NOME
Autora: Malu Chevalier | Beta: Thais


Prólogo

Antes de você continuar a ler, eu preciso lhe dizer: essa não é uma historia de amor e sim uma historia SOBRE o amor e o que ele representa, mas talvez nem seja tanto assim, porque o amor é o que, afinal? Preenchimento? Ilusão? Loucura? Não sei te responder o que é ou pra que serve ou porque existe o amor, mas quando eu era pequena eu li um texto escrito por um serial killer psicopata sobre o que era o amor e o que ele era capaz de fazer, eu não sei o porquê e nem o próprio cara sabia, mas ele tinha se transformado no monstro que era por causa do amor e é aquele típico caso de matar por amor. Lembram do fã que matou John Lennon? E qual foi a sua justificativa? “Eu o amava, por isso o matei.” É... talvez eu realmente nunca entenda o amor, mas talvez ele não precise ser sentido. Mas e se o sentido da vida não for o amor? Esse serial escreveu uma frase e até hoje ela não saiu da minha cabeça:
“Nascemos sozinhos, morremos sozinhos, todo o resto é apenas uma ilusão.”
E quer saber? Quem sabe um psicopata que mata mulheres que traem seus maridos tenha razão, e qual o real sentido disso? Minha opinião? A vida não faz sentido, nenhum. O amor é loucura, suicídio. Mas dane-se. Porque mesmo a vida não fazendo sentido, todos continuam vivendo ela e mesmo o amor sendo loucura, milhares de pessoas passam a vida todo procurando esse suicídio. Nascemos sozinhos, não nós conformamos com isso, procuramos alguém durante todo o tempo entre o nascer e o morrer, e quando achamos nos decepcionamos algumas vezes, outras vezes não, e tudo isso pra que? Morrermos sozinho? Mas talvez nem sempre seja assim.
“Se não estamos ocupados nascendo, estamos ocupados morrendo.”
Não era isso que Bob Dylan dizia? E acho que nunca ouvi frase mais sabia do que essa. Quer descobrir o amor...?

“Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...”


...Desvende esse texto! Veja alem do que as linhas podem mostrar, alem do às palavras podem dizer, olhe alem do que se vê e quando você finalmente entender esse texto, entenderá o amor. Mas antes, descubra que nem sempre morremos sozinhos.

Capítulo 1
Londres, Hospital St. Jude, domingo, 9 de outubro, 1994.

Era ali, na última sala do setor cirúrgico pediátrico que nasciam os gêmeos McCartneys, era ali que nasciam os irmãos mais novos de Matt McCartney, Mary e Louis McCartney, nome dos caçulas de uma família com um nome e tanto, um nome que traz responsabilidades e além disso, muito peso pra qualquer um. Ser um McCartney realmente não é só bem casado, ser McCartney também é a parte ruim do casamento, como a crise dos sete anos, é... não é bolinho não. Nasceram já embaixo de flashes, nasceram sabendo que seriam pra sempre um McCartney.
Nesse mesmo dia, os gêmeos Payne, Nathalia e Liam, aprenderam a ficarem sentados e não acordavam mais de noite, já era um grande avanço contando que eles tinham apenas sete meses completados dia dois. Claire, era jovem e não tinha emprego, seu namorado, pai de seus filhos, teve que começar a trabalhar cedo com o que aparecia pra poder sustentar os dois filhos. Ele amava Clar e por isso não a deixou com a mesma lhe contou da gravidez, mas todas as noites perguntava a Deus: “Por que dois, meu Deus? Por quê? Já não bastava eu ter que me sustentar, agora tenho que sustentar uma mulher e dois filhos?". Nessa noite em que Louis e Mary nasciam, George Payne estava fazendo um bico como segurança no hospital e acabou cruzando com Alas Willis, pai dos gêmeos McCartney. Alas estava preocupado pois seus filhos e sua mulher corriam risco, eles nasceram antes da hora e a mulher não estava forte o suficiente pra dar a luz, mas se os bebês ficassem no útero mais algum dia eles iriam morrer, George e Alas conversaram a noite inteira como se fossem velhos conhecidos enquanto Matt dormia no colo do pai, e foi durante essa conversa que George comentou sobre sua dor recente e de como era jovem e Alas resolveu ser solidário e contratar Claire pra ser cozinheira da casa e poderia levar os filhos pra lá, segundo Alas, seria bom pra seus próprios filhos.
Karina era uma médica obstetra renomada no mercado, de tão renomada que era realizou o parto de Stella McCartney aquela noite. Karina tinha 27 anos e não tinha filhos, e embora quisesse muito, ela não podia, era estéreo e durante aquele parto tão complicado dos gêmeos McCartney, ela decidiu que iria ter filhos de qualquer jeito, iria adotar, se alguém não quis seu filho e colocou num orfanato, ela queria.
E enquanto Karina realizava o complicado parto de Stella e Matt dormia no colo de Alas, que conversava com George sobre Claire, que cuidava de seus filhos que tinham acabado de aprender a sentar, uma mulher misteriosa deixava Harry na porta do mesmo orfanato que Karina pensava, orfanato esse que no dia anterior tinha recebido Mariana da mesma forma misteriosa de Harry e enquanto a mulher corria pra não ser descoberta, Amanda Rodrigues, Niall Horan e Zayn Malik choravam na maternidade do St. Jude pedindo por atenção dos enfermeiros e pediatras que tinham voltado toda sua atenção e ajuda para o parto de Mary e Louis, afinal, não havia nada naquele hospital que fosse mais importante que os McCartney. Pobres crianças. Acabaram de vir ao mundo e já eram recriminadas e diferenciadas pelo sobrenome que recebiam. Mas a única criança, que não estava ocupada nascendo, não estava ocupada aprendendo a sentar, nem sendo deixava na porta de um orfanato e muito menos chorando na maternidade estava dormindo no colo de sua mãe, que acompanhava o marido que esperava noticias de seu sobrinho, Zayn.

Londres, casa dos McCartney, sábado, 11 de julho, 1998.

Toda a família estava reunida pra comemorar o oitavo aniversario de Matt, enquanto Mary e Louis aguardavam ansiosamente o quarto aniversario deles. Dia dezessete de outubro de 1994 foi o primeiro dia de Claire na casa dos McCartney, ela estava lá pra ser cozinheira, mas nesses quase quatro anos acabou se tornando praticamente a governanta da casa e babá de Mary e Louis, ela sempre levava seus filhos Nathalia e Liam pro trabalho, para assim poder criá-los, o que acabou resultando numa amizade forte e gigante entre os dois casais de gêmeos. Segundo Stella, aquele era um mundo ruim onde a maioria das pessoas só queria usar e se aproveitar de ingenuidade, então ela preferia que seus caçulas andassem com os filhos de Clar do que com qualquer amiguinho esnobe da escola.
E nesses míseros quase quatro anos que tantas outras coisas acontecerem. George entrou pro tráfico com promessa de ganhar muito dinheiro, mas isso só serviu pra torná-lo em um viciado, George foi morto no inicio do mesmo ano quando, ele foi assassinado pois devia muito dinheiro pro chefe daquela boca, Claire sofreu muito, mas ele já estava tão ausente que ela se sentia viúva de marido vivo, e quando George morreu, foi um extremo alivio de certa parte, pois ele não poderia mais chegar em casa e espancá-la até que a jogasse no quarto e a abusasse sexualmente, essa foi uma época difícil em que tanto os gêmeos como Stella ouviam Clar chorando baixinho na cozinha, mas foi só uma fase.
Depois de três anos, Karina Styles finalmente tomou coragem e teve tempo de ir adotar seu tão querido filho e quando chegou ao orfanato no qual pensou desde o dia do parto de Mary e Louis, viu duas crianças, um menino e uma menina sentados quietos num canto, o menininho respeitava o silencio da menininha e vice-versa, ela logo achou que fossem irmãos, mas quando a inspetora disse que não, ela realmente não achava aquilo lógico, ela não sabia se decidir entre um menino e uma menina, mas um menino era mais fácil de cuidar, então ela tinha decidido o Harry, mas quando o menino saiu de perto da garotinha, ela começou a chorar como se fosse ficar sozinha e realmente iria, se não fosse por Harry sussurrar no ouvido de Karina:
“Leva ela, tia”
Karina repensou a hipótese, dois filhos não dariam tanto trabalho, ou dariam? Eles já não eram bebes, ela não precisaria passar o aperto de contar que foram adotados e eles pareciam bem ligados de uma forma que um cuidaria do outro e Kar decidiu levar os dois.

Amanda desconhecia seu pai e tinha que conviver com um mãe depressiva e drogada apenas com quatro anos, o seu porto seguro era a vizinha Maura, mãe de Niall, Amanda sempre fugia pra lá quando sua mãe ficava mais pirada que o normal, cresceu com Niall e, às vezes, cruzava com um menininho bronzeado no hall do prédio em que morava, ele a encantava, mas as vezes esse menininho estava acompanhado de uma garotinha que o puxava pra cima e pra baixo.
Engraçado como o destino junta cada quadradinho do quebra cabeça, não?

Londres, Pensão Malik, sábado, 20 de março, 1999.

A Pensão Malik, não era realmente uma pensão. As pessoas tinham seus próprios apartamentos, não precisavam jantar juntas, nem compartilhar suas vidas. Na verdade, a Pensão Malik era um prédio bancado pelo rico empresário Antoni Malik em pedido de sua esposa Rebeca, o prédio tinha 15 andares sendo todos eles flats, os moradores pagam pouco ou quase nada pra morar ali, era aconchegante, seguro e barato, tudo que aqueles pais desesperados precisavam.
Karina morava na cobertura duplex com Harry e Mariana, os quais já estavam tão bem acostumados com Karina que até a chamavam de mãe. No penúltimo andar moravam Maura, Marco e Niall, Marco era padrasto de Niall e cheio da grana, ele dava conforto a família Horan e não deixava Maura trabalhar, o que a fazia virar a baba de todas as crianças do prédio e essa foi uma das razões que os gêmeos Paynes passaram a frequentar a casa dos McCartney menos vezes. Clar e os filhos moravam no décimo terceiro andar e décimo segundo morava Amanda e sua mãe drogada, o resto dos andares era ocupado por solteiros universitários, velhinhos sem companhia, recém casados, e por aí vai.
Mas especialmente nesse dia, Nathalia e Liam iam completar cinco anos, e eles não se esqueceriam dos McCartney pra uma data tão importante como a comemoração dos cinco anos, a primeira vez que os gêmeos de berço de ouro iam sair de casa pra dormir um lugar não tão de luxo, mas mesmo assim aconchegante. Além de todas as crianças que moravam no prédio e os gêmeos de ouro, foram convidados também Zayn, filho do dono da pensão, era ele o menininho bronzeadinho que corria pelo hall do prédio antigo de Amanda, e a menininha que a arrastava também estavam presente, ela era sobrinha de Antonio Malik, prima de Zayn, ou só Eleanor. E assim estavam lá, dez crianças brincando juntas sem saber que aquilo era só o começo de algo que iria durar muitos anos.

Londres, Pensão dos Malik, sábado, 18 de março, 2000.

No ano seguinte, de novo no aniversário dos Payne, todos os dez estavam unidos, não realmente unidos, já que eles já tinham cinco, seis anos e achavam os seres do sexo oposto repugnantes e nojentos. Todos os pais já se conheciam, com exceção a mãe de Amanda, e em todos os outros aniversario depois do de Nathalia e Liam, os dez ficavam juntos. Enquanto num canto da festa as meninas brincavam de Barbie e ilha da imaginação, do outro lado os meninos brincavam de carrinho. Seguindo o conselho de seu pai, Matt perguntou se os meninos queriam jogar futebol, mesmo Matt tendo agora nove anos ele se dava bem com os menores, principalmente com sua irmãzinha, Mary, ela era como um tesouro pra ele, literalmente preciosa. Os garotinhos aceitaram o futebol na mesma hora, porém como todo bom pai Alas sugeriu aos meninos.
- Por que você não convida sua irmã, Louis?
- Ela está ocupada brincando de boneca, papai. – Alas pode perceber a decepção na voz do meninho de cinco anos, mas também não era pra menos. Louis e Mary viviam colados quando estavam em casa, faziam tudo juntos, Mary jogava bola com ele, Louis brincava de boneca com ela, eram realmente gêmeos em sintonia.
- Meu filho. – Alas se ajoelhou pra ficar da altura de Louis. – Sua irmã é uma mocinha é normal que ela queira brincar de boneca.
- Mas eu também brinco de boneca com ela.
- Eu sei, filho, mas ela também gosta de brincar com as amiguinhas. – Alas concluiu vendo o filho assentir. – Mas quem sabe se você for lá a chamar, talvez ela venha brincar um pouco com vocês? Por que não brincar todos juntos, não?
- Você tem razão papai. – viu os olhinhos de seu filho brilhar. – Harry, você vem comigo chamar minha irmã? – era perceptível aos olhos de quem quisesse ver que Harry e Louis eram melhores amigos, eles eram mais próximos um do outro do que de todos os outros.
- Mas ela é uma menina. Elas são nojentas. – Harry disse fazendo carreta.
- Elas não são tão nojentas depois que ficam grandes. – Matt corrigiu Harry enquanto Alas apenas observava.
- Mas ela ainda não cresceu, porque ela continua nojenta.
- Ah Hazz, minha irmã é legal. Ela adora jogar futebol e vídeo game comigo. Você iria adorar ela.
- Tio Alas? – Harry chamou a atenção de Alas pra si, o mais velho pediu pra o menor continuasse. – A Malu tem pipi? – Alas riu alto, porém moderado, e antes que respondesse, Louis o fez.
- Minha irmã não tem pipi, Hazz.
- Não mesmo. – Matt concordou.
- E como vocês sabem? – Hazz perguntou assustado.
- Você nunca tomou banho com a Mariana, Hazz? – Louis perguntou vendo Hazz negar. – Mas a mamãe vivia me colocando embaixo do chuveiro com Malu.
- E você, Matt, não vai explicar como sabe que sua irmã não tem pipi? – Alas perguntou incentivando o filho.
- Mamãe sempre pedia pra eu ajudar a dar banho em Malu.
- Você também já viu tio? – Hazz perguntou curioso só se dando conta naquele momento que Niall, Zayn e Liam comiam enquanto brincavam com o caminhão.
- Já sim, Harry. O tio já viu.
- Então eu também quero ver. – Harry disse decidido, deixando Matt com ciúmes, Louis sem entender e Alas querendo rir.
- Vai lá em casa, Hazz, ai eu peço pra mamãe deixar.
- Você deixa, tio?
- Deixo. Qualquer dia você vê, tudo bem?
- Ok. – ele respondeu feliz. Há, pobre criança! – Vamos lá chamar sua irmã, Louis? – sem esperar um resposta, Hazz correu em disparada para a rodinha das meninas. Ele olhava pra trás pra ver se Louis o seguia com esbarrou com uma menina a fazendo cair, e ele só sabia que era uma menina por causa do grito que ouviu logo ao cair ao chão na direção oposta.
- Meu Deus! O que aconteceu aqui? – Karina e Stella chegaram aonde seus filhos estavam. Malu tinha sujado sua blusa com o refrigerante que tinha em mãos quando foi atingida por um Harry correndo, o mesmo também se sujou.
- Filha, como isso aconteceu? – Stella perguntava pegando Malu no colo, vendo Kar fazer o mesmo com Harry. As outras quatro meninas olhavam a cena.
- Harry me derrubou. – Malu disse, mas não de forma acusadora, disse serena e calma.
- Você está toda melada. – Disse olhando a blusa da filha. – Karina, tem algum lugar que eu possa dar banho nessa porquinha?
- Claro, parece que meu porquinho também se sujou, não é? – Karina disse a ultima parte direcionada pra Harry, que assentiu. – Vamos lá no apartamento e damos um banho neles. Filha, - Karina chamou Mariana. – posso pegar uma blusa sua e emprestar pra Malu?
- Pode, mamãe. – quando a menina assentiu Karina sorriu e se direcionou pro elevador guiando Stella junto.
As duas subiram no elevador com seus filhos em seus colos conversando alguma barbaridade de mulheres que os filhos jamais entenderiam, pelo menos não naquela idade. Stel e Kar rumaram ao banheiro e começaram a despir seus filhos e quando Kar abaixou as calças de Harry, Malu levou suas duas mãozinhas aos olhos, tampando os mesmos.
- Que isso, filha?
- Mamãe, você disse que só podia o Louis.
- Não tem problema filha, vocês são quase bebes. – dito isso Malu tirou as mãos dos olhos.
- Ela não tem pipi. – Harry gritou apontando pra onde deveria estar o “pipi”.
- Mas você tem pipi. – Malu disse apontando pra onde realmente se encontrava o “pipi”. Eles coraram. As mães riram. – É estranho.
- Filha! – Stella chamou. – É igual ao do seu irmão. Por que o dele é estranho e do Louis não? – a filha levantou os ombros dizendo que não sabia.

Londres, Casa dos McCartney, sábado, 12 de outubro, 2004

Nesse ano Stella e Alas decidiram deixar seus filhos chamar seus amigos da pensão pra seu aniversario. Matt já tinha quatorze anos e não gostava de brincar com os meninos que tinham dez, a única “pirralha” que ele conversava era Mary, Matt sentia confiança em Mary mesmo ela sendo tão nova, ele a protegia de tudo e todos e Mary ajudava Matt quanto a garotas... Era um troca justa. Naquele ano em especial, Matt pediu pra deixar levar sua melhor amiga pra lá, seus pais deixaram, afinal, que mal teria?
Eles já eram mais crescidos e por isso já não tinham mais tanto nojo do sexo oposto, a convivência tornou aquilo comum e era por isso que os dez estavam juntos no jardim da casa conversando. Quando viram que num canto do jardim Matt e sua amiga, Candy, trocavam beijos, causando caras de nojo nos dez ali presentes.
- Que nojo. – Mary se pronunciou, desencadeando o comentário de todos ali na roda, e impressionantemente, eles seguiram a ordem que a roda indicava.
- É nojento. – Niall confirmou.
- Será que um dia vamos beijar também? – Nathalia perguntou.
- Nós podemos. – Louis.
- Podemos? – Eleanor questionou.
- Acho que sim, que mal tem? – Zayn.
- Não somos pequenos demais? – Amanda perguntou.
- Já temos dez anos. – Liam disse constatando o óbvio e dizendo dez anos como se fossem dezoito.
- Qual será a sensação? – Mariana pensou alto fazendo todos voltarem seu olhar a ela. – Que foi? Só pensei alto de qual deveria ser a sensação de beijar alguém. – Harry permaneceu em silêncio, ele estava pensando desde o começo qual seria a sensação e quando a irmã falou alto ele pensou numa maneira de descobrir, todos esperavam o comentário do ultimo do grupo, quando o mesmo sussurrou no ouvido de Mary:
- Me dá um beijo? – ela assentiu virando o rosto pra ele, que se aproximou de Mary e grudou seus lábios. No começo foi um sensação estranha para os dois, mas Harry se lembrou que deveria ser um “beijo de língua” e não quis nem tentar compreender como faria aquilo, apenas abriu a boca, Mary estava apenas imitando os movimentos de Harry pois não fazia idéia do que fazer; e quando Harry colocou a língua na boca de Mary e ela fez o mesmo, ele se assustou com a sensação boa que aquilo tinha, mas continuaram o beijo de uma forma estranha e desajeitada, mas eles continuaram tentando fazer aquilo direito e quando conseguiram, eles finalmente sentiram o quão bom aquilo era. Harry direcionou sua mão pra cintura de Mary e ela levou suas mãos ao pescoço do rapaz que aumentou a intensidade do beijo. A essa altura, suas línguas se mexiam de uma forma desajeitada, porém gostosa, e quando enfim conseguiram mexer suas línguas da maneira correta tiveram que cortar o beijo por falta de ar. Eles olharam pra baixo envergonhados e sentia suas bochechas quentes. Todos os demais estavam surpresos pela reação de Harry e curiosos pra saber qual deveria ser a sensação.
- E ai? Como é? – Nathalia perguntou curiosa, Harry e Mary se olharam.
- No começo foi estranho... – Mary começou.
- ...mas depois foi bom... – Harry continuou.
- ...mas continuava confuso, não sabia o que fazer... – a garota prosseguiu.
- ...quando conseguimos fazer direito... – o menino disse como uma lamentação.
- Perdemos o ar. – os dois disseram juntos como uma conclusão.
- Mas é bom? – Zayn questionou.
- É, eu acho que... – Mary deixou a frase morrer no ar.
- Não tenho certeza. – Harry completou.
- Tentem de novo. – Eleanor gritou.
Harry e Mary se olharam, ambos estavam corados, mas poderia ser pelo calor repentino de Londres ou pela situação em que se encontravam. Harry colocou sua mão sobre a bochecha da menina fazendo carinho com o polegar enquanto se aproximava, ao mesmo tempo Mary olhava a boca do menino ficar cada vez mais próxima, tendo certeza de que era aquilo que queria. Eles se aproximaram cada vez mais e quando seus lábios se encostaram eles ouviram o barulho de um trovão, mas a sensação de ter suas bocas grudadas era boa de mais pra que se separassem, as gotas da chuva começaram a cair sobre os que estavam no jardim e quanto mais gotas caiam, mais rápido corriam os outros oito amigos pra dentro da casa. Já para os outros dois, quanto mais a chuva caia, mais rápido ficava o beijo, Mary agora tinha as duas mãos no pescoço do menino e Harry mantinha uma mão na bochecha da garota e a outra puxava a cintura dela pra mais perto, era uma sincronia perfeita. Eles não estavam se importando com a chuva, nem de estarem se molhando, eles só queriam saber um do outro, de sentir um ao outro, era tudo que importava. A única coisa que foi capaz de separá-los naquele momento foi o ar, ou melhor, a falta dele, quando se separaram e foram capazes de abrir os olhos, se encararam por alguns segundos e riram tímidos. Eles não eram melhores amigos, eram apenas amigos, eles mal se falavam pra falar a verdade, Harry era mais apegado a Mariana e Amanda, enquanto Mary era mais apegada a Louis e Liam, mas nesse momento eles compartilhavam de um sentimento bom, diferente do que eles sentiam pelos outros, era algo especial que nunca haviam sentido antes, eles estavam sentindo eles viam nos filmes de romance, ou que liam em algum livro, eles estavam sentindo tão cedo um sentimento tão complexo e confuso, mas não tinha problema, porque ali, naquele momento, eles tinham um ao outro e isso era tudo que importava.
- Isso é real bom. – Harry disse, sem ter mais vergonha da menina. Ele continuava passando o polegar pela bochecha corada da menina.
- Foi. – diferente de Harry, Mary estava com vergonha de sentir aquele sentimento tão estranho. Seu coração batia mais rápido e seus lábios latejavam, suas mãos suavam e ela sentiu vontade de chorar e de rir ao mesmo tempo, ela estava confusa, mas estava – sem duvida – feliz. – Seu coração também está batendo rápido? – ela perguntou tímida.
- `Tá sim. O Seu ‘tá?
- Sim, tá bem rápido.
- Estranho, né?
- Mamãe e papai disseram que é sempre assim. – a garota afirmou.
- Não falo disso com a mamãe. – o garoto disse e viu uma gota cair na face da garota.
- Tá chovendo. – ela disse.
- Deixa chover. – ele disse se aproximando e selando seus lábios de novo. – Quer ir pra dentro?
- Não. Tem muita gente lá dentro, e o papai não vai gostar de me ver com um menino.
- Mas seus pais me adoram. – o menino disse levantando e estendendo a mão pra ajudar a menina.
- Sim, mas eu sou a única filha, ele tem ciúmes. – o menino assentiu entendendo. – Vamos pra casa da árvore. – Mary sorriu e foi praticamente impossível o menino não retribuir e puxá-la em direção a maior árvore do jardim, a que ficava bem no meio e a que sustentava a casinha. Ele subiram os degraus fixados no tronco da árvore e logo já estavam dentro da pequena casa de madeira que Alas construiu com os filhos.
- Bem melhor. – Harry disse se sentando em uma almofada.
- Mas ainda estamos molhados. – Mary disse, ela já estava sentando quando disse.
- Tá com frio? – o menino pareceu preocupado.
- Não, aqui é quente. – era evidente a vergonha da menina diante de Harry, ela não sabia o que dizer nem o que fazer. Já o garoto parecia bem a vontade. Pegou sua almofada colocando ao lado da menina e se sentou ali puxando-a para seu colo, ambos se encaixaram em uma posição confortável. – Será que não vão procurar a gente aqui?
- Acho que não, ninguém vai querer sair nessa chuva. – e sem dizer mais nada Harry puxou a cintura de Mary pra si fazendo seus lábios se chocarem contra os dela e o beijo começar dessa vez mais natural e com mais experiência.

Londres, casa dos McCartney, manha de segunda feira, 31 de janeiro, 2005.

Era cedo quando os irmãos McCartney acordaram pra se arrumar pra escola, a partir de agora a escola era de manhã, mas eles já estavam acostumados a acordar cedo, Clar nunca os deixava dormir até tarde. Eles estavam indo para a quinta serie, era uma evolução, uma espécie de... crescimento!
- Ainda não sei como você convenceu o papai a deixar a gente ir estudar no subúrbio. – Louis comentava com a irmã na mesa do café da manhã. Alas e Stella já tinham saído e Matt escutava música no ultimo volume, a única pessoa ali que escutaria era Clar, isso se ela não estivesse na cozinha.
- Foi fácil. Eu fiz a minha melhor carinha de cachorrinho e disse que queria ficar perto dos meus únicos amigos.
- Todo mundo sabe que você só fez isso por causa do Harry. – Louis zombou.
- E se for? Algum problema? – Mary disse ameaçando o irmão.
- Claro que tem problema. – a voz de Matt sobre-saiu na mesa. – Você é muito nova pra namorar.
- Mas eu não tô namorando o Harry.
- Mas você beijou ele. – a menina corou, Matt nunca tinha falado assim com ela. – Você é muito nova pra isso, vai saber o que ele pode fazer com você, meninos não são confiáveis, ele pode querer te usar, já pensou nisso?
- Tudo bem. – Mary disse triste, sua cabeça mirava o chão, mas Matt pôde ver uma lagrima brotar de seus olhos. Pra Matt, Mary era uma princesa indefesa, e não se conformava que aquela lagrima era culpa dele, levantou na mesma hora indo a abraçar a garota.
- Desculpa, maninha, eu só queria te proteger. – ela fungou no pescoço dele. – Você é tão pequena e linda, eu tenho medo de que você se machuque com qualquer um.
- Mas o Harry não é qualquer um, você gostava dele.
- E eu ainda gosto dele, mas eu tenho medo de que ele te faça sofrer. – Matt sorriu, tendo um sorriso de Mary como resposta. – Promete pra mim que não vai se apegar? – Matt estava passando pela sua primeira decepção amorosa, e a ultima coisa que desejava era que sua irmã sentisse o mesmo, porque o buraco que tinha dentro dele era quase impossível de suportar, quase.
- Prometo. – a menina sorriu abraçando o irmão mais uma vez. Matt se levantou.
- Você também, hein, Louis? – Matt disse se virando pra Louis. – Não vai ficar babando em nenhuma garota, elas são traiçoeiras...
- Pode deixar.
- Cuide da nossa princesa, já que eu não vou estar lá. – Matt ia estudar num colégio mais perto de casa. Ele tinha repetido a oitava serie e teria que fazer de novo agora.
- Cuidarei, também não quero que ela se machuque.
- Lou, Mah... – Clar chamou. – O ônibus chegou. – como a escola era do subúrbio, haviam aqueles ônibus escolares que buscavam em casa. Matt saiu de casa ao mesmo tempo, porem foi de skate pra escola.
O ônibus não era amarelo como nós filmes americanos, ele era vermelho como um ônibus normal que andava em Londres, porem tinha na placa de identificação o escrito “School”. O motorista daquele ônibus morava na pensão Malik, e por isso os primeiros no ônibus sempre eram os oito amigos, e talvez seja por isso que Louis e Mary estavam tão seguros em relação a essa nova escola. Eles teriam seus amigos lá, seria apenas os dez.
- Boa sorte, crianças. – Clar gritou da porta.
- Oi, mãe. – Nath e Liam gritaram da janela do ônibus. Louis segurou na mão de Mary no caminho até o ônibus e quando entraram houve uma pequena revolução nos últimos bancos. Mariana estava sentada com Harry pulou pro banco de Liam, que estava com Nathalia que pulou pro banco de Niall, que conversa com Amanda mas vôo pro banco de Zayn, que expulsou Eleanor na hora murmurando:
- Você é minha prima e eu te amo, mas o Louis é melhor com isso do que eu.
Louis e Mary se entreolharam e riram de toda aquela bagunça. Os bancos que sobraram foram os dois últimos, tendo dois lugares vagos, um ao lado de Harry e outro ao lado de Eleanor. O menino não perdeu tempo e correu pra se sentar com Eleanor. Já Mary se sentia confusa e insegura. Eles não tinham se visto depois daquela dia na casa da arvore. Os McCartneys viajaram durante toda as férias pra America do Sul e quando voltaram, as únicas pessoas do grupo que viram foram Nathalia e Liam, que estavam em casa pra recepcioná-los. Nesse mesmo dia, Nathalia e Liam contaram pra Louis e Mary que os pais de Eleanor morreram num incêndio que teve em casa, a única que sobreviveu foi a garota.
- Oi, Mah. Tudo bem? – Mariana que estava sentada com Liam num banco ao lado da menina se levantou e cumprimentou a amiga. – Vai logo pra lá, ele só falou de você as férias inteiras, está ansioso pra te ver. – Mariana disse no ouvido da garota.
- Eu tenho medo.
- Eu entendo, vocês são novos e não sabem como isso funciona, mas ele gosta de você e também tem medo. Então vai lá, vocês não vão saber se não tentar. – Mary riu de sua amiga e respirou fundo, começando a andar até o fundo do ônibus. Parou ao lado do banco de Harry e o mesmo a olhou e sorriu, ela se sentou e olhou pra frente.
- Desculpa, eu não sei o que fazer. – a menina desabafou, mas ninguém alem de Harry ouviu, todos já tinham engatado em uma conversa super interessante, pra cada um. - Olha pra mim. – o garoto estava tão inseguro quanto ela, e não sabia o que fazer assim como ela, mas precisava arriscar ou iria perder aquela garota que tanto queria. Mary demorou um pouco, mas olhou e nessa hora, os olhos de ambos brilharam, um sorriso idiota surgiu no rosto de cada um e num súbito Harry sabia o que fazer. Colocou a mão no final do rosto da garota, perto do pescoço e a puxou pra perto grudando seus lábios.
- Por que todo mundo sempre fica olhando pra gente quando a gente se beija? – Mary perguntou alto, depois de quebrar o beijo.
- Porque é engraçado ver as pessoas se beijando. – Nathalia.
- É, dá vontade de rir. – Niall.
- Isso porque vocês nunca beijaram. – Harry disse e os dois coraram.
- Ai meu deus. – Mary disse olhando pra Harry. – Eles se beijaram.
- O QUÊ? – todos disseram juntos.
- Poxa, Mah, não era pra você dizer.
- Ah, qual é Nath? Tava na cara.
- Tá, alguém mais nesse ônibus já beijou? – Harry perguntou alto e todos ficaram quietos e viraram pra frente, menos Louis e Eleanor que continuaram olhando com expectativa.
- Meu deus. – Mary disse. – Todos eles se beijaram.
- Menos o Louis e a Eleanor. – Harry disse e na mesma hora eles olharam pra baixo e ficaram vermelhos. – Ok, retiro o que eu disse.
- Ah, e só vocês dois podem beijar? – Zayn questionou.
- A gente não disse isso. – os dois disseram.
- A gente viu vocês se beijando e ficou com vontade, ok? – Niall quis se justificar.
- E por que vocês só olham quando a gente beija? – Harry refez a pergunta de Mary.
- Porque só vocês beijam na frente de todo mundo. – Mari justificou.
- Não temos nada pra esconder. – Mary disse e se voltou pra Harry, dessa vez, ela o beijou. A conversa no ônibus voltou.
- Meu aniversario é amanhã, sabia? – Harry disse depois do beijo, roubando um selinho da garota no fim da frase.
- Sabia. – ela disse roubando um beijo dele.
- Vou ganhar presente?
- Segredo.
- Magoei. Vai ficar sem beijo. – Harry disse fazendo birra e cruzando os braços na frente do corpo.
- Nem parece que vai fazer onze anos.
- Eu tô brincando, bobona. Você mudar pro meu colégio é o melhor presente. – ele disse a - abraçando pela cintura e a puxando pra perto o suficiente para que pudesse enche-la de beijos. – Ainda não acredito que convenceu seu pai.
- Foi fácil. – ela disse aprofundando um beijo.

Londres, vermelhinho, segunda-feira, 30 de janeiro, 2006.

Primeiro dia de aula da sexta série. O grupo dos dez era formado por casais, nenhum namorava sério, mas nenhum ficava com outras pessoas. Mary e Harry tinham brigado por celular na noite anterior e por isso ela se sentou no primeiro banco do ônibus assim que entrou, mas logo Harry estava ao seu lado.
- Oi, linda. – tentou beijar a menina, mas ela desviou. – Que foi?
- Você. É verdade o que você disse ontem?
- Qual das coisas? – ele disse enrolando.
- Que você beijou a Candy e que tava achando que queria beijar outras pessoas?
- Não, linda, eu só não estava pensando direito.
- Poxa, por que você faz isso?
- Ficar confuso? A culpa não é minha. – eles respiraram fundo. – Você foi a primeira garota que eu beijei e eu achava isso impressionante, eu sou muito feliz com você, mas eu só tenho onze anos e você sabe que eu quero ficar com você por bastante tempo, mas eu realmente quero beijar outras pessoas, pra depois poder ser só seu. Você entende?
- Entendo e eu preciso te dizer.
- Diz, linda.
- Eu beijei o Logan.
- Que Logan? – Harry disse bravo.
- O amigo do Matt.
- Ele é cinco anos mais velho que você.
- E daí? Só por isso não posso beijar ele?
- Caras mais velhos não querem só beijos.
- E se ele não quiser só beijo? Qual o problema? E se eu também já estiver cansada de só beijar?
- Mah, você só tem onze anos!
- E? Se eu quiser mais que beijos não é com você mesmo que eu vou ter isso, então...
- Mas Mah... você é nova demais.
- E você não tem mais nada haver com isso. Tchau. – Mary disse descendo do ônibus correndo e indo direto pro seu armário. Ela estava sim magoada, mas ela prometerá a seu irmão que não se apegaria e não se apegou. Pelo menos ela pensava que não.

Anos depois...

Quase três anos se passaram e muitas coisas mudaram. Todos já tinham seus quatorze anos e já tinham ido na sua formatura. A colação de grau foi linda, todas as mães choraram, e no mesmo dia de noite houve o baile de formatura. Todos foram, Mary preferiu não ir e ficou em casa com Matt vendo o filme favorito deles, Harry Potter. Eles viram todos os filmes, comeram pipoca e mais um monte de porcarias, conversaram sobre tudo que tinham direito, eles eram realmente melhores amigos. Matt já estava com dezoito anos e ainda não tinha se formado. Ele ia entrar no segundo ano pela segunda vez, mas ele não se importava, ele queria era curtir e ficar com quantas meninas pudesse, ele era realmente um mulherengo, mas ninguém se importava com isso.
No mesmo ano que Mary e Harry brigaram houve uma batalha de bandas e os dez participaram como uma banda conjunta e ganharam, depois disso continuaram fazendo alguns ensaios no colégio as vezes, mas no ano seguinte só os meninos continuaram com a idéia.
Quando os gêmeos tinham treze anos e Matt dezessete, ganharam uma irmã. Lizzy era o nome da menina mais nova da família. Matt não ligava muito pra atenção dos seus pais e como a pequena tinha muita atenção era mais liberado pra ele, Louis não ligava, preferia dar atenção pra sua banda, mas Mary se importava mais do que devia, seu pai era tudo pra ela e quando ele gastava todo seu tempo livre com Lizzy era o fim pra ela. Alas estava ocupado com Lizzy, Louis estava sempre ocupado ensaiando na pensão com os meninos, as meninas sempre viam aos ensaios deles quando não estavam ocupadas com o grêmio da escola, sua mãe sempre foi muito ocupada e nunca lhe deu tanta atenção e Matt estava ocupado com as suas biscates. Mary pensou em correr atrás de Styles, mas era impossível que ela engolisse seu orgulho. Logan nunca tinha sido nada demais pra ela, nem se lembrava da existência dele, e então ela recorreu pra única pessoa que ela sabia que não a recusaria, seu avô. Paul tinha dado um tempo com os CD’s e não estava ocupado cuidando de bandas, nem de filhos, nem do grêmio estudantil e muito menos ocupado comendo menininhas. Paul sempre tinha tempo pra ela.
Seu avó lhe deu um empurrão para o mundo da mu[úsica. Paul ensinou a menina a tocar piano, baixo e bateria e a incentivou a compor e ele sempre dizia:
- Tão nova e tão boa compositora... Você vai longe, sorvetinho. - Sorvetinho era o modo carinho que ele chamava Mary. Sempre tinha sorvete na casa de Paul e sempre era a primeira coisa que a menina queria comer, principalmente pra ajudá-la a compor.
Naquele período, Mary não parava mais em casa. Ia direto da escola pra casa de seu avô e só ia pra casa dormir. Aquela era sua rotina, e nós finais de semana ela ia até o estúdio particular de seu avô, compor ou só treinar alguma musica no piano. O estúdio era a casa de frente a de seu avô então ela sempre acabava a tarde tomando chá com Paul. Era uma rotina boa, mas que seus pais não gostavam, e foi assim que ela ganhou o terceiro andar, o melhor quarto da casa. Seus pais mobilharam pra ela e fizeram o quarto dos sonhos da garota, mas nem isso fez com que a garota parasse com as visitas diárias ao avô, e como se eles já não estivessem preocupados o suficiente, Paul convidou a neta pra fazer um dueto com ele no seu próximo CD e conseqüentemente de seu próximo documentário, sem pensar duas vezes Mary gritou um sim. Era um dueto com Paul McCartney, quem negaria?
Todos ficaram chocados e receosos de primeira, mas quando Paul falou com Alas e Stella, eles ficaram mais calmos. Porém Louis sentiu ciúmes, era ele quem tinha uma banda, era ele que queria ser famoso, não a irmã. E foi assim que ele ouviu da irmã o que nunca pensou que fosse ouvir.
- Desde que você entrou na sua bandinha você não liga mais pra mim, simplesmente me esqueceu. O Styles é mais importante do que eu, mas tudo bem, porque eu não tô mais sozinha, agora eu tenho o vovô e desculpa, Louis, mas quem me deixou sozinha nessa foi você.
O que acabou resultando no afastamento dos gêmeos. Stella e Alas perceberam e resolveram mandar eles e seus amigos pra passar as férias na casa deles na Austrália, eles pensavam que assim aproximariam os dez de novo.

Londres, quarto da Mary, domingo, 28 de dezembro, 2008.

- Mah? – Matt dizendo entrando devagar no quarto, a menina não escutou a batida na porta, seu fone de ouvido estava no último. – Você já tá pronta? - a menina nem se deu ao trabalho de tirar os fones, continuou parada, sentada na cama. – Porra, me escuta, garota. – Matt disse tirando os fones de Mary.
- Que é? – Mary disse grossa. Todos a tinham trocado e achavam que podiam simplesmente subir em cima dela só porque ela estava pensando em ir fazer uma turnê com seu avô no ano seguinte.
- Dá pra parar de ser grossa?
- Não, não dá. Foi você que me trocou por sexo ou você esqueceu?
- Não é bem assim, Mah. – Matt disse se sentando na cama da garota.
- Não é bem assim? NÃO? Tem certeza que não? – Matt ia responder, mas a menina não deixou. – Não, me escuta. Você sempre soube que eu odiei a idéia de ter uma irmã e pode até ser por capricho, mas logo quando eu precisei, você me deixou. E depois que tudo voltou ao normal e eu fiz o dueto com o vovô, você voltou a se afastar e sempre que eu ia ao seu quarto ou você não estava, ou estava comendo alguma garota, e olha não me interessa o que você faz com essas meninas, mas você trocou sua irmã por elas, qual vai ser a próxima? Me trocar pela Lizzy?
- Desculpa, eu sei que errei, mas eu queria consertar isso. Eu até perguntei pra mamãe se eu podia ir pra viagem porque eu queria passar mais tempo com você. Porque você é minha irmãzinha, você é minha pequenininha. Só você. – Matt disse com os olhos vermelhos, não era uma reação comum pra ele, Mary não agüentou e se jogou no colo do irmão o abraçando.
- Desculpa, eu fui birrenta.
- Não, você não está errada. Me desculpa? – ele disse olhando nos olhos dela.
- Só se você me desculpar. – ela disse deixando as lagrimas caírem pela primeira vez na frente de alguém. Depois de algum tempo naquele abraço reconfortante, Matt quebrou o silêncio.
- Temos que ir, tá todo mundo esperando. Parece que a mamãe quer dizer algo. – a menina assentiu e desceu as escadas de mãos dadas com seu irmão.
- Olha quem saiu da jaula. – Harry zombou.
- Ô mãe... por que tem um cavalo no meio da sala de estar?
- Filha! Onde já se viu chamar um menino tão bom quanto o Harry de cavalo?
- Bom mesmo só se for no páreo da sorte do ratinho. – a menina disse e a sala foi tomada por risadas. Harry se segurou pra não chamar Mary de galinha em frente aos seus pais, mas sabia que faria isso depois.
- Bem, eu queria que todos estivessem aqui, porque tenho uma noticia pra dar. – Stella olhou pra Alas e Mary encarou Matt com um olhar preocupado, isso já tinha acontecido antes e Mary não gostava da noticia. – Eu estou grávida.
Nesse momento a sala foi tomada por bipolaridade. No primeiro momento todos encararam Stella comemorando com Alas, depois todos encararam Mary esperando alguma reação da garota que estava em choque, praticamente catatônica, em seguida todos se levantaram pra parabenizar o casal enquanto Lizzy batia palminhas sentada no chão. Felicidade e receio pairavam no ar. Felicidade pelo novo membro da família McCartney e receio pela reação de Mary. Paul olhava a neta esperando alguma reação, mas só via a garota olhar pra cima pra segurar o choro e num súbito, nem muito alto e nem muito baixo, Mary disse se soltando da mão de Matt:
- Vamos nos atrasar pro vôo. – ela não gritou, não bateu o pé, não fez birra, ela simplesmente disse como pergunta como vai o dia. Ela não chorou, não ficou vermelha de raiva e nem quebrou a mão de Matt, mas mesmo assim todos assistiam todos os suspiros que a garota soltava. Desceu o último degrau da escada se desencostando do corrimão e andou em direção a porta enquanto ligava uma música qualquer no seu Ipod, e quando ela abriu a porta, deixou sair o que estava preso em sua garganta – Se continuar assim, vou ter quinze anos e três CDs na Billboard. – ela disse baixo, mas num tom suficientemente audível pra todos da sala. Paul sorriu.
Quando a porta bateu ela permitiu que suas lágrimas saíssem e sem mais aguentar ficar perto daquela casa, pegou seu skate longboard que ela deixara na sacada mais cedo e partiu em direção ao aeroporto. Suas malas já estavam no carro, ela já tinha se despedido de seu avô e não havia mais motivos pra ficar naquela casa.

Austrália, Palm Beach, casa de ferias, quarta-feira, 31 de janeiro, 2008.

- Mas que porra foi essa, Styles? – Louis dizia defendendo a irmã atrás de si.
- O que eu fiz demais? Foi só um beijo, nós já fizemos isso antes.
- É mais antes ela queria, agora ela não quer mais.
- Você não sabe da história inteira. – Harry se defendia.
- O que está acontecendo aqui? – Matt perguntou ao entrar em casa e se deparar com Mary encolhida atrás de Louis, o mesmo que parecia um tomate de tão vermelho.
- O Styles tava agarrando a Mah. – Louis disse.
- Eu não fiz isso, fala pra eles, Mah. – Harry suplicava.
- Não fala com ela, porra. – Louis estava revoltado.
- Meu deus! – Mari disse assustada.
- O que aconteceu? – Niall perguntou entrando em casa assim como todos os outros.
- O Styles estava agarrando a Mah a força. – Louis repetiu.
- Mah, vai pro seu quarto. Agora! – Matt disse com raiva encarando Harry.
- Sobe agora, Mah, você não tem que ver isso.
- A gente cuida dele. – Matt disse.
- Vem, Mah. – Mari dizia tentando passar calma.
- Deixa os meninos ai. – Nath dizia tirando Mah de trás de Matt.
- É melhor ficarmos lá em cima. – Mandy dizia.
- E você aproveita e nos conta direito o que houve. – El indagou, as meninas praticamente arrastavam Mary pro segundo andar, mas logo nos primeiros passos ela saiu do choque e conseguiu se movimentar. Mah se soltou de Nath e passou entre Mari e El chegando a sala e vendo Matt levantando o braço pra bater em Harry enquanto Louis o segurava.
- NÃO. – Mary gritou e correu se colocando entre Matt e Harry. – ELE NÃO FEZ NADA! Fui eu. – a menina ofegava, ela ainda estava se recuperando do beijo que tinha dado em Harry e do susto por quase ter de levá-lo ao hospital.
- Você está me dizendo que aquela cena que eu vi quando entrei aqui, era porque você quis? – Louis encarava agora a irmã com raiva. – Não dá pra acreditar.
- Será que alguém pode me dizer que merda aconteceu pra você estar tão puto, Louis? – Nathalia disse já irritada. Nessa hora Mary já chorava ainda na frente de Harry ainda o protegendo, os outros oito só olhavam a menina chorar sem saber o que fazer e o gêmeo a encarando desapontado e com raiva.
- Quando eu entrei aqui... a Mary estava sentada no colo do Styles. – ele disse bufando e buscando as palavras.
- Tá... E daí? – Nath disse.
- EU NÃO ACABEI, PORRA. – Louis.
- Ok, calei. – Nath disse baixo provocando risadas em Niall.
- Eles estavam se beijando e não era do jeito que todos nós beijamos, era do jeito que o Matt beija as amiguinhas dele. – Louis puxou o ar pra continuar. – E na hora que eu cheguei, o Styles tava desamarrando a merda do biquíni da Mah. E... ele... ele – o menino não sabia o que dizer. – Ele estava tocando ela. – ele conseguiu finalmente dizer. Depois do desabafo todos estavam de queixo caído. Não pelo o que tinha acontecido, mas sim pelo soco de Matt que acertou a face esquerda de Harry e o grito de horror que escapou da garganta de Mary. Styles acabou caindo no chão e permaneceu ali.
- PAREM. – Mary estava assustada pela atitude dos irmãos. – Eu deixei ele fazer tudo isso, eu quis também.
- Se o Louis não tivesse chegado, Mary, você teria perdido a sua virgindade com o canalha do Styles, você sabe que ele é um galinha. – Matt dizia sem gritar, mas sua voz era carregada de ódio.
- Como vocês podem ter tanta certeza de que eu sou virgem? – Mary praticamente gritou. – E se eu não for? Qual o problema? LOUIS, UM DIA VOCÊ TAMBÉM VAI PERDER A VIRGINDADE E QUEM SABE TIRAR A DA ELEANOR. E QUANTAS VIRGINDADES VOCÊ JÁ NÃO TIROU, HEIN, MATT? DE GAROTAS ASSIM COMO EU? VOCÊS SÃO DOIS HIPOCRITAS. – depois de finalmente conseguir dizer tudo que queria pra seus irmãos, se ajoelhou no chão ajudando Harry a se levantar e subindo com ele pra seu quarto.
- Desculpa, eu não sabia que eles iam ficar tão bravos. – Mary disse indo pegar a caixinha de curativos no banheiro
- Era de se esperar, Mah. Você é a menininha deles.
- Não, a menininha da família agora é a Lizzy. – Mary disse o final de forma engraçada fazendo o menino rir. Mary se sentou na cama e passou um algodão com soro gelado no corte no supercílio do menino.
- Não tem essa não. Pelo menos pro Matt e pro Louis você sempre vai ser a sorvetinho. – Harry disse fazendo careta pelo produto gelado.
- Não fala esse apelido, vai? – Mary suplicou manhosa.
- Falo sim, sorvetinho. – Harry disse puxando a garota pra perto juntando seus lábios. – Continua tão bom quanto da primeira vez.
- Eu acho melhor agora.
- Verdade. – o menino disse mordendo o lábio inferior. – Você não é mais virgem?
- Sou sim.
- Por que você disse que não era?
- Não, eu disse que talvez não fosse. É bem diferente.
- Eu tinha acabado de levar um soco do Matt, sabe o quanto ele é forte?
- Me desculpa por isso.
- Beija que sara. – ele disse roubando um selinho da garota.
- Eu pensei que isso só funcionasse com mães.
- Pois eu acho que com você é mais eficaz.
- Por quê?
- Porque você é linda, gostosa e eu não tenho nenhum tipo de atração pela minha mãe, já por você...
- São mais de um tipo de atração?
- Claro que sim. – roubou um selinho.
- Quais são. – mais um.
- Tem a física. – outro. – a sentimental. – outro. – e tem a sexual. – um beijo de verdade.
- Acho que está bem claro o que você sente por mim, né? – a garota disse rompendo o beijo sentindo um volume diferente da parte de Harry. Ambos riram.
- Olha o que você faz comigo. – outro beijo. – Você não vai tomar banho?
- Tá me chamando de fedida? – ela disse seria o fazendo rir.
- Não ô miss perfume... – selinho. – Só que daqui a... - o menino foi conferir o relógio. – meia hora pro ano novo.
- Então sinto lhe dizer que você vai ter que passar a virada do ano com a miss perfume, porque eu não vou sair de perto de você.
- E eu não vou deixar você sair mesmo.
Mary e Harry ficaram conversando por mais muito tempo. Eles conversaram sobre o documentário de Paul e de como foi gravar um dueto com o avô e continuaram conversando milhares de coisas madrugada adentro.

Austrália, Palm Beach, sexta-feira, 9 de janeiro, 2009.

Depois daquela madrugada, as coisas ficaram confusas. Harry ficava na praia o dia todo beijando algumas garotas. Louis e Matt não falavam com Mary, estavam decepcionados com a irmã e ainda queriam dizer a famosa frase “Eu te avisei.”, mas não era preciso, ela já sabia desde o inicio que o Styles não tomaria jeito só por causa de um beijo. Por esse motivo ela decidiu não ficar mais triste por ter sido trocada por Lizzy, ou por estar chegando mais um bebe, nem ficar magoada com Louis e Matt por não confiarem nela, ela decidiu curtir as férias dela. Enquanto Styles perdia a conta de quantas garotas beijava, Mary estava ocupada surfando e impressionando todos os garotos na praia, tanto pelo seu corpo definido assim como pela sua maneira quase profissional de surfar. Mary só sabia surfar porque desde que se entendia por gente sabia andar de skate e o surf não é muito diferente disso. Mary acabou ficando amiga de uma turma de surfistas, eles eram dois ou três anos mais velhos, mas ela não ligava, tanto que estava ficando com um deles.
- Mah. – Nick chamou a atenção da garota que estava voltando do mar, era com ele que ela estava ficando. – Eu e os meninos estávamos pensando em ir pra Bells Beach. Quer ir com a gente?
- Nossa! Bells Beach? - Bells Beach era a melhor praia de surfe da Austrália. A única maneira de chegar a praia era passando por uma trilha de montanhas e por causa das montanhas ao redor da praia o vento era mais forte, o que faziam as ondas serem perfeitas. – Claro que eu quero ir. – Mary sorriu abraçando Nick, quando ouviu risadas escandalosas, vozes familiares e uma porta batendo, eram seus amigos saindo de casa. Os meninos com prancha embaixo do braço e as menina com as cadeiras de praia.
- Pode chamar seus amigos se quiser.
- Não... – a garota não conversava com eles direito desde o dia primeiro, já Harry tinha se desculpado e estava tudo bem. – Acho melhor não.
- Olha, eu acho que essa pode ser a chance pra você ficar bem com eles, não é? – ela tinha confidenciado a historia a Nick, não sabia por que, mas confiava nele.
- Tudo bem. – ela assentiu e tirou o velcro que a prendia a prancha em seu tornozelo e a blusa roxa e branca que ela usava pra surfar, deixando a mostra seu biquíni rosa quase laranja, abriu sua bolsa e tirou de lá seu short de lavagem clara e sua blusa colorida, os vestindo em seguida.
- Não entendo porque você traz sua bolsa se você mora aqui do lado. – Nick disse.
- Porque eu não quero entrar lá toda hora. – e sem esperar resposta do ficante andou em direção aos seus amigos que agora fincavam as pranchas no chão enquanto as meninas se acomodavam nas cadeiras. – Oi. – ela disse tímida e receosa.
- Oi. – todos disseram, menos Harry.
- Poxa, gente, vocês vão me tratar assim até quando? – Mary disse mordendo o canto do lábio inferior.
- Até você pedir desculpa. – Matt disse.
- Pelo quê? O que eu fiz de errado?
- Quase deu pro Styles. – Louis se segurou pra não gritar.
- Primeiro que foda-se se eu QUASE dei pra ele. Eu não dei...
- Mas teria dado se eu não tivesse chegado. – Louis interrompeu.
- Porra, Louis, não me interrompe. Segundo que vocês todos me conhecem muito bem pra saber que eu nunca vou pedir desculpa por nada, mesmo sabendo o quão errada eu estou e vocês já estão mais do acostumados a ler os meus pedidos de desculpa e eu vim aqui pra isso.
- Se desculpar? Conta outra. – Harry disse.
- Eu vim convidar vocês pra ir pra Bells Beach, ainda está cedo e eles estão indo pra lá. – o queixo de todos caiu, eles queriam muito ir pra Bells Beach, mas todos eram orgulhosos.
- Então você acha que é só você vir aqui e convidar a gente pra Bells que a gente volta correndo pra você? – Louis disse se mantendo firme.
- Não, esse é só meu jeito de pedir desculpa. Agora se vocês vão ou não aceitar é com vocês. – ela mordeu de novo o lábio inferior, todos sabiam que aquilo era um sinal de nervosismo, Mary colocou as mãos nos bolsos de trás do short, mais um sinal de desespero, o silencio já tinha durado demais pra ela e negando com a cabeça se virou pra ir embora.
- Espera. – Matt gritou, a garota se voltou pra ele. – Você já deu pra ele? – o sorriso que tinha se formado no rosto da garota desapareceu e deu lugar ao um sorriso cínico.
- Ainda não, mas se vocês não forem é capaz de que eu faça um gang-bang. (n/a: não vou explicar esse termo sexual, vocês procurem no Google.) – ela disse e terminou com uma risadinha irônica se virando pra ir embora. Ela já tinha se humilhado demais, agora eles que fossem atrás dela. E ela sorriu quando ela sentiu seu irmão se aproximando de suas costas e a levantando no ar.
- Chantagista. – Matt disse soltando ela no chão e beijando o pescoço da garota. – Aprendeu direitinho, hein?
- Eu tenho dois irmãos mais velhos, ou eu aprendia a chantagear, eu me fodia. – ela disse se lembrando que Louis era três minutos mais velho que ela.
- Vamos logo, sorvetinho. – Louis disse puxando e irmã e a pendurando em seu ombro.
- Me solta, Tomlinson. – ela disse gritando o segundo nome do garoto, ele odiava.
- Agora que eu não solto, Chevalier. – ele disse gritando o segundo nome da garota. Eles adoravam fazer isso um com o outro. A garota levantou a cabeça e pode ver que todos iam atrás deles rindo do amor fraternal que rolava ali, até Styles ria.
- Finalmente. – ela disse quando ele a soltou. – Vamos? – Mary perguntou pra Nick e seus amigos, que assentiram e começaram a andar, Nick esperou a garota pegar a prancha e a bolsa pra continuar andando. – MARI. – ela gritou o nome da amiga. – Vou ensinar você a surfar.
- Nem pense nisso.
- Eu quero, Mah, me ensina? – El gritou lá do fundo do grupo.
- Ah, eu também! Tu já me ensinou a andar de skate, agora falta o surf. – Mandy gritou
- Por que os lindinhos de vocês não te ensinam, hein? – Mary disse provocando e recebendo olharem reprovadores. – Qual é? Vocês preferem aprender a surfar com caras gostosos e abdomens quase completamente definidos ou com uma mina revoltada e magrela? A escolha é de vocês. – Mary correu em direção ao carro dos garotos antes que ganhasse areia nas costas.
Nick e os amigos tinham duas 4x4, em uma foram dois casais e na parte de trás todas as pranchas, e na outra foram Nick, um amigo e um casal, e na traseira, os dez amigos britânicos.

Austrália, Bells Beach, sexta-feira, 9 de janeiro, 2008.

- Mah, você não vem? – Nick gritou enquanto corria pra água junto com seu grupo de amigos.
Mari, Nath, Mandy e El se ajeitaram por ali mesmo, montaram suas cadeiras e tomavam um banho de sol enquanto conversavam. Liam, Niall, Zayn e Louis deixaram suas coisas com suas respectivas namoradas e foram pra água com Matt. As ondas estavam perfeitas naquele dia, uma mais alta que a outra e como aquilo era uma praia de surfistas e as ondas estavam altas, não era nem preciso ir pra quarto queda, a segunda já era o suficiente.
- Não, eu vou depois. – Mary deixou sua bolsa perto das meninas murmurando um “Cuidem pra mim”, mas o papo estava bom demais e elas não escutaram. Ela não se importou, sabia que ninguém tentaria roubar suas coisas e somente riu pensando em como suas amigas eram avoadas. A garota andou alguns metros pra longe de onde as meninas estavam e quando encontrou uma sombra agradável fincou a prancha na areia e começou a pensar em tudo que tinha acontecido.
Ela pensava muito em sair em turnê com seu avô, devia ser super divertido. Ela pensava seriamente em voltar pra sua antiga escola, ela podia ainda ir pra escola de Matt, ou podia mesmo ir na turnê e prestar a prova no final do ano pra pegar o certificado de conclusão do primeiro ano. Era tudo uma questão de tempo até que ela decidisse o que fazer, mas agora ela queria curtir as férias dela com os amigos, era esse seu objetivo no momento. Mas Matt sabia o que a irmã sentia, ela não tinha comprido sua promessa, ela tinha se apegado a Styles a algum tempo atrás e quando eles se beijaram no ultimo dia do ano ela realmente achou que as coisas pudessem mudar e que eles pudessem voltar a ficar juntos, ela estava mais do que enganada. Ela tinha se iludido e ela não se permitia ser iludida. Por mais que doesse ela tinha que se lembrar que Harry era um galinha e que não merecia ela.
- Rindo do vento, é? – Styles disse se ao lado da garota, ela nem percebera, mas ele tinha a seguido.
-Por que você não me esquece hein, Styles? – por mais que Mary nutrisse um sentimento por Harry, nunca iria ceder.
- Hum... por que você é a irmã do meu melhor amigo? – ele disse agora se sentando ao lado dela. – Por que você é a melhor amiga da minha irmã? – ele disse a empurrando de lado fazendo a menina rir. – Ou talvez por que você seja especial pra mim e eu goste de você?
- Tenho outra teoria. – a menina disse rindo.
- Qual é? – ele disse a desafiando.
- Você não me esquece porque eu sou sua ex-namorada e você continua apaixonado por mim.
- Como se você não fosse apaixonada por mim. – ele zombou.
- A questão não sou eu Styles, é você. – ela disse apontando pro garoto.
- E o que eu e meu abdômen definido temos a ver com isso?
- Você e seu abdômen quase definido são apaixonados por mim e pelo meu corpinho.
- E se for verdade? – ele disse serio admirando a menina olhar o mar a sua frente. Ela virou pra ele de repente, assustada pela frase dita pelo garoto e sem saber o que falar, mas uma pergunta rondava sua cabeça: Ele admitiu que é apaixonado por mim? – Que foi? Não sabe o que falar?
- Você tá admitindo que é apaixonado por mim? – ela perguntou ignorando a segunda pergunta do garoto.
- Pensando por esse lado. – ele disse olhando pra frente, suspirando e voltando a olhar pra garota. – Sim, estou. – ele sorriu e foi impossível a menina não sorrir de volta, um vento passou por perto dos dois fazendo o cabelo de ambos voar, a menina colocou uma mecha pra trás e o garoto se aproximou dela tirando um mecha grudada na boca da garota. – Eu sei que você tá ficando com o Nick... – ele ia baixando o olhar dos olhos para a boca da menina. – mas não fala nada, por favor. – e sem dizer mais nada colocou seus lábios com a da menina. Não era possível quanto tempo aquele beijo durou, a língua de ambos travava uma briga tão grande que era impossível saber onde se estava. A menina quebrou o beijo rindo, se levantou, pegou sua prancha do chão e rumou pro mar, em busca da onda perfeita que ela foi encontrar alguns minutos depois deixando todos admirados com a habilidade da garota.

Horas mais tarde...

O sol ainda estava no céu, mas a maioria dos surfistas já tinham ido embora, deixando assim a praia mais livro pros amigos. Nick e um de seus amigos foram pegar os carros e dando a volta pela praia estacionaram os carros na areia, colocando uma musica em seguida. Não era certo que pelo musica, talvez fosse pela praia mais vazia, mas todos estavam mais animados e quando a musica começou a tocar, todos correram pro mar, Mah e Nick ficaram sobre suas pranchas na primeiras queda e subiram ao mesmo tempo, quando estão estabilizados Nick gritou.
- Mah, olha pra mim. – quando a garota olhou, Nick a beijou ainda com ambos em cima da prancha. Foi somente um selinho, mas tanto ele quanto ela, sempre quiseram fazer isso. Quando quebraram o beijo, os dois riram e Nick puxou Mah, que quase caiu e pulou pra prancha do garoto. Nick segurou na cintura da garota, mas mesmo assim os dois se desequilibraram e caíram na água. Todos riram dos dois e como tinham partido da primeira queda, logo já estavam no começo da areia.
- Você é tão besta. – Matt disse levantando Mary do chão. A menina chutou água no irmão o que acabou causando uma grande guerra de água entre todos.
- Madeira. – Liam gritou antes de se jogar na água levando Eleanor junto.
- Vai pra água, amor. – Amanda disse empurrando Zayn pra água que puxou a menina a levando junto.
- Vem, amor. – Liam segurou atrás dos joelhos e nas costas de Mariana indo com ela um pouco mais pro fundo e assim que passou um onda, o garoto afundou com a namorada nos braços. - Correr sem cair? – Niall perguntou pra Nathalia, vendo a menina assentir. – VAI! – ele gritou e saiu em disparada em direção água sendo seguido pela namorada, segundos depois ambos caíram. Mary assistia a troca de amor entre os amigos e somente ria enquanto jogava água em Matt e em Styles. Sem querer a menina acertou água no rosto do menino.
- Agora eu te pego. – o menino gritou antes de sair correndo atrás da garota. Harry correu na direção de Mary que correu o mais rápido que pode, mas tropeçou na própria areia e caiu fazendo o garoto cair em cima de si. – E agora pra onde vai correr hein? – a menina desatou a rir embaixo do menino. Suas mãos repousavam nos braços quase fortes do garoto e o mesmo tinha as mãos na cintura da menina. Era uma troca junta. A risada da garota foi diminuindo até se igualar a zero.
- Harry... – a menina soprou, ela realmente não tinha forças pra dizer mais do que isso.
- Diz não se quiser que eu pare. – e sem dizer mais nada, o garoto aproximou o rosto do da garota a beijando sem nem dar chance da mesma dizer o “Não”, mas ele sabia que ela não iria impedi-lo, porque assim como ele, ela estava louca pra beijá-lo.

Austrália, Palm Beach, casa de férias, sábado, 10 de janeiro, 2008.

- O que vocês acham de ir pra surfers paradise? – Mary disse na mesa do café quando o silencio tomou conta.
- Um boa, mas a gente vai sem carro? – Louis disse. Ontem depois do beijo publico de Mary e Harry, Nick brigou com a garota e depois de deixar ela e os amigos em casa voltou pra Victoria.
- A gente pega um ônibus? – Matt disse.
- Obrigada, irmão. – Mary disse irônica.
- Ok, então vamos. – Liam disse. – Todos prontos.
- Eu ainda não. – El, Mari, Mandy e Nath gritaram e correram pro segundo andar pra se arrumarem.
- Gente, elas vão na praia ou no fashion week? – a única garota restante da mesa perguntou.
- Fico tão feliz que você não é como elas maninha. – Matt disse abraçando a cabeça da menina e a sufocando.
- Ok, então não mate a única mulher diferente desse bando.
- Por que tu é assim, hein? – Harry perguntou.
- Assim como? – Mary não entendeu.
- A Mari prova milhões de roubas e, embora fique perfeita com todas, ela demora meio século pra escolher uma. Você nunca se importa se uma roupa combina, você só coloca e pronto, fica perfeita e não demora. – Liam disse. Mary corou.
- A El sempre sai de maquiagem, ela não consegue sair sem passar aquelas coisas na cara e meu a gente tá na praia, não precisa sabe? E você, Mah, não faz isso, você sabe que está na praia e o máximo que você faz é passar aquele negocio no cílios. – Louis continuou.
- A Mandy não liga tanto, mas ela tá sempre preocupada com o cabelo, ela gosta mais dele do que eu as vezes, porque meu deus. Se bate um vento ela já reclama e começa a arrumar. Você não Mah, você entra de cabelo solto na piscina, na praia, não passa nenhum tipo de creme e mesmo assim seu cabelo tá sempre perfeito. – Zayn disse revirando os olhos
- Eu não tenho tanto problema com a Nath, mas ela se preocupa demais com tudo, ela sempre quer ir com a roupa certa, o sapato certo, tudo tem que estar certo e nada pode estar fora do lugar, a Mah não tá nem vendo se o quarto dela tá uma bagunça ou se a roupa dela tá amarrotada, é do jeito que é e foda-se. – Niall dizendo já zuando a amiga pela zona de cada dia.
- Bem, eu não tenho namorada, mas todas as meninas que eu já fiquei um pouco mais serio sempre demoravam dois séculos pra se arrumar, você se arruma em menos de trinta minutos e fica perfeita.
- Vocês tão me dizendo que eu sou mais perfeita que a namorada de vocês? – Mary perguntou corada.
- Não, eu quis dizer que você sabe que fica perfeita com qualquer roupa e não precisa ficar provando varias, você sabe que vai ficar ótima com qualquer roupa que escolher, a Mari também vai, mas ela não sabe disso ainda. – Liam corrigiu
- Eu quis dizer que você sabe que mesmo sem maquiagem nenhum você é linda, a El não sabe disso, ela acha que tem que passar maquiagem pra ficar bonita. – Louis disse
- Mah, você sabe que com cloro, ou com sal seu cabelo vai continuar perfeito, mas a Mandy não, ela acha que vai ficar uma bosta, quando na verdade fica lindo. – Zayn explicou.
- Eu tava dizendo que a Nath não tem defeitos, mas que o perfeccionismo dela me irrita e aproveitei pra te zoar por ser bagunçada. – Niall disse recebendo um tapa em resposta.
- Eu estava te elogiando por não demorar dois milênios se arrumando, porque você tendo cinco minutos, trinta minutos, ou três horas. Você sempre vai se arrumar e ficar magnífica.
- Eu não disse nada, mas você sabe que eu te acho perfeita então... – Harry disse fazendo a menina corar e abraçar o menino em seguida. Louis e Matt ficaram com ciúmes e uma nuvem de tensão caiu sobre todos na cozinha. – Parece que eu tenho a garota perfeita. – ele disse fazendo a menina rir. - Quero beijo. – o menino sussurrou no ouvido da menina, a arrepiando.
- Abusado. – ela disse no ouvido do menino causando o mesmo efeito e lhe dando um selinho longo em seguida. Mesmo com Matt e Louis no local, ela não se importava. Quando separou seus lábios do de Harry, o menino riu e puxou a menina pra mais um beijo.
- Ué, vocês voltaram? – Mari disse de uma forma aguda quando chegou a cozinha, sendo seguida pelas meninas que deixaram seus queixos caírem.
- Não. – os dois responderam em uníssono.
- A gente só estava... – Mary começou dizendo.
- Se beijando. – Harry disse da forma mais natural possível.
- Own... Que bonitinho. – El gritou histérica.
- Parece até da primeira vez que se beijaram. – Mandy completou vendo a cara de interrogação do casal.
- Vocês falam uma coisa juntos, ai um de vocês começa a falar e o outro termina. Vocês são tão fofos. – Nath disse dando uma de retardada e recebendo olhares reprovadores de Louis.
- Ah, qual é, amor? – El disse se jogando no colo de Louis. – Eu sei que você não apóia, mas eles ficam fofos e meigos juntos. Eles são um casal bonito e eles estão felizes. – El disse recebendo sorrisos do casal que junto seus sorrisos em um só, fazendo um barulho estalado. Eles estavam felizes. – Viu? Deixa eles.
- Mas... – Louis ia começar a dizer, mas foi interrompido.
- Mas nada, Louis. – Nathalia gritou.
- Deixa eles se curtirem e ficarem juntos pelo menos por hoje. - Mandy disse.
- A Mah já não é mais criança e conhece o Harry de outros tempos. Ela sabe muito bem como ele é e sabe se cuidar. Deixa eles curtirem.
- Vocês não vão dizer nada? – Matt perguntou.
- Não. – eles responderam juntos de novo e riram em seguida.
- Sabe? Enquanto elas enrolam e tentam convencer o Louis a não ficar putinho a genta tá aproveitando pra se beijar. – a menina disse com a maior cara de pau.
- É, sabe? Vai que ele não deixa? Ai a gente pelo menos já se beijou um pouco. – Harry disse recebendo um selinho da garota. – Mas Louis. – ele chamou a atenção do garoto. – Você sabe que mesmo se não deixar a Mah ficar comigo, ela vai ficar não, sabe?
- E como vocês fariam isso? – Louis perguntou ameaçador.
- Primeiro, Louis, que nós não temos medo de você. – a menina começou e deu um gole em seu suco de laranja. – Segundo que eu posso muito bem fugir com o Harry, ok?
- Mas o quê? – Matt perguntou sem entender.
- Relaxem, eu não vou fazer isso. – ela disse rindo e dando outro selinho na namorado. – Pelo menos não se vocês não implicarem. – ela disse antes de terminar seu suco num tom quase inaudível. – Bem, vamos? – ela perguntou pulando do colo de Harry e pegando sua bolsa na cadeira.

Austrália, Palm Beach, casa de férias, terça-feira, 15 de janeiro, 2008.

- Mah? Você tá aqui? – Matt perguntou entrando em casa e indo procurar a irmã na sala. Todos estavam na praia naquela tarde, menos Mary. O irmão deu falta da irmã, mas não foi procurá-la porque Harry também tinha sumido e talvez os dois estivessem juntos fazendo sabe se lá o que. Porém, para a surpresa de todos, Harry chegou a praia com uma ruiva em seu enlaço, todos estranharam e ninguém entendeu nada. Matt e Louis trocaram um olhar desesperado, os dois correram em direções opostas na mesma hora, Louis correu em direção a casa de pranchas, o lugar favorito de sua irmã, e Matt correu pra casa, talvez ela estivesse lá e ele soube que estava certo quando ouviu o choro baixinho da irmã.
- Vai embora, Matthew! – Mary gritou se encolhendo mais no sofá da sala. Ela só chamava o irmão pelo nome quando estava realmente brava ou muito triste e queria ficar sozinha.
- Eu não vou embora, Mary. – Matt disse alto se sentando ao lado da irmã e abraçando a mesma. – Ei, não precisa se preocupar, vai ficar tudo bem.
- Não, Matt, não vai... Vocês me disseram e eu não ouvi, eu mereço isso! – a garota fungou. – Você não vai dizer “ Eu te avisei?” – ela disse tentando imitar a voz do irmão fazendo ambos rirem.
- Não, você já sabe que eu avisei, não preciso repetir isso, ou preciso?
- Não, obrigada.
- Olha, Mah, por que a gente não pega nossas pranchas e vamos surfar em Bells? Ou porque não nos inscrevemos na competição da Surfers Paradise, hein?
- Não tô no clima Matt. – a menina disse num suspiro limpando o rosto com a mão e ouviu o garoto suspirar.
- Mah, você tem quatorze anos, certo? – o irmão perguntou e viu a garota assentir. – Eu tenho 18 e eu passei pela mesma coisa que você quando tinha quatorze. Você lembra que sempre tinha aquela garota comigo e de repente ela foi substituída por lágrimas e silêncio?
- Nossa, virou filósofo, Matt? – a garota disse fazendo o irmão rir antes de continuar.
- Não, só tô dizendo o que aconteceu. – a menina assentiu. – Você lembra que eu fiz você prometer que não ia se apegar ao Styles?
- Acho que eu não fiz isso muito bem.
- Ah, jura? – o garoto disse sarcástico. – Mas sabe o que sempre me deixava melhor quando aquela vadia me fodeu? – a menina fez um gesto com a cabeça fazendo o irmão continuar. – Conversar com você e comer porcaria.
- Era muito bom mesmo, eu lembro que era o único momento do dia que eu não via você chorar.
- E o que você acha de irmos lá no mercado e comprarmos um monte de besteiras e passarmos na locadora e pegarmos aquele filme engraçado do Kenan e Kel que você adorava quando era criança e ficarmos cantando aquelas musicas bregas que você diz que são engraçadas.
- KitKat, dentadura de gelatina, Good Burger e Hey Ya? – a menina perguntou fazendo ambos rirem até ouvirem o barulho da porta se fechando.
- Mah? Ta tudo bem? – Louis perguntou se ajoelhando na frente da irmã. – Como eu sou burro, é claro que não tá tudo bem, mas eu te avisei né? Desculpa de novo, eu sei que você não gosta que te digam isso. Ah poxa, não sei o que falar. – Louis sempre ficava sem saber o que falar quando se tratava do coração de sua irmã, ele era mais impulsivo e tinha tanta vontade de bater em seu melhor amigo como tinha vontade de abraçar sua irmã.
- Vamos então? Nós três? PDI? – Matt perguntou olhando os gêmeos a sua frente.
- Vocês vão fazer PDI? – Louis perguntou?
- Claro que sim, já faz tempo que não fazemos. – Matt disse.
- Vamos então. – a garota se levantou e sentiu dois corpos se prenderem ao seu num abraço triplo.
- Saibam que não importa Lizzy, nem Nicolas, eles são sim meus irmãos caçulas, mas vocês são especiais. – Matt começou dizendo, e por mais que fosse o tipo durão, tinha sentimentos e quando se tratava de seus irmãos ele era sensível demais. – Quando vocês nasceram eu só tinha quatro anos, nós passamos por todas as coisas juntos, nós crescemos juntos e sempre vai ser assim, não importa mais quantos irmãos venham, ninguém vai substituir vocês ok? – Matt disse terminando o abraço de três.
- Eu acho que tenho que dizer o mesmo, não é? – Louis começou. – Você é minha gêmea poxa, eu nunca ia te trocar por ninguém, nós sempre dividimos tudo, até o útero nós dividimos, e nada nunca vai mudar isso. E você é meu irmão mais velho, o que me chamava de pirralho e me batia as vezes, mas que me ensinou a pegar garotas e a jogar vídeo game. Você é o cara, Matt.
- Eu não vou dizer nada porque sou a caçula e a menina e você sabem que eu nunca ia conseguir ficar sem meus dois irmãos mais velhos.
- Você não liga de eu ter nascido três minutos antes Mah? – Louis disse enquanto eles caminhavam em direção a porta.
- Louis, são só três minutos. – Mary disse como se fosse obvio abrindo a porta e saindo na frente de seus irmãos.
Os três saíram pela porta e riam um do outro, da criancice de Louis por ser três minutos mais velho e Matt esfregando na cara deles que não precisava daquilo porque era quatro anos mais velhos. Era uma linda cena entre irmãos.
- Adoro quando eles ficam assim. – Mariana comentou com Liam que assentiu, abraçando sua irmã, Nathalia.
- Acho tão fofo esse amor que eles tem, eles não só irmãos, eles são tipo melhores amigos. – Nath disse se soltando de Liam.
- Nós também somos assim, Nath.
- Não são não, vocês são irmãos e se ajudam como precisam, mas não são como os três. – Eleanor disse.
- Você não é minha irmã, mas é como se fosse, El. – Zayn disse abraçando a garota.
- O Niall é meu melhor amigo. – Amanda disse.
- Qual é, Mandy? Você cresceu na minha família e é capaz da minha mãe gostar mais de você do que de mim, você é sim minha irmã. – Niall disse, fazendo os olhos da garota marejarem.
- Mesmo você sendo um galinha, eu gosto de você, Harry. – Mariana disse mordendo o braço do garoto.
- Nem você, você sabe que é minha melhor amiga, eu te conto tudo. – Harry disse passando o braço sobre o ombro da garota.
- Sim, mas mesmo assim não somos como os McCartneys. – a garota disse vendo todos assentirem.
- Hu... – Harry riu pelo nariz. – Ninguém é como os McCartneys, Mari! Eles são únicos. – Harry disse se jogando pra trás e levando irmã junto.

Continua...

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