Autora: Gabi G.
Beta: Nanda Araújo


Prólogo

Edward POV

Aqui estou eu, rumo à cidade de Nova York, só para esclarecer: Nunca gostei de lá, nunca mesmo, eu sei que pode parecer estranho, mas não gosto de agitação embora seja jovem, ta isso foi uma senhora mentira, eu até gosto, mas não gosto da cidade e não vou explicar o porquê, porque nem mesmo sei.
Bom, para encurtar a história, eu fui transferido de Los Angeles para o Lenox Hill Hospital em NY, já que segundo o diretor do hospital onde eu trabalhava: " – O senhor é um excelente médico, um dos melhores que eu já tive o prazer de conhecer e trabalhar, mas sua presença em NY, neste momento, é de extrema importância já que, segundo me foi passado, há poucos médicos competentes no hospital e como estamos falando da Cidade que nunca dorme, (ele tem uma paixão doentia por NY, vai entender né, ele mesmo se pudesse trabalharia lá, os olhos dele até brilham quando fala na cidade, ta isso foi gay, encerro meu comentário) acontecem muitos acidentes por lá, envolvendo na maioria jovens, e, portanto, é necessário médicos de verdade no local. "
Eu até tentei argumentar, mas foi em vão, já que ninguém consegue fazer o Sr. William Chen mudar de idéia. Mas por outro lado, acho que irá ser bom eu me afastar de Londres por um tempo, (Sim, eu pretendo permanecer somente por um tempo em NY, eu tenho uma boa condição financeira, mas eu preciso ter uma ótima já que quando voltar a Londres, eu terei que procurar emprego por meses ou quem sabe até por anos, já que o Sr. Chen com certeza não irá me aceitar de volta quando eu não cumpri, de fato, o que ele me resignou).

Eu preciso me acostumar com o fato de ter que viver sem o amor da minha vida, sei que isso soou muito meloso, mas de fato Jessica Stanley, é e sempre vai ser o meu grande amor, nosso relacionamento terminou a mais ou menos 5 meses depois de 2 anos juntos, mas parece que foi ontem, já que eu me lembro de cada palavra proferida por ela, ela disse que nunca me amou mas que tem um carinho imenso por mim, já que passamos bons momentos juntos, mas disse que também que só ficou comigo porque eu lhe era conveniente, porque eu era um " Pau mandado " ( exatas palavras dela ) e sempre fazia tudo o que ela pedia e até sequer pensasse, que até mesmo quando nós brigávamos e a culpa era dela (99,9 % das vezes, a culpa era dela), eu implorava pelo seu perdão e ela como não era trouxa, não iria largar um homem que comia na palma da sua mão, e ainda por cima lhe dava os mais caros presentes, lhe levava para viagens ao redor do mundo e com isso ela não precisaria perder seu precioso tempo trabalhando, já que tinha um babaca pra sustentá-la, mas que isso acabou quando conheceu Mike Newton, jogador de baseball que ganhava milhões e milhões por ano e que poderia lhe dar uma vida muito melhor do que eu lhe dava e ainda disse que ele era muito melhor na cama. Às vezes acho que ela é meio bipolar, porque enquanto dizia essas coisas, alternava dizendo que não gostaria que eu a esquecesse porque talvez, se as coisas não dessem certo com Mike, que voltaria pra mim, porque gostava UM POUCO de mim, não dá pra entender isso, ela acha que depois muito tempo eu estaria que nem um babaca esperando ela voltar depois de tudo o que me disse e fez? Sim, ela achava isso e o pior é que ela estava certa.

Eu estaria esperando por ela, porque ela foi a 1° a tocar meu coração e ele sempre estaria aguardando ela voltar, não importa o tempo que passasse, mas nesses 5 meses, por várias vezes eu a encontrei andando de mãos dadas na rua com o Mike, e enquanto este estava ocupado dando autógrafos a garotas fúteis que corriam atrás dele, ela veio até mim me perguntar se eu não gostaria de lhe comprar um colar de diamantes ou qualquer coisa do tipo porque apesar de o Mike ter mais dinheiro, eu tinha um melhor gosto para presentes, um absurdo não é mesmo? Não, o absurdo maior foi que um dia, eu cheguei mesmo a lhe dar um colar de prata [já que meu dinheiro estava escasso naquela época, já que quando estávamos juntos eu não economizava em presentes, e o dinheiro para pagar, nem sempre eu tinha], que lhe caía perfeitamente bem em contraste com sua pele clara.
Mas encerrando a minha enorme dor de cotovelo, acho que será bom para mim ficar um pouco longe do lugar onde eu a encontro com muita freqüência, e a minha família e os poucos amigos que tenho moram em NY, a minha família sempre morou mas os meus dois melhores e únicos amigos, Emmet e Ângela, moravam em Londres e se mudaram pra lá depois de uma proposta de emprego, parece destino que os melhores empregos estejam nessa maldita cidade, Emmet é arquiteto e Ângela, psicóloga, eu sinto muita falta deles, mas com Emmet, não sei se vou poder passar muito tempo já que da última vez que nos falamos, há duas semanas, estava namorando uma modelo chamada Rosalie Hale, que é de fato uma das mulheres mais bonitas que já vi, e quanto tinha um tempo do trabalho, passava com ela, mas pelo menos ainda tenho Ângela, falei com ela há uma semana, ela não tem ninguém.

Depois de muito divagar, me dei conta que o avião em que eu estava já estava pousando, passou muito rápido e eu estava ansioso para reencontrar minha família, mas quando ultrapassei o portão de desembarque ( eu não sei se o nome é esse, vamos fazer de conta que sim ) e os vi, me esperando, é que me dei conta de como eu desejava encontrá- los, e lá estavam meu pai Carlisle, que é advogado e me encarava com um misto de alegria e surpresa, acredito ser porque eu estava bem diferente desde a última vez que nos vimos, mas não irreconhecível; foi nele que eu me espelhei por toda a minha vida, e aprendi a vencer devido aos conselhos que ele me deu, e minha mãe Esme, esta estava que era pura alegria e por ela transpassava todo amor que sentia por mim, seu rosto em formato de coração mostrava a pessoa maravilhosa e generosa que é, então sem perder nem mais um segundo, corri para os abraçar, e ali nos braços da minha mãe e do meu pai, eu senti que estava em casa.

Bella POV

Sou Isabella Swan e..., ah quer saber, corta esse papo furado que não to com humor pra isso, como sempre, mas hoje em especial porque amanhã é segunda feira, e com ela começa novamente a rotina de trabalho árduo novamente, e nessa semana até final de semana vou estar de plantão, então meu humor está pior que o normal. E, além disso, amanhã vai ser o 1° dia de um novo médico que vai trabalhar comigo, eu não sou uma pessoa sociável e não gosto de conhecer pessoas novas, ainda mais porque a fofoqueira de plantão, Lauren Gibson, andou espalhando newsflashes (como ela mesma gosta de chamar) sobre o tal novo médico, dizendo que ele é lindo, mas extremamente galinha, e que em todo lugar onde trabalha, ele dorme com pelo menos metade das funcionárias e joga charme para todas.

É claro que não se deve dar atenção ao que a Lauren diz, mas alguma coisa me dizia que eu ia ter problemas com o fato de ele dar em cima de todas, e também porque eu soube que iremos trabalhar juntos, digo muito juntos, na maior parte do tempo estaremos na presença um do outro (ta ok, eu sei que vocês entenderam que estaremos bem juntinhos) e não sei por que, mas estou muito nervosa com isso, o meu melhor amigo Jasper Hale, que também é médico e trabalha no hospital, mas prefere atender somente consultas já que sangue e ele não se dão muito bem, (é, que coisa bizarra! Um médico ter nojo de sangue, mas no caso dele, é compreensível, já que ele é médico porque o pai dele o fez seguir seus passos, eu particularmente achei que isso de ter que seguir a profissão do pai já era coisa da idade média, mas parece que não) então ele procura ficar o mais longe possível da ala de emergência, constantemente freqüentada por mim, é até engraçado quando ele tem de trabalhar lá, ele procura não olhar o máximo que ele pode, e como somos amigos, eu o ajudo fazendo a parte ‘’pesada‘’ do trabalho, mas enfim o Jasper, meu melhor amigo, disse que esse meu nervosismo é produto de um futuro amor pelo tal médico, e ele diz que é exper na matéria do amor, já que encontrou sua alma gêmea, e foi extremamente fácil admitir que estava apaixonado por ela, Alice Cullen, minha melhor amiga, eu sei o que vocês estão pensando, seu melhor amigo e sua melhor amiga namoram, quando eles brigam de que lado você fica? Ou quem você vai consolar dizendo que o outro que está errado?

A resposta para a pergunta é simples, nenhum dos dois, porque eles não brigam, nunca, nunca mesmo, é muito estranho essa coisa toda de melação o tempo todo, [eu acho que as brigas amadurecem a relação, e quando tem porrada melhor ainda, olha isso foi brincadeira hein] mas eles são o meu casal favorito, porque ao mesmo tempo que são estupidamente açucarados ( há, adoro inventar esses nomes ), eles também são bem pé no chão, não só no relacionamento mas na vida também, um ajuda e apóia as decisões do outro, e quando não concordam, eles se abrem mesmo um com outro, não tem essa de ficar escondendo as coisas para evitar brigas, eles são sinceros ao extremo, e talvez seja por isso que nunca briguem. Às vezes me pego pensando, se um dia vou encontrar alguém assim, eu não sou nem um pouco romântica e nunca tive um relacionamento, mas é bom ter alguém para dividir os problemas e para estar ao seu lado, eu tenho esses meus dois amigos e meus pais claro, aliás eles são os únicos que me aturam, mas falta aquela pessoa sabe? Aquela pessoa que você quer estar intimamente ligada pro resto da sua vida, bom chega que to começando a parecer a Alice com suas fantasias, aquele grilinho saltitante (apelido carinhoso que eu dei pra ela, e ela odeia, aí que eu chamo mesmo, haha, sou má, mentira nem sou tão ruim assim, só as vezes (66’) está me influenciando e isso não é bom, porque de repente eu começo a ficar ligadona na moda assim como ela, ela é estilista e designer de moda, fez faculdade e atualmente está fazendo pós graduação, e adora me pegar pra marionete, para me pentear, maquiar, vestir, etc, mas depois que eu grito uns 39 palavrões, ela me deixa em paz.

Minha vida é muito monótona, basicamente trabalho e casa, algumas vezes saímos eu, Alice, Jasper e Rosalie que é irmã de Jasper, ela é modelo e não gosto muito de ficar perto dela, ela é legal, mas eu evito porque na maioria das vezes, eu a invejo, eu já sei que inveja é pecado tá legal? Mas não posso evitar, eu sou um ser insignificantemente insignificante (entenderam?) quando estou perto dela, e quando não estou também, mas vocês não precisam conhecer essa minha BAIXÍSSIMA estima não.
Mas enfim, ela é tão linda, tem um corpo maravilhoso e está sempre tão elegante, que eu me sinto uma ofensa à natureza humana por estar perto de tanta beleza, como se eu existir fosse um crime perto de maravilhosa criatura, mas o que eu gosto nela, é que ela trata a todos iguais, embora ela seja, de fato, superior a qualquer mulher, ela se porta como um ser humano comum e ela namora Emmet Mason, e eu me sinto uma vela ambulante andando com dois casais, por isso evito ao máximo sair com eles, também porque o Emmet e a Rosalie se agarram muito, na frente de quem quer que seja, como se toda vez que se vissem fosse a 1° vez depois de muito tempo, ou então a última, eu realmente não entendo, mas nem sempre consigo me safar dessa "noite de distração", porque vocês verão que brigar com a Alice é uma luta perdida, digo por experiência própria.

São exatamente 11hrs, e eu estou aqui deitada na minha mega confortável cama e não consigo pregar o olho, to quase o pregando de verdade de tanta raiva [ piadinha sem graça, eu sei ], mas a insônia tem se feito presente nos últimos dias, acredita que nem mesmo tomando remédio eu consigo dormir! To começando a achar que é um problema de cabeça, porque eu não consigo dormir porque não consigo parar de chorar, nem me perguntem por que, a exata uma semana tenho estado numa fossa que é de dar dó até a presidiário, não sei o que está acontecendo, mas tenho me sentido muito sozinha e nesses exatos 21 anos de minha triste vida, eu nunca me senti tão sozinha, converso com Alice e Jasper sobre isso, mas o que eles me dizem é que é falta de um bem grande [ odeio os dois ardentemente quando falam isso, até porque não tem como eu sentir falta já que sou virgem ‘- ], e quando não é isso, dizem de um modo mais adequado como: ‘’– Você precisa de um homem que te pegue de jeito, Bella’’, depois disso nunca mais falei com eles sobre isso, mas não adianta porque a Alice me conhece como ninguém e está preocupada com essa minha temporária depressão.
Finalmente, depois de tomar uma quantidade um pouco excessiva de comprimidos, eu sinto a inconsciência começando a me tomar.


Capítulo 1: Desconhecido

Edward POV

Estou a caminho do Lenox Hill Hospital, e por incrível que pareça estou ansioso, acredito ser porque já ouvi falar muito bem do hospital e sei também que é muito renomado, mas me sinto muito cansado, já que a festa ontem com minha chegada foi até altas horas, e quando consegui dormir finalmente, já passavam das duas da manhã. Minha irmã Alice foi a que ficou mais contente, porque pra ela foi uma surpresa eu vir morar aqui, amo muito aquela pequena polegar (eu a chamo assim, ela odeia aha), mas se eu contasse a ela, esta ia ficar me enchendo de perguntas sobre quando eu viria, como eu viria, se ia ficar muito tempo, coisas de Alice, mas ela conseguiu encontrar um jeito de me atazanar já que descobri que o namorado dela e eu iremos trabalhar juntos, e aí que ela pulou mesmo de alegria, só a Alice mesmo.
Assim que cheguei no hospital, segui direto para a recepção e a moça atrás do balcão quando me viu ficou me olhando de um jeito estranho, chegou a dar medo, parecia que ela iria me comer com os olhos, então tratei logo de perguntar o que eu queria:
- Bom dia, meu nome é Edward Cullen, e eu vim transferido de.. – Mas antes que eu pudesse terminar de falar, ela me interrompeu.
- Oi, bom dia, que bom que chegou, estávamos ansiosos a sua espera. – Ela deixou bem claro o ‘’ansiosos’’. – O diretor Vitor Laurence o aguarda em sua sala, se quiser eu mesmo lhe mostro o caminho. – E me lançou um olhar de ‘’ pode vir quente, que eu estou fervendo‘’. Nunca ninguém tinha sido tão atirada antes comigo! Ah, com certeza estou imaginando coisas, ela não está dando em cima de mim. Quando ia responder, surge uma voz feminina muito fina chamando meu nome.
- Edward Cullen, você finalmente está aqui. Sou Lauren e trabalharei com você, pode deixar Vick, eu mesmo o levo até a sala do diretor, Vamos Ed? – A olhei incrédulo, pois esta rebolava de uma maneira absurdamente provocante e me lançou olhares tão intensos, que eu senti como se estivesse nu. Mas quando pensei que não me surpreenderia mais, esta encostou todo o seu corpo no meu e me deu um beijo no pescoço, depois se dirigiu à mulher atrás do balcão e me pediu para acompanhá-la. Saindo de meus devaneios a respondi:
- Ah,.. er.. Oi Lauren, ok vamos. – A ‘’Vick‘’ a encarava como se fosse a matar, que mulheres hein!
- Ed, tudo bem se eu te chamar assim? – E me lançou mais um de seus olhares, apenas assenti.
- Bom, como você é novo aqui, sinto-me na obrigação de te alertar sobre alguns de nossos colegas de trabalho. – E começou a fazer uma lista de pessoas, médicos suponho, e a apontar defeitos e atitudes deles que esta achava, digamos, inadequado, logo percebi que Lauren devia ser a fofoqueira do hospital, todo lugar tem uma pessoa que gosta de mexerico. Enquanto ela falava, eu fingia prestar atenção, e me questionava se ela estava fazendo o caminho mais longo até a sala do diretor porque não chegava nunca, mas então ela citou uma colega de trabalho que me deixou intrigado, pois Lauren falava dela com um visível ódio que qualquer um pensaria que elas tiveram um desentendimento. Isabella Swan, segundo Lauren, ela era uma vadia (palavras dela) que não se importava com ninguém e que dava em cima de todos os homens do hospital, e até me pediu para tomar cuidado.
Eu agradeci mentalmente a Deus quando finalmente avistei a sala do diretor, agradeci rapidamente a Lauren que se inclinou para me beijar, mas me esquivei e saí andando, tive a leve impressão que ela iria me dar um selinho, mas mais uma vez devia ser minha imaginação. Depois das boas vindas e recomendações do diretor, saí e fui seguindo para minha sala, quando me dei conta que não sabia onde era. Comecei a me xingar, imaginando que teria que pedir ajuda ou a Vick ou a Lauren, que eram as pessoas que eu conhecia, como pude esquecer de perguntar ao diretor aonde era?
Pensei em voltar pra perguntar, mas lembrei que ele havia acabado de sair para uma reunião. Então sem vontade alguma fui andando em direção a recepção, porque Vick era um pouco menos descarada que Lauren, recebendo olhares de admiração, surpresa e até cobiça de algumas funcionárias, e algumas pacientes. Eu pensei ter visto um homem piscar para mim também, mas imaginei ser produto do meu cansaço.
Continuei caminhando, mas de repente parei, senti uma euforia dentro de mim que nunca havia sentido, uma ansiedade, mas resolvi ignorar e segui andando, foi quando a vi.
Uma mulher extremamente linda com cabelos castanho escuros que iam até metade de suas costas, sua pele era suave e clara como pêssego, usava uma blusa rosa feita de algodão, uma calça jeans escura, um pouco larga mas que não escondia suas delicadas curvas e uma sapatilha cor de pele com detalhes em dourado. Fiquei parado, estático, meu coração parecia uma escola de samba, tamanha fora a felicidade e agitação que me tomou quando encarei aqueles maravilhosos e magníficos olhos cor de chocolate, nunca havia visto olhos de tal cor, tão intensos e pareceu que esqueci do mundo quando os vi.
Me deu uma vontade tremenda de falar com ela, me encarava com os olhos de surpresa, mas diferente do das outras mulheres, com certeza, ela era única, não havia quem se comparasse com a mulher a alguns metros de distância de mim, simplesmente perfeita.
Me tomei de coragem e fui caminhando em sua direção, precisava saber seu nome, precisava saber se trabalharíamos juntos e quando ainda estava me aproximando dela, percebi em seu jaleco o seu nome, Dr. Isabella Swan, com certeza a Lauren era uma mentirosa fofoqueira, como poder insultar tamanha perfeição como esta que agora está a minha frente?
Com o pouco de ar que me restava, já que minha respiração estava ofegante, me apresentei:
- Olá, sou Edward Cullen e sou novo aqui, prazer. – Estendi a minha mão em cumprimento. – Como se chama? – Eu sei que já sabia o nome dela, mas foi reflexo perguntar.
- Eu, er... sou... sou ...- Pausa. É impressão minha ou ela esqueceu o próprio nome? E quando pensei ser impossível ela ficar mais linda, vi as suas bochechas tomarem um leve tom rosado, será que anjos existem?
- Bella! Preciso que você dê uma olhada nos exames da Sra... – Um homem alto e loiro veio correndo em nossa direção, gritando o nome de Bella (é, eu sei, muita intimidade já a chamar assim). Ela virou em reflexo em sua direção, mas ele quando me viu, me encarou com os olhos indecifráveis, me peguei imaginando se eu estava com alguma coisa no rosto, porque todos hoje estavam me encarando, e eu ainda estava com um sorriso bobo no rosto, que de maneira nenhuma conseguia tirar. E não entendo o porquê.
- Oi, sou Jasper Hale, e você... você não me é estranho, você é o novo médico? – Depois de alguns segundos de desconforto, ele se apresentou e estendeu a mão. E ele também não me era estranho, era o namorado de Alice e a semelhança entre nós é evidente, já que somos gêmeos.
- Oi, sou eu sim, e Jasper, eu sou irmão da Alice, prazer. – Estendi minha mão.
- Ah sim, por isso te reconheci, não sabia que era você que trabalharia aqui, Alice não me disse nada. – Me encarou confuso enquanto falava.
- Ah, na verdade nem ela sabia disso até ontem, eu fiz uma surpresa para a pequena polegar. – Tive que rir do apelido que eu mesmo dei a Alice. – Que bom que conheço alguém por aqui, na verdade já conheci duas pessoas aqui, mas elas me assustaram um pouco. – Imediatamente me arrependi de ter dito isso, já que teria que explicar o porquê de ter me assustado.
- Er... quem você conheceu? – Nesse momento, Bella falou, ela até agora não havia dito nada na conversa, e comecei a pensar se ela teria ficado muda, é idiota eu pensar isso, eu sei. Mas a voz dela, tão melodiosa e perfeita, meu deus, essa mulher ainda me mata! Ela tinha um aroma de flores do campo, não sei, eu nunca havia me concentrado no cheiro de ninguém, mas com ela, evidentemente ia ser diferente.
- Edward? Você está bem? – Jasper perguntou, recebendo um olhar confuso de Bella, aí eu notei que quem havia ficado mudo era eu, e Bella me olhava assustada, já que eu não parava de encará-la e admirar sua beleza, mas obriguei a mim mesmo a me concentrar na pergunta de Jasper.
- Er... cof cof ... eu ... estou bem, eu só... – Meu deus, o que eu digo? – Eu... eu conheci Lauren e Vick, da recepção, mas elas me olharam de um jeito que deu medo.
- Ah, eu imagino o porquê. – Encarei Bella confuso, ela sabia o porquê? Então tinha alguma coisa no meu rosto? Elas não podiam estar dando em cima de mim, eu nem era atraente, segundo a Jess, o Mike era mais bonito.
- Por quê Bella? Eu sinceramente, não entendi o porquê dos olhares da maioria das mulheres do hospital. Achei até que tinha algo no meu rosto, ou coisa assim. – Por que fui falar essa besteira, logo pra ela? Ah deus! Alô? Por favor estou querendo encomendar o meu enterro. Eu sou um tapado!
- Ah, eu... er... você sabe... – Bella gaguejou e ficou ainda mais vermelha, o que me fez ficar mais encantado.
- Bom Edward, você é um cara... er...pintoso sabe, é normal que as mulheres olhem. – Jasper respondeu. Pintoso eu? Ah fala sério!
Depois de alguns segundos (Meu cérebro trabalha devagar), me ocorreu que essa era a resposta que a Bella ia dar mais ou menos, mas gaguejou, Bella me achava atraente? Meu peito explodiu de alegria com isso, um sorriso veio aos meus lábios sem a minha permissão, e me peguei novamente encarando aquele mar de chocolate a minha frente e me perdi neles mais uma vez, a sensação de olhar pra ela era indescritível.
- Bom, er... Jasper, temos que ir, tchau Edward! – Bella puxou Jasper pelo braço, visivelmente embaraçada e não entendi o porquê, enquanto Jasper ria muito dela, mais uma vez, não entendi. Acho que o fuso horário está me deixando lerdo. Depois que ela saiu, eu fiquei pensando em como ela podia exercer todos essas emoções em mim, eu devo estar ficando maluco.
- Edward, estava te procurando! Já achou sua sala? Quer ajuda com isso? Depois podemos sair para almoçar e... - Levei mais ou menos dois minutos para perceber que Lauren estava falando comigo, meu pensando ainda estava em Bella.- podemos nos conhecer melhor, o que acha? - Ela continuava a falar comigo, e já que essa cidadã atrapalhou meus pensamentos em Bella, tive que responder:
- Lauren, er...obrigado, eu não encontrei minha sala. – Respondi sem nenhuma vontade. – Quanto ao almoço, eu vou ter que recusar, vou almoçar em casa na verdade, mas obrigado pelo convite, fico te devendo, ok? – Por que fui dizer isso? Vai que ela cobra depois.
– Er .. tudo bem Ed, mas eu vou cobrar hein! – Ah, eu não disse. – Vem, eu te mostro sua sala! - E me deu uma piscadinha, ah meu deus, lá vamos nós de novo.

Bella POV

Ah não, diz que eu to sonhando, não é possível que já esteja na hora de ir trabalhar. Acho melhor eu desligar o despertador, antes que eu quebre mais um por causa do estresse, eu tenho que começar a colocar meu celular pra despertar, com uma música que eu goste de preferência, para eu acordar melhor, ou menos pior.
Depois de muito reclamar finalmente levantei, tomei banho rapidamente e coloquei qualquer roupa, não estava afim de demorar escolhendo roupa não, normal. Comi uma maçã e fui correndo pra garagem pegar meu carrinho, uma das poucas coisas que gosto na minha vida, eu tenho uma caminhonete que ganhei do meu pai quando terminei a faculdade de medicina, ela é velhinha, mas é meu bebê.
Cheguei no hospital e dei de cara com Victoria, que estava eufórica conversando com Tanya por causa da chegada no novo médico, meu deus parece que elas estão sempre no cio! Segui para minha sala e encontrei com Lauren, me esperando, isso mesmo me esperando, o que será que ela queria? Fui me aproximando dela devagar, já que escutar aquela voz fina e irritante logo agora não estava nos meus planos, eu pensei em desviar e entrar direto na minha sala, mas quando o ia fazer:
- Bom dia, Bellinha. – Falou a vaca loira, ah que vontade de quebrar aqueles dentes!
- Qual a razão de eu ter que desfrutar da sua desagradável presença a essa hora da manhã, Lauren? – Eu sempre, muito educada com ela, é claro.
- Nossa, estamos de péssimo humor hoje hein. Isso é TPM ou falta de um homem que te faça ver estrelas, Bellinha? – Só pra constar, odeio quando ela me chama de Bellinha, então contei até dez para não partir a vaca ao meio, já que por várias vezes, meu emprego ficou por um fio devido a desentendimentos com essa criatura e jurei que não colocaria em risco meu emprego outra vez por conta de uma pessoa como ela.
- Lauren, diga logo o que quer antes que eu esqueça onde estamos, e te faça ver estrelas de um jeito que você não irá gostar. – Falei curta e grossa.
- Ok, não tenho a intenção de falar com você mais do que o necessário, só quero que você faça exatamente o que vou te dizer. – Como se eu fosse obedecer a vaca loira. – Eu não quero que você olhe, fale, pense ou respire perto de Edward Cullen, ok?
- E quem seria o ilustríssimo Sr. Edward Cullen? – Eu tive que tirar uma com a cara dela, não podia perder a chance.
- É o novo médico que irá trabalhar com a gente, extremamente lindo e... - Tratei logo de a interromper.
- Corta o papo, que não quero saber como ele é. Como você pode estar interessada numa pessoa que nem conhece, Lauren? – Que garota esquisita.
- Isso não é da sua conta, ok? Só faça o que eu disse. – Essa garota tá pedindo umas porradas, se controle Bella! Concentração!
- Me diga, em que universo eu compartilharia do mesmo gosto para homens que você? Cheirou antes de vir trabalhar? – Mais uma vez, tive que zoar, a cara de raiva que ela faz é impagável.
- Ótimo, está avisada do mesmo jeito. Tchau Bellinha! - Acredita que a vadia apertou minha bochecha? Ah, mas eu mato aquela... Foco Bella, controle-se!
Porra que vozinha maldita, se eu quiser bater nela eu bato, ok? É, e depois você é demitida. Ah que porra, cala a boca! É, eu sou maluca.
Finalmente entrei na minha sala, que é incrivelmente relaxante, é meu santuário dentro deste hospital, mas meu estômago roncou e o cansaço mais uma vez se abateu sobre mim, então me vi obrigada a sair para tomar um café, porque dormir no meio do expediente está fora de cogitação. Eu fui andando e ignorando os mexiricos sobre o novo médico, pelo visto ele já havia chegado ao hospital, será que ele era tão bonito quanto estavam dizendo? E o que interessa se ele era bonito? Não me interessa mesmo, ah te interessa sim, você está morta de vontade de saber quem ele é!
Ignorei minha briga interna, senão iria começar a discutir comigo mesma de novo, estava me sentindo mal e queria conversar com o Jass, ainda não havia o encontrado e nem falado com ele hoje, e justamente hoje aquela minha estranha depressão parecia estar mais forte, acho que preciso de um psicólogo. Estava quase correndo pelos corredores do hospital, precisava desesperadamente de café, pois sentia minhas pálpebras se fechando devido a uma noite mal dormida, mas esqueci o que estava pensando assim que o vi.
Ele era, na falta de palavra melhor, um deus em forma humana. Tinha olhos verdes e cabelos num tom de cobre, jamais visto por mim, e uma boca, ah que boca! Tão perfeita, ele parecia ter sido esculpido por um artista, porque suas formas eram tão perfeitas, que não podia ser somente obra da natureza. Usava calça jeans clara e tênis cinza com poucos detalhes em branco e sua camisa preta de manga comprida deixava claro os músculos que ele possuía, por um momento imaginei que deveria ser crime escondê-los embaixo de tanta roupa, imagine esse homem com o peitoral a mostra! Eu hiperventilei agora só de pensar em vê-lo assim, Bella que assanhamento é esse agora hein? Você não é assim! Mas dá um desconto, é difícil se concentrar quando um homem desses está te encarando, sim ele estava, com os olhos verdes profundos no meu rosto, acredito que estavam... admirados? Por que estaria admirado comigo? Ele foi vindo na minha direção, e .. Meu deus, como se respira? É puxar o ar e soltar? Eu não conseguia pensar direito enquanto ele sorria para mim, minhas pernas pareciam gelatina e eu comandava a elas para ir embora, mas estas não me obedeciam, eu sabia que ele era o novo médico e a Lauren disse que ele dá em cima de todas, então tenho que me afastar dele o mais rápido possível, mas não consigo me mover, eu perdi os movimentos das pernas porque ele está sorrindo pra mim? Isso é loucura! E a Lauren disse que ele é galinha, (Nossa, estou usando muito o nome dela para me expressar, que horror!) preciso ir antes que me cante e eu boba demais, acabe cedendo! Acho que preciso mesmo de um psicólogo ou psiquiatra, estou começando a levar em consideração o que Lauren diz e ainda por cima, me sinto atraída por este desconhecido? Como assim? Eu chamei aquela criatura de louca pelo mesmo motivo, e eu também estou atraída por ele? Não pode, eu não estou, é cansaço, é falta de cafeína no sangue, eu sei que isso não faz nenhum sentido, mas eu tenho que achar uma explicação para a minha reação diante dele, ele é maravilhoso, perfeito, gostoso, tem um sorriso torto que me faz esquecer aonde estou mas não pode ser isso, eu devo estar...
- Olá, sou Edward Cullen e sou novo aqui, prazer. - Como ele chegou aqui tão rápido? Ele está falando comigo? É claro que está, sua mula! Ele estendeu a mão pra mim, OMG! Até a mão dele é perfeita. - Como se chama? - OMG! Ele perguntou meu nome, caramba eu tô muito tapada hoje, mas pensar em outra coisa quando estou mergulhada naquela imensidão de olhos verdes é difícil, como ele é lindo! Bella, pare já com isso! Anda, responde!
- Eu, er... sou... sou ...- Meu deus, qual o meu nome? Como fui esquecer meu próprio nome? Ai meu deus, agora é que ele pensa que sou retardada mesmo.
- Bella! Preciso que você dê uma olhada nos exames da Sra... – Jasper me salvou, ele é meu anjo da guarda mesmo, ain eu amo meu amigo, muito e muito! Ele se apresentou ao... qual o nome dele hein? Ah, Edward Cullen, consigo pensar agora que estou olhando pro Jass, é visivelmente mais fácil.
Espera aí, Edward Cullen? Cullen? Ele é irmão da Alice? É sua burra, ele acabou de dizer isso pro Jass e a Lauren já tinha te dito o nome dele! Nossa, como eu não percebi o sobrenome na hora que a Lauren falou? Eu devo estar mesmo com sono e cansada, mas Alice não me disse que tinha um irmão assim, tão lindo e perfeito e... FOCO Bella! Bom, ela não disse que ele trabalharia aqui. O irmão dela é um galinha? Como pode? A Alice é tão fofa, ele não pode ser galinha, será que a Lauren estava inventando? Bom, não seria a 1° vez né.
Depois de eu ter dado a mancada de quase admitir o quanto ele é lindo, – Porque parece que ele não reparou que é, já que ficou muito confuso quando o Jass o elogiou, será que ele não se olha no espelho não? – Puxei o Jass pelo braço e este começou a rir da minha cara, com certeza minhas bochechas estavam queimando de vergonha e de raiva do Jass, com certeza o Edward reparou, ah que raiva, ele vai ficar pensando que to afim dele! Mas você não está Bella? Cala a boca voz irritante!

Edward POV

Depois de um tempo, consegui finalmente despachar a Lauren, parece que não iria mais sair daqui! Eu gostei bastante da minha sala, algumas paredes são brancas e outras, beges, dá uma sensação bem relaxante, na verdade dá sono também, mas não posso me dar o luxo de dormir. Acho melhor ir pegar um café, felizmente a sala onde é servido o café eu sei onde é, já passei por ali. Agora reparando bem, o hospital é até bonito, ainda tem aquela aparência que dá um pouco de medo por ser hospital, mas é tudo bem organizado.
Quando estou entrando na ‘’salinha do café‘’ dou de cara com Bella sentada na poltrona mais distante da sala, notei que ela realmente parece estar bem cansada, será que não dormiu bem? E daí, Edward? Você não é nada dela, se controle! Lembre de Jessica, ela é o amor de sua vida! Ah, eu não quero lembrar dela, na verdade, desde que pus meus olhos em Bella, não lembrei de Jess nenhuma vez sequer, parece que ela foi apagada da minha memória no instante em que meu olhar se encontrou com o da linda moça a minha frente, visivelmente adormecida, ela deve mesmo estar cansada.
Acho que vou fazer o favor de acordá-la, se alguém a vir assim, pode se meter em encrenca, ainda mais se for a Lauren. Fui me aproximando dela para falar em seu ouvido, não queria que ela tomasse um susto com a minha chegada.
- Sabia que é proibido dormir no meio do expediente, mocinha? – Ela era ainda mais linda dormindo, sua face estava serena e calma, um verdadeiro anjo.
- Ahn? Huh... ah.. – Assim que me viu, ficou corada, como é adorável essa mulher. Como eu queria poder acordá-la todos os dias e ver esse rosto lindo logo pela manhã, ainda mais quando fica sem graça. O que eu estou pensando? Eu acabei de conhecê-la!

Bella POV

Eu estava correndo por um lindo jardim, onde havia flores do campo de todas as cores, minhas favoritas, mas o que me chamou a atenção era um certo rapaz de cabelos acobreados que estava a alguns metros sorrindo pra mim, ele me olhava como se eu fosse a única coisa no mundo que se vale à pena admirar.
Mas quando estava me aproximando dele, ouvi uma doce voz no meu ouvido, imaginei estar sonhando pois a voz era tão bonita que não parecia ser deste mundo, abri meus olhos devagar mas o que eu vi, era muito melhor do que um sonho.
- Sabia que é proibido dormir no meio do expediente, mocinha? – Ai, eu dormi? Não acredito! Eu não podia ter dormido!
- Ahn? Huh... ah.. - Tentei responder, mas não saiu nada mais do que um sussurro, ainda estava sonolenta e meu cérebro não trabalha direito quando estou perto dele.
- Ah desculpe. – Eu me desculpei com ele? Por quê? – Eu não dormi bem à noite, eu vim pegar um café e... acabei... er.. adormecendo.
- Tudo bem, eu só quis te acordar porque... sabe, se alguém... er, te visse dormindo poderiam te prejudicar ou algo assim... desculpe. – Ele estava preocupado comigo? OMG! Acho que ainda estou sonhando. Se controle Bella!
- Bom, eu... eu... já vou indo, eu tenho um paciente agora pela manhã, obrigada Edward.
Tudo bem, eu não tinha paciente nenhum agora, e com certeza ele reparou, já que aqui no hospital, os médicos têm de chegar antes de o hospital abrir de fato, mas vai que ele tenta dar em cima de mim como a Lauren disse! Ai chega de pensamentos em Lauren! Mas eu não quero ser mais uma a se derreter por ele, ele já deve ter muitas a seus pés, também com aquele sorriso... E ele tem cara de galinha, bom na verdade não é cara de galinha, é cara de... Não tem como definir, ele é lindo demais, então com certeza tem namorada, eu não gostaria que ele tivesse, (E daí se ele tiver Bella? Você não é nada dele!)
E o que me faz pensar que ele daria em cima de mim? Logo de mim, uma pessoa normal e sem graça. Não sei por que, mas me entristeci com esse pensamento, uma parte de mim gostaria que ele fizesse isso. (Só uma parte não, todas as partes Isabella!) Ai que voz chata, me deixe pensar sozinha!
– Mas... – Edward tentou dizer, mas o ignorei e fui caminhando em direção a minha sala.

Edward POV

Por que a Bella fica fugindo de mim? É a 2° vez que isso acontece e acabamos de nos conhecer! Ela não tem nenhum paciente a essa hora da manhã, nenhum dos médicos tem, o hospital ainda nem abriu! Será que ela não gostou de mim? Mas como pode ser? Ela ainda não me conhece, sempre que eu tento, ela vai embora, preciso saber o que ela tem, vou perguntar ao Jass. Eu nem sei porque estou fazendo isso, eu não entendo, ela não devia ser importante pra mim, não mesmo!

Jasper POV

Ah que tédio esse hospital, eu não sou aquela pessoa de reclamar muito mas ter que trabalhar no que eu não gosto é um saco! Bom, eu até gosto um pouco, mas somente da ala de pediatria, eu adoro criança, mas segundo meu pai: Pediatra homem é coisa de viado, onde já se viu isso, não tem nada a ver! Ouço batidas na porta, será a Bella? Ah tomara, estou morrendo de tédio aqui, porque nós temos que chegar mais cedo para não fazer nada? A Bella diz que é para nos prepararmos, sabe, a higiene de um médico deve ser impecável, mas faço minha higiene completa em 10 minutos, não levo tanto tempo! Ela é uma médica excelente e ama seu trabalho, não admite que ninguém ofenda a sua profissão.
Quando finalmente abro a porta, dou de cara com Edward, o que será que ele quer?
- Oi Edward, entra. – Fiz com a mão para que entrasse. – Em que posso te ajudar? – Nossa, parece que estou atendendo um paciente, to passando tempo demais nesse hospital!
- Ah, obrigado! Na verdade Jasper estava querendo conversar com você sobre a Bella. – Ele disse um pouco nervoso, conversar sobre a Bella? Eles acabaram de se conhecer, mas pelo que já tinha notado, ele está interessado nela, Alice vai vibrar com isso!
- O que Edward? Está interessado nela né? Eu já tinha reparado isso, olha, respeito com minha amiga hein, ainda mais vocês acabaram de conhecer. – Disse com um sorriso malicioso nos lábios, pelo visto a Bella vai desencalhar, ela tinha ficado totalmente vermelha quando saiu me puxando quando conhecemos ele, ela tá na dele também, mas ela nunca vai admitir isso. Que ela não me ouça falando isto!
- Eu? Er... não.. é que... – Nossa, nunca tinha visto um homem gaguejando, exceto eu no meu 1° encontro com Alice, mas não preciso comentar isso... – É que eu, bom... ela... parece que está fugindo de mim. – Ele disse um pouco embaraçado. – Estou meio confuso com isso, Jasper.
- Bom, já que somos cunhados, pode me chamar de Jass. – Eu disse para aliviar a tensão dele, ele estava totalmente sem graça, que hilário! – E quanto a Bella, bom... – O que eu digo que não faça ela querer me matar depois? Ah vou dizer a verdade, se bem que a verdade é embaraçosa pra ela, mas ver a Bellita vermelha é engraçado demais! – Acho que tem a ver com o que a Lauren disse de você para Bella. – Falei, sem rodeios e imaginando as mãos da Bella em meu pescoço mais tarde, será que ela iria me perdoar? Ah, por hora vou me divertir com a cara que o Edward está fazendo, cara eles se merecem!
- O que? Como? A Lauren nem me conhece! O que ela disse pra Bella? – Ele disse um pouco... desesperado, esse cara gostou mesmo da Bella! – Foi algo muito ruim?
- Bom Edward, ela disse que você é... galinha sabe, que dá em cima de todas em todo lugar que trabalha. – Será que fiz bem em contar a ele? Ah, eu quero que meu cunhado confie em mim, oras! Eu gostei mesmo dele, e não acredito nas histórias da Lauren.
- Como ela disse isso de mim... Como? Ela nem me conhece! E a Bella... Como foi acreditar nela? – O cara tava em pânico com o que a Bella estava pensando dele. – Preciso ir falar com ela... Obrigado Jass!
- Ah, Edward... er... Não conte a Bella que fui que te contei, ok? – Eu tinha que salvar o meu pescoço né!
– Ur... ok mas por quê, Jass?
- Ah, você não conhece a Bella! No mínimo ela vai querer me matar. – Nossa, agora eu estava me preocupando com a reação dela mesmo.
- Ah ta, ok... Tchau Jass. – Edward disse fechando a porta e me deixando perplexo só de imaginar os olhos assassinos da Bella quando viesse falar comigo, porque agora ela teria que enfrentar ele. Jesus, me proteja!

Edward POV

Como a Bella podia estar pensando isso de mim? Não sei por que, mas queria que ela gostasse de mim, eu queria ser importante pra ela, eu queria ser... Ah, chega Edward! Cheguei em frente à porta dela, e me armando de coragem, bati.

Bella POV

Ah, esses exames da Sra. Johnson que o Jass me trouxe estão muito bons, finalmente ela poderá deixar o hospital depois de algumas semanas, eu me apeguei muito a ela, mas esta está ansiosa para ir embora, ela detesta hospitais, eu também detestaria se fosse paciente! E eu já fui muitas vezes, já que sou tão desastrada que tropeço até nos meus próprios pés. Mas enfim, ela é uma ótima pessoa sabe, por isso eu amo meu trabalho, eu conheço pessoas encantadoras, alguma detestáveis, mas outras maravilhosas, e o melhor de tudo é que eu posso ajudá-las, eu sei que eu estava reclamando do meu trabalho ontem e tal, mas é porque às vezes eu queria ter um tempinho pra mim, e na medicina esse tempinho não existe, na maioria das vezes.
TOC TOC... É a porta, ué quem será? Não é o Jass, eu conheço a batida dele na porta. (estranho, eu sei) Será o Edw...? Claro que não, por que ele viria aqui? Bem que eu gostaria. (Não gostaria não senhora Bella, sossegue a piriquita!)
- Oi Bella, eu queria falar com você, posso entrar? – Não é que eu estava certa, é ele mesmo. OMG! Não consigo respirar, ele está com aquele sorriso torto no rosto!
- Ahn.. é... claro, entra. – Será que vou conseguir falar com ele? Eu não consigo formar frases coerentes na minha mente quando estou com ele. Parece até destino, estou encontrando muito com ele hoje. Ah, come on Bella! Você não acredita em destino! – Bom, o que você... quer... er... falar comigo? - Merda, por que eu não paro de gaguejar?
- Nossa, a minha presença é tão desagradável a ponto de você já querer me expulsar daqui? – Ele perguntou em tom de brincadeira, mas logo depois fez um beicinho de cachorro carente, Ai meu Jesus Cristinho, (Credo! To falando que nem Alice de novo!) ele fez beicinho? AH *-* Espera aí, que eu vou ali morrer e volto, rapidinho ta!? – Bella, você ta bem? – Só agora percebi que ainda to olhando pra ele com cara de boba, ah meu pai, só eu mesma!
- Er... tô bem, eu... Bom, não Edward, não quero te expulsar... é que você disse que queria falar comigo, aí eu... eu... Bom, diz o que quer dizer. – Que bom, eu to gaguejando menos agora, mas temos que trabalhar nisso Dra. Isabella, ainda não está bom não!
- Ah, ok... Eu, na verdade queria te perguntar uma coisa. – Me perguntar? O que pode ser? (Pergunte a ele pra você saber, né demente!) Ah porra, já vou perguntar consciência irritante.
– O que quer saber Edward?

Edward POV

Por que será que ela sempre gagueja quando fala comigo? Mas ela fica tão linda quando faz isso que nem me importo, até gosto, fica tão vermelhinha que me lembra um morango. (Que viadagem Edward!) Eu tenho que perguntar a ela, eu preciso fazer ela gostar de mim, eu sinto que preciso! Não sei por que sinto, mas não posso deixar ela com a impressão errada.
- Bom Bella, eu queria saber se você... bom... realmente acreditou no que a Lauren disse de mim, sabe ela não me conhece e não pode fazer esse julgamento. Mas não quero que você tenha a impressão errada. – Falei num fôlego só, foi mais fácil falar tudo de uma vez.
- Bom, eu... er... eu... – Pronto, ela não vai me responder e vai começar a gaguejar de novo, meu deus, ela está absurdamente vermelha, será que tem algo de errado com ela?

Bella POV

Ele realmente perguntou o que eu acho que perguntou? Que saco, por que não consigo responder decentemente a ele? Mas também, olha o que ele me perguntou, como ele ficou sabendo disso? Ah, aposto que foi o Jass, ah eu mato aquele filho de uma...
- Bella, você tá legal? – Edward me questionou, por que ele vive me perguntando isso?
- Eu... to... to bem Edward, por que você ta me perguntando isso... de novo? – Disse ainda sentindo minhas bochechas queimarem.
- É que... todas as vezes que falei com você hoje, você ficou vermelha e começou a gaguejar, sabe, achei que estivesse sentindo alguma coisa, sei lá... – Edward disse e começou a mexer nos cabelos, um pouco sem graça, eu já disse que ele fica mais perfeito fazendo isso? Não? Então eu digo: ELE FICA UM DEUS fazendo isso!
- Não Edward, é que... eu fiquei sem graça com sua pergunta... – Isso é verdade. – Bom, eu não acreditei no que a Lauren disse... e... como você ficou sabendo disso? – Agora é a hora que confirmo minhas suspeitas e mato o Jass!

Edward POV

E agora, o que eu digo? Eu disse pro Jass que não contaria que foi ele.
- Bom, foi... a... Lauren que me disse... - Quê? Que porra Edward! É claro que ela vai ver que ta mentindo, que anta que eu sou!
- Ah Edward, qual é, acabamos de nos conhecer, mas já deu pra notar que mentir não é seu forte... Sua cara revela tudo! – Bella respondeu e sem gaguejar. Bom, ela acertou, nunca fui bom em mentir, até quando era criança e queria fazer alguma coisa e botar a culpa na Alice, minha mãe logo descobria a verdade, bom voltando ao presente, eu tinha que responder, mas graças a Deus, nessa hora, o telefone na mesa de Bella tocou, ah obrigado senhor!
- Pois não? – Meu deus, ela ficava linda falando como uma profissional, eu quero essa mulher pra mim! (Edward... Edward o que está pensando homem?) Assim que ela desligou, eu disse:
- Nossa Bella, você fica muito bonita falando desse jeito... tão séria e profissional. – Por que eu disse isso? Ah, é verdade!

Bella POV

Ele ta de onda né? Com certeza, não teve graça a piadinha dele, mas mesmo assim, me deixou sem graça e quando estava caminhando em sua direção, eis que tropeço nos meus pés, eu disse que isso acontece com freqüência, então fechei meus olhos e me preparei para queda, ain meu deus, o Edward veria o quão desastrada eu sou!
Mas ao invés disso, ele me segurou em seus braços incrivelmente fortes e quando abri os olhos, percebi que estava mais próxima dele do que pensei, ele estava a centímetros de mim e tive a impressão de estava se aproximando do meu rosto ainda mais, sem perceber fechei meus os olhos mas alguém abriu a porta da minha sala e chamou minha atenção. Era o Jass segurando uma pasta, mas quando viu o jeito que estava com Edward, ele começou a rir. A rir? Eu mato aquele loirinho de farmácia! (Ele é loiro natural, mas chamo ele assim quando estou com raiva dele e ele detesta).

Edward POV

Num segundo, a Bella estava vindo em minha direção, vermelha devido a meu comentário e no outro, estava em meus braços, como ela conseguiu tropeçar se não tinha nada a sua frente? Vi o quão perto nossos rostos se encontravam, não sei o que aconteceu, foi involuntário, eu só senti uma vontade absurda de provar daqueles lábios rosados e tão tentadores.
Fechei meus olhos, e me preparei para viajar ao paraíso, mas um FDP abriu a porta, interrompendo o momento com a minha Bella. (Minha Bella? Já ta assim é Edward?) Cala a boca! Me virei com um olhar assassino dirigido a quem quer que seja que tenha atrapalhado e vi um Jass caindo na gargalhada na porta.

Jasper POV

Não acredito no que meus olhos estão vendo, Edward e Bella iam se beijar? Minha amiga que é BV? Ia beijar um médico que acabou de conhecer? É o fim dos tempos, se a Bella que é totalmente tímida ia fazer isso, o que dirá daqui a uma semana! Haha!
- Nossa, vocês dois não perdem tempo hein! – Eu tive que zoar, mas me arrependi imediatamente disso, quando notei a cara que eles estavam me encarando. Não sei se de raiva ou de vergonha, acho que era um misto dos dois.

Bella POV

O quê? Ah meu deus, será possível eu sentir mais do que ódio por uma pessoa e ao mesmo tempo gostar dela? Eu sentia, não só minhas bochechas, mas meu rosto todo ardendo de tão vermelho que estava, não sei se de raiva ou de vergonha pelo comentário do Jass. Como vou encarar o Edward agora?
- Jass... o quê?... Pára de falar besteira! Não está acontecendo nada aqui, não seja idiota Jass! – Encarei Jass e depois Edward, que estava... triste? Por quê?

Edward POV

Enquanto pensava em algo para responder o Jass, que não fosse rude mas o fizesse entender que o seu comentário foi inadequado, encarei surpreso Bella depois do que ela disse. Sério que ela não notou a corrente elétrica ou qualquer coisa que irradiava dos nossos corpos enquanto estávamos tão próximos? (Sim, Bella tinha se desgrudado de mim, infelizmente, assim que viu que era Jass na porta) Como ela pôde ignorar isso? Ou será que fui só eu que senti? Imediatamente baixei meu olhar e fitei o chão, certamente só eu tinha sentido. Claro, por que cargas d’água ela iria se sentir atraída por mim?
Eu sou simplesmente alguém conveniente depois de muito insistir, porque segundo Jess: Se eu não tivesse insistido para ficar com ela e não fosse, digamos, alguém com uma boa condição financeira, ela nunca teria namorado comigo.
Magoou-me lembrar disso, não da Jessica, e sim porque talvez Bella pensasse o mesmo. Eu precisava sair dali, precisava pensar com clareza, por que eu levava tão a sério o que Bella achava? Estava claro que eu tinha gostado dela, mas parecia mais que isso.
- Eu.. er.. eu vou voltar pra minha sala, com licença. – Eu sei que isso foi meio grosseiro, mas eu precisava ir. Acho que Jass tentou dizer algo, como desculpas depois de notar que eu havia ficado chateado, mas eu não parei para ouvir.

Jasper POV

Edward ficou visivelmente chateado com o que a Bells disse, na verdade, parecia mais que isso, parecia que ele tinha ficado magoado com o fato de ela ter dito que um quase beijo não foi nada, ainda mais do jeito que ela falou! Tratei de me desculpar, mas acho que Edward não ouviu, pois nem olhou para trás enquanto andava pelos corredores em direção a sua sala.

Bella POV

Edward ficou estranho, o que será que houve? Ele foi tão formal, ele não tinha falado desta forma hoje ainda, pode parecer estranho, mas eu me senti mal e preocupada com ele. Ah quem liga se ele ficou triste? Você liga, Bells! Começou essa maldita voz, me deixa em paz! De repente ele é estranho mesmo e...
- Bells, o que estava acontecendo... antes de eu entrar? Você ia mesmo beijar ele? Ficou gamada hein, logo você! Haha! As coisas mudam e o Edward faz milagres. – Jasper disse interrompendo minha divagação, ai lembrei que eu estava p... com ele.
- Você, Sr. Jasper! Cala a boca! Você está todo errado comigo hoje, como você foi contar pra ele o que a Lauren me disse? Ele veio me questionar, você imagina a cara que eu fiquei? – Joguei tudo uma vez, ele ia ter que me explicar!
- Bom, acho que você deve ter ficado vermelha, rs. – E desatou a rir, ah ele me paga! Quando notei, já estava com as mãos no pescoço de Jass.
- Ai Bells, me solta, pára com isso! Me desculpe! – Eu parei de enforcá-lo, mas só porque eu queria respostas. – Por que você fez isso? E que piadinha sem graça foi aquela quando chegou aqui? Era evidente que não estava acontecendo nada, só eu mais uma vez no meu surto de desequilíbrio que tropecei e ia caindo se Edward não tivesse me segurado, foi só isso. – Nesse instante me lembrei de alguns minutos atrás, enquanto ele ainda estava aqui e do calor que irradiava do seu corpo, como eu queria tê-lo beijado e não soltado nunca mais! FOCO Bella, FOCO! Aquele louco saiu daqui igual um furacão, de um jeito um pouco mal educado por assim dizer, pare de ter esses pensamentos com ele!
- Não parecia só isso, rs. – Quando ele disse isso, me preparei para enforcá-lo de novo, mas este percebeu e se apressou em dizer: - Ok, ok, ok eu vou falar, pare com esse olhar assassino, Bells! Desculpe por ter contado, mas Edward foi a minha sala mais cedo e queria saber por que toda vez que ele falava com você, você fugia dele. – Meu deus!
– E ele estava preocupado com isso, então tive que contar a ele e pareceu que ele já tirou essa idéia da cabeça, porque agora pouco a última coisa que você estava fazendo era fugindo, você tinha que ver sua cara, tava um misto de: ‘’Finalmente vou beijar na boca‘’ e ‘’Oh, Edward, me beije logo, já esperei 21 anos por isso!‘’ – Ah, mas ele está pedindo uma surra!
- Jass, você não tem amor à vida não né? Você ta pedindo pra morrer! E eu estou quase atendendo o seu precioso desejo, como uma boa amiga que sou! – Como assim que ele fica fazendo piada de mim? Eu sei que ter 21 e nunca ter beijado é estranho, mas poxa! :/
- Calma Bells, só estou brincando. – Jasper estava tentando se defender, como se adiantasse. – Mas sério agora, o Edward ficou mesmo chateado com o que você disse.
- Com o quê? O que eu disse? – Eu não lembro de ter dito nada demais, só que não havia acontecido nada, ta bom eu não disse assim, mas ele não podia estar chateado com isso, podia? Eu não podia admitir que íamos nos beijar, eu nem sabia se íamos, ah! Mas o Jass ia me zoar até morrer.
- Bells, vocês estavam quase se beijando, e mesmo você ficando com raiva quando digo isso é verdade, e você sabe! E hoje mais cedo, quando eu disse que ele estava preocupado, ele realmente estava. Ele não gostou de saber que você tinha uma idéia errada dele e por isso veio falar com você, para esclarecer as coisas, eu acho que ele gostou mesmo de você, foi amor à primeira vista, com os dois, porque você também ta afim dele que eu sei! – Quando ele disse isso, ele fez uma cara mega maliciosa, que nunca o vi fazer. – E acho que magoou ele quando disse que não era nada Bells, porque é evidente que era. Acho que devia falar com ele. – Eu ainda estava tentando processar o fato dele gostar de mim, é claro que não. Não tem como gostar de alguém que não conhece, mas eu sinto que gosto dele. Não, eu não sinto nada! Deixa de ser idiota Bella! Mas será que eu devia falar com ele? Me desculpar? Ah que isso, eu não fiz absolutamente nada!
- Bells, ta me escutando? – Mais uma vez, Jass interrompe minha divagação.
- To, eu to... er... Mas você ta viajando Jass, é claro que ele não gosta... – Infelizmente. – E não vou falar com ele, eu não fiz nada, nem o conheço!
- Você pode até tentar se enganar, mas você sabe que o que eu disse é verdade! E se você não quiser falar com ele tudo bem, mas quem vai ficar com a impressão errada agora, é ele. Estou indo Bells, já passa das 10 hrs. Tchau pequena! – Não sei por que ele me chama assim, eu nem sou pequena! A namorada dele que é, e ele não a chama assim, a chama de fadinha, vê se posso com isso! Mas será que Edward estava mesmo chateado comigo? Ah Bella, claro que não, Jass está errado e (Mas ele nunca está errado, a errada sempre sou eu) Melhor esquecer o Edward e ir trabalhar! E foi isso que eu fiz. Até porque não agüentava mais isso, desde que conheci ele eu só ficava discutindo e travando batalhas comigo mesma, que coisa chata!

Edward POV

Hoje faz exatos cinco dias desde que comecei a trabalhar aqui, e tenho que admitir que minha vida nunca esteve tão monótona como agora. Tudo isso porque desde meu 1º dia aqui, não falo com a Bella. Eu não estou a ignorando, porque ela também não fala comigo, acho que ela nem percebe minha presença ao lado dela, e olha que ficamos muito juntos, basicamente só não estamos juntos quando estamos atendendo a consultas em nossas salas. E falando em consultas, as que já atendi aqui essa semana foram muito estranhas, todas as mulheres me olhavam como se eu fosse um Adônis, sei lá.
Só com homens, que a consulta corre normalmente, o engraçado é que em Londres eu não tinha toda essa atenção, poucas eram as pacientes que demoravam mais de cinco segundos com seu olhar em mim, mas com certeza as mulheres de NY são diferentes.
Acabo de receber um telefonema de minha irmã me intimando, isso mesmo, porque a Alice não aceita não como resposta, para ir até a casa dela hoje assistir uns filmes, segundo ela vão também Emmet e Rosálie, que descobri ser irmã de Jass, esse mundo é mesmo pequeno, embora seja uma forma de passar algum tempo com meu amigo, que não vi desde que cheguei, só vi Ang que reparou na hora que eu estava estranho mas não me obrigou a dizer o porquê, mas o Emm vai estar com a Rosalie, e a Alice com o Jass, então vou ficar de vela, só a Alice não percebe o quão desconfortável vai ser tudo isso.
E além de quê, não tô com humor pra reuniões, eu sei que é idiota mas eu gosto mesmo da Bella, e só ‘’não estou falando com ela‘’ porque fico me lembrando das palavras dela naquele dia, eu queria que ela sentisse o mesmo por mim, mas talvez Jess estivesse certa e eu não seja bom o suficiente pra mulher nenhuma. Uma coisa boa nisso tudo é que não lembro mais de Jessica, desde que conheci Bella é como se ela não existisse mais, acho que me enganei com o fato dela ser o amor da minha vida, fico feliz com esse pensamento porque agora vejo como desperdicei dois anos de minha vida com ela, me arrependo mas estou feliz de ter acabado.
Mas por outro lado, eu deixei de ‘’amar‘’ (Ou pensava que amava) a Jessica para não conseguir tirar Bella e as palavras proferidas por ela da cabeça, acho que sou meio masoquista. Mas se Bella não quer, com certeza tem quem queira, não que eu me interesse, mas as investidas de Lauren e Vick, que descobri ser Victoria, estão cada vez mais diretas e intensas. Eu até inventei uma suposta namorada que mora em Londres para ver se Lauren desgruda um pouco, mas não adiantou de muita coisa, a resposta dela foi: ‘ – Não se preocupe, eu não sou ciumenta e ela nunca vai saber‘’. Em contrapartida, tem Victoria que todos os dias quando chego, me prende na recepção por uns bons 20 minutos, e acabo que não consigo fazer minha higiene completa direito, eu sei que é exagero mas sou muito meticuloso e não gosto de fazer nada correndo. Para Vick, também joguei a história da namorada que amo muito, que apesar da distância não sou capaz de trair, com ela parece que funcionou melhor mas ela continua em cima.
Não sei o que acontece com elas, parece que estão desesperadas por sexo, porque se atiram pra mim de uma forma, que só estando desesperadas mesmo. Nossa, já são 19:30hrs, vou chegar tarde na casa da Ali e ela vai reclamar, droga! Decidi que amanhã vou falar com Bella, não suporto mais essa indiferença da parte dela e mesmo amanhã sendo domingo, meu plantão é fim de semana sim e fim de semana não.
O bom é que posso aproveitar da presença dela, já que passo muito tempo só a admirando e às vezes ela percebe e fica corada, mas desvia o olhar mais uma vez, como se eu não estivesse ali, e por outras ela finge não notar. Será que esse meu sentimento por ela tem fundamento? Será que ...
- Edward Cullen, finalmente tenho o prazer de te conhecer. – Uma moça, muito bonita por sinal, vem em minha direção falando comigo, agora percebo que já estou no corredor do hospital. Engraçado, como todos sabem meu nome.
- Ar... Oi, prazer. – Estendi minha mão, embora eu esteja atrasado, eu sou educado.
- Sou Tanya Meraz, ainda não tinha falado com você porque parece que você tem mel, já que algumas vivem penduradas em você, não é mesmo? Mas parece que agora eu consegui. – Será que ela falava de Lauren e Vick? Bom, elas não desgrudam mesmo, mas a Tanya também me encarava com um olhar de cobiça enquanto apertava a minha mão.
- Ah sim, é... A Lauren e a Vick, realmente andam muito comigo. – Ok, essa resposta foi péssima, mas o que eu ia dizer? – Me desculpe Tanya, mas eu estou atrasado, realmente preciso ir. Foi um prazer novamente. – Tratei logo de me esquivar, não preciso de mais uma em cima de mim não. Eu sei que essa frase foi super egocêntrica, mas estou ficando com medo com todo esse assédio.
- Ah... ok, teremos chance de nos conhecer melhor depois. Aqui está meu telefone. – Ela disse me estendendo um papelzinho. – Me liga, eu te garanto que você não vai ficar entediado com minha presença como a da Lauren e Vick, elas são atiradas. – Nossa, e ela é o quê? – E eu... eu sou decidida. – Me deu um beijo no canto da boca e saiu rebolando. Será esta, pior que a Lauren?

Bella POV

Se minha vida era monótona, não sei como defini-la agora. Depois que o Edward começou a me ignorar, parece que eu me sinto mais sozinha ainda, como posso sentir isso por um estranho? Alice me convenceu a ir até a casa dela hoje e como ela sempre consegue o que quer, estou eu aqui deitada na cama pensando no que vestir. Fala sério só vai ter casal lá, o que vou fazer? Ser castiçal para enfeitar a noite? (Nossa, que piada sem graça Bella! Você ta mesmo na deprê total!) Acho melhor eu levantar, se eu não for talvez a Alice venha até aqui me buscar.
Meu deus, já são 19:45hrs, daqui a pouco a Alice liga me xingando por ainda não ter chegado, mentira a Alice não xinga, esse papel é meu. *Lonely, I’m mister Lonely, I have nobody * (Caraca Bella, que porra de música é essa? Ah da licença, estou deprimida!) Eu não disse que o grilinho saltitante ia ligar?
– Fala Alice! – Usei aquele meu tom mega simpático que ela já conhece muito bem.
- Isabella Marie Swan, você já está a caminho? Se não estiver eu vou aí te buscar neste exato momento! – Porra, que garota chata! Nem respeita o momento dramático que estou vivendo.
- Alice Mary Cullen, se você fizer isso, aí mesmo que não irei nessa reuniãozinha que você inventou, você já sabe que tô com humor de velho quando perde a dentadura! Então não me estressa que eu ainda vou sair de casa, ok? – Tenho que arrumar logo, porque se ela vier aqui não vai ser nada bom.
- Bells, dá pra notar, suas piadas nesses últimos dias estão horripilantes! Eu quero você aqui em no máximo 20 minutos, ouviu? Nem um minuto a mais! Você me prometeu! – E desligou o telefone antes que eu pudesse questionar o tempo, em 20 minutos nunca que eu chego lá, mas é melhor eu me apressar porque senão ela liga de novo, ou pior vem me pegar aqui, Alice é chata pra caralho, que inferno!
Depois de exatos 15 minutos, eu estava pronta, acredito que estava horrível porque não tenho conseguido dormir direito, mas o que importa isso mesmo! Só agora notei que estou com fome, mas não dá para comer nada. Entrei na minha caminhonete e fui voando pra casa dela, cheguei lá em 10 minutos e acreditem se quiser, assim que cheguei, Alice estava saindo pela porta em direção ao seu carro, um porshe amarelo nenhum pouco chamativo, acredito que ia me buscar, então gritei da janela da caminhonete antes de estacionar atrás do carro dela:
- Alice, que inferno, eu já to aqui! – Com certeza, não gostaria de estar, mas estou.
- Ah Bellzita, - Odeio quando ela me chama assim. – Você chegou!
- Não Alice, é meu espírito porque meu corpo estava muito cansado, então deixei ele em casa. – Será que ela não viu que eu estava aqui? Eu hein! Decidi que precisava me acalmar, eu estava muito nervosa e não queria descontar isso nela, embora ela fosse chata, eu ainda a amava. (Ô melação!)
- Bells, sempre com seu humor típico! Nunca vai mudar né. – Emmet disse me pegando em um abraço de urso, cara ele me mata com isso ainda. – Emm, me solta, você está me esmagando! – Será que ele não viu que eu estava ficando roxa?
- Ah, desculpe Bells, - Ele disse me colocando no chão, mas eu tive que zoar.
- Eu fico imaginando, como você não desmonta a Rose naquelas horas! Você é muito bruto e grande, essas características não podem andar juntas. – Disse me deliciando da cara confusa que o Emm fez, às vezes ele é tão burro!
- Ah, agora entendi. – Eu não disse! – Nossa Bells, você para uma virgem, fala de sexo muito naturalmente. – Eu sabia que a brincadeira ia ter volta, senti minhas bochechas corarem. – Ah que isso Bells, você começa a brincar e fica sem graça? – Ah que raiva do Emm!
- Oi Bells, - Rose disse, me salvando da conversa com o Emmet. – Tudo bom? – Mais uma vez me senti insignificante, Rose estava usando uma calça jeans escura justíssima no corpo, uma blusa vermelha de lã e sapatilhas prata com pequenos brilhos. Como será que ela faz pra ficar tão perfeita?
- Ah... Oi Rose, eu to bem. – Disse constrangida, como sempre.
- Bem vamos entrar, os meninos estão esperando para começar o filme e está frio aqui fora. – Meninos, bom se eu não estou contando errado só falta o Jass aqui, por que será que ela falou no plural?
Uau! Eu havia esquecido como a casa da Alice é linda, é tão luxuosa e ao mesmo tempo confortável, também a mãe dela é decoradora e ótima por sinal, eu só vi umas três vezes, mas gostei muito dela, uma pessoa maravilhosa. Gostaria que ela fosse minha sogra... Não, eu não pensei isso!
- E aí Bells? Demorou hein! – Jass me cumprimentou, mas eu não prestei nenhuma atenção, porque eu estava muito surpresa e completamente chocada com o outro homem que se encontrava do lado de Jass.
Edward estava mais lindo do que nunca, eu juro que eu tento não babar mas é difícil! Ele usava uma calça jeans com uma cor cinza claro, tênis branco e uma camisa verde musgo de manga curta que faz com que o corpo dele fique ainda mais perfeito, os cabelos dele estão de uma forma bagunçada – organizada, deu pra entender? E os olhos dele estão mais verdes devido à cor de sua camisa, e ele parece... feliz por me ver. Feliz?
- Bella, hello! Tá me vendo aqui ou vou ter que esconder o Edward pra você parar de babar e me dar atenção? – Cacete, diz que eu não ouvi o que eu acabei de ouvir, foi alucinação, diz que foi! O Jass ta querendo me matar de vergonha ou o quê?
– Bells, suas bochechas estão pegando fogo! Ta tudo bem? – Foi a vez de Alice, o que eles têm? É aposta pra ver quem me deixa com mais raiva?
- Eu.estou.bem! – Falei pausadamente, a raiva ainda se fazia presente em cada célula do meu corpo.

Edward POV

Não sei descrever qual foi a sensação que tive quando vi que Bella era amiga misteriosa que Alice estava aguardando, nem sabia que elas eram amigas! Tenho a impressão que a Alice fez isso de propósito, Jass deve ter contado a ela alguma coisa e essa ‘’reunião’’ foi uma desculpa para que eu fosse ‘’o par da Bella‘’, tudo bem eu adorei a idéia!
Mas Bella ficou muito sem graça com o que o Jass falou, achei que iria cometer um assassinato.
- Bom, agora que Bella já se acalmou e Edward ficou de repente, menos ranzinza com a sua chegada, acho que podemos começar com o filme – Desviei pela 1° vez meu olhar de Bella, desde que ela chegou para fuzilar Emmet com o olhar e fui imitado por Bella, e novamente cheguei a pensar que acabaríamos todos numa delegacia. Emm e Jass gostam de constrangê-la, e me pegaram pra santo também!
Tudo bem que é verdade que meu humor melhorou e muito com a chegada dela, mas não precisam ficar espalhando, e como eles sabem que melhorou se eu nem disse nada?
– Ah qual é Edward, você tava que nem um velho reclamando porque teve que vir, antes da Bella chegar, e quando ela chega você põe um sorriso na cara mais largo do que de um palhaço e não quer que eu diga nada? – Só agora percebi que estava sorrindo.
– Olha lá Jass, olha pros olhinhos dele, não estão brilhando mais do que uma estrela? – Esse comentário foi muito gay!
- É verdade Emm, mas seu comentário foi gay a bessa, cara! – Jass respondeu. E eu ri.
- Pode até ter sido, mas não são meus olhos que estão brilhando. – Emm disse e parei de rir imediatamente.

Bella POV

Me arrependi de ter vindo, que porra! Não param de fazer comentários sobre eu e o Edward, e não tem nem mais onde eu ficar vermelha de vergonha. Até minha periquita deve estar, uma hora dessas. Nossa que pensamento tosco Isabella!
Ah, mas eu queria muito enfiar minha cabeça num buraco agora mesmo e não ter que ouvir esse tipo de coisa como: Os olhinhos do Edward estão brilhando, qual é, até parece!
- Que droga, os comentários idiotas vão continuar ou a gente vai assistir a merda do filme logo? – Pela primeira vez desde que cheguei Edward falou.
- Emm, acho que o velho ranzinza voltou! – Jass disse, e o Edward ficou tão vermelho que achei que ia explodir de raiva.
- Bom, vamos logo assistir gente, aliás viemos aqui pra isso não é mesmo? - Alice me olhou com uma cara maliciosa e um sorriso presunçoso, que não entendi, - Anda Bells, mete o pé da poltrona que eu vou sentar aí com o Jass!
- Ah, e você espera que eu assista ao filme em pé, grilinho saltitante? – Se ela ia sentar numa poltrona, e o Emm e a Rose já estão esparramados no sofá, só tinha lugar ao lado do...
- Ué Bella, você senta na outra poltrona com o Edward, - Ah, eu sabia! – Você não se importa, não é Ed? – Alice deu um sorriso cheio de mensagens ocultas para o irmão.
- Eu... er... Não..? – O Edward fez soar como uma pergunta e olhou pra mim, adivinha o que aconteceu? Quem disse que eu corei, acertou!
- E você espera que eu sente no colo dele, Alice ? – Eu imediatamente cogitei a possibilidade, seria maravilhoso! Que isso Bella! Quando você ficou pervertida assim? Afastei os pensamentos da minha mente. – Não cabemos os dois ali! – Me vi tentada em sentir o calor do seu corpo novamente.
- Claro que dá, vocês são magrinhos! Se espremer dá sim! – Alice disse sorrindo, mas antes dela ampliar aquele sorriso, eu tratei de cortar a dela:
- Não, não, eu posso muito bem sentar no tapete, ele parece ser confortável. – Mentira, não parecia nada.
- É claro que não, como se minha casa fosse um cubículo onde não tem lugar pra sentar! Você senta ali com o Edward, o que tem demais Bells? – Me olhou com um olhar confuso, mas no fundo tinha uma pontinha de diversão. – Você tem alguma objeção em sentar ao lado dele, Bellita? – Urghhhh!
- Não, mas... bom, se o Sr. E Sra. Sedução dessem um espaço, eu poderia muito bem sentar ali no sofá junto com eles. – Ela não tinha como discutir com isso, sorri me sentindo vitoriosa, mas durou pouco pois o Emm logo disse:
- Ué pode até sentar, mas se não ficar constrangida com nossos amassos durante o filme, tudo bem. – Ah, é o fim! Tô ferrada!
- Bella, você pode sentar aqui, eu não vou te incomodar, eu sei que você não vai se sentir confortável ficando ao meu lado, mas não vou deixar você sentar no chão. – A voz que eu não esperava ouvir se pronunciou, e tinha um pingo de ressentimento na voz de Edward, será que ele tinha ficado ofendido? Nossa, eu não dou uma dentro com ele! Parabéns Isabella!
- Eu, não... tudo bem... - E fui sentar ao lado dele, realmente cabia nós dois perfeitamente ali, mas estávamos colados um no outro, eu não me incomodava com isso, de maneira nenhuma (66’. (Nada de pervertimento Bella!) Ele estava tão cheiroso, não consigo pensar com ele tão perto de mim assim, ele tem um aroma tão suave, que me traz uma sensação de calma mas ao mesmo tempo me deixa fraca e...
- Bella, estou falando com você! – Alice me interrompeu, que saco, não posso nem desfrutar da presença dele sem ter ninguém pra atrapalhar!
- Ahn?... O que... houve? – Perguntei, ainda inebriada pelo aroma do homem perfeito sentado ao meu lado.
- Acho que não é uma boa idéia a Bella sentar com o Edward, olha lá! Ela não consegue pensar direito, fica lerda, coitada! – Emmet disse e automaticamente corei, eu não tinha capacidade nem de xingar mais ele mentalmente, as situações hoje estavam muito constrangedoras, não quero nem imaginar o que o Edward está pensando de mim.

Edward POV

Será que a Bella me odeia tanto assim? Ela ficou com muita raiva quando a Alice sugeriu que ela sentasse do meu lado, eu sei que ela fez isso com 2°, 3° e 4° intenções, mas a Bella pareceu não notar isso. Tive que intervir, por mais que ela fosse ficar irritada se sentando ao meu lado, eu não ia permitir que ela sentasse no chão! Talvez eu devesse ter sugerido isso, eu devia ter me oferecido pra ficar no tapete em vez dela, mas agora já era!
Mas não me arrependo disso, pois nesse instante estou tendo a maravilhosa sensação de estar perto da mulher que eu a... Não, da mulher que me atrai e o cheiro dela é o melhor cheiro que já senti, eu já tinha sentido antes, mas agora, com ela tão próximo de mim, está mais forte. Ah, meu paraíso na terra!
- Acho que não é uma boa idéia a Bella sentar com o Edward, olha lá! Ela não consegue pensar direito, fica lerda, coitada! – Emmet disse e despertei rapidamente, a Bella estava muito vermelha, muito mesmo.
- Emm, pára com isso! Você não acha que atazanou muito a Bella por hoje não? Já chega né! – Eu achava lindo o jeito que ela ficava envergonhada, mas estava me incomodando ver que ela estava mais desconfortável do que antes.
- Ok Ed, parei! Que mau humor! – Emmet reclamou e eu relaxei sabendo que ele não iria incomodá-la mais.

Bella POV

Eu tenho que confessar que adorei quando o Edward me defendeu, ele parecia preocupado comigo, de verdade. Ah, acho que me apai... Não complete a frase Bella! Ok, não completo!
- Bom, que filme vamos assistir Ali? – Rose perguntou, tentando aliviar a tensão. O que adiantou um pouco, Edward estava mais relaxado ao meu lado.
- Bom, eu peguei 6 filmes e... – Tive de interromper.
- Vem cá, você espera que assistamos mesmo todos hoje? – Perguntei confusa, já eram 20:30.
- Claro Bellita, eu peguei os 6 pra quê se não fosse pra assistirmos, amor? – Ah, ela me irrita com esse ‘’Bellita‘’.
- Como? Vai acabar muito tarde! – Fiquei preocupada, eu sou responsável e tenho medo da violência ora bolas. Mentira, eu tava preocupada em ter que suportar ficar do lado do Edward e não falar com ele durante todo esse tempo.
- Ah Bells, relaxa, eu sei que você e o Ed só pegam depois do almoço amanhã no hospital, então vocês podem dormir aqui! E ir juntos amanhã pro trabalho, e se não der pra acabar de ver tudo, marcamos outro dia pra terminar! – A Alice tá doidona se acha que vou dormir aqui, não mesmo! E ela sorria e batia palminhas feito uma criança, empolgada com a idéia.
- Alice, eu não vou dormir aqui, nunca! O combinado não foi esse! – Disse, já me alterando.
- Ah Bells, não me irrita! Depois vemos isso. E então, vamos começar com um filme de terror? – Ah não, já sei que ela iria me obrigar a ficar! Terror? Ah não, eu morro de medo, mas não posso fazer papel de fraca. Principalmente na frente do Edward, que estava começando a me assustar pois olhava pra mim o tempo todo, o que será que ele está pensando?
- Bells, tudo bem pra você? Eu sei que você tem medo de filme de terror e... – Interrompi logo o Jasper.
- Claro que não tenho medo, é só um filme ok? Pode pôr Alice. – Lancei um olhar de ‘’Cala a boca‘’ pro Jass.
- Ok Bells, qualquer coisa o Ed ta do seu lado né. – Urghh! Eu vou matar alguém hoje! A Alice levantou, apagou a luz e foi sentar no colo do Jass, eu senti o Edward se remexendo nervoso ao meu lado, por que será? O filme começou. Foi tudo bem no início, mas depois o serial killer começou a perseguir uma garota, não estava prestando muita atenção, mas me pegava, vira e mexe, olhando pro Edward (Eu conseguia enxergá-lo apenas por causa da luz da TV) e então me forcei a prestar atenção filme, a garota gritava muito e quanto mais ela gritava, mais eu tremia, e de repente, eu sinto uma mão segurando a minha, Edward estava tentando me acalmar. OMG, ele é tão fofo! (Momento Alice agora não!) AAAH! Um grito escapou de meus lábios sem eu nem ao menos sentir, então eu sinto o Edward cada vez mais perto, e mais perto e ...:
- Calma Bella, não se assuste, eu estou aqui, ok? – Ah, ele sussurrou no meu ouvido, o que ele quer? Que eu tenha uma síncope? – Se você sentir medo pode apertar minha mão, se isso ajudar, ta? - Apenas balancei a cabeça em confirmação e ele sorriu. A essa altura, eu nem me importava mais com o filme ou com o fato de o serial killer estar neste momento, estraçalhando a menina em pedaços minúsculos, o que me importava é que ele estava a meu lado. Não sei por que, mas ali no escuro eu tinha mais coragem de falar com ele, então:
- Edward? – Ah, será que é certo eu dizer isso? Ele me olhou surpreso, mas respondeu:
- Sim Bella, - Ah que voz maravilhosa!
- Er... obrigada, isso realmente ajuda. – Eu apertava forte a mão dele, mas não por causa do filme, e o motivo, eu não sei explicar, mas eu me sentia segura simplesmente por segurar sua mão.
- Er... tudo bem, que bom que está ajudando. Mas Bells, se você tem medo de filme de terror, por que disse a Alice que poderíamos assistir? – Ótimo, o que eu digo a ele, pensa Bella, pensa!
- Bom, eu... eu não queria parecer fraca e você podia pensar que... – Meu deus, o que eu fiz? Por que eu falei a verdade? Ah, to fudi... Bella, olha a boca!
- Eu podia pensar o que, Bells? – Ele perguntou visivelmente curioso.
- Ahn, nada. Não é... nada. – Nossa, que bela resposta! Ah o que eu ia responder? Não sei, mas ele não vai acreditar em você. Sério? Nem notei. Eu sei sua voz maldita, me deixa em paz!
- Bella, você pode me contar. De verdade, o que você acha que eu ia pensar? - Ain, nesse instante encarei a sala, procurando o resto do pessoal e procurando uma resposta, como se eu fosse encontrar! Mas o que eu vi foram dois casais se agarrando como se eu e Edward, não estivéssemos ali e a visão que veio em minha mente, de eu fazendo o mesmo com ele não ajudou. – Bells? - Ain, ele está tão perto de mim, isso é tortura! Eu consigo sentir o hálito dele em minha boca, hortelã e menta, ah que homem!
- Eu...er... não é nada Edward... Esquece isso e vamos ver o filme! – Falei um pouco grossa e ele reparou, ele fez aquela cara de cachorro abandonado e se aproximou do meu ouvido.
- Desculpe se eu estou te incomodando Bella, eu sei que disse que não faria isso, me perdoe. – Eu estremeci, o hálito dele tão quente enquanto está tão frio, ah nesse momento pensei se ele não gostaria de me esquentar.
- Edward, você se importa de me esquentar? – AH, eu pensei alto, alto demais, tomara que ele não tenha ouvido, tomara que ele não ouvido!
- O quê, Bella? – Ah, ele ouviu, que merda! Ah quero me jogar de uma ponte! E ele continua olhando pra mim surpreso com a minha pergunta.
- Eu.. er... só... nada... não.. – Enquanto dizia isso tremia de frio, nossa como esfriou de repente! Ele continuava a me olhar como se esperasse uma resposta, que com certeza eu não iria dar.
- Tudo bem. – Imaginei que ele teria aceitado a minha não–resposta, mas ao invés disso, ele me abraçou, ele me abraçou, me abraçou! Ok Bella, todo mundo já entendeu! Ah, mas é muito surreal, ele está fazendo carinho na minha mão, na minha mão, ok, de novo não. Ain assim eu não agüento, é maldade ser tão perfeito!
- Er... Bells, eu sei que prometi não te incomodar mais, mas posso fazer uma pergunta? – Da última vez que ele me pediu isso, fiquei totalmente sem graça com a pergunta, mas eu não estou prestando atenção ao filme mesmo, na verdade ninguém está!
– Sim, claro.
- Er... Por que você não gosta de mim? – Eu não disse! Por que eu fui deixar ele me perguntar? Como ele pode pensar que eu não gosto dele, ele que não fala mais comigo! (Que frase infantil)
- Você ficou maluco? Quem disse que eu não gosto de você? – Ok Bella, reação exagerada demais! Eu reparei ok? E pelo visto o Edward também.
- Não, ninguém, é que... você primeiro fugia de mim, e hoje estava fazendo muito esforço para não se sentar ao meu lado, eu pensei que... não sei... – Ah, eu entendi, realmente olhando por esse ângulo parece mesmo.
- Não Edward, eu...
- Pode me chamar de Ed, sabe, é mais curto, rs. – Ah como ele fica lindo sorrindo! Atenção Bella, controle- se!
- Er... ok.. Bom Ed, eu não estava fugindo de você, foi impressão sua. – Parei de falar para o fitar, mas ele apenas me encarava, esperando eu continuar. - E eu não queria sentar aqui porque não queria te incomodar, só isso.
- Você nunca me incomodaria, Bella. Eu gosto que você esteja aqui ao meu lado e de saber que estou te ajudando de alguma forma. – Ele parecia nervoso ao dizer isso.
- Eu também gosto de estar aqui com você. – Isso é verdade, e olha que legal: Eu não gaguejei, Irrraa! Que tosco!
- Sério? – Ele me fitou confuso, eu já não disse que gosto, ele é surdo ou o quê? Será que gosta de me ouvir repetindo isso?
- Ah Ed, não me faça repetir, já estou bastante sem graça. – Depois de uma conversa de verdade com ele, eu até consigo me expressar melhor, ou será que é porque estamos no escuro?
- Ah, eu adoro te ver vermelha, você fica ainda mais linda, se é que isso é possível. – Ok, agora ele tá querendo me zoar!
- Ah, pára de onda Ed! Sério, não tem graça. – Ele me encarou, como se buscasse uma explicação para minha resposta.
- Como assim? O que não tem graça? – Ele realmente parece confuso.
- Isso de eu ser bonita, olha, nós podemos nos dar bem, sem você precisar ficar mentindo sobre esses elogios, sério. – Eu estou conseguindo falar sem gaguejar, que progresso Bella!
- Mas eu não estou brincando, Bella! Por que acha que estou brincando? Você é linda, muito linda por sinal! – Ele disse um pouco sem graça, ele me acha mesmo bonita? Não, será?
- Eu.. er.. – Ah, tava bom demais pra ser verdade!
- Eu gosto de ter uma conversa clara com você, mas não posso negar que você fica incrivelmente encantadora quando gagueja! – OMG, OMG, OMG! Ele gosta de sussurrar no meu ouvido hein, e eu também ADORO!
- Ed, pare com isso! Você pode até gostar, mas eu odeio gaguejar. – Falei tentando respirar direito. – Não gosto quando isso acontece.
- Acontece muito? Poxa, pensei que só acontecesse quando está perto de mim. – Meu deus, ele virou uma metralhadora de cantadas agora? Ele estava todo tímido agora pouco, o que será que houve?

Edward POV

Não estou conseguindo me controlar, eu sei que Bella está muito sem graça, mas eu adoro vê-la assim, e o melhor é que isso está acontecendo por minha causa, minha causa! Ela estremece quando sussurro em seu ouvido, ela fica vermelha quando a elogio e se arrepia quando faço carinho em sua mão, ela é espetacular, não tenho palavras. Eu sei que isso está acontecendo muito rápido, mas não consigo evitar.
- Me desculpe Bella, me desculpe por te deixar sem graça, é que... – Eu tenho que dizer a verdade, eu quero dizer a verdade. - Eu.. eu gosto de estar ao seu lado.
- Eu, eu também Ed... – Ah, parece que ela fica vermelha pra me provocar, eu quero tanto beijá-la, será que ela vai me achar um tarado se eu fizer isso?
- Eu... me desculpe pelo que eu disse no seu 1° dia no hospital, quando... quando Jass entrou na sala e... bem... a gente estava... Eu... – Ó céus! A cada palavra dela parece que, eu me encanto mais ainda. – Eu não devia ter dito que não estava acontecendo nada, eu fiquei assustada e... - Que se dane o mundo, eu quero ela pra mim!

Bella POV

Eu não sei o que me deu, de repente senti uma vontade de tirar da cabeça dele essa idéia de que não gosto dele, eu simplesmente me abri. Mas não esperava essa reação, pois nesse exato momento ele está com os lábios pressionados nos meus, eu não sei o que deu nele! E também não quero saber, os lábios são tão...
- - Bella, me perdoe! Me perdoe, Bella! Eu... eu agi por impulso e... desculpe... – O que? O que eu perdi? Será que eu fiquei tão entorpecida com o que ele fez que ele percebeu? Eu ia corresponder o beijo, mas ele não me deu tempo, ele deve ter se arrependido disso, com certeza sim, num momento ele estava aqui e agora não está mais, onde será que ele foi? E se ele parou porque demorei demais pra beijá-lo de volta? Ah, eu vou atrás dele! Notei que a única luz que está acesa é a do banheiro, ele deve estar lá. E os casais aqui na sala nem notaram o que houve, também, não param de se agarrar!

Edward POV

O que eu fiz? Ela deve estar me odiando agora, que merda! Com certeza ela me odeia, ela não correspondeu o beijo. Eu preciso voltar lá, já deve ter uns 10 minutos que estou aqui e o Emm pode reparar e começar a fazer piadinhas, como vou encará-la? E se ela tiver ido embora? Ah, que besteira fui fazer!

Bella POV

Será que o Edward se arrependeu e não quer mais falar comigo? Com certeza é isso, já faz uns 10 minutos que ele está no banheiro, ele não está passando mal, porque está muito silencioso lá dentro, ah vou embora, é perda de tempo esperar ele e... Ah, meu deus! Ele abriu a porta.

... ... ... (Imaginem isso representando o silêncio entre os dois, ok?)

- Er Bella, eu... você... – Ótimo, agora ele gagueja também. – Me desculpe, eu não queria fazer aquilo, eu... – Ele se arrependeu! Eu sabia, o que me fez pensar que ele queria ficar comigo? Que burra Bella! Olha pra ele e olha você, ele com certeza tem mulheres deslumbrantes aos pés dele, por que ele iria querer você?
- Bella, você está chorando? – Ed interrompeu meus pensamentos, chorando? Eu? Levei minhas mãos até um pouco abaixo dos meus olhos e percebi, que corriam muitas lágrimas pelo meu rosto. Legal, agora ele vai ficar com pena de você, sua mula!
– Eu, não... eu... – Minha voz saiu embargada e muito baixa por causa do choro que não cessava, que droga!
- Bella, por que está chorando? Eu... eu sei que foi errado o que eu fiz, mas não chore, por favor Bells, me perdoe... – Ele achava que eu estava chorando porque ele havia me beijado? – Se você quiser, eu não falo mais com você, nem olho pra você, mas não... não chore Bells, - Meu deus, ele é louco ou o quê?
- É claro que não quero que fique longe de mim, não é porque me beijou que estou chorando Edward! – Droga! Agora ele vai querer saber o porquê.
- Não? Não é por isso? Então, por que é? – Edward parecia, curioso e... meio que.. desesperado.


Capítulo 2: O começo

Edward POV

Eu fitava Bella, ainda esperando a sua resposta, mas ela estava com o cenho franzido, como se tentasse inventar a melhor mentira para me contar. Eis que surge o Emmet numa hora totalmente errada, às vezes eu tenho vontade de matar ele!
- E aí galera? Fazendo o que nesse escuro, hein? – Falou o tapado, estreitando os olhos e fazendo uma cara maliciosa. Quem dera estivesse acontecendo alguma coisa! Eu podia agora estar...
- Er... nada Emm. Eu acho que já vou indo, está ficando tarde né? – Bella disse, me deixando perplexo. Por que ela quer ir embora?
- Que isso Bells! Você sabe que a Alice não vai deixar você ir e você disse que ia ficar, lembra? – Emm perguntou.
- Não, na verdade ela não me deixou responder e então não pude dizer que não, eu nem trouxe roupa pra ficar, e aqui já tem muitas pessoas não acha?
- Ah que nada! Tem lugar pra todo mundo, a gente se ajeita! E você não vai e ponto Bells, como você mesma disse, já está tarde. Edward, não acha que a Bells devia ficar? – Emm olhou para mim e deu um outro sorriso malicioso. Tá tão na cara assim que tô afim da Bella?
- Eu.. eu acho melhor, Bella. – Ela não podia ir embora.
- Quem é que está querendo ir embora hein? É você, Bells? – Alice se aproximou de nós, tô achando que já tem gente demais aqui. – Não vai não senhora, você prometeu que ia ficar!
- Eu não prometi nada, naquela hora não me deixou formular a resposta! – Bella disse um pouco alterada, acho que ela não queria mesmo ficar aqui.
- Isso não importa, vai ficar e está decidido. Agora me dêem licença que quero ir ao banheiro, anda, vazando daqui! – A Alice é bem estranha, tão educada e de repente tão irritante. – E aí? Já foram? – Ela disse parada na porta do banheiro quando eu e Bella não saímos do lugar.

Segui para sala e me sentei no mesmo lugar de antes, mas Bella se sentou no chão, até pensei em dizer algo, mas não queria irritá-la mais.
- Galera, vou pedir pizza, acho melhor três né? Uma para cada casal. – Nessa hora a Bella fitou Emm constrangida e confusa com o que ele disse, acho que estranhou o ‘’ casal ‘’.– Ah Bella, não me olha assim! Bom, eu e Rose gostamos de portuguesa...
- Ah, eu gosto de 4 queijos. – Alice se pronunciou voltando à sala e com certeza seria esse o sabor, pelo pouco que já pude notar, o Jasper só faz o que ela quer.
- Tá certo, e vocês? Bella e Edward? Querem o quê? – Emm disse, mas eu não queria responder, porque o sabor que gosto todo mundo recrimina, dizem que é nojento, e era meio difícil de encontrar, então continuei calado, e estranhamente Bella fez o mesmo.
- Não vão responder? Anda gente, porra, tô com fome! – Emm disse ficando irritado, ele fica assim quando está com fome.
- Pizza de sardinha com cattupiri. – Bella e eu respondemos juntos, eu imediatamente olhei pra ela, e ela fez o mesmo.
- Que tipo de pizza é essa? Que nojo! Enfim, eu vou pedir, mas não garanto que tenha esse sabor aí não, mas até nisso vocês combin... – Emmet tratou de calar a boca com o olhar mortal que eu lhe dei.

Ficamos sentados jogando conversa fora até as pizzas chegarem, quer dizer, eles ficaram, porque eu fiquei calado todo o tempo. Eu não sou anti-social, ok? Mas Bella nem olhava mais na minha cara e isso estava mesmo me incomodando, muito mais do que devia. Não sei por que me sinto assim com ela, deve ser carência.
Comemos a pizza, que por sinal estava muito boa. O Emmet comeu a maior parte da pizza dele e da Rose, que disse que não ia comer muito para não engordar e comeu uma boa parte da minha e da Bella, que disse que não estava com muita fome e só beliscou; O engraçado foi que ele achou nojento quando eu disse, e mesmo depois de provar continuou dizendo, mas comeu a pampa.
- Nossa, já passa de uma da manhã! – Rose disse e todos se assustaram. A hora passou muito rápido. – Acho melhor irmos dormir né, aliás onde vamos dormir Alice?
- Ah, você podem dormir no meu quarto com o Jass, no chão, é claro. – Alice deu uma risadinha debochada. – E a Bells e o Ed podem dormir no quarto de hóspedes, não se importam né? - Eu duvido que ela queira. – Se importam?
- Não. – Falei rápido demais, acho que perceberam meu nervosismo.
- E você Bella? – Alice questionou e Bella só balançou a cabeça negando. – Ótimo, então vamos! Bella, você pode usar uma roupa minha para dormir, vem que eu te dou uma! E Ed, tem escovas de dente novas no armário do banheiro do quarto de hóspedes, ok? Boa noite. – Alice avisou e saiu puxando Bella pelo braço. É, parece que vai ser difícil pra eu dormir hoje.

Bella POV

Já estava ficando entediada com a Alice, por que preciso de uma roupa tão perfeita se eu vou dormir? Pelo amor de deus!
- Alice, me dê qualquer roupa e pronto! Eu vou dormir mesmo. – Falei, já sem paciência.
- Fica quieta Bells! Aqui, achei! Toma. – Olhei pra Alice que me estendia uma peça de roupa digamos.., não, era um pedaço de pano, isso sim.
- Alice, qual é! Você usa mesmo essas coisas? Isso não cobre nada! – Falei, tentando manter a calma, eu ia ficar ridícula com aquilo, era um short branco transparente com renda na ponta, e uma blusinha da mesma cor, só que com algumas florzinhas no decote, era até bonito e delicado, combinava com Alice, não comigo, e era muito pequeno.
- Bells, pára de graça e vai logo se vestir! Boa noite. – E saiu me empurrando pro lado de fora do quarto, ah um dia eu ainda esmago a Alice com meu pé, piada sem graça eu sei. Meu estado de espírito logo mudou de sem graça, para completamente nervoso. O Edward já devia estar lá dentro, me deu mais vontade ainda de matar a Alice.
Entrei, sem fazer muito barulho, talvez com sorte, ele já estivesse dormindo né. Nem olhei pro quarto direito, segui para o banheiro para trocar de roupa. Abri a porta e...
- Ah desculpe, não sabia que estava... – Dei de cara com Edward vestindo uma calça moletom, mas o que me deixou sem fala foi o fato de ele ainda estar vestindo, ou seja, ele ainda não estava vestido completamente (Surto de burrice não Bella!).
Ele estava usando uma boxer branca que me fez ofegar e muito, ele era tão lindo e estava só de boxer parado na minha frente, acho que vou ter um enfarte aqui!
- Ah, desculpa Bella, eu... eu esqueci de fechar a porta e... – Ah, agora ele está de frente pra mim, de boxer ainda, será que ele não percebeu que eu to quase morrendo aqui não?
- Não Ed... ward, eu devia... ter batido antes, desculpe. – Ah Santinha, me segura pra eu não pular nesse homem!
- Eu... saio pra você se trocar, eu só vou... – Ele começou a pegar as roupas dele para sair, mas não agüento esperar todo esse tempo.
- Edward, se importa de... se ves... tir? – Gaguejando de novo, também, como não iria né?
- Ah... ta, desculpa. – Ele rapidamente puxou a calça de moletom, uma parte de mim se arrependeu dele ter feito isso, ele ficava melhor sem... Bella, controle-se! Quando eu fiquei tão pervertida assim hein? Ah lembrei! Foi quando conheci o homem mais perfeito que esse mundo já viu! – Bells, dá licença? – Agora que me toquei que estava parada na porta do banheiro bloqueando a passagem dele, cara eu preciso de tratamento imediato!
- Ah desculpa! – Tenho certeza que devia estar mais vermelha que o próprio vermelho nessa hora! O cheiro dele me invadiu quando eu entrei no banheiro, acho que ele devia ter tomado banho, eu demorei tanto no quarto de Alice, ai imagina ele tomando banho... Wow, é melhor não imaginar!

Apressei-me em me trocar, não sei por que, mas tinha uma vontade de pôr meus olhos novamente naquela criatura esculpida por anjos, ou senão o próprio anjo!
- O que está fazendo, Edward? – Perguntei quando vi ele tirando umas colchas do armário e colocando no chão.
- Eu... estou me preparando pra dormir. Você achou mesmo que eu ia te fazer dormir no chão? – Ele deu um sorriso, ah que sorriso lindo!
- Eu.. não precisa, eu posso dormir no chão... ainda mais, é a casa da sua irmã e... – Me arrependi de ter dito isso, eu sei que sou nova ainda, mas quando durmo em colchonetes ou coisas assim, acordo com uma terrível dor nas costas.
- Ah Bella, pára com isso! Eu não me importo de dormir no chão. Eu vou na cozinha pegar um... – Ele pigarreou, olhando pra mim dos pés a cabeça. – Um leite quente, eu não consigo dormir se não tomar um, você quer alguma coisa? - Sério? Você também toma? – Empolgação demais Bella! – É, quer dizer, eu quero um também, obrigada. – Temos algo em comum, que lindo!
- Er, é... ta, eu já trago Bells. – Eu fui andando em direção a cama e percebi que ele ainda estava me encarando, na verdade me secando, imediatamente corei. Maldito baby doll da Alice!
Então, ele saiu e eu fiquei observando ele se afastar, ah que homem senhor! Ah um desse lá em casa! Um desse? Não tem, só tem ESSE! Ele é único!
Deitei na cama e comecei a lembrar da reação dele ‘’pós-beijo’’ e de como ele ficou calado depois disso. Não Bells, chorar de novo não! Não sei porque acontece isso, eu não choro! O que ele fez comigo?

Edward POV

Nossa, quase deixo o leite queimar agora, pensando em como a Bella está linda com aquele baby doll e sexy, e maravilhosa e... Já chega Edward, leva logo o leite antes que ela canse de te esperar! Ok, já estou levando.
Fui caminhando em direção ao quarto, evitando pensar em Bella, já está tudo escuro e cair agora, não é tão difícil.
Uma visão do paraíso que tive, a Bella está adormecida na cama, tão linda e com uma expressão tão suave, que vontade de beijá-la. Não, não estrague tudo de novo!

Bella POV

Despertei com um anjo chamando meu nome, estou sonhando? Não, eu estou acordada. Mas é sim um anjo me chamando, um anjo lindo de cabelos acobreados e corpo p-e-r-f-e-i-t-o!
- Bells, acorda. Bells?
- Hum... oi. – Sorri, um pouco sem graça.
- Oi. – Ele deu aquele sorriso torto, o sorriso que eu tanto amo. - Eu trouxe seu leite, mas deve estar cansada, se quiser eu levo de volta. – Eu não posso ficar tão encantada com ele, eu não me envolvo com ninguém! Mas olha o jeito que ele fala, e age, assim fica impossível!
- Não, eu... eu vou tomar, obrigada Ed. – Vi que ele ficou feliz por tê-lo chamado pelo seu apelido.

Depois de tomarmos o leite, Edward levou a bandeja e os copos. Não sei como naquela hora dormi tão facilmente e sem perceber e agora não consigo de jeito nenhum.
Percebi Edward voltando ao quarto, evitei olhá-lo, senão aí mesmo não conseguiria dormir, mas senti que ele me olhava.
Vou tentar esvaziar minha mente e finalmente, depois de alguns minutos, eu sinto minhas pálpebras ficando pesadas e sem hesitar, deixo elas se fecharem.

Edward POV

Ah, que isso na minha cara? Abri os olhos devagar para perceber que já tinha amanhecido, que sol maldito! Já disse que odeio sol? Não? Ok, eu odeio sol! Só faz a gente suar e não conseguir dormir direito por causa do calor, se bem que eu não ter dormido direito não tem nada a ver com o sol, e sim com a mulher linda que está deitada a um metro de mim.
Falando nela, quer dizer, pensando, será que minha musa já acordou? (Ah, pensando nela agora? Você pensa nela o tempo todo Edward!) Ta bom, eu penso mesmo, mas o que dizer, eu não consigo evitar.
- Edward... – Bella está me chamando? E como se pra responder minha pergunta, ela disse mais uma vez. – Edward... – Ela falou tão baixinho, mas é melhor ir até ela. (É melhor não, você quer ir até ela!) Sim, eu quero mesmo e daí?
- Sim Bells. – Eu disse me aproximando dela, mas ela continuava de olhos fechados.
- Edward... – Ela fala dormindo. – Edward, fique comigo. – Ela está sonhando comigo? Eu não preciso nem dizer que nesse exato momento se fez uma festa dentro de mim, certo? Com direito a banda de rock e tudo. (Exagerou um pouquinho né?) Não, não exagerei.
- Edward... – Ok, o sonho não devia ser bom. Ela começou a ficar inquieta na cama. – Eu quero... eu quero... – E continuava inquieta, o que será que ela quer? Vou morrer de curiosidade! Tudo bem, isso é só um sonho, mas os sonhos são os desejos subconscientes, certo? (Não são, não) Cala a boca, voz estúpida! Eu prefiro acreditar que são, e então ela quer algo relacionado a mim!
- Bells, acorda. – Ela está começando a me preocupar. - Bells, eu estou aqui, eu estou aqui, acorde. – Então ela começou a abrir os olhos, mas eu não esperava a reação que ela teve.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – PLOFT! Ela me deu um soco, meu deus, será que estava muito perto dela? Ah, tá doendo pra porra!

Bella POV

Puta que pariu! Não acredito que o soquei, também, ele estava perto demais de mim né, eu nunca ia imaginar acordar e ver um rosto colado ao meu. Ah mesmo assim, que merda, Bella! Merda, merda, merda!
- Edward, Ed, me desculpe... eu... eu não sabia, ah me perdoe. – Bells idiota, Bells tapada, ele não vai desculpar você! Será que quebrei o nariz dele?
- Não Bella, eu to bem... eu... – É sim, tava muito bem, tão bem que não conseguia nem falar, por que homem não assume a dor que sente? Que orgulho besta! Tudo bem, que apanhar de uma mulher é meio chato, mas foi sem querer né, eu não tive culpa.
- Tá bem sim, eu tô vendo. Vira pra cá, deixa eu ver. – Me aproximei dele e peguei seu rosto, ele tem o rosto mais lindo assim de perto. Porra Bella, pensamentos impróprios agora não, o homem tá machucado merda, e foi você que o machucou!
- Ai Bella, cuidado... ai, não... – Edward gemia de dor, meu deus que drama!
- Edward, olha a graça! Nem quebrou! – Homens são tão infantis com dor, e ele ficava se mexendo, afe! – Edward, fica quieto pra eu ver! Sossega homem!
- É claro, não é seu nariz que tá doendo.
- Ah, e se estivesse eu não faria todo esse drama. Homens são muito frouxos, e você é e muito! Imagina se você tivesse de parir, meu deus, acho que você surtava. – Ah, eu não pude deixar de rir da cara que ele fez.
- O que? Eu não sou frouxo! – Ele disse fazendo uma careta, ah o ego! E eu ri mais ainda. – Ah, você tá rindo? Eu vou te dar motivo pra rir! – E pela cara de maníaco que ele fez, eu já podia imaginar o que faria.
- Não, não Edwa... – Mas era tarde, ela já estava me fazendo cosquinha e eu morrendo de rir. Eu fico totalmente vulnerável quando me fazem isso.
- O que foi Bella? Não consegue falar, não? – Ele se divertia as minhas custas.
- Ah, pára... não... pára Edward! AAAAAAH, não... Páaaraa! – Eu ria escandalosamente, gritava e com certeza, não ia demorar a alguém aparecer.
- Que foi Bellinha, o frouxo tá te incapacitando? Eu sou frouxo? Sou? Enquanto não retirar o que disse, eu não vou parar! MUAHAHAHA. – A risada dele me deu medo, muito medo.
- Ta bom... ta, ok... eu... eu... – Não consegui falar, minha barriga já estava doendo.
- Você o que? Hein? O que? – Ah, ele vai me pagar!
- Eu... retiro o... que disse... Você... não é frouxo.
- Ah bom, meus dedos já estavam ficando dormentes, você é muito orgulhosa mocinha! – Edward disse, rindo da minha cara, no mínimo eu estava vermelha.
Finalmente ele parou e aí percebi a posição que estávamos, ele praticamente estava deitado em cima de mim, se alguém entrasse aqui e visse isso eu nem se...
- Hei! O que estão fazendo? – Emmet entrou no quarto e perguntou, imaginem a cara dele quando nos viu naquela situação né! Nunca mais abro minha boca pra agourar nada. – Ouvi um grito, barulhos e vim ver o que era, pelo visto interrompi algo né, continuem, eu já estou indo. – Ah, eu mereço!
- Deixa de ser idiota Emmet, estávamos brincando! – Edward se apressou em dizer, já que eu ainda estava impossibilitada.
- É, eu conheço bem essa brincadeira, eu brinco muito disso com a Rose sabe, eu só não entendi o motivo dos gritos ainda. – Ah, que raiva do Emmet! – Acho que não quero nem entender, mas continuem que eu já estou indo, o Edward tá precisando mesmo de...
- O que houve? Quem gritou? – Alice interrompeu Emmet, e eu a agradeci mentalmente, porque com certeza o que ele ia dizer não ia prestar.. – Já estão tão íntimos assim é? – Disse rindo. Agora percebi que eu e Edward ainda estávamos naquela posição, o empurrei e levantei.
- Ai Bella! Tá tentando me matar hoje a todo custo né? – Edward disse e percebi que o tinha empurrado com muita força e ele bateu com as costas na parede do quarto, eu ia ficar irritada com o comentário mas o alvo de minha raiva era outro, ou melhor eram outros.
- Ah, desculpe Edward. – Disse logo antes que ele reclamasse de novo. – E vocês dois! – Apontei pra Emmet e Alice, que me encararam assustados, eu devia estar com uma cara de serial killer. – Já chega! Que merda! Sempre com essas brincadeirinhas idiotas, não estava acontecendo nada! O Edward estava me fazendo cosquinha. – Olhei para ele o fuzilando com os olhos, ele ainda ia me pagar! – E eu fico impossibilitada quando isso acontece, caceta. Então não me amolem! – Xinguei mesmo, não estava com paciência.
- Calma Bellita, só estávamos brincando, desculpe. – Emm disse colocando as mãos pra cima mostrando inocência.
- Se fossem palhaços, seriam demitidos. – Disse, ainda irritada.
- Bella, calma! – Alice disse fazendo um biquinho que não resisto quando ela faz. – Eu estava fazendo uma brincadeira inocente e você me trata assim. – Ela aumentou ainda mais o bico, ah assim não agüento.
- Ok Alice, ok. Que não se repita! – Forcei a manter meu tom autoritário, mas estava abalada com o biquinho dela, ai como sou sensível!
- Tá bem Bellita! Eu vou tomar um banho dears, até daqui a pouco! – Ela falou como se nós não fôssemos continuar na mesma casa.
- Eu também to indo, mas Bells...? – Emmet me chamou. – Vocês estavam numa situação bem suspeita mesmo. – Nessa hora, o Edward levantou correndo em direção ao Emmet, mas ele fechou a porta e o Edward foi com tudo nela, eu me segurei para não rir, quase não consegui.
- Ai porra, minha testa! – Edward resmungou, ele parece um velho, reclama muito. Eu também, mas, e daí? Eu quero falar dele!
- Pronto, vai começar o drama de novo, você é mesmo um frouxo! – Eu tive que falar, mas me arrependi e muito, o Edward me olhou com a cara de maníaco de novo e eu já sabia o que me esperava.
- AHHHHHHH! Não Edward.... ah desculpa, nãao... – De novo foi tarde demais ele já estava em cima de mim me fazendo cosquinha, mas dessa vez eu tinha me jogado na cama e pego os lençóis pra jogar nele na tentativa de fugir, o que foi em vão, é claro. Até porque, lençóis não iam segurar ele, mas qual é! Foi a única coisa que pensei!
- Você vai se arrepender de ter dito isso Dr. Swan, MUAHAHAHAHA. – Risada maldita!
- Não... me desculpa... eu não falo mais... não... Chega Edward... eu já parei, aaaaah, CHEGA! – Ele parou e ficou me olhando, com o rosto sério.
- Bells, me desculpa, acho que passei dos limites. - Agora entendi o rosto sério, ele estava preocupado.
- Calma, não é pra tanto! É que minha barriga ainda tá dolorida do seu último ataque, não precisa ficar assim! Não foi nada demais. – Tentei acalmá-lo e adiantou, logo o rosto sério deu lugar aquele sorriso torto lindo.
- Então eu posso continuar? Eu tenho que admitir que você fica linda quando está gargalhando, mais linda, na verdade. – Ok, agora eu corei. Normal né, ficar perto dele e não corar nunca foi um ato presente desde que o conheci. – E quando fica me implorando pra te soltar, fica muito engraçada. – Ah, que safado!
- Aé? Então péra ai! – Comecei a dar tapas nele, nada pra machucar é claro, mas ele merecia uns tabefes depois do que disse.
- Ahaha, você parece um gatinho indefeso que se acha um leão. – Ele disse isso e segurou minhas mãos acima da minha cabeça com uma mão dele em cada uma minha e aí vi a nossa posição, ele estava praticamente deitado em cima de mim de novo, e as pernas no meio das minhas, sua respiração estava ofegante e eu podia a sentir na minha boca.
- Bella... – Ele suspirou, ah eu não me contive mais, simplesmente o beijei.

Edward POV

Assim que notei como o meu corpo estava junto do dela, parece que minha mente se desprendeu do meu corpo, porque eu ordenava que ele se levantasse antes que eu fizesse uma besteira, mas ele não correspondia aos meus estímulos, e eu estava me perdendo naqueles olhos cor de chocolate que agora brilhavam de um jeito que não tinha visto antes.
E isso não estava ajudando o meu auto-controle, então sem minha permissão o nome dela saiu dos meus lábios, mas eu me surpreendi com a reação dela.
Enquanto eu lutava comigo mesmo tentando não fazer o que eu tinha tanta vontade, ela parece que leu meus pensamentos e me beijou. Um beijo calmo e suave, como se estivéssemos descobrindo um ao outro..
Quando dei por mim eu já estava completamente deitado em cima dela, com as mãos na sua cintura a puxando pra mais perto de mim, se ainda era possível, e ao mesmo tempo, passando pelo lado de seu corpo enquanto ela puxava meu cabelo, também me puxando pra mais perto dela.
Eu sei que ia me arrepender disso depois e que estava indo muito rápido, mas eu não conseguia parar, eu não queria parar, eu precisava dela, mais do que tudo, mais do que qualquer outra coisa que eu já precisei e quis na vida.
Eu queria mais, precisa de mais, então passei a língua pelos lábios dela, pedindo passagem e ela atendeu sem hesitar, não há nada comparado com o sabor dela, é totalmente maravilhoso e eu sabia que já estava viciado nele.
Eu comecei a sentir o Edzinho impaciente dentro da cueca, como jamais esteve, então ela subitamente parou e me empurrou, quase me fazendo cair da cama. Novamente o pensamento de que ela estava tentando realmente me machucar hoje veio à cabeça, mas um pensamento muito mais forte tomou o lugar.
Eu precisava pedir desculpas a ela, que estava sentada ao meu lado, fitando o nada, ela estava pensativa. Mas pensando bem, ela estava correspondendo; bom, mas eu estava encima dela, não tinha como tentar escapar! Não devia ter feito isso, mas por que será que não me arrependo de ter feito?

Bella POV

Estou chocada, estou muito chocada, como meu corpo resolveu agir daquela maneira? Nem parecia que eu tinha controle sobre ele, acho que naquele momento eu não tinha mesmo, isso não quer dizer que não gostei, não quer dizer mesmo, eu digo, foi bom, não, foi ótimo, não, foi maravilhoso, esplêndido, surreal e... Calma Bella! Mas foi tudo muito rápido, eu o conheço a o quê? Uma semana?
Mas o beijo foi maravilhoso, não consigo imaginar um 1° beijo melhor. Mesmo assim, eu praticamente o agarrei, tudo bem que ele não tentou resistir, de maneira nenhuma, ele estava tão... Foco Bella! O que ele deve estar pensando?
Com certeza me acha uma garota fácil, uma bitch! Eu não sei o que me deu. Agora dei motivo para as piadas de Alice e Emmet.
- Bella? Eu sei que você não deve estar querendo falar comigo, mas eu preciso que me escute, só escutar ok? – Agora acordei pra vida, o Edward está falando comigo, não sei se estou pronta pra encarar ele depois disso, (Bella, deixa de frescura!) Frescura porque não é contigo! (Claro que é, eu estou dentro de você lembra baby?) Ah que porre! – Bella? Me responde por favor.
- Er.. eu... – Pronto, e a Bella volta ao normal, já estava estranhando eu não gaguejar durante tanto tempo estando com ele.
- Gente, você estão demorando tanto, o café já está na mesa e... – Emmet chegou falando igual um papagaio, como sempre. – Bells, o que houve? Você está branca igual um papel, assim, você já é muito branca, mas você ta realmente.. – Ah, eu vou matar ele! Que merda, ele simplesmente não consegue ficar sem fazer piada né.
- Que porra Emmet, eu to tentando falar com a Bella, será que dá, ou vocês vão ficar entrando aqui toda hora pra ver o que estamos fazendo? A gente já vai, agora mete o pé daqui, anda! – Edward levantou da cama e saiu empurrando Emmet pra fora do quarto, visivelmente irritado, acho que a raiva deixa mesmo as pessoas mais fortes, porque o Edward nunca conseguiria empurrar o Emmet se estivesse normal, ele é forte, mas o Emmet parece até que toma bomb...
- Bella? – Caraca, eu to divagando muito hoje, que droga! Ele vai me achar uma maluca.
- Eu.. to ouvindo, desculpa, eu só estava pensando. – Ah, eu realmente não queria ter essa conversa. Edward se sentou do meu lado, pegou minhas mãos e olhou fundo nos meus olhos. O que a gente estava falando mesmo?
- Bella, você me perdoa? – Por que ele está me pedindo perdão? Fui eu que o agarrei. – Eu sei que exagere...
- Edward... – Eu tinha que interromper.
- Eu sei que não é desculpa, mas às vezes agimos por impulso e... – Ele gosta mesmo de me pedir desculpa. – Eu não queria forçar nada...
- Edward, escuta... – E ele não escutou, continuou falando.
- Eu quero muito que você me desculpe Bella e... – Ele já está me irritando com essa lamentação toda.
- Porra Edward! Cala a boca e me escuta! – Acho que exagerei, ele ficou me olhando como Alice e o Emm naquela hora, como se eu fosse uma serial killer, mas pelo menos ele calou a boca. – Olha, desculpe ter gritado com você, mas você não parava, vai me deixar falar agora ou vai continuar se lamentando?
- Vou, me desculpa. – Ele disse abaixando a cabeça, meu deus ele é tão dramático.
- Edward, não comece com o drama! E pára de me pedir desculpa, que o CD vai arranhar daqui a pouco, de tanto que você já o tocou! – Piada MEGA sem graça, eu estou precisando de umas piadas novas, mas pelo menos ele deu um sorriso, o MEU sorriso, sim é meu!
- Eu não quero me lamentar, mas eu não podia ter feito aquil...- Oh my god! E ele continua se culpando. Eu mereço isso.
- Fui eu que te beijei Edward! – Ele parou e me olhou surpreso, - Se alguém tem que pedir desculpa sou eu, mas não vou pedir, porque não me arrependo. – Q-U-E? O que foi que eu disse? Eu pirei total!
- HAHAHAHAHAHAHA. – Ótimo, agora ele ri.
- Qual é a graça, posso saber? – Eu sei que estou muito irritada, mas eu sou assim!
- Você queria isso Bells? – Ele me olhou com uma cara maliciosa, OMG! Se ele continuar com essa cara, eu vou agarrar ele de novo e vou terminar o que começamos, meu deus Bella! Controle-se!
- Eu... er... bem, eu... – PORRA! Gaguejo maldito!
- Eu já estava sentindo falta de você gaguejar, eu adoro quando você faz isso. Eu já te disse, não? - Ele está chegando mais perto, Morri :x
- Er... já. – Estou me sentindo desfalecer com esse sorriso. – Mas enfim, eu acho que a gente foi rápido demais naquela hor... – Ah, ele continua sorrindo, assim eu não consigo organizar meus pensamentos porra! – Edward, você pode... parar com isso? – Eu tinha que dizer.
- Parar com o quê? – Ele me fitou confuso, mas depois sorriu, com certeza minhas bochechas estavam em chamas, o engraçado é que quando estávamos... bem... naquele amasso, eu não fiquei com vergonha, estranho não?
- Com você sorrindo desse jeito, eu não consigo organizar meus pensamentos. – Ah, eu vou ter que xingar, eu poderia ter sido menos franca. – QUE MERDA!
- Tudo bem Bella, se te irrita tanto, eu paro. – Edward estava me olhando como se fosse maluca, eu xinguei em voz alta e não notei?
- Er... desculpa, não foi por isso que eu xinguei.
- Então, por que foi Bella? – Porra, ele ta fazendo de propósito. Não é possível que ele fique com esse sorriso o tempo todo.
- Er... é que... er...- Ele abriu ainda mais o sorriso, Bella pare de gaguejar agora! – Eu não consigo mentir pra você, - Disse num fio de voz. De novo, não consegui, mas pelo menos parei de gaguejar.
- E por que você quer mentir pra mim? – Ah, não quero responder.
- Eu... não quero, é que eu digo coisas que não devia pra você, e eu não faço isso com ninguém. Eu acabo dizendo complementos da minha resposta que deveriam ficar só na minha cabeça sem querer, e quando vejo, já falei. – Agora que ele sorriu mais, e pegou meu queixo, pegou meu queixo. Morri ² :x
- Eu fico feliz em ser essa exceção, assim, mesmo que eu não leia mentes, eu vou saber o que está pensando. E sua mente é a única que, verdadeiramente me interessa. – Ah, ele está se aproximando, ele vai me beijar! Ele vai me beijar!
- Bella, eu queria saber se... – PUTA QUE PARIU! Quem foi o desgraçado que atrapalhou o MEU momento com meu anjo? – Ah, desculpe, eu não queria atrapalhar...
- Tudo bem Rose, pode entrar. A gente já estava indo lá pra sala mesmo, né Bella? – O quê? Não, não estávamos, nós íamos nos beijar e depois, quem sabe... – Vamos Bella?
- Er... O que? Ah, ta... vamos. – Não, eu não quero ir.
- Er... ok. – Rose disse, ah, mas eu mato ela, ah se mato! Se bem, não posso fazer isso, ela vai querer saber por que né, e não posso contar pra ela. Eu nem mesmo sei se tenho alguma coisa com ele.

Fomos pra sala e fomos recebidos por aleluias e piadinhas de Emm e Jass, eu até me irritaria, mas estava pensando em como ficaríamos depois desse beijo. Se não tiver sido nada pra ele? Porque pra mim com certeza foi alguma coisa, mas não devia ser! Droga!
- Bella, o que aconteceu? – Edward me perguntou, notei que já estávamos sentados na mesa.
- Não, não. Não houve nada... nada... nada mesmo. – Por que eu disse tanto ‘’nada’’? Tá na cara que eu estou mentindo.
- Sério? – Apenas assenti. – Não vai querer que eu use da minha arma recém descoberta para te tirar a verdade, não é? – Ah, ele não ia conseguir dessa vez.
- Tente. - O desafiei. E lá veio aquele sorriso torto maravilhoso que eu amo, mas que está começando a me prejudicar.
- Eu só estava pensando se aquele beijo tinha significado alguma coisa pra você. – Cacete, que merda é essa? Como ele faz isso? Eu não queria dizer! Como ele consegue fazer isso comigo? - Haha. É claro que sim, você não vai escapar de mim tão fácil. – Eu não pude conter meu sorriso depois disso, ele suavemente pegou minha mão e a beijou. Preciso dizer que fui ao céu e voltei?
- Você ainda não me conhece. – Eu meti o dedo no pote de geléia e passei no nariz dele, eu sei que iam comer aquela geléia, mas sou limpinha oras.
Ele começou a rir e depois pegou um pouco de manteiga e passou na minha bochecha, e nós continuamos com isso um bom tempo.
- O que vocês estão fazendo? Parem com essa melação! – Jass falou. Edward e eu estávamos lambuzados de geléia e manteiga. Paramos imediatamente com a brincadeira, e começamos a rir.
- Nossa! Vocês ficaram bem amigos hein? – Claro que esse comentário veio do Emmet, mas eu não estava nem ligando!
- Sim, ficamos. Algum problema? – Edward respondeu, e ele estava tão lindo, até mesmo sujo de geléia.
- Claro que não brother, não precisa estressar. Não posso dar um piu sobre a Bella, que você me fuzila com o olhar. Isso é amor hein. – Emmet disse, mas em vez de ficar corada, eu olhei pro Edward e ele sim estava. Queria que fosse verdade. Que isso? Eu acabei de conhecer ele, eu nem sei como ele é!
- Emm, pára com isso vai. Dá uma folga pelo menos por agora de manhã - E o Jass me salva de novo : ) - Senão, não teremos mais comentários pro resto do dia. – UGH. E eu pensei que o Jass estava tentando nos ajudar, ele não se cansa de me envergonhar.
- Resto do dia? Nós temos que ir para o hospital, esqueceu de suas obrigações Jass? – Eu disse num tom irônico.
- Não Bellinha, acontece que ligaram do hospital agora pouco e não vamos precisar ir para o hospital hoje, já ficamos ontem, outros médicos vão ficar no nosso lugar. Isso serve pra você também Edward, já que você ficou de plantão ontem também.
- Sério? Ah que ótimo, então poderemos assistir o resto dos filmes, podemos passar o dia assistindo, o que acham? – Alice disse, todos concordaram e eu apenas balancei a cabeça.
- Bom, eu vou tomar um banho. – Edward disse se levantando.
- Eu também. – Disse, mas quando olhei a cara do Emmet, sabia que ia vir outro comentário maldoso e ele sabia que eu sabia, e mesmo assim falou.
- Vocês não se desgrudam mais. Vão tomar banho juntos também? – Por favor, um saco plástico pra eu enfiar minha cabeça?
- Não que isso seja da sua conta, mas estamos sujos de geléia e manteiga, acho que precisamos de um banho Emmet. E guarde seus comentários pra você que eu estou me irritando de verdade com eles. – Edward respondeu novamente, ele realmente parecia irritado. Vou falar com ele, não quero que ele brigue com o Emmet, eles são amigos há muito tempo para brigar por besteira.
Seguimos para o quarto, e quando Edward fechou e trancou a porta, eu pensei em desistir do banho e fazer outra coisa. Não, não, não! Você tem que conversar com o Edward, lembra?
- Edward? – Disse, tentando espantar meus pensamentos inadequados.
- Sim. – Ele disse se aproximando de mim, enquanto eu tentava lembrar o que eu queria dizer, porque ele me olhando daquele jeito é difícil.
- Você está muito irritado com as coisas que o Emmet anda dizendo, não é? – Acho que ele não esperava essa pergunta.
- Ah, bom eu... não gosto mesmo Bella, acho que ele falta com o respeito com você quando fala aquele tipo de coisa.
- Edward, você sabe que o Emm não faz isso por mal, ele é muito brincalhão, só isso. Ele sempre tenta ‘’descontrair o ambiente’’, principalmente quando tem uma situação tensa, e na maioria das vezes ele consegue. Eu não quero que fique chateado com ele por isso, eu sei que vocês são amigos há tempos e por isso mesmo é besteira, você mais do que eu, sabe como ele é. – Disse tentando acalmá-lo, ele realmente parecia chateado.
- Tudo bem Bella, eu vou tentar, porque você está me pedindo. – Ele disse e beijou minha mão... – Bella? Você ouviu o que eu disse?
- Eu? Ah não, desculpe. – Disse constrangida.
- Ah, acho que se tivesse ouvido, teria me batido. – Ele disse, e me deixou curiosa.

PLAFT...

- Ai Bella, por que me bateu? – Edward disse depois de tomar um tapa, e eu ri muito.
- Ué, você disse que eu teria te batido. Não queria te desapontar. Agora me diz o que você falou. – Ele não ia escapar não.
- Como você é prestativa Bella, me comoveu! Bom, já que você estava defendendo tanto o Emm, eu propus que seguíssemos a idéia dele e tomássemos banho juntos, o que acha? – QUE? Não acredito que ele me perguntou isso, o que ele tá pensando? Tudo bem que o agarrei naquela hora, mas mesmo assim!
- Não, acho melhor não. – Eu levantei depressa, pois podia sentir as lágrimas se formando nos meus olhos. Eu fui em direção ao banheiro, mas fui impedida por braços que seguraram minha cintura me puxando de volta, droga!
Ele ia notar que eu estava chorando. Ele me virou de frente pra ele e na hora notou que as lágrimas que estavam se formando, já tinham derramado.
Eu sei que estou sendo muito sensível em relação a ele, e eu não sou de chorar, não mesmo, principalmente na frente de alguém, mas eu não consigo evitar, com ele é tudo diferente.
- Bella, o que foi? Por que você está chorando?– Ele perguntou com preocupação na voz.
- Não, não é nada. – Wow, ponto pra Bella! Eu não gaguejei e consegui omitir alguma coisa!
- Bella, me diz a verdade. – Ele pressionou.
- Eu já disse que não é nada Edward, me deixa ir tomar banho.
Tá, eu fui grossa, mas eu fiquei chateada com o que ele disse, e eu não ia nem morta falar a verdade. Eu já estava me enganando demais, praticamente confiava numa pessoa que conheci há uma semana, eu nunca fui assim.
Tudo bem, eu nem tinha certeza se era mesmo isso que ele estava querendo dizer, mas melhor não arriscar, eu não quero me machucar. (Quem disse que ele vai te machucar? Você não o conhece!) É, por isso mesmo que estou fazendo isso! (Você não deu tempo pra conhecer ele! Você nem sabe o que ele queria dizer com aquilo, de repente foi uma brincadeira)
É verdade, ah mesmo assim e tenho certeza que não foi brincadeira, bom certeza não, mas... AH QUE SE DANE! Você não sabe de nada, você é só minha consciência! (...)
Corri para o banheiro, não sairia de lá tão cedo. Eu acho melhor acabar com isso, ou melhor, não começar! Assim eu evito maiores aborrecimentos mais tarde, meus é claro.

Edward POV

Eu sei que mulher demora a tomar banho, mas a Bella já está 1 hora dentro do banheiro. A Alice já veio chamá-la, a Rose também e nada, e eu só pude dizer que ela ainda estava no banho. Eles me chamaram para ir assistir ao filme com eles, mas eu tô aqui sentado esperando ela sair.
Eu não entendi nada da reação dela, ela me ignorou e eu não entendi o porquê, parece que agora ela consegue esconder as coisas de mim. Só eu mesmo pra acreditar naquilo de ‘’Não consigo mentir pra você’’, que otário! Eu vou tomar banho em outro banheiro, talvez se ela perceber que eu saí daqui, ela apareça.
Depois de uns 20 minutos, saí do banheiro e fui em direção ao quarto, esperando encontrá-la lá, nem sei por que estou tão envolvido com ela, não parece que ela gosta de mim, senão ela não teria me tratado daquele jeito.
Entrei no quarto, mas este estava vazio, e o banheiro também. Tomara que ela não tenha ido embora! (Edward, que se dane! Você não gosta dela! É só carência!)
É, pode mesmo ser isso, finalmente você acerta em uma hein! Minha consciência serve pra alguma coisa. (Ignorando a ofensa, obrigado!)
Decidi ir me juntar a eles e ver o filme, de repente ela estivesse lá. Não, não importa! Só agora notei que estou com fome, não comi nada hoje ainda, no café a única coisa que fiz foi brincar de lambuzar a Bella, ela parecia tão feliz só por aquela simples brincadeira e eu me senti muito bem, vendo-a daquele jeito, ARGH! Eu não consigo me controlar, não pode ser só carência!
Dessa vez, eu estava certo, a Bella está sentada ao lado de Alice, conversando e rindo com ela sobre alguma coisa, mas quando ela me viu desfez o sorriso e desviou o olhar. Me deixando ainda mais confuso, nós estávamos tão bem.
- E aí Ed? Chega aí, senta aqui pra assistir o filme também. – Emmet me chamou, realmente não valia a pena ficar chateado com ele por uma bobagem.
- Eu já volto brother, só vou beber um copo d’água. – Disse, me dirigindo a cozinha. Eu nem queria beber água, não sei por que disse aquilo.
Abri a geladeira, observando se tinha algo melhor para beber, sorte que tinha um suco lá qualquer...
- Edward, quero falar com você. – Alice me aparece atrás da geladeira assim que a fecho, como ela chegou aqui tão rápido e eu nem notei?
- Caramba Alice, se teletransportou? Quase me mata de susto! O que quer falar? – Respondi virando e de costas e pegando um copo.
- É sobre a Bella. – Derrubei o copo na pia, por pouco não o quebro.
- Edward, você quebrou meu copo? Não acredito! Você... – Às vezes Alice é muito superficial, é só um copo e nem quebrou.
- Eu não quebrei nada Alice, calma!
- Você que tem que ficar calmo, foi só falar o nome da Bella que você quase quebra meu copo. – E lá fui eu deixar o copo cair de novo, merda agora rachou! Ah, eu não vou contar pra Alice não.
- Diz logo o que quer Alice. – Fiquei sem paciência.
- O que você fez com ela, Edward? – Tive que virar pra encará-la, será que a Bella disse alguma coisa?
- Eu não fiz nada. Ela disse que eu fiz? Ela disse? O que ela falou? Me diga cada palavra! – Será que ela disse o que estava a incomodando? Mais fácil falar pra amiga dela do que pra mim. - Anda Alice, diz! – Eu sei que pareço um desesperado e a conclusão sobre meu sentimento pela Bella que eu tinha chegado evaporou agora, mas que se fo.. dane!
- Ela não me disse nada, eu só perguntei se tinha rolado alguma coisa e... – Não agüentei esperar ela responder.
- O que mais? Ai você é muito lenta pra falar as coisas! Diz logo! – Eu tô parecendo uma mulherzinha doida pra saber da fofoca nova, olha o que a Bella faz comigo, PQP!
- Você está muito interessado Edward, nem com a Jess eu te vi assim, tá afim dela não está? Vai, conta a verdade pra sua irmã. – Que merda, eu querendo saber o bagulho e ela querendo fofocar!
- Alice, me diz logo o que ela falou!
- Só se confessar que tá amarrado nela, anda, confessa que eu conto tudo, é bem fácil. – Alice disse dando pulinhos, normal dela.
- Ta Alice, eu gosto dela, ok? Agora dá pra contar logo? Que merda! – Eu acho que falei demais. Afinal ela pediu pra confessar que estava afim, e estar afim não é gost.. Ah, que droga! Nem eu me entendo mais!
- Tá gostando de quem, mano? – Só o que me faltava isso, por que o Emmet sempre chega nessas horas? – Da Bella? Ah, meu mano tá gamado!
- Cala a boca Emmet! – Eu disse.
- Emmet, vaza daqui, anda! Eu estou conversando com o Edward! Depois ele te conta quem é, vaza!
- Ok, ok tô indo, mas você não me escapa depois, ouviu Edward?
- Tá, agora rala! – Depois que o Emmet saiu, voltei ao meu interrogatório. - Anda Alice, me diz logo!
- Você está apaixonado, Edward. Gostar não deixa a pessoa desesperada assim. – Ela calou a boca com o meu olhar. – OK, já estou dizendo, pára com essa cara que isso dá rugas! – Eu mereço! – Eu perguntei se tinha rolado alguma coisa e... – Meu deus! Meu deus! Olha a viadagem Edward! OK, parei.
- Fala logo Alice! Que porra!
- Ah, você anda muito estressado, só estava querendo dar um gostinho de suspense, vou contar! Ela disse que tinha rolado um beijo, mas ficou tão vermelha que acho que rolou mais que isso. – Me lançou um olhar sugestivo e acho que quem corou agora fui eu! – E depois baixou os olhos, como se estivesse lembrando algo ruim, e não quis me contar mais nada. O que você fez com ela?
- Eu não fiz nada Alice, nós estávamos bem e aí ela levantou apressada e perguntei o que ela tinha, mas ela não quis dizer, e entrou no banheiro chorando. Eu fiquei lá mais de uma hora esperando ela sair e nada, eu não sei o que aconteceu. Eu estou preocupado com ela, mas ela não me diz, eu não sei o que fazer. Você podia falar com ela e depois me dizer, aí eu conversava com ela e pedia pra ela me perdoar. – Nossa, acho que nunca falei tanta coisa junta, nem em discurso de escola.
- Nossa Edward, você está muito apaixonado! – Não estou. Não, não é possível! – Você falou coisa pra caramba, até me perdi. Você não falou nada pra ela que a fez ficar assim? Tente lembrar. – E foi o que eu fiz, só teve o lance do banho, será que foi por isso mesmo? - Anda Edward, desembucha! Eu sei que se lembrou de algo, eu conheço essa cara.
- Bom, antes de ela ter aquela reação, eu propus algo pra ela, mas foi de brincadeira e eu deixei bem claro isso pelo jeito que eu falei. – Eu acho que deixei claro.
- O que você propôs?
- Eu perguntei se ela não queria tomar banho junto comigo, mas não foi sério. Eu não queria apressar as coisas com ela, eu só brinquei. Será que foi isso? – Na verdade, relembrando isso, realmente ela pode ter interpretado de outra maneira. – Mas se foi, por que ela não me disse?
- Ah Edward, você é uma mula! - Alice disse, e parecia que ela estava se segurando pra dizer antes mesmo de eu contar pra ela. – É claro que foi isso, ela ficou achando que você queria só usar e jogar fora, óbvio!
- Como ela pôde pensar isso? É claro que não! Eu nunca faria isso com ela! Eu a... - Informação demais Edward! – Eu nunca faria isso!
- Você a... o quê? Edward, eu reparei que você ia dizer algo, Anda, diz logo! – Ah, que peste de irmã!
- Nada Alice, não amola! Eu vou falar com ela.
- Não, agora não! Ela vai desconversar, ela não quer pensar nisso agora. – Alice estava me enganando, ela sabia de mais coisa do que havia me dito.
- Alice, você está me escondendo alguma coisa!
- Não.. não estou, não Ed...ward. – Ela se entregou, ela só gagueja quando mente.
- Alice, me diz logo que não to com paciência!
- Ah Edward ta bom, a Bella me contou o que você disse. – Eu sabia, essa polegar...!
- Por isso você disse pra eu pensar no que havia dito né, sua peste!
- Ah, não fala assim comigo! Eu prometi pra Bella que não contaria a você, por isso eu tentei fazer você ver de outra maneira. Não fala com ela agora, é sério, ela não vai te ouvir agora. Até porque, ela vai sacar que eu te contei. – Ela tem razão, odeio quando ela está certa!
- Tá bom Alice, desculpa ter gritado contigo, eu tô confuso com isso tudo. – E estava mesmo, não consigo entender como ela mexe tanto comigo!
- Ok, eu te perdôo. Só porque você é meu irmão favorito!
- Eu sou seu único irmão Alice!
- Ah, mesmo assim. – Dá pra entender essa criatura? – Você ama a Bella, dá pra ver na maneira que você fala dela.
- Alice, não fale bobagens! Eu a conheço há 5 dias.
- Ok então, você vai perceber mais cedo ou mais tarde. Vamos voltar pra sala.
- Alice! – Eu vou me arrepender disso. – Você acha que a Bella, sente algo por mim?
- Hum, e não a ama né? Tá todo agoniado pra saber! – Já me arrependi. - Só por causa disso, eu não digo nada!
- Vai dizer sim, anda, pode dizendo. Anda!
- Tá bem, como você é estressado! Eu acho que ela sente, eu tenho certeza que sim, mas ela, como você, não quer admitir. - Eu sorri instantaneamente neste momento, não dá pra não sorrir.
- Anda, bobinho apaixonado, vamos voltar! – Alice foi me puxando.
- Valeu irmãzinha que eu amo tanto. – Dei um beijo nela, ela agora mereceu.
- Nossa, Santa Bella hein! Até beijo eu ganhei.
- Vamos Alice!

O resto da manhã passou muito devagar, a gente ficou assistindo filme, eles assistiram, eu estava assistindo a Bella, que ficava constrangida constantemente quando encontrava meu olhar, como ela é perfeita!
Teve uma hora que ela até falou com Alice sobre isso, esta virou pra mim e sorriu, debochando da minha cara, mas eu nem liguei, as palavras dela não saíam da minha cabeça: Eu tenho certeza que sim, mas ela, como você, não quer admitir.
Ela também me... Bom, ela sente algo por mim, mal posso esperar para falar com ela! Alice disse que seria melhor deixar pra mais tarde, depois do almoço, ela disse que a Bella alimentada é mais calminha, eu ri com esse comentário.

Bella POV

Nossa, o dia até que está sendo bem agradável. Acho que estava precisando de um dia com meus amigos para relaxar, aquela depressão que eu estava tendo nos últimos dias sumiu completamente, na verdade ela desapareceu depois que troquei olhares com o Edward pela 1° vez, mas não quero pensar que ele é o motivo disso, com certeza não é!

Eu, Rose e Alice estamos agora na cozinha preparando a comida, bom, eu só estou mexendo o molho, eu não sou boa na cozinha e também porque, ao contrário delas, eu não tomei café, vocês lembram porque, não vou falar! Então é bem capaz de eu atacar a comida antes de estar pronta.
Os meninos estão jogando vídeo-game, estava com vontade de jogar também, mas o trato foi: Mulheres cozinham e homens limpam.
Estamos fazendo lasanha ao molho branco, eu sei que seria mais fácil comprar uma congelada e pronto, mas Alice diz que a caseira engorda menos. Eu também prefiro caseira, não pelo mesmo motivo é óbvio, mas porque é mais gostosa mesmo.
- Meninas, isso sai hoje ou não sai? – Ai merda! Deixei o molho cair, ainda bem que não caiu todo. Também, eu me distrai com essa voz, a culpa não foi minha né.
- Bella, o que você fez? Caiu o molho todo aí no chão! – Alice reclamou, eu olhei pra Edward e ele estava rindo na porta da cozinha, e por sinal que sorriso! Ai, eu preciso me controlar!
- Ah Alice, não foi todo, só um pouquinho. – Alice me olhou e deu até medo. - Ok, não foi um pouquinho, mas não foi muito.
- Eu te ajudo a limpar, Bella. – Por favor, me digam que a voz a Rose engrossou e que foi ela que disse que ia me ajudar. Não é ela, merda! Eu logo senti aquele aroma maravilhoso que só uma pessoa possui.
- Não, não precisa. – Por que ele se mexe tão rápido hein? Toda vez que vou falar, ele já está fazendo!
- Prontinho. – Edward disse me deixando hipnotizada por aquele sorriso como de costume.
- Tá Edward, agora se manda antes que a Bella derrube o molho de novo! – Alice, como sempre, tinha que me fazer passar vergonha.
- Tudo bem. – Ele disse e saiu rindo, que droga!
- Obrigada Alice, o Edward saiu rindo da minha cara! – Era o que eu precisava.
- Não foi de você que ele estava rindo, Bells. Você sabe que não. – Eu sei?
- Alie, amor. Vocês estão demorando, o que está fazendo? – Foi a vez de Jass vir encher o saco, se bem que se o Edward quiser vir encher o saco de novo eu não me incomodo. Ah melhor não, precisamos do molho, e eu preciso ficar longe dele!
- Lasanha, amor, eu vou colocar no forno agora. – E o beijou, afe!
- Cuidado pro mel não escorrer na lasanha! – Tive que zoar.
- Ah Bella, fica quieta! Que se o Edward tivesse aqui, você não ia reclamar de mel. – Tá, calei.

Voltamos pra sala, e depois de 15 minutos a lasanha estava pronta.
- Edward, ajuda a Bella a pôr a mesa, enquanto eu vou pegar um vinho. – Alice quer me matar ou o quê?
- Não precisa Edward, eu... – Ele me interrompeu.
- Mas eu vou ajudar mesmo assim, calma, eu não mordo. – E lá vem ele com o sorriso. Bella, pôr a mesa! Pôr a mesa!
- Ta- áa bem. – Começou... E pra variar, ele riu de mim.

Depois de comermos, resolvemos ir dormir um pouco, porque mesmo sendo domingo, acordamos cedo. Não somos idosos, mas gostamos de dormir depois do almoço oras, o quê que tem?
Resolvi ir tomar um banho pra me refrescar, ok é mentira, eu só queria que quando eu saísse do banho, o Edward já estivesse dormindo. Depois de meia hora, eu sei que exagerei tá, resolvi que já era hora de sair, com certeza ele já estaria... Me fudi (Epa!), ele estava sentado na cama olhando pra porta do banheiro, esperando... eu sair?
- Acho que demorou no banho de propósito Dr. Swan. – Parece que não ouvia a voz dele há séculos, porque parece que estava mais bonita. Eu sei que é estranho, mas ele me chamando de doutora fica tão se... Foco Bella!
- Eu... er.. – Não, agora não! Ele riu, isso estava me irritando! – Eu não demorei, eu demoro no banho mesmo. Mudou de idéia e resolveu dormir na cama? – Uma maneira gentil de expulsar ele de lá.
- Não, eu quero conversar com você, mas se quiser sentar no chão, tudo bem. - Ele disse isso e foi se agachando pra sentar no chão.
- Não, eu sento na cama. – Ele sorriu, de novo, e voltou pra cama. E fez com a mão para que sentasse ao seu lado. Eu fui relutante sentar do lado dele, eu não queria mesmo conversar. Mal me sentei e ele já virou de frente pra mim.
- Bella... Eu queria... – Não ouvi mais nada do que ele disse, eu estava ocupada demais admirando o brilho que os olhos dele tinham ao me fitar, eu preciso desviar o olhar, mas não consigo. – Bella, você me ouviu? – Eu não conseguia responder. - Bella, você está respirando? – Droga! Eu esqueci disso!
- Eu... to, claro que eu tô. – Tentei mentir, mas não funcionou. – O que você disse? Eu estava distraída.
- Sério? Você estava me encarando o tempo inteiro, ou melhor, os meus olhos. – Me ferrei! Tava tão na cara assim?
- Ah, me... desculpe. – Boa Bella, muito bom sua mula!
- Tudo bem, mas você pode me escutar agora? Se quiser, eu viro para o outro lado. – Eu o fitei com raiva, ele gosta de me zoar. – Ok, desculpa, mas vai me ouvir? – Afirmei com a cabeça.
- Que bom! – Ele ficou mais feliz do que devia. – Eu sei que você ficou chateada com o que eu disse sobre o banho, e eu gostaria que soubesse que foi uma brincadeira, de verdade, eu gosto de te fazer sorrir e eu vi que estava conseguindo hoje e devo ter me empolgado, - Alice contou pra ele, ela me paga! – E eu peço que me desculpe, eu lembro de você ter pedido pra eu parar com isso, mas eu não paro de magoar você, então... – Que merda que ele ta falando? Ele fez uma brincadeira e eu vi como outra coisa, quem estava errada era eu e ele fica assumindo a culpa por tudo. – Eu não quero que chore por minha causa Bella, você não deve chorar por mim. Eu não vou mais te magoar, eu prometo. – Choque de realidade, por favor? Fala sério, ele é ilusão, porque perfeição como ele não existe!
- Edward, me responde uma coisa?
- Qualquer coisa. – Ele disse sorrindo, eu já disse pra ele parar com isso, aí quando eu não respondo, ele fica com cara taxo me chamando, eu já avisei! - Por que você assume a culpa de tudo? Você não parou de fazer isso desde que a gente se conheceu. – Ele continuou calado. - Primeiro quando eu fugia de você e você achava que tinha feito alguma coisa, depois ontem com o beijo que EU deixei você me dar, que EU queria que me desse e que ia retribuir se você tivesse me dado tempo, hoje de manhã com aquilo que aconteceu e você se culpou mesmo que EU tenha te agarrado, e agora com uma brincadeira que EU, idiota como sou achei que fosse uma coisa completamente diferente. Você percebeu que você não tinha feio nada em nenhuma dessas vezes e mesmo assim, cismou em se culpar. Você é muito teimoso! – Eu falei demais, acho. E ele começou a rir, normal. - Pára de rir, eu estou falando sério.
- Des... – Ele parou quando viu que ia levar um tapão meu se ele se desculpasse mais uma vez. – Bells, você é incrível! – Ok, eu não esperava por isso.
- Eu não fiz nada, eu só falei a verdade.
- Você nasceu, Bella! O que eu faria se eu não tivesse te conhecido? – Ok, por essa mesmo que eu não esperava, antes de eu ter a oportunidade de corar, eu senti os lábios do Edward nos meus, e esqueci do mundo nesse momento. A língua dele pediu passagem e fazer o que, eu dei né.
Foi difícil de notar, mas logo Edward e eu estávamos na mesma situação desta manhã, mas digamos que as coisas estavam mais intensas e eu juro que senti algo pressionando minha coxa, bem perto de um lugar perigoso, eu preferi não imaginar o que era, embora já tenha imaginado (entenderam? Não? Nem eu.) e vocês também que eu sei, danadinhos!
Ele me faz sentir umas coisas que eu não sabia que existia, mas precisamos nos separar, porque o oxigênio é essencial pro ser humano sabe, que se dane o oxigênio, essencial pra mim é o Edward! (Já ta assim Bella?) Já, já estou assim! Ah eu gosto de estar com ele, não tem nada demais nisso!
Então ele começou a beijar a minha bochecha, maxilar, pescoço, orelha, meu deus eu nem sabia que tinha tanto lugar no corpo, mas eu sentia um calor em cada lugar que ele beijava, então eu digo que tenho muitos lugares, se é que me entende. Eu puxava seu cabelo, era muito bom fazer isso e ele gemeu baixinho perto da minha orelha, M-o-r-r-i agora!
Ele começou a levantar minha blusa, e com a ponta dos dedos acariciar minha barriga e... MEU DEUS DO CÉU, eu senti alguma coisa na minha coxa sim! Nossa, é grande! (Bella, sossegue!) Temos que parar com isso, o caminho em que nós estamos não vai levar pra um bom lugar... Vai levar pra um ótimo lugar! Não, não, não! Ainda não, rápido demais, rápido demais! Eu tentava convencer meu corpo a parar, mas caralho, que dificuldade!
Ah, como ele é gostoso! Não é não! (É sim!) Ah pare! Se afaste da luz, anda! Eu já estava com as pernas enlaçadas na cintura do Edward, como elas foram parar ali?
Ele continuava fazendo aqueles barulhinhos com a boca, vocês sabem né! E notando bem, eu também estava. /vergonha/ – Bella... – Ah não, ele não ta fazendo isso comigo, ele ta ‘’sussurrando’’ meu nome assim? Sério que ele ta fazendo isso? Ai, eu to sentindo um negócio na minha... Deixa pra lá! Ai Deusinho, me ajuda?
E como muitas vezes, ele me ajudou. Com a MENOR vontade do mundo, eu parei e chamei o Edward.
- Edw... Ed... Ed...ward? – Que dificuldade pra chamar o nome dele. Também ele fazendo essas coisas, fica impossível sequer pensar.
- Hum.. – Ah senhor, dá uma força vai, se ele continuar fazendo isso não consigo não.
- Ed... Edward? – Ai, ele ta... ai mamãe... Ele ta me apertando mais contra o corpo dele e pressionando o... na minha.... Deixa pra lá!
- Edward? – Ah como eu queria continuar! Será que é tão errado assim se entregar para alguém que gosta? Ah, eu gosto dele? Não, não, não!
Enquanto eu cogitava a possibilidade de continuar, ele parou! Graças a deus, ou não. (Bella pare, era isso que você queria!) Era? (Era sim, pare com isso!)
- Rápido... de... mais. – Edward disse, parecia mais estar falando pra si mesmo, de repente ele estava, pois estava visível que ele tentava se controlar, não só sua respiração, mas o ... dele também. WOW.
- Você não notou isso há alguns segundos atrás. – Tinha que falar, eu tô chamando ele a mó tempão e ele não se tocava, devia estar bom mesmo, bom, pra mim tava, Foco Bella!
Ele me olhou sério, mas logo ele abriu um sorriso e eu me aliviei, mas não era meu sorriso, era um sorriso irônico.
- Mas você também parecia não ter notado Bella. – Ok, ele me pegou agora, (De novo, WOW!) aquela encomenda do saco plástico já chegou? – Ah Bella, você começou me provocando, eu só revidei. Agora, você poderia... er...
- O que?
- Me soltar? – Ah meu deus, eu ainda estava com as pernas enlaçadas na cintura dele! Que vergonha! – Se você continuar assim, eu não vou conseguir me controlar mais e... Já ta meio difícil aqui sabe. – Eu tive que rir com isso, e finalmente o soltei.
- Obrigado. – Ele sorriu irônico, de novo. - Agora, er... eu vou tomar banho... Eu preciso. – Ele levantou e saiu em direção ao banheiro e eu pude ver que ele estava... er... MUITO animado, e nossa, é grande mesmo! (Bella!) Ok, já parei. Fiquei esperando ele sair do banheiro, quem sabe podíamos... Quer dizer, eu... ah, deixa quieto!
- Pensei que já estaria dormindo. – Ele falou se aproximando de mim e o aroma que vinha dele, estava MIL vezes mais intenso, eu nem percebi que ele tinha saído do banheiro, eu estava ocupada pensando em...
- Bells? Por que você fica me olhando sem dizer nada? – Eu quando divago, fico olhando pra ele? Mesmo?
- Eu não... ah não quero responder, vou começar a gaguejar de novo e não estou afim não. - Ele caiu na gargalhada, pra variar. – Edward? – O Chamei enquanto ele estava virando de costas pra mim, acho que ia dormir em ‘’sua cama‘’, ain ele tem uma bunda, da próxima vez eu vou apertar! Bella stop!
- Sim? – Ele respondeu virando pra mim e adivinhem? Sorrindo.
- Eu... er... bem... Se você rir, vai tomar um tapão! – Ele estava quase rindo, mas parou imediatamente e cerrou os lábios. – Você se importa de dormir aqui comigo? – Ele me olhou confuso, assustado e com... desejo?
- Não se iluda, é dormir! Eu não quero dormir sozinha. – Isso é mentira, eu queria é dormir com ele!
- Bella, eu não sei... – Ele não quer, ain. Ah não, eu não ia chorar agora né! Eu já podia sentir que sim, quando eu fiquei tão sentimental? – Bella, não chora. – Merda!
- Eu não tô chorando. – Coloquei a mão no rosto só pra conferir e não estava mesmo.
- Bella, eu posso te conhecer pouco, mas eu tento reparar tudo em você, e eu sei quando está prestes a chorar. Você estreita os olhos, enruga a testa e entorta um pouquinho a boca, se você não fosse fazer algo que ia te fazer mal, eu acharia lindo. – Como ele pode ter reparado tudo isso? – Eu disse que não sei porque, bem... eu...- Ah, tenho que zoar.
- Ahn, quem é que está gaguejando agora hein? – Hahaha, sou má.
- Você é impossível! – Isso foi um elogio?
- De um jeito bom ou ruim?
- De um jeito único, do seu jeito. – Ah que lindo! Ele ainda vai me matar com essas frases! – Eu disse que não sabia porque eu tive que tomar um banho frio por sua causa e o tempo não está nem um pouco abafado. E se eu for deitar aí, talvez não consiga me controlar e tenha que tomar outro. – Boiei.
- Por que teve que tomar banho frio? – Perguntei, muito curiosa.
- Bella, quer mesmo que eu responda? – Ah, agora me toquei! Ô lesa!
- Er... não, acho que já entendi. – Devia estar com cara de idiota agora. – Mas eu fico quietinha vai, por favor? – Fiz biquinho de Alice.
- Ai ai Bella, a Alice quando faz isso não me convence, mas você é irresistível! – Lindo (L) Então ele veio se deitar comigo na cama.
- Edward, você treina essas frases? – A curiosidade estava me corroendo pombas!
- Que frases? – Me perguntou franzindo a testa.
- Ah, essas que você me diz, que me fazem ficar mais vermelha do que um tomate como: De um jeito único, do seu jeito. – Ele morreu de rir.
- Claro que não Bella, da onde tirou isso? Hahaha. Você é demais! – Eu sei que sou, humildade 0, tô andando muito com a Alice!
- Ah, sei lá, só pensei. - Me aconcheguei nos braços dele e ficamos de conchinha, eu já disse que ele é cheiroso mas vou dizer Again, ELE É CHEIROSO DEMAIS!
Fui adormecendo com ele afagando meus cabelos, eu não preciso dizer que sonhei com ele, correto? Mas foi até irônico, porque a realidade com ele era muito mais interessante, Ô se era!

Edward POV

Nunca dormi tão bem na minha vida, também eu nunca tinha dormido com a Bella e depois de ter dormido, eu quero isso sempre. Eu estava com a leve impressão de estar sendo observado, ignorei isso e continuei de olhos fechados, abraçado com ela e aproveitando do aroma maravilhoso que ela tem, mas a sensação estava me incomodando e então resolvi abrir os olhos pra constatar que não era nada, mas infelizmente era.
Em pé, na frente da cama, estavam Emmet e Alice, quase gritei de susto, mas não queria acordar a Bella, sei que eles me viram, mas fechei os olhos de novo, não querendo enfrentar a realidade agora não.
- AHHHHHHHH! – Merda! Por que a Bella sempre tem que gritar quando acorda? – O que estão fazendo aqui? – Tudo bem, mais uma vez tinha alguém para assustá-la, mas não precisa gritar né.
- O que acha? Estávamos vendo vocês dormirem. Tão lindos, estavam sorrindo. – Alice disse e me amaldiçoei por não ter trancado a merda da porta, também não pensei que acordaria vendo essas assombrações na minha frente.
- Cacete Alice! Nem dormir mais pode não? Eu não esperava ter platéia, quem sabe eu podia ter me arrumado um pouco mais. – Falei irônico, eles acabaram de estragar o meu despertar perfeito ao lado da Bella, e então estava cuspindo marimbondo mesmo, que se f...!
- Ah Ed, calma! Nós entramos aqui para acordar vocês, mas não esperávamos encontrar os dois dormindo JUNTOS. - Ela deu ênfase no ‘’juntos’’. – Íamos sair, mas vocês estavam tão bonitinhos, que ficamos para assistir.
- Há quanto tempo estão aí? – Agora foi Bella que disse.
- Há uns 5 ou 10 minutos, eu já estava me cansando de ver vocês assim. Até dormindo, vocês transbordam mel! Mas Alice me obrigou a ficar. – Emmet transmitiu um olhar mortal pra Alice que se encolheu.
- Por que vieram nos acordar? – Eu falei, com meu humor um pouquinho melhor, só um pouco.
- Edward, já são quase 7 horas. Pensei que gostariam de comer algo antes de ir, além do mais, amanhã vocês têm que ir para o hospital! – Eu já disse que detesto admitir quando ela está certa, mas ela está de novo, droga!
- Ah, obrigado Alice! – Respondi educadamente, eu sou um bom irmão. – Agora vaza daqui que quero me trocar! – Ok, nem tão bom assim.
- Ih, já tô indo. Mas maninho... – Alice me chamou enquanto estava chegando na porta. – Eu já disse que stress dá rugas. – Ah filha da mãe! Taquei o travesseiro nela, mas ela fechou a porta antes dele chegar lá.
- Edward, você é sempre mal humorado assim quando acorda, é? – Bells perguntou e meu humor mudou radicalmente. – Não sei se agüento isso por muito tempo. – Ela disse, rindo.
- E quem disse que eu vou te deixar fugir? – Falei e a peguei pela cintura, deitando por cima. Adivinhem o que eu fiz? Cosquinha!
- Ah Edward... não, pára.. – Parei.
- Se você tentar fugir, eu te faço cosquinha e você vai estar tão incapacitada que não vai nem tentar escapar! – Eu disse sorrindo vitorioso.
- Não sabia que estava sendo presa, eu não sei se quero isso não. – Bells disse e eu sorri mais ainda, como tudo que ela me diz.
- Você não tem mais saída. – Eu disse e a beijei, cada vez parece a 1°. Os lábios dela parecem cada vez mais deliciosos, e logo precisamos de ar, o que é extremamente irritante, pois nunca quero deixar de beijá-la, mas então desci para seu pescoço e eu realmente adoro fazer isso, a Bella estremece quando faço.
- Edward... – Ela quer ir devagar, mas gemendo meu nome eu não me controlo, a culpa não é minha!
Comecei a fazer círculos com a língua pelo lóbulo de sua orelha e depois passei para a boca. Ela me apertava com as pernas enlaçadas da minha cintura, puxava meu cabelo com uma mão, e com a outra alisava meu abdômen. Edzinho já estava mais do que animado, eu não sei o que ela faz comigo, mas parece que é só o beijo aprofundar e ele fica assim.
Vai parecer idiota o que vou fazer, mas eu sei que ela quer esperar, e também é melhor eu fazer antes que eu perca o controle de novo.
- Bella.. – Minha voz embargada, vocês sabem o porquê. – Bella é melhor pararmos.
- Não, eu não... hum... eu... não... quero... hum.. – Ah deus, por que ela faz isso? Ah que se dane! Não, que se dane não, eu sei que a Bella não quer isso.
- Edward... – Ela gemeu mais uma vez. PQP! (Parece que ela quer hein Edward!) Cala a boca voz idiota! Eu preciso.. ah... parar... ah...
- Bella, amor... – Ela parou, nossa que rápido. Bom, menos mal, eu acho. Puta merda, eu a chamei de amor? Cacete, agora ela sai correndo daqui!

Bella POV

OMG, OMG, OMG, OMG, OMG! Eu surtei ou ele me chamou mesmo de amor? Acho que surtei.
- Você me chamou de... amor? – (É claro né Bella!) Ah, não custa nada confirmar.
- Eu... me desculpe. – Ah, começou..
- Desculpe pelo quê? Você não fez nada Edward, pára com isso! Mas se quiser continuar me chamando de amor, eu não me incomodo não. – Eu fiz uma cara indiferente, o que com certeza não convenceu, ela devia estar ainda bem diferente. (Entendeu? Entendeu? Mega sem graça, eu sei) Ele deu AQUELE sorriso e beijou minha testa.
- Ok amor... Eu acho que vou tomar banho... de novo. – Ele gosta mesmo de tomar banho! Ah ta, eu lembrei agora o porquê. – Eu não demoro. – E me deu um selinho, ain... Me derreti.

Depois de uns 10 minutos, eu já estava pronta e na sala junto com os outros esperando Edward pra jantar. Devem estar se perguntando como estamos tomando banho e trocando de roupa e bá, eu e Ed já tínhamos roupa aqui na casa da Alice, e até umas calcinhas também, (Pra mim, é claro)
Aquele negócio de eu não ter trago roupa ontem foi charme né, já que estava mexida por causa do quase beijo, e olha só agora eu quase... *Ah vocês sabem*... com o Edward!
De um dia pro outro, mas pensando agora, será que ele vai se incomodar de eu ser virgem? Eu já estou cogitando a possibilidade de acontecer algo entre a gente? Estou? Bom, dissemos ‘’rápido demais’’ e então quer dizer que agora não, mas mais tarde talvez.. Mas a gente não está namorando, é claro porque eu não namoro com ninguém, mas com ele bem que eu queria... Ai Jesus!

- Até que enfim Edward! Tô com fome, cara! – Emmet falou, como se fosse novidade ele estar com fome, quando Edward apareceu na sala.
- Ah Emmet, você está sempre com fome! – Rose disse, acho que leu meus pensamentos.
- É, e você sabe disso muito bem né minha loira. – Emmet disse e começaram a se agarrar, normal.
- Será que dá pra pararem com isso? Vocês não sossegam, estão sempre se agarrando, por deus! E eu não demorei Emmet, fiquei uns 10 minutos no máximo. – Meu anjo disse.
- 10? Tá bom! Por que você foi tomar banho de novo? Você já não tinha tomado? – Emm perguntou e eu lamentei pelo Edward, o que ele iria dizer agora? Parece que se fez a mesma pergunta, e resolvi ajudar.
- Vamos logo comer, a fome do Emm me contagiou, anda vamos! – Edward me lançou um olhar de agradecimento e eu apenas sorri.

Depois de jantarmos, nos despedimos de todos e fomos embora. Edward e eu, meu anjo e eu, meu deus grego e ... Ok sei que entenderam. Enfim, eu fui deixar ele em casa, porque mesmo depois de uma semana o carro dele ainda não chegou aqui em NY, estranho.
Ele reclamou bastante do meu bebê só pra me irritar, disse que fazia muito barulho e que estava muito velha, e outras coisas que não dei atenção, até fingiu ciúme quando a chamei de bebê, eu acho que ele fingiu né. Chegamos na casa dele e me bateu uma tristeza, ter que me despedir. A casa dele era linda, por sinal, humilde, mas linda.
- Quer entrar? – Ed me despertou, de novo.
- Edward, não sei se notou mas já são 9 hrs e...
- Ok, eu sei. Eu só não queria ter que me despedir de você agora. – Ain, que lindo! – Eu queria que a droga do meu carro já tivesse chegado, aí eu poderia ir te buscar pra irmos juntos pro hospital amanhã. – Ele baixou os olhos e fez cara de cachorro abandonado.
- Eu posso vir aqui e buscar e va... – Ele me interrompeu, de novo.
- De jeito nenhum! Já aceitei você vir me trazer em casa igual uma mocinha, vir me pegar amanhã já é demais. – Fiquei um pouco chateada com as palavras dele, mas eu tentei disfarçar.
- Ok, senão quer ir comigo, tudo be... – De novo, ele me interrompe.
- Bells, sabe que não quis dizer isso é só que... – Ele deu brecha, vou falar mesmo.
- É só que eu tenho um ego muito grande sabe... – Imitei a voz dele, haha, me diverti com a cara que ele fez.
- Muito engraçado Isabella! – Não gostei mesmo do jeito que ele falou, acho que ele notou. – Foi mal. – Lancei um olhar mortal. – Eu não disse ‘’desculpa‘’, eu disse que ‘’foi mal’’, eu sei que não gosta que te chame pelo nome. – Como ele sabia disso? Eu nunca falei pra ele. - Eu sei, porque todos te chamam de Bella, e uma vez que o Emmet te chamou de Isabella de brincadeira, você fulminou ele! – Tive que rir. – Eu vou entrar, não quero que volte tarde pra casa. – Ele pegou meu queixo e o levantou para que o olhasse nos olhos, eu me perdi neles, normal. E me beijou. Quando ele ia saindo, me apressei em dizer.
- 7 horas to passando aqui, ok? Não pense que eu esqueci. – Falei.
- Quem disse que eu quero que você esqueça? Você lembrar de mim é o que me deixa mais feliz. – Ain, ele é... Bella, pára!
- Tchau Ed! – Meu sorriso devia estar quase rasgando minhas bochechas, de tão aberto.
- Tchau amor. – Eu tento não me deslumbrar com o sorriso dele, mas eu não consigo. Ele é lindo demais da conta!

Fui feliz pra casa, muito, mas muito feliz com o pensamento de que amanhã vou passar o dia com ele de novo, eu sei que vou estar trabalhando e tenho que arranjar uma maneira de me concentrar mesmo com ele ali, mas o que importa o lugar? Eu vou estar com o meu anjo.

As duas semanas seguintes se passaram maravilhosamente bem, eu via o Ed todos os dias, todos mesmo, até final de semana. Quando não estávamos de plantão, fomos pra casa da Alice e passamos o dia com nossos amigos.
Hoje é sexta–feira e, eu estou aqui na minha sala esperando Alice, ela me obrigou a ter uma noite de meninas com ela e Rose, eu não queria mesmo. Amanhã Ed vai ter que ir a Los Angeles, resolver o problema do carro dele que ainda não chegou e só volta domingo, aí eu queria passar a noite com ele.
Na verdade, a gente não se desgruda nunca e estou começando a me preocupar, porque sinto que estou ficando dependente dele, como se quando não estou com ele eu não estivesse feliz.
Bom, pensando nele, eu vou até a sua sala me despedir enquanto espero Alice me ligar, ele vai passar no meu apartamento quando eu voltar do shopping, mas vou me despedir mesmo assim. Eu sei, tô ficando dependente, mas que se dane! Depois penso nisso.
Entrei na sala dele e ele estava bem concentrado mexendo nuns papéis, eu entrei sem bater mesmo, ele é meu... Bom, não sei o que ele é meu, mas eu já tenho intimidade oras.
- Oi Ed, tá ocupado? – Eu sou consciente, se eu estivesse atrapalhando eu ia embora.
- Pra você não, entra. – OUN *-*
- Ah, eu vim me despedir de você antes de ir.
- Eu pensei até que tivesse ido amor, e já que você vai encontrar Alice, me faz um favor? – TODOS que quiser, mas não vou responder isso.
- Sim.
- Eu preciso falar com ela, mas eu não encontro ela sem o Jass. Quando você descer, pode pedir pra ela vir aqui na minha sala falar comigo? Eu prometo que não atraso muito ela pra noite de vocês.
- Nossa! É tão secreto assim que o Jass não pode saber? E eu, posso? – Eu sei que fui intrometida, mas a curiosidade é meu principal defeito.
- Er... não é nada, é só... uma coisa que... er... Minha mãe... ela pediu pra eu falar uma coisa com ela. – Até parece que sou tonta pra cair nessa mentira, mas enfim.
- Tudo bem, eu falo. – Agora ele me deixou mais curiosa. Levantei do colo dele, sim quando eu cheguei ele me puxou pro colo dele, eu não tive culpa, (Mas eu gostei mesmo assim, /õ/) e fui pegar um copo d’água, na sala de todos os médicos tem aquele o bujãozinho de pegar água, esqueci o nome.
- Ah Bells, falando na minha mãe. – Ops. – Ela quer muito que eu te leve pra jantar na casa dela domingo, quando voltar de LA. – Q-u-e? Me engasguei com a água, COF COF COF.
- Bella, tudo bem? – Edward já estava ao meu lado.
- Er... sim, eu to bem. Só me engasguei. Ela quer? – Não sei o que me deu, eu já conheço os pais dele, por que o nervosismo? Mas ele me levar lá assim, tipo a gente não namora, bom, não oficialmen...
- Bells, por que fez essa cara? Achei que já conhecia meus pais. – Ele perguntou confuso.
- Eu... nada, eu já os conheço. Eu só... não esperava, só isso. – Eu não queria mentir, mas nem eu mesma sei o porquê daquela reação.
- Tá nervosa, Bells? – Ah, ele me irrita quando faz essa cara sugestiva e irônica, que raiva!
- Claro que não Edward! – Nessa hora, o meu celular tocou e nunca fiquei tão feliz por Alice estar me ligando. Dei um beijo em Edward e saí rapidamente da sala.
Cheguei ao carro de Alice e fui entrando, não antes de fazer uma careta, é claro. Odeio andar no carro dela, qualquer pessoa dentro dele vira atração no meio da rua, todo mundo olha, ninguém merece!
- E aí, Bells, podemos ir? – Quase esqueço do que o Edward me pediu!
- Edward quer falar com você, ele pediu pra você ir a sala dele, mas que não vai demorar a dizer, antes que você se estresse porque ele nos atrasou. – Do jeito que ela é esquentada, é bem capaz.
- Ok, então eu já volto. – E então saiu do carro, tomara que eles não demorem mesmo! Me bateu uma fome e uma vontade louca de comer um hambúrguer daqueles que você passa até mal, humm.. Delícia.

Edward POV

Eu estava com medo de estar agindo rápido demais. Ainda bem que consegui desconversar àquela hora com a Bella, como ela é curiosa! Não sei se estou fazendo certo perguntando uma coisa dessas a Alice, mas querendo ou não, ela entende desses assuntos melhor do que eu. E não podia mesmo falar na frente do Jass, vai que ele contava pra Bella.
- Edward, diz logo, porque não quero me atrasar, tenho muitas compras a fazer hoje e... – Alice já entrou na sala reclamando. Já estou me arrependendo.
- Alice calma! Eu só quero te perguntar uma coisa, ok?
- Então diz logo! – Pequena polegar impaciente!
- Você acha que está muito cedo pra pedir a Bells em namoro? Eu sei que só tem 2 semanas, mas eu queria realmen... – Alice me interrompeu.
- QUÊ? Ahhhhhhhhhhhh que lindo! – Precisa gritar?
- Alice, pára de gritar sua doente! Estamos em um hospital. – Baixou o médico responsável agora.
- Ah, desculpa. – Pelo menos, ela se aquietou. – Mas isso foi tão lindo! Não acredito, vocês são o casal mais fofo! – Ah, eu mereço!
- Alice, você está esquecendo uma coisa muito importante: Pra sermos um casal, primeiro ela precisa aceitar o meu pedido, o que ainda não aconteceu já que não pedi. Mas me responde: Você acha que está cedo? Eu quis te perguntar, porque você entende disso melhor do que eu, e a Bella é sua amiga também... Mas e se... ela não aceitar? E se...? – Me bateu um pensamento pessimista agora.
- Edward, cala a boca! É claro que ela vai aceitar, só você não enxerga como a Bella é louca por você e não tem essa de cedo, se vocês se gostam, o tempo não tem nada a ver.
- Ok Alice, valeu mesmo! E uma coisa, você vai ter de inventar uma história porque do jeito que ela é curiosa, vai perguntar sobre o que era a conversa. E você vai ter que dizer que foi algo que minha mãe queria que eu te dissesse, porque foi isso que eu falei pra ela quando ela me ques... – Nem pude terminar de falar.
- Edward, já entendi! Agora eu tenho que ir, porque você já me atrasou! Beijos pra você, fui! – E saiu pela porta antes mesmo de eu dizer algo. Agora tenho que terminar isso aqui, eu estava mesmo ocupado quando a Bella chegou, mas eu não podia perder a chance de deixá-la vermelha, simplesmente linda.

Alice POV

Ah meu maninho está tão apaixonado, como eu adoro o amor! Tenho de me apressar, aliás tenho que comprar muitas coisas: Aquele sapato scarpan preto que tem um salto maravilhoso, só não lembro em qual loja foi mas eu descubro, tem também aquela bolsa prada, ah acho que vou comprar uma coisinha pro Jass... Quando notei, já tinha chegado ao meu porshe lindo, ah quando divago sobre compras, perco a noção do tempo.
- E aí, Alice o que ele disse? – Bem que o Ed disse que ela ia perguntar, mas vou zoar um pouquinho.
- Quando você ficou tão curiosa hein Bells? – Ela me lançou um olhar que deu medo, ultimamente ela tem me lembrado a Samara de o chamado, de tanto que me assusta. – Ah Bells, minha mãe pediu pra ele me dizer uma coisa.
- Sei... – Eu sei que ela não acreditou, mas eu tinha várias lojas me esperando. Acho melhor, eu nem falar mais nada, posso acabar dando com a língua nos dentes e estragar tudo, aí Edward me mata.

Bella POV

Alice não presta, nem pra ela me dizer sobre o que era o assunto. Não gosto de ficar curiosa, droga! Estávamos quase chegando no shopping, quando Rose resolveu quebrar o silêncio que tinha se instalado no carro, nem sei como, porque a Alice não é de ficar calada.
- E aí, Bells, você e o Ed estão namorando? – Preferia que tivesse continuado o silêncio.
- Eu... não sei. – A mais pura verdade.
- Como assim? Ele não pediu ainda? – Realmente não queria falar nisso, eu não queria admitir pra mim mesma que estava com medo por ele não ter dito nada ainda!
- Ah Rose, ele não falou sobre isso ainda. Sei lá, de repente ele não quer... – Nessa hora, a Alice começou a tossir, eu não entendi, mas nem me importei, eu estava cogitando a idéia dele realmente não querer, aliás ele ainda não tinha me pedido. Eu até tentei me fazer de indiferente quando respondi, mas a tristeza estava clara em minha voz.
- Bells, fala sério! – Rose disse. – É claro que ele quer, qualquer um que olha pra ele pode dizer que ele está apaixonado por você. – Apaixonado é demais não é não? Mas o que estou estranhando é que Alice está muito calada, o que será que ela tem? Eu pensei em ter visto ela rir depois que tossiu, mas...
- Ali, o que você tem? Você não disse uma palavra o caminho todo. – Eu perguntei enquanto saímos do carro e andávamos pelo estacionamento do shopping.
- Nada ué, só estava ouvindo a besteira que você disse. – Não entendi.
- Como assim? – Perguntei.
- O meu irmão não quer? Você deve estar louca, ele até vai... – Nesse momento a Alice pôs a mão na boca e arregalou os olhos, não entendi o porquê. – Bom, eu acho que ele quer.
- Alice. Ele disse alguma coisa, não disse? Eu conheço essa sua cara! – Pra quem pensou que fui eu quem perguntou, se enganou. Foi a Rose! Haha.
- Claro que não Rose! – Alice disse muito rápido e eu sabia que estava mentindo, até porque ela lançou um olhar de cala a boca pra Rosalie e quando eu ia pressioná-la, ela começou a falar igual uma matraca. – Ah, olha lá! Não é aquela bolsa que me disse, Rose? É mesmo linda!
- É sim, vamos! – Rose foi puxando a Alice pela mão e eu tratei logo de dizer.
- Vocês pretendem ficar horas andando procurando bolsas, sapatos e entre outras coisas mesmo? Essa é a noite das meninas? – Perguntei, temendo a resposta.
- SIM! – As duas responderam ao mesmo tempo e as olhei incrédula.
- Ah, então eu vou pra casa. Vocês sabem muito bem que comprar, comprar e comprar não é comigo, aliás, estou morrendo de fome. – Falei já virando pra ir embora, mas fui impedida por um grilo que se pôs na minha frente.
- Você não vai a lugar nenhum! Nós podemos ir comer primeiro, mas você vai ficar e comprar com a gente mesmo que não queira, você precisa de uma roupa pra domingo, você vai conhecer meus pais ora! – Estremeci ao lembrar disso, e mais uma vez não sei por que.
- Alice, acorda! Eu já conheço os seus pais. – Era verdade, mas aquele medo não me deixava em paz, saco!
- Sim, mas não como namo... – Ela não terminou de falar, arregalando os olhos.
- Como o quê, Alice?
- Ah... nada! Pare de enrolar e vamos logo Bells! – Ela está muito estranha, está me escondendo alguma coisa e vou descobrir o que é.
Fomos comer e apesar dos meus protestos, fui obrigada a ser a marionete da Alice por algumas horas.
Ela me fez comprar coisas que eu nunca imaginei que compraria, ela fazia aquele biquinho que eu não resisto e eu acabava levando, estava exausta e não via a hora da noite acabar, eu amo a Alice, mas andar num shopping com ela é um inferno!

Edward POV

Faz mais ou menos 20 minutos que Bella me ligou dizendo que estava saindo do shopping, e já estou aqui parado em frente ao seu apartamento. Eu nunca havia reparado, mas ele é bem bonito, por fora pelo menos.
Estou ansioso pra burro! Não faço a menor idéia de como a pedir em namoro, eu quero que seja perfeito. Será que devia ter comprado um presente? Por que eu não pensei nisso?
Depois de 10 minutos esperando, vejo o carro da Alice no início da rua e meu coração se encheu de felicidade.
Assim que o carro parou, minha musa veio até mim com um sorriso no rosto.
- Edward! Está me esperando há muito tempo?
- Tem só uns 10 minutos. – Então a beijei, parece idiota, mas eu já estava com saudade dela.
- Dá pra esperar sairmos daqui pra começar a agarração? – Alice me irrita.
- Não, não dá, e pensei que já tivesse ido, Alice. – Ela já estava fora do carro, não sei pra que, vi a Rose dentro do carro. – Oi Rosalie.
- Oi, e aí Ed!
- Vamos logo Alice! – Bella disse e péra aí, Alice vai subir?
- Vamos aonde, Bella? – Frustração presente em minha voz.
- Alice vai me ajudar a subir com as 300 bolsas que me fez comprar. Esse foi o combinado embora eu a tenha obrigado a isso. – Ufa!
- Não, pode deixar que ajudo. Alice, pode ir! – Tentei ser simpático, mas acho que não convenci.
- Ok, eu já vou. Não precisa me bater Edward, eu sei que você precisa falar com ela... – Ela fechou o bico quando viu que estava falando demais e se encolheu com meu olhar, ela só faz merda!
- Falar o quê comigo? – Claro que ela ia perceber, do jeito que é curiosa.
- Vamos subir. Tchau Alice! – Falei o nome dela irritado e tentei desconversar, não é pra Bella saber agora, ainda não.
- Er... tchau. – Ela disse e se apressou em entrar no carro.

Subimos e Bella disse que ia tomar um banho, eu só confirmei com a cabeça, a cada minuto que passava meu nervosismo aumentava e se eu falasse alguma coisa, talvez minha voz entregasse.
Assim que Bella voltou, eu pedi que sentasse ao meu lado.
- Bells, eu estava querendo falar com você. – Ela veio relutante em sentar ao meu lado, o que não entendi. Depois de muito hesitar pra tentar me acalmar, finalmente a olhei e ela estava... linda demais.
Usava uma simples regata lilás colada que marcava muito bem seus seios, que são perfeitos (Concentração Edward!) e uma calça leg preta também colada no corpo, comum, mas muito linda, mesmo estando tão à vontade.
- Você está tão estranho. – Bella disse num fio de voz, ela também parecia nervosa, talvez ela soubesse o que eu ia dizer.
- Eu estou... nervoso. – Minha voz estava mais baixa. E então antes que eu pudesse perceber a Bella estava de pé.
- Você vai dizer que acabou né. – Ahn? Do que ela está falando? – Por isso você está nervoso, olhe, tudo bem eu... – Ah, ela não pode chorar! Ah não! Eu acho melhor eu falar logo.
- Bells, não é nada disso. – Ela me olhou confusa. – Senta aqui e se acalma, você não sabe nem o que eu vou dizer. – Peguei sua mão e puxei pra que sentasse ao meu lado de novo.
- Não? – Ela não parece acreditar em mim.
- Claro que não Bella! Da onde você tirou isso?
- Eu... eu. – Nossa, ela é tão... Bella!
- Eu... eu quero... te pedir uma coisa.
- O que? – Ela perguntou, mas não curiosa, e sim relutante, de novo.
- Eu sei que só tem 3 semanas desde que nos conhecemos e... – Será que estou fazendo isso certo? – e pode ser cedo, mas eu gosto muito de você, muito mesmo. – Na verdade, é muito mais que isso, mas ela não precisa saber agora, uma coisa de cada vez. – Eu já conheço muito de você, embora nos conheçamos há pouco tempo e então... Eu ficaria muito feliz se aceitasse namorar comigo Bella. Você aceita? – Tomara que ela não diga que não! Ela não pode dizer que não! Ah Deus, não deixa ela dizer! Olhei pra ela, esperando sua resposta e ela estava... chorando.
- Bells, o que foi? – Eu disse algo errado? Alguém me explica o que houve?
- Eu... eu... – Eu esperava que ela gaguejasse mesmo, mas isso está me deixando mais ansioso ainda, droga! – Eu aceito. – Ela aceitou! Ela aceitou! UHUL! Eu acho que nunca me senti tão feliz. Meu coração parecia que ia saltar do peito de tanta felicidade, eu estou definitivamente apaixonado por ela!
- Sério? – Eu parecia uma criança ganhando um presente!
- Sim. – Sem me conter nem mais um minuto a beijei, com toda a emoção e felicidade que estava sentindo e queria passar esse sentimento pra ela.

Bella POV

O meu estômago está embrulhado, os meus olhos estão parecendo cachoeiras, a minha pele está arrepiada, meu coração acelerado, respiração falha, meus neurônios não conseguem processar outra coisa a não ser ele.
Edward, meu anjo, que está nesse momento com os lábios pressionado nos meus, a língua praticamente dançando com a minha, uma mão na minha nuca acariciando-a levemente e com a outra na minha cintura, me puxando pra mais perto dele.
E agora sim ele tem uma definição: Namorado, meu namorado! Eu não sei se devia ter aceitado, afinal eu nunca me permiti ter um relacionamento com ninguém, mas não quero pensar nisso agora!
- Bella... – Difícil pensar nesse momento, acho que meu anjo acha o mesmo. – Bella... melhor pararmos não é..? – Ele estava quase deitado em cima de mim, mas eu não queria parar.
- Não... não acho melhor não. – Eu disse a verdade ué e ele começou a rir.
- Bella, se você continuar falando desse jeito, eu vou acabar te ouvindo e não parando mesmo hein! – Ed disse com um tom divertido na voz, e ele estava certo. Uma parte de mim dizia que ainda era cedo e a outra dizia pra continuar, mas achei mais prudente parar antes que fosse tarde. - Bella, quem cala consente. – Ele ainda estava rindo, mas depois começou a beijar meu pescoço, e a deitar em cima de mim, quase que não resisti, eu digo MUITO quase.
- Não.. É melhor pararmos mesmo. – Disse com dificuldade e Edward fez um biquinho, lindo por sinal. - Você anda muito safado sabe Dr. Cullen.
- Você me deixa assim, Dr. Swan. – Corei, e muito.
- Er.. ok, não digo mais nada. – Ele riu.
- E então? O que quer fazer? Tem que ser algo distrativo, porque se ficar corando assim, eu não vou agüentar. – E depois, ele não quer que eu fique sem graça. – Ah Bella, seja boazinha comigo. – Já sabia do que ele estava falando.
- Se você parar de falar esse tipo de coisa, eu paro de ficar corada. – Ele deu aquele sorriso, AQUELE (L). – Sabe jogar sueca? – Foi a única coisa que veio a minha mente.
- Sei, mas sueca... Bella? Assim, eu vou dormir.. – Ele disse rindo.
- Haha. Não vai não porque eu não deixo e do jeito que você é orgulhoso, não vai querer dormir e me deixar ganhar tão fácil assim.
- Eu não sou orgulhoso, mas pra tirar esse sorrisinho de vitória antecipada da sua cara, eu vou jogar.
- E depois não é orgulhoso...
- Não sou!
- Ok, eu vou pegar. Já volto.

Dois minutos depois...

Estava distribuindo as cartas, quando Edward falou. - Bells?
- Sim?
- Vamos fazer uma aposta, pra ficar mais interessante?
- Que tipo de aposta?
- Ah, se eu ganhar você tem que fazer algo que eu quero.. e se você ganhar, eu faço algo que você quer.
- Hum... E o que seria?
- Diz você primeiro qual seria meu castigo... – Ele fez uma cara maliciosa. - Bom... Se eu ganhar, você vai ter que admitir que é orgulhoso, e vai ter que deixar eu te fazer cosquinha até você ficar vermelho, igual a mim. – Eu sei que foi infantil, mas e daí?
- São dois castigos, não vale!
- Ah deixa de ser frouxo! Tá com medo de perder é?
- Tá bom Bella! Eu sempre faço o que você quer. – Ele fez carinha de cachorro abandonado e cruzou os braços, mas logo deu um sorriso malicioso. – Bom, e você vai ter que terminar o que começamos agora pouco. – Safado!
- Ah não, isso não Ed! – Ele fez bico. – Nem adianta fazer essa cara!
- Ok, mas então você vai ter que reduzir seus castigos a um só. – Deu um sorriso de vitória.
- Você sabia que eu ia recusar não é? Por isso pediu, assim eu teria que escolher apenas um.
- Você é esperta, Bella! Mas não muda de assunto, vai reduzir?
- Ok, você só vai ter que admitir que é orgulhoso. – Agora EU fiz bico. – Mas qual vai ser o meu castigo? Aquele não valeu!
- Se eu pedir pra você nunca me deixar, vai parecer infantil? – Engoli em seco.
- Er... ok. Vamos começar o jogo? – Ele assentiu, relutante já que eu desconversei bonito do que ele falou mas eu não sabia o que dizer, eu não sou acostumada com pessoas se declarando pra mim o tempo todo, é estranho. E ele fala tudo de um jeito tão profundo, não sei se sinto o mesmo.

Depois de uns 15 minutos, é isso mesmo, o Edward é muito chato jogando, ele pensa demais pra jogar, nem tem tanto o que pensar, pelo amor de deus!
Bom, agora estamos empatados e eu estou esperando ele jogar, é claro.
- Anda Edward!
- Pára, eu preciso me concentrar. – Ele fez perna de chinês e cara de concentração, eu tive que rir né. Finalmente ele jogou e eu abri mais um sorriso.
- Pode se preparar Ed, eu ganhei! – Haha, eu sou demais! Ninguém me ganha na sueca. Edward fez cara de cachorro abandonado de novo.
- Ah qual é Ed, não é tão ruim assim.
- Não é isso, agora você não vai prometer. – Engoli em seco de novo, ele falando essas coisas fica mais difícil não me apai... Não, não sentir isso!
- Chega de conversa, pode assumindo, anda! – Desconversei.
- Eu sou orgulhoso.
- Ahn? Não ouvi.
- Eu sou orgulhoso!
- É mesmo, rs rs. – Ah não, lá vem aquela cara de maníaco, ah não!
- Edward não, pára! Esse era o castigo!
- Você tirar uma com a minha cara não estava no pacote!
- Ah, mas isso eu acrescentei. – Falei sorrindo.
- Engraçadinha, eu ainda vou te castigar!
- Não, você perdeu! Eu ganhei, fui eu, EU. – Adoro ganhar.
- É outro castigo. – Novamente aquele sorrisinho maldoso.

- Er... Bem, acho melhor irmos dormir. O seu vôo é de manhã né? – Me entristeci ao lembrar disso. – Queria poder ir te levar. – Eu trabalho amanhã, que droga!
- Mesmo se pudesse, você não ia me levar!
- Tá bem, morreu o assunto. Vamos dormir?
- Você ficou chateada, não foi? Bella desculpe, mas você sabe que não gosto que você fique me levando pra lá e pra cá, eu devia fazer isso.
- Tá ok, não estou chateada.
- Está sim.
- Não estou, já falei caramba! Vamos dormir logo. – Eu fui grossa?
- Ok.

Tomamos um copo de leite, sagrado, fomos pro quarto e eu fui seguindo para o banheiro.
- Bella?
- Sim?
- Eu preciso ‘’fazer‘’ minha cama. Ou você tem um colchonete? – Ahn?
- Você não vai dormir comigo?
- Você quer que eu durma? – Fez uma cara confusa. – Pensei que estivesse chateada.
- Eu não estou mais.
- Ah, então assume que estava, não é?
- Ah, você é muito chato!
E entrei no banheiro, escovei os dentes rapidamente, coloquei uma camisola, que já tinha deixado no banheiro hoje de manhã e prendi meu cabelo num rabo-de-cavalo, porque dormir com ele solto é juba de leão amanhã na certa!
Saí do banheiro e quando ia colocar a roupa que tirei no armário, percebi o que Ed estava vestindo, ou melhor, o que ele não estava vestindo, estava só de boxer preta. OMG!
- Edward, o que isso? – Eu achei que tinha sentido a baba escorrendo da minha boca e tratei logo de fechá-la, com certeza ele notou porque ele estava rindo da minha cara.
- O quê? – Ah, ele vai me fazer dizer mesmo sabendo exatamente o que é!
- Você... vai dormir... assim? – Tive problemas em formular a pergunta, já que ele estava vindo na minha direção, sorrindo, e estava a mostra o que ele tem de perfeito no corpo, ou seja, TUDO, quase tudo, se ele estivesse sem roupa, quem sabe, Chega Bella! OH GOD! Ele está muito...
- Vou. Por quê? – Ah, eu arranco esse sorriso irônico do rosto dele assim que eu conseguir olhá-lo, estou ocupada babando no corpo dele, dá licença?
Parece que ele está ainda mais gostoso do que a última vez que o vi nesses não-trajes, pra mim isso não era possível. – Bella? Respire. – Eu respiraria se ele deixasse, sussurrando desse jeito no meu ouvido não dá!
- Eu... er... – Ótimo.
- Você... er... o que? – Ele está debochando da minha cara, ódio!
- Nada.
Saí de perto dele e consegui finalmente respirar. Escutei a porta do banheiro bater, me virei e vi que ele tinha entrado lá. Vou deitar logo, e me cobrir até a cabeça, está frio mesmo, mas eu não posso ver de novo aquele corpo, é tortura! Me dá vontade de... Não, afasta esses pensamentos!
Fiquei deitada tentando dormir, sabendo que quando ele deitasse do meu lado só de boxer, talvez eu não conseguisse.
Depois de 5 minutos e o fracasso de não ter conseguido dormir, ele saiu do banheiro. Eu podia sentir os olhos dele em mim e até sabia que estava rindo. Eu estava de olho fechado, mas tremia tanto que qualquer um notaria que não estava dormindo. Ele deitou, me fazendo tremer ainda mais.
- Bella?
- Eu. – Eu respondi sem abrir os olhos, e sem muito menos virar pra ele.
- Está com medo de mim? – O deboche claro em sua voz. Aí notei que estava deitada na ponta da cama, quase caindo.
- Não.
- Então, deita mais pra cá! – Ele me puxou e me fez ficar de frente pra ele, colando nossos corpos. Mesmo assim, continuei de olhos fechados. - Por que está cerrando tanto os olhos? – O sorriso, ainda, em sua voz.
- Você dorme de olho aberto? Isso é novidade pra mim, mas tudo bem. – Ele bufou e me virou pra que ficássemos de conchinha. Então ele começou a fazer carinho nas minhas costas, braços, barriga... OH GOD! Eu estava arrepiada até em lugar que não tinha como.
- Edward?
- Sim? – Por que esse sorriso não sai da voz dele?
- Você pode... parar com isso?
- Não, tá bom assim. – ARGH.
- Assim eu não consigo dormir.
- É seu castigo.
- Você não vai me agüentar amanhã quando não tiver conseguido dormir direito e descontar meu mau-humor em você.
- Eu vou te deixar dormir, mas... Não agora.
- Então o que você quer fazer agora, pra não me deixar dormir? – Acho que vou me arrepender de perguntar isso.
- Quer mesmo saber? - Eu disse que ia me arrepender, não disse? Pois é!
Ele começou a beijar meu ombro, mas um beijo muito c-a-l-i-e-n-t-e. Apertava minha cintura, e pressionava mais seu corpo contra o meu. Acho que seria melhor se eu tivesse o deixado dormir no chão.
Eu já posso até sentir como ele está excitado de tão colado nossos corpos estão, eu estou enlouquecendo aqui!
- Edward?
- Hum?
- Não comece.
- Eu não estou começando nada, só estou te fazendo carinho, Bella. Namorados fazem isso, sabe? – Cínico!
- Mesmo? O Seu amiguinho não acha isso. – Nem sei como não tive vergonha de falar isso.
- Ah, mas eu não posso controlar isso. A culpa é sua de ser tão... – Ele parou de falar.
- Tão o quê?
- Se eu te disser, você vai ficar corada!
- Edward, sossegue!
- Eu sossegaria, mas eu sei que você quer! – Isso não posso negar. (Controle-se Bella!) – Você fica arrepiada só de eu te tocar, estremece quando eu beijo seu pescoço e... – Ele se aproximou pra sussurrar no meu ouvido.– Você também está excitada! – Meu deus, como ele me diz isso? Céus!
- Cala a boca! Você não sabe de nada!
- Ok.

Então ele parou de me acariciar e tirou a mão da minha cintura, eu nunca imaginei, mas meu corpo protestou e muito contra isso. Não acredito! Ele virou pro outro lado, agora ele vai se fazer de vítima. Não vou cair nessa, não vou mesmo, não vou pedir desculpa!
Eu só disse o que ele estava merecendo, ele pediu por isso. A culpa não foi minha. E eu não estou aquilo que ele falou (Bella!), ok talvez só um pouquinho, (Bella!) ta, eu estou muito, mas ele não podia ter dito mesmo assim.
Eu também estou com vontade, claro, não tem como não desejar aquele corpo, só se eu fosse louca, mas sei lá. Mas ele só falou a verdade, ah não interessa! Mesmo assim não vou pedir desculpa, se ele é orgulhoso eu também posso ser oras!
- Edward? – Ah, eu não agüentei poxa! – Edward? – Nada. Eu aposto que ele está rindo da minha cara. – Edward! Eu sei que não está dormindo ainda. – Tive que dar um tapa nele pra ele parar de graça!
- Ai Bella!
- Você estava se fazendo de difícil ora.
- Não estava não, eu só atendi o seu pedido. Você queria dormir, não queria? Eu deixei ué, - Dá pra ver nos olhos dele que está rindo por dentro.
- Me desculpa.
- Quê? Não ouvi. – Ah, que saco!
- Pedi DESCULPA. Ouviu agora?
- Só te desculpo se você admitir.
- Admitir o quê?
- Que estava excitada.
- De jeito nenhum! Eu não estava.
- Ok, boa noite! – E virou pro outro lado de novo, que chato!
- Não Edward, pára com isso!
- Estou esperando, Bella.
- Eu estava.
- Estava? Estava o quê? – Ele fez uma cara de interrogação. (Essa cara existe!)
- Ai que porra! Eu tava excitada, muito ok? Satisfeito?
- Eu só pedi pra admitir, não sabia que era tanto assim. – Ele disse se acabando de rir, ah ele vai apanhar, e muito!
- Ah Bella, pára de me bater! Ai... ai!
- Você tem que aprender a não ficar rindo de mim!
- Já aprendi. Agora me dá um beijo pra fazer as pazes? Dá? – Ele fez biquinho e carinha de criança órfã, sabe?
- Não, não dou!
- Dá sim.
- Não dou.
- Dá.
- Não dou.
- Quer ver como você dá?
- Me mostra.
- Tá bom.
Ele me virou pra ele e me beijou, eu fiquei parada do mesmo jeito, mas vocês sabem que não resisto a ele e eu sabia que não resistia, só queria que ele me pegasse desse jeito mesmo. Ah, eu não sou safada, só tenho um namorado lindo, a culpa não é minha.
Logo já estava com as mãos no cabelo dele o puxando pra mais perto de mim e ele com as mãos na minha cintura, e agora sim eu podia sentir de verdade que ele estava MUITO animado, muito mesmo, como pode? Nós começamos a nos beijar agora, (Bella, mas você também está!) depois de alguns segundos, nos separamos porque o oxigênio, maldito, mais uma vez pediu espaço.
Ele me virou de novo pra que ficássemos de conchinha, (Sei que pensaram que ia ter rala e rola né, se ferraram! Acho que o Ed entendeu que eu não estou pronta ainda, haha trouxas!) e peguei no sono assim, da maneira mais perfeita de todas, junto ao meu anjo.

Na manhã seguinte, o despertador tocou às 7 da manhã e eu acordei daquele jeito que vocês já conhecem, varando o despertador longe e quando ele bateu na parede, fez um barulho enorme.
- Ai PORRA! – Depois que dei esse berro, lembrei que o Edward estava ao meu lado, ai será que o acordei?
- Bella, por que você sempre tem que gritar quando acorda? Não sei como ainda tem voz depois disso. – Acho que sim.
- Como assim?
- Todas as vezes que te vi acordar, você berrou. – Ele disse ainda de olhos fechados.
- Ah, mas daquelas vezes eu tomei um susto, e agora também com esse despertador maldito! – Falei, já me alterando. Odeio tomar susto.
- Acho que estava certa quando disse que eu não ia te agüentar pela manhã.
- Aé? Tá bem, então pode ir embora, vai! Pode ir!
- Estou brincando Bella, calma!
- Você tem brincado demais pro meu gosto.
- Ah, eu sei que você me ama! – Ele disse isso brincando, eu sei, mas eu engoli em seco mesmo assim. – Bella, eu não quis dizer isso, des... – O cortei.
- Não começa! Vou tomar banho, se quiser pode dormir mais um pouco.
- Seu berro me assustou e não consigo mais dormir, fiquei traumatizado. – Fiz cara de serial killer. – Não amor, é brincadeira, não vou dormir porque quero ficar com você nesses últimos minutos, tá? – Ele falou debochando, mas eu levei em consideração pra não me estressar.
- Ué, vai tomar banho comigo também? Porque é o único jeito de ficar comigo os últimos minutos, eu tomo café no hospital.
- Ah, não acredito que me propôs isso. Você só quer dormir comigo, ah não! – Acredita que ele disse isso imitando a minha voz? Ah, mas ele vai apanhar! – Ah, vai me bater agora? É isso mesmo? Me usa e me bate? É o fim! – Ele continuava a imitar a minha voz e se escangalhando de rir, um safado!
- Cala a boca! Você vai ficar roxo de tanto que vou te bater se continuar com isso, você não brincava assim antes de me conquistar. Agora que o fez, fica tirando sarro da minha cara!
- Eu te conquistei, Bella? – Sorriso maldito! – Hum... Eu conquistei? Quero ouvir você dizer isso de novo.
- Pois não vai ouvir, estou indo tomar banho. – Já estava me encaminhando no banheiro quando ele me pegou pela cintura e me prensou na parede.
- Diz de novo!
- Ah que merda! Você é muito irritante, tinha mesmo que ser irmão da Alice. Me solta Edward, você está me atrasando!
- Vou soltar, assim que disser. E eu só te irrito porque você cai na pilha! – É, já tinham me dito isso.
- Você me conquistou! Satisfeito?
- Não, ainda não. – E me beijou, me pegando no colo e imediatamente enlacei minhas pernas na sua cintura. Ele foi caminhando comigo, e quando vi, estávamos na cama de novo.
- Edward... eu tenho que tomar... banho. – Disse sem fôlego devido ao beijo.
- Você podia esquecer o hospital, e eu esquecer o vôo e passarmos o dia aqui, o que acha? – Ele fez uma cara safada, muito safada mesmo.
- Não sabia que você só pensava com a cabeça de baixo Edward!
- Se você não tivesse o corpo maravilhoso que tem, talvez eu não pensasse.
- Tá bom, mas eu tenho que ir. – Levantei e fui correndo pro banheiro temendo que ele me pegasse de novo, que homem é esse! (Ta, eu adoro quando ele me pega assim! Tem mais emoção! Morram de inveja, meu namorado é gostoso e o de vocês não, HAHA’ Ok. Parei (Y’ )

Depois de 15 minutos saí e Edward já não estava mais no quarto. Agradeci e muito por isso, já que não tinha levado a roupa na pressa pra entrar no banheiro eu estava só de toalha, e talvez ele viesse de gracinha de novo. Coloquei uma calça jeans colada, uma blusa azul-marinho de manga comprida, um casaco de couro bege e uma sapatilha marfim com detalhes em prata, que a Alice me obrigou a comprar ontem, mas que era muito bonita. Fui em direção à sala e Edward estava em pé, em frente a minha estante de livros.
- Estava esperando você sair, eu já estou indo. – Ele disse quando me viu ali.
- Já? – Eu tentei disfarçar a tristeza, não adiantou, porque ele riu.
- Eu ainda tenho que passar em casa, e você tem que ir pro hospital, está na hora. – Falou sorrindo suavemente.
- É, eu sei. – Cruzei os braços e fiz bico, não queria ir trabalhar hoje.
- Desfaz esse bico, Bells. Eu te vejo no domingo. – Me beijou e foi seguindo para a porta.
- Edward?
- Sim?
- Você pode me ligar quando chegar lá?
- Ok. Tchau meu amor. – E deu uma piscadinha pra mim. Ah eu adoro quando ele me chama de amor, eu não devia, mas adoro.
Assim que Edward saiu, arrumei minha bolsa e segui para o hospital. Agora longe dele, eu consigo pensar claramente, aconteceu tudo muito rápido e não sei se fiz bem em aceitar seu pedido.
Eu digo, tudo o que penso inclui ele, desde que nos conhecemos é assim, e não devia ser, eu não devia sentir isso. Mas uma coisa é certa: Eu tenho que controlar meus sentimentos por ele, senão depois, quem se ferra sou eu! Eu preciso fazer isso! Tomara que eu consiga!


Capítulo 3: Desentendimentos

Fui o caminho todo pensando nele, eu tentava não pensar, mas estava difícil. A missão de não ficar dependente dele está mais complicada do que deveria. Cheguei no hospital e encontrei Jass, que estava com uma cara triste e logo me preocupei.
- Bom dia Jass.
- Ah, bom dia Bells. – Ele respondeu depois de alguns segundos, parecia que ele nem tinha me visto aqui.
- Aconteceu alguma coisa?
- Nada demais.
- É claro que foi alguma coisa, eu estou vendo como você está. Faz o seguinte, eu vou até minha sala fazer minha higiene e você vai pra sua, assim que terminar eu vou conversar com você, ta legal?
- Ok, Bells.

-

- Posso entrar? – Perguntei, assim que bati na sala dele.
- Claro Bells, entra. - Ele respondeu.
- E aí? O que aconteceu? – Perguntei me sentando na cadeira à sua frente.
- Ah Bells, uma discussão entre muitas que tive com meu pai. Só que nessa, ele realmente exagerou, estava na casa dele onde estavam meu pai, minha mãe e uma prima minha, que veio nos visitar, mas já foi embora.
- E o que aconteceu?
- Estávamos conversando e ela perguntou como era trabalhar em um hospital, se era legal, como era trabalhar na emergência e tudo. Eu tentei responder com o máximo entusiasmo que eu pude, mas é claro que não foi o suficiente porque meu pai reparou. Começamos a discutir, e ele dizendo coisas horríveis como eu estar enganando ele e não estar seguindo seus passos, e que não tinha orgulho de ter um filho tão frouxo que nem trabalhar em emergência de hospital conseguia, aí eu fiquei puto da vida e saí de casa. Eu sei que não foi uma escolha inteligente, mas não tinha mais como conviver com ele, ele não respeita a opinião de ninguém além da própria.
- Ah Jass, eu sinto muito. Eu conheço seu pai e sei como ele é cabeça dura, eu não sei se você fez bem em sair de casa, mas eu estou aqui com você e vou te apoiar nas suas decisões. Você foi pra casa da Alice, quando saiu de casa?
- Não, eu fui pra do Emmet. Eu não queria preocupá-la e com certeza, ela ia torrar a minha paciência pra eu voltar pra casa. Ela tem uma ótima família, por isso não sabe o que é ter problemas com os pais. – Nossa, eu nunca vi o Jass falando assim da Alice, ele realmente deve estar mal.
- Jass, eu entendo que esteja chateado, mas a Alice não tem culpa disso, eu sei que provavelmente ela diria isso, mas ela te ama, e só está tentando ajudar. Você não vai contar a ela?
- Vou Bella, mas eu não queria mesmo contar. Eu estou muito irritado e se ela ficar enchendo muito, eu vou perder a cabeça com ela também. Nós nunca brigamos porque eu me controlo, mas você sabe muito bem que a Alice pode ser bastante irritante. – Eu realmente estou preocupada, eu nunca imaginaria na vida o Jass falando alguma coisa ofensiva da Alice, o negócio é sério mesmo!
- Ok Jass, mas só vai ver a Alice de noite, e até lá você pode se acalmar. E como a gente faz isso? – Tentei animá-lo.
- Como, Bells?
- Salvando vidas!
- OH! Que emocionante. – Ele falou sarcasticamente e com um sorriso irônico.
- Ah Jass, salvar vidas é a melhor coisa. Eu sei que você também se sente orgulhoso de você mesmo quando acontece!
- Eu realmente me sinto, mas não como você. Ninguém ama mais medicina do que você. Nem o cara que inventou a medicina a ama tanto assim!
- Haha, engraçado. Mas deve ser verdade. – Sorri orgulhosa. – Vamos Jass! Nós vamos ficar na emergência agora de manhã, lembra?
- Oh! Estou tão ansioso! – Não sabia que quando ele estava irritado, ficava tão debochado assim. Ele está passando muito tempo com o Edward. Só de pensar nele, eu já fico com saudade. E pensar que só vou vê-lo amanhã à noite, ó vida cruel! Tá, parei.
- Anda, Jass. Você vai se animar, eu prometo! – Eu nem sabia como faria isso. – No almoço nós vamos sair!
- Pra onde?
- Nós vamos almoçar em algum restaurante. Depois podemos voltar caminhando e observar a belíssima Nova York. Você vai se distrair, pelo menos no almoço. Ver meu melhor amigo triste é o fim!
Ele riu. Ah, já consegui alguma coisa. Depois de convencer Jass a sair pra almoçar, fomos pra emergência. Ele estava mais neurótico hoje do que o normal, não sei como isso é possível, mas estava muito engraçado, me diverti com ele, haha.
No almoço, fomos a um restaurante de comida italiana, que o Jass disse conhecer. Logo que chegamos fomos atendidos muito bem pela recepcionista, digo, o Jass foi tratado muito bem, bem até demais e tratei de lançar um olhar mortal pra ela.
Com certeza, ela pensou que fôssemos namorados, mas Alice não estava ali, então eu protegia o Jass contra essas mulheres fáceis, e quando o fiz, o Jass riu muito. Que idéia! Essas mulheres de hoje dão em cima de todos, se eu não tivesse a cortado logo, com certeza ela teria arranjado um jeito de dar seu telefone pro Jass.
Comemos, conversamos e eu até fiz Jass rir um pouco, e já fiquei muito feliz com isso. Eu não queria deixar ele triste, mas novamente eu alertei que ele fosse paciente com a Alice, porque pelo jeito que ele falou de manhã, a briga que eles nunca tiveram seria hoje se o Jass não se acalmasse. Durante o almoço, Edward me ligou para avisar que já tinha chegado, conversamos durante uns 10 minutos e quando desliguei, meu sorriso não tinha como ficar maior e Jass até fingiu enjôo pra me irritar, mas não ia conseguir, felicidade estava presente em minha vida neste momento.
Me peguei desejando que chegasse logo amanhã para o ver logo, também poderia passar a segunda feira com ele, já que não trabalharíamos. O Bom do Lenox é esse, ficamos de plantão quase todos os finais de semana, um dia pelo menos, mas temos folga durante a semana às vezes, ótimo.
Pagamos, digo, o Jass pagou. Ele não me deixou pagar nada, o meu amigo é um gentleman, e é só da minha amiga, morram de inveja haha! Parei. Eu fiquei incomodada com isso, mas quem disse que levam a opinião da Bella a sério?
Voltamos caminhando ao hospital, como combinado, desgasta o que a gente comeu e o Jass precisava ver um pouco de gente. Ele e Alice são muito caseiros, eles gostam de sair às vezes uma sexta à noite, quando a Alice me arrastava, lembram? Mas só isso, sair outros dias a não ser pra trabalhar, era raro pra eles dois! Eles dizem que gostam de curtir a companhia um do outro.
Depois do almoço, o dia passou rápido. Algumas consultas, algumas escapadas até a sala do Jass e outras até a sala do café, bastante freqüentada por mim. Eu já disse que adoro café? Me deixa ‘’acesa’’ e eu adoro o cheiro, que na minha opinião, é até melhor do que o próprio café.

TOC TOC TOC...

- Entra.
- Oi Bellinha. – É alucinação minha, o café me fez mal. Eu não estou vendo a abominável criatura que eu tanto odeio parada na minha frente, não pode ser!
Pisquei os olhos pra ver se ela sumia, mas pra minha infelicidade, ela continuava parada ali.
- O que você quer, Lauren?
- Calma Bella, conversar, só isso. – Ela respondeu se sentando na cadeira dos pacientes, quem deu permissão? Eu não dei!
- Então fale logo, porque ao contrário de você, eu tenho trabalho a fazer. – Isso é mentira, eu já tinha acabado, mas vale qualquer coisa pra tirar a vaca da minha frente antes que eu me descontrole, e parta pra cima dela!
- Sim, serei breve.

... ... ...

- Fala logo! – Percebi que ela estava olhando pra minha mesa, imediatamente procurei o objeto de sua atenção e achei. Uma foto minha com o Edward, que eu havia posto anteontem. Droga!
- Achei que tivesse sido clara em relação ao Edward, mas vejo que não foi o suficiente pra você entender, não é mesmo?
- Eu não te devo satisfações. Se era só isso... Peço que se retire. – Sou educada quando quero.
- O que você tem com ele? Aposto que é mais uma puta que ele pegou pra usar e descartar. Ele precisa de uma mulher de verdade. – E ela acha que é uma? Haha, eu tive que rir da cara dela e ela ficou com mais raiva ainda, aí que eu ri mais. - Eu avisei pra ficar longe dele!
- Eu não faço parte da sua família Lauren, acho que se enganou. Quanto ao meu relacionamento com Edward, esse é um assunto que não te diz respeito! E se você acha mesmo que tem algum poder de persuasão, para comigo, se engana, o livre arbítrio ainda é válido. – Eu me espantei com a formalidade de minhas próprias palavras e incompreensão foi a primeira coisa que surgiu no rosto dela. Não se pode falar uma palavra diferente que ela não entende. Que criatura burra!
- Pare de falar essas palavras difíceis comigo, sua vadia! Eu vou fazer da sua vida um inferno, tá me ouvindo? O Edward não vai ficar com você muito tempo, olha pra você e olhe pra ele, acha mesmo que isso vai durar? – Eu não queria admitir, mas o que ela disse tem fundamento, a diferença entre nós era enorme e não tinha como negar.
Uma tristeza me tomou ao pensar que o que ela dizia podia ser verdade, mas eu não vou fraquejar aqui, não na frente dela. Coloquei meu melhor sorriso irônico no rosto e respondi.
- Sente e espere por isso. E por favor, enquanto espera, tire a sua cara mal feita por plásticas daqui, antes que eu enfie a mão nela! – A cara dela realmente era mal feita, se eu fosse ela, eu iria processar a médica que mexeu no nariz dela, ficou pior do que já era! Hahahaha.
- Está avisada, Swan!
- Acho que já ouvi isso antes. – Disse e sorri sarcasticamente.
A cara que a vadia fez foi cômica, e saiu espumando daqui. Assim que ela abriu a porta, vi o Jass ali parado, escutando a conversa, fofoqueiro!

Ela passou por ele igual a um furacão e ele olhou pra mim, curioso.
- O que estava acontecendo, Bella?
- Digamos que abriram a porteira, e as vacas correram direto pra minha sala. – Me senti uma roceira falando ‘’ porteira ‘’, fiz sotaque e tudo, haha. Tudo pra zoar aquele ser mal amado!
- Bella, você não presta! Mas eu ouvi bem? A Lauren está interessada no Edward? – Ele disse, rindo.
- Quem em sã consciência não estaria? Ele é perfeito Jass, hello! Mas é meu, só meu! – Sorri ao lembrar de ontem, e de como estava nervoso ao me pedir em namoro, tão fofo!
- Seu? Que história é essa?
- Eu não te contei?
- Não.
- Nem dei sinal?
- Não.
- Nem uma pista?
- Bella, fala logo!
- Ok, eu digo. – Eu sei que isso foi irritante, mas eu estava de ÓTIMO humor, também, namorando um anjo, quem não estaria? – Estamos namorando Jass, ele me pediu ontem depois que Alice me deixou em casa.
- Bella, como você não me diz uma coisa dessas? Cara, já estava na hora de vocês assumirem isso! E aí, como foi?

Relatei a noite que tive com Edward, sem os detalhes sórdidos é claro, eu não contaria isso nem pra Alice, quer dizer, eu contaria, mas só porque ela iria insistir muito e eu sei que vai, quando souber que estamos namorando. Quando terminei de contar pro Jass, notei que já estava na hora de ir.
- Bom Jass, e foi isso. Ele não é o cara mais perfeito que você já viu? – Eu estava tão feliz que meus olhos deviam estar brilhando.
- Bella, você espera mesmo que eu responda isso? Fala sério!
- Desculpe, às vezes esqueço que você é homem.
- Qual é, Bella? Assim você fere minha masculinidade! – Eu pensei que ele estava brincando, mas ele disse isso num tom sério.
- Desculpe, Jass. Bom, já está na hora de irmos. Você veio de carro?
- Não, na pressa de sair, esqueci meu carro na casa dos meus pais, só deu tempo de eu fazer uma pequena mala. Podia me dar uma carona?
- Claro, Jass. Você vai pra casa da Alice?
- É, vou. – Ele fez isso e baixou os olhos, eu estava mal por o ver assim.
- Jass, calma! Vai ficar tudo bem. – Disse isso e o abracei. – E não esquece, pega leve com ela, ok?
- Eu vou tentar, Bella. Vamos?
- Vamos. – Peguei minha bolsa, tranquei a sala e fomos andando pelos corredores do hospital, que já estavam escuros. Jass foi o caminho todo tenso, temendo o que estivesse por vir quando chegasse à casa da Alice.
Quando chegamos lá, Jasper estava relutante em sair.
- Jass? Calma, se você continuar assim, as coisas não vão sair bem. Você deve estar calmo para explicar tudo pra ela, relaxa, ela vai te entender! Vocês sempre conseguem conversar Jass, vocês respeitam a opinião um do outro.
- Eu sei Bella, mas esse é o único assunto que ela não me entende, ela acha que eu tinha que ter uma conversa definitiva com meu pai e acertar isso, como se fosse muito fácil. Bem, eu vou entrar, valeu pela carona! – Ele me deu um beijo na bochecha e saiu depois de eu desejar boa sorte. Até eu estava nervosa com essa conversa, pelo que conheço de Alice e do seu jeito certinha de ser, talvez acontecesse a 1° briga deles hoje.
Segui para casa, rezando que tudo desse certo, amanhã ligaria pra ver se estava tudo bem. Mas pensando melhor, mesmo se houver uma briga, eles vão resolver porque eu nunca vi casal mais apaixonado do que eles.

Jasper POV

Caminhei até a porta de Alice, e esperei uns dois minutos até abrir, sim eu tinha uma chave, não sei por que estava desse jeito, ela era minha namorada, ela vai entender. Eu espero.
Entrei e caminhei lentamente até a sala, num ato estúpido de não fazer barulho. Como se adiantasse, eu ia ter que enfrentar isso uma hora ou outra, mas se bem que adiar não era má idéia.
Cheguei na sala e vi Alice adormecida no sofá, devia estar me esperando. Segui para o quarto, tomaria um banho para relaxar, quem sabe eu estaria melhor depois disso. Deixei as malas ao lado da cama, peguei umas roupas de dentro da mala e fui para o banheiro.
Enquanto tomava, pensava em como iria resolver essa situação com meu pai, se eu iria resolver. O jeito que ele falou hoje foi mais rígido e ele deixou bem claro que não se importava se eu saísse de casa, que veria como ia me sustentar se largasse o hospital, como eu mesmo cheguei a mencionar depois de estar muito puto da vida. Eu não contei isso a Bella para não preocupá-la mais e não queria que soubesse que tipo de pai o meu é, ignora seu próprio filho como se fosse um nada! Como eu fico puto com isso!
- Jass, amor? É você? – Alice me gritou da porta do banheiro.
- Sim.
- Você demorou! Aconteceu alguma coisa? – Ela já estava preocupada, normal da minha fadinha.
- Não. Eu já vou sair.
- Ok.

Terminei o banho, coloquei uma bermuda, já que ia ficar em casa, uma camisa verde musgo e chinelos. Saí, e Alice me esperava sentada na cama com o rosto indecifrável, mas quando me viu, eu pude identificar: Tristeza, raiva... Como ela descobriu? Assim que me perguntei mentalmente, eu olhei pro lado da cama e vi a mala. Com certeza ela ia sacar, ela sabe que há muito tempo tenho pensado em sair de casa devido às brigas com meu pai.
- Pode me explicar o que é isso? – Perguntou olhando pra mala e depois pra mim, com cara de reprovação, ela já sabia o que era.
- Eu saí de casa.
- Como? Por quê? Ficou maluco, Jass? O que aconteceu?
- Eu briguei com meu pai.
- Isso eu sei. Já conversamos muitas vezes sobre isso Jasper, você disse que não iria fazer isso! Você sabe que isso não está certo... – Sinceramente, parei de ouvir o que ela estava falando, é a mesma coisa de sempre. Às vezes Alice age como se fosse minha mãe me dando um sermão. A deixei falando sozinha e fui pra sala, eu sei que prometi a Bella me controlar, mas tava difícil. Claro, Alice veio atrás de mim, falando. – Jasper! Não me deixa falando sozinha! Você está sendo imaturo e infantil. Você sabe que seu pai diz as coisas sem pensar! Não acredito que fez isso!
- Alice, foi diferente dessa vez... – Quem disse que ela me deixou terminar? Continuou falando, falando e falando. E minha paciência se esvaia a cada letra que pronunciava.
- Jasper, presta atenção no que estou dizendo! Você não pode sair da casa dos seus pais assim! Está errado. Você tem que voltar lá e conversar com seu pai decentemente, eu não sei o que aconteceu, mas sei que você também diz algumas coisas que e irritam e...
- Você espera que eu volte agora Alice? Quer que eu peça desculpa também? Quem sabe se eu me ajoelhar? – Respondi irônico e já me alterando. Ela estava exagerando e muito, dessa vez!
- Jasper, não desconta em mim! Eu só estou tentando ajudar.
- Pois não está conseguindo.
- Você vai voltar lá e conversar com ele. Não pode fazer isso e achar que não tem conseqüências...
- A única conseqüência é vir pra cá e ouvir você ficar enchendo a porra do meu saco, talvez a casa do meu pai não seja tão ruim assim. – Eu sei que exagerei, mas que se foda também!
- Jasper, que isso? Enlouqueceu? Você nunca falou assim comigo, você não fala assim! Mais do nunca você está parecendo um garotinho mimado e...
Peguei os braços dela e falei, quer dizer, gritei, eu já não agüentava mais ouvir calado e calmo.
- EU COMEÇEI A FALAR. DEIXEI DE SER TROXA E SÓ FICAR OUVINDO O QUE VOCÊ TEM A DIZER! VOCÊ ESTÁ INCOMODADA PORQUE NÃO TEM MAIS UM CACHORRINHO QUE SEMPRE FAZ O QUE VOCÊ QUER? ACORDA, PORQUE É ISSO QUE VOCÊ VAI TER DAQUI EM DIANTE! EU CANSEI, OUVIU? CANSEI!
- Jass... – Ela tentou dizer, ela estava tão atordoada como nunca a vi ficar, mas ela pediu isso! Soltei os braços dela e continuei a falar.
- Eu sabia que você ia reclamar por eu ter saído de casa, mas eu achei que podíamos resolver, mas eu estou vendo que não. Doce ilusão minha achar que a MINHA NAMORADA ia me apoiar na hora que eu mais preciso dela! Você só reclamou, reclamou e reclamou desde a hora que eu saí do banheiro. Você já parou pra ouvir o que eu tenho a dizer? Já?
- Eu... eu. – Agora ela soluçava de tanto chorar.
- É claro que não ouviu. Você se importa muito mais em como estou agindo e não em como estou me sentindo. Meu pai falou coisas horríveis, disse que eu não era o filho que ele esperava que eu fosse, que era um frouxo que não conseguia nem agüentar ficar em uma emergência do hospital, que não importava se eu saísse de casa, que pra ele não faria diferença, isso tudo em alto e bom som pra que ecoasse bem na minha mente e não esquecesse, isso tudo me magoou muito Alice, muito! Mas sabe o que me magoa de verdade? Saber que a pessoa que eu mais amo no mundo, a pessoa com que eu quero compartilhar tudo da minha vida fica me julgando, me colocando mais pra baixo do que eu já estou, sem nem ao menos me perguntar se estou bem! É isso que me deixa mal de verdade, porque nem tudo o que meu pai disse chega perto de quanto suas palavras me magoaram!
- Jass... eu... me perdoa, eu... por favor... – Ela não conseguia falar, caiu no chão de joelho. Eu odeio a ver sofrer desse jeito, eu quase me ajoelhei ao seu lado pra reconfortá-la, mas eu não podia. Não depois do que ela me disse!
Fui para o quarto e peguei minha mala, eu tinha que sair dali. Eu tinha que encontrar com a Bella, ela foi a única que me entendeu e me apoiou, nem o amor da minha vida, a mulher por quem eu faço tudo, nem ela conseguiu me entender! Meu coração doía demais ao lembrar disso, e por isso mesmo não podia continuar ali, eu precisava pensar.
Passei pela sala e Alice continuava caída no chão, chorando. Não quis nem olhar, eu sabia que ia acabar cedendo, mas me doía mais do que tudo, mais do que até as palavras dela, a ver daquele jeito, a minha fadinha. Só aí notei que estava chorando. Passei por ela e fui seguindo para a porta.
- Jass... Ooo-nde você...- Não esperei pra ouvir, bati a porta e dei passos largos descendo as escadas da casa dela. Fui andando pela calçada, eu não esperaria um táxi ali na frente daquela casa. Quanto mais eu andava, mais me sentia perdido, parecia que nada mais fazia sentido pra mim. Mas nada fazia sentido mesmo, não sem ela, não sem Alice.

Bella POV

Cheguei em casa e fui logo tomar banho, isso me relaxava e muito. Acredita que eu ainda estava nervosa por causa do Jass e Alice? Também, eles são meus melhores amigos.
Assim que saí do banho, fui direto me deitar, eu não estava com sono, mas não tinha nada pra fazer e mesmo sem ter comido nada, não estava com fome. Deitei e só aí notei como estava cansada, com certeza ia dormir feito pedra hoje.

-

Sabe aquele mundaréu de café que tomei? Bom, estava fazendo efeito mesmo porque não consigo dormir, que inferno! Pensei que o Edward fosse me ligar ainda hoje, mas parece que não. Será que ele...?
Ah não, não vou pensar nisso! Não posso dar tanta importância pra ele assim, eu prefiro não confiar totalmente, assim não me magôo. (Não pode namorar de verdade, se não confiar na pessoa) Não interessa, voz irritante! (Depois, não diga que não avisei) Não vou dizer, tenha certeza disso.
Fui pra sala a fim de ver TV, de repente eu pegava no sono. Coloquei num canal de filmes e estava passando um meio chato, PS: Eu te amo, não gosto de filmes com muita melação. ARGH! Deixei ali mesmo, isso ia me fazer dormir. Depois de alguns minutos de filme, eu finalmente peguei no sono.

DIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIING DOOOOONG..

Não sei quanto tempo se passou, mas parece que não dormi nada. Será que é o despertador já tocando? Olhei no relógio: 9 p.m. Nossa, eu não dormi nada mesmo, cheguei em casa às oito.

DIIIIIIIIIIIING DOOOOOOOOOOOONG...

Quem será? Eu não estou esperando que ninguém venha aqui oras. Corri pra abrir, seja lá quem for está bastante estressado. Abri a porta e me assustei.
- Jass? O que... O que houve? Por que está chorando?
- Posso entrar, Bella?
- Claro, entra. – Saí do caminho pra ele passar, fechei e tranquei a porta. Quando fui até a sala, Jass estava sentado no sofá com as mãos na cabeça.
- Você e Alice brigaram, já deu pra notar. – Falei quando ele fez menção de abrir a boca pra falar algo, eu duvido que conseguisse, ele não parava de chorar. Sentei do seu lado, e o abracei. Ele está muito mal, deve ter sido feio mesmo. – Você quer me contar o que aconteceu?
- Agora não. Eu quero te pedir um favor.
- O que quiser.
- Eu quero que você vá até a casa de Alice, e fique lá com ela. Mas tem que ser agora, preciso que durma lá. Mas tem que ser depressa, Bella.
- Por que? O que houve? Você está me assustando! – E realmente estava, por que Alice precisava de mim, mais do que ele?
- Eu tinha que sair de lá Bella, eu explodi com ela. Eu acho que falei muito mais do que devia, mas eu não suportei tudo o que ela me disse. Eu coloquei tudo que estava engasgado pra fora, eu sei que eu prometi me controlar, mas não consegui. E quando saí de lá, Alice estava caída no chão, chorando muito. Preciso que vá lá ficar com ela, eu vou ficar bem aqui. Mas por favor, vai agora. Não quero que ela fique sozinha. – Cara, dá pra acreditar que mesmo depois de tudo, o Jass se preocupa tanto assim com ela? Não se fazem homens como ele, sério.
- Ok, Jass, eu vou. Tem certeza de que vai ficar bem?
- Tenho, mas vai rápido.

Fiz o que ele pediu, e logo já estava dentro da minha caminhonete indo pra casa da Alice. Em 10 minutos estava lá, também, eu praticamente voei pra casa dela. Cheguei e a porta estava aberta, ela realmente gosta de perigo.
Mas o que me surpreendeu não foi isso. Alice é conhecida por sua extrema organização e limpeza, então tive que piscar algumas vezes pra acreditar no que estava vendo.
A sala dela estava, basicamente, destruída, era vidro quebrado por todo o lado, os quadros lindos que Alice escolheu com tanto cuidado estavam no chão, e no tapete tinha uma mancha vermelha, não muito grande, mas o bastante pra alguém notar. Eu rezei mil vezes pra não ser o que eu estava pensando, mas não adiantou. Era o que eu temia, era sangue.
Corri pro quarto da Alice, agora de verdade, eu estava desesperada. Entrei esbaforida no quarto dela e ela estava deitada na cama, chorando. Pelo menos ela estava bem, fisicamente.
Me aproximei dela mas acho que ela não notou, continuou de olhos fechados e chorando muito, muito mesmo. Estava vermelha, assim como seus olhos.
- Alice... – Sentei na cama e peguei na sua mão, foi quando percebi o corte que ali estava, não profundo, mas era grande. – Alice, o que houve com sua mão?
- Bella? Ah Bella... – Ela finalmente notou que eu estava ali, e me abraçou. Chorando ainda mais, se isso era possível, ela devia estar mal mesmo, aquele corte em sua mão devia estar doendo muito e ela nem ligava. – Bella, eu sou uma idiota! Muito idiota, eu e o Jass brigamos e...
- Eu já sei Alice, o Jass me contou.
- Contou? Você sabe onde ele está? Ah... eu preciso tanto falar com ele.
- Ele não vai querer falar com você agora, ele está muito magoado. – Aí que ela chorou mais, eu não gostava de vê-la assim, mas eu sabia que o Jass devia estar sofrendo mais.
Nunca imaginaria o Jass levantando a voz pra ela, quanto mais Alice destruindo a sala, sem falar nesse corte! Realmente ela deve ter falado coisas muito graves a ele.
- Ah... eu... eu... preciso dele aqui. Eu... ah... – Ela não parava de chorar.
- Alice, o que houve com sua mão?
- Eu me cortei quando estava quebrando os vasos, e...
- Quantas vezes? Esse corte é bem grande.
- Eu não parei de quebrar mesmo depois de me cortar, aí ficou maior... – Meu deus do céu!
- Alice, a gente precisa cuidar disso. Você é maluca!
- Eu não quero saber da minha mão. Eu preciso que me leve até o Jass, eu quero falar com....
- Eu já disse que ele não quer falar com você agora!- Ela continuava chorando. – Não Alice, depois você chora, agora vamos cuidar da sua mão.

Peguei o kit de primeiros socorros, e fiz um curativo na mão dela, mas claro que ela continuava chorando mesmo assim.
- Alice, você comeu? – Perguntei enquanto tentava acalmá-la, na verdade queria que ela dormisse. Ela estava deitada no meu colo, ainda chorando. Não sei como não acabavam as lágrimas.
- Não, e nem vou.
- Alice, você precisa comer. Eu vou buscar...
- Não Bella, eu não vou comer. Não vem baixar a médica pra cima de mim não que eu não tô com saco!
- Tá bom. Mas amanhã de manhã, você vai comer alguma coisa sim. Nem que eu tenha que enfiar pela goela abaixo, me ouviu?
Ela assentiu, e ainda deitada no meu colo, eu lhe afagava os cabelos pra ver se assim ela dormia. Já eram 11 p.m quando ela finalmente adormeceu, eu nunca a vi tão mal, Alice é sempre tão espirituosa, mas eu podia ver como se sentia culpada.

When my time comes forget the wrong that I’ve done Help me...

Meu celular começou a tocar e rapidamente levantei para atender pra não acordar a Alice. Peguei o celular na bolsa e saí do quarto, quando olhei pro visor, vi que era o Jass.
- Oi Jass, você tá bem?
- Bella, como ela está? Ela ainda está chorando? Ela comeu? Eu sei que ela sempre espera eu chegar pra comermos juntos e com isso que aconteceu... Ela está bem? Se ela estiver muito mal, eu vou aí fala...
- Jass, calma! Uma pergunta de cada vez senão eu me perco. Bem ela não está Jass, você sabe. Ela não está mais chorando, ela pegou no sono há uns 5 minutos. E ela não quis comer, mas amanhã assim que acordar, eu faço ela comer alguma coisa. E VOCÊ Jass? Como está? Você também precisa se preocupar com si mesmo.
- Eu tô bem.
- Você está bem? Eu duvido.
- Bella, não me interessa como estou. O que importa é Alice, eu não devia ter falado daquele jeito com ela. – Eu podia notar que ele ia começar a chorar de novo, eu nunca vi ninguém amar outra pessoa como ele ama Alice.
- Jass, ela também te disse coisas horríveis. Pare de se culpar tanto assim, vocês vão conversar e resolver, porque os dois tiveram culpa. Mas e você? Você comeu alguma coisa?
- ...
- Jass?
- Não, e não vou comer nada.
- Pára de palhaçada, você ta falando igual a Alice. Querem morrer de fome? O que vou fazer sem meus dois melhores amigos? Vocês não pensam em mim não? Não? – Fiz um tom de brincadeira e adiantou, porque ele riu. – Ah Jass, e tem uma coisa que.. – Não sei se devia contar.
- O que aconteceu?
- Alice quebrou...
- Quebrou? O quê? Por quê? – Pronto, agora ele fica desesperado de novo.
- A sala, quebrou a sala. – Eu não ia contar que ela se cortou, é capaz de ele vir aqui agora ver como ela está. – Jass, eu vou desligar. Eu quero ficar perto dela caso ela acorde, coisa assim. E você trate de dormir também.
- Tá Bella, amanhã de manhã eu ligo pra saber como ela está.
- Bom, mas ela já vai estar acordada. Você vai querer falar com ela? Ela no mínimo vai arrancar o telefone da minha mão, quando eu contei que estava aí, ela queria ir atrás pra falar com você.
- Eu...não sei... Não sei se estou pronto pra falar com ela.
- Jass, você vai ter que falar alguma hora. E amanhã tem o jantar na casa de Esme, lembra? – De novo aquele frio na espinha, não entendo. Eu já os conheço oras!
- Não... eu tinha... esquecido... Droga!
- Você não vai mais?
- Vou, eu... amanhã de manhã, eu... eu vou aí conversar com ela e resolver isso. Eu já sinto muita falta dela.
- Ok Jass, até amanhã.
- Tchau Bells.

Voltei pro quarto e Alice estava inquieta na cama, falando umas coisas sem nexo, devia estar tendo um pesadelo. Me aproximei dela, e deitei ao seu lado.
- Alice, acorda. Calma.
Ela abriu os olhos devagar e me abraçou.
- Ai Bella, eu tive um pesadelo horrível. O Jass me deixava, dizia que eu não era boa o bastante e que ele não me amava mais... – Aí ela parou de falar e começou a chorar, de novo.
- Alice, calma. Foi um pesadelo, só isso. Você sabe que o Jass te ama e que ele nunca vai deixar você.
- Mas ele foi tão frio comigo hoje e... – Mais choro... – Eu não o mereço, eu não mereço, eu fiz exatamente o que ele disse, ele estava sofrendo por causa do pai e eu nem parei pra escutar ele... e eu sou horrível! – Chorando, chorando, chorando e chorando.
- Alice, se lamentar agora não adianta. Você é muito impulsiva, só isso, eu sei que você ama o Jasper mais do que qualquer coisa, e que só quer o ver bem. Você precisa mostrar pra ele que você vai apoiá-lo quando ele precisar, todos cometem erros e eu sei que ele exagerou quando falou aquelas coisas pra você também. Mas agora durma, amanhã vocês vão conversar e tudo vai ficar bem, você vai ver. Eu vou ficar aqui com você, mas, se acalme. Você é forte, lembra? Pare de se julgar, porque você pode resolver isso.
- Mas..
- Nada de ‘’mas’’, é isso que eu disse e acabou, agora durma.
- Obrigada Bella. Obrigada por me aturar.
- É isso que amigas fazem, certo? Você me atura o tempo todo.
- Isso é verdade. – Ela disse rindo, pelo menos ela sorriu, pela primeira vez desde que cheguei aqui.
- Já está melhor viu? Até me zoando já está, deita aí, eu vou ficar aqui com você. Eu sou humana, também preciso dormir. – Ela riu. Haha, sou demais!

Dormi muito mal, acordava o tempo todo pra ver se Alice estava bem, e felizmente ela só acordou mais uma vez, devido a outro pesadelo.
Acordei 8 hrs com o meu celular tocando, Alice ainda dormia. Que porra! Já dormi mal e vem um querendo me acordar essa hora. Olhei no visor e num instante esqueci minha raiva por ter sido acordada.
- Oi Edward. – Ele eu perdôo né.
- Oi amor, você estava dormindo?- Eu devia estar com voz de sono.
- Bom... sim.
- Ah desculpe, eu... acho eu esqueci da hora. Eu queria ouvir sua voz. – OMG. – Eu não liguei ontem porque cheguei aqui no hotel tarde, eu fiquei praticamente o dia todo fora, resolvendo o problema do carro.
- E resolveu?
- Sim, chega em NY em 3 dias. E vou pegar o primeiro vôo agora de manhã. Eu fiquei pensando se podia ir aí na sua casa, eu sei que vamos nos ver no jantar mas não sei se agüento até lá. – Ain, ele não é lindo?
- Ed, estou na casa da Alice. Se quiser pode vir aqui.
- Tudo bem, eu vou. Mas por que está aí?
- Ela e o Jass brigaram, e ele está na minha casa, mas pediu que viesse ficar com ela porque ela estava muito mal.
- E como ela está agora?
- Ela está dormindo, mas quando você chegar eu te conto o que aconteceu.
- Ok amor, eu devo estar aí em no máximo 3 hrs.
- Tá bem. Tchau Ed.
- Tchau minha musa. – Ah morri :x Normal. Ele ainda me mata de verdade!

Desliguei e fui dar uma espiada em Alice. Ela ainda estava dormindo, que bom. Agora sim notei que estava com fome, abri a geladeira, peguei um suco que parecia ser de goiaba, adoro, e uma maçã. Depois tomaria café direito com a Alice.
Passei pela sala e parecia estar mais destruída do que ontem, Alice fez um belo trabalho aqui, de verdade! Fui para o quarto de hóspedes, porque se ficasse na sala talvez quem se cortasse dessa vez era eu, deitei na cama e liguei a televisão. Pra variar não estava passando nada de bom.
Terminei de comer a maçã, coloquei o copo em cima do criado mudo e me aconcheguei mais na cama, de repente tirava um cochilo, eu ainda estava cansada demais.

-

Acordei melhor, realmente esse cochilo me fez bem. Olhei no relógio do criado mudo e marcava 10:15 hrs. (Porra! Um cochilo de 2 horas?) Cala a boca, voz irritante! Mas realmente dormi muito, mas pelo menos... Ai meu deus, ALICE! Fui correndo pro quarto dela e quando cheguei, ela continuava na mesma posição, graças a deus! Se ela acordasse e eu não estivesse aqui era capaz de pensar que a abandonei também.

DING DONG...

Ai meu deus, ai meu deus! É ele! Ahhhhhh *-* Preciso dizer que voei pra atender a porta? Não né? Eu devia estar horrível, eu nem escovei os dentes e nem penteei o cabelo, ai droga! Abri a porta e ele estava... (Perfeito?) Sim voz irritante, você acertou! E segurava uma rosa branca.
E antes que eu pudesse sequer assimilar que ele realmente estava ali, ele me pegou em seus braços e me beijou. Um beijo cheio de saudade e correspondi imediatamente, eu sei que é errado, mas naquele momento esqueci de tudo, que estava na casa da Alice, que ela tinha brigado com o Jass, que eu estava mal por isso, eu simplesmente esqueci tudo que não estava relacionado ao meu anjo.
- Eu estava... com muita... saudade de você... – Ele disse entre beijos e ofegante. Se separou de mim pra me olhar, eu detestei isso, agora é a hora que ele sai correndo de tão feia que estou. Ele sorriu, me entregou a rosa, que agradeci e continuou me olhando, droga!
- Edward, pára de ficar me olhando assim! Eu estou horrível!
- Bella, você nunca está horrível.
- Estou sim, eu não dormi direito.
- Por quê?
- Eu acordava o tempo todo pra saber como Alice estava.
- Ela estava tão mal assim? – Perguntou visivelmente preocupado com a irmã. Ah que lindo! Ok, parei.
- Sim, vem aqui. – Puxei ele pra sala e quando ele viu o jeito que esta se encontrava, me fitou de olhos arregalados.
- Foi ela que fez isso?
- Sim. Eu vou te contar o que aconteceu.

Contei tudo o que eu sabia, desde a hora que o Jass chegou na minha casa e ele concordou comigo quando disse que nunca tinha visto a Alice desse jeito. Eu confesso que pensei que Edward fosse matar o Jass, porque falei pra ele que segundo o próprio Jass, ele disse coisas horríveis pra Alice, mas se acalmou quando viu que Alice também não foi nada agradável.
- Eu ainda não acredito que Alice fez isso. Mas ela deixou você cuidar do corte pelo menos?
- Depois que eu a obriguei, sim, e ela nem fez cara feia por causa dos remédios que coloquei.
- Nossa, ela realmente está mal! Ela é fresca pra porra!
- Você também é. – Ah, eu não resisti.
- Bella, não comece.
- Desculpe. – Fiz cara de inocente. – Vamos lá no quarto, eu quero ver se ela já acordou.

Chegamos no quarto e vi que meu celular estava aceso em cima da cama. Cheguei perto e o peguei e...
- UAU.
- Que foi, Bella?
- 20 chamadas perdidas do Jass, ele deve estar querendo me trucidar. – Tomara que ele não tente. – Eu vou ligar pra ele, fica aqui com ela ta?
- Tudo bem. Mas Bella...? – Eu estava saindo pela porta e quando me virei pra ver o que ele queria, ele me pegou pra mais um daqueles beijos, WOW. Depois de alguns segundos, separei meus lábios dos dele e Edward protestou.
- Edward?
- Hum? – Ele disse tentando novamente colar os lábios nos meus.
- A Alice.
- Ah é, certo. – Haha. Tive que rir.

Saí e liguei pro Jass, nem terminou de completar o primeiro toque e ele já atendeu.
- Porra Bella! Sabe quantas vezes já te liguei?
- Jass, calma! O Edward chegou aqui e...
- Já vi tudo! Já posso ir?
- Jass, ela ainda não acordou, mas se você quiser po... – Ele nem esperou eu responder, desligou na hora. Ele está muito afobado, que horror! Voltei pro quarto, mas parei na porta quando vi Alice conversando com Edward, digo Alice chorando e Edward falando, encostei a porta e voltei pra sala.
Iria dar um jeito nisso daqui antes do Jass chegar. Mas antes vou comer outra maçã, ainda estou com fome.

Edward POV

Eu nunca vi Alice desse jeito, ela não pára de chorar e eu não sei o que fazer, eu digo que vai ficar tudo bem, que é pra ela se acalmar, mas não está surtindo muito efeito, não sou bom nisso.
- Alice, calma. Pare de chorar, vocês vão conversar e tudo vai se resolver. – Não adianta, ela não pára! Ela tá encolhida na cama, abraçando as pernas debaixo do edredom e nem está frio. – Olha, se você não parar de chorar, vai ficar com bolsas nos olhos. Você não quer isso não é? – Eu não sou gay tá, mas a Alice sempre se preocupou muito com aparência, de repente isso ajude.
- Não... iii-mporta... nããa-o.. – Eu estou completamente chocado, se isso não deu jeito, eu não sei mais! Ah deus, me ajuda!

Bella POV

Estou aqui encostada no mármore da cozinha e fitando os quadros tão lindos que ficavam na parede, que agora estão no chão, destruídos. Alice pirou de vez, como pode fazer isso com tamanha beleza? Eu sempre gostei de quadros, de arte em geral, sou fascinada.

DIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIING DOOOOOOOOOOONG...

PQP! Que susto! Não pode ser o Jass, eu falei com ele há 5 minutos, não deu tempo de arrumar a sala, e ainda tem aquela mancha de sangue no tapete e...

DIIIIIIIIIIIIIIING DOOOOOOOOOOOOOOOOOONG...

Ai merda! É melhor eu atender, apressado desse jeito só pode ser o Jass mesmo. Abri a porta e adivinha? Era ele. Passou que nem um tornado por mim.
- Jass, por que esse estresse? Ontem quando falei com você, não sabia nem se queria falar com ela e agora está assim. – Tentei distraí-lo para que não fosse até a sala, óbvio que não adiantou, ele já estava indo e procurando a Alice.
- Eu não agüento mais ficar desse jeito com a minha fadinha. Cadê ela... Bella? – Ele falou meu nome num fio de voz, claro que ele já estava na sala e viu como esta estava. Mas ele fitava um local especial, o tapete, a mancha de sangue, eu tinha que ter limpado isso ontem, que merda!
- Bella, o que... isso? É... saaa- ngue? – Continuava falando num fio de voz e gaguejando é claro.
- É. – Nem sabia o que dizer.
- Bella, o que aconteceu com Alice? – Perguntou já se alterando. – POR QUE VOCÊ NÃO ME CONTOU?
- Calma Jass, Alice se cortou enquanto estava quebrando as coisas. Eu não contei porque sabia que você ia surtar e você mesmo queria um tempo pra pensar, lembra?
- ONDE ELA ESTÁ?
- No quarto, com o Edward. Eu vou falar pra ele sair pra vocês conversarem. – O Jass realmente estava me assustando. – Tem certeza que está bem pra falar com ela?
- Sim, vai!

Cheguei no quarto e continuava a mesma coisa, Alice chorando e Edward tentando consolá-la. Chamei o Edward baixinho e ele olhou pra mim.
- Vem. – Fiz com a mão para que saísse. Ele saiu e logo me perguntou o que aconteceu.
- Bella, o que houve? Você está branca igual papel!
- O Jass está aí, ele vai falar com Alice.
- Mas por que você está desse jeito? - Nessa hora, o Jass passou por nós, entrando no quarto e fechando a porta.
- Nada, é que... Eu não havia contado ao Jass que Alice tinha se cortado, aí ele viu a mancha no tapete e ficou com raiv...
- Ele fez alguma coisa com você? – Edward perguntou, também se alterando.
- Claro que não Edward. Eu só... eu tô preocupada, só isso.

Alice POV

Eu estou tão perdida que não consigo nem expressar o que estou sentindo, acho que é tristeza, raiva, nojo de mim mesma... Como pude fazer isso com ele? Bella e Edward dizem que vai ficar tudo bem, mas eu sei que isso é só pra me acalmar, eles não entendem como é magoar o amor da sua vida. Eu preferia mil vezes estar sofrendo sozinha, mas o que me dói mesmo é saber que o Jass ta mal, muito mal e por minha causa.
Já faz algum tempo que o Edward não faz nada, eu sei que ele deve estar preocupado comigo e acho que desistiu de me convencer a parar de chorar, mas ele está tão calado. Eu sei que tem alguém aqui no quarto comigo, eu consigo sentir, mas não quero abrir os olhos, porque se eu abrir, tudo vai ficar mais real, a ausência dele se torna mais forte.
Sinto a mão do Edward no meu rosto, acho que ele não desistiu de tentar me acalmar não, eu odeio estar preocupando ele, e a Bella também, que droga! Mas essa mão... não é.. do Edward, é do... - Alice? – Vou abrindo os olhos devagar, com medo de que seja uma ilusão minha e que num segundo vá desaparecer. – Alice, está acordada? – Não é uma ilusão, ele está mesmo aqui. Ele está!
- Oh Jass! Me perdoe... me perdoe... eu tinha que ter te ouvido... eu... – O abracei, eu precisava me desculpar com ele, mas não conseguia falar, o maldito choro sumia com a minha voz! Agora sim, eu sinto necessidade de parar de chorar.

Jasper POV

Estou me sentindo a pior das criaturas, eu não podia estar fazendo Alice passar por isso. Não importa o que ela disse, eu sabia que ela não estava fazendo isso por mal e mesmo assim, eu a tratei como nada! Ela sempre foi tão forte e agora olha só, está encolhida na cama chorando, eu nunca imaginei a ver assim, eu não sabia que ela ia ficar assim.
Com as poucas forças que me restavam, eu me aproximei dela. A cada passo que eu dava, a dor ficava mais forte, o rosto dela estava muito vermelho e os olhos, muito inchados. Eu não podia ter feito isso com ela!
- Alice? – Eu toquei seu rosto e a chamei, mas ela não respondia. Ela não podia estar dormindo, ela estava chorando ainda. - Alice, está acordada?
Ela foi abrindo os olhos devagar, e quando me viu ela fez uma cara estranha, acho que não acreditava que estava ali.
- Oh Jass! Me perdoe... me perdoe... eu tinha que ter te ouvido... eu...- Enquanto falava, me abraçou e nesse momento eu não queria mais nada, nada além de ficar assim com ela, sem dizer nada. E ficaríamos assim mesmo, ela também não conseguia dizer nada por causa do choro.
Depois de alguns minutos, ela falou.
- Me perdoa, Jass! Desculpe... eu tinha que ter ouvido você, eu prometo que... eu vou ser a namorada que você quer. Eu vou te apoiar, eu... só disse aquilo porque achava que era certo e... eu... – Eu não agüentava mais vê-la chorar. – Eu prometo isso, Jass. Mas por favor, não me deixe. Eu vou mudar e...
- Alice, eu não quero que você mude. Eu só quero que você me ouça antes de tirar suas conclusões, mas eu quero que você continue assim do jeito que é, eu amo você assim e você não vai mudar. Eu também tenho que pedir desculpa, eu não podia ter falado aquilo pra você, eu estava nervoso, eu... eu não tinha que ter descontado isso na pessoa que eu mais amo...
- Jass, eu não acho que você só faz o que eu quero, me desculpa se eu te faço pensar assim...
- Você não faz, Alice! Eu falei aquilo sem pensar, foi um erro. Você me perdoa?
- Eu? Jass, VOCÊ me perdoa? – Não tinha mais o que dizer, eu simplesmente sorri e a beijei, fervorosamente, apaixonadamente, naquele beijo eu senti que tinha voltado a mim mesmo, eu não estava mais perdido, agora eu estava em casa.

Bella POV

- Bella, pare de roer as unhas, daqui a pouco nem seus dedos vão escapar. – Edward disse tentando me acalmar.
- Estou nervosa oras!
- Se você não dissesse, eu nem ia notar. – Ele disse, irônico.
- ARGH! Acho que vou lá ver o que está acontecendo - Eu já estava me levantando, mas Edward me puxou de volta pra sentar na cama. Estávamos no quarto de hóspedes há meia hora e Alice e Jass não davam sinal de vida.
- Bella, não vai atrapalhar o momento deles!
- E se eles estiverem se matando? – Edward riu.
- Se eles estivessem se matando, acho que fariam um pouco de barulho, não acha? – É, é verdade. – Daqui a pouco eles aparecem! Devem estar fazendo as pazes, e isso demora. – Edward fez uma cara maliciosa.
- Não sei como pensa nessas coisas uma hora dessas.
- Bella, eu só estou dizendo o que eu acho, na verdade, tenho quase certeza.
- Ah não, eu vou lá! Eles estão demorando muito! – Me levantei e Edward me puxou de novo.
- Não Bella, não vai. Podíamos fazer a mesma coisa, talvez você se distraia. – De novo aquela cara maliciosa. Eu realmente estava achando que ele estava sentindo muita falta disso, e se ele não agüentasse esperar? Me senti insegura ao pensar nisso, bom então não vou pensar!
- Edward, pára!
- Ok Bella, só estou tentando ajudar. – Ele fez cara de ofendido.
- Mas e se...?

Quando eu ia terminar de falar, Alice gritou:
- Não Jass, pára! – Eu olhei pro Edward e ele também me olhou. Saí correndo do quarto e quando cheguei no quarto de Alice, já fui logo entrando mas me arrependi e muito de não ter batido.
- Ah desculpe, eu... – Eu devia estar parecendo um tomate agora. Alice estava correndo pelo quarto com Jass atrás dela, mas eles estavam... enrolados em lençóis. Edward se acabava de rir da minha cara.
- Eu disse que vocês estavam fazendo as pazes, mas Bella não acreditou, eu... – Eu mato o Edward! Vou o matar bem lentamente e esconder o corpo! Lancei um olhar de ‘’ Você está ferrado mais tarde’’ e ele calou a boca.
- Não, é que... – Alice tentava se explicar, vermelha igual a mim.
- É isso sim, estávamos fazendo as pazes e vocês atrapalharam. – Jass falou, deixando Alice ainda mais vermelha. Eu não conseguia nem falar de tão constrangida.
- Nós já estamos indo embora, até mais tarde! – Edward falou, me puxando pra fora do quarto e fechando a porta. Eu sabia que era só uma questão de tempo até ele rir de mim...
- Bella? – Ele disse contendo o riso, mas assim que eu virei pra encará-lo, ele não se segurou mais e eu comecei a bater nele. – Ai Bella! Por que está me batendo? Ai... ai!
- Eu já disse que não gosto que fique rindo de mim! – Eu parecia uma criança falando. – E você continua rindo!
- Desculpa, ai... ai.. Bella, pára de me bater pra eu poder falar! – Parei. – É que sua cara foi muito engraçada, eu não consegui me conter. Perdão. – Saí e deixei ele falando sozinho. – Bella, vai querer brigar também? Se bem, que se formos fazer as pazes daquele jeito até vale a pena. – Depois ele não quer apanhar.

PLAFT, PLAFT, PLAFT...

- Ai Bella, pára com isso!
- Pára de fazer gracinha então.
- Ok, já parei.

Saímos da casa de Alice, e eu fui deixar Edward em casa, depois de muitos protestos dele, é claro. Eu fui de bico, mas eu não resisto a ele.
Quando chegamos a casa dele, ele foi me puxando pra dentro.

Sala do Edward:
http://1.bp.blogspot.com/_fBY07WDMmrE/Sv2deAMVXQI/AAAAAAAAd28/H9P0-J05j58/s400/sala+de+estar+2.jpg

Eu não queria ir, sou uma moça inocente, mas ele é mais forte, o que posso fazer?
- Edward... Ed... ward... – Tentei chamá-lo.
- Hum? – Há, acreditem se quiser, mas já estávamos jogados no sofá da casa dele, Edward em cima de mim. Também não tenho culpa disso, ele é rápido, eu não tive como fugir.
- É melhor... sss-air de cima... de m... – Não consegui terminar. Ele começou a fazer círculos com a língua no lóbulo da minha orelha e me apertando.
- Eu... não acho... melhor não... O que seria... melhor é... irmos pro quarto... – E quase fui mesmo, ele sussurrando no meu ouvido assim fica difícil não ir, então fiz o que me veio à cabeça.
- Edward... eu... eu... sou virgem. – Isso adiantou. Ele parou de me beijar e saiu de cima de mim, como sempre meu corpo protestou. Sentei também ao lado dele, e ele ficou um tempo sem dizer nada. – Edward?
- Por que você não me disse, Bella? – Porque não queria que ficasse do jeito que está agora. Achei melhor responder outra coisa:
- Porque... porque... – Nada me vinha à cabeça agora.
- Bella, fala a verdade. Quando você começa a falar assim é porque vai mentir.
- Eu tive medo da sua reação. – Eu falei isso num fio de voz.
- Medo da minha reação? – Perguntou confuso.
- É. Eu só preciso que espere um pouco... eu... vou estar pronta... – Nem eu mesma sabia se seria tão pouco tempo assim, eu queria convencer a mim mesma que não demoraria.
- Bella, por que você não me disse isso antes? Todas as vezes que eu... tentei alguma coisa... eu... me desculpa Bella! Eu não sabia... eu pensei que estivesse se decidindo se poderia confiar em mim e eu queria que... confia...
- Edward, eu só preciso que espere um... tempo.
- Claro que vou esperar, o tempo que quiser. - Sorri tentando ser convincente, mas tenho certeza que ele percebeu.
- Eu vou indo. Nos vemos à noite. – Dei um selinho nele e fui embora. Eu queria muito acreditar nas palavras dele, mas simplesmente não conseguia, e pra piorar o que Lauren me disse ontem começou a ecoar na minha cabeça de novo, tentei espantar esses pensamentos enquanto voltava pra casa.

-

15:00 hrs, eu estou tentando não ficar nervosa. Já fiz até ioga pra ver se me acalmava, mas nada adiantou. Eu já até entendi o porquê do meu nervosismo em encontrar os pais do Edward.
Eu já os conheço, mas não como namorada do filho deles, e se eles não gostarem de mim pra namorar Edward? (Bella, não começa não!) Ok, eu não tenho mesmo tempo pra baixo estima agora.
E no auge do desespero, fiz uma coisa que nunca imaginei fazer. Peguei o telefone e disquei pra um número já muito conhecido por mim.
- Alô?
- Alice? É a Bella.
- Ah oi.. Jasper pára...- Não acredito que eles ainda estão... Nossa!
- Você tá ocupada? – (É claro né Bella!)
- Não. Sim ela está, não amole Bella! – Ouvi Jasper dizendo também. - Não Bella, pode falar. – Alice respondeu.
- Bom Alice, desculpe... er... atrapalhar vocês mas eu preciso da sua ajuda.
- Com o quê?
- Eu... er...- Nunca pensei estar fazendo isso, o desespero é realmente milagroso! – Eu preciso que me ajude a escolher uma roupa pra ir à casa dos seus... – Nem terminei de falar, Alice me interrompeu.
- Não precisa dizer mais nada, já estou indo. – E desligou. Aposto que o Jass ia me matar por isso depois.

-

Em menos de 20 minutos Alice chegou ao meu apartamento. Ela foi entrando e seguindo direto pro meu quarto, resmungando que ela sabia que isso um dia ia acontecer, e lembrando de todas as vezes em que me disse que eu ainda ia implorar pra ela me ajudar a se vestir e blá blá blá.
Se eu não estivesse entrando em desespero, nunca pediria isso a ela, sabia que ia ter essa ladainha toda.
- Hum... Vejamos o que tem aqui, Bella. Você quer uma coisa básica, mas bonita, ou uma coisa mais sofisticada?
- Não sei Alice, o que seus pais preferem?
- O que os meus pais preferem? – Deu um sorriso malicioso. Merda, informação demais! – Por isso pediu pra que eu viesse? Quer conquistar os sogros, han? – Falou ironicamente.
- Como sabe que estamos namorando?
- Er.. eu... chutei. – Ela estava mentindo.
- Alice, a verdade.
- O Edward me contou antes de te pedir, ele queria minha opinião porque estava com medo de você não aceitar achando que estava cedo.
- Era isso que ele queria falar com você na sexta–feira? Por isso você ficou calada o caminho todo, sabia que se falasse muito ia acabar me contando, porque você fala dema...
- É, agora que já descobriu tudo, por favor esqueça que eu te contei! O Edward me mata se souber, vocês sempre conseguem que eu conte tudo a vocês.
- Como assim ‘’vocês’’? Tem alguma coisa que você contou ao Ed sobre mim? – Ela arregalou os olhos.
- Er... não. – Mentindo de novo.
- Alice...
- Bella, chega! Não vou dizer mais nada, olha a hora! Preciso arrumar você! – Ela estava certa, deixaria pra saber disso outro dia, a prioridade agora era o jantar, que deus me ajude!

-

- Bella, você está linda! Eu sou demais!
- Alice, aposto que não está isso tudo. – Disse enquanto ela me puxava pra me ver no grande espelho do meu quarto. Quando eu vi meu reflexo, eu realmente me surpreendi. – Ok Alice, confesso. Eu estou bonita. – No meu cabelo, ela fez leves cachos nas pontas, que ficaram muito naturais, deixou uma parte solta e prendeu a outra com uma presilha linda, dourada em forma de borboleta. Fez uma bela maquiagem, nem tão leve nem tão pesada, mas perfeita pra noite.
Escolheu um vestido, que compramos na ‘’noite das meninas’’, era elegante, mas não extravagante. Era azul-marinho colado no corpo na parte de cima, e na parte de baixo alargava um pouco até a altura dos joelhos. O que reprovei foi o salto que Alice escolheu, não era um saltão, mas do jeito que sou desengonçada, talvez eu caísse.
- Bonita não! Linda! Agora vamos, eu ainda tenho que me arrumar!
- Eu vou pra sua casa?
- Sim, já são 5 hrs. Vamos pra minha casa, e vamos juntas pro jantar. – Frio na espinha de novo e Alice notou. – Bella, calma!
- Conheço seus pais como sua amiga, não como namorada do Edward. – Ela me olhou confusa como se não fizesse diferença. – Se eles não gostarem de mim o bastante pra namorar o filho deles? E sua mãe é muito simpática, mas muito elegante, e se ela... - Alice se escangalhou de rir.
- Bella, não pira! Você notou as besteiras que estava dizendo? Pára com isso e vamos logo, você sabe que não me arrumo depressa!

Seguimos pra casa de Alice, rápido porque estava com medo da Alice demorar e não podia chegar atrasada no primeiro jantar com Esme e Carlisle, é claro. Olha a má impressão que eu ia causar! (Bella, você vai enlouquecer desse jeito!) Cala a boca, que sei o que estou fazendo! (Ah sabe? Mesmo?) Sim, eu sei e fique quieta sua voz estúpida antes que eu..
- Bella, vai ficar aí dentro do carro? – Só agora notei que estava na casa de Alice. Eu vim divagando o caminho todo, isso realmente é perigoso. Se eu tivesse batido? Ah não, a Esme podia achar que eu dei um bolo e... (Olha o que está dizendo! Está mais preocupada com o fato de que não iria ao jantar do que consigo mesma!) Ok, parei. - Bella? Vamos embora!
- Er... tá, tô indo.

Entrei na casa de Alice e... UAU, ela já tinha arrumado a sala. Nem parece mais aquela coisa horrorosa de hoje mais cedo, o tapete não estava mais lá, também não daria tempo de mandar lavar e colocar hoje de novo.
- Não fui eu que arrumei, foi o Jass. Ele disse que era obrigação dele já que eu fiz isso ‘’por sua causa’’. – Alice disse quando reparou que eu encarava a sala, incrédula.
- Vocês se acertaram mesmo? – Pergunta idiota, eu sei.
- Claro Bells, você.. er.. viu né.
- E como foi?
- Lindo, mas os detalhes ficam pra depois, e você sabe também tem que me contar como foi o pedido de namoro, mas teremos tempo pra isso. Vou tomar banho que o jantar nos espera!
- Nem me lembre.
- Relaxa Bella, vai dar tudo certo. – Alice disse saindo da sala.

Sentei no sofá, e fiquei ali na sala, admirando o belo trabalho de Jass. A sala parece que está ainda mais arrumada do que antes, não sei como.
Depois de 15 minutos, sai o Jass do quarto ajeitando as calças, e pode ter certeza que do jeito que a calça estava, ele não tinha a vestido agora, se é que entendem.
- Jass, vocês vão mesmo ficar fazendo essas coisas comigo aqui? E além do mais, você atrasou Alice!
- Ah Bella, alivia vai! Sexo pra fazer as pazes é o melhor!
- Vocês fizeram as pazes de manhã.
- Mesmo assim. – Ah eu mereço! - Bella?
- Meu nome.
- Me desculpe pelo jeito que falei com você quando cheguei aqui mais cedo, eu sei que se não me contou que Alice tinha se machucado é porque sabia que era o melhor a fazer, eu realmente precisava pensar. – Jass disse, sentando ao meu lado no sofá.
- Tudo bem Jass, eu entendo. Esquece isso.
- Ah, e obrigado por tudo o que você fez! Eu não sei o que faria sem você.
- Ah pára com isso, senão eu choro, e não posso borrar a maquiagem. – Assim que falei lembrei que a maquiagem era a prova d’água, era de Alice, claro.
- Preparada pra encontrar os sogros?
- Não. Poxa, por que tinha que me lembrar?
- Você não quer ir? – Disse arqueando as sobrancelhas.
- Não é isso, é que... estou nervosa. Tenho medo de não gostarem de mim.
- Bella, você já os conhece. – Ah que saco! Todo mundo diz isso e faz essa cara como se eu fosse maluca. Eu não sou!
- Eu sei, mas... agora eu namoro o Edward, é diferente. Eu era só a amiga da Alice, hoje não sou mais oras.
- Humm... Agora entendi. – Fez uma cara sugestiva.
- Que foi?
- Nada não Bella, é que você era tão...
- Tão o que? – Perguntei já irritada, meus nervos não estão ajudando no momento.
- Você não ligava pra essas coisas de romance, achava besteira e vivia reclamando de mim e Alice. E agora olha só! Tá de quatro pelo Edward, completamente apaixonada. Quando fala dele, só falta bater palminhas igual Alice de tão feliz.
- Eu não estou... apaixonada por ele. Quer dizer... eu não posso estar... eu...– Eu não estou apaixonada, isso é besteira! Jass riu e muito. – Não estou! Você está muito enganado quanto a isso! – Eu também tentava me convencer.
- Está sim Bella, e você vai descobrir isso. Agora eu vou terminar de me arrumar, ou melhor, começar. Ainda tenho que tomar banho.
- Nada de rapidinhas hein Jass!
- Isso eu não garanto. – E saiu com um sorriso no rosto.

Agora eu estava ainda mais confusa, e nervosa, também não sei como. Eu estava apaixonada por ele? Eu não me apaixono! Eu nunca estive apaixonada por ninguém, mas sei que não estou!
Digo, eu ainda nem o conheço, (Mentira Bella!) ta é mentira, eu o conheço, muito bem e ele a mim, mas sei lá. Ah é melhor eu parar de pensar tanto, daqui a pouco meu cérebro pára!
- Bella, você pode me ajudar aqui? – Alice gritou do quarto. Corri até lá e me segurei para não babar no vestido que estava em cima da cama, ela realmente tem bom gosto. – Você pode separar umas coisas enquanto eu arrumo meu cabelo? Está tudo aí na bolsa de maquiagem em cima da cama. Eu quero um rímel, um lápis, uma base, um hidratante, um estojo de sombras, uns 2 pincéis, um para sombra e pro blush e...
- Alice, devagar, senão eu não entendo! – Ela riu e continuou a falar, devagar dessa vez, e eu me surpreendia enquanto separava o que ela me pedia, como podia caber tanta coisa em um estojinho daquele?
Depois de entregar as coisas a ela, aproveitei pra pegar a minha bolsa, que tinha deixado na casa dela mais cedo e liguei pro Edward, já que meu celular também estava lá, pra avisar que iria com Alice e portanto devia me atrasar.

-

- Alice, vamos! Já são 7 p.m!
- Já estou indo Bella.

-

- Até que enfim! WOW. Você está linda, Alice. – O vestido preto que usava ficava ainda mais bonito no corpo, era também até o joelho e bem justo.
- Obrigada, mas a estrela da noite é você!
- Vamos meninas, não queremos nos atrasar. Principalmente a Bella. – Jass falou entrando na sala, ele também estava muito bonito.
- Nossa, estou me sentindo horrorosa comparada a vocês dois!
- Bella, você está maravilhosa! Você vai ter certeza assim que o Edward te vir, ele já quase baba mesmo quando está desarrumada! Meu maninho apaixonado. – Ela riu.
- Você acha que ele está apaixonado por mim? – Eu não consegui disfarçar a felicidade ao ouvir isso e agora os dois riram da minha cara.
- Qualquer um vê isso Bella, agora vamos! – Jass disse, caminhando em direção a porta e levando Alice com ele.

Fomos no porshe dela, apesar de eu muito reclamar. Eu já sabia onde era a casa de Esme e faltava mais ou menos 5 minutos pra chegar lá, quanto mais se aproximava mais meu coração ficava agitado.
- Bella, calma! E pare de roer as unhas!
- Desculpe Alice, mas já são 19:25 hrs, estava marcado 19:00, certo?
- Bella, minha mãe não vai nem notar.

Chegamos e Alice estacionou o carro. Eu bem cogitei a idéia de assumir o volante e ir embora enquanto eles saíam do carro, mas Esme me detestaria se fizesse isso.
Com nenhuma coragem saí e me posicionei atrás dos dois na porta, se a Esme abrisse eu teria alguns segundos pra respirar antes de realmente entrar em pânico. A porta se abriu e tive que me segurar pra não sair correndo.
- Cadê a Bella? – Ah que bom, é o Edward!
- Boa noite Edward, eu também estou feliz em te ver. – Alice debochou e eu pude imaginar Edward revirando os olhos. – Ela está aqui. – Alice saiu do caminho pra que Edward pudesse me ver.
- Oi. – Eu tinha que falar pouco ou então ele ia reparar que eu estava uma pilha de nervos. Mas ele continuou me olhando sem responder. – Edward?
- Edward, olha a baba escorrendo aí cara! – Jass falou perto do ouvido dele e Edward finalmente se mexeu.
- Eu... Bella, você está linda! – Corei e muito.
- Eu disse que ele ia ficar assim. – Alice disse no meu ouvido, e entrou carregando o Jass com ela. Corei mais ainda.
- Vamos entrar? – Edward estendeu a mão pra eu segurá-la e foi o que eu fiz.

Casa da Esme:
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Entramos e fiquei boquiaberta com os quadros que Esme tinha, eles traziam felicidade e paz pra quem os admirava, eu babei muito por eles.
- Esme é fascinada por quadros, acho que se a casa não tivesse nem uma mobília e só quadros, ela ficaria mais satisfeita. – Edward disse quando notou meu olhar sobre eles.
- Temos isso em comum então. E concordo com ela, quem precisa de outra coisa quando tem essas maravilhas em casa? Eles são incríveis! – Eu disse ainda os admirando, podia fazer isso à noite toda e nem me importaria.
- Poxa Bella, eu achei que precisasse de mim. – Edward falou baixo em meu ouvido e o que dizer? Corei né.
- Bella! Que bom que chegou, eu estava aflita. Vocês demoraram tanto! – Esme disse vindo me abraçar quando chegamos na sala, olhei pra Alice e a fulminei com os olhos, ela somente murmurou um ‘’Achei que ela não fosse notar’’.
- Oi Esme. – Disse e correspondi o abraço.
- Estou tão feliz que você e Edward estejam namorando. Vocês são lindos juntos! – Esme disse, ainda abraçada comigo e eu desejei mesmo que ela estivesse feliz. Apenas sorri pra ela, sem graça.
Quando ela me soltou, Carlisle veio falar comigo, mas com um somente aperto de mão, e notei que Emmet e Rose já estavam lá, só estavam faltando nós mesmo, culpa da Alice!
- Bom, vamos comer que...
- Você está morrendo de fome Emmet! – Responderam Alice, Jass e Rose juntos.
- Bom, se todos já sabem, o que estamos esperando? – Ele respondeu, já se levantando e depois de alguns risos, todos os seguiram até a mesa. Sentamos e Carlisle disse ao mordomo, (Isso mesmo, mordomo!) que servisse o jantar.
- E então, me conte como se conheceram. – Esme disse olhando pra mim e pro Edward, que estava sentado ao meu lado segurando minha mão. Eu sei que essa pergunta é típica quando se ‘’conhece’’ os sogros, mas mesmo assim fiquei nervosa.
- No hospital. – Edward respondeu, rápido demais.
- Bella, espero que seja mais detalhista do que o Edward. – Esme disse voltando seu olhar pra mim. Fiquei gelada e Edward percebeu, pois apertou forte a minha mão tentando ajudar.
- Bom... foi logo no primeiro dia de Edward no hospital.
- E...? – Ah, eu não sabia mais o que dizer, não iria confessar que babei pelo filho dela no instante em que o vi.
- E quando a vi, me apresentei e pronto. Acabou a história. – Edward disse nervoso e pegando a taça de água que estava à sua frente, ele não estava gostando das perguntas de Esme, ele sabia que eu ficava constrangida com qualquer coisa.
- Então, você já ficou interessado nela no instante em que a viu? – Esme disse com emoção na voz e Edward engasgou com água. COF COF COF...
- Mãe, por favor né!
- O quê? Eu só estou perguntando. – Ela respondeu inocentemente.
- E eu já respondi, então sem mais perguntas. – Todos riram quando Edward ficou vermelho.
- Mas você respondeu muito superficialmente, meu filho. – Esme disse, e eu temi o que ela perguntaria. – Bom, todos notam que foi amor à primeira vista com o Edward, e com você, Bella? – Arregalei os olhos, e corei MUITO.
- HAHAHAHAHAHA! – Emmet riu muito. – E vocês reclamam quando eu falo. Eu sou até discreto perto da Esme! – Continuei calada.
- Esme, você está deixando a Bella sem graça, se controle! – Carlisle disse, a repreendendo.
- Tá, tá bom. Não se pode nem mais conversar com a nora hoje em dia! – Ela respondeu fazendo bico, e todos riram.

Durante o resto do jantar, a conversa fluiu naturalmente e eu fiquei mais tranqüila. Houveram algumas piadas do Emmet, como sempre, mas nada de tão constrangedor assim.
Acabamos de jantar e fomos pra sala de novo, enquanto sentávamos, Esme disse:
- Vocês podiam dormir aqui, tem espaço pra todos e assim podíamos continuar a agradável noite. – Isso deve ser de família, os Cullen gostam de fazer as pessoas ficarem e dormirem em suas casas, Alice e Esme pelo menos. Estava me preparando para dar a desculpa de que teria que trabalhar, mas lembrei que amanhã, eu e Edward estamos de folga. Droga! – E então, vão ficar?
- Claro que sim, eu trabalho só à tarde amanhã. – Emmet aceitou, e foi seguido por Rose. Jasper nem precisava dizer nada e então, para meu total constrangimento, só faltava eu responder.
- E você, Bella? Vai ficar? – Esme pressionou, eu senti Edward olhando pra mim, eu sabia que ele sabia que eu estava sem graça de não aceitar.
- Mãe, eu acho melhor... – Edward começou a falar, mas pude ver Esme se entristecendo, então o interrompi.
- Eu fico. – Disse e vi a alegria voltar ao seu rosto, enquanto Edward me olhava confuso.
- Ótimo! Eu vou pedir pra Jerry (mordomo) preparar os quartos. – Esme disse e saiu saltitando, vi de onde Alice herdou isso.
- Bella, se não quiser não precisa ficar. É que Esme adora a casa cheia, e ela estava mais do que ansiosa pra te ver, então acho que se empolgou. – Carlisle disse, tentando ‘’se desculpar’’ pela esposa.
- Não Carlisle, tudo bem. Eu quero ficar.
- Tudo bem então. – Ele disse sorrindo. – Eu vou ao meu escritório um instante, com licença. – Carlisle era sempre tão formal, chegava a ser engraçado.
- Bella, você não precisa fazer isso.
- Eu quero, Edward.
- Não, não quer. Eu sei que não.
- Você não sabe ler pensamentos. – Disse num tom divertido, tentando convencê-lo.
- Eu posso ler os seus. – Ele disse e me beijou.

-

Ficamos todos acordados até tarde, eram 2 hrs quando Alice disse que ia dormir.
- Gente, boa noite pra vocês. – Ela disse se levantando e Jass também, pela cara que ele estava fazendo pra ela, eles não iam dormir e sim, continuar fazendo as pazes. Meu deus! Será que não cansam, não? Percebi que estava cansada também e involuntariamente bocejei.
- Você quer ir dormir, amor? – Edward perguntou e balancei a cabeça em confirmação. Nos levantamos, desejando boa noite aos que ficavam e fomos para o quarto de hóspedes, que mais parecia o quarto principal de tão grande.

-
Depois de escovar os dentes e colocar uma roupa de Esme, que praticamente me forçou a isso. Deitei e esperei Edward sair do banheiro. Ele deitou ao meu lado, me abraçou e me deu um beijo de boa noite. E eu tive sim, uma ótima noite, ao lado dele.

5 meses depois...

NATAL...

Então é natal, e o ano novo também, que sejas feliz... (Que isso Bella?) Estou cantando oras, hoje é natal, dia de comemoração! (Não é por isso que está feliz!) Não é mesmo, estou feliz porque tenho um namorado perfeito, lindo e maravilhoso. Só eu, ninguém mais tem! Haha.
Minha vida nunca esteve tão bem, e eu nunca imaginei que pudesse ser tão feliz. Estava agora lembrando quando Edward e eu completamos 5 meses de namoro, dia 3 desse mês. Ele preparou um jantar lindo na casa dele e me deu de presente um quadro (todos os meses, ele faz questão de me dar presente) onde tinha uma praia, linda que transmitia calma a todos que parassem para observar, de todos os presentes que me deu, esse foi o que mais gostei.
Nem no meu aniversário, em que fui obrigada a aceitar a festa organizada por Alice, eu gostei tanto do presente dele. E olha que foi um colar lindo, cravejado em cristais, deve ter custado os olhos da cara, mas ele me obrigou a aceitar. Odeio isso, eu sempre dou a ele presentes tão humildes, mas quando digo isso ele afirma que eu estar com ele é seu maior presente.
Bom, mas como nem tudo são flores, sabe a promessa de Lauren, dizendo que ia infernizar a minha vida? Pois bem, no hospital pelo menos, eu fico nervosa constantemente, ela não sai do pescoço do Edward! Me conter pra não partir ela ao meio está cada vez mais difícil.
Mas fora isso, está tudo as mil maravilhas. Edward é um verdadeiro príncipe, e eu ainda não consegui encontrar nenhum defeito nele que incomode de verdade, isso é estranho. Mas passo boa parte do meu tempo tentando não me viciar nele, o que é visivelmente impossível.
Meu deus, já são 19:00 hrs, estou atrasada! Vamos passar o natal na casa de Esme, claro, e até meus pais vão vir pra cá. Eu lembro que quando Edward os conheceu, no meu aniversário, estava morrendo de medo do meu pai e eu ri muito dele por causa disso, mas felizmente tudo correu bem. Minha mãe não pôde deixar de fazer comentários sobre o Edward, sobre como ele é lindo, e simpático, e cavalheiro e blá... Como se eu já não soubesse de tudo isso.
Tomei um banho rápido e sequei rápido meu cabelo com o secador. Resolvi não extravasar muito na roupa, Alice ia surtar com isso, mas eu queria me sentir confortável. Escolhi uma calça preta social, uma tomara que caia vermelho, (Natal né!) um sobretudo preto porque a temperatura estava fria e sapatilha vermelha, um vermelho mais claro que o normal. Fiz uma rápida maquiagem, com tons leves, um batom cor de boca e gloss e fui pra sala, esperar Edward.
Mal sentei no sofá, e a campainha tocou. Peguei somente minha bolsa com coisas básicas pra passar a noite, e também porque já havia levado os meus presentes de todos pra casa de Esme mais cedo, e corri pra porta.
Como sempre, assim que abri a porta eu já sentia Edward me pegando pela cintura e me dando um DAQUELES beijos, toda vez que abro a porta ele faz isso, parece que está sempre com saudade.
- Edward, calma! Minha maquiagem... – Disse, entre beijos. Minha maquiagem era normal, e não a prova de tudo como a da Alice né.
- Ah desculpe. – Disse parando de me beijar, mas sem me soltar. – Vamos?
- Sim. – Tranquei a porta e saímos.

Durante o caminho todo, Edward foi segurando a minha mão, e perguntando se eu ia mesmo ficar à vontade na casa de Esme pois ele sabia que do jeito que gostava muito de mim, o presente que ela iria me dar, com certeza, me deixaria sem graça e eu fiquei pressionando ele pois achei que ele sabia o que era mas infelizmente, ele não sabia.
Em um momento, o telefone de Edward tocou, ele soltou a minha mão para atender, mas quando olhou quem era no visor, fez uma cara indecifrável e colocou o celular pra vibrar sem atender. Eu queria perguntar quem era, mas ele ficou visivelmente atordoado com a ligação, então decidi que perguntaria em outra ocasião.
Assim que Edward estacionou em frente à casa de Esme, ela veio correndo me abraçar, eu até hoje não entendo essa reação dela toda vez que me vê, mas antes ela gostar demais de mim do que de menos!
- Bella! – Disse assim que chegou perto de mim, e me abraçou.
- Oi Esme! – Coloquei entusiasmo na voz, mas não chega nem perto da animação que ela sempre tem ao me ver.
- Mãe, menos! Deixa a Bella respirar! – Edward disse e Esme me soltou.
- Fique quieto e deixa eu cumprimentar minha nora em paz! – Edward revirou os olhos. – Bella, você está linda!
- Obrigada Esme.
- Bom, agora que já cumprimentou a Bella, vamos entrar MÃE? – Edward ênfase no mãe, ele não gosta que ela me deixe sem graça.
- Sim. – Esme disse e deu língua pra ele, haha, eu tive que rir, ela nem parecia mãe dele, Esme tem um espírito muito jovem.

Entramos e cumprimentamos a todos, liguei pros meus pais e eles disseram que já estavam chegando.
Quando chegaram, Esme que já estava radiante só faltou dar os seus pulinhos, ela realmente adora quando a casa dela está cheia.
Fomos ceiar, e quando deu 12:00 Edward me beijou, de um jeito que eu fiquei sem fôlego e me desejou Feliz natal, e eu fiz o mesmo. Meu pai teve que fazer uma gracinha pelo beijo, ele sabia que Edward ficava nervoso com isso e aí mesmo que ele fazia.
Cumprimentei meus pais, Alice e Jass, Rose e Emmet, e a Esme e Carlisle, pela primeira vez ele me abraçou, Carlisle sempre foi muito sério pra essas intimidades, mas ele parece gostar de mim.
- Hora dos presentes! – Alice disse, já indo pegar os seus presentes embaixo da árvore. – O primeiro é pro meu amor. – Jass abriu um sorriso de orelha a orelha e se apressou em abrir, eram dois na verdade, um livro e uma camisa pólo marrom, bem a cara do Jass.
Ele, em contrapartida, deu a ela um perfume de alguma marca que Alice citou, mas eu sinceramente não lembro, ela deu seus famosos pulinhos de alegria.
- Bom, minha vez. – Esme disse.
- Não mãe, eu ainda não acabei oras! – Alice resmungou e Esme que já tinha se levantado, sentou de novo no sofá fazendo uma cara triste, enquanto todos riram. – Bom, agora o presente é pros meus pais. – Alice disse sorrindo e Esme desfez a cara feia que tinha agora pouco.
Ela deu a Esme uma bolsa, Esme também adorava coisas materiais, que me pareceu ser da Gucci, mas não tenho certeza, e o pro Carlisle um livro de história do Brasil, isso mesmo, ela disse que não sabia o que comprar pra ele e já que gosta muito de história e a do Brasil, ele não conhecia, ela comprou. E ele adorou o presente.
- Agora é pra Bellinha. – Já odiei pelo fato dela me chamar de Bellinha e ela fez uma cara, que me fez temer o presente. – Aqui. – Ela jogou pra mim um embrulho que continha uma roupa dentro, eu abri relutante e quando vi o que era, eu quis matar ela. – Haha, eu sabia que ia ficar assim! A lingerie foi só uma brincadeira, ok? Mas se quiser usar... – De novo, lancei-lhe um olhar. – Enfim, o presente mesmo é esse. – Ela estendeu pra mim um caixa vermelha com uma fita dourada em volta. Abri e agora sim gostei do que era. – Obrigada Alice! – Levantei e a abracei. Era um Cd do My Chemical Romance, eu piro legal por eles!
Alice deu um tênis pro Edward e um creme anti-rugas, ela disse que do jeito que ele é estressado não iam demorar a aparecer, deixando Edward muito irritado e fazendo todos rirem, inclusive eu.
Depois de entregar os presentes a Rose e Emmet, que foram respectivamente (Falei bonito) um vestido Dolce&Gabana e um som novo para o carro, foi a vez de Esme.
- O meu 1° presente é pra Bella. – Esme disse e sorriu pra mim.
- Sério Esme? Estou muito surpreso com isso. – Carlisle disse irônico e todos riram, foi a 1° brincadeira que o vi fazer.
- Quieto Carlisle! Bom, na verdade eu vou precisar que me ajudem a ir buscar. – Eu fiquei gelada, o que será que é que ela não consegue trazer sozinha? – Jass, Alice? – Eles levantaram e seguiram Esme que ia buscar meu presente.
- Edward, alguma idéia do que seja? – Perguntei.
- Nenhuma, meu amor.

Em menos de um minuto, estavam de volta com 3 quadros, não tão grandes e eu fuzilei o Edward, eu sabia que ele tinha contado pra ela sobre minha fascinação por quadros!
- Bom... Eu não sei muito sobre o que você gosta, mas Edward me contou uma vez que gostava de quadros, então... – Edward riu, e de novo recebeu um olhar meu. Esme fez um sinal pra que Alice desvirasse o quadro que estava segurando, que era o maior dos 3.
Quando ela o fez, eu fiquei maravilhada, não era uma paisagem, mas era lindo, era uma foto minha e do Edward e foi muito bem pintada, na verdade lembrava uma foto nossa e então pensei que Esme levou fotos pra quem quer que tenha pintado e ele/ela o fez, deve ter sido muito caro! Minha mãe olhou pra mim sem entender nada, aposto que era sobre o fato da Esme gostar muito de mim.
- Esme, eu.. – Eu não conseguia falar, eu já podia até imaginar nossa foto em uma das paredes da minha casa. OMG.
- Calma, ainda não acabou. – Ela disse e desvirou o quadro que segurava, era uma foto minha e dela, maravilhosa também e eu só conseguia sorrir pra ela, que ficou muito feliz com a cara de boba que com certeza eu estava fazendo. – Jass? – Fez sinal pra que Jass desvirasse, e antes que ele o fizesse, começou a rir e muito, recebendo um olhar de Esme. Era uma foto de uma criança, um menino loirinho sorrindo, mas não reconheci, só senti Edward ficando rígido ao meu lado e olhei pra ele.
- Mãe, eu não acredito que... – Esme interrompeu Edward.
- Edward, eu só achei que Bella ia gostar de ter uma foto sua criança, olha como você era lindo, não tinha criança mais linda que você. – Nessa hora, todos riram menos Edward que continuava a olhar furioso pra Esme, eu tentei me segurar para não acompanhá-los, mas a cara do Edward estava hilária, eu não agüentei! Meu pai riu muito dele também, ele adorava implicar com Edward, mas gostava muito dele, ele já me confessou uma vez.
- Obrigada Esme, eu realmente adorei OS TRÊS. – Eu disse ainda rindo e dando ênfase no ‘’três’’ e Edward ficou mais fulo da vida. – Mas deve ter sido muito caro e eu não po...
- Nada disso! Vai aceitar sim! – Esme me interrompeu. – Se você não aceitar, eu vou ficar muito chateada, Bella. – Ah, isso não vale! Agora, foi a vez de rirem da MINHA cara com o bico que Esme fez e Edward foi o que mais riu, todos sabiam que eu não ia fazer isso com ela.
- Tudo bem Esme, eu aceito. – Eu disse sorrindo derrotada.
- Ótimo! – E lá estava o sorriso radiante outra vez. – Vou guardar seus quadros lá dentro e quando eu voltar, podemos continuar.
- Ah, eu quero entregar meus presentes logo! – Emmet disse igual uma criança teimosa e sorriu maliciosamente pra mim.
- Tudo bem, eu só estava ansiosa pra entregar o presente da Bella, depois eu continuo. – Esme disse sorrindo e saiu da sala com Alice e Jass, segurando os quadros.

Assim que eles chegaram na sala, Emmet começou.
- Bom... Primeiro, meu presente pra minha loira. – Emmet disse entregando uma sacola pra Rose, que não deixou ninguém ver e se agarrando com ela, mas foi interrompido por Carlisle pigarreando. – Bom, e agora pra Bella, e pro Edward... – Ah não! Ele me entregou outra sacola e sorriu MUITO maliciosamente, eu abri a sacola com mais medo do quando abri o da Alice, aliás era do Emmet né.
Quando eu vi o que era, eu nem tirei da sacola, só olhei pro Emmet com uma cara MEGA corada e depois pro meu pai, ele não poderia ver isso de jeito nenhum, mas o destino estava conspirando contra mim porque o que eu não queria aconteceu!
- O que é? Deixa eu ver. – Edward disse já colocando a mão na sacola e tirando o seu conteúdo, quando ele viu o que era automaticamente colocou de volta e olhou pro meu pai, se eu não tivesse tão sem graça seria cômica a cara que ele fez.
Era nada mais nada menos do que o Kama Sutra, e dentro da sacola ainda tinha uns produtos que eu acreditava serem cremes e sais eróticos. Emmet continuava a rir da minha cara e do Edward, só que quando ele olhou na direção onde Edward olhava fechou a cara, com certeza lembrou que meu pai estava ali.
- Bom, er... Vamos continuar com os presentes então. E Charlie... – Esme disse tentando quebrar a tensão na sala. – Não ligue pro Emmet, ele é assim mesmo! – Esme disse num tom divertido e Charlie sorriu pra ela, mas ele estava na verdade contendo um riso.
Meu pai é cão que ladra, mas não morde, ele estava encarando Edward com uma cara séria, mas tinha deboche no olhar dele, ele não liga pra isso, só queria provocá-lo e conseguiu, porque até agora ele está duro igual pedra ao meu lado.
Eu só fiquei sem graça porque apesar de ele não ligar, é meu pai ok? É muito constrangedor ‘’surgir’’ o assunto de sexo ME envolvendo na frente dele.
Esme continuou com seus presentes, e aos poucos Edward foi relaxando, sem jamais olhar pro meu pai de novo. Eu podia ver meu pai se divertindo às custas dele, todos viam, só Edward que não.
Entreguei a todos os meus simples presentes, Edward entregou e foi lindo o que ele me deu: Uma pulseira folheada a ouro com um pingente pendurado, um anjo. AMEI!

-

Quando eram mais ou menos 3 a.m, meus pais se despediram de todos e foram embora, quando meu pai cumprimentou o Edward, eu achei que tinha o visto tremer, mas acho que foi impressão.
- E aí? O que acham de deixarmos os meninos aqui e levarmos um papinho lá no quarto? – Esme sugeriu e logo vi que ela queria um clube da Luluzinha.

Fomos pro quarto e assim que chegamos lá, Rose veio se desculpar.
- Bella, desculpe o Emmet. Ele é assim mesmo, eu juro que não sabia que o presente era esse, ele só disse que eu não precisava me preocupar.
- Rose, tudo bem. Eu só não esperava aquilo, mas não fiquei chateada com Emmet, eu sei que ele tem alguns neurônios ausentes no cérebro. – Eu ri e todas me acompanharam.
- Bom, já que não ficou chateada, vamos começar nossa reuniãozinha. – Acredita que sentamos em rodinha pra conversar?
- E aí? E as novidades? – Alice perguntou e eu não entendi.
- Ah minha filha, comigo nenhuma. O Carlisle continua sem novidade nenhuma se é que me entendem. – Não Esme, eu não te entendi, mas fiquei quieta.
- Acho que o Emmet andou lendo o livro antes de dar pra Bella, porque ele tem sido... WOW! – OMG! Elas estavam mesmo falando disso? Ah não, eu tenho que sair daqui, oh god!
- E você Alice? – Rose perguntou.
- Olha, novidade novidade não, mas eu não me importo muito com isso. Mas descobri uma coisa.
- O quê? – Esme parecia uma adolescente perguntando pra Alice.
- Sexo pra fazer as pazes realmente NÃO TEM COMPARAÇÃO! – OMG, ela pareceu o Jass falando agora.
- Eu... eu vou ao banheiro. – Eu precisava arrumar um jeito de sair dali!
- Não, não Bella, Volte aqui, você não vai fugir! – Rose disse, me puxando pra sentar de novo.
- Er... mas eu não tenho nada pra contar.
- Nossa, o Edward é tão ruim assim? – Alice disse rindo.
- Bom, eu... er... não sei. – Eu não queria falar isso na frente da mãe dele, é mãe dele, pelo amor de deus!
- Como assim não sabe? – Rose me perguntou confusa, mas logo sua expressão mudou pra incrédula. – BELLA, VOCÊ É VIRGEM?
- Rose, fala baixo! – Eu disse, porque ela berrou, tomara que eles não tenham escutado lá da sala!
- OMG! OMG! – Quem disse isso não foi a Rose, nem Alice, foi simplesmente a... – Que gracinha! – Esme.
- Bella, mas por que isso? Vocês já namoram há 5 meses! – Rose disse ainda com aquela cara, ela falava como fosse uma coisa horrível.
- Ah Rose, eu só acho que... não está na hora ainda. Eu já conversei com ele sobre isso.
- Bella, olha. O Edward não vai esperar pra sempre, você já tem 22 anos! Quer esperar mais o que? Ele pode se cansar e procurar out...
- Rosalie, meu filho nunca faria isso com ela! Ainda mais por uma bobagem.
- É verdade Rose, Edward não é assim. – Alice concordou, mas Rose tinha razão, ele não ia esperar tanto tempo mesmo!
- Esme, Alice, eu sei que ele é seu filho e seu irmão, mas antes disso, Edward é homem e se a Bella não abrir o olho, ele...
- Chega Rose! Pára de assustar a Bella! Olha como ela ficou! Bells, não liga pra isso porque eu tenho certeza que o Edward não liga. – Alice disse tentando me acalmar, eu devia estar mais branca do que já era.
Mas não conseguiu, a Rose tinha razão, ele ia acabar procurando outra que dê o que ele quer, e o que mais tem atualmente é mulher pra isso, eu preciso.. Eu fiquei ignorando isso pra não me preocupar, mas está na hora de eu fazer alguma coisa em relação a isso.
É, eu... eu já me decidi, eu não vou deixar isso acontecer, se é isso que ele quer eu vou dar. (Bem no sentido na palavra mesmo, haha) Cala a boca e me deixa pensar sozinha!
Eu só preciso de uns dias, só isso, não pode ser tão ruim assim. Ou pode? Não, não vou pensar nisso, já me decidi.
Depois da nossa ‘’conversa’’, fomos dormir e Edward reparou que eu estava, hum, pensativa. Eu disse que estava tudo bem e ele não acreditou, mas depois de muito repetir a mentira, ele se convenceu.

Alguns dias depois...

É hoje. Sim, aquilo vai acontecer hoje. Eu estou tão confusa, eu não sei se estou fazendo o certo, mas não vou dar pra trás agora, não posso! Estou esperando Edward chegar aqui em casa e eu não queria estar na minha pele nesse momento, oh god!
Tiramos uns dias de folga, já que outros médicos iam ficar de plantão nesse ano novo, que é daqui a 2 dias, então não precisamos nos preocupar em trabalhar amanhã. Ai eu devia ter ‘’preparado’’ meu apartamento, seria melhor, ah, mas o Edward ia notar logo que chegasse.
Ele ainda não sabe que é hoje, ah e se ele não quiser mais? Ahhhhhhhhhh, eu acho que vou surtar! Eu preciso me acalmar, respira e solta, respira e...

DING DONG.

Ah merda! Ele chegou, ele chegou. E agora? (Você sabe, Bella!) Ok, agora eu atendo a porta, claro. Vou andando devagarzinho, assim eu posso adiar ao máximo e...

DING DONG.

Droga, droga! Eu já cheguei à frente da porta, agora já era. Com muito, muito, muito medo, abri a porta e ele me beijou, como sempre. Mas aí pensei que era mais fácil se eu não falasse nada com ele, só fizesse, certo? A vergonha que estou sentindo seria mais fácil de ignorar.
Sem pensar se é certo ou errado mais uma vez, fechei a porta ainda o beijando, e fui puxando ele pela camisa até cairmos os dois no sofá.
Ele estranhou o meu comportamento, mas não parou de me beijar, então tremendo igual vara verde, eu levei as minhas mãos até o primeiro botão da sua camisa, o problema é que minha maldita tremedeira dificultava tudo!
Quando eu finalmente consegui desabotoar, e ia passar pro segundo botão, ele parou de me beijar, e saiu de cima de mim sentando no sofá, e eu fiz o mesmo.
- Bella, o que está fazendo? – Ele disse olhando pra mim e eu não queria encará-lo de jeito nenhum, sentei no colo dele com uma perna de cada lado.
- Você sabe o que estou fazendo. – Voltei a beijá-lo, e a desabotoar o segundo botão da sua camisa.
- Bella, não! Espera. – Edward disse me afastando dele, mas sem me tirar do seu colo. Eu não queria fazer o que estava prestes a fazer, mas eu não conseguia, não conseguia suportar a rejeição, ele não me queria mais. – Bella, o que foi? Por que você tá chorando? Eu nem disse nada. – Ah, disse sim!
- Não é nada. – Eu disse, saindo do colo dele e sentando no sofá, de novo. Eu não agüentava olhar pra ele, eu não queria olhar. Ele tinha dito não, eu não tinha que ter esperado tanto tempo!
- Bella, me diz. Olha pra mim. – Disse, levantando o meu queixo com a mão pra que olhasse pra ele. – Me diz por que está chorando.
- Você não me quer mais? – Eu não queria ouvir a resposta, ah eu...eu...
- Bella, do que está falando? É claro que eu quero, mais do que qualquer coisa, só que você não está pronta ainda... para isso. Eu disse que ia esperar, não disse? Por que está fazendo isso?
- É que eu... Eu sei que deve ser difícil pra você e eu só... não queria que você... sentisse tanta falta, e eu não quero que me deixe. – Não tinha que ter dito isso. - Então eu...- Eu dizia, mas não parava de chorar, que ódio ser tão emotiva com ele!
- Bella... – Ele disse e pegou meu rosto entre as mãos. – Eu não sinto falta disso nem de nada, você está comigo então tenho tudo que preciso. Difícil pra mim é ver você chorando assim por minha causa de novo, desculpa se eu não deixei isso bem claro pra você antes. – É claro que ele ia achar um jeito de se culpar. – Eu não me importo com isso, eu... te amo, Bella. – OMG OMG OMG OMG OMG. Ok parei. Ele nunca tinha dito que me amava, nunca. Ele me chamava de amor e tal, mas não é a mesma coisa e agora ele disse. Ele disse que me ama, que ama, e não é pouco é muito. OMG OMG OMG OMG OMG!
- Eu... também. – Eu tinha que dizer também né. Eu sei, eu sei, tenho que controlar meus sentimentos! Mas eu não disse que o amo, eu disse ‘’eu também’’, então pode ser considerado que eu disse que também ME amo. Ah ok, eu não tinha que fazer isso com ele, mas agora já era!
Ele deu o MEU sorriso torto, eu também sorri e ele me beijou. Mais uma vez, tivemos que nos separar por falta de oxigênio, ele me olhou sorrindo, mas ficou sério de repente.
- Bella, o que te fez fazer isso? – Fiz uma cara confusa. – Eu digo, o que aconteceu pra que você tivesse essa idéia estúpida de que eu ia te deixar se você não... bom, você sabe? – Ele deixou bem claro que achava a idéia muito estúpida, mas eu não queria contar pra ele que foi a Rose, ela não fez por mal, ela só estava tentando me ajudar. – Bella? Você não está inventando uma mentira pra me contar não, né? – Merda!
- Er... não. – Droga, eu não consigo mentir pra ele!
- Bella, eu sei que está. Pode me dizendo a verdade!
- Foi no natal, quando a Esme nos chamou pra conversarmos e... Elas começaram a falar sobre isso..
- Minha mãe também? – Ele fez uma cara horrorizada devido a mãe dele estar falando sobre sexo, seria cômico se eu não estivesse tão nervosa.
- Bom... sim. – Ele arregalou os olhos mais ainda, parecia não acreditar. – Elas começaram e eu tentei fugir dali, mas Rose não me deixou sair, aí eu acabei contando que sou virgem e...
- A Rose disse que eu ia te largar se você não transasse comigo. – Tá, corei muito, eu sei que é idiota, mas ouvir essa palavra da boca dele é muito constrangedor.
- Bom, não foram essas palavras, mas... – Pera aí! – Como você sabe que foi a Rose que disse? Eu não tinha dito que foi ela.
- Bem, 1° A Rosalie namora com o Emmet, e você sabe como ele é nesse aspecto. 2° Ela é muito bonita e... – Eu JURO que tentei não me sentir inferior a ela, mas eu não consegui e Edward reparou. – Bella, você sabe que eu prefiro 1000 vezes você! – Ele disse isso, levantando meu queixo pra que o olhasse, porque de novo eu tinha abaixado a cabeça. Morribeijos. – Devido a isso, ela aprendeu a ver o mundo de forma diferente, onde todos os homens são iguais porque com certeza, muitos a trataram como uma qualquer, usando e descartando. E 3°, minha mãe e Alice me amam, elas nunca diriam algo assim de mim. – Ele finalizou seu discurso sorrindo convencido, mas ele tinha razão.
- Você consegue analisar as coisas muito bem, sabe?
- Sim, eu sei.
- Eu tenho que parar de inflar o seu ego, você está ficando muito convencido!
- Que isso Bella, eu sou realista, só isso. – Ele disse e olhou pra parede da sala onde estava o quadro com a nossa foto. – Você pode até me achar convencido, mas não pode negar que ficamos lindos na sua parede.
- Mas essa aqui está mais linda. – O peguei pela mão e o puxei pro meu quarto, quando chegou lá e viu, ele ficou boquiaberto. Eu tinha colocado o quadro dele criança na parede em frente a minha cama.
- Bella, você vai tirar isso daí agora!
- Não vou não, eu vou dormir todo dia com essa visão linda à minha frente. – Falei isso e apertei a bochecha dele, e ele ficou com muita raiva. Olhei de novo pro quadro. – Edward, você era uma gracinha, tão fofo. – Ele realmente era lindo, não mais do que agora, mas eu fiz isso pra provocar.
- Bella, você vai tirar isso daí!
- Não vou, foi presente e então, tenho que usá-lo.
- Bella, por favor. Eu não quero que ninguém veja isso.
- Ninguém que já não tenha visto vai entrar aqui no meu quarto.
- Tá. – Ele suspirou vencido.
- Ed, pára com essa cara! Não sei por que não gosta, a foto está linda.
- Sim, está maravilhosa. – Ele disse SUPER irônico.
- Ah, você está dizendo que MEU anjo é feio? – Eu disse pondo as mãos na cintura. Ele riu, eu nunca tinha me referido a ele como anjo na sua frente.
- Você diz que a MINHA musa também é. – Ele disse se aproximando de mim e enlaçando os braços na minha cintura.
- Ok, eu não insulto mais sua musa, e você não implica com a foto do meu anjo na parede. Feito? – Edward pensou um pouco antes de responder.
- Ok, feito. Agora um beijo pra selar nosso acordo. – Antes que eu pudesse pensar, ele já tinha capturado meus lábios com os dele. Incrível como eu não me cansava de beijá-lo.


Capítulo 4: Convidado Indesejado

ANO NOVO...

Bella POV

Lá lá lá, estou muito feliz! Normal, haha. Hoje é ano novo, olha que legal! Ano novo! (Bella, pare de ser retardada!) Que se dane se eu sou, eu estou feliz e ninguém me irrita hoje, lá lá lá!
Estou aqui, observando o belo mar de um iate, sim um iate, podem se rasgar de inveja, haaha! Enfim, Esme e Carlisle alugaram esse iate pra passarmos o ano novo. Quando eu o vi fiquei tão abismada que acho que minha boca foi parar no chão e Edward riu muito de mim, é claro ele já tinha estado em um, mas eu não, eu sou pobre!
Estamos esperando umas convidadas de Esme e um primo de Rosalie para que possamos ‘’navegar’’, estou doida pra irmos, ah, to ansiosa! Infelizmente, meus pais não puderam ficar pra passar o ano novo, eles iam adorar, principalmente minha mãe, acho que ela ia ter um enfarto quando visse o iate.
Eu sei que estou repetindo ‘’iate’’ muitas vezes, mas é que é tão lindo, e tem dois andares, OMG! Tá, parei.
- Bella, vem! Eles chegaram. – Edward disse me puxando pra entrada principal do IATE, adoro!
- Olha, quero que conheçam, estas são Sue e Leah Clearwater. – Pela semelhança entre elas, Sue era mãe de Leah.
- E esse aqui é o... – Rose disse indo buscar alguém que ainda estava na parte de fora do IATE. (Bella, pare com isso!) Ok. – Este é Jacob Black.
Quando ela disse isso, entrou um homem alto, moreno e muito bonito por sinal, mas prefiro meu anjo, na ‘’sala’’. E falando em meu anjo, quando o tal Jacob entrou, Edward virou uma estátua ao meu lado, assim como Alice ao lado dele, não entendi.
O Jacob passou os olhos por todos da sala, e parou em Edward, que estava com uma expressão furiosa no rosto, quando Jacob reparou sua expressão sorriu presunçoso, depois pousou o olhar em mim e permaneceu me olhando durante um tempo antes de olhar pra minha mão entrelaçada na de Edward, dando um novo sorriso presunçoso.
- Edward, que prazer vê-lo novamente. Já faz alguns anos. – Jacob disse e Edward permaneceu calado, ainda com uma expressão furiosa pro Jacob.
- Vocês se conhecem? – Rose perguntou, olhando pra Jacob.
- Sim, eu e Edward estudamos juntos, e eu passei um tempo morando com eles. Esme e Carlisle tiveram a bondade de me acolher. – Agora sim entendi, mas pelo visto Edward não gostava nem um pouquinho dele.
- Bom, eu não sei vocês, mas eu estou com fome! – Emmet disse vendo que o clima estava muito pesado, mas eu tenho certeza que pela primeira vez, ele não estava com fome de verdade, ele olhava pro Edward como se temesse a reação dele. – Então, vamos comer? – Ele pressionou e olhou pra Esme sorrindo.
- Sim vamos. Assim o Jacob pode contar como está sua vida, já que há muito tempo não aparece. – Esme disse confusa, ela também não devia saber por que o Edward ficou desse jeito. Quando eu ia perguntar a ele, Alice o fez antes.
- Edward, o que vamos fazer? – Alice perguntou, mas Edward só respondeu depois que Jacob saiu da sala, lançando mais um sorriso pro Edward antes.
- Nada, Alice.
- Como nada? Você vai agüentar passar o ano novo com ele aqui? – Alice perguntou e Edward olhou pra mim antes de responder.
- Sim Alice, eu vou. Lembre-se da mamãe, ela iria ficar muito chateada se quiséssemos expulsar um dos convidados dela daqui. E ela sempre gostou muito dele. – Eu não sabia o que estava acontecendo, mas seja lá o que fosse, era muito sério.
- Edward, o que está acontecendo? – Perguntei, ainda olhando confusa pra ele.
- Vamos comer, e depois eu te explico.

E foi isso que eu fiz, mas ele ia ter que me explicar mesmo isso. A curiosidade já me corroia, e estava preocupada com Edward.

-

Durante o jantar Edward não disse uma palavra, ele fazia de tudo pra não tirar os olhos do que estava comendo, mas me pareceu que o que ele não queria era encarar Jacob.
Mas Esme não parava de fazer perguntas ao seu ‘’convidado’’ querendo saber sobre a vida dele, pelo que me pareceu Jacob tinha passado uns tempos fora, então ele falava praticamente o tempo todo, sendo impossível não notá-lo.
Na verdade, ele me parece ser bem agradável, educado e visivelmente brincalhão, ele contou algumas coisas que passou com Edward no colegial, e eles pareciam ter sido muito amigos.
Isso só me deixou ainda mais curiosa, aconteceu algo terrível entre eles pra romperem com a amizade assim. Edward expressava um ódio por ele, mas eu realmente não conseguia ver nada de ofensivo nele, que diversas vezes olhava pra mim, deixando Edward muito inquieto ao meu lado.
- Jacob, me conte mais. – Esme disse, ela parecia gostar mesmo dele. – Edward sempre foi muito fechado, ele era muito conquistador no colegial?
Pelo meu temperamento vocês devem estar achando que eu fiquei com ciúme com o comentário de Esme, se enganaram, eu não fiquei, mas Edward levantou bruscamente da mesa com o que Esme disse.
- Com licença. – Disse jogando o guardanapo na mesa e saindo do cômodo, quando eu ia me levantar pra segui-lo, Alice fez que não com a cabeça para mim e foi atrás dele, me deixando perplexa no meu lugar.
Todos notaram o clima na mesa, mas Esme logo continuou a conversar tentando distrair a todos, mas podia-se notar que ela mesma estava preocupada com a reação do filho.

-

Terminamos de comer, e nada de Alice e Edward voltar, pensei em ir procurá-los, mas lembrei do sinal que Alice tinha feito e decidi esperar mais um pouco. Levantei e fui pra parte externa do iate, a fim de ver o mar e tentar acalmar a agitação e preocupação que tinha se alastrado em mim.
Realmente adiantou, eu já podia sentir a calmaria me invadindo.
- Muito bonita, não acha? – Uma voz não tão conhecida por mim, mas muito ouvida essa noite ecoou na ‘’sacada’’ onde estava.
Me virei e dei de cara com Jacob abrindo a porta de vidro que separava a parte interna e externa do iate, logo depois a fechando e caminhando em minha direção sorrindo, ele realmente é muito bonito mesmo.
- É sim. E a vista me traz uma sensação de calma. – Disse, voltando a olhar pro mar.
- Eu me referia a você, mas o mar também é muito bonito. - Eu realmente não estava esperando isso, olhei pra ele que continuava sorrindo e tentei mostrar indiferença.
- Er... Obrigada.
- Não tivemos tempo de conversar muito bem, acho que Edward não gostou da minha presença aqui. – Ele disse desfazendo o sorriso pela primeira vez desde que chegou, ele parecia chateado com isso.
- Na verdade, eu não sei muito bem. – Disse a verdade. Eu estava quase perguntando a ele o que tinha acontecido, mas me contive.
- Tinha muito tempo que não o encontrava. Quando minha prima Rose me chamou pra passar o ano novo aqui, ela pronunciou o sobrenome ‘’Cullen’’ mas eu sinceramente não lembrava que era a família dele. Eu realmente não queria ter causado esse desconforto e até falei com Esme sobre isso e disse que seria melhor se eu fosse embora, mas você deve saber melhor do que eu, que ela não permitiria isso.
Jacob realmente parecia ser legal, enquanto ele fazia esse pequeno discurso, sua expressão assumiu uma certa tristeza devido a reação de Edward. Era difícil acreditar que ele pudesse ter feito algo de ruim.
- É. Esme é muito generosa e jamais seria indelicada. De repente, foi impressão sua Jaco...
- Pode me chamar de Jake. – Disse sorrindo.
- Ok. – Disse um pouco sem graça, o sorriso dele encantava as pessoas, parecia ser tão sincero. – Bom Jake, como eu disse, pode não ser nada com você e sim, outra coisa.
- Me surpreende o Edward não ter te contado o que há de errado com ele. Afinal, vocês estão namorando, certo? – Jake tinha razão, ele disse que ia me contar, mas em vez disso, me deixou na mesa ainda confusa com a reação que ele teve. – Mas não sei, de repente... Vocês estão namorando há muito tempo?
5 meses não é muito tempo, mas é o bastante pra ele confiar em mim, certo? Eu não queria questionar o Edward, mas, o que esse ‘’estranho’’ está me dizendo faz sentido e ele acabou de me conhecer!
- Er... não sei. Faz 5 meses que estamos juntos.
- Bom, 5 meses é um tempo considerável, mas não fique grilada Bella, se ele não disse deve ter uma razão. O Edward sempre teve seus mistérios assim mesmo.
Pronto, ele disse ‘’mistérios’’ no plural, será que Edward escondia mais alguma coisa? Eu fiquei assim, refletindo sobre o que Jake tinha dito, tentando não me deixar levar por palavras de alguém que acabei de conhecer.
Mas que ao mesmo tempo fazia muito sentido, como aquela ligação no natal que Edward ignorou e quando eu o questionei sobre isso alguns dias depois, ele disse que não era nada importante, eu fiquei desconfiada, mas acabei ignorando, afinal não ficaria desconfiando dele sem razão aparente.
Foi quando um baque da porta se abrindo me fez despertar de meus devaneios e surgindo Alice surpresa por me ver ali, ou melhor, por ver Jake ali comigo, e a distância entre nós era muito pequena, eu não tinha reparado.
- Bella, eu preciso falar com você. – Alice disse e lançou olhar pro Jake de ‘’Sai daqui agora’’ e foi o que ele fez.
- Nos vemos depois Bella. – Disse e deu um sorriso pra mim, eu retribuí com outro mais leve.
- Bella, o que você estava fazendo com ele aqui? – Ela disse ‘’ele’’ com um tom de nojo.
- Nada, Alice. Só estávamos conversando, eu também estou querendo falar com você.
- Conversando? Ele estava com o corpo quase colado no seu, se Edward tivesse visto isso, eu nem sei.
- Alice, por que Edward não gosta dele? Ele parece ser uma boa pes...
- Bella, Jacob Black não é uma boa pessoa, essa impressão é a que ele causa quando conhece alguém. - Continuei a olhar pra ela confusa. – Bella, Edward já te contou alguma vez sobre a ex-namorada dele, Jéssica? – Alice também pronunciou o nome dela com nojo. Eu sabia! Tinha que ter mulher na história!
- Não.
- É, eu imaginei. Bom, eles começaram a namorar no colegial, na época em que ele e Jake eram muito amigos. Edward deve ter dito que ele não gosta de NY, certo? – Assenti. – Então, quando terminou o colegial ele foi pra Los Angeles e levou Jessica pra morar com ele, conseguiu um estágio lá e meu pai também ajudou com as despesas assim que ele se mudou. Embora eu tivesse insistido muito pra ele não ir morar com ela, ele não me ouviu e foi mesmo assim. Depois de namorar com aquela vadia, Edward... er... mudou um pouco.
- Alice, não estou entendendo, o que Jake tem a ver com isso?
- JAKE?
- Er.. desculpe.
- Bella, você não pode falar coisas assim, nunca! O Edward surta se você o chamar assim na frente dele! – Continuei calada. Por que ele ia surtar? Edward não é de fazer isso, ele sempre foi muito calmo. – Continuando... Quando eu disse que o Edward e o Jacob eram amigos, eles eram tipo irmãos, muito irmãos! Quando o pai de Jacob faleceu e ele não tinha onde ficar, Edward implorou pros nossos pais pra que eles deixassem morar lá em casa, meus pais estavam considerando a idéia de adotá-lo. Edward sempre o considerou muito mas eu sempre tive uma pulga atrás da orelha com ele. No dia que tudo aconteceu, Edward chegou em casa feliz porque tinha conseguido entrar no time de futebol – ‘’O Edward era o menino nerd da escola, só não tiravam sarro dele porque andava com Jacob que era popular, então entrar no time era uma grande conquista pra alguém como ele’’ – Não tinha ninguém em casa e Edward foi bater direto na porta do quarto de Jacob pra contar a novidade, de tão ansioso que estava ele foi entrando no quarto já que ninguém tinha respondido, e quando entrou viu o Jacob transando com a Jessica, até então namorada de Edward.
- Alice, isso é até meio difícil de acreditar. – Não conseguia assimilar que Jake tinha feito isso com ele.
- Calma, ainda não terminou. Depois disso, Edward nunca mais foi o mesmo. Ele perdoou a Jessica, pra depois se mudar com ela pra LA, mas Jacob sumiu. E acho que Edward tem raiva dele hoje, também por causa da Jessica, mas mais porque Edward perdeu seu melhor amigo naquele dia, e Jacob permaneceu indiferente mesmo depois de Edward entrar no quarto, ele sempre o usou. O Edward queria um amigo enquanto o Jacob queria um capacho. Como ‘’nerd’’ ficava responsável por fazer seus trabalhos e até mesmo provas, Jacob sempre colava a prova inteira de Edward, em todas as provas já que os professores eram trouxas. Mas que fique claro, meus pais não sabem de nada dessa história, nada de traição, não sabem por que Jacob foi embora, Edward inventou uma desculpa na época, eu achei que meus pais nem fossem notar que era ele, pois está diferente.

Eu ainda estava tentando me convencer que aquele Jake super educado e simpático que conheci a pouco é o mesmo Jake que Alice está falando.

E ela continuou. – Mas a Jessica largou o Edward e continuou com ele, ninguém sabia onde estava morando, mas alguns diziam que o viam rondando o colégio. Até que um dia, Jessica chegou chorando no colégio dizendo que Jacob tinha a largado, isso depois de 3 dias do ‘’flagra’’. E Edward podia ser nerd, mas meus pais tinham uma boa condição financeira, então ele enchia a Jessica de presentes devido a isso, ela como não é boba quis voltar com Edward, e o idiota aceitou.
Eu não a conhecia, mas eu já tinha ódio mortal por essa Jessica.
– Alice, mas há quanto tempo eles terminaram? Por quê? Por que ele voltou com ela?
- Ele gostava dela, Bella. Ela foi a 1º namorada dele, quando eu digo que Edward era nerd, eu digo com direito a óculos, aparelho e tudo, mas o aparelho depois de um tempinho ele tirou e ficou mais apresentável, foi quando o Jacob apresentou a Jessica a ele. Mas as garotas não queriam ficar com um nerd, então ele só teve ‘’sorte’’ com a Jessica porque aparentemente o Jacob ajudou, mas ela só estava com ele pelos presentes. Enfim, 5 meses antes dele voltar a morar aqui em NY, Jessica terminou com ele de novo por causa de outro cara, Mike sei lá o quê, acho que é jogador de alguma coisa que não sei e nem me interessa. Ela disse coisas horríveis pra ele, e o babaca acreditou em todas elas, Edward se tornou muito ciumento depois do que aconteceu com Jacob, muito mesmo e no fundo ele sabia que Jessica o traía, mas era como um vício que ele não conseguia largar. Ele foi trocado duas vezes, você entende como deve ter sido difícil pra ele? Jacob e Jessica destruiram a confiança dele nas pessoas, ele sempre acha que vão o trair de novo. Assim como Jessica destruiu a confiança nele mesmo, ele pode não aparentar mas ele é muito inseguro, principalmente com você. – Oh. – Ele vai querer me matar por contar isso, mas ele estava mega nervoso antes de te pedir em namoro com medo de você não aceitar, é difícil pra ele acreditar que tenha alguém que quer mesmo ficar com ele. E quanto ao fato de você com Jacob, eu acho bom você ficar longe dele porque ele não presta e eu vi muito bem o jeito que ele olha pra você e com certeza Edward também.
- Como assim?
- Bella, deixa de ser ingênua! Ele no mínimo quer fazer o que fez com Edward, de novo. E se você continuar perto dele pode ter certeza que você vai acabar conhecendo o pior defeito do Edward.
- Alice, mas ele tem que confiar em mim! Eu não sou a Jessica! E que defeito é esse? Por que é tão terrível?
- Bella, eu sei que ele tem. Mas tente ver o lado dele, essas duas vezes não foram as únicas que a Jessica o largou. Edward conta como se tivessem namorado só dois anos, mas ela o fez de idiota por longos 8 anos, contando desde o colegial. Ele conta como 2, porque foi o tempo que eles ficaram juntos sem se separar nenhuma vez até ela largar ele pra ficar com esse Mike. E você estando como estava com Jacob agora pouco, realmente não ajuda na confiança dele em você, concorda? – Ela disse tudo, mas não respondeu minha pergunta.
- Tá Alice, eu sei. Mas ele veio falar comigo, o que posso fazer?
- Ficar longe dele, o que não estava fazendo quando entrei aqui.
- Tá, mas ele estava chateado com a reação do Edward, ele estava me contando. E se ele tiver se arrependido?
- Quem tiver se arrependido? – Alice arregalou os olhos pra mim, já que estava de costas pra última pessoa que poderia ter aparecido naquela porta.
- O pai do Jass, Edward. – Alice se apressou em dizer. – Jass estava chateado porque os pais dele não vieram, já que ele brigou com o pai né. Eu estava tentando consolá-lo e a Bella pensou que o pai dele pode ter se arrependido por ter dito aquelas coisas pro Jass, e que ia conversar com ele.
- Ah.. ok. – Edward disse não acreditando nem um pouco na baboseira que Alice inventou. – Minha mãe está chamando porque faltam 5 minutos pra meia noite.
- Er... ok. Então vamos. – Alice disse passando pelo Edward, e ele esticou a mão pra que eu pegasse. Eu estava muito aliviada porque ele estava mais calmo, ele estava até sorrindo, coisa que não fez desde que Jake chegou, (Jacob, Bella! Jacob!) Isso, Jacob.
- Depois eu vou te explicar o que aconteceu, me perdoe por ter te deixado sozinha. – Disse sussurrando no meu ouvido e o arrepio no meu corpo foi inevitável.
- Tudo bem, Alice já me explicou.
- Ela exagerou, aposto. – Ele disse, um pouco nervoso.
- Como assim?
- Contou até coisas que não devia. – Disse lançando um olhar pra Alice, que já estava ao lado de Jass, dizendo que era pra ele se fingir de ‘’chateado’’, ele olhou pro Edward e o fez, a cara dele foi hilária.
- Por quê? Tem alguma coisa que você queria me esconder? Agora já era, ela já me contou tudo.
- Não.. er... não é isso. – Ih, se enrolou! – É que...
- Bom, tudo exceto o que Jessica disse pra você quando vocês terminaram, segundo Alice, você não contou a ninguém. – Edward olhou pra mim sério e quando ia falar alguma coisa, Esme interrompeu.
- Gente, vamos lá. Contagem regressiva.
Todos começaram a contar:
- 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1... FELIZ ANO NOVO! – Todos gritaram juntos. Edward me abraçou, depois Alice, Jass, Rose, Emmet, falavam comigo e com Edward. E aí, pra minha infelicidade, eu sinto um sussurro no meu ouvido, de alguém atrás de mim.
- Feliz ano novo, Bella. – Jake.. Jacob disse e não sei como, mas Edward escutou e virou pra trás no mesmo instante que eu.
- Er... pp-ra você também. – Puta merda! Gaguejar não ajudou, nada nada... Por quê? Será por que Edward está ao meu lado? Ele me olhou de uma forma que nunca tinha olhado antes e eu me xinguei por ter gaguejado. Foi o susto, eu não esperava ouvir um sussurro de repente no meu ouvido, eu acho.
- Feliz ano novo, Edward.
- Igualmente. – Edward disse num tom frio.
- Feliz ano novo, Bella! – Esme disse me abraçando e Jacob saiu de perto de nós, depois abraçou Edward e Carlisle logo depois veio nos abraçar.

-

Passamos algumas horas, apenas conversando. Até Edward conversava, com todos exceto comigo e Jake, é claro. Eu acho que ele realmente ficou chateado.
Eu sei que isso parece estranho já que eu gaguejava quando falava com ele, e às vezes ainda gaguejo quando falo, mas ele tem que acreditar em mim, não pode achar que eu esteja atraída por Jake... Jacob. (Você não está atraída por ele?) Não, claro que não! Eu... não posso... estar!
Quer dizer, eu só queria que ele me contasse que mistérios são esses sobre o Edward, já que ele não me diz! ARGH.
Decidimos então comer de novo, beliscar na verdade já que eu não estava com fome, depois de alguns minutos, o vinho acabou. Sim depois de minutos, Jass e Emmet estavam caindo dentro no vinho, Jass gosta mesmo de vinho, mas Emmet estava usando como desculpa pra ficar bêbado, ele adora fazer isso, deixando Rose muito irritada.
- Bella, você podia pegar mais um vinho na adega, por favor? Bem, pensando bem. Traga dois, porque Emmet está acabando com eles. – Esme pediu rindo do estado alterado que Emmet já estava.
- Tudo bem, Esme. - Disse me levantando e sorrindo ao pensar na ressaca de Emmet amanhã, ou melhor, daqui a pouco.

Edward POV

Eu devia estar agindo como um completo idiota, a última coisa que eu esperava era encontrar Jacob novamente, eu já tinha praticamente esquecido essa época da minha vida, eu estava muito feliz pra me importar com isso.
Encontrar com ele foi como se eu estivesse revivendo aquele dia, acho que me doeu mais perder o meu melhor amigo do que perder Jessica, foi saber que o cara que eu considerava tanto tinha me enganado e estava tentando fazer isso de novo, o interesse dele na Bella foi a primeira coisa que eu notei, eu não sabia se ia conseguir lidar com isso e acho que não estou conseguindo.
Minha mãe já me perguntou umas 3 vezes se eu estava bem, ela soube que meu namoro com Jessica foi conturbado, exatos 6 anos de muitas idas e vindas, e mais dois que surpreendentemente permanecemos juntos, mas ela não sabia do que tinha acontecido com Jacob, eu vi que ela ficou ansiosa pra perguntar o porquê dele ter sumido, mas o momento não era pra isso.
Eu sei que a Bella é diferente, eu sei que ela não me trairia, eu a conheço, mas é mais forte do que eu, tem alguma coisa nos olhos dela quando olha pra ele, algo como encanto, talvez e ela gaguejar quando falou com ele, não aumentou a minha confiança nela.
Ela fazia isso quando falava COMIGO, dizia que era nervosismo, e então isso quer dizer que ela também sente algo por ele, não quer? Não pode ser cisma da minha cabeça!
- Bella, você podia pegar mais um vinho na adega, por favor? Bem, pensando bem. Traga dois porque Emmet está acabando com eles. – Minha mãe pediu, era por ela que eu estava me segurando pra não quebrar a cara daquele infeliz, que estava dando em cima da MINHA Bella. (Ela não parece estar incomodada com isso.) Cala a boca!
- Tudo bem, Esme. – Bella disse se levantando, até aí tudo bem, mas:
- Com licença. – Jacob disse se levantando e ninguém pareceu notar a coincidência exceto Alice e EU, é claro. Olhei pra ela, e ela sabia exatamente o que eu ia fazer.
- Edward, não! Espere um pouco, se eles demorarem, você vai. De repente é só coincidência. Pense na mamãe. – Alice disse baixo pra só eu ouvir, já que estava uma cadeira depois da minha, onde Bella estava sentada.
Eu não acreditava que fosse coincidência, mas quando olhei pra minha mãe e a vi tão feliz, eu decidi esperar. Eu não sei o que eu faria se visse os dois juntos, então assenti pra Alice e ela relaxou.

Alice POV

É claro que eu sabia que Jacob tinha ido atrás da Bella, mas ela tinha dito pra mim que ia se manter longe dele, então ela faria isso! Eu vi que a Bella não acreditou muito na traição de Jacob, qualquer um via que ela estava encantada com ele, com certeza aquele FDP falou um monte de coisas pra Bella, e ela ficou dividida. Eu lembro da ligação que Edward recebeu no natal e a Bella me contou, eu perguntei a Edward e ele disse que Jessica tinha ligado.
Eu achei errado ele ter mentido pra Bella sobre a ligação, mas como ele disse que ela não ligou mais, eu acabei esquecendo. Mas ela não pode, mesmo assim, ficar divida entre o Edward e um cara que acabou de conhecer!
Ai deus, já faz uns 3 minutos que Bella e Jacob saíram, ninguém demora tanto pra escolher um vinho. Só Edward e eu percebemos essa ‘’demora’’, todos já estão um pouco alcoolizados e entretidos na conversa, eu já posso vê-lo impaciente na cadeira. AH NÃO!
- Edward, volte aqui! – Tarde demais, ele já tinha ido. Quase levando a mesa consigo por sinal quando levantou. A Bella não fez o que disse, eu não quero nem pensar no que vai acontecer!

Bella POV

Nossa! Essa adega é realmente grande, e tem milhares de vinhos, nem sei pra quê tantos, nós não vamos beber tudo mesmo! E agora é que são elas, qual vinho eu levo? Eu nem prestei atenção em qual estávamos bebendo, tem tantos diferentes aqui e...
- Quer ajuda, Bella? – Ai merda! Não é ele, não é, não é! – Estou vendo que está meio perdida aí. – Droga, é ele sim!
- Não precisa Jacob, eu já estava...
- Pensei ter dito que pode me chamar de Jake. Sabe, eu prefiro. – Ele disse, sorrindo. Acontece que eu fui proibida de te chamar assim, não eu não disse isso.
- Bem, não precisa me ajudar. Eu já estava indo. – Eu precisava sair dali, já! Peguei os dois primeiros vinhos que vi e me virei para ir embora.
- Sabe Bella.. – Jake... Jacob disse pegando os vinhos da minha mão. E colocando no lugar. – Vejo que já contaram a você o que aconteceu no passado. – Ele parou esperando minha reação, e só confirmei com a cabeça. - Eu realmente pensei que Edward tinha esquecido isso sabe, eu sei que errei com ele. Eu me arrependo muito disso, eu era um moleque na época, imaturo e que principalmente me deixava levar pela cabeça dos outros, eu sei que isso não é desculpa, mas... Eu errei e aprendi com isso, eu amadureci, mas fui covarde demais pra procurar Edward e pedir desculpa.
- Eu entendo, Jake – Eu sei que não tinha que ter chamado ele assim, mas ele parece que está mesmo arrependido. E todos merecem uma segunda chance, certo?
Ele pegou dois vinhos, colocou em cima de uma mesa que tinha na adega, e foi se aproximando de mim.
- Eu realmente gostei muito de você, Bella. – Ele disse isso alisando meu braço com a ponta dos dedos. – Edward é um cara de sorte. – Eu não sabia o que dizer, eu devia estar vermelha e muito. Mas um baque na porta irrompeu o silêncio na adega.

BULLLL... (Eu sei que isso foi estranho, mas é o barulho mais parecido com uma porta batendo)

Edward olhava pra mim e Jake.. Jacob com uma cara furiosa, e eu não sei nem explicar qual o sentimento que passou por ele quando viu a mão de Jacob no meu braço.
Depois de alguns segundos de pane no sistema, isso mesmo, meu cérebro parou quando eu vi Edward ali, Jacob disse.
- Eu... er... vou levar o vinho. – Disse e saiu, deixando Edward e eu ali. Eu estava com muito medo, eu realmente não sabia o que dizer pra ele.

-

Eu tinha que falar alguma coisa, ai minha nossa senhora!
– Edward... eu... – Travou, minha voz não sai mais, merda!
- Não precisa explicar Bella, eu já vi.
- Não é isso que você está pensando.
- Ah, não? – Disse num tom irônico que jamais tinha usado. - Então o que é?

Ai, eu não sei o que dizer! Que droga! Eu tinha que ter ido embora naquela hora mesmo e deixado os vinhos pra lá, mas eu queria... Eu gostei de saber que ele está arrependido, além do mais, ele me contou a verdade, diferente do Edward!
E ele foi sensível falando comigo, confiou em mim pra contar e... Porra, isso não tem nada a ver! Eu queria era informação dele, e ele parece ser uma boa pessoa. E disse que se arrepen...
- Estou esperando. Porque além do que meus olhos presenciaram, eu não consigo entender o porquê de você estar presa com ele aqui na adega. – Ele disse já se alterando, ele estava quase gritando e se aproximando de mim.
- Eu... nós só estávamos conversando. – Eu disse num fio de voz, minha voz não saía mais alta que isso.
- Conversando? – De novo o tom irônico.
- Sim, estávamos conversando. – Estava me irritando muito essa desconfiança toda, não era pra tanto, certo?
- Então por que você ficou tão nervosa quando me viu aqui? Se estivessem só conversando, não teria necessidade de você ter ficado branca como papel quando eu entrei. NÃO É? – Ok, agora ele estava berrando. Eu não tinha mesmo como discordar disso.
- Edward, eu sabia que você ia ficar assim se soubesse, eu me assustei, foi isso.
- Então, você não pretendia me contar? – Merda, como ele desenvolve o assunto fazendo ele ficar com a razão? – EU NÃO SABIA NEM QUE VOCÊS JÁ SE CONHECIAM, QUANTO MAIS QUE JÁ ESTAVAM AMIGUINHOS. EU TENTEI IGNORAR O JEITO QUE VOCÊ FICOU QUANDO ELE TE DESEJOU FELIZ ANO NOVO, MAS AÍ EU CHEGO AQUI E VEJO VOCÊ ASSIM COM ELE. O QUE VOCÊ ESPERA QUE EU PENSE?
- EU NÃO ESTAVA DE JEITO NENHUM COM ELE AQUI, VOCÊ ESTÁ FALANDO COISA QUE NÃO SABE. E TAMBÉM NÃO FIQUEI DE JEITO NENHUM QUANDO ELE ME DESEJOU FELIZ ANO NOVO, EU APENAS RESPONDI. – Agora sim, eu estava irritada!
- GAGUEJANDO?
- EU ME ASSUSTEI.
- VOCÊ ANDA MUITO ASSUSTADA, NÃO É MESMO?

Alice POV

Cara, eles estavam demorando muito, o que será que está acontecendo? Acho melhor eu ir lá. Levantei e quando virei pra seguir o corredor que levava até a adega, vejo Jacob vindo com duas garrafas de vinho na mão rindo a beça e quando me viu, deu um sorriso presunçoso. Ai que vontade de voar no pescoço desse infeliz!

AHGH#JGDJ#

Meu deus, o que é isso?

AKDAD#KA*AKAKF

Corri através do corredor, ignorando os risos que Jake deu quando me viu de olhos arregalados pelos gritos, filho de uma... (Alice, calma! Você tem que ir ver o que são esses gritos) É, certo, obrigada consciência! Continuei e quando cheguei até a porta da adega, os gritos ficaram ainda mais altos, abri a porta e no mesmo instante eles pararam de brigar.
- Por deus! O que estão fazendo? – Agora está explicado por que aquele infeliz estava rindo. – Dá pra escutar os gritos de vocês lá da sala de jantar!

Bella POV

Eu nunca tinha brigado com Edward, não assim. O máximo eram discussões que não eram nem discussões, ok sei que não entenderam. Às vezes, quando discordamos o ponto de vista sobre um melhor jogador de futebol, um melhor carro, coisas assim...
O Edward está furioso comigo, eu não queria brigar, mas não agüento ficar escutando ele gritar comigo e não dizer nada, ele tinha que acreditar em mim, aliás não estava acontecendo nada mesmo. Só porque ele tem raiva do Jacob significa que ele vai dar em cima de mim.
E ele tem que confiar em mim, sou namorada dele oras! Só teve aquela hora que eu fiquei abestalhada com a beleza do Jake, aquela hora que Alice chegou e nos viu juntos sabe? Mas o Edward não sabe disso, e eu gaguejei quando falei com ele, mas o que que tem? Ele é bonito, eu vou fazer o quê!
E só porque ele chegou aqui e nos viu conversando, e o Jake alisando meu braço, ta isso foi estranho, mas não é pra tanto, certo? (Não sei não! São muitos motivos, Bella! Talvez você esteja vacilando também.) Cala a boca que eu sei o que faço!
Ele não pára de gritar, merda! Eu já estou me estressando.
- POR QUE VOCÊ NÃO ACEITA QUE EU TENHA AMIGOS? – Esse argumento foi besta, mas os argumentos dele são realmente convincentes, e eu tinha que dizer alguma coisa.
- AMIGOS? NÃO TINHA NADA DE AMIZADE AQUI, E COMO VOCÊ É AMIGA DELE SE VOCÊ ACABOU DE O CONHECER? VOCÊ SABE MUITO BEM QUE ELE NÃO PRESTA E A ÚLTIMA COISA QUE ELE QUER É SUA AMIZADE.
- ELE ESTÁ ARREPENDIDO DO QUE FEZ, ELE ME DISSE. VOCÊ PODIA ESCUTÁ-LO E IA SE CONVENCER TAMBÉM, AS PESSOAS MUDAM!
- BELLA, EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTÁ DEFENDENDO ELE! E VOCÊ AINDA QUER QUE EU ACREDITE QUE NÃO ESTAVA ACONTECENDO NADA, PELO AMOR DE DEUS!
- EU NÃO ESTOU DEFENDENDO, SÓ ESTOU DIZ....

BULLLL...

- Por deus! O que estão fazendo? – Alice disse de olhos arregalados. - Dá pra escutar os gritos de vocês lá da sala de jantar!

Nenhum de nós disse nada, Edward olhou pra mim e saiu da adega cuspindo marimbondo e batendo a porta com força, outra vez. Agora que ele saiu eu percebo realmente o que aconteceu, que merda! Eu já podia sentir as lágrimas se formando e prontas pra caírem.
- Bella, o que houve? – Alice disse se aproximando de mim, enquanto eu não conseguia dizer mais nada, a minha primeira reação à briga foi raiva, e agora sim a tão conhecida tristeza se apodera de mim.
- Nós brigamos.
- Não! – Alice fez um tom MEGA irônico. Se eu estivesse no meu normal eu teria a fuzilado, mas eu não estou. – Por quê? – Eu nada respondi continuei de cabeça baixa, e pus as mãos no rosto. – É claro que o Jacob tem a ver com isso! Aquele filho da...
- A culpa não foi dele. – Respondi simplesmente.
- Eu não acredito que você caiu na lábia desse cara, Bella! Tanto que eu te avisei!
- Não aconteceu nada Alice, Edward que está imaginando coisas.
- Não estou dizendo que aconteceu, mas Bella... Você já está até defendendo ele! – Por que todo mundo fica dizendo isso, hein? – Você não fez o que eu disse, Bella. Você disse que faria!
- Alice, não teve como. Ele estava me dizendo como estava arrependido e tal. Aí ele colocou a mão no meu braço, só que não tinha nada a ver. Aí Edward chegou e pronto.
- ELE ESTAVA COM A MÃO NO SEU BRAÇO?
- Alice, fala baixo, porra!
- Você também estava gritando quando eu cheguei e não estava se preocupando se iam ouvir. - Tá, ela tinha razão. - Bella, vamos lá pro quarto pra você me contar essa história tim tim por tim tim. – E saiu me carregando pro quarto mais próximo.

Edward POV

Eu não acredito, eu não acredito que a Bella fez isso comigo! Caralho! Aquele imbecil, filho da mãe! Bastardo do cacete! Que vontade de acabar com aquele desgraçado do jeito mais lento e doloroso possível, QUE ÓDIO!
Saí da adega mais puto impossível, mas preciso me acalmar pra passar pela sala e não partir aquele cara ao meio. Melhor é eu não olhar pra ninguém assim não corro o risco.
Fui passando pela sala, ignorando minha mãe me chamando, ai que bom eu consegui passar por lá, agora é só eu subir e ir pra parte mais afastada do... PUTA MERDA!
Estaquei no mesmo lugar, aquele FDP está parado bem na porta bloqueando a passagem, URGH! Calma, é só não olhar pra ele, só não olhar!
Continuei andando, olhando pro chão quando cheguei em frente à porta, o babaca não saiu do lugar. Tentando me convencer a não partir pra cima dele e estragar o ano novo da minha mãe, olhei pro infeliz.
- Dá pra sair daí ou quer que eu passe por cima?
- Como se você fosse conseguir, EDLINDO. – Não surta Edward, não surta Edward, não surta! Edlindo é como me chamavam no colegial, ou melhor, como gostavam de me humilhar por eu ser o nerd da escola, o ‘’lindo’’ era irônico.
Ele saiu do caminho e eu passei, pensei sentir alguém andando atrás de mim, eu só queria ficar sozinho, que droga! Bom, tomara que não seja ELE porque se for, eu não vou aguentar mais não!
Subi as escadas e continuei indo em direção ao lugar mais calmo do iate, ele tinha a melhor vista, era como se voasse e isso realmente relaxava, exatamente o que eu preciso, mas os passos continuam atrás de mim, a pessoa não está ligando que eu já saiba que alguém veio perturbar a minha tão procurada paz.
Cheguei no meu ‘’refúgio’’ e sentei em uma poltrona que tinha ali, enquanto sentia a pessoa se aproximar, eu tenho certeza que é ele!
- QUAL O SEU PROBLEMA? TÁ QUERENDO APANHAR, PORRA? – Disse, assim que a pessoa chegou, mas não era quem eu pensava, só depois eu vi.
- Calma cara! A Esme está preocupada com você e pediu pra eu vir ver o que está acontecendo. Com certeza, é algo com Jacob né? – EMMET disse, alívio!
- Foi mal, eu pensei que fosse ele.
- Cara me conta o que aconteceu.
- Não quero dizer, eu quero ficar sozinho.
- Não vou te deixar aqui, você já ficou bem sozinho hoje. Ou pensa que eu não sei que quando Alice foi atrás de você naquela hora na mesa, você a escorraçou de lá? Comigo, você vai ter que falar!

Suspirei derrotado, eu não ia conseguir expulsar Emmet mesmo, então comecei a contar desde a hora do ‘’gaguejo’’ da Bella.
Quando terminei, Emmet assentiu e deu um tapão na minha nuca.
- PORRA, TÁ MALUCO? – Disse me levantando.
- Não, você está! Agora senta aí. – Disse e ele parecia um psicólogo avaliando a situação, estava até com a mão no queixo. Se eu não estivesse tão puto, eu iria rir! Fiz o que ele disse, e ele continuou. – Deixa de ser babaca Edward, é claro que não estava acontecendo nada, a Bella te ama! O Jacob tá correndo atrás dela pra te irritar, e fazer você brigar com ela. Assim tudo fica mais fácil pra ele, mongol. E você está fazendo exatamente isso. – Cara, as coisas vão mal quando o que Emmet diz começa a fazer sentido.
- Você pode ter razão.
- Eu não posso, eu tenho! Deixa de bancar o bobão e vai se acertar com a Bella! Ou você vai mesmo deixar que o Jacob tome ela de você? Bella não é Jessica, cara! Você sabe disso melhor do que eu.

Eu não respondi, eu saí correndo dali. Emmet estava certo, Jacob estava armando um jogo e eu estava jogando do jeito que ele queria, mas uma coisa o Emmet não disse: Por que a Bella estava defendendo o Jacob então? Não, não vou começar a questionar agora! Eu vou me acertar com ela! Ele enganou a Bella, com essa história de arrependimento, foi isso que aconteceu!
Eu já estava dentro do iate novamente, fui em direção ao banheiro jogar uma água no rosto a fim de espantar essas desconfianças da minha cabeça, só que dessa vez parei quando minha mãe me chamou de novo pra dizer a ela que eu estava bem, todos já tinham saído da mesa.
Com minha mãe, só estavam Carlisle, Leah e Sue, o resto devia estar espalhado pelo iate. Depois de falar com minha mãe, continuei andando, mas parei ao ouvir a voz da Alice e de uma pessoa chorando vindo de um dos quartos.
Me aproximei da porta e fiquei ouvindo. Eu não sou fofoqueiro ok? Mas de repente era a Bella ali com Alice, então queria escutar, eu precisava mesmo falar com ela.
- Bella, você também deu mole. Eu sei que Edward exagerou, mas eu disse pra você ficar longe do Jacob, não disse? – Se Alice disse, por que ela não fez isso? Comecei a me irritar de novo.
- Eu... ssss-ei... Alice. – Bella falava chorando muito, eu odeio vê-la chorando por minha causa, mais do que qualquer outra coisa no mundo, eu não gosto de vê-la sofrendo. – Mas eu e Jake.... não estávamos... fazendo nnn-ada. – O QUÊ? Não, eu não escutei isso, a Bella não disse isso!
- Bella, já mandei você parar de chamar ele assim! Imagine se Edward ouve isso. – Tarde demais, ele já ouviu. Eu não acredito! ARGH! Jacob pedia pras vadias que ele pegava no colegial chamar ele assim.
Eu realmente não tinha que estar escutando atrás da porta, eu procurei por isso, mas eu não esperava achar. Não não não, não posso me deixar abater por isso! Lembra do que Emmet disse, LEMBRA EDWARD!
Afinal, ele enganou a Bella, certo? (Isso é o que você acha, ou então ela está mesmo interessada nele e você idiota, vai ganhar um par de chifres pra enfeitar a testa!) Não, o Emmet está certo e não você, voz idiota! Isso é um jogo, e eu não vou deixar Jacob tirar a minha Bella.
Acreditando nisso, forcei a maçaneta e abri a porta. Alice ficou surpresa com a minha presença, e Bella que não percebeu que eu estava aqui, pois estava de olhos fechados, estava com a cabeça no colo de Alice, vermelha e com os olhos inchados, foi o que eu precisei pra saber que eu tinha sido injusto com ela, ela estava daquele jeito por minha causa!
- Alice, me deixa sozinho com a Bella, por favor. – Disse ainda olhando a minha musa, que se assustou com a minha voz, levantou e me fitou de olhos arregalados.
- Edward, eu não sei se é uma boa idéia.
- Alice, por favor. – Disse, olhando pra ela. Estranho como eu fiquei educado com ela, não? O normal seria eu estar xingando ela pra sair daqui.
- Edward, mas vocês podem brigar e...
- Ninguém vai brigar. – Disse e continuei olhando pra Bella, ela parecia estar com medo de mim, o que me deixou pior do que já estava.
- Tudo bem então. – Alice disse e murmurou no ouvido da Bella algo como: ’’Não esqueça do que nós conversamos’’.
Ela saiu e eu fechei a porta. Quando eu virei, a Bella virou o rosto pro outro lado e colocou as mãos no rosto numa tentativa boba de esconder que estava chorando. Eu me aproximei pra sentar ao seu lado e pude reparar que por coincidência, esse era o quarto que íamos ficar.
Sentei ao lado dela, e ela continuava virada por outro lado com as mãos no rosto, então eu fui sentar do outro lado, pra ficar de frente pra ela, mas ela agora virou pro outro lado, a situação não é boa, mas eu não pude evitar rir do comportamento dela.
- Por que você está rindo? – Ela disse e eu pude perceber que ainda estava chorando, desfiz o sorriso imediatamente.
- Bella, pare com isso e olhe pra mim.
- Não, tá bom assim. – Disse repetindo a frase que tinha dito a ela no dia em que começamos a namorar.
- Pra mim não, e além do mais, eu já vi que está chorando.
- Eu não estou chorando.
- Tudo bem, já que não vai olhar pra mim... Eu vim pedir desculpa, mas já que você não quer, ok. – Disse me levantando e caminhando até a porta.
- O quê? – Sorri. Eu sabia que isso ia adiantar! E pela forma que a voz dela saiu, ela tinha finalmente tirado a mão do rosto.
- Agora você se interessa han? – Disse, tentando conter o riso. E ela ia colocar as mãos no rosto de novo, só de implicância, mas eu fui mais rápido. – Não, não, não. Eu tô brincando. – Disse segurando as mãos dela. Ela realmente estava com os olhos muito inchados, mas eu tive que fazer outra brincadeira. Eu fiquei calado olhando pra ela e ela pra mim.
- E então? – Ela disse, e eu tive que me segurar muito pra não rir da cara que ela fez.
- E então, o quê? – Eu disse rindo, ela bufou e levantou, indo em direção ao banheiro. Eu fui atrás dela e consegui chegar antes que ela passasse pela porta, mas quando a virei, ela estava rindo. Engraçadinha ela, quis me dar o troco! – Espertinha você né.
- Ué, você começou. – Ela disse ainda rindo.
- Aé, então não digo mais nada.
- Tá bom. – Ela disse, se virando de novo pra entrar no banheiro. Ah que raiva, ela sabia que eu ia atrás dela! Quando eu a virei, ela estava rindo de novo.
– Tudo bem, vem aqui. – A puxei pra sentar na cama. – Eu... sei que exagerei naquela hora com você, Bella. E eu peço que me desculpe, eu não consegui me controlar, eu sei que devia ter acreditado em você e sei que você nunca faria isso. Até porque você me ama né, não tem como evitar. – Ela bufou. – Ah Bella, você sabe que é verdade! – Disse rindo. – Mas enfim, eu não gosto de brigar com você, nem por besteira nem por nada, e eu odeio te ver chorando por minha causa e eu já disse pra você parar com isso, ninguém merece suas lágrimas, meu amor, muito menos eu. Nada me dói mais do que te ver sofrendo, ent... – Bella me interrompeu, colocando o dedo nos meus lábios.
- Tá, agora chega. Não vou deixar você assumir toda a culpa porque eu não contribuí também.
- Não mesmo.
- Tá, não precisa me dizer que já sei! Eu sei que qualquer pessoa que tivesse chegado ali naquele momento ia pensar a mesma coisa, mas eu realmente acho que o Jake...- Merda! Eu não podia perder a cabeça, eu não ia! Não ia! – O Jacob... ele pode ter se arrepend...
- Bella, ele não presta! Ele não se arrependeu merda nenhuma, isso é só teatro pra você. Como você pode acreditar nele? – Disse me alterando. Eu não queria brigar de novo, mas eu não agüentava vê-la defendendo ele!
- Edward, tudo bem. Não vamos brigar de novo. Calma. – Ela disse como se eu fosse um pitbull sem focinheira solto na rua. Eu não podia pensar, senão eu ia acabar brigando de novo então fiz a única coisa que me impossibilita de pensar.
A beijei, e imediatamente tudo que aconteceu hoje desapareceu da minha mente. Ali só existia a Bella, quando fui ver nós já estávamos deitados na cama e eu sabia que não ia conseguir agüentar por muito tempo, mas deixa eu aproveitar mais um pouquinho né. Infelizmente não pude, porque um barulho enorme ecoou no quarto, interrompendo meu momento com minha musa.

Bella POV

Eu estava no céu, beijando Edward eu não lembrava nem meu nome quanto mais que nós tínhamos brigado, eu queria ficar assim pra sempre, eu adoraria, mas como tudo que é bom dura pouco, um barulho maldito atrapalhou!
- O que estavam fazendo atrás da porta? – Eu levanto da cama e vejo Alice e Emmet, caídos no chão perto da porta.
- Ah, nós só queríamos saber se não estavam mesmo brigando. – Alice disse.
- É, mas vejo que muito pelo contrário. – Emmet disse se levantando, puxando Alice pela mão e me fazendo corar.
- Vocês não tinham nada que estar escutando!- Edward disse, os fitando furioso, claro que ele não gostou de ter sido interrompido também.
- Você também estava escutando a minha conversa com a Bella, agora pouco! Está querendo falar de quem? – Alice disse e Edward ficou sem ter o que dizer, afinal ela estava certa.
- Tá ok, agora vão, saindo daqui. Anda! – Eu disse, levantando e empurrando Alice, porque o Emmet eu não agüento né.
- É, quando você estava aí aos prantos precisava de mim, agora você me expulsa, muito bonito isso! – Fechei a porta na cara dos dois e tranquei, quando eles saíram, senão Alice ia me matar de vergonha.
Virei pra voltar pro MEU ANJO, mas quando eu pude assimilar alguma coisa, ele já estava sobre mim na cama me beijando, ou melhor, devorando minha boca seria mais correto.
Levei minha mão para o seu cabelo, e o baguncei, adooro³! Eu podia sentir que Edward estava excitado, mas eu não queria parar, sinceramente eu não estava mais ligando pra isso não! Eu queria, ele queria, e nos gostamos, então o que impede?
Tirei as mãos do seu cabelo e coloquei na beirada da sua camisa pra puxá-la, e ele começou a beijar meu pescoço. Digamos que eu levei alguns minutos pra lembrar o que eu tinha que fazer, e quando consegui percebi que eu estava arranhando as costas dele e se ele já estava excitado, agora então nem sei! (Ps: Sorte eu ter unha grande pra fazer isso)
Voltei com as mãos pra beirada da camisa, e comecei a puxá-la. Eu até cheguei a pensar que Edward mais uma vez me impediria, mas ele não o fez.
E quando eu pude reparar, até eu já estava sem blusa. Eu sabia que aconteceria, finalmente. Claro que bateu o medo, mas ignorei, enquanto sentia ele beijando meu queixo, orelha, pescoço, ombro... UI (66’
Eu senti ele procurando o fecho do meu sutiã mas este era na frente, eu peguei a mão dele coloquei em cima do fecho, mas ele ao invés de abrir ele apertou meu seio esquerdo com uma das mãos, e eu não consegui conter um gemido baixinho.
Ele desceu com a boca, beijando meu colo e eu sabia onde ele queria chegar, comecei a arfar antecipadamente quando senti as mãos dele no fecho de novo, agora sim eu estava NO PARAÍSO, mas eu já disse que felicidade de pobre dura pouco né? Então, quando ia abrir meu sutiã, ele parou e sentou na cama. Olha, eu nunca imaginei fazer isso mas que se dane!
- FICOU MALUCO? – Ele me olhou assustado. Mas porra, no melhor ele pára. Tá de sacanagem né! Meu corpo chega a doer de tanta coisa que estou sentindo e ele faz isso!
- Bella, eu sei. Eu sei que exagerei, me des...
- Edward, do que você está falando?
- Ué, você não...
- Não, eu não. Vem cá! – Eu disse puxando ele de novo pra cima de mim, eu não queria conversar! Mas de novo ele saiu, me fazendo revirar os olhos.
- Ai caralho. – Disse baixinho, mas ele ouviu.
- Bella, o que está fazendo?
- O que você acha que estou fazendo? – Disse, apoiando os cotovelos na cama e olhando pra ele.
- Mas, você não está....
- Sim, eu estou pronta. – Disse, puxando ele de novo, mas de novo ele levantou. – PUTA MERDA EDWARD, QUAL O SEU PROBLEMA? – Ok, eu exagerei legal agora.
- Bella, calma. Você tem certeza disso? Olha..
- Sim, eu tenho. – Ele agora pareceu acreditar, quando eu ia puxá-lo de novo, ele segurou minha mão.
- Mas Bella, mas não pode ser assim, tem que ser especial.
- Eu não ligo que minha 1° vez seja assim, vai ser com você então vai ser especial. Agora vem cá! – Eu já estava ficando irritada. Ele levantou e parou na minha frente quando percebeu que ia de novo pra cima dele. – Edward, você só pode estar de sacanagem com a minha cara! É pegadinha essa porra? – Disse deitando e colocando as mãos na cabeça, e depois levantando pra procurar as câmeras, ele se limitou a rir da minha cara.
- Bella. – Ele disse agachando na minha frente, e colocando a mão no meu rosto. - É a NOSSA 1° vez, tem que ser especial. – Olhei no fundo dos olhos dele e vi que ele não estava disposto a fazer isso agora mesmo.
- Eu não tenho escolha mesmo. – Disse dando de ombros, levantei e olhei no relógio, já eram 5 da manhã.
Peguei minha mala e fui para o banheiro trocar de roupa. Pode parecer idiota, mas eu estava realmente muito irritada com isso, que droga! Eu queria, ele queria, o que tinha de complicado nisso?
Coloquei minha camisola, cheguei até a pensar em fazer algo pra seduzi-lo, mas não ia adiantar, eu vi a determinação nos olhos dele.
Derrotada, saí do banheiro e fui andando pra colocar a mala no canto do quarto, sentindo os olhos de Edward em mim, me virei e...
- Edward, diz que você está brincando!
- Por quê? – Me olhou confuso.
- Você não vai dormir só de boxer, NÃO É? – Ele estava querendo me matar.
- Ué, por que não? - Bufei e fui andando em direção à cama. – Dorme pelado então, que é melhor! – Disse sarcástica.
- Tudo bem, se você quer. – Acredita que ele estava começando a tirar a cueca mesmo?
- Edward, NÃO! Não.faça.isso. – Disse desesperada, correndo até ele e segurando a sua mão antes que ele fizesse besteira, eu ia cair durinha ali se ele fizesse. Ele riu. – Vamos dormir logo, pra ver se pelo menos no sonho, eu fico satisfeita sabe? – Háha, essa foi a indireta mais direta que já disse.
- Bella, não faz isso, vai. Você sabe que eu também quero, mas... – Ele disse passando os braços pela minha cintura.
- Se quisesse mesmo, não estaríamos aqui conversando agora. – Eu disse e peguei o cabelo dele entre os dedos, puxando levemente. Beijei seu pescoço. Senti ele se arrepiar com isso e continuei.
- Bella, não... não... faz isso. Bella, nn-ós... já conversamos. – Háhá. Adoro! Ele não vai resistir e eu vou conseguir o que eu quero, lá lá lá!
Comecei a beijar o seu peito, meu deus e que peito! Comecei a arranhar suas costas e do nada, ele me jogou na cama e eu de imediato, enlacei as pernas na sua cintura podendo sentir o quanto ele estava excitado, sorri com isso.
Eu realmente pensei que ia finalmente acontecer, mas no mesmo momento em que enlacei as pernas na cintura dele, ele as tirou.
- Bella, nem adianta tentar! – MERDA! Eu fiz bico e ele beijou meu nariz, saindo de cima de mim e deitando ao meu lado.
- Droga Edward! E o que eu faço com isso que estou sentindo?
- E você não vê como eu também estou?
- Então, pra quê esperar? – Eu disse sentando em cima dele com uma perna de cada lado, propositalmente em cima da sua fonte de prazer, e o beijando.
- Droga Bella! Ssai... dddda... – Ele não conseguiu completar cerrando os olhos porque eu pressionei ainda mais ali NAQUELA região, até porque pra mim também não estava nem um pouco desagradável.
Ele gemeu um pouco alto demais, e eu sorri. Eu sabia que agora sim, ele ia se render, beijei o seu pescoço enquanto ele apertava as minhas coxas com força, me pressionando ainda mais contra o Edzinho, digo, EDZÂO (WOW!) e ele gemeu de novo.
Num piscar de olhos, Edward estava em cima de mim, no meio das minhas pernas e pressionando ELE ainda mais na MINHA fonte de prazer, foi a minha vez de gemer alto.
- Você vai me pagar por isso, Bella. – Ele disse sussurrando no meu ouvido, me fazendo ficar arrepiada e sorrir ao saber que tinha conseguido.
- Eu acho que vou gostar da punição. – Disse também sussurrando e ele arrancou minha camisola, na verdade, ele rasgou minha camisola, mas quem se importa?
Me beijou com fúria, enquanto passava as mãos pelos lados do meu corpo, apertava meu seio e apertava ELE contra a minha intimidade, eu estava ficando louca e nunca pensei que a loucura fosse tão boa assim.
Comecei a arranhar as costas dele de novo, apertar, beliscar, tudo ao mesmo tempo.

TOC TOC TOC...

- Ainda estão acordados, gente? – Cara, eu nunca odiei tanto a Alice como agora! E o pior não foi isso, porque poderíamos ignorar e fingir que estávamos dormindo, mas o Edward parece que ‘’acordou’’ do que estava fazendo e saiu de cima de mim, de novo.
Ele começou a bagunçar os cabelos, andando de um lado pro outro tentando diminuir a ‘’animação’’ dele, e eu estava deitada com as mãos no rosto tentando pensar numa maneira de NÃO matar a Alice, confesso que estava muito difícil.

TOC TOC TOC...

- Estamos dormindo, PORRA!
- Bella, calma! – Edward disse e foi abrir a porta, abrindo só um pedaço dela e permanecendo com o corpo atrás da porta, porque além dele estar de cueca e ele ainda estava... Bem, vocês sabem. – Diga, Alice.
Alice olhou pra mim, deitada na cama de calcinha e sutiã, fez uma cara maliciosa.
- Desculpe, acho que atrapalhei alguma coisa, né.
- É CLARO que atrapalhou, pode ralando! – Disse me sentando na cama, em outra ocasião eu ficaria constrangida, mas estava com muita raiva pra isso.
- Não Alice, estávamos indo dormir. Diga.
- Bom, mamãe pediu pra avisar que ela vai embora mais cedo do que nós, meu pai tem coisas a resolver, e então você vai ficar responsável pelo iate. Segundo ela, amanhã a tarde alguém vai vir aqui pra nos ‘’levar de volta’’.
- Tudo bem, obrigado Alice.
- Boa noite, digo bom dia. – Ela disse rindo um pouco.
- Eu teria tido se você não tivesse atrapalhado. – Eu disse ainda ranzinza.

Edward fechou a porta e seguiu para o banheiro.

- Edward, aonde vai?
- Tomar um banho, gelado.
- Ah, mas nós podíamos continu...
- Esqueça! Não vou cair nessa.
- Você caiu naquela hora. – Disse maliciosa e ele me olhou sério.
- Não caio mais. – E antes que pudesse pensar em dizer alguma coisa, ele já tinha entrado no banheiro. Fala sério, quem precisava de um banho gelado era eu!
Fiquei esperando ele sair, sentada na cama. Tentando ‘’me acalmar’’ e depois de 15 minutos ele saiu.
- Pensei que já estaria dormindo. – Haha, eu acho que ele está com medo de mim, adorei! (66’
- Não, estava esperando você. – Disse maliciosa.
- Bella, você não era assim algumas horas atrás.
- Você fica me torturando, agora agüenta.
- Eu torturando você? Você ainda está só de calcinha e sutiã! Não acha que isso é tortura pra MIM?
- Eu vestiria minha camisola se você não a tivesse rasgado. – Apontei pro chão onde havia os pedaços dela. – Eu gostava tanto dela. Edward mau! – Provoquei e fiz biquinho e tudo. – Vai ter que dormir comigo assim. – Disse ainda maliciosa e me levantei, caminhando até ele, mas ele se esquivou.
- Não senhora. Eu vou pegar uma camisa minha pra você vestir.
- Ah, não quero! – Disse fazendo manha, eu estava me divertindo com Edward perturbado me vendo daquele jeito.
- Mas eu sim. – Ele disse, caminhando até sua mala e me jogando uma camisa qualquer. Ele ficou parado de braços cruzados esperando eu vestir a bendita camisa, depois de um tempo eu o fiz.
Finalmente deitamos e além do Edward ainda estar de boxer, que antes era azul-marinho e agora está com uma branca, que o deixa muito mais... Melhor eu parar, enfim além de ele estar de boxer ele ainda está mais cheiroso do que antes, como ele quer que eu me comporte assim?
- Edward, você faz pra provocar não é? – Disse quando já estávamos deitados, de conchinha e eu tentando afastar os pensamentos impróprios que surgiam na minha cabeça.
- Não entendi.
- Você está muito mais cheiroso do que antes!
- É claro, Bella. Eu tomei banho.
- É, eu sei. Mas assim fica mais difícil.
- Você acha que não está difícil pra mim também? Tudo o que estava fazendo comigo naquela hora insiste em ecoar na minha mente nesse exato momento, e está muito difícil de afastar quando parece que seu corpo está irradiando calor. – Virei de frente pra ele e percebi que ele estava de olhos fechados. - Bella, vira pra lá, por favor? Olhar pra você torna tudo mais difícil.
- Só está difícil porque você quer.
- Bella, será que é tão difícil entender que eu quero te dar o melhor? Não teria nada de romântico se eu possuísse você aqui e agora. – Vermelha como um tomate Mode on! – Eu quero que seja especial, como tudo no nosso relacionamento. Eu quero que você tenha a melhor e mais perfeita noite. Eu já quase me descontrolei, ou melhor, eu cheguei a me descontrolar porque você fazendo o que fez, não tinha nem como eu tentar resistir. Sorte que Alice apareceu, Santa Alice!
- Tudo bem Edward, eu não vou insistir mais. Me desculpe. – Eu fiquei me sentindo muito mal agora. Edward abriu os olhos, afagou meu rosto e sorriu.
- Bella, vai valer a pena esperar. - Ele disse rindo.
- É bom mesmo. – Disse e o beijei. Mas como sempre, uma coisa leva a outra, e logo senti a animação dele de novo. Também, eu já estava com uma perna envolvendo a cintura dele, tudo acontece muito rápido.
- Bella.
- Desculpe. – Disse e sorri sem graça, tirando a perna.
Ele apenas sorriu, e eu virei de novo pro outro lado. Depois de algum tempo, já podendo ver o sol nascendo, adormeci nos braços do meu anjo.

Acordei, e o sol estava forte lá fora, já devia passar do meio dia. Coloquei a mão ao lado na cama e só senti o vazio, virei e tinha um bilhete no travesseiro.

Fui preparar o
nosso ‘’café da manhã’’,
não demoro.

Seu anjo...


Ele não precisava deixar bilhete pra isso, mas claro que não perderia a chance de ser romântico. Mas como ele vai preparar se não sabe fazer nada na cozinha?
Como se respondendo minha pergunta, entra Edward no quarto segurando uma bandeja cheia de coisas.
- Boa tarde, minha musa.
- Hum... – Minha voz baixa porque ainda estava com sono. – Que horas são? – Respondi sentando na cama.
- Quase 3 da tarde.
- Nossa! Mas nós não vamos embora 4 horas?
- Aham. – Ele disse pegando uma maçã na bandeja e sentando ao meu lado.
- Por que me deixou dormir tanto tempo?
- Você estava muito cansada, meu amor. E acordei há uns 15 minutos atrás também. – Disse sorrindo suavemente, eu não me canso de admirar o sorriso dele, com certeza é a coisa que mais gosto. – O que foi, Bella?
- Quê? Ahn? – Me distraí com o sorriso dele ué, não posso?
- Por que está me olhando assim?
- Er... nada. – Ele apenas sorriu, ain. - O homem que vai nos levar, já chegou? – Mudei de assunto.
- Já sim.
- Ah! – Eu não queria pensar nisso, mas foi inevitável. – Edward, quando... vai ser bem... aquilo?
- Aquilo o quê? – Ele disse sorrindo irônico.
- Não se faça de idiota porque sei que entendeu!
- Bella, não me leve a mal, mas está parecendo uma ninfomaníaca.
- Quem manda ser tão gostoso assim!
- Olha quem fala! – Tá, corei e ele riu. – É surpresa.
- Ah Edward, me diz!
- Não. – Ele disse rindo e lancei-lhe um olhar. – Bella, come logo pra arrumarmos as coisas.
- Quero saber em que pé fica minha camisola. – Eu disse cruzando os braços.
- Er... como assim? – Ele disse mexendo no cabelo, ele faz isso quando fica nervoso ou sem graça.
- É, agora VOCÊ fica sem graça.
- Ah Bella, se quiser... Eu te dou outra.
- Ah, mas eu gostava daquela. – Disse só pra implicar e ele revirou os olhos.
- Então, tenta colar! – Ele disse sarcástico.
- Grosso!
- Você começou.
- Eu comecei? Você rasga a minha camisola predileta (Isso é mentira, haha) e a culpa é minha? – Haha, ele ficou MUITO vermelho, eurimuito!
- Desculpa. – Ele disse num tom sério.
- Eu estou brincando com você, bobo!

Terminamos de comer já eram 15:30. Fomos arrumar nossas coisas, nem tinha tanta coisa assim.

-

Pude perceber que estávamos quase chegando na praia, decidimos nos despedir do mar, aliás em NY é meio difícil vê-lo, então fomos caminhando de mãos dadas até a parte externa do iate, e quando chegamos lá, percebemos que não estávamos sozinhos.
- Vejo que se acertaram. – Jake disse, se virando pra nós. Edward continuou olhando furioso pra ele sem dizer nada, e eu balancei a cabeça em confirmação. – Que bom! Olha, eu realmente não queria causar nenhum problema entre vocês dois, foi um mal-entendido. Eu sei que errei contigo cara, mas eu era só um moleque naquela época.
- Guarde suas mentiras pra alguém que acredite nelas. – Edward disse ficando mais furioso, se isso é possível.
- Cara, eu sinto muito. Sério.
- É, você vai sentir! – Edward disse indo em direção ao Jake.
- Edward, calma. Jake, é melhor você ir. – Disse me colocando entre os dois, que já estavam muito próximos e Jake saiu.
- Jake, Bella? Você gosta mesmo de irritar!
- Ah Edward, não desconta em mim não!
- Você o chama assim e não quer que eu me irrite? – Edward disse já se alterando, ai de novo não! – Você sabe muito bem que eu quero você LONGE DELE.
- Mas se você parasse para o escutar...
- Me responde: Como você sabe que ele está tão diferente assim? Será que já estão tão próximos e eu não percebi?
- Edward, não começa com isso de novo!
- RESPONDE.
- Pára de gritar! Eu estou na sua frente e escuto muito bem.
- Eu não acredito que vocês estão brigando de novo! – Emmet disse, se aproximando de nós. – O que aconteceu agora?
- O que você acha que aconteceu? – Edward estava quase gritando de novo.
- Edward, calma! Você tá muito estressado, relaxa! Bella, o que foi que aconteceu?
- Isso Bella, responde o que foi que aconteceu. – Edward disse, irônico.
- Edward está dando crise de ciúme à toa.
- A TOA? Eu quero que fique LONGE DELE, é difícil entender? QUER QUE EU DESENHE? – Ah ele está passando dos limites! O fuzilei com os olhos.
- Edward, pára de palhaçada! Nós conversamos ontem, LEMBRA? – Emmet disse dando ênfase no ‘’lembra’’. – Que porra! Já esqueceu tudo? Você está agindo como um babaca!
- Não, eu não esqueci. – Edward disse se acalmando, SÓ UM POUCO. E pra variar fiquei curiosa pra saber sobre o que tinham conversado.
- Bella, o que foi que você fez pro Edward estar assim?
- Eu não fiz nada! – Disse abismada, que absurdo!
- AH NÃO? – Edward disse e faltava só um pouquinho pra eu começar a gritar com ele também.
- Edward, sai daqui! Anda! Me deixa conversar com a Bella, em paz!
- Eu não vou sair!
- Vai sim, tchau! – Emmet disse empurrando ele pro lado de dentro. – Agora Bella. Pode me dizendo, eu sei que Edward exagera, mas você também não colabora.
- Ele ficou assim, só porque chamei o Jacob de Jake.
- Só, Bella? Ah que isso! O Edward realmente é muito injusto com você!
- Dá pra parar com a ironia, por gentileza?
- Então pára de vacilar, Bella! Eu conversei com Edward ontem, tentando o convencer de ele que ele tinha que confiar em você, porque Jacob não presta e estava fazendo isso pra provocar, mas eu no lugar dele, nunca teria feito o que ele fez. Ele praticamente assumiu a culpa por tudo, e tenho certeza que foi muito difícil pra ele fazer isso, mas você não ajuda, cara!
- Mas eu não fiz nada demais. Eu sei que o Jake... – Emmet me lançou um olhar furioso, mas ignorei. – Eu sei que ele errou com Edward, mas ele está arrependido, por que só eu consigo enxergar isso? Ele me parece uma pessoa sincera.
- Por que faz tanta questão da ‘’amizade’’ dele? Você o conheceu ontem! – Essa era uma boa pergunta, nem eu sabia o porquê. Mas o Jake parecia conhecer o Edward tão bem e ele podia me dize... (Ah, então você também não confia no Edward!) Quieta voz estúpida! Não é que eu não confie, mas o fato dele sempre ter sido misterioso como o Jake falou me deixou intrigada.
- Emmet, me responde uma coisa.
- Se for ajudar...
- O Edward, tem segredos não tem? Digo, quando ele era mais novo, ele era misterioso?
- Bella, que pergunta é essa? – Emmet disse, ficando nervoso. Eu sabia que aí tinha!
- Me responde.
- Eu... eu não sei. – Disse, coçando a cabeça. Mentindo!
- Eu sei que está mentindo.
- Não... não estou.
- Gente, nós já chegamos. – Jass disse, aparecendo do nada. – Só tem vocês ainda aqui. Escuta, aconteceu alguma coisa com o Edward.
- Ai meu deus, por quê? – Emmet perguntou.
- Ele saiu daqui furioso, e quando perguntamos o que ele tinha, ele disse que tinha que resolver um assunto.
- O Jacob também já foi? – De novo perguntou, nervoso.
- Bom já, ele saiu e Edward foi na mesma direção que ele.
- Ai merda! – Emmet saiu disparado porta afora, e eu fui correndo atrás dele, porque seja lá pra onde ele estava indo, boa coisa não era.
Chegamos em ‘’terra’’ e Emmet foi logo questionando Alice.
- Alice, em que direção Edward foi?
Alice apontou para a direita e disse:
- Tem uns 5 minutos. Emmet acho que ele...
- Eu já sei! – Emmet disse e já correndo na direção que Alice apontou, sendo seguido por mim de novo. – Fiquem aí! – Ele gritou pros outros que fizeram menção de ir atrás, mas eu continuei.

Emmet POV

Que seja só uma coincidência! Que seja só coincidência! Eu não posso chegar tarde demais! Cara, o Edward tá maluco! Tanto que eu falei com ele daquela vez, e ele me apronta isso de novo!
Continuava correndo na direção que Alice me indicou, e finalmente avistei Edward, andando e Jacob seguindo na frente, ele não parecia saber que Edward estava atrás dele.
Corri ainda mais até conseguir alcançá-lo, parei na sua frente e o segurei.
- Sai da frente Emmet! – Ele disse e olhei pra trás, pois sabia que Bella tinha vindo atrás de mim, mas graças a deus ainda estava longe. Minhas pernas são muito maiores do que as dela, claro. – SAI PORRA!
- Edward, calma! Me escuta cara...
- NÃO QUERO ESCUTAR NADA!
- EDWARD, PÁRA PORRA! – Dei um tapa na cara dele. – PÁRA COM ISSO! PENSA NA BELLA! PENSA NA MERDA QUE VOCÊ QUASE FEZ COM SUA VIDA DAQUELA VEZ!
- EU NÃO ME IMPORTO! – Ele disse me empurrando, e tentando passar. Estávamos ridículos, ele andando pro um lado e eu também, tentando impedir dele passar.
- VOCÊ NÃO SE IMPORTA COM A BELLA? – Parece que está adiantando, ele parou de andar, olhei pra trás de novo e agora a Bella estava perto de nós. – Edward, escuta! As coisas não se resolvem assim, você estava melhor, você estava consciente das coisas antes dele aparecer.
Ele sentou num banco que tinha ali, esfregando os olhos e bagunçando o cabelo sem parar, eu via que ele estava mal, mas eu tinha que continuar falando, a Bella estava muito muito próxima.
- Edward, a Bella está vindo aí. Você tem que se acalmar!
- Não quero que ela me veja assim! – Ele disse se levantando. Como ela não ia ver, se estava há alguns metros de nós?
Ele estava andando de novo, pelo menos o Jacob não estava mais à vista. Ai, o que eu faço? O que eu faço? JÁ SEI!
- Edward! Emmet, o que aconteceu? – Bella chegou desesperada, olhei pra trás e Edward já estava longe, ele foi tão rápido como será que ele andou tão rápido? E eu sou mais alto que ele hein...
- Bella, escuta. Preciso que volte e chame o Jass aqui. Edward está passando mal. – Eu sei que é uma desculpa esfarrapada, mas foi no que eu pensei. Ela me olhou confusa.
- Ele não parece estar passando mal. – Ela disse, olhando pra Edward que continuava andando, me perguntei onde ele estaria indo agora, e cruzando os braços. - Eu não vou a lugar nenhum, quero falar com ele!
- Bella, é coisa de homem. Por isso, preciso que você vá. Talvez seja grave, vai deixar ele assim? – Bella arregalou os olhos, e eu quase ri. Ela era tão fácil de enganar!
- Tá, eu já volto. – Ela disse, correndo na direção contrária igual uma louca, ela corre muito engraçado, parece até uma gaze... (Emmet, ô viado! O Edward, lembra?) Aé, tá certo!

Fui correndo atrás dele de novo, o bom é que gosto de correr, você fica mais sarado e as gatas gostam mais e... (Emmet!) Ok, parei!
- Edward! - Ele parou. E só pra me certificar, olhei pra trás pra ver se a Bella tinha ido mesmo, e não tinha nem mais sinal dela. Nossa, ela ama ele mesmo! Mesmo sendo pequenininha, ela voou, hahaaha’! Mas eles não vão demorar pra voltar, então tenho que ser breve (Hum, falei bonito! Breve. Haha) Ok, parei com o momento retardado. – Você tá melhor?
- Não!
- Mas você tem que estar, daqui a pouco eles vão voltar e eu não tenho outra desculpa pra inventar.
- O que você disse?
- Não importa! Olha Edward, não seria melhor se você fosse a um...
- NÃO COMEÇA COM ESSA HISTÓRIA DE NOVO! EU SEI ME CONTROLAR!
- Ah, você sabe? Não parecia agora pouco. Você não lembra do que aconteceu da última vez? Você quase...
- Eu lembro, Emmet!
- Então cara, no que você estava pensando? Da outra vez, você conseguiu esconder da Esme, mas sendo aqui, tão perto eu não sei não. Você não acha que ia causar uma decepção muito grande nela não?
- EMMET, EU SEI! EU sei! – O último ‘’sei’’ saiu num fio de voz, e ele começou a chorar. Eu fiquei sem saber o que fazer, e lembrando de como Edward era de o Jacob e Jessica aprontarem aquilo com ele. Mas eu ainda tinha esperança de ele voltar a ser como era antes.
- Edward, você vai contar essa história pra Bella?
- É claro que não! Ela não pode saber!
- Mas Edward...
- Não Emmet, não vou contar! E ponto final!
- Eu acho que o Jacob disse alguma coisa pra ela.
- O QUE?
- Edward, se for ficar assim de novo, não vou dizer mais nada.
- Eu não vou, fala! – Disse, respirando fundo.
- Ela me perguntou se você tinha segredos, se quando era mais novo era misterioso ou coisa assim. Então acho que ele disse alguma coisa, porque com certeza ela estava falando da época do colegial, e aquela foi a primeira vez...
- EU NÃO ACREDITO NISSO, AQUELE FILHO DA...
- Edward! Você disse que não ia ficar assim!
- COMO NÃO QUER QUE EU FIQUE? ELA NÃO PODE SABER DISSO NUNCA!
- Mas por que não, cara? Se você contasse, com certeza ela ia entender.
- Não, não ia. Eu sei que não.
- Você não tentou contar a ela pra saber oras!
- Galera, o que aconteceu? Edward, ainda tá sentindo alguma coisa? – Jasper chegou correndo, com Bella atrás dele, cara ela é mesmo curiosa! Olha só como ela foi rápido! (É o namorado dela, Emmet!) Eu sei, eu sei...
- Eu, não. Por quê? – Edward disse confuso. Eu tinha que ter dito a ele pra dizer que sim, mas eu só consigo fazer uma coisa de cada vez oras!
- O Emmet disse que... – Bella começou a falar, mas notou que eu menti, e me olhou furiosa. – Emmet, por que fez isso?
- Bella, acredita que ele melhorou milagrosamente? – Disse tentando convencê-la.
- Não, eu não acredito. – Pô, bem que ela podia acreditar!
- Bom, vamos indo né. – Eu disse tentando fugir do assunto.

Puxei Edward comigo e fui andando, mas com certeza a Bella ia querer falar com ele agora, que droga! Então, felizmente vejo Alice vindo em um carro e minha loira em outro. Elas pararam do nosso lado.
Eu empurrei Edward pra dentro do carro em que Rose estava e entrei no lado do carona. Eu vi Bella vindo em direção ao carro que estávamos e fiz sinal para que Jass a pegasse e levasse pro outro carro. Ele não sabe da história, mas é inteligente, ele fez o que pedi e Bella reclamou, mas entrou no carro, ele deve ter inventado uma desculpa.
- Edward, você vai pra casa de Esme ou pra sua?
- Eu não sei.
- Acho melhor na de Esme, acho que Bella não vai até lá.
- Eu me sinto um idiota fugindo dela, eu acho que eu...
- Não Edward, você tem que ficar um tempo longe dela! Senão podem brigar de novo e...
- Eu nunca faria nada com ela, FICOU MALUCO?
- Edward, calma! Eu não disse que ia, mas você está muito descontrolado, qualquer coisa você grita, berra. Eu só estou prevenindo que não briguem de novo, ok?
Ele bufou e cruzou os braços. Rose nos olhava curiosa, com medo, frustrada, um pouco de tudo. Olhei pro Edward e ele percebeu o que eu queria.
- Ótimo, agora a Bella fica sabendo de tudo mesmo!
- O que está escondendo dela, Edward? – Rose perguntou virando pra trás, mexeu com amigas dela, ela vira bicho!
- Rose, calma. Eu vou contar pra você, depois. Mas você não pode contar a Bella.
- Eu não vou esconder nada dela!
- Edward, uma forcinha aí? – Pedi, eu não consigo convencer a Rose de nada e eu não podia esconder dela, então só restava uma opção.
- Eu não posso contar pra ela, ela não vai me perdoar!
- O QUE VOCÊ FEZ COM MINHA AMIGA? AH EDWARD, EU...
- Eu não fiz nada com ela! NÃO FALA O QUE NÃO SABE!
- Porra, assim eu não agüento! Parem com isso! Rose, fica quietinha que você não sabe o que nós estamos falando. E Edward não grita, eu entendo que esteja irritado, mas não vou permitir que fale assim com ela!

BI BI BI BI...

A buzina do carro de Alice nos chamou a atenção.
- Rose, vamos! – Ela me olhou e fez o que eu disse. – Agora eu vou contar pra você e Edward, você vai conversar com a Bella depois! Ela não tem o que te perdoar, só precisa entender. Não tô agüentando mais isso não, daqui a pouco quem enlouquece sou eu! E você tem que aceitar que precisa de um...
- Eu não preciso de nada, que inferno! - Ele disse, não sei como não explodia de tanta raiva, Jesus!
- Me diz logo o que está acontecendo. – Rose disse impaciente.
Contei a história a ela, e quando terminei, ela perguntou quem mais sabia disso, respondi que além dela, só Alice e eu e disse que ia conversar com Jacob, como se fosse adiantar alguma coisa. Olhou pra mim e depois pra Edward e disse:
- Desculpa por ter gritado, eu não sabia que era isso, vocês estavam falando de um jeito que...
- Eu sei Rose, me desculpe também.
- Edward, mas a Bella não tem o que perdoar mesmo. Mas se Emmet não tivesse te alcançado agora pouco, aí sim precisaria de perdão. Eu também acho que precisa de um...
- Ah, parem de me torturar. – Edward disse, mas por incrível que pareça como um pedido, e colocou as mãos na cabeça. – Eu consigo me controlar, eu só... Tenho que pensar antes de fazer as coisas, só isso.
- Edward, você disse isso da primeira vez, e da segunda tamb.... – Eu disse mas ele me interrompeu.
- Eu sei!

Depois disso ninguém mais falou, eu não sabia mais o que dizer pro Edward, ele não aceitava os fatos, assim fica difícil.

I’ll take you to the candy shop...

Meu celular tocou, olhei no visor e vi que era Alice.
- Diz aê, Alice.
- E aí?
- E aí, o que? – Perguntei confuso.
- Emmet! – Aí lembrei que a Bella estava no carro com ela, então não podia falar.
- Ah, entendi, não pode falar. Bom, ele vai pra casa de Esme, assim fica mais difícil da Bella ir lá, sabe ele pode...
- Alice, me dá o celular agora! Me dá! - Escutei Bella falando. - Calma, Bella, espera! Bella, pára! Tira a mão do volante! Então me dá isso agora, quero saber o que está acontecendo!
- AAAAAAH! – Escutei Alice gritando e vi o carro dela fazendo zig zag, cara foi muito hilário! – Bella, pára! Tá querendo nos matar?
- O que está acontecendo, Emmet? – Rose e Edward perguntaram juntos. Fiz sinal para que esperassem, eu queria me divertir mais um pouquinho!
- Oi Emmet. Bella, pára! Eu quero falar com Edward! – Eu tava quase me mijando já de tanto rir.
- Alice, inventa uma desculpa e leva Bella pra casa. Eles só vão poder conversar depois. – Disse, tentando conter o riso, sem sucesso.
- Eu vou tentar. EU.QUERO.FALAR.COM.ELE.AGORA! – Ouvi Bella gritar e o telefone ficou mudo, enquanto eu me escangalhava de rir.
- O que houve? – Edward perguntou.
- Sua namorada! Querendo pegar o telefone da mão da Alice pra falar com você, meteu a mão no volante e tudo. – Disse ainda rindo.
- Bella é impossível. – Edward disse sorrindo e fez cara de idiota.
- Olha Rose, olha como ele tá todo bobo! Olha a viadagem, Edward! Seja macho cara!
- Ele não é viado, só romântico. Diferente de você!
- Ah é? Tá reclamando?

Oi, aqui é a consciência de Emmet, acho melhor trocar de POV porque eles vão começar a discutir e ninguém quer ler isso certo? Até mais!

Bella POV

Alice filha de uma.... (Bella, olha a boca!) Ela nem me deixou falar com Edward, me largou aqui em casa e se mandou. Que ódio! Eu vou ligar pra ele!
Deixa eu achar meu celular, cadê ele, pera aí. MERDA! Esqueci no carro dela, ou o Jass tirou da minha bolsa quando eu não via, safado! Mas ele se ferrou porque eu lembro de cabeça o celular dele, é 984567... Ai como é? O final é 99 ou 88? Ou 98, ou 89? Ai merda! Não importa, vou tentar todos!
Sentei na sala, perto da mesinha do telefone, o peguei e fui caminhando pela sala, -estava nervosa demais pra ficar sentada - já que ele é sem fio e tentei o com final 99.

Tu... Tu... Tu... Tu...

- Alô? – Era a voz de mulher, o que uma mulher estava fazendo atendendo o telefone do MEU ANJO?
- QUEM É QUE ESTÁ FALAN... – Droga, eu lembrei que estava tentando todos os números, mico! – Er... desculpe, liguei errado. – Só eu mesmo!

Tentei o com final 88.

Tu... Tu... Tu...

- Alô? – Atendeu um homem, ele não era Edward, claro, mas resolvi perguntar, de repente ele estava em algum lugar, ah eu estava desesperada oras!
- Oi, eu queria...
- Oi, você está livre hoje? – Meu deus! Pensei que isso só existia no filme. Pelo visto não, que horror! (N/A: Eu sei que no filme ‘’A lista: Você está livre hoje?’’ quem pergunta é quem está ligando, mas vamos fazer de conta que é assim, ok?)

Desliguei rapidamente, e tentei o com final 98.

Tu... Tu... Tu...

- Alô? – Ai é ele, é meu anjo!
- Edward! Edward, eu...
- Merda!... Emmet! Que foi, cara? É ela. – Ouvi Edward falando e não entendi nada.
- Alô?
- Emmet, passa pro Edward!
- Er... oi Bella, desculpa ele não pode atender agora.
- Como não pode? Foi ele que atendeu!
- Bella, depois nos falamos... er... tchau.
- Não! Eu quero saber o q... – Ele já tinha desligado, droga!

Disquei de novo.

Tu... Tu... Tu... Tu... Tu... Tu...

Droga! Disquei outra vez.

Sua chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal...

Merda, merda, merda! Por que ele estava fazendo isso? Eu sei que ele estava chateado, mas pera aí né.
Ah que se dane! Também não ligo mais!

5 minutos depois...

Tu... Tu... Tu... Tu...


Nenhuma palavra, vocês hein! Eu quero falar com ele oras! Caiu de novo na caixa postal, HUMPF. Já sei! Vou ligar pro Emmet, ele estava com ele.

Tu... Tu...

- Alô?
- Alô, Emmet sou eu. Não quero saber se ele...
- Desculpe, Bella! Estou...er... no banheiro!
- Mas... – De novo ele desligou.

Vou tentar a Alice.

Tu... Tu... Tu... Tu... Tu...Tu...

Quando eu já estava quase desistindo, ela atendeu.
- Oi. Ai, calma Jass. Espera um pouco, ai, aai! – Ai merda! Eu sempre ligo nessa horas, ah que se dane!
- Alice, quero que me explique o que está...
- Ah... Oi... Bella.. er... eu... desculpe, estou ocupada! – E desligou na minha cara, ah merda!

Minha última esperança: Rose

Tu... Tu...

- Ai, parem vocês dois de brigar! – Reconheci a voz do Emmet. - Edward, você vai ter que contar pra Bella a verdade! Rose, fica quieta e atende logo o telefone! Eu já atendi, imbecil! Mas e se for a...
- Ter que me contar o que? – Perguntei já irritada.
- Ah, er... Oi Bella. Droga Rosalie, desliga isso! – Edward disse e logo depois, escutei o barulho de alguma coisa caindo e o telefone ficou mudo.
Ah, eu não podia ficar aqui parada enquanto estavam escondendo as coisas de mim, eu vou até a casa dele! Olhei no relógio e eram 6 da tarde, quem se importa que eu tenho que ir trabalhar amanhã? Eu vou mesmo assim!
Peguei as chaves da minha caminhonete e saí esbaforida, quando já estava dentro do elevador, lembrei que tinha esquecido de trancar a porta. Que droga! Só pra me atrasar! Ai que se dane, eu não vou voltar! Ah é melhor eu voltar sim, e se me roubarem?
Olhei pra aquele ‘’visor’’ do elevador e ainda estava 8° andar, até descer e voltar pro décimo, que é onde eu moro vai demorar uma eternidade. Santinha, dê-me paciência!

Uma eternidade depois...

Até que enfim cheguei na minha caminhonete, acredita que eu ainda tive que procurar minha outra chave pela casa toda? Eu esqueci a chave no carro de Alice também, já que estava dentro da minha bolsa, junto com meu celular. Olhei no meu relógio de pulso e já eram 18:20.
Corri pra casa de Edward, cheguei 18:30. Saí da caminhonete apressada, correndo até a porta dele. Toquei a campainha uma, duas, três, quatro vezes e ninguém atendeu, não devia ter ninguém.
E agora, o que eu faço? Onde será que estão? Coloquei as mãos na cabeça, pensando: Na casa de Alice não estão, ela está muito ocupada fazendo coisinhas com o Jass, só restava a casa da... Esme. Isso, vou pra lá! Ah mas Esme vai estranhar se eu chegar desesperada na casa dela. Eles armaram isso, eles sabem que meu ponto fraco é ela, mas dessa vez não vai ser, eu vou!
Corri de volta pra caminhonete, acelerando até a rua principal, a única pra chegar até a casa de Esme. E adivinhem! Engarrafamento, e não era qualquer um, era um SENHOR engarrafamento! Que droga, o universo resolveu conspirar contra mim?

-

Finalmente consegui sair de lá, agora faltam 10 minutos até a casa de Esme, espero que eles estejam mesmo lá. Acelerei, acelerei e finalmente cheguei.
Saí da caminhonete e fui até a porta, já eram 19:20. Bom, pelo menos a luz da sala está acesa, toquei a campainha e não demorou a escutar passos do outro lado. Senti alguém me olhando pelo olho mágico, isso não é bom!
- DROGA, É A BELLA! – Emmet disse berrando, nossa como ele é discreto! Colei o ouvido na porta pra ouvir melhor.
- E agora? – Ouvi Rose dizer. Então ela também estava nessa, ela me paga!
- CORRE! – Ouvi Emmet e Edward dizendo juntos, eu parecia até um bicho papão, que horror! Escutei os passos deles no chão, um estrondo enorme e o barulho de algo caindo.
- Droga Emmet, sai de cima de mim!
- Edward, tira o joelho do meu pa... – (Cortei por causa do horário).
- Então, deixa eu sair daqui!
- Meninos, o que está acontecendo? – Ouvi a voz de Esme, mas estava muito longe ainda.
- Nada! – Disseram e escutei eles levantando, e logo depois a sala ficou silenciosa.
- Meninos? – Esme disse, e agora pude ouvir direito. Sem pensar mais, gritei:
- Esme! Esme, sou eu Bella. Abre aqui! – Escutei passos em direção à porta e finalmente ela se abriu. – Oi Esme. – Disse e dei um beijo na bochecha dela.
- Oi Bella. Não sabia que vinha aqui hoje.
- Bom, eu estou procurando Edward. Onde ele está? – Disse entrando na sala, e olhando pra todos os lados e pro corredor.
- Bom, ele estava aqui com Emmet e Rose, mas sumiram.
- Eu vou procurá-lo. Esme, pode me fazer um favor?
- Sim, diga.
- Fique aqui na sala, caso eles apareçam. E não deixe eles saírem daqui, por favor!
- Bella, está acontecendo alguma coisa?
- Não, é que... – Ai, o que eu digo? – Eles estão fazendo uma brincadeira comigo sabe? Aí, é isso. – Porra, que desculpa foi essa?
- Bom, ok. – Ela disse um pouco confusa.

Sorri, e saí e fui andando pela casa, agora eles não tinham como fugir!

Rose POV

Ai meu deus! Que a Bella não me pegue, que ela não me pegue! Eu sei que se esconder atrás da cortina de um quarto é idiota, mas foi o primeiro lugar que eu vi, eu não queria estar fazendo isso. Cerrei meus olhos e rezei.
Se a Bella me encontrar antes de falar com Edward, ela faz picadinho de mim! Ai, ela não pode me achar, ela não pode me achar!
De repente, eu sinto alguém me ‘’descobrindo’’, droga que seja Esme, que seja a Esme!
- Rosalie Hale. – Droga, essa voz não é da Esme! Acho melhor eu abrir os olhos, assim posso ver alguma coisa antes de partir desse mundo.
- Er... é... oi Bella.
- Onde eles estão?
- Eu não sei.
- Rose...!
- É sério, eu realmente não sei.
- Bom, caso eu não os encontre, me diga o que está acontecendo!
- Bella, por favor! Não me faça te contar, você tem que ouvir do Edward.
- É muito grave? – Agora ela estava triste, no mínimo ela pensou a mesma coisa que eu: Que Edward tinha a traído.
- Bom Bella, sim, mas... – Antes que eu pudesse dizer que não era isso que ela estava pensando, ela saiu do quarto. Droga! Tomara que não aconteça nada de ruim!

Edward POV

Porra, eu tô parecendo uma criança do jardim de infância brincando de esconde-esconde. Nem é pra tanto, acho que eu consigo muito bem conversar com a Bella. Ok, não tão bem assim, mas eu consigo me controlar. Tá, eu não sei se consigo, ai merda!
Pra melhorar a situação, eu tenho que ficar preso aqui sentindo as coisas do Emmet roçando em mim, ARGH!
- Emmet, por que tinha que se esconder aqui? – Eu disse tentando puxar algum ar pra respirar dentro daquele armário, sim ARMÁRIO.
- Ah cara, foi o primeiro lugar que eu vi assim como você. E além do mais, a Bella não vai nos procurar aqui, de repente ela desiste e...
- Você não a conhece! Ela não vai desistir, é perda de tempo nos esconder!
- Ela vai querer saber o que estamos escondendo dela, e você não quer contar. Estou fazendo isso pro seu bem. Vai que ela chama ele de Jake de novo, e você perde a cabeça! – Só de ouvir isso, meus nervos se afloraram de novo e Emmet percebeu.

BLAFT...

- PORRA EMMET! Por que me bateu?
- Pra ver se você se acalma.
- Não me acalmo apanhando.
- Se acalma sim.
- NÃO!
- SIM!
- NÃO!
- Você vai ver que sim! – Emmet começou a me dar tapas na cara.
- Emmet pára, nós vamos acabar caindo daqui!
- ACHEI VOCÊS! – Bella disse, abrindo o armário.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Emmet e eu gritamos juntos, e o que temia aconteceu, nós caímos e o pior, em cima dela.

Bella POV

Cara, eu to vendo estrelas e não é no bom sentido. Tem um brutamontes em cima de mim, ai ai ai, meu corpo todo dói!
- EMMET, SAI DE CIMA DA GENTE! – Edward gritou, percebi que ele estava caído ao meu lado sendo esmagado por Emmet.
- Foi mal!
- Bella! Bella, meu amor. Fala comigo! Bella! – Edward dizia desesperado, ainda deitado ao meu lado e segurando meu rosto.
Não conseguia me mover nem falar, meu corpo estava dormente, ai deus! Não me leve agora, por favor! Ainda tenho que matar o Edward por ter me traído. Epa! EDWARD ME TRAIU!
- Ai Bella! Ai, ai, aaaaai! Bella, que isso? – Edward tentava se defender enquanto eu batia nele, meu corpo ainda doía, mas a raiva era mais forte. Batia muito nele enquanto Emmet assistia a cena rindo.
- VOCÊ ME CHIFROU! SEU SAFADO, SEM VERGONHA! NÃO TENHO TENDÊNCIA A CORNA NÃO! EU VOU TE MATAR! AAAAAAAH! – Disse me levantando, puxando Edward e batendo nele.
- Bella, do que você está falando? Bella! Ai, aai, aai! Emmet, ajuda aqui. – Edward tentava dizer, mas eu não queria ouvir. Então sinto alguma coisa, ou melhor, alguém segurando meus braços e me levantando. Que droga, eu não estou sentindo o chão!
- Emmet, me larga!
- Não Bella! Você tem que ouvir o Edward!
- Não quero ouvir nada! – Disse com raiva, e dei um chute na canela dele. Ele me largou e eu caí. Mas levantei e continuei batendo no Edward, enquanto Emmet gemia de dor no chão.
- Que merda, Bella! Ai, ai minha canela! – Emmet continuava a gemer.
- O que está acontecendo aqui? Bella, o que é isso? – Esme chegou na porta, com Rose do seu lado me olhando chocada. Eu devia estar parecendo uma louca, mas não importa!
- Esse safado me chifrou! – Continuava a bater nele, podia ver que Edward estava ficando vermelho e já roxo, nos locais onde eu batia. Senti de novo alguém me segurando, mas dessa vez não pude sair. Emmet tinha me pego no colo para eu não o chutar de novo.
- Edward, você fez isso? Eu não acredito nisso! Edward, depois de tu... – Esme disse ainda chocada.
- É claro que não! Não sei da onde ela tirou isso! – Edward disse, com as mãos nos locais onde eu bati, não em todos porque eram muitos.
- Bella, eu tentei te dizer que não era isso, mas você saiu do quarto sem me deixar explicar! – Rose disse e eu fiquei MUITO vermelha de vergonha, ela realmente não tinha me dito que era isso, mas qual é, o que VOCÊS teriam pensado?
- Emmet, pode me pôr no chão agora. – Disse olhando pra ele, que ainda me segurava.
- Não vai mais bater nele? – Emmet me perguntou temeroso, que tapado!
- É claro que não, sua mula! Não viu que foi um mal entendido?
- Porra! Um SENHOR mal entendido. O Edward vai ficar marcado pra toda a vida! – Ele disse me pondo no chão. Corei e olhei pro Edward.
- Desculpe. – Disse constrangida quando percebi que tinha uma marca muito vermelha no rosto dele, em formato de mão, minha mão. Tadinho do meu anjo!
- Bom, acho que vocês precisam conversar. – Rose disse, puxando Emmet pra fora do quarto.
- NÃO! – Edward gritou desesperado, ele olhou pra mim e viu que eu o encarava. – Quer dizer, não agora. Eu estou todo dolorido, ai ai. – Ele gemeu, colocando a mão em um local que estava roxo e fazendo uma careta.
- Não interessa, é agora sim! – Eu disse já me estressando, lembrei que ele escondia alguma coisa de mim.
- Bom, tudo bem. – Esme disse saindo e fechando a porta, nos deixando sozinhos.
- Agora, você vai me contar o que está acontecendo!
- Não Bella, eu...
- Sem mentiras! Ou quer apanhar de novo?
- Tudo bem. – Ele disse suspirando derrotado e sentando na cama. E sentei ao seu lado e ele parecia bem nervoso, realmente era algo sério.


Capítulo 5: Nem Tão Perfeito Assim

Bella POV

- Edward. Estou esperando. – Disse já impaciente, tinha uns 5 minutos que ele estava ali calado.
- Estou procurando a melhor forma de começar. – Ele bagunçava o cabelo, nervoso.
- Que tal... pelo começo? – Sugeri, e Edward me lançou um olhar. – Ok, desculpa. Estou nervosa.
- Não mais do que eu. – Agora ele passava as mãos no rosto.
- É tão grave assim?
- É.
- Mas então...
- Edward, o Jass ligou e você e Bella precisam ir para o hospital. Estão precisando urgente de vocês lá. – Emmet disse, entrando no quarto.
- Mas o Edward ainda não me contou... Isso não é brincadeira sua não né?
- Não Bella, é sério dessa vez. Tem que ir agora!
- Ok. – Levantei irritada, Edward me seguiu e fomos na minha caminhonete. Durante o caminho, tentei fazer Edward me contar, em vão, ele estava muito nervoso e eu estava com medo do que poderia ser.

Chegamos ao hospital, depois de 15 minutos, e estava um caos. Parece que aconteceram muitos acidentes hoje, em decorrência do ano novo.
Eu realmente não queria estar aqui, não agora com tantas coisas martelando na minha cabeça. Assim que colocamos o pé no nosso andar, vem Tyler Crowley, também trabalha conosco, dizendo que eu tenho uma operação pra realizar com urgência.
Alguém sofreu um acidente de carro, chegou aqui com uma fratura exposta e bateu forte com a cabeça. Cirurgias nessa região são extremamente complicadas e necessitam de muito cuidado e concentração. Tudo bem que Edward vai me ajudar, mas eu estou com medo de fazer alguma coisa errada, o emocional não pode estar presente em horas de cirurgia, pois só atrapalha.
Eu nunca errei no trabalho, nesses três anos que trabalho aqui no hospital, mas nessas horas até o melhor médico do mundo pode falhar e eu realmente não gostaria desse sentimento de culpa me assombrando.
Claro que nem todos os pacientes conseguimos salvar, é impossível que isso aconteça, embora eu desejasse. Toda vez que perco um paciente na sala de cirurgia, é como se fosse culpa minha.
Eu sei que tem casos em que a pessoa chega no hospital já à beira da morte, mas saber que a vida dela dependia de você quando não conseguiu salvá-la é extremamente perturbador, esse é o ruim de ser médico.
Fora as situações, em que os parentes do paciente te culpam por isso. Primeiro você sente raiva, mas tem que se controlar, é claro. Depois você sente remorso, mesmo que não tenha culpa, aquilo fica martelando na sua cabeça, como se não estivesse realizando o seu trabalho, que é salvar vidas.
- Bella, você está bem? – Tyler me perguntou, enquanto estava me preparando para a cirurgia.
- Sim, estou. Não se preocupe. – Ele sempre foi muito amigo aqui no hospital, depois do Edward, ele é o médico que mais me ajuda e que mais trabalha comigo. Certa vez, já pediu pra sairmos juntos, mas eu nunca o vi dessa forma, então recusei. (Você recusou porque não aceita se envolver com ninguém!) Mas eu estou com Edward sua voz estúpida! (Mas você não confia nele, sempre se questionando e não demonstra o sentimento!) Ah, fica quieta!

-

Depois de exaustivas cinco horas de cirurgia, finalmente terminamos. Felizmente, ele respondeu muito bem à cirurgia. Ainda bem, não conseguiria lidar com a morte de algum paciente agora, ainda mais este que parece só ter uns 18 anos.
A cirurgia foi muito delicada, alguns sustos durante a mesma, mas eu não desisti dele, e embora tenha corrido tudo bem, a situação dele ainda é grave, terá de permanecer aqui no hospital por uns meses, espero que não cause problemas.
Geralmente, pacientes muito jovens assim, dão muita dor de cabeça, pois não querem ficar no hospital e é necessário o médico virar psicólogo pra convencê-los, às vezes é até cômico.
- Que bom, correu tudo bem! – Tyler disse, se aproximando de mim. – Teve momentos da cirurgia que eu realmente achei que fôssemos perdê-lo.
- Eu sabia que não. Não o conheço, mas só de olhar pra ele dá pra ver que é forte. Acho que vou pra casa, a situação por aqui parece estar menos caótica. – Disse rindo de leve, estava muito cansada.
- Vai sim, Bella. Eu também vou, afinal amanhã temos que estar aqui cedo. Não vai dar nem pra descansar.
- É verdade. – Olhei no meu relógio que marcava 12:30 a.m. – Até amanhã, Tyler.
- Até, Bella!

Olhei ao redor da sala e não vi Edward em lugar nenhum, eu devia estar tão cansada que não o vi sair, mas pensei que ele fosse se despedir de mim pelo menos. Saí e segui pro estacionamento.
Cheguei perto da minha caminhonete e vi Edward parado há alguns metros de mim, de costas. Fiquei me perguntando o que estaria fazendo, parado essa hora ali, e além do mais, ele veio comigo, como ele ia voltar? Fui andando até ele, que continuava parado sem perceber minha presença.
- Edward, o que está fazendo aí? – Me aproximei ainda mais e vi que estava fumando. Pera aí! Ele não fuma! – Edward, desde quando você fuma?
- Desde agora. – Respondeu frio.
- O que aconteceu?
- Nada.
- Sabe, quem devia estar assim era eu. Já que fica escondendo coisas de mim.
- E você não, Bella? – Ele falou, jogando o cigarro no chão e me olhando pela primeira vez.
- Do que está falando?
- Nada, vamos embora! – Ele foi caminhando até a caminhonete, e entrou batendo a porta com tanta força, que pensei que a desmontaria.
Voltei pra caminhonete, entrei vendo Edward emburrado no banco do carona. Repassei tudo que aconteceu desde a hora em que viemos para o hospital pra saber se descobria o que ele tinha.
Vejamos: O pressionei pra me contar o que estava me escondendo, mas ele não estava bravo e sim triste, como se estivesse com medo de me contar; Chegamos no hospital, cirurgia, conversa com Tyler, Edward some... BINGO! O quê que eu ganhei? Ok, sei que isso não é hora pra brincadeiras.
- Edward, você está assim por causa do Tyler? – Perguntei abismada. E ele continuou calado. Como quem cala, consente... – Edward, pelo amor de deus!
- Pelo amor de deus, o que?
- Você vai ficar assim por tudo agora? Uma hora você está bem, simpático divertido, romântico. Aí do nada você fica emburrado, desconfiado, chato! Agora você arranjou de fumar, coisa que nunca fez. Isso quando você não está me acusando de coisas que eu nem faço! Fica muito difícil namorar com você assim. – Dei partida no carro, e saí voando dali.
- O que você quer dizer com isso? Você está... – Ele não completou a frase, só ficou me encarando de olhos arregalados: Surpresa, desespero, tristeza, arrependimento, tudo isso se podia ver através deles.
Eu já imaginava o que ele estava pensando que eu estava fazendo: Terminando o namoro.
- Bella, me desculpe, eu...
- É, e depois você pede desculpa. Esquece, Edward! Precisamos ir pra casa e DORMIR! – Dei ênfase no ‘’dormir’’, era o que eu precisava. Já tive muitas emoções por hoje.
- Mas Bella, eu não quero que fique triste por minha caus...
- Eu não vou ficar. – Agora quem estava sendo fria era eu, mas porra! Já aconteceu de tudo hoje, nós brigamos várias vezes SÓ HOJE pelo mesmo motivo: Ciúme. Eu realmente precisava de um tempo longe dele pra pensar claramente. E dessa vez não eram suas qualidades que não me deixavam pensar, e sim os defeitos, ou melhor, O defeito.
Este que eu disse uma vez que não encontrava, preferia que ele tivesse ficado desaparecido pra sempre! Nem se pagassem resgate PARA MIM para pegá-lo de volta, eu ia querê-lo! Ok, eu sei que foi sem graça!
- Bella..
- Edward, por favor.
- Mas você está..
- Não, eu não estou.
- Você sabe o que é?
- Sim. – Depois disso ele não disse mais nada. Chegamos na frente da casa dele em cinco minutos. Eu pude ver ele se decidindo se devia me beijar ou não, como ‘’despedida’’ e fui mais rápida.
- Até amanhã. – Ele entendeu o meu ‘’recado’’ e saiu do carro. Eu podia ver que ele estava triste, mas eu também estava, talvez pior.
Segui pra casa, e quando finalmente entrei no meu apartamento tentei me conter pra não derramar as lágrimas que insistiam em se formar desde que Edward saiu do carro, é claro que não consegui.
Tranquei a porta, e fui deitar como estava. Tive sonhos esquisitos, todos sobre Edward. Alguns muito embaçados pra identificar, e outros em que ele sofria algum tipo de acidente. Acordei assustada várias vezes à noite.
Tentava me acalmar, e voltava dormir. Religiosamente às 7 a.m, o despertador tocou e por incrível que pareça, eu não o varei longe, devia estar mesmo muito mal.
Levantei sem nenhuma vontade, tentando não pensar no Edward. É claro que foi impossível, porque assim que olhei pra frente vi o quadro com a foto dele criança. Achei melhor tirar ela dali, pelo menos por enquanto. O da sala, vou deixar, é só eu não olhar pra ele, não é verdade?
Tirei o quadro da parede e olhei pro quarto pensando aonde poderia colocá-lo. Decidi colocar no espaço entre minha cama e a parede, tenho que admitir que é um pecado esconder um quadro tão lindo, mas o objetivo é não olhar.
Peguei qualquer roupa no armário e fui tomar banho. Quase fiquei ali embaixo d’água, parecia que clareava a minha mente e a única coisa que estava pensando naquele momento era no barulho que água fazia em contato com meu corpo.
Quando finalmente consegui sair do banho, olhei no relógio e já eram 7:30. Eu sei que tenho que chegar no hospital, no máximo 7:45, mas hoje eu não ligo pra isso.
Saí do quarto e resolvi tomar café, eu sei que nunca tomo, mas quanto mais eu demoro mais tempo eu tenho até encontrar o... Edward. Foi só lembrar o nome dele, e tudo que aconteceu ontem retorna a minha mente, que droga!
Depois de tomar um copo de leite quente e embromar arrumando minha bolsa, finalmente saí de casa, quando era 8:00.
Fui pro hospital, no passinho tartaruga e cheguei lá meia hora depois, agora sim eu estou ATRASADA, droga, droga, droga! Mas eu procurei isso. Entrei no hospital, e ignorei os comentários que Victória fez sobre o meu atraso.
Vi que o elevador já ia fechar e pedi pra quem quer que fosse, o segurasse pra mim. Deus sabe como me arrependi! Assim que cheguei na frente do elevador, quem estava lá? Ele, e Tânia. O que eu fiz pra merecer isso? Não responda!
Por que ele tinha que se atrasar logo hoje? Parece perseguição, só pra eu ter que encontrá-lo no elevador também, que droga!
- Bom dia. – Eu sou educada. Entrei no elevador e Edward respondeu com outro cumprimento, enquanto Tânia sorriu cinicamente pra mim.
Até chegarmos no nosso andar foi uma tortura, a Tânia estava se jogando em cima dele e eu fiquei me segurando pra não voar no pescoço dela. Ela sabia que estávamos juntos, mas do jeito que falei quando entrei no elevador, qualquer um perceberia que tínhamos brigado e se aproveitou da situação.
Eu, às vezes, arriscava olhar pra ele, mas das duas vezes que fiz isso, ele também estava olhando pra mim e eu logo desviava. Eu sei que isso está ridículo, nós somos adultos e tínhamos que conversar como tais, mas se ele não falar, eu não falo! Rum!
Quando chegamos no nosso andar, a porta mal tinha aberto e eu já estava do lado de fora, eu podia sentir os olhos dele nas minhas costas, mas ignorei e fui correndo pra minha sala, meu santuário. Eu devia estar branca e quando pensei que ia relaxar, me enganei.
- Bella, o que aconteceu com você? Você nunca chega atrasada! – Jass disse, levantando da cadeira onde estava e se aproximando de mim.
- Como conseguiu entrar aqui?
- A sala estava aberta, e resolvi te esperar. O que te deu pra esquecer de trancar ontem? – Droga! Fiquei atordoada ontem pensando que Edward tinha ido embora que esqueci de trancar. – O que aconteceu?
- Nada Jass, eu só perdi a hora. – Eu sei que eu respondi a essa pergunta um pouco tarde né, mas eu não ia dizer porque não tranquei, então voltei para a pergunta anterior, o que que tem? Algum problema? Cai na mão então! Ok, parei.
- É. Imagine se Sr. Laurence descobre isso, você sabe como ele é em questão de horári...
- Eu sei. – Disse, baixando os olhos. – Mas enfim, você estava querendo falar comigo?
- Ah sim! Você vai realizar uma operação com Edward mais tarde, porque houve um acidente e tinham muitas pessoas dentro do carro. Todas estão gravemente feridas, então tivemos que ser divididos. Você avisa a ele, e tem uns exames em cima da sua mesa e o laudo médico do paciente, um pra ele e outro pra você. Ele está em pior estado, e como vocês são os melhores médicos daqui, ficarão juntos.
- Jass, não! Eu não posso.
- Como assim? – Ele perguntou, confuso.
- Não tem como trocar as divisões?
- Não Bella, como eu disse, vocês ficaram juntos porque a cirurgia é mais complicada. Qual o problema?
- Eu não acho que seja uma boa, eu ficar com Edward... agora.
- O que houve? Vocês brigaram? – Eu continuei calada. - Bella, eu sinto muito. Mas você sabe que aqui não pode escolher, e seja o que for, vocês vão resolver. É bom que resolvam, e antes da cirurgia. Mais tarde nós conversamos. – Me deu um beijo na testa e saiu.
Eu não queria ter que ir lá, não mesmo e muito menos ter que ficar ao lado dele durante horas. Eu sei que trabalhamos muito juntos, já que quase todo dia tem alguma operação pra ser realizada, mas se a cirurgia for tão complicada como Jass disse, vão ser muitas e muitas horas.
Eu não posso comprometer meu trabalho por causa dele, eu vou lá e vou tratá-lo como qualquer médico, é só não olhar nos olhos dele. Fácil. Tá, não é nada fácil, mas eu consigo, consigo!
Um, dois, três... Sim, estou contando meus passos até a sala dele, assim eu me distraio. Bom agora faltam só três, um, dois, três.

TOC TOC...

- Pode entrar. – Fiz o que ele disse. Ele estava sentado na sua mesa, concentrado em alguns papéis. OMG, ele está tão lindo parecendo um médico, ok ele é um médico, mas... Ah esquece!
- Vejo que seus exames estão mostrando uma melhora, Sra... – Nessa hora, ele parou de olhar os papéis e ele olhou pra mim, seus olhos mostravam felicidade. – Ah... Desculpa Bella, eu pensei que fosse...
- Não, tudo bem. – Respondi me aproximando da mesa dele. Não olhe nos olhos dele, não olhes nos olhos! – Eu só... – Droga, eu olhei! Desvia o olhar! Desvia! NÃO DÁ PORRA!
- Bella?
- Eu? – Fiz uma cara confusa. – Ah tá! – Como eu sou tapada! - Er... é que vamos realizar uma cirurgia mais tarde. Aqui. – Respondi, sem olhar pra ele. Na verdade, eu estava parecendo uma idiota com os olhos fechados, ou melhor, com os olhos cerrados pra não ter chance dos danadinhos cometerem o erro de se abrir. Entreguei a ele os papéis.
- Bella, você está bem? – Perguntou, pegando os papéis da minha mão.
- Sim. – Abri os olhos e novamente aquelas esmeraldas maravilhosas estavam me encarando. DROGA! Mil vezes droga! – Eu... er... tenho que ir. – Respondi, já me virando.
- Bella? – Eu podia sentir que ele se levantou rapidamente, quando eu fiz sinal em sair.
- Sim? – Respondi, ainda de costas pra ele, olhando pra porta. Eu não podia ficar de frente pra ele de novo.
- Não... Não é... nada. – Eu senti uma certa tristeza na voz dele. Ah, mas não vou me abater por isso! Mentira, eu me abati sim, mas eu estou fingindo que não, e daí?
Saí de lá sem dizer mais nada, eu realmente não sabia no que isso ia dar. Fui pra minha sala, desejando que as horas se estendessem ao máximo, e que a hora da cirurgia nunca chegasse.
Decidi ir visitar aquele paciente que sofreu um acidente de carro, o que eu operei. Cheguei lá, e ele estava no mesmo estado. Soube que o nome dele é Ben Willy, tem 19 anos. Ele parecia tão frágil agora.

-

Hora do almoço? Já? Ah não! Eu atendi uns cinco pacientes esta manhã, mas a hora passou muito rápido. Onde eu vou almoçar? Eu sempre almoço com ele. Ah vou no restaurante o mais distante possível, pra não correr o risco de encontrá-lo.

How did we get here? I used to know...

- Oi Alice.
- E aí, Bellinha? Quer almoçar comigo? Estou perto do hospital.
- Aonde?
- No shopping.
- Tudo bem, eu...
- Ótimo! Aproveita e fala com Edward. Tenho uma surpresa pra vocês dois. Chego em 5 minutos. – Ela falou tudo muito rápido, como sempre, e desligou. O universo realmente está conspirando contra mim. (É claro, você fica fugindo dele!) Não estou fugindo! (Está sim, e você sabe! Agora que o relacionamento de vocês está em crise, você quer arranjar uma desculpa pra pular fora!)
Pare de falar idiotices! (Você não se permite envolver com ninguém! Sempre inventa alguma coisa pra evitar que dê certo, você fez isso com todos os homens que já se aproximaram de você! E com Edward, vai ser o seu pior erro! Você não confia nele o bastante pra se entregar!)
É claro que confio, eu já não disse pra ele que estou pronta? (Eu não disse entregar nesse sentido sua mula! Você fica travando o relacionamento. Ele comete erros sim, é claro que sim. Mas você não está atrás não!) Não vou te dar ouvidos! (Ok, mas quando fizer a burrada de terminar com ele por medo, não diga que não avisei!) Eu não vou fazer isso! (Você que pensa) ARGH!
Acho melhor eu ir chamar ele logo, antes que eu enlouqueça com essa voz estúpida na minha mente. Corri até a sala dele e entrei logo. Já tinha passado os cinco minutos de Alice.
- Alice nos chamou pra almoçar. – De novo a felicidade nos olhos dele, tratei logo de cortar. – Eu não tive escolha. – Eu nem sei por que fiz isso. Os olhos dele se entristeceram de novo. (Sua idiota!) Cala a boca!
- Bella, se você não quiser que eu...
- Vamos logo! Ela disse que tem uma surpresa. – Eu não estava com a mínima vontade de saber o que era. Edward não disse nada, só me seguiu pra fora da sala e trancou a porta.
Fomos no elevador em silêncio. Andamos até o carro em silêncio, e entramos no porshe de Alice em silêncio. Eu nem sabia que iríamos no carro dela, mas logo que aparecemos no estacionamento, ela fez sinal para que entrássemos.
- Edward, que cara morta é essa? – Alice disse, olhando pra trás do carro, onde ele estava. – O que aconteceu? – Disse, dessa vez olhando pra mim, já que Edward não respondeu à pergunta anterior. – Vocês brigaram de novo? Não posso revelar a surpresa se...
- Não brigamos. – Eu disse rápido. Não estava a fim de ouvir nada.
- Eu vou fingir que acredito, ok? – Ela disse e arrancou com o carro. Alice e eu fomos conversando, e Edward permaneceu sem dizer nenhuma palavra, ele estava me preocupando já. (Tomara que ele te largue, sua idiota!) Cala a boca!

-

Chegamos no shopping, almoçamos e adivinhem só: Edward continuava calado.
- Edward! – Alice disse, e Edward só a olhou. – Que droga é essa? Depressão mode on?
- Eu não estou com vontade de falar Alice, só isso.
- Tudo bem, mas vai ter que pelo menos fingir entusiasmo com a minha surpresa, ok?
- Tá, tanto faz. – Ele respondeu.
- Você não está se esforçando. A Bella vai acabar te deixando por causa do seu mau-humor de sempre, eu hein! – Edward petrificou. – Irmãozinho, a vida é bela! Temos que...
- Alice, diz logo o que é! Temos que voltar pro hospital.– Eu disse, impaciente.
- Ok, ok. – Ela disse, pondo as mãos pro alto. – É uma viagem para o Brasil. Acho que precisam de um tempo sozinhos.
- Pra quando é? – Perguntei.
- Quando vocês puderem tirar uma folga do hospital.
- Tudo bem, obrigado Alice. Agora, podemos ir? – Edward disse.
- Meu deus! É uma viagem para o Brasil, HELLO! Vocês têm que ficar felizes, vão voltar super bronzeados! – Ela disse com os olhos brilhando, e nós continuamos sem dizer nada. Ela bufou. – Tá, vamos!

Ele reagiu tão indiferente à viagem, aquilo realmente me magoou. Tá, eu também não dei pulinhos de alegria, mas eu perguntei quando era, ok? Voltamos ao hospital ouvindo somente a voz de Alice no carro, ela tagarelava sem parar alguma coisa que fiz questão de não ouvir.
- Tchau, Alice. – Fui desperta dos meus pensamentos por Edward, que depois de dizer isso, saiu do carro.
- Ótimo, agora você vai me dizer o que está acontecendo. Enquanto o Edward está daquele jeito, você age indiferente. – Disse Alice. (Viu? Ela é sensata como eu!) Quietinha!
- Não é nada, Alice. Uma pequena discussão ontem, nada demais.
- Sério? Não parece.
- Ciúmes do seu irmão com um médico daqui, aí eu disse tudo o que estava com vontade, e acho que exagerei.
- O que você disse?
- Bom, que desse jeito não dava pra namorar com ele. – Disse, e Alice arregalou os olhos.
- Bella, não acredito que disse isso pra ele, logo pra ELE! Você vai terminar?
- Não, Alice.
- Não parece estar certa disso, também não parece gostar dele tanto assim. - Não fale dos meus sentimentos por ele, você não sabe! – Nem sei por que fiquei irritada. Eu não estou apaixonada por ele, certo? É, mas por que me incomodou tanto a Alice dizer isso?
- Eu não preciso dizer, você está deixando tudo bem claro! – Ela disse, num tom de acusação. - Você não tinha que ter dito isso pra ele, eu já não te avisei sobre como ele é sobre rejeição? Eu sei que ele errou, Bella, mas você não ajuda! Assim mesmo que ele vai continuar agindo assim!
- Não sou a mãe dele pra passar a mão na cabeça, e não vou ficar aturando os seus surtos não, simplesmente não agüento. Ele fica maluco do nada, não quero ficar lidando com isso o tempo todo! – Alice me olhou como se eu tivesse dito a maior besteira da humanidade. Eu me senti muito mal, muito. Que droga foi essa que eu falei? – Eu tenho que ir.
Saí do carro, deixando Alice ali, perplexa. Acho que exagerei de novo. (Você acha?) Ah, vai começar!
Entrei no hospital e vi Edward conversando com Victória, eu pensei em ir lá e fazer um escândalo, ele está muito amiguinho delas pro meu gosto, ele só conversa com quem eu não gosto, (Você não gosta de ninguém!) eu sei, mas elas ficam dando em cima do meu homem, aí mesmo que não gosto!
Cheguei perto deles, e Victória percebeu, dando um sorriso presunçoso.
- Temos uma cirurgia agora, esqueceu? – Tentei manter o meu tom de voz estável, mas não adiantou. E a cirurgia não era tão agora, faltava meia hora.
- Eu sei, eu só estava... – Edward tentou dizer, mas eu o cortei.
- É, eu reparei. – Eu estava espumando de raiva. – Vamos logo!
- Er... tá. Tchau Vick. – Do que ele a chamou? Ele perdeu a noção das coisas, só pode! Como assim ‘’Vick’’? Ah, ele vai me ouv...
- Bella, ainda falta meia hora pra cirurgia. – Ele disse, olhando pro relógio no seu pulso, enquanto esperávamos o elevador.
- Eu sei.
- Então, por que... - Eu o interrompi, entrando no elevador que tinha chegado. Eu não queria mesmo responder a sua pergunta, nem eu sabia por que tinha feito isso. (Ciúmes!) Não é ciúme, eu não tenho ciúme! – Bella, tem certeza de que pode realizar a cirurgia?
- É, claro. Por que está perguntando isso?
- Você não parece bem.
- Impressão sua. – Disse e saí, ele fica fazendo umas perguntas, Jesus! Corri até a minha sala e fechei a porta. Alívio. Ficar perto dele é muito difícil nessa situação, ainda mais ele... Agora lembrei, aquele filho da mãe a chamou de ‘’Vick’’, ah eu vou lá!
Saí da minha sala de novo, eu só conseguia lembrar de como ele estava rindo todo contentinho perto daquela cidadã, eu arranco aquele sorriso! Perto de mim, ele fica emburrado, e dela fica contente? Não, senhor!
Cheguei até a sala dele, e entrei. Ele estava sentado na mesa, e ficou me olhando surpreso de me ver ali, eu também estava surpresa por estar ali, mas a raiva estava me dominando.
- Do que você a chamou? – Eu disse, tá, eu estava quase gritando.
- Ahn? – Fez uma cara de interrogação.
- Victoria. Você a chamou de ‘’Vick’’!
- Bella, se você sabe, por que está perguntando? – De novo cara de interrogação. Cara, que merda eu to fazendo? Eu tô parecendo aquelas namoradas neuróticas, meu deus, tenho que sair daqui! – Bella?
Saí dali voando, eu até escutei ele me chamando, mas ignorei. O que me deu pra eu fazer isso? Eu não sou ciumenta, não sou! (Não parece!) Quieta! Eu preciso me acalmar, mas quando eu tento, me lembro do sorriso que ele estava dando pra ela, que ódio!
Como ele assim ele sorri pra ela? Ele estava sorrindo o MEU sorriso, ele só pode sorrir ele pra MIM! (Eu disse que ele ia arranjar outra) Ah pára! Eu to quase indo lá de novo.
Ele não pode me trair assim, debaixo no meu nariz, aqui no hospital! Não pode, não pode! Que vontade de quebrar os dentes dele, assim ele não ia mais sorrir pra ninguém! Não, eu tenho uma cirurgia daqui a pouco, eu tenho que me concentrar, mas a cirurgia é com ele, aaai que...

TOC TOC...

Tomara que seja o Jass, ele me acalma! Abri a porta e... Ai merda!
- O que é? – Eu educada como sempre. Ele foi entrando, vem cá! Eu dei permissão por acaso? – O que quer, Edward? – Fechei a porta, e ele ficou olhando pra mim, com aquela cara de cachorro abandonado. – Por que você fica me olhando assim? Quando estava com a Vick, estava bem à vontade.
Ele continuou me olhando sério, até que, começou a... rir.
- O quê que foi? – Disse, cruzando os braços. Eu estava tentando ficar calma, mas assim fica difícil.
- Você está... com ciúmes, Bella? – Ele disse, ainda rindo da minha cara.
- Mas é claro que não! Tenho mais o que fazer do que perder meu tempo com isso. – Tá, eu exagerei bonito, e ele parou imediatamente de rir. Ah droga! – Eu... me desculpe.
- Tudo bem. Eu acho que mereci isso. – Ele disse, indo em direção à porta. Mas que merda!
- Eu estava. – Vou me arrepender disso.
- Estava o quê? – Pronto, ele já está ótimo, voltou a rir.
- Eu estava com ciúme. Mas porque ela estava te comendo com os olhos, não tinha como ignorar isso. E não pensa que eu esqueci você com a Tânia no elevador hoje não! – Lembrei de hoje mais cedo, aquela filha de uma...
- HAHAHAHAHAHA. – E ele continuava rindo. – Bella, você sabe muito bem que é a única que me interessa, meu amor. – Pronto, já me derreti. Que droga! É só olhar nos olhos dele, e esqueço a raiva.
- A cirurgia foi antecipada. Er.. Oi Edward, não sabia que estava aí. – Jass entrou na sala, e fez uma cara maliciosa. É isso mesmo? Todo mundo fica entrando na minha sala assim? Virou bagunça agora? – Mas já que está, venham logo!

Fazer o quê? Nós fomos né. Tenho que admitir que realizar a cirurgia agora foi bem mais fácil, mas com alguns poréns, como: Edward não tirava os olhos de mim, eu estava até com medo dele fazer alguma coisa errada.
E mesmo assim, eu não tinha esquecido nossa briga de ontem. Fora a Alice, que fez o favor de me estressar hoje também, tudo bem que ela estava um pouco certa, mas mesmo assim.
Depois de seis horas de cirurgia, finalmente posso ir pra casa. Eu estou um caco, ainda bem que amanhã não trabalho, só domingo.
Saí da sala de cirurgia, ainda sentindo os olhares dele em mim. Será que ele não cansa de me olhar, não? Segui pra minha sala, e sentei um pouco na cadeira, só pra descansar o corpo, já que teria que dirigir.
Mal sentei na cadeira, e já estava com vontade de levantar. Olhei pro relógio, que marcava 19:20. Levantei, peguei minha bolsa, a chave e saí, trancando a porta. Eu estou muito hiperativa hoje, e muito impulsiva também, olha o que ele faz comigo!
Quando eu olho pro corredor, quem está ali? Lauren com o corpo grudado no MEU anjo, e depois ele é interessado só em mim. Não o mate, Bella! Não o mate! Você não tem dinheiro pra pagar a fiança! Acho que seria caro, isso se tivesse fiança.
Quer saber? Fo... (Bella!) Assim que Edward me viu ali, ficou me encarando sem dizer nada. Com o maior esforço do mundo, o ignorei e fui andando pro outro lado que levava ao elevador.
- BELLA! – Acertou quem disse que ele estava gritando desesperado. Eu corri mais um pouco, porque o elevador ia fechar, e entrei. Por pouco ele consegue me alcançar, bem pouco.
Saí do elevador, fui andando em direção a porta e esbarrei com Victoria, que também saía naquele instante.
- Oi, Bella. – E eu pensei que ia passar despercebida. Ela não é como Lauren, mas eu não a suporto.
- Oi. Desculpe Victoria, mas não posso conversar agora. – Tentei ser educada. - Vi que ficou meio atordoada quando me viu conversando com Edward, soube que estão namorando. Acho que devia ficar mesmo, ele é tão..
- Como é? – Disse, me alterando, lá se vão os bons modos.
- Eu só estou dizendo, que é pra tomar cuidado. Homem assim como ele, é bem fácil de perder, sabe? Eles não resistem à tentação.
- Escuta aqui, sua...
- Bella! – Edward saía do elevador, antes mesmo das portas se abrirem direito. Que droga! Como ele conseguiu chegar aqui tão rápido? Logo agora que eu ia falar poucas e boas pra ela, mas é melhor eu ir.
Saí dali andando, um pouco rápido demais. Quando estava chegando perto da minha caminhonete, comemorando porque ele não conseguiu me alcançar, ele me alcança, droga!
- Bella! – Ele gosta mesmo de chamar meu nome. Ele chegou correndo e me prensou contra a caminhonete. – Agora você vai ter que me ouvir.
- Não, não vou. Estou com pressa. Me solta!
- Só quando você fechar o bico, e me ouvir.
- Não vou fazer isso.
- Vai sim! – Segurou meu rosto entre as mãos, e me beijou. Bem que eu tentei resistir, tá isso é mentira, eu não consigo resistir. Eu não posso corresponder o beijo, não posso! Ah que se dane!
Eu estou hiperventilando, o beijo que antes era só pra me fazer calar a boca, agora está com 2° e 3° intenções, os nossos lábios se encaixam de uma forma inexplicável, parece que foram feitos pra ficarem juntos.
Minhas mãos já estão puxando o cabelo dele, como de costume, a mão dele que antes estava segurando a minha nuca agora está na minha cintura, me puxando pra mais perto e a outra está no meu rosto.
Eu podia ficar assim pra sempre, numa boa. Quando o ar começou a faltar, ele desceu a boca para meu pescoço, enquanto eu podia sentir o quanto ele estava excitado. Eu estava tentando com todas minhas forças dizer pra ele parar, afinal estamos no estacionamento do hospital.
- Edward? – Minha respiração falhando, enquanto ele está me imprensando ainda mais na minha caminhonete. – Edward?
- Hum?
- Eu preciso ir... pra... casa.
- Não precisa não. – Ele disse, ainda com os lábios no meu pescoço, me fazendo arrepiar.
- Preciso.... preciso sim. Amanhã, nós... nos vemos.
- Sério? – Ele parou de beijar meu pescoço pra me olhar.
- É. – Ah, ele sorriu o meu sorriso. Eu não me importava com mais nada naquele momento, só de vê-lo sorrir assim eu ficava feliz. Sorri também e o beijei, era pra ser um selinho, rápido. Mas logo sua língua estava invadindo minha boca outra vez, e depois de algum tempo nos separamos.
Dei mais um beijo nele, e entrei na caminhonete. Ele ficou ali esperando eu sair com o carro, ainda sorrindo. Toda a minha raiva sumiu no instante em que ele me beijou, como pode isso?
Fui pra casa um pouco mais aliviada, lembrando do sorriso que Edward deu quando disse que nos veríamos amanhã, ele é tão engraçado! (Não, ele está apaixonado por você, e você NÃO o merece!) Vai amolar outro!
Estacionei o carro na garagem do meu prédio, e fui caminhando até a portaria. Seu Zé, o porteiro, me cumprimentou animado como sempre e eu fui esperar o elevador, que não demorou muito.
Durante o tempo que estava esperando chegar ao meu andar, o sorriso que ele deu não saiu da minha cabeça, eu realmente fiquei feliz com isso! Saí e segui pelo meu apartamento, encontrando com a minha vizinha e seu cachorro enquanto andava, parei pra brincar com ele, os animais me adoram.
Eu sempre tive vontade de ter um, pequeno, mas fico com pena de ter que deixar ele sozinho em casa o dia inteiro, e com medo de que faça muita bagunça, eu odeio arrumar casa! (E o que isso importa? Relate coisas interessantes, senão quem está lendo vai dormir!) Ok, ok.
Entrei em meu apartamento, tranquei e joguei minha bolsa em cima da bancada da cozinha, pensando em o que iria comer, não estava com saco de fazer nada. Decidi pedir uma pizza, de sardinha com cattupiri, claro. Mas uma vez lembrei do Edward, já que ele também gosta dessa pizza, a única pessoa que conheço que gosta, além de mim.
Liguei pra pizzaria, e quando eu disse o sabor, o homem do outro lado começou a rir, acredita? Perguntei qual era a graça, com meu humor maravilhoso, e ele pediu desculpas, dizendo que ia ver se faziam pizzas com esse sabor. Depois de dois longos minutos na linha, ele diz que não tem.
Me deu uma vontade de mandar ele à merda, mas me contive. Ele ri, me zoa, me deixa esperando e depois diz que não tem? ARGH! E agora, o que vou comer? Perdi a vontade de comer pizza, é, eu mudo de opinião rápido.
Ah, quando eu sentir fome, eu como um sanduíche. Eu sei, médicos deviam dar o exemplo se alimentando bem, e principalmente cozinhando, coisa que não faço há um bom tempo, normalmente como na rua, mas eu sou uma médica diferente, e daí? RUM!
Fui pro quarto, e logo meu olhar caiu sobre o quadro de Edward atrás da cama, tentei decidir se o tirava ou não dali, resolvi deixar. Peguei meu laptop, e enquanto ligava, fui tomar banho, já que às vezes ele empaca e é muito difícil sair do lugar, e como sou muito paciente, quando ele demora eu quase parto ele em dois.
Depois de 15 minutos, saí do banho e fui direto pro laptop, mas antes notei que eu precisava lavar roupa, assim como precisava arrumar casa, droga! Bom, amanhã que estou em casa, faço tudo isso.
Conectei a internet e abri meu e-mail, por incrível que pareça hoje ele está bem rápido, que bom! Só tinham alguns e-mails da minha mãe, como sempre, respondi e abri meu twitter, que devia estar com teias de aranha de tanto tempo que não o acesso, piada sem graça.
Logo que abri, vi que tinha mais uma pessoa me seguindo, fui ver quem era e me surpreendi vendo a foto de Jacob ali, e ele estava online. Fiquei pensando se seria melhor excluí-lo e como se pra responder minha pergunta, ele se comunicou comigo, perguntando se eu tinha MSN, já que falar pelo twitter é muito chato.
E agora? Dou ou não o MSN? Edward vai querer comer meu fígado, ah mas eu acredito que Jacob tenha mudado! Enviei o MSN, e aproveitei pra entrar para aceitá-lo. Logo que abri, apareceu o convite dele.
Aceitei, e coloquei ausente no status. Fui até a cozinha preparar meu sanduíche, e vi que já eram 20:15. Voltei e tinha alguém me chamando, claro que era o Jacob, abri a janela do MSN, colocando o prato com sanduíche em cima da cama, e o suco no chão.
- ‘’E aí, Bella?’’
- ‘’Oi Jake, tudo bem?’’ – Nossa, falar com ele pela internet é tão mais fácil! Eu me sinto menos culpada por isso.
- ‘’Tudo sim. Bella, eu não causei mais nenhum desentendimento entre você e Edward não, causei?’’
- ‘’Er... bom, sim. Mas não liga pra isso, já está resolvido.’’
- ‘’Ah que bom! Edward sempre foi bastante possessivo, e já teve muitos problemas por causa disso.‘’
- ‘’Sério, tipo o quê?’’ – A curiosidade me corroendo, de repente Jake me dizia o que Edward esconde de mim, ele parece ser bem mais sincero que... Não, não vou pensar isso!
- ‘’Bella, não sei se é uma boa eu te dizer. É uma coisa dele, né? Estranho ele ainda não ter te contado.’’ – Você não faz idéia!
- ‘’É, muito estranho mesmo.’’
- ‘’Bem, mas não vamos falar mais nisso. Não quero te deixar chateada, e me desculpe, de verdade, se atrapalhei o relacionamento de vocês.’’
- ‘’A culpa não foi sua, e sim dele!’’ – Não sei se foi bom ter dito isso. – ‘’Bom, mas, vamos mudar de assunto.’’

A partir daí, fomos conversando sobre amenidades, nos conhecendo e ele realmente era uma ótima pessoa. Conversamos durante horas, e quando percebi já eram 23:00.
- ‘’Jake, eu estou indo dormir. Vou tentar acordar cedo amanhã, pra dar uma geral na casa, argh!’’
- ‘’Hahaha, já vi que não é um de seus hobbies, acertei?’’
- ‘’Na mosca! Boa noite, Jake!’’
- ‘’Bella! Me dá seu telefone pra podermos conversar melhor. Por internet é meio... estranho. Rs rs.’’ – Oo. Não sei se isso é uma boa. Ele percebeu que demorei a responder. – ‘’Não é com 2° intenções, Bella. Prometo.’’
- ‘’Ok.’’ – Dei meu telefone, de casa e de celular, me despedi e saí. Desliguei o laptop, levei o prato e copo pra cozinha. Tomei meu leite sagrado, escovei os dentes e fui deitar, dormindo instantaneamente.

Edward POV

A vida é realmente uma caixa de surpresas. Numa hora, meu namoro com a Bella está indo às mil maravilhas, na outra o babaca aqui arranja motivo pra brigar, até fumar eu arrumei de fazer, eu nem gosto de cigarro, foi só pra ‘’relaxar’’, e não adiantou.
Eu queria tanto contar pra Bella o que aconteceu no passado, mas eu não vou conseguir suportar se ela não entender, e não é uma coisa que seja fácil de aceitar.

TRING... TRING...

Eu preciso mudar o toque do meu celular urgente.
- Alô. – Respondi sem vontade nenhuma.
- Nossa, cara! Que voz é essa?
- Minha voz normal.
- Você ainda não conversou com a Bella, não é? – Ou o Emmet está ficando inteligente, ou o fato de meu mundo girar ao redor dela é bem perceptível.
- Não. Eu... estou tentando criar coragem.
- É, mas enquanto faz isso, podia conversar com a sua mãe. Lembra que você prometeu contar o que estava acontecendo com você?
- Eu não quero incomodar minha mãe com esses assuntos, ainda mais sobre aquele infeliz. – Evito falar o nome dele.
- Mas você podia contar pelo menos o que aconteceu... antes. Eu acho que você já tinha que ter contado há muito tempo, e quem sabe ela pode ajudar você a encontrar a melhor forma de contar pra Bella.
- É, você pode ter razão. – Ele realmente vem me surpreendendo com toda essa ‘’astúcia’’.
- Então vai logo lá cara, agora. Assim você não fica sozinho aí nesse apartamento e se anima um pouco, sua mãe vai adorar.
- Tá, eu vou. Contar pra ela vai ser bem mais fácil, já é uma preparação. Valeu Emm!
- Ja é. Vou desligar, depois me conta como foi. Abraço!

Assim que Emmet desligou, peguei a chave do carro e segui para casa da minha mãe. Emmet está certo, eu já tinha que ter contado a ela há muito tempo, mas fiquei com medo da reação dela. Dona Esme é muito generosa, mas não queiram ver ela brava.
Cheguei na casa da minha mãe, estacionei e quando estava saindo do carro, vi meu pai abrindo a porta.
- Oi, pai.
- Oi, Edward, aconteceu alguma coisa?
- Não, só vim visitar vocês.
- Ah meu filho, eu estou de saída. Houve alguma emergência no escritório e tenho que correr pra lá, mas fique com sua mãe. Ela vai adorar você ter vindo. Até mais. – Meu pai disse, me deu um abraço e seguiu para seu carro.
Acho que vai ser melhor se eu conversar com minha mãe sozinho, sabe lá o que meu pai vai dizer quando descobrir. Estou me sentindo um adolescente que fez uma besteira e está com medo de contar pros pais.
Entrei, fechei e tranquei a porta, e fui andando em direção à sala. Mas estava tudo escuro, fui então em direção ao quarto dos meus pais. Bati na porta, e minha mãe respondeu:
- É você, Carlisle?
- Não mãe, sou eu. – Respondi.
- Ah meu filho, entre. – Entrei e fechei a porta. – Aconteceu alguma coisa? – Por que todo mundo acha que está acontecendo alguma coisa? Eu hein!
- Não mãe, eu vim visitar você, ué.
- Mas você nunca faz isso. – Nossa, não precisava ser tão direta!
- Faço sim.
- Vou fingir que sim. – Aff. – Vai passar a noite aqui?
- Não sei, mãe.
- Ah fique meu filho, só assim não fico sozinha, já que seu pai me abandonou. – Ela disse e fez um biquinho, tive que rir.
- Mãe, na verdade eu vim conversar com você. – Disse, me sentando ao seu lado na cama. – Contar uma coisa.
- Eu sabia que tinha acontecido alguma coisa. – Que mal tem eu vir fazer uma visita? Os pais nem acreditam nos filhos hoje em dia, que absurdo! – É algo ruim?
- Bom, é.
- Ah meu deus, o que aconteceu?
- Mãe, calma. – Ela já estava ficando preocupada, bem Esme. – É uma coisa que aconteceu, mas não agora, já tem um tempo. Eu só... não sabia como contar.
- Por que resolveu contar agora?
- Eu acho que você deve saber.
- Então, diz logo o que é.
- Mãe, eu só preciso que você entenda, eu não sabia o que estava fazendo.
- Edward, você está me assustando! – Ela disse, arregalando os olhos.
Então eu comecei a contar a história, a primeira vez no colegial, e a segunda alguns anos mais tarde, mas não contei história nenhuma do... Jacob, só contei que ele estava dando em cima da MINHA Bella, por isso que quase aconteceu de novo. Só de pensar no nome dele, a raiva me consome.
Conforme estava contando, às vezes parava pra ver a reação de minha mãe, que só permanecia calada esperando eu continuar.
Terminei de contar, e fiquei esperando ela dizer alguma coisa. Mas como ela continuava calada, eu disse.
- Mãe?
- Edward, você tem noção do que podia ter acontecido? Como você pôde esconder isso? O seu pai sabe?
- Não.
- E você pretende contar? – Agora ela me pegou.
- Eu... não sei. – Disse bagunçando o cabelo e cerrando os olhos. Isso tudo é culpa daquele filho de uma.... Calma, Edward! Se ele não tivesse aparecido, eu não precisaria me preocupar com isso de novo, eu estava muito bem até ele aparecer, que merda! – Não acho que ele vai entender. Ele é muito correto pra aceitar isso, tenho medo até dele... ficar com vergonha de mim.
- Edward... – Minha mãe disse, me abraçando. – Seu pai nunca teria vergonha de você. Mas talvez você precise...
- Eu não preciso de nada! Que droga, todo mundo fica dizendo isso! – Disse, me levantando. Eu odeio quando começam com esse assunto.
- Como assim, todos? Quem mais sabe disso?
- Emmet, Rosalie, Alice e talvez Jasper, se ela tiver contado pra ele, e agora você.
- A Bella não sabe? – Ela perguntou, meio que receosa pra ouvir a resposta.
- Não, não sabe. Eu ainda não tive coragem de contar. – Disse, agora andando de um lado pro outro no quarto, esse assunto me deixa atordoado!
- Edward, você precisa contar pra ela! Quanto mais adiar é pior, ela pode ficar magoada por todos saberem menos ela.
- Ela já sabe que todos sabem menos ela. É por isso, que ela veio me procurar aqui ontem.
- Edward, mas...
- Mãe, eu estou tentando achar a melhor maneira de contar, mas está difícil. Eu só fico pensando no que ela vai pensar, no que ela vai dizer, no que ela vai fazer. Eu não... eu... E se ela não entender?
- Edward, ela vai entender. É ruim, mas não é impossível de alguém entender. Pare de se torturar, você errou, mas todo mundo erra. O que você tem que fazer é aceitar e procurar um... – Olhei pra ela furioso. – Edward, você quase fez de novo, querendo ou não, você precisa...
- Mãe, já chega tá! Eu já disse que não preciso de nada!
- Isso tudo é orgulho. Não tem nada demais em...
- Mãe, escuta. Olha pra mim. – Peguei o rosto dela, pra forçá-la a olhar nos meus olhos. – Eu não preciso de nada, eu posso me controlar.
- Se você pode, por que não o faz? – Por que ela faz essas perguntas que não consigo responder? – Eu não vou dizer mais nada, talvez a Bella te convença. Eu tenho certeza que ela vai dizer a mesma coisa.
- Isso se ela quiser olhar na minha cara depois que eu contar.
- Edward, pare com isso! Não é nada assim tão sério pra ela não querer te ver depois, foi só um erro. Olha o drama! – Ela me lembrou a Bella falando assim, sorri com isso. – Você vai contar a ela amanhã! Não quero que ela fique sofrendo por isso não, ela deve estar remoendo isso, tentando descobrir por que está mentindo pra ela, pobrezinha.
- Mãe, aqui! Seu filho também está sofrendo com isso, não pensa em mim não? É difícil contar, ok?
- Você é tão dramático! Você vai contar e ponto final. Você pode ter 25 anos, mas eu ainda sou sua mãe!
Bufei com esse comentário, eu não acredito que ela está querendo mandar em mim, só rindo com Dona Esme. Depois de ela dar as ‘’ordens’’ e me obrigar a prometer que também vou contar ao meu pai, finalmente ela fechou o bico. Eu amo a minha mãe, mas quando ela começa a falar, meu deus do céu!
- Edward, entendeu o que vai fazer né?
- Tá mãe, tá. – Disse, deitando a cabeça no colo dela. – Agora bem que você podia fazer um carinho no seu filho, você ficou brigando comigo desde que cheguei, coitado de mim!
- Tá bom, eu faço, meu filhinho dramático. – Ela disse, começando a fazer cafuné na minha cabeça, eu adoro isso! – Edward?
- Hum?
- O que aconteceu entre você e Jacob? Porque você sabe que não engoli aquela história de ele tinha deixado um bilhete, dizendo que tinha se mudado pra casa de uns tios. Você nunca soube mentir! – Que droga!
- Não é nada, mãe. Esquece isso!
- Não vou esquecer, eu vi o jeito que você ficou no ano novo.
- Mãe, eu te conto um dia, mas não hoje, tá?
- Tá, mas você vai me contar mesmo. Não vou esquecer! – Cara, às vezes minha mãe é tão adolescente, teimosa pra mula!
- Ok, agora shi que vou dormir. – Ela riu quando eu falei isso, mas era tão bom estar no colo da minha mãe. Eu sei que estou parecendo uma criança, mas minha mãe sempre soube me acalmar, mesmo que eu não mereça, ela sempre fica do meu lado e isso me coloca pra cima. Fui aproveitando esse momento de paz até que caí no sono.

Fui abrindo os olhos devagar, e percebi que ainda estava na cama da minha mãe. E pela posição que estou, atravessado na cama, não acho que ela tenha dormido aqui não. Levantei sentando na cama, e o maldito sol veio na minha cara, e pude perceber que estava abafado.
Levantei da cama e fui pro meu antigo quarto, peguei umas roupas e fui tomar banho. Assim que entrei no chuveiro e senti a água batendo no meu corpo fiquei mais relaxado.
Depois de uns 20 minutos saí e joguei a roupa que tinha tirado em cima da cama. Ah depois eu venho pegar, ou então eu deixo aqui e como os empregados sabem que passei a noite aqui, eles pegam e põem pra lavar. É, prefiro a 2° opção, eu sou mimado ué, a culpa é da minha mãe!
Saí do quarto, rindo dos meus próprios pensamentos, eu ainda sou o filhinho da mamãe, mas em LA eu tinha que me virar, acho que fiquei mal acostumado de novo quando voltei pra cá.
Percebi que estava com fome, claro, já que não comi nada ontem à noite, fui seguindo pra cozinha, mas ouvi vozes vindo da sala. Resolvi ver quem era, já que minha mãe não ia estar falando sozinha, bom, às vezes eu faço isso, mas... Ah, isso não é importante.
Cheguei na sala e me surpreendi ao ver que era meu pai, estava ali sentado lendo jornal, e nem me viu chegar. Mas espera aí, eu dormi no quarto deles, então aonde eles dormiram? Nossa, eu expulsei meus pais do próprio quarto!
- Bom dia, pai.
- Boa tarde, filho.
- Dormiu mais que a cama, hein. – Minha mãe disse me zoando.
- Ah mãe, eu tenho que aproveitar meu dia de folga. Eu já acordo cedo todo dia, isso quando não fico sem dormir por estar de plantão e...
- Ah, Edward, pare de reclamar! Parece um velho! – Minha mãe disse de novo, e eu revirei os olhos.
- Que horas são? – Eu disse bocejando, alguém acredita se eu disser que ainda estou com sono?
- 14:00.
- Ahn? – Perguntei sem acreditar, eu realmente dormi muito. – Mas, espera, onde vocês dormiram?
- No quarto de hóspedes, parece que minha cama estava ocupada. – Meu pai disse rindo e também me zoando, acho que hoje é o dia de ‘’ irritar o Edward ‘’.
- Por que não me acordaram?
- Nós tentamos, mas você ficou murmurando coisas como ‘’Saiam daqui’’ e ‘’Me deixem dormir’’. – Minha mãe disse ainda rindo.
- Ah. Desculpe. – Eu só podia dizer isso, e ela riu mais ainda. Não sei qual o motivo de tanta graça. - Bom, eu vou comer alguma coisa. – Disse, indo em direção à cozinha, cheguei lá dando bom dia, digo... boa tarde.
Só pra variar, Nice, uma das empregadas, ficou me secando. Desde do dia em que me mudei novamente para NY que ela faz isso, foi só me olhar.
- Você quer alguma coisa, Edward? – Marta, a empregada mais antiga da minha mãe me perguntou, ela tem um carinho especial por mim, já que ‘’me viu crescer’’.
- Hum... tem aquele bolo de chocolate maravilhoso, que só você sabe fazer? – Perguntei, já com água na boca. Eu gostava muito da Marta, era como uma avó pra mim, só que um pouco mais nova.
- Tem sim. – Ela disse sorrindo. – Eu vou pegar um pedaço pra você e um copo de leite. Um instante. – Eu sorri em agradecimento e ouvi a Nice suspirando, o que será que ela tem, hein? Já estava constrangido com os olhares dela.
Sentei numa cadeira, ali mesmo na cozinha pra esperar, ainda sentindo ela me olhar. Não demorou muito e Marta me deu o prato com o bolo e o copo de leite.
- Obrigado, Marta. – Peguei o prato e o copo, dei um beijo na bochecha dela. – Você é demais! – Ela sorriu ainda mais pra mim.
Saí da cozinha, mas pude ouvir Marta murmurando algo como ‘’Nice, já mandei você parar de olhar pra ele assim, ele é filho da patroa, por deus!’’.
Pensei em ir sentar na mesa da sala de jantar, mas decidi ir pra sala ficar com meus pais, não queria comer sozinho.
- Edward, vejo que ainda está deslumbrando a nossa empregada. Um dia ela ainda tem um ataque por sua causa. – Meu pai disse, rindo quando entrei na sala. Talvez a Marta tenha falado isso alto demais.
- Não sei por que tudo isso. – Disse dando de ombros e sentando no sofá do lado da minha mãe.
- Filho, é claro que sabe, qualquer mulher que conhece você quase desmaia só de te olhar. Tire isso pelas reações da Bella, ela olha pra você como se fosse algo divino, sei lá. – Minha mãe disse rindo, e eu sorri ao lembrar do apelido que Bella me deu, ‘’meu anjo‘’.
- Mãe, menos ok? Sua opinião não conta, você é minha mãe e tem por obrigação me achar bonito.
- É claro que não, você é lindo sim. Pergunte a Bella como ela se sente quando olha pra você, e depois me diz então se sou só eu que acho isso.
- Esme, pare de falar nela um segundo! Desde que ela começou a namorar com Edward, é ‘’ Bella isso, Bella aquilo’’, deixa um pouco a menina! – Meu pai disse.
- Me deixa! - Minha mãe disse, dando língua pra ele.
- Bom, mas mudando de assunto, Edward, sua mãe disse que quer conversar comigo. – Quase engasguei com o leite com o que ele disse, olhei furioso pra minha mãe que se fez de desentendida.
- Er... é. – Resposta péssima essa minha!
- Sobre o que é?
- Bom, é...
- Ele quer te contar sobre uma coisa que ele fez há muito tempo e que quase se repetiu há pouco, mas está com medo de contar, porque acha que não vai entender, vê se pode! – Ah, minha mãe não sabe ficar de boca fechada! De novo, olhei pra ela furioso.
- É algo muito ruim?
- Bom, ruim é... Mas não é nada que não mereça compreensão. – Minha mãe respondeu por mim de novo.
- Mãe, dá pra ficar quietinha? Eu não disse que ia falar nada hoje.
- Disse sim, ontem, quando estava quase dormindo.
- Ah, mas isso não vale! Eu estava quase inconsciente e você tirou proveito disso!
- Vale sim, da próxima vez preste mais atenção no que diz! – Ela me deu língua.
- Dá pra parar com a discussão vocês dois? – Meu pai falou, ele fica pê da vida quando eu começo a discutir com minha mãe desse jeito. – Edward, conte o que aconteceu!
- Mas..
- Não interessa se ia ou não contar hoje, agora você vai. Fala logo! – Suspirei derrotado, não adianta tentar discutir com ele mesmo.
Terminei de comer, fui colocar o prato e copo na cozinha, o mais devagar possível, graças a deus a Nice não estava lá. Voltei pra sala e percebi que minha mãe não estava mais lá, poxa, ela bem que podia ter ficado pra me ajudar! (Deixa de ser covarde!) É claro, não é você que corre o risco de decepcionar seu pai! (Eu também, sou sua consciência!) URGH.
- E então? – Meu pai perguntou, assim que me sentei. Que pressa, nem cheguei ainda e ele já vai me pressionando.
- Cadê a minha mãe? – Cara, sério, eu estava com medo! É, um cara de 25 anos com medo do pai, ridículo. Mas eu estou com medo é da reação dele, tudo o que eu não quero na minha vida é decepcioná-lo.
- Edward, deixa de criancice! Vamos conversar os dois, sozinhos.
- Eu não tenho alternativa mesmo. – Disse, dando de ombros e começando a contar a mesma coisa que contei a minha mãe, fazendo mais pausas até a parte em que o negócio fica mesmo ruim, a partir daí eu fui falando sem parar, foi mais fácil assim.
Quando terminei, ele ficou do mesmo jeito que Dona Esme, calado. Mas dessa vez, eu não vou perguntar nada. Pus as mãos na cabeça, desejando por um momento saber ler pensamentos.
Mas nem deu tempo, depois de alguns segundos em silêncio ele levantou bruscamente andando pelo corredor. E eu fiquei ali, sentado, sem saber o que fazer e o que pensar, eu sabia que ele ia ficar assim!
Já estava me arrependendo e muito de ter contado, quando meu pai volta, dessa vez com minha mãe ao seu lado. Eles sentaram, minha mãe ao meu lado e meu pai à minha frente. E eu fiquei esperando ouvir o que ele tinha a dizer.
- Edward, isso não é nada fácil de compreender. – Ele começou.
- É, eu sei.
- Não. O que não é fácil de compreender, é o porquê você não aceita que precisa de um...
- Ah, pronto, vai começar! – Como isso me irrita!
- Sim, vai começar. Você tem que deixar de ser moleque e enfrentar as coisas, de verdade.
- Eu não sou moleque!
- Está se comportando como um, agindo assim! Por que isso é tão difícil?
- Porque eu estou cansado de ficar escutando sempre a mesma maldita história, eu não preciso de psicólogo nenhum! O difícil é vocês entenderem.
- Edward, psicólogo não trata de loucura! É por isso que não quer...
- Pai, eu sou médico e sei disso, pelo amor de deus!
- Pelo amor de deus, digo eu!
- Gente, calma. Sem alterações. – Minha mãe disse, tentando nos acalmar, ou melhor, o meu pai que estava se alterando.
- É seu filho agindo como um moleque! Você o mimou demais!
- Carlisle, olha como você fala! Você está pensan...
- Ah, vocês não vão começar a brigar por minha causa, não! Porque se forem, eu vou embora. – Disse, já me levantando. Só me faltava isso, atrapalhar a vida deles também.
- Não, meu filho. Volta aqui. – Minha mãe disse, me puxando. – Seu pai que perdeu um pouquinho a noção de com quem ele está falando, mas ele já recuperou a consciência, não é Carlisle? – Era muito engraçado o jeito que meus pais se relacionavam, isso é mesmo mal de família. Assim como Jasper faz o que Alice quer, meu pai faz o que minha mãe quer. Haha.
- Já! – Meu pai disse emburrado.
- Agora, nós vamos sentar, conversar civilizadamente, e resolver isso.
- Eu não vou a psicólogo nenhum, não preciso disso!
- Olha Edward...
- Carlisle! – Minha mãe interveio, já que meu pai se alterou de novo. – Edward, você tem que entender que...
- Olha só, vamos fazer um trato. Vocês acham que não posso me controlar, enquanto eu acho que posso, correto?
- Sim. – Minha mãe respondeu, e meu pai ficou calado.
- Bom, então façamos o seguinte: Se eu perder a cabeça mais uma vez, aí sim eu vou a psicólogo, psiquiatra, o que quiserem, mas só se acontecer, e senão, não quero ninguém enchendo meu saco com essa história de novo!
- Edward, você está falando com seus pais! Modere as palavras! – Claro que foi meu pai que disse isso.
- Ta, ta bom. – Disse bufando. – Então, temos um trato?
- Sim. Não. – O ‘’não’’ foi do meu pai.
- E por que não? – Agora sim estava me estressando.
- E se acontecer, mas você acabar exagerando dessa vez, assim como já quase acontece....
- Eu não vou fazer. Confie em mim.
- Tá, eu vou confiar, mas se...
- Pai, eu já sei!
- Pois bem.
- Bom, agora que resolvemos. Edward, você tem que ir. – Minha mãe disse, me puxando pra eu levantar.
- Que isso? Está me expulsando, mãe?
- Estou, você precisa ir contar pra Bella!
- O quê? Ela não sabe disso? – Meu pai perguntou abismado, ah não é tão grave assim ela não saber!
- Mãe, tá querendo acabar comigo né? Eu já tive que contar pro meu pai e agora a Bella também, no mesmo dia? Você só pode estar brincando!
- Eu pareço estar brincando? – Ela me olhou séria. – Anda, Edward. Você prometeu ontem que...
- Eu sei, é só que... eu... não sei como contar.
- Do mesmo jeito que contou pra gente, ué. – Minha mãe disse, como se fosse a coisa mais óbvia da humanidade.
- É muito fácil falar. – Disse, e a campainha tocou. Vi Nice correndo para atender, não sem antes me olhar de cima abaixo, eu mereço! Assim que ela atendeu, eu escutei uma voz já conhecida por mim cumprimentá-la. Eu sentei de novo no sofá, coloquei as mãos na cabeça e me preparei para o que estava por vir.
- Hi, parents! – Alice disse, entrando na sala e puxando o Jasper pela mão. – Edward, o que está fazendo aqui?
- Nada do seu interesse.
- Nossa, já vi que está naqueles dias, hein maninho! Se quiser, eu posso te emprestar um absor... – Alice disse, e todos riram da minha cara, e eu tratei logo de cortar.
- Alice, quer calar a porra da boca? – Eu já estava irritado por ter que contar a Bella, e ela fica me estressando.
- Edward, você não está na sua casa. Aqui, aprenda a não usar esse tipo de palavras! – Meu pai disse, querendo me dar um sermão.
- Ah pai, corta essa! Você acha que já não ouvi você xingando deus e o mundo quando acontece algo de errado no escritório? Pra cima de mim não! – Falei rindo. Meu pai perdia a cabeça, às vezes, no telefone.
- Isso é diferente. – Ele disse todo sem graça, e eu ri mais ainda.
- É claro. – Eu disse irônico.
- Bom Alice, já que está aqui... – Minha mãe disse, e eu a cortei. Eu sabia muito bem o que ela ia fazer.
- Mãe, fica quieta!
- Mais respeito, com sua mãe! – Revirei os olhos. – Alice, seu irmão nos contou o pequeno probleminha que ele está passando.
- Pequeno? – Alice disse sarcástica.
- Alice, se eu te mandar, você vai? – Eu estava quase a enforcando já!
- Edward! – De novo, revirei os olhos. – Bom, como eu estava dizendo, ele nos contou e eu estava aqui tentando convencê-lo a ir agora até a casa de Bella, falar com ela. Acho que ela precisa sabe...
- Como assim? Você ainda não contou a ela? Eu não acredito que continua com isso, Edward! Você...
- Alice, fecha o bico! Eu estou pensando na melhor maneira de contar, então fica na sua! – Disse, massageando as têmporas numa tentativa de me acalmar, mas eu não ia conseguir, quando ela começa a falar, ninguém segura!
- Eu não vou ficar quieta! Imagina como ela deve estar atordoada com isso, pensando que todos estão mentindo pra ela, você... – Sinceramente, parei de ouvir o que ela estava dizendo.
Depois de um tempo, levantei e fui até o quarto da minha mãe pegar a chave do meu carro, com Alice atrás de mim ainda falando, peguei e voltei pra sala, com Alice ainda falando.
- Tchau pra vocês! – Eu disse, puto da vida pros meus pais e pro Jasper.
- Aonde você vai? – Minha mãe disse.
- Vou passar em casa e depois vou falar com ela, oras! Se eu ficar mais um minuto aqui, vocês vão ter um funeral pra organizar! – Disse, lançando um olhar mortal pra Alice, que continuava falando. Às vezes acho que ela faria um favor à humanidade se ficasse muda!
Saí da casa deles e fui rápido pro meu carro, rezando que a Bella entendesse, e pedindo ajuda aos céus pra conseguir falar tudo o que quero! Olhei no relógio do carro, eram 15:00, eu podia ir falar com ela só mais tarde né, umas horinhas não fazem diferença. Posso almoçar primeiro, tirar um cochilo e depois eu vou, é, é isso.

Esme POV

Eu às vezes fico besta em como consigo fazer as coisas funcionarem ao meu jeito. Mas também, se não fosse assim, o cabeça–dura do meu filho nunca ia falar com ela, e a Bella é a pessoa certa pra ele, é claro que vai entender! No meu tempo as coisas não eram tão complicadas assim, era tudo sempre deixado bem claro entre o homem e a mulher.
- Parabéns, minha filha! – Eu disse, pela performance infalível de Alice.
- Obrigada, eu sei que sou demais! – Alice, às vezes, é tão convencida. Ok, ela puxou isso de mim.
- Vocês fizeram isso de propósito? – Jass perguntou, ingenuamente.
- É, claro. De que outra maneira faríamos o Edward tomar coragem? – Eu disse, sorrindo orgulhosa que meu plano deu certo.
- É, e em matéria de irritar alguém, vocês duas são especialistas. – Carlisle falou, rindo. – Eu já estava vendo a hora do Edward matar a Alice de verdade.
- Que me matar o quê, eu sei me defender muito bem! Vamos, Jass!
- Aonde vocês vão? – Perguntei animada.
- Pra piscina.
- Ah, eu também vou! – Disse, já correndo pra por meu biquíni.
- Esme, deixa eles em paz! Vai ficar segurando vela? – Ai, o Carlisle é tão velho, isso não tem mais nada a ver!
- Deixa de ser ranzinza, e vem com a gente também! – Eu disse e ele levantou, sem nenhuma vontade pra trocar de roupa. Ninguém merece, se eu não fosse a jovem do relacionamento, esse casamento só seria a base de dentaduras e fraldas, FATO!


Capítulo 6: Surpresas

(Aviso: Este capítulo contém cenas impróprias para menores de 18 anos ; ))

Bella POV

Ai que vontade de continuar dormindo, ter que levantar pra arrumar casa é o Ó, mas não tem jeito. Sentei na cama me espreguiçando, adoro fazer isso. Levantei da cama e fui pro banheiro escovar os dentes, depois que saí fui no armário separar a roupa pra colocar depois da faxina.
Como estava calor, escolhi um short jeans e uma regata branca, deixei a roupa em cima da cama e fui pra cozinha tomar café. Esquentei leite e fiz um sanduíche no pão de forma, enquanto pensava que hoje eu ia ter que cozinhar, eu até gosto quando a comida sai gostosa, eu me sinto útil.
Depois que terminei de comer, fui lavar a pequena louça que tinha ali, já que ontem eu só deixei o prato e o copo na pia, mas eu não me incomodo, porque gosto de lavar louça. Isso não é estranho, ok?
Assim que acabei ali, fui trocar de roupa. Peguei uma roupa minha qualquer bem antiga, própria pra um dia de faxina. Olhei no relógio e eram 9 horas, pensei em que lugar começaria primeiro. Decidi pelo banheiro, enquanto eu lavava, ainda podia me refrescar por causa do calor.
Nada contra o sol, eu gosto, mas tem dias como hoje que ele está insuportável. Lavei o banheiro, dei uma geral no meu quarto, o quarto que serve como quarto de hóspedes, arrumei a cozinha, a sala de estar, a sala de jantar, não tinha muita coisa pra arrumar lá, organizei meus livros que estavam uma bagunça só na estante da sala, e quando terminei já eram 12:00, estava morta!
Bom, mas pelo menos valeu à pena, a casa está um brinco, nossa que coisa antiga! Peguei minha roupa em cima da cama e segui para o banheiro, só um banho agora pra relaxar.

Sala da Bella
Banheiro
Quarto

Fiquei um bom tempo embaixo do chuveiro, estava tão bom que não dava vontade de sair dali nunca, mas meu estômago roncou pedindo por comida. Mas antes de atender a sua vontade, resolvi ligar pra Alice, eu precisava pedir desculpas a ela.
Cheguei na sala, peguei o telefone e deitei no sofá discando o número.
- Alô? – Ela atendeu animada.
- Oi Alice, sou eu.
- Ah... oi. – Agora ela não estava mais tão animada.
- Er... Alice, eu liguei porque queria pedir desculpas por ontem, eu sei que exagerei falando aquelas coisas e eu não quero que...
- Ah, não se preocupe Bellinha! Já esqueci! – Ela estava animada de novo, vai entender! – Mas Bella, sério agora, você vai mesmo... er... fazer aquilo?
- Alice, eu disse pra você que não. Eu só estou um pouco... confusa.
- Ai, mas ele gosta tanto de você! E você viu como ele estava mal ontem.
- Alice, eu sei. Ele estava daquele jeito, mas daqui a pouco ele faz de novo a mesma coisa, aí pede desculpa, aí depois faz, e pede. Poxa! – Era tão bom desabafar.
- Eu sei Bella, mas... eu... tô sentindo que ele vai melhorar.
- Alice, sua opinião não conta, você é irmã dele!
- Bellinha, acredita em mim! Quanto eu sinto, é porque vai acontecer.
- Tá bom, Alice. Eu vou desligar, hoje tenho que me virar na cozinha, não tem mais como fugir. – Eu disse rindo.
- Ok Bella, cuidado pra não ter uma intoxicação alimentar hein. Kisses!
- Tchau, Alice. – Ela não podia perder a chance de me zoar. Não é que eu seja ruim na cozinha, eu só não sou boa, entende?
Coloquei o telefone no gancho e pensei no que poderia fazer, que fosse rápido, é claro, estava com muita fome. Depois de pensar um pouco, decidi por macarrão a bolonhesa.
Comecei a preparar, prestando atenção em tudo que estava fazendo, eu sou mestre em trocar sal por açúcar, ou vice versa sabe? Então, se eu não prestar atenção, bye bye almoço!
Depois de algum tempo, finalmente estava pronto. Coloquei num prato, peguei o queijo ralado na geladeira, adoro queijo ralado, e fui pra sala de jantar. Onde minha jarrinha de suco de laranja, que havia feito enquanto esperava o macarrão ficar pronto, estava me esperando.
Coloquei o suco em um copo, e sentei pra comer. Olhei pro prato e pelo menos a cara estava boa, tomara que o gosto também. Peguei o garfo, enrolei com o macarrão e levei à boca, temendo que se estivesse ruim, eu teria que ficar com fome.
Mas o inesperável aconteceu, estava bom, muito bom na verdade, acho que nunca fiz algo tão gostoso, dessa vez me superei! Enquanto mastigava, sorria com minha própria idiotice.
Terminei de comer, e repeti, acabando com todo o macarrão que tinha feito. É que como moro sozinha, me acostumei a fazer pouca comida, mas se tivesse feito mais evitaria ter de fazer mais pra jantar. Eu sempre erro em alguma coisa, e dessa vez foi na quantidade.
Acabei, levei o prato e copo pra cozinha, lavei e pus o resto do suco na geladeira. Fui escovar os dentes, e depois voltei pra sala pensando: E agora, o que eu vou fazer? Morar sozinha às vezes é muito chato, tem o lance da privacidade e tal, mas é muito tedioso.
Eram 14:30, nossa, a hora voou! Lembrei que tinha muita roupa suja acumulada e resolvi lavar, eu tenho uma lavanderia em casa sabe? Aha, babem! Ok, parei.
Coloquei tudo na máquina, e fiquei ali esperando de braços cruzados fitando o nada, às vezes é bom brisar. A hora foi passando e enquanto “brisava’’, uma coisa veio à minha mente: O Edward nem ligou hoje. Ok, eu não pensei isso agora, eu venho pensando que eu disse nos veríamos hoje a manhã toda, mas eu pensei que ele fosse ligar se ele quisesse me ver.
Vai ver ele nem quer tanto assim. Mas não vou pensar nele, não vou me preocupar com isso, se ele não quer, eu também não quero, não to nem aí, pensei enquanto balançava os ombros mostrando desinteresse.
Ah, que droga! Não adianta isso, eu vou continuar pensando nele mesmo assim, afê! Mas por que eu tenho que ficar pensando? Eu duvido que ele esteja, senão ele me ligaria, já são 15:00 e nada, mas eu que não vou ligar.
E hoje nós fazemos 6 meses de namoro, aposto que ele nem lembra, ai que droga! Eu não tenho que ficar assim, se ele não disser nada, eu também finjo que esqueci e pronto, problema solucionado. Até parece que é fácil, ah não importa, eu não gosto dele tanto assim! Tá, isso é mentira.
O barulho da máquina mostrando que tinha acabado de lavar as roupas me despertou, me fazendo perceber que já tinham umas lágrimas escorrendo do meu rosto, ah eu odeio isso! Tirei as roupas dali, expremi e coloquei pra secar. Enxuguei as novas lágrimas que insistiam em cair e fui pra sala, a fim de ver TV e esquecer.
Deitei no sofá, peguei e o controle e liguei a TV, estava passando Titanic, e eu fiquei vendo, eu gosto ok? Mas depois de algum tempo vendo o Jack e a Rose lutando pra ficarem juntos, e trocando juras de amor, eu comecei a chorar de novo e desliguei a TV.
Que droga, nem vendo filme eu consigo me distrair! Tudo bem que ver Titanic não ia ajudar muito, mas ele podia dar um tempinho da minha cabeça, concordam? Coloquei os braços na minha cabeça, tentando pensar em qualquer outra coisa, e sem perceber dormi.

DING... DONG...

Ai, que isso? Nem dormir se pode mais? Tirei os braços do rosto e olhei pro relógio: 18:15. Que isso! Eu dormi muito, como? Como pode?

DING... DONG...

Acho melhor eu ir ver quem é. Não queria ver ninguém, que droga! Calcei meu chinelo e fui caminhando até a porta, coçando os olhos e bocejando. Abri, e quando eu tirei a mão dos olhos: CHO-QUEI!

-

- Bella, vai me deixar aqui? – Edward perguntou, depois de um bom tempo que eu estava ali parada, olhando pra ele de olhos arregalados. Não tem motivo pra estar assim, ele já veio aqui muitas vezes, mas então por que estou? Bom, eu não esperava vê-lo... agora.
- Eu... er... não. Entra. – Eu saí do caminho pra ele passar, com muita dificuldade. Ele estava tão lindo, ele deve ter acabado de tomar banho, porque uma mecha molhada do cabelo estava caindo sobre os olhos dele, e ele estava incrivelmente cheiroso, e tão gosto.. FOCO Bella!
Depois de alguns segundos, eu finalmente consegui acordar. Depois que ele entrou e eu fechei a porta, eu fiquei parada um tempo tentando coordenar os pensamentos de que ele estava ali.
Ele já estava sentado no sofá, olhando pra mim, que no mínimo estava horripilante por ter acabado de acordar, mas ele estava sério, o que me preocupou e muito.
- Eu... er.. só vou... Pera um segundinho. – Eu falei gesticulando com as mãos, típica reação de pessoa nervosa. Corri pro meu quarto e fui pro banheiro. Quando eu olhei meu reflexo no espelho, constatei que não estava tão mal assim, só com cara de sono. Escovei os dentes, lavei o rosto, penteei o cabelo, e dei uns tapinhas na cara pra acordar.
Olhei de novo no espelho, não estava muito melhor não, mas enfim. Saí do banheiro e de novo fiquei nervosa quando vi Edward parado ali, olhando pra uma das paredes, ele parecia estar triste. Eu olhei na mesma direção e percebi o porquê: O quadro, que devia estar ali. Droga, eu esqueci de pôr de volta! Mas eu não sabia que ele vinha aqui né.
- Edward? – Eu disse, fingindo não notar que ele tinha percebido a ausência do quadro.
- Ah, desculpe eu ter entrado aqui... eu só... Bom, eu vim aqui pra conversar com você. – Ele disse, desviando o olhar da parede e olhando pra mim.
- Sobre o quê? – Eu disse, indo sentar na cama. Eu estava com tanto medo que minhas pernas tremiam, se eu ficasse em pé podia cair, sabe lá o que ele queria conversar!
- Eu vim contar pra você, bom... o que eu venho escondendo. – Ele disse, sentando ao meu lado.
- Ah, você finalmente decidiu que sou confiável o bastante pra saber de seu mais misterioso segredo? – Eu tentei disfarçar a raiva na voz, mas com certeza não consegui.
- Bella, não é isso. Eu só não sabia como contar... E bom... eu... Eu ainda não sei. Mas eu vou tentar.
- Então comece. – Fiz perna de chinês.

-

Ele bagunçava os cabelos, nervoso, enquanto eu só olhava pra ele, esperando ele começar, e já tinha um bom tempo que estávamos ali.
- Eu... eu já fui preso, Bella. – Ah. Meu. Deus.
- O. que? – Eu perguntei descrente. – Injustamente, né?
- Não. – Ele disse pondo as mãos no rosto.
- Ah. Meu. Deus. – Eu disse, levantando da cama, e andando de um lado pro outro.
- Eu sabia que você ia ficar assim. – Ele disse baixinho.
- Ah. Meu. Deus. – Eu não sabia dizer outra coisa. Eu não podia acreditar. - Ah meu deus! – Tenho que parar com isso. - Ta bom. – Eu disse, respirando fundo, enquanto ele olhava pra mim. Eu sentei do lado dele de novo. – Por quê? – Eu disse, tentando me acalmar.
- Por agressão. – Ah meu deus, será por isso que o Emmet não deixava que eu falasse com o Edward? Por medo? Eu levantei de novo, andando de um lado pro outro com as mãos na cabeça.
- Foi... numa... mulher?
- É claro que não, Bella! O que você acha que eu sou? – Ele disse abismado, ah qual é, eu tinha que perguntar. – Dá pra você sentar aqui de novo? – Eu fiz o que ele disse.
- Desculpa.
- Bella, só me escuta, ok? – Eu só assenti, eu ainda não acreditava. – Foi só por uma noite, porque eu era réu primário e consegui um bom advogado. – Ah, menos mal! – Mas foi difícil, porque o delegado não queria me deixar sair, digamos que ele não foi com a minha cara. – Ele riu sem humor. – Por isso tive que passar a noite lá, mas caso acontecesse de novo, ele disse que não ia ter advogado que me salvasse, não importa onde eu estivesse.
- Mas por que você fez isso?
- Bella... Você já me viu com raiva, eu simplesmente não pensei em nada na hora, eu só queria... – Ele não terminou de falar.
- Mas o cara ficou tão mal assim? – Ele continuou sem dizer nada. – Edward? – Nada. – Ai meu deus, você matou ele! – Eu disse levantando de novo.
- Aí não teria sido agressão, e sim homicídio, e advogado nenhum me livraria disso. – Ta, isso é verdade. – Mas ele ficou muito mal, tipo, muito mal mesmo. Se o Emmet não tivesse chegado, eu... não sei não.
- Como assim não sabe? – Eu disse, sentando de novo.
- Bella... eu não sabia o que estava fazendo. Eu só estava com... raiva. Eu não pensava claramente, mesmo depois de ele estar inconsciente, eu continuava batendo nele. – Ah. Meu. Deus. – Ele foi um dos caras com que a Jessica me traiu, quando eu soube... eu... eu fui atrás dele. – Depois que ele disse isso, uma luz se acendeu na minha mente.
- Foi por isso que o Emmet foi atrás de você naquele... dia. – Eu disse, constatando o óbvio. – Ele sabia o que ia fazer, por isso ele perguntou se o Jacob tinha ido embora, e por isso ele não me deixou falar com você, e por isso que...
- É Bella, é por isso.
- Edward, você precisa ir a um...
- Ah não! Você também não! - Ele disse, pondo as mãos no rosto de novo. Mas uma coisa não se encaixava na história.
- Como o Jake... Jacob sabe dessa história?
- Por que não foi a primeira vez que aconteceu. A primeira foi no colegial e eu só não fui preso, porque o Emmet me tirou de lá antes da polícia chegar.
- E você matou alguém dessa vez? – Eu perguntei abismada.
- Bella, você botou na cabeça que eu matei alguém né. Fico me perguntando o que você pensa de mim. – Eu fiquei calada. – Não Bella, não matei ninguém. Foi na primeira vez que ela me traiu, logo que começamos a namorar, só que eu estava bêbado, aí todos acharam que a minha reação tinha sido por causa da bebida. Mas o estrago não foi tão grande dessa vez, porque eu não pude bater muito nele, já que Emmet me impediu, ele só ficou inconsciente.
- Ah, só? Realmente não foi nada. – Eu disse sarcástica e ele me olhou sério. – Você acha que batendo neles ia curar o problema do seu chifre? Acho que se você batesse NELA surtiria mais efeito. – Eu nem me importava de disfarçar como odiava essa mulher. Ele revirou os olhos. – Mas é claro que na sua querida Jessica, você não encostaria um dedo. – Argh que ódio!
- De todas as reações que imaginei que você teria, nunca surgiu o ciúme.
- Eu não estou com ciúmes! Estou sendo realista.
- Aham. – Ele disse irônico.
- Os seus pais sabem disso?
- Sim.
- Então eu era a única que não sabia? – Disse, me alterando.
- Bella, pra você era mais difícil de contar.
- E por quê? – Ainda alterada.
- Como eu ia saber o que você ia pensar? E com certeza não está pensando nada bom, primeiro você achou que eu tinha batido em uma mulher e deu pra perceber que você ficou até com medo de mim. – Ele disse a última frase num tom triste. – Depois você ficou achando que eu tinha matado alguém. Você acha que é fácil contar uma coisa dessas pra mulher que eu amo? Que eu já fui preso? Você ficou branca quando eu falei, e eu quase decidi a não contar mais nada. Eu não me orgulho de ter feito isso, e pra ser sincero se o Jacob não tivesse aparecido, eu nunca ia contar.
- O quê? Por quê? Você ia continuar mentindo pra mim?
- Bella, eu não podia correr o risco de te perder, e eu sei muito bem que não ia querer continuar comigo depois que eu contasse. – Já estávamos os dois de pé, e ele bagunçando o cabelo. – Eu posso me controlar, eu prometo pra você que eu vou. Eu só preciso que você... entenda. Eu sei que é difícil ficar com uma pessoa como eu, mas... – Mais uma vez, ele não terminou de falar.
- Por que “se o Jacob não tivesse aparecido”?
- Bella, eu estava bem até ele voltar. Você sabe disso, mas eu não agüentei ver ele te olhando daquele jeito. Eu não queria voltar a ser como eu era antes, mas é difícil, ainda mais depois que eu soube que ele ficou colocando um monte de coisas na sua cabeça, te deixando mais confusa.
- Eu não acredito que você nunca ia me contar. – Eu disse baixinho, sentando na cama de novo.
- Bella, você só escutou isso? Você não escutou mais nada do que eu disse?
- Eu escutei tudo o que você falou, mas eu não consigo acreditar que você não ia me contar se quase não tivesse acontecido de novo. Eu ia continuar a ser a única pessoa pra quem você estava mentindo.
- Bella, eu não podia contar, porque eu sabia que não ia entender. Eu não culpo você por isso, eu...
- Isso não é tão sério quanto eu pensava, Edward! – Ele me olhou, confuso. – Se você tivesse matado alguém, aí sim... Foi só um erro. E por que você acha que eu não ia entender? – Eu disse olhando pra ele, eu até a pouco estava de cabeça baixa. Ele continuou calado olhando pra mim. – Por que você acha que todos iam entender menos eu? EU TENHO ALGUM PROBLEMA? – Agora eu estava com raiva, disse e me levantei da cama, caminhando em direção a ele e parando na sua frente. Acho que sou meio bipolar, até agora pouco eu estava “calma”.
- Bella, não é... isso.
- Então o que é? Me diz!
- Bella, você é a pessoa mais importante do mundo pra mim! Foi difícil contar, porque eu não ia agüentar se não entendesse, eu não ia conseguir viver se você me deixasse. Entende isso? – O.F.M.G. – Eu não podia colocar o nosso namoro em risco contando, eu... eu não queria. Não é que eu não confie em você, mas eu não tinha certeza, eu não tenho certeza do que você ia fazer e... É medo, eu não queria te contar por medo, eu poderia conviver com o fato dos meus amigos não serem mais meus amigos, até meus pais se absterem do cargo, eu ia sofrer com isso porém ia me acostumar, mas não sem você, eu não ia conseguir ficar sem olhar pra você, ficar sem te tocar, sem te abraçar, sem te beijar, eu te amo e não ia conseguir conviver com o fato de não ter você na minha vida. – Ele me abraçou. Porra! Eu preciso dizer que estou chorando um rio agora? Como ele faz isso? Como ele consegue?
Ele se afastou de mim e me deu um beijo na testa, só pra constar: Eu não correspondi o abraço porque eu ainda estava em choque. Ele, então, foi andando em direção à porta.
- Onde você vai? – Perguntei, muito baixo, por causa do choro.
- Eu vou... er... embora? – Acabou soando como uma pergunta, eu estreitei os olhos não entendendo o porquê. – Eu vou deixar você pensar.
- Eu não preciso pensar. – Eu disse, indo em direção à ele. E ele me olhou confuso. Eu cheguei na frente dele e disse: - Depois do que você me disse, você acha que eu preciso pensar em quê? – Ele continuou me olhando, sem entender.
Então eu resolvi mostrar, e o beijei, e ele imediatamente correspondeu e me abraçou pela cintura. Eu fui andando pra trás sem soltar ele, e caímos os dois na cama, com ele por cima de mim.
Depois de tanto estresse, o que eu mais queria era ficar assim com ele pra sempre. Eu queria ter ele ali sempre comigo, quando nós estamos assim não existe mais nada no mundo além de nós. Mas como sempre, tinha que ter algo pra estragar:

How did we get here? I used to know you so well…

- Edward, pega... o... celular... pra mim? – Eu disse entre beijos, o celular estava no criado-mudo, mas meu braço não chegava lá.
- Não, deixa tocar! – Ele disse e foi isso que eu fiz, quem se importa com celular uma hora dessas? Mas o celular insistente continuou a tocar, e eu impaciente bufei. O Edward pegou o telefone e colocou no ouvido, rindo da cara que eu fiz.
- Alô? – Ele disse, abusado né, fica atendendo o celular dos outros. Mas assim que a outra pessoa respondeu, ele desfez o sorriso e olhou pra mim sério. Deitou ao meu lado na cama e me deu o telefone, enquanto fechava os olhos e respirava fundo. Eu não entendi nada, mas atendi:
- Alô?
- Oi Bella! – Ah.meu.deus. Eu olhei pro Edward e ele continuava de olhos fechados.
- Er... só um minuto. – Eu disse no telefone. - Edward, eu vou... er... sair pra... – Eu disse nervosa e ele só assentiu, ainda de olhos fechados. Levantei da cama, saí do quarto e fechei a porta.
Não sabia se tinha feito bem em sair de lá, mas falar com ele lá no quarto estava fora de questão. Respirei fundo e pus o celular no ouvido de novo.
- Oi Jake.
- Oi Bella. Er... foi o Edward que atendeu?
- É, foi.
- Ah Bella, eu sinto muito. Cara, eu só faço merda!
- Jake, calma. Você não tinha como saber.
- Mas ele vai ficar puto com você.
- Eu resolvo.
- Tá, eu... te ligo depois então, foi mal mesmo.
- Tudo bem, tchau.
- Tchau, Bells.

Desliguei e fiquei parada ali no corredor olhando pra porta, pensando se devia entrar ou então fugir do meu apartamento e só voltar amanhã. Isso não é justo, a gente acabou de fazer as pazes, que inferno!
Eu abri a porta devagar, nervosa, tremendo, com medo, tudo ao mesmo tempo. Vi Edward, agora sentado, olhando pra algum lugar que não tive coragem de olhar, e fechei a porta.
- Edward, eu...
- Bella, você podia me fazer um favor? – Ele disse, sem olhar pra mim, ainda sério.
- O quê? – Perguntei, com medo da resposta.
Ele olhou pra mim, mas não parecia estar com raiva.
- Você podia colocar o quadro de volta? – Ele voltou a olhar pra onde olhava antes e notei que o quadro atrás da cama que era o alvo de sua atenção.
- Er... tá. – Eu disse, coloquei o celular de volta no criado-mudo. Peguei o quadro e coloquei na parede de volta, ainda tremendo.
- Bem melhor. – Eu olhei pra ele e ele estava sorrindo, mesmo assim eu ainda estava nervosa. – Agora, vem cá! – Ele disse, esticando a mão pra que eu pegasse, eu o fiz, e ele me puxou pra deitar com ele na cama, enquanto ele me abraçava, isso estava muito estranho.
- Er... Edward?
- Sim? – Ele respondeu, enquanto alisava meu braço.
- Você ficou... chateado?
- Com o quadro? Não, eu entendo que...
- Não é do quadro que estou falando.
- Ah. – Ele pareceu finalmente entender. Droga, agora é a hora que a gente briga de novo! – Bom, fiquei.
- Er... eu... – Não sabia o que dizer.
- Bella, não estou pedindo pra você explicar.
- Tá, eu sei, mas...
- Bella, eu prometi que ia me controlar, não foi?
- É, mas...
- Você não acreditou. – Não acreditei mesmo, mas não ia dizer isso. – Eu não vou brigar com você, Bella. Pode desfazer a cara de medo agora. – Ele riu. Nossa, estava tão óbvio assim?
- Edward, mas... Você não quer saber como ele tem meu telefone? – Eu sei que estava procurando sarna pra me coçar, mas eu não conseguia acreditar que ele estava tão calmo daquele jeito.
- Eu prefiro não saber. – Ele disse, sério. Então ele olhou pra mim, e fez carinho na minha bochecha. – Eu confio em você, Bella. Agora esquece isso. – Ah não, isso é pegadinha!
- Edward, isso não é truque não, né?
- Claro que não. Você diz umas coisas! – Ele riu novamente. – É tão difícil assim de acreditar que vou cumprir minha promessa?
- Bom, na verdade é. Você tem certeza que está bem?
- Eu estou bem, Bella. – Ele olhou pra mim, e deu um sorriso malicioso. – Eu vou te mostrar que eu estou ótimo. – Então ele me beijou, e veio pra cima de mim de novo. WOW, ele tá bem mesmo, haha! Enlacei minhas pernas na cintura dele e pude sentir Edzinho já animado, então eu inverti nossas posições e sentei em cima DELE.
- Bella... – Eu sabia que ia começar a palhaçada, então eu pressionei ainda mais ali e ele gemeu. Eu comecei a levantar a minha blusa e ele disse de novo. - Bella... não faz... isso.
- Shi! – Eu pressionei de novo e ele segurou minhas pernas ali, apertando a minha coxa e gemendo alto agora, eu ri. Terminei de tirar a blusa e vi que Edward estava olhando, na verdade, ele estava me comendo com os olhos. – Você quer que eu tire? – Eu tentei fazer uma voz sedutora, e coloquei as mãos no fecho do sutiã, na parte de trás.
- Quero. NÃO! – Ele gritou e me tirou de cima dele, me jogando na cama. Ele olhou pra mim, na verdade ele estava olhando pros meus seios e depois de alguns segundos, aí sim ele olhou pra mim. – Bella, me dá duas horas, duas horas e meia no máximo.
- Quê? – Eu perguntei, sem entender. Depois de alguns segundos, eu entendi o que ele estava dizendo e sorri. – Mas por que isso, a gente já não está aqui agora?
- Bella, você esqueceu que...
- É, tem que ser especial. – Bufei. Ele deitou em cima de mim novamente e aproximou o rosto do meu, sorrindo.
- Duas horas e meia, eu te ligo e você vai pra minha casa.
- Eu tenho escolha?
- Não. – Bufei de novo. – Ah Bella, só duas horas, deixa de ser chata! É rapidinho.
- Vai logo, porque se continuar deitado em cima de mim, você não sai mais daqui! – Ele riu e levantou, pra calçar o tênis que tinha tirado. – Edward? – Ele olhou pra mim. – Nem mais um minuto a mais! – Ele sorriu de novo, e levantou indo pra porta.
- Até mais tarde, minha musa. – Ele disse, parando na porta e sorrindo de novo. Eu também sorri, eu não resisto a ele. Assim que ele saiu, eu dei uma de Edward e corri pro banheiro pra tomar banho, gelado é claro, só banho frio pra aniquilar o calor que estou sentindo. Enquanto me despia, eu notei: Ah meu deus, É HOJE! Ahhhhhhhh *-*
Eu tomei banho bem devagar, cantando e sorrindo, eu estava muito feliz. Saí, me enrolei na toalha e olhei no relógio, bom já tem 30 minutos que o Edward saiu, então eu estou contando as 2 horas e meia desde essa hora.
Eu sei que isso está MEGA estranho, eu até uns dias atrás não tinha a mínima certeza de que queria isso, mas ele é.... Sei lá, eu quero! É uma sensação estranha, mas deve ser desejo, embora não pareça só isso, mas enfim...
Abri meu armário e peguei um conjunto de calcinha e sutiã branco de renda, eu ainda não tinha os usado. Fechei o armário e parei na frente do espelho pensando no que fazer no meu cabelo, decidi secá-lo com o secador, afinal eu ainda tinha tempo.
Comecei a secá-lo quando o nervosismo começou a se abater sobre mim, até agora eu não tinha parado pra pensar na importância que isso tem, quer dizer, é a minha primeira vez, e é hoje.
Tentei parar de pensar nisso, senão eu ia ficar uma pilha antes da hora. Terminei de secar meu cabelo e peguei meu estojo de maquiagem no armário. Poxa vida, a Alice aqui agora seria uma boa, ela faz uma maquiagem impecável, mas não vou ligar pra ela, tenho que me virar.
Terminada a maquiagem, fiquei um bom tempo me olhando no espelho e até que eu estava bonita, de novo olhei no relógio e faltavam 38 minutos. A hora passou rápido demais, abri novamente o armário e peguei um creme pra passar no corpo.
Depois peguei meu perfume, e borrifei uma boa quantidade no pescoço e nos pulsos, guardei no armário tudo que eu tinha usado e fiquei pensando no mais importante: O que vestir?
Não pode ser extravagante, e nem precisa, mas tem que ser perfeito para a noite de hoje. Acho que pode ser um vestido, é mais fácil de tirar. Não, eu não pensei isso, não pensei!
Enfim, eu vou pôr meu vestido preto Dolce, ele vai até um pouco acima do joelho e é bem colado na parte de cima, tem uma pequena transparência na barriga e é bem sensual, perfeito.
Vou por uma sapatilha preta, eu adoro sapatilhas, é o que eu mais uso e eu não vou colocar salto hoje, acho que não é necessário. Nossa, faltam 18 minutos, eu demorei tanto tempo só pensando na roupa que vou vestir mesmo? Eu definitivamente estou andando muito com a Alice, eu não sou de ligar pra isso!
Me vesti, coloquei a sapatilha e fui me olhar no espelho. É, estou apresentável, mas acho que vou fazer uns cachos no meu cabelo com o baby-lise, ainda tenho tempo.
Depois de fazer os cachos, eu coloquei o cabelo de lado deixando cair minha franja sobre um dos meus olhos. Normalmente eu a prendo, mas assim ela fica mais bonita, pelo menos hoje eu acho isso.
Ok, faltam cinco minutos, só cinco. Caramba, meu estômago está dando nó, minha cabeça está rodando, eu estou começando a tremer, eu não posso dirigir assim, eu preciso me acalmar!
Peguei meu sobretudo, também preto, porque estava frio pra variar, minha bolsa, que já tinha tudo o que eu precisava dentro, peguei meu celular no criado-mudo e fui pra sala. Agora faltam três minutos, já sei, eu vou meditar para ver se me acalmo. Ah, meditar é bom e realmente ajuda.

AUN... AUN... AUN...

Depois de um tempo indeterminado de paz interior, peguei meu celular pra ver se Edward tinha ligado, na verdade eu teria ouvido né. Ele está 20 minutos atrasado! Aquele...

How did we get here? I used to know…

Foi só eu pensar, e ele liga.
- Alô.
- Oi meu amor, já pode...
- Está atrasado, sabia?
- Desculpa Bella, eu me enrolei.
- Tá, eu já estou indo. – E desliguei. Eu disse que não era pra se atrasar, mas ele me obedeceu? Não! Fiquei irritada!
Joguei o celular dentro da bolsa, e saí de casa, trancando a porta. Eu estava tentando não pensar no que eu estava prestes a fazer, senão eu ia acabar batendo o carro.
Assim que passei pela portaria, Seu Zé me cumprimentou com um sorriso mais largo do que o normal, e com um olhar diferente, parecia que ele sabia o que eu ia fazer. Não, com certeza isso é coisa da minha cabeça, eu vou acabar ficando doida de vez!
Cheguei à garagem do prédio, entrei na minha caminhonete e liguei o rádio, a fim de me distrair até chegar lá. E adiantou mesmo, eu fui cantando todo o caminho, bem alto, eu pensei ter ouvido uma senhora me xingar quando parei em um sinal por causa do som alto, mas nem liguei.
Cantei de tudo um pouco, até Britney Spears, e eu nem gosto dela. Estava relaxada e despreocupada até chegar lá. Estacionei o carro, peguei minha bolsa e saí. Tive que conferir se era a casa dele mesmo, estava tão escuro, parecia que não tinha ninguém.
Na verdade, tinha uma fraca iluminação, mas bem fraca. Andei até a porta e quando ia tocar a campainha, vi que tinha um bilhete pregado nela.

Siga as pétalas,
E me espere.


Eu não sei por que o Edward faz isso, ele adora esses bilhetinhos. Tudo bem que é muito fofo, mas eu fico meio sem graça com ele me “cortejando” o tempo todo, ele é sempre tão carinhoso, romântico, divertido e... Enfim, é estranho isso, ele é melhor do que os príncipes de contos de fada, isso não é normal!
Forcei a maçaneta e abri a porta. Entendi imediatamente o porquê de estar tudo tão escuro, a casa estava toda à luz de velas, sendo que as velas estavam dentro de recipientes transparentes, similares a copos, mas um pouco maiores.
Estava tudo tão perfeito, que pisquei algumas vezes pra saber se era real. A casa dele, assim que entra, tem um pequeno corredor que leva até a sala, mas da porta já dá pra enxergá-la. A cozinha é como se fosse um bar, só que bem maior, por que tem aquele pequeno “muro” que a separa da sala e que segue por esse pequeno corredor também.
Quando eu ia dar o primeiro passo pelo caminho de pétalas citado por Edward, depois do choque de ver como a sala à luz de velas estava perfeita, eu reparei que em cima do “muro” tinha outro bilhete.

Sinta-se beijada,
Minha musa...


Esse eu entendi, ele sempre me beija antes de falar qualquer coisa quando eu abro a porta, ou ele abre a porta sabendo que sou eu, e como ele não está aqui para dá-lo pessoalmente ele deixou um bilhete. Ao lado deste, tinha um lírio branco, ai como eu adoro lírios! Mentira, eu adoro qualquer flor que ele me dá!
Eu o peguei da bancada e comecei a andar pela trilha de pétalas brancas no chão, eu estava mais ansiosa ainda com isso! Conforme eu andava, eu pude ver melhor a sala, e tinham muitas velas ali, criando um clima MEGA romântico.
Continuei seguindo e o caminho levou à sala de jantar. OMG, a mesa estava posta para duas pessoas, também a luz de velas. E em volta da mesa, tinha um coração feito com pétalas de rosas vermelhas, então era como se quando sentássemos ali, estaríamos dentro dele.
Caramba, eu podia sentir que ia chorar, está tudo tão perfeito que até esqueci que ele atrasou, fala sério, ele é bom demais pra ser de verdade! Ah isso não é justo, eu quero ver o quarto! Não é safadeza não tá, mas se aqui está assim, imagine lá, OMG!
Ah não quero nem saber, eu vou lá agora, não quero saber se era pra esperar aqui, eu não agüento! Eu olhei pro corredor que ia pro quarto pra ver se Edward estava ali, nem sinal. Fui andando até lá tentando não fazer nenhum barulho, a cada passo a ansiedade aumentava.
Cheguei em frente a porta, com um sorriso de orelha a orelha imaginando a beleza que devia estar. Forcei a maçaneta e não abriu, forcei de novo e nada. Nossa, será que eu estou fraquinha?
- A curiosidade matou o gato, Bella. – A voz mais linda do mundo sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar. Fui virando devagar, mega sem graça por ter sido pega, e quando finalmente olhei pra ele, ele estava balançando um chaveiro e sorrindo cinicamente pra mim.
- Por que você trancou? – Cruzei os braços.
- Porque eu sabia que você ia querer espiar. – Ele falou, sem tirar o sorriso cínico do rosto. Eu então notei que ele estava lindo, tipo, ele é lindo todos os dias, mas sinceramente cada vez que o vejo parece que ele está ainda melhor.
- Mas eu vou ver de qualquer jeito.
- É, mas não é agora. – Ele disse ainda rindo, e eu fiz bico. Então ele se aproximou pra falar no meu ouvido, ah ele adora fazer isso! Eu fechei os olhos quando senti o tão conhecido tremor percorrer meu corpo quando ele se aproxima desse jeito, e me inebriei do aroma que ele possuía. – Você está maravilhosa! – É claro que eu corei. Depois de ele dar mais um daqueles sorrisos, me beijou. Um daqueles beijos que me fazem esquecer tudo ao meu redor.
Quando o ar faltou, nos separamos e ele me levou de volta pra sala de jantar. Eu, como sou má, fiz questão de tirar o sobretudo bem na frente dele, e bem devagar. Ele ficou me encarando, correção: Encarando o meu corpo com a boca entreaberta, e eu ri.
- Que foi, Edward? – Eu perguntei cínica, enquanto ele ainda estava me olhando. Ele adora me fazer ficar sem graça, e pensa que eu não sei que ele fica sussurrando no meu ouvido o tempo todo por que sabe que eu me arrepio, eu só estou revidando!
Ele, depois de alguns segundos, finalmente olhou pra mim.
- Você ainda pergunta? – Ele olhou de novo pro vestido.
- Você quer que eu tire? – Me fiz de desentendida, mas minha voz entregava o que eu realmente queria dizer.
Edward se limitou a olhar pra mim e rir, eu não sei que tanta graça é essa que ele acha. Nós começamos a comer, detalhe: Ele me serviu, olha que lindo! Tá, parei. Era canelloni, que estava maravilhoso por sinal, e como bebida um vinho branco, ótimo também.
Enquanto comíamos, conversamos sobre amenidades. Comemos a sobremesa, Edward fez, eu tive que zoar né, era mousse de chocolate e estava ótimo. Quando eu estava terminando de comer, o nervosismo começou a se fazer presente de novo.
Ele levantou e eu vi que ele já tinha acabado de comer.
- Eu já volto. – Ele murmurou, no meu ouvido, e eu tremi. Ah senhor, é agora! Eu terminei de comer e fechei os olhos, não sei por que fiz isso. Passaram dois minutos e eu continuava de olhos fechados. – Vem comigo. – De novo ele sussurrou no meu ouvido.
- Você gosta de fazer isso, não é mesmo? – Eu disse me levantando, e parando na frente dele.
- O quê?
- Sussurrar no meu ouvido e fazer com que eu me arrepie.
- É, eu gosto um pouquinho. – Ele disse rindo, pegou a minha mão e começou a andar em direção ao quarto. – Bella, você está gelada. – Ele disse olhando pra mim. – Você quer...
- Edward, não começa não! Já estava demorando! Nervosismo é normal, sabe? – Eu sabia que ele ia começar com o papo de “Tem certeza disso?”
- Tá bem. – Ele respondeu quando chegamos à porta do quarto, então ele foi pra trás de mim e tapou meus olhos com as mãos.
- Edward, o que isso? Que bobeira é...
- Calma, Bella! – Ele disse e eu o senti mexendo na maçaneta, e eu tremi mais ainda.

Quarto do Edward
Banheiro

Ele foi me guiando pra dentro do quarto, ainda tampando meus olhos.
- Ai droga. – Disse baixinho.
- O que foi? – Perguntei preocupada. O cheiro no quarto era muito bom, misturado com o cheiro dele ficava irresistível.
- Er... Bella, eu vou tirar a mão dos seus olhos, mas você vai ter que continuar de olhos fechados.
- Ain, mas por quê?
- Bella, é rápido. Promete que não vai abrir os olhos até eu mandar?
- Ta, tudo bem. – Ele tirou a mão dos meus olhos devagar e eu podia sentir que ele continuava no mesmo lugar vendo se eu não ia mesmo abrir os olhos. – Edward, eu já disse que não vou olhar! – Eu estava me corroendo de vontade, mas me contive, eu não queria estragar a “surpresa”.
Eu o senti andando até algum lugar do quarto, e depois voltando pra trás de mim. Começou a tocar uma música, ou melhor, umas das minhas favoritas: I wanna know what Love is, e no mesmo instante ele disse:
- Pode abrir. – Eu fiz o que ele disse, e quando eu vi como estava o quarto, o meu cérebro parou. Eu imaginei de estar perfeito, mas não de estar ASSIM.
O quarto também estava iluminado à luz de velas, mas estas eram aromatizadas e eram velas brancas e rosas, também dentro daqueles recipientes, elas estavam em pontos estratégicos que tornava a iluminação nem tão clara como a de luz normal, nem tão escura quanto às da sala, simplesmente a iluminação ideal.
A cama estava forrada com um lençol de seda branco, na verdade era um tecido que brilhava, pelo menos com aquela iluminação. Tinham almofadas rosas e brancas no lugar de travesseiros, e muitas pétalas de rosas vermelhas e brancas por toda ela.
Em um dos criados-mudos, havia um balde de gelo com uma garrafa de Champagne dentro e ao lado duas taças. Uma espécie de taça, só que mais larga com morangos, pode ser impressão minha, mas eu acho que a posição que os morangos estão dentro da taça não é mera coincidência, é como se eles tivessem sido arrumados ali pra ficar naquela posição perfeita.
E ao lado desta taça, tinha outra com chocolate derretido, ele deve saber que eu sou chocólatra assumida. Pude perceber também, que a cama estava sobre um tapete branco feito com fios mistos de lã e seda.
Tinham também almofadas brancas e rosas em alguns locais do quarto, assim como também tinha em um divã branco, que não estava ali antes. Eu não podia acreditar que ele comprou tudo isso só pra decorar o quarto PRA MIM, eu não acredito!
Eu fui andando pelo quarto, ainda tentando absorver que tudo aquilo estava mesmo ali quanto notei que tinham dois quadros no quarto, um em cada parede desocupada, já que encostada em uma tinha o armário dele e na outra tinha a enorme estante onde ficava a TV, DVD, Home theater, etc...
Era uma imagem minha nos dois quadros, em um era uma pintura de uma foto minha, mas o outro não. O outro era um retrato meu, mas só pode ter sido pintado por alguém que me conhece, é uma pintura minha sorrindo.
- Bella, será que você podia dizer alguma coisa? Se você gostou, ou se detestou? – Edward falou comigo, e eu desviei a atenção do quadro e olhei pra ele. – Você está chorando? – Eu coloquei a mão no rosto pra checar e eu realmente estava. De tão chocada que eu estava eu nem percebi que chorava.
- Eu... eu... – Droga! Isso é hora da minha voz sumir?
- Você não gostou, não é? – Ele disse, aproximando de mim. – Bella, você pode me contar a...
- Edward, cala a boca! Como eu não ia gostar? Está tudo perfeito! – Eu disse, olhando de novo pro quarto, e admirando. O meu nervosismo desapareceu completamente quando eu me dei conta do homem para o qual eu vou me entregar, eu ainda não acredito que ele fez tudo isso. – Como você fez isso tão rápido? Alguém te ajudou?
- O Emmet. Ele fez o canelloni, não dava tempo de fazer tudo.
- Não, mas, eu digo, TUDO isso, a decoração. Foi você?
- Bom sim, mas... – Eu o interrompi.
- E o quadro? Quem fez? Foi alguém que me conhece, eu não tenho nenhuma foto assim. – Eu disse, admirando novamente o magnífico quadro. Depois de alguns segundos eu o olhei de novo, porque ele não tinha me respondido. E ele estava bagunçando o cabelo, sem graça. – Quem foi que fez?
- Bom... er... fui eu. – O-M-G.
- Você? Você... pinta? – Eu perguntei incrédula.
- Bom, eu tento.
- Você TENTA? O quadro ta perfeito. – Eu olhei de novo, eu não conseguia parar de admirar. Cara, como o Edward conseguia ser tão perfeito assim? Isso é maldade!
- Ah Bella, menos!
- Por que você nunca me contou? – Eu disse, me aproximando mais dele, e parando na sua frente.
- Era surpresa, Bella. Eu não queria dizer até mostrar.
- Então, aquele outro ali também foi você quem fez? – Eu apontei pra pintura que era de uma foto minha.
- É, eu pintei aquele, porque não tinha certeza se se eu fizesse pelo jeito que lembro de você ia ficar bom, porque eu sou melhor pintando paisagens.
- Pera aí. Aquele quadro com a praia que você me deu, também foi você que pintou? – Eu perguntei, lembrando daquela paisagem maravilhosa.
- É... foi. – Ele disse, bagunçando o cabelo outra vez. – Eu não contei porque estava com medo de você não gostar.
- Edward, você é inacreditável! – Eu disse e o beijei. Eu não podia assimilar que ele tinha feito esses quadros e dizer que não estava bom, como pode uma coisa dessas?
Depois de alguns segundos de beijo, ele me pegou no colo e um grito baixo de susto escapou dos meus lábios o fazendo rir, enquanto eu segurava o pescoço dele com as duas mãos para não cair. Enquanto ele caminhava comigo até a cama, eu podia sentir que ele estava tirando o tênis e a meia e largando pelo caminho.
Ele me deitou delicadamente na cama, tirou a minha sapatilha e deitou por cima de mim. Eu não estava mais nervosa, só ansiosa e curiosa também. Eu passei a mão suavemente pelo cabelo dele, e pelo rosto.
Depois as levei até a borda da sua camisa e comecei a puxar pra cima, o pensamento de que ele iria me impedir surgiu na minha cabeça, mas felizmente ele não o fez. Pelo contrário, ele levantou os braços pra me ajudar a tirar.
Assim que o fiz, ele voltou a me beijar. Depois passou para a bochecha, maxilar, queixo, pescoço, tudo isso bem devagar e me fazendo arfar e muito. Apesar dos beijos serem vagarosos, eram bem intensos, ele alternava em beijos, sucções, lambidas, chupões, enquanto eu gemia ainda baixo.
Eu comecei a emaranhar os dedos no cabelo dele, e a cada chupão que ele me dava eu gemia mais alto e puxava o seu cabelo. Ele começou a dar chupões no outro lado do meu pescoço, recebendo arranhões meus no pescoço e nas costas.
Colocou as mãos na borda do meu vestido e foi puxando pra cima, minha respiração se tornou descompassada e involuntariamente arranhei o abdômen nele, o fazendo gemer alto. Subi as mãos para o seu peito e arranhei até seu abdômen novamente e num piscar de olhos, ele arrancou meu vestido e jogou em algum lugar do quarto.
Ele parou com o que estava fazendo para me olhar, me secar, me comer com os olhos e ficou um bom tempo fazendo isso.
- Edward, você ainda está com roupa. – Eu fiz bico, e ele riu. Inverti nossas posições ficando em cima dele, abri o botão da calça e ele contraiu o abdômen quando “sem querer” eu passei os dedos por ele.
Fui puxando a calça pra baixo, e passando os dedos pelas pernas dele bem lentamente. O olhei e ele estava de olhos fechados. Terminei de tirar a calça e fui engatinhando pra ficar em cima dele de novo.
Coloquei as mãos no cós da boxer, e ele começou a ofegar, eu aproximei meu rosto e dei um beijo NELE por cima da boxer, o Edward gemeu muito alto e ofegou mais ainda.
- Ah Bella, você ta querendo me matar!
- Não, eu preciso de você vivo! – Eu disse com uma voz sensual, e puxando a boxer e... WOOOW! É muito grande, mas como eu digo muito, é muito mesmo! Ain deus, acho que não cabe em mim não, ai fiquei com medo!
- Bella, o que foi? – Ele perguntou, depois de eu ficar um tempo encarando ELE, era bom fazer isso, eu gostei dele, hahaha.
- Nada. – Olhei pra ele, e antes de qualquer outra coisa, Edward já estava em cima de mim de novo.
Voltou a explorar meu pescoço, orelha, ombro, colo, alternando em mordidas, beijos e chupões, enquanto sua ereção extremamente rígida pressionava a minha coxa. Senti as mãos dele nas minhas costas, e rapidamente ele tirou meu sutiã.
Depois de um bom tempo encarando meus seios, ele tomou um deles com a mão, apertando de leve e brincando com meu mamilo, enquanto abocanhava, lambia, sugava e mordia o outro seio. Eu tinha certeza de que isso ia deixar marca, embora não estivesse doendo.
Meus gemidos agora eram bem altos, enquanto cravava as unhas nas costas dele. Depois de um bom tempo brincando com meu seio, ele abocanhou o outro.
Ele foi descendo a boca pra minha barriga, onde também beijava, lambia e sugava. As suas mãos agora apertavam as minhas coxas com força, desceu com a boca até a minha calcinha, e deu um beijo NELA também, me ouvindo gemer o nome dele, e sorriu.
Eu sabia que ele ia tirá-la, mas não com os dentes que foi como fez, passando-os propositalmente pela minha intimidade, eu gemi tanto que acho que ele perdeu a paciência, e arrancou minha calcinha de uma vez, eu tenho a leve impressão de que ele a rasgou.
Me beijou ferozmente, apertando minhas coxas novamente enquanto eu sentia Edzinho roçando na minha menina, me fazendo gemer ainda mais alto com isso, mas foi abafado por causa do beijo.
Eu senti que ele estava esticando o braço pra pegar algo no criado-mudo, e pelo barulho julgo que era uma camisinha. Eu estava de olhos fechados, parecia que tinha um incêndio se formando em mim, mas não era nenhum pouco ruim. Era um misto de sensações intensas, todas ao mesmo tempo.
- Bella, olhe pra mim. – Ele disse, tentando controlar a respiração, enquanto eu sentia ELE posicionado na minha entrada. – Abra os olhos. – Eu o fiz e me impressionei em como os olhos dele brilhavam de desejo.
Ele começou a me penetrar devagar, medindo a minha reação, até que senti algo se rompendo dentro de mim e fiz uma careta devido à dor.
- Bella, você... – Ele tentou dizer, mas eu tapei a boca dele antes que ele começasse a falar besteira. Ele continuou, e eu sentia a dor aumentando, mas evitei mostrar isso pra ele não notar, então fechei os olhos novamente. – Bella, olha pra mim. – Não sei por que ele faz tanta questão, mas abri os olhos de novo.
Ele saiu e me penetrou de novo, um pouco mais rápido, e eu já quase não sentia dor. Ele estocou a 3ª vez e eu gritei o nome dele, agora a única coisa que eu sentia era que ele estava dentro de mim, e o enorme prazer que isso me proporcionava.
Depois disso, ele começou a me penetrar com vontade, alternando movimentos rápidos e lentos, fortes e fracos, enquanto eu gemia cada vez mais alto, e ele também, mas acho que os meus gemidos abafavam os dele.
Depois de mais algumas estocadas, eu comecei a sentir que alguma coisa estava chegando, eu sabia o que era, mas sentir é totalmente diferente. Ele começou a estocar mais rápido, e me apertar mais forte, por um momento achei que ele ia afundar os dedos na minha coxa.
Eu envolvi a cintura dele com minhas pernas, numa tentativa de aumentar o contato. Meu corpo tremeu, meus músculos se contraíram, o coração começou a bater mais acelerado enquanto eu afundava mais ainda as unhas nas costas dele, quando uma sensação maravilhosa me atingiu.
Era como se naquele momento, eu não sentisse mais meu corpo inteiro, mas era muito bom, eu nunca senti nada tão bom. Uma sensação de plena entrega, onde a única coisa em que eu pensava era nele.
Ele saiu de dentro de mim, deitou ao meu lado e se livrou da camisinha. Eu ainda estava olhando pro teto, tentando controlar minha respiração e meu coração, que estavam descompassados.
- Porra, se eu soubesse que era bom assim, não tinha esperado tanto tempo! – Disse olhando pra ele, que começou a rir.
- Então, suponho que valeu a pena esperar. – Se eu o achava maravilhoso, eu não sem nem agora com essa voz rouca perfeita.
- Não. – Eu disse e ele me olhou confuso. Eu me aproximei do ouvido dele pra falar. – Eu quero mais. – Eu mal terminei de falar, e ele já estava colocando outra camisinha e me penetrando com fúria.
Me fazendo gemer alto devido a rapidez com a qual ele fez isso. Dessa vez ele não foi calmo e delicado como antes, ele foi selvagem e foi muito melhor assim, o orgasmo foi bem mais intenso agora, e ele gemeu audivelmente dessa vez.
Agora eu também pude perceber o Edward tremendo, quando chegamos ao ápice um seguido do outro. Outra vez, ele se livrou da camisinha e caiu ao meu lado, exausto.
Eu também estava cansada, muito, mas mesmo depois de fazermos amor uma 3ª vez, eu simplesmente ainda não tinha saciado a minha fome dele. Apoiei o cotovelo na cama, colocando a mão na cabeça e deitei de frente pra ele, o encarando.
- Ah Bella, dá um tempinho aí! Eu tô cansado!
- Eu não sabia que você era tão mole! – Eu disse cruzando os braços, deitando na cama de barriga pra cima.
- Como é que é? – Ele disse olhando pra mim. Ele não suporta que firam o orgulho dele, haha!
- Isso mesmo que você ouviu. – Disse tentando conter o riso, senão ia estragar a minha ceninha.
Ele rapidamente veio pra cima de mim e eu fiquei olhando pra ele, novamente tentando não rir, mas não consegui. Ele esticou o braço pra pegar a camisinha, sem desviar o olhar do meu e eu o impedi.
- Não, eu quero ver como é sem isso.
- Mas Bella... – Eu tapei a boca dele e ele não insistiu mais.
Ele pegou as minhas pernas e as colocou nos seus ombros, enquanto eu olhava pra ele confusa.
- O que é is... – Eu não pude terminar de falar, porque ele me penetrou rapidamente e de uma só vez. - AI CARALHO! – Ele foi muito fundo, muito mesmo. Se eu achava que tinha sido ótimo das outras vezes, eu nem sei o que dizer agora.
Eu não conseguia controlar. Eu estava gritando, urrando, enquanto ele bombeava cada vez mais rápido, mais forte, mais fundo, me fazendo contorcer com o prazer inimaginável que me possuía. MEU DEUS! ACHO QUE VOU TER UM TRECO, CHAMEM O CORPO DE BOMBEIROS, PORQUE O INCÊNCIO ESTÁ INCONTROLÁVEL DENTRO DE MIM!
- AAAAAH! ISSO... É MUITO.... BOM! – Eu gritei arqueando as costas, quando foi mais fundo ainda.
- É, e eu sou.... mole han? – Ele disse com a voz carregada de desejo.
Eu agarrava os lençóis da cama com força, e ele apertava o meu quadril gemendo freneticamente. Agora eu estava muito próxima ao clímax, e percebi que ele também, pois começou a bombear mais forte e mais rápido.
Uma última estocada e a maravilhosa sensação de entrega tomou conta de mim pela 4ª vez na noite. Senti ele se liberar dentro de mim, caiu de novo ao meu lado, e me puxou pra ficarmos de conchinha. Eu nem tinha como dizer mais nada de tão extremamente cansada, apenas deixei meus olhos se fecharem e a inconsciência me tomar.

-

Abri meus olhos devagar e a primeira coisa que veio à minha cabeça foi minha noite com Edward. Eu não podia ter imaginado nada tão perfeito assim: A rapidez com o que ele fez, tudo o que ele fez (Tudo, sem exceção. Desde a decoração até o sexo m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!), como ele fez, a intensidade... Ok, é melhor eu parar.
Eu lembro cada detalhe: Das suas mãos passando pelo meu corpo de maneira possessiva, dos seus olhos analisando cada uma de minhas reações, do sorriso presunçoso que ele dava quando eu gemia mais alto devido a algum de seus movimentos inesperados, era tudo tão intenso como se eu estivesse vivenciando de novo neste momento.
Olhei pela janela e constatei que ainda estava escuro. Sentei na cama, olhando pro quarto e foquei num lugar especial: Criado-mudo. Me espantei com a quantidade de camisinhas que tinha na gaveta que o Edward deixou aberta, será que ele achou que íamos fazer tanto assim? Bem, já que tem, elas não vão ficar sem utilidade né, haha!
Escutei barulho de água vindo do banheiro, com certeza ele estaria tomando banho. Levantei, sentindo minhas pernas ainda trêmulas, e entrei no banheiro. Assim que vi a imagem dele debaixo do chuveiro, me questionei em como poderia um ser humano ser tão absurdamente perfeito.
Realmente ele parecia ter sido desenhado, cada detalhe do seu corpo era tão milimetricamente no lugar que me fazia arfar apenas olhando, mesmo estando longe dele.
Abri o boxe devagar pra ele não perceber que estava ali, e fechei logo que entrei. Ele continuava de olhos fechados com uma expressão relaxada, apenas sentindo a água batendo contra seu corpo.
Me aproximei dele prestando atenção para não fazer nenhum barulho, e o abracei por trás passando as mãos naquele tanquinho maravilhoso que só ele tem, sentindo o estremecer.
- Ai Bella, que susto! – Ele disse, virando de frente pra mim.
- Desculpe, eu vou embora então. – Eu não fiquei chateada com o que ele disse, é só charme, adoro fazer isso.
- Não, não, não, vem cá! – Ele puxou meu braço, e me segurou de frente pra ele pela cintura, quando fiz menção de sair do boxe.
Alcançou meus lábios sedentos por ele, enquanto eu enlaçava as pernas na sua cintura e os braços no seu pescoço, eu necessitava dele mais uma, duas, três, quantas vezes eu pudesse aguentar.
Ele sorriu contra os meus lábios e me encostou na parede do boxe. Senti arrepios passarem pelo meu corpo quando minha pele entrou em contato com a mármore gelada, mas a água quente do chuveiro dissipou os calafrios.
Ele desceu os lábios para o meu queixo, dando leves mordidas e eu comecei a dar chupões no pescoço dele, eu também queria que ele ficasse marcado registrando que ele é MEU, tem muita mulher em cima pro meu gosto!
Permaneci com um braço em volta do seu pescoço, já que estava suspendida no ar, podia cair a qualquer momento num mínimo deslize. Desci uma das minhas mãos apertando a bunda dele, o fazendo gemer baixo no meu ouvido, depois subindo com ela pelas suas costas o arranhando, era ótimo o sentir se arrepiar com meu toque.
Apertei ainda mais minhas pernas ao redor dele. Ele brincava com meu seio com uma das mãos, segurava meu quadril com a outra.
Então a mão que brincava com meu seio, desceu me tocando intimamente, alisando toda a minha excitação e estimulando meu clitóris.
- Oh.... Oh... Edward... – Gemia descontrolada com esse ato, quando ele me penetrou com um dedo, depois com mais um fazendo movimentos de vai e vem, enquanto meus gemidos se tornaram mais intensos e mais altos, ecoando nas paredes que cercavam o boxe.
Ele tirou os dedos de dentro de mim, me fazendo gemer em frustração, para levá-los a boca. Mordi o lábio inferior sentindo-me ficar ainda mais úmida com esse ato inquestionavelmente sexy.
Então, sem esperar mais, me penetrou de uma vez, me apertando ainda mais contra o seu corpo, enquanto eu pendia a cabeça pra trás, usufruindo de toda a sensação.
Passou a língua pelo meu seio, ainda me penetrando com fúria, arranhou minha coxa com a outra mão quando os seus movimentos se tornaram mais rápidos.
Me pergunto como ele consegue fazer tudo isso ao mesmo tempo. Depois de alguns minutos, atingimos o clímax juntos, e enquanto meu corpo inteiro estremecia, ele se liberou no meu interior.
- Bella? – Ele me chamou depois de alguns segundos, com a respiração agora controlada.
- Hum? – Aos poucos, meu coração voltava a bater normalmente. Mas eu ainda mantinha minhas pernas ao redor da cintura dele, e os braços no seu pescoço.
- Não vai descer daí? – Ele disse com um tom divertido na voz por eu ainda estar pendurada nele. Tirei as pernas da sua cintura, mas assim que as coloquei no chão, não senti nenhuma firmeza e ia cair, se ele não tivesse me segurado.
- Não consigo andar. – Disse, sentindo minhas pernas feito gelatinas.
- Hahahaha.
- Eu tô falando sério. – Disse olhando pra ele, sem desgrudar os braços do seu pescoço, pois se fizesse isso com certeza iria cair. Ele me fitou por um segundo, riu fechando o chuveiro, e me pegou no colo.
Saiu comigo do banheiro, e me colocou deitada na cama, enquanto eu sentia minhas pernas voltando ao normal. Ele voltou pro banheiro e quando retornou ao quarto, estava segurando duas toalhas, jogou uma pra mim, e com a outra enxugou o cabelo.
Só que ele ainda estava nu. Porra, eu babei e muito nele! Por que ele tem que fazer essas coisas hein? Ele percebeu, claro, e sentou ao meu lado, rindo.
- Sente isso? – Ele tocou na minha perna, ainda rindo.
- Isso não tem nenhuma graça. A culpa foi sua!
- Aham, e quem é que foi me provocar enquanto eu tomava banho, hein? – Ok, eu agora fiquei quieta. – É, depois fica sem graça.
Eu coloquei um travesseiro no rosto e ele riu ainda mais. Então eu peguei um dos lençóis e me cobri, já que ainda estava nua.
- Ah não Bella, tira isso daí! Ver você coberta é maldade. – Ele disse, puxando o lençol e tentando me descobrir.
- Larga! Não quero mais assunto com você! – Disse, segurando o lençol pra ele não puxar. Tirei o travesseiro do rosto e fiz bico.
- Tem certeza disso? – Ele disse com um tom sugestivo, e dando aquele sorriso cínico. – Eu acho que você quer. – Ele começou a deitar em cima de mim, e sua ereção já estava evidente. – Bella, não faz isso. Olha pra mim. – Ele pegou meu queixo e levantou, mas eu virei os olhos pro outro lado. – Ah Bella, olha pra mim, vai. – Começou a beijar meu queixo, maxilar, canto da boca, bochecha, assim não dá pra resistir, concordam? – Hein? – Ele fez voz manhosa e carinha de cachorro abandonado.
- Ai tá bom, mas pára de me torturar. – Me rendi. E ele sorriu torto, me fazendo sorrir também.
Ele levantou e foi pegar alguma coisa no armário, enquanto eu fiquei olhando o que poderia ser. Ele voltou com uma caixa, que parecia aquelas caixas de jóias, mas era maior e colocou em cima da cama na minha frente.
- O que é isso? – Perguntei.
- Seu presente de 6 meses de namoro, meu amor. – O.M.G. – Achou que eu tinha esquecido, né? Você sempre pensa o pior de mim! - Olhei no relógio em cima do criado-mudo e eram 3 da manhã.
- Não vale mais, está de madrugada! – Disse sorrindo, ainda constrangida por ele ter dito que penso o pior dele. Eu não pensei o pior, só pensei mal ué, é diferente!
- Eu teria entregue antes, se você tivesse me deixado respirar. – Ele disse, rindo da minha cara.
- Olha como eu achei engraçado! – Eu apontei com meu dedo indicador pro meu rosto sério.
- Tá bom meu amor, já parei. Não vai abrir?
- Vou. – Eu disse, e abri a caixinha de veludo, sim era veludo, por isso disse que parecia uma caixa de jóia. O presente era um coração de vidro que tinha mais ou menos 20 centímetros. Eu prefiro pensar que era de vidro ao invés de ser de cristal, como estava parecendo. Tinha um líquido vermelho no seu interior, e ele estava dividido ao meio.
Edward sempre me surpreendia com seus presentes, era... Perfeito. Um presente diferente, romântico, extremamente lindo, e pra variar, eu já estava chorando. Que coisa irritante chorar o tempo todo, ele sempre me emociona!
- Bella, não chora, não! – Ele disse, e sentou atrás de mim na cama me abraçando. – Você gostou?
- Eu AMEI! – Ele sorriu. – É pra por aonde?
- Na parede.
- Com cola? – Ele riu.
- Já vem com uma cola especial, meu amor. – É claro que vem, como eu sou burra! – Uma metade vai ficar com você, e a outra comigo. Mas queria que o visse inteiro.
- Fica melhor, as duas partes juntas. – Eu disse, admirando o coração.
- Eu também acho. Você podia vir morar comigo, assim elas ficariam juntas e colocaríamos na parede aqui do quarto. – Eu engoli em seco com o que ele disse.
- Você tá brincando, né?
- Na verdade, não. – Oh god! – Mas já que você fez essa cara, a gente finge que sim. – Ele disse com um tom divertido, mas tinha tristeza na sua voz. Eu fiquei sem saber o que dizer com isso, não queria que ele ficasse chateado comigo. – Onde você quer que eu ponha? – Ele desconversou e pegou uma metade do coração na caixa.
Eu olhei ao redor do quarto e decidi.
- Ali. – Eu indiquei a parede atrás da cama. Ele tirou um plástico que tinha atrás do coração e o colocou um pouco acima da cama. – Ficou lindo! – Sorri. Ele deitou, pra vê-lo melhor. – Dá pra tirar? – Porra, por que eu perguntei essa idiotice? O Edward ficou sério com a minha pergunta, e depois sorriu tentando disfarçar.
- Nossa! Você nem colocou o seu, e já quer tirar! – É claro que o humor dele não me convenceu, os olhos dele revelavam tudo e mais uma vez fiquei sem saber o que dizer. E eu tinha certeza que ele não estava só falando do coração. – Dá pra tirar, mas pra pôr de volta, aí sim precisa da cola. – Desviei o olhar do dele, a culpa estava me corroendo.
Fechei a caixa com a outra metade do coração, e deitei ao lado dele, olhando pra metade do coração na parede.
- Eu aposto que foi caro.
- Não interessa o preço!
- Se você diz isso, é por que foi.
- Como tem certeza? Você nunca soube os preços dos meus presentes! – Ele disse rindo, e eu tentei não olhar nos olhos dele, por que eu sabia que mesmo rindo, ele ainda estava chateado. – E nem vai saber.
- Edward?
- Hum?
- Você ficou...

TRING... TRING...

Nossa, quem liga pra casa de alguém há essa hora? Edward levantou, mais rápido do que devia, acho que ele percebeu o que eu ia perguntar. Foi até o armário e vestiu uma boxer azul-escuro. Sentou no outro lado da cama para atender o telefone.
- Alô? – Ele disse, com uma voz paciente apesar do horário. Isso eu não entendo, ele às vezes mostra uma calma desnecessária e outras vezes, sai de baixo! – Oi Alice. – Ele falou num tom desanimado, e eu ri.
Tentei melhorar o humor e fingir que nada aconteceu, talvez assim ele esquecesse. Enrolei o lençol no corpo e sentei na cama, me esticando pra pegar um morango. O molhei no chocolate e mordi, nossa, como estava gostoso! Senti Edward bater na cama chamando minha atenção e olhei pra ele.
- Eu também quero. – Ele murmurou baixinho. Eu molhei de novo o morango que estava comendo no chocolate e me virei pra entregar a ele, mas ele só abriu a boca em um sinal de que queria que eu lhe desse. Eu coloquei na boca dele, e ele mordeu um pedaço. – Hum... tá muito bom. – A voz e a expressão dele foram extremamente sedutoras, eu tinha certeza que Alice tagarelava alguma coisa no telefone e ele nem estava prestando a atenção.
Se ele quer brincar, eu também vou! Peguei o pedacinho do morango que restou e coloquei na boca, mastigando lentamente enquanto sentia ele observando o que eu estava fazendo.
Mergulhei o dedo no chocolate e levei a boca de uma maneira sensual, enquanto sentia Edward suspirar, contive o sorriso que ameaçou aparecer. Passei de novo chocolate no dedo, e ele bateu na cama mais uma vez mostrando que ele queria, minha intimidade já estava encharcada só com as caras e bocas que ele estava fazendo.
Aproximei o dedo da boca dele, e ele o sugou com vontade sem desviar os olhos dos meus, fazendo meu corpo estremecer com isso, ele percebendo isso, sorriu cinicamente.
Engatinhei até ele, diminuindo a distância entre nossos corpos e pelo meu olhar ele já sabia o que eu queria, lançou um olhar reprovando e balançou a cabeça negativamente.
- Bella, eu tô no telefone. – Ele murmurou baixo e eu nem liguei. Coloquei uma perna de cada lado do seu corpo, e sentei em cima do Grande Ed (Apelido que eu dei, haha). – Bella, pára com isso. – Ele disse tentando não gemer, pois mordia os lábios com força e eu balancei a cabeça negativamente. Eu pressionei ainda mais minha intimidade ali de forma a ele sentir, mesmo por cima da boxer, o tamanho da umidade já presente.
Saí um pouco de cima dele para tirar a boxer. Ele fechou os olhos, e eu fiquei observando cada uma de suas reações, assim como ele faz comigo. Ele segurou uma das minhas mãos com a sua desocupada tentando me impedir, já que a outra segurava o telefone.
- Bella, não!
- Bella, sim! – Sorri presunçosa e ele revirou os olhos, segurei o Grande Ed por dentro da boxer sabendo que assim, ele não ia resistir.
Imediatamente ele soltou a minha mão, e sem soltar ELE, que já pulsava sem parar, eu comecei a descer a boxer com a outra mão, vendo Edward morder os lábios com mais força ainda e escutando Alice tagarelar algo no telefone.
- Alice... Será que dá... pra gente conversar uma outra... hora? – Ele disse já sabendo que eu não ia parar, e eu sorri mais ainda ouvindo Alice gritar um “Não” bem alto no telefone. Terminei de tirar a boxer, e peguei uma das camisinhas no criado-mudo. – Alice... por favor... Eu não... posso falar agora. – Ele tentava dizer enquanto sua respiração ficava mais acelerada, e sentia meus dedos deslizando a camisinha lentamente pelo “Ed”.
Ele falava no telefone como se estivesse sofrendo, e ele de fato estava, nossa como estou com vontade de rir agora! Eu levantei, ainda com uma perna de cada lado do seu corpo e tirei o lençol que me cobria bem na frente dele.
Quando ele viu, pendeu a cabeça pra trás cerrando os olhos e murmurando algo que eu não entendi. Eu posicionei minha entrada bem na pontinha DELE, e ele gemeu largando o telefone que caiu no chão.
A partir daí tudo aconteceu muito rápido, ele segurou minhas coxas com as mãos e me puxou pra baixo, me penetrando numa rapidez e forças surpreendentes.
- OOOOOOO... – Eu gemi alto, mas tapei a boca com as duas mãos ao lembrar que Alice ainda devia estar na linha e podia ouvir.
Ele começou a rebolar dentro de mim, e eu cerrei os olhos com força. Eu não tinha força pra não gemer, e também não tinha força para parar com aquilo.
- Não, não, não! – Ele disse tirando as minhas mãos da minha boca. - Você não me provocou? Agora ela vai ouvir você gritar! – Ele me jogou na cama, colocando minhas pernas em seu ombro, segurando meus braços acima da cabeça com uma mão, e com a outra apertando meu quadril enquanto me estocava com força, com velocidade, com tudo.
Eu esqueci onde estava, esqueci meu nome, quem eu era, eu só tinha consciência dele. Eu nunca gritei tanto na minha vida, e ele dava um sorriso satisfeito quando me ouvia gritar o nome dele, eu cerrava tanto os olhos que eu já os sentia doer.
- Olhando pra mim, meu amor. – Ele disse com a voz rouca e sexy. Eu continuei de olhos fechados. – Ah, não vai olhar? – Ele foi ainda mais fundo, e minha garganta doía de tantos gritos. – Bella, olhe pra mim, vai ser pior pra você. – Eu não conseguia olhá-lo, e ele me estocou ainda mais fundo, sinceramente eu não sei como ele conseguia, eu podia sentir que ELE estava inteiro dentro de mim. – Bella, você...
- Não! Eu.... eu... eu... vou... olhar. – Eu não agüentava mais gritar! Quando eu pensava que não podia ficar melhor, ele fazia e eu surtava. Abri os olhos devagar e lá estava aquele sorriso presunçoso de matar.
- Assim que eu gosto. – Ele disse, não sei como conseguia manter a voz normal assim, e continuou estocando mais rápido até que cheguei ao ápice, e ele logo depois.
Ele saiu de dentro de mim, deitou ao meu lado e após alguns segundos eu percebi que tinha alguma coisa errada. Eu literalmente não estava sentindo meu corpo.
- Bella, o que foi? – Ele perguntou preocupado, quando viu que tinha algo errado, segurando meu rosto entre as mãos, que era única coisa que eu sentia.
- Eu... não consigo... me mexer.
- Como assim?
- Não consigo me... mexer. – Ele pareceu entender, e arregalou os olhos.
- Ah Deus, fui eu, não é? Bella, me desculpa. Eu não queria... Eu... – Enquanto ele começava a se culpar, uma luz veio à minha cabeça.
- Ah, eu já sei o que é!
- O que? – Meu deus, ele estava mesmo desesperado.
- Eu tive... o que pode se chamar de... orgasmos múltiplos.
- Mas isso passa, não é? – Ele perguntou receoso.
- É claro. – Eu disse como se fosse óbvio.
- Me desculpa, eu prometo que eu não...
- Edward, pára com isso! – Ele ficou calado, mas ainda me olhando com cara de culpa. Depois do que me pareceu ser uns 3 minutos, eu senti os movimentos voltando ao meu corpo. – Viu? Já passou! – Sorri, e sentei na cama. Ele se aliviou, mas a culpa não deixou o seu olhar. – Edward, corta o drama! Não foi nada demais!
- Eu não devia ter feito isso. – Ele disse olhando pro teto.
- Já vai começar a lamentação? – Bufei, deitando de novo na cama e cruzando os braços.
- Eu não vou fazer mais isso, eu...
- Ah você vai sim, vai e muito! – Descontrai. Imagina só! Foi a melhor de todas, minha garganta está doendo até agora! Ele olhou pra mim ainda sério, e eu bufei de novo. – Você vai mesmo ficar com essa cara, né? Então boa noite pra você! – Disse, pegando o lençol, me cobrindo e ficando de costas pra ele.
- Bella, não fica chateada, eu só...
- Olha – Virei de frente pra ele. – Vamos dormir! Pra ver se quando você acordar, vai estar com a cara melhor, ok? Boa noite! – Me virei de novo, fechando os olhos.

-

Nossa, que dor de garganta! Se eu soubesse que ia estar assim, continuaria dormindo. Abri os olhos e já estava claro. Senti Edward ao meu lado, virei pra ver se ele ainda estava dormindo e ele continuava na mesma posição e pra piorar, com a mesma expressão.
- Edward, não é possível que você dormiu e ainda continua assim!
- Eu não dormi.
- Ué, mas por que...? – Eu não acredito que ele não dormiu por causa dessa idiotice. – Edward, me responde uma coisa. – Ele ainda encarava o teto. - Você planejou tudo isso pra que nossa primeira vez, fosse romântica, perfeita e tudo mais, certo?
- Aonde você quer chegar com isso?
- Droga, só me responde! – Eu estava mesmo irritada!
- Sim.
- Pois saiba que não conseguiu. – Pela primeira vez esta manhã ele olhou pra mim, com um olhar triste. – Estava tudo muito perfeito até você começar com essa palhaçada, você está fazendo questão de estragar tudo!
- Bella, você tem que entender que eu não posso me perdoar por isso, eu não tinha a intenção de machucar você.
- Mas você não me machucou.
- Mas eu te deixei incapacitada.
- Você também faz isso quando me faz cosquinha, só que foi bem mais prazeroso. – Sorri maliciosa. – Você ficando desse jeito está me magoando. – É, eu resolvi apelar mesmo, e daí?
- Bella, eu não quero magoar você. – Ele disse, ficando de lado com o corpo virado pra mim, e afagando minha bochecha.
- Então desfaz essa cara feia e põe o sorriso que só meu anjo tem nesse rosto agora! – Eu também afaguei o rosto dele, mas ele continuou sério. – Anda! – Eu fiz um beicinho e ele riu. – Agora sim! – Eu também sorri e o beijei.
Era um beijo calmo, sem segundas intenções. Entrelacei as mãos no cabelo dele, enquanto ele me puxava pela cintura pra mais perto. Eu acho que nunca ia me cansar de beijá-lo, é tão diferente de tudo, é tão melhor que tudo, e se não fosse o maldito oxigênio, eu ficaria assim pra sempre.
Nos separamos e ele deu um beijo na minha testa. Eu levantei, me enrolei no lençol e entrei no banheiro, fechando a porta, eu ainda tenho necessidades humanas, sabe?
Fiz o que tinha que fazer, lavei o rosto, escovei os dentes com uma escova nova que tinha no armário, penteei meu cabelo que estava o Ó e saí. Edward não estava mais no quarto, eu saí para procurar ele enquanto caminhava pelo corredor, um cheiro de ovos e bacon me invadiu.
Meu estômago roncou e eu fui seguindo o cheiro maravilhoso, que me levou até a cozinha. Ele estava ali parado fritando os ovos só de boxer, eu fiquei ali alguns segundos só apreciando o cheiro, mas apreciando ainda mais o corpo dele, é muita beleza pra uma pessoa só!
Depois de um tempo ele percebeu que eu estava ali, e sorriu pra mim fazendo minhas pernas ficarem bambas, depois de tudo ele ainda tinha esse efeito sobre mim, e sempre teria.
- Está com fome? – Ele disse, desviando o olhar de mim para os ovos.
- MUITA. – Eu ainda babava no corpo dele. Minha resposta cheia de 2°, 3°, 4° e 5° intenções, e ele percebeu, pois ficou rindo. Eu sentei nos bancos que tinham ali, na cozinha dele não havia mesa, só aquele “muro” que servia para isso. – Desde quando você sabe cozinhar? – Eu perguntei, ainda o secando.
- Quem disse que eu não sei?
- Você.
- Eu nunca disse isso. Eu não cozinho variedades de coisas, mas sou muito bom no que eu faço!
- É, eu sei bem disso. – De novo, a resposta com milhares de intenções e novamente ele riu.
- Bella, quer parar de me provocar? Eu estou quase largando isso aqui, e aí você vai ficar com fome.
- Mas eu não fiz nada. – Fiz cara de desentendida e ele riu, de novo.

Ele terminou de fazer e nos serviu, enquanto eu continuava olhando pra ele, às vezes ele ficava vermelho, era tão bonitinho!
- Deve estar muito bom mesmo, você quase não come! – Ele disse, quando terminou de comer, enquanto eu terminava o 3° prato.
- Tá ÓTIMO. – Eu não conseguia parar de falar essas frases sugestivas, é mais forte que eu. – Estou com fome assim por que você acabou com a minha energia!
- É? – Ele levantou, e parou atrás de mim. – E você está muito cansada? – Ele sussurrou sugestivamente no meu ouvido, quando eu acabei de comer, me abraçando.
- Depende. É pra quê? – Sorri.
- Acho melhor eu te mostrar. – Antes de eu poder piscar, ele já tinha me pego no colo, eu realmente fico pasma com a rapidez que ele faz as coisas, às vezes nem parece humano.
Ele foi andando comigo no colo, mas não em direção ao quarto e sim à sala de jantar. Quando cheguei lá percebi que a louça que ontem estava em cima da mesa, hoje não estava mais e percebi o que ele queria.
Preciso dizer que nós fizemos amor em cima da mesa? E duas vezes na banheira que eu não tinha reparado, mas estava cheia de pétalas de rosas amarelas, e depois no divã? Depois de toda essa “atividade”, caímos na cama, adormecendo automaticamente em seguida.

-

Eu nunca me senti tão cansada na vida, nem dá vontade de abrir os olhos, mas preciso ver que horas são. Despertei rapidamente, olhei pro Edward e ele ainda estava dormindo, tão perfeit..., ok parei.
Levantei da cama e procurei o celular do Edward pelo quarto, estava caído no chão ao lado do divã, não me perguntem o porquê de estar lá, ok? Peguei o celular e arregalei os olhos quando vi a hora.
Voltei correndo pra cama, e comecei a balançar o Edward pra ele acordar.
- Edward! Edward, levanta! – Eu disse e me espantei: EU ESTOU COMPLETAMENTE ROUCA.
- Hm... – Ele murmurou sem abrir os olhos.
- Edward, acorda agora!
- Bella, eu tô morto! Vem aqui comigo, vem! – Ele tentou me puxar pra deitar com ele e continuar dormindo.
- Edward, a gente tá uma hora atrasado! Levanta! – Levantei da cama e comecei a catar minhas roupas pelo quarto, ou melhor, procurá-las.
- Ah Bella, nem deve ser tanto assim. – Ele disse, abrindo os olhos e pegando o celular que eu deixei em cima da cama. – PUTA MERDA! – Ele levantou correndo quando viu a hora.
- Ah meu deus, a gente vai ter que passar no meu apartamento!
- Por quê? – Ele disse, vestindo a boxer.
- Eu não tenho mais roupa aqui pra ir trabalhar, eu pensei que ia dar tempo de passar em casa hoje. – Eu não podia acreditar nisso! Eu comecei a passar os olhos pelo quarto, ainda procurando minhas roupas. – Edward, cadê minha calcinha?
- E eu que sei? – Ele fez cara confusa, e eu bufei. Na hora de tirar, ele é bom, agora faz essa cara como se não tivesse culpa no cartório. – Nossa Bella, você está completamente rouca!
- Sério? Nem notei. – Disse sarcástica e comecei a procurar minha calcinha pelo quarto, e colocando meu sutiã. Enquanto Edward já estava quase pronto, argh.
- Ah Bella, não faz isso comigo não! Ou faz! Eu nem sei mais.
- Fazer o quê? – Eu disse olhando pra ele e percebi. Eu estava de quatro, apenas vestida com o sutiã engatinhando pelo quarto procurando a calcinha embaixo da cama, ele estava quase babando ali. – Edward, pára de palhaçada e me ajuda a procurar! – Ele continuou parado me olhando. – EDWARD!
- Ahn... eu.. O quê? – Eu tive que rir com a cara dele, totalmente desnorteado. Eu continuei engatinhando, mas não estava embaixo da cama. – Ali, achei. – Ele disse e eu olhei pra onde ele estava apontando.
Levantei e fui andando em direção ao banheiro, que foi onde ele apontou, não me perguntem também como a calcinha foi parar lá, nem eu sei. Assim que eu vi a calcinha, ou melhor, o que um dia foi uma calcinha, eu o fuzilei.
- Que foi?
- Edward! Você destruiu a minha calcinha! Como eu vou embora agora?
- Ah Bella, você vai estar dentro do carro, ninguém vai ver. – Ele disse dando de ombros, como se não fosse nada.
Bufei de novo, e peguei meu vestido, colocando-o em seguida e saindo do quarto. Peguei meu sobretudo, o vesti também e a minha bolsa. Corri pro carro, e Edward veio andando na maior calma, como se estivesse adiantado. Fora o frio que estava fazendo, nem sobretudo dava jeito, eu queria logo ficar quentinha dentro do carro e ele faz isso.
Entramos e ele deu partida, enquanto eu abraçava meu corpo devido ao frio e me remexia impaciente no banco por estar sem calcinha.
- Bella, pára de se mexer!
- Não é você que está sem as roupas de baixo, ok? Então fica na sua! Você tem sorte de eu não ter te dado uns belos tapas pela segunda roupa minha que destruiu. E vai mais rápido!
- Bella, eu não posso ir mais rápido que isso. Você precisa se acalmar, ficar assim não adianta.
- É claro que você pode, conhece uma coisa chamada acelerador? – Eu disse sarcástica, e ele revirou os olhos.
Fomos em silêncio até minha casa, ou melhor, ele tentava conversar comigo, mas eu estava muito irritada e descontei nele, aí ele ficou quieto. A culpa era dele por estarmos nessa situação, tá eu também tive, mas que se dane! Eu quero dizer que foi ele, então foi!
Ele parou em frente ao meu prédio e eu já fui descendo do carro, olhei no relógio que estava no meu pulso e eram 14:20, tínhamos que estar no hospital 13:00! Entrei correndo, passando pela portaria sem nem ao menos dar bom dia, ah qual é, eu estou com pressa!
Peguei o elevador, que não demorou muito, entrei igual a um furacão no meu apartamento e fui direto pro quarto. A primeira coisa que eu fiz foi colocar uma calcinha, óbvio. Peguei outro vestido bege liso, nem muito decotado nem muito coberto, um pouco acima do joelho, já que é mais fácil de vestir.
Escovei os dentes rapidamente, porque nem tive tempo disso. O Edward fez tudo isso, até penteou o cabelo - digo, arrumou o cabelo do jeito dele, já que o cabelo dele sempre tá bagunçado, mas LINDO - já que eu tive que ficar procurando a bendita calcinha, e ele a achou em um segundo, vê se pode!
Saí do quarto, peguei minha bolsa que eu tinha largado no sofá, vesti novamente meu sobretudo que larguei ao lado da bolsa e corri pra fora, trancando o apartamento. Peguei o elevador, que novamente não demorou, parece que pelo menos isso estava contribuindo para eu não me atrasar mais.
Avistei o carro dele, parado no mesmo lugar. Ele estava tão preocupado por ultrapassar o limite de velocidade, mas eu tenho certeza que ali era proibido de estacionar, mas se ele tivesse saído eu levaria mais tempo pra chegar no carro, então é bom mesmo ele estar ali!
Corri até o carro, entrei e ele estava quase dormindo sentado ali.
- Edward, ACORDA!
- Bella, não precisa gritar. Estou acordado.
- Mas estava quase dormindo.
- É claro, eu tô cansado pra porra! – Ele disse e deu partida no carro. Cansada eu também estou e nem por isso estou dormindo. Depois de uns 5 minutos: - Que horas são?
- 14:30. – Olhei no relógio e disse. Ele continuou calado, eu sei que ele está calado por que eu o estava tratando mal, mas teve motivo né. Olhei pra ele, a fim de começar um assunto, e me surpreendi quando olhei o pescoço dele. – Edward! Você está cheio de manchas roxas no pescoço! – Disse tocando no pescoço dele, onde estavam as marcas.
- Ué, foi você! – Ele disse indiferente, eu realmente odeio quando ele fala com indiferença.
- É claro que não fui eu, é claro que não!
- Você fez e não percebeu. – Ele riu, com certeza eu estava com cara de interrogação. Como eu fiz isso, e não notei? – No seu também tem.
- Tem o quê? – Eu automaticamente coloquei as mãos no pescoço. Puxei o espelho que tem no carro, pra ver melhor. – Merda! Merda! – Se o pescoço dele estava cheio de marcas, o meu estava 4 vezes pior. – Olha o que você fez!
- Na hora, você não estava reclamando. – Ele debochou.
- Por que você não avisou isso antes? Eu podia ter pego um cachecol, que droga!
- Achei que não fosse ligar. – Ele disse e percebi que as marcas não paravam por aí, e abaixei as alças do vestido pra ver melhor. Tinham marcas nos ombros também, e não só de chupões, mas também de mordidas. Tinham marcas no colo, nos seios, isso porque eu só consegui ver até aí.
- Porra, eu tô toda marcada! – Eu subi a barra do vestido pra encontrar ainda mais marcas, roxas e vermelhas, e marcas dos dedos dele na minha coxa, e também de dentes. – Ah.Meu.deus! – Eu coloquei as mãos na cabeça.
- Bella, isso não tem nada demais. – Ele deu de ombros. Porra! Nessas horas a calma dele desperta uma raiva absurda em mim! Vi que já estávamos entrando no estacionamento do hospital, claro, eu vim dando chilique por causas das marcas até aqui. Mal ele estacionou, eu já estava fora do carro.
Praticamente voei até a entrada do hospital, e pela porta de vidro eu pude ver Victoria na recepção. Droga, como fui esquecer dela? Aquela vaca veio de gracinha ontem, mas ela vai ver!
Esperei Edward com seu passinho tartaruga chegar até a entrada do hospital, e o abracei pela cintura, é claro que ele estranhou minha atitude, mas nem liguei e entramos na recepção.
Assim que a vaca ruiva (A Lauren é a vaca loira, e ela a vaca ruiva, haha. E a Tânia é a vaca morena.) nos viu, eu pude notar uma veia de raiva pulsando na testa dela.
- Bom dia, Victoria. – Disse, assim que passamos por ela, dei um sorriso MEGA presunçoso. Afinal ela pode tentar, mas ele é MEU, porra! E ninguém tasca! Ela apenas me olhou furiosa, bem que ela podia disfarçar né. Não, assim eu me divirto mais, hahahaha!
- Bom dia, Edward. – Ela disse se insinuando pra ele, é uma piranha mesmo!
- Bom dia, Vick. – Edward disse isso e depois olhou pra mim receoso. - ...toria. – Ele completou.
Chegamos em frente ao elevador, e se eu estava com raiva antes, agora ela estava triplicada.
- Não pense que eu não percebi a troca de palavras! – Me soltei dele, afinal a ceninha já estava feita.
- Ah Bella, eu...
- Eu não quero assunto com você.
- Mas...
- Shi! – Coloquei o dedo nos meus lábios, pra mostrar que queria silêncio. Entramos no elevador e fomos em silêncio, ele até tentou falar alguma coisa e eu só murmurava “Shi”.
Saímos do elevador e quando chegamos ao nosso corredor, vem o Jass desesperado correndo até nós.
- Vocês viram a hora? Perderam a cabeça é? Bella, logo você!
- Jasper, eu sei... – Comecei a dizer, mas ele me interrompeu.
- O Sr. Vitor quer falar com vocês dois, AGORA! – Ele disse preocupado, mas afirmando que não devíamos demorar. A cada segundo o atraso aumentava.
- Ah merda! Vou ser demitida, não posso ser demitida! Ah não! – Disse colocando as mãos na cabeça novamente, faço isso quando estou atordoada.
- É melhor vocês irem logo. – Jasper disse, e nós fomos. Assim que cheguei em frente à sala dele, comecei a tremer. Eu não posso acreditar como fui irresponsável!
- Bella, fica calma. – Edward disse e bateu na porta. Até parece que eu o ouvi, continuei tremendo.
- Podem entrar. – O Sr. Vitor disse, e Edward entrou na frente, logo depois eu fui. Ele estava sentado na sua mesa, e continuou assim mesmo quando nos viu. – Finalmente resolveram dar o ar de sua graça. Sentem-se. – Não gostei nada, nada do tom que ele usou. Enfim, nós sentamos. – Honestamente, eu não esperava esse comportamento vindo de vocês dois.
- Antes de começar, eu posso dizer algo? – Edward perguntou, olhando pro diretor, e eu olhei pra ele, não entendendo o que poderia ser.
- Prossiga.
- Sei que não tem justificativa para o atraso que tivemos, mas a responsabilidade por ele é minha, ou melhor, a irresponsabilidade. – Ahn? O que ele está fazendo? – Eu esqueci totalmente do horário que deveria estar aqui, a Dra. Swan não teve essa intenção, ela só estava comigo no momento, e eu acabei a atrasando também. Portanto, acredito que ela não deve ser responsabilizada por um erro meu. – AHN?
- Mesmo que isso tenha ocorrido de fato, a Dra. Swan é adulta e estava com o senhor por livre e espontânea vontade, correto? – O diretor falou.
- Sim, – Edward parecia encontrar a melhor resposta. – mas o senhor a conhece há mais tempo e sabe que durante todo o tempo que trabalhou aqui, se empenhou ao máximo e que nunca aconteceu isso antes. Ela é muito dedicada ao trabalho e eu estou há poucos meses aqui ainda enquanto ela está há anos, o que aumenta as chances de EU ter me atrasado e por isso, ainda afirmo que o erro foi meu. – Eu não acredito que ele esteja fazendo o que eu acho que ele esteja fazendo, mas ele realmente está fazendo e mesmo ele fazendo isso, -Ok, eu vou parar de repetir ’’fazendo’’! Ah, eu estou nervosa!- o Sr. Vitor nunca vai acreditar nessa bobagem!
- Bom, – Eu olhei pra ele. – já que é assim. Dra Swan, só tem uma recomendação a fazer: Não se deixe em influenciar novamente. – Eu.não.acredito.nisso. – Agora, peço que se retire.
- O.que? – Perguntei um pouco alto demais. Isso não está acontecendo, eu caí, bati a cabeça e estou tendo alucinações, só pode ser isso!
- Deixe-nos sozinhos, por favor. – Ele disse novamente e eu olhei pro Edward, que murmurou um “Vai logo, Bella”.
- Mas Edward... – Eu tentei dizer, e de novo ele disse pra eu sair. Eu levantei e fui andando em direção a porta mais atordoada ainda.


Capítulo 7: Negação é a Solução

Bella POV

Eu não podia acreditar no que ele tinha feito, ele tinha assumido a culpa por tudo pra me poupar e o incrível foi que o diretor acreditou, meu deus do céu! Eu devo estar ficando louca, isso não aconteceu! Eu prefiro acreditar que não pra não me sentir pior do que estou me sentindo agora.
Ele fez isso mesmo depois de eu só estar tratando ele mal desde que a gente levantou da cama, e mesmo eu tendo brigado, reclamado, xinga...
- Bella, e aí? O que aconteceu? Cadê o Edward?
- Eu... eu... – Só aí percebi que estava chorando, pra variar. – Ele assumiu a culpa por tudo Jass, ele disse que foi erro dele e o diretor acreditou nessa besteira!
- Nossa! Ele gosta mesmo de você. – Ele falou, rindo.
- Isso não é uma brincadeira, ele vai ser demitido! Enquanto eu vou continuar aqui. – Lamentei, chorando ainda mais.
- Bells, calma. – Ele me abraçou, tentando me reconfortar. – Você não quer ir pra sua sala? Ficar aqui no corredor assim não é bom, e você tem uma cirurgia daqui a pouco, lembra?
- Tá. – Concordei e fui andando com ele, ainda sem acreditar que isso realmente aconteceu.

Edward POV

Mesmo sabendo que daqui a poucos minutos eu vou estar desempregado, eu estou aliviado que vai ser pelo menos só eu. Vi como a Bella estava nervosa, e com medo do que iria acontecer e eu simplesmente não podia deixá-la daquele jeito, e pensando bem, a culpa foi mesmo minha, se eu não tivesse inventado tudo aquilo ontem, não teríamos nos atrasado.
Eu não sei como ele pôde acreditar no que eu disse, nem eu acreditaria naquilo, foi uma desculpa ridícula aquela! Ainda mais quando eu falei que trabalhava aqui há poucos meses, me arrependi imediatamente de ter dito isso, pensando que tinha posto tudo a perder.
- Dr. Cullen. – Sr. Laurence me chamou a atenção, no mínimo eu estava com cara de paisagem enquanto pensava. – O senhor tem consciência que eu não acreditei em uma palavra do que disse, correto? – Droga!
- Mas foi isso que aconteceu, de verdade. – Tentei manter minha voz estável.
- O que me incomodou mais nem foi o atraso em si, foi o motivo supérfluo pelo qual OS DOIS se atrasaram. – Ele deixou claro “Os dois”. – Vocês não são mais dois adolescentes!
- Mas como... – Comecei a falar, como ele poderia saber disso?
- Digamos que a aparência de cansaço de vocês dois contribuíram para minha percepção. Fora os comentários sobre o seu relacionamento com a Dra. Swan que circulam pelo hospital, mas de fato, as marcas nos seus pescoços entregaram vocês. – Puta merda! – O senhor faz idéia do que poderia ter acontecido quando os dois estavam... fazendo essas coisas? Os dois foram extremamente irresponsáveis e a vida de outras pessoas dependem de vocês.
Ainda bem que a Bella não está aqui pra ouvir isso, ela se sentiria totalmente culpada pensando que alguém podia ter morrido por ela não estar aqui para fazer o seu trabalho.
- O senhor sabe por que eu mandei a Dra. Swan se retirar? – Ele perguntou, olhando pra mim, com uma expressão mais relaxada e eu só balancei a cabeça em negação. Eu não sabia mesmo, afinal ele não acreditou em mim. – Embora os dois tenham agido mal, eu tenho que admitir que admiro a sua perseverança em me convencer. Mas não é por que pedi pra ela sair, que não vai haver nenhum castigo.
- Mas a culpa não foi dela. – Sentimentalismo demais, Edward! – Eu digo... Eu não menti quando disse aquilo.
- Não adianta tentar me convencer mais, porque eu não vou acreditar. – Porra, tanto argumento pra nada! – Por que o senhor fez isso, Dr. Cullen?
- Como assim?
- Por que assumiu a culpa? Isso é muito mais do que um ato de cavalheirismo, isso aqui é seu emprego! Por que fez?
- Mas a culpa foi minha! E eu não queria que ela também fosse demitida. – Disse isso baixo e ele começou a rir, eu não entendi nada.
- Demitir vocês? – Ele disse, rindo mais. – Quem disse que eu vou te demitir? – Eu olhei pra ele sem entender nada ainda. – Por que eu demitiria os dois melhores médicos do hospital devido a um atraso? – Ele disse, levantou e começou a andar pela sala. – Mas vocês vão ficar de plantão hoje, pra compensar.
- Mas, como assim “vocês”?
- Você e a Dra. Swan.
- Mas Sr. Laurence, eu levei a Bella pra minha casa ontem, ela ainda afirmou que não daria tempo de virmos trabalhar hoje, mas eu a convenci. – E daí que isso é mentira? Se ele acreditar, está valendo! A Bella está cansada, não pode ficar aqui!
- Agora o senhor está mentindo. – ARGH.
- Tá, não foi bem assim. – Não ia adiantar negar, mentir não é comigo. – Mas eu realmente a levei pra minha casa.
- O senhor não desiste, não é mesmo? – Ele disse, olhando pra mim e rindo.
- Eu posso cobrir o plantão dela, posso ficar aqui hoje e amanhã. Assim, ela não precisa ficar. – Ele riu mais ainda, não sei qual é a graça.
- Tudo bem, se o senhor prefere assim. Você pode ir buscar o que precisar em casa no fim do dia e depois volta pro hospital.
- Obrigado Sr. Laurence. – Eu disse, me virando pra sair, eu me senti muito satisfeito comigo mesmo por ter conseguido!
- Dr. Cullen. – Virei pra ele de novo. – Espero que isso não se repita, pois se houver uma próxima vez, não serei tão compreensivo.
- Não irá acontecer. Com licença. – Disse e saí. Quando já estava do lado de fora, caiu a ficha: Eu estou absurdamente cansado e vou ficar de plantão, ainda por cima, dois dias seguidos, PQP! E o pior é que tenho que disfarçar, senão a Bella vai reparar. A questão é: Como eu irei fazer isso? Eu não sei mentir!

Bella POV

Eu já perdi as contas de quantas vezes o Jass já disse que vai ficar tudo bem, eu sei que ele está querendo me ajudar, mas isso não está surtindo nenhum efeito já que sei que isso não é verdade.
- Bella, eu acho melhor você tentar se acalmar. Vai no banheiro lavar o rosto, você tem uma cirurgia agora, lembra?
- Sss-im. – Levantei e fui né, já bastava ter chegado atrasada ao hospital.
Lavei o rosto duas vezes, e ele continuava um caos. Isso que dar ser branca demais, qualquer coisa a pele fica vermelha. URGH. Saí do banheiro e Jass continuava me esperando.
- Jass, eu estou te atrapalhando, né? Você deve ter algo pra fazer.
- Não Bella, eu tenho uma paciente daqui há 10 minutos só. Mas vai logo, e tenta se acalmar!
- Tá. – Saímos da sala e eu me dirigi à sala de cirurgia, enquanto Jass foi pra sala dele. Eu entrei e todos que iam realizar a cirurgia já estavam ali, eu digo todos mesmo. Aquele ali é o Edward? É claro que é! Bella, sua burra!
Ele não viu quando eu entrei, porque estava de costas pra mim, então caminhei até ele. - Edward, o que está fazendo aqui?
- Trabalhando? – Ele olhou pra mim rapidamente, ele só faz isso quando não quer que eu saiba de alguma coisa.
- Mas você...
- Já estão prontos? – Uma das enfermeiras nos perguntou, ou melhor, ela só estava olhando pra ele. Cacete, ter namorado gostoso é um problema!
- Sim. – Ele disse e saiu de perto de mim, ele está muito estranho!

Eu tentei ao máximo me concentrar no que estava fazendo. Na maior parte do tempo eu consegui, mas às vezes eu me pegava olhando pra ele. Mas a cirurgia, além de levar só duas horas, não era complicada, então foi fácil.
Assim que terminamos, eu pensei que agora poderia conversar com ele, mas eu tinha uma porrada de consultas, fora as que eu perdi, ah deus! Saí da sala de cirurgia quando não tinha mais ninguém, o Edward foi o primeiro a sair, eu nem vi quando ele foi. Fui pra minha sala, desejando que o dia acabasse logo.

-

Já atendi umas três consultas após a cirurgia, e estou esperando a última, eu estou quase dormindo aqui e eu estou tão ocupada que nem poder tomar café, eu pude. Sorte que não tem outra cirurgia hoje, o que é um milagre, porque todos os dias têm pelo menos duas.

TOC TOC...

- Entre.
- Boa tarde. – Srta. Millas entrou na sala. Ela tem a minha idade, e adora conversar. Na verdade, nas consultas dela, nós conversamos mais do que qualquer outra coisa. Mas percebi que ela entrou na sala literalmente, hiperventilando, até se abanando ela estava, e nem está calor, pelo contrário.
- Aconteceu algo, Srta. Millas?
- Já disse que pode me chamar de Betty. – Ela sorriu. – E sim, aconteceu, quase tive um enfarte agora! Ui, mas eu nem me incomodaria! – Ela suspirou, e olhou pra cima como se estivesse sonhando acordada.
- Por que? O que aconteceu?
- Meu deus, tem um médico aqui que só Jesus! Eu nunca tinha o visto aqui antes, acho que vou freqüentar o hospital mais vezes. – Ela disse, ainda se abanando. – Eu quase desmaiei com o sorriso dele, que homem é aquele?
Aposto que estão pensando o mesmo que eu! As chances dela estar falando do MEU homem são muitas, afinal, ele é o homem mais bonito de qualquer lugar!
- Sério? Como ele é? – Eu precisava ter certeza, mas eu já estava bufando de raiva.
- Ah ele é perfeito, não, isso é muito pouco! Ele é alto, tem olhos verdes, cabelos num tom acobreado que nunca vi antes num estilo único, branquinho... – Calma, Bella! Não surta, Bella! Calma! Matar ela não vai ser legal! – Só de lembrar me dá um calor de novo, ah o melhor: O sorriso dele! Putz, o que é aquilo? Ele estava conversando com uma médica morena e bonita, eu desejei ser ela por um instante só pra estar recebendo aquele sorriso, ele é simplesmen... – Ela não terminou de falar, porque viu a minha foto com Edward em cima da minha mesa, enquanto eu tentava me convencer que partir pra cima dela não era a melhor opção, já que estou no meu local de trabalho. – Ah Bella, me desculpe. Eu não sabia, ele... ele é seu...
- Sim, meu namorado, Dr. Edward Cullen. – Eu disse, ainda me convencendo de que se eu quebrasse os dentes dela, ela poderia me processar. E controlar a raiva que eu sentia do Edward por ele estar SORRINDO pra vaca morena.
- Ah me desculpe, de verdade, eu nem sei... – Ela baixou os olhos, vermelha de vergonha.
- Tudo bem Betty. – Haha, agora eu vou zoar. – Esqueça isso! Afinal eu não posso julgá-la por dizer isso dele, quando é a mais pura verdade, né? – Eu disse rindo, e ela continuava vermelha, pobre coitada! Mas eu vou zoar mesmo assim! Haha. - Até porque, eu fico bem pior que você quando ele sorri pra mim, sabe? Devia ser pecado ser tão lindo, e eu nem digo nada sobre ele entre 4 paredes. Se você sentiu calor, eu sinto um incêndio inteiro! Às vezes eu tenho até que dizer pra ele ir devagar, por que é muito fogo pra uma só pessoa! – Ela, de vermelho foi pra branca. – Mas então, vamos à consulta? – Eu sorri, presunçosa e ela apenas assentiu ULTRA nervosa, e com certeza devia estar querendo me matar. Mas e daí? É pra ela aprender a não pôr os olhos nele!
Ela nem abriu mais a boca durante a consulta inteira, às vezes ela olhava pra minha foto com ele na mesa, e eu me controlava pra não rir. Baba filha, porque ele já tem dona! Hahahaha, nunca me diverti tanto!
Antes de sair, ela me pediu desculpas de novo e quase que eu falei mais umas coisinhas pra ela, mas fiquei com pena, afinal, eu já me diverti bastante, acho que posso parar agora, haha!
- Nossa! Seu humor mudou radicalmente, hein! – Jass entrou na minha sala, e eu percebi que ainda estava me escangalhando de rir mesmo depois de um bom tempo que ela saiu.
- É, digamos que eu tive uma consulta muito divertida. – Eu ri ainda mais, lembrando da cara da Betty, foi hilária! Hahahaha.
- Nossa, posso saber o porquê?
- É, acho que posso compartilhar a informação. – Disse, tentando parar de rir. – A minha paciente ficou babando no MEU anjo e eu dei uma liçãozinha nela. – Voltei a rir.
- Como assim?
- Pô Jass, você é lento hein! Tenho que soletrar? – Eu falei, ainda com humor na voz. – Uma paciente minha entrou aqui eufórica, porque viu o Edward no corredor, e começou a falar e falar uma porrada de coisas, que ele é lindo, perfeito e blá blá blá, até que ela viu a minha foto com ele na mesa e percebeu que é meu namorado. Hahaha, ela virou um tomate e digamos que eu... hum... me aproveitei da situação. – Sorri presunçosa.
- Bella, você é perversa!
- Eu não. Eu só disse a verdade ué, eu não tenho culpa se ela ficou babando no meu homem.
- Aham, a mulher deve ter saído daqui traumatizada.
- É, ela saiu mesmo. – Me escangalhei de rir novamente. – Você já vai?
- Vou, Bella. E eu...
- Quer uma carona. – Afirmei.
- Bom, sim. Alice tem vindo me buscar, mas hoje ela não pode. – Ele disse isso com descaso. Qual o problema desses homens hein? – Porque mesmo com todo esse tempo, eu ainda não tive coragem de ir buscar meu carro na casa do meu pai. Eu estou adiando isso ao máximo, mas eu vou esse final de semana. Já me decidi.
- Jass, isso já tem 5 meses! Ou melhor, 6.
- Eu sei, Bella. – Ele baixou os olhos.
- Tá bom, eu te levo. Bom, Edward leva, eu vim com ele.
- Ué, por que ele foi te buscar? – Ah não! O Jass não sabe que eu e... Ai não, não vou dizer!
- Não, eu estava na casa dele. Bom, vamos? – Levantei e andei em direção à porta. Não queria falar sobre isso.
Fomos andando até a sala dele, e quando cheguei, eu entrei logo.
- Edward, o Jass vai com a gente! – Disse curta e grossa, eu estava chateada com ele.
- Bella, eu não posso demorar, vou ter que voltar pro hospital!
- Por quê? – Perguntei e ele abaixou a cabeça. – Nós não estamos de plantão hoje!
- Eu estou, mas você pode ir com meu carro. – Ele desconversou.
- E você vai como? – Perguntei.
- Eu pego um táxi.
- Edward, claro que não, cara! Não precisa, eu posso pegar um... – Jass começou a dizer, mas o cortei.
- Edward, que isso de ter que voltar pro hospital? Não estamos de plantão hoje!
- Eu estou, Bella, já disse. – Ele continuava, mexendo em alguma coisa na mesa dele sem olhar pra mim.
- Jass, você pode deixar eu falar com o Edward rapidinho? Nós já vamos. – Ele olhou pra mim e depois pro Edward, e saiu, achei ter visto ele rir. – Agora você vai parar com a palhaçada ou vai continuar me ignorando?
- Eu não estou te ignorando. – Ele olhou pra mim rápido, e voltou a mexer em alguns papéis. Eu realmente não estava gostando do jeito que ele está me tratando, eu tinha que sair dali antes que começasse a chorar, e não ia demorar nada nada, eu não sei o porquê de ficar chorando toda hora!
- Tudo bem, então. – Me virei pra sair.
- Não Bella, pera aí! – Ele levantou e parou na minha frente, mas eu continuei sem olhar pra ele, tentando segurar as malditas lágrimas. – Bella, eu não estou ignorando você, mas nós não podíamos conversar naquela hora.
- Então conversa comigo agora! Você estava enrolando ali pra não olhar pra mim! – Falei chateada. - Por que você está de plantão?
- É por causa do atraso.
- E por que eu também não estou?
- A culpa foi minha, eu disse isso pra ele, lembra?
- Você acha que eu sou idiota, Edward? – Ele continuava olhando pra baixo. – Olha pra mim! – Ele continuou do mesmo jeito. – Ele nunca deixaria só você de plantão se eu cheguei no mesmo horário que você! Me diz o que aconteceu AGORA!
- Bella, não grita. Eu já te falei, mas você não acredita. Ele só achou que não precisava você aqui também, ele sabe que a culpa não foi sua.
- Humpf! – Eu disse. – Você acha mesmo que eu sou idiota! Ele nunca faria isso!
- Mas ele fez. Eu não entendo por que está assim. Você vai poder ir pra casa e descansar, o que tem demais nisso? – Ele olhou pra mim, mas logo desviou o olhar como se tivesse feito algo errado.
- Você não vai me contar a verdade, não é mesmo? Então tá!
- O que você vai fazer?
- Eu vou embora, ué.
- Tá, mas vai com meu carro. – Ele pegou a chave e me entregou.
- Você não vai embora agora? Você pode ir pra casa, e voltar de táxi pelo menos.
- Tá.
- Eu vou esperar lá fora.
- Bella, você ficou chateada?
- É claro, você não me diz a verdade! – Ele não falou mais nada. É claro que não ia falar, ele estava errado. Eu entreguei a chave de volta pra ele e saí. O Jass estava sentado no corredor do hospital e quando olhou pra mim, começou a rir.
- Posso saber qual é a graça?
- Deu pra ouvir tudo Bella, quer dizer, tudo o que você disse, porque o Edward estava falando baixinho. Coitado! – Ele disse, ainda rindo.
- Isso não tem graça, se eu falei alto é porque ele me irrita.
- E o que ele fez de errado?
- Está mentindo pra mim.
- Bella, deixa de ser burra. Você sabe o que aconteceu, pensa um pouco! – Rindo ainda, mas eu não sabia não.
- Você sabe? – Fiz uma cara confusa, e ele riu mais.
- Vamos? – Edward saiu da sala.
- Jass, me conta o que é!
- Contar o quê? – Edward perguntou.
- Você fica quieto que já está errado! – Falei. Jass já estava vermelho de tanto rir. – O Jasper sabe o que você está escondendo e vai me contar! Você contou pra ele e não me contou! Por que isso? – Na real, Jasper estava passando mal de tanto rir.
- Como assim, ele sabe...?
- Porra, é tão óbvio! Só a Bella não sacou, hahahaha! – Ele disse, quando entramos no elevador e Edward lançou um olhar pra ele.
- Tá, agora me conta!
- Não posso. – Jass respondeu, tentando não rir.
- Como assim, não pode?
- Bella, vai por mim! Você vai perceber! – Eu bufei e Edward olhou furioso pro Jass, que riu mais.
Chegamos ao estacionamento e eu estava pensando o que poderia ser tão óbvio assim, não estava obtendo nenhum sucesso. Decidi parar de tentar adivinhar, Edward vai acabar me contando!
- Hahahahahaha. – É claro que quem estava rindo era o Jass, já estávamos dentro do carro e o Edward foi dirigindo, porque eu recusei.
- Jasper, quer calar essa boca? Que saco! – Resmunguei.
- Vocês são muito hilários! – Bufei. Não entendia a graça, ninguém nem estava dizendo nada. – Você fica aí toda irritadinha e o Edward fica te olhando com cara de culpa. Hahahahahaha. – Edward e eu o fuzilamos com os olhos, e ele levantou os braços, mostrando inocência.
Fomos em silêncio, Edward olhava pra mim às vezes e eu evitava olhar pra ele, enquanto Jass às vezes ria e balançava a cabeça reprovando o nosso comportamento, na verdade, o MEU comportamento. Ah ele está me escondendo alguma coisa, eu não esqueço isso!
Finalmente chegamos à casa do Edward.
- Bella, sai do carro! – Edward falou, me olhando sério, mas sua voz foi gentil.
- Eu não vou sair! – Falei firmemente, enquanto ele abria a porta pra sair.
- Eu disse algo sobre você ter opção? – Eu olhei pra ele, descrente que ele me disse isso. - IIIIIIH! Ele tomou atitude! – É claro que foi o Jass que disse isso, rindo a beça, e eu o fuzilei.
- Bella, eu quero falar com você, por favor? – Edward disse de novo, e eu saí, batendo a porta do carro com força, o carro não é meu mesmo!
Ele deu a volta no carro, e quando chegou perto de mim, foi me puxando pra dentro da casa dele.
- Edward, que isso?
- Nós não vamos conversar no meio da rua! – Bufei.
Quem disse que nós conversamos alguma coisa? Nós entramos e assim que ele fechou a porta, nós já estávamos nos agarrando. Eu não tinha pensado nisso, tá? E ele também não, nós realmente íamos conversar, mas só bastou olhar nos olhos dele que esqueci a conversa.
A gente foi andando, quer dizer, eu fui empurrando ele em direção ao sofá e ele caiu por cima de mim. Meu deus, como eu precisava dele! Eu comecei a puxar a camisa dele pra cima e ele segurou as minhas mãos.
- Bella, a gente tem que conversar, lembra?
- Não, não lembro! – Disse e voltei a beijá-lo, tentando soltar as minhas mãos.
- Mas eu ainda tenho que voltar pro hospital, e o Jasper está esperando você.
- UGH. – Que droga! – O que você quer falar?
- Por que você está me tratando desse jeito, Bella?
- Porque você está me escondendo alguma coisa, lembra? – Falei, irônica.
- Você já entrou na minha sala irritada! Você percebeu que você só está me dando patada desde de manhã, digo, de tarde? – Tá, isso é verdade.
- Você mereceu.
- E eu posso saber por quê? O que foi que eu fiz? – Ele disse, saindo de cima de mim. Sim, ele estava em cima de mim, ainda. Ele sentou no sofá e ficou olhando pra mim, ele realmente parecia chateado e eu não tinha uma resposta pra pergunta dele.
- Você rasgou minha calcinha! – Disse, também me sentando. Puts, a calcinha não tem nada a ver!
- Você pode fazer melhor que isso, Bella.
- Se você não acredita, não posso fazer nada! – Me levantei pra ir embora.
- Tudo bem. – Como assim ele me diz “tudo bem”?
- Tudo bem é uma OVA! Você não vai dizer nada? – Eu voltei a virar pra ele. Ele não ia me deixar ir embora assim, certo?
- O que você quer que eu diga, Bella? – Eu continuei calada, e ele levantou. – Que eu rasguei sua calcinha, porque meu desejo por você é muito grande e eu não tenho paciência pra tirá-la, por isso eu rasgo? Ou que é por que você é muito GOSTOSA, e eu não gosto de ver esses panos cobrindo a parte que eu mais desejo no seu corpo? – Virei um tomate, FATO. – Ou então você pode estar me tratando assim porque ficou reclamando de eu não estar apressado igual a você para sair de casa hoje, mas eu fiz isso por que eu estava tentando te acalmar, você já estava nervosa por nós dois! – Por incrível que pareça ele não dizia isso com raiva de mim. – Me diz o que é, Bella! Eu realmente não sei o que eu fiz, não pode ser por você achar que eu estou mentindo que você tá me tratando mal o dia todo! Você quer que eu me ajoelhe pra te pedir desculpa? Eu faço, mas diz o que eu fiz que magoou você! – Estou chocada? É pouco! Ele realmente ajoelhou na minha frente.
- Edward, levanta daí! – Ele levantou e continuou me olhando. – Edward, você não fez nada, eu que estava irritada à toa. Me desculpa. – Ele ainda me olhava sem acreditar no que eu estava dizendo. – Estou falando a verdade, a culpa foi minha.
- Tá, mas você vai ter que me dar um beijo pra me provar! – Ele disse, me puxando pela cintura e colando nossos corpos.
- Você é bem safado, hein? – Sorri.
- Não. Eu sou apaixonado, é diferente! – É óbvio que eu corei, e ele me beijou. Depois de um tempo nos separamos, antes que as coisas ficassem mais quentes.
- Eu já vou pra você voltar pro hospital. Eu vou com seu carro amanhã pra você poder voltar.
- Mas eu estou de plantão amanhã também. – Ele falou e eu olhei pra ele confusa, o fazendo baixar os olhos.
- Ninguém fica de plantão dois dias seguidos, Edward! – Ele continuou sem olhar pra mim e eu sabia que tinha algo aí, mas preferi ignorar. – Tudo bem, eu vou deixar seu carro no meu prédio então. – Ele olhou pra mim sem entender, no mínimo ele esperava que eu gritasse com ele. – Vai lá buscar meu coração, eu vou levá-lo. – Essa frase ficou estranha, né? É o presente que ele me deu gente, calma!
Ele foi no quarto e trouxe a caixinha pra mim.
- Obrigada. Não vou te atrasar mais, tchau. – Dei um beijo nele e saí.

Segui para o carro e quando entrei, Jass já estava no banco do carona.
- E aí, se acertaram?
- Sim.
- O que é isso? – Ele disse, quando viu a caixa na minha mão.
- Presente de 6 meses de namoro. Fizemos ontem.
- O que é? – Ele perguntou e entreguei a caixa pra ele ver, dando partida no carro. – Uau! Deve ter sido caro! É pra quê?
- Pôr na parede, a outra metade está com ele. – De novo, aquele sentimento de culpa me invadiu, quando lembrei do que aconteceu. Ele fechou a caixa e estendeu pra mim, mas fiz sinal pra que colocasse no banco de trás.
- Bella, se vocês se acertaram, por que está com essa cara?
- Nos acertamos, mas eu não esqueci que ele está me escondendo alguma coisa. - Bella, você realmente não sabe o que é?
- Se você parasse de graça e me dissesse, ficaria sabendo.
- É tão óbvio, ele cobriu seu plantão pra que não precisasse ficar no hospital!
- Que? Como assim? O diretor nunca permitiria isso.
- Ah Bella, como eu não sei, mas só pode ser isso pra você não ter ficado de plantão também.
- Mas por que ele faria isso? Ele... – Eu não acreditava, ele deve estar cansado e vai ficar lá dois dias seguidos! – Ele ainda disse que vai estar amanhã também. – Disse pra mim mesma, constatando que isso realmente era óbvio.
- Ah então, com certeza é isso!
- Mas... Isso não está certo! Ele não devia ter feito isso! E ele tinha que ter me contado, ele não podia...
- Bella, relaxa! Você tinha que estar agradecendo, isso sim. – Olhei pra ele o fuzilando, o Edward nem dormiu direito! – Eu nunca vi uma pessoa amar tanto a namorada como ele, depois de mim, é claro. Se ele contasse pra você, você ia surtar, você já ficou dando esporro no cara a troco de nada!
- Jass, pára! Eu já estou me sentindo muito mal, não precisa ficar dizendo!
- Não quero que se sinta mal, é só um toque. Você é muito explosiva, aposto que quando vocês conversaram, ele te pediu desculpas, não foi? – Continuei olhando pra ele sem dizer nada. – Viu! Ele pediu desculpas sem ter feito nada de errado! Você precisa mudar um pouquinho, Bella! Eu sei que você gosta muito dele também, mas não parece.
- Você combinou com a Alice de me dizer isso, né?
- Não. Todo mundo nota como ele se comporta com você, Bella. E você age diferente. Eu aposto que ele não tem certeza do seu sentimento por ele, só que ele nunca vai admitir isso pra não magoar você.
- Eu não posso, Jasper! Não posso demonstrar que o amo. – Não! Eu não disse isso! Não disse! - Eu não quero sentir isso, eu gosto dele, é só isso!
- Mas você já sente. – Ele disse, quando estávamos nos aproximando da casa da Alice. – Não sei por que não pode demonstrar, ele te ama também, qual o problema disso?
- Ele ama até deixar de amar. – Baixei os olhos imaginando que isso realmente iria acontecer. O que seria de mim se acontecesse?
- Se você não confia nele, mesmo ele agindo assim com você, eu sinceramente não sei o que dizer. O cara beija o chão que você pisa, Bella! O que você quer mais? – Não sei a resposta.
- Jasper, não adianta tentar me convencer! Eu sei que estou agindo certo!
- Você sente que está agindo certo? – Por que ele tem que me confundir? – Pensa com o coração e não com a cabeça, Bella! Até o mais apaixonado dos homens cansa um dia, sabe? – Já tínhamos chegado à casa de Alice. – Pensa nisso, tá? Eu vou entrar. – Ele me deu um beijo na bochecha e saiu.
Dei partida no carro e fui pra casa. Eu não queria pensar nisso, eu já tinha me decidido em não me apaixonar por ele. Eu sei que digo que o amo, mas não assim tão claramente, tipo, quando ele diz que me ama, o que acontece muitas vezes, eu desconverso ou digo “eu também”.
Me sinto mal fazendo isso, eu sinto uma angústia, e por várias vezes eu vi o Edward se entristecer quando acontece, mas eu não quero me sentir vulnerável a ele. Mas ao mesmo tempo, eu sinto que já estou, quando lembro das palavras do Jass: “Até o mais apaixonado dos homens cansa um dia”, eu estou fraquejando, eu não posso!
Eu não quero me envolver com ele dessa maneira, e em um belo dia ele chegar me dizer “Cai fora, eu não te quero mais!” Ninguém me entende! Eu não suportaria que isso acontecesse, e não tem como ter garantia que não vai acontecer. Ele diz que me ama hoje, mas... E amanhã?
Cheguei no meu prédio, estacionei o carro na garagem ao lado do meu. Peguei a caixa no banco de trás e fui correndo pra entrar no prédio, eu precisava chegar logo em casa!
Assim que entrei no meu apartamento, coloquei a caixa em cima da mesa e fui direto tomar banho pra ver se clareava a minha mente. Saí, vesti meu pijama e fui deitar. Eu não agüentava mais toda essa dúvida dentro de mim, e eu iria chegar cedo no hospital amanhã pra conversar com ele.
Deitei e fiquei uns bons 15 minutos tentando dormir, o que o Jass disse não saía da minha cabeça, por que isso está me incomodando tanto? Mesmo que eu não queira pensar é inevitável. E eu estava sentindo falta do Edward, eu não gosto de dormir sem ele!
Nós dormimos muito juntos, praticamente todos os dias, praticamente não, todos os dias mesmo! Eu fiquei mal-acostumada. Eu fico mais na casa dele do que na minha. Na verdade, prefiro a casa dele, eu me sinto melhor lá com ele, parece a nossa casa. Meu deus! O que eu estou dizendo? Eu tenho que cortar isso de dormir todo dia lá, não pode!
Eu vou falar com ele sobre isso, não posso ficar lá o tempo todo, embora eu queira muito isso. A impressão que eu tenho é que se eu passasse 24 horas do dia com ele ainda não seria suficiente.
Mais 30 minutos e nada do sono vir, eu não consigo dormir sem ele, eu não quero! Eu preferia estar no hospital com ele, do que na minha própria casa sem ele. Estou louca. Acho que vou colocar o coração na parede!
Levantei, fui até a sala, peguei a caixa e voltei pro quarto. Sentei na cama e tirei o plástico de trás do coração assim como Edward fez. Eu tentei lembrar a posição exata que ele colocou o coração dele. Eu sei que é idiota, mas eu pensei que se as duas paredes fossem embutidas, as metades iam se completar perfeitamente, sabe? É, estranho, eu admito.
Colei na parede, e guardei a caixinha no armário. Deitei de novo na cama, mas eu ainda estava incomodada, e não conseguia dormir. Então tive uma idéia. Fui ao meu armário e peguei uma camisa que ele deixou na minha casa uma vez.
Tirei a blusa do pijama, guardei no armário e coloquei a dele no lugar. Voltei pra cama, e deitei. Eu não estou obcecada por ele, tá? Mas isso diminui a saudade que eu estou sentindo, já que a camisa tem o cheiro dele. Não é nem de longe a mesma coisa que ter ele aqui, mas é melhor que nada.
Agarrei um dos travesseiros, é, eu queria pensar que o travesseiro era ele, dá licença? E depois de uns 10 minutos, finalmente consegui dormir. De novo eu sonhei que acontecia alguma coisa com Edward, no sonho não era nada muito esclarecedor, mas eu sabia que ele precisava da minha ajuda.
Acordei assustada, porque o sonho foi mais intenso dessa vez, não era esclarecedor, mas era tão real. Levantei e olhei no relógio: 06:00. Eu acordei cedo hoje! Fui ao armário, peguei uma calça jeans e uma blusa preta de manga comprida e gola alta, pra esconder as marcas no pescoço.
Fui tomar banho. Eu não queria lavar a camisa dele, não é que eu seja porquinha, mas ia sair o cheiro dele e eu não queria! Terminei o banho, me vesti e fui pra cozinha.
Tomei um copo de suco, é, agora eu tomo suco, Edward me obriga a tomar pelo menos isso de manhã e eu acabei me acostumando. Ele diz que é muito tempo sem comer e que ele tem que cuidar de mim, aí me obriga. Lembrar disso me faz sentir mais saudade dele, ah não começa, Bella!
Lavei o copo, peguei minha bolsa e saí. Eu sou prática, minha bolsa está sempre pronta! Olhei no relógio: 06:20. Corri pro estacionamento, eu corri porque queria chegar depressa no hospital, e não vou dizer por que, vocês já sabem!
Olhei o carro do Edward e olhei a minha caminhonete, eu adoro a minha bebê, mas dirigir o carro dele é MARA. Olhei dentro da minha bolsa, pra ver se não tinha esquecido a chave lá em cima e por sorte, não esqueci.
Entrei no carro. Podem me chamar de louca, mas parecia que tinha ouvido minha caminhonete me acusar dizendo que eu estava a traindo. Eu não posso evitar, o carro dele é melhor de dirigir, o que posso fazer? Mas ele nunca vai saber que eu acho isso, senão vai me zoar pro resto da vida!
O Edward vai querer me matar, mas eu vou me esbaldar com o carro hoje! Dei partida, saí do estacionamento e acelerei, acelerei e acelerei. Nossa, é tão bom dirigir esse carro, eu posso acelerar o quanto eu quiser! Minha caminhonete tem limite, ARGH.
15 minutos depois, eu estava chegando no estacionamento do hospital. Também, eu vim a 80 km/h onde só é permitido 60 km/h, ah fala sério! Não tinha carro nenhum na rua, eu precisava aproveitar.
Corri pra recepção e a Victoria não estava lá, que bom! Na verdade, acho que só os médicos que ficaram de plantão estão aqui. Peguei o elevador e demorou a beça pra chegar ao nosso andar, ou então eu estava muito ansiosa. Prefiro acreditar que demorou mesmo!
Saí do elevador e fui correndo pra sala dele, assim que eu cheguei, eu fui entrando, mas ele não estava lá. Saí, fechei a porta de novo, e quando virei vi o Tyler passando no corredor.
- Oi Bella, o que faz tão cedo aqui?
- Eu... eu resolvi chegar cedo. – Sorri. – Viu o Edward?
- Ah sim, ele está em cirurgia agora.
- Vai demorar?
- Não, acho que não. 40 ou 50 minutos, eu acho.
- PORRA! – Reação exagerada demais, Isabella! PQP! Isso é “Não demorar”? Demorar então, é o quê? Preciso me acalmar! Ah não dá, eu quero vê-lo logo! – Quer dizer... Tem certeza? – Ele olhava pra mim assustado.
- Não, eu acho. – Porra! Tudo “ele acha”. Que droga!
- Tá ok, obrigada Tyler. – Entrei na sala do Edward, de novo. Eu vou esperar ele aqui. Eu não sou uma namorada ciumenta, mas o que você faria se estivesse na sala do seu namorado médico sem ele aqui? É, isso mesmo. Você iria espionar, assim como eu vou fazer agora!
Só espero que as gavetas não estejam trancadas, pois se estiverem eu vou ficar achando que ele esconde algo! Ah qual é, qualquer um acharia isso, certo? Sentei na cadeira dele, e resolvi começar a abrir da primeira, porque se tivesse que esconder alguma coisa, colocaria na gaveta de mais fácil acesso porque ela é a mais óbvia, né?
Puxei a 1°gaveta e pra minha sorte, estava aberta, ponto pra ele! Procurei alguma coisa ali, mas só tinha papéis relacionados ao hospital. Abri a gaveta de baixo e tinham mais papéis.
Bom, agora só faltam duas. Abro a 3° ou a última gaveta? Ah, vou abrir a 3° mesmo. Puxei a gaveta e quando eu abri, eu fiquei... surpresa? Pouco! Tinha um monte de fotos minhas, eu digo um monte MESMO, nem eu sabia que tinha tanta foto assim!
Atrás de algumas fotos tinham umas legendas como “Eu te amo” e “Minha musa”. Eu não sei por que todas essas fotos, fora os dois porta-retratos com fotos nossas que tem na mesa dele, mas eu não estou reclamando, de forma alguma!
Na verdade, eu estou quase saltitando igual à Alice, mas ninguém precisa saber disso. Fechei a gaveta e abri a última, também tinham muitos papéis. Remexi por entre os papéis e vi alguma coisa ali.
Uma coisa que definitivamente não deveria estar ali. Sabe aquele ditado “Quem procura acha”? Pois é, eu achei um FUNDO FALSO naquela gaveta. Agora uma pergunta que não quer calar: Por que ele precisa disso aqui?
Era quase imperceptível, já que é da cor do fundo da gaveta e eu só percebi ele ali porque, casualmente, eu passei a mão por cima da “fechadura”, sim, ele tinha fechadura e estava trancado!
Como eu vou saber o que é agora? Que droga! Como se eu precisasse de mais uma dúvida na minha mente, eu não tinha que estar bisbilhotando! Fechei a gaveta frustrada, por que essas coisas acontecem comigo?
Logo comigo que sou curiosa! Por que será que tem aquilo ali? O que será que ele está escondendo? E o pior de tudo: Como eu vou fazer pra descobrir o que é?
Tenho que descobrir qual é a chave, mas não posso deixá-lo perceber que eu sei disso e nem perguntar a ele, odeio quando ele me esconde as coisas!

Droga! 07:15 e nada do Edward! Eu já procurei a chave pela sala inteira, procurei nas outras gavetas, já tentei abrir o trinco com a unha e nada resolveu!

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Epa, eu conheço essa voz!

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Me aproximei da porta pra ouvir melhor.
- Edward, você tem medo de mim? – Reconheci a voz da...Tânia, ARGH.
- É claro que não.
- Então por que fica fugindo?
- Não estou fugindo. Mas eu já te falei mil vezes que não estou interessado.
- Edward, a Bella não vai ficar sabendo. E falando nisso, ela parece tão normal pra mim, o que você viu nela?
- Algo que você nunca entenderia. Com licença. – OFMG. Na moral, ele massageou meu ego legal agora! Sorri de orelha a orelha.
- Edward, calma! Não precisa falar assim, ok? Eu só acho você bom demais pra ela!
- E você acha que você é boa pra mim?
- Mas é claro! Nós combinamos perfeitamente! – HUMPF.
- Então só tenho uma coisa a dizer: - O que será? – Você não se enxerga com muita clareza, e muito menos a Bella! – PQP! Caraca, eu acho que eu vou ficar feliz pro resto da vida com esse comentário! – Eu realmente queria falar amigavelmente com você, mas desisti. E não vou perder meu tempo tentando te explicar isso novamente, então espero que tenha entendido! Com licença. – Percebi que ele estava se aproximando da porta, então eu saí da frente. Eu corri pra ele não perceber que eu estava escutando.
- Bella! O que está fazendo aqui? – Ele entrou e fechou a porta.
- Estava esperando você. – Eu estava tentando não sorrir, mas não dava. Eu vou lembrar o fora que ele deu nela pra sempre! – Bom dia pra você também!
- Desculpa, meu amor. – Ele me puxou pra me beijar. Ah meu deus, ô perfeição de homem! – Você chegou tão cedo!
- Eu queria falar com você. – Sorrindo.
- Você tomou alguma coisa antes de vir? – Ele perguntou. Eu disse que ele me obriga, não disse?
- Tomei. – Sorrindo.
- O que?
- Suco. – Sorrindo.
- Bella, você sabe que eu prefiro que tome leite, pelo menos. Suco não alimenta nada!
- Eu sei, mas eu não tenho fome. – Sorrindo.
- Mas tem que comer! Se eu não te obrigar, você não toma café!
- Mas eu tomei suco, já é alguma coisa. – Sorrindo (Pára de falar “Sorrindo”!) Eu não consigo não sorrir, haha.
- Por que está sorrindo tanto? Isso não é felicidade por me ver, tenho certeza! – Ele foi sentar na cadeira, na frente da mesa dele. Notei que ele estava com a expressão muito cansada.
- Por nada. – Eu disse, ainda sorrindo.
- Você ouviu, né? – Dava pra perceber tão fácil? Eu estava me esforçando. Mentira, não estava nada! Não dá pra não sorrir, eu tento! Mentira, eu não tento! Ah, é bom sorrir! E ainda mais, por ESSE motivo!
- Ouvi o quê? – Me fiz de desentendida. Cara, eu não conseguia parar de sorrir! Minhas bochechas já estavam doendo!
- Bella, você fala de mim, mas também não sabe mentir! – Falou, rindo.
- Não sei do que está falando. – Consegui ficar séria, o sorriso ameaçava voltar, mas eu não deixava.
- Aham. – Disse meu anjo, ainda rindo. – Aposto que também estava bisbilhotando minha sala enquanto eu estava fora, né?
- Não, é claro... que nnn-ão! Eu... er.. eu não... er... fiz isso! Eu não faria isso!
- Bella, calma! Eu só tô brincando. – Relaxei. – O que quer falar?
- Ah! – Depois de tantos acontecimentos, bons e outros nem tão bons, eu ainda não esqueci o lance do fundo falso, eu até esqueci que queria falar com ele! – Já sei de tudo!
- Tudo o quê? – Perguntou confuso, mas depois ele fez uma cara apreensiva.
- Você sabe o quê!
- Não sei não! – Ele desviou o olhar do meu. – Olha Bella, eu vou ter que ir... – Ele levantou e caminhou até a porta, mas fui mais rápida e parei na frente dele.
- Não! Você não vai a lugar nenhum! – Ele continuava sem olhar pra mim. – Não adianta ficar desviando o olhar, porque eu já sei! Por que você fez isso? Você não está nem se agüentando em pé!
- Bella, eu realmente preciso...
- Pára com isso, e responde! – Ele suspirou. – Você vai continuar assim? Tá bom! Eu vou falar com o Sr. Laurence. – Eu virei pra abrir a porta, mas ele me virou de volta.
- Não vai, não senhora!
- E por que não?
- Porque não! – Bufei. – Bella, esquece isso!
- O que você fez pra ele concordar com isso?
- Nada, ué. Eu te disse ontem que sabia que a culpa era minha, e aí ele disse que eu tinha que ficar aqui os dois dias, e que você não precisava. – Ele falou, sem olhar pra mim.
- Você vai continuar mentindo, não é? Então espera!
- O que? Aonde você vai? – Ele perguntou, quando eu abria a porta.
- Não vou insistir mais. Vou tomar café! – Ele continuou sem acreditar. Eu precisava ser mais convincente, vou apelar! – Não precisa ficar com essa cara, já me acostumei com você escondendo coisas de mim.
- Bella, não... – Não esperei pra ouvir, saí e fechei a porta, apelação sempre dá certo! Se ele pensa que eu vou me conformar com as mentiras dele, está muito enganado!
Olhei pra porta de novo, pra ter certeza de que ele não vinha atrás de mim e fui andando na direção contrária à sala do café. Fui andando bem rápido, cheguei aonde eu queria, e bati na porta.
- Quem deseja?
- Dra. Swan.
- Entre. – Eu entrei, e fechei a porta. – O que faz aqui tão cedo, Julieta? – Do que ele me chamou, hein?
- O que?
- Ah me desculpe, Dra. Swan. – Ele não parecia ter errado meu nome acidentalmente, ele estava rindo, não sei por que. – Sente-se. – Sentei na cadeira de frente pra ele. – O que posso fazer pela Srta.?
- Na verdade, gostaria que me esclarecesse uma coisa, Sr. Laurence. – Eu tenho um medo da porra de falar com ele! Só pelo Edward mesmo que eu venho aqui, putz!
- Pois, então diga.
- Bom... er... – Meu deus! Como eu falo? – Eu soube que deixou o Dr. Cullen de plantão por dois dias para cobrir o meu também. Gostaria de saber o porquê. – Ele riu.
- Acredito que o Romeu... Digo, o Dr. Cullen não tenha lhe contado. – Fala sério! Ele chamou mesmo o Edward de Romeu? Cara, eu estou ouvindo coisas! Preciso de um psiquiatra!
- Não. Ele mentiu pra mim! – Epa, não posso falar assim! Acredita que ele riu mais? – Quer dizer, não.
- Bom, eu acredito que ele seja mais indicado pra lhe contar isso. Se é só isso...
- Não. Tem mais uma coisa. – Ele ficou calado, esperando eu continuar. – Eu gostaria que me deixasse de plantão hoje. Afinal, eu também cheguei atrasada. – Ele explodiu em gargalhadas. Alguém me explica a piada que eu perdi?
- Lamento Dra. Swan. – Ele falou, rindo. UGH. – Mas receio não poder fazer isso.
- E por que não? – Droga, eu não estou conseguindo me controlar! – Digo... Ele já ficou ontem né, então eu fico hoje.
- Dra. Swan, o porquê vai ter que perguntar ao Romeu. – Dessa vez, ele não corrigiu. Por que ele não parava de rir?
- Mas ele não quer me contar!
- Sinto muito, mas não posso fazer nada quanto a isso. – Cara, só agora eu percebi como estava sendo infantil fazendo birra pro diretor, que ridículo!
- Tudo bem. Obrigada por me ouvir.
- Disponha. – Ele falou, prendendo o riso. Agora sim tinha motivo, eu devia estar com uma carranca da porra!
- Com licença, Sr. Laurence. – Falei e saí da sala. Que droga! Eu continuo na estaca 0! E agora como eu vou saber?
Voltei pro meu corredor e vi Edward saindo da sala de café. Também, eu demorei muito pra quem foi pegar um café né, que droga! Ele me viu, e veio vindo na minha direção.
- Onde você foi, Bella?
- Por aí.
- Me diz!
- Eu também quero que me diga muitas coisas, e nem por isso você o faz! – Ele ficou calado, depois me puxou pra sala dele. Claro que discutir no corredor do hospital não era uma opção muito boa.
- Bella, me diz logo onde foi!
- Buscar respostas que ALGUÉM não queria me dar.
- Ficou maluca? Pra que você foi falar com ele?
- Eu não acabei de dizer o motivo? – Perguntei sarcástica, e ele revirou os olhos. – Por que o Sr. Laurence não me deixou ficar de plantão? – Lembrei que ele pediu pra perguntar pra ele, bom, mas provavelmente ele não vai dizer.
- Você pediu pra ficar de plantão? – Ele quase gritou. Não sei pra que todo esse escândalo. – E ele deixou? – Agora, ele estava preocupado.
- Edward, você é surdo? Eu perguntei porque ele NÃO deixou. – Ele suspirou, aliviado. Meu deus, é só um plantão! – Por quê?
- Por que, o quê? – Putz! Agora EU revirei os olhos, odeio quando ele se faz de desentendido!
- Esquece, tá? – Ia sair da sala, quando ele me puxou de volta. Ele adora fazer essas coisas!
- Bella, pára com isso! Você já percebeu que a gente não pára de discutir?
- Ah e você quer a solução pra isso? – Eu disse sarcástica, de novo. – Me diz logo que merda é essa que está escondendo de mim, que aí eu me acalmo! É bem simples. – Falei a última frase, calmamente.
- Por que você não pode simplesmente esquecer isso?– Ele se aproximou de mim, isso não é bom! - Por favor?
- Edward, não! – Eu fui andando pra trás, mas bati com as costas na porta. Quando eu ia mexer na maçaneta, ele segurou minha mão e colou o corpo no meu. Putz! – Edward, pára! – Ele segurou minha cintura com a outra mão, apertando. Ah não, que saco isso! Ele aproximou o rosto do meu e eu já nem lembrava mais por que estava com raiva.
Colou delicadamente os lábios nos meus, e eu automaticamente peguei o cabelo dele com as duas mãos. Ah, eu não sou de ferro! E eu não resisto com ele tão próximo assim, dá um desconto!
Ele passou a língua pelos meus lábios e eu abri a boca, sentindo-a acariciar gentilmente a minha língua. Ele me apertou mais contra ele com os braços na minha cintura, e eu envolvi a dele com minhas pernas.
- Bella, a gente está no hospital, lembra?
- Não.
- Bella, já são 08:00! – E daí que já são 08:00? E daí que eu tenho uma paciente agora? E daí que eu estou de amassos no meu local de trabalho? E daí que eu posso ser demitida? Eu preciso dele, FATO! – Bella, eu tenho uma paciente.
- Que se dane a paciente, eu sou mais importante! – Eu sou mesmo, oras! Ele começou a rir, e tirou minhas pernas da cintura dele, uma de cada vez. – HUMPF.
- Desfaz esse bico! Você tem que ir agora.
- Ah, tá me expulsando? Ok! – Me virei, e de novo ele me puxou, mas dessa vez, ele me prensou na parede, colando nossos corpos de novo, ADORO!
- Bella, olha isso! – Ele pegou minha mão e colocou na sua ENORME ereção. Eu não pude controlar um gemido baixo que saiu da minha boca. – Pode acreditar que a última coisa que eu quero é te expulsar daqui, mas você tem que ir, entendeu? – Ele pressionou ainda mais o corpo dele, e estava sentindo ELE na minha barriga, depois que tirei minha mão.
- Sim. – Respondi, ainda de olhos fechados, eu sempre fecho os olhos nessas situações. Ele riu. – Eu já vou. – Disse, indo pra porta, mas ele me puxou e me prensou ainda mais na parede. – HUM... Edward... você gosta... de me torturar!
- Bella, eu só quero outro beijo pra não ficar com muita saudade. Se bem que isso não é possível. – E de novo me beijou. Eu to pegando fogo aqui já! Alguém me socorre!
Depois que nos separamos, eu fui andando em direção ao banheiro.
- Onde você vai?
- Eu não posso sair assim né! – Continuei andando, o ouvindo rir. No mínimo, eu estava toda descabelada! Lavei o rosto, dei uma ajeitada no cabelo com a mão e saí do banheiro. Ele estava sentado na mesa dele, como se nada tivesse acontecido.
- Tchau, meu amor. – É, foi ele que disse isso, já que eu não o chamo de amor. Eu mandei um beijinho pra ele e fui até a porta, mas não esperava ver quem eu vi do outro lado da porta.
- Betty, que surpresa! – Saudei, contendo o riso quando ela ficou vermelha.
- É, eu vim com minha irmã, ela veio... – Ela parou de falar quando viu o MEU anjo. Eu olhei pra ele e adivinhem só: Ele estava sorrindo. ARGH, a simpatia dele me irrita! Eu pensei em tascar um beijo nele daqueles que até quem vê fica excitado, mas infelizmente não podia fazer isso aqui.
Então resolvi fazer uma coisa menos “agressiva”, porque é claro que eu ia fazer alguma coisa! Andei na direção do Edward, e ele ficou me olhando sem entender. Me aproximei dele e abaixei pra sussurrar em seu ouvido.
- Se você sorrir mais uma vez, você tá morto! – Eu sorri, porque o objetivo é parecer sexy né? Senão não ia adiantar. Dei uma mordidinha no lóbulo da orelha dele e fui andando pra porta, vendo a Betty estática junto com sua irmã, na verdade, pareciam estar com inveja! Aha, podem babar!
- Até mais, Betty! – Eu falei e ela ficou muito vermelha, agora era de raiva. Saí da sala, rindo até o estômago doer, eu nunca fui de fazer esse tipo de coisa. Eu sou tímida demais pra isso, mas com certeza, o Edward mexeu comigo. Droga, minha paciente!
Corri pra minha sala, e fui logo fazer minha higiene, mas nem deu tempo de terminar, porque bateram na porta. Era minha paciente.

-

A manhã passou rápido, mas eu não via a hora de ir pra casa. Puts, eu preciso de umas férias, eu tenho me cansado muito fácil! Levantei da mesa pra ir ao banheiro, assim que minha última paciente da manhã saiu, já estava na hora do almoço.
Saí do banheiro e tomei um susto quando vi Edward sentado na minha cadeira.
- Sua cadeira é mais confortável que a minha! Isso não é justo! – Riu.
- Eu tenho prioridade. – Sorri. – Você me assustou, sabia? Pensei que fosse um tarado!
- Eu posso ser um se você quiser. – Ele sorriu maliciosamente. Quase respondi pra ele que queria, ele olhando pra mim daquele jeito, UI! – Vem aqui, vem!
- Não, senhor. Você me acende e depois diz: “Não Bella, é melhor não”.
- Mas agora nós estamos em horário de almoço. – Ele levantou, andando até mim.
- É, você podia aproveitar e dormir um pouco. Você está precisando!
- Ah Bella, vai começar?
- Só estou preocupada com você.
- Sei...
- É sério, Edward. Você podia dormir no seu carro, já que dormir no hospital está fora de questão.
- Você veio com meu carro, é?
- Er... vim.
- Por quê?
- Quando eu cheguei no estacionamento, vi que tinha esquecido a chave da minha caminhonete e não queria subir pra buscar, então. – Eu menti e não gaguejei, que milagre!
- Amor, pode confessar que adorou dirigir meu carro, eu não ligo! Não precisa mentir.
- Afê.
- Eu vou dormir, se você for comigo.
- Se entrarmos naquele carro, nós não vamos dormir.
- Eu sei disso. – Ele me pegou pela cintura. – Por isso quero que você vá!
- Não, não. Você vai dormir sim! – Ele bufou. – Pára de pirraça e vai logo! – Me soltei dele, peguei a chave do carro e o entreguei.
- Ah, vem comigo!
- Edward, eu já falei que...
- Eu vou dormir, só quero que você venha, por favor? – Ele fez cara de cachorro abandonado, eu não resisto né!
- Tá, eu vou! – Concordei e ele sorriu.

Saímos da sala, pegamos o elevador e quando estávamos chegando à recepção, encontramos com a Tânia, que olhou pro Edward furiosa. Eu tentei de todas as formas, mas não teve jeito, eu ri muito!
- E você não ouviu né?
- Ah, eu ouvi mesmo, e daí?
- Curiosa você! É feio ouvir a conversa dos outros! – Ele riu, e eu dei língua pra ele. Mal chegamos no carro, e ele me jogou no banco de trás, vindo pra cima de mim.
- Edward, você... disse que... ia... dormir! – Eu disse, entre beijos. Comecei a arfar quando ele beijou o meu pescoço.
- Você realmente acreditou em mim? – Ele riu.
- Edward, pára!
- Ah, não quero não.
- PÁRA!
- Bella, não grita! – Ele saiu de cima de mim. – Eu estou com saudade de você, poxa!
- Depois você mata a saudade, agora você vai dormir! – Eu o puxei pra deitar a cabeça no meu colo.
- Não vou dormir! – Ele falou emburrado.

5 minutos depois...

Alguém tem dúvida de que ele estava no vigésimo sono? Fiquei fazendo cafuné nele um bom tempo, até que reparei que já havia acabado a hora do almoço.
- Edward? – O balancei gentilmente. – Edward, acorda.
- Preciso de um beijo pra acordar. – Ele fez biquinho, e eu ri. Eu me aproximei, e só toquei meus lábios nos dele, mas ele segurou minha nuca e no outro segundo, ele estava em cima de mim. Eu sei que tínhamos que ir, mas resolvi aproveitar um pouquinho.

-

Ele começou a tentar tirar minha blusa, e eu o impedi.
- Edward, não começa!
- Você disse pra eu dormir e depois matar a saudade, então cumpre o trato!
- Edward, nós precisamos voltar! – O empurrei.
- Mas que droga! Olha como eu tô! – Wow. – Como eu vou sair assim? – A ereção dele estava evidente, mesmo com a calça jeans.
- Eu não sei. Olha, a culpa não é minha, foi você que me atacou e aí ficou assim ué! – Me defendi e ele me olhou sério. – Vamos logo!
- Ah não, Bella! Vem cá, rapidinho! – Ele tentou me puxar pra deitar.
- Não! Vamos embora. – Eu abri a porta do carro e saí, mas ele continuou lá dentro emburrado. – Edward, anda! – Ele saiu, ainda emburrado, e bateu a porta do carro.
Eu andei até o outro lado do carro pra fechar a outra porta que também estava aberta, tranquei e Edward continuava encostado do outro lado do carro de cara emburrada. – Edward, quer parar com a palhaçada?
- Então, vem cá! – Ele me puxou quando me aproximei dele.
- Edward, nós precisamos ir.
- Eu só quero um beijo. – Ele fez cara de ofendido, até parece que me comove, ah tá bom, comove um pouquinho. Depois que eu o beijei, bem rápido, voltamos pro hospital, com ele reclamando que eu dei um beijo sem graça.
Mas é claro, se fosse um beijo mesmo, ele ia me puxar pra dentro do carro de novo e eu já tive muita dificuldade pra dizer pra ele parar. Corremos até o elevador que já ia fechar e soltei a mão que estava entrelaçada na do Edward imediatamente quando vi quem estava lá.
Entramos no elevador, Edward me encarando, sem entender por que soltei a mão dele.
- Boa tarde, Dr. Cullen.
- Boa tarde, Sr. Laurence. – Edward respondeu, calmo.
- Então Dra. Swan, conseguiu as respostas que desejava?
- Não. – Olhei pro Edward, que se fez de desentendido. – Continuamos na mesma! – Falei com raiva.
- Bella, por favor. – Edward me reprovou, e eu revirei os olhos. É claro que o Sr. Laurence riu, e eu fiquei sem entender o motivo, normal. Sr. Laurence ficou no 5° andar.
- Dr. Cullen, Dra. Swan. – Ele falou num tom formal enquanto saía, mas ele ainda estava com um ar divertido.
- Por que ele fica rindo tanto, hein? – Perguntei pro Edward, quando as portas do elevador se fecharam.
- Não faço a menor idéia. – Ele deu de ombros. Chegamos ao nosso andar e eu fui pra minha sala, e o Edward pra dele.

-

A tarde passou como uma tartaruga. Eu tive que realizar três cirurgias, e nenhuma era com o Edward. A 1° foi com o Jass, a 2° com o Tyler e a 3° com a... Tânia, ela ficou me fuzilando com o olhar o tempo todo. No começo foi divertido, mas depois começou a me irritar de verdade. Oras, se ele prefere a mim, o que posso fazer? Hahahaha. Estou sentada na minha mesa, arrumando as coisas pra ir embora e adivinhem: Pensando no Edward. Às vezes irrita, por que eu não consigo pensar em outra coisa?
Estava levantando pra sair quando batem na porta, é claro que eu pensei que fosse ele, mandei entrar, mas não era. Era a... Tânia, ai só falta ela vir falar que vai correr atrás dele também, ninguém merece!
- O que deseja? – Perguntei, o mais educada possível.
- Temos outra cirurgia amanhã. – Ela me entregou um papel, devia ser o laudo do paciente. Por que estão me colocando junto com ela, hein? Não agüento esse ser me irritando durante horas de novo não!
- Tudo bem. – Peguei e fui até minha mesa pra colocar na gaveta, amanhã eu vejo!
- Ah, outra coisa. – Ela disse, com raiva. Ah, eu não mereço! – Esse seu sorriso besta não vai ficar na sua cara por muito tempo, tenha certeza disso!
- E é você quem vai tirá-lo?
- Espere pra ver. Você não vai ficar com ele! Eu mesma vou me encarregar que isso aconteça, nem que seja a última coisa que eu faça!
- Poxa Tânia, eu vou sentir sua falta. – Falei ainda sorrindo sarcástica, ela bufou de raiva e saiu. Eu nunca vi isso, nem em novela, fala sério! Essas mulheres são malucas!
Saí da sala, tranquei e ainda pude vê-la pisando fundo enquanto andava no corredor de tanta raiva, eu ri muito com isso. Fui pra sala do Edward, e quando entrei, ele estava com os cotovelos apoiados na mesa e com as mãos no rosto. Eu tenho que parar de entrar assim na sala dele, vai que ainda tinha algum paciente aqui!
- O que aconteceu?
- Ah nada, Bella! – Ele tirou as mãos do rosto. Ele nem parecia surpreso de me ver aqui, bom, eu fico entrando assim na sala dele mesmo, ele já deve ter se acostumado.
- Há, suas admiradoras ficam me ameaçando! – Ri.
- Do que está falando? – Ele bocejou. Ele estava com uma aparência péssima de cansaço.
- Edward, você não tá nem se agüentando aí! – Ele não respondeu. – Por que você não me diz logo a verdade? Assim eu fico aqui hoje, pára de palhaçada! – Ele não respondeu [2]. – Edward, me diz! Não quero que você fique aí cansado e...
- Ah por favor, não começa! Olha, eu tenho que ir, já está na hora! – Ele levantou.
- Não está na hora ainda.
- Está sim, precisam de mim na emergência. – Ele respondeu e foi ao banheiro lavar o rosto. Ele saiu e se aproximou de mim. – Vem cá! – Ele puxou e me beijou.
- Edward... – Tentei dizer.
- Não quero ouvir. Vamos! – Ele foi me arrastando pra fora da sala, e a fechou. – Agora você vai pra casa, e amanhã a gente se vê! – Ele me deu outro beijo e foi andando sem me deixar responder. Ele sabia que se eu abrisse a boca, eu ia reclamar por ele estar fazendo isso.
Peguei o elevador, saí do hospital e quando estava chegando no carro do Edward, vem o Tyler correndo até mim.
- Bella!
- Oi. – Respondi, abrindo a porta do carro.
- Será que podia me dar uma carona? Eu preciso chegar rápido até a casa da minha mãe, e se eu for esperar um táxi, vai demorar. Você pode?
- Claro, entra aí! – Assim que eu respondi, me arrependi de não ter pensado. E se o Edward não gostasse que dei carona pro Tyler? Ainda mais no carro dele! Ah, agora já era! Eu vou, é sair rápido daqui antes que ele acabe vendo. Assim que ele entrou, eu dei partida no carro.
- Trocou de carro?
- Não, esse é do Edward.
- Bella, será que ele não vai se importar de eu ter vindo? – Nossa! Tá tão na cara assim?
- Ele não liga não, fica tranqüilo! – Mentir é feio, eu sei.
- Valeu mesmo! – Ele sorriu. Ele mostrou onde era a casa da mãe dele, não era muito longe do meu apartamento. O deixei lá e segui pro meu. De novo, quando cheguei no estacionamento tive a impressão da minha caminhonete me acusando de traição. Acho que é minha consciência pesada.
Cheguei ao meu apartamento, tomei banho e fiz um miojo. Ah, eu não estou a fim de cozinhar, ok? Fui sentar na sala pra comer e ver televisão, quando o telefone tocou.
- Alô?
- Oi Bellinha!
- E aí, Alice?
- Você esqueceu de mim! Não me liga mais!
- Alice, nos falamos há dois dias.
- Eu sei, eu sei. – Pausa. - Pensou no que o Jass te disse? – Meu deus, será que eles falam tudo um pro outro?
- Não, e nem vou. – Tá, eu menti de novo, eu sei.
- Ah, por que não?
- Eu sabia que sua ligação tinha um propósito, Alice. Olha, eu estou comendo, depois nos falamos, ok?
- Ah, Bella!
- Beijo Alice, tchau. – E desliguei. Não estava a fim de ouvir aquilo tudo de novo não.

Assim que terminei de comer, o telefone tocou de novo e eu bufei pensando ser a Alice.
- Eu não disse que depois nos falávamos? – Disse com a minha simpatia a mil.
- Liguei em má hora?
- Ah não... Er... Desculpa Jake, eu pensei que fosse outra pessoa. Tudo bem?
- Comigo sim, com você que parece que não. – Ele riu.
- Ah, eu só estou um pouco estressada. Por que ligou?
- Ah, eu só queria conversar com você. – Pausa. – Está ocupada?
- Não.

Ficamos conversando durante uns 10 minutos, até que eu disse que ia desligar porque ia dormir. Lavei meu prato, e fui pro quarto. De novo vesti a camisa do Edward, e de novo demorei a dormir, eu me sinto tão sozinha sem ele. Afinal, quando ele está de plantão, eu também estou, aí eu fico com ele, mas dessa vez não, argh!
Acordei na manhã seguinte mais cedo ainda, 05:30. Eu nunca fui de acordar cedo, que droga é essa? Eu tô um bagaço! Não consegui dormir direito, assim como ontem, acordei cedo a beça e ainda tive de novo aquele maldito sonho!
Tudo isso por que não dormi com ele! Eu preciso de internação! Isso não é normal. Fiquei uma meia hora tentando dormir de novo, mas não consegui, porque o cheiro na camisa estava bem mais fraco, já que meu cheiro se misturou com o dele. ARGH.
Levantei, tomei banho, não tomei nada de café da manhã e saí mais puta impossível! Fui no carro dele de novo. Na verdade além do carro dele ser melhor de dirigir, ontem tinha o cheiro dele também bem fraco, mas hoje não tem mais nada! HUMPF.
Eu estou surtando assim! Eu fico perseguindo o cheiro dele agora? Eu não estou me reconhecendo! Cheguei no hospital 06:50. Agora me respondam: O que adianta ele ter ficado aqui no meu lugar pra eu poder ir pra casa, se eu não consigo dormir sem ele? Alguém me responde?
O hospital hoje estava mais deserto que ontem, o elevador demorou pra chegar, demorou pra subir, demorou pra abrir a porta, ARGH. Ou então sou só eu que estou estressada demais.
Quando estava chegando no corredor, vi o Jass correndo desesperado em minha direção, mas não era pra falar comigo.
- Jass, o que houve?
- Emergência. Tá uma loucura lá!
- O Edward tá lá?
- Sim.
- E vai demorar?
- Provavelmente, uma hora no mínimo. Eu tenho que ir, Bella! Até depois!
Que droga! Hoje o dia não está sendo nada bom não! O que adianta eu ter chegado cedo se ele não vai sair de lá agora? Isso é exploração! Tadinho do meu anjo! Eu fico repetindo isso o tempo todo né, ah que se dane!
O que vou ficar fazendo agora? Eu poderia ir ajudar na emergência. Ah não, não posso! Por que ainda não está no meu horário de serviço e então só poderia estar se eu estivesse de plantão, ARGH.
Eu vou pra sala dele! Andei até lá e forcei a maçaneta, mas esta não abriu. Forcei de novo e nada. Que droga! Por que ele trancou a sala? E agora, como eu vou bisbilhotar mais? Na verdade, eu ia procurar a chave de novo, mas nem isso vai dar!
Sem mais opções, fui pra minha sala e resolvi dar uma olhada no laudo que a Tânia trouxe ontem. Depois que terminei, dei uma geral na minha mesa e fiquei sentada ali, fitando o nada e pensando em nada também. Tá, mentira, eu estava pensando NELE, normal.
- Bom dia, meu amor. – Estava tão distraída que nem reparei quando Edward entrou na sala. – Por que você chegou cedo de novo? – Ele me deu um beijo e se sentou na minha frente do outro lado da mesa enquanto eu ainda estava com cara de idiota.
- Eu... eu não consegui dormir.
- E por que não? – Ele perguntou, já preocupado. Ah eu não podia falar pra ele o motivo né! Eu mesma tentava me convencer que o motivo não era ele.
- Insônia, ué. – Dei de ombros. Eu estou aprendendo a mentir!
- Isso é mentira. – Tá, talvez ainda precise melhorar. – Tem algo te preocupando, não tem?
- É claro que não.
- Mas parece. – Ele respondeu, ainda não satisfeito com a minha resposta.
- Por que você saiu mais cedo da emergência? – Mudei de assunto, mas ainda não tinha passado uma hora desde que cheguei mesmo.
- Eu saí antes, porque o Jass disse que você estava aqui, e eu queria te ver. – OUN *-* Lembrei do Tyler e me apavorei, resolvi perguntar.
- Hum... Você tá bem?
- Estou, por quê? – Ele perguntou confuso.
- Não é nada. Você não está... com raiva, nem nada assim... Ou... ah sei lá. – Estava tentando disfarçar o medo, mas não estava dando muito certo. Nem sei por que estava perguntando isso pra ele. Ele começou a rir.
- Não, Bella. Eu não fiquei chateado por você ter dado uma carona pro Tyler ontem. – Ele riu, e eu fiquei surpresa. Será que ele vê tudo? Meu deus!
- Er... Como você... sabe?
- Eu vi. – Arregalei os olhos. – Bella, calma! Eu já disse que não estou chateado.
- Edward? – Eu não devia perguntar, mas não agüentava mais! Eu tinha muitas perguntas hoje, é verdade.
- Hum?
- Sabe... Eu estava mexendo na sua mesa ontem e...
- Você O QUE? – Ele deu ênfase no “o que”. – Por que estava mexendo? – Ele tentava se controlar. E olha que eu nem tinha chegado na parte crucial do comentário ainda hein!
- Estava... procurando uma coisa. – Menti.
- Que coisa?
- Olha, isso não é importante. – Eu não sabia o que dizer. – Mas então, eu estava mexendo e vi que na última gaveta tem um fundo falso, e está trancado! – Olhei firmemente pra ele.
- É? Eu nem sabia. – Ele tentou se mostrar indiferente, mas ele estava visivelmente nervoso.
- Mesmo? – Eu perguntei descrente, e ele confirmou com a cabeça. – Que coisa isso! Então quem pode ter posto aquilo lá dentro? – Fiz uma cara confusa, e encarei o teto como se estivesse pensando.
- VOCÊ VIU O QUE ERA? – Agora sim ele gritou, mas de surpresa. – Digo... Como você conseguiu abrir? Você disse que estava trancado né.
- Edward, por que você não pára com esse teatro ridículo que está fazendo e me diz logo o que tem lá?
- Mas você não disse que... – Ele parou de falar quando percebeu que eu menti, e balançou a cabeça reprovando o que eu fiz. – Bella, não é nada importante.
- Se não fosse nada importante, não teria trancado. – Disse, ainda calma. – Depois você não quer que a gente brigue! Você vive escondendo as coisas de mim, poxa!
- Bella, você vai saber o que é... um dia, mas não hoje.
- E por que não? – Me chateei.
- Porque não, Bella. Pra que você estava mexendo lá hein?
- Porque eu quis. Não imaginei que estivesse escondendo alguma coisa. – Ele ficou calado. Resolvi mudar de assunto novamente, não queria discutir de novo. – Você parece estar menos cansado do que ontem. Como? – Ele nem parecia estar cansado, só estava com olheiras, mas nada de tão assustador.
- Café.
- Muita cafeína no sangue faz mal.
- Logo você está me dizendo isso. – Ele riu. – E falando nisso, você comeu?
- Edward, dá um tempo! Quer dar uma de pai agora?
- Já vi que não. – Ele ignorou totalmente o meu comentário, e eu bufei. – Bella, a gente já não tinha combina...
- Eu sei, eu sei... Mas não estou com fome. Não adianta comer e colocar tudo pra fora, certo? – Fiz drama, e ele continuou me olhando sem dizer nada.
- Tá Bella, HOJE eu não vou reclamar por você não ter comido.
- Mas você já reclamou. – Acusei, e ele me olhou sério. Mas é verdade, ué!
- Eu já vou. – Ele levantou.
- Ah não! Por quê? – Frustração presente em minha voz.
- Emergência, amor, tenho que voltar. Na verdade, vou passar o dia lá.
- Ah, então eu também vou! – Eu levantei também.
- Você não pode, Bella. Você tem cirurgia hoje, não é? E paci...
- É, eu tenho. – Sentei de novo, fazendo bico.
- Amor, desfaz esse bico. – Continuei do mesmo jeito. – Bella, por que você quer tanto ir pra lá? – Por sua causa! Não, eu não respondi isso.
- Eu só queria ajudar. – Ele riu, e deu a volta na mesa pra me beijar.
- Bella, não fica com essa cara. Anda, me dá um beijo. – Eu dei um selinho nele, mas ele me puxou pra ficar de pé. – Assim não! – Ele colocou os braços na minha cintura e me beijou de verdade.
Minhas mãos foram imediatamente pro cabelo dele, e ele me apertou ainda mais contra seu corpo. Há essa altura, o beijo era uma expressão do desejo que sentíamos, ele apertou a minha bunda com uma das mãos e um gemido saiu dos meus lábios.
- Procurem um quarto! – Me assustei em saber que tinha uma 3ª pessoa na minha sala, soltei Edward imediatamente, pra ver o Jass parado na porta com um sorriso malicioso nos lábios.
- Jasper, quem mandou entrar assim?
- Desculpe Bella, não sabia que estava ocupada. – Ele riu e eu corei. – Na verdade, estava procurando Edward que não voltava, agora vejo o porquê.
- Eu já vou. Tchau, meu amor. – Edward me beijou, rápido demais pro meu gosto. Se o Jass não tivesse aparecido.... UGH. Edward saiu fechando a porta, e me deixou aqui queimando. EU MATO JASPER HALE!

-

A manhã até que passou rápido. E foi o Ó. Tânia me olhava com mais ódio do que ontem durante a cirurgia, atendi um monte de paciente, tive que almoçar sozinha já que o Edward não saiu da emergência, e eu realmente fiquei preocupada com ele, será que ele ia não comer nada?
À tarde, mais duas cirurgias, e agora, hora de ir embora, já estou trocando as pernas de tão cansada. Fui à sala de Edward e entrei sem bater.
- Já está indo embora? – Perguntei entrando, e deixando a porta aberta mesmo. Ele precisa descansar de qualquer jeito! Ele estava sentado na mesa dele com uns papéis na mão.
- Bom, eu só vou...
- Não quero saber! Você vai agora, chega de trabalhar! Levanta!
- Calma Bella, eu só preciso...
- Amanhã você termina. Vamos! – O puxei pra levantar e saí com ele da sala. Ele até tentou dizer alguma coisa, mas não deixei. Chegamos ao estacionamento, e eu peguei a chave do carro na bolsa.
- E aí? Qual a desculpa de hoje? – Ele sorriu irônico, e revezando olhares entre o carro e eu, que nada respondi. – Estou esperando, Bella.
- Eu prefiro seu carro, satisfeito? – Ele riu e pegou a chave da minha mão. – Que isso?
- O que? – Ele perguntou e abriu a porta do lado do motorista pra entrar.
- Você vai dirigir?
- É claro, Bella.
- Mas você está cansado! Eu quero chegar viva em casa, sabe?
- Amor, eu te deixo dirigir meu carro outro dia, tá? – Ele riu, novamente, e entrou no carro. Revirei os olhos e entrei no lado do carona. Assim que saímos do estacionamento, uma coisa me veio à cabeça.
- Edward, você vai me deixar em casa né?
- É claro que vamos pra casa amor, pra onde achou que iríamos? – Ele disse como se nós fôssemos casados e fosse NOSSA casa.
- Não, eu estou dizendo MEU apartamento.
- E por que isso?
- Edward, não posso ir todos os dias pra sua casa né! – O vi se entristecendo com minha resposta. Às vezes eu sinto tanta raiva de mim mesma, que sinto vontade de me socar! Eu odeio quando ele fica desse jeito por minha causa, e com razão!
- Tudo bem, eu te levo. – Ele falou, triste.
- Olha, eu não queria falar assim, eu...
- Amor, eu que levo você pra minha casa todos os dias sem nem ao menos perguntar, eu tinha que saber se você queria ir primeiro, mas não faço isso. Eu vou levar você, e vou respeitar sua vontade a partir de hoje, tá? – Ele sorriu, ainda com tristeza, e pegou minha mão, levou aos lábios e a beijou suavemente. Eu não quero ir pra casa, não quero mesmo! É só que é melhor que eu não vá pra casa dele, eu sinto realmente como se fosse a nossa casa lá, e isso é o errado!
Ele foi o caminho todo segurando a minha mão, sem dizer nada. Ah eu não quero saber! Vou fazer minha vontade pelo menos hoje! Chegamos em frente ao meu prédio e me apressei em abrir a porta do carro pra sair.
- Espera um pouco, que eu já volto!
- Mas por...
- Eu já volto! – Saí do carro, e me apressei em subir. Cheguei ao meu apartamento, peguei uma bolsa pequena de “viagem”, coloquei o que eu achei que era essencial nela e 15 minutos depois, estava entrando no carro.
- Bella, que isso? – Ele perguntou, enquanto eu colocava a bolsa no banco de trás do carro.
- Vou pra sua casa.
- Mas você não disse que...
- Mudei de idéia. – Ele ficou parado um tempo olhando pra mim, e eu não sabia o porquê de ainda estarmos parados aqui.
- Bella, você não vai.
- Você não... quer que eu... vá? – Podia sentir o choro já vindo, que droga!
- É claro que eu quero! VOCÊ não quer, está fazendo isso porque eu...
- Edward, é claro que eu quero ir! Não fala bobagem! – Ele continuou parado sem acreditar. – Acredita em mim!
Ele ligou o carro, balançando a cabeça reprovando a minha atitude. Por que era tão difícil assim de acreditar que eu queria ir? Eu estou dizendo isso, não estou?
Não demoramos a chegar na casa dele, ele estacionou e eu saí do carro e abri a porta de trás para pegar minha bolsa, mas assim que a peguei, Edward a tirou da minha mão, para carregar.
Entramos e ele foi colocar a bolsa no quarto, enquanto eu fiquei desfrutando da maravilhosa sensação que tinha ao estar ali, não tinha lugar no mundo que eu me sentisse tão bem.
- O que você quer comer, amor? – Edward perguntou, e só aí percebi que estava do meu lado.
- Você vai tomar um banho e EU vou fazer alguma coisa pra gente comer.
- Não precis...
- Eu perguntei se precisa? Por que você sempre quer fazer tudo? Eu também quero fazer algo por você! – Ele sorriu com o que eu falei, aliás eu não digo essas coisas pra ele, mas lembram do que eu disse né? Hoje vou fazer o que eu tenho vontade! – Agora vai, anda! – Ele me beijou e foi pro quarto, ainda sorrindo. Incrível como com uma simples frase minha ele fica assim!
Legal, agora a questão é: O que eu vou fazer? Já que eu me pus a fazer alguma coisa, tem que sair bom, ainda mais, ele deve estar com fome. Fui pra cozinha e fiquei pensando no que fazer.

-

- Problemas aí, amor? – Olhei pra trás e vi Edward na entrada da cozinha sorrindo pra mim, ele estava usando uma calça de moletom cinza escuro, e estava gostoso pra porra! Nossa! De repente me bateu uma fom... FOCO Bella!
Putz! Eu devia estar pensando há muito tempo mesmo, porque ele já havia tomado banho, o cabelo molhado revelava isso. Eu não disse nada, eu só fiquei parada olhando pra ele. – Amor?
- Eu... er... oi. – Ele riu, e eu corei.
- Quer ajuda? – Disse, me abraçando por trás.
- Não. – Bem que eu queria, eu não tinha nem pensado no que ia fazer – Eu quero fazer sozinha!
- Hum... E o que você está fazendo, posso saber? – Ele perguntou irônico, mas ao mesmo tempo gentil, e eu fiquei calada. – Deixa de ser orgulhosa, Bella!
- Não é orgulho, eu só queria fazer alguma coisa pra você, mas nem pensar eu consegui.
- Você se preocupou comigo, isso conta, meu amor! – Ele disse, dando leves beijos na minha bochecha. – Vamos fazer juntos, tá?
- Não tem jeito. – Ele riu, com certeza da cara que eu estava fazendo.
- Não fica com essa cara, minha linda. – Ele disse, ainda me beijando, e o desejo já estava crescendo dentro de mim só com esses simples beijos, fechei os olhos e senti Edward sorrindo contra a pele do meu rosto. Ele desceu os beijos para o meu pescoço, e colou o corpo no meu. – O que você quer que eu faça pra que você não fique mais assim? – Ele segurou meu quadril com as duas mãos e me puxou pra trás, colando mais ainda nossos corpos. Gemi quando senti a sua ereção pressionando meu bumbum.
Ele voltou a beijar meu pescoço, maxilar, orelha e a puxar minha blusa pra cima. Reuni as poucas forças que me restavam e segurei a mão dele.
- Nós... não vamos fazer isso... hoje. – Nossa, como me doía dizer isso! Era o que eu mais queria naquele momento.
- Por que não?
- Você está cansado. – Virei de frente pra ele, e ele estava sorrindo.
- Pra isso, não. – Ele ia me beijar de novo, mas coloquei a mão na boca dele.
- Está sim. E amanhã temos que ir pro hospital CEDO. – Ele bufou e eu ri da cara frustrada que ele fez.
Ficamos pensando em o que fazer, Edward estava cansado e eu também, além disso, não queria cozinhar, então, pensei na solução: Lasanha congelada. Colocamos no forno e deitamos no sofá pra ver TV. Mentira! Eu estava tentando assistir, mas ele não deixava, queria porque queria terminar o que começamos na cozinha.
Depois de muito insistir e eu dizer que não faríamos nada, ele sossegou, mas ficou de cara feia do meu lado. Ele estava tão quieto que pensei que estivesse dormindo, mas ele continuava emburrado, e eu rindo.
Comemos a lasanha, lavamos a louça e fomos pro quarto, que ainda estava cheio de pétalas de rosa, afinal, ele ainda não teve tempo de tirar.
- Depois de amanhã estamos de folga, e vamos limpar isso aqui, ok? – Falei pra ele, eu não gostava de faxina, mas ele fez tudo isso por minha causa, então... Nada mais justo do que eu ajudar a arrumar.
- Então, você vai vir pra cá amanhã também? – Ele perguntou, mas parecia receoso ao ouvir a resposta.
- Exceto se você não quiser que eu venha. – Eu estava com medo dessa probabilidade.
- Nem se eu estivesse louco! – E me beijou, cheio de segundas intenções. Antes que eu pudesse pensar em parar com aquilo, ele já tinha me jogado na cama e mais rápido ainda, deitou em cima de mim, beijando meu pescoço e passando a mão pelo meu corpo.
- Edward? – Ele passou a beijar meu colo, e ia tentar tirar minha blusa de novo. – Edward, eu já falei com você. – E quem disse que ele ouviu? Muito pelo contrário, agora além de beijar, também estava mordendo e sugando, com certeza deixando marcas, enquanto ainda tentava puxar minha blusa pra cima, e eu a puxava pra baixo. – Edward, pára!
- Bella, eu não tô cansado!
- Está sim. – O empurrei, ele bufou. Eu levantei, peguei tudo o que precisava pra tomar banho, e entrei no banheiro. Algum tempo depois saí do boxe, amarrei meu cabelo num coque, escovei os dentes e saí do banheiro.
Ele estava deitado de bruços, provavelmente tinha dormido assim que entrei pra tomar banho, e isso porque não estava cansado hein!
- Você vai dormir assim? – Tomei um susto com a voz de Edward, enquanto colocava minha camisola de costas pra ele.
- Pensei que estava dormindo. – Pausa. – Assim como?
- Pra quê toda essa roupa? – Ele perguntou indignado. – Tira isso, Bella! – O ignorei e deitei ao seu lado. – Bella, por favor. – Continuei do mesmo jeito.
- Eu já falei pra você sossegar.
- Eu sei, mas eu não gosto de te ver com roupas. Tira isso! – Ele pegou na barra da minha camisola, e eu a segurei para que não puxasse. – Só a camisola então. Por favor. – Revirei os olhos, e num ato, arranquei a camisola e joguei em qualquer lugar.
- Feliz?
- Se você tirar tudo, eu vou ficar.
- Boa noite, Edward! – Deitei de costas pra ele, mas ele me puxou, colando o corpo no meu, e eu gemi baixo quando senti um volume que não deveria estar ali. – Não consigo dormir com você assim.
- A culpa é sua.
- Humpf. – Fechei os olhos e me encolhi debaixo das cobertas, quando senti Edward segurando minha cintura e pressionando ainda mais ELE em mim. – Edward, pára!
- Tá, tá bom, parei. – Ele se afastou um pouco de mim, e suspirou. Virei de frente pra ele, que já estava de olhos fechados.
- Por que você está fazendo isso? – Ele abriu os olhos. – Você sabe muito bem que está cansado e mesmo assim insiste.
- Bella, é que já tem alguns dias que a gente não... Bom... eu vi como você ficou com um simples beijo lá no hospital e...
- Você fez isso porque achou que eu... – Eu não estava acreditando nisso. – Você bebeu, é? – Ele continuou me olhando sem dizer nada. – Tudo que você faz é pensando em mim?
- Achei que já tinha percebido isso. – Ele disse, afagando minha bochecha e sorrindo o MEU sorriso, que foi retribuído por mim, é claro. – Mas eu também queria Bella, não foi só por sua causa, mas eu realmente estou cansado!
- Mas foi 90 % por minha causa.
- 95 %. – Ele riu e bocejou. – Agora, a gente pode dormir, amor?
- Com toda certeza, meu anjo. – Ele sorriu abertamente pra mim por tê-lo chamado assim. Dei um beijo nele e fechei os olhos. Adormeci sorrindo, e sonhei com um mundo onde existiam nós dois, sem complicações ou desconfianças, éramos apenas nós.


Capítulo 8: Cuidando do que é Meu

Bella POV

Estava dormindo o sono dos justos, tão bem e tão relaxada, mas infelizmente tive que acordar quando senti uma coisa acontecer. Abri os olhos, sentei na cama, e pude comprovar o que eu pensava. Olhei pro Edward, que dormia tão tranquilamente e fiquei com pena de acordá-lo, mas não tinha jeito.
- Edward? – O balancei, e nada. – Edward, acorda! – Nada. Comecei a me irritar, eu fico assim quando isso que aconteceu, acontece. – Edward, LEVANTA! – O empurrei, mas acho que foi forte demais por que ele caiu da cama.
- AAAAAAAAAAAAAAAH! – Ele se assustou ao bater as costas no chão, droga! – Bella, você ficou maluca?
- Desculpa, foi sem querer. É que eu preciso que você vá na farmácia pra mim.
- Ah Bella, tô cansado! – Deitou de novo na cama. Eu levantei e fui correndo pro banheiro antes que sujasse o lençol também.
Me enchi de papel, – eu sei que não é agradável lerem isso, mas eu tenho que relatar né – e tirei a calcinha.
- Bella? Você tá passando mal? – Escutei Edward dizer, do outro lado da porta. Andei até lá e abri uma pequena parte da mesma.
- Não estou, mas preciso que você vá lá. Eu não posso ir!
- Mas o que você tem? – Ele tentou entrar no banheiro, pela frestinha que eu abri, mas não deixei.
- Não. Não entra aqui não! Vai lá!
- O que você quer? – Ele bocejou e coçou os olhos.
- Modss.
- O que é isso?
- Absorvente, Edward. – Disse, como se fosse óbvio, e ele me encarou sem acreditar.
- Você só pode estar de sacanagem, Bella! Ah, eu não vou lá não! Imagina só, eu indo comprar absorvente na farmácia, haha! Faz-me rir! – Ele voltou a deitar na cama.
- Ed, por favor. Está de madrugada, mas tem aquelas farmácias 24 horas, ninguém vai ver. Eu não posso ir lá assim!
- Sem chance! – Ele repetiu, com a cara enfiada no travesseiro e eu me irritei.
- Ótimo! Muito obrigada, Edward! – Bati a porta com força. E cruzei os braços, esperando, vocês vão ver o que! Vamos fazer a contagem regressiva comigo? 1, 2, 3, 4 e:
- Amor, abre a porta? – Ele falou com voz de criança manhosa do outro lado da porta, e eu sorri. – Bella, amor. Me perdoa, eu não vou mais falar daquele jeito. Abre a porta. – Ele não resiste a mim. Continuei sem abrir, só me divertindo com o desespero dele. É assim que se trata homem, tá entendendo? Tem que andar na linha! – Amor, eu vou lá sim! Abre a porta, por favor. – Bella, agora pára de rir! Me controlei e abri. – Desculpa amor, eu não vou mais...
- Tá, vai logo! – Respondi impaciente. Ele se assustou e foi se vestir. A cara dele estava hilária! – Eu quero o Intimus!
- Ahn?
- É a marca do absorvente, Edward! – Falei, obviamente.
- E como eu vou saber qual é?
- Será por que vem escrito Intimus na embalagem? – Perguntei sarcástica, e ele não respondeu nada, saindo em seguida.

-

MUITO tempo depois, escuto Edward batendo na porta. Andei até lá e abri. Ele estava com um saco na mão onde tinha UM pacote de absorvente, ARGH.
- Obrigada. – Peguei o pacote da mão dele, e ele não disse nada. Na verdade ele estava com uma cara estranha, fiquei imaginando o porquê.
Fechei a porta e quando vi o que ele tinha comprado, praguejei até o inferno, abrindo a porta de novo. Ele estava sentado na cama, esperando eu sair.
- Edward, VOCÊ É BESTA OU O QUÊ?
- Por quê?
- Porra! Você comprou o Intimus Teen!
- Ahn?
- Esse aqui não serve!
- Bella, é tudo a mesma coisa. – Ele deu de ombros. Bufei e fechei a porta irritada. Ia colocar esse mesmo, pelo menos dava pra ir até a farmácia comprar outro! Porra! Eu deixei bem claro o que eu queria e ele traz isso, que merda!

Saí do banheiro e fui até minha bolsa pegar alguma roupa pra eu vestir. Peguei uma calça leg e uma blusa qualquer.
- Pô! O homem da farmácia ficou me olhando como se eu fosse um alienígena, ele até... – Ele parou de falar, quando viu que eu estava me vestindo. – Aonde você vai?
- Na farmácia.
- Pra quê?
- O que você comprou não serve, eu já falei! É muito pequeno! – Disse, terminando de vestir a blusa. Pra que ele me faz repetir as coisas, hein? Que droga! TDM mode on! TDM: Tensão durante a menstruação, sim a minha é durante! Bom, antes também, às vezes.
- Se quiser, eu posso ir.
- Não, obrigada. Você vai acabar é trazendo uma fralda em vez de absorvente! URGH. – Bufei e bati a porta do quarto. Peguei minha carteira e saí.

-

Entrei na farmácia e fui direto pegar o absorvente. Como o Edward demorou tanto pra achar? Estava bem na cara dele! Peguei 3 pacotes e fui pagar. Cheguei lá e o homem do caixa estava conversando com outro, aff. Só me falta ele ficar de trelêle em vez de me atender, ARGH. Sim, estou irritada!
- Boa noite, Srta. – Ele olhou sugestivamente pra mim, e eu revirei os olhos. Ninguém merece! – Mas então cara, como eu estava dizendo... – Eu disse que ele ia me ignorar e continuar conversando, não disse? – Entrou esse cara aqui, e levou um pacote disso aqui mesmo. – Ele apontou pros absorventes que eu tinha pego. – E veio pagar. Cara, esses viados estão cada vez mais estranhos! E esse tinha cara de mauricinho e tudo! Hahaha. – Ele disse rindo muito, e eu tive que intervir.
- É, eu posso imaginar de quem esteja falando. – Falei, e eles me olharam, sem entender o porquê de eu ter me metido na conversa. – Era meu namorado, eu pedi pra ele vir aqui comprar pra mim, afinal nós nunca sabemos quando a bendita vai chegar, não é mesmo? – Sorri amigavelmente, e ele não pareceu acreditar em mim. – Era um homem, alto, branco, de cabelos acobreados e lindo de matar, não é?
- Quanto ao lindo, eu não sei... Mas o resto, é sim. – Ele confirmou, sem graça.
- Imagino que não deve saber reconhecer homens bonitos mesmo. – Deixei a frase solta no ar, haha. Eu tinha que falar alguma coisa, era MEU anjo que ele estava chamando de viado, porra! – Mas enfim, eu pedi pra ele comprar, mas ele levou o errado e eu tive que vir. Sabe, HOMENS não conhecem essas coisas, concorda? – Ele continuava me olhando perplexo, mas eu ainda não tinha acabado! – Mas acho que o senhor pode me ajudar, esse absorvente aqui é o certo pra quem tem um grande fluxo? – Sacaram a indireta né? Ele me olhou furioso, mas eu não fiquei com medo. É pra ele aprender a não falar de quem não conhece!

- O senhor pode me ajudar ou não? – Perguntei pra ele, que ainda me olhava furioso. – Bom, estou vendo que não. Talvez o senhor poderia, esse é o certo? – Perguntei pro homem com quem estava conversando, tentando não rir.
- Phil, acho melhor passar logo as compras da Srta. – Ele disse pro caixa, mas ainda olhando pra mim muito puto, e ele o fez.
- Obrigada. – Sorri cinicamente pros dois quando ele me entregou a sacola com as minhas coisas. E o que eu fiz quando saí da farmácia? RI MUITO! : D

-

Cheguei em casa e aí me dei conta do que tinha feito. Cara, eu podia ter sido assassinada! Quem sabe o que aqueles dois eram! Bom, agora já está feito! Entrei no quarto e Edward continuava acordado.
- Eu não tinha que ter deixado você sair essa hora, eu já estava preocupado!
- É, mas eu estou aqui, não estou? – Respondi e fui pro banheiro.

-

Depois de ter feito tudo o que precisava, vesti minha camisola que tinha levado pro banheiro enquanto Edward estava fora, e saí do banheiro. Deitei ao lado dele, que ainda estava acordado, mas quando olhei pra ele comecei a rir, lembrando do episódio na farmácia.
- O que foi?
- Nada não, só estou lembrando uma coisa que aconteceu. – Disse sem parar de rir, mas me arrependi. Acho que se eu contasse pra ele, Edward ia falar a bessa dizendo que foi perigoso, e blá blá blá.
- O que?
- Nada, vamos dormir. Já está tarde!
- Er... Bella, quanto tempo dura isso aí? – Ele perguntou receoso, apontando pro meu corpo.
- Geralmente 5 dias. Por quê?
- CINCO? Ah, eu vou morrer! – Ele colocou as mãos na cabeça. – 5 dias? 5? 5... – Ele continuava se lamentando.
- Edward, eu não estou entendendo. O que tem isso? – Perguntei e ele me olhou como se fosse óbvio, e aí entendi. – Ah.
- Ah, eu não vou agüentar! Tem certeza que é isso tudo? – Assenti. – Meu deus! Bella, não dá pra gent...
- Não, não dá! – Já sabia o que ele ia dizer, e virei pro outro lado. Eu estava realmente me chateando com o jeito que ele estava falando!
- Bella? – Continuei calada, e fechei os olhos. – Bella, desculpa. – Continuei do mesmo jeito. – Ai, eu sou um idiota! Desculpa ter falado aquilo, é que... Vai ser... difícil não... tocar em você por 5 dias, amor.
- Você ficou 6 meses sem isso, e não reclamou! Pelo menos, eu acho que ficou né. – Sim, eu mandei uma indireta mesmo!
- Bella, o que você quer dizer com isso? – Ele perguntou, mas sabia exatamente o que eu quis dizer, eu nada respondi. – Você está dizendo que eu traio você, é isso? – Agora, ele estava irritado.
- Eu não disse nada. Vamos dormir! – Fechei os olhos de novo, mas ele me virou de frente pra ele.
- Olha pra mim! – Continuei do mesmo jeito. – Olha, Bella! – Eu abri os olhos. – Bella, como você pode dizer isso? – Não tinha mais raiva na voz dele, só tristeza. Ele reparou que eu estava chateada, então me abraçou. – Você realmente acha isso? – Ele se separou de mim, e eu balancei a cabeça em negação, ah e... chorando. É, eu sei que vocês estavam esperando eu confessar isso.
- Eu só disse isso... porque fiquei... chateada pelo jeito que você... falou. – Ele afagou minha bochecha, e me abraçou de novo.
- Me perdoa, meu amor. – Ele disse, baixo em meu ouvido.
- Me perdoa também, meu anjo. – Ele se separou do abraço pra me beijar calmamente. Adormecemos nos braços um do outro, depois de minha crise de choro passar.

Acordei no dia seguinte muito cansada ainda, com o meu celular despertando. Pelo menos coloquei uma música que eu gosto, assim acordo um pouco menos irritada: Bad Romance - Lady Gaga. Eu acho ela meio estranha, mas as músicas são legais.
Balancei o Edward, mas ele não acordava de jeito nenhum, ou melhor, ele acordava e dizia: “Me deixa dormir, Bella. Tô cansado!” Aí eu o deixei lá e fui tomar banho, não podia me atrasar né. Saí do banheiro e ele continuava do mesmo jeito, até que tive uma idéia!
Me aproximei da cama, estava de toalha, só com roupa íntima por baixo. Sentei ao lado dele, tirei o lençol que o cobria e comecei a acariciar ELE por cima da boxer, eu sabia que assim ele ia acordar!
- Hum... – Edward começou a mexer o quadril quando sentiu minha mão ali, e num segundo já estava excitado. Mas ainda não tinha aberto os olhos. – Bella... – Comecei a rir, pelo menos ele já estava acordado. – QUE ISSO? – Aí que eu ri mesmo, do jeito desesperado que ele falou quando eu tirei a mão, HAHAHAHA.
- Levanta Edward, a gente tem que ir pro hospital!
- Ah não... – Ele se lamentou, e colocou o travesseiro no rosto. Levantei da cama, e joguei a toalha em cima da mesma, indo até minha bolsa. – Bella, não faz isso! – Eu sabia que ele ia reclamar, haha. Eu agachei impinando a bunda propositalmente na direção dele enquanto pegava minha roupa na bolsa.
Um arrepio percorreu meu corpo, e eu automaticamente levantei, ficando ereta, quando senti o corpo do Edward atrás de mim, precisamente ELE pressionando a minha bunda.
- Edward!
- Foi você quem começou. Quem mandou me deixar desse jeito? – Ele disse no meu ouvido, e como se para provar, se apertou ainda mais em mim, segurando meu quadril. – Agora vai ter que agüentar. – Ele sussurrou e deu uma leve mordida no lóbulo da minha orelha. Péssima idéia ter o acordado daquele jeito!
- Edward... Nós... nós... – Ele começou a passear as mãos na minha barriga. – Edward, você sabe... qq-eu eu tô...
- Eu sei amor, mas a gente podia brincar.
- Nós precisamos... trabalhar. – Me lamentei e tentei me convencer a não ceder aos caprichos dele. Ele riu.
- A gente tem... tempo. – Antes que eu pudesse responder, ele já tinha me virado de frente e me prensado no armário, tudo isso na velocidade na luz. Ele me beijou vorazmente e puxou minhas pernas, colocando-as na sua cintura. Mas tipo, foram as duas juntas, não sei nem como não caí!
Depois de beijar meus lábios, desceu para o queixo e depois maxilar, pescoço – onde deixou novas marcas – enquanto meus dedos se emaranhavam em seu cabelo. Há essa altura eu já tinha me entregue à “brincadeira”, eu não consigo resistir a ele mesmo, pra que tentar?
Ele me prensou ainda mais quando gemi o nome dele, meu sexo já latejava impaciente ao sentir o Grande Ed tão perto e ao mesmo tempo tão longe, já que não podíamos fazer nada. Maldita bendita! (Entenderam?)
- Edward... já.... chee-ga...
- Não chega não! – Ele pegou meu seio com uma das mãos, já que a outra segurava meu quadril, sentindo meu mamilo entumescido pelo desejo, e continuou beijando todo lugar por onde passava no meu corpo. – Ah Bella, assim eu... não vou me controlar. – Ele pressionou ainda mais ELE em mim numa tentativa de se aliviar.
- Edd-ward, é melhor ir tomar... banho. – Por incrível que pareça ele me obedeceu e parou de me beijar.
- Tá bom! – Ele disse contrariado, fez até biquinho enquanto tirava as minhas pernas da cintura dele, se eu não estivesse controlando minha respiração eu ia rir. Assim que senti minhas pernas tocando o chão, as senti como gelatinas pra minha não-surpresa, já que isso era normal. Eu mais uma vez ia cair se ele não tivesse me segurado. – Tá tudo bem aí, meu amor? – Ele riu da minha cara.
- Edward, se você não sair da minha frente em dois segundos, você vai apanhar! – Ele correu pro banheiro, ainda rindo.

Terminei de me arrumar e fiquei esperando ele sair. Por que ele estava demorando tanto a tomar banho hein? (De repente, ele está “aliviando a tensão”) WOW! Talvez seja isso, até que enfim acerta uma, eim consciência! Dois minutos depois a porta do banheiro se abre, e eu literalmente, hiperventilei.
- Ai minha nossa senhora, me ajuda! – Porra! Eu falei isso em voz alta, e Edward me olhou confuso. Mas porra! Ele estava SÓ DE TOALHA! Como eu ia me controlar assim? Sem contar que ele ainda estava molhado, e com o cabelo maravilhoso dele caindo um pouco sobre os olhos.
Eu senti a baba escorrendo quando fui acompanhando com os olhos algumas gotas de água que escorriam pelo peito dele, passando por aquele tanquinho perfeito que eu não me incomodaria nem um pouco de lavar roupa, e sumiam assim que chegavam naquele PARAÍSO coberto pela toalha, ele só pode estar querendo que meu coração pare aqui fazendo isso!
- Meu amor, você está me deixando constrangido me olhando assim! – Ele riu, debochado da minha cara.
- Edward, se você não fosse tão gostoso, eu juro que te matava agora! – Mas seria um desperdício muito grande pra humanidade, completei em pensamento.
- Que bom que eu sou então né!
- Que ÓTIMO! – Ele riu. – Vou esperar lá na sala! – Não podia correr o risco de ficar ali não.
- Ah amor, por quê? – Ele disse, quando eu estava chegando na porta, aí eu virei pra responder e... Putz, ele tirou a toalha! Ele tirou! Ou seja, eu estou vendo ELE e o pior: Ele está ereto! Entenderam? ERETO! Eu arregalei os olhos e Edward riu de novo. Abri a porta e saí correndo. Por que ele faz essas coisas comigo? É tortura, poxa!
Fui pra cozinha, abri a geladeira, peguei um gelo no congelador e coloquei na boca. Eu torcia que um milagre acontecesse e o gelo pudesse apagar o incêndio que estava queimando meu corpo, já que a imagem dele NU não saía da minha cabeça.

-

- Pronto amor, vamos! – Edward chegou à sala, me inebriando com seu cheiro. De novo senti que estava queimando. Por que será que isso não passa?
- Já estava na hora, hein! – Reclamei.
- Bella, relaxa! Ainda está cedo. Ainda dá tempo de fazer muitas coisas... – Ele me olhou e sorriu malicioso.
- Er... tá. Vamos! – Levantei, e ele riu. Gaguejei porque lembrei de quando nós estávamos fazendo essas “coisas”, UI. Que calor! Ah, só pra constar: O gelo não fez efeito nenhum!

O dia passou lento e doloroso, porque foi uma tortura! Edward passou o dia inteiro querendo me levar pra qualquer canto do hospital pra gente “brincar”, - bom, pelo menos o tempo que passamos juntos – e eu começava a ficar nervosa, porque toda vez que ele fazia isso, eu lembrava dele nu. DELE especificamente, não sei por que fico lembrando disso toda hora, que saco!
Eu sabia que ele não estava pretendo mesmo brincar, ele só fazia isso pra me irritar e conseguiu, porque teve certos momentos em que eu quase fui, mas abafa!
Estávamos indo à casa de Esme, que ficou reclamando com Edward que ele não me levava mais lá e tal. E também que tinha uma surpresa para todos nós, incluía Emmet, Rose, Alice e Jass.
Mesmo depois do Edward reclamar e tentar argumentar com ela, - ele queria ir pra casa comigo pra... ah vocês sabem! Não que eu fosse fazer, é claro. Ah talvez! Brincar não faz mal, certo? Bom, o meu desejo aumenta e muito com isso, mas.... ah deixa quieto! – acabamos decidindo ir.
Ele já tinha parado com as insinuações, - pelo menos por enquanto – e eu agradecia mentalmente por isso, quando o celular dele tocou.
- Amor, atende pra mim, por favor. – Peguei o celular e atendi.
- Alô?
- Edward, por favor. – Uma voz DE MULHER extremamente irritante respondeu. Primeiro: Já não gostei pelo fato de ser mulher, é eu sou ciumenta! Segundo: Estou de TDM, logo:
- Quem deseja? – Perguntei, nem um pouquinho simpática.
- E o que isso te interessa? O assunto é com ele e não com você! – COMO É QUE É?
- Eu sou namorada dele, PORTANTO...
- Bella, quem é? – Edward perguntou, e eu não respondi, já que nem eu sabia quem era.
- Caiu e bateu a cabeça na calçada, minha filha? A namorada dele sou eu! – OK, meu cérebro parou agora. – Esquece! Eu ligo pra ele depois! – E desligou.
- Amor, o que foi? Quem era? – Ele perguntou assim que eu tirei o celular do ouvido.
- Não sei, me diz você! – Falei FULA DA VIDA! E entreguei o celular pra ele. Ele me olhou confuso, e pegou o celular da minha mão, mexeu em algo no celular procurando o número, e quando ele viu, fez uma cara estranha e largou o celular, que caiu em um lugar que fiz questão de não olhar, eu estava ocupada olhando pra ele. – E então?
- Não era ninguém importante. – Ele respondeu um pouco nervoso, e foi a gota d’água pra mim! – BELLA! QUE ISSO? – Ele gritou quando eu meti o pé no freio, pisando forte no pé dele – de propósito – e o carro parou bruscamente. Se nós não estivéssemos usando cinto de segurança, com certeza estaríamos bem machucados agora, mas eu nem pensei nisso!
- Eu vou sair daqui! – Falei e destravei o cinto de segurança. Tentei abrir a porta, mas estava trancada e no carro dele a “tranca” era automática, ou seja, não ia adiantar eu puxar o pino pra sair. – Dá pra destrancar, por gentileza?
- Bella, por que você está fazendo isso? O que aconteceu?
- DESTRANCA ESSA MERDA, EDWARD!
- Eu não vou deixar você no meio da rua! – Merda! O pior é que ele estava certo, eu não tinha nem trago dinheiro pra pegar um táxi! O universo está conspirando contra mim! Coloquei as mãos no rosto, tentando me acalmar. – Bella, me diz o que aconteceu. – Ele colocou a mão no meu ombro.
- NÃO ENCOSTA EM MIM! – Ele me olhou assustado, mas ele não me convence mais! – VAI ME DIZER QUEM FOI A PUTA QUE TE LIGOU DIZENDO QUE É SUA NAMORADA?
- Mas ela não... – Ele parecia atordoado, e amedrontado também. – Bella, isso não é verdade! Você... Bella...
- AH NÃO? ENTÃO POR QUE VOCÊ NÃO ME DISSE QUEM ERA? E FICOU DIZENDO “NINGUÉM IMPORTANTE” IGUAL À LIGAÇÃO DO NATAL? – Ele pareceu assustado por eu lembrar disso. – VOCÊ NÃO ATENDEU POR QUE ESTAVA COM A TROUXA AQUI! FOI POR ISSO QUE NÃO ATENDEU, NÃO É? – Ele me olhava ainda mais assustado, mas a buzina dos outros carros chamou a sua atenção. Também, nós estávamos parados no meio da rua. Ele girou a ignição e deu partida no carro. – Edward, me deixa sair daqui! – Eu já tinha perdido as forças pra gritar, e as lágrimas já estavam vindo. QUE MERDA! SERÁ QUE DÁ PRA ESSA CHORADEIRA ME DAR UM TEMPO SÓ POR AGORA?
- Não, nós vamos conversar. – Ele falou com a voz firme.
- EU NÃO QUERO CONVERSAR PORRA NENHUMA! – Tá, talvez eu ainda consiga gritar um pouquinho.
- Eu perguntei se você quer, Bella? Eu perguntei? – Ele também parecia irritado. Fala sério! Quem devia estar irritada era eu! Er... ok, eu já estava. – Agora você vai se acalmar e quando nós chegarmos na casa da...
- EU NÃO VOU ME ACALMAR! VOCÊ ACHA QUE...
- Se quiser, pode continuar gritando, eu não me incomodo, mas você não vai sair desse carro, está entendendo? Nem que você conseguisse pular com o carro em movimento, eu parava o carro e te trazia de volta. Eu.não.vou.deixar.você.sair.daqui! – Ok, eu estou completamente Cho-ca-da! Ele nunca fala comigo assim, ele não parece estar com raiva, mas ele está mandando em mim! Que isso!
- Eu não vou ouvir nada do que você disser. – Dei de ombros. Mas as malditas lágrimas ameaçavam cair!
- Você quer apostar? – Ele falou ainda autoritário. Quem ele está pensando que é? Bufei, e fiquei calada.
Mas nem esperei tanto tempo, porque em alguns minutos chegamos na casa da Esme, e assim que ele destravou a droga da porta, eu saí do carro e corri até a porta dela. Toquei rapidamente a campainha, eu ia ficar ao lado de Esme e ele não ia poder falar comigo, haha. Eu sou inteligente!

Não demorou muito e a porta se abriu. Era Nice, uma das empregadas, quando viu o Edward suspirou. Porra, a namorada dele tá aqui, HELLO!
- Fecha a boca, senão a baba escorre! – Falei pra ela furiosa, que ficou vermelha, e entrei. Ah qual é! Eu estou irritada e ela babou no MEU homem na minha frente? Não, não pode!
- Bella! – Esme que estava sentada no sofá, levantou pra me abraçar assim que cheguei à sala, na verdade eu corri até lá.
- Oi, Esme. – O Carlisle também estava lá com ela, vendo TV. E eu tremi quando senti Edward chegando ao cômodo. – Oi, Carlisle.
- Oi, Bella. Edward já te contou a verdade? – Bom, não sei qual é a verdade, mas enfim...
- Bom, qual das verdades? Parece que seu filho me esconde muitas coisas. – Eu nunca imaginei que falaria isso pros pais dele, mas com a raiva que eu estava era capaz de literalmente capar o Edward, que bufou com o que eu falei. Carlisle ficou me olhando sem entender, e Esme me lançou um olhar preocupada.
- Vem, Bella! – Edward puxou meu braço.
- Não! Eu vim aqui conversar com a Esme. – A abracei numa tentativa de me proteger, e esta só me olhou confusa.
- Você tem bastante tempo pra isso. Vem! – Ele me puxou e não tive mais como fugir. Foi me arrastando pro seu antigo quarto e quando entramos, ele trancou a porta. Ai Jesus, me proteja! SERÁ QUE ELE VAI ME BATER?!

Esme POV

Assim que Edward entrou na sala, percebi imediatamente que tinha algo errado com ele. Ele parecia só enxergar a Bella à sua frente; bom, isso é normal, mas ele estava de um jeito estranho, que realmente me assustou.
Continuei o observando até que ouvi Bella dizer que Edward escondia coisas dela, este por sua vez, cerrou a mão em punhos com o que ela disse, e eu realmente me preocupei com o que quer que seja que estava acontecendo.
- Vem, Bella! – Edward a puxou pelo braço, enquanto ela o olhava com receio.
- Não! Eu vim aqui conversar com a Esme. – Ela me abraçou, e aí mesmo que eu percebi que tinha algo errado. Ela já demonstrou que gosta de mim, mas ela sempre fica um pouco sem graça ao meu lado, e além do mais, parecia que ela fez isso pra se sentir mais segura, como se eu pudesse protegê-la do Edward.
- Você tem bastante tempo pra isso. Vem! – Ele a puxou, dessa vez conseguindo a levar. Meu deus, o que será que aconteceu?
- Esme, o que foi isso? – Carlisle me perguntou, receoso. Como se eu soubesse a resposta né, ARGH.
- Como vou saber? – Sentei no sofá. – Acho que brigaram.
- Nossa, Esme! Eu nem tinha reparado! – Ele ironizou. Ele tem brincado muito ultimamente, acho que a presença da Bella fez bem a todos, não só ao Edward.
Eu percebo como ele está feliz ao lado dela, um pouco ranzinza, como sempre, mas até eu pareço mais jovem do que ele. Acho que puxou ao Carlisle, acho não, tenho certeza, porque eu não sou assim. Muito pelo contrário, sou muito simpática e jovem, a vida é uma só e temos que aproveitá-la enquanto estamos a vivendo, concordam?
Mas como eu estava dizendo, Edward está mais paciente, sempre anda com um sorriso no rosto, carinhoso, até arranjar de nos visitar ele arranjou, lembram? Claro que a visita teve um propósito, mas mesmo assim.
Ele nunca foi de fazer isso, sempre dizendo que não tinha tempo. Principalmente quando morava em LA, ele nem lembrava que tinha pais! Ele só vivia pra aquela tal de Jessica, que na minha opinião, fez mais mal à ele do que bem.
Mas quem disse que os filhos escutam as mães? Negativo! Por mais que eu o alertasse a pensar no relacionamento que ele tinha com essa menina, ele não me escutava, a resposta dele era: Eu sei o que estou fazendo.
E toda vez que eu falava com ele, este estava triste. Não sei dizer se era sempre por causa dela, - mas algo me dizia que sim - já que ele nunca contava o motivo.
Mas eu prefiro infinitamente a Bella. Eu sempre gostei dela, mesmo antes de namorar o Edward. Eu não sei, ela tem alguma coisa que sempre me encantou e eu sempre imaginei que seria minha nora.
Ela não conhecia o Edward, é claro, mas queria que ela fizesse parte da família pra poder a ter sempre presente em casa, e parece que eu acertei, porque jamais vi meu filho tão feliz.
E por falar nisso, voltando à realidade, eu realmente estou preocupada. Eu sei que todos os casais brigam, sei muito bem disso, porque às vezes o Carlisle me tira do sério de um jeito que chego a pensar que ia acabar numa prisão por assassinato, mas eu não gosto de vê-los daquele jeito, ela é minha norinha querida, eles não podem brigar, poxa!
- Esme, que tal irmos lá escutar? – Carlisle sugeriu empolgado e levantou do sofá. Meu deus! O que fizeram com meu marido?
- Nossa! Onde está o Carlisle certinho que nunca faz nenhuma loucura?
- Ah Esme, pára! Lembra do que a Bella sempre diz: A curiosidade é um sentimento que não devemos guardar dentro da gente, pois ela pode nos corroer. – Eu disse que a Bella estava mudando a todos, não disse?
- Ok, vamos lá! – Levantei, correndo em direção ao quarto do Edward, com Carlisle atrás de mim. Chegamos e colamos o ouvido na porta. É emocionante fazer coisas erradas, não é mesmo? Ah qual é, eu sou mãe, mas ainda sei o que é diversão de verdade!

Alice POV

Nossa! Olha a hora! Passei o dia ocupada e esqueci da vida. Acho melhor eu nem comentar sobre o que eu estava fazendo o dia todo! Haha. Antes que pensem que eu sou uma desocupada, eu trabalho sim, ok?
Mas eu trabalho em casa, então trabalho quando eu quero. E tenho que parar de pensar que tenho que ir pra casa da minha mother. É, eu vou matar aula hoje na pós graduação! Ah, um diazinho não faz mal, ok?
- Jass, amor. – Gritei pra ele, que estava embaixo da cama. Não me perguntem por que ele está lá! A não ser que queiram ficar constrangidos. HAHAHA. – Jass, me desamarra aqui que precisamos ir pra casa da minha mãe! – Minhas mãos e pés estavam amarradas e eu não podia me mexer, obvius.
- Ah amor, por quê? – Ele disse, e colocou a cabeça pro lado de fora da cama, onde eu pudesse ver. – Podíamos continuar aqui. Você sabe que eu ainda tenho umas coisinhas pra te mostrar. – Ele disse malicioso. Ai, assim não agüento né!
- Amor, quando nós chegarmos você me mostra.
- Ok, mas vou cobrar! – Ele disse e saiu de debaixo da cama, me desamarrou e eu levantei pra tomar banho e me arrumar.

-

- Anda, amor! Quanto mais cedo formos, mais cedo voltamos! – Jass gritou lá da sala, enquanto eu calçava minha sandália.
- Já estou indo. – Terminei de calçar a sandália, dei uma última olhada no espelho e... Nossa! Às vezes eu me surpreendo com a minha beleza! Devia ser pecado ser tão linda, né? OK, vou parar de brigar com a humildade que ela já está perdendo feio, hahaha!

- Ain amor, assim a gente não sai daqui. Por que tem que ficar tão linda assim? – Jass me secou quando eu cheguei na sala.
- Eu estou sempre linda, agora vamos! – O cortei logo, porque ele começa assim e daqui a pouco estamos na cama de novo!
- Por que nós estamos indo mesmo, hein? – Ele perguntou, olhando pras minhas pernas enquanto chegávamos ao carro dele.
- Amor, nós sempre vamos à casa dos meus pais. – Ele revirou os olhos. – Ok, não sempre. Mas minha mãe disse que tem uma surpresa pra todos nós, então...
- E ela não podia contar a surpresa pelo telefone?
- É claro que NÃO. – Disse, obviamente. – Surpresa é surpresa, meu amor.
- A surpresa é pra nós dois?
- Bom, acho que não. Porque ela está fazendo questão da presença de todos lá: Edward, Bella, Emmet, Rose e nós. Então acho que é pra todos.
- Hum... E o que acha que pode ser?
- Não sei, Jass. É surpresa, DÃ. – Oh god! Isso não é óbvio? – Acho que vou ligar pra Rose pra ver se ela já está indo, e depois pro Edward. – Peguei meu celular na bolsa e disquei o número 6, que aparecia o número dela. O n° 1 é o do meu amor, obvius, o 2 é da Bellita, o 3 do Ed, o 4 da minha mamys, o 5 do papys, o 6 da Rose, o 7 do Emm, e o 8 (Alice, chega! Ninguém quer saber disso!) Ok, ok, parei!

Depois de 5 toques, - eu já estava desistindo de ter ligado pra ela. Ela sempre demora a atender, ela está sempre ocupada, ARGH. Ninguém fica ocupada o tempo inteiro, Please! – ela atende.
- Sim?
- Rose, sou eu!
- Quem? – AFEZÃO. Acho que a burrice do Emm está a afetando, ou então é o cabelo mesmo.
- Paris Hilton. – Respondi, sarcástica.
- Ai não! MESMO? Oh God! Não acredito que é você! – No começo eu achei que fosse sacanagem dela, mas depois vi que era verdade mesmo. UGH. – Ah.Meu.Deus. Me amarrota que eu tô passada! Eu adoro você! Você sabe, né? – Eu.Mereço. – Mas pera aí. Como conseguiu meu telefone?
- Ô loira debi mental, é Alice que está falando! – Falei irritada e Jass riu. Acho que ele escutou o surto da Rosalie, afinal ela gritou no telefone.
- Ah Alice, por que você fica brincando com essas coisas? – Ela disse... triste. Será que só eu sou inteligente nesse mundo? Não é possível! – Pensei mesmo que fosse ela!
- Rosalie, sério agora: Pára de pintar o cabelo! – Aconselhei e Jass riu mais.
- O que você quer, hein? Não ligou pra me ofender, certo?
- Queria saber se já está indo pra casa da minha mãe. Ela gosta de pontualidade! – Acho que só nisso a minha mãe é diferente de mim, vocês sabem que eu e horário marcado não nos damos muito bem, haha! Ah, eu sou muito engraçada, às vezes eu rio comigo mesma!
Naquele dia que Bella foi jantar na casa de minha mãe, eu disse que ela não ligava pra isso por que a Bellzita estava muito nervosa, não sei por que, afinal minha mãe não era a mula-sem-cabeça nem nada assim!
Ah, eu sempre tive medo dela, ok? Uma vez, quando era criança, pedi pro Edward contar uma história pra eu dormir e ele contou a história da mula-sem-cabeça e fiquei com trauma, porque ele disse que se ele algum dia me batesse e eu contasse pra mamãe, a mula-sem-cabeça vinha me pegar.
Ele contou que ela fazia isso com crianças que deduravam os irmãos, aí fiquei com medo. Eu sou adulta e sei que isso não existe, nem a mula nem a história dela pegar as criancinhas, ok? Mas mesmo assim eu tenho medo!
- Bom, só estou esperando Emm vir me buscar, mas ele não vai demorar não.
- Ok então, nos vemos lá! Ah e... Rose! Se você for continuar mesmo pintando o cabelo, vê se troca de tinta ok? Essa está te fazendo mal!
- Alice! SUA FILHA DA... – Desliguei antes de ela terminar de falar. Imagina só se eu ia deixar ela xingar assim a minha pessoa, claro que não!
- Alice, você gosta de implicar né? – Jass disse, rindo.
- Se continuar dizendo isso, nada de brincadeiras mais tarde hein! – Num instante ele calou a boca. Apertei o n° 3 do telefone e esperei.

Tu... Tu... Tu... Tu... Tu... Tu... – Sua chamada está sendo encaminhando para...

Desliguei antes que tentasse enforcar essa mulher pelo telefone, odeio a voz dela! Aliás, quem não odeia a voz dela, certo?
- Ele não atendeu?
- Não. – Guardei o celular na bolsa de novo.
- Hum... De repente ele já está com a Bella. – Ele deu um sorriso que não entendi.
- Por que o sorriso, Jass?
- Ah nada, não. É só que... Acho que nossa amiga não é mais tão pura assim.
- Como assim?
- Alice, às vezes você é lentinha, hein amor! – Ele riu, mas cerrou os lábios com meu olhar. – Acho que eles transaram Alice, DÃ.
- Co-como... assim? – Não podia acreditar. – Por que diz isso?
- Ah Alice, é por que alguns dias atrás os dois chegaram atrasados no hospital. Atrasados é pouco, já havia passado 2 horas do horário que eles deveriam ter chegado. E além deles terem chegado com aparência de cansados, eles ainda tinham marcas de chupões no pescoço. – Ele falou com um ar divertido, e eu o encarava de olhos arregalados. – Ah! E também, eu os peguei num amasso bonito nesses dias na sala da Bella!
- Eu.Não.Acredito. – Estava ouvindo coisas, só pode! – Você deve estar enganado, a Bella ia me contar se tivesse acontecido.
- Ou não. Mas ela também não me contou.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
- Alice! Meu deus! O que houve? – Jass me olhou assustado, mas eu não queria nem saber!
- Jass, acelera esse carro!
- Mas por q...
- JÁ ACELEROU? – Berrei com ele, e ele acelerou. Aff, não queria que me fizesse perguntas!

Chegamos rápido à casa de minha mãe, e fui correndo pra porta, meti o dedo na campainha sem dó nem piedade enquanto sentia o Jass me olhar sem entender nada. Finalmente, escutei passos do outro lado e tirei o dedo.
- Oi Alice, boa...
- Oi Nice! Bella e Edward já chegaram?
- Já, eles...
- Obrigada! – Corri até a sala, e não tinha ninguém lá. Olhei pro corredor e vi meus pais ali numa posição estranha, mas não liguei... – ONDE ESTÁ AQUELA ASPIRANTE DE TRAIDORA? ONDE ESTÁ? ONDE?
- Alice, fala baixo! – Minha mãe disse. – Bella e Edward brigaram, e estão conversando, estamos tentando escutar, então fique quietinha!
- Não me interessa o que... – Pera aí. – Eles estão conversando? Ih mãe, chega pra lá! – Colei também o ouvido na porta, empurrando minha mãe, que caiu no chão reclamando, mas ignorei. Eu também queria ouvir, pombas!

Rose POV

Finalmente conseguimos chegar à casa de Esme. Putz, eu fui bem clara com o Emmet quando disse: Não quero me atrasar! Mas ele me ouviu? Não! Queria saber logo que surpresa era essa, afinal a Esme sempre sabe como preparar as melhores surpresas do mundo!
Chegamos à porta e apertei a campainha, ignorando as lamúrias do Emmet que reclamava por que eu disse pra ele: Sem sexo por uma semana! Ele tinha que ser punido pelo atraso, oras!
Mas a casa está muito silenciosa, o que é estranho já que a Alice já chegou, estou vendo o carro do Jasper, o que será que aconteceu? Toquei de novo a campainha, ansiosa pra saber. Será que ninguém vinha atender essa joça não, é? Come on! Estou criando raiz aqui! Como se para responder minha pergunta, a porta se abriu.
- Boa noite Srta. Rosalie, Sr. Emmet.
- Boa noite. – Emmet disse MUITO simpático com a empregada pro meu gosto.
- Emmet, eu não acredito que esteja dando em cima de outra na minha cara!
- Rose, é claro que nã...
- O que você acha que eu sou? Eu não estou acreditando nisso!
- Rose...
- Não quero assunto com você!
Fui andando, ignorando ele me chamando e ele veio atrás, é claro! Ele não é nem louco de não vir atrás de mim! Ele sabe quem manda no nosso relacionamento, e ele não agüenta ficar sem a loirona aqui, modéstia a parte.
Olhei pro corredor e vi Carlisle, Esme, Alice e Jass amontoados, um empurrando o outro, encostados numa porta.
- E aí galera? O que tá rolando? – Emmet falou um pouco alto demais e dando um susto neles, que ainda não tinham nos visto.
- Cala a boca, Emmet! – Alice sussurrou e colou de novo, o ouvido na porta.
- Ihhhh! – Ele disse. – O que estão ouvindo? Quero ouvir também! - Ele se meteu no meio deles, começando de novo o empurra-empurra.
- Bella e Edward brigaram, e estão conversando. - Alice disse.
- Olha, eu não acho uma boa ficar escutando, sabe? – Eu disse. - Afinal um casal precisa de privacidade pra esse tipo de coisa. E se eles estã...
- Acho que a Bella deu um tapa na cara dele! – Alice disse.
- IHHHH. Sai daí que eu quero ouvir! – Fui me metendo no meio deles, que reclamaram bastante. Colei o ouvido na porta, depois de muito me empurrarem, afinal: Eu não sou de ferro!

Bella POV

Eu estava com medo. Medo do que quer que seja que o Edward vai dizer, ele está estranho, mas eu não vou me deixar abater, não dessa vez!
- Eu já disse que não vou ouvir nada do que tem pra dizer. – Cruzei os braços, impaciente.
- Ah você vai! – Ele se aproximou de mim e me beijou. Eu bem que tentei resistir, mas... Mentira, eu não tentei! Até por que não consegui.
Meus olhos, sem minha permissão, se fecharam, ele me encostou na parede e gemi em seus lábios quando senti sua ereção na minha barriga. COMO ELE JÁ ESTÁ ASSIM?! Prefiro nem saber.
Ele desceu a boca para meu pescoço enquanto passava as mãos pelo meu corpo, uma mão apertou minha bunda enquanto a outra segurava a minha nuca.
- Vai me ouvir?
- Não. – Respondi num fio de voz, ainda de olhos fechados.
- Tudo bem. – Ele arrancou minha blusa, antes que eu pudesse sequer reclamar, assim como meu sutiã. Quando eu pude perceber alguma coisa, ele já estava beijando, lambendo, sugando meu seio, e minhas mãos – que tanto lutei pra manter ao lado do meu corpo – já estavam no cabelo dele, num sinal claro de que eu não queria que ele parasse.
Eu o senti abrindo o botão da minha calça, e a arrancando num ato. Assim como senti abrindo o botão da dele, então com um pouco de sanidade que ainda me restava, eu abri os olhos pra dizer alguma coisa e... WOW, ele já estava sem camisa, mas pera aí... Como isso se ele não tirou as mãos de mim nem um minuto?
Meu deus! Eu tirei a camisa dele, e não notei? Tudo bem que eu saio de mim nessas horas, mas pera aí né!
- Edward, nã... – Ele me beijou de novo pra que eu não pudesse dizer nada, e se livrou de vez da calça. Pegou minhas pernas, colocou-as na cintura dele, pressionando ele contra minha intimidade que já estava em chamas uma hora dessas. Colocou as mãos, uma em cada lado de minha calcinha, como se fosse tirá-la e disse:
- Vai me ouvir? – A voz dele que era pura luxúria, fez o sangue ferver em minhas veias enquanto sentia a razão lutando contra a emoção dentro de mim. Juntando o pouco de força e coragem, – coragem sim, já que sabia o que isso ia causar em mim – balancei a cabeça negativamente, cerrando os olhos e temendo o que ele faria agora. – Bella, Bella... Você sabe que posso continuar com isso a noite toda, não sabe? – Ah.Meu.Deus. Eu não vou agüentar!
Escutei o telefone dele tocar insistentemente, acredito que estava no bolso da calça dele, mas ele pareceu nem notar. Foi caminhando comigo, ainda “pendurada” nele, até que senti algo macio embaixo de mim, putz... A cama!
Deus, me dê forças! Me dê forças! Eu o senti tirando minha calcinha, e quando ia dizer alguma coisa, ele capturou de novo meus lábios com os dele, o que eu ia dizer mesmo?
Assim que eu senti que estava livre da minha última peça de roupa, eu lembrei: God! Eu estou menstruada! O que ele está pretendendo com isso, hein?
Parece que ele leu meus pensamentos, e respondeu colocando minhas mãos no cós da boxer dele enquanto eu o sentia se aproximando do meu ouvido.
- Você quer tirar? – Ele disse, baixo no meu ouvido, fazendo com que eu arrepiasse quase todos os cabelos do corpo. Como eu não respondi nada, ele colocou minha mão NELE por cima da boxer. – Você está sentindo ele, Bella? Está sentindo? – Pai nosso que estás no céu, santificado seja o vosso nome... É filha, agora só rezando! Porque ele falando essas coisas no meu ouvido, eu não me controlo! – Ele está assim por sua causa, Bella. – Minha santa, me dê uma luz! – Você tem consciência de que eu quero colocar ele dentro de você agora, não tem? – Ok, agora TODOS os cabelos do meu corpo se arrepiaram. Ele tirou minha mão de cima do seu membro, e por um momento fiquei aliviada achando que ele tinha desistido, doce ilusão!
Ele colocou minhas mãos de novo no cós da boxer, pra eu sentir que ele estava a tirando. Ai minha santa! Agora já era, já era! Me ferrei! Depois que ele terminou de tirar a boxer, ele colocou minha mão NELE de novo, agora sem nenhum pano pra cobrir, e eu envolvi a mão nele, apertando de leve, ouvindo um gemido alto sair dos lábios do Edward.
Eu poderia usar isso contra ele, porque este é meu ponto fraco, mas também é o dele, só que eu estava tão em outro mundo que eu não tinha força nem pra isso.
Acho que Edward percebeu no que eu estava pensando, e tirou minha mão rapidamente dali. Ele deitou o corpo sobre o meu, e O posicionou na minha entrada, involuntariamente gemi o nome dele.
- Olha pra mim, Bella. – Ai não! Quando ele pede isso, é porque... Ai meu deus! Ai deus! – Olha pra mim. – Abri os olhos, mas me surpreendi quando olhei nos olhos dele. Claro que tinha desejo ali, mas estavam diferentes de quando nós fazemos amor. – Última chance, Bella. Você vai me ouvir? – Continuei sem dizer nada. Na verdade estava tentando decifrar, o que tinha de diferente nos olhos dele. – Responde, Bella. – Eu o senti forçando levemente o Grande Ed na minha intimidade. Ele fechou os olhos, visivelmente tentando se controlar, para não me penetrar de uma vez. – Droga, Bella! Responde.
- Tá. – Disse, ainda num fio de voz. Eu estava meio lerda nesse momento, eu estava mole, sei lá, mas mole de desejo.
- Você promete? – Por que isso, hein? – Promete?
- Prometo.
- Que bom. – Ele abriu os olhos, e me deu um leve beijo nos lábios. Só que o problema foi: Ele saiu de cima de mim! Ah que isso? Como assim ele faz isso? – Agora, se vista, por favor.
- O.Que?
- Se veste, Bella. – Ele repetiu, vestindo a boxer.
- Porra! Você vai mesmo, me deixar assim, pegando fogo? Você só pode estar de sacanagem comigo! – Coloquei as mãos na cabeça, não acreditando.
- Vou. O objetivo era fazer você prometer. – Ele disse calmo. Ah, mas ele ia apanhar e muito! Levantei da cama, e comecei a bater nas costas dele, já que estava de costas pra mim. – Bella, eu agradeceria se parasse de me bater e se vestisse, por favor. – Bufei. Nem parecia que ele estava sentindo dor, aff!
Levantei da cama e me vesti, enquanto ele já estava até colocando a camisa. Calmo, como se nada tivesse acontecido, AI QUE ÓDIO! Assim que estava apresentável de novo, apressei em me encaminhar até a porta, mas ele segurou meus braços e me puxou de volta.
- Onde você pensa que vai? Nós ainda não conversamos!
- Eu já disse: NÃO.VOU.OUVIR.UMA.PALAVRA.SEQUER! Escutou agora ou quer que eu grite mais uma vez? – Me soltei dele.
- Tudo bem, mas você não é uma mulher de palavra então. – Voltei a virar pra ele, já que novamente estava andando até a porta, completamente atordoada com o que ele disse.
- Repete isso! REPETE! – Ai como ele me irritava!
- Você vai ficar quietinha e me deixar falar? – Ele continuava numa calma como se estivesse numa praia curtindo a maresia. Filho da... (Bella!)
- Edward, VOCÊ É O SER MAIS IRRITANTE NA FACE DA TERRA E EU TE ODEIO! – Ok, exagerei, mas ele continuou do mesmo jeito.
- Tudo bem, mas vai me ouvir? – Porra! Ele só sabe dizer isso?
- QUE INFERNO! VOU! VOU OUVIR, SATISFEITO?
- Ainda não. – Bufei e sentei na cama, ele sentou do meu lado. – Era a Jessica no telefone.
- COMO É? – Gritei irritada, me levantei e dei um tapa em cheio na cara dele, que se assustou e muito. – EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ VOLTOU COM AQUELA PIRANHA, SEU... SEU... – Que droga! Por que minha voz some nas horas mais erradas possíveis?
- Bella, eu disse alguma coisa que voltei com ela? Que droga! Pára de reclamar e principalmente: Pára de me bater, e me escuta! – Ele me puxou, fazendo com que eu sentasse na cama de novo. – Eu.não.voltei.com.ela! – Ele disse, devagar, como se eu fosse uma retardada. – No mínimo ela disse isso, porque acha que eu ainda estou esperando ela voltar, como um babaca que eu era! Eu disse que não era ninguém importante porque ela não é importante pra mim, Bella! E eu sabia que você ia dar chilique, como está dando agora.

HEIN?!

- VOCÊ DISSE QUE EU ESTOU DANDO CHILIQUE? EU NÃO ACREDITO! É BOM VOCÊ RETIRAR O QUE DISSE IMEDIATAMENTE, EDWARD CULLEN!
- Não, não vou retirar. É exatamente isso que você está fazendo.
- URGH!
- Bella, pára com isso. Você sabe que eu só amo você.
- Aham.
- Por que você não acredita?
- Porque você tinha que ter me dito da primeira vez que ela ligou! Se eu não tivesse atendido hoje, eu ia continuar sem saber! Você tem que parar de esconder as coisas de mim com medo do que eu vou fazer, que inferno! Assim eu nunca vou confiar em você! – Falei e agora ele ficou calado. – E eu não quero que você me peça desculpa dessa vez, porque não vai adiantar! – Agora ele me olhou com cara de desesperado. – Você vai se desculpar não fazendo mais isso. E também vai me desculpar por eu ter dado chilique sem te deixar explicar a situação, e isso é uma ordem!
- Então, você não vai terminar comigo? – Ele perguntou, um pouco menos desesperado.
- Não. Porque, pra sua sorte, eu gosto de você. – Falei, ainda emburrada, e eu sabia que ele ia rir da cara que eu estava fazendo, mas pra minha surpresa ele continuou sério.
- Mas você disse que me odiava. – Ah claro! Eu sabia que aquilo de não ligar pro que eu disse, era teatro. Edward sempre Edward.
- Edward, você sabe que eu falei aquilo por que estava com raiva né.
- Sei?
- Devia saber. Como eu ia odiar você? Eu a... – Não Bella! Não diga isso! Não diz, Bella! Não diz!
- Você o que? – Poxa! Por que ele tinha que reparar hein?
- Er... nada. – Falei, desejando definitivamente fugir desse assunto. – Er... então, vamos né.
- Ainda não. – Ele me puxou pra mais perto dele, deitou por cima de mim na cama e me beijou.

-

Estávamos chegando na sala e já estavam todos lá, na verdade, estavam todos e bem estranhos. Estava quieto na sala, até que quando aparecemos lá todos eles fingiram estar conversando.
- Oi gente. – Sorri, e eles arregalaram os olhos pra mim. Olhei pro Edward sem entender e ele deu de ombros.
- Rosalie, ganhei! Pode passando a grana! – Alice disse, esticando a mão pra Rose, a abrindo e fechando, num gesto de que queria o dinheiro. Parecia mais que ela estava chamando a Rose pra perto dela, mas enfim.
- Poxa, Alice! Como você é hein! Sou sua amiga! – Rose fez bico.
- É, é sim! Agora passa os 30 pra cá, anda! – Alice insistiu enquanto todos riam, menos eu e Edward, que assim como eu, não estava entendendo nada. Rose deu o dinheiro a ela e o Emmet levantou, andando até o Carlisle.
- É, e não pense que eu esqueci, Carlisle! – Emmet também esticou a mão pra ele, que emburrado entregou também uma quantia.
- Alguém pode me explicar que extorsão é essa acontecendo aqui? – Perguntei.
- Alice e eu, e Emmet e Carlisle estávamos apostando, Bella. – Disse Rose.
- Mas apostaram o que?
- Alice apostou que Edward ia sair com uma marca de mão no rosto devido ao tapão que você deu nele e ganhou.
Arregalei os olhos e automaticamente virei o rosto do Edward pra que eu pudesse ver e realmente tinha uma marca ali. Corei muito, e olhei pra ele, pedindo desculpas silenciosamente.
- E eu apostei que vocês estavam fazendo sexo selvagem lá dentro e que quando saíssem já teriam feito as pazes, e pelo jeito que demoraram, eu ganhei! – Emmet sorriu vitorioso, e eu corei mais ainda.
- Ah, bem lembrado! – Alice se levantou do sofá, enquanto todos olhavam pra ela. – BELLA! COMO VOCÊ SE ATREVE A PERDER A VIRGINDADE E NÃO CONTAR PRA SUA MELHOR AMIGA? – Puta merda! CADÊ A ENCOMENDA DO SACO PLÁSTICO? Meus olhos estavam quase saltando do meu rosto e dizendo “Oi, Bella” com o que Alice disse. Como ela sabe disso?
Automaticamente todos olharam pra mim e pro Edward. Eu ordenava as minhas pernas a saírem correndo, mas elas não me obedeciam. Jasper me olhava malicioso, Alice olhava me acusando, Carlisle olhava sem graça, Emmet olhava malicioso [2], Rose olhava sem acreditar, e Esme olhava com... emoção.
- Ah.Meu.Deus! – Rose se levantou, também. – É verdade! Olha a cara dela! Amiga, parabéns! Já estava na hora! – PUTZ! Uma pá, por favor? Acho que vou fazer um buraco pra enfiar minha cabeça!
- Gente, acho que isso não é um assunto pra se tratar... er... assim. – Carlisle disse, ainda sem graça. – Acho que a Bella não está gostando nada disso, não é verdade? – Ele sorriu suavemente pra mim, mas eu continuei como estava: Gelada, estática, de olhos arregalados, querendo cair durinha no chão.
- Que lindo, Bella! O Edward foi gentil com você? – Adivinha quem disse isso: ESME!
- PQP! Mãe, fica quietinha tá? – Edward falou, nervoso. – Primeiro: Como sabem disso? – E o prêmio Burro Choice Awards vai para: EDWARD! Que droga foi essa que ele disse? Ele confirmou! ARGH. – Quer dizer... É... Bem... er..
- Edward, cala a boca! Se não for ajudar, não atrapalha! – Saí do meu choque momentâneo. – E quem vocês pensam que são pra falar da minha intimidade dessa forma? – Olhei especificamente pra Alice.
- E quem você pensa que é pra não contar pra mim que transou com meu irmão pela 1° vez? Pensei que fôssemos amigas! – AH.MEU.DEUS! Alice se abraçou ao Jass, chorando. Putz! O drama é de família!
- Alice, cala essa boca! – Edward disse, até que enfim, algo que preste. – Bella, vamos embora! – É pra já! Não respondi isso.
- Não, meu filho. E o nosso jantar? – Esme perguntou.
- Que se dane o jantar! Olha a merda que vocês estão fazendo a Bella passar! – OK, o Edward está exagerando.
- Edward, calma. – Falei. A Esme estava quase chorando, não posso permitir isso! – Nós não vamos embora. Afinal, não é pra tanto, certo? – Sorri pra Esme, que relaxou um pouco, ao contrário do Edward, que parecia que ia fuzilar a Alice com o 1° canhão que achasse. – Vamos acalmar os ânimos, e conversar. Alice, vem comigo!
- Não quero falar com você!
- Eu perguntei se você quer? – Edward riu. É, estou aprendendo essas frases com ele! – Anda logo, vamos! – Ela tremeu e me seguiu pro quarto, com Rose atrás dela. Eu chamei a Rose? Não me lembro disso! OK, tenho que me acalmar!

As levei pro quarto do Edward, entramos e eu fechei a porta. Virei pra elas e quando olhei pra Alice, a tentativa de acalmar os ânimos se dissipou inteirinha na minha frente.
- QUE MERDA FOI AQUELA QUE VOCÊ DISSE, ALICE? O QUE VOCÊ ESTAVA PENSANDO QUANDO FALOU AQUILO NA FRENTE DE TODO MUNDO?
- E VOCÊ, QUE TRANSOU E NÃO ME CONTOU! EU SOU SUA MELHOR AMIGA, EU TINHA DIREITO DE SABER! – Alice gritou, parando na minha frente. Affzão pra ela!
- Aé? Pois saiba que estou te tirando do cargo! – Alice me olhou de olhos arregalados e começou a chorar de novo.
- Gente, vamos nos acalmar e...
- CALA A BOCA, ROSE! – Gritamos eu e Alice.
- Ok. – Rose falou amuada e colocando as mãos pro alto.
- Você não pode fazer isso, Bella! Poxa!
- Ai Alice, me perdoa!
- Me perdoa também, Bella! – Nos abraçamos.
- Eu disse aquilo com cabeça quente!
- Nós somos amigas pra sempre, né! – Ela parava, aos poucos, de chorar. – Eu não tinha que ter dito aquilo na frente de todo mundo.
- Não Alice, eu tinha que ter te contado e...
- Não, a culpa foi minha!
- Não, foi minha!
- Minha!
- Minha!
- Minha!
- Minha!
- OK, a culpa foi das duas! – Rose disse. – Agora chega de lamentação e vamos comer. Por que como diz o Emmet: Estou com o estômago nas costas!
- Ok. – Alice disse, limpando a última lágrima que caiu e colocando um sorriso no rosto.
- Então, vamos! – Sorri, e saímos do quarto. Ah, eu também sou um pouco “Alice” vai! Não me julguem!

Chegamos na sala, e todos lá estavam conversando animados, mas calaram a boca quando nos viram.
- Não precisam nos olhar assim! Está tudo resolvido! – Alice sorriu, dando pulinhos.
- Hum... Agora você vai poder usar o meu presente, hein Bella.. – Emmet disse bem alto, para meu constrangimento.
- Emmet, se você abrir a boca mais uma vez hoje pra falar algo assim, eu juro que a Rose vai ter que procurar outro namorado! – Meu anjo olhou furioso pra ele.
- Ok, ok! Mas você disse HOJE, não falou nada sobre os outros dias. – Emmet sorriu e Edward revirou os olhos.
- Olha Edward, me desculpe, mas eu tenho que falar. – Jass sorriu perverso. Medo /õ/. – ELES CHEGARAM ATRASADOS NO HOSPITAL PORQUE ESTAVAM TRAN.... – Edward tapou a boca dele, antes que ele completasse a frase, e eu corei. Não sei nem como não ficava vermelho permanente de tanto que isso já aconteceu hoje!
- IHHH! Que história é essa? – Emmet perguntou animado.
- Ah Bella, você vai ter que contar! – Rose me encarou, mas depois franziu a testa. – Ih, olha só! A Bella tem marcas no pescoço! Edward, seu vampiro! – AH, DE NOVO NÃO!
- Que merda, vocês hein! – Edward sentou no sofá, suspirando irritado.
- É sim, eles chegaram atrasadíssimos no hospital e até foram chamados na sala do diretor! – Jass continuava a falar. – Mas a Bella não demorou lá não, porque o Edward assumiu a culpa e livrou a Bella do plantão, ficando lá dois seguidos pra ela não ter que ficar e olha que qualquer um que olhava pra ele, percebia que ele estava um caco! Você deve ter acabado com ele hein, Bellinha! – Jass riu, e eu corei de novo, urgh.
- Jass, sabe o que seria engraçadão também? – Edward falou, com um olhar que dava medo. – Eu costurar sua boca pra você não falar demais, o que acha?
- Ah não, acho que gosto dela assim mesmo! – Ele sorriu ironicamente.
- Alice, acho melhor você tirar o seu namorado de perto de mim. – Edward aconselhou, e o Jasper mesmo saiu de lá. – Sábia decisão.
- Mas então, como eu estava dizendo... – Jass voltou a dizer e eu olhei pro Edward.
- Jass, corre! – Falei pra ele, e foi o que ele fez. E Edward saiu correndo atrás dele pela casa, até que os dois sumiram da nossa vista.
- Ah Bella, ele ficou no plantão por você? Isso foi tão lindo! – Rose disse. – Edward é tão romântico e fofo com você.
- É, ele é mesmo. Mas ele me ama, então tira o olho! – Sorri.
- Prefiro meu ursão. – Ela me deu língua.
- Bella, agora você vai ter que me contar tudinho!! – Alice ordenou. Esme olhou pro Carlisle e Emmet que continuavam ali, e lançou um olhar de: Saiam ou morram! Eles picaram a mula num instante, nos deixando sozinhas.

Contei tudo pra elas, desde a hora que o Edward chegou na minha casa pra contar o seu segredo, até hoje, praticamente. Quando terminei Esme pulava tanto que pensei que ela fosse sair voando por aí que nem um foguete de tão inquieta e vibrante que ela estava. /Piada sem graça/
- Ain Bella, que lindo! – Alice dizia. – Poxa, não sabia que meu irmão era tão fofo assim... Ah, ele não é! – Ela riu. – Só com você.
- É verdade. Mas uma coisa você não nos contou, Bella – Esme disse. – Foi bom?
- Porra! Se foi bom? Eu fiquei rouca de tanto gritar! – Quase berrei e depois me toquei do que eu disse. Meu deus! Eu disse isso na frente da Esme! – Er... quer dizer... eu...
- Meu deus! Bella, é você mesma? Minha amiga tímida e quieta de tantos anos? – Alice perguntou rindo.
- Ah quer saber? Que se dane! – É isso mesmo! – Foi bom SIM, ele é ótimo de cama SIM, e agora ele mal encosta em mim, eu já fico excitada!
- WOW! – Rose gritou. – Eu sabia que tinha uma Bella com desejo reprimido aí dentro, garota! Aquilo lá era só faxada!
- Bella, quantas vezes vocês fizeram? Foi só naquela noite né? Já que o Edward ficou de plantão. - Alice perguntou. Curiosa ela, né?
- De manhã também, você acha que a gente chegou atrasado por quê? HELLO! – Alice riu, porque eu falei igual a ela. – Não sei, pera aí que vou contar. Bom foram 4 vezes 1° e depois fomos dormir, e...
- QUATRO? – Rose gritou.
- É.
- Ninguém faz quatro vezes seguidas, Bella! O Edward deve ser uma máquina ou algo assim!
- Rose, eu já disse pra tirar o olho não, já? – Eu disse séria, mas estava brincando e ela revirou os olhos. – Bom, aí acordamos... Digo, eu acordei e o Edward estava tomando banho, aí eu fui lá e... Bom vocês sabem. Aí depois mais uma... Ah Alice, começou quando ele estava no telefone com você... – Sorri, lembrando.
- É, bem que eu escutei uns gritos. – Corei. - Por isso ele dizia que não estava podendo falar, ele parecia que estava com dor. O que você estava fazendo, Bella?
- Prefiro não comentar. – Sorri. – Bom, aí dormimos e acordamos, aí fizemos na mesa da sala de jantar... – Eu pensava e ia contando nos dedos. – E duas vezes na banheira, e depois no divã. – Elas estavam me olhando de olhos arregalados, não sei por quê. – 4, mais 2, mais 1 da mesa e 2 da banheira, com o divã. Bom... 10. – Sorri, e elas continuavam sem dizer nada.
- Me pergunto da onde o Edward herdou esse fogo, com certeza não foi do pai. – Esme afirmou, e todas rimos.
- Bella, desculpe perguntar, mas... Como você levantou da cama depois disso? – Rose perguntou, ainda um pouco assustada.
- Sinceramente... Não sei. – Ri.
Ficamos na sala conversando, até que Marta, uma das empregadas, disse que o jantar estava servido e devido a isso, notei uma coisa.
- Gente, vocês não acham que o Edward e o Jass estão demorando? – O Emmet e o Carlisle, eu sabia que estavam na sala de jogos, porque eles passaram por nós uma vez, mas eles dois não.
- É verdade, vamos procurá-los! – Levantamos e nos dirigimos ao exterior da casa de Esme. Tinha um belo jardim atrás da casa dela, – só dava pra ver se fosse lá mesmo - com algumas árvores. Quando estávamos saindo da casa, vemos o Edward vindo, vermelho de tanto rir.
- Edward, onde está o Jasper? – Alice perguntou.
- Talvez esteja fazendo algumas macacadas. – Ele disse, rindo muito mesmo. Parecia até que estava passando mal.
- Edward, me conta o que aconteceu. – Eu perguntei, mas ele não conseguiu responder, porque não parava de rir.
Alice saiu correndo e todos nós fomos atrás dela, com Edward ainda rindo. Estávamos a alguns metros de Alice quando a ouvimos gritar olhando pro alto.
- JASPER! – Na verdade, ela olhava pra uma árvore. – O que está fazendo? – Nos aproximamos e olhamos pra tal árvore, mas eu nunca esperava ver o que eu vi.
O Jasper estava pendurado num galho da árvore, com uma expressão apavorada no rosto enquanto eu vi o Edward cair no chão, se contorcendo de tanto rir.
- Meu amor, o que aconteceu? – Alice perguntou, mas o Jass não disse nada, só olhou furioso pro Edward. – Edward, o que você fez? – Ele não respondeu, só estava rolando na grama rindo, e eu o acompanhei, porque o Jass em cima da árvore estava hilário demais! – EDWARD!
- E aí galera? O que tá rolando? – Emmet chegou e agora sim, agora sim o Jass estava ferrado de vez. – Ih Alá! Jass, resolveu relembrar os velhos tempos como primata? – Emmet caiu no chão rindo junto com o Edward. – O que tá fazendo aí, cara?
- Edward, me diz o que você fez com ele, AGORA! – Alice exigiu, mas ninguém a ouviu, pois todos estavam rindo. Até o Carlisle, que chegou junto com o Emmet tentava se conter, mas não conseguiu.
- Ele disse que vai me bater se eu descer daqui! – Jasper olhava apavorado, assustado e irritado com Edward. – Além do mais, acho que não consigo descer sozinho. – Putz! Foi a gota d’água pra mim! Eu ri audivelmente agora!
- Edward, faz alguma coisa! – Alice pediu.
- Claro, talvez ele queira uma banana! – Edward respondeu. Eu estava começando a ficar preocupada com ele, ele já estava ficando roxo de tanto rir, enquanto eu aos poucos me controlava.
- Ou quem sabe, uma macaca. – Emmet sugeriu, e Edward riu mais junto com ele. – Pera aí cara, pego uma escada pra você! – Emmet levantou. – Ah não, esqueci que você tem um cipó aí! – Caiu no chão novamente.
- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. – Sim, o Emmet e o Edward não paravam de rir.
- Bella, me ajuda, por favor. – Alice me implorou. Já tinha parado de rir, preocupada com o Jass.
- Edward, levanta daí e vai ajudar o Jass. – Falei e ele continuou do mesmo jeito. – Edward, levanta daí!
- Ah Bella, aguarda aí que já estou indo! – Ele falou, ainda rindo e sem levantar da grama.
- Você.me.mandou.esperar? – Perguntei pê da vida, e ele parou de rir. – LEVANTA DAÍ AGORA E VAI AJUDAR O JASS! – Ele levantou, devagar ainda. – JÁ FOI, EDWARD? – Ele voou, correndo pra dentro de casa enquanto EU ria. – Moral é tudo não é? – Zoei, fazendo todos rirem. Um minuto depois, volta o Edward segurando uma escada. A colocou encostada na árvore pro Jass descer, mas ele estava rindo. – Você está rindo, Edward?
- Não. – Ele cerrou os lábios.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. – O Jass desceu a escada rindo da cara do Edward.
- Eu ainda posso te bater, sabe disso né? – Edward disse e Jass parou de rir.
- Bom, gente. Vamos comer! – Esme exclamou.
- Aham, Emmet vamos comprar bananas pro Jass! Acho que aqui não tem! – Edward disse e ele e Emmet voltaram a rir.
- É Edward, - Falei e ele olhou pra mim, parando imediatamente de rir. – Quem sabe você compra umas revistas da Playboy, porque se você não calar a boca nesse instante, é somente isso que você vai ter pra se excitar! – Falei sorrindo e ele fez uma cara apavorada.
- WOW! Isso é que eu chamo de MORAL hein, Bella! – Alice elogiou.
- Porra! Eu não deixo mulher mandar assim em mim não! Você tem que aprender a ser macho, Edward! Depois te dou umas aulinhas, jaé? - Emmet ria a beça.
- Emmet! Faça alguma coisa que preste e vai no carro pegar o celular que eu esqueci! – Rose mandou, longe de nós. Acho que ela não ouviu o que Emm disse, senão estaria voando no pescoço dele.
- Ah Rose, depois eu pego! – Emm disse e deu uma piscada pro Edward, murmurando um: É assim que se faz!
- Eu acho que estou tenho um lapso de memória. – Rose colocou a mão no queixo e arqueou a sobrancelha, como se estivesse pensando. Sorri sabendo que ela ia fazer o Emm passar vergonha. – Eu mandei você ir pegar depois, Emmet? Não, eu não lembro disso! Eu mandei AGORA! Vai me fazer falar de novo?
- Não amor, eu já estou indo. Só estava brincando. – Ele disse correndo até ela, enquanto TODOS riam.
- Duas semanas sem sexo, Emmet. – Ela disse, autoritária.
- Mas amor...
- Quer que eu aumente pra três? – Ela perguntou, e ele saiu correndo em direção ao carro. Ela virou pra nós e disse: - E é ASSIM que se faz! – Deu uma piscadinha e foi andando em direção a casa, sorrindo.
- Porra! É um frouxo! – Edward disse, mas quando ele viu que eu estava olhando pra ele, calou a boca.
- Acho bom você comprar as revistas. – Passei, rebolando por ele. Mas é claro que eu estava brincando. Até parece que EU ia agüentar!
- Ah amor, não, por fav...
- Você disse alguma coisa?
- Não.
- Que bom! – Continuei andando, RINDO muito. Ter namorado que te obedece é legal! Experimentem um dia! Hahahaha :D

Depois do “episódio da árvore”, Edward não abriu mais a boca. Estava ficando até com pena dele, mentira! Não estava não, eu estava me divertindo! Hahaha.
Jantamos, a Esme revelou que a surpresa que ela tanto falava era uma viagem de 3 semanas para Paris, pra todos nós, mas era só daqui a alguns meses, já que Carlisle tinha muitas coisas para resolver no escritório e Alice tem a pós, portanto só vamos quando ela estiver de férias.
Só fiquei me perguntando, o porquê dela ter comprado já as passagens, e até o hotel que íamos ficar estava resolvido. Gente rica arranja tudo num piscar de olhos, né?
Eu até disse que talvez não conseguisse ir, porque tenho o hospital. Mas ela afirmou que qualquer coisa, ela resolvia com o Sr. Laurence, eu não levei muita fé nisso, mas enfim. Estava tudo muito bem, estávamos na sala conversando até que o celular do Edward toca.
Ele pegou o celular no bolso, olhou o número e depois olhou pra mim com uma cara de “Amor, eu não tenho culpa” e eu já sabia quem era.
- Deixa que eu falo com ela! – Sorri maliciosa, e ele me entregou o celular, receoso.
- Alô? – Coloquei o celular no ouvido, mas tinha caído a ligação. – Caiu! Mas eu tenho certeza que ela vai ligar de novo!
- Quem é? – Alice perguntou.
- Jéssica. – Respondi, e todos me olharam surpresos. – Não precisam fazer essa cara. EU vou falar com ela! – Sorri, de novo.
- O que você vai dizer, Bella? – Alice perguntou, sorrindo maliciosa também.
- Aguarde e verá! – Mal terminei de falar, o telefone tocou de novo. Meu sorriso que era grande, ficou três vezes maior. Atendi o celular. – Late! – Todos riram. Agora sim, ela vai saber com quem ela está falando!


Capítulo 9: Eu irritada? Argh!

Bella POV

- Você, de novo! – Ela disse, e meu sangue ferveu. A voz dela é tão irritante quanto ela, e eu nem a conheço. Mas eu já obriguei o Edward a me mostrar uma foto, a última foto que ele tinha dela e eu fiz questão de queimar, haha. Eu queria saber como era a infeliz, e não posso dizer que ela é feia, mas parece um rato, porque é minúscula. Hahaha.
- Acho que posso dizer o mesmo. – Todos na sala calaram a boca pra ouvir. Fiquei até um pouco constrangida, afinal, eu não tinha a menor idéia do que dizer pra ela, mas quando eu fico nervosa, NINGUÉM SEGURA!
- Quem. É. Você?
- Acho que já respondi isso. Você tem algum problema de memória?
- Bella, põe no viva-voz! – Alice sussurrou. E eu coloquei.
- Aposto que Edward já falou de mim, JESSICA STANLEY, o amor da vida dele!
- É, ele mencionou uma vez que estava procurando um animal de estimação.
- Passa pro Edward AGORA! – Ela respondeu, e Alice riu debochando. Ela acha mesmo que manda em mim? – Anda garota, eu não tô com paciência!
- Calma! Amiga... Amiga...
- CALA A BOCA!
- Tudo bem. – Todos olharam pra mim, sem entender. – Se você não quer que eu te trate como uma cadela doméstica, eu trato como uma CACHORRA mesmo! Acho que combina mais com você!
- Porra! Bella, eu.sou.mais.você.amiga!– Alice disse, enquanto a sala inteira ria. Exceto Edward.
- Eu estou perdendo minha paciência com você, garota! Você acha mesmo que fazendo isso vai me fazer desistir de falar com ele? Que foi? Está com medo da competição?
- Competição é um termo que define a luta por algo, ou por alguém. Então me diga: Pra que eu vou lutar, se ele já é MEU?
- WOOOOW! – Rose, Alice e Jass gritaram.
- Se depender de mim, não vai ser por muito tempo! – Ela respondeu, e eu aproximei mais o telefone da boca.
- Você quer ele, Jessica? – Perguntei. – Então, tenta tirar! – A escutei bufando no telefone e depois desligou. – Poxa! Ela é tão fraquinha, nem deixou eu me divertir um pouco! – Gargalhei.
- Você não devia ter feito isso. – Adivinha quem foi a pessoa que disse isso? EDWARD!
- Eu só estava respondendo ao que ela dizia, sou educada.
- Atendendo ao telefone dizendo “late”?
- Achei que cachorras fizessem isso! – Gargalhei de novo, e Alice e Rose me acompanharam, mas ele continuou me olhando sério. – Se está tão preocupado, liga pra ela pra consolá-la! – Ainda sorria, mas eu já estava com raiva.
- Wow. Bella, calma. – Jass disse. – Acho que sua raiva ainda não passou, não é mesmo?
- Eu não estava com raiva. Repito: Eu somente respondi ao que ela disse, mas numa linguagem de ser humano. – Ri, e de novo, Alice e Rose me acompanharam.
- Bella, eu sou sua fã! – Rose disse. – E quero morrer sua amiga!
- Estou com medo de você, Bella! – Emm disse.
- Que isso! Eu sou uma pessoa pacífica. – Sorri irônica.
- E se ela vier, Bella? – Alice perguntou. – Já parou pra pensar nisso? Essa garota é maluca!
- Melhor. Assim posso conhecê-la pessoalmente. – Sorri irônica, 2.
- Você acha que isso é brincadeira? – Edward perguntou, nervoso.
- E quem é que está brincando aqui? – Respondi, me irritando. – Quero mais é que ela venha! Assim ela ia poder lembrar de mim! – Sorri de novo, imaginando as minhas mãos no pescoço dela.
- Do que você está falando? – Alice perguntou.
- Das marcas que iam ficar no corpinho dela para sempre, ela nunca mais ia esquecer! – Eu ri, junto com Rose e Jass. Nossa, nem o Emm riu! Isso é estranho!
- Bella, essa garota é realmente pirada! Ela pode fazer alguma coisa com você! Eu estou falando sério. – Emmet também tentou me convencer.
- Acho que posso me cuidar. – Sorri, acho que vou sorrir pra sempre!
- Você só pode ser maluca! – Talvez não. O que foi que o Edward disse, hein?
- O QUE VOCÊ DISSE? – Levantei e olhei pra ele.
- Ih, tchau! – Emmet falou, e num minuto não tinha mais ninguém na sala.
- Bella, você não a conhece! Você não tinha que ter dito aquilo! Ela realmente pode fazer alguma coisa!
- Vamos ver quem vai fazer algo com quem! – Cruzei os braços e Edward revirou os olhos.
- Eu não digo mais nada!
- É bom mesmo! – Sentei de novo no sofá. Ficamos em silêncio por longos minutos até que o Emmet põe a cabeça pra dentro da sala, enquanto o resto do corpo fica atrás de uma das paredes.
- É seguro? – Emmet perguntou e eu bufei. – Só estou me assegurando que vocês já pararam de brigar. Sei lá, pode sobrar pra eu separar né! Do jeito que a Bella está nervosa, pode sair lutando kung fu aí e os caralho! Não esqueci daquele chute na canela não, hein! – Ele entrou na sala, sentou no outro sofá e eu bufei de novo.
Aos poucos, todos iam retornando à sala. Fazendo o mesmo ritual do Emmet: Pondo a cabeça pra dentro da sala, e só depois entrando de vez, mas Esme e Carlisle não voltaram. Hm... Acho que nem vão voltar hoje! Hahaha.
- Gente, são 11 hrs! Vou embora! – Alice disse, e levantou depois de ter acabado de sentar, ARGH. – Tchau galera! TCHAU MÃE! – Gritou em direção ao corredor, mas eu não ouvi Esme respondendo. Ela saiu, levando o Jass e só escutei o barulho da porta da frente batendo.
Eu fiquei olhando pro chão, de braços cruzados e de bico. O silêncio na sala estava constrangedor já.
- Bom, então vamos, né minha loira! – Emmet disse. É impressão minha ou ele só está indo embora agora pra me deixar sozinha com aquele ser irritante de cabelos acobreados e corpo maravilhoso? Lê-se: Edward.
- Tchau, gente! – Rose disse, e os dois desapareçam também da minha vista.

-

Estava quase dormindo aqui. Sinceramente, já faz uns 10 minutos que Emmet e Rose saíram e continuamos na mesma situação, que coisa chata!
- Bella?
- Meu nome.
- Amor,
- Agora eu sou o seu amor?
- Bella, pára! Eu disse aquilo pro seu bem!
- Pois então comece a pensar no meu mal! Talvez eu não me irrite.
- Você quer ir embora? – Ele perguntou, ignorando totalmente o meu comentário.
- Quero. – Levantamos e saímos.

Fomos em silêncio no carro, e assim que cheguei em casa, – Lê-se: Casa do ser irritante de cabelos acobreados e corpo maravilhoso – fui direto tomar banho para “relaxar”. Até parece que eu ia conseguir.
Depois de uns bons 30 minutos debaixo do chuveiro, saí, mais irritada. Não me perguntem como isso é possível! Pra todos os efeitos a culpa é da TDM! Deitei na cama ao lado dele, que tinha tomado banho no outro banheiro – Tipo, ele até quis tomar banho comigo, mas eu não deixei. – e me cobri.
- Por que está de camisola, Bella? – Ele perguntou, mas eu ignorei e virei pro outro lado. – Tira isso!
- Não, tá bom assim. – Disse, sarcástica. Ele fica pê da vida quando eu uso as frases dele contra ele, aí mesmo que eu faço!
- Você vai tirar ou eu vou ter que fazer isso? – Ele perguntou autoritário. Não estou gostando desse negócio de autoridade não! Continuei sem responder. – Se eu for tirar, eu vou tirar tudo!
- Que inferno, Edward! Dá pra me deixar em paz?
- Não, não dá! – Ele me virou de frente pra ele e me beijou. – Sabe por que não dá, Bella? – Ele arrancou minha camisola, e colocou a mão no fecho do meu sutiã. Ofeguei muito. – Porque eu não suporto ver você irritada, chateada, decepcionada, triste ou qualquer coisa similar a isso! – Ele arrancou meu sutiã, e pôs as mãos nas laterais da minha calcinha. – E sabe o que eu vou fazer com você se você não parar com isso imediatamente? – Ele deitou em cima de mim, e foi puxando a calcinha lentamente pra baixo. – Eu vou te torturar. Eu vou te torturar tanto, mas tanto que você vai me pedir de joelhos pra eu esquecer que você está me ignorando! – Ele terminou de tirar a calcinha, e começou a passar as mãos na lateral do meu corpo. Putz! Ele já está me torturando e muito! – E sabe por que eu vou fazer isso? – Ele pegou uma das minhas pernas e colocou na cintura dele, pressionando o Grande Ed – que estava coberto só por uma boxer - extremamente rígido contra meu sexo. – Por que eu AMO você! E nada me dói tanto quanto a sua indiferença! – Ele pegou a outra perna e colocou-a também na cintura. Enquanto eu gemia e ofegava. – Você quer que eu faça isso, Bella? Você quer?
- Nã...o.
- Que bom! – Ele saiu de cima de mim, deitando ao meu lado e me puxando pra ficar de conchinha. – E agora nós vamos dormir. E você vai dormir assim, nua, porque eu avisei que se eu fosse tirar, tiraria tudo!
- Edward, eu... não posso dormir... assim. Eu... estou...
- Tá. Só a calcinha, então. NADA mais que isso! – Levantei, vesti a calcinha e deitei de novo. – Amor, você vai esquecer isso, não vai? – Agora ele fala manhoso.
- Vou. – Putz! Se eu dissesse não, ele ia fazer tudo de novo e não agüento não! Pô! Ele já me torturou três vezes hoje, não dá! – Mas por que você fica fazendo isso comigo, hein?
- Por que de outro jeito, você não me ouve! – É, não posso negar isso. – É mentira?
- Não.
- Então... – Ele me puxou pra mais perto dele e me abraçou. – Eu não queria fazer isso, mas você é muito cabeça-dura, meu amor!
- Só um pouco. – Sorri. Ele sorriu também e dormimos. Eu definitivamente estou mal-acostumada, eu sinto que se eu não sentir os braços dele em volta de mim, eu não consigo dormir.

Edward POV

Acordei e fiquei embromando na cama, sem vontade nenhuma de levantar. O cheiro de morangos que vinha do cabelo da minha Bella, que ainda dormia, está muito agradável e aí mesmo que quero ficar deitado aqui, ao lado dela, pra sempre. (Você é um viado mesmo! “Ficar ao lado dela pra sempre”, que boiolagem!) Cala a boca, voz idiota!
Fiquei relembrando alguns dos meus momentos com a Bella, é claro, a única coisa que eu faço é pensar nela! Ela é tão teimosa! Eu falei sério quando disse que a Jessica pode fazer alguma coisa, aquela mulher tem problemas!
Me pergunto como pude passar tantos anos ao lado de uma pessoa assim? Como pude acreditar que era feliz estando num relacionamento daquele? Não consigo entender! Ainda mais hoje que eu sei o que é felicidade de verdade!
Mas não vou mentir. Eu disse que passo o tempo todo pensando na Bella, mas boa parte dele eu passo tentando me convencer que ela está tão satisfeita com o nosso namoro quanto eu.
Eu não obtive nenhum sucesso quanto a isso! Eu queria mesmo acreditar no sentimento dela, e eu tento de todas as formas fazê-la me amar, é o que eu mais quero, mas eu sinto que não estou conseguindo.
Ela fica sempre se controlando, pensando muito antes de dizer qualquer coisa e ela pode pensar que eu não reparo, mas “Eu também” não é a mesma coisa que “Eu te amo”. Pode ser besteira minha, mas mesmo assim não consigo tirar essa idéia da minha cabeça.
E o pior de tudo, é que às vezes não consigo fingir que não fiquei chateado. Assim como no dia em que entreguei o coração a ela, ele tem muito mais significado do que ficar só colado na parede.
Ele representa nós dois, as metades de um coração, metades que não podem ficar separadas, ou pelo menos, eu acho que elas não podem ficar separadas, mas a Bella, eu sinceramente não sei.
Ela perguntou se tinha como tirar! Eu posso ser maluco, mas de acordo com o significado verdadeiro do coração, isso mostra que ela pretende me deixar um dia, eu não tive como disfarçar o quanto isso doeu em mim.
E embora eu tenha brincado com a situação, eu sei que ela percebeu que eu estava triste e também ficou. E nada no mundo justifica eu deixá-la triste, não posso, não devo e não quero deixá-la triste!
O que eu desejava de verdade era poder abraçá-la e não largar nunca mais! Assim eu poderia ter certeza de ela nunca sairia de perto de mim e essa insegurança, enfim, me deixaria em paz.
- Edward... – Pensei que ela tinha acordado, mas ela só estava sonhando comigo, isso é bem normal. Não é egocentrismo! Mas ela murmura meu nome todas as noites, e algumas vezes, sorri. Eu fico feliz quando isso acontece, mas aí ela acorda e eu sinto que não sou tão importante pra ela. Imediatamente toda e qualquer felicidade que eu sentia desaparece. – Edward... não! – Bella começou a se remexer impaciente na cama. – Edward! Edward!
- Bella, acorda. – A balancei um pouco, já preocupado. – Amor.... Acorda.
- Huuu... Não! Não! EDWARD! – Ela gritou e abriu os olhos. Quando me viu, começou a chorar e me abraçou. – Edward! Edward... você... tá... aqui!
- É claro que eu tô, amor. – Ela continuava chorando, e me abraçando cada vez mais forte. Parecia que estava com medo de eu fugir ou algo assim. – O que aconteceu? Você sonhou? – Ela balançou a cabeça em afirmação. – Com o quê? – Ela começou a chorar mais. Eu me separei dela, e peguei seu rosto em minhas mãos. Eu não agüentava a ver desse jeito! – Amor, não importa o que tenha sido... Foi só um sonho. Já acabou.
- Não... Não... – Ela começou a balançar a cabeça como se quisesse expulsar algum pensamento e me abraçou de novo. – Eu sonhei que... você... que você... – Eu mal conseguia escutar o que ela dizia, por causa do choro.
- Que eu o que?
- Que você... morria... – Agora além de chorar, ela também soluçava. – Promete que você... não vai morrer? Promete?
- Amor, todos vão morrer um dia. – Passei a mão no rosto dela, numa tentativa de secar as lágrimas. O que não adiantava, porque novas lágrimas caíam.
- Não... eu.. não... Você precisava da minha ajuda... você precisava da minha ajuda mas... eu não... eu não conseguia... salvar você, aí... – Ainda chorando. – Edward... promete que não vai morrer! Não... antes da hora.. Promete!
- Tá bom, eu prometo amor. Agora pára de chorar. – Novamente, tentei secar suas lágrimas e percebi que ela estava com uma expressão cansada. – Volte a dormir, você ainda está cansada.
- Não... eu posso sonhar de novo e...
- Amor, você não vai sonhar de novo.
- Você promete? – Ela nem parecia a Bella que eu conheço. Ela estava tão frágil, tão sensível. Pela primeira vez, eu sinto que ela precisa de mim.
- Prometo. Agora deita aí. – Ela deitou, ainda com uma expressão assustada. –Eu vou fazer alguma coisa pra gente comer, e quando você acor...
- Não! Não vai, Edward.. – Ela me puxou de volta, quando eu levantei da cama. – Não me deixa! Fica aqui... por favor... – Ela já estava começando a chorar de novo.
- Tá bom amor, eu vou ficar. Mas não chora. – Eu deitei ao lado dela na cama. – Eu vou ficar aqui.
- Você promete que não vai me deixar? – Eu não sabia se ela estava falando em deixá-la sozinha ali ou se... – Promete que não vai sair daqui? – Parece que ela respondeu. Ela definitivamente é a Bella, minha Bella, até quando está assustada.
- Você está cheia de promessas hoje, hein? – Perguntei rindo, mas ela continuou me olhando com uma expressão angustiada. – Eu prometo.
- Diz que me ama. Diz? – Ela deitou a cabeça no meu peito, e me abraçou.
- Eu amo você. Muito, tá?
- Tá. – Ela respondeu e fechou os olhos, dormindo instantaneamente.
Eu nunca imaginei que a veria assim, eu acho que preferia nunca ter visto. Ela estava tão agoniada, atordoada, eu fiquei sem saber o que fazer, e eu odeio quando isso acontece, odiei vê-la daquele jeito e não poder fazer nada!

-

Eu prometi a Bella que não sairia daqui, mas eu estou morrendo de fome! E pra piorar, eu estou morrendo de vontade de ir ao banheiro, ai que droga! Mas ela já dormiu há tanto tempo, ela não vai acordar nesse curto tempo em que eu for ao banheiro, né? É! Isso mesmo, e eu não posso mais segurar mesmo!
Tirei o braço dela delicadamente de cima de mim, e ela se remexeu um pouco, franzindo a testa. Levantei da cama com cuidado pra não acordá-la e fui correndo pro banheiro. Putz! Agora que eu levantei, parece que ficou pior!
“Me aliviei”, escovei os dentes e lavei o rosto. Meu estômago roncou impaciente. Ah, acho que mais uns minutinhos não fazem mal! Ela não vai acordar agora, né?
Saí do banheiro, dei uma olhada na Bella e ela ainda estava com a testa franzida, eu não entendi, mas ela aparentemente estava calma. Abri e fechei a porta do quarto com cuidado e corri pra cozinha.
Abri a geladeira, peguei uma caixa de lente, queijo, presunto, manteiga e fechei. Coloquei o leite no copo e enquanto eu preparava o sanduíche, a fome aumentava, eu acho sinceramente que comecei a salivar de tanta fome!
- NÃAO! – Bella gritou do quarto, e eu larguei tudo do jeito que estava e corri pra lá. Quando entrei no quarto, ela estava deitada chorando, mas acordada. Porra! Por que ela tinha que acordar logo agora?
- Bella, o que foi? – Perguntei como se eu já não soubesse, que burro! Eu sentei na cama ao lado dela e ela olhou pra mim, no segundo seguinte me abraçou do mesmo jeito que naquela hora, desesperada.
- Você prometeu... que não ia... me deixar, Edward! Você disse que... que... não ia embora!
- Amor, eu sei... eu só...
- Você prometeu que... eu não... ia sonhar mais... Mas eu... eu... – Ah eu deus! Por que eu fui prometer tanta coisa, hein? Que droga! Agora ela está assim por minha causa!
- Me perdoa, amor. Me perdoa, eu não vou fazer mais isso. Desculpa. Mas você sonhou porque ficou pensando nisso. Esquece. Não pensa mais! – Ela se acalmou um pouco, menos mal. – Agora vai lavar o rosto que eu vou fazer alguma coisa pra você comer.
- Não! Vem comigo! – Ela levantou e foi me puxando pro banheiro com ela, eu sei que a situação não é boa, mas não pude evitar o riso. Enquanto ela lavava o rosto, eu segurei o seu cabelo como num rabo-de-cavalo para não atrapalhar.
Saímos do banheiro e fomos pra cozinha, eu vi que na pressa eu deixei o sanduíche cair no chão. O peguei pra jogar no lixo, e fazer outro.
- O que você quer comer, amor? – Perguntei, abrindo a geladeira.
- Só vou tomar suco. – Ela pegou uma jarra de suco de laranja.
- Bella...
- Não estou com fome. – Lá vem ela com isso! – Não. Não fica chateado comigo. – Ela me abraçou de novo, ela está sensível hoje hein. Não que eu esteja reclamando, muito pelo contrário.
- Não estou chateado, amor. Mas você tem que comer. Eu sei que você gosta de omelete, você quer que eu faça pra você?
- Não. – Ela respondeu manhosa. Eu ri.
- Mas eu vou fazer mesmo assim, e você vai comer.
- Edward, amanhã de manhã eu como, mas não hoje. Não me obriga, por favor! – Sorri. Não pude conter a felicidade de saber que ela vai dormir aqui hoje também. Bom, pelo menos foi isso que eu entendi. Mentira! É isso que eu quero entender, ela pode muito bem comer em casa e estou pensando que ela vai ficar aqui, ah, mas bem que eu... Ah, chega de divagar!
- Tá bom. Eu sempre faço o que você quer, não é mesmo?
- É, é mesmo. – Ela sorriu, e eu também. Será que eu consigo amá-la mais do que eu já amo?
- Mas eu vou comer, porque estou com fome. – Fui de novo preparar meu sanduíche. - E eu vou ficar aqui. – Ela me abraçou por trás, e eu ri. Eu sei que ela está assim por causa do sonho, que ela ficou com medo e tal, mas eu não vou mentir que não estou gostando, porque eu estou e muito!
- E o suco?
- Depois eu tomo.
- Você vai acabar é me enrolando e não tomando nada!
- Talvez. – Riu. Bobinha ela né?
- Bella, vai tomar o suco! Anda!
- URGH. – Ela me soltou, mais uma vez eu ri. Como ela consegue ser tão teimosa? Fiquei a observando e vi que ela só estava colocando o suco até a metade do copo.
- Bella, enche isso!
- Edward, deixa de ser chato! Não vou encher nada!
- Você quer que eu encha?
- URGH.
- Você gosta dessa palavra, hein!
- Você não esqueceu a nossa faxina, né? – Ela disse, bebendo um pouco do suco. E eu tinha esquecido mesmo! Eu tenho dificuldades pra lembrar de qualquer coisa que não seja ela. DÃ.
- Bella, depois eu limpo.
- Não! Você fez pra mim, então eu ajudo a arrumar.
- Não precisa dis...
- Meu anjo, eu vou ajudar e acabou.
- Eu tenho alguma chance de te fazer mudar de idéia? – Perguntei, já sabendo a resposta.
- Não. – Ela sorriu travessa, me lembrando a Alice.

Ela terminou de beber o suco, e eu terminei de fazer meu sanduíche. Fomos pra sala, e enquanto eu comia – o que levou uns dois minutos. Ah qual é! Estava com fome! – estávamos vendo alguma coisa na TV. Mentira de novo! Eu estava observando a Bella, normal.
- Amor, eu vou lá fora conferir a caixa do correi...
- Eu vou com você! – Ela levantou e eu ri. Ela ia a todos os lugares comigo, agora? Haha. Ela deve estar mesmo com medo do sonho. – Ai, eu estou parecendo uma idiota, né? – Ela colocou as mãos no rosto.
- Claro que não, amor! Se você mostrasse que precisa de mim assim todos os dias, eu ficaria feliz! – Ela me olhou triste e eu percebi a merda que eu tinha falado. Eu sou um GRANDE imbecil! Agora eu que digo: ARGH. – Er... esquece o que eu disse! – Ela continuou do mesmo jeito. É claro que ela não vai esquecer! – Eu já volto! – Dei um selinho nela e saí, me xingando internamente. Eu não posso deixá-la perceber essa minha insegurança! Por que eu não consigo fazer isso, hein? ALGUÉM ME DÁ UM SOCO PRA VER SE EU PARO DE FAZER MERDA? Eu sou um idiota!

Bella POV

Merda, merda, merda! EU sou uma idiota! Agora ele vai ficar chateado comigo! URGH. (Pára de falar “urgh”! Que coisa irritante!) Você é irritante! Vai embora e me deixa em paz! (¬¬’)
Pára de pensar nisso! Pára de pensar nisso! Pronto, já parei : ) (Mentira!) Vou ignorar isso, ok? Fui pro quarto, segui para o banheiro e escovei os dentes. Troquei de roupa e peguei um negócio na minha bolsa que eu tinha trago especialmente pra faxina. Haha.
- Meu deus! Bella, que isso? – Edward entrou no quarto e me olhou assustado.
- O que? – Me fiz de desentendida.
- Esse treco aí na sua cabeça! – Ele se referia ao lenço colorido que coloquei no cabelo, que estava preso num coque. Eu só coloquei pra zoar, eu queria ver a reação dele, haha!
- Você acha que eu fico arrumada 24 horas por dia? Está enganado! E pára de me olhar assim, não sou bonita o tempo todo. – Na verdade eu não me acho bonita nunca, mas também fiz pra zoar. Haha.
- Bella, pra mim você é linda sempre. – Ah tá, valeu! – O feio é esse treco aí. Não dá pra tirar não?
- Não. – Ri. Eu estava muito feia com o lenço na cabeça, muito mesmo! Edward balançou a cabeça reprovando e entrou no banheiro. – Eu vou querer guardar as pétalas, Edward. – Falei, quando ele saiu.
- Pra que?
- Porque elas são lindas, e é uma lembrança da nossa noite, oras. – Disse, como se fosse óbvio, e ele continuou me olhando do mesmo jeito, como se não fosse nada demais. - Bella, isso é uma bobagem.
- Ah, você é tão insensível! – Ele revirou os olhos.
Começamos a arrumar o quarto, Edward até tentou de novo me convencer a deixar isso pra lá que depois ele arrumava, mas eu não aceitei. Eu acho que ele estava é com preguiça, isso sim!
Homem é um bicho engraçado, né? Enfim, terminamos de arrumar e eu sorri orgulhosa, porque o quarto estava um brinco. Oh god! De novo essa gíria antiga! Ah mas pra quem não gosta de fazer faxina, eu faço uma muito boa não é não? Ok, eu definitivamente tenho que parar de andar tanto com a Alice!
- Ed, arruma a cama.
- Pra que? – Aff. Tudo ele pergunta isso?
- Arruma logo!
- Mas daqui a pouco, nós vamos desarrumar de novo, oras. – Olhei pra ele, séria. – Tá, tá, eu arrumo! URGH.
Entrei no banheiro, tirei o lenço da cabeça, putz! Estava mesmo feio! Fiz o que tinha que fazer e saí. Estou doida pra tomar um banho, bem que o Edward podia tomar comigo e... Não, isso não é uma boa idéia.
- Edward, que droga é essa? – Perguntei, quando vi o que ele estava fazendo na cama. Ele, ao invés de esticar o edredon sobre a cama pra ficar bonito igual cama de hotel, sabe? Bom, ele amassou o edredon no canto da cama e colocou os travesseiros, por cima. Como ele é preguiçoso!
- Ah Bella, que foi?
- Olha como fala comigo, hein! – Ele pensa que está falando com quem? RUM. – E arruma isso direito!
- Eu arrumo assim!
- Pois está errado!
- Já que você sabe tanto. Vem e arruma aqui! É melhor. – Eu ia ficar irritada, mas ele só estava fazendo isso pra se livrar da tarefa.
- Não. Eu vou te ensinar. – Ele bufou. – Primeiro: Tira essa muvuca que você fez aí com o edredon, aliás, tira tudo e pega outra roupa de cama! – Ele bufou, de novo. – Pára de bufar! Que coisa chata! – Ele bufou. URGH. – Edward, eu vou te bater!
- Bella, eu não quero arrumar nada! Eu nunca arrumo a cama!
- Pois então, vai começar HOJE! – Depois de bufar mais umas 25 vezes, ele pegou a roupa de cama, e eu fui ensinando a ele como fazer. Até que ficou direito, mas ele fez tudo com má vontade! – Viu? Ficou lindo!
- É. Tá ótimo.
- Você é muito ranzinza! – Falei mesmo. – E você só tem 25 anos. Quando tiver 60 então, cruz credo!
- Estou rindo a beça. Será que posso tomar banho agora, ou você quer que eu passe aspirador pela casa, também?
- Bom, eu não estava pensando nisso, mas já que você mencionou...
- Vai esperando! – Entrou no banheiro, e eu fiquei rindo. Mas pera aí! Quem vai tomar banho agora sou eu!
- Edward, eu vou tomar banho primeiro! – Gritei da porta do banheiro.
- Tem dois banheiros, Bella!
- Mas eu quero tomar nesse! – Eu não sou implicante. – Edward, abre a porta agora! - Tudo bem, a gente toma banho junto então. – Eu nem prestei atenção no que ele falou, porque ele abriu a porta do banheiro NU. Oh gosh!
- Er... nn-ão, eu... eu vou no... outro. – Me virei pra ir embora, mas o Edward me puxou pra dentro do banheiro.
- Não! Você me fez abrir a porta, não é? Então agora vai tomar banho aqui! – Ele começou a tirar minhas roupas, enquanto eu tentava não processar o fato dele estar NU. Ah, isso é muita tentação!
Depois de tirar minha calça, ele me virou de costas pra ele, nem sei por que! Mas nem pude pensar muito, por que senti o seu membro pressionando meu bumbum, ain! Ela desabotoou meu sutiã, deslizou pelos meus braços e em segundos ele estava no chão junto com o resto de minhas roupas.
Colocou a mão nas laterais da calcinha, mas antes de tirá-la, ele O pressionou de novo em mim.
- Hum...
- Que foi, Bella? Tá passando mal? – Ele debochou da minha cara, e eu me irritei. E andei até a porta, mas de novo ele me puxou. – Você vai tomar banho aqui, COMIGO. Eu já disse!
- Então abaixa isso! – Putz. O que foi que eu falei, hein?
- Abaixar? – Ele se acabou de rir da minha cara. – Não dá pra “abaixar” ele não, Bella. – Ainda rindo. Tirei a calcinha irritada e entrei no boxe.
Um banho nunca foi tão longo, eu fui torturada durante todo ele. Estou pensando em denunciar o Edward, sabe? Não é justo ele ficar fazendo isso comigo! Ele se diverte as minhas custas!
- Amor, a gente podia ir ao cinema, e depois almoçar. O que acha? – Edward perguntou, enquanto eu tentava controlar minha respiração. Eu já estava até me vestindo, mas continuava ofegante. Isso é EEC! Não sabem o que é? Eu explico: Efeito Edward Cullen. – Bella?
- Ah... tá. É melhor mesmo, porque ficar aqui com você, realmente não está dando muito certo.
- Que isso, Bella! Quem escuta você falando desse jeito, pensa até que eu te torturo ou algo assim. – Ele respondeu rindo.
- Ah não! Que isso! – Terminei de me vestir. Calça jeans, baby look escrito I s2 New York, meu bom e velho all star e amarrei o cabelo num rabo-de-cavalo. – Pronto!
- Você está linda, meu amor! – Edward se aproximou de mim, ele já tinha acabado de se vestir há tempos. Só estava me esperando.
- Não! Não começa não.
- Eu só ia te dar um beijo. – Ele se fez de ofendido.
- Aham. Eu sei muito bem pra onde os seus beijos levam, vamos logo! – Desviei dele e saí do quarto, ele veio atrás rindo.

-

- Amor, que filme quer ver? – Perguntou, enquanto eu observava os filmes que estavam em cartaz.
- Amor sem escalas! – Respondi animada.
- Filme de romance, Bella? – Fez pouco caso.
- É comédia romântica! – Sorri e ele continuou com uma cara de “Eu não assisto isso nem morto”. – É com o George Cloney, por isso quero ver!
- E posso saber por quê? – Ele fez uma cara irritada. Hilário!
- Porque ele é... hum... Perfeito? – Falei só pra implicar.
- Não vamos ver esse filme!
- Ah Edward...
- Não! E ponto final!
- Eu.vou.ver! – Respondi. – Se você não quer, veja outro! – Ele me olhou, mais irritado ainda. – Meu deus! É só um ator!
- Pensando bem... A gente pode ver sim. Tem aquela menina... Anna Kendrick. Ela é bonita. Talvez ela dê graça ao filme.. – Respondeu, sorrindo safado.
- COMO É? REPETE ISSO! REPETE!
- Bella, não grita!
- ELA É BONITA? É? É? – Eu não acredito que ele está dizendo isso! – VOCÊ É UM SAFADO! COMO ASSIM VOCÊ DIZ NA MINHA CA...
- Bella, tá todo mundo olhando! – Eu olhei ao redor, e percebi que todos na fila da bilheteria olhavam pra mim. E o que isso me importa?
- NÃO INTERESSA!
- Se acalma Bella. Eu não estava falando sério! – Ele disse, como se fosse óbvio. – Pra que eu vou querer olhar pra outra mulher, se eu tenho você? – Não vou acreditar nisso, não vou! – Eu já disse que você é única que me interessa! – Tá bom, talvez eu acredite. Ah, só um pouquinho! – Não faz essa cara, amor. – Ele ficou me dando beijos na bochecha, na boca, no nariz, no queixo. Ai, assim não dá pra ficar irritada! – Vai querer ver esse filme, mesmo?
- Vou. – Sorri.
- Tá bom. – Ele sorriu, mas não estava muito satisfeito, não. Ainda tinham algumas pessoas olhando pra mim, e outras estavam suspirando pelo MEU anjo. Eu preciso dizer que me segurei para não parti-las ao meio?

Compramos os ingressos e entramos na sala, porque o filme já ia começar. Assim que sentamos, eu lembrei.
- Eu vou comprar pipoca.
- Deixa que eu vou, amor. – Sempre carinhoso. BABEM! Haha.
- Não precisa, meu anjo. Eu já volto. – Levantei e saí. Cheguei na “lanchonete” e quase caí pra trás com os preços.
- Bom dia. O que deseja? – Perguntou a mulher pro trás do balcão.
- Vem cá. A pipoca de vocês vem com ouro?
- Er... Desculpe senhora, não entendi.
- Só pode vir com ouro, porque esses preços aí, são surreais né!
- É, mas não sou eu que faço os preços, senhora. – Que negócio é esse de me chamar de senhora o tempo inteiro, hein? Eu tenho cara de velha por acaso?
Pedi uma pipoca grande e dois refrigerantes médios, e deu 27 dólares!
- QUE? – Perguntei incrédula, quando ela falou quanto tinha dado.
- 27 dólares, senhora. – Se ela me chamar de senhora mais uma vez, ela fica sem os dentes!
- O.K. – Paguei e peguei o meu pedido. Pelo menos eles davam uma “fôrma” pra colocar os refrigerantes, afinal carregar tudo não dá! Voltei à sala do cinema, e já tinham até começado os trailers.
Não! Calma aí! Eu devo estar caminhando pela fileira errada! Eu não vejo o Edward, só estou vendo uma Barbie Lago dos Cisnes sentada numa poltrona e inclinada em outra, que está ocupada por um homem.
Ih... Esse homem... não é estranho pra mim! Parece até o... NÃO! Eu acho que vou desistir de comer a pipoca, e pedir um churrasquinho de Edward Cullen! O QUE ELE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, CONVERSANDO COM AQUELA POLLY POCKET: VOU ÀS COMPRAS?
Continuei andando em direção a eles, que não perceberam que eu estava me aproximando. Eu estava com tanta raiva, mas com tanta raiva que se o Mike Tyson viesse de muita graça pra cima de mim, ele iria apanhar!
- Hum.. rum.. – Limpei a garganta e o Edward finalmente se tocou que eu estava ali.
- Ah, oi amor. – Ele disse. – Olha, essa aqui é a Patrícia.
- Já disse que pode me chamar de Paty, Edward. – Respondeu toda risonha pro MEU homem. – Prazer, Bella, né?
- É. – Respondi, irritada. Entreguei o refrigerante pra ele e sentei na poltrona do outro lado.
- Então, Edward... Quer dizer que você pinta? - Se eu acidentalmente derrubar o refrigerante naquele cabelo oxigenado dela, ela não poderia me culpar, certo?
- Sim, eu tento. – Os dois riram. E se disser que vou no banheiro, encher minha mão de pipoca e quando eu passar por ela, acidentalmente tropeçar e enfiar toda a pipoca na boca dela, pra ela ficar engasgada? Isso também não ia ser minha culpa.
- Eu gostaria de ver seu trabalho. Quem sabe poderia expor na minha galeria.. Eu gosto de artistas novos, tenho certeza que tem talento. – Essa Barbie Malibu tá achando que é quem? Alguém me responde?
- Sério?
- Sim. Pera aí, eu vou te dar meu telefone. Se você se interessar, me liga! – Ela sorriu, e piscou pro Edward. Mas ele pareceu não notar. O cinema é um ótimo lugar pra matar alguém. É escuro, e as poucas testemunhas presentes estão prestando atenção no filme. Talvez eu...
- Obrigado, Paty. – Acho que eu me esqueci de limpar o ouvido hoje de manhã. Ele disse O QUE?
- Disponha. – Ela sorriu, e MORDEU O LÁBIO PRA ELE! É, Bella! Parece que hoje você vira uma criminosa. E se eu contratar um bom advogado? Acho que não ia adiantar. Uma morte lenta e dolorosa como a qual eu estou prestes a realizar, nenhum juiz absolve! – Vá em uma das minhas exposições! Eu tenho certeza de que vai gostar, e pode conhecer outros artistas. – ALGUÉM DIZ PRA ELA QUE MEU ANJO JÁ TEM PROFISSÃO? – Se quiser, pode levar ela. – Calma, Bella! Calma, não pira! Não pira, Bella!
- Eu vou sim.
- Se vocês não se importam, eu gostaria de assistir ao filme. – Falei, ranzinza. Não sei como estou conseguindo me controlar. O normal seria eu estar xingando essa aspirante a patricinha de Beverly Hills, ou melhor, deformando a cara horrorosa dela!
- Amor, tá tudo bem? – Edward perguntou, chegando mais perto de mim e pegando minha mão. Eu tirei a mão da dele, e a enchi de pipoca, levando-a a boca.
- Sim. Está tudo maravilhoso. – Respondi, sem desviar os olhos da tela do cinema. Como se eu tivesse assistindo alguma coisa!
- Eu não estou te dando atenção, né? – JURA? – Eu não vou fazer mais amor, é que a gente começou a falar da pintura e eu acho que me empolguei. – Ele pegou minha mão de novo, e a beijou.
- É? Nem tinha notado isso.
- Amor, não fica assim, vai.
- Eu não estou assim, nem assado. – Tirei de novo minha mão, e de novo a enchi de pipoca, comendo em seguida.
- Bella, por favor.
- Edward? – A loira oxigenada o chamou, e ele ficou olhando pra mim por um tempo depois virou pra ela. Eu fiz questão de não ouvir a conversa, eu estava muito chateada!
As duas horas de filme foram uma grande merda! A FDP falava com o Edward o tempo todo, por várias vezes perguntou se ele ia mesmo à galeria, e eu estava percebendo que a cada pergunta que ela fazia, Edward respondia com cada vez mais tédio na voz.
Isso estava me deixando mais calma, porque ele não estava mais a suportando. Hahaha. Mas o negócio foi que assistir ao filme mesmo, eu só assisti ao final. Ah, e os créditos também, porque o filme acabou e ela continuou falando e falando com o Edward.
- Gente, seria pedir muito vocês me fazerem companhia por um tempo? – Ah não! – É que estou esperando uma pessoa. – Edward olhou pra mim, e eu assenti com a cabeça, bufando. Há essa altura, eu não estava nem mais com ciúmes. A garota é muito chata, ninguém suporta isso não! – Ah então, vamos! – Ela disse animada e saiu puxando Edward pela mão. Ok, talvez eu ainda esteja com ciúmes!
Tratei logo de cortar esse contato físico entre os dois, e EU peguei a mão dele. O namorado é meu, oras! E eu não estou mais chateada com ele, ok talvez um pouquinho, mas não vou brigar com ele na frente dela, nunca!
Desde que acordei hoje, não estava muito bem. Primeiro aquele sonho maldito, que me apavorou mais do que das outras vezes, com certeza. Depois aquilo que Edward disse sobre meu comportamento com ele hoje.
Eu detesto quando essas coisas acontecem, eu vejo que o magôo e eu não posso fazer nada pra mudar isso. Agora, tenho que ficar aqui aturando essa Barbie chata! Por que o Edward tem que ser tão generoso com as pessoas, hein?
Procuramos uma mesa para sentar, enquanto a bendita pessoa que a Paris Hilton Parte 2 estava esperando não chegava, só espero que não seja uma cópia dela, se for mulher.
- Ed, compra um sorvete pra mim? – Eu nem queria sorvete, eu queria era tirar logo ele de perto dessa songa monga, pelo menos, por uns minutos.
- Claro, amor. Você quer de quê? – Ele perguntou sorrindo pra MIM.
- De chocolate.
- Tá bom. – Ele sorriu de novo, e levantou. Olhei pra cara da polly pocket e ela estava se contorcendo de raiva. Hahaha.
Edward voltou com meu sorvete e um refrigerante pra ele. Estávamos ali há uns dez minutos, e nada dessa pessoa chegar. Eu já estava começando a me irritar, até porque, ELA continuava falando e falando. Porra! Será que a bateria não descarregava, não?
- Ali! – A monga disse, olhando pra alguém, provavelmente a pessoa que ela estava esperando, mas eu e Edward não vimos quem era, pois estávamos de costas. A monga ficou sorrindo, e levantou o braço pra que a tal pessoa que estava chegando a visse sentada ali.
- Oi, paty. – A pessoa chegou, finalmente, aonde estávamos. Olhei, assim como Edward, e não acreditei quando vi quem era. Eu acho que é uma alucinação, talvez se eu fechar e abrir os olhos desapareça, é, eu vou fazer isso! O fiz, mas quando os abri, eu constatei que não era alucinação!

Meu deus! Será que o dia de hoje ainda fica pior?


Capítulo 10: Marquee - Parte 1

Bella POV

Bella, respira! Pense que está numa ilha afrodisíaca com seu namorado gostoso, tomando água de côco na beira da praia! Ok, eu estou pensando. Não, eu não estou pensando nisso! Eu estou pensando em qual o melhor jeito de matar uma pessoa num local público, sem que ninguém perceba.
- Edward, Bella, essa aqui é a...
- Jéssica? – Edward disse, de olhos arregalados para aquela criatura.
- Edward? Nossa! Esse mundo é mesmo pequeno! – Ah, sua... – E quem é essa aí? – Ela olhou pra mim. Eu levantei puta da vida, e quando eu já estava me preparando pra socar a cara feia dela, Edward me segurou. – Ah! Então você é ela?
- Espera. Vocês se conhecem?
- Não lembra que eu te falei dele, Paty? A razão pela qual, eu vou passar um longo tempo aqui em NY. – Ela disse, sorrindo pro MEU anjo. – Eu te avisei, não avisei? – Ela falou pra mim, e eu de novo tentei socar a cara dela, mas o Edward não deixou.
- Vamos embora, Bella! – Ele falou, mas não dei atenção. Primeiro, eu tinha que quebrar o nariz dela, depois eu ia.
- Edward, eu preciso conversar com você. – Jessica disse, segurando o braço do meu anjo. Filha da... - E quem disse que eu ligo para o que você precisa? – Hum... TOMA! É por isso que eu namoro com ele! Haha.
- Jess! Quando você falou dele, eu pensei que fosse um cara idiota qualquer com dinheiro, mas acho que me enganei. – Paty disse, olhando pro Edward, um olhar de cobiça pura. Já chega! Essa Barbie vai aprender a não mexer com o homem dos outros!
- Não, Paty. Engano seu foi achar que ia dar em cima do meu namorado esse tempo todo, e eu não ia fazer nada! – Peguei o copo, que ainda estava cheio de sorvete e joguei tudo no cabelo dela.
- SUA MALUCA! OLHA O QUE VOCÊ FEZ! MEU CABELO... MEU CABELO! – As pessoas que estavam conversando pararam pra olhar pra ela. Jessica encarava o cabelo da “amiga” com uma cara de “Ainda bem que não é meu”. Mas ela não ia escapar fácil assim! Olhei pro copo que o Edward bebeu o refrigerante, mas estava vazio. Olhei pra mesa ao lado da nossa, e tinha um copo cheio com fanta uva. PERFEITO!
- Calma. Que pra você também tem! – Peguei o copo da mesa, e joguei na cara e no vestido BRANCO da Jessica. Hahaha.
- SUA VADIA, FILHA DA...
- Vamos, Edward! – O puxei pela mão. O casal cuja mesa eu peguei o refrigerante também me olhava assustado. – Desculpem por isso. – Tirei uma nota de 10 dólares do bolso e coloquei na mesa. – Podem ficar com o troco. – Sorri, e saí feliz andando de mãos dadas com meu anjo.
- Bella, você é maluca! – Edward disse, depois que ele saiu do seu “transe”, e já estávamos chegando ao carro.
- Obrigada.
- Eu não acredito que ela está aqui. – Ele disse baixo, mas eu ouvi.
- Algo me diz que essa não vai ser a última vez que vou vê-la. – Eu esperaria ansiosa por esse encontro!
Fomos pra casa, com Edward dizendo que eu não tinha que ter feito aquilo e sim ter ido embora na hora que ele chamou, e que eu estava correndo perigo, e um monte de coisa que não prestei nenhuma atenção.
Estava imaginando a Jessica tentando tirar a mancha do vestido, e a polly pocket tendo que raspar a cabeça. Ela ia ficar sexy careca, hahahaha!

- Bella, você ouviu o que eu falei? – Já estávamos em casa, deitados na cama e eu ainda estava imaginando aquelas duas tentando desfazer o estrago que EU fiz. Hahahaha. Acho que sou meio psicopata, hahaha! – Bella?
- Ah... oi.
- Em que estava pensando?
- Nada demais. – Sorri. – O que você disse?
- Perguntei se estava com fome, afinal nós não almoçamos. – Como se pra responder a pergunta, meu estômago roncou e ele riu. – Vem! – Levantamos e fomos pra cozinha. – Vou te ensinar a cozinhar. – Ele sorriu e eu bufei.
- Eu já sei cozinhar.
- Bella, eu disse: Cozinhar. Gororoba não é comida. – Ele riu debochado.
- Háhá. Edward pára que minha barriga já está doendo de tanto rir. – Disse, irritada e ele riu mais. – Faltam 5 segundos pra eu perder a paciência e te bater! Tá sabendo, né? – Ele continuou rindo. – Eu avisei! – Me aproximei dele.
- Não! Eu já parei, parei! – Ele fez uma cara séria, mas o sorriso não saiu dos seus olhos. – Quer aprender, ou não?
- EU.JÁ.SEI.COZINHAR!
- Bella, não precisa gritar, amor. – Ele sorriu debochado, novamente. Revirei os olhos. – Tá, então você vai fazer algo pra eu comer!
- Deita pra esperar, senão vai cansar!
- Você não disse que sabe? Então!
- Eu disse que sei, e não que vou fazer.
- Mas você é minha namorada, então tem que cozinhar pra mim. – Ele sorriu, cínico.
- Me mostra o documento que diz isso.
- Case comigo, então. – Olhei pra ele, CHOCADA. – Ué, você disse que quer um documento. – Me aliviei um pouco, mas algo me dizia que ele estava falando sério quanto a isso. OS OLHOS DELE me diziam isso. – Eu estou brincando, Bella. Não quero ter uma intoxicação alimentar! – Ele riu, e eu dei um tapa no braço dele. – Olha! Se ficar me batendo, vai ficar com fome, hein! – Bufei.

-

- E aí? – Estávamos sentados comendo o frango a passarinho que ele fez. Putz, e estava muito bom! Mas eu não ia dizer isso, nunquinha!
- Dá pra comer.
- Você é muito orgulhosa. Pode dizer que eu cozinho bem, Bella. Não guarde isso dentro de você!
- Presunçoso.
- Encrenqueira.
- Ranzinza.
- Maluca.
- Idiota.
- Gostosa. – OK, agora eu corei. Ele riu, claro.

O dia passou maravilhoso, e sabe o que é mais maravilhoso? Esse final de semana não estamos de plantão, ou seja, vou poder passar o final de semana inteirinho junto com meu anjo.
Não! Quer dizer... Eu vou poder descansar final de semana, vou embora amanhã, eu já fiquei muito tempo aqui. Ah, mas eu não quero ir embora! Não interessa o que eu quero, eu vou e ponto final!
- Bella, você vai demorar aí? – Estava saindo do boxe, quando ele gritou do outro lado da porta do banheiro. – Bella, eu tô com sono!
- Já estou saindo! – Coloquei minha roupa íntima, camisola e passei meu perfume. Eu sei que vou dormir, mas quero passar mesmo assim, e daí?
Escovei os dentes, prendi o cabelo num coque e saí. Edward já estava deitado, quase dormindo. Como ele pode estar cansado? Nós passamos o dia deitados, exceto quando nós fomos ao cinema.
- Bella, pode tirando isso! – Ai que saco! Tirei a camisola, e guardei dentro da minha bolsa. – E o resto?
- Não vou tirar mais nada. – Ele revirou os olhos. Deitei na cama e ele me abraçou.
- Ah Bella, você está tão cheirosa... – Hum... Quando ele começa a falar assim.. – Hum... Assim não dá pra... – Logo senti o tão conhecido volume encher sua boxer, e encostar no meu bumbum. Ele começou a beijar meu ombro, pescoço, orelha, bochecha... A famosa tortura.
- Edward, você não consegue ficar quieto, não? Todos os dias você fica assim! Não é possível!
- Ah, tá bom! – Ele disse irritado, e parou de me beijar. Bom, já que ele se irritou, acho melhor eu dizer logo, assim ele fica irritado com tudo de uma vez.
- Edward, eu vou embora amanhã. – Eu disse baixinho, na verdade, eu não queria que ele ouvisse. Ele continuou calado. – Edward?
- Tudo bem. – A voz dele tinha mudado, mas não era raiva, e sim tristeza. – Eu levo você.
- Vai ficar chateado? – Perguntei, sem olhar pra ele, ainda de costas.
- Amor, eu já disse que não vou te obrigar a ficar aqui. Eu vou respeitar a sua vontade.
- Isso não responde à minha pergunta.

TRING... TRING...

Que droga de telefone! Por que tinha que tocar logo agora? Edward sentou na cama depressa pra atender, é claro, assim ele escapa. Sinceramente, eu nem sei se queria ouvir a resposta, mas enfim.
- Oi, Alice. – Por que será que a Alice liga pra ele essa hora? Ele ficou só ouvindo o que ela tinha pra dizer, e eu fiquei deitada olhando pra ele, que com certeza podia dizer que estava indo dormir e desligar, mas ele sabia que eu ia perguntar quando ele acabasse de falar. Depois de uns 10 minutos, ele desligou. Eu ia falar, mas ele foi mais rápido. – Pronto, agora a gente pode dormir.
- Edward...
- É, a Alice liga pra mim às vezes quando o Jass está de plantão, ela diz que quer alguém pra conversar, e eu sou o único que a aturo essa hora. Ela diz que as outras pessoas desligam na cara dela. Inclusive você. – Ele riu. Eu continuei séria, ele sabe muito bem que eu não ia perguntar isso! – Boa noite, meu amor. – E fechou os olhos. ARGH. Virei para o outro lado, e acho até que ouvi o Edward suspirar aliviado, mas não tenho certeza.

Na manhã seguinte, acordei e Edward não estava mais na cama. Me espreguicei e escutei o barulho de água no banheiro, levantei da cama e caminhei até a porta, estava entreaberta.
Quando eu ia entrar, pensei: É melhor não fazer isso, talvez eu não resista à tentação de vê-lo tomando banho e aí já era. Virei de costas pra porta e...
- Bella... – Olhei pra porta, mas Edward não estava ali. – Bella... Bella... – Por que ele está me chamando se ele não sabe que estou aqui? – Bella... – A curiosidade me venceu, e eu abri a porta do banheiro. Entrei e vi Edward, tomando banho, mas pera aí pra que ele.... AH.MEU.DEUS.
Ele não está tomando banho, AH.MEU.DEUS, ele está... Ah, acho que vocês sabem o que ele está fazendo. Posso afirmar que nunca vi uma imagem tão erótica na minha vida, não que eu tenha visto muitas, mas essa é... WOW!
- Bella... – Eu não sabia se ele estava gemendo meu nome, ou usando pra... Vocês sabem. Putz! Eu estou encharcada aqui só por estar olhando ele fazendo isso, que está de olhos fechados e ainda não percebeu que estou aqui. – Bella... – Ele falou isso mais alto, acho que ele chegou LÁ.
- Sabe, eu podia fazer isso pra você. – Falei, e ele se virou em minha direção e me olhou assustado. Nossa! Acho que nunca o vi ficando tão vermelho, e bem... Ele ainda não tinha acabado, porque o Grande Ed continua “acordado”.
- Pra que você... entrou aqui? O que está fazendo aí? Por que...
- Calma! Você estava aí falando meu nome, eu fiquei curiosa ué, e estava esperando você acabar. – Sorri, lembrando da imagem que nunca mais vai sair da minha cabeça. Ele ficou ainda mais vermelho, e pegou a toalha pra se cobrir. Como se fosse adiantar algo, o volume continuava ali.
- Você não tinha que ter entrado aqui. Vai embora, Bella!
- Mas...
- Vai logo!
- Ih... Tá bom! – Saí e bati a porta. Nossa! Por que todo esse estresse, hein? Escutei o Edward fechando o chuveiro e batendo a porta do boxe com força, queria saber por que ele ficou assim. Peguei um short jeans dentro da bolsa, uma blusa e vesti. Fui pra cozinha.
Abri a geladeira, peguei o suco de goiaba que tinha feito ontem, coloquei num copo e coloquei de volta na geladeira. Bebi um gole, e o Edward entrou na cozinha, usando uma calça jeans – não entendi. Ele não usa calça jeans dentro de casa, pelo menos, eu nunca vi – e passou sem olhar pra mim.
Ele foi direto lavar a louça que nós tínhamos deixado do jantar ontem, mas isso era uma desculpa pra não falar comigo. Será que ele está tão irritado assim?
- Edward. Você está chateado comigo? – Perguntei, e ele não respondeu nada. Coloquei o copo em cima do “muro”, e andei até ele, que estava com uma cara de poucos amigos. Eu o abracei por trás, e ele deixou o copo que estava lavando cair na pia, quando eu coloquei as mãos no seu abdômen.
Ele apoiou as mãos na pia, e respirou fundo, – pra não me xingar, eu acho – e depois pegou o copo de novo. Eu fiz isso sem querer, mas ele ainda devia estar com os “hormônios descoordenados” dentro do corpo, porque ele não continuou o que estava fazendo quando eu saí do banheiro.
- Edward, você ficou chateado?
- Não.
- Então, por que está com essa cara? – De novo, ele nada respondeu. – Edward, isso é tão normal, não sei por q...
- Será que dá pra parar de falar nisso?
- Eu sei que está sendo difícil pra você, meu anjo. Se quiser, eu posso fazer pra vo...
- Bella! Já chega!
- Deixa eu fazer... – Desci as mãos para o cós da calça dele, e agora ele derrubou um prato dentro da pia, eu acho que quebrou. Ele tirou minhas mãos dali e saiu da cozinha.
Depois de uns 5 minutos saí também, e quando cheguei no quarto, ele estava deitado na cama de barriga pra cima – oh meu deus, e que tanquinho é esse hein! Ok,vou me controlar – e com um travesseiro no rosto.
Eu fui andando até a cama, sem fazer barulho para ele não me expulsar daqui de novo. Será que ele está dormindo? Ajoelhei ao lado da cama, e abri o botão da calça dele.
- AAAH! – Ele gritou, quando sentiu minhas mãos ali. – Porra, Bella! – Ele gritou quando me viu. – Pára com isso! Que inferno! – Eu levantei, já com as malditas lágrimas nos olhos, e fui andando até o banheiro. – Não, Bella! Vem cá. Me desculpa. – Ele levantou da cama e parou na minha frente. – Não chora, meu amor.
- Então pára de me tratar mal! – Ele ficou me olhando com aquele olhar de “Eu magoei o amor da minha vida, que idiota que eu sou!” – Deixa eu fazer?
- Não. – Num instante ele ficou irritado de novo e voltou a deitar na cama com o travesseiro no rosto. Eu não queria que ele ficasse agoniado aí né, e até minha menstruação acabar... Tadinho. Eu sentei ao lado dele.
- E por que não? – Ele não respondeu. – Eu sei que você não conseguiu terminar lá no chuveiro e...
- Puta merda. – Edward xingou baixinho, sem tirar o travesseiro do rosto. Sabe quando você xinga porque tem uma pessoa atazanando o seu juízo? Então, ele xingou exatamente com esse tom. - Deixa logo eu fazer, Ed... – Coloquei a mão de novo, no cós da calça e abri o zíper, porque o botão já estava aberto e Edward gemeu.
- Bella, pára! Depois você não quer que eu te trate mal! Eu já pedi pra parar de falar nisso! – Ele tirou de novo minha mão dali. – Você acha que eu gostei de você entrar lá e me ver fazendo aquilo, Bella? E agora você vem com essa história de “Deixa eu fazer em você”, pelo amor de deus!
- Mas não tem nada demais. – Ele revirou os olhos. – Tá, eu não vou mais dizer nada.
- Que bom. Já estava na hora! Agora esquece isso!
- Ah, isso não vai dar não. – Sorri. Nem se eu quisesse essa imagem ia sair da minha mente. – Eu gostei MUITO de ver. – De novo, Edward ficou vermelho e eu ri. Ele com vergonha: Hilário demais. – Ainda mais você falando meu nome daquele jeito, eu já me senti queimar. Estava tão...
- Ai Bella, pára! – De novo colocou o travesseiro no rosto, e eu ri mais. Ele já estava tão excitado. Se ele não ficasse de palhaçada, não ia precisar sofrer assim. – Eu vou tomar banho, GELADO! – Ele levantou.
- Posso ver? – Perguntei animada.
- Eu não vou fazer isso, Bella. Eu disse BANHO. E vou trancar a porta, pra você NÃO entrar.
- Então vai fazer. – Zoei, e ele revirou os olhos, entrando no banheiro. Ele fica me zoando tanto, agora eu achei um motivo pra zoá-lo, haha, ele não vai mais ter paz!
Fiquei deitada esperando Edward sair, e depois de uns 20 minutos, finalmente abre a porta.
- Você fez? – Perguntei sorrindo, e ele revirou os olhos, andando até o armário. – Fez ou não?
- NÃO.
- Então, deixa eu fazer? – Eu só estava dizendo isso pra irritá-lo. Ver o Edward vermelho não tem comparação!
- Bella, você não disse que ia parar com isso?
- Disse naquela hora, já se passaram 20 minutos, meu anjo. – Ele nada respondeu. – Ah Ed, vai dizer que você não prefere minha mão pra...
- Bella, PÁRA. – Ele estava excitado de novo, haha.
- É bom, né? Agora você sabe como eu me sinto quando você fica me torturando.
- Você está se vingando?
- Sim, e estou conseguindo. – Ri. – Mas eu também quero fazer.
- Na moral, eu desisto!
- Então vai me deixar fazer? – Nossa! Nem eu sabia que era tão irritante.
- Você quer fazer, Bella? Então faz! Faz! – Mais irritado ainda. – O banheiro é logo ali. – Como assim? Não enten... Não acredito que ele disse pra eu... Meu deus! Claro que eu corei. Como ele me diz isso assim? – Que foi? Você não quer tanto fazer? Faz em você então. – Peguei o travesseiro e taquei nele, bateu bem na cara, hahaha.
- Cala a boca, Edward! – Ele riu. – Urgh. Como você é irritante!
- Olha só quem fala! Edward, deixa eu fazer? Ah Edward, deixa vai. Edward, deixa! Deixa Edward, deixa! – Ele imitou minha voz e riu. Taquei o outro travesseiro nele, mas ele desviou.
- Cala a boca! Só estava querendo te ajudar, mas você fica de gracinha aí, então que se dane!
- Me ajudar? – Ele disse, irônico. – Você estava é querendo Me Zoar! É diferente.
- Também. – Ri. E ele me olhou com aquela cara de maníaco, no outro segundo, estava em cima de mim, me fazendo cosquinha. – Edward... pára... Ai... ai... não! AAAAAH.... pára!
- Não, não paro.
- Ai... por... por... favor. – Minha barriga já doía, e ele finalmente parou e deitou ao meu lado. – Deixa eu fazer? – Sorri, e Edward riu.
- Você é impossível, Bella!
- Eu sei. – Sorri.
- Que horas você quer que eu te leve? – Ele disse com uma voz triste. Putz! Eu o prefiro irritante ao invés de triste.
- Não sei. À tarde, eu acho.
- Quer comer minha comida, né? – Ok, talvez eu não goste dele irritante também não.
- Urgh. Eu vou tomar banho.
- Vai fazer? – Ele perguntou, de novo imitando minha voz e rindo.
- E se eu for? – Respondi irritada.
- Hum... então eu quero ver.
- ARGH. Cala a boca, Edward!
- Você diz muito isso, sabe?
- Cala a boca que eu paro. – Ele riu de novo e eu entrei no banheiro.

-

- Vai querer que eu te ensine a cozinhar hoje, amor? – Edward estava pensando no que ia fazer para almoçarmos.
- Vai querer que eu te bata hoje, Edward? – Ele riu. – Hoje vou te ajudar.
- Hm... Acho melhor não. – Quando o Edward ficou tão debochado, hein?
- Eu não perguntei o que você acha. – Sorri irônica, e ele riu mais. – O que vamos fazer?
- Bife ao molho acebolado com tomate. – Ahn?
- Mas eu não sei fazer isso.
- Eu sei que não sabe. – Ele riu. – Você só vai me ajudar.
- Você não disse que não sabia fazer variedades?
- Bom, talvez eu saiba um pouquinho. – Ele sorriu o MEU sorriso, e eu babei. Ah, só um pouco!
Começamos a fazer, e como era de se esperar, eu atrapalhei muito mais do que o ajudei a fazer alguma coisa. Edward ficou me observando comer, - ele faz isso o tempo todo, mas... - e vendo minha reação.
Aposto que ele estava esperando que eu confessasse que estava ÓTIMO. Isso não é justo! Ele sabe cozinhar e eu não, mas nunca vou admitir isso. Mas o fato é que: Ele cozinha bem pra caramba! Nossa!
Enquanto estávamos comendo, Alice ligou perguntando se queríamos ir à Marquee hoje à noite, - Uma das boates mais descoladas de NY - eu perguntei ao Edward e ele só respondeu “Se você quiser ir, amor”. Lindo, né?
Não sei nem como faríamos para entrar, geralmente só entra quem tem o nome na lista, mas Alice disse que pra ela nada é impossível. Do jeito que a família Cullen é rica, e conhecida também, não duvido nada.
De repente, até meu nome está na lista e eu não sei. É uma boate freqüentada por quem pode, e não por quem quer. Eu nunca fui, mas acho que hoje vou me sentir importante lá, haha.

At the end of the world Or the last thing I see…

Escutei meu celular tocando no quarto e corri pra atender. Olhei no visor e respirei fundo quando vi quem era. Por que ele sempre me liga quando estou com Edward? Humpf.
- Oi, Jake.
- E aí, Bella? Tudo bom?
- Tudo sim, e você?
- Beleza. Não estou te atrapalhando, estou? – Ele sempre pergunta se estou ocupada ou algo assim, é uma pessoa consciente.
- Não, não está não.
- Bella, eu estava pensando... – Ih! – Nós só nos falamos por telefone, e internet. A gente podia sair, ou algo assim... – Ops. – Se o Edward não se importar, é claro. – Ah não, que isso! Ele só vai querer te matar.
- Er... – Oh god! – Tá... tudo bem.
- Que ótimo! – Ele disse, animado demais. – Então, pode ser hoje?
- Não vai dar, Jake. Eu vou à Marquee hoje.
- A boate? – Ele perguntou, com um ar divertido. – Não sabia que freqüentava esses lugares. – Ele riu. – Mas então tá, fica pra outro dia. – UFA! – Até mais, Bella!
- Ok, tchau Jake. – Desliguei, joguei o celular em cima da cama mesmo, e virei pra voltar pra sala de jantar. – AI JESUS! – Tomei um susto quando vi Edward parado na porta, olhando pra mim. – Edward, você me assustou!
- Desculpa. É que você estava demorando. – Pela cara dele, com certeza ele ouviu. Pelo menos o “tchau Jake”. Ai que merda! Ele olhou pra mim sério, e foi andando pelo corredor. Coloquei as mãos na cabeça, praguejando até o inferno de raiva. Por que ele tinha que ligar quando eu estou aqui? Tudo bem que eu fico muito tempo aqui, mas... ARGH.
Voltei pra sala e Edward não estava lá, peguei meu prato e levei pra cozinha, ele também não estava lá. Putz! Eu perdi até a fome! Despejei o resto da comida no lixo, lavei o prato e o copo e pus no escorredor.
- Quer que eu te leve agora? – Dei um pulo quando escutei a voz do Edward, que estava na entrada da cozinha. Aposto que ele tirou o dia pra me assustar, que droga!
- Er... quero.
- Tudo bem. – Ele disse, e sumiu de novo do meu campo de visão. Corri pro quarto, guardei o que tinha tirado de volta na minha bolsa e fui escovar os dentes. Peguei a escova pra guardar e...
- AHHH! – De novo, me assustei com o Edward na porta do banheiro. – Edward, pára de aparecer feito alma penada!
- Ahn?
- É a 3° vez que você me assusta em 5 minutos. Pára com isso! – Falei e ele de novo saiu da minha vista, mas dessa vez eu fui atrás, vai que ele aparece de novo tipo assombração e eu me assusto, né! Guardei a escova, olhei pro quarto pra ver se não tinha esquecido nada, e não tinha. – Pronto, podemos ir!
- Tá. – Ele pegou minha bolsa e saiu do quarto. Não estou gostando nada disso, ele está estranho. (Como se você não soubesse o motivo!) Ugh. Assim, ele não parece estar chateado, parece... pensativo, sei lá. Mesmo assim, não estou gostando.

- Eu pego você às 9, ok? – Ele disse, quando chegamos ao meu prédio. Durante todo o trajeto, ficamos num silêncio chato da porra! Mas pelo menos, ele foi segurando minha mão, como sempre faz.
- Tá. – Ele me deu um beijo, -Sem graça demais pro gosto- e eu saí do carro. Mal cheguei na portaria e o carro dele já estava cantando pneu na esquina, ele nunca faz isso! Normalmente, ele fica ali até eu entrar no elevador, exagerado demais, mas eu prefiro assim ao invés de como ele está agora.
- Boa tarde, Bella.
- Boa tarde, Seu Zé.
- Está tudo bem?
- Está sim. – No mínimo, ele perguntou porque eu devia estar com uma cara de enterro por causa do comportamento do Edward.
- Bella, eu conheço você há tempo demais pra me enganar com isso. – Eu devo ser mesmo bem transparente. – O problema é com o rapaz? – Com certeza ele se referia ao Edward. Também, ele já veio umas 1000 vezes aqui!
- Na verdade, sim. – Nem sei por que disse isso pra ele, mas...
- Não se preocupe, criança. – Ele disse, calmo. – Casais brigam, mas pode ter certeza que enquanto ele olhar pra você como ele olha, você não tem o que temer. – Olhei pra ele sem saber o que dizer e ele sorriu suavemente.
- Obrigada, Seu Zé. – Ele assentiu e eu me dirigi ao elevador, ainda pensando no que ele disse. Será que agora ele sabe filosofar?

-

Oi, meu nome é tédio, quer me fazer companhia? Porra! Estou de saco cheio de ficar nesse apartamento idiota! São 19:00 e desde que cheguei da casa do Edward estou deitada na cama sem fazer absolutamente nada.
Já tentei ver TV, e continuei pensando nele, entrei na internet, e fiquei pensando nele, tentei jogar buraco – Sim, eu jogo sozinha às vezes, e daí? – com o pensamento nele.
Desfiz minha mala, pensando nele, lavei roupa de novo e mais uma vez: Nele, nele, nele, sempre nele! Argh. Eu não tenho o que fazer sem o Edward! Se eu estivesse com ele agora, eu estaria bem. Por que isso?
Mas não, estou aqui deitada xingando Deus e o mundo e sentindo pena de mim mesma por estar entediada ao cubo. Ah! E imaginando se ele está com raiva de mim por causa do maldito telefonema!
Ele nem me ligou pra dizer nada, poxa! Eu já peguei o telefone pra ligar pra ele e desisti umas 44 vezes. Eu preciso aprender a viver minha vida, a fazer alguma coisa sem precisar dele! Que saco!

TRING... TRING...

Sem chance, não vou levantar daqui pra atender o telefone lá na sala de jeito nenhum! Não mesmo!

TRING... TRING...

Mas e se for ele? Levantei correndo e fui pra sala. Peguei o telefone e atendi depressa.
- Edward? – Perguntei, com esperança.
- Não, é a gêmea dele. Serve?
- Ah... Oi, Alice. – Minha animação caiu uns 4/3 quando ela respondeu.
- Ah Bella, também estou feliz por falar com você! – Revirei os olhos. – Estou indo aí pra ajudar você a se arrumar.
- Pra que? – Perguntei, ainda mais desanimada.
- Marquee! HELLO! – Ela disse, eufórica. – Já esqueceu?
- Não sei se eu vou.
- Ué, como assim? Eu falei com Edward agora, e ele disse que...
- Onde ele está? Ele está em casa? Tá na rua? Tá com alguém? Ele falou de mim? Ele estava com uma voz triste? Ou irritada, ou...
- CALMA BELLA! – Alice gritou tão alto que tive que tirar o telefone do ouvido. – Fala devagar! Eu hein, meus delicados ouvidos só processam uma coisa de cada vez, ok? – Argh. - Então, diz logo!
- Ele disse que ia te buscar 9 horas, ué. Como você está dizendo que não sabe se vai? - Ele só disse isso? – De novo, a minha mísera esperança desapareceu.
- Só. Tinha mais alguma coisa pra dizer? – Ah, que ótimo. – O que houve, Bella?
- Não houve nada. – Disse, querendo encerrar esse assunto. Só me faltava agora a Alice começar com “Vocês brigaram?”
- Então, estou indo. O Jass vai com Edward, e eu vou me arrumar na sua casa, ok?
- Tá. – Desliguei. Ele nem perguntou de mim, nem deve estar sentindo minha falta. (Quem mandou ficar de gracinha com o Jake?) Ah, dá um tempinho tá, por favor? (Você pedindo “por favor” pra mim? Deve estar mal mesmo!) CALA A BOCA, PORRA! (Ok, voltou ao normal!) Urgh.

DING... DONG... DING... DONG...

- Entra! – Gritei pra quem quer que fosse que estava tocando a campainha. Não estava com vontade de levantar não!
- Não dá pra entrar, está trancado. HELLO! – Como a Alice chegou tão rápido? Eu não acabei de falar com ela? Levantei do sofá irritada e abri a porta.
- Nossa! Bella, você está horrível!
- Obrigada. – Nem prestei atenção no que ela disse. – Como chegou tão rápido?
- Bella, tem meia hora que eu falei com você! – Ela disse e entrou. Meia hora? Como isso tudo, se nem vi a hora passar? Claro, eu estava vegetando ali no sofá, mas mesmo assim. – Espero que tenha separado algumas roupas já pra eu ver, Bella. – Chegamos no quarto e deitei na cama. – Estou vendo que não.

At the end of the world Or the last thing I see…

- Não vai atender? – Alice disse, quando viu que eu não levantei pra atender o celular. Ela bufou, e atendeu. Pra mim tanto faz! – Alô? – Fechei os olhos e desejei ter uma dor de barriga pra não precisar sair, o Edward nem liga mais pra mim, então não ia ligar se eu não fosse! – Toma, Bella! – Abri os olhos e ela estava me estendendo o celular. Não queria, mas o peguei.
- Diz logo!
- Não quer falar comigo?
- EDWARD! – Levantei da cama, num embalo. – Não, não é isso. É que... Ah, esquece! – Abri um sorriso tão largo, que acho que nem cabia no rosto.
- Eu sei que eu disse que ia te buscar 9 horas, mas eu posso ir mais cedo? Eu já estou com saudade de você. – Morribeijos. Eu disse que o sorriso estava largo naquela hora? Agora ele está triplicado!
- Pode! – Quase gritei.
- Tudo bem então. Vou desligar antes que a Alice tire o celular da sua mão e me xingue, porque estou atrasando você a se arrumar. – Ele riu. – Até mais tarde, amor.
- Até. – Desliguei e deitei na cama sorrindo e com cara de idiota ainda. Nossa! Ele me telefona, e meu estado de humor muda num segundo. Mas ele ainda liga pra mim, ele ainda me ama! Lálálálá!
- Bella? – Escutei a Alice me chamando, mas não consegui responder, pois estava ocupada lembrando daqueles olhos verdes maravilhosos, daquele sorriso tor... – BELLA!
- Sim? – Sentei na cama, ainda sorrindo.
- Deixa pra sonhar com meu irmão depois, agora tenho que arrumar você! Já são 19:40! Vai logo tomar banho! – Levantei irritada porque Alice não me deixou terminar de divagar sobre o Edward, mas lembrei de novo do sorriso dele e a raiva sumiu, ah o meu anjo! *Pisca*

-

- Alice, você cheirou se acha que vou usar um salto desse tamanho! – Estava espantada com as roupas que a Alice estava tirando do MEU armário, eu nem sabia que tinha essas roupas! E o sapato que ela escolheu então, meu deus!
Eu vou terminar é com a perna engessada com o tombo que vou levar em cima daquilo, eu hein!
- Mas você o comprou naquele dia, Bella! – Alice disse e me olhou de uma forma estranha por eu não lembrar do sapato que eu mesma comprei.
- Acontece que eu estava de saco cheio de fazer compras naquele dia, aí qualquer coisa que você escolhia, eu dizia “tá bom”. – Lembrei de eu dizendo isso e agora me arrependo profundamente de não ter prestado a atenção no que estava comprando.
- Não importa! Vai usar sim! E agora EU vou tomar banho, e você vai se vestir, ok? – Bufei. Só faltava eu me vestir mesmo, porque ela já tinha arrumado o meu cabelo e feito minha maquiagem.
Me vesti, passei meu perfume Allure da Chanel e calcei aquelas armas mortais que a Alice chama de sapatos. Eu devia estar parecendo uma idiota andando de um lado pro outro, mas estava treinando pra não cair.
Dei uma última olhada no espelho, e posso afirmar: Aquela ali não parecia eu. Estava bonita demais, elegante demais, e diferente demais pra ser eu. Comecei a fazer uns movimentos com a mão diante do espelho, pra ver se o reflexo copiava, e constatei que era eu mesma.
Não sou idiota, ok? Mas estava muito linda pra ser eu, estava estranhando. Peguei uma bolsa preta no armário, - perfeita para uma balada – e coloquei algumas coisas dentro, quando Alice saiu do banheiro.
- OMG. OMG. – Alice dizia batendo palminhas, e eu a olhei sem entender.
- Que foi?
- Bella, cunhadinha, você já se olhou no espelho? – Ai meu deus! Será que estou horrorosa e o que eu tive foi uma alucinação?
- Por quê? Estou feia? – Perguntei preocupada, e Alice revirou os olhos.
- Bella, você está um ARRASO amiga! Se eu fosse homem, te agarrava! – Olhei pra ela com medo. - Isso é um elogio?
- É claro que é, DÃ. – Sorri. Ela começou a se arrumar. A roupa da Alice, digamos... estava bem Alice! Peguei um colar na minha caixinha de jóias e fui colocar no espelho do banheiro. Porque Alice já tinha se apoderado do espelho grande do meu quarto.
- Edward, você não pode entrar aqui! – Escutei Alice berrando. Saí imediatamente do banheiro e olhei o procurando, mas ele não estava ali.
- Que foi, Alice? Está vendo coisas agora?
- Ahn... NÃO. – Ela disse, e eu ri. – Ele já chegou, e veio aqui entrando no quarto e eu o mandei embora. Homem não entra em um lugar onde tem mulheres se arrumando, só ele não sabe disso!
- Ah. – Provavelmente usou minha chave reserva. – Alice, são quase 9h! – O Edward não tinha dito que ia chegar mais cedo? Se bem que só terminei de me arrumar agora!
- Eu sei, já estou acabando. – Por incrível que pareça, ela estava mesmo. E olha que a Alice demora a se arrumar, hein!
- Eu vou pra sala, então.
- Aham. Acho que essa sua pressa tem a ver com um certo rapaz de cabelos acobreados. – Revirei os olhos. - Por favor Bella, não entre com ele em outro quarto, ok? Você já está arrumada, e me deu trabalho. – Ela debochou, e mostrei o dedo do meio pra ela. – Que isso, cunhadinha! Que coisa feia de se fazer!
- Alice, vai se ferrar! – Saí, andando com muito cuidado pra não cair. Quando cheguei na sala Jass e Edward -que estava mais perfeito do que nunca. Sabe aquilo de entrar com ele em outro quarto? Então, eu considerei fazer isso mesmo porque gostoso do jeito que ele está, é difícil não pensar!- estavam conversando. Edward estava de costas pra mim, e quando cheguei o Jass arregalou os olhos.
- Bella, é você? – Jass perguntou, e automaticamente Edward virou na minha direção, quando me viu, ele literalmente ficou de boca aberta. E cuspiu toda água que estava na boca dele, -ele estava com um copo de água na mão- e eu fiquei sem entender. – UAU!
- O que?
- “O que?” – Jass disse, repetindo minha pergunta. – Te abduziram ou algo assim, Bella? Não parece você! – Corei, e Edward ainda estava me olhando de boca aberta. O que há de errado com ele?
- Ah. – Disse, sem graça. – Edward, o que foi? – Ele nem parecia que tinha me escutado, pois continuou do mesmo jeito, mas fechou um pouquinho a boca.
- Oi, amor! – Chegou a Alice gritando e correndo até o Jass. Não é possível que esteja com saudade dele, eles moram juntos! – Então, vamos? – Ela perguntou, olhando pra mim.
- Claro, assim que o Edward descongelar aí. – Jass disse, rindo. – Bella, por que você não pega um babador pra ele? – Corei mais.
- Deixa comigo! – Alice disse, e deu um tapão na cara do meu anjo.
- PORRA ALICE! FICOU MALUCA?
- Só estava te ajudando a acordar, oras. – Ela disse, inocentemente. – Agora, vamos! – Me aproximei deles, pra sairmos, mas o Edward me puxou e me deu beijou. – Vocês vão ficar se agarrando na nossa frente mesmo? – Alice reclamou, e Edward me soltou.
- Vem cá, Bella! – Edward foi me puxando em direção ao quarto, e ouvi a Alice murmurando alguma coisa, mas eu estava atordoada demais.
A gente entrou no quarto e ele já veio me agarrando, e beijando meu pescoço, queixo, orelha... Ui. - Edward, que isso? – Ele não respondeu. – Edward?
- Eu preciso de você, Bella. Eu preciso de você, agora! – Ele falava meio desesperado. Nunca o vi assim, meu deus!
- Isso não... é hora... pra isso. Edward, vamos! – Estava ficando mais difícil falar. – Edward, pára!
- Bella, eu preciso. – Ele olhou pra mim com uma cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança.
- Depois. Agora a gente tem que ir.
- E você acha que vou conseguir passar a noite toda com você assim? – Ele me olhava com cobiça. – Bella, quando eu te vi eu já fiquei mais duro do que um... – Coloquei a mão na boca dele, antes que ele falasse besteira. Eu estava chocada demais! Ele nunca diz essas coisas pra mim, e EU estou ficando muito sem graça com o olhar dele.
- Edward, pára de falar besteira, e vamos logo!
- Bella, por favor. Eu não vou agüentar. – Ele voltou a me beijar, e me prensou na parede. – Rapidinho. Por favor?
- Edward...
- Bella, por favor. – Ele começou a sussurrar no meu ouvido, ai que droga! – Hein? – Ele já estava tirando minha blusa.

TOC... TOC... TOC...

- Gente, vamos logo! – Alice berrou da porta.
- Maldita polegar! – Edward murmurou e eu o empurrei. Abri a porta, tentando acalmar minha respiração e agradecendo Alice por ela ter atrapalhado. – Alice, eu vou te matar! – Edward ameaçou.
- Depois você mata, agora vamos! – O puxei pela mão e saímos.
Enquanto estávamos no elevador, aproveitei pra perguntar a Edward o porquê dele ter demorado, e ele disse que o Jass ficou demorando, que parece até mulher, recebendo olhares furiosos do mesmo. Durante todo o caminho, meu anjo ficou murmurando coisas como “Empata-foda do cacete”; “Eu mato a Alice, eu mato!”, ou então ficava me olhando de cima a baixo e suspirando frustrado.
- Rose! – Alice disse no telefone, enquanto Edward estacionava o carro perto da boate. – Já chegou? ... Não, acontece que o Edward ficou de graça e... - Edward apertou mais forte o volante com raiva. – É, tá, nós estamos chegando. – Desligou. – Viu? Eles já chegaram! – Alice disse com um olhar de acusação pro meu anjo.
- Alice, abre a boca mais uma vez e eu não respondo por mim. – Ele ameaçou.
- Wow. Calma! – Falei, quando vi que a Alice ia dizer alguma coisa. – Saímos pra nos divertir e não pra brigar, certo?
- Então, por que tinha que ficar tão gostosa, Bella? Eu tô quase...
- Edward! – Falei, antes que falasse besteira. – Dá pra sossegar? – Ele bufou.

- Sabe há quanto tempo estamos esperando? – Rose reclamou, quando nos aproximamos deles. - É que o Edward está com desejo reprimido, aí... – Jass disse, mas calou a boca quando meu anjo olhou pra ele.
- Bella! Não seja tão má com o Edward! – É claro que foi a besta do Emmet que falou isso.
- Acho melhor você calar a boca. – Falei, e ele colocou as mãos pro alto. – Vamos entrar logo antes que EU perca a merda da minha paciência! – Eu disse, já me irritando.
- E desde quando você tem paciência, Bella? – De novo, ele falou. E eu me aproximei pra bater nele, mas o Edward me segurou.
- Vamos entrar, gente! – Rose tentou amenizar a situação. Me acalmei um pouco e fomos pra fila. Quer dizer, pra entrada, porque não tinha fila nenhuma.

Roupa da Alice
Roupa da Bella
Roupa da Rose

- Desculpem, mas a boate está lotada. Não vão poder entrar. – Um homem muito bem vestido disse pra gente, e a Alice que estava atrás de mim com o Jass, foi pra frente dele e temi que ela armasse um barraco.
- Você sabe com quem está falando? – Ela pôs as mãos na cintura. – Sou Alice Cullen!
- Cullen? – O homem disse sem graça. – Er... me desculpem por isso. Eu não sabia que... er... Tudo bem, podem entrar. – Ele deu passagem pra gente e eu fiquei boquiaberta. Edward riu da cara que eu fiz, mas pera aí né! Agora sim, eu estou me sentindo a Sra. Importância em pessoa, haha.
- Obrigada. – Alice sorriu irônica, e entramos na... Boate. Boate? Isso aqui está parecendo mais um... Não sei o que está parecendo. É tudo tão lindo! Ok, acho que estou no céu.

Boate

- Ai meu deus!
- Que foi, amor?
- “Que foi?” Olha só esse lugar! – Olhei ao redor, e a cada parte que eu olhava, mais encantada eu ficava.
- O que que tem? – Ele perguntou como se não fosse nada.
- Edward, você é rico, mas eu não, ok? Não sou acostumada com lugares assim.
- E quem disse que eu sou rico? – Bufei. – Ter uma boa condição não é ser rico, meu amor.
- Aham. – Disse irônica. – Se você não é rico, eu sou a Julia Roberts.
- Você é bem mais linda que ela. – Bufei, de novo. – Por que você não acredita no que eu digo, Bella? – Fiquei sem saber o que dizer.
- E aí, gostaram daqui? – Alice disse. E ela me salva a 2° vez hoje... Amo minha amiga!
- Eu AMEI. – Hoje eu vou me esbaldar!


Capítulo 11: Marquee - Parte 2

Bella POV

Depois de apreciar bastante o lugar, resolvi ir até o bar pedir uma bebida. Eu já disse que adoro beber? Não? Então eu digo: Adoro beber! Hahaha. Não sou alcoólatra, mas eu gosto, tá?
Ainda mais, nós só pagamos a entrada e não o que é consumido. Pelo menos não bebida. Na verdade, eu acho que isso só se aplica a nós, os Cullen, tá eu não sou uma Cullen, mas e daí?
- O que deseja? – o barman questionou a mim.
- Eu quero um Cosmopolitan, por favor.
- É pra já. – ele sorriu, e não demorou a voltar com minha bebida. - Aqui está.
- Obrigada. – sorri agradecida.
- Eu quero uma caipirinha. – Edward pediu um pouco nervoso pro barman, que olhou pra mim de novo e depois saiu de perto de nós. – Dá pra ser um pouquinho menos simpática ou tá difícil?
- Ih Edward, não começa não! – continuou me olhando sério. Dois minutos depois, o barman volta com a bebida dele. – Vem, vamos dançar! – falei, quando vi que Alice, Jass, Rose e Emmet já estavam se acabando na pista de dança.
- Eu não sei dançar essas músicas, Bella.
- Ah deixa de ser chato! Vem logo! – o puxei e fomos.
Parei em um espaço ao lado de nossos amigos e deixei a música me levar, vendo que Edward tentava acompanhar. Realmente, ele mal sabia se mexer.
- Edward, se solta! – descontrai e ele continuou do mesmo jeito.
Comecei a dançar na frente dele sensualmente, e ele me agarrou.
- Bella, quer parar de me provocar?
- Só quero que você se solte. – falei inocente.
- Não vai conseguir fazendo disso.
- E como vou conseguir, então? – comecei a dar beijinhos na boca dele, na bochecha, no queixo, e ele respirou fundo. – Me diz. – ele apertou mais ainda o meu corpo contra ele.
- Se você sabe jogar, eu também sei, amor. – segurou minha cintura, e me beijou desesperadamente, eu coloquei uma mão do cabelo dele -a outra estava segurando minha bebida, que já tinha até acabado- e senti ele descendo a mão da minha cintura para meus glúteos.
- Edward, a gente está em... público.
- Eu te avisei pra parar de me provocar.
- Tá, eu não faço mais.
Edward riu e me soltou. Olhei pra Alice, e ela estava com uma bebida na mão.
- Alice, o que está bebendo?
- Pina Colada.
- É bom? Deixa eu provar! – perguntei, já tirando a bebida da mão dela. Depois de tomar um gole, devolvi. Era muito bom!
- Não sabia que a Bella era cachaceira. – provocou o leso.
- Está sabendo agora. – entrei na brincadeira dele. – Já volto!
Dei um selinho no Edward e fui de novo em direção ao bar, passando com dificuldade pelas pessoas que dançavam animadas na pista de dança.
- Voltou? – sorriu o mesmo barman que havia me atendido da outra vez.
- Sim. Quero uma Pina Colada.
- Hum... Já vi que gosta de beber. – sorriu de novo. – Quem sabe posso te dar umas sugestões.
- E o que você sugere?
- Perfect Manhattan, acho que combina com você. – pausa. – Sou Eric, prazer. - estendeu a mão pra mim.
- Bella. – o cumprimentei.
- Também combina com você. – agora, com certeza ele está dando em cima de mim. – Então, vai querer?
- Se você diz que é bom...
- Eu já trago.
Olhei em direção a pista de dança e Edward estava de costas pra mim. Na verdade, ele tinha acabado de dispensar uma mulher que chegou se jogando em cima dele. Assim que eu gosto!
- Aqui.
Ele me entregou a bebida, pelo menos era bonita – eu gosto de bebidas bonitas – e com uma cereja de enfeite.
- Obrigada.
Voltei para junto do pessoal, e assim que cheguei, notei pela cara do Emm que ele ia fazer uma de suas gracinhas.
- O barman está com muitos sorrisinhos pra Bella, cuidado hein Edward. Do jeito que ela bebe, é capaz de te trocar por ele!
O fuzilei com os olhos.
- Que isso? – perguntou Rose, se referindo a meu drink.
- Perfect Manhattan.
- Não sabia que conhecia essas bebidas, Bella. – disse a pequenininha.
- Não conheço. Foi o Eric quem sugeriu.
MERDA BELLA! Muita informação, muita informação! Olhei pro Edward, e ele estava... (Furioso?) Isso aí!
- Posso saber quem é o Eric? – perguntou com os olhos faiscando.
- Er... é...
- Eu tô dizendo que ela vai te largar pelo barman! – insistiu a besta do Emmet, ainda rindo. – Acho melhor não deixar mais a Bella ir lá não!
- Cala a boca, Emmet! – me irritei.
- Bella, eu não vou nem dizer nada. – disse meu anjo, saindo de perto de nós.
- Muito obrigada, Emmet. Valeu mesmo! – ironizei, querendo arrancar os olhos dele com minhas mãos.
- Eu não fiz nada não. Ele já estava puto, Bella! Eu só tentei brincar pra aliviar a situação.
- E não conseguiu. – me aproximei dele pronta pra colocar meu plano em prática.
- Ah gente, não vamos brigar né! – a pequenina tentou amenizar a situação.
Respirei fundo, tentando me acalmar. Conversaria com o Edward depois. Ele está exagerando também!
- Ah não! Ah não! – lamentou Alice, olhando pra algum lugar atrás de mim, e eu virei pra ver o que era. – Não acredito nisso!
Eu também não acreditava, não acreditava mesmo que eu estava vendo quem eu estava vendo. Caraca! Eu só queria me divertir e acontecem essas coisas, que inferno!
- Bella! – exclamou quando me viu, correndo pra me cumprimentar.
- Jake, o que está fazendo aqui?
- Ah, você disse que vinha pra cá, e aí eu vim encontrar com você, já que íamos sair se não tivesse vindo. Fiz bem? – perguntou ansioso.
- Er... sim. – olhei pra Alice, imaginando a raiva que sentia de mim no momento, mas esta mantinha os olhos vidrados para um lugar atrás de mim, novamente.
Senhor, não deixa ser quem estou pensando! Não deixa, senhor! Por favor! Olha, eu prometo que vou a igreja todo domingo, e vou me confessar, – faz bastante tempo que não faço isso – mas não deixa ser quem estou pensando! Não me abandone neste momento!
- O.que.está.fazendo.aqui?
Droga, droga, droga! É ele sim! Acho que vou afundar minha cara na bebida pra escapar dessa situação, ah não dá, o copo é muito pequeno! Droga, de novo!
- Eu vim ver a Bella. – por que o Jake tinha que dizer isso? É só pra complicar mais a minha vida! Queria tanto desmaiar agora! E que tal se eu fingir?
- Edward, calma, olha... – Emmet se aproximou dele, que permanecia com os olhos focados em Jake. Ele tocou seu ombro, receoso.
- Me larga! – respondeu de um jeito tão frio que eu gelei por dentro.
- Jake, é melhor você... – comecei a dizer, mas ele me interrompeu.
- Tudo bem, Bella. Depois a gente conversa. – Ele me deu um beijo na bochecha, e saiu. Putz! Por que ele tinha que me beijar? Que droga!
Todos estavam olhando pra mim e pro Edward, que agora não tirava os olhos de mim. Eu estava com medo, muito medo, eu não sabia que o dizer.
- Er... vou ao banheiro. – Saí correndo.
Eu sei que foi uma atitude covarde a beça, mas o que eu podia fazer? Ele no mínimo ia começar a gritar comigo ali na frente de todo mundo, olha o vexame!
Ainda mais num lugar assim, eu já fico imaginando as pessoas olhando pra gente e pensando: “Roupa suja se lava em casa”. Entrei no banheiro, e segui para uma das “cabines”. Fiquei sentada ali, esperando que um milagre acontecesse e quando eu saísse do banheiro Edward ia estar bem.
- Bella? – ouvi Alice me chamando, e não respondi. – Bella, eu sei que está aí!
- Bella, sai daí e fala com a gente. – pediu Rose.
Abri a porta, elas estavam com uma expressão preocupada no rosto.
- Bella, eu acho melhor você ir conversar com o Edward. – aconselhou a modelo.
- Por quê? – perguntei, com medo de ouvir a resposta.
- Bella, VOCÊ É MALUCA? – gritou o grilinho, me assustando. – O QUE AQUELE CARA... O QUE... BELLA, VOCÊ IA SAIR COM ELE? EU NÃO ACREDITO QUE IA FAZER ISSO COM O EDWARD, BELLA! VOCÊ... VOCÊ...
- Alice, eu não ia sair com ele, desse jeito. Somos amigos.
- AMIGOS? AMIGOS, BELLA? EU NÃO ACREDITO NISSO! VOCÊ SE ENCONTRA COM ELE ESCONDIDO, É ISSO? É ISSO? SE ENCONTRA COM ELE ESCONDIDO DO EDWARD?
- Alice, pára de gritar! – repreendeu Rose. – Bella, acho melhor você ir falar com ele. Ele foi pro carro.
- Mas... Mas...
- É melhor você explicar pra ele o que aconteceu, antes que ele tire as próprias conclusões. E tenho certeza que elas não são tão diferentes das da Alice, não.
- Tá.
Suspirei derrotada, enquanto Alice ainda me olhava com raiva. Saí do banheiro e o Emmet, e Jass estavam do lado de fora, quando me viram olharam com um misto de pena, medo e talvez raiva, não sei mais.
Cheguei perto do carro e diminui o passo, eu realmente não queria conversar com ele, mas eu ia ter que conversar alguma hora. Abri a porta do carro e Edward estava com a cabeça encostada no volante, mas ele estava... chorando. E por minha culpa! Merda, merda, merda!
- Eu já não disse que quero ficar sozinho? – reclamou, ainda de olhos fechados.
Permaneci parada olhando pra ele, então ele levantou a cabeça e quando me viu, virou o rosto pro outro lado. Aff, eu já tinha visto que ele estava chorando né! Sentei no banco do carona, fechei a porta e o fitei, - que agora estava com as mãos no rosto, e os cotovelos apoiados na perna - pensando no que dizer.
- O que você quer?
- Eu... eu... – pensa em alguma coisa, Bella! Pensa!
- Bella, por que você pediu pra ele... vir aqui? – olhou pra mim, e eu continuei calada me xingando por ele estar desse jeito. – Você não está vendo que estou me esforçando? Eu tô tentando me controlar, eu tô tentando... não brigar com você, eu estou confiando em você, mas... Por que você tinha que me fazer ver o quanto já está próxima dele? Por que tinha que me fazer o ver tocar você, e... beijar você? Como espera que eu me controle, fazendo isso? – Continuei sem dizer nada. – Você acha que é fácil pra mim? Eu estou fazendo isso por você! Porque eu não quero magoar você, mas... Eu não tenho tanto controle assim.
- Mas eu... Eu não disse pra ele vir.
- Mas você disse que vinha... – com certeza ele escutou o telefonema, talvez inteiro. – Você sabe o esforço sobrehumano que eu tive que fazer quando escutei você dizendo que vai sair com ele?
- Me desculpa. – Ele não disse nada. - Edward, não fica assim.
- E COMO VOCÊ QUER QUE EU FIQUE? – respirou fundo quando percebeu que tinha se descontrolado. – Olha Bella, eu não quero brigar com você, então... – suspirou triste. – Me deixa sozinho.
- Mas...
- Por favor...
- Se você vai ficar aqui, eu também vou! – afirmei, decidida. – Vou ficar quietinha, você não vai nem notar minha presença.
Abri a porta do carro, fechei e entrei pela porta de trás.
- Vou ficar calada. – sentei no banco, e fechei a porta. Ele balançou a cabeça, reprovando meu comportamento, mas eu não liguei.
Ficamos um bom tempo ali, ninguém apareceu, - com certeza estão com medo de vir – e o Edward ficou o tempo inteiro com as mãos no rosto, ainda chorando. Acho que ele esqueceu mesmo que estou aqui.
Bom, eu só sei que ele está chorando porque ele às vezes bagunça o cabelo nervoso, aí eu vejo já que ele tira as mãos do rosto. Eu odeio o ver sofrendo por minha causa, mas eu não tenho o que dizer.
- Edward. – permaneceu estático. – Edward, você ainda me ama?
Ele respirou fundo, e não entendi o que isso quis dizer. Demorou um tempo até finalmente se mexer, quando o fez, tirou as mãos do rosto, e encostou a cabeça no banco.
- É claro que eu amo, Bella.
- Então, esquece isso. – me aproximei dele.
- Gostaria que fosse fácil assim.
- Edward? – pausa. – Diz que me perdoa, eu não vou fazer mais. – eu sei que parecia uma criança falando, mas e daí? Qualquer coisa vale para que ele não fique assim.
- E você também vai deixar de falar com ele? – hum... uh... Ele olhou pra mim, e riu sem humor. – Vem aqui. – me puxou pra sentar em seu colo, e me abraçou. – Eu vou tentar esquecer isso, amor.
- Tentar não, você vai conseguir. – confirmei, enquanto enxugava as poucas lágrimas que ainda tinham no rosto dele.
- Eu amo você.
- Eu também. – falei baixo, vendo a tão conhecida tristeza passar pelos olhos dele.
Como sempre, quando isso acontece, baixei os olhos constrangida. Como se isso fosse o fazer esquecer!
- Não acredito que me viu chorando! – mudou de assunto.
- O que tem isso? – ele revirou os olhos. – Você já me viu chorando um monte de vezes.
- Você é mulher, Bella. Homem não chora! – Deus! Que frase mais machista!
- Ah, então isso quer dizer que você não é homem?
- Háhá. – deu uma risadinha sem graça, e eu ri de verdade. – Tá duvidando, Bella? Quer que eu te mostre? – sorriu malicioso.
Me aproximei pra falar no ouvido dele.
- Quero. – riu e me beijou.
Não sei dizer em que momento foi, mas eu já estava sem blusa e ele estava deitado em cima de mim, no banco de trás do carro.
- Edward, eu falei aquilo... brincando, sabe?
- Mas eu não. – colocou as mãos no fecho do meu bustiê.
- Pára!
- Foi você quem começou.
- Então, agora estou terminando. Pode parando com isso, agora!
- Ugh. – saiu de cima de mim. – Pra que você diz essas coisas então, Bella? Poxa! Meu amigo aqui não é elevador pra ficar subindo e descendo o tempo todo não!
- O que está acontecendo com você hoje, hein?
- Agora você fica vermelha aí, tão linda e... Ah Deus!
- Edward, pára!
- Você também diz muito isso, sabe? Quem sabe você não pode mudar pra “Edward, continua!”? – de novo, veio deitando em cima de mim.
- E aí, galera? Já se acerta... – Emmet abriu entrou no carro sem nenhum receio tagarelando, mas parou de falar quando viu Edward deitado em cima de mim, e eu só de sutiã. – Wow. E eu pensando que ainda estavam brigando!
Edward pegou minha blusa e me cobriu, enquanto eu desejava ardentemente que tivesse um buraco no banco do carro pra afundar minha cara.
- Emmet, sai daqui! – exigiu meu anjo.
- Ih... Já vou! Deve estar na seca mesmo, hein... – saiu, rindo.
Empurrei o Edward e levantei, começando a vestir minha blusa.
- Ah não, Bella! Vem cá, vem! – tentou de novo me puxar pra deitar.
- Dá pra sossegar? Eu já disse que NÃO!
- Ah Bella, que saco! – resmungou, cruzando os braços. – Como eu vou ficar assim? – Nem liguei pro que ele estava dizendo. – Amor, é rapidinho. Vem cá!
- URGH. – saí do carro. Será que o fogo dele não apaga, não?
Alice, Jass, Rose e Emmet estavam me olhando, e eu fiquei indecisa se devia ou não voltar pro carro. Pela cara deles, o Emmet já deve ter contado o showzinho que ele viu, digo... todos, exceto Alice, que ainda me olhava com raiva.
- Ué, já acabaram? – sim, foi o Emmet que perguntou essa asneira. – Nossa! O Edward é rápido hein! Eu não sou assim! – se acabou de rir.
- CALA A BOCA EMMET! – Edward e eu gritamos.
- Iiiih! – ele fica dizendo isso o tempo todo, que coisa chata! – E então, vamos voltar pra boate?
- Eu apoio. Ainda tenho muito o que dançar! – concordou Rose. Olhei pro Edward e ele deu de ombros.
- Por mim, tudo bem. – sinceramente, depois desse estresse todo, eu quero mesmo é tomar um porre pra esquecer!
- Então, vamos!
Emmet foi com Rose na frente, Jass levou a Alice – que ainda não tinha dito nada. Isso realmente é estranho – e depois, Edward e eu fomos. Quando percebi que ele ia de novo me perturbar, cortei logo.
- Se abrir a boca pra me pedir isso de novo, não vai ter nem amanhã, hein!
- Como assim “amanhã”? E hoje? – perguntou, indignado.
- Edward, amanhã completa os 5...
- Ah Bella! Tá brincando, né? – retrucou. – Ah Bella, eu não quero esperar não!
- Então procura outra! Está cheio de mulher aí, ó! – balancei a mão, indicando ao redor da boate. – É só escolher.
- E quem disse que eu quero outra, Bella? Eu falei isso? Falei? – fiz pouco caso. – Poxa amor, eu tô sofrendo! Não agüento até amanhã.
- Agüenta sim. Agüenta!
- Ah amor, não faz isso, vai! – ri. – Amor, por favor.
- Ai, como você é chato! – sorriu, achando que tinha me convencido. - Eu já disse que AMANHÃ. – o sorriso se desfez imediatamente. – Agora vem! Vou pegar outra bebida!
- Bella, você não acha que está exagerando, não?
- Não! – neguei. – Só me faltava essa: Você querendo me controlar, hahaha.
Ainda não havia chegado ao bar e já percebia Eric sorrindo pra mim. Isso não vai ser bom. Meu anjo não está lá com um humor muito amigável.
- Oi. Achei que tivesse ido embora. – disse Eric, ignorando totalmente o Edward ao meu lado, que revirou os olhos com sua frase. – Quer outra dica?
- Sim. – sorri, e Edward bufou.
- Ibas 50th. Mas esse é um pouco forte.
- Vou querer!
- E você, quer alguma coisa? – perguntou pro meu anjo.
- Que tal você parar de dar cima da minha namorada na minha cara? – atacou.
- Ah, isso eu acho que não vai dar. – respondeu Eric, sarcástico.
Edward se aproximou dele mais fulo da vida ainda, mas foi impedido pelo balcão.
- Edward, calma. – quem disse que ele se acalmou?
- Vou trazer sua bebida, Bella. – disse Eric, saindo de nossa vista.
- Você não vem mais aqui, me ouviu?
- Ah Edward...
- Não adianta discutir. Você não vem e acabou! – praticamente ordenou e eu bufei.
Eric trouxe duas bebidas, e estendeu uma em direção ao irritadinho do meu lado.
- Trouxe uma pra você também, Gin and French. – explicou. – Talvez você se acalme.
- Você tá querendo apanhar, não é não?
Achei melhor o tirar de lá, antes que ele cumprisse sua palavra.
- Obrigada, Eric. Vamos embora! – peguei as duas bebidas, olhando feio pro Edward, que mesmo sem querer me seguiu.
Quando voltamos, Emm ia fazer piada, mas desistiu com meu olhar. Ofereci o drink ao Edward, que torceu o nariz.
- Eu não vou tomar isso! Sabe lá o que ele colocou aí!
- Ah, então eu bebo! – Rose pegou o drink da minha mão.
- É contigo mesmo. – Edward deu de ombros.
Acredito que todas as outras bebidas ingeridas por mim até agora depois daqueles 3 drinks – Um Rusty Nail; Uma Vodka Martini; Um White Lady e Um Grand Rayon – estão de fato fazendo efeito. Estou perdendo a noção das coisas, só um pouquinho. Dançava animada ao ritmo de “Paparazzi- Lady Gaga” quando vi Rose trazendo outra bebida que eu pedi, já que fui proibida de me aproximar do bar.
- Aqui, Bella. Ele disse que esse aqui se chama Frozen Daiquiri.
- Valeeeeeeeeeeeeeeeu Rose! – dei um tapão no braço dela como agradecimento. – Isso aqui que é amiga! Tá vendo?! EI, VOCÊS AÍ! – chamei a atenção de um pessoal que dançava próximo a nós. – Tá vendo essa mulher aqui do meu lado? Isso é que amiga! Hahahahaha.
Dei um golão na minha bebida, sentindo que começava a ver as coisas rodarem quando um anjo vindo sei-lá-de-onde se aproximou pra me atazanar.
- Bella, já chega! – repreendeu, tirando o copo da minha mão.
- IIIIIH Qual é! Pega o seu, pô! Me devolve! – tentei pegar o copo novamente, mas ele desviou a mão. – Miiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii dá! Miiiiiii dá!
- Você não vai beber mais.
- AHAHAHAHAHA. Você é meu pai? NÃO! Então me devolve logo minha bebida, antes que eu te bata! AHAHAHAHAHA. Quer que eu te bata? AHAHAHAHA. Me devolve logo Sr. Anjo!
- Meu deus! Essa é a Bella? – debochou um urso rindo. Ihhhh! Permitem ursos em boates? Ahahahahaha. – É Edward, parece que alguém aí vai te dar trabalho.
- Ô meu irmão... Tá falando de mim? – perguntei pro urso, que riu mais. – Tá querendo apanhar, tá? Você pensa que só por que você é urso eu tenho medo de você? Ihh, por falar nisso, como você fala se é um urso? Ahahahahahahahahahahahahaha!

Edward POV

Agora percebo o que o álcool pode fazer. Não acredito que essa seja minha namorada, meu deus do céu! Isso só pode ser um pesadelo daqueles bem reais, tão reais que você pensa que está acordado!
Fechei meus olhos e abri, mas continuava na maldita boate e pra piorar a situação, a Bella agora estava falando com um cara ENORME e bem mal encarado, ah senhor!
- Ihhhh. Sabe que você parece com meu tiiiiiio? Ele também tem essa barba mal-feita e é feio pra caramba! Mas nisso você supera ele! Hahahahahhahahaha. – comentou com o cara, rindo a beça.
- Bella vem, vamos embora! – a peguei pelo braço, mas ela se soltou.
- Iiiiiihh... Lá vem você de novo! VEM CÁ, TE CONHEÇO? Ahahaha! Ahhahahahaha. Ih, olha só! Falei igual aquela mulher daquele quadro de TV daquele programa daquela emissora, AHAHAHAHAHAHA.
- Bella, vem logo! – de novo a puxei, e de novo ela se soltou.
- Ihh... Tu gosta de ficar me pegando, hein! Olha que eu chamo a polícia, hein? POLÍIIIICIA, POLÍCIA! TEM UM TARADO AQUI ME AGARRANDO! POLÍIICIA! – começou a gritar e todo mundo na pista de dança olhou pra mim, AI DROGA!
- Algum problema, senhorita? – um dos seguranças da boate apareceu, perguntando. – Ele está a incomodando?
- Quem? – Bella fez uma cara confusa. – Sabe que você parece o Denzel Washington? Ahahahahahahahaa. – zombou do segurança.
- Senhorita... – começou a dizer, sem graça. – Ele a está incomodando? – apontou pra mim, que temi o que ela ia dizer.
Emmet e Rose já estavam do meu lado, Emmet rindo a beça e Rose preocupada com a Bella.
- Ele? – olhou pra mim. – Não o conheço. – Ufa! – AH NÃO... ELE ESTAVA ME AGARRANDO, É O SR. ANJO! PRENDE ELE, PRENDE! – apontou em minha direção.
- Bella, você tem que se acalmar. – Rose tentou ajudar, colocando a mão em seu ombro.
- IIIIIIIIIIIHH. Por que esse pessoal gosta de ficar me encostando, hein? Ô SENHOR POLICIAL! – berrou no ouvido do segurança. – PRENDE ELA TAMBÉM! – apontou, agora pra Rose. – OLHA, QUER SABER? PRENDE ESSE AQUI TAMBÉM! - apontou pro homem mal-encarado. – PRENDE ELE POR SER FEIO DEMAIS! AHAHAHAHHAHAHAAHA.
- Bella... – repreendeu Emmet, reconhecendo que a situação estava ficando feia.
- Olha aqui, acho melhor controlarem a amiga de vocês, hein! – a sósia do tio da Bella avisou, nos encarando irritado.
- Nossa! VOCÊ TEM UMA PINTA BEM NO MEIO DA BOCHECHA! – Bella voltou a falar pra ele. – E EU ACHEI QUE NÃO TINHA COMO FICAR MAIS FEIO! – Ah meu deus do céu!
- Olha aqui, garota... – ele foi chegando perto dela com um olhar assassino.
- Olha aqui você! Pode se afastando dela! – me aproximei para garantir a segurança de Bella. Coitado dele se acha que vai encostar um dedinho na minha musa!
- Ou então VOCÊ vai fazer o quê? – ele ameaçou, chegando mais perto ainda dela, e eu dei um soco nele. Era a MINHA Bella que ele estava ameaçando.
Ele caiu no chão com a mão no nariz, – que estava sangrando muito – mas logo depois levantou, de novo.
- Ah, mas agora eu te mato! – cerrou a mão em punhos e quando vi sua mão vindo em direção ao meu rosto, me abaixei, -não sou troxa, né!- mas quem acabou levando o soco foi o Emmet, que estava ao meu lado.
- PUTA MERDA! – gritou Emmet, com a mão no olho. – AH, MAS ISSO NÃO FICA ASSIM, NÃO! – socou o cara de volta.
E este, por sua vez, se jogou em cima do Emmet, fazendo os dois irem ao chão.
- Ihhhhh a lá! O ursão tá apanhando! AHAHAHAHAHAHA. – claro que foi a Bella que disse isso.
Dois minutos depois, chegaram outros seguranças e separaram a briga.
- Vou ter que pedir que se retirem da boate. – um deles nos comunicou, e começaram a nos empurrar.
- Ihhhhh, calma aí! – reclamou Emmet, enquanto também era empurrado. – A gente tá saindo, cara! IHHHH Não encosta aí não rapá, que isso!
Olhei pro segurança que estava o empurrando, que piscou e mandou um beijo pro Emmet.
- Porra! Esses viados do caralho! – reclamou, protegendo “sua retaguarda”.
- Gente, o que houve? – questionou Alice, com Jass ao seu lado, preocupada quando viu todo aquele tumulto, e nós como “personagens principais”.
- Ah, vocês estão com eles? – quis saber o “Denzel”. – Então pra fora também, anda!
Os empurraram também, nos jogando pra fora sem nenhuma delicadeza. Uma vez do lado de fora, o segurança que tinha passado a mão no Emmet também saiu, e se aproximou dele.
- Aqui meu telefone, ursão. Quando quiser, me liga! – entregou um cartão pra ele, jogando um beijo, e entrou de novo na boate. Todos morreram de rir, inclusive eu.
- TÃO RINDO DE QUÊ? CALEM A BOCA! – reclamou o arquiteto, jogando o cartão no chão.
- Acho que se deu bem, ursão. – zombei, rindo mais.. – Gente, calma aí! – olhei ao redor e percebi que estava faltando uma pessoa. – CADÊ A BELLA?
- Ihhh... Acho que ficou lá dentro! – observou Emmet.
- Puta que pariu! – exclamei.
O jeito era ir buscá-la. Fui até a porta, atento pra ver se não havia nenhum segurança ali, e o mesmo homem que estava lá quando chegamos, estava agora. Imaginei que seria fácil entrar.
- Pois não? – perguntou, se pondo na frente da porta e bloqueando a minha passagem.
- Eu quero voltar pra boate.
- Lamento, mas não posso deixar o senhor passar.
- E por que não?
- O senhor foi expulso, então não pode mais entrar. – bufei.
- Ah cara, alivia aí vai! Minha namorada tá lá dentro, eu só vou buscá-la e volto! É rápido! – tentei passar por ele, que de novo não deixou. – PORRA! SAI LOGO DA FRENTE!
- Lamento, mas não posso fazer isso. – argh. – Mas já que quer tanto entrar, acho que pode fazer uma coisa, e talvez eu deixe.
- O que? – perguntei esperançoso, e ele piscou pra mim. ARGH. Porra! Só tem viado nessa merda! – Não, obrigado.
- Ah gato, vai ser rápido. Se quiser, eu posso até ser o ativo, assim não precisa fazer nada. Que tal?
- Namoral, cara. Diz isso mais uma vez, e você fica sem falar pro resto da vida! – ameacei, e ele mordeu o lábio. ARGH, QUE NOJO!
Saí de lá o mais rápido possível.
- AHAHAHAHAHHAHAHAHAHA. – se escangalhou de rir O Leso, quando eu voltei pra perto deles, emburrado. – E aí, Edward? Quer ser o ativo ou o passivo?
- VAI SE FERRAR, EMMET!
- Gente! Precisamos tirar a Bella de lá! – Rose nos chamou a atenção.
- Ué, o Edward tem uma opção, mas ele está se fazendo de difícil. – Emmet voltou a dizer. – E aí, gato? Topa ou não topa?
- ÃÃÃÃÃÃÃRRRRR! – me aproximei dele, que se afastou rindo.
- Emmet, pára de palhaçada! – deu uma chamada novamente a Rose. – Olha, vamos pensar num jeito de entrar lá!
Sentamos no meio fio e começamos a pensar.

(...)

- Olha, eu acho melhor o Edward aceitar a proposta do segurança. – sugeriu Emmet, rindo novamente.
- Cala a boca, Emmet! – dei um tapão na nuca dele.
- Emmet, eu vou ter que falar de novo com você ou já parou com a palhaçada? – Rose o repreendeu e ele parou de rir.
- Olha, tive uma idéia! – anunciou Jass, levantando. Ps: A Alice estava sem abrir a boca esse tempo todo. Estranho. – Edward, você vai falar com o segurança...
- EU NÃO VOU DAR PRA SEGURANÇA NENHUM. QUE MERDA!
- Quem falou em dar? – rebateu. – Deixa eu concluir minha idéia, droga! Edward, senta aí e escuta! – sentei. – Você vai chegar lá, e vai dizer pro segurança que aceita a “proposta”...
- MAS EU JÁ DISSE QUE...
- Edward, calma! Que inferno! Deixa eu terminar de falar! – reclamou. – Você vai convencê-lo de que aceitou e ele vai nos deixar entrar, aí você dá um telefone errado pra ele e diz pra ele te ligar qualquer dia.
- E como que eu vou convencê-lo, espertão? – questionei.
É muito fácil dar ordens. Quem ia se ferrar era eu!
- Ah... Use suas armas de sedução! – respondeu, e todos riram.
- JASPER... – me aproximei dele, irritado. Já estou com vontade de bater em alguém, ele fica provocando!
- Ok, já parei! – se apressou em dizer, com medo. – Mas é a única chance, Edward. Você precisa ser convincente, eu não quero nem imaginar o que Bella pode estar fazendo lá dentro!
Meu sangue ferveu de raiva ao pensar que aquele barman desgraçado podia estar se aproveitando da minha Bella, por estar trêbada! QUE ÓDIO!
- Agora, vai logo, Edward! – me empurrou em direção à porta.
- Tá, já vou!
- Edward, não esquece a camisinha, hein! – provocou o leso, e eu dei outro tapão na nuca dele.
- Cala a boca, Emmet! – dissemos eu e Rose.
Andei de novo até a porta e assim que o tal segurança me viu, deu um sorriso malicioso. Ah senhor! Por que a vida é tão dura assim?
- Então, mudou de idéia? – mordeu o lábio. ARGH.
Olhei na direção onde estava o Jasper, implorando pra que ele tivesse uma outra idéia, mas ele só murmurou um “Vai logo, Edward!”. Ah Deus, só pela Bella que eu faço isso!
- Na verdade... sim. – respondi.
Nunca mais, nunca mais venho nessa boate! Na verdade, nunca mais falo com segurança nenhum! Quer saber? Nunca mais vou pronunciar a palavra “segurança” depois de hoje! Isso vai ficar na minha memória pro resto da vida! URGH.
- E que tal deixar a gente entrar agora? – sugeri com esperança.
- Háhá, acha que eu sou trouxa?
Na verdade, sim. Eu quase respondi isso.
- Não... Claro que não! Eu vou até dar... meu... telefone pra... você. – ah que como dói dizer isso! – Então, vai deixar a gente entrar?
- Primeiro o telefone! – colocou as mãos na cintura, exigente.
- Tem... um papel? – perguntei com uma careta.
- Já volto! Outro segurança vai ficar aqui por enquanto. – putz! E eu achei que ele ia deixar a porta da boate sem ninguém! – Não vai me trair hein, gato! - sorriu pra mim, entrando na boate.
Um segundo depois, já tinha outro segurança ali. Nem tive tempo de tentar entrar, mas pelo menos esse parecia ser homem.
Olhei de novo pro Jass, que estava se acabando de rir com o Emmet. Quase fui lá quebrar a cara deles, mas tinha que esperar a biba voltar, argh! O que será que eu fiz pra merecer um castigo desses?
- Pronto! – voltou, me entregou um papel e uma caneta. Peguei o papel com muito cuidado pra não encostar nele. – Nada de anotar o número errado, hein! – aff. – Acho que vou até ligar pro seu celular pra ver se vai tocar mesmo. – droga!
- É... mas eu não tô com ele aqui. – menti.
- Hum.. Acho melhor te revistar pra ver se é verdade. – esticou os braços pra tocar em mim.
- IIH! FICOU MALUCO? NÃO ENCOSTA NÃO! – ele me olhou com as sobrancelhas arqueadas, e eu tentei me corrigir. - Quer dizer... Eu tô sim com ele aqui... mas tá pra vibrar, sabe?
- Hum... Posso imaginar ele vibrando. - fez uma cara maliciosa, e mordeu o lábio de novo. AH QUE NOJO! Tomara que ele arrebente logo a boca de tanto que fica mordendo! – Então pega ele aí, assim eu posso ver vibrar. – de novo, a cara maliciosa.
Ah deus, como eu queria que um disco voador me abduzisse nesse instante! Entreguei o papel a ele, e peguei o celular no bolso. Ele discou o número do V3 rosa dele, – eu mereço! – e o celular vibrou na minha mão. Nota mental: Trocar o celular amanhã urgentemente.
- Tá bom, gatinho. Acredito em você. Eu te ligo, então.
Ele fez um bico, se aproximando de mim e eu quase vomitei.
- Er... tá... tchau! – me esquivei rapidamente.
Chamei o pessoal com a mão e entrei correndo na boate, procurando a minha musa. Eu que precisava ficar bêbado agora, pra esquecer que eu tive que passar por isso! Varri a boate com os olhos procurando a Bella, até que vi uma coisa que não gostaria de ter visto nunca.
Ah não! Ah não! Alguém por favor me diz que aquela ali não é a Bella, alguém diz pra mim a minha namorada não está fazendo isso! ALGUÉM DIZ LOGO, PORRA!
- E aí, achou a Bella? – perguntou Jasper, ao chegar do meu lado.
- Infelizmente sim. – apontei em direção a ela, e ele arregalou os olhos.
- Ah meu deus! – exclamou Rose incrédula, também olhando pra Bella. – Não acredito no que meus olhos vêem!
- Acredite, minha loira. – afirmou Emm. – É, Edward, alguém definitivamente vai te dar trabalho hoje!
É, e definitivamente a noite está longe de acabar!


Capítulo 12: Marquee - Parte 3

Edward POV

Tudo o que eu queria neste momento é poder voltar no tempo e recusar vir nessa maldita boate! Assim eu não precisaria ver a minha namorada fazendo POLE DANCE com uma fantasia de policial super sexy, enquanto tem um monte de homens em volta babando nela!

Fantasia

Uma pergunta: Onde ela arranjou a maldita fantasia? E quando eu digo “fantasia”, é com direito a cacetete e tudo, posso até imaginar ela vestida assim pra mim dentro de um quarto e... FOCO, Edward! Concentração!
Na verdade, aquilo não pode ser nem considerado roupa. NÃO ACREDITO QUE A BELLA VESTIU ESSE PEDAÇO DE PANO MINÚSCULO E ESTÁ DANÇANDO PRA UM MONTE DE HOMEM! ÃÃRRRR! QUE ÓDIO!
- Eu vou tirar ela de lá! – saí correndo em direção a ela.
Demorei mais ou menos uns 3 minutos pra conseguir chegar, já que tinha muita gente amontoada pra assistir.
- Bella, desce daí!
Ela nem me deu atenção, continuou dançando e bebendo, - sim, ela estava com um outro copo na mão – como se já não estivesse bêbada o suficiente!
- Bella, DESCE AGORA!
- TIRA, TIRA, TIRA! – a multidão gritava e eu ficava cada vez mais irritado.
Ela agora balançava as algemas – sim, ela também tinha isso – no ar e continuava se insinuando de um jeito tão... FOCO, Edward! Que droga! Tenho que me controlar!
- Bella, desce! – tentou também Jasper, quando conseguiu se aproximar do “palco”.
Estava insuportável ficar no meio de toda aquela gente, a gente estava sendo empurrado pra lá e pra cá, por que todo mundo queria chegar mais perto da minha musa.
- Edward, não adianta. Ela não está nem ouvindo a gente! – afirmou Jass.
Eu não queria nem saber. Ali ela não ficava de jeito nenhum! A puxei pelo braço, tentando fazer com que descesse, e ela quase caiu em cima de mim, mas depois soltou o braço de novo.
- IHHH, LÁ VEM VOCÊ DE NOVO. ESTOU NO MEIO DE UM SHOW, NÃO ESTÁ VENDO? MIIIII DEIXA! – jogou a bebida toda na minha cara. – ISSO É PRA APRENDER A NÃO FICAR MIII ENCOSTANDO!
- Bella, DESCE DAÍ! – tentei novamente.
Mas quem disse que ela me ouviu? Continuava dançando sensualmente, “enrolando” as pernas naquela barra de ferro, sorrindo provocante e fazendo menção de tirar a blusa. Porra! Meu p... ganhou vida num instante a vendo fazer isso! Edward, calma! Se controla!
- BELLA!
- ONE, TWO, THREE, NOT ONLY YOU AND ME... – cantava e dançava.
No limite da minha paciência, a puxei pelo braço de novo, a coloquei no meu ombro e tentei sair dali.
- COUNTIN’ ONE, TWO, THREE, PETER, PAUL AND MARY... – ainda cantava.
- Qual é, cara? Larga ela! Olha só! Ele está tirando a gostosa do palco! – ouvi alguém falar, mas ignorei e continuei andando, ou melhor, eu tentei. – Larga ela, cara! QUER MORRER? – a gritaria continuava.
Vi um homem enorme e com uma expressão que era pura raiva se aproximar de mim, tentando pegar a Bella, tentei sair dali o mais rápido que pude, ou seja: Na velocidade de uma tartaruga.
- ME LARGA SR. ANJO! ME LARGA! – reclamava Bella.
Gostaria de saber da onde ela tirou isso de “Sr. Anjo”. ARGHZÃO! (Porra! Arghzão? Que viadagem!) Cala a boca, voz idiota!
- Eu já não tinha expulsado vocês daqui? – quando finalmente eu consegui sair daquela muvuca, me vem de novo o maldito segurança. Merda! – Como entraram aqui de novo? – além dele, agora também tinha o segurança que deu em cima do Emmet, e pra variar, piscou pra ele.
- CORRE! – gritou Emm, -com medo do viado, eu acho- e todos nós corremos.
Eu, com mais dificuldade, já que estava carregando a Bella que falava umas coisas desconexas agora. Depois de dar umas 3 voltas na boate pra despistar os seguranças, paramos um pouco para descansar. Eu estava quase colocando o fígado pra fora de tanto que corri.
- Emmet... Emmet... Olha.... Você... Você... – mal conseguia falar. – Pega o carro... e... espera a gente na entrada da boate... Vai ser... mais fácil de despistar se estivermos separados!
- Tá! – concordou e saiu apressado com a Rose.
Coloquei a Bella no chão, não agüentava mais ficar a carregando.
- Sr. Anjo, pega outra bebida pra mim, pega? – pediu manhosa.
Ah droga! Ela fica falando assim, com essa roupa que a deixa ainda mais gostosa e eu já tô com uma vontade da porra de... Aaaaaaah!
- Bella, fica quietinha aí.
- Ah, pega! Pega! Eu até te dou um presente se você pegar. – tentou me comprar, sorrindo maliciosa. E não era muito difícil disso acontecer.
Me peguei imaginando em um monte de possibilidades pra esse presente, e novamente pensei nela vestida assim pra mim dentro de um quarto, me algemando e... TE CONTROLA, EDWARD!
- Pega. – começou a alisar meu rosto. AAAH!
- Bella, pára. – a empurrei delicadamente.
Se ela se aproximasse mais, eu ia esquecer que ela estava bêbada, que tinha seguranças me perseguindo, que o Jass e Alice estavam vendo, e ia agarrá-la! Já não está muito longe de eu fazer isso, a Bella está tão gosto... FOCO, Edward! Que droga, sossega homem!
- Olha, acho que já podemos ir. – comuniquei e andei devagar pra tentar ver se não tinha segurança nenhum por perto. – Vem! A barra tá limpa! – avisei pra Jass e Alice.
Estou me sentindo um fugitivo, bom, na verdade hoje eu sou um.
- Vamos rápido! – Jass correu com a Alice, e eu ia segui-lo, mas percebi que a Bella não estava ao meu lado como a um segundo atrás. Ai que inferno!
Olhei ao redor, e ela estava indo de volta ao bar.
- Bella, volta aqui! – gritei, e depois corri até ela, já que ela nem “tchum” pra mim.
- Ah, vocês estão aí! – quando estava próximo a ela, um segurança me viu. Droga!
Coloquei a Bella no ombro novamente e corri em qualquer direção.
- MI LARGA! MI LARGA, SR. ANJO! – agora além de gritar, também batia nas minhas costas. E não eram socos leves. Maldito álcool!
Depois de muito correr, finalmente avistei a porta da boate. Ignorei as piadinhas do segurança na porta e saí.
Caminhei até chegar na calçada e não avistei o carro de Emmet em lugar nenhum. Eu fui bem claro com ele, avisei que era pra ele parar na porta da boate e cadê aquele lesado?
Olhei pra um lado, nada, olhei pro outro e... O carro do Emmet estava sendo rebocado. Agora essa! Isso não é possível! Fui até lá e coloquei a Bella, que ainda gritava, no chão.
- Emmet, o que aconteceu? – perguntei.
- Porra! Você demorou pra caraca lá dentro, e esse viado aí... – apontou para um guarda que estava há alguns metros de nós. – Veio me multar por estacionar em local proibido, e agora está rebocando meu carro! A CULPA É SUA, EDWARD!
- E minha, por quê? Não tenho nada com isso não!
- Gente, isso não é hora de brigar! O jeito é irmos no carro do Edward! – concluiu Alice.
E eu bufei. Imagina só se eu vou deixar toda essa gente entrar no meu carro! Háháhá, faz-me rir!
- ALI! ELES ESTÃO ALI! – mais seguranças apareceram na porta da boate, e saímos correndo em direção ao meu carro. Droga, droga, droga!
- DROGA! CADÊ A BELLA? – gritei, olhando pra todos os lados quando notei que ela tinha sumido DE NOVO.
- EI! ME ESPEREM! TAMBÉM QUERO IR! EI! EI! – Bella corria atrás do carro do reboque gritando. Eu não mereço isso!
De novo, corri até ela, e de novo a coloquei no ombro. Na moral, a BELLA NUNCA MAIS VAI BEBER, EU NÃO VOU DEIXAR! Porra, olha só o que ela faz!
Percebi que os seguranças ainda tentavam “nos pegar”, queria saber o porquê. Nós já saímos da boate, droga! Cheguei no carro, coloquei a Bella no banco do carona e corri pro lado do motorista. Liguei o carro, dando partida.
- Ai inferno! – exclamei, quando avistei um segurança bem no meio do caminho, desviei o carro e por pouco não passo por cima dele. Só me faltava essa, parar na cadeia por atropelamento!
- EI! PRA ONDE ESTÃO ME LEVANDO? EI! EU QUERO SAIR! QUERO SAIIIIIIR! AAAAH! VOCÊS VÃO ME MATAR! – Bella gritava, tentando abrir a porta do carro. – NÃO PODEM ME MATAR! NÃAAO! AAAAAH!
- CALA A BOCA, BELLA! – Emmet, Jass, Alice e Rose gritaram.
Olhei pra trás e eles estavam um por cima do outro. Nem acredito que tem essa gente toda no meu carro, não acredito que permiti isso, que inferno de noite!
- Bella, fica quietinha, que quando a gente chegar eu até te dou outra bebida, tá? – tentei negociar. Se bem que negociar com pessoas bêbadas é meio difícil, mas enfim.
- AH, ENTÃO TÁ! – ela sorriu contente por ter conseguido o que queria. – AGORA EU VOU CANTAR! QUEREM ME OUVIR CANTAR? QUEREM?
- NÃAAAAAAO! – de novo, os 4 lá atrás gritaram.
- MAS EU CANTO MESMO ASSIM! – ah meu deus! – MAKING MY WAY DOWNTOWN... WALKING FAST… FACES PASS… AND I’M HOME NOW…
- Edward, pelo amor de deus, vai mais rápido! – pediu Emmet, impaciente. – Antes que eu mate sua namorada!
Cheguei aos 120 km/h, mas tive que desacelerar, porque logo à frente tinha uma blitz. Putz! Quem faz blitz às 5 horas da manhã?
- AND I NEED YOU... TÃNÃNÃNÃNANANAN... AND I MISS YOU... TÃNÃNÃNÃNANANAN... – ela continuava cantando e agitando os braços pra cima. – AND NOW I WONDER... IF I COULD FALL... INTO THE SKY...DO YOU THINK TIME... WILL PASS ME BY? ‘CAUSE YOU KNOW I’D WALK A THOUSAND MILES...
E o mais legal de tudo, sabe o que é? Assim como tudo hoje está dando certo, pra minha sorte, o policial ainda fez sinal pra que eu parasse com o carro. AAAAAAAH!
- Bella, agora fica quietinha aí! – pedi, e ela calou a boca. Oh meu deus, nem acredito que ela calou a boca! Obrigado senhor! – Bom dia. – saudei o policial, quando este parou ao lado da porta ao meu lado, tentando ser simpático. O que eu não precisava agora era de uma multa.
- O senhor tem consciência que nessa via o limite de velocidade é 60 km/h, e o senhor estava muito além disso?
- Sabe o que que é? – tentei pensar numa desculpa plausível. – Minha namorada está passando mal, e eu preciso levá-la rápido pra casa, antes que ela piore. Olha! Olha só como ela já está pálida. – essa desculpa foi péssima, mas é alguma coisa.
Apontei pra Bella, que estava prestando atenção na conversa, calada. Obrigado de novo, senhor!
- Isso não é desculpa! – bem que podia ser. – Bom, dessa vez eu vou deixar passar. – GLÓRIA! Finalmente alguma coisa dá certo, hoje! – Mas o senhor não passe mais do limite, hein? – eu não queria dizer não, mas esse policial é bem trouxa. – E melhoras pra senhorita.
- Ah obrigada! – agradeceu Bella, sorrindo. Nossa! Está tudo saindo melhor do que o planejado! – Ué, mas melhoras de quê? – Ah não! Ah não! – Eu não estou doente, oras! – o policial olhou pra mim, e eu me fiz de desentendido. – Ah, Ô SENHOR POLICIAL! – gritou no meu ouvido. – PRENDE ELE, PRENDE! – acusou, apontando pra mim. Porra! Ela estava indo tão bem... – ELES ESTÃO ME SEQUESTRANDO! ELES QUEREM ME MATAR! AAAAH! PRENDE ELES, SENHOR POLICIAL!
- Não liga pra ela não, ela está bêbada! – sorriu Rose sem graça, e o policial olhou pra minha cara sem acreditar nem um pouquinho.
- Aham. – começou a escrever algo num papel. Ah não! Ah não! Depois de escrever, me entregou.
- Porra! 500 DÓLARES? – berrei, sem acreditar.
Isso tudo por ultrapassar a velocidade? Putz! Ele escreveu algo de novo num papel, e me entregou novamente. Era mais 100 dólares, ARGHHHHHH!
- Isso aqui é pra não ser tão estressado! - bufei. - Aguardem aqui um instante.
- Ihhh, não espera nada, não! Mete o pé, Edward! – falou Emm, e assim que o policial saiu de perto do carro, eu acelerei.
Deixei Emmet e Rose na casa do Emm, e depois Alice e Jass. Durante o caminho, a Bella ficou resmungando que estava sendo seqüestrada, que queria beber mais, que ela queria voltar a boate pra terminar o show, e um monte de outras coisas que eu fiz questão de não prestar atenção.
Cheguei até o apartamento dela, coloquei o carro no estacionamento e a peguei no colo, pois ela estava dormindo. Eu nunca imaginei que diria isso, mas quando ela dormiu, eu dei graças a deus, de verdade!
Quando entrei na portaria do prédio, Seu Zé me olhou preocupado, já que estava a carregando. Acho que exploram o coitado, ele fica aqui o tempo todo, nunca sai e olha que são 6 da manhã.
- O que aconteceu? – perguntou, se aproximando de mim.
- A Bella bebeu demais. – expliquei, totalmente exausto. – Será que o senhor pode me ajudar?
- Claro. Com o quê?
- Não vou conseguir chamar o elevador, a carregando. – ele assentiu.
Entrei no elevador, o agradeci e as portas se fecharam. Ah, que sono! E aqui dentro do elevador está um pouco escuro, perfeito pra dor... Foco, Edward! Não dorme! Não dorme!
Foi uma dificuldade pra eu achar a bolsa de Bella. Ela tinha posto a bolsa minúscula dentro da calcinha, inacreditável! Foi um sacrifício ENORME pegar a chave ali, e não fazer mais nada. Esta noite estou pagando pelos pecados que cometi, que cometo e que ainda vou cometer! Abri o apartamento e entrei. Ela estava toda encolhida nos meus braços, não parecia nem aquela Bella de algum tempo atrás, totalmente louca e inconseqüente. Fala sério, eu quase fui parar na cadeia!
O que será que ela pensa de mim? Ela ficou o tempo todo dizendo: “Prende ele, prende ele, prende ele!” Ela queria porque queria me ver atrás das grades. Segui até o quarto, a deitei na cama, e parti pra tarefa mais difícil: Despi-la.
- Calma, Edward! É só não olhar pro corpo dela. Só não olhar! – dizia, tentando me convencer de que conseguiria.
Primeiro tirei os sapatos, e acreditem se quiser, mas mesmo dormindo ela me chutou, mas eu consegui segurar a perna dela, antes que o chute acertasse em cheio a minha cara.
- Edward... – começou a sussurrar. – Edward... pega outra bebida pra mim... – eu ri. Até dormindo ela pensa em beber, Jesus!
Eu comecei a puxar a blusa dela pra cima, mas fiquei de olhos fechados por precaução. Quando terminei de tirar, abri os olhos, péssima escolha! A primeira coisa que eu vi foram aqueles seios maravilhosos cobertos pelo bustiê, e quando eu pude notar, minhas mãos já estavam no fecho pra abri-lo.
Edward, tira a mão daí! Tira! Fechei os olhos de novo, e respirei fundo enquanto o meu “amigão” começou a reclamar impaciente. Droga, droga, droga! Abri o botão da saia dela, e a tirei ainda sem olhar.
Ela estava usando uma lingerie preta, que fica tão linda na pele dela que é clara. Ah como eu queria... Edward, concentre-se! A mulher está inconsciente! Tá, vou me concentrar! Tirei também a minha roupa e caí exausto ao lado dela. A única coisa que eu preciso agora é dormir, dormir, e dormir!

Bella POV

AI, AI, AI, AAAAAI QUE DOR DE CABEÇA DA PORRA! Meu deus! Acho que estou tendo morte cerebral. Putz! Ignorem meu comentário! (E olha que você é médica, hein!) Cala a boca!
Abri meus olhos devagar e constatei que estava no meu quarto. Pera aí! Como vim parar aqui? Quem me trouxe? Que horas são? Ai, ai, ai, pensar faz a cabeça doer mais.
- Boa tarde, meu amor. – olhei em direção a tal voz, e vi Edward. Nossa! Eu tô tão mal que nem reconhecer a voz dele consegui. – Amor?
- Edward, não fala não. Não fala, que sua voz é como uma britadeira no meu cérebro, ai que dor! – ele riu.
ELE RIU DA MINHA DOR! Ai, ai, agora doeu mais!
- Eu te avisei, mas você quis beber.
- PÁRA DE RIR! Aaai droga, gritar dói!
- Eu vou buscar um remédio pra você. – saiu e em um minuto voltou com um comprimido e um copo de água.
- Um comprimido só? Ah Edward, pega mais lá! Tá doendo muito! – sentei na cama, colocando uma mão na cabeça.
- Você não pode tomar mais que isso. – bufei e coloquei o comprimido na boca, bebendo toda a água de uma vez só. Só agora percebi que estava com sede. – Quer mais água? – zombou.
- Não tem mais nada pra fazer além de me zoar, não?
- Não. – disse na maior cara de pau. – Se você quiser, eu vou embora.
- NÃO! – gritei. – Ai, merda. – coloquei as duas mãos na cabeça, e ele riu. ARGH. – Fica aqui. Pega mais água. Ou melhor, traz logo a garrafa. – ele ia rir, mas desistiu quando olhei pra ele. – Acho que vou morrer. – choraminguei e deitei na cama. – Que horas a gente chegou aqui?
- 6 da manhã.
- QUE? – me espantei com a hora. Nunca fiquei tanto tempo na rua de madrugada. E o que isso importa, não é mesmo? – O que aconteceu ontem?
- Até onde você lembra?
- Lembro que bebi um Ibas 50th, e comecei a dançar. Depois tudo fica escuro, e não lembro de mais nada. – ele ria de novo. – Por que você está rindo tanto? Que inferno!
- Inferno foi o que passei ontem por sua causa. Você nunca mais vai beber!
- Aposto que não foi tão ruim assim. – afirmei entediada.
Eu sou uma mulher descente e responsável. Mesmo bêbada, eu consigo me controlar, obvius.
- AH, NÃO?!
- Edward, fala baixo, porra! Respeite os enfermos!
Ele olhou pra mim e adivinhem... RIU!
- Vou te contar o que você fez. – começou a contar o que supostamente aconteceu desde a última coisa que eu lembro.
Quando terminou, permaneci olhando pra ele, sem acreditar nenhum pouquinho nessa história.
- Edward, pára de inventar, ok? É de mim que está falando! Eu não faço essas coisas, DÃ.
Ele inventou um monte de coisas absurdas que aparentemente eu fiz. Fala sério! EU correndo atrás de um carro de reboque? EU fazendo pole dance? EU cantando “A Thousand Miles”?
- Eu não estou inventando nada. Você fez sim!
- Aham. Valeu.
- Se não quer acreditar, beleza. – deu de ombros. – Talvez a Marquee tenha câmeras de segurança. – riu.
- Ah tá, e como eu arranjei a fantasia? E onde foram parar as minhas roupas? – perguntei, ainda sem acreditar.
- E eu que sei, Bella?
TRING... TRING....
- Ahhh! Edward atende logo esse telefone! – coloquei de novo as mãos na cabeça.
Pô, o remédio já tinha que estar fazendo efeito, né?
- Alô... Oi Emmet... Já... Está com dor de cabeça... Emmet, pára de rir! – Filho de uma... – Não sei, vou perguntar... Ué, por que o apartamento é dela... Emmet, espera eu perguntar! ... Bella, o Emmet quer saber se eles podem vir aqui daqui a pouco. – Assenti. Eu não estava nem com vontade de pensar pra responder. – Ela disse que... Como assim, já está aqui?... Eu mandei você... Tá... ESPERA MERDA, JÁ VOU ABRIR!
- Edward, não grita!
- Desculpa, amor. O Emmet já chegou, eu vou falar com Seu Zé pra deixá-los entrar, ok? – assenti. – Então, coloca uma roupa. – assenti. – Bella, está prestando atenção no que estou dizendo? – assenti. – Ok, já volto. – assenti. (Pára de dizer isso!) Assenti, er.. digo... Cala a boca!
Levantei da cama e fui pro banheiro. Coloquei qualquer roupa, penteei o cabelo, escovei os dentes e joguei uma água no rosto. Escutei uma algazarra lá na sala e minha cabeça doeu mais. Putz! Em vez do remédio melhorá-la, ele a piorou! Argh.
Quem foi que o Edward falou que está aí, hein? Ok, talvez eu não estivesse prestando atenção no que ele disse. Saí do quarto, e a cada passo que eu dava sentia meu cérebro chacoalhar e doer. Ai, ai, ai!
- E AÍ, BELLINHA? – berrou Emmet quando eu cheguei na sala.
- Quer fazer o favor de falar baixo? – pedi com as mãos ainda na cabeça.
- IIIIIIH! – argh. – ONTEM, VOCÊ ESTAVA MAIS ANIMADINHA! QUE FOI, BELLINHA? TÁ COM DOR, TÁ?
- Vai se fo... – ia xingá-lo, mas Rose me interrompeu.
- Epa. Sem exaltações. – bufei. – Viemos aqui porque queríamos saber se queriam sair com a gente, mas vejo que a Bella não está muito bem.
- É claro que não estou. – caí deitada no sofá, tentando não pensar na dor que estou sentindo.
- AH QUE PENA!
- Emmet, qual o seu problema? Eu já não mandei parar de gritar? – ele só ria. – Edward, pega água pra mim. – num instante ele foi.
- Bella, só estou revidando.
- Revidando o que?
- VOCÊ PERTUBOU ONTEM ATÉ O INFERNO!
- Emmet, vai embora! Não agüento mais você gritando, não! Vai logo! – mandei, mas ele não saiu do lugar.
Edward voltou com um copo cheio de água, e de novo eu tomei todo o seu conteúdo num gole só.
- Bella, você estava insuportável ontem! Pelo bem da humanidade, nunca mais coloque uma gota de álcool na boca, por favor. – pediu num tom mais baixo.
- Urgh. – fechei os olhos.
- Bom, então vamos embora, né. – falou Rose. – Tchau Bella, melhoras!
- O.b.g.
- TCHAU BELLA! – gritou o leso rindo, e eu mostrei o dedo do meio pra ele.
Eles saíram e eu relaxei.
- Amor, ainda está doendo muito? – Edward perguntou preocupado, ajoelhando no chão do meu lado.
- Está. – fiz manha. – E você ainda ficou rindo de mim.
- Eu não vou rir mais.
- Que horas são?
- Quase 6.
- Da noite?
- Bella, 6 da manhã que não vai ser. – riu, e eu também. A minha pergunta foi bem idiota mesmo.
- Quero ir deitar. – ia levantar, mas Edward me pegou no colo. – Que isso?
- Vou te levar, amor. – foi caminhando comigo e eu não reclamei, não estava a fim de andar mesmo.
Deitei, ele deitou ao meu lado e me abraçou. Ficamos assim por um tempo e aos poucos minha dor de cabeça foi ficando mais fraca, até que de repente o Edward ficou tenso.
- Bella? – ih! Ele falou meu nome de um jeito... – Você pode fazer uma coisa por mim?
- O que? – perguntei receosa.
Ele respirou fundo antes de responder.
- Eu não quero mais que você diga o que você... não sente.
- Como... assim? – me fiz de desentendida, mas eu sabia exatamente do que ele estava falando.
Imediatamente lembrei da nossa conversa ontem no carro.
- Você sabe o que é. – pausa. – Bella, eu digo que amo você porque eu sinto, porque eu... gosto. – só havia tristeza na voz dele, por mais que ele tentasse disfarçar. – Eu vou tentar não dizer... tanto, pra você não ficar sem graça. – ahn? Não gostei! Que história é essa? – Mas você não precisa dizer também só porque eu digo.
- Mas...
- Bella, eu sei que você não me ama. Não precisa mentir. – de tudo o que ele já me disse, com certeza isso foi o que mais me doeu.
A questão é: Por quê? Por que eu quero que ele acredite que eu o amo, quando eu sei que não é verdade? Isso não tinha que estar me doendo até a alma. Isso não tinha que estar me fazendo ter vontade de gritar com ele dizendo que essa é a maior das mentiras que um ser humano pode dizer. Não tinha que me dar vontade de chorar, por não conseguir o fazer acreditar no meu amor. Não tinha!
- Pode acreditar que a verdade me dói menos do que o seu fingimento. – não segurei mais as lágrimas que insistiam em cair. – Amor, não chora. Eu não estou chateado com você, a culpa não é sua. – aí que eu chorei mais. – Não quero fique assim, Bella. Se eu soubesse, eu não tinha dito nada. – pausa. – Olha, meu amor, pára de chorar. Eu só não quero que faça mais isso, tá? – continuei do mesmo jeito. – Amor, já passou a dor de cabeça? Quer que eu pegue outro comprimido pra você?
Inferno. Por que ele tem continuar assim sendo tão perfeito, e me fazendo sentir ainda pior?
- Bella, diz alguma coisa. Por favor. – podia ver que já estava agoniado.
- Você... você... você vai dormir aqui... comigo?
- Se você quiser, eu fico. Mas tenho que ir em casa primeiro. – chorei ainda mais. Eu não queria ficar sozinha, correção: Não queria ficar sem ele. – Meu amor, o que foi? Pára de chorar, por favor.
- Não quero que você... vá.
- Mas eu tenho que pegar algumas coisas se eu for ficar aqui, amor. Tenho que tomar banho e... – chorei. – Não Bella, não chora. Ai... – disse “ai” agoniado. – Acho melhor você voltar a dormir. Aí quando acordar a dor de cabeça já vai ter passado, e eu já vou estar aqui de volta.
- Tá, mas fica aqui até eu... dormir.
- Tá bem, eu fico. – deitei no peito dele, que começou a fazer cafuné na minha cabeça.
Aos poucos eu ia me acalmando, então fechei os olhos e torci pra que quando eu acordasse, ele já estivesse mesmo aqui.

***

Não sei quanto tempo dormi, mas pelo menos a cabeça já não estava mais doendo. Abri os olhos e tudo continuava na mesma: Eu deitada no peito do Edward e ele afagando meu cabelo.
- Passou a dor de cabeça, amor?
- Uhum. – sussurrei. – Você não disse que ia em casa?
- Eu já fui. Eu disse que ia estar aqui quando acordasse. – sorri - Comprei comida, está com fome?
- Sim. – sentei na cama.
- Quer que eu coloque pra você e traga aqui? – sugeriu, me fazendo rir.
- Edward, menos. Eu não estou doente.
- Eu trago, amor. – ain será que dá pra ele parar de ser tão perfeito? Não. Pensando bem, eu gosto dele assim. – Quer? – ri de novo. – O que foi?
- Nada não.
Levantei da cama e fui escovar os dentes. Quando voltei Edward não estava mais lá. Ele deve mesmo ter ido colocar a comida pra mim. Hahaha. Ele é inacreditável.
Olhei pro meu quarto, procurando a bolsa que eu levei ontem, e ela estava do lado da fantasia de policial, - oh god! Então a história é verdade! OH NÃO! OH NÃO! - em cima de uma poltrona que tem no meu quarto. E olha que a roupa estava dobrada direito, hein.
Normalmente homem não sabe fazer essas coisas. Ah. Eu esqueci que estou falando de um anjo. Às vezes acho até que ele é um robô ou algo assim, e foi programado pra ser perfeito.
- Amor, você gosta de suco de uva? – Edward me assustou, já que eu estava de costas pra ele.
Olhei pra ele e qual não foi a minha surpresa de ver o que tinha feito. Ele trouxe uma bandeja típica daquelas de hotéis luxuosos, - que não é minha - que tinha uma lasanha que parecia estar deliciosa, uma jarra e um copo com suco de uva. Ah e um detalhe importante: Tinha uma rosa amarela ali também.
- Você gosta? – repetiu.
- Sim. – confirmei num fio de voz.
Quanto mais tempo passava com ele, mais este me surpreendia. Mesmo sendo pequenas coisas, minúsculas coisas, também me encantavam. Qualquer coisa, na verdade, relacionada a ele me encantava.
Terminei de comer e o Edward insistiu em lavar o prato e o copo. Não queria deixar, mas ele não me deixou opção. Então desisti e segui pro banho.
Assim que entrei no banheiro, notei uma coisa: A bendita já acabou! AÊ õ/ Todo mundo grita! Tá, parei! E o Edward tá aqui, e... HUM. Pensaram no que eu tô pensando? É claro que pensaram, mas quem vai fazer sou eu! Hahaha. Se ferraram! Parei, juro!
Tomei banho correndo, animada, ansiosa e mesmo sem ver o Edward, eu já estava com um fogo que, só Jesus! Mas pô, já faz muitos dias que nós não... Vocês sabem! Ninguém agüenta isso, né? Não tendo um namorado como o MEU.
Saí do boxe e me enrolei na toalha. Penteei meu cabelo, que agora estava molhado, escovei os dentes de novo, passei creme no corpo, desodorante, perfume, e saí.
Ele estava deitado na cama, - só de boxer. UI - com um livro meu na mão. Ele ainda não tinha visto que eu saí do banheiro, então fui andando até ele.
- Amor, sabe que esse seu livro... – Ele parou de falar quando me viu de toalha, seus olhos escurecendo instantaneamente.
Cheguei até a cama, fui engatinhando pra perto dele, vendo que o Grande Ed já estava BEM acordado, UI [2]! Ele deixou o livro cair no chão e fechou um pouquinho a boca.
Eu fiquei de joelhos, e tirei a tolha na frente dele. Pode ser impressão, mas eu acho que vi o Edward literalmente babar. Eu continuei parada e ele continuava do mesmo jeito.
- Vai ficar só olhando? – perguntei maliciosa, mas ele continuou do mesmo jeito: Parado, olhando pra mim.
Sabe quando o cego vê a luz pela primeira vez? Então, ele estava me olhando assim. Parecia até que nunca tinha visto.
Engatinhei de novo e coloquei uma perna de cada lado na sua cintura, sentando no colo dele, especificamente no seu membro por cima da boxer.
- Ahhhh. – ele soltou um gemido abafado. – Bella, você não está mais com dor de cabeça mesmo não, né? – Balancei a cabeça negativamente. – Que bom!
Ele tomou meus lábios com os deles e começou a passear com as mãos pelo meu corpo, mas eu não queria esperar. Arranquei a boxer dele, numa rapidez que até eu me surpreendi. É, o desejo é uma coisa impressionante!
- Estamos com pressa hoje, hein! – sorriu o MEU sorriso safado.
- MUITA.
- Então, vem cá. – puxou meu quadril pra baixo, conectando de vez os nossos corpos e fazendo um grito escapar dos meus lábios. – Ai Bella, você é tão gostosa! – meu sangue ferveu com esse comentário, e eu até senti a minha menina se contrair com o desejo. – AH. – gemeu alto. – Hm... faz isso de novo, faz!
- O... que?
- Contrai ela, vai. – fiz o que ele me pediu. - Dá pra continuar com ela... assim? Dá? - tentei fazer isso, e não era muito fácil não, mas definitivamente assim era mais gostoso. – Isso... hm... assim... – continuava segurando meu quadril, me ajudando a “subir e descer”, até que senti que o final estava próximo.
- Ed... ward... não dá mais pra continuar assim... eu vou...
- Só mais um pouquinho, amor.
Mais alguns segundos, e ambos de nós estávamos estremecendo e ofegando devido àquela maravilhosa sensação de entrega. Deitamos na cama, enquanto eu aguardava até que minha respiração e coração se normalizassem.
- O que ia dizer do meu livro quando eu saí do banheiro? – lembrei.
- Ele me fez lembrar de uma citação bíblica. – respondeu pensativo.
- Qual?
- O amor é sempre paciente e generoso Nunca é invejoso O amor nunca é prepotente nem orgulhoso Não é rude nem egoísta Não se ofende nem se recente do mal Não se alegra do pecado alheio Mas se regojisa com a verdade E tudo perdoa, tudo crê, e tudo espera e tudo tolera Seja o que vier!
- Nossa! – fiquei só um pouquinho emocionada, só. – Eu acho que conheço, já vi em algum lugar. Como você consegue lembrar dele todo?
- Quando a pessoa sente, fica difícil esquecer porque sabe exatamente o que significa. – tenho certeza que ele não fez por mal, mas ficou parecendo uma indireta pra mim. – Quero dizer que é assim que o amor devia ser Bella, mas a maioria não sabe mais amar de verdade. – concluiu, ainda pensativo.
- Er... Acho que lembrei aonde que eu vi essa citação. – mudei de assunto.
Podia perceber que ele ficou triste, e eu não sei por que. Ou melhor, eu sei, mas prefiro não admitir.
- Onde? – olhou pra mim.
- No filme Um Amor Para Recordar. Já viu?
Sou completamente apaixonada por esse filme. Choro horrores toda vez que vejo, de tristeza, mas também de emoção. Meus olhos deviam até estar brilhando.
- Ãn... não! – debochou.
- Pois devia. O filme é lindo, eu sempre choro quando vejo.
- Então não é tão lindo assim. – riu.
- O filme é triste. Ele não tem um final feliz, mas é uma história de amor linda.
- O que acontece no final? – perguntou, com um pinguinho de interesse.
- Veja para saber. – ri e ele revirou os olhos. – Se eu te contar não tem graça, apesar de que antes mesmo de chegar ao final já se sabe o que vai acontecer, ainda mais agora que te contei que é triste.
- Um filme previsível. Deve ser muito bom mesmo.
- Primeiro vê e depois diz se é bom ou não.
- Eu sei de uma coisa que tenho certeza que é muito boa. – ele deu aquele meu sorriso safado, e deitou em cima de mim.
- Me mostra o que é, então. – sorri.
- Com prazer.
Ele me beijou daquele jeito que só ele sabe, e imediatamente coloquei as pernas em sua cintura. Saciamo-nos um do outro até eu não conseguir mais abrir os olhos de tão cansada, adormecendo nos braços dele em seguida.

***

No dia seguinte, acordamos BEM tarde devido a toda aquela atividade. Optamos por passar o resto do dia na rua. Eu estava cansada de só ficar dentro de casa. Ou era a casa dele ou a minha. Sempre. Fomos até o Metropolitan Museum, depois de muito o Edward reclamar.
Ele ficava criticando a Arte Moderna, afirmando que não se conseguia entender os quadros. “É um monte de rabiscos, traços e borrões de cores misturados, não se sabe nem o que enxergar. Bando de gente que pensa que é artista.” Escutei esse discurso ao menos umas 5 vezes.
Quando deixamos o Museu, Edward insistiu para irmos comer o tal cachorro-quente que ele diz ser o melhor de NY. Era muito bom mesmo, mas eu não consegui comer inteiro, de tão grande. Resultado: Ele comeu o dele, o resto do meu e ainda pediu mais um. Pra onde vão todas essas calorias? Não me pergunte.
Chegamos no meu apartamento mais ou menos 20:00, e enquanto Edward tomava banho, resolvi ligar pra Alice e resolver aquele mal-entendido. De 15 minutos que durou o telefonema, em dez a única voz que se ouvia era a dela. Quando finalmente consegui falar, expliquei tudo e mesmo contrariada, entendeu.
Terminamos o dia na cama. O sentido? Entendam como quiser. *sorrimaliciosa* Não há nada melhor do que estar com ele. Seja como for. Cada minuto, cada sorriso, cada detalhe vale a pena.


Capítulo 13: Pequeno Grande Incidente

Bella POV

Edward insistiu em irmos no carro dele pro hospital. Disse que não podia mais ser visto na minha caminhonete, pois tinha uma reputação a zelar. Forcei a mim mesma a ignorar esse comentário e não me irritar logo pela manhã.
A manhã no hospital foi caótica. Como não havia pacientes naquele horário, fiquei na emergência junto com o Tyler. E houve um caso que realmente exigiu muito da minha concentração e memória.
Naquele momento, percebi que há muito tempo eu não usava os milhares e milhares livros de medicina que tenho em casa. Sempre soube que na profissão que escolhi, deveria estar atualizada em todos os momentos. Minha cabeça tem estado sobrecarregada por esses tempos. Sobrecarregada com uma ÚNICA coisa. Ou melhor, alguém.
Imagino que devem ter se perguntado como eu, com 22 anos, já terminei a faculdade e trabalho no hospital, sendo reconhecida como sou, como uma boa médica, sendo tão jovem. A verdade, é que dos 3 anos em que trabalho aqui, 2 deles eu fazia estágio. Terminei a faculdade no ano passado. Bem antes dos demais. Eu vivia pra estudar, essa era a verdade. Estava eufórica pra começar a trabalhar, então sempre estudei muito. Desde criança mesmo, estava focada no meu objetivo.
Tinha 16 anos quando comecei a faculdade de medicina. Sempre tive em mente fazer essa profissão e como ouvia todos dizendo que era muito difícil, que precisava ter muito conhecimento na área e tudo mais... Dediquei-me desde muito cedo. O resultado foi que pulei duas séries, era considerada a “menina gênio” na escola.
E mesmo sendo jovem, pelo fato de sempre ter estudado bastante, adquiri um conhecimento teórico que só muitos anos de experiência prática me traria. É por isso que sou a médica mais experiente aqui no Lenox, modéstia a parte. A maioria dos médicos são mais velhos do que eu e mais inexperientes. Cá entre nós, eles têm preguiça de continuar estudando.
É até difícil acreditar em coisas assim, ainda mais como o mercado de trabalho está cada vez mais exigente. Mas o Sr. Laurence depositou muita confiança em mim desde que entrei aqui. Comentavam no hospital que eu era a “menina dos olhos” dele, que dizia que médicas como eu eram raras de se encontrar.
Embora ele nunca tenha demonstrado afeto ou até privilégio em relação a mim. Ele elogiava, mas sempre muito restrito. Não sei por que todos ficavam dizendo isso. Ele só admirava o meu esforço.
Especializei-me em Cirurgia Geral e Clínica Geral, e consegui fazer os dois anos de Residência Médica enquanto cursava a faculdade. Não foi nada fácil fazer tudo ao mesmo tempo como eu sempre tentei fazer. Meus pais não economizaram para que eu conseguisse, foi um sacrifício enorme, mas que eles dizem até hoje que valeu a pena.
Fiz também um curso básico de Dermatologia, resumindo, eu passei toda a minha vida batalhando pra conseguir tirar o diploma de medicina o mais rápido possível. Mas quem abriu as portas pra mim mesmo foi o Sr. Laurence, vou agradecer a ele infinitamente pela oportunidade e confiança.
Mas eu não sou a médica mais “phoda” do hospital. Edward é. Ele fez faculdade de medicina em Darmouth, e deve até ter estudado mais do que eu. Se especializou em Cirurgia Geral, Angiologia, Clínica Geral e Pediatria. Às vezes, quando ele está “de bobeira”, ele vai até a ala Angiológica para ajudar, já que assim como eu, optou por Cirurgia e Clínica Geral.
Não sei por que não tem costume de ir à ala Pediátrica também. Talvez não goste de crianças. Esse pensamento não me agradou nenhum pouco. Mas então por que se especializou em pediatria? Quando percebi que minha atenção estava se voltando pra ele novamente, mudei a linha de raciocínio.
Mas enfim... Faz bastante tempo que não pego num livro. Preciso mudar esse quadro urgentemente. Hoje mesmo faria alguma coisa a respeito. Chequei o grande relógio que tinha em uma das paredes da grande divisão de emergência e notei que já estava na hora do almoço. Meu estômago deu sinais na hora.
Havia acabado de encaminhar uma mulher para cirurgia, ela tinha acidentalmente se esfaqueado, pela 3° vez no mês. Porém, dessa vez foi mais grave. Tenho sérias dúvidas a respeito do marido dela. O conheci na última semana, quando veio buscá-la, pois esta também tinha “se cortado”.
Não parecia ter vindo por estar preocupado com ela, e sim... Por que era a sua “obrigação marital”. O homem honestamente me deu calafrios. Gostaria de poder fazer alguma coisa, mas nós não podemos interferir na vida dos pacientes desta forma. Às vezes, a ética me incomoda demais.
- Será que o “viúvo negro” vem buscá-la hoje? – brincou Tyler.
Tinham apelidado o marido dessa forma. Os médicos já haviam “se familiarizado” com a moça. Refletindo por um minuto, a piada do Tyler me deu uma idéia.
- Acho que posso ajudar dessa vez. – afirmei sorrindo.
Tyler olhou pra mim desacreditado como sempre.
- Bella, você precisa aceitar que não podemos fazer nada.
- Podemos encaminhá-la para um dos psicólogos do hospital. – sugeri um pouco desapontada por não ter pensado nisso antes. – Ela talvez se sinta segura para contar a verdade. Não poderiam nos culpar por nada, estamos apenas fazendo o nosso trabalho. – sorri.
- Você não mede esforços pra ajudar alguém, não é? – falou com um ‘quê’ orgulhoso.
- Não.
Ele olhou pra mim por um instante, e depois para os demais médicos na ala que assistiam a nossa conversa, animados e contentes com a minha idéia.
- Bella, pessoas como você não existem. – elogiou uma das médicas, Anne.
Fiquei um pouco sem graça com isso, mas tentei disfarçar. Sem nenhum sucesso, pois todos riram.
- Tudo bem. Se der errado, a culpa é da Bella. – aceitou Tyler ainda rindo.
Novamente, os demais o acompanharam, assim como eu.
- Bom, estou indo. – os médicos tinham horários diferentes para o almoço. – Até mais tarde! – saudei a todos.
- É claro, agora ela vai se encontrar com o “sabe-tudo”. – brincou Tyler, se referindo ao meu anjo. – Do jeito que são, poderiam até ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
Não é a primeira vez que ele faz essa brincadeirinha. Até alguns pacientes que se encontravam presentes riram e eles estavam na emergência, hein! Ou seja, ao menos uma ferida grave grave apresentavam. Definitivamente adoram achar graça da minha vida.
- Quem vai ganhar o Prêmio Nobel da Paz? – perguntou a voz mais bonita da face da Terra.
Olhei pra entrada da ala, e lá estava o MEU Romeu. Corri até ele, e dei um beijo discreto por estarmos no local de trabalho. Ele fez uma careta com meu beijo mixuruca, e eu ri.
- Veio me buscar? – perguntei sorrindo.
- Um dia, a Bella ainda vai se derreter de tanta melação... – murmurou Tyler com os demais pra eu não ouvir, sem sucesso.
Olhei feio pra ele, que levantou os braços mostrando inocência.
- Ai! Cuidado, wow! – o paciente de quem Tyler estava cuidando reclamou, quando ele puxou uma das linhas com que estava costurando o seu joelho ao levantar os braços.
- Desculpe. – baixou os braços depressa.
Todos riram. Na emergência sempre tem alguém pra contar piadas fazendo. É uma forma de descontrair por que por aqui passam pessoas num estado tão grave que até eu me surpreendo. Nem sempre as piadinhas adiantam, mas hoje está funcionando até demais. Voltei minha atenção ao meu anjo.
- Na verdade... Vim avisar que não vou almoçar com você hoje. – respondeu tardeamente a minha pergunta, e eu fiz bico. – Vou aproveitar o tempo pra ir à ala Angiológica.
Disse que ele gosta de ir lá, não disse?
- Poxa... – sussurrei triste por ter que almoçar sozinha.
- Amor, é que há muito tempo eu não vou lá.. – afagou meu rosto. – Vai ficar chateada?
- Não consigo ficar muito tempo chateada com você.
Ele sorriu o MEU sorriso mais lindo do mundo. Acho que estou meio romântica hoje. Não costumo ser assim.
- Eu não ganho tão bem pra ter que ficar assistindo coisas como “não consigo ficar chateada com você”. Vou pedir um aumento! – reclamou Tyler, arrancando mais risadas de todos.
- Tyler, acho que seu problema é falta de mulher... – brincou meu anjo.
- Edward, não espalha pô! – resmungou o piadista. – Assim tu enfraquece a amizade!
Depois de mais e muitas risadas, finalmente fui atender ao pedido de meu estômago. Fui com o Edward no elevador. Nem deu tempo pra matar a saudade por que a emergência é no 1° andar, assim é de mais rápido acesso, e a Ala Angiológica no 3°. Nos despedimos e resolvi ir até a sala do Jass pra ver se ele queria almoçar comigo. Perguntei a ele, mas este disse que ia almoçar com a mãe hoje por que faz bastante tempo que não a vê. Aquela discussão com o pai dele foi mesmo séria, até hoje não resolveram isso. Ele procura não demonstrar, mas eu sei que isso ainda o afeta. Fui almoçar em um restaurante perto do hospital. Não demorei muito, tinha perdido o costume de comer sozinha, então me senti um pouco desconfortável. Fiquei imaginando se aquela moça realmente se abriria com o psicólogo. Espero que sim. Não queria que um desses “acidentes” um dia seja fatal.
Quando retornei ao hospital, assim que entrei com o carro de Edward no estacionamento, percebi que havia uma van de uma emissora de TV ali. Depois de estacionar, corri até a entrada e notei que estavam fazendo uma entrevista com alguns dos médicos. Estranho. Isso nunca aconteceu antes.
Passei sorrateira ao lado deles. Não queria, de jeito nenhum, que eles me pegassem pra Cristo também. Só a idéia de aparecer na TV já me causava arrepios. Não importando o motivo.
Tremi um pouco quando vi um dos câmeras que filmava a entrevista olhar pra mim. Pensei: “Ferrou!” Mas ele depois desviou o olhar, e eu me aliviei. Chegava à entrada da recepção quando ouvi uma voz chamando meu nome.
- Bella!
Conhecia aquela voz. Conhecia bem demais até. Pensei em estar ficando louca, ou algo do gênero. Mas quando virei o corpo em direção a ela, constatei o que já sabia: Jéssica.
- O que veio fazer aqui? – perguntei ríspida.
Ela se aproximou de mim sorrindo enigmática. Não gostei nenhum pouco. Parecia estar aprontando alguma e seja lá o que fosse... Boa coisa não era.
- Temos assuntos pendentes a tratar. – respondeu parando na minha frente.
- Como o quê? Não conseguiu tirar a mancha do vestido? – sorri cínica.
Seus olhos faiscaram de raiva. Isso só me fez ter mais prazer em lembrar daquele episódio.
- Edward.
Meu sorriso morreu de imediato. Já podia sentir a raiva me dominando. Lutei pra me controlar.
- Fique longe dele. – avisei.
- Por quê? Tem medo de que eu consiga o que quero? – sorriu. – Bella, você é inteligente. Sabe que mais cedo ou mais tarde, ele vai cansar de você e voltar pra mim. Você não é mulher o suficiente pra ele.
Bella se controla! Lembre-se dos repórteres no mesmo ambiente que você! Hospital Bella, você está no seu local de trabalho! Calma! Repetia mentalmente.
- Por que não facilita as coisas e se livra da humilhação de ser trocada por outra? Acabe logo esse rolo que tem com ele.
- E por que não desinfeta logo da minha frente antes que eu perca a paciência e meta a mão na sua cara? – ameacei. Precisava que ela fosse embora. Sentia que não ia conseguir manter meu temperamento inativo por muito tempo. Olhei ao redor e não vi ninguém conhecido o suficiente. Droga! Preciso de alguém que me impeça de fazer besteira. Por que o Edward não está aqui quando necessito mais do que nunca dele?
- Está assustada, Bella? – a vadia estava conseguindo o que queria: Confundir-me. – Ora, sou sua amiga. Vim te alertar para que não sofra tanto.
Preciso.Me.Controlar.
- Você nunca vai conseguir me apagar da vida dele. Permaneci 8 longos anos nela, e você sabe que ele nunca vai levar a sério uma pessoa que não seja eu. – minha respiração acelerou tamanho o meu nervosismo. – É melhor aceitar logo isso.
Por que eu não consigo simplesmente desmentir tudo o que ela está dizendo? Por que eu acredito nisso. É claro. Maldita! Por que eu simplesmente não podia dar as costas e ir embora? É claro, por que não sou uma covarde. Confirmaria todas as suas crenças.
- Você não é cega... – continuava provocando. – Você também viu que ele ficou nervoso ao me ver no shopping. – apertei a bolsa que segurava com força enquanto sentia minha visão ficando embaçada. Péssimo sinal. Ele ainda me ama.
- Aaaaaaaah!
A partir daí, eu não via e não pensava em mais nada além da extrema dor que eu queria que ela sentisse. O que eu podia fazer para machucá-la eu fazia. Eram tapas, socos, arranhões, beliscões, até senti quando um maço de seu cabelo veio parar na minha mão.
Os flashes das câmeras começaram a incomodar meus olhos, mas eu não conseguia ordenar a meu cérebro que parasse. Queria bater nela até eu mesma acreditar que tudo o que ela disse não é verdade.
Quanto mais batia nela, mais doía em mim. Não só por ela claramente estar revidando, mas por que eu não conseguia tirar da cabeça o “ele ainda me ama”, “ele ainda me ama”. Esse pensamento me fez bater nela ainda mais forte.
Algumas lágrimas já escorriam dos meus olhos quando senti alguém me pegando pela cintura e me separando dela. Enquanto a pessoa andava comigo em seu colo, eu me debatia, gritava, eu ainda não tinha acabado.
Depois de muito andar, senti que a pessoa me pôs sentada em algum lugar. E quando eu tentava levantar, me puxava pra baixo de novo.
- Bella, pare com isso. – reconheci a voz dele. – Pare. – colocou a mão no meu rosto tentando me acalmar, enquanto eu respirava com dificuldade. – Vá buscar um copo d’água pra ela. – pediu a alguém.
Consegui finalmente olhar pra ele, agachado na minha frente com uma expressão preocupada no rosto. “Ele ainda me ama”, “ele ainda me ama”, não parava de ecoar a mesma frase na minha cabeça. Novas lágrimas começaram a escorrer.
- Bella, calma. – afagou meu rosto.
Alguém estendeu um copo de água pra mim. Por incrível que pareça eu me irritei ainda mais com isso.
- Não quero água, quero acabar com aquela desgraçada filha da mãe! – tentei levantar, mas Edward me segurou, me pondo sentada de novo.
- Pára com isso agora, Bella! – ele parecia irritado. Muito irritado. – Já chega!
Mais choro. Ele não me amava, ele gostava dela. Ele estava irritado... Comigo. Só comigo.
- Você gosta... dela, não gosta?
- De quem?
- Da Jéssica! Você gosta da Jéssica! VOCÊ GOSTA DELA! – comecei a bater nele.
Ele tinha que gostar de mim! Só de mim! O choro me fazia perder as forças, ele tentava segurar meus braços e falar comigo, mas eu não conseguia ouvir. Perdi totalmente as forças. Agarrei-me a ele chorando mais. Meu deus! Como isso doía!
- Ela está descontrolada... – alguém murmurou nervoso.
Fiquei muito tempo abraçada com ele. Podia ver que já tinha virado espetáculo, e tinham muitas pessoas olhando pra mim. Mesmo sem saber ler mentes, já imaginava o que se passava pela cabeça deles: “Ela está maluca”.
Ofereceram-me novamente a água, dessa vez eu aceitei. Enquanto bebia, percebi onde estava. Sala de espera da emergência. Tinham diversas pessoas olhando pra mim, fora o Jasper e a Anne, que também estavam ali.
Edward percebeu meu desconforto diante aquelas pessoas e me ajudou a levantar. Notei que íamos no elevador, num absoluto silêncio, não sabia o que dizer, nem o que pensar.
Fomos até a sala dele, mas só o Jasper entrou com a gente. Ele me sentou no sofá que tinha ali, enquanto eu tentava voltar a realidade.
- Está melhor? – perguntou, sentando ao meu lado.
- Não acredito que fiz isso... – começava a me dar conta da grande merda que tinha feito. – Tinham repórteres lá... Droga! – coloquei as mãos no rosto. – Ai! – gemi quando encostei em minha sobrancelha.
Encostei o dedo de novo e vi que estava ferido. Comecei a prestar a atenção nas outras dores, pus a mão no canto da boca e notei que sangrava. Olhei meus braços e tinham muitas marcas vermelhas e de unhas por todo os dois.
- Preciso cuidar disso. – afirmou Edward.
Ele foi até o armário que tinha na sala e pegou uma caixa de primeiros socorros. Começou a fazer os curativos, enquanto eu praguejava até o inferno. Quando terminou, Jasper estendeu a minha bolsa. Nem tinha sentido falta.
- Bella... Você perdeu a cabeça, foi?! – exclamou. – Não quero nem imaginar o que o Sr. Laurence vai...
- OnDe eLa esTá? – gritos do corredor chamaram nossa atenção.
Nós três nos entreolhamos nervosos. Apavorei-me ao ouvir passos perto da porta, e esta ser escancarada sem nenhuma cerimônia. Sr. Laurence apareceu na sala e olhou furiosamente pra mim.
- Na minha sala. Agora. – ordenou a mim e desapareceu pela porta.
- Ferrou! – exclamou Jasper outra vez.
- Eu vou com você. – disse meu anjo decidido. Assenti nervosa.
Caminhamos até a sala do diretor. Edward segurava fortemente minha mão tentando passar segurança, mas de nada adiantou. Sabia que seria demitida. A porta estava encostada. Olhei pro Edward e ele me lançou um olhar firme.
Entramos.
- Adeus Dr. Cullen. – disse o diretor impassivo, sentado atrás de sua mesa.
- Mas... – ele ainda tentou argumentar, mas foi cortado.
- Serei obrigado a repetir?
Fitei Edward mais apavorada ainda, e ele me lançou um olhar desolado.
- Mais 5 segundos aqui e a punição à Dra. Swan será pior. – o diretor estava impaciente.
Pior do que a demissão? O que poderia ser? Contive a vontade de chorar.
- Vou esperar você lá fora. – afagou meu rosto, novamente.
- 3... – insistiu.
Edward correu pra fora da sala.
- Sente-se. – ordenou. O fiz. – Agora, poderia me explicar o que estava pensando quando iniciou uma briga na porta do hospital?
- Não estava pensando. – falei sinceramente.
- E que tal você pensar no fato de que tinham repórteres ali e que você envolveu o nome do hospital em um escândalo? Você parou pra pensar nisso, Dra. Swan? Não, é claro que não parou! – respondeu quando fiz menção em falar.
- Eu sei que agi mal, mas ela me disse...
- Eu, em algum momento, perguntei o que ela disse ou por que você estava se estapeando com ela? Eu perguntei?
Ele sabia ser grosso quando queria.
- Perguntei, Bella?
Parecia decepcionado comigo. Até usou o meu apelido. Coisa que nunca fez.
- Não. – baixei os olhos.
- Não é a primeira vez que isso acontece... – murmurou chateado. – Pensei que tivesse aprendido daquela vez.
Sabia que ele se referia a Lauren. Da briga que tive com ela há um ano atrás, ela quase precisou usar uma dentadura depois disso.
- O senhor vai me... demitir?
Silêncio. Péssimo sinal [2]. Ele suspirou antes de responder.
- Você sabe que não sou só eu que decido isso. – disse, por fim. – Acredito que os membros do conselho do hospital vão assistir ao noticiário... – baixei os olhos novamente. – Mas antes que isso aconteça, pretendo convocar uma reunião. Lá decidiremos. Vou tentar fazer isso o mais rápido possível, mas não garanto que será tão rápido assim.
Assenti, contendo as lágrimas. Ser emotiva é uma droga!
- Você será comunicada da decisão, mas por enquanto, continue trabalhando normalmente... – como se isso fosse fácil. – Porém... Saiba que mesmo que não seja demitida, a sua punição não será generosa. – ótimo, agora estou mais aliviada. Shit! – Está dispensada.
Levantei e segui até a porta. Sentia-me como uma menininha que fez alguma travessura e acabou de levar esporro do diretor do colégio interno onde estuda.
- Bella.. – voltei a olhar pra ele. – Eu vou fazer o possível pra evitar sua demissão, mas vai ser difícil... Você realmente exagerou dessa vez.
- Eu sei. – admiti tristemente num tom quase inaudível. – Obrigada, Sr. Laurence.
Tornei a virar, e quando abri a porta, Edward quase caiu em cima de mim por estar colado com o ouvido nesta. Ele endireitou rapidamente o corpo e fitou o diretor, sentindo que foi pego no flagra.
- Vou fingir que não vi isso, Edward. – disse o diretor com um suspiro.
Não entendia por que agora nos chamava assim. Ele não fazia isso com mais ninguém. Saí da sala depressa antes que ele mudasse de idéia.

***


Dois dias se passaram. Não vi, nem falei com o Sr. Laurence durante estes. Estava mal, muito mal. A um fio de perder meu emprego. Edward estava chateado comigo, por que soube do por que da discussão. Eu tentei argumentar, mas ele não deixou. Disse que não queria discutir comigo, mas sei que se chateou.
Arrependo-me de ter feito isso, mas eu me conheço. Sei que faria de novo se fosse necessário. É meu temperamento. Tyler tentou me animar dizendo que agora, o Prêmio Nobel da Paz só seria entregue ao Edward, mas não surtiu efeito. Todos no hospital souberam do ocorrido, é claro. E pra minha infelicidade, foi anunciado no noticiário sobre a briga.
Isso não acontece em todos os hospitais. Geralmente, escândalos fazem muito sucesso com celebridades, mas o Lenox era um hospital que tinha uma boa reputação, era muito reconhecido. Uma bomba assim com certeza prejudicaria. Não sabia ao certo como, nem o que iam fazer pra abrandar a situação, mas sabia que prejudicou de alguma forma.
Alice e Jass também ficaram sabendo, assim como Rose e Emmett, e também tentaram me animar. Mas acredito que o pior de tudo foi ouvir as piadinhas do trio maravilha no hospital e não poder dizer nada. Ou melhor, não poder fazer nada. Só pioraria a situação.
Também soube que ainda não havia sido marcada a tal reunião, mas que os membros do conselho estavam furiosos. Todos me conheciam. E acreditavam que o Sr. Laurence “me protegia” por ter me dado uma chance aqui no Lenox, o que de fato não é verdade.
Estávamos indo até a casa de Esme. Não consegui dizer não a ela, por que nos últimos dois dias, não saí pra lugar nenhum. Sabia que não adiantava chorar depois do leite derramado, mas simplesmente não conseguia fingir que estava tudo bem. Por que não estava. No quesito social, profissional e... Romântico.
Com certeza, esse último era o que mais me doía. Não estávamos nos falando muito bem desde o ocorrido. Ele tinha ficado magoado por eu ter acreditado nela, mas ainda mais por saber que eu ainda acredito. Mas eu não posso evitar isso. Não é como se eu pudesse controlar, senão é certo de que não teria cedido as provocações.
Quando chegamos, Nice atendeu à porta. Percebeu que havia algo errado, mas não disse nada, apenas nos cumprimentou. Fiquei um tempo conversando com Esme, até que Edward saiu com o Carlisle pra algum lugar. Acredito que apenas pra “espairecer” e permanecemos apenas nós duas. Sabia que ia começar a questionar.
- Bella, querida. Eu sei do que aconteceu no hospital, mas você não pode ficar assim pra sempre. Todos erram. Temos que aprender com isso, mas se martirizar não vai mudar o que aconteceu. O que você pode e deve fazer é driblar a situação até que tudo já esteja devidamente esquecido. – discursou belamente a minha amada sogra. – Depois da tempestade, sempre vem o dia de sol. Pode acreditar.
- Eu sei. – sorri pra mostrar que entendia. – Estou tentando, mas não é muito fácil. Principalmente por que... – encerrei o comentário.
- Por que...? – me incentivou a continuar.
- Você viu que o Edward... Ele... – brinquei com os dedos nervosamente. – Ele está magoado comigo. Não consigo estar bem com ele desse jeito. E muito menos enfrentar as conseqüências do meu erro. Ele... me dá... força.
Ela sorriu abertamente quando terminei de falar, um brilho passando pelos olhos dela. Não entendia muito bem o que significava isso. Ela tentou se recompor diante de minha expressão confusa, e responder.
- Eu reparei. – pigarreou tentando esconder o sorriso. – Olha... Você sabe por que o Edward está assim e acredito que saiba que ele tem razão. – mexi em uma mexa do cabelo contento a aflição. – Por que você não confia nele?
- Não é que eu não confie...
- Você não confia. – confirmou firmemente, me fazendo suspirar.
- Esme... – varria o cérebro em busca de uma informação que a fizesse mudar de idéia, mas eu sabia que ela estava certa. – Eu... não consigo.
- Só você pode mudar isso, meu bem. Acho que o Edward está fazendo o que ele pode, mas um relacionamento não dá certo se só um tentar. Correto?
- Ele não quer mais falar comigo... – murmurei, e ela riu.
- Ele vai falar com você ainda hoje. – afirmou com certeza. – Ele não consegue resistir por muito tempo. Assim como o pai. – sorriu convencida.
Senti-me um pouco melhor com isso, um pouco. Retribui o sorriso.
- Sabe o que estava pensando, querida? – a fitei mostrando que prestava atenção. - Estranho isso de ter repórteres no Lenox justamente nesse dia.
Pensei um pouco sobre isso até constatei o que já devia ter percebido há muito tempo. Isso nunca tinha acontecido antes. Nunca. Por isso aqueles eles não quiseram me entrevistar assim como estavam fazendo com todos os médicos que passavam ali. Por isso aquele sorriso. Por isso ela foi me procurar lá. Ela poderia ir atrás do Edward sem ter de me avisar disso... Como eu fui tão idiota, Deus do Céu?!
- Eu vou matar aquela vadia! – senti a raiva retornando inteira pro meu corpo.


Capítulo 14: Confronto Final

Bella POV

Foi tudo uma armação daquela mal-amada idiota! Ela queria se vingar! Mas pelo vestido ou pelo Edward? Não importa. Ela vai me pagar! Aquela cachorra se meteu com a pessoa errada! Levantei num embalo pronta pra começar com a adestração. Só não sabia... como. - Bella... O que vai fazer? – interrogou Esme apavorada. – Ai Jesus! Por que fui expor meus pensamentos?
- Isso não vai ficar assim!
Procurava minha bolsa. Precisava pensar num jeito de encontrá-la. Mas... onde? Como? Telefone? Não tenho... Endereço? Não tenho... Páginas amarelas? Hm... Isso até que...
- Bella, não vá fazer besteira! – pediu. – Você já fez, lembra? – não queria ouvir o que ela estava dizendo. Queria pensar. – Bella, me escute... – tentava me parar enquanto eu andava de um lado pro outro, nervosa. – Não vá fazer nada por que você vai se arrepender depois... Pessoas como ela não valem a pena... – droga! Não conseguia pensar em nada. – Bella, o Edward vai se chatear mais se você fizer alguma coisa imprudente!
Parei de andar quando prestei atenção no que ela disse. Ele ia mesmo. Ele ia se chatear. Passei as mãos no rosto tentando acalmar meus nervos, e ouvi Esme suspirar aliviada por ver que a razão tinha a voltado a minha mente.
- Eu preciso ir, Esme. – ela voltou a ficar tensa. – Isso tem que acabar. Se eu não fizer nada, ela não vai nos deixar em paz. – ela tentou falar. – Não vou fazer besteira. Eu prometo. Mas eu tenho que fazer alguma coisa.
Terminava de falar quando surgiu a uma idéia. Olhei pra uma das mesinhas que ficava na sala e percebi que Edward tinha deixado as chaves do carro e carteira ali. Perfeito! Torcia pra que desse certo. Caminhei até lá e vasculhei a carteira em busca do que queria. Havia uma infinidade de cartões de crédito, cartões de banco, dinheiro é claro, procurei e procurei até que encontrei o cartão que eu realmente desejava. Esme olhava atenta tudo o que eu fazia, provavelmente sem entender, mas em nenhum momento questionou. Ela confiava em mim. Peguei o que queria e coloquei todos os cartões, que eu tinha tirado na pressa, me preocupando em deixar tudo como estava antes a fim dele não notar nada. Busquei o telefone, em seguida discando o número apresentado no cartão. Logo aquela conhecida voz esganiçada atendeu.
- Hey, darling.
Quem é que em sã consciência atende o telefone desta maneira?
- Boa noite, Srta... – mudei a voz, e olhei o nome no cartão. – Patrícia Adams, por favor. – encarnei o personagem, rezando pra ela não reconhecer a minha voz.
- Ela, na linha.
- Aqui quem fala é... – droga! Como eu fui esquecer de um nome? – Milla Green. –nome péssimo, reconheço. – Sou consultora de serviços de cartão de crédito, e houve um problema com o cartão American Express da Srta. Jéssica Stanley. Gostaria de saber se podia me informar o seu telefone para que possamos entrar em contato com ela. – foi a única desculpa plausível que veio à mente.
- Tudo bem, mas... Como conseguiu o meu telefone?
Ela é mais esperta do que eu pensava. Ou talvez... Menos burra.
- É que ela colocou seu nome como beneficiária... – nem sabia se isso existia. – Então, temos o seu número.
- Ah... Ok.
Sorri contente. Ela me passou o número e depois de desligar que me dei conta de que não adiantava de nada ter o telefone dela. Se fosse assim, poderia ter pego o do Edward, já que ele também deixou aqui, pra ver o número. Ah não! Esqueci que ele mudou o número, nem sei por que.
- Esme? – falei com voz doce. – Você por acaso não tem um rastreador aqui, né? Ou tem?
Diga que sim. Diga que sim. Diga que sim. Pedia mentalmente.
- Por que eu teria um rastreador, Bella? – suspirei. – Mas... – a fitei esperançosa. – Um dos meus vizinhos é policial, talvez ele...
- Onde ele mora?
- Fim da rua. N° 84.
- Ótimo. Vamos. – virei em direção a porta depois de pegar a bolsa.
- Eu também? – questionou arqueando as sobrancelhas.
- Claro.
Corremos até lá na velocidade da luz. Quando chegamos frente a respectiva casa, percebi que todas as luzes estavam apagadas. Mesmo assim resolvi tentar. Andei até a porta e toquei a campainha.
DING... DONG...
Esperamos, mas nem sinal de que tinha alguém em casa. Tentei novamente e esperei. Quando novamente ninguém atendeu, Esme me olhou apreensiva.
- Vamos, Bella, não tem ninguém.
- Não. Tive uma idéia! – exclamei.
Caminhei até a lateral da casa, atenta pra ver se não tinha ninguém mesmo. Parei na frente de uma das janelas, rezei pra que estivesse aberta. Forcei o trinco e felizmente este destrancou.
- Bella, você não vai fazer o que estou pensando, vai? – perguntou minha sogra amedrontada.
- Vou.
Empurrei a janela pra cima com cuidado, a abrindo. Prestei atenção pra ver se tinha algum movimento, de repente ele estava dormindo. Quando a abri por inteira, coloquei minha bolsa no chão e guardei o papel com o telefone da cachorra no bolso da calça. A janela era baixa, mas mesmo assim eu teria que pular. Isso que dá ser baixinha.
- Por deus, não faça isso! – implorava Esme. – Bella, seremos presas por invasão de domicílio! Vou passar o resto de minha vida na cadeia! Oh meu deus! – pôs as mãos na cabeça. – Vou ter que usar aquele uniforme laranja horrível! Tchau maquiagens, tchau bolsas da Channel, tchau perfumes importados, tchau roupas de gri...
- Esme, não pira! – pedi. – Não vai acontecer nada. Você vai ficar vigiando enquanto eu entro e faço o que tenho que fazer. Simples, rápido e indolor. – expliquei calmamente.
Ela assentiu com o beiço tremendo. Apoiei as duas mãos na borda da janela e dei impulso, conseguindo subir com facilidade. Coloquei um pé pra dentro, o fincando no chão, mas quando fui fazer isso com o outro a ponta da minha sapatilha enganchou no trinco da janela e eu fui ao chão, batendo com a cabeça.
- Ai, merda! – reclamei.
- Bella, você está bem? – perguntou Esme se apoiando na janela.
- Estou. Preste atenção pra ver se vem alguém.
Levantei com a mão na cabeça, tendo em mente que um futuro galo era certo. Olhei de um lado pro outro, mas não vi nada parecido com um rastreador na sala. Segui pelo corredor, abrindo todas as portas. Banheiros, salas de jogos, e os quartos eram bem estilo hotel, julguei ser quartos de hóspedes. A casa era enorme. Finalmente avistei uma última porta numa parte mais afastada da casa. Diria que era um porão se não fosse pela claridade forte que saía dali, podia-se ver atrás daquela pequena abertura debaixo da porta.
Caminhei lentamente até lá, com receio de que tivesse alguém ali. Colei o ouvido na porta, mas nada ouvi. Talvez estivesse dormindo. Abri vagarosamente somente uma fresta, colocando a cabeça pro lado de dentro. Quando vi o tão misterioso cômodo, fiquei literalmente boquiaberta.
- Meu deus! – exclamei incrédula.
Adentrei o quarto perplexa. Aquilo não parecia um quarto, não mesmo. Parecia mais um bordel. Eram puffs roxos e brancos espalhados por todo ele, a iluminação era decorrente a um jogo de luzes vermelhas, brancas e amarelas que estava no teto, havia uma parede de vidro onde apareciam algumas imagens de mulheres nuas, como se fosse a tela de um projetor. Definitivamente não estou atualizada na tecnologia de hoje.
Um potente aparelho de som com duas caixas enormes ocupavam o espaço equivalente a uma cama, e esta se localizava bem no meio do cômodo, com lençóis de seda preta e o mais impressionante, ao meu ver, era uma espécie de palanque em forma circular que ficava bem de frente a cama, colado na parede ao lado da porta. Tinha até aquele ferro usado pra fazer danças sensuais no meio deste. Isso não parece quarto de um policial. Eu sei que é por que há um grande quadro com sua foto em uma das paredes também. E percebendo bem, em cima da cama tinha uns instrumentos que julguei ser de Sex Shop, como chicotes, algemas, cacetete, e entre outras coisas que não consegui identificar. Era como um espaço reservado para fantasias sexuais. Mas que diabos esse homem faz aqui dentro?
- Melhor nem saber... – murmurei pra mim mesma.
Voltei minha atenção para o que vim fazer. Comecei a procurar pelo quarto. No seu armário, na sua mesa de cabeceira, embaixo da cama, sob os puffs, mas não havia nada. Só restava um bar, que também tinha ali, onde não havia procurado. Fui até lá quando senti uma sede me abater devido a busca. Dirigi-me até atrás do balcão e comecei a vasculhar com os olhos algo ali que não fosse alcoólico. Não obtive nenhum sucesso.
Suspirando, peguei uma das garrafas de Ice que tinha em um mini frigobar, e me surpreendi quando de repente, o bar girou ficando na lateral e abrindo passagem pra uma “sala secreta”.
- Ai, Jesus! – levei a mão ao peito tremendo dos pés a cabeça devido ao susto.
Fitei com medo aquela infinidade de escuridão, decidindo o que deveria fazer. Pus a garrafa em cima do balcão e dei um passo à frente prestando atenção se nenhum alarme dispararia, ou facas afiadas viriam em minha direção. Como nada aconteceu, dei outro passo. Já não conseguia mais ver nada, então resolvi usar as mãos. Tateei a procura de uma parede, e quando encontrei ralei-lhe a mão cuidadosamente até achar um interruptor. Respirando fundo, o pressionei e toda a sala se iluminou. Aquilo sim parecia um aposento de policial. A sala era composta por espécies de prateleiras de metal, que eram protegidas por vidros. Tinha um tamanho médio, e as prateleiras preenchiam todo o espaço ao redor. Seu conteúdo: Armas de tudo quanto é calibre, tamanho e potência; Granadas; Diversos dispositivos policiais; Acredito que até bomba havia ali. Depois dessa última descoberta, me apressei no que tinha que fazer.
Fui rapidamente até o único móvel que havia ali, era uma mesa. Nela tinha telefone, notebook, papéis e mais papéis, o tão procurado: Rastreador. O resto, nem me interessei saber o que era, até por que não me interessava. Sentei na cadeira, e puxei pra mais perto de mim o dito cujo. Já tinha visto em séries criminais, policiais o utilizando, então sabia mais ou menos o que fazer. Liguei, e programei pra que funcionasse. Peguei também o telefone e disquei o número de Jéssica.
- Alô.

Lutei contra toda a raiva que senti ao ouvir sua voz.
- Boa noite, sou Milla Green e estou entrando em contato com você a respeito de seu American Express.
Não estava a fim de inventar outra história. Precisaria de alguns segundos até que o rastreador captasse o local, precisaria mantê-la falando.
- Deve haver algum engano. Não tenho esse cartão.
- Não? – olhei pra o visor e vi que faltava ainda 20 segundos. – Pode aguardar um instante enquanto vejo o problema aqui? Talvez não tenha chegado.
- Ok. Sem problemas.
Fiz barulho com alguns papéis, devido ao nervosismo. Pude ouvi-la suspirar cansada quando o bipe do rastreador apitou, e o endereço dela apareceu na tela. Anotei o endereço no mesmo papel do telefone, utilizando uma das canetas que encontrei na gaveta.
- Ah desculpe, houve mesmo um engano. Perdoe o incômodo. – desliguei.
Procurei deixar tudo como eu encontrei a fim de que o policial “ninfomaníaco” não percebesse nada. Se bem que ele não poderia ver muito bem que alguém usou o seu telefone. É rezar pra que ele não note! Quando retornei, Esme suava feio um porco com as mãos na cabeça. Suspirou aliviada quando me viu.
- Bella, quer me matar do coração? Por que demorou tanto? Pensei que ele tivesse pego você! Anda, venha logo pra cá! – ordenou.
Coloquei um dos pés do lado de fora quando ouvi o som da chave sendo virada na fechadura. Arregalei os olhos quando vi a porta lentamente se abrindo. Pulei pro lado de fora sem pensar em mais nada e acabei caindo em cima da Esme.
- AI! – gritou e eu tapei sua boca.
- Quem está aí? – uma voz grossa perguntou de dentro da casa.
Engatinhei até estar embaixo da janela, puxando Esme comigo. Meu coração batia na velocidade de um carro a 100 km/h. Quando escutamos passos próximos a esta, ela segurou fortemente minha mão com medo, forte demais até.
- Tem alguém aí? – perguntou novamente, na frente da janela, do lado de dentro.
Me encolhi ainda mais na parede, tentando de todo o modo que ele não me visse. Por fim, ele fechou a janela e logo só havia o barulho dos grilos na grama.
- Pensei que ele fosse nos matar... – murmurou a cópia mais madura de Alice em estado de choque, arfando pesadamente.
- Vamos!
Corremos de volta pra casa. Esme com mais dificuldade por que tremia mais do que a Kate Winslet em Titanic. Depois de tomar uns 3 copos de água com açúcar e conseguirmos convencer a Nice com a desculpa de que Esme tinha quase sido atacada por um cachorro, ela finalmente se acalmou.
- Esme, tenho que ir agora. – informei, percebendo que já tinha se passado tempo demais. – Edward daqui a pouco vai voltar. – peguei as chaves do carro dele, e minha bolsa, enquanto Esme me olhava receosa. – Invente uma desculpa pra ele, ok?
- Como assim? – pavor em seus olhos.
- Ele não pode saber o que fui fazer. Ele vai atrás de mim... – suspirei. – Invente algo. Que tive que sair por estar passando mal, que uma amiga minha estava parindo... Sei lá. O convença, por favor. – usei dos olhinhos do gato do Shrek pra a convencer.
- Tá bom... – desistiu. – Vou tentar. – sorri em agradecimento. – Bella, tome cuidado, sim?
- Pode deixar.
Segui rumo ao canil da cachorra. Não era tão longe assim da casa de Esme, com sorte retornaria antes do Edward voltar. Mas me intrigou o endereço dela, até onde eu sei, fica em um dos bairros mais pobres de NY. Ignorei esse detalhe e acelerei com o carro. Queria resolver logo isso.
Menos de 20 minutos depois, estava adentrando em (...), devido ao fato de ter vindo a 100 km/h. E eu estava certa, o bairro tinha uma aparência horrível. Parecia aqueles antigos cortiços onde moravam mais de 100 famílias num cubículo. Mesmo não acreditando que ela realmente pudesse estar “morando ali”, desacelerei o carro olhando pra placa de cada rua, e me surpreendi quando li uma com o endereço de Jessica.
Mesmo com muito medo de estar num lugar daquele, virei a esquina que seguia a rua. Não tive o maior trabalhão pra agora que estou aqui não conseguir falar com ela. Estava quase chegando no número do prédio indicado, quando meu celular tocou.

New York... Concrete jungles where dreams are made of...

Tive um pouco de dificuldade pra encontrá-lo dentro da bolsa. Era uma infinidade de objetos juntos. E o celular continuou tocando insistentemente.

Now you’re in New York... The streets will make you feel brand new…

Quando finalmente consegui desenterrá-lo do fundo da bolsa, olhei no visor e suspirei pesadamente: Edward. Será que não saber mentir é genético? Sabia que minha atitude geraria conseqüências, mas ignorei a chamada, desligando o celular. Como eu já disse: Não tive aquele trabalhão pra parar agora.
Estacionei o carro na calçada em frente ao prédio, procuraria demorar o mínimo possível, pois se deixasse o carro muito tempo ali, quando voltasse, só encontraria as marcas dos pneus. Armando-me de coragem e calma, adentrei o prédio.
Havia um porteiro bem mal-encarado com os pés em cima do balcão, um palito entre os dentes e assoviando pras mulheres com roupas minúsculas que por ali passavam.
Quando me viu, lançou um olhar significativo em minha direção, eu fingi não notar, pois precisaria dele. Ou melhor, da ajuda dele. Aproximei-me do balcão, tentando manter um sorriso amigável no rosto pra aquele homem deplorável.
- Boa noite. – saudei.
- Ótima. – deu uma boa olhada nos meus seios antes de sorrir com malícia revelando poucos e amarelados dentes na boca.
- O Sr poderia me ajudar? – tentei não vomitar pelo fato dele estar passando a língua lentamente pelos lábios.
Ele acha mesmo que isso é sexy? Talvez deva apresentar o Edward a ele. Nunca mais tentaria seduzir alguém dessa forma asquerosa. Ew!
- Claro, docinho.
Docinho? Ele deveria pedir desculpas à humanidade por existir.
- Qual o apartamento de Jéssica Stanley?
- Jess Fogosa? – questionou, sorrindo.
Mas que raio de apelido é esse?!
- Seria anti-ético da minha parte revelar essa informação a você. – tentou bancar o durão.
- Você por acaso sabe o que a expressão “anti-ético” significa? – perguntei com desdém.
- Na verdade, não.
- Foi o que pensei... – sibilei baixo.
- Mas bem que ela está precisando de um castigo... – murmurou com uma expressão pensativa. – Apartamento 3, 2° andar. – sorri em agradecimento tentando ser simpática, mas aposto que parecia mais uma careta.
Virei em direção às escadas, quando ele novamente falou.
- Se pretende matá-la, por favor... Finja que não me conheceu. – o fitei incrédula. – E se quiser um lugar pra esconder o corpo, aconselho o assoalho debaixo da escada. Só devem ter só uns 3 ali, tem espaço. – ele não parecia estar brincando.
- Fazem isso com freqüência? – estava em choque.
- Você nem imagina... – murmurou antes de virar pra frente novamente e voltar a assoviar como se não houvesse dito nada.
Subi as escadas numa velocidade impressionantemente rápida, pretendia sair o mais rápido dali. Quando cheguei ao 2° andar, sai uma mulher de um dos apartamentos com um lençol em volta do corpo gritando, apavorada.
- Polícia! Polícia! – parou de gritar quando olhou pra mim, e viu como estava ofegante devido a ter subido correndo. – Ah, era você! Vê se faça menos barulho, sim? Tenho clientes aqui, e você me atrapalhou! – entrou de volta no seu aposento, batendo a porta com força.
Eu surtei ou ela disse mesmo clientes, no plural? Mas onde foi que eu fui amarrar meu burro? Pensei apavorada. Caminhei através do minúsculo corredor, com cuidado pra não encostar naquelas paredes imundas, podia pegar uma doença ou várias, talvez. Avistei a porta amarela com um ‘dois’ em vermelho bem grande nela, andei até lá e bati. Não demorou muito até a porta se abrir.
E uma Jéssica com uma blusa tomara-que-caia laranja e um shot jeans surrado e muito curto aparecer por esta. Eu havia feito um belo trabalho, ela estava bem mais machucada do que eu e não parecia surpresa por me ver ali.
- Você demorou... Dirige devagar, é? - perguntou, irônica. A fitei confusa. – Você é uma péssima atriz, por falar nisso. Foi bem fácil reconhecer sua voz no telefone.
Talvez não tenha sido tão convincente mesmo. Ela abriu mais a porta pra que eu passasse, o fiz. Isso está muito estranho. O normal seria ela berrar pra eu sair da casa dela ou até mesmo chamar a polícia.
- Então... O que quer? – sentou largada em uma poltrona que tinha no “apartamento”.
Era tão pequeno que mal caberia duas pessoas vivendo ali. Pelo menos tinha uma aparência limpa. Olhei ao redor e percebi que aquilo ali era o último lugar que pensava encontrá-la.
- Não veio avaliar meu apê, não é? – resmungou. – Diga logo o que quer!
- Que você me deixe em paz. E o Edward também. – ela ia falar, mas prossegui. – Você não percebeu que isso não vai dar em nada? Foi você que fez a merda de deixá-lo, agora arque com as conseqüências! – ela recuou um pouco. – Seu tempo já passou, Jéssica. Mesmo que você conseguisse que eu fosse demitida, que eu tivesse até que voltar a morar com meus pais por falta de dinheiro. Ele nunca vai voltar pra você. Eu sei que você também sabe.
Foi exatamente isso que ela fez comigo, tentar jogar argumentos na minha cara, e se eu começasse a me alterar ia acabar me estapeando com ela novamente, então... É melhor ser civilizada. Ela tentou dizer algo, mas desistiu e suspirou.
- Eu sei. – respondeu, enfim.
Ela disse mesmo “eu sei”? OMG. Por essa eu não esperava.
- Que bom que sabe. – tentei conter o espanto.
- Talvez já esteja na hora de... Admitir a verdade.
Pisquei os olhos algumas vezes pra ter certeza de que aquilo era real. Não me convenci.
- Você sabe muito bem o que é estar com ele, é claro... – murmurou baixo a última parte. – Mas você não sabe como é perder isso. – baixou os olhos. – O Edward é a pessoa mais incrível que eu já conheci. Mas eu era egoísta e fútil demais pra notar. – arqueei as sobrancelhas. – Ok, tá bem... Ainda sou fútil e egoísta... Mas você disse bem: “A merda que eu fiz em deixá-lo”. Não há nada que eu me arrependa mais do que isso. Eu só queria ter isso de volta.
Ia responder, mas ela levantou o dedo pra me silenciar.
- Não, deixe-me acabar, por favor. – “por favor?” Eu estou mesmo falando com Jéssica? Será que é um clone? – Eu sei que não posso mais recuperar isso, Bella. Soube quando Edward veio aqui e...
- Quem? – questionei perplexa.
- Edward. – repetiu. – Não diga nada, espere eu terminar de falar. Ele queria falar comigo, então veio aqui no dia do incidente no hospital. Ele estava preocupado com você e queria que eu fosse embora. – a cada palavra sua expressão ia se tornando mais triste. – Eu tive certeza de que havia perdido só de ver o modo como ele fala de você. E agora você também veio, e eu sei muito bem que não foi pelo seu trabalho e sim por ele... – não podia negar. – E eu realmente acho que vocês merecem ficar juntos.
Perdoe... COMOFAS?
- Isso é alguma piada? – cruzei os braços.
- Não, Bella. Eu já estava pensando em realmente ir embora depois de ter falado com ele, meu orgulho me manteve aqui... Não estou brincando. – estou chocada. – Eu o amo de verdade, você pode até não acreditar, mas... É verdade. Eu errei muito com ele, e talvez este seja o meu castigo. Mas eu não vou mais incomodar vocês. Vou voltar pra LA. E além disso... Me desculpe pelo que houve no hospital. Sei que isso não muda e nem resolve nada, mas espero que acredite que eu sinto muito.
Acho que estou vivendo num universo alternativo que a minha mente criou devido as constantes emoções que estou vivendo. Isso não é real. Com certeza não.
- Não sou tão ruim quanto pareço... – continuou. – Também tenho um coração, sabe? Só tive uma vida muito fácil e me tornei uma pessoa mesquinha, mas veja como o mundo dá voltas... Olha só esse lugar. – girou a cabeça indicando ao redor. – Essa aqui sou eu agora. Sem dinheiro, sem trabalho e sem o Edward. Mas eu quero que ele seja feliz, e se ele ama você... Só me resta sentar e chorar.
Rimos. Pera aí... Rimos? Eu disse mesmo isso? Oh céus! Agora tenho certeza que estou num universo alternativo.
- Na verdade, eu vim aqui pra falar... – murmurei. – Mas tenho que admitir que você realmente me surpreendeu.
- Sempre surpreendo. – forçou um tom falso de prepotência, mas qualquer um que olhasse pra ela via que estava mal. – Agora, não querendo te expulsar daqui, mas já te expulsando... Edward deve chegar aqui em menos de 5 minutos, e não quero mais encrencas. Então... – andou até a porta e a abriu. Novamente, a fitei confusa. – Eu ainda o conheço, Bella.
Saí ainda tonta pelo que aconteceu.
- Bella... – virei, quando já caminhava pelo corredor. – Não o machuque, ele não merece. Ele não gostava tanto de mim assim, por isso superou, mas de você... – não terminou. – Se você fizer isso, eu volto pra te caçar. – me lançou um olhar firme quando viu um resquício de sorriso se formar nos meus lábios. – Não é brincadeira. – será que ela aprendeu a ser agressiva nesse tempo que passou aqui? – E mais uma coisa... Não brigue com ele por ter vindo me ver... Eu o procurei, diversas vezes. Na verdade, eu o enchi o saco e quando nós “caímos no tapa”, ele achou que estava na hora de dar um basta.
- Eu sei.
Ela assentiu.
- Sabe... Se não tivéssemos nos conhecido nessas circunstâncias e você não estivesse com o homem que eu amo, acho até que poderíamos ser amigas... – refletimos sobre a questão. – Não, acho que nem assim.
Rimos [2].
- Você é muito... Patricinha, pro meu gosto. – completou.
- Compre um espelho. – rebati.
- Tchau, Bella.
- Tchau.
Tomei o caminho da saída do prédio. Seria muito errado sentir pena dela? Ainda estou com raiva, lógico... É o meu trabalho que ela prejudicou, mas ela está pagando bem caro por isso. Não dei ouvidos as piadas que o “porteiro” fez sobre minhas pernas, e segui até o carro. Assim que entrei, resolvi ligar o celular pra encarar a verdadeira realidade. Nem dois minutos depois, este tocou. Nem me dei o trabalho de olhar no visor.
- Oi, Edward. – suspirei.
- Bella, até que enfim você atendeu! Estou há tempos tentando falar com você! – exclamou uma Esme desesperada.
- Por que? O que aconteceu? – perguntei preocupada.
- ... – silêncio. – Edward está no hospital!
Senti meu coração falhar uma batida.


Capítulo 15: Descontrole


Bella POV

Corria através do estacionamento do Metropolitan Hospital, aflita e preocupada desde a ligação de Esme. Não sabia o que tinha acontecido ainda, assim que ela me deu a péssima notícia, só quis saber qual era o hospital.
Voei até o balcão da recepção a fim de informações.

- Boa noite. Gostaria de saber sobre um paciente que deu entrada aqui há um tempo. Edward Cullen.

- Seu parentesco com ele é...?

Ela olhou pra mim desinteressada e mexeu em algo no computador.

- Sou namorada dele.

- Ele está fazendo alguns exames. 5° andar, corredor 2.

- Obrigada.

O elevador não demorou a subir, felizmente. Logo já estava no corredor indicado, de longe avistei Esme e Carlisle sentados em uns bancos ali, e fui até eles.

- O que houve?

- Bella, que bom que chegou. – disse Esme. – Foi assalto. Perto do apartamento de Jéssica, ele tinha ido atrás de você.

Por que todas as minhas ações causam uma reação no Edward? Essa lei de Newton está invertida! Coloquei as mãos na cabeça, aturdida.

- Levaram seu carro? – questionei.

- Não foi o Edward que foi assaltado. – a fitei confusa. – Era uma mulher que passava na rua com a filha. Ele foi se meter. – quando ia reclamar, ela continuou. – Eu sei que ele não devia ter feito isso, disse isso pra ele, mas Edward tem um fraco por criança. Ele se defendeu afirmando que não podia simplesmente ver alguém fazendo mal a menina e fingir não ver.

Essa informação não condizia com o meu pensamento dele em relação a crianças.

- Ele é maluco... – murmurei com uma mistura de medo e admiração.


***


Esperamos cerca de 10 minutos, até o médico finalmente vir falar com a gente. Minhas unhas já tinham desaparecido pela brusca ação dos meus dentes sobre elas. Pra mim já fazia uma eternidade que estávamos aguardando notícias.

- São a família de Edward? – se aproximou um homem alto, moreno e com uma aparência bem cansada questionando a nós.

- Sim. – respondeu Carlisle. – Como ele está?

- Bem, não foi grave. Ele só fraturou algumas costelas.

- Você diz “só”? Quer que eu quebre as suas pra ver se é bom? – ameacei irritada.

Ele me encarou sem alterar a expressão.

- Bella... – repreendeu Esme. – Podemos vê-lo, doutor?

- Sim. Me acompanhem.

Não sabia se deveria ou não ir com eles. Talvez ele não quisesse me ver. Podia se irritar e...

- Vamos, Bella. – chamou Carlisle.

- Acho melhor irem só vocês. – falei tentando manter a voz normal. – Não sei como vai estar o humor dele. Melhor não arriscar.

- Tudo bem. – aceitou relutante, e seguiu junto com Esme o doutor mal-educado.

***


Eles não demoraram muito tempo, e quando voltaram, estavam com uma expressão melhor. Fiquei mais aliviada com isso. Levantei para irmos embora, perguntaria sobre ele no caminho, mas Esme me chamou a atenção, quando comunicou.

- Ele quer falar com você.

Meu coração disparou só com essa simples frase. Tinha dúvidas se isso era bom ou ruim. Assenti pra ela e fui até a porta onde eles haviam entrado antes de perder a coragem. Forcei a maçaneta e abri. Ele estava deitado olhando pra mesma, me esperando entrar, e depois pra mim quando passei por esta. Seus olhos estavam indecifráveis.

- Oi. – disse acanhada me aproximando da cama.

- Você realmente não ia entrar?

Ele parecia magoado.

- Não sabia se queria me ver, e...

- Essa foi a desculpa mais ridícula que você poderia inventar.

- Não estou...

- Tá bom. – me cortou. – Pode me dizer o que foi que aconteceu lá, ao menos?

Talvez eu não devesse mesmo ter entrado.

- Fui... resolver as coisas. – respondi.

- E conseguiu?

- Sim.

- Como?

- Conversando. Ela me explicou algumas coisas e...

Por incrível que pareça, ele pareceu ficar mais irritado com isso.

- Ah... E depois vocês se abraçaram e juraram ser “amigas pra sempre”? – ironizou.

- Não disse isso.

- Não seria a primeira vez. Você gosta de acreditar no arrependimento das pessoas, não é? – sabia de quem ele estava falando.

- Edward...

- Quem vai ser da próxima vez? O Mike, talvez? – continuou. – De repente você também goste de baseball. Ou quem sabe, a Lauren? Se bem que ela, até eu acredita...

- Edward, pára!

Eu não acreditava que ele estava dizendo aquilo e muito menos tentar me provocar elogiando a Lauren. E conseguir. Isso não ajuda em nada a minha tarefa de confiar nele. Droga! Por que ele tinha que fazer isso?

- Está tudo bem?

Olhei pra porta e vi Esme com o rosto preocupado. Saí do quarto sem nem olhar pra trás. Carlisle também me olhou preocupado. Talvez não estivéssemos falando tão baixo quanto pensava. Esme entrou no quarto novamente, pra falar alguma coisa com ele e quando saiu, tirei as chaves do carro dele da minha bolsa.

- Estou indo embora. – coloquei as chaves na mão dela, e cumprimentei Carlisle.

***


Cheguei ao meu apartamento exausta. Joguei minha bolsa em qualquer lugar, e depois de tomar um banho, caí na cama sem nem ao menos comer. Precisava dormir, precisava esquecer tudo o que aconteceu hoje.
No dia seguinte, logo cedo liguei pra Esme. Queria saber o verdadeiro estado do Edward, talvez devesse falar com o médico. Será que ele daria o telefone dele pra mim? Não é exagero, estou preocupada. Alice também me ligou cedo desesperada por notícias do irmão, contei o que aconteceu e o que ela mais disse foi que o Edward é um idiota e que eu sou boazinha demais por ter acreditado em Jéssica.
No final das contas, fui a encarregada de passar a notícia também para Rose e Emm. Passei a manhã na emergência, e continuava aquele clima pesado. Eu sempre fui de falar muito, com os médicos conhecidos ao menos, mas desde o incidente tenho estado na minha. Alguns olham pra mim com pena, não gosto disso.
Só fiz besteira e estou arcando com as conseqüências disso. Não vou reclamar e muito menos dizer que fui injustiçada. Almocei com Jass, e quando voltei ao hospital, Sr. Laurence veio em nossa direção. Sabia que boa coisa não era. Jasper se despediu de mim, saindo de perto de nós.

- A reunião foi marcada pra amanhã. – comunicou sem rodeios. – Quando decidirmos, você será chamada à sala. Se tiver algum paciente, passe pra outro médico. Não sei ao certo quanto tempo vai durar.

- Sim, senhor. – assenti. – Ah... Sr. Laurence, o Edward... Ele...

- Não se preocupe, ele já ligou pra mim. – assenti novamente.

Ele fez um gesto com a cabeça acenando, retribui e me dirigi à minha sala, por enquanto. Sentei na cadeira cobrindo o rosto com as mãos. Me sentia tão mal que se um caminhão passasse por cima de mim agora, não alteraria a dor.
O telefone tocou. Suspirando, atendi. Não queria falar com ninguém, mas.

- Dra. Swan. – tentei mostrar um ar profissional.

- Filha! – ouvi a voz confortadora de minha mãe.

Pra ela, poderia abrir uma exceção.

- Oi mãe. Como está?

- Bem, estou bem. O que aconteceu querida?

- Nada mãe, estou bem.

- 1... – pronto, começou.

- Mãe...

- 2...

- Tudo bem, eu conto.

Se deixasse chegar no 3 me arrependeria. Fiz um resumo dos últimos acontecimentos, e ela ouviu a tudo calada. Sempre foi assim. Nunca tive problemas com ela devido a isso, sabíamos escutar uma a outra antes de tudo.

- Ah querida...

- Não precisa se preocupar, daqui a pouco isso já passou e vai estar tudo bem.

Queria eu mesma acreditar nisso.

- Bella, você não me engana. Tem algo mais.

- Não tem não. – menti.

- 1... – insistiu.

- Briguei com Edward.

- Q.u.e? – questionou perplexa.

Já podia imaginar ela mordendo o lábio, como toda vez que se assusta com alguma coisa.

- Não acredito que você brigou com meu genro, Bella! Você ficou maluca?

E pensar que cheguei a cogitar a possibilidade dela se preocupar comigo, que sou sua filha.

- Esses jovens de hoje em dia... – murmurou reprovando. – Bom, mas o que foi que você fez?

- Por que acha que fui eu? – perguntei ofendida.

- Ele que não foi, né! Edward é um rapaz ótimo. Bonito, educado, inteligente, simpático, louco por você, bonito...

- Você já disse que ele é bonito, mãe.

- Carinhoso, gentil, generoso, bonito...

Não desligo mais o telefone hoje. Quando ela começa a falar do Edward, dá nisso! Precisa dizer que ele é bonito 3 vezes?

- Culto, interessante, atraente...

- Mãe, já entendi! – a cortei. – Posso falar agora?

- Bonito... – bufei. – Tá, parei. Fala.

Mesmo depois de contar tudo, ela continuou o elogiando e dizendo que a culpa era minha, que eu tinha que ir ao hospital falar com ele novamente e blá blá blá. Desliguei dizendo que tinha que trabalhar, o que na verdade ela também deveria estar fazendo, mas afirmou estar de licença por estar com tendinite. Engraçado que pra ficar de trelelê no telefone, ela está ótima. Enfim, digo nada.
Até que consegui me distrair. Minha mãe é louca, mas ela consegue me acalmar, mesmo que seja me fazendo esquecer os problemas com suas maluquices. Mas agora estou aqui, sozinha de novo com meus pensamentos. É deles que eu tenho muito medo. Eu tinha que estar na emergência há essa hora, mas como sabia que não estava tão caótica, resolvi dar um tempo pra mim.
Não estava com cabeça pra isso. Era capaz até de fazer alguma besteira. No fim do dia, me vi em um dilema entre ir pra casa e ir ver o Edward. Meu cérebro quase parou de tanto que eu pesava as vantagens de ir e não ir. E por fim, eu fui. Sem surpresa nenhuma pra mim, nós nos desentendemos, de novo.
Mas ao contrário de ontem, conseguimos nos resolver. Mais ou menos. Ele se desculpou pelo que falou da Jéssica, e aquele monte de absurdos que também disse, mas a situação continuava péssima. Estávamos bem somente na teoria. Nós conversamos um pouco, mas tinha alguma coisa ali. E eu sabia que ele ainda estava magoado comigo por causa da briga.
Aproveitei pra pedir o telefone do médico que descobri se chamar Jason Phelps, infelizmente ele não me deu o número do telefone mesmo depois de eu muito insistir. Acredito que foi por ele não ter ido com a minha cara, mas só pra provocar o bombardeei de perguntas sobre o quadro do Edward.
Ele respondeu tudo com má vontade por achar que ele não sofreu nada sério, mas ao menos respondeu. Também pedi ao querido médico que não informasse a meu namorado sobre isso. Ele poderia ficar ainda mais irritado pela minha preocupação excessiva e queria evitar outra briga. Então, embora tenha conversado com o médico dentro do quarto quando ele foi me comunicar de que tinha de ir embora, me certifiquei de que Edward estava dormindo.
Esme estava lá com ele, e foi em casa tomar banho e trocar de roupa durante o período de tempo que estive lá. Gostaria de eu mesma ficar lá, mas além de o Edward com certeza não querer isso, eu tinha que trabalhar.
Estava mais esgotada do que no dia anterior ao chegar em casa, conversei com Jake pelo telefone, e ele me aconselhou mil vezes a ficar calma e pensar coerentemente a respeito do hospital. Muito diferente do Edward, que nem se quer perguntou. Ou melhor, deixa eu ser clara:
Ele falava comigo olhando pra todos os lugares menos pra mim, na nossa curta conversa o que ele mais fez foi citar subconscientemente a minha falta de confiança nele. A única vez que ele realmente prestou atenção em mim foi quando ele foi dormir, e nos despedimos, embora eu tenha permanecido lá. E ele me beijou de um jeito em que me fez ficar feliz, naquele momento.
Cheguei a acreditar que ele tinha esquecido, mas não... Aquele olhar que me cortava o coração continuava lá. Balancei a cabeça antes que começasse a chorar, como de praxe. E me preparei pra o dia de amanhã.

***


Caminhava através do corredor do 12° e último andar do hospital, em direção a sala de reuniões. Havia sido intimada a comparecer a esta 10 segundos após a ligação, acredito que demorei mais do que isso. Mas não tive culpa, o espaço de tempo determinado foi muito pequeno.
Queria tanto que Edward estivesse aqui comigo. Suspirei, tentando não pensar nisso agora. Só Deus sabe o que vai acontecer ali dentro! Preciso deixar as emoções de lado, ou seria pior. Bati na porta e escutei um singelo “entre” ser pronunciado.
Fechei os olhos por um instante antes de girar a maçaneta, indo em direção a minha guilhotina pessoal. A sala era grande em uma forma retangular. 11 pares de olhares incisivos se voltaram em minha direção, e somente um olhar era de compaixão. Doze e importantes homens sentados em torno de uma enorme mesa era uma imagem bem intimidadora.
Sentei na única cadeira disponível, parecia estar reservada pra mim por estar uma posição diferente das demais. Me sentia em um julgamento onde a ré era eu mesma.

- Bom dia. – disse sem saber se deveria ou não ter aberto a boca.

- Bom seria se não estivéssemos aqui, não acha? – alfinetou um deles.

Não lembrava o nome de ninguém além do diretor, mas conhecia cada um dos rostos. Nenhum deles gostava de mim. Desde que entrei no hospital. Discordavam totalmente da decisão do Sr. Laurence de me dar uma chance aqui por que era muito inexperiente. Ainda começava a minha carreira. Ou seja, não estava com nenhuma sorte.

- Não acha? – insistiu.

- Devo lembrá-lo de que isso não é um tribunal, Sr. Johnson. – tomou a frente o Vitor.

O homem em questão bufou, desistindo de continuar com os comentários.

- Vamos começar então. – deu início o diretor. Senti que eu começava a suar frio. – Embora o incidente em tese... – riram debochadamente pela palavra “incidente”. – Tenha sido muito prejudicial à imagem do hospital, conseguimos contornar a situação, fazendo um acordo com a emisso...

- Isso é irrelevante. – outro falou. – Ela não precisa saber sobre as questões do hospital. É só uma médica. – me lançou um olhar desdenhoso.

- Na verdade, eu queria... – tentei incentivá-lo a contar mais sobre o assunto, mas fui interrompida.

- Você não tem direito de dizer nada. Já estamos sendo bem generosos com você. – falou Sr. Johnson.

Isso, porém, não me incomodou. Comemorava internamente por saber que conseguiram resolver o problema.

- Bem, apesar disso... – mudou o discurso. – A sua demissão seria uma atitude precipitada e impensada em vista aos anos de um excelente trabalho que tem prestado aqui no hospital. – sorriu pra mim, reconfortante. – Então foi uma solução imediatamente ignorada. – as batidas do meu coração aceleraram e diminuíram quase ao mesmo tempo enquanto aguardava a conclusão. – Porém, ele decidiram... – concluía o diretor, mas foi cortado, de novo.

- Nós decidimos. – o sócio do dono do hospital, o mais influente naquela sala, lançou-lhe um olhar, o repreendendo.

- Isso, nós decidimos... – se corrigiu, sem desejar isso de verdade. – Pelo seu afastamento temporário pelo período de 6 meses a fim de aprimorar o seu temperamento e controle no seu local de trabalho.

- 6 meses?! – exclamei sem poder me conter.

- Talvez devesse ser repensada a questão de sua demissão visto que a Dra. Swan está se alterando novamente. – o Sr. Johnson sugeriu sorrindo cinicamente pra mim.

Calei a boca me afundando ainda mais na cadeira. Queria muito, mas muito mesmo desaparecer.

- Isso não será necessário. – me lançou um olhar repressivo o Vitor. – Afinal, qualquer um teria a mesma reação da Bella.

- Da “Bella”? – continuou provocando. – Quanta informalidade. Questiono-me o porquê de sua fervorosa defesa à nossa querida “Bella”. Detestaria confirmar o fato de que talvez a médica exemplar preste serviços exclusivos ao Sr. Laurence.

Meus olhos saltaram do rosto quando todo o veneno daquela frase atingiu-me em cheio a face.

- O que está querendo insinuar? – questionou nervoso o alvo da suspeita de Sr. Johnson.

Ele sorriu ironicamente antes de responder.

- Oh nada, querido amigo. Só acredito que sua esposa desaprovaria este tratamento particular. – destilou mais um pouco de veneno.

- Escute aqui, seu...

- Não nos exaltemos. – o sócio tentou apartar a futura briga iminente.

O Sr. Laurence que tinha se levantado devido à raiva, se acomodou na cadeira novamente respirando fundo.

- Não estamos aqui para tratar deste tipo de assunto. - continuou. - Até por que imagino eu, que este seja somente um equívoco do nosso colega. – lançou um olhar questionador ao Vitor.

- Não acredito na bobagem que estou ouvindo! – balançou a cabeça reprovando a simples menção dessa possibilidade.

Nem me atrevia a dizer nada tamanho o meu espanto ao fato de que eles estão cogitando uma probabilidade tão nojenta como esta. Por Deus! Ele tem idade pra ser meu pai!

- Nada a dizer, Bella? – insistiu o mentor do assunto, ainda sorrindo.

- Pensei que queria que eu me calasse. Não sabia que sofria de bipolaridade. – ataquei, por fim. Vitor riu, e pôs uma das mãos em frente à boca tentando esconder. – E também não tenho nada a declarar sobre essa idéia repugnante... – o seu sorriso se desfez devido a minha ousadia. – Acha mesmo que tenho cara de mulher que se contenta em ser “a outra”? Você definitivamente não me conhece.

Não me perguntem da onde tirei a coragem para dizer uma coisa assim a um dos membros do conselho. Mas fiquei tão irritada por o Sr. Vitor tentar me ajudar e acabar sofrendo um questionamento sobre sua fidelidade que “explodi”.
Sr. Laurence olhou pra mim e sorriu em agradecimento. Retribuí. Não só por educação, mas por tudo que ele já fez por mim, até hoje. O meu “não-fã” torceu o nariz desgostoso e não disse mais nada.

- Encerrando o assunto... – interveio o sócio novamente. – Dra. Swan, termine o expediente de trabalho hoje normalmente e no fim do dia, acerte suas contas com o Sr. Laurence.

Achei que isso de “acertar contas” só se aplicava à demissão. Será que isso é um truque pra que eu não reclame? Será que vão mesmo me demitir? Sr. Laurence, captando o meu pensamento, balançou sutilmente a cabeça sinalizando um “não”. Me acalmei, um pouco.

- Agora... Pode se retirar. Espero que não tenhamos mais problemas depois de suas “férias forçadas”. – ironizou.

- Não terão senhor. Com licença.

Retirei a minha insignificância da sala. Não sabia se agradecia por não ter sido demitida ou praguejava por ter sido afastada. Pra mim, isso também era uma espécie de demissão. Como eu vou viver sem trabalhar? Não falo financeiramente, pois tenho minhas economias, que não são uma mixaria já que ganho muito bem, mas sim emocionalmente, psicologicamente... Como quiser chamar.
Isso aqui é o que eu sou, o que eu sei fazer... O que eu sempre pensei em fazer. Perder tudo é tão... Surreal. Um pesadelo, pra ser mais exata. Me sentia desorientada, perdida, completamente sem rumo... E ainda era de manhã. Teria um dia inteiro pela frente, um dia pra me despedir.
Quando retornei ao 10° andar, um monte de pessoas me cercaram a fim de saber o que aconteceu. Jass, Tyler, Anne, e alguns outros. Ao olhar pra mim, assumiram uma expressão apreensiva.

- Você foi demitida, não é? – questionou Anne chorosa.

- Não. – sorriram. – Fui afastada.

O sorriso morreu tão rápido como surgiu. Eles, assim como eu, sabiam que o afastamento era como o 1° cartão amarelo num jogo de futebol. Era a pior punição antes da demissão. Um único deslize, por menor que seja, e eu estaria no olho da rua.

***


Despedi-me de todos no hospital. Já havia ido até a sala do Sr. Laurence, ele chegou a me pedir desculpa por não ter conseguido convencê-los a encurtar o tempo de afastamento. Me contou que queriam que a punição fosse de um ano ou mais, só de ouvir aquilo, me arrepiei inteira.
Segui para o Metropolitan, Edward sairia hoje do hospital e combinei de ir buscá-lo, embora ele tenha insistido em dirigir, por isso fui com o seu carro. Carregava comigo aquela famosa caixinha de papelão, no caso a minha era de madeira, com meus objetos pessoais mais a chave da minha sala, antiga sala.
Enxuguei uma lágrima que escapou por meus olhos, enquanto acelerava com o carro novamente depois de ter parado em um sinal. Mais cedo do que planejei, cheguei ao meu destino.
Avistei o carro de Esme também no estacionamento. Percorri o caminho até o quarto o mais rápido que pude. Precisava tanto do Edward. Estava ansiosa, mas eu desisti de qualquer coisa que tinha em mente quando entrei no quarto.
Esme estava sentada no sofá com uma revista na mão, mas observava o filho disfarçadamente com um olhar preocupado. E Edward... Bem, estava sentado na cama e me fuzilou com os olhos assim que me viu. Não sabia do que se tratava, mas suspirei pesadamente prevendo que mais tempestade estava no meu caminho. Ainda esperava o tão prometido dia de sol, citado por minha sogra.


Capítulo 16: Gota D’água


Bella POV

Olhou pra mim uma última vez, levantou e foi até o banheiro. Fitei Esme, que entendeu na mesma hora o que eu queria, deixando o quarto. Ele voltou com uma escova de dentes na mão, e a guardou na mala que estava cima da cama, que sua mãe havia trazido. Com a finalidade saber logo o que tinha de errado, me aproximei.

- O que aconteceu?

Ele girou o corpo ficando de frente, com um ar irônico, perguntou.

- Quer mesmo saber?

- Se perguntei, eu acho que sim. – respondi rudemente.

Estava tão farta de tudo. Só queria por um momento ter paz. Já que não conseguia, eu iria explodir de raiva. Enfim.

- Você se acha muito esperta não é, Bella?

Franzi o cenho.

- Do que está falando?

- “Do que eu estou falando?” – riu com escárnio. – Dr. Phelps mais telefone. Te lembra alguma coisa? – franziu o cenho também, sarcástico.

Dei uma risada totalmente sem humor.

- Não acredito nisso... – passei uma mão nervosamente pelo cabelo.

- Eu também não. – atacou com raiva. – Você que quis saber.

Olhei pra ele, sentindo um embrulho no estômago que nunca tinha sentido antes. Eu sabia ali, que já era tarde demais.

- Você acha mesmo que eu seria burra o bastante pra tentar uma traição estando no mesmo cômodo que você? – sua máscara caiu pela primeira vez, estava triste. – Você é um idiota, Edward! – quase gritava. – Meu Deus! – passei as mãos agora pelo rosto.

Sentia como se tivesse recebido vários socos sem nem ao menos ter conseguido me defender. Não podia agüentar tantas coisas de uma vez. No mesmo dia, no mesmo momento.

- Eu perguntei sobre você antes de “pedir o telefone dele”. – ele agora pareceu se dar conta da verdade. – O seu problema é que você só escuta e acredita no que quer! Veja só agora quem é que não confia em quem aqui...! – ironizei. Ele recuou. – Que foi? Você gosta de dizer verdades, mas não gosta de ouvi-las, é isso?

- Bella...

- Isso. Exatamente. Agora você vai pedir desculpas, como sempre e dizer que é um idiota. – o cortei. – Uma novidade, meu anjo? Disso eu já sei!

Era oficial. Estava 100% pensando somente com a emoção. Inevitavelmente comecei a chorar. Merda.

- Eu estou cansada disso. – gesticulei. – Isso não dá certo, não dá... – murmurei ainda chorando.

- Bella, não... – se aproximou de mim, mas dei um passo pra trás.

- Você nem ao menos lembrou de me perguntar como foi a reunião no hospital! – desabafei.

- Eu... Eu ia perguntar, mas...

- É claro. – confirmei. – Mas sua mente acusava dizendo “ela ia te trair, ela ia te trair”.

- Foi... – admitiu, triste.

Não conseguia mais enxergar bem as coisas devido as lágrimas. Sentia meu corpo tremer, eu sentia frio. Mas não era nada relacionado ao tempo, era um frio interior. Precisava sair dali, precisava deitar, chorar, gritar... Qualquer coisa.

- Como... Foi lá? – perguntou meio incerto se devia.

- Eu te respondo quando você realmente se interessar. – me aproximei dele, mas não dele propriamente. – As chaves do seu carro.

As joguei em cima da cama, ao seu lado e juntando o mínimo orgulho que ainda tinha, saí de lá. Ouvi Esme me chamar antes de entrar no elevador, mas ignorei. Lembrei que deixei a caixa dentro do carro dele. Não pediria pra pegar. Deixaria ele tirar suas próprias conclusões sobre ela.
Fechei os olhos, já dentro do elevador. Desejei que aquela escuridão me engolisse e me levasse essa angústia que parecia querer me sufocar.




Esme POV

Primeiro a Bella, e depois o Edward, ambos apressados e desesperados. Meu filho apertava insistentemente o botão do outro elevador tentando ir atrás dela, mas quando olhou no visor que o elevador da Bella estava quase no térreo, irrompeu adentro a porta que dava acesso às escadas, sem querer esperar mais.
Sem pestanejar, segui em seu encalço. Ninguém diria que ele fraturou as costelas devido a velocidade com que descia as escadas, pulando de 3 em 3 degraus. Logo desapareceu de minha vista.
Com muita dificuldade, consegui chegar até o lado de fora do hospital. Avistei Bella, fazendo sinal para um táxi, no mesmo momento que Edward, um pouco mais a minha frente.

- BELLA! – gritou meu filho, chamando a atenção dela.

Sem pensar muito bem, tão rápido como virou pra olhar pra ele, voltou sua atenção à frente, entrando no táxi. Sem pensar em nada também, Edward saiu correndo igual um louco atrás dela, mas não conseguiu alcançá-la. Ao chegar à pista, o carro já cantava pneu na esquina.
Sentia como se estivesse assistindo a uma cena de filme. Ele voltou pra perto de mim, bagunçando os cabelos freneticamente e xingando Deus e o mundo pela besteira que ele fez. Eu tinha ouvido toda a conversa. Não sou fofoqueira, sou curiosa, é bem diferente. A culpa é da Bella. Passou pra mim! Rum. *faz bico*
Pensando que eu ia criticá-lo, foi em direção ao carro. Fui até lá também, mas depois notei que ele tinha esquecido a bolsa com suas roupas lá em cima. Ele olhava fixamente pra alguma coisa dentro do carro com uma expressão de dor, segui seu olhar e vi uma caixa com alguns objetos, antes de poder pensar o que era, Edward passou por mim igual um furacão indo em direção a pista de novo.

- Onde vai? – perguntei.

- Tomar uma decisão.

- Edward! – fui atrás dele pra tentar o impedir de fazer o que quer que fosse que tinha em mente, mas ele já entrava em um táxi, também.

Malditos sejam os táxis! Nunca mais pego um!


Bella POV

Já conformada com a idéia de que não conseguiria dormir pelo fato de estar há horas tentando, encostei as costas na cabeceira da cama e peguei o controle da televisão ao meu lado. Esperava que estivesse passando um filme bom o bastante para me distrair. Embora achasse que nenhum filme conseguiria tal proeza. Passei por muitos canais, e depois desisti disso também, desligando a TV. O conteúdo transmitido durante a madrugada é somente um: Sexo. E digamos que não estava me trazendo boas recordações, digo... Eram boas, muito boas, mas dispensáveis no momento. Em que eu estava me esforçando muito pra não me lembrar dele.
Uma tarefa quase impossível quando todas as minhas ações me levam ao mesmo denominador comum. Gostaria de ter um tempo pra pensar claramente nem que fosse somente por alguns minutos. Me dói tanto lembrar do que aconteceu. E eu já tenho coisas demais pra me preocupar. Abracei o sapo de pelúcia que havia ganhado do Ed... Que havia ganhado de presente, descansando meu queixo sobre este com uma expressão cansada. Estava com sono, muito sono. Mas era como se não conseguisse relaxar, me desligar da realidade pra cair na inconsciência.
Sentia minha cabeça pesada, como se fosse despencar se eu fizesse algum movimento brusco. Levantei da cama, e catei na minha parte do armário reservada para medicamentos, um remédio pra dor de cabeça. Fui até a cozinha, e pressionei o copo naquela estrutura da porta da geladeira que libera água. Agradeci por ter uma geladeira assim, evitava fazer maiores esforços. Engoli o comprimido junto com o líquido rapidamente.
Retornando ao quarto, percebi meu celular aceso em cima da cama. Estranhei alguém estar me ligando a essa hora e temi que outras más notícias estavam por vir. Chequei e vi que era o número de Esme, quando ia ligar de volta, o celular tocou. Confusa com o motivo de sua ligação, atendi.

- Esme? – quis confirmar.

- Oi... Oi Bella, acordei você? – tinha preocupação na voz.

- Não. – não quis entrar em detalhes. – Aconteceu alguma coisa?

- Bem... – soltou uma lufada de ar. – Edward, por acaso, está aí? Ou telefonou pra você?

Parecia que minhas suspeitas estavam certas. O nervosismo me atingiu sem nenhuma cerimônia antes mesmo de eu saber o que houve.

- Não, Esme. O que... – suspirei. – Ele... – não conseguia terminar.

- Ele saiu do hospital sem dizer pra onde ia. Disse que ia tomar uma decisão. Pensei que talvez, ele...

- Do hospital? – minha voz estava alterada. – Mas... Isso já tem umas... 6 horas!

Passei uma mão pela testa retirando o excesso de suor que começava a se acumular ali. Comecei a respirar com dificuldade.

- Eu sei... – confirmou com voz trêmula. – Liguei pra você por que achei que ele pudesse estar aí... Você não tem nenhuma idéia de seu paradeiro?

Com Esme discursando desta forma, senti como se ele tivesse sido seqüestrado ou algo do gênero. Tentando não cogitar essa possibilidade, respondi.

- Não, eu...

Conforme eu respondia, senti como se um flash de memória passasse pela minha cabeça, e me levasse de volta a 2 meses atrás.



# FLASHBACK #



Estávamos no meu apartamento, sentados em volta da mesa da sala e jogando ''Jogo da Verdade''. Uma idéia do Edward, porém com algumas diferenças. Faríamos perguntas um ao outro sobre hipóteses. Vendo que eu não entendia bem o porquê disso, ele se pôs a me explicar. Afirmou que, em geral, pessoas buscavam conhecer seus parceiros questionando seus gostos, como “filme favorito, cor favorita...”, entre outros.
Segundo ele, esse não era um modo muito eficaz. Acreditava que as hipóteses nos permitem conhecer as atitudes do outro, as reações e o comportamento do companheiro diante de cada situação. Evitaria constrangimentos e discussões, e elevaria o grau de intimidade a um ponto em que saberíamos o que o outro faria até mesmo antes de acontecer. Meu namorado é muito inteligente, podem confessar!
Procurei por uma caneta, por ser um objeto cilíndrico que apontava direções, e a depositando sobre a mesa de centro, a girei. A parte da caneta onde estava a tampa, indicaria quem começaria a perguntar, e o outro lado, quem iria responder.
A caneta representava que ele começaria a perguntar, isso foi muito bom, visto que eu não sabia ao certo o que perguntar.

- O que você faria se um dia tivesse que deixar de ser médica? – começou.

- Me mataria. - ri. - Não, brincadeira. Mas grande parte da minha vida perderia o sentido. Eu não consigo fazer nada além de ser médica, não sei fazer nada e não quero fazer nada além disso. É o que mais me dá prazer na vida, saber que eu ajudo as pessoas de alguma forma, saber que eu consegui fazer algo por alguém. Eu vejo a medicina como uma filosofia, a filosofia da vida, na verdade. Se não existissem pessoas dispostas a salvar e fazer algo por outras, como o mundo sobreviveria? Eu me sinto bem sendo uma delas, me sinto útil sabendo que eu não estou passando pela vida por acaso, só trabalhando e beneficiando a mim mesma, por que sem as pessoas a minha volta, de nada adiantaria tudo isso. Eu sou feliz fazendo o que eu faço por que eu sei que eu estou fazendo algo, e não apenas esperando a vida passar, é bom saber que você tem uma missão, e que a está cumprindo corretamente. É bom saber que você faz um bem à humanidade. Então, eu digo que se eu tivesse que deixar a minha profissão de lado, apenas esperaria à hora de minha morte, por que se eu tivesse que viver sem fazer algo por aqueles que precisam, sem sentir que eu estou fazendo o que nasci pra fazer, a vida não valeria à pena.

- Isso é o que eu mais admiro em você, sabia? - olhava pra mim como quem olha para uma santa, tamanha fora a admiração e devoção. - E o que me dá mais orgulho também. A sua capacidade de amar as pessoas. Isso não se vê em qualquer um. Na realidade, eu só vejo isso em você.

Seu olhar já me deixava constrangida, e automaticamente corei. Ele esticou o braço em minha direção, correndo os dedos suavemente pela minha bochecha.

- Linda. – murmurou.

- Obrigada. Vamos continuar? – mudei de assunto, o fazendo rir. - Sua vez agora. Hum... Vamos ver... - coloquei a mão no queixo, com uma expressão pensativa... - O que você faria se cometesse um erro que não pudesse concertar?

- Passaria o resto da vida me auto-flagelando. - riu. - Ok, também não é pra tanto. Depende da gravidade do erro, se fosse um pequeno erro, eu tentaria simplesmente não errar novamente, tentaria acreditar que foi uma lição ou aviso de que eu preciso melhorar.

- E se fosse um grande erro? – minha característica mais marcante se fazia presente: A curiosidade. - Um erro como... Perder alguém?

Não sei ao certo o que me levou a sugerir este exemplo. Foi somente uma coisa que passou pela minha cabeça.

- Depende de quem seja. - o sorriso que preenchia meu rosto se desfez quando finalmente respondeu.

Ele assumiu uma expressão divertida devido a isso, dando um “sorriso de canto de boca”. Estava ansiosa aguardando que sua resposta fosse mais objetiva.

- Mas depende mesmo Bella, depende do quanto à pessoa é especial pra mim, e depende principalmente se eu conseguiria viver sem ela. - me lançou um olhar tão intenso, que senti a necessidade de desviá-lo.

- E se não conseguisse? – depois de um tempo, voltei a fitá-lo.

Desejava que ele continuasse a falar. Ele parecia estar esperando por essa pergunta vinda de mim, embora tenha levado um tempo para decidir a melhor resposta.

- O que você faria? – insisti.

- Eu... Não sei. Acho que me afastaria o máximo que pudesse, mudaria de país, de continente, talvez até de planeta. Quem sabe a dor seria menor. - parecia querer me dizer mais do que isso. - Eu não sei como é perder alguém essencial, eu pensava que sabia... – pausa para reflexão. - E nem quero. Por que a palavra ''essencial'' mostra que é insubstituível, e que não há a menor possibilidade de ficar sem tal pessoa. Talvez eu conseguisse sobreviver, mas viver... Nunca.

Engoli em seco percebendo que a simples pergunta havia tomado uma outra direção. Ele percebeu.

- Então... Acho que é minha vez de perguntar agora. - parou pra pensar, e deu um sorriso. - O que você faria se ganhasse na Mega Cena acumulada?

- Investiria em alguma coisa que pudesse triplicar a minha pequena fortuna. - sorri. - Algo como uma galeria. Quadros são minha fascinação, e eu adoraria administrar algo que eu gosto.

- Inteligente. - elogiou. - Ambiciosa também. - riu. - Mas nesse caso é muito bom, a maioria das pessoas torraria tudo na menor oportunidade.

- Sou diferente. – sorria convencida. - O que você faria se quisesse esquecer algo, ou alguém? Ou até alguma coisa que tenha feito de errado, se quisesse deixar tudo de lado pelo menos por alguns instantes? O que faria se quisesse simplesmente limpar sua mente?

- Procuraria uma praia. - esperei curiosa pela continuação. - A maioria das pessoas vêem na praia uma razão para fugir do calor, ou então um meio de entretenimento. Eu vejo a praia como um templo. Lá, você não precisa se preocupar com o que as pessoas dizem, por que você consegue simplesmente se fechar pro mundo exterior. Não há ninguém pra te julgar, perturbar, implicar e nem ao menos perguntar o que há de errado com você. O único som que existe é o som das ondas batendo contra as pedras, e a única coisa que você sente, além da paz interior, é areia embaixo dos seus pés. Eu, pelo menos, consigo ouvir a mim mesmo claramente quando estou lá, eu consigo me concentrar melhor nos meus sentimentos. Se estiver confuso, consigo decidir o melhor a fazer. Por que quando você consegue ouvir a si mesmo, e ao seu coração, você consegue fazer a coisa certa.

Quando terminou seu discurso, estava abestalhada. Ele falou tudo com tanta certeza, convicção... Talvez já tenha utilizado deste método. Permaneci alguns segundos digerindo o que acabara de ouvir. E o mais incrível, foi que ele não precisou pensar pra responder, fluiu naturalmente. Sábio, mais uma qualidade deste ser humano surpreendente, extremamente sábio.



# FIM DO FLASHBACK #



- Acho que sei onde ele está. – torcia pra estar certa. – Posso passar na sua casa pra pegar seu carro, Esme? Minha caminhonete tem limite de velocidade.

Por aquele momento, senti um breve raiva por ter um veículo tão... Clássico.

- Tudo bem. Não demore querida.

- Ok. – desliguei.

***


As ruas de NY estavam cheias. Tive um pouco de dificuldade até chegar à casa de Esme devido à grande quantidade de carros. Não sabia ao certo a que velocidade estava, só me concentrava em não bater com o carro. Questionava a mim mesma como tudo pode acontecer ao mesmo tempo. Era como uma enorme avalanche que parecia não ter fim. Por que ele tinha que sumir dessa forma? Não custava nada ele avisar pra onde ia. Com esses pensamentos, cheguei à casa de Esme. Carlisle e minha sogra se encontravam na frente da casa à minha espera. Esme roia as unhas nervosa. Desci da caminhonete indo até eles. Ao me aproximar, ela já me estendia as chaves do carro.

- Me ligue se encontrá-lo. – pediu.

- Sim. – assenti.

- Boa sorte. – desejou Carlisle.

Me acompanharam até o carro. Ao me afastar, via Esme fitando-me apreensiva. Ela estava apostando em mim. O trajeto até Coney Island era equivalente a mais ou menos uma hora. Mas tinha em mente que o faria na metade do tempo. Ao alcançar a rua principal, pisei fundo no acelerador vendo ponteiro marcar 140 km/h. Desejava não encontrar nenhuma blitz no caminho, só iria me atrasar.
Tudo passava por mim como um borrão de cor. Lojas, árvores, carros, literalmente tudo. O resto do mundo tinha se tornado uma galáxia muito distante da qual eu estou agora. Um feixe de luz no meio de uma imensa escuridão, pequeno e insignificante. O que eu conseguia enxergar de verdade era a estrada à minha frente. Era para onde estava voltada toda a minha concentração. O meu objetivo era chegar a meu destino o mais rápido que pudesse.
Não me atrevi a deixar minha mente viajar sobre as possibilidades que indicavam por que ele tinha sumido. Nenhuma era de natureza agradável. E não me ajudaria em absolutamente nada. Só me deixaria ainda mais nervosa. Não conseguiria nem dirigir tamanho a inquietação e ansiedade que a realidade ia me trazer. Acelerei ainda mais, não me importando em saber em que velocidade estava agora. Informação desnecessária.
Tudo o que tinha acontecido ainda estava perfeitamente gravado na minha memória, mas num lugar afastado. Um local a parte. Não podia permitir me sentir mal agora. Mesmo que ele fosse responsável por grande parte deste sentimento, eu era única pessoa que tinha uma pista sobre onde ele poderia estar. E mesmo se não tivesse, sairia à procura dele da mesma forma.

***


Não muito longe, avistei a rua lateral que dava acesso a estrada até a praia. Senti-me satisfeita comigo mesma com o pensamento de que de fato, eu não tinha mesmo demorado a chegar. Ao virar o carro para seguir a rua, tive a necessidade de diminuir a velocidade por ser uma via não-asfaltada. Era uma estrada no meio do mato, basicamente. Dava até para ouvir os sons dos animais, que não desejava saber quais, por entre a floresta.
Aumentei a luminosidade do farol a fim de observar melhor se não havia nenhum em meu caminho. Já conseguia enxergar o final da rua, e a praia. Ao sair da estrada de barro, conforme andava com o carro, atentei pra ver o carro dele em algum lugar. Infelizmente não estava. O que não era um bom sinal. Apertei o volante com as duas mãos tentando me acalmar. As emoções que tentava evitar estavam, por fim, assumindo o controle novamente.
Estacionei o carro em qualquer lugar da calçada, o procuraria a pé. Pulei pra fora do carro depressa, o trancando. Encarei a areia a minha frente, e caminhei até lá. O mar estava silencioso. Calmo. Era de fato um ótimo lugar para refletir. Serenidade era exatamente o que eu mais precisava naquele instante. Ciente de que procuraria melhor sem nada pra impedir, descalcei as sandálias rasteirinhas que usava, e com elas nas mãos, fui andando na areia o procurando.
A cada passo que dava, ficava mais nervosa. Já procurava a um tempo considerável e nem sinal dele. Desistindo da velocidade tartaruga, comecei a correr. Corri, corri, corri. E o fracasso foi o mesmo. No final das contas, eu estava cansada, agora com sono, ofegante e minha cabeça voltava a latejar. As sandálias caíram de minhas mãos enquanto meus ombros pesavam. Suspirei. Ele não estava lá.
Só de lembrar do rosto da Esme, me sentia uma incapaz. Pus tanta fé que ele estaria aqui, que ela acabou se convencendo mesmo. Pensamentos ruins assolavam minha mente. Aqueles que eu tentei ignorar, não dar ouvidos, mas que sempre estiveram presentes. Talvez se eu não tivesse saído do hospital daquela maneira, nada disso estaria acontecendo.
Sabia que ele estava atrás de mim, sabia que ele tinha ido atrás de mim, mas mesmo assim, dei as costas e entrei no táxi. Lembrava. Orgulho idiota! Erro mesmo tentando acertar. Ou tentando evitar maiores transtornos. De nada adiantou. O mais transtorno de todos está bem aqui, na minha frente. Ele desapareceu. Esme ia enlouquecer. Via que ela estava a ponto de ter um treco de tanta preocupação.
O desespero aumentou e lágrimas escorreram por minha face. Assim como a mania dele, passava as mãos no cabelo nervosa. Procurava uma solução. E se ele estivesse em outra praia? Ele teria de ter saído do estado já que Coney Island é a única praia existente em NY. Droga! Duvido que ele teria ido tão longe. Eu estava tão cansada! Meus pés doíam, minha cabeça doía, meu coração doía. Sentia que eu mesma estava a beira de um ataque de nervos.
Não adiantava permanecer aqui. Tinha de voltar. Tinha de comunicar a Esme. Ela saberia o que fazer. Carlisle saberia o que fazer. Alguém tinha de saber o que fazer. Eu não. Mal conseguia pensar. Mal conseguia respirar. Soltei uma lufada de ar presa em meus pulmões. Precisava ir. Agora. Girava o corpo pra voltar pelo mesmo caminho que vim quando uma claridade atingiu em cheio meus olhos, me fazendo piscar com dificuldade devido ao incômodo que causava.
Olhei naquela direção e uma luz bem fraquinha ocupou minha visão. Quase imperceptível, mas existente. Aquela luz não devia estar ali. Catei as sandálias do chão e involuntariamente meus pés seguiram sua direção, sem que eu mesma comandasse. Uma rajada de vento atingiu meu rosto, fazendo com que levasse a mão a este protegendo os olhos da areia que levantou, secando as lágrimas que ainda escorriam por ele. Ao destapar os olhos, vi, enfim, a fonte da claridade.
Há mais ou menos uns 100 m de mim, havia uma pessoa sentada com os braços em volta dos joelhos, fitando o mar. Não precisava de muita observação para conseguir enxergar quem era. Era só sentir a forma como meu corpo reagia a sua presença. A claridade era conseqüência do relógio de pulso que usava. De repente, me vi perdidamente apaixonada por relógios.

- Graças a Deus! – sorri instantaneamente.

Colocando as mãos na cabeça, atentei a ironia da situação: Foi exatamente um feixe de luz na escuridão da noite que me fez encontrá-lo, quando imaginei que tudo estava perdido. Tão pequeno, mas indiscutivelmente significante.


Capítulo 17: What Do We do Now?

Bella POV

Me vi correndo ainda mais pra chegar onde ele estava. Nunca pensei que ficaria tão feliz em encontrá-lo, ainda mais depois do que aconteceu essa noite. Mas não me importava se ele notaria minha presença. Não me importava com mais nada além do fato de que ele estava na minha frente, e bem. Isso era o importante, de fato. Nada mais.
Não olhou pra mim, nem alterou sua expressão mesmo sabendo que tinha alguém ali. Então decidi não perguntar nada também. Sentei ao seu lado, abraçando os joelhos e fitando o mar, assim como ele. Acredito que ainda sorria. Alguns minutos se passaram e consegui normalizar minha respiração que estava aos frangalhos, decorrente a todo esse exercício físico que me pus a fazer.
Ele pareceu finalmente sair da inércia de que estava naquele momento, mal se mexia, mal piscava. Não iria interrogá-lo. Deixaria que ele se sentisse confortável para falar alguma coisa. E se não quisesse falar, tudo bem. Apenas informaria a Esme pra ficar despreocupada. Mas não iria embora. Não podia perder o risco de ele sumir de novo. Não tinha mais lugares em mente.
- Então... Você me achou. – o fitei, mas ele ainda encarava o mar. – Parece que não consigo me esconder tão bem assim.
- O Jogo da Verdade teve alguma finalidade, enfim. – respondi. Ele pareceu lembrar, dando um meio sorriso. – Por que queria se esconder? – ele balançou a cabeça em negativa.
Sabia que não me responderia. Suspirei frustrada. Parece que essa seria uma conversa de meias palavras. Retirei o celular do bolso.
- Tenho que ligar pra Esme. Você deixou seus pais preocupados com você. – minha voz era repreensiva.
- O motivo é desconhecido por mim. – deu de ombros.
- Não sobrecarregaria sua voz se avisasse onde foi.
- Não devo satisfações da minha vida, Bella.
Não discutiria isso. Estava diferente desde a última vez que falei com ele. Parecia estar, de fato, alienado à sociedade. Disquei o número de Esme.
- Bella? O encontrou? – questionou desesperada e seu filho “fujão” reprovou seu desespero balançando a cabeça.
- Encontrei. Ele está bem.
- Deus seja louvado! – foi cômico a forma como falou. – Ele já vem pra casa? Onde estão? Ele está bem mesmo? Você não está mentindo pra mim, está?
Perdi-me totalmente depois desse bombardeio de perguntas. Edward murmurou uma única resposta pra mim.
- Se acalme. Ele está mesmo bem, mas não vai agora. – expliquei.
- Você vai ficar aí com ele? – perguntou receosa.
- Humpf. – resmungou Edward.
- Vou. Assim ele não foge de novo. – brinquei. Ele tornou a balançar a cabeça. – Deve estar cansada, Esme. Pode dormir tranqüila.
Dei-me conta de que ela não devia ter dormido, assim como eu. Por motivos diferentes, embora sejam similares. Confuso, eu sei.
- Está bem. Traga ele pra casa, ok?
– pediu.
- Isso é inacreditável... – tornou a resmungar.
- Eu levo, Esme. – me divertia com a cara que ele fazia. – Até mais tarde.
- Até, Bella.
Desliguei e coloquei o celular de volta no bolso. Estiquei as pernas, alongando o corpo. Senti-o estalar em alguns locais. Precisava de uma cama pra ontem.
- Você não precisa ficar aqui. – informou.
- Aham... – não dei a mínima.
Passava os dedos na areia sem esboçar nenhum desenho na verdade, apenas como passatempo. Sabia que ele olhava pra mim. Sabia que ele ia dizer alguma coisa. E sabia que não era um assunto de meu agrado.
- Eu vi a caixa... No carro... – murmurou.
Parece que eu acertei. Nota mental: Jogar na loteria. Olhei pra ele esperando que ele completasse, mas ele não disse mais nada. Estava nervoso.
- Fui afastada. – comentei não querendo me aprofundar no assunto. – Seis meses. – complementei.
Sua expressão era a mesma da minha quando soube: Incredulidade. Muito tempo, muito tempo. Era o que se via nos olhos dele.
- Podia ser pior... – dei de ombros.
Em comparação a um ano, o período inicial, seis meses passam na velocidade da luz. Ele procurava algo pra dizer. Não conseguia pensar em nada, e quando abriu a boca pra falar, o cortei.
- Não quero falar nisso.
- Não, é sobre... – tentou.
- Nisso também não.
Ele desistiu, suspirando. Não falamos mais nada depois disso. Era um completo silêncio até passar um carro pela vista, rompendo o silêncio com o volume alto do som. I wanna know what Love is – Mariah Carey. Era a música. Julguei ser uma mulher no volante, homens não têm um bom gosto assim. Apesar do Edward ter... Lembrei da nossa primeira vez. Isso não é hora de pensar nisso – Repreendeu minha não-amada consciência. Essa música não era uma boa agora.
Ele também percebeu. Notei pela forma como se mexeu inquieto. Era estranho permanecer tanto tempo sem falar. Estávamos sentados ali, lado a lado, há aproximadamente meia hora sem esboçar nenhum som. Não é como se soubéssemos o que dizer. Acho que foi até bom ninguém abrir a boca, enfim. “Se é pra falar besteira, fique de boca fechada.” Já dizia o ditado.
E eu com certeza não sabia o que fazer. Só me preocupava em encontrá-lo, em saber que ele estava bem. Não pensei no depois. Que no caso, é agora. Tenho consciência que nós temos muito o que falar, mas não me sinto pronta pra isso ainda. Não sei se algum dia irei estar. É tão difícil lidar com as pessoas. É difícil até lidar com si mesma. Difícil se controlar, eu sei bem disso, difícil se preparar para o que tivesse que acontecer. Afinal... Tudo tem uma conseqüência. Como saber se ela será boa?
- Vamos. Você precisa dormir. – arrancou-me dos meus pensamentos, fazendo-me bocejar devido a pronúncia do “sono”.
Levantou-se e estendeu a mão para me ajudar. Aquele toque arrepiou meu corpo de imediato. Se controle, Bella. – Repreendi-me. Caminhamos para fora da areia e foi então que percebi como o carro estava longe. Senti uma preguiça só ao pensar em ter que andar horrores novamente. Como se lendo meus pensamentos, disse:
- Pode deixar que eu pego o carro. – sem esperar minha resposta, começou a tatear os bolsos de trás da minha calça a procura das chaves.
- Ah. – deixei escapar um grito ao sentir sua mão na minha “retaguarda”.
- Quem vê, pensa que nunca toquei em você. – corei sem graça. – Eu já volto.
Antes de ir em direção ao carro, deu aquele sorriso torto por estar se divertindo com a situação, fazendo meus ossos amolecerem. Em menos de dez minutos, ele estava de volta. E pensar que eu demorei todo aquele tempo até finalmente chegar aonde ele estava na areia. Pulei pra dentro do carro, sentando no banco do passageiro. Sentia-me mais estranha ainda com essa situação. O que faríamos agora? Era meu pensamento.

***


O cansaço se abatia sobre mim mais forte do que nunca. Lutava para manter os olhos abertos, mas era uma batalha quase perdida. O fato daquele silêncio desconfortável ainda persistir em permanecer era um aliado poderoso ao sono. Tudo estava contra mim. Como de costume. Acho que estou um pouco depressiva.
- Pode dormir, se quiser. – irrompeu o silêncio a voz dele.
- Sim.. E dou uma de sonâmbula para dirigir de volta pro meu apartamento. – me ajeitei melhor no banco a fim de manter minha coluna reta, ajudaria a não cochilar.
- E quem disse que vai pra lá? – o fitei confusa. – Não vou deixar você dirigir nessas condições.
- Não me lembrava de estar bêbada. – zombei.
- Os bêbados nunca lembram. – fechei a cara pelo seu modo irritante de ser. – Na casa de minha mãe, há muitos quartos. Você pode descansar em um deles. A menos que não estejam a sua altura.
- Não, não estão. Não durmo em nenhum quarto que esteja abaixo do nível de um mesmo em um castelo na Inglaterra.
Era tão melhor apenas ignorar a tensão e continuar conversando como se nada tivesse acontecido. Incrivelmente mais simples.
- Do jeito que está com sono, se eu te colocasse pra dormir em um porão empoeirado, você ainda diria “Obrigada”. – riu debochado.
Cruzei os braços e fiquei calada. Não levou muito tempo até chegarmos à casa de Esme, que não hesitou em encher Edward de beijos quando o viu. O obrigando a prometer que nunca mais sumiria desta forma. Depois de tomar um longo e relaxante banho, finalmente pude realizar meu desejo de sentir uma cama abaixo de mim. Estava no quarto de hóspedes. Seria estranho dormir na mesma cama com ele, na situação em que nos encontrávamos. Fora de cogitação.
Ainda reinei um pouco até dormir. Tinha a estranha sensação de estar faltando alguma coisa, ou... Alguém. Trocava de posições diversas vezes, até encontrar uma que me deixava confortável. Fechei os olhos, repassando tudo o que aconteceu hoje. Tudo em apenas 24 horas. Minha vida ultimamente estava muito conturbada. Era sempre um novo acontecimento pra “balançar a base”. E com isso, eu não conseguia relaxar. Refleti sobre isso até que, mais do que sem tempo, dormi.

***


Ao abrir os olhos, não reconheci aonde estava. Sentei na cama, sentindo a dor de cabeça presente, e ao mesmo tempo a memória voltou à minha cabeça. Cocei os olhos, bocejando. Ainda estava tão cansada. Pensei em deitar e continuar dormindo, quando foi chamada minha atenção ao baterem na porta.
TOC... TOC...
- Bella, está acordada? – reconheci a voz de Alice.
Espreguiçei-me para melhor despertar, e levantei sem desejar isso de fato, caminhando até a porta.
- BELLAAAAA! – gritou a anã, me assustando. Abri. – Bellinha, estava dormindo? – sorriu amarelo.
- Ninguém consegue dormir com você berrando, Alice.
Ela me ignorou, entrando no quarto. Voltei pra cama, e me cobri. Estava um frio de lascar.
- E então? – questionei. – Veio só pra me acordar?
- Vim ver se estava acordada. – respondeu minha amiga.
- No seu caso, é a mesma coisa.
- Bem, vamos sair. – comunicou.
- Não, não vamos. Eu vou pra casa.
- Não estou perguntando, Bellinha. Você vai comigo a um SPA. – sorriu contente. – Se arrume depressa, vou esperar na sala. – levantou sem me dar chance de responder nada. – Ah, Edward saiu e deixou isso pra você. – me estendeu um bilhete, deixando o quarto.
Desdobrei o papel tão rápido que quase o rasguei. Só esperava que ele não tivesse sumido novamente. Precisava de um momento de paz pra minha cabeça.

Já avisei Dona Esme que não
É necessário você me procurar hoje,

Edward


E pensar que imaginei que ele tivesse escrito alguma coisa de utilidade. Não sabia ao certo o que esperava, mas com certeza não era isso. Não gostei do fato dele ter assinado “Edward”. O que houve com “Seu anjo”? Pelo visto, mais surpresas me esperam. E não garanto que sejam boas.

***


Um SPA talvez não fosse má idéia. Apesar de ter sido obrigada pela minha querida amiga mandona, eu estava me acostumando com a idéia. Seria bom relaxar por algumas horas. Seria muito bom. Jass nos deixou no SPA. A vista do lado de fora já era maravilhosa. O lugar era de uma elegância e sofisticação surpreendentes. Não esperava nada abaixo disso vindo de Alice, ela freqüenta somente lugares assim. Era amplo, e espaçoso. Formado por pedras marrons, lembrava um mini castelo. Adentramos a recepção. O seu interior não era diferente. Um ambiente fino. Com poltronas e puffes na cor branca espalhados pela recepção. Parecia que cada local brilhava.
Diversas mulheres ali estavam, lendo revistas como passatempo. Imaginei que também teríamos que esperar. Quando fiz menção em sentar em uma das poltronas, minha amiga balançou a cabeça negativamente pra mim, se dirigindo ao balcão de mogno preto. A segui. A recepcionista também parecia já ter utilizado os serviços do SPA. Era morena, cabelos até altura dos ombros e sua expressão demonstrava elegância. Tinha de causar uma boa impressão. Falava ao telefone, então esperamos pacientemente até ela finalizar a ligação. Quando o fez, se dirigiu a Alice.
- Boa tarde. Tem um horário? – questionou educadamente.
- Não. Sou Alice Cullen. – um brilho de compreensão passou pelos olhos da recepcionista, que se chamava Carla de acordo com o broche dourado preso à seu uniforme. – Liguei agora pouco. É uma emergência.
Não entendi isso de “emergência”. Ao menos ao meu ver, minha aparência não estava tão diferente do normal para ser um caso de atendimento imediato.
- Ah, perdoe-me Srta. Cullen, não a reconheci. – sorriu constrangida. – Um momento. Vou chamar alguém para levá-la até a suíte. Devo providenciar outra para sua acompanhante?
HUH?
- Você não se importa de dividir a suíte comigo, não é Bellinha? – não conseguia falar, estava chocada. – Não, ela não se importa. – sorriu.
- Tudo bem. – discou um número qualquer no telefone. – Kelly, Srta. Cullen já está aqui.
- Q..U.E? Ela já chegou? – a histérica surtou no telefone com a menção do nome de Alice. – OMG. Já estou indo! Não permita que ninguém a leve, eu vou fazer isso!
- Peço que não leve isso em consideração, Srta. Cullen. Há muitas fãs suas por aqui. – se desculpou ao desligar o telefone.
- Ok, já estou acostumada. – a humildade mandou lembranças pra minha amiga.
Sentamos para esperar. Percebi vários olhares raivosos em nossa direção, provenientes das outras mulheres presentes. Apesar de eu entender o porquê disso. Não se sabe ao certo quanto tempo que elas estão ali esperando, e de repente vem uma cidadã e pronuncia “Hey, Sou Alice Cullen” e num instante conseguiu uma suíte particular. Nem sabia que isso existia em um SPA. Também estaria possessa de raiva. Principalmente por não ser uma pessoa muito paciente. Encolhi-me na poltrona, procurando não me mexer muito para não chamar a atenção. E rezando pra que, com sorte, não saísse com um olho roxo dali.
- OMG. OMG. OMG. É você! – exclamou uma anã de jardim fitando Alice, há alguns metros de nós.
Surpreendi-me com o fato de que ela era menor do que minha amiga. Não imaginava que isso fosse possível. A tiete de Alice correu em nossa direção rapidamente, com os olhos marejados.
- OMG. OMG.
- Kelly, eu falei com você sobre isso. – a recepcionista a repreendeu, esta nem ligou. – Leve-as até a suíte Star.
- Sou sua fã! – a Alicemaníaca não desviava os olhos de seu objeto de admiração. – Eu amo e idolatro suas roupas!
- Obrigada. Faço o possível. – a ex-anã mais baixa que conhecia sorriu convencida.
- OMG. Ela falou comigo! FIQUEI ROSA CHICLETE! – ela começou a fazer um escândalo, chamando a atenção de todos. Quis sumir. – Você me dá um autógrafo?
- Claro.
Em um instante, Alice tirou uma caneta e um caderninho rosa e brilhoso da bolsa onde estava escrito “Bloco para autógrafos”. Não acreditava que ela tinha aquilo mesmo ali. Escreveu rapidamente em uma das folhas e a entregou.
- OMG. – a garota pulava, pulava e pulava olhando pro papel. – E eu... Posso te dar um abraço?
- Ah, desculpe. Isso tenho de cobrar. – falou exigente.
Pensei ser brincadeira, mas ela esticou mesmo a mão em direção à Kelly, esperando o dinheiro. Como se ela já não fosse rica o suficiente.
- Alice... – a repreendi.
- Ai, ok. Eu sou generosa. – abriu os braços, e a menina pulou em cima dela. As duas foram ao chão. – Isso que dá ser adorada... Nem comento! – se levantou, ajeitando a roupa e bufando.
- Me desculpe por isso Srta, eu mesmo as levo. – se aproximou de nós, Carla.
- Não! Eu a levo! – berrou a tiete, se agarrando a cintura de Alice. – Ela é minha diva!
- Kelly, solte a Srta. Cullen.
- NÃO! – teimou a menina.
- Você está me amassando! – reclamou Alice. – Hey, tire a mão de minha bunda!
Reparei que ela apertava mesmo a “retaguarda” de Alice. Eu tive que rir muito com isso.
- Alice, sou apaixonada por você... – confessou a menina, piscando os olhos vagarosamente numa tentativa frustrada de seduzi-la.
- OH DEUS! ELA VAI ME ESTUPRAR! – berrou minha amiga, com os olhos arregalados. – TIREM ELA DAQUI! ME LARGA! AH! ELA TA ME ESTUPRANDO! ESTOU SENDO VIOLADA! AH!
Coloquei a mão na boca, rindo muito mais. Não conseguia me controlar. Aquela cena estava absurdamente hilária. Carla, percebendo que a situação tinha fugido do controle, acionou um botão no bipe preso a sua saia e em menos de um minuto, haviam dois seguranças tentando fazer Kelly largar a Alice. Não obtinham muito sucesso na questão. A baixinha era mesmo forte.
- Me soltem! Me larguem! – conseguiram separá-las, finalmente. – Alice, eu te amo! Casa comigo?
Passada a confusão, me vi obrigada a controlar minhas risadas. Minha amiga estava estática, com uma expressão de choque no rosto. Fui até ela, um pouco preocupada. Ela não se mexia. Não falava. Mal piscava.
- Alie, está bem? – perguntei.
- Srta, perdoe este incidente. Sua estadia e a de sua acompanhante hoje será por nossa conta como forma de nos retratar. – afirmou Carla.
Foi citar dinheiro, Alice acordou do transe. Com raiva, disse.
- Eu quero essa tiete sapata demitida! – exigiu. – Caso contrário, não ponho mais meus pés aqui!
- Acalme-se Srta, venha comigo.
Nos encaminhou até a tão citada suíte. Uma verdadeira maravilha de suíte. A decoração era de estilo oriental. Forrada por um grande tapete branco, divãs pretos de couro e estantes. Uma menor, onde se observava diversas revistas de moda e outra com aparelhos de entretenimento. Como televisão LCD e DVD. Era equipada com som ambiente e ar condicionado.
- Sente-se aqui, por favor. – a atenciosa recepcionista guiava Alice como se a própria não conseguisse andar. – Se acalme. Vou providenciar massagens especiais para a Srta. Tudo será como cortesia do SPA, como já disse. E quanto ao caso de Kelly, agendarei uma reunião com a responsável pela contratação e demissão dos funcionários, e a Srta poderá prestar uma reclamação. Ela avaliará o caso e decidirá o melhor a fazer. Está bem?
- Bem, bem, não está... Mas está bem. – sorriu feliz.
Acho que sofre de distúrbio de múltipla personalidade. Ela estava em choque há alguns minutos atrás.
- Ótimo. Uma equipe de massagistas especializadas já virá atendê-las. Sintam-se em casa. – sorriu amigavelmente se retirando da suíte.
Sentei ao seu lado para me certificar de que estava bem mesmo.
- Está melhor?
- Ai Bella, você que é médica, me diz uma coisa. – essa frase me trouxe memórias ruins, forcei a me concentrar no presente. – Tem alguma possibilidade de ela ter me engravidado?
Continuei a encarando sem acreditar que ela tinha mesmo me perguntado isso.
- Você está brincando comigo, não é? – só podia ser isso.
- Não. Ela abusou de mim, Bella! – me segurava para não rir. – Ela me desonrou! Corrompeu minha inocência!
- Que inocência? – brinquei.
Ela me olhou furiosa. E quando pensei que fosse me enforcar ou algo parecido, felizmente quatro massagistas adentraram à suíte.
- Boa tarde. – cumprimentou uma delas. – Queiram se dirigir ao toilette para vestirem os roupões. Prepararemos a sala de massagem enquanto isso.
A massagem foi o melhor que podia ser. Tão relaxante que acabei cochilando e sendo acordada por uma das massagistas. Sentia-me tão bem. Não havia a menor vontade de sair dali. Lamentei quando acabou. Da suíte, seguimos para o ofurô e depois para a sauna. Não pude deixar de imaginar o porquê dessa tarde de relaxamento repentina. Alice não havia combinado nada comigo antes disso.
Estranhei, mas perguntaria mais tarde. Apenas queria curtir e aproveitar. Seguíamos para hidromassagem. Estava tão sonolenta que poderia dormir em pé, facilmente. Mas de maneira nenhuma reclamaria. Estar relaxada demais com certeza não enjoa. Entramos na banheira e fechando os olhos, encostei as costas na borda. Há essa altura, Alice nem lembrava mais do episódio com a tiete. Imagino que vá até esquecer daquela reunião.
- Bellinha, quando pretende fazer as pazes com meu irmão?
E foi assim que toda a minha paz, relaxamento e abstenção do mundo exterior foi pro espaço. Só essa simples frase acabou com tudo de uma vez só. Gostaria que isso não tivesse acontecido. Ainda não me sentia pronta para encarar a realidade.
- Não sei. Ainda não pensei sobre isso. – menti.
- Mas pretende fazer, não é? – insistiu com um suspiro.
- Não sei. Ainda não pensei sobre isso. [2]
Ela não persistiu mais. Porém, ainda não estava satisfeita. Podia sentir. Meus pensamentos agora estavam voltados pra ele. Droga. Gostaria de ter mais uma sessão de massagens. Com certeza ajudaria.
- Alice, pode me explicar o porquê de termos vindo para um SPA? – comecei. – Não que eu esteja reclamando. Mas você não simplesmente acordou e decidiu vir. – a encarei.
- Foi exatamente assim que aconteceu. Eu acordei e decidi vir. Como você andava bem estressada e nervosa por esses dias, resolvi te trazer comigo oras. Algum problema?
- Ótima resposta. Mas não me convenceu. – não mesmo. Tinha algo mais.
- Bella, relaxe. – apoiou a nuca na borda da banheira. – Pare de tentar encontrar problemas onde não há.
Talvez ela estivesse certa. Talvez eu esteja tão acostumada com dificuldades, que agora as vejo em tudo. Precisava me acalmar. Esquecer. Respirando fundo, voltei a fechar os olhos. Já havia anoitecido. E eu não sabia o que faria. Não pensar nisso agora, não pensar agora. Lembrei-me. Uma sessão de beleza era o que nos esperava após a hidromassagem. Essa parte eu sinceramente dispensava. Cabeleireiros, maquiadores, manicures, pedicures... Tudo o que me enchia o saco em um salão. Até a depilação fui intimada a fazer. Acho que depois de uma dose de relaxamento, vinha uma grande de dor. Devia ser o preço a pagar. Depilação nas axilas, nas pernas, abdome, braços, buço e até na virilha. Achei que morreria nessa última. Que dor dos infernos! Nunca mais faria aquilo na vida. Malucas são aquelas que se submetem a isso várias vezes em apenas um mês. Minha boa e amada gilete está aí para resolver os meus problemas.
Já passava das 9 da noite quando deixamos o Spa. Alice falava com alguém no celular quando Jass apareceu para nos buscar. Imediatamente confirmei as suspeitas de que não era com seu namorado que falava, quando a mesma tinha confirmado quando a questionei. Alice está aprontando. Eu sinto cheiro de tramóia de longe. Percebendo que eu notei que havia mentido, se apressou em entrar no carro. Jasper sorriu largamente pra mim quando entrei. Hum.. Hum. Aí tem! Estava evitando perguntar durante todo o caminho, sabia que iam mentir e me esconder seja lá o que fosse, mas não me cabia em mim mesma.
- O que está acontecendo? – minha voz não era nada gentil.
- Não sei. Você vê algo acontecendo, amor? – fingiu Jass todo engraçadinho.
- Não. Eu não. Só você que está vendo alguma coisa acontecendo, Bella. – ironizou também, Alice.
Cruzei os braços, chateada. Detestava quando escondiam coisas de mim. Detestava demais. Não abri mais a boca. Longos minutos se passaram. Longos mesmo. Longos demais. Percebi que já era pra termos chegado a meu apartamento. Olhando através da janela, não reconheci a estrada onde estávamos. Prestei mais atenção para ter certeza e constatei que não estava errada. Fitei-os confusa, e os dois se fizeram de desentendidos fingindo não notar meu olhar.
- Pra onde estamos indo?
- Hu.. Parece que tem alguém curiosa aqui hoje.. – murmurou Jass rindo com Alice. – Você está muito paranóica, Bella. Não vamos te seqüestrar, se acalme. Só preciso passar em um lugar primeiro.
Uma parte de mim acreditava nisso, e outra não. Pois não era nada impossível meu cérebro não estar trabalhando direito mesmo. Aquietei-me tentando parar de imaginar bobagens. Ao continuar olhando para estrada, notei que estávamos indo em direção a praia. Involuntariamente comecei a suspeitar novamente. Eles não iriam querer nadar logo agora, não é mesmo? Mesmo com um monte de perguntas assombrando minha mente, fiquei calada. De nada adiantaria perguntar mesmo. Me vi passando por aquela estrada cercada de mato pela segunda vez no dia. Evitava a todo custo imaginar o porquê de estarmos ali. Quando chegamos à rua principal, não muito adiante, Jass parou com o carro na calçada. Sem dizer mais nada, saiu indo em direção a um dos edifícios que ficava de frente pra praia. Fitei Alice confusa, mas ela não disse nada. Encostei a cabeça no apoio do banco. Só desejava que ele não demorasse muito. Queria ir pra casa.
- Olhe ali, Bella. – Alice me chamou a atenção, apontando para algum lugar.
Segui seu olhar e avistei um iate ancorado no cais. Uma linda e perfeita obra marítima. Lembrei-me do Ano Novo. Conturbado. Espantei os pensamentos. Era tão difícil não me concentrar nos problemas.
Inesperadamente, Alice saltou para fora do carro e abriu a porta para eu também sair. Confusa, o fiz.
- Mas e o Ja.. – não pude terminar.
- Ele ainda vai demorar. Vem! – me puxou pela mão.
Saiu correndo até ele, me levando consigo. Não entendia o porquê disso até ela fazer menção em entrar no iate. Apavorei-me.
- Alice, está maluca? Volte já aqui! – ela nem me deu bola, fui atrás. – Se tiver alguém aí dentro? Você não pode ir aí.
- Bella, calma. Não tem ninguém. Está tudo apagado, vê? – apontou em direção a ele.
Cruzei os braços, encarando desconfiada os vidros que denunciavam não haver nem um fio de luz ou alma viva ali dentro. Mordi os lábios, era tão bonito...
- Vai me dizer que não quer entrar? – sorriu. – Anda, vem!
E pensar que eu já invadi a casa de alguém... Mas agora era diferente. Isto estava muito estranho. Porém, eu queria tanto entrar. Só olhar. Não faria nenhum mal, não é?
- Anda, Bella! – me chamou já abrindo a “porta” que dava acesso ao interior.
- Ain, tá bom. – desisti.
Corri até lá. Estranhei a porta estar aberta. O dono deve ser muito, muito descuidado. Entrei. A maluca da minha amiga acendeu a luz, ia virar para reclamar quando a porta foi fechada novamente. E a Alice estava do lado de fora. Ela murmurou um “Desculpe, Bella” sorrindo travessa e saiu correndo dali. Forcei a maçaneta para abrir e xingá-la pela brincadeira de mal-gosto, mas não abria. Forcei de novo e nada. Vi ao longe Jass e Alice me dando um tchau com a mão e entrando no carro. Foi quando tarde demais percebi o que estava acontecendo. O porquê do SPA. O porquê de todo mistério. O porquê de Alice ter me feito colocar um vestido desnecessário já que eu ia pro meu apartamento. E o porquê dela ter insistido tanto pra eu entrar no maldito iate! Eu e minha maldita curiosidade! Só havia um motivo pra isso tudo. Edward. Senti o iate começar a se mover, comigo dentro. Comigo. Droga.
- Eu não tive escolha.
Arrepiei-me dos pés a cabeça.
- Sabia que ia fugir. – continuou. – Só precisava de um lugar em que não pudesse fazer isso.
Engoli em seco, começando a tremer.
- Eu posso pular no mar e voltar nadando. – respondi.
Ambos sabíamos que nunca teria disposição o bastante para tal coisa.
- Espero que não considere essa possibilidade. – disse com um suspiro.
Mesmo não querendo, virei pra ele. Virei pra ele. Ele, ele, ele. Meu cérebro travou e o que quer que fosse o que eu ia dizer se perdeu completamente na minha mente. Merda! Por que ele tinha que ser tão lindo?

Capítulo 18: Irritantemente Irresistível

Bella POV

Eu não tinha como fugir. Não tinha saída. Minutos se passaram. Minutos e mais minutos. Meu corpo já sentia o fato de eu estar há tempos na mesma posição. Sem falar. E ele também não. Só me encarava. Com aqueles lindos olhos verdes que faziam com que eu me perdesse por um tempo. Por isso não fiquei o encarando. Não o encarando, ainda assim senti o que ele ia fazer.
- Não me peça desculpas. – pedi. Não suportava mais essa mesma história de sempre. E não ia adiantar de nada dessa vez. Por que eu não ia ceder. Estava cansada dele falar, falar e falar e sempre fazer a mesma coisa. Desta vez, ia ser diferente. Desta vez, eu não aceitaria as coisas fácil assim. Eu esperava que não.
- Tá, tá bem... – bagunçou os cabelos, pensando.
Continuava pensando... Continuava pensando.
- Droga. Só tinha em mente te implorar pra me perdoar até ficar sem voz... – murmurou mais para si.
Ele não ia me amolecer dizendo essas coisas. Não ia. Não ia. Repetia pra tentar me convencer disso. Estava tão nervosa que não conseguia ficar parada. Então tratei de me mexer. Comecei a caminhar pelo iate, observando cada local. Estava tudo tão... Perfeito. Ele acompanhava meus passos com os olhos. Estávamos numa espécie de sala de estar
Ganhava tantos pontos somente por esse lugar. É tão ruim saber que ele conhece todas as minhas fraquezas.
- Você não joga limpo... – murmurei como um lamento.
Senti-o se aproximar de mim. Meu corpo enrijeceu de imediato. Adoraria que esses “efeitos colaterais” desaparecessem por um tempo. Seria bem legal. De costas, pude sentir o quanto estava próximo. Seu perfume estava tão mais forte. Será que ele faz intencionalmente? Será que sabe o quanto é difícil pra mim estar tão perto dele assim?
- Eu tinha que aproveitar tudo, Bella. – respondeu muito, muito próximo a meu ouvido.
Arrepiei-me dos pés a cabeça [2].
- Você não devia fazer isso... – sussurrei muito afetada.
- O quê? – se aproximou ainda mais.
Me afastei, quase desmaiando e virei pra ele.
- Não é justo fazer isso. – o repreendi.
Ele não disse nada. Já era tão difícil resistir a ele, mesmo quando está normal. E quando ele tenta ser sedutor, que esperanças há para mim? Zero.
- Por que... – respirei fundo. – Por que me prendeu aqui?
- Eu quero que você me perdoe.
- Isso é similar a um pedido de desculpas. – falei rispidamente.
- Eu sei, Bella... Eu sei. Só que é tão difícil falar com você! É difícil por que se defende sem eu nem ao menos atacar. – fui obrigada a baixar a guarda. – Eu nunca sei o que você espera de mim. Se eu erro, você surta e se eu acerto... Você... Você não dá a mínima.
- Isso não é verdade. – baixei os olhos.
- É claro que é verdade. E você sabe que sim. – brinquei com os dedos nervosamente. – Eu nunca soube o porquê de estar comigo. Você... nunca falou. Isso ajuda muito a não confiar em você. Eu nunca sei o que quer de verdade. Como vou conseguir fazer a coisa certa se você não me deixa te conhecer? Eu não sei o que deseja.
Estávamos entrando em um campo muito perigoso. Melhor defesa: O ataque.
- E agora a culpa disso é minha? Essa é ótima. – esperava que ele não notasse que eu só quis mudar de assunto.
- Você está fazendo de novo... – murmurou chateado. – Só estou conversando com você, Bella. Só isso. Você não precisa se defender. Eu só quero que me deixe conhecer você. – suspirei. – Olha, eu sei que precisa de garantias. E eu estou disposto a isso. Por você. – entendi bulhufas. – Só quero que seja sincera comigo. Pode fazer isso? – assenti, ciente de que estava mentindo. – Ótimo. Então... Por que está comigo?
Merda. Merda. Merda mais uma vez. Ele não tinha que fazer essa pergunta. Não essa. Nunca essa. Se eu admitir pra mim mesma, estou perdida. Estou ferrada. Muito. Muito. Muito.
- Por que... Eu... gosto de você. – a palavra soou extremamente distorcida.
- Você gosta de mim... – ele não esperava ouvir isso.
Isso era tão difícil. Tão difícil. Por que eu não simplesmente dizia a verdade e pronto? Aquelas três palavrinhas mágicas que aniquilariam o problema. Acabando com o sofrimento. É tão ridículo eu tentar negar uma coisa óbvia. Mas de um jeito ou de outro, eu sei que vou continuar fazendo isso. Por que eu sou uma idiota. Nasci uma idiota, cresci uma idiota e provavelmente no futuro, ainda serei uma.
- Tudo bem, isso é melhor do que nada... – riu. – Vem aqui.
Finalmente o fitei. Mantive os olhos baixos durante toda a conversa. Ele me esperava, de braços estendidos. Eu não precisava pensar, não agora. Somente o deixei me envolver com seus braços, enquanto o apertava forte com os meus. Tremia, tremia demais. Ele não falou. Apenas corria os dedos por meu cabelo, acariciando minha nuca. Agradecia muito por não estar chorando. Depois de algum tempo, separou-se de mim apenas para me beijar. Sua mão continuava na minha nuca e mantinha um braço em volta de minha cintura. Aprofundei o beijo. Queria que ele sentisse o que eu sentia por ele. Ao mesmo tempo, temia fazer uma besteira ainda maior do que simplesmente... Omitir a verdade. Era tão fácil só estar com ele. Sem precisar falar, sem cobranças, sem situações constrangedoras. Ele sempre seria ele. E apesar de tudo, ele continuava ali. Esperando por mim.

***


O jantar havia sido maravilhoso. O fato de que eu estava com fome contribuiu bastante, mas não foi somente por isso. Ele fez questão de me servir. Ele fez questão de fazer tudo. Comemos Lagosta ao Champanhe, com arroz ao alho poró e ratatouille. Edward riu da cara que eu fiz quando eu vi. Aquele trem não me encheu nenhum pouco os olhos, mas no fim das contas, era muito bom. Já era bem tarde quando terminamos de comer, e seguimos para a parte externa para apreciar a vista. A cidade inteira parecia iluminada como num filme. Passamos sob a Brooklin Bridge, pelo prédio da ONU, pela Estátua da Liberdade, apreciamos as luzes maravilhosas decorrentes do Empire State. Geralmente turistas se encantam com esse tipo de coisa. Mas eu sou completamente apaixonada por Nova Iorque. Só por isso eu consegui deixar Forks, onde morava com meus pais e onde eles ainda moram, para viver aqui.
Após isso, fomos para o quarto. E foi quando notei que eu não tinha nada para dormir. E foi exatamente isso que ele me sugeriu, que eu dormisse sem nada. Ignorei isso. O quarto também era incrível. Achava que não conseguiria ficar mais encantada do que estava naquele momento.
Tinha sérias suspeitas de que Edward quis ir para o quarto agora, não necessariamente para dormir. Normalmente, meu sexto sentido não falha.

***

- Edward, mais pra baixo..
- Assim?
- Mais... Mais... Isso, aí... Oh.... – gemi quando o senti tocar no ponto certo. – Aí... – sorri satisfeita.
Era tão, tão bom!
- Estou fazendo direito? Quer mais forte?
- Hum... Quero.
Deixei-me desfrutar da sensação. Aquilo era maravilhoso. Ótimo.
- Quando foi que virou amante de massagens, amor? – perguntou ao pressionar um ponto mais forte em minha coxa.
- Quando mandou Alice me levar a um SPA... – sorri. – Pode ir se acostumando. A culpa foi sua.
Estava fascinada pelo sentido do tato, é uma forma de comunicação intensa e muito prazerosa. Senti suas mãos subindo, subindo... Imediatamente o tipo de prazer que eu sentia mudou radicalmente. Era muito bom. Mas eu já tinha conversado com Edward sobre isso. Não íamos fazer nada.
- Não sinto tensão nos glúteos, Edward... – murmurei pra ver se ele se tocava.
- Eu sei amor, existem variadas massagens, com diversas finalidades... E uma delas tem a finalidade de aprimoramento da sexualidade. É chamada de Massagem Tântrica ou Sensual. – achei que ele estava tirando com minha cara. – Durante essa massagem se estabelece um pacto de intimidade entre os parceiros, no qual cada um se concentra em dar e receber prazer de forma alternada, prolongando carícias e conhecendo melhor as zonas mais erotizadas do corpo do outro. – me arrependia de tê-lo deixado me convencer que a massagem fluiria melhor se eu estivesse nua. – Aquele que recebe, pode sentir grande sensação de alívio, relaxamento, de descoberta de seus pontos mais sensíveis. E o parceiro que faz a massagem, sente prazer ao ver e tocar o corpo do outro, percebendo as nuanças da pele, mudanças de temperatura, ereção de poros, etc.. etc... – arqueei as sobrancelhas pra ele. – Para essa massagem, é favorável um local confortável e acolhedor, com temperatura amena e livre de interferência externas. Também contribui bastante um som ambiente, por isso coloquei a música.
Prestei atenção a melodia suave que tocava no rádio ao lado da cama.
Ele continuava massageando minha “região” como se não estivesse fazendo nada demais. Mas percebia alguém bem animadinho ali.
- Desde quando você entende de massagens, Edward?
- Eu entendo de tudo um pouco... – murmurou calmamente.
- Ok, mas eu quero relaxar. E não aprimorar minha sexualidade... – sibilei irônica.
- Isso eu faço de graça.
- Por que? Vai me cobrar pelo resto? – questionei com alguma incredulidade na voz.
Ele não respondeu, se limitou a rir safadamente. Não gostei nada, nada desse sorrisinho de canto de boca.
- Ei, pode parando. Já está bom. – enrolei o lençol em volta do corpo, sentando na cama. – Muito agradecida.
- Posso continuar, se quiser...
- Não, eu não quero. Obrigada. – eu sabia muito aonde essa massagem ia acabar nos levando, e eu provavelmente ia ceder. – Vamos dormir.
- Ah, eu não estou com sono.. – falou se aproximando.
- Mas eu estou. – levantei, vesti minha calcinha e sutiã novamente com cuidado para ele não ver e tentar me tarar, e voltei pra cama. – Boa noite. – virei para o outro lado.
5 segundos se passaram. Um tempo inquestionavelmente curto diria eu, mas eu já me sentia queimar por saber que ele estava me secando mesmo eu estando coberta.
- Edward, quer, por favor, parar com isso?
- O que foi que eu fiz?
- Está me queimando com olhar.
- Eu queria te queimar com outra coisa, mas você não deixa...
Já perceberam como é difícil resistir ao seu namorado gostoso que está se recuperando de uma fratura nas costelas, portanto não pode fazer muito esforço quando ele faz de tudo para te seduzir? Ou melhor, assediar? E quando ele aproxima o corpo do seu, te encoxando e assim você sente o quanto ele está excitado? Ou quando começa a correr os lábios suavemente por sua nuca, apertando sua cintura e te encox
ando mais ainda? E pra melhorar a situação, você começa a arfar? Sabem como isso é complicado de ignorar? Pois é, agora entendem a minha situação no momento. - Amor, eu estou bem. Não está vendo? – apertou seu quadril ainda mais no meu como se para comprovar. – Pare de tentar resistir, Bella.
- Como se isso fosse possível... – mordi os lábios, quando começou a distribuir beijos por minha nuca, meu ponto sensível, e a subir a mão para meus seios. – Ai meu Jesus Cristo...
- Não, amor. É Edward.
Girou meu corpo, o mantendo de frente pro seu. Esboçou um sorriso vitorioso pra mim antes de capturar meus lábios, ficando por cima de mim. Flexionou minha perna, para ficar melhor entre elas, apertando fortemente minha coxa.
- Hum... – beijava meu pescoço enquanto já se desfazia de minha calcinha e sutiã.
- Pra que colocou isso de novo? Você sabia que eu tirar... – falou todo cheio de si. – Aí quando eu fico impaciente e rasgo, você dá piti.
- Cala a boca, Edward. – tentava o puxar.
- Tá com pressa, é? – riu debochado.
- Se você não voltar a me beijar em 2 segundos, eu vou desistir disso. – ameacei.
- E se você desistir, eu te convenço de novo. - mostrou seus muitos dentes brancos em um sorriso amplo.
O encarei firmemente pra mostrar que ele estava errado. Ele sorriu mais e foi aproximando os lábios do meu colo. Recomeçando a beijar, morder.. No começo estava indo bem, mas aí ele foi descendo, descendo, descendo mais um pouquinho... E eu tentava o parar, mas não tinha forças.
- Droga.. Você é tão irritantemente irresistível... – murmurei me contorcendo debaixo de seu corpo, podia sentir que já revirava os olhos.
- E eu amo você. – murmurou ainda sorridente.
Abri meu maior sorriso colgate tripla ação, selando nossos lábios.

- X


- Permanecemos no iate uns bons três dias, já que ele estava de licença médica. Os melhores três dias de toda a minha vida. Roupas? Pra quê? Fiquei o tempo inteiro sem elas mesmo. Tínhamos comida, escova de dentes, sabonetes e... Um ao outro. Precisa de mais? Definitivamente não. Sentia estar isolada do mundo, com ele. Mas existia sim um mundo lá fora por mais que eu quisesse ignorar. E nós tínhamos sim problemas que precisávamos resolver. Mas a única solução que eu tinha em mente era a última coisa que eu gostaria de cogitar como possibilidade. Só o mero pensamento já congelava todas as células do meu corpo. Mas se fosse mesmo necessário, eu faria. Eu faria por nós. E acima de tudo, faria por ele.

Capítulo 19: I’m Doing That For Us

Bella POV

Retornar pra casa com certeza não era nada bom. Mas o que fazer? Tínhamos obrigações a cumprir. E nem tudo era um mar de rosas. Eu finalmente tinha minha oportunidade. Começaria um curso de Hematologia e hemoterapia, que é especialidade médica que trata das doenças e terapias relacionadas ao sangue. Não suportaria ficar todo esse tempo sem trabalhar, então, estudar poderia me distrair enquanto isso. Há muito tempo tinha em mente fazer esse curso, mas acabou sendo deixado de lado. Dura apenas dois meses, mas já é uma grande ajuda. Havia feito contato com alguns médicos no hospital. Estavam preocupados comigo e me fizeram um monte de perguntas. Edward voltaria a trabalhar somente na outra semana, então ainda teríamos bastante tempo juntos.
O que me impediria de me sentir tão inútil por não estar fazendo nada. Cheguei a pensar em procurar um emprego temporário em outro lugar, mas uma das exigências do meu “acordo” com o hospital era exatamente não fazer isso. Caso contrário, poderia considerar meu afastamento permanente. E além do mais, eu recebi uma quantia um pouco menor do que equivaleria aos 6 meses que ficarei sem trabalhar. Dá muito bem pra me manter até lá, e até sobra. E durante o período em que ele estava em casa estava tudo bem. Porque Edward se empenhava demais para fazer com que eu esquecesse o que tinha acontecido e me fazendo acreditar assim, que o tempo passaria mais rápido. E estava tudo bem. Ao menos, quase.
Foi como eu pensava. Ao deixar a nossa pequena bolha, os problemas que nós ignorávamos voltaram a aparecer. E o deixava triste. E eu estava tão cansada de vê-lo assim. E eu estava cansada de vê-lo assim e não poder fazer nada para ajudar, porque o grande motivo de tudo era eu mesma. E eu estava tentando o máximo que eu podia me abrir com ele. Mas era como se algo dentro de mim me impedisse disso. E eu juro que faria qualquer coisa que pudesse fazer isso desaparecer. Qualquer tipo de tratamento. Mas não era nada psicológico. Não era nada físico. Era simplesmente algo que eu teria batalhar sozinha para combater. E eu sofria com isso. E o pior de tudo, ele sofria com isso. E isso nunca tinha ficado tão visível até aquele dia. Eu vou me lembrar pra sempre... Porque uma parte de mim morreu naquele dia. E eu duvido que tivesse sido essa a intenção de Rosalie, ou até de Emmett. Mas o fato foi, que tudo se agravou devido a notícia que eles dois deram.
Uma coisa que eu nunca pensei que aconteceria, aconteceu. Foi algo bom para um dia como aquele que já amanheceu nublado, como se sabendo o que de ruim se sucederia. Jasper e seu pai tinham finalmente se entendido. Ou, finalmente tenham aceitado a se suportar. Foi tudo produto de um encontro casual que eles tiveram quando Jasper saiu com Alice, e a mesma se recusou a permitir que a situação que já perdurava por meses continuasse assim. Então, ela praticamente os obrigou a conversarem. E nada podia deixar a Sra. Carmen, mãe de Jasper, mais feliz. A sua alegria foi tanta que ela organizou uma pequena reunião para comemorar, em sua casa mesmo. Jasper achou um exagero, mas depois de tudo o que aconteceu não negaria um pedido sequer de sua mãe.
E a casa dos Hale, já há muito não freqüentada por mim, estava cheia naquela tarde. Talvez o pai dele tenha ficado mais feliz com a reconciliação com o filho do que tenha deixado transparecer, porque vários de seus amigos estavam lá. Julguei pela semelhança entre eles, na postura, na expressão e se não for precipitação minha dizer, também no caráter. Homens de meia idade, apesar de ser uma reunião realizada a tarde trajavam roupas sociais como se esperassem uma ligação em seus celulares que os tiraria da festa a qualquer momento em direção ao escritório. E Carmen não podia estar mais radiante. Algo me dizia que não era só a paz instalada novamente entre seu filho e seu marido que deixara assim. Havia alguma coisa a mais. No seu olhar, havia algo especial. Uma coisa que não consegui distinguir no momento, mas que tinha absoluta certeza de que existia. Eu estava certa.
Era aparentemente um dia bom. Jasper estava feliz cumprimentando os amigos de seu pai com os quais o mesmo nunca se deu bem. Alice estava feliz por vê-lo feliz, afinal um relacionamento se transcorria dessa forma. Dois em Um. Esme também tinha um brilho de alegria no olhar, assim como Carlisle. A amizade deles com os Hale é coisa de muitos anos, e apesar de terem se afastado um pouco devido a mera rotina, não escondiam a satisfação de ver a família de seus amigos unida novamente. Edward... Sorria. Forçadamente. E eu? Também. Porque um relacionamento realmente se transcorria dessa forma. E por quê preocupar a todos? Vivemos brigando e nos reconciliando o tempo todo, perturbar os outros com isso é uma mera bobagem. – Frase pronunciada por ele em uma de nossas não-brigas. Porque segundo ele, nós não brigávamos, era apenas uma divergência de opiniões.
Mas eu já previa isso. Eu previa cada expressão, cada sorriso, cada reação de cada pessoa do meu “círculo de convivência”. Porém, um certo casal não mantinha a expressão que eu imaginava ver. Emmett e Rosalie estavam... Diferentes. Eles estavam felizes como eu nunca sequer tinha visto nenhum outro casal. E por um momento, confesso, cheguei a sentir tanta inveja que quase desejei roubar toda essa felicidade pra mim mesma. Claro que meu pensamento extremamente egoísta não durou tanto assim, porque eu sentia um carinho imenso pelos dois. E... Deus do Céu!
Eu conhecia aquele olhar. Eu sabia e senti no momento em que os vi exatamente o que era. Eu já tinha sido testemunha daquela felicidade tantas vezes que poderia identificá-la de longe. Mas não naquele maldito dia. Naquele dia eu não consegui. Eu não consegui distinguir. E maldição por isso! Não que eu fosse adivinhar o que aquilo acarretaria, mas eu podia consolar-me com o fato de que se eu tivesse sabido diferenciá-lo, eu poderia ter fugido de lá com o Edward inventando uma desculpa qualquer. Podia ter fingido estar passando mal e ter ido pra casa. Qualquer coisa pra tirá-lo de lá e evitar o que aconteceu. Mas eu não pude fazer isso. Eu só me pus a observá-los durante todo o tempo. Desde o momento em que os dois vieram animados nos cumprimentar, até o fatídico momento em que eu finalmente descobri o motivo de tudo aquilo.
A festa estava animada. Tinha bebida, música, e a casa dos Hale como um cenário maravilhoso. Era quase tão bonito quando a dos Cullen. Porém, o jardim era o mais lindo que já tinha visto. Carmen dedicava boa parte do seu tempo àquelas flores, ela não trabalhava, então fazia daquela a sua ocupação. E me permitindo poder observar, por que eu era amante da natureza. As pessoas realmente pareciam mais felizes do que o normal. Ou talvez era só eu que tinha sensação. Talvez qualquer pessoa alegre para mim parecia extremamente feliz. Limitei-me a me acomodar melhor em uma das mesas que dividia com Edward, Esme e Carlisle. Era difícil sorrir quando não queria isso de verdade, era difícil fingir por que não era uma boa atriz. Mas isso só se transcorreu até aquele momento.
- Temos um comunicado a fazer. – a voz de Rosalie chamou a atenção de todos. Ela tinha providenciado um microfone, sabe lá onde, e permanecia do lado de Emmett num local estratégico do jardim onde todos pudessem os ver. Ela sorria, ele sorria. E os seus pais também. Seja qual fosse a notícia, eles já tinham conhecimento. Assim como Jasper e Alice, que como de costume dava saltinhos do lugar onde estava. Por mais estranho que pareça, aquela felicidade não me contagiou. Pelo contrário.
- Tudo bem, minha loira... Dá aqui pra mim. – Emmett pegou o microfone da mão de sua namorada, que parecia ter perdido a capacidade de falar. Mas o seu grande sorriso continuava ali. – É o seguinte... Hoje de manhã, nós recebemos uma notícia inesperada, mas que surpreendentemente até pra mim, foi uma maravilha. – e de repente, Emmett não era o mesmo Emmett que conheci. Ele não parecia mais tão bobo, tão ingênuo e tão crianção como às vezes se mostrava. E eu me vi ainda mais apreensiva pela notícia. O que poderia ter o feito amadurecer dessa forma? – Passado o choque, minha loira e eu decidimos que compartilharíamos a notícia hoje. Coincidentemente já é um dia de comemoração, então... E apesar de eu não conhecer a maioria das pessoas que estão aqui hoje... – a multidão riu. Eu não. – Felicidade deve ser compartilhada. – abriu um sorriso grande, ampliando o de Rose. Ele a segurou pela cintura, a trazendo mais perto dele. Enquanto agora parecia nervoso, aproximou o microfone da boca novamente. – Senhoras, senhores, crianças e adolescentes... Moças, rapazes e indecisos... – causou uma gargalhada geral novamente. – Nós estamos grávidos! – exclamou sorrindo.
E eu endureci. E Edward endureceu. E eu sinceramente não sabia o porquê. Enquanto as pessoas mais próximas se amontoavam para cumprimentá-los, e a voz do Emmett se destacava entre todas. E a expressão nos rostos deles era... De amor. Eu permaneci sentada, calada e petrificada. Esme e Carlisle não perceberam, estavam bem ansiosos esperando o momento em que os novos pais conseguiriam escapar de todos os cumprimentos para falar com eles. E demorou um pouco, mas eles conseguiram. E vieram quase saltitando, com Alice pendurada no pescoço de Rose ainda. Mas teve de soltar quando sua mãe quase brigou com ela para que pudesse também abraçar a Rose.
- Que notícia, han? – sorriu Carlisle. – Quem diria... Emmett “papai”. É, parece que vai ter que assumir muitas responsabilidades.
- E graças a Deus por isso! – respondeu animado. – Quando eu soube, achei que ia desmaiar, sério... – confessou sem se importar se pareceria maricas. Como o velho Emmett se importaria. – Rose então... Se preocupava com a carreira e tudo mais. – neste momento ela se juntou a ele, o abraçando e é claro, sorrindo. – Mas e daí? É o nosso filho, ou filha. Quer coisa melhor no mundo? – mais um pouco, e saltitaria de verdade. - Nós estamos juntos, e ela sabe que eu a amo e que estarei aqui pra ajudá-la. E é assim que deve ser! – completou seu discurso.
- Eu também te amo, ursão! – ela sorriu e o beijou.
- E é só isso que importa! – ele completou sorrindo pra ela.
E por que diabos eu não conhecia uma fórmula mágica que me faria desaparecer?
Ele tinha ouvido isso. E eu percebi o seu olhar. E ele sorriu apesar de tudo, mas era mais um sorriso forçado, enquanto abraçava o Emmett. E Rose se jogou em cima de mim, como se para que eu pudesse sentir toda sua felicidade. Eu não podia. Eu retribuí o abraço sinceramente desejando que tudo desse certo para ela. - Parabéns, Rose. – sorri tentanto soar o mais verdadeira possível. Felizmente, para ela pareceu bastar.
- Bellinha.. Bellinha! – um certo urso gigante me pegou no colo, e como de costume esquecendo sua força até que alguém pediu para ele me soltar, por que também como de costume eu já estava ficando roxa com seu abraço.
- Parabéns também, Emmett. – eu sorri e ele retribuiu parecendo mais feliz do que nunca. E eu não podia nem tinha direito de sentir raiva deles por alguma razão. Porque eu amava ver as pessoas felizes. Era essa a razão da vida. E foi por isso que naquele momento tomei uma decisão.
E foi quando ele me soltou que eu pude perceber que faltava <>alguém ali. Eu fitei Esme e ela deu de ombros, porque ela também não sabia onde ele estava. E como todos estavam preocupados em saber mais detalhes sobre a gravidez, não repararam quando eu também me distanciei. E andei com os olhos baixos até entrar na casa dos Hale, com o desejo de simplesmente esquecer essa minha solução e voltar para o jardim. Mas se eu fizesse isso, o que aconteceria? Após algum tempo, ele voltaria para perto de nós e fingiria estar bem como antes. Enquanto eu saberia bem que ele não estava. E assim voltaríamos pra casa, e ele me deixaria no meu apartamento com a desculpa de que estava cansado demais. Eu não consigo lembrar-me da última vez que dormi na casa dele. E ele sabia muito bem que eu não desejava isso por causa de sexo.
Eu só precisava estar com ele. Ao invés de demorar horas a dormir imaginando o como ele devia estar. Porque não foi de um dia pro outro. Quando voltamos para casa, estávamos bem. Ao menos, melhor do que agora. Eram situações normais que foram melando nosso namoro. Era ver um filme, era ver um casal se declarando com aquele olhar que dizia “Eu só quero você”. Eram situações que eu não podia evitar. E tudo só piorou. Ele mal me beijava, e ele mal me tocava. E o pior de tudo, ele nunca mais disse “eu te amo” depois que voltamos. E isso me fazia querer gritar, e chorar, e gritar outra vez e chorar novamente. Porque eu precisava dessas coisas. Eu precisava que ele fosse ele mesmo. Mas o que eu poderia cobrar? Eu causei isso. Eu só queria que ele entendesse que não é intencional. E isso me traz novamente ao presente.
Talvez resolva. Ou talvez não. E meu corpo dói a cada passo que eu dava em direção a sala, por que apesar de eu ainda não poder vê-lo, eu podia sentir que ele estava lá. E talvez este seja o pior momento para fazer isso, mas eu não suportava mais vê-lo assim. E eu sentia como se estivesse pisando no meu coração... Mas não encontrava nenhuma centelha em mim que se importasse com isso. Por que eu me importava com ele. Em primeiro lugar. E com ele, em segundo lugar. E em terceiro, e em quarto. E quando eu tivesse a certeza de que ele estava bem, aí sim eu me importaria comigo. Ou talvez não me importasse, talvez continuasse me importando com ele. Não sei. É um sentimento tão intenso que parece beirar o desespero de apenas saber que ele está bem. Mas como eu já disse, eu não me importo com isso.
- Eu estou bem. – e eu me assustei ao ouvir sua voz. Como se pudesse ler meus pensamentos. Mas não era isso. Eu já estava na sala, e ele já tinha me percebido aqui. E permanecia de costas com as mãos nos bolsos da calça observando o crepúsculo pela parede de vidro da sala. – Caso tenha sido isso que tenha vindo perguntar... – completou indiferente.
- Não... – murmurei, me aproximando. E novamente aquela vontade de desaparecer me tomou. – Você não está bem... E também não foi isso que vim perguntar. – e ele não mudou a posição. E eu me sentia pior por não poder olhar nos olhos dele. Porque isso me daria a maldita coragem que estava me faltando. – Você pode olhar pra mim? – pedi suplicante.
- Não. – ele respondeu. E era assim que ele me tratava agora, quando estávamos sozinhos. E eu não me atrevia nem a sentir raiva. Porque era minha culpa. – Diz logo o que você quer!
- Não consigo se você não olhar pra mim... – insisti. E depois de um tempo, ele desistiu e o fez. Eu estava enganada se pensei que me daria coragem. Ele não estava triste, ele estava com raiva. Muita raiva. E eu sentei no sofá porque eu sentia que a qualquer momento minhas pernas falhariam. – Eu não quero mais ver você assim, Edward... – comecei e ignorei quando ele revirou os olhos sarcasticamente. – E eu não consigo fazer nada pra impedir isso, e é tão frustrante... – baixei os olhos brincando com os dedos. – E eu pensei em algo que talvez pudesse ajudar. Só queria que você entendesse... – olhei pra ele, que tinha se sentado também. Um brilho de curiosidade passou por seus olhos. Mas eu sabia que não duraria muito, porque ele não entenderia. – Eu acho que... Nós precisamos de um... tempo. Eu preciso... – parei de falar esperando por sua reação. E ele não disse nada. Mas o olhar dele, eu não reconheci. Então continuei. – Eu não sei... talvez.... Conseguisse me abrir com você depois disso. Mas eu... Precisava ter certeza de que você... Esperaria por mim. – o encarei buscando uma resposta, mas ele continuava com aquele maldito olhar irreconhecível. Suspirei. – Eu nunca soube, mas de repente existe algum tratamento que eu... – as lágrimas apareceram. Inferno. Era difícil assim. Já tinha trabalho suficiente tentando ignorar as tonturas, as fisgadas no estômago e o aperto no coração. Lágrimas eu não precisava. – Diz alguma coisa... – pedi.
- Por que diabos você tem que ser tão hipócrita?! – ele berrou. E eu me encolhi no sofá, sabendo que ele não entenderia mesmo.
- Eu só... quero que... Talvez com isso eu melhore... e... – e agora eu já tratava a coisa toda como uma doença. – Edward, eu não... Não posso deixar que você fique assim. Eu não suporto ver você assim... – enxuguei as lágrimas, de nada adiantou. – Por favor, entende...
- Se você quer terminar, não precisa inventar a porra de uma desculpa besta como essa. Apenas faça! – ele gesticulou ficando impossivelmente mais nervoso. E eu me desesperei. E arregalei os olhos por ele ter pensado isso.
- Mas eu não... Pelo amor de Deus, não estou terminando.. – falei rapidamente. – Edward, eu preciso de você... – solucei. – Só não posso ver você sofrendo por minha causa... Eu quero poder te corresponder... E eu não... Eu... Eu não estou terminando..
- Pois quer saber?! Eu estou! – ele me cortou.
Engoli em seco. Senti meu corpo arrepiar. Primeiro eu pensei ter ouvido errado, depois imaginei estar alucinando. De novo, ouvir errado, e estar alucinando, ouvir errado, e estar alucinando.
- O que? – perguntei num fio de voz. Era como se meu sangue estivesse gelado, porque eu podia sentir o frio em cada célula do meu corpo. Assim como o desespero, e a dor, e a necessidade de que ele não tivesse mesmo dito isso.
- Estou terminando... – repetiu como se não dissesse nada demais. E eu não reconheci a pessoa que estava na minha frente. Porque não era ele. Aquela pessoa sem emoções, sem nem ao menos se mostrar incomodada com toda a situação. Edward não era assim. E ele não disse mais nada. E eu chorei. Porque eu ainda não acreditava que isso estava acontecendo. E ele simplesmente desviou o olhar e fez menção em sair. E eu prendi a respiração, levantando. Porque ele não podia ir embora. Ele não podia ir embora e me deixar. E me deixar.
- Edward! – e pro diabos com o papel humilhante! Eu o segurei, e o virei pra mim. E eu procurei nos olhos dele algum sinal de tristeza, confusão, desespero, ressentimento, raiva... Qualquer coisa. Mas eu não encontrei, e eu chorei. Porque ele estava me deixando e não dava a mínima pra isso! E ele desviou o olhar de novo. E segurei o rosto dele o forçando a olhar pra mim. – Você.. Entende! Por favor... Eu... – e não conseguia formar nada coerente. Pensar, respirar, chorar, falar, implorar, fazer meu coração bater... Eram funções demais pra realizar ao mesmo tempo. Porque ele estava me deixando.. E era só nisso que eu pensava. E que me fazia mal. E que bloqueava todo o resto. E eu puxei o maldito ar pela boca porque eu estava me sentindo fraca, tonta e infeliz, e triste, e arrasada, e desesperada e finalmente me toquei de que eu tinha que falar. – Por favor... Não! – solucei. – Eu só... Não sei o que fazer. Eu quero poder te fazer feliz também... Eu... Me diz o que fazer, Edward! Me diz o que fazer! – e eu esperei. Esperei pra que ele voltasse ao normal e me entendesse, e que olhasse pra mim como antes. E que mostrasse que ainda se importava. E que mostrasse que ainda era o mesmo. Eu precisava disso. Eu precisava que ele ainda me amasse.
- Me solta. – ele disse. E eu o fitei confusa porque ele não devia dizer isso. Ele tinha que me abraçar, e dizer que tudo ficaria bem. Porque ele era assim. Ele sabia conversar comigo, e ele sabia me acalmar, e ele era meu anjo. E era isso que ele tinha que fazer! Porque.. Porque... – Estou te dizendo o que fazer. – completou. E eu prendi a respiração, de novo, o soltando. Porque ele nunca foi tão frio comigo. E ele nunca foi tão frio... E quando pude perceber, ele não estava mais lá. E eu não tinha mais a quem me segurar. E eu sentia que eu ia cair. Literalmente e hipoteticamente. O ar fugiu de meus pulmões, e meus batimentos pareciam mais lentos a cada segundo. Fechei os olhos e senti que finalmente, eu sumiria.

- X


- Minha cabeça latejava, meus olhos doíam. Mas meu corpo parecia descansado. Eu não lembrava de muita coisa, e apesar disso eu sentia que não queria lembrar. Mas eu escutei algumas vozes, e aparentemente falavam sobre mim. Eu não tinha muita certeza. Mas pareciam preocupados. E eu não queria deixar ninguém assim, então me esforcei para abrir os olhos. Reconheci que estava no meu quarto, e tudo ficou ainda mais confuso. Porque eu não lembrava de como tinha parado ali. Começava a me preocupar. O que tinha acontecido?
- Bella! Eu fiquei tão preocupada com você! Quando encontramos você desmaiada, eu... Ah Bella! – Alice se jogou do meu lado, me abraçando. Eu continuei imóvel sem fazer a menor idéia do que tinha acontecido. – Como está?
- O que houve? – sentei na cama tentando com sucesso tirar a pequenininha de cima de mim e estranhei a platéia que tinha ali. Rose e Esme. Ambas me olhavam preocupadas. E assim também Alice. E então eu comecei a me lembrar. Festa, gravidez, Edward... Deixei um suspiro escapar. E uma lágrima, e outra lágrima e Alice me abraçou novamente. E eu retribuí. E tudo ficou claro na minha mente. Voltei a sentir as tonturas, o aperto no peito, dor de cabeça... E algo me dizia que não passaria tão cedo. - O que aconteceu, Bella? – Rose perguntou meio incerta, enquanto Alice se separava de mim. – Por que você... terminou...?
- Não fui eu. – baixei os olhos.
- Foi... Edward? – Esme questionou com incredulidade. Eu assenti, sem encará-la. – Mas... Vocês estavam... – ela parou de falar, talvez percebendo que não estávamos o que quer que ela fosse dizer.
- Vem, Bella. – Alice me puxou para levantar da cama.
Obrigou-me a tomar banho e a comer alguma coisa. Eu sinceramente não sei o que foi. E durante todo o tempo, as três não disseram mais nada, embora eu tenha certeza de que elas estavam loucas para perguntar. Depois de escovar os dentes, eu deitei no sofá e segurei uma almofada. Queria sumir de novo. Parecia que piscar doía, e respirar doía, e cada minuto da consciência que ele tinha me deixado era torturante. E eu queria dormir. Eu precisava esquecer, mas não conseguia. E elas ficaram ali, olhando pra mim e tentando não sentir pena do meu estado lastimável, mas eu não ligava pra isso.
- Eu quero um calmante... – murmurei em pedido pra qualquer uma das três.
- Mas você está... – procurou uma palavra. - Normal... – murmurou Rose confusa.
- Eu quero dormir. – expliquei. – Um sonífero, chumbinho, qualquer coisa...
- Não teve graça, Bella. – Alice repreendeu. Não me preocupei porque ainda não estava pensando em me matar. Só queria dormir e assim, quando acordasse, enfiaria a cara nos livros de medicina e esqueceria tudo. Eu esperava que sim. No momento, eu só queria... Desaparecer por algumas horas. Sem lembrar-me de nada.
- Onde ele está? Ele está bem? – perguntei baixinho. - Você não devia se preocupar com ele... Porque ele é um idiota e não se preocupou com você! – falou Rose com raiva. Esme a cutucou nas costelas com o cotovelo para ela se calar. Eu suspirei.
- Fui eu que causei isso.. Não o chame de idiota. – pedi. Ela me encarou incrédula e fechou a cara. – Ele está bem? – insisti.
- Aparentemente sim... – respondeu Alice atenta às minhas reações. – Mas ninguém sabe onde ele está. – suspirei de novo. – Ele... – ela parou de falar, e eu a encarei pedindo silenciosamente para que continuasse. – Bella, talvez...
- Ele o quê? – insisti ciente de que não podia ficar pior do que isso.
- Ele não estava sozinho. – engoli em seco. – Quando falei com ele no telefone... Eu escutei uma voz... – ela não precisava terminar de falar, porque eu já tinha entendido. Talvez eu pudesse sim ficar pior. – Outra voz... De mulher.
- Me dá o número desse safado que eu vou... – Rose levantou se alterando, e Esme a puxou de novo. – Ele não pode fazer isso com ela!
- Rosalie, controle os hormônios da gravidez, por favor. – pediu Esme. - Eu falo com ele, eu sou a mãe.
- Não, pode deixar que eu... – Alice começou.
- Ninguém vai falar com ele. – a cortei, e as três me olharam insatisfeitas. – Ninguém. – repeti. – Ele teve seus motivos.
- Não acredito que você vai defendê-lo! – falaram Alice e Rose em uníssono.
- Desculpe, Bella, mas eu vou falar. – Esme teimou. – E não há nada que possa fazer quanto a isso. Eu sou a mãe dele. – eu suspirei. Péssima hora para ela ser curiosa como eu. – E para não ficar diferente, “Não acredito que você vai defendê-lo!” – exclamou abismada.
Elas começaram a discutir o que Esme falaria, quando, como e onde. Elas nem ao menos sabiam o que tinha acontecido, Deus do Céu! Minha cabeça começou a doer mais. Eu sabia que não surtiria efeito, e só esperava que ele não pensasse que fui eu quem teve essa idéia absurda.
- Bella, não fique parada, se junte a nós. Ele é meu filho, mas precisa de uma lição. – pediu Esme fazendo um gesto que ela julgou soar ameaçador. Rose e Alice a imitaram. Será que elas realmente pensavam que eu queria seqüestrar o Edward e o torturar por causa disso? Observando novamente os rostos maníacos das três a minha frente, obtive minha resposta. Revirei os olhos colocando a almofada no rosto.


Capítulo 15: Descontrole


Bella POV

Corria através do estacionamento do Metropolitan Hospital, aflita e preocupada desde a ligação de Esme. Não sabia o que tinha acontecido ainda, assim que ela me deu a péssima notícia, só quis saber qual era o hospital.
Voei até o balcão da recepção a fim de informações.

- Boa noite. Gostaria de saber sobre um paciente que deu entrada aqui há um tempo. Edward Cullen.

- Seu parentesco com ele é...?

Ela olhou pra mim desinteressada e mexeu em algo no computador.

- Sou namorada dele.

- Ele está fazendo alguns exames. 5° andar, corredor 2.

- Obrigada.

O elevador não demorou a subir, felizmente. Logo já estava no corredor indicado, de longe avistei Esme e Carlisle sentados em uns bancos ali, e fui até eles.

- O que houve?

- Bella, que bom que chegou. – disse Esme. – Foi assalto. Perto do apartamento de Jéssica, ele tinha ido atrás de você.

Por que todas as minhas ações causam uma reação no Edward? Essa lei de Newton está invertida! Coloquei as mãos na cabeça, aturdida.

- Levaram seu carro? – questionei.

- Não foi o Edward que foi assaltado. – a fitei confusa. – Era uma mulher que passava na rua com a filha. Ele foi se meter. – quando ia reclamar, ela continuou. – Eu sei que ele não devia ter feito isso, disse isso pra ele, mas Edward tem um fraco por criança. Ele se defendeu afirmando que não podia simplesmente ver alguém fazendo mal a menina e fingir não ver.

Essa informação não condizia com o meu pensamento dele em relação a crianças.

- Ele é maluco... – murmurei com uma mistura de medo e admiração.


***


Esperamos cerca de 10 minutos, até o médico finalmente vir falar com a gente. Minhas unhas já tinham desaparecido pela brusca ação dos meus dentes sobre elas. Pra mim já fazia uma eternidade que estávamos aguardando notícias.

- São a família de Edward? – se aproximou um homem alto, moreno e com uma aparência bem cansada questionando a nós.

- Sim. – respondeu Carlisle. – Como ele está?

- Bem, não foi grave. Ele só fraturou algumas costelas.

- Você diz “só”? Quer que eu quebre as suas pra ver se é bom? – ameacei irritada.

Ele me encarou sem alterar a expressão.

- Bella... – repreendeu Esme. – Podemos vê-lo, doutor?

- Sim. Me acompanhem.

Não sabia se deveria ou não ir com eles. Talvez ele não quisesse me ver. Podia se irritar e...

- Vamos, Bella. – chamou Carlisle.

- Acho melhor irem só vocês. – falei tentando manter a voz normal. – Não sei como vai estar o humor dele. Melhor não arriscar.

- Tudo bem. – aceitou relutante, e seguiu junto com Esme o doutor mal-educado.

***


Eles não demoraram muito tempo, e quando voltaram, estavam com uma expressão melhor. Fiquei mais aliviada com isso. Levantei para irmos embora, perguntaria sobre ele no caminho, mas Esme me chamou a atenção, quando comunicou.

- Ele quer falar com você.

Meu coração disparou só com essa simples frase. Tinha dúvidas se isso era bom ou ruim. Assenti pra ela e fui até a porta onde eles haviam entrado antes de perder a coragem. Forcei a maçaneta e abri. Ele estava deitado olhando pra mesma, me esperando entrar, e depois pra mim quando passei por esta. Seus olhos estavam indecifráveis.

- Oi. – disse acanhada me aproximando da cama.

- Você realmente não ia entrar?

Ele parecia magoado.

- Não sabia se queria me ver, e...

- Essa foi a desculpa mais ridícula que você poderia inventar.

- Não estou...

- Tá bom. – me cortou. – Pode me dizer o que foi que aconteceu lá, ao menos?

Talvez eu não devesse mesmo ter entrado.

- Fui... resolver as coisas. – respondi.

- E conseguiu?

- Sim.

- Como?

- Conversando. Ela me explicou algumas coisas e...

Por incrível que pareça, ele pareceu ficar mais irritado com isso.

- Ah... E depois vocês se abraçaram e juraram ser “amigas pra sempre”? – ironizou.

- Não disse isso.

- Não seria a primeira vez. Você gosta de acreditar no arrependimento das pessoas, não é? – sabia de quem ele estava falando.

- Edward...

- Quem vai ser da próxima vez? O Mike, talvez? – continuou. – De repente você também goste de baseball. Ou quem sabe, a Lauren? Se bem que ela, até eu acredita...

- Edward, pára!

Eu não acreditava que ele estava dizendo aquilo e muito menos tentar me provocar elogiando a Lauren. E conseguir. Isso não ajuda em nada a minha tarefa de confiar nele. Droga! Por que ele tinha que fazer isso?

- Está tudo bem?

Olhei pra porta e vi Esme com o rosto preocupado. Saí do quarto sem nem olhar pra trás. Carlisle também me olhou preocupado. Talvez não estivéssemos falando tão baixo quanto pensava. Esme entrou no quarto novamente, pra falar alguma coisa com ele e quando saiu, tirei as chaves do carro dele da minha bolsa.

- Estou indo embora. – coloquei as chaves na mão dela, e cumprimentei Carlisle.

***


Cheguei ao meu apartamento exausta. Joguei minha bolsa em qualquer lugar, e depois de tomar um banho, caí na cama sem nem ao menos comer. Precisava dormir, precisava esquecer tudo o que aconteceu hoje.
No dia seguinte, logo cedo liguei pra Esme. Queria saber o verdadeiro estado do Edward, talvez devesse falar com o médico. Será que ele daria o telefone dele pra mim? Não é exagero, estou preocupada. Alice também me ligou cedo desesperada por notícias do irmão, contei o que aconteceu e o que ela mais disse foi que o Edward é um idiota e que eu sou boazinha demais por ter acreditado em Jéssica.
No final das contas, fui a encarregada de passar a notícia também para Rose e Emm. Passei a manhã na emergência, e continuava aquele clima pesado. Eu sempre fui de falar muito, com os médicos conhecidos ao menos, mas desde o incidente tenho estado na minha. Alguns olham pra mim com pena, não gosto disso.
Só fiz besteira e estou arcando com as conseqüências disso. Não vou reclamar e muito menos dizer que fui injustiçada. Almocei com Jass, e quando voltei ao hospital, Sr. Laurence veio em nossa direção. Sabia que boa coisa não era. Jasper se despediu de mim, saindo de perto de nós.

- A reunião foi marcada pra amanhã. – comunicou sem rodeios. – Quando decidirmos, você será chamada à sala. Se tiver algum paciente, passe pra outro médico. Não sei ao certo quanto tempo vai durar.

- Sim, senhor. – assenti. – Ah... Sr. Laurence, o Edward... Ele...

- Não se preocupe, ele já ligou pra mim. – assenti novamente.

Ele fez um gesto com a cabeça acenando, retribui e me dirigi à minha sala, por enquanto. Sentei na cadeira cobrindo o rosto com as mãos. Me sentia tão mal que se um caminhão passasse por cima de mim agora, não alteraria a dor.
O telefone tocou. Suspirando, atendi. Não queria falar com ninguém, mas.

- Dra. Swan. – tentei mostrar um ar profissional.

- Filha! – ouvi a voz confortadora de minha mãe.

Pra ela, poderia abrir uma exceção.

- Oi mãe. Como está?

- Bem, estou bem. O que aconteceu querida?

- Nada mãe, estou bem.

- 1... – pronto, começou.

- Mãe...

- 2...

- Tudo bem, eu conto.

Se deixasse chegar no 3 me arrependeria. Fiz um resumo dos últimos acontecimentos, e ela ouviu a tudo calada. Sempre foi assim. Nunca tive problemas com ela devido a isso, sabíamos escutar uma a outra antes de tudo.

- Ah querida...

- Não precisa se preocupar, daqui a pouco isso já passou e vai estar tudo bem.

Queria eu mesma acreditar nisso.

- Bella, você não me engana. Tem algo mais.

- Não tem não. – menti.

- 1... – insistiu.

- Briguei com Edward.

- Q.u.e? – questionou perplexa.

Já podia imaginar ela mordendo o lábio, como toda vez que se assusta com alguma coisa.

- Não acredito que você brigou com meu genro, Bella! Você ficou maluca?

E pensar que cheguei a cogitar a possibilidade dela se preocupar comigo, que sou sua filha.

- Esses jovens de hoje em dia... – murmurou reprovando. – Bom, mas o que foi que você fez?


- Por que acha que fui eu? – perguntei ofendida.

- Ele que não foi, né! Edward é um rapaz ótimo. Bonito, educado, inteligente, simpático, louco por você, bonito...

- Você já disse que ele é bonito, mãe.

- Carinhoso, gentil, generoso, bonito...

Não desligo mais o telefone hoje. Quando ela começa a falar do Edward, dá nisso! Precisa dizer que ele é bonito 3 vezes?

- Culto, interessante, atraente...

- Mãe, já entendi! – a cortei. – Posso falar agora?

- Bonito... – bufei. – Tá, parei. Fala.

Mesmo depois de contar tudo, ela continuou o elogiando e dizendo que a culpa era minha, que eu tinha que ir ao hospital falar com ele novamente e blá blá blá. Desliguei dizendo que tinha que trabalhar, o que na verdade ela também deveria estar fazendo, mas afirmou estar de licença por estar com tendinite. Engraçado que pra ficar de trelelê no telefone, ela está ótima. Enfim, digo nada.
Até que consegui me distrair. Minha mãe é louca, mas ela consegue me acalmar, mesmo que seja me fazendo esquecer os problemas com suas maluquices. Mas agora estou aqui, sozinha de novo com meus pensamentos. É deles que eu tenho muito medo. Eu tinha que estar na emergência há essa hora, mas como sabia que não estava tão caótica, resolvi dar um tempo pra mim.
Não estava com cabeça pra isso. Era capaz até de fazer alguma besteira. No fim do dia, me vi em um dilema entre ir pra casa e ir ver o Edward. Meu cérebro quase parou de tanto que eu pesava as vantagens de ir e não ir. E por fim, eu fui. Sem surpresa nenhuma pra mim, nós nos desentendemos, de novo.
Mas ao contrário de ontem, conseguimos nos resolver. Mais ou menos. Ele se desculpou pelo que falou da Jéssica, e aquele monte de absurdos que também disse, mas a situação continuava péssima. Estávamos bem somente na teoria. Nós conversamos um pouco, mas tinha alguma coisa ali. E eu sabia que ele ainda estava magoado comigo por causa da briga.
Aproveitei pra pedir o telefone do médico que descobri se chamar Jason Phelps, infelizmente ele não me deu o número do telefone mesmo depois de eu muito insistir. Acredito que foi por ele não ter ido com a minha cara, mas só pra provocar o bombardeei de perguntas sobre o quadro do Edward.
Ele respondeu tudo com má vontade por achar que ele não sofreu nada sério, mas ao menos respondeu. Também pedi ao querido médico que não informasse a meu namorado sobre isso. Ele poderia ficar ainda mais irritado pela minha preocupação excessiva e queria evitar outra briga. Então, embora tenha conversado com o médico dentro do quarto quando ele foi me comunicar de que tinha de ir embora, me certifiquei de que Edward estava dormindo.
Esme estava lá com ele, e foi em casa tomar banho e trocar de roupa durante o período de tempo que estive lá. Gostaria de eu mesma ficar lá, mas além de o Edward com certeza não querer isso, eu tinha que trabalhar.
Estava mais esgotada do que no dia anterior ao chegar em casa, conversei com Jake pelo telefone, e ele me aconselhou mil vezes a ficar calma e pensar coerentemente a respeito do hospital. Muito diferente do Edward, que nem se quer perguntou. Ou melhor, deixa eu ser clara:
Ele falava comigo olhando pra todos os lugares menos pra mim, na nossa curta conversa o que ele mais fez foi citar subconscientemente a minha falta de confiança nele. A única vez que ele realmente prestou atenção em mim foi quando ele foi dormir, e nos despedimos, embora eu tenha permanecido lá. E ele me beijou de um jeito em que me fez ficar feliz, naquele momento.
Cheguei a acreditar que ele tinha esquecido, mas não... Aquele olhar que me cortava o coração continuava lá. Balancei a cabeça antes que começasse a chorar, como de praxe. E me preparei pra o dia de amanhã.

***


Caminhava através do corredor do 12° e último andar do hospital, em direção a sala de reuniões. Havia sido intimada a comparecer a esta 10 segundos após a ligação, acredito que demorei mais do que isso. Mas não tive culpa, o espaço de tempo determinado foi muito pequeno.
Queria tanto que Edward estivesse aqui comigo. Suspirei, tentando não pensar nisso agora. Só Deus sabe o que vai acontecer ali dentro! Preciso deixar as emoções de lado, ou seria pior. Bati na porta e escutei um singelo “entre” ser pronunciado.
Fechei os olhos por um instante antes de girar a maçaneta, indo em direção a minha guilhotina pessoal. A sala era grande em uma forma retangular. 11 pares de olhares incisivos se voltaram em minha direção, e somente um olhar era de compaixão. Doze e importantes homens sentados em torno de uma enorme mesa era uma imagem bem intimidadora.
Sentei na única cadeira disponível, parecia estar reservada pra mim por estar uma posição diferente das demais. Me sentia em um julgamento onde a ré era eu mesma.

- Bom dia. – disse sem saber se deveria ou não ter aberto a boca.

- Bom seria se não estivéssemos aqui, não acha? – alfinetou um deles.

Não lembrava o nome de ninguém além do diretor, mas conhecia cada um dos rostos. Nenhum deles gostava de mim. Desde que entrei no hospital. Discordavam totalmente da decisão do Sr. Laurence de me dar uma chance aqui por que era muito inexperiente. Ainda começava a minha carreira. Ou seja, não estava com nenhuma sorte.

- Não acha? – insistiu.

- Devo lembrá-lo de que isso não é um tribunal, Sr. Johnson. – tomou a frente o Vitor.

O homem em questão bufou, desistindo de continuar com os comentários.

- Vamos começar então. – deu início o diretor. Senti que eu começava a suar frio. – Embora o incidente em tese... – riram debochadamente pela palavra “incidente”. – Tenha sido muito prejudicial à imagem do hospital, conseguimos contornar a situação, fazendo um acordo com a emisso...

- Isso é irrelevante. – outro falou. – Ela não precisa saber sobre as questões do hospital. É só uma médica. – me lançou um olhar desdenhoso.

- Na verdade, eu queria... – tentei incentivá-lo a contar mais sobre o assunto, mas fui interrompida.

- Você não tem direito de dizer nada. Já estamos sendo bem generosos com você. – falou Sr. Johnson.

Isso, porém, não me incomodou. Comemorava internamente por saber que conseguiram resolver o problema.

- Bem, apesar disso... – mudou o discurso. – A sua demissão seria uma atitude precipitada e impensada em vista aos anos de um excelente trabalho que tem prestado aqui no hospital. – sorriu pra mim, reconfortante. – Então foi uma solução imediatamente ignorada. – as batidas do meu coração aceleraram e diminuíram quase ao mesmo tempo enquanto aguardava a conclusão. – Porém, ele decidiram... – concluía o diretor, mas foi cortado, de novo.

- Nós decidimos. – o sócio do dono do hospital, o mais influente naquela sala, lançou-lhe um olhar, o repreendendo.

- Isso, nós decidimos... – se corrigiu, sem desejar isso de verdade. – Pelo seu afastamento temporário pelo período de 6 meses a fim de aprimorar o seu temperamento e controle no seu local de trabalho.

- 6 meses?! – exclamei sem poder me conter.

- Talvez devesse ser repensada a questão de sua demissão visto que a Dra. Swan está se alterando novamente. – o Sr. Johnson sugeriu sorrindo cinicamente pra mim.

Calei a boca me afundando ainda mais na cadeira. Queria muito, mas muito mesmo desaparecer.

- Isso não será necessário. – me lançou um olhar repressivo o Vitor. – Afinal, qualquer um teria a mesma reação da Bella.

- Da “Bella”? – continuou provocando. – Quanta informalidade. Questiono-me o porquê de sua fervorosa defesa à nossa querida “Bella”. Detestaria confirmar o fato de que talvez a médica exemplar preste serviços exclusivos ao Sr. Laurence.

Meus olhos saltaram do rosto quando todo o veneno daquela frase atingiu-me em cheio a face.

- O que está querendo insinuar? – questionou nervoso o alvo da suspeita de Sr. Johnson.

Ele sorriu ironicamente antes de responder.

- Oh nada, querido amigo. Só acredito que sua esposa desaprovaria este tratamento particular. – destilou mais um pouco de veneno.

- Escute aqui, seu...

- Não nos exaltemos. – o sócio tentou apartar a futura briga iminente.

O Sr. Laurence que tinha se levantado devido à raiva, se acomodou na cadeira novamente respirando fundo.

- Não estamos aqui para tratar deste tipo de assunto. - continuou. - Até por que imagino eu, que este seja somente um equívoco do nosso colega. – lançou um olhar questionador ao Vitor.

- Não acredito na bobagem que estou ouvindo! – balançou a cabeça reprovando a simples menção dessa possibilidade.

Nem me atrevia a dizer nada tamanho o meu espanto ao fato de que eles estão cogitando uma probabilidade tão nojenta como esta. Por Deus! Ele tem idade pra ser meu pai!

- Nada a dizer, Bella? – insistiu o mentor do assunto, ainda sorrindo.

- Pensei que queria que eu me calasse. Não sabia que sofria de bipolaridade. – ataquei, por fim. Vitor riu, e pôs uma das mãos em frente à boca tentando esconder. – E também não tenho nada a declarar sobre essa idéia repugnante... – o seu sorriso se desfez devido a minha ousadia. – Acha mesmo que tenho cara de mulher que se contenta em ser “a outra”? Você definitivamente não me conhece.

Não me perguntem da onde tirei a coragem para dizer uma coisa assim a um dos membros do conselho. Mas fiquei tão irritada por o Sr. Vitor tentar me ajudar e acabar sofrendo um questionamento sobre sua fidelidade que “explodi”.
Sr. Laurence olhou pra mim e sorriu em agradecimento. Retribuí. Não só por educação, mas por tudo que ele já fez por mim, até hoje. O meu “não-fã” torceu o nariz desgostoso e não disse mais nada.

- Encerrando o assunto... – interveio o sócio novamente. – Dra. Swan, termine o expediente de trabalho hoje normalmente e no fim do dia, acerte suas contas com o Sr. Laurence.

Achei que isso de “acertar contas” só se aplicava à demissão. Será que isso é um truque pra que eu não reclame? Será que vão mesmo me demitir? Sr. Laurence, captando o meu pensamento, balançou sutilmente a cabeça sinalizando um “não”. Me acalmei, um pouco.

- Agora... Pode se retirar. Espero que não tenhamos mais problemas depois de suas “férias forçadas”. – ironizou.

- Não terão senhor. Com licença.

Retirei a minha insignificância da sala. Não sabia se agradecia por não ter sido demitida ou praguejava por ter sido afastada. Pra mim, isso também era uma espécie de demissão. Como eu vou viver sem trabalhar? Não falo financeiramente, pois tenho minhas economias, que não são uma mixaria já que ganho muito bem, mas sim emocionalmente, psicologicamente... Como quiser chamar.
Isso aqui é o que eu sou, o que eu sei fazer... O que eu sempre pensei em fazer. Perder tudo é tão... Surreal. Um pesadelo, pra ser mais exata. Me sentia desorientada, perdida, completamente sem rumo... E ainda era de manhã. Teria um dia inteiro pela frente, um dia pra me despedir.
Quando retornei ao 10° andar, um monte de pessoas me cercaram a fim de saber o que aconteceu. Jass, Tyler, Anne, e alguns outros. Ao olhar pra mim, assumiram uma expressão apreensiva.

- Você foi demitida, não é? – questionou Anne chorosa.

- Não. – sorriram. – Fui afastada.

O sorriso morreu tão rápido como surgiu. Eles, assim como eu, sabiam que o afastamento era como o 1° cartão amarelo num jogo de futebol. Era a pior punição antes da demissão. Um único deslize, por menor que seja, e eu estaria no olho da rua.

***


Despedi-me de todos no hospital. Já havia ido até a sala do Sr. Laurence, ele chegou a me pedir desculpa por não ter conseguido convencê-los a encurtar o tempo de afastamento. Me contou que queriam que a punição fosse de um ano ou mais, só de ouvir aquilo, me arrepiei inteira.
Segui para o Metropolitan, Edward sairia hoje do hospital e combinei de ir buscá-lo, embora ele tenha insistido em dirigir, por isso fui com o seu carro. Carregava comigo aquela famosa caixinha de papelão, no caso a minha era de madeira, com meus objetos pessoais mais a chave da minha sala, antiga sala.
Enxuguei uma lágrima que escapou por meus olhos, enquanto acelerava com o carro novamente depois de ter parado em um sinal. Mais cedo do que planejei, cheguei ao meu destino.
Avistei o carro de Esme também no estacionamento. Percorri o caminho até o quarto o mais rápido que pude. Precisava tanto do Edward. Estava ansiosa, mas eu desisti de qualquer coisa que tinha em mente quando entrei no quarto.
Esme estava sentada no sofá com uma revista na mão, mas observava o filho disfarçadamente com um olhar preocupado. E Edward... Bem, estava sentado na cama e me fuzilou com os olhos assim que me viu. Não sabia do que se tratava, mas suspirei pesadamente prevendo que mais tempestade estava no meu caminho. Ainda esperava o tão prometido dia de sol, citado por minha sogra.



Capítulo 16: Gota D’água


Bella POV

Olhou pra mim uma última vez, levantou e foi até o banheiro. Fitei Esme, que entendeu na mesma hora o que eu queria, deixando o quarto. Ele voltou com uma escova de dentes na mão, e a guardou na mala que estava cima da cama, que sua mãe havia trazido. Com a finalidade saber logo o que tinha de errado, me aproximei.

- O que aconteceu?

Ele girou o corpo ficando de frente, com um ar irônico, perguntou.

- Quer mesmo saber?

- Se perguntei, eu acho que sim. – respondi rudemente.

Estava tão farta de tudo. Só queria por um momento ter paz. Já que não conseguia, eu iria explodir de raiva. Enfim.

- Você se acha muito esperta não é, Bella?

Franzi o cenho.

- Do que está falando?

- “Do que eu estou falando?” – riu com escárnio. – Dr. Phelps mais telefone. Te lembra alguma coisa? – franziu o cenho também, sarcástico.

Dei uma risada totalmente sem humor.

- Não acredito nisso... – passei uma mão nervosamente pelo cabelo.

- Eu também não. – atacou com raiva. – Você que quis saber.

Olhei pra ele, sentindo um embrulho no estômago que nunca tinha sentido antes. Eu sabia ali, que já era tarde demais.

- Você acha mesmo que eu seria burra o bastante pra tentar uma traição estando no mesmo cômodo que você? – sua máscara caiu pela primeira vez, estava triste. – Você é um idiota, Edward! – quase gritava. – Meu Deus! – passei as mãos agora pelo rosto.

Sentia como se tivesse recebido vários socos sem nem ao menos ter conseguido me defender. Não podia agüentar tantas coisas de uma vez. No mesmo dia, no mesmo momento.

- Eu perguntei sobre você antes de “pedir o telefone dele”. – ele agora pareceu se dar conta da verdade. – O seu problema é que você só escuta e acredita no que quer! Veja só agora quem é que não confia em quem aqui...! – ironizei. Ele recuou. – Que foi? Você gosta de dizer verdades, mas não gosta de ouvi-las, é isso?

- Bella...

- Isso. Exatamente. Agora você vai pedir desculpas, como sempre e dizer que é um idiota. – o cortei. – Uma novidade, meu anjo? Disso eu já sei!

Era oficial. Estava 100% pensando somente com a emoção. Inevitavelmente comecei a chorar. Merda.

- Eu estou cansada disso. – gesticulei. – Isso não dá certo, não dá... – murmurei ainda chorando.

- Bella, não... – se aproximou de mim, mas dei um passo pra trás.

- Você nem ao menos lembrou de me perguntar como foi a reunião no hospital! – desabafei.

- Eu... Eu ia perguntar, mas...

- É claro. – confirmei. – Mas sua mente acusava dizendo “ela ia te trair, ela ia te trair”.

- Foi... – admitiu, triste.

Não conseguia mais enxergar bem as coisas devido as lágrimas. Sentia meu corpo tremer, eu sentia frio. Mas não era nada relacionado ao tempo, era um frio interior. Precisava sair dali, precisava deitar, chorar, gritar... Qualquer coisa.

- Como... Foi lá? – perguntou meio incerto se devia.

- Eu te respondo quando você realmente se interessar. – me aproximei dele, mas não dele propriamente. – As chaves do seu carro.

As joguei em cima da cama, ao seu lado e juntando o mínimo orgulho que ainda tinha, saí de lá. Ouvi Esme me chamar antes de entrar no elevador, mas ignorei. Lembrei que deixei a caixa dentro do carro dele. Não pediria pra pegar. Deixaria ele tirar suas próprias conclusões sobre ela.
Fechei os olhos, já dentro do elevador. Desejei que aquela escuridão me engolisse e me levasse essa angústia que parecia querer me sufocar.




Esme POV

Primeiro a Bella, e depois o Edward, ambos apressados e desesperados. Meu filho apertava insistentemente o botão do outro elevador tentando ir atrás dela, mas quando olhou no visor que o elevador da Bella estava quase no térreo, irrompeu adentro a porta que dava acesso às escadas, sem querer esperar mais.
Sem pestanejar, segui em seu encalço. Ninguém diria que ele fraturou as costelas devido a velocidade com que descia as escadas, pulando de 3 em 3 degraus. Logo desapareceu de minha vista.
Com muita dificuldade, consegui chegar até o lado de fora do hospital. Avistei Bella, fazendo sinal para um táxi, no mesmo momento que Edward, um pouco mais a minha frente.

- BELLA! – gritou meu filho, chamando a atenção dela.

Sem pensar muito bem, tão rápido como virou pra olhar pra ele, voltou sua atenção à frente, entrando no táxi. Sem pensar em nada também, Edward saiu correndo igual um louco atrás dela, mas não conseguiu alcançá-la. Ao chegar à pista, o carro já cantava pneu na esquina.
Sentia como se estivesse assistindo a uma cena de filme. Ele voltou pra perto de mim, bagunçando os cabelos freneticamente e xingando Deus e o mundo pela besteira que ele fez. Eu tinha ouvido toda a conversa. Não sou fofoqueira, sou curiosa, é bem diferente. A culpa é da Bella. Passou pra mim! Rum. *faz bico*
Pensando que eu ia criticá-lo, foi em direção ao carro. Fui até lá também, mas depois notei que ele tinha esquecido a bolsa com suas roupas lá em cima. Ele olhava fixamente pra alguma coisa dentro do carro com uma expressão de dor, segui seu olhar e vi uma caixa com alguns objetos, antes de poder pensar o que era, Edward passou por mim igual um furacão indo em direção a pista de novo.

- Onde vai? – perguntei.

- Tomar uma decisão.

- Edward! – fui atrás dele pra tentar o impedir de fazer o que quer que fosse que tinha em mente, mas ele já entrava em um táxi, também.

Malditos sejam os táxis! Nunca mais pego um!


Bella POV

Já conformada com a idéia de que não conseguiria dormir pelo fato de estar há horas tentando, encostei as costas na cabeceira da cama e peguei o controle da televisão ao meu lado. Esperava que estivesse passando um filme bom o bastante para me distrair. Embora achasse que nenhum filme conseguiria tal proeza. Passei por muitos canais, e depois desisti disso também, desligando a TV. O conteúdo transmitido durante a madrugada é somente um: Sexo. E digamos que não estava me trazendo boas recordações, digo... Eram boas, muito boas, mas dispensáveis no momento. Em que eu estava me esforçando muito pra não me lembrar dele.
Uma tarefa quase impossível quando todas as minhas ações me levam ao mesmo denominador comum. Gostaria de ter um tempo pra pensar claramente nem que fosse somente por alguns minutos. Me dói tanto lembrar do que aconteceu. E eu já tenho coisas demais pra me preocupar. Abracei o sapo de pelúcia que havia ganhado do Ed... Que havia ganhado de presente, descansando meu queixo sobre este com uma expressão cansada. Estava com sono, muito sono. Mas era como se não conseguisse relaxar, me desligar da realidade pra cair na inconsciência.
Sentia minha cabeça pesada, como se fosse despencar se eu fizesse algum movimento brusco. Levantei da cama, e catei na minha parte do armário reservada para medicamentos, um remédio pra dor de cabeça. Fui até a cozinha, e pressionei o copo naquela estrutura da porta da geladeira que libera água. Agradeci por ter uma geladeira assim, evitava fazer maiores esforços. Engoli o comprimido junto com o líquido rapidamente.
Retornando ao quarto, percebi meu celular aceso em cima da cama. Estranhei alguém estar me ligando a essa hora e temi que outras más notícias estavam por vir. Chequei e vi que era o número de Esme, quando ia ligar de volta, o celular tocou. Confusa com o motivo de sua ligação, atendi.

- Esme? – quis confirmar.

- Oi... Oi Bella, acordei você? – tinha preocupação na voz.

- Não. – não quis entrar em detalhes. – Aconteceu alguma coisa?

- Bem... – soltou uma lufada de ar. – Edward, por acaso, está aí? Ou telefonou pra você?

Parecia que minhas suspeitas estavam certas. O nervosismo me atingiu sem nenhuma cerimônia antes mesmo de eu saber o que houve.

- Não, Esme. O que... – suspirei. – Ele... – não conseguia terminar.

- Ele saiu do hospital sem dizer pra onde ia. Disse que ia tomar uma decisão. Pensei que talvez, ele...

- Do hospital? – minha voz estava alterada. – Mas... Isso já tem umas... 6 horas!

Passei uma mão pela testa retirando o excesso de suor que começava a se acumular ali. Comecei a respirar com dificuldade.

- Eu sei... – confirmou com voz trêmula. – Liguei pra você por que achei que ele pudesse estar aí... Você não tem nenhuma idéia de seu paradeiro?

Com Esme discursando desta forma, senti como se ele tivesse sido seqüestrado ou algo do gênero. Tentando não cogitar essa possibilidade, respondi.

- Não, eu...

Conforme eu respondia, senti como se um flash de memória passasse pela minha cabeça, e me levasse de volta a 2 meses atrás.



# FLASHBACK #



Estávamos no meu apartamento, sentados em volta da mesa da sala e jogando ''Jogo da Verdade''. Uma idéia do Edward, porém com algumas diferenças. Faríamos perguntas um ao outro sobre hipóteses. Vendo que eu não entendia bem o porquê disso, ele se pôs a me explicar. Afirmou que, em geral, pessoas buscavam conhecer seus parceiros questionando seus gostos, como “filme favorito, cor favorita...”, entre outros.
Segundo ele, esse não era um modo muito eficaz. Acreditava que as hipóteses nos permitem conhecer as atitudes do outro, as reações e o comportamento do companheiro diante de cada situação. Evitaria constrangimentos e discussões, e elevaria o grau de intimidade a um ponto em que saberíamos o que o outro faria até mesmo antes de acontecer. Meu namorado é muito inteligente, podem confessar!
Procurei por uma caneta, por ser um objeto cilíndrico que apontava direções, e a depositando sobre a mesa de centro, a girei. A parte da caneta onde estava a tampa, indicaria quem começaria a perguntar, e o outro lado, quem iria responder.
A caneta representava que ele começaria a perguntar, isso foi muito bom, visto que eu não sabia ao certo o que perguntar.

- O que você faria se um dia tivesse que deixar de ser médica? – começou.

- Me mataria. - ri. - Não, brincadeira. Mas grande parte da minha vida perderia o sentido. Eu não consigo fazer nada além de ser médica, não sei fazer nada e não quero fazer nada além disso. É o que mais me dá prazer na vida, saber que eu ajudo as pessoas de alguma forma, saber que eu consegui fazer algo por alguém. Eu vejo a medicina como uma filosofia, a filosofia da vida, na verdade. Se não existissem pessoas dispostas a salvar e fazer algo por outras, como o mundo sobreviveria? Eu me sinto bem sendo uma delas, me sinto útil sabendo que eu não estou passando pela vida por acaso, só trabalhando e beneficiando a mim mesma, por que sem as pessoas a minha volta, de nada adiantaria tudo isso. Eu sou feliz fazendo o que eu faço por que eu sei que eu estou fazendo algo, e não apenas esperando a vida passar, é bom saber que você tem uma missão, e que a está cumprindo corretamente. É bom saber que você faz um bem à humanidade. Então, eu digo que se eu tivesse que deixar a minha profissão de lado, apenas esperaria à hora de minha morte, por que se eu tivesse que viver sem fazer algo por aqueles que precisam, sem sentir que eu estou fazendo o que nasci pra fazer, a vida não valeria à pena.

- Isso é o que eu mais admiro em você, sabia? - olhava pra mim como quem olha para uma santa, tamanha fora a admiração e devoção. - E o que me dá mais orgulho também. A sua capacidade de amar as pessoas. Isso não se vê em qualquer um. Na realidade, eu só vejo isso em você.

Seu olhar já me deixava constrangida, e automaticamente corei. Ele esticou o braço em minha direção, correndo os dedos suavemente pela minha bochecha.

- Linda. – murmurou.

- Obrigada. Vamos continuar? – mudei de assunto, o fazendo rir. - Sua vez agora. Hum... Vamos ver... - coloquei a mão no queixo, com uma expressão pensativa... - O que você faria se cometesse um erro que não pudesse concertar?

- Passaria o resto da vida me auto-flagelando. - riu. - Ok, também não é pra tanto. Depende da gravidade do erro, se fosse um pequeno erro, eu tentaria simplesmente não errar novamente, tentaria acreditar que foi uma lição ou aviso de que eu preciso melhorar.

- E se fosse um grande erro? – minha característica mais marcante se fazia presente: A curiosidade. - Um erro como... Perder alguém?

Não sei ao certo o que me levou a sugerir este exemplo. Foi somente uma coisa que passou pela minha cabeça.

- Depende de quem seja. - o sorriso que preenchia meu rosto se desfez quando finalmente respondeu.

Ele assumiu uma expressão divertida devido a isso, dando um “sorriso de canto de boca”. Estava ansiosa aguardando que sua resposta fosse mais objetiva.

- Mas depende mesmo Bella, depende do quanto à pessoa é especial pra mim, e depende principalmente se eu conseguiria viver sem ela. - me lançou um olhar tão intenso, que senti a necessidade de desviá-lo.

- E se não conseguisse? – depois de um tempo, voltei a fitá-lo.

Desejava que ele continuasse a falar. Ele parecia estar esperando por essa pergunta vinda de mim, embora tenha levado um tempo para decidir a melhor resposta.

- O que você faria? – insisti.

- Eu... Não sei. Acho que me afastaria o máximo que pudesse, mudaria de país, de continente, talvez até de planeta. Quem sabe a dor seria menor. - parecia querer me dizer mais do que isso. - Eu não sei como é perder alguém essencial, eu pensava que sabia... – pausa para reflexão. - E nem quero. Por que a palavra ''essencial'' mostra que é insubstituível, e que não há a menor possibilidade de ficar sem tal pessoa. Talvez eu conseguisse sobreviver, mas viver... Nunca.

Engoli em seco percebendo que a simples pergunta havia tomado uma outra direção. Ele percebeu.

- Então... Acho que é minha vez de perguntar agora. - parou pra pensar, e deu um sorriso. - O que você faria se ganhasse na Mega Cena acumulada?

- Investiria em alguma coisa que pudesse triplicar a minha pequena fortuna. - sorri. - Algo como uma galeria. Quadros são minha fascinação, e eu adoraria administrar algo que eu gosto.

- Inteligente. - elogiou. - Ambiciosa também. - riu. - Mas nesse caso é muito bom, a maioria das pessoas torraria tudo na menor oportunidade.

- Sou diferente. – sorria convencida. - O que você faria se quisesse esquecer algo, ou alguém? Ou até alguma coisa que tenha feito de errado, se quisesse deixar tudo de lado pelo menos por alguns instantes? O que faria se quisesse simples