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Finalizada em: 27/03/2021

Capítulo Único



Acordei naquela manhã de sexta-feira e pensei no quanto minha vida estava prestes a mudar. Meu quarto estava tomado basicamente por caixas de papelão e o espaço ao meu lado na cama estava vazio. Eu tinha feito minhas escolhas e não me arrependia de nenhuma delas, mas tudo tinha seu preço. Eu estava pagando o meu.
A mala com roupas para eu usar até a viagem, marcada para segunda-feira, estava no chão ao lado da cama. Minha mudança já estava marcada e o que estava no quarto era apenas a cama e o roupeiro, agora vazio. Meu irmão daria um jeito naquilo, a casa estaria disponível para venda assim que eu me mudasse. Tomei um banho demorado, fiz minha higiene matinal e me vesti, eu precisava de um café reforçado e teria que ir até uma cafeteria para fazê-lo.
Coloquei uma calça jeans, uma blusa fina e o cardigã de lã manchado de tinta que eu amava. Se meu irmão me visse agora, ele já teria gritado para eu colocar no lixo aquela peça, mas eu amava tanto que podia jurar que qualquer dia a peça sairia sozinha do meu corpo e se jogaria na primeira lixeira que visse. Calcei meu tênis, peguei a bolsa pequena e o celular antes de sair de casa. Três dias me restavam para aproveitar Boston, não que tivesse muito o que fazer naquela cidade que eu nasci e vivi a minha vida até então, mas o destino sempre estava disposto a nos surpreender, não é mesmo?
Naquela manhã eu decidi tomar café no meu lugar preferido e nada poderia atrapalhar. Era a parte mais relaxante do meu dia, quase como um ritual, e estar livre para fazer isso sem pressa era ainda melhor. Adentrei a cafeteria e senti meu corpo relaxar ao perceber o cheiro de café moído que o local exalava com mistura de bolo de chocolate, que era o meu favorito. Sentei em uma mesa pequena próxima da janela, já sabia o que iria pedir e não demorou para que estivesse com o meu café expresso e um muffin de chocolate com creme de avelã por cima na minha frente, eu gostava da mistura do amargo do café com o doce do muffin.
— Sabia que ia te encontrar aqui. — Eu estava distraída demais, vendo minhas mensagens no celular, quando Nicholas, meu irmão, apareceu na minha frente. Sem pedir, ele pegou o outro muffin que estava sobrando e deu uma mordida na metade do bolinho.
— O que você quer? Além de comer o meu muffin. — Resmunguei de boca cheia.
— Fecha essa boca, que feio. — Ele me deu um tapa no braço. — Chegou isso para você lá em casa?
— Na sua casa? — Ele balançou a cabeça, concordando. Não havia feito nenhuma encomenda, e o mais estranho era ter chegado alguma coisa para mim na casa do meu irmão.
Rasguei a embalagem com cuidado, eu não sabia o que poderia ter ali dentro. Um caderno pequeno e um carrinho de corrida de Fórmula 1 eram as únicas coisas que estavam dentro do pacote. Aquelas duas coisas me fizeram lembrar do tempo que eu ficava assistindo às corridas junto de na casa de seus pais, mas eu não gostava de corridas, ele sim. Enquanto a corrida não acabava, eu aproveitava para desenhar, era o nosso programa de domingo de manhã.
— Você tem que ir atrás dele, isso é um sinal, só pode ser. — Respirei fundo, eu sabia que tinha errado muito com . Mas nós escolhemos isso, escolhemos seguir caminhos diferentes. O problema é que eu não queria mais, eu tinha que ir atrás dele.
— Eu já sei o que vou fazer. Obrigada, a gente se fala depois. — Gritei para meu irmão antes de pegar minha bolsa e colocar os dois objetos dentro dela.
Decidi ir caminhando, não era longe de onde eu estava, mas também não era tão perto assim. E o arrependimento de ir a pé bateu no momento que eu percebi que já tinha caminhado uns vinte minutos e estava a três quadras longe do meu destino. Estava torcendo para que ele ainda morasse no mesmo endereço, caso contrário, eu não saberia onde procurá-lo. Infelizmente, os pais de já não moravam mais na cidade. Eles resolveram se mudar para o litoral logo depois que terminamos o ensino médio, ficou na cidade quando foi para a faculdade e eu... Bem, eu resolvi ir para a Itália estudar artes cênicas e foi quando tudo começou a dar errado.
Parei em frente ao prédio que eu conhecia, mas que há tanto tempo não pisava, engolindo todo o medo que me assolava minutos atrás. Juntei o resto de coragem e finalmente bati na porta do apartamento de número 34, rezando para que pudéssemos ao menos conversar. Esperei alguns minutos e nada, nenhum barulho vinha de dentro, então bati de novo, e de novo, e de novo.
— Vamos lá, , abre essa porta. — Disse baixinho, eu já começava a ficar nervosa e pensamentos negativos começavam a surgir na minha mente. Mas eu não iria desistir, não dessa vez.
— Eu posso abrir se você me deixar passar. — Escutei aquela voz atrás de mim e dei um pulo de susto.
estava parado com uma sacola de supermercado, provavelmente com vontade de rir da minha cara tentando derrubar sua porta. Dei um passo para o lado e esperei ele abrir, mas não entrei, não sabia se era bem-vinda.
— Entre, os vizinhos são muito fofoqueiros para a gente conversar na porta.
— Ok. — Respirei, aliviada.
Entrei no apartamento percebendo que ele tinha mudado poucas coisas desde a última vez que pisei naquele lugar. Eu gostava de lá, era reconfortante, mas a forma como eu fui embora da última vez não foi nada agradável. Sentei no sofá de couro, mas que insistia em manter uma manta por cima do estofado, isso era a cara dele. Acabei esfregando minhas mãos suadas, devido ao nervosismo, na calça mesmo, não sabia que estava nervosa até então. Olhei para e percebi que ele estava na cozinha guardando suas coisas como se eu não estivesse ali, será que ele esperava que eu começasse a falar ou ele estava me enrolando para não ter aquela conversa? No fundo, eu também queria que ele enrolasse mais um pouco, mas eu não tinha muito tempo, não tanto quanto eu gostaria, então me levantei e me apoiei no balcão que separava os dois cômodos.
? — O chamei, baixinho. Ele me olhou por cima do ombro e voltou a sua atenção ao armário. — , a gente precisa conversar.
— Eu sei. — Foi a única coisa que ele disse. — Está com fome? Vou fazer um macarrão com almôndega para nós. — Eu amava macarrão com almôndega, ele sabia disso. Decidi voltar ao sofá e assistir um pouco de televisão, não falaria nada agora, então se eu quisesse ter aquela conversa com ele, eu teria que esperar.
Liguei a tv e mais um episódio de Friends passava, era o que me restava e eu sabia que apenas aquela série conseguiria me distrair. O cheiro da almôndega sendo feito começou a exalar pelo apartamento e, mesmo que eu tivesse me entupido de muffin no café, minha barriga já começava a roncar. sabia cozinhar por influência de sua família que tinha um restaurante, mas ele nunca quis seguir o mundo da culinária, apesar de cozinhar muito bem. Ele estudou História e era professor universitário hoje, o que ele sempre quis ser.
A verdade é que eu e éramos amigos desde a infância, quando sua família se mudou para a casa ao lado da casa dos meus pais, desde então não nos separamos mais. Bem, até o dia que eu fui embora para a Itália.

“— , você não cansa de ler gibi, não? — Escutei perguntar, eu estava deitada no tapete branco e felpudo da sala da sua casa. Era o que costumávamos fazer toda sexta-feira depois da aula.
— Você não cansa de ser chato? Pega um livro para ler um pouco, . Talvez assim você coloque algo nessa cabeça. —Eu adorava incomodar meu amigo. Por mais que eu insistisse em fazê-lo ler, ele sabia que ele não aguentaria cinco minutos com um livro em mãos. Por isso, ele ligou a televisão e colocou o jogo do Mario Bros para jogar no vídeo game. Bufei alto, irritada, mas fechei o gibi e peguei o outro controle, pronta para acabar com meu amigo no jogo.”

— Do que está rindo sozinha? — estendeu um prato e o cheiro da comida estava ótimo. Aquilo era uma das coisas que eu mais sentia falta.
— Nada. — Decidi não contar da minha lembrança, não sabia se para ele ainda era uma boa lembrança.
— Chega para lá. — Ele sentou ao meu lado e almoçamos em silêncio. Friends ainda passava na televisão, me senti ainda mais nostálgica com aquela cena. — Quero te levar num lugar depois. — me encarou, esperando uma resposta. Ele sabia que eu iria para qualquer lugar com ele.
— Tudo bem. — Concordei. Terminamos de almoçar e continuamos assistindo TV, a preguiça pós-almoço começava a dominar meu corpo, eu poderia facilmente cochilar naquele sofá macio, e foi o que eu fiz. Não era o meu objetivo ficar tanto tempo ali, mas eu não tinha escolha a não ser esperar o momento em que pudéssemos ter aquela conversa de vez.



Confesso que levei o maior susto ao ver parada na minha porta, mas eu sabia que ela iria aparecer, ou eu iria atrás dela. Agora eu estava disposto a lutar por algo que não tive coragem anos atrás. Nicholas havia me contado sobre a encomenda que recebeu, eu sabia que minha mãe tinha alguma coisa a ver com isso, por mais que ela negasse com todas as suas forças, eu podia apostar que tinha o dedo dela nisso tudo.
Eu queria ter aquela conversa com , queria saber o que ela tinha para dizer, também queria dizer tudo que estava guardado todos esses anos. Mas não queria que ela despejasse um monte de sentimentos em cima de mim de uma vez só. Eu tinha outros planos para esse final de semana.
Vê-la dormindo no meu sofá era algo que eu adorava fazer quando passávamos as tardes juntos, algo que não fazíamos há alguns anos. Agora ela estava ali, com os cabelos mais curtos e usando o bom e velho cardigã manchado de tinta, típico dela. Levei os pratos para cozinha, lavei a louça suja e terminei de limpar tudo que tinha deixado sujo antes. continuava dormindo, então aproveitei para tomar um banho enquanto ela descansava na sala.
Após sair do banho, decidi vestir uma calça de moletom cinza, um suéter de lã vermelho (sim, era natalino) e meu tênis branco. O lugar que eu queria levar não era longe do meu apartamento, e era conhecido por nós dois. Quando fui para a sala, ela já estava acordada e analisava a minha estante com a coleção de carrinhos de Fórmula 1, eu amava o esporte e posso dizer que me orgulhava de ter conquistado aquela coleção.
— Eu recebi uma coisa hoje. — Ela abriu a bolsa, tirou um caderninho preto e um dos carrinhos que eu achei que tinha perdido.
— Ei, eu achei que tinha perdido esse. — Cheguei perto, analisando o carrinho. Se minha mãe não estava metida nisso tudo, então eu não saberia dizer quem estava.
— Mas agora é meu. — Ela pegou de novo, o guardando dentro da bolsa, não contestei.
— Vamos, preciso te levar num lugar antes. — Ela concordou com a cabeça. Saímos de casa, antes que ficasse tarde e o meu plano fosse por água abaixo.
Caminhamos por dez minutos até o Prudential Center, onde ficava o Skywalk Observatory e, podia dizer com tranquilidade, a vista mais bonita de toda a cidade. O prédio tinha cinquenta andares e era possível ver o Fenway Park Stadium, o mais antigo estádio de beisebol profissional da América; a cúpula dourada da Massachusetts State House; a Christian Science Mother Church; Old North Church e o Emerald Green Necklace, uma cadeia de nove parques ligados por trilhas e canais.
— Espera, nós vamos entrar aí e subir os cinquenta andares? — travou no meio do caminho.
— Sim. Você sempre quis, lembra? — Apontei para o prédio.
— Eu sei — Ela respirou fundo. — Eu só... Não sei se consigo fazer isso. Tenho medo de passar mal dentro do elevador, são cinquenta andares. Eu quase morri porque tive que subir até o terceiro no seu prédio.
, você consegue. Vamos fazer isso juntos. — Estendi minha mão para que ela segurasse. tinha medo de elevador porque já tinha ficado presa dentro de um, desde então ela só pegava quando era extremamente necessário.
— Tudo bem, por favor, não me deixe morrer dentro desse troço. — Ela disse, segurando a minha mão. Entramos no prédio e esperamos até que o elevador estivesse no térreo. Eram cinquenta andares, então a subida não era a coisa mais agradável e rápida do mundo.
— Tá tudo bem? — Perguntei, mas apenas apertou minha mão como resposta. — Vem aqui, se acalme. Tá tudo bem, eu estou aqui com você. — A abracei, sentindo o cheiro de baunilha exalar de seus cabelos. Senti tanta falta daquilo que quase não lembrava como era tê-la em meus braços.
— Eu odeio esse suéter natalino. — Ela me abraçou mais forte. Não consegui conter uma gargalhada, isso a fez rir também.
— Só porque você não gosta de natal. — Respondi, ainda abraçando-a.
— Tanto faz.
O elevador parou no quinquagésimo andar e, quando as portas se abriram, nós tivemos a melhor visão que Boston podia nos proporcionar. O andar era todo de vidro, então tínhamos a melhor visão do pôr do sol naquela tarde.

"— Por que nunca fomos ao Skywalk Observatory? — Ela disse enquanto olhava o céu estrelado.
— Porque você tem medo de elevador. — Respondi como se fosse a coisa mais óbvia e levei um cutucão na barriga. — Ouch, isso doeu.
— É para doer mesmo, mas ‘tô falando sério. Eu sempre tive vontade de ir, falam que o pôr do sol é um dos mais bonitos vistos de lá. — Ela me olhou, sorrindo. Não contive um sorriso também, quando sorria, todas as minhas preocupações desapareciam.
— Um dia nós vamos, eu prometo."



Meus olhos brilharam com a vista maravilhosa que eu estava tendo, ao mesmo tempo em que um bolo se formava em minha garganta e fazia meus olhos arderem. Fiquei observando aquela vista, era magnífica, e isso era o mínimo que eu podia falar sobre aquilo. Porque, para ser sincera, eu não sabia se existiam palavras o suficiente para descrever tudo daquele lugar. estava me surpreendendo, isso significava que ele lembrava da promessa que tinha me feito anos atrás, mesmo que eu tenha quebrado algumas, anos depois. Eu era uma fraude, havia quebrado promessas, ido embora e mentido sobre meus sentimentos. Agora, eu estava aqui, tentando resgatar o mínimo de amizade da pessoa mais importante para mim e que eu havia machucado.
— Eu queria ter contado sobre a Itália, desde o início. Mas eu fui covarde e o que me restou foi esconder da pior forma possível. — Disse assim que parou ao meu lado.
— Eu sabia sobre a Itália, só fui covarde. Não podemos mudar o passado, . — Ele me puxou pela mão e fomos caminhando enquanto me explicava sobre cada cantinho daquele lugar.
Além da linda vista, nos corredores do Prudential Tower tinham painéis interativos. Eram muito interessantes, um com quiz sobre a história dos Estados Unidos, outro com fotos de personalidades que nasceram em Boston, outros com telões passando jogos de beisebol. me explicou tudo com um brilho no olhar, aquele passeio estava sendo especial para ele também. Lá de cima tivemos uma vista de 360° da cidade toda; de todas as coisas que eu podia ter feito nos meus últimos dias na cidade, eu nunca imaginei que estaria no topo do Prudential Tower com ao meu lado.
— Podemos ir para tua casa e você faz chocolate quente para nós? — Perguntei quando saímos do elevador. estava com o braço em volta dos meus ombros e eu aproveitei para ficar aninhada em seu peito por mais tempo.
— E qual comédia romântica você pretende colocar para assistir?
— Acho que A Proposta. — Disse, pensativa.
— Sandra Bullock? Gosto. Vou pedir pizza então e assistimos o filme.
— Tudo bem, mas eu ainda quero chocolate quente quando chegarmos.
— Por que eu achei que ia escapar dessa vez? — Ele disse e balançou a cabeça. — Quem chegar por último, lava a louça.
saiu correndo e eu tive que correr o dobro do que estava acostumada para alcançá-lo. Paramos em frente ao prédio, já ofegantes da corrida. Meu rosto estava vermelho e parecia que eu tinha corrido uma maratona, enquanto mantinha um sorriso no rosto como se não tivesse feito esforço algum. Me aproximei dele e fiz a única coisa que queria fazer desde que encontrei com ele mais cedo. Grudei nossos lábios num beijo urgente e cheio de saudade e significado. não se afastou, pelo contrário, senti meu corpo ser prensado na parede do elevador e nos afastamos, por poucos segundos, apenas para sair daquela caixa metálica.
Os nossos lábios macios já clamavam por urgência e o beijo, que antes era calmo, já se tornava mais violento. me segurou firmemente pela cintura, colando ainda mais nossos corpos. Nós dois não pretendíamos nos separar, ainda que a respiração ofegante nos denunciasse e implorasse para que nos separássemos apenas por alguns segundos, nada disso acontecia. me puxou pela coxa, fazendo com que eu envolvesse a cintura dele com as pernas e fechasse a porta do apartamento com o pé.
- Para o quarto. - Eu disse entre os beijos. Tirei o cardigã e a camiseta que eu usava, jogando em qualquer canto pela sala. O mesmo eu fiz com aquele suéter vermelho maldito e a camiseta de , já que ele intercalava entre apertar minhas coxas e voltava suas mãos firmes para minha bunda. Minhas mãos passeavam entre seu peito e suas costas, arranhando com as minhas unhas curtas por onde passava, causando um arrepio em seu corpo do mesmo jeito que ele estava fazendo com o meu. Senti me pressionar na parede ao lado da porta do quarto, me fazendo gemer baixo, esquecendo totalmente o pudor. Consegui tirar o resto de nossas roupas, que estavam atrapalhando naquele momento, enquanto deitava-nos na cama de qualquer jeito. plantou vários beijos no meu pescoço, lembrando da sensação que aquilo causava em meu corpo, e seguiu em direção à minha orelha e mordendo-a. Aquilo tudo me deixava ainda mais arrepiada, me dando um frio na barriga ainda maior, eu quase tinha me esquecido daquela sensação, daquele poder que só tinha sobre meu corpo. Apertei minhas mãos em suas costas, o arranhando, descontando ali todo o prazer que eu estava sentindo.



Encarei e tive a melhor visão em anos, ela estava mordendo o lábio, de olhos fechados, a respiração claramente descompassada e os cabelos bagunçados, deitada na minha cama. Era tudo que eu queria. Com um sorriso malicioso nos lábios, me aproximei do seu colo que já estava nu. Os gemidos de aumentaram consideravelmente e ela, agora, agarrava meus cabelos com toda a força que tinha sem se importar se estava me machucando, não estava.
Ofegantes, nós chegamos ao nosso ápice do prazer. Queríamos isso há tanto tempo que ficamos em silêncio aproveitando a presença um do outro. Era surreal que depois de tanto tempo isso estivesse finalmente acontecendo. Havíamos sido tolos o suficiente para esconder nossos sentimentos, mas sabíamos que no fim das contas, nós ainda pertencíamos um ao outro.
What if we move to Canada and buy some things we don't need? — Cantarolei baixinho enquanto fazia um carinho nas costas de .
— Você sabe, não é? — Ela perguntou, receosa.
— Sei. Mas eu ia atrás de você de qualquer forma, dessa vez. — Ela me encarou, sem acreditar. — Seu irmão já havia me dito, antes de você aparecer na minha porta.
— Nicholas é um grande fofoqueiro. — Ela riu, se aninhando em meu peito.
Bring your mother's dog. Your paintbrush and some candy. And when they talk about those people who up and leave. — Continuei cantando baixinho, enquanto sentia relaxar em meus braços.
That could be us, that could be you and me. — Ela completou e eu a beijei. Sentir os lábios dela era a melhor sensação que poderia ter, e agora eu não a deixaria escapar.



Fim!



Nota da autora: Olá, eu espero que tenham gostado, eu amei escrever essa oneshot. Se quiser conhecer mais das minhas histórias, vou deixar aqui embaixo meu grupo no fb.
É isso, até a próxima <3

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Nota da beta: Arrasando como sempre, né, Fer? Eu amei esses dois e amei a forma como ele deixa claro que ia correr atrás dela, nada mais fofo que isso! Maravilhosa! 💙

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