Finalizada em: 06/08/2017

Capítulo Único


Era cerca das três da manhã quando despertou. Seu celular tocava insistentemente. Ele estava tendo um sonho onde o aparelho tocava sem parar e assim que retomou a consciência, entendeu o motivo. Aquilo realmente estava acontecendo. Provavelmente nem era a primeira ligação de quem quer que fosse do outro lado então, sem mesmo pensar de fato sobre o assunto, ele pescou o aparelho do criado mudo para atendê-lo.
- Uhn? – foi a única coisa que ele conseguiu verbalizar naquela situação, sonolento como estava. Nem ao menos havia aberto os olhos para olhar o identificador de chamadas, ou saberia que era seu melhor amigo, que não ligaria aquele horário se não fosse realmente importante.
- ... – ele falou simplesmente, com um suspiro cansado e, ao reconhecer a voz, o outro despertou totalmente, coçando os olhos para se sentar na cama.
- ? O que houve? – perguntou urgente, mesmo que não fosse realmente muito difícil imaginar o motivo. A relação de seus pais estava um tanto quanto conturbada com o homem chegando alterado em casa. Ele era policial, sendo consumido pela culpa de, em um tiroteio, balear e matar uma criança inocente. e sua mãe entendiam a situação e tentavam apoiá-lo, faziam de tudo que podiam para resgatar o homem, mas cada dia a situação ficava mais difícil e insustentável. O pai de parecia não querer ajuda e a dor que aquilo causava no garoto refletia com toda força em , que levantou da cama antes mesmo que o amigo respondesse.
- É o mesmo de sempre. – riu sem humor. Muito pelo contrário, não teve dificuldade nenhuma em notar que o amigo segurava as lágrimas e sentiu sua dor sem que pudesse evitar.
- Se arruma. – respondeu simplesmente, não vendo nada melhor do que aquilo para dizer. – Vou te buscar em dez minutos.
- , você já olhou no relógio? Estamos no meio da madrugada.
- E daí? Podemos conversar com centenas de quilômetros e dirigir. – respondeu, calçando o tênis sem se importar em trocar a calça de moletom que usava para dormir. Só queria ir rápido e ouviu o amigo suspirar do outro lado da linha.
- Tudo bem... – falou de forma quase robótica, sem vida, e sentiu certa agonia de vê-lo daquela forma, totalmente sem alegria. Vendo o que aquela situação fazia com ele a cada dia, o destruindo aos poucos sem que ele pudesse fazer nada para impedir ou ao menos fazer com que ele se sentisse melhor. Era como e tivesse uma nuvem ao redor de toda a luz que , agora, reprimia dentro de si, em torno do seu coração. Ele havia se fechado, se tornado duro, seco, enquanto queimava o mais brilhante. A situação que vivia dia a dia fizera isso com ele ao ver sua família, antes tão perfeita, desabar diante de seus olhos.
- ... – ele começou, antes que o amigo desligasse. Queria garantir que tudo ficaria bem e até mesmo chegou a abrir a boca para lhe dizer isso, mas silenciou a si mesmo ao se dar conta de que não podia prometer algo que fugia tanto de seu controle quando aquilo. – Dez minutos, me espere na esquina.
- Ok. – ele respondeu simplesmente antes de desligar.

+++


entrou silenciosamente no carro, fechando a porta atrás de si. Ele permaneceu com a cabeça baixa, sem encarar ou dizer qualquer coisa e o garoto ficou desconfiado de sua atitude, levando-se em consideração que isso não era exatamente o tipo de coisa típica de , mesmo quando estava triste ou irritado.
- ? – ele chamou e quando o garoto não fez qualquer menção de encará-lo, inclinou-se no banco para segurar o amigo pelo queixo, fazendo que o encarasse para confirmar suas suspeitas. Normalmente, usava qualquer coisa como motivo para se aproximar de , quando estava cansado ou triste, mas naquele momento ele estava apenas preocupado, verdadeiramente preocupado e não pensou em mais nada além de confirmar as suas suspeitas, aquelas que preferia que não fossem verdade, mas que eram.
tinha um hematoma roxo embaixo do olho esquerdo e um corte no lábio inferior, deixando-o assustado ao se dar conta de onde tudo aquilo havia chegado.
- Foi meu pai. – explicou com certo pesar, mesmo que não fosse realmente necessário. - Ele tem estado um tanto quanto agressivo ultimamente. Não achávamos de verdade que ele pudesse fazer algo assim, mas descobri que ele agrediu minha mãe. Ela tentou esconder, mas eu vi o hematoma e... – ele respirou fundo, voltando a abaixar o olhar e não se opôs a atitude, voltando silenciosamente ao seu lugar para ouvir a história. – Hoje, quando ele chegou agressivo, eu o enfrentei e esse foi o resultado. Ele tentou bater nela de novo e eu... Não podia deixar.
- ... – ele começou, mas o garoto apenas negou com a cabeça.
- Está tudo bem. – falou, mesmo que não estivesse. E sabia que não estava. Qualquer um, na verdade, podia ver que não estava e eles eram melhores amigos. Não conseguiam mentir um para o outro nem que quisessem. Quando permaneceu inabalável, sorriu de lado, embora, nem de longe, fosse o mesmo sorriso com o qual estava acostumado. Era um sorriso contido e melancólico como todos que ele vinha distribuindo desde que a situação com seu pai se instalou em sua vida. – Achei que íamos dirigir e conversar. – brincou e concordou, virando-se para a frente e dando partida no carro em seguida. Sabia exatamente para onde deveriam ir. Não era aquele o plano no início. Dirigir para lugar nenhum, até o sol nascer, era a única coisa que tinha em mente até então, mas ele sabia o que precisava, o que faria bem, então teve aquela ideia boba e um tanto quanto idiota, mas que sabia, faria diferença. Tinha coisas demais acontecendo afinal, e precisava gritar sobre elas. – Você está planejando algo, não está? – perguntou, conseguindo, de alguma forma, descobrir que havia tido uma ideia. Ele sempre fazia aquilo e jamais soube como, mas sempre sabia o que ele pensava. De um jeito até irritante e tudo o que o garoto fez foi rir por isso.
- Eu? Imagina. O que poderia imaginar no meio da noite? – perguntou, se fazendo de inocente, e cerrou os olhos.
- Eu tenho certeza que você deu um jeitinho nisso. – falou e sorriu novamente quando encarou o amigo. Era sempre assim, na verdade. não conseguia parar de olhar para ele quando estavam juntos. E mesmo quando não estavam, olhava se estivesse em seu campo de visão. Antes, quando notava, costumava sorrir para ele e seguir em sua direção, mas há muito tempo não sorria por sorrir. Sua nova realidade o havia mudado e sentia falta daquele velho , que ele secretamente amava muito mais do que deveria amar. Também precisava gritar sobre isso, sobre as duas coisas, então foi fácil decidir o destino.
- Eu faço o que posso. – piscou na direção do amigo, aumentando a velocidade do carro enquanto acelerava pelas ruas e ouviu rir enquanto se segurava. Ele sempre havia gostado daquilo, da velocidade e as três e meia da manhã, não viu nada que o impedisse de fazer aquilo.
- Para onde nós vamos?! – perguntou mais uma vez e, agora, apenas deu de ombros.
- Para onde o vento nos levar, amigo. – respondeu. – E só voltamos ao amanhecer.

+++


Em algum momento, ao qual não tinha certeza qual havia sido, o assunto morreu entre eles. O silêncio, quando estavam juntos, jamais havia sido desconfortável, mas de repente estava, como em um passe de mágica, e podia jurar ter visto uma lágrima escorrer pelo rosto de enquanto este encava as ruas pela janela do carro, junto com as gotas da chuva que se iniciava do lado de fora.
saiu com o carro para fora da estrada. Por sorte, já estavam próximos ao seu destino. Já se passava das quatro agora, logo as pessoas começariam a acordar para trabalhar, mas não importava, pois estariam longe demais para serem ouvidos. Viu levar a mão até o rosto, provavelmente limpando a lágrima que não esperava que ele tivesse visto antes de se virar para o amigo, confuso.
- Para onde estamos indo? – perguntou e deu de ombros mais uma vez. – Isso é um sequestro?
- Com certeza, meu sonho sempre foi te amarrar em uma árvore no meio do mato. – zombou e estreitou os olhos para enxergar do lado de fora, levando-se em consideração que não havia mais iluminação das rua, se quer havia ruas e, para ajudar, as nuvens de chuva escondiam também a lua e as estrelas para iluminar a noite.
- De repente, não consigo duvidar disso. – ele respondeu e riu apenas, acelerando sobre os pedregulhos enquanto subiam o morro. – , é sério!
- Você vai ver, não seja tão apressado. Ou chato.
- Vou ser porque você está me deixando curioso! – insistiu, encarando o amigo que não o olhou de volta ao sentir o olhar dele sobre si. – ! – reclamou, ciente de que estava sendo ignorado.
- São só mais alguns minutos, você não vai morrer.
- Argh. – reclamou e riu novamente, optando por não dizer nada enquanto seguiam o caminho.
Levou cerca de mais quinze minutos, naquela velocidade, para que alcançassem o destino, sobre o morro aos arredores da cidade por onde se podia vê-la por inteiro. A garoa caia fina, mas ainda assim, soltou o cinto e abriu a porta, sob o olhar curioso e um tanto quando confuso de .
- Nós finalmente chegamos e você vai ficar ai? – perguntou divertido, e lhe encarou como se fosse totalmente louco.
- Chegamos onde? Ao fim do mundo? – ironizou e revirou os olhos.
- Vem logo. – chamou, fechando a porta atrás de si, mas não antes de ouvir gritar:
- Mas está chovendo!
Ignorando a reclamação, deu a volta no carro, abrindo a porta do amigo que resmungou em protesto.
- Quer que eu também estenda a mão pra te ajudar a sair do carro, milady? – provocou, estendendo a mão para o amigo que a empurrou para o lado antes de se levantar sem ajuda, imitando com a voz afetada antes de fechar a porta atrás de si.
- Mas o que diabos estamos fazendo aqui, ...? – começou, mas se interrompeu assim que olhou na direção onde o outro indicou que olhasse, com um aceno de cabeça, e colocou as mãos nos bolsos enquanto admirava a vista da cidade. Podiam vê-la inteira dali, mesmo com aquele tempinho chato. – Ow. – ele falou simplesmente e, sorrindo satisfeito, o encarou.
A garoa, apesar de fina, já colava os cabelos de em sua testa, escorrendo em seu rosto. Ele gostava da visão. Mesmo com os machucados no rosto, era o garoto mais bonito que já havia visto, por mais errado que fosse pensar aquilo do seu melhor amigo, que se quer sabia a verdade sobre aquele lado dele.
se virou para , sorrindo, e o garoto fez o mesmo sem que pudesse evitar.
- Esse lugar... – falou, sem palavras, e negou com a cabeça, se voltando novamente para a vista.
- Você tem um sorriso que poderia iluminar mil vidas. – falou sem pensar de fato sobre fazê-lo, mas continuou quando se voltou mais uma vez para ele. Já tinha começado de qualquer forma, então continuou. – Você precisa se lembrar disso, . Eu sei que as coisas estão difíceis, mas você tem que lembrar disso.
abaixou o olhar, sem responder, e lembrou-se imediatamente das lágrimas no carro. Havia mais coisa, algo que o garoto não estava contanto. Ele sabia disso, e queria muito perguntar o que, pedir para que compartilhasse aquele fardo, mas não o fez, tinha outros planos para o passeio.
se aproximou um pouco mais da borda, sob o olhar atento do amigo e puxando todo o ar que tinha nos pulmões, ele gritou para a cidade. Não tinha ninguém além de ali para ver ou ouvir, e não se conteve. Gritou pela situação do amigo, por não saber como ajudá-lo e pela sua, em esconder o que sentia por tantos anos.
- Ficou louco? – perguntou quando terminou, e o garoto apenas acenou para que ele se aproximasse.
- É a sua vez.
- O quê? – perguntou, confuso. – Gritar para o nada não está exatamente na minha lista de tarefas.
- Deveria estar, é muito bom e você está precisando. – respondeu, seguindo até o amigo para arrastá-lo para mais perto da borda.
- Precisando do quê? De ficar sem voz? – retrucou, mas não impediu de arrastá-lo.
- Está precisando por para fora. – explicou, fazendo com que ele olhasse para a frente, para a vista, novamente. – Tenta. Se não ajudar, nós vamos embora.
suspirou, e abriu a boca para caçoá-lo por isso. Se ia gritar, era melhor tomar fôlego e não soltá-lo, mas antes que conseguisse dizer qualquer coisa, o amigo recuperou o ar e gritou, arrepiando todos os pelos de seu corpo como se pudesse sentir toda a dor com o gesto. A intenção era que colocasse para fora tudo o que estava sentindo com aquilo, mas no instante seguinte, quando ele começou a chorar repentinamente, não soube dizer se era porque havia funcionado ou porque a tática havia dado totalmente errado. Não importava. No mesmo instante, o puxou para os braços e o garoto não se opôs, retribuindo ao abraço enquanto se inclinava para esconder o rosto nos ombros de , mesmo sendo vários centímetros mais alto.
- O que houve, ? – perguntou, sem soltar o amigo. – Eu sei que tem mais coisa. Você sabe que pode confiar em mim.
- Eu vou embora. – ele soltou por fim e perdeu a fala ao ouvir aquilo. Se tivesse contado antes, em outras circunstancias, acharia que era piada, mas daquela forma, entre lágrimas, ele basicamente sentiu o chão desabar sob seus pés.
Tentando limpar as lágrimas, se afastou, encarando um totalmente boquiaberto.
- Embora? – perguntou simplesmente, em um sussurro, e concordou, mesmo que aquela fosse a última coisa que ele gostaria de fazer.
- Não podemos mais ficar aqui, com ele. – respondeu. – Minha mãe estava levando, por tudo que ele já foi, pelo homem que foi para nós, mas depois de hoje, disso – gesticulou para si mesmo. -, era de se esperar que ela chegasse ao limite. E eu não a culpo. Faria qualquer coisa por ela, então... Temos que ir. É o melhor que podemos fazer nessa situação, por mais cruel que seja saber que eu... Que eu estou te deixando para trás. – falou, e mais lágrimas escorreram quando a primeira escapou dos olhos de . – Me desculpa, mas eu tenho que ir. – sussurrou para o amigo e por mais doloroso que fosse, só pode concordar com a cabeça.
Ele daria tudo para ver o sorriso que conhecia no rosto do amigo novamente, e se aquele era o preço a pagar para que ficasse bem novamente, ele pagaria.
- Eu vou sentir sua falta. – disse apenas, com a voz embargada, e levou uma das mãos até seus olhos em uma tentativa frustrada de se conter. – , eu...
- Eu sei. – o outro disse simplesmente, o abraçando mais uma vez e, dessa vez, se deixou chorar também.
- Quando? – perguntou contra o pescoço do outro, tentando memorizar cada instante daquele abraço. O cheiro dele, o calor e a dor de saber que nunca mais o teria por perto foi quase insuportável.
- Amanhã de manhã. Eu já fiz as minhas malas. - respondeu, afastando-se apenas o suficiente para encará-lo.
- Eu só quero que você fique bem.
- Vou ficar, mas preciso saber se você também vai.
- Eu vou. – respondeu, mesmo que não tivesse certeza daquilo. Se quer tinham outros amigos, eram só os dois. Mas precisava daquilo para voltar a sorrir, podia seguir sabendo disso. Só não sabia se podia deixar que ele partisse sem que soubesse da verdade.
Por anos, tivera medo do que sentia e nunca, jamais, se imaginou contanto. Não quando aquilo poderia custar sua amizade. No entanto, naquele momento, ele soube que aquilo não aconteceria. Se existia alguém no mundo que não o julgaria, esse era e ele tomou isso como o impulso que nunca antes havia tido. O de contar.
- Eu não posso deixar que você vá embora sem dizer algo. – começou, surpreso por soar tão firme, e apenas sorriu, passando uma das mãos pelos cabelos dele para tirá-los da testa.
- Sei disso também. – respondeu e , não acreditando de verdade que ele pudesse saber, negou com cabeça. – Nos conhecemos há anos, . Eu sei. – insistiu. – E sempre senti muitíssimo por não poder corresponder da forma como você merece. – continuou, fazendo com que o amigo arregalasse os olhos.
- Como? – sussurrou.
- Você é meu melhor amigo. – sorriu novamente, lhe roubando um beijo na bochecha enquanto fechava os olhos com o gesto. – Sempre vai ser. – completou e concordou com a cabeça, sem qualquer dúvida quanto aquilo.
Nada poderia separá-los, por pior que fosse saber que, no dia seguinte, já não teria mais o melhor amigo por perto.


Fim.



Nota da autora: Então, era pra ser um ficstape do The Vamps, mas a tia reservou uma música que já estava no álbum porque é totalmente idiota! uhsuashuasua Toh rindo, mas é de tristeza.
Enfim, espero que tenham gostado e é isso! Hahaha
Comentem, pls!
Mayh.



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Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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