
BRAZILIAN MCGIRL
Fic por: Ana Paula | Beta-Reader: Cami
01.
POV-
- Ah, meu Deus, eu nem posso acreditar! Nós estamos indo, , vamos ver nosso divos! - Eu falava enquanto o avião decolava rumo a São Paulo, saindo daquele inferno de Minas Gerais.
- Mal posso acreditar, não podia estar mais feliz!
- É, finalmente. Já é a terceira vinda deles para cá, dessa vez a gente tinha que ir. Mas, não sei, eu fico preocupada.
- Eu também, nós estamos fugindo de casa por alguns dias para ir nesse show. Bom, tudo pelo McFLY.
- Tudo pelo McFLY. - Assenti.
Nós estaríamos ferradas quando voltássemos para casa. Supostamente nós estaríamos dormindo uma na casa da outra. Mas a essa hora nossas mães já sentiram que era mentira. Por Deus, nós tínhamos apenas 14 anos e estávamos nos arriscando completamente. Ok, chega disso. É pelo McFLY. Pelo Dougie. Vale a pena.
Dougie POV-
Nós estávamos no avião saindo de Fortaleza, indo diretamente para São Paulo. Ah, São Paulo! Os melhores shows no Brasil eram aqui, e o melhor lugar também. As garotas mais gostosas também. Todas as garotas do Brasil tinham um belo corpo, bem melhor do que as inglesas. Eu não conseguia dormir como os outros. Eu ficava muito ansioso aqui no Brasil e hoje eu estava mais ainda. Estava tudo estranho. Danny roncava na minha frente, fazendo-me rir às vezes. Ao meu lado, Tom não falava nada. Ele estava meio depressivo desde que a Gio terminou com ele.
- David, ah, David... - Danny começou a sussurrar, eu ri alto e me levantei para ver.
- David, volte... - ele estava sonhando e isso me inspirou numa música, sentei-me ainda rindo.
Tom POV-
Eu ainda não acreditava. Ela havia terminado do nada, sem motivo algum. Eu a amava, isso nunca mudaria. Mas o quê, o quê eu havia feito de errado? Eu não conseguia me lembrar de nada. E ela não iria querer voltar. Inferno! E eu ainda tinha que fazer shows. Eu me sentia mal, não era nada legal fazer um show quando se está triste. E eu estou mais do que triste. Uma lágrima escorreu em meu rosto, fazendo Dougie gargalhar.
- Ah, coitadinho do Tom, gente! - Ele ria.
- Vem cá, eu te deixo feliz. - Ele imitou voz de mulher, ainda rindo, e me abraçou.
- Cala a boca, criança. - Eu disse e me soltei dele, limpando a lágrima que caíra.
Danny POV-
Acordei com algumas gargalhadas conhecidas. Dougie. Suspirei.
- E aí, galera, qual é a graça? - Perguntei.
- A graça? - Ele gargalhou novamente. - É você, David, querido. - Dougie disse.
- David? - Perguntei confuso.
- É, do seu sonho. "David, volte, David!" - Dougie tentava imitar minha voz.
- Ah, cala a boca. Tom ainda está triste por causa da Gio? - Eu ri. - Não aguentou o tranco, né, ela é selvagem.
- Cala a boca, Danny. Onde está o Harry? - Tom perguntou.
- Ele não é broxa como você, está se agarrando com a aeromoça no banheiro. - Dougie respondeu.
- Eu não falaria assim se fosse você, Dougie - aconselhei. - Você é um bebê ainda.
Ele parou de rir e fez cara de nojo, eu ri e ele começou a cantar algo como "Danny, Danny, Danny, Danny's gay", ele e Tom riram, eu bufei e voltei a dormir.
POV-
O avião pousou e eu e começamos a gritar, sendo paradas pela aeromoça, que pediu silêncio. Fomos as primeiras a sair, correndo, desesperadas, ansiosas. Estávamos no mesmo aeroporto que os guys desceriam. Corremos e fomos até o lugar onde se pegam as malas, pegamos as nossas e mandamos um táxi entregar no nosso hotel. Corremos até onde todas as fãs estavam esperando os guys. Enfim um avião parou. Nós entramos no meio do povo, ficando em frente de todas, as primeiras da fila, mas no final. Todas nós gritávamos. A porta do avião se abriu. Nós começamos a dar pulinhos.
Enfim alguém desceu. "Harry, Harry, we love you", algumas meninas gritaram. Ele passou por nós sorrindo, com a boca meio vermelha, o que nos fez rir. Mais um saiu. Danny. Ele fez algumas gracinhas passando por nós e olhou diretamente para uma garota, que chorava loucamente, ele fez uma carinha de bebê para ela e se foi. Outro desceu. Meu Tom. Meu. Eu não conseguia gritar nem nada. Eu estava vendo o motivo da minha existência ali.
Tom POV-
Desci rapidamente do avião, eu queria terminar logo com aquilo e poder voltar para casa. Não é arrogância minha, entendam. Eu não estou feliz. Ah, chega, que se foda a Gio. Havia várias garotas ali nos esperando, gritando, chorando. Eu ficava fascinado com tanta adoração. E, cara, elas são lindas. Olhei atentamente, mas uma visão periférica. Uma garota me chamou atenção. Ela não gritava, não falava nada. Apenas chorava. Muito. Isso me fez parar por alguns segundos. Olhei nos seus olhos, não consegui ver direito por causa das lágrimas. Mas pude ver o quanto ela era bonita e o quanto suas lágrimas eram verdadeiras. Continuei andando e fui embora, ainda olhando aquela garota. Seu rosto não me deixou em paz nenhum minuto.
Dougie POV-
Fiquei por último para descer do avião - mais uma vez -, é claro, os melhores sempre ficam por último. Af, quanta garota gostosa. Hoje à noite vai ser quente! Elas gritavam meu nome, eu ria. Passei bem perto delas, que tentavam encostar em mim, até que uma garota em especial chamou minha atenção. Ela era baixinha - assim como eu -, tinha os cabelos castanhos. Ela chorava bastante, tentava limpar seu rosto para que eu a visse. Eu sorri para ela, que sorriu para mim também e deu de ombros. Tão linda... Andei mais um pouco até chegar nela, que tinha parado de chorar e, assim como as outras, tentava me alcançar. Eu ri e estiquei meu braço para que ela me tocasse. Ela deu um gritinho e olhou em meus olhos. Olhei nos olhos dela também. Olhos cor de mel. Falei a única frase inteira que eu conseguia falar em português.
- Você é bonita. - E sorri.
Ela riu e falou um "I love you" com a voz falhando. Soltei-me dela e andei de costas para que pudesse decorar cada traço do seu rosto.
Danny POV-
Saímos do aeroporto e fomos diretamente para o hotel. Harry quis descansar um pouco, mas eu, Tom e Dougie fomos andar pelo grande hotel. Nós fomos até um salão, onde tinha algumas garotas conversando. Elas se calaram quando nos viram. Três garotas estavam de costas. Seus nomes estavam escritos nas costas de suas camisetas. Fletcher, Poynter, Jones. Nós três - Dougie, Tom e eu - rimos. As garotas começaram a correr atrás de nós, que corremos em direção ao quarto. Era duro a vida de famoso, não se pode curtir nem algumas garotas num hotel. Aqui cada um tinha um quarto, eu corri para o meu, número 45, para quem quiser saber! Bati a porta e pulei na cama, rindo. Até que olhei para a porta e uma garota estava parada, sem reação, olhando-me. Ela se virou de costas quando eu a fitei e pude ver, era a garota " Jones". Ela começou a abrir a porta, mas eu pedi que ficasse.
POV-
Eu. Sou. A. Pessoa. Mais. Sortuda. E. Feliz. Desse. Mundo. Valeu a pena cada aula de inglês particular, cada hora estudando e ouvindo meus guys cantando ao mesmo tempo, claro. E agora eu estou no quarto do Danny! Ah, eu nem sei o que falar, sinto-me uma idiota. Ele deu umas batidinhas na cama ao seu lado, chamando-me para sentar. Eu fui, tentando colocar em ordem as pernas que teimavam em bambear. Ele sorriu e eu me sentei ao seu lado. Ele estava completamente relaxado, diferente de mim. Foi ele que quebrou o silêncio, fazendo meu coração disparar automaticamente.
- Então... Eu sou seu preferido... - que coisa mais boba de se falar, é claro que era.
- Sempre foi, sempre vai ser.
A partir daí o assunto fluiu rapidamente, não só esse, como vários. Ele pegou bebidas para a gente, nós ríamos e tudo mais. Ele era tão... perfeito. Completamente como eu imaginava, soube completamente como me deixar relaxada. Ele não me encostou nem um minuto, até agora. Sempre que eu sorria, seus olhos brilhavam, fazendo-me perder o foco.
Dougie POV-
Eu estava ficando estressado. Aquela garota simplesmente não quer sair da minha cabeça, o que ela tem de mais que eu não paro de me lembrar dela? Ela é só mais uma fã desesperada, Dougie. E, lembre-se: você nunca beija as fãs. É a lei, meu caro. Eu não aguento mais ficar nesse quarto trancado, eu vou sair, é. Acho que vou dar um pulo na piscina, de bermuda mesmo. É isso mesmo. Caminhei lentamente tentando não fazer muito barulho, qualquer passo errado e eu estaria cercado por fãs loucas. Não que eu não goste, que fique claro, mas é que isso enche um pouco. Mesmo andando um pouco mais devagar, logo cheguei à piscina. Não tinha ninguém, que sorte a minha. Tirei minha camiseta. É, a academia enfim mostrou seus efeitos. Eu ri e me joguei na piscina, dando um mergulho fundo. Voltei à superfície. Eu mereço. Eu estava fugindo daquela menina. E agora ela estava ali, observando-me. Mas não apenas em pensamentos. Ela estava ali, na minha frente, mas fora da piscina.
Ela me olhava meio na dúvida. Não sabia se saía correndo, fugindo de mim, ou se corria em minha direção. Ela tinha medo, e isso me fez rir. Medo de mim? Eu que deveria ter medo dela, que ficava roubando meus pensamentos. Ela ainda me olhava na dúvida, quando eu parei de rir. Ela deu de ombros, eu sorri e dei uma piscadela. Ela riu e olhou para baixo. Ela ainda não tinha se mexido, o que me fez ficar um pouco impaciente. Ela estava sentada ainda, um pouco longe. Fiquei meio sem graça, mas decidi agir.
- Vem aqui, eu não mordo. Isso é, só se você quiser. - Sorri malicioso e ela corou. Suas bochechas tomaram uma cor rosada não muito forte. Ela sorriu e se levantou, pude ver seu corpo. Ela vestia um biquíni rosa, era baixa, tinha algum peito. Novamente seu rosto corou ao ver que eu a analisava.
POV-
Meu rosto continuava corado. Mas que inferno! Ele deve achar que eu sou uma besta mesmo! Eu tentava respirar calmamente, mas era difícil com o Doug ali na minha frente... Daquele modo. Bem que ele podia estar com menos ainda, eu não ligaria nem um pouquinho. Eu ri em pensamentos e sentei na borda da piscina, colocando apenas os pés na água, que estava levemente gelada. Ele afundou seu corpo na água e mergulhou em círculos, parando na minha frente e subindo com uma grande força da água, fazendo voar um pouco de água por todos os lados e molhando meu corpo um pouco. Estremeci com o susto, ele me olhou como um vilão de filme, eu senti um pouco de medo, afinal, nunca se sabe.
- Eu sou o monstro do lago Ness! - Ele gritou no seu sotaque britânico tentando engrossar mais a voz, eu ri. - Corra enquanto é tempo, garotinha. - Ele avisou, fazendo-me rir mais ainda e caindo na água, ele riu também e nós começamos a brincar.
Ficamos bastante tempo lá brincando, não de monstro do lago Ness, mas a gente ficou nadando, brincando de guerrinha d'água, ele tentando me pegar e eu tentando pegar ele. Era como num sonho. A cada toque dele, minha pele se arrepiava. Agora mais do que nunca eu sabia que ele era meu herói, mesmo que sempre estivera longe, agora ele estava do meu lado. Não por muito tempo, mas ele continuaria ali alguns dias. Isso bastava. Para mim e para ele.
Harry POV-
Mas que inferno, onde será que tem algumas garotas aqui nesse hotel? Já procurei em todos os lados e não achei nada. Vou dar mais uma volta, se não achar, vou sair do hotel. Pouco me importa. Olhei os nomes em cada porta, nenhum que me motivava. Então achei uma grande porta preta escrito "Sexbar". Hum, parece-me interessante. Abri a porta levemente, parecia ser um bom lugar, era meio escuro e tocava alguma música que fazia meu corpo querer dançar. Entrei e vi como realmente era. Escuro e música, como já disse. Mas havia garotas dançando no balcão. É esse o lugar que eu procurava! Sentei-me numa espécie de cadeira, banquinho, não sei, em frente ao balcão. As garotas não me chamavam muita atenção ali, apenas uma. Era a melhor. A que mais me seduziu. Seu modo de dançar fazia meu corpo querer correr e tirá-la dali, levando-a em um lugar que só eu pudesse vê-la.
- Quem é aquela garota? - Perguntei para um cara que estava dentro do balcão.
- É a . Se quiser algo com ela, desista. Ela não gosta de celebridades.
Bufei. Eu pouco me importava com o que ela gostava ou não. Eu a quero, e ela vai ser minha, custe o que custar.
- Daqui a pouco, uns - ele olhou o relógio - cinco minutos, é o intervalo dela, quando ela vai parar de dançar por mais ou menos uma hora. Você pode tentar, mas talvez ela diga algo que você não vai gostar.
- Eu vou esperar.
Os cinco minutos se passaram rápidos e logo ela estava descendo para fora do balcão. Ela andou até uma porta e entrou.
- Vá atrás dela, garoto.
Virei meu copo de whisky e fui em direção à porta onde ela estava. Abri, não estava trancada. Ela estava deitada numa cama redonda que girava, isso aumentou ainda mais o meu desejo.
- Quem ousa me encher uma hora dessa? - Ela perguntou e levantou a cabeça, olhando-me. Assim que me viu, sua expressão ficou entediada e ela se levantou. - Eu pensei que viria aqui, o maluco por sexo. Pode procurar outra, não trabalho para riquinhos internacionais. - Ela disse num inglês perfeito e apontou para a porta.
- Eu não vou embora.
- Ah, você vai, porque... - eu a interrompi, puxando-a para perto de mim e selando meus lábios aos dela. Ela não contestou e logo retribuía meu beijo, que ficava a cada segundo mais intenso.
POV-
Eu não sabia onde estava a nem a , nós nos perdemos. Que merda de hotel grande! A gente não podia ter ido num hotel menor não? Esse é muito grande para caber no meu cérebro, eu não sei nem mais onde é o MEU quarto! Que saco! Já sei, tive uma ideia! Cara, como eu sou inteligente, todo mundo inveja minha inteligência. Sou foda. Demais. Eu vou procurar o quarto dos guys. Ouvindo as vozes, claro. Comecei a andar na ponta dos pés bem perto das portas do quarto. Nada. Nada. Nada. Alguns gemidos. Argh, que nojo. Conversas, português. Risadas, mas não era nenhuma conhecida. Andei por mais ou menos uns dez minutos até que cansei. Sentei ao lado de uma porta. Tentei ouvir. Era a última porta do corredor, depois eu passaria para o andar de baixo. Ouvi o que estava acontecendo no quarto. Um choro e algo se quebrando. Choro? Por que alguém estaria chorando? Afinal, hoje tem show do McFLY, não há motivos para alguém chorar. Preciso entrar e ver o que é, preciso. Como se algo estivesse me puxando para aquele quarto. Levantei-me, peguei a maçaneta, girei e a porta se abriu um pouco. Afastei-a um pouco mais e vi por uma fresta algo que partiu meu coração e fez meus olhos encherem de lágrimas também.
Automaticamente, eu entrei e tranquei a porta. Ele me olhou, os olhos cheios de amargura.
- Vá embora. - Ele falou num inglês britânico tremido.
Ao seu lado, alguns cacos estavam espalhados. Ele tinha bebido desde a hora que chegaram no hotel, pude imaginar. Agora ele estava bêbado e tinha um show para fazer daqui duas horas. Eu não o deixaria assim, caído no chão, sem nada. Fui até ele e me abaixei.
- Eu vou ajudar você, ok? Não tenha medo, o que acontecer aqui não sai daqui.
- Não, deixe-me.
Revirei os olhos.
- Você tem que me ajudar também. Foco, Tom, foco.
Peguei em suas mãos, ele suspirou. Levantei-me e o puxei para cima, que me ajudou subindo também. Ele passou o braço pelo meu ombro e nós andamos em direção ao banheiro. Ele sentou em um baquinho e eu abri o chuveiro na água gelada. Fui até ele novamente e o ajudei a tirar a camisa. Hummmmm. Foco também, , não é hora de apreciar seu Tom.
- Você consegue fazer isso sozinho?
- É claro.
Saí do banheiro e o deixei ali, peguei o telefone e pedi que mandassem alguma comida. Fiquei sentada esperando os dois e logo alguém bateu na porta. Abri bem pouco para ver quem era e peguei o carrinho com a comida. Coloquei ao lado da cama e o Tom saiu do banheiro, enrolado com a toalha na cintura. Eu o olhei e ele foi em direção à uma mala e pegou uma roupa. Virei meu corpo para o lado contrário para que ele pudesse se trocar e esperei. Ele logo sentou na cama e começou a comer.
Virei-me e sentei ao seu lado, ele comeu tudo direitinho. Fiquei em silêncio, já que ele não disse nada. Ele tomou o copo de suco de laranja que veio com a comida e então se deitou na cama. Fitou-me e apertou os olhos, tentando se lembrar de algo.
- Obrigado. Mesmo. Foi muito gentil da sua parte. Mas eu quero ficar sozinho, por favor.
- Tudo bem, eu acho. - Olhei para baixo triste, ele estava me mandando embora, era difícil acreditar.
- Quer saber, fique. Você fez bem para mim. Isso é bom.
Sorri de orelha a orelha e me sentei ao seu lado, começando a conversar com ele.
Danny POV-
- Não, fique. Por favor.
- Eu tenho que ir, desculpe-me. Meu... namorado precisa de mim.
- ... Isso quer dizer que... a gente não vai se ver mais?
- Eu não sei, Danny, eu não sei. Eu vou dar um jeito. Eu prometo. Eu vou voltar depois do show. Venho te ver. Prometo.
- Não é o bastante para mim. Te ver. Não é o suficiente.
- Eu prometo, vai ficar tudo bem. Até logo.
Ela saiu do quarto correndo, deixando-me de olhos arregalados. Provavelmente, ela viria me ver de novo. Não bastava. Eu tinha acabado de beijá-la, e foi diferente de todas as outras. Algo em mim estava estranho, eu estava a perdendo? Ah, cale a boca, Danny. Você acabou de conhecê-la. Mas é como se nós nos conhecêssemos desde pequenos... Argh! Foi nesse pensamento que eu desmaiei em sono.
Dougie POV-
Nós tínhamos acabado de sair da piscina e fomos para uma salinha que tinha ali perto, não tinha ninguém, já que era meio afastado. Isso era bom. Não, Dougie, não tem nada a ver. Ela é uma fã, não se beija as fãs como você beija as outras garotas. Não se faz nada com elas. Só se é legal às vezes. Mas era diferente com essa garota. Eu estava completamente relaxado, mas ao mesmo tempo não. Havia fios, fios não, cabos de aço, milhares de cabos de aço me puxando em direção à essa garota, como se quando ela fosse embora eu iria atrás dela instantaneamente, e isso era algo que eu nunca havia sentido antes. E era bom, fazia-me sentir bem. Fazia-me ficar cada segundo mais feliz ao ouvir sua voz. E ao mesmo tempo hesitante, já que daqui algumas horas eu não estaria mais ali com ela. Ela parecia sentir o mesmo. Várias vezes sua pele corou. Era bom ver aquilo. Ver suas reações à medida que eu falava algo. Ela estava tentando me ensinar algumas palavras em português, frases. Eu não sabia o que significava, mas ela pedia, eu falava.
- Vamos, repita comigo: quer sexo selvagem?
- Qér seqsu selvag? - Ela gargalhou.
- Muito bem! Agora: Uau, você é um tesão.
- Wow, voze é uon tessao.
Ela gargalhava e eu nem ao menos entendia, mas ri também.
- Agora diga: eu te amo.
- Essa eu sei - disse no inglês normal. - Eu. Te. Amo.
- Aaaaaaaaaaah, que fofo! - Ela gritou e apertou minhas bochechas, fazendo-me rir.
- Como se diz "quer namorar comigo"? - Usei meu melhor inglês e sotaque britânico, pois ela disse que gostava. Mesmo assim ela riu. O que tinha de errado?
- Quer namorar comigo? É, repita isso. - Ela riu baixo.
- Quérr namorar com migo?
Ela sorriu e não disse nada, apenas ficou olhando.
- Você daria um belo brasileiro.
- Não, acho que não.
- Eu queria que você fosse brasileiro...
- Eu queria morar em Minas Gerais. Se todas garotas fossem bonitas como você, eu estaria feito lá, diferente do que na Inglaterra, argh!
Ela não disse nada, apenas corou. Dessa vez bem forte. Automaticamente minha mão estava em cima do rosado em suas bochechas, que logo passaram para vermelho. Ela olhou para baixo e eu não soube o que fazer.
Eu acariciei com a ponta dos dedos seu rosto quente, algo me puxava para perto dela, fazia-me querer poder apertá-la, abraçá-la. Ela também parecia querer, talvez não tanto quanto eu, ela parecia ter medo. A sua respiração ficou pesada, ela me olhou sem expressão.
- Eu... tenho que ir, é. - Ela disse e se levantou.
- Não, espera! - Eu me levantei também, e agora minhas mãos não estavam no seu rosto, mas seguravam sua mão, sem deixá-la ir.
- Espera o quê, Doug? - Ela me olhou confusa.
- Eu... Eu não sei.
Ela me olhou com um sorriso tranquilizador, como se já soubesse a resposta. Aproximou-se e beijou minha bochecha, virando-se para andar e ir. Eu não soltei sua mão.
- Eu sou sua prisioneira, então? - Ela disse sem se virar para mim.
- Bom, eu acho que sim.
- A gente se vê no show. - Percebi um sorriso em sua voz.
- Não é o suficiente. - Agora ela se virou.
- E o que é suficiente para você?
Eu não respondi, apenas soltei a mão dela, que sorriu de lado e se virou, andando em direção ao lugar que voltava aos quartos.
- A gente se vê mesmo no show?
- E depois dele também, se você quiser. - Ela se virou e andou de costas.
- Uma hora depois do show. Aqui.
- See you later.
Ela correu e eu fui também, os garotos já deviam estar me procurando para a gente ir. Fui até meu quarto, tomei um banho, coloquei uma roupa e fui para o quarto do Harry esperar os outros caras.
Tom POV-
Eu havia dormido ao lado daquela garota que me ajudou. Não, eu não sei o que tenho na cabeça. Não se passou muito tempo e eu acordei, era difícil dormir por muito tempo quando se tem um show a fazer. Ela tinha se aproximado um pouco mais e deitado no meu peito. Isso me assustou um pouco. Não era assim que a Gio fazia, mas eu gostei de como nós estávamos.
- Acorde, Bela Adormecida... - sussurrei, ela se levantou num pulo.
- Pai, você interrompeu meus sonhos com o... Ops.
Eu ri. Então ela achava que estava sonhando. Que fofa. Sua pele corou e eu sorri.
- Bom, para quem estava no desespero algum tempo atrás você está bem felizinho.
- Parece que você salvou minha vida, era provável que eu me cortasse com os cacos. De propósito. - Ela estremeceu.
- Você fica tão fofo calado. - Eu ri.
- Ah, meu Deus, que horas são? - Ela perguntou.
- Quase na hora do show.
- Eu tenho que ir, agora!
- Ah, não. - Fiz biquinho.
- Não torne as coisas mais difíceis, mister Fletcher.
- Tudo bem, tudo bem. Eu também já tenho que ir.
- Tá bom, então. Hã, foi bom te conhecer. Você não sabe o quanto. - Eu ri.
- A gente vai se ver de novo - esperei -, não vai?
- Hã, não sei.
- Vamos, depois do show você volta aqui. Pronto. - Ela riu.
- Tá bom, até lá então.
Mandei beijo para ela no ar e ela saiu, esperei um pouco e saí também, indo para o quarto do Harry, onde os outros estavam esperando.
02.
POV-
Era totalmente impossível ele ter ido atrás de mim de novo. Eu já tinha colocado um ponto final, não bastava? Tudo bem que eram dois anos e ele pode até me amar ainda. Mas acabou, ele não pode me obrigar a ficar com ele de novo. Eu não quero, que saco. E agora ele ainda está me atrapalhando com o Dan. Não é possível, ele sempre estraga tudo. Já acabou com toda minha felicidade mesmo. Cada cicatriz em meu corpo... Cada lembrança, cada dor que eu senti... Não foi o suficiente? Ele tinha que me magoar de outra forma também? Eu não merecia isso, simplesmente não. Eu mereço ser feliz. Mas sempre que está perto disso acontecer, ele volta. E eu simplesmente não posso fazer nada, se não fica ainda pior.
- , , até que enfim eu achei você, meu amor.
- Chace, vá embora. Ninguém te quer aqui. Vá embora.
- Não, eu não vou antes de você dizer que me quer de volta, diga logo! - Ele estava completamente bêbado, o que me deixava com mais medo ainda.
- Não.
- Diga.
- Vá embora! - Alguém, que eu sabia quem, falou em seu inglês perfeito, mas é claro que o Chace não deu ouvidos.
- Dan, por favor, não se meta. - Eu o adverti. - Por favor. Volte para o quarto, eu já estou indo.
Ele me olhou por um segundo, eu assenti e ele fez o mesmo, dando um passo para trás. Ele fuzilou Chace com o olhar e então se foi. Suspirei. Pelo menos eu o deixaria de fora disso.
- Chace. Ouça bem. Você vai embora agora. Ok?
- Não, eu não vou! - Ele gritou, e antes que eu pudesse dizer algo alguns caras de terno o retiraram de lá.
Corri para o quarto, os olhos cheios de lágrimas. Dan estava parado na porta do quarto, esperando-me. Eu cheguei e ele me abraçou.
- Você está bem, ? Eu liguei na recepção e mandei eles mandarem alguns caras para...
- Tudo bem, Dan, eu estou bem agora. Obrigada. Mesmo.
- Não, foi minha obrigação.
Ele fechou a porta ainda me abraçando e começou a caminhar, eu fui com ele e nós sentamos na cama.
- Tudo bem, mas eu não entendi nada. Pode me explicar?
Eu respirei fundo e saí do seu abraço. Coloquei minha perna em cima da cama e puxei minha calça um pouco para cima, o bastante para que ele pudesse ver. Apertei com o dedo uma pequena cicatriz na batata da perna. Ele olhou.
- O que... o que é isso? - Ele colocou o dedo ao lado.
- Isso... são as marcas do meu namoro com aquele ogro.
- Eu não entendi ainda.
- Ele me agredia. Entendeu? Batia-me se eu não fizesse o que ele queria e tudo mais.
Ele ficou boquiaberto por alguns segundos, olhando meu corpo frágil. Logo seu rosto tomou uma expressão de ódio misturado com ternura ao falar comigo.
- Não se preocupe, ele não vai te incomodar mais.
- É o que eu espero.
- Eu não deixaria.
Eu suspirei. Irrita-me ele prometer algo que sei que não vai cumprir. Como vai fazer isso a milhões de quilômetros de mim?
- Tá, chega desse assunto. Vamos dormir.
- Vamos - eu sorri.
Nós deitamos abaixo do edredom e ele me abraçou, puxando-me para perto.
Eu sorri e o olhei, dando uma risada baixa e envergonhada. Ele beijou o alto da minha cabeça e segundos depois eu estava em um sono profundo.
POV-
Acordei com os raios de sol batendo levemente no meu rosto. Suspirei e dei um leve sorriso, sem abrir os olhos. Tinha medo de ser apenas um sonho, que eu gostava bastante, e, depois que eu abrisse os olhos, puf, tudo sumisse. Eu ainda estava deitada em seu peito - podia sentir sua pele embaixo do meu rosto -, mas eu ainda tinha medo. Respirei fundo e mexi meu braço, passando a mão pelo seu peito, apenas para ter certeza que ele estava ali.
- Pode levantar, ... - ele sussurrou, dando uma risadinha baixa, eu balancei a cabeça negativamente.
Ele passou o dedo levemente em meu rosto e apertou minhas bochechas.
- Vamos, bebê. - Ele chamou.
- Não... - falei baixo como um gemido.
- Vamos, vamos, vamos, senão vou chamar seu pai! - Ele imitou voz de mulher, eu ri.
- Tudo bem assim? - Abri apenas um olho e coloquei meu queixo em seu peito, olhando-o.
- Le.Van.Te.
- Tá bom, papai. - Suspirei e abri os olhos, sorrindo.
- Até que enfim. - Ele sorriu e se aproximou, dando um beijo na ponta do meu nariz.
- Ainda estou com sono. - Fiz biquinho.
- Mas você dormiu umas mil horas, como ainda está com sono?
- Por quê? Que horas são?
- Quase duas.
- Ah, não, para! Não acredito que você me acordou às duas horas.
Fiz carinha de choro e me deitei novamente.
- Acorde-me daqui umas duas horas.
- Você tem sérios problemas mentais.
- Tenho.
- Tá bom, fique dormindo, eu vou dar uma volta por aí. - Ele usou um tom ameaçador.
Sentei-me na cama, de frente para ele, com os olhos semi-abertos.
- Você é um chantagista barato.
- Em geral, eu sempre consigo o que eu quero.
- Além de tudo, é metido. Mereço.
Ele não respondeu, apenas sorriu. Nós ficamos nos olhando por alguns segundos. Ele quebrou o silêncio.
- Você parece um zumbi quando acorda.
- E você parece um zumbi o tempo todo. - Mandei língua.
- Não teve graça.
- Não era para ter.
Levantei-me da cama.
- Tchauzinho. - Fiz tchau com as mãos e fui até o banheiro.
Escovei meus dentes e penteei meu cabelo, molhei meu rosto e só. Voltei para o quarto, ele ainda estava deitado.
- "Levante, vamos, bebê, levante, levante!" - Eu o imitei.
Ele riu e levantou, indo em direção ao banheiro. Andei pelo quarto. Tinham algumas coisas em cima de um armarinho e eu fui ver o que era. Celular. Carteira. Todos esses parangolés. Decidi ver seu celular, só por curiosidade, mas então ele me abraçou por trás.
- Está fazendo o quê?
- Te roubando loucamente.
- Nem tá, você não teria coragem. - Eu ri.
- Claro que teria, existem muitas fãs loucas por aqui que...
- Você não é dessas.
- Eu sou louca sim, qual é?
- Louca só por mim. - Eu ri de novo.
- Também.
- Só por mim.
- E pelo Danny, pelo Tom, pelo Harry, pelo Joe, Nick, Alex, Lucas Till...
- Cala a boca, garota. - Ele riu levemente.
- Tá, já parei. Brincadeira, ainda faltam alguns, tem o ...
- Grrrr. - Ele mordeu meu ombro.
- Que é isso, menino - eu ri -, sem violência aqui.
- Com violência. - Ele mordeu de novo.
- Ahá, você está com ciúme de mim, la, la, la!
- Não estou nada.
- Está sim.
- Não.
- Sim.
- Não.
- SIM!
Ele não falou mais nada.
- Hihi, Dougie tem ciúme de mim, tem ciúme de mim.
- Como se isso mudasse algo na sua vida.
- Muda, muito.
Ele bufou.
- Eu tenho ciúme de você, ok? Cada vez que eu entrava em algum site e via que você estava namorando, eu me irritava eternamente.
Ele riu.
- Mas isso não vem ao caso agora.
- Legal, tenho uma entrevista daqui uma hora. - Ele suspirou e foi pegar uma roupa, indo em direção ao banheiro, de onde ele saiu uns minutos depois. - Tenho que ir encontrar os caras agora mesmo.
Corri e pulei na cama, procurando a minha bolsa.
- Eu quero ir. - Fiz manha.
- Ah, tá.
- Não, é sério, eu quero ir. Posso?
- Não, não pode.
- Ah, seu chato.
- Eu tenho que ir, mas não posso te levar.
- Tá bom, tá bom. - Fiquei em pé na cama.
- Não vai vir me falar tchau? - Ele fez biquinho, eu balancei a cabeça negativamente e ele revirou os olhos. - Tchau então.
Ele começou a andar em direção à porta.
- Vem cá, vem cá, vem cá! - Pulei no chão e fui até ele.
- Sabia que viria.
- Sempre muito humilde.
- Eu nem me acho, ok? - Ele me puxou pela cintura, fazendo meu coração acelerar à mil.
- Você é um bobinho. - Falei com voz de neném.
- O bobinho que você ama. - Ele sorriu, puxando meu corpo para mais perto do seu.
Pude ouvir e sentir sua respiração, por mais que seu corpo fosse quente, sua respiração era gelada e batia em meu corpo num toque aveludado.
- Não posso discordar disso.
Nós rimos e ele se aproximou um pouco mais, roçando seu nariz no meu. MORRI. MORRI. MORRI. MORRI. MOR. MORRI TOTAL, BEIJOS, AVISEM QUE EU AMO MEU CACHORRO E MEUS PAIS.
Ele tinha se aproximado e selou meus lábios ao dele, com uma pequena abertura para nossas línguas, que logo se aumentou. Ele me beijou com ternura, passando a mão no meu rosto. Era um beijo perfeito, como se fosse milimetricamente ensaiado. Meu coração acelerou ainda mais e senti o mundo girar, minha respiração falhou e minhas pernas ficaram bambas. Antes de fazer qualquer coisa, meu corpo ficou mole e meus joelhos cederam, fazendo com que o beijo acabasse. Ele me segurou pela cintura, olhando-me preocupado, eu fechei os olhos, tentando me acalmar. Logo eu estava sentada na cama com ele na minha frente, segurando minha mão.
- O que foi? O que você está sentindo, ?
- Você me deixa fraca. - Sussurrei, fazendo ele rir.
- Você é uma boba.
- Eu não sou boba, você que é mau demais. Olhe o que você faz com as garotas. - Ele riu.
- Nem vem, você é a primeira a cair em meus braços.
- Já disse, você me deixa fraca.
- Tá, tá, tá. Eu tenho que ir, acalme-se. Depois tem mais Dougie para você. - Ele piscou e eu ri.
- Tá bom, vai.
Ele me deu um selinho e se foi. Deixei meu corpo cair deitado na cama. Era um sonho, só podia ser. E eu era a pessoa mais feliz do mundo, é.
POV-
O sol bateu em meu rosto e eu sentei rapidamente na cama. Queria passar cada minuto possível com o Tom. Ele ainda estava dormindo - como um anjo -, fiquei na dúvida. Eu o acordava ou não? Tá, é melhor acordar.
- Acorde, dorminhoco. - Sussurrei em seu ouvido.
Ele logo abriu os olhos e sorriu.
- Bom dia, flor do dia.
- Bom dia. Flor do dia. - Eu ri.
Ele se sentou na cama e continuou me olhando.
- Então... qual a programação para hoje?
Ele levantou e foi até a geladeira, pegou uma latinha de refrigerante e jogou para mim, pegou uma para ele e voltou para cama.
- Entrevista para mim, ficar me esperando para você.
- Ah, que tédio. Você vai demorar?
- Hum, não muito.
- E o que eu vou fazer enquanto isso? - Fiz biquinho.
- Me esperar.
- Ah, que nojo. - Brinquei.
- E eu tenho que ir exatamente... agora.
Ele levantou da cama e pegou uma roupa, indo ao banheiro e saindo arrumadinho.
- Tchau, baby. - Ele deu um beijo na minha testa.
- Tchau. - Fiz biquinho de novo.
- Se cuida, quero chegar com você inteirinha.
- Inteirinha para quê, hein? - Eu sorri.
- Ah, nem te conto.
Nós rimos, ele mandou beijo no ar para mim e se foi. Deitei na cama novamente. Tenho muita sorte, muita mesmo. Espero que a esteja com a mesma sorte que eu.
POV-
Acordei com alguém dando leves mordidinhas na minha orelha. Abri os olhos e ri, olhei-o. Ele deu um sorriso torto e me puxou para perto.
- Bom dia. - Eu apertei o nariz dele.
- Ainda não.
Hã?
- Tenho entrevista hoje, daqui a pouco.
- Ah, que saco, vou ter que ficar sem você. - Fiz biquinho, ele sorriu.
- Não faz assim que eu gamo.
- Ah, meu Deus, como vou sobreviver sem o Jones mais lindo desse mundo?
Ele riu e se virou, ficando em cima de mim.
- Que é isso, Danny Jones? - Fiz cara de bravinha, ele colocou o dedo na minha boca, eu o mordi.
Ele se abaixou e me beijou intensamente, aquele beijo que fazia meu estômago encher de borboletas e ficar frio. Ele parou de me beijar, mordendo meu lábio, e foi descendo pelo queixo, mordeu meu pescoço e deu um leve chupão.
- Danny, Danny, você tem uma entrevista.
- Ah, não, não quero ir. Agora muito menos.
- Danny! - Eu ri. - Pode ir que quando você voltar eu estarei aqui.
- Mesmo? - Ele fez biquinho.
- Claro, claro.
- Ainda não me convenceu.
- Eu estarei aqui esperando o senhor Daniel Alan David Jones até que você volte. Sempre vou estar te esperando. Satisfeito?
- Agora sim. - Ele riu e me beijou novamente.
- Vai, vai, antes que você se atrase.
- Grrrrr.
Ele se levantou e pegou uma roupa, foi ao banheiro e voltou todo bonitinho, cabelo arrumadinho e tudo mais. Ele pulou na cama e sentou ao meu lado.
- Vai lá.
- Não... - eu ri.
- Tá bom, então eu vou com você. Aproveito e vejo se tem muitos garotos por lá.
- Você vai ficar quietinha aqui esperando o Jonão.
- Entendido, senhor capitão.
Ele riu, beijou-me novamente e se foi. Aquilo era meu conto de fadas. Era perfeito. Não, era mais que perfeito. É tudo que uma garota quer.
POV-
Peguei meu celular e liguei para . Eu não sabia onde ela estaria agora, então era mais fácil ligar.
- Siiis!
- Oi, sis, amor!
- Cara, onde você está? Eu tenho milhões de coisas para te contar!
- Eu também tenho! Eu estou aqui no quarto do... Dougie.
Nós ficamos conversando e contando tudo pelo celular, tínhamos que ficar esperando eles bem quietinhas no quarto. Eu nem podia acreditar. Eu com Dougie e ela com Tom. Isso mais do que um sonho, mais do que tudo, mais que um conto de fadas, não há palavras para descrever o tamanho da minha felicidade. Eu não mereço isso, não mesmo. Nunca fiz nada para merecer isso. Mas aconteceu, e eu agradeço eternamente isso. Sou o ser mais feliz do mundo, ê. Desliguei o telefone e decidi dormir mais um pouco, acho que ele ainda vai demorar bastante para chegar.
*****
A porta se abriu e eu automaticamente fiquei de pé na cama, ele apareceu e eu pulei.
- Bebê!
Ele sorriu e correu na cama, ficando de pé também.
- Demorei?
- Quase morri de saudade.
Ele riu.
- Também senti sua falta.
- Não parece.
Ele me puxou pela cintura, ficando bem próximo a mim.
- Tem certeza que dessa vez não vai quase enfartar? - Ele sorriu.
- Eu posso tentar.
Ele me beijou e eu esqueci de tudo, parecia que não existia mais nada além de nós dois. Seu beijo era ainda mais um motivo pelo qual eu queria que tudo durasse para sempre, ou que o tempo parasse. Eu enfiei meu dedo em seus cabelos, os cabelos que eu amava e sempre tive vontade de passar a mão. Comentário besta. Ele parou um beijo com vários selinhos.
- Achei que ia cair nos meus braços de novo.
- Não, não, não.
- O que fez o dia todo?
- Muito sexo selvagem com o pessoal do hotel.
- Bobinha.
Ele pegou um travesseiro e bateu na minha cabeça. Peguei um e joguei no rosto dele, e assim começou uma pequena guerra de travesseiros.
- CHEGA, CHEGA, CHEGA, CHEGA, CHEGA! - Eu gritei, ficando parada e recebendo mais uma travesseirada, enquanto ele ria.
- Che-ga.
- Ahhhhhh, ficou bravinha, cut cut. - Ele apertou minhas bochechas.
- Cala a boca.
- Chata.
- Estou com fome.
- Também.
- Vamos comer - levantei os braços.
- Vamos.
Ele me pegou pela cintura e me colocou no chão, pulando ao meu lado. Ligou para a recepção e pediu alguma comida.
POV-
Não sei por quanto tempo dormi. Só sei que eu estava sozinha, em um quarto que não era meu. Sentei-me na cama, meio atordoada. Esfreguei os olhos com a mão. Olhei em volta, ninguém. Do outro lado da cama, estava vazia, mas havia um bilhete. "Para ".
Eu o peguei e abri.
"Tive que ir, entrevista. Não consegui te acordar, estava linda demais dormindo. Nem pense em sair deste quarto. Eu volto logo. Beijos, Harry."
Suspirei, deitando-me novamente na cama. Eu o esperaria, mesmo não sabendo o porquê.
*****
Eu estava deitada na cama quando a porta se abriu. Nem me mexi, nem para olhar para a porta, apesar da vontade. Ele pulou na cama, em cima de mim, e começou a morder meu pescoço.
- Ai, pare. - Eu ri.
- Não, eu sou um tigre, grawn - ele continuou me mordendo.
- Para, tigrinho, está me fazendo cócegas. - Eu ainda ria.
- Sua fresca. - Ele parou e sorriu.
- Seu tigre besta.
- Eu sou um tigre e você uma tigresa.
- Sim, grawn - eu mostrei minhas "garras", que na verdade são unhas.
- Vamos fazer tigrinhos? - Seus olhos brilharam e ele sorriu.
- Não. - Eu ri.
- Vamos, vamos, vamos.
- Não, não, não, não, não.
- Sim.
- Só vou ter tigrinhos depois de casada, desculpe. - Eu sorri irônica.
- Eu espero.
Eu ri e bufei.
- Estou com fome! - Eu falei.
- Mata um homem e come - ele riu -, essa é velha.
- Vou matar você, Judd.
- Não, antes a gente vai casar e ter tigrinhos. Depois você pode me matar. - Ele sorriu.
- Você é tão bobo.
Ele riu e saiu de cima de mim, que peguei o telefone e liguei na recepção, pedindo comida.
POV-
Saí do banho e coloquei uma roupa. Voltei para o quarto, a porta estava abrindo. Meu coração acelerou, Tom entrou.
- Ah, você ficou! - Ele sorriu.
- Claro, né, dã.
- Pensei que não ficaria.
- Por que motivo no mundo eu deixaria de te esperar?
Ele sorriu e veio até mim, eu o abracei, ele segurou minha cintura. Ele aproximou seu rosto do meu. Podia sentir sua respiração gelada se misturando com a minha. Seu nariz roçou levemente no meu, e então algo começou a vibrar em seu bolso e uma musiquinha em inglês tocou. Ele se afastou, pigarreou e atendeu o celular, os olhos arregalados. Merda, merda, merda, merda, merda! Essa droga tinha que ter tocado justo agora? Argh, droga, mil vezes droga!
- G-Gio? - Ele gaguejou.
Ah, agora mais essa. O que essa @!@!%&¨&*(*!@##$@¨%&$%@@" quer com o meu Tomzinho? Só me falta isso, que raiva! Ela o deixa e, quando está tudo ficando bem para ele, ela liga. Ah, meu Deus, a vida é maravilhosa. Ok, calma, calma. Respire, isso.
- Tudo. É, eu também sinto sua falta. Não sei, eu estou no Brasil e... Claro, eu vou ligar. Beijo para você também.
Ele desligou o celular e ficou apenas o olhando com os olhos arregalados, sem expressão. Revirei os olhos e me joguei na cama.
- Hã, desculpe-me por isso. - Ele jogou o celular em algum lugar e sentou na cama.
- E aí, o que ela falou? - Perguntei normalmente, como um dos caras faria.
- Ela quer me ver.
- E você vai. - Assenti.
- Não sei.
- Não vai conseguir. - Isso era óbvio demais.
- Você duvida?
Fiz que sim com a cabeça.
- Eu não vou vê-la por um bom tempo. Por você.
- E como eu posso ter certeza disso?
- Não sei. - Ele esperou - é, não sei. - Ele riu baixo.
- Dã. - Eu ri também.
Ele se aproximou e sentou ao meu lado, bem perto de mim.
- Então... onde é que a gente parou? - Ele perguntou.
Ele se aproximou mais ainda e eu sorri, fechando os olhos. Antes que eu pudesse me mexer, um trovão explodiu bem alto, assustando-me, pulei na cama e automaticamente estava longe do Tom, que riu. Dessa vez, eu que estraguei tudo, mas sem culpa, tenho medo de trovão.
- Não ria, sou traumatizada com trovão. - Cara de desespero mode on.
- Não é isso, é que é a segunda vez que a gente tenta e não vai.
- E isso é engraçado?
- Na verdade, não.
- E qual é a graça?
- Eu não sei. - Ele riu mais ainda.
- Tenho medo de você, acho que vou sair correndo e fugir daqui enquanto é tempo.
- Não, não me deixe, neném. - Ele fez voz de bebê.
- TOKI, TOKI, TO KI GATO, VEM CÁ. - Nós rimos.
POV-
Ele chegou quando eu estava fazendo nada, deitada na cama olhando para o teto. Foi só ouvir a porta se abrindo que eu estava de pé indo em sua direção.
- Até que enfim você chegou. - Eu o abracei pelo pescoço, ele segurou minha cintura.
- Até que enfim eu cheguei.
Nós sorrimos e ele me beijou novamente, dessa vez como se fosse uma necessidade, como se precisasse daquilo. Ele parou o beijo com selinho.
- Nossa, estou morto de fome. - Ele falou.
- Eu estou um pouco também.
- Que bom.
Ele correu e pegou o telefone, pedindo comida, comida, comida e mais comida.
Nós comemos lasanha e tomamos refrigerante. Danny tomou banho enquanto eu escovava os dentes, sem olhar em sua direção, claro. Eu terminei e corri para o quarto e logo Danny voltou. Ele estava super cansado e deixou seu corpo cair ao lado do meu, que deitei em cima do seu peito e suspirei. Segundos depois eu estava em sono profundo.
POV-
Ele tinha pedido pizza, que logo chegou. Eles tinham um tratamento especial, já que são os garotos do McFLY. Ele colocou a bandeja com a pizza em cima da cama e nós começamos a comer enquanto a chuva começava a cair lá fora. Eu comi dois pedaços e meio, ele comeu quatro. Dougie esfomeado, adoro. Levantei-me e peguei refrigerante para os dois. Tomei um pouco e fui ao banheiro, tomei um banho rapidão e escovei os dentes. Voltei ao quarto e sentei na cama com meu refrigerante na mão.
- Eu já volto. - Ele avisou e sorriu, aproximando seu rosto do meu e dando vários selinhos.
- Tudo bem, vai lá.
Ele se levantou e entrou no banheiro. Concentrei-me no barulho da chuva para não me perder em pensamentos. Pouco tempo depois, ele saiu do banheiro e pulou na cama ao meu lado.
- Estou cansado. - Ele abaixou o canto dos lábios.
- Quer dormir?
Ele assentiu com a cabeça e eu puxei o edredom para cima de nós. Ele me puxou para mais perto, abraçando-me.
- Sonhe comigo.
Ele falou e se aproximou, dando um beijo calmo, que fez eu ficar gelada e meu coração acelerar. O beijo acabou com selinhos.
- Já estou.
Eu fechei os olhos e nós já estávamos dormindo.
POV-
Quase que automaticamente bateram na porta. Harry pegou os hambúrgueres e sentamos na cama. Nós comemos batata frita também, e tomamos coca-cola. Logo nós terminamos e ele foi tomar banho. Levantei-me e fechei a janela, pois estava chovendo e estava frio. Deitei na cama novamente e logo ele chegou. Antes que alguém pudesse falar algo, corri no banheiro e escovei os dentes. Saí e ele estava deitado embaixo do edredom.
- Folgado - pulei na cama ao seu lado.
- Estou cansado, pô.
- Cansado de quê?
- De nada, dã.
- Ah tá, cansado de não fazer nada.
- É, é, agora vem cá.
Ele me puxou e eu deitei em seu peito.
- Boa noite, baby. - Ele deu um beijo na minha testa.
- Que mudança... - sussurrei. - Boa noite.
Fechei os olhos e suspirei. Logo já estava dormindo.
POV-
Logo chegou uma bandeja cheia de macarrão com almôndegas. Nós comemos e tomamos refrigerante (n/a: isso me deu sede, rs). Tom foi tomar banho e logo voltou, eu escovei os dentes e penteei levemente meus cabelos. O que é meio difícil, sendo um bando de palha que sai da minha cabeça. Voltei ao quarto, dei pulinhos na cama. Ele pulou na cama ao meu lado, fazendo-me cair sentada.
- Vamos dormir, já é tarde e eu tenho que colocar a criança para dormir.
- Ok, papai. - Falei com voz de bebê.
Ele deitou e eu deitei ao seu lado, ele me agarrou, puxando-me para perto.
- Agora nada vai atrapalhar. - Eu disse e ri, ele riu também.
Nós aproximamos nossos rostos, ele estava meio hesitante, o que me irritou um pouco. Logo senti sua língua encostando levemente na minha em um beijo calmo, carinhoso. Parecia que nós estávamos flutuando, o mundo girava ao nosso redor e eu nem percebia. Ele parou o beijo com selinhos e então nós dormimos.
POV-
Acordei com o toque de sua mão em minha pele. Ele acariciava meu rosto de um jeito bom. Suspirei e abri os olhos. Eu o fitei. Ele estava meio estranho, seus olhos continham um vazio desconhecido.
- Bom dia! - Eu disse e dei um selinho nele.
- Bom dia. Eu me levantei, espreguiçando, ele se levantou também.
- Eu tenho que conversar com você. - Ele falou calmamente.
- Pode falar.
- Vamos trocar de roupa primeiro.
- Você quem manda.
Fiz o que ele mandou, coloquei um jeans e uma blusinha que eu tinha levado para o quarto. Coloquei também meu tênis, All Star. Ele saiu do banheiro e eu fui até ele, escovei os dentes, lavei o rosto e arrumei os cabelos, deixando eles lisos caindo sobre o peito. Sorri e voltei para o quarto, ele estava diferente pelo fato de que a cama tinha sido arrumada, não direitinho, ainda estava meio bagunçada. Pelo menos ele tinha tentado. Fui até a cama e minhas coisas que eu tinha levado para o quarto estavam dentro da minha bolsa, em cima da cama.
- Dougie, o que é isso?
- Eu só tenho duas horas.
- Do que você está falando exatamente?
- Meu voo sai daqui duas horas.
- Assim tão cedo? Eu só tenho que... - apontei para a direção que ficava meu quarto, ele balançou a cabeça negativamente.
- Meu voo.
Então eu entendi o que ele queria dizer.
- Você lembra que eu disse que isso parecia um dos meus sonhos?
- Claro.
- Em todos eles, nós ficávamos juntos. Na Inglaterra, ou em qualquer outro lugar que fossem o sonhos. É isso que eu quero.
- Eu não... posso.
- Querer e poder são coisas diferentes, é claro que você pode. Sabe disso.
- Eu quero. É claro que eu quero. Você não pode ir, . Eu sinto muito.
Aquelas palavras ecoaram na minha cabeça, não era real, era mais um dos meus sonhos que se transformava em pesadelo. Só podia ser. Podia, mas não era. Era mais que real.
- Lembra quando a gente se viu na piscina?
- É claro. - Ele revirou os olhos.
- E qual era minha expressão? A primeira, a primeira que você viu quando me olhou naquele lugar. - Ele pareceu pensar um pouco.
- Medo, dúvida, hesitação...
- Isso. Sabe por que eu tinha medo? - Eu quase gritava.
- Não...
- Eu tinha medo de que ISSO acontecesse. Que você me deixasse. Que eu fosse só mais uma. - Eu ri da minha ignorância enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto.
- ... - ele aproximou sua mão do meu rosto para tocá-lo, mas eu hesitei.
- Eu devia saber, Dougie, eu nunca devia ter confiado em você. - Peguei minha bolsa e simplesmente saí, ouvindo ele chamar meu nome.
Eu não podia acreditar. Eu devia ser a pessoa mais burra do mundo por achar que ele me levaria. Eu me odiava por isso. Cada segundo a mais que eu passava ali era uma tortura gigantesca. Que duraria por meses e meses. É, claro, eu não esqueceria cada momento que passei naquele maldito hotel. Eu entrei no meu quarto - o meu mesmo, de verdade - e comecei a jogar tudo que era meu dentro da minha mala. Eu tinha que sair dali o mais rápido possível, fugir daquele lugar, daquilo tudo, e acabar com isso de uma vez. Claro, eu não esperava viver muita coisa depois de ir embora. Nem teria como. Eu terminei de jogar tudo dentro da mala e fechei, meu rosto estava completamente molhado. Eu o limpei e respirei fundo. Vamos, . Vamos lá.
Peguei a minha mala e saí do quarto, fui até a recepção e paguei a estadia. Olhei na minha bolsa e vi que tinha esquecido uma bolsa dentro do quarto que simplesmente não podia ficar. Meu celular. Mas então, em qual dos quartos estava? Pedi a chave do meu quarto e um moço me acompanhou. Claro, como se eu fosse roubar algo aqui. Procurei por todos os cantos onde meu celular estaria. Não, não estava naquele quarto. Ah, mais essa agora. Eu mereço mesmo, joguei muitas pedras na cruz. Tinha ficado naquele quarto infernal. E eu não iria buscar, não mesmo. Foda-se meu celular, não vou precisar dele nunca mais mesmo. Fechei o quarto e voltei para a recepção com o carinha do meu lado. Quando chegamos, eu não sabia se ficava feliz ou triste, de boa ou com raiva. Mas calma eu deveria ficar. É.
Dougie POV-
Eu a vi saindo do nosso quarto - era assim que eu o chamava agora -, e não consegui me mexer ou andar. Por que minhas pernas simplesmente não me obedecem? Talvez elas saibam que o certo era a deixar ir. Mas não era justo. Eu não podia deixá-la, simples assim. Não é justo, nem comigo, nem com ela. Eu podia deixar qualquer uma, menos ela. Ah, pare com esses pensamentos, Dougie. Ela é uma fã, você não devia nem ter a beijado.
Tirei esses pensamentos da cabeça e fui terminar de arrumar minhas coisas, que eu tinha jogado para o alto enquanto tinha aqueles pensamentos estranhos. Peguei minhas roupas, joguei na mala - eu não estava com paciência para dobrar -, fechei a mala e fui pegar algumas coisas, tipo meu iPhone, que estava em cima de um armarinho. Ao lado dele havia um BlackBerry que não me pertencia. Cliquei em um botão qualquer e a tela piscou e acendeu. Como protetor de tela havia a foto de um casal. Que, por acaso era eu e , uma foto tirada na primeira vez que nos vimos, depois de sair da piscina. Na foto, eu a abraçava forte, de lado, e ela sorria com um brilho no olhar. Por impulso, comecei a mexer e cheguei a uma pasta cheia de arquivos nomeados por datas. Parei na última data, a de ontem, abri e comecei a ler. Estava tudo em português. Peguei meu iPhone e coloquei o pequeno texto em um tradutor.
"Meu medo completamente evaporou. Inglaterra, aí vou eu! Posso quase ter certeza disso. Mas não há motivos para temer. Nós pertencemos um ao outro, e eu o amo."
Então eu percebi o quanto havia sido idiota. Eu precisava encontrá-la, o mais rápido possível.
Continua...
N/A: Finalmente minha fic linda aqui *-* Eu realmente espero que todos estejam gostando, e obrigado pelo carinho de todas nos comentários! E, ah, ainda vão ouvir falar muito do Dougie, haha.
N/B: Se encontrarem qualquer erro, por favor, me mandem um e-mail? (camila.ov@hotmail.com) Cami, xx