Just my Luck
Beta-reader: Kath





PRÓLOGO

...há muitos anos luz, em uma galáxia distante chamada Inglaterra...


- Bom dia, classe, por favor eu queria um minuto da atenção de vocês! - o professor tentava acalmar uma classe da 8º série, quase completamente sem sucesso - CLASSE. SILÊNCIO. AGORA!

De repente todos pararam de falar, o que foi muito bom...

- Obrigado, eu queria apresentar à vocês... Por favor, mocinha, pode entrar. - ele apontou para a porta da sala onde uma garota de olhos brilhantes e um singelo sorriso fechado no rosto encarava tudo e todos com grande surpresa - Classe, a partir de hoje vocês têm uma nova aluna! O nome dela é ?, e ela veio do Brasil.
- Oi - a menina sorriu fraco para a turma, ela era nitidamente muito diferente de toda a classe.
- Espero que todos a tratem com o digno respeito que ela merece - o professor sorriu amigavelmente - Qualquer coisa, por favor, você pode me procurar.
- Obrigada - a menina respondeu timidamente.

foi andando pelos corredores da classe - corredores estes feitos pelas cadeiras perfeitamente enfileiradas - e foi para uma das últimas ao fundo. Virou-se para o lado e viu um garoto loiro com um sorriso discreto no rosto, sorriso este que mostrava uma encantadora covinha do lado esquerdo. Ele olhava para um chaveiro preso à bolsa da menina, um chaveiro de um boneco do Darth Vader.

- Você gosta? - ela perguntou ao menino quando o viu encarando o chaveiro.
- Sou viciado - ele disser rindo. - Prazer, Thomas.
- Prazer, Abby. - a menina riu e o loirinho fez uma cara de interrogação.
- Mas... O professor disse lá na frente que seu nome era outro. Desculpe-me eu não me lembro, mas, eu sei que não era "Abby" - Tom fez aspas quando disse o nome falso da menina e ela riu.
- É que... Meu nome é muito, hm... brasileiro, sabe? Como agora eu estou na parte norte do mundo, eu queria um nome que combinasse com isso. Honestamente eu não sou muito fã do meu nome próprio.
- Hã... Tá?! - Tom fez uma cara de quem não entendeu nada, mas achou em poucos minutos aquela garota absurdamente encantadora. - Se você acha seu nome estranho, espera até ver o meu sobrenome.
- Hm, e qual é?
- Fletcher! - ele disse e fez careta.
- Fletcher? Por que isso me lembra algum personagem de Harry Potter?
- Mundungo Fletcher! - ele disse, rindo da própria piada.
- AH, isso mesmo! - riu, assim como Tom.

Já era bem óbvio que os dois tiveram uma conexão em algum tempo de conversa. Tom e se tornaram grandes amigos desde o primeiro dia de aula, e desde então não se separaram mais. sempre viu Tom como um grande amigo, apesar dele sempre ver a garota com outros olhos, porém ele nunca deixava isso muito claro, era melhor deixar nas entrelinhas. Quem sabe um dia ela não acordava?


Meados de 2004...

- Você vai adorar ela, é minha melhor... ehr...
- Tom, você está a fim dela! Você não parou de falar nessa menina desde o momento que saímos daquela estação de trem, sério, cara...
- Ah, cala a boca, Jones! - Tom tinha ficado num tom absurdamente vermelho.
- Eu não vou falar mais nada da sua garota, fica tranquilo. - Danny disse, rindo.
- Ela não é a minha garota, ela é simplesmente "A GAROTA", sacou? Ela é incrível...
- Isso parece uma música, cara... - Danny riu.
- Não me parece uma má ideia.

Danny e Tom finalmente chegaram em casa - casa do Fletcher, diga-se de passagem -, e assim que abriram a porta deram de cara com uma menina de calça de moletom, pantufas e camiseta de Hogwarts - camiseta essa que era de Tom.

- TOOOOOOOOOOOOOOOOOM! - foi logo pulando no pescoço do amigo, e Tom tentava não esconder um sorriso idiota que cobriu seu rosto.
- , você tem que parar de fazer essas coisas. - ele respondeu rindo, colocando a menina no chão. - Hey, se acalma, quero que você conheça meu amigo.
- Oi! - disse já no chão.

No momento em que disse seu 'oi' e finalmente encarou aquele belo par de olhos azuis, sentiu como se seu estômago tivesse ido parar nos pés. Então aquele era o Daniel, o Danny que ia passar um tempo morando com Tom enquanto os dois não achavam o resto de uma banda! O tão famoso Danny que o Tom disse por muito tempo, só esqueceu-se de dizer que ele era... Lindo! ficou corada no mesmo instante que viu Danny, enquanto o menino mostrava o seu melhor sorriso. A menina era realmente linda, encantadora e incrível como Fletcher havia descrito antes.

- Eu disse que ela era linda, mas quer parar de babar em cima dela desse jeito? - Tom deu um cutucão de leve em Danny.
- Ehr... Oi! - Danny coçou a nuca em sinal de nervoso e estendeu a mão para cumprimentar .
- Me desculpa, mas, no meu país, nós nos cumprimentamos assim - foi até o menino, ficou na ponta dos pés e deu um beijo de cada lado em sua bochecha. A pele do menino estava gelada e contrastou com a sua quente, causando um leve arrepio, estranho arrepio.
- Chega de contatos físicos por hoje, mocinha! - Tom foi puxando pela cintura para outro cômodo da sala, enquanto a menina ainda olhava de relance para Danny, o que havia de tão especial naquele menino? - Danny, meu quarto é o primeiro acima, não ouse olhar para a minha irmã mais nova, e muito menos se engraçar com essa daqui!
- Pode deixar. - Danny disse ainda meio bobo – Prazer, .
- PRAZER, DANIEL! - gritou, já que estava bem longe de Danny agora, por culpa de Tom.



Julho 2008

Ok, confirmado, o McFly vem mesmo ao Brasil mês que vem! E é para você ficar como, ? Tranquila, é óbvio! Tudo bem que faz dois anos que você não os vê, que com certeza eles devem estar muito, mas muito mudados, mas isso não vem ao caso! E muito menos vem ao caso que você carrega consigo até hoje uma paixão ridícula pelo Danny! Meu Deus, quando você vai se tocar que ele é um completo mulherengo? Ok, tem o Tom que está... solteiro?! Ah, sim, ele não está mais com aquela criatura estranha chamada Giovanna, é com dois "N's" mesmo?! Enfim, ela nunca foi o bastante para ele, e cada vez que eu escuto 'All about you' meu estômago dá mil e uma voltas se retorcendo! Eu o conheço há tanto tempo e não tenho nenhuma música! NENHUMA! Tá, focando ao assunto principal... Eu preciso falar com os meninos, o Dougie é o único que consegue manter um contato decente. Se bem que agora com a Gio fora do caminho, o Tom fique disponível de novo pra mim, eita pessoa ciumenta que era aquela menina! Com o Harry eu desisti de falar com ele faz tempo, já que ele é totalmente contra tecnologia, estou pensando em mandar um telegrama para ele. Merda... Deu o horário de ir pra faculdade, às vezes eu me odeio por ter voltado para o Brasil! Eu tinha uma vida toda lá na Inglaterra, mas eu decidi voltar com a família já que meu pai fora demitido do emprego e, bom, eu achei que precisava dar meu apoio como filha!

Agosto 2008 - Via Funchal/São Paulo


- Dá para apressar o passo, ?? Eu ainda quero chegar no Via Funchal HOJE! – saiu correndo da estação do metrô em São Paulo, tentando puxar sua melhor amiga o mais rápido que podia.
- Para quem estava há um mês toda nervosinha na expectativa de ver os meninos, você está bem animada, na minha opinião! – ? bufava ao fundo.
- Olha! – parou de frente para a amiga, respirando um pouco e tomando uma certa grande quantidade de ar – Eu passei o último mês fazendo contato com os meninos, e sabe o que eu percebi? Que eu fui uma trouxa porque eu os amo, eu amo os quatro sem exceção! E nem vem me dar esse olhar de “pelo Jones é algo diferente” porque não é! Tá, ele é meu favorito, mas ele é o favorito de muita menina por aí! E daí?
- A pequena diferença é que, nenhuma outra menina conhece o Daniel desde que ele colocou os pés boltonianos na casa do Tom, e você estava lá! Você o viu pela primeira vez , você gostou dele desde a primeira vez!
- E eu... Espera, bolto o que?
- Quem nasce em Bolton é o que? Boltonês? – ? fez careta e riu.
- Ah, esquece essas partes geográficas, o negócio é o seguinte... Eu estou morrendo de saudade dos meninos e eu nem acreditei quando eles finalmente confirmaram a vinda para o Brasil! Então, minha amiga, viva com isso.
- Eu consigo viver todos os meus dias sem pensar nisso, amiga, eu quero saber se você consegue. – ? cutucou mais uma vez, mas resolveu não pensar nisso agora.

Atravessou correndo a rua, sendo quase atropelada por um ônibus, mas ela nem ligou. Chegando ao Via Funchal, se deparou com uma fila enorme de meninas e barracas. Meu Deus, desde quando McFLY faz tanto sucesso assim no Brasil? Sentiu uma pontada dentro do estômago, será que ela significava tanto assim para os meninos? Viu cartazes, ouviu meninas comentando sobre coisas que nem ela mesma sabia. Quem era Olivia? Bruce? Ok, e por que ela tinha que prestar atenção apenas nos comentários à respeito do Danny? Ah, ela se odiava amargamente por isso.

- Você tem algum passe livre ou algo do tipo para poder entrar? – perguntou ?, já pegando todos os livros de e colocando de qualquer jeito em sua mochila.
- Tenho, Tom me mandou por correio o cartão de passe para o backstage, eu só... Estou pensando.
- Pensando em quê, criatura? – ? disse isso, sem nem ao menos olhar pra amiga.
- ?, é sério. Diz para mim que está tudo ok! Que eles são os mesmos idiotas do filme “Just my luck”, que eles não ficaram metidos e nem estão comendo qualquer fã por aí.
- A parte de “comer qualquer fã” eu não posso falar nada à respeito, mas eu sei que eles são os mesmos, e olha que eu nunca nem falei com eles.
- Desculpa. – mordeu o lábio inferior.
- Está tudo bem, meu negócio mesmo é com o Fall Out Boy, eu juro que se você tivesse um caso com o Pete eu te matava aqui e agora! – a amiga disse rindo, tentando descontrair um pouco o ambiente.
- Obrigada, por tudo! – disse sincera e recebeu um super abraço apertado como resposta.
- Vai lá ver seus meninos, e me conte TUDO em detalhes depois, bitch!
- Certo, certo!

sorriu e tentou dessa vez não correr como estava fazendo antes, ela nem ia conseguir fazer isso, já que seus pés pareciam ter vida própria e eles estavam andando devagar demais! Passou por algumas fãs que a olharam meio torto, algumas estavam com cara de cansadas, outras eram absurdamente lindas e foi impossível não pensar que muitas delas teriam sorte de estar na cama de algum dos mcguys nesta noite. E, é claro, ela sabia que Danny estaria com uma delas... Danny! Danny! Diabo de nome que não sai da cabeça!

- ?? – o segurança perguntou, avaliando o cartão.
- Sim, senhor. – respondeu nervosa.
- Pode entrar, por favor, sabe como chegar até o salão central?
- Sim, subindo as escadas, depois mais escadas e depois o salão, certo? – disse meio insegura, mal se lembrava de como era o Via Funchal.
- Exato. – o segurança lhe devolveu o cartão e ela entrou.

Ouviu ao fundo alguns ruídos de fãs reclamando, mas ela nem ligou, estava se sentindo parte da família mais uma vez. Como ela sempre se sentiu. Como quando foi a primeira a zoar Harry de que Lindsay havia roubado uma cueca do menino e colocado no meio das suas coisas, ficado extremamente chateada quando viu o primeiro beijo entre Danny e Kendra, e chamado Lindsay de todos os piores nomes possíveis – em sua imaginação, claro –, como quando deu uns amassos com o Poynter brincando de “7 minutos no céu” e lembra muito da cara de decepção de Tom e da careta engraçada de Harry e do olhar indecifrável de Danny, ou quando sempre precisava de companhia em especial nas noites que passou sozinha em Londres, Tom sempre aparecia com chocolates, pizza e algum filme nerd para assistir. Lembra-se de acordar todas as manhãs no colo do amigo, e muitas vezes até mesmo sonhar com ele, seu maior medo era de falar o nome de Danny durante o sonho, seu sentimento era algo que ninguém sabia e falar dele para alguém só ia doer mais.

parou ao longe, admirando o palco do Via Funchal, o salão estava tão lindo com a presença dos quatro ali. Ela sorriu boba enquanto sentiu mais uma vez suas pernas andarem de forma involuntária para frente. No momento eles não estavam ensaiando nada, apenas rindo de alguma coisa idiota. Danny e Tom estavam sentados no chão bebendo água e rindo, Harry ao fundo olhando alguma coisa na bateria enquanto Dougie estava sentado na beirada do palco cutucando... a unha?

- É esse tipo de recepção que eu mereço depois de hm... Quase dois anos?! – nem ela sabe como conseguiu falar aquilo, mas sua garganta queimava, ela precisava falar alguma coisa.
- Fala sério! – foi a única coisa que saiu da boca de Harry.
- ! – Poynter exclamou primeiro que todo mundo, pulou de onde estava e foi correndo de forma desengonçada e engraçada na direção de – MEU DEUS, COMO VOCÊ ESTÁ GOSTOSA! – ele disse durante o abraço.
- É MUITO bom te ver de novo, Dougie! – disse rindo quando sentiu seus pés levantarem do chão – E hm, as coisas continuam inteiras por aqui? – a menina riu de forma safada dando um apertão de leve na bunda do amigo.
- Só esperando por você, baby! – Dougie deu uma piscada que não saiu muito sexy, fazendo a menina rir graciosamente.

Dougie e foram andando – leia-se correndo – na direção do palco, os outros três já estavam de pé esperando pela menina, que nessa hora não sabia se voltava a rir ou a chorar, ou fazia as duas coisas ao mesmo tempo.

- HAROLD! – berrou, dando um abraço de urso em Harry e escutando uma reclamação vinda do menino.
- Você é a única na face da terra que me chama assim, nem minha mãe me chama assim – o menino riu, enquanto dava beijos estalados no rosto da amiga.
- Meu amor, eu preciso ser lembrada por você como “a menina que me chamava de Harold”, ou alguma coisa assim. – disse, rindo, dando beijos no amigo também.
- Ok, chega dessa melação e vem aqui logo. – Tom a puxou, talvez o abraço mais perfeito que ela sentia em toda a sua vida. – Senti saudades, ainda sinto... Porra, como você faz falta!
- Eu também para as três afirmações. – ela disse com a cabeça enterrada em seu peito, aspirando o perfume misturado com o suor. – Puta que pariu, Thomas, desde quando você não corta esse treco que você chama de cabelo?
- Ah, está charmoso assim! – Tom jogou a franja pro lado, e sorriu, desde quando ele tinha ficado tão... Lindo?!
- Fala a verdade, dude, isso é uma APOSTA! – Harry falou ao fundo.
- Aposta? – levantou uma sobrancelha, enquanto se soltava de Tom e ia dar um super abraço em Danny! Ok, um abraço no garoto que fazia o coração pular enquanto uma conversa informal estava acontecendo, perfeito!
- Você está linda! – Danny disse baixo no seu ouvido, não fazendo ninguém ouvir. corou e deu um beijo na ponta do nariz dele.
- Tom disse que só vai cortar o cabelo... – começou Harry.
- Depois que ele dormir com uma garota! – concluiu Dougie.
- O QUÊ? – berrou, e uma onda de risadas encheu o local. – Como assim, Tom, como é que é?
- É que, bom... – o loiro ia começar a falar.
- Ele terminou com a Gio, sabe? – Danny disse e afirmou com a cabeça – E desde então ele anda meio na... seca?!
- Cara, vocês ainda moram juntos? – olhou para os quatro e eles negaram – Ah, ok! Tipo, se ainda morassem eu ia falar para vocês trancarem o Tom em algum quarto com alguma menina, tem tanta fã gata lá fora.
- A parte das fãs você deixa com o Danny, ! – disse Harry, fez careta, ela não queria ouvir o óbvio.
- Certo. – disse e olhou de esguelha para Danny, que disfarçou olhando para outro lugar, a menina riu – Bom, Tom, ainda bem que eu voltei, né!
- Hã? – o loiro olhou meio sem entender nada.
- Acho que vamos cortar seu cabelo em breve então... – foi caminhando até o (até o presente momento) melhor amigo, parou de frente ao menino e começou a acariciar seu cabelo de forma maliciosa, se ela soubesse o que isso causa em Tom ela realmente não faria isso.
- , está doida?! – Dougie se pronunciou.
- Ah, cala a boca, anão! Você já teve sua vez com ela! – Tom disse, puxando para um abraço e enterrando seu rosto entre o pescoço e o ombro da menina.
- Hey, eu não vou ficar passando de um em um, tá! – ela disse rindo.
- Tá, mas se você fizer alguma coisa com o Tom, vai ter que provar! – disse Harry.
- Isso, e o único jeito é GRAVANDO! – Danny falou alto e deu sua risada de sempre, todos riram.
- Jones, você acha um pornô melhor que o nosso! – riu, mas estava um pouco sem graça.
- Mas é bom que deixa registrado, assim o Tom tem a prova de que foi de verdade mesmo e não coisa da cabeça dele. – Dougie deixou escapar e logo Tom ficou meio sério atrás de .
- Hein?! Como é que é? – se virou para Tom, esperando alguma resposta.
- Nada. – Tom disse, querendo fuzilar Dougie com os olhos – E então, gatinha, vai ficar conosco para o show?
- Claro – percebeu que Tom havia mudado de assunto, mas, resolveu não voltar nele – Tem algum espaço VIP reservado pra mim?
- SEMPRE! – os quatro responderam juntos, e em meio segundo ela estava sendo atacada por quatro marmanjos britânicos.




Madrugada do dia 10 de agosto para 11 de agosto

- Você o quê? – perguntava um Tom, já meio bêbado.
- Eu parei de ouvir McFLY! Ah, me desculpa, mas vocês se esqueceram de mim e eu estava com raiva. Porra, você namora um tempo com a menina e já faz uma música sobre... Ehr, TUDO pra ela! – também já estava meio bêbada.
- All About You? – Tom perguntou meio inseguro.
- Exato, é... É esse o nome da música! Você tem noção de como eu me senti?
- , pelo amor de Deus, você é o maior motivo de inspiração das nossas músicas! - o menino disse, olhando com carinho para aquela pseudo-bêbada na sua frente.
- Eu juro que se você se lembrou de mim em “Only the Strong Survive” eu te arrebento agora! – ela disse rindo.
- Por quê? – Tom não entendeu, a bebida deixava seu processo de entender as coisas bem mais lento.
- “Because loving you feels like a kick in the balls…” disse, sem melodia a frase e Tom riu alto.
- NÃO! Definitivamente não nos lembramos de você quando escrevemos isso, isso foi algum momento perturbador do Jones!
- Ufa! Estou muito mais aliviada no momento.

Tom e conversavam em um canto reservado do terraço do hotel onde os meninos estavam hospedados. O show no Via Funchal havia sido incrível e eles ainda estavam com os nervos à flor da pele, primeira visita deles ao Brasil e já havia sido aquele sucesso tremendo! De vez em quando, olhava ao seu redor e via as fãs sortudas – ou biscates se você preferir chamar assim – se atracando em um canto com Dougie, ou passando a mão em zonas proibidas em Harry ou se esfregando em Danny. mordia o lábio nervosa vendo aquilo tudo, realmente os meninos haviam mudado, não eram mais meninos eles eram homens! Olhou para Tom e se perguntou se estava empacando alguma coisa, afinal ele estava dando toda atenção para ela, enquanto várias outras meninas muito mais lindas estavam ali à sua disposição.

- Bebê, por que você não vai dar uma volta por aí? – perguntou sorrindo, embora por dentro estivesse se sentindo bem estranha.
- Por quê? Minha companhia está tão desagradável assim? – ele riu de forma sincera e riu junto.
- Claro que não, é só que... Seus mates estão todos se divertindo com as meninas e você fica aqui de babá com sua melhor amiga, é por isso que você não consegue nenhuma garota!
- E quem disse que eu quero alguma garota? Você é minha garota, ! – Tom sorriu e sentiu um leve formigamento, ok ela era a garota dele, mas só porque eles eram melhores amigos, certo?
- FLETCHER! – uma garota com cabelos escuros e lisos que iam até o meio das costas apareceu de repente. Ela era de longe muito linda, um belo corpo com pouco tecido o cobrindo... Merda!
- Oi! – Tom disse simpático.
- Eu vim de tão longe só pra te conhecer! – no momento seguinte a tal garota já estava quase no colo de Tom dizendo para ele o quanto ela amava o McFLY e como ele era o preferido dela e, NOSSA, ela estava bêbada!

não ia ficar ali sentada vendo uma cena dessas, deu um fraco sorriso para Tom e sussurrou alguma coisa do tipo “vai fundo” e se levantou, indo até o bar para pegar mais uma caipirinha! Vodka nessas horas sempre era a melhor amiga, já que o seu melhor amigo estava ocupado demais com uma garota atirada. estava de costas para a festa, encostada no balcão, quando sentiu uma presença atrás de si mesma.

- Um beijo por seus pensamentos. – a “presença” sussurrou ao pé do seu ouvido e sentiu todo o seu corpo arrepiar de uma vez só. Ela sabia de quem era a voz rouca e baixa, e aquele cheiro de álcool misturado com cigarro e perfume barato de meninas fáceis era fácil de ser reconhecido.
- Cama! – respondeu rindo, já sabendo que era Danny atrás dela.
- Uau, sozinha ou acompanhada? – ele passava os dedos de leve nas costas da garota, fazendo fechar os olhos e sorrir pra si mesma.
- Prefiro ir sozinha e meu acompanhante aparecer mais tarde. – ela se virou e pode encarar aquele belo par de olhos azuis que sempre lhe deixavam completamente zonza.

Danny de verdade havia mudado, não usava mais aquela chapinha e tinha perdido aquele ar de moleque. Seus cabelos estavam bem mudados, estava mais ao natural, um tom mais claro do que ela se lembrava. Seus ombros mais largos, seu físico havia mudado drasticamente. mordeu os lábios com o rumo que seus pensamentos estavam e viu Danny sorrir, aquele maldito sorriso que derretia ela por inteiro.

- Você está muito linda, , nem parece aquela menina que eu conheci há alguns anos atrás.
- Muitos anos, Danny, diga-se de passagem. – riu, é, ele também não era o mesmo.
- O que você fez todos esses anos sem mim?
- Não seja tão egocêntrico, Jones, eu consigo viver sem vocês, consegui todos esses anos!
- Mas quem disse que eu estou falando no plural? Eu estou perguntando como que você conseguiu viver sem mim! – Danny riu e riu deboch?ente.
- Ah, sério, o álcool já está fazendo um efeito muito grande em você, Jones. – deu um empurrão de leve em Danny e saiu andando para o outro lado da festa.

Deu dois passos e viu uma cena que fez sua cabeça dar um pequeno giro, Tom estava mesmo se agarrando com aquela menina. Certo, ele precisava disso, não é? E com certeza o ciúmes que ela estava sentindo era porque ele era seu melhor amigo, era normal sentir ciúmes do melhor amigo! Ah, droga, para que esse ciúmes agora?

- Com ciúmes do Fletcher? – Danny perguntou, parando ao seu lado. – Eu sempre soube que vocês dois tinham um caso à mais que somente amizade.
- Não seja estúpido. Você sabe que o Tom é como se fosse um irmão para mim! – disse afirmando mais pra si mesma do que para Danny.
- Ainda bem que só ele é assim para você. – Danny abaixou um pouco e deu um beijo de leve na nuca da garota, por que diabos ele estava fazendo isso? Ah, claro, estava bêbado.
- Suas cantadas não estão mais funcionando com as fãs, Danny? – perguntou, ainda querendo manter um pouco a sanidade.
- Eu nem comecei, estou testando todas com você. Como estou por enquanto?
- De mal à pior, devo confessar. – riu. – Eu vou embora, amanhã nos falamos, pelo visto a noite vai ser longa para vocês.
- Embora? Está maluca? É quase três da manhã, ! – Danny deu uma olhada rápida no relógio.
- Danny, eu moro nessa cidade, eu sei me virar muito bem sozinha!
- Não interessa, você não vai embora, não! – Danny suspirou, enquanto olhava para a menina levemente emburrada à sua frente – Vem, vamos para o quarto, você dorme aqui hoje e amanhã você vai embora.
- E eu posso saber em que quarto eu vou ficar? Não fiz nenhuma reserva e...
- Comigo, oras! Ah, nem me olha com essa cara, não! – Danny riu quando viu a cara de espanto de – O Tom com certeza vai ficar com aquela garota, Dougie e Harry também estão acompanhados, e nós dois já dormimos juntos várias vezes, !
- Como é que é?
- Na casa do Tom? Você ia lá e dormia no meu quarto ou dormia todo mundo junto na sala, mas você sempre dormia ao meu lado, vai dizer que não se lembra disso? – Danny cruzou os braços e esperou por uma resposta.
- Lembro. – disse sem graça.
- Tudo bem que naquela época você não tinha esse corpão e era bem mais fácil resistir e...
- JONES! – deu um tapa no braço do menino e este começou a rir – Ah, vamos logo, antes que eu mude de ideia!

Os dois saíram juntos do terraço, sem serem percebidos por ninguém, nem mesmo por Tom que estava com a boca muito ocupada e com os olhos bem fechados. e Danny foram zoando um com a cara do outro até chegarem ao quarto do menino. deu um leve suspiro quando entrou e sentiu o aroma do seu perfume, ele parecia que usava perfume como aromatizante para ambientes.

- Eu vou separar alguma roupa para você, pode ser o de sempre?
- O de sempre? – a menina perguntou, ele ainda lembrava?
- Camiseta branca e uma boxer qualquer?! – Danny sorriu.
- Nossa, você lembra?
- Claro, você sempre sumia com minhas camisetas brancas, . – ele riu e entregou a ela as roupas. – Aqui tem dois banheiros, pode ir tomar banho, se precisar de alguma coisa grita que eu saio pelado para ir te socorrer.
- Argh, obrigada! – fez careta e riu sem graça.

O banho da menina não demorou muito, na verdade, ela ainda estava tentando assimilar o que estava acontecendo, como que ela foi mesmo parar no quarto de Danny Jones? Não era apenas para ser uma visita, ver de novo seus quatro melhores amigos e depois ir embora? Mas claro que não, desde quando as coisas acontecem de forma normal quando o assunto é McFLY? saiu do banho vestindo a roupa que Danny havia lhe fornecido, se olhou no espelho e viu que estava com a aparência cansada, poxa, ela tinha passado a manhã toda na faculdade, a tarde inteira no ensaio, de noite o show e ainda mais essa festa. Certo, ela merecia um bom descanso, mas isso era a última coisa que ela ia ter essa noite.

- Você não vai querer que eu durma no chão, vai? – perguntou Danny, aparecendo apenas de boxers meio “do nada”, ele não podia mesmo facilitar?
- Não, fica tranquilo! Só vou fazer um muro de travesseiros para você não ficar me chutando durante à noite. – a menina riu indo em direção a cama e se sentando nela.
- Merda, eu esperava pelo menos poder dormir abraçado com você. – Danny olhou para a menina com um olhar... Diferente?
- Dan, quer, por favor, parar com isso? Na boa, você está me assustando.
- Assustando por que? – Dan e agora estavam sentados na cama, um de frente para o outro.
- Porque você não é assim, e você está muito bêbado! Não comece uma coisa que você vai se arrepender depois. – disse séria.
- E quem disse que eu vou me arrepender? – Danny passou de leve as mãos pelo rosto da menina, colocando seu cabelo atrás da orelha e vendo como ela tinha mudado, ela virou uma mulher, embora os traços delicados de uma menina ainda continuassem ali. – Eu sempre dizia para o Fletcher como ele era sortudo por te ter, por ele poder te abraçar a qualquer hora que ele quisesse, por você ficar tão grudada nele, por...
- Dannny, do que você está falando? – a voz da menina saiu praticamente inaudível.
- , eu sempre te admirei. Eu sempre me senti atraído por você, mas parecia que você era apenas do Tom! Aí teve aquele dia que você e o Poynter deram uns pegas e eu percebi que você não sentia o mesmo por ele. – Danny riu idiotamente – Desculpa lembrar isso agora, ok.
- Está tudo bem. – a menina sorriu – Dan, você está cansado e bêbado, não está falando coisa com coisa, melhor a gente dormir!
- Você promete que vai me deixar dormir abraçado com você?
- Prometo.

e Danny deitaram na cama e apagaram as luzes. Danny se aproximou da menina e a abraçou, ficando de conchinha. ainda se arrepiava por sentir a respiração do menino em sua nuca e seus dedos brincando em sua cintura, Dan podia estar bêbado, mas ele sabia o que estava fazendo. Ele sabia que não era o certo aquilo, todos esses anos ele ouviu Tom dizer o quanto ele a amava, o quanto ele sentia falta de . Mas não era culpa dele se ele também sentia o mesmo. Danny não sabe se foi por causa da bebida ou se foi por pensar que aquela seria sua única chance, só se sabe que em questão de segundos ele havia virado a menina para si e beijava seus lábios com fúria. Talvez o álcool tenha deixado Danny com menos vergonha, mas a vergonha ia aparecer na manhã seguinte. O que começou com um beijo, terminou com as roupas espalhadas pelo chão e um sentimento de culpa alojado no peito de Danny, enquanto uma confusão de coisas passava na cabeça de .

não viu Danny ao seu lado quando acordou, não havia um bilhete, não havia nada. Recolheu suas coisas e foi para casa sem ao menos falar com os meninos. Falou com eles apenas quando eles estavam indo embora, Tom sabia que tinha algo errado, mas não disse nada. Dougie e Harry também suspeitaram, mas como a menina estava chorando – e ela insistia em dizer que era porque eles estavam indo embora – decidiram acreditar nessa versão. Danny não olhou em nenhum momento para a menina, o que facilitou a despedida. Eles foram embora, Danny havia ido embora. se tornou o que ela menos queria, ela foi mais uma. Mais uma na vida de Danny, mais uma na cama com Danny.


Capítulo 01

Narração em 1º pessoa –


- Love, life... meaning, over! – ah, por favor, tem com a Bella ser um pouco menos dramática?

Aqui estou em sentada em um dos bancos desse frio aeroporto esperando a boa vontade de uma tal de Carrie, meu Deus, quando essa menina vai aprender a ser pontual? Fecho mais uma vez - pela décima vez hoje - meu livro “New Moon” e bato meus pés de forma impaciente no chão frio, nessas horas eu agradeço por estar usando meu converse, ou então um barulho irritante de salto estaria ocupando o vazio desse aeroporto aqui em Londres! Finalmente estou voltando para minha segunda casa, depois de passar um ano fora! Nem acreditei quando eu consegui o estágio na Heat World! Tem noção do quanto isso significa para mim? Ainda mais agora que já sou formada em jornalismo, está tudo perfeito. Vou fazer minha pós-graduação em Cambridge de manhã e estagiar de tarde, à noite estou livre... Eu acho. Os primeiros que ficaram sabendo da boa notícia foram os Fletchers, isso era bem óbvio! Eles são a minha família aqui em Londres, e eu precisava de um lugar para ficar por enquanto. Penso em conseguir meu próprio apartamento por aqui, não quero voltar para o Brasil tão cedo. Apesar de Londres estar exatamente do jeito que eu lembrava, alguma coisa está estranha. Talvez a sensação de formigamento nas pontas dos meus dedos, meu Deus eu vou revê-lo, na verdade, revê-LOS! Mal nos falamos no último ano, eu infelizmente não os vi no mês de maio, estava ocupada demais arrumando as coisas do meu TCC e muito ocupada pra ver o Tom se pegando com a Gio (ugh!), o maldito do Daniel se pegando com qualquer coisa que se movimente e... Bom, Dougie e Harry ainda são os meus nenéns favoritos. Na verdade eu passei grande parte do tempo evitando internet, twitter ou qualquer coisa que me fizesse cair a ficha de que eles estavam no mesmo território que eu. Eu sei que os outros três não tinham nada a ver com isso, mas eu ainda carregava esse fardo comigo. Eu dormi com Daniel Alan David Jones e fui abandonada no dia seguinte, uau!

- ?! – uma voz fina e extremamente conhecida me chamou, eu sabia bem que era.
- Um ano e já se esqueceu da minha voz? – opa, essa voz eu conheço muito bem!

Sem conseguir ao menos disfarçar o sorriso em meu rosto, me virei pra trás e dei de cara com as duas criaturas mais lindas desse mundo! Ok, estou chorando, e daí? Carrie e Tom Fletcher estão na minha frente, e, POR DEUS, desde quando ele ficou tão lindo assim?

- Dá para vir aqui logo? – Tom disse impaciente já sorrindo, seu sorriso estava tão diferente!
- Eu estou querendo gravar essa cena na minha mente, dá licença? – eu disse com a voz embargada, mas ainda sorria.
- AH, AMIGA! – Carrie veio até mim e já se lançou no meu pescoço me abraçando o máximo que podia, eu ainda continuava mais alta que ela por isso foi engraçado eu poder levantar seus pés um pouco do chão.
- Que saudades eu senti sua, little Fletcher! – eu disse, enquanto tirava o mar de cabelos cacheados que estava em meu rosto – Menina, você está mais linda ainda!
- Ah, olha quem fala, desde quando você tem esses peitões? E essa BUNDA? – Carrie me deu um leve tapa e eu ri com esse pequeno abuso, foda dar liberdade para as pessoas! – Você não acha, Tom? Olha só para ela.
- Está uma mulher linda. – ele disse parado à minha frente, é agora que eu me derreto?
- Thomas! – eu disse rindo e foi a minha vez de me jogar em volta do seu pescoço, eu podia ser mais alta que Carrie, mas eu era bem mais baixa que Tom.
- Nossa, como eu senti saudades disso. – ele disse durante o abraço e eu sorri abertamente.
- Me desculpe por ser uma péssima amiga e ter te abandonado no ano de 2009! – eu disse ainda com o rosto enterrado no seu pescoço.
- Tudo bem, pelo menos eu consegui alguns tweets seus! – ele disse rindo, ainda me segurando no colo e olhando agora pra mim, ele ficou forte, né?
- Você... tá... lindo! – eu disse sincera, ele sorriu bobo e parecia que meu coração estava prestes a sair pulando da minha boca – Mas acho melhor eu te largar logo antes que sua namorada veja umas fotos meio... comprometedoras.
- Que namorada? – ele franziu o cenho – Em que mundo você vive, ?
- Mas... da última vez...
- Eu estou solteiro. – ele disse com um ar de alívio – Eu já tenho um compromisso longo com três marmanjos, para que eu vou querer mais uma mulher no meu pé?
- Nossa, Fletcher, agora que eu ia me colocar à disposição! Levei um fora bonito! – eu fiz bico fingindo indignação, eu nunca poderia me colocar no mesmo patamar que o McFLY.
- Você sempre vai ser minha número um. – ele falou rindo baixo, encostando de leve o nariz no meu e roçando, senti um formigamento mais estranho ainda e de repente eu me senti... Feliz!
- DETESTO acabar com o momento ternurinha de vocês, mas tem uma mamãe quase dando outro Fletcherzinho lá em casa, preocupada com essa mocinha aí – disse Carrie completamente despreocupada com a vida, fechando o celular e o colocando no bolso.
- E então, pronta para voltar para casa? – Tom me perguntou e eu apenas confirmei com a cabeça.

Nós dois sorrimos e ele me colocou no chão, nenhum dos dois me deixou pegar as malas então minhas mãos estavam soltas ao lado do meu corpo. Fomos andando até o carro de Tom que estava no estacionamento e no meio do caminho senti sua mão na minha entrelaçando seus dedos aos meus. Sorri pra ele e me senti estranha mais uma vez, aconteceu alguma coisa nesse um ano que eu não fiquei sabendo?

Fim da narração em 1º pessoa –

- Anda, Daniel! Dá para atender essa porra de celular logo? – Harry estava impaciente sentado no último degrau da casa de Tom, tentando inutilmente falar com Danny.
- Ele não atende? – Dougie aparece meio do nada coçando os olhos, ainda era muito cedo em Londres e os meninos estavam acordados esperando chegar.
- Não, ele sabe que a volta hoje, não sabe?
- Nós falamos para ele desde que ela confirmou que viria. Tem pelo menos um mês.
- E você sabe se ele saiu ontem?
- Danny Jones em casa num sábado à noite, nem fudendo! Digo, na verdade foi ISSO o que ele deve ter feito a noite toda – Dougie soltou uma risada anasalada e Harry riu junto.
- Ah, deixa aquele viado então, depois ele se entende com a .

Um pouco longe dali, pelo menos uns três bairros longe, Danny se encontrava deitado na cama ao lado de uma garota que com certeza ele não lembrava o nome. Abriu os olhos com dificuldade e sentiu um peso em cima do seu tórax... Um braço. Acompanhou o braço fino de pele branca e viu que havia uma garota de traços finos, cabelos lisos e loiros, a boca rosada e seu corpo estava coberto por um fino lençol branco. Danny suspirou e pensou “ok, de novo isso”, afinal, dormir e acordar ao lado de belas garotas era algo que vinha acontecendo com uma certa frequência. Levantou-se com cuidado para não acordar a garota que ele não lembrava o nome, procurou sua roupa espalhada pelo chão e, quando estava mais ou menos vestido, viu no seu celular várias ligações perdidas. Harry havia ligado, Dougie havia ligado, Tom havia ligado! Uma forte dor de cabeça apareceu de repente e a única coisa que Danny conseguiu dizer foi “porra”. Ela voltava hoje e ele havia se esquecido completamente.





- Quanto?
- Quanto o quê?
- O salário!
- Eu não sei, Harry! – disse rindo, feliz por estar mais uma vez com seus amigos.

Estavam todos jogados na sala de Tom, Debbie havia preparado um super café da manhã para a chegada da sua querida “afilhada”. Carrie tinha voltado para a cama, mas prometeu à que ia ser a melhor companhia do mundo, mas ela realmente estava com sono. Debbie - depois de muitos abraços e beijos e coisas do tipo ‘nunca mais faça isso comigo’ -, deu privacidade para os meninos, e para também. A menina estava deitada no colo de Tom enquanto ele fazia um carinho gostoso em seus cabelos, Dougie estava deitado na perna da menina e Harry na sua barriga, não tinha como a situação ficar mais perfeita!

- Eu já disse que não vou ficar morando por aqui, isso é apenas provisório!
- E eu já disse que você vai morar aqui, para que sair? Minha mãe vai ter outra síncope se você passar muito tempo longe! – disse Tom, parando o carinho para dar um tapa de leve na cabeça da menina.
- Ouch, Fletcher! – reclamou e logo sentiu o menino dar um abraço apertado e beijar seus cabelos.
- Ah, parem vocês dois, ou vão logo para um quarto! – reclamou Harry e fez carinho de leve em seus cabelos.
- Na verdade, , quem vai ter uma síncope se você ficar fora vai ser o mono-cova aí! Nunca vi uma pessoa reclamar TANTO, como ele reclama! – disse Dougie distraído, e estranhou aquilo.
- Como é que é? – ela perguntou.
- Duuuuuuuuude... – Harry disse baixinho, mas ouviu.
- Hello-ow, podem ir falando aí! – olhou para cada um, Tom sentiu que podia dar um soco em Dougie à qualquer momento.
- Eu só senti saudades, só isso! – disse Tom em um tom de voz baixo e os meninos riram.
- “Por que ela não me responde?”.
- “Vocês viram como ela está bonita nesta foto?”.
- “Acho que ela achou melhores amigos!”.
- Ah, sério? – agora ria das imitações ridículas de Judd e Poynter. – Você me ama TANTO assim? – se virou para Tom, sorrindo.
- Mais do que você imagina! – o menino disse sincero e uma onde de “awwww” invadiu a sala, Dougie e Harry tiravam sarro da cara do amigo.
- , você é tão tapada assim? – perguntou Dougie se levantando para falar melhor – O Tom é gamado em você desde o dia em que te conheceu!
- O QUÊ? – berrou, mais alto que se imaginava.
- Sério, você tem um neurônio Jones perdido na sua cabeça! – disse Harry apontando para a menina, se levantando também.
- Jones, a peça principal pelo qual esse romance nunca deu certo... – Dougie filosofava.
- Hey, vocês dois, tem como falar comigo aqui? – ria, mas se sentia nervosa com tudo aquilo, eles nem estavam bêbados à essa hora da manhã – Tom, você não vai falar nada não?
- Eu nunca consegui falar nada em cinco anos, por que você acha que eu vou conseguir falar algo agora? – Tom estava visivelmente vermelho, nem ele sabia como essa conversa tinha tomado esse rumo.
- Gatinha, saca só – começou Harry – Acho que podemos falar bem francos agora, somos adultos! A gente sabe de você e do Jones.
- Sa...sabe? Do...do...qu...quê? - a menina gaguejava, ok, ponto fraco!
- A gente sabe que você e o Jones ficaram em São Paulo. – disse Dougie meio sorrindo, meio sério.
- Honestamente, eu achei que depois daquilo você nunca mais ia querer falar com a gente, e na boa... A gente ia entender. – começou Harry.
- Fica tranquila porque todo mundo aqui acabou com o Jones... Eu em especial. – disse Tom com a cabeça baixa mexendo nas pontas do cabelo de – Eu sei que você sempre gostou dele e sei lá, no fundo seria legal.
- Mas não foi legal o que ele fez com você, . Você é nossa família. – disse Harry.
- É, é por isso que ele não está aqui? – perguntou insegura.
- Ele não está aqui porque é um irresponsável, ele sabe que você chega hoje, e apesar dos pesares, ele quer te ver. – disse Dougie meio magoado.
- E a gente sabe que você quer vê-lo também... – disse Tom com um meio sorriso – Eu fico me culpando pelo que aconteceu...
- TOM! – berrou.
- Eu não te dei atenção naquele dia, fiquei me pegando com uma menina e esqueci de você, e sua noite não foi exatamente uma das melhores.
- Gente, por favor! Foi uma noite, eu era sim gamadinha pelo Jones, mas... Passou! – isso era mentira, a parte do gamadinha sim, mas o resto... NÃO! – E, honestamente, eu também estou com saudades dele, digo, eu não falo com o Dan desde que vocês foram embora aquele dia.
- E eu posso saber por que você não foi nos ver em São Paulo em maio do ano passado? – Dougie estava com um bico absurdamente fofo e riu.
- Não estava... Preparada! – a menina mordeu os lábios – Eu tava morrendo de ciúmes do Tom falando horrores com aquela Demetria Lovato enquanto eu era esquecida, com ciúmes porque o Dougie não me seguia no twitter, o Harry mal entra naquela coisa, o Dan então, não saberia qual seria minha reação quando o visse, achei melhor não ir.


Os meninos a encararam por um certo tempo, ela não os procurou, mas eles também não tentaram fazer um contato direto com ela. Ficaram ali pedindo desculpas e falando que isso nunca mais iria acontecer, que eles sentiram muita a falta um do outro e falaram que agora que ela estava em Londres, iriam recuperar o tempo perdido. Era certeza que a menina ia passar o ano todo por lá, e em trezentos e sessenta e cinco dias muita coisa podia acontecer.

Ficaram ainda por algum tempo conversando, falava sobre os projetos dela no Brasil, o que ela tinha feito e como ela tinha se virado esse tempo todo. Os meninos contaram sobre a Austrália, como foi gravar um CD com sua própria gravadora, as turnês, os planos para o novo CD. Dougie contava de Frankie – sua namorada –, e ficou bem empolgada em conhecer a menina. The Saturdays não era um grupo muito conhecido no Brasil, então ela com certeza iria precisar ouvir todas as músicas das meninas antes de fazer papel feio na frente delas. A conversa ia boa, até mesmo tinha se esquecido daquele comentário “o Tom sempre gostou de você”, na verdade, ela não tinha se esquecido, apenas deixado de lado, iria com certeza perguntar a ele o que isso significava.

- Eu preciso tomar água, alguém quer alguma coisa da cozinha? - perguntou Harry enquanto se levantava.
- Agora não, o que eu preciso mesmo é de um bom banho! Ainda estou com cheiro de aeroporto do Brasil e de Londres! – riu , cheirando a si mesma.
- Para mim você está ótima! – disse Tom agora um pouco menos tímido.
- Para você eu sempre estou ótima! – ela riu e Dougie riu junto.
- Está vendo, cara, agora que ela já sabe vai ficar muito mais fácil... – Dougie começou a dizer, mas Tom e o olharam com cara feia. – Certo, certo. Eu vou na cozinha com o Judd! – o menino se levantou dando liberdade agora para e Tom ficarem sozinhos.
- E então, você me ama, é isso? – disse sorrindo se virando para Tom.
- Ok, eu não queria que você ficasse sabendo dessa forma! É estúpido eu sei, mas...
- É estúpido gostar de mim?
- NÃO! Claro que não, é que... , eu não podia te falar. Aí rolou essa merda toda com o Danny e parece que só piorou tudo.
- Tom, não foi nada com o Danny, foi uma noite de dois bêbados. E se eu já soubesse do que você sentia por mim, eu NUNCA teria feito isso.
- O Dan sabia.
- Mas ele é um cachorro, e cachorros não contam. – riu do próprio comentário.

Tom ia começar mais algum comentário, mas foi interrompido com o grito de Harry e Dougie berrando DANIEL. deu um leve suspiro e Tom olhou para a menina com carinho, aquele era o momento em que ela fugiu durante um ano, mas agora não tinha como fugir. E ela mesma disse que não sentia mais nada por ele e que tudo havia sido um erro, não tem porque ficar achando que alguma coisa de ruim vai acontecer.

- Ela já está aqui? - perguntava Danny enquanto entrava dentro da casa de Tom, olheiras visíveis e um cheiro de perfume barato ainda emanava de sua roupa.
- Sim, meu caro... – disse Harry.
- UAU, o último McFLY acabou de chegar! – apareceu abraça a Tom e deu uma olhada em Danny, ele mudou muito em um ano.
- ! – o garoto berrou e foi impossível ela não sorrir.

Soltou-se de Tom e foi até ele lhe dar um abraço, um abraço que deve ter demorado mais que o normal. Jones fechou os olhos quando sentiu aquela menina tão delicada entre seus braços, nem todas as mulheres do mundo se comparavam a ela, tão mulher e tão menina ao mesmo tempo. estava na ponta dos pés e passava a mão discretamente na nuca de Danny, seus cabelos estavam mais curtos e lisos, diferente da última vez.

- Olha para você, você está mais linda do que da última vez! – disse Danny finalmente se soltando do abraço.
- É... – foi a única coisa que ela conseguiu dizer, por que ela tinha que ser tão idiota mesmo?
- E da última vez você viu coisas que nós nunca vimos, certo, Jones? – alfinetou Harry e uma onda de risos baixos e sarcásticos preencheu o lugar.
- É péssimo eu ter minha vida sexual compartilhada com vocês! – riu, agora ela estava fazendo piada daquela noite? UAU.
- Quem compartilhou foi o Dan! – disse Tom – “Cara me desculpa...”
- “Porra eu fiz a maior cagada do mundo...”
- “Eu sou um idiota...”
- “Foi HORRÍVEL!” – disse Dougie e riu.
- Credo, Jones, eu sou tão péssima de cama assim? – olhou para Dan que tinha a expressão indecifrável.
- Eu me nego a responder essa pergunta, e a parte do HORRÍVEL é mentira! Eu nunca disse isso. – Dan mostrou o dedo do meio para Dougie que fingiu indignação.
- Certo, chega de falar disso. Novos tempos. – Tom foi até a menina e a abraçou, estava claro que ela era mais uma vez a menina do Tom, querendo ou não, os meninos sabiam muito bem que ela sempre iria ser a número um do loirinho – , está com fome?
- Sim! – a menina riu como se fosse uma criança – Mas eu de verdade preciso de um banho!
- Ah, ok, fedida, vai logo! – disse Harry – Eu volto mais tarde, vou pegar umas tralhas e trazer para cá.
- Você tem que descansar, , hoje de noite faremos uma festa de boas vindas para você – sorriu Tom.
- Eu vou para casa ligar para a Frankie, ela está tendo ataque para te conhecer logo! – disse Dougie.

sorriu com tudo isso, com toda essa preocupação. Sentia-se completa e feliz de novo, com seus amigos, MELHORES amigos! Ela estava de novo com sua família.

- Vai ficar, Danny? – ela perguntou se virando para o menino que olhava para algum canto, distraído na sala.
- Vou sim, já que vim para cá, vou mostrar algumas coisas para o Tom. – ele respondeu com um fraco sorriso.
- Ah, claro, a gente se vê quando eu acordar porque eu ainda sofro com o fuso horário. – ela riu. – Ah, Danny?!
- Quê? – ele perguntou mais uma vez distraído.
- Você está com... marcas no seu... pescoço. Chupões. – a menina apontou de leve para exatas três marcas.
- Merda! – Danny disse baixinho, colocando a mão no pescoço e massageando devagar.
- Certas coisas nunca mudam, certo? – a menina sorriu e não esperou uma resposta, se virou e foi até Tom, lhe abraçando por trás.

Danny viu a cena e não sorriu. Tom estava de novo com um brilho no olhar, mas o mais estranho era que tinha o mesmo brilho enquanto se mantinha abraçada à ele. se despediu de Harry e Dougie, e subiu as escadas de mãos dadas com Tom. Danny observou tudo cautelosamente e sem perceber, fechou suas mãos em punhos, sentiu raiva... Se ele não tivesse sido tão idiota, podia ser ele ali no lugar de Tom, sorrindo e recebendo o sorriso da garota. Seriam seus dedos entrelaçados aos dela, ela ficaria com ele em seu apartamento e não aqui, não tão próxima à Tom.

- Vai com calma, tigrão! – Harry apareceu ao lado de Danny, vendo a reação do amigo. – Nessa você não toca nunca mais.
- Eu sei. – Dan respondeu sério – Eu sei disso.
- Ela já sabe – Harry disse – Ela sabe que o Tom gosta dela.
- Com assim? - Danny se virou para o amigo.
- A anta do Poynter deixou escapar que ele gostava dela e que, bem, nunca fez nada porque sabia que ela gostava de você.
- Belo amigo! – Danny disse irônico. – Os dois têm tudo para dar certo mesmo, eu... Eu não vou ser mesmo bom o bastante para ela!
- Puta que pariu, realmente você e o Tom só pensam nela para compor as músicas, certo? – Harry disse e Danny riu alto.
- Óbvio! – Dan riu, respondendo como se fosse um trocadilho para a música “Obviously”.

Danny deu mais um suspiro e parou de pensar no assunto, já que Harry disse que ele estava ficando muito gay dando esses suspiros todos. Despediu-se do amigo e foi embora, enquanto Dan ia para o estúdio que ficava aos fundos da casa de Tom. Não sem antes parar em frente à escada e escutar os risos e alguns gritinhos de e Tom. Sorriu com aquilo, embora ele soubesse que esse tipo de situação nunca iria acontecer com ele. E ele nunca mais iria trair a confiança do seu melhor amigo, não de novo e não com ela.


- Ok, eu juro que não vou mais perguntar, mas eu só quero saber se há uma chance remota de você ser minha cunhada! – dizia Carrie pela milésima vez em poucos minutos, ainda ria alto com isso.
- Carrie, chega por hoje! Amanhã nós falamos sobre isso e eu nem falei com seu irmão ainda. – ria, achava graça de tudo aquilo.
- Exato, pirralha, vai para o seu quarto agora porque eu e a precisamos conversar em particular – ele disse empurrando Carrie de leve para fora do quarto de .
- Tá, mas eu quero saber de TUDO depois! – ela disse rindo enquanto saía do quarto.
- Você vai saber... – riu enquanto Tom fechava a porta e ambos riam dessa cena toda – Devo dizer que essa não era exatamente a recepção que eu esperava.
- Hm... esperava o quê? – Tom foi até a menina e a abraçou com carinho.
- Tudo menos essas revelações bombásticas! – ela disse rindo, colocando os braços ao redor da cintura de Tom e afundando a cabeça em seu peito – Tom, você sabe que... você sabe que eu....
- Eu sei, . – o garoto suspirou – Eu não espero que você não resista ao meu charme agora, se bem que eu estou muito mais charmoso do que há cinco anos atrás! – o menino riu da própria piada.
- Você é perfeito, Tom – levantou a cabeça e encarou o par de olhos castanhos de Tom, brilhando de uma forma intensa – Todo mundo sempre dizia que nós tínhamos alguma coisa a mais do que a amizade e eu sempre achei que realmente nós tínhamos, digo... Temos! – sorriu assim como Tom – Me desculpe por gostar do Danny todo esse tempo, mas eu não sabia nada, nem suspeitava que você pudesse sentir alguma coisa por mim.
- Eu sei, eu devia ter sido um pouco mais explícito, e realmente “Get Over You” não foi a melhor forma de expressar como eu me sentia. – Tom fez uma carinha de culpa e riu.
- Relaxa – se afastou um pouco, mas ainda segurando nas mãos de Tom e entrelaçando seus dedos nos dele – Confesso que para mim não seria nenhum sacrifício me apaixonar por você, mas eu não quero que... não quero ficar passando de um McFLY para outro. Eu já dei uns pegas no Poynter, fiquei com o Jones...
- E eu que realmente gosto de você, nunca dei nem um selinho! – Tom fez cara de inconformado e riu alto – O mundo é realmente muito injusto comigo.
- Com nenhum dos outros dois teve sentimento, Tom, e hoje isso tudo é motivo de piada. Se tiver que acontecer algo entre eu e você, eu quero que seja verdadeiro, eu não quero lembrar dos nossos momentos e rir depois, eu quero lembrar e sorrir, saber que eu fui muito feliz com você.
- Então eu posso... Esperar?
- Então você pode se esforçar. – sorriu de maneira doce, fazendo Tom sorrir junto – Eu vou ficar aqui por um bom tempo, Tom, se for para acontecer alguma coisa, eu não vou impedir.
- É muito bom saber disso. – Tom disse se aproximando de leve da menina.

não recuou, como ela mesma disse, ela não ia impedir, embora ela achasse que esse momento ia demorar ainda um pouco para acontecer. fechou os olhos, não queria ver nada e sim, apenas sentir. Tom ficou em silêncio e a única coisa que se ouvia no quarto era a respiração de ambos. Devagar e com cuidado, ele colocou uma mecha do cabelo de atrás de sua orelha e reparou na maneira suave que ela sorriu com o pequeno toque. Aos poucos foi se aproximando e viu os lábios de entreabertos, sua respiração suave batendo em seu rosto, havia esperado tanto por esse momento e agora simplesmente não parecia real. Tom fechou os olhos e colocou as duas mãos no rosto de , levantando–o um pouco, e finalmente selando seus lábios nos dela. achou que naquele momento seu coração podia simplesmente pular para fora, por isso ela engoliu ainda em seco o nervosismo que estava alojado em sua garganta. No começo, os dois apenas ficaram com os lábios encostados sem fazer nenhum movimento brusco, inconscientemente esperava por esse momento, e Tom achava que isso nunca iria acontecer. colocou de leve seus braços ao redor do pescoço de Tom e dando um impulso com seu corpo ficando mais colada assim ao menino, enquanto Tom deslizava os braços para a cintura de , apertando de leve sem machucá-la. Ambos abriram as bocas juntos, dando profundidade ao beijo, brincando inocentemente com as suas línguas, o beijo era devagar, sem pressa, sem malicia. Eles estavam se descobrindo pelo beijo, e pelo que parecia não tinham pressa para terminar. deu um suspiro entre o beijo e Tom riu com isso, a apertou mais um pouco na cintura juntando mais seus corpos, enquanto a menina arranhava sua nuca e brincava com seus cabelos, deslizando de leve seus dedos e fazendo Tom se arrepiar. Aos poucos foram parando para poder respirar, suas bocas latejavam e seus rostos estavam quentes, quentes demais.

- Uau. – Tom disse rindo, se recuperando do beijo.
- Eu não sabia que ia ser... Tão rápido! – riu, dando mais um selinho em Tom.
- Apenas me diga que isso vai acontecer mais vezes. – Tom pediu.
- Vai. – sussurrou e mordeu de leve o lábio inferior, ela queria que beijos com Tom continuassem se repetindo por muito e muito mais tempo – Tom, eu... Eu gostei MUITO do beijo, mas...
- Vamos devagar. – ele sorriu e fez carinho no rosto da menina – , eu não vou pedir em namoro e nem cobrar nada, fica tranquila. Eu amo você demais para apressar as coisas, e como você mesma disse, as coisas vão acontecendo de forma natural.
- Você é incrível! – sorriu verdadeiramente – Obrigada, Tom.
- Eu amo você. – Tom disse, como se tivesse ignorado o que a menina disse anteriormente – Eu amo você.
- Eu amo você – ela respondeu, foi como se as palavras estivessem esperando para serem ditas, simplesmente saiu.

Tom deu de novo um beijo de leve em seus lábios – dessa vez de uma maneira mais controlada – e saiu para deixar a menina tomar seu banho e descansar um pouco, afinal aquele seria apenas o primeiro dia de muitos outros. havia ficou sorrindo sozinha por um certo tempo, como que isso tudo tinha acontecido mesmo? Em um instante ela estava nervosa por se encontrar com Danny de novo, achava que ia ter sempre que esconder dos meninos o que tinha acontecido em São Paulo. Mas em poucas horas descobriu que todos sabiam disso, que até mesmo podiam fazer piada dessa situação. No mesmo dia descobriu que Tom era a fim dela desde sempre, se achou estranha por isso, mas acabou beijando o menino. Tudo isso em menos de vinte e quatro horas, o que ainda podia acontecer em um ano?!

foi arrumando suas malas, escolheu uma roupa simples para ficar. Calça jeans clara, seu converse branco e uma baby look roxa. Tomou seu banho de forma demorada, tirando toda aquela coisa de avião e aeroporto, lavou os cabelos e se sentiu nova mais uma vez. O banho a havia despertado e parece que todo o seu cansaço havia ido embora. Secou seus cabelos de leve com a toalha e foi até o quarto se trocar. Abriu a porta do banheiro – ainda enrolada na toalha – e deu de cara com Danny sentado em sua cama. Foi por muito pouco que não gritou, talvez a surpresa tenha sido grande demais e seu grito ficou entalado na garganta.

- Quê... O quê... Você... Aqui... Daniel! – não conseguia achar as palavras certas, simplesmente elas não saíam.
- Você e o Tom se beijaram. – não era uma pergunta, era uma afirmativa. – Ele não disse nada, mas pela cara de idiota que ele apareceu no estúdio, e ele começou a cantar Surfer Baby, uma música que honestamente eu não aguento mais, e ele só canta essas musicas mais antigas quando ele está feliz, e ele não está feliz apenas porque você está aqui, ele está feliz por algo aconteceu...
- Danny! DANIEL! – o chamou, já que o menino não parava de falar – Eu e o Tom nos beijamos.
- Ah! – parece que agora Danny havia perdido metade do chão, uma coisa era ele ter suas suspeitas, a outra era ele saber disso pela boca de – Eu, eu sempre soube que vocês dois iriam ficar juntos um dia.
- Não estamos juntos, foi apenas um beijo. – disse, havia até mesmo se esquecido que estava apenas de toalha ali, na frente de Danny.
- Vai acontecer mais vezes. – Danny disse, agora olhando para a menina, não sem antes correr os olhos por suas pernas desnudas, seu colo que ainda estava úmido e seus cabelos molhados e penteados para trás.

O rosto da garota estava tão limpo, sem maquiagem, sem mais o peso do cansaço, ela era linda ao natural. Não precisava de muito, não tinha um sorriso exagerado, não tinha traços comuns que você consegue ver em várias meninas, não era igual à todas. Ela era brasileira, seus traços eram fortes e marcantes, porém ainda eram femininos e delicados, sua pele não era tão clara como as inglesas. Ela com certeza contrastava com qualquer outra menina ali, talvez fosse por isso que ela chamasse tanto a atenção.

- , pelo amor de Deus, vai colocar uma roupa! – disse Danny desviando o olhar.
- Danny, por que você não sai do quarto? – disse, ainda meio sorrindo – Eu realmente preciso me trocar e nós não precisamos ter essa conversa.
- , me desculpa! – Danny estava de pé, indo na direção da garota, mas deu um passo para trás.
- Danny, pare! Sério, já passou, foi há mais de um ano, nós dois estávamos bêbados e eu não quero que isso aconteça de novo. Tipo, tem o TOM, certo, seu melhor amigo e meu melhor amigo!
- Nós dois sabemos que ele é muito mais do que um amigo para você – Danny disse meio sério.
- Sim sabemos, e é por isso que eu estou te pedindo, por favor, para você sair daqui. Danny, eu te amo, eu te amo muito. E eu quero ainda poder contar com você como meu amigo, eu quero rir das idiotices que você fala, eu quero contar com você para tudo. – falava de forma sincera, embora sua voz saísse um pouco embargada – E eu quero ter uma chance de ser feliz com o Tom.

Dan não disse mais nada, provavelmente a parte do “ser feliz com o Tom” tenha lhe dado um baque e todos os seus pensamentos sumiram em um piscar de olhos. Ele simplesmente deu um longo suspiro, deu mais uma olhada em , aquela menina que realmente nunca mais seria dele, e foi embora do quarto. olhou aquela cena como se estivesse passando em câmera lenta, quando deu por si estava chorando em silêncio. Ela sempre amou Danny, mas ele parecia algo tão inalcançável! Sempre paquerando todas as meninas, nunca levando nada à sério, sempre fazendo piadinhas com , mas ela sabia que ele era assim com todas. Por que ele demorou tanto para ser homem, para ser maduro? E por que quando ele finalmente fez o que queria, precisava estar bêbado e agir como um completo idiota no dia seguinte? Certo, a viagem não ia ser exatamente a mais perfeita como ela imaginava, os sentimentos estavam à flor da pele, e em especial as lembranças não iriam embora tão cedo.

colocou sua roupa que havia escolhido anteriormente, e antes de sair do quarto deu uma olhada no espelho. Estava normal, se sentia bem pelo menos por fora, porque por dentro sabia que estava moída. Passou um rímel transparente e um lápis lilás na parte superior e inferior dos olhos, bagunçou um pouco os cabelos que ainda estava úmido e ajeitou a franja jogando ela para o lado esquerdo do rosto. Deu umas batidas de leve nas bochechas para parecer um pouco saudável e saiu do quarto, Deu de cara com uma Carrie emburrada que estava encostada na parede esperando a menina sair do quarto.

- Carrie, o que foi? – perguntou, estranhando a cara da amiga.
- O que o Danny estava fazendo aí?
- Ah, Carrie...
- , eu amo você e eu sei que meu irmão também te ama, mas se você ficar de rolinho com o Jones...
- Carrie, eu não estou de “rolinho” com o Jones, ele é meu amigo assim como os outros meninos da banda.
- Então por que ele saiu do seu quarto com os olhos vermelhos e murmurando alguma coisa como “eu sou um idiota”?
- E desde quando você entende alguma coisa quando o assunto é Jones? - sorriu de leve – Carrie, eu não sinto mais nada pelo Dan, e eu nunca faria nada para machucar seu irmão. Você sabe como eu amo ele, assim como eu amo você.
- Sei... – Carrie ainda estava meio desconfiada, mas resolveu dar o braço a torcer – Ah, vamos logo lá para baixo ver o que os dois homens da sua vida estão fazendo.
- Cala a boca! – riu enquanto abraçava Carrie de lado.
- A menina FLONES! – Carrie deu risada.
- FLONES? – fez careta.
- Certo, você realmente não é mais fã do McFLY! Flones é a junção de FLETHCER mais JONES, isso é obra das fãs.
- Credo, e tem isso para todos os meninos?
- Pudd, joynter, fludd... Tem sim! – Carrie ia falando o nome dos “traumas” e a cada um ia rindo mais alto, era estranho pensar nos seus melhores amigos assim.

Chegaram ao andar de baixo e foram direto para o estúdio. Tom e Danny tocavam qualquer coisa que não era McFLY, ambos sorriram quando viram as duas meninas chegarem. acompanhou o sorriso dos dois e, de novo, sentiu um nó em seu peito. Ok, as coisas não iam ser tão fáceis assim.

- Certo, o que os meus meninos vão tocar para mim? Afinal, preciso me atualizar nas musica do McFLY! – disse rindo, puxando um banquinho e se sentando perto de Tom.
- “So much has changed...” – começou Danny, cantando e não olhando para a menina, apenas dedilhando as notas no violão acústico.
- Memory Lane? – perguntou fazendo uma careta.
- Nossa, ela ainda lembra das musicas – Tom disse numa voz meio sarcástica e deu um leve tapa no seu braço, fazendo o menino reclamar.
- Vai, eu amo Memory Lane! – começou Carrie – Começa! Começa! Começa!

Os meninos riram e começaram os primeiros acordes de Memory Lane. suspirou meio aliviada e resolveu curtir a música. Prometeu a si mesma que ia viver um dia de cada vez, mesmo que para isso precisasse se lembrar todo dia que Danny não era para ela, que Tom a tratava como um príncipe encantado, e que seu estágio na Heat World começava em dois dias. Ah, claro, o estágio, agora sim ela ia saber realmente de tudo o que envolvia o universo McFLY. Sentiu um calafrio na espinha, mas sorriu disfarçando! Por Deus, será que tudo isso era realmente uma boa ideia?

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Capítulo 02

Narração em 1º pessoa –


Ok, manhã de segunda feira, em Londres, nublada! Claro, como que poderia ser diferente? Meu primeiro dia de trabalho na Heat e é bem óbvio que eu estou extremamente ansiosa! Meu fim de semana foi até que normal, eu e Tom não ficamos mais, apesar de toda tensão sexual que estava ao nosso redor. No mesmo dia em que cheguei, fomos a um pub de noite. Conheci Frankie – a namorada de Dougie – bem como as outras meninas, amigas dela. Nota mental para mim: NUNCA MAIS sair com elas, elas são lindas e eu realmente sou horrorosa perto de qualquer uma! Voltando... Harry está solteiro para minha total surpresa, depois do Danny, ele é o garanhão dos meninos. Talvez esse tenha sido o motivo pelo qual ele desapareceu a noite toda, deve ter ficado se pegando com alguma menina. Tom me deu toda a atenção do mundo e eu sei que eu não parava de sorrir. Na verdade, eu não sei o que se passa quando meu olhar se cruza com o dele, quando ele passa a mão discretamente pela ponta dos meus cabelos, quando ele sorri para mim, é tudo novo e tudo muito BOBO! Por falar em bobo, Danny chegou ao pub desacompanhado e foi embora desacompanhado, bêbado, mas sozinho. Ele estava me tratando de forma normal, normal até demais! Eu não estou reclamando é só que... É estranho. Mas eu disse que não queria mais nada e que eu já tinha esquecido ele, e eu esqueci... não esqueci? CLARO QUE SIM, que coisa ridícula! Ok, , hora de olhar de novo a sua listinha de “por que você esqueceu Danny Jones” e “por que Tom Fletcher PODE SER o cara certo pra você”...

Danny
- mulherengo
- safado
- beija bem (e como!!!)
- é bom de cama, mesmo bêbado
- não dá valor quando tem
- demorou muito para se declarar
- eu gosto dele desde o primeiro dia em que o vi
- não, eu não O AMO!!
- é lerdo (só quando ele quer, às vezes ele pode ser bem rápido)
- tem tara por loiras (nada contra, mas tem como mudar às vezes?)
- fica com qualquer biscate
- transa com qualquer coisa que possua DNA
- olha os peitos e não os olhos
- olha a bunda e não os olhos
- amadureceu em algumas coisas, pra outras continua um moleque

Thomas
- me ama me adora e me acha foda
- é um completo fofo
- beija tão bem quanto o Danny (muuuito bem)
- dá o valor que eu preciso
- bebe, mas não fuma e fode
- gosta de mim desde o primeiro dia que me viu
- eu o amo, eu consigo falar que realmente O AMO!
- sempre teve namoros longos com meninas hm... interessantes (?)
- olha os olhos e não a bunda
- tem aquela coisa linda do lado esquerdo do rosto
- fica tímido e completamente irresistível
- sumiu do mapa e me deixou triste
- sempre acima de tudo esteve ao meu lado
- é um moleque nerd viciado em Star Wars
- às vezes não leva as coisas tão a sério

Como é que eles conseguem ser tão diferentes e me atrair de formas tão parecidas? Fiquei olhando esta lista um tempão, ainda estava de pijamas e nem um pouco animada pra me levantar da cama e encarar meu primeiro dia de estágio. Não era apenas o estágio, era essa coisa toda! Essa coisa de viver no mesmo lugar que Tom, ver o Danny com frequência e me sentir completamente fraca. Por que eu simplesmente não conseguia esquecer aquele maldito 11 de agosto?

- Está acordada? – uma voz meio rouca de quem acabou de acordar me tirou dos pensamentos ridículos.

Tom estava parado no batente da porta, vestindo apenas (eu disse APENAS) uma calça de moletom meio rasgada, seus cabelos estavam completamente pra cima e ele estava com um cheiro delicioso de lavanda que entrou em meu quarto. Sorri involuntariamente, seria bem difícil eu resistir a ele se essa cena continuasse se repetindo todas as manhãs.

- Agora estou – eu disse sorrindo e escondendo pra debaixo dos edredons essa minha listinha ridícula.
- Hey... Eu vi o que você escondeu! – disse Tom, entrando no quarto e em questão de segundos caindo em cima de mim procurando pela folha! Oh boy!
- Tom, sai de cima de mim! – eu dizia rindo e amassando a folha em baixo de mim.
- É... Desculpa – ele parou e me de um beijo no rosto – Bom dia, , agora deixa eu ver esse papel!
- NÃO! – eu gritei já que ele realmente estava em cima de mim colocando a mão praticamente dentro do meu pijama, era a folha mesmo que ele tava querendo?
- FLETCHER, A FOLHA NÃO ESTÁ AÍ! – eu disse rindo e empurrando a mão dele pra fora do alcance da minha bunda.
- Desculpa... – ele ria e já estava bem vermelhinho – , o que você ta escondendo de mim?
- Não é nada demais! – eu disse, me recompondo e me sentando na cama.
- Se não é nada demais, qual o problema em me deixar ver? – ele se sentou à minha frente, tentando arrumar os cabelos que estavam arrepiados.
- São coisas minhas, Tom, pessoais! – eu fiz bico e ele riu – Vai, por favor...
- É covardia você pedir assim – ele riu – Ah, vai, Inferno, não quero mais ver esse papel também!
- YAY! – comemorei... Cedo demais.

Como um gato Tom pegou o papel que estava atrás de mim e logo saiu correndo do quarto. Ok, lembra na listinha, quando eu escrevi que o Tom ainda era um moleque, pois bem quando ele faz isso ele se comporta totalmente como um moleque! Me bateu um minuto de lucidez e eu saí correndo atrás dele pelos corredores da casa. Ainda eram 7 da manhã e eu precisava ir no campus da faculdade até as 9 da manhã! Eu não fazia nenhuma ideia de onde a família Fletcher estava, só sei que eu estava correndo na direção do quarto do Tom e quando dei por mim, estava encarando uma porta fechada com um poster do Green Day.

- Fletcher, abre a porra da porta! – eu disse, batendo com força. Sem resposta pro meu desespero – THOMAS MICHAEL FLETCHER, ABRE A PORTA!

Eu me afastei quando ele abriu a porta com o rosto branco e entregando as duas folhas pra mim. Um monte de coisa se passou na minha cabeça em questão de segundos e um medo não sei da onde surgiu em meu peito. Ele leu as listas!

- Tom, o quê... O que você leu? – eu disse meio gaguejando. - Não li nada. – ele respondeu sério – Abri a primeira folha e dei de cara com o nome do Danny, resolvi parar de ler a partir daí – cara, eu não imaginava nunca essa reação dele. - Tom, por favor... Não... Não me olha assim. – eu estava, sim, implorando! - Apenas prometa que vai fazer a escolha certa. – ele disse passando por mim e indo na direção das escadas.

Belo jeito de começar o dia, , BELO DIA!

Fim da narração em 1º pessoa –


não tomou café da manhã na casa de Tom, se demorou tanto no banho, que acabou perdendo a noção da hora. Sua cabeça estava a mil, ela não queria ter que escolher entre Tom e Danny, isso era patético! Resolveu então colocar na cabeça que não ia nem pensar nisso, não estava em Londres para arranjar algum rolo, ela veio pra estudar. Debbie deu carona para até o campus de Cambridge, já que era caminho para deixar Carrie na escola. Tom disse que ia ficar em casa, pois os meninos iam mais tarde para lá ensaiar alguma coisa. No fundo, deu graças a Deus, ia passar o dia fora e só voltava à noite.

- Acho que o Tom te busca no estágio, minha linda! – Debbie disse docemente, parando em frente ao campus.
- Não se preocupa, eu sei me virar por aqui – sorriu – Obrigada pela carona, mãe!
- De nada, filha. – Debbie respondeu e saiu andando.

As aulas iam até o horário de almoço, o estágio na Heat começava às duas da tarde. respirou fundo antes de entrar no campus, um novo dia, novas pessoas... Ok, ela estava preparada pra isso.

Um pouco longe dali, McFLY estava no estúdio improvisado ao fundo da casa de Tom. Os meninos tocavam qualquer coisa que aparecia na cabeça deles, não estavam muito inspirados para compor alguma música. Embora a presença de fosse um assunto constante - em especial entre Danny e Tom -, eles preferiram passar uma hora falando de música, instrumentos, filmes e outras mulheres. Outras...

- Celular do boiola do Dougie tocando. – disse Harry, parando de batucar as pernas e apontando para em cima de uma estante. - FRANKIE, MEU AMOR! – Danny e Tom fizeram uma voz afeminada e zoaram o amigo, recebendo o dedo do meio em resposta. - Ah, viados, ficam aí reclamando, mas pelo menos EU SEI que vou ter sexo de noite, e vocês? – disse Dougie, indo saltitante até a estante pegar o celular. - E quem disse para você que eu não vou transar hoje? – perguntou Danny, se levantando da cadeira e colocando sua guitarra no suporte. - Sexo você vai ter, Jones, mas é com amor? – Dougie respondeu rindo e logo em seguida atendeu o telefone – FRANKIE! Mwaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh... - Ok, o pequeno pônei se transformou no maior viado da história! – riu Harry, se levantando e saindo também, para fumar um cigarro – Não se matem, meninas. - Vai se foder! – berrou Tom.

Harry saiu bem como Dougie, deixando sozinhos Tom e Danny. Danny agora sabia que Tom e haviam se beijado e Tom sabia – ou suspeitava – que sentia alguma coisa ainda por Danny. Qual dos dois iria começar a falar alguma coisa logo?

- Cara, posso falar uma coisa com você? – perguntou Danny, se sentando numa cadeira próxima a Tom.
- Claro – Tom respondeu meio sério, ele já sabia mais ou menos sobre o que era essa conversa.
- Fletcher, ah, como eu posso começar? – Dan parecia muito desconfortável, passou as mãos nervosamente pelos cabelos e respirou fundo.
- É sobre ela, não é?
- E de quem mais podia ser? – Dan riu sem humor.
- Danny, não vai acontecer nada entre eu e ela. Ela não é assim, ela é...
- Já aconteceu! Vocês se beijaram. E nem adianta fazer essa cara de espanto porque foi ela mesma quem me contou! – Danny disse antes de Tom falar alguma coisa em sua defesa – Tom, eu não quero ficar no meio da história e muito menos melar alguma coisa entre você e a .
- E como você faria isso, Danny? Você nem gosta dela, não é?
- Aí é que está a questão. – Danny sorriu fraco – Eu acho a uma menina muito legal e desde aquele dia, bom... Não foi forçado. Eu sei que você gosta dela, gosta muito! Eu só queria que você entendesse que não é o único aqui que está disposto a fazê-la feliz, eu também estou.
- Sério, Danny? – Tom perguntou, com um certo sarcasmo na voz – E como pretende fazer isso? Dormindo com ela e fugindo no dia seguinte?
- Eu fiquei arrependido! Não quer dizer que não foi bom e que eu não gostei, mas não era para ser daquele jeito! – Danny parou de falar por um momento e ficou sério, nunca ele e Tom tinham parado para conversar sobre aquela noite.
- Dan, se você quiser tentar alguma coisa com a , eu... Eu não vou impedir.
- NÃO! Cara, não é isso que eu estou querendo dizer! – Danny parou e respirou por um momento – Nós dois gostamos da mesma garota, eu não quero ficar mal com você por causa da .
- Nem vai ficar – Tom sorriu fraco – Se eu bem conheço aquela pequena, ela vai se focar no trabalho. Ela consegue ser bem responsável de vez em quando, romance é algo que não está nos planos dela no momento.
- Mas...
- E não está nos meus planos brigar com meu irmão também. – Tom sorriu de leve e Danny sorriu junto.

Os dois, pelo menos, já estavam a par dos sentimentos um do outro, embora o que se passasse no coração de fosse algo praticamente impossível de se saber.

Já se passava um pouco do meio dia e tinha sobrevivido ao primeiro dia em Cambridge, até que não fora de todo o mal. Embora ela fosse bem diferente de todas as outras alunas por ali, ela conseguiu se enturmar com poucas e receber olhares de muitas. Resolveu almoçar por ali mesmo e mais tarde pegou um táxi rumo ao seu primeiro dia na Heat. Se sentia empolgada, mas, ao mesmo tempo, com um certo medo, ela era amiga intima do McFLY e agora iria trabalhar com uma equipe que adora saber de fofocas e da vida deles, ótimo! O que não se faz pra ganhar dinheiro hoje?

- Boa tarde! – uma moça simpática atendeu assim que ela entrou na recepção.
- Oi! – respondeu, sorrindo – Me chamo , eu fui contratada pra começar um estágio aqui, se não me engano, hoje é meu primeiro dia.
- Só um momento, por favor. – a recepcionista fez uma curta ligação para alguma pessoa que não sabia quem era e logo em seguida voltou a encará-la com o mesmo sorriso de antes. – , seja muito bem vinda à Heat. Pode pegar o elevador e ir até o terceiro andar, estão te aguardando.
- Obrigada. – sorriu e seguiu em direção ao elevador.

Riu consigo mesma durante o curto trajeto. A música de ambiente do elevador era Falling in Love, não tinha como ela ficar mais apreensiva. A porta do elevador abriu e deu de cara com uma sala imensa lotada de computadores e televisores para todos os cantos. Em algumas partes, havia salas reservadas com paredes de vidros e pessoas com roupas sociais trabalhando, mas, em geral, o pessoal todo estava de roupa casual. Estranhamente, ela se sentiu bem e sorriu com aquilo, sempre quis trabalhar em um lugar como esse.

- Você deve ser , certo? – um rapaz alto, branco, com os cabelos muito pretos e espetados para cima, e um sorriso lindo abordou assim que ela deu dois passos pra fora do elevador.
- Sim, e você seria...?
- Fabiano, seu colega do trabalho. – o rapaz sorriu e cumprimentou com um beijo no rosto. A menina achou estranho isso, afinal os londrinos eram mais reservados – Ah, e eu sou brasileiro como você.
- Ah! Claro, por isso essa apresentação tão calorosa! – riu – Como que um brasileiro veio parar aqui?
- Simples! – Fabiano ia andando e explicando pra ao mesmo tempo – Meus pais me deram uma grana para eu estudar em qualquer lugar do mundo quando eu fiz 18 anos, escolhi Londres e nunca mais saí daqui. – ele sorriu – Nem preciso perguntar como você veio parar aqui porque todo mundo já sabe sua história.
- Hein? – de repente um frio percorreu a espinha de , como eles sabiam quem ela era? - Gata, aqueles bofes do McFLY vivem aqui e falam horrores de você, o mais tagarela é o Thomas, aquele menino te ama! – Fabiano deu uma risada escandalosa, certo... Ele era gay! – O meu preferido é o Dougie, pra mim ele é o mais gay de todos!
- Hey! – riu alto, as vezes ela mesma duvidava da opção do amigo, mas depois de conhecer Frankie tinha plena certeza que Dougie era bem homem! – Quer dizer então que eu já sou famosa por aqui? Nossa!
- Relaxa, amiga, pra isso você me tem! Se alguma mocreia mal comida vier falar alguma coisa pra você, me chame!

sorriu com aquilo, se sentiu muito bem, apesar de tudo. Como assim ela já possuía uma fama? Ela mal sabia disso! Ok, ela era amiga íntima dos caras, mas qual o problema? Fabiano foi apresentando para a equipe na qual ela iria trabalhar, algumas meninas que estavam ali foram bem simpáticas, mas outras olharam como se ela fosse um inseto que precisava ser esmagado o mais rápido possível. não ficou intimidada, estava acostumada com esses tipos de olhares, achou engraçado, no fundo. Depois de passar quase uma hora conhecendo a equipe e sendo treinada, finalmente ela pode sentar em frente ao seu computador, onde ela passaria cinco horas do seu dia ali. O seu serviço era bem simples, editar matérias. Editar todas que chegassem para que uma outra equipe as colocassem no site. De vez em quando ela poderia também fazer algumas entrevistas e atualizar o twitter da Heat. Não era tão sacrificado assim, mas também iria exigir bastante atenção.

Antes de começar, ela deu uma olhada nos arquivos do computador, e se surpreendeu quando viu tanta coisa que falava do McFLY. Um nome em particular lhe chamou a atenção. Numa pasta separada e escrito em letras maiúsculas estava DANIEL. É bem óbvio dizer que ela abriu a pasta. Ali, havia várias reportagens com o rapaz e muitas – muitas - fotos de Danny com várias mulheres, praticamente o mesmo estereótipo de sempre. viu aquilo e sentiu estranha, não era ciúmes nem nada, mas era estranho. Sabia que ia ter que se acostumar com esse tipo de coisa, com esse tipo de matéria. Foi aí que ela soube que esse estágio ia ser muito mais difícil do que lhe pareceu antes. Uma foto lhe chamou atenção, era Danny com uma mulher loira muito bonita. Abaixo da foto estava escrito Dan e Georgia. abriu a foto para olhar mais de perto. Essa “Georgia” estava sentada no colo de Danny olhando para o lado direito, enquanto Danny parecia meio assustado e meio bêbado. Essa provavelmente deve ter sido o último affair dele, pensou. Ela era realmente linda, mas não muito diferente das outras. Se Danny não conseguia assumir um compromisso com mulheres lindas e bem resolvidas como essa, por que ele assumiria alguma coisa com ? era amiga, uma menina que ele conhecia desde sempre e realmente não tinha nada de mais atrativo. Tinha dois olhos, duas pernas, dois peitos e uma bunda. Era bonita de corpo e bonita de rosto, mas nada excepcional. suspirou, pensando nessas possibilidades, nesse “nada a mais” que ela tinha, nada a mais para oferecer a Danny. Resolveu fechar aquela pasta e se concentrar no primeiro dia de trabalho. Ótimo, ela ia editar uma matéria sobre Pixie Lott, um outro affair de Danny. Às vezes a vida podia ser muito injusta...

- FLETCHER! Você realmente vai me fazer voltar a pé pra casa?
- Carrie, eu já disse que não tem como eu ir te buscar agora, eu estou indo para a Heat falar com a , não vai dar tempo.
- Mas que coisa, me falasse antes! Teve um monte de amiga minha que foi mais cedo pra casa, eu podia ter ido com uma delas! Mas você deixa pra ligar na última hora, se acontecer alguma coisa comigo a culpa é inteiramente sua!
- Drama Queen, você estuda a cinco quarteirões de casa! E eu não podia ir te buscar antes, eu estava resolvendo umas coisas no estúdio com a banda.
- Ah, que seja, estou indo e reza pra eu chegar viva em casa!
- Eu espero que você seja atropelada por um bode! – e assim Tom desligou o telefone celular, se concentrando mais uma vez no trânsito, as vezes irmã mais nova pode ser muito chata.

Tom sabia que havia sido estúpido com logo de manhã, mas ele não pode se controlar! Depois da conversa que teve com Danny mais cedo, ele se sentia um pouco mais tranquilo. Competir com Danny era algo meio ridículo, e, embora eles tivessem chegado a um acordo, ele sabia muito bem que Danny não ia desistir tão cedo de , e o pior era que ainda gostava de Danny. Tom surtava só de imaginar os dois juntos, Dan podia ser seu melhor amigo, mas era a menina que ele amava desde... Sempre. Danny podia ter a garota que ele quisesse, sempre foi assim, por que ele iria querer justamente a garota que mais fazia Tom feliz?

O loirinho chegou na Heat e logo viu na entrada, conversando ao celular. Sorriu sozinho com aquela cena enquanto descia do carro. O vento em Londres estava muito forte, e tentava inutilmente controlar os fios de cabelo, que dançavam de acordo com a intensidade do vento. Ela estava simples e linda, exatamente do melhor jeito que Fletcher gostava. Uma calça jeans escura e uma bota caramelo escuro por cima. Uma blusa branca por baixo de uma jaqueta. Simples e linda, a sua menina.

- Eu já disse que não, , pelo amor de Deus! Menina, não faz nem uma semana que eu voltei para Londres e você já está dando ataques! Faça-me o favor, arranje um macho para você logo! – ria, enquanto falava com sua melhor amiga, ela conversava em português, não havia necessidade de falar em inglês agora. - Porra, , eu já disse que não sei, eu vim aqui para me concentrar no estágio e não pra acabar com um dos caras e... FLETCHER! – deu um berro quando se virou e deu de cara com Tom olhando pra ela com um sorriso singelo no rosto.
- Pode terminar sua conversa, eu não entendi nada mesmo. – ele sorriu e sua cova mais que perfeita apareceu, golpe baixo!
- Só um minuto, ok. – fez “um” com a mão – , preciso desligar agora, porquê... Isso, o Tom está aqui. Eu não sei o que ele quer menina, e... Quer parar de fazer esses comentários? Ah, ok, me liga mais tarde, então! Também te amo, também estou com saudades e hey! Esse último conselho serve para você também! Tá... Tchau! – desligou e na mesma hora sorriu para Tom, que ainda estava sorrindo vendo a cena – Desculpa, eu fico sem falar com ela durante 24 horas e ela já surta!
- Quem era?

- , não sei se você a conhece. Bom, deve ter falado com ela algumas vezes no meu celular, mas não me lembro de ter apresentado vocês dois pessoalmente. – sorriu e Tom apenas concordou – Bom, a que me devo a honra da sua visita? Ainda tenho pelo menos três horas de estágio por hoje.
- Eu... Vim pedir desculpas – subitamente Tom ficou um tom meio rosado e sentiu a vontade de apertar o menino até não poder mais – Eu não devia ter sido tão estúpido com você de manhã e eu devia estar sendo seu motorista particular, e não a minha mãe.
- Tom, por favor, vai! – riu – Não precisa pedir desculpas por nada. Eu... Entendo. Digo, eu acho que entendo. – a menina suspirou, falar disso nunca era legal – Tom, você sabe que eu nunca escondi nada de você.
- Você me escondeu por um bom tempo que era a fim do Dan.
- Ah, claro, eu devia ter uns 15 anos! Toda menina esconde do melhor amigo que está a fim de um cara, ainda mais se esse cara for o melhor amigo do melhor amigo da garota, entendeu? – disse tudo muito rápido e Tom soltou uma risada gostosa, fazendo suspirar em alívio.
- Eu conversei com o Dan sobre essa situação toda! E antes que você fale alguma coisa... - Tom disse, ao ver a cara de espanto que a menina fez – Quero dizer que está tudo bem. Digo, ele parece gostar muito de você mesmo, mas eu também gosto, então...
- Eu não quero causar um clima ruim entre ninguém.
- E você não vai. Quando eu disse que conversei com o Dan, foi exatamente para esclarecer as coisas. Eu não vou brigar com ele por você, mas isso não significa que eu vá desistir de você. – Tom disse sério, encarando nos olhos, como se pudesse ver sua alma. Seus olhos castanhos nunca pareceram tão hipnotizantes.
- Ok – foi o máximo que saiu da boca da menina, ela não conseguia se expressar nesse tipo de situação – Só não força a barra!
- Nunca. – o loirinho sorriu – Eu guardei isso comigo até hoje e eu já te tenho, . De um jeito ou de outro, eu sei que você é minha! Minha melhor amiga e a melhor garota que eu já conheci, eu quero mais que isso, porém me contento com o que eu já tenho.
- Você tem o poder de me deixar sem graça, Thomas Fletcher! – disse rindo, enquanto ia até Tom dar um abraço nele – Obrigada por ser tão compreensivo quando eu mais preciso.
- Sempre que precisar, princesa. – ele sorriu, apertando mais a menina ao seu corpo e inalando o perfume natural que vinha de seus cabelos – Agora, por favor, volte para o trabalho, porque eu não quero ser o culpado de você ser demitida logo no primeiro dia.
- Por que você não vem comigo? Seria ótimo você passar o dia aqui hoje, eu estou me sentindo meio perdida! – fez uma careta e Tom riu, apertando de leve sua bochecha.
- Ok, eu não tenho nada para fazer mesmo. – Tom deu de ombros, abraçando pelos ombros e entrando com ela no prédio da Heat.

Assim que eles entraram, todos pararam para ver o suposto “casal”, porém nenhum comentário foi feito. não se importava com nada agora, ela estava com Tom! Estranho como que, com o menino, ela sempre se sentia protegida, não importa o que estivesse acontecendo ao seu redor.

As horas finalmente foram passando. Tom se divertia cada vez que cometia alguma pequena gafe ou se atrapalhava toda na hora de atender os telefones. Se divertia mais ainda ao ver quanta fofoca rolava quando o assunto era McFLY, ele mesmo se assustava com a grande maioria. Debbie havia ligado para a menina apenas para saber como ela voltaria para casa, quando a disse que voltaria com Tom, Debbie soltou uma risadinha e disse que estava tudo bem. sabia muito bem que todos naquela casa sempre gostaram muito dela e sempre quiseram que alguma coisa acontecesse entre ela e Tom. Ela não se incomodava com isso, pelo contrário, achava extremamente fofo, mas ao mesmo tempo sentia um certo receio, não queria dar falsas esperanças... Não agora.

- Para onde vamos? – perguntou assim que entrou no carro de Tom e colocou o cinto de segurança.
- Você ainda não viu meu novo apartamento, estava pensando em te levar para lá hoje. – Tom disse, com um sorriso maroto no rosto.
- Uau, que proposta tentadora! – riu – Ainda bem que hoje estou usando minha lingerie sexy dos ursinhos carinhosos!
- Você nem vai querer ver a minha. – Tom riu alto lembrando que hoje de manhã havia colocado a boxer mais furreca que achou pela frente.
- Tom, me responde uma coisa. – disse, olhando para frente enquanto colocava os dois pés em cima do banco, ainda bem que o loirinho não se importava, ela sempre teve essa mania mesmo.
- Fala.
- Quem é a Georgia? Digo... Eu vi alguma coisa dela hoje com o Dan e...
- Ela foi apenas um affair, . – Tom disse meio sério – Digo, o Dan saiu com ela algumas vezes e acho que ele ainda fala com ela, mas não é nada sério. Ela foi miss aqui da Inglaterra e faz bem o tipo do Danny.
- Sei... Loira, alta e estilo mulherão. – sorriu fraco.
- Tá preocupada? – Tom olhou rápido para e ela forçou um sorriso.
- Não, eu com meu 1.50m de altura consegui fazer o senhor Jones e Fletcher ficarem caidinhos por mim! Por que eu teria medo de uma miss Inglaterra de 1.90m? – ela riu e Tom riu junto.
- Você é a única menina do mundo que consegue fazer piada com a própria desgraça!
- Ah, cala a boca! – deu um tapa nele de leve e os dois foram rindo e conversando sobre assuntos bestas até o apartamento de Tom.

Os meninos sempre dividiam tudo, e não era assim tão diferente quando o assunto era o apartamento de Tom. Harry, Dougie e Frankie estavam lá, simplesmente não fazendo nada. Harry estava fumando na sacada do apartamento, enquanto Dougie e Frankie assistiam TV e falavam besteiras. Jones estava... Bom, vai saber onde ele estava!

- Hey, que bagunça é essa aqui? – Tom perguntou brincalhão quando abriu a porta e deu de cara com a casa mais ou menos cheia – Isso que acontece quando se dá liberdade para os amigos.
- Thomas, que bom te ver meu amigo! – Dougie disse sorrindo, acenando para ele de forma retardada – Vejo que trouxe uma bela jovem consigo.
- Dougie, volta para o século XXI, por favor! – disse rindo, enquanto deixava o casaco em cima de uma mesa perto da porta – Oi, Frankie.
- Oi ! – Frankie respondeu sorridente. saindo de perto de Dougie e indo até a menina lhe dar um abraço – E então, como foi seu primeiro dia de estágio?
- Na verdade, foi tudo muito bem, o Tom ficou comigo a tarde rindo de cada erro que eu cometia! Sério, aqueles telefones vão me deixar maluca! Acho que me desacostumei com o sotaque carregado daqui.
- Você se desacostumou com a gente, isso sim! – Tom disse com uma voz meio ofendida e sorriu.
- Estão com fome? Pedimos pizza faz uns dez minutos. – disse Dougie, indo até onde eles estavam e dando um abraço apertado em – Credo, você precisa de um banho.
- Você por acaso já se cheirou hoje, Poynter? – riu, empurrando o amigo e Dougie fez cara feia – Sério, eu preciso de um banho mesmo.
- Se importa de ficar por aqui hoje, pelo visto vamos todos passar a noite por aqui, como sempre! – disse Tom, já rindo das expressões de Dougie e Frankie.
- Por mim tudo bem, amanhã de manhã preciso ir cedo à sua outra casa pegar uma roupa, não posso ir pra faculdade com a mesma roupa de hoje. – apontou para as próprias roupas.
- Ah, não esquenta, qualquer coisa você usa alguma coisa minha, eu acho que usamos o mesmo número de calça – Frankie disse, apontando para a própria cintura e para a cintura de .
- Hm... Por mim – deu de ombros.
- Feito, ficamos por aqui hoje. – Tom sorriu – Eu vou separar alguma coisa para você ficar mais confortável – ele disse, passando por e dando um beijo estalado em seu rosto, Dougie e Frankie trocaram um breve olhar cúmplice nessa hora.

Tom foi saindo em direção aos quartos, não sem antes brigar com Harry que ainda estava do lado de fora fumando e não foi falar com nenhum deles. Tom não fumava, mas nunca se importou realmente com o vício do amigo, ele sabia que fumava de vez em quando, em especial quando ficava nervosa ou agitada demais.

- , minha linda! – Harry apareceu sorridente e foi dar um abraço em , a tirando do chão.
- Nossa, menino, que você andou fumando? – ela perguntou risonha, se segurando no amigo. - Eu estou demonstrando todo o meu amor por você e é isso o que eu recebo em troca? Mal amada! – Harry se fingiu de ofendido, mas logo fez o favor de encher o amigo de beijos e dizer o quanto ele era amado.
- , não vou querer quebrar o momento ternurinha de vocês dois, mas... O que pega entre você e o Fletcher? – perguntou Frankie, se sentando no colo de Dougie que estava sentado em uma cadeira perto da mesa.
- Ai... Frankie! – fez careta, enquanto escondia seu rosto no peito de Harry e ria.
- Eu acho vocês dois juntos a coisa mais linda do mundo, e ta na cara que vocês são mais do que amigos. – Frankie disse de forma meiga e sorriu.
- Esses dois tem uma história muito complicada, amor, sério. – Dougie disse, encostando o queixo no ombro da namorada – Lembra que eu te falei aquele rolo que deu em São Paulo...
- Com o Danny? , você não está com o Tom por conta do Daniel? – Frankie fez careta.
- Qual o motivo do espanto? – Harry perguntou intrigado.
- O Danny está saindo com a Georgia tem um bom tempo, pensei que vocês soubessem – Frankie disse de forma natural – Os dois sempre estão juntos.
- Faz um certo tempo que o Jones não sai com a gente, mas eu não sabia que esse rolo dele estava ficando coisa séria. – disse Harry. Ele sentiu subitamente se apertar mais ao seu corpo e então ele a abraçou com mais força, sabia que a menina ia ficar incomodada com esse assunto.
- O Dan está... Namorando? – perguntou , insegura.
- Não diria namorando, mas... De rolo fixo! – Frankie disse – Eu acho que falei demais agora, certo?
- Relaxa – quase todos falaram ao mesmo tempo.
- Eu vou ligar pra ele, mandar esse viado vir pra cá. – disse Dougie, dando um pequeno cutucão na cintura de Frankie pedindo pra ela se levantar.
- Manda ele trazer alguma coisa para beber, eu estou com sede e na casa do Tom só tem água! – disse Harry, soltando e lhe dando um beijo na testa.
- , você está bem? – perguntou Frankie, indo até a menina.
- Estou é só que... Eu não sabia de nada disso. – deu um sorriso fraco.
- Desculpa, eu não queria que você ficasse sabendo por mim.
- Não, não esquenta! Hoje eu vi algumas coisas dessa Georgia na Heat, mas eu não sabia que era “rolo fixo” do Dan. – disse rindo, usando a mesma expressão que Frankie usara anteriormente.
- Você gosta dele? – Frankie perguntou honestamente.
- Eu não posso classificar um sentimento sendo que eu nem sei o que sinto. – respondeu, mordendo o lábio inferior. – Não vamos pensar nisso ok, espero que o Dan seja feliz... Só isso!
- Tá bom. – Frankie sorriu e recebeu um sorriso sincero de .
saiu dali o mais rápido que pode, foi ao banheiro se dar uma olhada e viu que sua aparência não estava tão boa como achava. Aquela palpitação, saber que Danny estava com outra. Ele não tinha entrado em seu quarto na porra da noite anterior para fazer pressão com respeito ao Fletcher? E ele não tinha conversado hoje com Tom a respeito dos seus sentimentos? Se ele gostava dela assim, por que estava com outra? E por que estava se importando com isso, ela não gostava do Dan... Gostava? A menina abriu a torneira e pegou uma grande quantidade de água, jogando no rosto e atrás da nuca. Estava feliz com seus amigos ali, Frankie era absurdamente adorável e tagarela, não tinha porque agora começar a se importar com Danny Jones. Ele não se importou com ela quando a deixou sozinha na cama naquela fatídica noite! Isso... Daniel que se exploda e leve sua miss junto com ele. começou a se sentir melhor quando pensou dessa maneira, se olhou no espelho mais uma vez e viu um reflexo um pouco melhor, menos preocupado. Porém sua “não preocupação” durou pouco, assim que abriu a porta do banheiro para sair, escutou Poynter em uma ligação, e odiou o que ouviu.

- Georgia, você pode falar para o Danny para ele vir à casa do Tom, por favor? Onde ele está? No banho...? Hã, ok então! Não, nem precisa ligar, só fala que está todo mundo reunido aqui e que é pra ele vir pra cá sem falta. Ok, valeu então... Tchau.

Dougie desligou o telefone e deu de cara com escorada no batente da porta com os braços cruzados, sua expressão facial era indecifrável.

- Ele está com ela, não é? – ela perguntou com a voz fraca. - Não tenho porque mentir pra você, . – Dougie disse sincero. - Doug, cuida de mim? – pediu chorosa – Não... Não deixa eu tomar uma decisão errada, não deixa eu fazer o Tom sofrer e não me deixa sofrer pelo Dan!
- Shiu, calma! – Dougie foi até a amiga e a abraçou, sentindo ela soluçar baixo em seu ombro. – Meu Deus, mas que diabo de mel é esse que o Jones tem?
- Mel estragado, só se for! – ela disse com a voz abafada pelo choro – Eu odeio me sentir tão dependente dele, tão vulnerável! Só de saber que ele está... Está com outra mulher, eu...
- Você nada! – ele pegou o rosto da amiga e encarou seus olhos vermelhos – Tem noção que um cara super gente boa te dá mole desde sempre e vocês dois nunca se deram uma chance? Para que chorar por causa do Jones? , eu já vi muita menina chorar por causa dele, não seja mais uma!
- Eu sou tão idiota! – ela disse sem pensar e Dougie riu.
- Não, você precisa do Poynter na sua vida de novo, e, HEY! Aqui estou! – ele sorriu e não teve como não sorrir de volta – Agora vai tomar seu banho, sério, gatinha, você está podre!
- Ah, cala a boca! – riu fraca e, de novo, deu um abraço apertado em Dougie, era realmente bom ter ele de volta – Obrigada.
- De nada. – ele sorriu e deu um selinho rápido na amiga, coisa de amigo.

Tom saiu do quarto, usando apenas uma calça jeans e secando os cabelos molhados. Passou pela sala e apenas ouviu berrar alguma coisa que parecia “Harry, me dá um cigarro agora”. Se a menina ia fumar, é porque alguma coisa aconteceu enquanto ele tomava banho. Antes de parar pra pensar o que podia estar acontecendo, a campainha do seu apartamento tocou. e Harry estavam fumando na sacada e não ouviram, Dougie estava cortando os pedaços de pizza, enquanto Frankie estava ao celular, sobrou mesmo para Tom abrir a porta. E assim que abriu, teve a resposta que precisava, era por isso que estava fumando.

- Dan, e aí, cara? – Tom deu passagem para Danny entrar, assim como uma bela mulher loira ao seu lado.
- E aí? – Danny disse – Espero que não se importe de ter trazido ela comigo.
- Sem problemas! – Tom sorriu de leve – E você deve ser...
- Georgia, muito prazer!

A loira alta, de cabelos longos e perfeitos, magra de corpo escultural e sorriso aberto cumprimentou Tom com um singelo beijo no rosto. percebeu um movimento dentro do apartamento e resolveu olhar para ver o que estava acontecendo. Seu coração parou naquela hora, em especial quando seu olhar se encontrou com o de Danny. sentiu que todo o ar de seus pulmões havia sumido, viu aquela menina falando com Tom e a reconheceu, óbvio! A viu abraçar Danny e lhe dar um selinho rápido, bagunçando de leve seus cabelos da maneira que ela gostava de fazer, que só ela fazia – bom, ela e mais umas várias mulheres espalhadas pelo Reino Unido – Danny sorriu de leve sem mostrar os dentes e não olhou mais para . sentiu Harry lhe abraçar por trás enquanto soltava a fumaça de seu último trago.

- Vamos, pequena, você consegue. – ele disse baixo ao seu ouvido enquanto saia da sacada.

Ela conseguia? Sério? Ela respirou fundo e também deu um último trago em seu cigarro, sabia que o que estava por vir seria a noite mais longa e mais torturante de sua vida.


Capítulo 03

Narração em primeira pessoa – Danny


Algumas horas antes...
Eu sabia que não estava fazendo a coisa mais certa do mundo, mas apesar de tudo eu ainda sou homem e não vou simplesmente parar a minha vida porque a menina que eu era gamado na adolescência acabou de voltar, sem falar que desta vez ela está oficialmente de rolo com meu melhor amigo. O que você faria na minha situação? O que você faria eu não sei, mas eu estou aqui no meu apartamento pensando na vida, pensando se estou fazendo uma coisa absurda ficando com a Georgia. Desde o começo eu a avisei que não queria nada sério, e foi até fácil. Ela tem um espírito livre como eu e está a fim de curtir um pouco a vida também. Nós dois somos jovens, bonitos e solteiros e estamos querendo a mesma coisa, neste caso, queremos um sexo casual! Não vi problema nenhum nisso... O único problema é que eu tenho certeza que no momento em que eu ver naquela maldita casa eu vou me comportar feito um completo idiota, e isso eu vou fazer na frente da Georgia mesmo, porque eu nem consigo disfarçar esse tipo de coisa. Aqui estou eu agora, sentado na minha varanda com meu celular em mãos. Há algumas ligações perdidas dos meninos, mas eu não quero atender, eu acho que quero fugir dessa minha realidade por algumas horas. Minha conversa com o Fletcher de manhã não foi de todo ruim, eu esperava um briga, uma briga de verdade. Mas ele nunca faz isso, nem para defender a menina que supostamente ele é gamado. De verdade, eu acho que não vai acontecer mais nada entre eles, o Tom não é do tipo que vai para cima. Eu nunca faria nada para prejudicá-lo, mas... Estamos falando da ! Ela não é simplesmente um qualquer, um prêmio. Ela é... É única! Eu fico vendo algumas fotos antigas que estão aqui em meu celular, fotos que tiramos quando eu nem sabia do que ela sentia por mim – se é que ela realmente sente – na maioria das fotos ela sempre estava entre eu e Tom. Chega até ser ironicamente patético. Ela sempre foi tão linda, tão menina. A beleza que eu nunca vi igual no Reino Unido, alguma coisa que só o Brasil possui. Mal ela sabe o quanto me doeu ter que deixá-la aquela noite, o quanto eu me culpo por ter estragado tudo. Eu sempre prometi para mim mesmo que se um dia eu tivesse uma chance com ela, eu nunca faria o que sempre faço, eu nunca iria agir como um idiota. E o que foi que eu fiz? Agi como um completo idiota! Essas merdas desses pensamentos não saem da minha cabeça e parece que estão me deixando mais loucos, ela está aqui há apenas dois dias e eu já me sinto sufocado. Eu preciso falar com ela, esclarecer tudo. Durante todos esses anos nós nunca mais nos falamos, e eu sei que em partes eu tenho culpa. Nunca a procurei, mas eu tinha medo de levar um belo fora! Nessas horas eu realmente preciso pensar que, em primeiro lugar, vem a amizade, eu preciso da ao meu lado, não importa como. Seja como amiga, como namorada, como alguém... Mas eu preciso! E se eu não fizer alguma coisa para mudar essa situação talvez vá ser tarde demais.

Fim da narração de Daniel

Talvez não tenha sido a melhor ideia do mundo Dan trazer Georgia para o apartamento de Tom, mas seria muito mais chato deixar a menina sozinha no apartamento. Dan estava desde o começo sendo sincero com a miss, eles não tinham nada sério e ela sabia muito bem disso. E, ironicamente, ela sabia da existência de e algumas vezes até dava conselhos de como Danny deveria agir. O problema é que não sabia disso, e ela parecia não querer saber de nada, não estava fazendo a mínima falta.

- ACABOU A CERVEJA, FLETCHER! – berrou Dougie da cozinha, quebrando assim o clima pesado que estava instalado na sala.
- Ah, ok, eu vou colocar uma camiseta e eu vou comprar mais. – o loirinho respondeu, sorrindo de leve para Dan e Georgia.
- Não! – saiu da varanda com Harry ao seu encalço – Digo, deixa que eu compro, eu preciso sair um pouco! Fiquei o dia todo presa naquele escritório da Heat!
- Você quem sabe, , não tem problema nenhum eu ir. – Tom deu de ombros.
- Hm... Desculpa, acho que ainda não fomos apresentadas. – Georgia quebrou a conversa, com uma singela educação, sorrindo para de forma amistosa.

Nesse momento, por um segundo, teve vontade de quebrar todos os dentes dela. Mas depois ela teve vontade de quebrar todos os dentes de Danny, como ele podia fazer isso? Trazer essa mulher que é realmente linda ao apartamento de Tom? Sabendo que ela estaria lá! No mínimo uma falta de consideração tremenda... Mas por que estava se importando mesmo?

- Ah! Desculpa! – sorriu sem graça – Seu namorado é mesmo muito mal educado em não te apresentar para a melhor amiga dele.
- Ela não é minha... – Danny ia dizer alguma coisa, mas foi interrompido por Georgia.
- Georgia, muito prazer – a loira disse, estendendo o braço direito para .
- – a menina sorriu e a retribuiu.
- Já ouvi falar muito de você, na verdade, o Danny só falou de você nas últimas 72 horas! – Georgia riu, e ficou incomodada, eles passavam tanto tempo assim, juntos?
- Espero que ele fale bem de mim. – sorriu fraco e tentou não encarar Danny, que estava mais incomodado do que nunca com essa situação toda.
- Só tenho coisas boas para falar de você, . – Danny respondeu, encarando a menina diretamente pela primeira vez na noite.
- Também, se ele falasse alguma coisa ruim dela, ia ter sérios problemas com o Tom aqui! - Harry apareceu meio do nada, abraçando e Tom ao mesmo tempo. quis pular no pescoço do amigo e o agradecer de todas as maneiras possíveis.
- Então essa história é verdade? – Georgia sorriu e fez careta.
- Que história? – Tom perguntou curioso.
- De que vocês dois são... Namorados ou algo do tipo!

olhou para Tom que estava muito sem graça agora, como assim? Eles tinham alguma história? E como é que Georgia sabia disso?

- Eu não vou falar nada! – Harry riu saindo de perto indo até a cozinha com Dougie e Frankie.
- Tem alguma coisa para declarar em sua defesa, mocinha? – riu Tom, abraçando e lhe dando um beijo nos cabelos.
- Nada a declarar! – a menina sorriu e olhou de forma meiga para Tom. Dan tinha trazido uma menina para casa, não tinha? Então foda-se tudo. – Bom, melhor eu ir comprar a cerveja logo, antes que o Dougie grite alguma coisa da cozinha de novo.
- EU ESTOU OUVINDO, GISELE! – Dougie berrou e todos riram.
- Não disse? - sorriu, era estranho o fato de que ela estava mais ou menos confortável com a situação toda.
- Quer companhia? – Tom perguntou baixo e Danny reparou como sorriu pra ele, um sorriso que ele queria que fosse dele e de mais ninguém.
- Eu já disse que não precisa, amor – disse meiga, Danny ficou incomodado mais uma vez, como assim “amor”? – Eu só preciso do dinheiro porque eu não vou bancar a bebida para todos os marmanjos dessa casa!
- Eu vou com você, – Danny disse, atraindo a atenção de Tom e – Meu carro está lá fora e você não vai conseguir trazer todas as cervejas sozinhas, e deixa que eu pago, estou devendo umas coisas para os caras mesmo.
- Acho justo! – disse Georgia com um sorriso – O Tom não está com uma cara muito animada de quem quer sair e o carro do Dan está lá fora mesmo.
- Eu não quero incomodar, Jones. – disse, meio séria.
- E desde quando você me incomoda, ? - Danny respondeu usando o sobrenome também, as coisas não estavam tão bem assim.
- Linda, toma um banho antes, senão depois vai ficar mais frio e te conhecendo bem, você vai ficar com preguiça e vai adiar esse banho pra amanhã! – Tom disse carinhoso passando as mãos pelos cabelos de .
- Ah, ok, mamãe! – riu e Tom sorriu em resposta – Separou minha roupa?
- Tá em cima da minha cama, tinha uma camiseta da Carrie por aqui, só a calça que você vai ter que usar a minha mesmo.
- Tudo bem – disse – Dan, você espera uns dez minutos?
- Dez minutos? – Dan riu – Duvido que você toma banho em dez minutos.
- Ah, vai se foder, Jones! – riu e foi andando até o quarto.

Tanto Tom, quanto Danny ficaram observando a menina caminhar em direção ao quarto, não desgrudaram os olhos por nada! Georgia riu baixo disso e saiu indo também para a cozinha. Ela era realmente agradável, o único problema era que essa noite ela era acompanhante do Danny. Só por essa noite... Talvez.

não demorou muito no banho, levou realmente dez minutos. Saiu ainda com os cabelos úmidos e pegou as roupas em cima da cama, separadas por Tom, riu sozinha ao ver como o menino era organizado. As roupas estavam perfeitamente dobradas e organizadas. nunca seria daquela maneira, ela era tão diferente de Tom nesse aspecto. Vestiu a blusinha de Carrie e colocou a calça de moletom preta de Tom. Pegou também um moletom escuro e um chinelo qualquer. Ela devia estar um trapo, mas nem ligava. Frankie e Georgia estavam absurdamente divinas, mas elas tinham Danny e Dougie para impressionar durante a noite, não tinha ninguém... Ela achava. Penteou os cabelos, os bagunçou um pouco porque nunca gostava dos cabelos perfeitamente arrumados, ajeitou sua franja no rosto e saiu do quarto cheirando a sabonete e “Tom Fletcher”.

- Você está praticamente uma miniatura do Tom! – Frankie disse assim que a viu, todos riram.
- Vou considerar isso como um elogio, ok! – a menina riu em resposta – Eu sempre adorei as roupas do Fletcher, elas ficam perfeitas em mim.
- Tom, você tem corpo de mulher! – Dougie disse, e Tom lhe mostrou o dedo.
- , por favor, não destrua a minha pouca moral! – Tom riu e foi até ele para lhe dar um beijo estalado no rosto.
- Onde está o Dan? Estou pronta para ir!
- Ele estava lá fora com a Georgia. – Frankie disse meio de propósito – Vai lá, .
- Frankie, cala a boca! – fez careta e Tom a puxou para que se sentasse em seu colo, já que ele estava sentado no sofá vendo qualquer coisa na TV.
- Deixa ele ir com a namorada dele e fica aqui! Eu te chamei para passar a noite comigo, e não para ir comprar cerveja com o Danny! – Tom disse baixo no ouvido de , a menina se virou devagar para encará-lo, Tom estava sério.
- Vai dar ataque agora? – perguntou, passando os dois braços ao redor do pescoço do loirinho e bagunçando seus cabelos da nuca, sem se importar com os olhares de Frankie, Dougie e Harry.
- Eu não gosto de pensar que você e o Danny vão estar sozinhos – Tom disse, dando um beijo no ombro da menina.
- Nós só vamos comprar cerveja, e, por Deus, você acha mesmo que alguma coisa pode acontecer entre eu e Danny? – puxou de leve o rosto de Tom, obrigando-o assim a encará-la – E de onde veio esse ciúmes todo? Você me ama tanto assim? – perguntou rindo e não teve como Tom não rir junto.
- Desde quando você é tão convencida? – ele encostou de leve seu nariz do da menina, suspirando aquele perfume natural que emanava dela.
- Desde que um guitarrista lindo de uma banda famosérrima fica me dando bola, eu preciso me achar um pouco, certo?
- Sua grande idiota! Eu te dou bola antes de ser um guitarrista famoso de uma banda foda! – Tom riu e riu junto dando um selinho demorado nele.

Dougie e Frankie olharam a cena e sorriram. Dougie amava como uma irmã e no fundo sabia muito bem que a melhor companhia para ela sempre foi Tom, ele disse isso a ela! Ver os dois juntos assim era ótimo, Tom sofrera muito com a ausência da amiga e em especial quando soube o que tinha acontecido em São Paulo. Harry deu uma risada baixa que foi logo interrompida quando ele viu o olhar de Danny sobre os dois. Dan estava de mãos dadas com Georgia, os lábios de ambos estava muito vermelhos, mas em Danny não eram apenas os lábios que estava assim. Seu rosto estava avermelhado, e ele inconscientemente apertou forte demais os dedos da miss.

- Ai, Daniel! – Georgia reclamou alto, atraindo a atenção de todos ali.
- Desculpa – foi a única coisa que Danny conseguiu responder – Vamos, ?
- Uhum – a menina respondeu, ignorando a presença dele e de sua miss Inglaterra. Se inclinou a Tom e deu mais um selinho nele, dessa vez mais rápido, se levantando em seguida – Não acabem com a pizza toda, eu estou morrendo de fome!
- Da próxima vez passe menos tempo com o Tom e mais tempo com a gente! Nós temos comida! – disse Harry rindo e apenas lhe mostrou a língua.
- Parem de encher a ! – Frankie saiu em sua defesa – Fica tranquila que eu separo pizza para você, eu sei bem que esses marmanjos comem demais!
- Obrigada! – sorriu – Vamos, Jones?
- Vamos! – Danny ainda estava calado, não conseguiu encarar nem e nem Tom depois da cena que viu minutos antes.

e Danny saíram em silêncio e, assim que fecharam a porta, todos foram tirar um sarro da cara de Tom que estava com um ar meio “eu sou foda”. Tom achou mesmo engraçado esse momento que havia rolado entre ele e , não queria pensar que a menina tinha feito aquilo apenas para causar ciúmes em Danny ou por vingança por ele ter trazido Georgia para o apartamento. sabia da existência dela, mas mesmo assim Tom sabia o quão constrangedor havia sido. Quis mudar de assunto e mudar o rumo dos seus pensamentos. Tentou não pensar em e Danny juntos, quis guardar o perfume dela e a sensação dos seus lábios macios o tocando em seus pensamentos. Gritou por Harry que logo apareceu, e os dois ficaram conversando de assuntos idiotas enquanto Dougie, Frankie e Georgia conversavam sobre sapatos. Depois Dougie não quer que sua masculinidade seja colocada a prova...

No carro, Daniel e iam em silêncio. estava achando suas unhas roxas absurdamente interessantes, pois seus olhos estavam focados apenas ali. Danny batucava algum som e murmurava alguma coisa para si mesmo. Os vidros estavam fechados e não tocava nenhuma música. O silêncio estava ficando assustador e sentiu vontade de gritar. Droga de momento a sós com o Danny!

- Ela não é minha namorada! – Dan disse, quebrando o silêncio.
- Hã? - perguntou, como se fosse um reflexo.
- Georgia. Ela não é minha namorada! Nós não estamos juntos ou algo do tipo.
- Hm, isso explica os roxos no pescoço. Ela te bate, então? – perguntou despreocupada, mas com um certo sarcasmo na voz.

Danny na mesma hora parou o carro em frente a um prédio qualquer, parou de forma brusca que fez com que se assustasse e olhasse para a cara daquele “homem” ao seu lado. Danny não era mais um menino, estava longe de ser um. Dan gritou um palavrão qualquer e saiu do carro, batendo a porta com força e esfregando seu pescoço com raiva, por que raios aquelas marcas estavam ali? Ah, claro, porque enquanto ele choramingava de sua vida para a miss Inglaterra, a loira tentava o acalmar por distribuir beijos desde seu maxilar até seu pescoço. Maldita raiva! Malditos hormônios masculinos! ficou dentro do carro vendo Danny andar de um lado para o outro como um louco na rua, às vezes falando coisas sem sentido, e outras vezes berrando consigo mesmo. começou a ficar assustada, embora pensasse que dentro do carro seri um lugar mais seguro, ela sentiu pena de deixar Danny ali fora, completamente descontrolado. Pensando muito, ela abriu a porta do carro e foi até Dan. Ele andava de um lado para o outro mexendo no cabelo e esfregando o pescoço como se quisesse tirar as marcas dali. sentiu seu coração afundar, não adiantava fugir do sentimento. Ela realmente era apaixonada por ele, ele sempre foi o número um em seu coração!

- Dan. Danny, pára com isso! – pediu, mas ele parecia não ouvir – Dan, por favor, você está me assustando!

Como se estivesse levando um balde de água fria, Daniel parou de andar e encarou a garota. A rua estava fracamente iluminada e não havia vestígios de nenhuma outra alma viva ali. estava simples, vestida apenas por um moletom velho de Tom e sendo iluminada pela fraca luz da lua. Danny se lembrou de Georgia, vestida naquele vestido vermelho e com um salto fino. Os olhos bem delineados, a boca vermelha e sedutora, os cabelos caindo perfeitamente em ondas sobre os ombros... Estranho como que ele só conseguia pensar na miss como um objeto para tirar sua tensão. Com era completamente o oposto. estava sem maquiagem nenhuma, os cabelos ao natural com uns fios mais rebeldes que os outros, naturalmente linda, sem precisar de muito. Ele se lembrou dela dormindo nos seus braços, tão delicada e tão vulnerável. Os dois ficaram se encarando, sem dizer nenhuma palavra, parecia que um estava querendo ler o pensamento do outro. Como num piscar de olhos, Danny foi em passos largos em direção à , colocando suas duas mãos ao redor do rosto da menina. sentiu que sua respiração ficou descompassada, mordeu os lábios em nervoso e encarou aquela íris azul que sempre lhe chamou atenção. Os lábios de Danny estavam mais vermelhos e convidativos do que nunca, seus cabelos mais lisos estavam sendo bagunçados naturalmente pelo vento forte inglês. O vento trazia junto seu perfume almíscar, inebriante.

- Dan, não faça nada, por favor! – foi o que conseguiu pedir, abaixando o olhar, ela não conseguiria dizer isso se encarasse Danny mais uma vez.
- Fica comigo. – ele pediu, sua voz saiu mais rouca e mais baixo do que o normal – Fica comigo, fica comigo! Fica só comigo!
- Daniel, pára com isso, por favor! – pediu, tentando afastar as mãos de Danny, mas em vão. Quando deu por si, seu rosto já estava molhado, as malditas lágrimas estavam voltando – Não me peça uma coisa impossível.
- Impossível por quê? , eu amo... Eu amo vo...
- NÃO! Você não me ama! – finalmente conseguiu tirar as mãos de Danny de seu rosto, e deu uns três passos para longe dele – Daniel, você nunca me amou, você nunca demonstrou que me amou! E quando você teve essa chance, colocou tudo a perder! Dormindo comigo e me deixando no dia seguinte! Tem noção de com eu fiquei? De como eu me senti? Eu me senti um lixo, uma qualquer! Seria muito menos humilhante se você tivesse deixado dinheiro para mim em cima da mesa, pelo menos eu seria oficialmente uma vagabunda!
- GISELE! – Dan gritou se assustando com tudo aquilo – Nunca, mas NUNCA mais repita isso! Eu nunca te vi desse jeito, você não sabe como eu me odeio por ter feito isso com você! Eu me arrependo disso todo dia, todos os dias!
- Se... Arrepende? – perguntou insegura, ele se arrependia então?
- Não, porra, não me arrependo de ter dormido com você! Eu queria isso, eu era e sou apaixonado por você, mas eu nunca pude fazer nada! Você sempre foi do Tom, eu te disse isso aquela noite, você sempre foi dele e eu... Caralho, o que eu era para você?
- Você era o cara que eu era completamente louca, apaixonada! – tentava manter seu tom de voz normal, mas estava ficando difícil, sua voz começava a ficar mais embargada – Um cara que sempre me viu como uma menininha, apenas isso! Cara, você já disse olhando para mim que nunca ia sentir nada por mim, Daniel! NADA! “, eu gosto muito de você, mas tenta entender... Você não faz meu tipo.”
- O quê? – Danny perguntou assustado – Qua... Quando que eu te disse isso?
- Ah, você não se lembra? – perguntou sarcástica, enxugando as lágrimas – Festa do filme Just my Luck, lembra? O Tom estava a fim da Kendra desde a primeira vez que saímos juntos, ele sempre me perguntava dela! Eu ria, eu ia com a cara da Kendra! Eu disse na noite da festa para o Poynter que eu queria armar um esquema para o Tom e para a Kendra ficarem juntos, e ele me disse que toparia, mas que eu precisava sair ganhando. Então, o que fizemos? Ele ia dar um jeito no Tom para eu chegar em você no fim da festa, eu estava disposta a ficar com você e falar tudo o que eu sentia! Mas não foi exatamente isso que aconteceu... Foi, Jones?
- ... Eu estava...
- BÊBADO? É SÓ ESSA A PORRA DE DESCULPA QUE VOCE TEM PARA ME DAR? – já estava fora de si essa hora – DESCULPA TRANSAR COM VOCE E FUGIR NO DIA SEGUINTE, EU ESTAVA BÊBADO! DESCULPA EU TE DAR UM FORA E FALAR QUE VOCE NÃO FAZ MEU TIPO, EU ESTAVA BÊBADO! DESCULPA ROUBAR A KENDRA DO TOM, EU ESTAVA BÊBADO!
- Eu não... Eu não sabia que o Tom e a Kendra...
- É claro que você não sabia, Jones, você nunca sabe de nada! Aliás, você SEMPRE sabe de tudo, mas mesmo assim pensa em você primeiro. Acho que ruivas não fazem o seu tipo, me espanta o fato de que você não deu em cima da Lindsay! O Tom sempre te conta tudo e ele te contou que estava a fim da Kendra, depois de tanto tempo gostando de mim ele gostou de outra garota, e o que você fez? FICOU COM ELA! E comigo a mesma coisa, você sempre soube dos sentimentos do Tom e mesmo assim ficou comigo, passando por cima do seu melhor amigo. Que tipo de pessoa é você?
- Eu não sabia que aquela noite o Tom ia ficar com ela, eu juro que não sabia! – Danny repetia mais para si mesmo essas palavras do que para .
- Pois agora você sabe. Sério, eu amo a Kendra de paixão, porque ela foi a única que fez você se sentir da mesma maneira que eu estou me sentindo agora: um lixo! – disse isso com raiva, mas ao mesmo tempo como se fosse um desabafo. – Eu odeio o sentimento que eu sinto por você, Daniel, eu odeio ser tão apaixonada por você, mesmo sabendo de todo o seu histórico, mesmo você já falando que não me quer, me deixando, trazendo sua namorada ou o que seja para o apartamento do Tom. Eu odeio ser tão idiota por ainda achar que você vai mudar, que teria como a gente dar certo! Odeio saber que o Tom me ama, que ELE SIM me ama, e que eu não tenho nada a oferecer a ele! NADA! Porra, Daniel, eu odeio te amar, eu odeio...

Danny se assustou quando percebeu que havia parado de falar. No lugar das palavras, ele ouvia soluços e um choro que ele nunca havia ouvido, não dela. Um choro de desespero! estava sentada na sarjeta, puxando os cabelos violentamente para trás e chorando como se uma parte de si mesma estivesse sendo arrancada. Doía demais para ela ter que admitir todos esses sentimentos, admitir que ela nunca faria Tom feliz, que por mais que ela quisesse dar uma chance à ele, ela não era boa o suficiente. Era pior ainda ter que admitir em voz alta que até hoje Daniel era o seu grande amor, que a merda desse sentimento ainda estava ali intacto. O coração de Danny parecia estar quebrado em mil pedaços agora, uma dor alojou em seu peito e ele sentiu que não ia mais conseguir respirar.

- , ... – ele foi até ela e tentou tocar seu rosto, mas a menina deu um tapa em sua mão quando percebeu ele se aproximar – Me desculpa, pelo amor de Deus, me desculpa!
- Desculpas não são o bastante, não é isso que você cantou um dia? – encarou Dan com os olhos vermelhos, soltou um soluço involuntário e teve que se controlar para não chorar de novo.
- Eu nunca, nunca quis fazer algum mal para você ou para o Tom! Eu amo você e eu o amo também. , eu te amo, eu não estou brincando com os seus sentimentos e muito menos brincando com os meus sentimentos. – Danny conseguiu segurar as mãos de com força, os dois se encaravam com um certo receio.
- Por que você me deixou aquele dia, Dan? Você... Você não precisava ter falado antes que gostava de mim, não precisava ter ficado comigo no dia da festa, mas, Dan, você não podia ter me deixado sozinha naquele quarto! – mais lágrimas caiam do rosto de e cada uma parecia ferir Danny em seu coração.
- Eu não podia te encarar de novo. – ele respondeu sério – Desde o dia em que decidimos ir ao Brasil, eu fiquei imaginando como seria te ver de novo. Estávamos tão longe, mas eu nunca te esqueci. Eu estava tranquilo porque o Tom estava namorando, então não teria problema se... Se alguma coisa acontecesse entre eu e você. Mas a ovanna terminou com ele semanas antes da nossa viagem, aí fodeu tudo. Quando eu te vi chegando, com aquele sorriso, eu sabia que naquele momento minha felicidade estava completa. Mas então eu olhei para o Fletcher e eu vi o brilho que estava faltando nele a quase dois anos, me senti mal por isso. Naquela noite eu só fiquei com você porque o Tom estava com outra menina, eu realmente achei que vocês dois iam ficar juntos. , se você e o Tom estivessem mesmo juntos, eu nunca faria aquilo, eu só fiz o que fiz porque ele estava com outra.
- Mas, por que você...?
- Espera, eu vou chegar nesse ponto. – Dan respirou fundo, dando um beijo na mão de e voltando a encará-la – Quando eu te vi sozinha eu sorri, sério mesmo! Sabia que podia ser minha hora, vi o Fletcher com a garota lá, então soube que esse era meu momento. Realmente aquela noite eu só queria dormir com você e te sentir perto de mim. , você nunca foi para mim uma garota de “uma noite apenas”, você é uma garota para todas as noites da vida de um homem! – sentiu o rosto corar e Danny soltou uma risada rouca – Mas eu não sabia que te sentir tão perto fosse ser tão irresistível. Nós dois estávamos bêbados e nós dois quisemos que aquilo acontecesse. Eu te vi dormir a noite toda, eu não consegui fechar os olhos com medo de ser um sonho, com medo de acordar sozinho. No meio da noite o Tom me mandou uma mensagem. Ele dizia que havia sido um idiota, que ficou com outra garota na sua frente, que ele tinha planos para vocês dois nessa noite. Ele disse que não ia conseguir te encarar no dia seguinte e me pediu, por favor, para eu falar com você e explicar que ele estava envergonhado com o próprio comportamento da noite anterior.
- O Tom tinha... Planos? Comigo? – a voz de saiu fraca, ela nunca soube disso.
- Tinha. Eu estraguei tudo porque eu te tirei mais cedo da festa, eu sei que ele ia te procurar depois e falar que aquela menina não era ninguém e que vocês podiam ficar juntos. Mas o pior foi a segunda mensagem – Daniel respirou mais fundo ainda antes de prosseguir – Ele me disse que a amava, que ele te amava . Que agora ele estava seguro em dizer isso para mim pois sabia que eu não sentia mais nada por você, que nunca nada iria acontecer entre nós dois. – ouviu e sentiu o seu estomago despencar, era muita informação para ser absorvida.
- Mas... Dan...
- Se eu e você acordássemos juntos no dia seguinte, o que o Fletcher ia pensar? Seria muito mais fácil o Tom achar que você sumiu do planeta porque ELE fez uma cagada naquela noite, do que ele saber da real história. Que nós dois ficamos juntos. Por isso eu saí sem falar nada, sem deixar um bilhete ou alguma explicação. No café da manhã eu disse para o Tom que te levei para casa e que no caminho eu contei que ele não ia se despedir porque estava com vergonha. Inventei para ele que você tinha ficado brava e que não ia falar com ele por uns tempos. Ele acreditou, é claro que sim.
- Danny você foi tão... Baixo! – a voz de quase não saiu, ela nunca soube desse lado da história.
- Eu sei, eu sei disso! Eu fui um idiota egoísta! Assim que chegamos em Londres eu não consegui me segurar por muito tempo, depois de algumas semanas eu contei toda a verdade para ele e, bom, ficamos sem nos falar durante um bom tempo. O Tom quis voltar para o Brasil na intenção de te ver, mas não deu muito certo, porque você não respondeu nenhum recado que ele te mandava.
- Foi por isso que ele ficou tão desesperado, ele achando que ele era o culpado do meu sumiço sendo que todo o tempo o culpado era você!
- Voilá! – Danny disse, sem humor algum.

respirou fundo, pensando em como iria absorver toda aquela informação. Sabia muito bem que não estava sendo nada fácil para Danny contar toda essa história, mas também não era fácil para ela entender. Em um minuto ela tinha admitido que ainda era apaixonada por Danny Jones, e então ele trouxe à tona todo aquele sentimento ruim que ela tentou esquecer por dois anos. Agora ela fica sabendo que naquela noite era para o Fletcher ter se declarado, Fletcher, o cara que sempre a quis bem, sempre a amou. Nesse momento a cabeça de estava prestes a dar um super nó, ela sentiu seu estômago embrulhar e sabia que iria vomitar a qualquer momento.

- , você está bem? – Danny perguntou quando viu a menina ficando meio branca.
- Danny, eu preciso... Me dá espaço! – empurrou o menino de leve e saiu correndo para a calçada. Não chegou a vomitar mas ficou com a cabeça entre os joelhos, massageando a nuca com força.
- Eu não queria fazer você se sentir mal – disse Dan, sendo bem sincero – Me desculpa.
- Pára de pedir desculpas, caralho, desculpas não vão mudar o que aconteceu! – se levantou de repente e encarou Danny – Dan, a sua única culpa nessa história toda é não ter sido sincero com o Tom. Ele deve ter ficado péssimo consigo mesmo esse tempo todo, e a culpa nunca foi dele!
- Eu sei, , eu sei!
- Ele é seu melhor amigo, acima de tudo e acima de qualquer garota, ele é seu melhor amigo!
- Você não é qualquer garota, !
- Acima de mim, que seja! – meio que riu e foi andando até Danny – Eu sei que foi foda você falar tudo isso de uma vez, mas... Obrigada!
- Pelo o quê?
- Por ter sido sincero comigo – a menina sorriu leve – Eu precisava saber da história toda.
- Agora você tem mais motivos para ficar com o Fletcher. – Danny disse sem emoção e riu alto, abraçando o rapaz pelo pescoço.
- E tenho motivos para ficar com você também. – ela disse sorrindo de forma sapeca.
- ... – Dan olhou para ela de forma engraçada e apenas sorriu. Aproveitou que a menina estava com os braços ao redor do seu pescoço e a abraçou pela cintura, colando seus corpos de uma vez – Voce estava a uma hora atrás no colo do Fletcher e agora está assim comigo?
- Hm... Dois caras da mesma banda que são lindos estão dando em cima de mim! Nossa, como eu sofro nessa vida! – disse, fazendo drama e Danny riu alto – Eu seria idiota se não me aproveitasse da situação. E o melhor de tudo é que tecnicamente eu não estou escondendo nada de ninguém!
- Você está se comportando como uma vaca, isso sim! – Danny riu alto e riu junto.
- E quem é você para me julgar, você está cheio de marcas no seu pescoço feito por uma miss de quinta categoria! Na boa, Danny, o que você vê nessa tal Georgia? – se aproximou um pouco mais dele.
- Sexo, a única coisa que eu tenho com ela é sexo – Danny disse como se essa fosse uma coisa completamente normal e natural, bom, para ele era.
- Hm... Então eu não preciso me sentir ameaçada por uma palmeira de 1.90m – disse dando de ombros e Danny sentiu que podia beijar a menina aquela hora mesmo.
- E eu? Preciso me preocupar com o mono-covado?
- Se preocupe em manter sua amizade com Tom, deixa que de vocês dois cuido eu! – sorriu e se afastou de Dan, fazendo ele resmungar alto e ela rir com isso.

Naquele momento poderia estar sendo mesmo uma vaca. Ela ficou com Tom e agora estava assim com Danny, mas quem a pode julgar? Ela riu com essa situação, riu alto demais atraindo a atenção de Danny. No fundo ela sabia que não tinha mais motivos para ficar se lamentando daquele fatídico dia em São Paulo, depois dessa discussão toda e de tudo ser colocado em pratos limpos, ela se sentia leve. Leve para ser uma vaca e ficar com Tom e Danny... Talvez ao mesmo tempo. Talvez escondendo, talvez mostrando, ou talvez com outra pessoa! Nunca se sabe. Ou, às vezes, ela podia escolher apenas um.

- Ainda precisamos comprar a cerveja. – disse limpando um pouco a calça de moletom de Tom – Dan, eu falei com você! – a menina repetiu quando não escutou uma resposta de Danny – Dan, cadê vo...

No momento em que se virou para falar com Danny, o menino a segurou pela cintura com força e a deitou no capô do seu próprio carro, a beijando com fúria e ao mesmo tempo desejo. não conseguiu falar nada pois todos os seus pensamentos foram esvaziados de sua mente naquele instante. soltou um gemido alto quando Dan mordeu seu lábio inferior com força, como resposta a menina puxou os cabelos de Danny com força também. Danny foi descendo os beijos pelo pescoço de , tomando cuidado para não deixar marcas tão evidentes por ali, suas mãos subiam pela cintura da menina, levando junto o moletom. Seus dedos faziam caminhos em sua barriga e em sua cintura, e sentia arrepios em todas as partes do corpo. Os dois estavam precisando de ar, mas não se lembraram disso, aquele beijo parecia estar demonstrando toda a fúria, raiva, desejo e saudade que estavam sentindo. Dan foi deixando o beijo mais calmo, apenas massageando de leve sua língua na língua de , enquanto fazia desenhos com o seu polegar na barriga da menina. por sua vez repetia os mesmos movimentos da língua de Dan durante o beijo, enquanto abria e fechava os dedos nos cabelos dele. Foram parando o beijo aos poucos até terminarem com vários selinhos demorados e um belo chupão de Dan no pescoço de .

- I’m starting to fall in love, it’s getting too much – Dan cantou baixo e rouco no ouvido de , a fazendo sorrir e abraçar o pescoço do menino – Not often that I slip up…
- It’s just our luck! terminou o refrão rindo e em resposta ganhou um sorriso de Danny Jones, seguido de uns dos melhores beijos que ela já provou em toda a sua vida.

Melhor aproveitar o momento. Nem sempre o amor e a sorte andam juntos e, bom, como já diria – ironicamente - Tom Fletcher: “maybe this will be my luck night”. Só não dá para saber quem está realmente sendo o sortudo da noite. Difícil....




Capítulo 04

- Eu estava me lembrando ontem da primeira vez que vocês dois se viram, eu pensei que você ia pular nela naquele instante, nunca te vi babar tanto tempo por uma menina assim! – disse, Tom, sentado à mesa do café da manhã, conversando com Danny.
- Ela sempre foi linda, não foi? – Dan sorriu involuntariamente, e Tom deu uma risada baixa. – E um pouco bipolar também! Na boa, cara, a atitude dela ontem me assustou muito! Em um momento estávamos brigando, e eu tinha certeza que ela nunca mais ia querer olhar na minha cara, em minutos depois nós estávamos...
- Ok, Jones, eu já ouvi essa parte de você e ela, me poupe por uma terceira vez! – Tom fez careta.
- Desculpa, eu... Eu não sabia que isso ia acontecer, nem estava dos meus planos. – Danny disse, meio sem graça, se concentrando no seu próprio café.
- Eu pensei que vocês iam se agarrar logo no primeiro dia, até que demorou um pouco. – Tom disse, sem humor nenhum. – Cara, eu não vou forçar a a ficar comigo, se ela quiser ficar com você, eu vou apoiar. Eu sempre vi os olhares dela para você, o jeito que ela falava de você para mim...
- Mas ela sempre falou muito de você também, dude, quando você fazia dupla com outra menina na sala que não fosse ela, ela tinha síncopes! – Danny riu, se lembrando de como era bom os tempos do colégio.
- O que ela tem de tão especial? – Tom perguntou mais pra si mesmo do que para Danny.
- Não sei, mas se for para perder ela para algum cara, que seja para você. Pelo menos vou ficar tranquilo sabendo que ela está sendo tratada como ela merece. – Dan disse, sorrindo.
- Hm, eu queria dizer o mesmo para você, Jones. – Tom disse, rindo, e Danny começou a rir junto.
- Porra, eu já mudei! – ele riu, e em segundos o clima estava mais descontraído na cozinha.

Enquanto isso, estava ainda deitada no quarto, pensando no que iria fazer da sua vida naquele dia. Não foi para a faculdade por culpa de uma grande ressaca. Ontem, depois de voltar de seu passeio com Danny, bebeu mais do que deveria e falou mais do que deveria também. Resolveu contar a Tom o que tinha acontecido. – culpa da bebida, que a deixou mais desinibida. – e teve que arcar com as consequências. No princípio, Tom ficou realmente decepcionado, mas ele não podia fazer nada a respeito, ele sabia muito bem que uma hora ou outra isso ia acabar acontecendo. Tom depois foi conversar com Danny, e esse mesmo admitiu que tinha beijado na noite anterior. Todos acharam que isso ia causar um clima estranho, mas, por incrível que pareça, não mudou nada. Georgia acabou indo embora mais cedo (por razões bem óbvias), Dougie e Frankie acabaram em um quarto, Tom dormiu na sala, Danny na varanda e e Harry dormiram juntos. Harry era sempre um bom ouvinte, apesar de nunca dar sua opinião quando o assunto era esse triângulo amoroso, mas o simples fato dele escutar a amiga. – bêbada. – já era de grande ajuda.

- Está acordada? – um Harry meio sonolento cutucou na cintura, os dois estavam dormindo na mesma cama.
- Uhum. – ela respondeu, também sonolenta. – Estou pensando em como vou encarar o Tom e o Danny ao mesmo tempo.
- Coloca um óculos de sol, pelo menos eles não vão saber pra qual dos dois você está olhando. – Harry disse, rindo do próprio comentário, e riu sem humor.
- Na boa, Harry, você é péssimo em conselhos! Ainda mais a essa hora da manhã. – riu, se virando para o amigo, que ainda estava de olhos fechados.
- Eu sei, não sei por que você ainda perde tempo comentando esse tipo de coisa comigo, você sabe que eu nunca vou ser útil! – Harry riu, e sentiu vontade de apertar as bochechas do amigo, mas ela estava sem ânimo e sem forças para isso.
- Merda de dor de cabeça, eu vou trabalhar hoje igual um zumbi!
- Falta no estágio, se você quiser, eu resolvo o problema pra você. – Harry abriu os olhos e encarou a menina, sorrindo de uma forma marota.
- Faltar logo no meu segundo dia, você tá louco, criatura? Esse estágio na Heat me ajuda na bolsa da faculdade! – se ergueu um pouco na cama, apoiando seu peso nos cotovelos e encarando Harry.
- Ô pessoa, você é a melhor amiga do McFly e está na cama com Harry Judd. – ele fez uma cara sedutora, e sorriu, achando tudo aquilo absurdamente engraçado. – Se eu falar isso pra alguém da Heat, você sai da estagiotária pra primeira página, num piscar de olhos!
- Eu agradeço muito a sua ajuda. – riu com isso. – Mas eu prefiro ser o tipo de celebridade que tem sua vida privada mantida no sigilo, ok!
- Então eu não vou poder comentar nada que você passou a noite comigo? Merda! – Harry disse, fazendo bico, e lhe deu um tapa de leve no ombro.
- Cala a boca, idiota! Eu já tô me achando uma vaca, agora eu sou oficialmente uma puta de luxo!
- Minha puta de luxo, vaca do Fletcher e do Jones!
- Sobrou o Poynter! – disse, rindo, fazendo de repente uma cara pensativa.
- Ele já te deu uns catas antes, e ele agora namora! – Harry riu.
- Ok, sou figurinha rodada no McFly! Adoro me sentir usada. – gargalhou, e não teve como Harry não gargalhar junto.
- Chega desse papo, vai, antes que eu acabe entrando nesse triângulo amoroso também. – o garoto disse, se levantando da cama e puxando pelos pés.
- Ai, cacete, pára com isso! – ria enquanto tentava se segurar no colchão, em vão, é claro.
- Vamos dar um jeito nessa sua cara de defunto, você é horrível pela manhã. – ele riu, finalmente puxando da cama.

Como a menina estava sem forças e ela era realmente leve para Harry, ele com facilidade a pegou no colo e a levou em direção ao banheiro, apesar dos gritos e dos tapas que estava levando durante o caminho. Era engraçado de imaginar que se ela estivesse na mesma posição com Fletcher ou Jones, o clima e o papo seriam outros, completamente diferentes. Fato de que Harry era como se fosse um irmão, um dos seus melhores amigos. riu sozinha com isso enquanto sentia a água quente do chuveiro bater em suas costas, sendo que ela ainda estava no colo de Harry. Ah, claro, eles iam tomar banho juntos... de roupa, ok!

Longos minutos depois, e Harry apareceram de cabelos molhados na sala. usava uma boxer e uma camiseta de Harry, enquanto o menino estava com uma bermuda velha qualquer. Na sala, Tom e Danny estavam sentados com os seus violões apoiados na perna e tocavam alguma coisa completamente sem sentido. Os dois não notaram a presença de Harry ou de , estavam tão entretidos com a música que se desligaram do mundo ao redor deles. riu com isso, riu de ver seus dois homens preferidos no mundo inteiro, compondo. Eles eram absurdamente lindos, até mesmo de manhã. Ela sentiu medo, medo de não poder escolher um só, medo de fazer a escolha errada, medo de machucar Danny ou Tom. Harry era realmente a melhor opção, a menina riu com isso de novo.

- Harry, quer namorar comigo? – a menina olhou pro amigo com um sorriso infantil, e Harry riu alto.
- E competir com aqueles dois? Tá maluca? Eu só sou a porra do baterista, eles arranjam alguém pra colocar no meu lugar fácil, fácil! – ele disse, rindo, saindo na direção da cozinha pra comer alguma coisa.
- Nossa, eu me sinto tão amada nesse ambiente! – disse, alto e só ouviu a risada de Harry vinda da cozinha e alguma coisa que ele disse, meio brincando do comentário.
- Tá, eu sei que sua noite com o Judd foi ótima, mas vai demorar muito pra você vir falar bom dia pra gente? – Tom disse, meio do nada, encarando com um sorriso no rosto, acentuando sua covinha perfeita.
- Bom dia. – ela respondeu simplesmente.
- Não tem por que ficar sem graça. – Tom disse, como se estivesse lendo exatamente o que se passava na cabeça da menina. – Agora, se você nos trocar pelo Judd, a coisa vai ficar feia.
- Viu! Eu disse, fica longe de mim! – Harry apareceu, enfiando um pedaço de pão na boca, e riu com aquilo. Tudo parecia tão fora do normal, mas ao mesmo tempo tão certo.
- O mais engraçado nisso tudo é você usar as coisas no plural, “nos trocar”. – disse, fazendo aspas nas palavras finais.
- Dona e seus dois McFlyers. – Dan disse, rindo daquele jeito que só ele sabe fazer. – Eu acho que não teria ciúmes de você com o Fletcher.
- Nem eu, sei lá... Não parei pra pensar nisso ainda. – Tom disse, pensando um pouco em alguma coisa realmente maluca.
- NÃO TÊM o que pensar, ok, meus amores! – disse, rindo meio nervosa. – Eu não vou ficar com nenhum de vocês dois, já tomei minha decisão. Eu quero o Judd!
- AH, NÃO! – Tom e Danny disseram juntos e todos riram.
- Se você ficar com o Judd, ele tá fora da banda! – Dan disse, ainda rindo.
- Porra, , fica na sua! – Harry disse, apontando o dedo pra menina e ela riu com essa cena.

Embora essa situação fosse bem estranha, mais do que nunca se divertia com isso. Era mais fácil encarar essas coisas na brincadeira do que parar pra analisar o quão sério isso podia ser. Ela não podia ficar com Dan sem magoar Tom, e não podia ficar com Tom sem magoar Danny, e ficar com os dois seria uma bela forma de se comportar como uma vaca! Tá que ela tinha ficado com Danny na noite passada e sido igualmente carinhosa com o Fletcher, mas com esses dois fica meio difícil se controlar o tempo todo, não é?

- Estou com fome! – disse de repente, dando uma olhada nas ultimas composições de Dan e Tom.
- Jones, vai fazer alguma coisa pra nossa mulher comer! – disse Tom, e na mesma hora arregalou os olhos.
- Como é que é? – Ela disse, nervosa e rindo ao mesmo tempo.
- , nós chegamos a uma conclusão. – começou a dizer Danny, tentando ficar sério. – Você não necessariamente precisa escolher um de nós, você pode ter os dois!
- Até já fizemos a nossa escala semanal – completou Tom, se controlando mesmo pra não rir. – A única coisa que não queremos é, hm... que ocorra comparação, entendeu?
- Eu sei que meu desempenho sexual é muito melhor do que o do Fletcher, por isso é bom você não comentar com ele as nossas noites de amor. – Dan piscou pra , que ainda estava de boca aberta, ouvindo aquela idiotice toda.
- Cala a boca, idiota, você por acaso já dormiu comigo pra saber se eu sou ruim ou bom de cama? – retrucou Tom.
- Não pretendo dormir com você, agora, se a quiser algum dia fazer um ménage....
- AH, CHEGA! – berrou, se levantando de onde estava. – Cara, na boa! Eu sei que a gente tá tentando levar isso na brincadeira, ou vocês dois estão... Mas peguem leve, ok, eu já estou oficialmente me sentindo uma vaca com tudo o que aconteceu e eu não quero ficar pior que isso. – disse, respirou fundo e continuou. – Tom e Danny, eu os amo! Não tornem essa convivência mais difícil. Tom, eu sei que você não gostou de saber que eu fiquei com o Dan, Dan eu sei que você ficou puto quando soube que eu tinha ficado com o Tom. Por favor, pelas próximas 24 horas podemos não falar desse assunto, por favor?

Tanto Dan como Tom ficaram encarando a menina à frente deles. Esse assunto seria bem mais difícil do que eles achavam. bufou mais alguma coisa e se dirigiu ao quarto de Harry – onde havia passado a noite. Sem pensar duas vezes, se jogou na cama do amigo, enterrando a cara nos travesseiros e brigando com ela mesma, falando algumas palavras inaudíveis. Não iria ao estágio hoje, o Harry iria se encarregar de dar alguma desculpa para as meninas da Heat, muito menos estava com vontade de ir para a faculdade. Por um momento pensou seriamente que tudo isso que estava acontecendo era loucura demais, dividir o mesmo tempo – ou pelo menos cidade – que Tom e Danny, onde ela estava com a cabeça mesmo?

- Posso entrar? – um Harry com um sorriso fofo no rosto perguntou, com metade do corpo pra dentro do quarto.
- Estou na sua cama, é óbvio que você pode entrar – ela respondeu, ainda com a cara enfiada nos travesseiros.
- Minha cama não é essa, isso aqui é propriedade Fletcher, esqueceu que estamos na casa dele?
- Ah... Óbvio! – bufou mais uma vez.
- Hm... Se me permite, princesinha, posso dar minha opinião? – Harry deitou por cima de e a menina apenas soltou um longo gemido, Harry havia lhe tirado todo o ar dos seus pulmões.
- Fala logo, antes que você me mate aqui, Judd! – respondeu, meio rindo.
- Na verdade, eu queria pedir uma coisa... – Harry encostou a cabeça no ombro de e suspirou pesadamente. – Se eu pedisse pra você não ficar mais com o Jones, você... me escutaria?

parou de respirar por um momento, e dessa vez não era porque estava com Harry Judd em cima dela mesma. Ele tombou seu corpo pro lado da amiga enquanto ela levantava o rosto para encará-lo. Como assim, parar de ficar com Danny? Ou melhor... não ficar mais com Danny?

- Por que isso agora?
- , eu te amo como se você fosse minha irmã mais nova. Acho que toda paixão que o Tom e o Danny sentem por você é equivalente a todo o amor e carinho que eu e Dougie sentimos. A diferença é que aqueles dois babacas são apaixonados por você, eu e Dougie sabemos que você não presta e por isso não perdemos nosso tempo! – Harry disse isso rindo, o que resultou em um belo tapa no ombro vindo de .
- Seu idiota! Eu te amo, mas você não deixa de ser idiota!
- É, eu sei... Um idiota que preza pelo seu bem, por isso eu tô pedindo pra você não ficar mais com o Jones. , eu não sei o que eu faria se tivesse que decidir de que lado ficar! – Judd estava com o peso do corpo apoiado nos cotovelos e olhava com um misto de ternura e preocupação.
- Pra quê... isso... agora? – se sentiu insegura. – Harry, o que você está escondendo de mim?
- Ah, gatinha, como te falar isso? – Harry suspirou. – Danny já dormiu com praticamente todas as garotas do Reino Unido, e por mais que ele fale que gosta de você, que te ame... Pra mim, esse não é um jeito muito agradável de mostrar que se ama uma garota! O Tom, por outro lado, ele sempre fala de você, sempre mesmo! Ele não usa outras garotas pra te esquecer, pelo contrário... Com as meninas que ele namorou, ele sempre foi muito sincero. Os relacionamentos dele não duraram porque você estava nos pensamentos dele, e quando ele se sentia frustrado ele não descontava num sexo banal, ele fazia músicas! Muitas músicas!

ouvia tudo com muita atenção, odiava as vezes em que Harry era tão sincero, mas alguém tinha que ser sincero, não tinha? se sentou na cama, abraçando o próprio travesseiro, olhando para um ponto fixo na parede. Ela já sabia de tudo isso, sabia que o Dan não era exatamente um tipo de príncipe encantado, que ele não era perfeito e que, de todos os homens do mundo, ele era o perfeito tipo de homem que você tem que fugir, que você não pode confiar. Por que merda então ela ainda continuava a se sentir atraída por ele? Atraída... atraída...

- Harry, obrigada! – sorriu, sincera.
- Pela sinceridade? – Harry levantou uma sobrancelha, daquele jeito que só ele sabe fazer.
- Por me abrir os olhos. – ainda sorria. – Eu só sinto atração pelo Danny! Eu sei de tudo isso o que você me disse, e não deve ser tão difícil assim deixar de gostar dele, né? – perguntou, meio insegura.
- Se você me deixar te ajudar, vai ser bem mais fácil. – Harry riu. – E abre os olhos, gatinha, o Fletcher sempre te amou, ele é o melhor cara pra sua vida! Depois de mim, óbvio!
- Eu vou abrir, e você sempre vai ser meu número um! Hm... Você e o Dougie, né? – riu mais leve e Harry riu junto. – Agora, tem como você fazer um favor pra mim?
- Quantos você precisar!
- Primeiro eu preciso que você avise na Heat que eu não vou hoje...
- Já fiz isso, relaxa!
- Obrigada! E segundo... tem como você pedir pro Dan e pro Tom não ficarem fazendo piadinhas sobre essa situação? Sério, eu fico muito constrangida!
- Deixa comigo! – suspirou, aliviada, e Harry foi pra cima da amiga lhe dar um abraço. – Eu te amo, princesinha, te amo demais!
- Eu também amo você, meu tigrão! – gargalhou, e segundos depois ela e Judd estavam em uma batalha de cócegas que parecia não terminar nunca.

não foi para o estágio aquele dia, e muito menos para a faculdade. Passou a tarde toda com as meninas do The Saturdays fazendo algumas compras que eram extremamente necessárias – ROUPAS! tinha que pensar em uma forma de mudar seu curso para alguma faculdade em Londres, ficar todo dia indo para Cambridge e tendo que acordar absurdamente cedo para isso não era uma idéia muito boa, ainda mais no tempo frio e gelado londrino, qualquer minuto a mais na cama quentinha era muito bem vindo.

- Por que você não tenta a Stanton? – perguntou Mollie (uma das meninas do The Sats) para , enquanto essa terminava de colocar o resto de suas batatas fritas na boca.
- Pra ser sincera, eu ainda não vi nenhuma faculdade aqui no centro, nem parece que morei aqui por um tempão, a cidade mudou muito depois que eu fui embora.
- Acho que a melhor pessoa que pode te ajudar nisso é o Thomas! – Frankie disse, dando uma piscadela nada discreta e franziu o cenho para ela. – Qual é, meu amor, qual o maior nerd que todas nós conhecemos?
- Thomas Michael Fletcher! – as meninas disseram juntas.
- Então, quem melhor que o geek da turma pra te levar nas melhores universidades de Londres, eu tenho certeza absoluta que ele não vai se importar nem um pouco com isso! – Frankie disse, de novo, rindo, e dessa vez riu junto.
- Vou fingir que isso não é um complô pra me deixar mais tempo com o Tom, ok? – ela comentou olhando para cada uma das meninas.
- E desde quando você precisa de um complô pra ficar perto da nossa loirinha da L’óreal preferida? – Vanessa disse, sorrindo, e sorriu retribuindo.

E assim a tarde se estendeu. Não estava nem muito frio e nem muito calor naquele dia, apenas um dia mais ou menos comum em Londres. Depois de comprarem praticamente grande parte do shopping – sendo que muitas coisas as meninas deram de presente para , já que a mesma não podia se dar ao luxo de gastar todas as suas economias em roupas – as meninas deixaram na casa de Debbie. havia dito que precisava ir para casa mais ou menos cedo, tinha que começar a pesquisar as faculdades mais próximas para fazer sua transferência de Cambridge para alguma mais perto. Mas queria uma faculdade que desse uma bolsa ajuda, ela precisava de grana pra sobreviver. Assim que chegou em casa, foi recebida por um Marvin absurdamente preguiçoso, que se enroscou nas sacolas e nas pernas da menina, quase a fazendo tropeçar. nunca fora muito fã de gatos, mas pelo Marvin sentia uma amor absurdo, vai saber, né?

- Alguém em casa? – perguntou , vendo a casa toda escura e nenhum barulho podia ser ouvido. – Hello? Debbie? Carrie?
- POYNTER! – Dougie apareceu do nada, abraçando por trás, dando tempo apenas da menina dar um berro e deixar cair todas as sacolas no chão.
- PORRA, POYNTER! – ela resmungou, largando o amigo e começando a lhe dar vários tapas. – Que susto, caralho, se eu tivesse coração fraco eu ia estar caída nesse chão agora, morta por sua culpa!
- Como você é dramática! – Dougie riu apertando as bochechas de que mantinha uma cara emburrada. – Você não me ouviu abrindo a porta logo atrás de você, não?
- Você acha mesmo que se eu tivesse ouvido alguém entrar eu teria dado esse escândalo todo? – perguntou ao amigo, quis parecer rude, mas um singelo sorriso começou a brincar em seus lábios. – Que merda, eu nem consigo ficar brava com você por muito tempo.
- Ainda acho que o amor da sua vida sou eu! – Dougie disse, rindo. – É só você pedir que eu dou um pé na bunda da Francesca e nós dois fugimos juntos para uma ilha no Havaí!
- Sempre sonhei em morar no Havaí e usar aqueles sutiãs de coco! – riu, entrando na brincadeira.
- Então, baby, quando você quiser o convite está de pé... E outras coisas também! – Dougie fez cara de tarado, olhando para baixo (para o Dougie Jr.) e riu da cara do amigo.
- Eu sou oficialmente a vaca do McFly!
- Não sei se é do McFly, mas você é oficialmente a minha vaca! – Dougie sorriu e deu um abraço na menina. – Fiquei sabendo do seu papo com o Judd hoje de manhã.
- Nossa, as fofocas correm soltas por aqui! – disse num meio suspiro, caminhando com Dougie até o sofá da sala e se jogando por cima dele. – Eu precisava de alguém pra conversar, e você estava dormindo com a Frankie, então...
- Sem problemas, linda! – Dougie sorriu, afagando de leve os cabelos da amiga. – Mas, na boa, como você tá com tudo isso? Digo, você e o Jones se beijaram e...
- E foi um erro, emoção do momento, e se eu pudesse voltar atrás, juro que voltaria! Não era pra eu ter ficado com ele, eu acho que sei lá... tesão reprimido! – fez careta e Dougie gargalhou.
- Eu ainda não sei o que a mulherada vê naquele sardento! A boca dele é imensa, ele tem muitos dentes, o cabelo dele é ruim, ele tem incontáveis sardas e...
- Dougie! Faz eu pensar em qualquer coisa que não seja Daniel Jones, por favor! – riu, nervosa. As sardas eram o charme principal de Danny, na opinião dela, o sorriso dele sempre a fazia se sentir calma, ela adorava passear as mãos pelos cabelos de Dan, ou seja... todos os defeitos que Dougie disse, na verdade, eram as coisas que mais a agradavam em Danny.
- Quer que eu comece a falar do Tom? – Dougie perguntou, meio inseguro.
- Quero que você fale de qualquer coisa que não seja um dos caras, só não deixa aquele silêncio incômodo se instalar entre nós dois!
- Silence is a scary sound... – Dougie cantarolou e sorriu.

Eles ficaram conversando por muito tempo, perderam a noção do mesmo. estava cansada e ainda sofria um pouco da ressaca do dia anterior. Não queria dormir de novo, não queria se lembrar de ter beijado Daniel na noite passada, não queria se lembrar do rosto perfeito de Georgia ou da manhã estranha que passou com Dan e Tom, brincando com o fato da menina ser o amor da vida dos dois. Mas à tarde, com as garotas do The Sats, se cansou demais, andar pelo shopping de ressaca com meninas que adoram fazer compras poderia ser bem exaustivo. Sem perceber, acabou adormecendo no colo de Dougie, enquanto o menino contava alguma história que envolvia lagartos gigantes e meleca de nariz... Vai saber! Danny havia ido para casa cedo, queria passar o dia o mais afastado possível de , reorganizar as idéias. Harry prometeu para a amiga que a ligaria mais tarde, mas como Dougie o avisou que ela estava com ele, Hazz ficou mais tranquilo. Tom passou a tarde com a irmã, os pais de Fletcher iam para alguma cidade vizinha e só voltariam no próximo fim de semana.

- Que casa escura!!! – Carrie entrou, fazendo um pouco de barulho, e logo se assustou ao ver Dougie e dormindo abraçados no sofá.
- Tem um interruptor do seu lado. – Tom disse, logo atrás, quase trombando com a irmã, já que ela ficou parada no meio termo entre o lado de fora da casa e o lado de dentro. – Que foi, Carrie?
- Nosso sofá tá cheio! – ela disse, meio rindo. – Acho que a foi bem cuidada hoje.
- Ela passou a tarde com a Frankie, o Dougie disse mesmo que ia passar aqui em casa, só não sabia que ele ia acabar dormindo aqui em casa.
- Dormindo com a no nosso sofá, quem diria! – Carrie riu e Tom fez careta. – Eu tô brincando, seu idiota! Nossa, quando envolve a no meio você encara tudo ao pé da letra.
- Eu não falei nada, falei? – perguntou Tom, meio sério. – Vai, acorda o Poynter que eu vou levar a pra cama.
- Ah claro, sobra pra eu ter que acordar o Dougie enquanto você leva a sua princesa pra cama! – Carrie bufou e Tom deu uma risada meio anasalada.
- Deixa ele dormindo aí mesmo, do jeito que é tonto, não vai conseguir chegar em casa sozinho! Amanhã de manhã ele vai embora. – riu Tom, entrando logo dentro de casa e fechando a porta.
- Vai deixar a dormindo no sofá com ele? – Carrie perguntou, já indo em direção às escadas e parando no terceiro degrau para olhar pro irmão.
- Não, ela eu levo, o Poynter pode ficar com dor nas costas! – Tom riu.

Ele deixou sua carteira e chave do carro em cima da mesa do centro da sala e foi em direção ao sofá onde Dougie e estavam dormindo. tinha os cabelos caídos sobre o rosto e dormia de forma serena abraçada ao tronco de Dougie. O baixista, por sua vez, estava com a cabeça tombada pra trás e mantinha a boca aberta, roncava de leve, sem atrapalhar o sono de . Tom riu com aquilo, e conseguiu não sentir nada de ciúmes, mas sabia muito bem que se fosse Danny no lugar de Dougie, o sentimento seria bem diferente. Afastou logo essas coisas da cabeça e com cuidado foi puxando do colo de Dougie e a colocando em seu próprio colo.

- Tom...? – perguntou, meio insegura, enterrando sua cabeça na curva do pescoço do rapaz enquanto ele subia as escadas.
- Shiu, não acorda, princesa, tô te levando pra cama. – ele disse, meio sorrindo, a sensação de ter a menina em seus braços era a melhor possível.
- Mas e o Dougie, ele... ele ficou... – bocejou e Tom riu fraco.
- Já disse pra não acordar, mantenha os olhos fechados que estamos chegando na sua cama!
- Ok, mãe. – a menina riu, ainda estava sonolenta demais pra poder dar uma resposta mais elaborada, Tom sorriu com isso.

Dentro de poucos segundos ele já estava no quarto de , a colocou de leve na cama, cobrindo-a com dois edredons (o frio da noite em Londres não perdoava ninguém). Quando estava se preparando para sair, sentiu puxar a manga de sua camiseta e abrir os olhos com aquele ar de sono.

- Fica aqui comigo. – a menina pediu, esfregando os olhos de uma maneira infantil e ao mesmo tempo encantadora.
- Eu preciso pelo menos arrumar um lugar pro Dougie passar a noite. – Tom respondeu, sorrindo, passando de leve a mão pelo rosto de .
- Mas... promete que volta aqui depois? Mesmo se eu estiver dormindo eu, eu quero acordar com você ao meu lado amanhã. – sorriu de leve e Tom teve a leve impressão de que ela podia estar bêbada!
- , você andou bebendo hoje?
- Claro que não! – a menina sorriu, de forma sonolenta, ainda. – Tá frio, eu tô carente, você é meu melhor amigo e eu quero dormir abraçado com você, algum problema? Até parece que é a primeira vez que eu tô te pedindo isso, Thomas!
- Ah, tá bom, você me chamou de “Thomas”. – Tom riu e mostrou a língua. – Eu vou lá embaixo jogar um cobertor qualquer pro Dougie e depois eu volto aqui e durmo com você, ok, mimada?
- Obrigada! – sorriu, agora de forma mais sincera, e voltou a se deitar.

Tom foi até o andar de baixo e encontrou Dougie exatamente da mesma maneira com antes! O amigo riu e jogou um edredom em cima dele, apenas para ter certeza de que ele não ia passar frio de madrugada. Aproveitou para dar uma olhada nas horas, passava um pouco mais da meia noite. Quando ia subir as escadas, ouviu o celular de Dougie tocar baixo em cima da mesa central, mas deu apenas um pequeno toque, sinal de mensagem. Conhecendo Dougie tão bem como ele conhecia, não tinha por que não verificar que mensagem ele tinha recebido a essa hora, vai que era algo importante, ou talvez Frankie querendo saber onde o namorado tinha se metido. Tom viu que no visor apontava “Danny”, ficou meio receoso de ler a mensagem, mas quando deu por si, já havia lido a mensagem por completo... o que não o agradou muito:

“Hey dude, tá fazendo o que agora? É, eu preciso falar com alguém... a Georgia é do tipo que depois da transa fica muda, tem noção do que é isso? Ela tá apagada aqui do meu lado, eu tô sem sono, porra! Enfim, me liga se tiver acordado, o Harry tá ocupado hoje de noite e bom... não posso nem pensar em ligar pro Fletcher uma hora dessas. É isso aí... bom... falow!”

- Não pode nem pensar em ligar pra mim por quê? Por que ontem você ficou com a minha garota e hoje você está dando uma com sua namorada? Porra, Jones! – Tom colocou de volta o celular em cima da mesa e subiu meio rápido pro quarto onde estava.

Como previsto, a menina estava dormindo um sono profundo, nem havia se mexido. Tom fechou a porta e ascendeu um abajur que ficava próximo à cama, tirou a calça jeans e a blusa mais pesada, ficando apenas de boxers e uma blusa preta mais confortável, de manga comprida. Se deitou de leve na cama com medo de acordar , mas no simples movimento de se cobrir com o edredom a menina de um gemido, como se soubesse que ele já estava lá. Delicadamente se virou pra Tom e o abraçou, murmurando alguma coisa que parecia ‘boa noite, bebê’. Tom sorriu, sorriu ainda mais com a certeza que de repente palpitou em seu coração. seria dele, merecia alguém como ele... Dane-se Daniel Jones, ele está muito bem com sua namorada ou o que quer que ela seja! Tom não ia deixar ser de novo mais uma na vida de Danny, porque ela seria SUA pro resto da vida. Pelo menos era com esse pensamento que ele acabou adormecendo, tendo nos braços e o perfume de seus cabelos inebriando seus sonhos.


Capítulo 05

Narração em 1º pessoa. –

“We used to go together.
Lookin after each other.
I thought that you were better,
Look at you…”


Acordei com essa música, que vinha de algum lugar que eu não conseguia identificar qual era. Quando dei por mim, reparei que vinha do meu celular! Ah, claro, o adorável despertador, pra que eu liguei essa porra mesmo? Com uma grande dificuldade, abri meus olhos e apertei aquele maldito botãozinho vermelho que fez essa música parar. Infelizmente a música ia ficar na minha cabeça o resto do dia... EGO! Quem mandou a Frankie passar as músicas das The Sats pro meu celular? Vou ficar com Ego na minha cabeça o dia todo... e, particularmente, essa é a música que mais me lembra o Jones! “When everyone's gone and you're by yourself, you know that you gonna come to me for help, don't tell me that it's time for going solo you need to knock some sense into your ego.” É Jones, você realmente precisa colocar um pouco de senso no seu super hiper EGO!
Dei mais uma olhada nas horas e vi que passavam um pouco mais das nove da manhã, mais um dia sem Cambridge e eu aqui deitada, preciso resolver essa situação da faculdade logo. Pelo menos hoje eu estava sóbria e ia trabalhar de tarde, por mais que o Harry pudesse me salvar de todo o mal, eu devia ser responsável uma vez na vida. Espreguicei-me mais um pouco na cama até sentir todos os meus ossos estralarem, doeu, mas é sempre bom, fiz meu alongamento matinal na cama e fui literalmente me arrastando até o banheiro. No caminho, tropecei em algumas peças de roupa – que pareciam ser do Fletcher, se me lembro bem ele passou a noite comigo! Coisa FOFA! – e fui ao banheiro fazer minha higiene matinal, o que demorava MUITO! Eu sou do tipo que se meu cabelo tá horrível, o meu humor fica pior ainda! Lavei meu rosto, escovei muito bem meus dentes, passei fio dental, dei uns tapinhas de leve na cara pra dar uma aparência saudável, liguei a chapinha – sim, sim e sim – e passei ela pelo menos na minha franja e um pouco mais na frente, arrumando o cabelo pra ele ficar mais ou menos ao natural. Não tem essa de novela de você sempre acordar linda e poderosa! Eu sou normal e acordo com cara de fubá todo dia, necessito de ajuda externa pra ficar apresentável, ainda mais morando na casa do Tom. Coloquei a contra gosto minhas lentes de contato – sou míope – e finalmente achei que estava um pouco melhor, apesar da cara pálida e amassada. Ok, eu não sei fazer milagre. Saí do banheiro bocejando – eu realmente estava com sono – coloquei um blusão de moletom que estava no quarto e resolvi sair! Assim que coloquei o meu pé pra fora do quarto, ouvi uma risada absurdamente escandalosa que eu deduzi, só podia ser da Família JONES! A risada era fina, mas alta, então não era do Danny, mas de alguém que possuía o mesmo DNA...

- Olha ela aí! – Carrie sorriu assim que me viu, minha visão ainda estava embaçada, eu tinha acabado de acordar e minha lente não estava propriamente certa no meu olho. AI!
- E eu achando que era lenda, não acreditei quando o Dan me disse que estava de volta a Londres! – ok, a voz que eu sabia muito bem de quem era falou comigo, eu sorri na mesma hora.
- VIIIICKYYY!!! – eu berrei com toda força dos meus pulmões, corri pra descer logo as escadas e dei de cara com os braços abertos da melhor cunhada... opa, da melhor amiga de todos os tempos!
- Nossa, que saudades suas! Que saudades, que saudades! Eu podia ficar repetindo isso por várias horas ainda! – ela me apertava e chorava, eu apenas sorria e chorava junto. – Quando o Dan me disse que você tinha voltado eu não acreditei, eu nunca acredito em nada do que ele fala! – ela disse, rindo e todos gargalharam.
- Hey, eu tô aqui, sua idiota! – claro, Jones estava lá! Não olhei pra ele, apenas sorri pra Vicky já que o senhor Daniel Jones estava acompanhado da miss namorada da semana “Georgia”, afinal, o que ela tá fazendo aqui?
- Eu não sabia que vocês se conheciam tão bem assim. – a miss teve que abrir a boca, alguém explica pra ela que eu conheço essa família antes dela conseguir somar 2+2?
- A ? A é da família! – Vicky disse, e eu percebi que Georgia não gostou, não. Não adianta que ninguém nunca vai ocupar meu lugar. – Quando o Dan veio pra Londres morar com o Tom, a já existia, ela foi a primeira a ficar amiga do meu irmão, e lógico, eu adorei ela logo no primeiro dia que a vi! – Vicky me abraçou com ternura e eu jurava que ia chorar ali mesmo.
- É agora que eu fico com ciúmes, né? – Carrie estava levemente emburrada, e eu comecei a rir, não era apenas o Tom e o Dan que me amavam demais, Carrie e Vicky também. – Eu fiquei mais amiga da uns anos depois, mas eu também mereço meus créditos!
- Ah, amoooooooor. – eu fiz bico e fui até ela dar um abraço de urso. – Eu amo vocês todos como se fossem minha família, uma única família! Tanto que eu realmente penso em acrescentar no meu sobre nome Fletcher-Jones, assim fica uma coisa só!
- Por que o Fletcher tem que vir primeiro? – Danny perguntou, pela primeira vez eu olhei pra ele, merda de olhos azuis!
- Eu vim morar com eles primeiro, oras, eles são a minha primeira família! – respondi rindo, tentando esconder meu nervosismo, estar no mesmo ambiente que ele e Georgia não me faziam bem.
- E quando você casar com meu irmão, você vai ser Fletcher-Fletcher! Tira o Jones, se não vai fazer confusão! – Carrie soltou e eu não sabia onde enfiar a cara. Tom ficou vermelho, mas começou a rir, Vicky riu, Georgia fez cara de desdém e Danny ficou sério. Eu? Eu sorri, né!
- Ainda me lembro quando a falava que ia casar com o Danny, tadinha! O Dan nunca deu uma chance pra ela. – Vicky disse, alfinetando, eu conheço bem essa praga pra saber quando ela faz uma brincadeira com intenção de provocar.
- Eu fui sempre rejeitada pelo Danny, ainda bem que já superei isso! – eu disse, enrugando o nariz, mentindo pra mim mesma e pra todos naquela sala.
- Agora você tem algo melhor na sua vida. – Tom veio ao meu lado e me abraçou, assim que ele percebeu o certo clima estranho que havia se instalado na sala.
- Claro, eu já disse que vou casar com o Harry! – eu soltei, quebrando o gelo e todos começaram a rir, exceto Danny, que ainda mantinha os olhos fixos em mim, apesar de sua namorada estar enroscada no seu pescoço.

Fim da narração em 1º pessoa. –

Vicky foi embora com Danny e Georgia, prometendo para que iria aparecer mais tarde para conversar um pouco com a amiga. No fundo, sabia muito bem como seria essa conversa. Vicky sempre soube que amava Danny, e ela sempre soube também que seu irmão não era exatamente um príncipe da Disney. Se já é difícil pra escolher com qual dos dois seria melhor ela ficar, imagina agora quando as irmãs resolvem tomar partido? Se sogra já é uma coisa ruim, cunhadas conseguem ser bem piores.

- Tom, anda logo! Se esqueceu que meu estágio começa às 14h? – berrava no andar de baixo enquanto terminava de colocar sua bota.
- , você tem noção que já estamos no centro de Londres, a coisa mais fácil é achar uma faculdade aqui. – disse Tom, descendo as escadas meio correndo com um Marvin no colo.
- Bebê! – sorriu, indo até Tom e pegando Marvin, o gato ronronou de leve, abrindo e fechando os olhos com graciosidade. – Tom, Cambridge já me respondeu, eu estou com todos os papéis necessários para a transferência, mas eu preciso logo de uma faculdade!
- Ai, tá bom! Vamos logo, aproveitamos e almoçamos juntos e depois eu te deixo no estágio, pode ser? – Tom sorriu de leve e tirou aquela cara trancada que ela estava, abrindo um sorriso também.
- Ótimo, vamos logo. – Tom tirou Marvin do colo da menina e a puxou pelo braço, levando-a até a porta.

O dia em Londres estava, como sempre, absurdamente frio e congelante. se agarrou ao braço de Tom enquanto andavam pela cidade, mesmo com qualquer fotógrafo que podia aparecer por ali, eles não se importavam. Sabia que seria necessário muito mais que uma simples fofoca para abalar a carreira ou até mesmo a amizade dos dois. Durante mais ou menos uma hora, eles caminharam por grande parte do centro londrino, verificando cada faculdade que fosse compatível com o curso de . Finalmente acharam uma chamada “Stanton”, era uma faculdade de renome, ficava localizada em um perfeito lugar e muito próxima a Nothing Hill.

- A senhorita possui cidadania européia? – a atendente da Stanton perguntou para .
- Sim, senhora. – confirmou.
- Pois bem, traga seu passaporte e seus documentos pessoais para a faculdade amanhã pela manhã, quando o ato da matrícula for finalizado você pode começar a assistir as aulas.
- Ah, muito obrigada! – sorriu, aliviada.
- Não tem de quê, seja bem vinda a Stanton College University. – a atendente simpática e com o sotaque carregado estendeu a mão a , a cumprimentando pelo fato de ela ter se tornado mais uma aluna da universidade.

saiu do gabinete sorrindo como nunca, foi até o lado de fora onde havia um jardim. Avistou de longe um aglomerado de meninas, provavelmente estavam ao redor de Tom, riu com aquilo. se lembrava muito bem da primeira fã que havia abordado Tom na rua, do primeiro autógrafo, do primeiro salário... Era tão bom saber que todas essas primeiras sensações ela estava lá para presenciar tudo, para dividir com ele essa história. E depois de todos esses anos, ver Tom ser reconhecido como um grande músico, não apenas por todo Reino Unido, mas por todo o mundo, dava um orgulho muito grande. Um orgulho, um carinho, um amor... um amor que ela ia tentar de todas as formas transformar em um outro tipo de amor, o tipo que Tom Fletcher merecia.

- Que orgulho que eu tenho de você! – disse , quando Tom finalmente se desvencilhou das fãs.
- Posso saber por quê? – ele perguntou, brincalhão, parando na frente da amiga e balançando seu corpo pra frente e pra trás de forma infantil.
- Sabe, ao mesmo tempo em que eu vejo muito do Fletcher que eu conheci há muitos anos atrás, eu ao também vejo que ele foi embora. Eu tenho um músico, um artista reconhecido internacionalmente bem aqui na minha frente! Você não imagina como isso me deixa feliz – sorriu sinceramente, Tom sentiu que naquele momento ele podia explodir, ele adorava ser o motivo dos sorrisos de .
- Obrigado, . – ele disse, carinhosamente.
- Só preciso ainda me acostumar com esse bando de mulher ao seu redor, mas eu juro que um dia eu me acostumo. Não sou psicopata ou nada do tipo. – ela riu e Tom riu junto.
- Mas com nenhuma delas eu posso fazer uma coisa... Uma coisa que é só sua. – Tom disse, mordendo os lábios de leve e se inclinando pra frente, sorriu, o coração estava pulando em seu peito nesse momento.
- Sério, Fletcher? E o que seria? – ela perguntou, inocente.
- Isso... – Tom se aproximou de , encostando de leve os lábios nos dela.

No começo foi apenas um selinho que mal se dava para sentir, mas depois puxou Tom pelo pescoço e resolveu dar mais intensidade ao beijo. Tomado de surpresa, Tom riu e riu junto com ele, os dois se abraçaram e se mantiveram assim por alguns segundos, terminando o beijo e ficando apenas com os narizes roçando um no outro. Não sabiam se tinham sido flagrados, se essa foto ia estar em algum tablóide inglês no dia seguinte... Quer saber? Eles não estavam ligando a mínima para isso.

- Parece que quando isso acontece com você é tão... certo! – suspirou, agora andando de mãos dadas com Tom por Londres.
- Eu sei que vou me arrepender de fazer essa pergunta, mas... Por quê?
- Com o Danny não foi assim, se é isso que você quer saber. – sorriu, meio sem graça, e Tom apenas riu fraco. – Tom, não me peça para comparar vocês dois, é humanamente impossível!
- ! – Tom parou de andar e se pôs de frente para a menina. – Eu quero entender isso, quero entender o que se passa na sua cabeça, mas tenta ver meu lado! É difícil, pra mim, também ter que te dividir com ele, ter que saber que você ainda fica incomodada com ele, saber que vocês dois já ficaram!

apenas ouviu tudo, sabia muito bem que estava se comportando da pior maneira possível, ela não podia permanecer assim, mas era tão difícil. Era muito fácil não pensar em Danny quando estava com Tom, mas e as outras horas do dia quando ele não estivesse com ela? Ela se conhecia muito bem, sabia que era vulnerável, e sabia que Danny era da banda de Tom, que eles passavam muito tempo juntos. Como ela ia encarar os dois, os únicos dois homens no mundo que a completavam de um jeito tão diferente e tão igual? Como decidir entre Tom Fletcher e Danny Jones?

- O Danny transou com a Georgia. – Tom disse, meio do nada, fazendo arregalar os olhos e olhar pra ele na mesma hora, com uma expressão indecifrável.
- Ele... te... falou... isso? – gaguejava, Tom sabia que ela estava nervosa.
- Ele mandou ontem uma mensagem para o Dougie, a Georgia estava dormindo e eles tinham acabado de transar. – Tom disse isso com cuidado, acompanhado cada respiração que dava ao ouvir os nomes “Danny e Georgia” na mesma sentença.
- Eles são namorados, Tom, é claro que eles vão transar. – disse, como se aquilo não a incomodasse.
- Ele diz que te ama e transa com outra, e namora com outra. – Tom deu uma pausa e suspirou pesadamente. – O quanto mais você vai ter que sofrer pra perceber que o Danny não te ama como eu? Que eu tô praticamente em celibato esperando você me aceitar, esperando você dizer sim pra mim?
- Eu preciso me sentir segura, Tom. – respondeu com a voz embargada. – Eu não posso me comprometer a te fazer feliz, sendo que eu tenho dúvidas disso, me dá um tempo, por favor! Nós dois combinamos que não íamos fazer nada com pressa, eu não posso fazer nada com pressa!
- Você me ama? – ele perguntou, meio do nada, e se assustou com aquilo.
- O... quê?
- Você me ama?
- Que tipo de pergunta é essa, Tom? É óbvio que sim, é praticamente um insulto você perguntar isso depois de tanto tempo me conhecendo!
- ... – Tom riu do nervosismo dela. – Você não sabe como é bom ouvir você falando que me ama, enquanto você manter uma resposta afirmativa pra essa pergunta, enquanto você não tiver dúvidas do que sente por mim, eu não vou desistir de você e vou te esperar! Até eu ser o único na sua vida, até você ser a minha garota!

sorriu nervosamente com aquela resposta, quando ela achava que Tom ia desistir de tudo, ele vem e fala essas coisas fofas e espontâneas! Cada vez mais ficava difícil tomar uma decisão, por mais que não estivesse acontecendo nada de concreto entre ela e Danny, ela sabia que precisava colocar um ponto final, de verdade, agora.

- Eu preciso, eu preciso falar com o Danny. – ela soltou do nada, e Tom não entendeu de onde isso surgiu.
- Ok... eu acabo de me declarar de novo e você me diz que precisa falar com o Danny? – Tom pareceu ofendido.
- Preciso colocar um ponto final em qualquer tipo de sentimento que eu sinta pelo Danny, pra eu ser sua, pra eu ser completamente sua, Fletcher! – ela sorriu e ele sorriu aliviada. – Eu quero ser sua, Tom.

Tom sorriu, um sorriso que fazia muito tempo que ela não vira. Sem pensar duas vezes ele a pegou no colo, como se agora ele estivesse mais leve e ao mesmo tempo mais forte. se agarrou ao ombro de Tom e sorriu junto. Embora seu coração estivesse bem apertado, ela sabia que era a melhor coisa a ser feita no momento. Pra que esperar pelo Danny? Ele não estava fazendo nada que realmente merecesse o reconhecimento de . Resolveu seguir a razão, seguir os conselhos de Harry e Dougie... ela iria escutar qualquer um, qualquer um que não fosse seu coração, que pedia desesperadamente pra ela não tomar nenhuma decisão de forma precipitada.

Horas depois...

O dia se estendeu de forma devagar e tensa. Tom passou o dia todo no estúdio com os meninos, enquanto tentava se concentrar ao máximo no estágio. Seu primeiro trabalho for ter que desmentir para metade dos funcionários que estava namorando Tom Fletcher. Era até engraçado demais, por uma razão estranha, era respeitada por todos. O único que realmente sabia das verdadeiras coisas era Fabiano, seu único amigo por ali, tão amigo que ele fez questão de cuidar das matérias de Danny e Georgia, sabia que isso ia abalar muito a confiança de .
Quando finalmente deu 18h, arrumou suas coisas e se preparou para sair, estava com a cabeça cheia. Havia treinado seu discurso de ‘como terminar com Danny Jones’ mil vezes em frente ao espelho, mas nada parecia bom o suficiente. Respirou fundo e saiu da Heat meio às pressas, tropeçando em alguns degraus e se lembrando o quão JONES ela podia ser quando estava nervosa! Nossa, eles tinham tanto em comum, por que simplesmente eles não podiam ficar juntos? Por que ela não podia chegar em casa agora e ter Danny Jones na cozinha, preparando um delicioso jantar e tendo Bruce ao seu lado (fazer o quê? Ela gostava mais de cachorros do que gatos), ela queria que fosse Danny dizendo que ela seria dele, que aquele sorriso fosse apenas pra ela, que ele a amasse! Era isso, ela só queria ser amada por Danny, única e exclusivamente.
Com todos esses pensamentos na cabeça, ela ascendeu um cigarro enquanto esperava o táxi vir buscá-la. Fechou os olhos e deixou a nicotina entrar em seu corpo, em seus pulmões. Tragou o mais forte que conseguiu e soltou a fumaça como se nela estivesse todos os seus problemas. Escutou ao fundo uma buzina familiar, mas ela achou de novo que era apenas mais uma brincadeira de sua cabeça, mas a buzina começou a ficar mais perto e mais forte, até que um ‘HEY’ a fez despertar do seu transe momentâneo. abriu os olhos e viu Vicky dentro de um New Beatle amarelo, parado perfeitamente em frente ao portão principal da Heat. Embora tenha se segurado, não conseguiu não rir.

- O que você tá fazendo aqui, sua louca? – ela perguntou de forma descontraída, dando mais uma tragada no cigarro e o jogando para o lado.
- Você vai pra casa do Danny hoje, não vai? Então, resolvi te buscar e te dar uma carona. – Vicky de um sorriso tipicamente Jones, ok... ele era mesmo irresistível.
- Ok... – entrou no carro, jogando suas coisas e sua bolsa para o banco de trás e encarando Vicky nos olhos, os mesmos olhos azuis que ela tanto conhecia e que tanto tinha medo. – Vicky, desembucha, eu te conheço muito bem pra saber que você está escondendo alguma coisa de mim.
- . – Vicky ligou o carro e começou a andar, ainda de forma devagar. – Por que não está dando certo entre você e meu irmão?
- Ah! Eu sabia que você ia me fazer essa pergunta! – bufou.
- É óbvio que eu ia fazer! Ok, amiga, eu te amo, e mais cedo ou mais tarde eu ia baixar aqui em Londres pra falar com você, mas meu irmão me ligar de madrugada falando que você voltou, eu ter que aguentar meu irmão chorar e...
- O Danny... cho...rou?
- Chorou! – Vicky suspirou. – , você não faz idéia do que esse menino passou desde dois anos atrás! O quanto ele se lamenta por ter feito aquilo com você, o quanto ele se sente culpado...
- Por que ele simplesmente nunca foi atrás de mim? – alterou a voz um pouco, sentindo de novo as merdas das lágrimas aparecerem. – Vicky, dois anos! Dois anos e ele nunca apareceu, ele sabia muito bem que eu o amava, que eu era completamente apaixonada por ele. Se ele antes tinha medo de criar um clima estranho com o Tom, você não acha que hoje a situação está bem pior? Eu não posso ficar com nenhum dos dois! Pelo menos, antes eu não sabia que o Tom era apaixonado por mim, mas agora...
- , respira, por favor! – Vicky disse, parando num semáforo e olhando para . – Eu sei muito bem que vocês dois já conversaram e que ele te explicou porque ele te deixou aquele dia, mas tem muito mais que você precisa saber, e é pra isso que estou aqui.
- Pra confundir mais a minha cabeça? Sabe... eu acabei de dizer ‘sim’ pro Fletcher a algumas horas atrás. – disse, despreocupada.
- VOCÊ O QUÊ? , TÁ MALUCA? VOCÊ NÃO AMA O TOM, VOCÊ...
- VICKY, O TRÂNSITO! – berrou quando percebeu que vários carros começavam a buzinar, Vicky, no susto, acabou saindo correndo e cantando pneus, deixando mais irritada e ela mesma também. – Eu disse pro Tom que eu aceito dar uma chance pra ele, pra que vou ficar me machucando e esperando seu irmão se decidir? Meu amor, por favor, o Danny tá namorando! Você acha que isso é uma forma de mostrar que me ama?
- Você já conversou com o Danny sobre isso, sobre ficar com o Tom? – Vicky perguntou, respirando fundo e se concentrando no transito mais uma vez.
- Claro que não, eu só falei com o Dan hoje de tarde, apenas avisando que eu tinha que conversar com ele, mas nem comentei nada. – respondeu, mexendo de leve no maço de cigarro, ela estava nervosa e precisava do seu Malboro Light.
- Só vou pedir pra você tomar a decisão certa. O Tom é um amor de pessoa, eu o amo como se fosse meu irmão, e aposto com você também o ama... como se ele fosse seu irmão. , por favor... uma chance! Se realmente você conseguir olhar nos olhos do Dan e dizer que não o ama, que está disposta a ficar com o Tom, eu sei que ele vai entender, e eu também. Mas não tome nenhuma decisão sem antes falar com meu irmão. – Vicky respirou mais uma vez, como se fosse puxar todo o ar para dentro dos pulmões. – E, pelo amor de Deus, acenda dois cigarros, porque eu estou desesperadamente precisando de um!

deu uma risadinha de leve e ascendeu dois cigarros, dando um para Vicky. As duas deram uma grande tragada e soltaram a fumaça para fora do carro. Aquele carro estava ficando pequeno demais e sabia que podia explodir a qualquer momento. Deu uma olhada na hora e viu que sua noite ainda seria muito longa, era irônico pensar que desde que havia colocado os pés em Londres, nenhuma de suas noites havia sido tranquila, e os nomes Fletcher e Jones sempre estavam no meio. Vicky estava distraída, cantando uma música qualquer do Ramones que tocava no rádio, e por estar assim, não percebeu que havia pego o celular e mandava uma mensagem para Tom.

‘Estou com a Vicky, indo para a casa do Dan, não me espere acordada, porque hoje a noite vai ser longa, e não é no bom sentido. Te amo.’

Não deu tempo nem de fechar o flip do celular, pois logo em seguida já recebeu uma mensagem de Tom. Parecia que ele andava com esse celular preso ao corpo o dia inteiro.

‘Me ligue se precisar. Dougie e Frankie estão aqui em casa, então não vamos dormir tão cedo, se cuida, princesa. Amo você.’

sorriu de se imaginar com Tom e Dougie e Frankie em casa assistindo a qualquer coisa boba que passava na TV, em como seria bom essa vida. Pensou que poderia ter isso também com Danny, afinal eles eram todos amigos. A vida seria mais fácil se Dougie não tivesse aberto a boca logo no primeiro dia e falado que Tom a amava, ou então que Danny não a amasse e fosse bem fácil decidir com qual dos dois ela tinha que ficar. Mas desde quando a vida é simples assim?

- Chegamos, pequena! – Vicky disse, sorrindo, jogando o resto do cigarro no chão.
- Você não vai entrar? – terminou de tragar o seu e fez a mesma coisa.
- Não, essa é uma conversa que você precisa ter a sós com o meu irmão, eu vou dar uma volta com aquele projeto de miss e fingir que estou interessada na vida sem graça dela! – Vicky fez cara de tédio e riu alto.
- Você vai distrair a Georgia hoje? – disse, ainda rindo.
- BAZZINGA! – Vicky disse alto, e gargalhou.
- Ok, Sheldon, leve a Penny para um lugar bem longe hoje, eu vou pedir pro Dan deixar o celular desligado, vai ser bem mais fácil conversar com ele sem a miss interrompendo a cada cinco minutos. – disse, rindo, enquanto abria a porta do carro. – Vicky, obrigada por tudo, mesmo você me deixando mais confusa, eu... eu não sei o que faria sem você aqui.
- Eu sei disso, bobinha, eu sempre soube da sua queda pelo meu irmão, depois eu me entendo com a Carrie. A família Jones é mais foda que a Fletcher, fazer o quê?! – Vicky disse, meio rindo, e gargalhou, meio alto.
- Meu Deus, estou causando intriga entre as famílias! – a menina sorriu. – Depois a gente se fala Vi, e mais uma vez... obrigada.
- Não tem de quê, cunhadinha. – Vicky disse de propósito, e deu a língua pra ela.

Ela saiu do carro e foi andando até a porta, podendo perceber que seu coração ia parar de bater a qualquer momento. Sabia muito bem o que tinha que fazer, e estava segura que não importava o que Danny dissesse ou fizesse, ela ia manter sua decisão. Ela prometeu a Tom que seria dele, com isso em mente seria bem fácil controlar os hormônios quando Danny aparecesse na sua frente com aquele sorriso irresistível e aquele sotaque que a deixava maluca, e todo o conjunto Jones que ela conhecia muito bem.
ficou parada em frente à porta da casa de Danny, pensando ainda no que faria, quando foi tomada por um susto. Sem perceber, a porta já estava aberta e Danny estava ali, logo à sua frente. Por um instante, sentiu todo o ar sair de seus pulmões e todo o sangue sumir de seu rosto. Por Deus, por que ele tinha que ser tão lindo e tornar as coisas mais difíceis?
Danny estava simples, apenas com uma calça jeans clara, sem sapatos, uma blusa escura qualquer e seu casaco xadrez por cima. Os cabelos estavam irritantemente bagunçados e ele tinha o rosto cansado, tinha trabalhado com os meninos a tarde toda.
Embora também tivesse trabalhado a tarde toda e estivesse bem cansada, aos olhos de Danny, estava linda. Calça jeans escura, uma bota de couro marrom, um sobretudo caramelo que cobria seu uniforme informal da Heat. Os cabelos estavam bagunçados devido ao vento londrino e suas bochechas estavam levemente vermelhas por causa do vento frio. Danny e ficaram se encarando sem falar nada, apenas decorando cada detalhe do rosto do outro, cada segundo desse momento que podia ser um dos últimos.

- Quer entrar? – finalmente Danny abriu a boca para falar alguma coisa, quebrando aquele gelo.
- Claro. – respondeu, entrando.
- Quer que eu... te ajude a...
- Danny, por favor, sem cerimônias, ok! – riu, tirando o sobretudo e o pendurando atrás da porta. – Então...
- Então... – Danny riu baixo com o nervosismo da menina. – Você me ligou de tarde falando que precisava conversar comigo, acontece alguma coisa?
- Na verdade... – começou a dizer, andando em direção ao sofá da casa de Danny. Nossa, fazia tanto tempo que ela não pisava ali... – Na verdade, sua casa está bem mudada, Jones!
- Meu quarto continua o mesmo. – ele disse, não percebendo o duplo sentido em sua frase, só se deu conta quando riu baixo. – Digo... er... continua com vários posters colados na parede. – ele riu fraco.
- Certas coisas nunca mudam. – ela disse, sorrindo pra ele, se lembrando de quando ela chegou de viagem e viu nele alguns chupões no pescoço. As coisas com Danny nunca mudam.
- É, acho que não. – ele riu, olhando para baixo. – Quer beber alguma coisa?
- Tem vodka? Eu realmente vou precisar de uma dose!
- Nossa, o que você tem pra falar vai ser tão grave assim? – ele riu de forma nervosa enquanto se levantava e ia até o pequeno bar que ele possuía na própria sala.
- Na verdade, a vodka é pra criar coragem. – disse, se levantando e seguindo Danny. – O que eu tenho pra falar é algo meio óbvio.
- Hm. – foi o que Danny murmurou enquanto pegava uma garrafa de Absolut.
Os dois permaneceram em silêncio por alguns segundos, segundos que pareciam não ter fim nunca. tomou de uma só vez a dose de vodka que Danny havia colocado pra ela em um pequeno copo, Danny fez o mesmo. Ela podia sentir claramente os olhos do rapaz pousados sobre ela o tempo todo, e isso apenas a deixava mais nervosa. Danny queria mais do que nunca saber o motivo de ela estar ali, alguma coisa em seu peito lhe dizia que não era boa coisa, talvez embebedá-la fosse muito melhor... ou não. Dizem que os bêbados falam sempre as verdades que não se tem coragem de falar quando se está sóbrio, será que Danny estava pronto para ouvir algumas verdades?

- Você a ama? – perguntou de supetão, Danny não estava esperando por isso e demorou um certo tempo para processar a pergunta.
- Amo...?
- Georgia. Você a ama? – ela perguntou de novo, falar o nome dela arranhava sua garganta.
- ... por favor... – Dan passou as mãos de forma nervosa nos cabelos enchendo o copo com mais uma dose. – Pra que você quer saber isso?
- Eu preciso saber se eu tomei a decisão certa, Dan, e sua resposta vai me ajudar muito. – ela disse, olhando pela primeira vez na noite nos olhos dele.
- Que decisão, ? Do que... do que você...
- Apenas me responda, você a ama? Digo, você consegue se imaginar ao lado dela durante todos os dias de sua vida, acordar ao lado da Georgia pra sempre? Chamá-la de sua? – aquelas palavras estavam saindo de forma dolorida, mas se fosse pra acabar logo com qualquer resquício de sentimento que ainda havia ali, era preferível falar tudo de uma só vez.
- , eu... – Danny suspirou, ele nunca havia pensado nisso antes, mas agora, ali, olhando de perto, ele teve certeza de uma coisa: não era com Georgia que ele queria passar o resto dos seus dias. – Não.
- Eu sab... quê? – se assustou com a resposta.
- Eu não a amo, , e você sabe muito bem disso. Eu só amei uma pessoa hoje na minha vida inteira, eu só desejei que uma mulher acordasse ao meu lado. E essa pessoa está parada na minha frente no momento, me forçando a pensar em um futuro que talvez eu nunca tenha, que não me pertence. – Danny estava sério, a vodka havia perdido o gosto, e por um instante ele se sentiu absurdamente vulnerável àquela menina, àquela única menina que ele queria chamar de minha.
- Você... você...
- Eu te amo, . Eu sempre, em toda minha vida, te amei, mas acho que isso não é surpresa pra você. – ele disse, meio irônico. – Pra que eu ia continuar amando alguém que nunca poderia ser minha? Você sempre foi do Tom e eu...
- Danny, nós já tivemos essa conversa antes. – de repente se viu de novo naquela noite, na noite em que Dan havia confessado porque ele a abandonou em São Paulo, era a vez de ela se sentir vulnerável.
- Eu sei que nós já tivemos essa conversa. – ele suspirou pesadamente, pensando muito bem no que ele devia falar a seguir. – , o que você quer?
- Por que você nunca lutou por mim? – ela perguntou, fraca, fraca pelo efeito que isso a causava.
- Eu tive que escolher entre ficar com você e perder meu melhor amigo. – Dan respondeu sincero, saindo de trás do bar e indo ficar ao lado de , esse tipo de proximidade causavam nos dois sérios arrepios. – Me desculpa, talvez eu tenha tomado a decisão errada...
- Não, não, de maneira nenhuma. – ela se apressou a dizer, olhando para qualquer lugar na sala que não fosse os olhos de Daniel. – Eu só queria que as coisas fossem mais fáceis para nós dois. – ela disse baixo, mais para ela do que para Danny.
- , do que... do que você tá falando? – de repente Dan sentiu que todo o sangue de seu rosto havia sumido, por que ele estava ainda com esse pressentimento ruim?
- Você teve que escolher entre ficar com seu melhor amigo ou comigo, eu... eu tenho que escolher entre o meu melhor amigo e aquele que eu amo. – ela mais uma vez olhou pra Dan, e ele estava perigosamente mais próximo. – E eu tomei minha decisão.
- , você... você me am... – Dan ia continuar a pergunta, tomado de repente por uma fraca onda de felicidade.
- E eu escolhi – ela disse, atropelando a fala de Danny – ficar com meu melhor amigo, que eu também amo. – terminou a frase com os olhos marejados e a voz embargada, era tão difícil deixar de ser dependente de Danny.
- Não! Não me diz... você não... você não fez... não comigo! Não agora, não..., por favor... – Danny ia se afastando aos poucos, a lucidez tomava conta de seu corpo e ele sabia que podia cair a qualquer momento.

Era muito mais fácil ele manter a utopia de que ia ficar com Tom, mas seria difícil lidar com isso quando esse pior pesadelo se tornasse realidade. Em poucos segundos, Danny se imaginou no mesmo lugar que os dois, os dois apaixonados, não estava completamente feliz. Faltava algo, Tom podia ser a melhor pessoa para ela, mas não era quem ela realmente amava.
Danny pensou em como teria sido se anos antes tivesse se declarado, brigado com Tom, talvez essa situação não estivesse acontecendo, Tom podia muito bem ter superado, afinal ele sempre quis a felicidade de . Mas agora tudo estava perdido, mais uma vez, e estava a ponto de confirmar suas suspeitas, de tornar real a assombração que lhe assustava todos os dias, ela escolheu Fletcher, e não ele.

- Eu aceitei dar uma chance ao Tom. Eu e ele... vamos ficar... juntos.

Juntos. Juntos. Juntos! Juntos? Essa palavra ficou ecoando na cabeça de Danny por um bom tempo, o fantasma criou corpo e agora estava ali. Danny sentiu todo o peso do seu corpo o puxar pra baixo nesse instante e ele cair no sofá com as mãos sobre a cabeça encarando o nada. Nada... porque era isso o que sua vida seria agora.
apenas o ficou observando enquanto guardava os soluços para si mesma, sua garganta doía, mas o seu coração doía muito mais. Foi então que ela viu algo que ela sabia que nunca mais ia esquecer. Ela viu uma lágrima, uma lágrima correndo no rosto de Danny. Ele chorava, e a culpa era dela.

- Danny... Dan, por favor... – foi até ele, praticamente suplicando, doía mais do que podia se imaginar vê-lo naquela maneira.
- Fica comigo! – ele disse, firme, com os olhos levemente vermelhos, a voz fraca e rouca, mas firme. – Eu sei que sou um idiota, que eu não sou obviamente o melhor pra você, mas por você eu melhoro! Eu largo a Georgia, eu não a amo! Eu amo você, eu te amo, ! – Danny segurou firme o rosto de em suas mãos, já que a menina estava ajoelhada, de frente pra ele.
- Dan, pára com isso... não... não complica mais essa situação! – ela pedia como se fosse uma suplica, mordendo os lábios freneticamente em sinal de nervosismo.
- Eu não quero ser o loser de “obviously”. Quando eu escrevi aquela música, você estava encantada com aquela porra de marinheiro viado que veio pra cá, você era uma criança! Me comparando com ele, eu realmente não era bom o bastante e não tinha chances com você, mas... com o Tom! , pelo amor de Deus, você não o ama, não o ama como me ama! – Dan disse, se confundindo nas palavras, mas tentando ser o mais claro possível.
- Daniel, pára! – ela respondeu, chorosa. – Eu já tomei minha decisão! – tentou parecer firme, mas sua voz trêmula mostrava o oposto.
- Eu não posso perder você! – Dan disse sério e com a voz firme.

E antes mesmo de poder responder alguma coisa, antes dela poder se lembrar como respirar, como dar ar aos seus pulmões... Danny a beijou.


<Capítulo 06

No começo, tentou resistir a tentação e manter os lábios fechados, mas Danny a beijava com tanto desejo e fúria que manter os lábios fechados estava ficando altamente desconfortável. Abri-los era questão de tempo, e foi isso o que fez. Aos poucos o beijo foi tomando forma e ficando mais intenso, os lábios que antes se moviam de forma mais apressada, agora estavam calmos; as línguas se tocavam delicadamente e o gosto salgado das lágrimas de Dan se misturavam com o doce dos lábios e do gloss de . A menina foi erguendo o corpo devagar, enquanto Danny deslizava as mãos para seus cabelos, sentindo a ponta dos seus dedos formigarem por fazer isso, esse simples toque lhe dava uma certa nostalgia e ao mesmo tempo saudade... Como ele pôde ficar tanto tempo sem ela? soltou um gemido durante o beijo, como se estivesse segurando o choro ou algum sentimento que estava guardado por muito tempo, esse foi o momento em que uma luz se acendeu na cabeça de Danny e ele foi diminuindo o beijo aos poucos, até se tornar vários selinhos distribuídos nos lábios e no rosto da menina à sua frente.

- Eu não posso perder você! – Dan disse mais uma vez naquela noite, com mais certeza do que nunca. O gosto do beijo ainda estava vivo em seus lábios e mais ainda em sua lembrança.
- Você já me perdeu! Naquela noite... – disse com dificuldade, pois sua cabeça ainda estava em um turbilhão de emoções, assim como seu coração.
- Não! Não me diz isso, você sabe que isso não é verdade, se você achasse mesmo que nós dois não teríamos ainda uma chance, você não estaria aqui agora, você não teria me beijado da forma que você me beijou!

se afastou subitamente de Daniel. Ela o encarou talvez pela primeira vez naquela noite, como ele podia ter tanta certeza agora? Ela estava em Londres por um bom tempo, por que só agora ele estava falando tudo isso? Ela sabia muito bem que só damos valor a alguma coisa quando a perdemos, e Danny estava sendo um exemplo vivo disso, ele finalmente a estava dando valor, porém só agora... Agora quando ele não podia mais tê-la.

- Eu queria ter apenas uma certeza, Danny, e agora eu já tenho – ela disse, se levantando do chão e dando passos para trás, querendo claramente ir embora.
- O quê? – Dan perguntou, fungando um pouco e se levantando também.
- Eu não... Não te quero – a menina disse, talvez mentindo um pouco para si mesma, mas sabia que, em partes, aquilo era verdade.
- Como? – Dan fez uma careta de quem não havia entendido direito e se levantou do sofá por impulso.
- Eu não quero mais te amar, eu não posso viver com isso! Você teve pelo menos três anos para ir atrás de mim, mas ao invés disso, você preferiu dormir com todos os DNA’s do Reino Unido! Eu estou aqui há um bom tempo e só agora que eu disse SIM ao Fletcher, você resolve falar que me quer, sendo que você está namorando! Namorando, Daniel!
- , eu... Eu não podia falar antes! Eu não podia trair a confiança do Tom...
- Seja homem uma vez na vida, Daniel Jones! Por acaso o Tom está traindo a sua confiança por ficar comigo? Ele sabe do que eu sinto por você e do que você sente por mim, mas mesmo assim ele se prontificou a ficar comigo, e sabe por quê? Porque ele me ama, porque ele realmente me ama!
- E você acha que eu não te amo? Você acha que não foi nada difícil para mim ficar longe de você esse tempo todo?
- Ah, deve ter sido, Daniel – começou a ser sarcástica, o que deixou Daniel visivelmente irritado – Eu sei que você sofreu, como deve ter sido difícil dormir com as mais belas mulheres da Inglaterra, transar com a Georgia ontem e me beijar hoje... Nossa, Daniel! Eu me coloco no seu lugar, como deve ser DIFÍCIL para você ficar sem mim.
- Você não sabe das coisas, você não sabe o que está falando! – Daniel disse mais sério agora, de repente, ele se sentiu que suas fraquezas estavam expostas, ele não gostou de se sentir assim.
- Eu sei, Dan, eu sei que você não passou nenhum dia sem mulher, que por mais que você fale que me ama e que sentiu minha falta, eu não acredito! Você tem o cheiro de todas as mulheres possíveis no seu corpo, nos seus lábios, na sua boca, seu beijo não tem o mesmo gosto de antes...
- E o Tom? Você acha que ele foi santo esse tempo todo? Que ele nunca se envolveu com ninguém? Que ele simplesmente entrou em celibato por você?
- Eu sei, eu sei de tudo isso, Daniel. Ele me contou, eu sei que ele namorou por um bom tempo, mas pelo menos ele não foi um galinha que saiu ficando com tudo o que ele via pela frente.
- Que tipo... Que tipo de julgamento você tem sobre mim? O que você acha que eu sou, ? – Daniel tinha dado passos suficientes para ficar de frente com , olhando sério em seus olhos, por mais que ele estivesse se sentindo exposto agora, ele precisava dessa certeza. Ela era a única que tinha o dom de lhe falar a verdade sem fazer seu coração doer.
- Eu acho você um homem maravilhoso – começou a dizer, depois de passar severos minutos pensando nas palavras certas, dessa vez a emoção estava controlada, não era seu coração que falava e sim sua razão – Você é lindo, extremamente talentoso e eu nunca, nunca sentiria vergonha de você. Você é inteligente, é uma das pessoas mais gentis que eu conheço e mais carinhosa também. Mas – levantou o dedo em direção a Dan, pedindo que ele gentilmente ficasse quieto enquanto ela terminasse de falar – Falta em mim a principal peça para esse relacionamento dar certo, eu não tenho confiança em você. Eu não sei se você poderia me fazer feliz, eu não confio em dormir na mesma cama que você e pensar que você pode na noite seguinte dormir com outra garota. Eu acredito que você me ama, Dan, só não consigo confiar no seu amor.

disse tudo isso e por um momento se sentiu mais leve, como se finalmente tirasse um peso de suas costas. Daniel escutou tudo de forma cautelosa, mas parecia que cada palavra era uma facada em seu coração, uma pequena facada que ia aumentando um pouco sua ferida, que ainda não tinha sido curada. Então, era esse o problema; o problema não era a falta de amor e sim algo muito pior... Confiança.

- Uma vez você me disse... – Dan começou a dizer, se forçando ainda para se manter em pé e manter sua voz firme, embora sua garganta estivesse quase travada e bem seca – Que quando uma pessoa perde sua confiança, é difícil ganhar novamente, ou praticamente impossível.
- Dan... – riu sem humor – Eu tinha 13 anos e você tinha prometido que ia comigo no baile da escola.
- E eu não fui – ele respondeu rindo com um certo desdém, desdém dele próprio.
- Não, você não foi – ela respondeu sorrindo sem graça – Eu fui com o Tom, ele nem ia ao baile, mas quando ele me viu de vestido e chorando porque você ainda não tinha aparecido, ele sentiu uma certa pena de mim. Foi a primeira vez que alguém foi a um baile de All Star.
- Fletcher foi ao baile de All Star? – Daniel riu agora mais natural.
- Na verdade... Fui eu – sorriu de leve – Eu estava de vestido lilás, rabo de cavalo preso ao alto e all star branco. Ridícula, no mínimo, mas...
- Você devia estar linda! – Dan disse sincero e sentiu suas bochechas corarem um pouco – Onde... Onde eu estava?
- Você saiu aquela noite com a Camilla Biaggi. – disse revirando os olhos – Como sempre alguma outra menina foi sempre mais importante do que eu.
- Não fala assim – Daniel suspirou – Eu seria um puta sortudo se fosse no baile com você, , mas era tão mais fácil fugir da responsabilidade! Você não sabe como as pessoas te olham, você é linda demais! Você é rara demais, tem que ser muito homem para ficar ao seu lado, para ter você para a vida inteira.
- E você acha que não é homem suficiente para isso?- perguntou, meio insegura.
- Eu nunca fui homem o bastante para você, e agora que eu me sinto pronto você não me dá uma chance.
- Agora eu sou demais para você, Dan, você não daria conta do recado. Eu mudei muito de uns anos pra cá, o Kama Sutra mudou minha vida! – disse meio rindo e Dan riu junto.
- Eu adoraria ver isso, digo, ver essa nova .
- Seu tempo passou... Desculpa. – mordeu os lábios insegura, era sempre estranho demais conversar com Danny. Em um momento os nervos dos dois estavam a flor da pele, e no segundo seguinte eles estavam se tratando como dois amigos que ficam tirando um com a cara do outro.
- Como... Ele... É? – Daniel perguntou de forma insegura e trêmula, no instante em que as palavras pularam de sua boca ele se arrependeu amargamente.
- Dan... – suspirou pesarosamente.
- Vocês dois já...?
- Não. – respondeu rapidamente, ela sabia muito bem qual era o término daquela pergunta – Não que seja da sua conta, mas nós ainda não fizemos nada, fazem dias que nos beijamos pela primeira vez, Dan, não deu nem tempo de pensar em fazer algo.
- Tenho certeza que o Fletcher pensou, na verdade, ele pensa nisso desde a primeira vez que te viu de biquíni. – Dan cruzou os braços na altura do peitoral e riu de forma irritantemente linda e sarcástica.
- Tenho medo de imaginar as coisas que você pensa ou pensou sobre mim – ela sorriu tão irritante quanto ele.
- Melhor guardar para mim mesmo, pelo menos isso é algo que ninguém pode tirar de mim, é meu tesouro precioso. – Dan agora fazia uma cara meio tarada, como se estivesse se lembrando de algo que só ele tinha visto... O que não deixava de ser verdade.
- Pena que não posso dizer o mesmo de você, Dan – sorriu – O que eu vi, todas as fêmeas desse continente já viram também, e mais vezes do que eu!
- Você sempre tem que fazer um comentário pejorativo, não é? – Dan disse virando os olhos e gargalhou.
- O sarcasmo é a minha arma secreta, Dan, só assim para eu realmente te aguentar! Você deve saber como é difícil para eu estar aqui hoje, na posição que estou.
- Eu sei, eu sei sim. - ele disse, balançando a cabeça afirmativamente – Não posso negar que me dá um certo alívio saber que vocês dois ainda não chegaram ao finalmente.
- Hm... Se você pensa assim! – deu de ombros – Confesso que me dá uma alívio saber que depois que você transa com sua namorada, ela dorme e se esquece de você, tenho certeza que você pensa em mim nessa hora. Ou pelo menos faz esforço para não se lembrar de mim – disse, com um sorriso de soslaio nos lábios.
- Como que você... – Dan ficou surpreso, por essa ele realmente não estava esperando.
- Dan, você tem os mesmos amigos que eu, cuidado com as mensagens que você anda mandando por aí. – piscou sapeca e Dan sentiu um forte incomodo no peito, ele estava mais vulnerável ainda, mais exposto ainda. Não era confortável, a situação toda estava literalmente too close for comfort.
- Vou pensar nisso na próxima vez... – ele respondeu meio sem graça.

Houve um pequeno silêncio constrangedor entre os dois, provavelmente a conversa já estava chegando ao seu final, mas parecia que nenhum dos dois queria realmente terminá-la. Daniel tinha a impressão de que, no momento em que ele visse passar por aquela porta, ele finalmente teria a perdido para sempre, e essa sensação não era algo tão agradável. Por mais que ele tivesse conversado com Tom alguns dias atrás, que ele mesmo disse que se fosse perder para algum outro cara, que ele preferia que fosse para Tom, ver agora esse pesadelo se tornando realidade não era legal e nada agradável.

- Bom... – começou a falar de forma pesada e arrastada – Acho que tudo o que eu precisava falar, já falei, está ficando tarde e daqui a pouco o Tom me liga perguntando onde eu estou.
- Ele realmente é tão inseguro assim? – Dan perguntou, cruzando os braços e olhando pra com os olhos semi cerrados.
- Ele é preocupado, o que é bem diferente – sorriu, era engraçado provocar Daniel desse jeito, ela nunca esteve nesta posição antes – Danny, eu espero que nada mude entre nós, muito menos entre você e o Tom.
- Nada vai mudar, , não sou tão infantil assim – ele respondeu sério.
- Obrigada! Isso vale muito, por mim e pelo Tom – sorriu de leve – Eu vou indo nessa, realmente está tarde.
- Quer que eu te leve? – Daniel se prontificou a passar qualquer minuto a mais com , considerando a situação em que ele se encontrava, isso seria um benefício único.
- Não precisa, Daniel – pegou sua bolsa que estava em cima do sofá e foi andando em direção à porta – Eu ainda conheço Londres como a palma da minha mão, não tem como me perder nesta cidade.
- Mas vai que acontece alguma coisa com você, Londres mudou muito desde...
- Se acontecer algo, eu ligo para o meu namorado e ele me busca, Dan! – falou meio rindo, vendo a cara de desgosto que de repente Daniel tinha feito.
- Eu vou mesmo ter que me acostumar com isso, certo? – Dan caminhou e abriu a porta para , dando espaço para ela passar e encostando-se ao batente da porta, olhando diretamente para ela.
- Vai, Dan! – riu – Eu pelo menos não tenho que me acostumar com a Georgia, afinal, ela não é nada diferente das outras loiras que você já namorou! – ela disse sarcasticamente e Dan não riu nem esboçou nenhuma reação – Vou indo nessa, a gente se fala amanhã.
- Ok! – Dan desceu na calçada, ficando de frente com – Posso só fazer uma coisa, antes de deixar você sair por completo da minha vida?
- E isso seria...?

não teve tempo de completar a sua frase, no momento seguinte ela sentiu os lábios de Danny pousarem de leve nos seus. Danny não a abraçou e muito menos aprofundou o beijo, simplesmente deixou seus lábios encostados aos da menina de forma carinhosa, como se quisesse guardar esse momento para sempre. Sentiu seu perfume mais uma vez, seus lábios doces mais uma vez e pensou como iria viver sem isso! Era bem mais fácil quando ela estava longe, mas agora a vendo todos os dias, resistir a todos os seus atributos seria algo bem mais complicado.

- Eu te amo! – ele disse uma última vez – Isso não vai mudar sua decisão, mas eu achei que você realmente precisava saber disso. – ele falou calmo, passando as mãos de leve pelo cabelo de .
- Eu não vou esquecer, Dan. – disse meio séria – Eu só quero... Aprender a acreditar nesse amor.
- , por favor...
- Tchau! – ela disse, por fim virando de costas e caminhando na direção oposta da casa de Dan, colocando por fim um ponto final, ou um ponto e vírgula nesse assunto.


Algumas semanas depois...



- , você tem noção do quanto de DDI você está gastando comigo essa semana?
- Não é minha culpa se você está em todos os sites de fofoca possível! Eu estou cuidando do seu twitter essa semana e estou morrendo de medo das coisas que essas meninas têm falado ao seu respeito!
- Eu nem tenho entrado no meu twitter, amiga, eu vejo pelo do Tom! Eu não sabia que eu tinha tanto defeito! – riu alto – Essas meninas falam desde a minha bunda até minha sobrancelha!
- Amiga, segundo essas fãs, você é uma baranga! riu e riu junto – Agora vamos ao assunto importante, como anda essa vida de namorar um McFLY?
- , o Tom é meu melhor amigo! Eu o conheço antes de ele virar um McFLY.
- Ok... respirou fundo – E como anda então sua intimidade com o seu melhor amigo?
- IANA! – berrou e começou a rir – Eu não acredito que você está me fazendo essa pergunta!
- Ok, vocês dois ainda não passaram das preliminares, acertei?
- Ai, ... – riu nervosa – Às vezes eu odeio você! Como que você me conhece tanto assim?
- A-HÁ! EU SABIA! riu alto – Como que você me namora o cara mais gato do Reino Unido e até hoje não foi para cama com ele? Tem noção de como eu daria tudo para deslizar minhas mãos por aquela estrela super sexy e...
- Você lembra que está falando do meu namorado, não lembra? – riu mais alto ainda.
- Eu estou tentando te excitar, amiga, de uma boa maneira! Deixar você com vontade de pegar aquele homem, jogar ele na cama, rasgar a roupa dele e NOSSA, que calor! riu e começou a gargalhar do outro lado da linha.
- Você daria uma ótima consultora sexual! – disse, brincando – Mas, no fundo, você está certa! Sei lá, esse papo de intimidade com o Tom sempre me deixa meio sem jeito. Nós dois temos uma puta química, eu amo os beijos dele, mas sei lá, ...
- , estava um pouco mais séria agora – você não está com medo de comparar ele com o Danny, está?
- NÃO! , pelo amor de Deus, não tem como comparar um com o outro! – respondeu logo de imediato – Amiga, sexo com o Tom vai ser algo sério! Eu sei que no dia que isso acontecer, vai ser um grande passo, vai ser assim...
- , pára de enrolar! a cortou – Com o Dan você nem pensou duas vezes, quer fazer o favor de parar de enrolar o Fletcher e fazer o menino feliz? Enquanto você fica aí, cheia de frescuras, o Danny está dando todo dia para a namorada dele!
- Tem mesmo que falar isso?
- Tenho! Para ver se você acorda! Falta de sexo geralmente deixa as pessoas meio doidas, viu! disse num tom de humor para ver se quebrava um pouco do clima pesado.
- Eu sei! – riu sem humor – Amiga, eu quero você aqui!
- Epa! Ok, amor, o Fletcher pode não estar cooperando muito, mas você ainda sabe que eu prefiro homens! Por você eu até penso em mudar minha opção sexual, mas realmente em último caso! de uma gargalhada que fez com que gargalhasse junto.
- Sabe, eu amo esse seu jeito idiota! – riu junto – Você nem imagina como me faz falta, como eu preciso de você por aqui!
- Eu sei, , eu pretendo ir o mais rápido possível, mas preciso de mais grana! Eu quero ir tranquila, sabe, e não dar trabalho para ninguém! Você está morando com o Tom, eu não tenho onde ficar!
- Coração, você sabe que o Tom não se importa em lhe emprestar o apartamento, eu mesma já perguntei isso pra ele e ele não se opôs!
- Mas meu orgulho fala mais alto, , eu vou na hora certa! Você aguenta mais um tempo sem mim! Ocupe seu tempo vago com sexo com seu namorado!
- E você ocupe seu tempo vago trabalhando mais e conseguindo logo mais dinheiro, o mais rápido possível! – completou, rindo mais um pouco – Preciso desligar, daqui a pouco sua mãe vai te proibir de me ligar!
- Minha mãe te adora! Ela também morre de saudades suas! Mas eu preciso voltar para os estudos! Qualquer coisa me liga, sua vaca, começa a gastar o dinheiro do seu McGuy!
- Ah, eu vou! – riu – Eu te amo. Se cuida, amiga! E obrigada por tudo.
- Eu te amo mais, não faça besteiras! Cuida-se, bebê!

desligou o telefone ainda sorrindo, fazia tanto tempo que não conversava com que havia se esquecido o quanto lhe fazia bem sua melhor amiga, e, na verdade, como ela conseguia lhe dizer todas essas verdades sem muita enrolação. Na verdade, o que estava esperando para ter sua primeira vez com Tom? O que tinha que esperar? Por mais que em partes seu coração estivesse gritando e falando que isso seria errado porque ela estaria traindo a si mesma, a sua outra parte mais racional dizia que tudo estava certo! Era Tom, o seu Thomas! Aquele pelo qual ela estava apaixonada (ou pelo menos estava tentando ficar), aquele que era fofo, que fazia tudo por ela! Ele não era um Daniel, ele não ia abandoná-la de manhã e ele não ia trocá-la por uma miss com a altura de um poste! Não, esse não era o seu Tom. Pensou um pouco consigo mesma, ela não tinha mais motivos para enrolar, e se não tinha mais motivos ou desculpas... Hoje seria a grande noite.

Enquanto isso, em alguma parte perdida de Londres, quatro amigos discutiam o que fariam no fim de semana. Tom e Danny estavam se dando bem, mas era quase impossível Dan não entortar o nariz quando escutava Tom conversando com ou falando dela no tempo livre. Seu pseudo-namoro com a Georgia estava cômodo, sem mais nada a acrescentar. Ele não se sentia atraído por ela o suficiente para dizer que a amava ou que não conseguia ficar sem ela, ou que precisava beijar seus lábios para se sentir vivo, simplesmente quando tinha que demonstrar algum tipo de carinho ele não o fazia, era praticamente nulo e inexistente qualquer tipo de sentimento. Existia tesão, desejo carnal, mas nada que uma noite de bom sexo não resolvesse; a sensação de vazio aparecia de novo no dia seguinte. E era aí que ele invejava Tom, invejava Tom por ficar sem sexo, mas ter a menina mais linda ao seu lado, por conversar horas sobre assuntos banais, por fazer guerra de pipoca na sala, por ver ela vestir sua camiseta preferida e atender seus melhores amigos daquele jeito em um domingo de manhã. Tom era um puta sortudo, e o pior de tudo, ele sabia muito bem disso. As chances de Danny de ser feliz dessa maneira, cada dia que passavam, iam se minguando, ainda mais quando a fonte de sua felicidade utópica estava agora namorando o seu melhor amigo.

- Quais os planos para hoje? - perguntou um Harry visivelmente irritado com a falta do que fazer em um dia como aquele.
- Preciso buscar a na Heat mais tarde, mas depois estamos livres, digo, ela não me ligou nem nada até agora, então... – Tom deu de ombros, enquanto guardava sua guitarra no seu case.
- Ah, vai esperar a patroa ligar? Cara, desde que vocês começaram a namorar, vocês estão passando muito tempo grudados, eu estava a fim de um programa de macho hoje! – brincou Dougie, fazendo cara de durão, os amigos riram.
- E o nosso programa de “macho” seria qual? – perguntou Danny, fazendo aspas com as mãos enquanto ainda ria da cara do amigo.
- Ficar na casa do Tom, beber cerveja e jogar vídeo games! Sem as patroas!
- Ah, nisso eu concordo! Nenhuma das meninas curte mesmo vídeo game! – disse Harry olhando diretamente para Dougie e Danny – Mas a não se importa, na verdade, ela é a melhor jogadora entre nós quatro!
- Que é isso, baterista? Tá chamando a gente de frouxo? – perguntou Tom, rindo, e dando um pequeno pedala no amigo.
- Não falei nada disso, Fletcher! – riu Harry – Mas ah, somos frouxos perto daquela tampinha!
- Fechado! Programa de macho hoje no apartamento do Tom, a pode ir, mas SÓ ela! – disse Dougie – Eu me entendo com a Frankie depois, se bem que eu tenho certeza que ela vai arranjar alguma coisa para fazer hoje.
- Nem preciso falar com a Georgia, ela não vai se importar mesmo – foi a vez de Danny dar de ombros, falar ou não com a Georgia não estava fazendo diferença no momento.
- Eita... – Harry franziu o cenho – Tá tudo bem entre vocês dois?
- Tá, está sim! Tipo, não estamos juntos seriamente nem nada do tipo, então não preciso ficar falando para ela o que vou fazer ou quem vou fazer! – respondeu Danny.
- Nem quando isso inclui um programa com a no meio? – perguntou Dougie, na mesma hora Tom e Danny olharam sérios um para o outro – Ah, fala sério Danny, não somos idiotas não! A gente sabe que você...
- Não, não sabem! – ele cortou – E quer saber, a agora está namorando não está? Então, ela está namorando com nosso amigo aqui e ele a está fazendo muito feliz. Não tem porque a Georgia estar noiada com alguma coisa. Eu não sou o namorado dela, eu não estou apaixonado pela , eu estou muito bem desacompanhado e na presença dos meus melhores amigos, fechado?
- Fechado! – disseram Tom, Harry e Dougie depois desse pequeno surto do Jones.
- Caras, eu não quero mais falar sobre isso.
- Sem problemas, Dan – disse Tom – Eu só acho que... Opa! – ele colocou a mão dentro do bolso da calça e tirou o celular que estava tocando – É a , esperem aí.

Tom saiu de lado para falar com a , mas deu muito bem para perceber como ele atendeu ao telefone, alguma coisa meio “oi minha princesa”, isso não passou despercebido nos meninos, e muito menos para Danny. Na mesma hora, Dan soltou um suspiro e passou as mãos de forma pesarosa nos cabelos, como se estivesse querendo tirar de dentro de sua mente qualquer tipo de pensamento ruim ou inapropriado. Harry percebeu isso e tratou de fazer um comentário:

- Você pode se enganar, você pode enganar o Fletcher, mas a mim você nunca vai enganar, senhor Jones! – disse o amigo, dando um tapa de leve em suas costas e soltando uma risada anasalada.
- Do que você está falando? – perguntou Dan, desconfiado.
- Você ainda ama aquela pequena e isso é muito claro. Mas muito nobre de sua parte não deixar isso claro para o Tom, você sabe que ele fica inseguro demais só de pensar em perder a para você.
- Eu... Harry...
- Não fala nada, cara.
- Obrigado! – Dan disse dando um sorriso de soslaio – Por se preocupar, obrigado.
- Não tem de quê! – Harry sorriu.

Um pouco depois Tom voltou sorrindo, como se tivesse recebido a melhor noticia do mundo, como quando o primeiro CD do McFLY estourou nas paradas britânicas. Logo os meninos perceberam essa empolgação toda, logo Dan percebeu isso também e um formigamento esquisito tomou conta do seu corpo. Era no telefone falando com Tom, e ela o havia deixado feliz. Merda!

- Qual a razão da felicidade, Fletcher? – perguntou Dougie, colocando o celular de lado. Ele havia mandado uma mensagem para Frankie a avisando que hoje seria a noite dos machos, como ele mesmo quis apelidar.
- perguntou se hoje nós podemos ficar... Sozinhos! – Tom ficou vermelho e logo uma onda de zoação por parte meninos começou.
- Sozinhos, isso significa que vocês dois... – alfinetou Harry.
- Sei lá, cara, ela estava com uma voz engraçada no telefone, como se fosse uma criança que acabou de fazer alguma arte. Eu até gostei disso – Tom riu nervoso, Dan forçou um sorriso na mesma hora.
- E ela queria o quê? – ele perguntou, fingindo um certo interesse. Na verdade, ele estava interessado e preocupado ao mesmo tempo.
- Ela me perguntou se eu posso ir para o apartamento hoje mais cedo, ela está indo para lá daqui a umas horas. Eu disse que sim – na mesma hora ele olhou para os três amigos à sua frente – Desculpa, caras, mas acho que nossa noite de vídeo games vai ficar para outro dia!
- AH, GARANHÃO! – Harry foi até Tom e lhe deu um abraço com segundas intenções, rindo igual uma criança – Sem problemas para mim, Fletcher, a gente faz isso outro dia!
- Espera, o apartamento para vocês dois porque... Hoje vocês vão... – Danny não conseguia terminar a frase, na verdade, ele não conseguia pensar em mais nada agora, à não ser na noite de amor de sua menina com seu melhor amigo.
- Eles vão transar, Daniel! – disse Dougie, olhando sério para o amigo, mas logo dando um sorriso moleque para o Tom – Vai na paz, cara, eu e os outros vamos para o meu apartamento, pode ser, pessoal?
- Por mim está mais que certo! – disse Harry sorrindo – E por você, Dan?
- Claro, claro. Sem problemas! – Danny sorriu sem humor algum.
- Escuta, você e a nunca...? – perguntou um Harry curioso.
- Não – respondeu Tom de prontidão – Sei lá, é meio novo para nós dois, eu sei que ela fica meio paranóica com essas coisas e, vocês me conhecem, eu nunca fui de forçar a barra, especialmente com ela!
- Então, hoje é a grande noite! – disse Dougie erguendo os braços para cima como se estivesse comemorando algo – Nosso Tom vai descabaçar!
- Cala a boca, desgraça! – disse Tom, indo até Dougie e dando alguns socos no amigo por brincadeira.

Harry percebeu que Danny continuava sério, talvez sua mente estivesse vagando, pensando no que iria acontecer daqui a algumas horas. Não ia conseguir ficar tranquilo com isso. Harry confiava no amigo, mas ele sempre fazia o favor de deixar Danny com os pés no chão, desde o primeiro dia que colocou os pés na casa de Tom, por isso fez logo o favor de alertar o amigo.

- E você, meu rapaz – disse Harry ao pé do ouvido de Danny – Fica na sua!
- Eu estou, ok – foi a única coisa Danny conseguiu responder, estava se sentindo fraco demais para pensar em algum outro tipo de resposta.

E ele não estava nada bem. Como se não bastasse ter que aturar e Tom namorando bem à sua frente, hoje seria a grande noite. ia ficar com seu melhor amigo por completo e ele não podia fazer nada, à não ser se torturar a noite inteira por ser o cara mais burro do universo. Se controlou ao máximo para não ligar para Georgia, uma transa a mais nessa noite não ia fazer a mínima diferença. Não se, enquanto estivesse na cama com outra, seus pensamentos estariam vagando pelo corpo de . Aquele mesmo corpo que ele teve a dois anos atrás, mas que ele preferiu abandonar logo de manhã, em uma manhã cinza em São Paulo. Esse mesmo corpo que hoje à noite iria ser do Fletcher, e Danny ficaria impotente porque não estava nas mãos dele impedir tal ato, e ele nem se sentia nesse direito. Danny apenas suspirou de forma pesarosa e saiu de perto dos amigos, desejando ao máximo que esse dia terminasse logo, que a transa de Tom e terminasse logo, que essa porra de namoro terminasse logo. E depois, se amaldiçoou ao máximo por desejar tudo isso para duas das pessoas que ele mais amava no mundo.


Capítulo 07

Flashback on – Tom’s

- Como você imagina que será sua primeira vez? – eu perguntei curioso.
- Sei lá, Tom, eu nunca pensei nessas coisas, digo... Pensar eu penso, só nunca parei para pensar com cuidado, entendeu? – ela me sorriu sapeca, meu sorriso favorito.
- Mas alguma hora isso vai acontecer, , você acha que está preparada para isso?
- Thomas! De onde essas perguntas estão surgindo? – ela parou de andar e se postou na minha frente, meio emburrada, meio rindo.
- Ah, , não sei... Você sabe que a maioria dos marmanjos daquela escola querem muito ficar com você, e um dia isso vai acontecer. É curiosidade de amigo, só isso.

Eu sorri nervoso, e menti, óbvio! Não era uma curiosidade de amigo e sim uma preocupação e muito ciúmes junto. Eu amava demais aquela garota e me preocupava com o seu bem estar, ainda mais quando sexo estava envolvido. Ver ela parada aqui na minha frente, tão vulnerável e tão linda, seus cabelos esvoaçantes por culpa do vento, caindo delicadamente sobre seu rosto, me faziam imaginar cada coisa, me faziam querer ser o primeiro na vida dessa pequena. Mas eu sei que isso estava fora do meu alcance, ela era demais para mim e eu sabia disso. Talvez a primeira vez dela fosse com o nosso melhor amigo, na verdade, a sempre gostou do Danny, mas ele nunca gostou dela, e, por mim, ele não iria gostar nunca!

- Como foi a sua? – ela me perguntou, me encarando firme.
- A primeira vez de um cara é sempre diferente, , a gente faz porque tem que fazer. Não foi nada especial. Papai-mamãe sem mais e nem menos, na verdade, foi muito mais menos do que mais, sacou? – eu ri nervoso, odiava falar disso com ela.
- Tá vendo, para mim também não precisa ser especial! Eu só preciso achar um cara bom de cama e que dê conta do recado! – ela riu e ficou corada, sempre fala as besteiras e depois se arrepende. Tão típico e tão lindo!
- Achar um cara não é o problema, mas... Ah, , eu...
- Tom – ela deu dois passos e ficou mais perto de mim, eu sabia que meu coração podia parar a qualquer momento, eu me sinto um moleque ao lado dela – Quando isso acontecer, você vai ser o primeiro a saber, mesmo que seja ruim, mesmo que seja bom, mesmo que seja com o Dougie...
- DOUGIE?
- Ah, ele é fofo – ela riu – Digo, não vai ser com ele, ele é um dos nossos amigos, isso ia ser muito estranho – ela fez uma careta, eu ri demais disso – Só sei que, quando acontecer, eu vou te falar! Você é meu melhor amigo, lembra?
- Como eu poderia me esquecer? – eu falei, sem humor nenhum, eu era sempre a porra do melhor amigo.
- Então pare de frescuras e fica sossegado, eu não tenho ninguém em mente e ainda está cedo para isso acontecer!
- Cedo? , você está com 16 anos! A maioria das meninas nessa idade já está dando para a metade do Reino Unido!
- Mas eu não sou a maioria, eu não sou qualquer uma. Eu sou única, e minha primeira vez não vai ser como a da maioria, vai ser única! – ela sorriu, eu não consegui ficar tranquilo com isso – Agora vamos logo, pelo amor de Deus, que eu estou morrendo de fome!

Ela saiu andando assim, do nada, na minha frente, enquanto eu ainda digeria metade das coisas. Eu sei que ela é especial e única, por isso eu queria ser o primeiro dela. Mas cada vez mais essa ideia parecia distante, nunca me vira como um algo mais, eu era o amigão, sabe? Ver ela assim, livre e linda, fazia meu coração apertar, eu tinha medo dela se apaixonar por um babaca qualquer e ele fazer ela sofrer. Na realidade, eu tinha medo do babaca que ela é apaixonada fazer ela sofrer. Eu prometi para mim mesmo que, se o Danny fizesse um dia a chorar, ele iria pagar. Eu esperava que esse dia nunca chegasse, mas em mim eu sabia que esse fato estava bem próximo de acontecer.

Flashback off – Tom’s

- Preta ou vermelha? – se perguntava pela trigésima vez naquele dia – Eu odeio me preparar para essas coisas, eu odeio...
- Falando sozinha? – Vicky entrou de repente no quarto de , assustando a menina que, na mesma hora, escondeu as lingeries.
- Ai, Vicky, que susto! – riu nervosa – Eu sempre falo sozinha!
- Hm – Vicky ficou meio desconfiada – Então, planos para hoje à noite?
- Na verdade, eu tenho sim – abriu um sorriso – Vou passar a noite com meu namorado.
- Ah, Fletcher! Escuta, quando que tudo isso vai terminar? Não aguento mais bancar a babá com a Georgia, ela é muito chata!
- Ela é sua cunhada, namorada do Daniel! – ficou séria – Será que dá para dar uma força aqui? Eu estou com o Thomas e eu queria muito que uma das minhas melhores amigas entendesse isso! Vicky, já falamos sobre isso mil vezes, seu irmão não é para mim!
- Ai, está bom! – Vicky fez careta – Eu não vou falar mais nada! Eu vim aqui para te convidar para ir ao cinema comigo, a Carrie vai.
- Bom filme para vocês duas, hoje eu tenho outros planos – sorriu de lado – Dá uma força aqui, por favor!
- Tá – Vicky respondeu completamente a contra gosto – Eu espero que vocês sejam felizes e que... E que o Fletcher compareça hoje.
- VICKY JONES! – riu e ficou vermelha.
- Ai, vai saber, eu não confio muito nele, não! – Vicky também estava rindo – À propósito, eu sou muito mais a calcinha vermelha! A preta você usou com o Dan.
- VICKY... Epa! – ia dar uma bronca – Como você sabe que era preta?
- Tem coisas do senhor Jones que eu fico sabendo, meu amor, em especial quando essa ‘coisa’ em questão é você.
- Nossa – parece surpresa – Nem eu me lembrava.
- É, eu sei que não – Vicky deu de ombros – Tô indo, boa transa e tenta não pensar no Danny. – Vicky disse isso meio travessa e saiu correndo do quarto antes que lhe atirasse algum objeto.

realmente tentou não pensar no Danny, na verdade ele era a última pessoa que ela queria se lembrar no momento. Voltou para o guarda-roupa e pegou a lingerie vermelha. Tirou a blusa e a calça que estava usando e colocou a lingerie escolhida por cima do corpo. Ela estava nervosa e ansiosa, tudo tinha que sair perfeito, tudo tinha que dar certo. Ela amava Tom, agora ela podia chamar de amor. Não havia mais motivos para adiar esse dia, e se tivesse algum motivo, ela iria matá-lo, nem que esse motivo fosse chamado DANIEL. Tentou afastar qualquer tipo de pensamento de sua cabeça e voltou a se concentrar na roupa que usaria esta noite. Passou a mão pelo seu corpo que estava coberto apenas pelo sutiã e calcinha que estava vestindo, viu que tinha algumas gordurinhas altamente desnecessárias ali e se culpou por não ter cuidado de sua alimentação desde que chegou à Londres. Riu sozinha e parou de pensar nisso, por que ela sempre tem que ficar encanada com essas coisas?

Em um quarto mais ou menos ao lado, estava Tom Fletcher. O rapaz não fazia a mínima ideia do que iria acontecer hoje ou o que ele deveria fazer, parecia como se fosse sua primeira vez. E, na verdade, era sua primeira vez, com ela. Então tudo tinha que ser perfeito, inesquecível. E era agora que o nervosismo aparecia e o medo de ser comparado também. Porra, ela tinha dormido com seu melhor amigo, com Daniel Jones, Tom sabia muito bem da reputação do amigo e era aí que morava o perigo. Tom se levantou da cama murmurando alguma coisa pra si mesmo e foi tomar um banho, talvez um pouco de água gelada em sua nuca o ajudasse a pensar com mais clareza. E a espantar seus medos e seus receios.


09:00pm

- Danny, volta para a cama, amor! – disse Georgia, coberta apenas por um fino lençol, enquanto encarava Daniel que estava olhando estava na sacada de seu apartamento.
- Já volto, baby, eu só preciso tomar um ar – ele disse, sem emoção nenhuma.
- Foi bom, não foi? – ela disse meio sapeca, enquanto gargalhava alto, por alguma razão Danny se irritou e queria que ela desaparecesse.

Ele fez o que ele havia prometido que não iria fazer, transou com Georgia nessa noite. Pensou que podia esquecer o que estava prestes a acontecer, porém não deu certo. A cada investida, a cada vez que Georgia gemia, a cada beijo, a cada toque e a cada gota de seu suor, ele imaginava mais claramente e Tom juntos. Passou as mãos pelos cabelos com força para espantar qualquer imagem que estava de novo se formando, mas estava ficando cada vez mais difícil. Tom havia dito à ele que iria se encontrar com às dez horas da noite, daqui exatamente uma hora. Ainda dava tempo de fazer alguma coisa, dava tempo de impedir essa merda de encontro, mas ele não faria isso... Faria?

- Georgia, eu vou comprar alguma coisa para gente comer, o que você quer? – Dan perguntou, entrando no quarto e procurando suas roupas.
- Ah, não sei, amor. Eu estou meio sem fome – ela respondeu manhosa se enrolando para o outro lado da cama.
- Eu acho que não demoro, ok? – Danny respondeu, enquanto fechava sua calça e olhava para a bela mulher em sua cama.

Porra, ele precisa parar de pensar com a cabeça de baixo. Georgia era linda, linda até demais. E por que ele não conseguia amá-la? Por que era tão difícil esquecer aquela pequena brasileira que mexia tanto com ele?

Enquanto isso na casa de Tom, ele e estavam sozinhos. Carrie havia ido ao cinema com Vicky e provavelmente iria dormir na casa dela hoje, os pais de Tom sabiam que os dois queriam ficar sozinhos então saíram de casa, possivelmente devem ter saído da cidade. e Tom não iriam para nenhum encontro e nem iriam para o apartamento, iriam ficar ali, as coisas aconteceriam naturalmente. Os dois estavam abraçados vendo um filme qualquer na televisão, o frio estava maior ainda na cidade londrina, isso significava que toda lingerie de não seria utilizada, não essa noite. A menina estava de moletom cinza e uma camiseta antiga do Mickey, nos pés uma meia de lã e os cabelos amarrados em um rabo de cavalo frouxo. Já Tom estava também usando um moletom, porém preto, usava uma camiseta branca simples e estava sem meias nos pés, por alguma razão ele dizia que não sentia frio nos pés. Os dois estavam debaixo de um edredom muito grosso, Tom fazia carinho nos cabelos de , enquanto a menina estava encostada no peito do namorado. A situação não podia estar mais confortável e mais perfeita, não precisavam de um clima romântico ou sexy, eles precisavam apenas da presença um do outro.

- ? – chamou Tom meio do nada, sua voz saiu meio falha e meio rouca.
- Fala, bebê – respondeu , sua voz também estava meio pesada.
- Por que você quis ficar, como posso dizer, sozinha, comigo hoje? Eu sei que não estamos exatamente no meu apartamento, mas estamos sozinhos e...
- Tom! – se virou pra ele sorrindo lindamente, achava fofo o jeito que Tom ficava sempre que estava nervoso – Eu estou achando esse filme absurdamente chato, será que você poderia, por favor, me entreter de alguma outra forma? – sorriu um sorriso malicioso e delicado ao mesmo tempo.
- Sabe... – Tom se arrumou no sofá – Eu preciso começar a pensar mais rápido, não posso deixar você tomar conta da relação – ele disse rindo, e logo em seguida se deitou por cima de no sofá.
- Eu concordo com isso, faster Fletcher! - gargalhou e, no momento seguinte, os lábios dos dois estavam colados e iniciavam um beijo que, até o momento, eles não haviam experimentado.

Tom beijava com carinho, ao mesmo tempo em que seu coração batia de forma descompassada, seus lábios estavam secos de nervoso, mas, ao mesmo tempo, úmidos pelo beijo, era uma mistura de sentimentos e sensações que ele mesmo desconhecia. , por outro lado, estava feliz, se sentia feliz. Não era difícil responder ao toque de Tom, ele era lindo demais e qualquer menina no mundo morreria para estar em seu lugar. O problema é que seu coração não estava acelerado e ela não sentia borboletas no estômago, por mais que os beijos fossem deliciosos e as mãos de Tom fossem ágeis o suficiente para arrepiar todo o seu corpo, ele não era Danny, ele não era quem ela queria. Uma lágrima rolou sobre seu rosto sem que Tom percebesse. Coração burro e estúpido insiste em amar aquele que não deve ser amado.

- Vamos para o quarto? – ela perguntou, meio ofegante e com os lábios pulsando de uma forma desesperada.
- Claro! – Tom respondeu sorrindo.

Ele pegou no colo de forma desastrosa, porém cautelosa, não desgrudaram mais os lábios até chegarem ao andar superior, no quarto de Tom. Por mais que estivesse se culpando por enganar Tom daquela maneira, ela não iria desperdiçar essa chance, Danny estava muito bem com Georgia, e ela ficaria muito bem com Tom. Quando deu por si, já estava deitada na cama de Tom, tendo ele por cima, a beijando com mais vontade do que nunca. As mãos de Tom deslizavam suavemente pela lateral do seu corpo e ela sentia cada poro se dilatar, cada milímetro se contrair de nervoso e excitação ao mesmo tempo. No fundo, ela queria falar tantas coisas, queria falar que estava feliz e que tudo estava perfeito, mas tinha medo de escolher mal as palavras e acabar estragando tudo. Tom, por sua vez, não estava pensando em palavras e sim em ações. Sabia da responsabilidade que tinha em suas mãos, sabia que aquela era sua garota e que aquela era sua chance. A merda que Danny havia feito dois anos atrás podia ser superada agora, não que ele fosse se comparar a Danny, mas ele queria ser aquele que iria usurpar seu lugar no coração de . Era foda disputar uma garota com seu melhor amigo, mas Tom decidiu parar de ser o bonzinho, pelo menos uma vez na vida.

- Eu te amo. – Tom se arriscou a dizer, separando os lábios por poucos segundos e encarando os olhos brilhantes de sua menina.
- Eu também, eu amo você. – respondeu, sentiu um aperto em seu coração, porque sabia que não era o mesmo tipo de amor que Tom sentia, mas ela não estava mentindo por completo.

Tom sorriu de forma delicada e carinhosa, riu com a covinha que aparecia no lado esquerdo de seu rosto, aquele sempre fora o seu ponto fraco. foi tentando se sentar na cama, enquanto Tom se afastava e dava espaço para a menina. se sentiu agora nervosa, ela iria tomar o primeiro passo. Ambos estavam sentados na cama um de frente para o outro, Tom decorava cada expressão indecifrável do rosto de , enquanto ela mantinha uma face leve, mordia os lábios em sinal de nervosismo, embora estivesse confiante. A menina passou as mãos pelo rosto de Tom, enquanto o menino fechava os olhos ao sentir esse simples toque. sorriu com isso, meu Deus, ele era tão lindo! Ele era tão perfeito e era tão dela! Devagar ela foi descendo as duas mãos pelo peitoral do rapaz, chegando até a barra de sua camiseta, a levantou devagar e viu Tom contrair a barriga, ela sorriu. Deslizou a camiseta por toda a extensão de seu abdômen, até por fim tirá-la por completo, apreciou aquela visão que tinha à sua frente. Tom era lindo, era tão normal, era tão menino! Ele não tinha um corpo moreno definido, ele não era um galã forte nem nada do tipo, ele era tudo o que ela precisava. Perfeito, lindo! Ela contornou com o dedo indicador a sua tatuagem de estrela, Tom estava a essa hora com os olhos abertos decorando cada expressão de , ele estava tão fascinado com esse momento que preferiu não interromper. via com carinho o nítido contraste de sua pele mais morena com a pele branca de Tom, era uma combinação perfeita e era essa hora que ela sentia orgulho de ser brasileira, ela era diferente de qualquer outra menina do Reino Unido. fazia desenhos sem sentido pela pele de Tom, passando os dedos desde seu peitoral até seus ombros. Tom pegou suas mãos que estavam viajando por seu corpo e as beijou, beijou de forma terna e carinhosa, respirando a pele da menina que possuía um cheiro indescritível.

- Você é lindo – ela disse, ainda meio boba e surpresamente corada.
- Eu sou seu – ele respondeu seriamente, queria passar essa certeza para ela. Não importa o que acontecesse, ele sempre seria dela.

Foi a vez de Tom tirar aos poucos a blusa de e apreciar seu corpo, seu corpo de menina-mulher, seu corpo de brasileira. ficou envergonhada porque não havia colocado a sua melhor lingerie, um sutiã azul claro com rendinhas brancas não era exatamente sexy para a ocasião, ela riu com isso e Tom pareceu entender a risada da garota. Tom tirou os cabelos da menina de cima dos ombros, e foi beijando de leve cada extensão de sua pele. Ele ficou impressionado também ao ver o grande contraste de pele, era magnífico. Tom se demorou um pouco em beijos no pescoço e nos ombros, descendo aos poucos para o colo de , parando apenas para fitar seus olhos que brilhavam de luxúria e surpresa. Por sua conta e risco, abriu o sutiã devagar, vendo Tom acompanhar seus movimentos com cautela, como se não quisesse perder absolutamente nada. Com um pouco de vergonha, tirou o sutiã e o jogou para algum lado escuro do quarto, ela não cobriu os seios, apesar de estar nitidamente envergonhada. Tom não a olhou como um objeto, não olhou diretamente para seus seios, mas ele continuou olhando para seus olhos, ele queria lhe passar confiança e não medo, não queria que ela se sentisse com apenas mais uma, ela não era mais uma para ele. Ele sorriu, sabia que sua menina estava se sentindo vulnerável demais e até mesmo acanhada demais, por isso ele a beijou, apenas encostou os lábios sem envolver língua e nem movimentos bruscos, apenas para sentirem a presença um do outro. foi se deitando para trás e puxando Tom com ela, o toque dos dois peitorais desnudos causou um arrepio por toda a extensão dos dois corpos, uma troca de choques que parecia empolgar ainda mais a situação.

- Me faz ser sua, por completo. – pediu, aos sussurros.

E foi isso o que Tom fez, era para isso que ele estava ali, para fazê-la ser dele para sempre. Para dar certeza à , Tom a beijou de forma furiosa, abrindo e fechando os lábios rapidamente, chupando os lábios da menina de forma que fazia estalos. O ar começou a faltar nos pulmões dos dois, os gemidos começaram a sair da garganta deles, os dois estavam finalmente prontos para terminar o que haviam começado. Tom puxou a calça de moletom de para baixo e apertou as coxas da menina ao redor de seu corpo, foi empurrando com as próprias pernas a calça de Tom. Não demorou muito para que as roupas dos dois estivessem espalhadas pelo quarto, os sons de respirações ofegantes e gemidos tomassem o lugar do silêncio que estava a casa, e a sensação de realização completa dominasse os corpos de e Tom. Eles tinham selado o amor nesta noite, e havia sido muito melhor do que nos sonhos de Tom, e muito melhor do que havia sido com Daniel.


Fazia pelo menos duas horas que Danny estava parado do lado de fora do apartamento de Tom, as luzes estavam apagadas e não havia sinal de ninguém ali dentro. Danny olhou impacientemente para o seu relógio e viu que horas eram. Meu Deus, como ele perdera tempo esperando por alguém que não era mais sua. Ele só queria voltar no tempo, ele queria mudar toda a sua história, se ele soubesse que seria tão doloroso perder dessa forma a , ele nunca a teria abandonado naquela manhã em São Paulo.


FlashBack on

- Eu não gosto de Bolton! – (que estava na época com 13 anos), estava sentada na varanda da casa de Daniel, ouvindo o menino tocar qualquer coisa no violão.
- Então, por que veio? – Danny perguntou com a intenção clara de irritar a menina.
- O Tom veio junto com toda a família dele, eu não tive escolha! Meus pais foram passar umas férias no Brasil e eu não sou muito fã do meu país! Tive que ficar e, bom, aqui estou, Daniel!

Danny riu, falava demais para uma pré-adolescente de treze anos, ela era inteligente demais para uma alguém com treze anos! Na verdade, ela nem parecia ter treze anos. Ele a olhou de soslaio, Dan era três anos mais velho, mas por inúmeras vezes, parecia muito mais madura que ele. Estavam em Bolton para passar o Natal, a família de Danny havia chamado a de Tom para passarem o Natal juntos, como era costume. Eles adoravam , ela era a menininha da família. Carrie e Vicky não se sentiam enciumadas, na verdade, elas amavam tanto quanto seus familiares. Estava uma tarde fria em Bolton, era dezembro, então era normal o jardim estar todo branco por conta da neve, o céu um azul límpido, porém um vento frio e absurdamente cortante. estava toda encapuzada, uma calça jeans escura, suas botas roxas berrantes com fitinhas até a altura de suas canelas, sua blusa rosa de gola alta e sua jaqueta jeans escura, assim como a calça, por cima. Ainda combinando, havia um cachecol roxo envolto em seu pescoço e um gorro, feito por Debbie, esquentando sua cabeça. parecia uma bonequinha de neve, mas pelo menos estava bem quentinha. Danny não sabia como uma pessoa conseguia combinar tantas cores berrantes de uma vez só, mas parecia que nela tudo ficava lindo e perfeito, ele riu com isso. Ao contrário da menina, ele estava casual, uma jaqueta xadrez, blusa de manga comprida por baixo, um gorro cinza, calça jeans e mais nada. Todos tinham uma leve impressão de que às vezes Danny não sentia frio como as outras pessoas.

- Austrália! – Danny disse do nada, olhando para o céu azul e soltando um pesaroso suspiro.
- Hã? - olhou para ele, Danny de perfil ficava ainda mais lindo.
- Se eu pudesse escolher um lugar para morar, eu escolheria Austrália. – ele disse, olhando agora para com um sorriso aberto em seu rosto.
- De onde veio isso, Dan? – ela ria – Do nada você fala isso, às vezes eu acho que você é meio pirado.
- Você mora com o Fletcher e o pirado sou eu? – Dan riu e não teve como não rir junto, a risada de Danny era algo contagiante. – Sei lá, , eu gosto de pensar no meu futuro, pensar em como vamos estar daqui uns cinco anos.
- Vamos? - fez careta.
- Claro, ou você acha que não vamos mais ser amigos daqui cinco anos? – Dan pareceu de leve ofendido.
- Ah, sei lá. Você vai se transformar em um astro do rock vai levar o Fletcher com você e vão me esquecer. Logo, vocês dois vão pegar todas as meninas do mundo, você em especial vai pegar as mais fáceis. – gargalhou e Dan riu junto, parecia uma hipótese meio absurda – E eu vou ser apenas uma doce lembrança do passado. – suspirou.
- Você acha isso mesmo, ? – Dan pareceu um pouco triste com tudo isso, ele sabia muito bem que o carinho e amor que ele sentia por seriam para a vida inteira.
- Ah, Dan – suspirou e olhou para o menino, o menino que ela tanto amava desde a primeira vez que o viu – Promete para mim que nunca se esquecer disso? Desse momento, de nós?
- , – Danny colocou o violão de lado e se virou de frente para a menina – Eu nunca vou me esquecer de você. Nunca mais pense nisso, e prometa para mim que você vai parar de imaginar essas porcarias, você é insubstituível pra mim.
- Sério? – podia sentir que iria chorar a qualquer momento.
- Claro que sim. – Dan sorriu – Eu sei que você vai se lembrar de mim para o resto da vida, sabe por quê? - ele estava com um sorriso sapeca nos lábios, o sorriso que mais amava e o sorriso que ela tanto tinha medo.
- Por quê? – ela perguntou com aquele frio na barriga que ela tanto conhecia.
- Porque eu vou ser o primeiro cara que te beijou de verdade.

arregalou os olhos assustada, era tudo o que ela mais queria e tudo o que ela mais temia. sabia da fama de Dan, ele ficava sempre com muitas meninas e ela não era exatamente como as outras. Ela tinha medo de seu beijo ser péssimo, sua experiência com beijos não era algo muito bom. Antes mesmo de conseguir organizar seus pensamentos, ela sentiu os lábios frios de Danny contra os seus. Uma alegria jamais imaginada tomou conta do seu corpo e ela, agindo por instinto, sorriu durante o beijo, sorriu de alegria. Seu coração doeu de tanta felicidade e ela estava se controlando ao máximo para não chorar, seria ridículo. Aos poucos, ela foi abrindo os lábios e o beijo foi tomando forma, a língua de Danny entrou em contato com a sua e ela sentiu que poderia voar, não estava mais sentindo seu corpo na terra e parecia que estava flutuando. O perfume que Danny exalava era algo delicioso e a inebriava durante o beijo, o toque de Dan em seus cabelos, era tudo tão perfeito, tudo como ela sempre sonhara. era inexperiente, mas Dan sabia como fazer tudo, como deixar tudo de forma natural e deliciosa de se sentir. Por Deus, ela tinha treze anos e seus hormônios estavam descontrolados, de repente vem um cara que ela ama a beija como se não houvesse amanhã! Sua cabeça agora estava dando mil e uma voltas, e o pior, não era apenas ela que estava se sentindo assim. Danny, pela primeira vez, estava sentindo o gosto de um verdadeiro beijo. era menina, era linda e pequena, era tudo o que ele sempre quis. E ele sabia muito bem dos sentimentos dela, e sabia também dos sentimentos do seu melhor amigo, de Tom. Mas ele não iria pensar nisso agora, não quando os seus lábios estavam unidos aos dela e tudo parecia certo, e tudo o que ele mais queria era não ter interrompido esse momento.

FlashBack off

estava deitada no peito de Tom, enquanto sentia sua respiração subir e descer de forma pesada. Esforçou-se para não chorar enquanto a porcaria dessas lembranças insistia em voltar à tona, de forma tão real e de forma tão dolorosa. Ela sabia muito bem que Danny ainda lembrava-se disso, fora ele que disse uma vez que ela era inesquecível, fora ele que a fez acreditar em tantas promessas que nunca foram cumpridas. E agora ela estava ali, com o corpo seminu, deitada ao lado do cara que ela amava, mas não era esse tipo de amor. Você não aprende a amar uma pessoa, o amor é um dom! Um dom que você consegue usar com as pessoas especiais, com as pessoas determinadas. Todas as pessoas possuem o dom de amar, só precisam achar a pessoa certa, e por mais que quisesse mentir para si mesma, tentar fazer isso dar certo, Tom não era a pessoa certa. Ela queria, ela se esforçava, mas ele não era a pessoa certa. Pensando nisso, ela guardou o soluço que estava prestes a sair de sua garganta e limpou uma insistente lágrima que por pouco não molhou o peitoral de Tom. A noite havia sido perfeita, Tom havia sido perfeito. Por que então ela ainda lembrava-se de coisas que aconteceram há tanto tempo? Ah, claro, porque ela AMAVA um infeliz que adorava fazer de sua vida uma vida miserável. Fungando um pouco e se enrolando no lençol, se levantou da cama com muito cuidado para não acordar Tom. Antes de se levantar, deu um selinho em seus lábios que estavam entreabertos. A respiração dele era tão pesada e sua expressão tão serena que tinha plena certeza que ele estava dormindo e sonhando, um sonho delicioso. Com dificuldade, se levantou da cama e começou a colocar sua roupa de volta, não teve paciência em procurar sua camiseta perdida por isso pegou a de Tom, isso era praticamente rotineiro e clichê, sempre depois de uma transa, a menina pega a roupa do garoto.

se sentia estranha - feliz, porém estranha. Saiu do quarto em direção da cozinha, sentia muita fome depois de fazer tudo o que ela tinha feito a algumas horas atrás. Sabia que na casa de Carrie sempre havia comida em abundância, por isso estava despreocupada. Abriu a geladeira e se deparou com uma torta maravilhosa de mousse de chocolate que estava praticamente pedindo para ser comida, riu com esse pensamento tão gordo! Pegou a mousse e colocou em cima da bancada que ficava no centro da cozinha, pegou uma colher na gaveta e começou a comer ali mesmo, sem colocar em potinhos nem nada, estava morta de fome e morrendo de vontade de colocar algum doce na boca. Ela ria sozinha, parecia uma criança sentada na bancada com a tigela cheia de mousse em seu colo, se deliciando como se aquilo fosse a última refeição que ela teria na vida. Enquanto estava lá, escutou um barulho de carro sendo parado e em seguida uma porta se fechando. Devia ser Debbie chegando ou Vicky trazendo Carrie de volta para casa. nem se preocupou em se lembrar de que estava vestindo apenas uma blusa de Tom, se levantou assim mesmo da bancada levando consigo a tigela de mousse, enquanto ia comendo pequenas colheradas daquele maravilhoso doce. Acendeu a luz da sala para não tropeçar nos próprios pés e foi em direção à porta da sala, viu um vulto parado do lado de fora e não reconheceu. Sabia que aquele era um condomínio e que o porteiro só iria deixar entrar quem ele conhecesse, por isso estava despreocupada. Foi andando na direção da porta, nem quis saber quem estava ali, simplesmente abriu. Não era Carrie, Debbie, Vicky. Era Danny. No susto, acabou largando a tigela de mousse e essa por fim se espatifou no chão, quebrando o silêncio ensurdecedor da casa. Os dois ficaram se encarando sem dizer palavra nenhuma, estava atônita e surpresa, que diabos ele estava fazendo ali? Pela primeira vez Danny não olhou para as pernas de , e sim para seus olhos, seus olhos que mostravam surpresa e agradecimento ao mesmo tempo.

- O que você está fazendo aqui? – ela perguntou, forçando suas cordas vocais a expressar algum tipo de som, qualquer que fosse.
- Eu...e...eu... – Danny então olhou para a menina, ela estava desnuda e coberta por uma camiseta de Fletcher – Você transou com ele!
- Jones, o que você está fazendo aqui? – perguntou, mais uma vez, tomada por uma súbita lucidez.
- Você fez isso, você e o Fletcher! COMO PÔDE? – Danny berrou, em angústia e desespero, sem pensar, ele entrou na casa de Tom e puxou pelo braço com força – Você dormiu comigo e com o Fletcher! O que você está querendo?
- Danny, meu... BRAÇO! – gemeu alto vendo o transtorno de Danny.
- ? – uma outra voz irrompeu no meio das acusações, a voz de Tom. E ele não gostou de ver a cena entre Danny e .


Capítulo 08

Flashback – Copa 2002

- Mas quem é essa menina com a bandeira do Brasil em pleno jogo da Inglaterra? Ela sabe que está na Inglaterra, não sabe? – ovanna perguntava frequentemente isso a Thomas, visivelmente ela ficava incomodada com a presença de .
- Eu já disse, ela é a , a menina que eu te falei! Meu Deus, o, que implicância com ela! – Tom disse já irritado – Ela é como se fosse família, e sim ela sabe que está na Inglaterra.
- Ela podia, no mínimo, mostrar um pouco de respeito, não podia? – o bufou de novo – Acho tão desrespeitoso ela ficar toda pintada de verde e amarelo, ela não está em seu continente e me surpreende o fato da sua mãe a estar apoiando, beira ao ridículo, Fletcher! – o jogou os longos cabelos castanhos encaracolados no rosto de Tom e saiu sala a fora, evitando olhar de novo para aquela menina que tanto a incomodava.

Tom deu uma olhada na menina, ela estava tão linda e tão feliz. Pulava com qualquer coisa que via no jogo, chamava o Beckham de bonito, mas estava torcendo para que ele quebrasse a perna, estava toda enrolada em uma bandeira gigante do Brasil, as unhas pintadas de azul e o rosto colorido com leves traços pintados com as cores brasileiras, vestia a camiseta oficial da seleção número 09 (número do Ronaldo fenômeno, na época), uma calça de moletom azul escura de Tom e pantufas do Pateta. Considerando que o jogo estava passando às quatro da manhã (os jogos de 2002 estavam sendo realizado no continente Asiático, a diferença de horários era gigantesca), a menina estava bem animada, bem como a casa dos Fletcher. Danny estava lá também, juntamente com sua irmã Vicky, na época ele não estava namorando ninguém, pois seus interesses estavam voltados para aquela menina fantasiada de bandeira do Brasil.

- RONALDINHO VAI BATER UMA FALTA! VAI, RONAAAAAALDO! – berrou já se levantando e se enrolando na bandeira, quase caindo de frente.
- Qual Ronaldo? – perguntou Carrie, ela nunca sabia diferenciar quem era quem.
- Gaúcho – falou rindo e tentando se manter em pé.
- Hey, maluquinha! – Danny, que estava prostrado ao seu lado, a segurou firme nos braços, rindo daquele jeito escandaloso que só ele sabe fazer – , sério, você está se tornando um perigo para você mesmo.
- Eu sei me equilibrar nas minhas próprias pernas, o problema é quando tem uma bandeira enorme no meio delas! – riu, enquanto voltava a ficar de pé, ansiosa pela cobrança da falta – FLETCHER, VENHA VER SEU PAÍS PERDER PARA O MEU!
- Cala a boca, ! – disse Carrie, que estava deitada no sofá, dando um curto chute na parte de trás das pernas de .
- Sejamos razoáveis, Carrie, não tem condição de a Inglaterra superar o Brasil! – disse, com um ar superior.
- Nós temos o Beckham! – Carrie disse ofendida.
- E nós temos dois Ronaldos! DOIS! – fez o número ‘dois’ com a mão e tanto Carrie, quanto Danny, riu disso.
- Que gritaria é essa? – Debbie chegava com uma xícara de café, os olhos pesados de sono, Tom e o ao seu lado, o se comportava como se fosse tanto da família quanto , sendo que ela estava namorando Tom fazia apenas um mês.
- Meu time vai bater uma falta contra o seu time. – disse sorrindo.
- Você está em território inimigo, cuidado com suas palavras, mocinha. – ovanna disse com desdém. Todos viraram os olhos com essa afirmativa, todos conheciam muito bem e sabiam que ela não iria deixar isso barato.
- Acho melhor você ficar na sua, Falcone, porque esse é meu território, essa é minha família, e você ainda não faz parte dela – ficou séria e de repente ovanna não se sentia mais a vontade no lugar.
- Vem aqui, – Danny a puxou de lado e a abraçou. Tom viu essa cena e sentiu um aperto no peito, ele queria estar no lugar de Danny e queria que ovanna sumisse dali agora, nesse instante. Maldita hora que ele achou que seria uma boa ideia namorar alguém, maldita!

Em contra partida, decidiu ignorar a presença de ovanna ali, afinal, ela era namorada do seu melhor amigo, se ele estava com ela, devia ser por uma boa razão. Além disso, ela estava nos braços de Danny agora, ele a estava abraçando, ele estava beijando seus cabelos e dando ao seu coração uma calma que ela tinha medo de esquecer, era ele que ela amava, ovanna que explodisse! abraçou Danny com mais força enquanto se concentrava no jogo e na posição que Ronaldo estava ficando, ele ia bater a falta em poucos segundos. Vicky e Carrie disputavam o mesmo lugar no sofá, Debbie havia ido para a cozinha (odiava sofrer por antecedência, e futebol lhe dava rugas desnecessárias), Tom e ovanna estavam de pé atrás do sofá, encarando a televisão. Por mais que o clima estivesse tenso, o coração de e Danny estava tranquilo. No fundo, Danny aprovava o fato de Tom estar namorando, ele finalmente teria a chance de fazer feliz, de abrir seu coração para a menina. Todos esses anos ele se calou por medo de magoar o melhor amigo, mas agora que ele estava namorando, o caminho estava livre, hipoteticamente falando, Tom não amava mais , amava?

Ronaldo coloca a bola na área, a barreira se mexe! O goleiro inglês fica ansioso, não sabe a direção da bola. CHUTOU, A BOLA FEZ UMA CURVA E...

- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!

O grito de GOL foi unânime na sala, a única diferença é que o único grito feliz de gol veio da pequena brasileira. Ronaldinho Gaúcho fez um gol de placa em cima da defesa inglesa, comemorou como um típico brasileiro e assinou a chance do Brasil ir para as semifinais da Copa de 2002. berrou com toda força e saiu correndo pela sala, enquanto usava a bandeira do Brasil como se fosse uma capa mágica. Danny e Tom falaram as mais brutas palavras e falaram mal de todos, falaram mal inclusive do próprio Ronaldo, se esqueceram por alguns segundos que havia uma brasileira ali presente. ovanna fazia cara de paisagem, pois a gritaria que vinha de a irritava mais do que o fato da Inglaterra estar sendo desclassificada nas quartas de final. Carrie e Vicky ficaram tristes também, mas estavam achando mais engraçado o desespero dos irmãos e a felicidade de do que qualquer outra coisa. ainda berrava, gritava em português “PENTA CAMPEÃO”, pelo menos ninguém a entendia. Depois de alguns meninos com os ânimos mais calmos (exceto os de ), os ingleses resolveram entregar o jogo, não estavam jogando mais nada e a família Fletcher-Jones resolveu desistir do jogo.

- Penta Campeão! Penta Campeão! – pulava literalmente em cima do sofá, agarrada à bandeira brasileira, enquanto não conseguia tirar um sorriso lindo do rosto.
- Eu vou para a cama, estou vendo que vou ter que aturar a berrando a semana toda! Vou dar um descanso aos meus ouvidos! – disse Vicky.
- Eu vou junto! – Carrie disse rindo – Parabéns, , o Brasil jogou muito bem hoje!
- Obrigada, amor – disse, esbaforida e vermelha nas bochechas, ela estava quase sem ar, mas não parava de pular em nenhum minuto – Prometo que vou me calar durante a semana.
- Eu vou indo também – disse o, quase ninguém a escutou, apenas Tom que ainda tinha que aturar a presença dela ali – Tom, você me leva para casa?
- Por que você não dorme aqui? - perguntou Tom, como bom cavalheiro, seus olhos ainda estavam na pequena brasileira que sorria e pulava, bem como no seu melhor amigo que estava ao lado dela sorrindo e a olhando com olhos de luxúria. Droga, o caminho estava livre para Daniel.
- Eu não vou dormir aqui com elaovanna disse com uma repugnância absurda, por um momento, Tom sentiu nojo da namorada, como ela podia falar desse jeito de ? – Tom, tem como você me levar pra casa? Ou eu mesma vou a pé, chamo um táxi, sei lá, mas eu quero ir embora AGORA!
- o, que seja! Eu te pago um taxi e amanhã nos falamos, pode ser? – Tom disse, irritado.

Aos poucos ele foi puxando ovanna para fora, enquanto ela reclamava mais ainda da falta de educação de , de como o namorado não estava lhe dando a mínima e de quão era perigoso ela pegar um taxi a essa hora da manhã, ela podia muito bem dormir na casa de Tom, mas ela só dormiria se fosse embora, ou seja, fora de cogitação.

Enquanto isso, dentro de casa, já estava mais calma e estava deitada no sofá, apreciando o fim do jogo, sabia muito bem que seus amigos não estavam tão felizes com a eliminação da Inglaterra, por isso ia se controlar ao máximo para manter a boca fechada, ou pelo menos iria tentar. Danny estava sentado do outro lado do sofá, a menina matinha os pés em cima do menino. Ela estava impaciente, afinal, seu país estava com o jogo ganho, mas se lembrou que estava em território inimigo e por isso tentou ficar calma... Tentou!

- Você pode parar de mexer seus pés a hora que você quiser, combinado? – Dan disse, meio brincando, colocando as duas mãos em cima dos pés de que não paravam de se mexer.
- Desculpa, Dan – ela disse meio rindo e puxou os dois pés para si mesma, sentado no sofá de frente para o menino – Eu estou em território proibido e meu país acabou de ganhar, se eu gritar, todo mundo me mata, em especial a nova namorada chatinha do Tom – fez careta e Danny riu.
- Está com ciúmes? – ele perguntou ansioso, mas seu semblante estava brincalhão.
- Não e sim! Digo, claro que não, porque eu quero que o Tom seja feliz, embora eu ache que com ela ele não será feliz nunca! E sim porque, bem, porque ele é meu melhor amigo e já existem pessoas suficientes na vida dele, daqui a pouco não vai mais ter espaço para mim! – ela bufou e emburrou de leve, ficando linda, Danny teve a sensação que podia agarrar ela naquele instante, mas seria precipitado demais.
- A o é uma pessoa legal, acho que ela só anda meio insegura. E olha, o Tom nunca vai te abandonar, você é a menininha dele e todo mundo sabe disso! – ele disse, lembrando pra si mesmo que ela era a menina do Tom, e não dele! – Mas, mudando de assunto, eu posso te animar um pouco, se você quiser, é claro!
- PODE? – de repente se animou, incrível como todo o ciúmes de Tom passavam quando ela estava perto de Danny – O que você tem em mente?
- Eu deixo você comemorar um pouco a vitória do Brasil – ele disse sorrindo e ela abriu o maior sorriso do mundo – Eu disse um pouco, , por favor, se controla.
- Ai, está bom! – ela disse rindo – Como que eu posso comemorar?
- Vem aqui... Mais perto – Dan pediu, sabendo muito bem das consequências desse ato.

já estava sentada no sofá de frente para Dan, ela apenas se sentou um pouco mais perto. Os olhos de ambos estavam cansados e com sono, afinal era de madrugada e eles estavam acordados há noventa minutos, tudo por culpa de um jogo de futebol. As íris azuis dos olhos de Dan brilhavam de forma mais cintilante, seu coração batia rápido demais só por sentir a aproximação da garota, sentia o mesmo, mas provavelmente em proporções maiores. Ela sorriu quando se deu conta de que estava a poucos centímetros do rosto do menino que amava, seu sorriso foi correspondido. A única coisa que iluminava o ambiente era a televisão ligada, dava para escutar os comentários frustrado em inglês dos locutores e, muito baixo, a discussão de Tom e o na porta de casa.

- Você está feliz? – Danny perguntou rindo e mordendo os lábios.
- Muito! – ela respondeu, nem ela mais lembrava qual era o motivo real de sua felicidade.
- Então, comemora! – ele riu.
- Eu estou feliz porque o Brasil passou para a semifinal! – ela disse rindo – E estou feliz porque ganhou da Inglaterra, e mais feliz ainda porque estou vivendo esse momento com você!
- Está feliz por isso? Esfrega mesmo na minha cara que o futebol do seu país é melhor que o do meu! – Danny fez cara de ofendido e deitou-se por cima de , fazendo cócegas, enquanto ela tentava abafar suas risadas mordendo o ombro dele.

Embora tudo não passasse de uma brincadeira que era para soar como inofensiva, Danny aproveitou o momento para deslizar suas mãos pela cintura de enquanto fazia cócegas, pode sentir o contorno de seu corpo, a pele tão lisa e macia e arrepiada com simples toques. O garoto tentava se concentrar nas cócegas, mas estava ficando difícil quando ela estava embaixo dele próprio, as pernas entrelaçadas, e ele podia ouvir sua respiração descompassada. “Ela não é qualquer uma, ela não é sua” ele tentava se lembrar, ele dizia isso em sua cabeça, mas seu coração gritava outra coisa, seu corpo pedia por um contato físico maior, merda de hormônios! Quando a sessão cócegas foi sendo interrompida aos poucos, os dois pararam e ficaram se encarando por longos segundos. Os lábios de estavam entreabertos e muito vermelhos, seu peito subia e descia de acordo com sua respiração, suas mãos estavam perfeitamente colocadas na nuca de Daniel e ela brincava com alguns frios de cabelo rebeldes que ali estavam. Dan estava se controlando para não soltar o peso do corpo em cima dela, e tentava pensar em carneirinhos ou qualquer outra coisa que o broxasse, mas a situação estava ficando cada vez mais delicada e mais perigosa. Aos poucos ele foi abaixando o corpo e viu fechar os olhos e manter os lábios abertos, ele sabia dos sentimentos de Fletcher, mas ele estava namorando agora!

- Merda de namoro! – disse Tom, entrando em casa e fechando a porta com tudo.

Na mesma hora e Danny se afastaram e Dan deu um pulo para longe da menina. Tom viu a cena e sentiu um forte aperto, tinha certeza que seu peito podia ser rasgado agora, tamanha era a dor. Ele sabia disso, ele sempre soube, só tinha a esperança de que fosse demorar mais um pouco para eles ficarem juntos. Se culpou por não ter lutado mais por , se culpou por estar namorando e por ser tão idiota a ponto de achar que não podia concorrer com seu melhor amigo. Danny não estava pensando nele, estava? Tom achava que não, embora ele não soubesse a confusão de sentimentos que cortava o coração do seu amigo.

- Me desculpe, eu vou... Vou subir. – Tom, que estava visivelmente sem graça, subiu correndo para o andar de cima. E como se fosse uma criança de oito anos, se permitiu chorar em silêncio, alimentando sua própria dor.

não disse mais nenhuma palavra e muito menos Daniel. Depois desse dia, ela prometeu a si mesma que nunca mais iria magoar o amigo, primeiro vinha a felicidade dele e depois a dela, Danny prometeu o mesmo. E mais uma coisa, ela nunca mais ia querer ver aqueles olhos tristes, aquele olhar sem brilho, era tudo o que ela não precisava. Pelo menos ela achava que nunca mais ia ver esse olhar no seu querido Tom.

Fim do Flashback

- O que está acontecendo aqui? – Tom desceu as escadas rapidamente, encarando aquela cena patética.
- Tom! – disse na mesma hora, soltando seu braço das mãos de Danny e indo de encontro ao namorado – Foi um acidente, calma.
- Acidente? – Tom não parecia acreditar, óbvio, passou por sem ao menos dar atenção para a menina e foi direto em direção a Daniel – O que você está fazendo aqui? A essa hora da madrugada?
- Eu... Calma, cara... Eu... – Danny não sabia o que responder, na verdade, o que ele iria responder? Que foi para ter certeza de que seu melhor amigo e sua garota (ou suposta garota) haviam finalmente transado?
- Cara, é bom pensar em uma resposta melhor por quê... AI, PORRA! PORRA, QUE MERDA!
- TOM! – foi correndo ao lado do namorado quando o ouviu gritar.

Havia cacos de vidro espalhados por toda entrada da sala, o recipiente em que se encontrava a torta de mousse estava agora em pedaços. Tom não havia visto isso, e quando foi andando descalço ao encontro de Daniel, pisou com toda força em três cacos maiores de vidro e alguns pequenos entraram em seu pé também.

- Tom, que saco! Para de ser tão impulsivo! Eu disse para você que havia sido um acidente, será que você pode me ouvir por meio segundo? – já estava ao lado do namorado, tomando o cuidado para não se cortar também, enquanto tirava os cacos maiores do chão.
- Eu acho... Eu vou ajudar... – Dan tentou dizer, as palavras não conseguiam sair de sua boca.
- Eu acho que você deveria ir embora, Daniel, nós conversamos amanhã – disse séria – Por favor.
- NÓS TRÊS vamos conversar amanhã – Tom disse, olhando para o amigo e para a garota que estava ao seu lado, os olhos do loirinho estavam vermelhos e sabia que ele estava se segurando para não chorar.
- Tudo bem, Tom – disse Dan, saindo logo dali antes que a situação piorasse.
- Vem, eu vou te ajudar. – disse, pegando no braço de Tom, disposta a ajudar o rapaz a se levantar.
- Eu não preciso da sua ajuda – ele disse ríspido – , fique fora da minha visão por algumas horas, eu não quero te ver, por favor!
- Não! – ela disse séria – Eu não sei que merda está passando em sua cabeça, mas eu não fiz nada e você vai ter que me aturar. Seu pé está ferrado, você está com cortes feios, então, cala a boca e me deixa te ajudar, Thomas!
- Eu já disse que não quero...
- Fletcher, vai a merda! – disse brava – Eu, por acaso, pedi sua opinião? Não que eu me lembre, deixa de ser idiota e vai para a cozinha que eu vou preparar um curativo para você colocar em seu pé, já que você disse que consegue se virar sozinho, então se arrasta até a cozinha e tenta não sujar sua casa, não quero que seus pais achem que aconteceu alguma coisa séria aqui.

Dito isso, saiu bufando e pisando firme. Como se não bastasse Daniel aparecer do nada, ela ainda tinha que aturar manha do Tom. Tudo bem, ela entendia o que o namorado estava sentindo, mas eles não eram mais adolescentes, eram adultos! não ia mais correr para o quarto e chorar porque Tom havia falado bravo com ela, ou ia sair correndo ao encontro de Danny. Por incrível que pareça, ela conseguiu ser racional, primeiro ia dar um jeito no pé de Tom, depois ia dormir, amanhã, após seu estágio, ela iria conversar com Danny e com Tom e provavelmente ia se matar mais a noite, isso se Tom não o fizesse antes. Plano perfeito.

- Desde quando você sabe dar ponto? – perguntou Tom, enquanto via se concentrar calada em seu pé, fechando o último ponto do corte.
- Fiz aula de enfermagem no Brasil – se limitou a responder – Vou colocar uma faixa para você não ficar colocando seu pé diretamente no chão, mas de qualquer jeito, seria bom você ir ao médico amanhã sem falta.
- Eu vou. – o loiro respondeu, meio seco – , por que o Danny estava aqui?
- Eu não sei, Thomas – a menina respondeu séria, enquanto passava a faixa delicadamente ao redor do pé de Tom, a estrela que ele havia tatuado ficou coberta e ia permanecer assim por uns bons dias. – Pronto! Você acha que consegue ir andando sozinho até lá em cima ou precisa da minha ajuda?
- Acho que sim – ele respondeu, sem graça, ele havia sido estúpido e rude com ela, e mesmo assim sua menina o tratava com respeito. – , eu não queria ter falado com você aquela hora, mas eu sempre acho que...
- Sabe por que eu não estou com o Jones? – ficou de pé em frente a Tom, o menino ainda estava sentado na bancada da cozinha – Eu não confio nele! Simples assim, não dá para confiar! Eu sempre acho que ele vai me trocar pela primeira loira que passar na frente dele, ou vai me abandonar na manhã seguinte. – suspirou pesadamente – Para mim a base de um relacionamento é a confiança, Tom. Se você ama, você confia.
- É por isso que você não está com ele? – Tom perguntou inseguro, ele sentia um frio na barriga e uma dor alucinante nos olhos, eram as lágrimas pedindo para sair.
- Sim! Eu o amo, Tom, amo muito! – ela disse sincera – Mas eu também amo você, amo por demais! Mais do que eu deveria, mais do que eu posso suportar! – mordeu os lábios com força, não iria chorar agora – Eu confio em você porque te amo, eu te dei uma chance e meu coração junto, porque eu acredito em nós dois e acredito que você pode me fazer feliz, que você pode arrancar qualquer vestígio que existe do Daniel! Mas se você não acredita nisso, se você duvidar de mim, do que eu sinto por você, eu não acho que...
- Sh sh... – Tom desceu da bancada, gemeu de dor porque pisou com o pé no chão, mas não se importou, e puxou para um abraço, apertando o rosto da menina contra seu peito nu e fechando os olhos, sentindo as grossas lágrimas saírem finalmente de seus olhos – Chega, pelo amor de Deus, chega! Eu não quero que você fique se martirizando por isso, por mim! Eu sou um babaca infantil e idiota, completamente inseguro! Olha para mim – ele pediu erguendo o rosto de , mas a menina olhava para todos os cantos menos para Tom – Por favor, meu amor, olha para mim!
- Que foi? – ela finalmente o encarou, seus olhos estavam banhados de lágrimas e seu rosto vermelho nem ela sabia que o sentimento por Tom era tão forte e vivo desse jeito.
- Me desculpa, me desculpa! – Tom disse, repetidamente.
- Thomas. – ela disse séria e com a voz amargurada – Não faz eu me arrepender de ter escolhido você, e não ele.

Naquela noite, dormiu sozinha em seu quarto, Tom adormeceu na sala e Danny em um quarto barato de hotel, sozinho. Nenhum dos três estava bem, nenhum deles conseguia pensar com clareza. Por um momento, sentiu raiva de Tom, raiva por ele não confiar nela, não confiar em Danny era até uma coisa particularmente normal, mas não confiar nela era irritante e beirava ao ridículo. Tom tinha mil perguntas vagando em sua mente, perguntas que não iriam cessar, e ele tinha medo de conversar com Dan e no dia seguinte, talvez ele não estivesse pronto para ouvir as respostas. Danny estava se sentindo inútil, covarde e infeliz. Talvez não tenha sido a melhor decisão do mundo ele ir à casa de Tom naquela noite, talvez não devesse escolher entre dois melhores amigos, talvez seria bom Tom sair de vez do caminho, talvez essa história nunca devesse ter começado.





Capítulo 09

- Cadê aquele gostoso do seu namorado? – perguntou Fabiano assim que adentrou na Heat, às oito horas em ponto da manhã seguinte – E posso saber o que você está fazendo aqui a essa hora e não está em seu super curso em Stanton?
- Bom dia para você também – , visivelmente mal humorada e segurando uma xícara de café, respondeu para Fabiano, indo logo se sentar na cadeira gelada da Heat – Resolvi matar aula hoje, estou devendo muita coisa aqui na Heat, trabalhos atrasados, meus professores nem vão sentir minha falta.
- Gata... – Fabiano parou à frente de – O que foi?
- Noite péssima, humor péssimo – ela respondeu, com um sorriso sem graça – Nos falamos na hora do almoço, não pretendo voltar para casa tão cedo.
- Fletcher está no meio disso tudo? Hm, espera, foi o Jones, não foi?
- Cala a boca, seu imbecil! – , dessa vez, riu alto, e deu um empurrão de leve em Fabiano.

Enquanto isso, no estúdio onde o McFLY costumava trabalhar, os meninos estavam quietos, quietos por demais. Frankie e Georgia acompanharam Danny e Dougie nessa manhã, as meninas queriam ficar mais participativas na vida deles, Georgia queria parecer mais como namorada de Danny, já que ela estava se sentindo assim. Danny estava com olheiras visíveis, apareceu no estúdio com uma cara péssima, roupas péssimas e um humor tão péssimo quanto, Tom estava sério e se concentrava apenas em seu piano e em uma música qualquer. Dougie e Harry não entenderam nada e as meninas muito menos.

- Vamos pegar café, querem alguma coisa? – Frankie perguntou, saindo do colo de Dougie e se dirigindo até a porta, sendo seguida por Georgia.
- Não, obrigado. – os meninos responderam, quase em uníssono.

As duas sabiam que estava acontecendo alguma coisa, acharam melhor sair de lá e deixar os meninos se entenderem, Frankie suspeitava que estivesse no meio desse mal humor todo, e por mais que Georgia tentasse convencer a si mesma de que não era esse o fator principal da nuvem negra no rosto de Danny, seu instinto lhe dizia que a pequena brasileira estava cem por centro envolvida.

- Ok, o que está pegando? – perguntou Dougie, colocando seu baixo ao seu lado e encarando Tom e Danny.
- O que vocês dois aprontaram dessa vez? E me diga que a não está envolvida, pelo amor de Deus! – disse Harry, rodando uma de suas baquetas na mão esquerda, deslizando-a pelos dedos.
- Eu fui à casa do Tom ontem – disse Danny por fim – Fui falar com a .
- VOCÊ O QUÊ? – Harry e Dougie disseram na mesma hora.
- Jones, existe alguma possibilidade de você entender que ela não...
- ELA ME AMA, HARRY! – Danny berrou – Ela me ama, ela sabe disso e todos vocês sabem, porra, tem como entender meu lado aqui? – Danny apontava para si mesmo.
- Ela o ama – Tom disse – Ela disse isso para mim ontem, confessou olhando nos meus olhos, na verdade, eu acho que ela ainda estava olhando para o meu pé – Tom apontou para o pé enfaixado.
- O quê... Mas o quê...? – Dougie olhava de Tom para Danny e depois para o pé do amigo – Que porra aconteceu com seu pé?
- Pisei em uns cacos quebrados de vidro, aí fodeu – Tom deu de ombros.
- Espera, dá para alguém me fazer um resumo coerente? Estou literalmente viajando nessa ideia toda, eu não entendi mais nada! – Harry disse impaciente, jogando a baqueta para um lado qualquer do estúdio – Fletcher, ontem não foi o dia que você e a ficaram sozinhos?
- Foi – Tom respondeu seco.
- E...? – Dougie e Harry falaram juntos, pedindo para o amigo continuar.
- Nós transamos ontem, foi ótimo! – Tom deu um meio sorriso e Danny bufou irritado – Fica na sua, Jones!
- Fala o resto, Fletcher. – Danny disse com desdém.
- E... A gente dormiu e eu acho que a levantou pra ir comer alguma coisa na cozinha, nesse meio tempo o Jones aqui chegou e foi falar com ela. A se assustou e derrubou a travessa de coisa que ela tava comendo no chão, eu me assustei com o barulho e fui ver o que era. Foi então que eu vi o Jones e a parados na porta da sala, o Danny tava segurando o braço dela e ela estava com cara de assustada – Tom tomou um pouco de ar e continuou – Eu pensei um monte de merda e fui tomar satisfação com ele, acabei pisando em cima dos cacos de vidro, o Jones foi embora, eu fui estúpido com a e me fodi no final.
- Merda! – Dougie e Harry falaram juntos de novo.
- O que você foi fazer na casa do Fletcher? – Harry perguntou para Danny.
- Eu queria ver com meus olhos se ela seria capaz de fazer isso, digo, dormir com ele. Parte de mim não queria aceitar! – Dan respondeu sem encarar nenhum dos amigos.
- Velho, você NAMORA, e ela namora! Quando que isso vai entrar na sua cabeça? Eu não sei mais o que falar, já tem quase um mês e meio que a voltou a ficar entre nós e até hoje fica essa ladainha da porra! – Harry falou meio irritado – Será que vocês dois não percebem o quanto isso está fazendo mal? Fazendo mal para vocês, fazendo mal para a banda!
- A banda não tem nada a ver com isso, McFly sempre vem em primeiro lugar! – Tom disse sério.
- Quanto tempo que a gente não faz alguma música nova? Que vocês dois não ficam com essa cara de cu em todos os ensaios? – foi a vez de Dougie falar, e era bem difícil Dougie sair do sério – Eu amo a , eu amo ela muito, mas ela está acabando com vocês dois. E se ela terminar com o Tom, e se ficar com o Danny? Ou se ela casar com o Tom? Cara, vocês estão acabando com a banda, com ela e com vocês mesmos.
- Isso não é verdade – Danny disse – A gente sempre colocou a banda como prioridade, independente de qualquer coisa.
- Sério?- Harry disse com sarcasmo – Então, meus amores, vamos ficar trancados nesse estúdio o dia todo, eu não quero ouvir o nome da , eu não quero ouvir falar de mulher! Dougie e Danny façam o favor de expulsar as suas namoradas daqui, hoje é dia de ensaio, de música! E se até o fim do dia não sair alguma musica boa para o próximo CD, eu enfio essas baquetas no rabo de cada um.

Harry estava certo e os meninos sabiam disso. A situação estava ficando cada vez mais delicada e eles não queriam admitir, mas estava atrapalhando o rendimento do McFly, não por culpa dela, é óbvio. A contra gosto, Frankie e Georgia foram embora, queriam ficar mais tempo lá, mas depois de verem a cara brava de Harry e Dougie, decidiram que seria bem melhor passar o dia fazendo compras ou algo do tipo. Danny ficou sentado em um canto do estúdio, rabiscando qualquer coisa, Tom não tinha imaginação para nada, Harry e Dougie tiveram que agir como líderes e tentar criar um ambiente musical e inspirador, não estava sendo assim tão fácil.


P.O.V’s on

Ver Daniel parado ontem em frente à porta não me fez bem, de repente, comecei a me perguntar se eu estava mesmo fazendo a escolha certa. Não adiantava mentir para mim mesma, parte de mim seria sempre conectada a ele, aos seus olhos azuis, ao seu tom de pele tão claro, seu cheiro de almíscar misturado com sexo (querendo ou não, Danny sempre estava com cheiro de sexo), seu sorriso, sua risada marcante, tudo nele era atrativo e me atraía! Tom também me atraía em diferentes aspectos e em menos intensidade, mas eu não podia negar que eu sentia alguma coisa por ele. Eu disse que o amava ontem, e parece que falar foi tão fácil, eu não precisei pensar duas vezes, simplesmente saiu. Eu ainda queria ter essa incerteza com respeito ao Tom, eu ainda queria poder enxergar apenas o Danny na minha frente, mas parece que a cada dia que passa, eu vou ficando cada vez mais dividida.

- O que temos para hoje? – Rose, também conhecida como vagabunda, parou de frente à minha mesa e me perguntou com seu olhar invejoso. Devo avisar a ela que o batom vermelho biscate está, não apenas em seus lábios, mas também em seus dentes?
- Ainda estou abrindo os e-mails, deve ter pelo menos uns cem acumulados aqui desde semana passada – eu disse, checando minha caixa de emails, meu Deus, eu estava atrasada com o trabalho.
- Hm, espero que consiga terminar seu serviço no prazo, senhorita . Não pense que, só porque namora com um cara de uma banda famosa, você tem privilégios aqui dentro, aqui todas nós trabalhamos duro – ela sorriu com ar de superioridade e eu senti nojo, muito nojo.
- Eu sei disso, Rose, agora se me dá licença, por favor, eu tenho muito serviço pela frente – eu disse, de forma educada. A flor do campo Rose saiu rebolando com aquela calça que era no mínimo dois números menores do que era realmente usava.

Pensei em começar a escrever um artigo sobre os novos filmes, mas desde que cheguei aqui, não fui ao cinema nenhuma vez, tampouco li algum livro interessante. O último que eu li foi no avião, e se chama Sussurro, mas acho que ninguém está interessada em saber a história de uma mortal que se apaixona por um anjo caído, embora Patch Cipriano seja um deus, pelas descrições presentes no livro ele é simplesmente mil vezes melhor que Edward Cullen! As únicas músicas que tenho escutado esses dias foram The Saturdays e algumas do McFly. Tom me mostrou as novas demos, mas nem morta eu vou publicar alguma coisa a respeito. Fofocas no meio deles... Claro, eu sou o motivo da discórdia entre Tom Fletcher e Danny Jones! Assunto para primeira página! Ah, que tédio!

Resolvi navegar um pouco na internet, nem são nove horas da manhã e eu estou preocupada com o trabalho, eu não era assim antes. Quando eu morava no Brasil, costumava visitar alguns sites de fanfictions, acho super interessante meninas que se dispõem a escrever histórias sobre seus ídolos. Confesso que eu lia algumas de Vampire Diaries, tenho uma queda pelo Damon. Dessa vez resolvi visitar um site sobre fanfics apenas do McFly, é engraçado ver como as meninas imaginam coisas com eles, como na cabeça delas eles são perfeitos, românticos e completamente fiéis e apaixonados... Doce ilusão! Tem uma parte desse site que se chama “restrita”, fics que envolvem sexo com o seu mcguy favorito, confesso que isso aguçou minha curiosidade, vamos lá. Para ler a história, eu preciso colocar meu nome, apelido, sobre nome e o meu favorito. Ah, bela piada, eu não tenho um favorito no meio deles! Pensei em colocar um neutro... Harry Judd!

“Eu mexia meus quadris por cima de sua pélvis de forma sensual e rápida, Harry mantinha seus olhos que borbulhavam de desejo sobre os meus enquanto eu gritava e urrava de prazer. Nossos corpos estavam suados, eu podia sentir seus dedos entrando na minha...”

EPA! Eu queria muito soltar uma gargalhada agora, mas estou ainda em ambiente de trabalho! Que coisa mais... Nojenta! Eu estou achando nojento porque tecnicamente eu estou transando com meu melhor amigo, ou porque é simplesmente nojento? É como ver o script de um filme pornô barato! E francamente, Harry odeia ficar por baixo! Sim, eu sei, ele já me disse isso, ele tem aquela coisa meio dominadora e ama ficar por cima. Tá, eu já li algumas histórias restritas que são realmente boas, mas tem algumas que dispensam comentários! Eu queria muito que essas meninas fizessem sexo antes de saírem por aí publicando suas ideias, e nunca vi partir ao ataque com tanta facilidade! Na história, eu estou me atracando com o Harry em um banheiro público, onde fica a higiene nessas horas? Acho melhor eu fechar isso antes que alguém veja, e antes que eu continue lendo e me traumatize para o resto da vida! E ah, com certeza eu preciso mostrar isso ao Harry depois, ele vai morrer de rir!

P.O.V’s off

As horas foram passando arrastadas naquela manhã. olhava insistentemente para o celular, esperando alguma ligação, qualquer que fosse, não sabia muito bem se estava esperando uma ligação de Tom ou de Danny, mas queria que um dos dois ligasse. Nenhuma das suas resenhas estava ficando boa o suficiente essa manhã, e falar das tendências de moda inglesa acabava mais ainda o humor de . Tom e Danny não estavam muito diferentes, a música Foolish estava uma merda, ainda mais com esse nome! Danny tinha muitas coisas pra falar com Tom, e queria saber mais em detalhes que história era aquela de ter admitido na noite passada que o amava, nem ele próprio sabia disso. Ele vivia nas esperanças de que um dia ele fosse ouvir isso mais uma vez, e, bom, agora ele tinha plena certeza de que ela o amava, valia a pena dessa vez brigar por esse amor? Correr o risco de talvez perder seu melhor amigo e afundar a carreira por uma garota?

- Tem alguém procurando por você – Fabiano apareceu meio do nada, com um sorriso sapeca no rosto e balançando um pedaço de papel, que parecia ser um contrato.
- Me procurando, o que foi que eu fiz? – arregalou os olhos, a última coisa que ela precisava agora era de uma bronca.
- Acho que você vai ficar responsável por um novo estagiário. Hm... – Fabiano deu uma olhada no papel e depois disse com voz sexy – Samuel Ridley. Bonito nome e bonita foto.
- Eu? Responsável? Mal sei cuidar de mim mesma, agora eu vou ter que cuidar de um estagiário? – se levantou da cadeira indo na direção de Fabiano – Quem te disse isso?
- Acabei de ouvir, fofa, e devo avisar que o bofe é um gato! – Fabiano disse, rindo e riu junto.
- Acho que quem deveria ser o responsável dele é você, e não eu! – a garota ainda ria enquanto disse isso.
- Me fala isso depois que você o ver, e por falar nisso, ele está vindo em nossa direção.

ainda estava sorrindo quando se virou de costas e deu de cara com o novo estagiário, esse tal Samuel Ridley. Ele não era lindo, ele era muito mais que isso, maravilhoso ou sobre humano seriam as palavras mais certas para descrevê-lo. Alto, porte atlético, mas sem exageros, ombros largos, braços longos e pernas longas, cabelos castanhos mais puxados para um mel escuro, lisos na raiz com ondas largas desenhando por sua cabeça. Seu sorriso era grande, porém não de forma exagerada, sua boca carnuda combinava com o resto do seu rosto que possuía traços fortes, seus olhos castanhos escuros brilhavam, enquanto ele caminhava e sorria de soslaio para e Fabiano. Ele usava uma camiseta preta colada ao corpo e, por cima, uma jaqueta de couro meio surrada, uma calça jeans de lavagem escura e um sapato qualquer, não pareciam ser de marca. No pescoço, uma corrente fina de prata desenhava o contorno até o meio do seu peitoral, com um pingente de um crucifixo bem pequeno pendurado, no mínimo ele era a visão do paraíso. Ele era tão diferente de Tom e Danny, não tinha aquele ar de moleque britânico, não tinha o rosto delicado ou uma cara de que fosse falar qualquer bobagem quando abrisse a boca, ele parecia centrado e parecia ser de outro continente ou de outro planeta.

- Lembra de respirar, gatinha – Fabiano disse, meio rindo, dando um empurrão em para ela chegar mais pra frente.
- Oi! – Samuel ficou de frente para com aquele sorriso encantador, enquanto estendia umas das mãos para cumprimentar a menina.
- Oi! – respondeu em seguida, mas saiu mais como um sussurro ou algo do tipo, ela mesma ficou envergonhada – Você deve ser o Samuel, certo?
- Sim, mas, por favor, me chama apenas de Sam – ele respondeu, sua voz era perfeita e, no momento, não conseguia mais sentir suas pernas.
- Claro... Sam! – disse rindo – Meu amigo me disse que você é o novo estagiário da Heat, meus parabéns!
- É, fui contratado hoje. Na verdade, não tenho muita experiência nesse ramo, mas, como sou formado em administração na Austrália, resolvi exercer um pouco da profissão por aqui.

Lindo, inteligente, formado na Austrália! se imaginou em uma casa em Sidney com Sam ao seu lado, três filhos e um cachorro. Depois se lembrou que o McFly amava a Austrália e já se viu em inúmeros problemas. Ok, Sam só não era assim tão perfeito por ser australiano, mas ainda existiam outros países, certo?

- Bom, bem vindo – disse sorrindo, nem ela tinha percebido que a essa hora, Fabiano já estava bem longe dali – Eu realmente espero que você dê certo aqui, e no que precisar, eu estarei à sua disposição.
- Obrigado, – Sam sorriu e consequentemente a garota sorriu junto – Prometo não dar muitos problemas para você, pelo visto você é uma das funcionárias mais faladas por aqui.
- Mais faladas, como assim?
- Você namora alguém famoso? – Sam perguntou meio incerto, coçando a nuca.
- Sim. – respondeu séria, ela ainda namorava Tom, não namorava?
- Eu escutei algumas coisas a respeito disso, mulheres podem ser muito malvadas quando estão com inveja – Samuel disse olhando de esguelha para algumas meninas que estavam tentando ouvir a conversa dos dois.
- Ah, eu não sabia... Disso – mordeu os lábios – Na verdade, eu sou meio introspectiva no trabalho, não converso com todo mundo.
- Pelo menos comigo eu espero que você converse bastante – Sam sorriu, o coração da garota começou a bater rápido demais e bombear sangue demais, em especial para seu rosto que ficou um tanto quanto corado – Escuta, eu queria saber mais sobra a empresa, você se importaria de almoçar comigo? Digo, se seu namorado não se importar ou você mesma.
- Eu... – ia responder, mas foi interrompida quando Susan (uma simpática senhora de uns 56 anos, que cheirava a naftalina e insistia em pintar os cabelos de um tom arroxeado) apareceu meio do nada, sem ar e segurando um telefone.
- Minha menina, seu namorado está na linha 1 – ela disse lhe entregando o telefone - Por favor, fala para ele ligar direto para você, eu tenho uma pequena queda com esse seu rapaz e não faz bem ao meu coração ficar atendendo as ligações dele.
- Ah, claro – riu e Sam também – Obrigada, Susan, pode deixar que eu atendo no telefone da minha mesa – respondeu educado indo pegar seu telefone.
- Quer que eu saia? – Sam perguntou, mas fez apenas ‘não’ com a cabeça e o dedo indicador.
- Oi, Tom – ela atendeu casualmente.
- Atrapalho? Você não estava na sua mesa.
- Na verdade não, eu estou conversando com um dos novos contratados da empresa, nada demais.
- Certo... – Tom ficou em silêncio, de repente, sentiu seu coração bater de forma mais apressada, ela tinha certeza que se continuasse naquele ritmo, ela não ia sobreviver até o final do dia.
- Tom, está tudo bem? – ela finalmente perguntou.
- Está! Digo, eu acho – ele disse inseguro – , que horas você sai para o almoço?
- No horário de sempre, por quê?
- Você... Digo, posso passar aí para te pegar? Queria conversar com você, em particular.
- Tom... Eu... – olhou para Sam, que estava entretido vendo algumas revistas antigas da Heat – Hoje eu vou almoçar com o pessoal, precisamos conversar a respeito da próxima revista, e eu estou com tudo atrasado! – ela mentiu.
- Ah – Tom ficou desapontado – Te busco no fim da tarde na mesma hora de sempre.
- Não se preocupa, Tom, eu tenho carona hoje.
- Carona? – Tom tentou manter o tom de voz calmo, mas o ciúme falou mais alto. Ele já tinha Danny para se preocupar, quem mais podia ser agora?
- Umas meninas vão para o centro de Londres hoje e me ofereceram carona, eu vou com elas. Tudo bem para você?
- Tu-tudo! – Tom fraquejou, e sem mais nem menos desligou o telefone.

ficou olhando para o telefone que ainda estava na sua mão, tentando entender porque Tom havia sido tão rude daquela maneira, o que ele estava querendo, afinal? Por fim, ela olhou para frente e deu de cara com os olhos expressivos e o sorriso encantador de Sam, o menino a encarava e sorria de maneira leve, como se não conseguisse ficar sério ou algo do tipo.

- Problemas com o namorado? – ele perguntou normalmente
- Honestamente, eu espero que não. – suspirou – Bom, vamos conhecer o resto da empresa porque, pelo que me parece, você ainda não conhece nada!
- Perfeito, eu realmente não conheço nada, a única coisa que me falaram foi para eu vir te procurar assim que chegasse aqui, e hm... Aqui estou – Sam abriu os braços de maneira engraçada e riu, ele a estava fazendo bem em poucos segundos.
- Não sei se foi uma boa ideia te deixar comigo, mas vamos fazer o possível para você se adaptar bem aqui.

E dizendo isso, os dois saíram pela Heat. Claro que durante o dia, brotaram comentários maldosos a respeito dos dois, mas não estava se importando com isso. Sam era um cara legal, era inteligente e sabia de muita coisa, dos mais diversos assuntos. Nunca na vida tinha ouvido McFly, por puro preconceito, ele pensava que era mais uma bandinha de garotos bonitinhos, mas depois que lhe mostrou o trecho de algumas músicas, Sam prometeu à garota que iria escutar os CD’s.

trabalhou demais, mais do que deveria. Sam foi embora mais cedo para trabalhar mais no outro dia. Dougie e Harry foram para um pub depois de passarem o dia todo trabalhando em novas músicas e acalmando os nervos de Tom e Danny. Tom foi para casa também, mais precisamente para o seu apartamento, ele sabia que iria para a casa de sua mãe, por isso preferiu fugir, pelo menos por essa noite, quanto a Danny, bom... Ele estava parado do lado de fora do escritório da Heat esperando sair.

- Eu esqueci meu casaco lá dentro! – berrou para uma das meninas que ela ia pegar carona – Não demoro!
- AI, ! – as meninas berraram e começaram a rir, sempre esquecia alguma coisa antes de sair.

voltou correndo para a porta principal do escritório, mas assim que chegou deu de cara com Danny, com Daniel Jones parado em frente a porta. Ele estava sério e lindo, sério e lindo... Sério e PROIBIDO! Que merda ele estava fazendo lá?

- JONES! – deu um grito quando o viu ali – Por Deus, o que você está fazendo aqui? Eu disse ao Tom que eu tinha carona para voltar para casa.
- Tom não sabe que eu estou aqui – ele disse – Vem comigo, por favor.
- Dan, – gemeu – não posso, as meninas estão me esperando e...
- Tem certeza? – ele apontou para trás e o carro onde as outras meninas estavam esperando por não estava mais lá.
- Mas o quê...? – a garota tentou falar, mas não conseguiu formar frases.
- Eu preciso conversar com você, não aqui. Tem como me escutar, , pelo amor de Deus?
- Danny, eu já disse que não dá – ela suspirou – Eu que te imploro, vai embora! Já não basta o que aconteceu ontem e todo aquele enrosco com o Tom e...
- Você disse que me amava! – Danny ficou sério – Desde que você chegou aqui em Londres você diz que me ama, mas nunca faz nada para provar isso, .

ficou estática, até isso Tom tinha que comentar com ele? Algumas pessoas de dentro da Heat pararam o que estava fazendo para prestar atenção em Daniel Jones e sua acompanhante, isso no mínimo daria uma boa reportagem na manhã seguinte. Danny estava começando a ficar irritado com tudo aquilo e puxou em direção ao seu carro, a menina não reclamou. Uma vez que eles estavam lá dentro (Dan no banco do motorista e no banco do passageiro), eles retomaram a conversa, agora de uma forma mais particular.

- O Tom me disse o que aconteceu ontem, o que vocês conversaram depois que eu fui embora – Danny disse, para quebrar um pouco do silêncio constrangedor.
- Por que diabos você tinha que ir à casa do Tom? Daniel, você sabia que isso ia dar confusão, você sabia que eu estava lá!
- Eu não queria acreditar que você ia dormir com ele, você me ama, !
- E você também me ama, mas mesmo assim dorme com a Georgia todos os dias! E nem me olha com essa cara do tipo ‘mas comigo é diferente’ porque eu não acredito – bufou e cruzou os braços, resolveu olhar pra fora, não aguentava mais o olhar de Daniel em cima de si mesma.
- Se nós nos amamos, por que não estamos juntos? Eu sei, eu sei... Deve ser a nossa milésima conversa e isso me cansa para caralho, mas eu não aguento mais te ver com o Tom sabendo que você não sente o mesmo por ele. Você nunca sentiu, e você está enganando a si própria! – ainda mantinha os olhos pra fora, mas Dan não tirava os olhos da garota – , me dá uma só razão pra você não desistir do Tom e ficar comigo!

sentiu um frio correr na sua espinha quando viu Dan falar seu nome completo, a voz do menino era tão desesperadora, ela quase podia sentir sua respiração ofegante. Porcaria, Daniel Alan David Jones, não está vendo que essa menina é completamente louca por você, mas você nunca fez nada para merecer seu amor? Enquanto que o seu melhor amigo foi a vida inteira loucamente apaixonado por ela, e finalmente agora ele tem a chance de fazê-la feliz! Era impossível escolher dentre os dois, ou humanamente impossível classificar o tipo de sentimento que ela sentia por Danny ou por Tom. Eram opostos e similares, e ela necessitava de ambos, ela queria Daniel e Thomas.

- Você não me faz bem! – ela disse, virando o rosto devagar e deixando à mostra seus olhos vermelhos e cheios de lágrimas, a menina piscou e grossas lágrimas rolaram por seu rosto – Eu tenho medo de te dar meu coração, eu tenho medo de ser trocada, eu tenho medo de você me abandonar de novo. Eu te quero tanto, Danny, mas me culpo todos os dias porque eu não posso te querer. É um amor estúpido, um sentimento que me mata por dentro. Porque eu te quero demais, te quero de um jeito que nenhuma outra mulher vai te querer, mas eu não sei se posso esperar o mesmo de você.
- – Danny suspirou – , o que eu tenho que fazer para você acreditar em mim? Me fala, me pede... – Dan foi chegando mais próximo à menina, enxugando as lágrimas uma a uma.
- Apaga aquele maldito dia da minha memória e faz tudo diferente – ela respondeu de forma sincera – Há dois anos você seria minha escolha número um, mas eu não posso pedir o mesmo para você.
- Por que não? – Dan estava com as duas mãos no rosto de , acariciando de forma calma e tranquila, aos poucos a respiração de ambos foi acalmando e a nossa garota conseguia pensar com mais clareza.
- Daniel, você pode machucar o Tom, mais do que já está machucando! Eu já disse que não quero ficar no meio de vocês, no começo eu achava que podia lidar isso numa boa, mas hoje eu vejo que não dá mais. Eu não posso escolher um, porque o outro sai perdendo, e eu não posso escolher você, porque o Tom vai...
- Você me ama? – Danny a interrompeu de repente, seus olhos azuis estavam tão brilhantes, era como se fossem duas safiras raras e estivessem reluzindo para .
- O quê?
- Me ama. Eu sei que você me ama. Fala para mim, você me ama?
- Daniel, por que você está me perguntando isso? – parecia em dúvida e ao mesmo tempo assustada com o rumo dessa conversa.
- Eu preciso dessa certeza para lutar por você. Eu te amo, , te amo desde a primeira vez que a vi, eu não vou perder meu melhor amigo e nem a minha banda. Se o Tom for meu amigo, ele vai entender que não estou fazendo isso para sacanear ele, e se ele te amar do jeito que ele fala, ele vai te deixar ir. Mas eu não posso lutar às cegas, então eu preciso de você, eu preciso que você fale que me ama que precisa de mim, que me quer tanto quanto eu te quero. Porque eu te quero muito, você é a minha escolha número um você é o amor da minha vida!
- Dan... – ia começar a falar alguma coisa, mas não conseguia.

Aquilo era tudo o que ela sempre quis ouvir, seu Daniel falando que a amava. Não por instinto, não por pressão, mas ele precisava dela, ele ia lutar por ela. Uma chama de alegria inundou o coração de , tomando o lugar da dúvida, ela acreditava em Danny, acreditava mais do que nunca nesse amor. O amor impossível e o amor errado, mas o amor que lhe preenchia. Se ela sentia tudo isso, porque estava se tornando tão difícil assumir na frente dele que ela o amava?

- , fala! – Dan pediu quase em desespero.
- Eu... Eu não consigo – desviou o olhar, porque de repente os olhos de Danny estavam intensos demais e ela podia sentir eles penetrando em sua pele.
- Como? Por que não me diz que você não sente mais, não me diz que eu cheguei tarde demais! – a voz de Danny parecia começar a ficar embargada, ela era a única garota no mundo capaz de fazê-lo chorar como uma criança.
- Você disse tudo o que eu sempre quis ouvir – disse com doçura, passeando de leve seus dedos pelo rosto tão expressivo de Daniel – Só entenda que eu ainda tenho meus receios. No momento em que eu admitir isso para você, para mim vai se tornar real que você ainda é indispensável pra mim.
- Como ontem você conseguiu admitir isso ao Fletcher, e hoje, para mim, você não consegue? – Danny parecia irritado ou desapontado.
- Porque eu tentei te substituir, eu tentei enterrar meus sentimentos. Falar ontem pro Tom foi como mexer em algo que eu queria evitar, você foi enterrado, Danny, e se eu admitir agora nesse momento que eu... Que eu preciso de você, eu não sei o que pode acontecer comigo. – mordeu os lábios de forma nervosa, ela se sentia tão vulnerável ali, se falasse em voz alta que o amava era como jogar tudo para o alto e deixar de ser racional, ela (querendo ou não) precisava ainda ser racional.
- Puta merda, por que você tem que ser tão complicada?! – Danny falou alto, encostando sua testa na de e soltando uma risada anasalada – Está vendo porque eu escolho meninas sem cérebro? Você me dá dor de cabeça, garota!
- Desculpas? – falou meio insegura, colocando as mãos em cima das mãos de Danny, apesar do clima pesado, tudo parecia ser tão perfeito com ele.
- – ele a chamou, e ela apenas deu um gemido mostrando que estava ouvindo o que ele ia falar – Você vai ser minha, eu sei que você já é porque, por mais que você não admita, você me ama, mas eu quero que você seja minha de forma pública. Eu não vou jogar sujo e vou respeitar o Tom.
- Danny... – gemeu.
- E eu vou terminar qualquer coisa com a Georgia, hoje mesmo. – ele disse isso num tom mais baixo, e nesse exato momento os dois ergueram o rosto e se encararam – Eu não vou pedir que você faça isso com o Tom, mas eu quero começar a reconquistar sua confiança desde agora.
- Você vai mesmo terminar com a miss? – os olhos de brilharam e Dan riu com a expressão dela – Digo, ela é linda, Daniel, e ela... Ela...
- Ela não é você, eu não a amo! Se eu quiser sexo, eu procuro uma prostituta e pronto! – Danny deu de ombros e arregalou os olhos – Eu estou brincando!
- Não sei quando você fala sério e quando você brinca – disse meio rindo.
- Eu te amo – Danny falou baixo, colando rapidamente os seus lábios nos de , sentindo a velha corrente elétrica passar em seu corpo – Isso é sério.
- Você é louco – a menina riu – Eu não quero me arrepender de confiar em você, Danny, não me machuca de novo.
- Eu não vou.

E finalmente Danny tomou iniciativa para beijar a garota. Não foi um beijo cheio de desejo ou que inspirava segundas intenções. Foi um beijo carinhoso, sem mãos explorando o corpo, sem línguas apressadas. Mas com o coração batendo descompassado e a respiração ofegante, lágrimas caíam do rosto de porque ela não sabia mais o que pensar ou o que esperar. O beijo foi sendo finalizado com selinhos demorados e depois, Dan foi espalhando beijos por todo o rosto de , secando uma a uma das lágrimas com seus lábios. o abraçou forte, inalando seu perfume e se permitindo chorar ali mesmo, deixando extravasar toda a dor e mistura de sentimentos que transbordavam em seu coração. Ela estava entrando em uma grande encrenca, encrenca das grandes... O que podia ser feito?

P.O.V’s Danny

- FLETCHER! – eu abri a porta do apartamento dele, eu sabia que ele estava lá e eu tenho a cópia da chave mesmo.
- Que foi, Jones? – ele me respondeu emburrado, assistindo uma merda qualquer na TV a cabo.

Olhei para o pé dele e ainda estava enfaixado, mas estava sujo de sangue. Ele não foi ao médico e como não tinha nenhuma para limpar o curativo para ele, ficou daquele jeito mesmo.

- Cara, você tem que ir ao médico, esse corte pode piorar – eu disse, entrando no apartamento – Se você quiser te levo, eu sei que você não dá conta de dirigir, e na verdade você nem pode...
- Tom, onde você deixou as toalhas? – uma voz feminina interrompeu a nossa breve conversa, que mais estava para monólogo.

Olhei para Tom que nem me olhou de volta, então voltei a encarar a menina. Ela não era linda e nem extraordinária, era normal, simples. Usava uma camiseta branca de Tom e só isso. Minha cabeça doeu, eu que fazia essas burradas, eu que era o cachorro ou o desgraçado, e não o Tom!

- Em cima do armário do meu quarto – Tom respondeu sem ânimo.
- Obrigada – a menina ainda sem nome respondeu – Oi, Danny.
- Oi – respondi no automático – Fletcher, que merda é essa?
- O quê? – finalmente ele me olhou e eu devia estar com a pior cara surpresa do mundo - Ah, ela? Ela é uma amiga da minha mãe, como minha mãe disse para ela que o quarto de hóspedes lá de casa está ocupado porque a está dormindo lá, eu disse para minha mãe que não tinha problema ela ficar no meu apartamento.
- Tom, ela é uma mulher! Sexo feminino! E você tem namorada, a sabe disso? – eu falava de maneira desesperada, patético!
- Não, não falei para ela e nem vou falar! Eu tenho que confiar nela, na verdade, preciso confiar em vocês dois - ele riu sem humor – Ela também precisa confiar em mim.
- Eu não fico andando usando praticamente nada na frente da ! E nem moro com ela, não durmo na mesma casa que ela, são situações completamente diferentes! – será que era só eu quem estava enxergando o absurdo disso tudo? O Tom agora ia desafiar eu e ?
- Por que você está se importando tanto? Afinal, se eu fizer besteira o caminho está livre para você, Danny, não foi sempre isso o que você quis?
- Fletcher... – eu não sabia mais o que falar – Que porra, velho, tem como agirmos como adultos uma vez?

Ele não me respondeu, pelo contrário, aumentou o volume da porcaria da televisão e me ignorou completamente, como se eu não estivesse ali. Fiquei bufando ainda por uns dois minutos, esperando para ver se Tom seria macho o suficiente para falar comigo, mas ele não foi. Quem era aquela menina e porque diabos ela estava no apartamento de Tom? Assim que soubesse disso ela ia pirar, ela ficar louca! Parece que o cabeça de minhoca do Tom não entende que estamos vivendo coisas diferentes, eu amo a namorada dele e a namorada dele também me ama! Ok, ela o ama também, mas eu em grau maior, bem maior! Agora ele querer ficar causando ciúmes ou provocando sem razão pertinente beira ao ridículo!

- Fletcher – eu o chamei e claro, fiquei no vácuo – Velho, você está bravo comigo e eu respeito isso. Mas não desconta na porque ela é a mais inocente de todos nós – finalmente quando eu disse o nome dela ele me encarou – Eu a amo, mas eu sei que você a ama também. Não faz nada para se arrepender, é só isso que eu te peço.
- Olha quem fala – ele riu sarcasticamente e eu me lembrei que aquele imbecil era meu melhor amigo.
- Eu sei que não sou modelo de nada, e se quer saber, você é o melhor cara para a . Mas eu a quero tanto quanto você; me desculpa, mas é a verdade. Eu vou lutar por ela, eu a quero pra mim.
- Você o quê? – era a primeira vez que Tom olhava de verdade pra mim – Ela está comigo, ela tá namorando comigo e você tem a pachorra de vir até a minha casa falar que quer roubar a minha garota? Que merda você bebeu, Jones?
- Eu não bebi merda nenhuma – eu exaltei um pouco a voz – Eu estou vindo aqui falar que vou jogar limpo, eu a amo! Ela sabe disso e você sabe muito bem.
- VOCÊ NAMORA! – Tom berrou.
- Foda-se! Eu não quero a Georgia, eu quero a sua garota! Eu não vou jogar sujo, eu não vou trapacear. No fim que vai decidir vai ser a , mas eu não estou fora do jogo, Fletcher. Eu disse que ia estar, eu falei isso assim que ela voltou para Londres, eu falei que ia ficar de fora, mas simplesmente não dá, eu não consigo ficar longe dela.

Tom ficou sério, eu tenho certeza de que se o pé dele estivesse bom, ele levantaria e me daria um belo de um soco. Talvez eu estivesse merecendo, afinal, meu plano era roubar a namorada do meu melhor amigo, mas pelo menos eu estava sendo claro e não ia jogar sujo. Eu amo aquela menina, e honestamente falando, eu acho que a amo mais do que o Tom. Não quero pensar nas consequências do meu ato, eu posso perder a garota, perder o melhor amigo, ou perder os dois juntos. Mas eu não vou perder minha dignidade e meu orgulho, vou perder feliz, sabendo que lutei até o final pra fazer aquela garota se sentir amada da maneira que ela merece, pra fazer ela ser minha pra sempre.


Capítulo 10

P.O.V’s

Acordei com uma forte dor de cabeça, como se o peso do mundo inteiro tivesse sido derrubado em cima de mim no dia anterior. De uma certa forma, era exatamente isso que havia acontecido. O beijo de Daniel, ele aparecer naquela fatídica noite, eu não querer me encontrar com Tom, Tom ser estúpido comigo, esse tal de Sam aparecer de uma hora para outra. Ok, Sam não tem nada a ver com a minha crise particular, mas ele é realmente bonito e foi impossível não ter pensamentos peculiares com aqueles ombros largos e boca carnuda. Foco, ! Foco! Meu corpo inteiro pesava, eu havia levado uma surra, essa era a única explicação que eu tinha para acordar tão dolorida, e eu jurava que uma enxaqueca das grandes estava chegando, onde está o Harry quando eu preciso dele? Eu não quero ir trabalhar e muito menos estudar, e preciso de uma desculpa plausível para dar à minha chefe. “Estou de ressaca moral”, foi a única coisa que eu consegui pensar, e por sinal é péssimo. Vou devagar rolando meu corpo para o outro lado da cama, quando me deparo com uma bolinha de pelos laranja me encarando de forma angelical. Marvin! E se Marvin estava ali na cama comigo, significava que Tom não dormiu em casa. Droga!

- Onde está o seu papai, coisa mais linda?

Eu disse, minha voz saiu mais rouca que o normal, acho que dormi mais que o necessário. Marvin ronronou com preguiça e esticou suas duas patinhas dianteiras, mostrando de leve suas garras praticamente indefesas, eu sorri e deixei ele brincar com a minha mão e meus dedos, gatos podem ser tão fofos e apertáveis. Fiquei ali com Marvin, tentando criar coragem para me levantar. Em alguns momentos, me odeio por ser tão covarde. Desejei mentalmente que a casa estivesse vazia, mas isso era impossível. Impressiona-me o fato de que Debbie não tenha entrado no quarto até agora, ou então Carrie começasse a cantar sua música matinal (provavelmente alguma de Harry Potter), mas o que mais eu estava sentindo saudade era Tom entrar em meu quarto e me acordar, com pequenos beijos em minha nuca, ou eu acordar ao seu lado. Incrível como eu sentia saudades de Tom e não queria substituí-lo por Danny, ao mesmo tempo em que eu estava sofrendo com a falta de Daniel em minha vida. Merda de vida complicada!

P.O.V’s off

fez sua higiene pessoal e se manteve com seu pijama, não estava a fim de colocar uma roupa e ir para a escola, sabia muito bem que se continuasse faltando desse jeito, iria acabar perdendo a bolsa. Quem sabe se ela perdesse a bolsa, conseguiria uma desculpa para voltar ao Brasil. Honestamente, ela pensava que não tinha sido uma boa ideia voltar para Londres depois de tanto tempo. Assim que entrou na cozinha – com Marvin ao seu encalço, enroscando-se por entre suas pernas – se deparou com Debbie e seu olhar preocupado, Carrie séria demais para uma manhã e os seus dois melhores amigos ali: Harry e Dougie.

- Bom... Dia? – perguntou, meio insegura, encarando um a um.
- Bom dia, querida – Debbie respondeu sem graça – Acho que precisamos conversar.
- Aconteceu alguma coisa? – pareceu com medo, medo do desconhecido, porque ela não fazia ideia qual seria um assunto que Debbie teria para falar com ela.
- Fletcher – Carrie deixou escapar e Debbie a repreendeu – Ah, vocês vão ter essa conversa longa e eu vou me arrumar para o colégio.
- Carrie... – olhou para a menina – Por favor, fica aqui.
- Calma, bebê – a loirinha disse, com meiguice – Minha mãe não vai te matar nem nada, quem está merecendo morrer é meu irmão.
- Hã? – sentiu seu coração parar de bater por milésimos de segundo.
- Carrie, se é para você ir embora, vai logo, filha – Debbie disse, um pouco séria, mas sem alterar o tom da voz.

A menina subiu lançando um olhar carinhoso para e logo depois acabou sumindo da visão de todos. sentou-se em uma das cadeiras perto da bancada e logo sentiu braços ao seu redor, Harry estava ao seu lado. Ouviu um longo suspiro do amigo e em seguida um peso em seus ombros, o garoto havia encostado a cabeça ali. sabia que havia acontecido alguma coisa, e alguma coisa séria, porém não fazia ideia do que poderia ser. Dougie ainda se matinha ao lado de Debbie, e esta, por sua vez, parecia que ia explodir a qualquer momento, ou de choro ou de raiva.

- Tia, por favor, me fala logo o que aconteceu com o Tom, antes que eu tenha um colapso nervoso logo pela manhã – disse, com um sorriso meio nervoso.
- Danny nos ligou ontem – Dougie começou a dizer e toda a atenção da garota estava agora para o amigo – Ele foi ontem à casa do Tom para falar alguma coisa, não sei bem o que era. E bom... Ele não estava sozinho.
- Quem não estava sozinho? Danny? – perguntou apreensiva.
- O Tom, meu amor – Debbie respondeu, claramente com mágoa nas palavras.
- Debbie, se você não estiver se sentindo bem, nós conversamos com a , não tem problema – Harry se interpôs na conversa.
- Não, não precisa, meu querido – Debbie enxugou as lágrimas – Eu quero estar presente, a não é apenas como uma filha para mim, mas no momento ela é também minha nora.
- Pessoal, vocês estão me matando aqui. Quem estava com o Tom? – olhava de forma desesperada para cada um ali presente.
- Daniel disse que ele estava acompanhado de uma garota - Debbie começou a dizer com muito esforço – Tom mentiu para Daniel, dizendo que era um parente nosso e que eu havia pedido para ela ficar no apartamento com ele, mas isso é um completo desaforo, porque eu nunca pedi isso ao meu filho.
- Espera! – colocou a mão no peito, lembrando-se de como respirar ou tentando apaziguar a dor que estava sentindo – O Tom estava com outra?
- Sim! – os três disseram juntos.
- Eu... Eu... – não conseguia falar, mal respirar tamanha era a dor que estava sentindo. Esperar isso de Danny era normal, mas agora de Tom?
- , minha querida, você está bem? – Debbie tentou ir até ela, mas se encolheu.
- Eu quero ir embora – a menina disse – Eu quero ir para a minha casa, eu quero ir embora! Eu quero ir embora! – repetia isso pra si mesma e foi impossível Debbie não começar a chorar.
- Calma, princesa, calma! – Harry a abraçou e Dougie abraçou Debbie – Você quer que eu ligue na Heat falando que você não tem condição de ir trabalhar hoje?
- Meu... Peito... – chorava e apertava o lado esquerdo do peito onde estava o coração.
- Eu sei, princesa, eu sei – Harry a abraçava de forma mais apertada, se fosse possível, ele daria uma surra em Tom, mas esse era um trabalho para outra pessoa.
- Meninos, a levem para longe daqui! Eu mesma vou até a escola e até a Heat, eu tomo as providências – disse Debbie, assumindo de novo o controle e indo até onde estava – Minha pequena, eu sinto muito, você não sabe a tamanha vergonha que estou sentindo no momento, eu estou tão machucada como você. Nunca esperava esse tipo de atitude do meu filho, ele parecia te amar tanto.
- Nem eu, Debbie, nem eu – disse, chorosa, ainda abraçada a Harry.
- Eu sei sobre você e o garoto Daniel – Debbie disse com carinho e arregalou os olhos.
- Sabe? Sabe do quê? – tremeu e Harry a apertou.
- , apenas escuta – Harry disse, Dougie foi logo ao lado de ambos e ali ficou.
- Desde pequena você é apaixonada por aquele garoto, você nunca conseguiu disfarçar muito bem – Debbie riu – Assim como eu sempre soube da paixão por meu filho por você e a lealdade de Daniel, ele nunca tentou nada considerando a grande amizade dele com meu filho. Muito nobre da parte dele, muito nobre – Debbie fungou e respirou mais um pouco – Fiquei feliz quando você aceitou dar uma chance ao meu filho, no fundo eu sempre quis que isso acontecesse, mas eu também sei o quanto foi difícil você abdicar do seu amor por Daniel.
- Debbie, eu nunca, eu nunca soube que você... – gaguejava, ela se sentia estranha, nem ao certo ela mesma sabia o que estava sentindo.
- Nós falamos – Dougie se pronunciou – Não aguentávamos mais as brigas entre Tom e Danny e você sofrendo em silêncio, .
- Achamos melhor contar para a Debbie, ela saberia o que fazer, porque, no fundo, estávamos ficando desesperados – Harry disse, sem humor.
- Vocês não deviam ter feito isso – disse, meio chateada – Debbie, você não precisa se preocupar com isso, já dou tanto trabalho ficando em sua casa, não quero ser mais um peso!
- Eu amo você como se fosse minha filha – Debbie disse, séria – Qualquer coisa que seja relacionado a você, eu preciso saber, e eu prometi à sua mãe que eu ia cuidar de você muito bem aqui em Londres.
- Obrigada – disse, com a voz embargada.
- Eu estou muito triste e decepcionada com o Tom, ele não tinha o direito de fazer isso com você. Daniel sempre foi tão nobre com seus sentimentos, pensando sempre em Tom primeiro, Tom foi muito egoísta por te trair! Agiu como um moleque, e não foi essa a educação que eu dei ao meu filho.
- Nós vamos conversar com ele, Debbie, o Tom deve ter tido alguma razão para fazer o que fez – disse Dougie.
- Não, meninos – Debbie se interpôs – Quem tem que falar alguma coisa sou eu, eu sou a mãe dele. E, minha querida – ela olhou com ternura para – Eu não acho que você deve se prender ao Tom por causa de Daniel, e muito menos aceitar as desculpas dele.
- Debbie...
- Se você quiser romper com Thomas, você tem meu apoio. – Debbie disse, com tristeza e mágoa, mas muito ponderada – Meu amor por você continua o mesmo.

ficou estática, e mais uma vez naquela manhã, parou de respirar. Debbie deu um beijo em Harry e Dougie e um beijo na testa de e saiu da cozinha, Carrie já estava pronta para a escola e não demorou muito para Debbie ficar pronta e sair com a filha, provavelmente ela iria passar o dia todo fora de casa.


- Como ela está? – um Danny apreensivo perguntava, mais uma vez, naquele dia.
- Arrasada, não comeu o dia todo e não saiu da cama – respondeu Harry – Dougie está com ela no quarto, nós estamos com medo de deixá-la sozinha.
- Por quê? Ela tentou fazer alguma besteira? – Danny estava desesperado de novo.
- Não, mas como ela não comeu nada o dia todo, estamos com medo dela passar mal e não ter ninguém ao lado dela se ela precisar de ajuda – Harry suspirou – Cara, o Fletcher é um babaca, ele conseguiu te superar.
- Nem me fala – Danny passou as mãos no cabelo de forma nervosa – Eu estou quase indo dar uma surra nele, ainda não acredito que ele traiu a .
- Você é o único que pode dar uma surra nele, eu e Dougie não temos nada a ver com o assunto – Harry riu sem humor – Agora, me fala, o que você vai fazer?
- Ainda não sei. Eu quero falar com a , mas ainda acho que é cedo, não quero me precipitar. – Danny sentiu uma leve empolgação, as coisas estavam começando a dar certo, pelo menos para ele.
- Hoje ela está bem sensível, cara, acho que você pode esperar mais um pouco. Mas, e você e a Georgia?
- Acabou, terminei com ela umas horas atrás.
- E como foi? – Harry riu e Danny riu junto.
- Foi até fácil, ela não fez cena! Ah, cara, eu e a Georgia nunca tivemos nada muito sério, e no fundo ela sempre soube que eu sou apaixonado por outra garota.
- Pelo menos um término de namoro foi tranquilo – Harry disse sem pensar.
- ESPERA, TEM OUTRO? Digo, a vai terminar com o Fletcher?
- Esconde a empolgação, tigrão! – Harry riu e Danny soltou um longo suspiro – Debbie disse que se a quiser terminar com o Tom, ela tem carta branca e ainda total apoio. Eu sei que a vai tomar a decisão certa, mas não fica esperando que ela vai cair de amores por você da noite para o dia.
- Ela já cai de amores por mim, o foda é ela assumir – Danny disse, sorrindo, um sorriso nervoso, mas ainda era um sorriso – Cara, que dia maluco!
- Nem me fale! – Harry gargalhou – Vai, vamos falar de outra coisa. Eu ando muito gay, ando escutando uma merda chamada Lady Antebellum, a me mostrou esses dias e eu não consigo parar de ouvir.
- Ah, você, gay? – Danny gargalhou e Harry o xingou.
Harry ainda ficou conversando com Danny no andar debaixo, enquanto permanecia na cama, tentando dormir, embora sua dor de cabeça não a permitisse. Dougie estava com ela, navegando na internet, enquanto a observava, deitada. Por vezes, gemia ou chorava baixinho, isso não passava despercebido por seu amigo. A menina não aguentava mais ficar deitada fingindo que estava dormindo ou simplesmente esperando um milagre acontecer e aquela maldita dor sair de dentro do seu peito, resolveu se levantar, ela não ia poder passar o resto do dia deitada na cama e ainda tinha que voltar para seu estágio. Pelo terceiro dia consecutivo, havia faltado na escola, não podia se dar ao luxo de faltar na Heat também, embora soubesse que Harry a ajudaria nesse ponto, mas não queria abusar assim do amigo e muito menos da sua posição como melhor amiga do McFly.

- Está melhor, baixinha? – Dougie perguntou, com carinho, quando viu a amiga se levantar da cama e ficar sentada.
- Mais ou menos – murmurou – Preciso ir me arrumar para o estágio, não posso ficar faltando.
- , você sabe que não precisa ir hoje, Harry e eu vamos até lá. Provavelmente a Debbie já deve ter ido.
- Dougie, eu não posso ficar me dando o luxo de faltar no estágio, e eu estou bem, sério! – deu um fraco sorriso e olhou para o amigo – Eu só preciso de uma boa dose de maquiagem e uma roupa mais aparentável do que esse moletom surrado.
- Você precisa – Dougie se levantou de onde estava e foi até a amiga – Ficar quieta e seguir o conselho dos seus amigos, você não tem que ser forte o tempo todo, .
- Se eu ficar nessa casa, vou enlouquecer – disse, meio manhosa, enquanto lutava contra as lágrimas que queriam sair de seus olhos – Meu Deus, Dougie, por que minha vida precisa ser tão complicada?
- Ela não é complicada – Dougie sorriu e deu um abraço desajeitado na menina – Nós faremos o seguinte; você vai sair hoje de casa, eu vou ligar para Frankie e vocês duas vão fazer um programa de mulherzinha!
- Dougie... – riu, enquanto enterrava o rosto na curva do pescoço do amigo – Eu odeio você, sabia?
- Sim, e eu te odeio muito mais! – Dougie riu alto – Agora arruma essa cara que eu vou ligar pra minha namorada.
- O que seria de mim sem você? – encarou o amigo, seu olhar ainda estava triste, mas um sorriso de leve estava desenhado em seu rosto.
- Provavelmente você ficaria nessa cama se definhando a tarde toda, enquanto eu e Harry ligávamos para as funerárias mais próximas – Dougie de ombros e gargalhou.

Como Dougie havia prometido, ele ligou para a Frankie que aceitou de prontidão passar uma tarde ao lado de , sabia muito bem do que a amiga estava precisando no momento. Aproveitou e ligou para sua outra amiga da banda, Mollie. Debbie já havia avisado na Heat que não iria trabalhar hoje, como essa era mãe de Tom Fletcher, não precisou dar muitas explicações sobre a razão pela qual não iria trabalhar. Harry e Dougie iriam passar a tarde com , não queriam deixar a menina sozinha por muito tempo, e bom... Harry havia prometido à Danny que ficaria de olho na garota; quanto a Tom Fletcher, ninguém ainda sabia o paradeiro do rapaz. Ele não havia ligado, não apareceu o dia todo em sua casa, os meninos achavam que ele ainda estava em seu apartamento, resolveram deixar ele sozinho para pensar nas consequências dos seus atos.

- Essa calça deixa a minha bunda enorme! – disse, enquanto mostrava a calça escolhida por Harry e Dougie.
- E desde quando isso é algo ruim? – Harry falou com um olhar pervertido e todos riram – I like big butts and I cannot lie – ele cantarolou e mais uma vez todos gargalharam.
- Frankie, escolhe uma calça menos apertada na parte de trás, por favor? – pediu a Frankie e essa saiu prontamente junto com Mollie pela loja.
- O que a nossa dama ainda pretende fazer hoje? – Dougie perguntou, enquanto colocava um casaco roxo por cima de sua camiseta, ficando absurdamente ridículo.
- Não sei – a voz de saiu meio abafada, já que ela estava vestindo uma blusa que Harry havia escolhido – Eu acho que estou precisando seriamente de uma manicure e um cabeleireiro. Desde que cheguei aqui, nunca mais me cuidei dessa forma.
- Você ainda se depila? – Harry perguntou rindo e abriu a cortina do provador olhando desafiadoramente para o amigo.
- Eu ainda sou limpinha, Judd – ela disse meio rindo meio séria – Ok, o que acharam dessa blusa?
- Te deixa muito gata, o que é um perigo. Se você aparecer para o Jones assim, ele te come na hora – Dougie falou, como se estivesse falando algo completamente natural e normal.
- O Jones come a de qualquer maneira, mesmo se ela estiver usando um saco de batatas na cabeça – Harry deu de ombros e ficou levemente incomodada.
- HEY, EU ESTOU AQUI! – a menina berrou e os dois riram – Tá, não levo essa blusa, não quero ser vista como comida para o Daniel.
- Hm... Daniel! – Harry e Dougie disseram juntos, dando um ar malicioso quando falaram o nome do amigo, logo depois caíram na gargalhada.
- Imbecis! – riu e se voltou ao provador.
- GOSTOSA! – Dougie gritou e logo começou a falar alguma besteira com Harry.

Todos eles ainda ficaram naquela loja por algumas longas horas, acabou por não comprar muitas coisas, estava sem ânimo e sem inspiração para compras, nenhuma roupa parecia bonita e nenhum sapato parecia atraente. Frankie achou que seria melhor ir logo para um salão de beleza, talvez uma mudança no visual fosse alegrar a amiga. Mollie teve que ir embora mais cedo, seu namorado a esperava, portanto, ao fim da tarde, só restaram Frankie, Dougie, e Harry. Por onde passavam, atraiam os olhares de todos, por osmose, acabou se tornando famosa. Famosa por ser amiga íntima de uma das bandas mais influentes do momento. Ela não gostava de se sentir assim, não gostava de ser o centro das atenções e não gostava de ser o centro dos problemas. Danny e Tom não estavam se dando bem desde o momento em que ela pisou em Londres, ela estava sempre metida em confusão e não se sentia bem por isso.

- Tá maluco? – riu, olhando para Harry – Eu não vou fazer luzes no meu cabelo, eu vou cortar e mudar um pouco o visual, isso já basta, Judd!
- Eu ainda acho que umas luzes vermelhas iam te deixar mais gata – Harry disse – Eu sei que estou muito gay falando isso, mas é apenas uma opinião.
- Cala a boca – ela riu – Moça, por favor! – se dirigiu à cabeleireira loira com pelo menos seis cores diferentes no cabelo – Corte atrás, dá uma repicada na frente e um pouco na minha franja, ok?
- É para já – a simpática loira colorida disse, animada e logo se pôs a cortar o cabelo de com muita agilidade.
- E então? – Frankie animada perguntou a Harry assim que ele se sentou ao seu lado na sala de recepção.
- Aquela maluca está com outra maluca cortando o cabelo – Harry riu – Ela não escutou meus conselhos e não vai fazer luzes – o garoto emburrou e pegou uma revista qualquer e começou a folhear, Frankie riu baixo.
- Por Deus, Judd, deixe de ser tão gay – Frankie riu – Eu achava que estava namorando o mais gay do grupo.
- Cala a boca – Harry disse baixo, só fazendo Frankie rir mais um pouco – E por falar em gay, onde está seu namorado?
- Ele foi lá fora atender o celular, acho que era o Danny – Frankie disse, insegura, enquanto mordia os lábios.
- Jones? O que ele está querendo? – Harry perguntou, meio incerto.
- Honestamente, não sei, Harry, o Dougie só disse que ela ele no telefone e logo saiu para atendê-lo, não consegui escutar nada da conversa.
- Hm... Ok – Harry olhou para fora e viu pela porta de vidro que Dougie ainda estava lá, conversando ao telefone – Eu vou lá falar com ele.

Não deu nem tempo de Frankie responder, pois, no momento seguinte, Harry já havia levantado e estava indo para fora do salão. Dougie havia acabado de desligar o telefone e deu de cara com um Harry extremamente curioso, o bateirista quase não se cabia em si de tanta curiosidade para saber o que Danny queria com Dougie.

- Fala!
- Fala?
- O que ele queria?
- Com quem você acha que eu estava falando?
- Daniel Alan David Jones, também conhecido como Danny.
- Ah, Frankie!
- Não, idiota! Danny.
- Eu sei, mongol, digo que foi a Frankie quem te falou que eu estava falando com ele.
- Ah, sim, isso está certo – Harry começou a rir e Dougie riu junto – O que ele queria?
- Queria saber onde estamos. Na verdade, queria saber da . – Dougie deu de ombros.
- E você disse o quê? Falou que estamos aqui?
- Na verdade, sim, eu acho que está na hora dos dois se verem, o que ele pode fazer?
- Agarrar ela em público? Isso deve ser uma opção! – Harry disse, virando os olhos.
- Não sei, a não deixaria isso acontecer – Dougie disse – De qualquer forma, o Jones vai chegar daqui uns dez minutos, você acha que vai demorar muito esse programa de mulherzinha? Já nem sinto minhas bolas mais!
- E você tem? – Harry respondeu rindo de lado e Dougie apenas lhe mostrou o dedo do meio – Sei lá, eu só não vou embora agora porque eu quero ver o encontro Jones com a .
- Só espero que o nosso querido Thomas não fique sabendo desse encontro tão cedo.
- O nosso querido Thomas deve ter tomado chá de sumiço, porque ele resolveu desaparecer da face da terra, problema dele. – Harry disse, sério – Agora vamos logo antes que sua namorada e a comecem a ficar estressadinhas.

Assim que entraram no salão de beleza, se depararam com uma completamente nova, os meninos até mesmo se perguntaram quanto tempo passaram do lado de fora, porque estava linda e aquela mudança deve ter demorado. Não que ela fosse feia – de maneira nenhuma –, mas ela estava muito mais linda que o normal. Usava uma saia até a altura dos joelhos meio hippie, uma bota caramelo de cano alto, blusa branca simples de renda e uma jaqueta de couro por cima. Os cabelos estavam perfeitamente lisos e escovados, com um brilho de dar inveja, caíam por seus ombros de maneira delicada. O corte era todo repicado e moderno e a franja lisa caía sobre seus olhos de maneira angelical, sua maquiagem leve, seus lábios perfeitamente desenhados e molhados com um gloss cereja, os olhos pretos esfumaçados contornados por um delineador na parte superior e inferior. De longe, ela era a menina mais linda daquele salão, linda até demais.

- Você está... – Harry ia começar a dizer, mas já começou a rir.
- Não comenta! Eu estou me achando estranha e arrumada demais para nenhuma ocasião.
- Arrumada DEMAIS? – Dougie berrou – Pelo amor de Deus, , se eu não fosse comprometido, eu ia começar a dar em cima de você agora!
- Se você não fosse comprometido, se seus dois melhores amigos não fossem a fim dela, se você não fosse o melhor amigo dela! Ai, Dougie, você nunca daria em cima da – Frankie disse, indo ao lado do namorado, dando um selinho nele e rindo de forma graciosa – , você está fabulosa!
- Obrigada – disse ficando corada – Agora chega de elogios, odeio ser o centro das atenções!
- Ainda acho que você deveria ter feito luzes – Harry falou indo ao lado de e a abraçando – Na verdade, ainda bem que não! Já vou ter problemas demais em deixar machos britânicos longe de você!
- Harry – riu – Na verdade, eu ainda não sou... Hm... Solteira – fez careta.
- Você não vai terminar com o Fletcher? – perguntou Dougie, acompanhando os passos dos outros e se dirigindo para fora do salão.
- Eu preciso conversar com ele primeiro, eu estou muito magoada, mas... – suspirou – Mas eu preciso encarar o Tom de frente.
- Ele te ama – Harry disse – Infelizmente aquele nerd te ama demais, e o Danny também. – olhou para o amigo e não entendeu por que ele colocou o nome de Danny no meio.
- Harry, estamos falando do Tom, por que falar no Danny? – perguntou a menina.
- Porque o Jones acabou de estacionar o carro dele e está vindo em nossa direção.

Assim que Harry disse isso, olhou para frente e viu Daniel andando na direção dos quatro. Por Deus, ele tinha que parar de ser tão maravilhoso daquele jeito, ele tem noção disso? Seu andar sempre fora despojado, mesmo com o vento londrino bagunçado seus cabelos mais lisos e curtos, os olhos azuis completamente expressivos, o sorriso desenhado em seus lábios de forma infantil e tímida, essa calça jeans clara, essa blusa preta que parece velha e usada... Daniel Jones estava acima do patamar de beleza, ele estava perfeito.

- Respira, – disse Frankie, baixinho, e soltando uma risada maldosa.
- O que ele está fazendo aqui?- perguntou, puxando Harry pela manga da camiseta.
- Ele passou o dia preocupado com você, princesa, acho que ele quer te ver, Dougie disse a ele que estávamos aqui.
- Oh, Poynter! – suspirou – Para que fazer minha vida mais difícil?
- Seria muito mais fácil se você tivesse se apaixonado por mim – Dougie riu. – JONES! Que surpresa!
- É, sei... – Danny falou, rindo, enquanto cumprimentava cada um dos amigos – Frankie, tudo bom?
- Tudo lindo! – Frankie riu e logo deu espaço para Danny chegar até .
- Oi, Daniel – disse, meio séria, meio rindo.
- Você... NOSSA! – Danny colocou a mão no peito simulando um ataque do coração, fazendo todo mundo rir – , ... Quer matar quem hoje? Você está...
- FABULOSA! – Frankie completou e todos riram – Eu já disse isso a ela, mas acho que ela precisa escutar isso de você Daniel.
- Eu não estou nada disso, foi uma mudança simples! – disse, corada, enquanto mexia nas pontas dos cabelos e olhava para baixo.
- Mudança simples ou não, eu estou te achando a maior gata – Danny falou e riu – Sério, , você está perfeita.
- Obrigada – ela suspirou e finalmente ergueu o rosto, encarando aquele par de olhos azuis, ela não deveria ter feito isso – Bom, quem me leva para casa? Cansei de ser o centro das atenções.
- Você veio comigo, volta comigo! – disse Harry, fazendo um reverência praticamente formal.
- Para onde você vai? – perguntou Danny, levemente curioso.
- Na verdade, eu... Eu queria ver o Tom – disse mordendo os lábios – Eu não falei com ele o dia todo, queria saber como ele está.
- , o Tom vai aparecer quando ele quiser – Dougie disse, passando a mão nas costas da amiga.
- Eu sei disso, mas uma parte de mim quer vê-lo – disse impaciente – Pessoal, todo mundo conhece o Tom tão bem quanto eu! Alguma razão ele deve ter tido para ficar com outra pessoa.
- Ciúmes? Vingança? – Danny disse, dando de ombros, e olhou feio para ele – Eu não sei, , mas ele te traiu, não traiu?
- E você me abandonou na manhã seguinte, Daniel, e daí? – alterou a voz e, nesse momento, todos olhavam para ela e para Danny – Olha, você me explicou porque fez tudo isso e eu te entendi, você não acha que o Tom tem o mesmo direito?
- Eu concordo com a – disse Frankie baixinho – O Tom é completamente apaixonado por ela, por que ele faria uma coisa dessas?
- Porque é um burro! Porque ele não sabe que tem nas mãos a menina mais incrível do mundo e fica fazendo essas coisas estúpidas – Daniel disse, passando as mãos de forma nervosa nos cabelos.
- Daniel, fica calmo – Harry disse, indo até o lado do amigo, mas Daniel pareceu não se importar.
- Vem comigo – Danny pediu à – Por favor, , eu não vou fazer nada com você, simplesmente vem comigo.
- Danny, chega! – pediu baixo.
- , vai com ele – Dougie disse e olhou para o amigo assustada – Estamos no meio da rua, em frente a um salão de beleza em Londres, querendo ou não, já estamos chamando bastante atenção – Dougie apontou em volta e viu que algumas pessoas estavam paradas olhando a cena dos cinco.
- Me... desculpem... – ia começar a falar, mas foi interrompida.
- Não desculpa nada – Frankie disse – Harry, você leva a até a cafeteria mais próxima, Danny você os segue. Ia ser chato demais a entrar em um carro com o Daniel, sendo que para a imprensa ela namora o Tom.
- Verdade – Dougie disse – Eu vou com a Frankie para casa, nos falamos mais tarde.
- Quer conversar com o Danny a sós? – Harry perguntou para amiga.
- Não – olhou apreensiva para Harry e Danny – Fica comigo, por favor.
- ... – Danny bufou.
- Cara, ela quer que eu fique junto, eu vou ficar – Harry disse – Vamos para minha casa, pelo menos lá temos mais privacidade.
- Ok – Danny respondeu.

Daniel foi andando emburrado em direção ao seu carro, enquanto via e Harry abraçados indo na direção do carro deles. Frankie e Dougie foram mesmo para casa, porém, ambos estavam ansiosos demais para saber o que aconteceria a seguir, isso parecia uma eterna novela que não parecia ter um final feliz para ninguém. Assim que sentou-se no banco do passageiro e Harry ligou o carro, ela se permitiu chorar baixinho, chorar por ser fraca, burra, inconstante, por não conseguir ser feliz e nem fazer feliz as pessoas que ela mais amava, o mundo parecia conspirar para que tudo desse errado, sempre.

- Seu celular, princesa – Harry disse, apontando para a bolsa da amiga, que tocava uma música baixinha.
- Ai, merda – fungou enquanto via na bina o telefone da Heat – É do estágio.
- Quer que eu fale? – perguntou Harry.
- Não precisa, papai – disse, rindo – Alô?
- ?
- Samuel! – disse, de forma animada e Harry a olhou meio ressabiado e curioso ao mesmo tempo. – Nossa, tudo bem?
- Eu é que pergunto, tá tudo bem com você? Não veio trabalhar hoje.
- Ah, nada demais, eu só... Não estava passando muito bem – mordeu os lábios com um pouco de força – Foi tudo bem por aí sem mim?
- Na verdade, foi...

Samuel começou a dizer como tinha sido o dia, o que eles tinham feito e passou para as coordenadas para a manhã seguinte. Ele era tão fofo na maneira de falar e tão meigo com , a menina por poucos minutos até mesmo conseguiu ficar mais calma. Assim que desligou o telefone, se deparou com um Harry absurdamente sério e aparentemente mal humorado.

- Mais um, ? – Harry perguntou.
- Mais um o quê, Judd? – respondeu.
- Mais um para a lista?
- Deixa de ser babaca, o Sam é um dos novos estagiários da Heat, apenas me ligou pra saber como eu estava e me falar o tanto de trabalho que eu tenho amanhã.
- Eu sabia que devia ter te tirado desse emprego o quanto antes, mais um cara para ficar babando por você – Harry bufou.
- Ai, imbecil – riu de leve. No fundo, gostou de Sam ter ligado, nem ela sabia bem o porquê.



Tom’s P.O.V

- Obrigado, Dougie.

Desliguei o telefone e, apressado, peguei as chaves do meu carro, estava indo para a casa de Harry e era agora mesmo que eu ia falar com ela. Posso ter agido como um estúpido na noite passada, mas eu ainda amo aquela garota e não a vou entregar de mão beijada para o Jones. A merda do meu pé ainda tá doendo, mas eu vou de chinelo mesmo, pelo menos meu carro é câmbio automático. Eu não consigo parar de pensar nas palavras do Danny ontem, ele me ameaçando, com ele se atreve? A está comigo agora, depois de tanto tempo, eu finalmente estou com a minha garota e ele vem falar para mim que vai lutar para ficar com ela também? Eu já o conheço suficientemente bem pra saber que isso não vai durar, eu não sei o que ele quer ou o que ele pretende com tudo isso, mas a mim ele não engana, e ele não vai enganar a minha também.

Aquela menina ontem não foi nada, foi fruto de uma imprudência ridícula e absurda, eu nunca fiz isso, para que fazer agora? E eu nem cheguei a dormir com a menina, eu nem a toquei, para ser bem sincero. Tá, eu fui procurar mulher fácil porque eu estava arrasado, só de pensar que posso perder a para o Daniel me arrasa, fui atrás de uma distração qualquer, e, nesse momento, a melhor distração é sempre mulher. Essa garota foi a mais fácil e mais barata, eu a trouxe para casa, mas nem fizemos nada. Quando o Jones chegou (eu preciso pegar a porra das minhas chaves de volta) eu estava me culpando por ter trazido essa garota, eu nunca faria nada, óbvio. Mas CLARO que esse idiota teve que falar para todo mundo que eu estava traindo a , perder tempo para quê? A essa altura, minha mãe me odeia e provavelmente a também, e com razão. Ela vai me ouvir, ela vai me escutar, ela ouviu a versão do Jones uma vez, por que ela não ouviria a minha?

Todos esses pensamentos foram passando em minha cabeça no caminho da minha casa para o apartamento do Judd, ainda bem que não morávamos tão longe e hoje o trânsito em Londres não está caótico. Cheguei rápido até o apartamento, rápido suficiente para ver Harry descer do carro e logo em seguida ele abrir a porta do passageiro e ela descer. Puta que pariu, o que fizeram com ela? Ainda bem que ninguém está me vendo agora porque provavelmente eu estou com a maior cara de idiota possível. , você está maravilhosa, uma boneca! Como eu poderia em sã consciência trair essa menina, quem faria isso? Eu a amo, apesar de todas as dúvidas que pairam em meu peito, eu a amo, tanto que dói, frase clichê, porém verídica. Eu acho que nunca vou conseguir desistir dela, não faz sentido, talvez eu só faça isso quando ela disser que não me ama, que não me quer e que quer o Daniel ou quem seja. Enquanto ela continuar dizendo que me ama, eu não vou desistir e não vou entregá-la tão fácil. Enfim, essa era a hora de eu parar de pensar e agir como um homem, agir como eu sempre deveria ter agido. Assim que eu abro a porta do carro e ela se vira pra trás (talvez porque ouviu algum barulho), eu a vejo sorrir, o meu sorriso favorito, o sorriso da minha garota favorita. Eu dou um sorriso de volta e parece que meu coração está bombardeando com sangue todo o meu corpo de uma maneira rápida demais, me sinto por alguns segundos até mesmo tonto, tonto por estar a poucos metros dela e de ver seu sorriso.

- Ai, não! – ela fala baixinho, enquanto segura no braço de Harry e olha para o meu lado esquerdo.

Eu percebi que um outro carro parou logo depois de mim, e eu conheço bem o carro dos meus amigos, esse é o carro do Jones. Mas que merda ele está fazendo aqui agora? Eu olho de novo para e ela está apreensiva, como se alguma coisa de ruim fosse acontecer, e Harry está com o mesmo olhar que ela, eles estão sabendo de algo que eu não sei? Ou eu estou aqui estragando um momento para o qual eu não fui convidado.

- FLETCHER!

A voz de Danny me tirou do transe, e assim que eu olho pra trás eu o vejo vir até mim, com os punhos cerrados e uma expressão amarga em seu rosto. Eu não tenho tempo nem de pensar, pois no momento seguinte eu apenas sinto uma forte dor em meu nariz e em minha cabeça, e vejo que estou caído no asfalto. Danny acabara de me dar um soco no meio do rosto e eu nem sei qual o motivo. A dor começa a se alastrar por minhas têmporas, olhos, cabeça e o gosto de sangue invade minha boca, há sangue escorrendo do meu nariz e descendo direto aos meus lábios, o gosto forte de sangue e ferro chega até minha garganta, fazendo eu ter uma ânsia muito forte, mas a dor excruciante não me permite mexer, eu apenas grito, grito de dor e falo os primeiros palavrões que chegam à minha mente. Como que esse filho da puta teve coragem de me bater? Em tantos anos de amizade, eu nunca relei a mão nele, como ele pôde?

- Jones, seu escroto!
- IDIOTA, O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?

As vozes vão se confundindo na minha cabeça e eu não sei mais identificar quem está falando, percebo que a voz de Danny parece bem alterada e mais alterada ainda está a voz de . Tento abrir os olhos, mas não consigo tudo dói e tudo parece rodar.

- Tom, pelo amor de Deus, fala comigo!

Era a voz de , sua mão delicada pousou sobre minha testa e me fazia carinho, eu mal podia sentir seu toque, tamanha era a leveza de suas mãos. Acho que sorri, eu senti meus lábios fazerem uma curvatura para cima e eu sorri com esse toque, porém no momento seguinte senti que estava começando a apagar. Senti o gosto forte do sangue em minha garganta misturado ao gosto salgado de uma lágrima, lágrima esta que não era minha, mas era de que estava deitada sobre mim chorando e pedindo para que eu voltasse. Apaguei ouvindo sua voz dizer “eu te amo”, e, de repente, não me lembro de mais nada.


Tom’s P.O.V off



N/A: Hello Party Girls, como estão? Ai eu tinha que começar minha n/a com um comentário clichê né? HAHA, bom amores, hoje é 21 de julho e eu estou mandando a att para minha beta gata antes mesmo de saber o que vocês acharam da última att dupla, fazer o que? Devo falar que esse capítulo demorou horrores pra sair e eu não gostei do resultado final, Daniel batendo em Tom? NOSSA, bizarro! Eu achei que ficou muito a desejar, mas depois de ler e reler eu não consegui melhorar em nada, peço desculpas desde já! Me contem, como vocês estão? Eu to bem viu! HAHA, ah antes que eu esqueça: Kath minha linda, de presente de natal eu vou te comprar uma bata que custe até 30 reais, fechado? (eu disse que ia zuar, eu disse). Minha beta linda e doida, eu te amo mesmo assim e continue me amando e betando minha fic, obrigada hahaa! Meninas to sem inspiração pra nada no momento, agora a próxima att vai vir depois de eu saber o que acharam dos últimos três capítulos mandados! Pra quem está lendo e adorando OBRIGADA, e muito mais obrigada pela divulgação que eu vejo, vocês são lindas demais. Desculpa quem tá virando Flones, o Dougie e o Harry ainda são uns txutxucos! É só isso por enquanto gatas, beijos a todas e qualquer reclamação ou coisa do tipo me achem aqui -> @gikastro. Mwaaaaah xxx
N/B: HA-HA-HA! Muito engraçado, Gi... --' HUSAHUSAHUSA
E sim, eu aceito uma bata nova. Eu, ATÉ HOJE, não achei a minha. Foi para o mundo paralelo, não é possível, cara. HAHA
Enfim, qualquer erro, seja de português, script ou ambos, envie diretamente a mim. Não envie para a Gi, para o site ou use a caixinha de comentários. Se quiser, sinta-se livre para enviar-me um tweet informando os erros. Obrigada!