London Calling
Autora: Mila Alves | Beta: Cami




É, lá estava eu, mais uma vez enfurnado dentro de um avião em função daquela garota que, na minha opinião, nem merecia estar agora onde está. Cara, com 19 anos de vida não dá para ser uma cantora internacionalmente famosa. Eu e os guys passamos tempos atrás de alguma coisa, e hoje em dia eu tenho 24 anos e estou dentro de um avião com destino a Gabala, na Ásia. Sim, na Á-S-I-A, mas eu estou aqui por conta DELA, nada a ver com a banda que eu gostaria de estar levando para lá, a minha. Mas, não, eu não sou produtor dela, sou só um mero assistente.
Pude sentir o avião balançar e segundos depois foi possível se escutar uma espécie de microfone interno sendo ligado.

- Senhores passageiros, é necessário informar que, graças a problemas técnicos no avião, será preciso fazer uma escala na cidade de Londres, Inglaterra. Desculpem o transtorno. - Assim que o microfone foi desligado, eu bati a cabeça no encosto da cadeira, fechando os olhos. O avião obviamente era de classe, por isso nós ficávamos em uma área reservada dele.
- . - Escutei uma voz vindo da cadeira ao meu lado, podendo ser descrita como quase que desconfiada, mas ainda assim se fazendo de superior. Ignorei. - ... !
- Calma, garota. Você precisa ficar gritando dentro do avião, por acaso? O que, por incrível que pareça, você também faz do lado de fora, não é? - Respondi a ela, já emburrado e afundando na cadeira do avião.
- Ah, garoto, cale a boca. O que vai acontecer? Para onde nós vamos? Eu... - Ela parecia não ficar calada nunca.
- Espere, espere, espere... Fique quieta que, quando pousarmos em Londres, eu ligo para o Charles e resolvo. - Respondi a ela já sem paciência. Continuou com a mesma expressão no rosto e virou para frente novamente. Olhei-a de lado e minha atenção foi em seguida desviada para a aeromoça que passava agora pela porta que nos separava da área econômica, distribuindo balas de maçã verde pelos passageiros.
- Aceita?
- Não, obrigado. - Respondi à moça de cabelos escuros que sorria para mim.

Alguns minutos depois, pude sentir a pressão indicando que o avião começava a aterrissar em Londres, minha cidade. Tombei com a cabeça na janela observando a pista se aproximar cada vez mais de nós, até o avião tocar as rodas nela e o microfone ser ligado mais uma vez com algo em que eu não prestei atenção.
- ... Eu não vou me hospedar no avião. - disse, cutucando-me e me olhando com as sobrancelhas levantadas.
Balancei a cabeça e me levantei rapidamente, carregando minha mochila da cadeira vazia ao lado e andando na frente da garota.
Assim que começamos a atravessar o corredor que daria para a sala de desembarque, liguei meu celular novamente. Andei com ela em meu encalço, passando pelos seguranças que circundavam o aeroporto e, em seguida, atravessando a porta que nos levaria àquelas famosas salas reservadas em que todo mundo gostaria de estar. É, ela normalmente tinha permissão para entrar lá. Retirei meu celular do bolso, ligando de novo para Charles, depois de três toques ele atendeu.
- ? - Escutei aquela mesma voz grossa com a qual já estava acostumado.
- Charles, antes que a tenha algum dos ataques dela aqui, preciso informar que o avião que nós pegamos teve um problema e está fazendo escala em Londres. - Avisei a ele da forma mais calma possível. Como aquilo nunca tinha acontecido, não sabia qual seria sua reação naquele momento.
- Como é que é?
- Exatamente isso. E eu acho que não vamos ter nenhuma conexão agora. - Respondi, franzindo a testa e esperando sua "conclusão" quanto a nossa situação, posso dizer assim.
- A vai ter um ataque, meu Deus. Olhe, eu vou entrar em contato com algum hotel por aí para ver se vocês passam a noite, ok? Ligo em seguida. - Ele falou com certa pressa; eu imaginava que ele estivesse andando de um lado para o outro com a mão na cabeça, como acontecia quando ele ficava estressado por um motivo qualquer.
- Entendido. - Foi a última coisa dita antes de eu bater o flip do celular e olhar na direção da garota que agora estava deitada no sofá com uma cara cansada e desinteressada ao mesmo tempo.
- Merda, quebrei outra unha. - Pude escutar ela resmungar para si mesma enquanto mexia nas unhas das mãos.
Virei o rosto novamente. Inclinei a cabeça no encosto do sofá, segundos depois fechando os olhos e sendo "despertado" graças à porcaria do celular vibrando no meu bolso.
- Charles...
- , a coisa ficou complicada. - Escutei ele falar, ainda com aquela voz estressada, e apenas esperei calado por uma resposta.
- Traduzindo... - incentivei-o depois de alguns segundos sem ser respondido.
- Eu falei com algumas companhias de voo e alguns hotéis aí por perto. A questão é: isso foi, na verdade, um problema com o tempo e nenhum avião vai decolar. Devido a todos eles estarem parados, os hotéis estão todos lotados.
- Então, nós...
- Não, , eu não sei. - Ele me interrompeu, já adivinhando o que eu provavelmente perguntaria.
- Olha... Minha mãe mora aqui em Londres com meus tios, eu acho que posso ficar na casa deles até algum avião estar liberado, mas... - Comecei a lhe propor, mas novamente ele já sabia como eu iria terminar.
- Sim, eu sei. Você odeia a . Mas, , por favor, se for possível, leve-a com você. Ela não tem onde ficar e não pode passar a noite dentro do aeroporto, você sabe. - Eu realmente entendia o que ele estava falando, mas essa não era minha obrigação. Eu a odiava e acreditava que ela possivelmente não gostaria de passar uma noite, ou até alguns dias, hospedada na casa da MINHA família.
- Mesmo que eu ofereça, ela não vai querer. E eu também não quero.
- Ela vai saber que não tem escolha e vai terminar aceitando. E depois dessa, vai ficar te devendo uma, você também sai ganhando. - É, ele tinha razão, nos dois pontos.
- Ai, Charles... Eu vou ligar para lá e, se possível, entro em contato com você em seguida. Qualquer coisa, se eu não ligar, você sabe que nós fomos para lá. - Disse a ele, já não o contestando mais e abanando uma das mãos no ar como "sinal" de indiferença.
- Ok. Muito obrigado, garoto.
Acho que essa foi uma das situações mais difíceis em que eu já me meti. Um pequeno detalhe: a produção tinha ido para Gabala antes de nós dois, o que nos leva à conclusão que todos estão lá, menos nós, presos aqui na Inglaterra.
- Sim?
- Tia? - Perguntei, talvez por mero costume, porque mesmo no telefone eu reconhecia a voz da Rose.
- Quem fala? - Ela perguntou com uma voz que quase parecia desinteressada, como um hábito qualquer.
- Rose, é o . - Respondi, levantando uma das sobrancelhas e me encostando novamente no sofá.
- ? Meu bebê, quanto tempo... - Ela disse com uma voz melosa, às vezes parecia até ser minha própria mãe.
- Tia, não precisa exagerar, eu não passei tanto tempo assim fora. - Respondi a ela, fazendo uma careta graças ao "meu bebê" antes pronunciado por ela.
- Passou sim, amor, mas, de qualquer jeito... Você quer falar com a sua mãe, certo?
- Olhe, na situação que eu estou. Tanto faz ser você ou ela.
- O que aconteceu, ? - Ela perguntou já com seu típico tom materno quando sabe que houve algo comigo.
- Eu cheguei a Londres há alguns minutos. Na verdade, eu estava indo para Ásia, mas ocorreu um problema com o tempo e todos os aviões estão parados, graças a isso, todos os hotéis estão lotados e... - Ia explicando a ela toda a situação antes de ser mais uma vez interrompido naquele dia.
- Essa é a sua casa, você sabe que é sempre bem-vindo aqui, garoto.
- O problema é que eu não estou sozinho...
Nesse meio tempo, pude observar que prestava um pouco de atenção quanto a minha conversa ao telefone e tomava par da situação em que nós dois estávamos.
- Não tem problema, o quarto sobrando é com cama de casal, nós trocamos. A sua namorada pode vir.
- A não é minha namorada, tia. - Disse a ela, franzindo o rosto em sinal de reprovação.
- Oh, desculpe-me, mas isso não importa, venham os dois para cá imediatamente, estarei esperando.
- Muito obrigado, tia.
Fechei o flip do celular, enfiando-o no bolso novamente e respirando fundo quase que para me "preparar" para o que estava para vir. Levantei a cabeça olhando nos olhos da menina que me encarava sem entender nada, provavelmente.
- O que eu vou fazer na casa da sua tia? - Ela perguntou, já indicando que iria elevar o tom da voz.
- Desculpe, , mas o Charles disse que os hotéis estão lotados e não vai ser possível que nenhum avião decole agora, sorte sua que nós resolvemos viajar uns dias antes do festival.
- Sim, sou indiferente, eu durmo aqui. - Ela disse, balançando a cabeça e provavelmente procurando com os olhos um local onde ela pudesse se encostar e dormir.
- , você sabe que não pode. Do jeito que está isso aqui, essa comida aí deve estar até estragada. - Eu disse a ela, apontando para os enlatados que se encontravam em cima de uma mesa no canto da sala. A única comida que se tinha ali dentro, por incrível que pareça, era enlatados.
- Mas...
- , por favor. Não torne isso mais difícil para mim, porque se o Charles não me matasse por isso eu te deixava dormir aqui mesmo, tá ok? - Respondi a ela, já pegando minha mochila em cima do sofá e me dirigindo à porta da sala.
- ESPERE.
- Não grite... - Recomendei, jogando a cabeça para trás.
- A gente vai para a casa da sua tia? - Ela perguntou como se quisesse confirmar que eu não estava brincando com ela.
- É. Minha tia, meu tio e minha mãe moram lá.
- Qual o nome da sua mãe? - Ela perguntou, fazendo-se de desinteressada, seguindo-me pelo aeroporto até a parte externa.
- Beth.
- E do seu pai? - Perguntou novamente, agora mexendo nas unhas sem prestar atenção em nada em volta enquanto víamos algumas pessoas falando baixo ao nosso redor e olhando na direção dela.
- Ele... Morreu na Segunda Guerra do Afeganistão, lutando ao lado dos Estados Unidos. - Eu ainda não me sentia completamente à vontade em falar sobre aquele assunto com qualquer pessoa que fosse, ainda mais pensando no fato de que meu pai era britânico e foi assassinado à custa dos americanos.
- Oh, desculpe. - Ela disse, levantando a cabeça e se apoiando em uma perna só enquanto esperávamos um táxi passar, já que ela não teria todos os privilégios aqui; nada tinha sido programado para uma breve estadia em Londres.

Assim que o carro parou, indiquei que ela sentasse atrás e coloquei nossas malas dentro do carro, sentando em seguida no banco da frente. Eu esperava loucamente que esses aviões não dessem mais tanto trabalho para que eu pudesse voar logo com essa garota para a porcaria do Azerbaijão. As casas passavam rapidamente à medida que o táxi aumentava a velocidade, e nós chegávamos cada vez mais perto de onde morei com minha família e os três gatos da minha tia. Eu esperava que, pelo menos uma vez na vida, essa garota () pudesse ter um pouco menos de arrogância que de costume. Depois da doença do meu tio (portador de Alzheimer), a Rose terminou se tornando uma pessoa muito observadora, até demais para o meu gosto. Senti o carro diminuindo a velocidade até parar completamente na frente daquela casa já tão reconhecível. Uma luz se acendeu e eu pude ver uma sombra passando pela janela da sala. Agradeci ao taxista, entregando-lhe o dinheiro e saindo do carro, já pegando as malas dentro do veículo.
- Vai ficar aí? - Perguntei à menina que estava parada em pé na frente do carro enquanto eu já me aproximava da casa. Ela não respondeu, só ajeitou uma mecha de cabelo e seguiu atrás de mim.
- ?
- Mãe... - Foi tudo que eu disse, largando as malas no chão e correndo para abraçá-la no alto da pequena escada de três degraus.
- Saudades de você, meu filho.
- Eu também, mãe, eu também...
Ela se desvencilhou dos meus braços e sorriu por cima de meus ombros.
- É a... - Ia apresentar a , mas, como já de costume, fui interrompido novamente.
- , . - Minha mãe me completou sorrindo mais abertamente, apenas confirmei com a cabeça. Ela passou por mim descendo as escadas na direção da menina.
- Prazer, , Beth , mãe do .
- Obrigada, o prazer é meu. - Ela respondeu com um sorrisinho e estendendo a mão para minha mãe, que a abraçou.
- Desculpe, estou com as mãos sujas de comida. - Minha mãe respondeu rindo e justificando o porquê de tê-la abraçado, apesar de eu não ter entendido muito bem.
- Sem problemas. - respondeu sorrindo abertamente para a minha mãe.
- Venham, entrem para comer alguma coisa. Aposto que não colocaram nada na boca desde que chegaram. - Minha mãe dizia animada como sempre, subindo as escadas e sendo seguida pela garota. Entrei em casa com uma saudade enorme daquele lugar, batendo aquela vontade grande de largar o emprego e voltar para cá. Por conta da agenda da criança ao meu lado, eu vivia viajando e resolvendo coisas para ela, por isso não parava em casa.
- ! - Minha tia gritou, saindo de um dos quartos no corredor, correndo em minha direção e me abraçando.
- Estava morrendo de saudades. - Disse a ela, sorrindo comigo mesmo.
- , não seja mal-educado, apresente a menina a sua tia. - Minha mãe disse, enxugando as mãos em uma toalha e já dentro da cozinha novamente. Balancei a cabeça, revirando os olhos para ela e me separando de Rose.
- , tia Rose. Tia Rose, . - Apontei de uma para a outra saindo do "caminho".
- Ah, famosa . - Minha tia disse sorrindo abertamente, assim como minha mãe tinha feito minutos atrás, aproximando-se para abraçar a também.
- Famosa? - Ela perguntou, rindo baixinho e abraçando minha tia de volta.
- Você realmente acha que nunca lhe vimos na televisão, que o nunca falou de você aqui... - Não sei por quê, mas fiquei vermelho involuntariamente quando o olhar dela caiu sobre mim.
- A minha mãe é meio que viciada em você... - Eu falei, balançando a cabeça e arrastando algumas das malas para outro canto da sala enquanto Rose não dizia onde eu ficaria e onde a ficaria.
- Minha fã? Que honra. - Ela disse, rindo, e eu pude escutar a risada da minha mãe vindo da cozinha, aproximando-se novamente da sala.
- Você sabe o que faz, garota... - Minha mãe disse sorrindo levemente, provavelmente se lembrando dos próprios tempos dela.
- Oh, obrigada. - agradeceu, sorrindo de volta para ela com a mesma delicadeza que minha mãe demonstrava para cima dela.
- Sabe... Eu também fui cantora... - Minha mãe disse, passando as mãos novamente no pano e se aproximando da garota. Eu já sabia que ela a partir daí engataria uma provável conversa sobre carreiras com a e eu ficava meio deprimido ouvindo essas coisas. Joguei-me no sofá e fiquei apenas observando as duas.
- Jura? - respondeu a ela arregalando os olhos e parecendo incrivelmente interessada na história.
- A Beth ganhou um Grammy, ... - Minha tia disse, era incrível como ela gostava de se gabar da própria irmã.
- Um Grammy? Você ganhou um Grammy? Isso ainda é meu sonho. - disse, sorrindo abertamente e admirada.
- Pare com isso, Rose. Foi de melhor cantora POP. Mas, como eu já disse... Você sabe o que faz, ainda tem muito tempo, consegue chegar lá. - Minha mãe sorriu para ela, incentivando-a.
- Nessa família, música parece algo quase que genético. - Assim que Rose se pronunciou quanto a isso, eu dei um gemido de reprovação.
- , você não tem que ficar desse jeito toda vez que se lembrar da sua banda, não é porque não deu certo que você vai se lembrar disso como uma coisa ruim. - Minha mãe disse com os olhos calmos e sorrindo para mim, com aquele mesmo sermão de sempre.
- Você tinha uma banda? - perguntou não sei se para mim, já que ela falava meio virada para minha mãe e eu.
- Sim, mas não deu certo. - Disse a ela, jogando-me no sofá de novo.
- Qual o nome? - Ela perguntou, sorrindo e apoiando o queixo na mão, já sentada no outro sofá da pequena sala. Minha mãe, apesar do muito dinheiro, era uma pessoa humilde acima de tudo.
- McFLY. - Minha tia respondeu, tendo visto que eu não falaria mais sobre aquilo.
- McFLY? - Ela perguntou com os olhos arregalados. Na mesma hora, tirei a almofada da cara e olhei em sua direção, franzindo o cenho.
- Por quê? - Perguntei a ela, voltando a falar.
- Eu conheço... Eu escutava, há... uns tempos e depois...
- A banda acabou. Sim, eu sei, essa é a minha história. - Disse a ela sorrindo de lado, era engraçado pensar que a mulher para a qual eu trabalhava chegou um dia a escutar as músicas que eu escrevia, eu sei, é idiota pensar nisso.
- Meu Deus... Eu nunca imaginei isso. Eu conheci vocês no camarim. - Ela disse, balançando a cabeça negativamente enquanto eu tentava me lembrar de alguma garota parecida, irritante como ela, nessa época. É, eu não lembrava.
- ROSE, onde está a caixa de fósforos? - O grito da minha mãe vindo da cozinha me despertou novamente, eu não tinha nem notado a sua falta ali ainda.
- Dentro do armário, ao lado da cola. Pelo amor de Deus, eu todo dia te digo isso, mulher. - Rose dizia, balançando a cabeça e rindo da minha mãe.
- Agradeço por rir da minha desgraça... Cola de isopor, cola quente... Você tem umas quatro colas aqui, para que isso? E meu Deus, quem guarda uma caixa de fósforos dentro de um armário onde também guarda cola? - Minha mãe se pronunciou novamente, aparecendo com a cabeça na porta da cozinha.
- Deixe-me, Beth. Deixe-me. - Minha tia disse, abanando as mãos no ar e se levantando. - Venham deixar as coisas no quarto.
- QuartO? - Perguntei a Rose levantando uma sobrancelha.
- Sim, quarto. Você sabe que aqui são só três quartos, . Pelo amor de Deus, vocês dois... - Antes que ela terminasse de falar, eu a interrompi, ao mesmo tempo em que .
- Nós NÃO somos namorados.
- Não fale alto. - Disse a ela, podendo vê-la revirar os olhos.
- Oh, desculpem. - Minha tia disse, colocando uma das mãos na boca, encenando uma cara surpresa.
- Rose... - Fui interrompido novamente.
- Sem frescuras, sem frescuras, ... - Ela disse, empurrando-me pelo corredor e puxando o braço de , que tinha ficado parada. - Aqui. - Ela disse, "jogando-me" lá dentro.
- A cama está forrada, tem