
Autora: Heloo Fontinelly | Beta: Sarah C.
Capítulo I :“Hey, eu conheço você.”
- Sammy, eu acho que você deveria se divertir mais - Dean disse.
- Dean, você não entende. Nós estamos no meio de uma guerra e você quer diversão? - Sam bateu a porta do carro ao sair.
- Exato, pelo menos, se morrermos, vamos ir felizes - Dean disse, com seu jeitinho sacana.
- Olha, vamos esquecer isso, ok? Se você quer se divertir, vai em frente, mas eu vou trabalhar e fim de papo. - Eles estavam andando em direção a uma cafeteria, tinham acabado de chegar na cidade de La Junta, Colorado.
- Sam, larga de ser careta, cara, faz quanto tempo que você não...
- Dean, fim de papo!
- Ah, eu me esqueci que você anda dando uns pegas naquela demoniazinha lá - Dean não confiava em Ruby e odiava o fato de Sam confiar.
- Dean, eu disse FIM DE PAPO! - Sam sempre ficava irritado quando ele se referia a Ruby dessa maneira.
Os irmãos Winchester entraram na lanchonete sem dizer nem mais uma palavra.
- O que os senhores vão querer? - Uma garçonete nada atraente perguntou a eles.
- Dois cheeseburgers, bacon e uma cerveja - Dean disse.
- Um frappuccino, por favor. - Sam respondeu.
- Eu estou dizendo, Sam - Dean parou de falar. - O que que é aquilo? - Ele ficou olhando para um ponto fixo do balcão e Sam seguiu o seu olhar.
- Ela não está de calcinha. - O mais velho disse.
- Como você... esquece! - Sam sabia que nem sempre era saudável perguntar esse tipo de coisa.
- Pode ter certeza, Sam.
Eles observaram uma morena que estava debruçada sobre o balcão. Ela usava um vestido azul claro, cabelos soltos e uma sandália de salto.
- Eu vou falar com ela. - Dean não perdia tempo. Ele se levantou e foi. No mesmo momento, ela pegou o seu cappuccino que a atendente tinha acabado de colocar no balcão. Dean encostou ao lado do balcão.
- Dean Winchester, eu sabia que iria se aproximar - a garota disse, na maior naturalidade, e Dean endureceu.
- Como você sabe quem eu sou?
- Digamos que eu sou bem informada, tenho meus contatos. - Ela pegou seu copo e saiu andando. - Tenho que ir, mas, com certeza, a gente se vê por aí... E manda um beijo para o Sammy.
Da mesa, Sam olhava a garota que passava pela porta da cafeteria, ele tinha a nítida impressão de que a conhecia de algum lugar, só não lembrava de onde.
- Vem, Sam - Dean saiu do lugar e o irmão o seguiu.
Eles pararam na calçada em frente ao estabelecimento e viram a garota subir em uma moto preta, bem invocada. Ela colocou o capacete e saiu cantando pneu, chamando atenção de todos que passavam pela rua.
- UAU - foi a única coisa que Sam disse.
- É, uau - Dean disse, debochado. - Ela conhece a gente.
- Como assim conhece a gente?
- Ela sabe quem somos.
Eles sabiam que ela voltaria a aparecer, e sabiam que deveriam descobrir mais sobre ela. Entraram no Impala e seguiram para o motel mais barato da cidade.
- Eu a conheço de algum lugar... quer dizer, eu acho.
- Sam, tem alguma coisa errada com ela.
Enquanto Dean desceu para ver se descobria algo sobre o caso, Sam ficou deitado procurando algo sobre aquela garota. Várias de suas lembranças voltaram à tona, lembranças mais recentes, de Ruby, de Dean, de Bobby, e também lembranças mais antigas, com seu pai, com ...
- Sam, estou indo na biblioteca pegar aquele livro, você vem ou me espera aqui?- o perguntou.
- Eu te espero aqui, tenho que pegar umas coisas lá em cima - Ele respondeu. Ela lhe deu um selinho e foi andando pelos corredores. O garoto ficou parado vendo a namorada sumir pelo corredor.
Ele estava distraído pensando em como tinha sorte de ter ao seu lado, até que foi arrancado de seus pensamentos por uma batida nas costas. Antes de se virar, ele ouviu um baque de algo caindo no chão.
- Ai, desculpe-me - ele virou e pode ver uma menina com óculos enormes, uma franja que tapava toda a testa e com uma roupa 2 números maiores que ela.
- Não, você que tem que me desculpar, eu sou mesmo uma desastrada. - Ela catava o material e o garoto a ajudava.
- Prazer, Sam Winchester. - Ele apertou a mão da menina, olhou fixamente em seu rosto e viu que por trás de tudo aquilo existia uma beleza um tanto quanto diferente, mas ainda uma beleza.
- ! - Um professor da menina a gritou.
- Desculpa, eu tenho que ir. - Ela se virou e seu rabo de cavalo bateu no rosto de Sam.
- Caraca - Sam acabou de lembrar de onde conhecia a garota misteriosa da cafeteria. Pegou o telefone e ligou para o irmão.
- Dean, eu sei de onde eu conheço aquela menina.
- ‘Aguarde, que eu estou indo para aí.’
Minutos depois, Dean entrou no quarto e sentou em sua cama, de frente para o irmão.
- O que você descobriu sobre o caso? - Sam perguntou.
- O que você descobriu sobre a garota? - Dean rebateu a pergunta.
- Ok, ela estudava na mesma faculdade que eu. - Ele pegou o notebook e virou para o irmão. - Eu lembrei que o nome dela é , então eu entrei no site da faculdade e descobri que ela largou a faculdade 1 mês depois de mim. - Sam já não se importava mais de falar sobre a sua vida de “antes”.
- Sammy, nome, eu quero o nome dela.
- , nascida em 1989, em Jacksonville, Flórida. - Ele clicou no nome dela e apareceu uma foto dela antiga, com óculos, a franja e cabelo preso e com uma roupa simplesmente horrorosa.
- Sam, tem certeza que é ela? - Dean não podia acreditar que aquela criatura era a mesma garota que viu no mesmo dia mais cedo.
- Por isso eu também não reconheci, ela tá... hã... diferente.
- Diferente? Parece que nasceu de novo!
- Isso é verdade, mas não vejo o que há de errado nela, acho que só foi coincidência encontrá-la aqui.
- É, pode ser - Dean disse, não muito convencido.
- Agora me diz o que você descobriu sobre o caso.
- Sammy, as mulheres dessa cidade estão simplesmente pirando.
- Como assim?
- Eu não sei ao certo ainda, mas eu sei que mulheres pacatas estão fazendo coisas que ninguém entende.
- Como assim que ninguém entende, Dean? - Sam já estava meio impaciente.
- As mulheres simplesmente se revoltam e começam a extravasar a raiva de alguma maneira. Uma mulher era submissa ao homem e agora ela praticamente bate nele; a outra descobriu que o marido a traía e bateu tanto nele e na amante que deixou eles hospitalizados; coisas assim.
- Você acha mesmo que isso é um caso nosso? Porque, sei lá, pode ser coisas desses grupos feministas ou sei lá o que.
- Eu tenho certeza disso.
- Então, vamos ao trabalho.
Os irmãos saíram do motel e foram na casa de uma das mulheres que piraram. Bateram na porta e um senhor que aparentava ter mais ou menos uns cinquenta anos, com um avental e uma colher de pau na mão, atendeu.
- O que os senhores desejam? - O senhor perguntou.
Dean e Sam seguraram os risos.
- Nós gostaríamos de conversar com o senhor - Dean disse.
- Sobre o quê? - Ele parecia um pouco impaciente.
- Sobre a sua esposa - foi a vez de Sam falar.
- O que vocês querem com ela? - O senhor parecia ter ficado um pouco nervoso.
- Nós queremos saber sobre a mudança de comportamento dela - Dean disse.
- Quem são vocês?
- Eu sou Sam Browne, psicólogo, e esse é Dean Morgan, cientista social. Estamos aqui para tentar ajudar.
- Ajudar? - Ele perguntou. - Ajudar como? - O velhinho olhou para trás, certificando-se de que ninguém se aproximava.
- Ajudar o senhor a lidar com isso, precisamos saber algumas coisas, senhor... - Dean incentivou ele a falar.
- Graham, Paul Graham. A minha esposa enlouqueceu! - Ele novamente olhou para trás. - Ela mudou completamente.
- Como isso aconteceu? - Sam perguntou.
- Ela foi convidada a assistir uma palestra que teria na cidade e só voltou no dia seguinte, totalmente diferente.
- Diferente como? - Dean perguntou.
- O visual, a atitude... Ela sempre foi calma, mas agora... está mudada.
- E que palestra foi essa? - Sam perguntou.
- Uma amiga falou para ela de uma moça que iria dar uma palestra para as donas de casa da cidade. Ela e as amigas foram e aconteceu isso com todas elas. - O senhor Graham falava bem baixinho.
- Será que nós poderíamos falar com ela? - Dean perguntou.
- NÃO!! - O homem gritou.
- PAUL!!! - Uma voz feminina chamou de dentro da casa.
- Eu tenho que ir.
- Senhor! - Sam ainda tentou, mas ele fechou a porta.
- Tá, o que você acha? - Ele perguntou a Dean.
- Que teremos que achar a líder desse bando de malucas.
Eles foram em outras casas, encontrando sempre a mesma história.
- Dean, você acha que a pode ter alguma coisa com isso?
- Sinceramente? Acho.
Eles estavam pensando em como a encontrariam enquanto entravam no carro.
- Sammy, você acha que essa sua ex amiguinha de faculdade pode ter algo a ver com demônios?
- Dean, ela está diferente demais, ela não era assim na faculdade, algo mudou.
- Então, teremos que descobrir o que exatamente aconteceu.
Dean estacionou o carro próximo ao motel onde estavam hospedados.
- É, e parece que vamos descobrir antes do que imaginávamos - Sam apontou para um carro verde parado em frente a eles, na verdade, era um Lamborghini verde, onde uma garota estava deitada sobre o capô. Ao se aproximarem, viram deitada, agora ela estava com uma calça jeans preta justa e uma blusa branca decotada, também justa, e um óculos enorme no rosto.
- Eu pensei que ia ter que esperar o dia todo... - Ela levantou do carro e tirou os óculos. - Vocês demoraram, meninos.
- Nós temos que conversar - Sam disse.
- Mas é claro que sim, para quê acha que estou aqui? Mas vamos entrar porque eu estou morrendo de fome. - Ela abriu a porta do carro, pegou uma bolsa e saiu andando em direção ao prédio, deixando Sam e Dean olhando para o seu quadril rebolativo.
- Crianças! Vocês vão ficar aí? - Só depois disso que eles se tocaram e a seguiram.
Eles não sabiam como, mas ela sabia exatamente qual era o quarto deles. Ela pegou um chaveiro no bolso traseiro da calça e abriu a porta.
- como você...
- Entra logo, Dean.
- Eles entraram, ela sentou na cama e eles ficaram em pé em frente a ela.
- O que você fez com aquelas mulheres? - Sam perguntou.
- Falei a verdade, abri os olhos delas.
- O que você é, hein? O que você quer com isso? - Foi a vez de Dean falar.
- Achar vocês. - Ela pegou o telefone e pediu duas pizzas, estava agindo como se nada daquilo fosse realmente importante. Eles esperaram impacientemente ela terminar a ligação.
- Eu venho tentando encontrar vocês há um bom tempo, mas sempre chegava tarde demais, então resolvi que era hora de fazer vocês me encontrarem e funcionou.
- Como você fez aquilo com aquelas mulheres? - Dean ainda estava muito desconfiado.
- Conversei e mostrei que elas podem fazer muito mais do que cozinhar, cuidar da casa, dos filhos e ser submissa aos maridos. - Ela viu a expressão dos dois e acrescentou - eu não usei poder, magia e feitiço nenhum, se é o que vocês estão pensando.
- Mas, afinal de contas, por que você queria nos encontrar? - Sam perguntou.
- Porque eu preciso da ajuda de vocês.
Capítulo II : “As tatuagens, o mapa, o código, o mistério.”
- Deixa eu ver se entendi - Dean fez uma pausa -, você está sendo caçada porque possui um mapa de alguma coisa que você nem sabe o que é? - confirmou com a cabeça. - E como você sabe que nós podemos ajudar?
- Ah, façam-me um favor, vocês são caçadores, é claro que podem - disse, pela primeira vez parecendo um pouco alterada.
- Como é que você descobriu isso? - Dean perguntou, não que ele não soubesse que ela sabia, afinal ela estava ali.
- No dia que eu vi o Sam e descobri o sobrenome dele, eu sabia que isso iria me ajudar em algo, e, depois que tudo começou a acontecer, eu pesquisei algumas coisas e tive certeza que vocês iriam me ajudar. - Ela olhou para os dois. - E, afinal, eu acho que isso tem a ver com vocês também.
- Como assim? - Sam perguntou, sentando na cama.
- Lilith está atrás de mim e vocês estão atrás dela.
- Como você sabe sobre isso também? - Dean perguntou, desconfiado.
- Eu já disse que tenho os meus contatos, e isso não importa, o que precisamos agora é entender o código e achar o que deve ser achado.
- Onde está esse mapa? - Dean estava meio agitado com tudo aquilo.
- Em mim. - Ela começou a andar de um lado para o outro, fazendo com que o salto de sua bota fizesse um barulho irritante no piso desgastado do hotel.
- Em você? - Sam perguntou, com as sobrancelhas unidas.
- São tatuagens. - Ela continuava a andar.
- Podemos ver? - Dean perguntou e ela confirmou.
Ela coloucou o cabelo para o lado.
- Essa foi a primeira, nasci com ela, quer dizer, não sei se nasci com ela, mas eu tenho ela desde que me lembro. - Era a sombra de um olho egípcio desenhada em seu pescoço. - Tem também essa que apareceu há pouco tempo - ela abaixou um pouco o decote, os meninos engoliram em seco, e lá estava o mesmo símbolo que os meninos tinham no peito.
- É, mas isso aí são símbolos de proteção - Dean disse.
- É, isso eu sei, mas vocês ainda não viram a melhor parte - ela disse, meio provocativa. - Sam, abre o zíper, por favor. - Ela virou e ele abriu o zíper até metade das costas dela.
- Todo, Sam. - O garoto abaixou e a blusa abriu, ficou segurando a blusa na frente e acabou de puxá-la para revelar os símbolos que cobriam toda a parte de trás.
- Caraca - Dean se aproximou.
- Como isso apareceu? - Sam perguntou.
- Como eu disse, tem umas que eu tenho desde pequena, e outras eu simplesmente dormi e elas estavam aqui quando acordei.
- Eu nunca vi nada do tipo - Dean estava com os olhos vidrados nos símbolos, mas seus olhos se prenderam na fênix que se encontrava na base do pescoço dela e descia pelas costas.
- Tá, agora chega - se contorceu para conseguir fechar o zíper. - Vão me ajudar ou não?
- Talvez - Dean disse.
- Claro que sim - Sam lançou um olhar reprovador para o irmão. - Se Lilith está atrás de você, algo de importante deve ter por trás disso.
- Tá, valeu - nunca foi boa em agradecer. - Amanhã a gente se vê para tentarmos descobrir alguma coisa. - Ela se aproximou da porta.
- Hey, aonde você vai? - Dean perguntou.
- Do que interessa? - Se tinha uma coisa que a irritava era as pessoas tentarem controlá-la.
- Se nós não soubermos onde você está, ficará difícil protegê-la - Sam se aproximou um pouco.
- Eu quero ajuda para decifrar os códigos e não para me proteger. Eu me virei até agora, posso dar o meu jeito. - Sem mais discussões, ela saiu e bateu a porta.
- Ela é bem geniosa - Sam disse para o irmão.
- É sei, beeeeem geniosa. - Ele fez formas de curvas com as mãos.
- Você sempre misturando o pornô com o real. - Sam disse, rindo.
- Valeu, Sammy, vai me dizer que você também não reparou? - Dean perguntou, rindo, e Sam ficou meio sem jeito. Por sorte, seu telefone tocou.
- Alô?
- ‘Sam você tem que sair da cidade agora, a Lilith está por perto.’
- Ruby! - Já era tarde, ela havia desligado. - A Lilith está vindo para cá, provavelmente atrás da .
- Ah, que ótimo, e agora, como vamos encontrá-la?
- Não precisa, vamos logo - entrou como um foguete no quarto e saiu do mesmo modo.
- Sam, vai no carro com ela.
correu, entrou e ligou o carro, parando-o na frente de Sam, que olhava o carro com admiração.
- Sammy! - O garoto despertou de seu transe e nem brigou por ela o chamar de Sammy.
- Cadê o Lamborghini? - Ele perguntou.
- Precisava de algo mais discreto.
- Ah, sim, uma Ferrari preta é muito mais discreta. - Ele disse, rindo. - Afinal, onde você consegue esses carros?
- Sam, você gosta sempre de fazer tantas perguntas? - Ele sorriu, meio envergonhado.
- Por que você deixou a faculdade um mês depois de mim? - Ele perguntou, depois de alguns minutos, e a menina sorriu, antes de responder.
- Por que você deixou a faculdade um mês antes de mim? - Ela rebateu a pergunta.
- Prioridades.
- Digo o mesmo. - Ela sorriu meio de lado. - Foi naquele mês que as tatuagens se espalharam.
- Você não tem nem noção do que elas possam representar? - Ela negou com a cabeça; minutos depois o telefone de Sam toca de novo.
- Oi, Ruby!
- 'Sam, quem está com você?' - A voz dela saiu um pouco alterada.
- O quê?
- 'Dessa vez Lilith não veio atrás de você ou do Dean, ela quer quem está com vocês, quem é?'
- Ruby, a gente conversa depois. - Ele disse e desligou o telefone. Ele notou que apertava o volante com mais força.
- , tudo bem?
- Essa tal de Ruby é confiável? Você confia em um demônio, Sam? - Ela olhou rapidamente para ele e ele notou que seus olhos estavam diferentes, estavam cor de âmbar [n/a: a cor dos olhos da família Cullen].
- Como você sabe sobre ela?
- Eu posso sentir, mas você não me respondeu - falava entre dentes.
- Ela me ajuda, já me salvou várias vezes... mas, como assim você sente?
- Eu posso sentir a presença deles, até mesmo quando estão se aproximando.
- Então, por isso você sabia que a Lilith estava se aproximando?
- É. - A garota ficou calada por alguns minutos. - Eu sei o que você pode fazer com eles, e sei como, também.
Sam não disse nada por mais que estivesse surpreso com as coisas que sabia sobre ele. Queria perguntar como ela sabia tudo aquilo, mas, como ele sabia que ela não responderia, seguiram em silêncio até a cidade de Cherry Hills Vilage. Como sempre, foram para um hotelzinho furreco, que só tinha um quarto vago, que, por total falta de sorte, só tinha uma cama de casal.
- Você dorme na cama e a gente dorme no chão - Sam disse, sorrindo a ela, que estava sentada de pernas cruzadas sobre a cama.
- Nada disso, dá para dormirmos os três aqui. - Ela disse, sorrindo e os meninos se olharam.
- Eu não ligo de dormir no chão não - Dean disse.
- Nem eu - Sam concordou.
- Tá, então dormiremos os três no chão - ela levantou e começou a puxar o colchão da cama.
- Alguém mais está com fome ou sou só eu? - Ela jogou tudo no chão e sentou.
- Eu também - claro que foi Dean a se pronunciar. - Eu vou lá fora comprar alguma coisa, o que você quer?
- O que você for comer. - Ela sorriu para ele e começou a tirar a sua bota. Dean saiu do quarto depois que Sam disse o que queria.
pegou sua inseparável bolsa e foi para o banheiro, tomou um banho rápido, colocou uma blusa branca que escondia sua calcinha, também branca. Ela saiu do banheiro ainda secando os cabelos e encontrou Sam sentado na cama improvisada, mexendo no seu notebook.
- Eu já procurei também, mas não encontro nada igual, só parecido. - Sam levantou a cabeça e observou a menina com pouca roupa. Ele pigarreou antes de falar.
- É, eu procurei na internet e não achei nada igual, eu já liguei para um amigo pedindo ajuda.
- Quem? O Bobby?
- Como você sabe tanta coisa sobre nós?
- Eu já disse, tenho os meus contatos. - Ela se sentou em frente a ele.
- Posso te pedir uma coisa? - Sam perguntou, meio sem jeito.
- Claro.
- Posso ver suas tatuagens de novo?
virou de costas, puxou o cabelo para o lado.
- Pode.
Sam levantou a blusa dela e ficou olhando todos aqueles símbolos; as tatuagens eram de cor de safira [n/a:um tipo de azul bonitão, pra quem não sabe hihi]. Ele levantou mais e, involuntariamente, as pontas de seus dedos foram tocando cada linha, cada traço da tatuagem. estremeceu com o toque e Sam sorriu ao perceber isso.
- O povinho daqui é bem... - Sam abaixou a blusa de na hora que escutou a voz de Dean - esquisito. Estou atrapalhando? - Ele sorriu maliciosamente para o irmão.
- Não, Dean, claro que não - Sam levantou e pegou uma das cervejas que estava na mão do irmão.
levantou e foi para o banheiro, olhou-se no espelho e viu que estava vermelha, tinha que se recuperar antes de voltar, era o cúmulo ela ficar desse jeito por causa de um toque, era apenas um toque.
- O que vocês estavam fazendo? - Dean sorria meio de lado.
- Nada demais, eu estava vendo as tatuagens dela.
Quando voltou, eles a olharam de cima a baixo.
- O que foi? Nunca viram perna de mulher não? - Ela riu e foi pegar o seu cheeseburger normalmente.
Comeram, beberam e foram deitar para dormir. No meio da madrugada, Sam acordou e percebeu que não estava ao seu lado, ele sentou e viu a garota sentada na poltrona.
- , perdeu o sono? - Ela olhou para ele e sorriu.
- Vocês falam demais dormindo, no seu caso não só dormindo. - Ela riu da careta que ele fez.
- Desculpa. - Ele levantou e andou até ela.
- Você não tem culpa, essas coisas também me assustam. - Ele sentou na poltrona do lado dela.
- Que coisas?
- Esse lance de Apocalipse, de ser perseguido por demônios.
- Eu acho que já me acostumei.
- O pior é o lance dos poderes, dons ou maldições? A gente nunca sabe se é certo ou não usá-los. - Ela começou a brincar com a barra da blusa.
- Você também tem habilidades especiais? - Ele perguntou em um misto de surpresa e admiração.
- Eu não sei ao certo. - Ela levantou, mas ele segurou o braço dela.
- Nós vamos descobrir o que tudo isso significa, eu prometo. - Ela ficou meio sem jeito, então o abraçou.
- Vem, vamos, tem muita coisa para fazer. – Ela o puxou e o dois deitaram ao lado de Dean, cada um de um lado do mesmo, mas isso não impedia de que se encarassem, e assim foi até que pegaram no sono.
Capítulo III: “OPS! foi engano.”
- Então, estamos indo para a casa do Bobby?
- É, talvez ele saiba de alguma coisa - Sam disse.
- Por que seu irmão está parando? - Ela viu o Impala diminuir a velocidade.
- Combustível - Sam riu - pro Dean não parar o carro.
Assim que eles saíram do carro, Dean veio em direção à eles.
- Preciso comer, repor as forças - Dean já veio se justificando, pensando que ou Sam fossem reclamar.
- Eu também - sorriu e caminhou para a lanchonete, sendo seguida pelos irmãos. Depois que comeram, voltaram para os seus carros.
- Esperem aí rapidinho, que eu já volto - pegou o telefone e se afastou.
- Para quem será que ela está ligando? - Dean perguntou e Sam deu de ombros.
Quinze minutos depois, ela voltou toda sorridente.
- Agora podemos ir.
- Quem era no telefone?
- Dean, perguntar demais é mal de família? - Ela sorriu e entrou no carro.
Sabendo que não conseguiriam arrancar nenhuma resposta dela, conformaram-se e seguiram a viagem. Quando já estavam chegando perto da casa de Bobby, arrancou Sam de seu pequeno transe.
- Será que podemos passar em uma Igreja antes?
- Igreja? - Sam perguntou.
- É, Igreja, por favor, eu preciso - disse, olhando brevemente nos olhos dele, mas logo voltando sua atenção à estrada.
Sam pegou o celular
- 'Fala, Sammy.'- A voz de Dean ecoou pelo celular.
- Dean, você segue até a casa do Bobby, a gente se encontra lá depois, porque eu e a vamos passar em um lugar antes.
- 'Hum... que lugar, hein, Sam?' - Dean perguntou, todo malicioso.
- Na Igreja, Dean - ele disse, revirando os olhos.
- 'Igreja?' - Dean perguntou.
- É, naquela Igreja dos anjos.
- 'Tá bom então, e Sammy, não faça nenhuma besteira na casa dos anjos, hein, é pecado' - Dean riu e desligou o telefone antes que Sam o xingasse.
- Idiota - Sam disse.
- O que foi? - perguntou, curiosa.
- Nada não - Sam sorriu.
#
- Oi, Dean - Bobby disse animado.
- Fala aí, Bobby - Dean entrou na casa.
- Onde está o Sam? - Bobby perguntou meio confuso.
- Foi dar uma volta.
- Dar uma volta? Vocês brigaram de novo? - Bobby disse em tom reprovador.
- Não, na verdade, ele foi levar a na Igreja.
- Hum... essa é a menina da tatuagem? - O mais velho perguntou curioso, Dean balançou a cabeça, confirmando.
- Como elas são, Dean?
- Nunca vi nada parecido, são meio sinistrinhas, mas são interessantes, são uma mistura de vários símbolos, formando um código que nós acreditamos que possa ser um mapa.
- Um mapa? De quê?
- Nós ainda não sabemos, mas parece que é algo importante - Dean deu um gole na cerveja que Bobby lhe entregara. - Demônios estão atrás dela, ou melhor, creio que seja atrás desse código, inclusive Lilith.
- Então precisamos começar a decodificar isso já.
Bobby pegou vários livros e dividiu-os com Dean, teriam que achar uma resposta o quanto antes.
Na Igreja, Sam e conversavam.
- Eu me sinto bem aqui - disse. - Sei lá, é como se eu estivesse em casa.
Os dois encaravam o altar cheio de imagens de anjos.
- Eu sempre fui fascinada nessas coisas de anjos, vampiros, lobisomens, fantasmas... mas agora isso tudo me dá medo - não sabia porque falava essas coisas com Sam, ela nunca se sentiu a vontade de falar essa coisas com ninguém, mas com ele ela se sentia totalmente diferente, ela sabia que poderia contar o que quisesse que ele a entenderia.
- Você não precisa ficar com medo, nós vamos achar aonde esse mapa nos levará, e você ficará segura.
- Eu não tenho medo dos demônios, eles não me atingem, mas tenho medo de fracassar.
- Não entendi...
- Eu tenho medo de que acabe fazendo coisas erradas achando que é certo - Sam abaixou a cabeça, ele também tinha esse medo.
- Não era isso que eu não entendi, porque isso eu entendendo perfeitamente, o que eu não entendo é que como assim os demônios não podem te atingir?
- Eu não sei, só três tentaram e não conseguiram, até mesmo Lilith.
- Como isso aconteceu?
- Eu acho que são os anjos - ela voltou a olhar para frente.
- Os anjos? - Ela confirmou com a cabeça.
- Você já viu algum anjo? - Sam perguntou.
- Sim, na verdade, fui tocada por ele.
#
Já havia anoitecido e Sam e ainda não haviam voltado. Dean e Bobby ainda procuravam, encontraram alguns dos símbolos, mas ainda não conseguiam montar o quebra-cabeça.
Dean deixou Bobby com um livro e foi para a sala, acompanhado de uma enciclopédia e uma garrafa de cerveja. Ele sentou na poltrona e ficou lendo. De repente, ele escutou um barulho que roubou sua atenção.
Ele se levantou e se aproximou da janela, e outro barulho ecoou, era como se algo houvesse batido no metal. E, de repente, a luz piscou. Dean, na mesma hora, pegou sua arma, ele abriu a porta da sala vagarosamente e logo viu uma silhueta um pouco afastada, então ele atirou. Como estava muito escuro, ele não viu para onde tinha ido.
Ele entrou na casa, fechou a porta e começou a selar as janelas e a portas com sal.
- Eu acho que veio lá de trás - Bobby apareceu na sala.
Eles abriram a porta dos fundos da casa. Bobby saiu e Dean pegou o telefone para ligar para Sam, mas, quando virou-se, deu de cara com uma mulher. Ela tinha um olhar raivoso, cabelos cacheados, vestia uma calça preta e uma regata branca, com uma jaqueta preta por cima.
- Onde está a ? - Ela perguntou entredentes.
- Por que quer saber? - Dean perguntou, debochado.
- Eu vim aqui para falar com ela.
- Eu acho que não será possível.
- Ah é? E quem irá me impedir? Você, Winchester? - Ela disse o nome com toda a raiva que podia expressar em palavras.
- Acho que sim.
Nesse momento, Bobby entrou segurando-a por trás, enquanto Dean jogava sal no rosto dela. A garota começou a gritar e então eles a amarraram na cadeira no centro de um círculo.
- O que vocês estão fazendo? - Ela perguntou, olhando para cima. - Soltem-me já daqui!
- Eu não posso, bonitinha, não até você falar por que a Lilith quer a .
- Eu sei lá, agora me solte, seu idiota - Dean jogou água benta nela e ela gritou.
- Fale, por que você veio atrás da ?
- Dean Winchester, eu juro que vou te matar se você me soltar daqui AGORA! - Ela estava vermelha de tanta raiva.
- Responda-me, sua desgraçada - Dean gritou.
Ela fechou os olhos e ficou quieta
- Bobby, pode começar - Bobby pegou o livro que estava em cima da mesa.
- Regna terrae, cantate deo, psallite domínio... Tribuite, virtute deo.
- Isso não vai funcionar. - Ela riu, mas ele continuou.
- Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis...
- Eu já disse - voltou a falar.
- Omnis satânicas potestas, omnis incuruso...
Bobby falava e nada acontecia, mas mesmo assim ele continuou.
- Infernaris adversarii, omnis legio...
- Dá para parar com a palhaçada que eu já disse que N-Ã-O vai funcionar!
- Cale a boca, sua vadia.
- Vadia é a sua...
A garota foi interrompida por uma batida na porta.
- Hey, o que vocês pensam que estão fazendo? - adentrou o cômodo, correndo.
- , não! - Dean tentou impedir que ela desamarasse a garota.
- Até que enfim, hein, .
- Desculpa, .
- Ah, que ótimo, como se não faltasse o Sam, agora a também tem um demoniozinho-de-estimação.
- Pelo amor de Deus, Dean, ela não é um demônio.
- Olha o que esse idiota fez, ele jogou água no meu cabelo, acabando com a minha escova, jogou sal no meu olho que está ardendo pra caramba, amarrou-me nessa cadeira, e, como se não bastasse, ainda me deu um tiro de sal-grosso - bufava de raiva.
- Dean, você atirou nela? - perguntou, incrédula.
- O que você queria, estava tudo escuro!
- Dean, e porque está tudo escuro você sai atirando por aí? Igual a esses malucos caipiras? - Bobby perguntou.
- É claro que não, eu escutei um barulho e ela lá estava observando os fundos, e a luz ainda piscou - Dean disse e todos olharam para , esperando uma resposta.
- Ah, a luz! - Ela ficou corada. - Estava escuro e eu acabei batendo a cabeça na caixa de luz... - Ela mostrou a área roxa na cabeça que até agora estava escondida pelo cabelo. - Mas isso não dá direito a esse idiota a me amarrar aqui! - Ela ficava cada vez mais furiosa, Dean não ficava atrás enquanto Sam, Bobby e seguravam o riso.
- Ah tá, depois que eu atirei, você sumiu, a luz piscou e você surgiu do nada, você queria que eu fizesse o quê?
- Ah, um maluco começa a atirar em mim e eu tenho que ficar na reta? - Ela disse, debochada. - Ah sim, íamos brincar de tiro ao alvo.
- Olha aqui, garota...
- Gente, para com isso - Sam interrompeu a discussão. - Já resolvemos o mal entendido, agora acabou.
- Acabou não, estamos começando - disse. - Agora, apresentando formalmente, pessoal, essa é .
- Podem me chamar de , menos você - ela apontou para Dean.
- Como se eu quisesse - ele disse.
- Eu sou Bobby - ele estendeu a mão para as meninas, afinal, não tinha sido apresentado formalmente para também.
- Eu sou Sam - foi a vez dele se apresentar.
- Nossa, amiga, você não mentiu nem um pouquinho, ele é um gato - sussurrou para , que ficou vermelha ao perceber que os outros haviam escutado.
- E aí, acharam alguma coisa? - Sam perguntou para salvar do desconforto.
- Achamos alguns símbolos, mas ainda não conseguimos encaixá-los - Bobby disse.
- É por isso que a está aqui, ela é ótima com isso.
- Pensei que ia ficar aqui só olhando - disse Dean, debochando.
- Dean, pare, por favor - Sam pediu.
- Gente, eu acho melhor a gente olhar logo isso.
Depois de horas analisando, descobriu três dos símbolos em uma Igreja em Pittsburg, Ohio.
Então decidiram partir em direção à cidade, Sam e Dean foram no Impala, e e foram na Ferrari.
Na Ferrari...
- Esse Dean é um idiota, um gato, mas um idiota - disse enquanto batucava os dedos no painel do carro.
- Ai, amiga, realmente ele é um gato - riu por ter imitado a amiga. - E quando você o conhecer, vai ver que ele não um idiota.
- Ah tá, , ele me confundiu com um demônio - ela disse, indignada.
- Tá, amiga, mas ele só queria ajudar.
- É, isso é – ponderou o acontecido. - Ele queria te ajudar e isso é fofo.
- Então, amiga, você vai ver que ele não é um idiota, pelo menos não completamente. - As meninas começaram a rir e a cantar alto a música que tocava na rádio, que vinha a ser Wathered, do Creed.
No Impala...
- Essa amiga da é muito abusada mesmo - Dean disse.
- Dean, não exagere...
- Cara, por ela ser uma idiota, enxerida e estabanada, olha a merda que eu fiz!
- É, mas você atirou porque você quis.
- Foi sim. Claro, porque ela é uma enxerida e não tinha nada que estar lá.
- É, mas ela está aqui para tentar ajudar.
- É, talvez.
- Poxa, ela chega para ajudar e leva um tiro.
- O tiro nem pegou, Sammy.
- Mas poderia. Talvez eu fale com ela - Dean fez uma cara de desagrado com isso.
Sam trocou de lugar com Dean, e com , não podiam parar para descansar, tinham que descobrir logo isso, afinal, o relógio estava contra eles.
Quando chegaram em seu destino, o sol já estava a pino.
Eles entraram na Igreja, que era de estilo gótico, a fachada possuía anjos sextavados nas paredes, suas expressões eram de assustados, observadores, raivosos, e na parte superior das torres havia algumas estatuetas também de anjos, mas esses aparentavam dor, como se estivessem sendo castigados, punidos ou algo assim.
Quando eles pisaram no primeiro degrau da escada, um vento forte bateu sacudindo as roupas e os cabelos de todos.
- Gente, isso é apavorante - encolheu os ombros, apertando mais o casaco contra si.
- Então você deveria ter ficado em casa, queridinha - Dean disse.
- Dean, vai à merda.
- Gente, nós estamos entrando numa igreja, meio sinistra, eu confesso, mas ainda uma igreja - lançou um olhar reprovador para os dois.
O interior da Igreja era ainda mais sinistro, os desenhos no teto faziam com que parecesse que aquela parte do edifício desabaria e te esmagaria no chão, os diversos anjos desenhados traziam a sensação de que estava sendo observado, como se eles estivessem esperando que você deslizasse, e afirmando que estariam ali para te punir. Era tudo muito escuro para completar aquele ambiente sombrio.
, Sam, e Dean se separaram para procurar nas paredes onde estariam os símbolos.
- Aqui - Sam foi o primeiro a achar o pentágono.
Todos foram até ele e confirmaram ser o mesmo da tatuagem.
Dean achou o segundo símbolo e , o terceiro, mas, por mais que soubessem que eles estavam realmente ali, ainda não viam nenhuma ligação entre eles. foi passando próximo a cada símbolo e observando cada figura que os cercava. Envolta do primeiro símbolo, ela observou a imagem de dois anjos, um menor ajoelhado estendendo uma espécie de bandeja com jóias ao maior, que estava sentado em um trono. Ela passou a mão em cada linha do desenho.
- O que ela está fazendo? - Dean sussurrou para Sam.
- Analisando - foi quem respondeu.
- Lealdade - disse, depois de alguns segundos.
- O quê? - Dean se aproximou, seguido pelos outros.
- Esse símbolo significa lealdade, vejam - ela foi passando a mão sobre os desenhos.
Ela se encaminhou para outro, em volta deste havia um anjo guerrilhando com vários demônios.
- Coragem - ela se encaminhou para o terceiro, esse era envolto por um anjo pulando de algum lugar bem alto, de olhos, braços e asas fechadas e mesmo assim sorrindo. A garota ficou alguns minutos olhando aquela imagem.
- Eu não sei - ela bufou e sentou em um dos bancos.
- Confiança - disse, juntamente com uma voz desconhecida.
No mesmo instante, todos voltaram seu olhar para onde havia saído aquela voz. Um homem com um manto preto saiu de uma das portas próximas ao altar.
- Confiança, a terceira qualidade de um guardião - o homem se aproximou deles.
- De um guardião? - Sam perguntou, curioso.
- Séculos antes de Cristo, essas eram as qualidades exigidas dos servos pelo rei. - O homem apontou para o outro canto da Igreja - lealdade àquele ou àquilo que você guarda. Coragem - ele apontou para o outro canto - para lutar por aquele ou aquilo que você guarda. - Ele se voltou para a parede próxima a ele - e confiança naquilo ou naquele que você guarda.
Todos eles observaram o homem com toda atenção.
- Mas por que se interessam nisso? - O homem perguntou.
- Somos estudantes e estamos fazendo um trabalho sobre simbologia religiosa - Sam se apressou em dizer.
- Oh, sim, eu sou Padre Loren - ele estendeu a mão em cumprimento para cada um.
- É um prazer, padre, então quer dizer que esses símbolos estão de certa forma impressos em um guardião? - perguntou.
- Sim, mesmo depois de tantos séculos, essas qualidades ainda são exaltadas, principalmente pelas religiões.
- O que exatamente eles guardavam? - Foi a vez de perguntar.
- Antigamente, eles guardavam jóias, armas, vidas...
- Vidas? - perguntou, surpresa.
- Sim, das famílias reais e, principalmente, dos reis.
- E atualmente existem guardiões da Igreja ou algo assim? - Sam voltou a questionar.
- Sim, meu caro, mas eu não diria guardiões da Igreja, e sim guardiões divinos - o homem mostrava calma ao falar.
- E o que seria guardado por eles? - Dean perguntou.
- Eu tenho certeza de que isso não seria necessário em vosso trabalho. - O homem lhe lançou um sorriso sincero. - Qualquer coisa que precisarem, é só me procurar, agora, se me derem licença...
Todos acenaram com a cabeça e o padre se retirou.
- Então, quer dizer que eu sou uma guardiã? - perguntou, ainda mirando o ultimo símbolo.
- É, parece que sim, amiga - a abraçou.
- Mas de quê? - perguntou, meio confusa.
- Nós vamos descobrir, - abraçou a amiga mais forte. - Mas agora vamos sair daqui porque esses anjos me olhando estão me dando medo.
Decidiram passar a noite na cidade, queriam ficar até mais respostas, mas sabiam que se ficassem virariam alvo fácil, já que um bando de demônios estavam atrás deles.
Naturalmente, Dean e Sam ficaram em um quarto e e , em outro. Dean queria sair para comer algo e passou no quarto das meninas, já que Sam preferiu ficar no quarto para fazer algumas pesquisas. Quando chegou no quarto, pôde escutar através da porta que as meninas tinham uma espécie de discussão.
- Você já contou para eles? - perguntou.
- Não - respondeu seca.
- Por quê?
- Porque isso não é algo que se conte assim de uma hora para outra.
- De uma hora para outra, ? - perguntou, debochada.
- Tá legal, , eu vou contar.
- Quando, ? Quando eles descobrirem?
- Não, eu vou contar. - A garota suspirou. - Quando eu estiver pronta, eu não quero que eles pensem errado de mim. - Ela abaixou o tom de voz.
- , ninguém vai pensar nada errado de você, mas você tem que contar - também abaixou o tom de voz.
- Eu vou contar, amiga.
O quarto ficou em silêncio, Dean queria entrar e perguntar o que as garotas estavam escondendo, mas, já que disse que contaria, ele esperaria, por enquanto. Então ele bateu na porta.
abriu a porta meio desconfiada.
- Oi, Dean. - Ela abriu a porta, dando a ele uma visão completa do quarto.
- Eu queria saber se vocês querem sair para comer, porque eu estou cheio de fome.
- Claro, vem, .
passou por ele sem nem olhá-lo. trancou a porta e eles saíram do hotel. Quando chegaram no estacionamento, decidiram ir em um carro só.
#
Sam estava concentrado nas buscas que estava fazendo, mas por um momento se distraiu olhando a foto que havia tirado das costas de .
- O que essa garota tem, hein?
Sam se virou rapidamente dando de cara com Ruby parada próxima à janela.
- Oi, Ruby - ele disse, meio sem graça.
- Oi, Sam - ela se aproximou da cama. - O que essa garota tem de especial? Lilith não quer a cabeça dela, quer ela viva.
- Nós ainda não sabemos o porquê - Sam disse, fechando o notebook e levantando-se.
- Essa garota está te tornando um alvo fácil, Sam. - Ela se aproximou dele.
- Eu sei me cuidar. - Ele disse firme.
- Se você ficar entre Lilith e essa garota, será bem pior. - Ela disse raivosa.
- E o que você queria que eu fizesse? Abandonasse-a? - Ele disse meio nervoso.
- É exatamente o que você deveria fazer, se não fosse um idiota.
- Ruby, ela é minha amiga.
- Uma amiga que vai te ferrar quando estiver na mira furiosa da Lilith - Ruby o acusou.
- Ela não pode me ferir e você sabe disso - Sam agora já estava exaltado.
- Você ainda não está pronto, Sam.
- Eu estou pronto para defender uma amiga. - Ele abaixou o tom de voz e sentou em uma das camas.
- O que essa garota faz de tão importante? - Ela encostou na parede e cruzou os braços.
- Nós achamos que ela é uma guardiã - Sam falou já no seu tom de voz normal.
- Guardiã de quê? - Ela perguntou, curiosa.
- Nós ainda não sabemos.
- Ah tá, e qual é o plano? Fugir da Lilith até descobrirem? - Ela perguntou, desdenhando a ideia.
- É – ele disse simplesmente.
#
- Vai me dizer que você não gostou de dirigir a minha máquina? - perguntou, sorrindo.
- É legalzinha, mas ainda prefiro a minha. - Ele sorriu orgulhoso.
- , eu ainda prefiro o seu Porsche - disse.
- Peraí! Você tem um Porsche? - Ele perguntou incrédulo e ela apenas balançou a cabeça, confirmando. - Qual modelo?
- 911 turbo amarelo - sorriu orgulhosa.
- Um Lamborghini verde, uma Ferrari preta e um Porsche amarelo, o que mais?
- Uma BMW X5 vermelha, um Volvo c30 prata, e, para ocasiões especiais, Jaguar xJ preto - disse e Dean deixou o queixo cair.
- Sem contar as motos - disse, rindo da cara que o garoto fez.
- Onde você consegue isso?
- Já disse, tenho meus contatos - e trocaram olhares cúmplices e continuaram andando enquanto Dean ainda estava parado, meio chocado. Depois de despertar, ele seguiu as meninas, que agora estavam paradas na porta do quarto do Dean e do Sam.
- Eu quero ver a sua BMW e... - Dean parou de falar ao ver que estava de olhos e punhos fechados em frente a porta do seu quarto.
- O que aconteceu com ela? - Dean perguntou.
- Tem um demônio aqui - disse, ainda de olhos fechados. - Ruby. - Quando ela finalmente abriu os olhos, Dean notou que eles haviam mudado de cor. Ele abriu a porta do quarto, interrompendo a discusão de Ruby e Sam.
- O que ela está fazendo aqui, Sammy? - Dean perguntou entredentes.
- Nada demais, ela só veio trazer informações da Lilith.
- Eu já estava indo embora. - Ela ia andando em direção à porta, mas parou ao ver e, logo em seguida, , em um gesto automático seus olhos ficaram totalmente negros.
- Ruby - disse, com desdém.
- - Ruby rebateu, usando o mesmo tom. saiu de onde estava, entre as duas, e foi para o redor de Dean. - Então é você que está arriscando a vida do Sam...
- Ruby, não! - Sam a repreendeu.
- Não, Sam, essa vadia tem que saber que ELA coloca não só a sua vida, mas a do Dean também em risco - Ruby chegou mais perto de , que continuou calada. - Se acontecer algo com o Sam, eu vou...
- Você vai o quê? - fechou os olhos e, ao reabri-los, estavam claros, muito claros. - Eu não tenho medo de você, então eu acho bom que você fique longe de mim, isso é para o seu próprio bem.
Ruby a encarou surpresa por tal ousadia.
- Ruby, acho melhor você ir - Sam disse.
E ela obedeceu prontamente, passou encarando , que também não desviava o olhar. A garota estava tensa, e só voltou ao normal quando a outra passou batendo a porta do quarto ao sair.
- O quê que foi aquilo? - Dean questionou a cena anterior.
- , você está bem? - Sam se aproximou da garota, que mantinha os olhos fechados.
- Eu estou sim. - Ela abriu os olhos depois de respirar fundo, e eles já haviam voltado para a cor normal.
- Desculpe-me por isso - ele estava sem jeito, então colocou as mãos no bolso do casaco.
- Não precisa - ela passou as mãos no cabelo, demonstrando nervosismo.
- Dean, vamos lá fora, eu acho que eu tenho uma foto da BMW guardada lá no carro - disse.
- Não, não precisa, eu vejo depois - Dean não queria dar o braço a torcer em relação a ela.
- AGORA! - Ela lhe lançou um olhar mortal.
- Tá ok. - Ele passou e abriu a porta, dando passagem para ela passar. - Hey, vocês dois se comportem, hein, não façam nada que eu não faria - ele saiu sorrindo, deixando Sam e super sem graça. Mas será que não era ele que deveria se comportar?
Capítulo IV: “Abaixando a guarda.”
- É sério, eu não queria que você encontrasse a Ruby aqui, desculpe-me - Sam disse meio sem jeito.
- Não foi nada, Sam - olhou para os pés. - Eu só fico nervosa, não confio na espécie dela. - Ela disse.
- Entendo - Sam sentou na cama e ficou mexendo em seus dedos, encarando os mesmos como se fosse algo muito interessante a se fazer.
- Eu quero encontrar logo essas respostas - disse depois de alguns irritantes minutos de silêncio e se sentou na cama ao lado dele.
- Lilith não irá nos encontrar, e mesmo se encontrar nós daremos um jeito nela. - Ele olhou para ela. - Você vai ficar bem. - Ele segurou as mãos dela e a olhava no fundo dos olhos enquanto afirmava aquilo.
- Eu sei, o problema é se vocês irão. - Ela voltou a abaixar a cabeça. - Eu tenho como me proteger, mas tenho medo por vocês, eu não deveria ter envolvido vocês nisso. - Ela disse com raiva de si mesma, levantou da cama e começou a andar de um lado para o outro como sempre fazia quando estava nervosa.
- Eu sou uma egoísta! - Ela esbravejou.
- Hey, não, tudo isso pode ter a ver conosco também. - Ele se levantou e ficou próximo a ela. - Nós sabemos o que estamos fazendo.
- É, eu sei. - Ela relaxou os braços ao lado do corpo. - Mas eu estou com medo. - Ela disse enquanto engolia seu orgulho, estava ali baixando a guarda para Sam, até aquele momento ele tinha sido o único que tinha conseguido fazer com que isso acontecesse.
- Eu estou aqui, não fique - ele abraçou a garota, como se quisesse reafirmar a sua presença, ele segurou firme em sua cintura e acariciou seus cabelos, ela apertou a cabeça contra o peito dele e ficou sentindo aquele carinho gostoso, não ficaria mais com medo, não estava sozinha e agora ela tinha certeza disso.
- Você é bem lerdo, sabia? - perguntou à Dean assim que entraram no quarto.
- Ah tá, obrigado. - Ele disse debochado.
- Você não percebeu que seu irmão está a fim da minha amiga não? - Ela sentou na cama.
- Não, eu percebi que a sua amiga está a fim do meu irmão. - Ele sentou ao lado dela.
- Você é um pé no saco, sabia? - Ela levantou da cama, não queria certas aproximações com ele porque ela sabia que poderia dar o braço a torcer.
- Sabe o que mais eu percebi? - Ele levantou e foi indo em direção à porta onde a menina estava encostada. - Sabe? - Ele repetiu e ela negou. - Que você está a fim de mim. - Ele disse presunçoso e a garota soltou uma gargalhada alta.
- Você está de brincadeira, né? - Ela engoliu em seco ao vê-lo se aproximar ainda mais.
- Você sabe que está. - Ele se aproximou todo confiante, levantando as sobrancelhas de um jeito super sexy. - Admita, gracinha.
- Você quer mesmo saber? - Ela mordeu o lábio e foi em direção à ele. - Você quer saber mesmo, gracinha? - Ela frisou bem a última palavra e ele balançou a cabeça em afirmação e abriu um sorriso todo convencido.
Ela aproximou o seu corpo ao dele e ele colocou a mão em sua cintura, ela chegou a boca bem perto da dele e depois desviou para a orelha.
- NÂO! - Ela disse bem alto, soltou-se das mãos dele e andou para o outro lado do quarto. Dean fechou os olhos e xingou baixinho.
Sam continuou com o carinho, mas agora ele havia sentado no sofá e tinha os seu pés em cima do móvel, ela estava bem encolhida com a cabeça no peito de Sam, e ele continuava a acariciar os seus cabelos. Em um determinado momento, seu celular tocou, ele se contorceu para tirá-lo do bolso, sem desacomodar , mas quando viu que se tratava de Ruby ele desligou o aparelho, o que quer que fosse, ela deveria esperar.
- Quer saber de uma coisa? Dane-se. - Dean disse, virando-se na direção de .
- Dane-se o quê? - A garota perguntou confusa.
- O meu orgulho, o seu orgulho. - Dean foi se aproximando e ela recuando.
- Do que você está falando? - Ela perguntou, quando sentiu suas pernas encostarem no sofá.
- Disso aqui. - Ele a segurou e empurrou ela na direção da parede e lhe beijou, ainda se debatia e mantinha a boca fechada, mas, ao sentir as mãos de Dean alisando o seu corpo, rapidamente ela concedeu passagem para que ele aprofundasse o beijo. Ela levou as mãos para a nuca dele, puxando seus cabelos de leve. Ele, por sua vez, segurava o rosto da menina com uma das mãos e com a outra alisava a perna da mesma. Em uma atitude inesperada, ele puxou a perna da garota para cima, deixando-a na altura de seu quadris, aumentando assim o contato entre seus corpos. Ela soltou um longo suspiro ao sentir a excitação do garoto tocar-lhe. Ele fez com que ela enlaçasse as pernas em sua cintura e ainda a mantinha prensada na parede, ele a acariciava sem pudor, arrancando longos suspiros e gemidos da garota.
- Acho melhor eu ir. - Sam disse depois de um tempo em que o quarto estava completamente em silêncio.
- Ai, desculpa ficar te prendendo aqui. - disse, levantando do sofá.
- Eu gosto da sua companhia. - Ele disse enquanto ela andava em direção à porta. - De verdade. - Ele sussurrou atrás dela e, quando ela virou, viu que ele estava muito próximo.
- Eu também gosto da sua companhia. - Ela respondeu, usando o mesmo tom que ele. - Você é especial.
- Isso eu já não sei... - Ele fez uma careta.
- Você é especial para mim. - Ela ficou sem jeito depois de ter dito isso.
Sam se aproximou mais dela, e sentiu sua respiração acelerar quando seus narizes encostaram-se. Ela fechou os olhos ao sentir a respiração do garoto bater em sua boca.
- Sam... - Ela disse em um ofego. - Eu acho melhor não. - Ela sussurrou.
- Por que não? - Ele roçou os lábios nos dela.
- Porque eu estou frágil, e eu não sou assim. - As palavras saíram com dificuldade da boca dela.
- Desculpa. - Ele se afastou lentamente ainda com os olhos fechados. - Eu vou... vou ver se aqueles dois não se mataram. - Ele abriu a porta e encarou a garota.
- Espero que não. - Ela disse, meio tímida.
- Ok, então já vou. - Quando ele saiu do quarto, a garota correu até ele.
- Sam! - Ele olhou para trás. - Obrigada. - Ela deu um selinho nele e voltou correndo para o quarto. O garoto sorriu e andou até o quarto onde ficaria, que era a duas portas de distância do dela.
Sam entrou no quarto se deparando com a seguinte cena:
Dean de costas para ele, sem camisa, as pernas nuas de enlaçadas em sua cintura, a garota estava em cima da mesa, sem a calça e a jaqueta que antes estava em seu corpo.
Quando ouviram a porta bater, Dean se posicionou na frente da garota, que se encolheu um pouco atrás dele.
- Ops, foi mal - Sam abriu a porta. - Eu acho que ficarei fora essa noite. - Ele saiu do quarto meio sem graça.
- Onde é que nós paramos? - Dean não estava nem aí para a pequena interrupção do irmão, e logo voltou a beijar , que também não deu a mínima e voltou a corresponder os estímulos do outro.
Ele a pegou no colo e a jogou na cama, ela lhe lançou um sorriso malicioso e ele se posicionou em cima dela e voltaram aos amassos que os dois já sabiam onde iriam dar, e se entregaram ao momento que os dois tanto desejavam.
estava deitada na cama de barriga para cima tentando digerir todas as informações do dia. Será que ela era mesmo uma guardiã? E se fosse, o que seria que ela deveria proteger? Como ela descobriria? E por que os demônios estavam atrás dela? Depois do seu último questionamento, ela escutou um barulho e percebeu que alguém batia em sua porta. Levantou meio desorientada e abriu uma fresta ainda desconfiada, mas logo sua desconfiança se tornou surpresa. Sam estava ali a sua frente com as mãos no bolso e um sorriso tímido no rosto. Lindo, simples e indiscutivelmente lindo.
- Oi - ele disse meio envergonhado.
- Oi, o que você está fazendo aqui, Sam? - Ela perguntou.
- Hã... Eu não tenho onde ficar.
- como assim? Cadê o seu irmão?
- Eu acho que ele não quer que eu volte lá tão cedo. - Ele riu.
- Por quê? - Ela estava totalmente confusa.
- Porque ele e a ... bem... hã... - Ele estava sem jeito e a garota logo entendeu o recado.
- Sério? - Ela perguntou surpresa.
- É. - Ele estava sem jeito de pedir abrigo para ela. - Então eu queria saber se eu poderia ficar aqui, claro que, se for incômodo, eu peço outro quarto.
- Claro que não é incômodo, Sam. - Ela abriu a porta e o puxou para que ele entrasse no quarto.
- Fique à vontade, eu vou tomar um banho e já volto - entrou no banheiro e respirou fundo várias vezes, ela se sentia estranha perto de Sam, um nervosismo desconhecido tomou conta de seu corpo só em pensar que ele estaria no quarto esperando ela sair do banheiro. 'Eu controlo, eu mando, eu posso, eu faço, então, garota, se situa'. Ela pensou e entrou no banho.
Dean observava dormir em seu peito, ela mantinha um leve sorriso no rosto e seu corpo subia e descia calmamente. Tê-la ali em seus braços dormindo depois de tudo o que rolou era meio esquisito para ele, já estava acostumado em dar uma rapidinha, pegar suas roupas e sair, e provavelmente nunca mais rever a mulher que havia lhe dado prazer, realmente era estranho passar a noite com uma mulher, depois de horas de sexo e saber que ainda a veria no dia seguinte.
- Estranho, muito estranho - Dean acabou pensando alto.
- É tão estranho assim me ver dormir? - disse, com a voz embargada pelo sono, e ele sorriu.
- Não é isso, eu estava pensando alto.
- Pensando em quê ou em quem? - Ela perguntou meio desconfiada.
- Não é nada demais, deixa para lá. - Ele passou a mão nos cabelos dela.
- Então me conta. - Ela apoiou o cotovelo no colchão para que pudesse olhar melhor para ele.
- É estranho, você aqui. - Ele disse depois de alguns minutos de silêncio.
- É realmente muito estranho. - Ela falou meio pensativa. - É melhor eu ir... - Ela disse, já se levantando.
- Eu não estava falando para você ir embora - ele sentou na cama, vendo a garota procurar suas roupas e as vestindo rapidamente.
- Eu sei, mas é melhor assim. - Ela pegou a jaqueta e a vestiu. - Pode ter certeza que amanhã você irá me agradecer.
- Por quê, você acorda tão feia assim? - Ele não perderia a oportunidade de provocá-la.
- Não, eu acordo nervosa. - Ela fez cara de mau.
- Ah é? E o que você seria capaz de fazer com todo esse nervosismo? - Ele se mexeu na cama no intuito de se aproximar dela e o lençol que o cobria acabou deslizando um pouco sobre o corpo, o que fez a garota soltar um suspiro.
- Eu poderia fazer muitas coisas. - Ela resolveu entrar no jogo, então se aproximou dele. - Eu poderia tentar te esmagar. - Ela sentou no colo dele. - Poderia tentar arrancar um pedaço de você - ela mordiscou o pescoço dele. - Poderia arrancar a sua pele - ela passou as unhas compridas pelo peito dele, fazendo ele contrair a barriga. - Poderia te sufocar. - Ela grudou os lábios nos dele, o beijo era intenso, as línguas travavam uma batalha, mas os lábios se moviam em sincronia. Dean pegou a perna da garota e fez com que ela se virasse de frente para ele com uma perna de cada lado do corpo dele. Ele apertou a cintura dela, trazendo o quadril dela em direção ao seu, para que a garota sentisse o impacto que causava nele. Quando sentiu o volume de Dean, coberto apenas por um lençol, tocar sua parte mais íntima, a garota soltou um gemido.
- Eu realmente... acho... me...melhor... eu ir. - A garota disse entre um gemido e outro, mas ele não a soltou como havia pensado que faria.
- É sério, é melhor eu ir. - Ela levantou do colo dele. - A gente se vê amanhã. - Ela lhe deu um selinho e saiu do quarto rapidamente.
colocou uma blusa social grande, dessas masculinas, ela adorava dormir assim. Colocou uma calcinha preta, os cabelos estavam soltos e ela voltou para o quarto secando-os.
Sam estava deitado em uma das camas, mirando o teto. se aproximou devagarzinho e se encolheu ao lado dele, ele a olhou de relance e voltou a mirar o teto. Ele fechou os olhos enquanto fazia um leve carinho em seus cabelos.
- O que você quis dizer com "eu estou frágil e não sou assim"? - Ele perguntou ainda com olhos fechados.
- Eu aprendi que ser frágil é minha maior fraqueza. - Ela sentou na cama.
- Nem sempre tem que ser assim.
- Claro que sim, Sam, eu sofri muito por ser frágil e não quero passar por isso de novo.
- Mas sendo forte você não sofre de qualquer jeito?
- Talvez, mas eu me sinto melhor assim, faz com que eu encare melhor as coisas. - Ele sentou também. - Por mais que eu tenha mudado, com você sempre foi e acho que sempre será diferente.
- Como assim? - Ele perguntou com uma expressão meia confusa.
- Você não notou que eu tinha uma queda por você, Sam? - Ela perguntou divertida.
- Tinha? - Ele notou o uso do verbo no passado.
- Como eu disse, Sam, eu mudei.
- Como o quê, por exemplo? - Ele chegou mais para perto dela.
- Por exemplo, tempos atrás eu não teria coragem de sair desse quarto e ir no corredor revelar o que tem debaixo dessa blusa. - Ela apontou para si mesma.
- Ah é? E o que tem aí debaixo?
- Nada. - Ele a olhou surpreso e ela riu. - Estou brincando. - Ela levantou e foi caminhando até a porta.
- Aonde você vai? - Sam perguntou confuso.
- Ao corredor. - Ela disse como se fosse óbvio. Sam levantou correndo e segurou a mão dela, que estava na maçaneta.
- Você não precisa me provar nada. - Ele encostou o corpo no dela e sussurrou em seu ouvido.
- E quem disse que eu estou provando para você? - Ela estremeceu ao sentir o corpo dele encostar ao seu e sentiu um arrepio quando a mão dele parou em sua barriga. Ele beijou o pescoço dela e a menina estremeceu.
- Você não está mais frágil. - Ele sussurrou e ela negou e continuou de costas para ele, ele levantou as mãos dela para o alto da cabeça e a encostou na porta. Ele começou a dar chupões no pescoço dela, ela jogou a cabeça para trás e soltou uma de suas mãos para colocá-la na nuca dele, ele a virou de frente para que seus lábios finalmente se encontrassem, o beijo era forte, voraz, intenso. Ela começou a desabotoar a camisa dele enquanto ele voltava a se ocupar com o pescoço dela. Quando ela finalmente conseguiu tirar a blusa dele, foi a vez dele tirar a peça dela. Enquanto ele admirava a garota somente de lingerie, ela arrancava a blusa branca do corpo dele. Ele voltou para o pescoço da garota enquanto ela alisava seu abdômen definido, ele afastou sua cabeça do pescoço dela e a encarou. Ela tinha uma expressão enigmática, algo que não conseguia decifrar e que nem teve tempo porque ela voltou a grudar seus lábios no dele. Ele acariciou os seios dela, que ainda estavam cobertos pela lingerie preta, logo em seguida a levantou do chão, fazendo com que ela enlaçasse as pernas na cintura dele. A garota puxava o cabelo dele, e mesmo mordendo os lábios ela não conseguia reprimir os gemidos que saíam descontrolados quando ele chupava seu pescoço. Uma batida na porta fez com que eles se desgrudassem, depois da outra batida ela desceu do colo dele, xingando baixo, o que fez Sam rir.
Sam abriu uma fresta da porta e viu parada, ajeitando a roupa que estava amassada.
- ? - Ele perguntou surpreso.
- Sam? - Ela perguntou mais surpresa ainda. Ao escutar a voz da amiga, abriu totalmente a porta.
- Você não ia passar a noite lá com o Dean?- perguntou, demonstrando estar um pouco nervosa.
- Por quê? Ele ia passar a noite aqui com você? - apontou para Sam, que estava sem blusa. - Eu estou atrapalhando, né? - Ela sorriu meio sem graça.
- De verdade? - retrucou.
- Tudo bem. - Sam disse, coçando a nuca, e olhou surpresa para ele. Sam entrou no quarto, vestiu sua blusa branca e colocou a quadriculada na frente do corpo. O que foi? O amiguinho dele não funciona com botãozinho de liga e desliga não. ficou encarando com uma expressão meio ressentida enquanto o olhar da amiga se desculpava.
- A gente se fala amanhã. - Ele deu um beijo no rosto, isso mesmo, no rosto, e saiu do quarto. - Tchau, meninas.
- Tchau. - Elas disseram juntas e ficaram olhando Sam entrar em seu quarto.
- Conte-me tudo! - Elas disseram juntas novamente e sorriram maliciosas uma para a outra. Estavam parecendo duas adolescentes bobas, mas não estavam nem aí, sabiam que tinham muito o que contar e muito o que ouvir, a vida estava ali para isso, e já que o Apocalipse estava por vir, por que não curti-la, não é mesmo?
Capítulo V: “Esse é o seu dever.”
- Eu ainda o acho um idiota - disse, ela estava deitada na cama virada de barriga para cima.
- Quem, garota? - saiu do banheiro secando o cabelo.
- O Dean, ele é gostoso e tal, mas... - olhou para a amiga e se levantou. - Aonde você vai? - Ela parou para analisar a amiga de cima a baixo, vestia um short jeans, uma blusa roxa de manga e melissa de salto branca.
- Eu quero ir na Igreja falar com aquele padre.
- Hey, eu vou com você - disse, já se levantando
- Não, amiga, eu quero ir sozinha. - Ela fez uma pequena pausa. - Você avisa aos meninos, eu não demoro. - pegou uma jaqueta, mandou uns beijinhos para a amiga e saiu do quarto.
Ela sabia que o padre Loren poderia responder muitas de suas perguntas, mas talvez ele só fizesse isso depois que lhe mostrasse suas tatuagens, e era isso que ela faria, e assim acharia as respostas que levaria para o seu objetivo, pelo menos era isso que ela pensava.
chegou à Igreja e observou novamente toda a arquitetura do local, agora tudo aquilo não parecia tão amedrontador aos seus olhos.
- Olá, eu poderia ajudá-la, minha filha? - se virou ao escutar uma voz quase conhecida.
- Olá, padre, o senhor se lembra de mim? - foi de encontro a ele.
- Oh, mas é claro, você era uma das estudantes que fazia a pesquisa sobre símbolos. - Ele sorriu ao terminar sua conclusão. - Em que eu poderia ajudá-la? Vocês já finalizaram a pesquisa?
- Na verdade, não é nada relacionado ao trabalho.
- Então seria sobre o quê, minha jovem? - O padre perguntou, franzindo o cenho.
- Nós poderíamos conversar em um lugar mais reservado? - Ela perguntou, olhando em volta e observando as pessoas espalhadas pelos bancos do lugar.
- Claro, acompanhe-me, por favor. - O padre a guiou até a lateral do altar, onde havia uma porta de madeira maciça, a qual ele abriu revelando uma espécie de escritório. Por incrível que pareça, o espaço era claro, havia uma janela enorme sendo coberta por uma cortina branca. Todos os móveis eram de madeira, só que de um tom mais claro do que a dos restos dos móveis da Igreja. Em cima das prateleiras, na parede, havia candelabros pratas com velas amarelas.
- Então, do que se trata? - Ele se sentou e apontou a cadeira à sua frente para que ela se sentasse também.
- Sobre os guardiões divinos. - Ela disse em tom baixo e pôde perceber a expressão do padre se alterar um pouco, saindo de sua serenidade habitual para uma expressão um pouco preocupada.
- Como eu já havia dito para seu amigo, apenas repito, creio que esse assunto não será necessário em vosso trabalho. - O padre se levantou e começou a andar de um lado para o outro em sinal de impaciência, por mais que sua expressão tivesse voltado para a serenidade de sempre.
- Como eu já havia dito antes, não tem nada a ver com o nosso trabalho. - respirou fundo e levantou-se, posicionando em frente à ele. - Padre Loren, eu acho que posso ser uma guardiã. - Ela disse com a voz trêmula.
- Menina, você não sabe do que está falando. - Ele disse em tom reprovador.
- É, eu não sei mesmo, para isso estou aqui. - Ela segurou a barra da blusa. - Quero saber aonde isso vai me levar.
- Minha jovem, vista logo isto. - Ele virou o rosto ao ver a menina começar a tirar a blusa. - A senhorita está na casa dos anjos, mais respeito, por favor.
- Olhe isto, padre, por favor. - Ela pediu enquanto segurava a blusa em frente ao corpo, o padre foi virando vagarosamente a cabeça, ainda desconfiado da intenção da garota.
- Oh, meu Deus! O que é isso? - Ele arregalou os olhos abismado com todas as tatuagens. - Onde a senhorita conseguiu isso?
- Eu não sei, apenas acordei e lá estavam elas.
- É, minha filha, eu realmente acho que temos muito o que conversar. - O padre voltou a sentar-se enquanto recolocava a blusa.
estava sentada na cama, penteando o cabelo. Já havia se passado uma hora desde que a amiga saíra, sabia que não devia se preocupar tanto, mas, dada as proporções dos fatos, era praticamente impossível que hipóteses sombrias não lhe tomassem a mente.
e haviam crescido juntas, mas, quando atingiram a idade de ir para a faculdade, cada uma seguiu o seu rumo. foi para a universidade de Stanford e ela, para Dartmouth. Só voltaram a se encontrar quando sua amiga lhe procurou pedindo ajuda quando as tatuagens se espalharam, desde então as duas estavam vagando à procura dos irmãos Winchester. Ela, como , sempre foi fascinada por coisas sobrenaturais, já era de família. Seu pai era um ótimo colecionador de coisas místicas e, de vez em quando, ele saía em missões com o pai de , mas, quando presenciou a tentativa de Lilith de ferir sua amiga, ela começou a achar que talvez esse mundo misterioso não fosse tão fascinante assim, e sim aterrorizante. A garota parou com seus devaneios ao escutar o barulho da porta. Ela correu para atender, já imaginou quem seria e seu coração acelerou ao pensar em como deveria agir ao encontrar com Dean. Quando ela abriu a porta, teve uma surpresa.
- Cadê sua amiguinha? - Uma mulher de cabelos ruivos perguntou, já entrando no cômodo. - Eu espero não ter que repetir. - ficou com as costas colada na parede ao lado da porta ao ver os olhos completamente negros da mulher.
- Eu não sei. - disse firme, estava apavorada, mas não deixaria aquele demônio saber disso.
- Queridinha, se tem uma coisa que eu odeio é quando mentem para mim. - A ruiva foi se aproximando dela.
- Eu não estou mentindo, se não acredita em mim o problema é seu.
A ruiva prendeu na parede, ela a apertava com tanta força que a garota já sufocava, mas conseguiu de dentro do cano de sua bota uma arma e atirou bem na testa da ruiva, que caiu automaticamente no chão. Nesse mesmo instante, Dean e Sam entraram no quarto.
- , você está bem? - Sam perguntou e a menina balançou a cabeça afirmativamente.
- Peraí, esse é o colt? - Dean perguntou, surpreso ao vê-la colocar a arma no lugar onde antes estava. - Onde conseguiu isso?
- É, bom dia para você também, Dean, e, sim, eu estou bem, obrigada por perguntar - tirou todo o sarcasmo que tinha e jogou em cima de Dean.
- Onde você conseguiu isso, ? - Dean perguntou novamente.
- Tenho meus contatos e...
- Eu já estou de saco cheio dessa historinha de "tenho meus contatos" - Dean a interrompeu, fazendo com que ela se assustasse e o silêncio se instalasse no ambiente.
- E aí, vai ou não me dizer onde você conseguiu isso? - Dean praticamente gritava com ela.
- Eu e a negociamos com uma pessoa. - A garota disse em um tom bem baixinho, ela não estava com medo nem nada, mas estava muito chateada com a situação na qual se encontrava.
- Com que pessoa? - Dean esperou que ela respondesse, mas a garota se manteve em silêncio. - Com que pessoa você arrumou o colt?
- Isso não importa. - Ela lançou um olhar ressentido para ele.
- Não importa? - Ele perguntou sarcasticamente. - Você e sua amiga chegam até nós cheias de mistério, sabem tudo sobre nós e ainda por cima a esconde algo de nós que, por sinal, nós deveríamos saber. - Dean ficava a cada momento mais nervoso, mais estática, e Sam sem saber o que fazer. - Eu estou cansado de todo mundo me esconder tudo, você, a , o meu próprio irmão. - Dean olhou meio magoado para Sam, que engoliu em seco. Dean esperou que um dos dois dissesse algo, mas ninguém disse nada. - Quer saber? Que se ferre. - Ele deu as costas e saiu do quarto, batendo a porta.
- Eu acho que você deveria ir atrás dele. - disse, sentando-se na cama.
- Não, daqui a pouco ele volta, ele foi só esfriar a cabeça. - Sam sentou-se ao lado dela. - Não liga não, o Dean é assim, ele está surtando com essa pressão toda em cima dele.
- É, eu imagino.
- Onde a está?- Sam perguntou ao se lembrar da garota.
- Foi na Igreja conversar com aquele padre.
- E você acha que ele poderá nos ajudar? - Sam perguntou.
- Eu não sei, mas a tem certeza, ela disse que ia mostrar os símbolos para ele - brincava com os dedos enquanto falava.
- Por que ela foi sozinha? Nós deveríamos ter ido com ela.
- Ela preferiu ir sozinha, ela é assim e não adianta insistir.
- É, parece que nós dois teremos que lidar com dois cabeças-duras - Sam sorriu sem humor.
- É, parece que sim - se jogou na cama.
Dean caminhou até a praça, onde algumas crianças brincavam com seu pais, ele se sentou em um dos banquinhos e observou as crianças, que corriam de um lado para o outro. De vez em quando, lançavam sorrisos inocentes para seus pais, elas estavam ali vivendo em seus mundinhos de pura inocência, estavam ali, completamente alheias a um mundo de coisas horrendas, alheias à guerra que estava anunciando-se, alheias ao perigo que corriam, mas era como Dean gostaria de estar, alheio a tudo. Era bizarro pensar assim, mas, por um momento, ele invejou aquelas crianças, que cresceriam como pessoas normais, entrariam na faculdade, apaixonariam-se, casariam-se, teriam filhos, netos... Claro que tudo isso se ele conseguisse salvar o mundo do Apocalipse.
- Onde está ? - Dean se sobressaltou ao ouvir uma voz masculina ao seu lado.
- Olá, Castiel, por que você não tenta chegar, pedir licença e se sentar sem assustar ninguém? - Dean disse debochando.
- Dean, onde está a menina? - Castiel perguntou.
- Eu não sei - ele bufou impaciente.
- Dean, vocês devem permanecer próximos, é seu dever protegê-la - o Anjo sentenciou.
- Ah é? Meu dever?
- Seu e do Sam - Castiel fez uma breve pausa. - Ela é especial e precisa do apoio de vocês até que descubra isso e possa cumprir com seu dever.
- Descubra o quê? Que é especial? - Dean perguntou meio confuso e o outro só confirmou. - Como assim, Castiel? Eu não estou entendendo nada.
- Se essa menina se corromper, ela leva consigo dois selos.
- Peraí, a é um selo? - Dean o encarava com uma expressão confusa.
- Não especificamente, mas ela protege um.
- Ah tá, a tal coisa que ela guarda e nem ao menos sabe o que é - Dean disse irônico.
- Dean, a situação é grave, ela protege algo muito importante, e digamos que não é somente os anjos que sabem disso, você e seu irmão precisam ficar ao lado dela. - O Anjo agora estava sendo mais objetivo.
- E como ela vai descobrir do que ela é guardiã?
- É só ter um pouco mais de paciência que logo saberão o que é - Castiel voltou ao seu tom calmo habitual.
- Ah, claro, ter paciência - Dean voltava ao seu sarcasmo, ele virou o rosto na direção de um garoto que ajudava uma menininha a se levantar, ela havia caído do balanço e ele a amparava, sendo atencioso.
- Onde tudo começou é onde terminará.
- O quê? - Dean virou o rosto ao ouvir as últimas palavras de Castiel, mas tudo que encontrou foi a brisa batendo em seu rosto.
Tá, isso era muito legal, mais um enigma para desvendar. Ele tinha entendido as palavras de Castiel, só não entendeu o significado delas. Dean estava confuso, ele e seu irmão, que escondia algo dele, deveriam proteger , que guardava dois selos e também escondia algo muito sério deles. Agora, além das tatuagens da garota, teria as palavras de Castiel para desvendar. Os anjos achavam que só ele poderia deter o Apocalipse, o que ele pessoalmente achava completamente sem noção; vários demônios irritados estavam atrás dele, incluindo Lilith, o que ele achava que já havia perdido a graça. Que gente chata. Estava faltando alguma coisa? Ah, claro, uma certa pessoa briguenta, que o tirava do sério, que era corajosa e abusada, legal e chata, linda e irritante, estava o levando à loucura. É, definitivamente o mundo estava virando de ponta cabeça, e o que ele poderia fazer para manter as coisas no lugar?
Capítulo VI: “Strange for me.”
e Sam conversaram sobre suas infâncias. A garota contou para ele como a amiga era teimosa, como sempre arrumava confusão com os meninos, como ela simplesmente pirou quando conseguiu entrar em Stanford, e como ela se decepcionou em ter que sair.
- Você conseguiu mudá-la, sabia?
- Eu? - Sam perguntou, surpreso.
- Ela era toda largada, mas depois que ela te conheceu na faculdade ela resolveu mudar e se tornou esse mulherão que hoje podemos ver - sorriu, orgulhosa.
- Ela está tão diferente. - Sam disse, pensativo, lembrou-se da menina atrapalhada que conheceu na faculdade e da mulher decidida que estava com ele na noite anterior, elas nem pareciam ser a mesma pessoa.
- Quem está diferente? - perguntou enquanto fechava a porta.
- ! Por que a senhorita demorou tanto? - perguntou, fingindo-se de brava, mas tudo não passava de teatro para desviar a atenção da pergunta que ela havia feito.
- Oi, , conseguiu descobrir alguma coisa? - Sam levantou e foi em direção à garota.
- Não muito. - Ela passou e deitou-se na cama.
- O que o padre te disse? - Ele voltou a lhe perguntar.
- Algumas histórias, não ajudou muito. - Ela respondeu, fria.
e Sam se entreolharam, não entendendo a atitude da menina.
- Aconteceu alguma coisa, ? Está tudo bem? - Ele perguntou, voltando a sentar na cama, ficando de frente para ela.
- Por que toda hora vocês perguntam isso? - Ela levantou, irritada, e se trancou no banheiro.
- O que deu nela? - perguntou para Sam, meio confusa.
- Agora eu fiquei sem entender.
- Sem entender o quê? - Foi a vez de Dean perguntar entrando no quarto.
- Aonde você foi? - Sam questionou.
- Que é isso? Interrogatório, maninho? - Dean se jogou na cama que estava a minutos atrás. - O que você não entendeu?
- A atitude da - Sam falou em um tom mais baixo.
- O que foi, ela já te deu um fora, Sammy? - Dean riu.
- Dean, é sério, ela saiu para ver o tal padre e voltou toda fria - falou, esquecendo-se completamente do que tinha rolado mais cedo. Não que ela realmente tivesse esquecido, mas sua amiga vinha em primeiro lugar, acima de seu orgulho e principalmente acima das idiotices de Dean.
- Talvez ela esteja estressada por causa do padre, talvez ele não tenha tido respostas para o que ela pensou que teria - Dean deu de ombros.
- É. Talvez seja isso - disse.
- Ou talvez seja o fato de que precisamos ir para outra cidade - saiu do banheiro e começou a catar suas coisas e jogar na mala. - O que vocês ainda estão fazendo aí parados? Temos que ir. - Ela disse, impacientemente.
- Para onde, ? - Sam perguntou, mas ela não respondeu.
- ! Para onde nós vamos? - perguntou, visivelmente irritada.
- Arrumem as coisas de vocês, a gente se encontra lá embaixo e eu explico. - A garota pegou a sua bolsa e uma mala e saiu do quarto, dirigindo-se à recepção para fechar a conta.
Em poucos minutos, Sam, Dean e já estavam na recepção também.
- , o que está acontecendo? - Sam perguntou assim que avistou a menina parada em frente ao balcão.
- Vocês vão para Castlewood - disse.
- Como assim vocês? - Sam perguntou.
- Eu vou ir para Glendale e vocês para Castlewood - ela disse sem ao menos olhar para quem lhe fizera a pergunta.
- Por quê? Se separar pode não ser seguro - Dean finalmente se pronunciou.
- Dean, eu e a nos viramos até agora e vamos continuar dando o nosso jeito - falou e foi para perto da amiga.
- , quando eu disse vocês, isso incluía você - dessa vez foi bem cuidadosa ao falar com amiga.
- O quê? - arregalou os olhos, incrédula.
- Eu tenho que fazer uma coisa. Sozinha. - disse, tentando driblar a indignação da amiga.
- Como assim sozinha? - Dean perguntou, mas completou antes mesmo que ela respondesse. - Nós estamos juntos nessa.
- Vocês vão me ajudar. - Ela disse, compreensiva. - Vocês vão tomar conta da .
- , eu não preciso de babá! - disse, dando início a uma discussão. - Eu vou com você.
- Não vai, não. - retrucou.
- Eu vou sim.
- Eu já disse que não - disse, impacientemente.
- Eu te acompanhei até aqui e agora você me descarta? - agora praticamente gritava.
- Quem disse que eu estou te descartando, ? - respondeu no mesmo tom de voz que a amiga: - Largue de ser dramática.
- Dramática? Dramática, ? - perguntou, incrédula. - Eu abandonei tudo, abandonei a minha vida para andar com você atrás desses dois aqui, e agora você chega me dizendo que vai ir sozinha?
- Agora você vai tacar na minha cara, é? - perguntou, sarcástica. - Você deixou tudo porque você quis, foi opção sua.
- Não, eu fiz isso porque eu não podia abandonar a minha melhor amiga. - falou baixo, mas olhando bem nos olhos da amiga. - Eu não pude fazer com você o que você está fazendo comigo agora.
ficou mexida com as palavras de , mas ela não podia ceder, tinha que ir sozinha, ela não sabia o que esperar ao certo desse encontro e já tinha colocado a vida da amiga muitas vezes em risco. Ela sabia que Dean e Sam cuidariam dela, caso alguma coisa lhe acontecesse. Em falar neles, os irmão preferiram não se meter na discussão.
- Eu posso te colocar...
- Em perigo? - perguntou, completando a frase da amiga. - Em perigo eu vou estar com esses dois, e eles comigo, nós podemos nos matar, você sabia?
- Sabia, mas vocês não vão fazer isso até eu voltar. - se aproximou da amiga. - Faça isso por mim. - Ela pediu, carinhosamente.
- Argh, o que eu não faço, criatura - disse, fingindo-se de brava, mas abraçou . - Mas antes deixa eu falar umas coisinhas: primeiro, eu não concordo; segundo, se você demorar mais de três dias eu vou atrás de você; e, terceiro, se acontecer qualquer coisa me ligue que eu vou até lá quebrar a cara de quem quer que seja.
- Para quê tanta violência? - Dean se meteu, zoando a garota.
- Talvez eu demore um pouquinho, porque eu vou querer quebrar a cara desse aqui primeiro - falou, finalmente soltando a amiga de seu abraço de urso.
- Cuidem-se, a gente se vê - aproveitou a deixa e saiu em direção a sua Ferrari.
- O que você vai fazer lá? - Ela se virou ao escutar uma voz dizer próxima a si.
- Não é da sua conta. - Ela retrucou ao ver que era Sam.
- O que aconteceu para você me tratar assim?
- Assim como? - Ela se fez de desentendida, ignorando os músculos de Sam contraídos pelo fato dele ter cruzado os braços sobre o peito.
- Você sabe de qual "assim" eu estou falando.
- Não, não sei. - Ela entrou no carro e jogou tudo no banco do carona. - Agora tenho que ir, tenho mais o que fazer.
Ela entrou e deu partida no carro, deixando Sam ainda mais confuso.
****
- Ai, que saco, eu não gosto dessa música - se curvou sobre o banco do Impala e trocou a estação do rádio.
- Hey, eu gosto dessa música - Dean disse, colocando na estação anterior.
- Mas eu não. - Ela mudou de novo.
- AC/DC é um clássico, sabia? - Dean voltou a estação mais uma vez.
- Sabia, mas eu não gosto dessa música. - Ela ia trocar a estação de novo, mas Dean segurou sua mão antes que ela alcançasse o botão.
- O carro é meu, escutamos o que eu quero. - Ele disse.
- Idiota. - Ela resmungou.
- Intrometida.
- Otário.
- Gente, que tal entrarmos em um acordo e escutarmos essa? - Sam mudou a estação do rádio, não deixando nem na opção de Dean e nem na de .
- IT'S MY LIFE, IS NOW OR NEVER, I AIN'T GONNA LIVE FOREVER, I JUST WANNA LIVE WHILE I'M ALIVE - Dean e gritaram ao mesmo tempo.
- Eu AMO o Bon Jovi - disse, balançando-se no ritmo da música.
- Que bom que você ainda tem bom gosto - Dean disse e recebeu um tapa da garota como resposta. - O cara é fera, me amarro nele também.
- Que bom para vocês - Sam disse, revirando os olhos. - E péssimo para os meus ouvidos. - Sam completou quando os dois voltaram a gritar a música, mas ele teve que se render ao som de Bon Jovi também e logo estava batucando em sua perna e acompanhando a música.
Talvez fosse melhor se distrair por um momento e deixar as preocupações de lado.
****
chegou em seu destino mais rápido do que pensava que chegaria, dirigiu até o lugar do encontro e estacionou.
Desceu do carro e observou o local a sua volta. O galpão ficava meio afastado do centro, então havia pouca iluminação no local. Muitas árvores também cercavam o lugar, dando-lhe um ar um tanto quanto sombrio.
A garota caminhou até a porta velha do galpão, abriu-a e só o que encontrou foi silêncio e escuridão. Ela ligou a lanterna e começou a tatear as paredes para tentar achar algum interruptor que ligasse alguma das luzes dali.
Ela ia passando as mãos na parede e escutava o barulho do seu salto bater no chão, em um descuido ela chutou uma caixa e acidentalmente sua lanterna caiu no chão, parando automaticamente de funcionar. Uma sensação estranha passou por todo o seu corpo de repente, ela sabia que não estava mais sozinha, mas não ter a certeza de quem estava ali a deixava nervosa. Ela começou a procurar com mais rapidez, vez ou outra esbarrando em alguma coisa. A garota sabia que não adiantaria perguntar quem era porque quem quer que fosse não responderia.
Ela parou de andar para tentar escutar o barulho de alguma coisa, seria provável que sua companhia fosse quem ela veio encontrar, mas se fosse, teria falado com ela, não teria? Será que ela havia se metido em alguma enrascada? Não. Ela sabia o que estava fazendo. Ele não faria isso com ela.
- Olá. - Ela resolveu arriscar, mas não recebeu nenhum resposta.
- Tem alguém aqui? - Ela perguntou, meio temerosa, mas logo se repreendeu por tal ato, ela não podia sentir medo, medo era para fracos, e ela não queria voltar a ser fraca.
Ela voltou a andar e a procurar pelo interruptor, escutou barulhos que pareciam passos e seu coração acelerou.
- Oi. - Ela disse, mas mais uma vez sua voz ecoou pelo lugar sem obter resposta.
Ela virou de costas, sentindo-se desprotegida, sua desconfiança era tanta que ela teve que apelar e tirar sua arma do coldre. Seja lá quem fosse, estava brincando com ela, mas ela não entraria nessa, porque ela não estava de brincadeira.
virou para o lado com a arma apontada ao escutar um barulho muito próximo, engatilhou a arma e, como em um passe de mágica, a luz acendeu e tudo ficou visível, e ela respirou aliviada por ver que era ele... apenas ele.
Capitulo VII “Os 7 pecados”
- Eu não queria que a tivesse ido sozinha. - disse para Sam.
- Eu também não. - Ele colocou as mochilas no chão do quarto, e o silêncio se instalou no quarto.
- Aquela velha da recepção achou que ia rolar alguma sacanagem entre nós três. - Dean disse, rindo enquanto entrava no quarto.
- Como é que é? - perguntou com os olhos arregalados.
- Ela veio me dar um sermão dizendo que isso era um hotel de respeito. - Ele ria da cara que estava fazendo.
- E o que você disse pra ela, Dean? - Sam perguntou.
-Nada demais. - Dean riu ainda mais.
- Eu tenho medo só de pensar no que você disse para a pobre velhinha. - disse, sentando-se na cama..
Os três ficaram até certo tempo distraidamente fazendo coisas, até que resolveu dar uma volta na cidade. Ela disse que queria conhecer a região, mas na realidade aquilo era apenas uma desculpa para que ela pudesse ficar um tempo afastada de Dean. Ela não tinha achado que eles começariam um relacionamento ou algo parecido, mas ainda era estranho o jeito que ele a tratara, como se nada, NADA, houvesse rolado entre eles. Então, o melhor era manter-se afastada, na medida do possível, claro, já que sua amiga fez o favor de mandá-la para outra cidade com ele.
desfilava pela cidade, mas sem realmente prestar atenção, seus pensamentos estavam longe, e ela só foi notar o espaço à sua volta quando foi atingida por uma bola.
- Ohh, Senhorita, perdoe-me. - Um menino de mais ou menos oito anos veio correndo na sua direção.
- Aahhh... Ok. - ela tinha se preparado para xingar aquele que tinha chutado a bola, mas foi desarmada pelo apelo do menininho.
O menino pegou a bola e saiu correndo de volta para o grupo de amigos que o esperavam.
Ela deixou o episódio para trás e continuou com seu tour pela cidade. Ao passar por uma praça, parou para admirar um casal de velhinho que andavam de mãos dadas, era tão fofinho pessoas daquela idade ainda se amarem. Um pouco mais a frente ela encontrou um casal sentado observando duas menininhas brincando com suas bonecas.
- Com licença, senhorita. - Um menino que andava de skate disse à quando passava pela mesma. Ela deu um passo para o lado e o menino passou.
Todos eram tão educados ali, ela não estava muito acostumada com isso, ela andou até uma cafeteira e entrou, todos conversavam baixo e o ambiente era acolhedor. Ela fez o pedido, esperou alguns poucos minutos e pegou o seu café. Mas quando se virou esbarrou em um homem, o que resultou na queda da sua bebida.
- Perdoe-me. - o Homem começou a se desculpar de uma maneira super exagerada.
- Ok, tudo bem. - Ela já ia saindo da loja quando o homem segurou em seu braço e praticamente implorou para lhe pagar outro café, ela aceitou ainda meio desconcertada, pegou a sua bebida, agradeceu e foi embora.
O caminho até o hotel onde estava hospedada foi rápido desta vez, ela estava ansiosa para encontrar os Winchesters o mais breve possível.
Quando entrou no quarto, encontrou Dean no telefone e Sam concentrado em seu notebook.
- Tem alguma coisa errada nessa cidade! - Ela praticamente gritou, atraindo a atenção dos homens para ela.
- Bobby, eu te ligo depois. - Dean disse e desligou o telefone.
- O que houve, ?- Sam perguntou, fechando seu notebook e dedicando toda a atenção à garota.
- Alguma coisa muito esquisita está acontecendo nesta cidade.
- Por que acha isso? Que tipo de coisa?- Foi a vez de Dean perguntar.
- Tudo, tudo aqui é estranho.- Ela falava de forma afobada.
- Como assim, ?
- Sam, tudo aqui é esquisito, é certinho demais.
Os irmãos se olharam, não entendendo o que ela quis dizer.
- Não entendi. - Sam admitiu.
- Tudo está nos seus devidos lugares, as pessoas são educadas demais, todos os casais juntinhos, sem briga, discussões, nada. A cidade é mais limpa que um hospital, nada fora do lugar, nada fora do normal, tudo perfeito. - falava tudo praticamente sem respirar.
- O que tem errado nisso?- Dean perguntou.
- O que têm de errado? NADA, esse é o problema, nenhum lugar é perfeito, e aqui é.
- Ok, você está nervosa e está me assustando. - Dean disse, dando uns passos para trás como que para comprovar o seu teor de medo.
- Você está assustado? Você não tem idéia do quanto eu fiquei assustada com aquilo tudo lá fora.
- Calma, , isso não é como se fosse o fim do mundo. - Sam tentou acalmá-la.
- Antes fosse. - A garota fechou os olhos e pressionou os dedos nas têmporas - Eu estou acostumada com lugares totalmente diferentes, estou acostumada com locais que realmente parecem com o fim do mundo, e isso aqui tá me estressando. - se jogou na cama e sua expressão, ao invés de nervosa, se tornou agonizante.
Sam e Dean se entreolharam sem saber o que falar ou o que fazer, os dois direcionaram seus olhares para a garota, que continuava deitada na cama com os olhos fechados.
- O que vamos fazer? - Ela perguntou.
- Como assim “O que vamos fazer”?- Dean perguntou, como se aquilo fosse a coisa mais idiota do mundo.
- , talvez isso não seja um problema, talvez em meio a tanto caos, ainda exista um lugar bom para se viver. - Sam disse calmamente ao ver que a garota tinha se sentado na cama pronta para rebater Dean.
- Se vocês tivessem visto o que eu vi, não estariam achando que Castlewood de repente se tornou a perfeição de cidade. - argumentou.
- Ok, então mostre para nós o que tem de tão errado aqui. - Dean a desafiou e ela o olhou com as sobrancelhas arqueadas como se duvidasse do que ele falava.
- Vamos então. - Ela levantou ao perceber que ele falava sério, passou por ele e jogou os cabelos para trás em sinal de desprezo, Sam sorriu quase que imperceptivelmente ao ver que o irmão tinha rolado os olhos e bufado por causa da atitude dela.
Quando eles saíram do hotel, depararam-se exatamente com o que tinha relatada. Uma cidade perfeita, sem absolutamente nada fora do lugar.
Dean ficou maravilhado, Sam intrigado e ainda mais curiosa.
- Isso é... Impressionante. - Dean disse ao ver que todos que passavam cumprimentavam um casal de velhinhos que passeava de mãos dadas por ali.
- Isso é irritante, isso sim, toda essa perfeição me deixa enjoada. - A garota disse, fazendo careta.
- Você é uma pessimista nata. Por isso, não consegue enxergar o lado bom de nada. - Dean disse, iniciando ali o que Sam sabia que seria uma discussão.
- Quer saber? Eu não vou ficar argumentando com você, você está sempre tão fechado no seu próprio mundo, neste seu mundo que você gostaria que fosse perfeito, que não percebe que isso não é certo. - se descontrolou e começou a fazer gestos.
- Você que fala como se não soubesse como as coisas são e...
- Eu não sei como as coisas são, Dean? Pelo amor de Deus, pelo menos seja coerente no que vocês fala.
- Tudo bem, Dona certinha, ou melhor... Dona Errada.
- Dean, vai se...
- Chega! - Sam falou quando viu que a discussão dos dois já iria partir para um outro nível - Dean, se você acha que está tudo certo, volta para o hotel e curta a perfeição da cidade. E , se você acha que realmente tem alguma coisa errada com a cidade, vamos investigar. - Sam disse, resolvendo a discussão.
- Sam, eu não acredito que... - Dean começou a contestar mas o irmão o interrompeu.
- Dean, eu não estou pedindo que você nos acompanhe, você faz o que quiser, eu estou dizendo que vou com a , você concordando ou não. - Sam disse, resolvendo a discussão.
- Eu vou adorar ver vocês quebrarem a cara. - Dean deu de ombros e saiu em direção ao hotel.
- Seu irmão me irrita. - disse.
- Ele também gosta de você. - Ele zoou para quebrar o clima e a garota não resistiu e sorriu.
Os dois saíram somente observando, procurando algo que esclarecesse o que estava acontecendo.
Eles andaram por praticamente todas as ruas e não encontraram nada, até esbarrarem em um casal. Como previsto, o casal se desculpou diversas vezes e Sam e encontraram ali a oportunidade perfeita para conseguir alguma informação.
- Então, quer dizer que vocês chegaram na cidade só para visitar e resolveram ficar? - Sam perguntou, eles estavam sentados em um cybercafé que tinha no centro da cidade, o casal estava contando para Sam e como vieram parar em Castlewood.
- É, nós viemos visitar uns amigos e quando chegamos aqui ficamos enfeitiçados pela cidade e resolvemos ficar. - A mulher explicou.
- E vocês o que fazem aqui? - O homem perguntou.
- Estávamos passando e resolvemos parar aqui para ficar durante alguns dias. - respondeu.
- Talvez fiquem de vez. - A mulher disse em uma forma esperançosa.
- Talvez. - sorriu.
- E há quanto tempo estão juntos? - O homem perguntou. Sam e se entreolharam e a garota resolveu responder.
- Na verdade nós não...
- Ela é namorada do meu irmão. - Sam interveio- Sabe como é? Ele é muito ciumento então eu fico como uma espécie de guarda costas. - Sam disse e o casal sorriu.
- Nós podemos marcar de sair, seria legal. - A mulher falou animada - Ligue pra gente. - Ela estendeu um cartão pra Sam.
Eles se despediram e saíram do Cyber4, deixando o casal perfeição para trás.
- Por que você disse que sou namorada do seu irmão? - ralhou com Sam.
- Porque ... ah... Digamos que seria esquisito ficar posando de namorado, e sei que no final das contas o Dean não ia gostar disso. - Sam falou.
- Eu acho que ele não se importaria muito com isso. - disse, quase como um sussurro, e foi desse jeito que a conversa foi finalizada até eles chegarem no hotel.
- A ligou?- Sam perguntou assim que entrou no quarto, deparando-se com o irmão envolto de embalagens de fastfood.
- Não. - Dean respondeu com a boca cheia.
- Quantos desse você já comeu? – Sam perguntou, olhando meio enojado para aquele monte de embalagens de queijo e gordura.
- Não sei. - O mais velho deu de ombros - Acharam o que queriam? - Ele perguntou.
- Não, mas podemos achar. - finalmente se pronunciou - Conta pra ele, Sam. - A garota pediu e se direcionou ao banheiro.
Ela se trancou e foi tomar um banho. Enquanto se despia, lembrou-se da primeira e única vez que Dean fez aquilo por ela, o toque da sua mão era firme, decidido, mas ao mesmo tempo suave, o tipo de toque que enlouqueceria qualquer mulher, se enfiou debaixo d’água, ainda relembrando das sensações que viveu com o Winchester mais velho, o movimento do seu corpo junto com o dela, seus sussurros ao pé do ouvido, as palavras obscenas que ele disse quando estava alcançando o ápice, as carícias sensuais que ele lhe deu depois de desabarem cansados na cama. Sem perceber, gemia baixinho debaixo do chuveiro, quando se deu conta, assustou-se e sentiu suas bochechas esquentarem. Não por culpa da água que caia sobre sua face, mas por vergonha de pensar na possibilidade dos homens que estavam no quarto terem escutado seu deslize.
- Eu sabia que ia sobrar pra mim. - Dean falou depois que Sam contou sobre o encontro com o casal e sobre a possibilidade de marcar um encontro de casais entre eles.
- Dean, por favor, agora até eu fiquei com o pé atrás com as pessoas dessa cidade.
- Tá, tanto faz, ainda acho que vocês vão quebrar a cara. - ele respondeu.
- Então isso significa que eu posso ligar e marcar de vocês saírem amanhã a noite?- Sam perguntou, já com o celular e o número na mão.
- Amanhã?
- É, não podemos enrolar, né? Dean, vamos ir embora logo.
- Então marca pra hoje. - Dean deu de ombros e o irmão ligou logo, ele marcou para eles se encontrarem naquele mesmo cyber já que sabia como chegar lá.
saiu do banho relativamente arrumada, Sam lhe comunicou o que eles haviam decidido, então logo terminou de se arrumar e saiu na frente de Dean, ele ainda pegou um hambúrguer antes de sair calmamente atrás da .
- Tentem se comportar como um casal, por favor. - Sam gritou para eles e fechou a porta do quarto.
Ele sentou na cama e se agarrou ao seu notebook para fazer suas famosas pesquisas. Ele buscou por vários e vários contos, lendas, histórias, profecias, até que encontrou um relato de uma jovem que viveu no século passado, dizendo que sua cidade estava estranha.
“As coisas mudaram de repente, as aparências que todos mantêm já não me enganam mais, eu finalmente senti o poder Dela, ou sua maldição, eu não sei bem explicar. Me sinto tão nervoso por coisas tão pequenas e sei que é por causa Dela, sua Ira. A junção dos 7 pecados capitais em forma de uma única perfeição”
7 pecados, perfeição, Ira. Sam ficou algum tempo olhando pro computador, ele quase teve certeza do que estava acontecendo ali. A confirmação estaria dentro de uma das casas da cidade. E ele sabia qual seria. Ele desligou o computador e ficou olhando seu reflexo na tela negra. Desde quando ele havia se tornado tão bonito? [N/a: Desde sempre *-*]
*#*~*#*
Dean e não trocaram nenhuma palavra durante todo o caminho, cada um preso em seus próprios pensamentos. Chegaram ao local marcado e do lado de fora já conseguiram avistar o casal, Meredith e Sebasthian, sentados em uma mesa do lugar.
Quando eles se aproximaram da porta, viram os dois darem beijinho de esquimó e Dean arregalou os olhos enquanto arqueava a sobrancelha do jeito “Não te falei?”.
Os dois lembraram das palavras de Sam e deram as mãos, ainda meio sem graça. É, a noite seria longa.
Capítulo VIII “What the hell?”
Os dois casais já estavam conversando há horas, e além da melosidade entre Meredith E Sebasthian, o casal estava se saindo bem, tudo bem que para um casal perfeito eles eram perfeitos demais, por culpa deste carinho excessivo entre eles, e Dean eram obrigados a dar selinhos, abraços, trocar palavras e gestos carinhosos, para que convincentemente passassem por um casal apaixonado.
- Você está se aproveitando da situação. - sussurrou para Dean assim que sentiu as mãos dele em suas coxas.
Ele não deu nenhuma resposta, apenas tirou a mão de onde estava, ele estavam pensando em como se despediriam do casal, já que eles não fizeram e nem disseram nada relevante, até que o celular de Dean tocou, ele pediu licença e se levantou, ficou observando e viu a expressão do mesmo mudar, assim que ele voltou sussurrou o que Sam tinha dito a ele.
- Temos que entrar na casa deles. - A garota não disse nada.
- Qual é o problema, Dean?- Sebasthian perguntou.
- Sabe o que é? O irmão dele está com companhia essa noite e não nos quer por perto para atrapalhar, mas a essa hora eu não sei se encontraremos vaga em algum hotel. - disse.
- Vocês podem ficar na nossa casa, não é amor? - O homem perguntou.
- Claro, querido. - Meredith respondeu no seu jeitinho doce.
Tinha sido mais fácil do que tinham imaginado e Dean sorriu agradecido para .
Os quatro permaneceram mais algum tempo no local, até se fingir de cansada para que pudessem ir embora. Eles foram a pé mesmo até a casa do casal investigado, a casa na verdade era uma mansão, ostentava uma fachada imponente digna da nobreza.
- Eu vou subir e preparar o quarto de hóspedes pra vocês. - Meredith disse assim que abriu a porta de casa.
e Sam olhavam atentamente tudo a sua volta à procura de algo incomum.
- Vocês querem comer alguma coisa? - Sebasthian perguntou, e quando o olhou, notou que ele estava diferente, uma aura misteriosa, e diria que até sexy . Ela, pela primeira vez, notou o quanto ele era bonito, e talvez ele tenha percebido o seu olhar, porque a olhou de cima a baixo de uma maneira nada discreta.
- Agora que você falou eu fiquei com fome. - Dean disse, o que fez sair do seu transe e desviar o seu olhar, ela se sentia quente e sua respiração estava descompassada.
- Tá sentindo calor?- perguntou a Dean assim que eles ficaram sozinhos no cômodo.
- Não, tô sentindo fome mesmo. - Dean respondeu.
sentou ao lado dele e começou a se abanar.
- Ta tudo bem? - Dean perguntou e ela apenas confirmou com a cabeça. Ele ficou a encarando de um jeito desconfiado. Ao sentir o olhar do homem sobre si, a garota começou a suar mais, ela tirou a jaqueta que estava em cima do vestido, mas o calor não diminuiu, ela levantou um pouco o vestido e Dean acompanhou o movimento.
- Tem certeza de que está tudo bem?- Dean perguntou novamente.
- Eu quero você. - soprou as palavras.
- Como? - Dean pensou ter escutado errado.
- Agora. Aqui. - subiu no colo dele, pegando-o completamente desprevenido, mas sua surpresa não durou muito tempo, logo sua boca estava colada na dela e suas mãos passavam pelo quadril da mesma. Ela ficou irritada com o cinto dele que não queria abrir, mas logo se distraiu quando sentiu os lábios dele no seu pescoço, ele lhe dava chupões fortes mas que ainda não eram o suficiente para ela, ela segurou as duas mãos dele e encaminhou para baixo do seu vestido, ele a olhou surpreso, então ela perdeu a paciência e voltou a tentar abrir a calça dele. Dean passou as mãos na bunda dela e em seguida começou a brincar com as laterais da calcinha da garota, por sua vez fazia movimentos insinuativos no colo de Dean, quando o mesmo colocou os seus habilidosos dedos onde ela tanto queria, foram surpreendidos por Sebasthian, Dean a tirou de cima dele e sorriu para o homem que trazia consigo uma badeja cheia de guloseimas.
- Desculpa. - O homem disse, olhando desejosamente para , ele andou até o centro da sala e colocou a bandeja em uma mesa que ficava no local - Vou na cozinha preparar um suco que a M. gosta. - E foi assim que Sebasthian saiu do local, deixando o casal novamente à sós.
- Onde paramos? - perguntou, insinuando-se para Dean, mas o mesmo a ignorou porque olhava vidrado para a mesa de centro. - Dean! - ela o chamou.
- Comida! - Dean atacou a badeja com tanta voracidade que parecia que nunca tinha comido. sabia que ele era um esfomeado, mas não sabia que era tanto a ponto de trocar uma rapidinha com ela por uma bandeja de comida. Mais uma vez ela tentou chamar a atenção dele mas ele estava concentrado demais enquanto devorava um sanduíche. Ela bufou irritada e levantou do sofá, pegou o celular de Dean e ligou para Sam enquanto caminhava em direção à cozinha.
- Oi Dean, conseguiu? - Ela escutou a voz do Winchester mais novo perguntar.
- Sou eu, estamos aqui. - Ela disse, ainda parecendo meio chateada.
- Oi, , aconteceu alguma coisa?- Ele perguntou.
- Nada...ainda. - Ela disse, encarando a figura a sua frente. Sebasthian estava encostado na mesa que ficava no meio da cozinha, ele estava de braços cruzados sobre o peito que de propósito estava exposto pela blusa que agora se encontrava aberta, ele sorriu abertamente, não escondendo a satisfação ao ver a garota entrando no cômodo.
- !- A garota escutou um grito e lembrou que Sam ainda estava no telefone.
- Aah, Sam, pode ficar despreocupado, nós não voltaremos para o hotel. - Ela disse, da forma mais fingida possível - Agora tenho que desligar, juízo, hein. - Ela nem ao mesmo esperou por uma resposta e já desligou o telefone.
- Era o Sam?- Sebasthian perguntou.
- Era. - Ela disse tão baixo que a sua voz saiu mais como um suspiro.
O homem se aproximou dela, enquanto a mesma mirava seu corpo vidrada, ele segurou em sua cintura e a encostou na geladeira, soltou um gritinho ao sentir a superfície gelada lhe tocar.
Tudo começou rápido demais, em um momento os braços de envolveram o pescoço do homem, logo em seguida suas pernas enlaçaram em sua cintura, as bocas coladas faziam com que o calor no local fosse praticamente insuportável, o homem apalpava os seios de , sedento em despi-los.
- Onde estão a e o Sebasthian?- Eles pararam todos os seus movimentos ao escutar a voz de Meredith.
- Na cozinha. - Dean disse com a voz abafada, provavelmente a boca estivesse cheia.
e Sebasthian se separaram, tentando inutilmente parecerem normais quando a mulher entrou na cozinha.
- Vocês abandonaram o pobre do Dean sozinho?
Ela perguntou, parecendo não notar o suor que brilhava na testa do seu marido e a face corada de .
- Eu só vim aqui ver se o Sebathian precisava de ajuda. - se apressou em dizer.
Como tudo correu bem, todos voltaram para a sala.
Sebasthian parecia um maníaco por sexo, não parava um minuto sequer de agarrar a esposa, faltava pouco para o ato se tornar explicito, mas isso não incomodava o outro casal, porque Dean nem ao menos reparou nisso, estava tão concentrado no pouco de comida que ainda restava na badeja, e estava excitada demais para ter algum tipo de pudor no momento.
Antes tudo parecia o céu de tanta perfeição, agora o local estava parecendo o inferno, devido ao caos que se instalara, nem mesmo o casal perfeição escapou dessa drástica mudança, na verdade, eles que mudaram tudo, abandonaram a aura de pureza que os envolvia e agora estavam ali, consumidos pelo pecado.
Eles anunciaram que iriam para o quarto, deixando em aberto um convite para , afirmando que ela seria muito bem recebida se quiser se juntar a eles, a garota quase sucumbiu com essas palavras, mas preferiu ficar com Dean, eles tinham um assunto pendente.
não deu tempo para que ele pensasse, subiu em seu colo, tirou a fatia de bolo que estava na mão dele, o que o deixou muito irritado, mas a irritação feminina era ainda maior e Dean teve que fazer o que ela queria, ela não ficou satisfeita, e mal se recuperou do eu primeiro clímax e já estava se juntando a Dean novamente.
A noite seria longa, porque por mais que Dean desse tudo de si, a garota não ficava satisfeita.
Barulhos infestaram a casa, gemidos preenchiam o ambiente, pelo visto não era só que queria ser saciada naquela noite.
#
Sam estava sentado na cadeira com o celular na mão, sua intenção era tentar falar com , mas ele não conseguia discar o número que ele havia decorado com tanta facilidade. Não por insegurança, não por não ter ideia de como ela o trataria, mas sim porque o reflexo na tela do celular o impedia, ele estava ali sentado naquela mesma cadeira a horas, analisando cada traço do seu perfeito rosto.
Neste momento, ele se achava a pessoa mais bonita do mundo. Como ele era lindo, como não tinha notado isso antes? [n/a: Eu tinha *--* okay, calei]
Capítulo IX
- Você tinha razão - Dean disse assim que entrou no quarto do motel onde estavam hospedados.
- O que vocês descobriram? - Sam perguntou com a curiosidade em alta ao ver as expressões nos rostos do irmão e de .
- Pelo visto algum ser sobrenatural está controlando as coisas por aqui, provavelmente um demoniozinho travesso, eu ainda não entendi o objetivo, mas eu sei que dentro de casa as pessoas mudam completamente o comportamento.
- Vocês se sentem diferentes?- Sam questionou.
O silêncio se instalou no local, o medo da resposta estava explicito em cada rosto do local.
- Minha fome foi anormal, na verdade não sei se era fome ou vontade de comer - Dean finalmente falou.
- Gula - Sam disse e depois pareceu ficar pensativo- Coerente - Ele acrescentou em seguida.
- Eu...Digamos que o meu foco tenha sido no lado sexual - Ela ruborizou, mesmo sendo uma mulher feita ficava envergonhada ao tocar nesse tipo de assunto.
- Luxúria?
- Com certeza - Dean disse e depois riu.
- E você? - se sentia mais aliviada quando conseguia fazer com que desviassem o foco da pergunta.
- Eu não sei - Sam respondeu meio indeciso.
- Como não sabe? - Ela rebateu - O que mudou?
- Pode ser que eu tenha dormido muito essa noite - Ele disse.
- Preguiça?- Dean perguntou- Aahhh Sammy, até nisso você é sem graça, hein?
- Mais alguma coisa? - voltou a perguntar.
Ele olhou para cima, tentando recordar-se, e deu de cara com aquele espelho horrível e vulgar em cima da cama.
- Talvez eu tenha reparado mais em mim nestes dias.
- Vaidade - disse sem pestanejar.
- Faz mais sentido do que preguiça - Dean disse e Sam ignorou a vontade que teve de pedir ao irmão que explicasse aquele comentário.
- E agora, o que vamos fazer? - inquiriu .
- Temos que encontrar quem começou com isso e arrancar o mal pela raiz - Dean sentenciou.
- Nossos únicos contatos aqui na cidade são Meredith e Sebasthian - comentou.
- Sim, então começaremos por eles.
Após Sam proferir esta última frase, eles começaram a traçar os planos, como conseguiriam informações, como poderem lutar - caso fosse necessário- esquecendo-se das vontades e dos prazeres, o que fariam quando encontrassem mais pessoas afetadas por aquela espécie de “vírus pecaminoso”, essas perguntas com certeza seriam respondidas quando encontrassem novamente o casal.
*~*~*~*
No dia seguinte, a primeira medida a ser tomada foi ligar para Meredith e marcar um encontro na casa deles, e é óbvio que como a gentil mulher que era aceitou sem pestanejar.
Durante o dia, o trio ficou rondando a cidade, conversando com algumas pessoas e tentando encontrar onde era o ponto culminante neste caso.
Eles acharam indícios, ou um suposto “trabalho social” que Meredith fazia na cidade. Um homem disse “Depois que ela chegou na cidade as coisas ficaram diferentes, tudo está bem”.
E ao que tudo indicava, ela tinha começado com tudo aquilo.
- Vocês estão no caminho certo - Sam se assustou ao escutar aquela voz depois de tanto tempo.
- Ruby! - Sam quase ficou aliviado, a última vez que tinha lhe visto foi naquela noite em seu quarto, quando ela havia “conhecido” .
- Também fico feliz em te ver, Sam - Ela se aproximou e depositou um leve beijo em seus lábios.
- O que está fazendo aqui? - Ele perguntou a ela.
- Ajudar, não posso fazer muita coisa, mas posso te dar a certeza de que quem começou com isso foi a tal mulher.
- Ela é um demônio?
- Sim, é. Ela é astuta, mas não muito poderosa, você pode acabar com ela facilmente.
- E o que ela quer? - Sam questionou.
- Não sei - Ela se aproximou dele - Mas seja o que for, a destrua, você pode dar um jeito fácil nela, use o seu dom com ela.
- Não sei se estou tão bem assim - Ele disse na dúvida.
- Você já fez isso antes Sam, bom, agora eu tenho que ir, boa sorte - ela lhe deu mais um selinho e saiu.
*~*~*~*
- Está preparada para fazer o que for preciso?- Dean perguntou a enquanto eles conferiam seu arsenal de defesa.
- O que você quer dizer com “o que for preciso”?
- Lutar - Ele respondeu.
- Eu sou uma caçadora, Dean, eu sempre estou pronta para lutar.
- Eu sinto muito - Ele disse desanimado.
- Eu não - Ela disse e colocou uma faca presa ao tornozelo - Eu sabia o que queria desde o inicio, defender a minha irmã - Ela disse - Porque é isso que a é pra mim, eu a amo e não me arrependo de ter me tornado o que sou, e nem de nada que fiz.
- Mas é só que... Quantos anos você tem? - Ele perguntou.
- Não se pergunta a idade de uma mulher, Dean - Ela disse brincalhona e Dean riu.
- Ok, o que eu quis dizer é que você é nova, bonita, inteligente e nunca pensou em fazer nada além de ser caçadora? - demorou a absorver as informações porque ainda estava saboreando os elogios feitos a ela.
- Claro que pensei, eu queria terminar a minha faculdade, seguir minha carreira como advogada, arrumar um namorado, mas acima de tudo eu queria ser feliz, e você pode achar estranho, mas eu sou feliz com o que eu faço.
- Eu admiro você - Ele disse tão baixo que quase não escutou suas palavras.
- Dean, eu...
- Estão prontos? - Sam apareceu, interrompendo a frase que iniciou.
Mas apesar da vontade louca de falar o que estava pensando, se contentou em guardar todas as coisas e partir para a casa dos Gail’s.
- Entrem - Foram recebidos por Meredith que como sempre estava linda e sorridente - Meu marido está na as,la meninos. , você poderia me ajudar com as bebidas?- A mulher perguntou docemente.
- Certo - O trio trocou olhares significativos, não tinham tempo para enrolar, era hora de partir para o ataque.
- Você é uma mulher de sorte, sabia? - Meredith comentou assim que elas entraram na cozinha.
- Sou? Por que diz isso?
- Você é jovem, bonita e está cercada por dois homens belíssimos.
- Obrigada - agradeceu pelos elogios.
- E é claro que isso encantaria o meu marido - A mulher agora teve seu tom de voz substituído por um tom amargo - Eu não sei, você exala uma energia luxuriante...
- Eu não sei do que você está falando - disse nervosa.
- Claro que sabe , estou falando sobre tesão, sobre sensualidade, seu olhar que vê prazer em todos a sua volta - A garota a olhava atordoada - Sexo, , o mesmo sexo que sei que fez com meu marido.
- Não - se apressou em negar, mas a única reação de Meredith foi soltar uma gargalhada que, pela avaliação de , não passava de uma risada demoníaca.
*~*~*~*~*~*
Enquanto isso Sam e Dean esperavam o melhor momento para interrogar Sebasthian, o que não tardou a chegar, porque o homem logo se distraiu com o programa de televisão e os irmão o ataram na cadeira antes que ele pudesse reagir.
- O que vocês estão fazendo? - Ele perguntou.
- Olha Sebasthian, não é nada pessoal, mas é que nós queremos respostas para algumas perguntas e acho que você pode me dar - Sam disse na maior calma.
- Do quê...
- Bem, pra começar... - Dean interrompeu e depois jogou um pouco de água benta na cara do homem, nenhuma reação - Ok, agora me diga o que está acontecendo nessa cidade?
- Eu não estou te entendendo - Sebasthian falou.
- Claro que está, e acho bom você começar a colaborar comigo – Dean agora tinha assumido aquela pose de caçador durão que combinava perfeitamente com ele.
- Sinto ter que te desapontar, mas eu não vou falar nada - Sebasthian resistiu.
- Ah é? - Sam olhou pra Dean como se eles já estivessem esperando por isso - Fala pra ele, Dean, as coisas que a te disse.
Um minuto de silêncio foi o suficiente para que Dean sorrisse de uma maneira que deixava claro que ele ia pegar pesado.
*~*~*~*~*
Na cozinha, o clima continuava tenso, ainda pálida por ter sido pega de surpresa por Meredith.
- Meredith, eu não dormi com seu marido, eu falo sério.
- Tanto faz, não me importaria que ele usufruísse e aproveitasse, afinal, para quê estou aqui, não é mesmo?
- Meredith, você sabe sobre essa súbita atitude das pessoas?
- Sei, mas nem adianta, não falarei.
- Meredith, eu preciso que você fale, olha, o Dean...
- Ah o Dean, você tem mesmo uma obsessão por ele não é - Meredith começou a andar pela cozinha a passos calmos e despreocupados - Mas posso te falar? Acho que ele não dá a mínima pra você.
- Isso não me importa, então...
- Claro que importa - Mais uma vez Meredith a interrompeu - Você acha que ele te deseja por que é uma garota especial, mas posso te dizer uma coisa, eu posso sentir o cheiro de desejo a quilômetros e posso dizer se ele é verdadeiro ou não, e sinto em te dizer que o do Dean não é nem de longe do jeito que você pensa, muito menos verdadeiro.
- Você está mentindo - a acusou.
- Por que eu mentiria? - Meredith perguntou cinicamente.
-Porque você é um demônio e é isso o que vocês fazem.
- Com é inteligente essa menina - A Mulher mais uma vez zombou de .
*~*~*~*~*
- Lembra do olhar de desejo que a Meredith lançou a você quando estávamos todos na sala? - Dean estava tentando incitar a luxúria de Sebasthian.
- Acho que não está funcionando, Dean - Sam sussurrou para o irmão, Sebasthian estava de olhos fechados, talvez canalizando seus pensamentos para outros objetivos, se eles quisessem respostas, precisariam de algo mais intenso.
*~*~*~*~*
- O que você ganha manipulando a cidade, Meredith?
- Antes era uma hipótese, agora é uma afirmação, você pensa rápido, querida - Mais uma vez zombeteira.
- Eu quero respostas, Meredith.
- Sinto te desapontar, parece que você não conseguirá conquistar o Dean dessa vez.
- Eu não sei do que você está falando - se defendeu mais uma vez.
- Tão fingida... Não esquenta com isso, vou provar que não sou tão ruim quanto pareço ser, vou te dar a chance de tentar resolver as coisas.
-Do quê... - não conseguiu concluir a frase porque a mulher simplesmente desapareceu.
*~*~*~*~*
Dean parou para pensar o que poderia atingir Sebasthian e algo lhe veio à mente.
- Lembra da , Sebasthian? - No mesmo momento o homem abriu os olhos - Vejo que sim, você lembra como o corpo dela é bonito? - O homem voltou a fechar os olhos em busca de sua concentração.
- Ontem ela estava vestida com uma camisola tão transparente que eu pude ver cada linha daquele corpo perfeito - Dean começou a dizer e o homem começou a se remexer na cadeira.
- Sabe, a primeira vez que eu a vi nua, eu pensei estar no paraíso, ela tem uma cicatriz na coxa, mas é bem em cima, que dá vontade de lamber - Dean riu ao ver que o homem estava verdadeiramente sendo torturado.
- O que querem saber?
- Ahh! Tá vendo Sam, ele resolveu cooperar agora.
- O que você sabe sobre a onda de pecado nessa cidade?
- Nada - Sebasthain respondeu.
- Parece que não quer não, Dean.
- Tudo bem, então contarei algumas historinhas pra ele - Dean disse - Quando eu conheci a , ela estava usando uma calça tão apertada que dava para ver que ela estava sem calcinha, o jeito que ela andava contornando a ...
- Meredith. - O homem disse - Meredith sabe tudo sobre isso, foi ela, ela começou com isso- ele parecia ao mesmo tempo derrotado e desesperado.
- E como podemos parar isso? - Sam perguntou enquanto olhava o seu reflexo na lâmina da faca que segurava.
- Eu não sei.
- Meredith fugiu - disse quando entrou na sala.
- Okay, nós a pegaremos, mas primeiro precisamos saber como fazer ela parar com seja lá o quer ela esteja fazendo.
- Eu posso ajudar? - perguntou com os olhos brilhando ao ver o olhar de Sebasthian sobre ela.
- Claro, use todas as suas vontades, mas não conclua nada - Sam disse e Dean fez uma careta não aprovando muito a idéia.
- Oi, Sebasthian - foi se aproximando provocativamente dele, sem nenhuma cerimônia ela sentou em seu colo, com uma perna de cada lado do corpo dele, o homem tentou desesperadamente soltar as mãos.
- Me dê respostas, Sebasthian - sussurrou no ouvido dele, tentando de todas as formas se concentrar e não sucumbir ao pecado - Por favor - ela começou a rebolar no colo do homem.
- Os pecados são Espíritos e que agora rondam a cidade – Sebasthian disse entre os ofegos.
- Como fazê-los para e deixar a cidade? - Agora passava a mão pelo corpo dele.
- Eu não... - atingiu o ponto crítico dele e começou a acariciá-lo por cima da roupa.
- Se nos der respostas, ela não parará - Sam disse.
- Uma caixa, deve trazê-los para a caixa.
- Que caixa? - Os homens assumiram o controlo das perguntas enquanto fazia o trabalho sujo.
- Uma caixa preta, com desenhos cravados - O homem respondeu com dificuldade.
- Onde encontramos essa caixa?- Sam perguntou, mas Sebasthian não respondeu então voltou a se sentar sobre ele e se mover.
- Está no meu quarto, dentro do armário, na parte debaixo tem um fundo falso, está lá.
Mesmo achando fácil demais, Sam resolveu ir até o quarto, e realmente havia uma caixa preta, pequena e de porcelana.
- E como usamos isso?- Dean perguntou.
- Isso aprisionará os espíritos e livrará a cidade.
- Como?- perguntou.
- Leia a frase da tampa.
- Valeu Sebasthian, espero que funcione - Sam disse.
- Meninos, vocês podem ir andando, por ser um bom menino o Sebasthian merece uma recompensa - disse mas Dean a segurou e a afastou do homem.
- O que você está fazendo? - Dean apenas a empurrou para longe e deu um soco na cara de Sebasthian, que na mesma hora apagou.
- O que você fez, Dean?- gritou.
- Você irá me agradecer depois.
- Voltando a caixa... - Sam chamou a atenção antes que eles iniciassem suas famosas discussões e acabassem desviando a atenção do seu objetivo.
Eles saíram da casa e seguiram para o hotel que estavam hospedados.
- Quem sabe que língua é essa?- Dean perguntou.
- Eu não sei - Sam disse desapontado.
- É hebraico arcaico - disse - Deixem comigo.
- Não precisa se incomodar, - eles se viraram na direção da porta, onde Meredith estava parada - Vocês não precisam aprisionar os meus bebês novamente - Ela disse, parecendo chateada.
- Sua vadia, acho bom começar a concertar essa cidade logo - Dean disse.
- Poxa Dean, pensei que fossemos amigos - Ela disse - Mas já que agora você quer me ofender...
- Meredith, eu não estou para brincadeira- O mais velho avisou.
- Tá bom, eu tiro os meus bebês de ação - Ela ameaçou a andar na direção deles, mas antes disso caiu na gargalhada - Vocês são tão idiotas.
- Do que você está falando?
- Os espíritos não mudam as coisas que vocês tem dentro de si mesmos, quer dizer, eles podem, mas dessa vez o trabalho era simples, era só intensificar o que já existia, vocês não podem me culpar por tudo.
- E por que fora de casa tudo parecia perfeito?
- Porque era no que vocês queriam acreditar - ela fez uma pausa – Olha, vocês podem até terminar a leitura da caixa, mas só tomem cuidado com os meus queridinhos.
- Acho bom você parar por ai!- disse, apontando a arma para Meredith.
- Ui, calminha garota, eu deixei você usufruir do meu marido e é assim que você me agradece? - Ela soltou uma risada verdadeiramente demoníaca - Já que é para falar a verdade, eu fui muito simples ao designar gula para você Dean, eu deveria ter te presenteado com... Preguiça talvez.
- Cala a boca - Dean ladrou a ela.
Neste momento começou a ler a caixa, estava tendo um pouco de dificuldade para utilizar um aprendizado que já estava enferrujado.
- E você Sam, foi tão hilário ver você se admirando o tempo todo, mas vamos combinar que você sempre foi meio egocêntrico, não é mesmo?
- O que você queria com tudo isso? Qual a razão de tudo? - Sam perguntou.
- Ganhar pontos com o chefe - ela disse, dando de ombros ao parar para analisar as unhas.
- Chefe? Se refere à Lilith?- Dean questionou.
- Talvez - Ela respondeu.
- E o que vocês ganharam com essa interferência?
- Tempo - A mulher sorriu vitoriosa- Ganhamos tempo, não muito, mas o suficiente.
- Tempo para quê? - Dean perguntou beirando à ira.
- Vocês humanos são tão fácies de manipular, vocês se perdem do seu foco principal numa facilidade absurda, além da curiosidade que vocês caçadores tem em excesso - A mulher sorria como se estivesse agradecendo por um prêmio - Não precisei fazer esforço para que vocês esquecessem o foco de vocês.
- E qual seria? - Mais uma vez Dean perguntou.
- Proteger .
Neste momento o ar no quarto parecia pesar uma tonelada, as atenções estavam completamente dedicadas àquela mulher.
- O que você disse? - perguntou, visivelmente nervosa.
- Vocês se distraíram tanto que se esqueceram da querida amiguinha - Ela deu uma gargalhada - O que foi ótimo para o objetivo final.
- Que objetivo?
- Ai, ai, serei muito bem recompensada pelos meus serviços, mas tenho que admitir que nunca ganhei tão fácil - A demônio continuou cantando vitória até que , com seu jeito estourado, tomou o colt da mão de Dean, para quem ela tinha entregue anteriormente.
- O que você fez com a ? - ela perguntou, já indo na direção de Meredith com a arma em punho.
Meredith a olhou e começou a rir, repetiu a pergunta mais três vezes, e antes que um dos Winchester pudesse impedi-la, mirou no centro da testa de Meredith e atirou.
- Agora que ferrou tudo - Dean disse - Temos que parar para pensar, vamos ver se a cidade...
- Eu to pouco me fodendo para essa merda de cidade, eu quero saber é da - Na mesma hora ela empunhou o celular para tentar ligar para a amiga, mas não obteve resposta.
- Eu sabia que não deveria ter deixado ela ir sozinha - disse enquanto andava de um lado para o outro ainda com o telefone colado à orelha.
- Vamos atrás dela – Sam, que até agora parecia estar em estado de choque, resolveu se pronunciar.
Eles começaram a catar as coisas e só se perguntava duas coisas:
“onde é que sua amiga estava? E o que tinha acontecido com ela?”
Um pouquinho do que rolará no próximo capítulo...
[...]A garota olhava para a figura a sua frente enquanto pensava em quanto havia sido ajudada, as informações que recebeu eram de grande valia, ela tinha a informação para dar um grande passo, mas precisaria de reforço, porque ela sabia que não conseguiria aquele amuleto de graça, ela não o possuiria sem uma boa luta, e ela sabia que precisaria de certas três pessoas, então era hora de voltar para a equipe.[...]
N/a: Primeira att do ano!! Yupiii!! Juro que tentei atualizar mais rápido, mais sabe como é esse negócio de festas de fim de ano não é? Espero que gostem deste capítulo, e que não me abandonem hein? Eu estou me esforçando mesmo para fazer vale à pena todo o carinho de vocês, inclusive o desta senhorita aí que eu chamo de Beta hahaha beijos Sarah, eu também estou adorando te ter como beta *-* Então eu fico por aqui. Até a próxima.
Percebeu algum erro? Avise-me por e-mail. Obrigada.