Última atualização: 15/07/2020

Prólogo

Senhorita Potts, temos visitas. – A.N.A. avisou para a mulher, que tinha acabado de acomodar-se na banheira.
– Quem é? – Ela perguntou depois de suspirar, contrariada.
Maria Hill.
– Por que não acho que seja coisa boa? – Ela falou, levantando-se. – Libere o hall, avise que vou aparecer em alguns segundos.
Saiu da banheira e enrolou-se numa toalha. Apertou o botão que esvaziaria a banheira e foi ao armário pegar uma roupa. Passou na frente do espelho, ignorando completamente seu reflexo. Sabia que desaprovava a mulher que iria lhe encarar de volta, então apenas entrou na primeira legging que encontrou e pegou uma blusa qualquer, vestindo enquanto descia as escadas.
– A que devo o desprazer de lhe ter em minha casa, comandante Hill? – A dona da casa anunciou sua chegada ao cômodo.
– Precisamos conversar.
– Sobre o quê? Todo mundo sabe que eu não te suporto, não tenho nenhum assunto não terminado com você. Eu não salvo o mundo que nem o resto da minha família.
– Precisamos da sua inteligência na S.H.I.E.L.D..
Um miado se fez ouvir e Darrell caminhou preguiçosamente até sua dona.
– Só mais um dia normal. O mundo tá sempre em perigo e seu trabalho é protegê-lo, então por que não vai lá atrás dos seus heróis e esquece que eu existo? – Pegou o gato no colo e acariciou a cabeça do bichano, que fechou os olhos.
…– Maria pediu, paciente.
– Sério, Hill, o que você quer? Você deveria falar com a minha mãe, eu não posso ajudar. – Ela falou como se colocasse um ponto final na conversa.
– A S.W.O.R.D. precisa da sua inteligência. – Ela insistiu.
– Não estou aberta a negociações, eu não trabalho com você, pode voltar pra sua agenciazinha.
– Isso é sério. A humanidade corre perigo! – Ela se exaltou.
– Deixa correr! Eu não assinei um contrato de compromisso com o bem estar do universo. Por mim, se tudo explodir, ótimo. – Ela revirou os olhos.
Há uma aeronave da S.H.I.E.L.D. se aproximando, senhorita. – A.N.A. notificou.
– Puta que me pariu, é tão difícil assim me deixar em paz? – Ela indagou, brava, e encarou a comandante enquanto falava para A.N.A. – Me coloque em contato com a nave.
Sim, senhorita. – A mulher tornou a revirar os olhos, estava nervosa e de mau humor. – Se identifique, por favor.
, sou eu. – A voz de Johnny foi ouvida e se jogou no sofá.
– Leva sua velhinha embora da minha casa por favor. Já estamos conversadas.
, eu vou aterrissar você querendo ou não, então libere a porcaria da entrada ou eu vou jogar esse jato contra a sua casa.
– Você só entra depois que a sua chefe ir embora. – Ela ordenou, mesmo sabendo que o homem não hesitaria em cumprir sua ameaça.
Ela vai, mas vai ter que prometer que vai conversar comigo.
– Ótimo, vou despachar a velhinha e você entra. – Falou e Hill se direcionou à porta. – A.N.A., abra a porta do estacionamento. – Pediu e virou-se para a mulher. – A porta é a serventia da casa.
Maria Hill saiu da casa sabendo que aquele seria um desafio e tanto. a odiava e nunca escondeu sua aversão aos Vingadores e todo o resto que envolvesse os motivos da morte de seu avô e mais alguns entes queridos. Mas a situação pedia uma solução e somente uma mente Stark – que, por mais que ela negasse, sabia que era – saberia como proceder.
– Eu juro por tudo o que é sagrado nessa vida, e nós sabemos que é muita coisa, que, da próxima vez que vocês mandarem essa agentezinha de merda aqui, eu vou ter o prazer de ir até Asgard roubar o Tesseract e dar um jeito de pulverizar todos vocês. – Ela falou assim que viu Johnny passando pela porta do jato.
– Ela quis tentar. Se sente culpada por você a odiar.
– Vir na minha casa e interromper meu banho não ajuda em nada.
– Antes de termos a conversa necessária, como você está, tampinha? – Perguntou, ignorando a bravura dela e dando-lhe um abraço.
– Eu devia te jogar pra fora dessa garagem pra ver se você aprende a parar de me chamar assim. – Falou ameaçadora mas retribuiu o abraço.
– Você está mais violenta que o normal ou é impressão minha?
– Falta de dar porrada em uma pessoa de verdade. Meus sacos de areia não têm a mesma graça.
– Conheci uma pessoa que poderia fazer isso o dia inteiro. – Ele cutucou a mulher.
– Se você quer uma conversa civilizada, vamos manter o Rogers longe da pauta. – Soltou-se dos braços do mais velho e indicou que ele a seguisse. – E eu não bato em idosos. A.N.A, por favor, cancele meus compromissos de hoje. Deixe somente o jantar com os sócios. Ao que tudo indica, vou ter que conversar com eles sobre algumas mudanças necessárias.
Certo, senhorita, entrarei em contato com todos.
– A.N.A, que saudade de ouvir sua voz. – Johnny disse para a inteligência virtual.
Olá, senhor Storm. Seja bem-vindo de volta.
– Está vendo o porquê de não poder contratar uma assistente de verdade? Você flerta com a minha inteligência artificial, imagina uma mulher de verdade.
Os dois caminharam até a sala de estar onde Potts se jogou em um sofá e Storm em outro. O homem ainda se sentia em casa naquela mansão, eram incontáveis as vezes e, que já tinha ido ali, às vezes com nenhuma motivação especial, apenas passar um tempo com a aprendiz de sua irmã, que acabou se tornando uma amiga durante os anos de treinamento na S.W.O.R.D. por terem um objetivo em comum: pentelhar Sue Storm.
– Desembucha. – Pediu ao ver que ele estava entretido fazendo carinho em Darrell.
– Carol está nos fazendo uma visita.
– Ok, a merda é grande. – Deduziu. – Carol é a pessoa mais sensata que eu conheço, ela só vem para a Terra quando a merda é grande.
E você queria poder fazer igual a ela. – Fez uma imitação de , que em nada se parecia com a mesma.
– Johnny, não me enche o saco. – Ela revirou os olhos.
– Pega leve, você tá parecendo uma daquelas militantes revoltadas que se irritam com tudo.
– Você está 50% certo. – Falou e foi direto ao ponto. – O que vocês querem?
– Precisamos estar mais fortes do que quando enfrentamos Thanos.
– A Carol já está aí, você quer mais o quê?
– Foi ela quem deu a ideia de entrarmos em contato com você. – Johnny disse e caiu na risada. – Ela conheceu seu avô e a sua mãe… Nem preciso comentar. Ela sabe do que vocês, Starks, são capazes.
– Não vem com essa de usar meu avô, não. E, por favor, Potts.
– Estou falando a verdade. Você é a única pessoa capaz de criar algo melhor do que qualquer coisa que o seu avô já criou. – Ela continuava com uma expressão cética no rosto e ele suspirou. – Não me faça ter que fazer isso.
– Isso o quê?
, você, mais do que ninguém, sabe que o legado dos Stark é você, sua mente brilhante e todas essas coisas que eu tenho que falar pra te convencer de que você tem o mesmo sangue e espírito de Howard, Tony e Morgan.
– Eu não vou poder dizer não, não é?
– Que bom que sabe.
– Mas você sabe que eu não ligo nem um pouquinho se um alien maluco resolver acabar com o universo todo, não sabe? Eu não ligo nem pra mim mesma, quem dirá pro resto do universo.
– Você não parece alguém que não liga para si mesma. – Indicou o corpo da menina com a cabeça.
– Isso aqui é o estresse de carregar uma empresa de tecnologia nas costas e a genética incrível da minha mãe.
A senhorita se esqueceu de mencionar os efeitos colaterais dos entorpecentes. – A.N.A. disse, fazendo a garota ter vontade de arrancar todos os fios do banco de dados que fazia parte da AI.
– Drogas?
– Às vezes, é necessário para dar conta do tranco. – Ela disse, não querendo prolongar o assunto mas sabendo que Johnny não deixaria aquilo por menos.
Um ‘às vezes’ muito frequente, se me permite dizer. – A.N.A. se intrometeu novamente.
– A.N.A., cale a boca. – Praguejou e a AI a ignorou.
, você não deveria fazer isso consigo mesma.
– Sem sermão, por favor, você não tem esse direito.
– Como não?
– Você sumiu por muito tempo, Johnny. Muita coisa acontece numa vida comum, sabia? – disse, frustrada.
– O que você está fazendo com a sua própria vida? Você é uma Stark, , uma Stark-Potts-. Você tem, literalmente, o mundo todo aos seus pés.
– Tentando não morrer também! Eu posso ter dinheiro, Johnny, e eu tenho para um senhor caralho, mas eu me sinto miserável! Eu sou sozinha nessa porra de mundo! As únicas pessoas que estiveram comigo foram o Peter e a minha mãe, mas adivinha só? Até eles a S.H.I.E.L.D. e a S.W.O.R.D. tiraram de mim. – Disparou, completamente transtornada. – Eu tenho um império fodido para tocar em frente sem botar tudo a perder e não deixar que a vida dos meus familiares tenham sido em vão. Minha maior companhia é um robô e eu ainda tenho que aguentar uma agência de segurança no meu pé pra cuidar do universo quando eu não tenho vontade de cuidar nem de mim.
– Você não está sozinha, tampinha.
– Então como eu estava no último ano? As únicas pessoas que eu vi foram o tio Harvey, alguns sócios e gente rica e insuportável nos eventos aos quais sou obrigada a ir. Eu vivi o pior ano da minha vida e você não tem o direito de falar nada sobre isso porque você não estava aqui! – Disse com raiva, odiava ter aquela conversa, com quem quer que fosse.
Você recebeu um e-mail de Carol Danvers. – A.N.A. notificou e se recompôs.
– Esse assunto está encerrado. – A mulher falou antes de ativar o projetor com um gesto. – Ela me mandou a ficha do que conseguiu pelo universo sobre um tal Galactus.
– Eu ainda não li nada sobre. Posso?
– O devorador de mundos está vindo aí. – Ela constatou, passando os olhos pelo documento.
– O que isso significa?
– Ele se alimenta da energia vital dos planetas.
– Puta merda. – Johnny estava boquiaberto enquanto lia as informações do projetor.
– A gente vai ter muito trabalho pela frente.
– Você vai.
– Só mantenha a Hill longe de mim e me deixe fazer minhas próprias regras.
– Temos um trato então?
– E eu não estou fazendo isso pela S.H.I.E.L.D ou S.W.O.R.D. ou sei lá mais o quê.
– Nós somos Os Vingadores, nada além disso.
– Eu nunca vou me meter nessa burrada. Eu sou Stark-Potts-, a pessoa que vocês tiraram para santo. Mas a mais inteligente que vocês tinham disponível.
– Tão marrenta... Parece o seu avô. – Ele disse e ela deu um sorriso esquisito.
– A.N.A, reabra o laboratório e tire a poeira da mark 3000.
Sim, senhorita.
– Tchauzinho, Johnny. Quando eu tiver algo para mostrar, eu entro em contato. – Deu um beijinho na bochecha dele e caminhou escadas acima.
– Mark? Você vai…
– Você me convenceu, eu sou a porra da neta do Homem de Ferro. Vou agir como tal, por enquanto. – respondeu e largou o homem para trás, indo para o escritório.
Teria muito trabalho pela frente e sua cabeça parecia estar à beira de um colapso. Era sua chance de resolver algumas pendências familiares e, quem sabe, livrar-se de vez da agência de segurança.


Capítulo 01

Estava na porta do escritório quando lembrou de seu banho interrompido e deu meia volta, indo até seu quarto novamente.
Tornou a encher a banheira, despiu-se e, enquanto esperava a água chegar num nível considerável, começou a ler o que a capitã havia mandado.
– A.N.A., acesse todos os bancos de dados em nossos registros. Se necessário, use o login de meu pai na S.H.I.E.L.D e contate outros planetas também. Encontre tudo o que conseguir sobre o Galactus.
Fazendo download de informações sobre Galactus.
pegou o celular e discou o número da mãe enquanto sentava-se na banheira.
– Bom dia, mamãe!
Que milagre é este?
– Hill e Johnny estiveram aqui agora a pouco.
Está acontecendo algo? Soube que Carol está aí.
– Sim, ela está, e trouxe más notícias.
Você está sabendo de coisas dos Vingadores, uau.
– Eles que vieram até aqui e eu sei que foi com o seu consentimento.
Você deveria dar uma chance à Maria.
– Dou uma chance de ela continuar viva todos os dias não convivendo com ela.

– Sem pro meu lado, você sabe que esse é um princípio meu.
Ok, mas você não me ligou só para reclamar, não é?
– Vou visitar a sede por esses dias, preciso dar uma olhada na garagem do vovô, ver o que posso fazer para ajudar.
Você vai ajudar?
– Pelo amor de Deus, Morgan! Eu sou uma Stark, não tenho como falar não. Eles não me deixariam em paz.
Morgan o caramba, para você é mamãe. No máximo, mãe. Mas então... No que você está pensando?
– Por enquanto, estou baixando tudo o que posso sobre essa coisa que Carol disse. Preciso saber de onde ela veio, o que ela faz, fontes de forças e afins.
Está fazendo o dever de casa?
– Alguém tem que fazer, né? Carol não conseguiu muita coisa, só os planetas que ele já comeu e datas.
E você está comendo direitinho?
– Mãe… – revirou os olhos.
Não me culpe por ser uma mãe preocupada.
– Eu estou bem, A.N.A. me lembra de todos os horários do jeitinho que você programou.
Quando você vai?
– Não sei, depois que eu terminar de analisar tudo e talvez ter uma conversa com a Carol.
Teve notícias de seu tio Peter? Acho que ele está voltando para Nova York.
– Não falo com ele tem alguns dias, ele está meio ocupado.
Download completo. – A.N.A. notificou.
– Vou começar a analisar tudo agora. Vou desligar, ok? Ligo assim que decidir quando vou visitar a torre.
Tudo bem, querida. Avise seu tio que está indo pra lá, sabe como ele é irritante. Amo você.
– Também te amo. – Ela disse, finalizando a ligação. – A.N.A, procure a origem dessa coisa primeiro. Se tiver imagens, seria bom também.
Analisando conteúdo do download.
afundou na água completamente por um tempo e, depois, saiu, sentindo os cabelos molhados colarem pelo pescoço até os ombros.
Análise completa. Exibindo resultados cronológicos de Galactus.
A projeção surgiu no meio do banheiro.
– Big bang? Puta que pariu. – exclamou ao ler. – A.N.A, contate a base dos Vingadores, vamos visitar os heróis amanhã.
Ainda demorou mais alguns minutos submersa antes de finalmente sair do banheiro e deitou-se para dormir um pouco antes de ter que começar a aprontar-se para o jantar com os sócios da Potts Inc.
Estudar e trabalhar com tecnologia sempre havia sido a grande paixão de . E nem mesmo os anos que seu pai lhe obrigou a passar pelo treinamento da S.H.I.E.L.D. mudaram isso. Serviu para que ela apenas tivesse algumas habilidades a mais – o que, mesmo que ela detestasse, era muito útil.
Taylor havia sido criado por uma sociedade secreta, e nem ele mesmo sabia a motivação por trás de seu treinamento, visto que ele foi resgatado pelo, na época, novo Capitão América enquanto este cumpria uma missão na calota polar do sul. E por não ter a quê dedicar seu tempo ou sua vida, dedicou-se à S.H.I.E.L.D., e era tão bom no que fazia que teve a honra de trabalhar ao lado de Sam Wilson, seu salvador.
Foi na S.H.I.E.L.D. que Taylor conheceu Morgan que, contra a vontade da mãe, seguiu os passos do pai e participou da linha de frente de defesa em algumas ocasiões contra atentados à humanidade. E isso aconteceu logo após o divórcio dele com outra agente, o que tornou as coisas um pouco complicadas entre ele e seu primogênito – até então filho único –, David. As coisas pioraram quando ele e Morgan tiveram .
A convivência entre os irmãos sempre foi um morde e assopra sem fim, brigavam feito cão e gato, mas quem ousasse mexer com o outro poderia ter certeza de que não sairia barato. E por mais que negassem convictamente que eles se amavam, viviam preocupados um com o outro e sempre perguntando ao pai por notícias.
Não se viam mais com a mesma frequência de quando estava sempre perambulando pelos corredores da S.H.I.E.L.D. e antes de David ser transferido para a base da S.W.O.R.D..

-


– Boa noite, senhores. – cumprimentou, passando pelas portas do salão e tendo a atenção em si.
Enquanto caminhava até a ponta da mesa, cumprimentou alguns sócios e, quando sentou-se, ainda tinha todos os olhares em si.
– Infelizmente, aconteceram alguns imprevistos e precisarei me afastar de meus deveres para com a instituição.
Um coro de reações chocadas se fez presente e um burburinho começou enquanto esperavam pacientemente que o jantar fosse servido pelos robôs humanoides.
– Eu sei que meu afastamento durante a negociação com os Kree não é a melhor opção, e acredito que sabem que essa escolha não foi minha. – Continuou e viu que todos se calaram, Tory lhe encarava com uma careta estranha e ela sinalizou que conversariam depois. – Como é de conhecimento geral, minha família e eu temos diferentes assuntos a tratar com a S.H.I.E.L.D. e, infelizmente, devo acatar a mais recente convocação. Durante meu afastamento, é claro que a direção geral passa para a Vice-Diretora. Todos os assuntos que deveriam me dizer respeito passarão a ser responsabilidade da senhorita McCoy. Devo partir para a base da S.W.O.R.D o mais rápido possível e mantive esse encontro apenas para notificá-los pessoalmente.
Durante a refeição, ainda conversaram sobre outros assuntos relacionados à empresa e, assim que todos começaram a se dispersar, McCoy arrastou para um local mais afastado.
– O que diabos você aprontou dessa vez? – Perguntou assim que viram-se sozinhas.
– Acredite se puder, eu não fiz nada.
– E o que está acontecendo então?
– Danvers exigiu meu nome numa missão. – Confidenciou. – Tem uma coisa acontecendo e precisam de uma cabeça Stark. Eu sou a única disponível no momento.
– Por favor, não exploda nada muito grande, nem mate ninguém, nem torture seu irmão, nem Hill. Evite a Hill a todo custo. – Prescreveu para a amiga com o rosto coberto por preocupação.
– Talvez eu precise de consultoria. Posso ligar?
– Contando que não seja apenas para me aporrinhar, sim.
– Cuide bem da nossa empresa e demita aquele cara insuportável do TI que vazou os dados da pesquisa nanotérmica.
– Por que você não fez isso?
– Eu ia, mas agora eu vou sair do planeta e essa responsabilidade é sua.
– Odeio ter que assinar notificações de aviso prévio.
– Ele merece.
– Tem previsão de retorno?
– Lhe manterei informada.
– Quando você vai?
– Provavelmente, amanhã à tarde. A.N.A. que ficou de resolver isso por mim.
, por favor, não morre.
– Fique tranquila, Tory. Eu ainda tenho que te atormentar por muito tempo.
Nenhuma das duas realmente tinham certeza disso. Dificilmente, as missões da agência de segurança não eram extremamente perigosas. Mas aquela pequena garantia era importante para ambas.
– Direi ao meu irmão que você mandou lembranças. – brincou e elas caminharam juntas para a saída do edifício.
Quando a mulher chegou em casa naquela noite, A.N.A. revisou a agenda do dia seguinte como fazia todos os dias. As roupas de já estavam nas malas e a única coisa que faria antes de partir era uma visita à Stark Industries pela manhã.

-


– Quando você disse que vinha, eu não esperava que fosse tão rápido. – Harley disse à mulher ao recepcioná-la.
– Nem eu. – assumiu, abraçando o tio de novo. – Saudades do seu cheirinho de tio.
– Que cheirinho de tio o quê.
– O seu cheirinho. Não discuta comigo, Keener.
– A gente já discutiu sobre isso. – Ele implicou, fazendo-a revirar os olhos. – Vai trabalhar, vai, garota. – Disse, tentando largá-la.
– Amo você. – ficou nas pontas dos pés e deu um beijinho na bochecha do homem antes de caminhar até o elevador que lhe levaria ao subsolo da torre gigantesca.
O porão, ao qual somente o alto escalão da Stark Industries tinha acesso, era o maior depósito de experimentos científicos conhecidos pela humanidade. Sucatas da época de Howard até aqueles dias eram catalogados, patenteados e guardados ali até que se fizessem necessários. E as engenhocas Stark sempre faziam-se necessárias em algum ponto.
pediu que A.N.A. procurasse por entre os arquivos itens com os maiores poderes de fogo. Não acreditava que realmente seria útil contra uma força pré-universo, mas não custava tentar se prevenir.
Senhorita, há algo nos arquivos que pode ser que lhe interesse.
– Mostre-me. – Pediu enquanto passava por entre as prateleiras com materiais de retenção energéticas.
De acordo com registros, em 2015, Tony Stark cogitou o uso de um Nulificador Total para derrotar Ultron, mas seu poder de devastação era grande mais para correr o risco.
– Localize esse tal Nulificador.
Essa informação não consta nos registros, senhorita.
– Projeto.
Não há nada sobre Nulificador Total nos registros.
– Então por que raios está listado aqui?
A patente foi registrada e os arquivos foram destruídos.
– Vovô, por que você sempre dificulta as coisas? – Perguntou para ninguém e, então, um frasco vermelho brilhou em algum ponto do seu alcance de visão. – A.N.A., encontre os arquivos de uso das Partículas Pym.


Continua...



Nota da autora: Sem nota.



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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