e Liam tinham as mãos dadas e estavam logo atrás de e Harry. Niall tinha seu braço nos ombros de . Eles iam logo atrás de Smith e Payne. e Louis andavam com as mãos entrelaçadas atrás de Hastings e Horan. Zayn e Finnigan por último, também lado a lado.
- Vocês moram aqui? – Zayn perguntou impressionado.
- Praticamente sim. – Guthier respondeu, virando-se para trás. – Nós temos as nossas casas, mas passamos mais tempo aqui do que lá.
- Deve ser o máximo morar aqui. – Liam sorriu.
e assentiram.
- Mas não é. Nós não somos livres para sairmos daqui quando bem entendermos. – Orellano disse, sem olhar pra trás.
Harry olhou para a garota e percebeu que ela tinha o maxilar trincado, o que ele interpretou como ódio.
- Treinar, treinar e treinar. É só isso que nós fazemos aqui. É quase como um cativeiro. – Finnigan concordou. – Eu me pergunto todo dia por que os pais dessas crianças as colocam aqui.
Os meninos entenderam que nada era tão fantástico quanto parecia. As meninas estavam cansadas daquele lugar, cansadas de não poderem ser adolescentes normais.
- Talvez pelos mesmos motivos que os nossos. – Guthier respondeu, dando de ombros.
Chegaram à porta de vidro automática. Do lado de dentro, o lugar era maior ainda. Logo na entrada, havia um balcão, onde uma secretária falava ao telefone. Ela tinha cabelos loiros, presos num coque bem elaborado que não deixava um fio sequer solto. Seus olhos verdes estavam quase escondidos pelos óculos de grau que usava. Ela tinha trinta e poucos anos, era baixinha e tinha o rosto impecável. Poderia facilmente ser confundida com uma modelo.
Do lado leste do saguão havia uma lanchonete, onde alguns jovens comiam e conversavam. Do lado oeste havia uma loja de equipamentos esportivos. Um pouco mais ao fundo havia alguns computadores e um sofá vermelho, que ficava de frente para uma grande TV. Aquela deveria ser a sala de espera do local.
- Oi, Crystal. – sorriu feliz em ver o rosto familiar da secretária.
- Olá, meninas. Tudo bem com vocês? Como anda a primeira missão?
- Ah, está correndo tudo bem até agora. – respondeu sorrindo. – Você pode avisar aos nossos pais que estamos aqui?
- Eles estão à espera de vocês. – Crystal sorriu.
- Obrigada, Crys. – Guthier e Finnigan sorriram.
- De nada, e sejam bem-vindos, meninos. – Crystal sorriu. Todos retribuíram o sorriso.
Os dez jovens andaram até o elevador, que ficava entre a lanchonete e a loja de equipamentos esportivos. apertou o botão 9. tinha as costas apoiadas na parede fria de metal e mantinha os olhos fechados.
- O que foi, ? – Liam perguntou, ao ver a garota fazendo careta enquanto tinha os olhos fechados.
- Ela tem medo de elevador. – Guthier riu.
- Sério? Elevador? – Louis riu.
- Você tem medo de ficar velho, e eu não estou te zoando por causa disso. – falou sem abrir os olhos.
Todos riram. O elevador parou com um tranco, o que fez gemer de medo e abrir os olhos. As portas de metal se abriram, e eles saíram de dentro do pequeno local.
- Calma, . Passou, passou. – abraçou a amiga, zombando da garota.
- Se eu fosse você, eu não me zoaria, senão eu digo que você tem medo de pombos. – falou.
- Eu disse que não era para você contar para ninguém, ! – cruzou os braços, fazendo cara feia para Orellano.
- Vamos logo, não temos tempo para a DR de vocês. – Guthier apressou.
As garotas conduziram os cinco rapazes até uma porta dupla que ficava no fim do grande corredor bem iluminado. Orellano abriu-a com um empurrão, e eles entraram na sala de reuniões. Uma sala ampla e bem decorada, onde dez agentes estavam esperando por eles. Um homem com terno preto e camisa azul por baixo, que tinha olhos azuis como o mar caribenho, cabelos até a altura das maçãs do rosto e uma barba por fazer, os meninos identificaram como o pai de , Alain Guthier. Sua esposa, Clarisse Guthier, era alta, esbelta e tinha longos cabelos pretos, que chegavam à altura de sua cintura fina. Ela e se pareciam muito. Os mesmos lábios cheios e vermelhos, o mesmo jeito de sorrir de lado. O Sr. e a Sra. Guthier tinham por volta de quarenta anos, mas ainda assim pareciam bem mais jovens, e tinham aquela estimada elegância francesa.
Roger Orellano, o pai de , era alto, tinha ombros largos e cabelos castanhos e curtos, com um pequeno topete. Ele tinha os mesmos olhos castanhos esverdeados que a filha; sua barba estava por fazer, o que o deixava parecendo um galã de novela. Sua esposa, Clara Orellano, fazia jus ao que diziam sobre a mulher brasileira: tinha os cabelos acobreados, num corte repicado na altura dos ombros; olhos castanhos e o típico corpo brasileiro. era a mistura perfeita de Roger e Clara. O Sr. e a Sra. Orellano tinham por volta de 35 anos, mas assim como os outros agentes ali presentes, eles pareciam alunos de alguma faculdade.
Tyler Hastings, pai de , era mais baixo que Roger e Alain. Tinha os cabelos loiros e curtos; seus olhos tinham um tom chocolate, assim como os de . Ele tinha uma cicatriz abaixo de sua sobrancelha, mas isso não o deixava feio; pelo contrário, deixava-o elegante. Assim como os outros homens, tinha ombros largos e parecia um modelo. Chelsea Hastings era a típica mulher inglesa: pele branca como porcelana, cabelos castanhos na altura do peito e olhos claros como âmbar. Ela e eram muito parecidas, a única diferença era a cor dos olhos.
Clarisse Finnigan era alta e tinha a pele bronzeada, como a da filha. Seus cabelos eram castanhos, com alguns reflexos mais claros; tinha os olhos claros como os de , e o rosto delicado como o de uma boneca. Thomas Finnigan era do tamanho de Spencer, mas tinha cabelos e olhos amendoados. Sua tatuagem com o nome de sua filha estava à mostra no pulso esquerdo; e sua aliança, que indicava o casamento de mais de 18 anos com Clarisse, também era bem visível.
Emma Smith era alta, tinha a pele bronzeada e os olhos castanho-escuros. Seu cabelo era preto, assim como os de . Seu corpo era invejável. Sua pele brilhava, de tão linda que era. Jonathan Smith tinha o cabelo castanho claro e os olhos tão azuis como uma piscina. Não era tão alto quanto os outros homens, mas quem ligava? Sua beleza não deixava que percebessem sua pouca altura. Apesar de parecer com sua mãe, ela tinha os traços finos, os mesmos olhos e nariz de seu pai.
- Papai! Mamãe! – soltou a mão de Liam e correu para abraçar os pais.
As outras meninas também cumprimentaram os pais, e os meninos ficaram parados num canto da sala, envergonhados demais para fazerem qualquer coisa.
- Olá, meninos. Sou Roger Orellano, pai da . – o Sr. Orellano cumprimentou-os com um aperto de mão.
- Olá. Eu sou Zayn. Esses são Liam, Niall, Harry e Louis. – Zayn apontava para os amigos.

Louis' POV On
- Oh, querido, nós já sabemos quem são vocês. – Sra. Hastings sorriu amigavelmente. Ela e eram assustadoramente parecidas, a única diferença era que a Sra. Hastings era mais velha.
- Então, quais são as novidades? – perguntou, sentando-se num sofá no canto da sala.
- Descobrimos que McCurty desapareceu. A Interpol deu ele como morto... – falou um homem, com sotaque forte. Logo pude identificá-lo como o Sr. Guthier.
- Acho que é seu sogro. – Niall cochichou no meu ouvido.
Vi nos encarar com um sorriso como quem diz "eu sei do que vocês estão falando”. Essa menina me assusta.
- E vocês não acreditaram, estou certa? – perguntou, curvando-se para frente.
- Não. – disse o homem de cabelos claros, pai de . – Nós achamos que Carter foi sequestrado.
- Sequestrado? – indagou, sentando-se.
- Sentem-se, meninos. – Sra. Smith sorriu, apontando para a enorme mesa, onde as meninas já estavam acomodadas.
Assentimos e sentamos à mesa. Eu fiquei entre Niall e .
- Sim, sequestrado. Não sabemos ao certo por quem, mas eles não matariam um agente da Interpol tão rapidamente se eles podem usá-lo para montarem as bombas e contar como as coisas funcionam. – Sra. Orellano respondeu.
Louis' POV Off

Zayn’s POV On

- Então, o que descobriram sobre o assalto? – perguntou.
- Fora o que vocês nos contaram, descobrimos que naquele cofre havia dois microchips muito importantes. – Sr. Orellano cruzou os braços.
- Aqueles microchips continham informações importantíssimas. – Sra. Finnigan completou.
- Como o quê? – perguntou, semicerrando os olhos.
- Uma lista de nomes dos procurados pela Interpol, CIA e FBI . O outro contém instruções de montagem de armamentos pesados. – Sr. Smith respondeu.
- Por que Roman iria querer armamentos pesados? – perguntou.
- Para acabar com a Interpol, ou começar uma guerra civil entre a Itália e a Inglaterra. – respondeu.
, que estava de cabeça baixa, respondeu:
- Na verdade, é quase isso. Roman é mercenário, ele vai querer vender esses armamentos para a Coreia do Norte e para os Estados Unidos. Ele vai começar essa guerra, e isso afetará a Interpol, o FBI e a CIA. Meu país é o maior fabricante de Urânio, pode ter certeza que o Brasil o venderá para os Estados Unidos, e soldados brasileiros também serão convocados para a guerra.
tinha lágrimas nos olhos. A primeira coisa que fiz foi abraçá-la. Mesmo não tendo muita intimidade, eu não gosto de ver alguém chorando. Pelo canto do olho, pude ver Harry fechar a cara.
- Onde esses microchips se encontram? – perguntou.
- Os microchips têm localizadores, mas de alguma forma não conseguimos descobrir o local exato. – Sra. Guthier respondeu com seu sotaque.
Olhei à minha volta e percebi que as meninas estavam com expressões que variavam de pânico, medo e determinação. Eu e os meninos não estávamos entendendo muita coisa, mas deu para perceber que as coisas estavam feias. soltou-se do meu abraço e secou os olhos.
- Obrigada. – ela deu um beijo fraco na minha bochecha. Do outro lado da mesa, Harry trincou o maxilar. pareceu tentar ignorar, mas não conseguiu evitar um olhar de chateação.
- Onde eles estão? – perguntou.
- Localizamos um deles em Harlow, o outro aqui em Londres. – Sr. Hastings respondeu.
Zayn’s POV Off

- Percebemos que Roman está relacionado ao roubo do banco, e temos quase certeza de que ele é o encarregado de matar os meninos. – falou, encarando os dez adultos.
- Também percebemos essa ligação. O que nós não entendemos é o porquê de ele estar envolvido nisso e qual é a relação dele com a máfia italiana. – Clarisse suspirou.
As meninas suspiraram. Os meninos tentavam entender a situação e, acima de tudo, por que todos temiam Roman - e quem era ele. Hastings limpou a garganta e se mexeu na cadeira de maneira desconfortável.
- Nós ficaremos de olhos abertos em relação a isso. – assentiu.
- Bom, meninos e meninas, vocês estão dispensados. – Sra. Smith falou, ao perceber o clima pesado.
- E os novos equipamentos? – perguntou com os olhos brilhando.
- Oh, sim, venham comigo. – Sr. Smith falou, abrindo a porta. Os dez jovens ficaram de pé e seguiram o homem.
Os outros agentes permaneceram dentro da sala de reuniões.
Assim que as portas de metal se abriram, os onze entraram no elevador. fechou os olhos, e o Sr. Smith apertou o botão para o andar subterrâneo.
- , você está bem? – Liam perguntou, ao ver a garota segurando uma barra de ferro fortemente.
- Sim. – ela assentiu de olhos fechados. – Mais ou menos, quero dizer.
- Sabia que é mais provável um avião cair, do que um elevador? – Zayn comentou, tentando deixar a menina mais calma.
abriu os olhos e ergueu uma sobrancelha.
- Ah, Zayn, valeu por me deixar com medo de aviões também. Sério, muito obrigada. – ela respondeu ironicamente.
Harry segurou na mão da menina, que sorriu ao sentir o toque quente.
- Eu te protejo. – Styles falou baixinho com um sorriso no rosto.
- Outro casal se formando. – virou pra trás e sussurrou no ouvido de Zayn, que sorriu.
O elevador parou e, quando as portas se abriram, foi a primeira a sair.
- Graças a Deus. – a garota falou, colocando a mão no peito para sentir o batimento cardíaco. – Da próxima vez, eu uso as escadas.
- Pronto, , passou. – Guthier riu.
- Vamos logo, não temos o dia todo. – Sr. Smith apressou-os.
O corredor era escuro, as paredes eram cinza e a luz que havia não iluminava muita coisa. Era um local sombrio.
- Esse lugar me dá medo. – Niall falou. Sua voz ecoou pelo corredor.
- Aqui ficavam as celas de segurança máxima. – Sr. Smith explicou. – Terroristas, assassinos, pedófilos e ladrões perigosos ficavam aqui.
- E o que aconteceu com eles? – Zayn perguntou.
- Morreram vinte e três anos atrás. Foram mandados para a cadeira elétrica, caldeira e outros tipos de tortura. Isso aconteceu quando aqui ainda era a sede da Interpol. – Jason explicou.
Finnigan e Guthier se entreolharam com sorrisos cúmplices.
- Dizem que é possível escutar os gritos desses presidiários mortos. – falou, colocando medo nos meninos, que engoliram seco.
- Mentira. – Louis revirou os olhos.
- Mentira? – perguntou, erguendo uma sobrancelha. – Em todos os quartos há uma cruz na porta, para espantar espíritos revoltados.
Os meninos arregalaram os olhos, estavam espantados e morrendo de medo.
- Parem de colocar medo neles. – Sr. Smith riu.
- Ah, estava legal vê-los com medo. – as meninas riram.
- Medrosos. – riu.
Todos passaram por uma porta de ferro e entraram em uma sala enorme, maior do que a mansão onde moravam. Pessoas andavam para lá e para cá, trajadas de jalecos brancos. Havia mesas e prateleiras espalhadas pelo ambiente.
- Aquilo é uma caneta? – Niall perguntou ao ver um homem segurando uma caneta com o maior cuidado do mundo.
- Nunca subestime o poder de uma caneta. – Orellano respondeu.
- Ela vai virar uma espada? Porque eu achei que aquilo fosse ficção. – Harry perguntou.
- Ah, não. Aquela caneta é uma bomba capaz de explodir o Big Ben em trinta segundos. – o Sr. Smith riu.
O homem parou de andar e se pôs atrás de um enorme balcão de mármore. Os jovens ficaram lado a lado, para que todos pudessem ver o que se passava ali. John Smith colocou sete caixas sobre a bancada. Abriu a primeira, com um F na tampa.
- Finnigan, esses são seus novos equipamentos. – ele empurrou a caixa para a garota.
tirou de dentro da caixa um revólver dourado com seu nome marcado nele.
- Revólver reluzente, gostei. – Finnigan sorriu satisfeita. – Isso é um silenciador? – ela perguntou com os olhos brilhando.
- Sim, os legítimos fabricados no Brasil. – John Smith sorriu. – Veja os óculos de visão raio-X.
Finnigan colocou os óculos no estilo aviador e virou-se para seus amigos com um sorriso malicioso.
- Consigo ver as roupas íntimas de vocês. – ela riu.
- John, acho que você entregou esses óculos para a pessoa mais errada que tem nessa equipe. – riu.
tirou os óculos e colocou-os em cima da bancada.
- É legal, mas tem certas coisas que não são legais de ser ver. – Finnigan falou, sacudindo a cabeça.
- Como o quê? – Niall perguntou.
- Aquele cara ali. – falou, apontando para um cara rechonchudo que passava a quatro metros de distância do grupo.
Todos os onze riram da cara de .
- Ok, aqui está mais um para você, . Um lança-dardos tranquilizantes. - Sr. Smith entregou um pequeno revólver prata que não continha munições normais, e sim dardos tranquilizantes, com penugem rala e vermelha.
- Legal, agora já sei como fazer para a Guthier ficar calada. – Finnigan sorriu.
As meninas riram e fez careta.
- Engraçadinha. – revirou os olhos. – Sr. Smith, cadê os nossos presentes?
John assentiu e colocou no centro do balcão uma caixa preta com um enorme G vermelho na tampa, indicando ser de Guthier. Abriu a tampa da mesma e tirou de dentro uma grande espada, ainda envolta num pano preto que a protegia. tirou o pano preto com cuidado e viu ser uma espada gládio grega.
- Gládio? Sério? – ela perguntou com os olhos brilhando.
- Sim, e ela é toda sua. – John respondeu com um sorriso.
- Ah, cara, era só essa que faltava para a minha coleção. – sorriu, apontando a espada sem querer na cara de Liam.
- Hãn... Sei lá, , mas acho que você pode tirar a espada da minha cara. – Payne falou assustado.
Ao ver o que tinha feito, a menina puxou a espada para si, para poder analisar a lâmina. Era dourada, com dois fios de ouro no meio, e o cabo era de metal, envolto de couro branco. Pesava aproximadamente um quilograma e meio e tinha sessenta centímetros. Uma ótima arma de perfuração.
- Ainda não acabou. – Sr. Smith falou, chamando a atenção de .
A garota colocou a espada em cima do balcão e esperou que o pai de entregasse-lhe outro objeto. E assim ele o fez, dando a ela duas estrelas samurais e dois punhais.
- Eu soube que você estragou os seus anteriores. – ele falou, referindo-se aos equipamentos.
- Foi sem querer, juro. – Guthier sorriu.
- E por último, um canivete multiuso. Ele abre portas, tem uma lâmina afiada, é lanterna, laser e várias outras coisas do tipo.
- Uhul! Legal. – Guthier sorriu.
As meninas estavam ansiosas para receberem seus equipamentos novos. A próxima caixa a ser aberta era a de Hastings, que tinha um grande H rosa claro na tampa.
- , eu pedi braçadeiras novas para você. Elas são mais leves, e se você bater seus braços um no outros, espinhos vão se libertar. – John informou.
- Tipo a luva do Batman? – perguntou estupefata.
John assentiu.
- Meu Deus do Céu, isso é irado. – pegou as braçadeiras e envolveu-as nos braços, batendo um contra o outro. Logo, espinhos apareceram no lado externo das braçadeiras.
- Isso é legal. – Liam comentou, passando o dedo de leve por um dos espinhos e, sem querer, cortando o dedo. – OUCH!
- Eles são bem afiados. – Sr. Smith comentou. - Srta. Hastings, suas flechas e seu arco novos estão prontos. – ele falou, retirando um case de arco e uma aljava de flechas pretas metálicas, sem ponta, com algumas luzes vermelhas brilhando.
- As flechas explosivas? – Niall perguntou.
- Exatamente. – John respondeu.
- Ah, cara, isso é demais. – tinha os olhos brilhando de excitação.
A garota abriu o case do arco e viu que ele era pequeno, comparado ao seu arco anterior. Pegou-o na mão e, sem querer, apertou o botão para armar o arco, o que fez com que ele aumentasse de tamanho três vezes e acendesse uma luz azul no seu cabo.
- Senhor Smith, o senhor pode ter certeza que eu serei eternamente grata pelo presente. – Hastings tinha um brilho peculiar nos olhos, que demonstrava uma infinita satisfação.
- Fico feliz que tenha gostado do arco. – John sorriu. – Agora é o seu, .
O homem destampou uma caixa branca com um enorme O vermelho desenhado, indicando ser da garota Orellano. De dentro da caixa, tirou um relógio de pulso feminino com tiras pretas de couro com brilhantes incrustados em volta dos ponteiros.
- O que ele faz? – perguntou Orellano de maneira intrigada.
- Aciona uma bomba se você apertar o botão menor. E se girar esse anel que tem em volta dos ponteiros, vai acionar o laser. – Sr. Smith revelou.
- Brinquedinho legal. – Louis brincou.
- Isso pode matar várias pessoas em apenas um minuto, Louis. – advertiu.
Louis e se entreolharam.
- Brinquedinho legal. – Tomlinson e Orellano falaram ao mesmo tempo.
revirou os olhos e riu com o jeito dos amigos.
- Aqui está a sua bota, . – John falou, tirando uma bota militar de dentro da caixa e entregando-a à menina.
- Mas eu já tenho uma bota assim. – Orellano comentou.
- Essa é diferente. Ela tem um compartimento na sola. – ele falou, mostrando o compartimento que ficava no lugar do calcanhar. Dentro dele estavam atravessadas duas lâminas.
- Legal, mas o que essas lâminas fazem? – perguntou .
- Se você pisar suas vezes seguidas, as lâminas sairão e você poderá usar a bota como arma. – Sr. Smith respondeu.
- Esses brinquedinhos estão ficando cada vez melhor. – Zayn comentou.
- Eu é que não quero arrumar confusão com elas. – Harry falou.
As meninas riram, assim como Jonathan Smith.
- Por último, , aqui está a pistola que me pediu. – ele entregou à menina uma pistola com algumas luzes piscando, e no cabo tinha uma forma diferente das pistolas normais. – Ela vai fazer a leitura da palma da sua mão e apenas você poderá atirar.
- Valeu, Sr. Smith, eu sabia que iria conseguir. – Orellano sorriu.
- De nada. – John sorriu.
Os meninos olharam de maneira intrigada. normalmente não usava armas de fogo, por não achar necessário. Algo dizia que, se a garota estava usando uma pistola, então a situação estava grave.
- Filha, aqui está o seu. – John tirou a tampa da caixa preta.
- Finalmente. – a garota comemorou.
John Smith tirou de dentro da caixa uma espécie de tablet, porém fino igual a uma folha sulfite.
- Um tablet? – Zayn perguntou.
- Mais ou menos isso. Esse aparelho consegue mostrar em 3D a planta arquitetônica de qualquer edifício que vocês queiram. Também mostra o movimento das pessoas dentro desse edifício. – John esclareceu.
Todos os dez jovens ficaram perplexos com o que o homem acabara de dizer.
- Tem comando de voz. - Sr. Smith acrescentou. Pegou o aparelho em mãos e levou próximo ao rosto. - Centro de Treinamento para Jovens Agentes, Protectors Corporation.
Para a surpresa dos jovens ali presentes, uma luz azul acendeu no aparelho, e uma estrutura da mesma cor apareceu em 3D. Vários pontos laranjas apareceram na imagem.
- O que são esses pontos laranjas? – Niall indagou.
- São... Pessoas. – Liam respondeu hesitante. – Não são?
- Sim. – Sr. Smith respondeu com um sorriso triunfante. – E esses somos nós. – ele apontou para uma sala, onde várias pessoas laranjas andavam.
- Que legal. – os olhos de brilharam de excitação. – Quais são os outros equipamentos?
John assentiu e tirou de dentro da caixa dez de pequenos aparelhos, que pareciam feijões.
- O que são essas coisas? – Louis perguntou.
- Pontos eletrônicos. – as meninas responderam em conjunto.
- Mas por que dez pontos, pai? – Lu indagou curiosa. – Pelo que eu chequei hoje de manhã, eu tinha apenas duas orelhas.
John riu e entregou um ponto para cada um dos dez jovens ali presentes.
- Esses pontos são para todos. – explicou ele.
- Por que nós usaremos pontos eletrônicos? – Niall indagou, mais desconfiado.
- Segurança a mais nunca faz mal. – Sr. Smith deu de ombros.
- Ok. – Horan semicerrou os olhos.
- , aqui tem uma escuta para você. – Jonathan entregou o aparelho para a filha. – Você pode escutar tudo num raio de dois quilômetros.
- Gostei. – Orellano falou surpresa. – Dá para xeretar os vizinhos.
Todos riram.
- E é meu. – sorriu cínica para a garota latina.
mandou um dedo do meio para Lu, que revirou os olhos e sorriu.
- É só isso, Sr. Smith? – perguntou.
- Sim. – ele respondeu.
Finnigan e Guthier comemoraram com um high-five. Quando estavam prontos para dar meia volta, o homem chamou-os.
- Meninas, os uniformes de vocês já estão na mansão.
- Isso é que é eficiência. – Harry ergueu uma sobrancelha.
- Obrigada, Sr. Smith. – as garotas acenaram.
- Tchau, pai, nos vemos daqui a alguns dias. – sorriu e deu um beijo estalado na bochecha do pai.
Ao saírem da enorme sala com seus pertences em mãos, Guthier parou subitamente e encarou o espaço à sua frente, mas não via nada. Na verdade, a garota tivera um pensamento que poderia ajudar com o andamento da missão. Por pouco não largou a sua caixa no chão. A ação da garota não passou despercebida para os amigos à sua frente.
- , você está bem? – Louis se postou ao seu lado, preocupado.
Os outros andaram até ela, também preocupados.
- , responde. – Tomlinson chacoalhou a garota, fazendo-a piscar algumas vezes.
A garota Guthier olhou para as suas amigas. Niall tinha a impressão de que, se estivessem num desenho animado, com certeza uma lâmpada acenderia acima de sua cabeça. deu um sorriso ladino.
- Eu sei como localizar Roman. – respondeu.
Todos se encararam preocupados.
- Como? – perguntou.
- Conheço alguém que sabe tudo sobre Roman e com certeza está com ele nessa. – Guthier respondeu.
- E você pode falar quem é, ou eu vou precisar dar um soco na sua cara para descobrir quem é essa pessoa? – perguntou, erguendo as duas sobrancelhas.
- Primeiro, pare com a violência, você está passando tempo demais com a Orellano. – acusou. - Segundo, a pessoa a quem perguntar é o Phillip.
Os meninos se entreolharam sem entender de quem as meninas falavam. As faces das meninas estavam retorcidas em caretas, com um misto de surpresa, raiva e curiosidade.
- Acho melhor interrogarmos ele ainda hoje. – argumentou.
Louis levantou o braço, pedindo a atenção das garotas, que olharam para ele, incentivando-o a falar.
- Nós também vamos com vocês, certo? – Tomilinson indagou, apontando para si e seus amigos.
- É claro que não. – respondeu de imediato.
- O quê? Por que não? – Liam perguntou, elevando um pouco a voz.
- Ah, pelo amor de Deus. Vocês são testemunhas, não vamos colocá-los em risco. – respondeu, revirando os olhos.
- Então vocês nos deixarão sozinhos na mansão? Pelo que eu sei, isso seria ainda mais arriscado. – Niall argumentou.
- Ah, não, querido, vocês não ficarão sozinhos na mansão. – sorriu, analisando suas unhas recentemente pintadas de preto.
- Sozinhos? – Harry perguntou, reforçando o que Niall acabara de dizer.
As meninas se entreolharam. Por conviverem há muito tempo umas com as outras, apenas com um olhar elas conseguiam se comunicar. Essa era uma técnica que apenas os melhores agentes tinham.
- Sigam-nos. – Finnigan sorriu de lado, sugestivamente.
- Para onde vamos? – Zayn questionou.
- Vocês verão. – Guthier respondeu, dando-lhe um falso sorriso inocente.
Andaram de volta para o elevador, porém foi a única a não entrar. Apenas entregou sua caixa a Harry e pediu que a colocasse junto com a de .
- E você, vai para onde? – Styles perguntou.
bufou impaciente.
- Credo, vocês são curiosos demais. – Orellano fez careta. – Mas se te satisfaz, eu vou para a garagem preparar o carro para eu e as meninas partirmos o mais rápido possível. Ah, boa sorte com as novas companhias de vocês.
As portas de metal se fecharam antes de os meninos terem a chance de perguntar o que ela queria dizer com aquilo.
apertou o botão do quinto andar. O elevador não demorou muito para chegar ao seu destino: um corredor branco com várias portas de vidro. O lugar era totalmente o oposto de onde se encontravam segundos atrás. O corredor tinha enormes janelas no final e uma ótima iluminação. guiou-os para a outra extremidade do corredor. Ao olharem para as portas, os meninos perceberam que o que tinha atrás de cada uma delas eram salas de aula - cheias, por sinal. Pararam na última porta do corredor. pediu para que os outros ficassem esperando no e bateu na porta, chamando a atenção da professora e dos alunos.
- Entre, senhorita Smith. – a jovem professora de estratégia sorriu.
- Com licença, Srta. O’Donell. – sorriu impaciente. Os alunos tinham em média quinze anos, a maioria cochichava entre si quando a menina entrou. No fundo da sala pôde perceber dois garotos sorrindo maliciosamente para ela. – Se a senhora não se importar, eu preciso da ajuda das alunas Megan Miller, Chloe Chisholm e Mary Rodriguez.
- Posso saber por quê? – os olhos acinzentados da professora se estreitaram.
- É que eu preciso de uma ajudinha, e elas são prefeitas para a tarefa. – Smith sorriu, rezando para que a professora O’Donell deixasse, senão o seu plano iria por água abaixo.
Três garotas da fileira da frente sorriram empolgadas. Era raro ver uma das filhas dos diretores da corporação andando pelas salas de aula das turmas mais jovens.
- Ok. – Srta. O’Donell suspirou. – Pode levá-las, mas , que isso não se repita na minha aula.
Lu correu até a professora e depositou-lhe um beijo em sua bochecha. Marta O’Donell tinha por volta de quarenta anos. Irlandesa, cabelos castanhos curtos e olhos acinzentados, parecia muito mais jovem do que sua verdadeira idade e fazia qualquer aluna invejá-la por causa do físico esbelto e magro. Marta fora chamada para ensinar os jovens agentes quando ainda trabalhava para o KGB.
- É por isso que a senhora é a minha professora favorita. – Lu sorriu.
- E você, minha aluna mais brilhante. Ao contrário de sua amiga Guthier, que era uma preguiçosa. – Marta sorriu.
- Hey! Eu escutei isso, Marta. – apareceu na porta com cara de falsa indignação.
Todos na sala riram, inclusive a Srta. O'Donell.
- Bom, meninas, acho melhor irmos logo. – sorriu, chamando as três garotas, que já tinham todos os materiais em mãos e estavam prontas para sair. – Obrigada, Srta. O’Donell.
- De nada, querida. – ouviu assim que fechou a porta.
- AI! – escutou a voz de Chloe.
- MEU! – Megan deu sequência à fala da amiga.
- DEUS! – Mary concluiu a frase.
encontrou as três garotas perplexas, encarando os seus cinco garotos, a quem deveriam proteger.
- Oi. – Niall falou acanhado. Os outros meninos pareciam assustados demais para falar algo.
- Ai, meu Deus. Niall Horan nos disse oi. – os olhos de Megan brilhavam. Ela tinha descendência indígena, com cabelos longos e pretos lustrosos, pele morena avermelhada e olhos muito pretos. Era também americana, mas era do Texas.
- Hã... Quem são essas? – Louis perguntou, apontando para as três garotas à sua frente.
- Essas são Megan. – apontou para a garota ao seu lado, que era um pouco mais baixa do que ela.
- Chloe. – apontou para a garota escocesa à sua frente. Chloe tinha cabelos loiros e cacheados, olhos verdes e algumas sardas espalhadas pelo rosto.
- E Mary. – sorriu, apontando para a garota espanhola à sua esquerda. Mary tinha cabelos castanhos cacheados, presos em uma trança lateral. Os olhos castanhos estavam pintados com uma sombra rosa chamativa.
- Oi. – as meninas falaram num sussurro.
- Elas tomarão conta de vocês enquanto estivermos fora. – explicou.
Os meninos entraram em choque. Quando conheceram suas atuais protetoras, nenhuma delas demonstrou ser fã ou conhecer o trabalho dos garotos. No começo, eles acharam ruim o fato de não serem reconhecidos, depois de tanto esforço como músicos, mas agora todos eles sentiam falta de não serem reconhecidos. Eles sabiam que, desde o começo, aquilo fora um plano das cinco agentes com quem conviviam. Elas sabiam quais alunas eram suas fãs e as escolheram como forma de tortura. Isso não significava que eles não gostavam de suas meninas, pelo contrário, eles as amavam incondicionalmente, mas passar o dia trancados com três fãs loucas seria demais.
- Sério? – Mary perguntou espantada.
- Com certeza. Eles serão só de vocês essa tarde. – Finnigan sorriu maldosa para os meninos.
- Ai, meu Deus. Obrigada, meninas. Esse é o sonho de nossas vida. – Chloe abraçou Guthier de surpresa.
nunca gostara das alunas mais novas, principalmente daquelas três. Já teve a idade delas, é claro, mas via que a cada turma nova que se formava, as garotas tornavam-se mais vulgares e irritantes com aquelas vozes nasaladas e finas.
- Ok, querida, já pode soltar. – Guthier afastou delicadamente a garota. – Só prometam que vão aproveitar ao máximo a tarde de vocês. E não os deixem sozinhos um minuto sequer.
, , e riram da piadinha interna. Mesmo não gostando das três garotas, foram elas que as socorreram quando precisavam saber sobre a One Direction.
- Então é isso? – Zayn se pronunciou espantado. – Vocês estão nos castigando? Só quero saber o motivo do castigo.
- Castigo, caro Malik? – sorriu, erguendo uma sobrancelha. – Não é castigo, só queremos deixá-los em boas mãos, e nós sabemos que essas três alunas saberão cuidar de vocês do modo correto.
Finnigan e Hastings fizeram um high-five em forma de comemoração.
- Bom, precisamos ir. deve estar impaciente lá no carro. – chamou a atenção das garotas.
As meninas caminharam para o elevador, deixando os cinco garotos sozinhos no corredor com as três fãs.
- Boa sorte, meninos, vocês vão precisar. – riu debochadamente.
Ao chegarem no estacionamento do local, encontraram encostada no GMC Yukon preto. Sorriu de lado ao ver as amigas, pois sabia que o plano tinha dado certo. Sua roupa estava diferente, agora usava uma calça preta de couro, coturnos militares pretos e uma camiseta preta com gola V. Em sua cintura estava o coldre com o revólver recém-adquirido e um punhal.
- Pensei que demorariam mais. – pronunciou-se, desencostando do carro e descruzando os braços.
- As meninas tiveram um surto de fã e os meninos, de pânico. – Guthier andou até a amiga. – Vejo que trocou de roupa.
- Preciso de algo mais discreto, e acho melhor vocês fazerem o mesmo. – Orellano informou.
- Fazer isso aqui na rua? – perguntou, olhando para os lados.
- Meu Deus, , de vez em quando você consegue ser bem lerda, até mesmo para os meus padrões. – revirou os olhos. – A gente faz isso no carro.
- Ah, sim. – concordou.
As meninas entraram no carro, com no volante e as outras no banco de trás se trocando.
- Engraçado, pensei que Phillip tivesse morrido quando prendemos Roman. – comentou.
- Pode acreditar, ele está mais vivo do que antes. – Guthier respondeu. – , vira a esquerda na Rodovia Great Chertsey. – informou a garota francesa.
- Pelo que vejo, teremos uma longa viagem. – Orellano suspirou.
Depois de pelo menos uma hora andando de carro até a cidade de Londres, finalmente chegaram a uma rua com vários prédios residenciais. indicou o prédio e estacionou na esquina do mesmo. A construção era branca com várias janelas de vidro esverdeado. Finnigan contara dez andares, mais o apartamento da cobertura, o qual elas teriam que invadir.
Não foi difícil passar pela portaria. Enquanto distraía o porteiro e os seguranças, fingindo ter desmaiado, as outras quatro entraram sorrateiramente no local, tomando cuidado para não serem vistas pelas câmeras de segurança - o que era difícil, mas não impossível. tinha preso em seu coldre um aparelho que causava interferência na câmera central do elevador. Quando o mesmo abriu as portas, encontraram esperando-as no pequeno hall, apoiada na parede olhando para suas unhas. A garota britânica tinha subido pelo elevador de serviço e chegara mais rápido.
- Tem certeza de que ele não está em casa? – perguntou a .
- Claro que sim, Phillip é tão previsível que me dá enjoo. – Guthier reclamou.
- Ok, vamos abrir essa linda porta. – sorriu, pegando grampos próprios para abrir portas.
Em menos de um minuto, a grande porta preta estava aberta. As luzes do local estavam apagadas, e estava tão silencioso que era possível escutar as respirações das cinco garotas.
- Agora, o que nos resta é esperar e nos prepararmos. - suspirou.


Capítulo 9 - Past, present, future and you


Phillip’s POV.
Desci do meu carro, dei a volta nele e abri a porta do carona para que Daisy saísse. Ela pegou minha mão e saiu do carro. Seu cabelo louro estava perfeitamente arrumado, e o vestido vermelho colado ao corpo só me fazia querer chegar mais rápido ao meu apartamento. Entramos no hall do prédio onde eu morava. Clive, o porteiro, conversava com um dos seguranças do local sobre uma garota desmaiada. Eles apenas me cumprimentaram com um aceno e voltaram à conversa.
Ao entrarmos no elevador, Daisy começou a dar leves chupões em meu pescoço. Minhas mãos desceram para o seu quadril. Em pouco tempo estávamos nos beijando. As portas do elevador se abriram e, sem desgrudar nossas bocas, andamos até a porta do meu apartamento. Não me pergunte como consegui fazer tal coisa, só sei que consegui. Minha camisa social azul já tinha todos os botões abertos e a alça do vestido de Daisy já não estava mais no devido lugar. Tive que me separar dela para poder destrancar a porta.
- Espera só um pouquinho, gata. – sorri maliciosamente. A porta abriu e em poucos segundos eu estava dentro do meu apartamento completamente escuro.
Algo não parecia certo. Eu me sentia observado.
- Phillip? – Daisy me chamou. – Está tudo bem, querido?
Ela me abraçava de um jeito que eu já não aprovava mais. Soltei-me de seu abraço, procurei pelo interruptor e, quando o encontrei, acendi as luzes da sala. Estava tudo como eu havia deixado há quatro horas. Os sofás vermelhos de camurça, o tapete branco com uma mancha de vinho, os porta-retratos ao lado da televisão de LED... Mas ainda assim algo me incomodava.
- Viu? Não tem nada aqui, amor. – Daisy me deu um selinho.
A pistola presa no meu cinto parecia mais pesada. Peguei-a e fiquei preparado. Daisy já me vira inúmeras vezes segurando aquela pistola, então não se assustou.
- Tem alguém aqui. – falei baixo.
Daisy assentiu, entendendo o que eu havia dito. Andei silenciosamente até o meu quarto com Daisy em meu encalço. Uma luz azulada saía por debaixo da porta, mas ela se apagou assim que eu toquei a maçaneta.
Phillip’s POV Off

’s POV.
Estávamos esperando por Phillip em seu quarto, que mais parecia um apartamento do que um quarto. estava sentada na poltrona reclinável, eu estava deitada ao lado de na cama enorme e e estavam sentadas no sofá de dois lugares próximo à janela que dava vista para o Big Ben. Ao ver que estavam no corredor que dava acesso ao quarto, desligou seu tablet “mágico”.
Meu estômago dava voltas. Eu não gostava de Phillip, ele era egocêntrico, narcisista e uma versão mais covarde e britânica do Roman. Eu sentia raiva dele por ter me deixado levar pelo seu sotaque e pelo charme e ter me envolvido com ele. Se arrependimento matasse, eu teria morrido na manhã em que acordei nua na cama de Phillip dois anos atrás.
A porta foi aberta. Duas silhuetas apareceram no batente e eu sabia o que significava. ficou tensa ao meu lado, cruzou as pernas novamente, e ficaram de pé com armas em punho e se pôs perto da porta, de um jeito que Phillip não a veria.
Então aconteceu. Phillip ligou a luz e apontou a arma na minha direção, talvez porque eu estava de frente para ele. colocou o cano de sua arma na nuca dele.
- Abaixe a arma, Phillip. – Guthier ordenou, e Phillip acatou sua ordem.
- Dispense a garota. – falou. Ele levou um susto ao encontrá-la sentada na poltrona.
- O que todas vocês estão fazendo aqui? – Phillip perguntou desconfiado.
Respirei fundo, então falei:
- Precisamos de um favor seu, Phillip.
Seu rosto se contorceu numa expressão de desconfiança, mas ao perceber que estávamos falando a verdade, um sorriso triunfante brotou em seus lábios. Ele sabia que dependíamos dele. Phillip me analisou dos pés a cabeça, o que me deixou desconfortável. Ele costumava fazer isso quando tínhamos 16 anos, parecia que ele podia ler a minha mente, e eu me sentia nua e desprotegida.
- Phillip, quem são elas? – a garota loira ao seu lado perguntou. Eu tinha que confessar, ele tinha bom gosto, aquela mulher parecia ter saído de uma revista masculina, só que se vestia como uma vadia.
- Amigas de longa data. Daisy, eu quero que vá. – Phillip sorriu confiante para a garota. – Vai ficar tudo bem. Se eu não te ligar em duas horas, você pode começar a se preocupar.
- Ok, meu amor. – a garota loira sorriu, deu um selinho em Phillip e saiu do quarto. Aquela cena revirou meu estômago, talvez porque no fundo eu ainda sentisse alguma coisa bem pequena por Phillip. Bem pequena, mas sentia.
- Você melhorou muito, Finnigan. – Phillip sorriu debochado. – Conseguiu ficar mais gostosa do que já era.
- Idiota. – revirei os olhos. checava no seu tablet se a garota havia realmente saído do apartamento.
- Na verdade, todas vocês ficaram mais gostosas. – ele sorriu, analisando-nos. – A propósito, você fica mais bonita assim com o cabelo comprido, .
- Não viemos aqui para sermos bajuladas, Phillip. – repreendeu-o.
- Eu sei. – ele sorriu, sentando-se na cama. – Por que me querem tanto?
- Não te queremos, mas sim uma informação que você tem. – sorriu, ficando de pé.
- Tudo tem um preço. – ele deu um sorriso com um misto de malícia e escárnio.
- Nós sabemos. – respondeu, ficando de frente para Phillip.
- Digam o que querem. – Phillip encorajou-a.

Niall’s POV.
Eu já não aguentava mais ficar com aquelas garotas. Elas estavam gritando e pedindo autógrafos e fotos há mais de uma hora. Elas eram só três, e ainda não estavam satisfeitas com a atenção que dávamos a elas. Megan, a garota com cara de índia, tinha inventado nos levar em um tour pelo prédio. Lá estávamos nós, andando pelo corredor dos dormitórios.
- Onde fica o quarto das meninas? – perguntei, interrompendo a falação de Chloe, a garota loura.
- Você se refere ao quarto das suas protetoras? – Mary, a garota da sombra rosa Pink, revirou os olhos. – Décimo andar. É o andar das pessoas do nível delas.
Senti um pouco de amargura e inveja na voz dela.
- Como assim, pessoas do nível delas? – Louis perguntou antes de mim.
Mary e Megan trocaram olhares cautelosos.
- Elas são de patentes superiores. – Megan suspirou. – São as fodonas do pedaço.
- Pensei que a patente subia quando alguém completava uma missão. – Liam comentou. – Essa não é a primeira missão delas?
As três garotas se olharam receosas. Isso nunca significava boa coisa.
- Desembuchem. – Zayn ordenou, cruzando os braços.
Chloe encarou o chão, envergonhada. Mary mordia o lábio com força e Megan cruzava e descruzava os dedos.
- Contem! – dessa vez foi Harry quem pediu. Por causa da voz grave, até eu me assustei.
- Não podemos falar sobre isso. – Megan suspirou.
- Como não? – perguntei.
- Isso nos custaria nossa vaga aqui no CT. Nossos pais nos matariam e provavelmente levaríamos uma surra delas. – Mary disse exasperada.
Revirei os olhos. Droga, por que tanto suspense? Quem vê, pensa que elas quase destruíram Londres. O que seria impossível, não é? Eu espero que não!
- Elas nem vão suspeitar. – implorei, fazendo minha melhor cara de pidão.
- Como é que a gente faz para negar algo a ele? – Megan bufou.
- Não negue. – Liam insistiu.
Elas pareceram ceder. Megan indicou um quarto e falou para sentarmos em uma das camas. O lugar era legal, branco com alguns pôsteres meus e dos meninos. Aquilo era assustador, era a minha primeira vez no quarto de uma fã. Assim que sentamos na cama, Megan, Mary e Chloe suspiraram.
- Bem, tudo aconteceu há dois anos...
Niall’s POV off.

- Então é isso? – Guthier andava para lá e para cá no quarto de Phillip.
- Esse é o meu preço. Ou é isso, ou não conto nada. – Phillip sorriu presunçoso.
- Ok, nós lhe daremos o que quer. – bufou. – Mas só se nos contar.
Phillip sorriu, contente em conseguir o que queria. As meninas tiveram que ceder, o que não era algo agradável para nenhuma delas. Orellano já não estava mais sentada, agora olhava pela janela. estava observando tudo encostada à parede. Às vezes se pegava pensando em Niall e às vezes percebia os olhares que Phillip lhe direcionava, o que fazia ela se questionar se aquilo era algum tipo de aviso ou alguma dica implícita.
- Roman tem uma casa em Harlow. Nada muito seguro ou vigiado, acho até fácil demais encontrar o lugar. Ele está mantendo o chip lá. Mas, se eu fosse vocês, eu não sorriria muito. – o rapaz avisou. – Ele sabe que vocês encontrarão um chip, então ele moverá o outro.
- Você mantém muito contato com Roman? – perguntou.
- Não. Na verdade, eu soube agorinha que Roman está livre. – confessou Phillip.
olhou-o nos olhos. Conhecia Phillip há anos, sabia quando estava mentindo e quando falava a verdade. Ele costumava ser seu melhor amigo, antes de trair todas as meninas. No fundo, ela sabia que ele ainda era seu doce Phillip, o garoto magricela que aos quatorze anos teve os dois dentes da frente quebrados depois de tentar enfrentá-la no ringue. Depois daquele dia, ela cuidou dele e se tornou sua amiga. Assim como Roman, Phillip parecia inofensivo, amigável, amável... A diferença era que Phillip era mais doce e, por incrível que pareça, era inocente e meigo... Ou costumava ser assim.
- Ele está mentindo. – acusou, ainda de costas para todos.
- Como é? – Phillip perguntou, ficando de pé. – Eu lhe dei informações e ainda desconfia de mim? – seu rosto estava vermelho de raiva.
virou-se para Phillip. Seus olhos transbordavam um ódio imenso, que ainda estava controlado. Andou até ele e ficou a trinta centímetros de distância.
- Você sabia que Roman está solto, você sabia que viríamos até você e você também sabe exatamente o que Roman está aprontando. – Orellano acusou. Sua voz era baixa, mas ameaçadora. – Se eu fosse você, eu diria exatamente tudo o que sabe, senão não pouparemos você dessa vez. Você mofará na cadeia e não pense que terá a mesma ajuda que Roman teve para escapar da prisão.
- Vocês não têm provas para me colocar na cadeia. – ele sorriu satisfeito.
- Você sabe que Finnigan consegue provas para te botar numa solitária, se necessário. – a garota latina rebateu.
- A não ser que ela tenha se tornado um gênio, ela pode. – Phillip riu. – Ah é, esqueci que vocês estão em sua primeira missão.
Guthier tremeu de raiva e intrometeu-se na discussão:
- Phillip August James, se eu fosse você, eu não duvidaria da nossa capacidade...
- Poupe-me de suas ameaças falhas, . – Phillip rolou os olhos e se afastou de Orellano. – Se fossem tão boas, Roman ainda estaria na prisão. Ou melhor, se fosse tão boa, , você não teria deixado Roman te enganar e quase destruir sua vida.
não pensou duas vezes, projetou-se para frente e deu um soco no queixo do garoto, que caiu no chão atordoado. e seguraram a garota, para que a mesma não acabasse com o rapaz.
- Não repita isso nunca mais, Phillip, ou eu te mato. – Orellano ameaçou.
- , leva a para fora. – pediu.
- Não, eu quero ficar aqui.
- , não! Se você ficar aqui, vai acabar piorando a situação. – Hastings advertiu.
segurou no ombro da amiga e a levou para fora. Entraram no carro e esperaram por meia hora. Finnigan estava feliz por sair de perto de Phillip. Sentia que ele mandava alguns olhares para , mas aquilo tinha sido apenas ilusão. Lembrou-se dos meninos no CT com as três garotas que elas escolheram para tomar conta deles. Pegou-se pensando em Zayn, no modo como ele mostrava a língua quando sorria e no modo calmo como ele falava, passando tranquilidade a ela. Sua perna ainda doía por causa do ferimento ganho há menos de quatro horas. Lembrou-se de como ele ficara preocupado com ela, como ele se dispôs a cuidar dela, de levá-la a qualquer lugar. Em menos de cinco dias, ela sentia algo pelo rapaz, não sabia dizer se era amor... Não! Amor não. Atração talvez, ou paixão, mas nada como amor. Nunca tinha amado nenhum homem, os casos que tivera foram momentâneos. Desde o momento em que botara os olhos em Zayn, soube que não poderia se apegar, ele era apenas seu trabalho. Um dia ele partiria, ela seguiria em frente e provavelmente nunca mais se veriam novamente. Ele encontraria uma garota legal, amaria-a, cuidaria dela, eles se casariam e formariam uma linda família, ao contrário de , que nunca poderia ter um relacionamento duradouro com alguém por conta de seu trabalho, ainda mais sendo uma pessoa famosa como Zayn.
Ela sentia medo de que e se machucassem, elas pareciam estar mais ligadas emocionalmente aos meninos, eram as mais doces e gentis entre as cinco. Não que ela, e fossem monstros sem coração, mas é que cada uma das três teve exemplos de que o amor não passa de ilusão e que um dia esse mesmo amor que faz com que todos abram sorrisos e tornem-se pessoas melhores pode acabar com seu mundo, transformar qualquer ser humano em uma pessoa rancorosa, fria, vingativa e mais realista. tivera sua experiência com Phillip, tendo achado que o amava, e nesse engano entregou-lhe algo que ela nunca mais teria de volta, algo do qual ela se lembraria para sempre e se arrependeria toda vez que o olhasse. tinha se deixado levar por Roman, confiado nele, e ele acabou com ela da pior maneira possível, de uma maneira que era até doloroso lembrar. Um fato que mexeu com todas as meninas, que fizeram questão de apagar da memória. se apaixonara uma vez, amara Aaron com tanta intensidade que doera quando o perdeu. Aaron tinha sido seu primeiro amor, ela tinha apenas 14 anos. Ele era francês, assim como ela, tinha cabelos louros e olhos cor de amêndoa. Seu jeito brincalhão a fazia lembrar de Louis. No seu aniversário de 16 anos, Aaron morrera por causa de um câncer no cérebro. Desde então, jurou nunca mais amar alguém como amara Aaron. Nem mesmo Louis seria amado pela menina da mesma forma que ela amou seu primeiro amor.
- Eles irão embora logo, não é? – quebrou o silêncio do carro. , e já estavam no carro. dirigia, estava no banco do carona e , e estavam atrás, quietas.
- Sim. – respondeu. A resposta pareceu queimar sua boca, odiava pensar na despedida.
- Por que eles tinham que ser tão perfeitos? – reclamou. – Seria tão fácil se eles fossem estrelas do pop egocêntricas e metidas a besta.
- Nada é do jeito que a gente quer. – suspirou, e então o silêncio voltou a reinar no carro.
A caminho do CT, resolveram que passariam a noite lá e pela manhã pegariam o primeiro chip.

’s POV.
Saí rapidamente do carro sem esperar pelas meninas, entrei no elevador e apertei o botão do décimo andar, mas infelizmente ele parou no quarto andar, e foi quando Niall apareceu. Ele parecia cansado. Estava sério, mas a expressão séria saiu de seu rosto quando ele me viu. Ele pareceu um pouco surpreso e então sorriu, e toda a minha preocupação e culpa sumiram, mas só por um momento, porque segundos depois ela voltou mais forte do que antes.
- Olá. – Niall entrou no elevador junto comigo.
- Oi. – forcei-me a sorrir. Eu gostava de Niall, gostava mais do que era permitido, mas a culpa me tomava. Até mesmo a saudade precoce já me dominava. Eu sabia que em pouco tempo eu não veria mais o sorriso dele.
- O que aconteceu? – ele perguntou, olhando para mim. Malditos olhos azuis. – Você parece estar tensa.
- A viagem foi produtiva. Conseguimos pistas sobre o Roman, coisas que facilitarão no processo da missão. – respondi com um suspiro cansado.
- Roman, Roman, Roman... – Niall suspirou também. – Por que ninguém fala nada sobre ele?
- Tudo no seu tempo, Niall. – sorri fracamente.
- Então nós saberemos quem ele é? – ele ergueu uma sobrancelha sugestivamente.
- Eu temo que sim. – afirmei, olhado para os botões redondos do painel.
A porta do elevador se abriu e eu e Niall saímos dele. Diferente dos corredores dos dormitórios normais, o corredor onde nos encontrávamos era rosa claro, quase branco, com alguns detalhes cinzas pelas paredes. As portas ficavam longe umas das outras, indicando que os quartos eram grandes.
- Venha, vamos arrumar o lugar onde você dormirá. – peguei em sua mão esquerda e o puxei pelo corredor até parar em uma porta dupla, igual às outras, mas com uma pequena bandeira do Reino Unido desenhada próxima à maçaneta.
Meu quarto era grande, todo azul com alguns detalhes em rosa e branco. Tinha uma cama king size no meio do cômodo, com um dossel com cortinas azuis e alguns ursinhos de pelúcia na cama. Um quadro enorme estava pendurado ao lado da porta, com várias das minhas fotos favoritas, e a maioria delas incluía as meninas ou os meus pais. Meu violão preto ficava encostado no canto da parede, perto do meu guarda-roupas, que ficava no outro extremo do quarto.
- É um lugar legal. – Niall sorriu. – Mas onde vou dormir?
- Ainda bem que perguntou. – sorri. – Ali. – apontei para a minha cama.

’s POV.
Eu e as meninas – exceto , que estava estranha por algum motivo desconhecido – subimos juntas para o andar dos nossos quartos. Todas estavam tensas e não era para menos, eu quase pus tudo a perder... Novamente. Eu me sentia fraca. Não fisicamente, mas emocionalmente. Eu sabia que era mais fraca do que qualquer uma das meninas. Até elas sabiam disso, mas continuavam a acreditar em mim, me davam força e me ajudavam. Eu era a mais velha do grupo, com quase vinte anos e ainda tinha medo de que as coisas horríveis que me aconteceram há quatro anos tornassem a se repetir.
- Ainda tenho que passar na enfermaria e resolver o problema da minha perna. – comentou, quebrando o silêncio.
- Minha mãe com certeza vai dar um jeito no seu machucado. – sorri. Assim como eu, minha mãe era a médica da equipe. Não que eu tenha me formado em medicina, porque, honestamente, eu só tive dois semestres de aulas antes de largar a faculdade, mas eu sabia lidar bem com a área médica.
saiu do elevador, no sétimo andar. Apenas eu, e ficamos.
- Tudo vai ficar bem. – deu um tapinha no meu ombro. Ela sabia que eu estava preocupada.
Ao chegarmos no décimo andar, as portas do elevador se abriram. Meu quarto era o primeiro do corredor. As portas duplas tinham uma bandeira do Brasil desenhada.
- Eu só queria que tudo isso acabasse logo. – suspirei e entrei no quarto, no momento em que Harry saía do banheiro com uma tolha na cintura enquanto secava os cabelos.
Fechei a porta atrás de mim.
- Será que eu perdi alguma coisa, ou virou moda invadir meu quarto? – bufei.
- Chloe disse que eu podia. – ele avisou, soltando a toalha de seu quadril. Por instinto, fechei os olhos.
- Ela estava errada. E se vista logo. – ordenei.
- Ah, qual é, , sei que você quer olhar. – ele riu, me provocando.
Aquilo só podia ser brincadeira comigo. Abri os olhos, mas não para olhar para ele, óbvio.
- Você se acha a última coca-cola do deserto, não é? – perguntei, concentrando-me em seu rosto.
Harry abriu um sorriso pretensioso e por muito pouco meu punho não foi em direção à sua boca grande e com lábios extremamente convidativos.
- Eu não acho, querida. Milhares de garotas que gritam o meu nome acham. – ele respondeu, chegando perto de mim.
Eu me sentia num desenho animado, onde há um diabinho no meu ombro esquerdo falando “olha para baixo, agarra ele, faz farra a noite toda” e o anjinho "ele é seu trabalho, não misture as coisas”. Estava difícil ignorar o diabinho, mas consegui.
- Vista-se logo e saia do meu quarto. – ordenei entre dentes.
- Onde eu vou dormir? – ele perguntou, erguendo uma sobrancelha.
- Lá fora. Perto do campo de tiro tem a casa dos cães de guarda, fique à vontade para dormir lá. – passei por ele e fui direto para o meu banheiro, onde tomei um banho demorado e, quando saí de lá, Harry não estava mais no quarto.
Deitei e dormi, mais uma vez sonhando com aquele dia fatídico, o dia em que a minha vida de contos de fadas desmoronara.


Capítulo 10 - Everybody likes a little mystery


's Pov
Acordei com a claridade do sol invadindo o meu quarto. Liam ainda dormia, eu estava deitada em cima de seu peito nu e ele tinha seus braços ao redor do meu corpo. Analisei seu rosto sereno, carregado de inocência, enquanto ele dormia. As imagens da noite passada vieram como um filme na minha cabeça, e não pude deixar de sorrir ao me lembrar de cada toque, cada beijo, cada palavra trocada. Há muito tempo eu não me sentia assim.

Flashback
Após me despedir das meninas, entrei no meu quarto. Era o lugar de que eu mais sentia falta enquanto estava na mansão. Ele era todo branco e roxo. A cama king-size ficava centralizada no cômodo; à minha direita ficava o meu guarda-roupa; do lado oposto, ficava meu banheiro. Fui ao meu guarda-roupas e peguei meu pijama favorito, do Buzz Lightyear, presente da . Corri para o banheiro, prendi meu cabelo num coque mal feito e tomei banho.
O dia tinha sido turbulento. Primeiro, com as fãs loucas nos xingando; depois, a briga com os meninos; e então a machucou a perna e lá fomos eu e a arrumar a bagunça. Em seguida, tivemos uma reunião com os nossos pais e a caiu no choro. Por último, tivemos a conversa com Phillip, o que nos rendeu ótimas informações, mas eu estava cansada daquilo tudo. Sabe quando você está tão cansado de todas as merdas que todo mundo faz e só quer dormir e hibernar até tudo acabar? Pois é, eu me sentia daquele jeito. Ainda tinham os meninos, que passariam a noite conosco no CT.
Terminei meu banho, coloquei meu pijama (que, convenhamos, não era nada sexy, mas era confortável): uma calça cinza, com detalhes em roxo e verde e uma blusa com o desenho do Buzz. Fui para o meu quarto, coloquei as minhas coisas no lugar e sentei-me na penteadeira para escovar meus cabelos, como fazia todas as noites. Ouvi uma batida na porta, então Liam colocou a cabeça para dentro do quarto.
- Posso entrar? – ele perguntou.
- Pode sim. – sorri, ficando de pé.
Ele me analisou dos pés à cabeça.
- Belo pijama. – sorriu.
- Obrigada, presente da Hastings. – respondi. – Já jantou?
- Sim, eu estava jantando com os meninos lá embaixo. – Liam sorriu e me deu um selinho. – Fiquei preocupado com você.
- Não se preocupe, sou bem treinada. – dessa vez eu dei um selinho nele.
Liam resolveu tomar banho, então entreguei-lhe uma toalha. Enquanto ele estava no banheiro, separei uma roupa para ele e sentei na cama. Assim que Payne saiu, quase tive uma síncope.
- Deus te abençoe. – falei um pouco alto demais. Liam ouviu e riu.
Fiquei de pé e apontei para a roupa em cima da cama.
- Aí está a roupa que separei para você. Espero que caiba. – andei até a porta. – Estarei do lado de...
- Não! – ele veio até mim e segurou meus ombros. – Fica. – pediu.
- Liam, eu vou estar do outro lado da porta, te esperando. – ri nervosamente. O cheiro da pele dele já estava me deixando praticamente embriagada.
- Ok, serei rápido.
Saí do quarto e fechei a porta, apoiando minhas costas na mesma. Respirei fundo três vezes, até clarear a minha mente. Droga, Liam estava praticamente nu na minha frente, apenas uma toalha evitava que eu cometesse alguma besteira. Por que ele tinha que ter aqueles braços musculosos? Por que ter aquele abdômen? Por que ter aquele sorriso? Da próxima vez, só aceitarei proteger gente feia, porque trabalhar com homem bonito sempre dá prejuízo.
- Smith! Smith! ! – Finnigan estava na minha frente, e eu só tinha percebido a presença dela agora.
- Hã... O que foi? – perguntei, agora prestando atenção nela.
- Por que você está aqui fora, e não no seu quarto? – perguntou como se tivesse repetido a mesma pergunta milhares de vezes.
- Estou esperando o Liam se trocar.
- Meu Deus, você quis ficar aqui fora enquanto aquele deus grego se troca? Você é doente mental? Garota, se você não quiser vê-lo nu, pelo menos me deixe fazer isso. – tinha a voz séria, mas eu sabia que era brincadeira.
- Finnigan, vai dormir antes que eu resolva jogar creme depilatório na sua cabeça. – resmunguei.
riu e foi para o seu quarto, mas antes gritou um “Boa noite, Smith, e agarre o Liam antes que eu o faça”. Ri daquele infeliz comentário da minha amiga e decidi que já era hora de voltar para o meu quarto. Ao entrar no cômodo, Liam estava terminando de subir a calça até seu quadril fino. Ele continuava sem camisa, o que com certeza era algum plano maligno dele, querendo me tentar.
- Como foi a sua “viagem” até Londres? – ele perguntou, fazendo aspas com os dedos.
- Ah, por favor, não vamos falar sobre o meu trabalho. – implorei. Liam sentou-se na minha cama e deu uma batidinha no espaço ao seu lado, para que eu me sentasse ali, e eu o fiz. – Estou tão cansada disso tudo. – suspirei, encostando minha cabeça em seu ombro.
- Do quê, exatamente? – ele perguntou, acariciando meu braço.
- Do meu trabalho, da minha vida, do fato de que eu não posso ter uma vida normal como as outras pessoas... – suspirei.
- Shh... Está tudo bem. – Liam me deu um beijo no topo da cabeça.
- Eu estou cansada de tentar ser responsável, de tentar ser uma líder exemplar para a minha equipe. – confessei.
- Largue seu trabalho, viva uma vida normal. – Payne sugeriu.
- Não posso. Uma vez dentro, nunca mais fora. – suspirei. – Mas deixa isso para lá, não quero ficar falando sobre isso. Só quero ficar aqui com você. – abracei-o.
Liam pegou meu rosto cuidadosamente e fez com que eu olhasse nos seus olhos. Depositou um beijo na minha testa, depois nos lábios. Colocou sua mão na minha cintura, e as minhas automaticamente passearam por seu peitoral, ombros e pararam em sua nuca, dando leves puxões em seu cabelo. Sua língua explorava cada canto na minha boca, e vez ou outra seus beijos desciam pelo meu queixo, pescoço e colo. Eu fazia questão de manter os olhos fechados, assim eu conseguiria guardar a firmeza de seus toques, o sabor da sua língua e a sensação de seus beijos pelo meu corpo na minha memória.
Sem que percebesse, eu já estava sentada em seu colo, de frente para ele. Suas mãos agora apertavam a minha coxa e cintura. Já as minhas percorriam seu cabelo e desciam até seu abdômen, arranhando-o de leve. Liam arfava, satisfeito pelo meu gesto. Com um rápido movimento, ele conseguiu se livrar da minha blusa. Meu coração acelerou exageradamente.
Empurrei Liam para que ele se deitasse. Seu sorriso era contagiante, sua pele estava totalmente arrepiada. Eu estava sentada sobre seu quadril e podia sentir sua ereção por baixo da calça. Beijei sua barriga, subi meus beijos pelo seu peitoral, pescoço e finalizei com uma leve mordida no lóbulo da orelha esquerda. Liam podia ser o mais quieto do grupo, mas não era santo. Suas mãos apertavam a parte superior das minhas coxas e eu fazia o máximo para reprimir os gemidos.
- Por que me tortura assim? – sua voz estava extremamente sexy, rouca e baixa.
Olhei-o nos olhos e aproximei meu rosto do seu.
- Porque você fica lindo com essa cara de prazer. – respondi.
Em pouco tempo, Liam já estava por cima de mim. Sua toalha e minhas roupas já estavam jogadas no chão, sua boca explorava cada canto do meu corpo, enquanto as minhas mãos passeavam por suas costas, deixando arranhões por onde passavam, e subiam até seu cabelo macio, dando leves puxões.
- Deus, Liam, pare de me torturar. – implorei.
Ele entendeu o que eu quis dizer, então, com uma das mãos, segurou a parte de trás da minha perna, para que eu enlaçasse seu quadril, e eu o fiz. Com a outra mão, ele sustentou seu peso. Senti-o dentro de mim pela primeira vez e arfei de prazer. Liam alternava a velocidade, e nossos gemidos se misturavam. Eu nem me importava se alguém estava escutando, o importante para mim era ter Liam ali comigo.
Minutos depois, o orgasmo fora atingido. Primeiro eu e, segundos depois, ele. Liam deitou-se ao meu lado e me puxou, para que eu pudesse deitar em seu peito. Deu-me um longo e maravilhoso beijo. Então aconcheguei-me em seus braços e ele deu um beijo no topo da minha cabeça.
- Você é perfeita. – ele sussurrou.
- E você é o meu sonho. – respondi, depositando um beijo em seu peito. – Só que real. E um pouco melhor.
Então a inconsciência me tomou. A última coisa que escutei foi Liam murmurar algo como “boa noite, minha princesa”.
Flashback

Saí do banho e encontrei Liam ainda dormindo. Sorri comigo mesma ao lembrar o quanto eu era sortuda, mas então a lembrança de que ele iria embora em breve fez com que meu coração apertasse. Afastei o pensamento, vesti-me com o uniforme do CT, deixei um recado para Payne em cima do criado-mudo e saí do quarto, esbarrando sem querer em , que tinha uma aparência não muito boa.
- O que...
- Não pergunte! – ela me interrompeu. – Eu literalmente caí da cama. Não consegui dormir direito e, para piorar a situação, o Harry ronca.
Gargalhei alto com a cara de indignação de Orellano. Seu cabelo estava todo desarrumado, parecia feno, só que meio acobreado. Seus olhos estavam envoltos de olheiras roxas, que pareciam hematomas ganhos por socos.
- Não ria também! – ela ordenou.
- Você ainda está de pijama. – comentei enquanto ela caminhava para o elevador no fim do corredor.
deu de ombros e entrou no elevador assim que as portas de aço se abriram. Ela usava um pijama do Superman e pantufas de morcegos, parecia até garota propaganda da Liga da Justiça. Apertei o botão do térreo e comecei a cantar a música que tocava no elevador.
- Você está muito feliz... – ela comentou sonolenta.
- Não posso mais acordar feliz? – perguntei. olhou para mim desconfiada e depois deu de ombros.
- Não, ainda mais num sábado às... – checou o relógio do elevador. - Sete da manhã. – falou surpresa. – A menos que você... – ela arregalou os olhos e, antes que pudesse concluir o que dizia, o elevador parou no terceiro andar e as portas se abriram. A Sra. Hastings entrou e sorriu ao nos ver.
- Bom dia, meninas. – Chelsea sorriu.
- Bom dia. – respondi.
- Sono. – murmurou.
- , o que faz de pijama? – a Sra. Hastings perguntou. Seu sotaque era forte. tinha esse sotaque quando era mais nova, mas acho que de tanto conviver comigo e com , seu sotaque ficou um pouco mais americano.
- Sono, cansaço, preguiça e vontade de matar o garoto dos cachinhos. – ela respondeu em português.
- Mau humor matinal. – resumi.
- Você é igualzinha a sua mãe quando mais nova. – Chelsea sorriu complacente.
olhou para mim e sussurrou de maneira discreta “você vai me contar tudo”. A Sra. Hastings saiu do elevador, dando um “tchau, até logo, meninas”, e sorriu para mim com aquela cara de cachorro pidão.
- Te conto enquanto tomamos café, pode ser? Até os detalhes sórdidos, se você quiser.
- É assim que eu gosto. – sorriu, enquanto fazia um coque no cabelo para amenizar o tamanho da juba que ela chama de cabelo.

's Pov
Você deve estar se perguntando o que aconteceu comigo depois de que cheguei de Londres. Não se preocupe, é normal que essa dúvida surja, mas eu te respondo com o maior gosto (ou não): nada! Eu estava tão cansada e estressada que tomei banho e dormi. Nem vi Louis entrando no quarto, só sei que ele dormiu no mesmo quarto e na mesma cama que eu, porque senti seu beijo nos meus cabelos, meia hora depois de eu cair no sono.
Meu despertador tocou às 7:45. Ao lado dele estava um papel laranja com a caligrafia fina de Louis. Sorri ao ler a curta mensagem:

"Desculpe-me por não estar aí quando você acordar, mas meu estômago gritou mais alto. Estarei te esperando lá embaixo.
Beijos, Louis.
PS: Você fica linda enquanto dorme."


Levantei da cama, fui até o guarda-roupas, peguei meu uniforme do CT, coloquei em cima da cama e fui tomar banho. Fiquei pensando nas informações que conseguimos com Phillip, nada que nos levasse diretamente a Roman, mas eram boas o suficiente para pegarmos um dos chips. Saí do banheiro enrolada na toalha e fui para o quarto me trocar. Examinei minhas tatuagens no braço esquerdo. Não eram muito chamativas, apenas um laço dando a volta em meu braço, uma rosa francesa vermelha e uma caveira mexicana... Ok, elas eram chamativas, mas que mal há? A Orellano tinha asas enormes tatuadas nas costas...
Vesti-me rapidamente e dei uma olhada no espelho. Modéstia à parte, eu ficava gostosa de uniforme. A calça de sarja preta estava um pouco justa, a blusa pólo azul deixava meu seios maiores e, claro, os botões da blusa sempre abertos. No CT era proibido o uso de qualquer calçado, a não ser coturnos. O emblema da corporação estava no lado esquerdo do peito, e a bandeira da França logo abaixo. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo firme e saí do quarto, rumo ao elevador. Meu estômago roncava alto por causa da fome. Entrei no elevador já me imaginando comendo um enorme pretzel.
- Segura o elevador. – escutei a voz de Niall, acabando com a minha imaginação.
Virei para ele e encontrei-o no corredor, juntamente com a minha querida mascote, digo, amiga, Srta. Hastings. Eles estavam de mãos dadas. Niall vestia a roupa de moletom cinza que o CT disponibilizava para visitantes e hóspedes, e vestia o mesmo uniforme que eu, só que a sua blusa era branca. As cores das camisas definiam o continente do agente/aluno. Azul era para os europeus, com exceção do Reino Unido, que tinha a sua própria blusa, na cor branca. Para os asiáticos, a camisa era vermelha; para os norte-americanos, preta; para os originários da América Central, cinza; Oceania, rosa; e, enfim, azul marinho para os sul americanos.
- Que fofurinha. – sorri. – Pelo jeito, o quebra-pau não foi lá no quarto de vocês, né? Porque... Bem, parece que rolou totalmente o oposto de quebra-pau entre vocês dois. – ri.
- Guthier, por que não aproveita o momento e fica calada? – Hastings rolou os olhos. Niall já parecia um tomate, de tão envergonhado que estava.
- Não, é sério! Vocês ouviram a briga? – perguntei. Não me chame de fofoqueira, apenas curiosa.
- Ouvimos, deve ter sido a Orellano de novo dando ataque de loucura. – deu de ombros.
Assim que as portas do elevador se abriram no térreo, saímos e andamos em direção ao refeitório. Vi num canto, conversando com , que, meu Deus, parecia ter sido atropelada por um limpador de neve.
- O que a está fazendo de pijamas aqui? – Niall perguntou.
- Latinos e seu fogo no rabo. – brincou, fazendo Niall e eu rirmos.
- Está aprendendo a ser engraçada? – zoei.
- Idiota. – de brinde, ganhei um tapa na nuca. Ah, como eu “amava” aquilo.
Pegamos nossa comida rapidamente, já que, aqui, nós somos autoridade... Ok, nem tanto. Só pegamos a comida rápido porque não tinha fila. Quando nos aproximamos da mesa onde Smith e Orellano conversavam, ficou quieta e ajeitou a postura.
- Bom dia. – falei desconfiada.
- Bom dia. – sorriu mais do que deveria.
- Por que a está sorrindo tanto às oito da manhã? – perguntou , puxando uma cadeira e sentando ao lado de . Niall e eu fizemos a mesma coisa.
- Não posso acordar feliz? – perguntou ela, erguendo uma sobrancelha.
- Não, cara. Você é Orellano, você não fica feliz ao acordar cedo. Num sábado. – comentei.
- Nossa, que menina rebelde. – Niall riu.
- Claro que eu posso! Que gente chata... – suspirou. – Quer saber? Vou trocar de roupa e dar um jeito na minha cara de defunto. – ficou em pé e jogou o que restava na sua bandeja no lixo. – Até mais tarde. E, gente, às nove nós partimos.
Então lá se foi a nossa brasileira. Ela rebolava enquanto andava, e eu achava aquilo cômico, porque as garotas mais novas tentavam imitá-la e isso se tornava a coisa mais estranha que eu já tinha visto.
- Alguém tem que avisá-la que o pijama dela é meio curto. - Horan comentou.
- O pijama de quem é curto? – Louis ocupou o lugar que antes era de . Ele usava a mesma roupa que Niall.
- Da . – respondi. Louis passou um braço por meu ombro e depositou um selinho em meus lábios.
- Bom dia, mademoiselle. – ele falou e deu um beijinho no meu pescoço.
- Bom dia, monsieur. – sorri.
- Eca, vocês dois não tem um quarto para fazer isso, não? – perguntou indignada.
- Temos sim. – respondi. – Mas em publico é melhor. – zombei.
- Por falar nisso, belo roxo no pescoço e no colo. – Louis riu. Reparei em e, sim, havia duas marcas nela, uma no pescoço e outra perto da chamada saboneteira esquerda, próxima ao seio. O decote cobria parte da marca, mas não toda.
- MEU DEUS! – gritei.
- Olha o escândalo, porra. – me repreendeu.
ficou de pé, irritada. Ok, eu fiz escândalo, mas porra, aquilo era um chupão. Fiquei surpresa, porque a não é o tipo de pessoa que transa. Quer dizer, ela transa, mas não com tanta frequência, como eu ou a , então aquilo chocou.
- Vou treinar por enquanto. – ela pegou sua bandeja e saiu.
- Acho que ela ficou um pouco irritada. – Louis deitou sua cabeça em meu ombro.
- Daqui a pouco ela volta ao normal. – suspirou.

's POV
Acordei com as vozes de Harry, Zayn e Liam no corredor. O despertador marcava 07h50min. Levantei rapidamente e me arrumei em tempo recorde, eu não poderia me atrasar. Coloquei o uniforme do CT, deixando os botões da blusa preta abertos. Dei graças a Deus por meu cabelo ser curto e eu não precisar prender. Saí do quarto e, assim como eu esperava, os meninos estavam conversando, sentados no chão do corredor.
- O que fazem aqui? – perguntei.
Eles se assustaram ao me ver ali.
- Harry caiu e ficou com preguiça de levantar, aí aproveitamos e sentamos aqui com ele. – Zayn respondeu.
Zayn usava a mesma roupa de ontem: calça preta, blusa branca e jaqueta jeans. Liam usava a roupa que o CT disponibilizava para hóspedes, assim como Harry, só que Liam usava uma regata mais cavada e eu pude ver parte de suas costas.
- Liam, desencosta um pouco da parede. – pedi. Ele o fez.
- Para quê? – perguntou ele preocupado.
- Vira de costas para mim, rapidinho. – pedi. Harry e Zayn me encaravam como se eu fosse completamente louca.
Agachei perto de Liam e levantei sua blusa.
- O que foi, ? – Harry perguntou erguendo uma sobrancelha.
Minha boca abriu em forma de O, quase soltei um grito. Abaixei rapidamente a blusa dele. Liam virou preocupado.
- O que foi, Finnigan? – Zayn perguntou.
- O que tem nas minhas costas?
Comecei a rir. Simplesmente. Minha vontade foi de soltar fogos de artifício por aí. FINALMENTE EU IA TER UM MOTIVO PARA ZOAR A SMITH!
- Vocês já viram as costas dele? Meu Deus, estava selvagem essa noite. – comecei a rir até perder o fôlego.
Harry e Zayn chegaram perto de Liam e viram do que eu falava.
- Então o que ouvimos era do quarto da ? – Zayn me perguntou.
Fiz que sim com a cabeça.
- Depois eu que sou o garanhão. – Harry zombou.
- Ok, chega de palhaçada. Vamos comer. – Liam falou, levantando e indo em direção ao elevador.
Harry, Zayn e eu nos entreolhamos e corremos até Liam. Eu me senti como se tivesse 14 anos novamente. Quando ficava perto desses meninos, às vezes esquecia até do meu trabalho.
- Espera aí, Don Juan. – Harry gritou, mas era tarde demais, a porta do elevador se fechou.
- Viado. - Zayn bufou.
- Bom, pelo que eu vi agora, de viado ele não tem nada. – ri. – Vamos de escada.
's POV Off

(...)


As meninas já se encontravam na garagem do Centro de Treinamento. Apenas , e iriam buscar o chip. e acompanhariam os garotos na ida ao estúdio, para que gravassem seu novo videoclipe, e também a um programa de TV, onde falariam sobre sua turnê, que começaria em duas semanas.
- Essa droga de macacão está me pinicando. – Finnigan reclamou. Sua roupa era preta, de látex. Funcionava como uma segunda pele, pois ficava justa no corpo, mas era horrível de se movimentar dentro daquilo.
- Por que ainda insistem em nos dar essa roupa? É difícil de colocar e está esmagando meus peitos. – Hastings bufou.
- Cara, isso parece com um daqueles sonhos eróticos que eu tenho. – Niall comentou com seus amigos, que riram discretamente.
e entraram na garagem usando roupas mais confortáveis.
- Meu Deus, essas roupas são horríveis. – Guthier falou, arregalando os olhos.
- Diga isso a quem insiste em comprá-las. – revirou os olhos, indignada.
Orellano sentou-se no capô da minivan que levaria os meninos. Em sua mão, havia uma maçã.
- Cara, vocês são burras? Por que não pegaram a roupa de helanca? Esse treco aí é horrível. – a brasileira falou, dando mais uma mordida na maçã.
Finnigan, Hastings e Smith olharam-na com um misto de espanto e raiva.
- Ela está de brincadeira com a minha cara, né? Diz que ela está de brincadeira com a minha cara. – Finnigan falou entre dentes.
- Quer saber? Não temos tempo para trocar de roupa, precisamos ir agora. – Hastings comentou, consultando seu relógio.
- E nós? – Zayn perguntou, referindo-se a ele e aos amigos.
- Eu e a Orellano vamos tomar conta de vocês. Então, se não quiserem se atrasar para a entrevista para o programa de TV, que acontece daqui a uma hora e meia, eu sugiro que movam as bundas branquelas de vocês e entrem na van agora. – ordenou.
Os meninos fizeram o que lhes foi mandado e entraram na van preta. Orellano pulou do capô e entrou na van.
- Boa sorte com os chips. – a latina sorriu, colocando o cinto de segurança. – E se encontrarem o Roman, deem um chute no saco dele por mim.
Hastings, Smith e Finnigan sorriram. Guthier entrou na van e deu a partida no automóvel. Os meninos acenaram para as três garotas que se equipavam e então a van partiu, deixando o local mais quieto.
- Acho que já podemos ir. – falou, colocando o último equipamento no porta-malas do GMC Terrain preto.
- Ok. – assentiu.

's POV On
O Caminho até Harlow pareceu mais longo do que de costume. estava no banco da frente, desenhando alguma coisa em seu bloco de desenhos: um rosto masculino usando uma máscara preta que cobria metade do rosto do rapaz que ela desenhava, enquanto a outra metade cobria apenas o local ao redor dos olhos. limpava seu revólver novo com uma flanela enquanto cantarolava Buttons, das Pussycat Dolls.
Estacionei o carro a duas quadras de distância da mansão onde Roman guardava o microchip. , e eu pegamos as mochilas com as armas e equipamentos e caminhamos até lá. O local era enorme e lindo, a mansão tinha pelo menos três andares, e olhando através das muitas janelas, elas perceberam que o local não estava vazio. Do lado de fora, a casa era rodeada por oito seguranças e cada um tinha, em média, dois metros. Escondemos-nos atrás de uma moita, a mais ou menos vinte metros da casa.
- “É um lugar fácil de entrar”. Aquele idiota só podia estar de zoação com a minha cara. – praguejou baixinho.
Liguei o "tablet mágico", como as meninas o apelidaram, e pude ver que a movimentação dentro da mansão estava concentrada em um dos quartos. Vimos pelo tablet a quantidade total de seguranças e uma sala vazia, com um tipo estranho de pedestal. Muito calor emanava dali, deduzi, devido à tonalidade que o cômodo tomava na planta arquitetônica do local.
- Roman está aqui. – concluí, apontando para o cômodo onde quatro pessoas se encontravam.
- E essas pessoas nesse quarto com ele? – perguntou, olhando por cima da moita para certificar-se de que ninguém estava vindo.
- Phillip é um deles. – concluiu. – Também há duas garotas lá. – apontou para duas pessoas, uma sentada em uma poltrona e outra encostada na parede.
- Como sabe que são garotas? – perguntei, erguendo uma sobrancelha.
rolou os olhos.
- Está vendo essa curva na parte do tronco? São seios. – ela explicou.
- Ah, desculpa. – ri constrangida.
deu uma espiada por cima da moita e sentou-se rápido.
- Tem um brutamontes vindo aí, espero que já tenham bolado um plano. – Hastings falou, prendendo o fôlego.
Nós só tínhamos alguns segundos. Desliguei o tablet rapidamente e o coloquei na mochila.
- Vocês duas matam os guardas, já que são as melhores atiradoras aqui. – ordenei.
- Somos as únicas atiradoras aqui. – me corrigiu.
- Você entendeu! Enquanto isso, eu entro na mansão e pego o chip, que está dentro daquela sala com cor estranha. – expliquei.
- Nos encontramos aqui em meia hora. – falou, já com o arco em mãos e o case com flechas nas costas.
- Ok! – eu e Finnigan falamos juntas.
e passaram a circular a casa, eliminando qualquer segurança com facilidade e destreza. Aproveitei a deixa e corri para dentro do local. A sala de entrada era enorme. Uma pilastra serviu como esconderijo para mim, pois na mesma hora em que entrei no lugar, dois homens bem armados passaram por ali.
Chegar à sala do chip foi fácil. Com a notícia dos guardas morrendo do lado de fora, os que estavam do lado de dentro saíram para ver o que acontecia, deixando a mansão vazia. O problema foi chegar ao chip, já que a sala era cheia de lasers. Um leve toque e eu me queimaria feio - e, dependendo do contato, ficaria sem algum membro do corpo.
Assim que terminei de pegar o microchip, saí do local. Finnigan e Hastings me esperavam no local combinado. Hastings tinha a expressão de alguém que vira um fantasma.
- , você está bem? – perguntei preocupada.
- Selene está aqui. – respondeu com o rosto pálido. colocou uma mão nas costas da garota.
- Como? – franziu o rosto.
- Selene está de volta, e está ajudando Roman. – Hastings soluçou.
Minha mente trabalhou rapidamente. Milhares e milhares de possibilidades vieram à minha cabeça, mas uma ideia se destacou.
- Vamos para o CT. Lá, pegamos os meninos e deixamo-nos em segurança.

(...)


- Home is where the heart is. Is where we started, where we belong... Canta comigo, Orellano! – Guthier colocou a mão fechada perto da boca da amiga, como se estivesse segurando um microfone.
- Light a fire and write a sonnet, pin your hopes and your dreams upon it, now. Come and sing with us. – a brasileira cantarolou.
, e os garotos entravam pelo portão principal, quando avistaram , e saindo do elevador, sérias e com as roupas um pouco sujas.
- Como foi? – Liam foi o primeiro a perguntar, assim que as garotas chegaram perto o suficiente para escutarem.
- O microchip já está com a minha mãe, ela está analisando tudo. – suspirou. Uma nuvem de tensão pairou sobre os dez jovens.
- Viram o Roman? – Guthier perguntou.
- Vimos mais do que isso. – falou preocupada.
Mesmo sem entender direito o que se passava, os meninos perceberam que as coisas por ali estavam graves. Orellano e Guthier entenderam perfeitamente o que acontecia. Estas eram duas das qualidades das garotas: falar por códigos e ler as emoções umas das outras.
- As coias não foram boas. – Guthier comentou.
Por impulso, Zayn abraçou , e Liam fez o mesmo com . Louis e Niall seguraram as mãos de e , enquanto Harry e ficaram lado a lado.
- Temos uma festa para ir e eu recomendo que se preparem, pois boa coisa não vai acontecer. - Finnigan cruzou os braços.
- Por que diz isso? - Zayn perguntou, abraçando a garota.
- Pressentimento. – respondeu.
Os meninos trocaram olhares preocupados entre si.

(...)


Ficou decidido entre as garotas que os dez voltariam para a mansão onde estavam morando e se preparariam lá. Cada um foi para o seu quarto pegar seus pertences.
- Alguma coisa horrível aconteceu com vocês lá? Apanharam? – Horan perguntou a Hastings assim que adentraram o quarto da garota no CT.
apenas riu do comentário do garoto.
- Não, Niall. – ela deu um beijinho nos lábios dele.
Sua expressão não era das mais animadoras, pelo contrário, demonstrava cansaço, preocupação e um resquício de tristeza.
- O que aconteceu com a garota alegre que acordou ao meu lado hoje de manhã? - Niall perguntou, envolvendo a cintura da garota com o braço e depositando um beijo em seu pescoço.
- Ela teve que encarar o passado. – respondeu.
- O que isso significa? – Niall perguntou, semicerrando os olhos.
pegou uma mochila que estava em cima da cama e olhou para o relógio.
- Significa que precisamos ir. – Hastings pegou a mão do garoto louro e saiu do quarto.
Os dez jovens reuniram-se, então, na garagem no CT. Cada garota estava ao lado do carro ou moto que usara para ir ao Centro de Treinamento, exceto Orellano, que teve que trocar sua Honda por uma Ferrari.
- A cada dia que passa, eu me pergunto de que árvore vem o dinheiro de vocês. – Louis falou chocado, olhando para a moto vermelha da brasileira.
- Vocês cantam em cima de um palco, nós salvamos pessoas. – deu uma piscadela. – Vamos logo, temos uma festa para ir.
E então, em questão de segundos os dez jovens estavam em seu caminho para a mansão.

(...)


- Se tudo der certo, essa noite completarei meu trabalho. – o rapaz com a cicatriz no rosto sorriu. Ele estava sentado em uma poltrona preta, enquanto os outros dois jovens estavam encostados na mesa de bilhar, fumando.
- E o mais importante: terá sua vingança. – a moça de cabelos longos completou com um sorriso triunfante.
O outro rapaz, mais musculoso e de olhos cor de safira, concordou:
- Nossa vingança. Aquelas garotas nos causaram muitos problemas, e está na hora de pagarem pelo que fizeram.

Capítulo 11 - Roman

Os dez jovens chegaram à mansão por volta das 19 horas. Os garotos foram tomar banho primeiro, enquanto as garotas fizeram uma pequena reunião na sala de e só depois foram se arrumar.

(...)


- Então é isso, cada um de nós terá um Ponto eletrônico, por onde nos comunicaremos, caso nós estejamos longe uns dos outros. – explicou.
Todos na sala assentiram e encaixaram o fone no ouvido. Os meninos vestiam smoking, tinham os cabelos bem arrumados e sapatos lustrosos e máscaras nas mãos. As garotas usavam vestidos longos e formais, cada vestido destacava a sensualidade de cada uma delas, discretamente, cada uma portava uma máscara.
- Vamos, não temos o dia todo. – Orellano falou seguindo para a garagem, a garota mantinha a expressão séria, falando só o necessário.
Os outros nove jovens rumaram à garagem da mansão, lá os carros que antes estavam cobertos agora estavam visíveis, um Alfa Romeo C6 vinho e um BMW I8 azul, os carros de e , respectivamente.
- Se você arranhar o Dougie, eu juro que corto seu pênis. – entregou a chave de seu BMW para Harry.
- Dougie? – Niall perguntou confuso, já dentro do Porsche de , juntamente com a garota.
- O carro dela, ela sempre dá nome às coisas. – falou entrando no seu Jaguar com Liam.
- Okay, tomarei cuidado com o Dougie. – Harry disse abrindo a porta para Orellano que entrou rapidamente no carro.

(...)


Chegar ao local da festa foi fácil, ficava próxima à Brentford. Era uma mansão gigantesca, tinha quatro andares, com estilo vitoriano. Era pintada de um tom claro de areia. Para chegar à mansão era necessário atravessar a pé um majestoso jardim onde alguns convidados conversavam enquanto tomavam seus champanhes. Alguns bancos de ferro estavam espalhados organizadamente pelo jardim colorido, que emanava o cheiro das diversas flores presentes ali.
- É uma bela casa. – Niall comentou surpreso.
- O dono dessa casa deve ser muito rico. – concordou.
- Ponham as máscaras. – ordenou.
Os cinco casais cruzavam o jardim, cada vez que chegavam mais perto, mas alto a música ficava, era um jazz sensual e gostoso de escutar. Ao chegarem à porta da mansão, que já estava aberta, puderam ver logo de cara uma escada gigante feita de mármore negro, o topo da escada era bifurcado. Havia muitas pessoas ali, algumas até famosas pela fortuna que herdaram.
No último degrau da escada, um homem de aproximadamente quarenta anos conversava com alguns convidados, era alto, musculoso para alguém da sua idade, olhos cinza da cor de seu cabelo, era o único que não usava uma máscara. Ele pareceu perceber a presença dos dez ali na mansão, desculpou-se com convidados com quem conversava e caminhou até os jovens.
- Boa noite. – sua voz era rouca e alta. – Sou Marvin Langdon, anfitrião da festa.
- Boa Noite. – Zayn estava mais próximo do homem, cumprimentou-o com um aperto de mão. – Sou Zayn Malik, esse são meus amigos...
- Não é necessário que se apresentem, rapazes, eu sei quem são vocês, afinal, eu os convidei. – Langdon sorriu de lado. Cumprimentou um a um com um aperto de mão. – Já as garotas, suponho que sejam suas namoradas.
A mão de Niall segurou com mais força a cintura de , não gostou do olhar do homem sobre as garotas. O anfitrião pareceu perceber o olhar desconfiado de Niall, mas ignorou-o.
- Não consigo ver os rostos das senhoritas direito, mas posso ter certeza de que são muito belas, afinal, vocês namoram celebridades, precisam estar à altura. – Seu sorriso era malicioso.
- Obrigado, Sr. Langdon. – disse séria.
O Olhar sugestivo de Marvin fez com que um sinal de alerta fosse ligado na mente de Finnigan, aquele homem lhe cheirava a encrenca.
- Bom, agora vou parar de monopolizá-los. Espero que desfrutem da festa e divirtam-se, meus jovens. – Marvin Langdon sorriu gentilmente como uma forma de mostrar que a conversa acabara. – Agora se me derem licença.
E então saiu dali, fora cumprimentar algum outro convidado que acabara de chegar.
- Não gostei desse cara. – Niall falou.
- Também o achei meio estranho. – concordou.
- Bom, é melhor deixarmos isso pra lá. É melhor cada casal ir para um canto e assim nós veremos se há algo suspeito. – comunicou.
Todos ali assentiram, Liam entrelaçou seus dedos com os de e saíra dali de mãos dadas. Louis oferecera o braço à , e ela entrelaçou seu braço no do rapaz que a conduziu para o lado norte do salão, Niall e foram na direção oposta à de Louis. Zayn segurou a mão de e antes de saírem dali, disse:
- Divirtam-se um pouco e , relaxe. – e então saíram.
- Vou tentar. – disse mais para si do que para a amiga.
Apenas Harry e sobraram ali na entrada. O rapaz mantinha as mãos nos bolsos e a garota segurava sua carteira com um pouco de força.
- Bom, vamos? – Styles ofereceu seu braço, da mesma forma que Louis tinha feito pouco tempo antes.
- Ah, sim. – Orellano sorriu acanhada e aceitou o gesto do garoto.
Os dois caminharam para a parte oeste do salão em silencio. A música tocava de maneira suave, mas ao mesmo tempo alta.
- A propósito, você está linda nesse vestido. – Harry olhando-a de rabo de olho, lhe viu sorrir timidamente com o elogio.
- E você está sexy nesse smoking. – respondeu a latina.

(...)


Para Guthier o tempo se arrastava, aquele tipo de festa não lhe agradava, era muito parada, as músicas lhe davam sono e a maioria das pessoas ali pareciam ter saído de tumbas, velhas e pareciam múmias andando.
- Isso pra mim não é festa. – Reclamou para Louis assim que se distanciaram de um casal que comentava que ouviram dizer que os integrantes da One Direction estavam ali. – Cadê o pessoal dançando? Se divertindo e bebendo até cair?
- Normalmente essas festas de gala são assim. – Louis respondeu segurando as mãos de . – Você está linda, é de longe a mulher mais linda dessa festa. – Tomlinson mudou de assunto.
- E você é o homem mais sexy, dentro de um terno, que eu já vi. – sorriu maliciosamente, abraçando Louis pelo pescoço.
O rapaz sorriu maliciosamente também, sua máscara era azul marinho com alguns detalhes em dourado, seus olhos claros destacavam-se de maneira hipnotizante.
- Mas eu adoraria ver se sem esse Smoking você continua a ser tão sexy assim. – roçou seus lábios nos de Louis.
O garoto adorou a ação, pois estava se perguntando a mesma coisa de Guthier.
- Pode ter certeza de que sou bem mais do que isso.
Então a beijou.

(...)


No lado oeste da mansão havia uma sala onde mais uma rodada de poker acontecia. jogava e Zayn estava ao seu lado, sentado, observando o jogo. Não era bom jogador, entendia pouca coisa do jogo, mas Finnigan jogava tão bem que surpreendeu a todos quando ganhara a primeira rodada.
Era a única mulher jogando na mesa. Ajala Rahman, um comerciante indiano fazia a famosa poker face, abaixou suas cartas mostrando seu Straight Flush. Todos à mesa ficaram surpresos, até mesmo Finnigan.
- Você é uma boa jogadora, senhorita, mas dessa vez eu levo tudo. – seu sotaque era forte e seu sorriso, presunçoso.
- Eu não teria tanta certeza, Sr. Rahman. – Então abaixou suas cartas revelando um Royal Flush.
A expressão do indiano foi de presunção à decepção. De repente todos da mesa ficaram calados. ergueu uma sobrancelha e então todas as fichas eram suas.
- Você é uma boa jogadora. – Zayn sorriu assim que pegou o dinheiro que ganhara no jogo.
- Sou melhor ainda no strip poker. – riu.
- Você deve ser boa em tudo, não é possível. – Malik riu. Sua máscara era cor de vinho.
- Quase tudo. – sorriu de lado. Zayn segurou sua mão e entrelaçou os dedos nos seus, isso fez com que o olhasse.
- Tem alguém problema se eu segurar sua mão? – Malik perguntou preocupado.
A mão do rapaz era grande o suficiente para cobrir a mão de Finnigan por inteira, mas era macia como as mãos de uma criança. Imaginou o toque dele por toda sua pele e também seu beijo. Sentiu um arrepio tomar conta de seu corpo.
- ?... ? – Zayn chamou-a passando a mãos diante dos olhos dela.
- Ah... Oi. – sorriu envergonhada. – Desculpa, eu tava pensando.
- Percebi. – Zayn riu. – Eu perguntei se tem algum problema se eu segurar a sua mão.
- É claro que não. – respondeu corando. Além disso se você quiser tocar em mais alguma parte do meu corpo, está liberado.
Caminharam para o jardim dos fundos da mansão, onde uma pista de dança fora criada, havia um palco onde uma banda tocava Rythm and Blues, um rapaz jovem cantava as últimas letras de Route 66. Então Close Your Eyes de Michael Bublé começou a ser tocada.
- Me concede essa dança? – Zayn perguntou educadamente.
- Sim, senhor. – sorriu e deixou que Malik o conduzisse até o centro da pista.
Então todos os convidados ali fizeram o mesmo, até mesmo as outras agentes e os outros garotos da One Direction.
ponham essa música pra tocar.
- Posso fazer uma coisa? – Zayn perguntou aproximando seu rosto do de .
As mãos da garota estavam em volta do pescoço dele e as mãos de Malik em volta da cintura de Finnigan.
- Depende. – sorriu sugestiva.
Zayn riu.
- Prometo que gostará.
Então ele encostou levemente seus lábios nos dela, podia sentir um gosto único vindo da boca de Zayn, um gosto bom, doce e quente. As mãos do rapaz seguravam com firmeza a cintura e as costas dela transmitindo um calor confortável, porém excitante. As mãos de bagunçaram sensualmente o cabelo macio de Malik. Então o beijo fora cortado pela garota.
Ela apenas sorriu quando encontrou os olhos amendoados de Zayn retribuindo o olhar. O rapaz abaixou o olhar para os lábios de , molhados e rosados com o batom ainda intacto. Não por muito tempo, pensou o rapaz e então a beijou novamente.

(...)


Em um dos banheiros da mansão, sentada na pia se encontrava com Niall em pé entre as pernas dela. As mãos ágeis do garoto abriram rapidamente o zíper do vestido da garota Hastings. O smoking dele estava jogado em algum lugar, a blusa do garoto já tinha pelo menos três botões abertos.
Os dois se beijavam calorosamente, as mãos de puxavam levemente o cabelo loiro de Niall, enquanto as mãos dele exploravam as coxas torneadas da garota. O vestido azul marinho de seda ganhara uma fenda na lateral direita, que ia até um pouco abaixo de onde a calcinha deveria estar, por que esta também se fora rapidamente.
- Niall. – sussurrou durante o beijo. – Por favor, só acaba com essa agonia.
- Você é quem manda. – Horan se afastou e subiu o vestido da garota, o suficiente para que as coxas dela estivessem totalmente expostas.
As mãos dela desceram até o botão da calça social cinza dele e o abriu, fazendo com que a peça de roupa deslizasse pelas pernas dele e fosse direto ao chão. Dentro da cueca branca, havia um volume que fez com que desejasse cada vez mais Niall dentro dela. Com pressa e ansiedade, Hastings puxara o pedaço de pano pra baixo. Sem mais delongas, Niall segurou o quadril de e pressionou o seu na direção do dela, penetrando-a.
Ambos gemeram de satisfação, era tudo o que queriam desde o primeiro beijo, era melhor do que sonharam, os corpos dos dois estavam finalmente ligados um ao outro, fisicamente. Enquanto Niall se movia devagar e de maneira provocativa dentro de , a garota finalmente conseguira abrir totalmente a blusa do rapaz e arranhava-o no abdômen e costas de maneira desesperada. mordera o lóbulo da orelha dele e então Horan não se rendera e aumentava o ritmo das estocadas.
Não davam a mínima para quem poderia estar escutando do lado de fora, ou se tinham tirado as escutas, para que seus amigos não pudessem ouvir nada. Eles apenas queriam estar ali, entregues um ao outro, sussurrando um o nome do outro até chegarem ao orgasmo.
- Você é perfeita. – Niall sorriu ofegante. – Tudo em você é perfeito.
Ela, por sua vez, ficou quieta, apenas apreciando a sensação de tê-lo ali. Sentiu-o apoiar a cabeça em seu ombro e depositar um beijo tímido no pescoço dela. Horan inalava o cheiro de , queria guardar aquele cheiro na sua mente pra sempre, pois sabia que ninguém no mundo teria cheiro melhor que aquele.

(...)


Harry e caminhavam lado a lado no jardim frontal da mansão, as mãos quase se tocavam, conversavam sobre varias coisas, riam de quase tudo. Era uma das poucas oportunidades que tiveram de ter uma conversa civilizada, sem nenhuma ofensa ou ameaça de morte.
- E foi assim que eu caí na frente de milhares de pessoas. – Styles terminara de contar mais uma das suas desastrosas experiências no palco.
Orellano estava sem fôlego de tanto rir, mal conseguia formular uma frase.
- Você... Caiu feito... Uma jaca mole. – finalmente a crise de risos da garota parecia chegar ao fim, seu rosto estava de tanto rir.
Harry apenas riu do estado da garota.
- Acontece com os melhores. – alegou ele.
- E com você. – provocou.
A noite estava agradável, o céu estava estrelado. Sentaram-se num dos bancos de madeira, perto de um arbusto. Harry olhou pela primeira vez sem aquela carranca, aquele jeito de quem estava sempre de mau humor, apenas com um sorriso leve nos lábios pintados de vermelho. A máscara vermelha e preta dela destacava na pele sedosa dela.
- Por que não nos damos bem? – perguntou o garoto.
Em vez de fechar a cara como Styles pensara que ela faria, apenas olhou o chão de maneira hesitante, antes de responder.
- Talvez por que assim seja mais fácil. – respondeu depois de um tempo.
- Mais fácil pra quem? – ele quis saber.
- Pra mim, pra você, pra missão. – a garota levantou o olhar para Harry, seus olhos expressavam agora certo desconforto. – Você não vê? Assim que isso tudo terminar, todos nós sofreremos. Seus amigos e minhas amigas, eles se dão bem, estão se apaixonando e quando isso terminar e vocês tiverem que partir e todos voltarem para as suas vidas normais? Como será? Todos sofrerão Harry e é isso o que eu estou evitando tanto pra mim quanto pra você. – um nó se formava na garganta dela. – Estou evitando fazer com que soframos.
Por um momento, Harry ficou calando olhando para o nada, ponderando o que acabara de falar. Ela estava certa, doía admitir, mas ela estava certa. Uma hora tudo isso acabaria. Levantou-se e deu dois passos pra frente, Orellano olhava-o curiosa.
- Por que... Por que apenas não nos dá uma chance, quero dizer, uma chance a si mesma? - ele continuava de costas para ela. – Por que você tem sempre que vestir essa máscara e fingir que é feita de ferro quando você sabe que é feita de cristal?
A garota nada disse, apenas conteve as lágrimas que ameaçavam cair de seus olhos. Odiou o rumo que a conversa tinha tomado.
- , você não precisa ser forte toda hora, ninguém é. – Harry virou-se de frente para a ela e ajoelhou-se, colocando sua mão direita no joelho dela e a mão esquerda estava no queixo dela, fazendo-a olhá-lo. – Todos nós caímos um dia e isso não é errado pra ninguém, pelo contrario, mostra que você é humana.
Os olhos verdes de Harry transmitiam um olhar de súplica.
- Harry, eu já caí uma vez e tenho cicatrizes por causa dessa queda. – Orellano tinha voz trêmula e baixa. – não quero que as feridas abram novamente.
- Eu só te peço uma chance. – Styles segurou docemente o rosto da garota. – Me deixe fazer você esquecer todos os traumas e magoas pelos quais você já passou.
- E se...
- Não cogite possibilidades negativas. É só uma chance e eu prometo que funcionará. – Harry insistiu.
Com um fraco movimento afirmativo com a cabeça dela, o garoto sorriu por dentro. Então com delicadeza, encostou seus lábios nos dela. No começo foi um beijo tímido, como se Harry ainda tivesse medo que fugisse. Então a garota passou a língua nos lábios dele, como um convite para aprofundar o beijo, um convite bem recebido. A mão que antes se postava na perna dela, agora segurava a nuca da garota com firmeza.
- Espero que você faça valer à pena, por que senão eu te dou uma surra. – Orellano disse quebrando o beijo.
- Se não valer a pena, eu deixarei que me de uma surra. – Harry concordou e então a beijou novamente.

(...)


Todos os convidados estavam reunidos no salão principal da mansão, os pontos eletrônicos dos dez jovens foram ligados, por medida de precaução, as luzes do local foram apagadas e luzes prateadas e azuis foram acesas numa espécie de palco de mármore que antes estava coberto por espessas cortinas de veludo preto.
- O que será isso? – perguntou impaciente.
- Senhoras e Senhores, dêem as boas vindas ao anfitrião da festa, Sr. Marvin Langdon. – a voz masculina soou no salão, uma voz jovem com um sotaque forte.
No palco, Langdon subiu sorrindo, um microfone não mão esquerda e com a mão direita acenava para os convidados que batiam palmas.
- Boa noite a todos. Sei que já devo ter falado com a maioria de vocês essa noite. - Marvin sorriu galanteador. – Quero agradecer a todos vocês presentes para a festa de inauguração de mais uma filial do Lang Bank, o banco mais seguro da Europa finalmente chegou à Inglaterra, obrigado aos nossos investidores e clientes mais fiéis, essa noite também é de vocês.
- Lang Bank. – Guthier falou lembrando-se do nome. – É o banco que foi roubado na Itália.
- Isso não é boa coisa. – Smith concordou, virando-se para trás para ver a reação dos garotos e de suas amigas, mas encontrou apenas Finnigan, Orellano e Zayn. – Cadê os outros?
, e Zayn pareceram perceber a falta dos amigos.
- Eles estavam aqui até agora. – falou alarmada.
- Sim, Liam estava segurando minha mão há poucos segundos. – concordou exasperada. – Ah Meu Deus, também sumiu.
- Hastings... – chamou a garota pelo ponto eletrônico, a voz da garota soou no ouvido de todos os presentes, mas não obteve respostas. – Louis, Niall, Liam, Harry, respondam. – a garota pediu.
-... Finalmente nos conhecemos. – o som de uma porta batendo ao fundo. - Então são vocês... Atrapalhando... Você... Comigo – uma voz masculina soou cortada no ponto das garotas e de Zayn, uma voz conhecida.
- Essa voz. – arregalou os olhos azulados.
- Precisamos encontrá-los, logo. – quase gritou. Então um barulho agudo soou no ouvido dos cinco, deixando-os quase surdos, tiraram o aparelho dos ouvidos e jogaram-nos no chão. – , tire o Zayn daqui, leve-o para sua casa, é o lugar mais seguro por hora.
Os olhos dos cinco correram pelo salão, Malik avistou uma porta perto da majestosa escada se fechando.
- Ali, aquela porta. – o rapaz apontou fazendo com que as garotas seguissem o olhar dele.
- , leve Zayn para sua casa, lá é o lugar mais seguro pra ele, por hora. – Smith ordenou.
- Eu quero ajudar...
- Você vai ajudar se estiver fora de perigo. – falou.
Zayn queria estar ali quando seus amigos estivessem a salvo, mas queria facilitar o trabalho para elas.
- Me avisem quando pegarem os garotos. – Finnigan pediu e então saiu da mansão, puxando Zayn pelo pulso.
Então , e estavam sozinhas.
Tentavam andar pela multidão, Langdon ainda falava no palco, tentavam ser o mais discretas possível, não queriam nenhum alvoroço. Chegaram às portas duplas de mogno e abriram-nas com facilidade, já que estavam destrancadas. Deram de cara com um enorme corredor, com duas portas e uma escada estreita que dava para o subsolo.
- Eu vou ver o que tem lá em baixo. – falou pegando uma pistola que estava presa no coldre que estava preso na sua coxa.
e fizeram o mesmo.
- Vamos todas juntas. – disse séria.
- Não temos tempo, . – Guthier colocou a mão no ombro da amiga. – É melhor nos separarmos.
respirou fundo.
- Ok, então eu vou pela esquerda, Guthier pela direita e Orellano pra baixo. – concordou – Assim que estiverem fora de perigo, entrem em contato, se acharem os garotos, levem-nos para a mansão de vocês.
- Boa sorte. – sorriu e então entrou na primeira porta a direita.
e limitaram-se com um breve aceno e seguiram as suas direções.
Ao passar pela porta, fez questão de retirar uma pequena faca que estava no coldre e tirar todo aquele pano do vestido, que a impossibilitava de andar direito, também tirara os saltos para que pudesse ficar mais confortável. Dera de cara com um corredor estreito com forte cheiro de mofo. Era escuro e abafado ali dentro, a lanterna da arma da garota mal iluminava o corredor, ela estava arrepiada de medo.
- Por que nunca um lugar lindo, com cheiro de flores? – Guthier reclamou. – Por que eu sempre sou mandada pros piores lugares? Da próxima vez eu escolho pra onde ir.
Ao chegar ao fim do corredor, percebeu que não havia uma porta, apenas uma abertura oval na parede, por onde passara e encontrara caída num chão, desacordada, seu rosto estava sujo, seu cabelo estava desgrenhado e o vestido mal cobria suas pernas, ele estava totalmente rasgado, um fio de sangue escorria pelos lábios da garota.
- Ah Meu Deus, ! – correu até a amiga e se ajoelhou no chão frio ao lado de , passando a mão pelo rosto da menina.
Hastings estava desacordada, mas abriu os olhos fracamente ao sentir o toque quente de .
- ? – perguntou fracamente.
- Sim, estou aqui, vai ficar tudo bem. – Guthier tentava manter a calma.
sentou-se com a ajuda de , esfregou a cabeça por causa da dor que sentia ali.
- Alguém me dopou, eu só senti um pano cobrindo meu nariz e boca e agora estou aqui. – a voz da britânica saia baixa e rouca. – Meu estômago e costelas doem, acho que me deram uma bela surra.
- Os garotos também desapareceram, pegaram eles. – informou.
- Quem os pegou? – os olhos de se arregalaram de espanto.
- Acho que você já sabe quem.
O choque passou pelo rosto de Hastings que se levantou rapidamente e limpou seu vestido.
- Precisamos encontrá-los e salvá-los. - sentiu um desconforto em uma das costelas, mas ignorou.
- Não, eu vou levá-la pra casa.
- Eu estou bem, Guthier, eles não. – falou séria.
- Ok, então vamos lá.

(...)


descia a escada com cuidado para não fazer barulho, ao descer o último degrau, chegou a um hall pequeno com paredes pintadas na cor creme e uma única porta, preta. Orellano apontou a arma para a porta e com a mão livre, girou a maçaneta.
Com um rangido, a porta se abriu, o local estava escuro, apenas uma luz azul vinda de uma luminária iluminava o local. A garota precisou de alguns segundos para que seus olhos se acostumassem com a pouca luz recebida. Então, ao poucos, começou a ver um corpo sentado em uma cadeira, pelo cabelo, conseguiu identificar Harry. Eu preciso tirá-lo daqui, ela pensou. Conferiu se o cômodo estava vazio, após constatar que sim, correu até Harry, que estava desacordado, preocupada, passou a mão no rosto dele, fazendo-o abrir os olhos e se assustar ao vê-la ali com uma mordaça em sua boca. O olhar dele mudou de susto para alegria, nunca estivera tão feliz em ver a brasileira.
- Oh Meu Deus, Harry. Quem fez isso com você? – soltou a mordaça do garoto e segurou o rosto dele com cuidado. Havia um corte em seu supercílio junto com um hematoma recém-adquirido, que ainda estava vermelho, em seu olho.
- Eu sabia que você viria, Mulher Maravilha. – Harry sorriu fracamente, sua voz não passava de um sussurro.
- Eu vou tirar você daqui e depois encontrar o filho da puta que fez isso com você.
- Ora, ora! – algo gelado encostou-se à nuca da garota, fazendo-a parar. Harry levantou o olhar e entrou em pânico. – Eu estava me perguntando quando nos veríamos novamente. – a voz grave soou de maneira zombeteira.
- Roman! – o sangue de gelou nas veias. Ela ainda olhava para Harry.
- Ora, levante-se, Orellano. – ele pediu de maneira doce. Mas sabia que nada nele era doce, pelo contrario, era ácido
. A garota se pôs de pé e virou-se para Roman. Ele estava diferente do que ela se lembrava. A aparência agora era mais velha, a cicatriz que ia de sua sobrancelha até o canto direito da boca, um corte na diagonal que tomava quase seu rosto todo, o cabelo louro agora cortado num topete e os olhos azuis que antes transmitiam um divertimento infantil, agora estavam mais duros, mais sérios. Roman agora tinha o rosto carregado de marcas de expressão. Para um homem de 25 anos, Roman Callegher parecia cansado, como quem já vivera o bastante e provara as piores coisas do mundo, o que de fato acontecera.
- Cinco anos, sete meses, nove dias e vinte e sete hora desde o nosso último encontro. – A expressão dele era dura como pedra, ele não sorria e seus olhos demonstravam raiva pura. - Eu poderia falar os minutos exatos, mas quem se importa, não é verdade?
tentou encontrar sua arma, que tinha sido largada no chão quando encontrou Harry, mas ela não estava lá, a arma estava na mão de Roman.
- Ah é, peguei algo emprestado, espero que não se importe. – ele sorriu ironicamente. – A propósito, você está bem mais gostosa do que eu me lembrava, os anos lhe fizeram bem.
- Você está bem mais repugnante do que eu me lembrava. – Orellano falou com os dentes cerrados.
- Não era isso o que você me disse quando estava gemendo meu nome enquanto eu te fazia gozar, não é mesmo? – Roman tinha um sorriso diabólico nos lábios. – Ah é, você até disse que me amava e que ninguém nunca teria um toque melhor que o meu.
As palavras dele foram como um soco dado no estômago da garota, odiava relembrar aquela noite em que se entregara à Roman. Harry tinha os olhos arregalados por conta das palavras ditas pelo homem a sua frente.
- Como você fugiu da cadeia? – perguntou, a garota ficou surpresa quando sua voz saiu firme e alta. – Você deveria ter apodrecido lá.
- Como eu fugi? – Roman ergueu uma sobrancelha. – Não, você deve ter entendido errado. – ele riu. – Meu pai é Mario Callegher, um dos maiores traficantes de armas da Europa, isso envolve muito dinheiro, ele pagou minha fiança, saí facilmente.
O choque tomou conte de . Como alguém poderia aceitar a fiança e liberarem uma pessoa como Roman? Era errado, só Deus sabia o que ela e suas amigas tinham feito para colocá-lo na cadeia e agora ele era um homem livre.
Roman abaixou a arma, virou-se para uma mesa que tinha naquela sala - Orellano suspeitava que ali fosse uma espécie de escritório - pegou um copo e encheu com um liquido marrom e bebericou.
- Você devia estar acostumada, você sabe, criminoso rico nunca fica preso por muito tempo, igual no seu país. – Callegher deu de ombros.
- Não deixarei você machucá-los. A propósito, você voltara para a prisão, onde é seu lugar. – A raiva emanava de .
Tudo aconteceu muito rápido, Roman colocou o copo na mesa e em um piscar de olhos estava próximo de , uma mão dele agarrou o pescoço da moça empurrando-a até a parede e chocando com força a cabeça dela. A visão de ficara embaçada. Roman mantinha firmemente os dedos em volta do pescoço dela, fazendo-a sufocar em menos de trinta segundos, Orellano começara a sentir seus pulmões queimarem pela falta de ar e por mais que se debatesse e tentasse se livrar de Roman, o homem a sua frente era bem mais forte que ela.
- Não tente me ameaçar. Você deu sorte da última vez, não ache que vai se repetir. Você é fraca, , sempre foi. – ele tinha os dentes trincados, sua voz saia áspera e cheia de fúria. Mais uma vez, Roman bateu a cabeça de na parede, fazendo-a perder a consciência.

(...)


- Nós precisamos tirar vocês daqui. – disse soltando Louis por último.
Ela encontrara os garotos numa sala escura, cuja porta estava guardada por dois brutamontes, os mesmos do vídeo do dia do assassinato de Marco Botinelli. Fora fácil matá-los enquanto não estavam vendo. Smith sempre fora contra matar alguém, mas situações extremas pedem medidas extremas.
- O que está acontecendo? – Niall perguntou massageando os pulsos.
- O cara que quer o pescoço de vocês finalmente os encontrou. – respondeu.
O silêncio se instalou na sala.
- Cadê Harry? – a garota perguntou. Seu olhar alternava para Liam, Louis e Niall que estavam de cabeças baixas.
- O cara que quer nossos pescoços o levou. – Louis respondeu baixo.
Um barulho alto fez com que os quatro pulassem de susto, virou-se para a porta e encontrou uma machucada e uma com o vestido rasgado e sem sapatos.
- . – Niall correu para socorrê-la.
- Cadê e Harry? – perguntou.
- Nós também não sabemos. – Liam respondeu.
torcia para que estivessem bem.
- Precisamos ir. – Guthier falou.
- Mas e quanto a Harry e ? – Louis falou preocupado.
Era errado deixá-los para trás, ainda mais numa circunstância como aquela.
- é bem treinada. – respondeu. – Não podemos arriscar a vida de vocês três. Assim que e Harry estiverem fora de perigo eles nos ligarão.
- Não! – Liam protestou.
- Ou vocês irão por bem ou por mal. – falou baixo. – Se quiserem morrer, ok, vão lá e morram, façam com que esse tempo todo tentando salvá-los seja em vão. – chantagem emocional sempre fora o remédio ideal.
No estacionamento da mansão, cada casal entrava em um carro, Niall dirigia o carro de enquanto ela ensinava o caminho.
- Assim que chegarem em casa, comuniquem-se. – ordenou acelerando seu carro e logo em seguida saindo do campo de visão de todos.
Sucessivamente, cada carro foi partindo para lugares diferentes.

(...)


- Vamos lá, acorde! Orellano, acorde. Não pode ser! Acorde! - Harry se sacudia na cadeira tentando se soltar, seus pulsos ardiam. – Droga, garota, faça seu trabalho, acorde e me salve. - A preocupação tomou conta do rapaz ao ver que estava desacordada e caída no chão com o um grande corte na bochecha.
Assim que perdera a consciência, Roman jogou-a no chão e deu-lhe alguns chutes e socos no estômago e rosto da menina e em seguida saíra da sala com um sorriso de satisfação, suas últimas palavras antes de deixar o aposento foram: “Isso é apenas o começo da minha vingança, brasileira estúpida”.
se mexeu um pouco, recobrando a consciência, seu corpo estava dolorido, como se tivesse sido esmagada por um rolo compressor, sentia um líquido viscoso e quente escorrer por seu rosto e constatou se sangue, sua bochecha ardia por causa do corte.
- Ah Meu Deus, ! – Harry arfou ao ver a garota ficar de pé.
A garota cambaleou até Harry, soltando-o.
- Você está bem? – a voz dela estava baixa, quase como um sussurro.
As mãos de Harry agora estavam livres, o rapaz terminou de se soltar e ajudou a ficar de pé.
- Eu que deveria perguntar se você está bem. – Styles passou cuidadosamente a mão pelo rosto da garota.
- Já estiver melhor. – ela sorriu fracamente.
– Precisamos sair daqui, vamos. – o garoto passou o braço pela cintura de Orellano e colocou o braço da garota em volta de seu pescoço, para sustentar o peso. Guiou-a até a porta.
(...)
Sair da mansão foi mais fácil do que esperava, chegaram ao carro da garota, Harry sentou-a no banco do carona e depois sentou-se no banco do lado esquerdo, ao volante*.
- Para onde? – Styles perguntou.
- Para minha casa, eu te mostro o caminho. – respondeu.

* Antes de acharem que sou louca ou algo do tipo, na Europa, principalmente na Inglaterra os volantes dos carros ficam do lado esquerdo e não do lado direito como estamos acostumados.

Continua...



Nota da autora (02/12/2014): Oi Gente! Já tem um tempão que vocês não veem as agentes mais fodas do universo, eu sei que vocês estavam morrendo de saudade delas, por que eu também estava com saudades. Enfim venci o bloqueio criativo que me assombrava e aqui estou eu. Enfim,tive que trocar de beta e isso também contribuiu para o atraso, mas agora a Laura ta betando a fic e eu agradeço muito à ela que me adotou e aceitou betar a fic agora que ela já passou da metade. Amo vocês e mil desculpas pelo atraso da fic. Curtam a página para a fic no facebook e um tumblr.
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