Capítulo I - The Party

- , FREIA A PORRA DO CARRO – gritaram e ao mesmo tempo.
- FREEI!
e , no mesmo momento que o carro freiou, pularam para fora, xingando de nomes totalmente impronunciáveis.
- Calma gente, estamos vivas – disse , descendo calmamente do carro.
- Não, você 'ta viva, ... Minha alma deve ter ficado a três quarteirões atrás – sentou no acostamento e encostou a cabeça em seus joelhos.
- Cara, eu dirijo tão mal assim? – olhava os pés com cara de inocente.
- Não, só parcialmente ruim... - sorriu para , que logo corrigiu o que tinha dito. – Parcialmente a ponto de matar quem estiver no seu lado, sem dó nem piedade.
- Ok, eu não coloco mais a mão nesse volante – falou, esperando uma reação de “ah, coitada” das amigas, mas a única coisa que ela ganhou, foi um "ALELUILA", gritado pelas duas, de mãos erguidas.
- Chega de flashbacks momentâneos de “como foi a sua vida” antes de entrar no carro com a – gritava , arrumando o vestido e levantando do chão. – Bem, que eu saiba, antes de entrarmos no carro com a assassina , nós íamos a uma festa... e então? – se levantou do acostamento, arrumou seu vestido laranja cintilante e recuperou a pose.
- E a gente 'ta fazendo o quê parada aqui fora?

- Ai que puta de dor de cabeça – reclamou , se levantando da beira da piscina, onde estava caída em cima de um loirinho sem camisa, que tinha uma covinha estonteante. O garoto abriu os olhos assustado e olhou para ela, que agora estava do seu lado, colocando o tamanco azul.
- Onde eu 'to? – disse ele, com a mão na cabeça.
- Ótima pergunta... – respondeu , olhando para os sapatos.
- Quem é você?
- Ótima pergunta novamente.
Ele riu, junto com ela.
- Fletcher... Tom Fletcher.
- Yes Sr. – riram de novo feito duas pessoas de resseca. Observação: eles estavam de ressaca.
- – estendeu a mão e ele riu. – 'Ta rindo do quê?
- Você, na maior ressaca, ainda tem paciência de estender a mão.
- Ok, não estendo mais, Fletcher... Tom Fletcher.
- Veio sozinha?
- Não, com as minhas amigas...
- Cadê elas? – Tom olhava em volta da piscina para ver se via algum sinal de alguém se levantando, mas nada.
- Ótima pergunta de novo – eles riram e se levantaram meio tontos...
- Ok, eu te ajudo com suas amigas e você me ajuda com os meus.

- Meu pai amado – disse , com voz rouca. – O que eu 'to fazendo nessa banheira?
Até agora, o único fato que ela tinha percebido, era que estava em uma banheira sem água... mas em seguida, notou mais de um fato ocorrendo.
- Pai amado, o que esse garoto 'ta fazendo nessa banheira? – olhou o garoto dos pés à cabeça. E foi aí que ela percebeu o terceiro fato: ele estava só de samba canção. Ela se acostumou com a idéia mais rápido do que imaginava. Continuou a analisá-lo e parou no seu rosto. Ela passou de leve as mãos em seus cabelos encaracolados, o fazendo gemer rapidamente. afastou a mão quando percebeu que no peitoral do menino desconhecido havia uma foto grudada com um pedacinho de fita crepe. A foto era de uma menina e um menino deitados dentro da banheira. A garota estendida por cima do menino, com a cabeça apoiada em seu ombro. Foi quando que se tocou de que era ela em cima do menino. Ela procurou algo dentro da bolsa que pudesse escrever, mas só encontrou um lápis de olho.
- Vai ter que servir – pegou a foto com cuidado e escreveu com lápis na parte branca: “x.o.x.o garoto desconhecido. By: LF”. – Prontinho – passou um batom vermelho e beijou o cantinho da foto, grudando novamente no mesmo lugar. Colocou seu sapato e saiu do banheiro.

- Cara, parece que eu levei uma pancada feia na cabeça... – Dougie olhou o quarto onde tinha duas mulheres deitadas no chão. Ao seu lado, viu uma menina de cabelos castanhos, só de roupa intima. Dougie juntou os pontos e logo percebeu que estava sem roupa. Ele, já acostumado com a situação, vestiu-se rapidamente e acordou-a. No início, ela resmungou um pouco, mas em seguida abriu os olhos devagar.
- O quê? Que horas são? – disse em uma voz morta e cansada. Dougie riu baixo e começou a falar normalmente.
- Oi, eu sou o Dougie.
- Oi, Dougie – se sentou na cama devagar e abriu bem os olhos. – Quem são elas? – olhou as meninas deitadas.
- Boa pergunta, quando eu descobrir te conto.
riu e ajeitou os cabelos. Ela percebeu que Dougie estava meio incomodado e resolveu perguntar.
– Dougie, né?
- É.
- Algum problema?
- Não, é que duas coisas... Primeiro, não é do meu normal avisar ou conversar com a pessoa com quem eu durmo. E segundo, também não é do meu costume avisar quando uma menina 'ta quase sem roupa, mas... você 'ta quase sem roupa – olhou para si mesma e viu seu sutiã preto. Ela corou, fazendo Dougie rir. Ele estendeu a mão com um vestido laranja. o pegou com um sorrisinho tímido no canto da boca.
- Eu não vou olhar – Dougie virou-se.
- Ai, como se você já não tivesse visto...
Dougie riu, pois percebeu que era verdade, mas mesmo assim continuou virado.
- Pronto, agora se você ver um tamanco preto, eu agradeço.
Ele pegou um escarpam preto e virou-se para .
- Esses?
- Não, mas como esse é mais bonito que o meu, vou fingir que são – pegou-os e os calçou.
- Você vai roubar? – questionou Dougie, com um tom de deboche.
- Não, tecnicamente isso não se chama roubo, se chama troca.
- E se a dona dos sapatos não gostar dos seus?
- Ela tem muito mau gosto. Meus sapatos são bonitos – Dougie riu e viu ir até a porta.
- Não vai deixar seu telefone?
- Messenger: talkto, o resto você sabe.
- Você se chama ?
- Não, coloquei isso no MSN só de enfeite – riu e saiu pela porta, deixando Dougie com cara de paisagem.

- ! – a chamou, que estava parada a duas portas dela.
- , você conseguiu acordar? Milagres acontecem...
- É, milagres acontecem. Gostei do sapato – olhou para os pés de .
- Obrigada – deu um sorrisinho.
- Quem chama o táxi? – e se viraram e viram com um menino loiro lindo.
- Meu deus, é impressão minha ou é a primeira festa que a não some do país?
- Já disse que amo suas piadas, ? – disse ironicamente.
- Já.
- Bem Tom, seu trabalho 'ta cumprido, já encontrei todas elas – sorriu para ele, que retribuiu com um sorriso também.
- Agora, vou procurar o Dougie e o Danny... – falou Tom, saindo de perto.
- Hein? – berrou , fazendo Tom se virar – O Dougie 'ta no terceiro quarto, virando à esquerda – Tom e as meninas riram.
- Obrigado.

Capítulo II - Boys and girls

- A terceira casa – disse , tirando o dinheiro da bolsa e entregando ao taxista.
- Obrigado – disse ele, saindo com o carro logo após as meninas descerem. Elas entraram caladas e foram cada uma para um canto da casa.
correu para o quarto para colocar um biquíni e entrar na piscina, foi até a cozinha tomar um copo de remédio e foi para seu quarto dormir. Amanhã seria o primeiro dia de aula delas.

acordou com os gritos de e . Ela se levantou correndo e foi até a sacada que dava para a piscina, vendo e se “afogando”, e também os vizinhos hiper gatos pulando o muro e se jogando na água. levou a mão no rosto e bufou. Desceu as escadas e encontrou enrolada nos braços de Brian, e sendo tirada da água por Jake. Ela abriu a porta e encontrou os quatro parados à sua frente.
- Entrem – disse saindo da frente da porta e abrindo espaço para as pessoas. Ela subiu as escadas correndo e voltou com toalhas na mão.
- Foi por pouco – falou Brian, quando lhe entregou a toalha.
- É, não sei como elas sobreviveram – entregou toalhas para todos e foi até a porta da frente.
- Cinco... quatro... três... dois... um... – ela abriu a porta e deu de cara com Samuel, que estava com o dedo perto da campainha. – Você ainda se dá ao trabalho de vir até a porta? Por que você não pula o muro?
- Porque não tem ninguém para eu salvar – riram e ela fechou a porta após ele entrar.
- Ok, da próxima vez eu lembro de me afogar também – chegou na cozinha e encontrou Brian fazendo um chocolate quente para e , enquanto Jake subia as escadas para pegar roupas limpas para elas.
- , os meninos vão dormir aqui... tem problema? – perguntou , com cara de coitada. - Ai, não acho uma boa idéia, filha. Eles podem cometer atos obscenos com você – disse com voz de madame.
Brian entregou o chocolate para as meninas rindo, e foi até .
- Você acha mesmo que um menino tão correto como eu, cometeria atos obscenos com vocês?
- Acho.
Brian pegou e a colocou em seu ombro.
- BRIAN, ME LARGA, SUA MUMIA PARALITICA!
Ele a colocou deitada, e prendeu seus pulsos, prensando-os no chão.
- Agora diz: Brian, você é o cara mais gato e fascinante que eu já vi e eu quero que você cometa atos obscenos comigo!
começou a rir junto com , e Samuel.
- NUNCA ! – falou e começou a rir novamente.
- DIGA! – Brian começou a arrastar pelos pés.
- OK, EU FALO – Brian a levantou e a colocou de pé na sua frente. – Brian, você acha mesmo que eu vou falar isso? – saiu correndo e ele foi atrás. Ela subiu as escadas rapidamente, e quase derrubou Jake. Brian fez o mesmo, e os dois sumiram no corredor.
- O que deu naqueles dois? – questionou Jake, chegando na cozinha com cara de paisagem.
- O mesmo de sempre – disseram todos em coro.
- Hm, e aí? O que vamos fazer? – interrogou entregando as roupas para as meninas.
- FILME – gritaram e ao mesmo tempo.

Danny acordou meio sonolento e olhou para os lados. Havia uma garota loira de pele meio morena. Ele riu para si mesmo e se levantou. Viu que estava em casa e foi até a cozinha. Encontrou Tom caído no chão, dormindo. Riu e foi até a geladeira pegar uma água. Escutou um barulho vindo do quarto de Dougie e foi ver o que era.
- Dougie? – perguntou, colocando a cabeça para dentro do cômodo. Ele viu uma morena na cama do amigo, e Dougie revirando suas roupas feito um louco. – Hey Dougie, o que foi? – entrou no quarto sem se preocupar com a tal morena.
- Cara, eu não encontro o MSN da menina da festa.
- Hm, deixa para lá... que horas são?
- Sei lá, deve ser umas quatro da manhã – Dougie largou a as roupas que tinha nas mãos, e foi até Danny. – A gente tem aula? – questionou confuso.
- Sim, cara. Se deixassem, você não saberia o seu nome.
- Nossa, eu vou deitar, daqui a duas horas a gente tem que levantar – se deitou ao lado da morena e fechou os olhos, e escutou risinhos vindo de Danny. - Do que foi que você 'ta rindo, dude? – sentou-se na cama com o cabelo bagunçado.
- Dougie, a gente estuda a tarde agora.
- Sério? – pulou da cama.
- É, Dougie. Agora, são meninas de manhã e meninos à tarde.
- WTF? Como assim? Sem garotas? VOCÊS QUEREM ME MATAR? – gritou isso para o teto, fazendo a morena acordar. A menina se sentou na cama, meio sonolenta.
- Oi – disse ela, suavemente. - Oi – Danny respondeu e piscou para ela, que riu e Dougie a apresentou.
- Danny, essa é a Natasha.
- É Natalia.
- Foi o que eu disse! – a menina bufou e saiu do quarto pisando forte.
- Boa noite, dude – disse Danny, indo atrás da morena. Dougie riu e foi se deitar.

Danny e Natalia estavam se agarrando e entrando no quarto. Ele bateu o corpo da garota na mesa, fazendo-a derrubar o casaco dele que estava em cima. Danny viu uma coisa branca no bolso do tal casaco, e soltou a morena, se agachando para pegar aquilo.
Era uma foto dele com uma menina de pele meio clara, e cabelos grandes e castanhos. Danny ficou olhando aquela foto por no mínimo meia hora. Quando se deu conta, Natalia e a loira já estavam saindo pela porta. Ele foi até a cozinha e tentou acordar Tom.
- Tom? Tom? Acorda, cara...
Ele abriu os olhos lentamente e olhou para seu relógio.
- Cara – disse em uma voz meio passada. – São quatro da manhã, o que você quer? – se sentou perto de Danny, que estava agachado ao seu lado.
- Você sabe quem é essa garota? – mostrou a foto para o outro.
Ele pegou-a na mão e chegou mais perto do rosto.
- Ela é familiar, mas acho que não conheço não...
Danny pegou a foto e saiu bufando. Tom foi atrás dele, quando Danny saiu pela porta de cozinha.
- Hei, o que foi dude? – colocou a mão no ombro do amigo, que parou e soltou um suspiro bravo.
- Sei lá, essa foto tem efeito sobre mim, Tom. Quando fiquei olhando uma foto por meia hora? – Danny parecia realmente estressado.
Tom pegou-a e guardou a foto debaixo do sofá.
- Pronto, esquece essa foto, falou?
- Valeu, Tom.
Fletcher sorriu para Jones, e voltou a olhar seu relógio.
- Que isso? Oh, você viu o Harry? Não o vi o final de semana inteiro – Tom se sentou no sofá, seguido de Danny.
- Ele deve estar com a – Danny foi para o seu quarto e Tom para o seu.

Capítulo III - First Date

abriu os olhos e viu deitada junto com Samuel, e Jake abraçado a ela. Isso provocou um sorriso instantâneo em . Ela olhou o relógio calmamente, mas a calma passou ao ver o horário.
- AAAAAAAAAAAAAH, 6h40 – todos pularam do sofá com o seu berro.
- Meu deus, , por que do escândalo? – perguntou Sam, esfregando os olhos.
- SÃO 6h40, A GENTE ENTRA ÀS 7H, .
AAAAAAAAAAAH - começou a berrar de desespero junto à amiga. Elas subiram as escadas correndo e foram até o quarto de . Pararam com tudo na frente da porta.
- Eu 'to com medo de entrar nesse quarto – disse .
- Eu também, a gente fala daqui mesmo, tá? 1, 2, 3... – elas fecharam os olhos e puxaram o ar para gritar. A porta se abriu na hora, e a mão de foi parar na boca das meninas.
- Vocês não acham mesmo que o grito da não me acordou? – largou a boca das meninas, sorriu com o olhar espantado delas e saiu correndo.
Foi então que as meninas se lembraram do banheiro.
- ! SUA VACA, EU ACORDEI PRIMEIRO, EU USO O BANHEIRO ANTES – saiu gritando pelo corredor atrás de , e repetiu o ato da amiga.

Vinte minutos depois...

- Tchau meninos, pelo amor de Deus, não esqueçam de fechar a casa depois – foi a última coisa que falou depois de sair desesperada pela porta da frente. Elas corriam para conseguir chegar à escola.

- Danny? Danny? – Harry o chacoalhava feito um brinquedo, até que ele acordou.
- O que foi, cara? Não 'ta vendo que eu 'to dormindo?
- NOSSA, EU JURAVA QUE VOCÊ ESTAVA BRINCANDO DE FINGIR DE MORTO – Danny tacou uma almofada na cara de Harry, que estava rindo. – Assim, eu já deixei a lá na nossa escola e... - Danny se sentou no sofá e abriu os olhos.
- Tinha muitas gatas lá? – Danny falava com voz de lamento e choro.
- Sim, Sim, como sempre, tipo, eu vou na panificadora lá perto da escola e tudo mais, quer ir? – Jones vestiu uma calça de Dougie que tinha no chão, pegou uma camiseta de Tom, e os dois saíram.
- A gente vai de carro, né?
- Claro, você não acha mesmo que eu vou andar oito quadras até uma panificadora, né? – eles riram e entraram na garagem.

- Corre mais, ! – gritavam e . - COMO? COM ESSE SALTO NÃO DÁ! – parou com tudo, olhou para os lados e sorriu.
- Eu tenho um atalho, vai poupar a gente de mais quatro quadras, para duas.
- Vamos então – e seguiram , que corria na frente. Havia uma rua para atravessar, as meninas passaram correndo, sem ver se vinha carro. Só deu para escutar a leve batida do veículo no corpo de e , que corriam na frente. deu um pulo, se afastando do carro, e pegou a bolsa que havia caído no chão.
- OH ANTA, OLHA POR ONDE DIRIGE – elas saíram correndo depois que berrou para o carro.
Os meninos que estavam dentro do automóvel ficaram espantados. Danny, no início, achou que Harry tinha matado as meninas, pois ele ficou da cor de uma folha de papel.
- Dude, a gente quase as matou – disse Harry, com os olhos arregalados.
- Nossa, que guria mais dopada, "olha por onde dirige" – Danny imitou a voz de , e Harry riu fraco.
- Não seria, "olha por onde ANDA?"
- É – eles ouviram as buzinas que soavam atrás do carro e pisaram no acelerador.
As menina corriam feito loucas. Elas chegaram à escola e o sinal estava tocando. Entraram e foram até o bebedouro. chegou antes (por um milagre) e foi a primeira a tomar água.
- Você 'ta bem, ? Não machucou? – se apoiava em seus joelhos, pegando fôlego.
- Nem, e você? – , como segunda da fila, foi tomar água quando saiu.
- Só um arranhãozinho de nada, 'ta ok – tomou água depois que saiu e elas foram para a sala. começou a rir no caminho, e e ficaram com cara de paisagem.
- Não, é que... - falava em partes, ela tomava fôlego de tanto rir. – Meu, a é muito tonta, OLHA POR ONDE DIRIGE – começou a rir, e também. Riam de cabeça baixa, e não perceberam que as "bitches" vinham em suas direções. Ao lado delas, vinha uma garota de cabelos pretos e curtos.
- , POSTURA OTÁRIA, QUER SER UMA DE NÓS OU NÃO? – uma loira turbinada falava com a tal menina, extremamente grossa. A loira parou, fazendo as suas 'Maria vai com as outras" pararem. – Quer saber? Quando você aprender a ter estilo, você anda com a gente – saiu andando e uma ruiva bateu na mão de , fazendo os livros dela caírem. , e se aproximaram. e ouviram resmungar algo: "O Harry me paga".
- Er... 'ta tudo bem com você? – se abaixou para ajudá-la a pegar os livros. Ela olhou estranho para , e depois sorriu. Elas se levantaram ao mesmo tempo, e lhe entregou os livros.
- 'Ta sim, obrigada – sorriu. – Oi, eu sou a , e eu só não estendo minha mão porque os livros já estão nelas – as meninas riram juntas e começou a falar.
- Oi, eu sou , essa é a e essa, a – sorriram e deram um leve aceno.
- Olha, eu sei que não é da minha conta – olhou para , cujo o sorriso havia sumido –, mas se aquelas são suas amigas, meu Deus, se mata – riu e as meninas também.
- Antes morta do que com aquelas "coloqueisilicone.com" – riu e começou a rir mais.
- Olha, se você quiser andar com a gente, 'ta beleza – sorriu e começou a falar.
- É, elas não são minhas amigas, são as "peguetes" dos amigos do meu namorado... Eu tento fazer amizade, mas vocês viram, né?
- Cara, se fosse eu, já a mandava colocar aquelas quatro toneladas de silicone no rabo – riu e colocou as mãos no rosto.
- Não liga, a educação dela não foi muito preservada.
- Quem disse que ela teve educação, ? – deu um peteleco em e bufou, cruzando os braços.
- Ok, por que a gente não vai para a sala em vez de vocês ficarem aí, autistando? – as meninas estavam entrando na sala quando viu um papel colado na parede. "Testes para líder de torcida, daqui a duas semanas, às 14h". sorriu e entrou na sala.

Duas semanas depois...
- Perguntinha. Por que exatamente eu, tenho que estar aqui? – era arrastada pelas amigas até a escola.
- Porque hoje é o teste da , e a gente tem que ir lá apoiá-la, ... Poxa, lembra quando você ia jogar e a foi torcer por você? – disse , colocando a mão no ombro de .
- É, , coitada da , as chefes de torcida são as "bitches" – estava junto com as meninas, agora elas eram super amigas.
- 'Ta bom, mas só por que eu não quero ficar de fora quando a se rachar no chão – as meninas saíram andando na frente e deixando um pouco para trás. Foi quando se tocou de uma coisa. – , A NUNCA TORCEU PARA MIM EM UM JOGO – ela saiu correndo para alcançar as amigas. Conseguiu as alcançar e viu o ginásio lotado de meninas usando saias e se alongando.
- Uau, que paraíso das líderes de torcida – viu no meio da multidão, se alongando.
- ! – todas gritaram ao mesmo tempo, fazendo-a pular.
- MENINAS – ela correu a abraçar as amigas, que fizeram o mesmo. – VOCÊS VIERAM ME VER! – elas se abraçavam.
- Se você cair, posso tirar foto? – questionou , recebendo em seguida tapas da amigas. – Orra, custa só responder "não"? – saiu irritada para a arquibancada. Todos foram se sentar e só as que iriam fazer o teste ficavam na quadra. A loira se colocou à frente, e começou a falar.
- Eu sou a Evelyn, e é a Judith – apontou para um ruiva que estava ao seu lado esquerdo. – Essa é a Colin – mostrou uma morena que estava ao seu lado direito. – Nós somos as chefes de torcida, e vamos avaliar o potencial de vocês para ver se serão aceitas na equipe. É claro que nenhuma vai chegar ao nosso nível, mas vamos aceitar coisas abaixo. Bem, para nos ajudar a julgar vocês, trouxemos nossos namorados – pela porta, entrou Tom, Danny e Dougie. A primeira reação de e foram claras.
- WTF? – elas gritaram, fazendo todos as olharem. Dougie e Tom ficaram boquiabertos quando viram as meninas que os secavam, com olhares perversos.
- Senta, a puxou para ao seu lado, logo após do mini escândalo. – O que deu em você?
- Eles são os meninos da festa de ontem, ! – olhou bem para os garotos e primeiro reconheceu Tom.
- Nossa, o loirinho da – ela levou as mãos a cabeça e quando voltou a olhá-los, reconheceu a pessoa que ela nunca achou que iria ver na vida.
- O MENINO DA BANHEIRA – o grito de saiu quase em um apelo. Todos olharam para ela, que estava com as mãos na boca. Danny fechou um poucos os olhos para ver se reconhecia a tal garota, nada lhe veio à cabeça. Ele fitou o bolso da jaqueta, que a duas semanas atrás estava em casa, jogada no chão, e viu a tal foto. Agora, a marca do beijo já estava fraca e a foto amassada.
- Querido – a loira de peitões turbinados chegou perto de Danny e o abraçou. – O que foi?
- Nada, gata, nada – Danny ainda estava meio em choque com tudo isso.
Tom tentou arriscar um sorriso para , mas isso só deixou a garota mais irada ainda. Ele se aproximou dela e disse um "oi", totalmente gago.
- O-oi – ele tremia. Não sabia o porquê, mas tremia.
- Eu te conheço? – mantinha os braços cruzados e tinha a cara severa.
- Ótima pergunta – sorriu sem perceber, e isso animou Tom rapidamente. – ER... a gente pode começar de novo? – ele já tinha uma expressão triste no rosto, como se soubesse a resposta (não). descruzou os braços e sorriu.
- Oi – quando Tom ia sorrir novamente, sentiu um olhar sobre suas costas, ele olhou para trás e viu Judith de braços cruzados, batendo os pés.
- Nós estamos esperando, Tom – ele sorriu um sorriso falso e foi até os meninos. Mas antes, ele olhou para trás e piscou para . Nesse momento, percebeu aquela radiante covinha, que deixou-a arrepiada por alguns segundos.
As lideres trocaram alguns olhares depois que os meninos foram para mesa de jurados, e olharam para , depois para e depois para . Isso não era bom.
- VAMOS COMEÇAR – gritou a loira, se colocando em posição com as duas meninas atrás.
Quem começou dançando foi Evelyn. Era horrível admitir que ela dançava bem, mas dançava. A bunda e o peito extra grande nem sequer atrapalhavam. Ela tinha ritmo, meninas queriam ser como ela. Depois de dançar, ela pediu para que as meninas que estavam fazendo o teste repetissem o que elas conseguiram lembrar da dança.
Todas as meninas que ela tocava, tinham que sair, pois não tinham sido aprovadas pelo grupo e pelos meninos, que falavam a opinião deles com um aceno de cabeça. Até agora, já tinham ido umas sete garotas. Mas estava firme dançando, de vez em quando ela errava alguma coisa, mas nada que fosse maior que seu talento. Evelyn mandou mais umas três meninas embora, sobrando poucas. Judith, Colin e Evelyn mostravam mais umas coisas e as meninas iam dançando. O que era aparente, era o jeito que Tom observava dançando. A menina tinha efeito sobre ele. Judith estava odiando, mas ela tinha bom senso e sabia que era necessária na equipe. Colin parou a música e sorriu para as meninas que ficaram.
- Parabéns, vocês são as novas integrantes do time – Colin parecia a mais simpática das três garotas.
- E agora toda a platéia e os jurados terão que sair, pois vamos começar o treino. Beijos – só se deu para ver uma aglomeração de pessoas. As meninas seguiram no meio de tudo aquilo. Do lado de fora do ginásio, tinha um menino de cabelos arrepiados, que sorria na direção das meninas. Elas viram sair correndo até ele e dar um beijão em sua boca. Ele segurou pela cintura e sorriu, dando um selinho suave que fez a menina corar.
- Como que foi lá? – o menino olhava dentro dos olhos de , que brilhavam.
- Minha amiga passou – ela sorria para o menino de cabelos arrepiados, que ainda segurava sua cintura a seu corpo. se tocou que as amigas estavam ali, vendo névoas. Ela ficou com as bochechas coradas e riu. – Essas aqui são minhas amigas... Essa é a , que passou – apontou para , que sorria para eles.
- Oi – Harry estendeu a mão e isso fez com que lembrasse de Tom. Ela estendeu a sua e sorriu.
- Essas duas aqui são a e a – Harry ficou branco quando viu as meninas que quase matou há duas semanas.
- Meu Deus, você ficou pálido de repente – comentou e fez Harry ficar mais pálido ainda.
- É mesmo – , para ajudar, concordou com .
- Nossa, eu não sei se vocês lembram, mas há duas semanas mais ou menos, vocês foram quase atropeladas.
- Nossa, imagina, quase perder a vida é um fato insignificante, quem lembraria? – falava isso em um tom óbvio, fazendo os outros perceberem que era ironia.
- Lembram ou não?
- Sim – respondeu , confusa. – Mas como você sabe? – isso fez com que quatro olhares voassem na direção dele.
- É que fui eu – começou coçar a nuca e olhar para todos os lados, mas menos para elas. A reação das meninas era inexplicável, mantinham a expressão boquiaberta, e ele achou que elas ficariam muito bravas. Quando ele se deu conta, tentava segurar o riso e estava rindo. ainda olhava abismada para Harry, que deu um riso fraco.
- Meu Deus, foi você que me assaltou ontem também? – só conseguia falar entre risos agora. parou de rir e engoliu em seco.
- VOCÊ FOI ASSALTADA? – colocou a mão na cabeça, desesperada. a olhou com cara de "hã?".
- Não, eu 'to brincando – soltou um suspiro e colocou a mão na testa, pensando. Como eu fui achar uma amiga tão burra, velho? Ela riu do pensamento e voltou À Terra.
- Bem, acho que eu devo desculpas, pelo menos... Desculpa! – Harry sorriu para as meninas, que retribuiram.
começou a cutucar , que não entendia.
- Pára, .
- Você deve desculpas também – deu um passo para trás e deixou de frente com Harry.
- Desculpa por chutar, ou sei lá o quê eu fiz com o seu carro – olhava para baixo, e começou a rir. Todos olharam para com cara de "dã".
- Sabia que vocês estão parecendo criancinhas que a tia do jardim três mandou pedir desculpa para o coleguinha? – Harry e reviraram os olhos e deram uma leve risadinha.
- Hey, meninas, alguma de vocês notaram que 'ta chovendo feio lá fora? – perguntou , apontando para a janela que tinha no corredor.
- Putz, amor, tem como você levar a gente em casa? – disse , olhando para Harry, com cara de coitada.
- Pior que não, linda, eu tenho aula agora, lembra?
- Ah tá, para ficar com o Danny, o Dougie e o Tom você mata aula, né? – e ficaram totalmente chocadas. Para variar, os meninos da festa eram amigos do namorado da . Mas não foi o foco delas na hora. Elas perceberam o clima tenso que estava ali.
- Hey, a gente nem poderia ir agora, tem a ainda, lembram? Ela só vai sair dali – olhou para a porta do ginásio onde estavam paradas algumas garotas conversando – daqui uma meia hora – sorriu para , que tinha tirado o clima hiper tenso.
- NOSSA, ESQUECI QUE A 'TA TREINANDO – riu de si mesma, junto com as meninas e Harry.
- Vai que a chuva para até lá? – falou , sorrindo para as pessoas presente na mini-rodinha.
- Vou ver se consigo uma carona para vocês – disse Harry, pegando pelo rosto levemente, sorrindo para ela, depois de dar um selinho.

Capítulo IV - They can

- Ok, o que nós fazremos por meia hora, no lugar que nós odiamos, hein? – perguntou para as duas meninas que tinham a cabeça mais voada que a dela. Até que levanta sorrindo, e corre a até o mural onde fica a lista de alunos.
- Nós vamos na sala 874 - ela olhou com cara de paisagem, tentando descobrir em que aquilo vai ajudá-las. olha com a mesma cara para , que bufa ao ver que nem estava entendendo. – É a sala do Brian, do Sam e do Jake – abre um sorriso imenso no rosto e só aumenta a cara de paisagem, agora fitando e , pulando.
- Quem são esses? – e arregalaram os olhos, e levaram a mão ao rosto.
- Cara, não acredito que a gente não apresentou a para os meninos – disse , ainda com a mão no rosto.
- Ué, apresentamos hoje – pegou pela mão, e elas foram reto no corredor e subiram umas escadas, onde dava para a sala 874. – , passa uma mensagem para eles.
tirou do bolso o celular e começou a digitar: "oi gatos hehe, adivinha ondi eu e tamo? Hm hm? Na frenti da sala de vcs dlçs kkk sai logo x.o.x.o"
Elas ficaram na frente da sala esperando, longe da vista da Sra. Goshing, a professora de literatura, de manhã e de tarde. Ela é uma velha rabugenta, divorciada quatro vezes, e agora vive com oito gatos e um papagaio.
O celular de apitou, ela logo abriu e viu uma mensagem. "Já ta acabando a aula da velha, se encontramos ai mesmo lindas".
Só esperar. Passaram-se alguns minutos de silêncio e o sinal tocou, os primeiros a saírem da sala foram os três, se empacotando na porta.
- LINDAAAAAAAAAAS - eles abraçaram e , em um abraço sufocado, fazendo com que elas tentassem se afastar. se soltou do braço dos meninos e puxou pelo braço.
- Gente, eu queria apresentar nossa linda amiga – deu um aceno e os meninos também. – A .
- Ei, você não é namorada de um daqueles veados da sala 870? Sem ofensas – disse Brian, levantando as mãos para o alto.
- Já ofendendo, né Brian? – o fuzilava com os olhos, junto à .
- Calma, eu não ligo, o Harry era mó galinha antes da gente namorar, agora ele já não é, eu acho... – eles começaram a rir, até perceberem que os "veados" estavam bem atrás dos meninos.
- Repete na cara se tiver coragem – Danny começou a encarar Brian, de peito, que não recuou.
- Os veados da 870 – só deu para ver Brian caindo no chão e gritando. Depois disso, Harry foi para cima de Brian, mas entrou no meio, o parando a gritos, que ainda insistia em ir para cima do outro. Dougie veio para cima também, mas Sam foi de frente com ele, e começaram a rolar no chão, tentando socar um ao outro. Tom puxava Sam, enquanto Jake puxava Dougie, e começava a gritar.
- PÁRA, MEU DEUS, GENTE, PÁRAAAAAAAAAAAAAAAAA – se esgoelava, quando correu até a parede e puxou o alarme de incêndio. Nisso, todos se levantaram e saíram correndo o mais rápido, junto com a galera que vinha logo atrás.
ficou parada perto do alarme de incêndio, e viu Danny parado, a olhando fixo nos olhos. Um súbito arrepio subiu à espinha de , a fazendo ter uma leve tremedeira. Ele se aproximou um pouco mais, parando a alguns centímetros de seu corpo. Ela, já com a respiração ofegante, arriscou um passo para mais perto. Ele não faz nada, simplesmente aproximou o rosto do dela, e disse em uma voz suave e em um tom bem baixo.
- Menina da banheira – sorriu e saiu correndo ao ver a diretora.
A garota fez o mesmo, antes que sobrasse para ela. A menina correu em direção à porta de saída, com um sorriso imenso no rosto. Chegando, ela viu que a chuva parou e estava todo mundo do lado de fora da escola, tentando entender o que houve. não sabia o que fazia: se procurava as amigas, se ia até Danny, se ia ver o Brian ou se ia procurar a . Mas foi o tempo de pensar, que a pareceram quase todos ali.
- , meu Deus, ainda bem, achei que a diretora tinha te pegado – disse , abraçando , que estava com cara de "hã?".
- Não, eu saí antes que ela visse – falou , procurando algo que ela não sabia o que era.
- O que foi? – questionou , tentando parar o olhar de nela.
- Nada, é, cadê a , a , o Brian e cia? – parou no olhar de , que agora era mais sério.
- A 'ta com o Harry e os amigos dele; a 'ta com os meninos, ajudando o Brian – falava em um tom hiper desanimado. Também, não era para menos. Depois de tudo aquilo que aconteceu em um flash.
- Vou lá, não sei por que, mas 'to me sentido meio culpada pelo que aconteceu – respirou fundo e foi até Brian. – Oi – ela chegou meio sem jeito, sem saber o que falar. – 'Ta melhor?
- 'To – Brian sorriu, mesmo sentindo muita dor na boca, que foi onde Danny deu o soco. Ele sorriu alegre por ver e ali. – Ei, estou indo para casa, querem carona?
- VOCÊ VAI DIRIGIR COM ESSA BOCA? – questionou , assustada.
- OMG, ele não vai poder mandar beijos no sinaleiro, o que vamos fazer? – colocou as mãos na cabeça para parecer desesperada, mas o tom de ironia dela era mais óbvio do que a Amy Winehouse bêbada. Brian virou os olhos, mas não aguentou não rir.
- Mas então, querem? – Brian insistiu na resposta, mas as meninas hesitam um pouco. Nenhuma sabe o motivo da outra, mas todas sabemos o motivo geral.
- Ai, tenho que esperar para ver se o treino vai continuar – disse , coçando a nuca, evitando olhar para Brian.
- Eu acho que vou esperar a foi para o lado da amiga, que sorriu discretamente. foi para o lado de , que olhou estranho, mas resolveu ficar quieta.
- Ok, então – dava para perceber que Brian ficou meio sem jeito, mas mesmo assim elas optaram por ficar. Brian já estava saindo com o carro quando Evelyn chegou em , com suas clones.
- Cancelamos o treino pelo incidente – Evelyn olhou para , que fez cara de "EU?" – que aconteceu.
- Tá – não tinha ido nem um pouco com a cara de Evelyn, assim como as outras.
- Oi, meninas – estava mais animadinha, mas foi ver Evy que os quinze por cento de animação sumiram. – Evelyn... – a menina olhou para e deu um risinho de deboche.
- Nossa, você conseguiu meninas do seu nível – disse Judith, olhando torto para as três. – Não achei que a sociedade ainda tivesse dessas.
- Pois é – Colin só não era a pior, mas isso não a tornava menos má. A esse ponto, as meninas já estavam explodindo. – Semelhantes sempre se dão bem – nisso, os meninos perceberam o clima tenso e se aproximaram. Evelyn chegou em Danny, o puxou e o beijou com toda a intensidade possível. mordia os lábios por dentro; mas por fora, só os encarava séria. Dougie e Tom deram mais dois passos, o suficiente para as cópias da Evelyn fazerem a mesma coisa. ia abrir a boca para falar, mas Evelyn não deixou.
- Não é por que você é do time, que é nossa amiga – ferveu, junto com e . Mas não deixou nada prosseguir.
- Vamos, a gente não tem que ouvir o que elas ficam falando, Harry conseguiu um carro.
Judith sorriu perversamente e fez um comentário que acabou com .
- Nossa, o Harry ainda está com você? Pobre coitado, mas acho que você vai gostar de saber que a Stacey vai voltar semana que vem – foi o que bastou para cair uma lágrima do rosto de , e fazer as meninas voltarem os passos que já tinham dado.
Uma semana atrás, contou tudo sobre ela para as amigas. Stacey era a ex namorada do Harry, mas eles terminaram porque eley havia a traído, e ela iria fazer intercâmbio para o Brasil. Depois que eles terminaram, Harry nunca foi o mesmo.
- Esqueceram alguma coisa? – disse Evelyn, sorrindo falso.
- Dignidade ou orgulho? – Colin começou a rir da própria piada de mal gosto.
- Eu esqueci o tapa na sua cara – parou a centímetros de Evelyn, que não movera um músculo. e puxaram amiga para trás, e Danny puxou Evelyn.
- Quem você pensa que é? – foi à frente, e encarou as três. – Só por que são "as mais" do colégio, acham que podem se meter onde não são chamadas? Acham que assim é que se forma um caráter decente e admirável?
- Não me fale de caráter, pois é uma coisa que você não tem capacidade para ter – ficou quieta, sem saber o que falar. Mas voltou.
- Como se peito e bunda formassem muito caráter – Evelyn ergueu a mão, que foi parar no rosto de . Ela ficou quieta e se aproximou.
- Eu tinha me esquecido do que mesmo? – encarava Evelyn, bufando e tremendo de raiva.
- Vai mesmo baixar o nível? – Evelyn mantinha os braços cruzados e sorria ironicamente.
- Ah, me poupe, como se essa conversa já não tivesse baixado uma coisa tão baixa.
- Ok, você quem sabe, mas isso dá diretoria – Evelyn abriu um sorriso imenso, como se tivesse ganhado um doce, mas sorriu mais ainda.
- Espero que eles gostem de visitas – depois disso, Evelyn perdeu a noção de equilíbrio e caiu no chão, com o rosto vermelho. ia voar para cima de Evelyn, mas Danny a segurou e a levou para o carro, à força, junto com , e , que sorriam mais do que nunca.
- ME LARGA, PORRA, NÃO É POR QUE EU TIREI VOCÊ DE UMA BRIGA, QUE VOCÊ PRECISA ME TIRAR DE UMA TAMBÉM – Danny a colocou no carro, e Harry falou espantado.
- O que aconteceu?

Capítulo V - Happy Birthday, Harry, or not...

- , ja está pronta? A gente tem que ir, estamos atrasadas em uma hora – apressava as meninas, que não conseguiam parar em uma roupa. Elas trocavam e destrocavam: ora a roupa estava boa, ora o acessório estava ruim. já bufava ao ver aquele troca-troca.
- Calma, , é nossa primeira festa, sabe? A gente tem que causar – levou a mão ao rosto, ouvindo comentários desnecessários de .
- É, , você não pode falar nada, é só você colocar uma roupa e já fica linda, a gente precisa de todo um ritual – passava lápis e falava com a amiga ao mesmo tempo.
- Ah, claro, sou linda – revirou os olhos e recebeu olhares que a fuzilaram até "morrer".
saiu do banheiro sorrindo.
- FINALMENTE PRONTA – ela vestia uma saia preta de cintura alta, com uma blusa escrito "I *heart* NY". Por dentro da saia, uma meia rendada. Nos pés, uma Melissa de salto preto; e no pulso, pulseiras.
viu a cara de ao ver as meninas ainda se arrumando e riu. Ela foi até o armário e pegou um colete e um casaco amarelo, de couro. Pegou na sapateira um scarpin azul turquesa e uma Melissa cinza. Pegou um colar, que tinha uma coroa de pingente; e brincos de pérola. Deu o scarpin, o colete e os brincos para , e o casaco amarelo com a Melissa e colar para . Elas começaram a sorrir e se trocar.
olhou pasma para , que sorria.
- Elas demoraram uma hora para fazer o que você fez em menos de dois minutos – sorriu e ainda estava com cara de "hã?".
- Minha mãe é estilista, , aprendi tudo que sei com ela – sorriu ao ver as meninas finalmente prontas. Elas estavam muito atrasadas para o aniversário do Harry.
Elas entraram no carro e enquanto dirigia. O clima dentro do carro era tenso. As meninas estavam quietas e seus corações estavam acelerados. Elas sabiam que veriam os meninos hoje, e que provavelmente eles estariam com aquelas grandes putas. Elas respiravam, mas nada adiantava.
estacionou em frente de uma casa enorme e sorriu ao ver Harry na porta.
- Chegamos – saiu do carro, mas estranhou uma coisa: só ela desceu. Ela olhou pela janela e viu as meninas tensas. – Calma, vai ser legal, confiem em mim – elas sorriram e saíram do carro.
- Oi meninas, que bom que vocês vieram – Harry nem fez questão de dar 'oi' para , pois já estavam abraçados. Ele cumprimentou , e . Elas sorriram, mas não abriram a boca. – Vamos entrando, já 'ta quase todo mundo na festa – lançou um olhar mortal para as meninas e elas sorriram feito crianças.
Primeiro passaram pelo hall, onde tinha casacos de tudo quanto é marca. Harry não apresentou a casa, foi direto até a piscina, onde era a festa. Elas só viam garotas hiper populares e meninos, desde o time de futebol aos que formavam bandas. Elas se sentiram muito perdidas, as únicas pessoas que conheciam mesmo eram as próprias e a .
- do céu, só tem puta aqui – sussurrava no ouvido dela, que começou a rir baixinho ao ver a cara de espanto das amigas.
- Calma, nem todas são, tem umas legais. Vem, vou apresentar vocês a elas – foi na frente enquanto , e a seguiam. Elas desviavam dos enormes jogadores de futebol, que passavam em grupos grandes empurrando quem estivesse na frente. Uma menina de cabelos ruivos, bem forte, olhou para e sorriu. Mais uma loira se virou, e fez o mesmo que a ruiva.
- , meu amor – as duas a abraçaram bem forte, fazendo soltar um gemido de dor. Elas olharam para as meninas atrás dela e sorriram ainda mais. – Essas são as meninas?
- Sim, essa é a – as três trocaram beijinhos na bochecha. – Essa é a – repetiram o ato. – E essa é a , a que passou no teste das líderes – repetiram o ato com também, e a loira segurou a mão dela.
- Ao mesmo tempo uma menina de sorte e de azar – olhou estranho para aquela "doida" que segurava sua mão. Ela riu. – É que você tem sorte de entrar para o time, pois lá só aceitam as melhores, no mínimo.
- E de azar, pois as três – a ruiva, que continuava a frase da amiga, apontou as três meninas que elas não queriam achar. Como previsto, estavam com os meninos, e isso só as machucou mais. – São suas "chefes".
- É, pois é, nada é perfeito – todos riram e tratou de apresentar as duas.
- Gente, essa daqui é a minha linda ruivinha Dhayra, e essa loira aqui é a Lindsay – sorriram, e as meninas se sentiram mais a vontade por saber que tinham pelo menos duas almas boas ali dentro, que não se renderam a grandalhões e viraram putas.
As meninas passaram a festa juntas. Entre um momento e outro, elas reparavam em alguma coisa ou faziam piada sobre a roupa de alguém. Elas se divertiam muito reunidas. As meninas não tinham cumprimentado nenhum dos meninos, tirando Harry. A festa estava meio parada, pois ainda tinha sol. Pouco, mas ainda tinha.
Do nada, elas notaram que começaram muitos cochichos e comentários. As pessoas estavam agitadas demais, e as garotas, sem entender, até que alguém gritou da porta que dava da piscina para a casa.
- OMG, A STACEY CHEGOU – paralisou na hora, e um tremor lhe subiu à cabeça.
Ela ficou fitando a porta, séria, e alguns olhares se voltaram para a reação dela. Só se escutava a risada de Evelyn, Judith e Colin. Quando Stacey entrou por aquela porta, só se viam pessoas chocadas. , e não ficaram diferente. A menina era realmente linda. Agora mais bronzeada por causa do sol do Brasil; cabelos louros, meio ondulados e grandes; e um corpo de dar inveja até em uma lhama.
Quando ela passava pelas meninas, elas abaixavam a cabeça também. virou um pouco o rosto, não sabia se queria vê-la dando 'oi' para Harry. Mas isso a fez ver Evelyn vindo até ela.
- Eu disse que ela ia voltar... - Evelyn sorriu ao ouvir o silêncio de . respirou fundo e olhou com cara de nojo para ela.
- Quem era a chefe das líderes antes dela ir para o Brasil, Evy? – Evelyn diminui o sorriso e se apoiou para frente, ficando bem perto de .
- Não é mais – deu um risinho e virou para a frente, fitando a piscina e deixando Evelyn no vácuo, que sorriu e deu as costas.
- Ei, Evy – Evelyn se virou para sem expressão nenhuma, e continuou. – Mas eu disse que ela ia voltar... – Evelyn saiu bufando para as amigas e riu. Ela sentiu uma mão em seu ombro e virou-se.
- , COMO EU TE AMO! – as cinco meninas pularam em cima da amiga, que começou a rir.
- Nossa, eu queria ter tirado uma foto da cara de cu dela, meu Deus, ia para o Guinness! – Lindsay começou a rir e as meninas voltaram a se sentar. Nisso, viu Harry conversando com Stacey, e isso bateu-lhe uma tristeza, mas ela não demonstrou nada por fora, não ia se deixar vencer tão fácil. Dhayra bufou, encostando-se no ombro de .
- Cara, que tédio, se você não é popular, você não se diverte – e se olharam e começaram a rir. Dhayra, com cara de paisagem, fez sinal com a mão de "boiando". puxou o ar e explicou.
- Bem, quando se trata de festa, nós aqui sabemos o que fazer. Espera só dar umas 23h e a gente vai chamar uns amigos – Dhay não sabia o que elas iriam fazer, mas sabia que coisa boa não era, mas isso a fez sorrir maliciosamente e todas riram.

Flashback on #
Ela dançava sem se preocupar se estava sendo meio vulgar ou se aparecendo demais. Ela só queria curtir. Bem, também, né?! Quem ligaria para vulgaridade e postura, quando já se está bêbada? De uma hora para outra, elas iam perdendo a consciência. não notou, mas já tinha sumido daquela sala totalmente cheia de adolescentes bêbados, dançando "LoveGame", da Lady Gaga. Ela não ligou, pois viu vindo em sua direção, um menino de olhos azuis e cabelos enrolados, sorrindo para ela.
- Você sabia que está dançando há mais de três horas? – ela olhou para ele, estranhando o comentário e riu.
- Quem está contando?
- Eu – ele se aproximou um pouco mais dela, que já fez com que os corpos se unissem. Ela passou os lábios em seu ouvido, de leve, fazendo-o arrepiar ao ouvi-la sussurrar.
- Interessante – ela riu quando viu que o menino fez o mesmo, só que ele o fez de leve.
- Sou o Danny – agora ele já tinha saído de seu ouvido e mantinha seu rosto perto do dela.
- Eu não perguntei – ela riu mais ainda, e Danny sorriu ao ver que a menina estava realmente disposta a provocá-lo.
- Ok, eu não sei o seu nome ainda...
- E não vai ficar sabendo – virou as costas para Danny, que ficou com cara de bobo. Mas ela era esperta, mesmo bêbada. Ela sabia que o menino viria. E foi terminar esse pensamento, que sentiu sendo puxada pela cintura. Danny parou-a a menos que centímetros de seu rosto, e olhou em seus olhos.
- Sua mãe não te ensinou educação? – quando Danny falou, a puxou para mais perto ainda. Isso se ainda houvesse algum espaço entre eles. Ele encoxou-a, e sentiu o volume que havia entre suas pernas. Ela sorriu e respondeu à pergunta de Danny.
- Nem decência – Danny puxou o rosto da garota em direção ao dele. O beijo envolvia todo o corpo deles. Desde a cabeça às pernas. A garota se afastou um pouco dele para respirar.
- – ela falou do nada.
- Eu não perguntei – riu e puxou Danny de novo para sua boca. Eles já sentiam ausência dos corpos se tocando, do calor que subia por eles. foi puxando Danny para fora daquela sala.
Flashback off #

Tom se aproximou de , que estava pegando uma bebida com o barman da festa.
- Oi – se virou assustada, e sorriu ao ver Tom.
- Oi, eu sou a – ela amava as brincadeiras de faz-de-conta, desde criança.
- Hm, agora você sabe a resposta – riu junto a Tom, e ele se aproximou um pouco dela.
- É, depois dessa eu não garanto mais... – ela apontou para o copo com uma bebida muito estranha que havia pedido.
- Qual é essa?
- Eu não sei – eles começaram a rir de novo, feito crianças.
- Isso por que você nem tomou ainda.
- As coisas escritas nesse cardápio de bebidas são muito complicadas. Mas eu acho que eu pedi a oito.
- Por que você acha isso?
- Sei lá, quando eu não sei um número, sempre falo oito – ele se virou para o barman e pediu a bebida de número oito. sorriu ao ver isso. O barman lhe entregou uma bebida verde, bem diferente da dela, e eles começaram a rir.
– Ok, acho que dessa vez eu fui por nome – eles saíram andando pela beira da piscina, quando Tom percebeu que olhava o céu.
- O que foi? – ele olhou para cima, tentando descobrir o que ela tanto olhava.
- Nada, é que o céu 'ta muito estrelado hoje, e isso me encanta mais que Papai Noel, desde criança. Ok, eu sei que é idiota, mas eu gosto – abaixou a cabeça e viu que Tom a fitava com um sorriso imenso no rosto. Ele colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, e a puxou pela mão até a saída.
- Onde a gente 'ta indo? – já tinha derrubado o seu copo de bebida desconhecida e olhava assustada para Tom.
- Você não tem medo de moto, né?
- Moto? Para quê moto? – Tom parou e virou-se para .
- Você gosta de estrelas, né? – balançou a cabeça e Tom voltou a puxa-lá.

Capítulo VI – Star Girl

Tom puxava pelo braço escadaria abaixo, ela tentava acompanhar o ritmo dele, mas era praticamente arrastada. Eles pararam em um lugar escuro. sentiu Tom soltar seu braço e ir procurar o interruptor. Quando a luz acendeu, ela se deparou com dois carros e uma moto preta, que brilhava. Tom chego por trás de , e lhe entregou um capacete, que ela ficou analisando. Voltou seu olhar para Tom, que já estava em cima da moto e sorria para , que tinha a expressão do rosto meio indefinida.
- Você não vai mesmo me falar onde nós vamos? – Tom riu ao balançar a cabeça negativamente e ver subir, bufando, na traseira, depois de pôr o capacete.
Eles pegaram a BR depois de virar algumas ruas.
ficava em silêncio e sorria ao sentir o perfume de Tom, que passava por ela por causa do vento. Ela fechou os lhos e resolveu não pensar em mais nada... Esquecer as líderes de torcida, suas amigas, escola, e outras coisas. Sua mente estaria vazia, se uma palavra não ecoasse em sua cabeça. "TOM".
Ela abriu os olhos ao sentir a moto e o vento, que batia em seus cabelos. Ela viu as luzes de Londres de longe e sorriu. Eles estavam em uma colina onde conseguia se ver grande parte da cidade.
estava paralisada com a paisagem, que nem percebeu que Tom estendeu um cobertor na grama e havia se sentado.
- Ei – se sentou ao seu lado e sorriu. – Amei.
- Amou o quê? – Tom olhou-a estranhamente, e riu dela, que tinha cara de paisagem.
- A "surpresa", esse lugar... – ela se deitou e fechou os olhos.
- Mantenha os olhos fechados, certo? – balançou a cabeça, espremendo os olhos para que não se abrissem. – Essa ainda não é a surpresa.
Ela queria abrir os olhos, mas não se permitia decepcionar Tom. percebia que ele andava para lá e para cá, procurando algo (ou alguém), ela não sabia.
sentiu Tom a levantando e guiando-a até uma pedra, para que ela se sentasse.
- Continue de olhos fechados – Tom esticou a coberta em outro lugar, onde a neblina era menor. Ele pegou pela mão, e levou-a até o cobertor, agora um pouco mais longe da moto. se deitou e sorriu ao sentir Tom deitado do seu lado.
- Pode abrir – quando abriu os olhos, a noite parecia dia. O céu já não era escuro por causa das milhares de estrelas que brilhavam nele, que nem os olhos dela.
Uma lágrima escorreu pelo seu rosto, fazendo um pouco de cócegas por onde passava. Tom apontou o dedo em direção ao Sete Estrelas, que se destacavam das outras por causa da luz que reluziam.
- Aquela é uma constelação que se pode ver a olho nu, o nome é Sete Estrelas – Tom apontou para outras três estrelas, pouco longe das sete. – Elas ficam perto das Três Marias. Dizem que quando elas aparecem, você pode fazer um pedido...
- Sério?
- Não sei – os dois começaram a rir e Tom voltou a falar. – Mas não custa nada tentar... O que você pediria?
- Sei lá, acho que só para as coisas continuarem como estão – Tom sorriu sozinho, e olhava as estrelas novamente.
- Funciona...
- O quê? – se virou para ver Tom, que sorria ao olhar para ela.
- Seu pedido foi realizado, elas funcionam – riu levemente e Tom se aproximou. Ele parou a alguns centímetro de seu rosto fazendo-a ficar com a respiração ofegante. O coração de acelerou a ponto que Tom conseguisse ouvi-lo... Ele riu e quando suas bocas iam se unir, levantou assustada e se afastou dele. Ele levantou junto. Os dois se sentaram e olhava Londres, abraçada aos joelhos.
- O eu aconteceu, ? O que eu fiz?
- Nada é que... – segurou as lágrimas que queriam cair de seu rosto, pois dessa vez não fariam cócegas. – Tom, eu não sirvo para ser a outra.
- Do que você 'ta falando, ?
- De você e da Colin... – Tom riu e o olhou indignada, como ele poderia ser tão insensível com isso?
- , eu e Colin não temos nada, ela só é amiga das meninas do Danny e do Dougie, a gente já namorou, mas não agora...
- E por que ela apresenta você como namorado dela? – evitava o olhar dele.
- Sei lá, já pedi para ela parar.
- Então vocês não tem nada? – Tom se aproximou de , mexeu em seus cabelos e sorriu.
- Ainda preciso responder? – balançou a cabeça negativamente, e Tom puxou o seu rosto para o dela, transformando aquilo em um beijo. Ele foi deitando no cobertor, sem parar de beijá-la. Ele separou seus lábios e começou a cantar.
- Hey, I am looking up for my star girl...
- É tão bom saber que eu vou lembrar agora – Tom sorriu para , pois ele também estava feliz de poder lembrar daquilo...

- E ai? Ligou? – se levantou da cadeira e foi até , que vinha com o celular na mão.
- Já estão chegando – as duas sorriram e foram avisar Lindsay e Dhayra.
- Dá para contar o que 'ta acontecendo? – Dhayra estava com a mão na cintura, já impaciente com o tédio. De repente, a música começa e as pessoas vão para a pista de dança. Pela porta, as meninas vêem entrar três garotos que sorriam. Elas acenaram, e Lindsay e Dhayra ficaram babando.
- Oi, garotas – Eeles passaram menina por menina, cumprimentando-as.
- Lindsay, Dhayra, , esses são Brian, Sam e Jake. Guys, essas são Lindsay, Dhayra e ... – eles sorriram e as meninas fizeram o mesmo.
- Amigas delas, são nossas amigas – elas riram e os meninos sentiram falta de uma pessoa. Jake foi o primeiro que se manifestou.
- Hey, cadê a ? – as meninas se olharam estranhando, não mais a pergunta, mas sim a resposta.
- Não sei, a sumiu faz uma hora, ela disse que ia pegar uma bebida e não voltou... – respondeu Jake, e começou a olhar pelos lados para ver se achava a outra, mas nem sinal.
- Meu Deus, só a para ficar bêbada o suficiente para não achar o caminho de menos de cem metros de novo – todos riram, mas logo em seguida já pegaram o celular para ligar para ela, porém inteligência não é o ponto forte entre eles, tanto que ligaram todos ao mesmo tempo, fazendo com que todos caíssem na caixa postal. Eles se olharam e começaram a rir daquilo. Brian puxou Lindsay para dançar, e Jake puxou Dhayra.
- Você não vem, ?
- Já vou, balançou a cabeça e saiu com Sam. estava mexendo na bolsa quando seu celular começou a piscar. Era o MSN. Apareceu um pedido de adição falando "jeffococo@hotmail.com pediu para adicionar". colocou "Ok", e em poucos segundos subiu uma janela piscando.

Dougie *no aniversário do Tigrão diz:
Oi, .-.

– ventilando all the time diz:
Nossa, demorou para adicionar, né? Aproveitou que a namorada não ta por perto? ¬¬

Dougie *no aniversário do Tigrão diz:
Não, só fui achar seu MSN agora...

– ventilando all the time diz:
HM, ta, o que você quer?

Dougie *no aniversário do Tigrão diz:
Nossa, desculpa, se você não quer falar, tudo bem...

– ventilando all the time diz:
Ai, esquece, desculpa, to um pouco estressada... Em, quem é tigrão? Achei que você tava no aniversário do Harry g_g

Dougie *no aniversário do Tigrão diz:
HUASDHAUHDUAS, eu to...

– ventilando all the time diz:
MEDO @_@ GJHIGFIOOJOIFG, não quero saber por que o do tigrão...

Dougie *no aniversário do Tigrão diz:
EU SEI POR QUE DO TIGRÃO/LIXA* ;D

– ventilando all the time diz:
Eu tenho que me preocupar com isso #_#?

Dougie *no aniversário do Tigrão diz:
Com isso não, com outras coisas sim... HSAUHDUSAHDA, (66’

– ventilando all the time diz:
HM, Safadinho –n

Dougie *no aniversário do Tigrão diz:
Safadinho –s

– ventilando all the time diz:
TORINDOMTO HGJGHPGOJHGJPHGJHO... ER, você gosta de dançar?

Dougie *no aniversário do Tigrão diz:
MUITO e você?

– ventilando all the time diz:
ADOGO... quer dançar?

Dougie *no aniversário do Tigrão está off-line.

desligou o celular e sentou em um banco que tinha perto dela. O sorriso que estava em seu rosto havia desaparecido. Uma mão tocou seu ombro, a fazendo virar. Ela só viu um garoto loiro, sorrindo para ela.
- Quer dançar, ? – balançou a cabeça e sorriu novamente.

Capítulo VII – I do not care if never see you again!

- Tom – o chamava, que estava com ela em seus braços.
- Hm?
- Você me promete que me reponde?
- Claro.
- Er, depois daqui, você ainda vai ser assim?
- Não – se levantou assustada e olhou para Tom. Ele mantinha a expressão normal. Ela se levantou, quase chorando, e saiu em direção a moto. Ela sentiu as mãos dele em sua pele, e se virou para ele.
- Você é um mentiroso, filho da puta, sem coração... - Tom colocou os dedos em sua boca, fazendo parar de gritar.
- Para sempre eu serei assim – sorriu e Tom a envolveu em seus braços. Ele foi a deitando lentamente, até que seu corpo estivesse debaixo do dele. Ele começou a dar leves selinhos em seu pescoço e subir até alcançar sua boca. , lentamente, aos beijos, foi deixando Tom por baixo, até que parou em cima dele. Ela tirou sua camisa e passou a mão pelo seu peitoral, e contornou a estrela tatuada em Tom com as unhas. Deu um beijo na estrela e foi subindo para seu rosto. Tudo estava bem até o celular dele tocar. Ele olhou a tela e desligou. se afastou e olhou para ele.
- O que foi?
- Temos que ir – ele vestiu a camisa deu um beijo demorado em , subindo na moto. – Vamos? – subiu também e colocou o capacete. No caminho, , discretamente, colocou a mão no bolso de Tom e pegou seu celular. Ela olhou o número que havia ligado e tremeu de raiva. "Chamada perdida de Colin".

descia até o chão, usando Sam como cano. Ela ria e dançava ao som das músicas que tocavam. Ela viu, vindo em sua direção, Evelyn segurando Danny pela gola da camisa e rebolando. Ela virava o olhar de vez em quando e ria. tinha que pensar rápido, ela queria competir. saiu para procurar , mas viu vindo.
- ONDE VOCÊ ESTAVA, CRIATURA? – olhou assustada para , que a abraçou.
- Eu estava com o Tom – ela sorriu.
- MEU DEUS, , SAFADA – elas riram e começou a explicar que os meninos chegaram, e a puta da Evelyn queria competir. simplesmente puxou pelo braço, e foram atrás de . As duas ficaram boquiabertas ao verem dançando coladinha com o Dougie. Ele beijava seu pescoço, e de vez em quando tentava beijar sua boca. Mas desviava.
- Por que a 'ta desviando? É trouxa? – estava louca com tudo aquilo. sumiu, apareceu, desviando os beijos de Dougie, ela fugindo da "competição" de dança... ONDE ESTE MUNDO ESTAVA INDO? Aqueles meninos as confundiam, o jeito delas viverem e agirem.
e Dougie se sentaram no canto de um parede, e ele ia indo de pouco em pouco para cima dela, que não conseguia mais resistir a tudo aquilo. Ele se aproximou de sua boca e parou a milímetros.
- Sabe o que eu estava pensando? – abriu os olhos, que já estavam fechados, esperando Dougie.
- Não.
- Você lembra de como nós nos conhecemos?

Flashback on#
- Entra no armário logo, – insistiam várias vozes que estavam na roda de Verdade ou Desafio.
- Tá, mas só quando vocês me falarem com quem que eu vou...
- SURPRESA – gritou uma menina que empurrou para dentro do closet e fechou. não ouvia nada do lado de fora. Mas levou um susto ao empurrarem um menino lá dentro.
- Só me diga que não colocaram um garoto aqui – riu e tentava achar o garoto com a mão. Ela esbarrou com tudo em cima dele. Seus peitos se chocaram, e ela gemeu.
- Ok, não precisa mais responder... Homem não tem um peito tão grande – riu.
- Se eu visse seu rosto, eu daria um tapa – ele riu e segurou as mãos de .
- Mas como você não vê...
- Você poderia me dizer pelo menos onde que 'ta seu rosto... – ele foi guiando as mãos de para cima, e fez com que seus dedos passassem de leve por cima de seus lábios.
- No máximo te digo onde esta minha boca...
- Para quê? – realmente gostava de dar uma de criança ingênua. O menino nem respondeu a sua pergunta, e já começou a beija–lá. subia as pernas por Dougie, e sentia o volume entre elas. Ele passava a mão pelo seu corpo, e sentia suas curvas bem definidas.
Flashback off#

- Não faço idéia, Dougie – ela puxou o rosto dele para o seu e fez com que suas línguas se entrelaçassem.
ouviu cochichos vindo de um canto e bufou.
- O que vocês querem? – colocou a cabeça para onde conseguisse vê-la. Ela sorriu feito uma criança.
- Er, Dougie, a gente precisa da um minutinho.
- NÃO! – gritou bem claramente .
- Pode, mas devolve – Dougie riu ao vê-las levando a garota à força.
- Caramba, o que vocês querem? – elas sorriram e apontaram para a pista de dança, onde Evelyn desfilava o seu corpão junto com Colin e Judith. sorriu e elas foram correndo.
Chegando lá, começou a musica "Good Bye", da Kristina Debage. Elas foram entrando na pista, com passos longos e deslizantes, que iam de acordo com a batida. segurou na mão de , e elas começaram a descer até o chão devagar e rindo. Depois, entrou no meio das duas e o trio começou a dançar. Evelyn se aproximava e elas avançavam sem medo. Evelyn viu que a coisa estava pegando fogo para o lado delas, então cochichou algo no ouvido de Judith, que balançou a cabeça rindo. Ela saiu da pista de dança. Enquanto isso, olhava nos olhos de Danny, que a observava atentamente, e cantou junto com a música, um simples refrão.
- I do not care if never see you again oh, oh – Danny riu e ela virou os olhos. Do nada, sentiu uns pingos em sua perna e escorregou. Quando ela caiu no chão, viu de longe Judith correndo dali. Todos começaram a rir. Mas se levantou e foi até Danny, o abraçou maliciosamente, e sussurrou em seu ouvido a uma altura que Evelyn pudesse ouvir.
- Foi muito bom te ver de novo – ele se arrepiou e Evelyn rugiu de raiva.
- Essa menina me irrita – Danny só soltou um 'hawn' para Evy, e saiu em direção à , quando a viu entrar em casa.
- Já-já volto – e saiu correndo para conseguir alcançá-la.

procurava um lugar para se sentar e encontrou o sofá da casa. O tombo estava doendo agora, e ela estava exausta. Ela olhou para o chão e viu um papel pequeno ali. Pegou-o na mão e virou. Ela começou a rir alto ao ver que era a sua foto com o Danny. Deu um ataque de riso, que ela não parava mais de rir. Só parou um pouco quando Danny se jogou em cima dela, no sofá.
- O que você está vendo? – ele tentou pegar a foto de sua mão, mas ela escondeu dentro da blusa e riu. – Você acha que eu não tenho coragem de pegar isso?
- De jeito ou maneira alguma – ela riu com malícia na boca, e Danny sorriu.
- Posso? – Danny direcionou a mão para a blusa de , mas parou-a no meio do caminho.
- De jeito ou maneira alguma – ele riu e foi em direção a sua boca. – Hey, quem te deu tanta liberdade assim?
- Você – Danny tentou de novo alcançar a boca de , mas ela desviou.
- Você 'ta bêbado, Jones – levantou-se do sofá e saiu andando. Por mais que lá, ela estivesse de brincadeira, não queria passar por aquilo.

procurava por Harry em todos os lugares, mas não o achava em nenhum. Ela tinha olhado em seu quarto, mas nada. Ela já estava preocupada. Quando ela olhou um pouco mais ao longe, o viu beijando Spacey. Ela não conteve e chorou. Tirou seu anel que tinha gravado o nome de Harry, e jogou nele. Ele olhou assustado , e levantou correndo.
- AMOR – ele viu lágrimas escorrendo pelo seu rosto e se sentiu totalmente culpado.
- NÃO ME CHAME ASSIM, HARRY. É PARA VOCÊ.

Capítulo VIII – Love(rs) make me cry

, ao sair da sala, viu passar correndo pelo corredor com as mãos no rosto, indo em direção à porta. Ela tentou alcançá-la, mas corria muito. parou, tomou fôlego e gritou.
- ! – ela olhou para trás, e ao ver que corria novamente em sua direção, parou.
chegou sem fôlego e abraçou a amiga, que tinha os olhos, agora, vermelhos. – O que aconteceu, pequena?
- Ele é um idiota, , eu odeio ele... 'To me sentindo um poste, que serviu de apoio para ele enquanto a Stacey não voltava – secou as lágrimas de e sorriu.
- , minha lindinha, ele não merece nem um terço disso. Deixe-o. Alias, é ele que não sabe o que 'ta perdendo, porque você é linda, absoluta... Você é a Stefhany – começou a dar risada e se levantou do chão.
- Valeu, – abraçou a amiga novamente e ajeitou a roupa amassada.
- Hey, , vem, vamos para minha casa... Você posa lá hoje.
- E roupa?
- Tem três closets lá em casa, algum vai dar – riram. – Em, aliás, eu vou te apresentar melhor o os nossos vizinhos – fez uma cara maliciosa e riu. – Vou ligar para a , e avisar que estamos indo – pegou o celular e discou o número. Precisou de no mínimo dois toques e atendeu. Depois de berrar um "ALÔ?", ela começou a falar. – , eu e a estamos indo para casa. Ela vai posar lá.
- VOCÊS JÁ VÃO? MAS É SÓ 1H DA MANHÃ – desligou o telefone sem responder . – Que raiva, adoro quando desligam na minha cara.
- O que foi? – olhou para , que estava com a expressão séria.
- A foi embora com a e não perceberam que Danny prestava atenção na sua conversa. Ele também tinha a expressão séria.
- Vamos também? – já estava pegando a bolsa, indo chamar os meninos e se despedir de Dhayra e Lindsay. ficou sem saber o que fazer, então correu para encontrar Dougie. Ela o viu com as líderes e seus amigos. não se intimidou e foi até lá. Chegando, Dougie a encarou de lado, e voltou a olhar os amigos.
- Eu vim dar tchau, Dougie – seus amigos riram dele e ele fitou com um olhar gozado.
- Pobre garota... se isso vai te deixar feliz, tchau – todos gritaram "OOOH" e batiam na mão de Dougie.
se segurou e virou as costas, saindo pisando fundo. Sem que seus amigos percebessem, Dougie olhou para ver onde estava indo. Ele estava se sentindo mal agora.
saiu para procurar , para darem o fora dali. chegou com os meninos, já meio bêbados, e disse.
- Táxi? – balançou a cabeça e Brian entrou no meio.
- Não, nós vamos de carro – ele obrigou , , Jake e Samuel a entrarem no veículo.
cochichou no ouvido de .
- Eu não estou confiante de que isso vai acabar bem, olha o estado do Brian – olhou na direção dele, que ria sem motivo. Ela balançou a cabeça negativamente e riu junto.

- Chegamos – tirou os sapatos e correu para o quarto. Lá de cima, gritou para . – SOBE! – ela tirou os sapatos e correu atrás da amiga. Chegando no quarto da menina, já viu um pijama de porquinho em cima da cama.
- É para mim?
- Sim – se vestiu rapidinho e viu sair do banheiro com pijama de vaquinha. Elas riram e desceram as escadas. Elas haviam passado em uma locadora 24h para pegar "Jogos Mortais VI". – Ok, eu coloco o filme e você faz pipoca.
- Você gosta de pipoca de chocolate, ? – a outra fez sinal com o dedo que sim, e saiu correndo para a sala. fazia pipoca quando ouviu berrar seu nome. Ela pulou do lugar onde estava e viu entrar na cozinha, de costas.
- Você pode me explicar o que é isso no meu pijama? – apontou um rabinho de porco na parte de baixo do vestuário. começou a rir de , e apontou para sua bunda, mostrando um rabinho de vaca. Elas começaram a rir, até que sentiu um cheiro de queimado. Olhou para trás e viu a panela já pegando fogo.
- AAAH! – olhou para o fogo e berrou junto com .
começou a tentar apagá-lo com a mangueirinha da pia, e foi correndo pegar o extintor. Chegado lá, começou a apagar o fogo enquanto gritava. A chama se apagou e as duas deitaram no chão, rindo. – Ainda quer pipoca, ?
- Nem. A gente come Doritos mesmo – continuaram a rir e foram para a sala ver o filme.
deu play no DVD, e elas tremiam de medo, deitadas colchão que tinha preparado. A essa altura, o salgadinho já havia acabado e elas já estavam no pote de sorvete. Na parte mais tensa do filme, quando o homem de bochechas estranhas ia aparecer (N/A: nunca vi o filme 'ta gente, 'to inventando tudo), a campainha tocou e as meninas deram um berro, que capaz de Michael Jackson ter ouvido.
levantou enrolada em uma coberta, e foi atender. Ao abrir a porta, se assustou em ver Danny parado ali, sorrindo para ela.
- DA-DANNY – não acreditava no que via. Ele estava tão bêbado assim?
- Oi.
- Meu Deus, o que você 'ta fazendo aqui, criatura? – ele sorriu e deixou mais sem jeito ainda.
- Você não me deu tchau – ela revirou os olhos e riu da própria cara de preocupada que estava quando o viu.
- Como você sabe que eu moro aqui?
- Uma vez o Harry passou aqui na frente e me disse – não podia ouvir falar o nome de Harry que lhe subia um nojo pelo estômago. Ela já tinha passado pelo que estava passando... E prometeu para si mesma que não deixaria ninguém que ela amasse passar por isso.
- Ok, tchau, satisfeito? – Danny balançou a cabeça negativamente, e riu. – Pena – ela ia fechando a porta quando Danny empurrou-a e entrou.
- Posso entrar?
- Já entrou mesmo – bufou e só ouviu dizer.
- Danny? – levou as mãos ao rosto e gritou baixinho.
- Oi, , o que vocês estão assistindo?
- Jogos mortais VI.
- Posso ver? – Danny olhou com cara de anjo para , que bufou, jogando-lhe um travesseiro na cara. Ela deitou-se do lado de ,que deu play.
Volta e meia segurava em Danny quando levava um susto, mas largava ao ver a expressão safada dele.
O telefone de começou a tocar "Don't call my name. Don't call my name, Alejandro". Ela correu atender. Era um número diferente. e Danny dirigiram os olhares à .
- Alô? – depois disso, o rosto de ficou pálido e ela tremia. Danny se levantou e a segurou.
- O que aconteceu, ?
- Co-como? Aonde? Estou indo agora – se levantou, olhou para todos os cantos, pensando em que fazer. – Vocês dois, se troquem, a gente vai para o hospital.
- Por quê? O que houve? – berrou .
- A , a e os meninos sofreram um acidente grave de carro.

Capítulo IX – And I says...

acelerava o carro. Passava em alguns sinais vermelhos para chegar o quanto antes no hospital. Danny e se seguravam onde conseguiam. Eles tremiam, assustados com tudo aquilo. Era muita coisa só para uma noite. Festa, estrelas, dança, traição, acidente... estacionou em uma vaga qualquer que viu e desceu do carro correndo, junto com e Danny. Ela entrou no Pronto-Socorro e foi em direção a um balcão de informação.
- Oi, me ligaram avisando sobre um acidente com os meus amigos. Cadê eles? Como eles estão? – a mulher começou a mexer em uns papéis e voltou a olhar .
- Seu nome?
- – ela voltou a folhear uns papéis e finalmente pegou quatro fichas. olhou os papéis que lhe foram entregue, e voltou a encarar a mulher. – Aqui só tem o nome de quatro pessoas, eles estavam em cinco... – a mulher se levantou e disse.
- Um minuto – chamou um homem, que no crachá estava escrito Dr. Drusvold. Ele veio até , e Danny, sorrindo de leve.
- Olá, acho que foi com você que falaram – ela balançou a cabeça com expressão preocupada. – Você é o quê deles?
- Amiga, todos nós somos – olhou para Danny e corrigiu sua frase. – Nós duas somos amigas deles. O que houve? – o Dr. Drusvold fez uma careta meio estranha e depois tentou sorrir, sem sucesso.
- Bem – ele pegou fichas iguais a de e começou a conferir. – e Samuel foram os que tiveram fraturas mais leves. Ela quebrou o braço direito; e ele quebrou o pescoço, teve que levar ponto na testa... – colocou a mão no coração ao saber que isso eram as fraturas leves. – Brian está desacordado, em estado grave. Ele teve uma costela fraturada, mas vai se recuperar. está em coma, sem muitas fraturas, só alguns pontos. Não sabemos quando ela vai acordar – estava prestes a desmaiar, mas Danny e ficavam de apoio para ela, que estava quase roxa de tão branca que havia ficado.
- Tá, tá, mas, tinha mais um garoto com eles... Como ele está? – o doutor olhou para um papel diferente dos outros e chamou .
- Bem, Jake, certo? – ela balançou a cabeça e fez sinal para que continuasse. – Ele está em um caso muito grave e não podemos relatar o que vai acontecer.
- Como assim? - perguntou , poupando de ter um infarto.
- Ele fraturou a medula óssea, e pode ficar tetraplégico ou paraplégico. Ele estava no banco da frente, sem cinto – não aguentou e começou a chorar. estava chocada com tudo isso, e Danny queria ajudar mas não sabia como. – Querem algum calmante? Algo que eu possa fazer? – enxugou as lágrimas e respirou fundo.
- Tem como eu ver algum deles? Por favor – começou a soluçar e Danny a abraçou, aconchegando-a em seus braços. Quando o doutor balançou a cabeça afirmando, puxou Danny e pela mão e correu à sala que o médico lhe indicou. Abrindo a porta, viu rabiscando o gesso, e sorriu aliviada.
- ! – olhou para o lado, viu e começou a sorrir.
- Ai, , foi tudo tão horrível, tudo tão rápido. Uma hora, estávamos todos ali normais, daqui a pouco, só dá para ver o carro girando, capotando... E depois você está em uma ambulância onde ficam falando "qual o seu nome?' – riu e sorriu ao ver a amiga tão para cima.
- Eu queria ter essa sua confiança, – a machucada riu e reparou agora em e Danny.
- Oi, vocês aqui? – se aproximou e sorriu.
- Você acha que eu perderia a oportunidade de ver você com esse braço engessando e seduzente, seduzindo? – riu e balançou a cabeça que não.
- E você, Danny? Por que não está na festa?
Ele riu.
- Nossa, que feliz que você está em me ver – riu e voltou a expressão séria.
- Sério, o que você veio fazer aqui?
- Fiquei preocupado, será que eu aviso o Tom sobre a e o acidente?- , e trocaram olhares, e se manifestou.
- Acho que sim, o Tom e a estão se dando bem, acho que são os únicos.
Isso foi um garfada em direção a Danny, Dougie e Harry. Danny saiu com o celular já discando o número de Tom.
, como estão os outros? – ela perguntou.
e ficaram sérias e respiraram fundo. começou a explicar tudo para , que foi tendo a expressão mais preocupada.
- Meu Deus – levou a mão esquerda à boca. – A me avisou, mas eu não quis ouvir...
- Como assim "avisou"? – perguntou , agora confusa.
- Bem, é que queria pegar um táxi, mas Brian insistiu em querer dirigir – queria matar Brian, garoto estúpido e ingênuo, como que ele teve coragem de fazer isso?! À partir da hora que você entra no banco do motorista bêbado, não é só sua vida em jogo, mas a dos seus amigos. E agora, por sua culpa, talvez a vida de alguns deles não seja a mesma.
Danny entrou na sala e sorriu, tentando melhorar o clima, mas foi sem sucesso. Ele se colocou ao lado de , que estranhou de início, mas não deu a mínima. Ela já tinha muitos problemas para ficar se preocupando com aquilo.
- O Tom está vindo – ficou um silêncio e foi até a porta.
- Onde você vai, ? – perguntou .
- Vou ver o Sam, contar para ele tudo isso – saiu sem dar mais nenhuma palavra e uma enfermeira entrou.
- Licença, mas vocês vão precisar sair, a paciente precisa descansar – Danny e assentiram com a cabeça e saíram em direção à sala de espera. Se sentaram no sofá vago e ficaram em silêncio. nunca foi muito próxima de Danny. Seu melhor amigo entre os garotos, depois de Harry, era o Tom. Mas com Danny ela não passava do 'oi'. E ela não poderia esperar Tom chegar para falar sobre Harry. Ela precisa desabafar com alguém. Com a não era um bom momento. A menina já tinha os problemas dela, não precisava dos de também. E o melhor amigo não seria uma boa escolha, pois ela queria a verdade, direta.
- Danny... – disse timidamente, olhando para seus pés, as mãos entrelaçadas uma na outra.
- Sim?
- Posso te perguntar uma coisa? – Danny ficou meio surpreso com o pedido de , mas balançou a cabeça. – Bem, se o grande amor da sua vida, te deixasse para ir morar em outro lugar, e nesse tempo, você ficasse com outra menina, que te ama muito, e um dia esse grande amor voltasse... você voltaria com esse amor, ou ficaria com a menina que te ama muito, mais do que tudo nessa vida? – Danny não entendeu nada, ele se perdeu na história de quando o amor foi embora. Daí, ele foi tentar entender o início e não ouviu o final, mas ele não precisa ouvir para saber que falava de Stacey.
- Você está com medo de que o Harry fique com a Stacey? – olhou Danny assustada pela indireta, mas ficou aliviada que ele sabia do que se tratava.
- Não, o Harry ficou com a Stacey – uma lágrima caiu do rosto de , e Danny passou a mão quente para secá-lá. Ele não sabia o que falar, então foi sincero.
- , eu poderia te falar que o Harry estava bêbado, que não sabia o que estava fazendo, mas eu estaria mentindo. Você tem que entender que ela era o amor da vida de Harry desde os onze anos. Não que ele não te ame. Na verdade, ele te ama demais, mas não controla o coração. Com certeza não queria que fosse assim, ele nunca iria te magoar. Continue a vida, siga em frente de queixo erguido... Você é uma menina linda, mil garotos vão te querer – ela sorriu e abraçou Danny, que retribuiu. sussurrou um "obrigada" no ouvido dele, que respondeu com um "de nada". Eles ficaram ali abraçados até ouvirem alguém coçando a garganta. Separaram-se rápido e viram de braços cruzados. – , eu só... Não é isso... – deu de ombros e falou.
- Acho que o Tom chegou, vi o carro estacionando da janela do quarto do Sam – Danny se levantou e foi em direção à porta, ver se o amigo estava lá. se levantou e sorriu para a amiga.
- Como está o Sam? – tentou sorrir, mas sem sucesso.
- Ele disse que sente muita dor ainda, e que estava muito preocupado, que quer matar Brian. Que nem eu... – elas riram fraco e viram Tom entrar correndo, preocupado. Ele não deu oi a ninguém e foi até .
- Cadê ela? – levou-o em silêncio até o quarto de . E antes dele entrar, ela disse.
- Ela ainda está em coma, mas dizem que mesmo assim eles escutam tudo, e lembram – Tom balançou a cabeça sem entender onde queria chegar. – Diga a ela que eu a amo muito – Tom abraçou , que começou a chorar. Ele secou as lágrimas e sorriu.
- Vai ser bom ela ouvir isso duas vezes – ele entrou no quarto e se deparou com deitada na cama, rodeada de aparelhos. Só se ouvia o bip da máquina que registrava os batimentos. Mas isso foi um alívio. Nunca foi tão bom ouvir um som tão irritante. Ele se sentou na beira da cama com cuidado, como se fosse acordá-la sem querer. Ele queria que isso fosse realidade.
– Foi só você sair de perto de mim que isso aconteceu – Tom pegou na mão de e sorriu para aquele corpo que tinha a pele pálida e os olhos fechados. – Eu estou agindo como se te conhecesse de infância. Como se fosse apaixonado por você desde que te vi. E só de pensar que a primeira vez que te vi, você estava inocentemente chapada, na beira de uma piscina, comigo. Como a gente estava lá? Não faço a mínima idéia. Como fui gostar tanto de você? Também não sei ao certo. É como uma droga. E curiosa, chama a atenção de quem vê. E se experimenta uma única vez, depende dela para sempre. Se eu falar que te amo, me chamam de precipitado, falam que eu estou mentindo e que só estou brincando com os sentimentos da garota. Mas se eu não falo, dizem que sou insensível e que não ligo para o que você sente. Então, achou uma saída? – suspirou e deixou que lágrimas vazassem de seus olhos. – Ai, , por que você fez isso comigo? Seria mais fácil te olhar dizendo que nunca mais quer me ver na sua frente. Que prefere morrer do que me ter por perto. Mais fácil do que ver você aí, deitada em uma cama hospitalar, sem sorrir, sem dizer as coisas engraçadas que diz, sem passar sua mão por mim. Sem saber se você vai acordar de volta ou não. E principalmente sem poder ver estrelas com você. Por incrível que pareça, sinto sua falta, mesmo depois de te ver a uma hora atrás. Eu sinto sua falta, e vou dizer eu te amo, sem ligar para o que as pessoas pensam, pois para mim, "te amo" só tem um significado. O de que você é meu ponto de paz – Tom deu um selinho em e ficou ali, segurando sua mão sem pensar no que iria acontecer.

Capítulo X – Love Drunk

O silêncio tomou conta da sala de espera. , e Danny estavam sentados em bancos, procurando algo para distraí-los, mas nada aparecia.
estava quase dormindo. Tudo aquilo ao mesmo tempo, havia a deixado exausta. Danny olhou para ela, e logo depois pegou o telefone. Ele se retirou da sala de espera, atraindo os olhares de e . Elas se olharam e deram de ombros, pelo menos deram a impressão disso.
Passou um tempo, um longo tempo, e Danny entrou na sala com Dougie ao seu lado. e o olharam com cara de poucos amigos, e ele sorriu sem jeito. Danny se aproximou de , que ficou com um pé atrás.
- O chamei para ter mais pessoas para ajudar, pode dormir no carro do Tom, é grande e confortável – queria recusar, mas seus olhos gritavam para que se fechassem logo, e seu corpo ia ficando cada vez mais pesado, mais difícil de apoiar. Ela levantou meio tonta, pois fazia tempo que estava ali, e Danny foi com ela até o automóvel. Ele abriu a porta e ela entrou no banco do passageiro, e para sua surpresa, Danny se deitou no do motorista. Ela olhou pasma para ele, que sorriu. – Quê? Eu também estou com sono – ela deu de ombros, virando-se de costas. Danny bufou e logo em seguida se sentou, atordoado. Ela virou-se novamente e encarou-o confusa.
- Pensei que estivesse com sono.
Ele virou para ela e manteve a expressão séria.
- Por que você é tão difícil? – se assustou com o desvio de assunto tão rápido, mas logo recuperou o fôlego e respondeu com uma pergunta.
- Como assim?
Ele bufou e explicou em seguida.
- Desde que a gente se encontrou novamente depois da festa, você é tão arisca, tão rude comigo. Não faz questão de me querer por perto – queria entender onde Danny queria chegar.
- Sou eu a errada ou você que está acostumado com garotas iludidas caindo aos seus pés?
- Iludidas?
- Sim, você joga charme, as encanta, para depois descobrirem que você nunca mais vai dar a mínima para elas, porque você pega a maior gostosona da escola. Sem dar sequer uma chance – Danny se aproximou dela e respirou fundo.
- Por que acha que com você seria assim? – sussurrou.
- Porque já é assim, Danny – sem mais delongas, Danny puxou para si e fez com que ela parasse em cima de seu corpo. Puxou seu rosto e envolveu seus lábios nos dela, e formou um beijo. Sua língua pedia a dela com urgência. E ela não tinha alternativas, a não ser ceder. Suas mãos deslizaram pelas suas costas e pararam perto de sua bunda. Para meio que igualar, ela foi descendo a mão pelo seu peitoral e colocando suas mãos gélidas por dentro de sua blusa. Ele se contraiu, e ela sorriu satisfeita. Se separam rapidamente para respirar, e Danny foi descendo com beijos pelo pescoço de , que o empurrou e olhou seu rosto, em cada detalhe. Suas sardas, seus olhos totalmente azuis. Tudo. Ela sorriu fraco, mas depois o sorriso sumiu.
- Danny, eu não posso, é muita coisa ao mesmo tempo – disse. Ele permaneceu em silêncio, e não pôde esconder a cara de frustrado. Ela deu um selinho delicado em sua boca, voltando o corpo para trás. Ele sorriu fraco e começou a olhar o teto.
- Você não confia mesmo em mim, né? – ela permaneceu calada, não queria magoá-lo explicitamente. Ele balançou a cabeça negativamente, e ela respirou fundo.
- Você não confiaria... - ele a fitou, que agora olhava pela janela. Pegou sua mão e levou até seu rosto. Ela olhou sua mão sendo segurada por Danny e sorriu. – Só um tempo – ela puxou a mão de leve e saiu do carro.
Caminhou em silêncio, e ao entrar no hospital, viu que não estava mais lá, nem Tom, só Dougie sentado em um banco, balançando a perna, nervoso. Ela foi até lá, sentando-se ao seu lado. Ele olhou para ela, que se mantinha séria.
- Já foi vê-la? – perguntou séria.

Tom e andavam pelo frio, em silêncio. Tom refletia tudo o que havia lhe contado. Ele ficou abismado com a ação de Harry, ele sabia o quanto o amigo gostava dela.
- , eu realmente não sei o que eu faria. Acho que eu seguiria em frente, a vida continua... – ela olhou para Tom e riu de leve. – O que foi? – perguntou.
- Nada, é que o Danny também disse isso.
Tom começou a rir e olhou para .
- 'Ta tirando com a minha cara, né? – riu e balançou a cabeça que não. Os olhos de Tom arregalaram e ele começou a rir. – Danny? Conselheiro amoroso? Ai Deus, pronto, já posso morrer que eu vi tudo. Acho que era mais fácil meu cachorro decorar a tabuada, coisa que eu não sei até hoje, do que o Danny dar algum conselho – riu do jeito que ela ria com Harry. Tom era um grande amigo, com ou sem Judd.
- Mas ele se saiu muito bem.
Tom queria rir, mas se segurou.
- O que ele te disse?
fez um esforço para lembrar.
- Ele disse que o Harry ainda gosta muito dela, não que ele não me amasse, mas não é a mesma coisa. E sabe, Tom, vocês tem razão. Eu tenho que seguir em frente também. Eu não teria coragem de ter Harry ao meu lado, infeliz.
Tom viu a feição triste de e abraçou a amiga.
- , tenha certeza, o Harry nunca foi infeliz ao seu lado – sorriu e agradeceu. – Sabe, eu 'tava pensando aqui, o Danny estava bêbado e...
riu e deu um tapa no braço de Tom.
- É tão difícil aceitar que ele deu um bom conselho? – Tom deu de ombros e explicou para .
- Não é isso. É que, na minha opinião, antes de você dar um conselho, você tem que segui-lo.
- E o Danny não segue?
Tom olhou para e riu ironicamente.
- Danny? Humpf, ele não toma jeito. Uma hora ele fica com a Evelyn, outra hora ele começa a falar da , depois de outra garota... ele não sabe o que é o amor.
- Pena – seguiu reto com Tom, e Danny saiu de trás do arbusto, um pouco chocado com as verdades que ouvira. Ele tinha se escondido ao ver Tom e chegando. De início, daria um susto neles, mas quando ouviu a conversa, ficou quieto. Ele se sentou no chão e começou a pensar.

- Eu não devia ter feito isso, eu sei.
segurou o rosto de Dougie e começou a chacoalhar.
- Então por que fez, porra? – ela disse, e Dougie parou para pensar.
- Sei lá, fiquei com medo que me zoassem.
- A 'ta, iriam te zoar por gostar de uma menina linda que nem , que gosta de você e te faz se sentir bem?
- Não sei...
bufou e continuou a falar.
- Se eles são mesmo seus amigos, iriam entender e dar apoio.
Dougie deitou no colo de , que estranhou muito, muito, mas continuou como se desse de ombros.
- O que eu faço agora? – arrumou o cabelo de Dougie e sorriu.
- Desculpas é uma boa idéia? – ela falou.
Dougie se levantou em um pulo, deu uma beijo na bochecha de e correu em direção ao corredor. A garota começou a rir ao ver Dougie voltar correndo.
- É, eu não sei o número do quarto.
- Pois é – começou a rir e apontou o quarto que dava para ver dali.
- Obrigado.
Ao chegar à porta do quarto, ele viu que o horário de visitas tinha acabado e que a porta estava fechada. Ele se virou para trás, frustrado, e viu - por milagre - uma porta onde tinha escrito "UNIFORMES LIMPOS". Ele esperou a movimentação parar um pouco e entrou na sala. Vestiu a roupa de médico e saiu discretamente de dentro. Estava passando um enfermeiro no corredor, que tinha um crachá visível no bolso. Dougie leu o nome e gritou-o.
– Peter, que bom te ver de novo, cara, quanto tempo, não sabia que trabalhava aqui – Dougie bateu na mão dele, que estranhou.
- Eu te conheço? – Dougie balançou a cabeça rindo, pensando em um nome comum para ele.
- Sou eu, o Will, lembra?
- É, esse nome é familiar.
- Como andam as coisas?
- Bem, sabe, eu terminei minha...
- Aquela não é a sua mãe? – o homem virou-se e Dougie puxou o crachá do seu bolso.
- Mas minha mãe morreu quando eu tinha quatro anos.
– Ah não, não, acho que é a minha. Vou indo, tchau, muito bom te ver – Dougie foi até a senhora e a abraçou. Peter deu tchau e sumiu no corredor. Dougie sorriu e sentiu um dedo lhe cutucando. Era a senhora.
- Por que você me abraçou? – Dougie foi rápido e achou uma resposta.
- FELIZ DIA DO ABRAÇO – um gordinho olhou para Dougie de braços abertos. – Foi mal, um abraço por dia – saiu, passou o crachá na porta de , que se abriu e ele entrou. Ele viu brincando com a gelatina e riu. Ela olhou o enfermeiro e bufou.
- A não, sério, vocês já enfiaram muitos remédios pela minha goela, chega, né? – quando ele riu, viu que era Dougie, ficando parada.
- Oi. Antes de você começar a falar, eu quero pedir desculpas. Fui um idiota, e me senti muito, muito...
- É, você foi um idiota.
Dougie suspirou e balançou a cabeça.
- Eu já sei, deixa eu falar... - cruzou os braços e esperou Dougie falar. Ele se sentou na ponta da cama e continuou. – Então, eu me senti muito mal depois que você foi. Eu gosto muito, muito de você. Realmente, não queria ter feito aquilo. Você sabe que eu gosto muito de você...
- Não, eu não sei.
- Ótima hora para saber.
Ela sorriu fraco e respirou fundo.
- Como eu vou saber se isso é verdade?
- Você acha que eu me vestiria de médico, abraçaria uma velinha, quase abraçaria um gordinho suado, para me declarar para qualquer uma? Se eu for pego com essa roupa de médico, posso ser preso...
parou e sorriu maliciosamente.
- Você não vai mais precisar delas – ela se levantou e foi até Dougie. Ele a puxou e a beijou.
- E esse braço quebrado?
- Acredite, eu só vou precisar de uma mão – ela voltou a beijá-lo e tirar só a roupa de médico.

estava ansiosa, suas pernas não paravam de balançar e suas unhas grandes e invejadas agora estavam quase na carne viva, já todas roídas. Há horas que Dougie, Tom e haviam sumido. Danny ela não via desde que saiu do carro. O médico veio em sua direção com um sorriso no rosto. Isso acendeu uma chama de esperança que aqueceu sua alma. Ela estava pressentindo algo muito bom. O médico, com aquela postura de responsável, prancheta na mão, sorria aliviado.
- Seus amigos são muito sortudos – os olhos de já brilhavam de alegria e já se embaçavam com a chegada das lágrimas. – Jake não ficou paraplégico, nem tetraplégico, somente terá que ficar um tempo na cadeira de rodas até recuperar a força. Mais ou menos umas duas semanas – as lágrimas desabavam pelo rosto de , que quase pulava e gritava de alívio. Quando viu que o médico queria prosseguir parou, por fora. – E deu sinais de recuperação de nível sete em uma escala de dez – fez cara de "hamm?", mas ainda com um sorriso. – Isso significa que o coma vai durar no máximo uma semana, ela começou a falar um pouco hoje, não muita coisa, mas...
- O QUE ELA DISSE? – perguntou , desesperada por notícias boas.
- Star Girl.
A garota sorriu, mesmo sem saber por que, mas sorriu. O médico foi em direção à outra paciente enquanto foi para fora do hospital, procurar Tom. Ela não achou ninguém, e viu que um dos carros dos meninos não estava mais ali. Ela deu de ombros, nada poderia abalá-la. Entrou no hospital novamente, em direção ao quarto de . Quando ia entrar com o crachá de visitante, agora liberado, deu de cara com Dougie saindo todo descabelado. Ela começou a rir, entrou no quarto e viu toda descabelada também. Ela abraçou a amiga, que gritou um gemido de dor.
- PÔ, , MEU BRAÇO! – olhou para , e ria feito uma idiota. – Meu Deus, que bicho te mordeu? Que Danny te mordeu? – não ligou e saiu do quarto saltitando. Dougie, que estava na sala de espera, a olhou com uma cara e riu. Ela entrou no quarto de , começando a rir.
- Ai, , já vou planejar o que vamos fazer quando você acordar. Vamos viajar, nós vamos à festas, vou te levar para um super tour em Londres, vamos fazer tudo. Prometo. Acho que você não ficou sabendo o que aconteceu, né? – pegou a mão da amiga e segurou. – Vocês sofreram um acidente e você está em coma, não está sonhando, nem nada. A quebrou o braço; e Samuel, o pescoço. Brian fraturou a costela, e Jake perdeu temporariamente o movimento das pernas, mas todos vão ficar bem, todos... - sentiu sua mão ser apertada pela de , e ela começou a sorrir. – Você vai ficar bem, – soltou a mão da amiga e chamou os médicos para falar sobre o aperto.

Danny entrou no hospital com a mala que Tom havia lhe pedido, e viu correr em sua direção.
- DAAAAAAAAAAAAAAAAANNY – ela pulou nos braço dele, que agarrou sua cintura e a girou no ar, enquanto ouvia sua risada meiga.
- Meu Deus, o que aconteceu de tão bom?
Ela puxou o rosto dele para o seu, dando um selinho demorado que logo, por incentivos de Danny, se transformou em um beijo. Ela olhou para ele, respondendo.
- Tudo! – e voltou a beijá-lo.


Capítulo XI – Love is all we need

contou sobre as recuperações que aconteceram com seus amigos, e por mais que ela soubesse que estava falando muito, há muito tempo, não deu a mínima. Tom entrou pela sala de espera sozinho, e pulou da cadeira. Ela parou de falar do nada, e correu em sua direção. O abraçou forte, e fez com que ele prestasse atenção no que ela iria falar.
- Tom, a vai acordar do coma em mais ou menos em duas semanas – Tom encheu o pulmão de ar, mas isso foi em vão, não conseguiu falar nada, sua alegria não permitia manifestação das suas cordas vocais. – Antes que você consiga se manifestar, o médico disse que ela falou uma coisa, só que eu não encontrei nenhum sentido no que foi dito.
- O QUE ELA DISSE? – Tom chacoalhava , esperando por uma resposta.
- Nossa, eu falei exatamente isso quando...
Tom virou os olhos, impaciente.
- – gritou ele, pedindo foco.
- 'Ta bom – tirou as mãos de Tom do seu ombro e sorriu. – Acho que era... er... er... STAR GIRL! – berrou , orgulhosa de ainda conseguir lembrar, já que memória não era o seu forte. Ela viu os olhos de Tom voltarem a brilhar, desde que ele havia entrado naquele hospital. Tom abraçou-a, que sorriu espontaneamente. – Er... mudando de assunto, cadê a ?
- Deixei ela e o Dougie em casa, eles já estavam muito cansados.
- É, o Dougie deveria estar mesmo cansado – riu sozinha, enquanto Tom boiava.
- Como assim? – riu mais ainda, e Tom riu da risada dela.
- Nada, Tom, esquece – ela respirou fundo e continuou. – Você não está cansado também?
Ele balançou a cabeça negativamente, e sorriu.
- Quer que eu os leve em casa, para vocês tomarem um banho, trocarem de roupa? – Danny sorriu generosamente. e Tom assustaram-se.
- Dude, de onde você surgiu? – Danny riu e balançou a cabeça negativamente.
- Eu cheguei aqui na parte em que você começou a chacoalhá-la – Danny continuou a rir, agora com Tom e junto.
- Mas respondendo à sua pergunta, Danny... sim, eu quero, só vou ver se não tem problema deixá-los aqui sozinhos só por algumas horas – saiu em direção à recepção, e quando ela já estava longe do olhar dos meninos, Danny deu um tapa na cabeça de Tom, fazendo-o gritar.
- PORRA, DANNY, POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? TEM PROBLEMA?
Danny bufou.
- Sim, e esse problema se chama Thomas Fletcher - Tom levantou as mãos, pedindo apelo para Deus ou pedindo para o teto cair na cabeça de Danny. – Você tinha que chegar bem agora?
- Sim, por quê?
- Poxa, eu 'tava no clima com a , cara – Tom riu ironicamente e bufou também.
- Cara, no clima com ela? Você a troca pela Evy, e você acha que ESTAVA NO CLIMA COM ELA? – Danny ficou em silêncio, e Tom riu sem demonstrar humor. chegou sorridente, e Tom sorriu, mas Danny continuou sério.
- Vamos?
- Claro – disse Tom, olhando para Danny, que saiu na frente, de cabeça baixa.

- , quer alguma coisa? – gritou Dougie, da cozinha.
- Sim, o que é que você tem aí?
Dougie demorou um pouco para responder.
- Depende, você quer se manter sã?
riu e respondeu.
- Sim, Dougie, por favor!
Dougie riu e demorou um pouco para responder novamente.
- Tem um Toddynho aqui, mas acho que já venceu – começou a se rachar de rir no sofá, e Dougie ria alto.
- Dougie, por que diabos você tem um Toddynho? – Dougie surgiu com um copo de Coca–Cola e entregou para .
- Coisa do Danny. A gente, no mercado, comprando algumas coisas, e chega o Danny com a caixa de Toddynho.
- Ai, Deus – parou de falar ao ouvir a porta se abrir. Harry entrou em casa e se assustou ao vê-la sentada no sofá. ficou paralisada, e Dougie não sabia o que fazer. Ela se levantou. – Valeu, Dougie, mas acho que já vou indo, tenho muita, er... tarefa para fazer, eu ainda tenho que ligar para a , para saber como estão as coisas lá no hospital.
- Hospital? Quem está no hospital? – perguntou Harry.
- Como se fosse fazer diferença, né? – acenou para Dougie e saiu porta a fora. Harry levou as mãos à cabeça, e Dougie balançou a sua negativamente.
- Você pisou feio na bola, dude – Dougie saiu em direção a seu quarto, deixando Harry sozinho.

Duas semanas depois...
amassou o bilhete que escrevera e jogou na cabeça de sem que a Sra. West, professora de inglês, visse.

"Aula muuuuuuuito chata D: Em, é hoje que a , a e o Sam saem do hospital?"

riu e respondeu. Jogou a bolinha novamente.

"Muito chata mesmo, essa professora fala cuspindo. Quando eu sentava na primeira, eca, nem gosto de lembrar DDDDD: SIM, SIM, SIM, SIM, SIM. SIM. HAHA. Em, a gente vai levá-los para jantarem em uma pizzaria muito boa."

riu e respondeu também.

"NOFA, NEM VAI ME CHAMAR? :@@@@@@@@"

Jogando a bolinha.

"E preciso? HAHAHA, , você já vai, querendo ou não. Em, você e o Harry não voltaram ainda?"

respirou fundo e respondeu.

"Nem, mas está tudo bem, não vou obrigá-lo ele a gostar de mim D; Quem vai na pizzaria? E o Brian e o Jake?"

Resposta.

"Que pena. É que vão todos os meninos, daí eu ia chamá-lo também, mas como vocês não estão bem um com o outro... Well, os dois ainda vão ficar mais um tempo no hospital, fazendo fisioterapia. :DDD Logo, logo, eu já vou poder bater no Brian :D..."

riu e respondeu.

"Nossa, , pode chamá-lo sim, ia ficar chato se você não chamasse. Eu não ligo, sério. HAHA, pobre Brian, mal sabe que vai ter que voltar para o hospital depois de te dar oi."

jogou a bolinha para , e quando ela ia responder, alguém puxou o papel com força da mão de . Ela olhou para cima e era a Sra. West, olhando-a seriamente.
- Bom saber que as senhoritas estão falando sobre a minha aula, né?
riu por dentro, e sorriu.
- É, né? O que seria da minha vida sem essa matéria adorável?
A professora bufou e riu de leve, junto à .
Após ela jogar a bolinha no lixo, o sinal tocou. Todos saíram correndo da sala. foi até , sorrindo.
- Vamos? – franziu a testa e olhou para , após guardar as coisas em sua mochila.
- Nem vai dar, , essa semana é a minha suspensão. Semana passada foi a da Evy, e hoje é a minha. Daí a diretora escolheu o recreio...
deu um sorriso torto, sem saber o que fazer.
- , eu tenho que ir, senão a diretora me dá uma suspensão por me atrasar para uma suspensão – riu ao ver sair correndo da sala. Ela foi saindo lentamente, e ao finalmente deixar a sala, viu a pessoa que nunca imaginaria ver: Stacey.
- Oi, – disse ela, amigavelmente.
- O-oi – disse , meio confusa.
- , eu posso passar o recreio com você? Aproveitando que eu despistei a Evelyn e suas clones...
riu de leve e balançou a cabeça. Depois de se afastarem um pouco, Stacey começou a falar.
– Como você conseguiu ser amiga delas? Elas são tão falsas, e sempre querem algo de você. Isso me irrita!
percebeu de último instante que Stacey falava de Evy e suas clones.
- Simples, eu não consegui. Não que eu tenha tentado muito. Ficava com elas mais pelo Harry, mas então eu conheci a , a e a . Elas são legais, daí eu ficava com elas... – se calou ao perceber que estava falando muito. Stacey riu, começando a dizer.
- Você deve estar achando um pouco estranho eu vir falar com você, né?
- Com certeza mais que um pouco – as duas riram, e ela continuou.
- , na verdade eu queria muito te pedir desculpas. Sabe, o que eu fiz foi errado, o Harry estava com você e eu estraguei tudo por imaturidade – riu e parou, fazendo Stacey parar também.
- Stacey...
- Stay, pode me chamar de Stay, .
riu.
- Stay – fez uma pausa e continuou. – Com toda certeza, o que aconteceu não teve só incentivos seus.
- Se eu não tivesse dado chances...
- Se o Harry gostasse mesmo de mim, não teria feito isso. Com ou sem chances.
- , leve em conta que ele já tinha bebido, e que é um garoto, tem hormônios e burrice crônica – riu junto à Stacey. Elas pararam, deixando um silêncio. – Eu conversei com o Harry, e ele deixou bem claro que não quer ficar comigo. Nem eu com ele. Ele gosta de você de um jeito como nunca pensou gostar de mim. E ele se arrepende até o último suspiro. Dê uma chance a ele, ...
respirou fundo.
- Vou ver.
Stacey sorriu vitoriosa.
- Sabe, , se você e suas amigas deixarem, eu gostaria de passar alguns recreios com vocês, mas só se não for incômodo. É realmente insuportável passar o recreio com as trigêmeas – riu e balançou a cabeça, afirmando.
- Você vai gostar da , ela também faz parte da equipe de torcida.
- Sério? Ai, temos que marcar de sair, eu tenho uma festa para ir hoje, querem ir?
- Putz, não vai dar, Stay. Hoje a e a vão sair do hospital, e nós vamos levá-las para jantar.
Stacey levou as mãos à boca, e seus olhos demonstraram desespero momentâneo.
- O que é que elas tinham? – riu da cara de Stacey, mas se lembrou bem quando ficou do mesmo jeito. Obviamente aquele desespero soava meio falso, mas não conseguia saber o que esperar dela naquele momento. Ela, tentando virar sua amiga e se mostrar preocupada? tinha mil motivos para suspeitar dela. Mas deixou quieto, não queria julgá-la errado.
- Elas sofreram um acidente de carro com mais três amigos, mas agora já estão todos bem – Stacey sorriu, e elas continuaram a andar pela escola até o horário do sinal.

- Eu não aguentava mais aquela gelatina do hospital, meu. Por que sempre limão? Não tem outro sabor? – todos riam com as histórias de e .
apoiava a cabeça no ombro de Tom, que segurava sua mão. O sorriso não sumia de seu rosto nem por um segundo. sentava ao lado de Dougie, que estava com o braço em volta da cadeira da menina. estava entre Danny e Harry. Sam estava do outro lado de , e estava entre e Danny. Todos estavam felizes, finalmente, depois de semanas atordoadas.
- Espero que vocês não tenham falado mal de mim no meu quarto do hospital, ok? Eu 'tava apagadona, mas ouvia tudo.
- FUUUUU – disse , enquanto tentava bater nela, mas não alcançava.
As horas foram passando e todos conversavam normalmente. Dougie olhou o relógio e sorriu para . Ele a puxou da mesa, e os dois saíram, sem chamar muita atenção. Dougie a levou para andar ali pelo bairro. Eles estavam de mão dadas, e sorria.
- Dougie?
- Eu.
- Posso fazer uma pergunta? – falou tão baixo que ele quase não ouviu.
- Claro! – disse, indiferente.
- Agora é sério?
Dougie fez uma careta e começou a enrolar.
- Como assim?
virou os olhos e olhou para ele.
- Você sabe... Sem Judith? Só eu?
Dougie riu sem graça.
- Er, claro – Dougie não olhava para , que o encarava.
- Não está convincente...
Dougie permaneceu quieto, sem se manifestar.
- Não vamos mais tocar no assunto – baixou a cabeça chateada, e sabia que as coisas não poderiam ficar assim. Mas o que ela tinha por Dougie era forte o suficiente para que ela se calasse.
Eles se sentaram em um banco ali perto, e Dougie pediu para que ela esperasse lá.
o viu sumir no breu da noite, e não resistiu. Seus olhos encheram de lágrimas. Ela abanava o rosto e respirava fundo. Ficou procurando estrelas pelo céu londrino, mas era uma noite com muita neblina, o que dificultava muito. De início, ela se assustou com os acordes tocados atrás de si, mas ao virar e ver Dougie tocando algo, sorriu.

N/A: Colocar "I've Got You" ou "Falling in Love" para tocar.

atrapalhou Dougie a continuar a música, e voou em seu pescoço. Puxou-o para sua boca o mais rápido possível, e não pôde deixar de ouvir os risos e assobios de seus amigos.

Continua...


Nota da autora: MEU DEUS, NÃO SEI NEM COMO ME DESCULPAR PELA DEMORA EXAGERADA DE MANDAR ESSE CAPITULO, MINHAS MAIS SINCERAS DESCULPAS.
Vou explicar o porquê da demora, no mínimo: Gente, desde que eu me mudei para a casa do meu pai, eu não tenho mais computador o dia inteiro. Só tem computador na loja dele. Isso é um dos motivos. Depois, é que chegando na loja, lá pelas 13h e depois de mais ou menos 1h e meia, meu pai me leva em pra casa (onde não tem computador). Toda quarta eu tenho duas provas, então segunda e terça nem dá tempo de escrever. E se for pra escrever capítulos ruins nessa 1h e meia, prefiro parar a fanfic por aqui (o que eu não queria fazer).
Eu queria pedir e agradecer a paciência de vocês, que lêem a fanfic, e para minha beta também. Sempre que dá eu 'to lá escrevendo.
Vou deixar aqui meus contatos tipo: Orkut, MSN, E-mail (dá na mesma HAHA) e Twitter. Eu peço que me cobrem da fanfic nesses contatos. Cobrem atualização, puxem minha orelha, whatever, podem cobrar sem nenhum problema. Beijos e eu sei que esse capítulo é fraco, mas vai melhorar. Prometo.
Beijos, obrigada.

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Nota da beta: Ount, Dougie super fofo! Sério, não sei se me derreto mais pelo Tom-todo-apaixonado ou pelo Dougie-acústico. Vou ficar bipolar com essa fic, estou até vendo... e estou com raivinha do Harry. Caiu nas graças da menina e agora se arrepende? Castigo nele!
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