Trigger Me

Última atualização: 15/02/2020

Capítulo 1

conheceu na escola. Ele era o típico badboy: ninguém era amigo dele, mas todo mundo o conhecia; as garotas morriam por uma gota de atenção, os caras populares e o time de futebol o odiavam. Às vezes, ela o via conversando com alguns caras do grupo de roqueiros, mas nunca o via passar o lanche com eles, ou os intervalos. Ele não costumava brigar por conta própria mas, se alguém o provocasse, Deus cuidaria da alma desse pobre coitado, porque ele só o abandonaria quando o diretor aparecesse para separar a briga e o tirar de cima daquele que ousou o provocar. O fato de ele nunca ter sido expulso ou algo assim era porque sua família tinha uma grande influência na cidade. Seu pai era um juiz, conhecia todos os grandes nomes do estado, então nada poderia atingí-lo.
Ele a intrigava, mas não a ponto de se sentir atraída por ele. Às vezes, o flagrava olhando para ela na cafeteria, descaradamente durante as aulas que tinham juntos ou na educação física, mas não era nada como se ele quisesse flertar com ela. Ele não sorria, não mandava beijos e piscadelas ou acenava. Ele simplesmente a encarava, como se ele quisesse lê-la ou intimidá-la.
Às vezes, quando a sala de aula estava vazia por causa de uma tempestade ou algum evento que não permitia que alguns alunos frequentassem a escola, ele sentava ao seu lado. Nas aulas de física, ele sentava na carteira atrás dela e batia a caneta na mesa até virar e pedir para ele parar. Então ele olhava para ela com a cabeça baixa e jogava a caneta sobre a mesa, cruzando os braços com os olhos ainda na garota. Ela sentia suas bochechas queimando com a intensidade que ele a encarava, depois agradecia com uma voz fraca e se voltava para o quadro, prestando atenção à explicação do professor e tentando ignorar que ele estava lá ao seu lado e ainda a encarando incansavelmente. Por alguma razão, ela não estava com medo dele.
O primeiro contato real que os dois tiveram foi na aula de educação física, quando ela treinava ginástica com sua turma na mesma quadra em que os alunos de basquete também jogavam. Ele estava lá, sentado nas arquibancadas, com tédio escorrendo dos olhos enquanto fazia uma careta para as outras pessoas. As aulas de educação física eram as únicas vezes em que os alunos da escola o viam usando outra cor que não o preto, e até admitiu que ele estava lindo no contraste que a camisa azul da turma tinha em sua pele branca. Nem mesmo os jogadores de futebol, que eram conhecidos por serem os galãs da escola, eram tão bonitos quanto ele.
Era bem estranho que, em algumas semanas, ela se sentisse fascinada por ele, não conseguindo parar de olhá-lo, esperando que ele a olhasse de volta. Ela o assistia de onde estava, então acabou não vendo quando um dos jogadores de basquete voou para cima dela, desajeitado e tentando diminuir o impacto. Ele acabou pisando em seu pé, fazendo-a gritar de dor e cair de bunda no chão, segurando o tornozelo torcido. O jogo parou e um grupo de pessoas se reuniu ao seu redor. Alguns eram seus amigos e estavam preocupados, outros apenas curiosos e queriam ver o que havia acontecido. A professora se ajoelhou ao lado dela, segurando seu tornozelo e o apertando, fazendo-a apertar seus lábios e reprimir um grito de dor. Ela disse que precisava ir à enfermaria. Aquele que a derrubou se desculpava incansavelmente e se ofereceu para levá-la, agachou para pegá-la no colo e foi aí que ele apareceu. Ele passou pelos alunos, afastando-os e empurrando no chão aquele que estava ajoelhado ao seu lado, fazendo todos olharem incrédulos, até , confusa sobre o motivo pelo qual ele havia feito aquilo.
– Você ajudou o suficiente, não acha? – disse, encarando o garoto ao seu lado.
Logo depois, era ele quem estava agachado ao seu lado. Ele colocou um dos braços nas suas costas e o outro sob as coxas, erguendo-se sem dificuldade e a carregando para fora sem dizer uma palavra e sem olhar para ela. Ela estava envergonhada e confusa demais para formular algo a dizer, então apenas manteve a cabeça baixa, olhando para as próprias mãos. Assim que eles entraram na enfermaria, ele sentou-a na maca e a enfermeira se aproximou, perguntando o que havia acontecido. ia responder quando apenas virou as costas e passou pela a porta atrás dele sem deixar que ela o agradecesse por tê-la ajudado. Ela acabou saindo da escola mais cedo e foi ao médico, que enfaixou o pé e pediu para ela descansar. Então ficou na cama pelo resto da semana, incapaz de ir à escola e, finalmente, agradecer a .
Durante o tempo em que ela ficou em casa, se perguntou o que poderia fazer para agradecê-lo. Lembrou-se de que, muitas vezes, quando ele passava de carro no estacionamento, ouvia alguma música rock tocando, então decidiu gravar um CD para ele. Era muito estúpido e tinha uma boa chance de que ele risse da sua cara e zombasse dela, mas era isso que ela queria fazer e foi o que ela fez. Na segunda-feira, ela ainda não o tinha visto durante as aulas ou os intervalos mas, assim que o viu sentado na arquibancada da aula de ginástica, decidiu que estava na hora. pegou o CD na mochila que estava no vestiário e voltou para o ginásio, querendo fazer aquilo antes de desistir.
subiu as escadas com um pouco de dificuldade por ainda sentir um pouco de dor no pé e, assim que ele a viu, não desviou o olhar até que ela estivesse ao lado dele, com as mãos trêmulas enquanto segurava o CD. A garota o encarou por alguns segundos e ele fez o mesmo, até estender o CD para ele. Ele olhou para a sua mão e ergueu as sobrancelhas, pegando o CD. Havia uma nota dentro da tampa dizendo "obrigada".
O canto da boca de se moveu, formando um sorriso, e quando ele se virou para dizer alguma coisa, já estava descendo as escadas com um sorriso aberto. Correu mancando para fora do ginásio, o que o fez soltar uma risada baixa. Parecia que ela estava fugindo dele. Mas estava realmente tentando se afastar quando percebeu que o ato de dar o CD a ele apenas mostrou que ela podia ter uma atração.
As próximas semanas se passaram e as interações entre eles começaram, mesmo que fosse com um tímido "oi" direcionado a ele quando passava por ela no corredor e a olhava, ou os acenos que ele lhe dava quando a via de longe. começou a pensar que realmente gostava dele, mas seus amigos simplesmente lhe disseram para sair daquela e não se envolver com ele.
Era uma sexta-feira quando ela estava na escola. Cinco minutos antes do sinal tocar e ela estava na biblioteca quase vazia. Muitos estudantes haviam faltado à escola porque o mundo estava caindo do lado de fora. Depois de terminar de ler, devolveu o livro de química e caminhou em direção ao seu armário.
– Oi. – Ela pulou quando ele apareceu ao seu lado.
– Oi.
– Você quer uma carona para casa? – Ele perguntou, encostado no armário ao lado do dela, colocando a mão no bolso da calça e inclinando a cabeça.
Ele não era muito mais alto, mas ela ainda precisava levantar um pouco o queixo para ver todo o seu rosto.
– E-eu...Por que você está me oferecendo uma carona? – Ela pergunta confusa, fechando o armário depois de colocar sua mochila, não queria molhá-la quando saísse na chuva.
– Porque está chovendo como o inferno e a banheira que eles chamam de ônibus escolar leva mais tempo para andar em dias de chuva. – Ele disse sarcasticamente. – Então...?
– Obrigada, mas eu não quero incomodá-lo.
– Se fosse para me incomodar, eu não estaria oferecendo. – Ele disse, deixando-a sem palavras e ainda mais curiosa do porquê de ele estar oferecendo.
O sinal tocou, mas ele não se mexeu, ainda esperando sua resposta. Quando ela sorriu e assentiu, ele se endireitou e apontou para a saída da escola. Os dois tiveram que correr para chegar ao carro, tentando molhar o mínimo possível e, assim que entraram, os dois se entreolharam e riram. Foi a primeira vez em que ela viu o sorriso dele e gostou. O caminho para sua casa foi rápido, graças à sua capacidade de dirigir como um louco. Estava silencioso, apenas com a presença de acordes de guitarra nas músicas de rock que tocavam nos alto-falantes. Quando estacionou em frente à sua casa, ele abaixou o volume do rádio e ficou parada por alguns segundos até se virar para ele e agradecer.
– Você vai fazer alguma coisa hoje à noite? – Ele perguntou assim que ela se virou, pegando a maçaneta da porta para abrir a porta.
se voltou para ele, surpresa pelo que ele havia perguntado.
– Eu tenho uma festa para ir. Se você não tiver nada para fazer, eu posso levá-la.
Ela pensou bem no que estava acontecendo. Ele a trouxera para casa e estava a chamando para sair. Ele estava sendo gentil com ela, talvez querendo se aproximar. simplesmente não sabia exatamente por que ele queria isso mas, vendo que ela não tinha nada a perder e, por algum motivo, confiando nele, decidiu aceitar.
– O que devo vestir? – Ela perguntou.
Ele riu e desviou o olhar por um segundo.
– Não use roupas coloridas. – Ela riu e assentiu quando saiu do carro e correu em direção à varanda da sua casa enquanto o carro de desaparecia na rua, deixando marcas de pneu na calçada.


Capítulo 2

Os dois começaram a sair todas as sextas e sábados do mês e, aos domingos, ele ia à sua casa e conversava até a noite, quando ele a beijava e saía, deixando-a tonta de felicidade. Estar com ele a mantinha viva, a fazia se sentir viva. Ela disse aos seus pais que ele era seu amigo, porque essa era a verdade. Eles não estavam namorando, apenas saindo juntos.
Na escola, ela eventualmente se afastou de seus amigos e acabou sentando-se com ele no almoço. Na educação física, os dois falavam sobre coisas estúpidas que os faziam rir. Nas aulas de física, quando ele começava a bater a caneta na mesa, ela não pedia mais para ele parar, mas se voltava para ele e dava um tapa na mão, derrubando a caneta, fazendo-o rir e soltar um comentário como 'a princesa está zangada hoje' ou 'alguém precisa acalmá-la, princesa.' As pessoas ficaram confusas quando os viram juntos. Quando os dois caminhavam juntos pelos corredores lotados e alguém ria, dava a eles olhares mortais que os fazia abaixar a cabeça ou desviar o olhar. E algumas garotas olhavam para ela com olhos ruins por ela fazer algo que nunca puderam: pegar o badboy oficial da escola.
Um dia, disse que chegaria mais tarde à escola porque tinha algumas coisas para fazer, mas era hora do lanche e ele ainda não havia aparecido, então ela sentou-se com seus amigos e conversou sobre coisas aleatórias até decidir se levantar. Terminou batendo de fte com uma garota que estava com um copo na mão, fazendo um pouco de suco derramar no chão.
– Você é cega, sua vadia? – Ela gritou com raiva, chamando a atenção de todos na cafeteria, que pararam o que estavam fazendo para ver o que estava acontecendo.
– Sinto muito, mas nem sequer te toquei. – disse em defesa.
Foi quando a garota jogou o suco do copo contra , molhando sua camisa e calça, fazendo com que ela recuasse alguns passos em choque. A garota não sabia o que sentir naquele momento. Não sabia se estava envergonhada, humilhada, zangada ou tudo junto.
Seus amigos, ao seu lado, ficaram tão chocados quanto ela e não tiveram coragem de dizer uma palavra, porque aquela com quem ela havia trombado era a capitã do time de líderes de torcida e estava namorando um dos jogadores de futebol, que tinha dois troncos em vez de braços, então o medo dele fazer algo contra eles era muito grande. entendia isso.
A cantina inteira foi invadida pelo riso do povo. Eles adoravam ver alguém sendo humilhado, sentiam-se melhores com aquilo.
– Você vai chorar? – Chelsea, a garota, perguntou, caindo na gargalhada.
– Peça desculpas a ela.
ainda estava decidindo se pularia no pescoço dela ou sairia dali quando uma voz falou por cima do riso e fez todo se calarem e olharem para quem estava atrás de Chelsea. Ela se moveu para o lado, vendo com uma expressão infeliz no rosto. Todo mundo já tinha visto aquele olhar antes, quando um cara tentou lutar com ele e terminou na enfermaria com o nariz quebrado e o ombro deslocado.
– Eu mandei você pedir desculpas, sua puta. – Ele gritou, fazendo Chelsea dar um pulo para trás e se virar de uma vez para .
– Sinto muito. Por favor, me desculpe. – Ela choramingou, apertando as mãos como se implorasse alguma coisa.
Era muito fácil as pessoas terem medo dele, mas isso era algo que nunca havia sentido antes. O que ela sentiu por ele foi completamente difete. a ignorou e se concentrou em , que caminhou até ela, colocando a jaqueta que ele usava em seus ombros, e a abraçou protetivamente, dando-lhe um beijo na testa.
– Nunca mexa com ela novamente. – Ele ameaçou entre dentes antes de levá-la para fora da cantina.
Por alguma razão, não se sentiu mal por ela. Não sentiu que deveria ter pegado leve, só queria beijá-lo e o agradecer pelo que ele havia feito. Assim que os dois entraram no vestiário, ela o puxou para trás dos armários, se escondendo da porta, e o puxou contra seu corpo, beijando-o com força. Enfiou os dedos nos cabelos dele, fazendo-o gemer contra seus lábios quando ele agarrou sua cintura e a levantou, colocando suas coxas em volta de seu tronco e encostando-a em um dos armários, pressionando o volume dele entre as suas pernas. Seus beijos desceram ao seu pescoço, fazendo-a inclinar a cabeça um pouco mais para dar a ele mais espaço. gemeu com os lábios molhados e quentes de em sua pele, o que o fez gemer de volta.
– Se eu não parar, faremos sexo aqui. – Ele sussurrou, voltando a beijá-la, invadindo sua boca com a língua e aumentando a pressão dos lábios. – Diga-me para parar. – Ele sussurrou, abaixando a cabeça e beijando seu pescoço.
Era uma piada. Como ele queria que ela o parasse quando estava sendo tão bom?
– Eu digo, se você prometer continuar depois. – Ela disse ofegante, puxando os cabelos dele.
Ele riu contra a sua pele e levantou o queixo, olhando diretamente nos seus olhos.
– É isso que eu entendi? A princesa quer passar a noite comigo?
– Não precisa ser a noite, podemos fazer depois da aula. – Ela disse mordendo os lábios, vendo luxúria cordo por seus olhos.
– Não sou bom em tirar a virgindade de ninguém, só estou avisando. – Ao ouvir essas palavras, jogou a cabeça para trás e riu, deixando-o confuso com sua explosão repentina. – Algo engraçado?
– Eu não sou virgem, . – Ela disse, descendo do colo dele, enxugando as lágrimas que eventualmente caíram por ela rir como louca.
Ele franziu a testa e continuou a encarando, esperando uma explicação.
– Não é porque eu me recuso a andar com os populares que eu sou a nerd inocente que nunca colocou a mão em um pau na vida e que tem vergonha da aula de segurança sexual. Eu não sou virgem. – Ela riu de novo e, desta vez, ele a acompanhou, puxando seu braço e a pressionando contra os armários novamente, empurrando-se em sua direção.
Ele segurou seus braços sobre sua cabeça e lhe deu beijos leves na bochecha antes de atacar sua boca novamente.
– Ótimo. – Ele sussurrou com voz rouca. – Isso significa que eu não preciso ter calma com você mais tarde. – E então ele mordeu o lábio, fazendo-a pressionar as coxas, quedo algum tipo de toque entre as pernas.
– Ótimo. – Ela repetiu o que ele havia dito e empurrou sua língua contra a boca dele.
– Mas eu preciso que você me dê alguma coisa. – Ele disse, separando o beijo, olhando para ela seriamente e soltando os braços.
riu.
– Eu vou fazer você gozar, o que mais você quer?
– Você. – Ele respondeu sem hesitar, sem rir ou sorrir, continuou sério.
franziu a testa, sem entender exatamente o que ele quis dizer com 'você'.
– Oficialmente. – E então ela entendeu, ele estava a pedindo em namoro.
Ela sorriu e passou os braços em volta do pescoço dele, dando-lhe um beijo calmo e lento.
– Você me tem, .
Depois que a aula acabou, a levou para a casa dele. Ele já havia mencionado que morava com um amigo porque tinha seu próprio trabalho e não queria viver às custas de ninguém. Com 16 anos, ele saiu da casa dos pais. Quando eles entraram na casa e chegaram ao quarto dele, foi apenas uma questão de trancar a porta e, logo, estavam na cama dele.
A partir dali, eles não se distanciaram mais, e nos sete meses seguintes, eles se aproximaram ainda mais. Começaram a passar ainda mais tempo juntos, a ir a mais bares. Ela ficava bêbada e passava a noite na rua com ele. Transavam no carro, encostado a ele, nos banheiros dos bares, nos banheiros das casas que iam para festas, em sua casa e em outros lugares também. Ele lhe ensinou a dirigir e, às vezes, ela praticava em seu carro, sempre com ele a elogiando de maneira codificada, escondendo-se atrás da atitude de badboy.
Seus pais, que já haviam deixado claro que não gostavam dele e nunca gostariam de , sugeriram que ela terminasse com ele. Eles aram seu telefone celular e seu laptop, para que ela não pudesse falar mais com ele, e apenas não a mudaram de escola porque faltava só um mês para sua formatura.
Depois de perceber que seus pais adormeceram, se levantou da cama após chorar por horas. Ela passou o dia inteiro deitada ali, apenas ouvindo seus pais gritando sobre como ela era idiota por namorar alguém como ele, dizendo que ela destruiria sua vida se continuasse com “aquele garoto”. Tudo isso só porque eles não gostaram do seu namorado.
Ela calçou os sapatos e agarrou a jaqueta. Saiu do quarto andando na ponta dos pés e desceu as escadas. Abriu a porta da fte e saiu. Depois de se afastar alguns metros da casa, começou a correr, fugindo dali. Já passava das dez da noite, e a mataria por saber que ela estava na rua sozinha nesse momento, mas não havia outra maneira de chegar até ele além daquela.
Assim que ela chegou à rua onde ele morava, se sentiu exausta depois de correr tanto para chegar lá. Ao se aproximar da casa, ela o viu pela porta da fte, batendo-a e caminhando em direção ao Dodge 78 que estava estacionado em fte à sua garagem. Ele estava vestindo uma jaqueta de couro, calça preta e os cabelos pretos jogados para a fte, cobrindo a testa. Quando ele pisou na calçada e virou o rosto dois centímetros, ele a viu caminhando em sua direção.
Ele estava pronto para repreendê-la por não responder a nenhuma de suas mensagens ou telefonemas mas, assim que viu sua condição e suas lágrimas caindo por suas bochechas, outro pensamento surgiu em sua cabeça. Quem ele espancaria por fazer sua garota chorar?
– O que aconteceu, princesa? – Ele perguntou, cordo em sua direção e a segurando em seus braços enquanto ela chorava compulsivamente.
Ele segurou seu corpo e colocou suas coxas em volta de sua cintura, recuando pelo caminho e chutando a porta da fte para entrar na casa. Lucas, o amigo de que morava com ele, estava assistindo TV e ficou surpreso com a ação repentina de seu amigo, mas quando viu e seu estado, entendeu o porquê. sentou no sofá com ela no colo e a deixou chorar o quanto quisesse em seu pescoço, apenas acariciando suas costas. A cada soluço que ela dava, mais a raiva dele aumentava. Quem quer que tivesse machucado-a, pagaria.
Lucas foi até a cozinha e buscou um copo de água.
– Quem fez você chorar? – perguntou seriamente.
– Meus pais pegaram meu telefone celular e meu laptop para que eu não pudesse falar com você. Eles querem que eu termine com você. – Ela disse baixinho, quase sussurrando.
suspirou, aliviado por ninguém ter machucado-a.
– Querida, seus pais nunca gostaram de mim, e isso nunca foi um impedimento para nós.
– Desta vez, é difete. – Ela choramingou novamente. – Eles querem me mandar para a Austrália, para a casa de uma tia. – E naquele momento, o sangue correu do rosto de .
Ele apertou a mandíbula e olhou para Lucas, que estava na cadeira ao lado, igualmente surpreso.
– Quando? – Ele perguntou.
– Depois da formatura.
– Porra! – Ele assobiou, agarrando o próprio cabelo.
Ele sabia que tinha que controlar sua raiva porque ela estava no colo dele. Não podia mais imaginar sua vida ela, ele não podia nem olhar para outra mulher que não fosse ela. Ele quebraria se ela fosse embora, assim como ela. O silêncio reinou lá. Ninguém tinha nada a dizer, não havia nada a dizer. A sensação de pensar que ela teria que se afastar dele fez seu coração apertar e começou a chorar novamente, agarrando o pescoço de e murmurando ‘Eu não quero me afastar você’ várias vezes.
, posso falar com você um minuto? – Lucas disse, se levantando.
– Não é o melhor momento, Lucas.
– Sério, ! – Ele disse.
E assim soube que era sério, já que Lucas nunca o chamava pelo sobome.
– Princesa, me dê apenas um minuto, ok? – Ele disse para ela, que assentiu com soluços e se jogou no assento ao lado dele.
Então eles foram para a cozinha e a deixaram chorar um pouco mais.
– O que é?
– Vamos colocá-la. – Lucas disse, fazendo franzir a testa, logo depois de perceber do que estava falando. – Se …
– De jeito nenhum. Eu não vou envolvê-la nisso.
– Pense comigo, cara. Precisamos de outra pessoa, e é um trabalho fácil. Ela só precisará dirigir. E quanto mais cedo ela souber o que fazemos, mais cedo poderá morar com você.
– É perigoso…
– Estar com você é perigoso, você é louco. Este trabalho é um trabalho fácil perto de namorar você.
– Muito engraçado, idiota! – disse sarcasticamente.
– O que eu quero dizer é que estar com você já é perigoso o suficiente. Ela terá que apder a conviver com isso se vocês quiserem ficar juntos. Mais cedo ou mais tarde, você terá que contar a ela.
– Não posso pedir isso a ela… – Ele disse, apoiando-se na pia e passando as mãos pelo rosto. – Ela é... Boa demais para isso.
– Você quer que ela vá embora? – Lucas perguntou e olhou para ele, mostrando que a resposta era óbvia. – Porque eu tenho certeza de que ela não quer. E tenho certeza de que ela faria tudo por você, como você faria por ela. E não podemos continuar aqui se ela vier morar conosco, a casa dificilmente se encaixa em nós. E tenho certeza de que você não pedirá a seu pai para…
– E se não pudermos fazer o trabalho, Lucas? Nós vamos ser presos e ela também.
– Não acredito que estou vivo para ver o sociopata se preocupando com alguém. – Lucas disse, balançando a cabeça em descça.
– Exatamente. Ainda tenho controle sobre algumas emoções, mas esse não é o caso aqui. Ela é a única coisa que importa para mim. Vou matar os pais dela e resolver o problema. – Ele disse, dando de ombros e cruzando os braços, despreocupado, fazendo o amigo rir.
– Não mate os pais dela. Pelo menos, ainda não. – Ele suspirou. – Apenas pense sobre isso, ok? Isso irá ajudá-la e a você também. E se você duvida se ela faria ou não algo por você, pergunte a ela.
assentiu e voltou para a sala com o amigo, vendo-a encolhida no sofá mas, desta vez, sem chorar. Ele se sentou ao seu lado e a puxou para o colo dele. A parte ruim da vida dele era que ele sabia que, de uma maneira ou outra, acabaria envolvida nos negócios da família e aquilo poderia colocá-la em perigo, mas ele simplesmente não conseguia ver nenhuma outra alternativa que não fosse começar a pensar em uma maneira de contar a ela sobre suas atividades extracurriculares.
– Eu estou indo. Se vocês quiserem aparecer por lá, a festa vai ser muito legal. E ...
– Sim?
– Vai dar tudo certo, tenho certeza de que ninguém vai separar vocês dois. Vocês são teimosos demais para deixar isso acontecer. – Ele disse e isso a fez sorrir.
Lucas acenou e saiu de casa. estava envolvido em pensamentos e só percebeu que ela estava chamando-o quando o beijou nos lábios.
– Está tudo bem? – Ela perguntou e ele a olhou por um momento.
era a coisa mais preciosa que havia entrado na vida dele, a pessoa com quem ele mais se importava. Ele faria tudo por ela, morreria por ela e, com certeza, mataria também.
– Você é a pessoa mais importante da minha vida, ninguém está acima de você. Farei qualquer coisa por você, amor. Tudo. – Ele disse, colocando a testa na dela.
Suas respirações se uniram e se sentiu calma no momento. Segura. O poder que ele tinha sobre ela era imenso.
– Diga-me o que você quer que eu faça e eu farei.
– Podemos ar banho juntos? – Ela perguntou a ele, que sorriu. – Senti sua falta.
– Também senti a sua, princesa. – Ele disse, abaixando as mãos nas suas coxas, não vendo mais a tristeza que havia feito seus olhos nublarem antes.
se levantou, mordendo o lábio. Ele deu um tapa na sua bunda, que a fez gritar e subir as escadas em direção ao único banheiro da casa, que ficava no fim do corredor. Enquanto ela caminhava, se virou e começou a se despir, jogando suas roupas pelo corredor enquanto a seguia, assistindo o show, seus olhos brilhando em tentação enquanto começava a se despir também, primeiro a jaqueta, depois a camisa e, finalmente, as calças. Quando ele a alcançou, ele a abraçou e a beijou enquanto mexia na porta, a abrindo e o puxando para dentro do banheiro.
Depois de ligar o chuveiro, ele a ajudou a tirar o sutiã. Ele a empurrou contra a parede do box e desceu beijando seu corpo até tirar sua calcinha e a jogar fora.
– Você está tão molhada, querida. – Ele disse depois de se ajoelhar no chão e levantar uma das pernas de para ter uma melhor visão de sua boceta. – Você quer que eu te chupe, hein? – Ele perguntou, soltando uma risada e olhando para ela, que assentiu feticamente enquanto mordia os lábios ee ele massageava sua entrada com o polegar. – Use suas palavras, amor. Você quer que eu te chupe? Quer que eu te enlouqueça usando minha língua nesse pedaço de paraíso?
– Sim, , por favor, me chupe. – Ela sussurrou e ele o fez.
Ele passou a língua pelo seu clitóris e começou a chupá-la, fazendo suas pernas tremerem assim que ele começou. Essa foi uma das coisas que ela mais gostou nele, o prazer que ele teve em fazer isso, que muitos caras não tiveram. Incapaz de se segurar, agarrou os cabelos dele e começou a rolar em sua boca, fazendo-o sorrir entre o ato. Era a parte favorita dele, quando ela não conseguia segurar o prazer. Seus gemidos altos e delicados ecoaram pelo banheiro e talvez até pela casa, mas ela não se importou e ele também não. Foi quando ela sentiu dois dedos entrando, primeiro devagar, mas então ele aumenta a velocidade e a força, fazendo-a se curvar sobre ele, gemendo e delirando.
– Eu não quero gozar agora. – Ela gemeu, puxando os cabelos de , implorando para que ele parasse.
– Está tudo bem, querida. Você vai gozar novamente, eu prometo. – Ele disse contra o clitóris dela, fazendo-o tremer.
Um pouco mais e ela gemeu alto quando a onda de prazer ou conta de seu corpo. riu, puxando os dedos para fora dela, e então ele estava de pé, colocando seu rosto contra a parede e puxando seus quadris para trás, deixando-o íngreme enquanto ele brincava com seu pau em sua entrada antes de colocá-lo.
– Porra, querida, eu realmente gosto de estar dentro da sua boceta apertada. – Ele sussurrou em seu ouvido enquanto se movia lentamente dentro dela e segurava suas costas, o que a fez gemer e arquear suas costas.
– Mais força, por favor. – Ela implorou, fazendo-o rir maliciosamente.
– Você quer mais, querida? Mais forte? Mais profundo? – Ela balançou a cabeça, ficando na ponta dos pés, empinando a bunda na direção dele, movendo-se contra ele, implorando por mais contato. – Você quer que eu foda essa pequena boceta apertada com meu pau indo fundo dentro de você? – Ela assentiu desesperadamente. – Seu desejo é uma ordem.
Então ele aumentou seus movimentos, indo e voltando com força, fundo. O estalo de seus quadris batendo contra o dele ecoou com seus gemidos por todo o banheiro, até pela água do chuveiro caindo. passou uma das mãos pelo seu estômago e subiu até o pescoço, segurando e a forçando a se inclinar um pouco para trás enquanto ele apertava um pouco, deixando a quantidade necessária de ar fluir para seus pulmões enquanto a outra mão descia até seu clitóris e começava a brincar.
– Ah, Deus... – Ela gemia, arfando e segurando seu braço.
– Sim, amor... Você quer gozar nesse pau? Você quer gozar com meu pau grosso dentro de sua boceta?
– Sim, por favor, . Por favor, me faça gozar. – Ela gemeu, sentindo suas paredes começarem a se apertar ao redor dele.
– Diga novamente, . Diga-me e eu o tornarei real. – Ele sussurrou com voz rouca, mordiscando sua orelha, fazendo com que ela revirasse os olhos e movesse os quadris em direção ao dele novamente, aumentando a força dos movimentos.
– Por favor, eu quero tanto... Ah, meu Deus.
– Divindade errada, bebê. – Ele disse entre dentes, aumentando a força dos golpes, fazendo-a gritar de prazer.
Assim que ela sentiu que estava perto, agarrou o braço de e gritou com o orgasmo pegando seu corpo enquanto ele estocava com força e profundidade.
– Eu te amo. – Ela disse, tonta com todo o prazer que ainda corria pelo seu corpo.
Foi a primeira vez em que ele a ouvia dizer aquilo, e era tão espontâneo que algo dentro dele explodiu, fazendo-o rosnar e beijar todo o seu pescoço e ombro enquanto ele sussurrou palavras sujas e gemia.
– Ah, merda, eu te amo, porra. – Ele gemeu quando seu pau pulsou, gozando dentro dela.
A respiração incompatível, a sensação de prazer envolvendo os dois. abraçou seu corpo e apoiou o queixo no ombro, tentando acalmar a respiração e o coração. Ele enfim tinha certeza de que ela faria qualquer coisa por ele, porque tinha ouvido da boca dela que ela o amava.
Depois do sexo, os dois estavam deitados na cama, ambos em silêncio. Ele tinha deitada em seu peito e acariciava seu cabelo, pensando no que fazer sobre a sua situação com seus pais. Ele definitivamente queria que ela morasse com ele, mas não naquela casa. Era pequena e o bairro não era bom. Ele queria um lugar melhor para os dois crescerem juntos, amarem juntos.
Quando ele começou a ter esse sentimento por ela, quando ele começou a sentir amor, percebeu o quanto era estranho. Os sociopatas eram conhecidos por não terem sentimentos por outras pessoas. Os sociopatas não gostavam de ficar em grupos, preferiam a solidão, ao contrário dos psicopatas, que manipulavam os sentimentos das pessoas a seu favor. O único sentimento que manipulou a seu favor foi o medo. Ele gostava quando via pessoas desmoronando sob seu olhar e, às vezes, se perguntava se era um sociopata ou psicopata, afinal, ele não gostava de manipular sentimentos, mas gostava de matar. Depois que ela entrou na vida dele, sua necessidade de matar diminuiu. Isso foi realmente estranho. Mas quando ele descobriu que seus pais queriam mandá-la para longe dele, o desejo de matar voltou. Ele não faria nada por enquanto mas, se precisasse, não se preocuparia em fazer o que achava certo para mantê-la junto dele.
Ele não se importava de ambos serem jovens. Em dois meses, completaria 18 anos e poderia estar oficialmente livre para deixar a casa de seus pais. Já que eles decidiram afastá-la dele, precisava agir mais rápido. Mal podia esperar até que ela completasse dezoito anos. Bem, talvez matá-los agora não seja uma má opção, ele pensou.
suspirou, perdido em pensamentos, e não percebeu que ela estava olhando para ele o tempo todo. Assim que os olhos dele desceram para ela, sorriu.
– Você é tão lindo...
– Eu sei. – Ele disse, fazendo-a rir e dar um tapa em seu abdômen. – Ei, violência nunca é a resposta.
– Disse o cara que bate em alguém só por olhar para mim.
– Isso é difete. Você é minha mulher, eu tenho que proteger minha garota.
– Você deve me proteger de si mesmo, idiota. Ainda estou entorpecida, mas amanhã ficarei dolorida. – disse rindo, saindo de cima dele e se deitando ao seu lado.
– Você pediu, boneca, e eu faço tudo o que você pede, lembra? – Ele disse, acariciando sua bochecha. – Diga de novo, querida.
– Dizer o quê?
– Essas palavras que você disse enquanto gozava pra mim. Eu quero ouví-las novamente.
– Eu te amo. – Ela disse, fazendo um sorriso inocente brotar de seus lábios.
– Eu também te amo. – Ele disse, puxando-a para um abraço forte e confortável.



No dia seguinte, ele lhe deu um telefone para que ela pudesse conversar com ele quando necessário, sem que seus pais soubessem. Os dois passaram o dia juntos e, à noite, foram a um bar. tinha algumas roupas na casa dele, então não teve problemas para se vestir.
Assim que chegaram ao bar, observou o local. Não era muito difete dos bares que ela já frequentava com ele. Havia uma placa sobre a porta com neon verde escrito Rock Bar. Lá dentro, havia um pequeno palco com alguns instrumentos musicais no topo. O local era grande e lotado, como era habitual à noite, com shows ao vivo. Ele disse que tinha que conversar com alguém e pediu que ela o esperasse no bar.
estava sentada no balcão, bebendo algo sem álcool. Conversava com o barman, que era amigo de , quando alguém se sentou ao seu lado e ficou encarando-a. Começando a se sentir desconfortável, ela se virou para a pessoa e perguntou se ele havia perdido algo.
– Não, eu apenas pensei que você é maravilhosa demais para estar em um lugar como esse. – O homem disse e ela estreitou os olhos. – Uma princesa como você deveria estar em um castelo. Se você quiser, posso te levar para um lugar melhor do que…
– Eu não faria isso se fosse você. – O barman disse, fazendo-a ar outro gole de sua bebida enquanto o homem olhava com um sorriso sarcástico para o garçom.
– E por quê não?
– Ela é a garota de . – O barman disse e ela olhou para o homem, que estava surpreso.
Os olhos dele se arregalaram. Por que as pessoas parecem ter tanto medo de ?, ela pensou, piscando algumas vezes antes de ar outro gole de sua bebida.
? O traficante de drogas? – Quando as palavras entraram em seus ouvidos, engasgou com a bebida e começou a tossir.
Os olhos do barman se arregalaram e ele olhou para o homem como se dissesse 'você não deveria ter dito isso'. Ela estava prestes a perguntar sobre o que ele estava falando quando apareceu, colocando as mãos nos seus ombros, a virando em direção a ele e fazendo com que aquele homem se levantasse imediatamente, assustado, pulando para longe dos dois.
– Você está bem? – perguntou enquanto ela ainda tossia e logo se virou para o garçom, que apontou sugestivamente para o homem ao seu lado.
Assim que os olhos de bateram nos dele, o homem começou a tremer, se desculpando várias vezes, dizendo que não sabia que ela era a garota dele e praticamente cordo para longe dali, desaparecendo entre as outras pessoas.
– Traficante de drogas? – Ela sussurrou entre os lábios, confusa, e se virou para , que estava com a testa franzida. – Aquele homem disse que você é um traficante, . – Ela elevou o da sua voz e pôde ver o sangue desaparecendo do rosto dele assim que ouviu aquilo.
se levantou e ignorou os chamados dele. Atravessou a multidão de pessoas e saiu do bar, andando furiosamente e confusa ao mesmo tempo pela calçada.
, espere. – Ela ouviu a voz dele gritar e seus pés batendo no chão enquanto ele corria em sua direção. – Princesa…
– Por que ele diria que você é um traficante? – Ela se virou de uma vez para ele, o encarando com confusão ando conta do seu rosto.
abriu a boca para responder mas, quando não conseguiu achar uma resposta, ele apenas suspirou e enfiou as mãos no bolso da calça, a encarando. Aquilo só podia significar uma coisa para ela.
– Por favor, me diga que isso não é verdade.
– Eu não posso.
– Você não pode o quê?
– Não posso dizer que não é verdade, porque é.
– Porra, . – Ela amaldiçoou, jogando as mãos para cima em descça, começando a andar em círculos na calçada, tentando controlar suas emoções, até que ela se encostou no carro dele e olhou para o céu, respirando fundo.
O mundo entrou em colapso ao seu redor.
– Você me ama menos por causa disso? – Ele perguntou com uma voz fria, fazendo-a olhar para ele.
A resposta era não. Ela ainda o amava com a mesma intensidade que amava desde que se apaixonou por ele, meses atrás. o estudou por alguns segundos, ombros tensos, mandíbula tensa, posição desconfortável, sobrancelhas arqueadas, tudo esperando por sua resposta. Ela suspirou e balançou a cabeça, negando. Ele pareceu ficar aliviado, mas continuava parado ali. Não queria forçar o problema, ainda tinha uma grande chance de que ela terminasse com ele naquele momento. Mas, incrivelmente, terminar com ele não passou pela sua cabeça. estava brava, sim, mas não sabia se estava brava com ele por não lhe contar nada ou por ser o que era.
Ela passou a mão pelos cabelos e suspirou profundamente. Não queria discutir com ele, mas aquilo foi demais para um fim de semana. Ela havia brigado com seus pais, eles gritaram com ela, ela disse a que o amava, ele retornou o sentimento e, por fim, ela descobriu que ele era um traficante de drogas. Quantos mais segredos ele poderia estar escondendo?
– Leve-me para casa. – Ela disse, abrindo a porta do passageiro e entrando no carro.
Ele suspirou e deu a volta no carro, entrando e dirigindo para sua casa silenciosamente. Quando chegaram à rua, ela se lembrou de que havia saído de casa na noite passada e que ainda não havia retornado lá. Seus pais estavam na calçada conversando com os vizinhos e, assim que viram o carro de , ela não sabia se eles estavam aliviados ou furiosos. estacionou o carro e saiu sem dizer uma palavra. Ele fez o mesmo e a seguiu pela calçada e segurando seu pulso, fazendo-a olhar para ele.
– Por favor... Vamos conversar sobre isso. – Ele disse segurando seu rosto, forçando-a a olhá-lo, a ver seus olhos preocupados e assustados. – Não me deixe.
Era o medo dele naquele momento. Ele não tinha medo de que ela contasse à polícia ou algo assim, ele tinha medo de perdê-la.
entre em casa agora. – A voz de sua mãe gritando a tirou do transe que era mergulhar naqueles olhos negros do seu namorado.
Ela suspirou de novo, sem desejo ou paciência para conversar com alguém na hora, mesmo que fosse com ele.
– Falaremos amanhã na escola, ok? – Ela disse.
Ele não sorriu, não ficou satisfeito com a resposta. Se fosse outra pessoa, ele a pressionaria a falar o que queria ouvir mas, com ela, era difete. Ele apenas assentiu e lhe deu um beijo na testa, soltando. E assim que ela passou por sua mãe, ouviu seu pai gritar com ele.
– Eu não quero você perto da minha filha, seu pirralho.
– Você não tem que querer nada. – Ele rugiu com raiva. – Enquanto ela ainda me quiser ao lado dela, eu ficarei. E não há ninguém neste mundo que vai afastá-la de mim enquanto ela quiser ficar comigo. – Então ele olhou para ela antes de entrar no carro e sair dali cantando pneus.
ignorou os gritos de seus pais contra ela dizendo o quão burra e irresponsável ela era e acabou de entrar no seu quarto, trancando a porta e se jogando na cama, começando a chorar novamente.


Continua...



Nota da autora: Sem nota.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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