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Última Atualização: 31/07/2021

Capítulo 1

De meus olhos vertia um rio descontrolado de lágrimas, meus lábios comprimidos seguravam os soluços que procuravam sair, em meu peito havia a dor da perda enquanto a imagem na tela prosseguia o andamento do ocorrido que provocara tal reação… Eu sabia que tudo não passava de ficção, afinal personagens seguiam os rumos que seus criadores assim decidissem, porém era inevitável não sentir quando seu favorito morria.
“É, a vida de um otaku não era fácil!”
Com o início da ending, fechei a tela do notebook enquanto secava minha face molhada, me levantei e segui para o banheiro. A imagem que o espelho refletiu era no mínimo monstruosa, lábios e olhos inchados, a face num tom rosado devido à intensidade das emoções, a expressão de derrota enquanto o cabelo desgrenhado completava o visual bagunçado.
— Chega de animes por hoje!
Comentei retirando minhas vestes enquanto seguia para o box. A água fria tocara minha pele como uma corrente de energia elétrica; palavrões escaparam de meus lábios trêmulos enquanto minhas mãos brigavam com o registro para arrumar a temperatura. Pouco a pouco a água esquentou e assim pude relaxar os músculos tensos após horas de maratona de animes confinada na escuridão do meu quarto; as férias de inverno estavam acabando e logo retornaria às salas de aulas suportando os universitários… Eu realmente apreciava meu emprego, porém não suportava os alunos daquela instituição, afinal uma universidade localizada próxima à praia não era a atividade favorita de meus alunos.
Me formara muito jovem, com aspirações e uma ingenuidade latente, me candidatei a várias instituições para lecionar. O que eu não esperava foi a decepção em encontrar tantos arruaceiros e preguiçosos em minhas aulas; desde então a rigidez empregada em minhas aulas fora minha única escolha, afinal a disciplina colocava minhas turmas na linha e a paz e harmonia reinava enquanto me mantivesse firme.


Capítulo 2

Com o fim das minhas férias, resolvi encerrar minha maratona de animes após a morte de meu amado personagem favorito. Durante essa última semana, buscaria colocar meu sono em dia e me alimentar corretamente, não poderia sobreviver de alimentos industrializados e do serviço delivery para me manter alimentada.
A cidade estava em uma calmaria incomum, restaurantes e lojas quase vazios, deveria ter alguma relação com o retorno dos universitários nas próximas semanas… Embora fosse uma suposição, não me atentei a nada que me causasse dor de cabeça a mais; meus pés tocaram a areia macia e morna, após semanas reclusa na minha casa fazia algum bem tomar ar fresco. Suspirei, apreciando a visão do oceano à minha frente, os tons azuis eram belos enquanto engoliam o sol pouco a pouco. Me sentei na areia abraçando meus joelhos enquanto admirava o pôr do sol; a brisa fresca tocou minha face de modo agradável.
— Olha se não é a senhorita por aqui. — Ergui minha face encontrando a figura de em seu macacão de Neoprene enquanto segurava sua prancha, seus cabelos estavam úmidos. — Uma figura rara de se ver quando a universidade entra em recesso.
se sentou ao meu lado colocando a prancha ao seu lado, sua expressão encontrava-se tranquila enquanto seus olhos miravam as águas.
— Não precisa exagerar — respondi por fim; o silêncio havia se prolongado enquanto apenas podia-se ouvir o som das ondas quebrando e conversas ao longe.
— Qual dos seus personagens favoritos morreu? — abriu um sorriso zombeteiro, acabei rindo desacreditada.
— Por que você é tão bom em me desvendar? — O empurrei com o ombro enquanto direcionava meu olhar para ele.
— Crescemos juntos, , é impossível que haja qualquer coisa sobre você que eu não saiba! — Ele deu de ombros enquanto se levantava, espanando a areia de seu macacão.
— Que estranho, pensei que viria com seus sermões a respeito do quão irresponsável estou sendo apesar de ser uma professora. — Me levantei imitando-o.
— Você já é grandinha demais para saber por si mesma, . — Ele balançou a cabeça rindo de algo que provavelmente pensara. — Além disso, nada que eu lhe dissesse você acataria de qualquer forma.
— É claro que não há como você provar tal coisa! — Me defendi caminhando ao lado dele, meus sapatos estavam em minhas mãos.
— Somente neste ano foram cinco semanas de luto por Itachi Uchiha, em mais de um recesso você reassistiu Naruto e, pelo seu estado atual, suponho que enfim tenha tomado coragem para assistir a temporada que Erwin Smith morre. — O tom jocoso inundava as palavras de enquanto ele arqueava suas sobrancelhas com um sorriso convencido em seus lábios.
— Você prometeu parar de ser tão infantil. — Rolei os olhos e o empurrei quando passei por ele.
— Hey! — Ele me alcançou com uma breve corrida. — Você sabe que estou apenas brincando, … — Ele me ofereceu um sorriso angelical. — Afinal seus futuros ou não tão promissores maridos acabaram de falecer em suas obras de origem.
Após a última frase, ele se pôs a correr largando sua prancha ao meu lado; estava claramente me provocando, porém a vontade de estapear era maior do que agir como uma adulta. Assim larguei meus calçados em cima de sua prancha correndo atrás dele; no entanto quando enfim o alcancei, ele me ergueu em seus ombros adentrando o mar gelado.


Capítulo 3

e eu éramos melhores amigos, nossos pais eram vizinhos e, como possuíamos a mesma idade, acabamos crescendo juntos naquela cidade litorânea. e eu seguimos rumos diferentes na faculdade, porém a distância não abalou nossa amizade e, quando voltamos a nos reencontrar, era como se os anos separados não houvessem existido. seguira a carreira de seu pai e era o atual comandante da força policial. Como um bom amigo, ele por vezes me tirava de casa para tomar ar fresco e comer decentemente, minha mãe tinha constantes dores de cabeça antes de começar a me atormentar sobre meus hábitos alimentares. Ter meus pais preocupados era tolerável se comparado ao comandante sabia exatamente o que fazer para que eu o escutasse; minhas coleções de mangás e produtos de animes por vezes ficavam sob sua custódia como meio de persuasão.
Naquela noite ele se encarregou de verificar minha dispensa, após as provocações e piadas sobre meus hábitos de otaku, ele me levara para casa a fim de averiguar como estava a situação. Sua minuciosa investigação aos meus armários e dispensa e o longo sermão seguiram-se após concluir que não havia nada nas prateleiras.
“Era óbvio que não haveria! Estava me alimentando graças aos inúmeros serviços de deliverys.”
Seu jeito protetor ao mesmo tempo que era algo agradável, por vezes me tirava do sério. podia ser bastante persistente quando decidia algo; ele me levara ao supermercado decidindo ele mesmo as frutas e verduras…
— Uma verdadeira dona de casa! — Zombei assim que finalizamos as compras, ele havia tomado um banho antes de trocar-se e vestir sua farda.
— Eu ainda não sei porque insisto em me preocupar com você! — Ele suspirou abrindo o porta-malas de seu carro e colocando as compras no mesmo.
— Essa é fácil: você não vive sem mim! — O empurrei com o quadril com um sorriso quase infantil nos lábios, fugindo de seu olhar zangado acima de seus óculos escuros enquanto seguia para o lado do passageiro.
— Minha vida seria mais fácil se você fosse mais atenta quanto a si mesma! — Ele retirou seus óculos escuros adentrando o veículo, seu olhar fixou-se num ponto com irritação.
— Se você não ficasse tão carrancudo o tempo inteiro, talvez ficasse aceitável. — Toquei o meio de suas sobrancelhas, onde havia uma ruga aparente devido ao seu cenho franzido
— Só coloque o cinto de segurança. Seus padrões se baseiam em personagens de desenho japonês, o que você sabe sobre aceitável?! — Ele murmurou de mau-humor, ligando o carro após verificar se eu estava com o cinto.
— É realmente fácil te tirar do sério somente referindo-se à sua aparência. — Lhe dei uma piscadela antes de ligar o rádio, havia o CD que havia dado a ele de presente quando tínhamos 15 anos. — Uau, você ainda tem essa relíquia em seu carro! — Aperte o botão de play, ouvindo os acordes da música tomarem o carro.
— O que há de tão ruim nisso? — Ele parou no sinal vermelho me dando um olhar levemente irritado enquanto batia os dedos no volante, acompanhando as batidas da música.
O restante do caminho o provoquei um pouco mais, ao ponto de achar que ele ia me deixar no meio do trajeto até minha casa com as compras. Para me desculpar, preparei o jantar sendo alvo de suas piadas infames quanto aos meus gostos. Não era porque não possuía hábitos alimentares saudáveis que era incapaz de cozinhar, somente não era tão solícita em preparar minhas próprias refeições, optando por pedir algo pronto.
Nos despedimos e se encaminhou ao seu plantão; havíamos combinado de sair para almoçar no dia seguinte. Com sua disposição em seguir corretamente o princípio de não pular refeições, duvidava que me deixaria em paz na tarde do dia seguinte. Com o senhor certinho seguindo para seu trabalho, deixei as louças lavadas escorrendo sobre o pano de prato enquanto seguia para o conforto do meu quarto após trancar a porta; adormecer fora um ato instantâneo após me acomodar debaixo dos cobertores.


Capítulo 4

Cenas de Shingeki no Kyojin foram o plano de fundo de meus sonhos, o que eu não esperava, no entanto, era ser acordada por um som estridente exatamente quando revivia a morte de Erwin Smith. Me levantando assustada, procurei respirar com calma, o som de trovões e de água contra o vidro da janela indicava que o tempo não era o mais propício para se aventurar do lado de fora. Localizei o objeto que emitia o som estridente, no visor indicava algumas, “poucas”, chamadas perdidas de . Com um suspiro sofrido, deslizei a tela colocando o aparelho no modo alto falante e ouvindo uma série de xingamentos e repreensão de um mal-humorado.
— Dizer um olá seria o suficiente. — Murmurei ainda sonolenta, me espreguiçando ouvindo proferir mais uma série de xingamentos. — Vai me dizer que não imaginava que eu estaria dormindo?! — Soltei uma risada ao ouvir um suspiro insatisfeito.
— Como conseguiu se formar tendo hábitos tão ruins?! — rebateu em um tom levemente irritado.
— Vai, me diga com o que está te deixando nesse estado. — Ignorei sua fala anterior procurando algo para vestir enquanto apoiava o celular entre o ombro e a orelha após verificar que ele havia se acalmado. — Minha falta de compromisso não é novidade para você, então não use isso como desculpa para jogar em cima de mim seu mau-humor.
— Algo aconteceu no meio da noite, os postos da polícia estão cercados por jornalistas sedentos por explicação. Parece que um grupo de barcos de pescadores desapareceu sem qualquer explicação. — se rendeu suavizando o tom de voz. — Algumas testemunhas disseram que uma forte luz surgiu tragando as embarcações e logo depois a chuva começou a cair.
— Imagino que não encerrou seu turno após algo assim surgir. — Deixei a roupa escolhida em cima da cama enquanto olhava o horário no relógio na parede. — Conseguiu comer algo? — Perguntei preocupada.
— Nada muito decente. Bem, vou ter que desligar, parece que aqueles malditos abutres estão causando problemas. — resmungou insatisfeito, seu mau-humor retornando a sua voz.
— Te encontro no lugar de sempre? — Indaguei antes que ele desligasse.
— Estava te ligando para avisar que não poderia encontrá-la hoje. — Ele prontamente negou embora parecesse realmente insatisfeito por não poder sair.
— Uma mensagem bastava, você sabia que estava tentando colocar meu sono em dia. — O respondi me sentando novamente sobre o colchão.
— De qualquer jeito você despertaria, aproveite que está acordada e vá tomar seu desjejum. — Sua última frase antes que desligasse tinha o claro tom de ordem.
Encarei o aparelho em minhas mãos sentindo a vontade de ensinar bons modos ao meu melhor amigo, porém, antes que eu pudesse agir, um pigarrear veio da porta do meu quarto, na qual uma figura alta e imponente me observava com certa curiosidade.


Capítulo 5

Os fios louros e os olhos das cores do oceano foram as primeiras características que absorvi. Meus olhos analisaram a figura num misto de confusão e choque enquanto ligava as características a quem pertenciam. Tanto as vestimentas quanto o porte não me deixavam negar a loucura, como era possível?! Se não estivesse sentada certamente teria caído.
— A senhorita poderia me dizer onde estou? — Após notar que eu não havia dito nada por horas, ele resolveu se pronunciar, me deixando surpresa pela voz ser mais profunda do que já havia ouvido.
— As noites sem dormir enfim me deixaram maluca! — Belisquei meu braço de modo a verificar se estava sonhando. — Ai! Merda!
Após uma série de xingamentos e mini surtos, voltei meu olhar para a inacreditável figura ali presente. Me levantei cautelosamente, meus pés me levaram para próximo dele.
— Isso não é possível! — Murmurei ainda em choque, aqueles orbes azuis me observavam com curiosidade e certa diversão.
— Imagino que essa situação é algo fora do comum para ambos. — Ele voltou a se pronunciar, sua eloquência ainda me deixava fascinada.
— É difícil assimilar que dentre tantas possibilidades do que porventura poderia me ocorrer… — Minha voz esmoreceu perdendo-se no ato da assimilação, minhas mãos timidamente elevaram-se num pedido mudo para tocá-lo. — Você é real! — Exclamei ao sentir o calor de sua pele contra a minha, meus dedos haviam entrelaçados aos dele.
— Eventos curiosos ocorrem a pessoas notáveis! — Ele me respondeu com certa seriedade.
— A realidade é mais decepcionante do que imagina, Erwin Smith. — Me afastei procurando acalmar meu tolo coração; ainda que tivesse provado a mim mesma que não era apenas um sonho, ainda assim era difícil de acreditar. — Queira me acompanhar, Comandante Smith. — Sinalizei para que ele me seguisse mantendo uma distância de sua figura.


Capítulo 6

O levei em direção à cozinha enquanto me continha em lhe fazer perguntas indiscretas, a curiosidade dos fãs não era algo que respostas vagas de um autor pudessem sanar. Liguei a cafeteira, logo notando o olhar de Erwin sobre as coisas que lhe cercavam.
— Bem, vamos recomeçar as apresentações: eu sou . — Meu olhar descansou sobre o emblema da Tropa de Exploração, um sorriso cálido surgiu em meus lábios ao recordar da capa semelhante à que ele usava, a qual eu escondia no fundo do meu guarda-roupa de modo a não a encontrar. — Embora você não me conheça, eu sei muito a seu respeito… me dê um minuto. — Deixei na frente dele uma xícara com café, o açúcar ao lado, enquanto seguia em direção à minha biblioteca procurando pela área em que deixava expostos meus preciosos mangás.
Meus olhos varreram os inúmeros títulos enquanto procurava pelo volume correto; ao fim peguei cinco exemplares os quais mostravam o arco sobre a história da figura que se encontrava em minha casa. Retornei à cozinha encontrando Erwin analisando a cafeteira com afinco, seus olhos possuíam um brilho de fascinação tal como uma criança quando se depara com um brinquedo novo.
— Se chama cafeteira. — Me aproximei deixando os mangás sobre o balcão enquanto parava ao lado dele. — Aqui, neste compartimento você coloca o pó de café e neste outro água. — Expliquei abrindo a tampa superior, antes de indicar o touch. — Nessa tela é possível “dizer” à máquina quantas xícaras de café eu quero, preparar o café numa determinada hora, enfim, são muitas as funções que este simples aparelho pode realizar. — Finalizei a explicação indicando a banqueta para ele se sentar.
— Compreendi. — Ele apenas concordou com um aceno, seu olhar estava distante, era como se milhares de pensamentos o rondassem.
— Originalmente você é apenas um personagem de Hajime Isayama; fazendo parte da trama da serialização conhecida como Shingeki no Kyojin, nominada também como Attack on Titan. — Organizei os mangás à frente dele, mostrando os exemplares. — Seu mundo, seus companheiros, tudo o que você conhecia não passa de uma criação do autor. — Abri meu notebook, digitando na barra de pesquisas tudo relacionado a Erwin Smith.
Erwin permaneceu em silêncio enquanto absorvia o que lhe era dito, suas mãos manusearam os exemplares com cuidado enquanto seu olhar permanecia analítico e um pouco distante ao se ver nas páginas dos livros. Esperei ele assimilar os fatos enquanto pegava uma xícara de café para mim, meus olhos não conseguiam desviar-se dele. A chuva ainda caía torrencialmente do lado de fora, sendo o único som além do virar de páginas naquela cozinha.
— Uma loucura ou uma alucinação? — Ele murmurou enquanto ainda analisava as páginas. — A cada página, eu entendo a razão pelo modo como agiu ao me ver.
— O que o trouxe ao mundo real? — Indaguei depositando minha xícara na pia.
— Eu não consigo me recordar com clareza, mas eu só me lembro de me ver numa biblioteca incomum com títulos numa língua diferente. — Ele me respondeu sem qualquer receio, seus olhos alcançaram os meus.
— Essa situação é surpreendente para ambos, descobrir que sua vida não passa de ficção não deve ser fácil. — Me sentei ao lado dele procurando os arquivos do anime. — Não há apenas livros como esses que você faz parte, mas uma animação também. — Abri o último episódio em que me desmanchei em lágrimas apertando o play.
O Erwin Smith ao meu lado não havia perdido um braço, ou seja, ele era a versão simplificada daquele que ele via na tela. Exatamente na cena em que Zeck, em sua forma titã, inicia seus ataques contra a Tropa de Exploração, atingindo o Erwin Smith do anime com um dos fragmentos da rocha, meus olhos encheram-se de água. Pausei o vídeo no exato instante em que ele caiu e enxuguei discretamente as lágrimas.
— O autor apenas me descarta?! — Erwin se observa, seus olhos possuíam um brilho indecifrável. — Simples assim!
— Eu posso saber o que está acontecendo aqui?!


Capítulo 7

O tom grave de nos surpreendeu; um grito quase escapa de meus lábios. Fechei os olhos respirando fundo antes de encontrar o olhar perscrutador do meu melhor amigo, o modo como ele olhava Erwin era uma mistura de desconfiança e confusão.
— O que lhe fez chorar? — me questionou se aproximando em apenas algumas passadas.
Virei a tela do notebook para ele, ignorando a atitude dele de se colocar entre Erwin e eu.
— Eu acho que você vai querer se sentar. — Me levantei deixando ocupar o lugar em que estava antes. — Deixe-me apresentá-los: , a figura sentada ao seu lado não é nada menos que Erwin Smith. Sim, eu sei que é loucura. — Me adiantei a pronunciar-me. — Erwin, esse é , meu amigo. — Me encontro contra a pia acompanhando o olhar de ambos analisando-se. — Rapazes, eu sei que a situação em que nos encontramos está muito fora do comum… — Lancei um olhar de aviso a que já abria sua boca para exclamar algo.
— Você realmente acredita nessa teoria maluca?! — A incredulidade marcava a voz de meu melhor amigo.
— Entre nós, quem você acha que está em uma posição confusa? — Rebati a indagação antes de me dirigir a Erwin. — Como você está se sentindo sobre tudo isso? — O questionei seriamente.
! Você ao menos está se escutando? — se levantou agitado. — Eu realmente entendo essa sua paixão por obras japonesas, mas não pode ser verdade que está acreditando que ele — indicou Erwin com irritação — e o personagem são a mesma figura!
— A semelhança é inexplicável, . Me diga que conseguiu alguma coisa com o caso que está investigando.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.
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Outras Fanfics:
The Way I Still Love You
Não Diga Que Me Ama
Coletânea The Wolf and your Moon:
04. White Winter Hymnal
17. Além das Palavras
03. Otro Dia que Va
03. Playing God
Coletânea Inesperados:
09. Write Your Name
08. Looking Up
My Sweet Lady
After Forever

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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