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Fanfic Finalizada.

Prólogo

?
O garoto piscou algumas vezes antes de virar o rosto em direção à amiga.
— O que foi, ? — perguntou com um sorriso.
Ela sorriu timidamente, aconchegando-se sob o braço do rapaz.
— Você é a pessoa mais importante na minha vida. — bocejou, apoiando a cabeça no ombro do amigo e caindo no sono rapidamente.
suspirou, sentindo um nervoso percorrer sua espinha. Há semanas, senão meses, sua melhor amiga não saía de seus pensamentos, e ouvi-la dizendo que ele era importante aquecia seu coração de uma forma inexplicável.
— Você também é a pessoa mais importante para mim, .

Na estrada que é feita do meu amor
Por favor, deixe nossas pegadas
Quando eu abrir meus olhos,
espero que você esteja ao meu lado

I Wish ~ Cosmic Girls (WJSN)



Capítulo 1

A consciência de despertava aos poucos, indicando que estava acordando de algum sono. Sentiu um desconforto nas costas inicialmente, mas não criava coragem de abrir os olhos.
— Ele dormiu. — escutou uma voz ao longe, seguida de uma batida leve de porta, como se alguém houvesse acabado de entrar em... Casa?
— São seis da noite, temos que ir para uma festa, . — uma outra voz feminina surgiu e fez uma careta, como se pudesse reconhecê-la.
Em uma fração de minuto, o rapaz sentiu um peso sendo jogado em seu colo, fazendo-o abrir os olhos, espantado.
— Bom-dia. — disse animado por ter assustado o amigo.
— O que você quer? — resmungou, empurrando-o para o chão. Ele percebeu que estava largado no sofá. Por isso suas costas doíam tanto?
— A fraternidade Alpha Phi Psi ‘tá dando uma festa, vamos logo. — disse rapidamente, jogando a bolsa sobre a mesa da sala. — Se arruma logo, . Ainda precisamos voltar na irmandade da .
piscou algumas vezes antes de levantar o olhar até as duas amigas, que estavam em pé, lado a lado. permanecia deitado no tapete, mexendo no celular. parecia avoada, olhando para algum ponto aleatório, enquanto olhava fixamente para o rapaz no sofá. Sem escolhas, ele bufou e se levantou, caminhando até o próprio quarto.
Com toda a lentidão do mundo, pegou sua toalha e uma cueca boxer da gaveta e andou vagarosamente até o banheiro da suíte, abrindo o registro e enfiando-se sob a água morna do chuveiro.
Enquanto observava a água escorrendo pelo seu corpo, permitiu-se refletir sobre sua vida. , 24 anos, estudante de música na Universidade Nacional de Artes da Coreia e jogador titular do time de basquete do campus.
Ensaboou o corpo ao mesmo passo que refletia no quanto era feliz com a vida que tinha e como não queria que nunca mudasse. Ele tinha os mesmos amigos desde o ensino médio e não tinha o que reclamar sobre sua família. Além de que o seu grupinho tinha as melhores pessoas do mundo.
Vai demorar muito? — escutou a voz de por detrás da porta, fazendo com que o rapaz acordasse para a realidade e desligasse logo o chuveiro, secando-se rapidamente com a toalha e vestindo a cueca.
— Cara, posso me trocar sozinho pelo menos? — disse ao notar o amigo deitado em sua cama.
revirou os olhos, logo caminhando para fora do quarto, mas não sem antes se virar e apontar para o corpo desnudo de .
foi com a até a irmandade para se arrumar, a gente sai quando elas mandarem mensagem, viu?
— ‘Tá, ‘tá... — resmungou em concordância apenas para que pudesse ficar sozinho logo.
Abriu a porta do armário, deparando-se com diversas camisetas que ele não sentia vontade de usar. O que realmente lhe chamou a atenção fora a calça moletom e a blusa de pijama dobradas no canto do guarda-roupas, como se elas o chamassem para aproveitar a noite. Aproveitar deitado em sua cama, vendo Netflix ou dormindo sob os cobertores depois de uma xícara de chá quente.
Ele realmente precisava ir naquela maldita festa dos Alpha alguma coisa?
sacudiu a cabeça ao imaginar o quanto encheria seu saco caso não fosse consigo. Merda, por que ele, um rapaz caseiro, virou melhor amigo de uma maluca festeira que vive bebendo?
Tirou uma camisa de botão do cabide e vestiu-a, junto de uma calça jeans escura e um par de tênis brancos. Deu uma breve uma olhada no espelho, conferido a própria imagem, borrifou o perfume e saiu do quarto enquanto dobrava as mangas.
— Para quem não queria ir, você está muito bem arrumado. — ao ver o amigo adentrando a sala, fazendo-o revirar os olhos.
— Eu ainda não quero ir.
— Mas nós conhecemos a . — disseram em uníssono, provocando uma risada de ambos.
jogou-se no sofá ao lado do amigo e despausou o programa que outrora assistia acompanhado de .
— Como você está, amigo? — o mais velho perguntou, virando-se minimamente, ainda prestando atenção na televisão.
— Estou cansado só.
— Você nem quer mais ensaiar conosco. — reclamou enquanto jogava sua cabeça para trás, inspirando fundo. — Parece que está fugindo da gente.
soltou uma risada pelo nariz, sem saber o que responder. Não é que ele estivesse fugindo, só estava cansado demais para qualquer outra coisa senão descansar em seu ¬– escasso – tempo livre. A reta final na faculdade o consumia demais.
Não passaram muito tempo assistindo ao Knowing Bros, pois logo enviou uma mensagem avisando que eles já podiam buscá-las.
— Você volta dirigindo? — perguntou assim que ambos entraram no carro, ele de motorista.
— Por quê?
— Queria beber.
Em uma revirada de olhos, afirmou que poderia, sim, cuidar da direção na volta.
— Não acredito que estou indo obrigado nessa festa e não vou nem mesmo poder beber.
soltou uma risada alta e deu partida no carro, não demorando nem mesmo cinco minutos para chegar em frente à irmandade de . As garotas sorriram e acenaram antes de se aproximarem ao carro.
— Achei que fossem demorar mais. — caçoou ao destrancar as portas para que ambas entrassem atrás.
— Blá, blá, blá. Eu não sou o não. — disse rindo, afivelando o cinto e passando a mexer no celular em seguida, com um sorriso bobo que não passou despercebido por .
Será que ela está de papo com alguém?, pensou.
ligou a rádio e a melodia de Apocalypse invadiu o ambiente, fazendo com que tentasse, inutilmente, abafar os pensamentos sobre o que diabos fazia no celular.

Wrapped in your arms
You’ve been hiding them in
Hollowed out pianos left in the dark

Embrulhado em seus braços
Você tem os escondido em
Pianos vazios deixados no escuro


— Podíamos tocar essa música qualquer dia desses, não? — perguntou, enfiando a cabeça entre os bancos dianteiros.

Silêncio.

— Se o concordar, eu ‘tô dentro. — se pronunciou, desligando o celular e descansando-o no próprio colo. — Tudo do Cigarettes after Sex me lembra você, não quero tocar essa música se você não participar.
olhou para a amiga no banco de trás, engolindo em seco. Certo, ele poderia abdicar de algumas horas de sono para tocar com os amigos, não? Pelos velhos tempos!
Bem, nem tão velhos assim, visto que deixara de participar dos ensaios há apenas três meses.
— Precisamos do nosso guitarrista, vaaaaai. — arrastou a voz, aproximando o rosto ainda mais do de assim que tirou a cabeça de entre os bancos.
Seu coração começou a bater mais rápido e forte, como se a voz de fosse um gatilho. Piscou algumas vezes ao perceber que algo estava errado, seu coração não podia bater daquela forma por sua melhor amiga.
Então, ele apenas suspirou, sem dar nenhuma resposta concreta, e virou para frente.

Não posso negar que estou perdendo a cabeça
Eu estou lutando
Não posso negar que estou enlouquecendo

Star ~ LOONA

Capítulo 2

Da esquina já podia-se ouvir a música alta da fraternidade Alpha Phi Psi, e isso provocou um sorriso automático em , que estava ansiosa por aquela festa.
— Como alguém pode ser tão festeira? — resmungou ao observar a amiga sair correndo assim que estacionaram o carro, sem ao menos esperá-los.
— Ela terminou o caso dela essa semana, dá um desconto, vai. — surgiu ao seu lado, ajeitando a blusa. A garota estava de cropped preto brilhoso, calça jeans e salto, além de um par de brincos prateados longos e um colar da mesma cor, com um pingente que balançava na altura do busto. Atentar-se àqueles detalhes fez com que suspirasse pesado, olhando para o chão em seguida.
— Entendi... — disse baixo, ainda tentando tirar aqueles detalhes de sua mente. Ela era apenas sua amiga, não tinha nada de estranho em reparar nessas pequenas coisas nela, certo?
Sem mais nenhuma palavra, ambos entraram na mansão pouco atrás de , que havia trancado o carro e entregou as chaves ao amigo.
se afastou dos amigos, indo em direção a um grupo de garotas que estavam reunidas no canto da sala. O lugar, como era o esperado, estava lotado. podia sentir o cheiro do suor, das pessoas já bêbadas e... Ei, aquilo era cheiro de maconha?
— Obrigado por ficar responsável pelo carro hoje, amigo. — disse alto já com um copo vermelho na mão. Quando ele havia pegado aquilo?
Sem respostas, e com a paciência já estourando, caminhou até a cozinha em busca de qualquer coisa que não tivesse álcool. Droga, ele já não queria estar ali e ainda se responsabilizou em levar os quatro para casa.
Chegando lá, o rapaz pegou uma latinha de energético do cooler, passando a tomá-la imediatamente. Ao contrário do que imaginava, a cozinha já estava lotada.
Assim que arranjou um banquinho no balcão, passou a observar as pessoas na festa. Alguns poucos rostos conhecidos andavam de lá para cá, a maioria, senão todos, com copos vermelhos na mão. No lado de fora, percebeu uma nuvem de fumaça sobre um círculo de pessoas e sentiu o estômago embrulhar. Aquilo era o tal narguilé?
O rapaz estreitou os olhos, com um leve nojo ao ver o grupo de pessoas passando, o que quer que fosse aquilo, de boca em boca.
Voltou seus olhos para a sala, nos sofás mais precisamente, onde fora anteriormente. Percebeu que o grupinho de garotas não estava mais por lá, nem mesmo sua amiga.
olhou para a latinha antes de bebericar o energético e elevar seu olhar em direção à pista de dança, sentindo um leve formigamento no peito ao notar sua garota ali, dançando.

Espera, sua garota?

Ele sacudiu a cabeça forte, estava alucinando. não era sua garota. Era sua amiga, mas apenas isso. Amigos sem segundas intenções desde o ensino médio.
Olhou para a latinha novamente, avaliando o conteúdo, e bebeu o restante do líquido em um único gole, sentindo uma dor na garganta por engolir energético demais de uma só vez.
dançava com os olhos fechados de forma leve e descontraída, e inclusive havia prendido o cabelo num coque mal feito. Ela não fazia nenhum movimento sexy, mas apenas o fato de alguns de seus fios estarem grudados em sua nuca por conta do suor fazia com que sentisse um arrepio por todo seu corpo.
Algo incontrolável palpitou em seu coração, fazendo com que ele se levantasse e quase fosse em direção à amiga, mas paralisou suas pernas antes que o fizesse. Lembrou-se então de todas as vezes nos últimos meses em que o chamava para as festas das fraternidades, pois ele “só sabia estudar e não sabia mais o que era beijar na boca” e aquilo acendeu em sua mente.
Bingo! Era isso! Todo esse sentimento estranho entalado em seu peito – e cabeça – era por conta da seca. Óbvio que era isso, tinha que ser. Só podia ser.
virou-se para o balcão e se deparou com um copo vermelho. Refletiu por uma fração de segundo, logo sentindo, novamente, aquele incômodo no peito.
— Dane-se.
Em um pulo, não havia nem ao menos uma gota naquele copo. queria beber, precisava tirar essa tal “seca” da cabeça. Precisava beijar alguém. As pessoas iam em festas para encher a cara e se esquecerem dos problemas, certo? Pois ele faria o mesmo e ninguém, ninguém mesmo, poderia julgá-lo.
Tornou até a cozinha e pegou uma garrafa de cerveja, virando-a e sentindo o líquido queimar em sua garganta.
, você precisa sair um pouco. Só fica enfurnado no seu apartamento, não para de estudar nem por um segundo. Daqui a pouco vai virar virgem de novo, a voz de soou em sua mente.
Procurou por algo mais forte. Será que não tinha soju na despensa?
Notou a garrafa de vodka sem 2/3 do conteúdo e pegou-a, enchendo seu copo e tomando a bebida sem demora. Não deu dois goles e sentiu a garganta se incomodar, fazendo com que parasse de beber e tossisse um pouco. A música parecia mais baixa agora, e nem as luzes piscando o incomodavam mais.
bebeu todo o copo e pegou outra cerveja, caminhando sem pressa até o banco em que outrora estivera sentado, mas percebeu que ele estava ocupado.
— Droga. — resmungou baixo e olhou para a garrafa em sua mão. O copo vermelho fora largado na bancada da cozinha e a cerveja parecia já estar pela metade.
Levantou o rosto e observou algumas pessoas saindo da pista de dança, outras entravam e algumas pareciam não querer sair dali ainda. Em sua mente, dois pensamentos se destacavam:
1 – Ir dançar e passar vergonha.
2 – Não ir dançar e ficar só na vontade mesmo
.
Obviamente, sua consciência gritava para que ele permanecesse ali, apenas observando. Além de não ter gingado algum na hora de dançar, estava no famoso “estou bêbado, mas não estou”.
A vergonha era certa.
Porém seus olhos grudaram numa certa moça de cropped preto brilhante, calça jeans e saltos.
Com um último gole, secou os lábios com as costas das mãos e descansou a garrafa, agora vazia, no balcão. Passou por entre as pessoas e esticou a mão para frente, quase chamando com um toque no ombro. Entretanto, seu último resquício de coragem foi embora.
O que ele faria quando ela se virasse? Diria “Oh, ! Minha nossa nem te vi por aqui.”? Ou talvez , preciso falar contigo. Acho que talvez exista a remota probabilidade de eu estar gostando de você.”?
Ok, zero chances de ele dizer a segunda opção, mas a primeira também era ridícula! Portanto, deu meia volta e tentou sair da pista, mas ela parecia ainda mais apertada.
Já que estou aqui, posso dançar um pouco, o pensamento cruzou seu subconsciente, provocando um balançar de cabeça no ritmo da música quase que instantaneamente.
Fechando os olhos, sentiu o efeito da bebida correr em suas veias, fazendo com que seu corpo sacudisse de um lado para o outro. Ele permitiu que sua mente apagasse, pelo menos momentaneamente, todos seus problemas. As matérias que ele poderia estar estudando naquele instante, os calafrios esquisitos que tinha quando se aproximava, o fato de que ele havia se responsabilizado por dirigir na volta e acabou bebendo... Tudo, queria esquecer-se de tudo, pelo máximo de tempo que pudesse.
Em algum momento em que o rapaz não sabia mais o que estava acontecendo, alguém o cutucou. deu de ombros, permanecendo com os olhos fechados e sentindo o coração palpitar junto da música alta.
Outro cutucão.
Ele respirou fundo antes de abrir os olhos, mas não conseguiu enxergar nada. Uma sensação estranha correu por sua espinha, ele definitivamente estava tonto.
Por alguma razão, ele não saiu da pista. Ficou ali, balançando de lá para cá, devagar e totalmente fora do compasso. Mas não que ele se importasse com isso de qualquer forma.
via tudo rodando. Talvez fosse o efeito da bebida com o fato de ele não ter comido nada. Certo, as luzes piscantes incomodavam agora.
Ele viu alguém se aproximando e tentando falar com ele, mas não pôde escutar. O DJ, ou sei lá quem diabos estava controlando a música, pareceu ter aumentado o volume e não conseguiu entender nenhuma palavra sequer que a garota lhe dizia.
O som pareceu abafar, do nada, e tentou focar seu olhar na moça que falava contigo. Piscou algumas vezes antes de, simplesmente, ir para frente e segurar o rosto dela com as mãos.
A menina parou, sem reação, e aproximou-se ainda mais, concentrado demais no formato dos lábios dela.
O beijo começou de uma forma... Estranha. A pessoa parecia totalmente imóvel ao que estava acontecendo ali, entre os dois. Demoraram alguns poucos segundos para que ela engajasse no beijo.
As línguas de ambos exploravam cada parte da boca do outro, como se estivessem descobrindo algo completamente novo e instigante.
Os pensamentos de surtavam durante o beijo. De um lado, ele estava aliviado pois, realmente, fazia muito tempo que não beijava e aquilo deveria ajudá-lo a esquecer de .
De outro, ele apenas se perguntava quem diabos estava beijando, pois ele realmente iria querer um replay.
A resposta não demorou muito para vir, visto que ambos não se beijaram por tanto tempo assim. O surto mesmo veio quando abriu os olhos e deparou-se com ninguém mais ninguém menos que , sua melhor amiga – e razão da maior parte dos seus problemas.

Fodeu.


Fim.



Nota da autora: Oii meus anjos, estão todas bem?
Certo, eu estou sentindo que vocês querem me matar com esse final, mas logo, logo eu trago a parte 2 (espero cof cof)
Enfim, o que acharam? Choros? Esperneios? Raiva? Vontade de me esganiçar eu já sei, mas e sobre os pps? O que será que o nosso boy vai fazer agora? E a nossa PP, socorro?
Espero que tenham gostado, de coração mesmo!
Um cheiro!

Nota da beta: Bem, o Disqus está um pouco instável ultimamente e, às vezes, a caixinha de comentários pode não aparecer. Então, caso você queira deixar a autora feliz com um comentário, é só clicar AQUI.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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