“O amor e o ódio são sentimentos que andam lado a lado.”
Prólogo
- É engraçado como algumas coisas do passado voltam com tanta intensidade depois de algum tempo. Odeio conflitos internos. – .
- Cara... Se eu soubesse que aquele beijo iria ter tanto significado hoje, eu nunca teria aprontado uma daquela com ela. Você é um idiota, ... Um completo IDIOTA. Odeio conflitos internos. – .
Capítulo 1 - Memórias
’s Point Of View
Adoro o Natal, sempre adorei. Fato! Todos os anos, minha família sempre vai para Bolton, para a casa da vovó e celebramos a ceia natalina, igual aquelas cenas de seriados da CW. A mesa sempre farta, os presentes em volta da gigantesca árvore de natal e toda minha família sentada na mesa enorme da vovó. Ah! Momentos felizes! Era disso que eu realmente estava precisando, depois de tantas provas na faculdade e da correria que é fazer estágio.
Férias em Bolton era tudo que eu precisava, eu poderia estar dando pulos de alegria por estar indo para a casa da vovó e reencontrar meus pais e minha família, mas a idéia de que uma “certa pessoa” também estaria lá, me dava vontade de ficar em Londres e passar o natal com e a família dela. Essa certa pessoa de quem estou falando é nada mais que: , conhecido como . Guitarrista/vocalista do McFLY e, para infernizar minha vida, nada menos que meu primo. Eu odeio aquele ser que adora chamar atenção, que se acha o centro do universo e que troca de namorada que nem troca de boxers. O motivo do meu ódio? Ele sempre dava um jeito de infernizar minha vida quando éramos pequenos, ele me fez perder minha primeira amiga. Isso mesmo! A minha amiga do jardim de infância. Resumindo, era o próprio Devil (diabo).
“Bolton - Natal de 1997”
- Sophie, por favor, trás seu CD das Spice Girls! Vovó disse que a gente pode escutar na sala depois de jantar. – dizia animada.
- Ok, está no carro do papai, vamos lá pegar, . – Sophie segurou a mão de e as duas foram correndo até o carro buscar o CD.
Depois de algumas horas dançando, Wannabe e Say You’ll be There das Spice Girls...
- , por que o está olhando daquele jeito maléfico para você do canto da porta? - Sophie perguntou, curiosa.
- Porque ele é um idiota, não liga para ele. – mostrou a língua para que, instintivamente, mostrou o dedo do meio para a mesma.
- Tia Grace, o mostrou o dedo do meio para mim! – correu até a tia e disse chorosa.
- , sobe para o quarto agora, mocinho. Chega de doce por hoje. – Grace.
- É mentira dela, mamãe, essa garota me odeia e eu num sei o porquê. – disse bravo.
- Querido, isso é realmente vergonhoso, você tem nove anos e sua prima sete. Você já é rapazinho. Peça desculpas à e suba para o quarto.
- Des... Desculpa. – disse furioso, sorriu vitoriosa. – Mamãe, será que antes de subir, posso comer um pedaço de bolo de chocolate?
- Sim, querido, mas pegue um pedaço e suba. Não quero mais briga entre vocês, ok? – e assentiram e Grace saiu da sala.
- Isso vai ter volta, garota. – segurou o braço de e falou em seu ouvido.
- Não tenho medo de você, bobão. – empurrou e voltou a dançar com Sophie, foi para a cozinha.
- , eu preciso ir. Papai e mamãe estão me chamando. - Sophie.
- Awn, Sophie, mas já? – fez beiçinho. – Me deixa ficar com seu CD?! Eu devolvo amanhã.
- Ok, mas tome cuidado com ele. Ganhei hoje de presente do papai.
- Ok. - acompanhou Sophie até os pais dela na saída da casa.
voltou à sala e abriu o aparelho de som para tirar o CD, mas ele não estava lá dentro do som. Ela estava preocupada, pois aquele CD era da amiga dela e ela havia prometido cuidar dele, ela já podia sentir seus olhos marejarem, e então ouviu alguém a chamar da ponta da escada.
- Hey, bobona, procurando por isso? – apareceu na ponta da escada, girando o CD no dedo indicador.
- É... É o CD da Sophie! Devolve se não conto para a tia Grace. – subiu as escadas correndo, indo em direção ao primo.
- Eu vou devolver, vamos ver se ele vai tocar de novo quando Sophie decidir ouvir. - sorriu maléfico e entregou o CD para e deu de ombros.
olhou o CD, e o mesmo estava completamente riscado. Ela começou a chorar.
- ! Seu idiota!
- Eu disse que teria volta, menina insuportável.
- Eu te odeio! Você é a pessoa mais odiosa que existe no planeta Terra! – empurrou contra a parede.
- E você é a menininha mais idiota e chata que existe no universo. – imitou a voz chorosa de e gargalhou em seguida.
- Eu vou contar para a sua mãe! - tentava dar soquinhos na barriga de , mas ele segurava seus braços.
- Quem vai acreditar em você? Que eu saiba, estou no meu quarto dormindo. – sorriu e foi para o quarto.
No outro dia...
- Eu juro, Sophie! Foi o quem riscou seu CD, você sabe que aquele bocó me odeia.
- Eu acho que você está mentindo, , eu vi sua ti Grace mandando o ir para o quarto.
- Eu... Eu juro que...
- Não podemos ser mais amigas, você estragou meu CD favorito. – Sophie deu de ombros e foi embora.
sorria do outro lado do jardim.
E desde aquele Natal, Sophie Grimmes passou a me odiar, tudo por causa do patético do . Ele já aprontou tantas coisas comigo, mas eu posso dizer orgulhosamente que já fodi com a vida dele também. Nós sempre nós odiamos, não sei bem ao certo de onde começaram as nossas brigas, mas não era pelo fato dele ter feito Sophie Grimmes me odiar que eu não queria vê-lo... Enfim, fazia alguns anos que eu não o via, na verdade, eu não o vi desde o natal de 2006, quando nos beijamos. Argh! Eu sei que isso foi nojento, certo? Ele é meu primo e nós sempre nos odiamos, mas simplesmente aconteceu e eu não posso voltar no tempo e apagar isso, acredite, se eu pudesse, voltaria! Depois daquele ano muitas coisas aconteceram, e seus amigos conseguiram um contrato com uma gravadora e eles explodiram, então ele estava sempre fazendo shows e coisas que Rock Star fazem e eu estava passando as férias com em Los Angeles, ou na Europa, aprontando todas com a minha melhor amiga e quando eu estava em Bolton ele não estava, ou quando ele estava, eu quem não estava. Enfim, nunca mais nos encontramos, mas agora nossas férias tinham coincidindo e eu não estava nem um pouco a fim de ver aquele insuportável de novo. Mas a vida é uma vadia, ok? É claro que agora não vamos ficar com aquelas briguinhas idiotas de quando éramos pirralhos, mas eu sei que ele vai estar se achando porque é o queridinho da família e mesmo quando ele não passava de um garoto idiota, ele já tinha o ego inflamado, imagina agora, sendo mundialmente famoso?! Agüenta, ! É apenas as férias de final de ano, você não vai ter que agüentá-lo por tanto tempo.
Guardei minhas malas no porta malas do meu Porshe chumbo e fui para Bolton.
- Acho que não vai ser tão ruim assim, huh?! Bolton... Aí vou eu.
’s Point Of View Off
’s Point Of View
Tínhamos acabado de fazer nosso último show, e depois seriam férias por dois meses. Eu simplesmente adoro tocar para milhares de fãs, e ver o quanto elas amam nossas músicas e cantam com sentimento. Ter uma banda e ver que suas músicas realmente fazem sentindo para alguém é o melhor trabalho do mundo e eu não me vejo fazendo outra coisa. Mas nós também precisamos de férias, descanso, todo ser humano precisa. Então depois voltamos com o gás todo e tudo começa outra vez.
Estávamos todos no camarim, cada um jogado nos cantos dos sofás.
- Enfim férias! Não posso acreditar. – Disse , contente.
- Não vejo a hora de ir para a Suíça com a Gio. – .
- Que gay, ! Até parece que você fica um século sem ver sua namorada. – Falei zuando e baguncei os cabelos dele.
- Só falta falar que quer passar as férias esquiando de mãos dadas. – Completou .
- Fazer guerrinha de bola de neve. – .
- E fazer anjinho no gelo. – Zuei.
- Ah! Vão se ferrar vocês todos, não tenho culpa se vocês comem tudo que tem duas pernas e peitos. E, , é bom ficar calado, porque ele é super gayzinho com a Liz e não tem moral para me zuar em nada. – .
- Ih dude, parei. – parou de rir.
- viadinho do amor.
- Ê! Viadinho do amor! – Eu e começamos a zuar.
- Acho bom você ficar na sua, , e não encher a cara de novo para tentar beijar sua prima, até porque esse ano ela vai estar em Bolton. – disse e e começaram a zuar.
De repente não gostei do assunto citado e fechei a cara.
- Aquilo só aconteceu porque a gente passou de baixo de uma guirlanda, e vocês sabem da tradição, otários. – Tentei disfarçar. Se tinha um assunto que eu não gostava de falar era sobre minha “adorável priminha” e aquele beijo estúpido.
- Que eu me lembre, não tinha guirlanda nenhuma dentro do banheiro da Polly Stanford. – disse gargalhando e ele e fizeram um high five. era o único que não me zuava sobre o assunto, ele só ria, mas não colocava mais lenha na fogueira.
Fiquei sem ter o que falar. Pensei em algumas desculpas, mas nenhuma delas me pareciam ser boas o suficiente. – Quer saber, vão se foder vocês e aquele beijo idiota. Preciso ir, a gente se vê depois das festas aqui em Londres, ok?
- Ok man! Boas festas. – me abraçou.
– Para você também, cara.
– Mas cuidado com as guirlandas. – desatou a rir, assim como e . Dei um tapa na cabeça dele, abracei os outros e me mandei para o meu carro. foi até o estacionamento comigo.
- Se quando você voltar da França, eu ainda estiver em Bolton, passa por lá, .
- Tudo bem, vou ver como as coisas vão caminhar. Até mais, dude, manda um beijo para a .
- Er... Se ela falar comigo, eu mando sim. – Dei um abraço em e dei de ombros. Eu estava entrando no meu carro quando me chamou.
- Hey, !
- Hum?
- Se você sentir que deve tomar alguma... Er... Atitude, vai em frente, cara. – parecia procurar as palavras certas para me dizer algo sobre... Espera aí... Sobre a ? Só pode ser brincadeira, huh? Por que todo mundo acha que alguma coisa pode acontecer quando estou perto dela?
- O que você quer dizer com isso, ?
- Você sabe o que eu quero dizer. – deu um sorrisinho e entrou no seu carro. – Boas festas, . - Eu acenei e sumiu com seu carro pelo estacionamento.
Estava ansioso para ir para Bolton, fazia algum tempo que eu não via minha família e eu adorava estar com eles no meu tempo livre. As comidas da vovó eram ótimas, as piadas mais sem graças e idiotas dos meus tios até que descontraiam as pessoas, minhas tias dizendo que eu estava cada vez mais lindo sempre fazia bem ao meu ego e tinha a... . Bom, eu não tenho nada a dizer sobre ela, só que toda vez que a gente se encontrava as farpas rolavam soltas. Eu nunca suportei aquela garota, acho que todo mundo tem aquela prima chata que sempre é boa em alguma coisa e que paga de bom exemplo na família, e era essa prima. Desde pequenos ela sempre fora a boa menina e eu o garoto atentado e que ganhava detenção na escola. Tudo piorou quando minha mãe e tia Rachel (mãe da ) decidiram comprar uma casa em Londres e se mudarem para cá. e eu freqüentávamos a mesma escola, ela tinha o grupinho dela e eu o meu. Todo mundo se dava incrivelmente bem, ela inclusive sempre fora amiga do , e , mas eu e ela simplesmente não nos entendíamos. Na escola ela fazia parte do teatro e do grêmio estudantil e eu... Fazia parte da turma da detenção. Nunca me importei em causar na escola, o que mais me irritava era que ela sempre era a esnobe perfeita e eu... O loser com uma banda. Era mais forte que eu, eu não conseguia ficar perto dela sem irritá-la, era como se fosse da nossa natureza isso de irritar um ao outro. Ele me deixou com fama de P... Pequeno na escola por um ano. Um ano! Mas o que eu aprontei com ela depois foi bem pior. Mas não quero me lembrar disso agora.
“Londres - 2004”
- Então, , acho que não podemos ir ao cinema hoje á noite. – Chad.
- Eu pensei que isso estivesse certo há dez minutos, Chad. O que houve de errado?
- É que... É que eu tenho treino de futebol hoje e o técnico está exigindo demais do time, acho que vou sair mais tarde. – Chad disse meio sem graça.
- Chad, eu sei que isso é mentira, o treinador Withney cancelou os treinos de hoje, esqueceu que eu sou presidente do grêmio e sei de tudo que acontece nesse colégio? Se você não quer ir, é mais bonito você ser sincero.
- Não é que não quero ir. – Chad disse confuso.
- Então o que está acontecendo, criatura? – perguntou ansiosa.
- Não me leve a mal, Você é maravilhosa e tudo, mas eu não quero apanhar do seu namorado que acabou de sair da cadeia, se ele descobrir que estamos saindo, eu estou morto. Se resolva com ele primeiro e depois a gente marca, ok?
- WHAT? Namorado? Cadeia? Eu não tenho um namorado e mesmo que eu tivesse, não namoraria um ex-presidiário, quem te disse uma idiotice dessas. Chad? – perguntou exaltada.
- Eu prefiro não comentar. Desculpa, , mas depois que você se resolver com seu namorado, me procure. – Chad deu de ombros.
olhou furiosa e então encontrou os olhos de , ele estava sentando em cima de uma mesa, rindo da cara dela. respirou fundo e caminhou até a mesa que estava com os meninos.
- Essa noite vou dar uns amasso na Jen. – .
- Ela é gostosa. – .
- Alguém vai se dar bem. – .
- Ou nem tanto. – .
- Por que você está falando isso, dude? – .
- Olha quem está vindo aí. – .
se aproximou da mesa de furiosa, ela arregaçou as mangas da camisa do uniforme e viu Jen passando perto da mesa dos meninos. Ela apressou os passos até a mesa e puxou Jen pelo braço.
- Hey, Jen. – disse simpática.
- Oi, . – Jen disse com um enorme sorriso.
- Hey, meninos. – cumprimentou , e , quando chegou a vez de , deu uma olhada esnobe e disse. - Broxa. - Todo mundo encarou boquiaberto e fechou a cara. – Então, Jen, como eu sou uma boa pessoa, preciso dizer algo sobre meu querido primo.
Todo mundo estranhou.
- Sério? – Jen.
- Uhum... Eu sei que você está toda feliz achando que vai dar o melhor amasso da sua vida com o ...
- ! Cala essa boca! – .
- Não seja impertinente, , deixa sua prima falar. – Jen ordenou.
- Thanks J. – sorriu maliciosa para .
- Essa garota...
- Shhh, ! – Jen.
- Bom... Como eu estava dizendo antes do impertinente me cortar, eu sei que você está toda feliz achando que vai dar o melhor amasso da sua vida com o , mas é bom você manter as suas expectativas baixas, pois eu ouvi dizer que meu priminho tem o “” que ele carrega entre as pernas... PE-QUE-NI-NI-NHO. – fez menção ao pequenininho com as mãos.
- OMG! , eu sinto muito, mas, eu e você... Tipo não vai acontecer. - Disse Jen decepcionada. – Obrigada, .
- De nada, Hon. - sorriu satisfeita e deu de ombros.
, e abriram a boca em um O e gargalharam. estava tão bravo que se ele pegasse a prima, ele a estrangularia no ato.
- Jen! Volta aqui, ela está mentindo! - gritou, porém Jen não deu ouvidos.
saiu correndo furioso atrás de , que caminhava em direção a mesa onde suas amigas estavam sentadas, ela enrolava um pedaço de cabelo entre os dedos, quando a puxou pelo braço e saiu andando com ela para o corredor.
- Aí, seu idiota! Você está me machucando.
- Eu vou te matar, garota! Por que você foi inventar para a Jen que eu tenho o pau pequeno? – encurralou na parede, e perguntou nervoso.
- E por que você foi inventar para o Chad que eu tenho um namorado presidiário? - perguntou nervosa. gargalhou.
– Foi demais essa, não foi?
- Eu posso ter um “namorado presidiário”, mas pelo menos ele não tem o pau pequeno. - riu sarcástica. – Não brinque comigo, , eu sou como o fogo, você pode se queimar. – tirou o braço de que estava a encurralando na parede.
- Você sabe que isso não vai ficar barato, huh?
- E você sabe que se aprontar comigo... Terá conseqüências. – abaixou a saia rodada azul do uniforme e deu de ombros.
E foi assim que fiquei com má fama por causa da minha prima insuportável. Cada ano que se passava a gente aprontava muito mais um com o outro, mas, em 2004, algumas coisas mudaram, e para pior.
Já faz algum tempo que eu não vejo a , desde o maldito beijo na festa da Polly. Então eu não sei como as coisas vão estar entre nós, mas eu garanto que bem não vão estar, até porque, as coisas nunca foram boas entre a gente. Tudo que eu preciso é me manter afastado daquela maluca e arrumar boas festas em Bolton para me divertir.
Cheguei em casa, tomei um banho, joguei minhas malas no carro e fui para Bolton. Não sei por que, mas algo me diz que essas férias serão perturbadamente confusas.
’s Point Of View Off
Capítulo 2 - Reencontro
’s Point Of View
Depois de duas horas e meia de viagem, estava eu em Bolton. Aquela cidade era perfeita, eu amava morar lá quando era pequena, pena que mamãe e tia Grace colocaram na cabeça que Londres seria um lugar melhor para morar, então mamãe convenceu papai a comprar uma casa lá e tia Grace fez o mesmo com tio Spencer, e tudo que as duas super irmãs querem elas conseguem, enfim, mudamos para Londres. Mamãe e tia Grace são inseparáveis. Como todas as irmãs normais, elas tinham suas briguinhas, mas no final uma sempre cuidava da outra e elas eram melhores amigas, onde uma estava, a outra estava atrás. Eu particularmente sempre achei bonita a amizade das duas. Se tia Grace tivesse tido uma filha ao invés do “ Rock Star”, acho que seríamos grandes amigas como elas, mas o destino preferiu me apunhalar pelas costas e me dar um primo idiota.
Parei meu carro na frente da casa da vovó e observei o muro enorme em volta da casa e o portão dourado. A casa da vovó não tinha muro antes, mas como o tonto do meu primo se tornou famoso, vovó achou melhor construir um muro envolta da casa por conta das fãs dele. Mamãe disse que no natal de 2007, o qual estava em Bolton e eu em Los Angeles, todo mundo acordou com as fãs de na grama da vovó, com pôsteres, bichinhos de pelúcia e cartazes, gritando o nome dele, foi uma confusão só. saiu para cumprimentá-las e quase ficou pelado, porque as fãs quase rasgaram as roupas dele. Então, a partir daquela dia, vovó e minha família decidiram que para o bem do “super astro” era melhor construir um muro em volta da casa. Por mim que as fãs o carregassem para outra galáxia! Apertei o interfone e, antes que eu pudesse respirar, a voz de mamãe ecoou pelo fone, me acordando de meus devaneios.
- Filha! Até que enfim você chegou, amor! Estou com saudades. – Mamãe disse, fazendo um escândalo.
- Hey, mãe, também estou com saudades. – Tentei disfarçar meu susto.
- Oh! Querida, como você está linda, estou te vendo pela câmera. Estou louca para te abraçar. – Tia Grace sempre tão adorável, pena que seu filho não herdou tais genes.
- Obrigada, tia, você também deve estar maravilhosa como sempre. – Falei simpática, mas quando será que elas realmente iriam abrir o portão? Eu estava congelando aqui fora.
- Obrigada, meu amorzinho...
- Vocês duas, podem abrir o portão para minha neta? Ela vai congelar lá fora. – Clac, ouvi o barulho do portão abrir. – Olá, querida! Pode entrar e aqui dentro conversamos melhor, essas duas cabeças de vento não param de tagarelar um momento e se esquecem de abrir o portão para você. – Vovó, sempre tão meiga e direta. Eu amo isso nela, ela sempre fala o que tem para falar na cara.
- Oi, vovó, obrigada por não me deixar congelar aqui fora.
- Está tudo bem, querida, estamos te esperando aqui dentro. – Vovó desligou o interfone e, antes de desligar, pude ouvi-la chamando mamãe e tia Grace de tontas. Eu amo essa minha família.
Estacionei meu carro atrás da BMW do papai, nessa época de natal tinha tantos carros espalhados pela garagem da vovó que parecia que ela tinha aberto uma concessionária. Desci do carro e quando fui abrir o porta malas para pegar minhas malas, vi papai, tio Spencer, vovó, mamãe e tia Grace, todos correndo em minha direção. Papai me abraçou e me rodou no ar, como ele fazia quando eu tinha seis anos de idade, depois de quase quebrar meus ossos ele pegou minhas malas e as carregou. Tio Spencer me abraçou e ficou procurando por algum namorado meu dentro do carro, ele se negava a acreditar que eu não tinha um, por um momento achei que ele fosse caçar por algum namorado meu, dentro do bolso da minha calça jeans. Tia Grace o chamou de tonto e veio me abraçar, seguida de mamãe que me beijava e me sufocava com seus abraços apertados e, por fim, vovó que cortou o abraço de mamãe e disse para ela parar com aquela “palhaçada” que ela também queria me abraçar. Eu ri demais com a vovó. Entramos dentro de casa e tudo estava como antigamente, a casa impecável e carregada de enfeites natalinos. Aquele era o melhor lugar do mundo e eu não o trocaria por nada.
- Querida, acho que você deve estar cansada. Se quiser subir para descansar, seu quarto é o ultimo do corredor, do lado direito. – Mamãe.
- É! Eu preciso de um banho e me arrumar, daqui a pouco chega mais gente e eu quero estar apresentável. – Sorri.
- Daqui a pouco meu também chega! Estou morta de saudades do meu filho. Espero que esse ano não haja mais brigas entre vocês, até porque, no último Natal, vocês se deram até que bem, me pergunto qual foi o motivo da mudança. – Disse tia Grace, sorridente.
OMG! Não sei porque, mas me arrepiei quando tia Grace disse que estava chegando e citou o último natal. Fiquei sem graça e dei um sorriso amarelo. Na verdade, nem eu sabia como eu e reagiríamos um com outro, depois do último acontecimento. Desfiz minha cara de confusão e sorri amarelo outra vez.
- Não vai ter brigas, tia, agora eu tenho vinte anos e vinte e dois, estamos velhos para isso, huh?
- Fico contente em saber disso. – Tia Grace.
- Já que não vai ter brigas, vocês podem até sair juntos hoje, não é? Pois na véspera de Natal sempre tem uma grande festa em Bolton, e vocês dois nunca perderam uma. – Mamãe completou.
Ah, sim! Da última vez que e eu saímos para uma festa de Natal juntos, acabamos nos beijando dentro do banheiro e eu não quero isso de novo. Ok, hora de subir para o quarto e acabar com esse assunto inconveniente.
- Bem... Eu vou subir, família, vejo vocês daqui a pouco. – Dei de ombros e fui em direção à escada.
- Ok, querida, estamos contente por você estar aqui. – Disse vovó.
- Eu também. – Sorri e subi as escadas correndo. Entrei no meu quarto e me joguei na cama. Eu estava apreensiva com a chegada de , não sei o porquê, mas algo me dizia que as coisas iriam se complicar um pouco.
’s Point Of View Off
’s Point Of View
Fiz exatamente três horas de viagem, tinha um pouco de trânsito na rodovia de Londres devido à véspera de Natal. Eu estava ansioso para chegar à casa da vovó e ver todo mundo. Parei em frente ao portão e antes de apertar o interfone notei o número de carros estacionados dentro da casa e o último que eu vi era um Porshe chumbo, com uma placa escrita PRINCESS . Senti um frio na espinha, eu sabia de quem era aquele carro. Era da convencida da minha prima, eu nem tinha visto a garota ainda, mas meu corpo já me alertava que ficar perto dela seria perigoso. Relaxa, , hoje à noite deve ter muita festa rolando depois da meia noite, então saía e se divirta com as melhores garotas da cidade, as quais dariam de tudo para ter uma noite de prazer com você. Era isso que eu iria fazer! Nada iria mudar meus planos essa noite, nem mesmo a PRINCESS . Eu ri com essa placa, ela continua a mesma Barbie de sempre, o que a deixa mais insuportável. Apertei o interfone e vovó quem atendeu, eu não pude evitar rir com ela.
- Vocês não vão atender nada, não quero que meu neto morra congelado. Oi, querido! Pode entrar e aqui dentro nos cumprimentamos melhor.
- Ah, mamãe! Deixa a Grace atender! É filho dela. – Ouvi tia Rachel resmungar. Hilário.
- Ela é assim mesmo, Rach, deixa ela. – Mamãe pareceu dizer emburrada.
- Calem a boca, as duas. – Clac, ouvi o barulho do portão se abrir. – Pode entrar, querido.
- Obrigada, Vó. – Dude, minha vó é uma figura. É a melhor do mundo.
Estacionei meu carro do lado da PRINCESS ., eu vou parar de falar isso, é que foi engraçado, se nós ainda fossemos mais novos, com certeza eu zoaria minha priminha, mas como pretendo ficar longe, é preferível que eu guarde minhas piadas internas apenas para mim mesmo. Saí do carro, peguei minha mala e lá veio toda a minha família me abraçar, e tia Rach sempre dizendo como cada ano que passa eu fico cada vez mais bonito, por isso que ela é minha tia favorita. Vovó, como sempre, afastando mamãe de mim antes que ela quebrasse meus ossos com seus abraços, acho que a família é conhecida por seus abraços apertados. Tio Stephen estava me perguntando como é ser Rock Star e pegar todas as mulheres que eu quiser, tia Rach deu um cutucão na costela dele, eu tive que rir. Papai me perguntou se eu já havia conhecido Jessica Alba e se não, que se um dia eu a conhecesse que era para eu dizer à ela que ele a achava a mulher mais bonita do mundo. Mamãe pisou no pé dele e todos riram.
- Gente... Vou subir antes que os convidados cheguem. – Fui indo rumo à escada.
- Vai lá, querido! Sua prima subiu há algum tempo. – Tia Rach.
Frio no estômago. Porque senti isso mesmo? Dei um sorriso educado para tia Rach e, man, eu não sabia o que falar.
- Ela está linda, filho, você precisa vê-la. - Mamãe.
Mais bonita do que já era? Tudo bem, eu não suporto minha prima, mas nunca disse que ela era feia. Mamãe deve estar exagerando como sempre, e também não me importa o quão bonita ela esteja, ela vai ser sempre a mesma. Dei um sorriso sem graça e subi para o meu quarto que, de acordo com a vovó, era o último do corredor, à esquerda.
Joguei minha mala no canto do quarto, e comecei tirar minhas roupas e jogar as peças pelo quarto e, então, por último, entrei no banheiro e joguei minha boxer por lá. Girei o registro e senti o jato de água gelada encharcar meu corpo. CARALHO! QUE ÁGUA GELADA DA PORRA É ESSA? Fechei o chuveiro com pressa e olhei em cima do chuveiro para ver se o botão estava no quente, e, sim, estava no quente, mas por que inferno então caiu aquele jato de água gelado em mim? Deve ter queimado a porra do chuveiro. Abri a porta do box, me enxuguei com a toalha e enrolei a mesma na cintura. Teria que ir tomar banho no quarto que meus pais sempre ocupavam na casa da vovó. Obrigada meu Deus por existir ar condicionado, enquanto o frio tomava conta de Bolton lá fora, dentro de casa estava parecendo Miami Beach. Abri a porta do meu quarto e quando olhei para a porta da frente, notei que ela estava entreaberta. Aproximei-me um pouco da porta e ouvi uma música tocando na rádio, era Corrupted do McFLY, da minha banda. Aquele quarto não poderia ser da tia Rachel e do tio Stephen, porque eu me lembro que o quarto deles ficava do lado do meu quarto, então aquele quarto só poderia ser... Da . Não sei porque, mas meu coração acelerou um pouco. Meu lado pervertido dizia que eu deveria espiá-la e o lado do meu cérebro que ainda tinha alguma sanidade, dizia que eu não tinha nada que espiar. Mas como nós homens sempre pensamos com a cabeça de baixo, decidi espiá-la, e, dude... Eu vi o paraíso.
estava com uma lingerie preta, daquelas sem costura, a calcinha era mais parecida como uma boxer feminina e o sutiã era meia taça, por incrível que pareça, era incrivelmente sexy. Ela estava com mais curvas, e suas coxas estavam mais torneadas e seus longos cabelos castanhos estavam espalhados por suas costas. Ela estava na frente do espelho, passando hidratante no corpo e cantarolando Corrupted, que ironia, huh? Ela continuava com as mesmas feições de antes, porém ela estava mais mulher e eu preciso acrescentar que ela estava mais bonita do que sempre fora, e gostosa, que corpo era aquele meu Deus? De repente eu senti um calor subindo pela minha espinha e senti que meu amigo estava começando se animar, eu deveria sair dali, mas o jeito que ela passava hidrante no corpo era tão... Excitante, que eu não conseguia me mover. Ela acabou de passar o hidratante e jogou o frasco em cima da cama e mexia no seu piercing do umbigo.
- Am I too much for you? Cause you´re too much for me, still wanna be corrupted.
cantarolou o refrão de Corrupted e a ironia do momento pesou muito mais, ela mal sabia da procedência daquela música. Eu a observei por mais um tempo e, sim, meu amigo já dava sinais de que ele queria diversão. Tentei escondê-lo com minhas duas mãos e resolvi que era hora de dar o fora dali, antes que alguém me pegasse no flagra, e principalmente ela me pegasse no flagra. Arrastei-me para o quarto de mamãe e a mesma subia a escada e estava no corredor. Salvo pelo gongo! Ainda bem que eu já estava chegando à porta do quarto dela e ela nem imaginava o que eu estava fazendo. , você é foda!
- Filho, está fazendo o que de toalha pelo corredor? – Mamãe perguntou curiosa, e por um instante ouvi uma porta sendo fechada. Acho que percebeu que a porta estava entreaberta e que eu estava no corredor e então trancou a porta. Mal sabe ela que eu já tinha visto seu corpo seminu. Coitada da PRINCESS . tão atrasada.
- Acho que meu chuveiro está queimado, mãe, estava indo tomar banho no seu banheiro, tem problema?
- Claro que não, filho. Depois vou falar para o seu pai pedir para alguém trocar seu chuveiro. Se arruma logo querido, daqui a pouco os convidados chegam e você e a nem estão prontos ainda. – Claro, a , esse povo não sabe falar sem tocar no nome daquela garota?
- Ok, mãe. Estou indo. – Dei um beijo no rosto da minha mãe e corri para o banheiro. Desculpa mãe, mas eu vou demorar mais que o esperado no banho, não tenho culpa se minha amada priminha não trancou a porta do quarto dela direito.
Abri o registro e deixei a água quente cair sobre mim, hoje seria uma noite daquelas... Eu sei que seria.
’s Point Of View Off
’s Point Of View
Tomei um susto quando ouvi a tia Grace falando com no corredor e vi que minha porta estava entreaberta, então fui correndo até a porta e passei a chave. Já pensou se aquele garoto me vê assim? Eu, hein!
Depois de um século decidi que iria colocar meu vestido tomara que caia preto, uma meia calça vinho e minha ankle boot e, por cima, meu casaco preto, optei por deixar meus cabelos soltos e fiz uma maquiagem leve. Mamãe e tia Grace já tinham vindo me chamar duas vezes para descer, dizendo que o povo já tinha chegado. Mas eu não sei porque eu estava assim tão indecisa com as minhas roupas, na verdade, eu sabia... Na verdade eu sabia que todo mundo iria cair matando em cima do , perguntando como é ser famoso e blá, blá, blá, e eu seria esquecida, ou só me sobraria aquelas perguntas do tipo “Como você cresceu!” e “Está namorando?”, eu odiava responder esses tipos de perguntas e isso estava me deixando nervosa, mas não tão nervosa quanto encarar meu primo. Ah! Se eu pudesse voltar no passado e ter apagado aquele momento, eu já tinha o feito. Respirei fundo e me olhei mais uma vez na frente do espelho e falei para mim mesma: Não tem nada de errado com você, está tudo sob controle. Decidi descer antes que minha auto-estima se transformasse em uma baixa estima e caminhei até a porta do meu quarto, e saí. Andei lentamente pelo corredor, eu desejava que a escada não chegasse nunca... Mas eu cheguei ao topo da escada. Eu olhei para baixo e a sala estava repleta de pessoas, pareciam que todos me olhavam, comecei a corar e minhas pernas ficaram bambas, por um momento pensei que eu não conseguiria andar. Pude ver mamãe, papai, Tia Grace e tio Spencer rindo para mim, mas quando olhei para a ponta da escada, encontrei aquele par de olhos me fitando com curiosidade do primeiro andar. Meu coração bateu mais rápido, estava insuportavelmente gostoso.
’s Point Of View Off
Capítulo 3 - É sempre no natal!
’s Point Of View
Lá estava ela, descendo as escadas e sorrindo daquele jeito tímido, que só ela tinha. Ela não me olhava, eu tentei disfarçar meu deslumbre e dei um gole no meu espumante e continuei a conversar com alguns familiares. Quando eu percebi que nós já estávamos próximos, tentei disfarçar e ir para a cozinha, mas mamãe veio até mim e agarrou meu braço, olhei confuso e então vi o que ela estava prestes a fazer.
- , olha seu primo... Que lindo ele está, huh? - Mamãe disse contente. Olhei fixamente nos olhos de , que pareceu querer cavar um buraco no chão e pular dentro, ela parecia aflita.
- Er... Ele parece ótimo. – sorriu amarelo. Eu dei meu sorriso mais convencido, era bom ver como a minha adorável priminha reagia sob pressão.
- Você também esta ótima, querida. – Mamãe disse simpática. – Não te falei o quão linda ela está, ? Fazia anos que vocês não se viam, eu queria ver esse momento. – Sério, às vezes tenho medo da minha mãe. Encarei dos pés a cabeça, de um jeito que só ela pudesse perceber, e dei um sorrisinho malicioso quando ela corou, eu sei que não devia fazer isso, mas, dude, eu vi ela de lingerie e anos atrás eu vi um pouco mais, eu não poderia me esquecer daquilo. – Ela não está nada mal, mamãe. – Falei para provocar, fechou cara e mamãe me cutucou.
- Bom, acho que vocês precisam colocar o papo em dia. Estou indo ajudar a vovó. – Mamãe.
- Ok, mamãe. – Falei. me olhou de canto e fez menção de sair, mas eu iniciei uma conversa. – Fugindo, Princess .? – Eu não me contive, eu tinha que zoar.
- Não estou fugindo para lugar nenhum, “super star”. – disse com descaso e fez aspas com os dedos quando disse super estar. – Só acho que você e eu não temos nenhum papo para colocar em dia, então vamos nos poupar disso, ok?
- Continua afiada e fugindo sempre, huh? Você tem razão. Eu prefiro beber a passar algum tempo conversando com você. – Falei desdenhado.
- Eu não fujo de nada, está bem? E que bom que pensamos do mesmo jeito, eu prefiro vomitar do que falar saber da sua vidinha de estrela, dá licença.- deu um sorriso cínico e bateu o ombro no meu peito e foi para a sala cumprimentar as pessoas.
Quanto mais a gente ficava nesse jogo de farpas, mais eu gostava. Era algo mais forte que eu, acho que era algo mais forte que ela também, nenhum de nós nunca queria ficar por baixo. Eu não entendia essa necessidade, desde pequeno, que eu tinha de sempre arrumar confusão com ela... Era estranho, e depois do que aconteceu há uns anos atrás eu não deveria mesmo deixar que ela ficasse por cima. Tomei mais um copo de espumante e fiquei conversando com algumas pessoas que estavam ali.
’s Point Of View Off
’s Point Of View
Tia Grace tinha que ser assim tão enjoada com o filhinho dela? Ok, ela não tem culpa dele ser tonto e nem de termos aprontado no passado, mas eu não conseguia ficar perto dele sem que eu sentisse um frio na espinha, era tão estranho. Embora essas sensações fossem esquisitas, não eram elas que me intimidavam mais em ficar perto de . Na verdade, eu tinha medo de ter a conversa. A maldita conversa que nunca tivemos, depois do nosso quase “incidente”. disse que um dia isso iria acontecer, mas eu disse para ela que isso nunca aconteceria, enquanto eu evitasse o máximo que pudesse; pelo menos eu estava boa em fazer isso.
A noite se passou e sempre estava do lado oposto onde eu estava. Ele estava sempre se gabando para algumas das nossas primas caipiras de segundo grau que estavam por ali, ou se mostrando uma pessoa adorável para os convidados. AHAM! Ninguém conhece aquele mau caráter como eu conheço. Não sei por que nossas primas tinham esse tipo de fixação por ele, mesmo quando ele não era famoso elas se jogavam aos pés dele e agora elas estão piores. Elas podiam arrancar as roupas dele apenas com o olhar e ele... Se achava cada vez mais com aquela atenção toda. Que completo idiota.
Passei a noite conversando com as pessoas e com mamãe me exibindo para alguns parentes e me entupindo de perguntas, aquelas perguntas que todas as mães fazem, sabe? Foi divertido. Depois da meia noite abrimos alguns presentes que estavam na árvore de Natal e conversamos. Na hora de dar feliz Natal para as pessoas, pensei na melhor maneira de abraçar , sem o tocar de verdade, mas eu nunca o tinha no meu campo de vista, sorte a minha. Então nem precisei me preocupar com o abraço. Estava perto do bar na sala de jantar, esperando mamãe trazer uma taça de chardonnay, quando meu celular tocou e eu já sabia quem era... Taylor, meu melhor amigo ever. Eu o adorava. Era óbvio que ele estava ligando porque sabia que eu estava na cidade e queria me ver e me levar para uma festa, e óbvio que eu estava super interessada em ir.
- Hey, amor! – Falei contente.
- Oi, linda, que bom ouvir sua voz! Como você está?
- Ótima e com tédio, por favor, diga que vem me resgatar? - Falei manhosa.
- Essa era a intenção. – Taylor deu uma risadinha. – Está rolando uma festa na casa de campo da Shelley Pomroy, o que acha?
- I’m so in. Passa aqui para me pegar? - Falei ansiosa, encarando a grande janela de vidro da sala e vi conversando animadamente com as nossas primas caipiras, ele me olhou de canto e voltou a conversar com as caipiras.
- Daqui quinze minutos, pode ser? Tenho que espera meus pais terminarem de abrir os presentes, você sabe... Tradição inglesa chatíssima.
- Ok, estou esperando, bonitão, beijinho.
- Beijo, princesa.
Festinha para encerrar a noite... Checado. Eu amava passar a ceia de Natal com a minha família, mas eu sou nova, preciso de diversão mais informal, certo? Continuei encostada no balcão, esperando mamãe com a minha bendita taça de chardonnay, mas ela não chegava nunca.
’s Point Of View Off
’s Point Of View
Beck, Lindsay e Ava não calavam a boca um minuto. Elas me encheram de perguntas do tipo: “você já conheceu o Beckham”, “Robert Pattinson” ou “Madonna”, já estava de saco cheio dessas perguntas. Quando não era isso, elas queriam saber se , e tinham namoradas e insistiam em dizer que eu era o mais gostoso da banda. Em alguns momentos, cheguei a pensar que Lindsay e Ava queriam muito me mostrar a tatuagem que ambos tinham feito perto da virilha. Oi! Pensei por um momento na proposta, mas depois resolvi não ver. Se , e estivessem aqui, eles iriam dizer que eu era viado, mas a questão é: elas são minhas primas, mesmo que sejam de segundo grau, mas são e elas não me seduzem, falei! E, mesmo que rolasse um ménage a trois, eu sei que elas nunca me deixariam em paz e isso poderia ser ruim para a minha imagem. Aí vem a perguntar que não quer calar e que todo mundo já deve estar se perguntando: Se você não curte prima, por que já ficou com a ? E sabe qual é a resposta mais convincente? Eu não sei. As coisas entre e eu sempre foram esquisitas e intrigantes, ela era minha única prima que eu odiava, mas era a única que já me chamou a atenção um dia e hoje não chama mais. Eu sei que a espionei há algumas horas atrás, mas aquilo foi reação masculina, só isso. E eu não quero mais pensar nisso. Beck, Lindsay e Ava ainda continuavam falando e falando, e eu fingia que prestava atenção, olhei para o bar e notei uma muito entretida no celular, eu já sabia quem era... Era o insuportável do Taylor Lautner, o melhor amiguinho dela. Eu simplesmente não ia com a cara dele e eu tenho certeza que daqui uns minutos ele iria passar aqui para levar a princesa . para alguma festa, sempre foi assim. Revirei meus olhos e senti meu celular vibrando, salvo pelo gongo, pedi licença para as minhas primas caipiras e fui atender o celular perto da cozinha, elas não gostaram da idéia de me afastar, mas eu estava pouco me fodendo para elas.
- Fala, Rock Star, esqueceu os amigos, dude? – Ouvi um barulho imenso do outro lado da linha, aquilo era festa com certeza e aquela voz era nada menos do que Chace Crawford, meu amigo de longa data.
- E aí, dude, como você está? Claro que não esqueci! Cheguei à cidade hoje.
- Eu estou bem, , está rolando uma super festa aqui na casa da Shelley, Shelley Pomroy, se lembra dela?
- Lembro sim! A loira da jacuzzi, certo? – Hum, bons momentos aquele.
- Isso mesmo. – Chace deu uma gargalhada. – Então... A festa está bombando. Muita bebida, muita mina gostosa, música boa e loucura geral!
- Estou dentro, man, chego aí daqui quinze minutos, certo?
- Ok... Ah! Deixa eu perguntar! – Chace deu um berro no meu ouvido, o que foi foda.
- Caralho! Precisa gritar assim? Quase fiquei surdo.
- Foi mal, cara, mas eu queria saber se sua prima gostosa está aí, você sabe... A . – Chace sempre foi afim da , mas ela nunca deu “mole” para ele.
- Ela está aqui sim, cara, por quê?
- Será que tem chances dela aparecer por aqui?
- Não sei da vida dela, dude, você sabe como aquela garota é. Estou desligando, logo mais chego aí. – Cortei o assunto, eu lá queria saber de ficar ouvindo Chace falar da insuportável da minha prima. Desliguei o celular antes que ele fizesse alguma brincadeira sem graça.
Fui até mamãe avisar que eu estava saindo, ela estava com duas taças de espumante na mão.
- Nossa, mãe, eu sabia que você curtia um chardonnay, mas nem tanto assim. – Sorri.
- Bobinho. - Mamãe sorriu. - Uma taça é da ! Eu vou levar pra ela lá na sala.
De repente fiquei com vontade de fazer maldades. Eu sei que estou velho para esse tipo de provocação, mas já falei que não sei de onde isso vem.
- Pode deixar que eu levo para ela, mamãe. – Falei com a voz mais prestativa do mundo.
- Ah, tudo bem, mas, por favor, não de para ninguém, acabou todos os espumantes e só sobrou essa taça que sua prima pediu, ok? – Mamãe disse, cuidadosa. Para que tanta frescura assim com aquela garota?
- Uhum. Mãe, eu vou para uma festa com o Chace, ok?
- Tudo bem, meu amor, mas tenha cuidado, ok?
- Pode deixar. – Mamãe deu um beijo na minha bochecha e sorriu.
Fui para a sala levar o espumante da minha adorável priminha, e vi que ela aguardava ansiosa escorada no bar. Caminhei até ela com um sorrisinho de canto, ela me olhava confusa e revirava os olhos.
- Eu pensei que a gente tinha combinado de não se falar. – Ela disse daquele jeito antipático e olhava as unhas.
- Oh! Como você é desagradável, priminha, eu vim aqui todo humilde trazer a última taça de chardonnay que a Tia Rach pediu que eu trouxesse especialmente para você, mas acho que você não merece. - Fiz bico.
- Me dê essa taça, , eu não estou de brincadeira. – Ela disse nervosa. Isso garota! Você está perdendo o controle como eu queria.
- Se você fosse mais educada eu até que daria. – Fui me aproximando de uma planta muito bonita que vovó mantinha na sala.
- , você não vai fazer o que eu estou pensando que você vai fazer, ok? – Ela disse entre dentes enquanto se aproximava de mim.
- Bom... Eu não vou fazer nada... Opa... - Joguei o champagne no vaso de planta. arregalou os olhos, e se ela pudesse soltar fogo pelos olhos, ela tinha o feito e teria me reduzido a pó. -... Foi mal! Eu não queria ter feito isso.
respirou fundo e se aproximou de mim, passou a mão levemente pela minha barriga e eu achei aquilo muito estranho. Senti os pelos do meu pescoço se arrepiar e aquela maldita sensação no estômago veio à tona quando ela discretamente levantou a barra da minha blusa e passou as unhas na minha barriga, e arranhou com força a minha pele, e PUTA QUE PARIU! BELISCOU COM FORÇA A MINHA BARRIGA. CARALHO, DOEU. Eu quase gritei, mas vi que faria uma cena de bixa louca, sorriu vitoriosa e falou olhando nos meus olhos.
– Isso é só o começo, , eu já te falei que eu sou como o fogo. – Então ela parou de me beliscar.
- Qual é o seu maldito problema, garota? – Falei nervoso, minha vontade era de bater nessa garota.
- Você. Você é meu maldito problema. – Ela disse séria. Eu iria pegá-la pelo pulso e arrastá-la dali e fazê-la pagar pela dor que ela me fez passar minutos atrás, mas vovó chegou trazendo... Taylor, minha raiva só aumentou.
- , olha quem está aqui. – Vovó disse contente.
- Hey, Linda. – Taylor disse com aquele sorriso irritante e com aqueles dentes irritantemente brancos.
- Amor! Que saudades! - correu como um tonta e abraçou Taylor. Af... Quem aguenta tanta melação desses dois.
- Saudades também. - Taylor soltou e me deu uma olhada. – Hey, . – Ele falou seco, se eu não gostava dele, ele muito menos gostava de mim, era recíproco.
- Hey, Lautner. – O cumprimentei e aquela era minha deixa. Chega de tanta palhaçada, eu queria curtir minha noite e não ficar vendo aqueles dois tontos na minha frente.
- Bom... Eu estou indo nessa, vovó, tenho uma festa para ir. – Dei um beijinho na bochecha da minha vó e já estava dando de ombros, quando ela falou:
- Vocês vão todos para uma festa, por que não vão juntos? - Vovó disse simpática. Porque se nós formos juntos, de certo vamos todos nos matar, e a eu deixo por último, porque a morte dela vai ser lenta. Eu queria falar isso, mas não podia. Taylor, e eu nos olhamos e cada um já tinha uma desculpa para falar, foi ágil e disse:
- Não dá vovó, eu vou no carro do Taylor e vai passar num lugar antes. Vamos, Tay? – disse, puxando a mão do idiota.
- Tudo bem meus filhos, divirtam-se.
- Obrigada, vovó. – e eu dissemos em uníssono. pegou seu casaco no porta-casacos e saiu na frente com Taylor. Saí logo atrás e entrei no meu Jaguar. Esperei o Lautner sair com seu carro pelo portão e saí logo atrás. Quando estávamos na rua fiz questão de acelerar e deixá-lo comer poeira, dei um sorrisinho maroto com a cara de tapado que ele ficou. Essa noite seria divertida... E como seria.
’s Point Of View Off
’s Point Of View
Taylor veio o caminho todo me perguntando coisas aleatórias e eu me esforçava o máximo para prestar atenção, mas, na verdade, eu queria matar o ! Nem depois de anos aquele garoto deixa de ser idiota e de me atormentar. Jogar meu champanhe no vaso de plantas da vovó? Aquilo era simplesmente ridículo. Chegamos à frente da casa de Shelley Pomroy e a música alta já começava a ecoar pelos meus ouvidos, o número de carros estacionados na frente da casa dela era grande, a festa realmente deveria estar boa.
Descemos do carro e vi cumprimentando Chace Crawford, que quando me viu deu uma leve piscada de olho, dei um sorrisinho de canto para ele e ignorei o broxa do meu primo. Entramos na casa e a sala estava repleta de gente dançando, se agarrando, bebendo, fumando e fazendo tudo o que as pessoas fazem nas festas. Taylor me deu a mão enquanto passávamos pela sala cheia.
- Quer me dar seu casaco? Eu penduro pra você.
- Oh! Quero sim, aqui dentro está um forno. – Abri os botões do meu casaco e notei um olhar malicioso de Taylor. Dei um sorriso de canto e um tapinha no braço dele. – Está olhando o que, seu safadinho?
- Para os botões do seu casaco, eles são realmente lindos. – Taylor sorriu.
- Seu besta. – Sorri, tirei meu casaco e entreguei para ele.
- Já volto. Cada ano que passa você fica mais linda, . – Tay disse no meu ouvido e deu um beijo no canto da minha boca e saiu com um sorriso malicioso. Senti um arrepio na espinha e mordi o lábio. Meu amigo é gostoso e eu não sou de ferro, ok? Olhei para o outro lado da sala e encontrei o insuportável do meu primo, com um monte de meninas penduradas no pescoço dele. Típico. Ele sempre chamou atenção, mesmo quando não era famoso, agora está pior. Torci a boca e fiz cara de indiferente, depois vi uma garota apertar a bunda dele, garotas mais sem classe. Olhei para frente e tomei um susto quando dei de cara com uma Shelley Pomroy toda feliz, me abraçando.
- ! Que bom que você veio! Você está tão linda! – Ela disse quando finalmente me deixou respirar.
- Hey, Shelley! Você também está linda e a festa parece ótima. – Falei sincera. Bem, não posso dizer que Shelley era minha amiga, mas eu gostava muito dela, ela sempre foi legal comigo e todas as férias em que eu vinha passar em Bolton, nós sempre saíamos juntas, principalmente quando também estava. Na verdade, ela só queria ficar assim próxima de mim por causa dele. Ela sempre foi super afim do , mas ele nunca quis nada com ela. Eu ouvir dizer que meu primo idiota disse que ela era do tipo “grudenta” e que ele não fica com nenhuma menina que “grude” nele.
- Eu sei, está mesmo ótima e vai ficar melhor, porque sei que seu primo está aqui. – Shelley disse contente e lançou um olhar pervertido para , que falava algo no ouvido de uma garota qualquer. - Você podia, er... Falar com seu primo sobre mim, né? – Estava demorando para ela me pedir isso.
- Por que você mesmo não fala, Shelley? Você sabe que e eu não nos damos muito bem. – Falei calma. Só o que me faltava ser pombo correio.
- Nossa! Depois de tantos anos vocês ainda não se dão bem? Eu pensei que depois daquele Natal vocês seriam amigos, já que vocês estavam tão bem na festa de natal do Gabe. – Shelley disse confusa. Por que as pessoas simplesmente não esquecem aquele Natal?
- A gente só tinha dado uma trégua, er... Pode deixar, eu vou falar de você para o . – Falei. Eu só queria fugir do assunto e vi que Shelley abriu um sorriso enorme, quando eu mencionei que falaria com .
- Obrigada, amor. Você é a melhor, sabia? Vem, vamos pegar uma bebida para você. – Shelley disse simpática.
- Acho que não é preciso, Taylor está vindo e me trazendo uma bebida. – Disse, enquanto via Taylor se aproximar com dois copos de bebida.
- Ok. Vou ver se alguém precisa de mim, qualquer coisa me avisa, ok? – Eu assenti e Shelley deu de ombros, sorrindo para Taylor e foi falar com os outros convidados.
- Por que ela está toda feliz? – Taylor perguntou confuso e me deu o copo de bebida.
- Se você adivinhar, você ganha uma dança. – Rolei os olhos e dei um gole na minha bebida.
- . – Taylor disse seco. – Acho que você vai ter que dançar comigo, certo? – Taylor passou a mão pela minha cintura e me puxou para perto dele.
- Acertou, Tay, mas isso já era óbvio, mas do mesmo jeito vou dançar com você. – Sorri. Amava ficar perto do Taylor, a gente sempre se divertia juntos. Ele era meu melhor amigo e também tínhamos nossos benefícios. Ás vezes precisamos unir o útil ao agradável, certo? Taylor sorriu e me puxou para o meio da sala, onde começamos a dançar juntos Startrukk - 3OH3.
’s Point Of View Off
’s Point Of View
Cheguei à festa da Shelley e estava lotada, encontrei Chace no jardim e nos cumprimentamos, fazia algum tempo que eu não o via, nós crescemos juntos e mesmo depois que me mudei para Londres, continuamos amigos. Depois de uns cinco minutos que cheguei, a enjoada da chegou na festa de braços dados com o Lautner. Chace abriu um sorriso quando viu passando e piscou para ela, ela deve ter sorrido, já que eu dei de ombros, já tinha que ver aquela cara enjoada dela todo santo dia e hoje à noite eu não estava no clima.
Chace e eu entramos na festa e um bando de meninas, quando me notaram ali, vieram conversar comigo e pediram para tirar fotos e tudo mais. Falei com as meninas e então decidir começar minha noite, eu queria beber para então partir para o “ataque”.
- Dude, é por isso que todo mundo sonha em ter uma banda de rock de sucesso, as garotas caem nos seus pés. Acho que se eu fosse famoso assim como você, sua prima não estaria ali na pista dançando com o Lautner, seria comigo. – Chace deu dois tapinhas no meu ombro e me mostrou aonde estava dançando e rebolando na frente do Lautner, que não tirava as mãos da cintura dela. Senti uma raiva invadir meu corpo, não sei porque senti vontade de socar a cara do otário do Lautner, mas me contive e então dei de ombros.
- Ter uma banda com certeza tem suas vantagens, mas, acredite, pelo o que eu conheço da minha prima, mesmo que você tivesse uma banda isso não faria diferença nenhuma... Se fosse para ela olhar para você, ela teria feito isso há muito tempo. – Dei um tapinha no ombro de Chace, que franziu o cenho e me acompanhou até a cozinha.
- Faz sentido, mas há muitos peixes no mar, então, quem se importa?! – Chace fingiu indiferença.
- Isso mesmo! Agora vamos beber para aquecer.
- Demorou.
Chace e eu pegamos uma dose de uísque e fomos para a sala, onde todos estavam dançando, principalmente .
Sentamos no sofá e ficamos bebendo nossa bebida e curtindo a música. Duas meninas se aproximaram, uma ruiva gostosa parou na minha frente e uma loira sentou no colo de Chace.
- Hey, . – A ruiva falou em um tom malicioso e mordeu os lábios. Dei um gole no meu uísque, fitei o corpo dela e man, ela era muito gostosa, essa noite eu iria me divertir.
- Hey você.
- Bem... Eu prometi a mim mesma que se um dia eu te encontrasse, eu teria que passar a noite com você. Será que essa vai ser a noite que minha promessa vai se cumprir? – A ruiva deu um sorriso malicioso e parou no meio das minhas pernas. Adoro garotas com atitude. Dei um meio sorriso e bati minha mão direita na minha perna chamando-a para sentar no meu colo. Mais que depressa ela entendeu o sinal e sentou de lado no meu colo e sorriu para mim.
- Qual o seu nome? – Sussurrei no ouvido dela.
- Jessyca, mas pode me chamar de Jess. – Ela mordeu o lóbulo da minha orelha, e eu estremeci, instintivamente apertei a coxa dela.
- Então, Jess... Hoje é o seu dia de sorte, sua promessa vai se cumprir. – Disse malicioso. Jess largou o copo em uma mesinha que havia ao lado do sofá e me beijou com fúria. Olhei para o lado e vi um Chace todo animado saindo da sala com a tal loira e indo para o andar de cima procurar um quarto vazio. Jessica continuava a me beijar e descia a mão pela minha cintura. Eu apertava as coxas dela e subia a mão por de baixo da blusa dela. Jessica foi passando a mão pela cintura e a colocou em cima do meu membro e começou a massageá-lo. Ah! Não! Aquilo era golpe baixo. Senti um calor começar a me invadir e eu já estava ficando mais que excitado, eu iria chamá-la para irmos procurar um quarto, quando abri meus olhos, sem quebrar o beijo, e vi dançando sensualmente com Taylor no meio da pista. Ela passava as mãos pelos cabelos e depois passava as mãos lentamente pelo corpo, conforme a batida da música, e com os olhos fechados. Taylor estava de frente para ela, babando litros com o desempenho dela. De repente eu estava mais excitado do que quando Jess começou a me masturbar ali na sala. Eu estava apertando as coxas dela com mais velocidade e mordia seus lábios com mais freqüência.
- Hey, estamos super excitados, huh? – Jess disse, ofegando. – Quer ir procurar um quarto?
- Er... Aqui ainda está bom, eu gosto de me divertir em lugares inusitados, daqui a pouco a gente sobe, ok? – Falei calmo. Jess assentiu com a cabeça e continuou a me beijar e a me masturbar. Na verdade, eu não queria subir porque eu estava ficando louco ao ver minha prima dançando daquele jeito. Era como se ela estivesse me provocando sem ao menos saber. Lembrei-me de hoje, há algumas horas, quando eu vi trocando de roupa e me lembrei das suas coxas de fora, aí que fiquei com mais excitação. Que diabos estava acontecendo comigo? Eu estou com uma ruiva maravilhosa sentada no meu colo, me provocando de todas as maneiras possíveis, mas tudo o que eu penso é que eu queria que fosse a que estivesse me tocando dessa maneira, e eu nem mesmo a suporto! Tentei fechar meus olhos e me concentrar em Jessica, mas não consegui. Lá estava eu com os olhos abertos novamente e quando olhei para frente, estava aos beijos com Lautner e ele estava passando as mãos pela cintura dela. O ódio me corroeu novamente, eu queria socar a cara dele e puxar pelos braços e carregá-la para um quarto e só deixá-la sair de lá quando eu estivesse plenamente satisfeito. se afastou de Taylor sorrindo e deu um selinho demorado nele, subiu as escadas com um copo de bebida nas mãos, ela parecia meio alegre. Taylor ficou ali na sala mesmo e foi conversar com uns caras. Não estaria minha prima cogitando a idéia de conseguir um quarto e passar a noite com ele, certo? Eu sei que isso não é da minha conta, mas eu precisava verificar, partir o beijo e pude ouvir um gemido de reprovação de Jessica. Eu já nem estava mais no clima, ela já não me excitava, meu corpo queria outra pessoa e eu precisava ir atrás dela.
- Aonde você vai, ? – Jessica perguntou, dengosa.
- Eu preciso ir ali e já volto. Me espera aqui, tudo bem?
- Não demore muito, eu preciso de você para cumprir minha promessa, bonitão. – Ela me deu um selinho.
- Ok. – Dei um sorriso e me levantei. Subi as escadas e abri as portas dos quartos que havia no corredor e todas estavam fechadas. Senti um desespero, talvez a estivesse num quarto esperando Taylor subir e... Bem, tudo mundo sabe o que iria acontecer. Eu nunca pensei que ela fosse desse tipo, até porque e Taylor sempre foram melhores amigos e também rolava os seus “benefícios”, mas, que eu saiba, eles nunca tinha feito sexo. Era apenas alguns beijos e nada mais. Não sei porque a idéia de saber que e Taylor poderiam estar afim de fazer aquilo me irritava tanto, mas eu só sei que precisava impedir. Continuei andando pelo corredor e abrindo as portas e nada, alguns casais até me xingaram e eu não estava nem aí, enfim cheguei no último quarto e lá era minha última chance de acabar com os possíveis planos da minha prima. Segurei na maçaneta da porta e pensei alguns segundos antes de abri-la. Eu não sabia ao certo porque eu estava fazendo aquilo, e era errado, mas tinha uma coisa mais forte que eu que não me deixava recuar. Que se foda! Girei a maçaneta e abri a porta, senti um alivio quando vi sentada na cama com a cabeça baixa, ela se assustou quando me viu entrando e trancando a porta.
- Está fazendo o que aqui, ? – Ela perguntou com aquele tom irritante que eu já estava acostumado a ouvir pela minha vida inteira. Ela se levantou da cama e eu fui me aproximando.
- Eu vim ver se está tudo bem, eu notei que você estava meio alta lá embaixo, até o Lautner você beijou. – Falei com descaso. revirou os olhos.
- Eu estou muito bem e você não tem nada a ver com quem eu beijo ou deixo de beijar. Volta lá para baixo e vai comer a ruiva no sofá, como você estava fazendo. – tentou sair, mas eu bloqueei a passagem.
- Então você estava prestando atenção no que eu fazia lá embaixo, prima? – Dei um sorriso de canto.
- Se orienta, ! Todo mundo que tem olho viu o que você estava fazendo naquele sofá. Você é tão aparecido, você gosta de chamar a atenção de todos a sua volta. Chega a ser patético. – Ela deu um sorriso irônico. – E sai da minha frente que eu quero passar.
- Por que você tem sempre que ser insuportável desse jeito, hein? Você age como se ninguém a sua volta existisse, é como se só o que realmente importasse é que você existe, e mais ninguém. –Segurei-a pelo pulso e disse olhando dentro dos seus olhos. Eu não sei porque eu estava dizendo aquelas coisas, elas simplesmente estavam saindo. me olhava confusa.
- Do que você está falando, ? Eu... Eu acho que você bebeu demais e está falando coisas sem sentido. – disse, nervosa.
- Você sabe do que estou falando, . Você está sempre fingindo que não entende as coisas ou fugindo delas, mas, no fundo, você sabe que gosta. – Puxei para mais perto de mim, colei nossos corpos e segurei forte em sua cintura. Sentir ela assim tão próxima era como se correntes elétricas corressem pelas minhas veias.
- Olha, eu realmente não to inten...
- Do beijo. – Falei por fim, eu sabia que ela não iria falar nada sobre aquilo, não é do feitio dela dar o braço a torcer. – E das coisas que quase aconteceram naquele Natal. Eu sei que você gostou.
- Eu não gostei de nada, está legal? Você é maluco, . – disse enquanto tentava se esquivar dos meus braços.
- Se você não tivesse gostado, então por que você quase fez sexo comigo, hein? – Falei nervoso. Caralho de menina complicada, custa admitir as coisas? Eu também não sou o “senhor falo tudo o que sinto”, mas eu estou tentando aqui, ok?
- Porque eu estava bêbada e você também! E aquilo foi a coisa mais idiota que a gente fez. E agora me deixa sair daqui, ok? – disse nervosa, ela tentava se desvencilhar dos meus braços, mas eu era mais forte do que ela.
- Se tudo foi tão idiota, por que você está assim tão nervosa perto de mim? Por que eu estou sentindo você se arrepiar com cada toque meu? – Fui falando e andando, segurando até cairmos em cima da cama e meu corpo ficar sobre o dela. Notei que ela estava sensível aos meus toques e que sua respiração estava cada vez mais rápida.
- Eu... Eu não estou nervosa coisa nenhuma, , saí de cima de mim, por favor? – disse, olhando dentro dos meus olhos e sua voz estava ficando mais fraca.
- Pede mais uma vez. – Falei baixinho e fui aproximando meu rosto do dela.
- Por... Favor. – Ela disse agora num tom quase inaudível, nossas bocas estavam em uma proximidade perigosa, olhei para os olhos dela, que demonstravam que ela queria tanto aquilo quanto eu, e então a beijei. Nosso beijo começou lento e então foi ficando mais veloz, ela passava a língua contornando meus lábios e eu mordia seu lábio inferior. As mãos dela puxavam os cabelos da minha nuca e eu fui levantando a barra do vestido dela e apertei suas coxas. desceu as mãos pelas minhas costas e subiu a barra da minha blusa. Eu estava ficando cada vez mais excitado, sem ela ao menos me tocar. Meu corpo arrepiava com o toque dela, eu necessitava dela, eu precisava dela dentro de mim. A gente precisava terminar aquilo que começamos anos atrás, eu necessitava daquilo mais do que qualquer coisa e eu sabia que ela se sentia do mesmo jeito. desceu a mão até a minha calça e tentava abrir meu cinto e, num impulso, falei sem pensar. - Eu sabia que você queria isso tanto quanto eu. – E dei um sorriso de canto. me olhou fixamente e sua feição mudou, era como se ela tivesse caído na real e tivesse percebido o que nós estávamos prestes a fazer.
- Sai de cima de mim, . – Ela me empurrou. Eu a olhei confuso.
- O que está acontecendo, ?
- Sai de cima de mim! – Ela me empurrou e eu saí de cima dela e me sentei na cama.
- Qual é o seu problema, garota? – Ela sempre tem que estragar tudo. Garota mais bipolar.
- Eu sei qual é o seu problema. – Ela se levantou e arrumou o vestido. – Sabe por que eu fui embora àquela noite? – Ela disse enquanto caminhava em direção a porta.
- Hum. Me fala, porque eu estou louco para saber, para depois eu listar os seus milhares de problemas! – Falei alterado.
- Você só me quer para se gabar. Tudo o que você faz para me ter é sempre por egoísmo e isso não muda nunca. – Ela me olhou nos olhos e então girou a maçaneta. Levantei da cama apressadamente e fui atrás dela, antes que ela saísse do quarto.
- Se eu sou egoísta, você não fica atrás! Dá para você me explicar o que infernos você está dizendo? – Falei irritado.
- Você está sempre fodendo com a minha vida, porque você não suporta me ver feliz. Você fez papai me mudar de escola só porque eu tinha o Ethan e você não tinha nada! E você vai ser sempre assim... Não se aproxime mais de mim, , eu estou avisando. – parecia extremamente nervosa, ela abriu a porta do quarto e saiu. E eu fiquei lá, com cara de otário... De novo.
E todo Natal que eu passo junto com ela sempre acaba do mesmo jeito, a gente se pega, ela se levanta e vai embora e eu fico com a cara de tonto. Eu não queria admitir, mas esse beijo significou ainda mais do que nosso primeiro beijo. E em um ponto a tinha razão, eu sou mesmo egoísta. Eu sempre queria arruinar a vida dela quando eu percebia que ela realmente gostava de alguém, eu não conseguia vê-la se dando bem com alguém, quando eu queria que ela estivesse perto de mim. E, caralho, eu tenho problemas graves, sério! Só eu mesmo para ter algum tipo de sentimento pela minha prima. Cara... Se eu soubesse que aquele beijo iria ter tanto significado hoje, eu nunca teria aprontado com ela. Você é um idiota, ... Um completo IDIOTA. Odeio conflitos internos. Saí do quarto com pressa, eu tinha que concertar as coisas, antes que eu acordasse amanhã e ela não estivesse mais em casa, como da última vez, que quando eu acordei, ela tinha ido passar o ano novo com na Espanha. Eu precisava concertar as coisas e tinha que ser hoje. Quando eu estava passando pelo corredor, vi Chace saindo do quarto com a loira que ele estava agarrando lá em baixo.
- E aí, cara já se deu bem? – Chace perguntou, contente.
- Na verdade não, eu preciso ir resolver umas coisas, depois a gente se fala, cara.
- É algo com a banda? – Chace perguntou confuso.
- Não, é coisa minha mesmo. Falou cara, se diverte aí. – Nos cumprimentamos e então fui embora.
- Até mais, cara. – Chace falou.
Desci as escadas correndo e vi que Jess continuava no sofá. Ela estava dormindo, menos mal, assim ela não encheria meu saco. Quando fui passar pela porta, Shelley Pomroy veio correndo falar comigo. Só o que me faltava, a Senhorita Grude vim me encher.
- Hey , mas você já vai embora? – Ela disse dengosa.
- Eu preciso ir, Shelley, depois a gente se fala. – Dei de ombros e nem prestei atenção no que ela dizia. Eu tinha uma chance de fazer as coisas diferentes agora e eu não iria abrir mão disso.
Capítulo 4 – O início!
Saí da festa dando passos largos, puxei Taylor e o fiz me levar para casa. Ele estava alheio a tudo que tinha acontecido e me perguntava, preocupado, o que havia causado minha repentina mudança de humor, menti dizendo que estava com dor de cabeça. Na verdade não foi tão mentira assim, já que minha cabeça estava começando a explodir. Tay engoliu minha farsa, e todo o trajeto até a casa da vovó fizemos calados. Eu não estava realmente com vontade de falar, eu precisava absorver o que tinha acabado/aconteceria naquele quarto e com de novo. Despedi-me de Taylor com um caloroso beijo na bochecha e me desculpei por ir embora assim do nada, como um bom amigo que é, ele apenas assentiu e disse que amanhã viria me fazer uma visita e então desapareceu pela rua.
Cheguei ao meu quarto já tirando minhas roupas e jogando-as ao chão. Vesti meu pijama quentinho e caí de costas no colchão macio da minha cama. Agora era hora da minha autoflagelação.
“Bolton - Natal de 2006”
- Eu vou cortar todo o seu cabelo se você não me soltar, idiota! – puxava o cabelo de e mantinha uma tesoura numa mecha de cabelo do garoto.
- Faça isso e eu grudo chiclete em todo seu cabelo, otária. - puxava um chumaço de cabelo dela e tinha um chiclete mastigado na outra mão, que ameaçava grudá-lo no cabelo da prima.
Grace e Rachel saíram assustadas da cozinha e foram até a sala de estar, e se deparam com uma situação catastrófica. e quase se atacando no sofá.
- ! Você enlouqueceu?! Largue já essa tesoura! – Rachel ordenou, furiosa.
- MÃE! Esse menino é mentiroso, eu quero acabar com ele! – gritava, nervosa.
- Essa garota é psicótica, tia... Ela avançou em mim do nada. – disse com a cara mais cínica que convenceria qualquer um que não fosse sua mãe ou tia.
- , solta os cabelos da sua prima agora! Já estou cansada dessas brigas. – Grace disse brava, levando as mãos até as têmporas.
- Solta você primeiro, imbecil! – Disse , puxando mais forte o cabelo de , o que fez o mesmo gritar.
- Solta você primeiro, palhaça. Eu não tenho nada a perder se você cortar meus cabelos, até porque não me importo... Agora, você... Vai perder, e muito. – sorriu debochado.
- Se você grudar esse chiclete no meu cabelo, eu juro que furo seu olho. – disse entre dentes.
- Já chega, ! Se você não soltar seu primo é um mês sem cartão de crédito, sem carros, sem assistir The O.C. e sem sair com a . – Rachel listava os itens nos dedos enquanto falava.
- E você, , é um mês sem guitarra e ensaio com os meninos, entendeu? – Disse Grace, usando a mesma tática da irmã.
e se entreolharam e perceberam que os dois teriam que ceder. Ambos se soltaram ao mesmo tempo, pois, era óbvio que os dois eram orgulhosos o bastante para um ceder primeiro que o outro. Os dois ficaram parados um ao lado do outro, olhando para suas mães com cara de filhotinhos abandonados.
Grace e Rachel se olharam satisfeitas e as duas cochichavam algo, depois se viraram para seus respectivos filhos e suspiraram calmamente.
- Bem... Já estamos cansados de todo o ano vocês dois agirem desse jeito. Por Deus! Minha filha, você já tem dezesseis anos e você, querido, já tem dezoito. – Grace disse calma. e mantinham a cabeça baixa e ficaram em silêncio.
- Eu não quero saber qual foi o motivo dessa briga de vocês... Então, como vocês dois não sabem se comportar como adultos por bem... Vocês irão se comportar por mal. - e olharam assustados para Grace, porém não falaram nada. – Vocês dois vão sair juntos essa noite e vão se entender e nem tentem me enganar, pois eu sei da festa que acontecerá na casa dos Stanford. E se descobrimos que vocês não estão juntos, é castigo. – Finalizou Grace.
- Tenho certeza que um tempo juntos, mostrará que vocês têm mais algo em comum do que imaginam. Divirtam-se. – Rachel deu um sorriso orgulhoso. Ela e Grace fizeram um high five e foram para a cozinha. e se olharam confusos.
- É bom eu levar essa tesoura comigo, é possível que eu corte meus pulsos nessa noite insuportável que terei que passar com você. – disse com desprezo e deu de ombros.
- É um favor que você faz a mim e à humanidade. - finalizou.
Mais tarde, na festa de Polly Stanford...
bebeu mais HiFi do que tinha imaginado e já estava “alegre”, ela se afastou das amigas e foi até o banheiro que ficava no segundo andar da casa. A garota saiu com tanta pressa que não ouviu Polly dizer que a fechadura da porta do banheiro dela estava com problemas e que só podia ser aberta por fora - então foi para o banheiro.
estava na cozinha bebendo todos os tipos de bebidas que existiam na festa, quando sentiu sua bexiga doer, então correu para o segundo andar para usar o banheiro, porém todos quartos estavam ocupados, com exceção do último quarto do corredor, que se encontrava apenas com a porta encostada. abriu a porta e percebeu que não havia ninguém no quarto, então foi até o banheiro e fechou a porta, quando olhou para frente teve uma “surpresa”.
- Puta que pariu! A gente não tinha combinado de não se ver essa noite? – Disse meio tonta. A mesma estava sentada em cima da tampa na privada.
- Pára de ser convencida que eu não vim aqui porque sabia que você estava aqui. Vou dar o fora desse banheiro. – tentou girar a maçaneta, mas ela estava emperrada e não abria. De repente ele sentiu um frio na barriga.
- Oh! Não! Você quebrou a porra da fechadura?! Eu estou trancada aqui com você? - A garota questionou assustada, se levantando bruscamente da privada e indo em direção a porta e começou a bater na porta sem parar.
- Hey! Eu estou tão nervoso quanto você e não adianta bater nessa porta que ninguém vai te ouvir, ô maluca. – disse, segurando os braços da prima.
- Me larga! Isso é tudo culpa sua, vo... Você faz da minha vida esse inferno. – falava gaguejando.
- Olha aqui, garota... Isso não está sendo nada legal para mim também, ok? Quer arrebentar as mãos de tanto bater nessa droga de porta? Então a porra do problema é todo seu. E dá licença que eu vou mijar que eu ganho muito mais. – disse alterado e caminhou até o vaso sanitário.
- Droga! – disse encostando a cabeça na porta e então fechou os olhos, enquanto urinava. Ela estava meio zonza por causa das bebidas e de repente lhe faltava o ar. A garota tinha claustrofobia. Lágrimas grossas começaram a cair pelo seu rosto ela se encostou à parede e foi deslizando até o chão, até cair sentada. , que lavava as mãos, viu que a prima não estava bem. Se agachou perto da mesma rapidamente.
- , você está bem? – O garoto perguntou preocupado e passou as mãos delicadamente pelo rosto da mesma.
- Eu... Eu sou claustrofóbica, . Eu não consigo ficar em lugares assim fechados, me... Me tira daqui, por favor. – dizia desesperada em meio a soluços e lágrimas.
- Hey, vai ficar tudo bem, ok? Eu vou tirar você daqui. – se sentou ao lado dela e segurou forte a mão de . Ele estava ficando nervoso de ver a prima ter uma crise, ele só queria fazer de tudo para ajudá-la, mas não sabia exatamente o que fazer. – Só fecha os olhos e respira fundo, eu estou aqui.
- , vai ficar tudo bem, certo? – dizia com os olhos fechados e respirava calmamente, assim como havia pedido para ela fazer.
- Vai sim. Eu vou tentar girar a maçaneta de novo e ver se consigo tirar a gente daqui. – estava se levantando, mas sentiu apertar a sua mão com força, ele olhou confuso para a prima, que ainda mantinha os olhos fechados. – Não solta a minha mão, . Fica aqui comigo.
- Ok. Eu estou aqui com você. – Ele falou calmo. olhou para o rosto de e viu que ela deu um sorriso calmo. Ele achou aquele sorriso o mais perfeito. nunca havia sorrido daquele jeito sincero para ele, desde quando eram pequenos. Ele sentiu uma coisa estranha no estômago.
- Por que você disse à diretora que eu estava me amassando com o Ethan no lago atrás da escola, ? – abriu os olhos e perguntou curiosa. não conseguiu olhá-la nos olhos e fitou o chão.
- ... Eu... Eu realmente não sei. – Foi a única coisa que o garoto conseguiu dizer, ele parecia sem graça.
- Olha, eu sei que nós sempre tivemos nossas diferenças, mas eu nunca tinha pegado pesado assim com você e você sabe que o papai me mandou para uma escola só de meninas por culpa dessa história que você inventou, não sabe? – disse tensa.
- Eu sei disso. E eu fui realmente um idiota, mas depois eu confessei para a irmã Enerstine que era mentira e então ela falou com o tio Sthepen e agora você está de volta a Saint’s Peter School, certo? – mordeu o lábio inferior e assentiu. deu um sorriso fraco para a prima. Ele realmente estava se sentindo culpado pelo o que havia feito. – Me desculpe por ter feito você mudar de escola por um ano e obrigada por você não ter contado para ninguém que eu fiz isso.
- Está tudo bem. Eu só queria picotar seu cabelo com aquela tesoura e furar seu olho, mas já fiquei satisfeita por ter quebrado sua guitarra favorita. – Ela deu um sorrisinho tímido. – E obrigada por não ter contado a ninguém sobre a guitarra.
- Acho que estamos quites, certo? Ninguém precisa saber dos nossos erros e eu prometi para mim mesmo que depois dessa coisa que eu aprontei sobre o “amasso”, eu nunca mais iria aprontar com você. – fez carinho com seu polegar na mão de e ele sorriu fraco.
- Até porque já foi o suficiente me tirar da escola, não é? Você ficou seu último ano letivo sem me aturar e agora que você já se formou e eu estou de volta, não posso mais fazer da sua vida um inferno. - deu um sorriso forçado, era como se ela sentisse falta do ano que perdeu na escola e, no fundo, ela sabia que também sentiria a falta de na escola, já que ele havia se formado.
- Eu senti falta das nossas travessuras, acredite. E eu realmente não sabia que o tio Sthepen seria tão duro com você. – fitava o chão e pensava se, por acaso, ele estaria ficando maluco, de ter acabado de dizer à prima que sentiu saudades dela.
- Papai é ciumento, por ele eu arrumaria um namorado quando tivesse trinta anos... E, por incrível que pareça, eu também senti falta das nossas brigas. – Ela disse sem graça.
- Estamos tendo um momento de revelações aqui, huh? Eu sei que você sentia minha falta, como você estava sentindo falta de ar quando ficamos trancados aqui. – deu um sorriso pretensioso.
- Você é um idiota, . – rolou os olhos e começou a fazer cócegas na barriga do mesmo. começou a gargalhar e se contorcer. – Pára com isso, , eu estou ficando sem ar.
- Eu não me importo. – disse divertida e continuou a fazer cócegas no primo, quando se desequilibrou e, por impulso, puxou o braço de que caiu sobre ele. Os dois se olharam fixamente e o sorriso sumiu dos seus rostos. O coração deles batia acelerado, era possível as batidas se tornarem uma só. colocou uma mecha de cabelo de atrás da orelha dela e seu rosto foi se aproximando mais do dela, ficou tão próxima de que ela podia sentir seu hálito quente. Ela deslizou os dedos pequenos e finos pela pele macia do rosto dele, puxou a garota delicadamente pelo pescoço e então sugou o lábio superior dela com vontade. O beijo dos dois começou delicadamente, mas depois foi se tornando intenso, logo a língua deles se encontrava em perfeita sincronia. se sentou no chão e continuava sentava no colo dele. Ele descia as mãos pela cintura perfeitamente desenhada dela e parou as mãos nas coxas dela e então partiu o beijo por uns segundos. Era como se ele pedisse permissão para ir adiante, afinal, aquela não era uma garota qualquer. Era , a sua prima. Eles nunca haviam se dado bem e nem ao menos se tocado, ele devia todo o respeito a ela. deu um sorriso tímido como resposta, dizendo que ele podia ir adiante. mordeu o próprio lábio inferior e então começou a deslizar as mãos pelas coxas de e apertá-las com vontade. tomou um impulso e se levantou do chão, segurando no colo e, então, a colocou sentada em cima do grande balcão que havia no banheiro. Ele ficou parado no meio das pernas de e continuava a beijá-la com desejo, até que partiu o beijo.
- O... O que estamos fazendo, ? – A voz dela saiu tão baixa que se não estivesse tão próximo à ela, ele não ouviria.
- Eu não sei. – Ele disse, passando a ponta do nariz na ponta do nariz dela.
- Isso parece errado. – disse com os olhos fechados e puxando levemente os cabelos da nuca de , o que o fez gemer baixo.
- Mas, também, me parece certo. Você quer parar? – se amaldiçoou por ter feito aquela pergunta, vai que não quisesse mais continuar? Ele não saberia se teria outro momento daquele com ela novamente.
- Não. – Foi a única coisa que conseguiu dizer.
O beijo agora estava mais feroz. contornava os lábios de com a Língua, enquanto ele enrolava a barra do vestido dela e apertava a parte interna das coxas dela. deu um gemido baixo e sorriu satisfeito com aquilo. Ele passou a distribuir chupadas pelo pescoço dela e ela desceu as mãos vagarosamente pelas costas de dele, colocando as mãos dentro do bolso de trás da calça jeans de e apertou com vontade a bunda dele, pressionando o membro rígido dele contra a sua intimidade, agora foi a vez de gemer. Eles voltaram a se beijar e sentiu que seu coração disparava a cada toque de . Ela nunca tinha sentido isso por ninguém, aquele sentimento era mais forte do que ela sentiu por Ethan - sua primeira paixão. Aquilo de certa forma começou a assustá-la, até porque, aquele que estava ali, fazendo-a sentir aquele prazer sem ao menos penetrá-la e sentir sentimentos desconhecidos, era nada mais que , seu primo galinha e que foi capaz de fazê-la ser expulsa do colégio. Ele não se importava com ela e nem com meninas, para ele não fazia falta, ela não estava fazendo-o sentir aqueles sentimentos novos como ele estava fazendo com ela, ela era apenas só mais uma. Ela tentou parar com aqueles sentimentos pessimistas e curtir mais o momento.
estava sentindo aquela sensação estranha no estômago, e ele já tinha sentido isso quando viu sorrir para ele segundos atrás. Embora ele já tivesse ido pra cama com muitas meninas, ele nunca tinha sentido aquela sensação com ninguém. era a primeira garota que fazia ele se sentir bem apenas com um sorriso. Aquela sensação o assustava, mas ele não queria deixar de senti-la. Ele levou a mão até a barra da calcinha de e estava pronto para abaixá-la. Ele precisava estar dentro dela, ele nunca tinha desejado nenhuma outra garota assim como ela, até ele sentir a mão de censurando-o.
realmente tentou afastar os pensamentos negativos, mas ela não conseguia, ela tinha que pensar nas conseqüências. Ela era virgem, estava sentindo aquele desconforto no estômago que só Ethan a fez sentir e foi o garoto que ela mais gostou em toda sua vida. E quem estava fazendo-a se sentir mil vezes melhor que seu ex era , seu primo egoísta e galinha. Ela não podia se deixar levar por uma noite apenas, ela sabia que, no fundo, iria querer muito mais e ela e simplesmente não podiam dar continuidade para aquilo, porque eles eram primos e se odiavam. Ela não era suficientemente corajosa para se arriscar daquela maneira, então, quando sentiu que a mão dele estava prestes a tirar sua calcinha, ela o impediu. Por mais que seu corpo gritasse o contrário. mantinha uma expressão confusa.
- , a gente não pode continuar com isso. – Ela disse assustada enquanto descia do balcão e arrumava o vestido.
- Eu pensei que estivesse tudo bem para você, se eu passei dos limites me... Me desculpe... Sério... Eu. – impediu que terminasse de falar, colando o dedo indicador nos lábios dele.
- Você não tem culpa de nada, ok? Eu também te beijei, eu só acho que isso não pode acontecer de novo, . – disse aflita.
- Eu não sei o que aconteceu aqui, hoje, mas o que eu posso dizer é que não me arrependo. A gente precisa conversar sobre isso. - segurou o pulso de com delicadeza.
- Depois, ok? Eu realmente preciso sair daqui porque estou passando mal de novo e eu vou começar a surtar. – falava freneticamente, pois já estava ficando nervosa e sabia que se continuasse mais um segundo sozinha naquele banheiro com , ela sairia de lá não virgem. Ela ouviu a porta do quarto sendo aberta, então sentiu um alívio. Alguém poderia abrir a porta do banheiro para ela e então ela sairia de lá intacta. – Polly é você? – gritou.
- ?! Está presa no banheiro, não é? – A garota gritou do outro lado. – Eu tentei avisar, espera aí que já abro.
- Ok, amor. – .
- , eu estou confuso, você se arrependeu da gente ter se beijado? – perguntou aflito.
- Não. Olha eu juro que a gente conversa amanhã, ok? Eu preciso ir para casa agora e vou pedir para Polly me levar. – Disse , tentando girar a maçaneta compulsivamente e continuava mais confuso que tudo.
- Promete que amanhã a gente conversa sobre isso? – levou as mãos até o rosto da garota.
– Sim, eu prometo. – Ela passou a mão direita no rosto dele.
- , se afasta da porta. – Disse Polly. se afastou e então Polly abriu a porta com força. – Está salva, . Nossa! Não sabia que o estava preso com você. – Polly disse surpresa.
- É uma longa história. Vamos. – saiu puxando Polly pelo braço, que estava bêbada demais para desconfiar de algo. deu uma olhada de canto para , que indicava que depois eles conversariam e então a mesma saiu do quarto.
Lembrar daquela noite era realmente estranho. É engraçado, como algumas coisas do passado voltam com tanta intensidade depois de algum tempo. Odeio conflitos internos. Eu jurei para mim mesma que não ficaria sozinha em um quarto com o de novo, mas parece que juras não são o suficiente para mim. Uma coisa me diz que dessa vez não tem como eu escapar. A gente pode até correr, mas não podemos nos esconder para sempre. Meus olhos estavam começando a ficar pesados e, antes de adormecer, eu posso jurar que ouvi batidas na porta do meu quarto. Ou será que foi apenas minha consciência?
’s Point Of View
Subi as escadas correndo e lá estava eu, parado em frente a porta do quarto de . Girei a maçaneta, mas a porta estava trancada, então bati algumas vezes e não obtive nenhuma resposta, ela deveria estar dormindo. Caminhei derrotado para o meu quarto e me joguei na cama. Eu estava tão perdido nos acontecimentos daquela noite, que nem sabia, ao menos, o que falaria para ela se caso ela abrisse a porta. Me desculpar, talvez? Eu não iria me desculpar pela porra do beijo, não iria mesmo. Ela gostou daquilo do mesmo jeito que eu gostei, então não há motivos para me desculpar, mas depois me lembrei que ela estava curtindo até eu abrir minha boca no momento errado. Então ela veio com a história da expulsão do colégio. Realmente eu tinha sido um babaca por ter feito ela se mudar de escola, mas eu tinha concertado aquilo antes e me desculpado também, talvez ela ainda estivesse magoada com aquilo... Talvez ela não confiasse em mim e nem nas minhas desculpas, e vendo a situação pelo mesmo ângulo que ela, nem eu confiaria em mim mesmo.
“Londres - 2004”
estava sentado na fonte que ficava no pátio do colégio, fumando seu cigarro discretamente, quando viu passando desconfiadamente por ali e indo para trás do colégio. observou atentamente os passos da prima e a seguiu até o lago que ficava atrás do colégio. Ele se escondeu atrás de uma árvore e viu Ethan Nolan dando um selinho demorado em . Aquela cena realmente o perturbou, ver a prima tão contente com Ethan. Ele nem ao menos sabia que ela tinha alguém, já que ela sempre foi discreta e na escola não era permitido aquele tipo de comportamento, pois Saint’s Peter School era uma escola católica, meninos só estudavam com meninos e meninas só com meninas - a escola era muito rígida.
se enfureceu ainda mais quando viu que Ethan colocou um anel de prata no dedo da garota e ela transbordava de felicidade. , naquele momento, sentiu que se ele não fizesse nada a respeito, ele perderia de algum jeito. Ele não sabia o que aqueles sentimentos significavam, mas a única coisa que ele sabia era que e Ethan Nolan não poderiam ficar juntos. Então decidiu sair daquele lugar e pensar em uma idéia de acabar com aquela cena romântica dos dois. estava caminhando em direção a fonte, quando deu de cara com a irmã Judith, no mesmo momento surgiu uma idéia em sua cabeça.
- O que esta fazendo fora da classe, ? – Irmã Judith perguntou daquele jeito severo. fez cara de inocente.
- Perdoe-me, irmã Judith, eu estava vindo da biblioteca e acabei de lembrar que esqueci meus livros no armário. – sorriu cinicamente. – E se a irmã me permite dizer algo, tem um casal de namorados atrás da escola em uma situação... Digamos que embaraçosa. – Judith arregalou os olhos e fez o sinal da cruz.
- Obrigada, meu filho, vou dar um jeito nisso e você volte para a sua classe, agora. – Judith passou as mãos pelos ombros de e deu de ombros. sorriu satisfeito.
Faltavam alguns dias para terminar o último semestre, então ficou sabendo que no ano seguinte não estudaria mais em Saint’s Peter, devido a sua idéia mirabolante, e, no final das contas... Sentiu-se péssimo por sua atitude.
Aquela foi a idéia mais ridícula que eu já tive, mas não adianta se lamentar pelo o que aconteceu e sim correr atrás do prejuízo. Amanhã eu daria um jeito nessa situação e mesmo que ela tentasse fugir, dessa vez eu estava disposto a impedi-la, eu precisava saber o que realmente sinto por ela... Pela minha prima insuportável.
Capítulo 5 – Assim é bem melhor
’s Point Of View
Olhei pela janela do meu quarto, e notei o céu cinzento. Nevava lá fora e aqui era o lugar onde eu queria estar.
Eu não queria fugir dessa vez, na verdade, eu queria, mas só não sabia se era o correto. Eu sei que as coisas saíram do controle novamente, entre e eu na outra noite, mas eu não queria ir embora dessa vez. Ele fez errado ao me beijar, mas eu retribuí o beijo e se eu retribuí é porque eu tinha gostado, e eu me odeio por ter que admitir isso. Talvez fosse apenas coisa de momento e isso não vai voltar a acontecer, não vai se aproximar de mim outra vez.
Tomei um banho quente e estava saindo do meu quarto para tomar café, quando dou de cara com , que acabava de sair de seu quarto. A tensão foi grande, ele me olhava como se quisesse dizer algo, mas vovó apareceu no corredor e nos levou para tomar café, segundo ela, nós dormíamos mais do que pessoas normais deveriam, e eu sorrimos.
Era dia vinte e cinco de dezembro. Era Natal oficialmente. Então todos nós almoçamos juntos e depois do almoço sempre tinha as conversas de família. Mamãe, vovó e tia Grace adoravam comentar sobre os acontecimentos da véspera de natal, papai e tio Spencer falavam sobre futebol e eu e ... Bem, sorriamos cordialmente quando alguém nos perguntava alguma coisa, e nos olhávamos de esguelha. Era claro que o clima entre nós estava pesado. Eu tinha medo de ficar sozinha com ele, eu tinha medo do que poderia acontecer.
- Gente, se vocês me dão licença, eu vou subir e tomar um banho. – disse se levantando do sofá e me olhou de canto.
- Vai sair, filho? – Tia Grace falou com como se ele tivesse sete anos de idade. Ele pareceu envergonhado, e eu tentei segurar um sorriso.
- Vou dar um volta, mãe.
- Vai ver as antigas namoradas, né filhão? – Tio Spencer disse orgulhoso e sorriu pretensioso, galinha, idiota. Homens só pensam em peitos.
– Talvez, pai.
- Pare de encher o menino de perguntas e deixe-o tomar banho. – Vovó disse irritada. Eu amo o temperamento da vovó.
– Obrigada vovó. – caminhou em direção à vovó e depositou um beijo em sua testa e então desapareceu pela sala, vovó sorriu levemente.
- E você, meu amor, não vai sair hoje? – Mamãe perguntou se sentando ao meu lado e deu um beijo em minha bochecha.
– Por que não sai com , ? – Ótimo tia Grace, vou sair com o garoto que quase fiz sexo ontem e que, supostamente, é meu primo e seu filho.
- Não me sinto bem, tia. Acho que vou ficar gripada, quero ficar quietinha em casa hoje, apenas com meu moletom da GAP. – Hey, eu não estava mentindo! Eu realmente acordei gripada.
- Que pena, meu amor.
- É bom que você não saía, filha, tem uma surpresa chegando para você. – Papai disse contente.
- Own... Eu amo surpresas, papai! Qual é o presente? – Falei batendo palminhas de ansiedade.
- Surpresa não se conta, filha. – A campainha tocou e por um instante eu achei que minha surpresa poderia estar chegando. Papai se levantou do sofá e foi atender a porta. Eu o ouvi agradecer a pessoa que estava ali e logo fechou a porta, quando ele retornou, eu quase tive um treco. - Esta é sua surpresa, filha. – Papai estava segurando um filhotinho de West highland White Terrier enrolado em um cobertor rosa. Era o filhote mais lindo que já vi em toda minha vida. Levantei do sofá correndo e abracei papai e meu filhotinho de uma só vez.
– Papai! Muito obrigada, eu nem sei o que falar. Own! Você é a coisa mais linda que eu já vi. – Peguei meu filhote no colo e o abracei com cuidado, tinha medo de machucá-lo.
- Você merece, filha, nós já tínhamos pensando nesse presente há muito tempo. – Papai se sentou ao meu lado.
- Só estávamos esperando ela desmamar e completar um mês. – Mamãe fez carinho na cabeça do meu filhotinho que mordia meus dedos com seus dentes fininhos.
- Qual vai ser o nome? – Boa pergunta, Tio Spencer.
- Bem... Pelo o que eu vejo ela é fêmea. – Me certifiquei antes de falar. – O nome dela será Paris.
- Hum, como a socialite. Amanhã trate de comprar acessórios dignos de uma cadelinha de madame para Paris, com esse nome ela precisa brilhar. – Tia Grace disse divertida.
- Não deu tempo de comprar as coisinhas dela, então amanhã você vai ao pet shop e compra, querida. – Mamãe disse enquanto brincava com Paris, minha filha. Chame-me de louca, mas eu amo animais e Paris será como minha cria.
- Está tudo bem, mamãe, amanhã vou à cidade e compro tudo o que ela precisa.
- Bem, todas já conheceram a nova integrante da família, o que acham de cookies quentinhos? – Vovó se levantou e fez carinho na cabeça de Paris.
- Eu acho uma boa idéia. – Mamãe e tia Grace disseram em unissom.
– Então venham me ajudar. – Vovó deu de ombros e foi para a cozinha, tia Grace e mamãe a seguiram.
- O que acha de tomar algumas cervejas, Sthepen? – Tio Spencer disse se levantando do sofá.
– Não tem idéia melhor. – Papai se levantou do sofá e seguiu Tio Sthepen até a porta. – Espero que você tenha gostado da Paris, querida.
- Eu amei, papai, obrigada. – Disse sincera e papai deu um sorriso. Estava brincando com a minha cadelinha no sofá quando vi aquele sorriso perfeito tomar conta da sala, Taylor estava ali.
’s Point Of View
Senti-me estranhamente aliviado ao acordar e dar de cara com . Pensei que quando acordasse ela não estaria ali, como no Natal passado, mas dessa vez ela não tinha fugido. O dia todo não tivemos oportunidade de conversarmos sobre a noite passada, eu tinha que me desculpar, mas na hora certa. Eu amo ficar com a minha família, mas já estava ficando agoniado de ficar ali dentro. Eu precisava sair e pensar, e podia pensar tranquilamente, já que eu sabia que não iria a lugar nenhum. Então resolvi subir para o meu quarto e tomar um banho, iria a um pub que eu costumava freqüentar quando vinha passar minhas férias em Bolton. Terminei de tomar meu banho, me arrumei e, quando estava saindo, ouvi uma voz enjoada vindo da sala de estar, só podia ser o metido do Taylor Phillips, será que esse cara não dá um tempo? Desci as escadas devagar, eu queria ouvir o que ele e minha prima tanto riam, pude ouvir um latido, o panaca tinha trazido um cachorro para a casa da vovó?
- Qual é o nome dela, ?
- Paris .
- Hum, nome bonito, mas ficaria melhor se fosse Paris Phillips, o que você acha? – Puta que pariu! Será que o Taylor poderia ser mais gay?
- Vamos ver se a Paris concorda... Você concordar meu amor? – (Latidos) Toma, trouxa! Nem a cachorrinha gosta de você.
- Acho que ela não gostou muito da idéia, .
- Acho que ela não curtiu o Phillips.
Eu tive que rir, eu sabia que Taylor tinha uma grande tendência a ser gay, mas nem tanto. Ele é tão trouxa que nem a cachorrinha gosta dele. Passei rápido pelo corredor e bati a porta, suportar o Taylor e suas imbecilidades dentro da casa da vovó era demais.
Dirigi até meu Pub favorito em Bolton e me sentei num banco que tinha em frente ao balcão. As pessoas que estavam lá não me reconheceram, então eu poderia ficar sossegado no meu canto, tomando a minha cerveja. Pedi uma Heineken e tomava sossegadamente até olhar para a porta do bar e da de cara com Shelley Pomroy. Sorri de canto e ela sorriu timidamente, ela era muito gostosa e toda vez que eu vinha para Bolton ela sempre queria se aproximar, mas eu me esquivava. Shelley sabia ser grudenta e eu não tolero esse tipo de garota. Ela mexia no celular freneticamente e cumprimentou algumas pessoas que estavam por ali. Voltei a olhar para frente e assistir ao jogo do Manchester que passava na enorme televisão de plasma, quando senti alguém se sentar ao meu lado, era nada mais do que Shelley Pomroy. Dei um gole na minha cerveja e sorri para ela, que mordeu o lábio inferior. Provocar as garotas é um dom que eu tenho, não sou convencido, apenas sincero.
- Hey, , como você está?
- Bem e você, Shelley? – Encostei um cotovelo em cima do balcão e comecei a brincar com o emblema da garrafa da cerveja.
- Bem também, será que eu posso assistir ao jogo do Manchester aqui com você? – Shelley parecia na dela. Estranhei, pois ela sempre foi tão acelerada e vulgar comigo.
- Ah! Claro, eu não sabia que você gostava de futebol.
- Eu não gosto, mas o Manchester é meu time e a companhia também ajuda. – Ela sorriu e eu realmente estava mudando meus conceitos sobre a Shelley, ela parecia menos burra e mais interessante, então, porque não aproveitar a companhia, certo?
– Por mim tudo bem.
Shelley e eu assistimos ao jogo e tomamos algumas cervejas juntos, ela realmente estava diferente, pois eu curti a companhia dela e, dude, eu pensei que nunca falaria isso. Olhei no relógio e já estava ficando tarde e se eu não fosse para casa, talvez não pegasse a acordada. Eu precisava resolver esse assunto hoje.
-E u preciso ir. – Falamos juntos e sorrimos também.
- Bem... Te vejo por aí? – Shelley perguntou, enquanto eu pagava a conta.
- Sim, gostei da sua companhia. – As bochechas de Shelley coraram.
– Eu sempre gostei da sua, . – Shelley sorriu e deu de ombros. Ela estava me dando bola. Por que não dar um pouco do que ela quer, huh?
– Hey, Shelley. – Chamei e ela ficou de frente comigo, puxei seu pescoço e suguei seu lábio inferior delicadamente. – Te vejo por aí. – Dei de ombros e caminhei até o meu carro.
- Hey, ! – Olhei para ela e Shelley parecia realmente contente com aquele quase beijo. Garotas. – Agradeça a mais uma vez por mim. – Estranhei. Como assim agradecer a ?
– Pelo o quê?
- Ela já sabe o motivo. – Shelley sorriu maliciosamente e entrou em seu carro. Fiquei intrigado, o que tinha feito para ajudar Shelley? Talvez eu descubra quando chegar em casa... Ou não.
~*~
As luzes da casa da vovó já estavam todas apagadas. Droga! Todo mundo já devia ter ido dormir, inclusive a . Quanto mais eu quero resolver as coisas, mais tudo se complica. Fui para o meu quarto e notei que em cima do criado mudo tinha um prato com cookies e um copo de leite e, ao lado, um bilhete. Nem precisava ler o bilhete para saber de quem era, é engraçado como a mamãe ainda faz as mesmas coisas que fazia quando eu tinha oito anos. Minha mãe é demais.
Que pena que os cookies não estão quentinhos agora, como você gosta, mas eu separei esses especialmente para você.
Te amo, filho. Xx
Peguei um cookie do prato e comi enquanto trocava a minha calça jeans por uma de moletom, liguei a televisão e já estava pronto para me deitar quando percebo uma bolinha branca correndo pelo quarto e vindo em minha direção.
- Hey, linda, você está fugindo, huh? – Peguei aquela cadelinha que mais parecia um lobinho branco no colo e ela lambia minha bochecha freneticamente. – Sua dona sabe que você está aqui? – Antes de eu terminar minha fala dei de cara com uma muito sem graça na porta do meu quarto.
- Desculpa, a Paris é terrível! Ela saiu do quarto sem eu perceber.
- Está tudo bem, filhotes são assim mesmo. – Nem precisei ir até a montanha que ela veio até mim. Vou me lembrar de comprar um brinquedinho como agradecimento para Paris depois. A cachorrinha não parava de me lamber, olhava maravilhada.
- Ela realmente gosta de você, o Taylor esteve aqui mais cedo e ela não parou de latir um minuto. – Porque até a cachorra sabe que ele é idiota, só você que não.
- Talvez ela saiba o que é realmente bom. – rolou os olhos e se aproximou de mim.
– Vem, Paris, vamos dormir. – Paris pulou do meu colo e caiu em cima da minha cama e então deitou bem no meu travesseiro, cachorrinha esperta.
- Acho que ela não quer ir. – Me sentei na cama e peguei Paris no colo e comecei a fazer carinho em sua cabeça.
- Essa cachorra é bem atrevida, mal chega e já me dá trabalho. – cruzou os braços e olhava Paris de um jeito encantador, aquilo me fez sorrir. – Deixa ela dormir aqui. Não tem problema.
- Nem pensar, é o primeiro dia dela comigo, ela tem que dormir comigo. – pegou Paris no colo e deu de ombros. Aquele era o momento certo de se desculpar.
- ...
- Huh? – Ela parou em a frente da porta do quarto.
– Me desculpe por ontem, eu prometo que não vai acontecer de novo. – Não prometa coisas que você não tem certeza, .
- Me desculpa também... – O que? Ela se desculpando?! Isso é inédito. Olhei incrédulo. mordeu o lábio inferior e parecia estar buscando as palavras certas a dizer. -... Por ter ido embora da outra vez e não ter dado nenhuma explicação e por ter te beijado.
- Está tudo bem, isso são águas passadas, certo? – Puta que pariu! Eu não acredito que ela estava se desculpando por ter ido embora, isso pode parecer gay, mas eu sempre quis saber o motivo dela ter ido embora repentinamente e, por mais que eu ainda não soubesse o motivo, a desculpa me pareceu o suficiente naquele momento. assentiu, ela estava saindo do quarto e de repente olhou para a televisão e seus olhos brilhavam. Estava começando Esqueceram de Mim e esse filme era o nosso favorito desde criança.
– Putz! Esqueceram de Mim, eu necessito ver esse filme.
- Eu sei disso. – Sorri. – Quer assistir aqui comigo? – Ela me olhou pensativa e eu queria muito que ela dissese que sim. Não é como se eu fosse estrupa-lá ou coisa do tipo. – É só um filme, , eu não vou te agarrar ou coisa do tipo.
- Ok. – sorriu de canto e caminhou até minha cama enquanto eu levantava o grosso edredom que estava sobre a cama. Ela se sentou e deitou Paris entre nós dois, peguei o prato de cookies e ofereci para ela. Então assistimos ao filme e demos muitas gargalhadas como fazíamos quando éramos mais novos. Pela primeira vez depois de muito tempo, e eu estávamos nos dando bem. Era confortável ficar perto dela e mesmo que a atração que eu sentia por ela estava mais aflorada agora e minha vontade era de beijá-la, era de sentir o calor daquele corpo perfeito, eu não queria estragar aquele momento, era tudo melhor assim.
O filme acabou e estava passando os créditos finais, olhei para o lado e estava dormindo. Ela parecia tão inofensiva sem aquela armadura de garota fria. Man, eu estava totalmente fodido, pois tomar algumas cervejas com a Shelley foi agradável, mas nem se compara com o que estou sentindo agora. Eu poderia fazer qualquer coisa com a garota mais linda, mas quando a chegasse, ninguém e nada mais iria me importar. Por que será que tudo com ela é sempre melhor?
Capítulo 6 - Atracttion.
’s Point Of View
- Eu não acredito que você me deixou dormir no seu quarto. – gargalhava enquanto escolhia uma bolinha colorida para Paris, no Pet Shop. Sim, eu e estávamos nos dando bem. Incrível, huh?
- Eu não iria te acordar, até porque seria como começar a terceira guerra mundial. – Fiz bico, não sou tão azeda assim quando as pessoas me acordam. Mentira, eu fico puta da vida.
- Mas, , a situação era diferente, já pensou se eu não acordo mais cedo e vou para o meu quarto, e se o papai me pegasse dormindo no seu quarto? – Fiquei na ponta dos pés, tentado pegar dois potinhos rosa para Paris, se aproximou segurando Paris e pegou os potes sem sofrer. Desculpa se tenho 1,60 de altura. – Valeu.
- Ele veria dois primos dormindo, inocentemente, na mesma cama. Qual o problema disso? – fez cara de cínico e eu torci a boca.
- Você sabe como Sthepen pode ser ciumento, mas você tem razão. E o filme ontem foi demais. – Falei empolgada. Na verdade, foi ótimo passar um tempo com e ele realmente não se engraçou para o meu lado. Eu tenho que admitir que quando ele sorria para mim, eu sentia uma coisa na espinha, aquilo... Era estranho.
- Esqueceram de Mim, é sempre demais. – me olhou um pouco assustado e eu não entendi qual era o problema. – Nossa, Paris, eu acho que sua mãe está comprando o Pet Shop inteiro para você. – Ele sorriu e fez carinho na cabeça da minha cachorrinha. Olhei para a cesta que eu carregava e tinha uns cinco vestidinhos, shampoo, talco, pente, potinhos, brinquedos e laçinhos e, na outra mão, eu carregava uma caminha rosa. Eu tinha que comprar tudo que era necessário, poxa!
- Como você é exagerado, . – Fiz bico e caminhei em direção ao caixa. veio em meu encalço e ouvi uma música tocar, olhei para trás e notei que o celular dele tocava, ele enfiou a mão desocupada no bolso da calça procurando pelo celular. Pensei que ele fosse se afastar e atender a ligação longe de mim, poderia ser alguma modelo que meu primo galinha “pegava”, e talvez ele não se sentisse bem em falar perto de mim, mas, como sempre me surpreende, ele atendeu a ligação na minha frente mesmo.
- Hey, dude! Como você está? – Acho que não falava com uma garota, não que isso importasse. Tentei prestar atenção na conversar, mas fui repreendida pelo atendente que pigarreou, indicando que eu era a próxima. Coloquei todas as compras em cima do balcão e o homem que me atendia parecia estar feliz com a minha compra. É claro, eu estava enchendo o bolso dele.
continuava a falar no celular, sorri quando vi que Paris mordia os dedos da mão dele que a segurava e fazia careta. De repente fiquei com ciúmes, parece que minha cachorra gostava mais do do que de mim. Assustei-me quando meu BlackBerry vibrou no bolso de trás da minha calça jeans, peguei meu celular e vi que havia uma nova mensagem.
“What’s up, minha Bitch?! Para você ver como eu te amo, vou deixar as lindas praias de Ibiza para passar o ano novo com você nesse frio de Bolton. Acho justo depois você me dar àquela sua ankle boot Alexander Mcqueen. Just kiddin! LOL
Love ya Xx ”
Fiquei tão feliz com a mensagem de . Só mesmo minha melhor amiga para deixar Ibiza e aquelas baladas maravilhosas, para passar o ano novo comigo, em Bolton. Respondi a mensagem logo em seguida.
“Não te dou a ankle boot, mas depois penso num jeito de recompensar a sua bondade LOL.
Não vejo a hora de você chegar. Love ya, Xx .”
Respondi a mensagem, e o atendente ainda calculava o valor das minhas compras, caminhava até a fila atrás de mim.
- Ok, dude, estou esperando você chegar. Também te amo, seu gay. – gargalhou e depois guardou o celular no bolso.
- Trezentas libras, senhorita. – O atendente disse com um enorme sorriso.
- Ok. Hey, , coloca a bolinha, para o moço cobrar junto. – Falei enquanto pegava a minha carteira de dentro da minha bolsa.
- Não, esse é meu presente para Paris. – Ele disse apertando o focinho dela.
- Por quê? – Perguntei curiosa.
- Porque eu gosto dela. – Ele disse olhando para ela e sorrindo. Nunca vi um cara gostar tanto de animais como , isso era legal.
– Tudo bem. - Concordei. Entreguei meu cartão de crédito ao atendente, e depois que ele cobrou minhas compras, cobrou o presentinho de Paris e fomos embora e , muito cavalheiro, carregou todas as minhas sacolas até o carro.
- está vindo para Bolton. – disse enquanto dirigia.
- ?! – Interroguei. – também está vindo pra cá. – me olhou e sorriu malicioso. E que sorriso. Eu nunca tinha reparado como o sorriso dele era tão bonito. Percebi que fiquei deslumbrada demais, então disfarcei brincando com Paris. - Você já sabe o que vai acontecer, huh? - batucava no volante.
- Isso vai ser no mínimo... Interessante. – Mordi o lábio e arqueou a sobrancelha.
Eis o que aconteceu... Quando eu saí da escola em 2005 (por causa do ), se sentia muito sozinha, mesmo estando com as nossas outras amigas, que, segundo ela, era a mesma coisa de estar sozinha, já que a BFF dela sempre fui eu. Obrigada por isso, . Bem... Ela se sentia triste e estava sempre por perto para animá-la, até que um dia eles ficaram, e, desse dia em diante, eles ficavam sempre, mas nunca namoraram, porque disse que era nova demais para um relacionamento sério e concordou em ser só um “amigo com benefício”, já que ele podia estar com ela e com outras garotas. Mas todo mundo sabia que eles se gostavam, só eram imaturos demais para perceber, e conhecendo Smith e como eu conheço... Eu sei que eles vão acabar se pegando outra vez.
~*~
’s Point Of View
O dia passou rapidamente, era estranho o fato de e eu termos passado o dia praticamente juntos e sem brigar. Senti-me excessivamente bem ao lado dela enquanto estávamos andando pela cidade ou quando cantávamos juntos alguma música que tocava na rádio. Eu podia sentir que ela sentia o mesmo ao meu lado. Eu sabia que tinha que me controlar ao lado dela, mas às vezes eu me pegava analisando mais que o necessário o jeito que ela passava o gloss labial ou como ela jogava os cabelos para trás de um jeito extremamente sexy. Olhar ainda era permitido, certo? Eu me sentia atraído por ela e isso não poderia negar.
- E então nós tocamos nus, foi divertido. – Eu dizia para enquanto tomávamos um chocolate quente na cozinha.
- Vocês são muito caras de pau mesmo, huh? – Ela franzia a sobrancelha e sorria divertida. – Eu nunca teria coragem de fazer algo desse tipo. – Sorri malicioso, cogitando a idéia de ver a minha priminha sem roupa. Acordei dos meus pensamentos antes que ela notasse e me estapeasse, como ela já fez algumas vezes, e, dude, os tapas dela doíam. – Você é muito conservadora, prima. Acho que você deveria se arriscar mais, afinal, que boas lembranças você terá se não se arriscar? – me olhava confusa e sem graça, eu poderia chutar que ela estava pensando a respeito das coisas que eu disse. Sorri vendo sua expressão confusa e dei um gole no meu chocolate quente.
- Eu... Eu não sou conservadora, priminho. – Ela disse irônica. – Já me arrisquei várias vezes. – disse, tentando ser convincente, e então jogou para trás uma mecha de cabelo que insistia em cair sobre seus olhos. E novamente eu sentia meu autocontrole falhar.
- Então me diga a coisa mais louca que você já fez? – Indaguei e corou. Ela ficava simplesmente perfeita quando estava envergonhada. Porra! Eu odeio reparar até nos mínimos detalhes dela. Eu não me importo com essas coisas em garota nenhuma, mas com ela sempre é tudo assim... Tão único.
- Err... Bem. – balbuciava. – Uma vez, na praia, eu conheci uns caras junto com a e então eu fiquei com um e a com outro, e eu entrei no carro dele e nós demos algumas voltas pela cidade e tal e ele corria muito, sabe? Mas nada aconteceu. – finalizou e eu caí na gargalhada. Aquilo era a coisa mais louca que ela já tinha feito na vida? me olhava confusa. - Qual o motivo da graça, ? – Ela cruzou os braços.
- Sério! Isso é a coisa mais louca que você já fez? – Eu tentava parar de rir, antes que me descesse os tapas ardidos que ela costumava me dar.
- Ele podia ser um psicopata ou um assassino, se você quer saber. – fez bico e cruzou os braços e eu continuava rindo.
– Isso que você fez não é nada comparado às coisas que eu já fiz. – Me gabei enquanto me fuzilava com o olhar. – Você não se arrisca, , aceita isso.
- Eu posso não ter uma banda e tocar pelada, mas eu arrisco, sim, . – Ela disse elevando o tom e eu já sabia no que isso iria dar, ela estava ficando brava. Quer irritar ? Então duvide dela, e era exatamente isso que eu iria fazer.
– Você não se arrisca, . – Falei sossegado enquanto ela ficava mais irritada. Clássico.
- Eu me arrisco sim, . – disse entre dentes.
- Eu ainda acho que não, . – Eu queria tanto rir, mas estava me segurando, do jeito que minha prima é maluca, é capaz dela jogar a xícara de chocolate quente bem na minha cara.
- Eu já falei que me arrisco! – Ela disse alterada, não contive um meio sorriso.
– Se você se arrisca, então faça alguma coisa que me prove isso. – Disse num tom desafiador. Talvez, se ela me mostrasse os peitos, poderia ser algo arriscado, já que eu não saberia qual seria minha reação, mas eu só falei isso para irritá-la. Eu sei que já estou velho para esse tipo de coisa, mas eu me divertia vendo perder a linha. Ela me encarou por alguns minutos e fechava as mãos em punho, eu não sei o que ela estava planejando, mas tenho certeza que ela faria algo para me provar que ela se arrisca, sim. Porque nunca fica por baixo. Fiquei brincando com a minha xícara de chocolate quente e sorria debochadamente da cara dela, olhei de canto e ela me fitava pensativa, então, num ímpeto, se levantou do banco e veio até mim e parou na minha frente, fiquei confuso, o que essa garota iria fazer? Ela deu um longo suspiro, prostou uma mão de cada lado do meu rosto e me beijou. Caralho! Ela-me-beijou. Não foi um beijo que envolvia língua e sim um selinho demorado, e no final ela passou a língua nos meus lábios e sorriu vitoriosa, no mínimo foi pela minha cara de otário. Eu nunca pensei que ela faria aquilo, já que ela disse que era para eu deixá-la em paz depois da noite de Natal, mas eu gostei do beijo e, dude, eu queria mais. - Wow. – Foi só o que consegui falar.
- Eu falei que eu me arrisco, nunca duvide de mim, boy. – Ela sorriu convencida. Eu estava sentindo aquela corrente elétrica passar pelo meu corpo e só o que eu queria era beijá-la novamente.
– Por que me beijar é um risco?
- Porque toda vez que a gente se beija, as coisas tendem a ficar complicadas. – Ela jogou a franja para trás e pareceu ficar um pouco tensa. – Mas eu te beijei de novo e pode ser que as coisas compliquem novamente, eu me arrisquei, certo? – deu um sorriso de canto e deu de ombros. Eu não queria que ela subisse, mas se ela ficasse sozinha comigo, as coisas iriam complicar mesmo, se é que vocês me entendem. Essa garota me intriga, ela tinha o dom de sempre me deixar confuso e sem saber o que falar. Realmente, eu agia como um virgem idiota perto dela. Enquanto eu vagava em meus pensamentos, me acordou dos meus devaneios. – ... – Ela disse aparecendo na porta da cozinha.
– Hmn. – Falei.
– Eu sei que o está chegando amanhã, então não fala disso com ele, ok? Eu quero que isso fique entre nós dois. – Ela disse como se estivesse envergonhada. e suas faces. Uma hora me beija e sai vitoriosa, outra hora volta e fica envergonhada, já falei que essa garota me intriga? Apenas assenti com a cabeça, ela entendeu que eu não contaria nada a ninguém. Em reposta, sorriu e foi para seu quarto.
Continuei ali na cozinha, digerindo o que ela tinha feito e falado. Porra, ! Pára de ser trouxa! Aquilo nem quase foi um beijo e você está assim confuso? Era o que a parte menos viadinha da minha cabeça me perguntava, mas que culpa eu tenho se ela me deixa confuso com as coisas mais simples? Alguma coisa me dizia que tinha razão, toda vez que a gente se beijava as coisas se complicavam, e eu realmente não queria que isso acontecesse, mas, da primeira vez que eu fiz, ela foi embora na manhã seguinte, então era melhor eu ficar esperto dessa vez. Essa garota me faz sentir coisas estranhas, eu não sei bem definir isso, talvez seja apenas atração. Sabe aquela coisa de você querer o que é intocável? Porque sempre foi essa coisa intocável para mim, acho que se um dia a gente for além de beijos, esse desejo que eu sinto por ela acabe, mas eu só vou saber se um dia isso realmente acontecer.
Capítulo 7 – Friends, they know what they say
- Pronto, nosso boneco de neve está ótimo. – Coloquei uma cenoura no lugar aonde havia colocado um graveto, para ser o nariz do nosso boneco de neve.
- Confesso que a cenoura não foi má idéia. – desdenhou, ele nunca gostou de me dar créditos. Sorri.
- Aprendi com o Taylor, a gente sempre fazia bonecos de neve, quando éramos crianças. – revirou os olhos. Nunca entendi a implicância dele com Taylor.
– Ah, tinha que ser ele, né?! Em falar no Philips, ele não apareceu aqui desde o natal, por onde ele anda?
- Ele me abandonou, foi passar o ano novo em Nova York. – Falei triste, eu queria que meu amigo estivesse aqui, me fazendo companhia, mas ultimamente e eu temos passado tanto tempo juntos que nem senti a falta do Taylor. É estranho, mas eu estava me acostumando a me divertir com .
- Hum. – deu um sorrisinho satisfeito. É obvio que ele estava contente que meu melhor amigo não estava mais na cidade. Um dia ainda descubro a rivalidade que há entre esses dois. Passei as mãos pelo boneco de neve e sorri vendo o quão perfeito ele estava, estava pegando algo do chão, que eu não consegui identificar o que era.
– Não me canso de dizer, nosso boneco está muito perfeito. – Sorri orgulhosa. se aproximou com as mãos dentro do bolso e olhou nosso boneco.
– Pura perfeição. Hey, , tem algo no seu nariz.
- Oh! É mesmo? – Perguntei envergonhada, nem deu tempo de passar a mão no meu nariz quando passou a mão cheia de neve pelo meu rosto e começou a gargalhar. Aquele gelo estava congelando meu rosto. Respirei fundo, eu queria matar o ! – Se você quer guerra, então toma! - Agachei-me e peguei um punhado de neve do chão, em seguida joguei na cabeça dele. Comecei a gargalhar e me olhava surpreso. – Who get’s the last laugh now? – Cantarolei Lies e sorria diabólico.
- Ah! Agora você vai ver só! – se agachou e pegou um punhado de neve, eu, muito esperta, percebendo o que ele faria a seguir, comecei a correr.
- Você não vai me acertar, ! – Mostrei a língua e arremessou a bola de neve, que não me acertou.
- Eu vou te pegar, ! – imitou uma voz de monstro e começou a correr atrás de mim. Eu corri e fui parar em frente ao portão de entrada da casa da vovó, aproveitei que ele ainda não tinha me alcançado, então, rapidamente peguei um punhado de neve do chão para “atacá-lo”, caso meu primo estivesse preparado. surgiu com neve nas mãos e me olhava divertido. Ele arremessou a bola de neve que acertou minha perna. No embalo, arremessei minha bola de neve que acertou o braço dele. Nós gargalhamos.
– É guerrinha de neve, então? – Perguntei.
- Isso é guerra, baby! – sorriu e pegou mais neve do chão e eu fazia o mesmo. Quando nós iríamos “nos bombardear”, ouvimos uma voz conhecida e nem percebemos que o portão de entrada tinha sido aberto.
- O mundo deve mesmo acabar em 2012, e se dando bem? – disse, surpreso. Ele estava parado segurando uma mala, e eu ficamos sem graça, então jogamos a neve no chão e foi até , o cumprimentar.
- Hey, dude, como você está? - abraçou . – Eu disse que iria te buscar no aeroporto.
- É bom te ver, cara. Eu resolvi vir sozinho, queria saber se ainda lembrava o caminho. – disse simpático, ele não tinha mudado absolutamente nada desde a última vez que o vi, e fazem anos, , com certeza, iria adorar esse reencontro com . – , vai ficar parada aí e não vai vir me cumprimentar? – Acordei dos meus pensamentos e sorri sem graça, caminhei até ele.
– Eu estava esperando as duas meninas matarem a saudade. – Ironizei, e sorriram.
- A gente vai matar a saudade mais tarde, . – brincou.
- Agora sou todo seu. – se aproximou de mim. Eu o abracei e ele me girou no ar. Eu realmente estava com saudades dele, nós sempre fomos tão amigos na escola. – Você continua linda, . – , por fim, me colocou no chão.
- Você também, , até mais bonito do que o príncipe William.
- São seus olhos. – fingiu estar envergonhado e rolou os olhos.
– Vamos entrar, está muito frio aqui. – disse e logo em seguida pegou a mala de .
- Vocês pareciam não se importar com o frio, minutos atrás. – sorriu de canto. Já mencionei que pode ser inconveniente quando quer? e eu nos entreolhamos sem graça e antes que algum de nós pudesse responder algo, Tia Grace e mamãe surgiram na porta. Salvos pelo gongo!
– , meu filho, tem como vir dar um abraço em mim ou está difícil, garoto desnaturado? – Tia Grace fingiu estar brava e colocou as mãos na cintura, mas rapidamente um sorriso simpático surgiu em seu rosto.
- Tia Grace! Quanto tempo! – correu até minha Tia e a abraçou. sempre chamou minha mãe e minha tia de tia, elas gostavam muito dele. e eu, percebendo que aquele momento iria durar, fomos para a varanda da casa.
- Menino, como você está lindo. – Mamãe abraçou e, definitivamente, depois desse abraço o coitado precisaria de massagem. Minha família é conhecida por seus “abraços esmagadores”.
– Obrigada, Tia Rach, a senhora continua mais bonita do que nunca. – disse simpático e mamãe ganhou o dia.
– Obrigada, meu filho, vamos almoçar. – Mamãe finalizou.
~*~
Durante o almoço, e disputavam quem ganharia mais elogios da minha família, até que foi divertido. Nunca conheci duas pessoas com o ego mais inflamado do que meu primo e , na verdade, eu conhecida mais dois, e . Depois do almoço fomos para o quarto de hóspedes, onde ficaria. Ficamos lá conversando, outra hora e disputavam o coração da minha cachorrinha Paris, era engraçado como tudo virava motivo de disputa para aqueles dois. Eu estava me sentindo estranhamente bem naquele momento, um dos meus melhores amigos estava ali e , o qual eu tinha beijado singelamente na noite anterior, não tinha tocado no assunto. Confesso que eu estava com um pouco de medo do perguntar novamente o que tinha feito e eu nós darmos bem. Era visível que ficaríamos constrangidos com a pergunta, mas como era meio tapado, acho que ele não tocaria nesse assunto novamente.
- Dude, como é estranho estar nesse clima de paz. – disse enquanto brincava com Paris.
- Está falando de que, cara? – perguntou confuso. Fiquei desconfortável, de repente senti que não deveria ter perguntado aquilo.
– Vocês dois se dando bem assim... - apontou para mim e , que de imediato nos olhamos desconfortavelmente e ficamos em silêncio. -... Eu me pergunto, o que fez vocês se darem bem? – E antes que e eu pudéssemos responder alguma coisa, eis que eu escuto uma voz conhecida ecoar pelo quarto de hóspedes.
- Eles se pegaram. – , minha amiga, disse convicta, aparecendo na porta do quarto. Eu não sabia se corria e abraçava minha amiga ou se a estrangulava. abriu a boca em forma de O, não sei se foi pelo o que acabara de ouvir ou se foi por quem acabou de dizer o que ele ouviu, ou se foi por ambas às coisas. não sabia onde enfiar a cara e eu fiquei atônita, porém quebrei o silêncio e corri em direção a minha amiga e a abracei.
– !
- ! Eu pensei que você iria ficar parada igual a uma múmia. – disse me sufocando com seu abraço.
– Também, você já chega fazendo cena. – Falei entre dentes no ouvido dela, e ela entendeu ao que me referi, pois ela sorriu ironicamente.
- , quanto tempo, huh? – se levantou da cama e foi cumprimentar minha amiga, , coitadinho, continuava sem reação, era óbvio que ele ainda gostava e sempre gostou da .
– Hey, , você continua hot como sempre. – , tarada como sempre, e fez pose de modesto.
– Que nada.
- Então... Acho que só falta você me dizer oi, . – pareceu corar, coisa que era difícil de acontecer, pois ela sempre foi confiante em tudo, principalmente com os garotos, coisa que eu nunca fui. , mais que depressa, levantou da cama e abraçou-a.
- Quanto tempo, , você... Você está ótima. – titubeou, mas falou.
– Obrigada. – deu um sorrisinho e caminhou em direção a cama. e eu, vendo toda a cena, nos olhamos e sorrimos. Era óbvio que e iriam se pegar. - Então essa fofura que é a Paris? – sentou-se na beirada da cama e fez carinho em Paris, quem mordia meus dedos.
– Sim, that’s my baby. – Falei orgulhosa. – Por que você não me ligou avisando que horas iria chegar, ?
- Porque eu queria fazer uma surpresa e eu que fiquei surpresa, com esse clima totalmente cordial entre você e o . – e são almas gêmeas, dois inconvenientes.
- Eu disse a mesma coisa. – sorriu orgulhoso.
- Galera, vamos parar de encher? Eu e a já estamos velhos para brigarmos, se vocês não perceberam, nós não temos mais dezesseis anos. – tentou me salvar da vergonha que estava me consumindo.
- É, gente, dá um time, ok? Eu e o sabemos que vocês dois se derretem um pelo outro, mas a gente não fala nada. – Fiz bico.
- Pode ser que a gente se derreta, mas a gente não esconde dos nossos amigos. – disse vitorioso e sorriu audaciosa, aquilo já estava me dando nos nervos. Inferno de tanta especulação!
- O tem razão, e tudo mundo sabe que rola uma “tensão” entre vocês, mas vocês preferem se enganar. – Ah! , você realmente conseguiu tirar minha paciência.
- Quer saber? Estou fora daqui. – Falei furiosa, peguei Paris no colo e saí dando passos largos do quarto.
- Dude, vocês falam demais. – retirou-se do quarto. Pude ouvir e gargalhando. É, eles realmente não se importavam.
’s Point Of View
Amigos, às vezes ele colocam tudo a perder. e sua maldita boca de trapo e ainda se alia com a , aí que fode com tudo. Não é só porque ele e são tão evidentes a respeito dos seus sentimentos que eu e a somos assim. Na verdade, a não mostra nada, absolutamente nada do que ela sente e principalmente por mim. Eu também não sou gay igual ao e deixo claro que tenho uma queda por qualquer garota, mas ele sempre soube que eu sinto essa coisa pela minha prima. Talvez e também soubessem, mas eu procuro negar sempre que sou questionado. Com a eu nunca sabia exatamente o que esperar, então todo cuidado era pouco. Eu percebi que ela ficou totalmente desconfortável com a pergunta do e com que a disse, e olha que até eu fiquei; bem, só espero que a gente continue se dando bem como antes.
Depois de me perder em pensamentos, resolvi tomar um banho para relaxar e quando saí do banheiro, me deparei com deitado na minha cama, fazendo uma pose sedutora, não contive uma gargalhada.
- Que porra é essa, ?
- Me perdoa, , eu juro que não queria ter dito nada. – falou com uma voz feminina.
- Está tudo bem, seu bixinha, mas não fica fazendo essas perguntas inconvenientes pra , você sabe como ela é. – Caminhei até meu guarda roupa e peguei uma boxer.
- Ok. Mas fala sério, dude... Vocês se pegaram? – Pensei duas vezes antes de responder, eu tinha prometido a que não falaria sobre aquele assunto.
– Dude...
- Hey, , eu sou seu amigo e amigos não escondem as coisas um dos outros. – Ele tinha razão, eu não podia esconder as coisas dele, e eu sei que a pediu segredo, mas já estava óbvio que e sabiam que tinha rolado algo entre nós, então resolvi contar.
– A gente se beijou. – Falei por fim.
- Eu sabia! – disse orgulhoso. – Eu disse que uma hora ou outra isso iria acontecer.
- Eu sei, dude, agora chega desse assunto, vai tomar um banho pra gente ir pra algum pub. - Disse enquanto vestia minha calça jeans.
- Estou indo, só espero que você não me troque pela sua prima, . – se aproximou e beijou minha bochecha.
– Sai daqui, seu gay! – Insinuei que socaria , então ele saiu do meu quarto gargalhando.
’s Point Of View
- Me desculpa, , mas eu tinha que falar aquilo, porque eu sei que você não iria me contar se eu perguntasse. – se desculpava, enquanto eu tomava um banho de espuma.
- Mas você tinha que perguntar isso na frente do e do ? – Falei enquanto abria o chuveiro, para tirar a espuma do corpo. estava sentada em cima da tampa da privada lixando as unhas.
- Já expliquei o porquê de eu ter falado. Desculpe-me, não falo mais nada inconveniente, mas eu fiquei feliz de vocês estarem se dando bem. Agora sem brigas e planos idiotas um contra o outro, mas se bem que era divertido. – sorriu, no mínimo devia ter se lembrado de alguma coisa idiota que eu tinha aprontado com .
- Eu finjo que acredito em você, . – Desliguei o chuveiro, me enrolei na minha toalha, saí do banheiro e em meu encalço.
- O importante é que tudo está bem agora, hoje é dia 30 de dezembro, temos que encerrar a noite com chave de ouro, e eu quero me divertir muito com o . – sorriu maliciosa e se jogou na minha cama.
- Apesar de você ser uma boca de trapo, eu estou feliz de você estar aqui. – Dei um meio sorriso. era minha melhor amiga e mesmo que ela falasse demais, ela quem me fazia ter os melhores momentos da minha vida.
- Oun, amor! Também estou feliz de estar aqui e vou ficar muito feliz se você se divertir essa noite e deixar seus extintos te levarem. – Por que ela falou isso mesmo?
- Por que você está falando isso, Hon? – Perguntei confusa enquanto acabava de colocar minha blusa.
- Você sabe do que estou falando, . – sorriu misteriosa e antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, alguém deu duas batidas na minha porta e em seguida a abriu.
- Estão prontas, meninas? – perguntou.
- Mais cinco minutinhos e nós já descemos, . – respondeu, simpática.
- Ok, então a gente espera lá em baixo. – fechou a porta e saiu. me passou um olhar malicioso e naquele momento eu percebi que quando ela disse sobre deixar meus extintos me levarem, ela se referia a .
Capítulo 8 – We all roll along
- Bola 9 fora, bye, . – Comemorei quando encaçapei a última bola no jogo de sinuca.
- Eu queria saber, desde quando você ficou tão boa na sinuca, ? – fez bico.
- Desde que ela joga sinuca toda sexta, depois do trabalho, com Josh. – respondeu por mim e me olhou torto. Estranho.
- Então você anda treinando, ? – sorriu malicioso.
– Desde sempre, . – Sorri convencida.
– Er... Acho que só restamos eu e você, não fique triste se seus treinos com Josh não valerem nada quando eu ganhar. – enfatizou ao dizer Josh, se eu não conhecesse meu primo tão bem, poderia afirmar que ele estava com ciúmes. Uma palavra... Hilário!
- É feio contar vitória antes do tempo, meu querido primo, e outra, Josh me ensina muito bem. – Falei no ouvido de e então peguei o giz que estava na borda da mesa e passei na ponta do taco.
- Wow, eu juro que queria ver essa disputa, mas eu não vou agüentar a cara do quando ele perder. Amiga, vou ao bar pegar outra cerveja, quer algo? – perguntou, prestativa.
- No, thanks, no momento, quero vencer.
- É o que veremos, priminha. – deu um gole em sua cerveja.
- Acho que vou com a , o egocentrismo de vocês dois me sufoca. – saiu no encalço de .
- Dude, diz logo que você está louco para ir atrás da e pára de usar a gente como desculpa que é melhor. – provocou e recebeu um dedo do meio como resposta.
- Sem conversa e vamos ao que interessa, . – Falei ansiosa. Como eu queria ganhar esse jogo e ver a cara de bocó que ficaria.
- É sua vez, manda ver. – apontou para a mesa. Eu apenas assenti. Dei uma última olhada no jogo e vi que tudo me favorecia. Me posicionei e olhei uma última vez para ver se a direção que eu iria jogar estava correta e então pressionei a bola 2 com o taco e observei atentamente minha bolinha acertar em cheio a bola 5, e essa ser encaçapada. Yeah! Eu poderia ser péssima em esportes, mas mandava bem na sinuca. Ver a cara de decepção de ao perder o jogo... Não tem preço! – Acho que alguém vai me pagar uma rodada de Heineken. – Falei contente.
- Você só ganhou por pura sorte. – fez bico.
– Relaxa, primo, é só um jogo e você precisa admitir que toda vez que você me desafia em qualquer coisa, você perde.
– Será? – me encarou por alguns segundos e sorriu de canto. Por incrível que pareça, fiquei tensa. Que ele não me desafie a nada, meu Deus! – Bem... Vou até o bar pegar mais cerveja pra gente. – Dito isso, deu de ombros e saiu em direção ao bar e eu pude respirar aliviadamente.
Sentei-me sobre a mesa de sinuca, enquanto esperava voltar com nossas cervejas. Procurei e pelo bar e pude ver os dois conversando descontraidamente e se pegando, pareciam que eles namoravam há anos, a química entre eles era tão forte. Fiquei feliz de ver meus dois melhores amigos se divertindo e, depois de tanto tempo, ainda sentirem o mesmo sentimento, e o melhor... Eles não escondiam o que sentiam e não se importavam com ninguém. Por um momento me perguntei se um dia me sentiria da mesma forma que se sente em relação ao , por alguém; de não ter medo de demonstrar meus sentimentos, de poder amar alguém. Amor, definitivamente, era uma coisa que eu não conhecia e também não me importava muito em conhecer tal sentimento. Eu realmente só gostei de alguém quando eu tinha quatorze anos, mas eu nem sabia se o que senti por Ethan foi amor de verdade. Eu até poderia ter descoberto, se não tivesse feito papai me mudar de escola e perder todo meu contato com Ethan, já que ele iria embora para Nova York. Embora as coisas não tivessem acontecido como eu gostaria, eu superei o que sentia e depois namorei outra vez, porém não senti nada demais. Não gosto de me entregar às pessoas, pois quando eu faço isso elas sempre vão embora, ou seja, amor é um sentimento complexo e tenho certeza que eu não posso lidar com ele. Entretanto, ver e daquele jeito, me deu vontade de me arriscar por alguém, um dia.
- Eles não se esqueceram mesmo, huh? – me entregou a garrafa de cerveja e sentou-se ao meu lado, me assustando com sua chegada repentina.
- Er, , há quanto tempo você está aí? – Perguntei distraída.
- Tempo suficiente para perceber que você está perdida em pensamentos. – olhou firmemente dentro dos meus olhos, me deixando corada, quebrei o contato visual o mais rápido possível e continuei olhando para frente.
– Eu só... Estava observando e . Eles parecem tão... Sei lá, à vontade, e olha que eles não se vêem há anos.
- Eles sempre foram assim, lembra? – deu um sorrisinho e eu assenti. – Eles não têm medo de fazerem o que realmente querem, , por isso eles ficam tão à vontade. – Acho que havia desenvolvido a habilidade de ler pensamentos como Edward Cullen, pois ele disse tudo o que eu havia pensado. Ele me olhou de canto novamente, e eu senti que aquilo foi uma indireta.
- Isso foi uma indireta, ? – Perguntei provocativa. Que raios eu estava fazendo? E se ele me desafiasse de novo? Oi, eu sou uma imbecil.
- Se a carapuça serviu, então vista, minha adorável prima. – Ele sorriu malicioso e deu outro gole em sua cerveja.
- Ah, , eu não preciso te provar nada. – Olhei para as minhas unhas, fingindo estar despreocupada.
- Sabe, , o que eu gostaria de fazer agora? – falou bem no meu ouvido e no ato senti os pelos do meu pescoço se arrepiarem, aquilo não era bom sinal.
– Não me interessa, . – Minha voz saiu falha. Maldita hora que me reconciliei com .
- Mas, eu vou falar mesmo assim... – Ouvi sua risadinha baixa no meu ouvido e inalei seu perfume provocante. Segurei forte com uma mão na beira da mesa, certamente eu precisava de equilíbrio. – Minha vontade é de colar seu corpo bem junto ao meu e te beijar como se fosse a última coisa que eu precisasse antes de morrer e bem aqui no meio do bar. O que você me diz?
- No way! Você ficou maluco? – Eu queria muito beijá-lo, mas não no bar e na frente de todas aquelas pessoas. gargalhou debochado e eu fiz bico.
- Por que não? Você me beijou ontem.
- Mas não na frente de pessoas.
- E qual o problema?
- , nós somos primos, você é famoso e ninguém pode saber da gente, tapado. – Fiz careta e sorriu.
- Não vejo paparazzi aqui. – Ele olhou despreocupado para os lados e voltou a me encarar. – Então, , o que me diz? – Abri a boca duas vezes, porém não conseguir formular uma frase sequer. era maluco ou o que? – Eu te desafio. – exclamou e acabou com o resto de distancia que havia entre nós. Golpe baixo.
- , não começa a me provocar. – Ele sabia que eu nunca gostei de perder nenhum desafio, ele estava jogando sujo.
- Você não se arrisca, , pensei que ontem você tinha me provado o contrário, mas estou vendo que me enganei. É só um beijo em público e nada demais. – arqueou a sobrancelha, garoto cínico. Eu sabia que ele não pararia de me provocar, e eu sou uma pessoa muito competitiva, mas beijá-lo em público era complicado, eu não queria fazer isso... Não em público. Ah, quem eu quero enganar? Eu odeio me arriscar, ainda mais com .
– ... Eu... - Não sei de onde Shelley surgiu e lascou um beijo avassalador em e me deixou boquiaberta e com cara de tonta.
- Hey, , como você está? , que bom te ver, amiga! – Shelley nem esperou responder a sua pergunta e me abraçou escandalosamente. Garota fingida. Na hora de enfiar a língua na garganta do idiota do meu primo, ela nem notou a minha presença.
- Eu estou bem, Shelley. – Falei com falso ânimo e me olhou envergonhado. – Bem, eu vou conversar com meus amigos, agora você e o podem se beijar como se fosse a última coisa que vocês precisassem antes de morrer. – Ironizei o que havia me dito minutos atrás e sorri sarcasticamente. entendendo o que eu havia dito e ficou com cara de tacho.
- Own, sweety, você sempre tão engraçada. – Shelley falou animada. Garota tonta.
- Perco o amigo, mas não perco a piada. – Sorri fingidamente e caminhei em direção ao bar. estava sozinha, escorada ao balcão.
- Cadê o ? – Comi a azeitona que estava dentro do copo de Martini que estava bebendo.
- No banheiro. Quem é a assanhada com o ? – apontou para Shelley que estava de costas, beijando o pescoço de , o safado sorria descaradamente para mim. Garoto do inferno! Aquilo, de certa forma, me aborreceu.
- Shelley Pomroy, ela é da mesma laia que ele. – Desdenhei.
- Sei... Você ficou sem graça, né? – Vai começar e seus interrogatórios.
- Por que eu ficaria?
- Porque vocês estavam no maior clima, até ela chegar e agarrar o . – Minha amiga disse calmamente.
- Não existia clima algum entre nós, macaca, pára de inventar coisas.
- Macaca, não tente me enganar, você ficou sem graça e eu sei que você não vai admitir, então não vou insistir, mas o que vocês dois tanto conversavam? – Macaca era um dos milhares de apelidos carinhosos que eu nos chamávamos, a tendência era só piorar.
- Não vai insistir, porque você sabe que não havia clima e nós falávamos de você. – Dei um gole no Martini de , acabando com todo o líquido.
- Por que você não pede sua própria bebida? Macaca folgada, agora tenho que pedir outra. – Fingi que não ouvi a sua reclamação e pediu dois Martinis para o barman. – O que vocês falavam sobre e eu?
- Que vocês dois não tem medo de se arriscar, que vocês fazem o que tem vontade, sem se importar com os outros. - sorriu satisfeita.
- Você sabe, Honey ., eu não me importo mesmo e o ... Muito menos... Deve ser por isso que a gente se entende.
- Eu queria ser assim, sabe? Eu não me arrisco com coisas sentimentais, e me disse que eu sou muito conservadora e que eu não tenho coragem de me arriscar, e olha que a gente ficou um tempão sem se ver e ele já percebeu isso. – Encostei meu cotovelo sobre o balcão e dei um gole na minha bebida, essa coisa de não arriscar estava me incomodando.
- É porque esse é seu jeito, desde sempre, . Se alguém pedir para você pular de Bunge Jump de um prédio em Manhattan, mesmo com medo de altura, certamente você pularia, mas quando se fala de garotos, você não gosta de se arriscar.
- É complicado, , você sabe que...
- Que você não tem sorte com os caras e blá, blá, blá, , eu já cansei de ouvir esse discurso. Você não tem sorte porque não quer, está na hora de você conhecer pessoas novas e parar de paranóia, entende? Olha para o . – segurou nos meus ombros e me girou para frente. estava ensinando Shelley a jogar sinuca e estava com eles, os três se divertiam, de repente senti uma pontada de inveja. Shelley estava se dando bem com um dos meus melhores amigos e ainda se agarrando com meu primo, não que isso me importasse, mas era como se ela estivesse ocupando meu lugar, me senti desconfortável vendo aquela cena. – Olha como ele está se divertindo, é você quem deveria estar lá com ele e eu sei que ele queria que você estivesse lá, mas você dorme no ponto.
- Quem te falou que eu gostaria de estar lá, ? está pouco se importando se eu não estou lá com ele, ele é um galinha e nós não temos nada, a gente apenas se beijou, pára de viajar, . – Falei tensa.
- , você pode enganar qualquer pessoa, menos a mim. É obvio que ele queria que você estivesse lá, se não ele não te olharia a todo o momento, e se você não quisesse estar lá, por que você ficou nervosinha de repente? - interrogou e colocou uma mão na cintura.
- , eu não quero mais falar sobre isso. – Fechei a cara.
- Desculpa, , mas você tem que parar com esse medo, se você está a fim de beijar o , vai em frente! Se não o tempo passa e você perde coisas que um dia poderiam se tornar boas lembranças. – fez carinho na minha mão com o polegar direito. E naquele exato momento senti que ela tinha razão. Eu precisava mudar... Precisava me arriscar.
- Você tem razão, hon, eu prometo que de hoje em diante vou mudar, eu quero começar o ano sendo uma nova pessoa. - Minha amiga estava certa, eu tinha que parar de ser uma burra empacada e me divertir mais.
- Assim que se diz, amiga! – disse entusiasmada e me abraçou. Senti meu BlackBerry vibrar, olhei no visor e Josh estava me ligando. – Eu preciso atender.
- Quem é?
- Josh. – Falei contente e vi fazer careta, ela e Josh não se davam bem.
- Bem, fale para ele não comer todo o macarrão que tem na Itália, se não ele não passará na porta do avião. – gargalhou e deu de ombros. Se eu falo isso ao Josh ele mata a quando chegarmos em Londres. Saí do bar e fui atender o celular.
’s Point Of View
- Ah, , eu não consigo encaçapar uma bola. – Shelley disse, depois de quase ter feito a bola bater na testa de ao invés de acertar no lugar correto. Se fosse a , ela já teria acabado comigo e com , odeio admitir, mas é a verdade.
- Olha, isso iria fazer um estrago na minha testa. – alisava a testa, imaginando o tamanho do galo que ficaria se Shelley o tivesse acertado.
- Se fosse a , ela com certeza teria encaçapado. – Escutei dizer, olhei imediatamente para trás, achando que estaria com ela, mas o que vi foi dando um selinho em e nada de . Olhei para o bar e nada também, será que ela tinha ido embora? – . – se apresentou.
- Shelley Pomroy. – Shelley disse enjoada. Eu tinha me divertido com ela aquele dia, mas hoje ela me parecia grudenta e burra como ela sempre foi.
- Cadê a , ? – indagou.
- É mesmo, cadê ela? – Embalei.
- Ela está lá fora.
- Ela vai embora? – Perguntei ansioso. Droga de Shelley, tinha que aparecer aqui?
- Eu não sei, , ela estava no celular.
- Ok. Vou ao banheiro. – Na verdade não iria ao banheiro, iria atrás da .
- Não demora, lindinho. – Shelley disse melosa. Lindinho? What the fuck?
- É mesmo, lindinho, estamos te esperando. – me zoou e eu mostrei o dedo pra ele.
Quando estava chegando à porta do bar, surgiu atrás de mim. Que droga!
- Está maluco, dude, o banheiro fica do outro lado.
- Está fazendo o que aqui, ?
- Me deu vontade de ir ao banheiro também. Você não vem? – apontou para a porta do banheiro masculino. Caralho, agora eu teria que ir junto. – Vamos lá, dude. (...) Aquela Shelley é estranha. – disse enquanto lavávamos as mãos.
- Por quê?
- Ouvi a senhorita sem cérebro dizer pra agradecer a por ela, porque ela sempre foi a fim de você e você nunca deu bola. Então ela mandou um torpedo pra dizendo que você estava no Pub e ela não sabia como agir, então a deu uns toques pra ela e vocês finalmente ficaram.
- Como é que é? Então a Shelley só foi interessante aquele dia, por que minha prima ajudou? – Dude, fiquei pasmo. ajudou a Shelley e nós ainda nem estávamos nos falando, pois eu fiquei com a Shelley no Natal. Por que ela me ajudaria?
- Isso mesmo, agora está explicado como ela pode ser tão irritante hoje, já que a não está aqui para ajudar. – enxugou as mãos, saímos do banheiro e agora realmente eu precisava encontrar a . me olhou confuso quando percebeu que eu estava fazendo o caminho inverso à mesa. – Aonde você vai, ?
- No carro, acho que esqueci minha carteira lá, já volto. – assentiu e foi para a mesa.
Olhei na calçada e nem sinal da , ela não teria ido embora sem avisar, certo? Corri até o estacionamento, olhei para os lados e nada, já estava pegando meu celular para ligar para ela, quando olhei para frente e estava encostada no meu Jaguar, mexendo no celular. Andei depressa até ela, que se assustou com a minha chegada.
- ! Você me assustou. – Ela levou as mãos até o coração.
- Desculpa, eu pensei que você tivesse ido embora. – Sorri aliviado, vendo que estava errado.
- Eu só vim atender uma ligação. – deu um leve sorriso.
- , por que você ajudou a Shelley? – Indaguei. Ela me olhou confusa.
- Do que você está falando?
- ouviu Shelley dizer para te agradecer, porque se não fosse por você, eu não a teria beijado. – coçou a nuca, como ela fazia sempre que ficava sem graça.
- Er... Ela ficou me enchendo na festa dela, dizendo que queria ficar com você, eu prometi ajudar e ajudei, ué. - olhava para os próprios pés. – Vamos entrar, está muito frio aqui fora. – Ela tentou sair, mas coloquei um braço de cada lado do seu corpo, impedindo-a, ela arqueou a sobrancelha, estranhando o que eu havia acabado de fazer.
- Por que você fez isso? Eu quero dizer, a gente nem estava se dando bem ainda. – Me aproximei mais do corpo dela e já podia sentir o perfume delicioso dos seus cabelos.
- Por que eu não faria? Eu não tenho mais quinze anos, eu não preciso mais atrasar sua vida, . – Ela disse serena, sem me olhar.
- Acho que os jogos acabaram, huh? – Passei o braço direito pela cintura dela e acariciei seu rosto com a minha mão livre.
- Definitivamente. – disse em um tom quase inaudível e nossas bocas estavam muito próximas. Quebrei a distância e dei um selinho apertado em seus lábios. colocou os braços sobre o meu pescoço e então sugou meu lábio inferior e novamente eu sentia aquele frio no estômago, aquela sensação que só ela era capaz de me proporcionar.
Invadi sua boca com a minha língua e nosso beijo continuava numa sincronia perfeita. Apertei a cintura dela com força e ela arranhou minha nuca, mas parou o beijo. Confesso que fiquei desnorteado com a parada brusca.
- ! Vamos parar, ok? Nós estamos em um estacionamento, está um frio insuportável e pode ter paparazzi escondido por aqui.
- Pára de paranóia, , não tem paparazzi aqui. – Sorri. – Vem. – Puxei sua mão.
- Pra onde?
- Vamos continuar, dentro do carro. – Estava prestes a acionar o alarme, mas me impediu.
- Você estava com a Shelley, . Isso é errado.
- Ela não é minha namorada, e ela atrapalhou a gente.
- Por quê?
- Porque era você que eu queria beijar. – Sorri maroto e acariciei seu rosto. Eu só queria saber, por que eu sempre falava essas coisas gays quando estava perto dela?
- É verdade, me esqueci que eu sou a garota que você quer beijar como se fosse a última coisa que você faria antes de morrer. –Ela sorriu pretensiosa e eu fiquei sem graça, pois o que eu falei era idiota e eu sei que ela estava tirando uma com a minha cara.
- Engraçadinha.
- Cafona. - Abri a porta do carro e me sentei no banco do motorista, iria abrir a porta do passageiro para , entretanto ela foi ágil e entrou no carro, fechando a porta do motorista e sentou-se no meu colo. Fiquei atônito, ela ficou de frente comigo e passou uma perna de cada lado do meu corpo e então me beijou. Ainda entre beijos, ligou o rádio e uma música começou a tocar. - Oh my God, The Maine! Adoro eles. – Ela disse contente.
- Não faço idéia de quem eles sejam. – Disse enquanto mordiscava sua orelha.
- Eles são bons. – Ela disse e novamente começou a me beijar.
Clique aqui para tocar
I remember every night we spent on weekends
With good friends
We did nothing
But it seems like we did so much
Back then
e eu nós beijávamos calmamente, eu nem podia imaginar que um dia nós estaríamos nos dando bem e ainda nos beijando, assim desse jeito. Era tudo muito surreal, se esse momento fosse sonho, eu não queria acordar. Prestei atenção na estrofe da música que tocava e percebi que ela dizia algo em comum. Eu e a nunca fizemos nada demais, nós passamos nossa adolescência inteira brigando, mas, na verdade, aquelas brigas eram nada mais que uma desculpa para manipular a tensão que havia entre nós. Ela sempre fora algo a mais para mim, eu que nunca quis admitir.
Oh back then we were kicking and laughing
All relaxing
And taking things for granted
We did anything for just a little rush
Oh, yeah.
parou de me beijar e começou a cantarolar a música, ela era uma garota estranha. Quem pára um amasso para cantar? Só podia ser ela, mesmo estranha ela conseguia ser divertida. Ela cantava timidamente, enquanto eu brincava com os fios de seus cabelos. Ela cantarolou e ficou desconcertada ao perceber que eu olhava dentro dos seus olhos, então me abraçou e deitou a cabeça no vão do meu pescoço. Cada vez que eu sentia sua respiração quente sobre a minha pele, cada célula do meu corpo se agitava.
Just don't forget this
We won't regret this
We've got one chance to get it right
Eu não iria me arrepender de estar junto com ela, agora que nós tínhamos uma chance de fazer as coisas darem certo. Confesso que ficar com era um pouco assustador para mim, pois ela tem essa coisa de uma hora te fazer bem e na outra, ela simplesmente te destrói. Eu sei que ela me pediu desculpa por ter ido embora no Natal passado, mas, acredite, aquilo me deixou muito confuso e eu não sei quais foram os motivos dela, mas dessa vez eu teria mais cuidado.
We're alive and we drive to the center of it
Where we know we're all fine
And this just can't be it
And in the end we all know
We only breathe for so long
So tonight is the night
Oh, we all roll along
Oh back too, for cigarettes
And we can't forget all the faces that we met
81, 23
Means everything to me
Take me back to the parking lots
The sleep we fought
All the places we got caught
This place will always be a part of me
Yeah, you're all a part of me
Just don't forget this.
We won't regret this.
We've got one chance to get it right
We're alive and we drive to the center of it
Where we know we're all fine.
And this just can't be it
And in the end we all know
We only breathe for so long
So tonight is the night
Oh, we all roll along
I remember every day that I spent dreaming
And bleeding
This place behind, I was
Away from thinking
Adding up all the days been wasted
Chasing the girls we hated
Some things they, they never change
Take me back to the sleepless nights,
The stupid fights,
You know, it never mattered who was wrong or who was right
And now you're all a part of me
We're alive and we drive to the center of it
Where we know we're all fine
And this just can't be it
And in the end we all know
We only breathe for so long
So tonight is the night
Oh, we all roll along
Definitivamente, aquela música tinha tudo a ver conosco. As brigas e os raros momentos civilizados que e eu tivemos juntos, sempre foram e sempre serão uma parte de mim, e disso eu não vou me arrepender nunca. A música acabou e me deu um selinho rápido.
- Me desculpe por isso, é que eu amo essa música. – Ela deu um meio sorriso e suas bochechas estavam levemente avermelhadas.
- Ah, tudo bem. Acho que vou comprar um CD desses caras, aí toda vez que eu colocar para tocar, vou te chamar para cantar para mim, em casa e de lingerie, o que você me diz? – corou e me deu uma tapa no braço.
- , como você é idiota.
- O que eu disse de errado? Eu apenas gostei da sua voz e da música, ué. – Disse cínico e sorriu. Um rápido silêncio se instalou entre nós, apoiou as costas no volante e acariciou as minhas mãos, que estavam apoiadas em suas coxas. Ela parecia pensativa. – Está pensando em que?
- Na gente. – Ela deu um meio sorriso. – Isso tudo é tão estranho, né?
- Por quê?
- Nós passamos a vida inteira brigando e agora estamos aqui, nos beijando, não faz sentido. – Ela mantinha a cabeça baixa, levantei o seu queixo calmamente e ela parecia envergonhada. Ela ficava ainda mais linda quando estava com vergonha... E eu, perto dela, ficava cada vez mais bixa. What the hell.
– As melhores coisas não fazem sentido, . – E o Oscar de Gay do ano vai para... !
- Você tem razão. – Ela sorriu e então me beijo carinhosamente.
Nosso beijo estava mais intenso, nossas línguas se encontravam em uma perfeita sintonia. Minhas mãos queriam explorar cada pedacinho do corpo dela, então percebi que o suéter que ela usava estava começando a me atrapalhar. Comecei a dobrar a barra da blusa dela, indicando que eu queria aquela peça de roupa longe, ela, entendendo meus sinais, levantou os dois braços para tirar a blusa e eu a ajudei e, por fim, joguei o suéter no banco do passageiro. Voltamos a nos beijar e se livrou do meu casaco e também o jogou no banco do passageiro. Agora sim minhas mãos poderiam explorar aquele corpo que eu tanto desejava. Minhas mãos deslizavam por toda extensão das costas dela e quando dei por mim elas massageavam os seios dela, o que arrancou um gemidinho de e aquilo me excitou. Cada toque me deixava mais aceso, puxei o lábio inferior dela com um pouco mais de forçar e então cheguei ao meu objeto de prazer; desci os beijos até o colo dela por cima do sutiã, senti suspirar e automaticamente puxar os cabelos da minha nuca. Desci o sutiã e suguei vagarosamente o seio direito dela e com a mão esquerda massageava o outro. se contorceu com o meu toque, em seguida ela me torturava distribuindo chupadas pelo meu pescoço e, para me matar de vez, apertou meu membro rígido. Automaticamente não dei mais atenção aos seios, levantei o queixo dela e comecei a beijá-la urgentemente. Minhas mãos puxavam o cabelo dela e ambos estávamos excitados demais. Ela continuava me masturbando e aquilo estava me matando aos poucos. Apertei a virilha dela com um pouco mais de força e gemeu baixo. Eu não estava mais agüentando, meu corpo pedia pelo dela, há anos ele queria isso e agora era o momento
- ... Eu não estou mais agüentando. – Minha voz saiu um pouco falha.
- Eu também não. – Ela disse baixo e passou a língua pelos meus lábios e eu sorri como resposta.
Colei meus lábios novamente nos dela e minha respiração já estava falha. Desci minhas mãos até o botão da calça dela, enquanto tentava abrir meu zíper com dificuldade, eu estava finalmente abrindo o zíper da calça dela, me assustei com duas batidas na janela do carro. Quem era o filho da puta que resolveu encher o saco em uma hora dessas? quebrou o beijo e abaixou a blusa apressada, ela parecia assustada, seus lábios estavam extremamente vermelhos, de modo que os meus também deveriam estar, ela tentou se levantar do meu colo, mas eu a impedi e ela me olhou confusa.
- Fica aqui... Eu preciso me acalmar, se é que você me entende. – Apontei constrangido para... Er, minha zona de perigo, e gargalhou.
– Ok.
Desci o vidro do carro e dei de cara com e , eles nos olhavam com curiosidade. Estava tudo muito fácil para ser verdade, quando eu achei que finalmente teria o que eu sempre quis, o puto do vem e estraga tudo.
- Estou vendo que você precisou da para encontrar sua carteira, . – sorriu malicioso e minha vontade era de quebrar a cara dele.
- Nossa, , você foi rápida no gatilho, hein?! – ironizou.
- Cala a boca, . – disse constrangida.
- Vocês são dois empatas, hein? – Olhei furioso para .
- Sorry, man, mas você disse que só vinha pegar a sua carteira e voltava, aí fiquei preocupado. – se desculpou, pois ele sabia que arruinou meu momento.
- Bem, eu não me desculpo por ter ficado preocupada com meus amigos. Vocês poderiam ter avisado, né? – disse direta.
- Ah, claro que eu iria avisar: , não se preocupe, estarei no carro me pegando com . – ironizou.
- Mal agradecida. – fez bico. – , tem como você abrir a porta? Estou congelando aqui fora, porra! – cruzou os braços e eu não pude conter um sorriso. Ela era tão temperamental quanto a .
– Foi mal, . – Destravei a porta, entrou e também.
- Vamos embora, estou com frio. – apareceu no meio do banco.
- Ok, mas primeiro tenho que pagar a conta, vamos, ? – Perguntei. Eu precisava pagar a conta e ainda tinha a Shelley, pois eu sumi e nem dei uma explicação, mas, tanto faz, ela não é nada minha.
- Relaxa, dude, eu já paguei. – puxou para perto dele e deu um selinho nela.
- Então, vamos. – Dei um sorrisinho para e beijei sua bochecha.
- Eu posso ir para o meu banco agora? – Ela disse no meu ouvido.
– Por mim você ficaria aqui, mas pode ir sim. – Disse malicioso. assentiu e se sentou no banco de passageiro.
- O que vamos fazer agora? – perguntou.
- Eu vou beijar a . – gargalhou.
- , isso fica para mais tarde. – .
- Se fodeu, viadinho. – Gargalhei.
- Então vou beijar o , tem problemas, ? – se infiltrou no meio do banco.
- Por mim tudo bem, eu e a vamos jogar guitar hero. – brincou com os cabelos de .
- Eba! Adoro terminar a noite com Guitar Hero, . – vibrou.
- Somos dois, , Guitar Hero para fechar a noite. – Falei animado.
- Vamos fazer dois times, eu e contra vocês duas. – .
- Ok. Preparem-se para perder, boys. – disse convencida.
- É o que veremos. – Disse provocativo.
- Dude... É estranho ver você e a se pegando, acho que o mundo está mesmo perto de acabar. – Disse , pensativo.
- Cala a boca, ! – e disseram em coro.
- Ok, não falo mais nada, estressadas. – se fez de ofendido.
- Ele ficou tristonho. – disse fazendo biquinho e apertou a bochecha de , quem sorriu satisfeito. – O beije, .
- Não. o beija por mim. Eu sei que eles curtem uma viadisse. – gargalhou.
- Opa! Deixa comigo, mais tarde passa no meu quarto, ... Algo te espera. – Olhei pelo espelho e vi sorrir.
- Já que a não me dá um jeito, vou ceder para o , depois não reclama, Senhorita . – virou a cara, como se fosse uma garota ofendida, não contive uma gargalhada.
- Ur so gay, and yes you really like boys. – e cantarolaram o refrão de uma musica de Katy Perry. se aproximou do banco e deu um beijo no meu pescoço e as meninas gargalharam.
Com certeza, aquela seria uma noite memorável. Eu tinha dois dos meus melhores amigos e a melhor garota comigo, pelo menos eu a tinha... Nesse momento.
Capítulo 9 - To the new beginings
O cinza intenso encobria o céu da cidade, a garoa fininha insistia em cair e o vento frio rugia do lado de fora da janela do meu quarto, mas nem o frio de dezembro era capaz de deixar e eu desaminadas. Nós estávamos terminando de nos maquiar, antes de ir para a grande festa de ano novo no Holliday Inn Hotel Bolton Centre. Todas as férias minha família passava o ano novo lá, e, obviamente, esse ano não seria diferente.
- Oh, my God! Você e o vão ser um casal, escreve o que eu estou dizendo, . – dizia animada, enquanto espalhava blush nas maçãs do rosto e minha vontade era dar um cutucão na costela dela.
- E você e vão se casar daqui a dois meses e você vai ter trigêmeos, escreve o que eu estou dizendo, . – Ironizei e revirou os olhos.
- Como você é boba, . Eu estou falando isso porque foi o que eu vi ontem. Quando vocês dois não estavam querendo se matar durante o guitar hero, vocês até que se tratavam bem. – terminou de fazer a maquiagem e foi checar o vestido em frente ao espelho.
- , entende uma coisa... - Pausei. – Eu não quero um relacionamento e muito menos com . – Terminei de passar batom e me juntei à em frente ao espelho.
- E qual seria o problema do seu primo gostoso, famoso e rico ser seu namorado? E de você ter um relacionamento? – ajeitava os cabelos enquanto falava.
- Primeiro porque, meu, ele é meu primo e, segundo, ele é um galinha e sobre relacionamentos... Isso realmente não é uma prioridade na minha vida, agora. – Virei de costas e observei se meu vestido azul turquesa tinha caído bem no meu corpo. Minha bunda parecia, digamos, um pouco “avantajada”. – Esse vestido faz minha bunda parecer do tamanho de Londres?
- Faz a sua bunda parecer charmosa como Veneza. E meus peitos, como ficaram nesse vestido? – interrogou enquanto ajeitava os seios para cima.
- Sexy, porém elegante. – Elogiei e sorriu.
- Thanks, hon, mas, sobre o , não acho que ele seja tão galinha quando está perto de você, , vai por mim. Ele muda quando você está por perto. – pareceu certa do que dizia. What the hell estava havendo com a minha amiga? Ela era team agora?
- , lindinha, vai ser sempre galinha e ele não muda nada perto de mim. Eu sei o que ele quer e sempre quis, como todo homem, ele quer sexo, ainda mais comigo. Eu sou aquele brinquedo que ele nunca teve e sempre quis brincar e quando ele o tiver, simplesmente vai enjoar. – Falei minha teoria calmamente e me olhava pasma.
- Eu não concordo com você, mas mesmo você pensando assim, isso não te incomoda?
- Nop, até porque eu quero o mesmo que ele. – me olhou incrédula e eu senti minhas bochechas queimarem de vergonha.
- Stevens! Desde quando você resolveu fazer sexo com alguém que não seja seu namorado e não me contou, e ainda com ? – sentou-se sobre a cama, abismada, como se eu tivesse escondido o maior segredo dela. Eu gargalhei com o drama da minha melhor amiga.
- Desde quando eu percebi que preciso mudar algumas regras, e desde quando eu decidi não me tornar virgem de novo até eu encontrar um namorado. Você sabe que eu sou um caos em relacionamentos e é a pessoa perfeita para isso, pois ele não se importa com nada. É sexo sem compromisso, é só o que eu preciso. – Disse, satisfeita.
- Well... Você sabe que sentimentos começam assim, né? Com coisas que não deveriam ser, mas acabam sendo. – se levantou da cama e pegou seu casaco.
- , chega de profecias, ok? Eu quero começar o ano de uma maneira diferente, e só isso.
- É claro que você vai, amiga. – deu um sorriso de canto, aqueles que dizem “eu sei do que estou falando”, mas antes que pudesse argumentar contra, papai apareceu na porta do meu quarto.
- Meninas, vocês estão verdadeiras princesas, agora, vamos, antes que sua mãe e sua tia tenham uma sincope lá embaixo.
- Ok. – Peguei minha bolsa, enquanto me aproximava da cama e por fim depositei um beijo no topo da cabeça da minha cachorrinha que dormia feito um anjinho. – Feliz ano novo, Paris. - Ela passou a patinha no focinho. Tão lindinha!
- Tio, chama a antes que ela carregue a Paris! – dizia ao meu pai, ambos me esperavam na porta do quarto.
- Vamos, pessoas. – Impedi papai de reclamar e corri até a porta, dando-lhe um beijinho no rosto, ele sorriu, carinhoso.
’s Point Of View
O hotel estava abarrotado de gente de nariz em pé, alguns sentados em suas mesas e outros na pista, dançando ao som de Don’t Know Why de Norah . Embora houvesse muitas garotas bonitas trajando seus vestidos elegantes naquela noite, tinha uma em especial que despertou minha completa atenção; com a pele perfeitamente clara, maquiagem leve e cabelos com cachos grossos nas pontas. Ela usava um vestido azul turquesa sexy, e não vulgar. Aquela garota que tomava toda a minha atenção era a . Ela estava sentada na mesa com a minha família e abraçava a vovó, e sorria de um jeito encantador. Eu queria parar de olhá-la, mas não conseguia. Aquele sorriso me entorpecia e me prendia de uma maneira confusa. Aquele sorriso me dizia tantas coisas, eu me sentia bem o admirando, mas algo me alertava que se eu continuasse a agir assim, as coisas poderiam tomar outro rumo e, definitivamente, eu não quero isso. Eu tinha que manter minha cabeça em um único ponto, e o ponto era: passe uma noite com e depois a tire de sua cabeça. Era algo simples de se fazer e eu iria seguir a risca.
Dei uma olhada para ela e, para o meu azar, percebeu, eu iria virar o rosto e tentar disfarçar minha babaquice e antes que eu o fizesse, ela sorriu docemente para mim, retribuí o sorriso meio sem jeito e em seguida entornei minha taça de espumante.
- Dude, cuidado para não escorrer a baba. – me acordou de meus devaneios.
- O-o quê? Estou babando por ninguém, não. – Tentei disfarçar e pedi uma dose de uísque no bar.
- Eu sei que você estava olhando para a , . Na verdade, todo mundo que tem olhos e estava te observando sabe disso. – deu um meio sorriso, seguido de dois tapinhas no meu ombro.
- Ah, quer saber? Eu estava mesmo e estou pouco me fodendo, mas isso não quer dizer nada, olhar ainda é permitido. - Explodi. - Que mal há em olhar as pessoas?
- Você pode olhar para ela o quanto quiser, mas se isso não quer dizer nada, então você não precisa encontrar desculpas, certo? Ou, se você fica assim, é que alguma coisa você sente. – virou o copo de uísque e escorou os braços no balcão de madeira. Eu acho que está andando demais com a e está aprendendo a ficar muito esperto.
- , , , a única coisa que eu sinto pela minha prima vai ir embora depois que a gente acabar o que começamos há três anos e que demos continuidade ontem, mas não terminamos por causa da sua intromissão e da sua . – Agora foi minha vez de dar dois tapinhas no ombro de dele.
- Se você diz. – Ele disse duvidoso.
- Sim, é o que eu digo. – Disse convicto.
Notei um sorriso extenso se alargar no rosto de , e estavam vindo em nossa direção. Ela conversava com e sorria de um jeito encantador, que fazia meu coração bater aceleradamente. Droga de atração idiota!
’s Point Of View
- Olha para eles dois, , perfeitos em seus smokings e são totalmente nossos. – disse orgulhosa, reparando em que conversava descontraidamente com no bar.
- Totalmente seu, amiga. é seu, mas o não é meu. - Expliquei. não era meu, embora eu tivesse que concordar que ele estava perfeito naquele smoking, ele nunca será meu, definitivamente, entre nós, só rola atração e nada mais.
- Não seja estraga prazeres, ! Essa noite ele é seu e ponto... E você não sabe o que o futuro te reserva. – fez bico e lá continuava ela com suas previsões.
- , já chega de prever meu futuro, ok?
- Ok. Até porque eu prefiro beijar o , a te irritar com minhas verdades, miss rabugenta. – sorriu e mostrou a língua.
- Sua boba. – Mostrei a língua em resposta.
Aproximamo-nos dos meninos, automaticamente deu um selinho demorado em e eu dei uma checada discreta no , que estava incrivelmente lindo com seu smoking Armani. Meus olhos encontraram as íris brilhantes dele. Seus olhos eram lindos. Por um momento fiquei deslumbrada, acordei do meu “momento idiota” com o meio sorriso charmoso de .
- , chega de tomar tanto uísque, pista de dança, agora. – ordenou e puxou pelos braços.
- , eu não sei dançar esse tipo de música granfina. – Meu amigo protestou.
- Eu te ensino, sweet heart. – sorriu e saiu puxando para a pista, deixando e eu sozinhos.
- Você está linda, . – disse simpático depois de ter fitado meu corpo. Aquele olhar significava cobiça, digamos que nossos olhares estavam nivelados.
- Obrigada e, se serve como elogio, você não está nada mal, rock star. – Brinquei e ele sorriu. Na verdade, ele estava ótimo, eu só não queria admitir, as always.
- Seus elogios são estranhos. – Ele arqueou a sobrancelha e se levantou do banco, parando na minha frente. – Me concede essa dança, senhorita? – segurou minha mão esquerda e em seguida a beijou levemente. Como aqueles gentleman de filmes antigos.
- Com todo prazer, adorável cavalheiro. – Segurei a barra do meu vestido, igual às damas de antigamente, e sorri simpática. assentiu e então fomos em direção ao salão aonde as pessoas dançavam.
Chegando à pista, notei e dançando, na verdade, tentava dançar e o conduzia. Olhei para frente e vi a mesa onde minha família estava sentada, mamãe e Tia Grace me fitaram ao mesmo tempo em que olhei para elas, as duas sorriam e cochichavam algo. Senti que aquilo tinha a ver comigo e , mas não queria pensar no que aquelas duas falavam.
Paramos no meio da pista, colocou as duas mãos na minha cintura e eu coloquei as minhas em seu pescoço. A banda começou a tocar uma melodia conhecida e eu simplesmente adorava aquela música.
Cada movimento que e eu fazíamos, nossos corpos se fundiam ainda mais. A música calma invadia meus ouvidos de uma forma agradável e a companhia também me agradava, e muito. Desde que colamos nossos corpos naquela pista, o silêncio tinha imperado entre nós. Eu não tinha o que falar, acho que também não. Era como se ambos quiséssemos apenas aproveitar o momento e somente sentir a pele um do outro. Encostei minha cabeça no peito do meu primo e pude ouvir seu coração bater em um ritmo frenético. O perfume dele me viciava cada vez mais, minha vontade... Era de beijá-lo loucamente e acabar com a pouca distância instalada entre nós, mas eu não tinha essa coragem. O tempo parecia ter parado, e eu estava gostando da idéia de apoiar minha cabeça sobre o peito dele. “Poderia ficar daquele jeito para sempre e nunca reclamaria!”, meus pensamentos estavam tomando direções confusas, eu não queria pensar essas coisas sobre , era esquisito, porém, não conseguia evitar. Quando meus pensamentos estavam me confundindo novamente, fui acordada por descendo a mão levemente pela minha bunda. Ele era maluco? Nossa família estava aqui! Afastei-me dele e o fitei confusa.
- , você perdeu a noção das coisas? Nossa família está aqui.
- Desculpa, , mas não pude evitar. – Ele fingiu preocupação e me puxou novamente para perto dele.
- Se controla, garoto, sem demonstração de afeto em público. – Coloquei as mãos dele em minha cintura, indicando que aquele era o limite.
- Eu quero te mostrar um lugar. – disse calmo em meu ouvido, simplesmente ignorando a minha “meio bronca”, e no ato senti os pelos do meu corpo se arrepiarem.
- Hum... Um lugar especial? – Disse, animada com a idéia.
- Digamos que é um dos meus lugares favoritos na cidade. Quando a música acabar, te levo até lá. – levantou meu queixo e passou as mãos delicadamente pelo meu rosto. Aquele olhar transparecia... Ternura? Er... Acho que não.
- ... – O repreendi. Será que ele não sabe disfarçar? Antes que eu pudesse chamar a sua atenção, ele me cortou.
– Ok. Já entendi, sem demonstrações de afeto em público, certinha. – Ele sorriu irônico.
- Tarado. – Retruquei.
A música acabou, pensei que a cantora iria cantar mais uma canção, mas fui surpreendida quando não ouvi nenhum instrumento ser tocado e o pianista cochichar algo com a mulher que entretia nossa noite com sua voz maravilhosa.
- Senhoras e senhores, desculpem-nos pela pausa, mas fui alertada que devo fazer a contagem regressiva para o novo ano. Estão animados? – As pessoas gritaram um sonoro sim.
O tempo passou tão rápido que eu tinha realmente esquecido que ainda não tínhamos feito a contagem regressiva.
- Ok. Se vocês estão preparados, aqui vamos nós. 10, 9, 8... - A mulher contava animada, seguida dos convidados.
estava parado ao meu lado e sorriu de canto, a mão dele estava quase alcançando a minha, mas tudo aconteceu muito rápido, um grupo de pessoas passou rapidamente entre nós, me arrastando para longe, quando olhei para o lado, não estava mais lá.
- 7, 6, 5... – Legal! Eu estava completamente sozinha na contagem regressiva. Tentei olhar entre as pessoas e nada de encontrar o .
- 4, 3, 2... – Já tinha me conformado de ficar ali sozinha, então senti uma mão tocar meu ombro. Virei-me rapidamente, cogitando que tinha me encontrado, mas vi que estava errada... Era meu pai e minha mãe que estavam ali.
- 1! Feliz 2010 para todos! – A cantora vibrou e os demais também.
Papai e mamãe me abraçaram de uma só vez, me desejaram feliz ano novo e me desejaram milhares de coisas boas, e eu fiz o mesmo. Eu estava contente de estar com eles nesse momento, mas o estranho é que faltava outra pessoa. Eu não queria que estivesse sozinho agora, odeio admitir, mas queria estar com ele.
- Mamãe, onde está a tia Grace e tio Spencer? – Perguntei. Talvez eles soubessem onde estaria.
- Eles foram procurar o , querida. – Mamãe respondeu simpática e eu assenti.
– Bem... Vou até a mesa falar com a vovó. – Disse. Notando que vovó estava na mesa sozinha, ela parecia triste.
- Vai sim, filha, sua mãe e eu vamos acabar de cumprimentar algumas pessoas. – Papai respondeu, enquanto mamãe cumprimentava um casal de amigos.
– Ok. – Dei de ombros e caminhei em direção à vovó.
- Vó, feliz ano novo! – Exclamei simpática e abracei minha querida vó. Ela me abraçou forte.
- Feliz ano novo para você também, querida, que 2010 seja um ano repleto de felicidades. – Ela disse contente, no entanto sua expressão era triste. Eu sabia o motivo pelo qual vovó estava desanimada. Passei minhas mãos pelo seu rosto e a abracei forte.
- Não fica triste, vovó, eu sei que aonde quer que o vovô esteja, ele olha por nós. Ele não quer que a senhora fique triste. – Disse no ouvido dela e em seguida vovó beijou meu rosto, carinhosamente.
- Eu sei, meu amor... É só que é inevitável não sentir a falta dele, mas não vou mais ficar triste. – Ela deu um sorriu fraco e me cortou o coração vê-la daquele jeito.
- Vou acreditar na senhora, viu? – Beijei a mão dela. – Também sinto a falta dele todos os dias, mas eu sei que ele sempre está conosco. – Falar do meu vô era sempre nostálgico. Só Deus sabe o quanto eu sinto a falta dele.
- Eu sei disso, querida... Eu só quero que você saiba que eu amo muito você e o .
- Nós também te amamos muito. – Abracei minha vó mais uma vez. E logo pude ver minha família se aproximando da mesa.
- Me concede essa dança, Senhora Cecil? – Tio Spencer disse simpático.
- Com todo prazer. – Vovó estendeu a mão e foi para pista de dança com meu tio, ela se virou e sorriu de canto, como se estivesse me agradecendo. Agora sim eu estava feliz, então devolvi o sorriso para minha vó preferida.
- Querida, feliz ano novo! – Tia Grace me abraçou.
- Pra senhora também, tia linda. – Disse simpática.
- Faz companhia pra gente? – Tia Grace interrogou, e antes que eu pudesse responder, vi meu celular vibrar em cima da mesa, indicando que havia chegado uma nova mensagem. – Só um minuto, tia.
“Ainda quero te mostrar o lugar especial. Encontre-me no terraço do Hotel. .”
Um sorriso leve escapou pelos meus lábios, ao ler a mensagem.
- Desculpa, tia, mas preciso encontrar uma pessoa. – Minha tia balançou a cabeça em um sim, e, mais que depressa, saí da mesa e fui rumo ao terraço.
’s Point Of View
Era engraçado como estabelecer contato com o corpo da me deixava altamente instigado. Dude, o corpo daquela garota era uma zona de perigo para qualquer um, principalmente para mim.
Estava tudo dando certo, até aquele bando de pessoas bêbadas passarem entre nós e eu a perder de vista. Esse era o primeiro ano novo que passamos juntos e a discórdia entre nós estava extinta... Isso merecia até um brinde.
Tentei procurá-la entre as pessoas, mas não consegui achá-la. Eu precisava encontrá-la essa noite, eu tinha que provar para mim mesmo que todos aqueles pensamentos sobre ela que assolavam a minha mente durante anos... Era pura atração. Então subi para o terraço do hotel e mandei uma mensagem para que me encontrasse.
A visão da cidade era privilegiada do terraço do hotel. Era possível ver as luzes da cidade brilhando, o céu escuro e a neve fraca começar a cair. Aquele lugar me transmitia paz, eu queria dividi-lo com uma pessoa que certamente entenderia todas essas sensações que eu sinto quando estou aqui - com certeza entenderia. Ouvi o barulho de salto alto se aproximar, nem precisei me virar para ver quem se aproximava; seu perfume delicioso já a denunciava.
- E sse lugar é perfeito! – disse maravilhada e parou ao meu lado, observando a cidade.
- Não é? Eu sabia que você iria gostar. – Disse calmo. estava sem seu casaco, ela estava com os braços cruzados, se protegendo do frio. Notei que os pelos de seus braços estavam arrepiados, então, mais que depressa, tirei meu terno e coloquei sobre seus ombros.
- , não precisa se preocupar com isso, não quero que você passe frio por mim. – insinuou de tirar meu terno, mas eu a impedi.
– Eu agüento. – Ela assentiu e um sorriso discreto surgiu em seus lábios. - Vem! Quero te levar para um lugar onde nem você e nem eu possamos pegar uma gripe. – Puxei pelo braço e ela me olhou confusa.
- Mais um lugar favorito, ?
- E confortável. – Ela sorriu e me acompanhou.
Descemos o primeiro lance de escadas, onde ficava a cobertura do hotel. Passei o cartão magnético para abrir a porta e me olhava de canto.
- Cobertura... Sério, ? – Ela deu uma risadinha nasalada.
- O que eu posso fazer?! Um rock star tem suas regalias. – Sorri ao falar o apelido irônico que minha prima me dera.
se aproximou da cama king size que havia no quarto, e colocou seu celular em cima do criado mudo. Vi sua silhueta perfeita e não pude me segurar, me aproximei colando nossos corpos e dei um beijo em seu pescoço, senti se arrepiar com meu contato corporal. Fiquei satisfeito, era bom saber que meu corpo também tinha algum impacto sobre o dela.
- Acho que agora podemos demonstrar afetos, certo? – Disse no ouvido dela. ficou de frente para mim.
- Podemos demonstrar muito mais que isso. – Ela disse com os lábios encostados aos meus, sem me beijar. A mão dela percorreu desde a minha barriga até meu pescoço. Sorri malicioso e suguei seu lábio inferior com calma.
O beijo foi ganhando mais força, e eu nos beijamos entre passos até eu cair em cima da cama, sobre o seu corpo. Minhas mãos percorriam as coxas dela e ela puxava os cabelos da minha nuca. passou a língua lentamente pelos meus lábios e parou o beijo. Confesso que fiquei frustrado, será que ela queria desistir?
- Feliz ano novo, . – Ela disse e me fitou intensamente. E agora meu desespero tinha ido embora.
– Feliz ano novo, . – Sorri e voltei a beijá-la com precisão.
inverteu as posições, ficando por cima. Ela passou a língua vagarosamente pelos meus lábios e minha ereção já estava se tornando presente, e num ímpeto se levantou da cama e caminhou até a mesinha de centro que havia no quarto. Apoiei-me sobre meus cotovelos e olhei atentamente o que a maluca da minha prima iria fazer. Ela pegou uma garrafa de champanhe que estava sobre a mesa e fez novamente o caminho de volta a cama e, por fim, abriu o zíper de seu vestido e deixou que ele caísse lentamente sobre seus pés. Fiquei sem palavras. O paraíso estava postado em minha frente, usando apenas um espartilho azul incrivelmente sexy, seu nome? . Meu corpo estava em chamas sem ao menos tocar o dela. chacoalhou a garrafa de champanhe e a abriu. A espuma da bebida se espalhou pelo quarto e gotas do espumante caíram sobre seu corpo.
- Ops, me molhei. – Ela sorriu desconcertada. Eu Não estava mais agüentando aquela distância e em um ato puxei seu corpo contra o meu. – Ow, calma, garotinho. – Ela disse irônica.
- Já tive calma demais... Gostosa! – Sorri malicioso e puxei o lábio inferior de repetitivamente e por fim dei uma mordida leve. Ouvi sua respiração acelerar. – Proponho um brinde.
- Um brinde à que? – Ela jogou uma perna de cada lado do meu corpo, sentando-se em cima de mim.
- A um novo começo.
- A um novo começo. – deu um gole no champanhe e em seguida foi minha vez. Coloquei a garrafa em cima do criado mudo e estava ansioso para ver aquele corpo, que me deixava maluco.
Era insana a vontade que eu tinha de estar dentro dela, parecia que tinha um vulcão em erupção dentro de mim, para ser exato, dentro da minha calça e localizado no meio das minhas pernas. Começamos a nos beijar com fervor, minhas mãos estavam indo de encontro com os pequenos botões do espartilho azul que usava, eu queria aquela peça o mais longe possível, mas ela me impediu de abri-los dando um tapinha na minha mão e então começou a desabotoar minha camisa entre beijos e quando terminou de desabotoar, jogou a peça longe. Subi minhas mãos pelas coxas dela e novamente fiz o mesmo caminho até chegar aos botões do maldito espartilho, desabotoei um, ela, percebendo meu desespero, deu um sorriu insinuante e passou a distribuir mordidas pelo meu pescoço, gemi ao sentir seus lábios sobre minha pele e, mais que depressa, me empenhei em desabotoar o resto dos botões de seu espartilho. Eu não conseguia parar de beijá-la, como se aquilo fosse o ar que eu precisava para respirar. Ela se perdeu em meus braços assim como eu queria e precisava... Fui me deitando sobre ela, beijando pescoço, seios, barriga, a fazendo arfar pesadamente. A esse ponto, ela não iria mais desistir...
me puxou, encontrando minha boca em um beijo desesperado, quase beirando a loucura. Minhas mãos percorriam o corpo dela com força e os gemidos que ela dava... Putz! Estavam acabando comigo. Recomecei as caricias pelo corpo dela, contemplando seu corpo apenas de calcinha... Ela me olhava curiosa. Então, parei de repente, observando-a...
- , eu sou maluco por você... Por esse seu corpo... – Eu queria vê-la pedir por mais.
- Não pára, ... - Ela pedia quase em desespero, me fazendo sorrir com malícia e voltar para suas pernas, acariciando com a boca o interior de suas coxas, beijando sua intimidade por cima da renda da calcinha... Ela pirou! Cara, minha prima era boa demais. Tirei sua calcinha, de maneira torturadora, com a boca e abri as pernas dela devagar, tocando sua intimidade com a língua, fazendo-a quase rasgar os lençóis... Eu era muito bom nisso! Continuei até sentir que o corpo dela tremia de prazer, voltei a beijá-la de maneira que abafasse os gemidos... Aquilo tudo estava realmente acontecendo. - Eu quero você... - Ela segurou meus cabelos com força, sussurrando no meu ouvido. Adeus delicadeza. Livrei-me das minhas calças e se eu não a penetrasse agora... Eu iria ficar louco.
Abri as pernas dela devagar e antes que ela pudesse dizer algo, eu a penetrei quase que violentamente, eu ia cada vez mais rápido e fundo, a ouvia quase urrar de prazer... Ela me enlouquecia... O cheiro, o jeito, a maneira que ela estava se entregando para mim.
Nossos olhos se fixaram, silenciosamente, nada precisava ser dito. Aumentei o ritmo e ouvi gemendo mais alto, cravando as unhas em minhas costas, e, em seguida, senti seu corpo mole convulsionar embaixo do meu... Mais algumas estocadas e eu cheguei ao ápice, seguido dela. Caí exausto ao seu lado... Não sei o que seria daqui para frente.
- Oh, my God, você faz isso parecer... Tão bom. – Ela disse arfante e repousou uma mão sobre a testa.
- Como assim eu faço isso parecer bom? – Sorri confuso. Será que ela era... Ah, ela não era virgem, né? Eu tinha que descobri aquilo, se a primeira vez da foi comigo, eu ganharia na loteria. –, você é...
- Eu não sou virgem, se é isso que você quer saber, querido primo. – Será que minha cara de decepção estava muito visível agora? Como eu sou idiota.
- Ah, tá... – Disse, sem graça.
Ouvi um barulho e logo em seguida vi pegar seu BlackBerry de cima do criado mudo. Ela lia atenciosamente e num rápido impulso se levantou da cama.
- Preciso ir, . – Ela pegou suas roupas do chão e correu para o banheiro. Por um minuto pensei em perguntar porque ela iria se trocar no banheiro, sendo que eu tinha acabado de vê-la nua. ... Ela é um conjunto de contradições.
- Aconteceu alguma coisa, ? – Levantei da cama colocando minhas roupas. Poxa, será que meu destino era sempre ficar plantado com cara de tacho, enquanto ela saía correndo do quarto? Ok, isso foi gay, mas é a pura verdade.
- me mandou uma mensagem, mamãe estava me procurando, preciso ir. – Ela disse ansiosa e saiu do banheiro dando passos largos. Por que eu estava com medo disso?
- , você vai embora? Digo... Você ainda vai ficar aqui na festa? – Titubeei.
- Acho que não, depois a gente conversa, bye, . – Nem deu tempo de eu falar e saiu batendo a porta.
Eu não iria ficar parado de novo enquanto ela vai embora. Eu estava nervoso porque eu queria saber como as coisas ficariam entre nós agora. Eu prometi que dessa vez iria descobrir que raios sinto por essa garota e vou cumprir isso.
’s Point Of View
Inferno! Mamãe tinha que se lembrar de mim justo em um momento desses? Ok, eu sei que isso foi rude, mas a hora era imprópria, huh? Eu queria aproveitar um pouco mais do , definitivamente, ele mudou meu conceito, sexo é bom sim. Eu poderia fazer mais vezes isso com ele, na verdade, quantas vezes ele quisesse, certo, de onde veio essa ninfomaníaca right now? Também, ficar um ano sem praticar dá nisso, parecia que eu tinha acabado de perder a virgindade, de novo. Eu já provei para mim mesma que só sinto desejo pelo meu primo e ponto! Isso não pode acontecer novamente. A porta do elevador se abriu, acordando-me dos meus pensamentos e de cara notei no bar, tomando uísque. Caminhei rapidamente até ela, precisava saber o motivo do alarde da minha mãe.
- , bitch! Onde você estava? – Ela perguntou ansiosa.
- Er, eu estava com , cadê minha mãe? – Interroguei e, como de costume, dei um gole na bebida dela.
- Sua safada, você cheira a sexo. – Ela disse maliciosa e eu quase cuspi o líquido que tomava e, como não bastasse tamanha humilhação, se juntou a nós.
– Quem cheira a sexo? – Meu amigo lerdo perguntou à sua namorada, sei lá o que eles eram!
- Ninguém. – Sorri amarelo.
- Bem... Sua mãe foi pra casa, ela estava te procurando pra te avisar que sua vó estava com a pressão um pouco baixa, ela iria levá-la para casa. – Oh, não, minha vó passando mal e eu no movimento sexy?! De repente me senti culpada.
- Estou indo para casa, preciso ver a vovó.
- Mas você está sem carro, . Não quer esperar o para que ele te leve? – disse, preocupado.
- Não precisa, eu pego um táxi. Se divirtam, amores. – Saí apressada e apenas ouvi dizer algo como “Quero os mínimos detalhes amanhã, safada”. Dei um sorriso de canto para ela e fui embora.
’s Point Of View
O salão de festas continuava abarrotado de gente, incrível como no meio de todas aquelas pessoas eu pude ver e se agarrando no bar. Aqueles dois que eram felizes, não perdiam tempo. Aproximei-me deles e nenhum dos dois perceberam minha presença. Novidade!
- Vocês viram a ? – Indaguei e me olhava malicioso.
- Ela foi embora, dude. Onde vocês estavam e o que estavam fazendo? – Como se fosse uma coisa que ele já não sabia.
- Por aí. Bem, eu preciso ir para casa, vocês vem comigo?
- Nop, e eu temos muito o que fazer por aí. – sorriu maliciosa e em seguida deu um selinho em . Fiquei desconcertado. Garota irônica. Alguém já disse que ela e são almas gêmeas?
- Ok, boa diversão para vocês.
- Agora é nossa vez. – ironizou, eu queria mandá-lo se foder, mas apenas sorri de canto e fui embora.
Cheguei em casa e uma idéia surgiu como uma lâmpada em minha cabeça, eu sei que o que eu estava prestes a fazer deixaria puta da vida, mas eu não me importava.
Capítulo 10 - This is the goodbye
Ele fazia movimentos rápidos dentro de mim, enquanto eu puxava seus cabelos e mordia seu ombro com um pouco mais de força. Eu não agüentava mais aquela demora, eu estava a ponto de enlouquecer de tanto prazer. Oh my... sabia o que estava fazendo. Quando estava chegando ao ápice, ouvi uma voz conhecida… Cantar?
“Tonight I kinda get the feeling my girl is up to something, something that is not good.”
Joel Madden estava cantando no meu quarto?!
A música continuou, então percebi que meu celular estava tocando e Like it’s her birthday- Good Charlotte, era o toque do meu BlackBerry, e Joel Madden não estava no meu quarto cantando, enquanto eu e fazíamos sexo... Graças a Deus por isso. Que sonho era aquele? E quem ousa a me acordar essas horas? Ainda desnorteada, e com os olhos fechados, tateei, com as mãos, em cima do criado mudo, procurando pelo objeto irritante que não parava de tocar, enfim achei meu celular e atendi sem ver quem me ligava... Para ser sincera, quem me incomodava.
- Alô. – Atendi irritada.
- Feliz 2010, diva estressada! – Reconheci a voz entusiasmada.
- Para você também. Porra, Josh! Isso é hora de dar feliz ano novo? - Disse estressada e meus olhos ainda permaneciam fechados.
- Você teve a semana toda para dormir, little bitch. – Ele disse com descaso. – Você acha que eu queria te ligar agora, quando eu poderia estar vendo George Clooney na televisão? Claro que não, né?! Mas preciso te dar um recado.
- Desculpa, babe. – Tentei me redimir. – O que houve?
- Agora sim, está melhor. – Josh disse, satisfeito. Amigo gay mimado dá nisso. - Samanta disse que precisa de todos nós amanhã no escritório, o que significa fim de férias.
- What?! – Ah, não! Isso só pode ser piada. – Mas por que ninguém entrou em contanto comigo antes?
- Porque a secretária dela nos mandou um e-mail avisando dia 29, se você tivesse lido seus e-mails teria visto, mas como eu notei que a senhorita não me ligou surtando, deduzi que você não sabia. – Josh disse calmo, enquanto uma onda de estresse estava a ponto de me dominar.
- Que inferno! Aquela Samanta é... AH! - Dei um grito ao me virar de lado e dar de cara com dormindo na minha cama. Ele esfregou os olhos e me olhou, confuso.
- O que aconteceu aí, ? Está maluca? – Josh especulou.
- Não foi nada, eu acho que vi uma barata. – Foi a única desculpa esfarrapada que surgiu em minha mente. – Olha, preciso desligar... Quando chegar em casa, te ligo.
- Ok. Little bitch, I love you.
- Também. – Desliguei o celular e encarei , que tinha voltado a dormir. Garoto mais cara de pau que ele estava para existir. Peguei meu travesseiro e atirei em sua cabeça. acordou assustado, e, se eu não estivesse tão brava agora, na certa estaria gargalhando da cara dele. - O que você está fazendo no meu quarto, ? – Tomei o cuidado de falar baixo, não queria que ninguém na casa percebesse que meu primo maluco tinha passado a noite no meu quarto.
- Isso é jeito de acordar as pessoas? – Ele passou a mão na cabeça e me olhou emburrado. Continuei encarando-o, esperando uma resposta. – Acho que confundi os quartos.
- Deixa de ser mentiroso, . Oh meu Deus! Você é mesmo maluco, huh? Se meu pai pega você aqui, eu estou morta! – Disse, apreensiva.
- Relaxa, , eu tranquei a porta. – Ele disse em um tom sossegado e sorriu maroto.
- , você não tem jeito, mesmo. – Sorri ardilosa. – Sério, agora me diz... Por que você dormiu aqui? – me olhou sem jeito. Como se não soubesse o que dizer.
- Ah, , eu sei lá. Ontem tudo aconteceu tão rápido e nem deu tempo da gente conversar, e, quando eu vi, acabei aqui. – Ele mantinha o olhar distante.
Agora eu entendi o motivo dele ter passado a noite “comigo”. Ele devia estar preocupado de eu fugir na manhã seguinte, como eu fiz da outra vez. Como eu fui idiota de não ter percebido isso logo de cara? Eu parecia o homem da situação, que transa com a mulher e na manhã seguinte vai embora sem se despedir. Confesso que achei super fofo ele ter se preocupado comigo, só não entendia porque ele realmente se preocupava.
- Hey, . – Levantei o queixo dele com delicadeza e seus olhos perfeitos se encontram com os meus. – Eu não vou a lugar algum, ok? As coisas entre a gente não são mais as mesmas de antigamente. – Dei um meio sorriso.
- Eu sou mesmo um idiota, né? – Ele sorriu desconcertado. – É que eu fiquei receoso de você estranhar o que tinha acontecido com a gente e ir embora... De novo. As coisas estão legais entre a gente, , e eu não quero estragar isso.
- Você não é idiota, eu é que sempre fui. Pode ter certeza que nós não vamos estragar nada, primo, eu gosto dessa nossa nova versão tanto quanto você. – Disse, sincera. – Mas, agora você precisa dar o fora daqui, antes que a mamãe venha me ver e eu preciso arrumar minha mala. – Levantei-me da cama com pouca vontade. Eu não queria ir embora.
- Você vai embora hoje? – Assenti. – Por quê? – indagou, curioso.
- Trabalho. Parece que amanhã volto à minha rotina. – Proferi, desanimada.
- Isso é chato pra caralho. – coçou a cabeça e pegou sua camisa que estava jogada no chão. Putz! Aquele abdômen era tentação na certa. Disfarcei meu olhar, antes que ele percebesse minha cobiça. – Acho que merecemos uma despedida. – sorriu safado e em seguida saiu, batendo a porta do quarto.
Morri. Confesso que a idéia de uma despedida caliente com Hot não cairia mal, no entanto eu não tinha tempo para isso. Precisava arrumar minhas coisas e voltar para Londres ainda hoje, culpa da minha chefa maluca.
Após ter guardado minhas coisas e de Paris também, fui até o quarto de avisá-la que teríamos que ir embora daqui a algumas horas, fato que muito me revoltava. Dei duas batidas leves na porta, e em questão de segundos ouvi a chave girar na fechadura.
- Oi, . – disse sem ânimo e com a cara amassada de sono.
- Você precisa arrumar suas coisas, Josh me ligou. Segundo ele, Samanta quer todos em seu escritório amanhã. – Torci a boca.
- Nossa! Que péssimo, mas eu volto a trabalhar dia três, então dá no mesmo. Vou arrumar minhas coisas. – disse, desanimada.
- Ok. – Dei de ombros e voltei para o meu quarto. Quando entrei no quarto, Paris estava em cima da minha cama, mordendo minha coberta. Não resisti àquela gostosura e, mais que depressa, fui brincar com ela. – Own, meu amor, você está brincando sozinha, é? - Apertei de leve o focinho dela, e automaticamente senti seus dentinhos afiados morderem meus dedos. – Mamãe vai tomar banho e já volta. – Paris lambeu minha bochecha e abanava o rabinho freneticamente.
Ela era a coisa mais gostosa do mundo. Alguns são apaixonados por bebês, eu sou apaixonada por cachorros.
Fiz minha higiene matinal e só depois me lembrei que poderia ter feito isso embaixo do chuveiro, porém minha mente não funciona muito bem pelas manhãs, ainda mais quando descubro que minhas férias foram reduzidas. Despi-me e de imediato entrei em baixo do chuveiro. A água quente caía sobre meu corpo e massageava meus músculos de uma forma extremamente relaxante. Ouvi a porta rugir calmamente, mas que eu me lembre, eu tinha fechado a porta do banheiro. Acho que apenas encostei e Paris deveria ter aberto, de repente abri os olhos e tive a terceira surpresa do dia: estava apenas de toalha, no meu banheiro.
- ! O que você está fazendo aqui de novo, garoto? – Tentei esconder meus seios e minha intimidade, embora seja idiotice esconder o que ele já viu. Eu estava realmente envergonhada.
- Eu não brinquei quando disse que precisávamos de uma despedida. – Ele sorriu malicioso e jogou a toalha em cima do balcão da pia, revelando seu corpo nu perfeito. Ele caminhou lentamente até a porta do box, parecendo aqueles modelos da CK que desfilam quase em slow motion. Nesse momento eu já nem sabia o que eram palavras.
- ...
- Eu tranquei a porta do quarto, , então não corremos riscos. – Ele me interrompeu e mais que depressa me puxou pela cintura, colando nossos corpos, espasmos dominavam meu corpo. A água quente que apenas me molhava, agora banhava o corpo dele também.
- Você está sempre me induzido a fazer coisas, . – Arqueei a sobrancelha e minhas mãos massageavam a nuca dele.
- O que eu posso dizer?! Eu gosto de transformar meninas boas em meninas malvadas. – Ele se gabou, descendo as mãos vagarosamente pelas minhas costas molhada.
- Shut up, , e vamos começar essa despedida. – Disse autoritária e espalmei minhas mãos no peito dele.
- Não precisa dizer duas vezes. – sugou meu lábio inferior com velocidade e um beijo intenso foi iniciado. Minhas unhas arranhavam levemente as costas dele, enquanto espalmava as mãos, em cheio, na minha bunda, meu corpo estremeceu com seu toque. Desci minhas mãos até o membro dele e comecei a massageá-lo, gemeu com meu toque. Uma mão dele apertava minha cintura com força, e, mais tarde, eu tinha certeza que ali teriam marcas, mas eu não me importava nem um pouco. A outra mão dele acariciava meu seio e instintivamente mordi seu lábio inferior. Ainda entre beijos, demos curtos passos até o box, encostou as costas no vidro embaçado enquanto eu me agachava. Fiquei de joelhos e, para não perder a coragem, mais que depressa passei a língua pelo membro dele. gemeu baixo e puxou meus cabelos devagar. Eu queria proporcionar todo o prazer que ele tinha me dado ontem, já que não tive a chance de fazer muito. Abocanhei seu membro e fazia movimentos lentos, continuava a puxar meus cabelos e soltava gemidos baixos. - ... Para. – Ele disse pausadamente e me ajudou a levantar. –Eu preciso pegar a camisinha.
- Mas eu não tenho nenhuma aqui. – Disse, preocupada.
- Eu trouxe. – Ele deu outro sorriso malicioso, saindo do box. Pegou uma camisinha que estava de baixo da toalha dele e se protegeu. Eu já nem me surpreendia. nunca dava ponto sem nó. Ele entrou embaixo do chuveiro e prensou-me no box, enlaçando lentamente minhas pernas ao redor de seu corpo, e por fim me penetrou vagarosamente. Mordi meu lábio inferior ao sentir aquela sensação maravilhosa, ele me olhou com desejo e me beijou ardentemente. Ele me estocava ora com rapidez, ora devagar, eu tentava ao máximo controlar meus gemidos. Minhas mãos puxavam os cabelos da nuca dele com mais força, era inevitável. me levava à loucura, eu não poderia ficar muito tempo perto dele, pois, de fato, me tornaria uma ninfomaníaca. Meu ex namorado Ryan (com quem perdi a virgindade), nunca havia me proporcionado tanto prazer em um ano de namoro, quanto me proporcionou em apenas dois dias. Quebrei o beijo, pois não conseguia mais me concentrar. me olhou com luxúria e então começou a me penetrar com mais força. Encostei minha cabeça em seu pescoço e mordi lentamente o lóbulo da orelha dele. Senti se arrepiar, ele apertou com mais força as minhas coxas e continuou a me penetrar com rapidez, até eu sentir meu corpo formigar e uma sensação maravilhosa me invadir, eu estava em êxtase, acho que tinha acabado de ter um orgasmo. As estocadas cessaram vagarosamente e então senti o coração de bater ligeiramente junto ao meu. Aos poucos, foi me colocando delicadamente no chão, ele me olhou carinhoso e mais que depressa senti minhas bochechas queimarem de vergonha. Eu nunca sabia o que dizer depois do ato. Ele apenas me deu um selinho demorado e me puxou para debaixo do chuveiro. - Acho que agora podemos realmente tomar banho. – disse enquanto me passava o xampu. Eu assenti.
Terminamos de tomar banho civilizadamente. Era engraçado como em um momento nós estávamos fazendo sexo de despedida durante o banho e depois estávamos jogando água um no outro feito duas criançinhas. e são criaturas estranhas, no entanto, divertidas.
- Bem... Acho que essa foi a despedida. – Disse serena. me fitou por alguns instantes, o que me deixou um pouco constrangida. Isso sempre acontecia quando ele me olhava fixamente.
- E que despedida... Até algum dia, . – mordeu o lábio e desapareceu pela porta.
Senti-me estranha. Essa foi a primeira vez que eu não queria me despedir dele. Weird. Confusa? Eu sou, e muito.
’s Point Of View
Acho que me enganei quando disse que o desejo que eu sinto pela minha prima iria acabar quando eu passasse uma noite com ela, pois nós estivemos juntos duas vezes e eu queria mais... Meu desejo por ela só aumentava.
Minha cabeça se confunde quando se trata da , eu nunca sei o que pensar, o que fazer e nem o que sinto. Talvez fosse melhor ela ir embora, assim eu podia pensar com mais clareza. Eu não quero me apegar à ela como antes, eu não quero que ela vagueie em meus pensamentos de novo. É só atração, , é só desejo reprimido o que você sente por ela. Eu tentava me convencer do que sentia, mas fui interrompido por duas batidas fracas na porta do meu quarto.
– Entra.
- Hey, , vim me despedir. – adentrou meu quarto e vinha em seu encalço, com uma expressão tristonha. viadinho está apaixonado.
- Que pena vocês terem quer ir, mas acho que te vejo em Londres, huh? – Disse enquanto abraçava .
- Posta apostar que sim. – deu um sorriso leve e saiu do quarto.
- Dude, vou levá-la até o carro, ok? – avisou. Eu assenti e em seguida ele desapareceu pela porta.
Mal me joguei na cama e mais duas batidas na porta ecoaram pelo quarto.
– Entra. – Disse sem ânimo.
- Desculpe incomodar, mas acho que a Paris queria se despedir. – sorriu timidamente, segurando Paris que insistia em morder os dedos da dona dela. Mais que depressa me levantei da cama e caminhei em sua direção.
- Vou sentir sua falta, garotinha. – Peguei Paris no colo e fiz carinho em sua cabeça, ela lambeu meu rosto de imediato. Aquela cadelinha era um barato, definitivamente, iria sentir falta dela.
- Bem... Acho que precisamos ir. – disse meio entristecida e pegou Paris no colo. – Até um dia, .
- Até um dia, . – Abracei-a e senti uma coisa estranha. Eu não queria deixá-la ir. Detesto despedidas, talvez um dia eu seja bom nisso. – Boa viagem.
- Obrigada. – deu de ombros, mas antes que ela abrisse a porta, eu a impedi, eu precisava fazer algo.
Puxei-a pela cintura e suguei seu lábio inferior com delicadeza e aquela sensação no estômago me dominava sempre que eu a beijava. abriu os olhos e me olhou, confusa.
- Filha! Desce logo, estamos te esperando. – Tia Rach gritou do primeiro andar.
- Eu preciso ir, bye, . – saiu apressada do quarto.
Eu nunca consigo dominar meus extintos perto dessa garota, chega a ser patético.
Ainda perdido em pensamentos, caminhei até a janela do meu quarto e de lá pude ver minha família toda entristecida com a partida de . Ela parecia tão triste quanto eles, mas ela se mostrava forte. Ela nunca foi boa em demonstrar fraqueza, ela podia estar devastada por dentro, mas sempre se mostrava forte para as pessoas. Nós nunca fomos amigos, entretanto eu a conhecia como a palma da minha mão.
- É... Todo mundo está triste porque sua prima está indo embora. – Olhei para trás e meu pai estava sentado na minha cama. Nem tinha percebido a chegada dele.
- Despedidas, ninguém sabe lidar com elas. – Sorri fraco.
- Então, filho... Quando meu garoto vai se apaixonar e subir ao altar? – Papai interrogou. Eu olhei confuso, meu velho está pior do que minha mãe.
- Sei lá, pai. Eu nem me vejo apaixonado, quanto mais casado. Acho que não sou capaz de fazer ambas as coisas. – Disse com descaso.
- Eu pensava o mesmo que você, , mas só bastou um olhar e eu percebi o quanto estava errado. – Ele disse, seguro. De repente me bateu uma curiosidade.
- E como isso aconteceu? – Interroguei.
- Quando eu conheci sua mãe na faculdade, ela me esnobava, mas trabalhei duro para mostrar à ela que eu não era apenas o garanhão do time de futebol. – Papai disse com um brilho nos olhos. - Quando nós começamos a namorar, eu me sentia a melhor pessoa do mundo, porque eu a tinha ao meu lado, mas eu não pensava em casamento e nada do tipo, essas idéias passavam longe da minha cabeça. Mas, um dia, estávamos deitados sobre a grama verdinha do Green Park, olhando os desenhos que as nuvens formavam no céu. Eu lembro como se fosse hoje... Sua mãe me olhou e sorriu de um jeito radiante, eu vi um brilho diferente brotar nos olhos dela, e naquele momento meu coração disparou, e eu soube que ela era a mulher que eu queria passar o resto da minha vida. Dois dias depois eu pedi Grace em casamento e nós estávamos no último ano da faculdade. – Papai deu um sorriso sincero. Eu nunca tinha ouvido a história de como mamãe e papai se apaixonaram. Achei legal meu velho ter contado.
- Então quer dizer que um garanhão pode mesmo se apaixonar, pai? – Brinquei.
- Pode sim, filho. Eu era igual a você quando tinha sua idade, um dia você vai conhecer a garota que sempre quis... E quando você menos esperar vai estar apaixonado. – Papai sorriu ladino e saiu do quarto.
Olhei pela janela e vi sorrindo, mas a expressão tristonha estava visível em seu rosto, ela entrou no carro e deu partida. Será que um dia realmente vou ter a garota que eu sempre quis?
***
- Dude é sério, eu estou apaixonado pela . Quando eu chegar a Londres vou pedi-la em namoro. – disse meio bêbado. Nós estávamos no Pub.
- Se você gosta mesmo dela, vai em frente, cara. Ela curte você também. – Dei um gole na minha Heineken.
- Pode ter certeza que eu vou. – sorriu e em seguida deu um gole em sua cerveja. – E você, man, o que realmente sente pela ? - Fiquei tenso.
- É desejo, só isso. – Eu estava tentando não pensar nela e lá vinha trazer o assunto à tona.
- Não é só isso, , e você sabe disso. Eu gosto de vocês dois juntos, agora, você com a Shelley, é estranho pra caralho. Ela é idiota, mesmo que seja gostosa, não deixa de ser idiota. – franziu o cenho e fez careta.
- Não vamos começar com esse papo, está legal? Como você diz, a Shelley é idiota, mas é gostosa e eu não estou procurando conteúdo agora. – Cortei o assunto.
- Só dei minha opinião, viadinho. Estou indo ao banheiro, a senhorita sem cérebro está chegando. – gargalhou e foi para o banheiro, enquanto Shelley vinha em minha direção.
- Não demorei, né, lindinho? – Shelley disse manhosa, se jogando no meu colo e eu sorri forçado. Garota estúpida, que não perde essa mania de me chamar de lindinho.
- Não. – Foi apenas o que eu respondi e de imediato comecei a beijá-la.
Por mais que eu me concentrasse em Shelley, eu não conseguia tirar ela da minha cabeça... Eu precisava da , somente dela.
Capítulo 11 - Damned If I do ya, damned If I don’t
Faculdade e trabalho.
Era minha rotina, depois que minhas férias acabaram. Desde que cheguei de Bolton, minha vida estava uma loucura. Minha chefe, Samanta “Maluca” Cassidy, estava nos avaliando, segundo ela, a Cassidy Events tinha sido contratada para fazer o evento da Semana de Moda de Milão. Então, daqui a alguns meses, ela escolheria uma estagiária para trabalhar com uma equipe selecionada pelo meu melhor amigo, Josh Hathway, em Milão, por um mês. Nem preciso dizer que estagiar em Milão é meu sonho, huh? Essa viagem me acrescentaria tantas oportunidades, ainda mais que estou cursando o último ano de Eventos. Essa viagem poderia me abrir tantas portas.
Depois que fiquei sabendo dessa promoção, passei a me empenhar muito mais no trabalho e acabei deixando minha vida social um pouco de lado, raramente via - e olha que moramos juntas. Falando em , ela estava dividindo seu tempo entre: faculdade, trabalho, eu e . Isso mesmo! . Os dois estavam namorando. E por falar em , lembrei-me que fazia dois meses que eu não falava com . Depois das nossas aventuras de férias, nem tive tempo de falar com ele. Estava ocupada demais com meu trabalho e tinha voltado a fazer shows com a banda. Pensei diversas vezes em mandar uma sms para ele, mas faltou coragem. O que eu iria escrever? “Hey , vamos nos encontrar e repetir a dose?” Fora de cogitação! Ele também não deu sinal de vida, então entendi aquilo como um sinal... O que acontece em Bolton, fica em Bolton.
Olhei as horas e percebi que estava quase em cima da hora de chegar ao trabalho. Maldito trânsito! Toda vez que saía da faculdade era aquele carma. Por sorte, tinha um elevador parado, corri e fui rumo ao oitavo andar. Tentei entrar discretamente no escritório, mas Josh, escandaloso, percebeu minha chegada.
- Acho que seu horário é uma hora e trinta minutos, da tarde, . – Josh imitou Samanta.
- Sh! Você não é a chefe, queridinho. – Dei um selinho em Josh e corri para minha mesa.
- Olha, , quando você for para Milão, você vai se arrepender por falar assim comigo. – Josh se escorou sobre minha mesa.
- Se eu for escolhida, você pode me fazer de escrava, hon. Vou estar em Milão, você tem noção disso? – Disse, entusiasmada, enquanto ligava meu computador.
- Vou me lembrar disso. – Sorriu satisfeito.
- Josh! Na minha sala, agora. – Samanta ordenou da porta de sua sala.
- , você precisa entrar em contato com a empresa de equipamentos e ver se esta tudo ok para o desfile da Victoria Secrets. Te vejo mais tarde? – Josh disse, indo em direção à sala de Sam.
- Ok. Te vejo mais tarde. – Pisquei e Josh fez joinha.
As horas se passaram e meu serviço foi feito. Finalmente era sexta-feira e Josh me convenceu a ir para um pub qualquer na badalada Soho. Josh e eu estávamos conversando animados, quando Chloe entra no elevador, com uma expressão de dar dó.
- Hey, Chloe! Não sabia que você estava de volta. Como você esta? – Disse simpática e Chloe tentou sorrir, sem sucesso, me abraçando. Josh me olhou, confuso.
- Querida, você parece meio abatida, vem com a gente para a Strawberry em Soho? Isso se o Mark permitir. – Josh brincou e Chloe não sorriu. Algo estava errado.
- Nós não estamos mais juntos, Josh. – Ela disse, tristonha. Eu e Josh ficamos surpresos.
- Oh meu Deus! Mas como assim?! Vocês acabaram de se casar?! – Josh disse perplexo e realmente ele não estava ajudando a pobre Chloe.
- Querida, sinto muito. – Disse, tentando amenizar a situação. Josh nunca sabe o que dizer quando as pessoas precisam de apoio. Coitado do meu amigo.
- Ah, tudo bem, . As pessoas sempre dizem que casar com caras de banda não dá certo. Um dia ele se cansa de você e se apaixona por uma groupie. – Chloe sorriu, sem humor. - Pelo menos, Samanta deu meu emprego de volta. – Fiquei decepcionada! Mark sempre pareceu ser tão apaixonado por ela.
- Eu... Nem sei o que dizer, amor. Vem com a gente para a Strawberry hoje? Você precisa de distração. – Incentivei.
- É! Vem com a gente, Chloe. Eu pesquisei na internet uns vodus brasileiros muito legais, a gente pode tentar um e ferrar o Mark. O que você acha? – Josh tentou animá-la.
- Obrigada, guys, mas eu preciso ficar sozinha hoje. Quem sabe semana que vem a gente marca alguma coisa, huh? – Ela disse com um meio sorriso.
- Está tudo bem, amiga, mas, se precisar, você sabe que pode contar com a gente. – Josh disse amigável e abraçou Chloe.
- Estamos aqui para o que você precisar. – Demos um abraço grupal.
- Thanks. Amo vocês. – Chloe agradeceu e então saiu do elevador.
- Homens são seres desprezíveis. – Josh disse, com descaso.
- Ainda bem que você é uma mulherzinha adorável, huh? – Disse entre dentes e apertei a bochecha de Josh.
- Com muito orgulho, Little Bitch. – Ele passou as mãos pela bochecha. – Te pego às nove horas, ok?
- Uhum. – Assenti e dei de ombros.
Essa noite Josh e eu teríamos uma missão: Pensar em uma maneira de tirar Chloe daquela depressão. Maldito Mark! Se eu pudesse, tacaria fogo nele em praça pública.
’s Point Of View
Shows, photoshoots, aparições públicas, entrevistas e projetos novos. O McFLY estava com tudo e , , e eu estávamos trabalhando sem parar.
Fletch, nosso empresário, tinha marcado uma reunião de última hora que acabou levando três horas e ainda atrapalhou nosso plano de cair na balada. Aquela reunião estava muito tediosa. estava lutando para não cochilar em cima da mesa, mexia em algumas canetas que estavam dentro de um porta-caneta, parecia ser o único que prestava atenção na conversa de Fletch e eu vagava em pensamentos. Não via à hora de sair daquele lugar.
- Vocês estão em evidencia e as fãs os amam cada vez mais, por isso pensei em uma maneira de vocês manterem mais contato com elas. – Fletch disse, animado.
- E qual seria essa forma de contato, Fletch? – indagou, curioso.
- Parece que o é o único interessado aqui, certo, rapazes? – Fletch fuzilou o resto de nós com o olhar.
- Foi mal, cara, meus olhos estão um pouco irritados, por isso estou assim quase cochilando. – inventou a desculpa mais esfarrapada que eu já ouvi. Eu e os guys tentamos segurar uma gargalhada.
- Eu sei disso, . – Fletch ironizou. – Mas, voltando ao assunto... Vamos criar um site para o McFLY.
- Mas nós já temos um. – Disse, confuso.
- Tem algo de errado com nosso antigo site? – interrogou.
- Explique, Fletch. – indagou.
- Bem... Como eu disse, vamos criar um site para o McFLY, porém esse será totalmente diferente, garotos. Os fãs poderão interagir com vocês, através de webchats e conteúdos filmados dentro da casa de vocês. Além do mais, eles terão vantagens como: fazer download de músicas exclusivas e terão prioridades em shows e descontos em produtos. Mas, para obter esses produtos mais restritos, cobraremos uma pequena taxa para manter o site. O que vocês me dizem? – Fletch interrogou.
- Uau! Idéia fantástica. – disse, boquiaberto.
- Interatividade, era isso que faltava para a banda. Boa idéia, Fletch. – elogiou e Fletch sorriu, modesto.
- Você nos enrolou quase três horas... Por que não contou essa idéia antes, Fletch? – interrogou e Fletch fez cara feia.
- Para tudo tem sua hora, . – Ele disse, azedo.
- Acho que essa idéia é ótima. Com certeza os fãs vão adorar. – Disse, sincero.
- Que bom que gostaram, rapazes. Agora preciso encontrar uma empresa especializada em designers gráficos, vou selecionar as melhores e então marcaremos outra reunião para discutirmos melhor os detalhes. Ok? – Disse Fletch, orgulhoso.
- Está certo, cara. – respondeu por nós.
- Então, reunião finalizada. Divirtam-se com moderação, cuidado com os paparazzi. – Fletch nos alertou. Ele sempre dava o mesmo aviso. Hilário.
Despedimo-nos de nosso empresário e saímos mais que depressa daquele prédio.
- Vamos para onde? – perguntou enquanto entrávamos em sua Land Rover.
- Soho. As baladas de lá são as melhores. – sugeriu. Desde que ele e Lizzy romperam, só queria saber de se entreter nas farras. Eu sei que foi chato ele e Lizzy romperem, mas agora eu tinha um companheiro de balada, já que namorava e também. era meu companheiro na pegação.
- Mas, antes vamos passar no Strawberry para aquecer e depois vamos para a The Week. – Sugeri. Aquele pub era maneiro.
- Por mim, tudo bem. – concordou e deu partida no carro.
- Bem, só vou acompanhar vocês até o pub. Depois tenho que ver a , ela está reclamando que a deixou ela sozinha em casa. – Assim que disse o nome de , senti meu coração acelerar.
Tentei ignorar aquela sensação, era só falar dela que meu corpo reagia de forma estranha. Desde que cheguei de Bolton, não tive mais notícias dela, com minha agenda cheia, quase não parei em casa. Eu até queria ligar para ela, mas achei melhor evitar muito contato. Ela é perigosa para mim... E como é.
- Oun, gay está apaixonado! – zoou e beijou a bochecha de .
- Pára, seu gay! – empurrou .
- Ele trocou a gente, que foda! – entrou na brincadeira.
- Ah, cala a boca, ! Você só não faz o mesmo porque a Blair está morando em Manhattan. – se defendeu.
- Não adianta tentar virar o jogo, dude, você está apaixonado e já era. – caiu na gargalhada.
- E está no mundo da lua e está perdendo toda a diversão. Acorda, dude! – passou a mão em frente ao meu rosto.
- Eu estou ouvindo tudo, guys. Nosso homenzinho está apaixonado. – Entrei na brincadeira e tentei me distrair de certos pensamentos. Lê-se: .
***
Soho sempre agitada, a diversão aqui nunca tem fim.
Chegamos ao Strawberry e sentamos em uma mesa perto do bar, o que já facilitava nossas chamadas diversas aos garçons.
Pedimos uma rodada de cerveja para esquentar, antes de irmos para a The Week. Eu não poderia exagerar, pois hoje era minha noite de dirigir. Eu e os guys sempre fazíamos rodízios, para decidir quem dirigiria.
- Acho que hoje vou nas loiras, e você, ? – perguntou.
- Não tenho uma preferência especifica, mas se eu encontrasse uma garota com as mesmas curvas daquela que está sentada com aquele cara, não pensaria duas vezes. – Disse, indicando uma garota de cabelos longos castanhos que havia acabado de se sentar em uma mesa perto da porta. Ela tinha umas curvas perfeitas, e olha que eu só a vi de costas. Ela não me era estranha.
- Ela parece gostosa mesmo, até eu queria. – concordou e em seguida deu um gole em sua cerveja.
- Ela parece ser muito bonita, mas já tem dono. Então é melhor vocês se contentarem em só olhar. – sorriu, debochado.
- Eles estão sempre olhando para as direções erradas, principalmente o . – ironizou e eu já sabia ao que ele se referia.
- Fica quieto e bebe. – Cortei o assunto, antes que e percebessem as entrelinhas.
Continuei a observar a tal garota acompanhada, tinha algo nela... Que eu conhecia, só não sei o que era.
’s Point Of View
- Fiquei muito triste com a separação da Chloe e Mark. Eles pareciam tão perfeitos juntos. – Josh disse enquanto bebia seu Bloody Mary.
- Nem me fale. Por isso não quero me envolver tão cedo. – Disse, nervosa. Eu estava muito brava com Mark, se eu o visse na rua, a coisa ficaria estreita.
- Precisamos arrumar um bofe lindo para ela, só para curar essa depressão. Sexo faz milagres. – Josh disse, malicioso.
- Eu que o diga. – Meu pensamento foi muito alto, já que Josh me encarou, boquiaberto.
- Little bitch! As noites calientes com seu primo não saem da sua cabeça, huh? – Ele sorriu, irônico.
- Para de bobeira. – Disfarcei. – Vamos nos concentrar na Chloe. Ela precisa de um hot e nós vamos encontrá-lo. – Entornei minha bebida de uma só vez.
- Você acha o bofe e eu trabalho a mente dela, você sabe como ela pode ser difícil. – Josh revirou os olhos.
- I know. – Cerrei os lábios.
- Well, acho que devemos ir, minha diva. – Josh checou as horas. - Luke e July disseram que a festa já está bombando.
- Ok. Vou até o bar comprar um Trident e já pago a conta. – Disse, me levantando da mesa.
- Vou ao banheiro. – Josh me fitou e fingiu estar me desejando. – Já te falei como você esta gostosa vestindo essa roupa? – Disse no meu ouvido e apertou minha cintura. Não contive uma gargalhada.
- Você, pagando de homem, é hilário, Divo. – Dei um beijo estalado na bochecha dele.
- Você sabe que a única mulher por quem eu viraria homem é você, Little bitch. – Ele sorriu de canto. Meu amigo gay era tão gostoso. Um desperdício.
- Eu espero ansiosamente por esse dia. – Sorri e dei de ombros, enquanto Josh ia até o banheiro.
Meu coração quase saiu pela boca. estava sentado na mesa perto do caixa, me olhando firmemente, fiquei sem reação e, para piorar a situação... , e também estavam lá. Eu não podia fugir. Respirei fundo, contei até três e fiz minha melhor cara de naturalidade, eu tinha que cumprimentar . É estranho eu admitir que ele me deixa sem fôlego?
’s Point Of View
- Puta que pariu! – exclamou surpreso e eu sentia meu coração quase rasgar meu peito com suas batidas aceleradas. A menina que eu encarava era a , e a mesma estava vindo em nossa direção, com um sorriso tímido, mas ao mesmo tempo exalando confiança. Eu não queria olhá-la, porém estava vidrado.
- Que foi, dude? – perguntou, assustado.
- A garota que estava pagando pau é a...
- ! – cortou . Salvando-nos de uma tremenda vergonha, pois ela estava ao lado dele. e me olharam ao mesmo tempo e eu sabia que depois piadinhas estavam a caminho.
- Hey, . Acho que era para você estar em casa com a . – Ela disse sorridente e a cumprimentou com um beijinho no rosto.
- Já estou quase indo. – disse e sentou-se novamente.
- ! – disse animado e mais que depressa se levantou e abraçou .
- ! Quanto tempo! – Ela disse, surpresa.
- O tempo te fez muito bem, porque você continua gata. – disse sincero e aquele festival de elogios estava me irritando. Para ser sincero, eu estava irritado com a .
- Você também está super hot, assim como o . – Ela apontou para , que, num ímpeto, levantou da cadeira e foi até , dando-lhe um abraço forte.
- Briguentinha, você está muito linda. – deu um tapa no braço de . Aposto que foi por causa do apelido que ele dera para ela na escola. Um sorriso escapou pelos meus lábios.
- Esquece esse briguentinha, , pois eu ainda pratico box e você pode se machucar. – Ela gargalhou.
- Eu me lembro dos seus socos e, acredite, eu quero esquecê-los. – voltou a se sentar.
- Acho bom. – Ela sorriu ladina e assentiu. Ela me olhou e mordeu o lábio inferior, ela parecia sem jeito, ainda mais porque ela deve ter notado meu olhar nada discreto pelo seu corpo. Por que ela tinha que estar namorando aquele cara? Por que ela tinha que ser tão gostosa? Meu sangue fervia só de pensar que alguém a tocava. Lá estava eu, me martirizando por alguém que nem sequer era minha, mas quebrou meus pensamentos. – Hey, . Como você está? – Ela disse calmamente. Levantei-me e abracei-a. Por um momento eu não queria solta-lá e já não sentia mais raiva dela.
- Eu estou bem e você? – Indaguei.
- Trabalhando horrores. – Ela mordeu o lábio e eu tive que respirar fundo. O cara que estava com , estava esperando-a perto da porta. Eu sei que não é da minha conta com quem ela sai, mas tinha que ser um cara daquele porte? Eu não sou gay, mas o cara tinha presença.
- Bem... Meninos, foi ótimo ver vocês, mas preciso ir. Até mais. – Ela se despediu e os guys se despediram em uníssono. soltou um “Até mais, Briguentinha”, mostrou o dedo para ele e deu de ombros. O cara que estava com ela passou a mão pela cintura dela e logo em seguida os dois desapareceram pela porta. Que filho da puta!
- Caralho, ! Até quando você fica a fim de alguém sem ao menos saber, ela lembra a e nesse caso é a . – gargalhou.
- Lá vem a zoação. Por que eu não me admiro? – Tentei não me importar.
- Dude, a está muito gata. Se você não tivesse uma queda por ela, me canditaria ao seu mais novo primo. – gargalhou e fez um High Five com .
- Vão se ferrar vocês! – Disse, injuriado.
- Será que aquele cara era namorado dela? – indagou.
- Se for, ele é um cara de sorte. – respondeu e só ria. – O que você acha, ?
- Que isso não é da minha conta e nem da conta de vocês. Vamos pedir a conta e ir pra balada. – Retruquei, tentando disfarçar meu nervosismo. E meus amigos caíram na gargalhada.
Pagamos a conta e fomos rumo a The Week.
Ver a me assustou, e vê-la com aquele cara me assustou mais ainda. Eu queria vê-la de novo, eu precisava estar com ela mais uma vez. Estava decidido. Eu iria procurá-la e foda-se se aquele cara era alguma coisa dela. Eu precisava dela e não iria medir esforços para isso. Chega de tanta indecisão! Eu preciso agir e deixar as coisas acontecerem, pois quanto mais eu tento fugir, mais eu a encontro. O que, estranhamente, só aumenta minha vontade de vê-la.
Capítulo 12 - Misunderstanding
O sol estava brilhando e tudo estava ao meu favor. Desci do carro com algumas sacolas e um sorriso confiante escapou pelos meus lábios, hoje almoçaria comigo... Bem, pelo menos era o que eu planejava, agora só faltava falar com ela.
Estava quase entrando em casa, então senti um dedo me cutucar, olhei para trás e me deparei com Lana, minha vizinha, atirada, segurando uma garrafa de uísque.
- Hey, vizinho. – Ela disse com um largo sorriso no rosto.
- Hey, vizinha. – Meus olhos me traíram e pararam no decote dela, por sorte eu estava de óculos escuros e ela não percebeu para onde eu olhava. Lana, sempre fazendo de tudo para chamar minha atenção.
- Meu pai me mandou esse uísque maravilhoso da Escócia, então pensei que você poderia tomá-lo comigo. O que me diz? – Ela mordeu o lábio inferior de um jeito insinuante, mas aquilo não me abalou em nada. Eu queria outra pessoa, e não ela.
- Seria uma ótima idéia, mas agora estou meio ocupado. Depois, quem sabe, huh? – Disse, educado. Lana fez uma cara de gatinho do Shrek e, mais uma vez, não me abalei.
- Ok. Então depois a gente bebe. – Ela disse sem graça e eu assenti.
Larguei as compras em cima da mesa e, mais que depressa, peguei meu celular e liguei para . Eu tinha uma desculpa toda montada em minha cabeça, agora era hora de colocar em prática.
O telefone chamou umas cinco vezes e eu já estava começando a ficar nervoso. Onde estava essa garota? No momento em que decidi desligar, o telefone foi atendido. Thanks God.
- Alô?! – atendeu com a voz meio sonolenta. Puta que pariu! Acho que a acordei! Era agora que meu plano tinha ido por água abaixo. Nunca acorde .
- Hey, . Acho que a noitada foi boa, huh? – Disse, descontraído. Nem quero imaginar o que ela fez a noite toda e com aquele cara. Só de cogitar essa idéia meu sangue fervia. Concentração, . Concentração.
- ? – Ela disse, ainda meio que dormindo. – Isso lá são horas de acordar as pessoas em pleno sábado? – Aposto que ela deve estar querendo me matar agora, sorri ao imaginar a cena.
- , são exatamente onze e meia da manhã. Você quem não deveria estar dormindo até essa hora.
- Who cares?! Cheguei tarde e minha cabeça está girando um pouco... Malditas margueritas. – Ela disse, confusa. – Qual o motivo da ligação? – Mal humorada? É nada!
- Quero que você venha almoçar comigo, vou cozinhar para a gente. – Disse, convencido. Na verdade, não sei fritar nem um ovo, mas meu objetivo era outro.
- Você não sabe cozinhar. Por favor, não tente me matar, ok? – Ela disse mole e posso jurar que a ouvi dar uma risadinha nasalada.
- Talvez eu tenha aprendido uma receita com Jamie Oliver e você vai se arrepender de não ter acreditado no meu potencial. – Fiz bico.
- Espero que eu esteja mesmo errada. – Ela enfatizou o mesmo. – Bem... Vou tomar um banho e daqui uma hora estou chegando por aí, ok?
- Ok. Estarei aguardando. – Yeah! Foi mais fácil do que eu imaginava.
- Então, bye...
- ! – A interrompi antes que ela desligasse o telefone.
- Hum? – Ela disse, sem animo.
- Você, ao menos, sabe onde eu moro?
- Oh! É mesmo, eu não sei. – Ela disse, lerda. De certo deveria estar quase cochilando e falando comigo. Hilário. – Qual seu endereço?
- 107 Lancaster street, Kensington.
- Nossa! Somos praticamente vizinhos esse tempo todo e eu não sabia. Eu moro em Chelsea. – Ela disse, surpresa.
- Olha só! Mesmo nos odiando, nós estávamos o tempo todo perto e nem fazíamos idéia, isso é interessante. – Disse, pensativo. A vida é estranha.
- Verdade. Bem, vou me arrumar. See ya. – disse, bem humorada.
- Até daqui a pouco. – Desliguei o telefone, satisfeito.
Agora era hora de colocar em prática o que aprendi, vendo o programa do Jamie. Pensou que eu estava mentindo, huh? Realmente eu tinha assistido a um programa em que Jamie estava ensinando como fazer espaguete. Ele fazendo parecia ser tão fácil, agora, eu fazer era outra historia. Mãos a obra, , você consegue fazer um simples molho de macarrão, certo?
’s Point Of View
Almoçar com seria divertido. Ontem foi tão estranho vê-lo no pub, acho que fiquei sem jeito porque os meninos estavam com ele. Eu não quero que o resto dos meninos saibam o que rolou entre e eu. Gosto de discrição, ainda mais quando se trata de pegar meu primo. Em falar nele, ele estava tão hot com aquela camisa preta ontem, pura sedução. Estava viajando em meus pensamentos maliciosos, de repente Paris entrou correndo dentro do quarto e pulou em cima da cama, deitando sobre mim e lambendo meu rosto, pulou em seguida. Minhas duas crianças.
- Hey, minha princesinha! Estava com saudades da mamãe? – Fiz carinho na minha cachorrinha e beijei o topo de sua cabeça. Ela rosnava, dengosa.
- O que acha de almoçar no Cesarius e depois levar Paris para dar uma volta no Hyde Park, enquanto admiramos os caras correr sem camisa? – disse divertida e deitou no meu colo.
- Seria um ótimo programa, se você tivesse dito antes. me convidou para almoçar. – Sorri, sem graça. fez uma cara de decepção.
- Poxa, ! Você me trocou por Josh ontem e agora vai me trocar por ? – Ela fez drama. – Espera aí! Desde quando você tem falado com ?
- Eu não te troquei pelo Josh, amiga. Eu te chamei para sair com a gente ontem e você não quis... E eu encontrei no Strawberry e agora pouco ele me convidou para almoçar. – Disse, paciente. Eu alternava carinhos ora nos cabelos de e ora na cabeça de Paris.
- Você sabe que eu não suporto o Josh. – Ela fez bico. – Ah, é mesmo! disse que encontrou você, ontem. Queria ter visto esse encontro. – Ela sorriu, maliciosa.
- Você e Josh precisam parar com essa bobeira. E ontem você não perdeu nada de mais. Apenas cumprimentei o e pronto, ué. – Revirei os olhos. Por acaso eu sou bicho do mato?
- Aposto que você não sabia aonde enfiar a cara, você é tão bicho do mato, . – Ela gargalhou e eu sabia que ela iria me chamar de bicho do mato. Fazer o que se ela me conhece tão bem?!
- Ah, cala a boca, . E levanta que eu preciso tomar um banho. – Me fingi de brava.
- Hoje vai rolar um clima, né, ? Depois quero detalhes. – Ela sorriu e se levantou. Eu apenas fingi que não ouvi a provocação dela. – Well... Como eu fui deixada para trás de novo, vou convidar o para almoçar.
- Sorry, hon. Eu prometo que essa semana serei só sua, ok? – Tentei me redimir e abracei-a.
- Acho bom mesmo, se não, te tiro do cargo de melhor amiga. – disse metida e eu gargalhei.
- Eu sei que você não seria capaz de fazer isso. – Me gabei e fui rumo ao banheiro, com Paris em meu encalço, mordendo meu calcanhar com seus dentinhos afiados.
- Então tenta a sorte, vaquinha. – rolou os olhos e eu mandei beijos para ela, desaparecendo pela porta do banheiro. me espera, acho que esse encontro será divertido.
’s Point Of View
O macarrão estava cozinhado e o molho está com um aspecto bem... Digamos que interessante. Nem mesmo eu tinha coragem o bastante para experimentar aquela “coisa”; caso a minha tentativa frustrada de cozinhar falhasse, nós pediríamos comida chinesa. Dei uma última mexida no molho e fui para a sala de estar.
Procurei por alguns folhetos de restaurante, dentro da gaveta da estante e lá estava meu folheto favorito e dos guys: China in Box. Um álbum de fotos me chamou a atenção, impedindo-me de fechar a gaveta. Peguei o álbum e folheei a primeira página, que possuía uma etiqueta intitulada “Baile de Primavera”. Mamãe deveria ter esquecido esse álbum em casa, pois ela adorava guardar fotos de tudo o que eu fazia. Flashes daquele baile estavam inebriando minha cabeça, mas o barulho da campainha acordou-me repentinamente.
Ajeitei meus cabelos com as mãos e andei, sem pressa, até a porta. Caras não devem ser afoitos como as garotas, por mais que a ansiedade fale mais alto é preciso mantê-la sobre controle. Abri a porta com um sorriso discreto no rosto e estava lá, parada como uma Barbie... Perfeita.
- Hey, .
- Oi, . – Cumprimentou-me com um rápido beijo no rosto. O cheiro da pele dela era parecido com baunilha. Deliciosa. – Espero que você realmente tenha aprendido a cozinhar.
- Continua duvidando de mim, priminha? - Fiz-me de ofendido, enquanto ela me seguia até a cozinha.
- , você não sabe nem mesmo fazer um suco, quanto mais cozinhar. – Ela sorriu. – Deixe-me ver esse maca... Meu Deus! Isso está grudento, você deixou cozinhar demais! – exclamou, divertida. E de repente me senti idiota. Dude, será que não presto nem para fazer uma porra de macarrão?
- Nem ficou tão mole assim. – Fiz bico e peguei o garfo das mãos de , que sentou no balcão da cozinha, e continuava a rir de mim. Parti o macarrão no meio e sim, ele estava muito cozido. Para ser exato, desmanchando.
- Oun, , não fique assim, pelo menos você tentou. – Ela me consolou.
- Maldito Jamie Oliver! Ele não sabe ensinar as receitas direito. – Brinquei e então desliguei o fogo.
- Verdade! É tudo culpa do Jamie, você quem deveria estar no lugar de um dos chefes de cozinha mais famosos da Inglaterra. – Ela ironizou e num ímpeto deu um pulo do balcão. – Vem. Vamos pedir algo para comer, estou faminta.
- Você não está chateada, ?
- Por isso? Claro que não! Até achei divertido e isso só prova como eu estou sempre certa sobre você. – Ela sorriu convencida e foi para a sala.
- Convencida, você é pouco, huh?
- Que nada, bobinho, é impressão sua.
Uma das coisas que eu mais adoro na ... Ela não se estressa por qualquer bobagem. Para ela, tudo é divertido.
- O que acha de comida chinesa? – Peguei o folheto da China In Box de cima da mesinha de centro e mostrei para .
- Perfeito. – Concordou.
- Ok. Vou fazer o pedido. – Ela assentiu. Enquanto pedia dois Yakisobas, acompanhados de rolinhos primavera, pegou o álbum de fotografias e sentou-se no sofá em posição de índio. Ela folheava as páginas. Notei um sorriso leve escapar pelos seus lábios. - 45 minutos, certo? Obrigado. – Desliguei o telefone e me sentei ao lado dela.
- Eu não sabia que você tinha essas fotos. – Ela disse, surpresa.
- Nem eu sabia que tinha, até achar, hoje. – Observei a foto que estava olhando. Nós dois estávamos em cima do palco, eu com a coroa de rei do baile e com a coroa de rainha. sorria levemente e eu malicioso.
Rei do baile? Idiota, eu sei. Mas o que eu posso fazer se as garotas do colégio me achavam gostoso? E, além do mais, eu até gostei de ser eleito pelo simples fato de irritar minha prima e ver a cara de idiota do ex namorado dela.
- Nossa, eu procurei por esse vestido prata durante meses e você acabou comigo dizendo que ele me deixava gorda. – fez beicinho.
- E você disse que eu estava parecendo um maloqueiro, usando smoking e All Star. – Rimos, nos lembrando da cena.
“Londres – 2004
A irmã Enerstine estava a poucos segundos de anunciar o Rei e a Rainha do Baile de Primavera do Saint’s Peter School. Todas as indicadas para Rainha estavam ansiosas, exceto por uma. . A garota não se importava nem um pouco com esses títulos, embora ela fosse popular no colégio, ela não pensava como as outras garotas fúteis, as quais apenas preocupavam-se com bailes e em serem as mais bonitas da escola. Sua preocupação era sempre a filantropia. Ela gostava de ajudar as pessoas, isso sim era uma prioridade para ela.
Do outro lado do salão estava , que não dava a mínima para aquelas baboseiras. A diversão do garoto e dos seus três melhores amigos era: “batizar” o ponche com Vodka, sem que a irmã Clair percebesse, e ficar com as garotas. Os atletas do colégio? Ele simplesmente odiava aqueles imbecis convencidos. Para ele, ser Rei do Baile era coisa de garoto idiota e afeminado.
- A Rainha do Baile de Primavera de 2005 é... . – Anunciou a irmã Enerstine e luzes brancas refletiam na garota de vestido prata. As demais concorrentes olhavam-na com inveja, as outras aplaudiam orgulhosas. – Venha, ... Venha pegar sua coroa.
olhou perplexa. Aquela luz irritante sobre ela, a estava incomodando. A ficha ainda não tinha caído até que Ethan, seu namorado, chacoalhou levemente sua mão.
- ! Você é a Rainha, parabéns. – Ele disse, contente, e depositou um beijo carinhoso em sua bochecha.
- Oh, é mesmo. Obrigada. – Ela sorriu simpática e deu de ombros, indo em direção ao palco. Aplausos acompanharam-na, no momento em que ela passava entre as pessoas. distribuía muitos obrigados para as muitas pessoas que a elogiavam. Ela subiu no palco e a irmã Enerstine colocou a coroa em sua cabeça e parabenizou-a pelo titulo. sorriu educadamente, mas sentiu um desconforto no estômago ao encontrar os olhos brilhantes de seu primo.
- E o rei do Baile de Primavera de 2005 é... – Irmã Enerstine pausou. Pareceu-lhe que lia mal o resultado. Forçou a vista, mas o resultado fazia-se presente. – ! – As garotas aplaudiam ensandecidas, os garotos fecharam a cara, principalmente Ethan Nolan. não acreditara no que ouvira e perguntou a si mesma se tinha pregado chiclete na cruz e ... Pensou em virar as costas e ir embora, ele nunca pagaria um mico daquele, mas ao notar a feição de desgosto da prima; resolveu pagar o mico apenas para irritá-la. Andou firmemente até o palco e as garotas atiravam-lhe olhares de cobiça.
A irmã Enerstine colocou a coroa na cabeça do garoto, que sorriu maroto para a prima, que revirou os olhos.
- Bem, agora o Rei e a Rainha devem dançar a valsa. Boa noite e comportem-se, alunos. – Irmã Enerstine deu um toque para o DJ, indicando que era hora da dança.
e desceram do palco e foram rumo ao centro do salão, para dançarem a valsa. As pessoas fizeram um circulo ao redor deles.
- Oh meu Deus! As garotas dessa escola devem ser loucas para votarem em você. Está parecendo um maloqueiro com esse All Star surrado. – disse no ouvido do primo, ao mesmo tempo em que posicionava os braços em volta do pescoço dele.
- Os otários dessa escola devem estar chapados para votarem em você, definitivamente. Você engordou ou esse vestido te deixou com forma de barril? - gargalhou e postou as mãos na cintura de .
- Eu não sou gorda, idiota! – disse, furiosa, no ouvido de .
- Sim, você é. – Ele disse, calmamente, no ouvido dela. Sorriu de canto, ao perceber que Ethan Nolan olhava enciumado.”
- Pergunta: aquele vestido realmente me deixou gorda? Porque depois daquele baile eu fiz inúmeras dietas, fiquei desesperada. – fechou o álbum e sentou-se de frente para mim.
- Resposta: Eu te achei perfeita naquele vestido, você parecia uma sereia. Só disse aquilo porque eu preferia quebrar uma perna do que te elogiar. – Disse, sincero. Um vermelho fraco corou as bochechas de . – Pergunta: Você realmente me achou maloqueiro com meu All Star surrado? Eu achei que estava estiloso.
- Resposta: Você estava super moderno de All Star e smoking, eu amei, na verdade. Aqueles sapatos sociais são tão de... Velho. – Ela fez uma careta. - Mas eu preferia cortar meus pulsos do que te elogiar. – Ela sorriu, tímida. E meu ego se encheu. Como duas pessoas podem ser tão parecidas e diferentes ao mesmo tempo, como nós dois? Deve ser por isso que ela sempre me intriga.
- Como nós dois éramos bobos.
- Mas era divertido. – Ela encostou a cabeça no sofá e mordeu os lábios avermelhados. Senti meu autocontrole falhar. Essa reação já se fazia constante quando eu estava perto dela.
A necessidade de sentir os lábios dela sobre os meus era grande, contudo, eu não queria parecer desesperado. Aproximei-me um pouco mais e coloquei uma mecha de cabelo dela atrás da orelha, a qual insistia em cair em seu rosto e indaguei:
- ... Aquele cara que estava com você, ontem, no Strawberry, é seu namorado? – Ela revirou os olhos e sorriu.
- Josh?! Ele não é meu namorado, acredite, não é nada do que você pensa.
Uma sensação de alívio percorreu pelo meu corpo, entretanto aquele tal “Josh” era um pouco suspeito. Lembrei de dizendo que jogava sinuca com ele toda sexta. Será que havia algo entre eles dois? Mas se ela diz que não tem nada entre eles, eu acredito.
- Bem... Que bom que ele não é seu namorado, se não eu não poderia fazer isso. – Passei as mãos pelo rosto dela e nossas bocas estavam muito próximas.
- Isso o que? – Ela perguntou, baixinho.
- Isso. – Passei a língua de baixo para cima nos lábios dela e suguei seu lábio inferior delicadamente. Ela deu passagem para a minha língua e um beijo quente começou.
Aos poucos meu corpo foi caindo sobre o dela no sofá, tomei o cuidado de não jogar todo meu peso sobre ela. Minhas mãos passeavam pelas suas curvas e automaticamente levantei sua coxa, prendendo-a na minha cintura. arranhou a minha nuca levemente e um arrepio percorreu minha espinha, ela desceu as mãos até a minha bunda e apertou com força. O corpo dela era como uma droga para mim. Vicioso. Cada parte que eu tocava me excitava, pressionei minha pélvis contra a dela e minha excitação tocava a dela. inverteu as posições e sentou em cima de mim, prendendo as minhas mãos sobre a minha cabeça. Ela sugou meu lábio inferior algumas vezes e deu uma mordidinha de leve.
Naquele momento, eu já estava “bem animado”. Ela desceu os beijos pelo meu queixo e me pegou de surpresa, distribuindo mordidinhas pelo meu pescoço. Instigado como eu estava, soltei minhas mãos das delas e apertei com força sua bunda. sorriu maliciosa e eu invadi seus lábios com pressa. Subi as mãos até os seios dela e apertei. Senti se contorcer com meu toque. Nossas roupas já estavam começando a me incomodar, mas acho que me precipitei ao dizer que os deuses estavam ao meu favor, já que a campainha estava tocando. parou o beijo e se levantou, tentando se recompor.
- Acho que deve ser a comida. – Ela disse, passando os dedos nos cabelos.
- Até me esqueci deles. – Suspirei alto e tentei me controlar. Ainda bem que o “” não estava em seu “auge”. Levantei-me do sofá, sem vontade, e fui até a porta. Caralho, parece que os empatas me adoram.
Eu preferia ter ficado no sofá e ter atendido a porta, se eu tivesse ficado quieto no meu canto, não teria tido a tal “surpresa”. Assim que abri a porta, Lana, minha vizinha, me encostou na parede e me beijou desesperada, eu tentei empurrá-la, porém era tarde demais.
- ! Você disse para eu vir mais tarde, mas não resisti. – Ela disse, ainda agarrada em mim.
- Lana, você está maluca? O que você está fazendo aqui? – Disse, exasperado. me olhava, chocada.
- Você me disse para vir mais tarde.
- Não disse, não! Olha, você precisa ir... – Estava mostrando o caminho de saída para a maluca da Lana, porém me cortou.
- Quem precisa ir sou eu. Bom aproveito, Lana. – disse, irônica. Em seguida pegou sua bolsa e passou entre nós.
- Oh, ! Eu não sabia que você tinha visitas. – Lana disse, confusa. Ignorei o que ela disse e corri atrás de .
- ! Espera! Não é nada do que você está pensando. – Tentei concertar.
- Você é mesmo um idiota, huh? Meu Deus! Como eu sou uma burra de ter desfeito meus compromissos para ficar com você. Você é um galinha e ainda por cima quer comer duas no mesmo dia! - Ela parecia extremamente nervosa. Abriu a bolsa com pressa e procurava freneticamente por algo, de fato deveria ser a chave do carro.
- , eu juro para você que eu não chamei aquela garota em casa, ok? Eu só queria almoçar com você e fazer algo legal. Você precisa acreditar em mim! – Disse, impaciente. Porra, eu não tinha culpa se a Lana era uma burra e não entendia as coisas. Eu era inocente.
- Você é um trouxa, ! Está sempre se esfregando com um monte de garotas, para se achar o bom. Volta lá para a sua peituda e me deixa em paz! – Ela achou a chave do carro e disparou o alarme, mas eu a impedi de entrar.
- Porra, eu estou falando a verdade! Eu não a convidei para vir em casa hoje! E eu não sei para que tanto alarde, por acaso isso é ciúmes? – Mulheres sabem ser chatas quando querem. Quando nós mentimos, elas acreditam, quando dizemos a verdade, elas não acreditam.
- Seu sonho, né? – Ela desdenhou. – Eu deixei de almoçar com a minha amiga, poderia estar no Hyde Park agora, vendo os caras gostosos correrem sem camisa, enquanto Paris poderia brincar na grama, mas não! Eu preferir vir almoçar com Puto ! Sai da frente da porcaria da porta do meu carro! – Ela gritou, alterada, e me estapeou. Afastei as mãos dela e saí de perto daquela garota do caralho.
- Ah! Quer saber de uma coisa? Cansei de me explicar, vai lá ver os caras correrem sem camisa, Miss Futilidade! – Explodi. Chega de tentar explicar, nada é suficiente para essa garota.
- Tenho três palavrinhas para você: VAI-SE-FODER! – Ela listou as palavras nos dedos e saiu cantando pneu. Realmente, eu tinha fodido com tudo.
Por que diabos eu quis me meter com essa garota? Apesar das coisas terem uma grande tendência a ser instável com ela, eu a quero. Devo estar ficando maluco.
’s Point Of View
, você é a garota mais imbecil da face da Terra! Eu me pergunto, por que fui ceder a ? Galinha, estúpido e imbecil. Quero ser uma idiota se eu voltar a vê-lo de novo. Agora estou aqui, faminta e estressada. Na fome eu dei um jeito, passei no drive thru do Mcdonalds e comprei um McBacon, batata frita e uma coca gigante. Enquanto dirigia, fui comendo, já no estresse, não dei jeito. Ele só passaria se eu esmurrasse a cara daquele idiota, mas isso não era possível.
Cheguei ao meu apartamento e dei de cara com e saindo. Eles me olharam, surpresos.
- He,y , eu achei que você estava almoçando com...
- Não fale o nome daquele palhaço, . – Interrompi , que me olhou assustado.
- Ok. – Ele disse sem jeito.
- O que aconteceu, ? Quer vir com a gente? Aí você se distrai. – Minha amiga disse, prestativa.
- Não. Podem ir, depois a gente conversa. Bom almoço, casal favorito. – Tentei parecer animada.
- Tudo bem. Quando eu chegar, a gente conversa. – Assenti. nem insistiu, pois ela sabe que quando estou brava, insistir é perda de tempo.
- Quer que a gente traga algo, ? – perguntou.
- Não precisa, amor. Beijinhos, amo vocês.
- Nós também. – Dito isso, e desapareceram pelo elevador.
Joguei minha bolsa no sofá e caí de costas no outro. Eu estava puta da vida e só uma coisinha branca e peluda poderia me acalmar.
- Paris! Cadê você? Mamãe precisa de carinho. – Mal terminei de chamar e minha cachorrinha veio correndo e pulou em cima de mim, lambendo minha bochecha. Minha bebê entendia o que eu sentia. - Homens são todos idiotas, meu amor. Ainda bem que você não precisa lidar com eles. Quando você ver o , dá uma mordida bem grande na bunda dele. – Disse, fazendo carinho na cabeça de Paris e ela parecia me ouvir com muita atenção.
O que mais estava me irritando em todo esse drama de hoje era que, por mais que tenha sido um idiota, o dia tinha sido legal. O que me irrita ainda mais é que, eu não me sinto assim tão bem com nenhum cara há tanto tempo. A verdade é que eu só me atraio por gente que não presta. Prova disso? Entre Damon e Stefan Salvatore, eu prefiro Damon, Dean e Sam Winchester, prefiro Dean, Bill Compton e Eric Nortan prefiro Eric e entre Chuck Bass e Archibald... Adivinhem! Eu prefiro Chuck Bass.
Mas, eu tenho orgulho próprio... é carta fora do baralho.
Continua...
Capítulo 13 - Falling in Love
“Hey guys! No momento não posso atender, já sabe o que fazer depois do bip, certo?”
Já estava cansado de ouvir essa mesma mensagem durante as últimas duas semanas e o barulhinho do bip irritante. Perdi as contas de quantas mensagens deixei na caixa postal da e nada dela me retornar. Garota difícil.
- Ah, não! está checando, de novo, a caixa postal? – tinha que perceber tudo o que eu faço?!
- Ele esta a fim de alguma garota, mas está mantendo segredo. Mais cedo ou mais tarde nós vamos descobrir quem é a tal garota, . – disse, irônico, ao mesmo tempo em que empurrava seu carrinho com suas malas.
- Eu não estou escondendo nada de ninguém, só estou pegando meus recados na caixa postal. Vocês não fazem isso, não? – Menti. me olhava de esguelha.
- Você está obsessivo com isso, dude. Todo break que a gente tinha durante os shows você estava checando seu celular. Isso me cheira a amor oculto. – gargalhou e fez um hive five com .
- Olha, , acho que Katy Perry acabou de passar pelo portão de desembarque! – Menti descaradamente e apontei para o portão da ala sul. Os guys olharam ao mesmo tempo.
- Cadê? – Perguntaram em uníssono. Quer mudar o rumo da conversar? Diga que está vendo uma cantora gostosa e os caras se esquecem de tudo. Mulheres têm razão quando dizem que homens só pensam em sexo e futebol.
- Foi para lá, acho melhor você se apressar, . Quem sabe Katy não largar o Russel e te dá uma chance? – Incentivei e os olhos de brilharam. Caiu como um patinho.
- Você tem razão, , até porque eu sou mais gostoso que aquele noivo tosco dela. Vem comigo, . – disse, convencido, e saiu puxando , e os dois foram atrás da “suposta Katy Perry”.
- Não tem nenhuma Katy Perry, certo? – percebeu minha farsa.
- Claro que não. Só disse isso para mudar o rumo da conversa.
- Coitado do . – balançou a cabeça negativamente e sorriu. – Dude, você precisa disfarçar mais. e já estão percebendo que você está envolvido com alguém.
- Eu estou tentando, mas a não facilita as coisas. Aquela garota é pirracenta. Não retorna minhas ligações e nem responde minhas mensagens, não sei mais o que fazer. – Disse, confuso.
- Ela e compartilham do mesmo gênio forte. Quando está com raiva de mim, eu sempre dou um jeito de fazer chantagem com alguma coisa que ela mais gosta.
- E isso resolve? – Perguntei, curioso.
- Na maioria das vezes, sim. – sorriu, satisfeito.
- Eu sei de algo que a gosta de mais, com a qual eu posso chantageá-la. – Disse, maquiavélico. – , você é um gênio! – Disse, contente, e abracei meu amigo.
- Para com isso, dude. – Ele me empurrou. e estavam vindo ao nosso encontro, enquanto um táxi nos aguardava do lado de fora do aeroporto.
- Damn! Cheguei tarde de mais, nada de Katy Perry. – disse, triste. e eu seguramos uma gargalhada.
- Sorry, man. - Desculpei-me. – Guys, eu preciso passar em um lugar antes de ir para casa. Vejo vocês depois. – Disse, indo em direção a outro táxi.
- Hey, ! Não se esqueça dos planos de hoje à noite. – gritou. Que planos mesmo?
- Ok! – Gritei, fingindo saber do que falava e entrei no táxi. Agora era hora de colocar meu plano em ação. – 298 Burham, Chelsea, por favor. – Disse ao motorista. Ele assentiu e deu partida.
***
Cheguei ao condomínio onde minha adorável prima e moravam. Um condomínio muito bonito, por sinal. Lembro-me de ter passado diversas vezes por aqui e nem fazia idéia de que morava perto de mim. Acho que a vida tem dessas paradas estranhas.
Olhei as horas e faltava uma hora para chegar em casa, o que significa que eu teria que ser bem rápido com . O elevador parou no 17° andar e dei de frente com o apartamento 34. Apertei a campainha e antes que atendesse, ouvi Paris latir. Aquela cachorrinha era bravinha como a dona dela.
- ?! O que faz aqui? – disse, em um misto de confusão e surpresa.
- Hey, , não vai me convidar para entrar? – Disse, simpático. Paris correu até mim, abanando o rabinho. Acho que aquela danadinha ainda se lembrava de mim. Deve ser pelos cookies que eu dava para ela, escondido da . – Hey, garota! – Peguei-a no colo.
- Desculpa, , entre. – me cumprimentou com um beijo no rosto. – Acho melhor você ser rápido, se a chega e te pega aqui, ela te esmurra. – Acho que a situação está mais grave do que pensava.
- Ah, ela não chegou ainda? – Me fiz de besta. – Sabe, ... Eu vim justamente para me desculpar, já que ela não retorna minhas ligações. – Sentei-me no braço do sofá, com Paris mordendo meus dedos.
- Também, né, , você é um safado. – arqueou a sobrancelha. – Acho melhor você deixar iss... – foi interrompida por uma musica do Muse. – Meu celular está tocando, já volto, . – Dito isso, correu apressada, acho eu que para seu quarto.
- Tudo bem. – Disse calmo. – Hey, Paris, o que acha de conhecer minha casa? Lá tem muitos cookies e você vai poder comer a vontade. O que me diz? – Paris abanou o rabinho freneticamente e passava as patinhas no meu peito. Essa cachorrinha é muito esperta. Ela parecia entender tudo o que eu dizia. – Acho que isso é um sim. Boa garota. – Levantei-me do sofá e fui rumo a porta.
- Sorry, , me ligou... , onde você pensa que vai, e levando a Paris? – disse, exasperada.
- Ela vai para a minha casa. Diga para buscá-la pessoalmente, ou se não a cachorrinha fica comigo. – Sorri, ardiloso.
- ! Devolve a Paris, agora! – correu atrás de mim, mas fui mais rápido e entrei no elevador.
- Diga tchau para a , Paris. - Levantei a patinha de Paris, como se ela estivesse dando tchau para . A mesma me olhava furiosa enquanto a porta do elevador se fechava.
Eu tentei, da maneira mais fácil, que me perdoasse, contudo não deu certo. Fui obrigado a voltar para o Old times. Trapaças. Elas sempre vão existir entre nós dois... Simplesmente é da nossa natureza.
’s Point Of View
- Ok, Josh. Já falei que estou trabalhando nisso, certo? Até amanhã, te amo, marido. – Desliguei o celular e havia mais uma ligação perdida do Puto . Decidi apelidar de Puto, pois é o que ele sempre foi e sempre será.
Em duas semanas, ele me ligou oitenta vezes e deixou, no mínimo, umas quarenta mensagens no meu correio de voz. Eu até ouvi alguns com a , era divertido rir dos pedidos de desculpa dele. Confesso que senti vontade de ligar de volta, mas prometi que não vou mais ceder aos encantos daquele pervertido.
Cheguei ao meu apartamento e o que eu mais queria depois de um dia de trabalho, era tomar um banho e pegar um cineminha com . O estranho é que cheguei e estava tudo silencioso, nem mesmo Paris estava destruindo algum ursinho meu ou uma sandália de , no sofá. Onde estava minha bebê?
- Paris! Mamãe chegou. Cadê você? – Geralmente, quando ela ouve o barulhinho da chave, ela me espera na porta, mas não hoje. Talvez deva tê-la levado ao parque. Liguei só para me certificar. – Hey BFF!
- Hey... . – pareceu preocupada e meu sentido de aranha (sim, meu sentido de aranha. Desde que assisti Homem Aranha pela primeira vez, cismei que meus sentidos são iguais aos deles. Eles nunca falham.) me dizia que algo estava errado.
- , está tudo bem? Onde está Paris?
- -, eu preciso te dizer algo. – disse receosa e agora eu estava realmente desesperada. Só falta a Paris ter... Oh, meu Deus!
- , não me diga que a Paris morreu! – Disse, surtada, e lágrimas grossas começaram a inundar meu rosto.
- Não, ! Por Deus! apareceu em casa hoje e levou-a para a casa dele e disse que se você a quiser de volta, você terá que buscá-la. Porfavornãomemate! – disse a última frase tão rápido que mal pude entender e minha ficha não tinha caído; só então eu fui perceber que... , DESGRAÇADO!
- RAPTOU MINHA CACHORRA? – Berrei. O sangue fervia pelas minhas veias, agora que eu iria acabar com a raça dele. Quase tive um heart attack por culpa dele.
- Mais ou menos. Ain, ! Me desculpa, foi tudo tão rápido e você sabe como é ligeiro. – disse, sentida.
- Está tudo bem. Estou indo para a casa dele agora! É hoje que eu arranco o couro dele. – Desliguei o telefone, furiosa. não perde por esperar.
***
Apertei a campainha diversas vezes, eu estava quase afundando o botão da coitada. Minhas mãos estavam coçando para ir de encontro com os olhos do meu primo idiota. Eu precisava bater nele... E como! Ainda mais que ao abrir a porta ele deu um sorriso cínico de canto e segurava Paris, como se ela fosse realmente dele.
- Me dê apenas um motivo para eu não quebrar essa sua cara de idiota! – Disse, alterada, e ele continuava rindo. Filho da puta!
- Nossa, ! Para que tanto ódio nesse coração? – Ele perguntou, sarcástico, e minha vontade de socar a cara dele estava me consumindo. Fechei meu punho e estava pronta para mirar o olho dele. Acho que percebeu o que o aguardava, pois ele foi dando passos rápidos para trás. - , você não seria capaz de me bater, certo? – O medo está visível na voz dele. Que mulherzinha.
- Eu sou capaz de muita coisa, . – Disse, malvada, e me aproximei mais. Aquele soco lavaria minha alma. No momento em que eu socaria meu primo idiota, Paris desatou a latir, como se ela estivesse defendendo aquele safado. O mundo está mesmo contra mim.
- Haha! Vai me bater e ganhar uma mordida bônus da Paris? – disse, pretensioso.
- Ok, Paris, eu não vou bater nesse safado. Me dá ela! – Disse, brava, e peguei minha cachorrinha no colo. – Um minuto que você passa com esse sem vergonha, já fica do lado dele? – Dei uma bronca na minha cadelinha e fiz carinho em sua cabeça.
- Ela sempre gostou de mim, na verdade, todo mundo gosta. – disse, pretensioso, e eu fiz cara feia.
- Na próxima vez que você aprontar outra dessa, eu quebro a sua cara. – Dei de ombros e estava pronta para ir embora, no entanto, me impediu, entrando na minha frente.
- ... Desculpa, ok? – Ele disse, olhando dentro dos meus olhos. – Eu não queria te preocupar. Eu só trouxe a Paris porque eu sabia que era a única maneira de você vir me ver. – Ele pausou e passou as mãos pelos cabelos, nervosamente. Meus hormônios me traíram, pois eu estava achando o jeito que ele mordia o lábio extremamente sexy, entretanto mantive meu foco. – E me desculpa por aquele dia com a Lana... Não foi minha culpa... Eu não a convidei para vim aqui em casa, eu só queria ficar com você. Se eu estivesse mentindo, eu não teria passado as últimas duas semanas, obcecado, pensando em uma maneira de você me perdoar. – Ele disse, sincero. Acho que deve ter algum tipo de feitiço sobre mim, pois eu estou acreditando nele agora.
- Eu acho que acredito em você, mas na próxima vez que você me chamar para sair, por favor, certifique-se que ninguém vai aparecer e te agarrar do nada, ok? – Por que eu disse isso mesmo? Oh meu Deus, pareci uma garota ciumenta falando. – Bem... Acho que preciso ir para casa. – Disfarcei. Odeio parecer que tenho... Sentimentos.
- Não vai, não. Fica aqui? – Ele disse baixinho, se aproximando de mim e passou as mãos pelos meus cabelos. Tentação.
- Eu preciso... – Minha vontade de ir embora passou logo em seguida, quando a língua quente de invadiu meus lábios calmamente. Beijo que não durou muito. Os latidos de Paris quebraram o momento.
- Acho que ela está com ciúmes. – disse carinhoso e alisou a cabeça dela.
- Ela não gosta de brigas e nem de momentos assim tão carinhosos. – Sorri.
- Brigas eu até concordo dela não gostar, afinal, ela salvou minha pele hoje. – Ele sorriu. – Mas momentos carinhosos são permitidos, Paris. – Ela mordia o dedo de , como de costume, e eu ficava toda derretida como ele tinha jeito com animais. – O que você acha de assistir um filme hoje, só nós três? – O nós três que ele disse, incluía Paris.
- Acho perfeito, mas vamos assistir na minha casa. Aqui é meio perigoso, sabe. - Cocei a nuca. É uma coisa que eu faço sempre que fico nervosa ou tímida.
- Seu pedido é uma ordem. – Ele sorriu, charmoso, e abriu a porta. Como nem tudo são flores, nosso plano foi por água abaixo, pois ao abrir a porta, , , e estavam todos parados lá. Um sorriso fraco surgiu em meu rosto. engoliu em seco.
- ! Você também veio para a noite do vídeo game? – disse animado e me abraçou. Agora que eu mato o de vez! Combinando algo comigo quando ele já tem planos?
- É... Noite do vídeo game. me avisou em cima da hora, ele sempre faz plano e me avisa assim do nada. – Dei um cutucão discreto na costela de , ele sorriu amarelo.
- é meio tapado. Que cachorrinha mais linda. – pegou Paris no colo e entrou para dentro de casa.
- , como está, linda? – disse, animado, e me cumprimentou com um beijo no rosto.
- Bem e você, ?
- Também. Hey, , você comprou as pizzas? – indagou.
- Já estava saindo para comprar. – abriu a boca para falar alguma coisa, pela primeira vez.
- Como você é engraçado, né? Quem sai para comprar pizza, quando se tem telefone em casa?! – realmente achou que estava fazendo piada. Menos mal. – Hey, ! Acho que a cachorrinha está com medo de você, ela não para de latir. – brincou e se juntou a e Paris no sofá.
- Ela está latindo porque você acabou de chegar aqui, freak. – rebateu.
- , espero que a tenha acertado seu olho, mas acho que ela não o fez, porque não vejo marcas. – disse brava, entre dentes, e deu um chute leve na canela dele. Eu ri, gemeu. – Seqüestrador.
- Outch! - alisou a canela. - Foi mal, .
e se juntaram a , e Paris. Minha cachorra era extremamente popular, todo mundo estava brigando pela atenção dela. So funny.
- Guys, vou ligar pra pizzaria, pizzas tradicionais mesmo? – perguntou.
- Sim. – Eles responderam em uníssono.
- Ok. – Ele me olhou de canto, indicando que eu deveria segui-lo até a cozinha, e eu o segui.
- , foi mal. Eu tinha me esquecido totalmente que hoje era a noite do Vídeo Game. – Ele segurou minha mão e aquele toque me causou uma sensação diferente. Como reflexo, soltei as mãos dele e joguei meu cabelo para trás. disfarçou, procurando pelo celular dentro do bolso de sua bermuda.
- Eu sei que não foi sua culpa, está tudo bem. Eu não sabia que vocês ainda faziam esse programa. Eu me lembro que era divertido. – Disse, sincera. Eu não estava com raiva; é melhor os meus amigos aparecem, do que a vizinha peituda. Éca!
- É divertido até hoje, mas eu estava querendo ficar com você. Como não tem jeito, tenho que me contentar em te beijar escondido, aqui na cozinha. – sorriu e nossas bocas estavam muito próximas, porém não me surpreendi com a chegada repentina de e . O beijo não aconteceu de novo. Droga.
- Dude, foi mal. me avisou que a vinha para cá, eu tentei convencer os guys de fazer a noite dos games lá em casa, mas eles não quiseram. – se desculpou.
- e são difíceis quando querem. – falou e abraçou de lado.
- Não se preocupa, dude, a culpa foi minha que tinha me esquecido que essa semana os games eram aqui em casa. – disse, tranqüilo.
- Que clube do bolinha é esse aqui na cozinha? – perguntou, divertido.
- Dude, pede logo essa pizza. Eu e a Paris estamos famintos. – disse, segurando Paris.
- Estou ligando, porra, está dando ocupado. – disse, impaciente.
- Nem pense em dar pizza para ela, , que eu te bato. – Falei, enquanto pegava um fardo de Heyneken na geladeira.
- Não, ! Seus tapas me assombram até hoje. – fez cara de apavorado. Eu gargalhei.
- Vamos, , eu te ajudo a pedir a pizza. – disse prestativa e saiu da cozinha com , e em seu encalço. Deixando e eu para trás.
- E a Lizzy, como ela está, ? – encarou os próprios pés. Ele pareceu sem graça com a minha pergunta.
- Nós não estamos mais juntos, desde o começo do ano. – Ele sorriu fraco e brincava com Paris.
- Eu sinto muito. – Nunca pensei que e Lizzy terminariam um dia. Eles namoravam desde o colégio e pareciam se amar tanto. No final das contas, tudo que é bom sempre acaba. Por isso me distancio de sentimentos. – Mas você está bem?
- Estou sim. A gente tinha uma coisa legal, no entanto chega uma hora na vida em que as pessoas seguem rumos diferentes. – Ele disse, compreensivo. Pelo menos eles terminaram numa boa, é o que me parece.
- É, você tem razão. – Saber que está disponível no mercado, me caiu como uma luva. – , eu tenho uma amiga que adoraria te conhecer. – Abri uma cerveja e dei para , em seguida abri outra para mim.
- Eu também adoraria conhecer essa tua amiga, . – sorriu, safado. – É só falar dia, horário e local que está tudo certo.
- Ain, , por isso que te amo! – Disse, contente. – Pode deixar que eu vou marcar um encontro para vocês. - Ele assentiu.
- , , a pizza chegou! Tragam as cervejas, guardanapos e ketchup! – gritou da sala.
- Estamos indo! – Gritei de volta. me ajudou a levar as coisas e fomos para a sala.
Depois de alguns pedaços de pizza e muitas cervejas, todo mundo estava “alegrinho”, principalmente eu. Jogamos Guitar Hero e Mortal Kombat, aliás, me ferrei no Mortal. Os guys tinham feito uma aposta, se eu ganhasse do na última rodada, eu poderia castigá-lo e se ele ganhasse de mim, vice e versa. Por azar, perdi por pouco para o , que adorou a idéia de me castigar.
- ! Já sei... Qual será seu castigo. – disse, meio mole.
- Vamos, , acaba logo com isso. – berrou. estava enrolando para dizer qual castigo ele iria me dar.
- Demorou, , se você demorar, eu vou dormir. – Meus olhos estavam fechando involuntariamente, isso é conseqüência da bebida.
- Ok. – foi até o barzinho de bebidas de , pegou uma garrafa de tequila e um copinho e voltou para o meio da sala. – ... Você terá que tomar uma Body Shot de tequila no . - olhou malicioso para , que ficou sem jeito, e eu não sabia aonde enfiar minha cara, but desafios são desafios e eu não dou para trás nunca.
- Let’s do it. – Disse, confiante. Uma parte de mim estava com medo, a outra não tinha nada a perder mesmo. me olhou como se me perguntasse se aquilo estava tudo bem para mim, apenas assenti.
- Essa eu quero ver. – disse, entusiasmado.
me olhou preocupada e caiu na gargalhada. bêbado. colocou tequila no copinho e trouxe uma metade de limão e um pouco de sal em um pires.
- , levanta a camiseta. – ordenou.
- Dude... Não precisa disso tudo. – disse, apreensivo.
- Isso é Body Shot, . – sorriu.
- Para de ser frouxo e levanta logo essa camisa, ! – botou lenha na fogueira.
- Anda logo com isso, porra! – gargalhou.
- Está legal. – cedeu, levantando a camisa e deitou-se no sofá. Puta que pariu, não era justo ver aquele abdômen perfeito e fingir que ele não me atinge em nada.
colocou a copo de tequila em cima do umbigo de e a metade de limão na boca de . estava mesmo querendo me torturar, ou querendo provar alguma coisa. Eu conheço esse safado. Não vou deixá-lo me afetar em nada, se ele é esperto, eu também sou.
- Vem, . – chamou. – O desafio está lançado.
- Ok. – Sorri de canto.
Respirei fundo e me controlei para não agarrar na frente de todos meus amigos, que, por sinal, estavam todos vidrados no e em mim. Passei um braço de cada lado do corpo de e os olhos dele me fitaram curiosos. O olhar dele era intenso, era diferente de todos o que ele tinha... Foi tão profundo. Por um momento me perdi naqueles olhos incrivelmente azuis. Acordei do meu transe com um grito de dizendo “Demorou”, então me aproximei mais e peguei o limão da boca dele vagarosamente, senti meu peito subir e descer, num movimento desesperado ao entrar em contato com o dele, e um frio subiu pela minha espinha. Aquela sensação me deixou apavorada, pois eu já tinha sentido ela uma única vez... E foi quando... Apaixonei-me por Ethan Nolan. Peguei o limão mais que depressa com a minha boca, mordi e virei a dose de tequila de uma vez.
Ouvi os guys vibrarem e eu estava realmente surtando, eu não podia estar apaixonada por ele. Eu me recuso! Desesperada, peguei a garrafa de tequila e entornei de uma vez, o líquido forte desceu queimando pela minha garganta. Aumentei o som e Temporary Insanity (Colocar pra tocar quando pedido) estava tocando. Irônico, não? Corri para o quintal, estava difícil respirar na mesma sala em que estava.
’s Point Of View
Confuso. Tudo está muito confuso. Não entendi porque saiu correndo do nada, mas algo me dizia que alguma coisa estava fora do normal.
- quase beijou a ! Realizou seu sonho outra vez! – gargalhou.
- Cala a boca, . – disse. – , vai ver o que a maluca da está fazendo.
- , realiza, ela quase beijou o , deve estar vomitando. – brincou e eu nem dei ouvidos e fui atrás da .
Ela estava parada na beira da piscina, com a garrafa de tequila. A luz da lua brilhava sobre seu rosto delicado e destacava seus traços marcantes. Linda. Com os olhos fechados, ela cantava a música e dançava conforme a mesma. Eu pensei em chamá-la, mas eu só queria ficar parado e quietinho... Apenas observando-a.
(N/A: Coloque a música para tocar)
What just happened, did you kiss me?
Cause that's a place we've never been until now
And I don't know how it's gonna be after this
Do we pretend these feelings don't exist at all?
Or do we fall?
My confusion shows whenever you get so close
I stumble, I stutter, forget what to say
I'm nervous, I wonder why I'm acting this way
Ela dançava e passava as mãos pelo contorno de seu corpo perfeitamente desenhado. Mesmo estando “alta”, ela cantava a música corretamente e parecia senti-la com a alma.
Its temporary insanity
What's going on with you and me
Is it real or is it fantasy?
Forever or just temporary insanity?
Ela jogava os cabelos conforme a batida e sorria. Ela estava perdida na música, e eu perdido em seus movimentos.
you made a move to change your mind
Too much to lose, you've crossed something the line
between friends and more
was it all a big mistake?
and if it was it's much too late to undo
And I don't really want to
I'd let you go but I still don't know
how I feel about you, what this really means
it's crazy to want you
Is it meant to be?
O jeito dela falar, sorrir, andar e até as repentinas mudanças de humor me davam um frio na barriga. Tudo nela é tão atraente e convidativo, eu sinto que não posso mais fugir do que estou sentindo... Na verdade, do que sempre senti.
it's temporary insanity
what's going on with you and me
Is it real or is it fantasy?
Forever or just temporary?
it's temporary insanity
What's going on with you and me
Is it real or is it fantasy?
Forever or just temporary insanity?
What you do to me
What comes over me
If this is crazy, there's nothing I'd rather be
A verdade é que eu sempre fui apaixonado por ela, a verdade é que eu passei anos a observando de longe, a verdade é que antes mesmo de tê-la beijado ela já não saía dos meus pensamentos, ela sempre foi dona dos meus sonhos e do meu coração. Acho que nasci apaixonado pela garota problema.
it's temporary insanity
What's going on with you and me
Is it real or is it fantasy?
Forever or just temporary?
it's temporary insanity
What's going on with you and me
Is it real or is it fantasy
Forever or just temporary?
Losing my mind
abriu os olhos e sorriu timidamente quando me viu. Ela abriu os braços e gotas de chuva começaram a molhar seu corpo. O tecido do vestido dela estava grudado em seu corpo molhado, me enlouquecendo.
O céu estava estrelado, mas a chuva insistia em cair. A famosa chuva de verão. não estava se importando nem um pouco por estar molhada, ela parecia tão leve.
- Vem, ! A água está ótima. – Ela disse, rodando com os braços abertos.
- , sai daí! Você vai pegar um resfriado, sua maluca. – Gargalhei e caminhei até ela.
- Eu não me importo de ficar doente, eu... Eu me importo de não sentir mais essa coisa que eu estou sentindo, sabe? Isso é bom. Eu tenho medo, , mas é tão forte. – Ela disse confusa e me olhava dentro dos olhos. Aquela era a garota que eu era apaixonado: confusa e divertida.
- O que você sente, ? – Acariciei seu rosto molhado e minhas mãos desceram pela lateral do corpo dela. Meu corpo precisava insanamente do dela.
- Eu não consigo dizer... E você, , o que sente? – Ela passou a mão pelo meu rosto. Seu toque era tão suave.
- , eu sou... Você quer... – Diga, , você consegue. Você gosta dessa garota desde que ela começou a usar batom. Uma voz na minha cabeça me dizia. Certo, eu precisava tomar coragem e acabar com essa espera. Enxi meus pulmões de ar e soltei lentamente. Era agora ou nunca. – , eu sempre fui...
- , sai dessa chuva, garota! Você vai ficar doente, sua maluca! – gritou como se fosse tia Rach. se distanciou de mim e sorriu de leve. do caralho, dia do caralho! Tudo para me atrapalhar. – Vem, vamos para casa. – colocou uma blusa nos ombros de . – , você é mesmo um irresponsável. Por que você a deixou tomar chuva?
- , eu to... – tentou argumentar e a cortou.
- Fica quieta, . Amanhã você precisa estar bem para o evento da Vogue Teen UK, miss drunk. Se ela não conseguir trabalhar amanhã, a culpa é sua, .
- , você não é mãe dela, deixa a garota ser feliz. – Disse e me mandou o dedo do meio, arrastando para dentro de casa.
- , o que houve? – perguntou, preocupado.
- Eu estou apaixonado pela minha prima, dude. Eu preciso dizer isso à ela... Ela tem que ser minha namorada.
Capítulo 14 – It wasnt this time, maybe later
O mundo escureceu de vez, rodava sem parar e cheirava a… Tequila? Eu tinha medo de abrir os olhos e descobrir que o mundo estava acabando. Espera aí! Disseram que o mundo acabaria em 2012, certo? Tateei minhas mãos em cima do criado mudo e peguei meu BlackBerry. Forcei minhas pálpebras e minha cabeça doía muito. Ótimo. O mundo acabando e eu com dor de cabeça. Depois de tanto tentar, consegui abrir meus olhos, olhei no celular, eram onze e meia da manhã. Oh meu Deus. Arrastei-me da cama e abri a porta do meu quarto, o sol estava brilhando e apenas meu quarto que estava um breu. Andei desnorteada até o banheiro e minhas olheiras estavam bem profundas, minha cara amassada e o gosto de cabo de guarda chuva na minha boca... Estavam me assustando.
Fiz minha higiene matinal e breves lapsos da noite passada inebriavam minha cabeça. Noite dos games, , tequila e chuva... Oh meu Deus! Eu tinha exagerado na bebida em plena quarta-feira. Aquilo não era bom.
- Ainda bem que você está viva, miss Tequila, eu já estava indo no seu quarto verificar. – apareceu na porta do banheiro, com as duas mãos na cintura.
- Acho que exagerei um pouquinho, ontem. – Disse sem jeito e saí do banheiro, indo em direção à cozinha. Eu precisava beber muita água gelada para afastar aquela ressaca from hell.
- Você não amanheceu resfriada, né? – disse enquanto pegava uma garrafa de água mineral da geladeira para mim. Eu assenti. Não é a toa que ela é minha melhor amiga, ela me conhece em tudo. – Josh já ligou umas três vezes, dizendo que ele precisa que você esteja no espaço Lux antes que o desfile comece.
- Eu sei disso. Como Josh é exagerado. – Dei um gole na minha garrafa de água e sentou-se de frente para mim. Ela me encarava curiosa e eu já sabia que lá vinha bomba. – Qual é a pergunta, ? – Interroguei, sem ânimo.
- , o que houve entre você e , ontem? – Ela disse, direta.
- Err... Nada. – Dei um sorriso cínico. Realmente nada tinha acontecido... Fisicamente.
- Eu não estou falando de sexo, . Eu sei que você saiu da sala daquele jeito, pois estava fugindo de algo, e não tente me enganar. – Ela disse em um tom intimidante. Droga! Ela sempre percebe tudo. Eu não estava a fim de falar sobre a noite passada.
- Ah, ! Sei lá... Foi estranho e... – Enrolei e continuava a me olhar daquele jeito curioso, ela não me deixaria em paz até que eu respondesse a sua pergunta. – Você não vai desistir, certo? – Ela balançou a cabeça negativamente. Droga. Respirei fundo, eu estava nervosa. – Eu acho que sinto algo pelo... . – Enterrei as mãos no meu rosto, ele estava queimando de vergonha. Como é difícil falar de sentimentos.
- Eu sabia disso! - Ela disse contente e aquela reação estava me irritando. – O jeito que vocês se olhavam ontem era tão intenso... Amiga, você está apaixonada pelo seu primo!
- , eu não disse que estou apaixonada pelo meu primo, ok? Eu disse que estou sentindo algo por ele e só! Eu estou surtando por causa disso e você fica assim, contente? – Disse, alterada. Meu mundo acabando e minha amiga achando tudo divertido.
- , você não está apaixonada por ele, na verdade, você sempre foi, e não adianta tentar fugir dessa vez... Você está envolvida demais e viagem nenhuma fará esse sentimento desaparecer. - disse calma e ela estava certa, como sempre. Se viajar ajudasse a esquecer sentimentos, eu teria esquecido o primeiro beijo que rolou entre e eu quando fui para a Espanha, entretanto eu precisava de uma nova arma. Eu não posso estar apaixonada por .
- Eu não quero mais falar sobre isso, ok? Esta noite eu terei muito trabalho a fazer e é nisso que preciso me focar agora. Se for nesse evento, eu vou evitá-lo. – Disse, saindo da cozinha antes que falasse uma de suas frases sábias.
- Fugir não vai adiantar dessa vez! – gritou da cozinha. Ignorei.
Deixei que o jato forte de água fria massageasse meus músculos, eu estava tensa. É difícil admitir, mas eu estou apaixonada pelo meu primo e isso me assusta tanto. O pior é que dessa vez tem uma parte minha que quer se permitir ficar com ele, contudo, eu tenho medo de que meu coração seja quebrado... Novamente.
’s Point Of View
Entrevistas rápidas, pose para fotos e muita correria. Esse era o desfile da Vogue Teen Uk. Dessa vez, Fletch nem precisou me obrigar a ir a esse evento, só o fato de eu saber que estaria trabalhando nele me deu vontade de ir. Eu não tinha desisto da idéia de pedi-la em namoro... Eu estava decidido, só espero que ela aceite.
- Só mais uma foto, rapazes, e vocês entram ok? – Disse Fletch, apontando para um fotógrafo.
- Ok. – respondeu e nós assentimentos.
- Olha esse lugar, dude, está cheio de mulher gostosa. – disse, animado.
- É, eu estou vendo. – Disse com falso entusiasmo. Adentramos o salão e meus olhos procuravam por .
Eu estava animado com a idéia de que ela chegaria a qualquer momento e nos levaria até o lugar aonde deveríamos sentar, mas minha animação não durou muito. Uma garota ruiva e sorridente veio ao nosso encontro.
- Boa noite. Acompanhem-me, por favor. – Disse a garota simpática e os olhos de transbordaram em luxuria.
- Com todo prazer. – disse direto. E eu e os guys sorrimos, discretos.
Faltavam poucas pessoas chegarem para dar início ao desfile e eu ainda não tinha visto . Os guys conversavam descontraidamente, eu apenas observava e vagava em pensamentos. me cutucou e mostrou o que eu estava ansioso para ver.
- Quem você procurava, acabou de aparecer. – Ele disse em meu ouvido. Olhei para frente e estava do outro lado da passarela, acompanhando os convidados. Ela estava vestida para matar, como sempre.
- Dude! Olha a ali. – apontou. – Ela está maravilhosa, cuidado para não babar demais, . – ironizou. estava certo, eu teria que ter cuidado para não babar, pois aquele decote do vestido dela estava me deixando louco. Meus pensamentos estavam muito sórdidos no momento.
- Cala a boca, , o desfile vai começar. – Disfarcei.
O desfile começou e então perdi de vista. Se fosse em outro tempo, eu estaria todo animado vendo aquele bando de modelos desfilando com aquelas roupas mínimas; agora eu só queria que aquele desfile acabasse o quanto antes. Embora eu estivesse ansioso para conversar com a , eu estava nervoso. E se ela não quisesse nada comigo? Duvidas pairavam na minha cabeça. O único jeito de descobrir, era se eu tentasse e era isso que eu estava disposto a fazer.
’s Point Of View
- Graças a Deus o desfile foi um sucesso. – Josh disse, animado.
- Eu já estava me desacostumando com essa rotina. Como é bom estar de volta. – Chloe disse, humorada. Era bom vê-la daquele jeito.
- Então só temos que comemorar, certo? Um brinde a mais um dia de trabalho concluído com sucesso e a volta da Chloe! – Ergui minha taça de água, isso mesmo, água, pois eu estava me curando da ressaca e meus amigos brindaram comigo.
- Nossa, que gato aquele seu amigo, , pena que ele é hétero. – Josh fez bico e apontou para , que estava com os guys dando entrevista. Meu coração estúpido bateu num compasso rápido ao ver sorrindo.
- Para o seu azar, Josh, e para sua sorte Chloe, ele é hétero e eu quero que você o conheça. – Disse. Chloe me olhou assustada e Josh emburrado. Ele queria o para ele. Nada besta meu amigo, huh?
- , eu não estou pronta para isso, e ele faz parte de uma banda! For God’s sake! Esqueceu do meu passado? Ex-marido traidor e vocalista de uma banda?! – Chloe disse, alarmada.
- E lá vamos nós... – Josh revirou os olhos.
- Chloe, querida, eu imagino como é difícil terminar um casamento, mesmo eu nunca tendo me casado... – Disse, calma. – Mas já fazem dois meses, ok? Você precisa superar. Você é linda, talentosa e tem um bom coração! Você merece ser feliz. E não é só porque seja de uma banda que ele é igual ao Mark. Permita-se e conheça meu amigo, eu sei que você vai gostar dele.
- Oun, , você é tão fofa! Obrigada pelas palavras de incentivo, amiga. – Ela disse, doce, e me abraçou. – Eu juro que vou tentar, mas hoje não, ok? Eu estou cansada e preciso ir para casa. Deixa para outro dia, certo?
- Tudo bem, amiga, mas olha, eu vou marcar outro encontro, viu? – Disse, satisfeita. Pelo menos eu já tinha conseguido um progresso.
- Ok.
- Estou avisando, se você não quer, tem quem queira, little whore. – Josh fez cara de nojentinho. Nós rimos.
- Meus amores, estou indo. Beijo. – Chloe despediu-se de nós com um beijinho no rosto e saiu.
- Chloe! – Chamei e ela deu de ombros. - A propósito... e você tem muito em comum, ele também terminou um namoro esse ano. – Ela deu um sorriso de canto e foi embora.
- Acho que você conseguiu plantar uma sementinha na cabeça dela, little bitch. – Josh deu um gole em seu espumante.
- Ah, como eu adoro bancar a cupido, espero que ela dê uma chance a ele. – Escorei-me no balcão. Olhei para a pista de dança e vi , que me chamou com o dedo indicador. – está me chamando, já volto.
- Não demora, hein? Eu preciso de você para chamar a atenção dos homens gostosos héteros, assim quem sabe não posso convencê-los a experimentar o que o Josh tem. – Ele disse, divertido, e eu gargalhei, indo até .
- Hey, linda. – me cumprimentou com um beijo no rosto.
- Oi amor. Gostando da festa? – Interroguei. Eu queria ser rápida, não queria dar de cara com .
- Está ótima! Adoro desfile com modelos bonitas. – Eu ri. – E então, falou com a sua amiga?
- Falei sim, mas ela foi embora, pois estava com dor de cabeça. – fez beiçinho. – Não se preocupe, , eu já marquei outro encontro para vocês. – Disse, orgulhosa.
- Agora sim melhorou, . É só dizer quando e onde. – deu um sorrisinho maroto.
- Nesse fim de semana vai ter a festa Old Times, no navio, é só aparecer e Chloe estará lá.
- Já estou lá. Valeu, . E eu preciso dizer que você está muito linda nesse vestido. – disse, fingindo me seduzir. Eu ri.
- Obrigada, amor.
- Hey, , você precisa experimentar essa bebida, muito boa. – chegou com um drink colorido e deu para . – Hey, , você está linda.
- Você também, . - Elogiei e sorriu, modesto.
- Hey, . – disse, chegando de mãos dadas com .
- Oi cunhado e oi best friend atrasada.
- Hey pessoas. – disse um oi coletivo. – Nem me atrasei tanto assim. – Ela fez bico.
- Imagina que não. – Disse, irônica. – Gente, se vocês me dão licença, eu preciso ir ao banheiro. Já volto.
- Vai lá, . – Ouvi dizer e dei de ombros. Eu queria sair logo antes que aparecesse.
~*~
Caminhei me esbarrando nas pessoas e estranhamente senti uma mão me puxar. Tentei me desvencilhar dela, no entanto a pessoa quem me puxava foi mais ágil e me empurrou para o banheiro masculino, em seguida entrou e trancou a porta. Fiquei surpresa. A pessoa que estava parada frente a frente comigo e com as duas mãos enlaçadas na minha cintura era... .
- Você está tão ocupada hoje... Por isso tive que te roubar um pouquinho das outras pessoas. – Ele sorriu de um jeito sexy e meu corpo estremeceu.
- D... Desculpe por isso... Trabalhar em eventos dá nisso. – Dei um sorriso amarelo. Eu queria me afastar, porém não conseguia me mover.
- Acordou bem hoje? Você sabe... Tequila... Chuva. – disse calmo e seus dedos percorriam minhas costas. Fechei os olhos, contra a minha vontade, sentindo meu corpo todo se arrepiar com seu toque.
- Eu me sinto bem... Agora. – Disse num tom inaudível. sorriu malicioso e invadiu minha boca com sua língua quente.
Por mais que eu soubesse que me agarrar com dentro do banheiro masculino, não era a melhor maneira de evitá-lo, eu não conseguia sair de perto dele... Eu tinha necessidades, e minha necessidade era ele.
Desci os beijos até o pescoço dele, explorava minhas coxas e por fim deu um apertão forte na minha bunda, por de baixo do meu vestido. Meu juízo já estava por um fio. Senti a excitação dele em contato com a minha e, sim! Ele estava bem animado, eu estava louca para acabar com aquela tortura e partir para o que realmente interessava, mas um breve lapso de consciência lembrou-me que eu estava em um banheiro masculino e num evento que, por acaso, a empresa para a qual eu trabalho, era responsável. Então, antes que alguém batesse na porta e me pegasse fazendo sexo dentro do banheiro com um integrante do McFLY, resolvi me afastar de .
- ... Acho melhor a gente parar por aqui. Estamos dentro do banheiro e eu estou trabalhando. Se alguém me pega, eu estou na rua. – Ele me olhou desanimado e tirou, sem vontade, a mão da minha bunda.
- , você ainda tem alguma coisa para fazer aqui ou já deu seu horário? – Perguntou.
- Só preciso checar umas informações e depois estou liberada, por quê? – Disse, abaixando as laterais do meu vestido.
- Vamos pra minha casa. – Olhei duvidosa. Nada dá certo na casa do . – Eu juro que dessa vez não terá vizinha assanhada e nem noite dos games, ok? – Ele sorriu de canto.
- Tudo bem. Então eu saio na frente e você me manda torpedo quando estiver indo para o estacionamento. – Ele assentiu. – E, ... Se alguma coisa acontecer hoje... Eu quebro a sua cara. - Sorri.
- Fica fria, , sem interrupções hoje. – Ele mordeu o lábio. Eu dei de ombros.
~*~
Novamente passei me esbarrando por entre as pessoas, que dançavam loucamente na pista de dança. Eu sou mesmo maluca, em um momento quero me distanciar do e no outro já fico ansiosa para passar a noite com ele. Uma noite de prazer não faz mal a ninguém, certo? Depois eu posso evitá-lo, como planejado.
Avistei Josh encostado ao bar, tomando um Dry Martini, ele arriscava uns passinhos e jogava as mãos para cima. Não contive uma gargalhada.
- Amor, está tudo certo por aqui? Estou querendo ir para casa. – Dei um beijinho na bochecha dele.
- Está tudo sobre controle, . Não acredito que você vai me deixar. – Ele fez bico. – Você prometeu que dançaria a noite toda comigo. – Ele cruzou os braços, igual a uma criança birrenta.
- Sorry. É que eu tenho umas coisas para resolver com... . – Disse, sem jeito.
- Eu sabia! Só vou te perdoar porque ele é gostoso. Olha aquela bunda. – Josh apontou para que estava do outro lado da pista de dança, conversando com os guys e .
- Obrigada por entender. Te amo, marido. – Disse, contente.
- Também te amo, lil bitch. – Ele sorriu.
Senti meu celular vibrar dentro da minha bolsa de mão, o que significava que já estava pronto para ir.
- Estou indo nessa. Beijinho, até amanhã. – Abracei meu amigo.
- Até amanhã. – Ele me deu um selinho, como de costume.
Dei de ombros e fui em direção a , que me esperava ao lado da porta, mas a cena que eu vi a seguir não foi agradável. desgraçado!
’s Point Of View
Inventei a desculpa mais esfarrapada que veio a minha mente para os guys e quando consigo me livrar deles, vejo beijando aquele tal de Josh?! Aquela garota só pode estar de brincadeira com a minha cara! Meu sangue ferveu e minha vontade era de arrebentar a cara daquele filho da puta. É foda! Eu querendo que a garota que mais me faz de otário seja minha namorada, mas isso não vai ficar assim. Eu não vou ficar por baixo... Não mesmo.
Fui até a porta aonde nós combinamos de nos encontrar e, para minha sorte, a super modelo Hannah Schwebber estava lá parada, mexendo no celular. Parei ao lado dela como quem não quer nada, com as duas mãos dentro do bolso.
- Hey. Você é Hannah Schwebber, certo? – Ela assentiu e sorriu simpática. – Você estava ótima hoje.
- Obrigada. Você é daquela banda... McFLY, huh?
- Isso mesmo. , prazer em conhecê-la. – Estendi a mão e ela me cumprimentou, educada.
- O prazer é todo meu, . – Hannah mordeu o lábio e, sim, ela estava se insinuando para mim. Nice! – O que acha de irmos para um local mais privado?
- Eu acho uma ótima idéia. – Disse sedutor. Notei que estava se aproximando, era o momento exato para colocar meu plano em execução. – Mas, depois disso. – Puxei Hannah pela cintura e dei um selinho demorado, ela retribuiu, satisfeita. Abri os olhos e estava parada na minha frente, com as mãos na cintura e com a expressão brava. Quem riu por último agora?
- Hey, você é Hannah, né? – disse, num falso entusiasmo.
- Sim. – Hannah disse enjoada e passou as mãos pela minha cintura.
- Então, Hannah, eu preciso falar com ele um minutinho e já te devolvo. – Ela deu um sorriso irônico e me puxou pelo braço.
- Qual é o problema, ? – Disse, cínico.
- Qual é o seu problema, ? A gente combina de ir embora junto e você agarra a anoréxica? – Ela disse alterada e, por sorte, a música alta impedia as pessoas de ouvirem nossa conversinha “amigável”.
- Você não pensou nisso quando estava beijando o tal Josh! E ainda vem dar uma de santa? Por favor, ! – Disse, nervoso.
- Josh? Oh meu Deus! Você acha que eu e Josh... não é nada do que... – tentou explicar, porém me poupei do papo furado.
- Não venha me dizer que não é nada do que estou pensando, ! Você vive me chamando de safado, mas agora vejo que somos bem parecidos nisso, não é? –Dei um sorriso maldoso e me fuzilou com o olhar.
- Quer saber? Você não merece minhas explicações, otário! – Ela me empurrou e foi até Hannah. – Cuidado com , ele tem herpes é meio nojento. – Dito isso ela deu de ombros e saiu. Hannah me olhou de canto e foi embora. Caralho de garota que fode com a minha vida!
- , o que aconteceu? – surgiu com .
- Você não deveria ter ido para casa com a ? – interrogou, curioso.
- Ah! Aquela garota é maluca, dude, ela beijou aquele Josh e ainda deu piti quando me viu beijando a Hannah. – Disse, bravo.
- , como você é um completo idiota! – balançou a cabeça negativamente.
- Ela beija o cara na minha frente e eu que sou idiota? – Disse, exasperado. Ótimo! Eu sou o safado e ela a santa. Kiss my ass, !
- Josh é gay, ! – disse brava e minha cara foi lá embaixo.
- Acho melhor você correr atrás dela, antes que ela vá embora, dude. – Incentivou .
- Eu sou um babaca mesmo! Valeu, ! – Saí apressado. Eu tinha que me desculpar de novo. Eu sou um idiota: fato confirmado! Corri até o estacionamento subterrâneo e, por sorte, avistei um vestido mínimo vermelho. estava se aproximando de seu carro. Corri apressado até ela e puxei seu braço. - , me desculpa! Eu deveria ter te deixado explicar. – Ela me olhou raivosa e tirou minha mão de seu braço, continuando a andar.
- Agora você acredita na safada? - Ela ironizou. - Me esquece, .
- , eu não sabia que ele era gay. Na verdade, eu nunca pensaria que um cara daquele tipo é gay. – Ela continuava a andar, me ignorando, e eu feito um bobo atrás dela.
- , puto, vai comer a Hannah e me deixa em paz! - Ela ficou de frente pra mim e foi andando de costas. - Ops! Ela não te quer, ela acha que você tem herpes. – Ela sorriu, sarcástica. Aquele joguinho não iria acabar nunca se eu não tomasse uma atitude.
- Ok. Já chega. – Disse, firme. Agarrei-a pela cintura e joguei-a nas costas enquanto procurava meu carro pelo estacionamento. Algumas pessoas nos olhavam, assustadas.
- Me coloque no chão seu idiota! – Ela dizia, estressada, batendo a bolsa nas minhas costas. Épico. – Socorro! Ele está me seqüestrando!
- Ela precisa tomar o Diazepan, passou da hora. – Disse para umas pessoas que me olhavam de canto. Aquilo estava sendo tão divertido.
- Eu juro que eu te mato, ! – gritou.
Encontrei meu Jaguar e rapidamente apertei o alarme, destravando as portas, coloquei no banco. Antes mesmo que ela pensasse em fugir, travei as portas até eu dar a volta e entrar. A cara de desespero dela era a melhor.
- Pronto, agora podemos conversar civilizadamente. – Disse, calmo. não me olhava e nem falava nada, ela mantinha o olhar fixo no vidro do carro. – , dá para parar de agir como uma criança mimada e falar comigo? Porra, eu sei que fui idiota, mas o que você queria que eu pensasse quando eu vi um cara te beijando? Eu nunca iria saber que ele era gay. – Ela cruzou os braços e continuava calada. Quer me irritar? Então me ignore. Minha raiva estava aumentando. – Ok. Você não quer falar, então vamos apodrecer nesse carro e eu sei que você tem fobia e eu não vou abrir a porra da janela!
- Você é um imbecil! Me xinga de safada, beija outra na minha frente, me humilha no estacionamento e quer que eu aceite suas desculpas fácil assim? Cai na real, garoto! – Ela disse, quase cuspindo as palavras na minha cara.
- Cacete! Eu sei que a culpa foi toda minha! Será que a gente não pode esquecer tudo isso e ficarmos juntos? – Dude, por que infernos eu fui me apaixonar por essa garota mesmo?
- Não! Eu preferia passar a noite com o Taylor do que com você! – Ela disse, debochada. Meu sangue ferveu. Ela tinha que falar do filho da puta do Philips?
- Ah, é? Então vai lá correr atrás daquele viado! – Disse, estressado, e tudo estava realmente saindo do controle.
- Se você abrisse a porta eu iria mesmo! – Ela se jogou em cima de mim e tentava abrir a porta.
- Eu vou abrir a porra da porta! – Disse, alterado, tirando as mãos dela da trave de segurança, antes que ela a quebrasse.
- Então abre! – Ela gritou. Segurei o pulso dela e nós nos olhamos intensamente. Meu coração batia acelerado; um misto de tensão e raiva me dominava. Puxei-a pelos quadris, encaixando-a no meu colo. Não resisti... Invadi seus lábios desesperadamente.
Ela mordia meu lábio com um pouco de força. Um beijo selvagem, agressivo, porém com muito desejo. Minhas mãos desceram pelo decote do vestido que deixava suas costas totalmente exposta. Meus dedos trilhavam desde sua nuca até seu cóx, senti estremecer com meu toque e aquilo me deixava mais excitado. Ela desceu os beijos até o meu pescoço e chupava vagarosamente, uma corrente elétrica passou pelo meu corpo. Instintivamente, subi a barra de seu vestido e apertei com força suas coxas. Cada pedaço daquele corpo me deixava louco, e mais que depressa eu precisava estar dentro dela. Desfiz o beijo e suspirou sem vontade.
- ... Passa para o banco de trás. – Disse, num fio de voz.
- Você tem mesmo uma tara por sexo dentro do carro e num estacionamento, né? – Ela disse maliciosa e passou a língua quente nos meus lábios. Automaticamente apertei sua virilha. Ela gemeu baixo.
- Eu tenho uma tara em qualquer lugar que envolva você. – Falei, direto. me olhou surpresa e mais que depressa passou para o banco de trás, me puxando pelo braço.
Ela se sentou no banco e puxou a barra do vestido lentamente para cima. Isso que chamo de tortura. Sorri malicioso e me ajoelhei na sua frente. Puxei a calcinha dela e afastei suas pernas calmamente. apoiou a cabeça no banco e fechou os olhos. Apertei bruscamente sua cintura e então a penetrei com um dedo, ela gemeu, se contorcendo com cada movimento circular que meu dedo fazia. Dar prazer a ela me deixava altamente instigado. Parei de penetrá-la com o dedo e em seguida a penetrei com a minha língua. Ela se contorcia e puxava meus cabelos com força e eu já estava no meu limite. puxou meu cabelo, levantando a minha cabeça e me beijou.
- Vem... . – Ela disse, arfando. Sentei-me no banco e ela já veio abrindo o botão da minha calça. Peguei um preservativo dentro da minha carteira, já iria colocá-lo, mas pegou o pacotinho das minhas mãos. - Deixa que eu faço isso. – Ela sorriu, insinuante, e abriu o pacotinho com os dentes e, para me torturar ainda mais, vestiu a camisinha no meu membro rijo com a boca. Gemi.
- ... Você é tão gostosa! Vem logo. – Murmurei e puxei-a pela cintura. Ela jogou uma perna de cada lado do meu corpo, segurou meu membro e colocou em sua entrada, sem colocá-lo por completo. Eu já tinha perdido todos meus sentidos, repentinamente ela desceu com tudo e começou a cavalgar em cima de mim. Invadi sua boca gostosa com vontade, ao mesmo tempo em que puxava seus cabelos. Ela se mexia hora devagar, hora rapidamente. - Não... Para... . – Supliquei, segurando forte em sua cintura. Ela não me respondeu, apenas continuava a me torturar, chupando meu pescoço.
Ela fazia movimentos bruscos em cima de mim e cada vez mais eu gemia e apertava sua cintura, sem dó, até sentir aquele líquido quente transbordar dentro da camisinha. Eu tinha chegado ao clímax, mas ainda não estava satisfeito. Eu precisava de mais . Ela deitou sua cabeça no vão do meu pescoço e eu podia ouvir perfeitamente seu coração bater junto ao meu. Beijei o topo de sua cabeça e deixei meu corpo relaxar junto ao dela, ainda assim eu precisava de, no mínimo, uns dois rounds.
- Preciso das minhas sandálias. – disse calma, passando para o banco da frente.
- Não precisa colocar suas sandálias agora, nós vamos para a minha casa. – Disse, enquanto fechava o zíper da minha calça. Ela gargalhou e eu realmente fiquei confuso.
- , você vai para a sua e eu vou para a minha.
- Não, , nós vamos juntos para a minha casa, como nós combinamos. – Engraçadinha ela. Passei para o banco do motorista e percebi que a chave do carro não estava no contato.
- Eu vou para a minha casa, ainda estou brava com você. Ao contrário do que as pessoas dizem, sexo de reconciliação não resolve tudo. – Ela beijou o canto da minha boca e se afastou.
Como eu não pensei que ela se vingaria de alguma forma. Inferno.
- , não faça isso... Vem, vamos pra casa comigo. – Disse, dengoso, e me aproximei para beijá-la, mas ela me evitou, selando os dedos nos meus lábios.
- Bye, , e aprenda... Nunca mais me chame de safada. – Ela sorriu de canto e saiu do carro.
Tentei abrir a porta só então ouvi os pinos da porta travar. Ela apareceu pelo vidro frontal do carro e me mostrou as chaves, sorriu de canto e foi embora. Puta que pariu, ela tinha me trancado!
- , volta aqui! – Gritei, mesmo sabendo que ela não me ouviria. Garota maluca.
Ela caminhou rebolando até o segurança, entregou a ele as minhas chaves e deu de ombros. O segurança veio até o meu carro e ativou o alarme, abri a porta rapidamente.
- A garota mandou entregar as chaves.
- Obrigado. – Agradeci e dei partida.
Sem segundo, terceiro e quarto round hoje. Maldita que só me deixou na vontade, além de tudo fez meus planos de pedi-la em namoro cairem por água a abaixo. Sou teimoso e não vou desistir.
Pirracenta, sarcástica, irônica e levada! Todos esses adjetivos lhe faziam jus, mas essa é a garota por quem eu sou apaixonado... Ela é meu encaixe perfeito.
Capítulo 15 – Keep your hands off my girl
- ... Eu acho melhor eu ir embora, isso não vai dar certo... Essa fantasia está muito curta. – Chloe disse, aflita, abaixando as laterais de sua fantasia.
- Chloe, vai da tudo certo, não vai te engolir. Vocês apenas vão se conhecer... E sua roupa está ótima. É festa Old Times, todas as meninas estão vestidas assim. – Disse, calma, puxando Chloe pelo braço.
- Ele não vai te engolir se você não quiser. Óbvio. – disse, maliciosa, e Chloe apertou minha mão, nervosa.
- , você não está me ajudando, cale a boca, por favor! – Repreendi. revirou os olhos.
- Desculpa, não falo mais nada. – Ela segurou a mão de Chloe. – Querida, respire fundo. Estamos divinas nas nossas fantasias de Pin Up. não vai te engolir e sua roupa está perfeita. – Ela deu um sorriso leve. – é uma Pin Up quase vadiazinha e ela não se importa.
- Obrigada pelo elogio, amiga. – Disse, irônica. Com uma amiga como a minha, nem preciso de inimigos.
- De nada, hon. - disse, cínica.
- Ok... Vocês me convenceram. – Chloe respirou fundo. – Mas eu só vou conhecê-lo e nada demais.
- É isso aí, garota. – Disse, contente. e eu abraçamos Chloe.
Apressamo-nos para entrar no navio The Edge, antes que ele partisse do Píer de Westminster e nos deixasse para trás.
O navio estava repleto de pessoas com suas fantasias dos anos 60, dançando ao som de Elvis Presley. A decoração antiga estava bem à altura, o clima era agradável e todos pareciam estar se divertindo muito. Tive a sensação de que essa noite seria épica.
- ! Adivinha quem chegou à cidade, hoje? – disse, entusiasmada.
- Jensen Ackles? – Disse, saltitante, e arqueou a sobrancelha. Pela cara que ela fez não era o Jensen. Damn it!
- Blair! Ela chegou de Manhattan hoje, ela acabou de me mandar uma sms perguntando onde nós estamos. – disse, contente, e Chloe olhava, confusa.
- Ah, que legal! Eu não a vejo desde a última ação de graças. – Disse, feliz. Eu adorava a Blair.
- Eu devo saber quem ela é? – Chloe indagou.
- Blair é prima da , ela mora em Manhattan e namora o há um ano. – Respondi.
- Ah...
- Ok, vamos encontrá-la logo. Ela disse que está com os meninos, no bar. – saiu me puxando pelo braço e eu, automaticamente, puxei Chloe. era muito ligada à Blair, por isso ela estava assim tão contente. – Blair, que saudades! – foi ao encontro da prima, com os braços abertos.
Conhecendo minha amiga tão bem, como conheço, aquele abraço caloroso entre Blair e ela levaria horas, então achei melhor ir cumprimentar os meninos, porém senti uma mão me censurar.
- ! Por favor, não vamos lá agora, eu preciso respirar. – Chloe disse, aflita.
- Chloe, você já teve tempo demais para respirar... Vai ficar tudo bem! Você é diva, poderosa e confiante, não deixe Mark tirar isso de você, ok? – Disse firme e Chloe me olhou, atenciosa.
- Você está certa. – Suspirou fundo. – Eu sou diva, poderosa e confiante. Não vou deixar que aquele inútil estrague minha noite.
- É assim que se fala, amor. – Sorri. – Vamos cumprimentar a Blair. – Dei de ombros e Chloe me seguiu. - A garota mais poderosa de Manhattan resolveu nos visitar. – Falei, contente, e abracei Blair.
- Ah, , olhe para você! Continua linda. Que saudades! – Ela me abraçou.
- Saudade também, linda. – Desfiz o abraço e chamei Chloe. – Blair, essa aqui é minha amiga Chloe Shepard.
- Prazer em conhecê-la. – Chloe cumprimentou Blair.
- Igualmente, hon. - Disse Blair.
- Depois de todos esses abraços, agora é minha vez de ficar agarrado em você, amor. – disse, manhoso, e abraçou a namorada. Eu ri.
- Amor tão carente. – Blair disse e nós gargalhamos.
- Esse carente é , Chloe. – acenou e Chloe fez o mesmo. – Aquele com a língua trancafiada na garganta da é . – Apontei e resmungou. Nós gargalhamos. – Aquele com posse de garanhão é , meu primo. – disse oi e me olhou de cima embaixo. Sentidos... Não me abandonem agora, por favor. – E, por fim... Esse gatíssimo é o . – sorriu de um jeito sexy e beijou a mão de Chloe. Aposto que minha amiga não sabia mais como respirar.
- .
- Chloe Sheperd. – Ela disse firme e sorriu. Agora sim minha amiga estava de volta.
- Eu adoro essa música. Vamos dançar, amor! – Blair disse, divertida, e arrastou para o meio da pista, que não protestou.
- Vem, . – puxou o namorado.
- Seu pedido é uma ordem, linda. – seguiu , que sorriu, satisfeita.
- Você não vem, ? – perguntou.
- Vai que eu já estou indo. – Ela assentiu e foi ao encontro de e Blair.
- Já que todos foram para a pista, acho que devemos ir também. O que me diz, Chloe? – passou uma mão, sutilmente, pela cintura da minha amiga. ligeiro.
- Vamos sim. – Chloe disse um obrigado sem que ninguém escutasse, só eu. Dei uma piscadinha para ela.
- Acho que só restamos eu e você. – disse, escorado no bar. Eu apenas assenti. Ele estava incrivelmente lindo vestido de James Dean. Agüenta coração. – Nós estamos bem ou você ainda vai me punir por ontem à noite?
- Estamos bem, primo. – Eu ri. Era tão divertido abusar dele.
- Que bom. – Ele sorriu, safado. – Você ainda me deve outro round.
- Nosso round ficará pra outro dia, tem muita gente aqui, hoje. Os meninos podem desconfiar. – Disse, cautelosa, mas eu não sei se resistiria a ele a noite toda. Virei-me para o bar e pedi uma cerveja. Senti um calor me dominar quando o corpo de se encostou ao meu. Ele colocou um braço de cada lado do meu corpo e afastou os cabelos do meu pescoço. Minhas pernas amoleceram.
- Hoje vamos fazer diferente... – Ele disse, em meu ouvido, arrepiando todos meus fios de cabelo. – Chega de jogos! Eu não beijo ninguém e você também... E, no final da festa, eu distraio os caras e você vai para a minha casa.
- ... – Meus olhos fecharam involuntariamente, e eu odiava aquele poder de persuasão que ele tinha sobre mim.
- Não aceito não como resposta, ... Você me deve uma e eu estou louco para acertar as contas... Gostosa. – Ele disse, quase que num sussurro, mordiscou a minha orelha e deu de ombros.
Apoiei minhas mãos no balcão do bar com firmeza, ou então me faltaria equilíbrio. ... ... . Ele estava me enlouquecendo aos poucos e isso não posso negar. Dei um gole na minha cerveja e fui para a pista de dança, longe dos meus amigos. Eu tinha que manter certa distancia do meu primo... Senão eu o agarraria no meio de todo mundo e nossa discrição iria por água abaixo.
’s Point Of View
Fiquei junto dos meus amigos. Estavam todos se divertindo com suas garotas e eu só de longe, observando minha prima maluca, dançando sozinha do outro lado da pista. Ela dançava de um jeito sexy, perdida nas batidas da música. Era como se não tivesse mais ninguém ali, apenas ela. Tão linda.
Ela seria minha namorada. E isso aconteceria hoje.
Dei um gole na minha bebida e disfarcei meu foco, antes que os dudes percebessem para quem eu estava olhando.
- A é uma maluca mesmo. O que ela faz dançando sozinha, do outro lado da pista? – Blair interrogou. Boa pergunta, .
- Você sabe que a não é muito normal. – gargalhou. – Bem, eu vou lá chamá-la para vir pra cá.
- Eu vou junto. – Disse Chloe.
- Ok, então vamos todas. – Blair deu um selinho rápido em e deu de ombros com as meninas.
- Dude, o que está rolando entre você e a ? – indagou, curioso. Algo me dizia que eu estava ferrado.
- Não tente inventar nenhuma desculpa, man. Nós sabemos que tem algo acontecendo. – disse, firme, e me olhou como quem diz “não tenho nada a ver com isso”.
- Guys, não tem nada acontecendo entre a gente, não sei porque vocês continuam insistindo nisso. – Menti.
- Isso é o que descobriremos até o final da noite. – sorriu malicioso e deu outro gole em sua cerveja.
- Dudes, deixem o em paz. Se ele diz que não tem nada acontecendo, é porque não tem. – reforçou minha mentira. Sorri de canto para ele. Era minha forma de agradecer, ele assentiu.
- está defendendo o safado do ! Ah, não! – disse, divertido, e bagunçou o cabelo de , com a ajuda de . Meus amigos são fáceis de manipular às vezes. Great. As meninas voltaram, mas sem a companhia de , que agora conversava alegremente com algumas pessoas. O que será que ela estava aprontando? Só espero que não haja nenhuma confusão hoje. – Ué! Cadê a ? – perguntou à Blair.
- Ela disse que depois vem pra cá. – Blair respondeu, calma.
- é muito popular, aonde quer que ela vá tem pessoas querendo falar com ela. – Chloe soltou um longo suspiro, vendo conversar animadamente com umas pessoas do outro lado da pista.
- Popular até demais, com os caras. – apontou para . Olhei e tinha três caras envolta dela, olhando-a dançar. Uma raiva me invadiu repentinamente.
- Ela é solteira, então tem que aproveitar... E muito. – sorriu irônico para mim. Aquele safado estava mesmo desconfiado.
Entornei minha garrafa de cerveja de uma vez só. Aquela garota sabe me tirar do sério, até quando ela não quer.
Os guys dançavam com suas namoradas, eu me divertia com eles. Algumas garotas chegaram em mim, mas eu dispensei todas e Blair achou estranho eu dispensar mulher, segundo ela, eu nunca fiz isso. O que é a mais pura verdade, porém eu tinha um trato com essa noite e não podia quebrá-lo. Contudo, eu estava muito irritado com a distância dela. Ela tinha que ser a miss simpatia com todo mundo e ficar dançando daquele jeito? Eu admito. Sou um pouco ciumento, mas não demonstro e nunca iria demonstrar isso à ela. Eu acho.
Minha cerveja tinha acabado, então decidi ir até o bar pegar mais uma.
- Gente, vou pegar outra cerveja. Alguém quer alguma coisa?
- Não. Valeu, man. Você quer alguma coisa, Chloe? – foi o único que me respondeu, já que estava ocupado demais com a boca de Blair e estava tão alienado dançando com que nem prestou atenção em mim.
Nice. Todo mundo feliz, se esfregando com suas namoradas, e eu tenho que me contentar em ver dançando de longe, enquanto outros caras babam por ela.
- Não. Obrigada, . – Chloe disse educada e voltou a conversar com .
- Ok.
Pedi uma cerveja para o barman e me sentei no banco de frente para o bar.
- Festa boa, huh? – Um cara disse, sentando ao meu lado.
- Ótima. – Disse, irônico. Eu não via a hora de ir embora e começar minha festa particular com a maluca da minha prima.
-Cada mulher gostosa. Olha aquela garota vestida de Pin Up, dançando sozinha no meio da pista. Dude, estou perdido nos movimentos dela... Vou chegar nela! – O cara apontou. Olhei a direção que ele apontava, e, adivinhem?! Era da que o filho da puta estava falando.
- Dude, aquela garota é demais, mas acho melhor você nem perder seu tempo. Ela tem namorado. – Menti.
- Se ela tivesse namorado, ele não seria louco de deixar uma gata como aquela dançando sozinha. – Ele sorriu de canto. – Vou falar com ela. – Dito isso ele deu de ombros e foi em direção à ela.
O desgraçado até que tinha razão. Que namorado iria deixar a namorada, com uma fantasia daquelas, dançando sozinha no meio da pista? Só não o peguei pelo pescoço porque eu sei que e eu tínhamos um trato, e mesmo que ele chegasse nela, não iria dar em nada. Ah! Mas a raiva me consumia do mesmo jeito. Eu vou acabar com essa situação e, sim, hoje não vou gaguejar e vou dizer tudo o que eu sinto por ela. Cansei de me martirizar.
As músicas antigas pararam de tocar e Keep Your Hands Off My Girl – Good Charlotte, começou a tocar.
Observei de longe... O cara disse algo para e ela sorriu, continuando a dançar, ignorando-o. Sorri, satisfeito. Que babaca. Pensei que o otário iria sair de lá, mas ele continuou insistindo e mantinha uma expressão brava. Para piorar a situação, ele colocou as mãos na cintura dela e colou o corpo dele ao dela. Aquele desgraçado estava querendo briga, só pode. retirou as mãos dele de sua cintura, e, quando penso que ele iria sair de perto dela, ele a beija. Foi tudo rápido demais... Quando dei por mim, eu estava atrás do cara, peguei-o pelo colarinho e arrastei até a grade do navio. Ouvi , desesperada, vir atrás de mim e os guys em seu encalço.
- Qual é o seu problema? – O otário disse, assustado.
- Eu disse que ela tem namorado! – Disse, entre dentes, e soquei a cara dele.
- , larga ele! – Ouvi gritar. Ele me acertou na cara, fomos dando passos largos até a beira do barco, quando dei por mim, nos desequilibramos e caímos no rio Tamisa. - ! – Ouvi gritando do barco, assim que emergi na superfície.
- Dude, você está legal? – Perguntou .
- Sim! – Gritei.
- Precisa de uma bóia? – gritou.
- Não!
- Você é maluco? Por que não me disse que a garota era sua namorada? – O cara disse, exasperado.
- Porque ela não é, porra! – Disse, exaltado, e comecei a nadar até o Píer e ele também. Por sorte, o navio estava parado bem perto.
Cheguei ao Pier e e os guys estavam me esperando lá, com suas caras confusas. Vão se foder! Por que eu não consigo me controlar como uma pessoa normal?
Algumas pessoas estavam lá, os famosos curiosos. Que ótimo!
- Saiam daqui! Não tem nada que interessem a vocês! – expulsou as pessoas e elas foram saindo de fininho.
- ... Você está bem? – perguntou, preocupada.
- Eu estou bem, . – Disse, seco. Eu estava bem bravo com ela.
- Dude, aquela confusão toda foi por causa da ? – perguntou, curioso.
- Vocês estão juntos! Eu sabia. – disse, ansioso. – Por que você escondeu isso da gente?
- É... Por que você não disse nada, ? – E até Blair começou a me questionar.
Eu já estava cheio de tanta especulação.
- Querem saber? A gente estava ficando escondido. – Explodi. – Satisfeitos? – Dei de ombros e fui procurar meu carro no estacionamento. A porra do meu olho estava começando a latejar por causa do muro que aquele maldito me deu.
- Deixem ele em paz, galera. – Ouvi dizer. – Ele está nervoso, não é uma boa hora para conversar, agora.
- Ok. , vai pra casa com ele e depois a gente se fala. – Ouvi dizer.
- Está bem. Beijo, gente. – se despediu e correu atrás de mim. – , por que você está bravo comigo? – Ela indagou, curiosa.
- Não me enche. – Falei, mal humorado, e abri a porta do meu carro. E, para piorar, eu estava encharcado e iria molhar todo o banco.
- Que eu saiba, não te fiz nada. Não tenho culpa de aquele cara ter me beijado contra a porra da minha vontade! – Ela disse, enfurecida, sentada no banco do passageiro.
- Se você não ficasse dançando sozinha daquele jeito a noite toda, ninguém te beijaria contra a sua vontade! – Disse, nervoso, e dei partida no carro.
- , por acaso você é meu namorado?
- Não. – Ela tinha razão, eu não era nada dela para ficar tão aborrecido assim.
- Então pronto! Não vejo motivos para você ficar bravo assim comigo... Ah não ser que você esteja com ciúmes. – Ela gargalhou.
- Eu não tenho ciúmes de você, ! – Menti.
Eu todo nervoso e ela rindo da minha cara. Puta que pariu!
- Oun! Você tem sim. Que bonitinho!
- , dá para fazer o favor de não falar comigo?
- Ok. – Ela disse, sem graça. Dirigi em silêncio. Eu precisava me acalmar. Eu sei que fui imprudente por ter batido naquele cara e que não teve culpa de nada, mas se ela estivesse com a gente, nada teria acontecido. Precisava dançar daquele jeito absurdamente sexy? Ela precisava ser tão linda assim? Eu não sei se é realmente uma boa idéia pedi-la em namoro. Nós dois temos o gênio muito forte, ela nunca me deixaria mandar nela, e eu muito menos. Apesar das nossas diferenças, eu não posso negar que eu a quero muito. Dude, por isso que é uma droga se apaixonar! A gente fica idiota, inconseqüente e em dúvidas constantemente. Parei o carro no farol vermelho e continuei olhando para frente, eu não iria falar com ela. parecia desconfortável com todo aquele silêncio. Ela respirava alto, outrora mexia nos cabelos... Era visível sua inquietação. – , você não vai mesmo falar comigo? – Ela perguntou, manhosa. Ignorei. - Ok. Então vou ligar o rádio, fica aí com essa sua cara de idiota. – Ela disse brava e ligou o som. O sinal abriu então dei partida. Uma música da Avril Lavigne quebrou nosso silêncio impenetrável. cantarolava a música e gesticulava ao mesmo tempo. Ela ficava fazendo gracinha para mim, mas eu ignorava. Embora eu tentasse não achar graça, eu estava me divertindo e minha raiva estava passando. – Hey, ! – Ela chamou.
- Hum. – Respondi, com descaso, sem olhá-la.
- Kiss me gently always I know, hold me Love me don’t ever go… - Cantarolou, divertida. Parei bruscamente o carro no acostamento e naquele momento eu senti que deveria falar algo, pelo qual esperei tempo demais para falar. – Desculpe, , eu não queria te... – Ela falou, assustada, e eu a interrompi.
- , cala a boca e me escuta! – Ela me olhou, receosa.
- Então diz.
Vamos, , você consegue. Tomei fôlego antes de falar.
- Eu quero que você seja minha namorada. – Indaguei e me olhou, surpresa.
- ... É... Eu não sei o que dizer. – Ela cerrou os lábios.
- Só diga que você aceita. – Disse, ansioso. Meu coração estava batendo em uma freqüência tão rápida que me desesperou.
- Nós somos primos, , e você tem certeza que quer isso? – Ela disse, confusa. – E outra, pra você pedir alguém em namoro, você precisa gostar desse alguém, e eu nem sei se você gosta de mim.
- , me escuta. – Segurei o rosto dela. – Essa coisa de namoro entre primos é muito normal hoje, ok? E sobre gostar... Eu realmente gosto de você, e se você sente alguma coisa por mim, é só aceitar também, ok? – Disse, cauteloso. Ela me olhava inibida.
Ela não respondeu nada e aquilo me assustou. Parabéns, , você acaba de ser rejeitado! Uma voz estúpida daquelas de propaganda barata ecoava na minha mente. Já iria voltar a dirigir, quando me puxou e selou seus lábios macios nos meus. O beijo era intenso e cheio de sentimentos. Meu coração estava a ponto de rasgar meu peito, de tão forte que ele batia. Dude, eu sou completamente louco por essa garota.
- ... Eu aceito ser sua... Namorada. – Ela disse, entre beijos.
- Então vamos para a minha casa, namorada linda. – Sorri e dei um selinho forte em seus lábios.
- Mas, por enquanto, não vamos ser públicos, e nem contar para nossa família, por favor. – Ela disse baixinho, passando o polegar sobre a minha bochecha.
- Ok, linda. Vamos esperar. – Disse, carinhoso, e dei partida no carro.
~*~
Chegamos à minha casa entre beijos. Minhas mãos percorriam todo o corpo dela, e eu não via a hora de arrancar aquela fantasia mínima do corpo dela. abria os botões da minha camisa com pressa, enquanto eu abria o zíper de sua roupa. Ela enlaçou as pernas envolta da minha cintura, sem quebrar o beijo. Um instinto animal meio que se apoderou de mim, percebendo que o “” não iria esperar até chegar à cama, sentei rapidamente em cima da cômoda que havia no meu quarto. Ela abriu as pernas lentamente e mordeu o lábio inferior, me deixando ainda mais louco por ela. Coloquei a camisinha rapidamente e puxei o seu corpo um pouco mais para frente, penetrando-a com força. Ela gemeu baixo e fechou os olhos. Chupei seus seios com vontade, enquanto puxava meus cabelos com um pouco mais de força. Penetrei-a com vontade até chegarmos ao ápice, contudo, eu ainda não estava satisfeito.
Peguei-a no colo e joguei-a na cama com um pouco de força, mas nada que fosse machucar minha garota. inverteu as posições, ficando por cima de mim. Ela distribuiu beijos desde a minha boca até meu umbigo. O contato da língua dela com a minha pele me deixava fora de controle. Ela encerrou os beijos, e, por fim, deixou que o “” comandasse a situação. Ela cavalgava lentamente em cima de mim, me torturando e me fazendo gemer baixo. Pendeu a cabeça para trás e aquilo me enlouqueceu mais ainda. Segurei com força sua cintura e coordenei as investidas com mais rapidez. Eu estava ao ponto de parti-la ao meio, e eu não queria parar até que estivéssemos satisfeitos. Não demorou muito e gozei pela segunda vez.
deitou-se ao meu lado na cama, eu a puxei para se aninhar no meu peito.
- Eu... Acho que paguei os rounds que te devia. – Ela disse, ofegante.
- Você me acharia maluco se eu dissesse que ainda quero mais? – Disse, malicioso, e beijei sua bochecha.
- , você parece uma máquina do sexo. Acho que eu vou ter que começar a comer feijão para ter forças para agüentar seu ritmo. –Eu ri.
- Eu acho bom mesmo, você pode começar amanhã. – Brinquei. Ela sorriu e me deu um selinho rápido.
- Já volto. – Dito isso, ela se levantou da cama, vestiu minha camisa, que estava jogada no chão, e saiu do quarto. Eu não fazia idéia do que estava fazendo. Eu estava prestes a ir atrás dela e descobrir o que ela estava aprontando. Talvez ela tivesse considerado um terceiro round e estava armando alguma coisa. Esse pensamento me encheu de esperança, porém entrou no quarto com um pano branco nas mãos, parecia mais como um saco de gelo. Ela engatinhou devagar pela cama e sentou-se em posição de índio, ao meu lado, com um sorriso doce estampado no seu rosto delicado, com traços marcantes. Aquele sorriso... Fazia meu coração idiota e apaixonado bater tão depressa, e, dude, a sensação era única. - Obrigada por ter me defendido, . – Ela colocou a bolsa de gelo em cima do meu supercílio, senti latejar um pouco, mas era suportável. – Mas, você não precisa me defender, ok? Eu não quero que você se machuque e nem que se meta em confusões por minha causa. – Ela finalizou, cuidadosa.
- , eu sempre vou te proteger. Se for preciso eu socar a cara de algum desgraçado que faça algo contra a sua vontade, eu vou socá-lo sem pensar duas vezes. – Ela me olhou com olhos doces e brilhantes.
- Mas eu não quero que você faça isso, mocinho... E desculpe-me por não ter ficado perto de você na festa... – Ela mordeu o lábio inferior. – Eu só achei que nós dois, ficando longe um do outro, a tensão seria menor.
- Está tudo bem. Tente ser menos charmosa e linda quando eu não estiver por perto, ok? – Brinquei. revirou os olhos.
- Eu juro que vou tentar. – Ela disse, convencida, e me deu um beijinho no rosto. Eu poderia morrer naquele momento e morreria feliz de saber que aquela garota era minha... Sim! Eu estava completamente fodido e apaixonado pela minha prima.
- Sua convencida. – Disse, com descaso.
- Sou modesta, baby! – Ela mostrou a língua, brincalhona.
Puxei pelo braço e ela caiu em cima de mim. Entre risos, nos beijamos calmamente, entretanto o beijo era intenso.
Uma vez eu me perguntei se um dia eu teria a garota que eu sempre quis, e a resposta... Não poderia ser melhor.
Capítulo 16 – Everything that I asked for and just a little bit more
Sabe qual é a pior parte de namorar?
É nunca saber o que vestir, mesmo que a ocasião nem seja importante.
Minha cama estava repleta de roupas, eu já tinha provado milhares de coisas e não sabia o que vestir para assistir ao jogo de futebol do . Era um jogo de futebol, nada de mais, porém toda namorada quer estar deslumbrante para o namorado, mesmo que esteja usando jeans e All Star. Vai dizer que eu estou mentindo? Quem estava se divertindo com a minha bagunça de roupas, era Paris, que deitava e rolava em cima das minhas blusinhas. Cachorra danada.
Encarei-me no espelho, o short jeans preto e a regata, também preta, que eu estava vestindo, me deixavam simples de mais, entretanto eu queria parecer simples, confortável e deslumbrante, tudo ao mesmo tempo. Ah, namorar me deixa insegura.
entrou no meu quarto, rindo das minhas caras e bocas de desgosto em frente ao espelho.
- , nós vamos assistir uma partida de futebol e não ao Grammys. – tirou sarro de mim, se jogando em cima da minha cama. – Paris gostosa! – Ela pegou minha cachorrinha no colo e brincava com ela.
- Eu sei, mas não consigo decidir o que vestir. – Fiz bico. – Acho que esse jeans e essa regata me deixa gorda. – Minha amiga revirou os olhos.
- Pára de ser tonta, . Essa roupa ficou ótima! E, pra quebrar esse preto, coloque seu Vans com estampa de coração.
- Bem... Vamos ver. – Calcei meu Vans e me olhei no espelho. Realmente tinha ficado bom. – I liked it. Por isso que eu amo ter uma futura estilista como amiga. – Disse, contente, e sorriu, convencida.
- Ah, se não sou eu na vida da sua mãe, Paris. – Ela disse, fazendo carinho na minha bebê.
- Convencida. – Mostrei língua. – Agora, preciso ligar pro e dizer que eu estou pronta. Ele disse que não herdei o pontualismo britânico. – Disse, com descaso.
- Mas ele não está errado, , você é sempre a última a se arrumar.
- E você não fica atrás. – Me joguei na cama, deitando ao lado de e já discando o número de . – Hey, .
- Hey, . – Ele respondeu, humorado.
- Estou ligando pra avisar que estou pronta. – Enquanto eu falava, ficava me atormentando fazendo corações no ar e murmurando como eu estava apaixonada. Eu ri e dei um tampa no braço dela. – Para de idiotice, . - Ela gargalhou.
- Ok. , o que está acontecendo aí? – interrogou, confuso.
- Nada... É que a é idiota. – Disfarcei. – Então, como eu estava dizendo, você pode vim me pegar.
- Certo. Já estou saindo, até da... – Interrompi .
- , você pode, por favor, vir me buscar junto com ? – me olhou, confusa.
- Por quê? Tem algo errado, ? – Ele questionou.
- Não é só que... Com certeza vai ter paparazzi escondidos na frente da quadra e, para evitar especulação, acho melhor nós quatro irmos no mesmo carro. – Disse, sem jeito. – Lembra que gente prometeu não sermos públicos, por enquanto? – me olhava mais confusa ainda, devia achar que eu era louca.
- , você é um pouco paranóica com paparazzi, não é? – Ouvi gargalhar. Que safado!
- , eu só estou cuidando de nós, ok? – Disse, um pouco enfezada. Como se já não bastasse rindo da minha cara, agora eu tinha que agüentar , também tirando uma comigo. – Eu não quero que descubram sobre a gente hoje e amanhã já criem um novo amor para você, e aí eu serei a chifruda mais comentada do momento!
- Ok, minha linda, você não é paranóica, só prevenida. – Ele disse, irônico, e continuou rindo. Eu já estava brava.
- , vai tomar no...
- Ó a boca suja, hein, ? – Ele riu. – Estou indo, com , buscar vocês. Beijo.
- Beijo. – Desliguei. - Está rindo do que, hein, macaca? – Disse, azeda.
- Você é uma paranóica de mão cheia, tem razão. – disse, divertida.
- Ah! Vocês são dois idiotas. Deixa eu procurar meu boné da Hurley e meu óculos escuro oversized. – Fui em direção ao meu closet, procurar pelos meus acessórios.
- Isso tudo é pra disfarçar? Ah, , você me faz rir. – Disse e eu ignorei seu comentário. As coisas sempre têm mania de sumirem, quando eu mais preciso delas. Depois de uns dez minutos procurando pelo meu boné e óculos escuros, os achei no quarto da safada da . - ! – Escutei gritar, da sala.
- O que?!
- O porteiro disse que e chegaram. Vamos!
Coloquei meu boné e os óculos escuros, dei uma última olhada no meu visual e tudo estava perfeito. Espero que nenhum fotógrafo metido a espertinho tire fotos minhas.
~*~
Chegamos à quadra e enquanto nós fazíamos o caminho de entrada, tratei de ficar bem longe do e agarrei a mão de . não estava gostando muito da minha paranóia, mas eu tenho meus motivos para querer que nosso namoro ainda fique em segredo.
De longe, pude ver Blair e Chloe conversando, empolgadas, sentadas na arquibancada, e e já em campo, com os outros caras.
- Bem... Acho que ficamos por aqui. – deu um selinho em e foi para a quadra.
- Boa sorte, amor! – gritou, animada. acenou e foi ao encontro de e . – Vamos, ?
- Pode ir na frente, . – Disse e ela foi se sentar com nossas amigas. - Boa sorte, namorado. – Disse, contente, e depositei um beijo delicado na bochecha de .
- Nem um beijinho aqui dentro? – Ele perguntou, fazendo bico.
- Nope, mas depois eu vou te recompensar. Já disse que você fica muito sexy com esse uniforme de futebol? – Disse, maliciosa.
- É bom saber... Mal posso esperar para a noite chegar. – mordeu o lábio de um jeito insinuante, que me deixou maluca. – Até mais tarde, namorada. – Ele me deu um beijo na trave e deu de ombros.
Fui em direção as minhas amigas com um sorriso malicioso de orelha a orelha. Eu estava criando historinhas sacanas na minha cabeça, de como eu queria agarrar meu namorado gostoso dentro do vestiário masculino. Ah, namorar me deixou tão impura e... Eu estou amando isso.
- Hey, amores! – Cumprimentei Blair e Chloe com um beijo no rosto e elas abriram espaço para eu sentar no meio.
- Hey, ! – Responderam juntas.
- Chloe, você está mesmo se dando bem com , hein?! – Disse, feliz. Eu preciso me gabar... Sempre fui um excelente cupido. Adoro unir casais.
- Ele é um fofo, . Entendemo-nos tão bem. – Ela disse, toda empolgada.
- Podemos dizer que Chloe é a futura McGirlfriend. – Blair disse, divertida.
- Futura não... Ela já é. – gargalhou.
- Também não é assim, gente, é nosso segundo encontro. – Chloe disse, envergonhada. – Ele é lindo, fofo, educado, engraçado e gostoso...
- Ok, Chloe, já entendemos. – A interrompi. – Você está curtindo ele e ele também está curtindo você, então, deixe as coisas rolarem e seja feliz, amiga! – Incentivei.
- É o que eu estou fazendo. Obrigada, . – Ela disse, sincera.
- Não tem de que, amiga.
- , qual é a do boné e dos óculos escuros? – Blair perguntou, curiosa.
- O sol está um pouco quente, né, Blair?! – Menti. gargalhou.
- Ela está com medo dos paparazzi fotografá-la com . – , boca de trapo, me entregou. Fuzilei-a com meu olhar, mas de nada adiantou.
- Você é inacreditável, . – Chloe gargalhou.
- , você sabe que não vai adiantar se esconder, certo? Seu namorado é famoso e um dia todo mundo vai saber quem você é. – Blair pausou. – Qual o problema de ser vista com ele?
E lá vamos nós... Fala que eu te escuto. Detesto isso.
- O problema não é o , meninas... É meu pai. – Mordi o lábio. – Eu não sei como ele vai reagir quando souber que estou namorando meu primo.
- Nossa, , seu pai ainda continua pegando no seu pé? - Blair perguntou, incrédula, e eu apenas assenti.
- Eu acho que o tio Stephen ainda acha que a é virgem. – brincou e nós rimos.
- Eu não duvido disso. Toda vez que ele liga para , ele a trata como se ela tivesse treze anos de idade. – Chloe acrescentou. Meu pai tão exagerado.
- Agora entendo sua frustração. – Blair cerrou os lábios.
- E vocês ainda acham que eu estou exagerando em querer esconder meu namoro. Eu preciso de tempo para contar para minha família, e, depois, o mundo poderá saber que eu namoro o integrante mais lindo do McFLY. – Disse, orgulhosa.
- Até parece, bitch! O meu é o mais lindo. – disse, divertida.
- Que dó de vocês, como eu namoro há mais tempo, o meu é o mais perfeito. – Blair disse, convencida.
E agora começava o debate sobre qual namorado era o mais bonito. Tão divertido. Parecia que eu estava de volta ao colegial. Good times.
- Na verdade, o que é o mais fofo e mais lindo. – E até Chloe entrou na brincadeira.
- Chloe está apaixonada! – As meninas e eu começamos a zoar Chloe, que já estava roxa de vergonha.
- Suas bobonas. – Ela disse, sem graça. – Olha lá, ! fez um gol! – Chloe apontou para o campo e, no ato, eu vi a agitação de e correndo no campo.
Minhas amigas vibravam com o gesto bonitinho que havia acabado de fazer, já eu, não conseguia formular sequer uma frase com o que se passava diante dos meus olhos... Ao fazer o gol, apontou para mim e fez um coração no ar. Ele sorriu de um jeito doce e sincero, a me ver de longe. Senti aquele velho formigamento no estômago e parecia que uma descarga de adrenalina corria pelas minhas veias. Aquela sensação só ressaltava o que eu já sabia. Eu sempre fui completamente apaixonada por .
’s Point Of View
Depois do primeiro gol que eu fiz, fez mais dois, o que nos fez ganhar do time de . Eles fizeram um gol só. Era hilário ver o quão era desajeitado com a bola.
Cumprimentamos os caras que jogaram conosco, e, em seguida, fomos para o vestiário. Olhei para a arquibancada e pude ver e as meninas conversando, animadas, ao encontrar meu olhar distante, minha namorada acenou e sorriu de um jeito doce, que acalmava meu coração. É inacreditável o poder que ela tem sobre mim. Com a , eu sinto coisas desconhecidas... Sentimentos que me apavoram, mas, ao mesmo tempo, acalmam a minha alma. Com ela, eu sou uma pessoa bem melhor.
- Eu estou puto da vida com o . – disse, bravo, acordando-me do meu momento de transe.
- O que eu te fiz, dude? – Perguntei, cínico. Eu já sabia a resposta.
- Ele está com raiva, porque você me escolheu para o seu time. – gargalhou. – Já disse que eu jogo muito melhor que ele.
- Haha! Muito engraçado, né, ?! – ironizou. – Você era muito perna de pau.
- Eu não tenho culpa do ser uma vergonha para o futebol inglês, . – Brinquei, e gargalhava comigo.
- Joguei mal hoje porque eu não dormir direito, seus gays. – disse, metido, ao mesmo tempo em que tirava sua roupa.
- Ele usa essa desculpa toda vez. – completou.
- Dude, o nem sabe o que fazer em campo. Até as garotas jogariam melhor que ele. – zoou e nós caímos em cima.
- Ah! Vai todo mundo se ferrar, eu não me importo. – correu para o chuveiro, seguido de mim e dos guys.
- É que a Blair suga toda a energia dele. – Ironizei.
- Oh, yeah. – disse, safado.
- Até parece que ele é macho mesmo. – .
- Não, , eu estou esperando você me mostrar como ser um. Seu babaca. – disse e a zoeira rolou solta.
~*~
Saímos do vestiário e fomos encontrar as garotas perto do portão de saída.
- Guys, eu queria pedir desculpa, por não ter contado sobre a e eu. – Disse, sincero, e meus amigos me olhavam atentamente enquanto andávamos. – É só que eu não sabia aonde isso iria dar... Para mim, não passaria de ficadas casuais.
- Está tudo bem, cara. Nós sabemos que você a tiveram uma história conturbada. Você agiu certo em esperar para ver o que aconteceria, antes de falar. – disse, compreensivo. Fiquei feliz por aquilo.
- Concordo com o , mas saiba que você pode contar qualquer coisa pra gente, que não iremos te zoar. Somos amigos, caralho! – disse, divertido.
- Tudo bem, dudes, eu entendi.
- E vamos parar com esse momento de menininhas porque está ficando estranho. – brincou.
- Isso é verdade. – Concordei.
- Dude, você e a fazem um excelente casal. Fico feliz por vocês. – sorriu, e ouvir aquilo me deixou tão bem. Eu sempre quis ter uma namorada que meus amigos aprovassem, e a era a primeira que eles gostavam, não só pelo fato dela ser minha prima... Ela era amiga deles também.
- Valeu, man.
- Almoço na minha casa, ok? – disse e foi de encontro à Blair.
- Aí! Agora sim, pois eu estou faminto. – disse, passando as mãos pela barriga.
- Olha, eu também estou. Eu comeria um boi inteiro. – disse, exagerado.
- E eu uma vaca. – Gargalhei.
Chegamos perto das meninas e , automaticamente, se agarrou em , Chloe, discretamente, foi falar com , e Blair... Aquele dois sem comentários, e veio até mim e apenas andou ao meu lado. No mínimo, eu esperava um beijo, porra! Mas, por um momento, me esqueci da paranóia dela com os paparazzi. Às vezes eu não entendia tão bem os motivos dela.
- Preciso admitir você joga muito bem. – Ela elogiou.
- Obrigada. – Sorri de canto.
- Agora, o é uma vergonha. – Blair disse. – Caramba, amor, nem um golzinho para mim? - Ela fez bico e nós demos risada.
- Amor, eu estava com dor. Não me constranja na frente das pessoas. – disse, sem graça.
- disse que jogou mal porque não tinha dormido bem, agora vem dizer que estava com dor? Decida qual mentira se encaixa melhor, dude. – Ralhei.
- Ah! Ele é o maior perna de pau. – ajudou e aí que não prestou.
- Até as meninas estão te zoando, , perdeu a moral. – .
- Meninas, vocês não entendem nada de futebol. – disse, emburrado.
- E você muito menos. – Até Chloe zoou. Hilário.
- Chloe, não humilhe meu namorado! – Blair se fingiu de brava e se gabou.
- Sorry, Blair, mas seu Tomzinho manda mal. - brincou.
- Ela está se achando, só porque o dedicou um gol para ela. – Blair deu a língua.
- Shh. Fala baixo, Blair. – repreendeu.
- Paparazzi. – As meninas disseram em coro e desataram a rir.
Essa e seus limites. Só poderia agarrar minha namorada quando ninguém mais visse. Que bonito, né?
Chegamos ao estacionamento e cada um foi para o seu carro. pegou a mão de e foi para o meu carro, enquanto eu e íamos a seu encalço. Eu já estava cheio de não poder nem andar ao lado da minha namorada, em público.
~*~
Já na casa de , todos estavam indecisos com o que pedir para comermos. Eu me divertia com meus amigos, mas confesso que estava um pouco emburrado com a . Sei lá, eu queria ficar um pouco perto dela e desde o jogo ela estava distante por causa das porras dos paparazzi e até agora nós tínhamos ficado um pouquinho juntos. Eu não sou o tipo de cara grudento, e nem curto garotas assim, porém eu gosto de um pouco de atenção, às vezes. Isso é pedir de mais?
- Já decidimos o que vamos comer. Será comida tailandesa. – disse, contente, andando até mim e sentou-se no meu colo. Agora sim eu estava feliz.
- Eu queria pizza, . – fez bico.
- Pára com isso, , nós comemos pizza semana passada. – disse, parecendo ser a mãe de .
- Eu nem preciso dizer nada, né? – disse para , que a olhava com cara de cachorro abandonado.
- Tudo bem. – Ele concordou, sem vontade.
- Por mim pode ser qualquer coisa. Estou morrendo de fome. – Disse e dei um beijinho na bochecha da minha namorada, que fazia um carinho gostoso na minha nuca.
- Por mim também. Eu comeria um boi. – disse, exagerado.
- Eu estou junto com . – concordou.
- Então, comida tailandesa será. – Chloe disse, contente, batendo palminhas de felicidade.
- Vou fazer o pedido. – Blair pegou o telefone.
- Ah! – deu um gritinho e todos nós a olhamos, assustados. – Eu queria pedir desculpas a vocês por eu e termos escondido sobre nós.
- Eu já pedi desculpa para eles, . – Disse.
- Mas eu não. E, como eu estava dizendo, eu sinto muito, e, para me redimir, o almoço hoje é por conta do , ele que vai pagar tudo. – Ela disse, contente, e eu fiquei com cara de tonto.
Os guys vibraram, é obvio.
- , eu não me lembro de ter concordado com isso.
- Deixa de ser mão de vaca, namorado. – Ela fez bico.
- Eu estou junto com a , . – gargalhou.
- É mesmo, , tira os escorpiões do bolso. – incentivou.
- Já que eu vou pagar... também ajudará, pois ele sabia do segredo e não disse nada. – Falei e rapidinho parou de rir. Toma, trouxa.
- Olha só! traíra. – exclamou.
- Ah, dude, você está ferrado, vai ter que pagar também. – Disse .
- Tudo bem, eu vou pagar. – disse, derrotado. – Mas, também, não guardo mais segredos de ninguém.
- É o melhor que você faz. – Blair concordou. – Well, agora vou ligar para o restaurante.
- Já demorou, amor. – disse, dengoso, e Blair o ignorou. Eu ri.
A comida chegou e devoramos em questão de minutos, na verdade, eu e os caras devoramos porque as meninas comeram só um pouco e já estavam satisfeitas.
O dia foi tão divertido que passou rápido e nós nem percebemos. Não tem coisa melhor no mundo do que se divertir com as pessoas que realmente importam. Estava fazendo um pouco de calor, então decidimos nos sentar na beira da piscina.
- Dude, deixa a Blair respirar. Você não solta ele nem por um minuto. – disse, para atormentar .
- , eu já disse para você cuidar da sua vida, hoje? – disse, brincalhão.
- Na verdade, já disse, mas ele não se importa. – se meteu.
- Gente, deixa o . A namorada dele vai embora amanhã e ele só quer aproveitar o pouco tempo que ainda resta com ela. – Falou Chloe, puxando o saco de .
- É verdade, seus insensíveis. Deixe o em paz. - mostrou a língua. E estava se achando com toda aquela atenção. – Eu vou sentir sua falta, amiga.
- Ah, nem me fale, ! – Blair disse, triste.
- Eu também vou sentir sua falta, prima. – fez bico.
- Até eu que te conheci há dois dias sentirei sua falta. – Completou Chloe.
- Ah! Abraço grupal, suas fofas. – Blair disse e as meninas foram correndo até ela e abraçaram de uma vez.
- Meninas. – Eu ri.
- São todas sentimentais. – .
- É por isso que é uma menina. – zoou.
- E você minha amante. – entrou na brincadeira e nós gargalhamos.
- Guys, eu vou lá dentro pegar cerveja. Vocês querem? – Perguntei, me levantado da borda da piscina. Eles responderam que não e, então, dei de ombros.
Fechei a porta da geladeira já com a minha Heineken nas mãos, e dei de cara com , parada na minha frente.
- Oi. – Ela deu um sorriso tímido.
- Hey. – Respondi, simpático. - Você quer alguma coi... - Nem terminei de responder e me puxou pela nuca, selando nossos lábios em um beijo apertado e cheio de saudade. Larguei minha cerveja em cima do balcão e enlacei meus braços em volta da cintura dela, em um abraço apertado. Eu realmente estava com saudade de tocá-la. A minha língua quente invadia a boca dela e nós só paramos de nos beijar quando o ar já começava a nos faltar.
- Isso foi repentino... Mas eu gostei. – Disse, com um sorriso bobo no rosto.
- Eu estava com saudades. – Ela disse, inibida, e rapidamente me abraçou, enterrando o rosto no meio peito. Minha garota fica linda tímida.
- Hey, linda, eu também estava. – Dei um beijo no topo de sua cabeça.
- Desculpe-me por ter ficado tão longe de você, hoje. – Ela disse, ainda com o rosto escondido no meu peito. – Eu sei que você já está de saco cheio sobre eu te evitar em público, mas eu juro que tenho meus motivos. Só me prometa que vai ter um pouco de paciência? – Ela me olhou nos olhos, e seu olhar era sincero.
- Mas quais são esses motivos, ? – Indaguei, curioso. Ela sempre falava a mesma coisa e não dizia o real motivo.
- Depois eu te falo, mas não é nada que você precisa se preocupar, ok? – Ela sorriu de canto e passou a costa da mão suavemente pelo meu rosto. Meus olhos fecharam-se, involuntariamente, com aquele carinho gostoso.
- Ok. Eu prometo que vou ter paciência. – Por mais que eu soubesse que não poderia garantir até quanto tempo eu agüentaria esconder nosso namoro, eu precisava tentar.
- Você é o melhor namorado. – Ela disse, satisfeita, e meu um selinho. – Vamos lá pra fora?
- Vamos, sim. – Peguei minha cerveja e fomos.
segurou minha mão e fomos até nossos amigos. Eu senti que ela queria demonstrar que aquela situação de manter nossa relação em segredo, não estava fazendo tão bem a ela quanto a mim e que, nesse momento, o que ela mais queria era ficar junto comigo. Eu me esforçaria para essa situação não me chatear, se minha garota tinha seus motivos para não contar às outras pessoas sobre nós, é porque ela sabia o que estava fazendo. Eu tenho a namorada mais confusa, entretanto, a melhor de todas.
- Ah, eu estou com medo, pára, ! – dizia, angustiada.
- Não esquenta, amor, eu cuido de você. – abraçou .
- O que está acontecendo, gente? – perguntou, curiosa, e sentou-se a beira da piscina, e eu ao seu lado.
- está contando histórias de terror. – Chloe respondeu.
- A está morrendo de medo. – Blair riu.
- Eu amo história de terror. Conta mais, . – disse, entusiasmada.
- Vai, , conta logo a história. – incentivou.
- Eu quero uma das boas, conta uma daqueles que seu avô contava, . – Dei um gole na minha bebida.
- Ok. Vou contar. – Disse . – Essa história se passa no condado de Essex, numa cidadezinha chamada Braintree. – fazia suspense e todos prestavam atenção. – Era uma noite de sexta-feira treze, as árvores balançavam seus galhos com força e uma chuva forte estava a caminho...
encostou a cabeça no meu peito e segurou minha mão, fazendo carinho com seu polegar, enquanto ouvia contar a tão esperada história de terror.
Ela assistiu a meu jogo de futebol, jogava vídeo game com meus amigos e ainda adorava os casos misteriosos que contava. Minhas exs nunca gostavam de nada do que envolvia meus amigos. Já a era o oposto de todas elas. Ela é tudo que eu sempre quis e um pouco mais.
Capítulo 17 – The three words
“Cada qual sabe amar ao seu modo; o modo pouco importa; o que importa é que saiba amar” (Machado de Assis)
’s Point Of View
- , eu preciso ir ao banheiro de novo. – Meu namorado revirou os olhos. Era a terceira vez que eu o fazia parar o carro.
- De novo? Desse jeito não vamos chegar nunca em Chelmsford. – Ele disse, impaciente, já estacionando num posto de gasolina.
- Não posso fazer nada se tenho vontade. – Disse, indiferente. – E aproveita e pega batata Rufles sabor natural, uma Coca zero e uma barra de chocolate Hershey, branco, com pedaços de cookies, para mim.
- , você não é normal. – Ele deu um sorriso de canto. – Raramente come comida saudável, se enche de porcaria e realmente não sei para onde essas calorias vão.
- Acho que sou especial, ou algo do tipo. – Disse, divertida, e dei um selinho no meu namorado. – Já volto. – Saí do carro.
- Ok. Garota especial, vou pegar suas coisas. – Ele sorriu e eu mandei beijinhos para ele. Dito isso, foi para a loja de conveniência e eu corri para o banheiro.
Depois de passar as últimas semanas trabalhando e estudando como louca, e ficar trancafiado dentro do estúdio, compondo com os guys, e trabalhando na Super City (o novo site da banda), ele resolveu que precisávamos de um tempo só para nós dois e bem longe da cidade grande e dos holofotes. A mídia não estava dando moleza desde que fotos de e de uma garota misteriosa saindo do jogo de futebol saíram na revista, eles queriam saber quem era “a nova paixão de ”. Depois ele ainda dizia que eu era neurótica com paparazzi, huh? Eles ainda não descobriram que a tal garota, pela qual está apaixonado, é a prima dele e que, por muita sorte, sou eu. Obrigada. Eu ainda continuava escondendo nosso namoro e não tinha coragem o suficiente de contar aos meus pais e minha família. Então, por decorrência disso, estávamos indo passar um lindo final de semana em Chelmsford, uma cidadezinha no condado de Essex, que ficava à 50 quilômetros de Londres.
- Comprou minhas guloseimas? – Disse, igual a uma garotinha feliz quando ganha um saco de balas.
- Está tudo aqui. – me passou o saco que continha minha “comida”. – Eu começo a desconfiar que você só pede para eu parar para comprar besteira. – Ele deu partida no carro.
- Isso não é verdade. Eu bebo muito líquido e preciso ir ao banheiro, ué. – Disse ,com a boca cheia de batata, e gargalhou.
- Ah, monstrinha, se você pedir para parar de novo, te largo na estrada.
- Você não teria essa coragem.
- Por que não? – Ele arqueou a sobrancelha.
- Porque não teria ninguém para fazer isso. – Aproximei-me do pescoço dele e dei uma chupadinha gostosa em seu pescoço. Ri ao ouvir suspirar fundo.
- Retire o que eu disse sobre te deixar na estrada, você me tem nas mãos, namorada. – Ele sorriu e deu um beijinho rápido na minha bochecha.
- I know. – Me gabei e voltei a devorar meu saco de batata frita.
Terminei de comer minhas guloseimas e logo me deu um soninho. estava concentrado na estrada, e eu não queria ficar atrapalhando-o com minhas palhaçadas.
- , você se importa se eu ligar o rádio? – Ele disse, baixinho. De certo percebeu que eu estava quase adormecendo. Que bonitinho meu boyfriend.
- Pode ligar, monstrinho. – Disse, mole. Ele riu.
ligou o rádio e minha música favorita do Stereophonics começou a tocar. Pelo jeito, a música não era só a minha favorita, pois ouvi soltar um “Essa música é foda!”, assim que Dakota começou a tocar.
Thinking back, thinking of you
Summertime, I think it was June
Yeah I think it was June
Laying back, head on the grass
Chewing gum, having some laughs
Yeah, having some laughs
You made me feel like the one
You made me feel like the one
The one
You made me feel like the one
You made me feel like the one
The one
cantava a música perfeitamente, com aquela voz rouca que me entorpecia. Ele tamborilava os dedos no volante e se perdia na música.
Drinking back, drinking for two
Drinking with you, when drinking was new
Sleeping in the back of my car
We never went far, didn't need to go far
You made me feel like the one
You made me feel like the one
The one
You made me feel like the one
You made me feel like the one
The one
I don't know where we are going now
I don't know where we are going now
Aquela música me fez pensar o quanto me fazia ser única. Apesar de, às vezes, eu ser uma pessoa difícil e tirá-lo realmente do sério, ele não conseguia ficar zangado comigo. Ele era tão melhor do que eu. A maneira que ele me olhava era tão sincera...
Wake up, cold coffee and juice
Remembering you - what happened to you?
I wonder if we'll meet again
Talk about life since then
Talk about why did it end?
You made me feel like the one
You made me feel like the one
The one
You made me feel like the one
You made me feel like the one
The one
Quando ele me beija, quando ele me toca, eu sinto como se estivesse no paraíso. Ele me provocava sensações desconhecidas… Com ele, tudo é mágico, intenso e avassalador.
I don't know where we are going now
I don't know where we are going now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
So take a look at me now
Eu poderia ficar horas olhando para ele e não me cansaria nunca, pois meu mundo sem não faria nenhum sentido. Ele sempre foi a parte de mim que eu sempre quis, mas achei que não existia.
deu um sorriso lindo e, no momento em que encontrei seus olhos cristalinos, senti um arrepio percorrer todo o meu corpo e meu coração bater rapidamente. Aquilo tudo estava me assustando muito... Pois, naquele momento, eu percebi que eu o amo e nunca poderei mudar isso. é o amor da minha vida.
- , você está bem? – Ele disse, preocupado. – Você está pálida. O que houve?
- ... Eu... – Titubeei. Droga! Eu iria falar as três palavras. Vamos, , diga!
- , eu vou parar o carro, eu estou ficando apavorado aqui! – Ele disse, realmente preocupado, e eu estava estragando tudo. Que merda de garota não consegue dizer eu te amo?!
- Não precisa, ! Eu estou bem. – Disse, de imediato, e ele me olhou, confuso. – Eu só... Te acho muito lindo... É isso. – Disfarcei. Como eu sou uma idiota.
- Era isso? – suspirou, aliviado. – Você é uma boba, , eu realmente achei que você estivesse passando mal. - Ele riu. – Você é a garota mais linda para mim, também... Monstrinha. – Ele brincou e deu um beijinho na minha mão.
Dei um sorriso sem graça e encostei a cabeça no vidro. Eu era uma idiota, é a primeira vez que eu encontro alguém que eu amo de verdade e não consigo dizer as benditas três palavrinhas. Eu sou estranha, dude, isso é fato!
~*~
Chegamos a Chelmsford e a casa de campo que tinha conseguido alugar era linda. Ela ficava em uma propriedade afastada da cidade, tinha lindas árvores e jardins bem cuidados envolta dela, e, no fundo, havia uma piscina enorme. Eu estava no paraíso.
Levamos nossas coisas para o quarto e decidimos passar o resto do dia na piscina, conversando, se pegando e se aproveitando, né. Até porque, eu estava morrendo de saudades do meu namorado.
Embora eu estivesse me divertindo com , eu ainda estava um pouco confusa pelo que houve dentro do carro. Eu queria saber porque eu não conseguia dizer o que realmente sentia por ele. Era como se aquele não fosse o momento certo para ser dito. Acho que é melhor esquecer tudo isso e, quando for o momento certo, eu vou dizer as três palavrinhas tão naturalmente que nem vou perceber. Era o que me dizia toda vez que eu falava que nunca seria capaz de pronunciar essas palavras para ninguém. Só espero que ela esteja certa sobre mim.
O dia se passou e agora já era noite. Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa confortável, o tempo estava bom. Vesti uma camisa xadrez de por cima da minha lingerie e fui me deitar na grama verdinha. O céu estava estrelado e eu adorava observá-lo.
- Hey, linda. – disse, se deitando ao meu lado. – Estava te procurando.
- Ah, você estava tão lindo, dormindo no sofá, que eu não quis te acordar. – Beijei-o de forma carinhosa e voltei a fitar o céu.
- Eu nunca que iria me importar de ser acordado por você, . – Ele disse, doce.
- Quem diria que um dia me diria palavras tão bonitas. – Gargalhei.
- Por que você diz isso? – Ele interrogou, fazendo carinho na minha mão.
- Eu me lembro de você dizer que eu era a garota mais fresca do mundo e que não sabia o que os garotos viam em mim. – Ri, recordando o passado.
- E você dizia que eu era um retardado, egocêntrico, que só pensava com a cabeça de baixo. – Nós gargalhamos.
- Eu dizia aquilo para te provocar. – Disse, calma.
- E eu dizia aquilo porque eu tinha inveja dos caras com quem você saía. – Dito isso, ele se sentou em posição de índio.
Fiquei pasma. Eu sei que e eu namoramos agora, e ele vive me falando coisas fofas, mas ele nunca havia me dito nada assim.
- Nossa... Isso nunca passou pela minha cabeça. – Disse, surpresa, e me sentei ao lado dele.
- Na verdade, eu sempre gostei de você, . – Ele disse, fitando o nada. E meu coração batia cada vez mais forte. – Eu te provocava porque você não me dava a mínima. E quando a gente se beijou, naquele Natal, eu me senti tão feliz, porque, de alguma forma, eu pensei que você também sentia algo por mim. – Ele pausou e arrancava algumas gramas da terra. – E quando eu acordei e não te encontrei pela manhã, eu fiquei tão decepcionado, pois eu percebi que o único que tinha se importado com aquele beijo fora apenas eu. Ele não tinha significado nada para você, então decidi que era mais fácil te odiar do que nutrir um sentimento, não correspondido, por você.
Eu estava atônita. Será que aquilo tudo que eu estava ouvindo era verdade mesmo? sempre foi louco por mim?
- ... Eu nem sei... O que dizer.
- Me deixa terminar de falar, esse é meu momento, . – Ele sorriu fraco e voltou a falar. – E o real motivo de eu ter feito você ter se mudado de escola é que... Eu sabia que você realmente gostava do Ethan, e, se vocês ficassem juntos, você poderia amá-lo e eu nunca iria poder me aproximar de você. – Ele me olhou, triste. – Me desculpa por ter sigo egoísta, ... Eu só queria que você me notasse, um dia.
- ... Isso tudo é... – Eu não consegui terminar de formular a frase e, então, o beijei.
Enquanto nossas línguas quentes se exploramvam, eu não conseguia parar de pensar em como tudo aquilo era perfeito. sempre foi apaixonado por mim e eu nem fazia idéia. Sabe o que é o melhor da vida? Amar e ser amada de volta... E eu tinha isso nesse momento. Eu não poderia estar mais feliz. Eu só queria poder dizer tudo o que eu sentia por ele, mas nada saía.
Continuamos nos beijando e estava deitado sobre mim. Suas mãos grandes massageavam as minhas coxas, enquanto eu puxava seus cabelos. Eu sei que é clichê, mas não tem beijo melhor do que o apaixonado.
- ... – Ele quebrou o beijo, e olhava firmemente dentro dos meus olhos.
- Hum... – Disse, arfando.
- Eu te amo. – Ele disse as três palavras e, por incrível que pareça, eu fiquei apavorada.
- O... Obrigada. – Foi a coisa mais idiota para se dizer naquele momento, mas foi tudo o que saiu. me olhou confuso e saiu de cima de mim.
- Eu preciso dar uma volta. – Foi apenas o que ele disse, antes de me deixar sozinha, deitada na grama.
- ! Espera aí! – Gritei e ele me ignorou, desaparecendo para frente da casa.
Levantei-me bruscamente e fui para dentro de casa. Como eu posso destruir meu final de semana perfeito com uma palavra? Corri para o quarto e caí de costas na cama. Eu tinha vontade de chorar, de gritar e de me bater. O cara que mais mexeu comigo a vida inteira, diz que sempre foi apaixonado por mim e ainda diz que me ama, e eu digo obrigada?! Que porra de problema há comigo? Por que eu não disse que o amava e que eu também sempre senti algo por ele? Por que eu não corri atrás dele e me declarei como ele fez? Não! A única coisa que eu sei fazer é dizer coisas idiotas e começar a chorar dentro do quarto. Eu sei que estava chateado comigo, eu também estaria se estivesse no lugar dele, mas, porra! Não é só porque eu não disse EU TE AMO que eu não sinta isso por ele! Eu posso não estar pronta para dizer essas três palavras do cacete, que, por algum motivo, são as palavras mais importantes e que todos desejam ouvir, mas um dia eu falarei e, enquanto esse dia não chegar, eu preciso dizer tudo o que sinto e que sempre guardei apenas para mim.
’s Point Of View
Que porra estava acontecendo comigo?
Parecia que eu tinha perdido a minha cabeça, só podia ser isso mesmo. Eu disse “te amo” pra ! Eu nunca pensei que diria essas palavras para mulher nenhuma, muito menos para ela. Eu costumava dizer para o que amor era sentimento para fracos e como tudo que dizemos um dia volta para nós mesmos... Agora percebi que sou um deles... Fraco. O que me deixava mais frustrado é que eu disse que a amava e ela não disse nada! Não sei porque estou tão surpreso com isso, no fundo eu sempre soube que eu, sim, sempre fui apaixonado por ela, eu que nunca a tirei da minha cabeça e que sempre procurei por ela em outras mulheres e ela nunca se importou.
Já estou farto de demonstrar tudo o que sinto por aquela garota. Eu sei que ela não é obrigada a dizer que me ama, só porque eu disse, porém é difícil amar alguém que não demonstra o que sente. Talvez seja melhor eu acabar com isso agora, eu já estou ferrado mesmo, e não consigo imaginar como seria minha porra de vida longe daquela garota estranha, mas eu preciso de alguém que goste de mim e que não tenha vergonha de ser vista comigo, e que me ame como eu a amo.
Voltei, derrotado, para o fundo da casa. Sentei-me sobre a grama verde e ali eu poderia respirar melhor. Eu estava devastado com a minha decisão, mas não poderia continuar com aquilo.
Senti uma presença familiar se aproximar e meu coração começou a disparar. Ela estava próxima a mim. Eu podia senti-la. Certo como eu estava, sentou-se ao meu lado, e abraçou as pernas, eu continuei encarando o nada e arrancava as gramas da terra. O silêncio estava imperando entre nós e eu não seria o responsável por quebrá-lo.
- ... – Ela disse, num fio de voz. – Você está bravo comigo? – Disse, sem me olhar.
- Eu não estou bravo com você, , apenas cansado. – Meu olhar continuava distante.
- Você está cansado de mim? – Ela disse, preocupada, agora me olhando.
- Eu estou cansado de tudo, ok? – Disse, um pouco alterado. – Eu nunca sei o que se passa pela sua cabeça, eu nunca sei o que você sente por mim, porque você nunca diz! – me olhava, assustada, porém eu não conseguia baixar o tom. – Eu que sempre corri atrás de você, eu não tenho motivos para esconder o que a gente tem de ninguém, eu que sempre digo o que sinto por você e eu sou aquele que sempre fica sozinho no quarto enquanto você vai embora pela manhã... E, sinceramente, eu estou cansado disso. – Respirei, derrotado. – Eu acho que não devemos ficar mais juntos. – Levantei-me e iria sair dali, antes que voltasse atrás da minha decisão. Se eu a olhasse nos olhos, seria fatal... Eu iria ser fraco, como sempre.
- . – Recuei um passo e olhei para trás. estava em pé, ela parecia nervosa, encarando os próprios pés, e estralava os dedos freneticamente. Ela me olhou, triste, o que acabava comigo. – Eu nunca entendia ao certo o que sentia por você, até aquele beijo acontecer, no Natal... E o motivo de eu ter ido embora, na manhã seguinte, sem me despedir, é que... – Ela pausou. Parecia procurar as palavras certas a serem ditas. – Eu tinha percebido que era louca por você, mas eu não podia ficar com alguém que pegava todas as garotas da escola, inclusive minhas amigas, eu achava que você só queria me usar e mais nada. – Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. – E o motivo de eu não querer expor nosso namoro, é porque eu não estou pronta para falar com o papai, e não que eu tenha vergonha de você. Eu... Eu não consegui... – Ela passava as mãos extremamente nervosas pelos cabelos, e andava de um lado para o outro. Tentei abrir a boca para dizer algo, mas ela apenas me ignorou. – Eu não consegui dizer ainda as três palavras para você, mas isso não quer dizer que eu não sinta isso por você, ‘tá legal? Um dia eu vou dizer e você vai perceber o quão importante é para mim... Eu sou completamente apaixonada por você, ... Eu sempre fui. – Os olhos dela estavam cheios de lágrimas. Não esperei que ela dissese mais nada e corri em sua direção. Selei nossos lábios, em um beijo desesperado. Eu sou um fraco... Eu a amo e isso não vai mudar.
Fomos andando, entre beijos, até chegarmos à beira da piscina. Enquanto eu abria os botões da minha camisa xadrez que ela usava, e confesso que aquela camisa ficava muito melhor nela do que em mim; tirava a minha camiseta, levantei os braços para cima, ajudando-a a tirar a peça, que foi parar no chão junto com a camisa. Tirei minha bermuda com uma rapidez sobrenatural e também a joguei no chão. Agora estava vestida apenas com uma lingerie de rendas, rosa bebe, e eu de boxer. Aquele corpo era o paraíso. Ela puxou meu lábio inferior e o soltou delicadamente. Sorriu de um jeitinho doce e se afastou de mim.
- Eu sou completamente louca por você, . – Deu um passinho para trás. Chegando à beira da piscina.
- E eu... – Aproximei-me dela, agarrando-a pela cintura. Meu corpo já estava em chamas ao entrar em contato com o dela. – Te amo... . – Ela invadiu meus lábios e, em um impulso, me puxou. Resultado: nós dois dentro da piscina. Não paramos de nos beijar, mesmo embaixo d’água, somente quando o ar começou a nos faltar, emergimos até a superfície. - Eu quero você. – Encostei na borda da piscina e dei uma mordidinha gostosa em seu pescoço. Ela gemeu baixo, e puxou os cabelos da minha nuca.
- Eu sou sua. – Ela disse, cravando as unhas grandes nas minhas costas. Desci os beijos da boca dela até parar nos seus seios. O fato do feixe do sutiã ser na frente, agilizou muito as coisas para mim. Abri o sutiã e o joguei longe. Chupei o seio esquerdo dela e, com minha mão desocupada, apertava o direito. soltou um gemidinho de prazer, e, sem eu ao menos notar, abaixou minha boxer com agilidade e massageou meu membro pulsante, e, puta que pariu! Eu fui às alturas. Desci os beijos até a barriga dela e minha mão, rápida, tirou sua calcinha. Subi os beijos e decidi brincar um pouco com o piercing que ela tinha no umbigo, passei minha linha lentamente pelo local e puxava meus cabelos com um pouco de força. - Vem... Logo... . – Ela disse, pausadamente, delirando com meu toque.
Afastei suas pernas e subi cada uma de um lado meu corpo. Penetrei-a devagar, colocando somente a cabeça, ela, não agüentando mais aquela tortura, segurou na borda da piscina e deu um impulso para frente. Entendendo o recado, penetrei com tudo e comecei a deslizar dentro dela com precisão. Minha garota era gostosa demais. se movimentava com rapidez e eu já estava ficando louco, apertei suas coxas com força e ela gemia de prazer. Eu já estava chegando ao meu limite, e, sempre que isso acontecia, uma espécie de monstro interior assumia o controle do meu corpo. Espalmei minhas mãos na bunda dela com vontade e passei a estocá-la com força, sem parar. deitou a cabeça no vão do meu pescoço e gemia palavras desconexas no meu ouvido, aquilo foi tudo que eu precisava para chegar ao meu ápice... Ouvir minha garota implorar por mais. Três estocadas depois, chegou ao ápice.
Esperamos nossas respirações se normalizarem, só então saímos da piscina, com sorrisos bobos nos rostos.
- Acho que precisamos de um banho, amor. – Legal. Agora sim eu tinha me tornado um idiota apaixonado de vez. Acabei de chamar minha namorada de amor.
- Concordo, princeso. – Ela disse, divertida, e ficou nas pontas dos pés ao me dar um selinho.
- Wou, princeso? – Perguntei, confuso.
- Sim. – Ela afirmou. – Você pode me chamar de amor e eu vou te chamar de princeso.
- Mas, princeso é meio gay, . Amor é normal, todo mundo se chama assim. – Expliquei.
- Por isso mesmo, eu não curto ser normal. Amor é tão clichê. – Ela fez uma caretinha e eu não pude evitar sorrir. – Eu não gosto de coisas clichês, mas você pode me chamar de amor e eu vou continuar te chamando de princeso. – Ela deu um beijinho na ponta do meu nariz e saiu me puxando para dentro de casa.
- Se você quer ser diferente, me chame de tigrão, meu gostoso, meu homem, coisas desse tipo. Coisas másculas. – Brinquei, e gargalhava sem parar.
- Princeso, você é muito cafona, mas eu até que gosto de você, e eu sei que você curte a maluquinha aqui. – Disse, convencida, apontando para si mesma, e enlaçando os braços em volta do meu pescoço.
- E gosto demais da conta, sua convencida. – Brinquei e dei um selinho em seus lábios. – Promete que não vai me chamar assim na frente das pessoas?
- Se você não me irritar, eu prometo. – piscou e sorriu de lado. – Você é o amor da minha vida, princeso. – Ela disse, e eu não poderia me sentir mais feliz. O apelidinho era gay, mas o que eu poderia fazer? Nada.
- Você é a mulher da minha vida, amor. – Beijei-a com calma, apenas saboreando cada pedacinho daquela boca maravilhosa.
Eu tinha, sim, me tornado um fraco apaixonado, e, dude... Eu não me arrependia nem um pouco.
Capítulo 18 – Second Thoughts
- Eu disse que andei treinando, dude, fiz uns cinco gols. – tentou nos convencer.
- Eu já disse, , não jogo mais no seu time. Você é ruim pra porra. – .
- , é melhor você desistir, cara, você não tem jeito pro futebol. – Ri.
- Ele não tem jeito pra nada. – zoou, e fizemos um high five.
resmungou alguns palavrões, enquanto chegávamos à gravadora. Nós tínhamos uma reunião rápida com Fletch e depois iríamos para o estúdio, tentar compor algumas letras e melodias. Estávamos tão descontraídos com nossas brincadeiras que tomamos um susto com os paparazzi correndo em nossa direção.
- Hey, , sabemos que você anda saindo com alguém... – Um paparazzo disse, acelerado, correndo ao meu lado, segurando uma enorme câmera fotográfica. – Ela é famosa? Vocês estão juntos há muito tempo? Por que você não diz quem ela é? – Ele me bombardeou de perguntas e eu andei apressado, junto com os guys.
- Hey, man, não tenho nada a declarar. – Disse, sem graça.
- Estamos com pressa, dude, até mais. – tentou despistar, e todos entramos, apressados, na gravadora.
- , nos diga alguma coisa! – O fotógrafo gritou, e, em seguida, o segurança impediu sua entrada.
- Dude, essa foi por pouco. – disse, aliviado.
- Eles não vão te dar folga até você dizer com que está, . – Afirmou .
- Eu sei disso. – Falei, derrotado.
- Esses caras não vão sossegar, até descobrirem o que querem. – alertou.
- Boa tarde, Ally. Fletch já chegou? – cumprimentou, educado, a recepcionista, quando chegamos à recepção.
- Boa tarde, meninos. – Ela respondeu, educada, e deu um sorriso mais que simpático para mim. Os guys viviam dizendo que ela gostava de mim, mas é claro que isso era apenas brincadeira deles. – Ele já chegou, sim, está esperando por vocês na sala de reuniões.
- Obrigado. – agradeceu e Ally assentiu.
- Dude, ela é super a fim de você. – disse, quando entramos no elevador.
- Ela não é a fim de mim, só é apenas simpática. Não viaja, . – Expliquei.
- Ah, sim! – ironizou. – Hey, , imite a Ally, eu imito o , e ... Seja apenas você mesmo. – Fiquei confuso.
- Bom dia, Ally. – encenou.
- Bom dia, . – afinou a voz e fez uma cara de desdém, eu ri.
- Hey, Ally. – reproduziu uma voz engraçada, que supostamente deveria ser a minha.
- Bom dia, ! – exclamou e deu um sorriso enorme. Gargalhei.
- Okay, , eu entendi o que você quis mostrar com tudo isso.
- Ela é a fim de você e ponto. Se a demorar muito para assumir que é sua namorada, é capaz da garota sorriso, dizer que ela que é sua namorada. – disse, saindo do elevador.
- Vocês vão esconder isso até quando? – interrogou, andando ao meu lado.
- Até a estar pronta para contar ao tio Stephen sobre a gente. Ele pode ser... Difícil. – Disse, apreensivo. Tio Stephen sempre fora ciumento com , ela já tem vinte anos e ele continua pegando no pé dela.
- Quando ele descobrir que o próprio sobrinho faz coisinhas ocultas com a filhinha dele... A situação vai ficar feia. – brincou.
- Nem fala isso, dude... Nem me fale. – Dito isso, entramos na sala de reuniões e Fletch já estava lá, nos esperando.
- Boa tarde, meninos! – Fletch disse, animado, enquanto nos sentávamos. – A reunião será muito rápida, pois tenho muito que fazer hoje. Bem, eu só quero comunicar que, amanhã, vocês estarão concorrendo como melhor banda no British Awards e as expectativas são ótimas.
- Man, British Awards! Você está falando sério? – Perguntei, incrédulo.
- Eu estou mesmo ouvindo bem? - indagou, surpreso.
- Sim, garotos, é isso mesmo que vocês ouviram. Nessa sexta tratem de se vestirem muito bem e mantenham as expectativas altas, vocês tem grandes chances de serem os vencedores da noite. – Fletch disse, animado.
- Dude, essa é a melhor notícia que eu poderia escutar. – disse, surpreso.
- Eu nem posso acreditar nisso... British Awards, aí vamos nós. – vibrou.
- Sabia que vocês iriam gostar dessa notícia, tanto quanto eu. Agora preciso ir, e, ... – Eu assenti. – Aproveite que sexta será uma noite especial e leve sua namorada secreta. É uma ótima noite para apresentar ao mundo sua garota misteriosa. – Fletch jogou uma revista em cima da mesa e saiu da sala.
- está apaixonado, mas não assume namorada secreta?! Que ótimo! – Ironizei, lendo a capa da revista.
- Eu te falei, , eles não vão te deixar em paz. – pegou a revista das minhas mãos.
- Acho melhor você e a acharem um jeito de amansar a fera e abrir o jogo, antes que os paparazzi sejam mais espertos e descubram quem ela é. – aconselhou, e ele tinha toda razão.
- É, dude, é melhor você fazer algo a respeito, antes que a coisa fique feia. – incentivou.
- Vocês têm razão, eu preciso conversar com a sobre isso. – Falei, preocupado. Essas porras de fotógrafos não podem me deixar em paz? – Vamos para o estúdio... Temos muito que fazer.
Dito isso, fomos para o estúdio compor. Aquela era a única hora que eu realmente podia me livrar das preocupações e ter um pouco de paz. Eu estava encurralado com esse lance de namoro secreto e não via alternativa a não ser abrir o jogo para todo mundo, principalmente... Para o tio Stephen.
’s Point Of View
- Estou muito contente com o esforço de todos os estagiários, amanhã, direi quem irá trabalhar com Josh, na Milão Fashion Week. Reunião encerrada. – Samanta sorriu, convencida, e saiu da sala. Minha chefe é tão insuportável, sometimes.
Peguei minha bolsa e saí da sala de reuniões. Eu não via a hora de ir para casa. Estava com uma sensação estranha e eu deveria estar me sentindo bem, pois Sam anunciaria, amanhã, quem seria o estagiário sortudo que trabalharia em Milão por um mês, e aquela viagem era tudo que eu mais queria, contudo, a sensação estranha ainda me consumia.
- Hey, Little Bitch, o que Samanta disse na reunião? – Segurei a porta do elevador, enquanto Josh corria em minha direção, e Chloe em seu encalço.
- Como se fosse uma coisa que você já não soubesse, né?! – Dei um selinho nele.
- Sei, mas tenho que fingir que não sei de nada.
- De fato, foi algo sobre a Milão fashion Week. – Chloe falou.
- Foi isso mesmo. Ela disse que amanhã anunciará quem vai para Milão. – Disse, sem ânimo, e, sim! Aquilo estava me assustando.
Saímos do elevador.
- Cadê aquela garota toda empolgada com a viagem, ? – Josh questionou.
- Ela está meio esquisita hoje. – Disse, confusa.
- Brigou com , ? – Chloe questionou.
- Não, está tudo bem entre a gente, é só que... Sei lá, acordei meio estranha hoje. Devem ser as provas da faculdade e, também, não vejo há uma semana... Acho que estou com saudades. – Fiz bico.
- Ah, que bonitinha. – Josh me abraçou. – Ela está com saudades do namorado hot. Você vai ter que se acostumar, pois, se ganhar a viagem, será um mês sem ver seu namorado. – Fiquei tensa.
- Er... Eu preciso de um Frappuccino. Alguém me acompanha? – Desconversei, já atravessando a rua, indo rumo a Starbucks que havia do outro lado.
- Eu não posso, tenho um encontro hoje. – Josh sorriu maroto.
- Eu te acompanho, . – Chloe sorriu, simpática. – Então, boa sorte, Josh.
- Boa sorte, amor, me mande SMS quando chegar em casa. – Falei.
- Pode deixar, minhas vadiazinhas. Love ya. – Ele mandou um beijo no ar e seguiu para o estacionamento.
~*~
Pedimos nossos Frappuccinos e nos sentamos à mesa confortável, na Starbucks. Chloe me contava, animada, o quão ótimo estava sendo seu namoro com e o quanto ela era grata por eu tê-los apresentando. Eu tentava, ao máximo, prestar atenção no que ela dizia, e ficava feliz em saber que tinha ajudado minha amiga, entretanto, estava perdida nos meus pensamentos confusos. Eu estava triste por alguma razão, mas não sabia qual era. Eu não conseguia entender porque raios não estava contente, já que, finalmente, a tão esperada viagem à Milão estava chegando, e, talvez, eu pudesse ser a escolhida, afinal, eu trabalhei muito durante semanas e aquela era a oportunidade que eu sempre quis. Acho que, no fundo, eu já sabia o que estava me entristecendo, eu só não queria admitir. O fato é que eu estava tendo dúvidas se realmente eu ficaria feliz de ir para Milão e ficar um mês longe do . Nós estávamos nos dando tão bem e eu não queria perder isso. E, como eu estava sempre ocupada estudando, trabalhando, e no estúdio, restava pouco tempo para ficarmos juntos, e eu não queria abrir mão daquilo. Mas, por outro lado, era da minha vida profissional que eu estava falando, e, sinceramente... Eu não sabia o que pensar.
- ! Você está me ouvindo? – Chloe me acordou do meu momento de transe.
- Desculpa, hon, eu só estava um pouco distraída. – Brinquei, sem ânimo, com o canudinho do meu copo.
- O que está havendo, ? Sério! Você está muito para baixo hoje e você não é assim. – Ela questionou, preocupada.
- Sei lá, Chloe, eu estou meio nostálgica hoje. Acho que preciso do meu namorado, mas tenho um trabalho da faculdade para revisar e isso tira todo o meu tempo. – Suspirei, cansada. – Eu queria poder ir ao cinema com , passear no parque, fazer qualquer coisa que envolvesse ele, e tudo estaria bem.
- , você é sempre tão eficiente no que faz, deixa para revisar esse trabalho amanhã e dá uma passadinha na casa do . Tenho certeza que você ficará mais feliz e disposta para revisar esse trabalho. – Ela disse, doce, e fez carinho em minhas mãos.
- Você tem razão. Obrigada, amor. – Esbocei um sorrisinho ladino.
- OMG! A Mary acabou de twittar que uns paparrazi estavam atrás de ! – Uma garota disse, sentando-se à mesa ao lado, checando o celular.
- Eles estão pegando no pé do porque surgiram rumores de que ele está namorando escondido. Que garota idiota, se eu namorasse aquele gostoso, já tinha contado ao mundo. – A outra garota gargalhou.
Ouvir aquela garota me chamando de idiota e chamando meu namorado de gostoso, me deu uma vontade imensa de estrangulá-la, mas que pena que eu não poderia fazer isso. E ela tinha a porra da razão. Qualquer uma que namorasse o , nunca se esconderia. Ah, eu precisava contar tudo ao meu pai... Isso é fato!
- Acho que devemos ir embora, . – Chloe disse, percebendo que o que as garotas comentaram me afetou.
- Vamos, sim. – Peguei minha bolsa e dei o fora.
- Não se preocupe com o que aquelas meninas disseram. Para elas, tudo é fácil, elas não sabem que namorar um famoso não é apenas namorar um famoso, tem muitas coisas envolvidas.
- Eu sei disso, amiga. Obrigada por me fazer companhia hoje. – Disse, sincera.
- Disponha. – Chloe acenou e foi para o seu carro, e eu fiz o mesmo.
~*~
Lá estava eu, com as minhas coisas, esperando abrir a porta, depois de ter tocado a campainha. Não demorou nem dois minutos, e ele a abriu. Um sorriso enorme tomou conta de seu rosto perfeito a me ver, não resisti e me joguei em cima dele, invadindo sua boca com a minha língua. fechou a porta com pés e me prensou contra a mesma, me beijando com vontade.
- Eu. Estava. Com. Saudades. Namorado. – Disse, pausadamente, estava recuperando meu fôlego.
- Eu também estava com saudades, minha linda. – Ele sorriu e fez um carinho gostoso na minha cabeça. – Pensei que você não viria hoje, mas estou contente por ter vindo.
- Eu precisava muito te ver. – Puxei-o pela mão, guiando-o até o sofá. Ele se sentou e me puxou, e eu acabei sentando em seu colo. Passei os braços pelo pescoço dele e deitei minha cabeça em seu peito. Agora sim eu me sentia melhor.
- Como foi seu dia, amor? Você parece cansada. – Ele depositou um beijo no topo da minha cabeça, e passava as mãos lentamente pelas minhas costas.
- Podemos falar do seu dia, primeiro? O meu foi meio esquisito, prefiro ouvir sobre o seu. – Mudei de assunto. Eu não queria estragar aquele momento falando sobre meu dia nostálgico.
- Mas seu dia foi tão péssimo assim? Não quer mesmo falar sobre ele? – Ele perguntou, preocupado.
- Não, princeso, me conte do seu. – Insisti. Ele riu quando eu disse princeso. Acho que ele nunca se acostumaria com aquilo.
- Ok. Bem, uns fotógrafos malucos me abordaram na frente da gravadora, perguntando sobre minha namorada secreta, por sorte, consegui me safar... E eu preciso conversar com você sobre duas coisas importantes. – De repente, me senti nervosa. Troquei de posição, jogando uma perna de cada lado do corpo de , me sentando de frente para ele.
- O que você precisa me dizer?
-Sabe, amor... Eu conversei com os guys sobre essa especulação dos paparazzi e tal, e cheguei à conclusão de que nós precisamos contar sobre nós para a nossa família, antes que eles saibam por outros meios. – Ele brincava com a barra da minha blusa. – Eu sei que você não está pronta para isso, ainda, mas é a única solução que temos.
Ah, não! Agora que eu estava ferrada. Com tanta coisa me preocupando, eu ainda tinha que me preocupar com meu pai? Eu não queria mais que fosse incomodado pelos malditos fotógrafos, mas também não queria ter que falar com meu pai ciumento, que vai surtar quando descobrir que sua única filha namora o próprio primo. Contudo, eu já cheguei ao meu limite, e eu não podemos continuar namorando escondidos e vivendo sob pressão. Eu tinha que falar com meu pai, afinal, tenho vinte anos de idade e vivo sozinha há três anos. Não sou mais criança há muito tempo. Embora minha vontade de abrir o jogo com meu pai fosse grande agora, eu ainda tinha medo da reação dele e da minha família.
- Você tem razão. Se eles descobrirem sobre nós por outros meios, vai ser pior. Eu já estou tão cansada de mentir, . – Disse, triste, passando as mãos pelo seu rosto. Os olhos dele me fitavam com tanta ternura que me deixavam vidrada. – Eu quero poder sair com você sem me preocupar que fotos nossas vão ser tiradas, eu quero ser a namorada que você merece, mas eu não sei como lidar com a nossa família. O que eles vão pensar de nós?
- Hey, não fale isso. Você é uma ótima namorada, ok? – Ele me deu um selinho. – Você só está com medo da reação deles e isso é normal. Eu tenho certeza que eles vão entender, nós somos primos, e não irmãos. - fazia um carinho gostoso nas minhas costas. A sensação das mãos dele sobre a minha pele era tão agradável, que me fazia fechar os olhos involuntariamente. - A gente se gosta e é isso que importa! O que nossos pais querem é nossa felicidade, não é? – Questionou, e eu balancei a cabeça em sinal positivo. – Então pronto. A gente se ama! E se alguém disser algo contra, eu digo que não posso ser feliz sem você, o que é a mais pura verdade, e, no mesmo momento, eles mudam de idéia. Essa é a vantagem de ser filho único, os pais sempre fazem de tudo para nos agradar. – Ele deu um sorriso e me beijou. Eu me sentia tão mais calma agora.
- Ah, amor, eu não sei o que faria da minha vida sem você. – Abracei-o, forte. – Só me dê um tempo para pensar em uma estratégia de falar com meu pai e então contamos tudo, ok?
- Tudo bem, minha linda... Espera aí! Você me chamou de amor? Diga onde está minha namorada nervosinha e que tem aversão a palavra amor! Porque você pode se parecer com ela, mas não é ela. – brincou e eu dei um tapinha no braço dele.
- Seu bobo, é que eu estou boazinha hoje e quero te agradar. – Mordi, vagarosamente, o lábio superior dele, e, por instinto, apertou minha virilha. Aquilo tinha o excitado e eu adoro deixá-lo aceso.
- Hum... Gostei disso, mas antes de você me agradar completamente... – Ele murmurou. – Eu preciso te dizer mais uma coisa.
- O que é? – Passei minhas mãos por baixo da blusa dele, e arranhava sua barriga lentamente, ao mesmo tempo em que distribuía chupadinhas por seu pescoço. apertou minha bunda com força, me fazendo entrar em contato com seu membro já ereto, e, sim... Eu fiquei excitada.
- Não é importante dizer agora, eu falo depois. – Disse, num fio de voz, levantando minha blusa lentamente. Também nem insisti. Eu não estava a fim de papo, e se diz que não é importante dizer agora, então eu concordo. A língua dele invadiu meus lábios, e nossas línguas se entrelaçavam numa dança lenta e gostosa, era como se quiséssemos explorar cada cantinho. tirou minha blusa, sem eu, ao menos, perceber, e beijava meus seios por cima do sutiã, me fazendo gemer. Minhas mãos, ágeis, abriram o zíper da bermuda dele, ele se levantou um pouquinho, comigo ainda sentada em seu colo, apenas para me auxiliar a tirar sua bermuda. Fui descendo os beijos pela sua barriga e me ajoelhei no chão para arrancar a bermuda dele de uma vez por todas. me olhava com luxúria. - Senta aqui, rápido, gostosa. – disse, sacana, puxando meu braço, mas eu o impedi, e ele me olhou, confuso.
- Eu quero me divertir. – Disse, insinuante, e sorri, encarando seu membro pulsante. Puxei a barra da boxer dele com os dentes, e foi à loucura.
- , você me deixa louco, sabia?! – Ele colocou as duas mãos sobre a cabeça e mordeu o lábio de um jeito sexy. Eu já estava ficando louca.
Livrei-me de sua boxer e apertei seu membro com força, gemeu, dizendo meu nome. Música para os meus ouvidos. Passei a língua, em movimentos circulares, desde a ponta, até a base do pênis. sorriu, safado, e, então, enfiei tudo de uma vez na minha boca. Ele gemeu alto, e incentivava as minhas investidas, puxando meus cabelos. Eu realmente não sabia o que estava acontecendo hoje, uma hora estou toda nostálgica e no outro momento sinto uma vontade enorme de devorar meu namorado. Percebendo que ele não agüentaria mais, parei os movimentos. me olhava com tanto prazer, que parecia que ele iria me comer literalmente.
Ele se levantou e me beijou com força, tirou o resto da minha roupa com agilidade e me jogou no sofá. Posicionei-me de lado, e ele ficou de frente para mim. Levantou a minha perna até a altura de sua cintura e segurou-a firme. Quase perdi meus sentidos quando ele passou, lentamente, seu membro pela minha intimidade, colocando, devagar, só a pontinha, e tirando rapidamente.
- ... Vai logo com isso. – Disse, mordendo os lábios. Ele continuava a me torturar com aquele tira e põe.
- Então pede bem nervosinha. – Ele disse, malicioso, e mordeu o meu mamilo. Ele estava querendo me matar de prazer, só pode! Eu não queria dizer nada sacana (até porque, eu nem sabia como dizer isso), eu sempre morri de vergonha dessas coisas, mas, se eu não dissesse, ele não pararia de me enlouquecer.
- Enfia isso logo dentro de mim, inferno! – Disse, um pouco alto, e, no ato, senti minhas bochechas queimarem de vergonha. Porra! Eu estava muito estranha hoje. Mesmo.
- É pra já, linda. – sorriu, safado, e pegou uma camisinha de dentro da sua carteira, que estava jogada no chão, junto com suas roupas. Abriu o pacotinho rapidamente, se vestiu e me penetrou de uma vez.
Ele investia tudo dentro de mim, enquanto sugava meu seio. Eu mordi o seu ombro, para ocultar meus gemidos descontrolados. apertava minha coxa com força e eu sabia que, mais tarde, ali ficariam marcas, e, de fato, me daria câimbras, pois fazer sexo de lado não é muito confortável, ainda mais no sofá, mas estava tudo muito bom para parar. As dores seriam bem vindas mais tarde. Mordi o ombro dele com um pouquinho mais de força, e passou a estocar mais rápido, nossos corpos entravam em atrito e o sofá já deveria estar fora do lugar. Eu estava chegando quase lá, o suor lavava meu corpo. Mais três estocadas e senti amolecer, porém, eu não tinha chegado ao clímax e não parei meus movimentos, ele, entendendo meu recado, se posicionou em cima de mim, afastando minhas pernas me estocou mais três vezes com agilidade, e, por fim, senti meu orgasmo chegar.
permaneceu deitado em cima de mim, ofegante. Eu podia sentir o suor dos nossos corpos se misturarem, e eu não me importava. Eu não conseguia dizer nada, precisava me acalmar. Meu coração batia apressado. Toda vez que e eu fazemos sexo é perfeito, mas o de hoje foi de mais. Ele era muito bom no que fazia. Por isso eu estava me tornando uma monstrinha ninfomaníaca.
- , você não estava para brincadeira hoje, huh? – deu um sorrisinho safado. Eu corei.
- Você criou uma ninfomaníaca, princeso. – Brinquei. – Preciso de um banho, me faz companhia?
- Opa! Só se for agora. – Ele sorriu, maroto, achando que iria rolar mais um round. Até parece.
- É somente banho, seu tarado. – Meu riso se transformou numa careta de dor, no momento em que fui me levantar e senti o nervo da minha perna puxar. Eu sabia que isso iria acontecer mais tarde. Damn!
- Está tudo bem, ? – disse, preocupado. De certo, percebeu minha careta.
- Na próxima vez que formos inovar, vamos tentar na cama, ok? Esse sofá acabou comigo e minha perna está acabada. – Ele deu aquele sorrisinho de canto mais fofo, que só ele tem.
- Pode deixar, amor, mas, não se preocupe com a perna, eu te levo no colo. – Nem deu tempo de protestar que já tinha me pegado no colo e me carregado para o banheiro.
~*~
Depois de tomar um belo banho (não pense que rolou um segundo round, que não rolou ,porque eu não quis, pois meu namorado tem um fogo que não se apaga nunca), comemos algumas porcarias e fomos para a cama. Eu estava exausta.
- Eu nem posso acreditar que vocês estão concorrendo ao British Awards! – Disse, surpresa. – Estou orgulhosa de você, princeso. – Concluí, sincera.
- Vai ser uma noite muito especial para a banda e para mim, amor. – Ele disse, feliz, massageando minha perna. Ah, vê se eu mereço um namorado desse?! – Eu quero muito que você vá comigo, eu preciso da minha namorada ao meu lado.
Embora eu estivesse feliz com o convite de , eu me sentia confusa. E toda aquela angústia que eu senti mais cedo, veio à tona. Amanhã era o dia do British Awards, mas também era o dia que Sam escolheria o estagiário para ir para Milão. Se eu fosse escolhida, teria que embarcar amanhã mesmo, no dia que meu namorado mais precisaria de mim. Eu estava numa corda bamba e não sabia o que fazer, eu sequer tinha comentando sobre a viagem com . Não foi porque eu não quis, é que não parecia importante dizer. Eu não sabia se aquilo era o certo a fazer, mas eu o fiz mesmo assim.
- Eu vou com você, amor, pode contar comigo. – sorriu, orgulhoso, e se aproximou de mim, beijando-me carinhosamente.
Sei que deveria ter contado sobre a viagem, e que possíveis mudanças de planos poderiam ocorrer, mas eu não queria estragar aquele momento. estava feliz, se ele estava feliz, eu também estava, e não seria capaz de desapontá-lo com a minha verdade... Naquele momento.
Capítulo 19 – The End
Ela parecia um anjo, dormindo na minha cama. Sua expressão era tão inocente. O lençol branco cobria apenas o meio do seu corpo, deixando seus braços, costas e pernas visíveis, seus cabelos longos espalhavam-se pelo travesseiro macio. A luz fraca do sol reluzia sobre a sua pele perfeitamente clara... Uma mistura fantástica. Eu não conseguia parar de olhá-la, e isso era assustador, uma típica cena de filme de suspense, no qual o psicopata entra escondido no quarto de sua vítima, senta-se em uma poltrona e a observa enquanto ela dorme. Eu estava fazendo isso, com a enorme diferença de que não havia nenhuma vítima e sim minha namorada dormindo, e eu, na minha poltrona, observando-a. Eu não sabia que o amor deixava as pessoas assim, tão gays, entretanto, eu sempre soube que é normal ficar bobo quando estamos apaixonados.
se mexeu um pouco e resmungou palavras desconexas, as quais não fui capaz de entender. Eu ri. Talvez ela estivesse incomodada com a claridade, então me levantei e fui fechar a cortina, para que a luz do dia não atrapalhasse.
- Hey, princeso. – Ela murmurou, e eu me virei para olhá-la.
- Bom dia, princesa. – Cumprimentei, simpático. – Eu já estava fechando a cortina, eu sei que o sol te incomoda.
- O que realmente me incomoda é você estar assim, tão longe de mim. – Ela deu um sorriso doce e eu não me contive. Deitei-me em cima dela e suguei seus lábios.
Ainda nos beijando, rolamos sobre a cama, e ficou sobre mim. Ela puxou meu lábio inferior bem devagar, enquanto minhas mãos passeavam por suas costas nuas. Ela me fitava profundamente e eu me sentia preso em suas íris brilhantes. Não falamos nada, o contato visual falava por nós. Eu sentia meu coração bater ligeiro, junto ao dela, e seu cheiro doce me intoxicava. Eu amava cada pequena parte da garota a minha frente. sorriu docemente, e seus olhos transmitiam um brilho que nunca vi neles antes. Era diferente, eu não sabia explicar. Só o que senti, naquele momento, foi meu coração acelerar muito rápido, e, então, percebi que ela era a garota com quem eu queria passar o resto da minha vida. Eu queria me casar com a minha prima.
- ... – Perguntei, sem jeito. Eu não acredito que eu estava prestes a pedi-la em casamento.
- Hum... – Ela murmurou, afagando meus cabelos.
- Você se quer se...
A maldita música do Good Charlotte começou a tocar, impedindo-me de falar, e eu já sabia que a melodia irritante vinha do celular da . Ela se levantou, apressada, e foi pegar o aparelho dentro de sua bolsa, que estava junto com nossas roupas, ao chão.
- Só um momento, . – Ela saiu tropeçando em seus pés. Sempre desajeitada. Agora, o clima romântico tinha ido por água abaixo. Eu não tinha desistido de propô-la em casamento, eu apenas tinha que pensar em uma maneira romântica de fazê-lo, e eu já sabia a quem recorrer. – Hey, Clair! Oh, é mesmo... Já estou indo... Obrigada por me avisar. Beijo. – desligou o celular. – Princeso, eu preciso ir. Tenho que revisar meu trabalho antes da terceira aula e entregá-lo.
- Você tem mesmo que ir à aula, amor? – Perguntei, manhoso, e fui em sua direção, agarrando-a pela cintura. Não seria fácil deixá-la ir, ainda mais porque ela estava nua, e eu já estava começando a ficar “animado”.
- Eu preciso muito ir, sorry. – Ela me deu um selinho. – Eu até te convidaria para tomar um banho comigo, agora, mas eu sei que você não vai querer somente tomar banho, e eu estou muito apressada. – Deu um beijinho no meu rosto e foi para o banheiro, e, óbvio, eu fui atrás. - , dá o fora! Eu estou com pressa. – Ela disse, divertida, abrindo o registro, e a água quente começava a molhar aquele corpo maravilhoso. Ah, o “” se animou legal.
- Querer só tomar banho, eu não queria mesmo. – Disse, safado, ao mesmo tempo em que tirava minha boxer. – Mas, eu juro que vou me comportar. – Fiz biquinho, e, mais que depressa, me juntei à ela embaixo do chuveiro.
- Controle essa coisa, senão te tiro daqui, princeso. – Ela apontou para o meu “” e sorriu.
- Eu vou me comportar, amor. – Dei um beijinho nela, e me controlei ao máximo para não atacá-la naquele banheiro. Odeio reprimir minhas vontades.
’s Point Of View
Odeio me privar de um bom sexo matinal. Porém, eu precisava correr para a faculdade e entregar meu trabalho sobre Fundamentos de Marketing. Assisti às últimas duas aulas e fui para o trabalho.
Eu estava um pouco angustiada com a resposta de Sam sobre quem iria para Milão. Eu sequer tinha falado sobre a viagem com , que estava super ansioso com a premiação do British Awards, onde sua única exigência foi a minha presença. Deus! O que eu vou fazer se for a escolhida? Conhecendo como eu conheço, é óbvio que ele ficaria chateado comigo, e com razão, e isso me deixava muito preocupada. Meu dia, ontem, foi tão deprimente, e foi só eu ficar ao lado dele que tudo passou em um passe de mágica. Eu não iria estragar tudo falando sobre a viagem. Por que não podemos ter duas coisas ao invés de uma? A vida não é justa.
Cheguei à sala de reuniões e a tensão predominava aquele lugar. Os estagiários estavam sentados com a postura rígida, eu podia ver alguns até suando. Todos estavam apreensivos com a resposta de Sam, e eu estava incluída no clube dos Tensos e Nervosos. Sentei-me em uma cadeira na ponta da mesa. Josh estava sentado em uma cadeira do lado direito da mesa e Chloe do lado esquerdo, ambos acenaram quando me viram, dei um sorriso nervoso e encarei a grande janela em minha frente, enquanto Samanta não nos dava o ar de sua presença.
- Bom dia! – Samanta cumprimentou, educada.
- Bom dia! – As pessoas que não estavam tão nervosas quanto eu, foram capazes de responder.
- Vocês trabalharam duro durante meses, para conseguirem essa oportunidade. – Ela pausou. – Muitos de vocês fizeram um excelente trabalho, mas apenas uma pessoa se destacou. Eu confio nessa pessoa e sei que ela fará um excelente trabalho em Milão, representando a Cassidy Events, ao lado de Josh Hathway. – Josh sorriu pretensioso ao ouvir seu nome. Bixa metida. Dei um meio sorriso e ele já sabia que eu estava rindo dele. – E, sem mais delongas, quem irá para Milão é... – Meu coração estava quase saindo pela boca de tanto nervoso. – . – Josh e Chloe bateram palmas, orgulhosos, enquanto os demais estagiários me olhavam de canto, fazendo cara feia e eu fiquei sem palavras. – O vôo sairá as 18h00min, espero que faça um bom trabalho e não me decepcione, . – Ela disse, com a voz firme.
- Eu... Eu não vou te decepcionar, Samanta. – Titubeei, nervosa. Ela deu um meio sorriso e saiu da sala.
Eu não conseguia me levantar da cadeira, parecia que eu estava petrificada. Josh e Chloe vieram correndo me abraçar, e eu fiquei lá, imóvel... Sem entender o que eu estava sentindo.
- Eu sabia que você iria ganhar, ! Parabéns. – Josh me deu um selinho.
- Você vai para Milão, ! – Chloe disse, animada. – Que pena que você não poderá acompanhar o no British Awards, essa noite. – E foi assim que Chloe me lembrou o que mais me preocupava.
- Eu preciso falar com agora, e eu preciso trabalhar... E eu não sei o que fazer... Está tudo confuso. – Disse, surtada. Eu estava quase tendo um colapso.
- Hey! Calminha. – Josh segurou meus ombros, tentando me acalmar. – Eu e você estamos dispensados do trabalho hoje, só temos que ir para casa, arrumarmos nossas malas, okay? Então, respire fundo, vá conversar com seu namorado e mais tarde nos vemos no aeroporto, certo?
- Certo. – Minha voz saiu falhada.
- Boa garota. – Josh sorriu e me abraçou.
- Preciso ir, gente. – Peguei minha bolsa e saí da sala.
- Hey, ! – Chloe chamou e eu me virei para ela. - Boa sorte. – Disse, sincera.
- Obrigada.
~*~
Eu não tinha ido trabalhar de carro hoje, então, resolvi ir andando até a casa do , que ficava uns vinte e cinco minutos de distancia do meu trabalho, porém eu não me importava. Eu precisava andar, e pensar.
Milão ou ? Eis a questão. Josh sempre me dizia que nunca devemos colocar um namoro a frente das nossas decisões, pois namoros acabam e depois podemos encontrar outros, e oportunidades perdidas são únicas. Uma vez perdida, ela não volta mais. O fato é que eu me empenhei tanto para conseguir essa viagem, ela seria fundamental para o meu currículo, e eu não poderia perdê-la jamais. Antes de aparecer na minha vida, eu só pensava em Milão, era tudo o que me importava, mas, agora, eu tinha um namorado e que me importava muito.
Eu nunca tive que escolher entre duas coisas tão importantes, e, por isso, não sabia como agir. Agora eu tinha a oportunidade de ouro e o namorado perfeito. Eu sei que ficaria devastado se eu contasse, em cima da hora, que iria viajar e ficaria um mês fora, e justamente quando a gente decide contar sobre nós para todo mundo. E só em pensar que ele podia terminar comigo, me doía a alma. Eu procurei por alguém como ele há tanto tempo, eu o amo e sempre amei. Eu não podia, simplesmente, deixá-lo e ir embora por um mês. Eu deveria ter contado a ele sobre a viagem antes, mas eu sempre adiava a conversa, pois o momento nunca parecia ser o adequado. Como eu fora uma estúpida. E, por outro lado, tinha a minha carreira, eu amo o que faço e não me vejo fazendo outra coisa. Eu lutei para conseguir entrar na Cassidy Events e lutei ainda mais para me destacar, eu não podia ignorar isso.
Bolton – 1997
- Eu quero a decoração toda em lilás, pink e prata, e, por favor, mamãe, eu quero cortar meu bolo às sete e meia, e, quando for oito horas, distribua as lembrancinhas. – ordenava para a mãe, como se fosse uma adulta.
- Tudo bem, querida, está tudo sob controle. – Rachel disse, contente, e deu um beijo no rosto da filha.
- Tia Grace, não se esquece de pegar meu vestido na Macy’s, as quatro, ok? – A menina riscava no caderno de anotações cada tarefa que era cumprida.
- Pode deixar comigo, lindinha. – A tia sorriu, simpática. – Você tem certeza que está completando sete aninhos hoje? Pois eu te acho uma menininha muito madura para a sua idade.
- Sete aninhos desde a meia noite, titia. – A garotinha sorriu, graciosa.
- Minha filha é mesmo uma mocinha organizada, não é? – Rachel disse, orgulhosa, e Grace assentiu. – Quando ela crescer ela será uma grande promotora de festas, vai organizar os melhores eventos.
- Vou organizar festa, isso vai ser divertido. – pensou no que a mãe acabara de dizer e saiu correndo para o quarto. A idéia de organizar festas deixou-a animada.
já tem uma carreira, ele tem a banda e tem tudo o que ele sempre almejou, agora, eu... Sou apenas uma principiante, apenas uma estudante... Eu estou começando a ter o que eu quero agora. Seria certo abrir mão de tudo por amor? E ele faria o mesmo por mim?
Eu poderia até ligar para minha mãe e pedir algum conselho, ela sempre diz a coisa certa a fazer, porém eu tinha que descartar essa hipótese, pois mamãe não sabia do meu namoro com . Por isso que é uma droga manter segredo. Eu já estava prestes a chorar com todo o turbilhão de dúvidas que assolavam a minha mente, quando eu vi uma moça correr do táxi e se jogar nos braços de um cara que a esperava na calçada, os dois se beijaram com tanta paixão, que eu até pude sentir. Era uma cena digna de filme romântico.
- Eu nunca mais quero ficar longe de você, amor. – Ela disse, com lágrimas nos olhos, e voltou a beijar seu namorado.
Aquilo foi mais que um sinal para mim. Eu não poderia ficar longe do , eu não suportaria a saudade... Eu só precisava ficar com ele e tudo ficaria bem. Eu sou nova e sei que mais oportunidades surgirão na minha vida.
Corri, apressadamente, para a casa do meu namorado, eu precisava dar um beijo bem apaixonado nele e mostrar o quanto eu o amo. Bati na porta, mas ele não atendeu. Com certeza ele deveria estar no quarto, ou já deveria ter ido para o estúdio. Peguei a chave extra debaixo do tapete e entrei.
- ! – Chamei, mas não obtive nenhuma resposta.
Passei pela sala e nada, ouvi uma voz baixa, vindo de dentro do quarto dele. Ah, que ótimo! Ele estava em casa. Andei nas pontinhas dos pés, sem fazer barulho, eu planejava lhe dar um susto, mas quem levou um susto fui eu com o que ouvi. Fiquei sem palavras.
- Isso mesmo, , eu vou pedir a em casamento. Sei lá, eu senti, essa manhã, que não posso viver sem ela e hoje à noite você precisa me ajudar a preparar algo especial. – Ele dizia, contente, e eu estava sem ar. Sem querer, deixei minha bolsa cair no chão, o que fez um barulho, chamando a atenção de . – Hey, , te ligo depois, acho que tem alguém em casa. Até mais, cara. - Corri para a sala e encenei que estava chegando agora, para que não percebesse que eu tinha escutado sua conversa com . Agora sim eu estava nervosa, confusa e aflita. Eu o amava, mas casamento? Eu tenho vinte anos, não estou pronta para isso... Agora. - Hey, amor, pensei que você estivesse no trabalho. – Ele disse, carinhoso, e veio até a mim, me dando um beijinho. – Faz tempo que você está aqui?
- Não, eu acabei de chegar. Só vim buscar o carregador do meu celular. – Menti. – E você não deveria ter saído? – Disfarcei.
- Daqui a pouco tenho que ir para o estúdio, uma designer irá nos levar algumas opções de roupas para usarmos essa noite. Já escolheu seu vestido?
- Vestido... Ah, eu estou indo comprar um agora. – Menti mais uma vez, e aquilo estava acabando comigo. Ele me olhava de um jeito tão amável, não merecia minhas mentiras.
- Então, acho que te pego às seis. – Estremeci.
- Acho melhor a gente se encontrar lá mesmo, amor, pois eu preciso resolver umas coisinhas. Tudo bem? – Ele me olhou, murcho, e eu precisava realmente sair daquela casa. Eu estava sem ar... Eu precisava respirar.
- Ok. – Ele disse, sem ânimo. – Te vejo lá.
- Você é o homem da minha vida, , nunca se esqueça disso. – Falei, sincera, e beijei seus lábios com precisão. Eu estava segurando minhas lágrimas teimosas.
- Está tudo bem com você, ? – Ele perguntou, estranhando meu comportamento e eu apenas assenti. – Você também é a mulher da minha vida, princesa. Te vejo mais tarde. – Ele me deu um beijo, e, logo em seguida, fui embora.
(Coloque para tocar.)
Running with the streetlights,
Laughing at the grave
He swears he's gonna give it up
It's never gonna be enough
I just wanna be there
When you're all alone
Thinkin' 'bout a better day
When you had it in your bones
Afastei-me o mais rápido que pude da casa de . Eu não estava conseguindo respirar. Ele iria me pedir em casamento e eu estava surtando. Não pude impedir que algumas lágrimas teimosas rolassem dos meus olhos. Eu o amava, mas eu não estava pronta para me casar. Esbarrei em algumas pessoas, que resmungaram, porém eu não me importava. Eu estava perdida e não sabia o que fazer. Talvez estivesse se precipitando demais com essa coisa de casamento, ele estava esperando coisas de mais de mim. Eu era muito nova nessas coisas de sentimentos, e aquela situação estava me pressionando.
This could be the end (x4)
- Você se casa com um cara de banda, e, dois meses depois, ele se apaixona por uma groupie e te larga. – Lembrei de Chloe se lamentando, quando Mark a trocou por outra garota.
- Casamento é uma droga, ninguém nunca está imune das traições desses homens vigaristas.
- Ninguém ama ninguém de verdade hoje em dia, as pessoas se casam por luxo.
- Deus me livre namorar um famoso, para um dia ele se cansar de mim e me trocar por uma atriz famosa ou uma modelo anoréxica e minha cara sair nas revistas de todo o mundo como a chifruda do ano?! Eu não agüentaria tamanha humilhação.
Todos aqueles pensamentos e conversas alheias estavam me deixando maluca. Saí correndo, com as mãos tampando meus ouvidos, eu não queria ouvir mais nada. Eu chorava, descontrolada, meu coração estava em mil pedaços, mas eu não poderia fazer aquilo... Eu não podia me casar com .
I see you in the evening
Sitting on your throne
Playin' with a fireball
And posted up against the wall
Cheguei em casa e fui direto para o meu quarto. Peguei uma mala e joguei algumas peças de roupas, sem ao menos prestar atenção nelas. entrou no meu quarto, preocupada com a minha chegada.
- , o que está acontecendo? Por que você está chorando? E para que essa mala? – Ela me bombardeou de perguntas, enquanto eu arrumava as minhas coisas.
- Eu estou indo para Milão, . – Disse, chorando.
- Mas e o ? Ele sabe disso? - Eu nada respondi. Eu não conseguia falar dele. – , pelo amor de Deus, me diga o que está havendo, senão eu vou ligar para o e saber o que aconteceu! – Ela disse, nervosa.
- não sabe que eu vou para Milão, , eu sou uma namorada terrível e eu não o mereço! Ele que se casar comigo e eu não posso fazer isso! – Falei, exasperada, e me abraçou. Eu chorava muito, não conseguia parar.
- , respira, amor, por favor. – Ela tentava me acalmar com seu abraço. – Vocês se amam! Você não pode simplesmente fugir. Você precisa conversar com ele.
I just wanna hold you
Take you by your hands
And tell you that you're good enough
And tell you that it's gonna be tough
- E você acha que ele vai entender que eu ainda não estou pronta para me casar? , eu nunca disse que o amo, não tenho coragem de contar para ninguém que estamos juntos e nunca mencionei sobre a minha suposta viagem a Milão. Eu sou uma pessoa horrível! Eu não o mereço! – Enxuguei algumas lágrimas, porém elas eram mais fortes do que eu.
- Não diga isso, ! Você só está assustada e isso é muito novo para você. Por favor, não faça nada no desespero! Liga e conversa com ele. - Ela insistiu. - Se você for embora, nunca vai te perdoar.
This could be the end (x4)
'Cause I ain't got a home
- Eu não posso! Me desculpe, mas eu não posso fazer isso.
Runnin' from the streetlights
Shinin' on a grave
Once you had the good stuff
Never gonna fill you up
Terminei de pegar o resto das minhas coisas e estava pronta para partir. Despedi-me de e Paris. Eu sentiria tanto a falta delas, já , não sei se sentiria muito a minha falta. Ela parecia zangada com a minha decisão, mas não me disse mais nada. Meu coração estava em mil pedaços, mas eu não podia me casar com . Por mais que eu o ame, aquilo era pressão demais para mim. Talvez ele nem me amasse de verdade, talvez tudo o que ele sentia por mim fosse uma doce ilusão. Ele sempre teve a imagem de que eu era a garota perfeita, a princesa, mas eu não sou essa garota e um dia ele descobriria isso e partiria o meu coração. Pois, no final, as pessoas sempre vão embora.
’s Point Of View
I wanna be the one who gives you my world
And gives 'em all the feeling in it
Just a little taste of it
Eram quase sete horas da noite e nada de chegar. Eu já estava ficando preocupado com aquela demora toda. Liguei diversas vezes no celular de e só caía na caixa de mensagens. Só não surtei mais, porque e ainda não haviam chegado. deveria estar com eles.
, Blair (que tinha vindo de Manhattan para acompanhar ) e diziam para eu ficar frio, que logo minha namorada chegaria. Achei estranho o jeito que Chloe me olhava, ela parecia preocupada com alguma coisa, mas talvez fosse coisa dela, ou da minha cabeça. Eu estava bem nervoso, pois, além do McFLY estar concorrendo ao British Awards como melhor banda, eu iria pedir minha namorada em casamento depois da premiação. E eu só queria que ela dissesse que sim.
Fui até o saguão fumar um cigarro, enquanto a premiação não começava. Eu odiava fumar, só fumava quando estava tenso... Como agora. Vi e adentrarem o saguão e tive uma surpresa. não estava com eles.
This could be the end (x4)
- , cadê a ? – Perguntei, preocupado. e trocavam olhares tensos, e, naquele momento, eu percebi que tinha algo errado.
- Dude, a é... , eu não vou conseguir falar. – hesitou.
- Porra! O que está acontecendo? – Perguntei, nervoso, passando as mãos pelos cabelos.
- , a ... Foi para Milão. – Ela disse, e, no ato, senti minha cabeça rodar numa velocidade surpreendente. Aquilo só poderia ser algum tipo de piada. – Eu sinto muito. – concluiu, tristonha.
- , é melhor a gente sair daqui, cara! – disse, me arrastando para uma saleta vip e eu não tinha reação nenhuma.
- Vocês só podem estar brincando com a minha cara! – Disse, incrédulo. – Ela não faria isso comigo, a gosta de mim! Ela nunca iria embora sem me dizer primeiro! – Sorri, nervoso.
- , ela foi embora, ela foi chamada para trabalhar em Milão por um mês e ela acabou de embarcar, por isso ela não está aqui. – explicou.
'Cause I ain't got a home
I'll forever roam
Eu sentia que adagas de pratas apunhalavam meu peito. Eu não conseguia pensar, eu não conseguia respirar e estava perdendo o equilíbrio. Aquilo era demais para mim. tinha me deixado mais uma vez, quando ela prometeu que nunca mais iria embora? Que tipo de vadia sem alma faria isso com alguém?
- Não, não, não! - Gritei. – Ela não seria capaz de fazer isso de novo comigo, ! – Segurei as porras de lágrimas que insistiam em cair dos meus olhos. Eu nunca chorava por nada. Quem ela era para me fazer chorar?
- Calma, dude. – tentou me acalmar. – Ela só estava confusa com essa coisa de casamento e...
- Então ela sabia sobre isso? – Interrompi . Ele assentiu.
No I ain't got a home
era uma vadia sem alma e sem coração. Ela nunca me amou, aliás, ela nunca disse que me amava. Que estúpido eu sou! Ela só brincou com meus sentimentos esse tempo todo. Eu não podia mais ficar naquele lugar, estava difícil respirar.
I'll forever roam (x2)
entrou na saleta vip com Blair, e Chloe em seu encalço. Eles me olhavam como se tivessem pena de mim, e aquilo, de certo, não fazia bem para o meu ego. Agora eu tinha que sumir dali, eu não suportaria mais olhares de piedade e nem ouvir o nome dela.
- , o que aconteceu? – perguntou, preocupado.
- Aparentemente, a é uma vadia que arrancou meu coração com as mãos e se mandou para Milão. – Dei um sorriso amargo. – Se divirtam, dudes.
- , para onde você vai? – Ouvi gritar, preocupado.
- Cara, fica aqui com a gente, vamos conversar. – insistiu e eu dei o fora.
I ain't got a home
Dirigi para bem longe dali. Cheguei em casa e a primeira coisa que eu fiz foi quebrar, em mil pedaços, o quadro enorme que tinha no meu quarto, com uma foto da . O sangue que escorria das minhas mãos não me incomodava, e muito menos o fato de eu saber que mais tarde aquilo doeria - nenhuma dor física é tão forte e devastadora... Comparada a dor do coração. Eu não queria mais nada daquela vadia mentirosa na minha casa. Segunda coisa que eu fiz foi atacar minhas garrafas de uísque. E o que eu mais temia aconteceu... Chorei como eu nunca havia chorado na vida. Eu estava descontrolado, ferido e me sentia traído. Joguei o maldito anel de brilhantes longe, ele deveria ter se juntado aos cacos de vidro das garrafas de bebidas ao chão. Eu só queria beber e apagar, e, quando eu acordasse, eu desejaria... Que nunca tivesse existido.
Ela conseguiu destruir o que havia de bom em mim, e eu nunca me esqueceria disso.
Capitulo 20 - But the world moves on and you’re just another one
“A maneira que somos, a maneira que éramos, é apenas uma sombra do que estava errado” (Time Stands Still - The All American Rejects)
Vinte e cinco dias.
Vinte e cinco dias haviam se passado desde que ela tinha ido embora. Eu estava me acostumando com ausência dela e já não via o seu rosto em todas as garotas com quem eu dormia tentando esquecê-la, entretanto, algumas noites eu ainda acordava gritando o maldito nome dela.
Eu não sentia mais nada, era como se eu estivesse oco por dentro e não soubesse do que sentimentos são feitos. Eu preferia me sentir vazio do que atormentado por um sentimento que só me fez mal. Eu não vou amar. Nunca mais!
Apenas duas coisas foram capazes de me dar vida nessas ultimas semanas: A música e meus amigos. Essas foram as melhores saídas para eu não enlouquecer de vez. Eu devia muito ao McFLY e aos meus melhores amigos.
Eu passei por um estágio doloroso, mas agora eu estava melhor... A cada dia eu lutava... Pra me sentir vivo.
1º Semana: Eu fiquei trancando em casa, acompanhado somente das minhas bebidas e nada mais. Eu não dormia e nem comia, eu só queria beber, pois era a única maneira de não sentir aquela dor excruciante que me matava por dentro. Meus amigos vieram diversas vezes bater na minha porta, mas eu estava ocupado demais pensando em como me livrar da dor que eu sentia que nem abri a porta para eles.
2º Semana: Fiquei me questionando. Por que ela tinha feito aquilo comigo? Por que eu fui idiota em acreditar que ela aceitaria se casar comigo? E o pior... Por que eu acreditei que um dia ela seria realmente minha?
3º Semana: Resolvi que nenhuma mulher poderia acabar comigo. Eu era famoso, tinha ótimos amigos que passavam a maior parte do tempo preocupados comigo, eles não mereciam isso. Passei a sair de casa e dormir com o maior número de garotas que eu pudesse. Era melhor ter reputação de galinha do que de otário com coração quebrado.
E, agora, vendo que dormir com tantas mulheres não mudava nada do que eu sentia, cheguei à conclusão de que deveria me empenhar na banda. Fletch ainda estava um pouco chateado por eu ter perdido a premiação justo quando ganhamos como melhor banda. Ele não falava mais sobre aquilo, contudo, eu sabia que ele ainda estava grilado, mesmo entendendo meus motivos. Mas, agora, eu só queria mostrar que não deixaria mulher nenhuma atrapalhar a minha vida, muito menos minha carreira.
Nós já tínhamos trabalhado muito hoje. Foram horas no estúdio, mais horas se dedicando à Super City e o último compromisso do dia era dar uma breve entrevista à MTV UK, depois casa. Eu estava exausto. Eu só precisava dormir, se bem que dormir às vezes me incomoda. Os malditos pesadelos não me deixavam em paz e, só em falar neles, eu podia sentir um arrepio percorrer pela minha espinha.
- Mais dez minutos e Gabe Simon vem entrevistar vocês, ok? – Disse a produtora.
- Ok. – respondeu, educado, e a moça simpática se retirou da sala. – Então, guys, eu acho que precisávamos trabalhar mais na letra de Nowhere Left To Run.
- Eu sinto que ainda falta algo naquela letra, dude. – concordou. E eu nem estava dando muita atenção ao que eles discutiam.
Eu folheava uma revista qualquer de fofocas ridículas sobre celebridades, apenas para ver se o tempo passava mais rápido. Olhava sem emoção para as matérias fúteis, até que uma foto me chamou atenção, eu deveria ter ignorado aquilo:
“Nesse ultimo sábado (24), Josh Hathway (25), publicitário da Cassidy Events, e (20), estagiária da Cassidy Events, marcaram presença na festa de aniversário do modelo Dominique Cappi, em Milão. A festa contou com a presença de muita gente bonita e famosa.”
Era o que dizia na coluna social. Meu corpo todo estremeceu ao ver aquela foto. Olhar para ela, mesmo que fosse por fotos, ainda era difícil. Ela estava entre Josh e o tal Dominique. Ela esboçava um sorriso discreto e parecia mais magra, porém, continuava irritantemente linda. Fechei a revista mais que depressa, eu não queria ter que ver o quão feliz ela estava em Milão e o quanto eu lutava pra não me tornar um miserável, tudo por culpa dela. Agora sim eu tinha mais motivos pra seguir em frente. O mundo continua girando e ela... É apenas mais uma.
- O jeito é chegar em casa e deixar a inspiração falar mais alto. E você, , o que acha? – me acordou de meus devaneios.
- Eu acho ótimo. – Disse, sem ter idéia do que ele falava. Contudo, ele não teve tempo de me perguntar mais nada. Gabe Simon finalmente tinha entrado no camarim e agora começaria nossa entrevista rápida.
- Boa noite, rapazes. – Gabe nos cumprimentou simpático, com um aperto de mão, e sentou-se em um banquinho branco na nossa frente. – Estou sabendo que vocês estão no estúdio, compondo para o novo álbum. Os fãs de McFLY podem contar com novidades?
- Bem, eles podem esperar, e muitas. Na verdade, passamos por diversas mudanças esse ano e queremos inovar. – Respondeu . Ele sempre conduzia a maior parte das nossas entrevistas e isso era bom.
- O importante é manter a cabeça aberta, pois tudo o que fazemos é pra agradar aos nossos fãs. – Reforçou .
- É ótimo ouvir isso, guys. – Gabe disse, empolgado. – Mas a pergunta que vocês já estão cansados de responder e as garotas continuam questionando... Quem está namorando? – Agora sim eu me sentia deslocado.
- Eu namoro. – respondeu.
- Eu também. – .
- E eu também. – disse divertido e todos sorriram.
- E você, ? – Gabe indagou curioso e eu me senti estranho. – Não tem nenhuma garota na sua vida? Há um tempo, eu ouvi rumores de que você estava apaixonado, isso é verdade? – Dude, às vezes eu odeio os jornalistas e suas perguntas inconvenientes.
Respirei fundo e tentei falar com toda a naturalidade possível sobre aquele assunto. Eu ainda sabia manipular as pessoas. Certos hábitos não morrem nunca.
- Não. Eu nunca estivesse apaixonado por ninguém, eu coloco meu trabalho em primeiro lugar sempre. – Falei. E, se você é esperto o bastante, saberá que o que eu disse tem duplo sentido.
- Ok. Então só se diverte?
- Sim, nada mais. – Gargalhei. Agora eu posso ver com clareza que ainda posso manipular as pessoas.
- Sabe, o tempo passa rápido para aqueles que guardam ressentimentos. – Ela dizia firme e fitava o nada. O vento forte balançava seu vestido levemente branco e seus cabelos chicoteavam no ar.
- Você me deixou, , eu não posso te perdoar. Você não sabe o