Última atualização: 21/08/2018
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Capítulo 1


- Eu não quero me casar , não com ele. – Anita chorava em meu colo após receber a noticia de seu pai, meu tio Luca iria a Chicago na próxima segunda-feira para tratar de um acordo sobre seu casamento com , filho de Dante , líder da máfia de Chicago.
Com os Russos cada vez mais fortes, alianças eram sempre necessárias, duas delas foram feitas através do casamento de meu tio Luca com Aria, e depois meus pais, que ao que me contaram, não foi bem um acordo. Soube que minha mãe até mesmo fugiu por seis meses antes de casar, porém em uma conversa que tivemos e vendo a união dos dois, embora ela não admitisse, era muito mais feliz casada com meu pai, do que em sua falsa liberdade. Contudo, por culpa de minha tia Liliana e Romero, um dos capitães do meu pai, eles armaram uma verdadeira guerra contra a OutFit, por mais de dez anos, vivemos sobre ataques dos Russos e de olhos abertos em relação a Chicago, contudo depois de um ataque do Bratva, resolveram unir forças, e acordaram que uma menina da Família seria enviada para Chicago em um casamento com o filho de Dante , o acordo só foi possível depois da morte de Rocco Scudelli, poderia chamá-lo de avô, se não fosse a versão que minha mãe possuía do próprio pai. Tinha cerca de dez anos quando fomos informados de sua morte, acredito ter sido um dos dias mais felizes para ela e minhas tias.
Enquanto Anita odiava os negócios ligados a máfia e todo esquema de tortura que os envolviam, não podendo inclusive ver sangue, eu amava. Desde cedo aprendi com Joseph a lutar. Meu irmão, dois anos mais velho que eu, herdou de meu pai a cabeça quente o ação por impulso, enquanto eu, amei o amor com as facas e qualquer arma de fogo.
Assistia meu pai ensinar Joseph a manusear uma faca e aprendi suas técnicas, o surpreendi quando tinha 12 anos e pedi para Joseph lutar comigo.

Flashback Onn

A luta parecia vencida para Joseph, ele simplesmente sentou no centro do tatame me observando. Dois anos mais velho e treinando todos os dias com meu pai, tio e primos, além de outros membros da Cosa Nostra, Joseph já havia iniciado na máfia e se orgulhava de seus feitos.
- Não fomos criados para sermos honestos. – Joseph disse assim que tentei lhe acertar um chute, habilidoso, segurou minha perna, fazendo com que caísse no chão.
- Tem razão, vocês não são. – Respondi tirando uma faca de minha cintura e parando-a a centímetros de seu tendão de Aquiles.
- , não! – Meu pai gritou acompanhado de meu tio e juntaram-se a nós.
- O que vocês estão fazendo aqui? O que você está fazendo aqui? – Foi meu tio Luca quem perguntou, ele parecia furioso.
- Ela queria conhecer e eu a trouxe. – Joseph deu os ombros e me ajudou a levantar.
- Isso não é lugar para mulher. – Meu pai respondeu, ainda mais furioso.
- Tia Aria já veio treinar aqui, por que eu não posso? – O encarei.
- Parabéns, você tem uma nova Gianna pra lidar. – Tio Luca bateu no peito do meu pai e puxou Joseph consigo, nos deixando sozinhos.

Havia outros homens treinando ali, mas nenhum pareceu se importar com o que acontecia, ou talvez não se arriscaria olhar para filha do consigliere e um dos caras mais importantes de toda máfia.

- Pai, eu só quero aprender a lutar. – Respondi entrando ao seu lado do carro.
- Você é mulher, deve aprender a se comportar, não a manusear uma faca.
- Eu gosto de facas. – Respondi e percebi um sorriso no canto de sua boca.
- Você cortaria seu irmão? – Ele não me encarou, observava o transito de Nova York.
- No tendão de Aquiles. – Falei convencida.
- Deus, o que eu fiz pra merecer isso? – Ele olhou para o alto e em seguida caiu na risada.
- Preciso mesmo te responder?
- Eu perguntei pra Deus, não pra você . – Ele riu. – Eu vou te ensinar a lutar, mas não conte a sua mãe, muito menos ao seu irmão. É importante saber auto-defesa.
- Vai me deixar participar das torturas também? – Pedi esperançosa.
- Eu criei um monstrinho? - Perguntou me olhando intrigado.
- Uma cópia mais bonita sua. – Falei convencida ouvindo-o gargalhar.

Conseguimos esconder as aulas por alguns meses, até que minha mãe descobrisse e após um pequeno surto, concordasse que se eu queria assim, deveria ter minha escolha aceita. Meu pai dizia que havia puxado seu gênio, mas os dois eram parecidos demais, para que eu saísse diferente. Joseph acabou gostando da ideia e me ajudava com os treinamentos, tornando-nos mais fortes juntos.

Flashback off

- Você precisa lutar contra isso, fala que não quer, seu pai vai te ouvir.
- Meu pai é um Capo , ele não pode por tudo a perder por minha causa. – Anita respondeu ainda chorando.
- Mas eles queriam uma das mulheres da Cosa Nostra, não significa que tem que ser você. – Falei tentando animá-la.
- Mas ele me disse que provavelmente Dante pediria eu, que meu nome estava em sua lista e que eu precisava me preparar para isso.
- E sua mãe, o que fez?
- Perguntou se não teria como retirar meu nome da lista, mas meu pai disse que não e que mataria se me fizesse qualquer coisa.
- Como se fosse possível saber, depois que você for entregue aquele monstro.
- Eu preciso esquecer Phillip, talvez seja só uma paixonite, talvez seja melhor aceitar logo.
- Peça para seu pai prometer sua mão a Phillip. – Sugeri.
- Ele nunca permitiria, Phillip é apenas um soldado, ele precisa me usar para fazer alianças.
- Tio Romero também era um soltado quando nossa tia se apaixonou, ou você esqueceu de história deles?
- Eu não esqueci, mas não é como se ele quisesse me casar com um velho feio, você lembra como era bonito?
- Como vou esquecer? – Falei lembrando de uma das vezes que o vi.

Flashback Onn

Eu e Anita estávamos sentadas no jardim dos , quando fomos surpreendidas por , Martin, Pietro e Joseph. Eu era um ano mais velha que Anita e ainda tidas como crianças para eles, enquanto Martin com 14 anos, Pietro e Joseph com 15 e com 16 anos, já haviam matado e assistido todos os tipos de torturas possíveis dentro da máfia.
- Hey garotas, se juntem a nós. – sorriu nos chamando.
- Estamos bem aqui, obrigada. – Respondi o encarando.
- Liga não, mulheres... – Joseph puxou ele, sabendo a irmã que tinha.
- Gosto delas gemendo meu nome. – respondeu, fazendo todos gargalharem e concordarem com sua frase.
Anita corou na hora, enquanto eu apenas bufei percebendo o quão grotescos eles conseguem ser.

Mais tarde naquele mesmo dia.

Os homens já estavam reunidos no escritório de Dante, provavelmente falando sobre os Russos e seus últimos ataques. Os garotos participavam da reunião, pois deveriam aprender como agir diante de tudo. Minha mãe e tia Aria, conversavam com Valentina, sobre o casamento de Anna, sua filha mais velha. A menina parecia feliz em casar com o filho de uma das famílias importantes da Outfit, me perguntei qual problema ela tinha em mente para ficar feliz com um casamento. Anita assistia a conversa parecendo contente em participar desse mundo. Levantei indicando que iria ao banheiro e resolvi ir até o quintal, observar o por do sol que estava iniciando.

- Você não deveria estar com as outras garotas? – se aproximou apagando um cigarro.
- Você não deveria fumar, vai morrer de câncer. – Respondi.
- Câncer é algo lento, em nosso mundo, com certeza morrerei antes. – Ele disse sentando ao meu lado. - Por que não está com elas? – Perguntou tocando minha coxa. Senti um desconforto na região.
- Meio óbvio não? Eu quero ver o por do sol, em silêncio. – Respondi tirando sua mão de minha coxa.
- Você esta ficando bem gostosinha. – Ele colocou novamente a mão em minha coxa.
- Independente do jeito que estou ficando, isso não te pertence. – Respondi novamente tirando sua mão.
- Já foi prometida a alguém?
- Pretendo ser freira. – Cortei-o.
- Mas... Freiras não beijam na boca, ou fazem outras coisas. – Ele disse me encarando.
- E quem disse que eu quero beijar na boca ou fazer outras coisas? – O encarei.
- Eu gostaria de fazer com você. – Ele sorriu perverso.
- Vai ficar na vontade então. – Falei me levantando.
- Nunca me dizem não. – Ele disse me puxando de volta.
- Isso seria pedofilia. – Respondi o encarando.
- Não sou tão velho assim, 4 anos apenas.
- Na verdade três, completo 13 anos mês que vem, e você a pouco fez aniversário. – Respondi dando um passo a frente e o vendo sorrir. – Mas prefiro a castidade do que você. – Falei novamente saindo de perto dele.
- Será que prefere mesmo? – Ele me puxou fazendo com que nossos corpos colassem um no outro a poucos centímetros da minha boca.
- Tenho certeza que sim. – Respondi puxando uma faca que escondia e cortando em seu braço, fazendo-o me soltar com o susto do que aconteceu.
- Terá volta! – Ele respondeu com fúria em seus olhos, tirando a faca de minha mão e segurando com força.
- Mal posso esperar por isso. – Disse divertida e voltei para junto das outras garotas, deixando minha faca com ele.

Flashback off

- Acabei de ouvir nosso pai falando de uma lista de garotas que poderá ser oferecida para eles, talvez você não precise casar. – Martin invadiu o quarto de Anita.
- Acho difícil, mais velhas que Anita temos poucas não prometidas. – Joseph disse sentando ao nosso lado.
- quer casar cedo, é estranho isso. – Anita respondeu.
- Como se fizesse alguma diferença, eles casam e seguem sua vida normalmente, tendo uma em sua cama a noite e várias na rua. – Respondi com raiva.
- Nem todos são assim , olha nossos pais, e dizem que o próprio Dante só tem olhos para Valentina.
- Valentina é linda, eu gostaria de ter uma mulher daquelas na minha cama. – Martin disse fazendo Joseph sorrir.
- Se ele escuta isso, você é um quase homem morto. – Zombei.
- Vou te mostrar o quase homem. – Ele fez menção de me atacar.
- Ela tem facas. – Joseph o advertiu rindo.
- Ela é só uma mulher. – Martin deu de ombros.
- Repete isso que eu corto o que você tem no meio das pernas e faço-o comer. – O encarei brava.
- Paro de brigas infantis, estamos sendo chamados para o jantar. – Pietro invadiu o quarto.
- Ninguém mais bate na porta? – Anita perguntou parecendo brava.
- Não é como se tivesse algo interessante aqui dentro, vamos pirralha. – Pietro bagunçou o cabelo dela e a levou com ele.

Quando chegamos na sala percebemos o clima tenso do lugar, meu pai parecia furioso e tio Luca não ficava atrás.
- Aconteceu alguma coisa? – Pietro perguntou sem entender o motivo.
- Atacaram um de nossos depósitos, mataram três do nossos, entre eles Alef. – Meu pai respondeu, encarando-me.
- Conseguiram pegar alguém? – Joseph perguntou chegando o coldre com suas armas.
- Vamos para lá interrogar dois russos que ainda estão vivos. – Tio Luca disse.
- Não gosto dessas coisas. – Anita respondeu indo em direção a mesa de jantar, onde minha mãe e tia estavam nos esperando.
- Eu quero ir com vocês. – Respondi animada.
- Você não vai! – Joseph interrompeu-me.
- Já temos problemas demais por hoje. – Meu pai disse.
- Mas pai, eu aprendi umas coisinhas novas. – Me aproximei dele. – Por favor, pai, tio, prometo me comportar! – Falei os encarando.
- Não fazia parte do universo das garotas elas não gostarem de sangue? – Pietro perguntou divertido, nós sempre fomos bastante próximos, e ele amava o fato de eu não ser como as outras meninas, preocupadas com a maquiagem da cara, ou com nojo de bichos estranhos e sangue.
- Por favor, eu estou cansada de anatomia com cadáveres, quero corpos com um resto de vida para usar meu bisturi. – Sorri divertida, verdade era que queria ver como eram essas sessões de tortura, sempre pedi, insistia e nunca me deixavam participar.
- Ok, dessa vez você poderá assistir, vamos logo, não temos tempo a perder. – Tio Luca deu a palavra final, fazendo meu pai calar-se com um sorriso no canto da boca.


Capítulo 2


O lugar parecia com um estacionamento subterrâneo. Meu pai digitou uma senha que não consegui identificar qual era e entraram estacionando o carro em seguida.
- Achamos melhor trazê-los pra cá, um deles precisou de transfusão de sangue.
- Uma pena desperdiçar sangue com alguém que vai morrer em breve. – Pietro disse divertido.
- Pelo menos vamos nos divertir um pouco. – Joseph comemorou. Todos amavam aquele submundo.
- Matteo, coordene tudo, preciso tratar de outros negócios. – Tio Luca respondeu indo em uma direção oposta a nossa.
- Se você não conseguir assistir tudo, um dos meninos a leva de volta para casa. – Meu pai disse se aproximando de mim.
- Tá brincando? Eu quero ajudar! – Tentei não demonstrar meu nervosismo.
- Ok. – Ele sorriu e entrou comigo.
- Essa noite vai ser divertida. – Ouvi Martin falar assim que entramos na sala de tortura.
Foram algumas horas de tortura, cortes, socos, tapas e cuspis na cara, até que o primeiro Russo não resistisse e contasse sobre um possível novo ataque nas próximas horas, o local escolhido? Onde estávamos.
Um misto de surpresa e medo estava nos olhos de meu pai.
- Preciso que vocês a protejam. – Ele disse para meu irmão e primos, enquanto saia da sala que estávamos, não antes de rasgar a garganta de ambos com uma faca.
- Deve ser um blefe. – Pietro disse sem preocupação.

Não era um blefe.

Cerca de 10 minutos depois ouvimos os primeiros disparos. Haviam jogado uma bomba em uma das entradas e os Russos estava em grande número invadindo o local.
- Peguei duas armas que estavam por perto, e verifiquei se minhas facas estavam no lugar de sempre, então segui com Joseph e Pietro a minha frente e Martin atrás de mim.
Logo encontramos um grupo de russos, Pietro conseguiu matar três deles, outros quatro entraram em luta corporal, eu estava escondia com Martin, mas vendo que mais um grupo com 5 deles se aproximava, decidimos agir, os atingindo pelas costas.
Perfurei a garganta de um Russo que tentava direcionar a arma para Joseph, em seguida senti uma dor em meu braço, havia levado um tiro de raspão. Olhei para Joseph que tentou correr em minha direção, mas foi impedido por um dos homens da Bratva. Ele não poderia me ajudar naquele momento. Percebi que um russo que estava no chão, havia conseguido pegar em uma arma caída durante algum dos combates, e antes que ele pudesse apontá-la em algum direção, atirei em sua cabeça, fazendo sangue jorrar e respigando por todos os lados, inclusive meu corpo.
Olhei para trás e percebi que o bastardo que havia atirado em mim, ainda gemia de dor, fui em sua direção tirando uma faca de meu coldre e caminhei até ele. Ele tentou pegar uma arma que estava mais perto de mim do que dele. Joguei-a longe ainda o encarando sem falar nada. Sentia meu braço arder, por Deus, essa era a pior dor que já havia sentido, e a cada latejar da dor, minha sede por vingança foi maior. Peguei a faca cortando a calça que o homem vestia e ele me encarava incrédulo, sua barriga estava coberta de sangue, e ele não conseguia se mexer, vi que sua vida estava indo embora, então sem pensar duas vezes cortei seu pênis fora, colocando em seguida em sua boca e vendo-o aforgar-se em meio ao sangue.
Após sentir-me vingada, voltei a sentir a dor no braço, sabia que a bala havia sido de raspão pelo corte que estava nele, mas caralho que dor insuportável, pior que isso seria ter que lidar com a dor, tentando não demonstrá-la. Olhei para os lados e Martin estava caído. Joseph e Pietro já avisam provavelmente meu tio ou meu pai, que estavam aparentemente seguros e com 11 Russos mortos ao nossos pés.
- Martin, fala comigo. – Pedi indo em sua direção.
- Acho que fui atingido. – Ele tentou sorrir, mostrando a barriga coberta de sangue.
- Caralho! Joseph, Pietro! – Gritei chamando sua atenção.
- O que aconteceu! – Pietro falou se aproximando. – Eu pedi para vocês ficarem escondidos. – Ele disse com raiva.
- Eram muitos! – Falei preocupada com o sangue no corpo de Martin e esquecendo da minha dor.
- Nós dávamos conta! – Joseph respondeu, também furioso.
- Será que da pra me ajudar a parar de brigar? – Martin pediu tentando estancar o sangue.
- Vou chamar meu pai. – Joseph disse correndo em direção a um dos corredores. Os tiros haviam parado, o que indicava que provavelmente os Russos já estavam mortos em mais uma tentativa fracassada de invasão.

- Quantas perdas? – Tio Luca perguntou para meu pai, quando ambos se aproximavam. Joseph já havia conseguido estancar o sangue de Martin, que lutava para manter os olhos abertos e parecia bastante fraco.
- Vai precisar de transfusão. – Pietro falou para o irmão.
- Eu falei para ficarem dentro da sala. – Meu pai disse furioso se aproximando.
- Ajude Martin a se levantar e o leve pro carro, meu tio disse para Joseph. - Pietro fez menção em ajudar também, mas ele o parou. – Fique com Matteo, preciso que o ajude em nossa vingança.
- Ok. Quantas perdas tivemos? – Ele perguntou para meu pai.
- Nenhuma, conseguimos nos preparar a tempo. – Ele disse me encarando. – Você está machucada? – Se aproximou chamando a atenção de todos.
- Não é nada. – Falei enquanto ele observava meu braço. Estava doendo, era a pior doer que eu já havia sentindo, mesmo tendo alguns acidentes com facas e objetos do tipo, durante os últimos anos, nunca imaginei que um tiro de raspão pudesse doer tanto.
- Foi um tiro! – Meu pai disse em um misto de fúria e preocupação.
- Sim, foi daquele ali. – Apontei para um cara cujo o pinto havia sido arrancado.
- O som da risada de tio Luca pode ser ouvido, ele não era alguém que esboçasse emoção, mas pareceu se divertir com a cena.
- Mulheres são vingativas. – Ele respondeu para meu pai, lhe dando um tapa em suas costas e me abraçando, seguindo para fora, em direção ao carro que já nos esperava.

- De zero a dez quanto dói? – Meu tio perguntou assim que entramos no carro.
- Dez. – Martin respondeu, sentado ao lado de Joseph no banco de trás e nos fazendo rir.
- Homens... – Eu falei tentando parecer superior.
- A tua foi de raspão. – Martin voltou a falar.
- Shiu, se falar vai doer mais. – Joseph o interrompeu.
- Dói tanto que eu nem consigo mais sentir meu braço, mas não conte isso ao meu pai. – Brinquei observando a chuva que caia.
Não demorou para chegarmos em casa, dois médicos de família já estavam a nossa espera. Eles haviam comprado o antepenúltimo andar e transformado em um local para treinos e mini hospital, com todos os equipamentos necessários, inclusive para cirurgias. Fomos direto pra lá, aproveitei a distração envolta de Martin e assim que o médico terminou os pontos em meu braço, voltei para nosso apartamento, não tive medo dos Russos, mas estava com medo da reação de minha mãe. Falei com Joseph assim que entrei em meu quarto, Martin estava bem, medicado e não corria riscos, tia Aria estava com ele e mamãe já estava voltando para casa, ela queria ter uma boa conversa comigo. Enchi a banheira, precisava relaxar e um bom banho seria ótimo em relação a isso, ouvi minha mãe bater na porta de meu quarto, gritei que estava tomando banho e que em breve falaria com ela. Era estranho fechar os olhos e pensar em tudo que havia vivido na última noite, sempre lutei e estudei para viver isso algum dia, queria participar de todas essas sessões, talvez o lado mais escuro da máfia já havia me atingindo ha algum tempo, contudo, esperava ficar um pouco assustada ao presenciar uma tortura, ou sentir medo se estivesse em uma luta. Ambos os sentimentos se mostraram pequenos, meu maior medo foi perder Martin, fora isso amei cada momento, gostei de ver aqueles Russos sangrando, gostei de acabar com o resto de vida que o cara que me atingiu tinha, assim que cortei seu pênis fora e o ouvi gritar e sangrar até a morte. Gostei do que havia vivido e mais que isso, senti medo de querer mais e mais a cada dia.

- Você não vai escapar da nossa conversa. – Minha mãe disse batendo mais uma vez na porta.
- Está aberta. – Eu falei vestindo um pijama.
- Meu Deus, já não basta ter que cuidar dos ferimentos do seu pai e seu irmão, agora devo cuidar dos seus também? – Ela perguntou sentando em minha cama.
- Eu sei me cuidar. – disse sentando ao seu lado.
- Notei. – Ela apontou para meu braço, em seguida o pegou, olhando cada pedaço dele, procurando novos machucados.
- Ai mãe, dói. – Reclamei quando ela apertou.
- Ué, cadê a fortona? – Ela zombou.
- Está dolorida. – Fiz manha e peguei meu travesseiro, deitando a cabeça em seu colo.
- Filha é muito perigoso, não quero você nesse meio, não sei o que deu em seu pai quando permitiu que fosse junto.
- Não foi o papai, foi o tio quem deixou. – Falei convencida.
- Se fosse Anita que pedisse, Luca teria deixado-a trancada no quarto, vou ter uma conversa séria com ele.
- Anita desmaiaria em pensar no que aconteceu, ela é frágil, como tia Aria.
- Ela é, e você poderia puxar a Aria também. Nunca pensei que um dia fosse querer isso. – Falou rindo do que havia falado.
- Viu, sou parecida com vocês. – Sorri.
- Quer falar do que aconteceu lá? – Ela perguntou preocupada.
- Melhor não mãe, você é uma mulher. – Debochei.
- Eu posso ouvir sobre sangue, só não gosto de ver em minha frente, mas durante esses anos, estou me acostumando. – Ela sorriu e em seguida vimos a porta ser aberta.
- Me deixe ver seu braço. – Meu pai disse entrando e se aproximando da cama.
- Também estou bem, obrigada. – Respondi irônica.
- Você vai me prometer que nunca mais levará ela junto! – Minha mãe se levanto em posição de ataque.
- Ou? – Ele não a olhou, ainda estava examinando meu braço.
- Ou fica sem algo que gosta muito. – Ela respondeu com raiva.
- Ok. Você não vai mais junto. – Ele riu quando me viu bufar.
- Não é justo eu pagar por uma briga de vocês. – Cruzei os braços, mas senti uma dor e em seguida voltei eles com a posição anterior.
- Não enquanto não curar o braço. – Ele zombou e roubou um selinho de minha mãe.
- Não estou brincando! – Ela disse brava, mas em seguida o abraçou.
- Onde está Joseph? – Eu perguntei.
- Foi se divertir com Pietro. – Meu pai respondeu.
- Quando vou poder me divertir também? – Perguntei curiosa.
- Quando quiser ir ás compras com Anita em algum shopping. Essa é a diversão das mulheres. – Minha mãe respondeu zombando.
- Não acho isso divertido. Queria ter nascido com um pinto! – Falei brava.
- Gostaria de beijar mulheres? – Minha mãe perguntou intrigada.
- Não. – Fiz careta. – Acho vou ser freira.
- Precisamos arrumar um casamento pra você. – Minha mãe respondeu.
- Prefiro a opção que ela deu. – Meu pai disse, mordendo a bochecha dela.
- Eca, vocês dois, vão para um quarto. – Eu disse atirando o travesseiro neles.
- Cuide desse braço. – Minha mãe advertiu.
- Nós estamos em um quarto. – Meu pai disse rindo e arrumando o travesseiro de volta onde estava.
- Matteo! – Ela chamou atenção com o rosto corado.
- Quando tua mãe tinha tua idade, ela não corava com tanta facilidade. – Ele riu e beijou minha testa. – Qualquer coisa nos chame, venho lhe dar o remédio mais tarde.
- Ok, boa noite pai.
- Boa noite filha. – Ele e minha mãe falaram juntos, em seguida ela beijou minha testa e me ajudou a deitar na cama. Saindo para resolverem alguns assuntos que não me diziam respeito.

Capítulo 3

Os dias que se passaram foram calmos e sem grandes emoções, me recuperei do tiro no braço, assim como Martin. Ele parecia feliz, pois havia sido seu primeiro ferimento mais grave, garotos são estranhos, mas quando vivemos em um submundo como o da máfia, o estranho se torna rotina. Tio Luca havia ido até Chicago e levado tia Aria consigo, por isso Anita passou os últimos dois dias em minha casa. Os garotos já tinham seu próprio apartamento e embora todos vivessem na casa um do outro, na ausência do Capo, eles seguindo ordens de meu pai, tomavam conta de tudo. Não que meu pai não tomasse conta sozinho, mas eles queriam manter os garotos por dentro de tudo que acontecia, queriam tornar Pietro o novo capo, Martin subchefe e Joseph consigliere da Família.
- Anita, se acalme, logo eles chegam e se sua mãe disse que você não foi a escolhida, não precisa ficar nervosa. – Ouvi minha mãe falar, enquanto Anita andava de um lado para o outro da sala.
- Confesso que também estou ansioso para falar com Luca, ele parecia preocupado. – Meu pai disse sentando ao meu lado.
- Vai ver o se afogou com o próprio veneno e não poderá mais casar. – Disse abraçando meu pai.
- Não duvido. – Meu pai riu e beijou minha testa.
- Pai o que você acha de Phillip? – Perguntei descaradamente, fazendo Anita ter uma crise de tosse, diante do susto.
- É um bom soldado.
- Você confia nele? – O encarei curiosa.
- Se não confiasse, não teria confiado sua segurança a ele. Posso saber o por quê desta pergunta? Você está interessada? Eu prometi considerar um casamento onde você pudesse escolher o noivo, ele não seria uma má escolha caso...
- Calma. – Eu o interrompi. – Uma amiga que gosto muito esta interessada nele. Não sou eu. – Sorri.
- Conheço essa amiga? – Perguntou desconfiado.
- Conhece, mas ainda não é o momento para lhe dizer o nome, e não me incomode com isso, ou eu peço para mamãe dormir comigo todas as noites no próximo mês. – Respondi levantado do sofá e ouvindo mamãe gargalhar, evitei olhar para Anita, pois tinha certeza que nosso olhar a entregaria.
- Nós não terminamos. – Ele disse levantado-se e indo em direção a porta, assim que tio Luca pediu autorização para que ela fosse aberta.
- Joseph está indo para sua nova casa, mas você não vai ficar sozinho com minha mãe tão cedo. – Sorri sentando ao lado de Anita, ansiosa para ouvir o que tio Luca tinha a dizer.

Assim que tio Luca e tia Aria entraram em nossa casa, o peso nos olhos dele me causaram medo, não podia imaginar o que havia acontecido, mas não era algo bom.

- Precisamos conversar. – Ele disse encarando meu pai.
- Vamos até meu escritório. – Foi tudo que meu pai disse, antes de sumir junto com tio Luca a caminho de seu escritório.

POV Matteo

Eu conhecia meu irmão mais do que ninguém e sabia que as coisas com a OutFit não estavam boas, ele precisava de alguém de confiança dentro do ciclo mais poderoso deles, para assim ter alguma vantagem em relação a tudo. Anita obviamente seria sua melhor opção, a garota era sua filha, era esperta e parecia muito com Aria, talvez com seu jeito doce conquistaria e teria algum poder sobre ele. Como Aria tinha com Luca, ou Gianna exercia com relação a mim.
- Eles prometeram uma nova guerra? O que eles querem? Ele tentaram te atacar? – Comecei a perguntar em disparado, estava ansioso, precisava saber o que estava acontecendo, para então conseguir ajudar a arquitetar algum plano de vingança ou proteção para nossos negócios.
- Eles não quiseram olhar a lista, Luca conseguiu infiltrar um cara dentro do Bratva, ele tem informações de possíveis próximos ataques, alguns deles atingem a OutFit, outros nos atingem, eles querem nos enfraquecer e precisamos juntar forças para que isso não aconteça.
- Nós já sabíamos desses ataques, por que você está com essa cara então, tem algo mais grave. Eles não querem mais uma aliança com casamento?
- Querem, mas eles querem uma garota em especial e essa garota não estava na lista.
- Quem é a garota? – Perguntei já sentindo o nome que viria a seguir.
- . – Luca disse sem rodeios, a garota era minha filha, a menina que prometi cuidar, pra quem prometi nunca obrigar a casar, ele sabia que eu seria contra e que por ela faria as maiores loucuras, mesmo que isso significasse o fim da família ou da OutFit, em uma briga interna, onde todos sairiam perdedores.
- Ela não vai. Aquele bastardo que arrume outra. – Falei com raiva.
- É isso ou estamos muito fodidos.
- Por causa de uma irmã da Gianna eu fui capaz de loucuras, acha que eu não lutaria uma guerra por ?
- Eu lutaria ao seu lado, mas creio que não existirão soldados suficientes para vitória. Preciso pensar na Família o quanto antes, precisamos arrumar algum casamento para , assim teremos a desculpa de que ela já estava prometida.
- Mas ela não tem um pretendente. Bom... Ela comentou sobre Phillip ainda pouco.
- Melhor chamá-la aqui, apenas ela. – Luca ordenou. - Não quero mais mulheres envolvidas com isso, Gianna provavelmente vai surtar.
- E eu não a obrigaria a concordar.
- Você precisa pensar na Cosa Nostra, é nosso destino que está em jogo. – Ele advertiu tentando não demonstrar emoções, o que era impossível conhecendo-o como o conheço.
- Vou chamá-la. – Disse indo em direção a sala. – Aria sabe? Perguntei antes de sair do escritório.
- Sim, pode pedir para que ela conte a Gianne e Anita, assim é algo a menos para lidarmos no momento. – Luca ordenou.
Minhas mão suavam, minha vontade era matar o desgraçado do Dante e seu bastardo, o filho da mãe poderia mexer com tantas pessoas, por que escolher justo a minha família? Ele sabia que eu não deixaria barato.
- , me acompanhe um momento, por favor. – Pedi encarando minha filha, era óbvio que elas estavam tentando tirar alguma palavra de Aria, mas minha cunhada só contaria quando fosse autorizada. – Pode contar para elas. – Falei e segui com para meu escritório, ela parecia tremer, provavelmente imaginando mil motivos para ser chamada. Embora pudesse apostar que em nenhum delas ela se imaginaria sendo prometida a .
- Sente-se. – Luca disse a encarando. Sentamos todos, queria poder ficar em pé, mas achei melhor sentar ao seu lado, estaria com ela em qualquer decisão sua.

Pov

- Eu vou matar aquele bastardo! – Falei com raiva assim que ouvi meu tio contar o que havia acontecido. Já não bastasse todos os nossos desentendimentos nos últimos anos, ele agora me queria em sua cama? Nem nos seus melhores sonhos.
- Calma. – Foi meu tio quem pediu, meu pai encarava tudo calado.
- Nós precisamos de alguém de confiança lá, não podemos permitir que alguma menina da Família conte algo sobre nós, embora poucas coisas são contadas dentro de casa, com exceção minha e de seu pai, que confiamos em nossos filhos. Óbvio que não quero lhe obrigar a casar, ainda mais com , ele nunca foi alguém bom.
– Você não será obrigada a casar. – Meu pai finalmente falou algo. – Eu mato aquele desgraçado, eu luto sozinho uma guerra, mas você não vai casar com aquele filho da puta.
- A Valentina é uma boa pessoa. – Falei com um sorriso no rosto.
- Que sorriso é esse? – Ele perguntou incrédulo.
- Tenho algumas perguntas. – Cruzei as pernas interessada no assunto.
- Pergunte-as. – Meu tio se interessou, posicionando-se melhor na cadeira que havia sentado.
- Caso eu não aceite esse casamento, ele não escolherá outra menina da Família? Ele começaria uma guerra contra nós?
- Eles querem parecer mais fortes, então entrariam em disputa de território, para assim tentar tomar o que é nosso, nos enfraquecendo e dando mais chances para os ataques da Bratva também.
- E existe alguma chance de nós ganharmos?
- Sinceramente, todos perderíamos. Nós mataríamos uns aos outros, e tornaríamos nossos exércitos mais fracos, dando mais chances aos Russos em disputa de poder e território.
- Então uma guerra poderia ser o fim da OutFit e da Família? – Perguntei calmamente.
- Sim. – Meu pai falou.
- Mas Dante está disposto a arriscar tudo isso por um capricho de ?
- Está, ele será o próximo Capo em breve e tem acordo com grupos menores, acordo esse que conseguiu sem a ajuda do pai, quando apelidaram de de The Ruthles, não foi pro mera casualidade.
- E por que vocês não tomaram isso antes deles? – Perguntei incrédula, como eles conseguiam deixar a OutFit tomar mais poder que eles?
- Estávamos ocupados revidando os Russos, nosso giro estava maior e assim, eles mantinham a atenção em nós, enquanto a Outfit agia por baixo dos planos. – Meu pai respondeu.
- Aqueles desgraçados. – Falei com raiva.
- Nós vamos achar uma saída, não é algo que eu tenha que me preocupar.
- Meu irmão, meus primos e as pessoas que eu mais amo fazem parte da Família, você acha mesmo que eu não me preocuparia? Eu posso não demonstrar ter um coração ás vezes, mas me preocupo e sei me defender. Vou fazer aquele desgraçado pagar por isso. Podem falar que eu aceito o casamento.
- Você aceita? – Os dois falaram juntos, sem acreditar no que eu havia dito.
- Sim, eu aceito, mas com uma condição. – Sorri já planejando minha vingança.
- Qual? – Meu pai perguntou, já se divertindo com o que estava por vir.


Capítulo 4


- Quero um namoro considerado normal, fora do nosso mundo. Quero vê-lo pelo menos duas vezes ao mês, por um ano, antes do nosso casamento. E quero concluir minha faculdade, mesmo estando casada com ele. A data já pode ser marcada, mas deve ser daqui um ano, e se o bastardo não cumprir com sua parte no acordo, de passar pelo menos um dia a cada duas semanas comigo, o casamento será cancelado, por não cumprimento do acordo, por parte deles.
- Se o casamento não for cumprindo, por culpa deles, quem pode declarar uma guerra sou eu, não os dois. – Tio Luca disse.
- Pela honra desse contrato, caso ele não cumpra sua parte do acordo, eu quero uma das cidades para mim. – Sorri convencida.
- Uma das cidades que conquistou? – Meu pai sorriu convencido. – Essa é minha filha!
- Essa é sua filha! – Meu tio riu do entusiasmo dele. Verei o que posso fazer. – Ele levantou. Por hora, melhor acalmar as mulheres, elas não devem estar muito contentes.
- Acredito que se vocês saírem dessa sala e não tiverem uma garganta cortada por minha mãe, podem considerar ser um dia de sorte. – Eu sorri e levantei, pensando no quão seria bom me vingar dos últimos encontros com .

- Calma, está tudo bem. – Falei assim que minha mãe me abraçou.
- Você disse não, eu te apoio na sua decisão e tenho certeza que seu pai também. – Ela respondeu fuzilando meu pai com o olhar.
- Eu aceitei a proposta.
- Você o que? Mas você odeia ele desde que... – Alice ia falando, então perdeu a voz.
- Desde que? – Meu pai interrompeu.
- Desde que o conheci, ele parecia arrogante, temi por Anita, quando falaram que ela poderia ser a escolhida, mas eu não tenho medo dele, eu não sou frágil e seu usar uma faca. – Falei tentando parecer verdadeira.
- Eu não sou frágil. – Anita disse ficando em pé.
- Ok. – Eu sorri e a abracei. – Desculpe se te ofendi.
- Você não ofendeu, você tem razão, quando estou com você ou os garotos fico segura, mas não gosto de me imaginar sozinha com aquele cara, eu quero me casar por amor. – Ela falou corando em seguida, ao perceber que todos prestavam atenção em suas palavras.
- E você vai. – Tia Aria disse abraçando a filha.
- Também gostaria de casar por amor, mas não ache que eu tenha um coração capaz disso. – Eu ri.
- Precisamos ir. – Meu tio interrompeu-nos. – Aria precisa descansar. Chamarei Pietro para uma reunião e assim que ele chegar, quero você em meu escritório. – Se dirigiu ao meu pai que concordou com a cabeça e assistiu o irmão sair de nossa casa, acompanhado de sua família.
- O que você está aprontando, eu te conheço , sei muito bem quando você está calma demais, e isso não é um bom sinal. – Minha mãe disse me puxando para o quarto.
- Eu não vou me casar com aquele bastardo, ele vai provar do próprio veneno.
- Pelo amor de Deus, nós não estamos em tempo de provocar uma guerra com a OutFit, e eu já vi uma história parecida com essa uma vez... – Ela respondeu, provavelmente lembrando da própria história.
- Ele vai desistir do casamento. Só isso. – Sorri convencida.
- Só não crie uma guerra, ou eu terei que aprender a usar armas. – Ela sorriu beijando minha testa e indo para seu quarto.
- Boa noite mãe.
- Boa noite meu anjo.

Os dias passaram mais rápidos do que eu esperava, tivemos que nos preparar para visitar Chigago, iríamos apenas eu, meus pais, meus tios e Anita. Os meninos estavam ansiosos, eles ficariam a frente dos negócios da organização, Pietro, sempre parecido com meu tio, já agia como um capo, mas protetores, tanto meu pai, como Tio Luca se mostravam um pouco preocupados com isso.
estava completando 21 anos e essa seria a primeira vez que o veria depois do arranjo, estava ansiosa, para chutar suas bolas, mas não podia negar que estava ansiosa para rever aquele idiota.
Anita sentou ao meu lado durante o vôo, mamãe e papai estava a nossa frente e meus tios ao nosso lado. Encarei a janela e me perguntei se esse caminho se tornaria rotina pra mim. Cansada depois de uma noite sem conseguir dormir, acabei cochilando e lembrando de um dia no passado.

Flashback Onn
Cerca de 3 anos antes
- Tenho algo seu comigo. – Ele falou em meu ouvido, estando atrás de mim.
- Eu sei, pode ficar com ela, tenho outras. – Falei sem o encarar.
- Vejo que nem o clima de amor em um casamento faz você sorrir. – Zombou.
- Como se fosse preciso existir amor para um casamento acontecer. – Respondi o encarando, assim que ele se posicionou ao meu lado.
- Onde está Anita? Vejo que ela cresceu um pouco. – Fingiu procurar algo.
- Está com seu pai, o Capo de Cosa Nostra. – Sorri irônica.
- Será que ela já aprendeu a beijar? – Perguntou com sorriso idiota no rosto.
- Pergunte aos seus irmãos, eles já estão chegando aqui. – O encarei.
- . – Pietro disse o encarando.
- Pietro, como vai? – Ele estendeu a mão.
- Bem. – Disse frio. Assim como , Pietro já era um made men e havia mudado sua postura diante de todos.
- Fiquem a vontade, tenho negócios a tratar. – disse e me deixou sozinha com Pietro.
- O que ele queria?
- Contar seus feitos como futuro novo capo.
- Só de pensar que terei que tratar com ele novos acordos no futuro, sinto repulsa.
- Vocês pareciam amigos antigamente.
- Isso era quando não tinhas interesses, quando nos tornamos um made man, as coisas mudam bastante.
- Você mudou. – Encarei meu primo.
- Com quase todos. – Ele disse e se aproximou de mim, mas então lembramos que estávamos na festa de casamento de meu tio e ele como futuro Capo não poderia demonstrar qualquer afeto por alguém.
Nosso tio estava casando novamente, após anos de união, ele como todos os homens da máfia, não costumava demonstrar qualquer sentimento por sua mulher, e não sabia até qual ponto realmente sentiu sua morte, visto que um mês depois já estava casando novamente. Mamãe explicou que ele precisava de uma nova esposa, pois sua primeira mulher havia morrido no parte, deixando com ele uma criança de 6 anos e um bebê recém nascido, por isso tanta rapidez no novo arranjo, ele queria mais uma babá para seus filhos, do que uma esposa.
Pelos que ela e tia Aria contavam, ele era um bom me antes de ser iniciado, elas pareciam amá-lo de qualquer forma e entendia esse sentimento, amava Joseph mesmo sabendo que a cada dia ele se tornava mais frio e calculista, nunca me importei com as coisas que ele fazia, na verdade sempre gostei de tudo isso e sonhava em participar algum dia. Tinha o sangue Vitiello correndo em minhas veias e nunca negaria minha origem.

Assim que meu tio e sua nova esposa foram para o quarto, fomos impedidas de ficar na festa, minha mãe levou-nos para um hotel, os meninos seguiram na festa bebendo e querendo ver o tal lençol. Essa era uma tradição da Família, que aos poucos conquistou adeptos na Outfit, tradição da qual eu nunca me orgulharia.
Eu, Anita, Pérola e Madalena ficamos no mesmo quarto, aquele hotel pertencia aos , mas estávamos em paz nos últimos tempos e meu tio fez questão de aceitar o convite de Dante. Sabia que meus pais ainda estavam na festa e chegariam tarde, nosso segurança dormia em seu posto, se alguém o visse assim certamente pagaria caro por aquilo. Decidi sair do quarto e ver como era o hotel, parecia ter um belo jardim, minhas primas dormiam e eu não sentia sono.
Eram cerca de três horas da mãe e na teoria não poderia encontrar ninguém ali, mas havia alguém fumando sentando em um dos bancos do enorme jardim do hotel. Pensei em voltar para o quarto, mas logo o vi virando em minha direção.
- Mocinhas não devem andar por ai sozinhas, ainda mais quando não estão em seu território. – Ele disse divertido se aproximando.
- Que nojo, você está com cheiro de cigarro. – Falei vendo a fumaça sair de sua boca.
- Não é cigarro, é maconha. – Ele zombou e me ofereceu.
- Não gosto disso. – Falei com novo e sentei ao seu lado.
- Ok, serei um bom homem, não há ninguém olhando? – Ele fingiu estar preocupado e olhou para os lados, em seguida apagou o cigarro de maconha e me encarou.
- O que faz aqui? – Perguntamos juntos.
- Você primeiro. – disse.
- Perguntamos juntos e eu sou uma dama, logo primeiro você. – Respondi.
- Não seria correto, primeiro as damas? – Levantou a sobrancelha me encarando.
- O correto é, primeiro a vontade das damas. – Pisquei pra ele.
- Vim me certificar que estava tudo bem no hotel.
- Hum, está tudo bem, pode ir embora.
- Quer mandar em mim, no meu próprio território? – Ele zombou.
- Quem sabe? – Sorri irônica.
- Garota, se você não tivesse apenas 14 anos...
- Olha, sabe a minha idade.
- Sei bastante coisa sobre você.
- Não deveria, pensei que estava ocupado, conseguindo novos territórios para OutFit.
- E estou, mas entre minhas ocupações está conhecer todos os pontos do inimigo.
- Meu pai não é um inimigo.
- Estamos sempre em guerra, hoje existe paz, amanhã ninguém sabe.
- Tentei algo contra a Família que você conhecerá a morta. – Falei com raiva.
- Imagino que vindo de suas mãos. – Ele se aproximou.
- Quem sabe? – Levantei o encarando.
- Gostaria de descobrir. – Ele segurou minhas mãos e se aproximou colando nossas bocas. Me desvencilhei dele e lhe dei um tapa em seu rosto, o pegando de surpresa, mas vendo-o sorrir em seguida.
- Nunca mais faça isso! – Respondi com raiva.
- Não me diga que foi seu primeiro... – Ele debochou.
- Você estaria morto agora, se tivesse estragado meu primeiro beijo. Pra sua sorte não foi. – Menti, o vendo desmanchar o sorriso e segui para o quarto, sem olhar para trás.

Flashback off


- ? Nós estamos chegando. – Anita me acordou, sempre doce.
- Oi, eu, ok. – Falei um pouco desorientada.
- Você está bem? Parecia sonhar com algo ruim. – Ela disse ainda me encarando.
- Sim, não é nada demais. – A tranqüilizei.

- Ficaremos em um hotel? – Perguntei para mamãe, assim que descemos do avião.
- Sim, em um dos hotéis de Dante. Phillip e Demetrius nossos seguranças, nos ajudavam com as malas, enquanto meu pai e tio já dirigiam-se até casa de Dante, para tratar de negócios.
A festa de aniversário seria durante a noite, ainda era começa da tarde, então teríamos um bom tempo antes do encontro com .
Combinamos de ir até a casa de meu tio, para que tia Aria e minha mãe o encontrasse longe das formalidades. Foi Ivy quem nos recebeu, ela parecia feliz, Dilan e Dimitri corriam pela casa e a chamavam de mãe, não pude deixar de notar a felicidade no rosto de minha mãe.
- Bom ver vocês. – Tio Fabi disse assim que nos encontrou na sala. - Soube do arranjo e quero que saiba que você não ficara sozinha em Chicago, estarei aqui para qualquer coisa. – Ele disse beijando minha testa.
- O que você pode me dizer dele? – Foi minha mãe quem perguntou, causando um certo desconforto em tia Aria e fazendo Anita sorrir.
- Que o apelido condiz com a pessoa.
- Qual apelido? – Anita perguntou curiosa.
- Anita! – Minha tia advertiu.
- Estamos em família Aria, não precisamos manter aparências estando apenas nós aqui. – Tio Fabi respondeu.
- The Ruthless. – Respondi.
- Você sabe. – Ele disse sentando na cadeira.
- Quero saber mais sobre ele.
- Tal qual o apelido, é impiedoso, sem compaixão, como todos devemos ser. Contudo ele não parece temer nada nem ninguém. Invade bases menores, tem um exercito dentro da OutFit que é capaz de morrer por ele, tem seus próprios homens de confiança e dificuldades em aceitar as ordens do Capo. Acredito que se não fosse o capo seu pai, ele já o teria matada a algum tempo. Provoca chacinas e não se importa com as mortes. É um líder capaz de conquistar muito, mas que não sabe medir conseqüências. Não é ele que quer casar e sim Dante que tem alguma esperança em fazê-lo melhor com um casamento. Dizem que os homens mudam após terem uma família, como um dos principais consiglieres de Dante, posso afirmar com toda certeza que o que ele quer, é que o filho pense mais nas conseqüências de seus atos, diante de tudo.
- Não quero esse arranjo. – Minha mãe disse me encarando.
- Eu não tenho medo dele. – Respondi.
- é uma mulher forte e sabe se impor. é esperto, ele não a machucaria, sabendo que isso provocaria uma guerra com a Família. Ele tem planos maiores, não sei quais são, mas ele ama o poder e não iria colocá-lo em risco. A minha única dúvida foi o motivo de sua escolha, visto que todos esperávamos que ele escolhesse Anita.
- Ele justificou que gostaria de casar em breve, e com Anita deveria esperar pelo menos um ano. – Tia Aria respondeu.
- Mas pediu um noivado de pelo menos um ano e ele concordou. – Anita sorriu. – Talvez ele goste de .
- é o tio de cara que só gosta de poder, nada mais. Mas o fato de saber manusear uma arma e lutar como um garoto, correu por todos os cantos depois do último incidente com os Russos, isso certamente chamou sua atenção.
- Vocês ficaram sabendo daquilo? – Anita parecia atônica com a notícia.
- Eles sempre sabem. – Respondi óbvia.
- Nós sempre sabemos. – Meu tio concordou sorrindo. – Você um dia vai entender melhor tudo isso.
Ainda estava tentando assimilar tudo que havia sido dito aquela tarde, enquanto me arrumava no quarto que estava hospedada. Não conseguia acreditar que o fato de gostar de armas poderia ter atraído , sempre me orgulhei de lutar, mas para livrar-me dele, pensei que seria melhor nunca ter aprendido.
Anita estava no quarto em frente ao meu, também se arrumando para a tal festa, ouvi duas batidas na porta e sorri pensando que ela poderia me ajudar com a maquiagem.
- Finalmente, você me ajuda a... – Ia falando até perder o som da voz, assim que vi a figura forte em minha porta. Era .
- Imaginei que minha querida futura noiva estivesse com saudades e então resolvi passar antes para buscar meu presente. – Ele sorriu e entrou em meu quarto, sem ser convidado.
- Qual presente? Você não deveria entrar em meu quarto, ainda mais sozinho.
- Não tenho culpa se os guarda-costas estão ocupados, guardando o pau em duas prostitutas da OutFit. Meu coração doeu, não conseguia acreditar que Phillip estava com alguma prostituta, enquanto Anita se apaixonava por ele.
- Você não fez isso... – O encarei e fechei a porta.
- Ó querida, eu posso fazer coisas piores para ficar alguns minutos perto de você. Se quiser mais demonstrações de afeto... – Ele se aproximava.
- Não, obrigada. Diga o que quer aqui e vá embora. – Respondi com raiva.
- Você. – Ele encarou meu corpo.
- Diga algo que pode ter. – Queria esganar ele, não me importava de lutar uma guerra, se tivesse a visão dele comendo o próprio pau.
- Resposta anterior. – Ele sorriu e se aproximou mais, me fazendo dar alguns passos pra trás.
- Vamos lá, é meu aniversário. Quero um presente que só você pode dar.
- Você é nojento! Sai de perto! – Falei com raiva.
- Você não sente nojo, você sente desejo. – Ele falou convencido.
- Meu único desejo em relação a você, é vê-lo comendo o que tem no meio das pernas.
- Olha, esse desejo é algo que dividimos um pouco, também gostaria de vê-lo em uma boca, mas na sua boca invés da minha. – Ele falou segurando seu pau, por cima das calças.
- Que nojo, seu escroto! – Eu levantei a mão para bater em seu rosto, mas dessa vez ele segurou.
- Você já fez isso uma vez, e digamos que eu não tenha gostado muito, ficou a marca por alguns dias. – Ele debochou.
- Não é nada perto do que eu posso fazer. – Rosnei com raiva.
- Tenho certeza que sim. Gosto de mulheres fortes. – Ele segurou meus braços e senti meu corpo batendo contra parede. Ao aproximar seu rosto do meu, senti minhas pernas fraquejarem. Ele era lindo, seu olhar sombrio, junto de um sorriso misterioso o tornavam uma incógnita para mim. O que levou Dante a pensar que uma esposa traria ao seu filho algo de bom? Ele me mataria se preciso fosse e jamais se importaria em entrar em guerra com a Família. Ele gostava de sangue.
- Eu odeio você. – Respondi com raiva, tentando me soltar.
- Você é mais forte do que eu pensava. – Ele riu prensando seu corpo contra o meu, minhas pernas estavam apertas, de modo que não pudesse chutá-lo, podia sentir algo duro tocando meu centro e sabia exatamente o que era. Por um momento senti minha região intima ansiar mais por seu toque. Então tentando lutar contra o sentimento de desejo que havia em mim, me deixei dominar por um momento. Sai do transe quando notei a boca de próxima a minha.
- Esse é meu melhor presente, ver você implorando por um toque meu, e é só o começo. – Ele disse sorrindo e me soltou, saindo do quarto em seguida.


Capítulo 5


Era óbvio que eu estava ansiosa, queria poder me vingar do que havia acontecido mais cedo. Queria falar com Anita sobre Phillip, queria socar Phillip por ter saído de seu posto para comer uma qualquer e deixado entrar em meu quarto. Queria o beijo não dado que o filho da puta negou.
- Oi querido. – Respondi assim que seus lábios tocaram minha bochecha.
- Finalmente minha convidada especial chegou. – Ele sorriu e em seguida esticou a mão para meu pai. As normas diziam que ele deveria ter primeiro cumprimentado meus pais, mas ele nunca seguiu norma alguma.
- Gianna. – Valentina sorriu logo atrás do filho.
- Val! Bom revê-la. – Mamãe falou se aproximando.
- Dante. – Meu pai respondeu.
- Matteo. – Dante o cumprimentou formalmente.
- É uma bela me. – Dante disse me encarando.
- Obrigada. – Senti minha voz tremer. Ele era o capo da OutFit, nunca imaginei fazer parte de sua família, teria que me acostumar com sua presença, embora Valentina amasse o marido, ele não me parecia uma boa pessoa.
- Ela é, uma jóia da qual me orgulho e preso muito. – Meu pai respondeu encarando .
- Tenho certeza que sim, encantadora. – respondeu. – Se me permitem gostaria de apresentar a festa para . – Ele me estendeu o braço.
- Talvez Anita queira ir com vocês. – Tio Luca respondeu em seguida, eles haviam chegado um pouco antes de nós, mas estavam por perto. Anita o repreendeu com o olhar, ela tinha pânico de , principalmente após ouvir algumas de suas histórias.
- Está tudo bem, também gostaria que me apresentasse a festa. – Respondi, queria gargalhar ao ver o espanto na cara de Dante e tio Luca, o único que não parecia surpreso com minha reação foi meu pai.

- Eu queria gargalhar com a careta que meu pai fez. Você o surpreendeu, parabéns. – disse quando nos afastamos.
- Só concordei, porque não poderia negar e Anita tem medo de ficar próxima a você.
- Eu sei que estava ansiosa para ficar bem perto de mim.
- Nossa, principalmente para sentir seu cheiro, parece com... Carne podre? – Revirei os olhos falando.
- A não ser que carne podre tenha um perfume bem agradável... – Ele aproximou seu pescoço do meu rosto. Seu cheiro era bom, sentia vontade de tocá-lo.
- Estamos em uma festa, se comporte.
- Mal posso esperar para estarmos em um quarto. – Falou beijando minha testa. Não respondi nada, apenas o encarei com desprezo.
- Um dia esse desprezo – sorriu irônico – vai virar desejo. – Disse e voltou a andar, me exibindo como um troféu para os presentes.

Meus pés já estavam doendo, nunca fui fã de saltos, mas a ocasião pedia, queria poder revidar e ir de tênis, contudo achei melhor não arriscar.
Dante estava na ponta da mesa, a sua direita e Valentina a sua esquerda. Ao lado de Valentina sentou meu tio Luca, e tive que sentar ao lado de , com meus pais seguindo a ordem da fileira de cadeiras. Assim que todos se acomodaram, tocou a taça de vinho, chamando a atenção dos presentes.
- Fico feliz em ter a presença de minha futura noiva conosco hoje, poderia agradecer pelas felicitações e dizer que aguardo ansiosamente os novos apelidos e saudações, não por algo simples como um aniversário, mas por conquistas maiores, como novas terras. – Ele sorriu e senti o olhar de provação de Dante. – Contudo, agradecer não faz parte do meu vocabulário e o que eu posso lhes dizer é que estejam todos servidos. – Sorriu maligno e voltou a sentar-se ao meu lado.
- Você poderia... – Dante falou baixo, mas consegui escutá-lo.
- Não seria divertido ficar quieto, mas prometo me comportar. Tenho uma dama ao meu lado. – Ele sorriu maligno.
- Me sinto honrada. – Respondi cravando as unhas em sua mão, assim que elas tocaram minha coxa.
- Arisca. – Ele cochichou, tomando um pouco do vinho que havia sido servido.
Não respondi, apenas sorri irônica e provei a comida, que realmente era maravilhosa.
Após o jantar, os homens falavam de negócios, como qualquer comemoração dentro da máfia, e as mulheres discutiam coisas fúteis que não me diziam respeito. Anita encarava Phillip de um jeito diferente, a puxei para um canto e sem rodeios perguntei.
- O que aconteceu entre vocês? Eu conheço teu olhar. – Cochichei.
- Nada, não aconteceu nada. – Ela respondeu com voz tremula, mentindo.
- Algum problema? – Ouvi Phillip perguntar.
- Eu quem lhes pergunto, o que aconteceu entre os dois? Conheço esses olhares.
- Nada senhorita. – Ele gaguejou.
- Por Deus Phillip, eu não sou cega. – Ri da cara que os dois fizeram.
- Me deixa falar com ela. – Anita pediu e Phillip mesmo com receio, caminhou ficando um pouco distante de nós duas.
- Melhor irmos até o jardim. – Sugeri e a puxei comigo.
- Aqui está mais seguro. – Ela sorriu nervosa. – Bem, Phillip aproveitou um momento de distração de Demetrius e foi até meu quarto, nós nos beijamos. – Ela sorriu corada.
- Que horas isso aconteceu?
- Um pouco antes de virmos para festa, por quê? Alguém viu algo?
- Aquele desgraçado! – Falei com raiva.
- Como é bom ver o amor vindo de sua boca. – invadiu nosso campo de visão, segurei a mão de Anita que tremia ao meu lado. – Respondendo sua pergunta, pequena Anita, sim, alguém viu algo. Eu vi. – Ele sorriu perverso.
- Você, mas... Por favor, não conte... – Anita tentava formular alguma frase.
- Ele não vai contar. – Disse por fim.
- Ou? – Ele sorriu e se aproximou mais.
- Ou não poderá entrar em meu quarto essa noite. – Respondi encarando uma Anita perplexa e mais surpreso ainda.
- Realmente, eu não vou contar. – disse se recuperando da surpresa. – Se me dão licença, creio que ainda tenham muito a conversar.
- Toda. – Falei e encarei Anita, que só sabia tremer.
- Você vai deixar ele entrar em seu quarto? – Ela perguntou atônica.
- Ele já entrou uma vez, eu sei me defender. – Respondi.
- Você o que? – Ela falou um pouco alto.
- Shiu, ninguém pode saber.
- Desculpa, mas como? Você não me disse nada.
- Foi pouco antes de vir pra festa, Phillip provavelmente estava em seu quarto e ele aproveitou a distração.
- Ele é maluco, não o deixe entrar.
- Os seguranças vão estar no corredor, ele não vai se arriscar.
- Pedi para Phillip ir para meu quarto quando chegasse lá. – Ela sorriu.
- Anita, o que vocês fizeram?
- Nada demais, ele só me beijou, mas gosto de estar com ele, vou falar com papai sobre nosso casamento, sei que ele é apenas um soldado, mas gostaria tanto de...
- Vou pedir para ele ficar em minha vigia, assim seu pai não desconfiará que estão juntos, ou pelo menos vai ser menos arriscado. Posso conversar com Pietro...
- O Pietro pode ficar brabo.
- Eu me entendo com ele.
- Ele sempre gostou mais de você. – Ela fez bico.
- Ele é seu irmão, deve te proteger como Joseph me protege, mas nós crescemos juntos, e nós temos gostos parecidos.
- Pensei que vocês ficariam juntos. – Ela confessou.
- Nunca, Pietro é um irmão pra mim.
- Você gosta do ? – Perguntou mudando de assunto.

Pov

- Eu o odeio, e o farei desistir desse casamento. – respondeu para prima.
Enquanto meu pai amava agir como antigamente, eu amava a tecnologia, por culpa dela consegui descobrir grandes segredos, nunca me imaginei usando uma escuta para espionar conversas alheias e me sentia uma velha futriqueira, mas a conversa me dizia respeito, parecia dividir todos os seus segredos com Anita, e eu poderia usar isso ao meu favor.
Ficou óbvio minha surpresa ao ouvir falar sobre uma visita ao seu quarto, não esperava encontrá-la novamente, antes de ir até Nova York oficializar meu noivado com ela, contudo ela me fez ter idéias que só de imaginar, senti meu pau doer em excitação. O que não sonhava é que eu havia lhe reservado um quarto em meu hotel, cujo acesso poderia ser feito pelo quarto ao lado, não precisando entrar no corredor onde os seguranças montavam guarda. Havia uma falsa parede, entre o quarto que eu estava e o de , e eu mal podia esperar para lhe dar um presente durante a noite.
passou o resto da noite junto de Anita, por Deus, as duas eram lindas, mas como meu pai conseguiu me imaginar casado com a mais nova? A me tremia ao ouvir meu nome, não me admiraria que uma boneca inflável fosse mais sexy que ela deitada em minha cama. Além de tudo estava apaixonada. Mulheres tem o dom de estragar tudo em sua vida sonhando com o príncipe encantado.
não parecia sonhar com um príncipe, pelo menos esse sonho eu não roubaria dela, pois ela estava se casando com um demônio, sempre quis uma mulher forte ao meu lado, que não tema o inimigo, mas que queira o meu toque, que agüente uma foda forte, e me faça relaxar da rotina massacrante do dia-a-dia.

- Podemos conversar um minuto? – Matteo se aproximou, enquanto estava absorto em meus pensamentos.
- Sim, gostaria de ir até o escritório? – Perguntei já indicando o caminho, meu pai estava observando tudo, fiz sinal para que me deixasse sozinho com Matteo, meu futuro sogro e o mesmo, sem demonstrar nada, acatou meu pedido.
- Então... – Falei sentando e indicando o lugar para Matteo.
- Você deve saber quem eu sou, e da fama que tenho. – Ele disse com um pouco de raiva. – Assim como sei da sua fama.
- Acredito que sim.
- Gostaria de saber se existe alguma razão especial para ter pedido por minha filha.
- Ela é uma garota interessante. – Disse sem esboçar sentimentos, era óbvia sua preocupação com , algo que não é comum em nosso meio, afinal mulheres não são tratadas como algo de valor importante, porém Matteo pareceu amar a filha, assim como meu pai sempre demonstrou amar Anna.
- Sim, bastante. E gostaria de deixar claro que não me importo em começar uma guerra por ela.
- Pode ter certeza que compartilhamos da mesma opinião então.
- não é como as garotas que está acostumado, ela não vai abaixar a cabeça ou receber ordens e se eu souber que você a feriu, desfaço o noivado, a levo de volta mesmo estando casada, e não lhe deixarei tocar em minha filha mais, não me importando com as conseqüências.
- Levarei seu recado em consideração. – Falei ironicamente, não poderia me mostrar abalado por ameaças dele, Matteo não veio até mim como um consigliere, ele veio falar como pai de , e usou de sua posição para tentar me convencer de desistir do noivado, uma dúvida ficou em minha cabeça, o que realmente pensava disso tudo?
- O aviso está dado. – Ele disse e levantou, saindo do escritório e me deixando sozinho com pensamentos e dúvidas.

Xx

Não via a hora daquela festa acabar, percebi que parecia cansada, queria tê-la acordada e disposta essa noite, pois com toda certeza cobraria pelo que me prometeu mais cedo. Me despedi de algumas pessoas, entre elas minha mãe, única pessoa que eu respeitava sem questionar, pois nem meu pai conseguia esse feito. havia saído a pouco acompanhada de sua família, decidi ir até o hotel e por meu plano em ação.
Verifiquei no corredor e os dois seguranças andavam cuidando as portas. Fiz um aceno com a cabeça e segui até o quarto ao lado de . Não a deixaria em qualquer quarto, queria ter acesso a ela, caso precisasse e então escolhi a dedo todos os quartos que os Vittiello ficariam.
Assim que entrei no quarto, fechei a porta e fui até uma falsa parede. Abri um pequeno cofre, tirando de lá outro controle, que após digitar outra senha, abri uma entrada para o quarto ao lado. Era chegada a melhor hora da noite, finalmente ganharia um presente de aniversário digno.




Capítulo 6



Anita pediu para Phillip ficar de plantão em frente ao meu quarto, confesso que existia uma certa ansiedade de minha parte, para saber o que faria para conseguir me visitar durante a noite. Com dois seguranças em vigia constante, não seria fácil. Tomei um banho na tentativa de relaxar e esquecer um pouco a noite agitada que tive, me enrolei na toalha e fui até minha mala, na dúvida do que vestir. Pensei se seria melhor vestir alguma roupa, ao invés do pijama que havia trazido, senti raiva de me preocupar com algo tão bobo, era apenas , eu o odiava e não deveria me importar com ele.
Ouvi um barulho estranho vindo da parede, ela pareceu se mover. Arregalei os olhos e segurei com força a toalha que estava em meu corpo, pegando em seguida uma faca que carregava comigo. A parede voltou a se mover, primeiro para trás, depois fazendo surgir uma porta que ligava ao quarto ao lado. Logo pude ver a figura de , sorrindo divertido.
- Você, como... – Me senti tola, aquele quarto poderia ter até mesmo câmeras escondidas, pertencia a família dele, todo cuidado seria pouco estando ali. Nunca pensei que chegaria a tal nível, mas de sempre se pode esperar o pior.
- Vejo que sentiu saudades. – Sorriu entrando em meu quarto.
- Geralmente pessoas educadas batem na porta antes de entrar. – Disse dando um passo atrás.
- Pessoas educadas não recebem seus convidados vestindo uma toalha. – Ele sorriu irônico. – Fico feliz em não sermos educados. – Sentou na cama me observando.
- O que leva você a crer que eu gostaria de receber alguma visita hoje.
- Seus olhos que demonstraram ansiedade em me ver novamente. – Levantou se aproximando. – A sós. – Mordeu meu lábio inferior, me deixando sem reação.
- Você é um idiota. – O empurrei.
- Quanto mais difícil você se tornar, mais vou lhe querer. – Ele respondeu cruzando os braços e me encarando.
- O que quer afinal?
- Preciso responder? – Falou olhando meu corpo, fixando o olhar em minhas partes intimas.
- Nem no pior pesadelo. – Respondi com raiva. – Com licença, preciso me vestir! – Disse pegando uma muda qualquer e indo em direção ao banheiro.
- Não me importo de conversarmos com você assim... – Ele segurou meu braço e prensou o corpo contra o meu.
- Mas eu sim. – Lhe dei uma cotovelada na barriga.
- Amo suas demonstrações de afeto. – Soltou meu braço e pegou uma faca que estava perto da mala. – Belo brinquedo. – O ouvi dizer antes de entrar no banheiro e trancar a porta.
Não demorei mais de alguns poucos minutos, óbvio que meu fôlego ainda não estava recuperado, ele tinha um poder em relação meu corpo que de fato eu nunca esperaria. Não depois de tudo.

Flashback Onn

2 anos antes

- Você nunca me pareceu uma nerd, contudo é bom lhe ver aqui. – falou se aproximando. Nosso grupo teve o trabalho aprovado e apresentaria em uma das maiores feiras do país, que acontecia todos os anos em Chicago, era meu último ano na escola e estava bem animada para ir, não foi fácil convencer meu pai, mas nada que Dona Gianna não conseguisse fazer com maestria.
- Não é preciso ser uma nerd para ser inteligente. – Respondi lhe cumprimentando com um aperto de mãos.
- Você está sozinha em Chicago? Tem noção do quão perigoso isso pode ser.
- Meu segurança esta por perto.
- Mesmo assim, como seu pai permitiu?
- Acredito que tenhamos um acordo de paz com a Outfit, que me permite vir a Chicago sem ter que me preocupar com um ataque desses bastardos.
- Vejo que não mudou muito desde a última vez. – Respondeu irônico.
- Melhor não querer descobrir, sabe como é, uma faca pode acidentalmente cortar uma veia importante.
- Gosto de correr riscos. – Ele respondeu e sorriu galante para uma amiga que se aproximava.
- Olá. – Katy sorriu oferecida, detestava aquela garota e só estava em nosso grupo, porque subornou o professor, sabia que aquele era o melhor e precisava de boas notas, durante todo o colegial vivíamos em guerra, era uma falsa dissimulada, que gostava de estragar qualquer relacionamento de amor ou amizade que estavam em minha volta. – Por que não me apresenta seu amigo, ?
- Porque ele não é meu amigo. – Respondi com raiva.
- Estava convidando para uma festa em meu apartamento hoje a noite, mas ela me disse ter um compromisso.
- Ah sim, nós vamos na confraternização das turmas, e após isso a mocinha aqui deve ir pra cama cedo, mas... Eu não tenho planos pra mais tarde. – Ela sorriu.
- Então esteja convidada. – Ele respondeu colocando a mão em seu ombro. Não fiquei para ouvir o resto da conversa, logo voltei ao meu estande.

A confraternização parecia como um baile de final de ano das escolas, recebemos nosso prêmio como melhor trabalho de sustentabilidade e voltamos a mesa que nos pertencia. Ao voltar para mesa, bufei vendo sentar na cadeira ao lado a minha. Estava conversando com alguns dos meninos, me contaram que é sua primeira vez em Chicago e os convidei para festa em minha boate.
- Não seria no seu apartamento? – Perguntei irritada.
- Mudei o local da festa, acredito que os convidados mereçam. – Falou sem me encarar.
- Problema deles, eu vou para o hotel.
- Deixa de ser criança e se divirta, você está longe das ordens hoje.
- Eu não estou longe das ordens, estou longe de casa, e isso não significa que trairei a confiança de meu pai, indo em uma festa, principalmente a alguma boate ou clube pertencente a OutFit. Tenho outros para ir e muito melhores que qualquer um de Chicago, em Nova York.
- Por que não me deixa ao menos mostrar um de nossos clubes?
- Porque você quer tanto ficar próximo? Já não basta a última vez?
- Como eu disse, sempre bom estar perto de alguém que se preocupa tanto com nossa integridade. Gostaria de lhe devolver seu último gesto de carinho para comigo.
- Vai querer me matar com meus colegas assistindo?
- Transar seria mais excitante.
- Você é nojento.
- Será que você acha mesmo isso? – Ele colocou a mão em cima da minha coxa, cravei as unhas em sua o ouvindo gargalhar.
- Já disse que quanto pior, mais eu me apaixono.
- Terá dois trabalhos. Se apaixonar e esquecer a paixão. – Respondi com raiva e levantei indo em direção ao banheiro.

- Vamos , vai ser divertido. – Katy falava, praticamente atirada no colo de , que observava tudo calado. Ele não parecia como alguém da máfia, tinha bastante facilidade em se entrosar entre desconhecidos e fingir amizades.
- Eu não pretendo ir. – Respondi e voltei a sentar em minha cadeira.
Cerca de uma hora depois todos já estavam no hotel, arrumando-se para tal festa. havia disponibilizado dois carros para levá-los e prometeu que a menor idade não seria problema. Em nenhum momento eles se perguntaram o motivo de tanta generosidade, Katy chegou a pensar que ele estaria interessado nela e querendo fazer-lhe feliz. Estava conversando com minha mãe ao telefone quando bateram na porta, levantei desanimada e fui abri-la.
- São meus amigos, depois te ligo. – Respondi e finalizei a ligação. – O que você quer? – Perguntei ao ver parado em frente a porta.
- Te fazer um último convite.
- Já disse que não quero ir em festa nenhuma sua. – Falei tentando fechar a porta, mas o mesmo impediu e mais forte que eu, entrou dentro do meu quarto.
- Pensei que você poderia querer ver seus amigos em segurança.
- O que quer dizer com isso? – Perguntei com raiva.
- Que você estando junto deles, todos ficarão bem. Caso contrário, não posso responder por atitudes impensadas.
- Você está querendo me chantagear por culpa de pessoas que eu não dou a mínima? – Menti.
- Talvez. Você se importava com o segurança que estava em frente sua porta? – Ele falou sombrio.
- O ele está? – Abri a porta procurando por Demetrius.
- Será liberado ao final dessa noite, caso ela ocorra como eu pretendo. – Ele respondeu sorrindo.
- Você é maluco? – Perguntei lhe dando alguns socos no peito.
- Completamente insano. – Ele respondeu segurando meus braços e se aproximando de meus lábios.
- Me solta! – Respondi tentando me livrar dele.
- Um dia você vai implorar para me ter. – Ele sorriu divertido e logo ouvi alguns batidas na porta.
- Quem é? – Gritei perguntando.
- Sou eu. Seu pai pediu para que voltasse ainda hoje para Nova York, precisamos ir senhorita. – Era Demetrius.
- Você é um idiota. – Respondi com raiva. – Já abro. – Falei mais alto para Demetrius ouvir e fui em direção minha mala.
Ele apenas sorriu e ficou me encarando enquanto eu arrumava as malas, não saiu do quarto, nem poderia, Demetrius estava me esperando no corredor.
Terminei de fazer minha mala e o encarei uma última vez, sem dizer nada sai do quarto.

Ao chegar em casa na manhã seguinte, meu pai e Joseph comentavam as últimas notícias, havia atacado mais um armazém, assumindo comando de uma região que há anos pertencia aos Russos. Alguns diziam que ele estava em fúria na última noite e matou sozinho mais de 40 homens. Não sabia ao certo até qual ponto era verdade, mas desconfiava o motivo de sua fúria, só não conseguia entender o motivo daquilo.

Flashback Off

- Bom ver que não demora para me encontrar, não sou alguém que gosta de esperar. – ele falou ao me ver saindo do banheiro.
- Não demoro para me trocar, isso não significa que estava ansiosa para encontrar novamente seu rosto.
- Tenho certeza que estava, quem não estaria? – Ele se aproximou e segurou meu braço, me olhando nos olhos.
- Muitas, você não é tão bonito quanto acha ser.
- Acho que sua opinião não condiz com a de outras mulheres, mas a respeito. – Sorriu com raiva.
- Estou curiosa. – Disse sentando na cama.
- Com o que? – Ele respondeu sentando próximo.
- O motivo da sua escolha.
- Em relação a qual cadela da Família eu gostaria de ter em minha cama?
- Bastardo idiota! Eu corto essa merda que tu tem no meio das pernas, mas não deixo você me tocar! – Falei com raiva, pronta para atacá-lo, já prevendo meus movimentos, me imobilizou, segurando meus braços ao topo da cabeça e deitando-me na cama, com seu corpo entre minhas pernas.
- Tão atrevida. – Ele sorriu e beijou meu queixo, senti meu corpo queimar em desejo, nunca havia feito nada contra as tradições Família, mas me conhecia e conhecia o meu corpo para saber o que estava sentindo naquele momento. – Desse jeito não vou conseguir esperar até nossa noite de núpcias. – Sorriu divertido e me beijou, não resisti, dei passagem a sua língua, que explorava minha boca com força e desejo. Suas mãos me soltaram e voltaram a explorar meu corpo. – Seu pijama é fino, você tem noção do quanto me excita? – Ele disse colocando a mão em baixo do tecido fino de meu pijama e guiando até um dos seios.
- Pensei que tivesse mais controle de si mesmo. – Respondi chutando seu estomago o ouvindo gemer abafado.
- Sua! – Ele não completou a frase, apenas socou o lado da cama onde estava e levantou-se. – Melhor tomar outro banho, deve estar molhada. – Ele debochou e sorriu quando encontrou meu olhar com raiva. – Não se preocupe, você também causa um bom efeito em mim. – Sorriu e olhou para o meio de suas pernas, o acompanhei com o olhar e não pude deixar de notar o volume entre suas pernas.
- Eu odeio você. – Respondi com raiva.
- Boa noite anjo. – Ele disse e beijou minha testa, em seguida saiu do quarto pela porta que entrou e a fechou, escondendo a passagem secreta que existe ali.

Naquela noite o dormir ficou impossível e pela primeira vez, sem orgulho nenhum, me toquei pensando em .




Capítulo 7

Duas semanas se passaram desde a última vez que vi , ele não me mandou qualquer mensagem ou tentou entrar em contato. Pouco vi os homens da Família, estavam todos envolvidos em um esquema de segurança máxima para meu noivado. Dante não era é o tipo de homem que costumava sair de seu território, os acordos geralmente eram feitos dentro de Chicago, e meu pai e tio acabavam indo até lá. Pela primeira vez em anos de parceria, os acordos seriam feitos em Nova York e uma garota da Família seria dada para um homem da Outfit. Ao falar assim, poderia sentir-me como uma mercadoria, mas sempre soube o papel da mulher dentro dessas organizações e o que para sociedade não era visto como certo, para nós era como uma lei, a principal diferença das leis da sociedade para as nossas, era que as nossas nós seguíamos e respeitávamos sempre.
Sempre soube também que se escolhesse me casar por amor, meu pai apoiaria minha decisão. Ele jamais concordou em ter a filha como objeto de troca em um acordo, essa concordância veio de minha parte, sabendo tudo que estava em jogo, e mesmo não sendo de bom grado, sempre quis saber como agia e o que seria capaz de fazer para me ter com ele. Não havia começado com meu plano de fazê-lo desistir, mas ele começaria em breve.

A festa estava simplesmente perfeita, mostrando o valor da Família e todo seu poder. Os mais importantes chefes estavam presentes, ansiosos para tratarem de negócios. Qualquer ocasião sempre é tida como um momento para os negócios e aquela não seria diferente.
chegou a festa acompanhado de seus pais, e irmã, que esperava o segundo filho, junto do marido.
- Cada dia mais bela. – Ele falou entregando flores para minha mãe.
- Obrigada. – Ela sorriu desconfiada, aceitando as flores.
- Boa noite. – Mudou a postura assim que apertou a mão de meu pai.
- Boa noite. – Meu pai respondeu em mesmo tom.
- . – Ele sorriu me encarando.
- Cada dia mais linda sua filha, Matteo. – Dante elogiou me fazendo corar.
- É uma bela moça, fico feliz com a escolha de . – Valentina comentou também.
- Obrigada. – Sorri timidamente e em seguida segurei a mão de meu pai.
- Puxou a mãe. – Meu pai respondeu.
- Podemos conversar um instante? – Dante pediu e logo seguiu com meu pai, para um local mais afastado.
- Val, vamos até Aria, ela estava ansiosa para lhe ver. – Minha mãe falou, esperando que eu acompanhasse.
- Filha? – Ela chamou minha atenção, quando não me movi e segui encarando .
- Gostaria de conversar com , se a senhora não se importar. – me deu o braço e assim que minha mãe assentiu com a cabeça, seguimos em direção ao segundo piso onde havia um mezanino muito bem decorado com sofás e puffs dispostos pelo ambiente.
- Ficou interessante essa decoração, você quem escolheu? – Ele perguntou me puxando para sentar com ele.
- Não gosto de perder tempo com essas bobagens. Anita, tia Aria e minha mãe cuidaram de tudo. – Disse me afastando um pouco.
- Imaginei. Não há tatames e objetos cortantes na decoração, ela realmente não tem tua cara, parece algo feminino, delicado e sofisticado.
- Quer dizer que não sou femi, delicada e sofisticada? – O encarei demonstrando raiva.
- Você pode ter várias qualidades, mas essas de fato não fazem parte do seu ser. – Ele deixou mostrar um sorriso no canto dos olhos.
- E por isso me escolheu para ser sua noiva?
- Talvez. Talvez algum dia lhe conte o motivo.
- Eu sei o motivo. – O desafiei.
- Sabe? Me conte qual é então.
- Você quer me ter todas as noites, como se eu fosse lhe deixar tocar em mim. – Sorri.
- Quem disse que precisa deixar algo? Não costumo pedir ou me importar com o que quero, apenas o tenho.
- Vai ter que aprender a agir diferente então.
- Por causa de uma mulher? – Ele riu em deboche.
- Por causa de... – Comecei a falar, mas fomos interrompidos por Katy.
- , meu Deus, você está ainda mais bonito. – Ela sorriu o cumprimentando. – Fiquei feliz com o convite.
- Você convidou ela? – Segurei forte seu braço, chamando sua atenção.
- Sim, convidei algumas garotas que conheço. – Ele respondeu convencido.
- Você só pode estar brincando comigo. – Disse com raiva.
- Olha , sei que não temos uma convivência muito legal, mas fizemos parte de um mesmo mundo, um mundo onde farei de tudo pela felicidade de . – Katy nos interrompeu debochando.
Katy era filha de um dos soldados da Família e obviamente queria ver o pai subindo de posição, atirava para todos os lado possíveis, queria poder, mesmo se o poder viesse da OutFit. Para garotas como ela, ser amante de um capo poderia ser sua sorte grande e qualquer pessoa conseguiria notar esse querer dela.
- Eu e minha futura noiva estamos felizes com sua presença. – respondeu. – Mais tarde te ligo para conversarmos e você me mostrar aqueles lugares. – Falou mais baixo, mas alto o suficiente para que eu pudesse ouvir. Eu ainda não havia dito sim para o seu pedido de noivado, alias, o pedido nem havia sido feito ainda, mas mentalmente pensava em maneiras de fazê-lo engolir o anel que ele provavelmente me daria aquela noite.
Não respondi nada para os dois, simplesmente sai deixando-os sozinhos e fui até onde Pietro estava.
- O que aconteceu? – Ele perguntou assim que me aproximei.
- Não agüento ficar mais de 10 minutos junto de meu noivo, ele é um insuportável. – Falei com raiva.
- Ele é da OutFit, você não pode esperar coisas boas de lá.
- Vocês já foram um pouco amigos.
- Nós éramos bobos demais , não existe amizade nesse meio.
- Tem razão. Quem convidou a Katy?
- Estava na lista de convidados dele...
- Aquele desgraçado.
- Quer que eu a expulse? – Perguntou intrigado.
- Não, pode deixar sua amante a vontade em nossa festa.
- Amante, mas? Do que você está falando.
- O , quer me fazer sentir ciúmes dele com aquela lá, como se isso fosse possível, sinto é mais nojo ainda. – Disse com raiva.
- Mas ele não pode fazer isso, ele te deve um mínimo de respeito, ainda mais quando o assunto é uma garota que só tem vocação para trabalhar como prostituta para Família, e olhe lá.
- Ele sabe, não sei como, mas ele sabe que eu não suporto ela e quer jogar comigo.
- E qual o plano da vez?
- Ainda não sei, mas até o final da noite terei uma resposta para essa pergunta. – Sorri.
- Vai ser bom ter uma informante com os inimigos. – Ele riu e me abraçou.
- Será que eu vou chegar a ir para o lado de lá? – Perguntei manhosa.
- Espero que não. – Ele sorriu e beijou minha testa. – Quero que você seja feliz.
- Eu também. – Sorri.
- Vamos voltar pra festa? Podem estranhar e eu preciso voltar a minha postura de futuro Capo. – Ele riu divertido e depois ficou sério novamente.
- Como o senhor preferir. – Debochei e voltei com ele para o salão da festa.
estava bebendo Martini acompanhado de Katy, o fuzilei com o olhar e segui em direção meu irmão e Martin.
- Nosso pai estava lhe procurando. – Joseph disse ao me ver chegar.
- Estava com Pietro. – Respondi. – Onde ele está?
- No segundo andar, acho que vão anunciar o noivado. – Falou parecendo bravo com aquilo.
- Hum, vou lá então.
- Quanto animo para uma noiva. – Martin zombou me fazendo bufar.

- O senhor estava me procurando? – Falei assim que encontrei meu pai conversando com Dante.
- Sim, queremos fazer o anúncio. Onde está ? – Perguntou encarando Dante.
- Cortejando a filha de um dos soldados da família. – Respondi sem travas na língua, fazendo meu pai me olhar com um ar de riso no rosto e Dante em tom de desaprovação.
- Com licença. – Dante respondeu e saiu indo até Valentina que estava perto, os dois imediatamente desceram até o primeiro piso e voltaram em seguida com , que não escondia um sorriso no canto dos lábios.
Como de costume não demoraram muito para o anúncio, fingiu-se apaixonado me pedindo a mão em casamento e eu aceitei, sem esboçar um sorriso ou qualquer sentimento. Em seguida chamaram todos os presentes para o jantar.
- Estou ansioso com o casamento. – Ele sorriu debochado segurando minha mão, assim que sentamos. Achei melhor não responde-lo, se o respondendo ele se divertia, preferi retirar minha mão debaixo da sua e o ignorar.
- Está maravilhoso. – Valentina tentou amenizar o clima tenso da mesa, não apenas por minha parte, mas Dante não deixava de demonstrar raiva em olhar para o filho.
- Obrigada, fico feliz que gostou. – Minha mãe respondeu.
- Os Russos foram atacados, parece que não sobrou nenhum soldado deles no lado leste. – Pietro disse verificando o celular.
- E de quem foi a autoria do ataque? – Dante perguntou encarando rapidamente.
- Estou jantando. – sorriu.
- Ainda não falaram sobre isso, mas podemos todos aguardar uma retaliação em breve. – Joseph respondeu.
- Acredito que eles estejam gostando de perder soldados. – finalmente falou sério, desfazendo-se do homem irônico e dando lugar a um futuro capo.
- Para OutFit? – tio Luca perguntou.
- Para o futuro capo da OutFit. – Sorriu convencido.
- Devo parabenizá-lo pelo novo ataque? – Meu pai perguntou.
- Acredito que aos meus soldados sim. – Ele riu. Por um minuto encarei Dante, que não parecia feliz com aquilo.
- Depois gostaria de tratar alguns assuntos com você. – disse para meu pai.
- Estão convidados para um almoço em minha casa amanhã, acredito que seria uma melhor ocasião.
- Tenho certeza que sim. – Dante respondeu não deixando que falasse.

O restante do jantar se seguiu com ao lado de seu pai, ele parecia desgostoso com aquilo, mas obedeceu. Valentina tentava amenizar o clima entre ambos, mas não parecia ter muito sucesso com o feito. Cansada, pedi para ir pra casa e me despedi de alguns poucos convidados que restavam na festa.

- Te vejo amanhã então. – falou beijando minha testa.
- Infelizmente. – Respondi alto o suficiente para que apenas ele ouvisse.

Ao chegar em casa retirei do dedo o anel de noivado, deixando-o ao lado de minha cama. Estava cansada e não queria conversar, então fingi dormir assim que notei minha mãe entrando em meu quarto. Ela me cobriu melhor e beijou minha testa, parecia triste, talvez pelo cansaço dos últimos dias. E pensando que aquele seria provavelmente meu último ano naquela casa, adormeci.

Xx

Eu estava oficialmente ferrada, deveria ter chegado em casa antes das 10horas, mas a prova que parecia ser fácil foi uma das mais difíceis da vida e com isso me atrasei na faculdade. Ao chegar percebi pelo olhar de minha mãe que as visitas já haviam chegado. Já passava do meio dia e rezei para que o Sr Dante não estivesse um mala por não me encontrar em casa. Mesmo não pertencendo a Outfit eu tinha medo e um certo respeito por ele. Contudo fazer esperar por mim e mostrar que sua presença em minha casa não era importante, me fez estufar o peito e entrar de cabeça erguida, sem demonstrar medo.

- Que bom que chegou, estávamos começando a servir o almoço. – Meu pai falou assim que me viu.
- A prova foi mais difícil que pensei que seria. – Justifiquei indo até ele.
- Não se preocupe com isso. – Ele respondeu e beijou minha testa. Em seguida me dirigi até Dante, Valentina e por último cumprimentei meu noivo.
- Parece que sua manhã foi agitada. – Ele disse colocando alguns fios soltos de meu cabelo para trás da orelha.
- Diferente do que certas pessoas acham, eu tenho mais o que fazer. – Respondi tirando sua mão de mim.
- Sempre bom te ver noivinha. – Ele sorriu e me deu um selinho.
- Eu vou cortar sua língua fora. – Respondi e segui os demais até a sala de jantar.

obviamente sentou ao meu lado, ignorando o pedido de sua mãe, de sentar ao lado dela e seu pai.
- Os jovens de hoje em dia são diferentes, nem sempre fazem tudo que pedimos. – Valentina disse.
- Não só os de hoje em dia, lembro do que aconteceu há alguns anos atrás com outros jovens. – Dante disse encarando meu pai e fazendo-o sorrir.
- Isso é passado. – Minha mãe respondeu.
- parece com vocês? – Dante perguntou.
- Ela é mais parecida comigo, principalmente pelo amor em relação a luta e facas. – Meu pai falou orgulhoso.
- Soube que você faz faculdade de medicina. – Valentina mudou o assunto.
- Sim, estou no segundo ano. – Respondi.
- És uma me inteligente. – Dante disse.
- Você pensa em fazer algum curso? – Minha mãe perguntou para .
- Não, eu gosto de matar pessoas, acho que não tem faculdade pra isso, mas sou bom no que gosto de fazer. – Ele sorriu.
- É bom no que deve fazer. – Meu pai respondeu. – Soube de alguns feitos seus.
- Gosto de atacar, não costumo esperar me atacarem, adicionamos novas terras aos nossos domínios, meu pai me ensinou desde muito cedo a não temer ninguém.
- E você aprendeu bem isso. – Eu respondi sem perceber.
- Aprendi e busco alguém que saiba lidar com pessoas como eu. – Ele disse beijando minha mão.
- Nada que uma faca no lugar certo não resolva. – Respondi provocando desconforto na mesa e uma gargalhada de Valentina.
- Meu filho precisa de uma mulher como você. – Ela respondeu e encarou o marido, pedindo perdão pela risada, mas no segundo seguinte todos a acompanharam, deixando o clima menos pesado.
- Aguardo ansiosamente por seu toque no lugar certo, mas sem facas no meio disso. – cochichou me fazendo arrepiar, em seguida colocou a mão em cima de minha coxa e apertou.
- Estava maravilhoso. – Respondi chamando atenção dos outros e fazendo-o tirar as mãos de mim.
- Gostaria de fazer um passeio com sua filha durante essa tarde, seria problema? – perguntou assim que terminamos o almoço.
- Acredito que ela possa responder melhor que eu. – Meu pai respondeu, deixando Dante intrigado.
- Tenho uma prova, só posso depois das 18 horas. – Respondi torcendo para ele já ter ido embora.
- Então posso levar você para um jantar as 20 horas, o que acha? – Queria dizer que não, que nem por cima do meu cadáver, mas Dante e Valentina me encaravam, Val parecia esperançosa com o desastre que seria nosso casamento, Dante já parecia temer o pior.
- Ok, mas não posso demorar muito.
- Como preferir. – Ele respondeu sem demonstrar emoção, e algum tempo depois, junto de seus pais, se despediu, deixando-nos sozinhos para comentar o que havia sido aquele almoço em família.



Capítulo 8

Pov
Cheguei na faculdade e resolvi enviar uma mensagem para , nunca havíamos falando pelo telefone, mas com certeza ele tinha meu número, assim como eu tinha o dele. Caso não tivesse, problema dele, eu não estava afim de esperar e queria enviar droga a porra da mensagem.
Eu escolho o lugar.
Enviei e em menos de um minuto a resposta veio:
Que seja um bom motel.
Espera deitado. - Respondi, já sentindo raiva.
Animado, ou você pretende me animar? - Consegui o imaginar sorrindo e aquilo me causou sentimentos distintos de raiva, vontade de socá-lo e ao mesmo tempo sorrir junto, diante daquilo, achei melhor não respondê-lo.
costumava ser pontual, dessa vez não foi diferente. O relógio marcava 20h quando ele desceu de seu carro, estacionado em frente ao prédio que moro. Resolvi surpreende-lo, ficando em seu campo de visão, assim que ele abriu a porta.
- Pensei que deveria subir e encontrar meus sogros, receber autorização novamente, após isso levar a dama para um jantar. – Disse debochado.
- Melhor pular essas formalidades, não preciso dessas coisas, meus pais confiam em mim.
- Melhor assim, não tenho saco pra fingir ser bom moço. – Ele revirou os olhos falando.
- E eu estou cansada e não tenho muito tempo, vamos logo. – Disse abrindo a porta de trás do carro e entrando.
- Virei taxista? – Perguntou com desdém.
- Você não teria vocação para isso. – Respondi observando os carros de nossos soldados se posicionarem.
- Existe vocação para ser taxista?
- Geralmente eles são simpáticos.
- Não preciso ser simpático pra agradar ninguém. – Falou abrindo a porta em que eu estava e me puxando de lá.
- Hey, o que você está fazendo, se meu pai ver... – Reclamei enquanto me segurava no colo e colocava no banco ao lado ao seu.
- Colocando minha namorada, onde ela deveria sentar.
- Não sou sua namorada, sou sua noiva. – Disse com nojo.
- Minha linda noiva. – Ele sorriu e apertou minha coxa.
- Tira mão daí e dirige ó, só seguir esse caminho. – Disse dando um tapa em sua coxa e indicando o caminho no GPS.
- Espero que seja um bom restaurante.
- É um lugar legal.
- Estou com fome.
- Pensei que quisesse sair comigo, mas pelo jeito está pensando apenas na comida.
- O prato principal é você, mas estou com fome de comida também.
- Idiota! – Respondi com raiva.
- Que foi? – Ele sorriu debochado.
Seguimos o caminho indicado e paramos em frente ao local que costumamos treinar.
- Acho que você errou o caminho, não tem restaurante aqui. – Ele disse observando tudo, sem sair do carro.
- Estamos exatamente no local que eu gostaria de estar, talvez a refeição do dia seja você, para os soldados de meu pai... – Sorri percebendo seu olhar intrigado.
- Vocês não teriam coragem. Eu estou com a filha dele ao meu lado.
- A filha dele pode andar armada e sabe se defender.
- Se defender de The Ruthless? – Ele gargalhou e saiu do carro, abrindo a porta para eu sair.
Seu jeito destemido e corajoso eram admiráveis.
- Vem comigo. – Falei indicando o caminho para dentro de uma espécie de galpão. – Pode ficar tranqüilo, essa rua é sempre sob vigília.
- Bom descobrir um dos locais de treinamento da Família. – Ele sorriu.
- Não te mostraria um local importante.
- Claro, como se precisasse de você para descobrir essas coisas. Aprende, eu sempre vou descobrir o que quero. – Ele disse me acompanhando. Passamos por alguns soldados, estava em um dos galpões de treinamento da Família, ali encontravam-se alguns soldados iniciantes, fomos até uma sala pequena, tinha apenas um banheiro e um espaço pequeno com tatames.
- Nossa que encontro romântico. – Ele sorriu observando o espaço.
- Essa é a única sala que não possui câmera, pode ficar tranqüilo, ninguém vai ver você apanhando para uma mulher. – Disse convencida.
- Apanhando? Nosso primeiro encontro oficial, vai ser lutando? – Ele disse debochado.
- Me falaram que você gosta de lutar, pensei em testar meus novos conhecimentos contigo.
- Você sabe que eu não te bateria... A menos que isso fosse para o seu prazer.
- Vindo de ti, posso dizer que essa foi sua primeira declaração de amor. – Respondi debochada.
- Não se acostume. – Ele se aproximou me encarando.
- Uma vez eu lhe acertei em cheio com uma faca, posso fazer isso novamente, então não se atreva.
- Talvez eu goste de sentir dor. – Ele respondeu me segurando pelos braços e prensando contra a parede.
- Podemos descobrir isso agora. – Falei tentando chutá-lo entre as pernas, mas o mesmo foi mais rápido, segurando minha perna e colocando envolta de sua cintura, me fazendo sentir seu corpo junto ao meu.
- Você pode sentir isso com outras partes do corpo, o joelho não é algo tão legal... – Disse pressionando o membro contra mim. Senti meu rosto arder, estava vermelha, não sabia se por vergonha, tensão ou tesão. Acredito que a última opção.
- Você é um idiota. – Eu o afastei, tentando não demonstrar a falta de ar que sentia.
- Você ainda vai amar esse idiota aqui, e não apenas sentir tesão...
- Quem disse que eu senti tesão?
- Seu rosto, o calor do seu corpo... Você tenta não demonstrar, mas seu corpo já me pertence. – Ele se aproximou rindo e me deu um selinho, após isso, começou a caminhar, observando o espaço.
- Aqui tem câmeras? – Perguntou olhando para o alto.
- Você acha que eu te contaria segredos de algo da organização do meu pai?
- A organização é do teu tio, e eu sou teu noivo... Mas não é por conta disso que quero saber.
- É por quê?
- Queria te ver mais a vontade, mas se tiver câmeras, não quero.
- Mais a vontade? – Perguntei gargalhando.
- Qual é? Já vi você de várias maneiras... Não se faça de tímida agora, e outra, isso deveria ser um jantar, não vou embora sem comer...
- Você é muito idiota. – Falei com raiva, tentando lhe acertar um soco.
- E rápido. – Ele riu me segurando, logo após ouvimos um estrondo.
- Que barulho é esse? – Perguntei lhe encarando.
- Eu que lhe pergunto, não estamos em um local seguro?
- Claro que sim... Bem, aqui é um dos campos de treinamento, não é o mais seguro, não te levaria em um dos... – Não terminei a frase, em seguido ouvimos mais estrondos. então me puxou pelo braço e entramos em um pequeno espaço, onde ficava o banheiro privativo da sala.
- O que está acontecendo? – Olhei ele intrigada.
- Eu quem deveria te perguntar. – Ele me olhou diferente, parecia com raiva.
- Você armou pra mim? Fala Enzo! – Perguntei com raiva.
- Se eu tivesse armando pra você, não estaria te protegendo.
- Desde quando você está me protegendo? – Perguntei, mas não obtive resposta, da sala em que estávamos pude ouvir os disparos, os russos haviam invadido o local, provavelmente tentando matar e desfazer a união entre Chicago e Nova York, matando-me junto de Enzo. Ele rapidamente sacou sua arma e começou a atirar, me colocou escondida em um espaço considerado seguro, e entrou em uma verdadeira guerra com no mínimo 20 homens. Estávamos cercados, consegui comunicar meu pai, que já havia saído com outros homens para o local, mas teríamos que resistir ao ataque, por no mínimo 8 minutos. Não sabia se conseguiria esse feito, visto que o arsenal dos russos era muito melhor, do que a arma que portava consigo, mas rezava para dar certo. Prometi não implicar com ele, se com vida conseguíssemos sair dali.
Ouvi um grito de raiva, havia sido ferido no braço, tocou a arma que portava pra mim e saiu em disparada ao grupo de homem que nos cercava, haviam 5 deles, acertou o primeiro o matando e fazendo-o se escudo humano até chegar nos outros, foi rápido demais e meus olhos não conseguiam acompanhar direito, com uma faca, que havia sido jogada no chão, enquanto tentava acertá-lo um tempo antes, vi matar mais 3 homens que o cercava, deixando apenas um vivo, esse ele imobilizou, provavelmente para um futuro interrogatório.
- Está seguro! – gritou. Estava nervosa, mesmo já passando por interrogatórios, nunca havia visto uma ação como aquela, nunca imaginei que ele lutaria tão bem, e mesmo que não quisesse admitir, admirei sua luta e o que ele fez contra 20 russos imundos.
Ouvimos então mais alguns tiros e em seguida meu pai invadiu o local que agora se encontrava parcialmente destruído.

- Por Deus, como você está? – Meu pai correu em minha direção.
- Caralho, o que foi isso? – Martin disse invadindo meu campo de visão.
- Vamos levá-lo. – Joseph disse se aproximando de , junto de alguns soldados.
- Quero ajudar no interrogatório. – disse assim que entregou o homem.
- Restou mais algum? – Martin perguntou.
- Mais 4, já estão sendo levados pro anexo.
- Eles podem ter algum chip de localização. – disse.
- Vamos levá-los para o andar de baixo. – Meu pai finalmente falou, ainda ao meu lado.
- Eu estou bem, pode ir com eles. – Falei ainda tremendo.
- Esses russos bastardos. – disse com raiva e foi até onde eu estava. – Está mesmo tudo bem? – Falou me encarando e ignorando a presença dos que estavam na sala.
- Sim, está.
- Vou ajudar no interrogatório, você quer ir? – Perguntou surpreendendo meu pai.
- Melhor ir para casa, sua mãe está preocupada. – Meu pai o cortou.
- Tudo bem, eu vou pra casa.
- Quero te ver antes de voltar para Chicago.
- Eu te envio mensagem depois.
- Ok. – Ele respondeu e seguindo para a sala de interrogatório, mesmo querendo, ninguém podia negar esse pedido dele, afinal fomos os dois atacados e o sucesso na operação veio por sua reação ao matar e me defender. Meu pai seguiu com eles e Martin foi encarregado de me levar para casa.

Capítulo 9

Aulas de genética sempre foram as minhas preferidas, tinha um professor muito legal que conseguia passar o conteúdo de forma simples, um dos melhores até então, sempre admirei sua didática. Após sair da melhor aula da semana, encontrei me esperando no final do corredor, percebi que algumas meninas passavam e o encaravam, seu jeito chamava atenção e o fato dele não parecer se importar com nada, acho que fazia com que elas gostassem ainda mais.
- Essa faculdade já foi melhor freqüentada. – Falei me aproximando.
- Também senti sua falta meu amor. – Ele respondeu debochado e me deu um selinho.
- Quem deixou? – Revirei os olhos.
- Esse anel que você carrega no dedo. – Apontou orgulhoso.
- Até esqueci de tirar. – Desdenhei, verdade é que eu amei o anel, era diferente, com um diamante preto, muito bonito.
- Sei... – Ele sorriu debochado e me deu a mão, caminhando dentro do campus.
- No final da rua tem um restaurante muito bom, vamos até lá? – Perguntei quebrando o silêncio. Não gostava de ver muito quieto.
- Pode ser. – Ele respondeu sem prestar muita atenção.
- Você está bem? – Parei o encarando.
- Tem certeza que este local é seguro? – Ele disse olhando ao redor.
- Claro, é um local público, mas tenho alguns seguranças infiltrados e...
- Mesmo assim, a partir de hoje, vou te apresentar dois soldados meus, que vão zelar por sua segurança. – Disse sério.
- Está maluco?
- É meu direito, teu pai e teu tio fizeram o mesmo quando noivaram.
- Mas eu sou...
- Você é minha noiva, jamais te negaria o direito de estudar, ter uma profissão, mas sua segurança precisa estar ok. – Falou sério, caminhando até o restaurante.
- Quem vê, se preocupa comigo... – Debochei.
- Você é a única pessoa com quem me preocupo, isso que ainda não tive a oportunidade de te ver implorando pelo meu toque... – Falou apertando minha cintura.
- Se tiver vai me deixar em paz?
- Quer pagar pra ver? – Ele sorriu divertido.
- Nunca. Já disse que esse corpinho aqui não te pertence. – Sorri no mesmo tom.
- Nem você acredita nisso. – Ele cochichou em meu ouvido, me fazendo arrepiar e gargalhou quando percebeu seu efeito em mim.
- Eu odeio você. – Falei com raiva.
- Eu sei. – Ele sorriu mais uma vez e ao longe ouvi uma voz conhecida chamando seu nome.

-! Não acredito, você aqui, veio me ver? – Katy disse correndo em nossa direção.
- Não sabia que você também estudava aqui. – Ele respondeu lhe beijando o rosto.
- Sim, faço administração. Na verdade, frequento algumas aulas, não nasci para essas coisas. – Ela gargalhou.
- Seria melhor fazer sexologia. – Ele respondeu.
- Disso você sabe que eu entendo, não é? – Ela provocou em deboche, me fazendo explodir de raiva e sair andando, como se não os conhecesse.
- Hey, espera. – falou correndo atrás e me puxando pelo braço, logo atrás vinha Katy, preparada para se achar ainda mais, não pensei muito, apenas me voltei até ele e lhe dei um beijo, que nunca havia dado em publico, um beijo com desejo, tesão.
No começo se surpreendeu, foi nítida sua surpresa, mas em seguida ele colou seu corpo no meu, correspondendo o beijo, enquanto suas mãos deslizavam pelo meu corpo, parando na região da bunda e apertando com desejo.
- Estamos em público. – Falei me desvencilhando e tentando retomar o fôlego.
- Podemos ir para outro lugar. – Ele disse recompondo sua respiração.
- Você não merecia nem esse beijo, muito menos ir para outro lugar. – Disse com raiva lembrando de Katy.
- Você está com ciúmes. – Sorriu com o canto dos lábios.
- De você? Faça-me rir. – Desdenhei.
- De mim. – Ele sorriu e me guiou até uma mesa vazia no restaurante.
- Perdi a fome. – Falei olhando o cardápio?
- Eu estou com bastante fome. – Ele disse me encarando.
- Come então. – Falei pedindo um suco.
- O que eu quero, não posso comer agora... Preciso esperar, mas em breve irei ter meu prato principal. – Falou sem se importar com o garçom que anotava os pedidos, apenas o fuzilei com o olhar e achei melhor não responder sua provocação.
- Acho que ele é virgem... – debochou assim que o garçom saiu com nossos pedidos anotados.
- Ele deve ser educado, coisa que você não é. – Falei com raiva, também estava vermelha, pelo misto de raiva e vergonha.
- Desculpa, nada contra virgens, até gosto. – Respondeu apertando minha coxa.
- Não encosta. – Respondi com raiva.
- Ou? – Debochou mais uma vez, mas desta, preferi ficar calada.
- Não vai falar? – Perguntou novamente, segui em silêncio.
- Que droga, vai me deixar falando sozinho? – Segui o ignorando, percebi então que ele odiava não ter motivos para provocar.
- Bom, já que você prefere ficar em silêncio... Ele disse e fingiu deixar cair no chão um guardanapo.
- . – Falei ríspida, quando senti uma mordida em minha perna.
- Gostaria de foder você com minha língua nesse exato momento. – Ele falou voltando a sentar-se de maneira educada.
- Seu querer não é o mesmo que o meu. – Falei olhando a janela.
- Tenho certeza que você iria gostar de sentir minha língua percorrendo seu corpo. – Ele falou em meu ouvido, de um jeito que pude sentir em meu pescoço sua respiração.
- Essa comida está demorando. – Mudei de assunto.
- Você está mais impaciente que eu...
- Estou com fome.
- Viu como eu sofro. – Debochou ficando ainda mais próximo.
- Daqui a pouco você vai sentar em meu colo. – Tentei o distanciar.
- Prefiro você sentada no meu, cavalgando de preferência e gemendo meu nome bem gostoso.
Resolvi não responde-lo, mas pisar forte em seu pé.
- Ai caralho. Quer me deixar doido com esse carinho todo?
- Você é estranho. – Falei por fim.
- Por quê?
- Porque poderia ter qualquer mulher aos seus pés, até mesmo Anitta, caso tivesse que casar contigo, faria o que você mandasse, mas escolheu a única que jamais vai te obedecer.
- Jamais?
- Jamais.
- Talvez isso seja o que eu mais gostei em ti, difícil de ser domada.
- Não sou égua para ser domada. – Falei com raiva.
- É um bela potranca. – Riu debochado.
- Chega, cansei, não quero mais falar contigo. – Fiz birra.
- Que lindinha, brava. – Ele me deu um selinho debochado.
Já estava quase surtando em ter que aguentar todo o jogo de provocação, então chegou nosso almoço e comecei a comer em paz, rezando para aquietar-se um pouco, contudo, ver ele quieto, concentrado na comida, me fez querer voltar a provocá-lo, mas me contive, ainda teria que voltar para a faculdade no outro turno.
- Os dois homens a nossa frente, vão cursar todas as cadeiras com você, não estranhe... – ia falando, enquanto saíamos do restaurante.
- Já sei, mais dois soldados da Outfit.
- Não, são soldados do The Ruthless.
- Mas, seu pai sabe disso?
- Você acha que eu me importo com o que meu pai sabe ou deixa de saber? – Ele sorriu divertido, eu apenas revirei os olhos em resposta.
- Se cuide, mês que vem venho lhe ver, ou talvez você vá até Chicago.
- Estou em meu território e não pretendo sair daqui. – Disse decidida.
- Ok, eu venho cortejá-la, minha doce dama. – Disse fingindo-se galante e beijando minha mão.
- Você não me contou sobre ontem. – Falei o encarando e vendo-o mudar seu semblante.
- Algo maior está por vir. – Ele disse me surpreendendo.
- Como assim? – Perguntei intrigada.
- Nada, esquece. – Ele disse por fim e beijou minha testa. Me deixando sozinha e atônica logo em seguida.

Capítulo 10

Pov
Um mês, esse foi o tempo que passei assistindo tudo que fazia em Nova York. Foi um mês movimentando, precisei trocar minha base de local, visto que os russos estavam perto de descobrir meu esconderijo, o bom de ter uma mente jovem em algo preso ao passado, como a máfia, é ver por meio da tecnologia, nunca precisei de mil soldados para invadir determinados locais, apenas o número suficiente para acabar com quem estava lá dentro e acessórios tecnológicos para saber o número de pessoas e armamento dos esconderijos.
Meu pai jamais admitiria isso, mas o fato de camuflar tecnologicamente os esconderijos da OutFit, fez com o que o principal alvo dos Russos se tornasse a Família, e pertencendo a este, precisei cada vez mais me desdobrar em vários, para administrar não apenas a segurança da minha organização, organização de meu pai, mas também a de e das pessoas que ela amava. Óbvio que a Família sempre foi forte, mas nada poderia passar despercebido e em questões de segurança e confiança, eu só confiaria em eu mesmo.
Enquanto isso, estava selecionando novos seguranças, parecia ter achado um ponto fraco meu, ela conseguia despistar qualquer que fosse o soldado designado a missão de controlar seus passos, talvez por estar acostumada com os soldados da Família, que sempre cuidaram mais das mulheres do que na OutFit, com exceção de meu pai, para ele nada seria mais importante do que minha mãe e a segurança dela. Lembro que quando era pequeno, observava os dois e me perguntava se encontraria uma mulher igualmente forte para ficar ao meu lado.

Xxx

- Bom ver que estava ansiosa para me ver. – Falei assim que fez uma careta ao me encontrar na saída da faculdade dela.
- Que eu saiba hoje é quarta-feira, não quinta...
- Marquei um jantar com seus pais na quinta, não disse que esperaria até o dia para lhe ver.
- Isso tudo é saudade? – Ela perguntou caminhando ao meu lado.
- Muita. – Falei lhe abraçando de lado, não aguentava mais ficar perto dela sem tocá-la.
- Sei. – Ela correspondeu ao abraço, não sei se por saudade, ou por estarmos passando perto de Katy. Não suportava aquela me, mas pelo menos quando ela esta por perto, demonstra algum sentimento, nem que fosse raiva.
- Não vai dar oi para sua amiga? – alfinetou.
- Estou com quem realmente importa. – Sorri e lhe roubei um selinho.
- Eca, pelo menos escovou os dentes? – Brigou.
- Você nem tocou em meus dentes.
- Mas poderia ter...
- Então queria me beijar pra valer?
- Como assim pra valer? – Ela perguntou parando em minha frente.
- Assim. – Respondi lhe puxando para perto e iniciando um beijo de verdade. para minha surpresa correspondeu o beijo, puxando com força meu cabelo e aproximando seu corpo do meu.
- O que está acontecendo? – Perguntei intrigado.
- Estava com saudade de você meu amor. – Ela respondeu fingindo-se apaixonada.
- Estava com saudade do seu sarcasmo. – Sorri apontando em direção ao meu carro.
- Não posso sair, tenho uma prova em menos de uma hora . – Falou séria.
- Só entra no carro para termos privacidade então.
- Por que eu iria querer privacidade com você?
- Porque eu sou teu noivo?
- Prefiro ficar aqui. – Ela se escorou no meu carro.
- Cuidado pra não arranhar. – Falei parecendo ofendido.
- O que você tem na cabeça de invadir um deposito de armas dos Russos? – Ela me perguntou, assim que notou um arranhão no canto da minha sobrancelha.
- Quem disse que arranhei durante essa operação?
- Eu sabia que era você. – Falou divertida, ainda não tinha declarado autoria do ataque, que ocorreu duas noites antes, mas pelo jeito minha conquista estava sendo bastante comentada.
- Poderia te contar mais, se entrasse dentro do carro.
- Depois você me conta... Preciso comer algo e atravessar o campus. – Falou olhando o relógio, estava tentando disfarçar sua curiosidade.
- Ok, posso ir com você.
- Melhor não noivinho, me espera aqui.
- Ok, minha formosa dama. – Brinquei e beijei sua mão, e em disparada, voltou para o campus, me deixando ansioso a sua espera.

Pov
Estava curiosa e queria tirar informações de , todos só falavam de sua última jogada de mestre, onde em uma ação rápida, deixou 120 russos mortos e roubou todo armamento de uma das bases deles. Dizem que além disso, ele conseguiu informações sigilosas sobre novos ataques e bases importantes dos bastardos.
Por sorte, tinha apenas uma prova para fazer e o professor de química geral liberou todos após a prova. Pensei em enviar um sms para assim que sai da sala de aula, mas o mesmo já me esperava no final do corredor. Ele estava parado, encostado em uma parede e parecia ignorar todos os olhares que lhe eram dados, por as mais diversas mes e até mesmo alguns meninos.
- Finalmente flor de Liz. – Ele disse assim que me aproximei.
- Não acredito que deixei me esperando mais de duas horas. – Debochei.
- Por você, vale a pena perder esse tempo. – Disse sem emoção.
- Repete. – Parei lhe encarando.
- O que? – Ele perguntou sério, mas deixando esboçar um sorriso no canto de seus lábios.
- O que acabou de dizer ué.
- Disse que estou com fome, onde vamos comer?
- Quero um hambúrguer bem grande, com muito queijo. Onde você deixou o carro?
- Já avisou seus pais que vai sair comigo?
- Quem disse que vou sair com você?
- Ué, ta falando o que quer comer.
- Não disse que queria você comigo, só disse o que eu queria comer.
- Ata. Bem, como eu penso em tudo, já avisei eles.
- Você avisando?
- Comuniquei Matteo, que me ameaçou, mas só para não perder o costume. Ele se sente em divida, depois do nosso encontro...
- Quem disse? Meu pai não se... – Me voltei contra ele, pronta para começar a brigar, e então segurou meu corpo junto ao dele e me beijou, com força e ao mesmo tempo carinho.
- Argh! – Foi tudo que consegui falar depois de corresponder o beijo dele. - Você é muito idiota, só topo ir jantar contigo, porque quero saber mais da invasão.
- Quem disse que vou contar algo?
- Sou tua noivinha, esqueceu amor. – Fiz voz melosa, ao mesmo tempo debochada.
- Faz esse biquinho de novo, que eu não respondo por mim.
- Vai fazer o que?
- Te agarrar aqui mesmo.
- Nossa, como ele é romântico. – Respondi fazendo o mesmo biquinho que antes.
- Muito. – Ele disse apertando forte minha bunda, e me fazendo segurar seu braço com a mesma força.
- Esqueceu que tem soldados do meu pai nos vigiando?
- Você acha que eu tenho medo de alguém?
- Eu tenho certeza que sim.
- De quem? – Perguntou intrigado.
- De mim. – Sorri constando.
- Nunca. – Ele disse e em seguida gargalhou.
- Não precisa fingir, eu sei que você tem medo, tem medo do meu não. – Falei me aproximando dele, fingindo que ia beijá-lo.
- Ali está o carro. – Ele apontou para o porsche estacionado, mudando de assunto.
- Antes que eu me esqueça, próximo mês, vem de moto, gosto mais. – Sorri debochada e entrei com ele.
Como eu queria comer hambúrguer e saber mais sobre o que aconteceu com os Russos, optou por passarmos em um drive-thru e em seguida ir até um local que ele comprou recentemente. Antes disso, liguei para minha mãe, contando que havia acontecido e explicando que jantaria com .
Ele não me falou a localização, mas percebi que ficava perto do prédio em que eu morava. não falou muito durante todo o caminho, prestando atenção no transito e nos carros que estavam por perto, estacionou dentro da garagem de um prédio e com uma chave, chamou o elevador, indicando que iríamos para o último andar.
Já estava agoniada com o silêncio dele, ele parecia não se importar e até se divertir, visto que eu já estava esboçando meu aborrecimento.
- Chegamos baby.
- Você me trouxe para sua casa?
- Minha casa fica bem longe daqui, mas não poderia ficar em hotéis toda vez que viesse visitar minha noiva, não é mesmo?
- E então comprou uma cobertura?
- Foi indicação de seu tio, esse prédio pertence a família, eles me deixaram comprar os últimos andares, como parte do acordo de nosso casamento, vai ser nosso, quando viermos visitar seus pais...
- Então, você está me trazendo para o que será nossa casa, se eu não te matar antes do casamento?
- Me matar? Só se for de tesão. – Ele riu divertido.
- Não tem nada aqui? – Perguntei encontrando uma sala vazia. O espaço era amplo, tinha uma parede de vidro e ao longe, eu conseguia ver o prédio em que eu morava.
- Tem uma cama no quarto, quer ver?
- Quero me sentar em algo confortável.
- Então vem. – Ele disse apontando em direção ao corredor.
- Eu não vou para o quarto com você , se tem uma tradição que vou seguir, é a de não transar com você.
- Falei que vamos transar? Apenas te convidei para sentar em algo confortável, óbvio que preferia te ver sentando em algo bem duro, mas já que você quer ser mocinha... – Ele debochou.
- Ainda vou fazer você comer essa coisa dura que tanto se orgulha. – Respondi com raiva e entrei na porta que ele indicou como sendo a suíte principal.
O quarto era muito bonito, maior que o meu sem dúvidas. Ele tinha uma cama no centro, com parede de espelhos atrás da mesma. As cores mesclavam entre tons claros e cinza escuro. Ao lado, uma parede de vidro iluminada com luzes azuis era possível ver a banheira de hidromassagem. Ainda havia um pequeno corredor que dava acesso ao closset e banheiro, e no lado oposto a sacada com vista de toda cidade.
Sentei na cama, ainda observando o cômodo.
- Realmente, aqui está pronto.
- Único cômodo que pretendo usar, só vou dormir aqui. – Disse colocando nosso “jantar” em uma pequena mesinha ao lado da cama e carregando-a até onde eu estava.
- Vamos jantar então. – Falei começando a atacar as batatas, estava com bastante fome.
- Vou reconsiderar o valor do teu dote, vai me levar a falência com comida. – Ele disse roubando uma das minhas batatas e logo depois começando a comer as dele.
- Você ainda não me viu comendo chocolate.
- Nem quero ver então. – Ele sorriu, um sorriso diferente, verdadeiro.
- Então... Os Russo. – Falei curiosa.
- Você precisa trabalhar mais sua curiosidade.
- Você é bem pior que eu.
- Até sou, mas não demonstro.
- Mas eu quero saber.
- Eles precisavam ver com quem estavam se metendo, o resto foi brinde.
- Sabia! – Disse batendo palmas, empolgada.
- O que você sabia?
- Que isso era uma vingança tua.
- Eles tentaram te matar. – Ele disse de punho fechado, parecendo com raiva. – Eu não poderia deixar barato.
- Como você fez aquilo?
- Não posso te contar meus métodos... Mas podemos negociar.
- Negociar o que?
- Eu te conto e você me da algo em troca.
- Tipo o que?
- Não sei, o que você sugere?
- O que você gostaria que eu lhe desse?
Ele sorriu divertido com minha pergunta e depois encarou meu corpo, apertando minha coxa.
- Sonha, essa informação não é tão importante a ponto de transarmos.
- Não quero transar com você, não agora, ainda quero ver você implorando por meu toque.
- Você sabe que isso nunca vai acontecer.
- Eu não teria tanta certeza disso. – Ele disse e mordeu meu pescoço, em seguida dei um pulo na cama, me afastando dele.
- Prefiro quando você luta, não quando se afasta. – Ele respondeu, colocando os restos de nosso jantar no chão do quarto e voltando a sentar ao meu lado na cama.
- Não quero te machucar, ainda. – Sorri convencida.
- Até porque não conseguiria. – Ele debochou se aproximando e me imobilizando em seguida.
- Me solta. – Disse tentando chutá-lo.
- Tenta ué.
- Que mania de querer se mostrar o fortão.
- Eu sou o fortão. – Ele disse com o rosto muito próximo ao meu.
- É? Você é o fortão? – Disse mordendo seu pescoço.
- Não faz assim... – Ele falou me soltando e dando um chupão no meu pescoço.
- Já sei! – Falei ficando em pé na cama.
- Já sabe o que? – Ele deitou me olhando.
- Eu tenho 30 minutos para te deixar excitado, se conseguir, você me conta como invadiu aquela base...
- E se não conseguir?
- Eu vou conseguir. – Sorri divertida vendo os olhos de brilharem, em chamas.


Capítulo 11

- E se eu não conseguir me controlar? – perguntou parecendo preocupado.
- Eu faço você comer essa coisinha que tem no meio das pernas. – Falei parecendo brava.
- Vou fazer você sentir essa coisa aqui e parar de falar dele no diminuitivo. – Disse convencido.
- Você consegue ficar, sei lá, 20 minutos sem ser convencido e marrento?
- Nunca tentei, faz parte da minha natureza ter consciência do que eu sou e do poder que eu tenho.
- Procurando esse tal poder...
- Olha, falando com desdém você não vai conseguir ver a maquina ativa.
- Nem quero.
- Não fui eu quem sugeri a aposta, até porque, tenho total certeza que se fosse o oposto, você já estaria gozando.
- Nossa, só de ouvir você falar eu gozo... Só precisa dizer as palavras certas. – Sorri debochada.
- E quais seriam? – Ele perguntou beijando meu pescoço. – Melhor parar de falar e começar a fazer o que você sugeriu baby, ativei o cronometro.
- Eu odeio você. – Disse virando-me e ficando frente a frente com ele. – Odeio muito. – Falei beijando seu pescoço e o empurrando, fazendo-o cair deitado na cama.
se recompôs na cama, escorando-se na cabeceira da mesma e ficando com as pernas cruzadas me encarando.
- Estou ansioso para ver teu poder.
Revirei os olhos ouvindo ele gargalhar, sua risada me deixava sem nexo e estava odiando o poder que ele tinha sobre meu corpo, mas ao mesmo tempo, gostaria de ver qual meu poder sobre ele.
Decidi não responder, apenas agir.
- Sabe ... Preferia ver você comendo isso... – Disse sentando em seu colo. – Mas vou fazer você ativar esse brinquedinho só pra rir de sua cara depois.
Ao sentar em seu colo, com as pernas abertas em volta de sua cintura, imediatamente colocou as mãos em minha cintura, apertando-a com força e se aproximando de meu corpo.
- Isso vai ser mais fácil do que eu pensava. – Falei tirando suas mãos e me aproximando de seu pescoço, dando um beijo demorado no mesmo.
- Eu só ia te ajudar, mas melhor ficar paradinho mesmo. – Ele debochou, tirando as mãos de minha cintura e colocando-as na cama.
- É, não preciso de sua ajuda. – Disse tirando a camiseta dele e encarando seu abdômen definido. Em seguida comecei a espalhar beijos pelo seu peito, e pude sentir suar, tentando se controlar.
Pressionei meu corpo sobre o seu orgulho e comecei a me movimentar de frente para trás, fazendo um movimento de vai e vem, enquanto arranhava suas costas e descia os beijos por sua barriga. Já conseguia sentir o começo de sua animação, estava de olhos fechados, apenas curtindo aquele momento e foi assim que descobri o poder que meu corpo tinha sobre o dele. Sai de cima, ficando de quatro em cima da cama e mordi sua barriga, fingindo me dirigir até sua calça, passei as mãos por cima da excitação já notória e antes de contar vitória, me agarrou de um jeito feroz, rapidamente me colocando sobre a cama e me beijando, enquanto colocava as mãos embaixo da blusa que eu vestia e explorava meu corpo. Ele estava em transe e senti-lo daquela maneira me fazia ficar excitada, eu queria mais, meu corpo precisava de mais, me deixei levar pelo momento, correspondendo seu beijo. retirou a blusa que eu vestia e começou a beijar e morder meus seios, ainda cobertos pelo sutiã preto. Em seguida colocou a mão dentro da calça que eu estava vestindo, tocando minha intimidade molhada, com os dedos sobre a calcinha de renda. Nesse momento percebi que as coisas estavam indo mais longe do que deveriam e o interrompi.
- Eu venci. – Disse me levantando subitamente e ficando em frente a cama.
- Você o que? – Ele disse desesperado, estava com os cabelos bagunçados, calça aberta e com seu membro notoriamente rígido, coberto por uma cueca boxer preta.
- Falei que te deixaria excitado e assim o fiz, venci, agora você pode me contar... – Comecei a cantar vitória, sendo calada logo em seguida.
- Você não pode fazer isso comigo, isso não é justo. – Ele levantou, me agarrando e prensando seu corpo junto ao meu.
- ... – Choraminguei.
- Eu quero você , agora. – Ele disse com sua voz ainda mais rouca.
- Você vai ter que esperar. – Falei me afastando.
- Não consigo me concentrar em nada que não seja você e seu corpo.
- Eu dou um tempo para se recompor, te espero aqui. – Disse indicando a porta do banheiro.
- Você não vai fazer isso...
- Existe outra forma de você diminuir esse volume?
- Claro! Uma forma que vai ser gostosa para nós dois. – Ele estava visivelmente fora de controle, nunca havia sentindo assim.
- Vai pro banheiro , ou se preferir eu vou resolver minhas necessidades lá e você resolve as suas aqui...
- Você está querendo dizer que se toca pensando em mim?
- Eu não disse isso.
- , não me faz imaginar isso... – Ele disse quase que em desespero, mordendo minha orelha em seguida. – Eu quero você, sempre quis você. – Falou segurando minha mão e levando até seu membro. – É por você que fico assim, desse jeito. – Disse gemendo enquanto eu acariciava o mesmo, ainda por cima da roupa que ele vestia.
- , eu... – Tentei formular uma frase, mas era impossível, eu desejava ele, desejava seu toque a muito tempo.
- Por favor, . – Ele gemeu novamente, retirando meu sutiã com uma de suas mãos, enquanto a outra segurava as minhas, em cima de sua excitação. – Por favor. – Implorou, lambendo minha aureola.
- Sem penetração. – Disse tremula.
- Sem penetração. – Ele repetiu, se ajoelhando em minha frente e retirando a calça que eu vestia. encarou minha calcinha de renda e sorriu mordendo o lábio. – Sem penetração. – Repetiu novamente, beijando por cima da calcinha e me fazendo agarrar seus cabelos com força.

- Por Deus , você é perfeita. – Ele disse encarando meu corpo.
- , você é um safado. – Eu gargalhei ao encontrar aquele sorriso safado dele.
- Sou mesmo, nunca disse o contrário. – Ele me beijou, mordendo meu lábio ao final do beijo e começando outro em seguida.
Conseguia sentir o corpo de pulsar contra o meu, ele me agarrou, ainda com nossas bocas coladas em outro beijo intenso e colocou minhas pernas em volta de sua cintura, pressionando contra meu centro, sua parte mais rígida.
- Você está muito...
-Duro? – respondeu convencido.
- Idiota. – Foi tudo que consegui responder ao sentir meu corpo caindo sobre a cama. parou me encarando e em seguida começou a beijar meu corpo. Me virou de costas, beijando as mesmas e dando leves mordidas. Sentia minha intimidade pulsar em desejo e não sabia quanto tempo conseguiria me controlar. Ele passou um bom tempo beijando e mordendo meu pescoço, sua excitação roçava em meu bumbum, me fazendo ter vontade de agarrá-lo. desceu os beijos por minhas costas e em seguida deu uma leve mordida em meu bumbum. Após deu um beijo leve e me virou, beijando e mordendo minha intimidade, causando uma sensação de calor, desejo, necessidade de algo a mais. Em seguida, começou a descer minha calcinha, espalhando mordidas por minha virilha.
- , eu preciso. – Pedi por fim, lembrando de sua promessa anos antes.

Flashback Onn
Ele havia me roubado o primeiro beijo e depois daquilo, nenhum homem me chamava atenção. Sempre gostei do poder de , ele tinha um olhar de raiva, ódio, ele não tinha medo, diferente dos outros meninos que tinha contato, que pareciam ter medo dos meus primos e de meu irmão. Ser sobrinha do líder tem suas desvantagens, mas a vantagem é que só assim conhecemos a coragem real das pessoas. não tinha medo do meu pai ou do meu tio, muito menos reconhecia meus primos como inimigos, seu ego era maior que isso e o que deveria e era um defeito, despertava meu interesse por ele.
- O bom de casamentos é que posso te ver. – se aproximou enquanto distraída encarava o jardim rodeado de lideres da máfia. Estávamos em mais um casamento arranjado, buscando a paz entre Família e Outfit.
- Aposto que fica pedindo para seu pai arranjar acordos, só para ter a desculpa de ver meu lindo e intocável rostinho. – Debochei.
- Lindo sim, intocável nem tanto. – Ele debochou e beijou minha bochecha.
- Está doido? Alguém pode ver e achar que não tenho bom gosto.
- Eu sou o cara mais bonito da festa. – Fingiu estar ofendido. – Tenho certeza que você sentiu saudade da minha boca. – Falou se aproximando mais.
- Nossa, morri de saudade. – Falei debochada.
- Então vamos acabar com ela agora mesmo. – Disse me roubando um beijo. Minha vontade era corresponder aquele beijo, mas seria suicídio demonstrar para que ele estava certo, então sem pensar muito, mordi seu lábio inferior.
- Caralho! – Ele falou com raiva, com o lábio sangrando.
- Desculpa. – Respondi rindo.
- Essa boquinha aqui ainda vai sentir todas as partes do teu corpo e você vai implorar por ela. – Disse me olhando sério, em seguida me deu um selinho e não voltou a falar comigo durante aquela festa.

Flashback off

- Você precisa? Do que você precisa ? – me encarou, sorrindo satisfeito.
- Você não pode estar fazendo isso, não agora. – Falei com vontade de rir e socar sua cara ao mesmo tempo.
- Do que você precisa, meu amor? – Disse lambendo a extensão da minha vagina. Me fazendo agarrar seu cabelo com força.
- Eu preciso de você, agora! – Gritei puxando mais uma vez seu cabelo.
- Fico feliz em ver você implorando por essa boquinha aqui. – Ele debochou, começando a beijar, mordiscar e chupar meu clitóris.
- Eu odeio você. – Falei com raiva e ao mesmo tempo com a respiração ofegante, sentia meu corpo queimar, meu coração estava acelerado e logo cheguei ao ponto máximo, gemendo o nome de .
Ele percebendo o que aconteceu, subiu os beijos até minha boca me dando um selinho demorado.
- Já volto. – Falou indo até o banheiro. Sabia o que ele iria fazer e senti um tesão ainda maior em poder ajudar. Levantei da cama e me dirigi até o banheiro, encontrando a porta entre aberta. estava parado em frente ao boxe do banheiro, vendo sua imagem quase transparente, refletida no mesmo. Ele segurava com força seu membro, fazendo movimentos de vai e vem rápidos, seus olhos estavam fechados e podia notar suas veias saltadas no pescoço, indicando que ele estava tenso. Entrei no banheiro e me ajoelhei em sua frente, abriu os olhos, sem entender o que estava acontecendo. Sem falar nada, juntei minha mão a dele e levei minha boca até a ponta do membro rígido. Comecei a fazer movimentos circulares com a língua na ponta do membro, enquanto o tocava com sua ajuda, resolvi então arriscar e comecei a movimentar minha boca por toda extensão do pênis de , ele deixou de me guiar com a ajuda de sua mão e apenas segurou meu cabelo, gemendo meu nome, enquanto eu acelerava os movimentos.
- , eu vou... – Ele tentou formular uma frase, fingi não ligar e pouco tempo depois, senti o líquido quente de , escorrer por minha boca.

Capítulo 12


- Isso não fica mole nunca? – Provoquei , encarando o membro dele, que já estava ficando rígido novamente.
- Você está tomando banho comigo, acha que vou conseguir controlar a excitação?
- Melhor você me deixar tomar banho sozinha então. – Debochei jogando espuma nele.
- Sonha, quero é ter você comigo todos os dias logo.
- Só daqui um ano. E não tenha esperanças, isso não vai acontecer de novo.
- Sei que você quer.
- Quero, mas não precisa ser com você.
- Você não seria capaz. – Disse sério, notoriamente irritado.
- Será que já não fui? – Provoquei ainda mais, estava amando ver sem controle, demonstrando emoções.
- Eu mataria.
- Me mataria?
- Quem sabe? – Disse bravo e saiu do banheiro, enrolando em uma toalha.
Senti meu coração doer, não queria ver bravo comigo, ou pior ainda, chateado. Nunca me importei muito com o que as pessoas pensavam ou como se sentiam após ações minhas, dessa vez estava sendo diferente e me perguntei se estaria ficando fraca, pensei em ir até ele, falar que nunca havia sido tocada por outro homem, até porque depois do que aconteceu, ele poderia pensar que o mesmo já tivesse acontecido com outro cara, contudo, se tivesse, não mudaria nada, afinal, assim como ele é dono de seu próprio corpo, eu sou do meu. Me controlei, falar para ele sobre sentimento, daria vantagem para e eu não queria isso.

- Quero ir para casa. – Falei entrando no quarto e encontrando já vestido, encarando a vista.
- Vai. – Ele disse sem emoção.
- Você me trouxe até aqui, você me leva.
- Quer tanto assim minha companhia? Desse jeito vou achar que está apaixonada. – Ele sorriu e foi até o celular, que tocava sem parar, na tela a foto de uma mulher muito bonita.
- Se estivesse apaixonada, não seria por você. – Respondi com raiva, vestindo minha roupa que ainda estava espalhada pelo quarto.
atendeu o telefone e saiu do quarto, falando baixo. Isso me deixou com ainda mais raiva, sai e não procurei por ele pela casa, mas pude ouvir sua voz vindo do quarto ao lado, contudo, não conseguia entender o que ele dizia. Apenas bati a porta do apartamento com força ao sair. Notei que gritou meu nome, o elevador não havia chegado ainda, então resolvi descer pelas escadas, não queria ter que olhar pra ele tão cedo, contudo a porta que dava acesso as mesmas estava trancada e só seria aberta com impressão digital, sabia que era mais preocupado com a segurança do que meus pais, ou os homens da máfia em geral, mas não pensei que fosse tanto. Finalmente o elevador chegou e com ele, abriu a porta, me segurando pelo braço.

- Amanhã retorno a ligação e qualquer novidade, me envie no e-mail. – Ele disse finalizando a chamada.
- Me solta. – Falei puxando meu braço.
- Você está maluca?
- Por que estaria?
- Sair correndo de dentro de um quarto, não é uma atitude normal.
- Eu não sai correndo, eu quero ir para minha casa e você mandou que eu fizesse isso sozinha, estou apenas cumprindo as ordens do meu noivo. – Falei com raiva, minha vontade era chorar e ao mesmo tempo socar a cara dele.
- Entra. – Disse autoritário.
- Não quero. – Respondi séria e alisando meu braço assim que ele o soltou.
- Entra, eu vou te levar pra casa.
- Já disse que não quero e não preciso de você, alias, nem pra isso, nem pra nada. – Queria conseguir feri-lo, machucá-lo, fazê-lo sentir o que eu estava sentindo naquele momento.
- Ela é uma das hackers que trabalha na minha organização, nada demais.
- Por que a foto bonita então?
- Porque ligou pelo whats, essa é a foto do perfil dela. – Ele revirou os olhos.
- Pensei que você tivesse...
- Que eu tivesse tirado aquela foto e colocado no meu celular? – Ele respondeu gargalhando. – A única pessoa que tem foto salva junto com o número na minha agenda, é você .
- Que foto?
- Uma hora você vai... – Ele começou a falar e eu imediatamente peguei meu celular, ligando para ele. – colocou o celular no bolso rindo.
- Me deixa ver , que droga, eu odeio você. – Disse braba, tentando tirar o celular de seu bolso, começando uma verdadeira luta.
gargalhava, parecia feliz com a situação, quando o telefone parou de tocar, ele retirou do bolso, digitou uma senha da qual não consegui decorar e abriu em uma foto minha com alguns anos a menos.
- Onde foi isso?
- Em algum acordo, digo, casamento. – Ele debochou.
- Faz tempo que me ama hein. – Debochei.
- Você está estranha na foto, acho ela engraçada. O amor não existe nesse corpo aqui baby.
- Nem você acredita. – Falei séria, em seguida lembrei de seu excesso de raiva e voltei a ficar brava também.
- Tchau. – Disse entrando no elevador, aproveitando um momento de distração dele.
Apertei no botão que indicava o primeiro andar, mas o elevador não se moveu, ao contrário, no visor acima da grade de botões apareceu o seguinte dizer “Digite a senha ou posicione a digital no local indicado”.
O idiota não daria ponto sem nó, ele era o único que autorizava entradas e saídas de seu apartamento, logo, sem a autorização dele, eu tinha duas escolhas, ficar em um elevador parado, ou sair e pedir para ele liberar aquela droga. Optei pela primeira opção.
Sabia que ele estava acompanhando tudo que fazia ali dentro, apaixonado por tecnologias, espalhava câmeras por todos os locais que tinha acesso, senti um frio correr meu corpo, pensando que ele poderia ter filmado o que aconteceu com a gente, tive vontade de chorar e uma onda de arrependimento tomou conta de mim.
Olhei para o teto e mostrei o dedo médio para o que pensei ser uma câmera, logo em seguida a luz do elevador se apagou me deixando em um completo breu. Senti medo, nunca fui fã de lugares pequenos, principalmente no escuro. Apertei o botão pedindo para que a porta fosse aberta, mas nada aconteceu, apertei novamente e como aconteceu na primeira vez, nada. Apertei então o botão de emergência repetidas vezes e comecei a me debater lá dentro, sentia meu corpo formigar, estava prestes a ter um ataque de pânico, quando finalmente a porta abriu e apareceu em meu campo de visão.
Sem pensar duas vezes corri até ele, estapeando-o onde eu conseguia. Ele surpreso acabou sendo atingido por alguns tapas, mas logo começou a se defender e me imobilizou.
- Você está maluca?
- Você me deixou presa ali dentro! Eu quero ir embora, nunca mais, nunca mais quero ver você. – Falei por fim, liberando o misto de adrenalina e raiva que estava sentindo.
- Eu odeio você. – Disse o encarando e sentindo meu rosto molhar em lágrimas.
- , pelo amor de Deus, calma. – Ele pediu notoriamente preocupado.
- Não encosta! – Falei me distanciando dele, assim que o mesmo se aproximou para limpar meu rosto.
- Eu vou te levar para casa. – Ele disse por fim, entrando no elevador e digitando “ ” na tela. Em seguida apertou o botão referente ao subsolo e o elevador se dirigiu até o mesmo.
- O controle de estava me deixando tonta, queria sair de perto dele, dar um tempo e tentar colocar os pensamentos no lugar.

- Posso levar você? - disse assim que chegamos no subsolo, ele parecia preocupado, sua voz estava baixa parecia ter medo de me tocar.
- Eu não... – Mordi o lábio tentando pensar em uma resposta.
- , eu nunca quis te machucar, sei que sou um monstro e sinceramente, eu sinto prazer em machucar, matar, fazer o que eu faço, mas você, com você, é diferente, jamais iria te machucar, ou querer te fazer chorar.
Achei melhor não responder nada, apenas entrei em seu carro, indicando que deixaria ser levada por ele. O caminho foi curto e silencioso.
- Não quero ver você amanhã. – Falei tentando não demonstrar emoção.
- Ok. – Respondeu frio e saiu em alta velocidade com seu carro, assim que entrei no elevador de onde eu morava.

Pov

Eu passei dos limites, ver falando que poderia fazer o que fez comigo, com outros caras, me fez surtar, tive vontade de socar tudo que aparecia em minha frente, não queria ouvir a voz dela, tinha medo do que ela iria falar, tinha medo de imaginar ela com outros caras e surtar ali, estando apenas nós dois. Por sorte, ou mais azar ainda, Cammy me ligou, deixando enfurecida, aquilo me fez ver que ela sim sentia ciúmes, assim como eu sinto. Me fez perceber que não estava doido achando que ela sentia algo, contudo, toda abertura que conquistei que resultou no que aconteceu mais cedo, pode ter se fechado após minha crise de ciúmes.
Achei melhor ligar para o pai dela, desmarcando o compromisso que tínhamos, iria surtar se ficassem em Nova York, decidi por fim, sair dali e adiantar alguns compromissos em outras cidades...


Capítulo 13

- Talvez seja melhor parar. – Anthonny sugeriu, enquanto amarrávamos mais um russo, totalizando 10.
Aquele era o segundo esconderijo que atacávamos em uma única noite, estávamos levando-os até uma pequena sala de interrogatórios, precisava saber mais sobre os ataques e localização de um porão com armas roubadas da Família, na semana anterior.
- Você pode sair vivo dessa, parece jovem e forte, não merece morrer como esses idiotas. – Disse para o entrevistado mais novo, ele parecia ter em média 17 anos, os mais novos geralmente são mais fáceis de arrancar confissões.
- Mata logo, ele não vai falar nada. – Anthonny voltou a se meter.
- Acho melhor me deixar sozinho com ele, Cammy me mandou mensagem, falando que verificou uma forte presença de calor pro lado leste, talvez tenha alguma parede falsa por ali, vai com os outros verificar. – Disse para Anthonny, que sem discordar, partiu com mais alguns homens, me deixando apenas com um dos aprendizes novos.
- Pode tirar essa atadura. – Falei apontando para a fita que impossibilitava o bastardo de falar. O aprendiz fez o que mandei e seguiu olhando, parecia assustado.
- Você prefere ver seus membros sendo cortados ou apenas sentir a dor? – Disse pegando uma faca. Sabe, conheço alguém que gosta muito de facas, em homenagem a ela, essa foi minha arma escolhida hoje. – Falei me aproximando, conseguia ver o medo em seus olhos.
- Por favor, eu imploro, por favor. – O bastardo começou a falar. Mais fácil do que pensei que seria.
- Pode começar a falar... – Disse fazendo um pequeno corte próximo a região de seu tendão de Aquiles.
- Eu não sei de nada, sou apenas um olheiro. – Ele gaguejava ao falar.
- Que pena, se não sabe, não merece viver. – Falei dando um corte profundo na região da barriga, vendo seu sangue escorrer, o desespero em seus olhos e sua voz me faziam ter mais animo e energia em continuar com aquilo.
- Eles tem algumas armas escondidas aqui, eu não sei se são armas, quais são, era acesso restrito. – Ele gritou mais alto, enquanto eu fazia um corte vertical em sua perna, parando próximo a virilha. Era notório sua perda de sangue e em breve de consciência.
- Onde?
- Não sei onde, ficava... – Ele estava falando quando desmaiou, provavelmente fraco.
- Ele vai morrer. – O aprendiz falou.
- Ele não falaria muito mesmo. – Dei de ombros, me dirigindo ao próximo.


- , achamos. – Anthonny me interrompeu.
- O que vocês acharam?
- As armas e de brinde um grupo de crianças, ou melhor, rivais... – Anthonny sorriu, parecia esconder algo. Me apressei indo com ele até o final de um corredor escuro, aquelas paredes estavam cobertas de mofo e limo, tive medo do local ceder em algum momento.
Acabamos encontrando uma sala muito maior, e junto dela um grupo pessoas amarradas, vestiam roupas pretas e mascaras cobrindo os rostos, não eram Russos, mas também não pareciam de gangs locais, muito menos da família. Pedi para um de meus homens tirar a mascara de alguém que me chamou atenção, logo pude ver um rosto conhecido.
- . – Disse com raiva e ao mesmo tempo saudade. Contudo, não poderia perder minha postura diante dela, tampouco de meus homens.
- . – Ela disse debochadamente.
- Esse interrogatório vai ser mais fácil, a gangster pelo menos fala... E você já conhece ela, sua família... - Anthonny debochou. Senti vontade de socá-lo, sem ver minha reação ele continuou falando, agora mais próximo dela.
- Bem que me falaram que a família não era mais a mesma, agora criaram uma liga de fracos dentro dela, ou você achou que conseguiria ter sua própria gang? – Zombou rindo da raiva que transparecia. Antes mesmo que eu tivesse qualquer reação, ela cuspiu acertando em cheio o rosto de Anthonny.
- Sua vadia! Vagabunda, bastarda! – Ele começou a gritar, com raiva e se aproximou erguendo o braço para cima dela.
- Você não teria coragem. – Disse o jogando contra parede e indo em sua direção. – Desculpe-se agora!
- Mas . – Ele tentou gesticular.
- AGORA! – Gritei com raiva, o imobilizando contra parede. Se Anthonny não fosse um dos meus homens de confiança, ele não teria tido a chance de pedir desculpas, pois minha vontade era matá-lo naquele momento.
- Desculpa. – Ele falou com raiva, desvencilhando de onde eu estava o segurando e saindo da sala.
Me dirigi até , que parecia distraída com a cena. Soltei as algemas que estavam lhe amarrando presa aos outros e a levantei puxando-a comigo.
- Não façam nada, ligarei para você dando as próximas ordens. – Disse apontando para outro homem de confiança, visto que o principal deles seria liberado da missão no minuto que o reencontrasse.

Sai com , que calada apenas me seguia, não saberia dizer se ela estava se divertindo, com medo ou apática ao que estava acontecendo. Encontrei Antonny na entrada da sala que estávamos anteriormente.
- Você já pode ir embora, leve as armas encontradas para detectar possíveis rastreadores e em seguida para o deposito que decidimos anteriormente. – Falei seco.
- Mas e a missão?
- A sua já acabou.
- , não é seguro ficar aqui. – Ele tentou me alertar.
- Sua missão já foi dada, eu sei o que é ou não seguro. – Disse entrando com e fechando a porta.
- O que você tem na cabeça? – Perguntei, dessa vez mais impaciente.
- Preciso que me garanta que ninguém vai tocar nelas. – Ela disse calma, sem responder minha pergunta ou demonstrar emoções.
- Elas? – Perguntei sem entender.
- Elas. Por que você retirou apenas a minha mascará? – Perguntou curiosa.
- Estava no centro, não sabia que era você. – Justifiquei percebendo que não havia visto o rosto dos demais. Telefonei para Vicentini, o responsável pelos demais prisioneiros.
- São mulheres, todas mulheres e se recusam a falar, estou esperando sua ordem para o castigo físico. – Disse assim que atendeu ao telefonema.
- Sem castigos físicos por enquanto. – Falei ríspido.
- Você não teria coragem. – avançou em minha direção, tentando pegar o telefone de minha mão, mas a chamada já estava encerrada.
- , se você tem um pingo de... – Ela seguiu falando próxima ao meu corpo, seu rosto estava vermelho esboçando raiva. Seu olhar era de fúria, ver daquela maneira me fez perder a consciência, apenas agarrei seu corpo, colando junto ao meu e juntei nossos lábios intensificando o beijo a medida que cada toque meu era correspondido por ela. Parti o primeiro beijo com necessidade de mais, de mais dela, mais beijos, mais toques. Ela agarrou meus cabelos com força, raiva, e seguiu beijando, pulando em meu colo e colocando as pernas em volta de minha cintura, fazendo meu membro das os primeiros sinais de ser com necessidades próprias.
Arranquei sua blusa e segui beijando seus seios, ainda cobertos pelo sutiã, me dirigi até uma cadeira que seria usada para tortura, minutos antes de encontrar e lhe coloquei sentada nela, nesse momento, ela percebeu onde estava e começou a me estapear.
- Hey, calma. – Pedi assim que notei a mudança em seu semblante. – Eu jamais te torturaria, não dessa forma. – Tentei acalmá-la.
- Não tenho medo de torturas, não essas. – Ela disse apontando para um dos “entrevistados” que nesse momento estava morto e coberto de sangue. – Tenho medo de umas que creio eu que só faça comigo. – Ela disse levantando-se e vestindo sua blusa.
- Garota...
- O que você quer para deixar eu e meu bando escapar? – Ela mordeu o lábio me provocando.
- Desde quando você tem um bando? – Perguntei puxando seu corpo para mais próximo.
- Você não é o senhor sabe tudo? Descubra.
Ela tinha razão, eu já deveria saber, durante esse tempo que fiquei afastado de , acabei deixando os cuidados sob responsabilidade dos homens que destinei a cuidarem de sua segurança, nenhum dos responsáveis me relatou alguma mudança de comportamento, no máximo algumas escapadas normais de , que me deixavam furioso.
- Mas disso não sabia e você vai me contar, a menos que queria ver suas me s machucadas. – Falei pegando o telefone.
- ! – Ela tentou pegar meu telefone.
- Não me faça te prender naquela cadeira. – Falei sério, tentando demonstrar alguma autoridade.
- Eu não vou falar. – Fez birra. Liguei então para Vicentini.
- Tire as mascaras e escolha a mais nova para um interrogatório.
- Faz pouco tempo, eu estava estudando a trajetória das armas roubadas, meu pai colocou chips nelas, como você sugeriu, mas o sinal sumiu, assim que foram roubadas. Não sou uma geek, mas queria conseguir resolver isso. – Já sabia que as coisas não estavam muito seguras em Nova York, mas a preocupação de me fez perceber mais da gravidade do problema que eles estavam enfrentando. – Então, dentro da família, me juntei com um grupo de me s, que assim como eu, gostam das armas, temos treinado juntas e decidimos tentar pela primeira vez hoje.
- Quanto tempo faz isso?
- O grupo existe a quase 6 meses, mas entrei para ele a menos de um mês.
- Depois da última vez que te vi? – Não quis citar o que aconteceu.
- Sim. – Ela respondeu baixo.
- Esse local é dos russos, não é seguro ficarmos aqui, mas nossa conversa ainda não terminou. Você vem comigo hoje.
- E as garotas?
- Vão estar liberadas em um minuto. – Disse abrindo a porta do local que estávamos.
- Vem. – Ordenei para que me acompanhou. – Libere as mulheres que estão sob responsabilidade de Vicentini e vamos bater em retirada. – Falei pra um dos meus homens que se encontrava na porta da sala.
- Me dirigi com até a saída do local, mas percebi que havia algo estranho lá.
- Tem algo estranho. – Disse baixo, com arma em punho.
- Aqueles carros são seus? – Ela apontou para luzes de alguns carros estacionados ao longe.
- Não, suponho que não sejam seus também. – Falei já imaginando o que estava por vir.
- Eles chegaram. – Ela disse com a voz tremula.


- Apenas concordei com a cabeça e voltei com ela em direção onde a maioria dos homens se encontrava. Reuni todos em um corredor e comecei as ordens de combate.
- Nós queremos lutar. – Uma das mulheres do bando de disse.
- Todos vamos lutar. – Falei firme.
- Vamos nos dividir? – Vincentini perguntou.
- Não. Vamos por os explosivos nas outras entradas. E focar na saída pela lateral direita.
- Vicentini, você e você, vão jogar explosivos no campo da esquerda, é o campo onde aparentemente tem menos Russos, eles vão focar naquele lado, achando que nossa retirada será por ali e nós fazemos o contrário.
- As bombas estão ativas ainda? – Outro membro da minha gang perguntou.
- Sim, Cammy esta monitorando por satélite e vai explodir assim que eu ordenar. – Disse ligando meu comunicador com Cammy.
- Tudo certo? – Perguntei para todos, que em silêncio concordaram com a cabeça.
- Vamos me s. – disse formando seu bando, disposta a ficar na linha de frente da retirada.
- Isso não é apenas uma luta. – Terceira linha para vocês, de um total de 5 linhas. – Disse corrigindo , que apenas me fuzilou com o olhar, mas seguiu a ordem. Pedi reforços aéreos, em qualquer outra situação não pediria, mas ter presente, me fez ter medo de algo acontecer.
- Assim que ouvimos os primeiros tiros, tivemos certeza que nosso reforço estava chegando e começamos a agir.
- Você fica comigo o tempo todo. – Falei para , que pela primeira vez viu uma verdadeira guerra de armaria pesada. Os russos nunca mediram esforços ou tiveram medo de uma boa luta, era sempre um prazer poder matar alguns bastardos deles.
Ao ouvirmos os primeiros tiros, a equipe designada para armamento e explosão de bombas ativou os dispositivos, mas não pensamos na estrutura física do local, que começou a desmoronar no segundo seguinte. Tínhamos duas escolhas, nos colocar na zona de tiro antes de parte dos russos se dirigir para o local que planejamos, ou morrermos soterrados em um esconderijo deles. Optamos pela primeira opção, me coloquei na linha de frente e pedi para esperar com as outras de sua gang, sai atirando a rastejando fora do cativeiro, correndo em direção oposta a que meus homens deveriam correr, assim chamaria atenção única e conseguiria talvez mais sobreviventes naquela guerra. Contudo a possibilidade de eu não sobreviver era grande, mas quando se é chefe de algo, seu dever é proteger os seus e era isso que eu queria fazer.
- Você não pode fazer isso. – disse logo atrás.
- Volta, agora! – Falei com raiva ao perceber que ela havia me seguido.
- Você vai morrer. Esta maluco?
- Eu sou maluco e você vai me obedecer. Volta agora. – Disse protegido por uma viga que logo iria ceder.
- Eu não vou voltar sem você. Ela disse, dessa vez mostrando para os russos onde estávamos. – Me atirei em cima dela, com raiva e ao mesmo tempo medo. – Você quer morrer?
- Eu não vou morrer, você não vai deixar e eu não vou deixar você fazer essa loucura sozinho. – Ela disse tossindo devido a fumaça que fazia o local. Por sorte, Cammy percebeu o risco da situação e enviou dois carros especiais, com capacidade de agüentar tiros de fuzil, enquanto isso, dois helicópteros sobrevoaram o local, jogando bombas e diminuindo o número de Russos, que assustados com o armamento que possuíamos, bateram em retirada.
Fomos os últimos a entrar dentro dos carros fortes, nos dirigindo até um dos locais seguros que tinha no entorno dali.
Sem tempo para respirar, chegamos até o local contabilizando os feridos, internamente rezava para não ter perdido nenhum dos meus homens, mas infelizmente não foi o que aconteceu e um dos meus foi atingido mortalmente, ele estava na linha de frente contra os Russos, quando os mesmos estavam em vantagem. Pensando como um líder da máfia, nosso número de perdas foi insignificante, mas não éramos apenas um núcleo dentro da OutFit, éramos mais que isso, tínhamos ideais, sonhávamos juntos e todos que pertenciam ao meu grupo, estavam ali, por serem meus homens de confiança, pessoas que embora eu não demonstrasse, eu sentia orgulho de lutar junto. Estava me sentindo culpado pelo que aconteceu e só queria que aquela noite terminasse.

Após acalmarmos tudo, liberamos as guerreiras de , que pareciam um bom time, e fui até ela para me despedir.
- Um dos meus homens vai levar você para casa. – Disse beijando a testa de , que estava coberta de poeira e alguns arranhões.
- Não, eu quero ficar com você.
- O seu grupo está bem, já foi liberado, agora preciso cuidar do meu, melhor você ir. – Disse preocupado.
- Eu quero ajudar você, as me s vão ficar bem. – Ela disse se aproximando.
- Você precisa de alguns curativos também, melhor ir para casa, você se machucou. – Disse me sentindo culpado.
- Por favor. – Ela pediu me dando um selinho.
- Eu não sou uma boa companhia. – Confessei. Havia perdido um dos meus homens na disputa, além de ter outros dois gravemente feridos.
- Você nunca é uma boa companhia. – Ela sorriu doce, me fazendo sorrir também.
- Ainda tenho muito o que fazer aqui. – Disse em mais uma tentativa de enviá-la para casa, seus pais já sabiam o que havia acontecido, as armas inclusive já estavam novamente nos galpões da família, mas com certeza, ambos esperavam ansiosamente para falar pessoalmente com a filha teimosa que tinham.
- A culpa foi minha, se eu não tivesse invadido lá, você não teria se atrasado na missão, seus homens não teriam se machucado, seu homem não teria morrido... – Ela começou a falar, como em um pedido desculpas, seus olhos lacrimejaram, então eu a abracei forte.
- Tudo sempre acontece, por ter que acontecer. São aprendizados. Essa foi sua primeira grande luta, em breve teremos mais. – Disse tranqüilizando-a.
Ela não respondeu nada, apenas me abraçou forte.
- Vai pra casa, fala com seus pais, eu vou resolver algumas coisas aqui e se você quiser passo lá para te buscar, podemos passar a noite, ou o que resta dela, no meu apartamento.
- Se você prometer se comportar, eu quero.
- Eu sempre me comporto, sorri lhe dando um selinho demorado.
- Até logo mais então. – Ela sorriu, caminhando em direção a saída do local.
Eu apenas concordei com a cabeça ordenei algumas funções no nosso QG e fui resolver alguns assuntos antes de encontrar , afinal, tinha uma morte para vingar.


Capítulo 14


Tomei banho e vesti uma roupa que tinha em nosso QG, achei melhor não escalar ninguém para a missão que acabará de criar. Sabia de um QG pequeno dos Russos, ficava próxima a cidade que estávamos, cerca de 1 hora, andando dentro dos limites da velocidade. Cheguei lá em menos de 20 minutos, como esperado, estava movimentando o local, era um ponto pequeno de drogas e prostituição. Percebi que um cara havia comprado drogas e resolvi segui-lo. Ele já estava fora, e em troca de alguns dólares me disse seu nome, ou melhor, apelido: Dinho.
Estava com uma roupa mais simples, desci da moto e fui até um vapor* pedindo um pouco de droga e perguntando sobre alguma prostituta, afinal, meu objetivo era entrar no local, sem ser identificado.
- Você não é da região cara? Se não fosse essas tatuagens aí, ia falar que pode ser tira. – Ele riu.
- Está maluco? Foi o Dinho quem me indicou aqui, estou de passagem, preciso fuder logo uma vadia. – Disse.
- Porra, aquele chapado acabou de sair, não pode espalhar pras pessoas sobre a boca. – Disse um pouco revoltado.
- Eu sou de confiança, só preciso saber do puteiro que ele disse ter aqui, já que consegui um dos meus objetivos. – Sorri, ostentando alguns potinhos de droga que havia comprado dele.
- Ó, vou dar a moral. Os russos são os donos daqui, não gostam de pessoas de fora, mas se você me der um agrado, te coloco ali dentro e você arruma uma vadia pra fuder bem gostoso. Essas daqui topam tudo, essa semana um cara teve que pagar 30 mil, matou a vadia de tanto socar. Pagando, pode tudo.
- Dinheiro não é problema, preciso liberar essa energia... – Sugeri, colocando mais dinheiro em sua mão.
- Vem comigo. – Ele indicou para segui-lo. Como já era esperado, fui revistado, sem muitos detalhes, e logo entrei na casa.
Encarei as mulheres que pareciam tensas, os homens lá dentro geralmente eram mais velhos e logo senti os olhos em direção a mim. Me apresentei como um motoqueiro qualquer, e falei sobre alguns pequenos furtos que gostava de fazer, não pareceram me reconhecer, estavam bêbados demais para isso. Andei pela casa, reconhecendo o território pessoalmente, já havia estudado a casa antes e escolhi uma menina para levar até o quarto.
- Bom dar prazer para um gatinho desses. – Ela disse entrando no quarto e beijando meu pescoço, me guiando até a cama.
- Melhor você tomar um banho antes. – Falei indicando o banheiro.
- Mas eu não fiquei com ninguém ainda, não vamos perder tempo gatinho. – Ela disse abrindo minha calça, e depositando um beijo em cima do meu membro, ainda coberto pela cueca boxer.
Já estava a um bom tempo na falta, sem poder tocar em , e aquilo vinha me deixando louco, contudo, sempre fui forte e naquele momento, não poderia pensar com a cabeça de baixo. Prefiro me divertir de outra maneira, enquanto você toma um banho. – Disse mostrando os pacotes de cocaína que havia comprado mais cedo.
- Ok boy, mas não use tudo sem mim. – Ela sorriu e foi em direção ao banheiro. Aproveitei que ela estava de costas para imobilizá-la pressionando meu dedo contra seu nervo, fazendo com que ela desmaiasse, pretendia ser rápido na missão, mas não poderia dar sorte ao azar, sendo assim lhe amarrei, não esquecendo de amordaçá-la.
Joguei duas pequenas bombas no centro do salão onde estavam os demais, ouvindo já os primeiros disparos contra o andar superior, bêbados e idiotas, começaram a brigar entre si, enquanto as mulheres corriam. Pulei a janela do segundo andar, ouvindo a confusão que acabará de começar. Geralmente os Russos lutam suas brigas, mas protegem os chefes, tirando-os do local de conflito. Esperei menos de dois minutos para ver alguns chefes saindo. Estava próximo a minha moto, atirei acertando dois na cabeça e um no braço, este já estava em movimento, tentando fugir. Subi em minha moto, ouvindo os disparos pegar em minha moto. Rezei mentalmente para as bombas que havia largado ali na semana anterior não falharem, havia checado suas localizações antes de sair do QG e elas se encontravam no mesmo local. Liguei para Cammy liberando o código de acesso e parti com a moto, ouvindo os barulhos das primeiras bombas estourando.

Xxx

Pov

Dizem que após momento de muita adrenalina, nosso corpo se acostuma e acaba querendo sempre mais. Desde que comecei a lutar, esses momentos tem se tornado ainda mais freqüentes, definitivamente, o que aconteceu a noite anterior, me fez sentir medo, adrenalina e necessidade de mais daquilo. Ter comigo, me trouxe uma segurança, que não esperava sentir, mais que estando com meu irmão ou primos. Meus pais não estavam contentes com o que aconteceu, comecei falando apenas em treinar com as meninas, mas eles já esperavam e não concordavam com missões como as que realizamos. Ouvi bastante ao chegar em casa e ganhou bons pontos com meu pai e meu tio, não apenas por recuperar armas, mas também por ter me salvo e salvo as meninas da Família. Percebi que eles tinham alguma esperança de me parar, coisa que não aconteceria, pois não nasci para respeitar ninguém, muito menos .
Ao mesmo tempo, estava ansiosa esperando sua ligação. Tinha certeza que ele não estava mais no QG, provavelmente vingando o que aconteceu, era vingativo, impiedoso, não deixaria passar batido a noite anterior. Já passava das 10 horas da manhã, eu não havia dormindo, mas também não quis sair do meu quarto, já estava cansada dos sermões dos meus pais.
Acabei adormecendo cansada de tanto esperar, mas logo fui acordada com a sensação de ter alguém me observando.
estava me observando.

- Quem deixou você entrar aqui? Resolveu invadir quarto de jovens mocinhas agora? – Falei sentando em minha cama.
- Dormindo você fica calada, calada fica até meiga. – Ele provocou e sentou ao meu lado. – Sentiu saudades? – Perguntou me dando um selinho.
- Até parece. Por que demorou tanto? – Disse braba, mas correspondi seu selinho e lhe dei outro. Não queria demonstrar, mas estava com necessidade dele.
- Estava resolvendo alguns problemas. – Ele sorriu e encarou minhas pernas descobertas. – Deus , você não deveria dormir assim. – Sorriu, percebendo que eu vestia apenas calcinha e camiseta.
- E como deveria dormir? –Sorri provocando-o e sentando em seu colo.
- Nua, ao meu lado. – Ele disse me beijando e alisando/apertando minha coxa. Deixando-me arrepiada.
- Sonha. – Sorri e coloquei minhas pernas em volta de sua cintura, sentindo algo começar a ficar rígido.
- Olha como você me deixa. – Ele disse levando minha mão até seu membro.
- Se comporta, estamos em minha casa. – Falei levantando e vestindo a primeira calça que encontrei.
- Vim de buscar para passar o final de semana em Chicago.
- O que? Quem disse que eu quero.
- Acho que seu pai está bravo com você... Fui liberado. – Ele disse debochado.
- E se eu não quiser? – Perguntei já imaginando o que pedir em troca para ir com ele.
- Você vai querer.
- O que ganho indo com você?
- Sexo.
- Sexo é bom. – Provoquei.
- Como você sabe? – Perguntou desconfiado.
- Já fiz, com vários homens. – Respondi sem lhe encarar, óbvio que senti medo de sua reação, mas não poderia perder a oportunidade de provocá-lo.
- Nem você acredita nisso. – Ouvi falar e se aproximar de onde eu estava, depositando um beijo em meu pescoço.
- Quero ir em alguma missão. – Disse desconversando e ficando em frente a ele.
- Só se a missão for gemer em minha cama. – Debochou.
- Idiota. – Respondi dando um tapa em seu peito, fazendo-o se afastar.
- Que foi? Não precisa ser só na cama, pode ser no sofá, chão... – Continuou falando enquanto eu fazia caretas. – Banheiro, chuveiro. – Ele disse me dando um selinho e em seguida um beijo demorado.
- Saudade de você. – Confessei.
- Preciso gravar esse momento. – Ele sorriu convencido e ao mesmo tempo surpreso.
- Vai me deixar participar de alguma missão? Quero sangue! – Bati palmas animada, pensando em participar de algo.
- Sozinha ou com seu grupo?
- Como você achar melhor. – Eu só queria sentir a adrenalina.
- Então vamos para Chicago, quero te apresentar algumas pessoas e nossa sede principal.
- Que honra, conhecer o QG da OutFit. – Debochei.
- Não da OutFit, do The Ruthless.
- Aff, achei que seria algo importante.
- Vai ser. Já terminou a mala? Não precisa de muita roupa, você praticamente não vai usá-las.
- Sonha que vou ficar andando nua na sua frente, já disse, só após o casamento. – Provoquei, pegando uma pequena mala.
- Eu quem estou sonhando, bem eu... – Falou mimado, sentando em minha cama, assistindo-me arrumar a mala.
- O que é isso? – Perguntou pegando absorventes que havia colocado na mesma.
- Você não sabe o que são absorventes?
- Sei, mas você não está... Ah não , cancela a viagem, te busco semana que vem. – Fez drama.
- Bom ver o teu amor por mim. Ou melhor, por minha vagina! – Fingi estar brava, não estava menstruada, nem ficaria naquele final de semana, mas caso não resistisse, possivelmente precisaria usar absorvente, após a relação, e estava sendo prevenida, afinal, não confio no meu corpo, muito menos, nas necessidades dele, quando tenho por perto.
- Eu te amo, mas tenho minhas necessidades, você ao meu lado... Não da pra controlar não. – Disse em tom desesperado.
- Fica tranquilo baby.
- Você ainda não me respondeu.
- Nem vou.
- O que eu fiz para merecer uma mulher assim?
- Muitas viagens, porque eu sou areia demais para o seu caminhãozinho. – Debochei.
- Quem te ensinou a ser tão convencida? – Ele disse tocando uma almofada em mim.
- Você. – Respondi tocando de volta.
- Sou um ótimo professor. – Respondeu convencido, achei melhor não respondê-lo, apenas segui fazendo minha mala.

- Quantos dias de viagem esse idiota conseguiu de liberação para você? - Joseph disse invadindo o quarto e cumprimentando . – Parabéns pela vitória, salvamento e vingança. – Sorri se aproximando de onde eu estava e beijando minha testa de forma carinhosa.
- Vingança? - Perguntei.
- Ele não te contou? Derrubou um espaço de prostituição dos Russos, aqui perto da divisa.
- Já divulgaram quantas mortes? – perguntou sério, incrível como sua feição muda quando não estamos sós.

- Tá brincando? Você explodiu o lugar. Eles haviam colocado diesel nos porões, porque ficaram com medo de roubarmos as armas deles, depois que roubaram as nossas. Quando explodiu, explodiu lá também, acho que morreu geral, o Martin sabe melhor, estava em outra missão. – Joseph disse sem entrar em maiores detalhes de sua missão.
- Paciência, queria apenas umas 10 mortes, nem matei a prostituta que tinha levado pro quarto. – Sorriu debochado.
- Você levou uma prostituta para o quarto? – Perguntei sentindo meu rosto arder de raiva.
- Você chega falando que o cara matou uns 50 russos, e ela foca na prostituta no quarto. – Joseph gargalhou, apoiando .
- Você está apoiando ele? – Perguntei indignada.
- Maninha, ele sozinho matou 50 Russos, melhor ser amigo, do que inimigo. – Joseph se divertiu e tirou risos de também.
- Vocês estão muito amigos. – Falei desconfiada.
- É a vida. – Joseph debochou.
- Vou colocar ela na missão. – falou sério.
- O que? A gang? – Joseph respondeu sério.
- Não, a . – respondeu.
- Eu estou aqui sabia? – Falei chamando atenção dos dois.
- Oi. – Eles falaram juntos, debochados.
- Desde quando vocês são tão amigos? – Perguntei.
- Desde o tempo em que nossos interesses batem. – Joseph respondeu.
- Papai sabe disso?
- Ninguém precisa saber. – disse sério.
- Ok, mas qual é a missão? – Perguntei.
- Você vai saber, em breve. – respondeu.
- Antes ou depois de viajar com você? – Perguntei.
- A missão é após, mas vou contar antes. – disse seguro.
- Bom, vou indo, porque não é de missões extras que o homem vive, Família me chama. – Joseph disse. – Se cuida e fique longe desse ai. – Beijou minha testa se despedindo.
- Entro em contato. – disse apertando a mão de Joseph, que em seguida saiu do meu quarto.
- Tua sorte é que vamos ter um feriado prolongado na faculdade.
- Como ela é estudiosa.
- Debochado.
- Vamos gatinha, sei que está ansiosa para ficar sozinha comigo.
- Nossa, não tem noção do quanto. – Respondi em tom de deboche.
- Tenho sim meu amor. – Ele disse levando minha mala.
- Eu consigo levar ela.
- Olha como ela é forte. – Ele riu saindo do meu quarto.
Me despedi de minha mãe, meu pai já havia saído com Joseph, apenas deixou poucas recomendações, provavelmente ouviu mais que eu e seguimos em direção ao prédio onde comprou um apartamento. Lá pegamos um helicóptero até uma pista de vôo que havia ali perto e em seguida ele me conduziu até um jatinho particular da OutFit.
- Vamos apenas nós dois aqui? – Perguntei intrigada com o tamanho daquilo.
- Não, temos um piloto também, queria pilotar, mas não poderia deixar você sozinha em nossa primeira viagem romântica. – Debochou.
- Idiota. – Você pode ajudar ele se quiser. – Fale sentando em uma das poltronas.
- Prefiro ver essa bela dama. – Ele disse sentando ao meu lado.
- Estou com sono. – Disse um pouco manhosa.
- Dorme, vamos demorar um pouco para chegar. – Ele disse, enquanto o piloto avisava sobre a decolagem. Esperei decolarmos e escorei minha cabeça nele, senti me abraçar e em seguida dormi, cansada e ao mesmo tempo ansiosa com o que me esperava em Chicago.

*Quem vende as droga para o público comum.

Capítulo 15


- Demora muito ainda? – Perguntei sonolenta, encontrando concentrado em seu computador.
- Um pouco, vem aqui. – Ele disse indicando seu colo.
- Detesto avião. – Confessei e levantei, sentando no colo dele.
- O que é isso? – Comecei a rir, quando percebi que ele pesquisava seu nome no Google.
- Sempre bom se manter informado, sobre o que podem descobrir de você. – Disse sério.
- Uma foto nossa? – Cliquei abrindo a imagem, falava sobre o casamento de filhos de importantes empresários americanos.
- Você parece brava na foto. – Debochou e beijou meu pescoço.
- Eu quase sempre estou brava, quando não estou com quem eu gosto.
- Então agora você está feliz... – Disse levando a mão para dentro de minha blusa.
- ... – Falei brava.
- ! – Ele debochou e estremeceu quando pressionei minha bunda contra sua região íntima.
- Você está provocando... – Disse em um gemido.
- Sim, estou. – Segui fazendo movimentos de vai e vem.
- Se não estivéssemos vestidos, meu pau já tinha entrado nessa boceta. Porra , você provoca... – Ele falou e levou as mãos até meus seios.
- Eu quero . – Confessei.
- Você quer? – Perguntou atônico.
- Óbvio, quem não ia querer. – Virei o encarando.
- Mas o um ano, o casamento, porra, você sabe que a única coisa que me impede de fazermos, é que não depende só do meu querer.
- Agora depende... – Disse lhe dando um selinho.
- Eu sou louco por você, garota! Louco! – Disse segurando forte minha bunda, aproximando nossos corpos e me beijando. Eu também era louca por ele, mas não confessaria.
- Então me faz sua. – Juntei toda coragem que tinha e deixei um pouco de minha marra de lado ao falar isso.
- Você é minha! – Disse e me pegou no colo, saindo da parte que estávamos e indo até o final do avião, abrindo a porta de um quarto.
- Você me deixou dormir naquela poltrona dura e aqui tem um quarto! – Falei indignada.
- Aqui a internet não pega direito, e eu não ia ficar longe de você.
- Mas essa cama aqui, céus, é perfeita! – Falei me atirando na mesma.
- Sim, usamos esse avião entre uma missão e outra, eu ou meu pai, ele não curte voos comerciais, questões de segurança... – Disse me dando um selinho.
- Meu pai também não gosta.
- Acho bom ele manter tua segurança mesmo. – Disse sério.
- Mas me deixou sair com um rival, que quer meu corpinho nu. – Provoquei.
- Completamente nu. – Ele encarou meu corpo e se posicionou em cima de mim, com as pernas em volta da minha cintura.
- Tira a camisa. – Falei o encarando.
- Seu desejo é uma ordem. – Disse rindo e tirando a camisa que vestia, em seguida tirou o coldre com duas armas. Na cintura havia outra arma, ele retirou e colocou junto das outras. Tirou então a calça e de sua meia, tirou duas facas.
- Céus! – Falei sentando na cama e rindo a medida que ele tirava as armas.
- Estou com meu bem mais precioso, preciso de todo cuidado possível. – Disse ficando apenas de cueca e me beijando. Correspondi seu beijo, sentindo descer os beijos por meu pescoço.
Meu corpo já estava arrepiado, correspondendo aos toques dele. Ele parecia fascinado, beijando e encarando cada parte do corpo que estava sendo descoberto. tirou minha blusa, tendo a visão de meu sutiã preto em renda.
- Linda! Céus, você é perfeita! – Disse me beijando calmo.
Correspondi seu beijo, alisando suas costas definidas. Seu corpo era perfeito demais, e suas caricias me faziam querer senti-lo ainda mais intimamente.
- Minha . Minha doce . – Ele disse beijando meus seios, ainda por cima do sutiã e tirou o mesmo com calma. Desceu os beijos por minha barriga, mordiscando algumas regiões. Abriu o botão da minha calça e logo livrou-se dela, com uma rapidez admirável. Então parou observando minha intimidade que já estava úmida, fazendo a calcinha de renda grudar.
- Porra, eu amo seu gosto! – Disse e lambeu a extensão de minha vagina, sua língua estava quente e úmida, , voltou a lamber, dessa vez com força, sugando parte de meu líquido. Segurei com força seu cabelo, gemendo seu nome e implorando por mais.
- Calma baby. – Ele debochou e arrancou minha calcinha, rasgando-a. Em seguida adentrou novamente minha intimidade, sugando meu líquido e levando meu corpo a uma sensação de calor e prazer ainda não sentidos por mim.
- Por favor, eu preciso de mais. – Pedi puxando com força seu cabelo.
Ele mordiscou meu clitóris e precisei me segurar muito para não liberar mais líquidos. Então passou o lábio inferior pelo meu corpo, roçando o membro em minha vagina e sugando um de meus seios, mordiscando e beijando, até chegar em meus lábios.
- Sinta seu gosto. – Falou me beijando com necessidade, desejo.
- Pronta? – Perguntou beijando o canto de minha boca.
- Pronta. – Respondi arranhando suas costas, sentindo penetrar seu membro. A sensação era que eu estava sendo rasgada por dentro, apertei com força minhas unhas nas costas dele, o fazendo gemer e parar com o membro dentro de minha vagina.
- Calma, logo você acostuma. – Ele disse me dando um selinho, sem movimentar o membro.
- É muito grande. – Falei rindo.
- Ainda não entrou tudo. – Avisou para meu desespero.
- Acho que quero morrer virgem. – Brinquei.
- Tem certeza? – Perguntou movendo os dedos até meu clitóris e alisando-o, causando-me prazer.
- Quero mais! – Pedi já acostumada com a dor e sentindo apenas um leve desconforto na região.
Ele voltou a me penetrar, colocando dessa vez o membro completamente dentro de minha vagina e me encarou, pedindo para seguir.
- Mais, mais! – Falei agora acostumada com a dor e sentindo minha intimidade mais úmida, provavelmente pelo sangue da virgindade perdida.
começou a se mover lentamente, em um movimento de vai e vem e ao mesmo tempo, beijando meu pescoço, dando leves mordidas quando soltava algum gemido. Seus movimentos começaram a ficar mais intensos, e sua respiração ofegante, gemendo meu nome em vários momentos.
Enzo segurou minha cintura, penetrando mais fundo e me fazendo soltar um gemido de dor que logo deu lugar ao prazer.
Ouvir gemendo me dava uma sensação ainda mais gostosa. Minha respiração ofegante acompanhava a dele, meu corpo estava quente, parecia emandar um calor intenso. Meu coração estava acelerado, gemia mais alto, penetrando rapidamente e em seguida parou, despejando seu líquido dentro de mim. Sentir o líquido de , quente, invadir meu corpo, me fez gemer mais alto em uma sensação de maior prazer e senti meu corpo chegar a um momento inexplicável, me sentindo completa.
rolou, me puxando para deitar em cima de seu peito, nossa respiração mantinha-se acelerada. Fechei os olhos, deitando em seu peito, sentindo seus braços me protegerem, sentindo-me segura.

Pov

Eu fechava os olhos e custava a acreditar que aquilo havia acontecido. Nunca havia me sentido completo, como durante nossa primeira vez. Sempre soube que ela era a mulher que iria estar ao meu lado, e não me arrependeria de ter exigido sua mão em casamento. estava quieta, sua respiração mais calma e ao encarar nossos corpos nus, não pude deixar de notar a mancha de sangue que havia no centro de suas pernas, sujando também parte do meu corpo. Me culpei por não ter conseguido me controlar e lhe feito perder a virgindade dentro de um avião, esperava algo maior. Mas estar junto dela e ouvir a mesma falando que queria aquele momento, me deixou doido e não consegui resistir.
- Preciso tomar um banho. – Falou com a voz baixa.
- Meu Deus, aqui tem chuveiro? – Perguntou sentando-se na cama e me encarando em desespero.
- Claro que tem, temos um só com chuveiro e o que você foi... – Eu ri lhe tranquilizando.
- Ufa, onde é? – Perguntou autoritária.
- O que eu ganho se falar? – Debochei.
- Um pinto inteiro. – Riu debochada.
- Ui, ela tem facas. – Debochei e levantei lhe dando minha camisa. vestiu e eu lhe abracei por trás, guiando-a dentro do avião.
- Hey, eu vou sozinha. – Disse quando entrei junto do pequeno banheiro.
- Nem pensar. – Invadi e liguei o chuveiro, me molhando antes dela.
- Eu sujei você. – Disse tímida.
- Nos sujamos juntos. – Ri e dei um beijo nela, puxando-a para perto de mim.
- Deixa eu limpar você... – Ela falou passando as mãos na região de minha virilha e se aproximando de meu pênis.
- Eu não vou resistir... – Disse mordendo meu lábio, tentando controlar a excitação.
- Nem vem, estou dolorida. – Choramingou.
- Mas você está provocando. Não quero deixar você com dor. – Falei com peso na consciência, não queria ser causa de dores da .
- Provocar não dói. – Ela disse mordendo o lábio e alisando meu pênis.
- Dói sim, meu pau está doendo de vontade de entrar nessa boceta. – Disse e apalpei sua intimidade.
- ! – Ela ralhou, parecendo brava, mas em seguida apertou meu membro e começou a alisa-lo.
- ! – Choraminguei deitando a cabeça para trás, sentindo as mãos pequenas de alisarem meu pau, já excitado.
- Gostosa minha. – Disse e pressionei meu corpo contra o dela, encostando-a na parede.
- , melhor não. – Ela gemeu baixo.
- Eu quero, muito, mas estou com uma ardência. – Confessou.
- Tudo bem. – Falei lhe beijando com calma.
- Temos muito tempo para isso... – Mordi seu lábio.
- Mas quero te ver gozando. – Confessou.
- . – Falei em choque.
- Você está mais safada que o normal. – Sorri amando isso.
- Idiota! – Ela disse e riu me beijando.
- Gostosa. – Disse alisando a bunda dela.
- Porra , eu não aguento. – Ela falou colocando as pernas em volta de minha cintura.
- , meu pau está na entrada da sua boceta, como vou aguentar?
- Seja forte. – Ela riu debochada.
- , por Deus! – Falei em desespero.
- Me fode . – Falou para minha alegria e diminuindo o desespero do meu pau.
- Com muito prazer. – Respondi entrando em sua vagina, agora deslizando mais facilmente dentro dela.
- Está doendo? – Perguntei preocupado.
- Não, está muito bom. – Ela disse mordendo meu ombro e arranhando minhas costas.
Não consegui resistir e comecei a beijar e dar leves chupões no pescoço de , ela respirava ofegante, pedindo por mais. Comecei a me movimentar mais rapidamente, apertando sua bunda com vontade.
não controlava seus gemidos, tentava me controlar, mas a boceta apertada dela, seu corpo colado ao meu, me levavam a um patamar maior de prazer.
Virei seu corpo, alisando seus seios e penetrando-a por trás, ela curvou-se um pouco, erguendo um pouco as nádegas em minha direção. Minha vontade era socar o pau dentro de todos os seus buracos, mas me controlei, penetrando sua boceta com força e profundidade.
- Vai , vai! – Ela gemeu alto.
Levei uma de minhas mãos até o clitóris de , enquanto a outra ainda alisava seu seio.
segurou com força minha mão em sua intimidade, despejando seu líquido e gemendo alto, explodindo em um orgasmo. Ver ela daquela maneira, me deu um prazer ainda maior, ela havia apertado sua vagina com meu pau dentro dela, quando retirei, senti meu corpo tremer e logo lavei-a com meu líquido, virando-a em seguida e lhe beijando, ajudando-a a se manter em pé, pois parecia estar com uma certa fraqueza.
Terminei de tomar banho e ajudar com o seu, saímos do banheiro, sequei-a e se vestiu, enquanto me secava e vestia-me também.
Faltavam cerca de 30 minutos para chegarmos, sentei em uma das poltronas e chamei minha menina para meu colo. Para minha surpresa não precisei insistir. Ela logo sentou e ficamos os dois quietos, observando a vista do avião.


Continua...



Notas

Para melhor compreender a história, deixarei aqui algumas notas explicando algumas colocações usadas durante a fanfic. Caso você tenha dúvidas em relação alguma palavra ou até mesmo alguma pessoa, basta enviar uma pergunta, que deixarei a resposta nas notas.

Capo: chefe, líder.
Made man: ‘made men’ é um membro totalmente iniciado da Máfia.
Consigliere: ("conselheiro", em italiano) é uma posição dentro da estrutura de liderança da máfia siciliana e americana.
Sub Chefe: Como o próprio nome já diz, é quem manda na ausência do capo.
Cosa Nostra/Família: A Cosa nostra (também conhecida apenas como Máfia) é uma sociedade criminosa secreta .... Na original Cosa Nostra siciliana, cada grupo é denominado famiglia ou Cosca.
OutFit: A Chicago Outiffit, também conhecido como Chicago Syndicate e Chicago Mob, é um grupo mafioso dos Estados Unidos da América, da cidade de Chicago.
The Ruthless: O impiedoso. – É comum grandes chefes da máfia terem alguns apelidos.


Nota da autora:
Caramba, podem puxar minha orelha, colocar no banquinho do pensamento e xingar MUITO! Mereço! Demorei para atualizar, mais do que nunca, mas quem acompanha o grupo sabe o motivo. Estive sem computador, para ajudar, a atualização foi “errada”, enviei sem editar, e algumas coisas mudaram no cap 14. Porém, não consegui corrigir e enviar a certa, pois o computador estragou nesse meio tempo, então avisei que a postada não estava 100% correta, e agora estou atualizando o capítulo 14, com correções e 15 inédito e com cena BEM restrita!
Eu preciso saber TUDO que vocês estão achando, principalmente com relação a primeira vez, pois confesso, mesmo amando escrever sexo, fico bastante insegura com relação a primeira vez, ainda mais essa, tão esperada!
Quero avisar também que comecei a postar uma nova história, chama-se Sexo sem compromisso . Entrou na mesma atualização de Bound, e no final da n/a deixarei um resumo sobre a história, convido vocês a me acompanharem em mais uma aventura.
As atualizações de Bound vão normalizar, fiquem tranquilas, resolvi meu problema com o notebook e o fato de começar uma história nova, não vai influenciar, pois a mesma já está finalizada em meu computador.

SORTEIO!

A Kit_Kat_Tef23 foi a ganhadora do último sorteio, já recebi o e-mail e vou fazer o envio dos marcadores o mais breve possível.
Também fiz encomenda de novos marcadores e também adesivos. Vou esperar chegarem para postar fotos no grupo e em seguida sortear entre os comentários aqui.




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Indicação
Leia também: Sexo sem compromisso
Ela se julgava incapaz de amar alguém a ponto de ter um relacionamento sério, contudo não gostava de sair com várias pessoas e sonhava em ter um filho. Após procurar por clinicas de inseminação artificial, decidiu que seu filho seria concebido pelo método convencional, mas que a segunda pessoa responsável pela criança, jamais saberia da existência dela. Ele viveu traumas do passado e hoje queria apenas sexo sem compromisso . Os dois se conheceram em uma rede de relacionamentos, mas não imaginariam que apenas um encontro seria capaz de mover sentimentos e mudar quereres.
Restritas – Em andamento – S



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