The Madness Of The Night Dreams
Por TáhC.
Capítulo 01.
Sonho.
TRIIIIIIIIIIIIIM.
- Alô?
- Quem?
- , gostaria de falar com quem?
- Com a , por favor!
- No momento ela não está, se você quiser pode deixar recado.
- Diz para ela, por favor, me encontrar hoje, a hora que ela puder, na Starbucks, é um amigo dela!
- Ok, eu digo sim.
- Obrigado.
PI PI PI PI.
- Que falta de educação, nem pra dar um tchau.
No momento em que mãe de coloca o telefone no gancho, escuta o barulho da porta se abrindo, na maior calma do mundo.
- Mãe, está por aí?
- Filha, você não morre tão cedo, acabaram de te ligar, e deixaram recado...
- Diga mãe. - Disse , tirando o casaco e se jogando no sofá.
- Era um garoto pedindo para você encontrá-lo na Starbucks, a hora que você quiser.
- Que garoto mãe?
- Sem identificações, mas...
- Tchau, beijo, te amo! – Disse , se levantando do sofá e saindo porta a fora, sem escutar o que à mãe tinha para dizer, do tipo, “mas se você for, tome muito cuidado, vai que é um louco, sabe que na...” Coisas de mãe!
- Também filha... Caramba, os adolescentes de hoje vivem com uma pressa, já é o segundo que não me deixa terminar!
saiu às pressas de casa e lembrou que tinha esquecido o celular, caso emergências acontecessem, vai saber quem é o louco... A curiosidade a corroia por dentro, e a Starbucks que parecia perto, ficava cada vez mais longe. Chegando lá, viu um garoto sentado em uma das mesas perto de uma das janelas da loja, ela foi se aproximando e ele percebeu que ela estava perto, virando o rosto, parou e certamente viu o quanto aquele garoto era lindo e...
DON’T WANNA BE AN AMERICAN IDIOT…
- AH O BUCH ESTÁ AQUI, É GUER… Calma , respire, é apenas o meu DESPERTADOR, ah, que isso?! Estava na melhor parte do sonho e me acordam dessa maneira, nem descobri como é o nome do gato que tava me esperando na Starbucks. Apesar de ser apenas um sonho, quem é que não gosta deles, certo?
Capítulo 02.
Starbucks
Entrei no banheiro, e até me assustei ao me deparar com a minha cara no espelho, sério, meu cabelo parecia uma juba do leão quando tenta passar chapinha.
Liguei o chuveiro, pronta para entrar, quando se escuta um PUF, não to brincando, meu chuveiro queimou. Acabei tomando banho assim mesmo, pois a fome me atiçava e só iria à Starbucks decentemente vestida e cheirosa, vai que eu encontro o garoto do sonho, admito, esse garoto me comoveu.
A água estava muito gelada, pelo menos me fez acordar e me lembrar que depois de me vestir tenho que contar esse sonho para a . Coloquei uma calça skinny e uma blusa enorme do meu pai, é bem quente, e lá fora deve estar muito frio, e meu inseparável All Star vermelho. A tal que eu disse antes, se chama , simplesmente a malinha que preciso em todas as horas, nos momentos tristes e felizes, melhor amiga, entende?
Desci ao andar de baixo, meu pai já foi trabalhar e minha mãe...
- Filha, é você? – Acho que eu achei minha mãe. Ela estava na cozinha, pegando café e uns biscoitos para comer debaixo das cobertas. Mamãe está de férias do trabalho, como eu da escola.
- Sou eu sim mãe. Mãe me deixa te contar, eu tive um sonho estranho e tenho... ! – Sai correndo da cozinha e escutei apenas umas risadinhas da minha mãe. Peguei o telefone e disquei para a mesma.
- Alô? – A voz rouca e fraca de soou contra o telefone, voz de quem tinha acabado de acorda.
- Levanta dessa cama logo e me encontra daqui à uma hora na Starbucks, sua dorminhoca.
- AH , estou de férias, você não larga do meu pé nem quando estou dormindo?
- Também te amo, mas vamos logo antes que eu vá te buscar, e você sabe que adoro zoar com baldes gigantescos de agu...
- , , já entendi, estou saindo da cama, tchau beijo, até daqui à uma hora.
PI PI PI PI.
Tenho que me lembrar de avisá-la que a educação manda lembranças, nem terminei de falar, mas eu supero, como eu já estava pronta para ir a Starbucks e não tinha nada para fazer em casa, o jeito foi andar pela cidade até dar hora de encontrar a .
Capítulo 03.
Um sonho pode mudar a sua vida, acredite.
Saí de casa e fui andar pelo bairro, notei que perto da minha casa havia uma praça que, sinceramente, nunca tinha visto por lá, e olha que conheço tudo por aqui. Entrei praça adentro e lá é, simplesmente, lindo e enorme, estou vendo que achei um lugar para conhecer enquanto não dá o horário para ir comer, comer!
Eu estava prestando tanta atenção em tudo que via que acabei tropeçando em uma pedra, e em um coitado também.
- OUTCH, quem foi o louco que coloco isso no meu caminho e AH, perdão não tinha te visto, desculpa mesmo! – Quando eu me virei para o garoto para pedir desculpas, vi que já conhecia aquele rosto de algum lugar, foi aí que eu achei que fiquei louca, porque, sim, aquele era o garoto do meu sonho. – SENHORA DA BICICLETINHA, DAI-ME EQUILÍBRIO, É O GAROTO DO SONHO! – Dei um super berro, e lembrei que eu acabei de gritar desse jeito, e o garoto me olhava com uma cara de assustado, foi quando o silêncio tomou conta do lugar, mas logo foi interrompido, ainda bem, já disse que falo até os cotovelos e odeio silêncio?
- Er, bom dia para você também! – O garoto me disse com a cara oi-eu-perdi-alguma-coisa?
- Ah, bom dia, , prazer!
- Uhm, o prazer é todo meu, . Garoto do sonho? – Ai, ele tinha que perguntar o que eu acabei de berrar mesmo?
- Ah, nada não. – Senti meu rosto corar imediatamente, e ele era MUITO gato, seu sorriso torto quando lhe respondi era lindo, sem falar que aquela covinha... Nossa, e seu olhar assustado, me comoveu pela segunda vez hoje, oh, garoto vai bater recorde.
- Me deixa ir, já estou atrasada. – Estava saindo, com muita vergonha por sinal, mas ele me segurou.
- Será que tem como você me passar seu telefone, sei lá, para a gente se ver mais vezes? – É, também adorei te conhecer lindo.
- Uhm, ok! – Passei meu telefone para o tal . Ele me deu um beijo no rosto e saiu. Vish, esqueci da .
Sai correndo da praça, nunca ninguém me deixou com vergonha do jeito que fiquei desse garoto. Ao chegar lá, estava devorando muffins e olhando no relógio a cada cinco minutos.
- , sua louca, onde você estava? Estou aqui te esperando faz um tempão, e porque você me chamou aqui?
- Eu estava andando na praça perto de casa e esqueci-me do horário, e por acaso aconteceu uma coisa muito estranha e te chamei aqui para te contar uma parte da história, só que tem complemento.
- Uh, adoro histórias, adoro complemento.
- Cara de pau, mas então... – Contei toda a história para ela, enquanto tentava roubar alguns muffins para mim, mas minha tentativa foi em vão.
- Caramba , impressionante, estou precisando de uns sonhos desses, sabia? Ele não tem nenhum amigo gato para mim não? – me olhava com uma cara de tarada misturada com emoção.
- , eu não perguntei isso para ele amor, eu nem falei com o garoto direito.
- Mas devia ter perguntado poxa, isso é hora de esquecer-se da sua hiper-mega-blaster-best friend?
- OMG, está certo docinho de coco, quando ele me ligar eu não me esqueço de perguntar, ok?
- Uhul, falou flor de lótus, agora vamos passear. – Ela disse animada, me puxando pelo braço e deixando o dinheiro em cima da mesa, no final das contas, nem comi direito e fui obrigada a andar vários quarteirões só porque ela estava inspirada, ai, eu mereço!
Capítulo 04.
O segundo encontro é melhor... Ou não.
Chegando em casa, mamãe estava largada no sofá, e eu resolvi contar as novidades a ela.
- Dona , isso é super perigoso, onde já se viu passar seu telefone para ele? – Eu caí na risada, e ela e olhava com uma hiper cara de quem não está achando graça em nada.
- Calma mãe, que nervoso, é só um telefone, quem sabe ele não é um cara legal? Vamos alugar algum DVD? – Mamãe fez AQUELA cara de quem odeia que fujam do assunto.
- Ok, tudo bem, mas eu volto nesse assunto, e ai se esse garoto te machucar... Eu o pego pelos cabelos e...
- Mãe calma, não é o fim do mundo, vai, vamos. – A empurrei porta a fora, pelo menos com um filme ela se esquece disso logo.
Chegamos lá, minha mãe foi na seção de filmes mais melosos da história e eu fui à seção de aventura, Desventuras em Série é ótimo, estou precisando dele, uhm, Desventuras, Desventuras... ACHEI! Só que eu fiz questão de trombar com mais um doido, meu dia está cheio viu, que trombada, trom... EPA, eu te conheço!
- , você por aqui, lembra de mim... ?
- , , ah claro, o garoto da praça!
- Acho que a gente se encontrou mais cedo do que pensávamos.
- Er, me deixa ir, minha mãe está me chamando.
- Mas eu não estou escutando nada!
- Telepatia de mãe e filha, você não entenderia, com licença. – Ai que desculpa mais esfarrapada, troféu jóinha para mim. MÃE!
- Ah, ok, tudo bem, eu te ligo! – Ah, ele vai me ligar? É eu acho que escutei isso! Percebeu que sempre quando eu penso e falo desse garoto esqueço-me de alguma coisa ou deixo de fazer algo? É, acabei de me esquecer de pegar o DVD.
- Filha, você não pegou nada? Que cara meio rosada é essa?
- Mãe, o está aqui, estou com vergonha. Vamos?
- Mas me deixa ver ele, qual deles é? Aquele? Uhm, que cara de nerd. , não tinha um pior não?
- Pára mãe, não é aquele não, é ele, olha! – Me expressei apontando para o tal , que por sinal é LINDO, para minha mãe.
- Uh, é gato filha! - Minha mãe falando é uma comédia, não segurei as risadas, ela passou pelo caixa e lá vamos nós, FILME COM PIPOCAS.
Chegando em casa, fomos direto para o DVD e o fogão, eu assisti ao filme todo olhando para o celular, eu acho que estou esperando ele ligar, que paranóia, tenho que parar com isso. Olhei para o relógio, passamos a tarde inteira assistindo filme e papai já estava chegando, e, minha mãe comovida, do meu lado com Uma Ligação Perdida, não fui eu quem pegou tudo, se eu não dormir a noite, já sei aonde vou me enfiar.
Escutei a porta se abrir e vi meu pai, com cara de cansado, meio nervoso e varado de fome, família fominha? É, eu faço parte dela!
- Pai, tudo bem? – Perguntei quando papai me deu um beijo na testa.
- , um pouco cansado, mentira, muito cansado, mas eu estou bem, nada como a comida da sua mãe e uma cama não resolva, e você?
- Tudo bem, comida hoje? Só se você a tirar da frente da televisão, que na maioria das vezes, acho impossível você conseguir. Boa sorte, estou no banho! – Gritei, já no último degrau.
Entrei no banho, estava cansada, meu bumbum já estava quadrado de tanto tempo que eu fiquei no chão, só sei que quando saí de baixo do chuveiro, caí na cama e só acordei no outro dia, antes de meu pai sair para trabalhar, estou vendo que acordei cedo, vai pular da cama cedo hoje, já estou até vendo o tanto que ela vai reclamar!
Capítulo 05.
O começo de tudo.
Mais um dia de férias. Desci as escadas correndo, com muita fome, que por sinal, não é mais novidade. Meu pai estava quase saindo, e minha mãe ia sair com a amiga dela, casa somente minha hoje, o dia inteiro.
Avisei minha mãe que a vai vir para cá, passar o dia comigo, ela deu algumas recomendações e me avisou que só voltava antes do pôr do sol. Corri para meu quarto e liguei para , ela estava dormindo.
- Alô?! – e sua voz de sono, quando acorda.
- ACORDA JHOW!
- , que isso, animação logo ÀS OITO HORAS DA MANHÃ?! Como você me acorda, em uma segunda-feira este horário, se afogo na privada é? – Pra quem foi acordada esse horário está com um senso de humor incrível, não é? Vai entender a ... Essa sabe ser de lua!
- Ai , sua sem coração, bom, minha mãe vai sair, não quero passar o dia sozinha, vem para cá?
- Uhm, ta então, fazer o que?
- Eu sei o que você vai fazer, tirar esse bumbum gordo de cima da cama, colocar uma roupa descente e vir para minha casa passar à tarde com sua best. – Hehe.
- Tudo bem, ok, tchau, até daqui a meia hora.
- Tchau, tchau! – Desliguei o telefone, e ainda eram oito e meia da manhã, e, sinceramente, não tenho idéia do que fazer. Resolvi dar uma olhada em umas pastas que estavam jogadas dentro do guarda-roupa, por lá tinham alguns desenhos de anos atrás, eram de roupas, nada muito lindo, mas bem criativo. Um dia eu tento costurar alguma coisa, será que dá certo?
Me distraí vendo as coisas e logo a campainha de casa tocou, cara como é irritante, certeza que é a ... Ô mania de ficar apertando a campainha igual uma louca, um dia ela afunda o negócio e ela vai pagar outro.
- Calma aí, que saco, nasceu de cinco meses? – É a campainha irrita, e ela era mesmo.
- Fala coisinha, tudo bom? Como estão as coisas? O que a gente vai faze hoje? Ah, psiu, como está o seu rolinho com o gato?
- Nossa, vamos começar uma guerra? Que bombardeio de perguntas! Eu estou ótima e você? As coisas estão normais e as suas? Eu não tenho noção do que nós vamos fazer hoje, e o eu vi ele ontem, na locadora, nada de mais.
- Uhm, to ótima, locadora é?
- É, por quê? – Não deu tempo de eu acabar de falar e o telefone tocou, minha mãe nem saiu de casa direito e já está ligando, que preocupação.
- Alô?!
- , tudo bom? – Pronto, a vergonha voltou, alguém, por favor, me ajude a achar um chão em baixo dos meus pés? Porque eu acabei de perder ele.
- Ah, é ela, tudo ótimo, quem é? – Como eu sou sínica.
- É o , e aí, vai fazer alguma coisa hoje?
- Ahm, ainda não sabemos direito.
- Quem é? – perguntava aflita do meu lado, menina curiosa viu?! – É o ! – Falei apenas mexendo a boca, sem emitir som algum. Quando a sacou quem era, não parou quieta, me enchendo o saco pedindo para chamá-lo para vir para cá, e trazer um amigo.
- Chama ele, chama sua lerda!
- Sabemos? Não está sozinha? – perguntou, ele pareceu muito curioso.
- Não, não, estou com a , me irritando aqui. PÁRA! - Há, ele riu, deixa, vou mandar a por Sedex para ele, para passar uma semana com ela, vamos ver se ele vai rir depois!
- Ah sim, uhm, quer ir a algum lugar? Eu e os garotos estamos aqui sem nada para fazer, me lembrei de você e resolvi ligar.
- Uhm, ok, eu vou te passar o endereço daqui, vocês vem para cá e a gente resolve aonde vamos, ok? – Tudo culpa da , tive que chamar né?! E para falar a verdade, estou adorando.
- Ah sim, pode passar.
- 10 Downing Street, 356, apartamento 36.
- Ok, até daqui trinta minutos, tchau.
- Até. – Desliguei o telefone e não parava de fazer caras e bocas do meu lado, toda animadinha.
- O que ele disse?
- Ele disse que ele e os amigos dele estão vindo para cá, daqui à meia hora!
- Uhm, amigos. – me olhava com uma cara de malícia, eu não consegui segurar as risadas.
- Que é? Acho bom a gente trocar de roupa, estamos muito confortáveis. - Estávamos de shorts jeans curto e bata.
- É né? – Ela apenas acenou com a cabeça e saiu correndo, escada a cima para se trocar.
Em pouco tempo ouvimos o som da campainha, eu suei frio, a saiu correndo pra atender, em uma animação de dar gosto, se ela não desencalhar hoje, não desencalha mais.
- Calma . Eles não vão fugir.
- Estou calma! – Ela me olhou, eu a olhei, não deu tempo de falar nada, só se escutava passos exagerados em direção a porta, uhm, corremos!
Chegamos à porta, a fitamos por um bom tempo até a campainha ser novamente tocada, saí do transe e, com muita vergonha, abri a porta. Estavam lá, quatro meninos me olhando, sim, que beleza, OMG. Como não os tinha visto por aqui ainda?
- Ahm, oi, vamos ficar do lado de fora? – Um dos garotos me disse, muito bonito também, seus olhos eram azuis, seus cabelos castanhos, que atrevido.
- Oi, uhm, desculpa, entrem. – Dei espaço a eles, e olhava para um loiro como uma criança olhava para uma barra de chocolate, seus olhos brilhavam, eu fui obrigada a estragar o momento, e dei um cutucão nela, e quem disse que ela reagiu?
-. – Tempo. - . – Só mais uma vez vai. - !– Ela me olhou assustada. - Ahm, , essa é a . – Ela o cumprimentou.
- Prazer, .
- E quem são eles? – , como você é apressada.
- Eles são , e .
- e . – Que garotos, Jesus me abana.
- Prazer. – Um deles me disse com um beijo.
- Uhm, o prazer é meu.
- Então, o que vamos fazer? – Mas o tinha que atrapalhar o momento, né?
- Uhm, que tal, museu? – perguntou, apesar de ser um museu a gente se divertia muito por lá, era lindo, e olhar para alguns dos quadros mais famosos da história era uma emoção e tanto.
- Uh, e se sentir dentro do Código Da Vinci? – fez uma cara muito sedutora e ao mesmo tempo engraçada, cada vez gosto mais da idéia de ter amigos como eles.
- Eu sou o Robert. – disse.
- Wow, sou a Sophie. – Eu gritei, e me olhou com uma cara muito medonha por sinal. Eu acho melhor eu ficar quieta.
- Shiu vocês dois. Então, vamos?
- Ah claro, vamos Sophie. – me disse com uma voz galante, mostrando seu braço em sinal de cavalheirismo.
- Sim, Robert. – Todos riram e saíram porta afora.
Ao chegar lá, todos acharam medonho, acho que eles nunca estiveram no museu antes, pelas caras e bocas, é eles nunca estiveram por lá. Até que foi divertido ir para um museu, Monalisa nos emociona.
- Quando eu crescer quero ser igual ela, baby. – disse com uma voz fina e bem estranha para um garoto.
Todos gargalhavam alto, até uma lanterninha mal-humorada aparecer e nos tirar da animação. Acho que ficaram com tanta vergonha que resolveram sair de lá, e eu fui atrás.
Por ser Londres, o dia estava bem estável, tinha apenas um sol escondido entre as nuvens, porém, estava calor. Estava ficando tarde, então resolvemos tomar apenas um sorvete e ir para casa, quem sabe amanhã não seria mais um dia como esse?
- Bom, o dia foi ótimo. Foi um prazer conhecê-los garotos. – Eu disse, e todos deram tchau para mim e para . Falando na , eu acho que ela quer contar alguma coisa, ela está estranha, e ela e o estavam bem juntinhos agora à tarde. Será que?
Eu entrei no condomínio pensando, e algo segurou meu braço, foi quando virei e dei de cara com o bem pertinho de mim, me deixando com a respiração meio descompassada, digamos assim. Ele ficou me olhando, eu senti um tremor em meu corpo, me senti corada, nunca fiquei assim, com ninguém, vai entender.
- Ahm, então, - Eu tinha que quebrar o clima constrangedor.
- Ah, desculpa, então , nos vemos amanhã né? – Que voz, que cabelo, que garoto.
- Uhm, talvez. – Me soltei de seu braço e saí andando, sentindo seu olhar em mim, mas não me virei, que medo.
Capítulo 06
Conhecendo o inimigo!
A noite passou voando, e eu dormi igual a uma pedra. Quando acordei, o dia estava chuvoso, nada muito confortável como ontem, olhei para o relógio e até me assustei, já eram dez horas e fazia um bom tempo que eu não acordava tarde desse jeito. Primeira semana de férias e já acostumando meu corpo mal, show. Tomei um banho e desci. Minha mãe estava na cozinha fazendo algo para eu comer, peguei uma maçã e resolvi contar a minha mãe sobre o dia de ontem.
- Filha, quando você fala do tal seus olhos brilham de um jeito. – A minha mãe nadou no chuveiro, não é possível. Não estou vendo brilho nenhum aqui.
- Mãe, vou te compra uma passagem pra cidade vizinha, você está só na cozinha de casa e viaja, impressionante. – Ela começou a rir, e comentar como foi que ela conheceu meu pai, quando o telefone toca.
- Alô? – Minha mãe foi mais rápida, não tive tempo de atender, estava entretida aqui, com meu sanduíche.
- Alô, ?
- Não, a mãe dela, calma aí vou chamá-la!
- , garoto no telefone.
- Ok mãe, ok, não me olha com essa cara, eu não fiz nada. – Mamães.
- ? Tudo bom?
- Oi , tudo ótimo e com você? Ahm, topa vir aqui para a minha casa? Os garotos estão aqui, trás a também. – Eu escutei o gritinho do ou é impressão minha?
- Está certo, até daqui a uma hora.
- Uhm, beijo.
Desliguei o telefone e saí da sala para avisar a minha mãe.
- Uhm, vai sair é?
- Vou mãe, vou, vou para a casa do , ligo se não for dormir em casa.
- Na casa do é? – Para uma mãe ela está muito maliciosa ultimamente.
- A e os garotos vão estar lá, bobinha. – Eu disse, já colocando meu All Star, e pegando as chaves e o celular.
- Sei, ok, não faça nada que eu não faria.
- Até parece, beijo. – Dei um beijo nela e saí de casa, agora começava a guerra para tirar da cama.
Engano meu, os garotos já tinham ligado para ela, e ela estava só me esperando. Ela está mais apressada que eu, e eu sei por quê.
- Oi amorzinho. – Ela disse toda feliz, entrando no carro.
- Oi , que animação é essa fofa?
- Só acordei feliz, e tenho que te falar uma coisa. – Ela me olhou com cara de cachorro sem dono, eu até assustei.
- Diga.
- Ahm, eu estou apaixonada. – Há, as bochechas dela coraram.
- Você os conheceu ontem. – Assustei. - E esse garoto seria? – Coisa que eu não sei.
- . Eu peguei o MSN dele ontem e nós ficamos horas conversando hoje, ele é muito fofo. – Espertinha e rápida a fofa.
é uma garota que nunca acha um garoto para compartilhar todos os seus medos e inseguranças, ela fica uma, duas, três, até um mês com alguém, mas nada que lhe dê muita confiança, já eu, sou a paradona do pedaço, lerda que dá gosto de ver, sou até pior que ela, fico com alguém no máximo uma semana e minhas paixonites só dão problemas, sempre pelo garoto errado, quer sinceridade? Acho que tenho até um pouco de insegurança em relação a isso, já entreguei meu caso a todos os santos.
Ela estava toda animada chegando à casa do . parece gostar dela da mesma forma que ela dele, acho que a história de verão dela, acabou de começar.
- Oi pessoas. – Eu disse dando beijo em todos. Não sei por que, mas aquela casa faz bem, era simples e bem aconchegante.
- Oi meninas. – Os garotos ensaiaram para nos falar oi? – Atrás de , apareceu uma garota, nada muito agradável, me olhou torto, aparentava ter a mesma idade que nós, fez questão de apresentar a menina.
- Meninas, essa é minha prima Katty. Katty, elas são e . – A menina fez a mesma cara de nojo de novo, o dia vai ser longo.
- Olá, muito prazer. – Ela disse com um ar de superior a todos nós, qual é a impressão que eu passo será, hein? Porque se eu passasse coisa boa tinha gente me tratando melhor.
Eu e trocamos olhares, e pelo jeito ela pensou o mesmo que eu, que menina viu. – Olá, o prazer é nosso. – Qual é a da garota?! Ela não para de me medir.
Logo após a apresentação que, por sinal, começamos mal, estávamos todos na sala e me chamou na cozinha, para conversar sobre a tal prima dele.
- , vem aqui, rapidinho? – Ele estava meio com vergonha, se é sobre a prima dele, pelo jeito dele, ela não é tão amável assim.
- Ahm, ok. – E saímos em direção à cozinha. De frente para a cozinha dele tinha um espelho, e sabe quem estava me olhando? Adivinha... A KATTY. – Então, por que você me chamou aqui?
- Ahm, a Katty sabe, tem um pouco de ciúmes de mim, em relação as minhas amigas. – Eu acho que isso eu já notei né ?! – Ok, muito ciúmes, então, é bem provável que ela ficará me vigiando, uhm, tem problemas? – Ah não, claro que não.
- Ah, tudo bem né, não vou dizer que não tem problemas, mas não posso fazer nada em relação a ela. – Agora está literalmente declarado a guerra pleno século XXI.
Como não tínhamos nada pra fazer à tarde e a chuva atrapalhava ainda mais, resolvemos ficar em casa jogando twister, comendo muita pizza com chocolate e zoando muito.
- , mão esquerda, cor azul. – O tava pior que o Zukie quando está com preguiça (Zukie? Lagarto do ), todo esticado, e digo mais, ele estava super em cima da , só haviam eles no jogo, naquele momento. Resolvemos que quem caísse primeiro teria que fazer algo que mandássemos. Eu já imitei a Madonna, o já estava maquiado, o estava vestido de garota, o já foi obrigado a cantar para gente, que por acaso, foi a melhor coisa que todos nós o mandamos fazer, ele canta muito.
- tem como você tirar as costas de cima da minha bunda? – Coisa que a não está amando.
- Eu to vendo que está bem fofinho aqui viu?! Eu vou ficar por aqui mesmo, . – Há, para que ele foi falar isso?! A bobona se desequilibrou só para dar um tapa nele e caiu bem embaixo dele, como ele estava escorado nela, foram os dois para o chão, não deu tempo nem de comentar ou ela brigar com . Não estávamos na melhor hora, mas conseguiu o que lhe interessava.
Com o impacto, ele caiu virado de frente para , quando ela foi dizer algo, não deu mais tempo, ele já havia tomado a atitude e colado sua boca na dela, dava para ver que eles estavam esperando por isso desde o dia que se conheceram, a cada minuto o beijo ia tomando mais intensidade.
’s POV On
Finalmente, como demorei! Desde o dia que conheci estava tentando ter esse momento com ela. Foi a primeira garota que mexeu comigo de uma forma diferente, toda vez que eu a via meu coração disparava... E eu achando que estava tendo um enfarte, mas não, era sempre ela. Demorei, mas eu consegui o que esperei por tempos.
’s POV Off
’s POV On
Ahá, eu falei que hoje aconteceria, está de prova, falando nisso eu não estou escutando eles, se eles estão por aqui xeretando... Ah, eu mato. Mas deixa-me continuar aqui que o momento eu não vou perder, esperei muito e cheguei, ele mexe comigo, e não sei como me apaixonei tão rápido por um garoto. Com ele tudo é diferente, o beijo, o perfume... O é diferente. É ... Está podendo, hein?
’s POV Off
sendo o mais palhaço da turma chegava cada vez mais perto dos rostos do casal, aos poucos eles iam quebrando o beijo, quando virou o rosto e deu de cara com um rosto não muito confortável para ele.
- AH! – se assustou e caiu do lado contrário ao de , não teve como segurar as risadas, gargalhávamos sem parar, estava roxa de vergonha, e aparentava nervoso.
- Nada como partir um beijo e dar de cara com o . – ria descontroladamente.
- É né?! Será que dá para vocês não me interromperem mais e caírem fora por um tempinho? – disse, não achando muita graça no acontecimento, seu olhar me deu medo, acho que é bom sairmos mesmo.
- Por quê?! Vão continuar? – , acho melhor você calar-se.
- Isso não é da sua conta , com licença? – Eu conheço a cara da , e percebi que ela pedia ajuda.
- Uhm, vamos gente, deixa os canarinhos em paz. – E sussurrou um ‘obrigada’ em minha direção.
- Não seriam pombinhos? – Tem horas que não tem como não segurar as risadas.
- ... Isso não importa, vamos. – Eu consegui puxar porta a fora de casa, deixando apenas e lá dentro, tudo pode acontecer, éca!
Já no lado de fora da casa...
- Será que a gente já pode entrar? Não está tão bom aqui, vamos ? – Tinha que ser a Katty mesmo, ela estava simplesmente impaciente e como sempre, consegue ser chata.
- Ninguém vai entrar lá agora, dá para deixar os dois em paz? Senta aí e para de reclamar, falou? – Ah, poxa, ela me estressa. olhou para mim segurando o riso, o já gargalhava alto, o fechou a cara e apesar disso, eu estava orgulhosa de mim. Um a zero, bobinha.
Resolvi ir visitar o jardim da casa, o tempo estava nublado, um frio enorme e garoava. Estava feliz por e ao mesmo tempo triste por não ter acontecido nem se quer um carinho pelo . Já faz mais de uma semana que nos conhecemos e ele não mostrou, se quer, algum carinho em relação a nós.
Eu estava perto da piscina quando escutei uns passos em minha direção, não deu tempo de virar quando passaram uma rasteira e me derrubaram dentro da piscina. A água estava congelando e a Katty, sim a Katty, rindo, olhando para mim. Ela conseguiu me deixar nervosa de novo.
- Isso é para você aprender a não falar comigo daquela maneira perto dos meninos e do , sua lerda! – Uh, lerda machucou.
Sim, eu estava nervosa e morrendo de vontade de soltar poucas e boas na cara dela quando os garotos chegaram.
- Gente, eu escutei um barulho vindo daqui, olha o tempo... O que você está fazendo dentro da piscina? – perguntou, me ajudando a sair da piscina e gargalhava intensamente, apenas me olhava apreensivo, acho que ele percebeu que eu estava nervosa e sabia muito bem quem foi que aprontou.
- Ah, resolvi procurar peixes na piscina , para assar para você a noite... Não está vendo que eu caí? – Você deve estar achando que eu sou uma idiota por não ter dedado a tal Katty, mas sinceramente, não vou gastar saliva me rebaixando igual a ela. Assim como ela vai fazer quando eu aprontar algo para ela. Antes que pergunte, não vou me vingar, vou apenas brincar.
- Vamos entrar, você não pode ficar com essa roupa molhada, eu te empresto algo , vem. – Ah, o resolveu agir ou é impressão minha?
- Mas e o casal? – Nossa, tinha me esquecido deles, ainda bem que me lembrou.
- Não precisa mais se preocupar, estamos aqui. , o que aconteceu com você? – me olhava incrédula e ria descontroladamente. Não sei por que acha tanta graça em me ver toda molhada. – Sua louca, vamos, você não pode ficar aqui. – Sim mamãe, essa é a .
- Ok... Atchim... Vamos lá . – Estava entrando em casa, seguida por quando Katty passa rapidamente do meu lado, sussurrando.
- Cuidado com o que você vai fazer ao subir lá em cima. – Ui, tem alguém querendo colocar medo em mim? Quero ver conseguir, há.
Capítulo 07.
Todos resolveram atrapalhar.
Eu e subimos até o quarto, ele pegou uma roupa para mim e me indicou o banheiro para eu me trocar.
- O banheiro é ali. – Ele apontou o lado esquerdo do quarto. – Ou se você quiser, pode trocar aqui mesmo, eu tampo meus olhos. – E ele colocou os dedos abertos na frente do olho e riu bobo.
- Há , vou sim, me trocar na sua frente, claro. – Ele fez um biquinho, muito fofo por sinal, e eu entrei no banheiro para me trocar. Em pouco tempo saí de lá e estava sentado na cama me esperando.
- Demorei? – Perguntei. Eu estava com um uma bermuda com a estampa de Star Wars e uma camiseta da Hurley.
- Não, essa roupa fica melhor em você do que em mim, vou mandar a Katty te jogar na água mais vezes. Senta aqui. – Ele disse apontando para a cama, de frente para ele, e sim, eu corei, e corei feio.
- Ahm, não precisa me animar, eu estou simplesmente ridícula, e da próxima vez que sua prima me jogar na água, nesse frio, eu acabo com aquele ninho de rato que ela chama de cabelo. – Lhe disse sentando a sua frente, e ele gargalhou com o que eu disse, mas logo ficou sério novamente, me olhando, foi quando me senti hipnotizada pelo seu olhar. O silêncio pairou sobre o lugar, mas logo resolveu se pronunciar.
- Ahm, desculpe pela minha prima, nunca mais deixo vocês sozinhas, eu juro. – Ele disse, me tirando do transe e eu gargalhei alto pelo que ele disse. – Do que você está rindo? – Ele disse me olhando com uma das sobrancelhas erguidas.
- Calma , está tudo bem, e outra, não tenho medo da sua prima. – Ele apenas sorriu e me encarou por um bom tempo.
Lá embaixo...
Todos riam por uma coisa boba que dizia, quando se pronunciaram no meio de tantas gargalhadas.
- Gente, eles não estão demorando demais lá em cima não? – perguntou a todos.
- , a gente já não aproveitou aqui embaixo quando eles estavam lá fora?! Deixa eles se aproveitarem um do outro lá em cima, poxa. – deu uma mordida no rosto de e olhou para os garotos com um ar malicioso nos olhos, todos riram do que ele disse, apenas Katty não gostou muito da conversa.
- Eu vou lá em cima ver o que está acontecendo. – Tinha que ser a Katty para estragar o clima.
- A já não pediu para você ‘quietar o facho’ aí? Espera, deixa eles se divertirem um pouco, o está precisando! – insinuava e já dava para ver a raiva nos olhos de Katty, ela, na mesma hora, saiu correndo escada acima, bem que podia levar um baita de um tombo e quebrar todos os ossos da bunda para ver se para um pouco.
Já lá em cima...
Encarávamo-nos, e era uma sensação boa, tal impressão que garoto algum causou em mim. Talvez minha mãe estivesse certa, ele estaria mesmo mexendo comigo. Seu olhar era doce, seus olhos eram castanhos, grandes e brilhantes.
Seus olhos chegaram mais perto de mim e, simplesmente, não consegui contê-los, mas a Katty conseguiu. De repente, se escutou um estrondo dentro do quarto. Era a porta batendo contra a parede. Rapidamente olhamos para porta, e Katty olhava para mim com um olhar medonho e se pronunciou logo, cortando o silêncio que pairava.
- Vocês estavam demorando, vamos descer? – Se nós estivéssemos na terceira guerra mundial de verdade, ela me mataria apenas com o olhar.
- Uhm, ok! – disse. – Você vem? – Ele me perguntou, me olhando profundamente nos olhos e pedindo desculpas mais uma vez.
- Eu já estou indo, pode ir, só vou dar um jeito aqui no meu cabelo e já desço. – Pisquei para ele e sorriu, saindo do quarto na frente de Katty.
- Vê se penteia isso aí direito, viu ?! Seu cabelo está dando medo. – A voz irritante veio de Katty e ela saiu do quarto com um sorriso maldoso nos lábios, batendo a porta. Já disse como ela me estressa?
Desci as escadas e estavam todos lá embaixo me esperando. Já se passavam das oito horas da noite e cada um tinha um pedaço de pizza em suas mãos.
- Vocês são fominhas hein?! Nem para me chamar...
- Ninguém manda você ficar enrolando lá em cima. – me disse com uma cara de malícia, que expressava ‘você me conta tudo depois’.
- Já sei até quem comeu todo essa pizza, não é Katty? Cuidado para não engordar. – Disse, fazendo todos rir baixo, ignorando o olhar de e olhando para Katty, que fazia caras e bocas.
- Uhm, vocês vão dormir aqui, não é? – disse cortando minhas caretas e sussurrando para mim ‘se contenha, ela ainda é minha prima, e dorme aqui.’.
- Você vai ? – Agora eu a cortei, enquanto ela cochichava algo com o , que povo meloso.
- Ahm, vou sim , fica.
- Então ok, eu fico, só tenho que telefonar para minha mãe, com licença. – Saí da sala rapidamente e fui para a cozinha.
- Alô, mãe?
- Sim , como está aí?
- Amanhã eu te conto as novidades.
- E por que amanhã e não hoje?
- Eu vou dormir aqui mãe, e não sou só eu, antes que você diga alguma coisa.
- Está bem então, filha. Vê se não vem tarde amanhã.
- Ok mãe, manda boa noite para o pai, beijo.
- Está bem, tchau , beijos.
Acabei de telefonar e sentei na beira da pia para pensar e reparar os detalhes da cozinha, para mim, uma das melhores partes da casa depois do meu quarto, simples, adoro cozinhar só que fujo na hora de limpar. A porta se abriu me tirando dos pensamentos, era o .
- Você vai ficar aí em cima da minha pia olhando para a minha cozinha? – Que olhar, agora não estou mais olhando para sua cozinha , você fez questão de me atrapalhar com a sua beleza.
- Uhm, talvez. – Ele chegou perto de mim e parou colocando as mãos em meus joelhos nus, seu toque me fez tremer, calma, a mão dele só estava gelada, deu um sorriso no canto da boca e ia chegando cada vez mais perto, quando o abre a porta rispidamente.
- Vamos povão, o filme vai começar. – Ele olhava malicioso para e segurava o riso, mas é hoje mesmo, viu?! Cortar clima está virando mania do povão.
- Está bem, vamos. – respondeu desanimado, me puxando da pia.
- Vamos assistir o que? – Eu até que estava animada, adoro filme.
- Primeiro o filme que marcou a nossa vida, De Volta Para o Futuro. – Disse .
- E depois, o Código Da Vinci, só porque o é viciado no Hanks. – Hehe.
- E por que De Volta Para o Futuro marcou suas vidas?
- Logo vocês saberão. – Ai, que mistério.
Ao chegarmos à sala, ela estava toda arrumada, tinha uns quatro colchões jogados no chão e algumas panelas de pipoca com chocolate espalhadas pela sala, todos sentados. O filme já havia começado.
A ordem nos colchões estava Katty, , , , , e eu. Acho que estávamos todos cansados e acabamos dormindo rápido.
Capítulo 08.
Friends.
Eram mais de nove horas da manhã quando me levantei, só havia e Katty acordados, não conseguiria mais ficar na cama, então resolvi me levantar.
Eles estavam sentados no jardim conversando. Passei pelo banheiro rapidamente e fui lá para fora, me juntar aos dois.
- Bom dia! – Eu disse dando um beijo no rosto de e me sentando ao seu lado.
- Só se for para você, porque para mim já começou a ficar um saco. – deu um baita cutucão na garota, e eu apenas segurei o riso.
- Que pena que para você não é um bom dia Katty, e se depender de mim, seus dias irão apenas piorar. – Me levantei e saí em direção à porta, vou para casa dar um tempo, que essa garota está me enchendo já e, daqui a pouco, minha mãe liga aqui. Subi, troquei de roupa, que, por sorte, já estava seca por causa do tempo, e desci.
- Tchau , avisa a que depois eu ligo para ela, por favor? Agora eu tenho que ir. – Eu disse acenando e saindo em direção ao caminho da rua.
- Mas já ? A gente nem tomou café juntos. – como sempre, fofo. Afê acho que dormi tanto que ainda estou sonhando.
- Deixa ela ir, .
- Bom, vou sim , beijo. – E fui embora, mais um pouco juro que crio asas e vôo em cima da bruxinha.
Ao chegar em casa, o café da manhã estava pronto, eu estava faminta, mamãe me esperava na cozinha e como ela desconfia sobre meus sentimentos em relação ao , contei tudo o acontecido na noite passada.
- Oi Mãe! – Ela deu um beijo em minha testa e sentou-se de frente para mim.
- Como foi lá, filha? – Olha que eu nem puxei assunto, se curiosidade matasse, minha mãe estava igual ao puro-osso.
-Ah mãe, digamos que divertido, porém, um saco. – Fato.
- Por que dona ? – Ah, digamos que uma prima do apareceu e acabou com o meu dia, até na piscina ela me jogou. Fato ao quadrado. Contei toda a história para minha mãe e ela fazia cara e bocas indecifráveis e até achava graça, mancada.
- Menina atentada, haha, ela te jogou na piscina... Imagino a sua cara. – Há eu to rindo igual a uma louca aqui, de tão engraçado, não percebeu? É claro que foi engraçado, não foi ela que se espatifou na piscina igual a um ovo frito. No meio da conversa o telefone tocava descontroladamente, era a , avisando que já estava vindo para cá.
Na casa dos garotos...
- Tchau meninos, beijos. Se precisar estou na falou? - avisava, dando tchau aos garotos e um selinho no . Antes que você me pergunte se a não tem casa, sim, ela tem, mas os pais dela foram viajar, então ela vai passar um tempo lá comigo já que é quase uma segunda filha para minha mãe.
- Avisa a que da próxima vez que ela sair e não der tchau, apanha. – , tão fofo e tão bobo ao mesmo tempo.
- E avisa que mais tarde a gente aparece lá. – , tão fofo e tão folgado ao mesmo tempo.
- Ok, eu aviso. – tão... Sei lá, foco nos acontecimentos.
Fazia pouco tempo que havia saído da casa, mas a campainha não deixou de soar.
DING DONG!
- Mas a nem saiu daqui, já com saudades da gente... ? – abriu a porta surpreso ao ver sua irmã parada nela, com um sorriso enorme no rosto.
- Fala maninho... Meninos... AMOR, cadê o amor? – Antes que você me pergunte qual deles é o amor, uhm, é o . olhava em todos os cantos da casa o procurando, de repente, ele pula de trás do sofá a abraçando por trás.
- Fala gata. – , como sempre, tão cavalheiro.
- Ai seu tonto, que susto! Estava com saudades já. – e eram, digamos, amigos com benefícios. Sempre que ela vinha para Londres ver o irmão, ela e ficavam juntos, mas nunca foram de assumir o que eles sentem um pelo outro. Eles se enganavam, porque os outros sabiam muito bem o que acontecia no fundinho do coração, meio clichê essa frase, mas apenas a verdade. E o ? Apesar de serem irmãos, ele não demonstrava a proteção, sabia que aquilo nunca passou de fogo dos dois, confiava no amigo e sabia o que ele sentia por sua irmã para deixá-lo cada vez mais seguro, e que isso um dia passe de apenas uma amizade com benefícios.
- Eu também estava com saudades, mas o que você está fazendo aqui com esse tanto de malas? Resolveu mudar para Londres, é? – .
- É isso ai , meu quarto está arrumado, não é? – .
- Você é folgada hein? Nem para avisar para eu encher seu quarto de baratas. – como sempre tão amoroso.
- Há engraçadinho! Com licença. – É, então, ela estava de mudança para a casa do irmão, para arrumar um bom emprego na sua área, como bailarina, e terminar a faculdade.
Nas meninas...
- O que você quer fazer ? – Não havia ninguém em casa, apenas eu e , quando a mesma foi responder, a campainha tocou descontroladamente.
DING DONG, DING DONG!
- Quem é o louco? Está esperando alguém ? Será que minha mãe esqueceu a chave? – Medo.
- Esperando ninguém não, vai lá ver quem é! – Fui em direção a porta, bom, era à tarde, então acho que não havia perigo de um maníaco entrar aqui e matar eu e a , não é? Fato, ou não.
- Acho melhor a gente não atender, vai saber quem é, e só nós estamos aqui. – disse tremendo o queixo de medo.
- Já sei, faz assim, vai até a cozinha e pega uma panela, qualquer coisa que no baque faça alguém cair. – Já disse que às vezes eu tenho umas idéias meio estranhas? A sempre faz uma cara do tipo ‘como você é idiota’, mas como não tinha solução e poderia ser um doido, ela foi direto para a cozinha e pegou uma panela.
- Então no três você abre, ok? – .
- Ok... Um, dois, TRÊS! – No que eu abri a porta, a olhou para a pessoa parada nela e fez uma cara de quem acabou de sair do hospício e não completou o tratamento.
- AH! – Era a , e ela se assustou, e MUITO, o grito fez com que acertasse a panela na cabeça de .
- OMG, , pelo amor, acorda. – Olhávamos assustadas para a garota estirada no chão, dava leves tapas na cara dela compulsivamente. – Oh God, acho que matei minha prima. – me olhou assustada.
- Não, você não me matou sua besta, mas acho bom você correr, pois quando eu conseguir, ai, levantar daqui eu VOU TE MATAR. – Oh, ela acordou, com um ótimo humor. dizia, vermelha de raiva misturada com dor. Caímos na risada enquanto ela nos olhava assustada.
é a prima da , a gente se conhece faz muito tempo, quando eu conheci a , conheci ela também, éramos muito amigas, só que ela saiu da cidade para estudar, e nos visita só nas férias e olha lá. Terminará a faculdade por aqui.
- , SUA GORDA, QUE JEITO DE FALAR OI PRA UMA AMIGA É ESSE? Ô , pelo amor, solta essa panela! – Ah, mas que amor, mal chegou e já está me xingando desse jeito, amigas.
- , o que você está fazendo aqui? – .
- Uhm, você não estava em casa e acho que não deu tempo de sua mãe te avisar que eu estou voltando aqui para Londres e vou ficar na sua casa até arrumar um lugar para morar. – Ela dizia com os olhos brilhando.
- Ah, que show, pode ficar aqui por enquanto então, entra aí . – Eu lhe disse.
- Mas e aí, como vão as coisas por aqui?
- A está quase namorando. - Eu disse toda empolgada, ela olhou me fuzilando e vermelha de raiva, misturada com o roxo da sua vergonha. – E tem para você também !
- NAMORANDO? Quem é o gato? Wow! Tem para mim? Quando eu conheço? Preciso de referências, baby!
- , faz quanto tempo que você está na seca, fofa? – Eu ri muito com o que a disse, e , como sempre, tão educada deu uma baita tapa na cabeça da prima.
- Palhaça essa minha prima, mas então, quando eu conheço os garotos? – Ela já se apaixonou, sem saber quem é.
- Hoje mesmo. Eles vão vir aqui hoje. – dizia.
- Vão é? Não estava nem sabendo. – Como as coisas acontecem sem eu ao menos saber aonde, quando, que horas, e por quê.
- Ah, esqueci de avisar, o mando eu te falar. – Tudo bem, eu estou adorando isso, sabia?
- Ok. , provavelmente daqui a pouco eles estão aí, vamos lá para cima que temos muitas novidades, afinal, um ano né?
Nos garotos...
- , o que a mala da Katty está fazendo aqui? Ela pega até no meu pé porque eu fico junto com você, imagine a coitada da sua amiga. – dizia, acho que não é só a que tem problemas com a Katty.
- Pois é, ela já jogou a na piscina. – fez uma careta indecifrável, mas voltou às perguntas.
- Quando vou conhecê-las? – Dava para ver a ansiedade de fazer novas amizades.
- Daqui à, exatamente, uma hora, sobe e vai se trocar, que a gente já está indo. – .
- Ok. – subia as escadas correndo. Arrumou-se rapidamente e foi passar um lápis rápido nos olhos, mas acabou se estressando.
- Ah garotos, já mandei vocês pararem de usar meu lápis. – Ela descia as escadas correndo, a olhava assustado e todos riam iguais loucos.
- Mas amor, nós temos que ficar gatos para ver a , não é ? – Resolveram entrar na brincadeira também, mas não achou muita graça. Logo depois de um tempo, Katty passou lhe entregando um lápis que estava jogado no banheiro da casa. Agora sim todos riam descontroladamente, até , porém Katty voltou a se arrumar. Sim, a menina ia para a cada de também.
Depois de um tempo estavam todos prontos e foram para a casa de , mas antes resolveram passar em uma pizzaria, apesar de ser a tarde, todos eram meio fominhas. estava a mil, querendo conhecer as garotas, e tinha um sorriso que mal cabia na boca, esqueceu de tirar o cabide de lá antes de sair de casa, fato. Katty não gostou da história de ir conhecer a casa das meninas. nem sabia o que o futuro lhe guardava, e , eu acho que a única coisa que lhe importava era o cheiro da pizza de mussarela.
DING DONG!
- Eu acho que são os garotos. – .
- Como eu estou? – estava meio afobada de curiosidade, nós contamos todas as novidades, entre elas sobre a , e sobre todos os acontecimentos desastrosos, comigo.
- Você está linda , vamos atendê-los? – Há, eu não estou ansiosa.
- Vamos ver se são tão gatos assim. – Abrimos a porta todas felizes, mas o sorriso logo desabrochou quando vimos a Katty e outra garota, que sério, nunca vi ela por aqui.
- Uhm, oi meninas. Essa é a , minha irmã. – dizia. Espera aí, ele tem irmã? Ai, e eu achando que não podia ficar pior.
- Ohm, oi prazer, , e . Garotos, essa é a . – Gente, é impressão minha ou os olhos do brilharam?! E por que a está fazendo essa cara para a irmã do ? Oh não, ela vai gritar...
- AH, . O que você está fazendo aqui, menina? – Uhm, meus tímpanos saltaram para fora agora, a conhece a ?
- , eu vim para terminar a faculdade e trabalhar, e o é meu irmão, então... Mas o que você está fazendo aqui? – e se olhavam surpresas, e o resto, simplesmente, boiavam no mar vermelho.
- Ohm, a é minha prima e nós nos conhecemos já faz mais de quinze anos, e eu vim estudar por aqui também. – .
- Ahm, da onde vocês se conhecem? – as olhava assustado.
- Quem sabe não é melhor entrarmos? – disse, e que estava distraído foi o primeiro a entrar, entregando algo a e a puxando em direção a cozinha, e todos fizeram um som estranho pela boca, mas eles pouco ligaram.
e se conheciam da faculdade que haviam trancado para vir para cá terminarem os estudos, eram super amigas, mas acabaram se separando, pois as duas teriam que voltar para Londres, nenhuma delas comentou para onde iriam, o que é uma super coincidência. De cara, como não conhecia bem, eu e começamos julgá-la, mas logo depois vimos que não tinha motivo, ela era divertida, legal e nada parecida com a Katty, por serem da mesma família. Katty deve ser um monstro abduzido de qualquer lugar desconhecido.
A tarde passou voando, mamãe ligou avisando que não dormiria em casa e o papai também não, óbvio. Os garotos, então, resolveram ficar por lá. Acabamos brincando de tudo o que vinha na cabeça, Katty não havia aprontado mais nenhuma, mas tinha o pequeno pressentimento de que ela estava aprontando, e aprontou...
- VAMOS BRINCAR DE VERDADE OU CONSEQUÊNCIA SEUS MOLENGAS. – dizia toda feliz, e ela não havia bebido, por incrível que pareça resolveram fazer greve de Vodka, e a tarde foi mais feliz do que seria com bebidas alcoólicas.
- Ok, vamos lá, quem sabe a noite não fica mais criança do que já é?! – Quem disse esse absurdo? Katty. Ela estava com uma cara não muito boa, cara de quem vai aprontar.
- Todos topam? Eu to a fim de pegar metade aqui. – e sua capacidade de ser cara de pau.
- , fica quietinho vai. – dizia. Ah, a fez amizade com todos, até mesmo com a Katty, não nos comentou nada sobre ela, e rolou um sentimento logo que viu , só que ela o ignorava, e ele, dava para encher um balde de tanto que babava por ela.
- Ok, vamos lá. – Rapidamente, chegou com uma garrafa nas mãos, e começamos a brincar, para mim, o jogo estava um saco, eu já tinha respondido tanta besteira que estava dando muito sono, já os outros se divertiam, e muito.
- pergunta para Katty.
- Uhm, vai ser o que Katty? – .
- Conseqüência - Katty. Essa cara não me anima , olha lá em.
- Leva o para qualquer parte da casa, daremos 5 minutos a você para fazer o que quiser com o . Quando der 5 minutos, ligaremos. Levem o celular, e boa sorte . – Posso ser sincera? Não gostei disso. Olhei para e ela me olhava com dó, mas eu não sabia que ela sabia de algo.
Todos estavam aflitos para saber o que estava acontecendo dentro do MEU banheiro. Quando deu cinco minutos lá dentro, ligou para atrapalhar o que estava acontecendo, que, sinceramente, eu não gostaria de saber. Logo saiu duas pessoas de lá dentro, ofegantes e totalmente amassados. Um aperto dentro de mim aconteceu e eu não precisava de mais nada para ficar triste, apenas queria sair daquela sala, daquele momento.
- ... Te torceram e esqueceram de passar é? – perguntou e se o falasse o porquê do amassado, eu mato o .
- Cala a boca . – .
- Gente, eu vou dormir, boa noite. Meu quarto está vago, o chão da sala e o quarto de hóspedes também, alguém vai subir? – me mostrou um olhar significante, ignorei, não queria mostrar a angústia que se passava dentro de mim naquele momento.
- Eu vou. – se pronunciou logo e não deu tempo de debater, ela correu em direção ao andar de cima.
- Mas já ?! Ainda são duas horas, poxa. – .
- Uhm, boa noite. – Sai correndo, antes que pedissem uma explicação ou coisa do tipo, por estar fugindo deles. Não estava com sono, mas precisava ficar um tempo sozinha. Entrei no quarto e deitei na cama, virada para o criado-mudo, uma lágrima boba teimou em escorregar pelo meu rosto, nunca chorei por um garoto e não é hoje que vai acontecer. Logo a porta se abriu e afundou o lado esquerdo da cama, encostou uma mão em meu ombro e disse.
- Eu sei que a gente se conhece a menos de vinte e quatro horas e não tenho direito de me meter aqui, em você. - Apontou no lado esquerdo do peito. – Mas eu percebi o significado de seus olhares para o meu irmão, e sei o quanto ele sair daquele jeito de teu banheiro te deixou, eu já fiquei assim também, e o meu motivo está lá embaixo. Só um bobo não notaria o que você está sentindo.
- Deixa os garotos saberem que você os chamou de bobo. – Sorri. - E o que você está querendo dizer com ‘eu já fiquei assim também’? – Até certo ponto a conversa me interessou. Sentei-me virada para ela, com as pernas cruzadas, enquanto ela tomava coragem para me contar uma história.
- Quando conheci o foi um amor à primeira vista, mas nós éramos crianças, e com isso escondi o que sentia por ele. Ele sempre chegava à casa do meu irmão com uma ficante nova, e eu nunca pude dizer nada, pois eu lhe escondia um sentimento sério. Com o tempo fui crescendo e resolvi sair do país, nos encontrávamos pouco, apenas nas férias, e com o tempo fomos nos misturando, sempre ficávamos quando eu voltava, para todo mundo é normal isso, como se eu não sentisse nada, mas é totalmente ao contrário. Ficar perto do sempre que posso é horrível, por ele não saber o sentimento que escondo até hoje, mas ao mesmo tempo é bom, por estar com ele. É isso, e saquei o que se passa com você, e você vai contar para o meu irmão, não é? – Ela me olhou com os olhos brilhantes, só não sei se era lágrima ou felicidade.
- Não, a única coisa que te peço é que guarde segredo sobre isso, por favor.
- Mas você não pode esconder para sempre.
- É só um tempo para me esquecer, e não custa tentar, boa noite. – Para que não fosse interrompida, logo voltei a deitar e apaguei o abajur, em pouco tempo o sono tomou conta dos meus pensamentos.
Capítulo 09.
Viagem.
- , amor! – Amor? O que está acontecendo?
- Fala pudinzinho. – PUDINZIINHO?
- Então, o que você queria me falar? – e Katty se beijavam entre palavras, e a cada palavra meu coração se partia em pedaços.
- Então, quer namorar comigo? – tirou um belo buquê de flores e entregou a Katty, clichê e sem graça.
- Mas é óbvio que eu quero, eu te amo, amor. – Katty pulou em cima de e lhe encheu de beijos nada babados.
TUM!
- NÃO, AH! – Me levantei assustada, e tinha uma cara de interrogação que segurava o riso.
- Ai, desculpa , não era para fazer barulho, mas você está chorando? – havia derrubado um vidro no chão, que, por milagre, não quebrou. Eu estava assustada, foi um pesadelo e tanto, meus olhos estavam lacrimejados e meu rosto todo molhado. Já eram cinco horas da manhã, resolvi descer.
- Não, eu vou tomar uma água, já venho. – Saí do quarto rápido e desci as escadas, fui para a cozinha e enchi um copo de água com açúcar e encostei-me a pia.
Foi um sonho estranho e chato, tomara que não se realize de novo, havia muitas coisas me deixando mal, e eu não precisava de mais um problema. Eu estava magoada ao ponto de ter um pesadelo e derramar lágrimas, não posso estar apenas apaixonada.
Senti uma mão em minha cintura, quente e aconchegante que me virou bruscamente. A imagem que vi em minha frente foi da pessoa que menos queria ver, . Ele estava apenas de boxer, parado bem perto de mim... , se controla.
- Insônia? – Me perguntou e saiu abrindo a geladeira em seguida. Minhas pernas tremiam muito e não me obedeciam de jeito nenhum.
- Não, só com sede, bom dia. – Coloquei o copo na pia e ia saindo da cozinha, quando uma mão me puxou forte, me fazendo trombar com o corpo nu e esculpido do mesmo.
- Fugindo de mim? – A cada palavra ele chegava mais perto de mim e não me ajudava em nada no controle sobre minhas mãos.
- Não, apenas com so... - Não deu tempo de terminar de falar e logo senti uma língua quente passando pela minha boca, pedindo permissão para entrar. Mas eu não vou deixar ele se encostar a mim fácil assim. Eu sou uma pessoa muito boa, mas quando eu estou chateada, não pisa no meu calo, mordi sua língua e rapidamente me separei dele.
- Está louca ? Eu não te fiz nada. – Ele me olhava com uma chateação estampada lá no fundo.
-Vai enfiar essa língua dentro da boca da sua prima. – Saí andando e escutei a risada dele vindo da cozinha. Agora ele sente o que é dor, pelo menos, fisicamente.
Como estava cedo demais, e eu, com certeza, não voltaria a dormir, subi para o quarto e peguei um biquíni, o tempo não estava dos melhores, estava escuro, mas dava para esfriar a cabeça, tanta coisa aconteceu. Estranho, mas é bom, tentem em casa.
Desci, a casa estava silenciosa, havia apenas sentado na sala jogando vídeo game, eu não tenho isso, de onde ele tirou um vídeo game? Tentei fazer o menor barulho possível para não chamar sua atenção, mas ele reparou que eu passava por lá.
- , eu estou te vendo aí. – Quem te perguntou ?
- Sinal de que você não é cego, licença!
- Aonde você vai? – Ele disse se levantando e chegando cada vez mais perto de mim.
- Eu estou indo para a piscina, não está vendo? – Rapidamente ele olhou para meu corpo e viu que eu estava somente de biquíni, parou a menos de um metro de mim e mordeu o lábio.
- Uhm, estou, quer companhia? – Imaginem o olhando para você com uma cara pervertida, o que eu faço?
- Uhm... - Passei a mão pelo seu cabelo, e logo parei em sua nuca, mordi o lábio, ele chegou mais perto e rapidamente... - NÃO! - Dei as costas e saí andando.
A sensação de deixar alguém totalmente com vontade de fazer o que não deve é muito boa. Eu fiquei um bom tempo na piscina e quando vi que já estava ficando enrugada, saí de lá, peguei um roupão e deitei em uma das cadeiras. Logo que as meninas acordaram foram todas para lá, eram oito horas da manhã e estavam todas de pé, detalhe, estamos de férias. Tinha sol. Acabamos dividindo a casa, meninos dentro e meninas fora, fazia tempo que não parávamos para conversar...
- E ai meninas, como vai com eles? – apontou para a janela de casa, mostrando-os. Estávamos em uma rodinha perto da piscina, , , , Katty e eu.
- O é fofo, mas é muito lerdo cara, ontem, dormimos no mesmo quarto e ele não tentou nada, nem um beijinho. – dizia. Quando ela fala de seus olhos brilham mais que diamantes lapidados.
- Não tenho nada o que falar do , sabe como é, apenas amigos com suas liberdades. – falava olhando para mim, seu olhar pedia ajuda, via que ela queria mais que apenas uma amizade, mas não iria pedir e achar que ganharia de mão beijada, não sabemos o que achava disso.
- O é um bobo, mas é um fofo, acho que cada vez que o vejo, que eu o toco, fico mais apaixonada, sabe? – Nem preciso comentar o que se via nos olhos da , não é?
- O , garotas, ele tem pegada. - Katty falava olhando diretamente para mim, com um tom irônico na voz, mostrando algo que não sei dizer o que é. Agora eu pedia socorro a , e olhava para ela com raiva nos olhos, se não a segura, disfarçadamente, ela já teria pulado no pescoço de Katty. – E você, ?
- Nada a declarar, Katty. – Ela me olhava vitoriosa.
Na sala, com muito vídeo-game e pipoca...
’s POV On
- O que será que elas estão fazendo lá fora, hein? – Cara, o não é nada curioso. Quer saber, o que elas estão fazendo lá fora?
- Dude, você está muito lerdo, daria para pegar a logo? – dizia a , impaciente. O mesmo corou levemente, se pronunciando rápido.
- A é diferente entende, ela é fofa, bonita, legal e para com isso... Eu conheci ela ontem. – .
- Uh, está apaixonado, que gay. - .
- Ah dude, fica quieto você também, que faz dois anos que você e a minha irmã estão ficando e você nem pediu para namorar ela, ainda. – Disse. parecia um pimentão de tão corado.
- Você também não pode falar nada dude, você não sabe se fica com a ou com a Katty. – .
- Pode parar você aí também, por que não pede logo a em namoro? – .
Um acabou calando a boca do outro, e o que o falou está certo. Gostei da desde o dia que a vi, apesar da Katty ser a minha prima, ela é muito hot, e eu estou na idade da curtição... Dúvida cruel.
’s POV Off
No portão...
- Crianças? – Mamãe chegava com uma bolsa, algumas passagens na mão, o que eu achei estranho, e papai em seu encalço.
- Mãe, pai, como foi de viagem? – Perguntei curiosa, cumprimentando-os.
- Foi bem filha e vocês por aqui? – Meu pai perguntava, olhando de cima a baixo os garotos.
- Foi bem, e sua filha está salva senhor . – disse.
- Ah, que bom... – Ele parecia pescar o nome .
- , , , e prazer. – dizia rápido.
- É isso aí, agora pai, tem como me explicar o porquê das nove passagens para algum lugar fora de Londres? – Como eu sabia de tudo isso? Tinha um papel escrito com um nome estranho e eu contei as passagens.
- Uhm, longa história. Garotos vão para casa, o mesmo com as meninas, arrumem algumas malas, e me encontrem aqui daqui a duas horas, vocês vão ficar umas semanas fora, já falei com os pais de vocês e com sua tia Katty, explicarei quando chegarem. - Papai passou do meu lado misterioso, deu uma piscadinha.
- Então, tchau pessoas, estou louca para saber para onde vamos. - Dei tchau a todos e subi as escadas correndo.
Todos foram para casa e logo voltaram com malas e mais malas. As meninas... Nunca vi tanta coisa na minha vida... Papai explicou que ele havia ganhado uma promoção para ele e mais dez pessoas irem para uma cidade não muito longe de Londres e ficar em uma espécie de Hotel Fazenda, então, meus pais foram antes de ontem e voltaram hoje pois não poderia tirar mais folga no trabalho, e então, como havia muitas passagens. deram elas a nós, aproveitaríamos, apesar de estarmos perto de casa, como todos gostaram da idéia fomos para Manchester. A cidade não é muito longe, mas também nem tão perto, fomos de trem e chegamos lá depois de quatro horas de viagem. O dia estava frio e logo achamos o Hotel Fazenda. Dividimo-nos e pegamos dois quartos, meninos em um, meninas em outro, para se sentirmos mais confortáveis. O duro é ter que ficar no mesmo quarto que Katty, mas nada poderá me desanimar por aqui.
Capítulo 10.
It won't be long.
- Nossa, que lugar. Ótimo para namorar. – dizia e olhava para , a garota já estava azul de vergonha.
Andávamos por um ‘vilarejo’, digamos que a cidade é nem tão grande, nem tão pequena, porém, linda. Tinha um circo na cidade.
- Gente, o que é aquilo? – dizia e seus olhos brilhavam mais a cada passo. Era o circo, havia uma tenda colorida por cima e que nos deixou mais felizes quando chegamos perto.
- Ahm, digamos que, com todas essas cores deve ser um... - .
- CIRCO! – gritou, parecendo um neném que acabou de ganhar o primeiro urso de pelúcia.
- Bom saber que tem um circo por aqui. – dizia, e pela sua cara estava planejando algo.
- Ah é?! Por quê? – .
- Ah, tipo, temos uma vizinha gata por aqui, ótimo lugar para um encontro, não acham? – . já estava roxa de ciúmes e nervoso, estapeou o garoto enquanto todos riam baixo. – O que? – lhe olhava com uma cara de dor e ao mesmo tempo sapeca.
- O tempo não está bom, não acham melhor irmos para o hotel? – Katty. É, nisso ela tinha razão, e uma boca santa também, mal acabou de falar e começou uma garoa fina.
- É, ou alguém quer ficar resfriado no primeiro dia de passeio? – .
- Vamos então, povo. – .
- Olha, faz assim, vocês vão indo, preciso dar uma olhada naquele circo. – saiu correndo antes que qualquer um debatesse contra sua decisão ou então resolvesse ir com ele. Com certeza, está aprontando!
’s POV On
Cheguei no circo e ainda arrumavam o local para qualquer apresentação que teriam a noite. Era tudo muito colorido. Como fazia tempo que não entrava em um lugar como aquele! Ao chegar, avistei um dos donos do circo, e teria que colocar minha idéia em prática.
- Oi, não sou daqui, mas será que poderia falar com o senhor? – O patrocinador, ou qualquer coisa que o homem fosse, tinha uma cara simpática, pelo menos, os primeiros olhares foram simpatizantes.
- Olá, sim, claro – Ele me disse.
E o resto da história e o porquê de ter ido parar em um circo... Vocês descobrirão!
’s POV Off
Chegamos ao hotel e a chuva ficava cada vez mais forte, cada um foi para seu quarto, e, como o nosso quarto, das meninas, estava menos bagunçado, resolvemos nos encontrar aqui depois.
- Qual vai ser, comeremos o que? – Sim, fui eu quem perguntou, poxa, estou com fome! O dia estava sendo longo.
- Olha, nada que tenha a ver com sutiã é ótimo. – levantou um sutiã pela alça, que estava perdido no quarto, era de florzinhas, da .
- CARA, procurei tanto por ele, onde achou? – disse como se fosse a coisa mais normal do mundo um garoto pegar no seu sutiã perdido.
- Ah, normal eu entrar no quarto das garotas e achar um sutiã debaixo da cama. – , leu minha mente.
- Dá ele aqui, fedido.
- Lindo sutiã, amor. – se pronunciou, levando um belo tapa de , enquanto ela corava levemente.
- Ahm, que tal, biscoitos, muffins, salgadinhos e chocolate-quente semi-pronto? – dizia.
- E onde você está achando tudo... Dude, acredita que eu não consegui abrir esse frigobar no nosso quarto? – disse já abrindo um pacote de salgadinhos. Sim, tinha um frigobar nos quartos, mas nem olhamos o que tinha dentro, só , o intrometido, mesmo pra fuçar em tudo.
- Você é muito burro mesmo. – .
- Fica quietinha aí, sutiã de florzinha. – e seu senso de humor nada engraçado e vergonhoso. apenas fez a cara ‘um dia eu corto o que você tem no meio das suas pernas’.
- Uhm, , posso falar com você? – disse, enquanto devoramos tudo o que aparecia na nossa frente.
- Chora, senhor vou-levar-minha-vizinha-no-circo-e-deixar-a--com-ciúmes!
- Ah, não diga que você ficou com ciúmes! – falava enquanto massageava os braços de a mostra.
- O que você quer ? – disse seca.
- Uma noite com você, te pego aqui às vinte horas, ok?
- Aonde você vai me levar?
- Surprise baby. – Falou o Sapeca.
Após todos comerem acabamos indo para os quartos, estávamos todos cansados, nem era tão tarde, mas teríamos que arrumar algumas coisas, comentar. Eu resolvi andar pelo hotel.
- Meninas, vou dar uma volta por aí. – Eu disse.
- Cuidado com o , hein? – , tão boba.
- Bom, até daqui a pouco. – Ignoremos os comentários paralelos, certo?
Bom, desci, ainda garoava um pouco. Lá fora, o lugar era simplesmente show. Havia um canteiro de flores e do lado esquerdo do canteiro, era tudo grama, bem verde, e logo a frente, umas árvores, luzes e bancos. Uma rosa vermelha tomou conta do meu olhar em poucos minutos, dispersando minha atenção.
- Pode me desculpar por ontem? – Sim, era . Peguei a flor e me virei, ele estava um tanto quanto envergonhado, e bem sorridente.
- Ahm, só o tempo te responderá. – Disse, e saí andado, ponto para .
- Aonde vai? –, curioso.
- Me sentar, vai ficar ali parado?
- Mas está chuviscando. – Apesar de que acordaria amanhã meio resfriada, a chuva é boa para pensar sabia?
- Quem se importa? – Gritei, e vi um correndo todo desajeitado e se sentando ao meu lado no banco. O tempo estava fechando, o pouco de sol que ainda tinha estava caindo, e a noite apenas aparecia cada vez mais a cada minuto que se passava. O silêncio constrangedor pairou no local e só se escutava o barulho dos chuviscos caindo contra as janelas, em frente do imenso jardim.
- Vou considerar o que você disse agora a pouco como um sim para a minha pergunta. - .
- Considere como quiser... Só não se iluda se no final for tudo ao contrário.
- Ahm, ... – me dizia alguma coisa, que eu estava tão avoada que nem prestei atenção, havia uma gazela doida gritando por , Katty.
- ? – Katty disse, e quando virou, ela roubou um pequeno selinho dele e me olhou com cara de nojo. Ah, alegria de pobre dura pouco. – .
- Ahm, oi e tchau, boa sorte aí, garoto-das-desculpas. – Disse.
- Mas... - Não deu tempo de ele terminar a frase, pois sua língua estava meio ocupada dentro da boca de Katty.
Capítulo 11.
O que uma brincadeira, ou um sorriso, não faz?
- É HOJE, ME AJUDA! - Acordei com os gritos de , que soavam contra meu tímpano, tentando estourá-lo.
- Cruzes, o bozo que te acordou hoje, fofa? – As meninas entraram rindo no quarto e a não parava de pular em cima da minha cama.
- Está vendo gente?! mal falou com o ontem e já está toda engraçadinha. – Ahá, olha a minha cara de quem gostou da piadinha.
- Como você sabe que eu conversei com o ? – É, como ela sabe? E qual é de toda essa alegria? Eu não contei nada a ninguém, e ontem mal subi e já fui para cama.
- Estávamos... - pigarreou e segurou sua boca para que não saísse mais nada de lá.
- Estavam espiando, não é? – Fiz uma cara indecifrável, elas apenas balançaram a cabeça confirmando.
- Mas então, qual é a novidade, e por que a não para de rir como uma boba e entrou aqui gritando? – Perguntei, elas se entreolharam e responderam todas juntas.
- A vai sair com o . SOZINHOS. – Me responderam com os olhos brilhando e fizeram questão de dar bastante, diga-se de passagem, ênfase na última palavra.
- Own. Deixem-me adivinhar, procurar o shopping mais perto daqui para ir às compras? – Shopping não, shopping não.
- Na verdade não. – Yeah, shopping não.
- E então...?
- Vocês, principalmente você , vai ajudar a me vestir de um jeito meigo, bonito e atraente com as roupas que eu tenho, dando os seus toques, únicos e criativos. - Nossa quase chorei agora, gente.
- Own de novo. Então a gente tem muito pela frente, me deixem levantar daqui para a gente tomar café com os garotos e depois ir à luta contra o guarda-roupa.
- Ok, já estamos lá em baixo te esperando. – Desceram.
Como eu ainda estava na cama, me apressei. A fome já estava me vencendo, não vou dar esse crédito a ela. Fui para o banheiro, fiz a higiene matinal, coloquei qualquer roupa e desci. No andar de baixo do hotel tinha um pequeno restaurante.
- Bom dia pessoas! – Dei um beijo em todos, menos na Katty, e me sentei ao lado de . Ela apenas me olhou e tinha um sorriso vitorioso entre os lábios, estranho.
- Bom dia ! – Nada como a voz de sono e um pouco triste dos garotos, logo às nove horas da manhã.
- Que fome. – A mesa ficou quieta.
- Gente, qual é? Segundo dia fora da cidade e vocês com essa cara de enterro... Ah, quer saber? Meninas, vamos logo, vai. – Sim, eu me estressei. Ah cara, que isso?! Tem horas que nem eu me agüento.
- Mas , a gente tá comendo. – Elas me disseram.
- Então fiquem aí, beijo. – Fui irônica. A mesa estava linda, muita comida do jeito que eu gosto, e como a fominha não pode ficar sem comida, peguei um muffin e saí do salão, indo me sentar em um dos bancos do belo bosque que estava lá por perto.
- Ih, o que deu nela? – Escutei um chiado vindo da mesa, da próxima vez taco o muffin na cabeça de alguém para avisar que estou ouvindo.
Logo que me sentei um vento forte e gélido atingiu meu rosto, sem dó. O tempo estava quente, mas ao mesmo tempo frio, uma simples mistura de tudo, de tudo que está em nossa volta, e juntos acabam se dando bem.
- TPM é? - perguntou, me tirando de meus pensamentos.
- Não, só de mau humor. Senta aí! – Ele me deu um beijo na testa e sentou. – Quer falar do que? – Perguntei, o olhando.
- Sobre café, quer? – E ele tirou uma garrafinha térmica de dentro da sua blusa enorme de frio, o olhei incrédula e gargalhei alto. – Está rindo do que, palhaça? – Me perguntou com um ponto de interrogação desenhado na testa.
- Por que trouxe uma garrafa térmica de café aqui para fora?
- Você não foi até a garrafa, mas ela veio até você, com a minha ajuda, é claro. – Me entregou a garrafa e sorriu sincero.
- você não existe.
- Wow, adorei a proposta fantasma. – Sorri. - Uhm, nada a ver com o momento, mas quer falar sobre isso? – Ele apontou para o coração.
- Ok, como está com a ? – Perguntei, seus olhos apresentaram certo brilho no momento, e não eram lágrimas.
- Ahm, acho que bem. – Disse triste.
- Acha? Não tem certeza? – Ele abaixou a cabeça, e pronunciou baixo.
- Er, não ficamos há um tempo e eu gosto dela de verdade, sabe? Mas não tenho certeza se ela sente o mesmo por mim. Aquela pose de durona que ela mostra não me deixa seguro, o que fazer? – Me olhou sorrindo.
- Você descobrirá garoto-do-café, você descobrirá. – Tudo bem que eu sei detalhes do que ela sente por ele, mas acho que não devo contar, não é? Talvez ele tenha que achar certos valores dessa amizade com toques a mais. O mesmo digo a ela.
- E o ? – Perguntou me olhando malicioso.
- Não conheço, fofo... Não conheço. – Me levantei o puxando para dentro do salão, enquanto ele gargalhava alto.
Logo que entrei no hall do hotel fazenda, todos me olhavam tristes, principalmente a . e Katty não estavam lá. Olhei em volta e não vi ninguém junto, nem mesmo sozinho, que segurava minha mão apertou-a forte, como se quisesse me passar segurança, eu, sinceramente, não estava entendendo, e como o que olhos não vêem o coração não sente, nada a que me preocupar.
- Vai , temos muito que fazer. – Disse a puxando e levando as garotas junto comigo, com cara de quem boiou total.
Pegamos o elevador, que já estava a nossa espera, e subimos. Ao chegar ao nosso quarto tiramos todas as roupas da da mala e começamos um diálogo longo até descobrir o que ela poderia vestir.
- Não, essa está muito curta.
- Saia não... Pelo amor do !
- Calma aí, vai rasgar a blusa, sua louca.
- Eu ainda acho tudo isso aqui um nojo, para que tudo isso? Só para o ?
- Saia daqui, Katty. - Falamos todas juntas.
- Onde você arrumou essa touca de bolinhas, ?
- Tive uma idéia show, põe essa camisola fofa aqui que está pronta para a noitada, se vocês me entendem.
- Cala a boca . – Falamos em uníssono.
- ACHEI! - Gritei. Todas me olharam curiosas e ao mesmo tempo com medo.
- Se você me disser que achou algo perfeito, juro que lhe dou um bombom. – disse.
- Vou cobrar, hein? Mas então, que tal colocar essa blusa de alças caída no ombro amarela com bolinhas brancas, esse cinto branco que mostra a cintura, como está frio e não sabemos aonde ele vai te levar, essa skinny mais escura com seu All Star amarelo também.
- É, nada mal, acessórios? – .
- Uhm, nada muito exagerado, como as alças são caídas no ombro, aquela gargantilha dourada mais simples com algumas pedrinhas brilhantes, um brinco um tanto quanto delicado, uma bela pulseira fina para seus braços não passarem despercebidos. Nem tão cheguei, parei e fiquei, e nem tão cuidado-sou-vidro.
- Adoro acessórios. Agora saiam fora daqui que o dia está acabando e eu tenho que tomar banho, cabelo, maquiagem e, finalmente, a roupa. – Pegou uma toalha e foi ao banheiro correndo.
- Até parece que vai casar. – Eu disse.
- Um passo para o casamento, . – disse segurando o riso.
- Estou ouvindo vocês. – gritou do banheiro. nos empurrou para fora do quarto e caiu na risada.
Nós ficamos praticamente o dia todo enfiadas no quarto, ninguém comentou nada sobre hoje de manhã, não vimos os garotos por hoje. Logo que saímos do quarto, descemos. não estava lá, provavelmente se arrumando. Já os meninos e Katty estavam todos sentados no grande e bonito gramado do hotel.
- E aí gente! – Nos sentamos.
- Acabou a tarde das meninas? – nos perguntou, tentando tirar um selinho de .
- Sim, e vocês, o que fizeram o dia todo? – perguntou.
- Nada. – .
- Então vamos fazer. Se arrumem, tragam muitos, muitos cobertores, entenderam? E nos encontrem perto de uma das árvores daqui à uma hora ok? – Disse.
- Para que? – me olhou com duvida.
- Vamos acampar debaixo dessas árvores hoje! - Me levantei, pisquei e saí, para não dar tempo de ninguém reclamar, porém, todos se levantaram e vieram atrás de mim.
- , calma aí, como assim dor... Uau, casal do ano! – me dizia, quando apontou seu olhar no elevador e viu e saindo das escadas de mãos dadas sorrindo. rapidamente corou e quase rasgou a boca quando abriu mais o sorriso.
[A partir de agora a historia não é mais narrada por nenhum personagem o/ aproveitem (;].
- Apenas traga cobertores. – deu tapinhas nas costas de . – Boa sorte casal. – E piscou para , pegando o elevador para o quarto.
- Gente... Estamos indo, tchau. – e saíram do hall, pegando um carro alugado pelos garotos.
- Tchau. - O restante falou.
Logo todos subiram e se arrumaram para a idéia mirabolante da , descendo pouco tempo depois com dois cobertores cada um embaixo dos braços, indo em direção a quarta árvore do local, deixando-os um pouco distante do hotel. A noite estava estrelada e um tanto quanto fria.
- Todos aqui? – .
- Sim. Que idéia, hein? – Katty disse com um ar de deboche, passando a mão nos braços, mostrando frio.
- É se não fosse a minha idéia, com certeza você estaria presa em um quarto, assistindo MTV debaixo das cobertas, e ficando mais gorda e ranzinza do que já é, enquanto se entupia de chocolate, então fica quieta aí bruxinha. – disse, fazendo todos rirem baixo.
Enquanto discussões e risos aconteciam no gramado, com e ...
- Isso é longe? – perguntava ansiosa para . Estavam no carro, há uma avenida antes da surpresa, amarrou uma venda nos olhos de , deixando-a super curiosa.
- Chegou. – Ele disse, tirando a venda dos olhos de , que rapidamente tomou um tom brilhante e alegre.
- Um... Circo? – Ela perguntou feliz.
- Sim, venha. – a puxou para dentro do circo que estava totalmente vazio, estranho.
No Hotel...
- O que vamos fazer nesse frio? – perguntou, olhando para todos.
- Eu posso te esquentar, amorzinho. – Katty dizia, deixando totalmente vermelho, causando gargalhadas em todos.
- Então, para esquentar temos muito chocolate, não é quente, mas dá para disfarçar, e cobertas, só não sei do que brincar. – disse.
- Querem brincar de esconde-esconde? – disse com os olhos brilhando. – Tem bastante lugar, aqui é enorme, estamos em cinco, e temos cobertas.
- Está com você, conta até trinta. – disse. E todos saíram correndo, deixando com cara de desentendido, sem tempo de negar.
No Circo...
- É bom vir aqui. – dizia, entre risos.
O caso é, alugou, literalmente, o circo para um encontro entre ele e , e não seria apenas um encontro. Talvez marcasse o resto da vida de e de , ou não.
- É, eu sei que é, e o melhor ainda é ver que você está rindo como nunca por causa de um palhaço, se divertindo aqui comigo, e só eu presenciando isso, apenas eu e você! – Ele escondia algo nas costas enquanto falava olhando nos olhos de com certa profundidade, a deixando sem graça.
- Não tem horas melhores quando estou com você... Mas o que está escondendo aí? – Perguntou curiosa.
- Uhm... quer... – Deu uma paradinha na frase enquanto os olhos de enchiam de alegria. – Algodão doce? – E tirou de trás de suas costas um algodão doce verde, enorme.
- Ah, algodão doce... Quero... – Ela disse triste, pegando o algodão da mão de . Ela imaginou um anel, com um pedido de namoro... Quem não imaginaria?
No Hotel...
- VINTE OITO, VINTE E NOVE E TRINTA... – contava. – Quem não se escondeu, problema é do besta, porque eu não vou dar mais tempo. – Um amor de pessoa não? Ele começou a correr e a procurar depressa todos. O tamanho do espaço dificultava, e ele escutava barulhinhos vindos de alguns lugares. Assustador.
A cada instante uma coisa se mexia, mas era apenas vento. Em um momento ele viu um arbusto se mexendo descaradamente perto da árvore onde iriam acampar. Ele foi chegando perto sem fazer barulho. Quando ele chegou perto do arbusto escutavam-se vozes.
- , assim não besta, rápido. – Era a voz de .
- Calma acha que é fácil, vem tentar no meu lugar. – ouvia tudo aterrorizado e segurava o riso, que a qualquer momento poderia escapar.
- Mas que lerdeza viu. – dizia. não queria estragar nada, mas teria que achar as pessoas e tirar o mal entendido, foi quando ele dividiu o arbusto com as mãos e puxou as partes para os lados, dando de cara com e jogando Game Boy.
- AHÁ. – disse, quando começou a gargalhar descontroladamente vendo que não era nada do que ele pensava, e com as caras assustadas de e .
- Achou a gente! – disse a , decepcionado.
- Claro, você não calou a boca um minuto! – .
- Ah! Agora a culpa é minha?! – .
- , para de rir e vai procurar o resto... – .
- Ok, estou indo. – Disse entre risadas.
- ESTOU LIVRE! – disse batendo as mãos na árvore.
- Ah, sua sem graça, agora me fala... Cadê o ? – disse baixinho, mas que deu para todos que estavam por perto, escutarem.
- Hey, isso é trapaça. – Escutou um grito lá por perto, não identificado.
- Eu acho que ele está ali. – disse baixinho para , apontando para uma mesa e uns bancos que havia por lá, com uma enorme toalha estendida em cima da mesma. andava devagar, chegando à mesa e puxando a enorme toalha olhando em baixo dela.
- Acho melhor procurarem um quarto, acabei de achá-los e não é legal fazer isso em público. – e Katty se beijavam calorosamente. – Muito menos na frente da . - sussurrou, enquanto ria de que, conseqüentemente, tinha a boca preenchida de batom vermelho e estava azul de vergonha, boa combinação.
- Cala a boca . – Katty disse saindo debaixo da mesa, e sentando emburrada próxima a árvore.
- Ohm, só falta a . – dizia, um pouco triste.
No Circo...
- E aí, gostou da minha surpresa? – perguntou. Teve várias apresentações e eles andavam pelo circo.
- Uhm, sim, adorei... Obrigada. Foi uma boa noite. - Disse meio triste.
- ... – a parou no meio do circo, onde tem apresentações. – Você quer...
- , se você for me dar um pacote de pipoca agora, nem gaste saliva, vou explodir se comer mais besteiras. - cortou .
- Não, olha, eu sei que a gente se conhece há pouco tempo, mas eu sinto uma coisa forte por você, que eu não sei explicar, e, para mim, está na hora de te perguntar isso, eu me sinto seguro então... Você quer... Aham... - pigarreou.
- NAMORAR COM ELE? – Todos os personagens disseram ao mesmo tempo. Estavam todos atrás de , esperando só um sinal.
- Isso, namorar comigo? – tirou do bolso duas alianças de compromisso, envergonhado, enquanto rasgava a boca, com um sorriso, é claro.
- Mas... Mas...
- DIZ LOGO . – Personagens do circo gritaram.
- É claro que eu quero palhaçinho da minha vida. – E o puxou para um beijo. E não foi um beijo normal, foi um beijo curioso, tentava apreciar todas as partes da boca dele, e foi com mais amor do que o normal. O esperado por uma noite... Valeu a pena, mais do que nunca.
No Hotel...
procurava , e todos estavam a um passo atrás dele andando em fila, curiosos.
- Cara, onde a se enfiou?! – dizia quando voltava para a árvore onde eles estavam e escutou um risinho vindo de trás da árvore, abaixo de uma montanha de cobertas.
- SHIU. – Ele disse a todos e apontou para a montanha de cobertores.
Ele foi se aproximando, e todos também. Quando chegou perto de onde estava, rapidamente, e pararam o resto da turma um passo atrás de , esperando para ver o que acontecia.
Com muita calma, e ao mesmo tempo com pressa, foi tirando coberta por coberta, sem que percebesse. Ao chegar na última coberta, a puxou rapidamente. estava sentada encolhida, com um sorriso enorme no rosto. pegou sua mão e a levantou com cuidado, tirando do bolso de trás uma pequena orquídea, e lhe entregando com um sorriso enorme nos lábios.
Estava tudo silencioso, e todos esperando para fazer barulho na hora certa, e em um minuto de bobeira, , rapidamente, selou seus lábios nos de , fazendo com que o beijo se intensificasse aos poucos.
Todos os olhavam boquiabertos e ao mesmo tempo com os olhos marejados de alegria. Os dois esperavam por esse momento de carinho que podia acontecer a qualquer hora, e que estava demorando, mas finalmente chegou.
- Wow. – Depois de um tempo, que pareceu uma eternidade para quem olhava a cena, gritaram agitados. Rapidamente, separaram-se do beijo e os olharam envergonhados. Acabaram esquecendo que ainda havia gente ali.
- Wow, até eu perdi o ar. – disse se abanando.
- resolveu seguir meu conselho. – .
- Mentira do , fui eu quem deu a idéia. – Todos querendo levar créditos.
- Calem a boca, inúteis. – . – Fui tudo eu, amorzinho. – Disse fofo.
- Não querendo acabar com clima, mas vamos dormir, vou acabar sobrando aqui. – disse se referindo a e a que se beijavam lá por perto.
- Se você quiser, faço companhia a você. – a olhava, quando levou um tapa estalado no braço, e Katty saiu correndo.
- Vai lá . – disse, e a olhou estranhando.
- Amanhã a gente conversa. – disse, se deitando sobre as cobertas no peito de .
No Circo...
e estavam sentados do lado de fora do mesmo, conversando sobre tudo.
- Acho bom a gente ir, amor. – dizia, puxando para levantar.
- Ah, mas está tão bom aqui. - disse chorosa.
- Vamos, vem. – a puxou, dando tchau a todos por lá e voltando ao hotel.
[A partir de agora a historia volta a ser narrada pela personagem principal, no caso, você (: aproveitem o/].
Capítulo 12.
Cause I’m Not Alone...
Acordei cedo demais, estava toda torta e nem havia sol, muito menos algum clarão na minha manhã, resolvi subir, mas antes chamei todos para irem dormir nas suas respectivas camas, o gramado estava meio duro, mesmo com cobertas.
- Gente. – Os sacudia sem dó. – Vamos para a cama lá em cima, aqui está ruim.
- , a gente não quer sorvete, vai dormir, poxa. – Educados e normais eles, não é?
- Depois não reclamem que não os chamei, tchau. – E mais dormindo do que andando, peguei o elevador indo para o quarto. Apenas estava lá. Joguei-me na cama e só acordei com as meninas me sacudindo feito loucas.
- AH MEU DEUS, TERREMOTO. – Levantei assustada e elas não paravam de rir. – Ai, são vocês, o que querem? – Eu disse, jogando o travesseiro nelas e as olhando brava.
- Nossa, que grosseria logo de manhã, levanta dessa cama e vai se arrumar que temos que conversar. – disse.
- Ah não, a gente conversa mais tarde, ok? Apaguem a luz quando saírem. – Eu disse me jogando novamente embaixo das cobertas.
- Vai, levanta daí e vai escovar esses dentes logo. – disse, puxando minha coberta, sim mamães. Levantei da cama e fui para o banheiro me arrumar, enquanto escutava chiadeiras dentro do quarto, eram elas conversando.
- É, trouxeram comida! – Tinha uma bandeja cheia de coisas em cima da cama, ainda bem, fome essa hora da manhã não dá. - Cadê a Katty?
- A deixamos lá embaixo, já disse que temos que conversar a sós. - me olhava triste.
- Então ok, melhor assim, como foi ontem, ? – Seu olhar estava radiante.
- Ah, melhor do que nunca, olha. – E ela mostrou a mão direita, que tinha um anel.
- O que tem a sua mão? – Perguntei.
- Uai, tem um anel, olha. – Me olhou feliz.
- E daí? Eu também tenho um monte , igual a todas as meninas que eu conheço. - Perguntei entediada.
- , sua lerda, presta atenção, eu saí ontem com o SEM o anel, e volto COM o anel, o que significa? – Ah sim, agora minha ficha caiu, ela está...
- NAMORANDO? – Fiquei de pé na cama.
- Sim. – Ela disse com os olhos brilhando.
- OMG, a está crescendo gente, pulem comigo. – Sim, eu estava pulando na cama, elas me acompanhavam gargalhando.
- E eu beijei o ! – Nesse momento a ficou estática, a olhando com um sorriso no olhar.
- Você beijou o ? – deu um grito, e todas pararam de pular.
- E foi lindo. – dizia.
- Eu não acredito que eu perdi. – disse, com uma cara tristonha.
- , a gente tem que falar com você, senta. – Elas me olharam sério, e me olhava triste. – Eu contei para elas sobre o .
- Mas por quê? – Disse chateada, poxa, são minhas amigas, mas eu confiei na .
- Porque elas sacaram, e eu não pude esconder, mas, por favor, não fica chateada comigo, não queria te prejudicar. – me disse, com lágrimas nos olhos.
- Não, está tudo bem . E desculpa não ter contado para vocês, foi fase. – Disse abraçando e sorrindo fraco para as meninas.
- Mas não foi só você que deu mancada, a gente também. – abaixou o rosto e eu estou começando a ficar preocupada.
- Mas o que aconteceu?- Perguntei, já preocupada.
- Quem conta? – falava para as meninas.
- Gente fala logo, o que está acontecendo? – Me esgotei total.
- A Katty pediu o em namoro, eleaceitou. – Ela disse a segunda frase rápido, me olhando preocupada. Meus olhos se encheram de lágrimas rapidamente e me abraçou forte.
- Quando? – Disse limpando a lágrima boba que teimava em escorrer sem eu querer.
- Ontem de manhã, logo no café, quando você não estava na mesa. – .
- E por que vocês não me contaram antes? – Disse, saindo dos braços da e me levantando rápido.
- Não sabíamos como contar. Desculpa vai, foi medo. – me disse, com os olhos cheios de lágrimas.
- Não, tudo bem, não to mal com vocês, eu só preciso ficar sozinha, está bem? Depois vocês me contam tudo, ok? – Dei um beijo em e peguei o casaco mais próximo da porta.
Meus olhos estavam lacrimejados, eu não estava feliz, mas também não estava triste, tudo estava estranho, não sabia como ficar, nunca cheguei a me sentir assim por qualquer garoto que fosse. As meninas desciam logo atrás de mim, quando passei pelo restaurante todos estavam acordados, me deram bom dia, mas eu nem sequer pensei em responder, só queria sair dali.
- O que deu nela? – perguntou.
- A gente contou para ela do . – as olhou indignado, e cerrou os olhos, bravo.
- Oh God! – levantou da cadeira rápido, pegou o casaco que estava atrás dela, pronto para ir atrás de mim. – Não, deixa ela sozinha. – o segurou. – Ela quer espaço.
- Ela vai ter espaço com alguém junto dela, e não são vocês que vão me impedir. Licença. – correu bravo.
- Só eu que não estou entendendo nada aqui? - disse.
Eu não sabia onde estava indo, quando vi o circo em minha frente, a única coisa que pensei foi em palhaços e diversão, era o que eu precisava. Quando estava me distanciando do hotel, alguém me segurou e me virou bruscamente, me apertando forte contra seu peito, .
- Estou te sufocando? – disse, abaixando o rosto e sorrindo fraco.
- Não, está gostoso aqui. – Sorri.
- Vamos entrar, aqui está frio e precisamos conversar, não? – Disse apontando com a cabeça para o circo e secando uma lágrima que caiu de meus olhos.
- Uhm, depende do que você quer conversar.
- Não adianta fugir do assunto, mocinha. – Me olhou triste.
- Está bem, pode começar do começo.
- Não, vamos pelo fim...
E assim ele narrou toda a história...
FLASHBACK On – ’s POV On
Estávamos todos nós tomando café quando chega a Katty e da um super desentupidor de pia em , claro, ficamos todos sem saber o que pensar, afinal, eles ficam, mas não sempre como estava acontecendo ultimamente.
- Amor... - E o beijou.
- Ahm, oi Katty. – corou infinitamente enquanto segurávamos o riso, e foi quando veio o baque.
- , posso falar com você? – Katty disse esperançosa.
- Pode, diga.
- Na frente deles não! – Ela disse apontando para gente.
- Tudo o que você me dizer fora daqui, Katty, eles vão ficar sabendo, não tenho o que esconder. – Falou o eu-conto-tudo-para-eles.
- Está bem, uhm, quer namorar comigo? – Quem foi o machista que disse que meninas não tomam atitude em uma relação? Ahm? Depois dessa proposta todos ficaram assustados, afinal, todos sabiam que a última coisa que o queria era um namoro sério e ele nunca iria namorar com a Katty, uma por ser prima, apesar de ser hot, e outra porque ela é um saco. Como ele não sabia o que responder sua única reação foi...
- Sim, só que tem um problema, não amo você Katty. – Olhos mais esbugalhados plantaram naquela mesa. Como ele teve capacidade de dizer isso para uma menina cara? E a reação dela foi totalmente normal!
- Isso a gente constrói com o tempo, pudinzinho.
FLASHBACK Off – ’s POV Off
-... E foi assim que aconteceu. E sim, pudinzinho é o mico do ano para o – Sim, eu estava chocada e admirada ao mesmo tempo, nunca pensei que ela fosse capaz de pedir o em namoro e fingir que em uma relação não precisa ter amor para acontecer de verdade e para quebrar o ovo de vez, o ainda teve a cara de pau de falar que não sente nada por ela, poxa, ela é um saco, mas ainda sim é uma garota.
- Uau! – Foi a única coisa que consegui dizer, e riu da minha cara.
- E eu acho que o gosta de você. – Ah, se meus olhos brilharam foi de lágrimas, ok?
- Aham, e eu acho que está na hora de voltarmos, já é quase almoço, vamos aproveitar os poucos dias de férias, ou não? – Eu disse entrelaçando o braço no de .
- Sem sofrer por bobeira? – me olhou esperançoso. Quem disse que eu sofri?
- Sofrer? Isso nunca aconteceu comigo. – gargalhou.
- Putz, você tem uns surtos de memória bons, hein? – .
- Para de reclamar que eu estou com fome, anda logo.
- Nem depois de uma decepção amorosa a garota perde a fome, vamos embora gorda, quem chegar por último dá um beijo no . – E saiu disparado na minha frente, jogo sujo.
Capítulo 13.
I've never taken the fall for deceit, lie.
O dia ontem, depois da descoberta foi tranqüilo, não fizemos nada além de ir a uma festa por lá, nada de interessante, não conhecemos ninguém e ninguém se interessou em fazer amizades, acabamos voltando cedo da festa e acabei me trancando no quarto, com chocolate e um filme depressivo, enquanto os garotos saíram com as meninas. O que uma pessoa tem na cabeça quando se tranca no quarto em Manchester? Pois é, ontem foi um dia de tensão, nada como uma recuperação básica hoje, não?
Acordei cedo, dormi o bastante ontem. Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa quente e desci para o saguão do hotel, dar uma olhada por lá, estava cedo, nada como sentar no bosque para pensar. Quem não gosta? O dia estava nublado, garoava bem fraco e o céu ficava cada vez mais escuro, como se o sol resolvesse sumir de desgosto, ah que frase deprimente, é fase gente, fase. Uma mão me tocou, causando medo.
- Ai meu Deus, - Levantei assustava e tive a imagem perfeita do Brad Pitty falso perto de mim. É, pode ser exagero, mas ele realmente era bonito. Cabelos lisos que caiam nos olhos, moreno e os olhos pretos, como aquele gatinho que passo ali. CREDO, GATO PRETO.
- Ai desculpa, não queria te assustar. – Ele disse. Oh, o susto valeu a pena. E que susto, não?
- Imagina... Tudo bem. Eu que estava voando alto, aqui. – , cuidado, a queda pode ser grande.
- Cuidado, a queda pode ser grande. – Há, leu minha mente, só mamãe faz isso.
- Nada que algum gesso não resolva. – Ele sorriu.
- Matthew, prazer. Mas pode me chamar de Matt.
- , . O prazer é meu.
- Mas me diga... Estava pensando o que? – Sentamos em um dos bancos perdidos por lá.
- Uhm, nada de mais. É daqui? – Perguntei.
- Não, na verdade, Amsterdam. Meu tio tem esse hotel, resolvi passar as férias com ele. E você? – Amsterdam? Que Lindo.
- Londres, passando as férias também. - Sorri.
- ... – Ah, tinham que atrapalhar mesmo.
- Bom, tem gente chamando, vou indo. – Tem horas que tenho vontade de deixar viúva.
- Então ok. Nos vemos?
- Acho que não é muito difícil, não é? Estou sempre aqui, nos vemos. – Sorri e saí de lá, tenho que pedir para meus amigos não atrapalharem esses momentos.
- Oi . – disse e deu um sorriso rasga-boca.
- Oi . – Disse seca e andei até o saguão, com ele no meu pé.
- Credo, que grosseria, que foi? – Disse, me olhando sapeca.
- Você me atrapalhou, mancada, vamos comer logo, vai.
- Não sabia, desculpa aí. – Fez biquinho e começou a cutucar minha barriga, querendo fazer cócegas.
- Não, , NÃO. – E sai correndo pelo saguão do hotel, mas não para e BARICHELO passa na chegada, me derrubando e me enchendo de cócegas, mas a minha narração acaba, pois uma panqueca, com muito caramelo, voa na minha testa. O me olha assustado, mas, ao mesmo tempo, rindo igual a um louco. Quando virei dei de cara com as meninas segurando o riso e os meninos rachando o cano, e segurando a risada.
- Ops, quer uma panqueca? – Ele levantou um garfo, com uma panqueca enorme escorrendo caramelo.
- , seu fominha, está acabando com tudo, DEIXA PARA MIM, SEU GORDO. – Quem liga para o cabelo com caramelo? Eu é que não! Me preocupo mais com as panquecas devoradas pelo . Saí correndo e sentei do seu lado, peguei o garfo e... Já era a panqueca.
- Nem com o cabelo sujo ela se controla. – mexia a cabeça negativamente, enquanto o resto ria da minha situação. Amigos.
- Ah, imagina o garoto, com quem você estava, te olhando com a boca cheia. – disse e riu mais ainda e eu comecei a tossir descontroladamente, só que todos escutaram e olharam para mim, esperando explicação.
- , seu idiota, não precisa falar mais do que o necessário. – Sussurrei. Ele parou de rir e limpou a baba que escorreu, pedindo desculpas.
- Er, desculpa. – Oh, não era para ter contado, estava me divertindo que até tinha esquecido o Matt, coitado.
- Então senhora , estava esperando até quando para nos contar? – me olhou, maliciosa.
- Gente... Acabei de conhecer, nem sei se vamos ser amigos mesmo. – Disse.
- Claro que não, capaz de serem mais que isso. – disse, me olhando sério.
- Mais que amigos? – perguntou, tentando mostrar desinteresse.
- É... Quem sabe não desencalha de vez! – Katty sorriu maliciosa.
- Ai senhor, parem de falar da minha vida como se eu não estivesse aqui, depois a gente conversa, ok? Vou me trocar, vamos andar. Andem logo! – Pisquei para a turma e andei em direção ao elevador. Poxa, ficaram sabendo antes do esperado, ou melhor, só ia contar se voltasse a ver o Matthew, mas nunca o que queremos é o que temos, não? Eu quem diga.
Logo que subi, coloquei uma roupa confortável e meu All Star. Desci e todos me esperavam com os olhares cheios de perguntas. Já comentei que eles são muito curiosos?
- Querem parar de me olhar assim? – Perguntei brava.
- Ei, ei, ei, você passo do meu lado e nem falou oi, achei que ia te encontrar só mais tarde. – AH NÃO, Matthew aqui não. Bem que podia ser um sonho igual aos outros estranhos que tive, não? Matt disse, me dando um beijo no rosto. – Oi para vocês também. – Sorriu fofo.
- Ah, oi Matt. – Disse, desanimada. – Gente, Matt, Matt, , , , , , Katty, e .
- Prazer. – Disseram em coro.
- Prazer é meu. – Matthew.
- Então, vamos andar por aí, quer ir com a gente? – apoiando total.
- Claro, vou mostrar para vocês lugar aonde vende o melhor chocolate quente do mundo. – Disse, saindo de perto enquanto os meninos tomavam nossa frente e nós, garotas, saímos atrás.
- Muito gato, hein? – .
- Sem vergonha, você tem namorado, só eu posso. – disse.
- Nem pegou o e já está querendo traí-lo? Nem vem, eu não tenho caso sério! – piscou e falou, se fazendo indignada.
- GENTE, AINDA ESTOU EM PRIMEIRINHA NA LISTA, FALOU? – Todas riram, menos Katty.
- Lindo mesmo. – Katty disse, quase inaudível, e dando um sorrisinho malicioso.
- Ai que pena... Você tem um namorado. – Sussurrei irônica e sorri vitoriosa.
A tarde passou voando e quando vimos o horário, já estava tarde o bastante para todos nós.
- E aí, gostou deles? – Disse a Matthew, enquanto voltávamos para o Hotel. Todos foram namorar um pouco e eu sobrei, só que dessa vez, com o Mat, há.
- Uhm, sim, são divertidos, totalmente animado, totalmente bravo... - Bravo, o ?
- O é de boa, logo ele se solta mais.
- Tomara, não? – Ele me encostou em uma das árvores do hotel. Coloquei as mãos no bolso da blusa de frio e não consegui decifrar seu olhar, seus olhos hipnotizavam e ele chegava mais perto, porém o segurei.
- Vamos entrar? – Disse, me desvencilhando no pequeno espaço que tinha entre a gente.
- Ah, ok, te vejo amanhã... Ou não. – Disse desanimado.
- Então... Boa noite. – E saí andando, mas logo senti uma mão gelada na minha pele, me virando bruscamente e selando nossos lábios. É não era tão mal, mas faltava algo. Entre o beijo ele sorriu, me tirando dos pensamentos, foi quando olhei nas janelas do hotel, em uma delas as meninas vibravam e, em outra janela, um dos meninos estava com os olhos tristes, que fez separar-me de Matthew, rapidamente.
- Boa noite Matthew. – Sorri fraco e tomei distância do local onde estávamos.
- É, nós vimos. – Entrei no quarto sendo assustada por quatro garotas que me olhavam sorrindo, Katty também, por incrível que pareça.
- Agora não, ok? – Disse, indo para o banheiro. Hoje não.
Capítulo 14.
Tome todas as minhas escolhas por mim.
- AH!
- OH GOD, O QUE FOI, O QUE FOI? – Pulei da cama e peguei o abajur que estava ao meu lado, olhando para todos os lados. As meninas gargalhavam auto e essa foi a hora que eu sonhei acordada em dar o abajur na cabeça de todas. Com certeza acordou todos os hóspedes.
- , sua cara foi ótima. – Imagino.
- Vocês de novo... Será que eu não posso mais nem dormir em paz? – Disse brava, me deitando na cama novamente.
- Não, precisamos conversar. – disse.
- Olha só, se vocês vieram me contar que o vai casar, cai fora daqui e me deixa dormir que eu não estou com a mínima vontade de falar sobre o , ou seja lá quem for.
- Antipática, não é sobre o , ok? – disse se aproximando e sentando todas na beira da cama.
- Enfim, o que querem? – Eu ainda mato uma.
- Uhm, você... Matt, sacou? – Katty disse, me olhando esperançosa. Quem deu a ela tanta intimidade para chamá-lo de Matt?
- Até você mulher. – Sarcasmo.
- Claro, alguém quer te ver longe do . – Engoli seco, enquanto dava um tapa totalmente molhado e estralado no braço de Katty.
- Ok, vá se ferrar você também. - Pisquei e fui para o banheiro, quem vai voltar a dormir depois dessa? As meninas resmungavam no quarto para Katty, nada decifrável.
Saí do banheiro com a toalha enrolada no corpo, secando o cabelo e vi um ser de cabelos bagunçados sentado em uma das camas, de costas para o banheiro.
- Ah não, hoje é meu dia. – Resmunguei. Ele se virou, me olhando de cima a baixo.
- Bom dia para você também . – disse seco.
- Olha , eu preciso me trocar. Então, se for importante, me espera lá fora, caso contrário, a Katty deve estar lá embaixo te esperando com muita baba na boca para te dar um desentupidor, do jeito que ela sabe dar. – Grossa, eu?
- Você está bonitinha assim. – Disse sério, fui em direção a porta, a abri e sorri falso, mostrando os dentes.
- Licença? – Apontei para fora.
- Ok, você ganhou, estou te esperando aqui fora, vê se não demora. – Me deu um selinho e saiu. Garoto abusado.
Acabei de me arrumar e abri a porta, dando de cara com .
- Ok, o que você quer? – Disse seca.
- Você e o Matt, uhm... – Começou a enrolar.
- Não, só ficamos. Por quê? – Disse dando as costas e começando a descer as escadas.
- Só curiosidade, porque você saiu correndo quando ficou sabendo sobre mim e a Katty? – Opa, me deixou sem palavras.
- Fui correr, exercitar faz bem, devia tentar. – Acho que minha mão está suando, essa pergunta foi mancada.
- Bom dia, gente. – Cheguei à mesa para tomar café e disse desanimada.
- Fala ! - . falou somente mexendo a boca ‘vamos lá fora’, piscou e saiu porta a fora. Peguei um Toddynho que estava perdido na mesa e saí.
- Oi feio. – Sorri abertamente. Ele me deu um beijo na testa e sorriu.
- Está pegando todos, não? – Gargalhou.
- Ah, qual é, você também? – Tiraram o dia para me encher, só pode.
- Não diga que não está adorando.
- Vai procurar a , que ela te ama, e me deixa em paz? – Disse rápido.
- O QUE? – Arregalou os olhos.
- É isso aí que você ouviu. – Abaixei o olhar.
- Mas eu não entendi nada do que você disse. – Me olhou confuso.
- Vamos andar, vamos.
- Mas eu quero saber.
- Outro dia eu te conto, vamos. – Rolei os olhos, bobão.
- . – Matt me deu um selinho e sentou. Pegou-me desprevenida, careta ‘ã’ tomou conta do meu rosto. – Oi gente, como estão? - Disse a todos.
Estávamos todos em uma sala de jogos que tinha dentro do hotel, a descobrimos agora a tarde e, como o tempo não estava lindo para sairmos para passear, acabamos ficando por lá.
- Oi Matthew, tudo ótimo. – Katty. – Melhor agora. – Sussurrou e piscou, Matt sorriu, cara de pau.
- Como achou a gente? – , nada chato.
- Uhm, coloquei seguranças atrás de vocês. – Disse sério. Todos o olharam assustado. – Calma, estou brincando. Escutei a risada do . – Ah, claro, a risada do , inconfundível.
- , posso falar com você? – Perguntei, o porquê? Desculpa esfarrapada para agarrar ele fora dali. Ah, peguei vocês, é brincadeirinha.
- Claro. – Todos nos olharam boquiabertos e ficaram em silêncio, nos olhando.
- Licença. – Disse tirando todos do transe, besta por sinal, ainda somos amigos, não é ?
Saímos da sala de jogos que tinha por lá e fechei a porta atrás de nós, me olhou confuso e disse:
- O que você quer?
- Será que você pode ser menos antipático com o Matt, ?
- Ah , estou tratando ele normal, igual a todos os outros. – Uhum.
- Você sabe que não está e ele percebeu, igual a todo mundo, seja mais molhado. – Seco... Molhado, sacaram?
- Mais molhado? – Chegou mais perto. Segurou o riso, mas é um bobo mesmo.
- Você entendeu o que eu quis dizer. Por mim, ok? – Sorri sincera.
- Ok. Por você, fofa. - Sorriu triste e chegou ainda mais perto, me fazendo bater contra a porta. Logo a porta se abriu e um me olha assustado.
- O que vocês estão aprontando aí fora? – Sussurrou.
- Nada , nada. – deu um tapa na cabeça de e entrou bravo.
- Uhm, sei. – Piscou para mim. , bobo.
Acabamos passando a tarde inteira na sala de jogos. Depois de ganhar todas, ah mentirinha, ganhei três e perdi sete, ok, pode me considerar a rainha dos jogos de mesa. Mais a noite, saíram em casal e eu, como sempre sobro, acabei saindo com o Matthew para andar. Como estávamos? Se você considerar indiretas depois daquele beijo que mudou meu humor em um dia, mas que faltava algo, em namoro, digamos que não estamos tendo nada, apenas amizade. e estavam na melhor fase. e só enrolação. e Katty, pergunta para Katty, ok? Eu não estou brava. e se gostavam, mas era apenas beijos para lá e para cá, ninguém admite que quer algo mais sério. Fui para o quarto tarde, as meninas já estavam dormindo. O que eu estava fazendo? Nada. E é sério. NADA mesmo.
Capítulo 15.
I'll keep a secret.
- Ok, daqui há dois dias estamos indo embora. – disse, desanimada. Estávamos andando por perto da Universidade de Manchester.
- E daí? – Katty.
- E daí que antes de irmos, nós temos que fazer algo de interessante, para marcar a nossa amizade, se é que temos uma, não é Katty? – . Aonde ele está aprendendo a falar assim? Que orgulho.
- Isso, é aí que eu quero chegar , está ficando inteligente. – bagunçou os cabelos de , toda feliz.
- Claro, é o contato constante comigo. – , metido.
- Pára de andar com ele amor, se não você está ferrado. – disse.
- Ah, engraçadinha. – bagunçou todo o cabelo de , enquanto ela se debatia contra a mãozona do mesmo.
- Garotos, acho que está na hora de contarmos, certo? – perguntou. Contar o que?
- Contar o que? – perguntou, muito curiosa.
- Quem conta? – Os garotos faziam suspense.
- Todos. Andem, digam logo... – Eu disse.
- Na frente de uma das universidades de Manchester, contamos a vocês que... – dizia.
- PÁRA DE ENROLAR. – Todas nós gritamos juntas, menos , que já devia saber.
- Temos uma banda. – Os garotos disseram juntos. – Fechamos com uma gravadora semana passada, estávamos esperando o momento certo para dizer a vocês, acho que chegou. – disse.
- Me deixa adivinhar, chama De Volta Para o Futuro? – Perguntei, achando que havia descoberto a Inglaterra.
- Ah, que graça, ela lembra que o filme marcou nossas vidas. Mas não, chama McFly. – disse, apertando minhas bochechas, doeu.
- Marty McFly... – Pensei alto.
- Isso. – .
- Uau. – Os olhares brilharam.
- Quem toca o que?
- Bem, eu toco a todos os dias! - disse, todo inteligente, fazendo todos rir.
- Você entendeu !
- E vocês não têm nada para nos contar? – perguntou.
- Não, não. – disse por todas.
- Ok então. – Estávamos uma esquina antes do hotel. – QUEM CHEGAR POR ÚLTIMO É A MULHER DO PADRE. – gritou. E assim só via-se loucos correndo no meio da rua. Acabei trombando em um garotinho.
- Ei, desculpa, te machuquei? – Abaixei para ficar do tamanho dele. Own, olha a carinha dele. Tinha uma mulher me olhando brava, do lado dele, medo.
- Não, só acabou com meu pilulito – Ele apontou para uma coisa colorida que estava espatifada no chão.
- Ok, te devo um sorvete. Posso pagar? – Olhei para a mulher brava.
- Não te conheço, como vou deixar meu filho com você? – Mulher MUITO brava.
- Ahm, , prazer, estou hospedada naquele hotel ali. – Apontei para o hotel.
- Ah, meu marido é dono de lá. – Que estranho. Matt nem me mostrou o priminho dele.
- Tia do Matthew? – Dã para você , é claro que ela é tia do Matthew.
- Teoricamente sim, mas é uma historia longa, vamos indo?
- Ah, ok. Como é seu nome baixinho? – Perguntei ao garotinho.
- Rayan.
- Uhm, quer apostar corrida? – Claro que eu ia ganhar, mas óbvio que o deixarei correr na frente.
- Ok, cole . – E saiu correndo na minha frente. Garoto esperto. E não é que o baixinho corre?
Chegamos correndo no hotel e todos estavam espalhados pelo chão, com uma garrafinha de água na mão.
- A mulher do padre chegou. – Ah, claro, com o padre.
- Uhm, gente este é Rayan. – Rayan sorriu fofo.
- Own, oi neném. – As meninas disseram.
- Fala garotão. – disse.
- Rayan? O que está fazendo aqui fora? – Matthew chegou, falando com Rayan.
- Vim passear Matt, os conheci oh! – Sorriu abertamente.
- Então, já conheceu, agora vamos? – Matt disse, mas o que custa deixar ele aqui?
- Não. – Eu disse.
- Sim né Rayan? – Não me deu atenção.
- Ele não vai, estou devendo um sorvete a ele e nós vamos tomar, não é Rayan? – Disse e Rayan fez sinal que sim com a cabeça.
- Vem. – Matthew não me deu atenção de novo e pegou o garoto, levando-o para dentro.
- Matthew, Matthew... – Eu o chamei. – O que está acontecendo? – Sussurrei.
Capitulo 16.
He is important.
- Deixa ele em paz!
- Mas Matt, o que tem demais?
- Ele é doente, O DEIXE EM PAZ. – A cada palavra Matthew ficava mais longe dos meus olhos.
- Deixa o Rayan aqui, por favor. – Tudo, desde a hora que encontrei Rayan, até ver o rostinho triste dele na hora de ir embora, passou como um flashback no meu sonho, trazendo uma forte angustia, me fazendo acordar.
Levantei assustava, suando frio e com a respiração cansada. Mais um sonho. Só que esse foi o mais comovente de todos. Levantei da cama rápido, peguei uma roupa quente e desci, quem se importava se ainda estava escuro?
Quando vi, já esmurrava a porta de Matt.
- MATTHEW! – Debati contra a porta, causando um barulho ensurdecedor, foi o desespero.
- ? – E assim surge um Matthew totalmente sonolento, apenas de boxer, na porta.
- Oh God, vá se trocar. – Tampei os olhos com a mão, fazendo-o rir baixo.
- Oh God digo eu, o que quer aqui às quatro horas da manhã? – Ele dizia enquanto se trocava.
- Vamos lá em baixo, precisamos conversar, sério.
- Ok, pode destampar os olhos.
Descemos, passamos pelo restaurante que já estava aberto e pegamos um chocolate quente, indo em direção a qualquer banco do lado de fora do hotel.
- Uhm, quer me explicar por que você tirou o Matt de mim e não me deu atenção quando o pedi para deixar o menino comigo? – O olhei chateada, ele deu ombros.
- Você está brincando que você me acordou às quatro horas da manhã para falar sobre o Rayan? – Sarcasmo total.
- Eu estou falando sério, Matt. – Disse seca.
- Ok, eu te conto.
- Estou só de ouvidos.
- Rayan é uma caixinha de ouro, pelo menos para mim, quando nasceu foi a maior felicidade de todos os tempos para os Thimpton (sobrenome do Mat) e também uma tristeza grande, mas não pelo fato do nascimento dele, mas sim por... – Seus olhos agora se enchiam de lágrimas. – Uhm, meu tio, o que eu te disse, é na verdade um primo, que casou com a minha tia, ainda quando eram jovens e também era primo de minha mãe, há cinco anos meus pais se separaram pelo fato de minha mãe ser totalmente apaixonada pelo tio Sam, e foi assim que ficaram juntos, só que eles são primos e tem o sangue compatíveis, trazendo conseqüências aos filhos, que virão ou que veio. – Agora ele já chorava, me fazendo chorar também, era uma mistura de alegria e tristeza, alegria pelo Rayan, e tristeza... – Bom, o Rayan tem um problema no sangue, o Rayan tem leucemia, desde o dia que nasceu. – Agora comprovo que meu mundo acabou de desabar, ok? A gente reclama tanto da vida e perto desse garoto que vive feliz e é um amor de pessoa, sim, estou me sentindo um lixo. – É controlável, mas a qualquer momento ele tem uma recaída, tento de todos os jeitos fazê-lo se sentir a melhor pessoa do mundo e tenho todos os medos possíveis quando Rayan conhece alguém, mesmo sendo de confiança, desculpe. – Ele acabou de contar e seus olhos marejavam cada vez mais, o abracei forte, enquanto sentia minha blusa molhar.
- Uhm, acalme-se, tenho certeza que os garotos e as meninas gostaram dele, não vai acontecer nada enquanto eu estiver por perto, será que posso visitá-lo, quando o dia clarear?
- Ahm... - Ih, pensou demais. – Ok, mas com uma condição. – Sorriu malicioso.
- Ih, se for pedir dinheiro, nem adianta. – Gargalhou.
- Não boba, eu quero uma coisa que, por enquanto, vale mais que dinheiro. - E me beijou, sim, ele me beijou. Por enquanto? Como assim?
- Ok, ok. Vamos entrar. – Separei o beijo rápido, não é que eu não quero, só acho que não estou pronta para cair de cabeça em um relacionamento, certo? Desculpa esfarrapada? É comigo mesmo. Não, é o . Oh God. Levantei rápido e estava saindo, quando ele segurou no meu braço.
- Me dá uma chance? – O QUE? Está na hora de começar a ler minha mente, fofo.
- Matt... – Oh, não faz essa cara.
- Por favor? – Sorriu meigo. O que eu faço? O que eu repondo? ME AJUDEM!
- Ok Matt, só uma, hein? – Sorri. O está namorando, não está? É só um romance de verão, certo? CERTO! Ele acabou dando outro sorriso malicioso e me beijou, não tinha paixão, tinha apenas carinho, não era pelo que eu esperava.
Depois do momento Love Ya, sem tanto love assim, acabei entrando e fui sentar na sacada do quarto das garotas, a notícia de que Rayan, apenas um garoto de cinco ou seis anos, tinha uma doença deplorável, uma doença medíocre, que a qualquer momento pode acabar com uma vida feliz, como um garotinho que tinha tudo para ser o único homem capaz de fazer alguém se sentir a melhor pessoa do mundo, como o faz com a , como o faz com a , sim, me deixou para baixo. Uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto e funguei baixo.
- ? Você está bem? – sussurrou. Rapidamente sequei o rosto e a olhei.
- Oi , tudo bem sim, e você? – Sorri fraco.
- Tudo sim, desde que horas está aqui chorando, amor? – Quem disse que estava chorando?
- Chorando, que nada, que horas são ? – Mudei de assunto rápido.
- São nove horas, por quê? – Curiosa.
- Penúltimo dia aqui, vou passear com o Rayan. Falando nisso, estou namorando. – Peguei a minha blusa rápido, enquanto me olhava estática, logo que fechei a porta a escutei soltar um gritinho animado. Estava descendo, quando passo pelo quarto dos meninos, saía, sozinho.
- Bom dia, . – disse.
- Oi . – Sorri fraco.
- Aonde vai? – Curioso.
- O que te interessa? – Fui grossa?
- Quer companhia?
- Já tenho.
- Quem?
- Rayan.
- Vou com vocês.
- Mas... – Ele me roubou um selinho e saiu correndo para se trocar. Pretendo dar um soco nas partes baixas dele, quero ver se vai continuar a roubar selinhos de novo.
Bati na porta de Rayan e ele me esperava pronto, com uma chupeta na boca e o lencinho nas mãos.
- Oi Rayan. – Sorri abertamente.
- . – Own. – Aonde vamos?
- Uhm, já foi ao circo? – É, o circo sairia da cidade junto conosco, amanhã. Ele balançou a cabeça negando.
- Vamos lá? – Perguntou.
- Quem sabe. – Sorri.
- Só vamos nós? – Enquanto ele perguntava, passamos em frente ao restaurante e peguei muffins.
- vai também.
- Olha ele lá. – nos esperava na porta do hall. Rayan foi correndo em direção ao para dizer oi a ele. Quem diria... fazendo sucesso com a criançada, está explicado porque namora Katty. Ah.
- Vamos? – Perguntei.
- Nem ganho um bom dia caloroso igual ao do Rayan? – , cara de pau.
- 1. Você namora. 2. Você já roubou um lá em cima, não acha? – Olhar mortal. E ele riu, não acho graça.
- Ah , você gosta... Certo? – Há, sim.
- Vá catar coquinho, .
Chegamos ao circo, Rayan olhava maravilhado para todas as cores, todos os sorrisos, todas as crianças. Por ser de manhã não havia muitos adultos, Rayan logo ficou entretido com pipocas e um palhaço doidinho que andava por lá com bexigas na mão. Entramos dentro daquela lona enorme, eu e sentamos no segundo degrau da arquibancada, enquanto Rayan brincava feliz com o palhaço.
- Rayan tem leucemia. Foi por isso que Matthew o tirou de nós ontem. – As palavras praticamente foram cuspidas da minha boca. me olhou triste e assustado.
- O... O... Rayan? – Fechei os olhos e concordei silenciada. Ele colocou a mão na boca assustado.
- É uma história longa.
- Estou chocado. – A única coisa que disse.
- Não é só você.
- Quando que você ficou sabendo disso?
- Hoje, quatro horas da manhã, para ser exata.
- Você e o Matthew sozinhos, às quatro horas da manhã?
- , quer parar de ser pervertido? E outra, o que tem de mal?! Estamos namorado. – Olhou mais assustado do que antes. Sorri vitoriosa.
- Vocês, namorando?
- Sim. E outra...
- . – Rayan chegou correndo, e sorrindo bobo. – Você está me devendo sovete. – Sorriu sapeca, que fofo.
- Vamos então. – Dei a mão para ele e estendi uma a . Ele tocou de leve, fazendo-me suspirar e parar tudo que estava fazendo ou pensando por alguns segundos, longos segundos.
Fomos a qualquer sorveteria e estava chegando na hora do almoço, acabamos voltando para o hotel, ninguém estava por lá quando chegamos. Eu e levamos Rayan para o quarto dele e fomos procurar os outros.
Fomos ao quarto dos garotos, nada.
Fomos ao quarto das garotas...
- OH GOD! – Abri a porta com tudo e quando vejo Katty e Matthew na mesma cama. Epa, está explicado porque meu beijo vale mais que dinheiro, AINDA. COMO ASSIM?
- KATTY, MATTHEW? – gritou. Os dois acordaram rápidos e pularam da cama, assustados.
No mesmo instante, minha risada alta e sonora tomou conta do quarto. me olhou bravo. – Outch, desculpe, foi impulso. – Não conseguia parar de rir. E eu espero que vocês estejam imaginando para que tanta risada em meio de uma traição. Bom, isso não é amor. Em segundo lugar, a cara dos dois vale como vídeo mais engraçado desses web sites, pela rede. E outra, eu tenho uma sorte mesmo, não? O primeiro que eu consigo pegar nessas férias me presenteia, um dia antes de eu ir embora, com dois belos chifres. Para que chorar diante de uma situação dessas?
- , , não é o que vocês estão pensando. – Muito clichê essa frase, fofo.
- Que bom, não preciso... Nem... Nem pensar... Estou... Estou vendo. – Disse, entre risadas.
- , por favor, me escuta. – Parei de rir rapidamente.
- Ok! Expliquem-se. – Eu disse.
- Que se expliquem o que, eu vou é te matar de socos, seu idiota. – ia em direção a ele.
- PÁRA , a Katty não é nenhuma santa, o Matthew muito menos... Só não achei que eles seriam capazes de fazer isso, começamos a namorar hoje de manhã. Então, pare de querer ser o Senhor Chifre da história e dar uma de bonzão e escute o que esses idiotas querem falar. – Quando disse isso, me olhou assustado.
- Ok! – Digamos que, hum, abaixou as orelinhas?
- Olha, não era o que eu queria, ela me chantageou. – Matthew apontou para Katty.
- Eu? Você é louco, é tudo culpa sua. – E apontou para Katty. Os dois começaram a discutir e eu segurava o riso. Olhei para .
- Vamos sair daqui? – E ele olhou para mim, ah.
- Vamos. – Piscou. Saímos do quarto e caímos na risada.
- Que... Loucos. – disse, entre risadas.
- É, também acho. – Quando disse isso ele parou de rir e ficou me olhando, de uma forma meiga.
- O que está me olhando, bobo?
- Você... – Ele chegou perto. – É muito... - Chegou mais perto. Seus olhos me hipnotizam. – Muito...
- Uhm, , vamos, temos que arrumar as malas, ok? – Com certeza arrumar malas é bem mais interessante, certo pessoal? Dei costas e fui para o quarto.
Capítulo 17.
And it's driving me crazy.
Acordei com a claridade que batia na janela e com os gritos da minha mãe vindo do andar de baixo.
- , VAI SE ATRASAR.
Olhei no celular ao lado da minha cabeceira. Sete horas. Oh God, só vinte minutos. Peguei a camiseta da escola, o All Star, uma calça skinny e vualá, estava ótima para o primeiro dia de aula. Peguei o material e desci as escadas correndo, passei pela mesa, peguei qualquer bolinho que vi, dei um breve tchau e corri. Final do terceiro ano nos espera.
- Fala ! – chegou animada.
- Oi . – Falei desanimada, caindo de sono.
- Nossa que ânimo. – Disse minha amigona, com um sorriso de orelha a orelha.
- Hoje é segunda-feira, . – Dei um suspiro pesado.
- É meio desanimado sem os garotos, não é? Acostumei-me tanto com eles. – O fato é e começaram a faculdade esse ano, e os garotos já haviam acabado o ensino médio. E nós? Nos matando para finalmente sair da escola, e enfrentar as universidades da vida.
- Um pouco, mas logo as aulas acabam, vamos. – O sinal tocou, dando eco enorme no meio do pátio, eu e raramente na semana tínhamos aulas iguais, causando mais chatices ainda. O intervalo voou e o fim da aula chegou, Yes.
Opa vibrou, mensagem do .
‘Vem pra casa do , agora’.
Avisei a e em poucos minutos estávamos tocando a campainha irritante do , cara, como elas irritam.
DING DONG.
- Fala Gata. – dizia para .
- Oh God, não tem um jeito mais bonito de chamar sua namorada não?
- Sim, aí mina dos meus sonhos.
- Fala Gato. – .
- Retiro o que disse. Ei, eu nem estou aqui, ok? – Gritei. Eles se beijavam descaradamente na minha frente.
- Own malinha, você sabe que eu te amo, não é? – partiu o beijo, vindo em minha direção, desarrumando o meu cabelo.
- Não mais que eu. – chegou por trás, rolei os olhos.
- Own, que amor. – .
- Ai gente, me erra, ok? – Entrei, dei um beijo em , no rosto povão, no rosto, e cumprimentei o resto.
- Então, por que nos chamaram aqui, meninos? – Perguntei.
- Saudades. – piscou, meus olhos já estavam ficando até meio vesgos de tanto rolá-los a cada indireta do . Katty me olhou brava, ignorei.
- Ah, só saudades mesmo. – disse.
- Ok, posso ir agora? – Sinceramente, escola cansa, poxa.
- A porta é serventia da casa, fofa, você quem sabe. – Credo, que grosseria.
- Está certo. – Fui em direção a porta, todos me olhou assustados. – Eu fico. – Fiz careta e me joguei no sofá lá por perto.
- Falando nisso, cadê o ? – . Um, dois, três... É! Cadê o ?
- Uhm, saiu com a .
- Uuuh. – Eu e dissemos.
- Shiu, ainda é minha irmã. – .
- E ainda é minha prima. - Katty, coisa que ela liga não?
- CALA A BOCA KATTY. – Dissemos em uníssono.
- Nossa, que stress. – Não? Com você aqui, mar de rosas é que não vai ser, infelizmente, murcharam.
- Ok, então somos só nós.
- Nããão? – .
- Shiu, cabelo de abóbora. Vamos para a piscina? – perguntou.
- Eu ainda não comi, gente. – Há, eu.
- E daí? Vamos gentalha. – pegou meu material, jogou no sofá e me colocou em suas costas.
- TEM COMO VOCÊ ME DEIXAR COMER PRIMEIRO? QUER ME DEIXAR DESCER?
- Não. – Splash. Jogou-me na água.
- Eu, não, acredito, que, você fez, isso. – Roupa molhada, ok. Cabelo bagunçado, ok. Muita fome, ok. AH EU MATO O . E o resto ria muito da cena.
- Calma. Vamos fazer companhia para a , povo? – olhou para os lados.
- Oh não, não façam... – E não terminei a frase porque todos se jogaram em cima de MIM, menos Katty, que não entrou, claro.
- Isso é legal, vamos fazer mais vezes, ok? – disse todo feliz.
- É, e da próxima vez você vai ser o alvo. – Disse brava, enquanto todos gargalhavam.
- Own, não fica brava . – Eu estava perto da parede da piscina e chegou de frente, me encostando com força nela. Ele me olhava profundamente e pouco se importava com o resto que estava por lá. Olhei para os lados e e olhavam esperançosos. e sorriam, Katty estava vermelha, será por causa do sol? puxou meu rosto, fazendo meus olhos se encontrar com o seu, eu fui estragar novamente, claro.
- Ahm, ...
- Shhh. – Mas fui interrompida. Ele colocou o dedo indicador contra meus lábios, mostrando que era para ficar em silêncio e me beijou. O beijo era calmo, esperançoso, feliz, como se estava esperando para fazer isso, viver de selinhos não dava certo! Debati-me, tentando lutar contra aquilo, mas desisti quando Fletcher aprofundou o beijo. Escutava-se somente respirações descompassadas, o barulho do motor da piscina... Nada romântico, não é?
- Ow, ow, ow. – Ah não, quem foi o idiota que me interrom... Quebrei o beijo. Katty. Encostei minha cabeça na borda da piscina, tentando acalmar meus hormônios e não destruir aquele ninho que a Katty chama de cabelo.
- O que você quer Katty? – se virou, nervoso.
- WOW, UHUL. – Depois de um silêncio irritante, barulhos também irritantes e ao mesmo tempo engraçados soaram por perto. Sinal de que alguém ficou feliz, certo? Não fui eu.
- Calem a boca. Como assim o que eu quero? Você ainda não terminou comigo oficialmente, . - Olhei para o mesmo brava, como assim não terminou com Katty?
- Katty, não precisava nem falar, o que você fez não tem desculpas, muito menos conversas. – Eles discutiam na minha frente enquanto ainda me prensava contra a parede. O empurrei.
- Discutir relação na frente de todo mundo não é legal ok? – Saí da piscina rápida, peguei meus materiais que estavam na sala, e quem ligava se eu estava encharcada? - Tchau. – Me despedi de todo mundo.
- , . – Trombei com eles no portão ainda molhada e peguei o caminho da roça, minha casa, gente.
- O que deu nela? – Foi à única coisa que ouvi antes de me distanciar de casa.
Ainda na casa do Dougie...
- Katty, você é louca? - .
- Uai, só não sou trouxa de te perder para a . – Katty
- Eu não sou um prêmio Katty. Quando você vai entender isso?
- O que está acontecendo aqui gente? – .
- O ficou com a agora a pouco, na piscina, e Katty atrapalhou dizendo que ainda não tinha terminado com ela oficialmente, ficou brava e saiu. – .
- , você é um idiota. – .
- Não preciso de sermões agora, irmãzinha. – . – Katty, acabou ok? ACABOU.
Digamos que eu sou uma idiota, um mês sem qualquer contato mais profundo com o e hoje, por um momento bobo, caí nas suas garras como se fosse um ratinho. Ah, qual é?! Foi uma sensação diferente quando minha boca colidiu com a dele, foi uma sensação estranha, mas gostosa, como se tudo aos poucos fosse se encaixando. Mas não, tinha que aparecer a senhora egoísta e acabar com tudo! Hey, calma aí, ela tinha razão. O único errado nessa história acabou sendo o Tom. Ótimos personagens para uma história, o ratinho, o leão, e a bruxa que vira vítima, ah, pelo amor, não?
Cheguei a casa com lágrimas de nervosismo escorrendo pelo meu rosto, bati a primeira porta que vi na frente e subi as escadas, sem dar qualquer tipo de explicação a tal ato.
Tomei um banho demorado, peguei qualquer roupa fresca que estava por lá e me joguei contra a cama, quando consegui esquecer me de tudo e fechar os olhos, meu celular toca, me fazendo bufar instantaneamente.
- Alô. – Suspirei.
- Você está bem?
- Ai, ! O que você quer? – Perguntei seca.
- Saber como você está.
- Ótima, perfeita, agora me esquece, ok?
- É difícil.
- É você que complica tudo. Tchau. – Desliguei o celular com certa força e voltei a deitar. Quem se importa que me esqueci de comer? Quem se importa que fosse cedo para dormir? A última lágrima escorreu, e finalmente consegui desaparecer com todos aqueles probleminhas em pouco tempo, dormi.
- Espera! Me escuta. – Apertavam meu braço com certa força.
- Desculpas de novo? Você não fez nada, certo?
- Eu fiz sim.
- De novo ? Quando vai parar de fazer cagada?
- Eu me apaixonei por você.
Olhei no relógio ao lado. Dez horas. Mais um sonho. Assustador. Peguei-me sorrindo acordada, ah, qual é! Sonhos já estão ficando clichê e meu estômago está ficando nervoso. Levantei meio boba e desci para fazer meu lanche da noite, ah, adoro isso. No andar de baixo escutava-se apenas a televisão e barulhos de suspense. Mãe e pai ainda acordados.
- Aí, dorminhoca.
- Meu nome. – Rimos.
- Fome? – Mamãe me questionou, essa era outra resposta que ela sabe desde o primeiro dia que chorei por causa da fome, eu não consigo controlá-la.
- Sim.
- Pizza na pia.
- WOW! – Pulei o último degrau e só voltei depois que consumi um pedaço enorme de pizza e um copo de Coca-Cola, sentei no sofá e entrei no embalo do filme.
- Vai explicar o porquê bateu a porta daquele jeito quando chegou?
- Amanhã?
- Ok, já para a cama.
- Mas acabei de acordar.
- Não vá dormir muito tarde, ok?
- Ok, boa noite. – E assim subiram para o quarto e acabei dormindo no sofá, só acordei no outro dia com os passarinhos cantando.
Capítulo 18.
Primeiro passo para não cair nas garras de um sedutor: Nunca deixe se enganar por um sonho!
- O que aconteceu ontem? – Mamãe perguntou enquanto apenas nós duas tomávamos café.
- Uhm, . – Rolei os olhos.
- Por que?
- Ahm, digamos que ele não tinha terminado com a Katty oficialmente depois do momento traição e me beijou na frente de todos. – Disse, tirando os farelos de pão que se espalhava pelas minhas mãos, levantei e peguei minha bolsa. – Tchau mãe. – Dei um beijo em seu rosto.
- Crianças. – Balançou a cabeça negativamente enquanto dizia. – Tchau filha. – Se despediu.
Saí porta afora como uma zumbi, muito sono e pensamentos bobos passavam pela minha cabeça, como o sonho da noite passada que me fez acordar sorrindo, e o que me deixa mais encabulada, como acontecem na vida real? Dispersei-me desses pensamentos quando vi vindo em minha direção toda feliz.
- Mais um dia. – Sorriu boba.
- Pois é.
- Ahm, como você está por causa de ontem? – Oh, já tinha dispersado esses pensamentos.
- Uhm, bem. – Sorri fraco.
- terminou com a Katty. – Não diga? Fez isso atrasadamente.
- Bom para ele, certo? – Falei seca.
- , olha, eu sei que desta vez o deu muita mancada, mas não acha que ele gosta mesmo de você? Pense nisso. – Se levantou do banco onde estávamos quando escutou o sinal, sorriu fraco, me deu um beijo na testa e saiu em direção à sala, deixou-me pensando no que ela acabou de dizer. Será? É nessas horas que só acredito vendo, ou melhor, escutando.
- GORDA. – Me assustei quando abri a porta e só vi um gritando um apelido muito carinhoso, por sinal.
- Oi . – Todos disseram entrando na minha casa, até mesmo .
- Olá crianças. – Mamãe entrou na sala toda feliz, cumprimentando a todos por lá. Fico me perguntando, porque mamãe ainda nos chama de crianças? Talvez pelo mesmo motivo que a chamo de mamãe.
- Tia, porque ainda nos chama de criança? – Como se decifrasse meu pensamento, perguntou.
- Vocês serão sempre meus nenéns. – Mamãe disse, pegando sua bolsa. Own.
- O que fazem aqui? – Perguntei assustada.
- Viemos bagunçar sua casa um pouco. – olhou para minha mãe enquanto ela fazia uma cara de reprovação despercebidamente.
- Nem pense nisso neném . Vou ao shopping com algumas amigas, volto mais tarde, cuidem-se. – E saiu, nos deixando com uma casa arrumadinha, mas se dependesse dos garotos, uhm.
- E aí povão, o que nós vamos fazer? – perguntou em quanto se jogava no sofá. Ei, está achando que é puleiro?
- Filmes, chocolates e marshmellows. – virou a sacola de cabeça pra baixo no chão e de lá saiu tudo isso ai que ela disse. Hehe.
- Uhm, espíritos? Ah poxa, é de terror. – fez uma cara de medo fazendo todos rir.
- Essa é a melhor parte, você tem quem agarrar. – disse sapeca e olhou para mim, piscando em seguida. Mas eu não tenho quem agarrar, e agora? Ahm, por que tenho amigas tão taradas?
- Ahm, venha até mim, querido. – Puxei-o até mim enquanto fazia uma cara sexy.
- , tire suas patas do meu homem. – apareceu com uma panela nas mãos, fazendo automaticamente uma de minhas mãos largar a blusa de e todos rirem da sua ação.
- Nada como duas mulheres brigando por mim. – fez uma cara sedução e saiu da sala, sendo vaiado logo em seguida.
Acabei, por fim, ficando perto do e do outro lado se encontrava Katty, ótimo não? Não encostei nem meu ombro no dele, a Katty fez questão de guardar em seus braços cada pedacinho, o que é mais triste ainda e tremia a cada grito ou barulho de suspense que se passava no filme, e aí, como eu fico? Olhei para com os olhos serrados enquanto ela mal prestava atenção no filme, segurava o riso pelo que eu estava passando, decidi levantar do chão e ir tomar alguma coisa na cozinha, filme do medo, mas não sem antes sussurrar para ‘eu te mato, quando isso acabar’.
Peguei suco de laranja bem gelado, apesar do tempo, o calor predominava em meu corpo, não apenas pela casa estar totalmente abafada, mas sim por uma coisa que me abalou e não saiu da minha cabeça, só ficou mais claro. O sonho. Eu precisava contar aquilo para alguém, eu precisava mostrar, e até mesmo provar para mim mesma que isso não acontece só comigo, que todos a minha volta podiam ter um sonho e no dia seguinte ser realizado, mas não sonhos como eu pegar um avião e ir parar na Tailândia ou qualquer coisa do tipo, os sonhos da noite.
- Oi. – Sussurrou bem perto de mim, me fazendo tremer por completa, mas de SUSTO e me fazendo bater a cabeça no armário logo à cima de mim.
- Outch, quer me matar de susto? – deu uma gargalhada escandalosa.
- Eu não tenho você nem viva, imagine se te matasse. – Sorriu fraco.
- O que quer, ?
- Você. – OMG, para com isso.
- , o que quer? – Repeti novamente.
- Concertar meu erro.
- De ontem? – É, foi um erro.
- Não exatamente, o de antes de ontem também, mas sim desde o dia que te conheci. – Esbugalhei os olhos, será que é o sonho?
- Ah, já vi essa cena, vai dizer que se apaixonou e a única coisa que quer é ficar comigo. – Arqueei as sobrancelhas.
- Uhm, desculpa por ontem e... Não, peguei essa foto que caiu do seu bolso quando trombou em mim no parque e não devolvi, esqueci, desculpa. – Ele falou tranquilamente tranqüilo e eu corei fortemente depois de tentar adivinhar o que ele queria e errar, e, espere, eu paguei um belo de um mico também. Oh gosh.
- Ah, está desculpado, pelos dois, vou guardar. – Ia saindo da cozinha quando uma mão se depositou em meu ombro, me virando com cuidado e fazendo com que a ponta do meu nariz encostasse ao seu e seus olhos nos meus olhos, me fazendo tremer dos dedos dos pés ao último fio de cabelo, e fazendo meu coração disparar. Havia silêncio ensurdecedor, como se não existisse barulho, mas que logo foi interrompido.
- E sim, aconteceu outro erro quando te conheci. – Ele mordeu o lábio inferior. Nada podia interromper aquele momento.
- GENTE, O FILME ACAB... - Eu menti, a interrompeu quando entrou na cozinha gritando feito uma gazela, me fazendo separar de rapidamente. – Own, sorry. – Fez uma careta indecifrável e saiu da cozinha espantada.
- Que cara é essa ? – Escutamos .
- EU ATRAPALHEI UM BEIJO, DUDES. – gritou da sala fazendo todos ficarem em silêncio.
- Que bom. – Katty.
- CALA A BOCA KATTY. – Todos disseram em uníssono.
- Calma, se você falar que foi do e da , eu juro que te jogo do térreo. – Dougie disse, fazendo a mim e a rirmos alto. Jogar a do térreo, ? Como você consegue essa proeza?
- Do térreo? Como? Tudo bem, isso não vem ao caso, sim foram deles.
- OH MY GOOOOOD. – disse lentamente. – Eles iam se beijar? – Olhei para e ele coçava a nuca enquanto segurava o riso.
- Ia, eu não disse que eu atrapalhei? – Gargalhei alto, fazendo todos voltarem para a cozinha.
- Vocês, há! São bobos? – Nós dois já rolávamos no chão, mentira.
- Uhm, vocês escutaram a conversa?
- Como não? Até os vizinhos escutaram.
- Que exagero.
- Vamos voltar para a sala, vão, seus loucos.
Capítulo 19.
I'm gonna ask her to marry me.
- Aposto um beijo que você me quer. – disse, fazendo um biquinho gigantesco. Aposto um beijo que ninguém te quer, .
- Uhm, eu te quero. – disse, fazendo biquinho e indo em direção a .
- OH GOSH, ERA PARA A , SEU GAY. – saiu correndo no meio da rua com em seu encalço. Estávamos andando por Londres, o dia estava bonito, e nada como um passeio com os amigos a tarde, certo?
- JURO QUE DEPOIS DESSA FRASE BREGA EU NÃO BEIJAVA. – Gritei.
- Somos duas. – sussurrou.
- Duvido que não beije. – chegou por trás, me aproximou de seu rosto e tirou um selinho demorado, e foi de surpresa.
- , seu idiota. – O afastei meio constrangida.
- Pare de fazer jogo duro, eu sei que você quer. – Ele me puxou para um abraço envergonhado, sussurrando em meu ouvido, fazendo-me tremer e tropeçar em seus pés pela forma desengonçada como andávamos.
- Ops. vem cá que eu também quero. – disse, apontando para nós, ainda estava bem perto de mim.
- Claro, amor. – se aproximou de , tirando um beijão, enquanto Katty olhava feio.
- EW. Dá para ver a baba de vocês, parem com isso. – E me deu um tabefe na cabeça. Doeu.
- Eu quero fazer uma coisa, vamos para a Tower Brigde? – disse, envergonhado.
- Fazer o que? – perguntou.
- Vocês vão ver.
Saímos em direção a Tower Brigde, uma ponte importante em Londres, que cruza o famoso rio Tamisa, um tanto quanto longe de onde estávamos, era sexta-feira, então, se cansar no final de semana não faz mal a ninguém, vou dormir domingo o dia inteiro mesmo.
estava nervoso e ansioso. O que se passa? Ele não me disse nada.
- Está tudo bem, ? – Sussurrei.
- Está sim, , por quê? – Peguei em suas mãos e as virei com a palma para cima.
- Você está suando. – Sorri fraco.
- É por um bom motivo, você verá. – Piscou. Quanto mistério para algo que verei logo.
Logo estávamos perto de lá, estava quase escurecendo, o pôr do sol era mostrado perfeitamente perto da ponte, gaguejava, mas logo se soltou, falando tudo que tinha que falar. Olhando de lá de cima bateu um friozinho na barriga.
- Olha, eu chamei vocês aqui, para provar, principalmente, que a minha demora valeu a pena, e para provar que eu não sou gay. – Rimos. – Então, ... – Ele caminhava a passos curtos para perto de , pegou sua mão e olhou fundo nos olhos dela. – Eu demorei, mas o que eu sinto por você compensou esperar e provou a mim mesmo que depois de dois anos guardando um sentimento que mais ninguém, além da , sabia. – Olhou para mim e sorriu. me olhou com os olhos marejados e disse:
- Sua vaquinha! Nem me contou. – Nos fazendo rir.
- Então, e como prova pelo tempo esperado, por todas as vezes que você voltou para Londres e ficou comigo, por todas as meninas que peguei te deixando com ciúmes por motivo de orgulho a mim mesmo, meu amor só aumentou, fazendo ficar imenso para eu poder gritar agora, embaixo da Tower Brigde, a única coisa que tive medo, mas que chegou nossa hora. – tomou distância, colocou a mão no bolso da gigantesca blusa e tirou de lá algo entre as mãos e assim escutou palavras em um tom agudo e emocionantes saindo de sua boca, é, era a voz dele, é só para o acontecimento ficar mais emocionante. – , METADE DO MEU LIMÃO, TAMPA DA MINHA PANELA, MINHA PRIVADA ENTUPIDA, QUER NAMORAR COMIGO? – Todos por perto, sendo desconhecidos ou não, chegaram para ver o que estava acontecendo. rapidamente abriu as mãos e dentro havia várias pétalas de rosas em cima de um anel, que deu para ver perfeitamente quando um vento forte e um barulho soaram levando as rosas. Os olhos de estavam lacrimejados e uma lágrima escorreu, a fazendo se pronunciar.
- Privada entupida não soou nada romântico. – Ué, eu só sussurrei a verdade.
- Cala a boca, , isso é tão lindo. – dizia com os olhos cheios d’água.
- SIM, SIM, MILHÕES DE SIM PARA VOCÊ, MERECE ATÉ MAIS. – se aproximou mais e tirou um beijo calmo e fofo de . As luzes da ponte se acenderam, iluminando tudo em volta. olhou para mim e piscou. É, mais um casal se formou em nossa amizade, nos unindo mais ainda, será que dura a vida toda? Boa pergunta.
- Ah, não podemos esquecer... , PÁRA DE BEIJAR MINHA IRMÃ E PRESTA ATENÇÃO. – gritou, nos assustando, em seguida nos olhou e deu um sorriso falso.
- Yeah, o primeiro CD do McFly estará nas lojas, semana que vem. – disse com os olhos brilhando. Até as estrelas estavam a baixo de tudo quando o assunto era McFly, para eles logo se via que era mais que estrelas, era, sim, uma explosão de fogos que não acabavam nunca.
- Quanta novidade em um dia só, desse jeito não vai ter para o mês que vem, gente.
Capítulo 20.
Sua confiança vale mais que um gesto de paixão.
- E aí, já sabe o que vai fazer ano que vem? – perguntou. Estávamos no intervalo e, como sempre, sem ter o que fazer. Acabamos sentando lá fora para conversar.
- Ah, faltam seis meses ainda, pode passar rápido, mas não quero pensar nisso ainda. – Medo. Medo de ter que deixar tudo e crescer mais, medo do que as pessoas dizem ‘nada é para sempre’, não sei como vai ser se tiver que deixar Londres, , todos os meus amigos e, o . Sorri fraco ao pensar no mesmo.
- Uhm, vamos abrir os olhos para a realidade, , nada é para sempre, nem o , eu e as crianças. – Own, minhas criancinhas.
- Posso sonhar, certo?
- É a única coisa que não te engorda, te deixa feia ou faz de você uma criminosa, certo?
- Então concordamos.
O tempo, literalmente, vôo pela janela e se espatifou no chão. Logo depois do intervalo tivemos três aulas que, por sinal, passaram rápido, aula no sábado? Reposição, ninguém merece. Como era final de semana, nós e os garotos marcamos de nos encontrar na casa do para dormir lá de hoje para amanhã.
- FALA POVÃO. – Bagunça? É conosco mesmo.
Chegamos lá e estava quase tudo ‘arrumado’. Só os garotos estavam por lá, colchões para todos os lados, pipocas e refrigerantes em qualquer lugar que você olhar.
- Amor. – veio em direção a .
- AMOR. – , o mais escandaloso, veio em direção a .
- Love meu. – veio em direção a .
- UH, OBRIGADA PELA ATENÇÃO, será que isso irá acontecer sempre? – Saí andando e me joguei no primeiro colchão que vi... Fofinho. – Olá, . – Disse com cara fechada.
- Quer que eu te chame de amor também? – Oh God, sem comentários.
- Vai se ferrar, .
- AMOR. – Katty veio correndo na direção do . AH, só podem estar de brincadeira com minha cara, certo?
- Katty. – disse desanimado e bravo, enquanto se desvencilhava dos braços de Katty. – Querem parar de se pegar e vamos fazer alguma coisa? Isso está entediante. – , concordo com ele, gente!
- Só porque você não conseguiu pegar a , ?
- HEY, EU AINDA ESTOU AQUI. – Gritei. Desde quando sou qualquer coisa para pegarem? E assim começou minha tarde de sábado. - Alô. – Meu celular tocava descaradamente quando atendi. Nem vi a bina e logo me repreendi com aquela voz.
- Matthew? – Todos me olharam assustados. Estranho. – Já venho, pessoal. – Disse para o povo enquanto me dirigia a um dos quartos da casa.
- Rayan estava com saudades, e eu também.
- Posso falar com o Rayan? - Quem liga para as suas saudades Matthew?
- Ah, claro. – Disse triste.
- ? – Uma voz fraca soou do outro lado do telefone.
- RAYAN. – Meus olhos se encheram de lagrima. – Como você está, meu amor? – Fazia dois meses que voltamos da viagem de Manchester.
- Eu estou bem, , saudades.
- Own, também gatinho.
- Quando vem me visitar?
- Uhm, só faz duas meses que saí daí, só ano que vem, amor.
- Mas vai demorar.
- Não vai não, vai passar rapidinho.
- Promete?
- Sim, você nem vai ver o tempo passar.
- Então está bem, te espero aqui, te amo, , beijos.
- Também te amo, gatinho, beijo.
Foi bom escutar a voz de Rayan de novo, sorri sozinha com o celular nas mãos, meu sorriso logo murchou quando olhei para a porta e vi um com os olhos marejados olhando para mim, mas porqu... Ele escutou a conversa e achou que eu estava falando para o Matthew, quer ver? Ai, como é bobo.
- Que bom saber que você o ama. – Uma lágrima escorreu.
- Que? – Bufei. Um olhar de desprezo me amedrontou, sua cabeça fez um sinal negativo, ele deu ombros, virou de costas e saiu andando em direção a porta.
- O que foi, ? – perguntou.
- O que foi mesmo, não estou te entendendo. – Eu disse chegando à sala, fazendo-o parar de andar.
- Ah, é? Como é saber que a garota que você está apaixonado, depois de beijos roubados e a cada palavra dita saber... – Obrigada por me esclarecer isto, mas não precisava mesmo, amor.
- Eu estava falando com o Rayan, . – O olhei brava, seus olhos arregalaram instantaneamente, um sorriso bobo brotou em seus lábios, fazendo-me aproximar do mesmo automaticamente, e, como se faltasse tempo, coordenar todas as suas ações. Fiz uma de suas mãos pararem em meus cabelos e a outra em minha nuca e, como se eu fosse me arrepender para sempre do que estava fazendo, o puxei com certa força para perto de mim, que eu não sabia de onde ela vinha, uma lágrima boba escorreu de seus olhos e eu sorri entre o beijo. Agora sim, vale um beijo. Que orgulho de mim mesma.
Capítulo 21
I could really use a wish right now.
Acordei com um trovão forte que soou fazendo um grande estrondo. Estávamos todos na casa de e depois da tarde mais estranha e gostosa da minha vida, como não dormir bem? É só a tarde de sábado, pois a de domingo, vai ser longa. Uma chuva forte, como se jogassem baldes de água do céu se fez do lado de fora da casa, o tempo escuro e imensos clarões, assustadores. Encontrava-me em um dos quartos de hóspedes. Saí dele e fui direto ao banheiro. Tudo estava quieto, olhei no relógio, sete horas da manhã. Dentro da casa, além dos trovões, havia apenas um barulho, o do relógio. Todos estavam dormindo, ainda. Mais um trovão soou e eu levei um belo de um susto trombando em alguém.
- AI, QUE SUSTO, TEM UM CARA ATRÁS DE MIM. – Rapidamente tamparam minha boca para não fazer mais barulhos.
- Cala a boca, .
- Ai, , que susto.
- Percebi, palhaçona.
- Vamos comer, vai. – O empurrei escada a baixo.
- FOMIIIINHA. – Ele sussurrou alto para não acordar ninguém.
- E aí, parece triste, o que você tem? – Ele parecia triste, o que aconteceu?
- Uhm, todos os guys namorando, e faz dois meses que eu estou de rolo com a . Não sei o que fazer. – Ele parecia cada vez mais indeciso, hora de -psicóloga-conselheira, entrar em ação.
- Não são todos os guys. Gosta dela, ?
- Bem que você queria, né? – Gargalhou. Dei um belo de um tapa em seu braço, acorda, quem disse que eu quero? – OUTCH, desculpe. Claro, muito, muito. – Parecia sincero, seu olhar brilhou, qual é?! Está esperando o que pra pedi-la em casamento? Uhum, exagerei, só para dar ênfase na frase.
- E o que te impede de ficar junto com ela? O que te impede de passar sua juventude com a garota que você gosta? Vai lá, cara, cadê o garoto que a beijou debaixo de uma árvore enquanto brincávamos de esconde-esconde?
- Não sei, falta coragem.
- Então, encontre. Pense nisso. – Acho que o confundi mais ainda. Peguei minha caneca com leite bem quente, pisquei para e saí da sala. O deixei procurando, certo?
Não demorou muito e os guys e as meninas foram descendo de um a um. Os meninos tinham um rosto, apesar de amassados pela preguiça, felizes, que fez a pulga atrás da orelha acordar de curiosidade, NÃO SÓ A MINHA. D. Carochinha (a pulga, gente), ela disse que é um prazer conhecê-los!
- Bom dia, dudes. - preguiçoso foi o último a descer.
- Que caras são essas, hã?
- Uhm, contaremos? – se questionava.
- CONTA LOGO, CARAMBA. – HE, falou bonito, .
- Uhm, nosso CD saiu. – , coisa fofa, disse.
- Ahm, é, UAU. – E fim. Mentira, é que foram as únicas coisas que eu consegui pronunciar.
- Estavam esperando para contar isso quando? – .
- Não estávamos nem esperando por isso, o Fletch acabou de ligar nos avisando. – . – Sem falar que temos um show em um dos pubs aqui por perto, à noite. , passo na sua casa às 20 horas. – E o subiu as escadas.
- , te pego às 20 horas. – E o subiu.
- , te pego às 20 horas. – E o subiu.
- Isso por que eu fico por aqui, certo? – se perguntou.
- ... – .
- Oi. – Senti meus olhos brilharem.
- Cuidado com a rua. – Me deu um selinho e subiu, e as meninas se trincando de tanto rir do meu lado. Minha cara? Ah, ficou ótima. , seu ridículo. AAAAAAAH, você que vai ter que olhar um soco no seu nariz daqui a pouco.
- Querem parar de rir e vamos atrás de uma roupa logo? – Disse brava, estou de TPM.
- Você... Você... Achou mesmo que... Ele ia... Se jogar pra cima... De você... Fácil? – ria entre as palavras, qual é a graça? – Você não conhece mesmo o , .
- Eu não achei nada, ok? Vamos ao shopping antes que eu resolva ficar em casa comendo pizza. – Empurrei as meninas porta afora, UM GUINCHO, por favor?
- Você não faria isso. – .
- Eu de você, nem duvidava.
Capítulo 22
That's alright, because I love the way you lie.
Logo que saímos da casa dos meninos fomos à procura de um shopping em pleno domingo, três horas da tarde. Acabamos comprando sacolas e mais sacolas, eu trombei em um baixinho e me sujei de sorvete, fiquei com a roupa suja, fui para casa descansar um pouco, porque a noite ia ser longa, e quer saber? Eu me chateei um pouquinho, nada que não passe com muita Coca Cola, afinal, beber essa noite, nem sonhando, uma que não vou pagar uma de vela para os garotos e outra que vou ter que pegar o carro da minha mãe. Menina independente? Eu sei. Quando deram seis horas da noite comecei a me arrumar ao som de Who Knew da Pink, coloquei uma calça skinny, meu All Star vermelho, e uma blusa que cai nos ombros, mas fica presa por um cinto grosso na cintura. Enrolei uma toalha nos cabelos enquanto me maquiava, quando a campainha de casa tocou escandalosamente, me tirando de todos os pensamentos possíveis e me despertando de todos os transes que você pode imaginar.
DIIIIIIIING DONG.
Corri em direção a porta, detalhe: com a toalha na cabeça, e dei de cara com um encostado no batente da porta.
- Oi. – Sorriu. Ele estava lindo.
- Entra. – Fui meio grossa. – Já venho. – E, assim, saí em direção ao banheiro e um secador mais próximo.
Enquanto secava minha franja:
- O que quer aqui? São 19h30min e você tem um show daqui uma hora.
- Vim te buscar.
- Vou com o carro da minha mãe, não preciso de você.
- Ok, eu vou com você.
- E muito menos de segurança, .
- E daí?
- E daí que isso foi uma indireta para você não ir comigo.
- Eu não me entrego fácil, mas também não desisto fácil.
- Isso não é um jogo.
- Claro que não, é a minha vida, por isso que eu estou correndo atrás, e eu vou com você. – Piscou e saiu do banheiro me deixando olhando no espelho e perguntando para mim mesma, vem cá, eu mereço isso?
Acabei de me arrumar e já estávamos meio atrasados, acabei saindo correndo e quase esqueço o no sofá.
- Você vai ficar aí?
- Claro que não, eu dirijo. – Passou por mim, pegou a chave da minha mão e saiu correndo em direção ao elevador, folgado, cara.
Chegamos ao pub que não era tão longe, nem tão perto de casa, uns quinze minutos para chegar. Todos já estavam por lá.
- Com licença. – Colocou a chave em uma das minhas mãos e entrelaçou sua outra mão na minha, fazendo com que eu tremesse rápido e uma corrente elétrica passasse entre meu corpo. Já falei que odeio essas sensações surpresas? Olhei para minha mão entrelaçada com a sua e tive um pseudo-sorriso entre meus lábios, mas logo loucos me tiraram do transe.
- Fala, casal. – .
- Cala a boca, . – Sorri e me soltei rapidamente de . – Oi gente.
- Vem, . – As meninas me puxaram, fazendo as mãos se separarem, ah, que triste, estava tão quentinho.
- Quer parar de se iludir com o meu irmão? – .
- Mas...
- Nem adianta que ela já está iludida, amor. – chegou por trás, me cortando.
- Até você, ? Ah, dá licença, vai, vou pegar um por aí. – Gargalhei alto, que frase ridícula.
- Se não for o , boa sorte. – apontou para o que sorria com o que algumas meninas diziam para ele, com certa distância de nós. Olhei de relance para onde o dedo apontava e desisti de sair para ‘pegar’ algum por aí, sentei em uma mesa lá por perto.
- Não quero ir mais.
- Uhm, sei porquê.
- , você não tem que mostrar seu talento para o público agora? Tchau e boa sorte, vai, vai, vai. – Fiz um gesto com a mão que fez fazer uma cara emburrada e sair de perto da nossa mesa, as meninas sentaram por lá.
- Você já está encantada com o , né? – E você não sabe, ?!
- É claro que ela está, quem não se encanta com o MEU ? – Katty chegou por trás de mãos dadas com um garoto, bem bonitinho, por sinal.
- Com o seu PRIMO, né, Katty? – .
- Querem parar com isso?! Ah, que saco, não tem ninguém encantada aqui, ok? Nem com o SEU primo e nem com o SEU . Vou buscar Coca Cola. – E saí da mesa correndo antes que qualquer uma das meninas começassem a falar besteiras de novo.
- Oi, quer o que? – O garçom do pub perguntou.
- Uma Coca, por favor.
- Quem vem num pub e pede uma Coca? – sussurrou no meu ouvido, me fazendo fechar os olhos com força e me segurar para não tremer mais uma vez.
- Eu, por quê? – Se sentou ao meu lado no balcão.
- Nada não, é que aqui é um lugar para se divertir.
- E isso inclui encher a cara? Não, obrigada.
- Bom, meu show vai começar, me deseje boa sorte. – E selou meu lábio rápido com o seu novamente.
- Já falei pra você parar com isso? – O olhei brava.
- Eu não vou parar. – Sorriu triunfante e foi saindo de perto aos poucos.
- BOA SORTE. – Gritei.
- Obrigada. – Ele escutou.
- Nos desejem sorte. – Acabei me juntando ao resto e os garotos estavam extremamente nervosos, como se fosse a primeira vez que iam para a escola, a primeira palavra, ou até o primeiro movimento de tão ansiosos.
- SORTE. – Dissemos todas juntas e vimos os garotos tomando rumo à primeira porta do backstage. As luzes abaixaram e escutamos passos perto do palco. Um extintor de luz se abaixou nos garotos e deu para vê-los perfeitamente, tudo preparado para a primeira música, o começo de uma carreira de sucesso. Quando os quatro apareceram, foi o primeiro a chamar a atenção, ele parecia nervoso, tinha a boca preso entre os dentes, em sinal de ansiedade momentânea, e com os cabelos colados na testa tomou seu lugar em frente a multidão, com o baixo em seus braços, é claro. Logo tirou minha atenção, rodava as baquetas nos dedos descontroladamente, esperando o momento certo de tudo começar, era o mais tranqüilo em relação aos outros. foi o próximo a entrar em cena, brincava com os dedos das mãos e estava um tanto quanto risonho, o sorriso Colgate tomava conta de seus lábios, mostrando confiança, e nada o derrubava naquele momento. ganhou meu olhar, se mostrava nervoso e ao mesmo tempo calmo, estranho, né? Sua voz apareceu nas caixas de som, fazendo o público vibrar animadamente e nós, meninas, sorrirmos em forma de orgulho.
Tocaram várias músicas, mas a que me chamou mais atenção foi Point Of View, o por quê? ‘I don't know how the hell I fell in Love with you’, eu me pergunto isso todo dia. Depois de muitos pulos e gritos, desceram do palco totalmente molhados e rindo feito bobos.
- E aí, como estávamos? – , seu sorriso está me cegando.
- Uhm, dava para animar o público. – disse fazendo uma cara pensativa e deixando os garotos assustados. – Sai, , você está suado, urgh. – Se debatia contra braços molhados.
- Gente, é mentira da , para o primeiro show vocês, estavam ótimos. – , sua estraga prazer.
- , SUA PUXA-SACO. – gritou entre beijos.
- É, arrasaram. – .
- É, , amor, estava ótimo. – Mas que saco, momento amigos aqui, Katty, não está vendo que está atrapalhando?
- Uhum, estava ótimo mesmo. – Sorri triste, será que é só a mim que ela incomoda? Noite feliz, nada de Katty, uh.
- Obrigada. – Todos sorriram e fizeram uma reverencia exagerada com o corpo.
Jogaram-se na cadeira cansados, o show havia acabado, o momento vou-dançar-muito está parcialmente declarado, hora de mandar ver, hora de arrasar na pista de dança, É ISSO AÍ.
<
Capítulo 23
‘O que torna belo o deserto, disse o principezinho, é que ele esconde um poço em algum lugar... ’
- Ai, minha cabeça. – andava na rua, sossegada, quando um livro, um tanto quanto grosso, veio em direção a sua cabeça. Será que o aquecimento global estava prejudicando o mundo com chuva de livros? Não, caiu de alguma janela de um dos prédios em que ela passava por perto. – Uh, um livro, isso podia ter me decepado, sabia? – Exagerada? Só um pouco. – Mas o que tem aqui…
- ... – Algo a chamou no momento em que ela ia abrir o livro. - … - De novo. - … - Algo a sacudia.
- Mãe? – Eu ia abrindo os olhos devagar e dei de cara com uma mamãe muito brava na minha frente.
- Você está atrasada, faz horas que estou te chamando aqui. – Exagero? É de família.
- Ai, desculpa, achei que estava sonhando.
- Vamos pegar carona com a realidade e com seu pai porque você está totalmente atrasada.
- Ok, já estou indo. – Me levantei da cama como se um zumbi saísse da tumba, cara que sono. Ah, esqueci de comentar.
Sonho.
Mais um.
Será que dessa vez eu vou encontrar um livro? Olha o lado bom, não vou ter que gastar dinheiro para ler, vai tudo para o meu cofre de porquinho. E, mas o que será que tem nele? É, vamos para a escola.
Como estava atrasadíssima, coloquei qualquer roupa perdida pelo quarto, me arrumei correndo e não tomei café, e eu estou com fome.
- Tchau mãe, tchau pai.
- Não quer carona?
- Vou a pé, obrigada. – Gritei já na porta de casa.
- , OW! – Gritava pela descontroladamente no meio da rua enquanto ela corria para não chegar atrasada, todo mundo resolveu acordar em cima da hora hoje?
- Que isso louca, pirou, foi? Ah, desculpa, você já é pirada. – Abri a boca várias vezes esperando algumas palavras sair, mas nada fez.
- Não vou comentar. – Conto para a do sonho ou não? Ajudem-me.
Andávamos distraídas na rua quando tropecei em algo, bem grosso por sinal, calma, não pensem besteira, é só um... LIVRO? Isso está ficando previsível.
- Ai, que isso.
- É um livro idiota. – .
- Não, vai ser um objeto assassino se você não calar a boca.
- Estou morrendo de medo, oh. – E assim a saiu correndo na minha frente, e eu com a minha preguiça que não morre nunca, fui atrás, e mais um sonho se realiza, mas o que tem nesse livro? Vejo depois.
- , preciso falar com você.
- Ai, fala logo que estava ocupado.
- A está por aí?
- O que te importa?
- Come torta, hã.
- Fala o que você quer logo, caramba.
- Ok, eu preciso te contar umas coisas.
- Ok, eu tenho que comprar um presente para a minha mãe pelo aniversário dela amanhã e não sei o que comprar. Shopping à noite?
- Sim, casa da agora?
- Já estou lá, beijo. – E desligou o telefone na minha cara.
É, eu estava decidida a contar ao todos os sonhos e todos os acontecimentos, só que se ele não acreditasse? O pior é que não tenho provas e podem ser meras coincidências. Não custa tentar certo? Ótimo.
A capa do livro tinha um tom de antiguidade, por fora se via a capa amarelada, nada escrito na frente, apenas às siglas M&S, o que causava muita curiosidade, vindo de minha parte. Ele estava preso a uma fita grossa de cetim, na cor rosa e um imenso laço sobre essa fita gasta. Nos filmes, pode parecer besteira, mas a maioria dos livros que tem apenas siglas na capa era um diário, e se esse fosse? Não seria invasão de privacidade? Olha, pensa bem, se for um diário, eu, por exemplo, não gostaria que olhassem o meu, o que eu faço? Ele parece velho, a escritora pode estar bem velhinha e tudo isso não ser mais um segredo, eu vou abrir. As primeiras páginas do livro revelavam apenas um nome, Margaret Simons, e uma data, 15 de novembro de 1945, uma senhora, certo? Quem sabe ela não pode me ensinar, através de um livro, uma forma mais fácil de viver ou me mostrar que nada é tão complicado quanto pensamos? Uma letra simples e aconchegante para os olhos mostrava, no primeiro texto, uma vida, que começou a ser escrita em míseras folhas de papel de qualquer caderno achado em uma gaveta de casa ou em uma loja barata concentrada em qualquer esquina por aí. Uma história verdadeira, sendo ela de amor, paz, guerra, dificuldades, que superou todos os obstáculos, começa aqui.
‘Sou Margaret Simons e conto a esses pedaços de papel o que não tenho coragem de contar a ninguém.’
Essas foram às primeiras palavras de 850 páginas contidas nesse objeto em minhas mãos.
“Uma mulher insegura, ambiciosa, que tem tudo nas mãos, mas tem medo de mostrar ao mundo do que ela é capaz. Como professora, sigo minha vida, não da forma que queria, mas feliz, e, antes de chegar aqui, tive que passar por tudo, principalmente das pessoas que mais amava.”
E eu me peguei pensando quem será essa mulher, uma professora. E eu imagino como passar por tanta coisa para chegar a ser professora? Ainda se fosse, sei lá, modelo, que na maioria das vezes depende da sorte. Um barulho irritante dispersou meus pensamentos e gritos vindos da sala também.
- . – Gritaram.
- O que é? Já vou, já vou. – Estava tão interessante por aqui.
- Ih, oi pessoal. – Disse desanimada.
- Para quem ia à casa da , né? – NOSSA, ESQUECI DA !
- Ai, sorry, esqueci, estava entretida com outras coisas.
- Epa, tem um Brad Pitt dentro do seu quarto e eu não sei? – olhava pela casa, causando gargalhadas.
- Sinal de que já era. – Katty disse, vamos fingir que nem escutei.
- Me absorva, , me absorva. – Rolei os olhos.
- Estava entretida com o que, então?
- Querem parar de pegar no meu pé? Vamos fazer o que?
- O que acham de brincarmos um pouquinho? – disse, toda feliz.
- Brincar? , só para avisar, você já tem 22 anos. – se pronunciou, fazendo a cara ‘como você é idiota’.
- Eu topo. – .
- Você não sabe nem o que é. – . – Eu topo também.
- Olha quem fala. – . – Também quero.
- Wow, estou dentro. – Eu disse.
- Já que não temos outra escolha, vou também. – .
- Estou com vocês. – Katty.
- Ninguém pediu sua opinião. – Respondi, lixando a unha com uma lixa que achei perto da televisão.
- Mas eu respondi. – Katty.
- De tão intrometida que você é. – Eu de novo.
- Gente, eu que não sou tão inteligente, tenho respostas mais elaboradas! Eu também vou. – .
- ? – Todos nós olhamos para a mesma, esperando uma resposta positiva.
- Ok, creche!
- Aonde vamos? – Todos olhamos para .
- Vocês vão ver.
Saímos de casa a pé fazendo a bagunça na rua, até os cachorros já reclamavam do barulho entre as conversas paralelas, parecia que as ruas não tinham fim, pela curiosidade não chegávamos mais.
- , eu era péssimo em matemática, mas sei que se você pretende chegar à China a pé ainda hoje, pelos meus cálculos, não vamos conseguir. – , o senhor matemática momentânea disse.
- Engraçadinho. Ok, podem parar. – Paramos em frente a . – Como vocês devem saber, faz tempo que não aproveitamos o pouco tempo que temos juntos, afinal, estamos em casais.
- Ei, eu ainda estou reservada. – Eu disse.
- Errado, você está encalhada. – disse todo feliz, eu não achei graça.
- Concordo. – Katty.
- Está porque quer. – .
- Voltando... Passei por aqui esses dias e já faz um tempo que , eu e não demos um pulinho aqui, adoramos esse lugar, então trouxe aqui para o resto conhecer, um pouco turbulento por causa das crianças, mas é lindo, virem. – Há décadas não vínhamos nesse parquinho, com balanços, escorregadores, gangorras, etc. Foi aqui que nos conhecemos há nove longos anos.
Flashback On
- MÃE, quero sorvete. – dizia para sua mãe, manhosa, em busca de um sorvete, claro.
- Mas você me dá um trabalho! Vamos lá, vai. – Ela tinha lá seus oito anos de idade e brincava tranquilamente em um parque perto de casa.
- O que a garotinha quer hoje? – Um idoso, chamado sorveteiro, mentira, o nome dele era Seu Antonio, se juntou a menina e a mãe.
- Uhm, sorvete de céu azul.
- Ah, sim, aqui está. – E saiu toda feliz com um sorvete azul escorrendo por todos os lados, mas é claro que o que é bom dura pouco. Enquanto andava distraída, duas meninas passaram ao lado dela correndo, fazendo-a derrubar o azulão no chão.
- AH, MEU SORVETE AZUL. – , a senhora nervosinha, resolveu se manifestar.
- Da próxima vez olha por onde anda, baixinha. – A mais velha falou.
- Ih, não é muita diferença de tamanho não, e EU QUERO MEU SORVETE DE VOLTA.
- Como é seu nome?
- , e o seu?
- .
- E você, idosa?
- Idosa?
- É, você não é mais velha?
- Uhm, o meu é .
- Querem brincar? – Balançaram a cabeça positivamente e saíram pelo parque para brincar. Crianças. – E eu não vou te pagar um novo sorvete.
- Já esperava por isso.
Flashback Off
- É, e foi assim que a gente se conheceu. – Dei um sorriso significativo às meninas, uma grande amizade.
- E você sempre atrás de comida. – .
- Por que vocês se prendem tanto aos detalhes? – Fato.
- Vão brincar ou não? – batia os pés no chão de ansiedade.
- Uhm, vamos? – , duvidoso, perguntou.
- Não vou pagar esse mico. – Katty disse e se sentou no banquinho perto da nossa rodinha.
- Ninguém te chamou aqui, veio porque quis.
- Não enche.
- Vamos ou não?
- Claro. – E foram todos para dentro do enorme parque, e, não, a gente não ia tomar conta do parquinho das miniaturinhas fofas, só íamos aproveitar o que já foi aproveitado quando menores, ou não.
Sentei em um dos bancos enquanto o resto foi conhecer o lugar. Peguei-me pensando no diário de Margaret, será que vão ter pistas o bastante para um dia eu chegar a encontra-lá ou será que a minha leitura será em vão e aquele livro não teria dona? Era tudo o que tomava conta da minha cabeça naquele exato momento. E eu, sinceramente, não sabia se me escondia em um armário ou se chutava o balde e contava tudo sobre meus sonhos ligeiramente estranhos para . O que eu iria ganhar ou perder contando? Acho que um pouco de alívio em relação aos meus dias de angústia por não saber como isso acontece, há, pode ser impossível, mas eu penso seriamente em ser uma bruxa, ou quem sabe um E.T. de um mundo desconhecido? Vamos fingir que essas palavras não estavam na minha humilde cabeça.
Alguém chegou por trás de onde estava sentada e deu um leve tapa em minha cabeça, me dando um susto e me deixando com os olhos arregalados de medo, mas pra que isso? Era apenas .
- O que queria me falar, senhora-tenho-segredos? Estou muito ansioso para esperar até de noite. – tinha um olhar sugestivo que mostrava curiosidade até para o que não devia.
- Uhm, a coisa é séria, .
- Ih, agora você assustou a criança.
- Casalzinho que não é casal. – gritou colocando o braço em meu ombro e soltando todo seu peso em cima do mesmo, acha que é uma pena, coitado. – Acho que a gente já fez o que tinha que fazer, não acha? Logo escurece e nós temos que ensaiar, certo, garotos?
- Ok, acho bom a gente ir então. – Eu disse. – E você espera até mais tarde, hã. – Sussurrei e saí com um sorriso vitorioso no rosto, definitivamente, eu não sabia como contar.
- Como cada um vai para um lado, tchau, dudes, até daqui a pouco. Eu te levo, . – disse com cara fechada por atrapalharem o momento descoberta.
- Vamos, . – estendeu a mão e sorriu como se fosse a primeira vez que levava a namorada até em casa.
- Vamos, gata. – engrossou a voz e fez uma cara sedução para , fazendo todos que restavam por lá rirem.
- Sim, amor. – afinou a Voz e fez um movimento exagerado com a cintura entre as mãos, saindo com em seus braços até desaparecer entre as árvores do parque.
- E você, , vamos? – Katty disse olhando fixamente para mim e se referindo a .
- Vai indo, Katty, te alcanço.
- Beijos, queridinha. – Katty disse quando passou ao meu lado, com um sorriso vitorioso, como se dissesse ‘venci’.
Ia dando as costas e pegando rumo até minha casa quando algo extremamente gelado tocou meu pulso quente, me fazendo estremecer.
- Olha, olha, espera.
- O que foi, ?
- Quando você vai me dar uma chance de finalmente sermos mais que amigos com benefícios? – Ele virou de costa para mim e de frente para uma árvore e continuou dizendo. – Sinceramente, eu não agüento mais esse vai e vem. Essa história de te ver sorrir e não poder te encostar.
- E aquele papo de ‘não quero compromisso’, ? – Escutei um suspiro alto.
- Mudei... Mudei de idéia quando te vi com o Matthew há cinco meses. – E assim ele continuou de costas sem eu poder reconhecer no seu olhar a sinceridade ou apenas ambição.
- Então me faça mudar de idéia em relação à você, surpreenda-me. – Sorri triste e me virei, trombando com uma Katty séria, há poucos centímetros de mim, o que ela ainda fazia lá? – Ele é todo seu. – Sussurrei e saí dali, sem ao menos olhar pra trás e ver se o que eu fazia era certo ou errado em relação a e eu.
Não demorou muito e estava na porta de minha casa, fui direto para o quarto. Mamãe voltou a trabalhar no começo da semana e não estava em casa, com papai, o mesmo, como não tinha com quem conversar, a primeira coisa que me veio à cabeça foi ler o diário misterioso.
As primeiras palavras de onde parei era a continuação sobre a personalidade de Margaret Simons, uma inglesa, bem sucedida até certo ponto e o que mais sofreu na vida além do amor, pára tudo, será que todo mundo sofre com isso? Responda-me se puder. Continuando... Além do amor, sofreu com medo de seguir uma vida que talvez não tivesse futuro. Pela riqueza e poder que tinha com as empresas da família, tinha a obrigação, por parte de seu pai, de seguir a mesma carreira que o mesmo, administrar uma empresa de diamantes.
‘Pode ser que todos querem ser dona de tal luxo na vida, mas eu não era essa pessoa.’
Essas foram palavras de Margaret Simons. Logo após essas palavras ela continua contando que para seguir uma carreira diferente ela teve que lutar com meio mundo. Por ser de uma família que tinha posses e não podia trazer uma má reputação à mesma, como ter uma filha que quer virar professora ao invés de administrar, seu pai não lhe dava chances de se mudar ou passar a fazer tudo que a mesma queria por baixo dos panos, seguir seus sonhos. Palavra que não me trás boas lembranças. A primeira coisa que veio a sua cabeça depois de uma longa discussão com seus pais foi sair de casa, fugir, se mudar. Porém, por ser uma menina com bons benefícios, mimada, e tinha tudo aos seus pés, não seria tão fácil quanto pensava. E eu me peguei pensando em como o ser humano nunca está satisfeito com nada. Se for um pobre, subdesenvolvido para ser mais clara, quer se matar para ser dono de uma empresa de diamantes, detalhe: um pobre, por não ter estruturas decentes para isso, esquece de correr atrás. Já uma pessoa com mais condições quer fugir de casa, deixar tudo, para ser menos do que pode. Vai entender. Escutei a porta de casa ser aberta e uma chave cair no chão em seguida. Olhei no relógio ao lado de minha cama e já passava das seis da tarde. Oh my Gosh, o passaria aqui às sete da noite, eu acho que estou um pouco atrasada, certo? Corri para o banheiro, tropeçando em tudo que estava pelo chão, mas a tempo de tomar um banho antes de chegar. Saí do banheiro a tempo de, pelo menos, secar o cabelo, coloquei um vestido tomara que não caia, sim, pois se cair dará problemas, hã, estou tão engraçadinha. E meu All Star vermelho, com uma blusa fina de frio, vermelha, por cima, o tempo não era dos melhores e me olhei no espelho, linda, lin... Campainha. Desci as escadas correndo para abrir a porta.
- Pai, avisa a mamãe que vou sair com o... ? – Abri a porta e dei de cara com , um sorriso rasga-boca fofo. Se depender do , meu segredo vai ser um segredo pelo resto da vida... Ufa, está a salvo.
- , você não esqueceu nada no carro... Oi, . – Sim, apareceu na porta do elevador, lado bom? Não vou ficar de vela. Um silêncio se estalou no lugar, só mamãe foi capaz de quebrá-lo quando entrou pela mesma porta que , toda sorridente, cheia de sacolas.
- Oi, garotos, como estão? Vão sair, não vão? Tchau. – E me empurrou para fora de casa e fechou a porta, quatro caras de tacho paradas em frente à porta dos , cômico, não? Vou considerar esse ato materno como uma expulsão de casa antes dos 18 anos, ok?
- Vamos ou não? – sorriu radiante.
- Eu te mato, . – Saí antes do resto, apertando o botão do elevador e parando em frente ao mesmo. A noite vai ser longa.
- Você vai com o . – disse e piscou. Fiz uma careta em reprovação, fazendo o mesmo gargalhar e o resto o olhar em dúvida, bando de desinformados.
Um silêncio bobo e sem motivo se instalou entre nós dentro do carro, minhas mãos suavam a todos os segundos que se passavam dentro de tal cubículo, liguei o rádio e mexi em todos os botões que tinham para ver se uma música descente tomava o lugar, mas nada estava conspirando ao meu favor.
- E os outros? – Assunto tolo? O bastante para me deixar menos nervosa em relação à pressão que tinha sobre mim.
- Noite de casais, quer detalhes? Posso te mostrar. – Me olhou e abriu um sorriso sapeca.
- Pervertido. – Gargalhei. – Onde estamos indo? – O caminho do shopping era totalmente diferente.
- Você verá.
- Mas o não está nos esperando no shopping? – Tudo planejado, mato o duas vezes.
- Noite de casais, , ainda não entendeu?
- Desde quando somos um?
- Não somos. – Ai, que facada no peito. - Considere isso como um seqüestro. – E, de preferência, você é o bandido gato. OH MY GOSH, eu não pensei isso.
Muito tempo depois, sim, demorou para chegar no...
- Royal Albert Hall.
- Que lugar é esse? – Moro em Londres, mas não sei de nada, tenso.
- Sala de espetáculos, capacidade para cerca de 8000 pessoas. Vim uma vez com meus pais na primeira apresentação da , o lugar é lindo, nunca tive outra chance de voltar, mas aí apareceu você. – E me roubou um selinho. Estava demorando para ganhar um essa noite. – O fantasma da Ópera. – Me mostrou dois ingressos. – Vamos. – Pegou em minha mão e correu em direção à porta do local que quase estava fechando, sem tirar o sorriso dos lábios. E assim foi mais um dia em que o poço do deserto foi escondido em algum lugar, ou melhor, meu segredo estará guardado por um bom tempo.
Capítulo 24.
Apenas uma história de amor, se é que existe.
Nessa noite não houve sonho algum, meus sentimentos e meus pensamentos estavam perto do meu quarto, da minha cama, de mim. Como foi a noite no Royal Albert Hall? Foi linda, não rolou nada demais, mas depois te conto os detalhes, está bem? Exatamente seis horas da manhã, não vou falar que hoje está um saco para levantar e ir para escola que vai ser mentira, não vou negar os meus sorrisos bobos e digo que não foi por ontem à noite, apenas uma noite bem dormida e aproveitada, sem sonhos estranhos, ok? Não pense besteiras, menina. Um banho caiu bem àquela hora da manhã, meu all star e o uniforme escolar também. Um dia chuvoso e bonito do lado de fora de casa. Desci as escadas e meus pés me levaram a cozinha, onde estavam mãe e pai.
- Bom dia, bom dia, bom dia. – sorri. Excesso de doces ontem à noite, ok?
- Nossa , que fogo a essa hora da manhã. – papai, sempre alegre.
- Não quer café? – minha mãe perguntou.
- Não, como alguma coisa por aí, não estou com fome. – sim gente. Parem de me olhar assim, eu só não estou com fome, ok?
- Ok, boa aula.
Eu mal escutei o resto da conversa e me dirigi ao portão do prédio em direção a rua, abri a minha antena parabólica ambulante, o guarda-chuva, e segui para a escola. Como tudo não é perfeito, um engraçadinho passou de carro em um possa gigante e me molhou. Eu? Parecia uma máquina de lavar lotada, além de estar totalmente ensopada ainda estava pesada. É, se eu fosse me pesar agora, juro que a balança não agüentaria. Entrei no pátio do colégio, que por sinal estava totalmente lotado pela chuva e uma Bárbara, exageradamente louca, apareceu do meu lado e soltou um "oi" MUITO tranqüilo.
- Oi. – mal sorriu e se sentou no banco ao meu lado.
- Que isso gente, que bicho te mordeu?
- O bicho do sono. – uhm, entendi, ri baixinho.
- Alguma coisa para me contar? – muitas.
- Uhm, eu saí com o ontem.
- O QUE? – ela gritou e acabou espantando o coitado do bicho do sono que andava por lá sem culpa alguma no cartório, e chamar a atenção do colégio inteiro, é.
- Shiu, fala baixo. – sussurrei.
- Ok, mas me conta, como foi? – deu um sorriso rasga-boca e me chacoalhou feliz.
- Ahm, ele me levou para conhecer uma sala de espetáculos que tem por aqui, onde foi a primeira apresentação da Anezka, algo assim. Lindo o lugar. – sorri satisfeita.
- E rolou alguma coisa? – me olhou sugestiva.
- Vocês e suas segundas intenções. – fiz uma careta engraçada enquanto ela esperava uma resposta realmente positiva. – Não rolou. – sorri. Logo o sinal tocou, a deixei boiando com uma cara incrédula pela resposta normal, e fui para sala de aula. Duas aulas de álgebra hoje, com certeza isso mataria minha fome e a mim também.
Depois que saí da escola não teria a companhia de por hoje, a levou. Passei numa sorveteria perto do colégio e satisfiz o meu gosto estomacal (que palavra feia) em relação a sobremesas e fui para casa. O dia estava livre para minha TV, eu, e meu lindo e confortável sofá, mas antes disso, uma foliada no misterioso diário da Srta. Margaret.
Paramos no capítulo anterior, em que ela conta que teve que fugir de casa para seguir a carreira na educação, depois ela diz que essa parte não foi tão difícil, pois ela tinha suas fontes e uma quantidade de dinheiro suficiente para entrar numa faculdade como bolsista e passar a viver por lá. A partir daí foi tranqüilo, os primeiros dois anos não foi um aperto. Somente passou um aperto quando o viu pela primeira vez.
‘Cabelos castanhos, olhar singelo, alto, e para nossa época um estilo e tanto. Estudante de medicina ao lado do prédio de educação, o que dificultava os meus sentimentos. Mas algo me acertou em cheio quando bati os olhos em seu rosto misterioso’.
Disse Margaret no livro. A emoção da história vai começar e um amor, que mal souberam se existiu ou ainda existe, vai ser contado e uma história melosa a partir daí passa a ser um livro divertido. Se não virar romantismo perfeito da década de 40, quem sabe não satisfaz meu gosto, por favor. Deixei o livro de lado e desci, como a casa estava gelada um cobertor me acompanhou e a idéia de chocolate quente implorou para ser utilizada. O fogão seria meu amigo de plantão. Coloquei a idéia para funcionar e voilá. O chocolate quente perfeito, após alguns minutos, satisfez meu corpo gelado, e como novamente, nem tudo é perfeito, a campainha soou.
- ? – ele estava escorado no batente da porta com apenas um braço e uma pose fashion, patético.
- Oi. – me deu um selinho e entrou sem ao menos ser convidado.
- O que quer aqui? – curiosidade.
- Nada, estava entediado em casa, conseguiu um trabalho, saiu com o , saiu com a e o resto é um folgado que quer dormir à tarde inteira. Fletch deu folga pro McFly hoje. – explicou detalhadamente e sorriu.
- Uhm, e se você está achando que vai encontrar divertimento por aqui, está enganado.
- Não estou achando, pelo menos não me falta companhia. – meio abusado não?
- Ok, ok, a TV me espera. Senta aí. – me joguei no sofá e esparramei a coberta pelo meu corpo, tomando todo o espaço em um dos sofás.
- Uhm... – resmungou. Eu o olhei, ele encarou o cobertor sobre mim e mordeu o lábio.
- Você quer cobertor, né? – perguntei.
- Uhm... – coçou a nuca. – Sim. – e sorriu estonteante.
- Ok, senta aqui. – encolhi as pernas, lhe dando um espaço apropriado para o tamanho dele, ou não, hm.
- Não vai ligar a TV?
- Não, tá gostoso assim. – sorri.
- Você é louca, quem gosta de silêncio?
- O problema é que não está silêncio, você não pára de falar.
- Ok, três perguntas.
- O quê? – franzi a testa, me divertindo com a cara de bobo dele.
- Uai, eu te faço três perguntas e você me faz três, ok? – SUPER clichê.
- Está bem, pode começar.
- O que não teria coragem de deixar aqui se mudasse de cidade?
- Se pudesse não deixaria nada, mas se pudesse levaria todos que me importam.
- Quem é importante para você?
- Em que resposta você quer chegar?
- Essa seria sua primeira pergunta?
- E essa seria sua última?
- Ok, empatou.
- Ótimo. Quer mais chocolate? – levantei, já pegando as canecas que beiravam a mesa da sala e me dirigindo à cozinha rapidamente. Escutei resmungar bravo, por não conseguir respostas definitivas e assentir com apenas um "sim" rouco da sala.
- Aqui, seu gordo. – brinquei lhe entregando a caneca. Ao lhe entregar a caneca seus olhos se depararam com o meu, me causando um arrepio estranho e um sorriso no canto dos lábios, me fazendo corar pela décima vez naquele dia. Silêncio, eu vou ter que estragar. - Ahm, eu já venho. – deixei a caneca de lado e subi as escadas como um tiro. Eu não sabia o que estava sentindo e nem o que estava fazendo, um momento de tensão no andar de baixo me fez suar, tremer e corar, tudo de uma só vez. O que está acontecendo? Peguei-me pensando em coisas absurdas e percebi que só precisava me acalmar, nada de mais. Como um garoto pode me fazer ter essas sensações em poucos minutos e sempre do nada? Entrei no banheiro e me deparei com uma imagem altamente avermelhada, ri sozinha com meu momento idiotice. Molhei o rosto e peguei a primeira toalha que encontrei para enxugá-lo. Saindo do banheiro dei de cara com olhando umas fotos penduradas na parede.
- O que está fazendo aqui? – sorri despercebidamente.
- Tenho medo de ficar sozinho. Ninguém mandou você demorar. – ele dizia ainda de costas para mim.
- Trauma de infância? – gargalhei e sentei na cama virada para ele.
- Ainda fala com o Rayan? – ignorou total minha pergunta.
- Não, faz um tempo que não tenho notícias dele.
- O que é isso? – se virou de frente para mim e me mostrou o livro velho com as siglas na frente. O diário. É nessas horas que eu esqueço como falar, e pensando bem, vou dizer a verdade de vez.
- Ahm, er, um livro.
- Eu sei que é um livro, mas que espécie de livro tem siglas na frente?
- É um diário, Fletcher, apenas um diário. – falei com a voz um pouco mais alto que o normal.
- Como é o nome da dona desse diário? – franziu a testa em sinal de curiosidade e perguntou muito calmo.
- Margaret Simons.
- Aonde você achou isso, ?
- , quanta pergunta. Dê-me isso aqui, por favor? – tentei pegar de suas mãos, mas ele apenas as ergueu e perguntou em um tom mais firme.
- Aonde você achou isso, ? – ih, disse o sobrenome.
- Eu andava perto da escola e tropecei em alguma coisa, quando vi era esse livro, trouxe para casa. – uma lágrima tímida escorregou sobre o rosto de , enquanto ele acariciava o livro. Mais um silêncio, só que maior se instalou ali, ninguém tinha coragem de perguntar alguma coisa ou dizer algo, e aquela lágrima caindo no rosto dele partiu meu coração em pedacinhos.
- Minha família procura esse livro há três anos. – foram as únicas palavras ditas que quebrou o silencio.
- Ahm, mas por quê?
- Era da minha avó. Antes de falecer ela disse que tinha apenas duas coisas que a importavam, a família e o diário, que sumiu após o seu falecimento. Ela nunca contava sua história a ninguém, apenas a escondia entre essas folhas de papel. Depois de três anos procurando, acabamos desistindo, ninguém sabia onde ele estava, não sabíamos se ela havia escondido. E eu me pego pensando, procuramos por todo lado, e você o achou na rua? Como isso é possível? – limpei a lágrima que ainda escorria de seu rosto e sorri. Seus olhos expressavam uma mistura de tristeza com uma explosão de felicidade. – Você está em que parte do diário?
- Na parte em que ela conheceu um amor. Como não sou assim tão romântica, fechei o livro e deixei no canto.
- Então pega. – ele estendeu a mão na qual continha o diário.
- Mas, , é da sua avó.
- É para te provar que o amor existe, em algum lugar. – sorriu. – Eu já procurei tanto que peguei até raiva desse diário. – arfou.
- Por isso mesmo, sua procura não foi em vão. – empurrei sua mão para perto de si. Seus olhos penetrantes tomaram posse do meu olhar que não desviou um minuto a minha atenção.
- Você fica com ele. – disse sério, que medo.
- Ok, eu fico com ele. – ri baixo.
- Agora, posso te perguntar uma coisa que tenho dúvida desde o dia que te conheci? – he, não!
- A brincadeira das três perguntas acabou . – disse-lhe em um tom brincalhão, tirando um selinho dele e o deixando sozinho por lá.
Capítulo 25.
Nada como um fora sem razões para o primeiro porre da vida.
- Seu lugar não é aqui. Londres não te quer por aqui. – uma voz extremamente grossa dizia e me assustava cada vez mais. Que história é essa de que Londres não é meu lugar?
- Vamos filha, não vá perder o vôo. – meus pais estavam logo atrás de mim, com malas e mais malas.
- VÁ E NÃO VOLTE MAIS! – um grito ecoou dentro do aeroporto e ninguém parecia escutar. Logo bati os olhos atrás de meus pais e todos tinham os olhos vermelhos e cheios de lágrimas. Menos Lara, que também tinha malas e parecia perdida.
- Ande, vai perder o vôo.
- SUMA!
Após esse grito nada tímido eu acordei, não estava assustada. Pareceu tão real. Mas ir embora não estava nos meus planos, pelo menos nesses últimos dois meses não havia pensado em nada, e em poucos meses as aulas estarão acabando. Gente, é verdade, logo termino o Ensino Médio. Esperar para ver o destino que vou traçar? Acabei-me atrasando para a primeira aula, por causa do horário e logo estava na escola. Não vi , já estavam todos na sala quando cheguei. As três primeiras aulas passaram despercebidas perto da quantidade de lição passada pelos professores. E o sinal do intervalo logo bateu, declarando vinte minutos de paz entre o lápis e eu.
- Ei. – escutei gritar.
- Oi. – sorri.
- Não te vi na entrada, o que aconteceu?
- Acordei atrasada, perdi a primeira aula.
- Então, casa do Harry agora à tarde, ok? – nossos olhinhos brilharam.
- Sim. O que vai ter por lá?
- Nada demais.
Saí da escola, fui para casa, troquei de roupa e lá estava eu, seguindo para casa de , a quinze quarteirões da minha casa. É, longinho para uma pessoa sedentária, mas vou dizer o que? Apenas digo que: isso cansa. Da esquina de sua casa vi várias pessoas sentadas na calçada, hein, não eram apenas pessoas, era o povo.
- Oi gente. – dei um "oi" básico. Eu estava muito cansada para dar beijinhos.
- Toma, isso é seu. – e me entregou uma garrafa de coca-cola.
- Qual é? Nós vamos ficar na rua, sentados na calçada, tomando coca-cola? E cadê o e a ?
- Gente, tem uma atrasada aqui, dá para explicarem a o que está acontecendo? – disse brava e me assustou.
- Isso que dá ficar o final de semana inteiro com o . – .
- Ei, somente me expliquem e parem de dar patadas. – é, eu também estava nervosa. Hã.
- Desculpe, é que eles não saem de lá de dentro e eu quero saber o que está acontecendo. – .
- Ok, ninguém me explicou então, vamos invadir. – sorri maliciosa enquanto sacudia a garrafa de coca-cola. Todos acharam graça e levantaram do chão, parando defronte a porta da casa, prontos para abri-la e molhar quem quer que esteja lá dentro.
Abrimos a porta devagar e uma parte da conversa escutamos, nos deixando alegres e ao mesmo tempo assustados pela reação de medo que a face de ficou. dizia:
-... quer namorar comigo?
Mal esperamos responder e entramos no hall da casa fazendo A bagunça e acabamos esquecendo os refrigerantes (mentira, era para não dar trabalho para a faxineira de ). Mas, a nossa certeza de que seria um grupo unido, além da amizade e do amor fraternal, virou cinza depois da resposta de .
- Eu não quero namorar você, desculpe . – depois dessa frase super positiva, que deixou todos chocados, saiu correndo, tomando um caminho imperceptível por nós. escondia, mas parecia querer se debulhar em lágrimas, pois a única solução agora era encarar a verdade. Alguma coisa estava acontecendo. Não havia mais clima para uma tarde com risadas, então nos dividimos. O jeito era procurar a . Já havíamos procurado na casa da , na minha, na Starbucks... Ei, ela poderia estar lá afundando as mágoas em Muffyns, ok? Eu estaria pelo menos.
Jogamo-nos na minha sala, arfantes de tanto correr para lá e para cá e nada de acharmos a dita cuja, digo, .
- , se você desse um fora na pessoa que ama, por qual motivo que não sei identificar... Para onde você iria? – até Katty estava cheia de procurar e a única solução foi extrair opiniões.
- Katty, para que quer saber disso? Não é hora para zoação. – .
- Quer ajudar a ou não? Desculpa aí, mas eu não sei mais para onde correr. Se virem. – Katty se enfezou e saiu da casa, com um bico maior que o de pato.
- É eu também não sei onde correr. – . Epa, as lamparinas do meu juízo voltaram a piscar.
- Mas eu sei... - sorri vitoriosa e rapidamente peguei um casaco e o celular, pronta para achá-la. – Fiquem com o celular, se encontrá-la, ligo para vocês. – nunca corri tão rápido aquele dia. Estou pensando em cobrar um dia no SPA da Lara, para descansar depois desse dia frustrante e cansativo, da parte de todos, é. Eu não sei exatamente onde estava, apenas segui meu extinto para achar aquele lugar e se não estivesse lá havia perdido a batalha, a guerra e todos os meios competitivos que restassem, afinal, paciência tem limites e a minha já estava tendo fim. Depois de um tempo meio perdida, achei a famosa praça em que brincávamos quando éramos mais novas. Havia tantas árvores que não sabia por onde começar a procurar e para ajudar, uma chuva - um tanto quanto molhada - começou. Andei por tudo e minha última esperança era o parquinho. E vocês já sabem o que aconteceu, certo? Eu achei a chorando baixo, no topo do escorregador. Com essa chuva, eu nem comento que a vontade era tirar ela de lá e dar umas boas palmadas por falta de senso e compreensão, mas eu não fiz isso, apenas a chamei e a abracei.
- Vem, vamos sentar para lá, você está debaixo da chuva, pode pegar uma gripe forte. – sentamos em um banco perto do parque. Ela enxugou as lágrimas e começou a sessão descarrego.
- Eu dei o fora nele. – ela me disse com a cabeça baixa e com a voz quase inaudível.
- , sinceramente, não vai adiantar você ficar chorando e se escondendo, deixando todos preocupados igual você fez agora pouco, nós andamos a cidade inteira atrás de você. – a chuva logo foi parando, mostrando um sol baixo e radiante ao mesmo tempo.
- Desculpe.
- Seria querer saber demais o porquê você disse não ao ?
- Uhm, estou com malas prontas e passagem na mão para sair da cidade quando terminar a faculdade, daqui uns meses. – seus olhos novamente navegaram no mar de lágrimas.
- E...?
- , - ela levantou do banco bruscamente e disse. – acho que você não entendeu. Vou embora daqui alguns meses. Para que alimentar um amor que não vai durar mais do que eu quero, mais do que ele quer?
- , eu acho que você está sendo precipitada em dar um não ao espelhando essa relação no futuro, pare com isso e vá viver o hoje. E quer saber? Vocês não estão pensando em se casar.
- E por que você não faz isso?
- Isso o quê?
- Viver o hoje e seguir em frente junto ao , sem esperar para ver o que vai acontecer, ou se ele vai mudar o que pensa em relação a tudo. – obrigada , mas meus conselhos ainda assim não vão ser seguidos por mim. – Pare de dar conselhos ridículos se você mesma não os segue. – abri a boca várias vezes, mas a única coisa que consegui dizer foi:
- Não chegue em casa tarde, as meninas estão preocupadas. – dei-lhe as costas e entrei parque adentro em busca da saída mais próxima para chegar em casa logo. Eu simplesmente não vou me abalar com meras palavras. Não vou.
Logo cheguei em casa, encharcada pela chuva que deu e nervosa pelas coisas que Lara havia me dito. Poxa, eu só estava tentando ajudar. As meninas comiam pipoca com chocolate e quando escutaram a porta se abrindo logo deixaram o balde de pipocas e deram toda sua atenção a quem chegava, eu. Uma metralhadora de perguntas se formou.
- Cadê a Lara?
- Não a achou?
- Ei, por que está toda molhada?
- Uhm, achei a , estava no parque ou está, tanto faz. Estou molhada, pois tomei chuva para ajudar os menos afortunados. Daqui a pouco ela está por aqui. – sorri forçado e subi as escadas correndo, pronta para me deliciar com uma água fervente e minha cama quentinha, mas antes escutei isso:
- O que ela tem? – PERGUNTA PARA SUA PRIMA, senhora .
Logo depois do banho, acabei dormindo e só acordei quando as meninas entraram no quarto me procurando.
- ? – a cabeça de Anezka apareceu entre a porta e o batente, enquanto davam soquinhos na porta.
- Ahm, oi. – me espreguicei e sorri como incentivo a entrarem no quarto.
- O que aconteceu que você chegou toda nervosa, hein? – sentaram-se na cama, como eu estava.
- Ah, fui tentar ajudar a , mas ela foi meio grossa e tal, acabei me estressando. Mas, está tudo bem agora.
- Ah. Logo ela estará grudada com o de novo, isso é tudo fogo de palha. – rimos.
- Meeeeeninas. – abriu a porta cambaleando e TOTALMENTE bêbada.
- , meu Deus, o que aconteceu? – correu até a porta, preocupada.
- Me so... Solta, eu só toomeeei um poooorre, poxa. – eu e rimos baixinho, enquanto nos olhava brava, fazendo-nos levantar da cama e ajudá-la.
- Quem te trouxe?
- zinho. Meeeu AMOOOOR. – disse. Amor?
- Mas vocês... – não consegui terminar a frase, pois um ronco alto nos assustou. pegara no sono, antes mesmo de esclarecer-se.
Continua...
Nota da Beta: Qualquer erro que você encontrou, mande um e-mail diretamente para mim. Obrigada, Thai.