Finalizada em: 28/07/2013

Capítulo Único

Ironia do destino é você acordar feito um zumbi, em pleno sábado de manhã, sedento por um copo de água e, na inocente tarefa de ir até a cozinha pegar um copo d'água, você encontra um cara muito - e eu dou ênfase no muito - gostoso sentado no sofá da sua sala, conversando com sua mãe.
Minha primeira reação ao vê-lo ali foi de surpresa pelo fato de ter um cara assim sentado calmamente no meu sofá e eu simplesmente não saber da existência dele, porém minha mãe parecia conversar normalmente, como se fossem amigos de infância - o que eu quero deixar claro que é impossível, já que ele aparentava ter 19 ou 20 anos e não a idade dela - e foi tendo esse pensamento que pela segunda vez eu tomei um susto, pois, acabava de me dar conta de que eu realmente o conhecia. Aquele cara na minha sala se chamava , meu velho amigo de infância, e não da minha mãe.
O choque de ter caído na realidade e percebido que aquele pivetinho, que costumava ser meu melhor amigo, tinha crescido e virado aquele cara na minha frente foi tão grande que eu simplesmente me esqueci de que estava parada na escada parecendo um zumbi, toda descabelada e de pijama rasgado.
Assim que ele ameaçou virar a cabeça em minha direção, eu subi as escadas correndo, porém não fui rápida o suficiente para que ele não me visse, pois do andar a baixo pude ouvi-lo perguntando por mim.
Corri para meu quarto e me arrumei. A intenção era não deixar tão óbvio que eu estava me arrumando, então eu simplesmente coloquei shorts jeans e uma blusinha bonitinha e solta. Arrumei meus cabelos, fiz a higiene matinal e desci as escadas, fazendo tudo isso em tempo recorde.
Assim que me viu nas escadas, ele sorriu. Um sorriso lindo que me fez perder o ar, e em um segundo, ele já estava de pé vindo em minha direção.
- Caramba, ! - Ele me abraçou forte e meu corpo não respondeu muito bem a isso. Eu fiquei na ponta dos pés para alcançá-lo e mesmo assim não consegui. Ele tirou meus pés do chão e me deu um beijo na bochecha. - Você está realmente muito diferente, eu nem te reconheci! - Ele falou animado e riu, me levando a fazer o mesmo.
- Eu estou diferente, ? Olha pra você! – Falei com o mesmo entusiasmo que ele utilizou e o soltei para olhá-lo de perto, mas me pareceu que ele teve a mesma ideia, me analisando de cima a baixo. Fiquei constrangida e ele provavelmente percebeu, pois riu, me abraçando novamente.
- Eu realmente fiquei com saudades! – Falou com um tom divertido na voz embora não fosse bem isso que ele quisesse dizer, pois logo sussurrou em meu ouvido. – Você conseguiu ficar ainda mais linda.
Das escadas, meu pai, que provavelmente também tinha acordado agora, pigarreou. me soltou na mesma hora e foi cumprimentá-lo. Mais por medo do que por respeito ou qualquer outra coisa... O que comprova que certas coisas nunca vão mudar.
Meu pai nunca gostou do e ele sempre soube, porém agora, meu pai deveria estar gostando menos ainda. Quando éramos crianças, o problema era que éramos inseparáveis... Até ele se mudar. Agora deveria gostar menos ainda, pois se tem uma coisa que meu pai sabe reconhecer é uma ameaça em potencial. Ele sabe muito bem do que eu gosto e se encaixava perfeitamente nessa descrição.
- Você ficou... bem, né? – Meu pai falou sem jeito, analisando ele e logo em seguida olhou para mim de canto de olho, para ter certeza de que eu não olharia para também, mas eu já tinha indo cumprimentar minha "tia" (só para deixar claro o porquê das aspas, ela não é realmente minha tia, ok? Ela só é uma grande amiga da família) – O que vocês fazem por aqui? – Meu pai perguntou sem conseguir esconder o desgosto quando respondeu:
- Vou morar aqui de novo, minha mãe veio me ajudar com a mudança.
- Sério!? – Eu fiquei realmente animada com a notícia, não tem nem como negar. – E... sua mãe veio te ajudar? Vai morar sozinho, ? – Quando éramos crianças, seu sonho de consumo era morar sozinho. Eu ri lembrando disso e ele fez o mesmo concordando.
- É, pois é. – Voltando com aquilo de "certas coisas nunca mudam", nossa telepatia pelo visto, também permanecia intacta... Eu só não sei se isso era bom ou ruim, porque olhar pra ele e não ter pensamentos impuros estava realmente difícil. Eu já me sentia até culpada por estar desejando tanto meu velho amigo.
A mãe dele suspirou e perguntou irônica:
- Mas será possível que nem depois de tanto tempo vocês pararam com isso?
- Isso o quê?! – Perguntei rindo por mais que soubesse do que ela estava falando.
e minha mãe riram também, enquanto meu pai apenas olhava de mim para o , como se esperasse algum movimento suspeito.
- Isso de se comunicarem sem falar nada. As pessoas normalmente se sentem excluídas. Isso não é legal.
- Owwwn, tadinha... – Falei rindo e a abracei. Ela fez o mesmo e ainda abraçada comigo continuou:
- De qualquer forma, eu sugeri ao , e ele pareceu gostar da ideia... – olhou pra mim e concordou fazendo uma careta fofa. Eu ri e meu pai olhou feio pra gente, fazendo com que segurássemos outra risada por isso. - Nós vamos tentar reunir os velhos amigos daqui e fazer uma reuniãozinha na casa dele. – Outra coisa que nunca vai mudar: As "reuniõezinhas" da mãe dele, que na verdade sempre eram festas com música alta e muito álcool. – Vocês vêm né? Vai ser hoje.
- Com certeza. – Me apressei em dizer e levantou a mão para que eu batesse.
- Que bom! – Ela falou empolgada. – Então nós vamos convidar o resto do pessoal e nos vemos às sete. O endereço vocês já sabem. – Ela beijou meu rosto e foi se despedir dos meus pais.
me abraçou de novo. – A gente se vê.

Vestidinho preto, salto alto, maquiagem básica, cabelo solto. Estava pronta.
Quando chegamos, a casa já estava cheia de gente, e adivinha: música alta tocando... Reunião bem básica.
A mãe de atendeu a porta, cumprimentou meus pais primeiro e eles logo foram conversar com velhos amigos que estavam lá. Eu fui fazer o mesmo, mas ela me impediu.
- Eu se fosse você, iria falar com o .
- Hãm? Por quê?
- Porque ele ficou todo bobo depois que saiu da sua casa. – Ela piscou pra mim e se virou me deixando lá parada com cara de quem não entendeu nada. – Ele deve estar na cozinha. – Ela gritou. – E saiba que eu faço muito gosto dos dois juntos.
Eu me senti ficar vermelha e quis matar ela. Olhei para todos os lados esperando que alguém tivesse ouvido, mas a música estava alta e ninguém pareceu notar. Agradeci mentalmente por isso.
Eu tomei coragem e segui até a cozinha, porém o encontrei logo no caminho, na verdade encontrar não é bem a palavra certa. Eu trombei com ele e só não cai porque ele me segurou. Estávamos tão próximos que eu podia sentir sua respiração, e novamente a proximidade fez meu corpo reagir.
- Oi. – Ele falou rindo enquanto ainda me segurava junto a seu corpo.
Eu me obriguei a responder.
Ainda segurando minha cintura ele se afastou somente o suficiente para me olhar. Ele abriu a boca pra falar, mas desistiu. Ele simplesmente me soltou e riu. Uma risada linda, mas com certa malícia que fez com que eu me perguntasse se eu era a única ali tento pensamentos impróprios... Acho que deixei essa dúvida bem exposta em meu rosto.
- Eiii! Não me olha assim!
- Assim como, ? Já bebeu?
- Não bebi não! Bom, sim, mas não quanto você... Isso não importa, e eu não tenho culpa que você me olhou assim e que você... – Ele fez careta com sua própria confusão e riu. – Isso não foi convincente, né?
- Definitivamente não, só ficou mais óbvio que você bebeu. – Eu ri.
- Eu não bebi! – Eu o olhei irônica. – Eu bebi, mas não estou bêbado! A culpa é sua!
- Minha o quê, ?! – Eu gargalhei e ele fez o mesmo. - O que eu fiz?
Ele não respondeu, só ficou me olhando.
- !
- Quê?! Desculpa, é que... Sabe, é irônico você voltar esperando encontrar uma menininha, sua velha amiga de infância e na realidade você encontra... – Ele mordeu os lábios e olhou com humor para meu corpo mais uma vez.
- Será que tem como parar de fazer isso?! – Eu ri ainda mais.
- Desculpa, desculpa. Eu paro. – Ele riu. – Mas a culpa não é minha que você decidiu ficar... Assim.
- Nem vem falar nada não, porque você não está muito longe! Já se olhou no espelho?!
Ele deu de ombros e riu em seguida.
- Bom, quer dar uma volta? Conversar ali fora?
Eu concordei e fomos nos sentar em algumas cadeiras do lado de fora. Era bem legal ali, por isso eu realmente não entendi o porquê de sermos os únicos a terem essa ideia.
Eu perdi a conta de quanto tempo ficamos jogando conversa fora e nos atualizando, mas era bom falar com ele novamente, embora fosse bem mais fácil fazer isso quando éramos pequenos, já que era bem mais fácil se concentrar no que ele estava dizendo quando eu não tinha que me preocupar em não demonstrar o quanto ele era gostoso.
- Mas caramba! Eu nunca pensei que seu pai poderia ficar ainda mais super protetor, mas pela cara que ele fez quando me viu... Juro, eu fiquei com medo.
Eu ri. - Mas me diz, como você faz pra fugir dele pra, sei lá, namorar?
- Simples, não fujo.
- Ah tá!
- É sério, prefiro manter minha vida.
- Sério que você só obedece? – Eu concordei com a cabeça. – Sério?
- É, ! – Eu ri da cara de desgosto que ele estava tentando simular.
Ele suspirou.
- Depois dessa eu preciso pegar mais alguma coisa pra beber, vamos comigo?
Eu concordei já me levantando e ele continuou:
- Sabe, acho que você precisa de ajuda com isso. Pra se divertir, você precisa de alguém que te ajude a quebrar as regras, te fazer deixar de ser a garotinha do papai, ou quem sabe, simplesmente precise de um namorado. Olha, ainda bem que eu voltei. – Ele abriu os braços como se estivesse se oferecendo e eu fiquei tentada a perguntar pra qual das alternativas era, mas me contive.
- Sabe, não é tão ruim assim ser a garotinha do papai. – Eu gelei pelo suspiro desapontado que ele fez. Algo me dizia que ele queria que eu perguntasse sobre aquilo.
- Caramba! Você tem 19 anos.
- E daí?
- Você só diz isso porque não sabe o que te espera. – Ele falou calmo e com malícia na voz.
- Eu não sou tão santa quanto você está pensando. Só pra deixar claro.
-Que bom! – Ele riu. – Vai que eu acabo te convertendo e seu pai queira me matar.
- Ah, claro, e como você iria fazer isso?
Ele deu um sorriso vitorioso e eu me perguntei quais eram as intenções dele desde o início da conversa, mas eu realmente não sabia se eu estava arrependida pela pergunta ou não.
- Existem muitas maneiras, mas eu ainda acho que você iria se surpreender com o que eu estou pensan... – Ele mordeu os lábios e abaixou a cabeça como se estivesse acabado de se arrepender de ter dito aquilo, embora eu não quisesse que ele se arrependesse, já que agora eu tinha quase certeza de que ele andava com os mesmos pensamentos que eu.
Em um momento súbito de coragem eu parei de andar e entrei na sua frente, o deixando surpreso, embora isso tenha sido rapidamente substituído por um lindo sorriso de lado. Eu tentei parecer segura de mim e desafiei:
- Eu duvido disso. – Sorri também. – Posso saber o que é que você não quer me dizer?
Ele riu e me puxou para perto pela cintura, me beijando em seguida. Eu fiquei na ponta dos pés para passar meus braços por seu pescoço e ele desceu uma de suas mãos pelas minhas costas enquanto a outra me apertava contra seu corpo. Seus lábios quentes moviam-se com calma junto aos meus, deixando o beijo ainda mais intenso.
Prová-lo apenas fez com que eu o quisesse mais, porém, por mais que eu quisesse manter aquilo, por mais que eu quisesse seu corpo ainda mais próximo ao meu, eu tive que me obrigar – e obrigar é realmente a palavra certa – a romper o beijo. Estávamos em público e todos ali nos conheciam... Conheciam nossos pais, porém apenas mordeu meus lábios, e antes que eu pudesse completar meu plano, sua língua já se movia novamente contra a minha.
Nos beijamos por mais algum tempo antes que eu conseguisse restabelecer meu controle para poder formular qualquer frase coerente.
- Muitas... Muitas testemunhas... – Falei apesar da falta de fôlego.
, sem permitir que eu falasse algo mais, apenas me puxou para a cozinha que estava vazia e voltou a me beijar, porém com ainda mais energia, como se ele estivesse se contendo justamente por estar rodeado de gente.
Não se importando com o quão próximos já estávamos, ele me puxava ainda mais contra si e eu podia sentir cada músculo de seu corpo, embora isso não fosse o suficiente para mim, pois eu estava louca para arrancar aquele maldito pano que separava seu corpo do meu e eu tinha certeza que naquele momento, ele estava me desejando tanto quanto eu o desejava.
tirou o cabelo do meu pescoço e desgrudou nossos lábios somente para distribuir beijos por lá. Eu suspirei tentando controlar minha respiração um pouco que fosse e ele riu perto do meu ouvido, fazendo com que eu me arrepiasse ainda mais. Sua risada estava me deixando tão perturbada quanto seu toque, e eu já podia sentir os efeitos disso na umidade entre minhas pernas.
Eu sabia que aquilo era perigoso, alguém poderia entrar a qualquer momento e teríamos grandes problemas dependendo de quem fosse, mas àquela altura eu já não me importava com mais nada. Não tinha controle pra negar mais nada.
segurou minha cintura com mais força, me tirando do chão e me levando para seu colo, o segurei entre minhas pernas e ele apertou minhas coxas, enquanto voltava a me beijar, quase com violência dessa vez, deixando claro que eu não era a única ali perdendo o controle.
Meus lábios ardiam e eu tinha certeza de que estavam inchados, embora eu realmente não me importasse, até porque, eu correspondia o beijo com a mesma fúria, com a mesma violência entre mordidas e suspiros de frustração.
Sem separar nossos lábios, me colocou sobre o mármore gelado da pia, me deixando na ponta dela para não desgrudar seu corpo do meu. Ele voltou sua atenção para meu pescoço novamente, e eu fechei os olhos deixando que minha cabeça caísse para trás, enquanto ele distribuía beijos e mordidas que lentamente foram chegando ao meu ombro. afastou a alça do meu vestido enquanto sua outra mão já brincava com o elástico da minha calçinha me deixando completamente louca.
Eu o desejava de uma maneira que eu não pensava que fosse possível, até porque, eu tinha apenas uma experiência com sexo na minha vida e ela definitivamente não era uma das melhores coisas, mas ali, eu tive certeza que na realidade, o problema era que eu não tinha encontrado alguém que tivesse a capacidade de mexer comigo como ele estava fazendo... Porém, como tudo tem que ter um porém, naquele momento eu pude ouvir alguém entrando na cozinha.
Meu coração praticamente parou quando eu me dei conta de onde estava, com quem estava e como estava. Pior que a vergonha que me abateu naquele momento foi o medo de saber quem estava entrando. Em desespero, eu afundei minha cabeça no peito de na tentativa de me esconder e eu posso apostar como ele sabia o que se passava em minha mente naquele momento, embora apenas tivesse rido despreocupado enquanto tentava controlar sua respiração.
- Hãmm, me... me desculpe. – Uma menina falou sem jeito e eu agradeci mentalmente por não conhecê-la. – Eu só... só... Esquece. – Ela saiu correndo e eu não pude conter uma gargalhada. Ele fez o mesmo.
- Vamos pro meu quarto? – sussurrou em meu ouvido, mesmo que aquilo parecesse mais como uma súplica que eu não poderia negar.
Ele foi primeiro para não deixar muito óbvio para todos que estaríamos lá juntos, e eu fui logo em seguida mesmo estando levemente preocupada em ser pega, e mais preocupada ainda com o que iria acontecer naquele quarto, mas, assim que alcancei o topo das escadas, esqueci tudo.
me esperava, e assim que cheguei fui puxada pelo braço, fazendo com que me chocasse contra seu corpo, e me beijando antes que eu tivesse tempo para expressar qualquer reação.
Fomos até seu quarto sem nos separar por um segundo que fosse, tanto que eu nem ao menos sei como nós chegamos lá, porém em um segundo eu já estava dentro de seu quarto enquanto ele fechava a porta com os pés e a trancava.
Ele me prensou contra a parede com força e eu reprimi um gemido. Ele riu com malicia e mordeu o lóbulo da minha orelha de maneira sensual, fazendo com que uma eletricidade percorresse meu corpo.
Sem perder tempo, eu me apressei em abrir sua camisa, desci minhas mãos para arranhar seu tórax e o puxei pelo cós de sua calça. Foi a vez dele de reprimir um gemido perto do meu ouvido me fazendo rir.
Ele riu também.
- Ah, é assim? – Perguntou com humor e em seguida me levou até a cama.
Havia vários travesseiros atrás de mim, porém eu não estava completamente encostada neles, pois me mantinha parcialmente sentada enquanto seu corpo ficava sobre o meu, sendo sustentado por sua mão que estava apoiada ao meu lado. Ele se aconchegou sobre mim de modo que eu pude sentir o volume em suas calças fazendo pressão entre minhas pernas, pressão essa que apenas aumentou quando ele agarrou minha cintura e novamente me puxou contra si fazendo com que eu gemesse em seu ouvido, gesto que sempre o estimulava.
desceu uma de suas mãos por minhas costas levando junto o zíper que mantinha meu vestido fechado, subindo o mesmo logo em seguida, deixando-me apenas de lingerie. Separando nossos lábios com uma mordida, ele passou a distribuir beijos dos meus ombros ao colo, seguindo em direção a meus seios. Eu joguei minha cabeça para trás e suspirei, embora isso não fosse o suficiente.
Nossa respiração estava completamente descontrolada e percorria meu corpo com urgência. Ele tirou meu sutiã e enroscou sua mão em meu cabelo, enquanto finalmente chegava aos meus seios, sendo recebido por mais um gemido meu, desta vez porém, muito mais alto que o anterior, embora eu ainda estivesse tentando reprimir isso para o caso de alguém resolver subir e passar em frente a porta do quarto.
Sua língua contornava meu mamilo e eu involuntariamente agarrei seus cabelos, enquanto minha mão que estava em suas costas o apertava com mais força. Seus movimentos por um segundo se perderam enquanto ele arfava em resposta à minhas unhas em suas costas, e quando voltou, mordiscou levemente meus seios. Eu me contorci em seus braços e a pressão de seu membro entre minhas pernas aumentou, fazendo com que reprimíssemos outro gemido enquanto ele voltava a mover sua língua por meu seio.
Eu podia sentir a umidade entre minhas pernas aumentando cada vez mais. Eu ansiava tanto por ele dentro de mim que já se tornava quase doloroso, porém, tinha como isso ficar ainda pior. Ele voltou à atenção para meus lábios, enquanto descia a mão por meu corpo já descoberto, chegando até minha calcinha. Ele massageou a região por cima do material que já estava completamente úmido e mordeu meus lábios em tempo de me impedir de fazer qualquer som, porém apenas continuou com aquilo, na intenção de me provocar...
Ele realmente estava conseguindo.
A cada movimento eu me agarrava ainda mais a ele, arranhava suas costas largas e ele respondia a isso. Não demorou muito para que seus dedos adentrassem o material e me penetrassem, fazendo com que, em resposta, eu gemesse alto entre o beijo. Eu ainda agarrava seus cabelos e conforme seus movimentos aumentavam, eu os puxava com mais força o fazendo suspirar. Ainda com os dedos se movimentando em mim, separou seus lábios dos meus e foi distribuindo beijos pelo meu corpo, meus seios, minha barriga, depois mais abaixo passando por meu umbigo, virilha... Um choque percorria meu corpo conforme ele descia e eu me movimentava em resposta a isso, com intensificando os movimentos entre minhas pernas enquanto encostava levemente sua língua e mordia as áreas onde beijava. Ele definitivamente estava tentando me enlouquecer, mas ainda assim, ele não parou por ali. Descendo ainda mais os beijos, foi para a parte de dentro na minha coxa, embora sua atenção para aquele ponto foi breve, pois sua intenção não era aquele lugar em especial. Esse lugar era um pouco mais em cima e eu estremeci só de pensar.
Comprovando meu pensamento, ele subiu os beijos e sua língua tocou minha intimidade. Eu não me aguentei. Me joguei em cima dos travesseiros e abafei um grito com eles. Senti ele sorrindo, obviamente feliz por estar fazendo isso comigo.
Algo me dizia que era essa a definição dele de diversão, mas iria ter volta. Prometi a mim mesma. Com os movimentos mais lentos agora, só pra me provocar, ele explorava meu clitóris com a língua, e fazia isso lentamente também.
Eu me contorcia sob seu toque, porém quanto mais eu fazia isso, quanto mais eu me agarrava em seus cabelos, mais intensos ficavam os movimentos. Hora ele tirava seus dedos para explorar toda a extensão da minha vagina com a língua, hora ele introduzia seus dedos novamente.
Eu já não sabia mais o que fazer com o desespero que se caia sobre mim. Aquilo era realmente bom e eu mordia meus lábios ou os travesseiros para conter meus gemidos, o que foi realmente difícil quando eu explodi em prazer. não se apegou muito a isso, apenas continuou o que estava fazendo, com ainda mais energia me fazendo explodir e gritar novamente e novamente.
É simplesmente impossível descrever o que eu senti no momento, era bom, mas eu ainda o queria em mim. E eu não estava pensando em dedos.
Puxei para cima e choraminguei. No mesmo momento ele entendeu o que eu queria e retirou minha calcinha, se voltando para mim com seu melhor sorriso sacana. Eu mordi seus lábios enquanto tentava abrir o suas calças entre seu beijo. Quando finalmente consegui, as desci junto com sua boxer até onde conseguia, para terminar o serviço com os pés enquanto segurava seu pênis para estimulá-lo. Foi ele que precisou romper o beijo para gemer. Pude sentir sua respiração ficando mais ofegante conforme eu movimentava minhas mãos e ele tinha que interromper os beijos sempre que tentava iniciá-los novamente.
Com um gemido um pouco mais alto, estremeceu levemente e mordeu minhas bochechas. Isso era algo que ele fazia quando éramos crianças e eu nunca imaginei como esse ato poderia parecer erótico dependendo da situação.
- Assim - Ele falou baixo perto do meu ouvido, com a respiração ofegante. - a brincadeira vai acabar logo. – Ele suspirou. – antes de começar.
Eu aumentei o movimento por alguns segundos, apenas para provocá-lo e quando abafou um gemido em meu pescoço, eu parei lentamente, direcionando minha mão para sua bunda, enquanto o beijava novamente, e sem dar tempo para que eu pudesse notar qualquer movimento, me penetrou com força me fazendo gritar e me agarrar com mais força à ele.
- Vão nos ouvir assim. – Ele sorriu malicioso e eu o beijei, enquanto ele começava a se movimentar lentamente.
Eu o mordi para tentar me conter, porém aquilo parecia apenas o estimular mais, nos levando a um círculo vicioso. Quanto mais eu o mordia, apertava e arranhava, mais ele investia contra mim, contendo seus próprios gemidos e sua própria respiração, que estava tão descontrolada quanto a minha. Sempre que um gemido me escapava ele investia com mais força, me fazendo gritar novamente.
Seus movimentos eram ágeis e cada vez mais intensos. Aquilo era bom como eu nuca imaginei que pudesse ser. Quanto mais ele investia, mais eu o queria dentro de mim. Era algo sobrenatural e delirante que te impede de pensar e de se concentrar em qualquer coisa.
Eu já não me aguentava mais, estava quase explodindo, assim como ele, e por mais que eu pensasse que não tinha como ficar melhor, ele conseguia fazer isso.
Não tinha como aquele homem ser de Deus, ele só podia ser o pecado em pessoa vindo me atormentar.
Eu explodi em prazer ao mesmo tempo que ele, e encontrou minha boca para reprimir nossos gritos e gemidos.
Seus movimentos foram parando aos poucos, enquanto respirávamos com estrema dificuldade. Seu pênis escorregou para fora de mim e ele me beijou. Com calma dessa vez, devido ao fim da frustração que aquele momento nos proporcionava.
Eu mordi seus lábios e ele sorriu, ficando alguns segundos parado, apenas olhando para mim.
- Você está linda. - Ele sussurrou voltando a me beijar. Eu não queria que aquele momento acabasse, mas pude ouvir alguém falando meu nome das escadas. Já deveríamos estar desaparecidos há algum tempo. - Deram nossa falta. – Falou decepcionado.
Eu concordei, embora estivesse com medo de me levantar e descobrir que estava dolorida devido suas investidas.
Ele me beijou mais uma vez antes de se afastar para que eu pudesse me recompor, o que eu fiz olhando para ele, olhando enquanto ele se vestia novamente e fechava a camisa que eu tanto odiava por me impedir de olhar para seus músculos.
fazia o mesmo enquanto eu arrumava meu vestido, embora ele abaixasse a cabeça sorrindo quando encontrava meu olhar.
Ele riu.
- O que foi?! - perguntou.
- Nada! - Exclamei rindo também.
- Hum, entendi. - Ele falou com malícia. - Está só olhando enquanto eu me troco.
- Nem vem se fazer de santo não, porque você está fazendo a mesma coisa.
Ele gargalhou.
- Eu? Santo? - Ele falou se aproximando da cama novamente, onde eu estava ajoelhada na beirada.
Ele passou as mãos por minha cintura e me beijou novamente. Eu passei as mãos por seu pescoço e ele me ergueu da cama me colocando no chão.
- Vamos, estão nos esperando.
Ele me deu um selinho e abriu a porta, fazendo sinal para que eu saísse na frente. Eu desci as escadas como se nada tivesse acontecido.
Encontrei quem me procurava. Eram meus pais e minha tia, que me interrogaram querendo saber onde eu estava e eu apenas dei uma desculpa qualquer, que pareceu ser o suficiente para eles. Segundos depois, apareceu descendo as escadas, vindo para meu lado.
- Ei, onde você estava? Eu fui até lá em cima pra te procurar. - Falou ele, com o sorriso mais cínico do mundo no rosto, que ninguém, com exceção da minha tia, pareceu notar.



Fim.



Nota da autora: Minha primeira fic. Haha Tenho até medo de reler, mas é isso. Espero que esteja ok. XD
Comentem, pls!
Xx
Mayh.



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